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GESTAODERISCOS2025

O Manual de Gerenciamento de Riscos e Controles Internos do Ministério do Trabalho e Emprego estabelece diretrizes para a gestão de riscos, enfatizando sua importância para garantir a eficácia e eficiência das instituições públicas. O documento apresenta o modelo das três linhas de defesa, que inclui a linha de frente, a gestão de riscos e a auditoria interna, além de referenciar normas e metodologias reconhecidas internacionalmente, como COSO e ISO 31000. A gestão de riscos é vista como essencial para mitigar incertezas e garantir a entrega de serviços de qualidade à sociedade.
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O Manual de Gerenciamento de Riscos e Controles Internos do Ministério do Trabalho e Emprego estabelece diretrizes para a gestão de riscos, enfatizando sua importância para garantir a eficácia e eficiência das instituições públicas. O documento apresenta o modelo das três linhas de defesa, que inclui a linha de frente, a gestão de riscos e a auditoria interna, além de referenciar normas e metodologias reconhecidas internacionalmente, como COSO e ISO 31000. A gestão de riscos é vista como essencial para mitigar incertezas e garantir a entrega de serviços de qualidade à sociedade.
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GESTÃO DE RISCOS

Manual de Gerenciamento de Riscos e Controles


Internos do Ministério do Trabalho e Emprego

Ministério do Trabalho e Emprego


Assessoria Especial de Controle Interno
Manual de Gerenciamento de Riscos e Controles Internos

1ª edição
Brasília 30/5/2025

Ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho

Secretário-Executivo Francisco Macena da Silva

Chefe da Assessoria Especial de Controle


Interno Claudio Antonio de Almeida Py

AECI
Elaboração e Revisão – 1ª edição
Coordenação de Controles e Riscos

Arte e Diagramação Marco Aurélio Aires B. Ferreira


SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ........................................................................................................................ 7
O QUE É GESTÃO DE RISCOS? .......................................................................................................... 7
QUAL SUA IMPORTÂNCIA?................................................................................................................ 7
RISCO ................................................................................................................................ 8
INCERTEZA ........................................................................................................................................ 7
PROBABILIDADE ............................................................................................................................... 7
IMPACTO NOS OBJETIVOS ............................................................................................................... 7
MODELO DAS 3 LINHAS DE DEFESA ....................................................................................... 9
PRIMEIRA LINHA DE DEFESA – LINHA DE FRENTE .......................................................................... 9
SEGUNDA LINHA DE DEFESA – GESTÃO DE RISCOS E CONTROLE ................................................. 9
TERCEIRA LINHA DE DEFESA – AUDITORIA INTERNA ..................................................................... 10
MARCO REGULATÓRIO REFERENCIAL .................................................................................... 11
COSO – COMMITTEE OF SPONSORING ORGANIZATIONS OF THE TREADWAY COMMISSION ……..…. 12
ISO 31000:2009 ................................................................................................................................ 14
THE ORANGE BOOK ................................................................................................................................ 15
INSTRUÇÃO NORMATIVA CONJUNTA Nº 01/2016 – MP E CGU .................................................... 16
METODOLOGIA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS E CONTROLES INTERNOS NO MTE ............. 17
ANÁLISE DE AMBIENTE E FIXAÇÃO DE OBJETIVOS .................................................................. 18
INFORMAÇÕES SOBRE O AMBIENTE INTERNO .............................................................................. 18
INFORMAÇÕES SOBRE A FIXAÇÃO DE OBJETIVOS ……………………………………………………………….. 18
INFORMAÇÕES SOBRE O MACROPROCESSO/PROCESSO ............................................................. 18
RESPONSÁVEIS PELO PROCESSO .................................................................................................... 18
IDENTIFICAÇÃO DE EVENTOS DE RISCO .................................................................................. 19
EVENTO DE RISCO ........................................................................................................................... 23
CATEGORIAS DE RISCOS .................................................................................................................. 23
TÉCNICAS DE IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS ................................................................................. 25
AVALIAÇÃO DE RISCO .......................................................................................................... 26
IMPACTO E PROBABILIDADE – MESUNSURAÇÃO .................................................................. 26
AVALIAÇÃO DO RISCO INERENTE ......................................................................................... 27
AVALIAÇÃO DO RISCO RESIDUAL ......................................................................................... 29
TRATAMENTO DE RISCOS ..................................................................................................... 29
RESPOSTA AO RISCO ............................................................................................................ 30
PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO DE CONTROLES ...................................................................... 25
PLANO DE AÇÃO .................................................................................................................. 31
INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO E MONITORAMENTO ......................................................... 32
GLOSSÁRIO .......................................................................................................................... 34
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................................. 38
ANEXO I ANÁLISE SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT...................................... 41
ANEXO II – AMBIENTE DO PROCESSO .................................................................................... 59
ANEXO III – RELATÓRIO DE GERENCIAMENTO DE RISCOS E CONTROLES INTERNOS ............... 63
ANEXO IV – MAPA DE RISCOS DO PROCESSO ........................................................................ 65
ANEXO V – PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO DE CONTROLES ...................................................... 65
ANEXO VI – EVENTOS DE RISCOS .......................................................................................... 66
ANEXO VII – CONTROLES EXISTENTES / NECESSÁRIOS ........................................................... 93
ANEXO VIII – CAUSAS ............................................................................................................ 98
ANEXO IX – CONSEQUÊNCIAS................................................................................................ 101
ANEXO X – INDENTIFICAÇÃO DE RISCOS ............................................................................... 107
Introdução

O que é Gestão de Riscos?


Conjunto de princípios, estruturas, processos e
atividades coordenados para dirigir e controlar uma
organização no que se refere aos riscos.

Qual a sua importância?


A importância do processo de gerenciamento de risco dá-se pela necessidade de garantir
melhores resultados para a gestão com os riscos mitigados, o que possibilita maior segurança
e governança aos atos praticados pelos gestores, de forma transparente, que permita
contribuir para que os serviços, de fato, cheguem ao destinatário final: a sociedade.

A gestão de riscos no setor público brasileiro emerge em decorrência de demandas da


sociedade pela eficiência e eficácia das instituições públicas na entrega de bens, serviços e
resultados que representem respostas efetivas e úteis às necessidades de interesse
público. Nesse sentido, o desempenho das organizações públicas em entregar valor e
alcançar os seus objetivos de forma otimizada se torna fundamental, necessário e
imprescindível.

Considerando os desafios das mais diversas naturezas que integram o ambiente das
instituições públicas na atualidade, como por exemplo, as restrições orçamentárias, torna-se
importante o aperfeiçoamento da governança e da gestão dessas organizações no sentido de
promover o alcance da sua missão institucional e dos seus objetivos. No processo de entrega
de valor à sociedade, a capacidade dessas instituições para lidar com as incertezas e com a
possibilidade de ocorrência de eventos que possam impactar o cumprimento dos objetivos
institucionais torna-se um componente fundamental para a eficácia e o desempenho dessas
organizações.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 5


Risco
Possibilidade de que eventos ocorram e afetem o alcance da estratégia
e dos objetivos de negócio.

INCERTEZA PROBABILIDADE IMPACTO NOS OBJETIVOS

INCERTEZA
O termo "incerteza" refere-se à falta de certeza sobre eventos e resultado futuros, ausência de
informações do que vai acontecer. Em outras palavras, é a situação em que não se pode prever
com segurança o que vai acontecer.
Incerteza é o estado de dúvida, imprevisibilidade ou ausência de informações suficientes para
tomar uma decisão ou estimar um resultado com precisão.

PROBABILIDADE
Possibilidade mensurável de que um determinado evento ocorra.

IMPACTO NOS OBJETIVOS


Resultado de um evento que afeta os objetivos. Uma consequência pode ser certa ou incerta e
pode ter efeitos positivos ou negativos, diretos ou indiretos, nos objetivos.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 6


Modelo das 3 linhas de Defesa
As três linhas de defesa são um modelo de governança corporativa amplamente utilizado em
organizações para gerenciar riscos e proteger os interesses das partes interessadas. Este
modelo consiste em três linhas de defesa distintas, cada uma com um papel específico a
desempenhar na gestão de riscos e na proteção dos interesses da organização.

1ª linha de defesa: a linha de frente

A primeira linha de defesa é a linha de frente, que inclui as pessoas que executam as
atividades diárias e gerenciam os riscos operacionais. Esses profissionais são responsáveis
pela identificação, avaliação e mitigação dos riscos em suas áreas de trabalho. Eles são
responsáveis por garantir que os processos e controles estejam em vigor e funcionem
conforme o esperado.

2ª linha de defesa: gestão de riscos e conformidade

A segunda linha de defesa compreende as áreas e funções de gerenciamento de riscos e


conformidade, responsável por monitorar e avaliar à eficácia dos controles internos e
processos de gestão de riscos em toda a organização. Esta linha de defesa trabalha em
conjunto com a linha de frente para definir e implementar políticas, procedimentos e padrões
que ajudam a gerenciar os riscos e garantir que a organização esteja em conformidade com
as regulamentações aplicáveis.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 7


3ª linha de defesa: auditoria interna

A terceira linha de defesa é a auditoria interna, que é responsável por fornecer uma avaliação
independente e objetiva da eficácia dos controles internos e do gerenciamento de riscos em toda
a organização. A auditoria interna fornece garantia aos órgãos de governança e à alta
administração de que a organização está gerenciando riscos de forma adequada e em
conformidade com as regulamentações aplicáveis. No caso das Unidades da Administração Direta
do Governo Federal, esse papel de auditoria interna é exercido pela Controladoria-Geral da União-
CGU.

Em resumo, as três linhas de defesa trabalham juntas para gerenciar os riscos e proteger os
interesses da organização e de suas partes interessadas. A primeira linha de defesa executa
atividades diárias e gerencia riscos operacionais, a segunda linha de defesa monitora e avalia a
eficácia dos controles internos e processos de gestão de riscos, enquanto a terceira linha de
defesa fornece uma avaliação independente e objetiva da eficácia dos controles internos e do
gerenciamento de riscos em toda a organização.

Linha de defesa
1ª Linha de Frente

Linha de defesa:
2ª Gestão de Riscos e conformidade

Linha de defesa:
3ª Auditoria Interna

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 8


MARCO REGULATÓRIO REFERENCIAL

A gestão de riscos é fundamental para reduzir o efeito das perdas, tratar com eficiência as
incertezas, aproveitando-se das oportunidades ou minimizando-se a probabilidade/ impacto
de eventos negativos, a fim de garantir o cumprimento dos objetivos estabelecidos, ou seja, o
sucesso no cumprimento da missão da organização pública em entregar serviços de qualidade
para o cidadão. Gerenciar riscos implica em possibilitar ao gestor público melhores resultados,
melhoria das informações para a tomada de decisões de maneira eficaz por meio de
identificação e análise dos eventos de uma forma sistemática e estruturada.

Nesse sentido, as organizações adotam diversas abordagens, informais ou altamente


estruturadas e sistematizadas de gestão de riscos, utilizando-se de modelos reconhecidos
internacionalmente, tais como COSO ERM, ISO 31000, Orange Book, entre outros. Assim,
para a prática de gestão de riscos é recomendada a adoção de processos consistentes em
uma estrutura abrangente, a fim de assegurar que o risco seja gerenciado de forma eficaz e
eficiente em todos os níveis da organização.

COSO INTEGRADO – 2017

ABNT NBR ISO 31000 – 2018

THE ORANGE BOOK – 2018

IN Conjunta MP/CGU nº 01/2016

Decreto nº 9.203/2017

LEGISLAÇÃO Portaria MTE nº 3.849/2023

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 9


“A implantação da gestão de riscos em uma organização é um processo de aprendizagem
organizacional, que começa com o desenvolvimento de uma consciência sobre a importância de
gerenciar riscos e avança com a implementação de práticas e estruturas necessárias à gestão
eficaz dos riscos. O ápice desse processo se dá quando a organização conta com uma abordagem
consistente para gerenciar riscos em atividades relevantes, e com uma cultura organizacional
profundamente aderente aos princípios e práticas da gestão de riscos.”
(TCU,2017)

“Adotar padrões e boas práticas estabelecidas em modelos reconhecidos é uma


maneira eficaz de estabelecer uma abordagem sistemática, oportuna e
estruturada para a gestão de riscos, que contribua para a eficiência e a
obtenção de resultados consistentes (ABNT, 2009)”.

COSO – COMMITTEE OF SPONSORING ORGANIZATIONS


OF THE TREADWAY COMMISSION
O COSO é uma organização privada criada nos Estados Unidos em 1985, para prevenir e evitar
fraudes em relatórios contábeis e financeiros, sendo seu principal objeto de estudo os controles
internos. Em 1992 a Comissão criada na instituição para estudar as causas da ocorrência de
fraudes publicou o trabalho Internal Control – Integrated Framework (Controles Internos – Um
modelo integrado), com o objetivo de orientar as organizações quanto às melhores práticas de
controles internos e contábeis. Posteriormente, já como Comitê, foi estabelecida uma definição
para controles internos como sendo um “processo operado pela alta administração e pelas
pessoas, desenhado para fornecer segurança razoável quanto à consecução de objetivos” e para
riscos como a “probabilidade de perda ou incerteza associada ao cumprimento de um objetivo”.
(ASSI, 2012)
“O gerenciamento de riscos corporativos é um processo conduzido em uma
organização pelo conselho de administração, diretoria e demais empregados,
aplicado no estabelecimento de estratégias, formuladas para identificar em
toda a organização eventos em potencial, capazes de afetá-la, e administrar
os riscos de modo a mantê-los compatíveis com o apetite a risco da
organização e possibilitar garantia razoável do cumprimento dos seus
objetivos” (COSO, 2007)

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 10


A metodologia proposta pelo COSO é apresentada em forma de cubo, por meio de uma matriz
tridimensional, que contém oito componentes de gerenciamento de riscos nas linhas
horizontais; quatro categorias de objetivos – estratégicos, operacionais, de comunicação e
conformidade – representadas nas colunas verticais e; a organização e as unidades de uma
organização na terceira dimensão do cubo. (COSO, 2007)

Figura 1 - Cubo do COSO ERM – (versão 2004)

A- Componentes de gerenciamento de riscos (face frontal): ambiente interno, fixação de


objetivos, identificação de eventos, avaliação de riscos, resposta a risco, atividades de
controle, informações e comunicações e monitoramento.
B- Categorias de objetivos (face superior do cubo): estratégico, operacional,
comunicação e conformidade.
C- Nível Organizacional (face lateral do cubo): representa a estrutura da organização
(unidade, área, divisão etc.).

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 11


ISO 31000:2009
A ISO 31000:2009 é uma norma técnica que fornece princípios e diretrizes genéricas para a
gestão de qualquer tipo de risco e, por tratar-se de uma norma geral, poderá ser utilizada por
qualquer empresa pública, ou privada. Ela traz uma abordagem comum para harmonizar os
processos de gestão de riscos, podendo ser aplicada em uma ampla gama de atividades,
incluindo estratégias, decisões, operações, processos, funções, projetos, produtos, serviços e
ativos (ABNT, 2009).

A gestão de riscos, vista sob a ótica desta norma técnica, requer um comprometimento forte e
sustentado a ser assumido pela administração da organização, necessitando-se, para tanto, de
um planejamento rigoroso e estratégico para obter este comprometimento em todos os níveis.
Além disso, é conveniente:

• o entendimento da organização e de seus contextos externo e interno;


• o estabelecimento de uma política de gestão de riscos contendo claramente os
objetivos e o comprometimento da organização em relação a este tema;
• a identificação dos responsáveis (autoridades e competências);
• a integração dos processos organizacionais; e,
• a alocação de recursos e os mecanismos de comunicação e reportes internos e
externos.

Figura 2 - Processo de Gestão de Riscos – ISO 31000:2009 (ABNT, 2009)

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THE ORANGE BOOK

“The Orange Book Management of Risk – Principles and Concepts” (Gerenciamento de Riscos
– Princípios e Conceitos) é um documento produzido e publicado pelo HM Treasury do
Governo Britânico, amplamente utilizado como principal referência do Programa de
Gerenciamento de Riscos do Governo do Reino Unido, iniciado em 2001. (Brasil, 2013)

Apresenta uma introdução ao gerenciamento de riscos com uma abordagem simples e


abrangente, o que possibilita compreender as organizações que possuem diversos níveis de
maturidade em relação ao tema. Propõe à organização, o gerenciamento de riscos em
diversos níveis, como, por exemplo, no nível estratégico, de programas e de projetos e
atividades.

Cabe ressaltar que, em 2013, o então Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão,


promoveu uma introdução ao tema gerenciamento de riscos no setor público tomando como
base o Orange Book ao produzir o Guia de Orientação para o Gerenciamento de Riscos, para
apoiar o Modelo de Excelência do Sistema de Gestão Pública (GESPÚBLICA). Nesse Guia, o
risco é definido como:

“...eventos ou condições incertas, que caso ocorram, podem gerar impactos negativos (ameaças) ou
positivos (oportunidades) nos objetivos de programas, projetos ou serviços a serem entregues à
sociedade”. (BRASIL, 2013)

O Modelo de Excelência do Sistema de Gestão Pública propõe o gerenciamento de risco como


um conjunto de elementos interrelacionados, entre eles: processos de gerenciamento de
riscos (identificação de riscos, análise e avaliação de riscos, planejamento das
respostas aos riscos e implementação, monitoramento e controle de riscos),
organização estendida, macroambiente de riscos e comunicação e aprendizado contínuo.

Figura 3- The Orange Book

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 13


Instrução Normativa Conjunta nº 01/2016 – MP e CGU

A Instrução Normativa Conjunta nº 01, de 10 de maio de 2016, publicada pelo então Ministério
do Planejamento, Orçamento e Gestão e pela Controladoria-Geral da União, determinou a
implantação do processo de gestão de riscos nos órgãos e entidades do Poder Executivo
Federal observados os componentes da estrutura de gestão de riscos elencados no modelo
COSO ERM (ambiente interno, fixação de objetivos, identificação de eventos, avaliação
de riscos, resposta a riscos, informação e comunicação, e monitoramento), conforme
citado no Capítulo 3 (Da Gestão de Riscos)- Seção III (Estrutura do Modelo de Gestão de
Riscos) da referida instrução.

Além do mais, o normativo orienta que os órgãos se apoiem nas boas práticas de modelos
conhecidos e adotem um modelo padrão para sistematizar o processo de gestão de riscos.
Também estabelece diretrizes ao Órgão quando da implementação do processo de gestão de
riscos compatível com sua missão e seus objetivos estratégicos, entre eles os princípios,
objetivos, estrutura do modelo de gestão de riscos, política de gestão de riscos e
responsabilidades.

O modelo de Gestão de Riscos e Controles Internos a ser adotado no Ministério do Trabalho


e Emprego é baseado na estrutura do COSO ERM, na Norma Internacional ISO 31000/2009
e boas práticas adotadas no setor público. A metodologia auxiliará as unidades do MTE na
dinâmica do gerenciamento de riscos, dando-lhes a possibilidade de identificar potenciais
ameaças ou oportunidades ao cumprimento dos seus objetivos.

A gestão de riscos é um instrumento de governança com o intuito de assegurar o alcance dos


objetivos estratégicos do setor público. Apoia os agentes públicos no cumprimento de suas
responsabilidades de gerar, preservar e entregar valor público em benefício da sociedade
(TCU, 2017). Nesse sentido, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério do
Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP) publicaram a Instrução Normativa Conjunta
MP/CGU nº 01, de 10 de maio de 2016, a qual determina a todos os órgãos e entidades do
Poder Executivo Federal a adoção de medidas para a sistematização de práticas relacionadas
à gestão de riscos, aos controles internos e à governança.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 14


Metodologia de Gerenciamento de Riscos e Controles Internos no
MTE
Segundo o Coso, o gerenciamento de riscos corporativos é o processo conduzido em uma
organização pelo Conselho de Administração, pela diretoria executiva e pelos demais
funcionários, aplicado no estabelecimento de estratégias formuladas para identificar, em
toda a organização, eventos em potencial, capazes de afetar a referida organização, e
administrar os riscos para mantê-los compatíveis com o seu apetite a risco e possibilitar
garantia razoável de cumprimento dos objetivos da entidade. O processo de Gerenciamento
de Riscos e Controles Internos do Ministério do Trabalho e Emprego consiste no conjunto
de atividades inter-relacionadas para analisar, identificar, avaliar, tratar e monitorar os riscos
que podem impactar os objetivos institucionais. É composto por cinco etapas, as quais
serão apresentadas detalhadamente a seguir:

Análise de Ambiente
E fixação de Objetivos

Informação,
Comunicação e Identificação dos
Monitoramento Riscos

Tratamento
Avaliação
dos Riscos
dos Riscos

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 15


Análise de Ambiente e Fixação de Objetivos

Nesta fase, a organização define o objetivo e escopo do


processo de gerenciamento de riscos, bem como os
recursos necessários para implementá-los. Tem por
finalidade priorizar os processos de trabalhos
viabilizadores dos objetivos estratégicos do Ministério e
identificar os fatores que podem interferir na condição que
a organização tem de atingir seus resultados, bem como
definir e estruturar um conjunto de informações que servirá
de apoio às demais etapas do processo de gerenciamento
de riscos.

Essa fase também envolve a definição de papéis e responsabilidades para os envolvidos no


processo, a identificação das áreas de risco, bem como as limitações e restrições que podem
afetar o processo de gerenciamento de riscos.

Informações sobre o Ambiente Interno - existência de:


Código de Ética/Normas de conduta
Estrutura Organizacional
Política de Recursos Humanos
Atribuição/Competência/Responsabili
dade Normas Internas
Informações sobre a Fixação de Objetivos - existência de:
Missão
Visão
Valores Institucionais
Mapa Estratégico
Objetivos/Metas/Indicadores
Informações sobre o Macro processo/Processo
Macroprocesso
Processo
Objetivo do Macro processo/Processo
Leis e Regulamentos
Sistemas
Entregas

Responsáveis pelo Processo


Coordenador do Processo
Equipe

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 16


Risco

Nesta fase, a organização identifica os riscos relevantes para os


objetivos definidos. Isso envolve a identificação e documentação
de ameaças internas e externas que podem afetar a organização. A
organização deve considerar todos os tipos de riscos em sua
análise de ambiente, tais como: orçamentários , financeiros,
operacionais, legais, estratégicos, pessoais, planejamento,
tecnológico, de integridade e de conformidade.

O simples fato de executar alguma atividade abre a possibilidade de ocorrência de eventos ou


situações cujas consequências constituem oportunidades para obter vantagens (lado positivo),
ou então ameaças ao sucesso (lado negativo).

Eventos são situações em potencial, de origem interna ou externa, que podem provocar
impactos positivos ou negativos na consecução dos objetivos da organização.

Os eventos negativos são denominados riscos, enquanto os positivos, oportunidades. No


anexo I deste Manual estão exemplificados os possíveis fatores internos e externos,
relacionados às forças, fraquezas, oportunidades e ameaças.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 17


Ambiente do Processo de Trabalho Priorizado
Destaca-se também a necessidade da elaboração da Análise do Ambiente quanto a
documentação do contexto do ambiente do processo priorizado, apresentado no Anexo II
deste Manual:

Relevância Estratégica:
O processo de trabalho tem relevância estratégica por estar alinhado às prioridades
governamentais, aos objetivos estratégicos e ao Plano Plurianual - PPA do Ministério do
Trabalho e Emprego. Esse alinhamento proporciona ao processo de trabalho a
organização dos seus recursos para atuarem no cumprimento da sua missão institucional,
focados nos resultados esperados pela política pública.

Estrutura Responsável:
A estrutura responsável pelo processo de trabalho no MTE é formada por um conjunto de
áreas, instâncias e atores que garantem o planejamento, a execução, o monitoramento e
a melhoria contínua dos processos ligados à entrega de bens e serviços públicos.
O registro da indicação do responsável pela Coordenação do Processo de Trabalho
e de sua equipe é de suma importância para o êxito do processo de gerenciamento de riscos.
As principais funções são:
• Elaborar metodologias de mapeamento, padronização e melhoria de processos;
• Apoiar tecnicamente unidades setoriais na revisão e automação de processos;
e
• Promover cultura de gestão por processos.

Principais Rotinas:
As principais rotinas do processo de trabalho são as atividades recorrentes e
estruturadas que garantem o funcionamento contínuo, eficiente e coerente das ações
dentro de uma organização — especialmente no setor público. Essas rotinas compõem
o ciclo de vida dos processos, desde o planejamento até a melhoria contínua.
- Desenho do fluxo de atividades com entradas, saídas, responsáveis e sistemas
envolvidos;
- Fluxogramas;
- Verificação da aderência à rotina definida;
- Capacitação e Treinamento;
- Normativos internos;
- Avaliação periódica; e
- Aperfeiçoamento Contínuo.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 18


Sistemas informatizados Utilizados:
Os sistemas informatizados dos processos de trabalho são ferramentas tecnológicas que
automatizam, padronizam e dão suporte à execução, monitoramento e controle dos
processos dentro do ministério. São fundamentais para garantir eficiência,
rastreabilidade, transparência e integração entre áreas.
Os benefícios dos Sistemas Informatizados nos processos de trabalho são de suma
importância a sua indicação, uma vez que podem proporcionar:
• Redução de papel e deslocamentos físicos
• Agilidade e rastreabilidade
• Maior controle sobre prazos e tarefas
• Facilidade de prestação de contas e auditoria
• Integração entre órgãos e entre políticas públicas

Tipos de Sistemas Informatizados relacionados aos processos de trabalho selecionados


para o processo de gerenciamento de riscos: Sistemas de Gestão de Processos (BPM
- SEI (Sistema Eletrônico de Informações); Sistemas de Gestão de Documentos e
Protocolo (SEI, Sapiens, Doc-Digital, e-SIC (Lei de Acesso à Informação); Sistemas de
Gestão Orçamentária e Financeira (SIAFI, SIGPlan, SIOP, SICONV); Sistemas de
Recursos Humanos (SIAPE, [Link], SIGRH, SIGEPE); Sistemas de Controle Interno
e Auditoria (SCI, CGU-PAD, e- Aud); Sistemas Finalísticos (ligados à atividade-fim de
cada órgão); Sistemas de Indicadores e Monitoramento de Desempenho (Painel SIGPlan,
Painel do TCU, Tableau, Power BI).

Controles Existentes e Necessários:


A identificação e o mapeamento dos controles existentes em cada processo de trabalho
constituem etapas fundamentais para uma gestão de riscos eficiente. Esses controles
permitem não apenas avaliar o nível de exposição a riscos, mas também subsidiar a definição
e o aprimoramento de mecanismos de controle capazes de mitigar as vulnerabilidades
identificadas.

O Anexo VII deste Manual apresenta uma relação de controles que poderão ser selecionados
pelas unidades, de acordo com as especificidades de seus processos de trabalho. Essa
referência visa apoiar a identificação de mecanismos de controle apropriados, contribuindo
para a mitigação de riscos e para o fortalecimento da governança e da gestão institucional.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 19


Criticidade:
A criticidade do processo de trabalho se refere ao grau de importância estratégica,
operacional e de risco que determinado processo tem para o cumprimento dos objetivos
institucionais de um órgão ou entidade pública. Avaliar a criticidade ajuda a priorizar
esforços de melhoria, controles e alocação de recursos.
O impacto no cumprimento da missão institucional de um processo de trabalho pode
estar diretamente ligado à entrega de bens ou serviços públicos essenciais. Os
processos de trabalho finalísticos costumam ter alta criticidade.
Os níveis de riscos envolvidos em um processo de trabalho podem apresentar grandes
chances de fraudes, erros, desperdícios ou descumprimento de normas, sendo, portanto
considerado crítico. Temos como exemplos: concessão de benefícios, compras, repasses
etc.
Os processos de trabalho que são interdependentes ou alimentam outros, também
tendem a ser críticos, bem como os processos de trabalho que envolvem grande volume
de transações ou alta frequência diária, pois impactam diretamente a operação.

Os processos de trabalho que podem gerar sanções, responsabilizações legais,


paralisação de atividades ou danos à imagem institucional também são críticos.
Exemplos de processos de trabalho com características críticas:

Área Processo Motivo da criticidade


Execução orçamentária e Risco legal e impacto direto na
Orçamentária e Financeira
financeira política pública
Folha de pagamento, admissão, Envolvimento de pessoas,
Recursos Humanos
aposentadoria legislação e impacto social
Monitoramento de Riscos de responsabilização
Controle Interno
irregularidades institucional
Grande volume, impacto social
Políticas Públicas Concessão de benefícios sociais
e risco reputacional
Risco de vazamento de dados e
Tecnologia da Informação Segurança da informação
interrupção de serviços

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 20


Evento de Risco
O risco é tudo que pode acontecer (incerteza) e impactar negativamente o alcance dos
objetivos estratégicos organizacionais. De maneira geral, um risco está associado aos
seguintes componentes:

• Fonte de risco - A identificação da fonte de risco é uma etapa fundamental no


processo de gestão de riscos, pois permite compreender de onde os riscos se
originam e, com isso, adotar medidas preventivas e corretivas mais eficazes. Essa
fonte pode estar relacionada à formulação, à execução, à prestação de contas, à
avaliação, à pessoas, aos processos, ao orçamento e finança, ao operacional, às
metas e indicadores, à conformidade e regulação, à tecnologia, aos ambientes
externo e interno, entre outros.

• Evento - A identificação do evento de risco é um dos elementos centrais no


processo de gestão de riscos. Ele representa o que pode efetivamente ocorrer de
errado — ou seja, é o elo entre a causa e a consequência. Reconhecer com clareza
o evento de risco é essencial para entender, classificar, tratar e comunicar os riscos
de forma eficiente. As principais importâncias dessa etapa no processo de gestão
de riscos são: Conexão entre causa e consequência; Clareza na descrição do risco;
Base para ações de tratamento; Avaliação precisa de probabilidade e impacto;
Padronização e comparabilidade; Sensibilização dos gestores; Melhoria da
governança e prestação de contas. (As causas relacionadas aos tipos de riscos
estão detalhadas no Anexo VI deste Manual).

• Causa (o quê e por quê) - A identificação das causas dos riscos é uma etapa
fundamental no processo de gestão de riscos — e sua importância é estratégica
tanto para prevenir ocorrências quanto para tratar eventos adversos com eficácia.
Destacam-se entre outros os seguintes aspectos: Direciona ações corretivas e
preventivas; Evita ações superficiais; facilita a escolha dos controles adequados;
aprimora a análise de riscos (probabilidade e impacto); aumenta a eficácia das
medidas de mitigação; Gera aprendizado organizacional; Facilita a rastreabilidade e
a prestação de contas. (As causas relacionadas aos tipos de riscos estão detalhadas
no Anexo VIII deste Manual).

• Consequência - A identificação das consequências de um evento de risco é tão


essencial quanto a identificação de suas causas — pois permite compreender o
impacto real que o evento pode provocar nos objetivos estratégicos da missão
institucional da organização. As principais importâncias dessa etapa no processo de
gestão de riscos são: Avaliação correta do impacto; Priorização eficaz dos riscos;
Apoio à tomada de decisão; Definição de controles proporcionais; justificativa para
ações de prevenção e mitigação; Identificação de riscos sistêmicos ou em cadeia;
Fortalecimento da cultura de riscos. (As principais consequências relacionadas aos
tipos de riscos estão detalhadas no Anexo IX deste Manual).

Categorias de Riscos
Embora não haja uma classificação de riscos que seja consensual, exaustiva e aplicável a
todas as organizações, a classificação de riscos em categorias, além de auxiliar na
identificação dos eventos, permite a visão dos tipos de riscos mais relevantes com os quais
a organização pode se deparar. Conforme disposto na IN Conjunta MP/CGU nº 01/2016
e em normativos e orientações internas, para o mapeamento dos riscos devem ser
consideradas, entre outras possíveis, as seguintes tipologias de riscos:

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 21


Riscos operacionais: eventos que podem comprometer as atividades do órgão ou da
entidade, normalmente associados a falhas, deficiência ou inadequação de processos
internos, pessoas, infraestrutura e sistemas;
Riscos de imagem/reputação do órgão: eventos que podem comprometer a confiança da
sociedade (ou de parceiros, de clientes ou de fornecedores) em relação à capacidade do
órgão ou da entidade em cumprir sua missão institucional;
Riscos legais: eventos derivados de alterações legislativas ou normativas que podem
comprometer as atividades do órgão ou da entidade;
Riscos orçamentários/financeiros: eventos que podem comprometer a capacidade do
órgão; e
Risco de conformidade: refere-se ao risco de uma empresa ou organização estar em
situação de violação de leis, regulamentos, políticas internas ou normas do setor. Esse risco
pode resultar em sanções, multas, ações legais, perda de licenças ou perda de reputação da
empresa.

Além das categorias de riscos citadas anteriormente, as políticas públicas e seus programas e
ações estão sujeitas a diversas categorias de riscos, desde problemas na formulação até desafios
operacionais, financeiros e externos. Para garantir o sucesso dos programas e processos de
trabalho, é fundamental identificar, monitorar e mitigar esses riscos por meio de uma boa
governança, transparência e controle social.

Riscos de Formulação: eventos que dizem respeito às falhas, omissões ou inadequações durante
o planejamento, concepção e estruturação de políticas públicas, programas, projetos ou normas.
Ou seja, são riscos que ocorrem na fase inicial do ciclo de gestão pública, especialmente quando
se está desenhando o que será executado. Tais como: Política pública sem diagnóstico adequado
da realidade; Programa com metas genéricas ou inatingíveis; Projeto com orçamento subestimado;
Norma que entra em conflito com outra já existente; Iniciativa sem respaldo legal ou institucional.

Riscos de Execução: eventos que dizem respeito à possibilidade de que algo não ocorra como
previsto na etapa de execução, comprometendo o alcance dos objetivos, a entrega de bens e
serviços ou a conformidade com normas e padrões. Tais como: Atraso na liberação de recursos
orçamentários; Falta de pessoal capacitado para implementar a ação; Problemas logísticos;
Desvios na execução contratual; Sistemas informatizados instáveis.

Riscos de Avaliação: eventos que dizem respeito a possibilidade de erro ou ineficiência na


mensuração ou interpretação de resultados, seja pela ausência de dados, uso de métodos
inadequados ou falta de imparcialidade, o que pode levar a decisões mal fundamentadas e
prejuízos à gestão pública. Tais como: Avaliação feita com base em dados desatualizados; Falta de
critérios objetivos de avaliação; Indicadores mal definidos; Avaliadores com conflito de interesses;
Avaliação não realizada no tempo certo.

Riscos de Prestação de Contas: eventos relacionados às prestações de contas referem-se às


possibilidades de falhas, omissões ou inconformidades no processo de apresentação e
comprovação da correta aplicação de recursos públicos, atividades ou resultados esperados por
parte de órgãos, entidades, gestores ou beneficiários. Tais como: Entrega fora do prazo legal;
Ausência de documentos exigidos; Dados inconsistentes com a execução real; Falta de
comprovação de despesas; e Sistemas informatizados.

Riscos Estratégicos: eventos relacionados às decisões de alto nível, que podem comprometer o
sucesso das políticas públicas. Tais como: Formulação inadequada da política pública pela falta de
planejamento e definição errada de objetivos; Mudanças de governo ou prioridades políticas que
podem provocar a descontinuidade de programas já iniciados; e Conflitos de interesse e influência

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 22


de grupos externos que podem ocasionar risco em atender os interesses particulares em prejuízo
do interesse público.

Riscos de pessoas: eventos relacionados à equipe responsável pela execução das políticas
públicas. Falta de servidores capacitados pode impactar a qualidade dos serviços prestados;
rotatividade elevada pode provocar a perda de conhecimento institucional e dificuldade na
continuidade dos projetos; Falta de motivação e engajamento que pode resultar na redução da
produtividade e maior risco de falhas operacionais.

Riscos de metas e indicadores: eventos relacionados à definição e monitoramento dos


resultados esperados. Tais como: metas mal definidas ou irreais que dificultam a avaliação da
efetividade da política pública; a falta de indicadores confiáveis que tornam o acompanhamento
ineficaz, dificultando ajustes necessários; a manipulação de dados que pode comprometer a
transparência e gerar decisões equivocadas.

Riscos Orçamentários e Financeiros: eventos que afetam a previsibilidade, disponibilidade,


alocação, execução e controle de recursos públicos, podendo comprometer o alcance dos
objetivos dos programas, a continuidade das ações governamentais, a conformidade legal e a
sustentabilidade fiscal. Tais como: Erro na estimativa de receitas; Contingenciamento de
recursos; Desvio na aplicação de verbas públicas; Execução ineficiente ou ineficaz das dotações
orçamentárias; Descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Riscos ambiente externo: eventos derivados de fatores externos que podem impactar a
execução das políticas/programas públicas, tais como: mudanças econômicas e crises
financeiras, mudanças climáticas e desastres naturais e influência de fatores internacionais
como sanções comerciais, crises geopolíticas e mudanças tecnológicas globais.

Riscos ambiente interno: eventos derivados de fatores internos que podem impactar a
execução das políticas/programas públicos, tais como: Falhas na execução de processos
internos, desalinhamento entre áreas internas, alta rotatividade de pessoal, fraudes ou
irregularidades internas, não conformidade com as normas, falhas nos sistemas informatizados.

Técnicas de Identificação de Riscos


É importante utilizar ferramentas adequadas para coleta de dados e informações que
possibilitem a identificação de riscos. Entre as técnicas mais utilizadas, podemos incluir:

• Brainstorming: obter lista dos riscos a partir de uma reunião com equipe
multidisciplinar representando setores e competências diferentes da organização, com
o apoio de um facilitador, com objetivo de identificar riscos.

• Entrevistas: entrevistar as partes interessadas e os especialistas com o objetivo de


identificar riscos.
• Análise de Listas de Verificação de Riscos: verificar as listas de riscos previamente
identificadas pela organização sobre processos ou programas similares. Utilizam-
se lições aprendidas e informações já catalogadas pela organização.

No anexo X deste Manual, encontram-se demonstradas as identificações de riscos,


contendo os tipos de risco, causas, eventos de risco, consequências e controles internos
existentes e necessários.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 23


Avaliação de Risco
Identificados os riscos, é importante compreender o efeito
combinado de suas causas e consequências na realização dos
objetivos da organização.

Nesse sentido, os riscos são avaliados com base em dois


aspectos: a probabilidade de o risco ocorrer e o seu impacto sobre
um ou mais objetivos.

A avaliação de risco deve considerar as perspectivas das partes interessadas impactadas pelo
risco e, sempre que possível, ser suportada por evidências objetivas, fundamentadas em uma
identificação bem realizada.

Nesse contexto, esta etapa, valendo-se das informações coletadas nas etapas anteriores, tem
como objetivo mensurar a probabilidade de os riscos identificados ocorrerem e os seus
impactos sobre os objetivos, bem como, a partir da combinação dos valores obtidos,
determinar o nível de cada um desses riscos (probabilidade x impacto).

Impacto e Probabilidade – Mensuração

Impacto é o efeito da ocorrência de um risco. É medido analisando-se


o efeito do evento de risco, que terá um nível de impacto sobre o
objetivo que deseja ser alcançado. Assim, deverão ser considerados
critérios para a análise, como por exemplo: custo, prazo, reputação,
qualidade etc.

Probabilidade é a chance de o risco ocorrer. É medida analisando-se as causas ou o evento de


risco considerando aspectos como, por exemplo, frequência observada ou esperada.A
avaliação dos riscos deve ser feita utilizando-se métodos de análise quantitativo, qualitativo ou
a combinação de ambos (semi-quantitativo) para definir o nível de risco; e escalas, que auxiliam
na medição da probabilidade e do impacto (muito baixa, baixa, média, alta, muito alta etc.).

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 24


Escala de Probabilidade
Descrição da probabilidade, considerando sempre as
Probabilidade relações dos controles necessários e os Frequência Peso
controles existentes do processo
Muito Alta Evento esperado, repetitivo e constante. >90% 5
Alta Evento esperado, provavelmente ocorra. >50%<=90% 4

Média Evento esperado, deve ocorrer em algum momento. >30% <=50% 3

Baixa Evento inesperado, pode ocorrer em algum momento. >10%<=30% 2


Muito Baixa Evento extraordinário, raro o seu acontecimento <=10% 1

Escala de Impacto
Impacto Descrição do impacto nos objetivos/projetos, caso o evento ocorra Peso

Catastrófico Impacto nos objetivos/projetos de forma irreversível. 5

Forte Impacto nos objetivos de difícil reversão. 4

Moderado Impacto nos objetivos porém recuperável. 3

Fraco Pequeno impacto nos objetivos. 2


Insignificante Mínimo impacto nos objetivos. 1

Cada um dos riscos levantados na etapa da identificação deverá ser avaliado de acordo com as
escalas de probabilidade e impacto, conforme Tabelas acima, respectivamente.

Avaliação do Risco Inerente - probabilidade x impacto


Risco inerente: é aquele que a organização está exposta sem considerar quaisquer ações
gerenciais que possam reduzir a probabilidade de sua ocorrência ou seu impacto (IN Conjunta
MP/CGU nº 1/2016).

Assim, para subsidiar a avaliação dos riscos, é indispensável que se faça a avaliação dos
controles, considerando aspectos como o desenho (a forma como foi planejada, a sua eficácia,
formalização etc.) e operacionalidade (forma de execução e temporalidade), conforme é
sugerido na tabela abaixo.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 25


Descrição do Desenho de Controle:

1- Não há procedimento de controle

2- Há procedimentos de controle, mas não são adequados e nem estão formalizados

3- Há procedimentos de controle formalizados, mas não estão adequados


(insuficientes)

4- Há procedimentos de controle adequados (suficientes), mas não estão formalizados

5- Há procedimentos de controle adequados (suficientes) e formalizados

Descrição da Operação de Controle:


1- Não há procedimentos de controle

2- Há procedimentos de controle, mas não são executados

3- Os procedimentos de controle estão sendo parcialmente executados

4- Os procedimentos de controle são executados, mas sem evidência de sua realização

5- Procedimentos de controle são executados e com evidência de sua realização

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 26


Avaliação do Risco Residual

É o risco a que uma organização está exposta após a implementação de ações gerenciais para
o tratamento do risco (IN Conjunta MP/CGU nº 1/2016).

Controles
Internos
Risco Risco
Inerente Residual

Tratamento de Riscos

Conhecido o nível de risco, é necessário estabelecer a estratégia que será adotada para tratar
o evento de risco. O tratamento de riscos envolve a identificação das opções de tratamento
desses riscos, avaliação dessas opções e a seleção das alternativas mais adequadas para
modificar o nível do risco (Resposta ao Risco), bem como a elaboração do Plano de
Implementação de Controles contemplando o conjunto de medidas a serem implementadas.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 27


Resposta ao Risco
Nesta fase, a organização desenvolve e implementa um plano de ação para responder
aos riscos identificados e avaliados. Isso pode incluir a implementação de controles internos,
a transferência de riscos para terceiros ou a aceitação dos riscos. A organização deve
considerar os custos e benefícios de cada opção de resposta ao risco.
De acordo com o COSO, as respostas incluem: evitar, reduzir, compartilhar ou aceitar os
riscos:

Evitar - sugere que nenhuma opção de resposta eficaz tenha sido identificada para reduzir o
impacto e a probabilidade a um nível aceitável. Significa descontinuação das atividades que
geram o risco, ou seja, não executar, interromper ou substituir a atividade que gera o risco.

Reduzir - reduz o risco residual a um nível compatível com a tolerância estabelecida pela
organização, de acordo com o apetite ao risco definido. Portanto, serão adotadas medidas
para reduzir a probabilidade ou o impacto dos riscos, ou, até mesmo, ambos.

Transferir ou Compartilhar - reduz o risco residual a um nível compatível com a tolerância


estabelecida pela organização. Sugere-se a redução da probabilidade ou do impacto dos
riscos pela transferência ou pelo compartilhamento de uma porção do risco com as partes
interessadas ou envolvidas.

Aceitar - indica que o risco inerente já esteja dentro das tolerâncias ao risco. Nenhuma medida
é adotada para afetar a probabilidade ou o grau de impacto dos riscos.

Plano de Implementação de Controles

Depois de selecionadas as respostas para cada risco, o próximo passo é a elaboração


dos planos ou estratégias para os eventos de risco que receberão tratamento. No referido
plano, são definidas as ações necessárias para assegurar que as respostas aos riscos sejam
executadas.

As ações a serem implementadas para tratar os riscos implicarão na introdução de novos


controles ou na modificação dos controles existentes. Para tanto, os seguintes aspectos
devem ser levados em consideração:

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 28


A análise do custo/benefício da implementação do
controle
Aspectos a serem Os requisitos legais e regulatórios
considerados na
implementação dos Os responsáveis pela implementação das ações
controles Os recursos requeridos

O cronograma de implementação

Assim, o gestor do processo e sua equipe deverão elaborar o Plano de Implementação de


Controle, contemplando o detalhamento do tratamento, prazos, atividades a serem executadas,
responsáveis por executar o plano etc.

Plano de Ação:
Plano Proposto (descrição)

Tipo de controle: Objetivo do Controle:

Corretivo Melhoria do controle existente

Preventivo Adotar controle novo

- Unidade responsável
- Responsável
- Intervenientes
- Data de início e Conclusão

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 29


Informação, Comunicação e Monitoramento

Informação

Para que o gerenciamento de riscos e controles internos possam


alcançar seus objetivos, a qualidade da informação e a forma de
comunicação constituem elementos críticos.
O acesso à informação adequadamente detalhada, confiável, íntegra, oportuna e de fácil
obtenção é vital para que aqueles que necessitam dessas informações cumpram as suas
responsabilidades.
Ainda, o fluxo das comunicações deve permitir que as informações fluam em todas as direções
e alcance todo o Ministério do Trabalho e Emprego - MTE. Todos os interessados devem ser
informados dos direcionamentos estratégicos estabelecidos pelo Comitê de Governança
Estratégica e das responsabilidades de cada um no processo.
Além disso, as informações externas relevantes aos processos também devem ser
consideradas e compartilhadas tempestivamente.

Comunicação
Um dos principais objetivos da Gestão de Riscos do Ministério do
Trabalho e Emprego - MTE é assegurar que os responsáveis pela
tomada de decisões, em todos os níveis institucionais, tenham acesso
tempestivo às informações relativas aos riscos que o Ministério está
exposto.
Nesse sentido, a comunicação torna-se uma ferramenta fundamental para a gestão de riscos
do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE. Destaca-se que a disponibilidade, a pertinência,
a clareza e a integridade das informações relativas à gestão de risco devem ser consideradas
no processo de comunicação e nos relatórios e outros mecanismos de divulgação de
informações institucionais.

A comunicação em direção à sociedade também é objeto de controle, reduzindo riscos de


respostas inadequadas às necessidades da população.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 30


Nesse sentido, compartilhar e comunicar informações é importante para que os processos e as
decisões do gerenciamento de riscos sejam documentados em uma extensão apropriada.
Documentar cada etapa do processo de gestão de riscos permite:

• Mostrar às partes interessadas que o processo está sendo conduzido adequadamente;


• fornecer evidências de uma abordagem sistemática de identificação e análise de riscos;
• analisar criticamente as decisões ou processos;
• desenvolver uma base de conhecimento de riscos relacionados à organização;
• fornecer aos responsáveis pela tomada de decisões um plano de gestão de riscos;
• oferecer um mecanismo e uma ferramenta para a prestação de contas; e
• facilitar o monitoramento e a análise crítica contínua.

Monitoramento
A atividade de monitoramento dentro do processo de gestão de riscos
do Ministério do Trabalho e Emprego-MTE consiste na verificação,
supervisão e acompanhamento contínuo dos riscos identificados ao
longo do tempo. O monitoramento da gestão de riscos possui as
seguintes finalidades:

 Detectar mudanças no contexto interno e externo que podem impactar nos riscos aos
quais o Ministério está exposto;

 Identificar alterações nos critérios de risco e nos próprios riscos, abrangendo a revisão
dos mesmos e das prioridades estabelecidas;

 Avaliar o aprendizado e a maturidade institucional de forma a identificar pontos de


melhoria no processo de gestão de riscos;

 Garantir que os controles vigentes sejam eficazes e eficientes;

 Identificar novos riscos;

 Garantir o estabelecimento de níveis adequados de exposição ao risco, de forma a


contribuir para o alcance dos objetivos institucionais.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 31


Glossário

Accountability: conjunto de procedimentos adotados pelo Ministério do Trabalho e Emprego


e pelos indivíduos que o integram para evidenciar as responsabilidades inerentes às decisões
tomadas e às ações implementadas, incluindo a salvaguarda de recursos públicos, a
imparcialidade e o desempenho.

Análise SWOT: é uma análise que permite avaliar quesitos internos e externos de uma
organização. Seu nome é um acrônimo da sigla em inglês para forças, fraquezas,
oportunidades e ameaças.

Apetite a risco: nível de risco que uma organização está disposta a aceitar.

Atividades de controles internos: são as políticas e os procedimentos estabelecidos para


enfrentar os riscos e alcançar os objetivos do Ministério.

Avaliação de risco: processo de identificação e análise dos riscos relevantes para o alcance
dos objetivos do Ministério e a determinação de resposta apropriada.

Cadeia de Valor: é um modelo que retrata a maneira pela qual os diferentes processos
organizacionais se conectam e se relacionam para a entrega de valor aos clientes finais. É um
mapa das principais atividades praticadas pelo Ministério na prestação de serviços para a
sociedade, em suas diferentes áreas de atuação.

Categoria de riscos: classificação dos tipos de riscos definidos pelo Ministério que podem
afetar o alcance de seus objetivos, observadas as características de sua área de atuação e
as particularidades do setor público.

Consequência: resultado de um evento que afeta positiva ou negativamente os objetivos do


Ministério.
Controle: qualquer medida aplicada no âmbito do Ministério para gerenciar os riscos e
aumentar a probabilidade de que os objetivos e metas estabelecidos sejam alcançados.
Controles internos da gestão: processo que engloba o conjunto de regras, procedimentos,
diretrizes, protocolos, rotinas de sistemas informatizados, conferências e trâmites de
documentos e informações, entre outros, operacionalizados de forma integrada pelos gestores
e equipe de servidores, destinados a enfrentar os riscos e fornecer segurança razoável de que
os objetivos organizacionais serão alcançados.

Ética: refere-se aos princípios morais, sendo pré-requisito e suporte para a confiança pública.

Fraude: quaisquer atos ilegais caracterizados por desonestidade, dissimulação ou quebra de


confiança. Estes atos não implicam o uso de ameaça ou de força física.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 32


Gerenciamento de riscos: processo para identificar, avaliar, administrar e controlar
potenciais eventos ou situações e fornecer segurança razoável no alcance dos objetivos do
MTE.
Gestão da Integridade: conjunto de medidas de prevenção de possíveis desvios na entrega
dos resultados esperados pela sociedade.
Governança: combinação de processos e estruturas implantadas pela alta administração do
Ministério do Trabalho e Emprego, para informar, dirigir, administrar, avaliar e monitorar
atividades organizacionais, com o intuito de alcançar os objetivos e prestar contas dessas
atividades para a sociedade.
Governança no setor público: compreende essencialmente os mecanismos de liderança,
estratégia e controle postos em prática para avaliar, direcionar e monitorar a atuação da
gestão, com vistas à condução de políticas públicas e à prestação de serviços de interesse da
sociedade.
Identificação de riscos: trata-se de processo de reconhecer, descrever e registrar os eventos
que podem impactar negativamente ou positivamente os objetivos de um processo, projeto,
programa ou organização. Essa é uma das etapas mais importantes da gestão de riscos,
pois é a base para análise, avaliação e definição dos mecanismos de controles a serem
empregados na mitigação de risco, onde deverão ser apresentados os tipos de riscos, as
causas, os eventos, as consequências e os controles existentes e necessários.
Impacto: efeito resultante da ocorrência do evento.

Incerteza: incapacidade de saber com antecedência a real probabilidade ou impacto de


eventos futuros.
Indicadores: elementos de medição do alcance dos objetivos definidos para análise da
efetividade da estratégia.
Instâncias de Supervisão: constituídos por Comitês ou servidores que têm como função
apoiar e dar suporte aos diversos níveis hierárquicos do Ministério na integração das
atividades de gestão, governança, integridade, riscos e controles internos nos processos e
atividades organizacionais.

Mapa Estratégico: representação visual da estratégia do Ministério do Trabalho e Emprego


c o n s t r u í d a a partir da combinação e integração de objetivos estratégicos. Formado por
um conjunto de objetivos que expressam os propósitos institucionais de mais alto nível do
Ministério.

Mensuração de risco: significa estimar a importância de um risco e calcular a probabilidade


e o impacto de sua ocorrência.
Metas: resultados quantitativo ou qualitativo que o Ministério pretende alcançar em um prazo
determinado, visando o atingimento de seus objetivos.
Método de priorização de processos: classificação de processos baseadas em avaliação
qualitativa e quantitativa, visando ao estabelecimento de prazos para a realização de
gerenciamento de riscos.

Monitoramento: processo de observação sistemática, verificação e registro regular de uma


atividade, de modo que as informações geradas constituam um elemento de tomada de
decisão por parte do responsável pelo processo.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 33


Nível de risco: magnitude de um risco, expressa em termos da combinação de suas
consequências e probabilidades de ocorrência.
Objetivos (estratégicos): os desafios a que a organização se propõe para cumprir sua
missão e alcançar sua visão de futuro no cumprimento do papel institucional que lhe é
reservado.
Planejamento estratégico: documento que materializa o plano estratégico institucional de
longo prazo.
Plano de implementação de controles: documento elaborado pelo gestor para registrar e
acompanhar a implementação de ações de tratamento a serem adotadas em resposta aos
riscos avaliados.
Política de Gestão, Governança, Integridade, Riscos e Controles: declaração das
intenções e diretrizes do Ministério relacionadas à gestão, governança, integridade, riscos e
controles.
Procedimento de controle: políticas e procedimentos estabelecidos para enfrentar os riscos
e alcançar os objetivos do Ministério.
Procedimentos de controle interno: procedimentos que o Ministério executa para o
tratamento do risco, projetados para lidar com o nível de incerteza previamente identificado.
Processo de gestão de riscos: aplicação sistemática de políticas, procedimentos e práticas
de gestão para as atividades de identificação, avaliação, tratamento e monitoramento de
riscos, bem como de comunicação com as partes interessadas em assuntos relacionados a
risco.
Processo de Planejamento Estratégico: processo gerencial contínuo e sistemático que
objetiva definir a direção a ser seguida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, visando
otimizar sua relação com o ambiente, por meio do alcance de objetivos propostos. Inclui as
etapas de elaboração, monitoramento, avaliação e revisão.
Processo de trabalho: conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas, que
transforma insumos (entradas) em produtos (saídas). É o elemento base para a aplicação da
metodologia.
Processos Estratégicos: processos da Cadeia de Valor do MTE vinculados aos atributos dos
projetos e indicadores relacionados ao Planejamento Estratégico.
Proprietário do risco: pessoa ou entidade com a responsabilidade e a autoridade para
gerenciar o risco.
Probabilidade: possibilidade de ocorrência de um evento.
Projetos: são definidos como um esforço temporário, com início e término definidos, cujo
objetivo resulta em uma entrega formal de um produto ou serviço único.

Resposta ao risco: qualquer ação adotada para lidar com o risco, podendo consistir em:
aceitar o risco por uma escolha consciente; transferir ou compartilhar o risco a outra parte;
evitar o risco pela decisão de não iniciar ou descontinuar a atividade que origina o risco; ou
mitigar ou reduzir o risco diminuindo sua probabilidade de ocorrência ou minimizando suas
consequências.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 34


Risco: possibilidade de ocorrência de um evento que tenha impacto no atingimento dos
objetivos da organização.
Riscos de imagem ou reputação do órgão: eventos que podem comprometer a confiança da
sociedade ou de parceiros, de clientes ou de fornecedores, em relação à capacidade do
Ministério do Trabalho e Emprego em cumprir sua missão institucional.
Risco de conformidade: refere-se ao risco de uma empresa ou organização estar em
violação de leis, regulamentos, políticas internas ou normas do setor. Esse risco pode resultar
em sanções, multas, ações legais, perda de licenças ou perda de reputação da empresa.
Riscos orçamentários e financeiros: eventos que podem comprometer a capacidade do
Ministério do Trabalho e Emprego de contar com os recursos orçamentários e financeiros
necessários à realização de suas atividades, ou eventos que possam comprometer a própria
execução orçamentária, como atrasos no cronograma de licitações.
Risco inerente: risco a que uma organização está exposta sem considerar quaisquer ações
gerenciais que possam reduzir a probabilidade dos riscos ou seu impacto.

Riscos legais: eventos derivados de alterações legislativas ou normativas que podem


comprometer as atividades do Ministério.

Riscos operacionais: eventos que podem comprometer as atividades do Ministério do


Trabalho e Emprego, normalmente associados a falhas, deficiência ou inadequação de
processos internos, pessoas, infraestrutura e sistemas.

Risco residual: risco a que uma organização está exposta remanescente após a aplicação dos
controles ou medidas de metigação.

Riscos para a integridade: riscos que configurem ações ou omissões que possam favorecer a
ocorrência de fraudes ou atos de corrupção.

Tolerância ao risco: nível de variação aceitável quanto à realização dos objetivos.


Tratamento de riscos: processo de estipular uma resposta ao risco.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 35


Referências Bibliográficas

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Brasileira de Normas Técnicas, 2009.

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CHIAVENATO, Idalberto. Administração Geral e Pública. 3ª ed. Barueri, SP: Monole, 2012.

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2023 – institui o Sistema de Governança do MTE.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 36


Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT
I - FATORES INTERNOS (FORÇA)

FORÇA - Aspectos positivos do processo de trabalho e da organização que ajudam alcançar


seus objetivos. A força me defende de ameaça e me permite um melhor aproveitamento da
oportunidade. 1) Entregas/Resultados; 2) Recursos Humanos; 3)Recursos
Orçamentários/Financeiros; 4) Recursos Materiais; 5) Regulatórios; 6)Governança; 7)
Políticos; e 8) Sociais.
1. Qualidade das entregas – Refere-se à capacidade da organização em entregar seus
produtos ou serviços de forma eficiente, pontual e satisfatória para seus clientes/público alvo.
2. Avaliações positivas externas dos órgãos de controle – Refere-se a análise e avaliação
de procedimentos, produtos, programas, funções e controles existentes, realizados pelos
órgãos de controle interno e externo no processo de trabalho.
3. Recursos humanos suficientes: A quantidade e qualidade de servidores públicos são
essenciais para a implementação eficaz das políticas e serviços públicos. Análise se há
pessoal suficiente em termos de número e competência para executar as atividades da
organização sem sobrecarga ou subutilização de recursos humanos.
4. Recursos materiais suficientes: Refere-se à disponibilidade e adequação dos materiais
e equipamentos necessários para a execução das tarefas administrativas e operacionais.
Avalia se a infraestrutura material está bem dimensionada para atender às demandas da
administração pública de forma eficiente.
5. Sistemas Informatizados adequados do processo de trabalho: Importância de sistemas
informatizados que automatizem e integrem os processos de trabalho, aumentando a
eficiência operacional e a transparência, além de garantir a segurança e a integridade dos
dados processados pela administração pública.
6. Execução orçamentária e financeira adequada: Refere-se à capacidade da
administração pública de planejar, alocar e monitorar recursos financeiros de maneira
eficiente, garantindo que os orçamentos sejam executados de acordo com os planejamentos
e as necessidades dos serviços públicos, sem desvios ou desperdícios.
7. Sistema de Monitoramento: Necessidade de sistemas eficazes para monitorar o
desempenho, os resultados e o cumprimento das metas estabelecidas. Tais sistemas
permitem ajustes rápidos e o controle de processos em tempo real, garantindo a eficiência
organizacional.
8. Estrutura Adequada: A estrutura organizacional, incluindo a divisão de responsabilidades
e a hierarquia de comando, deve ser suficiente e bem definida para apoiar os processos de
trabalho. A estrutura adequada facilita a comunicação, a colaboração e a eficiência.
9. Qualificação Profissional adequada dos Servidores: A qualificação dos servidores
públicos é crucial para o desempenho de suas funções. Verificação se há programas de
capacitação contínua e se os servidores possuem as habilidades necessárias para cumprir
com os desafios administrativos e operacionais.

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Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT
I - FATORES INTERNOS (FORÇA)

10. Nível de experiência elevada: A experiência dos servidores e gestores é um fator essencial
para a tomada de decisões estratégicas e operacionais. Deve-se avaliar o impacto da
experiência no desempenho geral da administração pública, considerando a capacidade de
antecipar problemas e implementar soluções eficientes.
11. Carreira Específica: Carreiras específicas dentro da administração pública são essenciais
para a especialização e o desenvolvimento de competências especializadas, o que melhora
a qualidade do serviço prestado. A existência de planos de carreira incentiva a
profissionalização e o crescimento dentro da organização pública.
12. Valorização Profissional: A valorização profissional é um aspecto fundamental para a
motivação e engajamento dos servidores públicos. Se a administração pública oferece
incentivos, reconhecimento e melhorias nas condições de trabalho, isso mantém os servidores
comprometidos e motivados.
13. Força de Trabalho Colaborativa: A capacidade de trabalhar em equipe e colaborar é
essencial para o sucesso de qualquer organização pública. A cultura organizacional promove
a cooperação entre departamentos e servidores, visando o alcance das metas institucionais.
14. Capacidade Operacional adequada: A capacidade operacional envolve a eficiência da
organização para implementar políticas e realizar suas atividades de forma prática. A análise
se os recursos, tanto humanos quanto materiais, estão bem organizados, garante que os
processos operacionais sejam realizados sem falhas ou ineficiências.
15. Ambiente organizacional positivo, seguro, saudável e ético: O ambiente de trabalho deve
ser seguro, saudável e ético para promover o bem-estar dos servidores públicos e garantir
que as práticas organizacionais estejam alinhadas com os valores de transparência e
integridade. Exame do clima organizacional e as condições oferecidas aos servidores
públicos.
16. Relações Estratégicas consistentes: As relações estratégicas envolvem a colaboração com
outras organizações públicas, privadas ou sociedade civil para atingir objetivos comuns.
Construção e manutenção de parcerias estratégicas que fortaleçam a administração pública
e promovam resultados sustentáveis.
17. Indicador e metas atingidas: A análise de desempenho da administração pública envolve o
uso de indicadores claros e metas bem definidas. Indicadores e metas direcionam a
organização para atingir seus objetivos, permitindo ajustes conforme necessário para garantir
o sucesso das políticas públicas.
18. Entregas realizadas: Este conceito refere-se à execução concreta das atividades e a entrega
de serviços públicos à população. Mede a capacidade da organização pública de entregar os
resultados esperados dentro do prazo e da qualidade estabelecida.
19. Eficiência e efetividade atingidas: Eficiência está relacionada à utilização ótima dos
recursos disponíveis, enquanto efetividade refere-se à capacidade de alcançar os objetivos e
impactos desejados. Avalia se as políticas públicas estão sendo implementadas de maneira
eficiente e eficaz, alcançando os resultados esperados para a sociedade.

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Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT
I - FATORES INTERNOS (FORÇA)

20. Qualidade atingida do produto/serviço: A qualidade dos serviços públicos


prestados é um indicador chave de sucesso. Verifica se os serviços entregues atendem
às expectativas e necessidades do público, além de estar em conformidade com
padrões e regulamentações de qualidade.
21. Normas adequadas: A administração pública deve seguir um conjunto de
normas e regulamentos que assegurem a legalidade, a transparência e a eficiência de
suas ações. Investiga se as normas estão claras, adequadas e são seguidas
rigorosamente pela instituição.
22. Público-alvo identificado e prioritário: Identificar e definir claramente o
público-alvo das políticas públicas é essencial para direcionar ações e recursos de
maneira eficaz. Verifica se a organização consegue identificar e priorizar as
necessidades das populações mais vulneráveis ou com maior demanda.
23. Satisfação do público-alvo: Medir a satisfação do público-alvo é uma
maneira de avaliar o sucesso das políticas públicas. Analisa se a administração pública
tem mecanismos de comunicação eficientes e se as ações estão gerando satisfação
na população atendida.
24. Definição do público-alvo, da população elegível com critérios de
priorização a partir de estudos e diagnósticos: A definição precisa do público-alvo e
os critérios de priorização são fundamentais para garantir que os recursos sejam
direcionados de forma justa e eficiente, tendo como base levantamento, estudos e
diagnósticos. Verifica se há estudos e diagnósticos claros que orientem a definição de
quem será atendido pelas políticas públicas.
25. Flexibilidade, agilidade e adaptabilidade (mudanças) em razão das
novas necessidades das demandas do público-alvo: A capacidade de se adaptar
rapidamente às mudanças de acordo com as necessidades da sociedade é crucial para
uma administração pública eficaz. Avalia se a organização consegue responder de
forma ágil e flexível às novas demandas do público, ajustando políticas e processos
conforme necessário.
26. Aderência às práticas de sustentabilidade: A sustentabilidade é
uma responsabilidade crescente da administração pública. Observa se as políticas
públicas estão alinhadas aos princípios de sustentabilidade, garantindo que os recursos
naturais sejam utilizados de forma responsável e que as necessidades futuras sejam
atendidas sem comprometer as gerações seguintes.
27. Capacidade de inovação contínua: A inovação contínua é fundamental
para a melhoria dos processos administrativos e para a implementação de novas
soluções tecnológicas e operacionais. Avalia se a organização pública possui uma
cultura de inovação, investindo em novas ideias, processos e tecnologias para
aprimorar a entrega de serviços à população.
28. Forte conexão, relacionamento e comunicação com o público-alvo e os agentes
públicos/privados envolvidos: Refere-se à importância de manter uma comunicação clara,
contínua e eficaz com o público-alvo e os diversos envolvidos, sejam públicos ou privados.
No contexto da administração pública, isso implica na criação de canais de comunicação que
promovam a transparência, a participação cidadã e a colaboração eficaz entre os envolvidos
na implementação de políticas públicas.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 39


Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT
I - FATORES INTERNOS (FORÇA)
29. Alta capacidade de identificação e resolução de problema de forma eficaz e
eficiente: Este conceito enfatiza a habilidade de identificar problemas rapidamente e agir para
resolvê-los de maneira eficiente e eficaz. Na administração pública, isso envolve o uso de
métodos estruturados de análise de problemas, como auditorias e avaliações de desempenho,
para garantir que os desafios sejam superados sem afetar a qualidade ou os prazos.
30. Competência na Gestão do Processo de trabalho finalizado dentro do prazo e do
orçamento: Refere-se à capacidade de administrar projetos e processos dentro das
limitações de tempo e orçamento estabelecidos, com foco na entrega de resultados sem
desperdícios. Esse conceito é crucial na administração pública para evitar atrasos e assegurar
a alocação eficiente dos recursos públicos.
31. Existência de Valorização de Diversidade e Inclusão: Este ponto refere-se à
integração de práticas que assegurem a valorização de diferentes perfis sociais, culturais,
étnicos, de gênero e de capacidades. A administração pública deve promover a inclusão e a
diversidade em todas as suas atividades, garantindo igualdade de oportunidades e o
reconhecimento das múltiplas identidades e necessidades de seus cidadãos.
32. Capacidade e uso de análise de dados nas tomadas de decisão e melhoria do
processo de trabalho: Trata-se da competência para coletar, analisar e interpretar dados de
maneira que contribua para decisões informadas, visando melhorias contínuas nos processos
administrativos. O uso de dados é fundamental para avaliar a eficácia das políticas públicas e
orientar ações baseadas em evidências.
33. Identificação e mitigação de riscos que podem impactar o processo de trabalho:
Refere-se à capacidade de identificar possíveis riscos nos processos de trabalho e
implementar estratégias para mitigá-los antes que impactem negativamente os resultados. Na
administração pública, isso envolve a criação de planos de contingência e sistemas de
monitoramento que detectem e minimizem riscos financeiros, operacionais ou políticos.
34. Infraestrutura física adequada: Este conceito envolve a adequação da infraestrutura
disponível para a realização das atividades e operações da administração pública, garantindo
que as instalações, recursos tecnológicos e materiais sejam apropriados para suportar a
execução eficiente das políticas públicas e serviços.
35. Capacidade de escalabilidade em expandir operações sem comprometer a sua
qualidade e eficiência: Refere-se à habilidade de expandir atividades ou operações sem
prejudicar a qualidade ou a eficiência dos serviços prestados. A escalabilidade é importante
para garantir que a administração pública consiga atender a uma maior demanda ou novos
desafios sem perder eficácia.
36. Processo de Trabalho da cadeia de valor alinhado ao Mapa Estratégico e os seus
objetivos estratégicos: A adequação dos processos de trabalho aos objetivos e metas
estratégicas estabelecidas pela administração pública, como o Plano Plurianual (PPA),
garante que todas as ações estejam em sintonia com as prioridades do governo. Isso permite
o direcionamento eficiente dos recursos e esforços para as áreas mais relevantes.
37. Processo de Trabalho incluído no PPA com metas e indicadores: Este conceito diz
respeito à inclusão dos processos de trabalho no Planejamento Plurianual (PPA), com a
definição de metas e indicadores para monitorar o progresso. A mensuração das ações facilita
o acompanhamento e a avaliação do impacto das políticas públicas.

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Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT
I - FATORES INTERNOS (FORÇA)
38. Interface com outras Políticas Públicas: Refere-se à integração e coordenação de
diferentes políticas públicas para garantir que elas se complementem e não se sobreponham.
Uma boa interface entre políticas públicas aumenta a eficiência e maximiza os resultados.
39. Processo de Trabalho da cadeia de valor alinhado ao Mapa Estratégico e os seus
objetivos estratégicos: A adequação dos processos de trabalho aos objetivos e metas
estratégicas estabelecidas pela administração pública, como o Plano Plurianual (PPA),
garante que todas as ações estejam em sintonia com as prioridades do governo. Isso permite
o direcionamento eficiente dos recursos e esforços para as áreas mais relevantes.
40. Processo de Trabalho incluído no PPA com metas e indicadores: Este conceito diz
respeito à inclusão dos processos de trabalho no Planejamento Plurianual (PPA), com a
definição de metas e indicadores para monitorar o progresso. A mensuração das ações facilita
o acompanhamento e a avaliação do impacto das políticas públicas.
41. Interface com outras Políticas Públicas: Refere-se à integração e coordenação de
diferentes políticas públicas para garantir que elas se complementem e não se sobreponham.
Uma boa interface entre políticas públicas aumenta a eficiência e maximiza os resultados.
42. Priorizado no Programa de Governo: Este conceito envolve a inclusão de uma
determinada ação ou projeto nas prioridades do Programa de Governo. A priorização assegura
que a iniciativa tenha o suporte necessário e que seus recursos sejam alocados
adequadamente.
43. Priorizado pela pasta Ministerial: Refere-se à priorização realizada pela alta
administração de ações específicas pelas áreas ou pastas ministeriais, alinhando-as às
necessidades e objetivos do governo. A prioridade dada a uma ação pode resultar em maior
atenção, recursos e apoio político.
44. Existência de série histórica dos resultados: Este conceito envolve a manutenção
de dados históricos sobre os resultados de ações e projetos, permitindo uma análise de
tendências ao longo do tempo. A série histórica é fundamental para avaliar a eficácia das
políticas públicas e embasar decisões futuras.
45. Transparência Ativa: A transparência ativa implica a disponibilização proativa de
informações relevantes sobre a gestão pública, como processos, resultados e orçamentos, de
forma acessível e clara para o público. Isso fortalece a confiança do cidadão nas instituições
públicas.
46. Relação Custo e Benefício: Este conceito envolve a análise contínua do custo das
ações públicas em comparação aos benefícios gerados. Na administração pública, uma boa
gestão de custo e benefício assegura que os recursos sejam bem alocados, maximizando os
resultados das entregas públicas e minimizando desperdícios.
47. Integração das Unidades Internas: Refere-se à colaboração eficaz entre diferentes
unidades ou departamentos dentro da administração pública. A integração interna é essencial
para garantir a eficiência operacional e o cumprimento dos objetivos estratégicos.
48. Gestão de crises: A gestão de crises envolve a capacidade de responder rapidamente
a situações imprevistas ou de emergência, minimizando danos e restaurando a normalidade.
Na administração pública, isso pode envolver a criação de planos de emergência e a formação
de equipes capacitadas para lidar com situações adversas.

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Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT
I - FATORES INTERNOS (FORÇA)

49. Integração e cooperação interinstitucional (órgãos, entidades, sindicatos,


trabalhadores etc.): Este conceito abrange a colaboração entre diferentes instituições
governamentais, entidades privadas, sindicatos e demais envolvidos. A cooperação
interinstitucional é crucial para a implementação eficaz de políticas públicas e para a resolução
de problemas complexos.
50. Compromisso com Governança: A governança envolve a aplicação de práticas de
gestão que assegurem a transparência, a responsabilidade e a eficiência na administração
pública. Um compromisso com a boa governança implica em práticas que fortaleçam as
instituições e garantam que as ações públicas atendam ao interesse coletivo.
51. Parcerias com organismos internacionais e governos estrangeiros: Este conceito
se refere à colaboração com entidades internacionais e outros governos, a fim de compartilhar
conhecimentos, obter financiamento e implementar políticas públicas eficazes. Parcerias
internacionais podem ampliar as capacidades da administração pública e promover o
intercâmbio de boas práticas.

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Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT

I - FATORES INTERNOS
FRAQUEZAS – Aspectos que precisam ser aprimorados ou constituídos na gestão do
processo de trabalho ou da organização. Cabe salientar que a fraqueza deixa o processo
vulnerável a ameaça e também limita no aproveitamento das possíveis oportunidades.

1. Ausência ou deficiência na qualidade das entregas: Refere-se à incapacidade ou


deficiência da administração pública em fornecer produtos ou serviços com a qualidade
esperada, de forma eficiente, pontual e que atenda às necessidades e expectativas do público-
alvo. Isso pode ocorrer por falhas em processos internos, falta de recursos, má gestão ou
ausência de avaliações e controles adequados. Como resultado, a qualidade dos serviços
prestados pode ser comprometida, afetando a confiança da população nas instituições
públicas e prejudicando os objetivos governamentais.
2. Avaliações negativas externas dos órgãos de controle: Refere-se a críticas ou
avaliações desfavoráveis feitas por órgãos de controle interno ou externo (como tribunais de
contas, controladorias etc.) sobre os processos, práticas ou resultados da administração
pública. Tais avaliações podem envolver a análise de conformidade com leis, regulamentos e
procedimentos, além da eficiência e eficácia das ações governamentais. Quando esses
órgãos emitem avaliações negativas, isso indica falhas no cumprimento de padrões de
governança, transparência, controle financeiro ou na entrega de resultados, o que pode
impactar a credibilidade, a reputação e a eficiência do setor público.
3. Recursos humanos e materiais insuficientes: A falta de pessoal qualificado e de
recursos materiais adequados pode comprometer a execução das atividades administrativas
e operacionais. A administração pública federal enfrenta a fraqueza de ter um número
insuficiente de servidores ou de recursos materiais inadequados, dificultando a realização das
metas e o cumprimento de suas funções de forma eficaz.
4. Sistemas Informatizados inadequados do processo de trabalho: A ausência de
sistemas informatizados eficientes pode levar a processos burocráticos lentos e ineficientes.
A administração pública pode ser prejudicada por sistemas desatualizados, que não integram
dados de forma eficaz, o que dificulta a comunicação e a execução de atividades, além de
aumentar o risco de erros operacionais e de segurança.
5. Dificuldade de adaptabilidade e demora no sistema informatizado: A falta de agilidade
na adaptação dos sistemas informatizados às novas necessidades ou mudanças nas
demandas do governo e da sociedade é uma fraqueza significativa. Isso pode resultar em uma
resposta demorada às mudanças, com impacto negativo na eficiência e eficácia das
operações, dificultando a inovação e a melhoria contínua.
6. Execução orçamentária e financeira insuficientes: A administração pública federal pode
enfrentar dificuldades no gerenciamento adequado de seu orçamento e nas limitações
financeiras para realizar seus projetos. Isso leva à falta de recursos para implementar ações,
impactando diretamente a capacidade de entregar serviços e cumprir com as
responsabilidades institucionais.
7. Fragilidade e inexistência de Sistema de Monitoramento: A ausência de um sistema
robusto de monitoramento compromete a capacidade de avaliar o desempenho das políticas
públicas e projetos em tempo real. Sem essa ferramenta, é difícil corrigir falhas a tempo e
melhorar a execução dos programas, o que pode levar à ineficiência e à falta de transparência.

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Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT

I - FATORES INTERNOS (FRAQUEZAS)


8. Estrutura inadequada: Uma estrutura organizacional mal definida ou desatualizada
pode dificultar a coordenação entre diferentes áreas, gerando ineficiência e sobrecarga de
trabalho. A falta de uma divisão clara de responsabilidades pode levar a confusões
operacionais e desorganização interna, impactando o desempenho da administração pública.
9. Qualificação Profissional inadequada dos Servidores: A deficiência na qualificação
dos servidores públicos pode resultar em falta de competência para realizar as atividades de
forma eficiente e eficaz. Isso pode afetar diretamente a qualidade dos serviços prestados e a
implementação de políticas públicas, além de dificultar a inovação e a adaptação a novas
demandas.
10. Nível de experiência baixa: A falta de experiência dos servidores pode ser uma
fraqueza significativa, já que a experiência é essencial para a tomada de decisões informadas
e para o enfrentamento de desafios complexos. Servidores com pouca experiência podem
apresentar dificuldades em lidar com situações imprevistas ou implementar soluções eficazes.
11. Ausência de Carreira Específica: A falta de uma carreira pública bem estruturada
pode resultar em desmotivação, baixa retenção de talentos e dificuldades em desenvolver
expertise em áreas específicas. A ausência de um plano de carreira claro impede o
desenvolvimento de uma força de trabalho especializada e com maior comprometimento.
12. Insuficiência e inexistência de Valorização Profissional: A falta de valorização
profissional pode levar à desmotivação dos servidores, o que afeta diretamente o desempenho
organizacional. Sem reconhecimento, incentivos ou benefícios, é difícil manter o
ãnimo/entuciasmo e o engajamento dos servidores, o que compromete a eficiência e a
qualidade do serviço público.
13. Força de Trabalho não colaborativa: A falta de colaboração entre as equipes e
departamentos resulta em um ambiente fragmentado e desorganizado. Isso pode levar a uma
falta de sinergia nas ações e à duplicação de esforços, o que dificulta a realização de objetivos
comuns e diminui a eficiência organizacional.
14. Capacidade Operacional inadequada: Uma capacidade operacional inadequada
reflete a incapacidade da administração pública de atender de forma eficiente às suas
responsabilidades e demandas. Isso pode ser causado pela falta de recursos, estrutura,
treinamento e processos, comprometendo a execução de tarefas essenciais.
15. Existência de ambiente organizacional, frágil, inseguro e não ético: Um ambiente
organizacional que não garanta segurança, ética e bem-estar aos servidores cria um clima de
desconfiança e desmotivação. Isso pode resultar em baixa moral, absenteísmo,
desengajamento e até em comportamentos antiéticos que prejudicam a imagem e o
desempenho da administração pública.
16. Relações Estratégicas inconsistentes: A falta de parcerias estratégicas ou a
fragilidade das relações com outros setores governamentais e a sociedade pode isolar a
administração pública e dificultar a implementação de políticas públicas. Relações instáveis
podem reduzir a eficiência das ações governamentais e prejudicar o alcance dos objetivos
organizacionais.
17. Indicadores e metas inadequadas e não atingidas: A falta de indicadores claros e
metas bem definidas ou a incapacidade de atingi-las reflete um problema de planejamento e
monitoramento dentro da administração pública. Isso leva a um desempenho abaixo do
esperado e dificulta a avaliação precisa das políticas e programas implementados.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 44


Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT

I - FATORES INTERNOS (FRAQUEZAS)

18. Entregas insuficientes e inadequadas: A entrega de resultados abaixo do esperado


ou com qualidade insuficiente compromete a eficácia das ações da administração pública. Isso
pode ser causado por deficiências no planejamento, execução, monitoramento ou falta de
recursos, prejudicando a confiança da população nos serviços públicos.
19. Eficiência e efetividade não atingidas: Quando a administração pública não
consegue atingir a eficiência (uso adequado dos recursos) ou a efetividade (alcance dos
objetivos e impactos desejados), os resultados ficam comprometidos. A falta de foco e de
estratégias bem definidas pode levar a desperdícios de recursos e à não realização dos
objetivos governamentais.
20. Qualidade inadequada do produto/serviço: A prestação de serviços de baixa
qualidade pode ser atribuída à falta de capacitação, recursos adequados e monitoramento.
Isso pode gerar insatisfação na população e afetar a credibilidade do governo, tornando as
políticas públicas menos eficazes e impactando a confiança da sociedade nas instituições
públicas, bem como agravar o problema que se busca solucionar.
21. Normas insuficientes e inadequadas: A inexistência ou inadequação de normas pode
criar incertezas e dificuldades operacionais. A falta de regulamentações claras e bem
estruturadas dificulta a implementação de políticas públicas e pode levar a interpretações
equivocadas e à falta de controle e compliance nas ações da administração pública.
22. Público alvo não identificado e não prioritário: A falha em identificar claramente
o público-alvo e suas prioridades pode resultar em políticas públicas mal direcionadas. Isso
gera desperdício de recursos e prejudica a efetividade das ações governamentais, deixando
de atender as necessidades reais da população.
23. Insatisfação do público-alvo: A insatisfação do público-alvo é um indicativo de que os
serviços públicos não estão atendendo às expectativas ou necessidades da população. Isso
pode ser causado por falhas no atendimento, qualidade insuficiente dos serviços ou falta de
engajamento com as necessidades da sociedade.
24. Ausência de definição do público-alvo e da população elegível com ausência de
critérios de priorização: A ausência de critérios claros e baseados em diagnósticos sólidos
para definir o público-alvo e priorizar a população elegível resulta em políticas públicas mal
direcionadas. Isso leva ao uso ineficiente dos recursos e ao não atendimento das populações
mais vulneráveis ou com maior necessidade.
25. Ausência de flexibilidade, agilidade e adaptabilidade (mudanças) em razão das
novas necessidades das demandas do público-alvo: A falta de capacidade de adaptação
rápida às mudanças nas necessidades sociais e econômicas gera ineficiência e desconexão
com as realidades da população. Isso impede a administração pública de responder com
agilidade às demandas emergentes e de ajustar políticas de maneira eficaz.
26. Ausência e não aderência às práticas de sustentabilidade: A falta de práticas
de sustentabilidade dentro da administração pública resulta em um uso insustentável de
recursos naturais e humanos, além de comprometer a imagem da instituição perante a
sociedade e os órgãos de controle ambiental e social.
27. Inadequação de capacidade de inovação contínua: A falta de inovação contínua limita
a evolução e a modernização das práticas administrativas e operacionais. A resistência à
inovação pode resultar em soluções ultrapassadas, baixa eficiência e dificuldade em atender
às novas demandas da sociedade.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 45


Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT

I - FATORES INTERNOS (FRAQUEZAS)


28. Ausência ou fragilidade de conexão, relacionamento e comunicação com o
público-alvo e os agentes públicos/privados envolvidos: A falta de um relacionamento
claro e eficiente com os cidadãos e os diversos agentes públicos e privados envolvidos nas
políticas públicas é uma fraqueza que compromete a comunicação e o engajamento. Isso
impede que a administração pública compreenda corretamente as necessidades do público-
alvo e dificulta a implementação de soluções colaborativas eficazes.
29. Baixa capacidade de identificação e resolução de problema de forma eficaz e
eficiente: Quando a administração pública não consegue identificar rapidamente problemas
ou não tem processos eficazes para resolvê-los de maneira eficiente, isso resulta em atrasos,
ineficiência e falta de impacto nas ações realizadas. A incapacidade de resolver problemas de
maneira rápida e eficaz prejudica a confiança da população na administração pública.
30. Ausência ou insuficiência de competência na Gestão do Processo de trabalho,
com finalização fora do prazo e do orçamento: A gestão inadequada dos processos de
trabalho pode levar a atrasos e gastos excessivos. Se os projetos não forem concluídos dentro
do prazo e do orçamento planejados, isso compromete os resultados da administração
pública, gerando ineficiência, desperdício de recursos e perda de credibilidade.
31. Inexistência ou fragilidade no processo de valorização da diversidade e inclusão:
A falta de políticas públicas eficazes para promover a diversidade e a inclusão no ambiente de
trabalho pode resultar em uma cultura organizacional que não reflete a pluralidade da
sociedade. Isso reduz a capacidade da administração pública de atuar de forma equitativa e
justa, afetando sua credibilidade e a qualidade dos serviços prestados.
32. Ausência ou fragilidade de uso de análise de dados nas tomadas de decisão e
melhoria do processo de trabalho: A não utilização de dados na gestão pública impede
decisões informadas e eficazes. A análise de dados permite identificar pontos críticos e
oportunidades de melhoria e, sem isso, a administração pública pode operar com base em
suposições ou abordagens desatualizadas, prejudicando a qualidade dos serviços e a eficácia
das políticas.
33. Ausência de identificação e mitigação de riscos que podem impactar o processo
de trabalho: Não identificar ou não mitigar adequadamente os riscos dentro da administração
pública pode resultar em falhas operacionais, perda de recursos e até crises. A ausência de
uma abordagem de gestão de riscos enfraquece a resiliência da organização e pode prejudicar
sua capacidade de responder a imprevistos.
34. Infraestrutura física inadequada: Uma infraestrutura física deficiente, como espaços
de trabalho insuficientes ou desatualizados, pode afetar a produtividade dos servidores e a
qualidade dos serviços prestados. A falta de condições adequadas para o trabalho prejudica
a eficiência operacional e pode gerar insatisfação entre os servidores.
35. Ausência ou fragilidade de capacidade de escalabilidade em expandir operações
sem comprometer a sua qualidade e eficiência: A falta de capacidade para expandir
operações de forma eficiente e sem prejudicar a qualidade dos serviços oferecidos é uma
fraqueza significativa. Isso pode ocorrer quando a administração pública não possui sistemas,
infraestrutura ou processos que permitam aumentar a capacidade de atendimento sem
comprometer os resultados.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 46


Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT

I - FATORES INTERNOS (FRAQUEZAS)


36. Processo de Trabalho não alinhado ao Mapa Estratégico e objetivos estratégicos:
Quando os processos de trabalho não estão alinhados com os objetivos estratégicos da
administração pública, a execução das políticas e programas pode ser desorganizada e sem
foco, resultando em baixa eficácia. A falta de alinhamento com o mapa estratégico prejudica a
execução de ações coordenadas e focadas.
37. Processo de Trabalho não incluído no Plano Prurianual - PPA com metas e
indicadores: A não inclusão dos processos de trabalho no Plano Plurianual (PPA), sem metas
claras e indicadores de desempenho, sinaliza que o processo de trabalho e suas entregas não
se encontram no processo de priorização da agenda governamental.
38. Ausência de Interface com outras Políticas Públicas: A falta de integração com outras
políticas públicas resulta em ações isoladas e fragmentadas, que podem ser ineficazes. A
ausência de uma interface entre diferentes áreas da administração pública prejudica a
cooperação e a realização de objetivos comuns, diminuindo a eficácia das políticas públicas.
39. Ausência de priorização no Programa de Governo: A ausência de uma priorização
clara no programa de governo pode levar à dispersão de esforços e recursos, resultando em
soluções abaixo do esperado. A falta de um foco estratégico impede que a administração
pública se concentre em suas maiores necessidades e metas.
40. Ausência de priorização pela pasta Ministerial: Quando as pastas ministeriais não
priorizam adequadamente os projetos e políticas, a execução de ações pode se tornar
desorganizada e sem foco. Isso pode levar a uma alocação ineficiente de recursos e à falha
em cumprir as metas e os objetivos mais importantes.
41. Ausência de série histórica dos resultados: A falta de dados históricos sobre os
resultados alcançados dificulta a análise de desempenho ao longo do tempo. Sem essas
informações, torna-se mais difícil avaliar o impacto das políticas públicas, identificar padrões
e aprender com erros passados, o que prejudica a melhoria contínua.
42. Ausência ou fragilidade em Transparência Ativa: A falta de transparência ativa, que
envolve disponibilizar informações de forma acessível e regular, pode diminuir a confiança da
população nas instituições públicas. A opacidade nos processos torna mais difícil para os
cidadãos monitorarem as ações do governo e pode gerar percepções de corrupção ou
ineficiência.
43. Elevado Custo em relação ao Benefício: Quando os custos de um projeto ou política
pública são elevados em comparação aos benefícios que ele gera, há uma ineficiência no uso
dos recursos públicos. Isso pode ser causado por uma má gestão financeira, processos
desnecessariamente caros ou planejamento inadequado.
44. Ausência e falha na integração das Unidades Internas: A falta de integração entre
as diferentes unidades dentro da administração pública gera duplicação de esforços,
comunicação ineficaz e falta de coordenação. A fragmentação das atividades internas dificulta
o cumprimento das metas comuns e reduz a eficiência organizacional.
45. Ausência de gestão de crises: A ausência de um sistema ou processo de gestão de
crises coloca a administração pública em uma posição vulnerável durante situações
inesperadas ou de emergência. A falta de preparo pode agravar problemas e dificultar a
tomada de decisões rápidas e eficazes quando necessário.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 47


Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT

I - FATORES INTERNOS (FRAQUEZAS)


46. Ausência ou insuficiência na integração e cooperação interinstitucional (órgãos,
entidades, sindicatos, trabalhadores etc.): A falta de cooperação entre as diferentes
entidades e órgãos envolvidos na administração pública resulta em um trabalho fragmentado,
que pode prejudicar a implementação de políticas públicas e reduzir sua eficácia. A
colaboração entre os diferentes setores é essencial para alcançar resultados mais integrados
e amplos.
47. Ausência de Compromisso com a Governança: A falta de um compromisso claro
com a governança pode levar a práticas ineficazes de gestão e a uma liderança pouco
transparente ou descentralizada. Isso impacta a responsabilidade, a ética e a capacidade de
tomar decisões estratégicas dentro da administração pública.
48. Falta de Clareza nas Responsabilidades: A falta de clareza nas responsabilidades
dentro da administração pública resulta em ambiguidades e confusão nas tarefas e nas
tomadas de decisão. Isso pode gerar ineficiência, atrasos e até erros operacionais, pois os
servidores não sabem exatamente o que se espera deles.
49. Desconexão entre os níveis hierárquicos: A desconexão entre os diferentes níveis
hierárquicos pode resultar em uma comunicação deficiente, falhas na execução das tarefas e
descoordenação entre as áreas. A falta de alinhamento entre a alta gestão e os níveis
operacionais compromete a eficácia da administração pública.
50. Dificuldade no atendimento ao público: A dificuldade em atender ao público de forma
rápida, eficaz e eficiente é uma fraqueza crítica, que impacta a satisfação dos cidadãos e a
percepção de qualidade do serviço público. Isso pode ocorrer devido à falta de recursos,
processos ineficazes ou servidores mal treinados.
51. Dificuldade de acesso aos dados e informações governamentais: A dificuldade de
acesso a dados e informações relevantes dificulta a transparência, a tomada de decisões
informadas e o acompanhamento das políticas públicas. A falta de acesso eficiente pode gerar
desconfiança e ineficiência, além de dificultar a participação cidadã.
52. Interferências políticas: As interferências políticas nos processos administrativos
podem prejudicar a imparcialidade e a eficiência da administração pública. Isso pode resultar
em decisões que não atendem às melhores práticas ou às necessidades da sociedade,
comprometendo a execução das políticas públicas.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 48


Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT
II - FATORES EXTERNOS – OPORTUNIDADE

OPORTUNIDADE: O que se pode aproveitar para melhorar e estruturar a gestão do processo


de trabalho e a organização no cumprimento dos seus objetivos institucionais, levando em
consideração o ambiente externo.
1. Prioridade Governamental - Conceito - Diz respeito à ordem de importância que um
governo atribui a determinadas áreas ou assuntos para orientar suas ações e políticas
públicas.
2. Prioridade Ministerial - Conceito - Refere-se às prioridades das ações, programas e
políticas que um ministério ou departamento governamental estabelece para orientar e
direcionar os seus recursos e os processos de trabalho. Essas prioridades são definidas com
base nas necessidades da população, nas diretrizes do governo e nos desafios específicos
de cada área e ajudam a direcionar os esforços e recursos do ministério para áreas que terão
maior impacto positivo na sociedade.
3. Demanda Constitucional - Conceito – Refere-se aos programas e políticas que estão
garantidos e determinados pela Constituição Federal, a sua execução e implementação é
obrigatória.
4. Orçamento e Finanças obrigatórios – Refere-se à demonstração da disponibilidade
dos recursos orçamentários e financeiros para garantir a viabilidade da execução do processo,
que são essenciais para a gestão eficiente de uma organização.
5. Séries históricas positivas de execução orçamentária e financeira – Refere-se à
existência de registros contínuos e detalhados de dados orçamentários/financeiros ao longo
do tempo, que mostram um desempenho favorável na gestão do orçamento e das finanças de
uma entidade. Esses registros são usados para analisar tendências, avaliar a eficiência das
políticas financeiras e tomar decisões.
6. Avaliação positiva da Política/Programa – Conceito - Refere-se ao processo de
análise que conclui que a política, programa e ação em questão vem atingindo seus objetivos
de forma eficaz e está trazendo benefícios significativos para o público-alvo.
7. Processo de trabalho e a organização avaliados pelos órgãos de controle –
Conceito - Refere-se à análise e verificação das atividades e estruturas de uma entidade para
garantir que estejam em conformidade com as normas e regulamentos estabelecidos. As
avaliações dos órgãos de controle são importantes para identificar áreas que necessitam de
melhoria, proposição de ações corretivas e assegurar que as operações estejam em
conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis.
8. Resultados satisfatórios – Conceito - Refere-se a resultados que atendem ou superam
as expectativas e objetivos estabelecidos para um determinado projeto, programa ou
atividade. Esses resultados indicam que as metas foram alcançadas de maneira eficaz e
eficiente, proporcionando benefícios significativos para os envolvidos.
9. Sistemas informatizados consistentes e eficientes: Referem-se àqueles que
funcionam de maneira confiável e otimizada, garantindo que as operações de uma
organização sejam realizadas de forma eficaz. Esses sistemas são essenciais para a gestão
de informações e para a tomada de decisões estratégicas.
10. Regulação Normativa: Refere-se ao conjunto de normas e regras estabelecidas para
garantir o funcionamento adequado das ações, programas e políticas, de forma a promover a
eficiência, a transparência e a estabilidade, visando garantir o funcionamento apropriado de
certas atividades, setores ou mesmo sistemas.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 49


Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT
II - FATORES EXTERNOS ( OPORTUNIDADE)
11. Identificação adequada do público-alvo: Refere-se ao processo de estudos e
diagnósticos das pessoas ou grupos que se beneficiarão ou se interessarão por um produto,
serviço ou programa. Esse processo é crucial para direcionar as entregas, os recursos e ações
de maneira eficaz.
12. Satisfação do público-alvo: Refere-se ao grau em que o público-alvo beneficiário de
política pública está sendo atendido, com a qualidade e eficiência, entre outros. Medir a
satisfação do público-alvo é crucial, pois ajuda identificar áreas de melhorias além de garantir
que as necessidades e expectativas dos cidadãos sejam atendidas.
13. Investimento em tecnologia e capacitação: Refere-se à alocação de recursos
financeiros e humanos para adquirir novas tecnologias e desenvolver as habilidades dos
colaboradores. Esse tipo de investimento é essencial para manter a competitividade e a
eficiência de uma organização.
14. Plano de contingenciamento: Refere-se à elaboração de processo de estratégia
desenvolvida para lidar com situações inesperadas ou emergênciais que possam afetar uma
organização. O objetivo é minimizar os impactos negativos e garantir a continuidade das
operações.
15. Monitoramento contínuo: Refere-se ao processo de acompanhar e avaliar
constantemente o desempenho de sistemas, processos ou atividades dentro de uma
organização. O objetivo é identificar problemas, oportunidades de melhoria e garantir que tudo
esteja funcionando conforme o esperado.
16. Bases de dados consistentes: Referem-se aos sistemas de armazenamento de
informações que garantem a integridade e a precisão dos dados. Isso significa que os dados
são confiáveis, estão livres de erros e são atualizados regularmente.
17. Recursos Extraordinários: Referem-se aos recursos adicionais que uma organização
pode acessar em situações excepcionais ou emergenciais. Esses recursos são geralmente
utilizados para lidar com eventos imprevistos que não podem ser cobertos pelo orçamento
regular.
18. Pesquisas e diagnóstico atualizado: Refere-se ao processo contínuo de investigação
e avaliação para garantir que as informações e métodos utilizados estejam sempre baseados
nas evidências mais recentes e precisas.
19. Controle Social e Colegiado: Refere-se à participação ativa da sociedade na
administração pública, com o objetivo de monitorar, fiscalizar e influenciar as ações
governamentais. No contexto do controle social, os colegiados são frequentemente formados
por conselhos de direitos ou conselhos gestores de políticas públicas. Esses conselhos são
compostos por representantes da sociedade civil e do governo, e têm a função de formular,
fiscalizar e avaliar políticas públicas.
20. Estabelecimento dos objetivos e resultados a serem alcançados e alinhados aos
instrumentos de planejamento estratégico: Referem-se aos processos de trabalho que
garantam que a organização esteja direcionada para atingir suas metas de maneira eficaz e
eficiente, de forma estruturada e organizada aos seus objetivos estratégicos contidos no
planejamento estratégico.
21. Previsão e Inclusão no PPA, LDO e LOA: Referem-se aos processos fundamentais
para o planejamento e execução do orçamento público no Brasil. Esses instrumentos são
essenciais para garantir a eficiência e a transparência na gestão dos recursos públicos,
permitindo que o governo planeje e execute suas ações de forma coordenada e alinhada
com as necessidades da população.

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Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT
II - FATORES EXTERNOS ( OPORTUNIDADE)
22. Prestação de Contas ao TCU e a CGU realizada sistematicamente: Refere-se ao
processo contínuo e estruturado pelo qual os órgãos e entidades da administração pública
federal demonstram a aplicação dos recursos públicos e prestam contas para os órgãos de
controle e sociedade. Esse processo é essencial para garantir a transparência, a
responsabilidade e a eficiência na gestão dos recursos públicos e visam assegurar que os
recursos públicos sejam utilizados de maneira correta.
23. Definição da política com base no rol de políticas alinhadas à agenda de governo:
Referem-se às políticas públicas que estejam em conformidade com as prioridades e objetivos
estabelecidos pela agenda do governo federal. Esse processo garante que as ações
governamentais sejam coordenadas e direcionadas para alcançar metas específicas e sejam
monitoradas pela Presidência.
24. Comunicação Externa: Refere-se às estratégias e ações que uma organização utiliza
para se comunicar com públicos fora da empresa, como a sociedade, clientes, fornecedores
e a mídia. O objetivo é construir e manter uma imagem positiva, fortalecer relacionamentos e
promover produtos ou serviços. Uma comunicação externa eficaz ajuda a construir confiança,
melhorar a reputação do órgão.
25. Sustentabilidade: Refere-se ao desenvolvimento e implementação de práticas que
atendam às necessidades atuais sem comprometer a capacidade das futuras gerações de
atenderem às suas próprias necessidades. Isso envolve um equilíbrio entre aspectos
econômicos, sociais e ambientais. A sustentabilidade é essencial para garantir um futuro
saudável e próspero para o planeta e seus habitantes.
26. Gestão de Riscos: Refere-se ao processo de identificar, avaliar e controlar ameaças
potenciais que possam afetar os resultados dos objetivos de uma organização. Essas
ameaças podem vir de diversas fontes, como incertezas financeiras, responsabilidades legais,
erros de gestão estratégica, acidentes e desastres naturais. A gestão de riscos é essencial
para proteger os ativos da organização, garantir a continuidade dos negócios e promover a
tomada de decisões assertivas.
27. Economia Estável: Refere-se à caracterização de um crescimento econômico
consistente, baixa inflação, baixo desemprego e um equilíbrio nas contas públicas. Uma
economia estável é essencial para promover o bem-estar da população e criar um ambiente
favorável para investimentos e desenvolvimento a longo prazo.
28. Superávit da Arrecadação: Refere-se aos resultados positivos entre as receitas
obtidas pelo governo, principalmente através de impostos e outras fontes de renda, que
superaram as despesas realizadas. Esse saldo positivo indica que o governo arrecadou mais
do que gastou em um determinado período.
29. Aumento de Emprego: Refere-se ao crescimento no número de vagas de trabalho
disponíveis em uma economia. O aumento de emprego é benéfico para a economia, pois
reduz o desemprego, aumenta a renda das famílias e melhora a qualidade de vida da
população.
30. Aumento do Produto Interno Bruto - PIB: Refere-se ao crescimento da produção
econômica de um país em um determinado período. O PIB é a soma de todos os bens e
serviços finais produzidos dentro de um país. O aumento do PIB é geralmente visto como um
indicador positivo de saúde econômica, pois sugere que a economia está se expandindo e
gerando mais riqueza.
31. Reforma Tributária aprovada: Refere-se à mudança significativa no sistema de
impostos, visando simplificar e tornar mais eficiente a arrecadação tributária.
32. Reforma Administrativa: Refere-se ao conjunto de mudanças propostas para
melhorar a eficiência, a transparência e a eficácia da administração pública. Tem como objetivo
modernizar a gestão pública, reduzir a burocracia e otimizar o uso dos recursos públicos.

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Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT
II - FATORES EXTERNOS ( OPORTUNIDADE)
33. Fortalecimento da pasta de trabalho e emprego: Refere-se às ações e políticas
implementadas priorizadas para melhorar a eficácia e a eficiência dos órgãos governamentais
responsáveis por questões relacionadas ao trabalho e ao emprego. São essenciais para
promover o desenvolvimento econômico e social, aumentar a empregabilidade e melhorar a
qualidade de vida da população.
34. Acordos políticos: Referem-se aos entendimentos ou pactos estabelecidos entre
diferentes partidos, líderes ou países para alcançar objetivos comuns ou resolver conflitos.
Esses acordos podem ser feitos em diversos níveis, local, nacional e internacional. Esses
acordos são fundamentais para promover a cooperação e a estabilidade política, econômica
e social entre as partes envolvidas.
35. Expansão da presença digital para automatizar os processos e agilizar a oferta
de serviços ao cidadão: Refere-se à expansão da utilização de tecnologias digitais para
melhorar a eficiência e a acessibilidade dos serviços públicos. Essas iniciativas ajudam a
reduzir a burocracia, melhorar a qualidade dos serviços e aumentar a satisfação dos cidadãos.
36. Mudanças legislativas e regulatórias: Referem-se às alterações das leis e das
normas que tratam das políticas e programas. Essas mudanças são implementadas para
atender às novas demandas da sociedade, promover a justiça, a segurança e a
sustentabilidade, e garantir que as atividades sejam conduzidas de maneira ordenada e
eficiente. São essenciais para assegurar que suas ações estejam alinhadas com os objetivos
e valores da sociedade.
37. Aumento da Renda: Refere-se ao crescimento dos ganhos financeiros das pessoas
ou famílias ao longo do tempo. O aumento da renda é importante para melhorar a qualidade
de vida das pessoas, reduzir a pobreza e estimular o crescimento econômico.

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Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT
II - FATORES EXTERNOS ( AMEAÇAS)
AMEAÇAS – Quais os fatores externos e riscos podem afetar o processo de trabalho e a
organização no cumprimento dos seus objetivos institucionais, levando em consideração o
ambiente externo.
1. Crise econômica: Refere-se aos períodos de recessão ou desaceleração econômica,
que podem levar a uma redução de receitas e dificultar o financiamento de políticas públicas,
afetando negativamente a execução de programas governamentais.
2. Dependência orçamentária e financeira: Refere-se à dependência da aprovação do
orçamento podem comprometer os resultados das entregas das políticas públicas,
principalmente quando se dá de forma não tempestiva ou não acontece no início do exercício.
3. Outras políticas públicas prioritárias: Referem-se aos conflitos de prioridades entre
diferentes áreas do governo, onde outras políticas podem ser mais urgentes, deixando de lado
programas importantes ou alterando seu foco.
4. Públicos-alvos frágeis e não prioritários: Referem-se à dificuldade em atender
adequadamente públicos vulneráveis ou segmentos da população que não são considerados
prioritários pelas políticas públicas, o que pode resultar em desigualdade no acesso a serviços
essenciais.
5. Contingenciamento: Refere-se à redução ou bloqueio de recursos financeiros
destinados a programas ou áreas específicas, em razão das necessidades fiscais,
prejudicando a execução das políticas públicas.
6. Baixas execuções orçamentárias e financeiras: Referem-se à incapacidade de
executar completamente os recursos orçamentários e financeiros alocados para projetos e
programas, prejudicando sua efetividade e o atendimento das demandas, podendo haver
cortes nas próximas propostas orçamentárias e prejudicar as entregas futuras.
7. Ausência de avaliação dos resultados efetivos: Refere-se à falta de mecanismos ou
processos eficazes para avaliar se os programas e políticas públicas estão atingindo seus
objetivos e gerando resultados concretos pode dificultar a tomada de decisões informadas.
8. Fragilidade na segurança do ambiente tecnológico (riscos de segurança): Refere-se
à vulnerabilidade do governo frente a ataques cibernéticos e falhas de segurança em
sistemas tecnológicos, podem comprometer aconfidencialidade, integridade e
disponibilidade dos dados.
9. Regulação normativa insuficiente: Refere-se à falta de normativos claros e bem
definidos para a implementação e execução de políticas públicas, o que pode gerar
insegurança jurídica e dificultar a realização de projetos e programas.
10. Mudanças legislativas e regulatórias insatisfatórias: Referem-se às alterações
frequentes ou insuficientes nas leis e regulamentações que regem a ação/programa pública,
pode dificultar a implementação de políticas eficazes e comprometer a estabilidade
institucional.
11. Ausência de transparência: Refere-se à falta de transparência nas ações do governo,
tanto nas decisões quanto nos resultados da execução de políticas públicas, pode gerar
desconfiança pública e prejudicar a participação cidadã.
12. Fragilidade nas metas e indicadores: Refere-se à definição inadequada ou falta de
metas e indicadores claros para mensurar o sucesso das políticas públicas, o que dificulta a
avaliação de seu impacto e eficácia.
13. Resultado efetivo inadequado: Refere-se à incapacidade de atingir os resultados
esperados pelas políticas públicas, refletindo falhas na execução ou no desenho das ações
governamentais.

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Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT
II - FATORES EXTERNOS ( AMEAÇAS)
14. Ausência de indicação de melhoria no Programa: Refere-se à falta de mecanismos
para identificar falhas e propor melhorias nos programas públicos, prejudicando a sua
evolução e a correção de rumos necessários.
15. Ausência e perda de patrocínio (mudanças políticas): Refere-se às mudanças
políticas que retiram o apoio ou a prioridade a determinados programas ou áreas da
administração pública, enfraquecendo suas ações e impactos.
16. Crises de reputação do processo de trabalho: Referem-se à situação em que a
imagem ou credibilidade do governo ou de seus programas é comprometida devido a
irregularidades, falhas na execução ou na gestão pública, afetando a confiança da população.
17. Problemas ambientais: Referem-se aos desafios relacionados à degradação
ambiental, como poluição, desmatamento ou mudanças climáticas, que podem impactar a
saúde pública e a qualidade de vida da população.
18. Dificuldade na implantação dos Avanços tecnológicos: Refere-se à rápida evolução
tecnológica que exige adaptação constante, o que pode gerar desafios na implementação de
novas soluções e na capacitação dos servidores públicos.
19. Mudanças sociais que afetam o público-alvo: Referem-se às possíveis
transformações na estrutura social, como mudanças demográficas ou culturais, que alteram
as necessidades e prioridades da população atendida pelas políticas públicas.
20. Bases de dados incipientes: Referem-se aos dados incompletos ou de baixa qualidade,
que dificultam a formulação, execução e avaliação das políticas públicas e a tomada de
decisões informadas.
21. Pesquisas e diagnósticos desatualizados: Referem-se à ausência de informações
atualizadas sobre a realidade social, econômica e ambiental, o que prejudica a criação de
políticas públicas adequadas às necessidades reais da população.
22. Ausência de previsão e inclusão no PPA, LDO e LOA: Refere-se à falta de
planejamento de longo prazo e a ausência de inclusão de determinados programas ou ações
no Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária
Anual (LOA), dificultando a execução dessas ações.
23. Estabelecimento dos objetivos e resultados a serem alcançados sem alinhamento
aos instrumentos de planejamento estratégico: Refere-se à definição de metas e objetivos
sem considerar os instrumentos de planejamento estratégico, como o PPA, o que pode resultar
em uma execução desorganizada e ineficaz.
24. Definição da política sem alinhamento com a base no rol de políticas alinhadas à
agenda de governo: Refere-se à criação de políticas públicas sem levar em consideração a
agenda política do governo em exercício, resultando em desconexão entre os objetivos do
governo e as ações implementadas.
25. Ausência e falha na comunicação externa: Refere-se à falta de uma comunicação
clara e eficaz com a população e com outros órgãos governamentais, prejudicando a
transparência, a participação cidadã e o engajamento.
26. Ausência de sustentabilidade: Refere-se à falta de preocupação com a
sustentabilidade econômica, social e ambiental das políticas públicas, o que pode
comprometer os resultados a longo prazo e a viabilidade dos programas.
27. Grau de maturidade baixa do processo de gerenciamento da Gestão de Riscos:
Refere-se à incapacidade de antecipar, identificar e gerenciar adequadamente os riscos
associados à execução de políticas públicas, o que pode resultar em falhas na implementação
e execução de programas.

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Anexo I – Análise SWOT – BASE DE CONHECIMENTO MATRIZ SWOT
II - FATORES EXTERNOS ( AMEAÇAS)
28. Economia instável: Refere-se à vulnerabilidade da economia a choques internos ou
externos, como inflação, variações cambiais ou crises econômicas globais, que impactam
negativamente a capacidade do governo de executar suas políticas.
29. Déficit da arrecadação: Refere-se à insuficiência de arrecadação tributária pode levar
ao comprometimento de investimentos e à redução na destinação de recursos para execução
das entregas dos serviços/produtos públicos.
30. Desemprego: Refere-se aos altos índices de desemprego que geram instabilidade
social e aumentam a pressão sobre políticas públicas de assistência social e emprego,
gerando um cenário ruim para as atividades e dificuldades financeiras.
31. Diminuição do PIB: Refere-se à contração da economia, com queda no Produto
Interno Bruto (PIB), o que pode reduzir a capacidade do governo de financiar e implementar
políticas públicas.
32. Reforma tributária não aprovada: Refere-se à não aprovação de uma reforma
tributária, o que pode manter um sistema fiscal ineficiente e dificultar a geração de receitas
para o financiamento de políticas públicas.
33. Perda de prestígio da Pasta de trabalho e emprego: Refere-se à diminuição da
importância ou da credibilidade do ministério ou órgão responsável pelas políticas de trabalho
e emprego, afetando a implementação eficaz de ações nesta área.
34. Ausência de acordos políticos: Refere-se à falta de consenso político entre diferentes
partidos e esferas de governo, pode resultar em impasses legislativos e na impossibilidade de
avançar com a implementação de políticas públicas.
35. Perda da presença digital para automatizar os processos e agilizar a oferta de
serviços ao cidadão: Refere-se à falta de investimentos em tecnologias digitais para
modernizar os serviços públicos e facilitar o acesso da população aos serviços essenciais.
36. Falhas e deficiências de governança: Referem-se aos problemas relacionados à
gestão inadequada dos recursos, à falta de accountability e a uma liderança ineficiente,
prejudicando a execução das políticas públicas.
37. Pressões, incertezas e crises políticas: Refere-se à instabilidade política pode gerar
uma agenda inconsistente, alterações frequentes em prioridades e dificuldades na execução
de políticas públicas devido à falta de apoio político.
38. Conflito de interesse: Refere-se à presença de interesses privados que interferem nas
decisões públicas, comprometendo a imparcialidade e a efetividade das políticas.
39. Queda de qualidade do ensino: Refere-se à deterioração do sistema educacional, o
que impacta negativamente na formação da força de trabalho e na capacidade do país de
desenvolver soluções inovadoras para os problemas sociais e econômicos.
40. Aumento da população idosa e diminuição da população jovem: Refere-se às
mudanças demográficas que exigem ajustes nas políticas públicas para atender às
necessidades de uma população mais velha, ao mesmo tempo que há uma redução da
população jovem para sustentar a força de trabalho.
41. Perda da relevância social e política: Refere-se à perda de importância de
determinado setor ou política pública em relação às necessidades e expectativas da
sociedade, resultando em falta de apoio e eficácia nas ações do governo.

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Anexo II – AMBIENTE DO PROCESSO
Relevância Estratégica:
O processo de trabalho tem relevância estratégica por estar alinhado às prioridades
governamentais, aos objetivos estratégicos e ao Plano Plurianual - PPA do Ministério do
Trabalho e Emprego. Esse alinhamento proporciona ao processo de trabalho a
organização dos seus recursos para atuarem no cumprimento da sua missão institucional,
focados nos resultados esperados pela política pública.

Estrutura Responsável :
A estrutura responsável pelo processo de trabalho no MTE é formada por um conjunto de
áreas, instâncias e atores que garantem o planejamento, a execução, o monitoramento e
a melhoria contínua dos processos ligados à entrega de bens e serviços públicos.
A indicação do responsável pela Coordenação do Processo de Trabalho e de sua
equipe é de suma importância para o êxito do processo de gerenciamento de riscos.
As principais funções são:

• Elaborar metodologias de mapeamento, padronização e melhoria de processos;


• Apoiar tecnicamente unidades setoriais na revisão e automação de processos;
e
• Promover cultura de gestão por processos.

Principais rotinas :
As principais rotinas do processo de trabalho são as atividades recorrentes e
estruturadas que garantem o funcionamento contínuo, eficiente e coerente das ações
dentro de uma organização — especialmente no setor público. Essas rotinas compõem
o ciclo de vida dos processos, desde o planejamento até a melhoria contínua.
- Desenho do fluxo de atividades (as-is) com entradas, saídas, responsáveis e
sistemas envolvidos;
- Fluxogramas;
- Verificação da aderência à rotina definida;
- Capacitação e Treinamento;
- Normativos internos;
- Avaliação periódica; e
- Aperfeiçoamento Contínuo.

Sistemas Informatizados utilizados:


Os sistemas informatizados dos processos de trabalho são ferramentas tecnológicas que
automatizam, padronizam e dão suporte à execução, monitoramento e controle dos
processos dentro do ministério. São fundamentais para garantir eficiência,
rastreabilidade, transparência e integração entre áreas.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 56


Anexo II – AMBIENTE DO PROCESSO
Os benefícios dos Sistemas informatizados nos processos de trabalho são de suma
importância, pois podem proporcionar:
• Redução de papel e deslocamentos físicos;
• Agilidade e rastreabilidade;
• Maior controle sobre prazos e tarefas;
• Facilidade de prestação de contas e auditoria; e
• Integração entre órgãos e entre políticas públicas.

Tipos de Sistemas Informatizados relacionados ao processo de trabalho selecionados


para o processo de gerenciamento de riscos: Sistemas de Gestão de Processos (BPM
- SEI (Sistema Eletrônico de Informações); Sistemas de Gestão de Documentos e
Protocolo (SEI, Sapiens, Doc-Digital, e-SIC (Lei de Acesso à Informação); Sistemas de
Gestão Orçamentária e Financeira (SIAFI, SIGPlan, SIOP, SICONV); Sistemas de
Recursos Humanos (SIAPE, [Link], SIGRH, SIGEPE); Sistemas de Controle Interno
e Auditoria (SCI, CGU-PAD, e- Aud); Sistemas Finalísticos (ligados à atividade-fim de
cada órgão); Sistemas de Indicadores e Monitoramento de Desempenho (Painel SIGPlan,
Painel do TCU, Tableau, Power BI).
Tipos de Sistemas Informatizados relacionados ao processo de trabalho
selecionado para o gerenciamento de riscos:
- Sistemas de Gestão de Processos (BPM - SEI (Sistema Eletrônico de Informações)
( ) Sim ( ) Não
- Sistemas de Gestão de Documentos e Protocolo (SEI, Sapiens, Doc-Digital, e- SIC (Lei de Acesso à
Informação)
( ) Sim ( ) Não
- Sistemas de Gestão Orçamentária e Financeira (SIAFI, SIGPlan, SIOP, SICONV)
( ) Sim ( ) Não
- Sistemas de Recursos Humanos (SIAPE, [Link], SIGRH, SIGEPE)
( ) Sim ( ) Não
- Sistemas de Controle Interno e Auditoria (SCI, CGU-PAD, e-Aud)
( ) Sim ( ) Não
- Sistemas Finalísticos (ligados à atividade-fim de cada órgão)
( ) Sim ( ) Não
- Sistemas de Indicadores e Monitoramento de Desempenho (Painel SIGPlan, Painel do TCU, Tableau,
Power BI)
( ) Sim ( ) Não

Controles Existentes:
A identificação e o mapeamento dos controles existentes em cada processo de trabalho
constituem etapas fundamentais para uma gestão de riscos eficiente. Esses controles
permitem não apenas avaliar o nível de exposição a riscos, mas também subsidiar a definição
e o aprimoramento de mecanismos de controle capazes de mitigar as vulnerabilidades
identificadas.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 57


Anexo II – AMBIENTE DO PROCESSO

O Anexo VII deste Manual apresenta uma relação de controles que poderão ser selecionados
pelas unidades, de acordo com as especificidades de seus processos de trabalho. Essa
referência visa apoiar a identificação de mecanismos de controle apropriados, contribuindo
para a mitigação de riscos e para o fortalecimento da governança e da gestão institucional.

Criticidade:

A criticidade do processo de trabalho refere-se ao grau de importância estratégica,


operacional e de risco que determinado processo tem para o cumprimento dos objetivos
institucionais de um órgão ou entidade pública. Avaliar a criticidade ajuda a priorizar
esforços de melhoria, controles e alocação de recursos.
O impacto no cumprimento da missão institucional de um processo de trabalho pode
estar diretamente ligado à entrega de bens ou serviços públicos essenciais. Os
processos de trabalho finalísticos costumam ter alta criticidade.
Quando os níveis de riscos envolvidos em um processo de trabalho podem apresentar
grandes chances de fraudes, erros, desperdícios ou descumprimento de normas, assim,
o processo de trabalho é considerado crítico. Temos como exemplos: concessão de
benefícios, compras, repasses etc.
Os processos de trabalho que são interdependentes ou alimentam outros, também
tendem a ser críticos, bem como os processos de trabalho que envolvem grande volume
de transações ou alta frequência diária, impactam diretamente a operação e, portanto,
são também críticos.

Os processos de trabalho que podem gerar sanções, responsabilizações legais,


paralisação de atividades ou danos à imagem institucional também são críticos.
Exemplos de processos de trabalho com características críticas:

Área Processo Motivo da criticidade


Execução orçamentária e Risco legal e impacto direto na
Orçamentária e Financeira
financeira política pública
Folha de pagamento, admissão, Envolvimento de pessoas,
Recursos Humanos
aposentadoria legislação e impacto social
Monitoramento de Riscos de responsabilização
Controle Interno
irregularidades institucional
Grande volume, impacto social
Políticas Públicas Concessão de benefícios sociais
e risco reputacional
Risco de vazamento de dados e
Tecnologia da Informação Segurança da informação
interrupção de serviços

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 58


Anexo III – RELATÓRIO DE GERENCIAMENTO DE RISCOS E CONTROLES
INTERNOS

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 59


Anexo IV – MAPA DE RISCOS DO PROCESSO

Unidades:
Processo de Trabalho:
Responsável pela Análise:
Data da Análise:

Anexo V – PLANO DE IMPLEMENTAÇÃO DE CONTROLES

Unidades:
Processo de Trabalho:
Responsável pela Análise:
Data da Análise:

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 60


Anexo VI – EVENTOS DE RISCOS
Os eventos de risco são elementos centrais na gestão de riscos, pois representam
situações específicas que podem comprometer os objetivos de uma organização ou política
pública. Entender a importância e os tipos de risco são fundamentais para uma gestão
eficaz e para a tomada de decisão baseada em evidências.

Um evento de risco é a materialização de uma ameaça ou vulnerabilidade que pode


provocar um impacto negativo (ou positivo) nos objetivos de uma entidade, processo ou
programa.

Pode-se citar as seguintes importâncias dos Eventos de Risco:

1. Antecipação de problemas – Permite identificar situações que podem impedir o


cumprimento de metas e objetivos.
2. Base para os controles internos – Define os pontos onde mecanismos de prevenção e
mitigação devem ser aplicados.
3. Priorização de ações – Direciona os recursos para os riscos mais críticos.
4. Aprimoramento da governança – Fortalece a transparência, a responsabilidade e o
planejamento estratégico.
5. Atendimento a órgãos de controle – Atende exigências do TCU, CGU e outras instâncias
fiscalizadoras.

Tipos de Eventos de Riscos relacionados aos programas/processos são:


- Formulação;
- Execução;
- Avaliação;
- Prestação de Contas;
- Pessoas;
- Conformidade e Regulação;
- Orçamentário e Financeiro;
- Operacionais;
- Metas e Indicadores;
- Ambiente Externo; e
- Ambiente Interno.

Cabe enfatizar que cada evento de risco deve ser avaliado em termos de causas,
consequências, controles internos, probabilidade e impacto, cujos resultados da avaliação
devem ser elaborado o plano de resposta, que pode ser pela mitigação dos riscos, aceitação,
transferência e eliminação.

É sempre importante reforçar que os eventos de risco são situações específicas que podem
comprometer o alcance dos objetivos estratégicos de uma política pública ou instituição.

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Anexo VI – EVENTOS DE RISCOS
Etapas/Fontes de Riscos: FORMULAÇÃO
Essas perguntas ajudam a identificar eventos de riscos relacionados à formulação que
podem impactar a execução de programa/processos e ações de políticas públicas. Considerando
essas questões na fase de formulação, as equipes responsáveis podem antecipar problemas,
melhorar o design do programa/processo e aumentar as chances de sucesso durante a
implementação e execução das ações. Aqui estão algumas perguntas para identificar eventos
de riscos de formulação que podem impactar a execução de programa/processos e ações de
políticas públicas:
1. Os objetivos do programa/processos foram claramente definidos e comunicados a todas as
partes envolvidas?
2. Existe o risco de que os objetivos sejam vagos, mal formulados ou mal compreendidos,
prejudicando o foco e a eficácia das ações?
3. Os objetivos e metas do programa/processos estão alinhados com as necessidades reais
da população ou com as prioridades do governo?
4. Foi realizada uma análise abrangente do contexto (social, econômico, político) antes de
iniciar a formulação do programa/processo?
5. Existe o risco de que a formulação do programa/processo tenha sido feita sem considerar
adequadamente o diagnóstico das necessidades da população ou as condições locais?
6. O diagnóstico inicial reflete corretamente a realidade local, ou há uma desconexão entre a
formulação do programa/processo e as necessidades emergentes?
7. Durante a formulação do programa/processo, houve ampla consulta aos principais
stakeholders (cidadãos, especialistas, organizações, parceiros) para garantir que as
necessidades de todos os envolvidos foram consideradas?
8. Existe o risco de que a formulação do programa/processo tenha sido realizada sem a
participação adequada de stakeholders-chave, o que poderia comprometer a aceitação e a
efetividade do programa/processo?
9. O programa/processo contempla a participação de grupos marginalizados ou mais
vulneráveis, cujas necessidades podem ser negligenciadas emuma formulação?
10. As metas do programa/processo foram bem definidas durante a formulação,
considerando tanto a viabilidade quanto a relevância para os
resultados esperados?
11. Existe o risco de que as metas estabelecidas na fase de formulação sejam excessivamente
ambiciosas ou não realistas, comprometendo a execução e os resultados?
12. As metas estão bem estruturadas para serem monitoradas de maneira eficaz durante a
execução do programa/processo?
13. Durante a formulação, foi feito um planejamento adequado dos recursos necessários para
a implementação do programa/processo (financeiros, humanos, tecnológicos)?
14. Existe o risco de subestimar as necessidades de recursos, criando lacunas durante a
execução que possam prejudicar o cumprimento das metas?
15. O orçamento e os recursos alocados foram realistas e sustentáveis, levando em
consideração os desafios operacionais e as possíveis variações de custos?
16. O modelo de intervenção escolhido para o programa/processo foi bem fundamentado e
testado em contextos semelhantes?
17. Existe o risco de que a formulação do programa/processo tenha adotado uma abordagem
18. ou metodologia inadequada para os objetivos desejados, levando a uma execução
ineficaz?
19. A formulação do programa/processo contempla a inovação e a flexibilidade necessárias

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para se adaptar a mudanças nas circunstâncias?
20. A viabilidade técnica, econômica e política do programa/processo foi adequadamente
avaliada durante a sua formulação?
21. Existe o risco de que a formulação tenha ignorado fatores críticos de viabilidade, como
resistência política, dificuldades logísticas ou limitações financeiras?
22. A análise de viabilidade considerou os riscos potenciais que podem surgir durante a
execução e a sustentabilidade a longo prazo do
programa/processo?
23. Durante a formulação do programa/processo, houve uma definição clara de papéis,
responsabilidades e autoridades para todos os envolvidos na execução?
24. Existe o risco de que a falta de clareza nos papéis e responsabilidades possa resultar em
lacunas na execução ou na falta de coordenação durante o processo?
25. A fórmula de governança do programa/processo foi adequadamente delineada, garantindo
que todas as partes envolvidas saibam o que se espera delas e tenham poder para tomar
decisões necessárias?
26. A formulação do programa/processo levou em consideração os possíveis impactos
(positivos e negativos) sobre os diferentes grupos da sociedade?
27. Existe o risco de que a formulação não tenha antecipado as consequências sociais,
econômicas ou ambientais do programa/processo, resultando em impactos indesejados?
28. O programa/processo foi estruturado de maneira a minimizar efeitos negativos e maximizar
benefícios para os públicos-alvo?
29. Durante a formulação do programa/processo, foi feita uma análise detalhada dos riscos
potenciais que poderiam afetar a sua implementação (riscos políticos, econômicos, sociais)?
30. Existe o risco de que a formulação do programa/processo não tenha considerado
adequadamente todos os riscos relevantes, criando vulnerabilidades durante a execução?
31. A estratégia de mitigação de riscos foi incluída no processo de formulação para
garantir que os riscos identificados sejam gerenciados
proativamente?
32. A formulação do programa/processo está alinhada com as políticas públicas e as
estratégias de desenvolvimento já existentes no país, no estado ou no município?
33. Existe o risco de que o programa/processo seja desconectado de outras iniciativas
governamentais, criando sobreposição de esforços ou desperdício de recursos?
34. O programa/processo complementa ou contribui para outras políticas e
programa/processos existentes, ou existem conflitos entre as diferentes iniciativas?
35. O cronograma de execução do programa/processo foi claramente estabelecido durante a
formulação, levando em consideração os prazos realistas para cada fase do
programa/processo?
36. Existe o risco de que prazos irrealistas tenham sido definidos durante a formulação,
resultando em pressões indevidas ou atrasos durante a execução?
37. Durante a formulação, foi considerado o impacto de longo prazo do programa/processo
e sua sustentabilidade após o término da execução inicial?
38. Existe o risco de que a formulação tenha negligenciado a necessidade de planejamento
de sustentabilidade, especialmente no que diz respeito à continuidade dos benefícios para a
população?
39. Foram previstas fontes de financiamento e estratégias para garantir que o
programa/processo continue a operar ou gerar impacto positivo após sua fase inicial?
40. A capacidade institucional para implementar o programa/processo foi avaliada de forma
adequada durante a formulação, considerando os recursos humanos, tecnológicos e
logísticos disponíveis?

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41. Existe o risco de que a instituição responsável pela execução do programa/processo
não tenha capacidade suficiente para implementar as ações planejadas, o que pode
comprometer os resultados?
42. A formulação do programa/processo levou em conta a necessidade de reforçar a
capacidade institucional por meio de treinamento ou parceria
com outras organizações?
43. A formulação do programa/processo incluiu um sistema claro de monitoramento e
avaliação para acompanhar o progresso e os resultados do programa/processo?
44. Existe o risco de que a formulação não tenha considerado mecanismos eficazes de
avaliação, dificultando a medição de impactos e a implementação de melhorias contínuas?
45. O sistema de monitoramento é suficientemente flexível para se adaptar às mudanças
ou aos desafios inesperados durante a formulação do programa/processo?
46. Existem planos de contingência para lidar com imprevistos durante a formulação do
programa/processo?
47. Existem planos de contingência para lidar com imprevistos durante a formulação do
programa/processo?

Etapas/Fontes de Riscos: EXECUÇÃO


Essas perguntas ajudam a identificar eventos de riscos relacionados à execução que
podem impactar a implementação de programa/processos e ações de políticas públicas. Ao
abordar essas questões, os gestores podem antecipar e mitigar potenciais problemas,
garantindo que as ações planejadas sejam executadas de forma eficaz, eficiente e dentro dos
padrões de qualidade esperados. Aqui estão algumas perguntas para identificar eventos de
riscos de execução que podem impactar a execução de programa/processos e ações de
políticas públicas:
1. A equipe responsável pela execução do programa/processo possui as habilidades e
competências necessárias para implementar as ações planejadas?
2. Existe o risco de falta de capacitação ou treinamento adequado para os responsáveis pela
execução do programa/processo?
3. O número de recursos humanos alocados para a execução é suficiente para garantir a
implementação eficiente das atividades planejadas?
4. A comunicação entre as diferentes partes envolvidas na execução (agências
governamentais, parceiros, beneficiários) é clara e eficiente?
5. Existe o risco de falhas na coordenação entre diferentes entidades ou departamentos,
resultando em duplicação de esforços ou lacunas na execução?
6. Os gestores do programa/processo têm canais adequados para resolver rapidamente
qualquer problema de comunicação durante a execução?
7. Existe um sistema de monitoramento adequado para acompanhar a execução das
atividades em tempo real e identificar problemas rapidamente?
8. Existe o risco de que a falta de monitoramento contínuo durante a execução comprometa a
capacidade de ajustar as atividades quando necessário?
9. O sistema de monitoramento está bem integrado com a coleta de dados e com a análise de
desempenho para garantir a entrega de resultados?
10. Os recursos financeiros, materiais e humanos são geridos de forma eficiente e estão sendo
utilizados conforme o planejamento?
11. Existe o risco de que os recursos alocados sejam mal administrados ou mal distribuídos,
afetando a execução das atividades?

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12. Existem mecanismos para readequar os recursos em caso de imprevistos ou mudanças nas
necessidades durante a execução?
13. Os prazos definidos para a execução das atividades são realistas e factíveis dentro do
contexto do programa/processo?
14. Existe o risco de atrasos devido a obstáculos imprevistos, como falta de recursos, mudanças
na legislação ou condições externas adversas?
15. O cronograma de execução foi ajustado para lidar com imprevistos ou mudanças no cenário
político e social?
16. A execução das atividades está sendo realizada de acordo com os padrões de qualidade
estabelecidos?
17. Existe o risco de que a pressa para cumprir os prazos prejudique a qualidade das ações e
dos serviços prestados?
18. Existem protocolos de controle de qualidade para garantir que os resultados
entregues sejam de alto padrão e atendam às necessidades da população?
19. A instituição responsável pela execução do programa/processo possui a capacidade
institucional necessária para implementar todas as ações previstas?
20. Existe o risco de que a falta de infraestrutura ou de apoio institucional comprometa a
execução das atividades, como a falta de equipamentos ou sistemas tecnológicos
adequados?
21. A liderança do programa/processo está comprometida e capacitada para tomar decisões
estratégicas durante a execução?
22. Existe resistência política ou institucional que possa dificultar a implementação do
programa/processo?
23. Há resistência por parte dos beneficiários ou comunidades-alvo, o que pode afetar a adesão
ao programa/processo ou suas ações?
24. A equipe executora está preparada para lidar com possíveis resistências, seja em nível
político, organizacional ou comunitário?
25. Mudanças econômicas, políticas ou sociais podem impactar a execução do
programa/processo? Como o programa/processo pode se adaptar a essas mudanças?
26. Existe o risco de que crises externas (como uma recessão econômica, desastres naturais
ou mudanças políticas) atrapalhem a continuidade das
atividades?
27. Como o programa/processo está preparado para lidar com novos desafios
imprevistos no ambiente externo, como novas regulamentações ou cortes
orçamentários?
28. Existem mecanismos adequados para a gestão de conflitos que possam surgir entre as
partes envolvidas na execução do programa/processo?
29. Existe o risco de que problemas operacionais, como falhas logísticas ou conflitos entre
equipes, interfiram na execução das atividades?
30. Como os gestores estão preparados para resolver rapidamente questões operacionais que
possam surgir durante a execução?
31. O programa/processo possui sistemas claros para avaliação contínua durante sua
execução, permitindo ajustes e melhorias ao longo do processo?
32. Existe o risco de que a ausência de feedback contínuo e avaliações intermediárias
prejudique a capacidade de corrigir o rumo da execução quando necessário?
33. Como os dados de desempenho são analisados e usados para fazer ajustes táticos durante
a execução?
34. As condições para garantir a continuidade da execução do programa/processo (inclusive
após sua conclusão) foram consideradas desde a fase inicial de planejamento?

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35. Existe o risco de que o programa/processo dependa de fontes de financiamento ou de
recursos que não são sustentáveis a longo prazo?
36. O programa/processo está estruturado de maneira a garantir que seus resultados e
impactos perdurem após o término das ações previstas?
37. O programa/processo depende de parcerias com outras entidades ou organizações
(governamentais, ONGs, setor privado)? Como essas parcerias são geridas?
38. Existe o risco de falhas ou desequilíbrios nas parcerias, que possam afetar a execução do
programa/processo?
39. Os parceiros estão comprometidos com os objetivos do programa/processo e têm os
recursos e capacidades necessárias para contribuir de maneira
efetiva?
40. O programa/processo tem flexibilidade para ajustar suas atividades ou foco de acordo com
mudanças nas necessidades da população durante a execução?
41. Existe o risco de que o programa/processo siga rigidamente o plano inicial sem levar em
consideração novas demandas ou situações emergentes no campo?
42. Como o programa/processo monitora as necessidades da população e está preparado para
fazer ajustes durante a execução?
43. O programa/processo tem uma estratégia clara de gestão de riscos durante a execução,
com um plano de ação para mitigar potenciais problemas?
44. Existe o risco de que a falta de monitoramento de riscos, como riscos financeiros,
operacionais ou de segurança, afete negativamente a execução?
45. O programa/processo tem uma estrutura de contingência pronta para lidar com riscos
identificados durante a execução?

Etapas/Fontes de Riscos: AVALIAÇÃO


Essas perguntas são cruciais para identificar eventos de riscos relacionados à avaliação
que podem impactar a execução de programa/processos e ações de políticas públicas. Ao
abordar essas questões, os gestores podem minimizar a probabilidade de falhas na avaliação
e garantir que os resultados da avaliação contribuam de forma significativa para a melhoria do
programa/processo, a tomada de decisões e a prestação de contas. Aqui estão algumas
perguntas para identificar eventos de riscos de avaliação que podem impactar a execução
de programa/processos e ações de políticas públicas:
1. Os indicadores de desempenho foram bem definidos para medir os resultados e impactos
do programa/processo de forma clara e objetiva?
2. Existe o risco de que os indicadores escolhidos sejam imprecisos, difíceis de mensurar ou
pouco relevantes para os objetivos do programa/processo?
3. Os indicadores são adequados para capturar tanto os resultados a curto prazo quanto os
impactos de longo prazo das políticas públicas?
4. A metodologia de avaliação foi planejada de maneira robusta e adequada às especificidades
do programa/processo e aos seus objetivos?
5. Existe o risco de que a metodologia escolhida para a avaliação não seja a mais
apropriada para a natureza do programa/processo ou para as condições de execução?
6. A metodologia de avaliação permite uma análise precisa da eficácia, eficiência e impacto
do programa/processo?
7. A instituição responsável pela avaliação possui as competências e recursos necessários
para conduzir uma avaliação eficaz e imparcial do programa/processo?
8. Existe o risco de falta de capacitação ou de recursos adequados para a realização de uma

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avaliação completa e precisa?
9. A equipe de avaliação tem a expertise necessária para analisar corretamente os dados e
gerar recomendações úteis para a melhoria do programa/processo?
[Link] dados necessários para a avaliação estão sendo coletados de forma consistente,
completa e de qualidade durante a execução do
programa/processo?
[Link] o risco de que dados importantes sejam perdidos, imprecisos ou coletados
de maneira inadequada, prejudicando a avaliação do programa/processo?
[Link] um sistema eficiente para garantir a integridade e a confiabilidade dos dados
utilizados na avaliação?
13.O cronograma para a avaliação do programa/processo está bem definido e é realista,
considerando o tempo necessário para coletar e analisar dados?
[Link] o risco de que a avaliação não receba tempo ou recursos suficientes para ser
realizada de forma eficaz?
15.A avaliação foi planejada para ocorrer em momentos estratégicos, permitindo ajustes
rápidos na execução do programa/processo, se necessário?
[Link] um mecanismo claro para garantir que os resultados da avaliação sejam utilizados
para ajustar e melhorar a execução do programa/processo?
[Link] o risco de que os resultados da avaliação não sejam considerados na tomada de
decisões ou nas correções necessárias durante a execução?
[Link] resultados da avaliação serão compartilhados com todas as partes interessadas
(gestores, implementadores, beneficiários) de maneira transparente e compreensível?
19. A avaliação será conduzida de forma independente, ou existe o risco de conflitos de
interesse que possam afetar a objetividade dos resultados?
20. Existe o risco de que a avaliação seja tendenciosa ou não imparcial, prejudicando a
credibilidade e a utilidade das conclusões?
21. A avaliação será realizada por um time externo e especializado, ou existe o risco de viés
devido à avaliação interna?
22.O processo de avaliação considera as mudanças nas condições externas ou no próprio
programa/processo durante sua execução, como mudanças de políticas, orçamento ou
contexto socioeconômico?
[Link] o risco de que a avaliação não leve em consideração os ajustes ou modificações
realizadas no programa/processo durante a execução, afetando a precisão da análise?
24.A avaliação está preparada para analisar os efeitos de adaptações realizadas durante a
execução do programa/processo?
[Link] um processo contínuo de coleta de feedback durante a execução do
programa/processo para avaliar sua eficácia enquanto ele ainda está sendo implementado?
[Link] o risco de que a falta de avaliação intermediária prejudique a capacidade de realizar
ajustes importantes antes do final do programa/processo?
27.A avaliação incluirá medidas de ajuste rápido com base nos resultados iniciais obtidos
durante a execução?
28.A avaliação foi planejada para garantir que os resultados realmente reflitam a relevância e
os impactos do programa/processo na população-alvo?
[Link] o risco de que a avaliação se concentre em indicadores de processo e não nos
resultados reais ou nas mudanças nas condições da população?
30.A avaliação pode ser impactada por fatores externos que distorçam os resultados, como
mudanças no contexto social ou econômico durante o período de implementação?
[Link] um plano claro para garantir que as recomendações provenientes da avaliação
sejam implementadas e acompanhadas ao longo do tempo?

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 67


[Link] o risco de que as recomendações da avaliação sejam ignoradas ou mal
implementadas, comprometendo o aprendizado e a melhoria contínua do programa/processo?
[Link] gestores do programa/processo têm um sistema para integrar as lições aprendidas nas
avaliações anteriores na formulação de novas políticas ou na adaptação do
programa/processo?
34.O processo de avaliação é transparente e acessível a todas as partes interessadas,
incluindo a sociedade civil e os beneficiários do programa/processo?
[Link] o risco de que a falta de transparência na avaliação comprometa a confiança do
público no programa/processo e nos resultados obtidos?
36.A avaliação garantirá a prestação de contas adequada sobre os recursos investidos e os
resultados alcançados?
[Link] um esforço para garantir que todos os resultados da avaliação, incluindo os
negativos, sejam compreendidos e analisados de forma crítica
[Link] melhorar a execução futura do programa/processo?
39. Existe o risco de que a avaliação não identifique áreas críticas que necessitam de ajustes,
negligenciando implicações negativas para os beneficiários ou para o sucesso do
programa/processo?
40. A avaliação será utilizada não apenas para avaliar o desempenho atual, mas também para
fornecer orientações sobre como melhorar futuros programa/processos e ações?
41. O programa/processo possui flexibilidade suficiente para ser ajustado com base nas
descobertas da avaliação, garantindo que os ajustes necessários sejam feitos de forma
eficaz?
[Link] o risco de que a rigidez do programa/processo impeça a implementação de ajustes
importantes, mesmo quando identificados na avaliação?
43. Existe um plano claro para implementar mudanças no programa/processo com base nos
resultados da avaliação e garantir que essas mudanças sejam integradas ao longo da
execução?

Etapas/Fontes de Riscos: PRESTAÇÃO DE CONTAS


Essas perguntas são fundamentais para avaliar os eventos de riscos de prestação de
contas que podem impactar a execução de programa/processos e ações de políticas públicas.
Ao abordar essas questões, é possível identificar e mitigar potenciais falhas no processo de
prestação de contas, garantindo transparência, confiança pública e eficiência na gestão dos
recursos públicos. Aqui estão algumas perguntas para identificar eventos de riscos de
prestação de contas que podem impactar a execução de programa/processos e ações de
políticas públicas:
1. Existe clareza e transparência quanto ao uso dos recursos financeiros e materiais durante a
execução do programa/processo?
2. Existe o risco de falta de documentação ou justificativa adequada para a alocação de recursos,
o que pode comprometer a prestação de contas?
3. O processo de prestação de contas inclui informações completas sobre a destinação e a
utilização dos recursos, incluindo despesas e receitas?
4. Todos os requisitos legais e regulatórios relativos à prestação de contas estão sendo
cumpridos de acordo com as exigências do governo ou de outras partes interessadas?
5. Existe o risco de que o programa/processo não cumpra as normativas fiscais ou
regulamentações específicas sobre como os recursos devem ser alocados e utilizados?

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 68


6. O programa/processo está em conformidade com os requisitos de auditoria externa e interna
previstos?
7. A comunicação dos resultados financeiros e operacionais do programa/processo para os
stakeholders está sendo realizada de maneira clara e eficiente?
8. Existe o risco de que a falta de comunicação adequada sobre os resultados do
programa/processo prejudique a transparência e a confiança pública no programa/processo?
9. A prestação de contas é feita de maneira acessível e compreensível para todos os públicos-
alvo, incluindo cidadãos, parlamentares e organizações da
sociedade civil?
10. Os registros financeiros e operacionais estão sendo mantidos de maneira adequada e em
conformidade com os padrões estabelecidos?
11. Existe o risco de que a documentação necessária para a prestação de contas não seja
armazenada corretamente, ou que documentos importantes sejam perdidos ou alterados?
12. Existe uma estrutura clara para a organização e arquivamento da documentação financeira e
de execução do programa/processo, garantindo fácil acesso em auditorias e revisões?
13. Existem controles internos eficientes para garantir que os recursos sejam usados de forma
adequada e que todas as transações sejam registradas de maneira precisa?
14. Existe o risco de que a falta de auditorias internas ou externas possa resultar em desvios de
recursos ou na omissão de informações relevantes durante a prestação de contas?
15. A auditoria é feita de maneira regular e independente para garantir que os relatórios de
prestação de contas sejam precisos e completos?
16. A prestação de contas inclui o envolvimento das partes interessadas, como a sociedade civil,
parlamentares e beneficiários, para garantir que suas preocupações sejam consideradas?
17. Existe o risco de que a falta de envolvimento dos stakeholders no processo de prestação de
contas diminua a credibilidade do programa/processo?
18. O programa/processo tem canais claros de comunicação e feedback com os stakeholders
para garantir que as informações prestadas sejam compreendidas e avaliadas de forma eficaz?
19. Existe um processo para identificar inconsistências ou erros nos relatórios financeiros e
operacionais antes da entrega das prestações de contas?
20. Existe o risco de que falhas na identificação de erros ou inconsistências nos relatórios possam
comprometer a precisão da prestação de contas?
21. O programa/processo tem um plano de correção em caso de falhas detectadas na prestação
de contas, assegurando que sejam corrigidas prontamente?
22. Os relatórios de prestação de contas estão sendo entregues dentro dos prazos estipulados
pelas autoridades competentes?
23. Existe o risco de que atrasos na entrega dos relatórios de prestação de contas possam afetar
a avaliação pública ou a confiança no programa/processo?
24. Existe um sistema de monitoramento para garantir que a entrega dos relatórios financeiros e
operacionais seja feita pontualmente?
25. Existe clareza sobre quem é o responsável pela prestação de contas em cada nível de
execução do programa/processo?
26. Existe o risco de que a falta de responsabilidades bem definidas resulte em atrasos ou falhas
na entrega dos relatórios de prestação de contas?
27. Os responsáveis pela prestação de contas são treinados e capacitados para garantir a precisão
e a transparência dos relatórios financeiros?
28. Existe um mecanismo eficaz para identificar e prevenir fraudes, desvios de recursos ou má
gestão durante a execução do programa/processo e na prestação de contas?

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 69


29. Existe o risco de que a falta de controle rigoroso permita a ocorrência de fraudes ou desvios,
prejudicando a transparência e a confiança pública no programa/processo?
30. Há um processo claro para relatar irregularidades e garantir que sejam tratadas de maneira
adequada e dentro dos marcos legais?
31. A estrutura de prestação de contas do programa/processo atende às expectativas dos
financiadores, órgãos governamentais e demais partes interessadas?
32. Existe o risco de que a falta de alinhamento entre as expectativas dos stakeholders e a
prestação de contas comprometa a eficácia e a aceitação do programa/processo?
33. A prestação de contas abrange todos os aspectos relevantes do programa/processo, incluindo
custos, resultados alcançados, desafios enfrentados e soluções adotadas?
34. Existe um acompanhamento adequado após a entrega da prestação de contas para garantir
que as correções ou ajustes necessários sejam feitos com base nas conclusões dos relatórios?
35. Existe o risco de que, após a entrega dos relatórios de prestação de contas, não haja
acompanhamento suficiente para implementar melhorias ou mudanças com base nos
resultados da avaliação?
36. Existe um sistema de feedback que permita aos gestores do programa/processo e aos
stakeholders revisarem e agirem com base nas conclusões da prestação de contas?
37. Existe o risco de que a prestação de contas imprecisa ou incompleta possa gerar implicações
legais ou reputacionais para os gestores do programa/processo e as partes envolvidas?
38. O programa/processo tem um plano de contingência em caso de questionamentos ou ações
legais resultantes de falhas na prestação de contas?
39. A falta de transparência ou falhas na prestação de contas podem afetar negativamente a
percepção pública e a continuidade do financiamento do programa/processo?
40. Mudanças na administração pública ou no governo podem impactar os processos de
prestação de contas e o alinhamento com os novos objetivos ou prioridades políticas?
41. Existe o risco de que a transição entre diferentes administrações prejudique a continuidade da
prestação de contas e a execução do programa/processo?
42. Como o programa/processo garante a continuidade da prestação de contas mesmo em
períodos de transição de governo ou mudanças nas lideranças responsáveis?

Etapas/Fontes de Riscos: PESSOAS


Eventos de riscos de pessoas referem-se a situações que envolvem os colaboradores da
organização e que podem afetar a operação, desempenho e a saúde organizacional. Esses
eventos são relacionados a comportamentos, decisões e ações das pessoas dentro da
empresa e podem ter impactos significativos na produtividade, moral, conformidade e
reputação. A gestão de riscos de pessoas é crucial para manter um ambiente de trabalho
saudável e garantir que os colaboradores contribuam de maneira eficaz e ética para os
objetivos da organização.

Essas perguntas ajudam a avaliar eventos de riscos relacionados a pessoas em


programas/processos e ações de políticas públicas. Elas abordam desde a capacitação da
equipe, questões de motivação e saúde, até problemas de comunicação, conflitos internos e
questões de diversidade. Responder a essas perguntas pode proporcionar uma visão
abrangente sobre os riscos associados aos recursos humanos e ajudar a implementar ações
de mitigação para garantir a execução eficaz do programa/processo.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 70


1. A equipe envolvida na execução do programa/processo tem a formação e qualificação
necessárias para desempenhar suas funções com eficácia?
2. Existe um plano de treinamento contínuo para garantir que a equipe esteja atualizada com as
melhores práticas e requisitos do programa/processo?
3. O treinamento fornecido está alinhado com as necessidades específicas do
programa/processo ou existem lacunas de conhecimento que podem afetar sua execução?
4. A equipe enfrenta alta rotatividade de pessoal que possa comprometer a continuidade e o
sucesso do programa/processo?
5. Há risco de escassez de recursos humanos qualificados para executar o programa/processo,
devido a falta de recrutamento ou incapacidade de retenção de talentos?
6. A perda de pessoal-chave no programa/processo pode afetar a execução ou a tomada de
decisões críticas? Existe um plano de sucessão ou de reposição?
7. Existe um nível adequado de motivação e engajamento entre os membros da equipe para
garantir o sucesso do programa/processo?
8. Os colaboradores estão suficientemente comprometidos com os objetivos do
programa/processo ou há riscos de desinteresse ou baixa moral que possam afetar o
desempenho?
9. A liderança do programa/processo está capacitada para engajar e inspirar a equipe,
incentivando a colaboração e a inovação?
10. A cultura organizacional apoia a execução do programa/processo de maneira
11. eficiente, com uma atmosfera de cooperação e respeito entre a equipe?
12. O clima de trabalho no programa/processo está saudável, ou existem tensões internas, como
conflitos ou falta de comunicação eficaz, que possam prejudicar a execução das ações?
13. Há riscos de discriminação, assédio ou outras práticas indesejáveis dentro da equipe que
possam afetar o desempenho e a imagem do programa/processo?
14. Existe uma quantidade suficiente de pessoal dedicado para implementar todas as ações
previstas no programa/processo de forma eficaz?
15. A sobrecarga de trabalho ou a falta de pessoal suficiente pode impactar negativamente a
qualidade ou o prazo de execução das atividades do programa/processo?
16. O número de colaboradores é adequado para lidar com a demanda do programa/processo,
considerando suas metas e o tamanho das ações?
17. As funções e responsabilidades de cada membro da equipe estão bem definidas, sem
sobreposição de tarefas ou lacunas de responsabilidade?
18. Existe clareza sobre as expectativas e objetivos para cada parte da equipe e seus respectivos
papéis no programa/processo?
19. A falta de alinhamento entre as partes envolvidas no programa/processo pode gerar confusão
ou falhas na execução?
20. Existem medidas adequadas para proteger a saúde física e mental dos membros da equipe,
especialmente em contextos de pressão ou atividades de alto risco?
21. A equipe está sobrecarregada, o que pode levar a um aumento no estresse e à diminuição da
qualidade do trabalho?
22. Existe suporte psicológico ou programa/processos de bem-estar para lidar com os desafios
emocionais e físicos da equipe durante a implementação do programa/processo?
23. Existe uma comunicação eficiente dentro da equipe de execução do programa/processo, com
informações claras e tempestivas sobre os avanços e
24. problemas encontrados?
25. A equipe trabalha de forma colaborativa ou há riscos de isolamento de algumas partes, o que

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 71


pode prejudicar a integração entre os membros e as áreas do programa/processo?
26. As reuniões de equipe são eficazes para resolver problemas e alinhar ações, ou há falhas na
comunicação que geram desinformação ou atraso nas decisões?
27. Existem conflitos de interesse entre os membros da equipe ou entre diferentes grupos que
possam impactar a execução do programa/processo?
28. Como os conflitos internos são geridos dentro do programa/processo? Existe um processo
claro para mediar disputas e manter a harmonia no ambiente de trabalho?
29. A falta de resolução eficaz de conflitos pode levar a uma queda no desempenho ou à
desmotivação da equipe?
30. As pessoas responsáveis pela execução das ações do programa/processo estão cientes de
suas obrigações e de como devem prestar contas sobre seu trabalho?
31. Existe uma estrutura de supervisão eficaz para garantir que as responsabilidades estejam
sendo cumpridas por cada membro da equipe?
32. Como a prestação de contas é gerida e comunicada internamente? Existe risco de falta de
clareza sobre quem deve tomar decisões ou supervisionar ações específicas?
33. O programa/processo tem um ambiente inclusivo que respeita a diversidade cultural, étnica,
de gênero e de habilidades dentro da equipe?
34. Há riscos de exclusão ou discriminação que possam afetar a moral e a eficácia do trabalho em
equipe no programa/processo?
35. As práticas de recrutamento e gestão de pessoal asseguram diversidade de perspectivas, o
que pode enriquecer a implementação do programa/processo?
36. Existem membros da equipe com comportamento inadequado ou desempenho insatisfatório,
o que pode comprometer a execução do programa/processo?
37. Há estratégias de feedback e avaliação de desempenho que ajudam a identificar e corrigir
problemas de forma rápida e eficaz?
38. A falta de gestão de desempenho pode resultar em baixa produtividade ou em falhas na
entrega de resultados dentro do programa/processo?
39. Os stakeholders externos, como parceiros, fornecedores e beneficiários, estão
suficientemente comprometidos com os objetivos e com o sucesso do programa/processo?
40. Existe risco de falta de engajamento ou apoio dos stakeholders externos, que podem
prejudicar a execução ou os resultados do programa/processo?
41. Os interesses conflitantes entre os stakeholders podem criar obstáculos na implementação
do programa/processo?

Etapas/Fontes de Riscos: CONFORMIDADE E REGULAÇÃO

Os eventos de riscos de conformidade e regulação são ocorrências ou circunstâncias


que podem levar uma organização a violar leis, regulamentações, normas ou padrões
internos estabelecidos. Esses eventos têm o potencial de causar danos à reputação, à saúde
financeira da empresa e a sua capacidade de operar legalmente. Os riscos de conformidade
estão relacionados principalmente ao não cumprimento de requisitos legais, éticos e
regulatórios, e os eventos associados podem ter uma ampla gama de causas e
consequências.

Essas perguntas são projetadas para ajudar a identificar e mitigar riscos de conformidade e
regulação em programa/processos e ações de políticas públicas. Elas abordam desde o
cumprimento das leis e regulamentações até a transparência, auditoria e prevenção de

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 72


conflitos de interesse. Essas questões podem ser usadas em auditorias, processos de
monitoramento e como parte da gestão de riscos para garantir a conformidade e regulação
contínua durante a implementação e avaliação dos programas/processos.

1. O programa/processo está em conformidade com as leis e regulamentos locais, nacionais e


internacionais aplicáveis?
2. Todos os requisitos legais relacionados ao financiamento, execução e monitoramento do
programa/processo foram cumpridos?
3. O programa/processo foi aprovado por todas as entidades governamentais ou reguladoras
necessárias antes de sua implementação?
4. O programa/processos e que as normas e padrões estabelecidos para a área em que opera?
5. As atividades do programa/processos estão em conformidade com os procedimentos internos
e as políticas da organização ou do governo?
6. Existem requisitos específicos de auditoria ou relatórios de conformidade que o
programa/processo precisa seguir? Esses requisitos estão sendo atendidos?
7. Todos os contratos e acordos com fornecedores, parceiros e outras partes estão em
conformidade com as leis de licitação e contratação?
8. O processo de contratação foi conduzido de acordo com as regras de transparência e justiça
estabelecidas pela legislação?
9. Existe algum risco de não conformidade nas cláusulas contratuais ou na execução de
contratos, como o uso inadequado de recursos?
10. O programa/processo passou por auditorias ou revisões internas e externas de conformidade?
11. Há mecanismos de auditoria contínua para garantir que os processos estão sendo seguidos
corretamente e em conformidade com a legislação?
12. O programa/processo tem processos estabelecidos para garantir a transparência e
governança na gestão dos recursos públicos, como publicações de relatórios periódicos e
acessíveis?
13. Existem controles internos adequados para identificar, monitorar e mitigar riscos de não
conformidade?
14. O programa/processo possui mecanismos para detectar e corrigir falhas de conformidade
antes que se tornem um problema maior?
15. Como o risco de não conformidade é monitorado durante a execução do programa/processo?
Existe alguma ferramenta ou processo para essa verificação?
16. A equipe envolvida no programa/processo foi devidamente treinada sobre as leis,
regulamentos e políticas de conformidade relevantes?
17. Existem programa/processos de conscientização sobre conformidade para todos os
envolvidos, incluindo parceiros e contratados?
18. A falta de treinamento ou compreensão de requisitos regulatórios pode representar um risco
para o programa/processo?
19. Existem mudanças regulatórias previstas ou recentes que possam afetar a conformidade do
programa/processo?
20. O programa/processo tem um processo para monitorar e adaptar-se rapidamente a alterações
na legislação e regulamentações relevantes?
21. A conformidade com novas regulamentações é garantida durante todas as fases de execução
do programa/processo? O programa/processo garante a conformidade com as leis de proteção
de dados pessoais (como a LGPD ou o GDPR, dependendo da jurisdição)?
22. Existem políticas e práticas de segurança adequadas para proteger informações confidenciais

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 73


e sensíveis dentro do programa/processo?
23. A gestão de dados está sendo realizada de acordo com os princípios de privacidade e
confidencialidade estabelecidos pela legislação?
24. Existem mecanismos em vigor para identificar e gerenciar potenciais conflitos de interesse
entre os envolvidos no programa/processo (funcionários, contratados, fornecedores etc.)?
25. O programa/processo possui políticas claras sobre ética, transparência e conduta, para evitar
práticas corruptas ou de favorecimento?
26. Como o programa/processo lida com possíveis violações de conformidade ou conflitos de
interesse por parte dos envolvidos?
27. Existe uma estrutura de responsabilização clara para todos os envolvidos na execução do
programa/processo, com atribuição de responsabilidades?
28. O programa/processo possui mecanismos claros de prestação de contas aos stakeholders,
incluindo a sociedade e os órgãos reguladores?
29. O programa/processo realiza relatórios regulares sobre o uso de recursos e os resultados
alcançados, conforme exigido pela legislação?
30. Existem regras e requisitos específicos para os beneficiários ou participantes do
programa/processo que precisam ser seguidos?
31. Há riscos de não conformidade relacionados à elegibilidade dos participantes ou beneficiários
do programa/processo?
32. Como é garantida a conformidade com os critérios de seleção e acompanhamento dos
beneficiários?
33. O programa/processo tem políticas definidas para lidar com situações de não conformidade,
incluindo medidas corretivas e punitivas?
34. Quais são os procedimentos para corrigir falhas de conformidade e evitar que elas se repitam
no futuro?
35. Existem penalidades ou sanções previstas para casos de não conformidade, e essas sanções
são aplicadas de forma eficaz?
36. O programa/processo está em conformidade com as diretrizes internacionais, como os
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) dasNações Unidas?
37. Há requisitos específicos relacionados à conformidade ambiental, social ou de direitos
humanos que o programa/processo deve atender?
38. O programa/processo adere a normas e regulamentos internacionais de governança e
conformidade ética?

Etapas/Fontes de Riscos: ORÇAMENTÁRIOS E FINANCEIROS


Os eventos de riscos orçamentários e financeiros são situações ou circunstâncias que
podem impactar negativamente as finanças de uma organização e afetar o cumprimento de
seu orçamento ou a execução do programa/processo. Esses eventos podem surgir de
diversas fontes, como falhas de planejamento, mudanças econômicas, imprevistos no grau de
prioridade, entre outros fatores. Identificar esses riscos e implementar mecanismos para
mitigá-los é essencial para manter a estabilidade nas entregas das
políticas/programas/processos.

1. O orçamento do programa foi adequadamente planejado, levando em consideração todas as


atividades e necessidades previstas?
2. O orçamento alocado é realista e suficiente para cobrir todas as despesas do programa?
3. O planejamento financeiro considera imprevistos ou mudanças nas condições externas, como

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 74


variações na economia ou em taxas de câmbio?
4. O orçamento do programa foi aprovado por todas as autoridades competentes, como o órgão
regulador ou o governo?
5. Existe clareza sobre a distribuição dos recursos orçamentários para diferentes atividades do
programa?
6. A alocação está de acordo com as prioridades estabelecidas?
7. Os recursos financeiros estão sendo alocados de maneira eficiente para as áreas mais críticas
do programa, sem desperdícios ou subfinanciamento?
8. O fluxo de caixa está sendo adequadamente gerido para garantir a disponibilidade de recursos
no momento certo?
9. Existe risco de escassez de recursos em determinados períodos do programa, prejudicando a
continuidade das ações?
10. Como o programa gerencia as flutuações de receita e despesa ao longo de sua execução?
11. Existe um processo adequado para monitorar e controlar as despesas do programa em tempo
real?
12. Existem desvios significativos entre o orçamento planejado e os gastos reais do programa?
13. O controle de custos é eficaz para evitar gastos excessivos ou desnecessários durante a
execução do programa?
14. O programa está sujeito a auditorias internas ou externas regulares para garantir que os
recursos estão sendo utilizados de forma eficiente e transparente?
15. Existe uma auditoria financeira independente que verifica se as despesas do programa estão
em conformidade com as normas e regulamentos financeiros?
16. Os relatórios financeiros do programa são acessíveis e transparentes para as partes
interessadas, como a população, os órgãos de controle e os financiadores?
17. O programa depende de fontes externas de financiamento, como doações, empréstimos ou
parcerias público-privadas? Quais são os riscos associados a essas fontes de recursos?
18. Existe risco de não cumprimento de prazos ou de não liberação de recursos financeiros por
parte de financiadores externos?
19. O programa está preparado para lidar com mudanças nas condições de financiamento, como
a redução de orçamentos ou a suspensão de recursos externos?
20. Existe risco de subfinanciamento do programa devido a cortes orçamentários, mudanças nas
prioridades governamentais ou atrasos nos repasses de recursos?
21. O programa está estruturado para reduzir os impactos de possíveis reduções orçamentárias?
Existem alternativas de financiamento previstas?
22. Caso ocorra um déficit orçamentário, quais são as ações corretivas ou de contingência
planejadas?
23. O programa está preparado para lidar com despesas inesperadas, como custos emergenciais
ou imprevistos que podem surgir durante a implementação?
24. Existe um fundo de contingência ou reserva orçamentária para cobrir custos imprevistos, e o
valor é suficiente para lidar com possíveis surpresas financeiras?
25. O programa tem mecanismos para identificar e corrigir rapidamente desvios orçamentários
que possam ocorrer devido a erros na previsão de custos ou mudanças nos preços de mercado?
26. Existem controles adequados para prevenir e detectar fraudes, desvio de recursos ou outras
práticas irregulares no manejo dos fundos do programa?
27. O programa tem mecanismos de controle interno para garantir que as despesas sejam
aprovadas e documentadas de maneira adequada e transparente?
28. Como o programa gerencia a conformidade com as leis fiscais e os regulamentos financeiros

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 75


para evitar penalidades por não conformidade?
29. Os custos operacionais do programa estão sendo gerenciados de maneira eficiente, sem
desperdícios ou excessos?
30. Existe um acompanhamento regular dos custos operacionais e administrativos, para garantir
que o programa permaneça dentro do orçamento previsto?
31. O programa está utilizando tecnologias ou práticas eficientes para reduzir custos, como a
digitalização de processos ou a melhoria na gestão de recursos?
32. O programa realiza revisões orçamentárias periódicas para verificar se o orçamento continua
adequado e alinhado com a realidade da execução?
33. Existe flexibilidade no orçamento para ajustar as despesas conforme a evolução do programa,
sem comprometer as suas metas principais?
34. Como o programa lida com mudanças nas condições financeiras que exigem ajustes rápidos
no orçamento, como aumento de custos ou mudanças nas metas?
35. O programa tem dívidas ou passivos que podem comprometer sua execução? Quais são os
riscos financeiros associados ao endividamento do programa?
36. Existe um controle adequado para gerenciar os passivos e evitar que eles se tornem um
obstáculo à continuidade das atividades do programa?
37. O pagamento de dívidas ou outros compromissos financeiros está sendo feito dentro do prazo
e de forma eficiente?
38. O programa foi estruturado de maneira a garantir a sua sustentabilidade financeira a longo
prazo?
39. Existem fontes de financiamento de longo prazo que possam garantir a continuidade do
programa após o término de seus recursos iniciais?
40. O programa tem um plano para buscar fontes alternativas de financiamento, caso os recursos
orçamentários disponíveis se mostrem insuficientes?

Etapas/Fontes de Riscos: OPERACIONAIS

Os eventos de riscos operacionais são aqueles que envolvem falhas nos processos
internos, sistemas, pessoas ou práticas da organização, o que pode afetar negativamente a
capacidade da empresa de operar de maneira eficiente e atingir seus objetivos. Esses riscos
podem ser resultado de erros humanos, falhas em sistemas ou equipamentos, eventos
externos imprevistos ou mesmo problemas com a cadeia de suprimentos.

1. Os processos operacionais estão claramente definidos e documentados para garantir a


execução eficiente das ações do programa?
2. Existe um plano detalhado para garantir a continuidade das operações do programa em caso
de falhas ou interrupções?
3. Os processos operacionais são regularmente revisados e aprimorados para se adaptar a
mudanças nas necessidades do programa ou do ambiente externo?
4. Os membros da equipe possuem a formação e as habilidades necessárias para executar suas
tarefas de maneira eficiente e eficaz?
5. Existem treinamentos regulares para atualizar as competências da equipe, principalmente nas
áreas críticas do programa?
6. Como o programa lida com a alta rotatividade de pessoal? Existem planos de contingência
para substituir rapidamente membros chave da equipe?

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 76


7. Há uma comunicação clara e eficiente entre as diferentes partes envolvidas na execução do
programa (equipe, parceiros, stakeholders)?
8. Existem processos de coordenação bem definidos para garantir que todos os setores e equipes
trabalhem de maneira alinhada e sem sobreposições ou lacunas nas atividades?
9. Como o programa garante a troca contínua de informações e feedback entre as partes
envolvidas, para evitar falhas de comunicação?
10. O programa possui um plano de logística que assegura a entrega pontual dos recursos e
materiais necessários para a execução das atividades?
11. Existe um controle rigoroso sobre os estoques e suprimentos necessários para a execução do
programa, para evitar escassez ou desperdício?
12. Como o programa lida com imprevistos logísticos, como atrasos no transporte ou problemas
com fornecedores?
13. O programa possui indicadores claros de desempenho para monitorar a execução das
atividades em tempo real?
14. Como são avaliados os resultados operacionais e quais são os processos para corrigir
rapidamente desvios em relação ao planejado?
15. Existem revisões periódicas do desempenho do programa para garantir que os objetivos sejam
cumpridos dentro dos prazos estabelecidos?
16. O programa depende de sistemas de TI críticos para a execução das atividades? Como é
garantido que esses sistemas funcionem sem interrupções?
17. Existe um plano de contingência para lidar com falhas nos sistemas tecnológicos usados para
a gestão e monitoramento do programa?
18. Quais medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança dos dados e evitar falhas ou
vazamentos de informações sensíveis?
19. O programa está preparado para se adaptar a mudanças inesperadas no contexto operacional,
como alterações na legislação, mudanças econômicas ou novos desafios sociais?
20. Como o programa lida com mudanças nas políticas públicas ou nas diretrizes que impactam
sua execução?
21. Existe flexibilidade para ajustar o escopo ou as atividades do programa caso surjam
circunstâncias imprevistas que possam afetá-lo?
22. O programa possui uma estrutura de governança bem definida, com responsabilidades claras
para a tomada de decisões e a resolução de problemas operacionais?
23. Existem mecanismos para garantir que as decisões operacionais sejam tomadas de forma
rápida e eficaz, sem burocracia excessiva?
24. Como o programa garante que os riscos operacionais sejam monitorados e geridos de maneira
transparente e eficaz pela alta administração?
25. Quais são as causas mais comuns de atrasos nas atividades do programa e como elas estão
sendo mitigadas?
26. Existe um plano de ação para lidar com atrasos imprevistos nas etapas do programa, de modo
a não comprometer os resultados finais?
27. O cronograma do programa é constantemente revisado para garantir que os marcos e as
entregas sejam cumpridos de acordo com o planejado?
28. Existem conflitos internos ou resistência de parte da equipe ou dos stakeholders que possam
afetar a execução do programa?
29. Quais são as estratégias utilizadas para resolver conflitos rapidamente e garantir o bom
andamento das atividades do programa?
30. O programa conta com estratégias de engajamento e mudança cultural para lidar com

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 77


resistências à implementação de novas políticas ou práticas?
31. O programa está preparado para garantir a continuidade de suas atividades após o término do
financiamento inicial ou da execução do projeto?
32. Existe um planejamento para a sustentabilidade das operações do programa a longo prazo,
mesmo diante de mudanças no contexto político ou econômico?
33. Quais são os riscos associados à falta de sustentabilidade das ações do programa e como
estão sendo tratados?
34. Como o programa gerencia suas parcerias com outros órgãos governamentais, ONGs ou
empresas privadas para garantir que as responsabilidades sejam cumpridas?
35. Existem processos de monitoramento e avaliação do desempenho dos parceiros envolvidos
na execução do programa?
36. Como o programa assegura que os stakeholders e beneficiários estejam sendo devidamente
informados e envolvidos nas decisões operacionais?
37. O programa está sendo executado de acordo com as normas e regulamentações aplicáveis,
evitando problemas legais ou fiscais?
38. Existe uma estratégia para garantir que o programa esteja em conformidade com as exigências
legais e regulamentares durante toda a sua execução?
39. Como o programa gerencia os riscos de não conformidade com regulamentos internos ou
externos, que possam afetar sua continuidade?
40. Como o programa lida com a escassez de pessoal qualificado para a execução das atividades
essenciais?
41. Existem planos de sucessão ou treinamento contínuo para garantir que as competências
críticas não sejam perdidas com a saída de membros chave da equipe?
42. Quais são os planos para lidar com a alta rotatividade de pessoal e garantir que a execução do
programa não seja prejudicada por faltas ou
43. mudanças inesperadas na equipe?
44. Como o programa lida com possíveis falhas ou interrupções de infraestrutura, como
problemas em instalações, equipamentos ou serviços essenciais?
45. Existem planos de contingência para garantir que os serviços essenciais para a execução do
programa não sejam comprometidos por falhas de infraestrutura?
46. O programa tem infraestrutura suficiente para atender à demanda crescente ou para
implementar novas ações de forma eficiente?

Etapas/Fontes de Riscos: METAS E INDICADORES

Os eventos de riscos de metas e indicadores referem-se a situações em que o processo


de definição, monitoramento e avaliação de metas e indicadores pode ser afetado por falhas,
ineficiências ou condições imprevistas, o que pode comprometer a capacidade de uma
organização de atingir seus objetivos estratégicos e operacionais. Esses riscos podem surgir
em qualquer fase do ciclo de metas e indicadores, desde sua formulação até a avaliação final
de desempenho.

Anexo VI – EVENTOS DE RISCOS


1. Os objetivos do programa foram claramente definidos e comunicados a todas as partes

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 78


envolvidas?
2. Existe o risco de que os objetivos sejam vagos, mal formulados ou mal compreendidos,
prejudicando o foco e a eficácia das ações?
3. Os objetivos do programa estão alinhados com as necessidades reais da população ou com
as prioridades do governo?
4. Foi realizada uma análise abrangente do contexto (social, econômico, político) antes de iniciar
a formulação do programa?
5. Existe o risco de que a formulação do programa tenha sido feita sem considerar
adequadamente o diagnóstico das necessidades da população ou as condições locais?
6. O diagnóstico inicial reflete corretamente a realidade local, ou há uma desconexão entre a
formulação do programa e as necessidades emergentes?
7. Durante a formulação do programa, houve ampla consulta aos principais stakeholders
(cidadãos, especialistas, organizações, parceiros) para garantir que as necessidades de todos os
envolvidos foram consideradas?
8. Existe o risco de que a formulação do programa tenha sido realizada sem a participação
adequada de stakeholders-chave, o que poderia comprometer a aceitação e a efetividade do
programa?
9. O programa contempla a participação de grupos marginalizados ou mais vulneráveis, cujas
necessidades podem ser negligenciadas em uma formulação desconsiderada?
10. As metas do programa foram bem definidas durante a formulação, considerando tanto a
viabilidade quanto a relevância para os resultados esperados?
11. Existe o risco de que as metas estabelecidas na fase de formulação sejam excessivamente
ambiciosas ou não realistas, comprometendo a execução e os resultados?
12. As metas estão bem estruturadas para serem monitoradas de maneira eficaz durante a
execução do programa?
13. Durante a formulação, foi feito um planejamento adequado dos recursos necessários para a
implementação do programa (financeiros, humanos, tecnológicos)?
14. Existe o risco de subestimar as necessidades de recursos, criando lacunas durante a execução
que possam prejudicar o cumprimento das metas?
15. O orçamento e os recursos alocados foram realistas e sustentáveis, levando em consideração
os desafios operacionais e as possíveis variações de custos?
16. O modelo de intervenção escolhido para o programa foi bem fundamentado e testado em
contextos semelhantes?
17. Existe o risco de que a formulação do programa tenha adotado uma abordagem ou
metodologia inadequada para os objetivos desejados, levando a uma execução ineficaz?
18. A formulação do programa contempla a inovação e a flexibilidade necessárias para se adaptar
a mudanças nas circunstâncias?
19. A viabilidade técnica, econômica e política do programa foi adequadamente avaliada durante
a sua formulação?
20. Existe o risco de que a formulação tenha ignorado fatores críticos de viabilidade, como
resistência política, dificuldades logísticas ou limitações financeiras?
21. A análise de viabilidade considerou os riscos potenciais que podem surgir durante a execução
e a sustentabilidade a longo prazo do programa?
22. Durante a formulação do programa, houve uma definição clara de papéis, responsabilidades
e autoridades para todos os envolvidos na execução
23. Existe o risco de que a falta de clareza nos papéis e responsabilidades possa resultar em
lacunas na execução ou na falta de coordenação durante o processo?

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 79


24. A fórmula de governança do programa foi adequadamente delineada, garantindo que todas as
partes envolvidas saibam o que se espera delas e tenham poder para tomar decisões
necessárias?
25. A formulação do programa levou em conta a necessidade de reforçar a capacidade
institucional por meio de treinamento ou parceria com outras organizações?
26. Existe o risco de que a formulação não tenha considerado mecanismos eficazes de avaliação,
dificultando a medição de impactos e a implementação de melhorias contínuas?
27. O programa foi estruturado de maneira a minimizar efeitos negativos e maximizar benefícios
para os públicos-alvo?
28. Durante a formulação do programa, foi feita uma análise detalhada dos riscos potenciais que
poderiam afetar a sua implementação (riscos políticos, econômicos, sociais)?
29. Existe o risco de que a formulação do programa não tenha considerado adequadamente todos
os riscos relevantes, criando vulnerabilidades durante a execução?
30. A estratégia de mitigação de riscos foi incluída no processo de formulação para garantir que os
riscos identificados sejam gerenciados proativamente?
31. A formulação do programa está alinhada com as políticas públicas e as estratégias de
desenvolvimento já existentes no país, no estado ou no município?
32. Existe o risco de que o programa seja desconectado de outras iniciativas governamentais,
criando sobreposição de esforços ou desperdício de recursos?
33. O programa complementa ou contribui para outras políticas e programas existentes, ou
existem conflitos entre as diferentes iniciativas?
34. O cronograma de execução do programa foi claramente estabelecido durante a formulação,
levando em consideração os prazos realistas para cada fase do programa?
35. Existe o risco de que prazos irrealistas tenham sido definidos durante a formulação, resultando
em pressões indevidas ou atrasos durante a execução?
36. O cronograma é suficientemente flexível para permitir ajustes em caso de imprevistos ou
mudanças nas condições de execução?
37. Durante a formulação, foi considerado o impacto de longo prazo do programa e sua
sustentabilidade após o término da execução inicial?
38. Existe o risco de que a formulação tenha negligenciado a necessidade de planejamento de
sustentabilidade, especialmente no que diz respeito à continuidade dos benefícios para a
população?
39. Foram previstas fontes de financiamento e estratégias para garantir que o programa continue
a operar ou gerar impacto positivo após sua fase inicial?
40. A capacidade institucional para implementar o programa foi avaliada de forma adequada
durante a formulação, considerando os recursos humanos, tecnológicos e logísticos disponíveis?
41. Existe o risco de que a instituição responsável pela execução do programa não tenha
capacidade suficiente para implementar as ações planejadas, o que pode comprometer os
resultados?
42. A formulação do programa levou em conta a necessidade de reforçar a capacidade
institucional por meio de treinamento ou parceria com outras organizações?
43. A formulação do programa incluiu um sistema claro de monitoramento e avaliação para
acompanhar o progresso e os resultados do programa?
44. Existe o risco de que a formulação não tenha considerado mecanismos eficazes de avaliação,
dificultando a medição de impactos e a implementação de melhorias contínuas?
45. O sistema de monitoramento é suficientemente flexível para se adaptar às mudanças ou aos
desafios inesperados durante a execução do programa?

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 80


Etapas/Fontes de Riscos: AMBIENTE EXTERNO

Os eventos de riscos de ambiente externo envolvem fatores fora do controle direto da


organização ou governo, mas que podem afetar significativamente o sucesso de programas e
políticas públicas. Estes eventos podem resultar de mudanças no contexto econômico,
político, social, tecnológico, ambiental ou legal, e podem afetar a implementação de ações
governamentais ou o uso de recursos públicos.
Essas perguntas ajudam a identificar eventos de riscos de ambiente externo que podem
impactar a execução de programas e ações de políticas públicas. Considerar esses riscos é
fundamental para o planejamento e a gestão eficaz de programas, garantindo que a execução
seja mais resiliente a fatores externos imprevistos.

1. Existe o risco de que flutuações econômicas, como recessão ou inflação, impactem


negativamente o financiamento ou a execução do programa?
2. Mudanças nas taxas de juros ou câmbio podem afetar os custos dos recursos ou a viabilidade
financeira do programa?
3. O programa está preparado para se ajustar a uma desaceleração econômica ou a um aumento
inesperado de custos de insumos essenciais?
4. O ambiente político atual é instável, podendo impactar a continuidade do programa ou gerar
mudanças na prioridade das políticas públicas?
5. Existe o risco de mudanças no governo ou na administração pública alterarem os objetivos ou
a implementação do programa?
6. Mudanças nas políticas públicas, em termos de prioridades governamentais ou legislação,
podem afetar diretamente os recursos ou a forma de execução do programa?
7. Existe o risco de mudanças nas leis ou regulamentações que impactem a execução ou o
financiamento do programa?
8. As alterações em normas fiscais, ambientais ou trabalhistas podem dificultar a
implementação do programa ou aumentar custos inesperados?
9. O programa está em conformidade com todas as leis e regulamentações atuais, e preparado
para se ajustar caso novas regras sejam impostas?
10. O programa está preparado para responder a mudanças demográficas, como envelhecimento
populacional, migração ou variações nas taxas de natalidade, que possam alterar as
necessidades dos beneficiários?
11. Existe o risco de que mudanças nos valores sociais ou nas atitudes da população afetem a
aceitação ou a eficácia do programa?
12. Alterações nas características sociais e culturais podem impactar a participação ou o
engajamento da comunidade nas atividades do programa?
13. O avanço tecnológico pode gerar a necessidade de adaptação do programa para incorporar
novas ferramentas ou sistemas, ou causar obsolescência de processos ou recursos existentes?
14. O risco de que novas tecnologias concorrentes possam reduzir a eficácia do programa ou
modificar as necessidades de recursos?
15. O programa está preparado para lidar com a rápida evolução tecnológica, seja para aproveitar
inovações ou mitigar riscos associados a novas
16. tecnologias?
17. Existe o risco de desastres naturais (como enchentes, secas, terremotos) que possam
prejudicar a infraestrutura necessária para a execução do programa?
18. O programa está adaptado para lidar com os impactos das mudanças climáticas ou outros

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 81


eventos ambientais extremos que possam afetar os beneficiários ou os recursos disponíveis?
19. Existe o risco de que a localização geográfica do programa o torne vulnerável a eventos
climáticos imprevistos que possam interromper sua execução?
20. O programa pode ser impactado por mudanças no mercado de trabalho, como altas taxas de
desemprego ou a falta de mão-de-obra qualificada para executar as atividades previstas?
21. Existe o risco de que a falta de disponibilidade de trabalhadores qualificados ou motivados
afete a implementação do programa?
22. Mudanças nas políticas de trabalho ou no comportamento da força de trabalho podem
influenciar a execução do programa, tornando mais difícil atingir os objetivos estabelecidos?
23. Existe o risco de que tensões sociais ou conflitos civis possam afetar a implementação do
programa, especialmente em áreas com alto índice de violência ou instabilidade?
24. O programa pode ser afetado por protestos, greves ou outras formas de mobilização social que
impeçam a execução ou a alocação de recursos necessários?
25. O risco de que distúrbios sociais ou manifestações possam afetar a segurança dos
beneficiários ou dos profissionais envolvidos na execução do programa?
26. O programa depende de fornecedores externos ou do mercado para recursos essenciais
(materiais, insumos, serviços), e existe o risco de que mudanças nos preços ou na
disponibilidade desses recursos afetem a execução?
27. O programa está vulnerável a riscos associados à escassez de recursos ou ao aumento de
preços devido a crises no mercado global ou local?
28. A dependência de terceiros para a entrega de serviços ou produtos essenciais pode gerar
riscos operacionais caso esses parceiros não consigam cumprir os prazos ou padrões
esperados?
29. O programa pode ser afetado por mudanças nas relações internacionais, como embargos,
mudanças no comércio global ou políticas internacionais que impactem os recursos ou o
financiamento do programa?
30. Existe o risco de que crises ou instabilidades em outros países possam afetar negativamente
o programa, especialmente se o financiamento ou os insumos forem provenientes de fora do
país?
31. O programa está preparado para lidar com as incertezas trazidas pela globalização e pelos
fluxos internacionais de capital e recursos?
32. Existe o risco de que a falta de apoio da sociedade civil ou a oposição de grupos de interesse
comprometa a execução do programa?
33. O programa está vulnerável a resistências ou críticas dos beneficiários, das organizações não
governamentais ou outros grupos da sociedade civil que possam afetar sua implementação?
34. A percepção negativa do público em relação ao programa pode afetar a sua eficácia ou gerar
pressões para mudanças nas políticas estabelecidas?
35. Existe o risco de que pressões de organizações internacionais ou ONGs influenciem
negativamente a execução do programa, seja por expectativas conflitantes ou por ações que
alterem a agenda política do programa?
36. O programa pode ser impactado por mudanças nas estratégias ou nas condições de
financiamento por parte de agências internacionais que
37. fornecem apoio financeiro ou técnico?
38. O programa depende de infraestrutura pública (como transporte, eletricidade, comunicações)
e mudanças na disponibilidade ou qualidade desses serviços podem impactar a execução?
39. O risco de que falhas na infraestrutura ou alterações nas políticas públicas relacionadas a
esses serviços (como privatização ou cortes de orçamento) possam afetar diretamente os

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 82


resultados do programa?
40. O programa pode ser afetado pela falta de condições adequadas de infraestrutura nas áreas
onde está sendo implementado?
41. O programa está preparado para responder a uma crise de saúde pública, como uma
pandemia, que possa interromper a execução ou alterar as necessidades da população-alvo?
42. Existe o risco de que uma crise de saúde pública afete a segurança dos trabalhadores ou a
capacidade de engajar os beneficiários do programa?

Etapas/Fontes de Riscos: AMBIENTE NTERNO

Os eventos de riscos de ambiente interno referem-se a fatores e situações dentro de uma


organização, governo ou empresa que podem comprometer a execução de suas políticas,
programas ou operações. Esses riscos são gerados por fatores internos, como falhas de
gestão, problemas com recursos humanos, processos inadequados ou falhas na
infraestrutura.

1. Existe o risco de falta de qualificação ou capacitação das equipes envolvidas na execução do


programa?
2. Há uma escassez de pessoal ou dificuldades na retenção de talentos essenciais para a
implementação do programa?
3. Existe o risco de falta de alinhamento ou comunicação entre as equipes responsáveis pela
execução do programa e outras partes envolvidas?
4. Há um risco de resistência ou falta de engajamento das equipes internas, prejudicando a
eficácia do programa?
5. A infraestrutura necessária para a execução do programa está disponível e em condições
adequadas?
6. Existe o risco de que a falta de recursos materiais ou tecnológicos possa comprometer o
andamento do programa?
7. O programa depende de instalações ou equipamentos que podem estar desatualizados ou em
más condições, afetando sua implementação?
8. Existe o risco de falta de manutenção ou a obsolescência de recursos essenciais para o
sucesso do programa?
9. O planejamento estratégico do programa é claro e bem estruturado, com definição precisa de
metas e prazos?
10. Existe o risco de que processos internos ineficazes ou pouco claros impactem a execução do
programa, como falta de processos de comunicação, monitoramento ou controle?
11. O programa está sujeito a mudanças frequentes de diretrizes ou planos internos, dificultando
a sua execução consistente?
12. Há falta de uma metodologia clara para a execução das atividades do programa, o que pode
gerar desorganização ou atrasos?
13. Existe o risco de que decisões internas sejam tomadas de forma centralizada ou sem o devido
processo de consulta e análise, prejudicando a execução do programa?
14. A falta de clareza nos processos de tomada de decisão pode gerar ineficiências ou atrasos na
execução das atividades do programa?
15. Há um risco de que a tomada de decisões seja afetada por interesses pessoais ou políticos
dentro da organização, comprometendo a imparcialidade e a eficiência do programa?
16. Existe o risco de que a alocação inadequada ou o mau gerenciamento dos recursos financeiros

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 83


afete a execução do programa?
17. O programa possui um controle financeiro eficaz para garantir que os recursos sejam usados
de forma eficiente e dentro do orçamento?
18. Há um risco de falhas nos processos de contabilidade e auditoria interna que possam gerar
desvios ou desperdícios de recursos?
19. Existe a possibilidade de que o financiamento não seja suficiente ou o orçamento seja mal
distribuído, afetando o alcance dos objetivos do programa?
20. Existe o risco de falhas nos sistemas de TI ou de gestão de informações que impactem o
monitoramento e a execução do programa?
21. O programa está dependente de tecnologias antigas ou desatualizadas que podem
comprometer sua eficiência?
22. Há problemas de integração entre os sistemas internos utilizados para a gestão e
acompanhamento do programa?
23. O programa está preparado para adotar inovações tecnológicas ou soluções alternativas caso
surjam problemas operacionais?
24. A cultura organizacional favorece a colaboração e a comunicação eficaz entre as equipes
responsáveis pela execução do programa?
25. Existe o risco de que barreiras internas de comunicação (entre departamentos ou equipes)
afetem a coordenação do programa?
26. A falta de uma cultura de transparência e responsabilidade pode gerar desconfiança e falhas
na execução do programa?
27. O programa está sendo monitorado de forma eficaz, com feedback constante para ajustes em
tempo real, ou existe falta de monitoramento e revisão contínuos?
28. Existe o risco de conflitos internos, como disputas entre equipes ou departamentos, que
possam afetar a colaboração e a execução do programa?
29. A falta de mecanismos eficazes para a resolução de conflitos pode gerar tensão interna e
desorganização, prejudicando a implementação do programa?
30. Há falta de alinhamento entre os objetivos internos da organização e os objetivos do programa,
o que pode gerar discordâncias sobre prioridades e recursos?
31. A estrutura de governança interna do programa é clara e eficaz, garantindo que todos os
processos sejam monitorados e controlados adequadamente?
32. Existe o risco de falhas nos controles internos que possam gerar erros ou desvios na execução
do programa?
33. O programa possui mecanismos de monitoramento e avaliação contínuos para garantir que os
objetivos sejam atingidos dentro dos prazos e orçamentos estabelecidos?
34. Existe o risco de que a falta de engajamento de stakeholders internos, como outras áreas do
governo ou departamentos, afete a implementação do
35. programa?
36. A falta de apoio ou alinhamento com os principais stakeholders internos pode prejudicar a
execução do programa, gerando resistências ou obstáculos inesperados?
37. O programa está sendo integrado de forma eficaz aos processos internos das organizações
parceiras ou stakeholders envolvidos?
38. Existe o risco de que mudanças na liderança ou na alta gestão da organização impactem a
continuidade ou os objetivos do programa?
39. A mudança de gestores ou responsáveis pelo programa pode afetar a implementação devido
à falta de alinhamento entre as diferentes visões e prioridades?
40. Existe um plano de sucessão ou de transição para garantir a continuidade da execução do

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 84


programa em caso de mudanças na liderança?
41. O programa conta com um sistema interno eficaz de monitoramento e avaliação para
acompanhar o progresso das atividades e corrigir possíveis falhas?
42. Existe o risco de que falhas no processo de monitoramento ou avaliação interna afetem a
capacidade de ajustar o programa conforme necessário?
43. A avaliação interna é realizada de forma regular e abrangente, permitindo identificar eventuais
problemas antes que se tornem críticos?
44. Existe o risco de que a falta de processos administrativos bem definidos (como gestão de
documentos, aprovações ou fluxos de trabalho) atrapalhe a execução eficiente do programa?
45. A desorganização administrativa pode gerar atrasos ou erros no cumprimento de prazos e
compromissos, prejudicando os resultados do programa?
46. Há um risco de que falhas administrativas, como a falta de controle sobre contratos ou
pagamentos, impactem a execução de atividades do programa?
47. Existe o risco de que a falta de acesso a informações atualizadas e precisas prejudique a
tomada de decisões dentro do programa?
48. A escassez de dados relevantes ou de ferramentas para analisar informações pode afetar a
capacidade de monitorar e ajustar o programa conforme necessário?
49. Existem sistemas eficazes para garantir que as informações sobre o andamento do programa
sejam compartilhadas de maneira adequada entre todos os envolvidos?

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 85


Anexo VII – CONTROLES EXISTENTES /NECESSÁRIOS

IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Tipos de Riscos Controles Existentes
1. Análise profunda e dados confiáveis;
2. Consulta a especialistas;
[Link] e diagnóstico;
4. Análise de viabilidade dos impactos e custos;
5. Marco Regulatório claro de normas e diretrizes para execução dos programas;
6. Regras de transparência com publicação dos resultados dos programas/processo;
7. Definição clara de objetivos e metas para acompanhar os resultados, alinhados à
agenda de governo e aos objetivos do planejamento estratégico do órgão;
8. Estudos de impactos sociais, econômico e ambientais;
9. Descrição detalhada da solução escolhida e definição dos produtos a serem entregues;
[Link] no Planejamento;
11. Definição do público-alvo, da população elegível com critérios de priorização a partir de
estudos e diagnósticos, com a participação e envolvimento das partes interessadas;
[Link] e avaliação contínuos, com avaliações dos órgãos de controle;
13. Revisão periódica do programa/processo;
14. Definição dos recursos para as ações da política/programa e inclusão no PPA, LDO e
LOA;
15. Sistema de ajustes constantes com base nas avalições da sociedade e público-alvo;
16. Estratégias para reduzir impactos negativos de problemas previstos;
17. Processo de formação e capacitação contínua para aprimorar a execução das políticas;
Riscos de 18. Coleta contínua de sugestões e reclamações para ajustes na política pública;
Formulação 19. Ferramentas digitais que permitem acesso a informações sobre os programas;
20. Garantia de que há recursos disponíveis para financiar o programa;
21. Estudo das consequências da política pública antes de sua implementação;
22. Existência de Sistemas informativos;
23. Grupos de participação popular na definição e monitoramento das políticas;
24. Existências de meios para que a população possa reportar problemas e irregularidades;
25. Existência de previsão de consulta à população sobre o impacto do programa/processo.

1. Existência de planejamento detalhado de ações e cronogramas;


2. Monitoramento e avaliação contínuos;
3. Capacitação e dimensionamento da equipe executora;
4. Gestão das ações do processo de trabalho;
5. Controle e supervisão técnica;
6. Gestão de riscos integrada ao ciclo do programa;
7. Sistema informatizado para gestão e execução;
8. Definição clara de responsabilidades;
9. Cronogramas; checklists de execução; regras e rotinas; guias, manual e cartilhas;
relatórios mensais;
10. Normas claras e validação jurídica;
11. Alocação mínima de pessoal técnico e registros de competências;
12. Atos normativos internos e externos;
13. Planos plurianuais;
14. Estudos de impacto e viabilidade;
15. Ferramentas para acompanhar a execução financeira e operacional;
16. Revisões contínuas para detectar falhas ou irregularidades;
17. Ação para corrigir desvios e responsabilizar gestores em caso de irregularidades;
18. Divulgação dos resultados e impactos;
Riscos de 19. Existência de Conselhos de políticas públicas;
Execução 20. Participação social no monitoramento das ações governamentais;
21. Existência de Canal para a população relatar problemas e irregularidades;
22. Medição dos resultados e impactos da política pública;
23. Relatórios de prestação de contas com divulgação periódica de balanços e auditorias;
24. Existência de estudos para verificar se a política atingiu seus objetivos;
25. Segregação de funções;
26. Aprovação de instância superior;

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 86


1. Definição de metodologias de avaliação: Uso de metodologias reconhecidas de
avaliação de impacto, custo-benefício e análise qualitativa e quantitativa;
2. Planejamento e estruturação de indicadores alinhados aos objetivos da política
pública;
3. Capacitação de avaliadores;
4. Estabelecimento de prazos e procedimentos para evitar atrasos e inconsistências;
5. Identificação e mapeamento de riscos;
6. Supervisão de órgãos de controle interno para garantir a integridade do processo;
7. Verificação periódica dos indicadores para evitar inconsistências;
8. Uso de tecnologias de análise para coleta e análise de dados;
9. Relatórios parciais e feedback Intermediário para ajustes antes da conclusão da
avaliação;
10. Prevenção de conflitos de interesse: farantia de independência dos avaliadores
em relação aos responsáveis pelo programa;
11. Auditoria do TCU sobre a validade dos resultados da avaliação;
12. Fiscalização pelo Ministério Público e Legislativo;
13. Consultoria e revisão externa, com envolvimento de especialistas acadêmicos e
organismos internacionais para validar metodologias e resultados;
14. Divulgação em portais de transparência acessíveis ao público;
15. Audiências públicas e consultas populares;
16. Monitoramento por ONGs e movimentos sociais;
17. Mecanismos de denúncia e participação cidadã para que a população possa
Riscos de apontar falhas e sugerir melhorias;
Avaliação 18. Relatórios finais com divulgação de resultados dos impactos da política/programa
avaliada;
19. Sistemática de aperfeiçoamento com base nos dados analisados;
20. Acompanhamento de medidas corretivas após a avaliação;
21. Avaliação comparativa (Benchmarking) com outras políticas públicas para
identificar boas práticas;
22. Revisão e atualização constante para garantir que as avaliações sigam padrões
atualizados.
1. Definição de regras para prestação de contas;
2. Planejamento financeiro detalhado e critérios de execução orçamentária;
3. Capacitação de gestores públicos com treinamentos para garantir conhecimento
sobre normas de prestação de contas;
4. Sistemas informatizados de controle;
5. Definição de indicadores de transparência, contendo regras sobre quais informações
devem ser divulgadas e como;
6. Atuação dos órgãos de controle interno;
7. Relatórios periódicos de documentação regular dos gastos realizados;
8. Revisões para identificar falhas ou indícios de irregularidades;
9. Uso de plataformas digitais para monitorar a execução financeira;
10. Digitalização para facilitar a verificação e reduzir riscos de fraude;
11. Investigação e responsabilização em caso de irregularidades;
12. Definição de indicadores de transparência;
Prestação de 13. Existência de Conselho e participação da sociedade no monitoramento ações
Contas realizadas;
14. Monitoramento independente da prestação de contas;
15. Investigação e responsabilização de agentes públicos em casos de irregularidade;
16. Avaliação dos benefícios gerados pela aplicação dos recursos;
17. Divulgação dos resultados da prestação de contas;

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 87


Anexo VII – CONTROLES EXISTENTES /NECESSÁRIOS
1. Critérios de seleção e nomeação técnica: Definição de exigências claras de qualificação para
cargos estratégicos;
2. Capacitação e treinamentos contínuos: Cursos obrigatórios para gestores e servidores públicos;
3. Códigos de ética e conduta pública: Normas para evitar corrupção, favorecimento e assédio
moral;
4. Declaração de conflitos de interesse: Obrigatoriedade de divulgação de vínculos que possam
comprometer a imparcialidade;
5. Plano de carreira e remuneração justa: Redução de riscos de desmotivação e corrupção por
meio de incentivos adequados;
6. Órgãos internos de controle: Atuação da Controladoria-Geral da União (CGU) e corregedorias;
7. Monitoramento de produtividade e desempenho: Uso de indicadores para medir a eficiência
dos servidores e contratados;
8. Sistemas de registro eletrônico de presença e atividades: Controle de frequência e
produtividade;
9. Denúncia e compliance: Canais internos para reporte de irregularidades e assédio;
10. Supervisão hierárquica e feedback contínuo: Acompanhamento das equipes para evitar
ineficiência e desvios;
11. Segurança da informação e proteção de dados: Garantia de que funcionários não compartilhem
informações sigilosas indevidamente;
12. Órgãos de fiscalização (TCU, TCEs, CGU): Auditorias para verificar irregularidades e
responsabilizar gestores;
13. Ministério Público e Judiciário: Investigação de corrupção, nepotismo e outras infrações;
14. Comissões parlamentares e controle legislativo: Fiscalização do Legislativo sobre nomeações e
conduta de servidores;
15. Auditorias independentes: Revisão externa de processos e desempenho dos profissionais
envolvidos;
16. Portais de transparência: Divulgação de informações sobre servidores, salários e desempenho;
17. Conselhos de políticas públicas: Participação da sociedade na supervisão dos programas;
Pessoas 18. Ouvidorias e canais de denúncia abertos ao público: Meios para a população reportar falhas e
irregularidades;
19. Mídia e monitoramento por ONGs: Papel da imprensa e organizações independentes na
fiscalização de agentes públicos;
20. Avaliação de desempenho individual e institucional: Indicadores de cumprimento de metas e
impacto da política pública;
21. Sanções e penalidades administrativas: Aplicação de medidas disciplinares para servidores que
cometerem irregularidades;
22. Relatórios de auditoria e recomendações de melhoria: Uso de análises para aperfeiçoar a
gestão de pessoas;
23. Revisão periódica das regras de contratação e gestão de equipes: Adaptação contínua para
evitar falhas no futuro.
1. Treinamento e capacitação continuada para garantir que os servidores tenham conhecimento e habilidades
adequadas;
2. Avaliação periódica de desempenho para identificar necessidades de desenvolvimento e corrigir falhas;
3. Substituição ou revezamento de funções críticas de forma a evitar dependência de uma única pessoa;
4. Mapeamento e padronização de processos (fluxogramas, POPs), para garantir uniformidade e
previsibilidade na execução;
5. Implementação de rotinas de checagem e validação de forma a reduzir erros operacionais e
retrabalho;
6. Segregação de funções (quem executa ≠ quem fiscaliza) de forma a prevenir fraudes e conflitos de
interesse;
7. Uso de sistemas informatizados integrados (ex: SEI, SIAFI, SIGEF) de forma a agilizar, padronizar e
registrar os procedimentos;
Operacionais 8. Backup de dados e plano de contingência para garantir continuidade em caso de falhas técnicas;
9. Controle de acessos e permissões por perfil para evitar manipulação indevida de dados e
informações;
10. Indicadores de produtividade e qualidade operacionais para monitorar eficiência e apontar
gargalos no processo;
11. Auditorias internas e monitoramento sistemático de forma a identificar falhas e recomendar
melhorias;
12. Relatórios gerenciais padronizados e periódicos para aumentar a transparência e facilitar a
tomada de decisão;
13. Manual de normas e responsabilidades por atividade para evitar ambiguidade e erros de
interpretação;
14. Monitoramento e implantação de controle eletrônico de prazos e alertas;

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 88


Anexo VII – CONTROLES EXISTENTES /NECESSÁRIOS

1. Definição clara e alinhada de metas e indicadores com os objetivos institucionais de forma a


assegurar que as metas reflitam as prioridades e estejam bem direcionadas;
2. Envolvimento das áreas técnicas na definição de metas para garantir metas realistas, mensuráveis e
atingíveis;
3. Utilização de critérios que sejam específicos, mensuráveis, alcançáveis,relevantes e temporais, de
forma a permitir e melhorar a qualidade e a utilidade dos indicadores;
4. Manual de indicadores com definições, fórmulas e fontes de dados para reduzir erros de
interpretação e inconsistências;
5. Acompanhamento sistemático do desempenho (mensal/trimestral) para identificar desvios e
propor ações corretivas;
6. Uso de painéis de controle (dashboards) e BI (business intelligence) para visibilidade e facilidade na
análise das metas;
7. Comparação com metas históricas e benchmarks para avaliar evolução e posicionamento da
gestão;
8. Auditorias e verificações independentes dos dados e cálculos para garantir confiabilidade das
informações;
9. Regras de validação automatizadas nos sistemas para evitar inconsistências no lançamento dos
dados;
10. Avaliação periódica da pertinência e utilidade dos indicadores para manter atualizadas as metas
Metas e diante de mudanças de contexto;
Indicadores 11. Replanejamento de metas em caso de eventos extraordinários e evitar metas obsoletas ou
inalcançáveis;
12. Capacitação em gestão por resultados e indicadores para fortalecer a cultura de desempenho;
13. Sensibilização das equipes sobre a importância do monitoramento para estimular o uso ativo dos
dados na tomada de decisão;
14. Consulta a metas anteriores, plano de metas institucional;

1. Análise de cenário e tendências (políticas, econômicas, sociais) para antecipar mudanças que
possam impactar os programas;
2. Monitoramento legislativo e normativo, com objetivo em detectar mudanças legais e regulatórias
com impacto direto;
3. Mapeamento e análise de stakeholders (atores externos relevantes), para prever possíveis
interferências ou apoios no processo;
4. Elaboração de planos alternativos diante de variáveis externas, com objetivo em reduzir impacto de
eventos não controláveis (ex: crise econômica, calamidades);
5. Simulações e cenários alternativos no planejamento estratégico, de forma a preparar a instituição
para diferentes cenários futuros;
6. Fortalecimento da articulação com outros entes e órgãos, para ganhar apoio para respostas
coordenadas a eventos externos;
7. Participação em fóruns, conselhos, redes e comissões, para aumentar influência institucional no
Ambiente ambiente externo;
Externo 8. Previsão de cláusulas de exceção e adaptação em instrumentos normativos, de forma a permitir
ajustes formais frente a mudanças externas;
9. Regramentos que autorizem replanejamento com justificativas válidas, de forma a adaptar metas e
cronogramas a condições externas imprevisíveis;
10. Comunicação transparente com o público e partes interessadas com vista a minimizar ruído e
pressão indevida em momentos críticos;
11. Gestão de crise institucional com plano de resposta comunicacional, para preservar reputação
institucional frente a pressões externas;
12. Plano de contingenciamento;
13. Pesquisa de satisfação da sociedade;
14. Planos emergenciais com metas mínimas;
15. Articulação institucional com registro de resultados alcançados.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 89


Anexo VII – CONTROLES EXISTENTES /NECESSÁRIOS

Tipos de Riscos Controles Existentes


1. Estrutura organizacional clara e atualizada de forma a evitar sobreposição ou
lacunas de responsabilidades;
2. Definição de papéis, atribuições e responsáveis por processos, com objetivo em
promover responsabilização e eficiência;
3. Avaliação de desempenho institucional e por processo, com objetivo a identificar
fragilidades internas e promover ajustes;
4. Programas de capacitação contínua de forma a reduzir falhas operacionais e
melhorar habilidades;
5. Gestão de clima organizacional e comunicação interna de forma a evitar conflitos,
desmotivação e ruídos de informação;
6. Plano de sucessão e retenção de conhecimento para reduzir impacto de saídas de
servidores e aposentadorias;
7. Mapeamento, padronização e documentação dos processos para minimizar
improviso, retrabalho e perda de controle;
8. Adoção de fluxogramas e checklists operacionais para apoiar a execução com base
em boas práticas;
Ambiente Interno 9. Monitoramento por indicadores internos (tempo, qualidade, retrabalho), com
objetivo em acompanhar eficiência e aplicar correções rápidas;
10. Segregação de funções críticas para evitar fraudes, conflitos de interesse e erros;
11. Registro e rastreabilidade de decisões e ações para aumentar transparência e
auditabilidade;
12. Acompanhamento e resposta a recomendações de auditoria para corrigir falhas
apontadas e melhorar processos;
13. Sistemas integrados e confiáveis para automatizar tarefas e reduzir falhas
humanas;
14. Controles de acesso a sistemas e informações de forma a proteger dados e
prevenir acessos indevidos;
15. Backup e planos de contingência de TI para garantir continuidade das operações
em falhas técnicas;
16. Implantação de Comitê de governança e canais formais de comunicação;
17. Plano de sucessão e gestão do conhecimento;
18. Processo de controles internos e fortalecimento da ouvidoria e corregedoria;
19. Implantação de BI (Business Intelligence) e cultura de dados.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 90


Anexo VIII – CAUSAS

Tipos de Riscos Causas


Falta de análise, dados confiáveis, diagnósticos e estudos adequados; Visão limitação no processo de
formulação sem regras e critérios dos problemas existentes a serem equacionados; Normativos sem
estruturação e definição das regras e critérios dos problemas da política; Falta de experiência ou
capacitação; Ausência de comunicação interdepartamental; Pressões externas ou internas;
Deficiência ou ausência do processo de transparência e ausência de direcionamento e definição da
governança da política/programa; Falta e insipiência na indicação de metas e indicadores relacionados
Riscos de à política; Falta de previsão de avaliação e monitoramento dos resultados e impactos; Ausência de
Formulação indicação de responsabilidades de agentes e instituições; Fragilidade/falha no processo de
identificação e definição dos objetivos estratégicos vinculados à política; Falta de previsão de
avaliação e monitoramento dos resultados e impactos; Falta de estudo com indicação do processo de
avaliação adequada dos meios e instrumentos a serem utilizados.

Falta de planejamento detalhado, cronograma inadequado, baixa capacidade operacional. Mudanças


políticas, prioridades mal definidas, falha na comunicação institucional. Inadequação do projeto,
dificuldades com fornecedores ou convênios. Execução apressada, ausência de controle de qualidade,
falta de fiscalização. Falta de conhecimento técnico, processos mal instruídos, vícios legais. Equipe ma
Riscos de dimensionada ou não capacitada. Rotatividade. Falta de capacitação e acúmulo de funções.
Execução Interpretação equivocada do projeto e mudança de gestão. Ausência de controle. Reformas,
mudanças no governo, reestruturações.
Falta de indicadores adequados. Indicadores mal definidos e não alinhados aos objetivos estratégicos.
Dados inconsistentes ou indisponíveis. Falta de sistematização no processo de avaliação. Capacidade
técnica insuficiente. Fragmentação das fontes de informação. Foco excessivo em metas quantitativas.
Riscos de Ausência de análise crítica e imparcial. Avaliação realizada fora do tempo ideal. Indicadores mal
definidos, dados insuficientes e falta de capacidade técnica.
Avaliação
Documentação incompleta ou inadequada, com ausência de notas fiscais, relatórios técnicos ou
outros comprovantes exigidos. Perda de prazos legais, com entrega fora do prazo previsto em norma
ou contrato, causando inadmissibilidade ou sanção. Desconhecimento das normas aplicáveis pela
equipe técnica que desconhece regras do TCU, ministérios ou convênios. Falta de controle interno
eficaz, com ausência de verificação prévia de regularidade dos documentos e dados. Mudança de
pessoal responsável, com indicativo de troca de gestores ou técnicos sem repasse de informações,
gerando descontinuidade. Inconsistência entre execução e comprovação de dados financeiros que
Prestação de não batem com os dados físicos (entregas x gastos). Erros na classificação contábil, com recursos
Contas aplicados em rubricas incorretas, gerando glosas ou reprovação. Sistemas não integrados ou falhos,
com indicativos de problemas nos sistemas informatizados que impedem envio correto das
informações. Falta de rastreabilidade das despesas que dificulta a vinculação de despesas específicas
às metas ou ações do programa. Comunicação falha entre entes envolvidos. Falta de alinhamento
entre órgão executor, concedente e órgãos de controle.

Capacitação insuficiente, falta de conhecimentos ou habilidades técnicas para realizar as atividades


do processo. Alocação inadequada de pessoal, com distribuição incorreta de tarefas ou profissionais
atuando fora da sua área de competência. Alta rotatividade ou mobilidade, com saída frequente de
servidores ou remoções sem planejamento que comprometem a continuidade do processo. Falta de
substitutos capacitados, com ausência de servidores treinados para cobrir afastamentos ou
mudanças. Sobrecarga de trabalho das equipes com excesso de atividades, levando a falhas, atrasos e
esgotamento. Desmotivação e clima organizacional ruim. Baixa moral e insatisfação afetam o
Pessoas engajamento e a produtividade. Conflitos interpessoais, com problemas de relacionamento ou
comunicação entre membros da equipe. Falta de avaliação de desempenho e inexistência de
acompanhamento sistemático do desempenho individual e coletivo. Falta de segregação de funções
aumentando riscos de erro ou fraude. Condutas antiéticas ou desvios funcionais, com
comportamentos indevidos, como assédio, favorecimentos ou uso indevido do cargo.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 91


Anexo VIII – CAUSAS

Falta de Conhecimento das normas e regulamentos; Mudanças frequentes nas leis e


regulamentos podem criar dificuldades para as empresas se manterem atualizadas e em
conformidade; A falta de processos e controles internos adequados, como auditorias
regulares, compliance e monitoramento de processos, pode levar a falhas na conformidade;
Funcionários mal treinados em questões de conformidade podem não entender
corretamente as normas ou falhar ao seguir as diretrizes apropriadas; Se uma empresa não
promove uma cultura de ética e compliance, os funcionários podem não priorizar a
conformidade, ou até mesmo buscar maneiras de contornar as regras; A falta de mecanismos
Conformidade e robustos de controle contra corrupção e práticas ilegais pode gerar sérios riscos de
conformidade, especialmente em ambientes altamente regulamentados; No caso de
Regulação regulamentos relacionados a dados, a falta de políticas de privacidade, segurança de dados
e treinamento adequado pode levar a não conformidade.

Contingenciamento inesperado de orçamento. Previsão orçamentária inadequada. Falhas no


repasse de recursos entre entes federados. Baixa execução orçamentária por deficiência na
gestão. Irregularidades na aplicação dos recursos e ausência de controles internos.
Planejamento inadequado e falta de dados. Falta de capacitação e processos burocráticos.
Cenários econômicos mal avaliados. Estimativas incorretas de receita ou despesa. Ausência
de reserva de contingência. Atraso na liberação de recursos. Desvio de finalidade no uso dos
Orçamentários e recursos. Decisões superiores que limitam a execução orçamentária. Pagamentos por
serviços não prestados ou com sobrepreço. Crises econômicas e queda na arrecadação.
Financeiros Contingenciamento orçamentário federal e falha na previsão de custos.

Processos mal definidos ou desatualizados, com falta de padronização, ausência de


fluxogramas ou normas internas claras. Ausência de manuais e procedimentos operacionais,
causando dificuldade na execução uniforme das atividades, especialmente com novas
equipes. Falta de automação ou tecnologia defasada, com atrasos, retrabalho ou erros
causados por processos manuais ou sistemas ultrapassados. Falta de monitoramento da
execução com ausência de indicadores operacionais ou ferramentas de acompanhamento
em tempo real. Falta de capacitação técnica da equipe operacional, provocando dificuldades
na execução correta das tarefas e baixa produtividade. Excesso de burocracia ou fluxo
ineficiente com etapas desnecessárias ou sobreposição de atividades atrapalham a entrega
dos resultados. Falhas nos sistemas informatizados. Erros, lentidão ou indisponibilidade dos
Operacionais sistemas críticos ao processo. Mudanças frequentes sem gestão da mudança, com alterações
nos fluxos ou ferramentas sem treinamento ou comunicação adequada. Atrasos na
tramitação ou execução, com falta de cronogramas claros, gargalos operacionais ou
dependência de terceiros. Problemas de comunicação entre áreas, com falta de
alinhamento, repasses de informações incompletos ou decisões contraditórias.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 92


Anexo VIII – CAUSAS

Definição inadequada de metas e indicadores, com metas mal formuladas,


genéricas, inatingíveis ou descoladas da realidade operacional. Falta de critérios
objetivos de mensuração com indicadores que não são claros ou mensuráveis,
dificultando o acompanhamento. Mudança frequente nas metas sem justificativa
técnica, podendo comprometer o planejamento, confunde os responsáveis e
dificulta a avaliação. Dados inconsistentes ou não confiáveis, gerando falta de
qualidade ou confiabilidade nos dados usados para medir os indicadores.
Desalinhamento entre metas estratégicas e operacionais, ocasionando a falta de
Metas e Indicadores coerência entre o que é medido no dia a dia e os objetivos do programa. Falta de
sistemas de monitoramento e controle com inexistência de plataformas ou
relatórios periódicos para acompanhar o desempenho. Falta de participação das
equipes na definição de metas, gerando metas desconectadas da realidade, com
baixa adesão dos executores. Prazos de mensuração mal definidos, provocando
dificuldade na comparação e no acompanhamento contínuo do progresso.
Indicadores não ajustados ao contexto do programa, com uso de métricas genéricas
que não refletem os reais impactos da ação pública. Ausência de responsabilização
pelo alcance das metas. Ninguém claramente responsável, dificultando a cobrança
de resultados.
Mudanças políticas e governamentais, com troca de lideranças, prioridades
políticas ou reestruturações administrativas que impactam programas em
andamento.
Alterações legais ou regulatórias, com novas leis, normas ou decisões judiciais que
modificam competências, recursos ou prazos dos programas. Crises econômicas e
fiscais, provocando redução de orçamento, cortes de verbas ou restrições de
despesas públicas. Mudanças sociais e demográficas, com aumento de demanda por
serviços ou mudança no perfil da população atendida. Ações ou omissões de
parceiros externos, com dependência de outros entes (estados, municípios, ONGs,
Ambiente Externo empresas) que podem falhar na execução conjunta. Exigências de órgãos de
controle e fiscalização, com recomendações ou determinações dos órgãos de
controle, que afetam o planejamento e execução. Eventos climáticos ou desastres
naturais, envolvendo secas, enchentes, pandemias, entre outros, que inviabilizam a
execução do programa ou deslocam prioridades.
Conflitos institucionais ou judiciais, com possíveis disputas entre entes federativos
ou judicialização de políticas/programa públicas. Avanço tecnológico externo, com
mudanças tecnológicas que tornam obsoletos os processos ou exigem adaptação
não planejada. Influência internacional de acordos, tratados, pressões de
organismos multilaterais, que afetam políticas/programas/processos.
Instabilidade política, com mudanças de governo ou instabilidade podem alterar
prioridades e compromissos. Mudanças nas políticas e programas públicos, com
alterações de diretrizes que afetam a continuidade dos programas. Interferência
política indevida com pressões externas prejudicando decisões técnicas ou
operacionais. Legal e regulatória, com alterações legislativas, novas leis ou decretos
que criam obrigações ou limitam a atuação dos programas. Judicialização excessiva,
com ações judiciais que suspendem ou alteram a implementação dos processos.
Crises econômicas com redução de arrecadação, cortes orçamentários e
contingenciamentos. Inflação ou variação cambial, com aumentos inesperados de
Ambiente Interno custos em compras e contratos. Mudanças no perfil populacional, com crescimento
de demanda não previsto ou alteração do público-alvo. Pressões sociais por
respostas rápidas que afetam planejamento. Desastres naturais, com enchentes,
secas ou outros eventos que interrompem atividades. Impacto direto na execução
e gestão dos processos. Relacionamentos externos com falhas de entes parceiros.
Disputas de competências ou atribuições entre entes da federação.
Inovações disruptivas externas com necessidade de rápida adaptação a tecnologias
que afetam os processos.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 93


Anexo IX – CONSEQUÊNCIAS

Tipos de Riscos Consequências


1. Baixa efetividade da política pública, programa ou processo de trabalho;
2. Objetivos não atingidos e impactos decorrentes de resultados mínimos;
3. Persistência do problema a ser solucionado (perenidade do problema);
4. Desperdício de recursos públicos, humanos e materiais, com problemas na execução financeira;
5. Perda de prioridade nas disponibilidades financeiras e orçamentárias (contingenciamento de
recursos);
6. Comprometimento da implementação da política, programa ou processo público;
7. Descrédito e instabilidade na política, programa ou processo;
8. Afetamento da confiança e da imagem da gestão pública e da instituição (dano à reputação);
9. Mudanças de governo sem continuidade da política, programa ou processo;
10. Conflito de interesse e falta de transparência;
11. Ausência de participação social;
12. Descontinuidade da política, programa ou processo;
13. Aumento das desigualdades e dificuldades sociais, prejudicando a vida dos cidadãos;
Riscos de 14. Fraude e corrupção;
Formulação 15. Ineficiência na alocação do orçamento e das finanças;
16. Menos recursos disponíveis para a política, programa ou processo (não obtenção de recursos);
17. Superfaturamento das verbas;
18. Ações descoordenadas, ineficientes e sobreposição de esforços (ações incipientes e indevidas);
19. Infringência às regras de integridade (fragilidade no processo de punição);
20. Continuidade da política sem alcançar seus objetivos (não cumprimento dos objetivos da
política);
21. Apresentação de resultados inadequados e sem vínculo com a solução do problema;
22. Não fazer parte do planejamento estratégico institucional;
23. Aumento de denúncias e responsabilizações;
24. Não cumprimento dos objetivos da missão institucional;
25. Agravamento do problema inicialmente identificado;
26. Impacto negativo perante à sociedade.
1. Baixa efetividade da política pública/programa/processo de trabalho;
2. Objetivos não atingidos e os impactos dos resultados mínimos;
3. Persistência do problema a ser solucionado (perenidade do problema);
4. Desperdício de recursos públicos e problemas na execução financeira (inclui desperdício de
recursos humanos e materiais);
5. Perda de prioridade nas disponibilidades financeiras e orçamentárias (contingenciamento dos
recursos);
6. Comprometimento da implementação da política/programa/processo público;
7. Descrédito e instabilidade na política/programa/processo;
8. Afetamento da confiança e imagem da gestão pública e da instituição (dano à reputação e
imagem do órgão);
9. Mudanças de governo sem continuidade da política/programa/processo;
10. Conflito de interesse e falta de transparência;
11. Ausência de participação social;
12. Descontinuidade da política/programa/processo;
Riscos de Execução 13. Aumento das desigualdades e dificuldades sociais, prejudicando a vida dos cidadãos;
14. Corrupção (fraude e corrupção);
15. Ineficiência na alocação do orçamento e finanças;
16. Menos recursos disponíveis para política/programa/processo (não obtenção de recursos);
17. Superfaturamento das verbas;
18. Ações descoordenadas, ineficientes e sobreposição de esforços (ações incipientes e indevidas);
19. Infringências às regras de integridade (inclui ausência e fragilidade no processo de punição);
20. Continuidade da política sem alcançar seus objetivos (não cumprir com o objetivo da política);
21. Apresentação de resultados inadequados e sem indicação da relação direta com o problema a
ser equacionado;
22. Política, programa ou ação não integrada ao planejamento estratégico;
23. Aumento de denúncias e responsabilizações;
24. Não cumprimento dos objetivos da missão institucional;
25. Agravamento do problema inicialmente identificado;
26. Impacto negativo perante à sociedade.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 94


Anexo IX – CONSEQUÊNCIAS

Tipos de Riscos Consequências


1. Baixa efetividade da Política Pública/Programa/Processo de Trabalho;
2. Objetivos não atingidos e os impactos dos resultados mínimos;
[Link]ência do problemas a serem solucionados;
4. Desperdício de recursos públicos e problemas na execução financeira;
5. Perda de prioridade nas disponibilidades financeiras e orçamentárias;
6. Comprometimento da implementação da política/programa/processo público;
7. Descrédito e instabilidade na política/programa/processo;
8. Afetamento da confiança e imagem da gestão pública e da instituição;
9. Mudanças de governo sem continuidade da política/programa/processo;
10. Conflito de interesse e falta de transparência;
11. Ausência de participação social;
12. Descontinuidade da Política/Programa/Processo;
13. Aumento das desigualdades e dificuldades sociais prejudicando a vida dos cidadãos;
14. Fraude e corrupção;
Riscos de 15. Ineficiência na alocação do orçamento e finanças;
Avaliação 16. Menos recursos disponíveis para política/programa/processo;
17. Superfaturamento das verbas;
18. Ações descoordenadas, ineficientes e sobreposição de esforços;
19. Infrigências às regras de integridade;
20. Continuidade da Política sem alcançar seus objetivos;
21. Dificuldade em avaliar se a política pública está gerando resultados positivos;
22. Decisões erradas sobre a continuidade ou ajustes necessários na política;
23. Políticas públicas desatualizadas que não acompanham as mudanças sociais
e econômicas;
24. Falta de indicadores claros e mensuráveis;
25. Avaliação baseada em dados inconsistentes ou insuficientes;
26. Falta de análise sobre o custo-benefício da política/programa/processo;
27. Dificuldade em justificar investimentos e gastos.
1. Falta de divulgação das informações sobre os gastos e resultados;
2. Dados inconsistentes ou de difícil acesso;
3. Relatórios imprecisos ou incompletos;
4. Uso indevido ou desvio de recursos públicos;
5. Desperdícios de recursos públicos e fraudes;
6. Fraude e Corrupção;
7. Irregularidades contábeis e ausência de registros financeiros adequados;
8. Sanções e penalidades;
9. Infringência as regras de Integridade;
10. Falta de comprovação da correta execução orçamentária e financeira;
Prestação de 11. Reprovação das contas e responsabilização de gestores;
12. Afetar a credibilidade do governo e dos órgãos;
Contas 13. Gerar instabilidade política;
14. Perda de confiança da população na gestão pública;
15. Impacto negativo na imagem de gestores e políticos;
16. Investigações e escãndalos de corrupção;
17. Interrupção do programa/processo devido a irregularidade;
18. Redução de investimento do programa/processo;
19. Dados inconfiáveis, o gestor não consegue identificar boas práticas e corrigir falhas
para futuras políticas;
20. Descontinuidade de serviços públicos essenciais.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 95


Anexo IX – CONSEQUÊNCIAS

Tipos de Riscos Consequências


1. Falta de capacitação que promove erros na implementação das ações e desperdício de
recursos;
2. Falta de engajamento e baixa motivação dos funcionários;
3. Redução da produtividade e aumento da burocracia;
4. Elevada rotatividade de funcionários e gestores;
5. Descontinuidade das políticas/programas/processo;
6. Perda de conhecimento institucional;
7. Afetar a integridade e a governança da política pública;
8. Desvio de recursos públicos e prejuízo à população;
9. Conflito de interesse e favorecimento pessoal;
10. Distorção dos critérios de acesso aos benefícios da política pública;
Pessoas 11. Dificuldade em identificar falhas e corrigir irregularidades;
12. Excesso ou escassez de servidores, impactando a execução das ações;
13. Prejuízo financeiro, pagamento indevido e necessidade de ajustes no orçamento;
14. Irregularidades na gestão de recursos humanos gerando custos adicionais para o
governo e danos à imagem institucional;
15. Tomada de decisões ineficazes e impacto negativo nos resultados da política;
16. Políticas públicas desalinhadas com as reais necessidades da população;
17. Desinformação e baixa adesão da população às políticas públicas;
18. Gestão de pessoas inadequada e serviços oferecidos ao público comprometida;
19. População insatisfeita e dificuldade no acesso a direitos básicos;
20. Demora na execução dos serviços;
21. Atendimento desumanizado e falta de confiança no serviço público;
22. Pessoas que realmente necessitam podem não receber o auxílio adequado.
1. Penalização para os gestores públicos e órgãos governamentais;
2. Processos administrativos, multas e responsabilização de gestores;
3. Falta de adequação a normas;
4. Bloqueio de recursos públicos;
5. Prejuízo e dificuldade da continuidade da política/programa/processo;
6. Desperdícios de verbas públicas;
7. Perdas de orçamento e finanças;
8. Dificuldade para justificar gastos e obter os recursos;
9. Serviços de baixa qualidade;
10. Insatisfação e prejuízo da sociedade;
11. Erros na gestão da política/programa/processo;
12. Dificuldade para cumprir metas;
13. Falta de capacitação de servidores sobre regras de conformidade;
14. Investigação e denúncias de corrupção;
15. Crise institucional;
16. Perda de confiança e abalo na imagem institucional;
Conformidade 17. Dificuldade em obter apoio da sociedade e de recursos;
e Regulação 18. Aumento da desigualdade e descontinuidade de serviço público essenciais;
19. Ineficiência na solução de problemas sociais;
20. Instabilidade regulatória e mudanças frequentes nas normas;
21. Insegurança para investimentos;
22. Comprometimento da transparência e da credibilidade das políticas públicas;
23. Falta de mecanismos de auditoria e prestação de contas;
24. Dificuldade em identificar irregularidades e baixa confiança da população nas instituições
públicas;
25. Regras mal definidas sobre divulgação de informações;
26. Redução da transparência e menor controle social sobre as políticas públicas;
27. Falta de participação da sociedade na definição das normas
28. Regulamentos que não atendem às reais necessidades da população e favorecem
interesses privados;
29. Comprometimento da estabilidade e da perenidade das políticas públicas;
30. Regulamentação insuficiente ou inexistente para determinados setores.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 96


Anexo IX – CONSEQUÊNCIAS

Tipos de Riscos Consequências


1. Interrupção de projetos e ações devido à indisponibilidade de recursos;
2. Impossibilidade de atingir os objetivos estabelecidos no plano estratégico;
3. Redução ou paralisação na oferta de serviços essenciais à população;
4. Danos reputacionais por falhas de gestão ou má alocação de recursos;
5. Descumprimento de limites legais (ex: LRF – Lei de Responsabilidade
Fiscal);
6. Suspensão de programa/processo, inadimplência, ações judiciais e perda
de credibilidade;
Orçamentários
7. Questionamentos por parte dos órgãos de controle (CGU, TCU, MPF);
e Financeiros 8. Descontinuidade ou inviabilidade de programas de médio e longo prazo;
9. Devolução de recursos de convênios ou financiamentos por má execução;
10. Reprogramações constantes, retrabalho e aumento do custo
operacional;
11. Falta de clareza sobre a alocação e uso de recursos públicos;
12. Penalidades administrativas e responsabilização de gestores públicos.

1. Falta de capacitação promove erros na implementação das ações e


desperdício de recursos;
2. Falta de engajamento e baixa motivação dos funcionários;
3. Redução da produtividade e aumento da burocracia;
4. Elevada rotatividade de funcionários e gestores;
5. Descontinuidade das políticas/programas/processo;
6. Perda de conhecimento institucional;
7. Afetar a integridade e a governança da política pública;
8. Desvio de recursos públicos e prejuízo à população;
9. Conflito de interesse e favorecimento pessoal;
10. Distorção dos critérios de acesso aos benefícios da política pública;
11. Dificuldade em identificar falhas e corrigir irregularidades;
12. Excesso ou escassez de servidores, impactando a execução das ações;
13. Prejuízo financeiro, pagamento indevido e necessidade de ajustes no
orçamento;
14. Irregularidades na gestão de recursos humanos gerando custos
adicionais para o governo e danos à imagem institucional;
15. Tomada de decisões ineficazes e impacto negativo nos resultados da
política;
16. Políticas públicas desalinhadas com as reais necessidades da população;
17. Desinformação e baixa adesão da população às políticas públicas;
Operacionais 18. Gestão de pessoas inadequada e serviços oferecidos ao público
comprometida;
19. População insatisfeita e dificuldade no acesso a direitos básicos;
20. Demora na execução dos serviços;
21. Atendimento desumanizado e falta de confiança no serviço público;
22. Pessoas que realmente necessitam podem não receber o auxílio
adequado.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 97


Anexo IX – CONSEQUÊNCIAS

Tipos de Riscos Consequências


1. A política/programa/processo pública pode não gerar os impactos desejados;
2. Metas mal definidas ou irreais geram expectativas frustradas e dificuldade em alcançar
os objetivos planejados;
3. Indicadores que não refletem a realidade do problema;
4. Desconexão entre os dados coletados e os reais desafios da política pública;
5. Falta de metas claras alinhadas com a estratégia;
6. Desorganização na implementação das ações e dificuldade na tomada de decisões;
7. Falhas nos indicadores geram dificuldades no governo e a sociedade em acompanhar
o desempenho das políticas públicas;
8. Ausência de indicadores de desempenho confiáveis;
9. Dificuldade em medir se a política pública está sendo eficaz ou não;
10. Dados inconsistentes ou sem padronização gerando comparações imprecisas e falta
de credibilidade nas avaliações;
11. Monitoramento inadequado ou inexistente, com impossibilidade de corrigir problemas a
tempo, e ocasionando desperdício de recursos públicos;
12. Inadequação da execução da política/programa/processo pública;
13. Falta de alinhamento entre diferentes órgãos e gestores, provocando a descoordenação
e sobreposição de ações, reduzindo a eficiência;
Metas e 14. Foco excessivo em metas quantitativas ao invés de qualitativas, gerando ações
Indicadores superficiais para cumprir números, sem impacto real na sociedade;
15. Definição de indicadores difíceis de mensurar ou interpretar, dificultando avaliação
correta dos avanços da política pública;
16. Ausência de transparência e de controle social;
17. Falta de divulgação dos resultados alcançados, sem que a população tenha acesso
às informações e aumento da desconfiança na gestão pública;
18. Manipulação ou distorção dos indicadores para mostrar resultados positivos, gerando
enganos nas análises, dificultando a tomada de decisões e prejudicando futuras políticas;
19. Ausência de auditoria nos dados coletados, risco de fraudes, corrupção e
baixa confiabilidade na gestão pública;
20. Política/programa/processo insustentável ao longo do tempo.
21. Falta de um sistema de aprendizado baseado nos indicadores, dificuldade em
ajustar políticas públicas para torná-las mais eficientes;
22. Planejamento de curto prazo sem avaliação contínua;
23. Políticas públicas instáveis e sem melhorias ao longo do tempo;
24. Indicadores desatualizados que não acompanham mudanças sociais e econômicas;
25. Estratégias ineficazes diante de novas demandas da sociedade.
1. Econômicas com aumento dos custos operacionais e dificuldades de continuidade do
programa/processo;
2. Ajustes estratégicos necessários, riscos legais, necessidade de compliance mais rigoroso
e impacto na reputação da organização;
3. Perda de vantagem competitiva, necessidade de adaptação rápida, aumento de custos
para atualização tecnológica ou risco de falhas de segurança;
4. Necessidade de ajustar os produtos e serviços às novas demandas e problemas sociais;
5. Danos e interrupções nos serviços e entregas, custos elevados de adaptação a
Ambiente novas regulamentações e impactos na reputação da organização;
Externo 6. Perda de priorização e agenda de governo;
7. Redução de recursos humanos, materiais, financeiros e orçamentários;
8. Interrupção de operações do programa/processo;
9. Reestruturação de estratégias e mudanças das políticas;
10. Pressão para adotar práticas de políticas/programas/ processos mais responsáveis;
11. Riscos de danos à reputação se a organização for vista como irresponsável ou antiética;

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 98


Anexo IX – CONSEQUÊNCIAS

Tipos de Riscos Consequências


1. Atrasos na entrega, aumento de custos operacionais, redução da qualidade do
produto ou serviço;
2. Baixo desempenho, perda de talentos, aumento de erros operacionais e
deterioração da cultura organizacional;
3. Diminuição da capacidade de investimento e corte de custos essenciais;
4. Multas, processos judiciais, e perda de confiança;
5. Perda de dados sensíveis, falhas no atendimento ao cliente, interrupções nas
operações e riscos de segurança cibernética;
6. Perda de competitividade, falha no alcance de objetivos estratégicos, e
impactos negativos no desempenho financeiro e reputacional da organização;
7. Diminuição no engajamento dos colaboradores, aumento do turnover,
Ambiente problemas de integração de novas equipes e perda de identidade
organizacional;
Interno 8. Desorganização, resistência dos funcionários, baixa produtividade, e falha na
implementação de novas iniciativas;
9. Perda de eficiência e produtividade;
10. Aumento de custos;
11. Danos à reputação;
12. Falhas no processo de execução da estratégia ou no alinhamento das equipes
com os objetivos da organização podem levar ao não cumprimento das metas e à
falha no alcance dos resultados desejados;
13. A falta de controle adequado sobre processos internos, governança ou
conformidade com normas e regulamentos pode resultar em penalidades legais,
multas e perda de licenças operacionais.

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 99


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
Falta de análise, dados confiáveis, 1. Os objetivos do programa/processo foram claramente definidos e comunicados 1. Baixa efetividade da política pública, 1. Análise profunda e dados confiáveis;
diagnósticos e estudos a todas as partes envolvidas? programa ou processo de trabalho [Link] a especialistas;
adequados; Visão limitação no 2. Existe o risco de que os objetivos sejam vagos, mal formulados ou mal 2. Objetivos não atingidos e impactos [Link] e diagnóstico;
processo de formulação sem compreendidos, prejudicando o foco e a eficácia das ações? decorrentes de resultados mínimos 4. Análise de viabilidade dos impactos e
regras e critérios dos problemas 3. Os objetivos e metas do programa/processo estão alinhados com as 3. Persistência do problema a ser custos;
existentes a serem equacionados; necessidades reais da população ou com as prioridades do governo? solucionado (perenidade do problema) 5. Marco regulatório claro de normas e
Normativos sem estruturação e 4. Foi realizada uma análise abrangente do contexto (social, econômico, político) 4. Desperdício de recursos públicos, diretrizes para execução dos programas;
definição das regras e critérios dos antes de iniciar a formulação do programa/processo/processo? humanos e materiais, com problemas na 6. Regras de transparência com publicação
problemas da política;Falta de 5. Existe o risco de que a formulação do programa/processo tenha sido feita sem execução financeira dos resultados dos programas/processo;
experiência ou capacitação; considerar adequadamente o diagnóstico das necessidades da população ou as 5. Perda de prioridade nas 7. Definição clara de objetivos e metas para
Ausência de comunicação condições locais? disponibilidades financeiras e acompanhar os resultados, alinhados à
interdepartamental; Pressões 6. O diagnóstico inicial reflete corretamente a realidade local, ou há uma orçamentárias (contingenciamento de agenda de governo e aos objetivos do
externas ou internas; Deficiência desconexão entre a formulação do programa/processo e as necessidades recursos) planejamento estratégico do órgão;
ou ausência do processo de emergentes? 6. Comprometimento da implementação 8. Estudos de impactos sociais, econômico e
transparência e ausência de 7. Durante a formulação do programa/processo, houve ampla consulta aos da política, programa ou processo ambientais;
direcionamento e definição da principais stakeholders (cidadãos, especialistas, organizações, parceiros) para público 9. Descrição detalhada da solução escolhida
governança da garantir que as necessidades de todos os envolvidos foram consideradas? 7. Descrédito e instabilidade na política, e definição dos produtos a serem entregues;
política/programa;Falta e 8. Existe o risco de que a formulação do programa/processo tenha sido realizada programa ou processo [Link] no planejamento;
insipiência na indicação de metas sem a participação adequada de stakeholders-chave, o que poderia comprometer 8. Afetamento da confiança e da imagem 11. Definição do público alvo, da população

Riscos de e indicadores relacionados à


política; Falta de previsão de
a aceitação e a efetividade do programa/processo?
9. O programa/processo contempla a participação de grupos marginalizados ou
da gestão pública e da instituição (dano à
reputação)
elegível com critérios de priorização a partir
de estudos e diagnósticos, com a

Formulação avaliação e monitoramento dos


resultados e impactos; Ausência
mais vulneráveis, cujas necessidades podem ser negligenciadas em uma
formulação As metas do programa/processo foram bem definidas durante a
9. Mudanças de governo sem
continuidade da política, programa ou
participação e envolvimento das partes
interessadas;
de indicação de responsabilidades formulação, considerando tanto a viabilidade quanto a relevância para os processo [Link] e avaliação contínuos,
de agentes e instituições; resultados esperados? 10. Conflito de interesse e falta de com avaliação dos órgãos de controle;
Fragilidade/falha no processo de 10. Existe o risco de que as metas estabelecidas na fase de formulação sejam transparência 13. Revisão periódica do programa/processo;
identificação e definição dos excessivamente ambiciosas ou não realistas, comprometendo a execução e os 11. Ausência de participação social 14. Definição dos recursos para as ações da
objetivos estratégicos vinculados à resultados? 12. Descontinuidade da política, política/programa e incluído no PPA, LDO e
política; Falta de previsão de 11. As metas estão bem estruturadas para serem monitoradas de maneira eficaz programa ou processo LOA;
avaliação e monitoramento dos durante a execução do programa/processo? 13. Aumento das desigualdades e 15. Sistema de ajustes constantes com base
resultados e impactos; Falta de 12. Durante a formulação, foi feito um planejamento adequado dos recursos dificuldades sociais, prejudicando a vida nas avalições da sociedade e público alvo;
estudo com indicação do processo necessários para a implementação do programa/processo (financeiros, humanos, dos cidadãos 16. Estratégias para reduzir impactos
de avaliação adequada dos meios tecnológicos)? 14. Fraude e corrupção negativos de problemas previstos;
e instrumentos a serem utilizados; 13. Existe o risco de subestimar as necessidades de recursos, criando lacunas 15. Ineficiência na alocação do 17. Processo de formação e capacitação
durante a execução que possam prejudicar o cumprimento das metas? orçamento e das finanças contínua para aprimorar a execução das
14. O orçamento e os recursos alocados foram realistas e sustentáveis, levando em 16. Menos recursos disponíveis para a políticas;
consideração os desafios operacionais e as possíveis variações de custos? política, programa ou processo (não 18. Coleta contínua de sugestões e
15. O modelo de intervenção escolhido para o programa/processo foi bem obtenção de recursos) reclamações para ajustes na política pública;
fundamentado e testado em contextos semelhantes? 17. Superfaturamento das verbas 19. Ferramentas digitais que permitem
16. Existe o risco de que a formulação do programa/processo tenha adotado uma 18. Ações descoordenadas, ineficientes e acesso a informações sobre os programas;
abordagem ou metodologia inadequada para os objetivos desejados, levando a uma sobreposição de esforços (ações 20. Garantia de que há recursos disponíveis
execução ineficaz? incipientes e indevidas) para financiar o programa;

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 100


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
17. A formulação do programa/processo contempla a inovação e a flexibilidade 19. Infringência às regras de integridade 21. Estudo das consequências da política
necessárias para se adaptar a mudanças nas circunstâncias? (fragilidade no processo de punição) pública antes de sua implementação;
18. A viabilidade técnica, econômica e política do programa/processo foi 20. Continuidade da política sem 22. Existência de Sistemas informativos;
adequadamente avaliada durante a sua formulação? alcançar seus objetivos (não [Link] de participação popular na
19. Existe o risco de que a formulação tenha ignorado fatores críticos de viabilidade, cumprimento dos objetivos da política) definição e monitoramento das políticas;
como resistência política, dificuldades logísticas ou limitações financeiras? 21. Apresentação de resultados 24. Existências de meios para que a
20. A análise de viabilidade considerou os riscos potenciais que podem surgir inadequados e sem vínculo com a população possa reportar problemas e
durante a execução e a sustentabilidade a longo prazo do programa/processo? solução do problema irregularidades;
21. Durante a formulação do programa/processo, houve uma definição clara de 22. Não fazer parte do planejamento 25. Existência de previsão de consulta à
papéis, responsabilidades e autoridades para todos os envolvidos na execução? estratégico institucional população sobre o impacto do
22. Existe o risco de que a falta de clareza nos papéis e responsabilidades possa 23. Aumento de denúncias e programa/processo.
resultar em lacunas na execução ou na falta de coordenação durante o processo? responsabilizações
23. A fórmula de governança do programa/processo foi adequadamente delineada, 24. Não cumprimento dos objetivos da
garantindo que todas as partes envolvidas saibam o que se espera delas e tenham missão institucional
poder para tomar decisões necessárias? 25. Agravamento do problema
24. A formulação do programa/processo levou em consideração os possíveis inicialmente identificado
impactos (positivos e negativos) sobre os diferentes grupos da sociedade? 26. Impacto negativo perante à sociedade
25. Existe o risco de que a formulação não tenha antecipado as consequências
sociais, econômicas ou ambientais do programa/processo, resultando em
impactos indesejados?
26. O programa/processo foi estruturado de maneira a minimizar efeitos negativos e
maximizar benefícios para os públicos-alvo?
27. Durante a formulação do programa/processo, foi feita uma análise detalhada
dos riscos potenciais que poderiam afetar a sua implementação (riscos políticos,
econômicos, sociais)?
28. Existe o risco de que a formulação do programa/processo não tenha
considerado adequadamente todos os riscos relevantes, criando vulnerabilidades
durante a execução?
29. A estratégia de mitigação de riscos foi incluída no processo de formulação para
garantir que os riscos identificados sejam gerenciados proativamente?
30. A formulação do programa/processo está alinhada com as políticas públicas e
as estratégias de desenvolvimento já existentes no país, no estado ou no município?
31. Existe o risco de que o programa/processo seja desconectado de outras
iniciativas governamentais, criando sobreposição de esforços ou desperdício de
recursos?
32. O programa/processo complementa ou contribui para outras políticas e
programa/processos existentes, ou existem conflitos entre as diferentes iniciativas?
33. O cronograma de execução do programa/processo foi claramente estabelecido
durante a formulação, levando em consideração os prazos realistas para cada fase
do programa/processo?
34. Existe o risco de que prazos irrealistas tenham sido definidos durante a
formulação, resultando em pressões indevidas ou atrasos durante a execução?
35. O cronograma é suficientemente flexível para permitir ajustes em caso de
imprevistos ou mudanças nas condições de execução?

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ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
36. Durante a formulação, foi considerado o impacto de longo prazo do
programa/processo e sua sustentabilidade após o término da execução inicial?
37. Existe o risco de que a formulação tenha negligenciado a necessidade de
planejamento de sustentabilidade, especialmente no que diz respeito à
continuidade dos benefícios para a população?
38. Foram previstas fontes de financiamento e estratégias para garantir que o
programa/processo continue a operar ou gerar impacto positivo após sua fase
inicial?
39. A capacidade institucional para implementar o programa/processo foi avaliada
de forma adequada durante a formulação, considerando os recursos humanos,
tecnológicos e logísticos disponíveis?
40. Existe o risco de que a instituição responsável pela execução do
programa/processo não tenha capacidade suficiente para implementar as ações
planejadas, o que pode comprometer os resultados?
41. A formulação do programa/processo levou em conta a necessidade de reforçar
a capacidade institucional por meio de treinamento ou parceria com outras
organizações?
42. A formulação do programa/processo incluiu um sistema claro de
monitoramento e avaliação para acompanhar o progresso e os resultados do
programa/processo?
43. Existe o risco de que a formulação não tenha considerado mecanismos eficazes
de avaliação, dificultando a medição de impactos e a implementação de melhorias
contínuas?
44. O sistema de monitoramento é suficientemente flexível para se adaptar às
mudanças ou aos desafios inesperados durante a formulação do
programa/processo?
45. Existem planos de contingência para lidar com imprevistos durante a
formulação do programa/processo?
Falta de planejamento detalhado, 1. A equipe responsável pela execução do programa/processo possui as habilidades 1. Baixa efetividade da política 1. Existência Planejamento detalhado de
cronograma inadequado, baixa e competências necessárias para implementar as ações planejadas? pública/programa/processo de trabalho ações e cronogramas;
capacidade operacional. 2. Existe o risco de falta de capacitação ou treinamento adequado para os 2. Objetivos não atingidos e os impactos 2. Monitoramento e avaliação contínuos;
Mudanças políticas, prioridades responsáveis pela execução do programa/processo? dos resultados mínimos 3. Capacitação e dimensionamento da
mal definidas, falha na 3. O número de recursos humanos alocados para a execução é suficiente para 3. Persistência do problema a ser equipe executora;
comunicação institucional. garantir a implementação eficiente das atividades planejadas? solucionado (perenidade do problema) 4. Gestão das ações do processo de trabalho;
Inadequação do projeto, 4. A comunicação entre as diferentes partes envolvidas na execução (agências 4. Desperdício de recursos públicos e 5. Controle e supervisão técnica;
dificuldades com fornecedores ou governamentais, parceiros, beneficiários) é clara e eficiente? problemas na execução financeira (inclui 6. Gestão de riscos integrada ao ciclo do
convênios. Execução apressada, 5. Existe o risco de falhas na coordenação entre diferentes entidades ou desperdício de recursos humanos e programa;
ausência de controle de qualidade, departamentos, resultando em duplicação de esforços ou lacunas na execução? materiais) 7. Sistema informatizado para gestão e
falta de fiscalização. Falta de 6. Os gestores do programa/processo têm canais adequados para resolver 5. Perda de prioridade nas execução;
conhecimento técnico, processos rapidamente qualquer problema de comunicação durante a execução? disponibilidades financeiras e 8. Definição clara de responsabilidades;
mal instruídos, vícios legais. 7. Existe um sistema de monitoramento adequado para acompanhar a execução orçamentárias (contingenciamento dos 9. Cronogramas; checklists de execução;
Equipe mal dimensionada ou não das atividades em tempo real e identificar problemas rapidamente? recursos) regras e rotinas; Guias, Manual e Cartilhas;
capacitada. Rotatividade. Falta de 8. Existe o risco de que a falta de monitoramento contínuo durante a execução 6. Comprometimento da implementação relatórios mensais;
capacitação e acúmulo de comprometa a capacidade de ajustar as atividades quando necessário? da política/programa/processo público 10. Normas claras e validação jurídica;

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ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
funções. Interpretação equivocada 9. O sistema de monitoramento está bem integrado com a coleta de dados e com a 7. Descrédito e instabilidade na 11. Alocação mínima de pessoal técnico e
do projeto e mudança de gestão. análise de desempenho para garantir a entrega de resultados? política/programa/processo registros de competências;
Ausência de controle. Reformas, 10. Os recursos financeiros, materiais e humanos são geridos de forma eficiente e 8. Afetamento da confiança e imagem da 12. Atos normativos internos e externos;
Riscos de mudanças
reestruturações.
no governo, estão sendo utilizados conforme o planejamento?
11. Existe o risco de que os recursos alocados sejam mal administrados ou mal
gestão pública e da instituição (dano à
reputação e imagem do órgão)
13. Planos plurianuais;
14. Estudos de impacto e viabilidade;
Execução distribuídos, afetando a execução das
12. Existem mecanismos para readequar os recursos em caso de imprevistos ou
atividades? 9. Mudanças de governo sem
continuidade da
15. Ferramentas para acompanhar a
execução financeira e operacional;
mudanças nas necessidades durante a execução? política/programa/processo 16. Revisões contínuas para detectar falhas
13. Os prazos definidos para a execução das atividades são realistas e factíveis 10. Conflito de interesse e falta de ou irregularidades;
dentro do contexto do programa/processo? transparência 17. Ação para corrigir desvios e
14. Existe o risco de atrasos devido a obstáculos imprevistos, como falta de 11. Ausência de participação social responsabilizar gestores em caso de
recursos, mudanças na legislação ou condições externas adversas? 12. Descontinuidade da irregularidades;
15. O cronograma de execução foi ajustado para lidar com imprevistos ou política/programa/processo 18. Divulgação dos resultados e impactos;
mudanças no cenário político e social? 13. Aumento das desigualdades e 19. Existência de Conselhos de políticas
16. A execução das atividades está sendo realizada de acordo com os padrões de dificuldades sociais, prejudicando a vida públicas;
qualidade estabelecidos? dos cidadãos 20. Participação social no monitoramento
17. Existe o risco de que a pressa para cumprir os prazos prejudique a qualidade das 14. Corrupção (fraude e corrupção) das ações governamentais;
ações e dos serviços prestados? 15. Ineficiência na alocação do 21. Existência de Canal para a população
18. Existem protocolos de controle de qualidade para garantir que os resultados orçamento e finanças relatar problemas e irregularidades;
entregues sejam de alto padrão e atendam às necessidades da população? 16. Menos recursos disponíveis para 22. Medição dos resultados e impactos da
19. A instituição responsável pela execução do programa/processo possui a política/programa/processo (não política pública;
capacidade institucional necessária para implementar todas as ações previstas? obtenção de recursos) 23. Relatórios de prestação de contas com
20. Existe o risco de que a falta de infraestrutura ou de apoio institucional 17. Superfaturamento das verbas divulgação periódica de balanços e
comprometa a execução das atividades, como a falta de equipamentos ou sistemas 18. Ações descoordenadas, ineficientes e auditorias;
tecnológicos adequados? sobreposição de esforços (ações 24. Existência de estudos para verificar se a
21. A liderança do programa/processo está comprometida e capacitada para tomar incipientes e indevidas) política atingiu seus objetivos;
decisões estratégicas durante a execução? 19. Infringências às regras de integridade 25. Segregação de Funções;
22. Existe resistência política ou institucional que possa dificultar a implementação (inclui ausência e fragilidade no processo 26. Aprovação de Instância Superior;
do programa/processo? de punição)
23. Há resistência por parte dos beneficiários ou comunidades-alvo, o que pode 20. Continuidade da política sem
afetar a adesão ao programa/processo ou suas ações? alcançar seus objetivos (não cumprir
24. A equipe executora está preparada para lidar com possíveis resistências, seja com o objetivo da política)
em nível político, organizacional ou comunitário? 21. Apresentação de resultados
25. Mudanças econômicas, políticas ou sociais podem impactar a execução do inadequados e sem indicação da relação
programa/processo? Como o programa/processo pode se adaptar a essas direta com o problema a ser equacionado
mudanças? 22. Política, programa ou ação não
26. Existe o risco de que crises externas (como uma recessão econômica, desastres integrada ao planejamento estratégico
naturais ou mudanças políticas) atrapalhem a continuidade das atividades? 23. Aumento de denúncias e
27. Como o programa/processo está preparado para lidar com novos desafios responsabilizações
imprevistos no ambiente externo, como novas regulamentações ou cortes 24. Não cumprimento dos objetivos da
orçamentários? missão institucional
28. Existem mecanismos adequados para a gestão de conflitos que possam surgir 25. Agravamento do problema
entre as partes envolvidas na execução do programa/processo? inicialmente identificado
29. Existe o risco de que problemas operacionais, como falhas logísticas ou 26. Impacto negativo perante à sociedade

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 103


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
conflitos entre equipes, interfiram na execução das atividades?
30. Como os gestores estão preparados para resolver rapidamente questões
operacionais que possam surgir durante a execução?
31. O programa/processo possui sistemas claros para avaliação contínua durante
sua execução, permitindo ajustes e melhorias ao longo do processo?
32. Existe o risco de que a ausência de feedback contínuo e avaliações
intermediárias prejudique a capacidade de corrigir o rumo da execução quando
necessário?
33. Como os dados de desempenho são analisados e usados para fazer ajustes
táticos durante a execução?
34. As condições para garantir a continuidade da execução do programa/processo
(inclusive após sua conclusão) foram consideradas desde a fase inicial de
planejamento?
35. Existe o risco de que o programa/processo dependa de fontes de financiamento
ou de recursos que não são sustentáveis a longo prazo?
36. O programa/processo está estruturado de maneira a garantir que seus
resultados e impactos perdurem após o término das ações previstas?
37. O programa/processo depende de parcerias com outras entidades ou
organizações (governamentais, ONGs, setor privado)? Como essas parcerias são
geridas?
38. Existe o risco de falhas ou desequilíbrios nas parcerias, que possam afetar a
execução do programa/processo?
39. Os parceiros estão comprometidos com os objetivos do programa/processo e
têm os recursos e capacidades necessárias para contribuir de maneira efetiva?
40. O programa/processo tem flexibilidade para ajustar suas atividades ou foco de
acordo com mudanças nas necessidades da população durante a execução?
41. Existe o risco de que o programa/processo siga rigidamente o plano inicial sem
levar em consideração novas demandas ou situações emergentes no campo?
42. Como o programa/processo monitora as necessidades da população e está
preparado para fazer ajustes durante a execução?
43. O programa/processo tem uma estratégia clara de gestão de riscos durante a
execução, com um plano de ação para mitigar potenciais problemas?
44. Existe o risco de que a falta de monitoramento de riscos, como riscos
financeiros, operacionais ou de segurança, afete negativamente a execução?
45. O programa/processo tem uma estrutura de contingência pronta para lidar com
riscos identificados durante a execução?
Falta de indicadores adequados. 1. Os indicadores de desempenho foram bem definidos para medir os resultados e 1. Baixa Efetividade da Política 1. Definição de Metodologias de Avaliação:
Indicadores mal definidos e não impactos do programa/processo de forma clara e objetiva? Pública/Programa/Processo de Trabalho; Uso de metodologias reconhecidas de

Riscos de alinhados aos objetivos


estratégicos. Dados inconsistentes
2. Existe o risco de que os indicadores escolhidos sejam imprecisos, difíceis de
mensurar ou pouco relevantes para os objetivos do programa/processo?
2. Objetivos não atingidos e os impactos
dos resultados mínimos;
avaliação de impacto, custo-benefício e
análise qualitativa e quantitativa;

Avaliação ou indisponíveis. Falta de


sistematização no processo de
3. Os indicadores são adequados para capturar tanto os resultados a curto prazo
quanto os impactos de longo prazo das políticas públicas?
[Link]ência do Problemas a ser
solucionado;
2. Planejamento e Estruturação de
Indicadores alinhados aos objetivos da
avaliação. Capacidade técnica 4. A metodologia de avaliação foi planejada de maneira robusta e adequada às 4. Desperdício de recursos públicos e política pública;
insuficiente. Fragmentação das especificidades do programa/processo e aos seus objetivos? problemas na execução financeira; 3. Capacitação de Avaliadores;

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 104


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
fontes de informação. Foco 5. Existe o risco de que a metodologia escolhida para a avaliação não seja a mais 5. Perda de prioridade nas 4. Estabelecimento de Prazos e
excessivo em metas quantitativas. apropriada para a natureza do programa/processo ou para as condições de disponibilidades financeiras e Procedimentos para evitar atrasos e
Ausência de análise crítica e execução? orçamentária; inconsistências;
imparcial. Avaliação realizada fora 6. A metodologia de avaliação permite uma análise precisa da eficácia, eficiência e 6. Comprometimento da implementação 5. Identificação e Mapeamento de Riscos;
do tempo ideal. Indicadores mal impacto do programa/processo? da política/programa/processo pública; 6. Supervisão de Órgãos de Controle Interno
definidos, dados insuficientes e 7. A instituição responsável pela avaliação possui as competências e recursos 7. Descrédito e instabilidade na para garantir a integridade do processo;
falta de capacidade técnica. necessários para conduzir uma avaliação eficaz e imparcial do programa/processo? política/programa/processo; 7. Verificação periódica dos indicadores para
8. Existe o risco de falta de capacitação ou de recursos adequados para a realização 8. Afetamento da confiança e imagem da evitar inconsistências;
de uma avaliação completa e precisa? gestão pública e da instituição; 8. Uso de Tecnologias de Análise para coleta
9. A equipe de avaliação tem a expertise necessária para analisar corretamente os 9. Mudanças de governo sem e análise de dados;
dados e gerar recomendações úteis para a melhoria do programa/processo? continuidade da 9. Relatórios Parciais e Feedback
10. Os dados necessários para a avaliação estão sendo coletados de forma política/programa/processo; Intermediário para ajustes antes da
consistente, completa e de qualidade durante a execução do programa/processo? 10. Conflito de Interesse e falta de conclusão da avaliação;
11. Existe o risco de que dados importantes sejam perdidos, imprecisos ou transparência; 10. Prevenção de Conflitos de Interesse:
coletados de maneira inadequada, prejudicando a avaliação do 11. Ausência de participação social; Garantia de independência dos avaliadores
programa/processo? 12. Descontinuidade da em relação aos responsáveis pelo programa;
12. Existe um sistema eficiente para garantir a integridade e a confiabilidade dos Política/Programa/Processo; 11. Auditoria do TCU sobre a validade dos
dados utilizados na avaliação? 13. Aumento das desigualdades e resultados da avaliação;
13. O cronograma para a avaliação do programa/processo está bem definido e é dificuldades sociais prejudicando a vida 12. Fiscalização pelo Ministério Público e
realista, considerando o tempo necessário para coletar e analisar dados? dos cidadãos; Legislativo;
14. Existe o risco de que a avaliação não receba tempo ou recursos suficientes para 14. Fraude e Corrupção; 13. Consultoria e Revisão Externa, com
ser realizada de forma eficaz? 15. Ineficiência na alocação do envolvimento de especialistas acadêmicos e
15. A avaliação foi planejada para ocorrer em momentos estratégicos, permitindo orçamento e finanças; organismos internacionais para validar
ajustes rápidos na execução do programa/processo, se necessário? [Link] recursos disponíveis para metodologias e resultados;
16. Existe um mecanismo claro para garantir que os resultados da avaliação sejam política/programa/processo; 14. Divulgação em Portais de Transparência
utilizados para ajustar e melhorar a execução do programa/processo? 17. Superfaturamento das verbas; acessíveis ao público;
17. Existe o risco de que os resultados da avaliação não sejam considerados na 18. Ações descoordenadas, ineficientes e 15. Audiências Públicas e Consultas
tomada de decisões ou nas correções necessárias durante a execução? sobreposição de esforços; Populares;
18. Os resultados da avaliação serão compartilhados com todas as partes 19. Infringências as regras de integridade; 16. Monitoramento por ONGs e Movimentos
interessadas (gestores, implementadores, beneficiários) de maneira transparente e 20. Continuidade da Política sem Sociais;
compreensível? alcançar seus objetivos; 17. Mecanismos de Denúncia e Participação
19. A avaliação será conduzida de forma independente, ou existe o risco de conflitos 21. Dificuldade em avaliar se a política Cidadã para que a população possa apontar
de interesse que possam afetar a objetividade dos resultados? pública está gerando resultados falhas e sugerir melhorias;
20. Existe o risco de que a avaliação seja tendenciosa ou não imparcial, positivos; 18. Relatórios Finais com divulgação de
prejudicando a credibilidade e a utilidade das conclusões? 22. Decisões erradas sobre a resultados dos impactos da
21. A avaliação será realizada por um time externo e especializado, ou existe o risco continuidade ou ajustes necessários na política/programa avaliada;
de viés devido à avaliação interna? política; 19. Sistematica de aperfeiçoamento com
22. O processo de avaliação considera as mudanças nas condições externas ou no 23. Políticas públicas desatualizadas que base nos dados analisados;
próprio programa/processo durante sua execução, como mudanças de políticas, não acompanham as mudanças sociais e 20. Acompanhamento de Medidas Corretivas
orçamento ou contexto socioeconômico? econômicas; após a avaliação;
23. Existe o risco de que a avaliação não leve em consideração os ajustes ou 24. Falta de indicadores claros e 21. Avaliação Comparativa (Benchmarking)
modificações realizadas no programa/processo durante a execução, afetando a mensuráveis; com outras políticas públicas para identificar
precisão da análise? 25. Avaliação baseada em dados boas práticas;
24. A avaliação está preparada para analisar os efeitos de adaptações realizadas inconsistentes ou insuficientes; 22. Revisão e atualização constante para

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 105


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
durante a execução do programa/processo? 26. Falta de análise sobre o custo- garantir que as avaliações sigam padrões
25. Existe um processo contínuo de coleta de feedback durante a execução do benefício da política/programa/processo; atualizados.
programa/processo para avaliar sua eficácia enquanto ele ainda está sendo 27. Dificuldade em justificar
implementado? investimentos e gastos.
26. Existe o risco de que a falta de avaliação intermediária prejudique a capacidade
de realizar ajustes importantes antes do final do programa/processo?
27. A avaliação incluirá medidas de ajuste rápido com base nos resultados iniciais
obtidos durante a execução?
28. A avaliação foi planejada para garantir que os resultados realmente reflitam a
relevância e os impactos do programa/processo na população-alvo?
29. Existe o risco de que a avaliação se concentre em indicadores de processo e não
nos resultados reais ou nas mudanças nas condições da população?
30. A avaliação pode ser impactada por fatores externos que distorçam os
resultados, como mudanças no contexto social ou econômico durante o período de
implementação?
31. Existe um plano claro para garantir que as recomendações provenientes da
avaliação sejam implementadas e acompanhadas ao longo do tempo?
32. Existe o risco de que as recomendações da avaliação sejam ignoradas ou mal
implementadas, comprometendo o aprendizado e a melhoria contínua do
programa/processo?
33. Os gestores do programa/processo têm um sistema para integrar as lições
aprendidas nas avaliações anteriores na formulação de novas políticas ou na
adaptação do programa/processo?
34. O processo de avaliação é transparente e acessível a todas as partes
interessadas, incluindo a sociedade civil e os beneficiários do programa/processo?
35. Existe o risco de que a falta de transparência na avaliação comprometa a
confiança do público no programa/processo e nos resultados obtidos?
36. A avaliação garantirá a prestação de contas adequada sobre os recursos
investidos e os resultados alcançados?
37. Existe um esforço para garantir que todos os resultados da avaliação, incluindo
os negativos, sejam compreendidos e analisados de forma crítica para melhorar a
execução futura do programa/processo?
38. Existe o risco de que a avaliação não identifique áreas críticas que necessitam
de ajustes, negligenciando implicações negativas para os beneficiários ou para o
sucesso do programa/processo?
39. A avaliação será utilizada não apenas para avaliar o desempenho atual, mas
também para fornecer orientações sobre como melhorar futuros
programa/processos e ações?
40. O programa/processo possui flexibilidade suficiente para ser ajustado com base
nas descobertas da avaliação, garantindo que os ajustes necessários sejam feitos
de forma eficaz?
41. Existe o risco de que a rigidez do programa/processo impeça a implementação
de ajustes importantes, mesmo quando identificados na avaliação?
42. Existe um plano claro para implementar mudanças no programa/processo com

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 106


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
base nos resultados da avaliação e garantir que essas mudanças sejam integradas
ao longo da execução?
Documentação incompleta ou 1. Existe clareza e transparência quanto ao uso dos recursos financeiros e materiais 1. Falta de divulgação das informações 1. Definição de regras para prestação de
inadequada, com ausência de durante a execução do programa/processo? sobre os gastos e resultados; contas;
notas fiscais, relatórios técnicos 2. Existe o risco de falta de documentação ou justificativa adequada para a alocação 2. Dados inconsistentes ou de difícil 2. Planejamento financeiro detalhado e
ou outros comprovantes exigidos. de recursos, o que pode comprometer a prestação de contas? acesso; critérios de execução orçamentária;
Perda de prazos legais, com 3. O processo de prestação de contas inclui informações completas sobre a 3. Relatórios imprecisos ou incompletos; 3. Capacitação de gestores públicos com
entrega fora do prazo previsto em destinação e a utilização dos recursos, incluindo despesas e receitas? 4. Uso indevido ou desvio de recursos treinamentos para garantir conhecimento
norma ou contrato, causando 4. Todos os requisitos legais e regulatórios relativos à prestação de contas estão públicos; sobre normas de prestação de contas;
inadmissibilidade ou sanção. sendo cumpridos de acordo com as exigências do governo ou de outras partes 5. Desperdícios de recursos públicos e 4. Sistemas informatizados de controle;
Desconhecimento das normas interessadas? fraudes; 5. Definição de indicadores de transparência,
aplicáveis pela equipe técnica 5. Existe o risco de que o programa/processo não cumpra as normativas fiscais ou 6. Fraude e Corrupção; contento regras sobre quais informações
desconhece regras do TCU, regulamentações específicas sobre como os recursos devem ser alocados e 7. Irregularidades contábeis e ausência devem ser divulgadas e como;
ministérios ou convênios. Falta de utilizados? de registros financeiros adequados; 6. Atuação dos órgãos de controle interno;
controle interno eficaz, com 6. O programa/processo está em conformidade com os requisitos de auditoria 8. Sanções e penalidades; 7. Relatórios periódicos de documentação
ausência de verificação prévia de externa e interna previstos? 9. Infringência as regras de Integridade; regular dos gastos realizados;
regularidade dos documentos e 7. A comunicação dos resultados financeiros e operacionais do programa/processo 10. Falta de comprovação da correta 8. Revisões para identificar falhas ou indícios
dados. Mudança de pessoal para os stakeholders está sendo realizada de maneira clara e eficiente? execução orçamentária e financeira; de irregularidades;
responsável, com indicativo de 8. Existe o risco de que a falta de comunicação adequada sobre os resultados do 11. Reprovação das contas e 9. Uso de plataformas digitais para monitorar
troca de gestores ou técnicos sem programa/processo prejudique a transparência e a confiança pública no responsabilização de gestores; a execução financeira;
repasse de informações, gerando programa/processo? 12. Afetar a credibilidade do governo e 10. Digitalização para facilitar a verificação e
descontinuidade. Inconsistência 9. A prestação de contas é feita de maneira acessível e compreensível para todos os dos órgãos; reduzir riscos de fraude;
entre execução e comprovação de públicos-alvo, incluindo cidadãos, parlamentares e organizações da sociedade 13. Gerar instabilidade política; 11. Investigação e responsabilização em
dados financeiros não batem com civil? 14. Perda de confiança da população na caso de irregularidades;
os dados físicos (entregas x 10. Os registros financeiros e operacionais estão sendo mantidos de maneira gestão pública; 12. Definição de Indicadores de
gastos). Erros na classificação adequada e em conformidade com os padrões estabelecidos? 15. Impacto negativo na imagem de transparência;
contábil, com recursos aplicados 11. Existe o risco de que a documentação necessária para a prestação de contas gestores e políticos; 13. Existência de Conselho e participação da
Riscos de em rubricas incorretas, gerando
glosas ou reprovação. Sistemas
não seja armazenada corretamente, ou que documentos importantes sejam
perdidos ou alterados?
16. Investigações e escândalos de
corrupção;
sociedade no monitoramento ações
realizadas;

Prestação de não integrados ou falhos, com


indicativos de problemas nos
12. Existe uma estrutura clara para a organização e arquivamento da documentação
financeira e de execução do programa/processo, garantindo fácil acesso em
17. Interrupção do programa/processo
devido a irregularidade;
14. Monitoramento independente da
prestação de contas;

Contas sistemas informatizados que


impedem envio correto das
auditorias e
13. Existem controles internos eficientes para garantir que os recursos sejam
revisões? 18. Redução de investimento do
programa/processo;
15. Investigação e responsabilização de
agentes públicos em casos de irregularidade;
informações. Falta de usados de forma adequada e que todas as transações sejam registradas de maneira 19. Dados inconfiáveis, o gestor não 16. Avaliação dos benefícios gerados pela
rastreabilidade das despesas que precisa? consegue identificar boas práticas e aplicação dos recursos;
dificulta a vinculação de despesas 14. Existe o risco de que a falta de auditorias internas ou externas possa resultar em corrigir falhas para futuras políticas; 17. Divulgação dos resultados da prestação
específicas às metas ou ações do desvios de recursos ou na omissão de informações relevantes durante a prestação 20. Descontinuidade de serviços de contas;
programa. Comunicação falha de contas? públicos essenciais;
entre entes envolvidos. Falta de 15. A auditoria é feita de maneira regular e independente para garantir que os
alinhamento entre órgão executor, relatórios de prestação de contas sejam precisos e completos?
concedente e órgãos de controle. 16. A prestação de contas inclui o envolvimento das partes interessadas, como a
sociedade civil, parlamentares e beneficiários, para garantir que suas
preocupações sejam consideradas?
17. Existe o risco de que a falta de envolvimento dos stakeholders no processo de

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 107


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
prestação de contas diminua a credibilidade do programa/processo?
18. O programa/processo tem canais claros de comunicação e feedback com os
stakeholders para garantir que as informações prestadas sejam compreendidas e
avaliadas de forma eficaz?
19. Existe um processo para identificar inconsistências ou erros nos relatórios
financeiros e operacionais antes da entrega das prestações de contas?
20. Existe o risco de que falhas na identificação de erros ou inconsistências nos
relatórios possam comprometer a precisão da prestação de contas?
21. O programa/processo tem um plano de correção em caso de falhas detectadas
na prestação de contas, assegurando que sejam corrigidas prontamente?
22. Os relatórios de prestação de contas estão sendo entregues dentro dos prazos
estipulados pelas autoridades competentes?
23. Existe o risco de que atrasos na entrega dos relatórios de prestação de contas
possam afetar a avaliação pública ou a confiança no programa/processo?
24. Existe um sistema de monitoramento para garantir que a entrega dos relatórios
financeiros e operacionais seja feita pontualmente?
25. Existe clareza sobre quem é o responsável pela prestação de contas em cada
nível de execução do programa/processo?
26. Existe o risco de que a falta de responsabilidades bem definidas resulte em
atrasos ou falhas na entrega dos relatórios de prestação de contas?
27. Os responsáveis pela prestação de contas são treinados e capacitados para
garantir a precisão e a transparência dos relatórios financeiros?
28. Existe um mecanismo eficaz para identificar e prevenir fraudes, desvios de
recursos ou má gestão durante a execução do programa/processo e na prestação
de contas?
29. Existe o risco de que a falta de controle rigoroso permita a ocorrência de fraudes
ou desvios, prejudicando a transparência e a confiança pública no
programa/processo?
30. Há um processo claro para relatar irregularidades e garantir que sejam tratadas
de maneira adequada e dentro dos marcos legais?
31. A estrutura de prestação de contas do programa/processo atende às
expectativas dos financiadores, órgãos governamentais e demais partes
interessadas?
32. Existe o risco de que a falta de alinhamento entre as expectativas dos
stakeholders e a prestação de contas comprometa a eficácia e a aceitação do
programa/processo?
33. A prestação de contas abrange todos os aspectos relevantes do
programa/processo, incluindo custos, resultados alcançados, desafios enfrentados
e soluções adotadas?
34. Existe um acompanhamento adequado após a entrega da prestação de contas
para garantir que as correções ou ajustes necessários sejam feitos com base nas
conclusões dos relatórios?
35. Existe o risco de que, após a entrega dos relatórios de prestação de contas, não
haja acompanhamento suficiente para implementar melhorias ou mudanças com

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 108


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
base nos resultados da avaliação?
36. Existe um sistema de feedback que permita aos gestores do programa/processo
e aos stakeholders revisarem e agirem com base nas conclusões da prestação de
contas?
37. Existe o risco de que a prestação de contas imprecisa ou incompleta possa gerar
implicações legais ou reputacionais para os gestores do programa/processo e as
partes envolvidas?
38. O programa/processo tem um plano de contingência em caso de
questionamentos ou ações legais resultantes de falhas na prestação de contas?
39. A falta de transparência ou falhas na prestação de contas podem afetar
negativamente a percepção pública e a continuidade do financiamento do
programa/processo?
40. Mudanças na administração pública ou no governo podem impactar os
processos de prestação de contas e o alinhamento com os novos objetivos ou
prioridades políticas?
41. Existe o risco de que a transição entre diferentes administrações prejudique a
continuidade da prestação de contas e a execução do programa/processo?
42. Como o programa/processo garante a continuidade da prestação de contas
mesmo em períodos de transição de governo ou mudanças nas lideranças
responsáveis?
Capacitação insuficiente, por falta 1. A equipe envolvida na execução do programa/processo tem a formação e 1. Falta de capacitação promove erros na 1. Critérios de seleção e nomeação técnica:
de conhecimentos ou habilidades qualificação necessárias para desempenhar suas funções com eficácia? implementação das ações e desperdício Definição de exigências claras de
técnicas para realizar as atividades 2. Existe um plano de treinamento contínuo para garantir que a equipe esteja de recursos; qualificação para cargos estratégicos;
do processo. Alocação inadequada atualizada com as melhores práticas e requisitos do programa/processo? 2. Falta de engajamento e baixa 2. Capacitação e treinamentos contínuos:
de pessoal, com distribuição 3. O treinamento fornecido está alinhado com as necessidades específicas do motivação dos funcionários; Cursos obrigatórios para gestores e
incorreta de tarefas ou programa/processo ou existem lacunas de conhecimento que podem afetar sua 3. Redução da produtividade e aumento servidores públicos;
profissionais atuando fora da sua execução? da burocracia; 3. Códigos de ética e conduta pública:
área de competência. Alta 4. A equipe enfrenta alta rotatividade de pessoal que possa comprometer a 4. Elevada rotatividade de funcionários e Normas para evitar corrupção,
rotatividade ou mobilidade, com continuidade e o sucesso do programa/processo? gestores; favorecimento e assédio moral;
saída frequente de servidores ou 5. Há risco de escassez de recursos humanos qualificados para executar o 5. Descontinuidade das 4. Declaração de conflitos de interesse:
remoções sem planejamento programa/processo, devido a falta de recrutamento ou incapacidade de retenção políticas/programas/processo; Obrigatoriedade de divulgação de vínculos
comprometem a continuidade do de talentos? 6. Perda de conhecimento institucional; que possam comprometer a imparcialidade;
processo. Falta de substitutos 6. A perda de pessoal-chave no programa/processo pode afetar a execução ou a 7. Afetar a integridade e a governança da 5. Plano de carreira e remuneração justa:
capacitados, com ausência de tomada de decisões críticas? Existe um plano de sucessão ou de reposição política pública; Redução de riscos de desmotivação e
servidores treinados para cobrir 7. Existe um nível adequado de motivação e engajamento entre os membros da 8. Desvio de recursos públicos e prejuízo corrupção por meio de incentivos
afastamentos ou mudanças. equipe para garantir o sucesso do programa/processo? à população; adequados;
Sobrecarga de trabalho das 8. Os colaboradores estão suficientemente comprometidos com os objetivos do 9. Conflito de interesse e favorecimento 6. Órgãos internos de controle: Atuação da
equipes com excesso de programa/processo ou há riscos de desinteresse ou baixa moral que possam afetar pessoal; Controladoria-Geral da União (CGU) e
atividades, levando a falhas, o desempenho? 10. Distorção dos critérios de acesso aos corregedorias;
atrasos e esgotamento. 9. A liderança do programa/processo está capacitada para engajar e inspirar a benefícios da política pública; 7. Monitoramento de produtividade e
Desmotivação e clima equipe, incentivando a colaboração e a inovação? 11. Dificuldade em identificar falhas e desempenho: Uso de indicadores para medir
Pessoas organizacional ruim. Baixa moral e 10. A cultura organizacional apoia a execução do programa/processo de maneira corrigir irregularidades; a eficiência dos servidores e contratados;
insatisfação afetam o engajamento eficiente, com uma atmosfera de cooperação e respeito entre a equipe? 12. Excesso ou escassez de servidores, 8. Sistemas de registro eletrônico de
e a produtividade. Conflitos 11. O clima de trabalho no programa/processo está saudável, ou existem tensões impactando a execução das ações; presença e atividades: Controle de

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ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
interpessoais, com problemas de internas, como conflitos ou falta de comunicação eficaz, que possam prejudicar a 13. Prejuízo financeiro, pagamento frequência e produtividade;
relacionamento ou comunicação execução das ações? indevido e necessidade de ajustes no 9. Denúncia e compliance: Canais internos
entre membros da equipe. Falta de 12. Há riscos de discriminação, assédio ou outras práticas indesejáveis dentro da orçamento; para reporte de irregularidades e assédio;
avaliação de desempenho e equipe que possam afetar o desempenho e a imagem do programa/processo? 14. Irregularidades na gestão de recursos 10. Supervisão hierárquica e feedback
inexistência de acompanhamento 13. Existe uma quantidade suficiente de pessoal dedicado para implementar todas humanos gerando custos adicionais para contínuo: Acompanhamento das equipes
sistemático do desempenho as ações previstas no programa/processo de forma eficaz? o governo e danos à imagem institucional; para evitar ineficiência e desvios;
individual e coletivo. Falta de 14. A sobrecarga de trabalho ou a falta de pessoal suficiente pode impactar 15. Tomada de decisões ineficazes e 11. Segurança da informação e proteção de
segregação de funções negativamente a qualidade ou o prazo de execução das atividades do impacto negativo nos resultados da dados: Garantia de que funcionários não
aumentando riscos de erro ou programa/processo? política; compartilhem informações sigilosas
fraude. Condutas antiéticas ou 15. O número de colaboradores é adequado para lidar com a demanda do 16. Políticas públicas desalinhadas com indevidamente;
desvios funcionais, com programa/processo, considerando suas metas e o tamanho das ações? as reais necessidades da população; 12. Órgãos de fiscalização (TCU, TCEs, CGU):
comportamentos indevidos, como 16. As funções e responsabilidades de cada membro da equipe estão bem 17. Desinformação e baixa adesão da Auditorias para verificar irregularidades e
assédio, favorecimentos ou uso definidas, sem sobreposição de tarefas ou lacunas de responsabilidade? população às políticas públicas; responsabilizar gestores;
indevido do cargo. 17. Existe clareza sobre as expectativas e objetivos para cada parte da equipe e seus 18. Gestão de pessoas inadequada e 13. Ministério Público e Judiciário:
respectivos papéis no programa/processo? serviços oferecidos ao público Investigação de corrupção, nepotismo e
18. A falta de alinhamento entre as partes envolvidas no programa/processo pode comprometida; outras infrações;
gerar confusão ou falhas na execução? 19. População insatisfeita e dificuldade 14. Comissões parlamentares e controle
19. Existem medidas adequadas para proteger a saúde física e mental dos no acesso a direitos básicos; legislativo: Fiscalização do Legislativo sobre
membros da equipe, especialmente em contextos de pressão ou atividades de alto 20. Demora na execução dos serviços; nomeações e conduta de servidores;
risco? 21. Atendimento desumanizado e falta de 15. Auditorias independentes: Revisão
20. A equipe está sobrecarregada, o que pode levar a um aumento no estresse e à confiança no serviço público; externa de processos e desempenho dos
diminuição da qualidade do trabalho? 22. Pessoas que realmente necessitam profissionais envolvidos;
21. Existe suporte psicológico ou programa/processos de bem-estar para lidar com podem não receber o auxílio adequado. 16. Portais de transparência: Divulgação de
os desafios emocionais e físicos da equipe durante a implementação do informações sobre servidores, salários e
programa/processo? desempenho;
22. Existe uma comunicação eficiente dentro da equipe de execução do 17. Conselhos de políticas públicas:
programa/processo, com informações claras e tempestivas sobre os avanços e Participação da sociedade na supervisão dos
problemas encontrados? programas;
23. A equipe trabalha de forma colaborativa ou há riscos de isolamento de algumas 18. Ouvidorias e canais de denúncia abertos
partes, o que pode prejudicar a integração entre os membros e as áreas do ao público: Meios para a população reportar
programa/processo? falhas e irregularidades;
24. As reuniões de equipe são eficazes para resolver problemas e alinhar ações, ou 19. Mídia e monitoramento por ONGs: Papel
há falhas na comunicação que geram desinformação ou atraso nas decisões? da imprensa e organizações independentes
25. Existem conflitos de interesse entre os membros da equipe ou entre diferentes na fiscalização de agentes públicos;
grupos que possam impactar a execução do programa/processo? 20. Avaliação de desempenho individual e
26. Como os conflitos internos são geridos dentro do programa/processo? Existe institucional: Indicadores de cumprimento
um processo claro para mediar disputas e manter a harmonia no ambiente de de metas e impacto da política pública;
trabalho? 21. Sanções e penalidades administrativas:
27. A falta de resolução eficaz de conflitos pode levar a uma queda no desempenho Aplicação de medidas disciplinares para
ou à desmotivação da equipe? servidores que cometerem irregularidades;
28. As pessoas responsáveis pela execução das ações do programa/processos 22. Relatórios de auditoria e recomendações
estão cientes de suas obrigações e de como devem prestar contas sobre seu de melhoria: Uso de análises para
trabalho? aperfeiçoar a gestão de pessoas;
29. Existe uma estrutura de supervisão eficaz para garantir que as 23. Revisão periódica das regras de

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ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
responsabilidades estejam sendo cumpridas por cada membro da equipe? contratação e gestão de equipes: Adaptação
30. Como a prestação de contas é gerida e comunicada internamente? Existe risco contínua para evitar falhas no futuro.
de falta de clareza sobre quem deve tomar decisões ou supervisionar ações
específicas?
31. O programa/processo tem um ambiente inclusivo que respeita a diversidade
cultural, étnica, de gênero e de habilidades dentro da equipe?
32. Há riscos de exclusão ou discriminação que possam afetar a moral e a eficácia
do trabalho em equipe no programa/processo?
33. As práticas de recrutamento e gestão de pessoal asseguram diversidade de
perspectivas, o que pode enriquecer a implementação do programa/processo?
34. Existem membros da equipe com comportamento inadequado ou desempenho
insatisfatório, o que pode comprometer a execução do programa/processo?
35. Há estratégias de feedback e avaliação de desempenho que ajudam a identificar
e corrigir problemas de forma rápida e eficaz?
36. A falta de gestão de desempenho pode resultar em baixa produtividade ou em
falhas na entrega de resultados dentro do programa/processo?
37. Os stakeholders externos, como parceiros, fornecedores e beneficiários, estão
suficientemente comprometidos com os objetivos e com o sucesso do
programa/processo?
38. Existe risco de falta de engajamento ou apoio dos stakeholders externos, que
podem prejudicar a execução ou os resultados do programa/processo?
39. Os interesses conflitantes entre os stakeholders podem criar obstáculos na
implementação do programa/processo?
Falta de Conhecimento das 1. O programa/processo/processo está em conformidade com as leis e 1. Penalização para os gestores públicos 1. Existência de um Sistema de Compliance;
Normas e Regulamentos; regulamentos locais, nacionais e internacionais aplicáveis? e órgãos governamentais; 2. Treinamento Contínuo;
Mudanças frequentes nas leis e 2. Todos os requisitos legais relacionados ao financiamento, execução e 2. Processos administrativos, multas e 3. Auditorias Regulares e Monitoramento;
regulamentos podem criar monitoramento do programa/processo foram cumpridos? responsabilização de gestores; 4. Utilização de Tecnologia e Ferramentas de
dificuldades para as empresas se 3. O programa/processo foi aprovado por todas as entidades governamentais ou 3. Falta de adequação a normas; Compliance;
manterem atualizadas e em reguladoras necessárias antes de sua implementação? 4. Bloqueio de recursos públicos; 5. Promover uma cultura organizacional que
conformidade; A falta de processos 4. O programa/processo/processo segue as normas e padrões estabelecidos para a 5. Prejuízo e dificuldade da continuidade valorize a ética e a conformidade, garantindo
e controles internos adequados, área em que opera? da política/programa/processo; que os colaboradores estejam cientes da
como auditorias regulares, 5. As atividades do programa/processo/processo estão em conformidade com os 6. Desperdícios de verbas públicas; importância de cumprir as normas;
Conformidade compliance e monitoramento de
processos, pode levar a falhas na
procedimentos internos e as políticas da organização ou do governo?
6. Existem requisitos específicos de auditoria ou relatórios de conformidade que o
7. Perdas de orçamento e finanças;
8. Dificuldade para justificar gastos e
6. Levantamento e atualização contínua da
legislação e normativos aplicáveis ao
e Regulação conformidade; Funcionários mal
treinados em questões de
programa/processo/processo precisa seguir? Esses requisitos estão sendo
atendidos?
obter os
9. Serviços de baixa qualidade;
recursos; processo, fundo ou programa;
7. Treinamento de servidores e gestores
conformidade podem não 7. Todos os contratos e acordos com fornecedores, parceiros e outras partes estão 10. Insatisfação e prejuízo da sociedade; sobre regras legais, regulamentos internos e
entender corretamente as normas em conformidade com as leis de licitação e contratação? 11. Erros na gestão da alterações normativas;
ou falhar ao seguir as diretrizes 8. O processo de contratação foi conduzido de acordo com as regras de política/programa/processo; 8. Atuação de consultorias ou assessorias
apropriadas; Se uma empresa não transparência e justiça estabelecidas pela legislação? 12. Dificuldade para cumprir metas; jurídicas para análise prévia de atos e
promove uma cultura de ética e 9. Existe algum risco de não conformidade nas cláusulas contratuais ou na 13. Falta de capacitação de servidores procedimentos;
compliance, os funcionários execução de contratos, como o uso inadequado de recursos? sobre regras de conformidade; 9. Verificações regulares sobre o
podem não priorizar a 10. O programa/processo passou por auditorias ou revisões internas e externas de 14. Investigação e denúncias de cumprimento das normas e conformidade
conformidade, ou até mesmo conformidade? corrupção; com regras legais e regulatórias;

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 111


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
buscar maneiras de contornar as 11. Há mecanismos de auditoria contínua para garantir que os processos estão 15. Crise institucional; 10. Documento institucional com diretrizes
regras; A falta de mecanismos sendo seguidos corretamente e em conformidade com a legislação? 16. Perda de Confiança e abalo na claras de comportamento e integridade;
robustos de controle contra 12. O programa/processo tem processos estabelecidos para garantir a imagem institucional; 11. Sistemas informatizados com validações
corrupção e práticas ilegais pode transparência e governança na gestão dos recursos públicos, como publicações de 17. Dificuldade em obter apoio da automáticas e alertas para prevenir
gerar sérios riscos de relatórios periódicos e acessíveis? sociedade e de recursos; irregularidades;
conformidade, especialmente em 13. Existem controles internos adequados para identificar, monitorar e mitigar 18. Aumento da desigualdade e 12. Instrumento seguro e sigiloso para
ambientes altamente riscos de não conformidade? descontinuidade de serviço público reporte de desvios de conduta ou
regulamentados; No caso de 14. O programa/processo possui mecanismos para detectar e corrigir falhas de essenciais; irregularidades;
regulamentos relacionados a conformidade antes que se tornem um problema maior? 19. Ineficiência na solução de problemas 13. Implementação de programas de
dados, a falta de políticas de 15. Como o risco de não conformidade é monitorado durante a execução do sociais; integridade, incluindo matriz de riscos de
privacidade, segurança de dados e programa/processo? Existe alguma ferramenta ou processo para essa verificação? 20. Instabilidade regulatória e mudanças conformidade;
treinamento adequado pode levar 16. A equipe envolvida no programa/processo foi devidamente treinada sobre as frequentes nas normas; 14. Avaliação prévia dos efeitos de novos
a não conformidade; leis, regulamentos e políticas de conformidade relevantes? 21. Insegurança para investimentos; regulamentos ou mudanças em normas
17. Existem programa/processos de conscientização sobre conformidade para 22. Comprometimento da transparência existentes;
todos os envolvidos, incluindo parceiros e contratados? e da credibilidade das políticas públicas; [Link]ficação contínua da compatibilidade
18. A falta de treinamento ou compreensão de requisitos regulatórios pode 23. Falta de mecanismos de auditoria e entre normas locais e legislações superiores;
representar um risco para o programa/processo? prestação de contas; 16. Revisão constante de instruções
19. Existem mudanças regulatórias previstas ou recentes que possam afetar a 24. Dificuldade em identificar normativas, portarias e manuais
conformidade do programa/processo? irregularidades e baixa confiança da operacionais;
20. O programa/processo tem um processo para monitorar e adaptar-se população nas instituições públicas; 17. Cooperação com entidades como CGU,
rapidamente a alterações na legislação e regulamentações relevantes? 25. Regras mal definidas sobre TCU, AGU, para adequação e reforço das
21. A conformidade com novas regulamentações é garantida durante todas as fases divulgação de informações; normas.
de execução do programa/processo? O programa/processo garante a conformidade 26. Redução da transparência e menor
com as leis de proteção de dados pessoais (como a LGPD ou o GDPR, dependendo controle social sobre as políticas
da jurisdição)? públicas;
22. Existem políticas e práticas de segurança adequadas para proteger informações 27. Falta de participação da sociedade
confidenciais e sensíveis dentro do programa/processo? na definição das normas
23. A gestão de dados está sendo realizada de acordo com os princípios de 28. Regulamentos que não atendem às
privacidade e confidencialidade estabelecidos pela legislação? reais necessidades da população e
24. Existem mecanismos em vigor para identificar e gerenciar potenciais conflitos favorecem interesses privados;
de interesse entre os envolvidos no programa/processo (funcionários, contratados, 29. Comprometimento da estabilidade e
fornecedores etc.)? da perenidade das políticas públicas;
25. O programa/processo possui políticas claras sobre ética, transparência e 30. Regulamentação insuficiente ou
conduta, para evitar práticas corruptas ou de favorecimento? inexistente para determinados setores;
26. Como o programa/processo lida com possíveis violações de conformidade ou
conflitos de interesse por parte dos envolvidos?
27. Existe uma estrutura de responsabilização clara para todos os envolvidos na
execução do programa/processo, com atribuição de responsabilidades?
28. O programa/processo possui mecanismos claros de prestação de contas aos
stakeholders, incluindo a sociedade e os órgãos reguladores?
29. O programa/processo realiza relatórios regulares sobre o uso de recursos e os
resultados alcançados, conforme exigido pela legislação?
30. Existem regras e requisitos específicos para os beneficiários ou participantes do
programa/processo que precisam ser seguidos?

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 112


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
31. Há riscos de não conformidade relacionados à elegibilidade dos participantes
ou beneficiários do programa/processo?
32. Como é garantida a conformidade com os critérios de seleção e
acompanhamento dos beneficiários?
33. O programa/processo tem políticas definidas para lidar com situações de não
conformidade, incluindo medidas corretivas e punitivas?
34. Quais são os procedimentos para corrigir falhas de conformidade e evitar que
elas se repitam no futuro?
35. Existem penalidades ou sanções previstas para casos de não conformidade, e
essas sanções são aplicadas de forma eficaz?
36. O programa/processo/processo está em conformidade com as diretrizes
internacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das
Nações Unidas?
37. Há requisitos específicos relacionados à conformidade ambiental, social ou de
direitos humanos que o programa/processo deve atender?
38. O programa/processo/processo adere a normas e regulamentos internacionais
de governança e conformidade ética?
Contingenciamento inesperado de 1. O orçamento do programa foi adequadamente planejado, levando em 1. Interrupção de projetos e ações devido 1. Monitoramento da execução orçamentária
orçamento. Previsão orçamentária consideração todas as atividades e necessidades previstas? à indisponibilidade de recursos; e financeira;
inadequada. Falhas no repasse de 2. O orçamento alocado é realista e suficiente para cobrir todas as despesas do 2. Impossibilidade de atingir os objetivos 2. Análise de propostas técnicas e aprovação
recursos entre entes federados. programa? estabelecidos no plano estratégico; orçamentária;
Baixa execução orçamentária por 3. O planejamento financeiro considera imprevistos ou mudanças nas condições 3. Redução ou paralisação na oferta de 3. Sistemas de acompanhamento e
deficiência na gestão. externas, como variações na economia ou em taxas de câmbio? serviços essenciais à população; relatórios periódicos;
Irregularidades na aplicação dos 4. O orçamento do programa foi aprovado por todas as autoridades competentes, 4. Danos reputacionais por falhas de 4. Análise prévia de riscos orçamentários e
recursos e ausência de controles como o órgão regulador ou o governo? gestão ou má alocação de recursos; financeiros;
internos. Planejamento 5. Existe clareza sobre a distribuição dos recursos orçamentários para diferentes 5. Descumprimento de limites legais (ex: 5. Modelos de previsão e dados estatísticos
inadequado e falta de dados. Falta atividades do programa? A alocação está de acordo com as prioridades LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal); sobre orçamentos;
de capacitação e processos estabelecidas? 6. Suspensão de programa/processo, 6. Uso de ferramentas de conformidade;
burocráticos. 6. Os recursos financeiros estão sendo alocados de maneira eficiente para as áreas inadimplência, ações judiciais e perda de 7. Capacitação dos gestores;
Orçamentários Cenários econômicos mal
avaliados. Estimativas incorretas
mais críticas do programa, sem desperdícios ou subfinanciamento?
7. O fluxo de caixa está sendo adequadamente gerido para garantir a disponibilidade
credibilidade;
7. Questionamentos por parte dos órgãos
8. Fortalecimento da governança;
9. Uso de dados históricos para estimativas
e Financeiros de receita ou despesa. Ausência de
reserva de contingência. Atraso na
de recursos no momento
8. Existe risco de escassez de recursos em determinados períodos do programa,
certo? de controle (CGU, TCU, MPF);
8. Descontinuidade ou inviabilidade de
mais realistas;
10. Diversificação de fontes de recursos e
liberação de recursos. Desvio de prejudicando a continuidade das ações? programas de médio e longo prazo; planejamento de sustentabilidade;
finalidade no uso dos recursos. 9. Como o programa gerencia as flutuações de receita e despesa ao longo de sua 9. Devolução de recursos de convênios 11. Revisões periódicas e cenários
Decisões superiores que limitam a execução? Existe um controle eficaz do fluxo de caixa? ou financiamentos por má execução; alternativos de arrecadação;
execução orçamentária. 10. Existe um processo adequado para monitorar e controlar as despesas do 10. Reprogramações constantes, 12. Elaboração de planejamento
Pagamentos por serviços não programa em tempo real? retrabalho e aumento do custo orçamentário detalhado e realista;
prestados ou com sobrepreço. 11. Existem desvios significativos entre o orçamento planejado e os gastos reais do operacional; 13. Revisão periódica do planejamento
Crises econômicas e queda na programa? [Link] de clareza sobre a alocação e financeiro;
arrecadação. Contingenciamento 12. O controle de custos é eficaz para evitar gastos excessivos ou desnecessários uso de recursos públicos; 14. Controle da execução orçamentária e
orçamentário federal e falha na durante a execução do programa? 12. Penalidades administrativas e financeira por meio de sistemas integrados;
previsão de custos. 13. O programa está sujeito a auditorias internas ou externas regulares para garantir responsabilização de gestores públicos. 15. Registro e acompanhamento de
que os recursos estão sendo utilizados de forma eficiente e transparente? empenhos, liquidações e pagamentos;

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ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
14. Existe uma auditoria financeira independente que verifica se as despesas do 16. Avaliação mensal dos saldos
programa estão em conformidade com as normas e regulamentos financeiros? orçamentários e financeiros;
15. Os relatórios financeiros do programa são acessíveis e transparentes para as 17. Acompanhamento físico-financeiro da
partes interessadas, como a população, os órgãos de controle e os financiadores? execução;
16. O programa depende de fontes externas de financiamento, como doações, 18. Manual de procedimentos financeiros e
empréstimos ou parcerias público-privadas? Quais são os riscos associados a orçamentários;
essas fontes de recursos? 19. Segregação de funções (planejar,
17. Existe risco de não cumprimento de prazos ou de não liberação de recursos autorizar, executar e controlar);
financeiros por parte de financiadores externos? 20. Auditorias internas e externas com
18. O programa está preparado para lidar com mudanças nas condições de objetivo de detectar desvios e promover
financiamento, como a redução de orçamentos ou a suspensão de recursos correções;
externos? 21. Capacitação contínua das equipes de
19. Existe risco de subfinanciamento do programa devido a cortes orçamentários, orçamento e finanças;
mudanças nas prioridades governamentais ou atrasos nos repasses de recursos? 22. Processo de monitoramento dos riscos
20. O programa está estruturado para reduzir os impactos de possíveis reduções estratégicos e operacionais;
orçamentárias? Existem alternativas de financiamento previstas?
21. Caso ocorra um déficit orçamentário, quais são as ações corretivas ou de
contingência planejadas?
22. O programa está preparado para lidar com despesas inesperadas, como custos
emergenciais ou imprevistos que podem surgir durante a implementação?
23. Existe um fundo de contingência ou reserva orçamentária para cobrir custos
imprevistos, e o valor é suficiente para lidar com possíveis surpresas financeiras?
24. O programa tem mecanismos para identificar e corrigir rapidamente desvios
orçamentários que possam ocorrer devido a erros na previsão de custos ou
mudanças nos preços de mercado?
25. Existem controles adequados para prevenir e detectar fraudes, desvio de
recursos ou outras práticas irregulares no manejo dos fundos do programa?
26. O programa tem mecanismos de controle interno para garantir que as despesas
sejam aprovadas e documentadas de maneira adequada e transparente?
27. Como o programa gerencia a conformidade com as leis fiscais e os
regulamentos financeiros para evitar penalidades por não conformidade?
28. Os custos operacionais do programa estão sendo gerenciados de maneira
eficiente, sem desperdícios ou excessos?
29. Existe um acompanhamento regular dos custos operacionais e administrativos,
para garantir que o programa permaneça dentro do orçamento previsto?
30. O programa está utilizando tecnologias ou práticas eficientes para reduzir
custos, como a digitalização de processos ou a melhoria na gestão de recursos?
31. O programa realiza revisões orçamentárias periódicas para verificar se o
orçamento continua adequado e alinhado com a realidade da execução?
32. Existe flexibilidade no orçamento para ajustar as despesas conforme a evolução
do programa, sem comprometer as suas metas principais?
33. Como o programa lida com mudanças nas condições financeiras que exigem
ajustes rápidos no orçamento, como aumento de custos ou mudanças nas metas?
34. O programa tem dívidas ou passivos que podem comprometer sua execução?

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ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
Quais são os riscos financeiros associados ao endividamento do programa?
35. Existe um controle adequado para gerenciar os passivos e evitar que eles se
tornem um obstáculo à continuidade das atividades do programa?
36. O pagamento de dívidas ou outros compromissos financeiros está sendo feito
dentro do prazo e de forma eficiente?
37. O programa foi estruturado de maneira a garantir a sua sustentabilidade
financeira a longo prazo?
38. Existem fontes de financiamento de longo prazo que possam garantir a
continuidade do programa após o término de seus recursos iniciais?
39. O programa tem um plano para buscar fontes alternativas de financiamento,
caso os recursos orçamentários disponíveis se mostrem insuficientes?
Processos mal definidos ou 1. Os processos operacionais estão claramente definidos e documentados para 1. Falta de capacitação promove erros na 1. Treinamento e capacitação continuada
desatualizados, com falta de garantir a execução eficiente das ações do programa? implementação das ações e desperdício para garantir que os servidores tenham
padronização, ausência de 2. Existe um plano detalhado para garantir a continuidade das operações do de recursos; conhecimento e habilidades adequadas;
fluxogramas ou normas internas programa em caso de falhas ou interrupções? 2. Falta de engajamento e baixa 2. Avaliação periódica de desempenho para
claras. Ausência de manuais e 3. Os processos operacionais são regularmente revisados e aprimorados para se motivação dos funcionários; identificar necessidades de desenvolvimento
procedimentos operacionais, adaptar a mudanças nas necessidades do programa ou do ambiente externo? 3. Redução da produtividade e aumento e corrigir falhas;
causando dificuldade na execução 4. Os membros da equipe possuem a formação e as habilidades necessárias para da burocracia; 3. Substituição ou revezamento de funções
uniforme das atividades, executar suas tarefas de maneira eficiente e eficaz? 4. Elevada rotatividade de funcionários e críticas de forma a evitar dependência de
especialmente com novas 5. Existem treinamentos regulares para atualizar as competências da equipe, gestores; uma única pessoa;
equipes. Falta de automação ou principalmente nas áreas críticas do programa? 5. Descontinuidade das 4. Mapeamento e padronização de processos
tecnologia defasada, com atrasos, 6. Como o programa lida com a alta rotatividade de pessoal? Existem planos de políticas/programas/processo; (fluxogramas, POPs), para garantir
retrabalho ou erros causados por contingência para substituir rapidamente membros chave da equipe? 6. Perda de conhecimento institucional; uniformidade e previsibilidade na execução;
processos manuais ou sistemas 7. Há uma comunicação clara e eficiente entre as diferentes partes envolvidas na 7. Afetar a integridade e a governança da 5. Implementação de rotinas de checagem e
ultrapassados. Falta de execução do programa (equipe, parceiros, stakeholders)? política pública; validação de forma a reduzir erros
monitoramento da execução com 8. Existem processos de coordenação bem definidos para garantir que todos os 8. Desvio de recursos públicos e prejuízo operacionais e retrabalho;
ausência de indicadores setores e equipes trabalhem de maneira alinhada e sem sobreposições ou lacunas à população; 6. Segregação de funções (quem executa ≠
Operacionais operacionais ou ferramentas de
acompanhamento em tempo real.
nas
9. Como o programa garante a troca contínua de informações e feedback entre as
atividades? 9. Conflito de interesse e favorecimento
pessoal;
quem fiscaliza) de forma a prevenir fraudes e
conflitos de interesse;
Falta de capacitação técnica da partes envolvidas, para evitar falhas de comunicação? 10. Distorção dos critérios de acesso aos 7. Uso de sistemas informatizados
equipe operacional, provocando 10. O programa possui um plano de logística que assegura a entrega pontual dos benefícios da política pública; integrados (ex: SEI, SIAFI, SIGEF) de forma a
dificuldades na execução correta recursos e materiais necessários para a execução das atividades? 11. Dificuldade em identificar falhas e agilizar, padronizar e registrar os
das tarefas e baixa produtividade. 11. Existe um controle rigoroso sobre os estoques e suprimentos necessários para corrigir irregularidades; procedimentos;
Excesso de burocracia ou fluxo a execução do programa, para evitar escassez ou desperdício? 12. Excesso ou escassez de servidores, 8. Backup de dados e plano de contingência
ineficiente com etapas 12. Como o programa lida com imprevistos logísticos, como atrasos no transporte impactando a execução das ações; para garantir continuidade em caso de falhas
desnecessárias ou sobreposição ou problemas com fornecedores? 13. Prejuízo financeiro, pagamento técnicas;
de atividades atrapalham a entrega 13. O programa possui indicadores claros de desempenho para monitorar a indevido e necessidade de ajustes no 9. Controle de acessos e permissões por
dos resultados. Falhas nos execução das atividades em tempo real? orçamento; perfil para evitar manipulação indevida de
sistemas informatizados Erros, 14. Como são avaliados os resultados operacionais e quais são os processos para 14. Irregularidades na gestão de recursos dados e informações;
lentidão ou indisponibilidade dos corrigir rapidamente desvios em relação ao planejado? humanos gerando custos adicionais para 10. Indicadores de produtividade e qualidade
sistemas críticos ao processo. 15. Existem revisões periódicas do desempenho do programa para garantir que os o governo e danos à imagem institucional; operacionais para monitorar eficiência e
Mudanças frequentes sem gestão objetivos sejam cumpridos dentro dos prazos estabelecidos? 15. Tomada de decisões ineficazes e apontar gargalos no processo;
da mudança, com alterações nos 16. O programa depende de sistemas de TI críticos para a execução das atividades? impacto negativo nos resultados da 11. Auditorias internas e monitoramento
fluxos ou ferramentas sem Como é garantido que esses sistemas funcionem sem interrupções? política; sistemático de forma a identificar falhas e

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ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
treinamento ou comunicação 17. Existe um plano de contingência para lidar com falhas nos sistemas 16. Políticas públicas desalinhadas com recomendar melhorias;
adequada. Atrasos na tramitação tecnológicos usados para a gestão e monitoramento do programa? as reais necessidades da população; 12. Relatórios gerenciais padronizados e
ou execução, com falta de 18. Quais medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança dos dados e 17. Desinformação e baixa adesão da periódicos para aumentar a transparência e
cronogramas claros, gargalos evitar falhas ou vazamentos de informações sensíveis? população às políticas públicas; facilitar a tomada de decisão;
operacionais ou dependência de 19. O programa está preparado para se adaptar a mudanças inesperadas no 18. Gestão de pessoas inadequada e 13. Manual de normas e responsabilidades
terceiros. Problemas de contexto operacional, como alterações na legislação, mudanças econômicas ou serviços oferecidos ao público por atividade para evitar ambiguidade e erros
comunicação entre áreas, com novos desafios sociais? comprometida; de interpretação;
falta de alinhamento, repasses de 20. Como o programa lida com mudanças nas políticas públicas ou nas diretrizes 19. População insatisfeita e dificuldade 14. Monitoramento e implantação de
informações incompletos ou que impactam sua execução? no acesso a direitos básicos; controle eletrônico de prazos e alertas;
decisões contraditórias. 21. Existe flexibilidade para ajustar o escopo ou as atividades do programa caso 20. Demora na execução dos serviços;
surjam circunstâncias imprevistas que possam afetá-lo? 21. Atendimento desumanizado e falta de
22. O programa possui uma estrutura de governança bem definida, com confiança no serviço público;
responsabilidades claras para a tomada de decisões e a resolução de problemas 22. Pessoas que realmente necessitam
operacionais? podem não receber o auxílio adequado.
23. Existem mecanismos para garantir que as decisões operacionais sejam
tomadas de forma rápida e eficaz, sem burocracia excessiva?
24. Como o programa garante que os riscos operacionais sejam monitorados e
geridos de maneira transparente e eficaz pela alta administração?
25. Quais são as causas mais comuns de atrasos nas atividades do programa e
como elas estão sendo mitigadas?
26. Existe um plano de ação para lidar com atrasos imprevistos nas etapas do
programa, de modo a não comprometer os resultados finais?
27. O cronograma do programa é constantemente revisado para garantir que os
marcos e as entregas sejam cumpridos de acordo com o planejado?
28. Existem conflitos internos ou resistência de parte da equipe ou dos stakeholders
que possam afetar a execução do programa?
29. Quais são as estratégias utilizadas para resolver conflitos rapidamente e garantir
o bom andamento das atividades do programa?
30. O programa conta com estratégias de engajamento e mudança cultural para
lidar com resistências à implementação de novas políticas ou práticas?
31. O programa está preparado para garantir a continuidade de suas atividades após
o término do financiamento inicial ou da execução do projeto?
32. Existe um planejamento para a sustentabilidade das operações do programa a
longo prazo, mesmo diante de mudanças no contexto político ou econômico?
33. Quais são os riscos associados à falta de sustentabilidade das ações do
programa e como estão sendo tratados?
34. Como o programa gerencia suas parcerias com outros órgãos governamentais,
ONGs ou empresas privadas para garantir que as responsabilidades sejam
cumpridas?
35. Existem processos de monitoramento e avaliação do desempenho dos parceiros
envolvidos na execução do programa?
36. Como o programa assegura que os stakeholders e beneficiários estejam sendo
devidamente informados e envolvidos nas decisões operacionais?
37. O programa está sendo executado de acordo com as normas e regulamentações

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ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
aplicáveis, evitando problemas legais ou fiscais?
38. Existe uma estratégia para garantir que o programa esteja em conformidade com
as exigências legais e regulamentares durante toda a sua execução?
39. Como o programa gerencia os riscos de não conformidade com regulamentos
internos ou externos, que possam afetar sua continuidade?
40. Como o programa lida com a escassez de pessoal qualificado para a execução
das atividades essenciais?
41. Existem planos de sucessão ou treinamento contínuo para garantir que as
competências críticas não sejam perdidas com a saída de membros chave da
equipe?
42. Quais são os planos para lidar com a alta rotatividade de pessoal e garantir que
a execução do programa não seja prejudicada por faltas ou mudanças inesperadas
na equipe?
43. Como o programa lida com possíveis falhas ou interrupções de infraestrutura,
como problemas em instalações, equipamentos ou serviços essenciais?
44. Existem planos de contingência para garantir que os serviços essenciais para a
execução do programa não sejam comprometidos por falhas de infraestrutura?
45. O programa tem infraestrutura suficiente para atender à demanda crescente ou
para implementar novas ações de forma eficiente?
Definição inadequada de metas e 1. Os objetivos do programa foram claramente definidos e comunicados a todas as 1. A política/programa/processo pública 1. Definição clara e alinhada de metas e
indicadores, com metas mal partes envolvidas? pode não gerar os impactos desejados; indicadores com os objetivos institucionais
formuladas, genéricas, inatingíveis 2. Existe o risco de que os objetivos sejam vagos, mal formulados ou mal 2. Metas mal definidas ou irreais geram de forma a assegurar que as metas reflitam
ou descoladas da realidade compreendidos, prejudicando o foco e a eficácia das ações? expectativas frustradas e dificuldade em as prioridades e estejam bem direcionadas;
operacional. Falta de critérios 3. Os objetivos do programa estão alinhados com as necessidades reais da alcançar os objetivos planejados; 2. Envolvimento das áreas técnicas na
objetivos de mensuração com população ou com as prioridades do governo? 3. Indicadores que não refletem a definição de metas para garantir metas
indicadores que não são claros ou 4. Foi realizada uma análise abrangente do contexto (social, econômico, político) realidade do problema; realistas, mensuráveis e atingíveis;
mensuráveis, dificultando o antes de iniciar a formulação do programa? 4. Desconexão entre os dados coletados 3. Utilização de critérios que sejam
acompanhamento. Mudança 5. Existe o risco de que a formulação do programa tenha sido feita sem considerar e os reais desafios da política pública; específicos, mensuráveis, alcançáveis,
frequente nas metas sem adequadamente o diagnóstico das necessidades da população ou as condições 5. Falta de metas claras alinhadas com a relevantes e temporais, de forma a permitir e
justificativa técnica, podendo locais? estratégia; melhorar a qualidade e a utilidade dos
Metas e comprometer o planejamento,
confunde os responsáveis e
6. O diagnóstico inicial reflete corretamente a realidade local, ou há uma
desconexão entre a formulação do programa e as necessidades emergentes?
6. Desorganização na implementação
das ações e dificuldade na tomada de
indicadores;
4. Manual de indicadores com definições,
Indicadores dificulta a avaliação. Dados
inconsistentes ou não confiáveis,
7. Durante a formulação do programa, houve ampla consulta aos principais
stakeholders (cidadãos, especialistas, organizações, parceiros) para garantir que as
decisões;
7. Falhas nos indicadores geram
fórmulas e fontes de dados para reduzir erros
de interpretação e inconsistências;
gerando falta de qualidade ou necessidades de todos os envolvidos foram consideradas? dificuldades no governo e a sociedade em 5. Acompanhamento sistemático do
confiabilidade nos dados usados 8. Existe o risco de que a formulação do programa tenha sido realizada sem a acompanhar o desempenho das políticas desempenho (mensal/trimestral) para
para medir os indicadores. participação adequada de stakeholders-chave, o que poderia comprometer a públicas; identificar desvios e propor ações corretivas;
Desalinhamento entre metas aceitação e a efetividade do programa? 8. Ausência de indicadores de 6. Uso de painéis de controle (dashboards) e
estratégicas e operacionais, 9. O programa contempla a participação de grupos marginalizados ou mais desempenho confiáveis; BI (business intelligence) para visibilidade e
ocasionando a falta de coerência vulneráveis, cujas necessidades podem ser negligenciadas em uma formulação 9. Dificuldade em medir se a política facilidade na análise das metas;
entre o que é medido no dia a dia e desconsiderada? pública está sendo eficaz ou não; 7. Comparação com metas históricas e
os objetivos do programa. Falta de 10. As metas do programa foram bem definidas durante a formulação, considerando 10. Dados inconsistentes ou sem benchmarks para avaliar evolução e
sistemas de monitoramento e tanto a viabilidade quanto a relevância para os resultados esperados? padronização gerando comparações posicionamento da gestão;
controle com inexistência de 11. Existe o risco de que as metas estabelecidas na fase de formulação sejam imprecisas e falta de credibilidade nas 8. Auditorias e verificações independentes

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 117


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
plataformas ou relatórios excessivamente ambiciosas ou não realistas, comprometendo a execução e os avaliações; dos dados e cálculos para garantir
periódicos para acompanhar o resultados? 11. Monitoramento inadequado ou confiabilidade das informações;
desempenho. Falta de 12. As metas estão bem estruturadas para serem monitoradas de maneira eficaz inexistente com impossibilidade de 9. Regras de validação automatizadas nos
participação das equipes na durante a execução do programa? corrigir problemas a tempo e desperdício sistemas para evitar inconsistências no
definição de metas, gerando metas 13. Durante a formulação, foi feito um planejamento adequado dos recursos de recursos públicos; lançamento dos dados;
desconectadas da realidade, com necessários para a implementação do programa (financeiros, humanos, [Link]ção da execução da 10. Avaliação periódica da pertinência e
baixa adesão dos executores. tecnológicos)? política/programa/processo pública; utilidade dos indicadores para manter
Prazos de mensuração mal 14. Existe o risco de subestimar as necessidades de recursos, criando lacunas 13. Falta de alinhamento entre diferentes atualizadas as metas diante de mudanças de
definidos, provocando dificuldade durante a execução que possam prejudicar o cumprimento das metas? órgãos e gestores, provocando a contexto;
na comparação e o 15. O orçamento e os recursos alocados foram realistas e sustentáveis, levando em descoordenação e sobreposição de 11. Replanejamento de metas em caso de
acompanhamento contínuo do consideração os desafios operacionais e as possíveis variações de custos? ações, reduzindo a eficiência; eventos extraordinários e evitar metas
progresso. Indicadores não 16. O modelo de intervenção escolhido para o programa foi bem fundamentado e 14. Foco excessivo em metas obsoletas ou inalcançáveis;
ajustados ao contexto do testado em contextos semelhantes? quantitativas em vez de qualitativas 12. Capacitação em gestão por resultados e
programa, com uso de métricas 17. Existe o risco de que a formulação do programa tenha adotado uma abordagem gerando ações superficiais para cumprir indicadores para fortalecer a cultura de
genéricas que não refletem os reais ou metodologia inadequada para os objetivos desejados, levando a uma execução números, sem impacto real na desempenho;
impactos da ação pública. ineficaz? sociedade; 13. Sensibilização das equipes sobre a
Ausência de responsabilização 18. A formulação do programa contempla a inovação e a flexibilidade necessárias 15. Definição de indicadores difíceis de importância do monitoramento para
pelo alcance das metas. Ninguém para se adaptar a mudanças nas circunstâncias? mensurar ou interpretar, provocando estimular o uso ativo dos dados na tomada
claramente responsável, 19. A viabilidade técnica, econômica e política do programa foi adequadamente dificuldade em avaliar corretamente os de decisão;
dificultando a cobrança de avaliada durante a sua formulação? avanços da política pública; 14. Consulta a metas anteriores, plano de
resultados. 20. Existe o risco de que a formulação tenha ignorado fatores críticos de viabilidade, 16. Ausência de transparência e de metas institucional;
como resistência política, dificuldades logísticas ou limitações financeiras? controle social;
21. A análise de viabilidade considerou os riscos potenciais que podem surgir 17. Falta de divulgação dos resultados
durante a execução e a sustentabilidade a longo prazo do programa? alcançados, sem que a população tenha
22. Durante a formulação do programa, houve uma definição clara de papéis, acesso às informações e aumento da
responsabilidades e autoridades para todos os envolvidos na execução? desconfiança na gestão pública.
23. Existe o risco de que a falta de clareza nos papéis e responsabilidades possa 18. Manipulação ou distorção dos
resultar em lacunas na execução ou na falta de coordenação durante o processo? indicadores para mostrar resultados
24. A fórmula de governança do programa foi adequadamente delineada, garantindo positivos, gerando enganos nas análises,
que todas as partes envolvidas saibam o que se espera delas e tenham poder para dificultando a tomada de decisões e
tomar decisões necessárias? prejudicando futuras políticas;
25. A formulação do programa levou em consideração os possíveis impactos 19. Ausência de auditoria nos dados
(positivos e negativos) sobre os diferentes grupos da sociedade? coletados, risco de fraudes, corrupção e
26. Existe o risco de que a formulação não tenha antecipado as consequências baixa confiabilidade na gestão pública;
sociais, econômicas ou ambientais do programa, resultando em impactos 20. Política/programa/processo
indesejados? insustentável ao longo do tempo.
27. O programa foi estruturado de maneira a minimizar efeitos negativos e 21. Falta de um sistema de aprendizado
maximizar benefícios para os públicos-alvo? baseado nos indicadores, dificuldade em
28. Durante a formulação do programa, foi feita uma análise detalhada dos riscos ajustar políticas públicas para torná-las
potenciais que poderiam afetar a sua implementação (riscos políticos, mais eficientes;
econômicos, sociais)? 22. Planejamento de curto prazo sem
29. Existe o risco de que a formulação do programa não tenha considerado avaliação contínua;
adequadamente todos os riscos relevantes, criando vulnerabilidades durante a 23. Políticas públicas instáveis e sem
execução? melhorias ao longo do tempo;

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 118


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
30. A estratégia de mitigação de riscos foi incluída no processo de formulação para 24. Indicadores desatualizados que não
garantir que os riscos identificados sejam gerenciados proativamente? acompanham mudanças sociais e
31. A formulação do programa está alinhada com as políticas públicas e as econômicas;
estratégias de desenvolvimento já existentes no país, no estado ou no município? 25. Estratégias ineficazes diante de novas
32. Existe o risco de que o programa seja desconectado de outras iniciativas demandas da sociedade.
governamentais, criando sobreposição de esforços ou desperdício de recursos?
33. O programa complementa ou contribui para outras políticas e programas
existentes, ou existem conflitos entre as diferentes iniciativas?
34. O cronograma de execução do programa foi claramente estabelecido durante a
formulação, levando em consideração os prazos realistas para cada fase do
programa?
35. Existe o risco de que prazos irrealistas tenham sido definidos durante a
formulação, resultando em pressões indevidas ou atrasos durante a execução?
36. O cronograma é suficientemente flexível para permitir ajustes em caso de
imprevistos ou mudanças nas condições de execução?
37. Durante a formulação, foi considerado o impacto de longo prazo do programa e
sua sustentabilidade após o término da execução inicial?
38. Existe o risco de que a formulação tenha negligenciado a necessidade de
planejamento de sustentabilidade, especialmente no que diz respeito à
continuidade dos benefícios para a população?
39. Foram previstas fontes de financiamento e estratégias para garantir que o
programa continue a operar ou gerar impacto positivo após sua fase inicial?
40. A capacidade institucional para implementar o programa foi avaliada de forma
adequada durante a formulação, considerando os recursos humanos, tecnológicos
e logísticos disponíveis?
41. Existe o risco de que a instituição responsável pela execução do programa não
tenha capacidade suficiente para implementar as ações planejadas, o que pode
comprometer os resultados?
42. A formulação do programa levou em conta a necessidade de reforçar a
capacidade institucional por meio de treinamento ou parceria com outras
organizações?
43. A formulação do programa incluiu um sistema claro de monitoramento e
avaliação para acompanhar o progresso e os resultados do programa?
44. Existe o risco de que a formulação não tenha considerado mecanismos eficazes
de avaliação, dificultando a medição de impactos e a implementação de melhorias
contínuas?
45. O sistema de monitoramento é suficientemente flexível para se adaptar às
mudanças ou aos desafios inesperados durante a execução do programa?
Mudanças políticas e 1. Existe o risco de que flutuações econômicas, como recessão ou inflação, 1. Econômico com aumento dos custos 1. Análise de cenário e tendências (políticas,

Ambiente governamentais, com troca de


lideranças, prioridades políticas ou
impactem negativamente o financiamento ou a execução do programa?
2. Mudanças nas taxas de juros ou câmbio podem afetar os custos dos recursos ou
operacionais e dificuldades
continuidade do programa/processo;
de econômicas, sociais) para antecipar
mudanças que possam impactar os

Externo reestruturações administrativas


que impactam programas em
a viabilidade financeira do programa?
3. O programa está preparado para se ajustar a uma desaceleração econômica ou a
2. Ajustes estratégicos necessários,
riscos legais, necessidade de compliance
programas;
2. Monitoramento legislativo e normativo,
andamento. Alterações legais ou um aumento inesperado de custos de insumos essenciais? mais rigoroso e impacto na reputação da com objetivo em detectar mudanças legais e

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 119


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
regulatórias, com novas leis, 4. O ambiente político atual é instável, podendo impactar a continuidade do organização; regulatórias com impacto direto;
normas ou decisões judiciais que programa ou gerar mudanças na prioridade das políticas públicas? 3. Perda de vantagem competitiva, 3. Mapeamento e análise de stakeholders
modificam competências, 5. Existe o risco de mudanças no governo ou na administração pública alterarem os necessidade de adaptação rápida, (atores externos relevantes), para prever
recursos ou prazos dos programas. objetivos ou a implementação do programa? aumento de custos para atualização possíveis interferências ou apoios no
Crises econômicas e fiscais, 6. Mudanças nas políticas públicas, em termos de prioridades governamentais ou tecnológica ou risco de falhas de processo;
provocando redução de legislação, podem afetar diretamente os recursos ou a forma de execução do segurança; 4. Elaboração de planos alternativos diante
orçamento, cortes de verbas ou programa? 4. Necessidade de ajustar os produtos e de variáveis externas, com objetivo em
restrições de despesas públicas. 7. Existe o risco de mudanças nas leis ou regulamentações que impactem a serviços às novas demandas e problemas reduzir impacto de eventos não controláveis
Mudanças sociais e demográficas, execução ou o financiamento do programa? sociais; (ex: crise econômica, calamidades);
com aumento de demanda por 8. As alterações em normas fiscais, ambientais ou trabalhistas podem dificultar a 5. Danos e interrupções nos serviços e 5. Simulações e cenários alternativos no
serviços ou mudança no perfil da implementação do programa ou aumentar custos inesperados? entregas, custos elevados de adaptação planejamento estratégico, de forma a
população atendida. Ações ou 9. O programa está em conformidade com todas as leis e regulamentações atuais, a novas regulamentações e impactos na preparar a instituição para diferentes
omissões de parceiros externos, e preparado para se ajustar caso novas regras sejam impostas? reputação da organização; cenários futuros;
com dependência de outros entes 10. O programa está preparado para responder a mudanças demográficas, como [Link] de priorização e agenda de 6. Fortalecimento da articulação com outros
(estados, municípios, ONGs, envelhecimento populacional, migração ou variações nas taxas de natalidade, que governo; entes e órgãos, para ganhar apoio para
empresas) que podem falhar na possam alterar as necessidades dos beneficiários? 7. Redução recursos humanos, materiais, respostas coordenadas a eventos externos;
execução conjunta. Exigências de 11. Existe o risco de que mudanças nos valores sociais ou nas atitudes da financeiros e orçamentários; 7. Participação em fóruns, conselhos, redes
órgãos de controle e fiscalização, população afetem a aceitação ou a eficácia do programa? 8. Interrupção de operações do e comissões, para aumentar influência
com recomendações ou 12. Alterações nas características sociais e culturais podem impactar a programa/processo; institucional no ambiente externo;
determinações dos órgãos de participação ou o engajamento da comunidade nas atividades do programa? 9. Reestruturação de estratégias e 8. Previsão de cláusulas de exceção e
controle, que afetam o 13. O avanço tecnológico pode gerar a necessidade de adaptação do programa para mudanças das políticas; adaptação em instrumentos normativos, de
planejamento e execução. Eventos incorporar novas ferramentas ou sistemas, ou causar obsolescência de processos 10. Pressão para adotar práticas de forma a permitir ajustes formais frente a
climáticos ou desastres naturais, ou recursos existentes? políticas/programas/ processos mais mudanças externas;
envolvendo secas, enchentes, 14. O risco de que novas tecnologias concorrentes possam reduzir a eficácia do responsáveis; 9. Regramentos que autorizem
pandemias, entre outros, que programa ou modificar as necessidades de recursos? 11. Riscos de danos à reputação se a replanejamento com justificativas válidas, de
inviabilizam a execução do 15. O programa está preparado para lidar com a rápida evolução tecnológica, seja organização for vista como irresponsável forma a adaptar metas e cronogramas a
programa ou deslocam para aproveitar inovações ou mitigar riscos associados a novas tecnologias? ou antiética; condições externas imprevisíveis;
prioridades. 16. Existe o risco de desastres naturais (como enchentes, secas, terremotos) que 10. Comunicação transparente com o
Conflitos institucionais ou possam prejudicar a infraestrutura necessária para a execução do programa? público e partes interessadas com vista a
judiciais, com possíveis disputas 17. O programa está adaptado para lidar com os impactos das mudanças climáticas minimizar ruído e pressão indevida em
entre entes federativos ou ou outros eventos ambientais extremos que possam afetar os beneficiários ou os momentos críticos;
judicialização de recursos disponíveis? 11. Gestão de crise institucional com plano
políticas/programa públicas. 18. Existe o risco de que a localização geográfica do programa o torne vulnerável a de resposta comunicacional, para preservar
Avanço tecnológico externo, com eventos climáticos imprevistos que possam interromper sua execução? reputação institucional frente a pressões
mudanças tecnológicas que 19. O programa pode ser impactado por mudanças no mercado de trabalho, como externas;
tornam obsoletos os processos ou altas taxas de desemprego ou a falta de mão-de-obra qualificada para executar as 12. Plano de Contingenciamentos;
exigem adaptação não planejada. atividades previstas? 13. Pesquisa de satisfação da sociedade;
Influência internacional de 20. Existe o risco de que a falta de disponibilidade de trabalhadores qualificados ou 14. Planos emergências com metas
acordos, tratados, pressões de motivados afete a implementação do programa? mínimas;
organismos multilaterais, que 21. Mudanças nas políticas de trabalho ou no comportamento da força de trabalho 15. Articulação institucional com registro de
afetam podem influenciar a execução do programa, tornando mais difícil atingir os objetivos resultados alcançados;
políticas/programas/processos. estabelecidos?
22. Existe o risco de que tensões sociais ou conflitos civis possam afetar a
implementação do programa, especialmente em áreas com alto índice de violência

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ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
ou instabilidade?
23. O programa pode ser afetado por protestos, greves ou outras formas de
mobilização social que impeçam a execução ou a alocação de recursos
necessários?
24. O risco de que distúrbios sociais ou manifestações possam afetar a segurança
dos beneficiários ou dos profissionais envolvidos na execução do programa?
25. O programa depende de fornecedores externos ou do mercado para recursos
essenciais (materiais, insumos, serviços), e existe o risco de que mudanças nos
preços ou na disponibilidade desses recursos afetem a execução?
26. O programa está vulnerável a riscos associados à escassez de recursos ou ao
aumento de preços devido a crises no mercado global ou local?
27. A dependência de terceiros para a entrega de serviços ou produtos essenciais
pode gerar riscos operacionais caso esses parceiros não consigam cumprir os
prazos ou padrões esperados?
28. O programa pode ser afetado por mudanças nas relações internacionais, como
embargos, mudanças no comércio global ou políticas internacionais que impactem
os recursos ou o financiamento do programa?
29. Existe o risco de que crises ou instabilidades em outros países possam afetar
negativamente o programa, especialmente se o financiamento ou os insumos forem
provenientes de fora do país?
30. O programa está preparado para lidar com as incertezas trazidas pela
globalização e pelos fluxos internacionais de capital e recursos?
31. Existe o risco de que a falta de apoio da sociedade civil ou a oposição de grupos
de interesse comprometa a execução do programa?
32. O programa está vulnerável a resistências ou críticas dos beneficiários, das
organizações não governamentais ou outros grupos da sociedade civil que possam
afetar sua implementação?
33. A percepção negativa do público em relação ao programa pode afetar a sua
eficácia ou gerar pressões para mudanças nas políticas estabelecidas?
34. Existe o risco de que pressões de organizações internacionais ou ONGs
influenciem negativamente a execução do programa, seja por expectativas
conflitantes ou por ações que alterem a agenda política do programa?
35. O programa pode ser impactado por mudanças nas estratégias ou nas
condições de financiamento por parte de agências internacionais que fornecem
apoio financeiro ou técnico?
36. O programa depende de infraestrutura pública (como transporte, eletricidade,
comunicações) e mudanças na disponibilidade ou qualidade desses serviços
podem impactar a execução?
37. O risco de que falhas na infraestrutura ou alterações nas políticas públicas
relacionadas a esses serviços (como privatização ou cortes de orçamento) possam
afetar diretamente os resultados do programa?
38. O programa pode ser afetado pela falta de condições adequadas de
infraestrutura nas áreas onde está sendo implementado?
39. O programa está preparado para responder a uma crise de saúde pública, como

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ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
uma pandemia, que possa interromper a execução ou alterar as necessidades da
população-alvo?
40. Existe o risco de que uma crise de saúde pública afete a segurança dos
trabalhadores ou a capacidade de engajar os beneficiários do programa?
Instabilidade política, com 1. Existe o risco de falta de qualificação ou capacitação das equipes envolvidas na 1. Atrasos na entrega, aumento de custos 1. Estrutura organizacional clara e atualizada
mudanças de governo ou execução do programa? operacionais, redução da qualidade do de forma a evitar sobreposição ou lacunas de
instabilidade podem alterar 2. Há uma escassez de pessoal ou dificuldades na retenção de talentos essenciais produto ou serviço. responsabilidades;
prioridades e compromissos. para a implementação do programa? 2. Baixo desempenho, perda de talentos, 2. Definição de papéis, atribuições e
Mudanças nas políticas e 3. Existe o risco de falta de alinhamento ou comunicação entre as equipes aumento de erros operacionais e responsáveis por processos, com objetivo
programas públicos, com responsáveis pela execução do programa e outras partes envolvidas? deterioração da cultura organizacional. em promover responsabilização e eficiência;
alterações de diretrizes que afetam 4. Há um risco de resistência ou falta de engajamento das equipes internas, 3. Diminuição da capacidade de 3. Avaliação de desempenho institucional e
a continuidade dos programas. prejudicando a eficácia do programa? investimento e corte de custos por processo, com objetivo a identificar
Interferência política indevida com 5. A infraestrutura necessária para a execução do programa está disponível e em essenciais. fragilidades internas e promover ajustes;
pressões externas prejudicando condições adequadas? 4. Multas, danos à reputação, processos 4. Programas de capacitação contínua de
decisões técnicas ou operacionais. 6. Existe o risco de que a falta de recursos materiais ou tecnológicos possa judiciais, e perda de confiança. forma a reduzir falhas operacionais e
Legal e regulatória, com alterações comprometer o andamento do programa? 5. Perda de dados sensíveis, falhas no melhorar habilidades;
legislativas, novas leis ou decretos 7. O programa depende de instalações ou equipamentos que podem estar atendimento ao cliente, interrupções nas 5. Gestão de clima organizacional e
que criam obrigações ou limitam a desatualizados ou em más condições, afetando sua implementação? operações e riscos de segurança comunicação interna de forma a evitar
atuação dos programas. 8. Existe o risco de falta de manutenção ou a obsolescência de recursos essenciais cibernética. conflitos, desmotivação e ruídos de
Judicialização excessiva, com para o sucesso do programa? 6. Perda de competitividade, falha no informação;
ações judiciais que suspendem ou 9. O planejamento estratégico do programa é claro e bem estruturado, com alcance de objetivos estratégicos, e 6. Plano de sucessão e retenção de
alteram a implementação dos definição precisa de metas e prazos? impactos negativos no desempenho conhecimento para reduzir impacto de
processos. Crises econômicas 10. Existe o risco de que processos internos ineficazes ou pouco claros impactem a financeiro e reputacional da organização. saídas de servidores e aposentadorias;
com redução de arrecadação, execução do programa, como falta de processos de comunicação, monitoramento 7. Queda no moral dos colaboradores, 7. Mapeamento, padronização e
cortes orçamentários e ou controle? aumento do turnover, problemas de documentação dos processos para
Ambiente contingenciamentos. Inflação ou 11. O programa está sujeito a mudanças frequentes de diretrizes ou planos internos, integração de novas equipes e perda de minimizar improviso, retrabalho e perda de
variação cambial, com aumentos dificultando a sua execução consistente? identidade organizacional. controle;
Interno inesperados de custos em 12. Há falta de uma metodologia clara para a execução das atividades do programa, 8. Desorganização, resistência dos 8. Adoção de fluxogramas e checklists
compras e contratos. Mudanças o que pode gerar desorganização ou atrasos? funcionários, baixa produtividade, e falha operacionais para apoiar a execução com
no perfil populacional, com 13. Existe o risco de que decisões internas sejam tomadas de forma centralizada ou na implementação de novas iniciativas. base em boas práticas;
crescimento de demanda não sem o devido processo de consulta e análise, prejudicando a execução do 9. Perda de Eficiência e Produtividade. 9. Monitoramento por indicadores internos
previsto ou alteração do público- programa? 10. Aumento de Custos. (tempo, qualidade, retrabalho), com objetivo
alvo. Pressões sociais por 14. A falta de clareza nos processos de tomada de decisão pode gerar ineficiências 11. Danos à Reputação. em acompanhar eficiência e aplicar
respostas rápidas que afetam ou atrasos na execução das atividades do programa? 12. Falhas no processo de execução da correções rápidas;
planejamento. Desastres naturais, 15. Há um risco de que a tomada de decisões seja afetada por interesses pessoais estratégia ou no alinhamento das equipes 10. Segregação de funções críticas para
com enchentes, secas ou outros ou políticos dentro da organização, comprometendo a imparcialidade e a eficiência com os objetivos da organização podem evitar fraudes, conflitos de interesse e erros;
eventos que interrompem do programa? levar ao não cumprimento das metas e à 11. Registro e rastreabilidade de decisões e
atividades. Impacto direto na 16. Existe o risco de que a alocação inadequada ou o mau gerenciamento dos falha no alcance dos resultados ações para aumentar transparência e
execução e gestão dos processos. recursos financeiros afete a execução do programa? desejados. audibilidade;
Relacionamentos externos com 17. O programa possui um controle financeiro eficaz para garantir que os recursos 13. A falta de controle adequado sobre 12. Acompanhamento e resposta a
falhas de entes parceiros. Disputas sejam usados de forma eficiente e dentro do orçamento? processos internos, governança ou recomendações de auditoria para corrigir
de competências ou atribuições 18. Há um risco de falhas nos processos de contabilidade e auditoria interna que conformidade com normas e falhas apontadas e melhorar processos;
entre entes da federação. possam gerar desvios ou desperdícios de recursos? regulamentos pode resultar em 13. Sistemas integrados e confiáveis para
Inovações disruptivas externas 19. Existe a possibilidade de que o financiamento não seja suficiente ou o automatizar tarefas e reduzir falhas

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ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
com necessidade de rápida orçamento seja mal distribuído, afetando o alcance dos objetivos do programa? penalidades legais, multas e perda de humanas;
adaptação a tecnologias que 20. Existe o risco de falhas nos sistemas de TI ou de gestão de informações que licenças operacionais. 14. Controles de acesso a sistemas e
afetam os processos. impactem o monitoramento e a execução do programa? informações de forma a proteger dados e
21. O programa está dependente de tecnologias antigas ou desatualizadas que prevenir acessos indevidos;
podem comprometer sua eficiência? 15. Backup e planos de contingência de TI
22. Há problemas de integração entre os sistemas internos utilizados para a gestão para garantir continuidade das operações em
e acompanhamento do programa? falhas técnicas;
23. O programa está preparado para adotar inovações tecnológicas ou soluções 16. Implantação de Comitê de governança e
alternativas caso surjam problemas operacionais? canais formais de comunicação;
24. A cultura organizacional favorece a colaboração e a comunicação eficaz entre 17. Plano de sucessão e gestão do
as equipes responsáveis pela execução do programa? conhecimento;
25. Existe o risco de que barreiras internas de comunicação (entre departamentos 18. Processo de Controles Internos e
ou equipes) afetem a coordenação do programa? fortalecimento da ouvidoria e corregedoria;
26. A falta de uma cultura de transparência e responsabilidade pode gerar 19. Implantação de BI (Business Intelligence)
desconfiança e falhas na execução do programa? e cultura de dados;
27. O programa está sendo monitorado de forma eficaz, com feedback constante
para ajustes em tempo real, ou existe falta de monitoramento e revisão contínuos?
28. Existe o risco de conflitos internos, como disputas entre equipes ou
departamentos, que possam afetar a colaboração e a execução do programa?
29. A falta de mecanismos eficazes para a resolução de conflitos pode gerar tensão
interna e desorganização, prejudicando a implementação do programa?
30. Há falta de alinhamento entre os objetivos internos da organização e os objetivos
do programa, o que pode gerar discordâncias sobre prioridades e recursos?
31. A estrutura de governança interna do programa é clara e eficaz, garantindo que
todos os processos sejam monitorados e controlados adequadamente?
32. Existe o risco de falhas nos controles internos que possam gerar erros ou desvios
na execução do programa?
33. O programa possui mecanismos de monitoramento e avaliação contínuos para
garantir que os objetivos sejam atingidos dentro dos prazos e orçamentos
estabelecidos?
34. Existe o risco de que a falta de engajamento de stakeholders internos, como
outras áreas do governo ou departamentos, afete a implementação do programa?
35. A falta de apoio ou alinhamento com os principais stakeholders internos pode
prejudicar a execução do programa, gerando resistências ou obstáculos
inesperados?
36. O programa está sendo integrado de forma eficaz aos processos internos das
organizações parceiras ou stakeholders envolvidos?
37. Existe o risco de que mudanças na liderança ou na alta gestão da organização
impactem a continuidade ou os objetivos do programa?
38. A mudança de gestores ou responsáveis pelo programa pode afetar a
implementação devido à falta de alinhamento entre as diferentes visões e
prioridades?
39. Existe um plano de sucessão ou de transição para garantir a continuidade da
execução do programa em caso de mudanças na liderança?

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 123


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
40. O programa conta com um sistema interno eficaz de monitoramento e avaliação
para acompanhar o progresso das atividades e corrigir possíveis falhas?
41. Existe o risco de que falhas no processo de monitoramento ou avaliação interna
afetem a capacidade de ajustar o programa conforme necessário?
42. A avaliação interna é realizada de forma regular e abrangente, permitindo
identificar eventuais problemas antes que se tornem críticos?
43. Existe o risco de que a falta de processos administrativos bem definidos (como
gestão de documentos, aprovações ou fluxos de trabalho) atrapalhe a execução
eficiente do programa?
44. A desorganização administrativa pode gerar atrasos ou erros no cumprimento de
prazos e compromissos, prejudicando os resultados do programa?
45. Há um risco de que falhas administrativas, como a falta de controle sobre
contratos ou pagamentos, impactem a execução de atividades do programa?
46. Existe o risco de que a falta de acesso a informações atualizadas e precisas
prejudique a tomada de decisões dentro do programa?
47. A escassez de dados relevantes ou de ferramentas para analisar informações
pode afetar a capacidade de monitorar e ajustar o programa conforme necessário?
48. Existem sistemas eficazes para garantir que as informações sobre o andamento
do programa sejam compartilhadas de maneira adequada entre todos os
envolvidos?

Falta de controle interno e 1. Há condutas ou decisões institucionais que possam ser mal interpretadas pela 1. Perda de confiança e credibilidade; 1. Código de conduta e ética institucional;
auditoria. Ausência de sociedade ou pela imprensa? 2. Reação negativa nas redes sociais; 2. Política de comunicação e transparência
protocolo de crise. Falta de 2. A instituição tem sido alvo de denúncias, críticas recorrentes ou processos 3. Danos à imagem institucional; ativa;
política de conduta. judiciais com repercussão pública? 4. Desconfiança e pressão política; 3. Mapeamento e gestão de stakeholders;
Planejamento malfeito. 3. Há servidores, dirigentes ou contratados com histórico de envolvimento 5. Descontinuidade do Processo de 4. Capacitação em relacionamento com a
Omissão de dados. Fracasso ou em escândalos, condutas antiéticas ou crimes? trabalho; mídia;
atraso em programas públicos. 4. Existem falhas na comunicação institucional que possam gerar ruído, 6. Críticas públicas e suspeitas de má 5. Procedimento de due diligence para
Recorrência de avaliações desinformação ou ausência de resposta pública? gestão; parceiros;
6. Indicadores de percepção pública;
negativas. 5. A organização cumpre suas promessas públicas, metas e prazos 7. Contaminação da imagem
7. Comitê de crise e manual de resposta
divulgados à população? institucional;
rápida;
6. As parcerias e contratações envolvem entidades com reputação duvidosa 8. Exposição negativa e perda de 8. Planejamento realista; monitoramento de
ou histórico de irregularidades? apoio político; metas; comunicação ativa;
7. Existem políticas claras de ética, conduta e uso de redes sociais pelos 9. Repercussão negativa com 9. Planos de ação corretiva; interlocução
servidores e gestores? atribuição à instituição; com controle externo;
Imagem/Reputação 8. A instituição já foi exposta negativamente na mídia, redes sociais ou por Pressão institucional e perda de
órgãos de controle? recursos
9. Há mecanismos eficazes de escuta da sociedade, como ouvidorias,
transparência ativa e canais de denúncia?
Como está a avaliação do órgão nos mecanismos de reputação pública
(pesquisas, mídia, redes sociais, auditorias)?

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 124


ANEXO X - IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS
Controles
Tipos de Riscos Causas Eventos de Riscos Consequências
Existentes/Necessários
Falta de segregação de funções. 1. Há possibilidade de atuação de servidores ou gestores em situação de conflito 1. Enfraquecimento da confiança 1) Rodízio de funções;
Conflito de interesses não de interesse, seja real, aparente ou potencial? pública; 2) Análise prévia de riscos;
declarado. Cultura institucional 2. Existem atividades com risco de fraude ou favorecimento em licitações, 2. Responsabilização legal; 3) Declaração de conflito;
tolerante com desvios. Falhas contratos ou concessão de benefícios? 3. Nulidade de atos, ações judiciais, 4) Gestão ativa de riscos;
em controle de pagamentos e 3. Os servidores têm clareza sobre o que constitui conduta ética e íntegra no dano reputacional; 5) Programa de integridade;
contratos. Ausência de exercício das funções? 4. Crescimento de corrupção 6) Treinamentos contínuos;
mecanismos de denúncia. Falta 4. O órgão possui canais de denúncia acessíveis e eficazes para recebimento de sistêmica; 7) Auditoria periódica;
de análise de integridade de irregularidades? 5. Prejuízo ao erário e sanções do 8) Uso de sistemas de controle (SICON,
5. Existem práticas de favorecimento pessoal, nepotismo ou nomeações indevidas TCU/CGU;
parceiros. SIASG etc.)
em cargos de confiança? 6. Impunidade e perpetuação de
Integridade 6. Há histórico de sanções, condenações ou denúncias envolvendo servidores, desvios; •9) Canal de denúncias seguro e sigiloso;
setores ou processos do órgão?
7. Os controles internos previnem e detectam irregularidades em processos
sensíveis como compras, convênios e recursos públicos? • Risco jurídico e reputacional;
8. A cultura organizacional valoriza a ética, a imparcialidade e a
responsabilização?
9. Os processos de apuração de responsabilidade (disciplinar, civil, penal) são
efetivos e isentos?
10. Existe uma estrutura formal de integridade (compliance), com plano, comitê ou
núcleo de integridade?

Assessoria Especial de Controle Interno – AECI 2025 125

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