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Redes Protocolos

O documento aborda o Módulo 1 do curso profissional de Técnico de Multimédia, focando em redes e protocolos de comunicação. Ele explora conceitos como tipos de transmissão, modelos de comunicação (OSI e TCP/IP), e a importância de hardware e software para a construção de redes. Além disso, discute técnicas de modulação, multiplexação e as diferenças entre sinais digitais e analógicos.

Enviado por

Henrique B
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Redes Protocolos

O documento aborda o Módulo 1 do curso profissional de Técnico de Multimédia, focando em redes e protocolos de comunicação. Ele explora conceitos como tipos de transmissão, modelos de comunicação (OSI e TCP/IP), e a importância de hardware e software para a construção de redes. Além disso, discute técnicas de modulação, multiplexação e as diferenças entre sinais digitais e analógicos.

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Escola Secundária c/ 3ºCEB de Ponte de Sor

MÓDULO 1: REDES E PROTOCOLOS


Curso Profissional Técnico de Multimédia Conteúdos
> Introdução às redes de computadores.
> Componentes de um sistema de comunicações.
> Sistemas simplex, half-duplex e full-duplex.
Sistemas de Informação > Transmissão de sinais analógicos e digitais.
> Técnicas de conversão analógico-digital.
MÓDULO 1 > Modulação em amplitude, frequência e fase.
> Ligações síncronas e assíncronas.
> Modelo geral de comunicação.
> Os modelos OSI e TCP/IP.
Redes e Protocolos > Redes de computadores locais (LAN,WAN).
> Meio físicos de transmissão de dados.
> Equipamentos usados em LANs: repetidores, hubs, bridges,
switches e routers.
> Topologias de redes.
> Serviços de rede. 2
> Instalação de servidores de páginas web.
Carga Horária: 21 Horas  28 TL de 45min

O que é uma rede de computadores? Vantagens das redes


> É um sistema de comunicação de dados constituído
através da interligação de computadores e
periféricos, com a finalidade de trocar informação e > Partilha de recursos físicos (discos, impressoras, etc.);
partilhar recursos. > Partilha de programas;
> Partilha de ficheiros;
> Intercâmbio de mensagens e informação;
> Melhor organização do trabalho em grupo.

3 4

A nível de Hardware necessitam de: A nível de Software necessitam de :

1. Utilitários e programas de aplicação para trabalho


em rede;
1. Computadores;
Computadores;
2. Periféricos (impressoras, cd´s, modem´s, etc.); 2. Sistemas operativos específicos para redes;
3. Meios físicos de transmissão (cabos, ou sistemas de 3. Drivers de placa de rede
rede, complementam o sistema
operativo no sentido de este poder comunicar com a
comunicações sem fios);
placa;
4. Dispositivos de ligação dos computadores à rede
(placas de rede, modems e/ou outros dispositivos).
4. Protocolos de comunicação que tornam possível
tecnicamente a emissão e recepção de dados entre os
computadores envolvidos numa comunicação.

5 6

1
Transmissões de Dados Transmissões de Dados

> São feitas entre um transmissor e um receptor e


As transmissões de dados são também
classificáveis quanto ao facto de poderem ser
através de um meio de transmissão ou canal.
ou não simultâneas.

> Os dados são transportados por ondas Transmissões


electromagnéticas ou luminosas.
>simplex
> Os meios de transmissão podem ser guiados ou
não guiados. Os guiados orientam as ondas – >half-duplex
caso dos cabos – e os não guiados não orientam –
caso do ar ou da água do mar.
>full-duplex
7 8

Transmissão Simplex Transmissão Half-duplex

Este é o modo de transmissão feito numa só A transmissão é efectuada nos dois sentidos,
direcção. (ex. leitores de catões) mas não em simultâneo, isto é, somente um dos
lados pode transmitir tendo o outro que esperar.
(ex. rádios dos serviços de emergência)

9 10

Transmissão Full-duplex Sinais digitais e analógicos

> O termo ‘digital’ está associado a tudo aquilo que


Nesta transmissão a comunicação é efectuada
em simultâneo nos dois sentidos. pode ser representado por valores discretos (como
(ex. Linha Telefónica) 0,1,2,3,...).
> A tendência actual é para a generalização da
utilização dos sinais digitais mesmo nas redes
telefónicas. Isto está a decorrer com a evolução das
redes telefónicas tradicionais para a RDIS (Redes
Digitais com Integração de Serviços).

> Em contrapartida, o termo ‘analógico’ refere-se a


11
tudo aquilo que pode ser representado por valores12
contínuos.

2
Sinais digitais e analógicos Técnicas de conversão analógico-digital

Nº Decimal Nº Binário
> Sinais
0 0 REGRAS:
Digitais - sinais com apenas duas
1 1
amplitudes que deste modo codificam os Para se converter números
2 10 decimais para binários faz-se
bits (0 e 1) que transportam.
3 11 sucessivas divisões por dois e
Analógicos - sinais cujas amplitudes 4 100
os restos das divisões é o nº
e/ou frequência são usadas para codificar binário.
5 101
os bits da informação transmitida. 6 110 Para se converter números
binários para decimais tem
7 111
que se efectuar somas das
8 1000 multiplicações do nº com
9 1001 potências de dois.
0 1 0 1 0
1 0 13 10 1010 14

Técnicas de conversão “Binário-Decimal” Técnicas de conversão “Decimal-Binário”

Pretende-se converter o nº 1001(2) (binário) Pretende-se converter o nº 11(10) (decimal)


para decimal: para binário:

11(10) _____________ ? (2)

1 0 0 1
11 2
1 5 2
1*23 0*22 0*21 1*20 1 2 2
0 1 2
8 + 0 + 0 + 1 = 9(10) 1 0 quociente

15 11(10) = 1011 16
(2)

Codificação e Modulação Modulação

> Para transmitir os bits de um computador para outro


há que definir ao nível físico o formato que eles devem
assumir nisso consiste a Codificação.

> No caso em que os sinais a transmitir tenham de ser


convertidos do formato digital para o formato
analógico há que proceder a operações de Modulação.
A operação inversa é chamada Desmodulação.
AM e FM (b)portadora modulada em
amplitude (AM)
MODULATION/DEM
MOD DEMODULATION
(c)portadora modulada em
(c)
> Os dispositivos que realizam estas operações são frequência (FM)
conhecidos como Modems 17 18
portadora modulada em fase

3
Transmissões Síncronas e Assíncronas Multiplexação
Síncrona Assíncrona > Consiste na operação de transmitir várias comunicações
Nesta transmissão o emissor diferentes ao mesmo tempo através de um único canal
Esta transmissão ocorre físico; o dispositivo que efectua este tipo de operação
em intervalos regulares e receptor não estão
chama-se Multiplexador. .
entre o emissor e o sincronizados. Assim, obriga
receptor. Existe uma a que cada pacote de dados
n entradas n saídas
linha comum entre se identifique e assinale o seu
ambos pela qual corre início e fim.
um sinal de relógio Usa-se nas ligações entre
dois computadores através de

R
DEMULTIPLEXE
digital, que assim coloca

MULTIPLEXER
ambos em sintonia. É a um cabo série ou na ligação a
norma para redes locais. terminais.
Emissor Receptor Emissor Receptor 1 ligação
n canais
Dados Start Dados Stop Start Dados Stop
19 20

Multiplexação Multiplexação
> Na multiplexação por frequência, cada sinal é > Multiplexação por divisão no tempo, é efectuada
modulado por uma portadora com frequência diferente. através de diferentes algoritmos, mas todos com
A largura de banda do canal tem de ser maior do uma base comum: durante uma fatia de tempo, a
que as somas das larguras de banda dos vários largura de banda do meio de transmissão está
canais. ocupada por uma dada transmissão.

C C C C C C C C C
Emissor 1 Canal 1 (f1) M Receptor 1 Emissor 1 a a a a a a a a a Receptor 1
M M n n n n n n n n n M
Emissor 2 U Canal 2 (f2) U Receptor 2
Emissor 2 U a a a a a a a a a U Receptor 2
X l l l l l l l l l
Emissor 3 X Canal 3 (f3) Receptor 3 X X Receptor 3
Emissor 3
1 2 3 1 2 3 1 2 3
21 22

O Modelo OSI O Modelo OSI


Dada a complexidade da arquitectura de comunicação de 1. Exista um meio físico a interligar os sistemas.
dados, surgiu a necessidade de simplificar e normalizar os
processos, separando-os em diferentes camadas:

1. A ligação física entre os dois sistemas.


2. Os erros de transmissão nos meios físicos.
3. Interligação utilizando sistemas intermédios.
4. A necessidade de um canal de transmissão ideal entre os
sistemas.
5. Estruturação e controlo dos canais de transmissão.
6. O problema das diferentes representações de dados.
23 24
7. O suporte à comunicação entre aplicações e os utilizadores.

4
O Modelo OSI O Modelo OSI
3. As máquinas estão ligadas uma à outra ou precisam de
2. Erros de transmissão podem impedir que os sinais enviados
sistemas que façam encaminhamento ou endereçamento.
pelo Emissor sejam perceptíveis pelo Receptor.

25 26

O Modelo OSI O Modelo OSI

4. Encontrar o "canal de transmissão ideal".


5. Mecanismo que controle o diálogo na ligação entre os
sistemas computacionais.

27 28

O Modelo OSI O Modelo OSI

6. Aplicações diferentes precisam de compreender a


informação que trocam entre si.

29 30

5
O Modelo OSI O Modelo OSI
O Modelo OSI tem os seguintes objectivos e princípios de base: Assim, o Modelo OSI é um modelo constituído por 7 camadas
diferentes, e independentes umas das outras.
• Dividir as funções de comunicação em níveis ou camadas,
perfeitamente identificadas. Camadas 1 a 3
Funções para transporte de dados através de uma rede. Nestas
• As funções de cada camada são independentes, podendo camadas é feito o estabelecimento da chamada entre os dois
ser alteradas. sistemas, através do endereçamento e encaminhamento até
estabelecer o canal de transmissão ideal.
• Cada camada agrupa um conjunto de funções relacionadas
entre si, mas manifestamente diferentes das pertences a Camadas 4 a 7
outras camadas.
Funções para interacção entre aplicações. Depois de ter o canal
ideal estabelecido, as aplicações já podem trocar informação
entre elas, desde que haja um controlo de fluxo de dados, e
31 32
que esses dados sejam perceptíveis entre elas.

O Modelo OSI O Modelo TCP/IP


Funções das camadas No ambiente TCP/IP:

• Cada protocolo tem funções bem especificas por forma a


permitir comunicações fiáveis entre sistemas computacionais
distintos;
• Estes sistemas poderão estar em qualquer parte do
mundo;

• A informação é passada entre os diferentes sistemas


intermédios pelos mais variados equipamentos de
interligação (Routers, Hubs, Switches, ...);
• A informação viaja pelos mais variados meios de
transmissão (linhas analógicas, linhas RDIS, circuitos
33 alugados, links satélite, ADSL, TV por Cabo, Wireless, ...). 34

O Modelo TCP/IP O Modelo TCP/IP

A arquitectura do modelo de protocolos TCP/IP varia


ligeiramente das camadas do modelo OSI, embora sejam
garantidas todas as especificações e funcionalidades
definidas no modelo OSI.

O conjunto de protocolos do TCP/IP tem 4 camadas


principais que correspondem às 7 camadas do modelo OSI.

35 36

6
O Modelo TCP/IP O Modelo TCP/IP

CAMADA 1 - FÍSICA CAMADA 2 - REDE


• Define a unidade básica de transferência de informação
• Define a forma como um host se liga à rede. na rede;

• Inclui endereçamento global e encaminhamento;


• Providencia a capacidade de comunicação entre hosts.
• Proporciona comunicação computador a computador.
• Indica que existe TCP/IP sobre uma determinada
tecnologia de rede.

37 A camada de rede tem como objectivo principal lidar com 38


o endereçamento entre sistemas.

O Modelo TCP/IP O Modelo TCP/IP


CAMADA 3 - TRANSPORTE CAMADA 4 - APLICAÇÃO

• Providencia a comunicação entre processos; As aplicações são muitas e variadas.


• Assegura que os pacotes chegam ao devido destino; O protocolo TCP/IP garante, quando bem configurado, uma
série de serviços entre os quais se destacam:
• Proporcionam comunicação aplicação – aplicação
• Necessitam de estender o mecanismo de endereçamento
para identificar aplicações.

A camada de transporte tem como função garantir o transporte


de dados entre duas aplicações, independentemente das
características das redes que os interligam. 39 40

O Modelo TCP/IP Relação entre Modelos OSI e TCP/IP


CAMADAS - RESUMO
Semelhanças

• ambos têm camadas;

• ambos têm camadas de aplicação, embora incluam serviços


muito diferentes;

• ambos têm camadas de transporte e de rede comparáveis.

41 42

7
Relação entre Modelos OSI e TCP/IP Relação entre Modelos OSI e TCP/IP

Diferenças

• o TCP/IP combina os aspectos das camadas de apresentação


e de sessão dentro da sua camada de aplicação;

• o TCP/IP combina as camadas física e de ligação de dados do


OSI numa camada;

• o TCP/IP parece ser mais simples por ter menos camadas;

• os protocolos do TCP/IP são os padrões em torno dos quais a


Internet se desenvolveu, portanto o modelo TCP/IP ganha
credibilidade apenas por causa dos seus protocolos. 43 44

Modelo TCP/IP Modelo TCP/IP


O protocolo TCP:
O IP é o protocolo responsável pela entrega de informação
• garante a entrega da informação. desde o sistema de origem até ao sistema de destino.

• é orientado à conexão (ou seja, antes de existir De notar que o IP apenas se encarrega de enviar a informação
comunicação entre os dois sistemas há uma negociação entre os dois sistemas.
prévia para acordar um conjunto de parâmetros para essa
conexão).
Em cada sistema podem residir múltiplas aplicações à espera
de dados, mas a identificação da aplicação à qual se destinam
• é full-duplex (ou seja permite comunicação simultânea nos os dados é feita no TCP.
dois sentidos).

Assim sendo, é no IP que encontramos os famosos endereços


IP que tanta confusão costumam criar. (ex. 192.168.1.254)
45 46

Modelo TCP/IP Internet Protocol

Um endereço IP é bastante simples de apresentar.


O protocolo IP:
É um número de 32 bits, que tem como representação quatro
números entre 0 e 255 separados por pontos como por
• Não orientado a conexão. exemplo: 172.31.254.57

• Não garante a fiabilidade às camadas superiores. Cada um dos números de 0 a 255 representa um conjunto de
8 bits
• Não oferece correcção de erros ou controlo de fluxo mas
garante a retransmissão. Assim temos 4 x 8 = 32 bits.

É mais simples perceber 172.31.254.57 do que


• Os pacotes podem ser entregues fora de ordem ou em
10101100.00011111.11111110.00111001 que é o
duplicado.
equivalente em binário.
• Apenas encaminha e reencaminha os pacotes na rede.
47 48

8
Internet Protocol Internet Protocol
Um endereço IP é composto por uma parte relativa ao
endereço da rede e outra parte ao endereço das máquinas
que existem dentro dessa rede.

O número de bits alocado para cada um destes componentes


varia consoante a classe do endereço.

A morada de uma casa pode ser definida como "Rua de Cima,


nº 30".

Aplicando esta morada a um endereço IP, a componente de


rede será "Rua de Cima" e a componente do sistema será "nº
30".
49 50

Internet Protocol Internet Protocol

Cada máquina (host) possui um endereço IP, que identifica Por forma a permitir redes de diferentes dimensões, foram
a rede a que pertence e a máquina. definidas as várias Classes de Endereços IP.

Os endereços IP são representados por decimais separados por


pontos (Notação Decimal).

Endereço IP = <NetID
<NetID><
><HostID
HostID>
>

190. 120 . 16 . 18
10111110.01111000. 00010000.00010010
51 52
32 bits

Internet Protocol Internet Protocol

0xxxxxxx.xxxxxxxx.xxxxxxxx.xxxxxxxx 01111111.11111111.11111111.11111111

00000000 =
01111111 = 7 bits 24 bits
126 redes 16 777 214 hosts
A gama possível de redes Classe A é desde a rede 0.0.0.0 à
rede 127.0.0.0 .
53 54

9
Internet Protocol Internet Protocol

10xxxxxx.xxxxxxxx.xxxxxxxx.xxxxxxxx 10111111.11111111.11111111.11111111

10000000 =
10111111 = 14 bits 16 bits
16 384 redes 65 534 hosts
A gama possível de redes Classe B é desde a rede 128.0.0.0 à
rede 191.0.0.0 .
55 56

Internet Protocol Internet Protocol

110xxxxx.xxxxxxxx.xxxxxxxx.xxxxxxxx 11011111.11111111.11111111.11111111

11000000 =
11011111 = 21 bits 8 bits
2 097 152 redes 254 hosts
A gama possível de redes Classe C é desde a rede 192.0.0.0 à
rede 223.0.0.0 .
57 58

Internet Protocol Internet Protocol

1110xxxx.xxxxxxxx.xxxxxxxx.xxxxxxxx 11110xxx.xxxxxxxx.xxxxxxxx.xxxxxxxx

11100000 = 11110000 =
11101111 = 11110111 =

A gama possível de redes Classe D é desde a rede 224.0.0.0 à A gama possível de redes Classe D é desde a rede 240.0.0.0 à
rede 239.0.0.0 . rede 247.0.0.0 .
Esta classe de endereços não é utilizada para endereçamento Esta classe de endereços serve apenas para efeitos de
59 60
normal. investigação e desenvolvimento.

10
Internet Protocol Internet Protocol
ENDEREÇOS INVÁLIDOS ENDEREÇOS INVÁLIDOS
Existem alguns endereços reservados para situações específicas.

O.XXX.XXX.XXX XXX.XXX.XXX.0 255.XXX.XXX.XXX Nenhum endereço de


Nenhum endereço pode Endereço de rede. rede pode ser composto
255.255.XXX.XXX
começar por ZERO. apenas por 255 seja
255.255.255.XXX qual for a classe.
127.XXX.XXX.XXX

Endereço de Loopback.
Permite apenas testar se o TCP/IP está bem instalado.

255.255.255.255 XXX.XXX.XXX.255 Nenhum endereço de host


pode ser composto
Endereço de Broadcast. XXX.XXX .255.255
apenas por 255 seja qual
É utilizado para enviar uma mensagem de broadcast para 61 for a classe. 62
XXX .255.255.255
todos os sistemas da rede local.

Internet Protocol Internet Protocol


ENDEREÇOS PRIVADOS
Existem alguns endereços reservados para redes privadas.
Endereços Número de Número de
possíveis redes hosts por rede
10.0.0.0 – 10.255.255.255 Classe A De 1.0.0.0 a 126 16 777 214
Endereço de Classe A. 0 126.255.255.255 (7 bits) (24 bits)

Classe B De 128.0.0.0 a 16 384 65 534


172.16.0.0 – 172.31.255.255 10 191.255.255.255 (14 bits) (16 bits)
Endereço de Classe B. Classe C De 192.0.0.0 a 2 097 152 254
110 223.255.255.255 (21 bits) (8 bits)

192.168.0.0 – 192.168.255.255 Classe D De 224.0.0.0 a Reservado para


1110 239.255.255.255 multicasting
Endereço de Classe C.
Classe E De 240.0.0.0 a Reservado para
63 1111 247.255.255.255 uso futuro 64

Internet Protocol Internet Protocol


200.18.171.1
200.18.180.1

200.18.171.37
200.18.171.200 200.18.171.37
200.18.180.220

200.18.171.148 200.18.171.68
200.18.171.148 200.18.180.133
Todos na mesma Rede? SIM.
Todos na mesma Rede? NAO.
Classe(s) de rede? C
Classe(s) de rede? CeC
Endereço(s) de Rede? 200.18.171.0 65 66
Endereço(s) de Rede? 200.18.171.0 e 200.18.180.0

11
Internet Protocol
6 redes

150.1.1.30
150.1.2.30

150.1.1.32 150.1.2.32

Todos na mesma Rede? SIM.

Classe(s) de rede? B

Endereço(s) de Rede? 150.1.0.0 67 68

Redes de Computadores Redes de Computadores - Exemplo


Existem vários tipos de redes de computadores e podem
ser classificadas quanto à sua abrangência geográfica,
tais como:

> LAN (Local Area Network) – rede local limitada a uma


sala ou, no máximo, a um edifício.

> CN (Campus Network) – rede que interliga redes locais


em edifícios próximos.

> MAN (Metropolitan Area Network) – rede alargada a


uma cidade ou região.

> WAN (Wide Area Network) – rede alargada a um país.


69 70

Meios de transmissão
Meios Físicos de Transmissão de Dados Cabo de Par Entrançado

 Consiste em dois fios de cobre isolados entre si e enrolados


Sem Fios
em espiral.
 Infravermelhos
Cabos Um cabo contém vários pares entrançados, podendo o seu
 Laser número ser da ordem das centenas.
 Entrançados
 Micro
Micro--Ondas Devido às boas características de transmissão têm sido
 Coaxiais
 Ondas de Rádio largamente utilizados em redes locais e em redes alargadas.
 Fibra Óptica
 Ondas de Satélite Usados nas linhas telefónicas.

Existem 2 tipos: UTP e STP


71 72

UTP – Cabo de par entrançado não blindado


STP – Cabo de par entrançado blindado

12
Meios de transmissão Meios de transmissão
Cabo Coaxial
Cabo UTP e STP - VANTAGENS
Consiste em um condutor cilíndrico externo e oco que circunda
um fio interno feito de dois elementos condutores.
 Fácil instalação
 Espessura A circundá-lo, existe uma camada de isolamento flexível.
 Barato
Sobre esse material de isolamento, há uma malha de cobre que
funciona como o segundo fio no circuito e com uma blindagem
para o condutor interno.
Cabo UTP e STP - DESVANTAGENS
Essa segunda camada, ou blindagem, pode ajudar a reduzir a
 Mais propenso ao ruído eléctrico e à interferência quantidade de interferência externa.
 Cabo curto (100m) A cobrir essa blindagem, está o revestimento do cabo.

73 74

Meios de transmissão Meios de transmissão


Cabo Coaxial
Cabo Coaxial - VANTAGENS

 Fácil instalação
 Barato
 Resistência a interferências electromagnéticas
 Taxas de transmissão razoáveis
 Flexibilidade
 Grande largura de banda
 Cobre maiores distâncias que o cabo de par trançado
 É mais barato do que o cabo de fibra óptica.

75 76

Meios de transmissão Meios de transmissão


Cabo de Fibra Óptica
Cabo Coaxial - DESVANTAGENS
A fibra óptica é um meio de rede capaz de conduzir
transmissões de luz modulada.
 Mau contacto
 Difícil manipulação Comparado a outros meios de rede, ele é mais caro, no
entanto, não é susceptível à interferência electromagnética e
 Lento
permite taxas de dados mais altas.
 Em geral utilizado em topologia Bus
O cabo de fibra óptica converte os sinais que representam os
 Mais caro do que os cabos de pares entrançados
bits, em feixes de luz.
 Mais difícil de instalar do que os cabos de pares entrançados
Embora a luz seja uma onda electromagnética, a luz nas fibras
 Problemas com ligações defeituosas.
não é considerada sem-fio porque as ondas electromagnéticas
são guiadas na fibra óptica.

77 78

13
Meios de transmissão Meios de transmissão
Cabo de Fibra Óptica Cabo de Fibra Óptica - VANTAGENS

 Velocidade
 Isolamento eléctrico
 Menor perda de sinal
 O cabo pode ser longo
 Alta taxa de transferência
 Espessura mais fina, mais leves
 Enorme capacidade de transmissão
 Imunes a interferências electromagnéticas
 Taxa de erros muito baixa
 Muito maiores distâncias sem necessidade de repetidores
79 80

Meios de transmissão Meios de transmissão


Infravermelhos
Cabo de Fibra Óptica - DESVANTAGENS
Para transmitir sinais digitais entre computadores, torna-se
necessário que estes se encontrem próximos uns dos outros
 Muito caro (cabos, acessórios, mão de obra)
(Lan!!!).
 Difícil de instalar
 Quebra com facilidade Para além das vulgares utilizações em dispositivos de controlo
remoto (TV, DVD, HI-FI, ...), as ligações em infravermelhos são
 Difícil de ser remendado também usadas na ligação de computadores, periféricos e na
 Injustificada a utilização em redes locais. construção de redes locais de pequena dimensão.

81 82

Meios de transmissão Meios de transmissão


Laser Micro-Ondas

Bastante usado para redes privadas São possíveis transmissões equivalentes às das várias
nas situações em que, existindo linha Ethernets (10 Mbps a 100 Mbps) a distâncias variadas,
de vista entre os pontos a interligar, utilizadas nas comunicações móveis.
não é possível economicamente
viável a instalação de cabos de fibra Baixa capacidade em termos de velocidade de transmissão.
óptica.

São usadas muitas vezes para ligações entre edifícios.


Há equipamentos no mercado
capazes de ultrapassar os 6
Mbps até 3 km de distância.

83 84

14
Meios de transmissão Meios de transmissão
Ondas de Rádio Ondas de Satélite

Nas redes informáticas, as ligações rádio são sobretudo Funcionam como repetidores de microondas.
usadas nas situações em que é necessário garantir mobilidade
aos sistemas terminais. Os satélites recebem os sinais numa determinada frequência no
espectro, amplificam-nos, e depois retransmitem-nos noutra
Uma estação base pode cobrir desde as poucas dezenas de frequência.
metros no interior dos edifícios até algumas centenas em
espaço aberto. São usados para telecomunicações ou transmissão de
dados sob a forma digital encontram-se em orbitas a
É a tecnologia mais ‘robusta’ para redes sem fios, passam cerca de 30-40 km da superfície terrestre.
através das paredes.
Suportam uma largura de banda elevada.

Uplinks- transmissão da terra para o satélite.


Downlinks- transmissão do satélite para a terra.
85 86

Meios de transmissão
Equipamentos usados em LANs
Repetidores Hubs

Bridges Switches

Routers

87 88

Equipamentos usados em LANs Equipamentos usados em LANs


Repetidores Repetidores

 O comprimento máximo do cabo UTP numa rede, é de 100  Os repetidores são dispositivos de porta única de
metros. Se precisarmos aumentar a rede além desse "entrada" e porta única de "saída".
limite, devemos adicionar um dispositivo à rede. Esse
dispositivo é chamado de repetidor.
 Os repetidores são classificados como dispositivos da
camada 1, no modelo OSI, porque eles actuam
 A finalidade do repetidor é gerar os sinais da rede apenas no nível do bit e não consideram nenhuma
novamente e retemporizá-los ao nível do bit para que eles outra informação.
possam ser transferidos para distâncias maiores.

89 90

15
Equipamentos usados em LANs Equipamentos usados em LANs
Bridges Bridges
A e B são do domínio da
esquerda. Não preciso
 Uma bridge é um dispositivo da camada 2, que serve incomodar os outros.
Sou eu! Toma lá
para ligar dois segmentos de uma LAN.
o meu endereço.

 A finalidade de uma bridge é filtrar o tráfego na BRIDGE


LAN, para manter o tráfego local e, permitir a
conectividade com outros segmentos da LAN.
HUB
HUB
 A bridge mantém os registos dos endereços MAC que
estão em cada lado da bridge e toma essas decisões A B
C
com base nesse endereço MAC.
Não é nada
Quero
comigo...
91 falar com 92
o B!

Equipamentos usados em LANs Equipamentos usados em LANs


Bridges A e C são de segmentos Hubs
diferentes. Vou deixar passar a
Não é nada
mensagem para o outro lado...  A finalidade de um hub é gerar os sinais da rede
comigo... novamente e retemporizá-los. A diferença é o número de
BRIDGE cabos que se conectam ao dispositivo.

HUB
HUB
 Os hubs são dispositivos da camada 1 porque apenas
geram novamente o sinal e o transmitem para as portas.
A B
C  Os motivos para o uso dos hubs é a criação de um
Quero falar Não é nada ponto de ligação central para os meios de cablagem e
com o C! comigo...
Não é aumentar a confiabilidade da rede, permitindo que
nada qualquer cabo falhe sem afectar toda a rede.
Não é nada
comigo...
Sou eu! Toma comigo...
lá o meu 93 94
endereço.

Equipamentos usados em LANs Equipamentos usados em LANs


Hubs Hubs

 Ao permitir que cada pacote que entra por uma


 Os hubs podem ser classificados de activos ou porta seja repetido para todas as outras, os hubs
passivos. A maioria dos hubs modernos é activa. vão permitir que ocorram colisões entre pacotes que
circulem em sentido contrário, ao longo do mesmo
 Os hubs activos obtêm a energia de uma fonte cabo.
de alimentação para gerar novamente os sinais  A um grupo de computadores ligados a um hub ou a
da rede. uma sequência de hubs dá-se o nome de domínio de
colisões.
 Os hubs passivos apenas reencaminham o  É para evitar um número excessivo de colisões nas
sinal sem o reconstruir. redes que há um limite para o número de hubs que
se podem ligar em cascata.

95 96

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Equipamentos usados em LANs Equipamentos usados em LANs
Switches Switches

 Um switch é um dispositivo da camada 2 assim como  Devido às decisões que os switches tomam, eles
tornam uma LAN muito mais eficiente.
a bridge.

 Na verdade, um switch é chamado de bridge  Eles fazem isso “direccionando" os dados apenas pela
porta à qual o host apropriado está ligado.
multiporta, assim como um hub é chamado de
repetidor multiporta.
 Ao contrário, um hub envia os dados por todas as
portas para que todos os hosts tenham que ver e
 A diferença entre o hub e o switch é que os switches
processar (aceitar ou rejeitar) todos os dados.
tomam as decisões com base nos endereços MAC e
os hubs não tomam nenhuma decisão.

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Equipamentos usados em LANs Equipamentos usados em LANs


Switches Switches

 A finalidade de um switch é concentrar a conectividade,  Nunca há colisões porque os


switches são full-duplex! (as
ao mesmo tempo tornando a transmissão de dados
transmissões em ambos os
mais eficiente.
sentidos são possíveis em
simultâneo)
 Ele comuta os pacotes das portas de entrada
(interfaces) para as portas de saída, enquanto fornece
a cada porta a largura de banda completa (a velocidade
 Os switches criam micro-
segmentos nas redes.
da transmissão de dados no backbone da rede).

 Actualmente os preços dos


switches já são tão baixos
que o recurso a hubs não se
99 justifica. 100

A desvantagem dos Hubs

HUB vs SWITCH
A
É fácil ver quem ganha, mas é
bom perceber melhor porquê.

B
vs Os hubs deixam passar tudo por eles. O
computador A quer comunicar com o B e
101 102
isso ocupa a rede inteira!

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A desvantagem dos Hubs 1 Switch pode ajudar?

B
Então, quando há mais do que 1 par de Graças à incorporação do switch, as duas
computadores a quererem comunicar entre si, as comunicações podem ser simultâneas.
103 104
colisões surgem. O desempenho da rede é mau.

Equipamentos usados em LANs Equipamentos usados em LANs


Routers Routers
 O router trabalha na camada 3 (rede) do modelo OSI.  A finalidade de um router é examinar os pacotes
de entrada, escolher o melhor caminho para eles
 Isso permite que o router tome decisões com base em através da rede e depois reencaminhar os
classes de endereços de rede ao invés de endereços pacotes para a porta de saída apropriada.
MAC individuais.
 São os dispositivos mais importantes nas
 Os routers podem também ligar diferentes grandes redes.
tecnologias, como Ethernet, Token-ring e FDDI.
 Eles permitem que qualquer computador
 Devido à sua habilidade de encaminhar pacotes comunique com qualquer outro computador em
baseados nas informações da camada 3, os routers qualquer parte do mundo!
tornaram-se o backbone da Internet, executando o
protocolo IP. 105 106

Topologia de redes Topologia em Anel (Ring)


 É o termo usado para falar da configuração de redes. Todos os computadores estão ligados a um cabo

 Existem dois tipos de topologias: comum fechado (backbone) em anel. As mensagens


 Física: disposição física dos computadores e passam de computador em computador até chegar
cabos;
• Anel ao destino. Caiu em desuso e apenas se vê
• Bus nalgumas redes de alta velocidade.
• Estrela
• Malha
• Outras variantes

 Lógica: maneira como circulam os sinais na rede;


• Bus
• Ponto-a-ponto 107 108
• Anel

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Topologia em Barramento (Bus) Topologia em Estrela (Star)

Todos os computadores estão ligados a um cabo Todos os computadores ligados a um dispositivo

comum (backbone) que tem as duas extremidades concentrador, que pode ser um hub ou um switch.

separadas. É a topologia mais usada actualmente em redes


locais.

109 110

Topologia em Malha (mesh) Topologia em Árvore (Tree)

Típica das WAN , não tem forma definida, todos os > Várias sub-redes, normalmente com ligações
internas em estrela, interligadas.
computadores estão ligados a todos os outros.
> A ligação entre elas pode ser feita a partir de um
dispositivo centralizador ou a um cabo comum que
tomará o nome de backbone.

111 112

Topologia Híbrida Exemplos de aplicações a LANs, MANs e WANs


Resulta da combinação de duas quaisquer das
> A topologia em malha é típica das redes de maior
anteriormente faladas, por exemplo a bus e a dimensão, como MAN e WAN que, na grande maioria
estrela. dos casos assentam na rede telefónica que já tem
essa topologia.

> Nas redes locais, as topologias mais comuns são a


estrela e a árvore. São muito comuns soluções como
a que se apresenta no seguinte diapositivo, em que,
em várias salas, há sub-redes com topologia em
estrela interligadas numa estrutura em árvore cuja
raiz é um switch, ao qual poderá estar ligado um
servidor da rede.

113 114

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Exemplos de aplicações a LANs, MANs e WANs Serviços de Rede

A Internet, maior rede de computadores do mundo, utiliza o


modelo cliente-servidor. Muitos servidores em todo o mundo
são interligados e processam informações simultaneamente.
Alguns serviços oferecidos por servidores de internet são:
páginas web, correio electrónico, transferência de arquivos,
acesso remoto, mensagens instantâneas e outros. É
interessante notar que qualquer acção efectuada por um
utilizador envolve o trabalho de diversos servidores espalhados
pelo mundo.
115 116

Serviços de Rede Instalação de servidores de páginas web

Correio electrónico – envio de mensagens electrónicas O servidor Apache (ou Servidor HTTP Apache, em
inglês: Apache HTTP Server, ou simplesmente: Apache)
World Wide Web – é o serviço mais popular e utilizado na Internet é o mais bem sucedido servidor web livre.

Acesso remoto – os utilizadores podem conectar com computadores Em Dezembro de 2007, a utilização do Apache
à distância representa 47% dos servidores activos no mundo.
Colaboração - meio de troca de ideias (chats, correio electrónico)
O servidor é compatível com o protocolo HTTP .

Compartilhamento de arquivos – um arquivo compartilhado por


diversas pessoas
É disponibilizado em versões para os sistemas Windows,
Novell Netware, OS/2 e diversos outros do padrão
Transmissão de media - transmissão de áudio e vídeo em tempo real POSIX (Unix, Linux, FreeBSD, etc).
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Instalação de servidores de páginas web Instalação de servidores de páginas web


Segurança
Configuração
O servidor é configurado por um arquivo mestre Para garantir segurança nas transacções HTTP, o servidor
nomeado httpd.conf e opcionalmente podem haver dispõe de um módulo chamado mod_ssl, o qual adiciona a
capacidade do servidor atender requisições utilizando o
configurações para cada directório utilizando arquivos
protocolo HTTPS. Este protocolo utiliza uma camada SSL
com o nome .htaccess, onde é possível utilizar
para criptografar todos os dados transferidos entre o cliente
autenticação de utilizador pelo próprio protocolo HTTP e o servidor, provendo maior grau de segurança,
utilizando uma combinação de arquivo .htaccess com confidencialidade e confiabilidade dos dados. A camada SSL
um arquivo .htpasswd, que guardará os utilizadores é compatível com certificados X.509, que são os certificados
digitais fornecidos e assinados por grandes entidades
e senhas (criptografadas). 119 120
certificadoras no mundo.

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