Projecto Final SBPM RETIFICAÇÃO
Projecto Final SBPM RETIFICAÇÃO
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA
INSTITUTO TÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO N°8055-
NOVA VIDA
LUANDA, 2025
REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA
INSTITUTO TÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO N°8055-
NOVA VIDA
LUANDA, 2025
FOLHA DE AVALIAÇÃO
Banca Examinadora
______________________________________________________________________
(Presidente de Júri)
1ª(Vogal)
2ª(Vogal)
______________________________________________________________________
i
DEDICATÓRIA
Dedicamos este trabalho aos nossos encarregados de educação, por darem-nos apoio
financeiro e emocional, aos nossos familiares, dedicamos também aos nossos professores que
nos auxiliaram durante esses 4 anos letivos e na influência da nossa trajetória académica.
ii
AGRADECIMENTO
Agradecemos primeiramente a Deus pelo folégo vida, aos nossos encarregados de educação
por custearem todas as despesas do nosso trabalho. A direção do Instituto Politécnico Privado
Alegria Pedro, em especial ao Diretor Malekama Pedro, pela hospitalidade e forma de gestão
do nosso ensino, aos nossos professores pelos modos eficientes, inteligentes e pacientes com
que nos transmitiram o conhecimento ao longo dos anos de formação e a nossa orientadora
Helena Púcuta que mostrou-se sempre disponível em ajudar-nos e fornecer informações que
foram preponderantes para a realização deste trabalho.
O nosso muito obrigado!
iii
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
AASB – American Accounting Standard Board;
AF – Autonomia Financeira;
BP – Balanço Patrimonial;
DACP – Demonstração de alterações no Capital Próprio;
DFC – Demonstração do fluxo de Caixa;
ARI – Análise de Retorno sobre Investimento;
DRE – Demonstração do resultado do exercício;
FASB – Financial Accounting Association;
GA – Giro do Activo;
IRT – Imposto sobre Rendimento de Trabalho.
LG – Liquidez Geral;
LI – Liquidez imediata;
LR – Liquidez Reduzida;
PCN – Plano de Contas Nacional;
PCE – Plano de Contas Empresarial;
PGC – Plano Geral de Contabilidade;
PGCA – Plano Geral de Contabilidade Angolano;
RSV – Rendibilidade sobre Venda;
RA – Rendibilidade sobre o Activo;
RCP – Rendibilidade sobre o Capital Próprio;
iv
LISTA DE TABELAS
v
RESUMO
O presente trabalho é uma necessidade imperativa para a obtenção do grau Técnico Médio
em Contabilidade, cuja eleição recaiu na temática a Importância da Contabilidade como
Ferramenta de Tomada de Decisão, sendo foco do estudo a empresa SBPM Lda. O principal
objetivo do trabalho é de apontar os aspetos da Contabilidade para a gestão da empresa. A
contabilidade apresenta-se como instrumento de gestão, fornecendo as informações
financeiras necessárias para se ter noção da vida económico-financeira de uma organização,
criar alvos, estabelecer diretrizes, permitindo o gestor criar suas estratégias, atuar e tomar
decisões sólidas e sustentáveis, baseadas em informações financeiras, na organização e
dentro do mercado. As informações financeiras são consideradas como um elemento
estratégico para as empresas, pois em posse das mesmas é que a administração da empresa
terá subsídios para uma tomada de decisão precisa e eficaz. É na contabilidade, através de
seus relatórios ou demonstrações financeiras, que são encontradas essas informações. Desta
forma serão apresentadas ferramentas contabilísticas que servirão de suporte para a empresa
e como é feita a utilização delas na gestão e o seu suporte contabilístico.
vi
ABSTRACT
This work is an imperative requirement for obtaining the Medium Technical Degree in
Accounting, the choice of which fell on the theme of the Importance of Accounting as a
Decision-Making Tool, with the focus of the study being the company SBPM Comercial
Lda. The main aim of the work is to point out the aspects of accounting for company
management. Accounting presents itself as a management tool, providing the financial
information needed to get a sense of the economic and financial life of an organization,
create targets, establish guidelines, allowing the manager to create their strategies, act and
make solid and sustainable decisions, based on financial information, in the organization and
within the market. Financial information is a strategic element for companies, since it is in
the possession of this information that the company's management will be able to make
accurate and effective decisions. It is in accounting, through its reports or financial
statements, that this information is found. In this way, accounting tools will be presented that
will serve as support for the company and how they are used in management and their
accounting support.
vii
ÍNDICE
INTRODUÇÃO..........................................................................................................................1
1. Contabilidade......................................................................................................................4
1.2. Gestão...............................................................................................................................4
1.3. Empresa............................................................................................................................5
1.8 Património.......................................................................................................................10
2.1Indicadores Económico-financeiros.................................................................................16
CONCLUSÃO..........................................................................................................................30
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................................31
viii
CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO
A contabilidade desempenha um papel fundamental no mundo dos negócios, sendo uma
ferramenta essencial para a gestão eficiente e sustentável das organizações. Uma de suas
funções primordiais é fornecer informações financeiras precisas e relevantes, que são cruciais
para a tomada de decisões estratégicas, Com base no exposto, a pesquisa foi elaborada no
âmbito da Contabilidade Financeira optando-se pelo seguinte cerne: “A Contabilidade
Financeira na empresa SBPM Lda”
1.2 Hipóteses
Gil (1999) define a hipótese como sendo uma resposta ao problema a ser investigado. A
origem da hipótese poderia estar na observação assistemática dos factos nos resultados de
outras pesquisas, nas teorias existentes ou nas simples intuições.
1
1.3 Justificativa
Segundo a Beatriz Coelho (2017) justificativa é a parte do trabalho académico em que se
fundamenta as motivações para, aquela pesquisa científica. Como o próprio nome diz é o
elemento que justifica o seu trabalho
A escolha deste tema busca oferecer conhecimentos valiosos para empresários, gestores e os
demais interessados demonstrando como a contabilidade se toma uma aliada estratégica na
trajetória de sucesso de qualquer empreendimento e como as decisões podem ser tomadas
baseando-se nos seus indicadores.
1.5 Variável
Segundo Marcos e Lakatos em (2003), variável pode ser entendida como um conceito
operacional que contem ou apresenta valores, como uma classificação ou medida, uma
quantidade que varia, como um aspeto, propriedade ou fator, discernível em um objecto de
estudo e passível de mensuração.
Variável Dependente
1.6 Objetivos
Segundo Rodrigues (2009), os objectivos são entendidos por resultados qualitativos e
quantitativos desejado pala empresa.
Metodologia
Diversos são os métodos e técnicas disponíveis para a realização da pesquisa científica,
portanto, adotou-se para este estudo a pesquisa descritiva e a pesquisa exploratória.
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CAPÍTULO I – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A contabilidade como linguagem dos negócios é caracterizada como ciência que estuda as
relações entre fenômenos patrimoniais de uma entidade, por meio da identificação,
mensuração e comunicação de informações econômicas e financeiras, ela auxilia os seus
usuários no processo de tomada de decisões. Deste modo o seu objecto fundamental é o
patrimônio das entidades.
Este primeiro capítulo relata a importância que a contabilidade representa para todos os
utilizadores da informação financeira. Estes utilizadores necessitam de informação, que é
divulgada através das demonstrações financeiras, para poderem tomar decisões
1.1. Contabilidade
Segundo Silva (1988), a contabilidade é a ciência que estuda e regista os atos e factos
administrativos, objetivando representar graficamente o património e evidenciar as variações
e mutações nele introduzidas, estabelecendo normas para a sua interpretação e analise.
Segundo Assef (2011), a contabilidade é uma ciência social que estuda o patrimônio das
entidades mediante o registro dos factos ocorridos no seu ambiente económico e
administrativos.
1.2. Gestão
Segundo Chiavenato (2004), a gestão é a maneira de governar organizações ou parte delas. É
o processo de planejar, dirigir, e controlar o uso de uma empresa.
Já Fonseca (2018, p.2), define gestão como sendo, “o processo de coordenação das atividades
de trabalho de forma a serem compridas com eficiência e eficácia”
4
Portanto, a gestão define-se como o ato de utilizar todas as funções e conhecimentos
necessários através de pessoas para atingir os objectivos de uma organização de forma
eficiente e eficaz.
1.3. Empresa
Segundo Lisboa (2004, p.14), empresa ‟é uma unidade constituída com meios humanos,
materiais e monetários que atuam na lógica das leis do mercado
Segundo Maximiano (2006, p.6), a empresa é uma iniciativa que tem o objetivo de fornecer
produtos e serviços para atender a necessidade de pessoas, ou de mercados, e com isso obter
lucro. Nesse sentido, as empresas nascem com a finalidade de produzir produtos ou serviços
que possam servir a sociedade.
Destas visões viu-se que a empresa é uma unidade económica e social constituída por
pessoas com finalidade de obter lucros no mercado de bens e serviços.
A contabilidade é tão remota quanto o homem que pensa e conta, pois, a sua necessidade de
acompanhar a evolução dos patrimônios foi o grande motivo para o seu desenvolvimento.
(FRANCO,1989).
Com a época romana aparecem as primeiras referências sobre a utilização da conta onde, de
um lado, eram agrupadas as despesas (expensa) e, do outro, as receitas (acepta), formando,
no seu conjunto, um livro de receitas e despesas. De resto, esse aperfeiçoamento da
contabilidade, na época romana, não era de surpreender, pois, para se governar um império
tão vasto, a sua administração devia ser cuidada.
5
afirmar que foi o crédito que compeliu os comerciantes a terem escrituração. Nas contas
utilizavam duas colunas; numa, eram lançadas as receitas das vendas e, na outra, as várias
despesas como o pagamento de mercadorias destinada à venda, às despesas de viagens e de
hospedagem, gastos com os criados, etc. Todos estes registos eram feitos em unigrafia, pois a
cada operação correspondia apenas um registo.
É deste período que nos vem o primeiro livro de registos contabilísticos conhecido: um
Diário. Foi escriturado na República de Florença e é datado de 1211. Utiliza, no entanto, o
princípio da unigrafia ou das partidas simples. Neste livro o comerciante descrevia, dia-a-dia,
as suas operações. Nele debitava-se o registo referente à operação do indivíduo que recebia
bens para troca e a crédito o registo referente à operação de quem entregava bens (LOUSÃ E
SALGUEIRINHO,2018).
A nova dinâmica económica desencadeada nos finais da década de 80, com o saneamento
económico e financeiro, obrigou a reformulação do plano de contas então adoptado.
É assim que em 23 de dezembro de 1989, pelo Decreto nº 70/89, foi aprovado o Plano de
Contas Empresarial concebido segundo o Sistema Dualista, que consistia na execução
simultânea de duas contabilidades distintas (Contabilidade Geral, Patrimonial, Financeira ou
Externa - virada para o relacionamento da empresa com o exterior - e a Contabilidade de
Custos, Analítica de Exploração ou Interna - virada essencialmente para o controlo interno e
para a gestão).
É assim que, através do Decreto nº 82/01, de 16 de Novembro, foi aprovado o Plano Geral de
Contabilidade, de aplicação obrigatória às Sociedades Comerciais e Empresas Públicas, que
exerçam actividades em Angola ou que exerçam actividades em outros países, mas que
tenham a respectiva sede em Angola, excluindo-se as entidades que exerçam actividades que
requeiram planos de contas específicos, nomeadamente a actividade bancária, seguradora e
outras sujeitas a regime idêntico.
6
efeitos de preparação dos componentes das demonstrações financeiras, optou-se pela
sistematização e codificação das rubricas a usar na elaboração dos registos contabilísticos.
• As obrigações contraídas
• Os direitos assumidos
Assim, a questão que se coloca em primeiro lugar prende-se com saber quem são os
utilizadores da informação financeira. (PGCA, 2014, p.19)
O PGCA (2014, p.20) enfatiza que podemos dividir os utilizadores da informação financeira
em dois grandes grupos; os utilizaddores internos e os utilizadores externos. Seguidamente
apresentam-se exemplos de cada uma das tipologias de utilizadores mencionadas, sendo esta
divisão baseada na relação entre estes utilizadores e a empresa.
• Clientes;
7
• Governo e seus departamentos;
• Empregados;
• Público em geral.
Nível Externo
8
Avaliar a capacidade da entidade em operar de forma
Clientes continuada, caso hajam assumido compromisso de longo prazo
com a entidade ou dela estejam dependentes
Avaliar a capacidade de alocação de recurso;
Governo e seus Regulamentar as atividades das entidades;
Estabelecer políticas de tributação;
departamentos Servir de base ao apuramento do Rendimento Nacional e
Estatísticas semelhantes.
Ajudar a avaliar a utilidade da entidade em diversos níveis,
Público como por exemplo a capacidade de emprego e de
desenvolvimento de negócios como cliente.
Fonte: (PGC, 2020)
Nível Interno
Fonte: (PGC,2020)
Ficou claramente evidenciado o impacto dos utilizadores da informação financeira sobre a
tomada de decisão da empresa, centramos agora a atenção nos elementos sobre os quais a
informação recai, ou seja, o património de uma empresa.
1.8. Património
O conceito de património da empresa constitui uma das questões fundamentais na definição
do objecto de estudo da contabilidade.
De acordo com o Amaral (2004), o património pode ser assim definido como o conjunto dos
bens, direitos e obrigações em posse da empresa ou de terceiros para com a empresa,
considerados quanto a sua composição (enquanto a natureza dos elementos que o
formam),valor (expressão monetária) ou o seu destino e aplicação.
9
Portanto, o património é o campo de actuação da contabilidade, e representa o conjunto de
bens, direitos (valores a receber) e obrigações afectos à empresa, sujeitos a uma gestão e
redutíveis a valor pecuniário.
Activo: são bens e direitos controlados por uma entidade como resultado de acontecimentos
passados e dos quais se esperam que fluam para a entidade benefícios económicos futuros.
Activos não correntes: que se espera que permaneçam na posse da entidade por um
período superior a 1 ano.
Activos correntes: que se espera que permaneçam na posse da entidade por um
período até 1 ano
Passivo não correntes: que se esperam que venham ser liquidados pela entidade até
um período superior a 1 ano.
Passivo correntes: que se esperam que venha a ser liquidado pela entidade num
período até 1 ano.
Capital próprio: é o interesse residual no activo depois de deduzido o passivo, podendo tal
conceito ser evidenciado através da seguinte expressão:
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Tendo como premissa o facto de o património empresarial não ser estático, alterando a cada
operação, e sabendo que o volume das transações requer um controle próprio, da
contabilidade se exigirá um trabalho que deverá ser de forma coordenada a tal ponto que a
informação produzida por este departamento seja:
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A contabilidade auxilia no desenvolvimento de planos financeiros e orçamentos. Isso permite
que as empresas estabeleçam metas realistas, aloquem recursos de maneira eficiente e
monitorizam o desempenho em relação às projeções.
Exemplo: Uma empresa elabora um orçamento anual com base em projecções contabilísticas.
Ao comparar os resultados reais ao longo do ano com o orçamento, a empresa pode ajustar
suas estratégias financeiras para garantir o alcance das metas estabelecidas.
Exemplo: Uma empresa divulga relatórios financeiros anuais para accionistas, destacando
receitas, despesas e lucros. Isso cria transparência e demonstra responsabilidade na gestão
dos recursos financeiros.
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A contabilidade fornece informações que auxiliam na avaliação de projetos e investimentos.
Isso inclui a análise de retorno sobre o investimento (ARI) e a viabilidade financeira de
novas iniciativas.
Exemplo: Antes de investir em uma nova linha de produtos, a empresa realiza uma análise de
viabilidade, incluindo projeções contábeis para determinar se o investimento gerará retornos
satisfatórios.
Tomar decisões é identificar e selecionar um curso de ação para lidar com um problema
específico ou extrair vantagens em uma oportunidade (CHIAVENATO,2004).
A tomada de decisão é nada mais que a conversão das informações em ação, assim sendo,
decisão é a ação tomada com base na apreciação de informações. Decidir é recomendar
entre vários caminhos alternativos que levam a determinado resultado (OLIVEIRA,2004).
As demonstrações financeiras são as respostas para questões acima referidas, sendo este o
veículo utilizado para o relato da informação por parte de uma empresa. É indispensável para
as empresas controlarem seus recursos financeiros a fim de se obter resultado positivo, são as
demonstrações financeiras que auxiliam seus usuários a tomarem decisões.
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De acordo com Silva e Sousa (2011), as demonstrações financeiras (também chamadas de
relatórios contabilísticos) são a fonte de informações para a análise, servindo de base para
avaliar possíveis investimentos.
Segundo o Ribeiro (2003) citado por (Sebastião, 2014) as demonstrações financeiras são
relatórios ou quadros técnicos que contêm dados extraídos dos livros, registos e documentos
e compõem sistema contabilístico de uma entidade.
O Balanço Patrimonial um resumo que apresenta, dentro da ordenação acima, os saldos finais
das contas do sistema patrimonial.
Quanto a estrutura do Balanço o PGCA (2014, p.25) enfatiza que o Balanço apresenta uma
disposição vertical, encontrando-se dividido em duas partes, a parte superior na qual se inclui
o Activo e na parte inferior na qual se inclui o Passivo e Capital Próprio. Outra característica
desta demonstração financeira decorre directamente da equação fundamental da
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contabilidade e que consiste na obrigatoriedade de existir uma igualdade entre o total da
parte superior e total da parte inferior, ou seja:
Esta demonstração deve conter o nome da entidade que relata, a data do balanço, a moeda de
relato e o nível de arredondamento (ex.: milhares de kwanzas).
A importância do balanço patrimonial está no facto de este dispor os dados do ativo, passivo
e património líquido de forma sintética, possibilitando, as pessoas interessadas, conhecer a
situação patrimonial e a realização de análise de suas mutações e configurações.
A relação entre estas duas demonstrações financeiras referidas é efetuada através da rúbrica
resultado líquido do exercício que após apurado através da demonstração de resultado é
depois parte integrante do capital próprio e como tal integrando deste modo o balanço. Com
a análise do balanço patrimonial e da Demonstração de Resultado do Exercício (DRE), é
possível verificar a situação da empresa sobre os mais diversos enfoques, tais como a análise
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de estrutura, de evolução, de solvência, da garantia de capitais próprios e de terceiros, de
retorno de investimentos, etc.
Autonomia Financeira: indica-nos que por cada 100 Kz aplicados na empresa, quantos
são próprios e quantos são alheios. Ou seja, mede a participação do capital próprio no
financiamento da empresa. Um valor igual a um, significa uma autonomia máxima e atinge-
se quando os capitais alheios forem nulos.
Endividamento = Passivo/Activo*100
Solvabilidade: este rácio dá-nos a conhecer a capacidade da empresa para solver os seus
compromissos. Quanto maior for o valor deste rácio, melhor está a estrutura financeira da
empresa.
Liquidez geral: mede a capacidade de uma empresa para fazer frente as suas dívidas a
curto prazo.
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Liquidez Reduzida: dá-nos a conhecer quais as possibilidades da empresa em cobrir as
dívidas a curto prazo com a exceção das existências.
LI = Disponibilidades/Passivo Corrente
Rendibilidade sobre as Venda: indica quanto a empresa obtém de lucro para cada 100
Kz vendido. Quanto maior for melhor.
GA = Vendas/Activo
Rentabilidade sobre o Activo: indica quanto a empresa obtém de lucro para cada 100 Kz
de investimento total. Quanto maior for melhor. Calcula-se da seguinte forma:
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CAPÍTULO III. FUNDAMENTAÇÃO PRÁTICA
O presente capítulo tem o intuito de analisar os resultados da pesquisa realizada, tendo por
propósito atingir os objetivos gerais e específicos do trabalho, tendo em primazia trazer a
contextualização e apresentação dos dados da empresa SBPM Comercial Lda. Primeiramente
apresentamos a empresa SBPM, que foi o objecto de estudo do nosso trabalho.
Esta sociedade encontra-se registada na Repartição Fiscal sob número de identificação fiscal
5000034002, onde tem como capital subscrito de 1.000.000,00 pertencentes aos sócios:
Para além dos (4) quatro sócios, a empresa emprega mais quatro empregados que totalizam
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iii. Imposto Sobre Rendimento do Trabalho (IRT). Este imposto é retido pela empresa
deduzido nos ordenados dos empregados, sendo calculado com base nas
remunerações dos mesmos, encontrando-se definidos legalmente 14 escalões
crescentes de tributação que variam entre 10% e 25% em função da remuneração dos
empregados;
iv. Imposto de Selo: Este imposto é líquido mensalmente pelas autoridades fiscais e
corresponde a 1% sobre o rendimento das vendas e prestação de serviços.
Missão
Como missão a SBPM Comercial, entra para o mercado para empreender de formas a dar o
seu contributo no ramo do empreendedorismo e comercializar produtos de alta qualidade.
Contribuindo significativamente na diminuição do índice de desemprego em Angola, uma
das grandes preocupações que enferma a juventude angolana.
Visão
A visão é de crescimento profissional, capacitando os seus quadros que são o capital humano,
e ser a maior rede de comercialização de telemóveis em Angola.
Valores
Prima por valores aceites no melhoramento da relação com seus clientes de modo a manter
relações saudáveis e duradouras nas parcerias.
Direitor geral
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3.2. APRESENTAÇÃO DOS DADOS
Existências................................................................ 8
17.128.047,77 11.308.699,68
42.625.047,77 28.436.747,45
55.825.047,77 38.636.747,45
Total do activo
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
20
Reservas................................................................... 13 ,00 0,00
Resultados transitados............................................. 14 19.045.711,38 11.137.199,09
Resultados do exercício........................................ 23.460.240,49 7.908.512,29
46.505.951,87 23.045.711,38-
Passivo não corrente:
21
3.2.2 Demonstração de Resultado do Exercício
Empresa................................................................... SBPM Comercial, LDA
Exercícios
Designação Notas
2024 2023
22
3.4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS
Esta parte destina-se à discussão dos dados resultados pela empresa em análise,
apresentando as seguintes considerações:
• Rácios de Liquidez
Tabela 6: Rácios de liquidez
Fonte: Elaborado pelo grupo baseando-se nos dados fornecidos pela empresa.
Sendo que o objetivo principal dos rácios de liquidez é de analisar a capacidade que um bem
tem de se transformar rapidamente em dinheiro, esses rácios são cruciais para avaliar a saúde
financeira de uma empresa e a sua capacidade de enfrentar obrigações imediatas sem
comprometer suas operações normais.
23
Quanto aos rácios de liquidez, a empresa apresenta uma liquidez geral e reduzida de 1,99%
(2023) e 5,19% (2024) o que indica que a empresa tem uma boa capacidade de cumprir as
suas obrigações de curto prazo utilizando activos correntes mais líquidos.
Na liquidez imediata encontrou-se valores inferiores a 100%, 0,13% (2023) e 0,33% (2024),
o que indica que a empresa não tem como quitar suas dívidas no momento.
Rácios Financeiros
Sabendo que os rácios financeiros analisam a estrutura financeira da empresa bem como a
capacidade de endividamento e a solvabilidade, esses indicadores financeiros mostram o
desempenho da empresa e fazem uma previsão sobre o futuro da empresa a partir de um
orçamento.
• Rácios de Rendibilidade
RENDIBILIDADE
G.A = Venda 0,57 0,58
Liquido/Activo
GA(2024)=32.000.000/55.825.045,77
GA(2023)=22.480.000/38.636.747,45
R.C.P = Resultado
Líquido/Capital Próprio
*100% 0,61 0,58
RCP(2024)=28.569.649,36/46.505.951,87*100
RCP(2023)=13.377.704,15/23.045.711,38*100
Sendo que os rácios de rendibilidade (económicos) são aqueles que revelam aspetos da
situação económica da empresa como estrutura de custos, proveitos, margem de
rendibilidade, capacidade de auto-financiamento e a capacidade de gerar lucro.
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Relativamente ao giro do activo da empresa do ano 2023 (0.58) e 2024 (0,57), contactou-se
uma diminuição de 0.01% o que mostra que os activos da empresa estão a ser convertidos em
receitas de serviços aproximadamente 0,38 durante o período considerado. Em outras
palavras, cada unidade monetária de activos da empresa gera cerca de 0,38 unidades
monetárias de receitas de serviços.
Ao verificar o rácio sobre o capital próprio constatou-se uma mudança drástica de um ano
para outro, sendo que, em 2023 a empresa gerou um retorno de 79,24 % sobre o capital
próprio investido pelos acionistas do ano anterior indicando que a empresa estava a gerar um
bom lucro em relação ao dinheiro investido. Já em 2024 a empresa decaiu 54,98%
apresentando um retorno positivo de 24,26%.
26
CONCLUSÃO
A tomada de decisão em uma empresa é um processo fundamental que influencia
directamente no sucesso e sustentabilidade de uma empresa; em virtude dos factos outro hora
citados foi possível responder ao problema de pesquisa que a Contabilidade é tida como
ferramenta de gestão financeira para fornecer informações, sejam elas positivas ou negativas,
que influenciam na tomada de decisão.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BELLO, José Luiz de Paiva. Metodologia científica: manual para elaboração de
textos académicos, monografias, dissertações e teses. Rio de Janeiro: UVA, 2005.
GIL, António Carlos, Como elaborar projectos de pesquisa. 4ª Edição. Editora: Atlas.
IÚCIBUS, Sérgio Teoria da Contabilidade. 11ª edição. São Paulo: Editora Atlas S.A,
2015.
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PADOVEZE, Clóvis Luis, Manual de Contabilidade básica: Introdução a prática
contábil:Texto e Exercícios, [Link]. 5ª Ed. São Paulo, 2007.
RIBEIRO, Osni Moura, Contabilidade Básica Fácil, 27ª Ed.São Paulo: Saraiva 2010.
TAKO, Karine Vaccaro & Simoni Yuriko Kameo (2023). Metodologia da pesquisa
científica: Dos conceitos teóricos à Construção do Projecto de Pesquisa; 1ª edição.
Campina Grande: Editora Amplla.
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