RESUMO ETPS
Aula 01
Autoridade Marítima: É o representante legal do país, responsável, dentre outras atribuições, pelo
ordenamento e regulamentação das atividades da Marinha Mercante.
LESTA Lei Nº 9.537/97: Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário.
1.3 RLESTA: Decreto 2.596, de 18 de maio de1998 Regulamenta a Lei Nº 9.537, de 11 de dezembro De 1997
(LESTA).
NORMAM: Normas da Autoridade Marítima.
Definições
Amador: Todo aquele com habilitação certificada pela Autoridade Marítima para operar embarcações de
esporte e/ou recreio, em caráter não profissional.
Inspeção Naval: Atividade de cunho administrativo que consiste na fiscalização do cumprimento da LESTA e
das normas e regulamentos dela decorrentes, e dos atos e resoluções internacionais ratificados pelo Brasil.
Inscrição Da Embarcação: É o seu cadastramento na CP, DL ou AG, com a atribuição do nome e do número de
inscrição e a expedição do respectivo Título de Inscrição de Embarcação (TIE).
Profissional não tripulante: Todo aquele que, sem exercer atribuições diretamente ligadas à operação da
embarcação, presta serviços eventuais a bordo.
Áreas de segurança: Não é permitido o tráfego e fundeio de embarcações nas seguintes áreas consideradas
de segurança:
a) a menos de duzentos (200) metros das instalações militares;
b) áreas próximas às usinas hidrelétricas, termoelétricas e nucleoelétricas, cujos limites serão fixados e
divulgados pelas concessionárias responsáveis pelo reservatório de água, em coordenação com o CP, DL ou
AG da área;
c) fundeadouros de navios mercantes;
d) canais de acesso aos portos;
e) proximidades das instalações do porto;
f) a menos de 500 (quinhentos) metros das plataformas de petróleo;
g) áreas especiais nos prazos determinados em Avisos aos Navegantes; e
h) as áreas adjacentes às praias, reservadas especialmente para os banhistas.
Aula 02
Classificação dos incêndios
Classe A - Materiais sólidos inflamáveis. Exemplos: Madeira, papel, etc.
Classe B - Líquidos inflamáveis. Exemplos: Gasolina, álcool, etc.
Classe C - Equipamentos elétricos energizados. Ex. Quadros elétricos, motores elétricos, etc.
Classe D - Metais combustíveis. Exemplos: Magnésio, titânio, etc.
Classe K – São os que se verificam em gorduras vegetal e animal “Óleos de cozinha”.
Os agentes extintores são:
Água
Espuma
CO2 (Gás carbônico)
Pó químico
Água - Utilizada para incêndios das classes A e B. Não deve ser utilizada em incêndios das classes
C e D.
Espuma - Utilizada para incêndios das classes A e B. Não deve ser utilizada em incêndios das
classes C e D.
CO2 - Pode ser utilizado em incêndios das classes A, B e C. Não deve ser utilizado para incêndios
da classe D.
Pó químico - O pó químico pode ser utilizado para incêndios das classes A, B e C. Nos incêndios
da classe D, poderá ser utilizado um pó químico seco, sem umidade, específico para determinados
metais combustíveis.
Extintor de Pó Químico Umedecido: É o agente extintor ideal para incêndio em óleos de cozinha
(Classe K).
Processos de extinção de incêndios: Resfriamento, Abafamento e Isolamento.
Aula 03
Equipamentos de Salvatagem: São esses equipamentos que vão garantir a sobrevivência das pessoas caso
ocorra um naufrágio. Ex. colete salva-vidas e a bóia circular.
DPC: Diretoria de Portos e Costa.
Aula 04
Caturro: é o movimento de oscilação vertical no sentido proa popa.
Balanço: o movimento de oscilação de um bordo para outro.
Alquebramento: É quando ocorre uma maior concentração de pesos nas extremidades da
embarcação provocando uma curvatura longitudinal com a convexidade para cima.
Contra-alquebramento - É quando ocorre uma maior concentração de pesos no centro da
embarcação provocando uma curvatura longitudinal com a convexidade para baixo;
Calado: É a distância vertical compreendida entre a linha de base (fundo da embarcação) e a
superfície da água.
Boca: É a largura da embarcação, pode ser considerada boca máxima ou boca moldada.
Compasso: é a diferença entre os calados a ré e avante.
Quando o calado a vante é igual ao calado a ré, diz-se que a embarcação está em águas parelhas,
se compasso ou trimada.
Quando o calado a ré é maior do que o calado a vante, diz-se que a embarcação está derrabada.
Quando o calado a vante é maior do que o calado a ré, diz-se que a embarcação está abicada.
Linha d’água ou linha de flutuação: É a interseção da superfície da água com o costado da
embarcação. É também chamada de linha d’água a faixa pintada no casco entre os calados
máximo (a plena carga) e leve (embarcação vazia),conforme mostra a figura.
Borda Livre: É a distância vertical, medida no costado, entre a superfície da água e o convés principal.
Obras vivas (carena): É a parte do casco que fica mergulhada na água quando a embarcação está
totalmente carregada. Água aberta é a ocorrência de embarque de água em virtude
de uma abertura nas obras vivas da embarcação.
Tudo acima da linha d’água - obras mortas
Tudo abaixo da linha d’água - obras vivas
Peação da carga é a técnica de fixá-la à estrutura da embarcação, de maneira que ela não se
movimente durante a viagem, evitando que venha a sofrer avarias e causar acidentes.
Aula 05
Regras de manobra no mar
A - Situação de Roda a Roda: Quando duas embarcações, a propulsão mecânica, estiverem se
aproximando em rumos diretamente opostos, ou quase diretamente opostos, em condições que
envolvam risco de colisão, cada uma deverá guinar para boreste, de forma que a passagem se dê
por bombordo uma da outra.
B - Manobra de ultrapassagem ou de alcançando: Quaisquer que sejam as condições, toda embarcação que
esteja ultrapassando outra deverá manter-se fora do caminho desta.
C - Manobra em situação de rumos cruzados ou rumo de colisão: Quando duas embarcações, a propulsão
mecânica, navegam em rumos que se cruzam, podendo colidir, a embarcação que avista a outra por boreste
deverá se manter fora do caminho desta e, caso as circunstância o permitam, evitar cruzar sua proa.
Prioridade de manobra de acordo com o tipo de embarcação:
Embarcações a propulsão mecânica devem manobrar em relação a embarcação:
D a vela
Embarcações a vela devem manobrar em
relação a embarcação:
Embarcações engajadas na pesca devem manobrar em relação a embarcação:
Embarcações de manobra restrita devem manobrar em relação a embarcação:
Embarcações menores que 7 metros
Independentemente do tipo de propulsão, essas embarcações devem apresentar
uma luz branca; se tiver velocidade maior que 7 nós, deve apresentar também
luzes de bordo.
Aula 06
Canal 16: para chamada e socorro.
Aula 07
Clima: É o conjunto de toda a informação estatística sobre o tempo em determinado local (MÉDIA).
Tempo: Condição climática temporária do dia.
Tempestade: Uma tempestade é um fenômeno ou agitação atmosférica de caráter violento,
que possui curta duração e pode vir acompanhado de ventos fortes, chuva, granizo, relâmpagos
e raios.
Os processos meteorológicos se desenvolvem em sua totalidade na Troposfera, de sua base
até aproximadamente 3 km de altitude.
Aula 10
Nomenclatura de Embarcações
Unidade de medidas:
2.3.1 Corpos – os navios são divididos ao meio formando os corpos de vante e de ré.
2.3.4 Meia-nau – é a parte do casco que divide os dois corpos; é
um referencial de uma região da embarcação que se situa entre a proa e a
popa.
2.3.5 Bordos – são os lados da embarcação, ou seja, as duas partes
em que o casco é dividido por um plano que corte a proa e a popa. Um
observador posicionado na linha diametral do navio e voltado para a
proa, terá boreste (BE) à sua direita e bombordo (BB) à sua esquerda.
2.3.6 Bochechas– são as partes curvas do costado de um
bordo e de outro, próximas à proa. Amura é o mesmo que
bochecha, significa também uma direção qualquer entre a proa e o
través.
2.3.6 Través – é a direção perpendicular ao plano longitudinal que corta o navio
de proa a popa.
2.3.7 Alhetas – são as partes curvas do costado de um bordo e de outro,
próximas à popa.
2.3 Compartimentos – são as divisões internas de uma embarcação.
2.4 Anteparos – são divisórias verticais, que formam os
compartimentos da embarcação. A bordo não há paredes, mas sim
anteparos.
2.5 Convés – são os pavimentos de uma embarcação.
Um convés é corrido quando não sofre interrupção de proa a popa, sendo
o mais elevado chamado de convés principal.
2.6 Superestruturas – são as elevações construídas sobre o
convés principal. Existem vários tipos de superestrutura, como castelo e
tombadilho, sendo a principal denominada central.
3.5 O castelo e o tombadilho são pequenos conveses situados na
proa e na popa, respectivamente, usados nas manobras de atracação,
desatracação e reboque.
3.5.1 Castelo ou castelo de proa – é uma espécie de plataforma
na proa, onde ficam situados os escovéns (aberturas onde fica gurnida a
âncora de vante ou ferro de vante), as espias (cabos de amarração da
embarcação), as buzinas (aberturas por onde passam as espias para
terra) e todo o material das fainas de atracação e fundeio.
4.1 Casco – é uma espécie de vaso que serve de base à embarcação.
Em sua parte inferior corre a quilha, que acompanha todo o casco,
desde a proa até a popa, servindo-lhe de peça principal de
sustentação da sua estrutura. A quilha funciona no casco como a
coluna vertebral no corpo humano e o divide em dois bordos. Para a
sustentação do chapeamento do casco, saem as cavernas para um
bordo e para outro, como se fossem as nossas costelas, que partem
da coluna vertebral. O conjunto de cavernas que dá forma ao
casco é chamado de cavername. Depois de formado o esqueleto
do casco, este recebe o chapeamento ou revestimento.
4.3 Linha d’água – é uma faixa pintada no casco da embarcação, que representa a
região em que ela flutua.
O leme é um dispositivo de controle da direção de embarcações ou aeronaves.
Acessórios do Convés
Buzina: Abertura feita no costado para que os cabos, boças e espias possam sair em direção aos cabeços
do cais, permitindo dessa forma, que seja feita a amarração dos navios, balsas, dragas, lanchas e etc.
Cabeços
Peças feitas de ferro ou aço que tem como função principal, receber as
alças das espias de uma embarcação, para mantê-la amarrada ao cais.
5.3 Aberturas
5.4 Escotilha – abertura no convés ou nas cobertas, geralmente retangular, por onde passam a carga,
o pessoal e a luz. Cobertas são os espaços compreendidos entre os conveses abaixo do principal.
5.5 Escotilhão – tipo de escotilha que dá acesso ao pessoal para as cobertas, porões compartimento
de conveses inferiores. Seu fechamento é estanque.
5.6 Amarra – é uma corrente que leva a âncora (ferro) ao seu fundeadouro. A amarra é dividida em
seções denominadas quartéis. O conjunto de quartéis de uma amarra forma uma quartelada, que
varia em seu comprimento, de acordo com o tamanho do navio.
2.3 Escovém – é um tubo por onde gurne a amarra da embarcação, do convés
para o costado.
2.4 Paiol da amarra – a figura abaixo mostra o paiol onde a amarra fica recolhida.
Âncora almirantado - é a mais antiga e tem um grande poder de fixação ao fundo (poder de unhar),
entretanto é difícil de içar e estivar a bordo.
Âncora patente - surgiu em virtude dos problemas do tipo almirantado, facilitando o içamento e o
alojamento no escovém por ter mobilidade nos braços.
Âncora danforth - tem grande poder de unhar, braços móveis e peso reduzido, sendo ideal para
embarcações pequenas.
5.10 Defensas: São trabalhos marinheiros feitos com cabos, pneus, feixes de varas, cortiças e etc. Sua
função é proteger as embarcações ou os navios nas atracações, abordagens e enquanto estiverem
atracados.
Embarcação É tudo que possa transportar sobre as águas, pessoal ou material, com
segurança.
Manobras das Embarcações
Atracação: é o ato de “encostar” com a embarcação/navio no cais.
Desatracação: é a manobra inversa. É o ato de se fazer ao mar.
Fundear: é o ato de lançar o ferro/âncora dos navios/embarcações no mar/rio para mantê-la
na posição desejada.
Suspender: manobra inversa ao fundeio. Recolher o ferro/
BOÇAS: São cabos de menor bitola destinados a amarrar embarcações miúdas.
Espias: São cabos cuja a bitola variam de 2,5 a 8 polegadas e que servem para amarrar os navios ao
cais ou a contra bordo de outras embarcações.