GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
LEI COMPLEMENTAR Nº 182, DE 30 DE MAIO DE 2025.
Altera a Lei Complementar nº 34, de 12 de setembro de
1994, que dispõe sobre a organização do Ministério
Público do Estado e dá outras providências.
O VICE-GOVERNADOR, no exercício das funções de GOVERNADOR DO ESTADO
DE MINAS GERAIS,
O Povo do Estado de Minas Gerais, por seus representantes, decretou e eu, em seu nome,
promulgo a seguinte lei complementar:
Art. 1º – A alínea “g” do inciso IV do caput do art. 4º da Lei Complementar nº 34, de 12 de
setembro de 1994, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 4º – (…)
IV – (…)
g) os residentes e os estagiários.”.
Art. 2º – O § 3º do art. 5º da Lei Complementar nº 34, de 1994, passa a vigorar com a seguinte
redação:
“Art. 5º – (…)
§ 3º – O Procurador-Geral de Justiça, o Corregedor-Geral do Ministério Público e os
ocupantes de cargos de confiança da Administração Superior do Ministério Público, para concorrerem à
formação da lista tríplice, deverão realizar a desincompatibilização temporária até trinta dias antes da data
fixada para a eleição, permanecendo afastados até o primeiro dia útil após a apuração do pleito, sendo que,
na hipótese da desincompatibilização temporária do Procurador-Geral de Justiça, assumirá a chefia do
Ministério Público o membro mais antigo da Câmara de Procuradores de Justiça.”.
Art. 3º – Fica acrescentado ao caput do art. 7º da Lei Complementar nº 34, de 1994, o seguinte
inciso VIII:
“Art. 7º – (…)
VIII – tenham-se afastado do exercício das funções para exercer mandato no Conselho
Nacional do Ministério Público ou no Conselho Nacional de Justiça, nos seis meses anteriores à data da
eleição.”.
Art. 4º – O § 4º do art. 33 da Lei Complementar nº 34, de 1994, passa a vigorar com a
seguinte redação:
“Art. 33 – (…)
§ 4º – Na indicação para promoção ou remoção voluntária por merecimento, os votos serão
fundamentados, atendidos os critérios estabelecidos no art. 177.”.
Art. 5º – A Seção VI do Capítulo IV do Título II da Lei Complementar nº 34, de 1994, passa a
Ato 202 Lei Complementar nº 182, de 30 de maio de 2025 (114898320) SEI 1490.01.0003524/2025-08 / pg. 1
denominar-se: “Dos Residentes e Estagiários”.
Art. 6º – Fica acrescentado à Lei Complementar nº 34, de 1994, o seguinte art. 102-A:
“Art. 102-A – O Ministério Público poderá instituir programa de residência, modalidade de
ensino que compreende a oferta de oportunidades de aprendizado por meio de atividades desenvolvidas no
ambiente de trabalho, com acompanhamento e supervisão, objetivando aprimorar a formação teórica e
prática de profissionais do sistema de Justiça e de áreas correlatas.
§ 1º – O programa de residência de que trata este artigo é destinado a bacharéis em Direito e
graduados em áreas afetas às funções institucionais do Ministério Público que estejam cursando
especialização, mestrado, doutorado ou pós-doutorado ou que tenham concluído o curso de graduação há, no
máximo, cinco anos.
§ 2º – A admissão no programa de residência de que trata este artigo ocorrerá mediante
processo seletivo público, com edital e ampla divulgação.
§ 3º – O programa de residência de que trata este artigo terá jornada de estágio máxima de
trinta horas semanais e duração de até trinta e seis meses.
§ 4º – A residência de que trata este artigo abrange ensino, pesquisa e extensão, bem como
auxílio prático aos membros e aos servidores do Ministério Público no desempenho de suas atribuições
institucionais.
§ 5º – O residente não poderá exercer atividades privativas de membros nem atuar de forma
isolada nas atividades finalísticas do Ministério Público.
§ 6º – É vedada ao residente a assinatura de peças privativas de integrantes do Ministério
Público, mesmo em conjunto com o supervisor.
§ 7º – Durante a vigência do programa de residência de que trata este artigo, o residente não
poderá exercer a advocacia ou trabalho incompatível com a atividade profissional desempenhada no
Ministério Público.
§ 8º – O residente receberá, durante o período de participação no programa de residência de
que trata este artigo, uma bolsa-auxílio mensal, cujo valor deverá ser definido por ato do Procurador-Geral de
Justiça, de acordo com a disponibilidade orçamentária.
§ 9º – A participação no programa de residência de que trata este artigo não gerará vínculo
trabalhista ou de qualquer natureza com a administração pública.
§ 10 – O programa de residência de que trata este artigo será regulamentado por ato do
Procurador-Geral de Justiça, que disporá sobre as atividades profissionais sujeitas à residência, o processo
seletivo para o ingresso no programa e seu conteúdo programático, a delimitação das atividades a serem
exercidas pelo residente, as hipóteses de desligamento e os requisitos para a obtenção do certificado final.”.
Art. 7º – O § 8º do art. 119 da Lei Complementar nº 34, de 1994, passa a vigorar com a
seguinte redação:
“Art. 119 – (…)
§ 8º – É facultado ao membro do Ministério Público receber a assistência médico-hospitalar a
que se refere o inciso XX do caput, ou indenização, limitada, nessa hipótese, a 10% (dez por cento) do
subsídio mensal, conforme critérios estabelecidos em resolução do Procurador-Geral de Justiça, aplicável
também à hipótese do parágrafo único do art. 276 desta lei complementar.”.
Art. 8º – Fica acrescentado ao art. 127 da Lei Complementar nº 34, de 1994, o seguinte § 2º,
passando seu parágrafo único a vigorar como § 1º:
“Art. 127 – (…)
Ato 202 Lei Complementar nº 182, de 30 de maio de 2025 (114898320) SEI 1490.01.0003524/2025-08 / pg. 2
§ 2º – O período de exercício previsto no caput refere-se apenas a serviço público prestado ao
Estado de Minas Gerais.”.
Art. 9º – O § 1º do art. 176 da Lei Complementar nº 34, de 1994, passa a vigorar com a
seguinte redação:
“Art. 176 – (…)
§ 1º – O regimento interno do Conselho Superior do Ministério Público disciplinará os
requisitos do edital de promoção ou remoção, os critérios de votação e os prazos, observado o disposto nesta
lei complementar.”.
Art. 10 – O § 5º do art. 180 da Lei Complementar nº 34, de 1994, passa a vigorar com a
seguinte redação:
“Art. 180 – (…)
§ 5º – O Promotor de Justiça promovido ou removido tomará posse na respectiva comarca,
devendo lavrar o ato em livro próprio e remeter cópia, no mesmo dia da posse, para a Corregedoria-Geral do
Ministério Público e para a Secretaria-Geral, ressalvada a hipótese de posse perante a Corregedoria-Geral
prevista no inciso XXI do caput do art. 39.”.
Art. 11 – O caput e o § 1º do art. 187 da Lei Complementar nº 34, de 1994, passam a vigorar
com a seguinte redação, e fica acrescentado ao mesmo artigo o § 3º a seguir:
“Art. 187 – A promoção por merecimento pressupõe ter o Promotor de Justiça dois anos de
exercício na respectiva entrância e integrar a primeira quinta parte da lista de antiguidade.
§ 1º – Em caso de ausência total de candidatos da primeira quinta parte, formar-se-á a lista
tríplice com candidatos da segunda quinta parte e assim sucessivamente.
(…)
§ 3º – Não haverá complementação da lista tríplice com candidatos das quintas partes
subsequentes.”.
Art. 12 – Os arts. 189 e 190 da Lei Complementar nº 34, de 1994, passam a vigorar com a
seguinte redação:
“Art. 189 – A lista de merecimento resultará dos três nomes mais votados, desde que obtida
por maioria de votos, procedendo-se, para alcançá-la, a tantas votações quantas forem necessárias,
examinando-se em primeiro lugar os nomes remanescentes da quinta parte em disputa.
Art. 190 – Independentemente da antiguidade, é obrigatória a promoção do Promotor de
Justiça que figure por três vezes consecutivas ou cinco vezes alternadas em lista de merecimento, observado
o disposto nos §§ 1º e 3º do art. 187, aplicando-se, em caso de empate, o disposto no parágrafo único do art.
185.”.
Art. 13 – Ficam acrescentados ao art. 192 da Lei Complementar nº 34, de 1994, os seguintes
§§ 4º, 5º e 6º:
“Art. 192 – (…)
§ 4º – A remoção interna nos termos do caput deste artigo não interrompe o estágio de um ano
na Promotoria de Justiça para a aquisição do direito à remoção voluntária para outras comarcas.
§ 5º – É vedada a renovação da remoção interna antes do prazo de um ano, salvo se não
houver interessado no preenchimento da vaga.
§ 6º – Para remoção voluntária, terá preferência o candidato que, além de preencher a
exigência de um ano de exercício na Promotoria de Justiça, nos termos do caput, preencha os critérios
previstos no art. 187 desta lei complementar, no que couber.”.
Ato 202 Lei Complementar nº 182, de 30 de maio de 2025 (114898320) SEI 1490.01.0003524/2025-08 / pg. 3
Art. 14 – O art. 197 da Lei Complementar nº 34, de 1994, passa a vigorar com a seguinte
redação:
“Art. 197 – O prazo previsto no caput do art. 192 não se aplica à remoção por permuta.”.
Art. 15 – Fica acrescentado ao art. 213-A da Lei Complementar nº 34, de 1994, o seguinte §
5º:
“Art. 213-A – (…)
§ 5º – O período de suspensão não constitui tempo de efetivo exercício, salvo na hipótese da
conversão da pena de suspensão em multa.”.
Art. 16 – Ficam revogados o art. 102, o § 3º do art. 178 e os incisos V e VI do parágrafo único
do art. 185 da Lei Complementar nº 34, de 1994.
Art. 17 – Esta lei complementar entra em vigor na data de sua publicação.
Belo Horizonte, aos 30 de maio de 2025; 237º da Inconfidência Mineira e 204º da
Independência do Brasil.
Documento assinado eletronicamente por Mateus Simões de Almeida, Vice-Governador, em
30/05/2025, às 16:33, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto
nº 47.222, de 26 de julho de 2017.
A autenticidade deste documento pode ser conferida no site
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acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0, informando o código verificador 114898320 e
o código CRC 8E64C051.
Referência: Processo nº 1490.01.0003524/2025-08 SEI nº 114898320
Ato 202 Lei Complementar nº 182, de 30 de maio de 2025 (114898320) SEI 1490.01.0003524/2025-08 / pg. 4