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SALA

MENTORIA DE DIRETORES
ESCOLARES: PERSPECTIVAS
TEÓRICO-METODOLÓGICAS
Profa. Dra. Alba Valéria Baensi da Silva
Curso de aperfeiçoamento em Mentoria de Diretores Escolares
A Formação de Mentoria de Diretores Escolares tem
como opção metodológica a mentoria transformadora
(Cuellar Becerra et al., 2019), e está pautada na
mentoria em equipe, totalmente on-line, isto é,
mentoria e-mentoring.

Sua concepção epistemológica está embasada na


certeza de que a relação com o outro proporciona o
aprender, e essa aprendizagem é apreendida de forma
coletiva, com sujeitos semelhantes ou diferentes, pois
se aprende com e na diversidade, de forma
democrática.
A mentoria implica um processo recíproco
de crescimento e por ser uma experiência
vívida propicia aperfeiçoamento profissional,
bem como compreender o que é colaborar
(saber acadêmico), desenvolver habilidades
de comunicação (saber relacional), suporte
emocional e perspectivas de estratégicas
(saber prático).

A proposta de práticas colaborativas, na


mentoria, consiste em desenvolver atividades
de forma coletiva, evitando a solidão do
diretor, com menos pressão no realizar um
trabalho individual, pois ao compartilhar
aprendizagens os profissionais evitam
desperdícios de saberes e de recursos.
A Mentoria de Diretores propicia a cultura
colaborativa e o compartilhamento de experiências
de práticas escolares, dentro de um contexto
institucional e social determinado. Existe um
Compartilhamento de comprometimento com a valorização dos sujeitos e
um objetivo comum com o reconhecimento de cada um, assim como
dos grupos aos quais pertencem (Calvo, 2014;
Vaillant, 2016; Damiani, 2008).
Reciprocidad
Este ponto é de suma importância para que
e
ocorra a interaprendizagem: o reconhecimento
do outro (parceiro de profissão) como legítimo. A
abertura de diálogo e reflexões sobre qualquer
Comunicação mútua
assunto, sem julgamento, possibilita uma
interação diferenciada e proporciona
reencantamento pessoal pelaum profissão
Interação com
intenção (Cerdas; López, 2005).

Resultado significante
Diferença de
trabalho em equipe e
trabalho
Com a prática da cultura colaborativa, passa-se a diferenciar trabalho colaborativo de
colaborativo
trabalho em equipe, o que é, muitas vezes, confundido na prática.
O trabalho em equipe está relacionado a uma ação ou tarefa que será desenvolvida em
conjunto, com várias pessoas, mas, geralmente, cada um é designado para realizar uma
parte deste trabalho, sem necessariamente estar envolvido com toda a equipe.
O trabalho colaborativo exige interações do grupo de forma colaborativa, em que todos
participam das decisões, neste caso, não se trata de uma equipe que trabalha em conjunto
apenas por ter sido designada para atingir um objetivo, sem interação (cada um faz sua
parte).
Uma estratégia metodológica que pode ajudar neste processo são
os três estágios, conforme Bretas (2015):

RACIOCINAR mente relacionado ao


passado

EXPERIMENTAR coração relacionado ao


presente

DESEJAR metas, relacionados ao futuro


sonhos e
ações
Identificar as
necessidades na
Por organização
se tratar da da instituição
organização escolar, cada escolaprecisa identificar sua
maior necessidade e iniciar essa proposta a partir desse ponto.
Sugere-se que sejam feitas:
autoavaliação e monitoramento – observação e análise das disposições para o trabalho
colaborativo, ponto de partida e acompanhamento;
conscientização e propósito – sensibilização da comunidade educacional pela equipe gestora
sobre o trabalho colaborativo;
identificação de oportunidades – identificação, investigação das percepções das ideias para suas
conceitualização; e, desenvolvimento de práticas – desenvolvimento transversal de práticas
colaborativas, instalação de novas ações e acompanhamento do trabalho colaborativo.
Cultura Colaborativa e
a Gestão Democrática
A cultura colaborativa só acontece com a perspectiva de uma gestão democrática,
cujo objetivo é propiciar uma ruptura com o passado centralizador do diretor e das
relações interpessoais hierárquicas, e busca o seu sucesso na participação de todos na
escola.
As ações praticadas pelos diretores precisam se configurar com práticas
democráticas, e estarem atentos a participação de todos os envolvidos com a escola.
Durante a mentoria, o diretor percebe a gestão democrática como algo que o
beneficia, e entende que a participação não coloca em risco sua liderança, nem
compromete a sua forma de administrar e organizar a escola, ao contrário, auxilia a sua
gestão com a corresponsabilidade de todos.
A perspectiva da gestão democrática precisa ser praticada e exercitada como
hábito em todos os espaços escolares.
Por isso, não basta saber o que é (saber acadêmico), mas se faz necessário praticá-la
(saber prático), contornando os desafios da organização escolar, do dia a dia do
trabalho pedagógico, de forma coletiva, com visão de todos os envolvidos (saber
relacional).

Acolhimentos
Cultura Gestão Vinculação da Escuta Ativa Sensibilização dos interesses
Colaborativa Democrátic comunidade das diferenças coletivos
a
Narrativas pessoais e
profissionais

Ao realizar esta atividade, tem-se dois objetivos:


- conhecer melhor os diretores;
- proporcionar que todos se conheçam entre si.
Por isso, a importância de ouvir as histórias e criar as
narrativas,
com foco em compreender as vozes de cada um e de todo o grupo.
Para realizar uma narrativa é preciso entender como elas ocorrem em pesquisas em
educação. Segundo (2022, p. 47):

HISTÓRIA: como o diretor envolve os sujeitos em determinados acontecimentos,


num determinado espaço e tempo, e possibilita uma primeira interpretação do que é contado.

DISCURSO: perceber a forma específica como a história é apresentada.

SIGNIFICAÇÃO: uma interpretação que o diretor atribuiu a partir dos interrelacionamentos


da sua história e do seu respectivo discurso.
Esse exercício promove aos profissionais da educação a obtenção da escuta ativa e da
sistematização do que foi dito de forma literal, trazendo clareza na comunicação e
oportunidades de trocas de conhecimentos e experiências.
Para realizar uma reunião ou momento com a narrativa, aquele que está conduzindo
o exercício, precisa iniciar contando sua própria história, tornando-se um modelo de
como se pode proceder nesta tarefa.
A proposta é que as narrativas pessoal e profissional sejam simples e honestas,
constituindo-se em um conjunto de acontecimentos sequenciados, de forma sintática e
compostas por começo-meio-fim.
Alguns exemplos e sugestões de temáticas que podem ser desenvolvidas
em momentos de narrativas, segundo Luiz (2022, p. 49-50):

Nome
completo Idade
Local de nascimento
Família que pertence (pai, mãe, números de
irmãos) Algo que foi importante na sua infância
Quem incentivou a sua vida escolar
Durante a sua escolaridade, quais são as boas lembranças?
Durante a sua escolaridade, quais são as péssimas
lembranças?
Conte qual o professor que te marcou na sua adolescência. Por quê?
Conte como foi o início da sua carreira no magistério.
Conte a sua trajetória profissional até chegar no dia de hoje.
Na gestão escolar, quais as características da minha direção na
escola?
Se pudesse mudar algo o que faria diferente?
A comunicação – assim como o diálogo e a escuta ativa –
é fundamental para a compreensão das informações entre
os
diretores, por isso é necessário entender não somente
conhecimento o quecada um traz para a mentoria,
também, como mas,os vários assuntos são apresentados e como
esses saberes acontecem na escola.
Tanto na comunicação, em geral, como na educação, faz-se
necessário ter consciência de que existem falhas e limites da
linguagem, bem como da descontinuidade existente entre a
cultura social de cada um, entre informações e saberes
daqueles com os quais vamos trabalhar.
Por isso, a escuta ativa é fundamental neste processo.
A perspectiva da cultura colaborativa engloba a da escuta ativa, pois não se estabelece um
trabalho colaborativo sem saber escutar.
Destaca-se que escutar não é ouvir, pois o ser humano ouve involuntariamente qualquer
som que esteja ao seu alcance auditivo.
Escutar é mais que ouvir, requer um envolvimento ativo, contínuo, a fim de buscar
informações, ampliar a compreensão, checar o entendimento, identificar áreas de
desenvolvimento para os próximos passos nas relações.
Saber escutar exige paciência, cautela para não julgar, dar oportunidade para aprofundar
a compreensão de determinadas percepções ou atitudes.
Existem vários elementos internos e externos que
dificultam uma boa escuta, mas ao tomar consciência
desses fatores, o profissional da educação pode reduzir
seus efeitos.
Algo que ajuda este processo é ter a escuta como uma
habilidade em constante aprimoramento.
Quando se encoraja a comunidade a praticar a escuta
ativa, os profissionais, em geral, se mobilizam e os
diálogos e as negociações se aprimoram.
diferenças de opiniões e expectativas

falta de atenção – falta de foco e/ou pressa para chegar aos


próximos passos antes do outro terminar de palarvas
Fatores internos e
externos
tendência de ignorar algo que foi dito – às vezes, nas
Para a efetivação da escuta ativa na entrelinhas – para privilegiar o que você percebe como
urgente ou mais importante
prática é preciso estar atento aos
fatores internos, como:
preocupação com a forma em detrimento do conteúdo – ao
se preocupar com a forma de uma pergunta, corre-se o risco
de perder oportunidades de se envolver com o que o grupo, de
enxergar oportunidades, de propor formas de apoio.

Também, podem existir fatores externos,como disponibilidade de


internete tempo.
A formação em mentoria, com a cultura
colaborativa, propicia aos diretores se ouvirem sem
restrições, com liberdade de pensamento, com
possibilidade de explicitarem como se sentem e expor
as compreensões que têm de cada situação vivida na
escola e fora dela.
Feedback oral e escrito
Uma habilidade essencial nesse processo de
aprendizagem, para Smith (1989), é a compreensão do que
está acontecendo e de que forma a escrevemos ou a
relatamos.
Para tanto, um sujeito precisa obter algumas habilidades,
pois, às vezes, haverá situações em que a leitura de um texto
ou a escuta de um relato serão explícitas, mas, outras vezes,
terá acontecimentos em que essa leitura ou escuta não
serão evidentes e, neste caso, precisa de uma compreensão
mais aprofundada e de um olhar que perceba o que ocorre
nas entrelinhas.
Por isso, a aprendizagem de um feedback escrito e/ou
oral na escola faz-se necessário e importante
Compreender que por meio da comunicação são traçados os
objetivos, as ideias e as experiências prévias de problemas
escolares.
O enfoque precisa estar nas relações humanizadoras,
empáticas, a fim de resolver situações desarmoniosas, de
maneira pacificadora, visto que a exclusão de
relacionamentos destrutivos, comportamentos violentos,
pontos de vistas com julgamentos críticos e agressivos, auxilia
na resolução de desafios a serem enfrentados e evita
desacordos desnecessários que impendem a escola de
progredir em suas decisões.
Na busca por essa boa comunicação, por meio de feedbacks escritos (registros
documentais) e orais (em conversas formais e informais), durante a Formação de
Mentoria de Diretores Escolares ou nos ambientes escolares, propõe-se a técnica
do “quem bom, que pena e que tal” (Luiz, 2022):

QUE BOM!
FAZER UM INÍCIO POSITIVO: toda ação ou tarefarealizada tem algo que pode
ser
elogiado. Reconhecer os pontos fortes e a formacomo as pessoas podem usá-los
para superar desafios.
QUE PENA!
APRESENTAR POSSIBILIDADES DE MELHORIA: indicar com delicadeza os pontos
fragilizados que podem ser reelaborados. Agradecer pelo empenho e colocar os pontos que
não foram atingidos, sem críticas severas apontando falhas que podem ser mudadas.

QUE TAL!
SISTEMATIZAR ALGUMAS IDEIAS: pontuar formas de apresentar a ação ou tarefa,
além de propor encaminhamentos. Explicar as soluções para os desafios e como elas podem
levar a outra pessoa a um crescimento e a novas oportunidades.
A mentoria do tipo mentoring (virtual)
exige do diretor um bom feedback escrito,
encontros a distância, organização de rotina e
comunicação on-line. Durante a mentoria, os
diretores devem elaborar vários feedbacks
personalizados, com aspectos formativos,
com intenção de possibilitar aos seus pares
reflexões sobre suas práticas.
Durante o processo de mentoria, os diretores
mentore e mentorados terão chance de
s um com o outro, pois
aprender ambose farão análises reflexivas
compartilharão
sobre suas práticas, com revisão de pontos que
promovem o sucesso e partes que se tornam
obstáculos, o que caracteriza a aprendizagem
por pares.
Curso de aperfeiçoamento em Mentoria de Diretores
Escolares

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