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Brucelose e Tubercolose

A brucelose e a tuberculose são doenças infecto-contagiosas que afetam principalmente bovinos e podem ser transmitidas ao homem, causando sérios problemas de saúde e prejuízos econômicos. O controle dessas doenças envolve a vacinação, testes diagnósticos, eliminação de fontes de infecção e boas práticas sanitárias. A introdução de animais infectados nos rebanhos e a manipulação inadequada de produtos de origem animal são as principais vias de transmissão.

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Brucelose e Tubercolose

A brucelose e a tuberculose são doenças infecto-contagiosas que afetam principalmente bovinos e podem ser transmitidas ao homem, causando sérios problemas de saúde e prejuízos econômicos. O controle dessas doenças envolve a vacinação, testes diagnósticos, eliminação de fontes de infecção e boas práticas sanitárias. A introdução de animais infectados nos rebanhos e a manipulação inadequada de produtos de origem animal são as principais vias de transmissão.

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Introdução

A brucelose é uma enfermidade infecto-contagiosa de


carácter crónico, causada por bactérias do género Brucella, e a
tuberculose, ocasionada por Mycobacterium bovis que
acomete o homem e diferentes espécies animais.
A brucelose é uma enfermidade que ataca o gado de corte
assim como o gado de leite, sendo que a tuberculose ataca as
vacas leiteiras. A brucelose é provocada pela bactéria
Brucella abortus que compromete especialmente o sistema
reprodutivo, caracterizando-se, principalmente pela ocorrência
de abortos no terço final da gestação. A doença pode ser
transmitida pelo contacto directo ou indirecto entre os animais
infectados e excretas e também, pela ingestão de produtos de
origem animal contaminados, principalmente leite e seus
derivados que não passaram por processamento térmico,
assim como a ingestão de carne cruas e mal cosidas e pela
própria manipulação de carcaças e vísceras durante o abate
sanitário.
Brucelose Bovina
A brucelose é uma doença infecto-contagiosa provocada por bactérias do
gênero Brucella. Produz infecção característica nos animais, podendo infectar o
homem. Sendo uma zoonose de distribuição mundial, acarreta problemas
sanitários importantes e prejuízos económicos vultosos.
As principais manifestações nos animais, são abortos, nascimentos
prematuros, esterilidade e baixa produção de leite, que contribuem para uma
considerável baixa produção. No homem, a sua manifestação clínica é
responsável por incapacidade parcial ou total para o trabalho.
Mecanismos de transmissão
A principal via de infecção de Brucella spp no organismo é a oral, além
do trato respiratório, conjuntivas, pele e tracto genital. Os animais contaminados
transmitem as bactérias do gênero Brucella
Através do parto ou aborto, valendo destacar que as fêmeas após
abortarem pela primeira vez, tornam-se portadoras crónicas, eliminando
Brucella spp no leite, urina e descargas uterinas durante os partos subsequentes,
abortando ou não, podendo ser o meio de transmissão da doença ao homem
(PACHECO, 2007; MIYASHIRO, 2004).
Há um favorecimento da transmissão de brucelose pelo próprio hábito
dos bovinos de lamber e cheirar as crias ou fetos abortados por outros animais
(NICOLLETTI, 2002; SILVA et al., 2005; MINHARRO, 2009).
As bactérias do género Brucella também podem ser disseminadas entre os
animais por fômites, destacando-se a água e alimentos contaminados (ACHA &
SZYFRES, 2001). A introdução dos animais infectados no rebanhos constitui o
principal risco nas propriedades rurais, comércio de animais só deve ocorrer
quando a condição sanitária seja conhecida, sendo o ideal a procedência de
rebanhos livres ou então que sejam submetidos a testes de diagnóstico que
garantam a sanidade do rebanho (BRASIL, 2006; LAGE et al., 2008; RIBEIRO
et al.,2008).
A transmissão da brucelose pela monta natural é reduzida, sendo que não
é caracterizando como a forma mais frequente, embora a maioria das espécies
de Brucella spp seja encontrada no sêmen. Na monta natural, a vagina apresenta
barreiras que dificultam a infecção, entretanto, cuidados especiais devem ser
tomados com a inseminação artificial.
Humanos normalmente se infectam pelo contacto directo do agente com
mucosas, pela manipulação de tecidos, sangue, urina, secreções vaginais, fetos
abortados e envoltórios fetais provenientes de animais infectados ou pela
ingestão de alimentos, geralmente de leite cru ou derivados lácteos não
pasteurizados (queijos, manteigas, iogurtes, sorvetes) além de carnes cruas, mal
assadas ou cozidas, obtidas de animais infectados (BRASIL, 2006; PAULIN &
FERREIRA NETO, 2008).
Controle
 As estratégias de controlo da brucelose têm como base a redução constante
do número de focos da doença, além do controlo na aquisição de animais e
no processo de reprodução e a certificação de propriedades livres da
enfermidade por meio do diagnóstico, sacrifício dos animais positivos e a
adoção de medidas de maneio sanitário (PAULIN & FERREIRA NETO,
2003).
 Programas de desinfecção e utilização de piquetes, que trazem como
resultado a diminuição da quantidade de brucelas vivas presentes no
ambiente.
 A eliminação das fontes de infecção, feita por meio de uma rotina de testes
diagnósticos com sacrifício dos positivos, é a base das acções que visam
criar propriedades livres da doença.

Vacinação
Em programas sanitários tem-se algumas vacinas de uso obrigatório. A
vacinação contra a brucelose é feita com uso da vacina B19, é obrigatória
somente em fêmeas entre 3 a 8 meses e vai conferir a imunidade aos animais.
Após este período há probabilidade de uma grande produção de anticorpos que
podem interferir no diagnóstico da doença após os 24 meses de idade ou causar
orquite nos machos e provocar aborto se administrada durante a gestação.

Tuberculose
A tuberculose causada pelo Mycobacterium bovis é uma zoonose de
evolução crónica que acomete principalmente bovinos e bubalinos. Caracteriza-
se pelo desenvolvimento progressivo de lesões nodulares denominadas
tubérculos, que podem localizar-se em qualquer órgão ou tecido.

Mecanismos de Transmissão
 A mais significativa fonte de infecção para os rebanhos é o bovino ou o
bubalino infectado. A principal forma de introdução da tuberculose em
um rebanho é a aquisição de animais infectados;
 Eventualmente, o homem com tuberculose causada pelo M. bovis pode
ser fonte de infecção para os rebanhos;
 A principal porta de entrada do M. bovis é a via respiratória- M. bovis é
eliminado pelo ar expirado, pélas fezes e urina, pelo leite e outros fluidos
corporais, dependendo dos órgãos afectados;
 A infecção cutânea pode ocorrer por contacto com objectos contaminados
(comedores, bebedouros);

Controle da Tuberculose
O controlo da tuberculose fundamenta-se no bloqueio de pontos críticos
da cadeia de transmissão da doença.
 Na compra de animais, antes da introdução no rebanho, deve-se
testá-los e testá-los de novo logo após a entrada no quarentenário
da unidade de criação;
 Adoptar como regra a aquisição de animais de propriedades livres
da doença;
 Instalações adequadas, que permitem boa ventilação e exposição
directa à luz solar, contribuem para prevenir a contaminação do
ambiente;
 Recomenda-se higienizar e desinfectar periodicamente todas as
instalações, especialmente os bebedouros e os cochos (hipoclorito
de sódio 5%, fenol 5%, formaldeído 3%, cresol 5%);
 Bovinos infectados podem ser responsáveis por parte dos casos de
tuberculose humana causada pelo M. bovis, principalmente em
áreas de alta prevalência de infecção e onde não existe controlo
sanitário dos produtos de origem animal;
 Os tratadores de rebanhos infectados e os trabalhadores da indústria
de carnes constituem os grupos ocupacionais mais expostos à
doença;

Controlo geral
 A destruição deve ser feita por método que assegure uma morte rápida e
sem espalhamento de sangue. De preferência, dentro da cova onde o
animal será enterrado;
 A cova deve ser feita em terreno estável e seco, distante de poços e cursos
de água, de nascentes e de bebedouros, para se evitar uma nova
contaminação;
 Descontaminação de materiais, recomenda-se a fervura por 30 minutos
ou, como alternativa, a imersão em desinfectantes químicos.

Conclusão
Os animais que apresentarem testes diagnósticos positivos para tuberculose ou
brucelose deverão, preferencialmente, se encaminhados ao abate sanitário em
estabelecimentos com serviço de inspecção de carcaças;

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