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Projecto Final SBPM RETIFICAÇÃO

O trabalho aborda a importância da contabilidade como ferramenta na tomada de decisão, focando na empresa SBPM Lda. A contabilidade é apresentada como um instrumento essencial para a gestão, fornecendo informações financeiras que permitem a criação de estratégias e decisões informadas. O estudo visa demonstrar como a contabilidade influencia a gestão financeira e a eficácia das decisões empresariais.
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Projecto Final SBPM RETIFICAÇÃO

O trabalho aborda a importância da contabilidade como ferramenta na tomada de decisão, focando na empresa SBPM Lda. A contabilidade é apresentada como um instrumento essencial para a gestão, fornecendo informações financeiras que permitem a criação de estratégias e decisões informadas. O estudo visa demonstrar como a contabilidade influencia a gestão financeira e a eficácia das decisões empresariais.
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REPÚBLICA DE ANGOLA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA
INSTITUTO TÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO N°8055-
NOVA VIDA

INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO PRIVADO ALEGRIA PEDRO

CURSO TÉCNICO DE CONTABILIDADE E GESTÃO

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE COMO FERRAMENTA NA


TOMADA DE DECISÃO:

A CONTABILIDADE FINANCEIRA NA EMPRESA SBPM LDA

LUANDA, 2025
REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
GOVERNO DA PROVÍNCIA DE LUANDA
INSTITUTO TÉCNICO DE ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO N°8055-
NOVA VIDA

INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO PRIVADO ALEGRIA PEDRO

CURSO TÉCNICO DE CONTABILIDADE E GESTÃO

A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE COMO FERRAMENTA NA


TOMADA DE DECISÃO:

A CONTABILIDADE FINANCEIRA NA EMPRESA SBPM LDA

Trabalho de fim do curso de


Contabilidade e Gestão apresentado ao Instituto Médio
Politécnico Privado Alegria Pedro como requisito parcial
para a conclusão do curso Médio Técnico de Contabilidade e
Gestão.

Orientado por: Helena Púcuta

LUANDA, 2025
FOLHA DE AVALIAÇÃO

Banca Examinadora

______________________________________________________________________

(Presidente de Júri)

1ª(Vogal)

2ª(Vogal)

______________________________________________________________________

Aprovado em _______________ de___________________________ 2025.


MEMBROS PARTICIPANTES

Nome: Beatriz Lourenço Ngunga


Idade: 23anos
Morada: Benfica
Cargo: Supervisora

Nome: Maria Olímpia Jimbo Armandinho


Idade: 20anos
Morada: Benfica
Cargo: coordenadora

Nome: Paulina Borracha Sebastião


Idade: 19 anos
Morada: Benfica
Cargo: Tesoureira

Nome: Sandra Luísa João António


Idade: 20 anos
Morada: Benfica
Cargo:CoordenadoraAdjunta
"Acredite em si próprio e chegará um dia em
que os outros não terão outra escolha se não
acreditar em você."
Cynthia Kersey

i
DEDICATÓRIA
Dedicamos este trabalho aos nossos encarregados de educação, por darem-nos apoio
financeiro e emocional, aos nossos familiares, dedicamos também aos nossos professores que
nos auxiliaram durante esses 4 anos letivos e na influência da nossa trajetória académica.

ii
AGRADECIMENTO
Agradecemos primeiramente a Deus pelo folégo vida, aos nossos encarregados de educação
por custearem todas as despesas do nosso trabalho. A direção do Instituto Politécnico Privado
Alegria Pedro, em especial ao Diretor Malekama Pedro, pela hospitalidade e forma de gestão
do nosso ensino, aos nossos professores pelos modos eficientes, inteligentes e pacientes com
que nos transmitiram o conhecimento ao longo dos anos de formação e a nossa orientadora
Helena Púcuta que mostrou-se sempre disponível em ajudar-nos e fornecer informações que
foram preponderantes para a realização deste trabalho.
O nosso muito obrigado!

iii
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS
AASB – American Accounting Standard Board;
AF – Autonomia Financeira;
BP – Balanço Patrimonial;
DACP – Demonstração de alterações no Capital Próprio;
DFC – Demonstração do fluxo de Caixa;
ARI – Análise de Retorno sobre Investimento;
DRE – Demonstração do resultado do exercício;
FASB – Financial Accounting Association;
GA – Giro do Activo;
IRT – Imposto sobre Rendimento de Trabalho.
LG – Liquidez Geral;
LI – Liquidez imediata;
LR – Liquidez Reduzida;
PCN – Plano de Contas Nacional;
PCE – Plano de Contas Empresarial;
PGC – Plano Geral de Contabilidade;
PGCA – Plano Geral de Contabilidade Angolano;
RSV – Rendibilidade sobre Venda;
RA – Rendibilidade sobre o Activo;
RCP – Rendibilidade sobre o Capital Próprio;

iv
LISTA DE TABELAS

Tabela 1: utilizadores externos da informação financeira.......................................................10


Tabela 2: utilizadores internos da informação financeira........................................................10
Tabela 4: Balanço patrimonial..................................................................................................22
Tabela 5: Demonstração de Resultado do Exercício em 20/11/2024......................................24
Tabela 6: Rácios de liquidez.....................................................................................................25
Tabela 7: Rácios financeiros.....................................................................................................26
Tabela 8: Rácios de Rendibilidade...........................................................................................27

v
RESUMO
O presente trabalho é uma necessidade imperativa para a obtenção do grau Técnico Médio
em Contabilidade, cuja eleição recaiu na temática a Importância da Contabilidade como
Ferramenta de Tomada de Decisão, sendo foco do estudo a empresa SBPM Lda. O principal
objetivo do trabalho é de apontar os aspetos da Contabilidade para a gestão da empresa. A
contabilidade apresenta-se como instrumento de gestão, fornecendo as informações
financeiras necessárias para se ter noção da vida económico-financeira de uma organização,
criar alvos, estabelecer diretrizes, permitindo o gestor criar suas estratégias, atuar e tomar
decisões sólidas e sustentáveis, baseadas em informações financeiras, na organização e
dentro do mercado. As informações financeiras são consideradas como um elemento
estratégico para as empresas, pois em posse das mesmas é que a administração da empresa
terá subsídios para uma tomada de decisão precisa e eficaz. É na contabilidade, através de
seus relatórios ou demonstrações financeiras, que são encontradas essas informações. Desta
forma serão apresentadas ferramentas contabilísticas que servirão de suporte para a empresa
e como é feita a utilização delas na gestão e o seu suporte contabilístico.

Palavras-Chaves: Contabilidade. Demonstrações financeiras. Tomada de decisões

vi
ABSTRACT
This work is an imperative requirement for obtaining the Medium Technical Degree in
Accounting, the choice of which fell on the theme of the Importance of Accounting as a
Decision-Making Tool, with the focus of the study being the company SBPM Comercial
Lda. The main aim of the work is to point out the aspects of accounting for company
management. Accounting presents itself as a management tool, providing the financial
information needed to get a sense of the economic and financial life of an organization,
create targets, establish guidelines, allowing the manager to create their strategies, act and
make solid and sustainable decisions, based on financial information, in the organization and
within the market. Financial information is a strategic element for companies, since it is in
the possession of this information that the company's management will be able to make
accurate and effective decisions. It is in accounting, through its reports or financial
statements, that this information is found. In this way, accounting tools will be presented that
will serve as support for the company and how they are used in management and their
accounting support.

Keywords: Accounting. Financial statements. Decision-making.

vii
ÍNDICE

INTRODUÇÃO..........................................................................................................................1

CAPÍTULO I – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA....................................................................4

1. Contabilidade......................................................................................................................4

1.2. Gestão...............................................................................................................................4

1.3. Empresa............................................................................................................................5

1.4. Origem da Contabilidade.................................................................................................5

1.5. Plano Geral de Contabilidade (PGC, 2001).................................................................7

1.6 Função e Objectivo da Contabilidade...............................................................................7

1.7 Utilizadores da informação financeira..............................................................................8

1.8 Património.......................................................................................................................10

CAPITULO II_A Importancia da contabilidade financeira na gestão empresarial..................13

2.1Indicadores Económico-financeiros.................................................................................16

CAPÍTULO III. FUNDAMENTAÇÃO PRÁTICA.................................................................19

3.1. Caracterização do Local de Estudo................................................................................19

3.2. Demonstração de Resultado do Exercício.....................................................................23

ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS...............................................................................28

CONCLUSÃO..........................................................................................................................30

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................................31

viii
CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO
A contabilidade desempenha um papel fundamental no mundo dos negócios, sendo uma
ferramenta essencial para a gestão eficiente e sustentável das organizações. Uma de suas
funções primordiais é fornecer informações financeiras precisas e relevantes, que são cruciais
para a tomada de decisões estratégicas, Com base no exposto, a pesquisa foi elaborada no
âmbito da Contabilidade Financeira optando-se pelo seguinte cerne: “A Contabilidade
Financeira na empresa SBPM Lda”

A contabilidade, além de cumprir suas funções tradicionais de registo e organização


financeira, desempenha um papel cada vez mais proeminente como ferramenta estratégica. A
tomada de decisões eficaz requer uma compreensão profunda da situação financeira da
empresa, dos custos envolvidos nas operações, da rentabilidade de produtos e serviços, entre
outros fatores que só a contabilidade pode fornecer de maneira sistemática e confiável. Ela
pode ser usada como um instrumento eficiente que capacita os gestores a tomar decisões,
antecipar desafios, identificar oportunidades e implementar estratégias que impulsionem o
crescimento sustentável de uma empresa.

1.1 Problema de pesquisa


Kerlinger (1980, p.35) problema é uma questão que mostra uma situação necessitada de
discussão, investigação, decisão ou solução.

Por meio da necessidade de se descrever o que se pretendia na pesquisa, foi elaborado o


seguinte problema de pesquisa

De que forma a contabilidade influencia na tomada de decisão

1.2 Hipóteses
Gil (1999) define a hipótese como sendo uma resposta ao problema a ser investigado. A
origem da hipótese poderia estar na observação assistemática dos factos nos resultados de
outras pesquisas, nas teorias existentes ou nas simples intuições.

Assim sendo, apresenta-se a seguinte hipótese:

H1: A Contabilidade na empresa além de necessária para manter a mesma em funcionamento


com as suas obrigações fiscais, desempenha um papel essencial na gestão financeira dentro
da empresa. Ela fornece informações atualizadas sobre as condições financeiras, sobre o
lucro obtido e o fluxo de caixa disponível, a fim de tomar decisões assertivas.

1
1.3 Justificativa
Segundo a Beatriz Coelho (2017) justificativa é a parte do trabalho académico em que se
fundamenta as motivações para, aquela pesquisa científica. Como o próprio nome diz é o
elemento que justifica o seu trabalho

A escolha deste tema busca oferecer conhecimentos valiosos para empresários, gestores e os
demais interessados demonstrando como a contabilidade se toma uma aliada estratégica na
trajetória de sucesso de qualquer empreendimento e como as decisões podem ser tomadas
baseando-se nos seus indicadores.

1.4 Delimitação do tema


Sendo o tema, A Importância da Contabilidade como Ferramenta na Tomada de Decisão,
aprofundar-se-á a Contabilidade Financeira, abordando as demonstrações financeiras fazendo
referência aos rácios, analisando significativamente a Contabilidade como Ferramenta de
Gestão na empresa SBPM Lda.

1.5 Variável
Segundo Marcos e Lakatos em (2003), variável pode ser entendida como um conceito
operacional que contem ou apresenta valores, como uma classificação ou medida, uma
quantidade que varia, como um aspeto, propriedade ou fator, discernível em um objecto de
estudo e passível de mensuração.

O nosso estudo apresenta duas principais variáveis, nomeadamente: Variável


Independente

A utilização da contabilidade como ferramenta de gestão (Produção da informação


financeira, a qualidade da informação financeira, sua transparência e precisão).

Variável Dependente

A tomada de decisão (qualidade, eficácia e estratégia).

1.6 Objetivos
Segundo Rodrigues (2009), os objectivos são entendidos por resultados qualitativos e
quantitativos desejado pala empresa.

Assim sendo, baseando-se no problema, os objetivos pretendidos são:

1.6.1 Objetivo Geral


Demonstrar a relevância da contabilidade financeira como ferramenta na tomada de
decisão e a sua influência na gestão financeira da empresa SBPM Lda.
2
1.6.2 Objetivo Específico
 Realçar o impacto da contabilidade como ferramenta na tomada de decisões na
empresa.
 Diagnosticar o desempenho da empresa SBPM Lda anos (2023/2024).
 Apresentar condições que visam melhorar o desempenho contabilístico na empresa
nos próximos exercícios económicos.

Metodologia
Diversos são os métodos e técnicas disponíveis para a realização da pesquisa científica,
portanto, adotou-se para este estudo a pesquisa descritiva e a pesquisa exploratória.

Pesquisa descritiva: consulta bibliográfica através de livros, jornais, revistas e sites.

Pesquisa exploratória: feitas através das demonstrações financeiras, cuja análise


assenta nos indicadores financeiros e económicos, bem como no equilíbrio financeiro
da empresa SBPM Lda.

3
CAPÍTULO I – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A contabilidade como linguagem dos negócios é caracterizada como ciência que estuda as
relações entre fenômenos patrimoniais de uma entidade, por meio da identificação,
mensuração e comunicação de informações econômicas e financeiras, ela auxilia os seus
usuários no processo de tomada de decisões. Deste modo o seu objecto fundamental é o
patrimônio das entidades.

Este primeiro capítulo relata a importância que a contabilidade representa para todos os
utilizadores da informação financeira. Estes utilizadores necessitam de informação, que é
divulgada através das demonstrações financeiras, para poderem tomar decisões

Nesse sentido, serão apresentadas algumas considerações sobre a génese à ciência, o


conceito, objectivos e concomitantemente as vantagens que a mesma proporciona à gestão
das organizações.

1.1. Contabilidade
Segundo Silva (1988), a contabilidade é a ciência que estuda e regista os atos e factos
administrativos, objetivando representar graficamente o património e evidenciar as variações
e mutações nele introduzidas, estabelecendo normas para a sua interpretação e analise.

Segundo Assef (2011), a contabilidade é uma ciência social que estuda o patrimônio das
entidades mediante o registro dos factos ocorridos no seu ambiente económico e
administrativos.

A contabilidade é um instrumento da função administrativa que tem como finalidade:

• Controlar o património das entidades

• Apurar o resultado das entidades

• Prestar informações sobre o património


Uma entidade é qualquer pessoa física ou pessoa jurídica detentora de um património
(CREPALDI, 1995).

1.2. Gestão
Segundo Chiavenato (2004), a gestão é a maneira de governar organizações ou parte delas. É
o processo de planejar, dirigir, e controlar o uso de uma empresa.

Já Fonseca (2018, p.2), define gestão como sendo, “o processo de coordenação das atividades
de trabalho de forma a serem compridas com eficiência e eficácia”

4
Portanto, a gestão define-se como o ato de utilizar todas as funções e conhecimentos
necessários através de pessoas para atingir os objectivos de uma organização de forma
eficiente e eficaz.

1.3. Empresa
Segundo Lisboa (2004, p.14), empresa ‟é uma unidade constituída com meios humanos,
materiais e monetários que atuam na lógica das leis do mercado

Segundo Maximiano (2006, p.6), a empresa é uma iniciativa que tem o objetivo de fornecer
produtos e serviços para atender a necessidade de pessoas, ou de mercados, e com isso obter
lucro. Nesse sentido, as empresas nascem com a finalidade de produzir produtos ou serviços
que possam servir a sociedade.

Destas visões viu-se que a empresa é uma unidade económica e social constituída por
pessoas com finalidade de obter lucros no mercado de bens e serviços.

1.4. Origem da Contabilidade


Para Padoveze (2008), em termos históricos, registos indicam que a ciência contábil
praticamente surgiu com advento da civilização. Com a sedentarização da humanidade e a
descoberta da capacidade do homem de armazenar bens, nasceu a necessidade de controle
desses bens.

A contabilidade é tão remota quanto o homem que pensa e conta, pois, a sua necessidade de
acompanhar a evolução dos patrimônios foi o grande motivo para o seu desenvolvimento.
(FRANCO,1989).

Com a época romana aparecem as primeiras referências sobre a utilização da conta onde, de
um lado, eram agrupadas as despesas (expensa) e, do outro, as receitas (acepta), formando,
no seu conjunto, um livro de receitas e despesas. De resto, esse aperfeiçoamento da
contabilidade, na época romana, não era de surpreender, pois, para se governar um império
tão vasto, a sua administração devia ser cuidada.

Com a destruição da civilização romana o seu desenvolvimento comercial e cultural estagna,


pelo que, até no início do século XII, a contabilidade é muito simples e sem qualquer
estrutura.

Com as Cruzadas o comércio retoma a sua vitalidade. Formam-se corporações de


comerciantes para custear longas e dispendiosas viagens e são criadas filiais bem longes das
suas sedes comerciais. Deste período, os documentos mais antigos, datam do século XII e
referem-se sobretudo ao registo de transações e créditos efetuadas em feiras. Pode-se mesmo

5
afirmar que foi o crédito que compeliu os comerciantes a terem escrituração. Nas contas
utilizavam duas colunas; numa, eram lançadas as receitas das vendas e, na outra, as várias
despesas como o pagamento de mercadorias destinada à venda, às despesas de viagens e de
hospedagem, gastos com os criados, etc. Todos estes registos eram feitos em unigrafia, pois a
cada operação correspondia apenas um registo.

É deste período que nos vem o primeiro livro de registos contabilísticos conhecido: um
Diário. Foi escriturado na República de Florença e é datado de 1211. Utiliza, no entanto, o
princípio da unigrafia ou das partidas simples. Neste livro o comerciante descrevia, dia-a-dia,
as suas operações. Nele debitava-se o registo referente à operação do indivíduo que recebia
bens para troca e a crédito o registo referente à operação de quem entregava bens (LOUSÃ E
SALGUEIRINHO,2018).

1.5. Plano de Contas Empresarial (PCE, 1989)

A nova dinâmica económica desencadeada nos finais da década de 80, com o saneamento
económico e financeiro, obrigou a reformulação do plano de contas então adoptado.

É assim que em 23 de dezembro de 1989, pelo Decreto nº 70/89, foi aprovado o Plano de
Contas Empresarial concebido segundo o Sistema Dualista, que consistia na execução
simultânea de duas contabilidades distintas (Contabilidade Geral, Patrimonial, Financeira ou
Externa - virada para o relacionamento da empresa com o exterior - e a Contabilidade de
Custos, Analítica de Exploração ou Interna - virada essencialmente para o controlo interno e
para a gestão).

1.5.1. Plano Geral de Contabilidade (PGC, 2001)

Em face à crescente globalização da economia mundial e a necessidade de harmonizar as


práticas locais com as internacionais, assumiu-se com especial relevância a aprovação de um
novo Plano de Contas adequado à situação da actualidade.

É assim que, através do Decreto nº 82/01, de 16 de Novembro, foi aprovado o Plano Geral de
Contabilidade, de aplicação obrigatória às Sociedades Comerciais e Empresas Públicas, que
exerçam actividades em Angola ou que exerçam actividades em outros países, mas que
tenham a respectiva sede em Angola, excluindo-se as entidades que exerçam actividades que
requeiram planos de contas específicos, nomeadamente a actividade bancária, seguradora e
outras sujeitas a regime idêntico.

A fim de orientar o processo de reconhecimento das operações e outros acontecimentos,


simplificar o controlo dos registos efectuados e facilitar a consulta de saldos e quantias para

6
efeitos de preparação dos componentes das demonstrações financeiras, optou-se pela
sistematização e codificação das rubricas a usar na elaboração dos registos contabilísticos.

Com o renascer do desenvolvimento económico do país e com a crescente


internacionalização dos mercados de bens e serviços, o país não pode deixar de acompanhar
a evolução contabilística registada a nível internacional sob pena de perda de oportunidade e
competitividade. Neste aspecto a normalização contabilística assume, mais uma vez, um
papel primordial à luz da crescente globalização da economia (Nicolau, 2009, p.25-28).

[Link]ção e Objectivo da Contabilidade

• Aos recursos à disposição da entidade;

• As obrigações contraídas

• Os meios utilizados para a obtenção desses recuros

• Os direitos assumidos

• E os meios obtidos na transmissão dos bens produzidos e serviços prestados.

Assim, a questão que se coloca em primeiro lugar prende-se com saber quem são os
utilizadores da informação financeira. (PGCA, 2014, p.19)

1.7. Utilizadores da informação financeira


Quando é efectuada a referência aos utilizadores da informação financerira, inclui-se neste
grupo todos os agentes que directa ou indirectamente possam ter interesse na informação
divulgada pela empresa.

O PGCA (2014, p.20) enfatiza que podemos dividir os utilizadores da informação financeira
em dois grandes grupos; os utilizaddores internos e os utilizadores externos. Seguidamente
apresentam-se exemplos de cada uma das tipologias de utilizadores mencionadas, sendo esta
divisão baseada na relação entre estes utilizadores e a empresa.

Utilizadores externos à entidade:

• Investidores (actuais e potenciais);

• Financiadores (instituições de crédito, etc);

• Fornecedores e outros credores;

• Clientes;

7
• Governo e seus departamentos;

• Empregados;

• Público em geral.

Utilizadores internos da entidade:

• Gestão (aos diversos níveis).

Após abordar quem são os utilizadores da informação contabilística, o quadro a seguir


mostrará detalhadamente o impacto que esses utilizadores têm sobre a tomada de decisão no
âmbito empresarial.

Tabela 1: utilizadores externos da informação financeira

Nível Externo

Utente Utilidade da informação

Avaliar o retorno do investimento;


Investidores Auxiliar na tomada de decisão (comprar, deter ou vender);
Determinar a capacidade da empresa de pagar dividendos.

Avaliar a capacidade da entidade de proporcionar emprego,


Empregados
remuneração e benefícios de reforma.
Determinar a capacidade da empresa de solver, dentro do prazo,
Financiadores
os compromissos com eles assumidos: empréstimos e juros.
Determinar se as quantias que lhes são devidas serão pagas
Fornecedores e os
dentro do prazo.
outros Credores
Avaliar a capacidade da entidade em operar de forma continua,
caso estejam dependentes da entidade.

8
Avaliar a capacidade da entidade em operar de forma
Clientes continuada, caso hajam assumido compromisso de longo prazo
com a entidade ou dela estejam dependentes
Avaliar a capacidade de alocação de recurso;
Governo e seus Regulamentar as atividades das entidades;
Estabelecer políticas de tributação;
departamentos Servir de base ao apuramento do Rendimento Nacional e
Estatísticas semelhantes.
Ajudar a avaliar a utilidade da entidade em diversos níveis,
Público como por exemplo a capacidade de emprego e de
desenvolvimento de negócios como cliente.
Fonte: (PGC, 2020)

Tabela 2: utilizadores internos da informação financeira

Nível Interno

Utente Utilidade da informação


Gestão Auxiliar o cumprimento das suas responsabilidades
de planeamento, tomada de decisões e controlo.

Fonte: (PGC,2020)
Ficou claramente evidenciado o impacto dos utilizadores da informação financeira sobre a
tomada de decisão da empresa, centramos agora a atenção nos elementos sobre os quais a
informação recai, ou seja, o património de uma empresa.

1.8. Património
O conceito de património da empresa constitui uma das questões fundamentais na definição
do objecto de estudo da contabilidade.

No desenvolvimento da sua actividade qualquer entidade necessita possuir um conjunto de


bens e direito (elementos patrimoniais activos) e assumir um conjunto de obrigações
(elementos patrimoniais passivos), denominando-se estes elementos como património.

De acordo com o Amaral (2004), o património pode ser assim definido como o conjunto dos
bens, direitos e obrigações em posse da empresa ou de terceiros para com a empresa,
considerados quanto a sua composição (enquanto a natureza dos elementos que o
formam),valor (expressão monetária) ou o seu destino e aplicação.

9
Portanto, o património é o campo de actuação da contabilidade, e representa o conjunto de
bens, direitos (valores a receber) e obrigações afectos à empresa, sujeitos a uma gestão e
redutíveis a valor pecuniário.

Conforme o Plano Geral de Contabilidade Angolano (PGCA, 2001) os elementos


patrimoniais dividem-se em três grandes massas patrimoniais:

Activo: são bens e direitos controlados por uma entidade como resultado de acontecimentos
passados e dos quais se esperam que fluam para a entidade benefícios económicos futuros.

O activo divide-se em duas categorias:

 Activos não correntes: que se espera que permaneçam na posse da entidade por um
período superior a 1 ano.
 Activos correntes: que se espera que permaneçam na posse da entidade por um
período até 1 ano

ACTIVO = CAPITAL PRÓPRIO + PASSIVO

Passivo: são obrigações presentes da entidade provenientes de acontecimentos, do


pagamento, dos quais se esperam que resultem exfluxos de recursos da empresa
incorporando benefícios económicos.

O passivo divide-se em duas categorias:

 Passivo não correntes: que se esperam que venham ser liquidados pela entidade até
um período superior a 1 ano.
 Passivo correntes: que se esperam que venha a ser liquidado pela entidade num
período até 1 ano.

Capital próprio: é o interesse residual no activo depois de deduzido o passivo, podendo tal
conceito ser evidenciado através da seguinte expressão:

CAPITAL PRÓPRIO = ACTIVOS – PASSIVOS

O objecto da contabilidade é o património das entidades. A contabilidade surgiu da


necessidade de controlar o património. É facto que existem pessoas, entidades e empresa que
realizam muitas transações, decorrendo, daí, a maior complexidade de controlo; seria
impossível controlar um património, que é o conjunto de bens, direitos e obrigações, sem que
houvesse registos organizados sobre todas as mutações ocorridas.

10
Tendo como premissa o facto de o património empresarial não ser estático, alterando a cada
operação, e sabendo que o volume das transações requer um controle próprio, da
contabilidade se exigirá um trabalho que deverá ser de forma coordenada a tal ponto que a
informação produzida por este departamento seja:

 Confiável - os trabalhos elaborados pela contabilidade deve inspirar confiança, a tal


ponto que o usuário da informação tenha segurança nas informações fornecidas.
 Ágil - pode-se elaborar um belo trabalho contabilístico, mas, se o mesmo não for
apresentado em tempo hábil para ser usufruído, perde o sentido da informação e
principalmente em países com a economia instável.
 Elucidativo - cada usuário da informação tem um grau de conhecimento; identificá-
los é primordial para que os trabalhos sejam claros.
 Fonte para a tomada de decisão - nenhuma decisão que envolva negócios é tomada a
esmo, pode estar em jogo o património que não se constitui de maneira tranquila;
assim, quem controla o património tem obrigação de gerar o alicerce para a decisão.
Não tendo isto, a administração utilizará outros meios, como as informações passadas
pelo departamento comercial e financeiro.

CAPITULO II- A importância da contabilidade financeira na gestão empresarial

A contabilidade financeira desempenha um papel crucial na gestão empresarial, sendo


considerada uma disciplina essencial por diversas razões. Destacamos assim alguns dos
principais aspetos que ressaltam a importância da contabilidade financeira no contexto
empresarial:

2.1. Tomada de Decisões Informada:

A contabilidade fornece informações financeiras que ajudam os gestores a tomar decisões


informadas. Relatórios contabilísticos, como balanços e demonstrações de resultados,
oferecem uma visão clara da saúde financeira da empresa.

Exemplo: um gestor, ao analisar o balanço patrimonial e a demonstração de resultados,


percebe que a empresa possui uma alta proporção de dívidas. Com essas informações, ele
pode decidir implementar medidas para reduzir o endividamento e melhorar a estabilidade
financeira.

2.1.2. Planeamento Financeiro:

11
A contabilidade auxilia no desenvolvimento de planos financeiros e orçamentos. Isso permite
que as empresas estabeleçam metas realistas, aloquem recursos de maneira eficiente e
monitorizam o desempenho em relação às projeções.

Exemplo: Uma empresa elabora um orçamento anual com base em projecções contabilísticas.
Ao comparar os resultados reais ao longo do ano com o orçamento, a empresa pode ajustar
suas estratégias financeiras para garantir o alcance das metas estabelecidas.

2.1.3. Conformidade Legal e Fiscal:

Manter registos contábeis adequados é fundamental para cumprir as obrigações legais e


fiscais. A contabilidade ajuda as empresas a evitar penalidades por não conformidade e
garante transparência nas transações financeiras.

Exemplo: Um contabilista assegura que a empresa mantenha registos precisos de todas as


transacções financeiras, garantindo a conformidade com os requisitos fiscais. Isso evita
problemas legais com Administração Geral Tributária (AGT) e multas decorrentes de erros
na documentação.

2.1.4. Avaliação de Desempenho:

Os relatórios contábeis permitem a avaliação do desempenho financeiro da empresa ao longo


do tempo. Isso é crucial para identificar tendências, áreas de melhoria e oportunidades de
crescimento.

Exemplo: Ao analisar os relatórios mensais de lucros e perdas, a administração identifica


uma diminuição nas margens de lucro. Isso desencadeia uma investigação para entender as
causas e implementar estratégias corretivas.

2.1.5. Transparência e prestação de contas:

Manter registos contábeis transparentes promove a confiança entre os stakeholders, incluindo


accionistas, clientes e fornecedores. A prestação de contas contribui para a reputação da
empresa.

Exemplo: Uma empresa divulga relatórios financeiros anuais para accionistas, destacando
receitas, despesas e lucros. Isso cria transparência e demonstra responsabilidade na gestão
dos recursos financeiros.

2.1.6. Avaliação de Investimentos:

12
A contabilidade fornece informações que auxiliam na avaliação de projetos e investimentos.
Isso inclui a análise de retorno sobre o investimento (ARI) e a viabilidade financeira de
novas iniciativas.

Exemplo: Antes de investir em uma nova linha de produtos, a empresa realiza uma análise de
viabilidade, incluindo projeções contábeis para determinar se o investimento gerará retornos
satisfatórios.

2.2. A contabilidade financeira no processo de tomada de decisão


A tomada de decisão empresarial é o processo pelo qual os administradores e gestores de
uma empresa avaliam opções, consideram informações relevantes e escolhem a melhor
alternativa para atingir os objectivos organizacionais.

Tomar decisões é identificar e selecionar um curso de ação para lidar com um problema
específico ou extrair vantagens em uma oportunidade (CHIAVENATO,2004).

A tomada de decisão é um processo que envolve a análise cuidadosa de dados, a


consideração de riscos e oportunidades, e a avaliação do impacto das decisões sobre a
empresa.

A tomada de decisão é nada mais que a conversão das informações em ação, assim sendo,
decisão é a ação tomada com base na apreciação de informações. Decidir é recomendar
entre vários caminhos alternativos que levam a determinado resultado (OLIVEIRA,2004).

2.2.1 Demonstrações Financeiras

Conforme foi mencionado inicialmente, a contabilidade tem como objecto central


proporcionar informação útil no contexto de tomada de decisão por parte dos utilizadores
dessa mesma informação. Coloca-se então a questão acerca de como deve essa informação
ser relatada, ou seja, qual a forma de a apresentar.

As demonstrações financeiras são as respostas para questões acima referidas, sendo este o
veículo utilizado para o relato da informação por parte de uma empresa. É indispensável para
as empresas controlarem seus recursos financeiros a fim de se obter resultado positivo, são as
demonstrações financeiras que auxiliam seus usuários a tomarem decisões.

Para Sebastião (2014), as demonstrações financeiras constituem um importante instrumento


de apoio à tomada de decisão nas empresas, permitindo o conhecimento da sua situação
financeira e económica.

13
De acordo com Silva e Sousa (2011), as demonstrações financeiras (também chamadas de
relatórios contabilísticos) são a fonte de informações para a análise, servindo de base para
avaliar possíveis investimentos.

Segundo o Ribeiro (2003) citado por (Sebastião, 2014) as demonstrações financeiras são
relatórios ou quadros técnicos que contêm dados extraídos dos livros, registos e documentos
e compõem sistema contabilístico de uma entidade.

As demonstrações financeiras incluem o Balanço Patrimonial (BP), a Demonstração de


Resultado do Exercício (DRE), Demonstração das Alterações no Capital Próprio (DACP),
Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) e o Anexo.

Na sequência do exposto anteriormente vamos centrar a análise em três das cinco


demonstrações financeiras: Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultado e fluxo de
caixa.

2.2.2. Balanço Patrimonial

De acordo com PGC, o balanço é uma demonstração contabilística destinada evidenciar,


quantitativamente e qualitativamente numa determinada data, a posição patrimonial e
financeira de uma entidade.

Balanço patrimonial é um demonstrativo contábil que, em dado momento, apresenta de


forma sintética e ordenada as contas patrimoniais agrupadas de acordo com a natureza dos
bens, direitos, obrigações que representam. Tem por finalidade apresentar a situação
patrimonial em dado momento.

O Balanço Patrimonial um resumo que apresenta, dentro da ordenação acima, os saldos finais
das contas do sistema patrimonial.

Para Mendes (2001.p.26), o balanço só é elaborado com um horizonte temporal em geral de


um ano. Ora, estando o património em contínua transformação (alteração), o balanço apenas
nos dá a conhecer os valores nas datas da sua elaboração; daí que um só balanço corresponde
a uma situação estática, enquanto as comparações de balanços sucessivos representam uma
situação dinâmica, portanto vai dando a conhecer a evolução da empresa.”

Quanto a estrutura do Balanço o PGCA (2014, p.25) enfatiza que o Balanço apresenta uma
disposição vertical, encontrando-se dividido em duas partes, a parte superior na qual se inclui
o Activo e na parte inferior na qual se inclui o Passivo e Capital Próprio. Outra característica
desta demonstração financeira decorre directamente da equação fundamental da

14
contabilidade e que consiste na obrigatoriedade de existir uma igualdade entre o total da
parte superior e total da parte inferior, ou seja:

TOTAL DO ACTIVO = TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO + TOTAL DO PASSIVO

Esta demonstração deve conter o nome da entidade que relata, a data do balanço, a moeda de
relato e o nível de arredondamento (ex.: milhares de kwanzas).

A importância do balanço patrimonial está no facto de este dispor os dados do ativo, passivo
e património líquido de forma sintética, possibilitando, as pessoas interessadas, conhecer a
situação patrimonial e a realização de análise de suas mutações e configurações.

Assim, a análise do balanço patrimonial é um passo importante na avaliação da situação geral


de uma empresa. Com base nesta análise pode-se identificar e antecipar problemas, avaliar
alternativas e, acima de tudo, identificar caminhos para fazê-la se fortalecer e prosperar.

2.2.3. Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)

A Demonstração de Resultado é composta pelos custos e pelos proveitos de uma entidade,


sendo que habitualmente refere-se que esta demonstração proporciona informação acerca do
desempenho, derivando deste facto a denominação de elementos do desempenho atribuída
aos custos e aos proveitos.

Quando é referido que esta demonstração financeira proporciona informação acerca do


desempenho tal decorre do facto de ser considerado que o resultado líquido é uma medida do
desempenho económico de uma entidade. Face ao exposto compreende-se que na
demonstração de resultados aos proveitos sejam deduzidos os custos por forma a calcular o
resultado líquido do exercício, sendo que:

Se, PROVEITOS < CUSTOS então RESULTADO LÍQUIDO negativo (prejuízo).

Se, PROVEITOS > CUSTOS então RESULTADO LÍQUIDO positivo (lucro).

Se, PROVEITOS = CUSTOS então RESULTADO LÍQUIDO nulo.

A relação entre estas duas demonstrações financeiras referidas é efetuada através da rúbrica
resultado líquido do exercício que após apurado através da demonstração de resultado é
depois parte integrante do capital próprio e como tal integrando deste modo o balanço. Com
a análise do balanço patrimonial e da Demonstração de Resultado do Exercício (DRE), é
possível verificar a situação da empresa sobre os mais diversos enfoques, tais como a análise

15
de estrutura, de evolução, de solvência, da garantia de capitais próprios e de terceiros, de
retorno de investimentos, etc.

2.2.4 Indicadores Económico-financeiros


Os indicadores económico-financeiros são os elementos que representam o conceito de
análise de balanço e basicamente, cálculos matemáticos efetuados a partir de dados do
Balanço Patrimonial e da DRE, a fim de esclarecer o entendimento da situação patrimonial,
financeira e rentável da empresa. Eles evidenciam informações atuais da empresa ao mesmo
tempo em que podem detetar o que pode acontecer no futuro.

Os principais indicadores financeiros são:

 Autonomia Financeira: indica-nos que por cada 100 Kz aplicados na empresa, quantos
são próprios e quantos são alheios. Ou seja, mede a participação do capital próprio no
financiamento da empresa. Um valor igual a um, significa uma autonomia máxima e atinge-
se quando os capitais alheios forem nulos.

Ela calcula-se da seguinte forma:

AF = Capital Próprio/Activo *100


 Endividamento: indica qual o percentual de obrigações em curto prazo em relação às
obrigações totais.

Endividamento = Passivo/Activo*100

 Composição de Endividamento: indica a natureza do endividamento da empresa


comparando o endividamento a curto e longo prazo.

Comp. Endividamento = Passivo Corrente/Passivo*100

 Solvabilidade: este rácio dá-nos a conhecer a capacidade da empresa para solver os seus
compromissos. Quanto maior for o valor deste rácio, melhor está a estrutura financeira da
empresa.

Solvabilidade = Capital Próprio/Passivo

 Liquidez geral: mede a capacidade de uma empresa para fazer frente as suas dívidas a
curto prazo.

LG = Activo Corrente/Passivo Corrente

16
 Liquidez Reduzida: dá-nos a conhecer quais as possibilidades da empresa em cobrir as
dívidas a curto prazo com a exceção das existências.

LR = Activo Corrente – Existências/Passivo Corrente

 Liquidez Imediata: mede a capacidade da empresa em cumprir com as suas obrigações de


curto prazo, usando apenas as disponibilidades.

LI = Disponibilidades/Passivo Corrente

Os principais indicadores económicos são:

 Rendibilidade sobre as Venda: indica quanto a empresa obtém de lucro para cada 100
Kz vendido. Quanto maior for melhor.

RSV = Resultado Líquido/Vendas *100

 Giro do Activo: trata-se do segundo fator da equação fundamental da rentabilidade e dá a


conhecer a eficiência com que a empresa consegue gerir o activo que foi colocado à sua
disposição.

GA = Vendas/Activo

 Rentabilidade sobre o Activo: indica quanto a empresa obtém de lucro para cada 100 Kz
de investimento total. Quanto maior for melhor. Calcula-se da seguinte forma:

RA= Lucro Liquido/Activo Total *100

 Rentabilidade sobre Capital Próprio: indica quanto a empresa obteve de


lucro para cada 100 Kz de capital próprio investido. Quanto maior melhor.

RCP = Lucro Liquido/Capital Próprio *100

Assim sendo, as demonstrações financeiras fornecem informações para efeitos externos


como a posição financeira, desempenho e alteração na posição financeira. As demonstrações
também fornecem informações sobre a forma de condução dos negócios, ela prepara as
informações adicionais que vão de acordo com as suas próprias necessidades, através da
análise das demonstrações financeiras o gestor pode ter uma visão ampla do que ocorre na
empresa e pode tomar decisões mais acertivas e planear o futuro da empresa.

17
CAPÍTULO III. FUNDAMENTAÇÃO PRÁTICA
O presente capítulo tem o intuito de analisar os resultados da pesquisa realizada, tendo por
propósito atingir os objetivos gerais e específicos do trabalho, tendo em primazia trazer a
contextualização e apresentação dos dados da empresa SBPM Comercial Lda. Primeiramente
apresentamos a empresa SBPM, que foi o objecto de estudo do nosso trabalho.

3.1. Caracterização do Local de Estudo


A empresa SBPM – Comércio Geral, Limitada é uma sociedade constituída nos termos da
lei angolana por escritura pública de 10 de Julho de 2018 e os seus estudos foram publicados
no Diário da República III Série nº 137, tendo iniciado a sua atividade em 2018. Morada, no
Bairro Benfica, Avenida 21 de Janeiro, Casa 39 Luanda Angola, e-mail: SBPM@[Link].

Esta sociedade encontra-se registada na Repartição Fiscal sob número de identificação fiscal
5000034002, onde tem como capital subscrito de 1.000.000,00 pertencentes aos sócios:

 Beatriz Lourenço – com 250.000,00 (Duzento e cinquenta Mil Kwanzas).

 Maria Armandinho- com 250.000,00 (Duzento e cinquenta Mil


Kwanzas);

 Paulina Sebastião – com 250.000,00 (Duzento e cinquenta Mil Kwanzas);


 Sandra António – com 250.000,00 (Duzento e cinquenta Mil Kwanzas);

Para além dos (4) quatro sócios, a empresa emprega mais quatro empregados que totalizam

(8) oito funcionários.

A actividade da empresa consiste na comercialização de produtos, importação e exportação,


comércio a grosso e a retalho, podendo dedicar-se a qualquer outro ramo de comércio ou
indústria em que os sócios acordem e seja permitido por lei.

A SBPM – Comércio Geral, Limitada, no regime do IVA, encontra-se cadastrada no


regime simplificado sujeita aos seguintes impostos e taxas:

i. Imposto Industrial: Este imposto corresponde 25% do lucro tributável, o qual é


calculado com base nos registos contabilísticos da empresa, austado por custos não
aceites fiscalmente;
ii. Segurança Social: esta contribuição corresponde a 11% das remunerações dos
empregados, sendo que 8% são da responsabilidade do empregador;

18
iii. Imposto Sobre Rendimento do Trabalho (IRT). Este imposto é retido pela empresa
deduzido nos ordenados dos empregados, sendo calculado com base nas
remunerações dos mesmos, encontrando-se definidos legalmente 14 escalões
crescentes de tributação que variam entre 10% e 25% em função da remuneração dos
empregados;
iv. Imposto de Selo: Este imposto é líquido mensalmente pelas autoridades fiscais e
corresponde a 1% sobre o rendimento das vendas e prestação de serviços.

Missão

Como missão a SBPM Comercial, entra para o mercado para empreender de formas a dar o
seu contributo no ramo do empreendedorismo e comercializar produtos de alta qualidade.
Contribuindo significativamente na diminuição do índice de desemprego em Angola, uma
das grandes preocupações que enferma a juventude angolana.

Visão

A visão é de crescimento profissional, capacitando os seus quadros que são o capital humano,
e ser a maior rede de comercialização de telemóveis em Angola.

Valores

Prima por valores aceites no melhoramento da relação com seus clientes de modo a manter
relações saudáveis e duradouras nas parcerias.

Organigrama da Empresa SBPM


Tabela 3: Organigrama da empresa SBPM

Direitor geral

Direitor Financeiro Direitor doso recursos humanos Direitor comercial

Contabilida Tesouraria Recrutamento Formação Venda Publicidade

19
3.2. APRESENTAÇÃO DOS DADOS

3.2.1. Balanço Patrimonial

Entidade.................................................................. SBPM Comercial, LDA Balanço


em............................................................. 20/11/2023/2024

Valores expressos em.............................................. AKZ


Tabela 4: Balanço patrimonial

Designação Notas Exercício

ACTIVO 2024 2023


Activos não correntes:
Imobilizações corpóreas........................................... 4 13.200.000,00 10.200.000,00
- 5 0,00 0,00
Investimentos em subsidiárias e associadas............. 6 0,00 0,00
Outros activos financeiros........................................ 7 0,00 0,00
Outros activos não correntes.................................... 9 0,00 0,00
13.200.000,00 10.200.000,00
Activos correntes:

Existências................................................................ 8
17.128.047,77 11.308.699,68

Contas a receber....................................................... 9 22.797.000,00 15.330.834,04


Disponibilidades...................................................... 10 2.700.000,00 1.797.213,73
Outros activos correntes.......................................... 11 0,00 0,00

42.625.047,77 28.436.747,45
55.825.047,77 38.636.747,45
Total do activo
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO

Capital...................................................................... 12 4.000.000,00 4.000.000,00

20
Reservas................................................................... 13 ,00 0,00
Resultados transitados............................................. 14 19.045.711,38 11.137.199,09
Resultados do exercício........................................ 23.460.240,49 7.908.512,29
46.505.951,87 23.045.711,38-
Passivo não corrente:

Empréstimos de médio e longo prazos...................... 15 1.100.000,00 1.328.499,00


Impostos diferidos................................................... 16 0,00 0,00
Provisões para pensões............................................ 17 0,00 0,00
Provisões para outros riscos e encargos.................... 18 0,00 0,00
Outros passivos não correntes................................ 19 0,00 0,00
1.100.000,00 1.328.499,00
Passivo corrente:

Contas a pagar........................................................ 19 8.206.095,90 14.222.537,07

Empréstimos de curto prazo.................................... 10 13.000 40.000,00


Parte cor. Dos empréstimos. A médio e longo 15 0,00 0,00
prazos...........
Outros passivos correntes...................................... 21 0,00 0,00
8.219.095,90 14.262.537,07

Total dos passivos 9.319.095,90 15.591.036,07

Total capital próprio e passivo………………………..


55.825.047,77 38.636.747,45

Fonte: Dados fornecidos pela empresa SBPM Comercial Lda.

21
3.2.2 Demonstração de Resultado do Exercício
Empresa................................................................... SBPM Comercial, LDA

Demonstração de resultados em............................ 20/11/2022

Valores expressos em........................................... AKZ


Tabela 5: Demonstração de Resultado do Exercício em 20/11/2022

Exercícios
Designação Notas
2024 2023

Vendas 22 32.000.000,00 22.480.000,00


Prestações de serviços 23 14.730.000,00 8.888.700,00
Outros proveitos operacionais 24 0,00 0,00
Variações nos produtos acabados e pvf 25 0,00 0,00
Trabalhos para a própria empresa 26 0,00 0,00
Total os Proveitos 46.730.000,00 31.368.700,00

Custos das mercadorias Vendidas e matérias cons. 27 0,00 32.000,00


Custo com o pessoal 28 12.599.016,41 9.982.049,98
Amortização do Exercício 29 10.230,00 23.433,44
Outros custos operacionais 30 451.476,77 521.049,02
Total dos custos 13.060.723,18 10.558.532,44

Resultados operacionais: 33.669.276,82 20.810.167,56

Resultados financeiros 31 4.723.585,00 -2.973.228,69


Resultados de filiais e associados 32 0,00 0,00
Resultados não operacionais 33 0,00 0,00

Resultados antes de impostos: 38.092.861,82 17.836.938,87

Imposto sobre o rendimento 9.523.215,46 4.459.234,72


35

Resultado líquido das actividades correntes: 28.569.646,36 13.377.704,15

Resultados extraordinários 34 0,00 0,00


Imposto sobre o rendimento 35 0,00 0,00

Resultados Líquidos do exercício: 28.569.646,36 13.377.704,15


Fonte: Dados fornecidos pela empresa SBPM Comercial Lda

22
3.4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS
Esta parte destina-se à discussão dos dados resultados pela empresa em análise,
apresentando as seguintes considerações:

Para analisar as informações decidiu-se utilizar os rácios, baseando-se nos resultados


obtidos nas demonstrações, usando os rácios financeiros e económicos (de
rendibilidade).

• Rácios de Liquidez
Tabela 6: Rácios de liquidez

RÁCIOS INDICADORES 2024 2023

Geral = Activo Corrente/Passivo 5,19 1,99


Corrente
LG (2024)
=42.625.047,77/8.219.095,90
LIQUIDEZ
LG (2023)
=28.436.747,45/14.262.537,07

Reduzida = Activo Corrente- 3,10 1,20


Existências/Passivo Corrente
LR (2024) = 42.625.047,77-
17.128.047,77/8.219.095,90
LR(2023) = 28.436747,45-
11.308.699,68 /14.262.537,07

Imediata = Disponibilidades/Passivo 0,33 0,13


Corrente
LI (2024) = 2.700.000/8.219.095,90
LI (2023) =
1.797.213,73/14.262537.07

Fonte: Elaborado pelo grupo baseando-se nos dados fornecidos pela empresa.

Sendo que o objetivo principal dos rácios de liquidez é de analisar a capacidade que um bem
tem de se transformar rapidamente em dinheiro, esses rácios são cruciais para avaliar a saúde
financeira de uma empresa e a sua capacidade de enfrentar obrigações imediatas sem
comprometer suas operações normais.

23
Quanto aos rácios de liquidez, a empresa apresenta uma liquidez geral e reduzida de 1,99%
(2023) e 5,19% (2024) o que indica que a empresa tem uma boa capacidade de cumprir as
suas obrigações de curto prazo utilizando activos correntes mais líquidos.

Na liquidez imediata encontrou-se valores inferiores a 100%, 0,13% (2023) e 0,33% (2024),
o que indica que a empresa não tem como quitar suas dívidas no momento.

 Rácios Financeiros

Tabela 7: Rácios financeiros

RÁCIOS INDICADORES 2024 2023

Aut. Finan. = Capital


Próprio/Activo *100% 0,59
AF(2024)=46.505.951,87/55.825.047,77*10 0,83
0
AF(2023)=23.045.711,38/38.636.747,45*10
FINANCEIROS 0

Endividamento= 0,16 0,40


(Passivo/Activo) *100%
E(2024)=9.319.095,96/55.825.047,77*100
E(2023)=15.591.036,07/38.636.747,45*100

Comp. Do End = Passivo corrente/Passivo


*100% 88,20 91,48
CE(2024)=8.219.095.,90/9.319.095,90*100
CE(2023)=[Link]/15.591.036,07*10
0
Solvabilidade = Capital Próprio/Passivo
S(2024)=46.505.951,87 /9.319.095,90
S(2023)=23.045.711,38/15.591.036,07 4,99 1,48
Fonte: Elaborado pelo grupo baseando-se nos dados fornecidos pela empresa.

Sabendo que os rácios financeiros analisam a estrutura financeira da empresa bem como a
capacidade de endividamento e a solvabilidade, esses indicadores financeiros mostram o
desempenho da empresa e fazem uma previsão sobre o futuro da empresa a partir de um
orçamento.

Ao analisar os rácios financeiros podemos ver que os números apresentados mostram


resultados satisfatórios para a empresa, pois o número de rácio de endividamento,40,35 %
24
(2023) e 16,69% em (2024) é inferior ao rácio de autonomia, 59,65% (2023) e 83,31%
(2024) que indica que a empresa possui menos dividas, ou seja empresa não depende
inteiramente de dívidas para financiar suas operações. E os valores de solvabilidade, 1,48%
(2023) e 4,50% (2024) indicam que a empresa tem recursos suficientes para cobrir suas
obrigações de curto prazo.

• Rácios de Rendibilidade

Tabela 8: Rácios de Rendibilidade

RÁCIOS INDICADORES 2024 2023

R.V= Resultado 0,89 0,59


Liquido/Vendas *100%
RV(2024)=28.569.649,36/32.000.000*100
RV(2023)=13.377.704,15/22.480.000*100

RENDIBILIDADE
G.A = Venda 0,57 0,58
Liquido/Activo
GA(2024)=32.000.000/55.825.045,77
GA(2023)=22.480.000/38.636.747,45

R.C.P = Resultado
Líquido/Capital Próprio
*100% 0,61 0,58
RCP(2024)=28.569.649,36/46.505.951,87*100
RCP(2023)=13.377.704,15/23.045.711,38*100

R.A = Resultado líquido/Activo *100% 0,34


RA(2024)=28.569.649,36/55.825.045,77*100 0,51
RA(2023)=13.377.704,15/38.636.747,45*100
Fonte: Elaborado pelo grupo baseando-se nos dados fornecidos pela empresa SBPM Comercial
Lda

Sendo que os rácios de rendibilidade (económicos) são aqueles que revelam aspetos da
situação económica da empresa como estrutura de custos, proveitos, margem de
rendibilidade, capacidade de auto-financiamento e a capacidade de gerar lucro.

Ao averiguar os rácios de rendibilidade podemos constatar no resultado sobre vendas (R.V)


do ano 2023 que obtivemos uma margem de lucro alto de 81,23% (2023), e 79,91% (2024),
com isso houve uma diminuição de 1,32% sobre a margem de lucro, o que significa que a
empresa está a incorrer em prejuízo liquido em vez de lucro com as suas operações.

25
Relativamente ao giro do activo da empresa do ano 2023 (0.58) e 2024 (0,57), contactou-se
uma diminuição de 0.01% o que mostra que os activos da empresa estão a ser convertidos em
receitas de serviços aproximadamente 0,38 durante o período considerado. Em outras
palavras, cada unidade monetária de activos da empresa gera cerca de 0,38 unidades
monetárias de receitas de serviços.

Ao verificar o rácio sobre o capital próprio constatou-se uma mudança drástica de um ano
para outro, sendo que, em 2023 a empresa gerou um retorno de 79,24 % sobre o capital
próprio investido pelos acionistas do ano anterior indicando que a empresa estava a gerar um
bom lucro em relação ao dinheiro investido. Já em 2024 a empresa decaiu 54,98%
apresentando um retorno positivo de 24,26%.

Ao verificar o rácio de rendibilidade sobre o activo constatou-se em 2023, uma rendibilidade


de 47,26% o que indica que a empresa esta bem financeiramente. No ano de 2024 houve um
declineo de 45,80% de rendibilidade sobre o activo para gerar lucro.

26
CONCLUSÃO
A tomada de decisão em uma empresa é um processo fundamental que influencia
directamente no sucesso e sustentabilidade de uma empresa; em virtude dos factos outro hora
citados foi possível responder ao problema de pesquisa que a Contabilidade é tida como
ferramenta de gestão financeira para fornecer informações, sejam elas positivas ou negativas,
que influenciam na tomada de decisão.

Ao diagnosticar o desempenho da empresa SBPM Comércio Geral Lda, baseando-se nos


indicadores financeiros, concluímos que a empresa SBPM nos anos 2023 e 2024 obteve um
resultado positivo quanto a Liquidez Geral e Reduzida, o que indica que a empresa tem
capacidade de pagar as suas dívidas de curto prazo utilizando os seus activos líquidos,
porém, a liquidez imediata, quanto a pagar as obrigações imediatas a empresa terá
capacidade de solver as suas obrigações de curto prazo pois apresenta no ano de 2024 um
valor positivo de 0,33.

Quanto a estrutura financeira, a empresa apresentou um desempenho positivo face a


Autonomia Financeira, pois ela demonstra um baixo grau de endividamento, o que indica que
a empresa possui uma quantidade insignificativa de dívidas em relação aos seus recursos
financeiros disponíveis, considerando uma posição de solvência por resultar em valores
positivos que expressam a capacidade da empresa em cumprir suas obrigações financeiras
através de seus activos.

Desta feita, alcançou-se todos os objectivos apresentados no trabalho, como a fundamentação


teórica de todos os conceitos, analisou-se que a contabilidade pode auxiliar no processo de
tomada de decisão da empresa, como também foi possível diagnosticar o desempenho da
empresa SBPM Comércio Geral Lda e apresentar contribuições para um melhor
desenvolvimento da empresa nos próximos exercícios económicos, assegurando todas as
sugestões apresentadas no presente trabalho.

27
28
29
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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