A Corrosão
Instrutor:
Fábio Kränkel
INDICE
MÓDULO I
1.1. Importância da Corrosão
1.2. Pilhas de Corrosão Eletroquímica
1.3. Principais Tipos de Pilha
1.4. Meios Corrosivos
1.5. Formas e Taxas de Corrosão
1.5.1. Formas de Corrosão
1.5.2. Taxas de Corrosão
1.6. Tipos de Corrosão
1.6.1. Corrosão Uniforme
1.6.2. Corrosão por Pite
1.6.3. Corrosão por Concentração Diferencial
1.6.4. Corrosão Galvânica
1.6.5. Corrosão Seletiva
1.6.6. Corrosão Associada ao Escoamento de Fluidos
1.6.7. Corrosão Intergranular
1.6.8. Fissuração por Corrosão
1.7. Técnicas de Ampliação da Resistência à Corrosão ou de Proteção Anticorrosiva
1.7.1. Princípios Básicos da Resistência à Corrosão e da Proteção Anticorrosiva
1.7.2. Resistência à Corrosão Eletroquímica
1.7.3. Resistência à Corrosão Química ou Oxidação a Altas Temperaturas
1.8. Inibidores de Corrosão
1.9. Revestimentos Protetores
1.9.1. Mecanismo de Proteção
1.9.2. Revestimentos Metálicos
1.9.3. Revestimentos Não-metálicos Inorgânicos
1.9.4. Revestimentos Orgânicos
Definição de Corrosão
• Transformação de um metal em um íon metálico pela sua interação química
ou eletroquímica com o meio em que se encontra.
• Qual da diferença de metal e íon metálico?
» Metal: Matéria, substância, arranjo cristalino....
» Íon metálico: metal que perde elétrons e forma cátions, como por
exemplo Fe2+, Zn2+, Ni2+.
Ciclo do metais - Figura 1.
• A corrosão consiste na deterioração dos materiais pela ação química ou
eletroquímica do meio, podendo estar ou não associado a esforços mecânicos.
• Dependendo do tipo de ação do meio corrosivo sobre o material, os processos
corrosivos podem ser classificados em dois grandes grupos:
Química
Eletroquímica
• Os processos de corrosão eletroquímica são mais freqüentes na natureza e se
caracterizam basicamente por:
– Necessariamente na presença de água no estado líquido;
– Temperaturas abaixo do ponto de orvalho da água, sendo a grande maioria na
temperatura ambiente;
– Formação de uma pilha ou célula de corrosão, com a circulação de elétrons na
superfície metálica.
• Os metais reagem com os elementos não metálicos presentes no meio, O2, S,
H2S, CO2 entre outros, produzindo compostos semelhantes aos encontrados
na natureza, dos quais foram extraídos.
• Processo inverso da metalurgia extrativa, em que o metal retorna ao seu estado
original.
ALTO FORNO
AÇO NÚ FERRUGEM
CORROSÃO
MINÉRIO SIDERURGIA AÇO
MUITA ENERGIA
AÇO NÚ AÇO PINTADO
CORROSÃO
ALTO FORNO
FERRUGEM
MINÉRIO
AÇO MEIO AMBIENTE
SIDERURGIA
MUITA ENERGIA
Def.: Corrosão é o deterioração de um material,
(normalmente o aço), por causa de uma reação AÇO PINTADO
com meio ambiente. Cortesia: Sr. Fernando Fernandes
Fluxograma da produção do aço
Fonte: Site Cosipa
Fluxograma da produção do aço
Coque
Clip: Coque e Sinterização
Fonte da fotografia: www.pt.wikipédia.org
Composição do aço
O aço carbono comum tem mais de 97% de Ferro
Na composição do aço carbono comum, a ABNT 1005
fixa os seguintes valores para os principais elementos:
Composição Química (%)
Elementos Composição
Carbono (C) 0,06 máx
Silício (Si) -
Manganês (Mn) 0,35 máx
Fósforo (P) 0,040 máx
Enxofre (S) 0,050 máx
• Os processos de corrosão química são, por vezes, denominados
corrosão ou oxidação em altas temperaturas. Estes processos são
menos freqüentes na natureza, envolvendo operações onde as
temperaturas são elevadas.
• Tais processos corrosivos se caracterizam basicamente por:
– Ausência da água líquida;
– Temperaturas, em geral, elevadas, sempre acima do ponto de orvalho da
água;
– Interação direta entre o metal e o meio corrosivo.
• Como na corrosão química não se necessita de água líquida, ela também é
denominada em meio não aquoso ou corrosão seca.
• A corrosão está presente nas mais variadas atividades que envolvem uso
de metais, como por exemplo:
• Indústrias químicas;
• Petroquímicas;
• Petrolíferas;
• Naval;
• Construção civil;
• Automobilística;
• Transporte aéreo;
• Transporte Ferroviário e Marítimo;
• Sistemas de telecomunições;
• Odontologia (restaurações metálicas, aparelhos de próteses);
• Medicina (uso de implantes cirúrgicos na ortopedia);
• Preservação de monumentos históricos.
• O custo da corrosão é avaliado em cerca de 3% do PNB (Produto Nacional
Bruto).
Falta de manutenção
Cortesia: R. A. Silva
SIS 05 59 00-67 SSPC VIS 1 ISO 8501-1
Como classificar utilizando os
padrões visuais destas
normas?
Grau C de Intemperismo,
Corrosão Generalizada,
Conforme norma Sueca SIS 055900-67
ou ISO 8501:1998.
Esfera de GLP, 2.000m3 durante teste hidrostático, quando se encontrava ~ 80%
cheia de água. Um trabalhador, infelizmente morreu e outro sofreu fraturas. O
acidente ocorreu devido a severa corrosão nas pernas por causa da infiltração de
água na proteção contra fogo das pernas “Fire Proofing”.
Cortesia: Maria Carolina - ELETRONUCLEAR
Falta de manutenção
Cortesia: R. A. Silva
Falta de manutenção
Cortesia: R. A. Silva
Falta de manutenção
Corrosão das
armaduras
de aço devido à
presença
de cloretos na
atmosfera
Foto de Sidney
Yukizaki
Publicada na revista
“Corrosão &
Proteção”
da ABRACO
0 7 9,5 12,5 14
Corrosão Apassivação
Á c i d o A l c a l i n o
Neutro
Diagrama de Pourbaix para o sistema Fe - H2O a 25oC
2
E (VH) Fe3+
2
Fe2O3
Fe2+ 3
0 A
B
Fe3O4
1
-1 Fe
Fe(OH)-3
0 7 14
pH
Diagrama de Pourbaix mostrando os domínios da corrosão,
passividade e imunidade
E (VH)
1
Passividade
Corrosão
0
-1 Imunidade
Corrosão
0 7 14
pH
Quem disse que concreto não sofre corrosão
em ambiente industrial ?
Este é um caso típico de “estouro da ferragem”
na coluna de concreto em ambiente industrial
CONCRETO
Muito Poroso 10 a 20 % de vazios
Prof. Paulo R. do Lago Helene
CHUVA
ATIVIDADE CAPILAR
DAS FISSURAS
Quanto menor é o
diâmetro do capilar,
Fonte: Eric V. Schmid mais profundamente
FILME DE ÁGUA a água penetra
Corrosão da armadura em concreto
CONCRETO AÇO CORROSÃO AÇO
CARBONATAÇÃO
Ca (OH)2 + CO2 CaCO3
ALCALINO NEUTRO
SULFATIZAÇÃO
Ca(OH)2 + SO2 CaSO4
O aço, em pH alcalino (pH~12)
é protegido (apassivado)
O volume dos produtos de corrosão
são de 3 a 10 X maiores do que o
volume inicial do aço
Prof. P.R do L.Helene
Corrosão da armadura em concreto
CONCRETO Aumento Aumento
AÇO
de 3 X de 10 X
Corrosão da armadura
em concreto
GAMA LTDA.
Contagem-MG
Corrosão da armadura em concreto
GAMA LTDA.
Contagem-MG
Corrosão da armadura em concreto
Verificação da carbonatação em concreto
Neutro Alcalino
Em meio
alcalino
pH<8 pH>8 o aço é
apassivado
Solução de
Fenolftaleína
Corrosão da armadura
em concreto
Prevenção
Pintura Pintura
das Barras das Colunas
Figura 2 – Pilha de Corrosão Eletroquímica
• A pilha de corrosão eletroquímica é
constituída de quatro elementos
fundamentais:
– Área anódica: superfície onde se verifica a corrosão
(reações de oxidação);
– Área catódica: superfície protegida onde não há
corrosão (reações de redução);
– Eletrólito: solução, condutora ou condutora iônico,
que envolve simultaneamente as áreas anódica e
catódica;
– Ligação elétrica entre as áreas anódica e catódica.
• Na área anódica onde se processa a corrosão ocorrem reações de
oxidação, sendo a principal passagem do metal da forma reduzida para a
forma iônica.
Figura 3 – Reação Área Anódica
• Na área catódica, que é uma área protegida (não ocorre corrosão). As
reações são de redução de íons do meio corrosivo, onde as principais
reações são:
• Em meios aerados - caso normal de água do mar e naturais:
H2O + 1/2 O2 + 2 ē → 2 OH-
• Em meios desaerados - caso comum em águas doces industriais:
2 H2O + 2 ē → H2 + 2 OH-
Elétrons na
última
camada.
(Camada de
Valência)
Fe+2 Legenda
Fe
Os elétrons tendem a ocupar as camadas mais próximas do núcleo 1° Camada: 2 elétrons
e a última camada não pode conter mais do que oito elétrons. 2° Camada: 8 elétrons
1° 3° Camada: 14 elétrons
Segundo o modelo orbital, os elétrons se dispõem nos subníveis de acordo
2° 4° Camada: 2 elétrons
com o diagrama de Pauling.
3° Cátion
O sentido das setas indica a ordem de preenchimento dos subníveis 4° Fe = 26 elétrons
Quem oxida, perde elétrons, aumenta o NOX é o agente Redutor.
Quem se reduz, ganha elétrons, diminui o NOX é o agente Oxidante.
Agente = Promove a ação
Vejamos um exemplo:
•Fe0 + 2HCl FeCl2 + H2
Para sabermos o Agente Redutor e o Agente Oxidante, devemos calcular o
nox de todos os elementos da equação, desta forma:
Agente Redutor
•Fe0 + 2H+1Cl-1 Fe+2Cl2-1 + H20 A reação somente ocorrerá
se houver outro elemento para reduzir
Agente Oxidante
Onde os indicadores vermelhos correspondem ao NOX de cada elemento.
Aqui, temos duas situações:
•1) Fe: muda seu nox de 0 para +2, o que significa que ele aumentou seu
nox (perdeu elétrons). Portanto, é o Agente Redutor;
•2)H+1: muda seu nox de +1 para 0, o que significa que ele reduziu seu nox
(ganhou elétrons). Portanto, é o Agente Oxidante.
2 e-
Fe Fe H2
Fe Fe H2SO4
Fe SO4
Fe
H2
Fe
Fe Fe Fe SO4 H2SO4
Fe Fe
FeSO4
Formação de Sulfato Ferroso por reação do ácido sulfúrico
com o ferro. É assim que o íon ferro passa para o eletrólito
Pilha de eletrodo diferente
catodo anodo
Cu Fe
2e - 2 e-
2 e- 2 e- Água destilada é
2 e-
isolante elétrico
2 e-
2 e- 2 e-
Água destilada
Célula de corrosão eletroquímica
CORROSÃO GALVÂNICA
catodo anodo
Cu Fe
2e - 2 e-
2 e- 2 e-
2 e- 2 e- Água com sais ou
2 e- ácidos ou gases
2 e-
dissolvidos é
eletrólito condutor elétrico
(eletrólito)
Célula de corrosão
eletroquímica
CORROSÃO GALVÂNICA
catodo anodo
Cu Fe
2e - 2 e-
2 e- 2 e-
2 e- 2 e-
2 e- 2 e-
eletrólito
Célula de corrosão
eletroquímica
CORROSÃO GALVÂNICA
fluxo de elétrons
No par Cu/Fe, e
e
o anodo é o Fe corrosão
catodo anodo
Cu Fe
2e -
Fe + + 2 e-
2 e- Fe + + 2 e-
2 e- Fe + + 2 e-
2 e- Fe + + 2 e-
eletrólito
Célula de corrosão
eletroquímica
CORROSÃO GALVÂNICA
fluxo de elétrons
No par Fe/Zn, e
e
o anodo é o Zn corrosão
catodo anodo
Fe Zn
Catodo Anodo
É o eletrodo mais 2e -
Zn ++
Zn 2 e-
É o eletrodo mais
eletropositivo, é 2 e- Zn ++ 2 e- eletronegativo, é
quem libera quem libera íons
elétrons para a
2 e- Zn ++ 2 e- para a solução e é
solução e é quem 2 e- Zn ++ 2 e- quem se desgasta
permanece intacto (se corrói).
sem sofrer eletrólito
desgaste.
Célula de corrosão
eletroquímica
Formação de par bimetálico
Fonte: prof. Vicente Gentil
ANÓDICO
Elementos Anódico
Potencial Magnésio
metálicos
Zinco
Menos nobre Aço Galvanizado
Magnésio -2,38 Mais eletronegativo Alumínio e Ligas
Alumínio -1,66 Cádmio
Zinco -0,76 Aços Carbono
Cromo -0,74 Aços de baixa liga e Alta resistência
Ferro -0,44 Ferro fundido
Níquel -0,23
Chumbo
Hidrogênio 0,00
Latão
Cobre +0,34
Prata +0,80
Bronzes
Platina +1,20 Cobre
Mais eletropositivo Aços Inoxidáveis
Ouro +1,50 Mais nobre Titânio
Catódico
CATÓDICO
Tabela de potenciais padrão de Tabela prática de nobreza
eletrodos (resumida) em água do mar (resumida)
Pilha de ação local
• Pilha de ação local: esta pilha é provavelmente a mais freqüente na natureza, ela
aparece em um mesmo metal devido a heterogeneidades diversas, decorrentes de
composição química, textura do material, tensões internas, dentre outras. As causas
determinantes da pilha de ação local são:
– Inclusões, segregações, bolhas, trincas;
– Estados diferentes de tensões e deformações;
– Acabamento superficial da superfície;
– Diferença no tamanho e contornos de grão;
– Tratamentos térmicos diferentes;
– Materiais de diferentes épocas de fabricação;
– Gradiente de temperatura.
Figura 4 – Pilha de Ação Local
Tem algo nos
contornos de
grão que
fizeram
aparecer
regiões
anódicas e
catódicas.
Corrosão em meio úmido
Ambiente seco Eletrólito
A C A C A C A C A A A A A
C A C A C A C A C A C A C A C A C A
A
micro
área
Eletrólito anódica Eletrólito
A C A C A C A C A A A A A
C
C A C A C A C A C A C A C A C A C A
micro
área
catódica
Eletrólito Eletrólito
A C A C A C A C A
C A C A C A C A C A A A A
Corrosão do aço ou de ligas por causa do eletrólito
Pilha ativa/passiva
• Pilha ativa / passiva: esta ocorre nos materiais formadores de película protetora,
como por exemplo: o cromo, o alumínio, os aços inoxidáveis, titânio, dentre outros.
A película protetora se constitui numa fina camada do produto de corrosão que
passiva a superfície metálica. Se a película for danificada em algum ponto por ação
mecânica e, principalmente pela ação de íons halogenetos (especialmente cloreto),
será formada uma área ativa (anódica) na presença de uma grande área passiva
(catódica) com o conseqüente aparecimento de uma forte pilha, que proporciona
corrosão localizada.
Figura 1.5 – Pilha Ativa - Passiva
Pilha de concentração iônica
diferencial
Pilha de concentração iônica diferencial: esta pilha surge sempre que um material
metálico é exposto a concentrações diferentes de seus próprios íons.
Ela ocorre porque o eletrodo torna-se mais ativo quando decresce a concentração de
seus íons no eletrólito. Esta pilha é muito freqüente em frestas quando o meio
corrosivo é líquido. Neste caso, o interior da fresta recebe pouca movimentação de
eletrólito, tendendo a ficar mais concentrado em íons de metal (área catódica),
enquanto que a parte externa da fresta fica menos concentrada (área anódica), com
conseqüente corrosão das bordas da fresta.
Figura 6 – Pilha de Concentração Iônica Diferencial Figura 7 – Pilha de Concentração Iônica Diferencial
Pilha de aeração diferencial
• Pilha de aeração diferencial: esta pilha é formada por concentrações diferentes do
teor de oxigênio.
De forma idêntica à pilha de concentração iônica diferencial, esta pilha também
ocorre com freqüência em frestas.
Apenas as áreas anódicas e catódicas são invertidas em relação àquela. Assim, o
interior da fresta, devido a maior dificuldade de renovação do eletrólito, tende a ser
menos concentrado em oxigênio (menos aerado), logo, área anódica. Por sua vez a
parte externa da fresta, onde o eletrólito é renovado com facilidade, tende a ser mais
concentrada em oxigênio (mais aerado), logo, área catódica. O desgaste se
processará no interior da fresta.
Figura 8 – Pilha de Concentração Diferencial de Oxigênio
Corrosão em meio úmido (FRESTA)
Baixa
concentração
de oxigênio
Eletrólito (anodo)
Alta
concentração O2 O2 O2 O2 O2
de oxigênio O2 OO
2
2
O2O2
(catodo)
O2
Ferrugem O2 O2 O2
Corrosão em meio úmido (FRESTA)
C
a O2 Fe2+ Fe2+ Anodo
t O2 Fe Fe Fe Fe Fe Fe
o 4 e- Fe Fe Fe Fe Fe Fe
d O2
o O2 elétrons
Reação no Anodo:
2 Fe + 2Fe2+ + 4 e- Desintegração
Ferro Íons Elétrons que vão
metálico Ferro para a área catódica
Reação no Catodo:
H+ OH- OH- OH-
2H2O Apassivação
+ 4 e - + O2
H+ OH- oxigênio OH- OH- (alcalina)
Corrosão em meio úmido (FRESTA)
C 2Fe(OH)2 Fe2+ Fe2+ Anodo
a Fe Fe Fe Fe Fe
t OH- Fe Fe Fe Fe Fe Fe
o OH- Fe Fe Fe Fe Fe Fe
d OH-
o OH-
Região intermediária
Reação na Região Intermediária:
2 Fe(OH)2 + 1/2 O2 + H2O 2Fe (OH) 3
- (H2O)
2 Fe (OH)3 Fe2 O3 .3 H2O (Ferrugem)
Corrosão em meio úmido (FRESTA)
Corrosão em meio úmido (FRESTA)
Experiência
Gotejar em uma placa de ferro, seca, limpa, cerca de 0,5 ml de solução aquosa a 3% de
NaCl, contendo alguns miligramas de K3Fe(CN)6, e fenolfitaleína. Decorridos alguns
minutos, observamos o aspecto ao lado:
Catódica
Anódica
Pilha de aeração diferencial comprovando reações nas áreas anódicas e catódicas no mesmo eletrólito.
Estas observações confirmam que a parte central da gota, área menos aerada, é anódica, pois o ferro
foi oxidado dando Fe+², que com o íon Fe(CN)6 formou o resíduo azul.
Já na área onde o oxigênio é mais acessível e há mais aeração verifica-se a coloração róseo-
avermelhada devido ao aumento de íons OH (hidroxila), o que caracteriza a área catódica.