LEI Nº 2.493/2006, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2006.
Dispõe sobre o CÓDIGO DE
EDIFICAÇÕES e dá outras
providências.
DANILO JOSÉ BRUXEL, PREFEITO MUNICIPAL DE ARROIO DO
MEIO, RS,
FAÇO SABER que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte
Lei:
TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º - Esta Lei tem como objetivo disciplinar os projetos, a execução de
obras e a manutenção das edificações no Município de Arroio do Meio/RS para assegurar padrões
mínimos de segurança, salubridade e conforto.
Art. 2º - A execução de toda e qualquer edificação, demolição, ampliação,
reforma, implantação de equipamentos, execução de serviços e instalações no Município está sujeita
às disposições deste Código, do Plano Diretor, da Lei de Parcelamento do Solo Urbano, Leis
Ambientais e demais Leis pertinentes à matéria.
Art. 3º - O processo administrativo referente às obras em geral,
nomeadamente quanto à aprovação de projetos, licenciamento de construções, vistorias prediais e
manutenção, será regulamentado pelo Poder Executivo Municipal, em especial quanto a prazos de
tramitação e documentação exigida.
Parágrafo único - A Administração Pública Municipal fixará anualmente, por
decreto, as taxas que serão cobradas pela aprovação ou revalidação de projetos, licenciamento de
construção, prorrogação de prazos de execução de obras e ¨Habite-se”.
TÍTULO II
DAS RESPONSABILIDADES
Art. 5º - Com relação à responsabilidade sobre as edificações e sua
manutenção caberá:
I - ao Município:
a) aprovar projetos e licenciar obras em conformidade com a legislação
municipal;
b) fornecer “Habite-se”;
c) exigir manutenção permanente e preventiva das edificações em geral;
d) notificar e, quando for o caso, autuar o proprietário do imóvel e/ou o
profissional pelo descumprimento da legislação pertinente;
II - ao autor do projeto:
a) elaborar projetos em conformidade com a legislação municipal e normas
técnicas;
b) acompanhar, junto ao Executivo Municipal, todas as fases da aprovação do
projeto;
III - ao executante e responsável técnico:
a) locar e edificar de acordo com o previamente licenciado pelo Município;
b) responder por todas as conseqüências, diretas ou indiretas, advindas das
modificações efetuadas nas edificações que constituam patrimônio histórico e no meio ambiente
natural da zona de influência da obra, em especial, cortes, aterros, rebaixamento do lençol freático,
erosão, etc.
IV - ao proprietário ou usuário a qualquer título:
a) obter junto ao Executivo, a concessão do “Habite-se”;
b) responder na falta e ou com o responsável técnico, por todas as
conseqüências, diretas ou indiretas, advindas das modificações efetuadas nas edificações que
constituam patrimônio histórico e no meio ambiente natural da zona de influência da obra, em
especial, cortes, aterros, rebaixamento do lençol freático, erosão, etc;
c) manter o imóvel em conformidade com a legislação municipal, devendo
promover consulta prévia a profissional legalmente qualificado, para qualquer alteração construtiva
na edificação;
d) utilizar a edificação conforme os projetos aprovados pelos órgãos
competentes;
e) manter permanentemente em bom estado de conservação as áreas de uso
comum das edificações e as áreas públicas sob sua responsabilidade, tais como, passeio,
arborização, posteamento, etc;
f) promover a manutenção preventiva da edificação e de seus equipamentos.
Art. 6º - As obras e os serviços a que se refere o artigo 2º deste Código
deverão ser projetados e executados por técnicos habilitados ao exercício da profissão, devidamente
cadastrados na Prefeitura Municipal e em dia com os tributos municipais.
Parágrafo 1º - A dispensa de responsabilidade técnica deverá obedecer às
disposições vigentes no CREA-RS e não exime os interessados do cumprimento de outras
exigências legais ou regulamentares relativas à obra.
Parágrafo 2º - Estará isento de pagamento do ISSQN o profissional
cadastrado em outro Município, desde que seja responsável apenas pelo projeto.
Parágrafo 3º - O Município comunicará ao órgão de fiscalização profissional
competente a atuação irregular do profissional que incorra em comprovada imperícia, má fé ou
direção de obra não licenciada..
Art. 7º - A Prefeitura Municipal não assumirá qualquer responsabilidade
técnica pelos projetos e obras que aprovar, pelas licenças para execução que conceder e pelos
“Habite-se” que fornecer.
Parágrafo único - Para fins de fiscalização, no habite-se, as aberturas serão
conferidas incluindo-se os marcos e para as portas serão medidas as folhas.
Art. 8º - Quando o responsável técnico for substituído, a alteração deverá ser
comunicada à Prefeitura Municipal e ao CREA-RS, com uma descrição das etapas concluídas e por
concluir.
Parágrafo Único - Caso não seja feita a comunicação da substituição, a
responsabilidade técnica permanece a mesma, para todos os fins de direito e a obra deverá
permanecer paralisada até que se regularize a situação.
Art. 9º - A aprovação dos projetos deverá ser realizada por profissionais
legalmente habilitados.
TÍTULO III
DAS PENALIDADES
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 10 - O não cumprimento das disposições deste Código, além das
penalidades previstas pela legislação específica, acarretará ao infrator as seguintes penas:
I - multas;
II - embargos;
III - interdição;
IV - demolição.
Art. 11 - Considerar-se-ão infratores o proprietário do imóvel e o profissional
responsável pela execução das obras.
Parágrafo Único - Responderão, ainda, pela infração, os sucessores do
proprietário do imóvel.
Art. 12 - Constatada a infração a qualquer dispositivo desta Lei, a Prefeitura
Municipal notificará o infrator, concedendo o prazo de 10 (dez) dias para a regularização da
ocorrência, contado da data de expedição da notificação.
Art. 13 - Se não forem cumpridas as exigências constantes da notificação
dentro do prazo concedido, será lavrado o competente Auto de Infração, em 03 (três) vias, ficando
as 02 (duas) primeiras em poder da Prefeitura Municipal e sendo a última entregue ao autuado.
Art. 14 - O Auto de Infração deverá conter:
I - data e local da infração;
II - razão da infração;
III - nome, endereço e assinatura do infrator;
IV - nome, assinatura e categoria funcional do autuante;
V - nome, endereço e assinatura das testemunhas, quando houver.
Parágrafo Único - Se o infrator não for encontrado no local onde ocorreu a
infração ou negar-se a assinar o Auto de Infração, este será remetido via correio através de carta
registrada e, após três dias, o infrator será considerado intimado para todos os efeitos legais.
Art. 15 - O infrator tem o prazo de 08 (oito) dias para apresentar defesa
escrita, que será encaminhada ao Órgão competente para decisão final.
Art. 16 - Se a infração for considerada passível de penalidade, será dado
conhecimento da mesma ao infrator mediante entrega da 2ª via do Auto de Infração, acompanhado
do respectivo despacho da autoridade municipal que o aplicou.
Parágrafo 1º - Em caso de multa, o infrator terá o prazo de 08 (oito) dias para
efetuar o pagamento, ou depositar o valor da mesma para efeito de recurso.
Parágrafo 2º - Se o recurso não for provido ou se for provido parcialmente, da
importância depositada será paga a multa imposta.
Parágrafo 3º - Nos casos de embargo e interdição, a pena deverá ser
imediatamente acatada, até que sejam satisfeitas todas as exigências que a determinaram.
Parágrafo 4º - Nos casos de demolição, a autoridade competente estipulará o
prazo para o cumprimento da pena.
Art. 17 - Caberá execução judicial sempre que, decorrido o prazo estipulado e
sem que haja a interposição de recursos, o infrator não cumprir a penalidade imposta.
CAPÍTULO II
DAS MULTAS
Art. 18 - Pela infração de disposição do presente Código, sem prejuízo de
outras providências previstas nos artigos 19, 20 e 21, serão aplicadas as seguintes multas:
URM
I - se as obras forem autuadas por terem sido iniciadas sem 10
projeto aprovado ou sem licença.
- se as obras iniciadas forem espontaneamente regularizadas 02
por iniciativa do proprietário ou interessado.
II - se as obras forem executadas em desacordo com o projeto
aprovado ou em desacordo com a licença concedida 06
URM
III - se não tiverem sido tomadas as medidas de segurança 01
cabíveis
IV - obstrução de passeio ou logradouros públicos:
a) fixo, no ato da constatação 01
b) por dia, a partir do dia seguinte à aplicação da multa
anterior 1/5
V - se as edificações forem ocupadas sem que a Prefeitura 01
Municipal tenha fornecido o “Habite-se”
VI - por dia, se prosseguirem obras embargadas 13
Parágrafo Único - Em prédios, cada unidade autônoma será considerada como
independente, sendo aplicado este caput individualmente a cada unidade atingida. As áreas de uso
comum serão consideradas como uma unidade autônoma.
CAPÍTULO III
DOS EMBARGOS
Art. 19 - Sem prejuízo de outras penalidades, as obras em andamento poderão
ser embargadas quando incorrerem nos casos previstos nos incisos I, II e III do artigo 18º.
CAPÍTULO IV
DA INTERDIÇÃO
Art. 20 - Sem prejuízo de outras penalidades, uma edificação completa ou
parte de suas dependências poderá ser interditada sempre que oferecer riscos aos seus habitantes ou
ao público em geral.
CAPÍTULO V
DA DEMOLIÇÃO
Art. 21 - A Prefeitura Municipal determinará a demolição total ou parcial de
uma edificação quando:
I - incorrer nos casos previstos nos incisos I, II e III do artigo 18º e não for
cumprido o Auto de Embargo;
II - for executada, sem observância de alinhamento ou nivelamento
fornecidos pela Prefeitura Municipal, ou em desacordo com o Plano Diretor;
III - for executada em desacordo com as normas técnicas gerais e específicas
deste Código;
IV - for considerada com risco iminente à segurança pública, mediante laudo
técnico.
V – a transgressão for executada em locais de uso coletivo e comercial com
risco iminente à segurança do usuário, mediante laudo técnico.
TÍTULO IV
DAS NORMAS GERAIS
CAPÍTULO I
DOS CUIDADOS DURANTE A EXECUÇÃO DAS OBRAS
SEÇÃO I
DOS TAPUMES E ANDAIMES
Art. 22 - Nenhuma construção ou demolição poderá ser feita no alinhamento
das vias públicas ou com recuo inferior a 4,00 m (quatro metros) sem que haja em toda sua frente,
bem como em toda a sua altura, um tapume provisório acompanhando o andamento da construção
ou demolição e nunca inferior a 2,00 m (dois metros).
Art. 23 - Nas construções recuadas de 4,00 m (quatro metros) ou mais, será
obrigatória a construção de tapume com 2,00 m (dois metros) de altura mínima no alinhamento e
também um tapume junto à construção, a partir da altura determinada pela proporção 1:3 (recuo e
altura). (Fig. 1).
Parágrafo Único - Excluir-se-á dessa exigência a construção de muros e
grades de altura inferior a 2,00 m (dois metros).
Art. 24 - Os tapumes e andaimes deverão satisfazer as seguintes condições:
I - apresentar perfeitas condições de segurança em seus diversos elementos,
devendo obedecer a NR 18 da Portaria nº 3214, do Ministério do Trabalho;
II - não prejudicar arborização, iluminação pública, visibilidade de placas,
avisos e sinais de trânsito e outros equipamentos públicos tais como bocas de lobo e poços de
inspeção;
III - não ocupar mais do que a metade da largura da calçada, deixando a outra
livre desimpedida para os transeuntes.
Parágrafo Único - Em casos especiais, poderá ser ocupada toda a largura do
passeio, quando deverá ser construída uma proteção para os pedestres, na largura de 1,70 m ( um
metro e setenta centímetros) na pista de rolamento.
Art. 25 - Os tapumes e andaimes em forma de galeria por cim da calçada
deverão ter uma altura livre, no mínimo, 2,50 m (dois metros e cinqüenta centímetros) e sua
projeção deverá manter um afastamento mínimo de 0,50 m (cinqüenta centímetros) em relação ao
meio-fio.
SEÇÃO II
DA CONSERVAÇÃO E DA LIMPEZA DOS LOGRADOUROS
Art. 26 - Durante a execução das obras o profissional responsável e o
proprietário deverão por em prática todas as medidas necessárias para que os logradouros, no trecho
fronteiro à obra, sejam mantidos em estado permanente de limpeza e conservação.
Art. 27 - Nenhum material poderá permanecer no logradouro público senão o
tempo necessário para sua descarga e remoção.
CAPÍTULO II
DOS MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO
Art. 28 - Os materiais deverão satisfazer às normas de qualidade relativas à
sua aplicação na construção.
Art. 29 - Em se tratando de materiais novos ou de materiais para os quais não
tenham sido estabelecidas normas, a Prefeitura Municipal exigirá laudo técnico realizado por
laboratório oficial e às expensas do interessado.
CAPÍTULO III
DAS CALÇADAS E ACESSOS
Art. 30 - Os terrenos, edificados ou não, situados em vias providas de
pavimentação, deverão ter suas calçadas pavimentadas pelo proprietário, com materiais
antiderrapantes, de acordo com as especificações fornecidas pela Prefeitura Municipal.
Parágrafo Único – As calçadas deverão ser providas de local para plantio da
arborização pública junto ao meio fio. Este deverá ser envelopado, tendo dimensões mínimas de
1,00 metro de profundidade e diâmetro de 40 centímetros, espaçados em 4,00 metros, ou conforme
a orientação do setor de urbanismo do Município.
Art. 31 - As edificações residenciais coletivas, comerciais, industriais, ou
mistas deverão apresentar o detalhamento dos acessos ao logradouro público para veículos,
pedestres e ou deficientes com níveis e distâncias em relação ao passeio e via, sendo a execução
vistoriada pelo setor de fiscalização e vinculada ao fornecimento da carta de habitação da
edificação.
Parágrafo único – Nas edificações residenciais unifamiliares projetadas sobre
lotes com desnível superior a 0,80 metros em relação ao logradouro público ou com testadas para
via com declividade longitudinal superior a 10%, deverá seguir o caput deste artigo.
Art. 32 - O rebaixamento de meio-fio para o acesso à garagem deverá ser
feito sem que haja danos à arborização existente na calçada.
Art. 33 - Não será admitido o rebaixamento de meio-fio em extensão superior
à metade da testada do terreno, salvo nos casos em que os terrenos tiverem testada inferior a 6 m
(seis metros).
Parágrafo 1º - Nenhum rebaixamento de meio-fio poderá ter extensão
contínua superior a 5 m (cinco metros).
Parágrafo 2º - Quando houver mais de um rebaixamento de meio-fio num
mesmo lote, a distância entre um e outro deverá ser de, no mínimo 5 m (cinco metros).
Parágrafo 3º - Os rebaixamentos de meio-fio destinados aos acessos de
veículos deverão manter uma distância de, no mínimo, 5,00 m (cinco metros) em relação às curvas
de concordância das esquinas.
Art. 34 - O rebaixamento do meio-fio não poderá ocupar largura superior a
0,50 m (cinqüenta centímetros) da calçada, nem avançar sobre o leito da via.
Art. 35 - A rampa de acesso à garagem devera situar-se integralmente no
interior do lote.
Art. 36 - Rampas de acesso a deficientes deverão obedecer os padrões
estabelecidos pela NBR 9050, sendo:
Parágrafo 1º - A faixa de circulação nos passeios e calçadões deve estar
ligada ao leito carroçável por meio de rebaixamentos dos meio-fios, com rampas nos passeios, ou
quaisquer outros meios de acessibilidade.
Parágrafo 2º - As rampas devem ser construídas, sempre que possível, na
direção do fluxo de pedestres. As bordas das rampas devem ser afuniladas, eliminando-se mudanças
abruptas de nível da superfície da rampa, em relação ao passeio. As rampas devem estar livres de
mobiliário, barreiras e obstáculos e devem ser alinhadas entre si.
Parágrafo 3º - As rampas devem ser construídas junto às faixas de travessia
de pedestres demarcadas e ser alinhadas com o extremo da faixa de pedestres, do lado mais distante
do cruzamento.
Parágrafo 4º - Onde se verificar fluxo intenso de pedestres, acima de 21
pedestres/min, o rebaixamento deve ter a mesma largura da faixa de travessia de pedestres
demarcada, devendo-se porém garantir nas esquinas uma área não rebaixada, visando à segurança
dos pedestres.
Parágrafo 5º - A largura mínima da rampa deve ser de 1,20 m, acrescida de
rampas laterais de concordância, afuniladas, de no mínimo 0,50 m, junto ao meio-fio. A declividade
destas rampas não deve exceder 12,5% (1:8). O ponto mais baixo da rampa deve ficar com uma
saliência de 1,5 cm junto ao meio-fio, em relação à sarjeta ou piso do estacionamento, para
orientação das pessoas portadoras de deficiência sensorial visual. Deve ser garantida faixa de
circulação plana, livre e contínua no passeio em frente à rampa, de 0,80 m de largura.
Parágrafo 6º - Em adequações onde não for possível preservar faixa de 0,80
m em frente à rampa, deve ser previsto o rebaixamento de todo o passeio, com rampas atendendo à
declividade máxima de 12,5%, evitando-se interferências com os acessos dos imóveis existentes.
Parágrafo 7º - Onde não houver faixa de travessia de pedestres demarcada, o
órgão de trânsito com jurisdição sobre a via pública deve ser consultado para localização das
rampas.
Parágrafo 8º - Em meio de quadra, somente é admitida rampa quando houver
faixa de travessia demarcada, ou para acesso de embarque e desembarque às vagas de
estacionamento demarcadas para veículos dirigidos por pessoas portadoras de deficiência
ambulatória.
Art. 37 - É vedada a construção no passeio de elementos como degraus,
rampas, floreiras, canteiros, canaletas para escoamento de água, que possam obstruir sua
continuidade ou a circulação de pedestres, ou ainda o estacionamento ao longo do do meio-fio, bem
como prejudicar o crescimento das árvores existentes, ressalvando-se o disposto no parágrafo único
deste artigo.
Parágrafo 1º - As passagens para pedestres e os passeios das vias cuja
inclinação longitudinal exceda a 10% (dez por cento) deverão ter degraus em metade de sua
largura, com altura máxima de 0,18 m (dezoito centímetros).
Parágrafo 2º - Os passeios deverão apresentar declividade transversal de 5%
(cinco por cento).
CAPÍTULO IV
DOS MUROS
Art. 38 - Os muros frontais e laterais construídos nos recuos obrigatórios de
jardim deverão ter altura máxima de 0,80 m (oitenta centímetros), não computados os muros de
arrimo.
Parágrafo Único - Será admitida maior altura quando o material utilizado
permitir a continuidade visual.
Art. 39 - Os muros laterais, quando construídos em alvenaria, deverão ter, a
partir do recuo de jardim, a altura máxima de 2,10 m (dois metros e dez centímetros), não
computados os muros de arrimo. (Fig. 2).
Art. 40 - Não será permitido o emprego de arame farpado e plantas que
tenham espinhos para fechamento de terrenos no alinhamento com a via pública.
Art. 41 - A Prefeitura Municipal poderá exigir dos proprietários a construção
de muros de arrimo e de proteção, sempre que o nível do terreno for superior ou inferior ao do
logradouro público ou quando os lotes apresentarem desnível que possa ameaçar a segurança das
construções existentes.
Art. 42 - Os terraços construídos junto à divisa, ou a menos de 1,50 m (um
metro e cinqüenta centímetros) da mesma, deverão possuir muro com altura mínima de 1,80 m (um
metro e oitenta centímetros).
CAPÍTULO V
DOS ENTREPISOS
Art. 43 - Os entrepisos das edificações, inclusive os de mezaninos, serão
incombustíveis.
Parágrafo Único - Será tolerado o emprego de madeira ou similar nos
entrepisos de edificações de uma economia com até 2 (dois) pavimentos, exceto nos locais de
diversões, reuniões públicas.
CAPÍTULO VI
DAS PAREDES
Art. 44 - As paredes externas das edificações na divisa de lotes e as que
dividem unidades contíguas, quando executadas em tijolos, deverão ter espessura mínima de 20 cm
(vinte centímetros), conforme as normas brasileiras.
Parágrafo 1º - Quando as paredes referidas neste artigo forem executadas com
outros materiais, poderão ter outras espessuras desde que o material empregado atenda as idênticas
especificações.
Parágrafo 2º - Os prédios industriais, depósitos e congêneres, terão suas
paredes de alvenaria.
Parágrafo 3º - Os prédios destinados a marcenarias, galpões de depósitos de
grãos e congêneres, afastados 1,50 metros das divisas poderão ter suas paredes de madeira.
Art. 45 - As paredes internas das unidades, quando executadas em tijolos,
deverão ter espessura mínima de 10 cm (dez centímetros), conforme as normas brasileiras.
Art. 46 - As paredes das edificações em geral serão, obrigatoriamente,
executadas em alvenaria de tijolos maciços quando tiverem função corta-fogo, com as seguintes
espessuras mínimas:
I - 20 cm (vinte centímetros) em:
a) paredes corta-fogo, tendo resistência ao fogo de 4 h (quatro horas) quando
um ou ambos os setores isolados forem de risco médio ou grande;
b) paredes de escadas à prova de fumaça.
II - 10 cm (dez centímetros) em:
a) paredes corta-fogo, tendo resistência ao fogo de 2 h (duas horas) quando
ambos os setores isolados forem de risco pequeno;
b) paredes de escadas protegidas e enclausuradas.
Parágrafo 1º - O enquadramento das ocupações conforme os graus de risco
atenderá ao que dispõe a NBR 9077/93.
Parágrafo 2º - As paredes corta-fogo mencionadas neste artigo deverão ser
convenientemente estruturadas se executadas em painéis com dimensão horizontal ou vertical maior
de 3,00 m (três metros), ou deverão obedecer, quanto à sua estabilidade, respeitados os limites
mínimos acima, à formula de Rondelet:
e = L . h onde L é o comprimento do painel, h sua altura e
L2 + h2 8 a espessura da parede.
Parágrafo 3º - As paredes corta-fogo poderão ser construídas em concreto
armado, devendo, neste caso, ser projetadas e executadas de acordo com a norma NB-503 (NBR
5627) “Exigências Particulares das Obras em Concreto Armado e Protendido em Relação à
Resistência ao Fogo.”
Art. 47 - Quaisquer que sejam os riscos isolados, as paredes corta-fogo
deverão ultrapassar, obrigatoriamente, no mínimo 0,50 m (cinqüenta centímetros), o telhado mais
elevado. (Fig. 3).
Parágrafo 1º - Dispensa-se o prolongamento quando a distância vertical entre
os telhados de cada risco isolado for superior a 3,00 (três metros) (Fig. 4) ou quando um dos riscos
isolados possuir laje corta-fogo no forro do último pavimento, executada de acordo com a norma
NB-503 (NBR 5627).
Parágrafo 2º - O prolongamento da parede corta-fogo sobre o telhado terá as
mesmas características construtivas desta parede ou, qualquer caso, poderá ser executado em
concreto armado, desde que calculado de acordo com a NB-503 (NBR 5627).
Art. 48 - As aberturas em parede corta-fogo, para a passagem de canalizações,
só serão permitidas quando adequadamente vedadas e protegidas.
Art. 49 - A abertura de vãos em paredes corta-fogo, seja de que tipo for,
deverá ser dotada de porta corta-fogo.
Art. 50 - As paredes poderão ter espessuras diferentes das estabelecidas neste
capítulo quando, em conseqüência do emprego de materiais distintos, apresentarem condições de
condutibilidade calorífica e sonora, grau de higroscopicidade e resistência equivalentes aos que são
obtidos com paredes construídas em tijolo maciço, mediante comprovação por laudo de ensaio
procedido em laboratório oficial, ou atendendo à normas técnicas específicas.
Art. 51 - Na subdivisão de compartimentos como escritórios e consultórios,
será admitida a utilização de materiais sem comprovação das características mencionadas no artigo
anterior.
Art. 52 - Quando as paredes externas estiverem em contato com o solo
circundante, deverão receber revestimento externo impermeável.
Art. 53 - As paredes dos compartimentos localizados no subsolo deverão ser
inteiramente dotados de impermeabilização até o nível do terreno circundante.
CAPÍTULO VII
DOS REVESTIMENTOS
Art. 54 - Os sanitários, as áreas de serviço, as lavanderias, as cozinhas e os
ambulatórios, deverão:
I - ter paredes revestidas com material lavável, impermeável e resistente até a
altura mínima de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros);
II - ter piso pavimentado com material lavável e impermeável.
Parágrafo Único - Nos ambulatórios, hospitais e abatedouros não poderão ser
usados revestimentos de cor vermelha.
Art. 55 - Os acessos e as circulações de uso coletivo deverão ser revestidos
com piso antiderrapante, incombustível, lavável e impermeável.
Art. 56 - Os materiais de revestimento de paredes, os forros e os elementos
decorativos deverão ser resistentes ao fogo nos seguintes casos:
I - edificações onde haja reunião de público, conforme Grupo F da NBR
9077/93;
II - em áreas de circulação (acessos, corredores, escadas, etc.) que constituem
rotas de saída, nas edificações em geral, exceto aquelas destinadas ao uso residencial unifamiliar.
Parágrafo Único - Excetuam-se das disposições deste artigo as edificações
dotadas de proteção por chuveiros automáticos.
Art. 57 - Os demais compartimentos deverão ser convenientemente revestidos
com material adequado ao uso ou atividades a que se destinam na edificação.
CAPÍTULO VIII
DAS COBERTURAS
Art. 58 - As coberturas de qualquer natureza deverão observar as normas
técnicas oficiais específicas dos materiais utilizados, no que diz respeito à resistência ao fogo,
isolamento térmico, isolamento e condicionamento acústico, resistência e impermeabilidade.
Art. 59 - As coberturas de qualquer natureza deverão ser feitas de modo a
impedir despejos de águas pluviais sobre as construções vizinhas e o passeio público.
CAPÍTULO IX
DAS FACHADAS
Art. 60 - As fachadas e demais paredes externas das edificações, inclusive das
divisas do lote, deverão receber tratamento a ser convenientemente conservadas, considerando seu
compromisso com a paisagem urbana.
Art. 61 - Nas fachadas situados no alinhamento, as saliências poderão ter, no
máximo:
I - 0,10 m (dez centímetros) quando situadas até a altura de 3,00 m (três
metros) em relação ao nível da calçada;
II - 0,50 m (cinqüenta centímetros) quando situadas mais de 3,00 (três
metros) acima do nível da calçada e se destinarem à proteção de aparelhos de ar condicionado.
Art. 62 - As fachadas situadas no alinhamento não poderão ter, até a altura de
3,00 m (três metros), janelas, persianas, venezianas ou qualquer outro tipo de vedação, abrindo para
o exterior.
Art. 63 - Nenhum elemento da fachada poderá ocultar ou prejudicar árvores e
equipamentos públicos localizados nas calçadas.
Art. 64 - Não será permitido construir prédios com balanços sobre o passeio
público.
CAPÍTULO X
DAS MARQUISES E DOS TOLDOS
Art. 65 - As marquises das fachadas das edificações situadas no alinhamento
obedecerão às seguintes condições:
I - suas projeções não devem ultrapassar 70% (setenta por cento) da largura
da calçada:
II - devem permitir passagem com altura livre igual ou superior a 2,50 m
(dois metros e cinqüenta centímetros);
III - devem ser providas de dispositivos que impeçam a queda das águas
sobre o passeio, não sendo permitido, em hipótese alguma, o uso de calhas aparentes;
IV - devem ser construídas, na totalidade dos seus elementos, de material
incombustível e resistente à ação do tempo;
V - não podem ser instalados sobre elas quaisquer equipamentos quando estes
não tiverem sido previstos no cálculo estrutural.
Art. 66 - A colocação de toldos será permitida sobre o passeio, desde que
atendidas as seguintes condições:
I - ser engastados na edificação, não podendo haver colunas de apoio;
II - ter balanço máximo de 2,00 (dois metros), ficando 0,50 m (cinqüenta
centímetros) aquém do meio-fio ou 1,00 m (um metro) quando houver posteação ou arborização;
III - não possuir elementos abaixo de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros)
em relação ao nível do passeio;
IV - não prejudicar a arborização e a iluminação pública e não ocultar placas
de utilidade pública.
CAPÍTULO XI
DAS PORTAS E DOS PORTÕES
Art. 67 - As portas deverão ter uma altura mínima de 2,10 m (dois metros e
dez centímetros) e, salvo maiores exigências estabelecidas pela NBR 9077/93 que dispõe sobre
saídas de emergências em edifícios, as seguintes larguras mínimas:
I - acesso principal aos prédios de habitação coletiva - 1,10 m (um metro e
dez centímetros);
II - acesso principal aos prédios de escritórios:
a) para prédios com até 500 m² (quinhentos metros quadrados) de área útil
total - 1,10 m (um metro e dez centímetros);
b) para prédios com área útil total acima de 500 m² (quinhentos metros
quadrados) - 1,10 m (um metro e dez centímetros) acrescidos de 0,50 m (cinqüenta centímetros)
para cada 500 m² (quinhentos metros quadrados) excedentes ou fração;
III - acesso principal de lojas:
a) para estabelecimentos com área de vendas de até 100 m² (cem metros
quadrados) - 1,10 m (um metro e dez centímetros);
b) para estabelecimentos com área de vendas entre 100 m² (cem metros
quadrados) e 500 m² (quinhentos metros quadrados) - 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros);
c) para estabelecimentos com área de vendas acima de 500,00 m² (quinhentos
metros quadrados) - 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros), acrescidos de 0,50 m (cinqüenta
centímetros) para cada 300 m² (trezentos metros quadrados) excedentes ou fração.
IV - acesso às unidades autônomas dos prédios destinados à habitação e
escritórios, bem como portas secundárias de uso comum - 0,90 m (noventa centímetros);
V - portas internas de unidades autônomas e de acesso comum a sanitários
coletivos - 0,80 m (oitenta centímetros);
VI - portas de serviço - 0,70 m (setenta centímetros);
VII - portas de compartimentos sanitários de unidades autônomas e de
cabines de sanitários públicos - 0,60 m (sessenta centímetros).
Parágrafo 1º - Compreender-se-á como área útil toda e qualquer área
utilizável do prédio, incluindo-se corredores e circulações, sendo apenas excluídas da área edificada
as áreas relativas às paredes.
Parágrafo 2º - Considerar-se-á como área de vendas aquela efetivamente
utilizada para tal fim, excetuando-se as áreas de depósito, serviços administrativos e auxiliares do
estabelecimento.
Art. 68 - Nos locais de reunião de público, as portas deverão ter, no mínimo, a
mesma largura dos corredores, com aberturas no sentido do escoamento e estar afastadas 2,00 (dois
metros) de qualquer anteparo situado paralelamente ao vão.
Art. 69 - É vedada a construção de pórticos e outros elementos que
impossibilitem a entrada de carros de mudanças e de bombeiros em condomínios residenciais e não
residenciais e em atividades de grande porte que reúnam público tais como: hospitais, centros
comerciais, universidades, indústrias, clubes, etc.
Parágrafo Único - A largura mínima útil dos portões de entrada dos terrenos
será de 3,50 m (três metros e cinqüenta centímetros) e a altura livre sob quaisquer pórticos, vergas
ou marquises situadas sobre estas passagens será de 4,00 m (quatro metros).
CAPÍTULO XII
DAS CIRCULAÇÕES
SEÇÃO I
DAS ESCADAS
Art. 70 - As escadas deverão permitir passagem livre com altura igual ou
superior a 2,10 m (dois metros e dez centímetros) e, salvo maiores exigências da NBR 9077/93, que
dispõe sobre saídas de emergência em edifícios, apresentar as seguintes larguras mínimas:
I - escadas destinadas a uso eventual - 0,60 m (sessenta centímetros);
II - escadas internas de uma mesma economia, em prédios de habitação
unifamiliar - 0,90 (noventa centímetros);
III - escadas internas de uma mesma economia em prédios de habitação
coletiva ou de escritórios - 1,00 (um metro).
IV - escadas de estabelecimentos comerciais e de serviços que atendam ao
público:
a) 1,20 m (um metro e vinte centímetros) para área de até 500 m² (quinhentos
metros quadrados);
b) 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) para área entre 500 m²
(quinhentos metros quadrados) e 1.000 m² (mil metros quadrados);
c) 2,00 m (dois metros) para área superior a 1.000 m² (mil metros quadrados).
Parágrafo Único - A área referida nas alíneas a, b e c do inciso IV é a soma
das áreas de piso de dois pavimentos consecutivos atendidos pela escada.
Art. 71 - Os degraus das escadas devem ser revestidos com material anti-
derrapante e terão largura mínima de 0,27 m (vinte e sete centímetros) e altura compreendida entre
0,16 m e 0,18 m (dezesseis centímetros e dezoito centímetros), obedecendo, para seu
dimensionamento, a fórmula de Blondel: 2h + b = 0,63 m a 0,64 m, onde: h é a altura do degrau e b
a sua largura.
Parágrafo 1º - As escadas deverão ter, no mesmo lanço, larguras e alturas
iguais, e em lanços sucessivos, diferenças entre as alturas dos degraus de, no máximo 0,50 cm
(meio centímetro).
Parágrafo 2º - Nas escadas em leque, o dimensionamento da largura b dos
degraus será feito a uma distância de, no máximo 0,55 m (cinqüenta e cinco centímetros) do bordo
inferior, e a largura junto a este deverá ser de no mínimo, 0,15 m (quinze centímetros), podendo ser
reduzido para 0,07 (sete centímetros) em escadas tipo caracol, de uso secundário em prédios
residenciais e unifamiliares.
Parágrafo 3º - Em cinemas, teatros, auditórios, hospitais e escolas, as escadas
não se poderão desenvolver em leque quando constituírem saídas de emergência, salvo quando o
raio interno for, no mínimo, igual ao dobro da largura da escada, e esta largura for, no máximo, de
2,00 m (dois metros). (Fig. 6).
Parágrafo 4º - O comprimento do patamar em escadas de prédios residenciais
unifamiliares nunca será inferior a 0,90 m (noventa centímetros) e em escadas de prédios coletivos
(escritórios e residenciais) o comprimento do patamar nunca será inferior a largura da escada.
Art. 72 - É obrigatório o uso de patamar intermediário, com comprimento
mínimo igual à largura da escada, sempre que o número de degraus consecutivos for superior a 17
(dezessete).
Art. 73 - Todas as escadas deverão ter corrimão contínuo num lado,
obedecendo às seguintes condições: (Fig. 7).
I - ter altura de 0,90 m (noventa centímetros) em relação a qualquer ponto dos
degraus;
II - estar afastado 0,04 m a 0,05 (quatro a cinco centímetros) das paredes ou
guarda-corpos, de modo a permitir que a mão possa correr livremente na face superior e nas
laterais;
III - ter prolongamento mínimo de 0,30 m (trinta centímetros) antes do
primeiro e após o último degrau.
Parágrafo Único - As escadas com mais de 2,20 m (dois metros e vinte
centímetros) de largura devem ser dotadas de corrimão intermediário, exceto quando se tratar de
escada externa de caráter monumental.
Art. 74 - Edificações atendidas por elevador ou escada rolante não estão
dispensados da construção de escada, a qual deverá ser dimensionada conforme norma da NBR
9077/1993.
Art. 75 - As escadas de uso secundário ou eventual, tais como as de acesso a
depósitos e mezaninos com até 30,00 m² (trinta metros quadrados) de área, garagens, terraços de
cobertura, adegas, etc., ficarão dispensadas das exigências previstas nos artigos precedentes.
Parágrafo Único - As escadas de acesso a depósitos, mezaninos ou jiraus com
área superior a 30,00 m² (trinta metros quadrados) terão largura mínima de 0,90 m (noventa
centímetros).
SEÇÃO II
DOS CORREDORES
Art. 76 - Os corredores atenderão às seguintes exigências:
I - pé-direito livre mínimo de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros);
II - salvo maiores exigências estabelecidas pela NBR 9077/93 que dispõe
sobre saídas de emergência em edifícios, largura mínima de:
a) 0,90 m (noventa centímetros) para habitações unifamiliares do tipo
econômico;
b) 1,20 m (um metro e vinte centímetros) para uso comum em prédios de
habitação coletiva e prédios de prestação de serviços;
c) 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) para uso comum em prédios de
escritórios.
III - piso regular, contínuo e não interrompido por degraus;
IV - ser livre de obstáculos, devendo as caixa de coleta, telefones público,
extintores de incêndio e outros serem colocados em nichos ou locais apropriados;
V - aberturas para ventilação, no mínimo a cada 15,00 m (quinze metros),
dimensionados de acordo com o artigo 80.
Art. 77 - Nas galerias e centros comerciais, os corredores deverão atender às
seguintes exigências:
I - largura mínima de 4,00 (quatro metros) e nunca inferior a 1/12 (um doze
avos) do seu maior percurso;
II - pé direito mínimo igual a 4,00 (quatro metros) e nunca inferior a 1/12 (um
doze avos) do seu maior percurso.
SEÇÃO III
DOS SAGUÃOS DE ELEVADORES
Art. 78 - Os saguãos de elevadores deverão ter:
I - dimensão mínima de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) nos
prédios residenciais e 2,00 m (dois metros) nos prédios de comércio e serviços, medida
perpendicularmente à porta do elevador;
II - largura igual à da caixa de corrida;
III - acesso à escada.
SEÇÃO IV
DAS RAMPAS PARA PEDESTRES
Art. 79 - As rampas destinadas ao uso de pedestres terão:
I - passagem com altura mínima de 2,10 m (dois metros e dez centímetros);
II - largura mínima obedecendo às mesmas disposições previstas para as
escadas;
III - declividade máxima correspondente a 10% (dez por cento) do seu
comprimento, quando acompanhada de escada, ou 5% (cinco por cento), quando se constituir no
único elemento de acesso;
IV - piso anti-derrapante;
V - corrimão conforme artigo 71;
VI - patamares com dimensão mínima de 1,10 m (um metro e dez
centímetros), sendo obrigatórios sempre que houver mudança de direção ou quando a altura a
vencer for superior a 2,80 (dois metros e oitenta centímetros).
Parágrafo Único - As rampas deverão ser contínuas entre patamares ou níveis,
sem interrupção por degraus.
Art. 80 - Deverão ser usadas rampas, obrigatoriamente, nos seguintes casos:
I - todas as edificações em que houver obrigatoriedade de elevador, como
acesso ao saguão do elevador;
II - em repartições públicas, mesmo quando não houver previsão de elevador.
Parágrafo Único - Os terrenos com acentuado desnível em relação ao passeio,
poderão ser dispensados do disposto no inciso I, a critério do Município, desde que comprovada a
impossibilidade de execução da rampa.
SEÇÃO V
DAS RAMPAS PARA VEÍCULOS
Art. 81 - As rampas destinadas a veículos terão:
I - passagem com altura mínima de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros);
II - declividade máxima de 20% (vinte por cento);
III - largura mínima de 3,00 m (três metros);
IV - piso anti-derrapante.
Parágrafo 1º - Nas garagens comerciais, supermercados, centros comerciais e
similares, dotados de rampas para veículos, deverá ser garantido o trânsito simultâneo nos dois
sentidos, com largura mínima de 3,00 (três metros) para cada sentido.
Parágrafo 2º - As rampas para veículos, em curva, observarão, além do
disposto na caput deste artigo, as seguintes exigências: (Fig. 8).
I - raio interno de 5,00 (cinco metros);
II - faixas de circulação com as seguintes dimensões:
a) quando a rampa tiver uma só faixa: 3,65 (três metros e sessenta e cinco
centímetros) de largura;
b) quando a rampa tiver duas faixas: larguras de 3,65 m (três metros e
sessenta e cinco centímetros) na faixa interna e de 3,20 m (três metros e vinte centímetros) na
externa;
c) declividade transversal nas curvas de, no mínimo, 3% (três por cento) e, no
máximo, 4,5% (quatro e meio por cento).
CAPÍTULO XIII
DA ILUMINAÇÃO E DA VENTILAÇÃO DOS COMPARTIMENTOS
SEÇÃO I
DOS VÃOS DE ILUMINAÇÃO E VENTILAÇÃO
Art. 82 - Todos os compartimentos deverão ser iluminados e ventilados
diretamente para o logradouro ou para áreas de iluminação.
Art. 83 - Os vãos dos compartimentos deverão corresponder, no mínimo, a:
I - quando se tratar de salas de aula: 1/5 (um quinto) da área do piso;
II - quando se tratar de salas de estar, de refeições e dormitórios, inclusive os
de empregados domésticos, cozinhas, áreas de serviço e lavanderias, em prédios residenciais e não
residenciais: 1/8 (um oitavo) da área do piso;
III - quando se tratar de escritórios e consultórios em prédios comerciais: 1/6
(um sexto) da área do piso;
IV - quando se tratar de indústrias, lojas, auditórios, ginásios esportivos e
outros locais de reunião de público: 1/10 (um décimo) da área do piso;
V - quando se tratar de despensas com área superior a 3,00 m² (três metros
quadrados), depósitos, sanitários e escadas não enclausuradas: 1/12 (um doze avos) da área do piso;
VI - quando se tratar de garagens e corredores: 1/20 (um vinte avos) da área
do piso;
VII - os halls, circulações até 10,00 (dez) metros de comprimento e vestir
(cuja área deverá ser computada junto ao dormitório contíguo na determinação da abertura), não
precisarão de aberturas para o exterior nem sistema especial de ventilação. Os lavabos, adegas,
depósito e despensa com área inferior a 2,30 m² poderão ser ventilados através de dutos com
ventilação especial ou possuir aberturas para ventilação e iluminação para exterior com área mínima
de 0,25 m². Os demais compartimentos, com exceção dos sanitários que poderão ser ventilados
através de dutos com ventilação especial, não poderão possuir aberturas para ventilação e
iluminação para o exterior com área inferior a 0,40 m²;
VIII - quando se tratar de adega com área superior a 3,00 m² (três metros
quadrados): 1/12 (um doze avos) na área do piso.
Parágrafo Único - Para o cálculo dos vãos situados sob qualquer tipo de
cobertura, deverá ser somada à área do compartimento a área de projeção da cobertura que
corresponder ao compartimento.
Art. 84- Os vãos deverão ser dotados de dispositivos que permitam a
renovação do ar, com pelo menos 50% (cinqüenta por cento) da área mínima exigida.
Art. 85 - Os vãos dos dormitórios deverão ser providos de esquadrias que
permitam simultaneamente a vedação da iluminação e a passagem de ar.
Art. 86 - Os sanitários poderão ser ventilados natural ou mecanicamente
através de dutos, devendo os dutos de ventilação natural ser dimensionados conforme a seção II
deste capítulo.
Art. 87 - Os vão de ventilação das garagens deverão garantir a ventilação
permanente.
Art. 88 - As escadas deverão ser dotadas de vãos de iluminação e ventilação
em cada pavimento.
Parágrafo Único - Serão admitidas, no pavimento térreo, a iluminação
artificial e a ventilação através da circulação de uso comum.
Art. 89 - Somente cozinhas, sanitários e despensas poderão ser iluminadas e
ventiladas através de área de serviço e desde que a largura seja igual ou superior a 1,5 (uma e meia)
vezes a sua profundidade. (Fig. 9).
Art. 90 - As portas de acesso às lojas poderão ser computadas, no
dimensionamento, como vãos de iluminação e ventilação.
Art. 91 - As lojas em galeria poderão ser ventiladas através da mesma.
Art. 92 - A ventilação de sanitários não poderá ser feita através da galeria.
Art. 93 - Poderá ser dispensada a abertura de vãos de iluminação e ventilação
para o exterior em edificações não residenciais, excetuadas as destinadas a ensino formal e
assistência médico-hospitalar, desde que:
I - sejam dotadas de instalação de ar condicionado, cujo projeto deverá ser
apresentado juntamente com o projeto arquitetônico;
II - tenham iluminação artificial adequada;
III - possuam gerador elétrico próprio.
SEÇÃO II
DOS DUTOS DE VENTILAÇÃO
Art. 94 - Somente sanitários poderão ser ventilados através de dutos.
Art. 95 - Na ventilação natural por dutos verticais, o ar é extraído através de
uma grelha colocada em cada banheiro ligada ao duto e o ar novo é lançado no banheiro através de
grelhas colocadas nas portas ou paredes internas.
Art. 96 - O cálculo da área de seção transversal do duto vertical para extração
natural de ar obedecerá à seguinte expressão:
A = 0,011.n
0,116 x h x 10
onde: A = área da seção transversal do duto;
n = é o número de vasos e mictórios a serem ventilados pelo duto;
h = é a altura total do duto (m), devendo ultrapassar, no mínimo, em
0.60 m (sessenta centímetros) a cobertura.
Parágrafo 1º - A unidade será em m².
Parágrafo 2º - Caso a seção transversal do duto não seja circular, a relação
entre uma dimensão e outras deverá ser, no máximo, de 1:3 (um para três).
Parágrafo 3º - Nos banheiros coletivos, os chuveiros serão computados no
cálculo de n.
Art. 97 - A extremidade superior do duto deverá ter uma cobertura.
Art. 98 - O tamanho das grelhas abertas no duto e nas portas ou paredes
internas deverá ser igual à metade da área do duto ou seja, A/2.
Art. 99 - Quando os dutos servirem a unidades autônomas distintas, deverão
ser dotados de dispositivos de proteção acústica (chicanas).
Art. 100 - Quando a ventilação se fizer por processo mecânico, os dutos
deverão ser dimensionados conforme especificações do equipamento a ser instalado.
SEÇÃO III
DAS ÁREAS DE ILUMINAÇÃO E DE VENTILAÇÃO
Art. 101 - Para fins do presente Código as áreas de ventilação e de iluminação
poderão ser abertas ou fechadas.
Parágrafo 1º - As áreas abertas são aquelas cujo perímetro é aberto em um dos
seus lados para logradouro público em, no mínimo, 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros).
Parágrafo 2º - Áreas fechadas são aquelas limitadas em todo o seu perímetro
por paredes ou linhas de divisa do lote.
Art. 102 - As áreas de ventilação e iluminação deverão ser dimensionadas
obedecendo o quadro a seguir:
ÁREA ABERTA ÁREA
FECHADA
diâmetro mínimo
TIPO COMPARTIMENTOS área mínima
A Escritórios; salas de estar; salas de lazer; salas H S
de trabalho; salas de estudo; dormitórios; 5 8
inclusive os de empregados domésticos; lojas;
oficinas e indústrias.
ÁREA ABERTA ÁREA
FECHADA
diâmetro mínimo
TIPO COMPARTIMENTOS área mínima
B Cozinhas; copas, áreas de serviço; lavanderias. H S
6 10
C Sanitários; circulações de uso comum com H S
compartimento superior a 5 m; escadas; 8 12
depósitos; despensas com área superior a 3,0
m²; garagens.
Parágrafo 1º - Entende-se por H a distância entre o piso do primeiro
pavimento servido pela área e o forro do último.
Parágrafo 2º - Entende-se por S o somatório das superfícies de todos os
compartimentos iluminados e ventilados pela área, considerados todos os pavimentos. (Fig. 11).
Art. 103 - As áreas fechadas em prédios coletivos deverão:
I - ter área mínima de 6 m² (seis metros quadrados);
II - ser visitáveis na base;
III - ter acabamento em todas as paredes.
Art. 104 - No dimensionamento da área fechada deverá ser computada a área
do compartimento que estiver sendo ventilado através de outro compartimento.
Art. 105 - Para fins de dimensionamento das áreas fechadas, a área de serviço
será considerada compartimento.
Art. 106 - A distância frontal entre aberturas de economias distintas, numa
mesma edificação ou em duas edificações situadas num mesmo lote será de 3,00 m (três metros).
Parágrafo Único - Nenhuma edificação poderá ter abertura a menos de 1,50 m
(um metro e cinqüenta centímetros) das divisas laterais e de fundos do lote.
Art. 107 - A área aberta utilizada para ventilação e iluminação de diferentes
tipos de compartimentos simultaneamente será dimensionada atendendo os requisitos estabelecidos
para o compartimento de maior exigência.
Art. 108 - A área fechada utilizada para ventilação e iluminação de diferentes
tipos de compartimentos simultaneamente será dimensionada atendendo ao somatório dos requisitos
estabelecidos para cada tipo de compartimento.
TÍTULO V
DAS NORMAS ESPECÍFICAS
CAPITULO
SEÇÃO I
DO DIMENSIONAMENTO DOS COMPARTIMENTOS
Art. 109 - As salas de estar e jantar das unidades habitacionais deverão:
I - ter pé-direito mínimo de 2,60 m (dois metros e sessenta centímetros);
II - permitir a inscrição de um circulo com diâmetro de 2,50 m (dois metros e
cinqüenta centímetros);
III - ter área mínima de 7,00 m² (sete metros quadrados).
Art. 110 - Os dormitórios das unidades habitacionais deverão:
I - ter pé-direito mínimo de 2,60 m (dois metros e sessenta centímetros);
II - permitir a inscrição de um círculo com diâmetro de 2,50 m (dois metros e
cinqüenta centímetros);
III - ter dimensões mínima de acordo com as especificações abaixo:
a) se houver apenas um dormitório, a área mínima será de 09 m² (nove metros
quadrados) e a dimensão mínima de 2,50 m (dois metros e cinqüenta centímetros);
b) se houver 2 (dois) ou mais dormitórios, um deles deverá obedecer o
disposto na letra “a” e os demais deverão ter área mínima de 07 m² (sete metros quadrados) e
dimensão mínima de 2,50 m (dois metros e cinqüenta centímetros).
c) nas áreas mínimas estabelecidas para dormitórios poderão ser incluídas as
áreas dos armários embutidos até um máximo de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros).
IV - no projeto da edificação, o compartimento será examinado em função da
utilização lógica da mesma e não apenas pela sua denominação.
Art. 111 - Os dormitórios de empregados domésticos deverão atender, no
mínimo, os seguintes requisitos:
I - ter pé-direito mínimo de 2,40 m (dois metros e quarenta centímetros);
II - permitir a inscrição de um círculo com diâmetro de 2,00 m (dois metros).
Art. 112 - As cozinhas das unidades habitacionais deverão:
I - ter pé-direito mínimo de 2,40 m (dois metros e quarenta centímetros);
II - permitir a inscrição de um círculo com diâmetro de 1,70 m (um metro e
setenta centímetros);
III - ter área mínima de 4,00 m² (quatro metros quadrados).
Parágrafo Único - Quando a cozinha for integrada à sala de estar e jantar, o
dimensionamento de cada ambiente deverá atender integralmente ao disposto nos artigos
correspondentes, não sendo admitida a superposição das faixas de circulação e acesso livre.
Art. 113 - As áreas de serviços das unidades habitacionais deverão:
I - ter pé-direito mínimo de 2,40 m (dois metros e quarenta centímetros);
II - permitir a inscrição de um círculo com diâmetro de 1,20 m (um metro e
vinte centímetros).
Art. 114 - Nos apartamentos tipo conjugado (tipo JK), a sala-dormitório
deverá:
I - ter pé-direito mínimo de 2,60 m (dois metros e sessenta centímetros);
II - permitir a inscrição de um círculo com diâmetro de 2,80 m (dois metros e
oitenta centímetros);
III - ter área mínima de 16,00 m² (dezesseis metros quadrados).
Art. 115 - Nas unidades habitacionais populares, o dimensionamento dos
compartimentos obedecerá ao que segue:
I - quando houver um dormitório:
a) dormitório com área mínima de 7,00 m² (sete metros quadrados);
b) sala de estar e cozinha com área mínima de 12,00 m² (doze metros
quadrados).
II - quando houver mais de um dormitório, um deles deverá ter área mínima
de 7,00 m² (sete metros quadrados) e os demais deverão ter área mínima de 5,50 m² (cinco metros e
cinqüenta centímetros quadrados);
III - ter pé-direito mínimo de 2,40 m (dois metros e quarenta centímetros).
IV - permitir a inscrição de um círculo com diâmetro de 2,20 m (dois metros
e vinte centímetros);
Art. 116 - As unidades habitacionais deverão conter, no mínimo, 1 (um)
compartimento sanitário obedecendo aos seguintes requisitos:
I - ter pé-direito mínimo de 2,40 m (dois metros e quarenta centímetros);
II - permitir a disposição de, no mínimo, 1 (um) vaso sanitário, 1 (um)
lavatório e 1 (um) chuveiro, com acesso livre pela frente;
III - ter dimensões mínimas de 1,15 m x 2,25 m (um metro e quinze
centímetros por dois metros e vinte e cinco centímetros).
Parágrafo Único - O compartimento sanitário não poderá comunicar-se
diretamente com cozinhas.
Art. 117 - As unidades habitacionais que dispuserem de dormitórios de
empregados domésticos deverão contar com sanitário dimensionado de acordo com artigo anterior.
Art. 118 - Para efeito de dimensionamento dos sanitários, em geral, deverá ser
observado o seguinte:
I - vaso sanitário - 0,40 m x 0,60 m (quarenta centímetros por sessenta
centímetros);
II - lavatório - 0,50 m x 0,35 m (cinqüenta centímetros por trinta e cinco
centímetros);
III - local para chuveiro com, no mínimo, 0,80 m (oitenta centímetros) de
largura e área mínima de 0,80 m² (oitenta decímetros quadrados);
IV - afastamento mínimo entre os aparelhos - 0,15 m (quinze centímetros);
V - afastamento mínimo entre os aparelhos e paredes, 0,20 m (vinte
centímetros).
Parágrafo Único - A divisa do local para chuveiro é considerada como parede
para fins do dimensionamento dos afastamentos dos aparelhos, conforme prevê o inciso V deste
artigo.
Art. 119 - Nas edificações coletivas onde não houver instalação centralizada
de gás, deverá ser previsto o espaço destinado ao armário para guarda de botijões estabelecido no
artigo 149.
SEÇÃO II
DA HABITAÇÃO UNIFAMILIAR
Art. 120 - As casas construídas em madeira, ou outros materiais não
resistentes ao fogo, deverão observar o afastamento mínimo de 1,50 m (um metro e cinqüenta
centímetros) de qualquer divisa do terreno, e 3,00 m (três metros de outra economia de madeira ou
material similar), no mesmo lote.
Parágrafo Único - O afastamento de 1,50 m (um metro e cinqüenta
centímetros) não se aplica às divisas em que a parede externa for de alvenaria ou material
equivalente, desde que não apresente aberturas.
SEÇÃO III
DOS EDIFÍCIOS RESIDENCIAIS
Art. 121 - Os edifícios residenciais, além de cumprir as demais disposições do
presente Código que lhes forem aplicáveis, deverão ter:
I - vestíbulo, atendendo às seguintes condições:
a) pé-direito mínimo de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros);
b) caixa receptora de correspondência, segundo as Normas da Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos – EBCT;
c) quadro de medidores de energia elétrica;
d) quadro de hidrômetros e se necessário hidrantes;
e) lixeira coletiva.
II - sanitário de serviço, com acesso por área de uso comum, constituído de 1
(um) vaso, 1 (um) lavatório e 1 (um) chuveiro, dimensionado conforme o artigo 116;
III - elevador ou espaço para monta-carga nos casos previstos no artigo 138;
IV - apartamento destinado ao zelador atendendo, no mínimo os requisitos
estabelecidos para os apartamento tipo conjugado, para edificações com mais de 16 (dezesseis)
unidades habitacionais;
V - garagem atendendo ao disposto no artigo 126.
CAPÍTULO II
DAS EDIFICAÇÕES NÃO RESIDENCIAIS
Art. 122 - As edificações não residenciais, além de cumprirem todas as
disposições deste código que lhes forem aplicáveis deverão:
I - caixa receptora de correspondência, segundo as Normas da Empresa
Brasileira de Correios e Telégrafos – EBCT;
II - quadro de medidores de energia elétrica;
III - quadro de hidrômetros e se necessário hidrantes;
IV - lixeira coletiva.
V - as salas de trabalho com pé-direito compatível com as necessidades da
atividade a que se destinam e nunca inferior a 2,60 m (dois metros e sessenta centímetros),
conforme quadro a seguir:
ATIVIDADES PÉ-DIREITO MÍNIMO
Escritórios e congêneres 2,60 m
Lojas, centros comerciais, clubes, farmácias, laboratórios, 2,60 m = até 30,00 m²
armazéns, mercados
3,00 m = 30,01 a 60,00 m²
3,50 m = 60,01 a 150,00 m²
4,00 m = 150,01 a 200,00 m²
4,50 m = 200,01 a 300,00 m²
5,00 m = acima de 300,00 m²
Mezaninos 5,10 m – sendo 2,80 m na parte inferior e 2,10
m livre na parte superior = até 30,00 m²
5,50 m – sendo 3,00 m na parte inferior e 2,30
m na parte superior = 30,01 a 60,00m²
6,00 m – sendo 3,30 m na parte inferior e 2,50
m na parte superior = 60,01 a 100,00 m²
6,50 m – sendo 3,50 m na parte inferior e 2,70
m na parte superior = 100,01 a 150,00 m²
7,00 m – sendo 3,70 m na parte inferior e 3,00
m na parte superior = 150,01 a 250,00 m²
7,50 m – sendo 4,00 m na parte inferior e 3,30
m na parte superior = acima de 250,00 m²
Galerias 5,50 m
Cinemas, padarias, bares e capelas mortuárias 2,60 m = até 30,00 m²
3,00 m = 31,00 a 80,00 m²
3,50 m = 81,00 a 150,00 m²
4,00 m = acima de 15100 m²
Ginásios esportivos 5,00 m
Escolas 3,00 m
Pavilhões para indústrias, depósitos, comércio atacadista, oficinas e 3,50 m = até 100,00 m²
congêneres
4,00 m = 101,00 a 150,00 m²
4,50 m = 151,00 a 300,00 m²
5,00 m = 301,00 a 500,00 m²
5,50 m = acima de 500,00 m²
Hotéis e congêneres De acordo com os compartimentos
Hospitais, abatedouros, indústrias de alimentação Conforme legislação estadual
VI - dispor de instalações sanitárias dimensionadas conforme o artigo 116 e
nas proporções estabelecidas no quadro a seguir, onde P representa a população usuária total.
ATIVIDADES NÚMERO MÍNIMO DE CONJUNTOS E/OU
APARELHOS
. 1 conjunto masculino e 1 conjunto feminino para cada
250 m² ou fração de área útil de sala de trabalho.
ESCRITÓRIOS E CONGÊNERES
. quando privativo de 1 economia com até 100 m² - 1
conjunto comum a ambos os sexos.
. até 100 m² de área de vendas - 1 conjunto comum a
ambos os sexos.
. acima de 200 m² de área de vendas - 1 conjunto
LOJAS, GALERIAS, CENTRO COMERCIAIS masculino e 1 conjunto feminino para cada 300 m² ou
fração de área de vendas e 1 local para chuveiro.
. acima de 600 m² de área de vendas - acrescer 1 conjunto
feminino para uso público.
. para os funcionários - 1 conjunto comum a ambos os
sexos, com local para chuveiro e vestiário.
. para o público - 1 conjunto masculino e 1 conjunto
LOCAIS PARA REFEIÇÕES E DIVERSÕES feminino para cada 50 m² ou fração de área de salão = até
150,00m².
para o público – 3 conjunto masculino e 3 conjunto
feminino, acrescido de um conjunto a cada 120,00 m² ou
fração de área de salão = acima de 150,00 m².
. quando não dispuserem de sanitários privativos - 1
conjunto masculino e 1 conjunto feminino, com chuveiro,
HOTÉIS E CONGÊNERES para cada 60 m² ou fração de área de dormitórios.
. em qualquer hipótese - 1 conjunto para cada sexo, com
chuveiro, atendendo à NBR 9050.
. sanitários separados por sexo, compostos, cada um, por
CINEMAS E CONGÊNERES
P/400 lavatórios e P/200 vasos.
. para público - sanitários separados por sexo, compostos,
cada um, por P/400, lavatórios e P/200 vasos.
GINÁSIOS ESPORTIVOS E CONGÊNERES
. para os atletas - dois vestiários com sanitários,
compostos cada um por 2 vasos, 1 mictórios, 2
lavatórios, 5 chuveiros e local para guarda e troca de
roupa.
CLUBES
. somatório da exigências correspondentes às atividades
oferecidas.
ATIVIDADES NÚMERO MÍNIMO DE CONJUNTOS E/OU
APARELHOS
. para os alunos - sanitários separados por sexo,
ESCOLAS compostos cada um por P/100, lavatórios e P/50 vasos.
. para os professores e funcionários - sanitários separados
por sexo, compostos cada um por P/40, lavatórios e
vasos.
. 1 conjunto para cada sexo atendendo à NBR 9050.
HOSPITAIS E CONGÊNERES . conforme legislação estadual.
PAVILHÕES PARA INDÚSTRIAS, COMÉRCIO . 1 conjunto masculino e 1 conjunto feminino, com
ATACADISTA chuveiro, para cada 450 m² ou fração de área construída,
com vestiário.
DEPÓSITOS . 1 conjunto para ambos os sexos , com chuveiro, até 600
m² de área construída, com vestiário.
1 conjunto masculino , com chuveiro, para cada 600 m²
ou fração de área construída, com vestiário.
. 1 conjunto feminino, com chuveiro, para área superior
a 600 m², com vestiário.
OFICINAS . 1 conjunto para ambos os sexos , com chuveiro, até 450
MECÂNICAS/CHAPEAÇÕES/MARCENARIAS m² de área construída, com vestiário.
1 conjunto masculino , com chuveiro, para cada 450 m²
ou fração de área construída, com vestiário.
. 1 conjunto feminino, com chuveiro, para área superior
a 450 m², com vestiário.
GARAGENS COMERCIAIS E POSTOS DE . 1 conjunto para ambos os sexos, com local para
ABASTECIMENTO chuveiro e vestiário.
TEMPLOS, BANCOS E CONGÊNERES . 1 conjunto para cada sexo para uso público.
Parágrafo 1º - Um conjunto sanitário corresponde a 1 (um) vaso e 1 (um)
lavatório.
Parágrafo 2º - Nos sanitários masculinos, 50% (cinqüenta por cento) dos
vasos calculados poderão ser substituídos por mictórios.
Parágrafo 3º - Nas edificações destinadas a mais de uma atividade, a
proporção de sanitários corresponderá ao somatório das exigências correspondentes a cada uma das
atividades.
Art. 123 - Os órgão públicos, os locais de reunião e outras edificações de uso
público deverão atender, ainda, à NBR-9050 que dispõe sobre a Adequação das Edificações e
Mobiliário Urbano à Pessoa Deficiente.
Art. 124 - As edificações industriais, as destinadas ao comércio ou serviços
que impliquem na manipulação ou comercialização de produtos alimentícios, farmacêuticos ou
químicos, as destinadas a assistência médico-hospitalar, ensino formal, hospedagem, clubes e locais
de diversões, deverão obedecer, em tudo o que couber, à legislação estadual e federal específica, em
especial ao Decreto Estadual nº 23.430, de 24 de outubro de 1974 que dispõe sobre a Promoção,
Proteção e Recuperação da Saúde Pública e a legislação sobre segurança do trabalho, além das
normas técnicas pertinentes.
Art. 125 - As edificações destinadas a atividades que impliquem na
manipulação de óleos e graxas, tais como serviços de lavagem e lubrificação, oficinas mecânicas e
retificadoras de motores, deverão contar com caixa separadora de óleo e lama atendendo à figura
12.
Art. 126 - As edificações destinadas a mais de 20 (vinte) escritórios,
consultórios, estudos profissionais e congêneres, deverão contar com vestíbulo que permita a
inscrição de um círculo com diâmetro mínimo igual à largura exigida para a porta e nunca inferior a
1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) e obedecer ao disposto nos incisos I, II e III do artigo
121.
CAPÍTULO III
DAS GARAGENS E DOS ESTACIONAMENTOS
SEÇÃO I
DAS GARAGENS INDIVIDUAIS
Art. 127 - As garagens individuais além das disposições do presente Código
que lhes forem aplicáveis, deverão ter:
I - pé-direito livre mínimo de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros);
II - largura mínima útil (livre de pilares) de 2,50 m (dois metros e cinqüenta
centímetros);
III - comprimento mínimo de 5,00 (cinco metros).
SEÇÃO II
DAS GARAGENS COLETIVAS
Art. 128 - As garagens e estacionamentos coletivos, além das demais
disposições previstas neste Código que lhes forem aplicáveis, deverão obedecer os seguintes
requisitos:
I - pé-direito livre mínimo de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros);
II - locais de estacionamento para cada veículo com largura mínima útil de
2,40 m (dois metros e quarenta centímetros) e comprimento mínimo útil de 4,80 m (quatro metros e
oitenta centímetros);
III - vão de entrada com largura mínima de 3,00 m (três metros) exigindo-se
largura, no mínimo, correspondente a 2 (dois) vão, quando a garagem comportar mais de 50
(cinqüenta) veículos;
IV - largura livre dos corredores igual a, no mínimo, 5,00 m (cinco metros).
Parágrafo 1º - A circulação vertical para pedestres, quando necessária, deverá
ser independente da circulação para veículos e possuir largura mínima de 1,00 m (um metro).
Parágrafo 2º - Aplicam-se aos estacionamentos descobertos, no que couber, as
disposições deste artigo.
SEÇÃO III
DAS GARAGENS COMERCIAIS
Art. 129 - Considerar-se-ão garagens comerciais, para efeitos deste Código,
aquelas destinadas à locação de espaços para estacionamento e guarda de veículos.
Art. 130 - As edificações destinadas a garagens comerciais, além das
disposições previstas no artigo 126 deverão obedecer às seguintes exigências:
I - ter instalações sanitárias destinadas aos funcionários, constituídas por, no
mínimo, 1 (um) vaso sanitário, 1 (um) lavatório, 1 (um mictório) e 1 (um) chuveiro, dimensionadas
conforme o artigo 116;
II - largura, livre dos corredores igual, no mínimo,a 5,00 m (cinco metros);
III - ter compartimento destinado à permanência dos funcionários, atendendo
aos seguintes requisitos:
a) permitir a inscrição de um círculo com diâmetro de 2,40 m (dois metros e
quarenta centímetros);
b) ter vão de ventilação permanente voltado para o exterior, com
dimensionamento conforme o que estabelecer o artigo 81, inciso II.
SEÇÃO IV
DAS VAGAS CRIADAS PARA ESTACIONAMENTO PRIVATIVO
Art. 131 - As vagas criadas para estacionamento privativo, localizadas no
interior dos logradouros, além das demais disposições previstas neste Código que lhes forem
aplicáveis, deverão obedecer os seguintes requisitos:
I - pé-direito livre mínimo de 2,20 m (dois metros e vinte centímetros);
II - locais de estacionamento para cada veículo com largura mínima útil de
2,40 m (dois metros e quarenta centímetros) e comprimento mínimo útil de 4,80 m (quatro metros e
oitenta centímetros);
III - vão de entrada coletiva com largura mínima de 3,00 m (três metros)
exigindo-se largura, no mínimo, correspondente a 2 (dois) vão, quando comportarem mais de 50
(cinqüenta) veículos;
IV - largura livre dos corredores igual a, no mínimo, 5,00 m (cinco metros).
Parágrafo único – Quando o acesso as vagas criadas ocasionar a perda de
mais de uma vaga de estacionamento na via pública, estas perdas deverão ser ressarcidas
proporcionalmente ao público em geral pelas vagas criadas, devidamente sinalizadas como “
estacionamento público.
CAPÍTULO IV
DOS POSTOS DE ABASTECIMENTO E DE SERVIÇOS E
DOS DEPÓSITOS E POSTOS DE REVENDA DE GÁS LIQUEFEITO
SEÇÃO I
DOS POSTOS DE ABASTECIMENTO E DE SERVIÇOS
Art. 132 - A instalação de dispositivos para abastecimento de combustíveis
será permitida somente em postos de serviço, garagens comerciais, estabelecimentos comerciais e
industriais, empresas de transporte e entidades públicas.
Parágrafo 1º - A Prefeitura Municipal poderá negar licença para a instalção de
dispositivos para abastecimento de combustível, toda vez que o julgar inconveniente à circulação de
veículos na via pública.
Parágrafo 2º - No projeto de postos de serviço deverá ainda se identificada a
posição dos aparelhos de abastecimento e o equipamento.
A - POSTOS DE ABASTECIMENTO E SERVIÇOS
Art. 133 - São considerados postos de abastecimento e serviços, as
edificações construídas para atender o abastecimento de veículos automotores e que reúnam em um
mesmo local, aparelhos destinados à limpeza e conservação, bem como suprimento de ar e água,
podendo ainda existir serviços de reparos rápidos.
Parágrafo 1º - Quando os serviços de lavagem e lubrificação estiverem
localizados a menos de 4,00 m (quatro metros) das divisas, deverão os mesmos estar em recintos
cobertos e fechados nestas divisas.
Parágrafo 2º - Os despejos passarão, obrigatoriamente, por uma caixa
sifonada separadora de óleo e lama, que deverá ter projeto especial, acompanhado de cálculos e
memorial descritivo que comprove seu funcionamento. (Fig. 12).
Art. 134 - Todo posto de serviço a ser construído deverá observar um
afastamento mínimo de 500,00 m (quinhentos metros) de qualquer outro posto existente ou
licenciado, ressalvados os direitos adquiridos por terceiros em permissões concedidas pelo
Município.
Parágrafo Único - O distanciamento dos postos de serviços entre si será
medido pelo menor percurso possível nos logradouros existentes.
Art. 135 - As edificações destinadas a postos de serviço além das disposições
do presente Código que lhes forem aplicáveis, deverão:
I - ser construídas de material incombustível, tolerando-se o emprego de
madeira ou outro material combustível nas esquadrias e estruturas de cobertura;
II - ter instalações sanitárias, franqueadas ao público, constantes de vaso
sanitário, mictório e lavatório;
III - ter, no mínimo, um chuveiro para uso dos funcionários;
IV - ter muros de divisa com altura de 1,80 m (um metro e oitenta
centímetros);
V - ter instalação preventiva contra incêndio de acordo com o que dispuser a
A.B.N.T.;
VI - ter afastamento mínimo de 80,00 m (oitenta metros) de Escolas. A
distância será entre o ponto de instalação do reservatório de combustível e do terreno da Escola;
VII - ter rebaixamento de meios-fios para os acessos de veículos, extensão
não superior a 7,00 m (sete metros), com intervalos de, no mínimo, 4,00 m (quatro metros),
devendo a posição e número de acessos ser estabelecido, para cada caso, pelo órgão técnico da
Prefeitura.
Art. 136 - Os equipamentos para abastecimento deverão atender as seguintes
condições:
I - as colunas deverão ficar recuadas no mínimo 6,00 m (seis metros) dos
alinhamentos e afastadas, no mínimo, 7,00 m (sete metros) e 12,00 m (doze metros) das divisas
laterais e de fundos, respectivamente;
II - os reservatórios serão subterrâneos, em material aprovado pela ANP
(Agência Nacional de Petróleo), hermeticamente fechados e com capacidade máxima de 20.000
(vinte mil litros), devendo ainda distar, no mínimo, 2,00 m (dois metros) de quaisquer paredes da
edificação.
B - ABASTECIMENTO E SERVIÇOS EM GARAGENS
COMERCIAIS
Art. 137 - O abastecimento em garagens comerciais somente será permitido
considerando-se um reservatório e sua respectiva coluna para cada 700,00 m² (setecentos metros
quadrados) de área coberta de estacionamento e circulação, e comprovada capacidade de guarda de
50 (cinqüenta) carros, devendo a aparelhagem obedecer o seguinte:
I - ser instalada obrigatoriamente no interior da edificação e de maneira que,
quando em funcionamento, não interfira na circulação de entrada e saída de veículos;
II - as colunas deverão ficar recuadas no mínimo 6,00 m (seis metros) dos
alinhamentos e afastadas no mínimo 7,00 m (sete metros) e de fundos respectivamente, devendo
ainda distar no mínimo 2,00 m (dois metros) de quaisquer paredes;
III - os reservatórios deverão distar no mínimo 2,00 m (dois metros) de
quaisquer paredes, sendo sua capacidade limitada em 20.000 (vinte mil litros);
IV - ter afastamento mínimo de 80,00 m (oitenta metros) de Escolas. A
distância será medida entre o ponto da instalação do reservatório de combustível e o terreno da
escola.
Parágrafo Único - Além do previsto neste artigo, as garagens poderão instalar
uma coluna e respectivo reservatório, para a venda exclusiva de gasolina especial.
C - ABASTECIMENTO EM ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS,
INDUSTRIAIS, EMPRESAS DE TRANSPORTE E ENTIDADES PÚBLICAS
Art. 138 - Será permitida a instalação de bombas para abastecimento em
estabelecimentos comerciais, industriais, empresas de transporte e entidades somente para uso
privativo, quando tais estabelecimentos possuírem no mínimo, 10 (dez) veículos de sua
propriedade, devendo o respectivo equipamento atender às seguintes condições:
I - as colunas deverão ficar afastadas no mínimo 20,00 m (vinte metros) dos
alinhamentos e afastadas no mínimo 7,00 m (sete metros) e 12,00 (doze metros) das divisas laterais
e de fundos, respectivamente, devendo ainda distar no mínimo de 7,00 m (sete metros) das paredes
de madeira, e 2,00 m (dois metros) de paredes de alvenaria;
II - os reservatórios deverão distar no mínimo 4,00 m (quatro metros) de
quaisquer paredes, sendo sua capacidade máxima de 5.000 (cinco mil) litros. Excepcionalmente, se
devidamente comprovada e justificada a necessidade, será autorizada a instalação de reservatórios
de até 20.000 ( vinte mil) litros;
III - ter afastamento mínimo de 80,00 m (oitenta metros) de Escolas. A
distância será medida entre o ponto de instalação do reservatório do combustível e o terreno da
escola.
Parágrafo Único - O requerimento para instalação deverá ser acompanhado de
planta de localização dos aparelhos na escala de 1:50.
SEÇÃO II
DOS DEPÓSITOS E POSTOS DE REVENDA DE GÁS LIQUEFEITO
Art. 139 - Os depósitos e postos de revenda de gás liquefeito deverão
obedecer ao que estabelece a legislação federal pertinente.
TÍTULO VI
DOS EQUIPAMENTOS E DAS INSTALAÇÕES
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 140 - Na elaboração dos projetos de instalações, além de serem
obedecidas as disposições do presente Código, deverá ser atendido o que dispõe a Portaria nº
3214/78 - e suas alterações - Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho.
CAPÍTULO II
DOS ELEVADORES
Art. 141 - As edificações com mais de 04 (quatro) pavimentos, contados do
piso do pavimento térreo até o piso do pavimento mais elevado, deverão ser servidos por elevador.
Parágrafo Único - Para cálculo da altura não será computado o último
pavimento, quando este for de uso exclusivo do penúltimo pavimento, ou destinado a dependências
de serviço de uso comum ou destinado ao zelador.
Art. 142 - O dimensionamento e as características gerais de funcionamento
dos elevadores deverão obedecer o que estabelecem as normas brasileiras.
CAPÍTULO III
DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
Art. 143 - Todas as edificações deverão ser providas de instalações elétricas,
de acordo com o que estabelecem as normas brasileiras e o Regulamento de Instalações
Consumidoras da Concessionária.
Parágrafo Único - As reformas ou ampliações deverão atender integralmente
às normas.
CAPÍTULO IV
DAS INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS
Art. 144 - As instalações prediais de água e esgoto deverão atender, além do
que dispõe este Código, às normas brasileiras e ao Regulamento dos Serviços de Água e Esgoto da
CORSAN.
Art. 145 - As instalações prediais de esgoto sanitário deverão ser ligadas aos
coletores públicos, quando houver sistema separador absoluto.
Art. 146 - Nas edificações situadas em vias não servidas por esgotos cloacal
deverão ser instalados fossa séptica e sumidouro, obedecendo às seguintes especificações:
I - quanto à fossa séptica:
a) deverá ser dimensionada de acordo com as normas brasileiras,
especificando em planta o tempo de limpeza, e com capacidade nunca inferior 2,00 m³ ( dois
metros cúbicos);
b) deverá ser localizada em área próxima à via pública, com tampa visível e
sem nenhuma obstrução que possa dificultar sua limpeza.
II - quanto ao poço sumidouro:
a) deverá ser dimensionado de acordo com as normas brasileiras e com
capacidade nunca inferior a 6,75 m³ (seis vírgula setenta e cinco metros cúbicos);
b) deverá localizar-se a, no mínimo 1,50 m (um metro e cinqüenta
centímetros) das divisas do terreno.
III – quanto ao filtro anaeróbio, caso o terreno não ofereça condições de
absorção dos líquidos efluentes do poço sumidouro o sistema de tratamento deverá ser ampliado
com a instalação, após a fossa séptica, de filtro anaeróbio dimensionado de acordo com as normas
brasileiras com capacidade nunca inferior a 1,50 m³ (um vírgula cinqüenta metros cúbicos);
Parágrafo 1º- A Prefeitura Municipal, ao fornecer as Informações
Urbanísticas especificará a destinação do efluente da fossa séptica.
Parágrafo 2º – A carta de habitação da edificação somente será fornecida após
a vistoria do sistema de tratamento pelo setor de fiscalização da Secretaria Municipal de
Planejamento do Município
Parágrafo 3º – As obras e sistemas existentes a serem regularizados deverão
atender ou adequar-se a esta legislação, permitindo a vistoria do sistema conforme parágrafo 2º.
CAPÍTULO V
DAS INSTALAÇÕES PARA ESCOAMENTO
DE ÁGUAS PLUVIAIS E INFILTRAÇÕES
Art. 147 - Os terrenos, ao receberem edificações, serão convenientemente
tratados para dar escoamento às águas pluviais e de infiltração.
Art. 148 - As instalações para escoamento de águas pluviais serão executadas
de acordo com o que estabelecem as normas brasileira.
Art. 149 - As águas pluviais, calhas de telhados, as de lavagem de piso e a
coleta de condensador de aparelhos de ar condicionado deverão ser canalizados para a rede de
esgoto pluvial.
Parágrafo 1º - Em caso de impossibilidade ou inconveniência de conduzir as
águas pluviais à rede pública, será permitido o seu lançamento na sarjeta, vala ou curso d´água.
Parágrafo 2º - A ligação à rede pública será cancelável a qualquer momento
pela Prefeitura Municipal, desde que a infra-estrutura urbana requeira modificações ou se dela
resultar qualquer prejuízo ou inconveniência.
Parágrafo 3º - Nos casos em que o coletor pluvial passar por propriedade
lindeira deverá se juntada ao projeto uma Declaração de Autorização do proprietário daquele
imóvel, por instrumento particular e com firma reconhecida por autenticidade, concedendo
PERMISSÃO à indispensável ligação àquele coletor.
CAPÍTULO VI
DAS INSTALAÇÕES DE GÁS
Art. 150 - Os materiais e acessórios empregados nas instalações de gás
deverão satisfazer ao que estabelecem as normas brasileiras.
Art. 151 - Os recipientes de gás com capacidade de até 13 kg (treze quilos)
poderão ser instalados nos interior das edificações, desde que atendam às normas brasileiras.
Parágrafo Único - Quando a capacidade dos recipientes de gás ultrapassar a
13 kg (treze quilos), será exigida instalação central que atenda às normas brasileiras.
Art. 152 - Quando instalados no interior das edificações, os recipientes de gás
deverão ser localizados em armário de alvenaria situado na cozinha ou na área de serviço, dotado
de:
I - porta incombustível vedada e não voltada para o aparelho consumidor;
II - ventilação para o exterior da edificação com, no mínimo, duas aberturas
de 5 m (cinco centímetros) de diâmetro junto ao piso, e um terceira de igual diâmetro na parte
superior.
Parágrafo 1º - No exterior dos armários de que trata este artigo não poderão
ser instalados ralos ou caixas de gordura.
Parágrafo 2º - Para efeito de dimensionamento, deverá ser previsto local para
02 (dois) recipientes de GLP em cada economia, considerando-se para cada recipiente um espaço de
0,40 m x 0,40 m x 0,65 m (quarenta centímetros por quarenta centímetros por sessenta e cinco
centímetros).
CAPÍTULO VII
DAS INSTALAÇÕES DE TELEFONE
Art. 153 - Nas habitações unifamiliares com área superior a 120 m² (cento e
vinte metros quadrados) e nas edificações de uso coletivo será obrigatória a instalação de tubulação
para serviços telefônicos em cada economia, de acordo com as normas da Concessionária.
CAPÍTULO VIII
DAS INSTALAÇÕES DE AR CONDICIONADO E CLIMATIZADORES
Art. 154 - As instalações de sistemas de ar condicionado e climatizadores
obedecerão ao que estabelecem as normas brasileiras.
Art. 155 - Todos os aparelhos de ar condicionado e climatizadores deverão ser
dotados de instalações coletoras de água.
CAPÍTULO IX
DAS INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS
Art. 156 - No que concerne à proteção contra incêndios, as edificações
deverão obedecer, no que couber, ao que estabelecem as normas brasileiras.
Art. 157 - A existência de outros sistemas de prevenção não exluirá a
obrigatoriedade da instalação de extintores de incêndio.
Parágrafo 1º - Excetuar-se-ão das exigências deste artigo as habitações
unifamiliares e os prédios de habitação coletiva com até 02 (dois) pavimentos, com, no máximo, 02
(duas) economias por pavimento.
Parágrafo 2º - A existência de garagem ou elevador no corpo do prédio da
habitação coletiva obrigará a instalação de extintores de incêndio, independentemente do número de
pavimentos.
Parágrafo 3º - Nos prédios onde se depositam inflamáveis e/ou explosivos,
além das exigências deste Código, deverá ser observado o que estabelecem as normas brasileiras.
Art. 158 - Os extintores deverão possuir o selo atualizado da marca de
conformidade de ABNT e obedecer ao que estabelece a norma brasileira no que diz respeito à
manutenção e recarga.
Art. 159 - A instalação dos extintores será precedida do projeto de localização
aprovado pelo órgão competente.
Art. 160 - Os extintores deverão ser posicionados e localizados obedecendo
os seguintes critérios:
I - local visível e de fácil acesso;
II - não se localizarem nas paredes das escadas;
III - ter sua parte superior situada, no máximo, a 1,60 m (um metro e sessenta
centímetros) do piso.
Art. 161 - Nos ambientes de trabalho, deverá ser obedecido o que estabelece a
NR 23 da Portaria nº 3214 de 08 de junho de 1978, do Ministério do Trabalho.
CAPÍTULO X
DAS CHAMINÉS
Art. 162 - Os estabelecimentos cuja atividade obrigue a instalação de chaminé
deverão solicitar autorização da Secretaria Municipal de Planejamento e Cooerdenação e
Departamento Municipal de Meio Ambiente.
Art.163 - As chaminés residenciais deverão possuir altura compatível para
que não causem transtornos aos seus lindeiros.
CAPÍTULO XI
DAS INSTALAÇÕES PARA PÁRA-RAIOS
Art. 164 - A execução das instalações de pára-raios deverá ser precedida de
projeto, de acordo com o que estabelecerem as normas brasileiras.
Art. 165 - Será obrigatória a instalação de pára-raios em toda edificação com
mais de 04 (quatro) pavimentos, contados a partir do pavimento térreo, ou altura superior a 12 m
(doze metros).
Parágrafo 1º - Será também obrigatória a instalação de pára-raios nas
edificações que, mesmo com altura inferior à mencionada no caput do artigo, tenham projeção
horizontal superior a 1.500 m² (hum mil e quinhentos metros quadrados), destinadas a:
I - mercados, supermercados e centros comerciais;
II - hospitais;
III - escolas;
IV - locais de reuniões e diversões públicas;
V - edifícios-garagem;
VI - terminais de transporte coletivo;
VII - fábricas.
Parágrafo 2º - Para efeito de aplicação do parágrafo primeiro deste artigo, a
decisão sobre a necessidade de utilização do equipamento será de inteira responsabilidade do
profissional legalmente habilitado.
Art. 166 - As exigências quanto às instalações de pára-raios aplicar-se-ão
integralmente às reformas e ampliações.
CAPÍTULO XII
DAS ANTENAS E DOS INTERFONES
Art. 167 - Nas edificações destinadas à habitação coletiva será obrigatória a
instalação de tubulações para antenas e interfones a todas as unidades habitacionais.
CAPÍTULO XIII
DAS INSTALAÇÕES DE APARELHOS RADIOLÓGICOS
Art. 168 - Nas edificações onde houver aparelhos radiológicos, a instalação
destes só será admitida em locais adequadamente isolados contra radiações, de acordo com as
disposições da legislação federal e estadual pertinentes, bem como das normas brasileiras.
TÍTULO VII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 169 - A numeração das edificações será fornecida pelo setor competente
da Prefeitura Municipal.
Art. 170 - Nos prédios com mais de uma economia, a numeração destas será
feita utilizando-se números seqüenciados de três algarismos, sendo que o primeiro deles deverá
indicar o número do pavimento onde se localiza a economia.
Parágrafo Único - A numeração das economias deverá constar das plantas-
baixas do projeto e não poderá ser alterada sem autorização da Prefeitura Municipal.
Art. 171 - Os casos omissos desta Lei Municipal serão resolvidos pelo Setor
de Urbanismo da Secretaria de Planejamento e Coordenação.
Art. 172 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogada a Lei
Municipal nº 1.185 de 07 de dezembro de 1995 e todas as demais leis municipais que alteraram os
seus dispositivos.
GABINETE DO PREFEITO MUNICIPAL DE ARROIO DO MEIO, em 28
de dezembro de 2006.
REGISTRE-SE E PUBLIQUE-SE
Data Supra
DANILO JOSÉ BRUXEL
ALÉCIO WEIZENMANN Prefeito Municipal
Secretário da Administração