Regimento Interno Tre MG
Regimento Interno Tre MG
O TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MINAS GERAIS, no exercício que lhe é atribuído pelo art.
96, inciso I, alínea "a", da Constituição da República Federativa do Brasil e pelo art. 30, inciso I, da
Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 (Código Eleitoral),
RESOLVE:
TÍTULO I
ORGANIZAÇÃO E COMPETÊNCIAS
CAPÍTULO I
DA ORGANIZAÇÃO DO TRIBUNAL
Art. 1º O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais – TRE-MG –, com sede na Capital, Belo
Horizonte, e jurisdição em todo o Estado, compõe-se de sete membros assim escolhidos:
I – mediante eleição, pelo voto secreto, de:
a) dois desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais;
b) dois Juízes do Tribunal de Justiça de Minas Gerais em exercício em 1º grau;
II – um Juiz indicado pelo Tribunal Regional Federal;
III – dois advogados nomeados pelo Presidente da República dentre seis advogados de notável
saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de Justiça do Estado.
§ 1º Haverá sete Juízes substitutos dos membros titulares do Tribunal, escolhidos em cada
categoria, pela forma e em número correspondente ao dos que serão por eles substituídos (Código
Eleitoral, art. 15).
§ 2º Não podem fazer parte do Tribunal cônjuges, companheiros ou parentes consanguíneos ou
afins, em linha reta ou colateral, até o quarto grau, excluindo-se, neste caso, o que tiver sido
escolhido por último.
§ 3º Da homologação da respectiva convenção partidária até a diplomação e nos feitos decorrentes
do processo eleitoral, não poderão servir como Juízes nos Tribunais Eleitorais, ou como Juiz
Eleitoral, o cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, até o segundo grau, de candidato a cargo
eletivo registrado na circunscrição (Código Eleitoral, art. 14, § 3º).
§ 4º A nomeação de que trata o inciso III do caput deste artigo não poderá recair em advogado que
ocupe cargo público de que possa ser exonerado ad nutum, que seja diretor, proprietário ou sócio de
empresa beneficiada com subvenção, privilégio, isenção ou favor em virtude de contrato com a
Administração Pública, ou que exerça mandato de caráter público federal, estadual ou municipal
(Código Eleitoral, art. 25, § 7º).
Art. 4º Até vinte dias antes do término do mandato do biênio de Juiz da classe dos Magistrados, ou
imediatamente após a vacância do cargo por motivo diverso, o Presidente comunicará ao Tribunal
competente para a escolha, esclarecendo, naquele caso, se se trata de primeiro ou de segundo
biênio.
Art. 5º Até noventa dias antes do término do biênio de Juiz da classe de advogado, ou imediatamente
depois da vacância do cargo por motivo diverso, o Presidente comunicará ao Tribunal competente
para a indicação em lista tríplice, esclarecendo se se trata de primeiro ou de segundo biênio.
Parágrafo único. A lista tríplice organizada pelo Tribunal de Justiça do Estado será encaminhada ao
Tribunal Superior Eleitoral, fazendo-se acompanhar dos documentos previstos na Resolução TSE nº
20.958, de 2001.
Art. 6º A posse do Juiz titular e do substituto dar-se-á perante o Tribunal, lavrando-se o termo
respectivo, sendo o prazo para a posse, em ambos os casos, de trinta dias contados da publicação
oficial da escolha ou da nomeação (Resolução TSE nº 20.958, de 2001).
§ 1º O prazo poderá ser excepcionalmente prorrogado por mais trinta dias, após deliberação da
corte.
§ 2º No ato da posse, o Juiz prestará o compromisso de bem desempenhar os deveres do cargo e de
bem cumprir e fazer cumprir a Constituição e as leis do Brasil.
§ 3º Do compromisso, lavrar-se-á, em livro especial, termo que será assinado pelo Presidente, pelo
empossado e pelo Diretor-Geral.
§ 4º No caso de recondução para o segundo biênio, observar-se-ão as mesmas formalidades
indispensáveis à primeira investidura.
§ 5º Quando a recondução se operar antes do término do primeiro biênio, não haverá necessidade
de nova posse, bastando a simples anotação no termo de investidura inicial, contada para efeito de
antiguidade a data da primeira posse (Resolução TSE nº 20.958, § 2º do art. 5º).
§ 6º Haverá necessidade de nova posse quando ocorrer interregno do exercício entre o primeiro e o
segundo biênios, hipótese em que, porém, será contado o período já exercido para efeito de
antiguidade (Resolução TSE nº 20.958, de 2001, § 2º do art. 5º).
Art. 7º Para a substituição de Juiz titular nos casos de vacância do cargo, licença, férias individuais
ou afastamento ou ausência eventual por outro motivo, será convocado Juiz substituto da mesma
classe, obedecida a data da posse.
Parágrafo único. Independentemente do período, os Juízes titulares e substitutos comunicarão à
Presidência do Tribunal as suas ausências ou impedimentos eventuais.
Art. 8º O Magistrado que tenha integrado o Tribunal na qualidade de titular ou substituto, tendo
completado o biênio ou não, deverá ser incluído no final da lista de antiguidade para a assunção de
titularidade de Zona Eleitoral.
Art. 9º O Magistrado titular de Zona Eleitoral eleito titular ou substituto do Tribunal deixará as funções
na 1ª instância desde a posse.
Art. 10. O Tribunal designará, entre seus Juízes substitutos, três Juízes Auxiliares para a apreciação
das reclamações, das representações e dos pedidos de resposta que lhe forem dirigidos por ocasião
das eleições estaduais.
§ 1º Os Juízes Auxiliares farão jus ao recebimento de gratificação pelo exercício de suas funções, na
forma disciplinada pelo Tribunal Superior Eleitoral, a partir da designação até a realização do
segundo turno, inclusive, se houver.
§ 2º É vedada a percepção cumulativa das gratificações pelo exercício simultâneo das funções de
Juiz Auxiliar e Juiz Eleitoral.
Art. 11. O Tribunal elegerá, no mínimo sessenta dias antes do término do mandato dos dirigentes em
exercício, mediante votação secreta, seu Presidente e seu Vice-Presidente, dentre os
Desembargadores do Tribunal de Justiça (Resolução CNJ nº 95, de 2009, art. 2º, parágrafo único).
§ 1º Caberá ao Vice-Presidente o exercício cumulativo da Corregedoria Regional Eleitoral.
§ 2º Havendo empate na votação, considerar-se-á eleito o Desembargador mais antigo no Tribunal
de Justiça e, se igual a antiguidade, o mais idoso.
§ 3º Vagando o cargo de Presidente, assumirá o Vice-Presidente até a posse do novo titular,
devendo convocar nova eleição no prazo máximo de trinta dias contados da vacância.
Art. 12. A antiguidade no Tribunal é regulada, sucessivamente, pela posse, pela nomeação ou
eleição e pela idade.
§ 1º No caso de Juiz substituto tomar posse como Juiz titular do Tribunal, não será considerada, para
efeito de antiguidade, a data da sua primeira posse como substituto.
§ 2º No caso de recondução para biênio consecutivo, a antiguidade será contada da data da primeira
posse.
Art. 13. No caso de dois Juízes, de igual classe ou não, tomarem posse na mesma data, será
considerado mais antigo:
I – o que tiver servido mais tempo como substituto;
II – o nomeado há mais tempo;
III – o mais idoso.
Art. 14. Os membros do Tribunal receberão gratificação pró-labore por sessão a que comparecerem.
CAPÍTULO II
DA COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL
CAPÍTULO III
DA COMPETÊNCIA DO PRESIDENTE
Art. 20. O Presidente terá direito à gratificação prevista no art. 1º da Lei nº 8.350, de 1991, se deixar
de comparecer a sessões de julgamento em virtude de estar desenvolvendo, no mesmo horário,
atividade especificamente ligada ao exercício de suas funções no Tribunal ou atividade jurisdicional
que lhe é própria.
Art. 21. Junto à Presidência poderá atuar um Juiz-Assessor, que terá as atribuições que lhe forem
delegadas pelo Presidente entre as que lhe não sejam exclusivas.
Parágrafo único. Poderá ainda atuar em auxílio à Presidência um Juiz de Direito de 1º grau
convocado na forma prevista nas normas pertinentes. (Parágrafo único acrescentado pela Resolução
TRE-MG nº 1.028/2016)
CAPÍTULO IV
DA COMPETÊNCIA DO VICE-PRESIDENTE
Art. 23. No caso de férias, licença e impedimento do Vice-Presidente, será convocado o respectivo
substituto; no caso de vacância, o substituto assumirá o cargo até a posse do novo titular.
CAPÍTULO V
DA COMPETÊNCIA DO CORREGEDOR REGIONAL ELEITORAL
Art. 24. O Corregedor Regional Eleitoral terá jurisdição em todo o Estado, cabendo-lhe a inspeção e
a correição dos serviços das Zonas Eleitorais.
Art. 27. O Corregedor Regional Eleitoral, quando em correição fora da sede, terá direito à percepção
de diária, aplicando-se-lhe, ainda, o disposto no art. 20 deste regimento.
§ 1º Conforme a natureza dos trabalhos, o Corregedor Regional Eleitoral poderá requisitar ao
Presidente do Tribunal servidor da Secretaria para acompanhá-lo na diligência.
§ 2º A fim de locomover-se, o Corregedor Regional Eleitoral requisitará, com antecedência, ao
Presidente do Tribunal, a quantia necessária às despesas que irá efetuar.
Art. 28. Caberá ao Corregedor Regional Eleitoral indicar ao Presidente os servidores que exercerão
função comissionada na Secretaria da Vice-Presidência e Corregedoria Regional Eleitoral.
Art. 29. Quando em correição em qualquer Zona Eleitoral fora da Capital, o Corregedor Regional
Eleitoral designará Escrivão entre os serventuários da Justiça, ou, inexistindo estes, de preferência,
entre servidores públicos federais idôneos e sem vínculo político-partidário.
§ 1º O Escrivão ad hoc servirá independentemente de novo compromisso do seu cargo, sendo seu
serviço considerado múnus público.
§ 2º Se a correição ocorrer na Capital, servirá como Escrivão um servidor do Gabinete da
Corregedoria.
Art. 30. Em cada eleição, o Corregedor Regional Eleitoral poderá requisitar ao Presidente do Tribunal
de Justiça um Magistrado para auxiliá-lo em suas funções na Justiça Eleitoral, a partir do mês em
que se realizarem as convenções partidárias e até a diplomação dos eleitos, o qual ficará
exclusivamente à disposição da Justiça Eleitoral, sem direito à percepção de gratificação eleitoral,
nos termos das Resoluções TSE nºs 22.694/2008 e 22.727/2008.
Art. 30. Poderá atuar em auxílio à Vice-Presidência e Corregedoria Regional Eleitoral um Juiz de
Direito de 1º grau convocado na forma prevista nas normas pertinentes, mediante indicação do Vice-
Presidente e Corregedor ao Presidente do Tribunal Regional Eleitoral. (Caput com redação alterada
pela Resolução TRE-MG nº 1.028/2016)
Parágrafo único. O Juiz de que trata o caput do artigo terá as atribuições que lhe forem delegadas
pelo Vice-Presidente e Corregedor Regional Eleitoral entre as que não lhe sejam exclusivas.
(Parágrafo único acrescentado pela Resolução TRE-MG nº 1.028/2016)
CAPÍTULO VI
DO MINISTÉRIO PÚBLICO ELEITORAL
Art. 31. As funções do Ministério Público junto ao Tribunal serão exercidas pelo Ministério Público
Federal, que atuará em todas as fases do processo eleitoral (Lei Complementar nº 75, de 1993, art.
72, caput).
Art. 32. O Procurador Regional Eleitoral será designado pelo Procurador-Geral Eleitoral para um
mandato de dois anos, na forma da lei (Lei Complementar nº 75, de 1993, arts. 75 e 76).
§ 1º O Procurador Regional Eleitoral poderá ser reconduzido uma vez.
§ 2º O Procurador Regional Eleitoral terá direito à gratificação de presença devida aos membros do
Tribunal.
Art. 33. Nas faltas ou nos impedimentos do Procurador Regional Eleitoral, funcionará seu substituto
legal (Lei Complementar nº 75, de 1993, art. 76).
Art. 34. Por indicação do Procurador Regional Eleitoral, poderá o Procurador-Geral Eleitoral designar
para oficiar perante o Tribunal, sob a coordenação daquele, outros membros do Ministério Público
Federal, os quais não terão assento nas sessões (Lei Complementar nº 75, de 1993, art. 77).
Art. 35. Compete ao Procurador Regional Eleitoral coordenar e dirigir, no Estado, as atividades do
Ministério Público junto à Justiça Eleitoral, bem como:
I – tomar assento à mesa, à direita do Presidente, e assinar resoluções;
II – exercer a ação eleitoral e promovê-la até o final em todos os feitos de competência originária do
Tribunal, assim como requerer seu arquivamento;
III – promover a ação penal nos crimes eleitorais, podendo requisitar diligências investigatórias,
acompanhando-a até o final, em todos os casos de competência originária do Tribunal, e apresentar
provas;
IV – deliberar sobre os pedidos de prorrogação de prazo nos inquéritos policiais, assim como
requerer seu arquivamento, nos termos da Resolução TRE-MG nº 993, de 2015;
V – propor, perante o Juízo competente, as ações que declarem ou decretem nulidade de negócios
jurídicos ou atos da Administração Pública que tenham infringido vedações legais destinadas a
proteger a normalidade e a legitimidade das eleições;
VI – manifestar-se, por escrito ou oralmente, em todos os assuntos submetidos à deliberação do
Tribunal, quando solicitada sua audiência por qualquer dos Juízes, ou por iniciativa própria, se
entender necessário;
VII – acompanhar, obrigatoriamente, por si ou por delegado seu, os inquéritos em que sejam
indiciados Juízes Eleitorais;
VIII – acompanhar, quando solicitado, o Corregedor Regional Eleitoral, nas diligências que realizar;
IX – acompanhar, como parte ou como custos legis, as audiências no âmbito da competência do
Tribunal;
X – pedir preferência para julgamento de processo em pauta;
XI – fiscalizar a execução da pena nos processos de competência da Justiça Eleitoral (Código
Eleitoral, art. 24; Lei Complementar nº 75, de 1993, art. 77);
XII – expedir instruções aos Promotores Eleitorais;
XIII – funcionar junto à Comissão Apuradora das Eleições constituída pelo Tribunal;
XIV – designar membros do Ministério Público Estadual para exercerem as funções de Promotor
Eleitoral junto aos Juízos e Juntas Eleitorais;
XV – assistir, pessoalmente ou por Promotor previamente designado, ao exame, no Tribunal, de
urna, quando houver suspeita de ela ter sido violada, e opinar sobre o parecer dos peritos;
XVI – acessar as informações constantes nos cadastros eleitorais, se necessário ao fiel cumprimento
de suas atribuições, desde que deferido, em decisão fundamentada, pela autoridade judicial
competente;
XVII – representar ao Tribunal contra omissão de providência para a realização de nova eleição em
uma circunscrição, município ou distrito.
Art. 36. O Procurador Regional Eleitoral, intervindo como fiscal da lei, terá vista dos autos depois das
partes, passando a correr o prazo para manifestação após sua intimação pessoal, nos termos dos
arts. 180 e 183, § 1º, do Código de Processo Civil.
§ 1º Quando não fixado diversamente em lei, neste regimento ou pelo Relator, será de cinco dias o
prazo para o Procurador Regional manifestar-se.
§ 2º Excedido o prazo, o Relator poderá requisitar os autos, facultando-se, se ainda oportuna, a
posterior juntada do parecer.
§ 3º Caso seja omitida a vista, considerar-se-á sanada a falta se esta não for arguida até a abertura
da sessão de julgamento.
§ 4º Independentemente da juntada de parecer aos autos e da manifestação escrita do Procurador
Regional Eleitoral, a este é assegurado manifestar-se oralmente na sessão, ficando, neste caso,
suprida eventual falta de manifestação escrita.
Art. 37. Nos processos em que atuar como titular da ação de natureza eleitoral, o Procurador
Regional possuirá os mesmos poderes e ônus que as partes, ressalvadas as disposições expressas
em lei ou neste regimento.
CAPÍTULO VII
DA ADVOCACIA
Art. 38. O advogado é indispensável à administração da Justiça, sendo inviolável por seus atos e
manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei (CRFB, art. 133).
Parágrafo único. Ao advogado é facultado o encaminhamento de memoriais aos membros do
Tribunal, para o fim de subsidiar o julgamento do feito, devendo, nesse caso, protocolizar-se a via
original encaminhada ao Relator, sendo permitida a distribuição de cópias aos demais membros.
Art. 39. Poderão o advogado e o estagiário de advocacia cadastrados nos autos, devidamente
inscritos nos quadros da Ordem dos Advogados do Brasil, ter vista de processo na Secretaria ou
retirá-lo pelos prazos legais, salvo quando for o caso de prazo comum, hipótese em que os autos
poderão ser retirados em conjunto, ou mediante prévio ajuste, por petição nos autos, pelos
procuradores de todas as partes ou apenas para a extração de cópias reprográficas pelo prazo de
duas horas, independentemente de ajuste e sem prejuízo da continuidade do prazo.
§ 1º Caberá ao relator decidir sobre eventual pedido de extensão de prazo, até o limite de 6 (seis)
horas.
§ 2º Não será possível a retirada do processo da Secretaria:
I – quando existirem nos autos documentos originais de difícil restauração ou ocorrer circunstância
relevante que justifique a permanência dos autos na Secretaria, reconhecida pelo Relator em
despacho motivado, proferido de ofício, mediante representação ou a requerimento da parte
interessada;
II – até o encerramento do processo, ao advogado que houver deixado de devolver os respectivos
autos no prazo legal e só o fizer depois de intimado;
III – pela pessoa indicada pelo advogado ou pelo estagiário de advocacia inscrito nos quadros da
Ordem dos Advogados do Brasil se o documento de autorização não for exibido em seu original.
§ 3º Os advogados constituídos após a remessa do processo ao Tribunal poderão, mediante
requerimento, retirar os autos da Secretaria, na oportunidade e pelo prazo que o Relator estabelecer.
§ 4º Assiste aos advogados o direito de examinarem, na Secretaria do Tribunal, autos de processos
findos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando não estiverem sujeitos a sigilo,
assegurada a obtenção de cópias, mediante requerimento, e podendo tomar apontamentos.
§ 5º Em caso de retenção indevida dos autos, caberão as providências previstas no art. 234 do
Código de Processo Civil, por determinação do Presidente do Tribunal, antes da distribuição ou após
o julgamento do feito; no interregno entre a distribuição e a publicação do acórdão, a deliberação
caberá ao Relator do feito.
§ 6º Durante o período previsto no calendário eleitoral (Lei Complementar nº 64/90) não se aplica o
prazo previsto no art. 234, § 2º, do Código de Processo Civil, podendo a autoridade judiciária
determinar a imediata busca e apreensão dos autos se, intimado, o advogado não devolver os autos.
TÍTULO II
DA ORDEM DO SERVIÇO NO TRIBUNAL
CAPÍTULO I
DO REGISTRO E DA AUTUAÇÃO
Art. 40. As petições serão registradas no mesmo dia do recebimento no Protocolo do Tribunal.
Art. 41. A autuação será feita ano a ano em numeração sequencial e única, nas classes processuais
seguintes:
Art. 42. A classe Processo Administrativo (PA) compreende os procedimentos que versam sobre
requisições de servidores, pedidos de créditos e outras matérias administrativas encaminhadas por
Juiz ou Tribunal e que devam ser submetidos a julgamento do Tribunal (Resolução TSE nº 22.676,
de 2007, alterada pela Resolução TSE nº 23.119, de 2009).
CAPÍTULO II
DA DISTRIBUIÇÃO
Art. 43. A distribuição e a redistribuição serão efetuadas no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, em
cada classe processual, por sistema computadorizado, de modo a assegurar a equitativa divisão de
trabalho e a observância dos princípios da publicidade, da alternância e da impessoalidade, permitida
a fiscalização pelo interessado.
§ 1º Não sendo possível, eventualmente, a utilização do sistema computadorizado, os pedidos que
exigirem solução urgente serão distribuídos manualmente, mediante sorteio, na presença de, no
mínimo, duas testemunhas, lavrando-se documento que será mantido na Secretaria Judiciária e
certificando-se, nos autos, tais procedimentos.
§ 2º Os processos cuja instrução dependa de manifestação das áreas técnicas do Tribunal serão
encaminhados, de ofício, às unidades correspondentes, antes da conclusão ao Relator.
§ 3º Nos casos de impedimento ou suspeição do Juiz, o feito será redistribuído, procedendo-se à
compensação.
§ 4º Quando o suspeito ou impedido for o Juiz-Relator, havendo previsão de Revisor para o
processo, a redistribuição será feita a este, caso haja pedido dia ou colocado em mesa para
julgamento.
§ 5º Quando o impedimento for de ordem geral, num pleito eleitoral, os feitos serão distribuídos ao
substituto legal, com os direitos e as vantagens da lei.
§ 6º Ocorrendo afastamento de Juiz titular por motivo de férias, ou licença por período igual ou
superior a trinta dias, os feitos que ainda se encontrarem em seu poder, excetuados aqueles em que
haja pedido de dia ou que tenham sido colocados em mesa para julgamento, serão devolvidos à
Secretaria para redistribuição ao sucessor ou substituto, conforme o caso.
§ 7º Afastando-se o Relator, definitivamente ou por período igual ou superior a trinta dias, estando
pendentes embargos de declaração, haverá sorteio de novo Relator dentre os Juízes que proferiram
voto vencedor no julgamento; havendo Revisor, a redistribuição será feita a ele, se não tiver ficado
vencido.
§ 8º Nos processos em que houver pedido de tutela provisória de urgência, estando ocasionalmente
ausente o Juiz a quem tiver sido feita a distribuição, o processo será encaminhado ao Juiz que o
seguir em antiguidade para decidir a questão urgente, retornando ao Relator assim que cessar o
motivo do encaminhamento.
§ 9º Havendo Juiz plantonista designado, a este serão imediatamente conclusos os processos que
forem distribuídos e contiverem pedido de tutela provisória de urgência.
§ 10. Nos casos de vacância, o Gabinete do Juiz afastado devolverá os processos à Secretaria para
redistribuição.
§ 11. Os processos que não estiverem conclusos na data da vacância serão redistribuídos, caso
necessário, por ocasião da prática do próximo ato que couber à Secretaria.
§ 12. O Juiz substituto, convocado nos termos do caput do art. 7º deste regimento, concorrerá na
distribuição dos processos com os demais Juízes do Tribunal.
§ 13. Enquanto perdurar a vaga de Juiz titular, os feitos serão distribuídos ao Juiz substituto,
observada a ordem de antiguidade e a classe; provida a vaga, os feitos serão redistribuídos ao titular,
salvo se o Relator houver pedido dia ou colocado em mesa para julgamento.
§ 14. Nas revisões criminais, não poderá ser Relator ou Revisor o Juiz que haja atuado em quaisquer
dessas condições na ação penal cujo julgado tenha dado causa à revisão.
Art. 47. A publicação dos processos distribuídos será efetivada no Diário da Justiça Eletrônico e dela
constarão tipo de distribuição, número, classe, zona eleitoral, município, nomes das partes, dos
advogados e do Relator.
Parágrafo único. Quando se tratar de segredo de Justiça, será publicada, em lugar dos nomes das
partes, do município e do assunto, a expressão SIGILOSO (Resolução TSE nº 23326, de 2010, art.
11, inciso I).
Art. 48. A partir do mês em que se realizarem as convenções partidárias e até noventa dias depois
do 1º turno da eleição, não haverá distribuição de feitos ao Vice-Presidente, na modalidade sorteio,
não cabendo compensação para a distribuição que, nesses períodos, deixar de lhe ser feita.
Art. 49. Distribuídos os autos, serão eles imediatamente encaminhados à Procuradoria Regional
Eleitoral, exceto os de competência originária, que serão conclusos ao Relator.
Parágrafo único. Havendo pedido de medida urgente, após a distribuição, os autos serão
imediatamente conclusos ao Relator.
CAPÍTULO III
DA PREVENÇÃO
Art. 50. A prevenção poderá ser verificada de ofício pela Secretaria, por ocasião da distribuição do
processo, ou reconhecida pelo Relator.
Parágrafo único. A simples indicação de prevenção na petição inicial ou no recurso, pelas partes, não
vincula a Secretaria do Tribunal na efetivação da distribuição.
Art. 51. A distribuição de processos ligados por continência ou conexão será feita mediante
compensação, sendo prevento o Relator sorteado em primeiro lugar.
Art. 52. Na distribuição de ação rescisória, a escolha de Relator recairá, sempre que possível, em
Juiz que não haja participado do julgamento rescindendo.
Art. 53. Na distribuição de revisão criminal, a escolha de Relator recairá, sempre que possível, em
Juiz que não haja participado do julgamento objeto da revisão.
Parágrafo único. Sempre que existir mais de um pedido de revisão do mesmo réu, todos serão
distribuídos ao mesmo Relator, que mandará reuni-los em um só processo.
Art. 56. O Juiz sucessor funcionará como Relator dos feitos distribuídos ao seu antecessor, ficando
prevento para as questões relacionadas com os feitos relatados pelo sucedido.
Parágrafo único. As prevenções e as compensações se comunicarão com o sucessor.
Art. 57. A distribuição do primeiro recurso que chegar ao Tribunal prevenirá a competência do Relator
para todos os demais casos do mesmo município (Código Eleitoral, art. 260).
Parágrafo único. A distribuição por prevenção, na forma deste artigo, será aplicada a todas as
classes processuais cujo julgamento possa implicar alteração do resultado das eleições na
circunscrição.
Parágrafo único. A distribuição por prevenção, na forma deste artigo, será aplicada a todas as
classes processuais cujo julgamento possa implicar alteração do resultado das eleições na
circunscrição e à classe Recurso Eleitoral, quando se tratar de RRC, RRCI ou DRAP relativo ao
cargo de prefeito ou vice-prefeito. (Parágrafo único alterado pela Resolução TRE-MG n° 1.152/2020)
Art. 58. Nas eleições estaduais, a distribuição do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários
– DRAP – requerido por partido político ou coligação torna prevento o Relator para todos os
respectivos Requerimentos de Registro de Candidatura – RRC – ou Requerimentos de Registro de
Candidatura Individual – RRCI.
Art. 59. Na distribuição de ação contra ato do próprio Tribunal, ou de seus Juízes, será excluído o
Relator da decisão impugnada.
Parágrafo único. Nas ações anulatórias, a distribuição será feita, sempre que possível, ao Relator do
processo principal.
Art. 60. Vencido o Relator, o processo será redistribuído ao Juiz redator para o acórdão.
§ 1º O processo não será redistribuído se vencido o Relator exclusivamente em questão de ordem ou
matéria preliminar, desde que apreciado o mérito ou julgado o pedido liminar.
§ 1º O processo não será redistribuído se vencido o Relator exclusivamente em questão de ordem ou
matéria preliminar, salvo quando o acolhimento extinguir o processo. (Inciso com redação alterada
pela Resolução TRE-MG nº 1.117/2019)
§ 2º No julgamento de agravo interno contra decisões interlocutórias, vencido o Relator, e havendo a
oposição de embargos de declaração, o feito será redistribuído ao Juiz que proferiu o primeiro voto
vencedor tão somente para o julgamento dos embargos; terminado o julgamento, o feito retornará ao
Relator originário.
Art. 61. O Juiz eleito Presidente continuará como Relator ou Revisor dos processos em que tiver
pedido dia ou que tiver apresentado em mesa para julgamento.
Parágrafo único. O Juiz eleito Presidente continuará como Relator dos embargos de declaração
opostos às suas decisões.
CAPÍTULO IV
DA FORMA DOS ATOS PROCESSUAIS, DOS PRAZOS E DAS INTIMAÇÕES
Art. 63. À forma dos atos processuais são aplicáveis as regras de direito comum, referidas ou não
neste regimento, bem como as regras estabelecidas nas instruções do Tribunal Superior Eleitoral.
Parágrafo único. As citações, as notificações e as intimações obedecerão ao disposto nas leis
processuais e nas instruções do Tribunal Superior Eleitoral.
Art. 66. Os prazos no Tribunal são peremptórios e terminam no fim do expediente normal, salvo as
exceções de lei ou deste regimento.
§ 1º A prática eletrônica de ato processual pode ocorrer em qualquer horário até as 24 (vinte e
quatro) horas do último dia do prazo.
§ 2º Os prazos somente começam a correr a partir do primeiro dia útil após a intimação.
§ 3º Os prazos fixados em horas serão contados minuto a minuto, a partir da intimação.
§ 4º Os prazos fixados em horas que porventura vencerem em período compreendido entre o horário
de fechamento e o de abertura do Protocolo Judiciário ficam automaticamente prorrogados para o
término da primeira hora de início de seu funcionamento.
§ 5º Aplica-se a regra estabelecida no § 4º deste artigo se o término dos prazos fixados em horas
para o ajuizamento das representações por direito de resposta ocorrer no período compreendido
entre o horário de fechamento e o de abertura do Protocolo Judiciário.
§ 6º Os dias do começo e do vencimento do prazo serão adiados para o primeiro dia útil seguinte
quando:
I – for determinado o fechamento da Secretaria do Tribunal;
II – o expediente forense for encerrado antes ou iniciado depois da hora normal ou houver
indisponibilidade da comunicação eletrônica.
Art. 67. Fica suspenso o curso do prazo processual no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro,
inclusive.
Art. 68. Os prazos para a Secretaria praticar os atos necessários ao cumprimento das diligências
determinadas pelo Juiz serão fixados nos atos que as ordenarem.
Parágrafo único. Será de três dias o prazo previsto no caput deste artigo se outro não tiver sido
fixado pelo Juiz.
Art. 69. Os prazos para editais são os fixados nas leis específicas.
Art. 70. Tratando-se de matéria não eleitoral, serão aplicados os prazos previstos no Código de
Processo Civil ou em outras leis específicas.
Art. 71. Será simples o prazo para a prática de ato processual a cargo do Ministério Púbico Eleitoral,
da Defensoria Pública da União e da Fazenda Pública nos feitos de natureza eleitoral.
Art. 72. As intimações decorrentes de publicação de atos ou decisões consideram-se feitas,
conforme o caso, no dia da publicação do Diário da Justiça Eletrônico, da divulgação em mural
eletrônico ou da proclamação do resultado de julgamento em sessão.
§ 1º Se a intimação se der em dia em que não haja expediente, ou após o horário do término do
expediente normal, ela será considerada realizada no primeiro dia útil seguinte.
§ 2º Na hipótese do disposto no § 1º deste artigo, sendo os prazos em horas, a intimação será
considerada realizada na hora fixada para a abertura do Protocolo Judiciário.
§ 3º A intimação do Ministério Público Eleitoral, do Defensor Dativo, da Advocacia-Geral da União, da
Procuradoria Federal, da Defensoria Pública da União e da Procuradoria da Fazenda Nacional, em
qualquer caso, será feita pessoalmente.
§ 4º As intimações dos partidos políticos obedecerão ao disposto na Resolução TSE nº 23.328, de
2010.
CAPÍTULO V
DO RELATOR
Art. 73. O Juiz a quem tiver sido distribuído o processo é o seu Relator, sendo de sua competência:
I – ordenar e dirigir o processo;
II – determinar às autoridades judiciárias e administrativas, sujeitas à jurisdição do Tribunal,
providências relativas ao andamento e à instrução do processo, bem como à execução de suas
decisões e despachos;
III – submeter ao Tribunal questões de ordem para o bom andamento dos processos;
IV – apreciar o pedido de tutela provisória nos recursos e nos processos de competência originária
do Tribunal, facultada a apresentação do pedido em mesa para decisão colegiada (Código de
Processo Civil, art. 932, inciso II);
V – homologar a desistência da ação ou do recurso, ainda que, no caso deste, o feito se ache em
pauta ou em mesa para julgamento;
VI – determinar a inclusão em pauta, para julgamento, dos feitos que lhe couberem por distribuição,
salvo daqueles em que houver Juiz-Revisor;
VII – decidir sobre a legalidade da prisão em flagrante;
VIII – conceder e arbitrar ou denegar fiança;
IX – decretar prisão preventiva;
X – delegar atribuições, mediante carta precatória ou carta de ordem, aos Tribunais ou aos Juízes
Eleitorais;
X - delegar atribuições, mediante carta precatória aos Tribunais ou por meio de carta de ordem aos
Juízes das zonas eleitorais do local de residência das partes e testemunhas informado nos autos,
observando-se nos demais casos, o disposto na legislação de regência; (Inciso com redação alterada
pela Resolução TRE-MG nº 1.210/2022)
XI – presidir audiências necessárias à instrução do feito;
XII – nomear curador ao réu, quando for o caso;
XIII – nomear defensor dativo;
XIV – expedir ordens de prisão e de soltura;
XV – decidir os incidentes, ressalvada a competência do Tribunal;
XVI – decidir os requerimentos de intervenção de terceiros nos processos de sua relatoria,
observado o procedimento previsto no Código de Processo Civil e aplicados os prazos da ação
respectiva;
XVII – determinar a remessa do inquérito à Zona Eleitoral quando o investigado não mais for detentor
de foro privilegiado;
XVIII – determinar o arquivamento do inquérito policial ou de peças informativas, quando assim o
requerer o Ministério Público, ou, na hipótese do art. 28 do Código de Processo Penal, submeter os
autos à apreciação do Tribunal;
XIX – indeferir liminarmente as revisões criminais, nos casos previstos em lei;
XX – executar ou mandar executar a decisão proferida pelo Tribunal;
XXI – extinguir a punibilidade na hipótese de cumprimento do sursis processual previsto no art. 89, §
5º, da Lei nº 9.099, de 1995;
XXII – não conhecer de pedido ou recurso intempestivo subscrito por quem não possuir a capacidade
postulatória exigida em lei, que haja perdido o objeto, que não tenha impugnado especificamente os
fundamentos da decisão recorrida ou que seja, por outro fundamento, inadmissível;
XXIII – negar provimento a pedido ou recurso improcedente ou que for contrário a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior
Eleitoral ou do próprio Tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em
julgamento de recursos repetitivos;
XXIII – negar provimento a pedido ou recurso que for contrário a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior
Eleitoral ou do próprio Tribunal;
b) jurisprudência dominante do próprio Tribunal, do Supremo Tribunal Federal ou dos Tribunais
Superiores; (Inciso com redação alterada pela Resolução TRE-MG nº 1.018/2016)
XXIV – dar provimento a recurso, depois de facultada a apresentação de contrarrazões, se a decisão
recorrida for contrária a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Superior Eleitoral ou do próprio Tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em
julgamento de recursos repetitivos;
XXIV – dar provimento a recurso, depois de facultada a apresentação de contrarrazões, se a decisão
recorrida for contrária a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior
Eleitoral ou do próprio Tribunal;
b) jurisprudência dominante do próprio Tribunal, do Supremo Tribunal Federal ou dos Tribunais
Superiores; (Inciso com redação alterada pela Resolução TRE-MG nº 1.018/2016)
XXV – marcar prazo para o saneamento da incapacidade processual ou da irregularidade de
representação das partes e, não sendo cumprida a determinação dentro do prazo, aplicar as sanções
estabelecidas nos §§ 1º e 2º do art. 76 do Código de Processo Civil, conforme o caso;
XXVI – assegurar a regularização da capacidade postulatória no prazo de 15 dias, quando o
advogado, sem a apresentação de instrumento de mandato, comparecer em Juízo a fim de evitar
decadência ou prescrição ou para praticar ato considerado urgente, podendo o Relator deferir a
prorrogação do prazo por igual período, hipótese na qual advertirá o advogado de que a ausência de
ratificação acarretará a ineficácia dos atos praticados (Código de Processo Civil, art. 104, §§ 1º e 2º).
§ 1º Antes de considerar inadmissível o recurso, o Relator concederá o prazo de 24 (vinte e quatro)
horas ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível.
§ 2º O Relator poderá diferir a vista ao Procurador Regional Eleitoral quando houver urgência ou
quando sobre a matéria versada no processo já houver o Plenário firmado jurisprudência, salvo na
ação penal originária.
§ 3º Na hipótese do inciso X deste artigo, havendo mais de um Juiz competente na circunscrição
territorial onde devam ser cumpridas as diligências, as cartas de ordem serão distribuídas
equitativamente, por sorteio, a todos os Juízes Eleitorais que compõem o município de seu
cumprimento. (Parágrafo acrescentado pela Resolução TRE-MG nº 1.210/2022)
Art. 74. Sempre que couber ao Procurador Regional Eleitoral manifestar-se, o Relator mandará abrir-
lhe vista antes de pedir a inclusão do feito em pauta para julgamento.
Art. 75. A atividade do Relator finda com o julgamento do feito, salvo se houver necessidade de
executar a decisão.
Parágrafo único. Na hipótese de haver redator para o acórdão, caberá a este conduzir a fase de
cumprimento da sentença.
Art. 76. O Relator poderá decidir monocraticamente os seguintes feitos a ele submetidos:
I – Prestação de Contas Anuais dos Partidos Políticos, se não houver impugnação ou contiver
manifestação da unidade técnica e do Ministério Público Eleitoral favorável à aprovação, total ou com
ressalvas;
II – Prestação de Contas de Campanha Eleitoral;
III – Propaganda Partidária;
IV – Processo Administrativo;
V – Consulta, nos casos em que for formulada por parte ilegítima ou versar sobre caso concreto;
VI – Registro de Candidatura;
VII – Inquérito Policial;
VIII – Recurso Eleitoral, nas hipóteses do art. 73, incisos XXIII e XXIV, deste regimento;
VIII – Recurso Eleitoral, nas hipóteses do art. 73, incisos XXII a XXIV, deste regimento; (inciso com
redação alterada pela Resolução TRE-MG nº 1.018/2016)
IX – Conflito de Competência, na hipótese do disposto no parágrafo único do art. 955 do Código de
Processo Civil.
CAPÍTULO VI
DO REVISOR
Art. 78. A redistribuição do feito a outro Relator implicará na correspondente substituição do Revisor.
Art. 79. Será Revisor o Juiz que se seguir ao Relator na ordem decrescente de antiguidade no
Tribunal.
Parágrafo único. Em casos de impedimento, suspeição ou incompatibilidade do Revisor, será este
substituído pelo Juiz seguinte em ordem decrescente de antiguidade.
CAPÍTULO VII
DAS SESSÕES
Art. 81. O Tribunal reunir-se-á ordinariamente oito vezes por mês e extraordinariamente tantas vezes
quantas forem necessárias, mediante convocação do Presidente ou do próprio Tribunal.
§ 1º No mês em que se iniciarem as convenções partidárias e até noventa dias depois do 1º turno da
eleição, o Tribunal reunir-se-á ordinariamente até quinze vezes por mês.
§ 2º As sessões serão públicas, exceto se o interesse público exigir que se limite a presença em
determinados atos às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, nos casos de lei.
§ 3º As sessões serão gravadas, podendo ser transmitidas ao vivo, salvo determinação em contrário
do Presidente do Tribunal.
§ 4º Não serão realizadas sessões ordinárias no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro.
Art. 83. As sessões extraordinárias serão realizadas em dia e horário previamente designados pelo
Presidente, dos quais se dará publicidade; terão início na hora marcada e serão encerradas quando
cumprido o fim a que se destinarem.
Art. 84. Durante as sessões, o Presidente ocupará o centro da mesa; à sua direita, sentar-se-á o
Procurador Regional Eleitoral e, à sua esquerda, o Secretário das sessões; seguir-se-ão, no lado
direito, o Vice-Presidente e, no lado esquerdo, o Juiz de maior antiguidade no Tribunal, sentando-se
os demais Juízes na ordem de antiguidade, alternadamente à direita e à esquerda do Presidente.
§ 1º Nas ausências eventuais, impedimentos ou suspeições de Juiz titular, ou em caso de exigência
de quórum qualificado, será convocado Juiz substituto.
§ 2º O substituto convocado ocupará o lugar do substituído, exceto o substituto do Presidente, que
tomará assento no lugar do Juiz que assumir a Presidência.
§ 3º Em caso de afastamento definitivo de Juiz titular e não havendo sucessor designado, o Juiz
substituto convocado ocupará o último lugar, lá permanecendo até a posse do titular.
Art. 85. Na ausência ou impedimento do Presidente, as sessões serão presididas pelo Vice-
Presidente.
§ 1º Nos processos em que o Vice-Presidente for Relator ou Revisor, presidirá o julgamento o
Desembargador substituto convocado ou o Juiz mais antigo que estiver presente.
§ 2º Nos demais feitos, o Vice-Presidente, no exercício da Presidência, não terá voto, exceto em
caso de empate e de incidente de inconstitucionalidade (CRFB, art. 97).
§ 3º Na falta do Presidente e do Vice-Presidente, serão convocados os Desembargadores
substitutos, cabendo o exercício da presidência ao Desembargador substituto mais antigo.
§ 4º Na ausência de inopino do Vice-Presidente, ou em casos de seu impedimento ou suspeição, a
presidência da sessão será exercida pelo Juiz mais antigo que estiver presente.
Art. 86. Os advogados poderão ocupar a tribuna para formular requerimento, produzir sustentação
oral ou para prestar esclarecimentos sobre fatos e circunstâncias pertinentes à matéria em debate.
Parágrafo único. Aos advogados é facultado requerer que conste de ata sua presença na sessão de
julgamento.
Art. 87. Os Juízes do Tribunal, o Procurador Regional Eleitoral, os advogados e servidores, durante
as sessões, usarão vestes talares.
Art. 89. Será solene a sessão destinada à diplomação dos eleitos para cargos estaduais e federais, a
comemorações ou à recepção de pessoas eminentes.
CAPÍTULO VIII
DA PAUTA DE JULGAMENTOS
Art. 90. O julgamento dos feitos será realizado de acordo com a relação constante da pauta que será
organizada pela Secretaria Judiciária, com aprovação do Presidente.
Parágrafo único. Havendo conveniência do serviço, o Presidente poderá modificar a ordem da pauta.
Art. 91. A pauta será publicada no Diário da Justiça Eletrônico com pelo menos cinco dias de
antecedência, computados entre a data da publicação e a da sessão de julgamento, incluindo-se em
nova pauta os processos que não tenham sido julgados, salvo aqueles cujo julgamento tiver sido
expressamente adiado para a primeira sessão seguinte.
§ 1º Às partes será permitida vista dos autos em cartório após a publicação da pauta de julgamento.
§ 2º Independerão de publicação de pauta os julgamentos de:
I – habeas corpus;
II – conflito de competência;
III – exceção;
IV – apuração de eleição;
V – registro de órgão de partido político em formação;
VI – inquérito policial;
VII – pedido de reconsideração.
§ 3º No agravo interno, não havendo retratação, o Relator o levará a julgamento pelo órgão
colegiado, com inclusão em pauta.
§ 4º O Relator apresentará os embargos de declaração em mesa na sessão subsequente à
conclusão, proferindo voto, e, não havendo julgamento nessa sessão, será o recurso incluído em
pauta.
§ 5º Para os feitos próprios do período eleitoral serão observadas as instruções estabelecidas pelo
Tribunal Superior Eleitoral quanto à publicação da pauta.
Art. 92. A pauta de julgamento será afixada na entrada da Sala de Sessões do Tribunal pelo menos
15 minutos antes de iniciar-se a sessão.
Art. 93. A inclusão dos processos que dispensarem publicação de pauta deverá ser indicada pelos
respectivos Relatores até quatro horas antes do horário estabelecido para o início da sessão
ordinária, ressalvadas as hipóteses de feitos que exigirem soluções urgentes, bem como de feitos
pertinentes ao calendário eleitoral.
Art. 94. Quando o Tribunal houver convertido o julgamento em diligência, o feito será novamente
incluído em pauta, com publicação no Diário da Justiça Eletrônico.
CAPÍTULO IX
DO JULGAMENTO
Art. 95. O Tribunal delibera por maioria de votos, com a presença de cinco dos seus membros
(Código Eleitoral, art. 28, caput).
§ 1º As decisões do Tribunal sobre quaisquer ações que importem cassação de registro, anulação
geral de eleições ou perda de diplomas somente poderão ser tomadas com a presença de todos os
seus membros.
§ 2º Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros poderá o Tribunal declarar a
inconstitucionalidade de lei ou de ato do poder público (CRFB, art. 97).
§ 3º Nas hipóteses dos §§ 1º e 2º deste artigo, não estando presentes todos os membros, o
julgamento, caso iniciado, será suspenso, até que se atinja o quórum qualificado.
§ 4º Nas hipóteses dos §§ 1º e 2º deste artigo, não sendo possível alcançar o quórum qualificado,
em razão da inexistência de substituto para os casos de vacância, impedimento ou suspeição de Juiz
titular, o julgamento será realizado com o quórum possível.
Art. 96. No julgamento dos feitos, será observada a seguinte ordem de preferência:
I – habeas corpus, recursos em habeas corpus e mandados de segurança (Código Eleitoral, art. 257,
§ 2º);
II – processos em que haja Juiz convocado;
III – processos em que haja advogado inscrito para assistir ao julgamento ou para sustentação oral;
IV – processos adiados ou cujo julgamento houver sido suspenso;
V – mandados de injunção, habeas data, tutelas provisórias de urgência e seus recursos.
Parágrafo único. As advogadas gestantes ou lactantes terão preferência para a sustentação oral,
caso requeiram.
Art. 97. Havendo necessidade, o Relator poderá indicar preferência para o julgamento de feitos de
sua relatoria que estiverem em pauta.
Parágrafo único. Poderá ser deferida a preferência, a requerimento do Procurador Regional Eleitoral,
de julgamento relativo a processos em que haja tutela provisória de urgência e em que o Ministério
Público seja parte.
Art. 98. Havendo conexão ou continência, os processos poderão ser objeto de um só julgamento.
Art. 99. Os processos que versarem sobre causas de pedir conexas, ainda que apresentem
peculiaridades, poderão ser julgados conjuntamente.
Parágrafo único. Até o início do julgamento, as partes poderão requerer que o julgamento do
processo seja feito de forma destacada, a fim de que seja proferida sustentação oral.
Art. 100. Nas situações previstas nos arts. 98 e 99 deste regimento, quando houver mais de um
Relator, os relatórios serão feitos sucessivamente, antes do julgamento.
Art. 101. Anunciado o processo e concluído o relatório, se solicitada sua leitura, será ouvido o
Procurador Regional Eleitoral, se for o caso, e posta a matéria em julgamento, votando em primeiro
lugar o Relator, depois o Revisor, quando houver, e os demais Juízes.
§ 1º No julgamento dos processos, concluído o relatório, os advogados das partes poderão usar da
palavra uma só vez, por:
I – 15 (quinze) minutos, nos feitos originários;
II – 10 (dez) minutos, nos recursos eleitorais;
III – 20 (vinte) minutos, no recurso contra expedição de diploma.
§ 2º Nas ações penais de competência originária, acusação e defesa terão, sucessivamente, nessa
ordem, quinze minutos para sustentação oral na deliberação sobre o recebimento ou rejeição da
denúncia ou improcedência da acusação, se a decisão não depender de outras provas, e uma hora
no julgamento do feito (Lei nº 8.038, de 1990, arts. 6º e 12, inciso I).
§ 3º No julgamento das ações penais originárias é obrigatória a presença do defensor do réu,
devendo, em caso de ausência, ser nomeado defensor ad hoc.
§ 4º As sustentações orais poderão ser requeridas à Secretaria do Tribunal até o horário de início da
sessão.
§ 5º Nas ações penais de competência originária, será assegurado à assistência da acusação o
tempo de um quarto daquele atribuído ao Ministério Público Eleitoral, se por ambos não for
apresentada outra forma de divisão do tempo entre si (Lei nº 8.038, de 1990, art. 12, inciso I).
§ 6º Se houver litisconsorte ou assistente litisconsorcial não representado pelo mesmo advogado, o
prazo será contado em dobro e dividido igualmente entre os advogados do mesmo grupo, se
diversamente não for convencionado pelos defensores, desde que não excedam o tempo previsto.
§ 7º Se houver assistente simples, representado por advogado diverso daquele nomeado pelo
assistido, o prazo será dividido igualmente entre os advogados do mesmo grupo, se diversamente
não for convencionado pelos defensores, desde que não extrapolem o tempo previsto.
§ 8º Sendo a parte representada por mais de um advogado, o tempo será dividido igualmente entre
eles, salvo se acordarem de outro modo.
§ 9º Quando houver mais de um recorrente, falará cada qual na ordem de interposição dos recursos,
mesmo que figurem também como recorridos.
§ 10. Não poderão ser aparteados os advogados e o Procurador Regional Eleitoral.
§ 11. Somente será permitida interferência dos procuradores das partes ou do Procurador Regional
Eleitoral no curso do julgamento para prestarem esclarecimento sobre matéria de fato relevante e
desde que autorizada pelo Presidente.
§ 12. Na sustentação oral é permitida a consulta a notas e apontamentos, sendo vedada a leitura de
memoriais.
§ 13. É permitida, a critério do Tribunal, a renovação da sustentação oral sempre que o feito retorne
à mesa, após o cumprimento de diligência ou em julgamento adiado, quando dele participar novo
Juiz.
§ 14. Não haverá sustentação oral nos embargos de declaração, nos conflitos de competência, nas
arguições de incompetência ou de suspeição, nas exceções, nos casos relativos a urnas impugnadas
ou anuladas, nos recursos administrativos, nas cartas testemunháveis, nas consultas, nas
representações e nas reclamações que versarem sobre matéria administrativa.
§ 15. Nos processos de competência originária caberá sustentação oral no agravo interno, interposto
contra decisão do relator que os extinga (CPC, art. 937, § 3º).
§ 16. Caberá sustentação oral no agravo de instrumento interposto contra decisões interlocutórias
que versem sobre tutelas provisórias de urgência ou da evidência (CPC, art. 937, VIII).
§ 17. Quando a ação ou o recurso for de autoria do Procurador Regional Eleitoral, este falará em
primeiro lugar.
Art. 102. Após a sustentação oral, usará da palavra o Procurador Regional Eleitoral quando este não
for parte no feito.
Art. 103. Os apartes serão solicitados pelos Juízes ao Presidente para obtenção de esclarecimentos
em matéria relevante do julgamento.
§ 1º Deferido e pronunciado o aparte, a palavra será devolvida ao Juiz a quem se dirigiu a
indagação.
§ 2º Prestados os esclarecimentos, a palavra continuará com o Juiz aparteado para a conclusão de
seu pronunciamento.
Art. 104. Qualquer dos Juízes poderá suscitar, de ofício, alguma preliminar ao início do julgamento e
sobre ela será facultado pronunciar-se o Procurador Regional Eleitoral.
Art. 105. Encerrada a discussão, o Presidente tomará os votos do Relator e dos demais Juízes na
ordem decrescente de antiguidade.
Parágrafo único. Caso o Relator ou qualquer Juiz pretenda modificar ou confirmar o voto, com novos
fundamentos, deverá aguardar o último voto, na sequência estabelecida neste artigo.
Art. 106. O julgamento das preliminares prefere ao do mérito, observando-se nos julgamentos os
seguintes critérios:
I – rejeitada a preliminar ou se a decisão liminar for compatível com a apreciação do mérito, seguir-
se-á o julgamento da matéria principal;
II – o acolhimento da preliminar, se incompatível com o exame da matéria principal, impedirá o
conhecimento do mérito; e
III – na hipótese de haver mais de uma preliminar no processo, a preliminar que se constituir em
prejudicial em relação às demais será destacada e julgada com precedência.
§ 1º Se houver preliminares ou prejudiciais destacadas, poderá falar sobre cada uma, se assim
convencionarem os procuradores das partes, o advogado do autor ou do recorrente e depois o do
réu ou do recorrido, salvo se este for o suscitante, caso em que lhe será dada a palavra em primeiro
lugar.
§ 2º Na hipótese de passar-se ao exame do mérito, após a votação das preliminares ou prejudiciais,
haverá desconto do tempo utilizado em relação a estas, pelos advogados das partes.
Art. 107. O Relator ou outro Juiz que não se considerar habilitado a proferir imediatamente seu voto
poderá solicitar vista dos autos pelo prazo máximo de 10 (dez) dias, após o qual o recurso será
reincluído em pauta para julgamento na sessão seguinte à data da devolução, independentemente
de publicação (Código de Processo Civil, art. 940).
§ 1º Se os autos não forem devolvidos tempestivamente ou se não for solicitada pelo Juiz
prorrogação de prazo de, no máximo, mais 10 (dez) dias, o Presidente os requisitará para julgamento
na sessão ordinária subsequente, com publicação da pauta em que eles forem incluídos (CPC, art.
940, § 1º).
§ 2º Quando se requisitarem os autos na forma do § 1º deste artigo, se aquele que fez o pedido de
vista ainda não se sentir habilitado a votar, o Presidente convocará substituto para proferir voto
(CPC, art. 940, § 2º).
§ 3º Retomado o julgamento, serão computados todos os votos já proferidos pelos Juízes, ainda que
não estejam presentes à sessão de prosseguimento ou que tenham deixado o exercício do cargo, ou
votado na condição de substituto.
§ 4º Não havendo necessidade de quórum qualificado, na hipótese de retomada do julgamento,
poderá participar o Juiz que se der por esclarecido, ainda que não tenha assistido ao relatório, à
sustentação ou aos debates orais.
§ 5º Se, para efeito de quórum qualificado, for necessário o voto de Juiz que não tenha participado
do início do julgamento e que não se sinta em condições de votar, serão renovados o relatório e a
sustentação oral, computando-se os votos anteriormente proferidos.
§ 6º O pedido de vista não impede que votem os julgadores habilitados a fazê-lo.
Art. 109. As decisões do Tribunal serão lavradas sob o título de acórdão, redigido pelo Relator, salvo
quando for vencido, caso em que a redação caberá ao Juiz que proferiu o primeiro voto vencedor.
§ 1º Vencido, em parte, o Relator firmará o acórdão, a menos que a divergência parcial afete
substancialmente a fundamentação do julgado, caso em que a assinatura competirá ao primeiro
vencedor.
§ 2º O acórdão conterá:
I – a classe, o número do feito e os nomes das partes;
II – a ementa, que terá início com a palavra ou expressão designativa do tema principal objeto do
julgamento, o ano da eleição a que se refere o julgamento, se for o caso, bem como a síntese do que
foi decidido;
III – o dispositivo;
IV – declaração de que a decisão foi unânime ou não, mencionando, sempre que possível, os nomes
ou as funções dos julgadores vencidos;
V – a data em que foi concluído o julgamento;
VI – a assinatura do Relator ou do redator para o acórdão.
§ 3º Do acórdão poderá constar a transcrição do apanhamento taquigráfico referente a voto oral
divergente, nos termos dos §§ 4º, 5º e 6º deste artigo, e a retificação de parecer do Procurador
Regional Eleitoral, quando houver, não sendo realizada a degravação de arquivos de áudio, que
serão destinados exclusivamente aos serviços de conferência da Secretaria Judiciária, salvo
autorização expressa do Presidente.
§ 4º Apenas o voto do Relator será juntado ao acórdão, quando o julgamento for unânime e os
demais julgadores se limitarem a aquiescer ao voto por ele proferido.
§ 5º As razões de voto dos demais julgadores somente serão juntadas ao acórdão quando forem
divergentes ou apresentarem fundamentação diversa dos votos antecedentes, ressalvas ou
esclarecimentos.
§ 6º Em caso de voto divergente proferido oralmente, a Secretaria Judiciária terá o prazo de até três
dias úteis para reduzi-lo a termo.
§ 7º Se o Relator, por ausência ou outro motivo relevante, não puder lavrar o acórdão, este será
lavrado pelo Juiz que primeiro proferiu voto vencedor.
§ 8º O resultado de julgamento que implicar cassação de registro, diploma ou mandato será
comunicado imediatamente aos Juízes Eleitorais, devendo constar da comunicação o momento
determinado para a sua execução, se houver.
§ 9º Em sede de recurso eleitoral, a execução do julgado que cassar registro, diploma ou mandato
ocorrerá após publicação de eventuais primeiros embargos de declaração, salvo deliberação
contrária do Tribunal.
§ 10. As demais deliberações do Tribunal constarão da respectiva ata da sessão e serão informadas,
nos casos em que houver determinação, mediante comunicação aos Juízos Eleitorais ou aos
interessados.
Art. 110. As decisões do Tribunal de caráter normativo levarão o título de resolução e serão
publicadas no Diário da Justiça Eletrônico.
Art. 111. Findo o julgamento, o Presidente anunciará a decisão, que será registrada em sistema
computadorizado oficial da Justiça Eleitoral, mencionando-se todos os aspectos relevantes da
votação.
Parágrafo único. Extrato da ata do julgamento será anexado aos autos, contendo o dispositivo da
decisão, os nomes do Presidente, dos Juízes que participaram do julgamento, do Procurador
Regional Eleitoral e dos procuradores das partes.
Art. 112. Proclamado o resultado da votação, não poderá mais o julgador modificar o seu voto,
admitindo-se apenas correção de erro material ou retificação de engano havido na proclamação.
CAPÍTULO X
DA ATA
Art. 113. De cada sessão será lavrada ata circunstanciada em que se mencionem quem a presidiu, a
presença dos Juízes, do Procurador Regional Eleitoral e do Secretário de Sessões, a relação dos
feitos submetidos a julgamento e o respectivo resultado, além de outras questões relevantes.
Parágrafo único. As atas serão redigidas pela Secretaria Judiciária, armazenadas em arquivos
digitais e publicadas no Diário da Justiça Eletrônico.
CAPÍTULO XI
DA PUBLICAÇÃO DOS ACÓRDÃOS
Art. 114. Lavrado e assinado o acórdão, sua ementa e conclusões serão encaminhadas para
publicação no Diário da Justiça Eletrônico nas quarenta e oito horas seguintes, certificando-se nos
autos a data da publicação, excetuados os casos previstos em lei e nas instruções do Tribunal
Superior Eleitoral.
§ 1º Erros materiais contidos no acórdão poderão ser corrigidos por despacho do Relator, de ofício,
devendo o acórdão ser republicado.
§ 2º Ocorrendo erro somente na publicação, e não no acórdão lavrado e assinado pelo julgador,
deverá o setor responsável promover, tão logo conhecido o fato, a republicação nos termos
adequados.
CAPÍTULO XII
DAS SESSÕES ADMINISTRATIVAS
Art. 115. As sessões administrativas terão início logo após o encerramento das sessões
jurisdicionais.
Art. 116. Serão julgados nas sessões administrativas os feitos das classes a seguir enumeradas,
sem prejuízo de inclusão, pelo Presidente ou pelo Relator, de outros feitos:
I – Consulta;
II – Criação de Zona Eleitoral ou Remanejamento;
III – Correição;
IV – Processo Administrativo;
V – Propaganda Partidária;
VI – Revisão de Eleitorado;
VII – Instrução.
Art. 117. Serão aplicadas às sessões administrativas, no que couber, as regras previstas no Capítulo
VII deste Título.
TÍTULO III
DOS PROCESSOS NO TRIBUNAL
CAPÍTULO I
DO INCIDENTE DE ARGUIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE
Art. 118. Arguida, em controle difuso, a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo do poder
público, o Relator, após ouvir o Ministério Público Eleitoral, se este não for o arguente, e as demais
partes, conforme o caso, submeterá o incidente ao Plenário, para decisão.
§ 1º O Relator poderá decidir monocraticamente, após ouvido o Ministério Público Eleitoral, se este
não for o arguente, a arguição de inconstitucionalidade quando já houver pronunciamento do
Plenário do Tribunal ou do Plenário do Tribunal Superior Eleitoral ou do Supremo Tribunal Federal
sobre a questão.
§ 2º A arguição de inconstitucionalidade poderá ser formulada pelo Relator do processo, por
qualquer dos Juízes ou pelo Procurador Regional Eleitoral, logo em seguida à apresentação do
relatório.
§ 3º Arguida a inconstitucionalidade por ocasião da sessão de julgamento do feito, o Presidente
consultará a Corte sobre a possibilidade de análise imediata da matéria e, havendo aquiescência,
estando presentes os procuradores das partes, ser-lhes-á facultado manifestar-se e, após, ao
Ministério Público Eleitoral, se este não for o arguente.
§ 4º Consoante a solução adotada no julgamento do incidente, o Tribunal decidirá o caso concreto,
em sessão.
CAPÍTULO II
DO HABEAS CORPUS
Art. 119. O Tribunal concederá habeas corpus originariamente, ou em grau de recurso, sempre que
alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção,
de que dependa o exercício de direitos ou deveres eleitorais.
Art. 120. No processo e julgamento, quer dos pedidos de competência originária do Tribunal, quer
dos recursos das decisões dos Juízes Eleitorais, denegatórias da ordem, observar-se-ão, no que
lhes forem aplicáveis, o disposto no Código de Processo Penal e as regras complementares
estabelecidas no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal.
CAPÍTULO III
DO HABEAS DATA
CAPÍTULO IV
DO MANDADO DE SEGURANÇA
CAPÍTULO V
DO MANDADO DE INJUNÇÃO
Art. 123. O Tribunal concederá mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora
tornar inviáveis a organização e o exercício de direitos políticos, precipuamente o de votar e o de ser
votado, aplicando-se as normas da legislação comum e, enquanto estas não forem promulgadas, o
Código de Processo Civil e a Lei nº 12.016, de 2009.
CAPÍTULO VI
DA AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE MANDATO ELETIVO
Art. 124. Caberá ao Tribunal o julgamento originário da ação de impugnação de mandato eletivo de
Governador, Vice-Governador, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual.
CAPÍTULO VII
DO RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA
Art. 125. Caberá ao Tribunal o julgamento dos recursos contra expedição de diploma de Prefeito,
Vice-Prefeito e Vereador.
CAPÍTULO VIII
DO REGISTRO DE CANDIDATURA
Art. 126. O Tribunal registrará os candidatos a Senador e respectivos suplentes, Deputado Federal,
Governador, Vice-Governador e Deputado Estadual.
Art. 127. Os pedidos de registro de candidatura serão processados nos termos e prazos fixados pela
legislação eleitoral e pelas instruções do Tribunal Superior Eleitoral.
CAPÍTULO IX
DA AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO JUDICIAL ELEITORAL
Art. 128. As ações de investigação judicial eleitoral para apurar abuso do poder econômico, abuso do
poder político ou uso indevido de meio de comunicação social, em benefício de candidato ou partido
político, nas eleições estaduais, observarão o disposto no art. 22 da Lei Complementar nº 64, de
1990.
CAPÍTULO X
DA REPRESENTAÇÃO
Art. 129. As representações previstas na Lei nº 9.504, de 1997, observarão, em cada caso, o rito
previsto em lei ou instrução do Tribunal Superior Eleitoral.
CAPÍTULO XI
DA AÇÃO PENAL DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA
Art. 130. Nas ações penais de competência originária do Tribunal serão observadas as disposições
da Lei nº 8.038, de 1990, na forma do disposto pela Lei nº 8.658, de 1993, aplicando-se ainda, no
que couber, a Lei nº 9.099, de 1995.
CAPÍTULO XII
DA REVISÃO CRIMINAL
Art. 132. A revisão criminal será admitida nos casos previstos em lei, cabendo ao Tribunal o reexame
de seus próprios julgados e dos de Juízes Eleitorais.
§ 1º Será vedada a revisão conjunta dos processos, salvo em caso de conexão.
§ 2º O Relator poderá determinar que se apensem ao processo de revisão os autos originais, se daí
não advier dificuldade à execução normal da sentença.
§ 3º Não estando a petição suficientemente instruída, o Relator indeferirá in limine o pedido de
revisão.
Art. 135. Juntar-se-á ao processo original cópia do acórdão que julgar a revisão e, sendo modificativo
da sentença, outra cópia será enviada ao Juízo da execução.
CAPÍTULO XIII
DO CONFLITO DE COMPETÊNCIA
Art. 136. Dar-se-á conflito nos casos previstos nas leis processuais.
Art. 137. O rito a ser observado será o constante nos arts. 951 a 959 do Código de Processo Civil e
nos arts. 113 a 116 do Código de Processo Penal.
Art. 138. O Tribunal poderá suscitar conflito de competência ou de atribuições perante o Tribunal
Superior Eleitoral, com Juízes Eleitorais de outras circunscrições ou com outro Tribunal Regional
Eleitoral, ou, ainda, perante o Superior Tribunal de Justiça, com Juízes e Tribunais de Justiça
diversa.
CAPÍTULO XIV
DO IMPEDIMENTO, DA SUSPEIÇÃO E DA INCOMPETÊNCIA
Seção I
Do Impedimento e da Suspeição
Art. 139. Os Juízes do Tribunal declarar-se-ão impedidos ou suspeitos nos casos previstos na lei
processual civil e na lei processual penal.
Parágrafo único. Poderá ainda o Juiz dar-se por suspeito se afirmar a existência de motivo de ordem
íntima que o iniba de julgar.
Art. 140. Se o impedimento ou a suspeição forem do Relator ou do Revisor, tal fato deverá ser
declarado nos autos mediante despacho, e estes serão redistribuídos, observado o disposto nos arts.
43, §§ 3º e 4º, e 79, parágrafo único, deste regimento.
Parágrafo único. Nos demais casos, o Juiz poderá:
I – declarar, verbalmente, na sessão do julgamento, seu impedimento ou suspeição, registrando-se o
fato na ata;
II – encaminhar comunicação escrita ao Relator do processo declarando seu impedimento ou
suspeição.
Art. 141. A arguição de suspeição ou de impedimento do Relator ou do Revisor poderá ser suscitada
até quarenta e oito horas após a publicação da distribuição do feito, quando for fundada em motivo
preexistente.
§ 1º Quando o impedimento ou a suspeição recair sobre o Juiz substituto, o prazo será contado do
momento do seu primeiro ato no processo.
§ 2º Quando oposta suspeição ou impedimento contra servidor da Secretaria, o prazo será contado
da data de sua intervenção no feito.
§ 3º No caso de motivo superveniente, a suspeição ou o impedimento poderão ser alegados em
qualquer fase do processo, porém o prazo de quarenta e oito horas será contado do fato que os
ocasionou.
§ 4º A arguição de suspeição ou de impedimento dos demais Juízes poderá ser oposta até o início
do julgamento.
Art. 142. A suspeição ou o impedimento deverão ser deduzidos em petição articulada, contendo os
fatos que os motivaram e acompanhados de prova documental e rol de testemunhas, se os houver.
§ 1º Qualquer interessado poderá arguir a suspeição ou o impedimento dos Juízes do Tribunal, do
Procurador Regional Eleitoral e dos servidores da Secretaria do Tribunal, bem como dos Auxiliares
de Justiça, nos casos previstos na lei processual civil e na lei processual penal, ou por motivo de
parcialidade partidária.
§ 2º Será ilegítima a suspeição ou o impedimento que o arguente haja provocado ou quando este
praticar ato, depois de ter manifestado a causa da suspeição ou do impedimento, que importe a
aceitação do arguido.
Art. 143. O Presidente determinará autuação da arguição em apenso aos autos principais e a
conclusão ao Relator do processo, salvo se este for o arguido, caso em que será sorteado Relator
para o incidente.
§ 1º Se o Relator considerar manifestamente sem fundamento a arguição, poderá rejeitá-la,
liminarmente, em decisão fundamentada, da qual caberá agravo interno em três dias.
§ 2º Recebida a arguição, o Relator determinará que, em três dias, se pronuncie o arguido.
§ 3º Se o arguido reconhecer a suspeição ou o impedimento, o Relator da exceção determinará:
I – que os autos voltem à Secretaria do Tribunal para redistribuição do feito mediante compensação,
se o arguido for o Relator do processo, caso em que se terão por nulos os atos praticados pelo
suspeito ou impedido;
II – que os autos voltem à Secretaria do Tribunal, se o arguido for o Revisor, para a sua substituição.
§ 4º Caso o arguido deixe de responder ou não reconheça a suspeição ou o impedimento, o Relator
da exceção ordenará o processo, inquirindo as testemunhas arroladas e mandando os autos à mesa
para julgamento.
§ 5º Nos casos de suspeição ou impedimento do Procurador Regional Eleitoral ou de servidores do
Tribunal, o Presidente providenciará para que passe a servir no feito o respectivo substituto.
Art. 144. Na hipótese de o arguido ser o Presidente, a petição será dirigida ao Vice-Presidente, que
procederá na conformidade das normas anteriores.
Art. 145. O julgamento do feito ficará sobrestado até a decisão da arguição, salvo quando o arguido
for funcionário do Tribunal.
Art. 146. O Juiz arguido poderá assistir às diligências do processo, mas não participará da sessão
que o decidir.
Art. 147. Reconhecida a procedência da arguição, ficarão nulos os atos praticados pelo Juiz
recusado, após o fato que a houver ocasionado.
Art. 148. A arguição de suspeição ou de impedimento será sempre individual, não ficando os demais
Juízes impedidos de apreciá-la, ainda que recusados.
Art. 149. Julgada procedente a arguição, será sorteado novo Relator, compensando-se a distribuição.
§ 1º Havendo Revisor, a redistribuição será feita a ele se houver pedido dia ou colocado em mesa
para julgamento.
§ 2º Se a suspeição ou o impedimento for do Revisor, este será substituído pelo primeiro Vogal.
Seção II
Da Incompetência
Art. 151. A incompetência de Juiz do Tribunal poderá ser arguida, nos casos previstos em lei, em
petição fundamentada e devidamente instruída, com a indicação daquele para o qual declina, sob
pena de indeferimento liminar.
§ 1º A arguição de incompetência poderá ser formulada pelo réu no prazo da defesa.
§ 2º A incompetência superveniente poderá ser arguida pelas partes no prazo de quarenta e oito
horas, contado do fato que a houver originado.
CAPÍTULO XV
DA RECLAMAÇÃO
Art. 152. A parte interessada ou o Ministério Público Eleitoral poderá reclamar ao Tribunal a
preservação de sua competência ou a garantia da autoridade das suas decisões.
Parágrafo único. A reclamação, dirigida ao Presidente do Tribunal, instruída com prova documental,
será autuada e distribuída ao Relator da causa principal, sempre que possível.
CAPÍTULO XVI
DOS RECURSOS PERANTE O TRIBUNAL REGIONAL
Art. 153. Dos atos, resoluções e despachos dos Juízes ou Juntas Eleitorais, caberá recurso para o
Tribunal, conforme dispuserem o Código Eleitoral, leis especiais e instruções do Tribunal Superior
Eleitoral.
§ 1º No processamento dos recursos aplicam-se, subsidiariamente, as normas do Código de
Processo Civil.
§ 2º Dos atos sem conteúdo decisório não caberá recurso.
§ 3º Pedido de correição parcial relativo a erro de procedimento atribuído a Juiz Eleitoral, contra o
qual não caiba recurso, poderá ser formulado por interessado ou pelo Ministério Público Eleitoral no
prazo de 5 (cinco) dias contados da ciência do ato impugnado e será autuado na classe Petição.
§ 4º Uma vez recebida a petição a que se refere o § 3º deste artigo, o Relator requisitará informações
ao Juiz, que deverá prestá-las no prazo de 5 (cinco) dias contados da requisição, cabendo, inclusive,
eventual retratação. (§§ 3° e 4° acrescentados pela Resolução TRE-MG nº 1.144/2020)
Art. 154. Sempre que a lei não fixar prazo especial, o recurso deverá ser interposto no prazo de três
dias da publicação do ato, resolução ou decisão (Código Eleitoral, art. 258).
CAPÍTULO XVII
DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO
Art. 157. A oposição de embargos de declaração interrompe o prazo para a interposição de outros
recursos.
§ 1º Caso o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão embargada,
o embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito de
complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da modificação, em prazo idêntico ao do
recurso interposto, contado da intimação da decisão dos embargos de declaração.
§ 2º Se os embargos de declaração forem rejeitados ou não alterarem a conclusão do julgamento
anterior, o recurso interposto pela outra parte antes da publicação do julgamento dos embargos de
declaração será processado e julgado independentemente de ratificação.
Art. 158. Quando manifestamente protelatórios os embargos de declaração, o Tribunal, em decisão
fundamentada, condenará o embargante a pagar ao embargado multa não excedente a dois salários
mínimos.
Parágrafo único. Na reiteração de embargos de declaração manifestamente protelatórios, a multa
será elevada a até dez salários mínimos.
Art. 159. Para o fim de pré-questionamento, consideram-se incluídos no acórdão os elementos que o
embargante suscitou, ainda que os embargos de declaração sejam inadmitidos ou rejeitados, caso o
Tribunal Superior Eleitoral considere que existia erro, omissão, contradição ou obscuridade na
decisão embargada.
Art. 160. Em caso de representação prevista nos arts. 96 e 97 da Lei nº 9.504, de 1997, os prazos
previstos neste capítulo serão de 24 (vinte e quatro) horas, contadas da publicação da decisão.
CAPÍTULO XVIII
DO AGRAVO INTERNO
Art. 161. Caberá agravo contra as decisões monocráticas dos membros do Tribunal que causarem
prejuízo ao direito da parte.
§ 1º A petição do agravo será dirigida ao prolator da decisão agravada e conterá, sob pena de
indeferimento liminar, a impugnação especificada dos fundamentos da decisão agravada.
§ 2º O prazo para a interposição do agravo interno é de três dias da publicação ou intimação da
decisão.
§ 3º O Relator intimará o agravado para, querendo, apresentar contrarrazões no prazo de três dias.
Art. 163. O pedido de retratação submetido ao prolator da decisão, ainda que sem requerimento de
conhecimento como agravo interno em caso de manutenção da decisão, será processado nos
termos deste capítulo.
Art. 164. Em caso de representação prevista nos arts. 96 e 97 da Lei nº 9.504, de 1997, os prazos
previstos neste capítulo são de vinte e quatro horas, contadas da publicação da decisão.
CAPÍTULO XIX
DOS RECURSOS ORDINÁRIO E ESPECIAL
Art. 165. As decisões do Tribunal são terminativas, salvo as seguintes hipóteses, em que caberá
para o Tribunal Superior Eleitoral (Código Eleitoral, art. 276, incisos I e II):
I – recurso especial, quando:
a) proferidas contra expressa disposição de lei;
b) ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais Tribunais Eleitorais;
II – recurso ordinário, quando:
a) versarem sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas nas eleições federais e estaduais;
b) anularem diplomas ou acarretarem perda de mandatos eletivos federais ou estaduais;
c) denegarem habeas corpus, mandado de segurança, habeas data ou mandado de injunção.
CAPÍTULO XX
DO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Art. 166. Denegado o recurso especial, o recorrente poderá interpor, dentro de três dias, agravo de
instrumento.
CAPÍTULO XXI
DO RECURSO CRIMINAL
Art. 167. No processo e julgamento dos recursos criminais, e na execução que lhes diga respeito,
aplicar-se-á, como lei subsidiária ou supletiva, o Código de Processo Penal, bem como as
disposições da Lei nº 9.099, de 1995, aplicáveis à espécie.
TÍTULO IV
DAS AUDIÊNCIAS
Art. 168. O Relator realizará as audiências necessárias à instrução do feito, presidindo-as em dia e
hora designados, intimadas as partes e ciente o Procurador Regional Eleitoral.
§ 1º Funcionará como Escrivão o servidor designado pelo Relator.
§ 2º Das audiências lavrar-se-á termo próprio, que será juntado aos autos, autenticado pelo Relator.
Art. 169. As audiências serão públicas, salvo se o processo correr em segredo de Justiça.
Art. 170. Quando a prova depender de conhecimento técnico, o Relator poderá ordenar a realização
de perícia, que será realizada pelo perito que nomear, no prazo que fixar.
§ 1º O custo da perícia correrá por conta da parte que a tenha requerido.
§ 2º As partes podem indicar assistentes, até o início da perícia, para acompanhar os trabalhos
técnicos.
§ 3º Realizada a perícia, o perito apresentará laudo escrito no prazo que lhe houver sido concedido.
§ 4º Os assistentes técnicos oferecerão seus pareceres no prazo comum de dez dias após a
apresentação do laudo, independentemente de intimação.
Art. 171. O poder de polícia, nas audiências, compete ao Relator, que determinará as providências
necessárias à manutenção da ordem.
TÍTULO V
DA SECRETARIA
Art. 172. Os serviços auxiliares do Tribunal funcionarão sob a direção do Diretor-Geral, que será
recrutado entre pessoas com habilitação universitária em Direito, Administração, Economia ou
Ciências Contábeis, integrantes ou não do quadro de pessoal do Tribunal.
Parágrafo único. O Diretor-Geral será substituído, em suas férias, faltas e impedimentos, por Diretor
de Secretaria que preencha os requisitos exigidos para o cargo, designado pelo Presidente do
Tribunal.
TÍTULO VI
DO PROCESSO DISCIPLINAR CONTRA MAGISTRADOS INVESTIDOS
DE JURISDIÇÃO ELEITORAL
Art. 173. A reclamação ou representação contra Juiz Eleitoral deverá ser dirigida ao Corregedor
Regional Eleitoral e tramitará pela Secretaria da Corregedoria, obedecidas as normas da Resolução
CNJ nº 135, de 2011.
Art. 174. A reclamação ou representação contra Juiz do Tribunal deverá ser dirigida ao Presidente,
obedecidas as normas da Resolução CNJ nº 135, de 2011.
TÍTULO VII
DAS LICENÇAS E DAS FÉRIAS
Art. 175. Os membros do Tribunal gozarão de licença nos casos previstos em lei e na forma por ela
regulada.
Parágrafo único. A licença para tratamento de saúde depende de exame ou inspeção de saúde,
salvo nos casos em que os membros do Tribunal já estejam licenciados da função pública que
exerçam.
Art. 177. Os Juízes da classe dos Magistrados, afastados de suas funções no órgão de origem por
motivo de férias, ficarão, automaticamente, sem exercício na Justiça Eleitoral, por tempo
correspondente.
Parágrafo único. Os Juízes do Tribunal não poderão afastar-se em gozo de férias em ano eleitoral,
em período determinado nas instruções do Tribunal Superior Eleitoral.
Art. 178. Quando o exigir o serviço eleitoral, os Magistrados que compõem a Justiça Eleitoral
poderão ser afastados do exercício dos cargos efetivos, por ato do Tribunal, sem prejuízo de seu
subsídio.
Parágrafo único. O afastamento, em todos os casos, será por prazo determinado, no período a partir
do mês em que se realizarem as convenções partidárias e os cinco dias após a realização das
eleições, inclusive segundo turno, se houver, ou em casos excepcionais, mediante solicitação
fundamentada do Presidente do Tribunal e aprovação do Tribunal Superior Eleitoral.
Art. 179. Ressalvadas as férias individuais e os feriados instituídos por lei, os membros do Tribunal
exercerão suas atribuições durante o período de 20 de dezembro a 20 de janeiro, inclusive (CPC, art.
220, § 1º).
Parágrafo único. Consideram-se feriados na Justiça Eleitoral aqueles previstos no art. 62 da Lei nº
5.010, de 1966 (Resoluções TSE nºs 18.154, de 1992, e 19.763, de 1996).
TÍTULO VIII
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 180. O plantão judiciário será disciplinado por meio de resolução específica do Tribunal.
Art. 182. Os feitos e certidões eleitorais são gratuitos, não incidindo custas, preparo ou honorários
(Lei nº 9.265/96, art. 1º).
Art. 183. Não se aplicam aos feitos eleitorais as regras relativas à conciliação ou mediação previstas
nos arts. 165 e seguintes do Código de Processo Civil.
Art. 184. Será de vinte dias, se outro não lhes for assinado, o prazo para que os Juízes Eleitorais
prestem informações, cumpram requisições ou procedam a diligências determinadas pelo Relator,
pelo Tribunal ou pelo Presidente.
§ 1º Decorrido o prazo previsto no caput deste artigo sem que haja o cumprimento da determinação
pelo Juízo Eleitoral, a Secretaria informará o ocorrido à autoridade requisitante, para a determinação
das providências cabíveis.
§ 2º Ultimadas as providências determinadas pela autoridade requisitante e permanecendo o
descumprimento injustificado, as ocorrências serão informadas ao Corregedor Regional Eleitoral.
Art. 185. É defeso às partes e a seus procuradores empregar expressões injuriosas, caluniosas e
difamatórias, nos autos dos processos ou em quaisquer outros papéis que tenham trâmite no
Tribunal, cabendo ao Relator, de ofício, ou a requerimento do ofendido, mandar riscá-las, oficiando
ao Conselho da Ordem dos Advogados, Seção de Minas Gerais, quando decorrerem de atos
praticados por advogados.
Art. 187. Os autos restaurados em virtude de perda e extravio, após homologada ou julgada a
restauração, sempre que possível pelo mesmo Relator, suprirão os desaparecidos, seguindo o
processo os seus trâmites normais.
Art. 188. Qualquer dos Juízes do Tribunal poderá propor a reforma do regimento, mediante indicação
escrita, ficando a critério da Presidência a constituição de comissão para exame prévio e emissão de
relatório.
Art. 189. Serão aplicados, nos casos omissos, subsidiariamente e pela ordem, os regimentos
internos do Tribunal Superior Eleitoral, do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de
Justiça.
Art. 190. Ficam revogadas a Resolução TRE-MG nº 873, de 10 de novembro de 2011, e demais
disposições em contrário.
Des. PAULO CÉZAR DIAS, Presidente - Des. DOMINGOS COELHO, Vice-Presidente - Juiz
MAURÍCIO PINTO FERREIRA - Juiz VIRGÍLIO DE ALMEIDA BARRETO - Juiz PAULO ROGÉRIO
DE SOUZA ABRANTES - Juiz ANTÔNIO AUGUSTO MESQUITA FONTE BOA - Juiz CARLOS
ROBERTO DE CARVALHO.
Estive presente: Dr. PATRICK SALGADO MARTINS, Procurador Regional Eleitoral.