Banco do Brasil apresenta e patrocina
Vestido de Noiva com Grupo Oficcina Multimédia
de Nelson Rodrigues
direção Ione de Medeiros
Banco do Brasil apresenta e patrocina Vestido de
Noiva, encenação do Grupo Oficcina Multimédia do
texto homônimo de Nelson Rodrigues.
Vestido de Noiva é um marco do teatro brasileiro por
apresentar, em 1943, uma dramaturgia não-linear,
em que três planos coexistem: o da realidade, o das
alucinações e o da memória. Ao contar, de forma
fragmentada, a história da personagem Alaíde, Nelson
Rodrigues passa a ser um dos precursores do teatro
moderno brasileiro.
O Oficcina Multimédia tem uma trajetória de 45
anos, dos quais 40 sob direção artística de Ione de
Medeiros. O grupo mineiro é conhecido pelo seu perfil
multimeios, que mescla teatro, dança, música, artes
visuais e tecnologia, numa busca incessante pela
experimentação e novas possibilidades cênicas.
O espetáculo é a 24ª montagem do Grupo e dá
continuidade a uma proposta de imersão na obra de
Nelson Rodrigues, iniciada em 2018 com Boca de
Ouro, e que teve sua estreia no CCBB Belo Horizonte.
Ao realizar este projeto, o Banco do Brasil reafirma seu
compromisso de ampliar a conexão dos brasileiros com
a cultura e de valorizar a brasilidade, a multiplicidade
de linguagens e a produção teatral nacional.
Centro Cultural Banco do Brasil
Apresentação
Vestido de Noiva é uma peça teatral de
Nelson Rodrigues na qual o autor mescla
realidade, memória e alucinação para
contar a triste história de Alaíde. Após ser
atropelada por um carro em alta velocidade,
ela é hospitalizada em estado de choque. Na
mesa de cirurgia, oscilando entre a vida e a
morte, a mente de Alaíde busca reconstruir
sua própria história, e aos poucos seus sonhos
inconscientes e desejos mais inconfessáveis
vêm à tona. Quem vai ajudá-la nesse processo
é a enigmática Madame Clessi. Juntando as
peças desse quebra-cabeça, onde passado
e presente convivem sem qualquer ordem
cronológica, ela conduz Alaíde na busca pela
reconfiguração de sua própria identidade.
Vestido de Noiva, escrita em 1943, mantém-
se atual: o que poderia parecer um drama
familiar revela-se uma tragédia de alcance
universal. Nessa obra, dividida em três
atos, Nelson Rodrigues conta uma história
a partir da análise do interior da mente da
personagem, ou seja, de seu espírito, de sua
psique, de sua alma.
“Eu me propus a uma tentativa que há muito me
fascinava: contar uma história, sem lhe dar uma
ordem cronológica. Deixava de existir o tempo
dos relógios e das folhinhas. As coisas aconteciam
simultaneamente. Por exemplo: determinado
personagem nascia, crescia, amava, morria, tudo ao
mesmo tempo. (...) Senti, nesse processo, um jogo
fascinador, diabólico e que implicava, para o autor,
uma série de perigos tremendos. Inicialmente,
havia um problema patético: a peça por sua própria
natureza, e pela técnica que lhe era essencial e
inalienável, devia ser toda ela construída na base
de cenas desconexas. Como, apesar disso, criar-lhe
uma unidade, uma linguagem inteligível, uma ordem
íntima e profunda? Como ordenar o caos, torná-lo
harmonioso, inteligente?”
Nelson Rodrigues
“ALAÍDE (agoniada) – Tudo está tão
embaralhado na minha memória! Misturo
coisa que aconteceu e coisa que não
aconteceu. Passado com presente! (Num
lamento) É uma misturada.”
Proposta de Encenação
Em Vestido de Noiva, a segunda montagem do Grupo
sobre uma obra de Nelson Rodrigues, retomamos as
movimentações de cenário e a manipulação de objetos
— uma marca da encenação do Grupo. Na montagem de
Boca de Ouro, fixamos três ambientes aconchegantes
em uma grande sala de visitas, compostos de poltronas,
tapetes e muitos abajures, para ambientar as três
versões da história contada por dona Guigui.
Em Vestido de Noiva, buscamos conferir à cena uma
atmosfera de flutuação e ao cenário, uma mobilidade
fluida, em consonância com os desvarios da mente
de Alaíde, uma mulher acidentada, que, delirante na
cama de um hospital, tenta reconstruir sua história.
Este cenário móvel, todo feito com rodinhas e alturas
variadas, possibilita aos atores se posicionarem em
níveis diferentes e se deslocarem continuamente no
espaço. Composto basicamente de cadeiras, mesas
e macas hospitalares de aço inox nas cores prata,
branco e preto, todo o material cênico foi escolhido
pelo seu aspecto duro, gélido e higienizado, numa
alusão aos ambientes assépticos de salas de cirurgia
e corredores de hospitais. Em outros momentos,
este ambiente frio serve à um imaginário tribunal de
justiça, onde Alaíde, inconscientemente, sentindo-se
culpada, é acusada de assassina, por ter matado seu
marido.
Nessa montagem, retomamos também a projeção de
imagens em vídeo, ora dialogando com os atores, ora
servindo como suporte cênico para os personagens,
ou como fio condutor da história. Um narrador serve
como guia na intrincada reconstituição da história de
Alaíde, utilizando-se de textos extraídos das rubricas
indicadas pelo próprio Nelson Rodrigues nesta obra.
Contrastando com os objetos de aço, as cadeiras e as
mesas duras e estéreis, uma grande toalha branca
é estendida em cena num ritual de comemoração do
casamento, assim como os véus e os diferentes vestidos
de noivas, manipulados pelos atores têm caráter
simbólico e reforçam o ambiente onírico da encenação.
Além disso, os seis atores se revezam nas cenas entre
os personagens, masculinos e femininos, sem distinção
de sexo, dando continuidade a uma proposta de duplos e
trios que exploramos em Boca de Ouro.
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Gerais. Neste ano, são celeb 40 anos de
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França; Festival Internacional de Caracas, na (2015), na
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3º Festival do Teatro Brasileiro – Cena Mineira, em Brasília
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Brasília
(DF); Festival Internacional de São José do Rio Preto /SP
(2006); 2º Circuito de Festivales InternacionalesPreto/SP
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Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte – FITBH.
Paralelamente à sua atividade teatral, o GOM realiz
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Belo Horizonte os eventos culturais Bloomsday, l dos Piores
Poemas e Verão Arte Contemporânea. Bienal dos
Piores Poemas e Verão Arte Contemporânea.
Espetáculos montados sob a direção de Ione de Medeiros nos
últimos 40 anos: Vestido de Noiva – 2023 | Boca de Ouro –
2018 | Macquinária 21 – 2016 | Aldebaran – 2013 | Play It
Again – 2012 | As últimas flores do jardim das cerejeiras –
2010 | Bê-a-bá BRASIL – 2007 | A Acusação – 2005 | A casa
de Bernarda Alba – 2001 | In-Digestão – 2000 | Zaac & Zenoel
– 1998 | A rose is a rose is a rose – 1997 | BaBACHdalghara
– 1995 | Happy Birthday to You – 1994 | Bom Dia Missislifi
– 1993 | Alicinações – 1991 | Epifanias – 1990 | Navio-noiva
e Gaivotas – 1989 | Sétima Lua – 1988 | Quantum – 1987 |
Decifra-me que eu te devoro – 1986 | Domingo de Sol – 1985 |
K – 1984 | Biografia – 1983
Ione de Medeiros
Ione de Medeiros nasceu em Juiz de Fora em 1942 e se
mudou para Belo Horizonte em 1967. Em 1977, participou da
criação do Grupo Oficcina Multimédia, que dirige há 40 anos.
Além de diretora, é pianista, atriz, figurinista, cenógrafa,
curadora, produtora cultural e educadora artística. À frente
do GOM, realizou a montagem de 24 espetáculos, tendo como
foco a continuidade da pesquisa multimeios, que envolve o
trabalho de corpo, voz, Rítmica Corporal e material cênico
na encenação teatral. Recebeu cinco prêmios, entre eles o
Bonsucesso de Melhor Direção, com o espetáculo Zaac e Zenoel.
Foi homenageada pelo SESC/SATED MG, pela iniciativa de
criação e realização do Verão Arte Contemporânea, e recebeu
a Medalha de Honra da Inconfidência de Minas Gerais, pelo
conjunto de atividades culturais realizadas como artista
e pedagoga. É idealizadora e coordenadora dos eventos
culturais Verão Arte Contemporânea, Bloomsday e Bienal dos
Piores Poemas que o GOM realiza.
Ficha Técnica
Direção, concepção cenográfica e figurino: Ione de Medeiros
Assistência de direção, figurino e preparação corporal:
Jonnatha Horta Fortes
Elenco: Camila Felix, Henrique Torres Mourão, Jonnatha
Horta Fortes, Júnio de Carvalho, Priscila Natany e
Victor Velloso
Elenco em vídeo: Alana Aquino, Heloisa Mandareli,
Henrique Torres Mourão, Hyu Oliveira, Jonnatha Horta
Fortes e Thiago Meira
Texto: Nelson Rodrigues
Criação de luz: Bruno Cerezoli
Coordenação de montagem de luz: Piccolo Teatro Meneio
Operação de luz: Thayssa Carvalho
Concepção de trilha sonora: Francisco Cesar e Ione de
Medeiros
Mixagem e finalização de áudio: Henrique Staino | Sem
Rumo Projetos Audiovisuais
Operação de Trilha Sonora: Eduardo Shiiti e Francisco
Cesar
Vídeo - concepção e edição: Henrique Torres Mourão e
Ione de Medeiros
Finalização de vídeo: Daniel Silva
Citações no vídeo: Performance: “Ophelia”, vídeo de Gabriela
Greeb • “Ondina”, performance de Luanna Jimenes, vídeo
de Gabriela Greeb• Coreografia “Tango Queer”: Tango Fem
Buenos Aires (Nancy Ramírez y Yuko Artak)
Operação de vídeo: Daniel Silva
Projeto gráfico: Adriana Peliano
Fotografia (pp.3, 8, contra-capa): Netun Lima
Assistente de fotografia: Yan Lessa Lima
Assessoria de imprensa RJ: Paula Catunda
Gerenciamento financeiro e prestação de contas: Roberta
Oliveira - MR Consultoria
Contabilidade: MCosta & Vaz Serviços Contábeis LTDA
Produção Local RJ: Delas Cultural – Monique Vaillé
Assistente de Produção: Wil Thadeu
11/10 a 05/11/2023 Ingressos R$ 30 (inteira)
Quarta a sábado - 19h R$ 15 (meia-entrada)
Domingo - 18h À venda na bilheteria física
ou no site [Link]/cultura
Centro Cultural Banco do Brasil
Teatro II
Rua Primeiro de Março, 66
Centro - Rio de Janeiro, RJ
Tel. (21) 3808-2020
Realização
[Link]/cultura
[Link]/ccbb_rj | [Link]/[Link] | [Link]/ccbbrj
SAC 0800 729 0722 – Ouvidoria BB 0800 729 5678 | Deficientes Auditivos ou de
Fala 0800 729 0088. “Nos termos da Portaria 3.083, de 25.09.2013, do Ministério
da Justiça, informamos que o Alvará de Funcionamento deste CCBB tem núme-
ro 489095, de 03.01.2001, sem vencimento.”