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DROGAS de Abuso-1

O documento aborda a história e o impacto das drogas de abuso na sociedade, destacando seu uso ao longo das civilizações e as mudanças culturais associadas. As drogas, tanto lícitas quanto ilícitas, são identificadas como um problema significativo de saúde pública, com implicações sociais e econômicas. Além disso, o texto explora as classificações das substâncias psicoativas, suas características e os efeitos nocivos associados ao seu uso abusivo.

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DROGAS de Abuso-1

O documento aborda a história e o impacto das drogas de abuso na sociedade, destacando seu uso ao longo das civilizações e as mudanças culturais associadas. As drogas, tanto lícitas quanto ilícitas, são identificadas como um problema significativo de saúde pública, com implicações sociais e econômicas. Além disso, o texto explora as classificações das substâncias psicoativas, suas características e os efeitos nocivos associados ao seu uso abusivo.

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TOXICOLOGIA SOCIAL

Drogas de abuso
Drogas e História
• O consumo de substâncias psicoativas é um
fenômeno civilizatório, ou seja, sempre existiu em
todas as culturas humanas o uso de substâncias que
alteram os estados de consciência.
• Descobrimentos arqueológicos:
– 5000 AC – vinho na região do atual Irã;
– 4000 AC – maconha (cânhamo) na China;
– 3000 AC – folhas de coca na América do Sul;
• Drogas e Movimentos Culturais:
– Surrealismo - Absinto – início Séc. XX
– Movimento Hippie – Maconha e LSD – anos
1960
Drogas e Mudanças Sócio-Culturais
• As características desse consumo modificaram-se
significativamente nas últimas décadas:
– colocando em risco a vida de muitas pessoas,
– sendo um dos fatores estressantes a espelhar o sistema
econômico contemporâneo e seu ciclo da sociedade de
consumo;
• As drogas lícitas e ilícitas são hodiernamente um dos
principais problemas de saúde pública mundial:
– As drogas, principalmente as lícitas (álcool e tabaco),
carregam os maiores índices de mortalidade, bem como os de
violência urbana e no trânsito, bem como são as proimeiras
responsáveis pelo absenteísmo ao trabalho e seu custo social;
Drogas e Contemporaneidade
• O aumento no consumo de drogas reflete as
transformações atuais do mundo em termos de
tempo-espaço, decorrente das mudanças nas
estruturas produtivas e no mercado financeiro, o
que acarreta mudanças profundas no modo de ser
contemporâneo:
– Hoje a ênfase está nos valores: instantaneidade e
descartabilidade.
– Gera uma cultura do descartável, onde todas as
experiências da vida são percebidas sob essa ótica:
• Descartar valores, estilos de vida, relacionamentos, apego a
coisas, às pessoas.
Drogas e Contemporaneidade
• O desdobramento dessa situação é a modificação
da experiência da produção da subjetividade:
história futuro projeto de ser

Prazer imediato
Vale o “aqui e agora” vazio existencial

• Essa são as determinantes antropológicas para o


padrão de uso abusivo de drogas na
contemporaneidade!
Conceito de Drogas

O termo é utilizado para designar


todas as substâncias químicas que
alteram as funções do organismo
vivo, resultando em mudanças
fisiológicas e/ou comportamentais.
DROGAS - diferenças entre
Medicamento, Remédio, Droga de Abuso

MEDICAMENTO = Toda droga com utilidade terapêutica


cientificamente comprovada.
REMÉDIO = Tudo o que provoca alívio de um sinal e/ou
sintoma.
DROGA DE ABUSO = Droga utilizada com finalidade
intoxicante. Geralmente utilizada de forma descontrolada,
leva ao uso de risco ou à dependência.

O que diferencia um medicamento de um veneno é a dose em


que ele é usado!
Conceito Substância Psicoativas
• Toda droga que, quando absorvida pelo organismo por
diferentes vias (oral, endovenosa, inalada, etc), provocam
modificações no funcionamento do Sistema Nervoso Central
(S.N.C.). Essa situação provoca mudanças no estado de
consciência e na percepção do usuário, alterando o
comportamento, o humor e/ou a cognição, uma vez que as
referidas substâncias podem atuar como depressoras,
estimulantes ou perturbadoras do S.N.C.
• Quando usadas de forma abusiva são chamadas “drogas de
abuso”.
Farmacodependência: “Estado psíquico e, às vezes, físico, causado pela
ação recíproca entre um organismo vivo e um fármaco, que se caracteriza
por modificações do comportamento e por outras reações que
compreendem sempre um impulso irreprimível de tomar o fármaco de
forma contínua ou periódica, a fim de experimentar seus efeitos psíquicos
e, em certos casos, evitar o mal-estar produzido pela sua privação”
(OMS). Esta definição deve ser entendida com uma visão holística sobre o
indivíduo, o fármaco e o contexto sócio-cultural onde se dá o encontro
entre os dois.
Para ser diagnosticada, pelo menos três dos seguintes fatores devem
estar presentes:

✓ Sintomas de tolerância;
✓ Sintomas de abstinência;
✓ Desejo persistente ou tentativas infrutíferas de abandonar o uso;
✓ Gasto de tempo considerável no intuito de obter a substância;
✓ Uso da substância em grandes quantidades ou por períodos de tempo
maiores que o desejado;
✓ Redução na atividade social, recreativa ou profissional, devido ao
uso da substância;
✓ Uso continuado do fármaco, mesmo conhecendo suas implicações
nocivas sociais, econômicas e à saúde.
• Síndrome de abstinência: conjunto de sinais e sintomas
decorrentes da falta de uma determinada droga em um
usuário dependente. Pode ser tão grave a ponto de colocar
em risco a vida da pessoa, como é o caso da abstinência do
álcool e da heroína.

• Overdose: termo da língua inglesa que denomina a


exposição do organismo a altas doses de uma substância
química qualquer.
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO ASPECTO LEGAL**:

Drogas Lícitas e Ilícitas

• Drogas Lícitas = cujo uso é permitido legalmente = álcool,


tabaco, cafeína, inalantes, medicamentos.
Responsáveis pelo maior carga de doenças e maior custo
social entre as drogas;

• Drogas Ilícitas = cujo uso é proibido legalmente = maconha,


cocaína, crack, ecstasy, etc.
Responsáveis por significativas mudanças na ordem social,
principalmente em função do tráfico de drogas, que é umas das
principais determinantes da violência urbana.

**classificação mais cultural do que científica


QUANTO AO SEU USO PELA SOCIEDADE:

Designer drugs ou club drugs (drogas da noite): essas drogas têm


como característica essencial o fato de terem sido modificadas em
laboratório, com o intuito de potencializar ou criar efeitos psicoativos
ou evitar efeitos indesejáveis. A disponibilidade e o barateamento
tecnológico permitem, hoje, que tais drogas sejam sintetizadas com
facilidade em laboratórios clandestinos domésticos. Começaram a
ganhar notoriedade nos anos oitenta, a partir de seu consumo dentro
dos dance clubs e das raves.
Inicialmente associada exclusivamente ao ecstasy, a família das club
drugs foi aumentando. Isso se deveu à recuperação de antigas
substâncias, esquecidas ou em desuso, e ao surgimento de novas. As
mais conhecidas em nosso meio são: LSD, GHB, quetamina,
anfetaminas e metanfetaminas (ecstasy, DOB, etc).
Rape drugs (drogas facilitadoras de estupro): são produtos
utilizados para facilitar qualquer tipo de atividade sexual não
consentida, incluindo estupro. Sob a ação destas drogas, a pessoa
torna-se fisicamente indefesa e não consegue lembrar o que aconteceu.
São substâncias insípidas, inodoras e incolores, facilmente adicionadas
a uma bebida, sem o conhecimento da vítima. Há pelo menos três tipos
de rape drugs : GHB, flunitrazepan e quetamina. Têm sido utilizadas,
também, para facilitar a prática de outros crimes, como o roubo. A
denominação “boa noite, Cinderela” tem origem no uso dessas drogas
para dopar vítimas em potencial de assalto ou abuso.
QUANTO AO POTENCIAL DE USO NOCIVO:
Federal Drug Enforcement Administration (DEA)
Classe Substâncias
Classe I: nenhuma utilidade clínica heroína
Alto potencial de abuso e dependência alucinógenos (LSD, mescalina)
maconha
ópio ou morfina
codeína
Classe II: Baixa utilidade clínica opiáceos sintéticos
Alto potencial de abuso e dependência barbitúricos
anfetaminas e análogos
cocaína
fenciclidina (PCP)

Classe III: Alguma utilidade clínica


paracetamol e codeína combinada
Potencial moderado de abuso e dependência
esteróides anabolizantes

Classe IV: Grande utilidade clínica


benzodiazepínicos
Potencial baixo de abuso e dependência
fenobarbital

Classe V: Grande utilidade clínica


misturas de narcóticos e atropina
Potencial muito baixo de abuso e dependência
misturas diluídas de codeína
Tipos de Drogas (substâncias psicoativas)
• Estimulantes: drogas que estimulam as funções
psíquicas. Têm ação tônica, revigorante, euforizante.
Exemplos: cocaína, crack, tabaco, anfetaminas,
ecstasy, cafeína, etc;
OS ESTIMULANTES:
são aqueles que estimulam o sistema nervoso central (SNC); a cocaína
(base livre, crack), as anfetaminas, os comprimidos para emagrecer, os
energizantes psíquicos, a nicotina, a cafeína e substancias similares.

• Efeitos físicos: O efeito habitual de uma dose pequena ou moderada é


uma estimulação geral do sistema nervoso que produz efeitos
energizantes nos músculos, uma aceleração do ritmo cardíaco, uma
maior pressão sanguínea e menos apetite. Pode produzir problemas
cardíacos, vasculares e convulsões, especialmente quando se consome
grande quantidade ou se o consumidor é mui sensível. Quanto mais
forte for o estimulante, maiores são os efeitos.
• Durante todo o dia, o corpo produz uma certa quantidade de substancias
químicas energéticas, especialmente adrenalina e noradrenalina. Tudo
isto com uma produção diária equilibrada. Estas substancias químicas
energéticas podem acelerar o ritmo cardíaco, dar energia aos músculos,
nos manter alertas e nos ajuda a funcionar normalmente. Por outro lado,
as metaboliza e as lança fora do organismo.
• Às vezes, o corpo necessita energia extra. Nestes momentos, o sistema
nervoso libera quantidades extras de adrenalina e de outras substancias
químicas. Esta adrenalina extra sai do corpo ou é reabsorvida por
determinados tecidos nervosos. Assim que, quando o corpo exige
energia extra, as células liberam substancias energéticas.
• O corpo libera substâncias químicas suficientes para cumprir a tarefa. O
excesso de substancias químicas em seguida é reabsorvido.
• Os estimulantes invertem o processo
• Os estimulantes forçam a liberação dos estimulantes naturais do
próprio corpo sem que o organismo os requeira.
• Além disso, muitos estimulantes forçam os vasos sanguíneos,
diminuindo o fluxo de sangue a muitos tecidos. À medida que estes
estimulantes fortes aumentam a pressão sanguínea, é possível que se
rompa um vaso (um derrame se isso ocorre no cérebro).
• O transtorno dos neurotransmissores orgânicos também transtorna
nosso equilíbrio mental. Geralmente os estimulantes aumentam nossa
confiança, criam uma certa euforia e nos fazem sentir que podemos
fazer qualquer coisa. Quando estamos estimulados excessivamente ou
continuamente, estes sentimentos rapidamente podem tornar-se
irritadiço, conversa constante, atitude de suspeita, inquietude e insônia.
• Tudo parece exagerado sob a influencia de um estimulante: nossos
problemas, nossas suspeitas, nossa irritabilidade, nossas neuroses
inexistente, nosso sentimento de solidão. Necessitamos fazer alguma
coisa, qualquer coisa, para gastar esta estimulação extra.
• COCAINA
• A COCAINA se extrai da plana de coca (Erythroxilun coca) que cresce
nas cordilheiras dos Andes na América do Sul, em certas partes da
selva do Amazonas e na ilha de Java, na Indonésia.
• Mascar, beber, injetar-se e aspirar cocaína tem sido as principais
formas de consumo. Hoje, os farmacêuticos da rua converteram o
cloridrato de cocaína na cocaína de base livre, atualmente conhecida
como "crack", "rock", e outros nomes, introduzindo uma forma mais
poderosa de cocaína fumável.
• A cocaína não é apenas um estimulante, é também o único anestésico
local de origem natural.
• A maioria dos efeitos se produzem quando a droga transtorna o
equilíbrio dos neurotransmissores no sistema nervoso central.
• A cocaína crack, a cocaína rock e a cocaína de base livre são bem mais
intensas e trágicas em seus efeitos que a cocaína que é aspirada.
Desequilibram as substancias químicas cerebral bem mais rápido,
provocando um desequilíbrio hormonal no cérebro.
• O problema é que a pessoa não pode selecionar quais
neurotransmissores estimular e até que ponto os transtorna. Por
exemplo: a liberação de epinefrina (adrenalina) sobre a pressão
sanguínea, aumenta o ritmo cardíaco, produz uma respiração acelerada,
tensa os músculos e gera um extremo nervosismo. Força a liberação de
grandes quantidades destas substancias químicas energéticas,
esgotando as reservas.
• Independente da epinefrina (adrenalina), outros neurotransmissores
transtornados podem causar problemas adicionais. O desequilíbrio de
dopamina pode estimular excessivamente o centro cerebral do medo
causando paranóia. Qualquer sombra, movimento, voz alta, etc. passa a
ser terrivelmente ameaçadora.
• A serotonina nos ajuda a dormir e estabiliza nossos estados de ânimo,
porem quando se esgota por consumo excessivo de cocaína, o resultado
é insônia, agitação e uma depressão emocional grave.
• Entre outras coisas, o uso excessivo de cocaína está associado com a
anhedonia (a incapacidade de sentir prazer) e a anergia ( uma falta
total de energia, motivação e iniciativa).
• ANFETAMINAS
• As anfetaminas são uma classe de estimulantes sintéticos poderosos,
com efeitos muito parecidos à cocaína, mas de duração muito mais
prolonga e muito mais barato. As anfetaminas geralmente são tomadas
oralmente, e nos últimos tempos, também são fumadas.
• A tolerância às anfetaminas é muito pronunciada. Com o tempo, um
consumidor pode necessitar de uma dose 20 vezes maior que a inicial
para produzir–se a mesma viagem.
• Os neurotransmissores também são desequilibrados pelas anfetaminas,
da forma que o uso prolongado pode produzir uma paranóia extrema.
A paranóia extrema pode ter como conseqüência, fantasias homicidas
e pode levar ao suicídio.
• TABACO (Nicotina)
• O tabaco, é uma substancia legal, barata e tão cotidiana como o álcool,
e com uma imagem melhor, e que sem sombra de dúvida se constitui
numa das drogas mais devastadoras e cujo consumo é, junto com o do
álcool, um dos objetivos fundamentais da prevenção contra as drogas.
• O Tabaco é uma droga psicoativa. O ingrediente ativo do tabaco, a
nicotina, altera o equilíbrio dos neurotransmissores, estimulando
algumas substancias químicas, transtornando a transmissão de outras e
incrementando a atividade elétrica do cérebro de forma muito similar,
porém não tão intensa, como a cocaína e as anfetaminas.
• Também causa constrição dos vasos sanguíneos, acelera o ritmo
cardíaco e aumenta a pressão, diminui o apetite, aumenta a atenção,
anula parcialmente o sentido de gosto e o olfato, e irrita os pulmões.
• Um consumo prolongado de tabaco pode produzir ainda, danos
pulmonares, irregularidades cardíacas e câncer.
Tipos de Drogas (substâncias psicoativas)
• Depressoras do SNC: drogas que inibem as funções
psíquicas. Têm ação relaxante ou calmante.
Exemplos: álcool, ansiolíticos (tranquilizantes),
heroína, inalantes, etc;
• OS DEPRESSORES. Os depressores, como seu nome indica,
deprimem o funcionamento geral do sistema nervoso central para
produzir, sedação, sonolência e coma (se o consumo é excessivo).
• A diferença dos estimulantes, que geralmente atuam através da
liberação e reforço dos hormônios estimulantes naturais do corpo, os
diferentes grupos de substancias químicas classificadas como
DEPRESSORAS, induzem efeitos sedativos através de uma ampla
gama de processos bioquímicos em vários lugares do cérebro e a
medula espinhal. Alguns imitam a ação dos sedativos naturais do corpo
ou inibem os neurotransmissores (ou seja, endorfinas, encefalinas,...),
enquanto que outros diretamente anulam as áreas estimulantes do
cérebro.
• Os principais grupos mais conhecidos são: Opiáceos e opióides,
sedativos, álcool, relaxantes musculares, antihistamínicos, etc.
• O ÁLCOOL, é sem dúvida a “droga da sociedade”, talvez por essa
razão, nem recebe o nome de droga. É o produto secundário natural dos
açucares vegetais fermentados, e provavelmente é a mais antiga e a
mais usada das drogas psicoativas do mundo. O álcool também é a
droga mais devastadora do mundo em termos de conseqüências sociais
e para a saúde.
• A razão pela qual o álcool desinibe é sua ação sobre os centros mais
altos da córtex cerebral. Transtorna o equilíbrio químico que controla o
pensamento. Então atua sobre os centros mais baixos do sistema
límbico que controlam o estado de animo e a emoção.
• A supressão de nossas inibições pode enganar-nos porque junto com
seu aparente estímulo emocional vem uma depressão física. Quanto
mais álcool se toma, mais livre o consumidor se sente, porém com a
baixa da pressão sanguínea, os reflexos motores se tornam mais lentos,
a digestão se torna defeituosa, se perde calor do corpo e diminui a
excitação sexual.
• O álcool se situa no terceiro lugar, depois das enfermidades cardíacas e
o câncer, dos problemas de saúde mais graves nos Estados Unidos da
América. As causas de morte variam desde cirrose do fígado até
ataques ao coração e derrames.
• O uso excessivo de bebidas alcoólicas pode afetar praticamente todos
os órgãos e sistemas do organismo. O aparelho gastrintestinal é
particularmente atingido. Além das lesões do fígado que leva o
paciente lentamente à morte, podem ocorrer gastrites, úlceras,
inflamação do esôfago e pancreatite aguda que é um quadro clínico
grave.
• Outros aparelhos atingidos: o cardiocirculatório (hipertensão arterial,
arritmias), o sistema nervoso central (disfunção motoras), periférico
(neuropatias periféricas) e sistema geniturinário (atrofia de testículos
com impotência e perda da libido).
• Nas mulheres o álcool afeta a produção hormonal, levando a
diminuição da menstruação, infertilidade e alterações das
características sexuais femininas.
Tipos de Drogas (substâncias psicoativas)
• Perturbadoras (alucinógenas): drogas que perturbam
as funções psíquicas. Têm ação confusional,
alucinógena.
Exemplos: L.S.D., maconha, chá de cogumelos, etc.
• ALUCINÓGENOS. Os estimulantes e os depressores,
respectivamente, nos estimulam e nos deprimem. Os alucinógenos
(drogas psicodélicas) podem atuar como estimulantes ou depressores,
porém, sobretudo distorce nossa percepção do mundo, um mundo no
qual a lógica sai perdendo diante das sensações intensificadas. Das
drogas psicodélicas de laboratório, às plantas naturais que se utilizam
nas cerimônias religiosas, os alucinógenos representam um grupo
específico de substancias.
• Entre os alucinógenos ou drogas psicodélicas, em nosso país se
destacam o LSD e a Maconha.
• Os alucinógenos interferem com o equilíbrio normal do cérebro.
Imitam a alguns neurotransmissores naturais e transtornam a outros.
Mais que os depressores e os estimulantes, os efeitos dos alucinógenos
dependem em grande medida do tamanho da dose, a estrutura
emocional básica do consumidor, o estado de animo no momento do
consumo e o ambiente no momento em que se toma a droga.
• Efeitos mentais. Os alucinógenos têm um efeito poderoso em nosso
centro emocional (o sistema límbico) e influenciam no estado de animo
e nas emoções. Afetam inclusive os centros visuais, produzindo visões
que vão de faíscas de luz a cenas completas. Produzem um efeito na
formação reticular, tornando o consumidor altamente consciente do
estimulo sensorial. Anulam os centros da memória e outras funções
cerebrais elevadas, tais como o juízo e a razão.
• O LSD pode produzir efeitos físicos de aumento do ritmo cardíaco e a
pressão sanguínea, uma temperatura corporal mais alta e transpiração,
sintomas muito similares aos das anfetaminas.
• Produz efeitos mentais de distorção sensorial e ilusões por seu efeito de
sobrecarga no cortex cerebral, o painel sensorial da mente.
• A droga é metabolizada pelo fígado, e na medida que se metaboliza o
efeito vai desaparecendo. Porém, podem ocorrer certos efeitos
posteriores crônicos. Os que têm uma instabilidade mental podem ver-
se empurrados a transtornos mentais mais graves. Outros consumidores
podem ver-se numa longa reação psicótica ou numa grave depressão
• MACONHA. A maconha é uma das drogas alteradoras da mente mais
conhecida e mais antiga. Há mais de 5000 anos é descrita pela
literatura dos chineses. A maconha (também conhecida como "erva",
"fumo" e outros nomes) vem de uma planta alta e delgada cujo nome
científico é Cannabis sativa. A planta cresce de forma silvestre em
varias partes do mundo.
• A potência da maconha depende do conteúdo do principio ativo, delta-9
tetrahidrocanabinol (THC).
• A dose de THC ingerida por uma pessoa, é o fator que geralmente
determina o efeito da droga. Quando se fuma a maconha o efeito se
produz em minutos, chegando no nível máximo aproximadamente em
meia hora, e se mantendo durante três ou quatro horas.
• A maconha atua quase como um hipnótico suave, exagerando o
estado de animo e a personalidade.
• Tem-se comprovado que a maconha atrasa o aprendizado e
transtorna a concentração. E tem um efeito específico na memória
imediata, diminuindo a capacidade de reter a informação.
• Alguns efeitos da maconha.
• Ritmo cardíaco e pressão sanguínea. O efeito mais comprovado é o
aumento das batidas do coração. Há uma tendência de baixar a pressão
sanguínea. Segundo a Academia de Ciência do Instituto de Medicina, o
consumo de maconha pode ser perigoso para aquelas pessoas que
sofrem de hipertensão e de enfermidades cerebrovasculares.
• Congestão da conjuntiva. Com a ingestão ou inalação de maconha, os
olhos ficam vermelho devida a dilatação dos vasos sanguíneos.
• Efeitos crônicos. Devido a que o delta 9 THC se situa na gordura
corporal, principalmente no fígado, pulmões e testículos, e desaparece
mui lentamente, sendo que estes tecidos estão mais propensos a sofrer
algum dano.
• O uso da maconha também altera a percepção da visão, a audição e o
tato; afeta o estado de animo e a interação social.
• A maioria das pessoas começa a fumar por razões sociais e persiste no
seu hábito para satisfazer necessidades psicológicas. É considerado
como a principal droga de entrada à outras drogas.
Epidemiologia do Uso de Drogas
II Levantamento Domiciliar sobre Uso de
Drogas no Brasil (CEBRID, 2012):
Classificação do Usuário

• não usuário

• usuário leve

• usuário moderado

• usuário pesado Gravidade


Questão
Quais as razões que levam alguém a tornar-se
dependente de álcool ou outras drogas?

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