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Materiais de Acabamento Aula 01

A aula aborda a importância do conhecimento sobre materiais de acabamento e revestimento para a formação de designers de interiores e arquitetos. Os tópicos incluem a classificação de materiais naturais e sintéticos, suas propriedades físico-químicas e mecânicas, além de uma introdução aos principais tipos de materiais utilizados na prática profissional. O conteúdo visa preparar os alunos para especificações corretas e seguras na escolha de revestimentos e outros materiais.

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Materiais de Acabamento Aula 01

A aula aborda a importância do conhecimento sobre materiais de acabamento e revestimento para a formação de designers de interiores e arquitetos. Os tópicos incluem a classificação de materiais naturais e sintéticos, suas propriedades físico-químicas e mecânicas, além de uma introdução aos principais tipos de materiais utilizados na prática profissional. O conteúdo visa preparar os alunos para especificações corretas e seguras na escolha de revestimentos e outros materiais.

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MATERIAIS DE ACABAMENTO

E REVESTIMENTO
AULA 1

Prof.ª Maria Ester Contin de Oliveira Kloss


CONVERSA INICIAL

Bem-vindo, aluno(a)!
Esperamos que este estudo consiga auxiliar a todos a adquirir uma base
de conhecimento sólida, moldando designers de interiores e arquitetos,
plenamente conscientes da importância de seu trabalho.
Esta caminhada tem sua importância baseada no conhecimento dos
materiais mais usados no mercado de trabalho, de forma a objetivar a realização
de especificações de revestimentos corretos e seguros deles, tendo, portanto,
uma relevância muito grande na formação de designers de interiores e
arquitetos.
Sendo assim, ao longo desta aula, estudaremos sobre:

• materiais e suas propriedades;

• materiais e sua classificação – parte A;

• materiais e sua classificação – parte B;

• revestimentos; e

• classificação dos revestimentos.

CONTEXTUALIZANDO

No trabalho diário do designer de interiores e do arquiteto, é preciso


projetar do piso ao teto, estabelecendo relações de composição que agradem os
clientes, criando microclimas dentro de ambientes agradáveis e sustentáveis.
Inicialmente, precisa-se fazer a correta gestão do projeto, utilizando
softwares adequados tanto no desenho do projeto (obrigatoriamente dentro de
normas técnicas), como no cronograma físico-financeiro da obra, adequando
prazos e custos.
É necessário possuir habilidades e conhecimentos para tudo isso,
estabelecendo os materiais adequados para pisos, paredes, forros, louças e
metais, ferragens, móveis, ergonomia e muito mais. Sem desconsiderar as
condições de sustentabilidade que a ordem mundial exige. Nesse processo, do
projeto à execução, que é difícil e árduo, é preciso escolher materiais para dar
vida a todas a essas escolhas.

2
Assim, iniciaremos nosso caminho no mundo dos materiais e
revestimentos, mostrando, além da teoria, exemplos práticos aplicado em
projetos, para que seu ingresso no mercado de trabalho seja vitorioso. Bom
estudo!

TEMA 1 – MATERIAIS E SUAS PRINCIPAIS PROPRIEDADES

De modo geral, os materiais se classificam em naturais e sintéticos. Os


naturais são os que têm origem animal, vegetal ou mineral. Já os sintéticos são
resultados das transformações das matérias-primas.
Mas quais são os materiais naturais que também podem servir de
matérias-primas para a obtenção dos materiais sintéticos?
Para respondermos à essa pergunta, é necessário observar e entender
outra classificação importante. Compreendê-los do ponto de vista de suas
propriedades físico-químicas e mecânicas.
Estamos vendo isso, primeiramente, pois, quando estudarmos os
revestimentos e suas propriedades, seja possível entender o desempenho e
como aplicá-lo, principalmente na leitura de catálogos de materiais.
Nas tabelas a seguir, podemos ver as propriedades resumidas.
As propriedades físico-químicas (Tabela 1) são as que ferem diretamente
os sentidos, como a cor, o brilho, a temperatura, a textura, a densidade do
material, condutividade térmica , oxidação e corrosão.

Tabela 1 – Propriedades físico-químicas dos materiais

Propriedades físico-químicas dos materiais


Cor sensação visual quando incide luz
brilho intensidade luminosa por unidade de superfície
Temperatura grau de agitação das moléculas que compõem um corpo
Textura saliências e reentrâncias encontradas na superfície
Odor cheiro ou aroma do material
densidade do material¹ relação entre massa e volume do material
condutividade térmica capacidade de conduzir calor
Oxidação transformação do material ocasionado pelo oxigênio ou por um
oxidante
Corrosão deterioração do material devido a ação química ou eletroquímica

(1) A densidade é a quantidade de um material existente em um determinado volume. Entretanto, frequentemente


essa grandeza é indicada em grama por centímetro cúbico (g/cm³) ou em grama por mililitro (g/ml). Lembrem-se que
1 g /cm³ = 1 g /ml = 1000 kg/m³

3
Fonte: Abitante; Lisboa, 2017; Almeida, Preto; Carvalho, 2020; Falcão, 2019; Kraemer, 2019;
Hibbeler, 2010.

Já as propriedades mecânicas (Tabela 2) exprimem as respostas que os


materiais nos dão quando sujeitos a uma força externa. Quando esta não
modifica o material, observa-se algumas propriedades como flexibilidade,
resistência, ductibilidade e elasticidade.
Mas podem ocorrer fenômenos em que a força aplicada seja crítica, de
modo a causar algum dano irreversível ao material. Nesse caso, observaremos
propriedades como tenacidade à fratura, fluência e fadiga.
Estudaremos, aqui, essas propriedades de modo simplificado, do ponto
de vista que subsidie o entendimento dos catálogos dos materiais, possibilitando
a especificação de produtos e materiais de revestimento de modo seguro e
correto.

Tabela 2 – Propriedades mecânicas dos materiais

Propriedades mecânicas dos materiais


Flexibilidade material dobra quando submetido às forças externas e não se
parte.
Dureza material risca um outro material.
Resistência material resiste quando a ele é aplicado uma força.
Transparência material transparente deixa a luz passar, o opaco não.
Combustibilidade material arde quando submetido ao fogo.
Plasticidade material pode ser moldado a quente ou a frio.
Tenacidade à fratura a força aplicada acima de um limite crítico; causa a separação do
corpo do material em dois.
Ductibilidade grau de deformação que um material suporta sem se romper.
Fluência deformação permanente de um material quando submetido à uma
força constante em função do tempo.
Fadiga ruptura progressiva de materiais sujeitos a ciclos repetidos de
tensão ou deformação.
Elasticidade material se deforma quando sujeita a força externa, mas volta a
forma inicial.

Fonte: Abitante; Lisboa, 2017; Almeida; Preto; Carvalho, 2020; Falcão, 2019; Kraemer, 2019;
Hibbeler, 2010.

TEMA 2 – MATERIAIS E SUA CLASSIFICAÇÃO – PARTE A

Uma vez compreendida a propriedade dos materiais, podemos entender


mais facilmente a classificação deles e como estão divididos.

4
2.1 Classificação geral

Os materiais se dividem em: metais, polímeros, cerâmicos,


compósitos, semicondutores e biomateriais.
Iniciando com os metais, entendemos sua classificação a partir dos
elementos metálicos e não metálicos.
Dentro dos elementos metálicos encontramos o aço, o cobre, o níquel, o
alumínio e o titânio, bastante usados em projetos de interiores.
Já os elementos não metálicos (não usados em nosso trabalho
profissional de forma direta) são o carbono, o oxigênio e o nitrogênio.
Na figura a seguir podemos observar esta classificação.

Figura 1 – Classificação geral dos materiais

aço

cobre

metálicos níquel

alumínio

metais titânio

polímeros carbono

não metálicos oxigênio


materiais

cerâmicos

compósitos nitrogênio

semicondutores

biomateriais

Fonte: Stein, 2019.

2.2 Metais

Apesar da variedade de metais existentes na terra, a maioria não é


empregada em seu estado puro, por conta de suas propriedades e custo
elevado, sendo mais usado em forma de ligas.

5
As ligas metálicas são materiais com propriedades metálicas formadas
por dois ou mais elementos, sendo que pelo menos um deles é um metal.
As ligas de ferro e aço representam cerca de 90% de todos os metais
consumidos pela indústria.
Em forma de chapas expandidas, perfuradas ou não, o aço pode ser
usado em divisórias, portas e janelas, mezaninos, guarda-corpos e pisos.
Até mesmo em lugares menos prováveis como os banheiros podemos
usá-los em formas de lâminas, em diferentes espessuras conforme o projeto
solicitar.
No caso de uso para piso, as chapas podem conter texturas que
contribuam para a segurança do usuário, evitando deslizes e quedas, como
vemos, por exemplo, nos pisos de ônibus (Figura 2), e que podem
tranquilamente serem usadas em ambiente internos de forma criativa e
inusitada.

Figura 2 – Chapa metálica usada em pisos de ônibus

Crédito: WIROJ ROUDKHLAY/Shutterstock.

2.3 Polímeros

Podemos definir os materiais poliméricos como elementos orgânicos (com


carbono), vulgarmente conhecidos como plásticos.
Basicamente, existem três tipos de polímeros: os termoplásticos, os
termoestáveis ou termofixos e os elastômeros ( borrachas).
6
Os materiais produzidos a partir dos termoplásticos amolecem quando
são aquecidos, podendo ser granulados e realimentados na cadeira produtiva.
São eles:

• os polietilenos de alta e baixa densidades;

• o polipropileno;

• o policloreto de vinila (PVC);

• o poliestireno (PS);

• o acrilonitrila butadieno estireno (ABS);

• a poliamida (PA) – náilon;

• o policarbonato (PC); e

• o Politetrafuoroetileno (PTFE – Teflon).

Portanto, os termoplásticos podem sofrer uma reciclagem primária. O


polietileno é o mais comum de todos.
A aplicabilidade dos termoplásticos pode ser vista na tabela a seguir.

Tabela 3 – Aplicabilidade dos termoplásticos

Aplicabilidade dos termoplásticos


Polietileno de alta densidade ( PEAD) Tapeçaria e sacos. Embalagens em geral.
Polietileno de baixa densidade ( PEBD) Tubulações e mangueiras. Telas de sombreamento.
Polipropileno ( PP) Embalagens em geral. Assentos. Ráfia e Palha.
Politereftalato de etileno (PET) Chapas e garrafas.

Acrinonitrila butadieno estireno (ABS) Gabinete para computadores. Telefones e


eletroeletrônicos.
Poliamida ( PA-Náilon) Fios têxteis e utensílios de cozinha industrial.
Policarbonato ( PC) Vidro plástico, eletroeletrônicos, chapas.
Poliestireno (PS) Embalagens. Peças técnicas para reforço , chapas e
isolantes.
Policloreto de vinila (PVC) Películas, laminados, revestimento de pisos, tintas,
revestimento de tecidos, portas e janelas.

Fonte: Santos, 2019.

Já os termoestáveis ou termofixos não amolecem e nem se fundem


quando aquecidos. A tabela a seguir ilustra os materiais termoestáveis.

7
Os elastômeros, popularmente conhecidos como borrachas, são
polímeros que quando submetidos a forças de tração, retornam às dimensões
originais quando essas forças são removidas.

Tabela 4 – Aplicabilidade dos polímeros termoestáveis

Aplicabilidade dos polímeros termoestáveis


Epóxi Revestimentos, adesivos, matriz de compósitos reforçados com
fibras de vidro para aplicação em peças eletroeletrônicas, materiais
de construção civil e engenharia.
Poliéster Peças reforçadas com fibra de vidro, laminados.
Fenol-formaldeído Peças elétricas moldadas e rígidas ( isolantes e outras), laminados
para revestimentos de mesas e móveis, compensado naval.

Fonte: Santos, 2019.

Aqui vamos focar no uso e na identificação dos polímeros, pois, nesse


caso, interessa-nos mais a aplicabilidade em nossa área de atuação. Assim, os
polímeros mais conhecidos e sua aplicabilidade encontram-se a seguir.

• Polietileno: muito usado em baldes, sacos de lixo e embalagens.

• Polipropileno: bastante usado em cadeiras e poltronas.

• PVC (o policloreto de vinila – PVC): aplica-se em tubos e encanamentos


hidráulicos e pisos.

• Isopor (poliestireno expandido – EPS): aplicado como isolante térmico.

• Orion (acrilonitrila): encontrado como lã sintética para tapetes e na


indústria de plásticos de engenharia.

• Acrílico (policrilato de metila – PMMA): transparente e resistente, mas


propenso a riscos, é muito utilizado em portas, janelas e cobertura,
divisores de gavetas.

• Teflon (politetrafuoretileno – PTFE): encontrado como revestimento


interno das panelas.

• Borracha Fria (Isopreno): objetos em borracha.

• Náilon (poliamida – PA): encontrado em tecidos, cordas e escovas.

• Terilene ou Dracon – TERGAL: aplicado em tecidos.

8
• Poliuretano: aplicação importante em travesseiros e colchões (poliuretano
esponjoso) e como isolamento térmico e acústico.

• Poliéster (Polietileno tereftalato) ou PET: tecidos , lâminas e garrafas.

TEMA 3 – MATERIAIS E SUA CLASSIFICAÇÃO – PARTE B

Neste tema, veremos um dos materiais muito usados pelos profissionais


da área de interiores, que são as cerâmicas, dando continuidade na classificação
vista no tema anterior.
Mas também faremos um apanhado geral sobre outros materiais
(compósitos, semicondutores e biomateriais) para conhecimento geral, cuja
utilização é mais focada no campo da engenharia avançada, medicina e afins.

3.1 Cerâmicas

Os materiais cerâmicos são, na verdade, elementos inorgânicos (sem


carbono e não metálicos), sujeitos à temperatura. Fazem parte desse grupo as
cerâmicas vermelhas, as placas cerâmicas (que são revestimentos), a cerâmica
branca, os refratários, os isolantes térmicos, o vidro filtrado e corantes, os
abrasivos, o vidro, o cimento, a cal e as cerâmicas de alta tecnologia.
Podemos ver que esse grupo de materiais possuem um uso extenso em
nosso dia a dia, principalmente no uso profissional. Entre esses elementos, aqui
nos restringiremos a alguns mais importantes na vida profissional do designer de
interiores e arquiteto, como veremos na figura a seguir.

9
Figura 3 – Classificação das cerâmicas, com destaque ao materiais que serão
estudados em nossos temas

placas cerâmicas
( revestimentos)¹

vidro, cimento e cal¹

cerâmica branca²

cerâmica
classificação

vermelha²

refratários²

isolantes
térmicos²

vidrado filtrado e
corantes²

abrasivos²

cerâmicas de alta
tecnologia ²

(1) estudados em nossos temas


(2) não são foco de nossos estudos

Fonte: Associação Brasileira de Cerâmica, 2020.

3.2 Compósitos, semicondutores e biomateriais

Nas exigências das tecnologias modernas, alguns materiais não atendem


a essa demanda: ligas metálicas, materiais cerâmicos, materiais poliméricos,
todos esses não conseguem dar respostas à altura das exigências. Por isso é
que surgiram os compósitos.
Os compósitos são compostos por uma matriz e uma fase dispersa.
A matriz pode ser um polímero, um metal ou uma cerâmica (figura 4). A
fase dispersa é que contém o material de reforço, conferindo grande parte das
características do material, e que também tem a função de enchimento.

10
Figura 4 – Classificação dos compósitos, segundo sua matriz e sua fase dispersa

cerâmica

matriz
polímero

metal

• fibras orgânicas ( nylon, poliester)

• fibra de vidro

• fibra de carbono
matriz + fase dispersa

• fibra de titânio
compósitos

• fibra de toro

• fibras cerâmicas
fase dispersa

• fibras de carbeto de silício

• fibras de alumina

• fibras de quartzo

• fibras metálicas

• fibra de aramida

• madeira ( serradura)

• grafite

• fibra de basalto

Fonte: Stein, 2019.

11
Como exemplo, podemos citar as casas feitas com adobes (matriz)
reforçados com palha (fase dispersa) para evitar a quebra da argila.
Também é possível mencionar o “tecido de fibra de carbono”, utilizado em
reforços de carros de corrida, mesas e peças hospitalares transparentes ao Raio
X, peças esportivas etc.

Figura 5 – Exemplo de compósito – tecido de fibra de carbono

Crédito: FABOI/Shutterstock.

Já vimos os metais, os polímeros, as cerâmicas e os compósitos. Dentro


da classificação geral, ainda temos os semicondutores e os biomateriais.
Semicondutores são matérias-primas para a produção de chips, e
possuem esse nome porque apresentam certa resistência à passagem da
corrente elétrica. Não são condutores como os metais e nem isolantes como os
polímeros.
Já os biomateriais não são materiais de origem biológicas, mas os
utilizados como implantes ou incorporados em organismo vivos. Podem ser em
próteses, reparo de órgão e tecidos.

TEMA 4 – REVESTIMENTOS

Até esse momento, tivemos um entendimento geral sobre os materiais e


como eles estão classificados.

12
Agora, começaremos a ver como eles podem se tornar revestimentos ou
materiais de acabamento.
Por isso que tivemos que entender primeiro suas classificações para,
depois, compreender como eles se tornam revestimentos.
Antes de falarmos de revestimentos na fase de execução propriamente
dita, ou seja, na obra, vamos conversar um pouco sobre o processo de
representação na fase projetual.
Mesmo que usemos os softwares para representação em 3D, saber
representar corretamente em peças gráficas como planta, corte e elevação é
fundamental para a correta execução da obra, e mais especificamente na
aplicação dos revestimentos de forma correta. Futuramente, iremos mostrar
exemplos práticos de como fazê-los em projetos.
O uso de texturas, cores, bem como o detalhamento necessário para a
sua aplicação, garante que o projeto seja executado como projetado. Para isso,
devemos, por exemplo, representar as cotas de nível sempre em metros,
indicando o nível acabado (NA) e nível no osso (NO).
Nível acabado (N.A.) é a cota de nível que leva em consideração a
espessura do revestimento do piso acabado. Nível em osso (N.O.) é a cota de
nível que não leva em consideração a espessura do revestimento do piso. Em
outras palavras, é a cota do contrapiso1.
Outra ação fundamental é montar uma tabela para indicar qual é o tipo de
revestimento (em piso, parede, teto) por ambiente. Montamos, de forma
genérica, um modelo de acabamentos e revestimentos, apresentado na figura a
seguir, para exemplificar. Na prática profissional, você pode detalhar mais,
especificando as marcas, para ficar bem claro os revestimentos e acabamentos.

Figura 6 – Acabamentos e revestimentos

Data: / /
piso parede forro observação
O

rC

E
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1
Saiba mais acessando ao site a seguir. Disponível em:
<https://www.ecivilnet.com/dicionario/>. Acesso em: 24 mar. 2022.
13
laje aparente com pintura PVA
gesso com pintura PVA
pintura PVA branca

rodapé de madeira
cimento queimado

pintura acrílica

forro metálico
porcelanato

porcelanato
piso vinílico

carpete
hall
escada
instalações sanitárias
circulação
copa/cozinha
open space
(escritórios abertos)
salas de gerência
salas de diretoria

Com as informações prévias necessárias já estudadas, chegamos ao


ponto de definir o “revestimento”.
Revestimentos são um conjunto de materiais usados para recobrir as
vedações e as estruturas das edificações2 conforme algumas funções
determinadas.
As funções dos revestimentos podem ser classificadas da seguinte
maneira.

• função relacionada ao uso – se redefine em outras, de forma a propiciar


condições de saneamento e higiene e de segurança, protegendo contra a
ação do fogo e aumentando a resistência mecânica das vedações.

• função para valorização econômica – qualquer edifício ou mesmo


ambiente, quando revestido com materiais adequados, tende a uma

2 As vedações dizem respeito aos “fechamentos” das edificações, excetuando-se as estruturas.


Como exemplo temos o tijolo (chamada de alvenaria), as placas de drywall (vedação, mais usada
internamente) etc.
Estruturas são os elementos que mantêm a edificação autoportante, estável e segura ao uso,
como pilares, vigas, lajes de concreto armado, aço, madeira etc.
14
valorização econômica porque tem, sobretudo, as outras funções
valorizadas.

• função estética – é uma das mais requisitadas pelos clientes, pois em


sua maioria, mesmo estando as demais satisfeitas, acaba sempre se
sobrepondo às demais.

• função de proteção – a proteção às vedações e às estruturas


determinam funções e condições de proteção térmica e acústica, de forma
a contribuir para o conforto do ambiente.

• função de reforço às vedações – os revestimentos com as vedações


contribuem para a valorização do edifício, promovendo a estanqueidade
ao ar e à água.

TEMA 5 – CLASSIFICAÇÃO DOS REVESTIMENTOS

Os revestimentos, em geral, classificam-se em inúmeras formas, com


divergências e convergências entre autores.
Assim, com base na experiência de trabalho, classificamos os
revestimentos conforme o material, o local de aplicação e o mecanismo de
fixação (ver subtemas a seguir).
Futuramente, os principais tipos de revestimentos serão estudados, sendo
por hora somente listados.

5.1 Revestimentos classificados conforme o material

Os revestimentos, conforme o material, subclassificam-se em:

• revestimentos com argamassa com ou sem pintura;


• revestimentos com pedras;
• revestimentos com madeiras e similares;
• revestimentos com materiais cerâmicos;
• revestimentos com materiais metálicos; e
• revestimentos com materiais sintéticos e similares.

5.2 Revestimentos classificados conforme o local de aplicação

Os revestimentos, conforme o local de aplicação, subclassificam-se em:

15
• ambientes internos ou externos;

• secos ou molhados: áreas molhadas ou molháveis; e

• piso, parede e forro.

5.3 Revestimentos classificados conforme o mecanismo de fixação

Os revestimentos, conforme o mecanismo de fixação, subclassificam-se


em:

• revestimentos aderidos (colados), por exemplo, com argamassa, cola etc.;

• revestimentos fixados por dispositivos, por exemplo, com parafusos


(como espelhos); e

• revestimentos não aderidos, por exemplo, os pisos que utilizam o sistema


clique.

TROCANDO IDEIAS

Neste estudo, entre outros assuntos, falamos sobre o emprego de


materiais e revestimentos nos projetos de interiores.
Então, agora vamos trocar ideias com os colegas (via fórum online) sobre
os tipos de revestimentos: quais vocês já conhecem ou quais gostariam de
aprender.
Se conhecem alguns, compare vantagens e desvantagens, veja os
tamanhos possíveis, como são produzidos e/ou toda informação que puderem
trocar sobre eles, pois nesses bate-papos descobrimos muitas coisas novas
relacionadas à tecnologia.

NA PRÁTICA

Pratique o que aprendeu nesta aula pesquisando imagens na internet de


ambientes que lhe agrade esteticamente. Veja os tipos de revestimentos
possíveis de encontrar nelas.
Tente, primeiramente, entender a função deles na imagem e, depois,
classifique-os quanto ao material, local de aplicação e mecanismo de fixação.
Armazene algumas imagens de ambientes organizando-as da seguinte
forma.

16
• cinco ambientes demonstrando o tipo de material. Por exemplo: dois
ambientes com revestimento de madeira, dois com revestimento de
pedras, um com revestimento de cerâmicas etc.

• cinco ambientes que demostrem os locais em que foram aplicados. Por


exemplo: dois com revestimentos aplicados no forro, dois com
revestimentos aplicados na parede e um com revestimento aplicado no
piso.

• cinco ambientes que demostrem a maneira como foram aplicados. Por


exemplo: dois com revestimentos aderidos (colados), dois com
revestimentos fixados com dispositivo e um com revestimento não
aderido.

FINALIZANDO

Nesta aula, fizemos uma introdução básica dos materiais, conhecendo de


forma geral suas propriedades físico-químicas e mecânicas.
Depois, estudamos a classificação conhecida para os materiais,
compreendendo como eles se subdividem e como podem a partir disso gerar
revestimentos.
Por fim, vimos a classificação geral dos revestimentos.
Em outras ocasiões, vamos destrinchar cada um deles, relacionando-os
com as propriedades dos materiais estudados, para podermos realizar a leitura
técnica das informações que acompanham cada revestimento (catálogos).
Dessa forma, entendendo e aplicando os materiais com segurança e
responsabilidade, com certeza seu projeto, além de lindo, ficará seguro, pois
estará dentro das normas. Até lá!

17
REFERÊNCIAS

ABITANTE, A. L.; LISBOA, E. de S.; MELO, G. H. A. G. de. Materiais de


construção. Porto Alegre: Grupo A, 2017. Disponível em:
<https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595020092/>. Acesso
em: 7 jan. 2022.

ALMEIDA, L. O. de. et al. Tendências em materiais e revestimentos de


interiores. Porto Alegre: Grupo A, 2020. Disponível em:
<https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786581492496/>. Acesso
em: 7 jan. 2022.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CERÂMICA. Informações técnicas.


Definições e Classificações. Disponível em: <https://abceram.org.br/definicao-e-
classificacao/>. Acesso em: 7 jan. 2022.

BAUER, L. A. F. Materiais de Construção. 6. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN,


2019. v. 2.

BOTELHO, M. H. C. Resistência dos materiais. São Paulo: Editora Blucher,


2013. Disponível em:
<https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788521207504/>. Acesso
em: 7 jan. 2022.

CARVALHO, A. M. de.; ROGGIA, F. G.; JARDIM, M. C.; HUYER, A. Materiais e


tendências. Porto Alegre: Grupo A, 2018. Disponível em:
<https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595028197/>. Acesso
em: 7 jan. 2022.

ECIVIL. Descomplicando a Engenharia. Dicionário. Disponível em:


<https://www.ecivilnet.com/dicionario/>. Acesso em: 7 jan. 2022.

SANTOS, Z. I. G. de. Tecnologia dos materiais não metálicos. Classificação,


estrutura, propriedades, processos de fabricação e aplicações. 1. ed. 2015 . São
Paulo: Editora Saraiva, 2019.

STEIN, R. T.; GEHLEN, R. Z. da C.; ROJAS, F. C. Tecnologia dos materiais.


Porto Alegre: Grupo A, 2019. Disponível em:
<https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595022355/>. Acesso
em: 7 jan. 2022.

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