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Matematica

O documento aborda conceitos fundamentais de matemática, incluindo conjuntos numéricos, operações com números naturais e inteiros, além de tópicos como porcentagem, juros, probabilidade e estatística básica. Ele também apresenta exemplos práticos e questões para fixação do conteúdo. O material é licenciado e proíbe a reprodução não autorizada.
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Matematica

O documento aborda conceitos fundamentais de matemática, incluindo conjuntos numéricos, operações com números naturais e inteiros, além de tópicos como porcentagem, juros, probabilidade e estatística básica. Ele também apresenta exemplos práticos e questões para fixação do conteúdo. O material é licenciado e proíbe a reprodução não autorizada.
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sumário

CNU

Matemática

Conjuntos numéricos: naturais, inteiros, racionais e reais; potências e raízes .............. 1


Múltiplos, divisores, números primos ............................................................................. 20
Sistemas de Unidades de Medidas: comprimento, área, volume, massa e tempo ........ 25
Razão e proporção ......................................................................................................... 31
Regra de três simples e composta ................................................................................. 33

Matemática
Porcentagem, juros simples e compostos ...................................................................... 35
Probabilidade.................................................................................................................. 39
Estatística básica: leitura e interpretação de dados representados em tabelas e gráfi-
cos; medidas de tendência central (média, mediana, moda) ......................................... 43
Questões ........................................................................................................................ 54
Gabarito .......................................................................................................................... 64

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reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
Conjuntos numéricos: naturais, inteiros, racionais e reais; potências e raízes

O agrupamento de termos ou elementos que associam características semelhantes é denominado conjunto.


Quando aplicamos essa ideia à matemática, se os elementos com características semelhantes são números,
referimo-nos a esses agrupamentos como conjuntos numéricos.
Em geral, os conjuntos numéricos podem ser representados graficamente ou de maneira extensiva, sendo
esta última a forma mais comum ao lidar com operações matemáticas. Na representação extensiva, os números
são listados entre chaves {}. Caso o conjunto seja infinito, ou seja, contenha uma quantidade incontável de
números, utilizamos reticências após listar alguns exemplos. Exemplo: N = {0, 1, 2, 3, 4, …}.
Existem cinco conjuntos considerados essenciais, pois são os mais utilizados em problemas e questões
durante o estudo da Matemática. Esses conjuntos são os Naturais, Inteiros, Racionais, Irracionais e Reais.

CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS (N)


O conjunto dos números naturais é simbolizado pela letra N e compreende os números utilizados para
contar e ordenar. Esse conjunto inclui o zero e todos os números positivos, formando uma sequência infinita.
Em termos matemáticos, os números naturais podem ser definidos como N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, …}
O conjunto dos números naturais pode ser dividido em subconjuntos:
N* = {1, 2, 3, 4…} ou N* = N – {0}: conjunto dos números naturais não nulos, ou sem o zero.
Np = {0, 2, 4, 6…}, em que n ∈ N: conjunto dos números naturais pares.
Ni = {1, 3, 5, 7..}, em que n ∈ N: conjunto dos números naturais ímpares.
P = {2, 3, 5, 7..}: conjunto dos números naturais primos.
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Operações com Números Naturais


Praticamente, toda a Matemática é edificada sobre essas duas operações fundamentais: adição e
multiplicação.

Adição de Números Naturais


A primeira operação essencial da Aritmética tem como objetivo reunir em um único número todas as unidades
de dois ou mais números.
Exemplo: 6 + 4 = 10, onde 6 e 4 são as parcelas e 10 é a soma ou o total.

Subtração de Números Naturais


É utilizada quando precisamos retirar uma quantidade de outra; é a operação inversa da adição. A subtração
é válida apenas nos números naturais quando subtraímos o maior número do menor, ou seja, quando quando
a-b tal que a ≥ b.
Exemplo: 200 – 193 = 7, onde 200 é o Minuendo, o 193 Subtraendo e 7 a diferença.
Obs.: o minuendo também é conhecido como aditivo e o subtraendo como subtrativo.

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Multiplicação de Números Naturais
É a operação que visa adicionar o primeiro número, denominado multiplicando ou parcela, tantas vezes
quantas são as unidades do segundo número, chamado multiplicador.
Exemplo: 3 x 5 = 15, onde 3 e 5 são os fatores e o 15 produto.
- 3 vezes 5 é somar o número 3 cinco vezes: 3 x 5 = 3 + 3 + 3 + 3 + 3 = 15. Podemos no lugar do “x” (vezes)
utilizar o ponto “. “, para indicar a multiplicação).

Divisão de Números Naturais


Dados dois números naturais, às vezes precisamos saber quantas vezes o segundo está contido no primeiro.
O primeiro número, que é o maior, é chamado de dividendo, e o outro número, que é menor, é o divisor. O
resultado da divisão é chamado de quociente. Se multiplicarmos o divisor pelo quociente e somarmos o resto,
obtemos o dividendo.
No conjunto dos números naturais, a divisão não é fechada, pois nem sempre é possível dividir um número
natural por outro número natural de forma exata. Quando a divisão não é exata, temos um resto diferente de
zero.

Princípios fundamentais em uma divisão de números naturais


– Em uma divisão exata de números naturais, o divisor deve ser menor do que o dividendo. 45 : 9 = 5
– Em uma divisão exata de números naturais, o dividendo é o produto do divisor pelo quociente. 45 = 5 x 9
– A divisão de um número natural n por zero não é possível, pois, se admitíssemos que o quociente fosse q,
então poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 0 x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão
de n por 0 não tem sentido ou ainda é dita impossível.

Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Naturais


Para todo a, b e c em N
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b + a
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a
4) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
5) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
6) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
7) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
8) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab – ac
9) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural,
continua como resultado um número natural.

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Exemplos:
1. Em uma gráfica, a máquina utilizada para imprimir certo tipo de calendário está com defeito, e, após
imprimir 5 calendários perfeitos (P), o próximo sai com defeito (D), conforme mostra o esquema. Considerando
que, ao se imprimir um lote com 5 000 calendários, os cinco primeiros saíram perfeitos e o sexto saiu com
defeito e que essa mesma sequência se manteve durante toda a impressão do lote, é correto dizer que o
número de calendários perfeitos desse lote foi
(A) 3 642.
(B) 3 828.
(C) 4 093.
(D) 4 167.
(E) 4 256.

Solução:
Vamos dividir 5000 pela sequência repetida (6):
5000 / 6 = 833 + resto 2.
Isto significa que saíram 833. 5 = 4165 calendários perfeitos, mais 2 calendários perfeitos que restaram na
conta de divisão.
Assim, são 4167 calendários perfeitos.

Resposta: D.
2. João e Maria disputaram a prefeitura de uma determinada cidade que possui apenas duas zonas eleitorais.
Ao final da sua apuração o Tribunal Regional Eleitoral divulgou a seguinte tabela com os resultados da eleição.
A quantidade de eleitores desta cidade é:

1ª Zona Eleitoral 2ª Zona Eleitoral


João 1750 2245
Maria 850 2320
Nulos 150 217
Brancos 18 25
Abstenções 183 175

(A) 3995
(B) 7165
(C) 7532
(D) 7575
(E) 7933

Solução:
Vamos somar a 1ª Zona: 1750 + 850 + 150 + 18 + 183 = 2951
2ª Zona: 2245 + 2320 + 217 + 25 + 175 = 4982
Somando os dois: 2951 + 4982 = 7933

Resposta: E.

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3. Uma escola organizou um concurso de redação com a participação de 450 alunos. Cada aluno que par-
ticipou recebeu um lápis e uma caneta. Sabendo que cada caixa de lápis contém 30 unidades e cada caixa
de canetas contém 25 unidades, quantas caixas de lápis e de canetas foram necessárias para atender todos
os alunos?
(A) 15 caixas de lápis e 18 caixas de canetas.
(B) 16 caixas de lápis e 18 caixas de canetas.
(C) 15 caixas de lápis e 19 caixas de canetas.
(D) 16 caixas de lápis e 19 caixas de canetas.
(E) 17 caixas de lápis e 19 caixas de canetas.

Solução:
Número de lápis: 450. Dividindo pelo número de lápis por caixa: 450 ÷ 30 = 15
Número de canetas: 450. Dividindo pelo número de canetas por caixa: 450 ÷ 25 = 18.

Resposta: A.
4. Em uma sala de aula com 32 alunos, todos participaram de uma brincadeira em que formaram grupos
de 6 pessoas. No final, sobrou uma quantidade de alunos que não conseguiram formar um grupo completo.
Quantos alunos ficaram sem grupo completo?
(A) 1
(B) 2
(C) 3
(D) 4
(E) 5

Solução:
Divisão: 32÷6=5 grupos completos, com 32 − (6 × 5) = 2 alunos sobrando.

Resposta: B.

CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS (ℤ)


O conjunto dos números inteiros é denotado pela letra maiúscula ℤ e compreende os números inteiros
negativos, positivos e o zero.
Z = {..., -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4,…}

O conjunto dos números inteiros também possui alguns subconjuntos:


ℤ+ = {0, 1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos.
ℤ- = {…-4, -3, -2, -1, 0}: conjunto dos números inteiros não positivos.
ℤ*+ = {1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos e não nulos, ou seja, sem o zero.

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ℤ*- = {… -4, -3, -2, -1}: conjunto dos números inteiros não positivos e não nulos.

Módulo
O módulo de um número inteiro é a distância ou afastamento desse número até o zero, na reta numérica
inteira. Ele é representado pelo símbolo | |.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
O módulo de +6 é 6 e indica-se |+6| = 6
O módulo de –3 é 3 e indica-se |–3| = 3
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.

Números Opostos
Dois números inteiros são considerados opostos quando sua soma resulta em zero; dessa forma, os pontos
que os representam na reta numérica estão equidistantes da origem.
Exemplo: o oposto do número 4 é -4, e o oposto de -4 é 4, pois 4 + (-4) = (-4) + 4 = 0. Em termos gerais, o
oposto, ou simétrico, de “a” é “-a”, e vice-versa; notavelmente, o oposto de zero é o próprio zero.

Operações com Números Inteiros

Adição de Números Inteiros


Para facilitar a compreensão dessa operação, associamos a ideia de ganhar aos números inteiros positivos
e a ideia de perder aos números inteiros negativos.
Ganhar 3 + ganhar 5 = ganhar 8 (3 + 5 = 8)
Perder 4 + perder 3 = perder 7 (-4 + (-3) = -7)
Ganhar 5 + perder 3 = ganhar 2 (5 + (-3) = 2)
Perder 5 + ganhar 3 = perder 2 (-5 + 3 = -2)
Observação: O sinal (+) antes do número positivo pode ser omitido, mas o sinal (–) antes do número
negativo nunca pode ser dispensado.

Subtração de Números Inteiros


A subtração é utilizada nos seguintes casos:
– Ao retirarmos uma quantidade de outra quantidade;
– Quando temos duas quantidades e queremos saber a diferença entre elas;
– Quando temos duas quantidades e desejamos saber quanto falta para que uma delas atinja a outra.
A subtração é a operação inversa da adição. Concluímos que subtrair dois números inteiros é equivalente a
adicionar o primeiro com o oposto do segundo.

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Observação: todos os parênteses, colchetes, chaves, números, etc., precedidos de sinal negativo têm seu
sinal invertido, ou seja, representam o seu oposto.

Multiplicação de Números Inteiros


A multiplicação funciona como uma forma simplificada de adição quando os números são repetidos.
Podemos entender essa situação como ganhar repetidamente uma determinada quantidade. Por exemplo,
ganhar 1 objeto 15 vezes consecutivas significa ganhar 15 objetos, e essa repetição pode ser indicada pelo
símbolo “x”, ou seja: 1+ 1 +1 + ... + 1 = 15 x 1 = 15.
Se substituirmos o número 1 pelo número 2, obtemos: 2 + 2 + 2 + ... + 2 = 15 x 2 = 30
Na multiplicação, o produto dos números “a” e “b” pode ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum
sinal entre as letras.

Divisão de Números Inteiros


Considere o cálculo: - 15/3 = q à 3q = - 15 à q = -5
No exemplo dado, podemos concluir que, para realizar a divisão exata de um número inteiro por outro
número inteiro (diferente de zero), dividimos o módulo do dividendo pelo módulo do divisor.
No conjunto dos números inteiros ℤ, a divisão não é comutativa, não é associativa, e não possui a propriedade
da existência do elemento neutro. Além disso, não é possível realizar a divisão por zero. Quando dividimos zero
por qualquer número inteiro (diferente de zero), o resultado é sempre zero, pois o produto de qualquer número
inteiro por zero é igual a zero.

Regra de sinais

Potenciação de Números Inteiros


A potência an do número inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais. O número a é denominado
a base e o número n é o expoente.
an = a x a x a x a x ... x a , ou seja, a é multiplicado por a n vezes.

– Qualquer potência com uma base positiva resulta em um número inteiro positivo.
– Se a base da potência é negativa e o expoente é par, então o resultado é um número inteiro positivo.

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– Se a base da potência é negativa e o expoente é ímpar, então o resultado é um número inteiro negativo.

Radiciação de Números Inteiros


A radiciação de números inteiros envolve a obtenção da raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro
a. Esse processo resulta em outro número inteiro não negativo, representado por b, que, quando elevado à
potência n, reproduz o número original a. O índice da raiz é representado por n, e o número a é conhecido como
radicando, posicionado sob o sinal do radical.
A raiz quadrada, de ordem 2, é um exemplo comum. Ela produz um número inteiro não negativo cujo
quadrado é igual ao número original a.
Importante observação: não é possível calcular a raiz quadrada de um número inteiro negativo no conjunto
dos números inteiros.
É importante notar que não há um número inteiro não negativo cujo produto consigo mesmo resulte em um
número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que gera outro número inteiro. Esse número,
quando elevado ao cubo, é igual ao número original a. É crucial observar que, ao contrário da raiz quadrada,
não restringimos nossos cálculos apenas a números não negativos.

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Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Inteiros
Para todo a, b e c em ℤ
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b +a
3) Elemento neutro da adição : a + 0 = a
4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0
5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
6) Comutativa da multiplicação : a.b = b.a
7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
8) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
9) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac
10) Elemento inverso da multiplicação: para todo inteiro a ≠ 0, existe um inverso a–1 = 1/a em Z, tal que, a
. a–1 = a . (1/a) = 1
11) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural,
continua como resultado um número natural.

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Exemplos:
1. Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do uso adequado dos materiais em geral e
dos recursos utilizados em atividades educativas, bem como da preservação predial, realizou-se uma dinâmica
elencando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento dos elementos do grupo. Solicitou-se que
cada um classificasse suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4) pontos a cada atitude positiva e
(-1) a cada atitude negativa. Se um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes anotadas, o total
de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.

Solução:
50-20=30 atitudes negativas
20.4=80
30.(-1)=-30
80-30=50

Resposta: A.
2. Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior quantidade possível, sem ficar devendo na loja.
Verificou o preço de alguns produtos:
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TV: R$ 562,00
DVD: R$ 399,00
Micro-ondas: R$ 429,00
Geladeira: R$ 1.213,00
Na aquisição dos produtos, conforme as condições mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco
recebido será de:
(A) R$ 84,00
(B) R$ 74,00
(C) R$ 36,00
(D) R$ 26,00
(E) R$ 16,00

Solução:
Geladeira + Micro-ondas + DVD = 1213 + 429 + 399 = 2041
Geladeira + Micro-ondas + TV = 1213 + 429 + 562 = 2204, extrapola o orçamento
Geladeira + TV + DVD = 1213 + 562 + 399 = 2174, é a maior quantidade gasta possível dentro do orçamento.
Troco:2200 – 2174 = 26 reais

Resposta: D.

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CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS (Q)
Os números racionais são aqueles que podem ser expressos na forma de fração. Nessa representação, tanto
o numerador quanto o denominador pertencem ao conjunto dos números inteiros, e é fundamental observar
que o denominador não pode ser zero, pois a divisão por zero não está definida.
O conjunto dos números racionais é simbolizado por Q. Vale ressaltar que os conjuntos dos números naturais
e inteiros são subconjuntos dos números racionais, uma vez que todos os números naturais e inteiros podem
ser representados por frações. Além desses, os números decimais e as dízimas periódicas também fazem parte
do conjunto dos números racionais.

Representação na reta:

Também temos subconjuntos dos números racionais:


Q* = subconjunto dos números racionais não nulos, formado pelos números racionais sem o zero.
Q+ = subconjunto dos números racionais não negativos, formado pelos números racionais positivos.
Q*+ = subconjunto dos números racionais positivos, formado pelos números racionais positivos e não nulos.
Q- = subconjunto dos números racionais não positivos, formado pelos números racionais negativos e o zero.
Q*- = subconjunto dos números racionais negativos, formado pelos números racionais negativos e não nulos.

Representação Decimal das Frações


Tomemos um número racional a/b, tal que a não seja múltiplo de b. Para escrevê-lo na forma decimal, basta
efetuar a divisão do numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos. Decimais Exatos:
2/5 = 0,4
1/4 = 0,25
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se
periodicamente Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
1/3 = 0,333...
167/66 = 2,53030...

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Existem frações muito simples que são representadas por formas decimais infinitas, com uma característica
especial: existe um período.
Uma forma decimal infinita com período de UM dígito pode ser associada a uma soma com infinitos termos
deste tipo:

Para converter uma dízima periódica simples em fração, é suficiente utilizar o dígito 9 no denominador para
cada quantidade de dígitos que compõe o período da dízima.

Exemplos:
1. Seja a dízima 0, 333....
Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo 3), então vamos colocar um 9 no denominador
e repetir no numerador o período.

Assim, a geratriz de 0,333... é a fração 3/9.


2. Seja a dízima 1, 2343434...
O número 234 é formado pela combinação do ante período com o período. Trata-se de uma dízima periódica
composta, onde há uma parte não repetitiva (ante período) e outra que se repete (período). No exemplo dado,
o ante período é representado pelo número 2, enquanto o período é representado por 34.
Para converter esse número em fração, podemos realizar a seguinte operação: subtrair o ante período do
número original (234 - 2) para obter o numerador, que é 232. O denominador é formado por tantos dígitos 9
quanto o período (dois noves, neste caso) e um dígito 0 para cada dígito no ante período (um zero, neste caso).
Assim, a fração equivalente ao número 234 é 232/990

Em temos uma fração mista, então transformando-a:

Simplificando por 2, obtemos x = , que é a fração geratriz da dízima 1, 23434...

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Módulo ou valor absoluto
Refere-se à distância do ponto que representa esse número até o ponto de abscissa zero.

Inverso de um Número Racional

Operações com números Racionais

Soma de Números Racionais


Como cada número racional pode ser expresso como uma fração, ou seja, na forma de a/b, onde “a” e “b”
são números inteiros e “b” não é zero, podemos definir a adição entre números racionais da seguinte forma: a/b
e c/d, da mesma forma que a soma de frações, através de:

Subtração de Números Racionais


A subtração de dois números racionais, representados por a e b, é equivalente à operação de adição do
número p com o oposto de q. Em outras palavras, a – b = a + (-b)

Multiplicação (produto) de Números Racionais


O produto de dois números racionais é definido considerando que todo número racional pode ser expresso
na forma de uma fração. Dessa forma, o produto de dois números racionais, representados por a e b é obtido
multiplicando-se seus numeradores e denominadores, respectivamente. A expressão geral para o produto de
dois números racionais é a.b. O produto dos números racionais a/b e c/d também pode ser indicado por a/b ×
c/d, a/b.c/d. Para realizar a multiplicação de números racionais, devemos obedecer à mesma regra de sinais
que vale em toda a Matemática:
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de
dois números com sinais diferentes é negativo.

Divisão (Quociente) de Números Racionais


A divisão de dois números racionais p e q é a própria operação de multiplicação do número p pelo inverso
de q, isto é: p ÷ q = p × q-1

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Potenciação de Números Racionais
A potência qn do número racional q é um produto de n fatores iguais. O número q é denominado a base e o
número n é o expoente. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto dos Números Inteiros.
qn = q × q × q × q × ... × q, ou seja, q aparece n vezes.

Radiciação de Números Racionais


Se um número é representado como o produto de dois ou mais fatores iguais, cada um desses fatores é
denominado raiz do número. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto dos Números Inteiros.
Exemplo: considere o número 1/9
Podemos dizer que 1/9 é o produto de dois fatores iguais:

Isso significa que 1/3 é a raiz quadrada de 1/9:

Propriedades da Adição e Multiplicação de Números Racionais


1) Fechamento: o conjunto Q é fechado para a operação de adição e multiplicação, isto é, a soma e a
multiplicação de dois números racionais ainda é um número racional.
2) Associativa da adição: para todos a, b, c em Q: a + ( b + c ) = ( a + b ) + c
3) Comutativa da adição: para todos a, b em Q: a + b = b + a
4) Elemento neutro da adição: existe 0 em Q, que adicionado a todo q em Q, proporciona o próprio q, isto
é: q + 0 = q
5) Elemento oposto: para todo q em Q, existe -q em Q, tal que q + (–q) = 0
6) Associativa da multiplicação: para todos a, b, c em Q: a × ( b × c ) = ( a × b ) × c
7) Comutativa da multiplicação: para todos a, b em Q: a × b = b × a
8) Elemento neutro da multiplicação: existe 1 em Q, que multiplicado por todo q em Q, proporciona o próprio
q, isto é: q × 1 = q
9) Elemento inverso da multiplicação: Para todo q = a/b em Q, q≠0 , existe :

Satisfazendo a propriedade:

ou seja,

10) Distributiva da multiplicação: Para todos a, b, c em Q: a × ( b + c ) = ( a × b ) + ( a × c )

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Exemplos:
1. Na escola onde estudo, 1/4 dos alunos tem a língua portuguesa como disciplina favorita, 9/20 têm a
matemática como favorita e os demais têm ciências como favorita. Sendo assim, qual fração representa os
alunos que têm ciências como disciplina favorita?
(A) 1/4
(B) 3/10
(C) 2/9
(D) 4/5
(E) 3/2

Solução:
Somando português e matemática:

O que resta gosta de ciências:

Resposta: B.
2. Simplificando a expressão abaixo

obtém-se :
(A) 1/2
(B) 1
(C) 3/2
(D) 2
(E) 3
Solução:
1,3333...= 12/9 = 4/3
1,5 = 15/10 = 3/2

Resposta: B.

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CONJUNTO DOS NÚMEROS IRRACIONAIS (I)
O conceito de números irracionais está vinculado à definição de números racionais. Dessa forma, pertencem
ao conjunto dos números irracionais aqueles que não fazem parte do conjunto dos racionais. Em outras
palavras, um número é ou racional ou irracional, não podendo pertencer a ambos os conjuntos simultaneamente.
Portanto, o conjunto dos números irracionais é o complemento do conjunto dos números racionais no universo
dos números reais. Outra maneira de identificar os números que compõem o conjunto dos números irracionais
é observar que eles não podem ser expressos na forma de fração. Isso ocorre, por exemplo, com decimais
infinitos e raízes não exatas.
A combinação do conjunto dos números irracionais com o conjunto dos números racionais forma um conjunto
denominado conjunto dos números reais, representado por R.
A interseção do conjunto dos números racionais com o conjunto dos números irracionais não possui
elementos em comum e, portanto, é igual ao conjunto vazio (Ø).
De maneira simbólica, temos:

Q∪I=R
Q∩I=Ø

Classificação dos Números Irracionais


Os números irracionais podem ser classificados em dois tipos principais:
– Números reais algébricos irracionais: Esses números são raízes de polinômios com coeficientes inteiros.
Um número real é considerado algébrico se puder ser expresso por uma quantidade finita de operações como
soma, subtração, multiplicação, divisão e raízes de grau inteiro, utilizando os números inteiros. Por exemplo:

É importante observar que a recíproca não é verdadeira; ou seja, nem todo número algébrico pode ser
expresso usando radicais, conforme afirmado pelo teorema de Abel-Ruffini.
– Números reais transcendentes: esses números não são raízes de polinômios com coeficientes inteiros.
Constantes matemáticas como pi (π) e o número de Euler (e) são exemplos de números transcendentes. Pode-
se dizer que há mais números transcendentes do que números algébricos, uma comparação feita na teoria dos
conjuntos usando conjuntos infinitos.
A definição mais abrangente de números algébricos e transcendentes envolve números complexos.

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Identificação de números irracionais
Com base nas explicações anteriores, podemos afirmar que:
– Todas as dízimas periódicas são números racionais.
– Todos os números inteiros são racionais.
– Todas as frações ordinárias são números racionais.
– Todas as dízimas não periódicas são números irracionais.
– Todas as raízes inexatas são números irracionais.
– A soma de um número racional com um número irracional é sempre um número irracional.
– A diferença de dois números irracionais pode ser um número racional.

Exemplos:
1. Considere as seguintes afirmações:

I. Para todo número inteiro x, tem-se

II.

III. Efetuando-se obtém-se um número maior que 5.


Relativamente a essas afirmações, é certo que
(A) I,II, e III são verdadeiras.
(B) Apenas I e II são verdadeiras.
(C) Apenas II e III são verdadeiras.
(D) Apenas uma é verdadeira.
(E) I,II e III são falsas.

Solução:

I.

II.
10x = 4,4444...
- x = 0,4444.....
9x = 4
x = 4/9

III.
Portanto, apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.

Resposta: B.

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2. Sejam os números irracionais: x = √3, y = √6, z = √12 e w = √24. Qual das expressões apresenta como
resultado um número natural?
(A) yw – xz.
(B) xw + yz.
(C) xy(w – z).
(D) xz(y + w).

Solução:
Vamos testar as alternativas:
A)

Resposta: A.

CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS (R)


O conjunto dos números reais, representado por R, é a fusão do conjunto dos números racionais com o
conjunto dos números irracionais. Vale ressaltar que o conjunto dos números racionais é a combinação dos
conjuntos dos números naturais e inteiros. Podemos afirmar que entre quaisquer dois números reais há uma
infinidade de outros números.
R = Q ∪ I, sendo Q ∩ I = Ø ( Se um número real é racional, não irracional, e vice-versa).

Entre os conjuntos números reais, temos:


R*= {x ∈ R│x ≠ 0}: conjunto dos números reais não-nulos.
R+ = {x ∈ R│x ≥ 0}: conjunto dos números reais não-negativos.
R*+ = {x ∈ R│x > 0}: conjunto dos números reais positivos.
R- = {x ∈ R│x ≤ 0}: conjunto dos números reais não-positivos.
R*- = {x ∈ R│x < 0}: conjunto dos números reais negativos.
Valem todas as propriedades anteriormente discutidas nos conjuntos anteriores, incluindo os conceitos de
módulo, números opostos e números inversos (quando aplicável).

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A representação dos números reais permite estabelecer uma relação de ordem entre eles. Os números
reais positivos são maiores que zero, enquanto os negativos são menores. Expressamos a relação de ordem
da seguinte maneira: Dados dois números reais, a e b,
a≤b↔b–a≥0

Operações com números Reais


Operando com as aproximações, obtemos uma sequência de intervalos fixos que determinam um número
real. Assim, vamos abordar as operações de adição, subtração, multiplicação e divisão.

Intervalos reais
O conjunto dos números reais possui subconjuntos chamados intervalos, determinados por meio de
desigualdades. Dados os números a e b, com a < b, temos os seguintes intervalos:
– Bolinha aberta: representa o intervalo aberto (excluindo o número), utilizando os símbolos:
> ; < ou ] ; [

– Bolinha fechada: representa o intervalo fechado (incluindo o número), utilizando os símbolos:


≥ ; ≤ ou [ ; ]
Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] para indicar as extremidades abertas dos intervalos:
[a, b[ = (a, b);
]a, b] = (a, b];
]a, b[ = (a, b).

a) Em algumas situações, é necessário registrar numericamente variações de valores em sentidos opostos,


ou seja, maiores ou acima de zero (positivos), como as medidas de temperatura ou valores em débito ou em
haver, etc. Esses números, que se estendem indefinidamente tanto para o lado direito (positivos) quanto para
o lado esquerdo (negativos), são chamados números relativos.
b) O valor absoluto de um número relativo é o valor numérico desse número sem levar em consideração o
sinal.

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c) O valor simétrico de um número é o mesmo numeral, diferindo apenas no sinal.

Operações com Números Relativos

Adição e Subtração de Números Relativos


a) Quando os numerais possuem o mesmo sinal, adicione os valores absolutos e conserve o sinal.
b) Se os numerais têm sinais diferentes, subtraia o numeral de menor valor e atribua o sinal do numeral de
maior valor.

Multiplicação e Divisão de Números Relativos


a) Se dois números relativos têm o mesmo sinal, o produto e o quociente são sempre positivos.
b) Se os números relativos têm sinais diferentes, o produto e o quociente são sempre negativos.

Exemplos:

1. Na figura abaixo, o ponto que melhor representa a diferença na reta dos números reais é:

(A) P.
(B) Q.
(C) R.
(D) S.

Solução:

Resposta: A.
2. Considere m um número real menor que 20 e avalie as afirmações I, II e III:
I- (20 – m) é um número menor que 20.
II- (20 m) é um número maior que 20.
III- (20 m) é um número menor que 20.
É correto afirmar que:
A) I, II e III são verdadeiras.
B) apenas I e II são verdadeiras.
C) I, II e III são falsas.
D) apenas II e III são falsas.

Solução:
I. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
II. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
III. Falso, pois m é Real e pode ser positivo.

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Resposta: C.

Múltiplos, divisores, números primos

Os conceitos de múltiplos e divisores de um número natural podem ser estendidos para o conjunto
dos números inteiros1. Ao abordar múltiplos e divisores, estamos nos referindo a conjuntos numéricos que
satisfazem certas condições. Múltiplos são obtidos pela multiplicação por números inteiros, enquanto divisores
são números pelos quais um determinado número é divisível.
Esses conceitos conduzem a subconjuntos dos números inteiros, pois os elementos dos conjuntos de
múltiplos e divisores pertencem ao conjunto dos números inteiros. Para compreender o que são números
primos, é fundamental ter uma compreensão sólida do conceito de divisores.

MÚLTIPLOS
Sejam a e b dois números inteiros conhecidos, o número a é múltiplo de b se, e somente se, existir um
número inteiro k tal que a=b⋅k. Portanto, o conjunto dos múltiplos de a é obtido multiplicando a por todos os
números inteiros, e os resultados dessas multiplicações são os múltiplos de a.
Por exemplo, podemos listar os 12 primeiros múltiplos de 2 da seguinte maneira, multiplicando o número 2
pelos 12 primeiros números inteiros: 2⋅1,2⋅2,2⋅3,…,2⋅12
Isso resulta nos seguintes múltiplos de 2: 2,4,6,…,24
2·1=2
2·2=4
2·3=6
2·4=8
2 · 5 = 10
2 · 6 = 12
2 · 7 = 14
2 · 8 = 16
2 · 9 = 18
2 · 10 = 20
2 · 11 = 22
2 · 12 = 24
Portanto, os múltiplos de 2 são:
M(2) = {2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24}
Observe que listamos somente os 12 primeiros números, mas poderíamos ter listado quantos fossem
necessários, pois a lista de múltiplos é gerada pela multiplicação do número por todos os inteiros. Assim, o
conjunto dos múltiplos é infinito.
Para verificar se um número é múltiplo de outro, é necessário encontrar um número inteiro de forma que a
multiplicação entre eles resulte no primeiro número. Em outras palavras, a é múltiplo de b se existir um número
inteiro k tal que a=b⋅k. Veja os exemplos:
– O número 49 é múltiplo de 7, pois existe número inteiro que, multiplicado por 7, resulta em 49. 49 = 7 · 7
– O número 324 é múltiplo de 3, pois existe número inteiro que, multiplicado por 3, resulta em 324.

1 https://brasilescola.uol.com.br/matematica/multiplos-divisores.htm

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324 = 3 · 108
– O número 523 não é múltiplo de 2, pois não existe número inteiro que, multiplicado por 2, resulte em 523.
523 = 2 · ?”

Múltiplos de 4
Como observamos, para identificar os múltiplos do número 4, é necessário multiplicar o 4 por números
inteiros. Portanto:
4·1=4
4·2=8
4 · 3 = 12
4 · 4 = 16
4 · 5 = 20
4 · 6 = 24
4 · 7 = 28
4 · 8 = 32
4 · 9 = 36
4 · 10 = 40
4 · 11 = 44
4 · 12 = 48
...
Portanto, os múltiplos de 4 são:
M(4) = {4, 8, 12, 16, 20. 24, 28, 32, 36, 40, 44, 48, … }

Submúltiplos de um número
Enquanto os múltiplos envolvem multiplicar um número por inteiros, os submúltiplos referem-se aos números
inteiros que, ao serem multiplicados por um outro inteiro, resultam no número original. Em outras palavras, os
submúltiplos de um número são os seus divisores inteiros positivos e negativos.
Por exemplo:
Os submúltiplos de 12 são os números inteiros que podem ser multiplicados por outro inteiro para formar 12.
Esses números são:
1, 2, 3, 4, 6, 12, −1, −2, −3, −4, −6, −12, pois:
▪ 1 ⋅ 12 = 12
▪ 2 ⋅ 6 = 12
▪ 3 ⋅ 4 = 12
▪ −1 ⋅ −12 = 12, e assim por diante.
Portanto, o conjunto dos submúltiplos de 12 é:
S(12) = {1, 2, 3, 4, 6, 12, −1, −2, −3, −4, −6, −12}.
Para verificar se um número é submúltiplo de outro, basta dividir o número original pelo suposto submúltiplo.
Se o resultado for um número inteiro, então ele é submúltiplo.

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Veja os exemplos:
▪ O número 3 é submúltiplo de 12, pois 12 ÷ 3 = 4, que é um número inteiro.
▪ O número 7 não é submúltiplo de 12, pois 12 ÷ 7 ≈ 1,714, que não é inteiro.

DIVISORES
Sejam a e b dois números inteiros conhecidos, vamos dizer que b é divisor de a se o número b for múltiplo
de a, ou seja, a divisão entre b e a é exata (deve deixar resto 0).
Veja alguns exemplos:
– 22 é múltiplo de 2, então, 2 é divisor de 22.
– 121 não é múltiplo de 10, assim, 10 não é divisor de 121.

Critérios de divisibilidade
Critérios de divisibilidade são diretrizes práticas que permitem determinar se um número é divisível por outro
sem realizar a operação de divisão.
– Divisibilidade por 2 ocorre quando um número termina em 0, 2, 4, 6 ou 8, ou seja, quando é um número
par.
– A divisibilidade por 3 ocorre quando a soma dos valores absolutos dos algarismos de um número é
divisível por 3.
– Divisibilidade por 4: Um número é divisível por 4 quando seus dois últimos algarismos formam um número
divisível por 4.
– Divisibilidade por 5: Um número é divisível por 5 quando termina em 0 ou 5.
– Divisibilidade por 6: Um número é divisível por 6 quando é divisível por 2 e por 3 simultaneamente.
– Divisibilidade por 7: Um número é divisível por 7 quando o dobro do seu último algarismo, subtraído do
número sem esse algarismo, resulta em um número múltiplo de 7. Esse processo é repetido até verificar a
divisibilidade.
– Divisibilidade por 8: Um número é divisível por 8 quando seus três últimos algarismos formam um número
divisível por 8.
– Divisibilidade por 9: Um número é divisível por 9 quando a soma dos valores absolutos de seus algarismos
é divisível por 9.
– Divisibilidade por 10: Um número é divisível por 10 quando o algarismo da unidade termina em zero.
– Divisibilidade por 11: Um número é divisível por 11 quando a diferença entre a soma dos algarismos de
posição ímpar e a soma dos algarismos de posição par resulta em um número divisível por 11, ou quando essas
somas são iguais.
– Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12 quando é divisível por 3 e por 4 simultaneamente.
– Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15 quando é divisível por 3 e por 5 simultaneamente.
Para listar os divisores de um número, devemos buscar os números que o dividem. Veja:
– Liste os divisores de 2, 3 e 20.
D(2) = {1, 2}
D(3) = {1, 3}
D(20) = {1, 2, 4, 5, 10, 20}

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Propriedade dos Múltiplos e Divisores
Essas propriedades estão associadas à divisão entre dois inteiros. É importante notar que quando um
inteiro é múltiplo de outro, ele é também divisível por esse outro número.
Vamos considerar o algoritmo da divisão para uma melhor compreensão das propriedades:
N=d⋅q+r, onde q e r são números inteiros.
Lembre-se de que:
N: dividendo;
d, divisor;
q: quociente;
r: resto.
– Propriedade 1: A diferença entre o dividendo e o resto (N−r) é um múltiplo do divisor, ou seja, o número d
é um divisor de N−r.
– Propriedade 2: A soma entre o dividendo e o resto, acrescida do divisor (N−r+d), é um múltiplo de d,
indicando que d é um divisor de (N−r+d).
Alguns exemplos:
Ao realizar a divisão de 525 por 8, obtemos quociente q = 65 e resto r = 5.
Assim, temos o dividendo N = 525 e o divisor d = 8. Veja que as propriedades são satisfeitas, pois (525 – 5
+ 8) = 528 é divisível por 8 e: 528 = 8 · 66
Exemplo 1: O número de divisores positivos do número 40 é:
(A) 8
(B) 6
(C) 4
(D) 2
(E) 20
Vamos decompor o número 40 em fatores primos.
40 = 23 . 51
Pela regra temos que devemos adicionar 1 a cada expoente:
3+1=4 e1+1=2
então pegamos os resultados e multiplicamos 4.2 = 8, logo temos 8 divisores de 40.

Resposta: A.
Exemplo 2: Considere um número divisível por 6, composto por 3 algarismos distintos e pertencentes ao
conjunto A={3,4,5,6,7}.A quantidade de números que podem ser formados sob tais condições é:
(A) 6
(B) 7
(C) 9
(D) 8
(E) 10
Para ser divisível por 6 precisa ser divisível por 2 e 3 ao mesmo tempo, e por isso deverá ser par também,
e a soma dos seus algarismos deve ser um múltiplo de 3.

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Logo os finais devem ser 4 e 6:
354, 456, 534, 546, 564, 576, 654, 756, logo temos 8 números.

Resposta: D.

NÚMEROS PRIMOS
Os números primos2 pertencem ao conjunto dos números naturais e são caracterizados por possuir apenas
dois divisores: o número um e ele mesmo. Por exemplo, o número 2 é primo, pois é divisível apenas por 1 e 2.
Quando um número tem mais de dois divisores, é classificado como composto e pode ser expresso como
o produto de números primos. Por exemplo, o número 6 é composto, pois possui os divisores 1, 2 e 3, e pode
ser representado como o produto dos números primos 2 x 3 = 6.
Algumas considerações sobre os números primos incluem:
– O número 1 não é considerado primo, pois só é divisível por ele mesmo.
– O número 2 é o menor e único número primo par.
– O número 5 é o único primo terminado em 5.
– Os demais números primos são ímpares e terminam nos algarismos 1, 3, 7 e 9.
Uma maneira de reconhecer um número primo é realizando divisões com o número investigado. Para facilitar
o processo fazemos uso dos critérios de divisibilidade:
Se o número não for divisível por 2, 3 e 5 continuamos as divisões com os próximos números primos
menores que o número até que:
– Se for uma divisão exata (resto igual a zero) então o número não é primo.
– Se for uma divisão não exata (resto diferente de zero) e o quociente for menor que o divisor, então o
número é primo.
– Se for uma divisão não exata (resto diferente de zero) e o quociente for igual ao divisor, então o número
é primo.
Exemplo: verificar se o número 113 é primo.
Sobre o número 113, temos:
– Não apresenta o último algarismo par e, por isso, não é divisível por 2;
– A soma dos seus algarismos (1+1+3 = 5) não é um número divisível por 3;
– Não termina em 0 ou 5, portanto não é divisível por 5.
Como vimos, 113 não é divisível por 2, 3 e 5. Agora, resta saber se é divisível pelos números primos
menores que ele utilizando a operação de divisão.

Divisão pelo número primo 7:

2 https://www.todamateria.com.br/o-que-sao-numeros-primos/

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Divisão pelo número primo 11:

Observe que chegamos a uma divisão não exata cujo quociente é menor que o divisor. Isso comprova que
o número 113 é primo.

FATORAÇÃO NUMÉRICA
A fatoração numérica ocorre por meio da decomposição em fatores primos. Para decompor um número
natural em fatores primos, realizamos divisões sucessivas pelo menor divisor primo. Em seguida, repetimos o
processo com os quocientes obtidos até alcançar o quociente 1. O produto de todos os fatores primos resultantes
representa a fatoração do número.

Exemplo 1: Fatore o número 60.

60 2
30 2
15 3
5 5
1

Portanto, 60 = 2 . 2 . 3 . 5 = 22 . 3 . 5
Exemplo 2: Escreva três números diferentes cujos únicos fatores primos são os números 2 e 3.
A resposta pode ser muito variada. Para chegarmos a alguns números que possuem por fatores apenas os
números 2 e 3 não precisamos escolher um número e fatorá-lo. O meio mais rápido de encontrar um número
que possui por únicos fatores os números 2 e 3 é “criá-lo” multiplicando 2 e 3 quantas vezes quisermos.
2 x 2 x 3 = 12
3 x 3 x 2 = 18
2 x 2 x 3 x 3 x 3 = 108.
Resposta: Os três números podem ser 12, 18, 108.
Exemplo 3: Qual é o menor número primo com dois algarismos?
Resposta: número 11.

Sistemas de Unidades de Medidas: comprimento, área, volume, massa e tempo

O sistema de medidas é um conjunto de unidades de quantificação padronizadas que são utilizadas para
expressar a magnitude de grandezas físicas como comprimento, massa, volume, temperatura, entre outras.
Essas unidades permitem que as pessoas comuniquem e compreendam quantidades de maneira clara e
consistente em diferentes contextos e aplicações.
O Sistema Internacional de Unidades (SI) é o padrão mais amplamente adotado no mundo, que surgiu da
necessidade de uniformizar as unidades que são utilizadas na maior parte dos países.

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COMPRIMENTO
No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido como o comprimento da
distância percorrida pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segundo.

UNIDADES DE COMPRIMENTO
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para peque-
nas distâncias. Para medidas milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:

mícron (µ) = 10-6 m angströn (Å) = 10-10 m

Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km
Exemplos de Transformação
1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km
1km=10hm=100dam=1000m
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda
divide por 10.

Exemplo:
(CETRO - 2012 - TJ-RS - Oficial de Transportes) João tem 1,72m de altura e Marcos tem 1,89m. Dessa
forma, é correto afirmar que Marcos tem
Alternativas
(A) 0,17cm a mais do que João.
(B) 0,17cm a menos do que João.
(C) 1,7cm a mais do que João.
(D) 17cm a mais do que João.
(E) 17cm a menos do que João.
Resolução: Marcos = 1,89m = 189cm
João = 1,72m = 172cm
189-172=17cm

Resposta:D

SUPERFÍCIE
A medida de superfície é sua área e a unidade fundamental é o metro quadrado(m²).
Para transformar de uma unidade para outra inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes
maior que a unidade imediatamente inferior. Assim, multiplicamos por cem para cada deslocamento de uma
unidade até a desejada.

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UNIDADES DE ÁREA
2 2
km hm dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado
1000000m 2
10000m 2
100m 2
1m 2
0,01m 2
0,0001m 2
0,000001m2

Exemplos de Transformação
1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²
1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda
divide por 100.

Exemplo:
(CESGRANRIO - 2005 - INSS - Técnico - Previdenciário) Um terreno de 1 km2 será dividido em 5 lotes,
todos com a mesma área. A área de cada lote, em m2 , será de:
Alternativas
(A) 1 000
(B) 2 000
(C) 20 000
(D) 100 000
(E) 200 000
Resolução: Para calcular a área de um quadrado, basta elevar ao quadrado a medida de um lado.
1 KM = 1000m
1km² = 1000m x 1000m = 1000000m²
Como sao 5 lotes, todos de mesma area
1.000.000/5 = 200.000m

Resposta:E

VOLUME
Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem
volume. Podemos encontrar sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre ou-
tras, mas todos irão possuir volume e capacidade.

UNIDADES DE VOLUME
3 3
km hm dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico
1000000000m 3
1000000m 3
1000m 3
1m 3
0,001m 3
0,000001m 3
0,000000001m3

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CAPACIDADE
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e
seus múltiplos e submúltiplos, unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de 1dm³
1L=1dm³

UNIDADES DE CAPACIDADE
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l

Exemplo:
(FCC - 2012 - SEE-MG - Assistente Técnico Educacional - Apoio Técnico) Uma forma de gelo tem 21
compartimentos iguais com capacidade de 8 mL cada. Para encher totalmente com água três formas iguais a
essa é necessário
Alternativas
(A) exatamente um litro.
(B) exatamente meio litro.
(C) mais de um litro.
(D) entre meio litro e um litro.

Resolução:
21 x 3 x 8 = 504 ml = 0,504 L (entre 0,5 e 1L)

Resposta:D

MASSA
No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o quilograma (kg). Um cilindro de platina e irídio
é usado como o padrão universal do quilograma.

UNIDADES DE MASSA
kg hg dag g dg cg mg
Quilograma Hectograma Decagrama Grama Decigrama Centigrama Miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001

Toda vez que andar 1 casa para direita, multiplica por 10 e quando anda para esquerda divide por 10.
E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada
1 tonelada=1000kg

Exemplo:
(FUNCAB - 2014 - SEE-AC - Professor EJA I (1º Segmento)) Assinale a alternativa que contém a maior
dentre as massas representadas a seguir.
25kg / 42.000g / 1.234,3 dg / 26.000 cg / 2.000 mg

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Alternativas
(A) 25 kg
(B) 42.000 g
(C) 1.234,3 dg
(D) 26.000 cg
(E) 2.000mg
Resolução: Primeiramente você deve passar todas as medidas diferentes para a mesma unidade de medi-
das, pois só assim você conseguirá fazer a comparação de quem é maior
25 kg = 25000g
42.000g= 42000g
26.000 cg = 260g
2.000 mg = 2g
1.234,3 dg = 123,43g

Resposta:B

TEMPO
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos

Transformação de unidades
Deve-se saber:
1 dia=24horas
1hora=60minutos
1 minuto=60segundos
1hora=3600s

Adição de tempo
Exemplo: Estela chegou ao ginásio às 15h 35minutos. Lá, bateu seu recorde de nado livre e fez 1 minuto e
25 segundos. Demorou 30 minutos para chegar em casa. Que horas ela chegou?

15h 35 minutos
25
1 minutos
segundos
30 minutos
--------------------------------------------------
25
15h 66 minutos
segundos

Não podemos ter 66 minutos, então temos que transferir para as horas, sempre que passamos de um para
o outro tem que ser na mesma unidade, temos que passar 1 hora=60 minutos
Então fica: 16h6 minutos 25segundos
Vamos utilizar o mesmo exemplo para fazer a operação inversa.

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Subtração
Vamos dizer que sabemos que ela chegou em casa as 16h6 minutos 25 segundos e saiu de casa às 15h 35
minutos. Quanto tempo ficou fora?

11h 60 minutos
25
16h 6 minutos
segundos
-15h 35 min
--------------------------------------------------

Não podemos tirar 6 de 35, então emprestamos, da mesma forma que conta de subtração.
1hora=60 minutos

25
15h 66 minutos
segundos
15h 35 minutos
--------------------------------------------------
25
0h 31 minutos
segundos

Multiplicação
Pedro pensou em estudar durante 2h 40 minutos, mas demorou o dobro disso. Quanto tempo durou o es-
tudo?

2h 40 minutos
x2
----------------------------
4h 80 minutos OU
5h 20 minutos

Divisão
5h 20 minutos : 2
x1y2z3 9f3965693d3bf9fdc4fa3d667a118a92e9ea56acf0f815ad53586fe4432a58ea

5h 20 minutos 2

1h 20 minutos 2h 40 minutos
80 minutos
0

1h 20 minutos, transformamos para minutos :60+20=80minutos

Exemplo:
(CONESUL - 2008 - CMR-RO - Agente Administrativo) Um intervalo de tempo de 4,15 horas corresponde,
em horas, minutos e segundos a
Alternativas
(A) 4 h 1 min 5 s.
(B) 4 h 15 min 0 s.
(C) 4h 9 min 0 s.

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(D) 4 h 10 min 5 s.
(E) 4 h 5 min 1 s.
Resolução: Transformando 4,15h em minutos = 4,15x60 = 249 minutos.
249min = 4h + 9 minutos

Resposta:C

Razão e proporção

Frequentemente nos deparamos com situações em que é necessário comparar grandezas, medir variações
e entender como determinadas quantidades se relacionam entre si. Para isso, utilizamos os conceitos de razão
e proporção, que permitem expressar de maneira simples e eficiente essas relações.

RAZÃO
A razão é uma maneira de comparar duas grandezas por meio de uma divisão. Se temos dois números a e
b (com b≠0), a razão entre eles é expressa por a/b ou a:b. Este conceito é utilizado para medir a relação entre
dois valores em diversas situações, como a comparação entre homens e mulheres em uma sala, a relação
entre distâncias percorridas e tempo, entre outros.

Exemplo:
Em uma sala de aula há 20 rapazes e 25 moças. A razão entre o número de rapazes e moças é dada por:

Portanto, a razão é 4:5.

Razões Especiais
Algumas razões são usadas em situações práticas para expressar comparações específicas:
− Velocidade Média: A razão entre a distância percorrida e o tempo gasto, representada por:

− Densidade Demográfica: A razão entre o número de habitantes e a área de uma região, dada por:

− Escalas: Usada para representar a proporção entre o tamanho real de um objeto e sua representação em
um mapa ou desenho, como:

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PROPORÇÃO
Uma proporção é uma igualdade entre duas razões. Se temos duas razões A\B e C\D, dizemos que elas
estão em proporção se:

Esse conceito é frequentemente utilizado para resolver problemas em que duas ou mais relações entre
grandezas são iguais. A propriedade fundamental das proporções é que o produto dos extremos é igual ao
produto dos meios, ou seja:

Exemplo:
Suponha que 3/4 esteja em proporção com 6/8. Verificamos se há proporção pelo produto dos extremos e
dos meios:
3×8=4×6
Como 24 = 24, a proporção é verdadeira.

Exemplo:
Determine o valor de X para que a razão X/3 esteja em proporção com 4/6. Montando a proporção:

Multiplicando os extremos e os meios:


6X = 3 × 4
6X = 12
X=2

Propriedades das Proporções


Além da propriedade fundamental, as proporções possuem outras propriedades que podem facilitar a reso-
lução de problemas. Algumas das mais importantes são:
− Soma ou diferença dos termos: A soma (ou diferença) dos dois primeiros termos está para o primeiro
(ou segundo) termo assim como a soma (ou diferença) dos dois últimos termos está para o terceiro (ou quarto)
termo. Por exemplo:

− Soma ou diferença dos antecedentes e consequentes: A soma (ou diferença) dos antecedentes está
para a soma (ou diferença) dos consequentes, assim como cada antecedente está para seu respectivo conse-
quente:

GRANDEZAS PROPORCIONAIS
Além de compreender razão e proporção, é importante entender como diferentes grandezas se relacionam
entre si, conforme o comportamento das variáveis envolvidas.

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Grandezas Diretamente Proporcionais
Duas grandezas são diretamente proporcionais quando a razão entre seus valores é constante, ou seja,
quando uma grandeza aumenta, a outra também aumenta proporcionalmente. O exemplo clássico é a relação
entre distância percorrida e combustível gasto:

Distância (km) Combustível (litros)


13 1
26 2
39 3
52 4

Nessa situação, quanto mais distância se percorre, mais combustível é gasto. Se a distância dobra, o com-
bustível também dobra.

Grandezas Inversamente Proporcionais


Duas grandezas são inversamente proporcionais quando a razão entre os valores da primeira grandeza é
igual ao inverso da razão dos valores correspondentes da segunda. Um exemplo clássico é a relação entre
velocidade e tempo:

Velocidade (m/s) Tempo (s)


5 200
8 125
10 100
16 62,5
x1y2z3 9f3965693d3bf9fdc4fa3d667a118a92e9ea56acf0f815ad53586fe4432a58ea

20 50

Aqui, quanto maior a velocidade, menor o tempo necessário para percorrer uma distância. Se a velocidade
dobra, o tempo cai pela metade.

Regra de três simples e composta

A regra de três é uma ferramenta matemática essencial que permite resolver problemas que envolvem a
proporcionalidade direta ou inversa entre grandezas. Seja no planejamento de uma receita de cozinha, no cál-
culo de distâncias em um mapa ou na gestão financeira, a regra de três surge como um método prático para
encontrar valores desconhecidos a partir de relações conhecidas.

REGRA DE TRÊS SIMPLES


Usamos a regra de três simples quando lidamos com duas grandezas relacionadas, que podem ser:
– Diretamente proporcionais (aumenta uma, aumenta a outra)
– Inversamente proporcionais (aumenta uma, diminui a outra)
Passos utilizados numa regra de três:
1. Organize os dados em uma tabela, colocando grandezas da mesma espécie em colunas.
2. Identifique o tipo de proporcionalidade (direta ou inversa).
3. Monte a proporção, aplicando a lógica correta (direta ou inversa).
4. Resolva a equação para encontrar o valor desconhecido.

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Exemplo: Um trem viaja a 400 km/h e leva 3 horas para completar um percurso. Quanto tempo levaria para
fazer o mesmo percurso a 480 km/h?
Para resolver, primeiro montamos a tabela:

VELOCIDADE (KM/H) TEMPO


400 ----- 3
480 ----- X

Agora identificamos o tipo de relação. Se a velocidade aumenta, o tempo diminui, então se trata de grande-
zas inversamente proporcionais.

VELOCIDADE (KM/H) TEMPO


400 ↓ ----- 3↑
480 ↓ ----- X↑

Como as setas estão invertidas (proporcionalidade inversa), invertemos a segunda razão:

VELOCIDADE (KM/H) TEMPO


400 ----- X
480 ----- 3

Montando a proporção e resolvendo, temos

Portanto, o trem levaria 2,5 horas para completar o percurso a 480 km/h.

REGRA DE TRÊS COMPOSTA


A regra de três composta é utilizada para resolver problemas com mais de duas grandezas, que podem ser
diretamente ou inversamente proporcionais entre si.
Exemplo: Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m³ de areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão
necessários para descarregar 125m³?
Primeiro montamos a tabela, organizando as grandezas da mesma natureza em colunas:

HORAS CAMINHÕES VOLUME (M3)


8 ----- 20 ----- 160
5 ----- X ----- 125

Agora, para identificarmos o tipo de relação, vamos comparar cada grandeza com a coluna que contém o
X (número de caminhões):
– Se temos mais horas de trabalho, podemos usar menos caminhões, portanto uma relação inversamente
proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
– Se temos mais volume para descarregar, precisamos de mais caminhões, portanto uma relação direta-
mente proporcional (seta para baixo na 3ª coluna).

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HORAS CAMINHÕES VOLUME (M3)
8↑ ----- 20 ↓ ----- 160 ↓
5↑ ----- X↓ ----- 125 ↓

Devemos igualar a razão que contém o X com o produto das outras razões, de acordo com o sentido das
setas. Como a relação entre horas e caminhões é inversa, invertemos a razão da primeira coluna:

HORAS CAMINHÕES VOLUME (M3)


5 ----- 20 ----- 160
8 ----- X ----- 125

Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

Logo, serão necessários 25 caminhões para descarregar 125 m³ de areia em 5 horas.

Porcentagem, juros simples e compostos

PORCENTAGEM
O termo porcentagem se refere a uma fração cujo denominador é 100, representada pelo símbolo (%). Seu
uso é tão comum que a encontramos em praticamente todos os aspectos do dia a dia: nos meios de comunica-
ção, em estatísticas, nas etiquetas de preços, nas máquinas de calcular, e muito mais.
A porcentagem facilita a compreensão de aumentos, reduções e taxas, o que auxilia na resolução de exer-
cícios e situações financeiras cotidianas.

Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determinado valor, podemos calcular o novo valor multipli-
cando esse valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for de 20%, multiplicamos por 1,20, e
assim por diante. Veja a tabela abaixo:

ACRÉSCIMO OU LUCRO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO


10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
67% 1,67

Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:


10 × 1,10 = R$ 11,00

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Desconto
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação = 1 - taxa de desconto (na forma decimal)
Veja a tabela abaixo:

DESCONTO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO


10% 0,90
25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40
90% 0,10

Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:


10 × 0,90 = R$ 9,00

Desconto Composto
O desconto composto é aplicado de forma que a taxa de desconto incide sobre o valor já descontado no
período anterior. Para calcular o novo valor após vários períodos de desconto, utilizamos a fórmula:
Vn = V0 × (1 - taxa)n
Onde:
• Vn é o valor após n períodos de desconto.
• V0 é o valor original.
• Taxa é a taxa de desconto por período em forma decimal.
• n é o número de períodos.

DESCONTO FATOR DO 1º PERÍODO FATOR DO 2 º PERÍODO FATOR DO 3º PERÍODO


10% 0,90 0,81 0,729
25% 0,75 0,5625 0,4218
34% 0,66 0,4356 0,2872
60% 0,40 0,16 0,064
90% 0,10 0,01 0,001

Exemplo: Se aplicarmos um desconto composto de 10% ao valor de R$100,00 por dois períodos, teremos:
100 × 0,90 × 0,90 = R$ 81,00

Lucro
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e venda a diferença entre o preço de venda e
o preço de custo.
Lucro = preço de venda - preço de custo
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas formas:

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Exemplo
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse
total está com gripe. Se x% das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.

Resolução
45------100%
X-------60%
X=27
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se todos os meninos estiverem gripados, assim
apenas 2 meninas estão.

Resposta: C.

JUROS
Os juros simples e compostos são cálculos efetuados com o objetivo de corrigir os valores envolvidos nas
transações financeiras, isto é, a correção que se faz ao emprestar ou aplicar uma determinada quantia durante
um período de tempo3.
O valor pago ou resgatado dependerá da taxa cobrada pela operação e do período que o dinheiro ficará
emprestado ou aplicado. Quanto maior a taxa e o tempo, maior será este valor.

Juros Simples
Os juros simples são calculados aplicando a seguinte fórmula:

Sendo:
J: juros.
C: valor inicial da transação, chamado em matemática financeira de capital.
i: taxa de juros (valor normalmente expresso em porcentagem).
t: período da transação.
Podemos ainda calcular o valor total que será resgatado (no caso de uma aplicação) ou o valor a ser quitado
(no caso de um empréstimo) ao final de um período predeterminado.
Esse valor, chamado de montante, é igual a soma do capital com os juros, ou seja:

3 https://www.todamateria.com.br/juros-simples-e-compostos/

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Podemos substituir o valor de J, na fórmula acima e encontrar a seguinte expressão para o montante:

A fórmula que encontramos é uma função afim, desta forma, o valor do montante cresce linearmente em
função do tempo.
Exemplo: Se o capital de R$ 1 000,00 rende mensalmente R$ 25,00, qual é a taxa anual de juros no sistema
de juros simples?
Solução: Primeiro, vamos identificar cada grandeza indicada no problema.
C = R$ 1 000,00
J = R$ 25,00
t = 1 mês
i=?
Agora que fizemos a identificação de todas as grandezas, podemos substituir na fórmula dos juros:

Entretanto, observe que essa taxa é mensal, pois usamos o período de 1 mês. Para encontrar a taxa anual
precisamos multiplicar esse valor por 12, assim temos:
i = 2,5.12= 30% ao ano

Juros Compostos
O montante capitalizado a juros compostos é encontrado aplicando a seguinte fórmula:

Sendo:
M: montante.
C: capital.
i: taxa de juros.
t: período de tempo.
Diferente dos juros simples, neste tipo de capitalização, a fórmula para o cálculo do montante envolve uma
variação exponencial. Daí se explica que o valor final aumente consideravelmente para períodos maiores.
Exemplo: Calcule o montante produzido por R$ 2 000,00 aplicado à taxa de 4% ao trimestre, após um ano,
no sistema de juros compostos.
Solução: Identificando as informações dadas, temos:
C = 2 000
i = 4% ou 0,04 ao trimestre
t = 1 ano = 4 trimestres
M=?

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Substituindo esses valores na fórmula de juros compostos, temos:

Observação: o resultado será tão melhor aproximado quanto o número de casas decimais utilizadas na
potência.
Portanto, ao final de um ano o montante será igual a
R$ 2 339,71.

Diferença entre Juros Simples e Compostos


Nos juros simples a correção é aplicada a cada período e considera apenas o valor inicial. Nos juros
compostos a correção é feita em cima de valores já corrigidos.
Por isso, os juros compostos também são chamados de juros sobre juros, ou seja, o valor é corrigido sobre
um valor que já foi corrigido.
Sendo assim, para períodos maiores de aplicação ou empréstimo a correção por juros compostos fará com
que o valor final a ser recebido ou pago seja maior que o valor obtido com juros simples.

A maioria das operações financeiras utiliza a correção pelo sistema de juros compostos. Os juros simples se
restringem as operações de curto período.

Probabilidade

A teoria da probabilidade permite que se calcule a chance de ocorrência de um número em um experimento


aleatório.

Elementos da teoria das probabilidades


• Experimentos aleatórios: fenômenos que apresentam resultados imprevisíveis quando repetidos, mes-
mo que as condições sejam semelhantes.
• Espaço amostral: é o conjunto U, de todos os resultados possíveis de um experimento aleatório.
• Evento: qualquer subconjunto de um espaço amostral, ou seja, qualquer que seja E Ì U, onde E é o evento
e U, o espaço amostral.

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Experimento composto
Quando temos dois ou mais experimentos realizados simultaneamente, dizemos que o experimento é com-
posto. Nesse caso, o número de elementos do espaço amostral é dado pelo produto dos números de elementos
dos espaços amostrais de cada experimento.

n(U) = n(U1).n(U2)

Probabilidade de um evento
Em um espaço amostral U, equiprobabilístico (com elementos que têm chances iguais de ocorrer), com n(U)
elementos, o evento E, com n(E) elementos, onde E Ì U, a probabilidade de ocorrer o evento E, denotado por
p(E), é o número real, tal que:

Onde,
n(E) = número de elementos do evento E.
n(S) = número de elementos do espaço amostral S.

Sendo 0 ≤ P(E) ≤ 1 e S um conjunto equiprovável, ou seja, todos os elementos têm a mesma “chance
de acontecer.
ATENÇÃO:
As probabilidades podem ser escritas na forma decimal ou representadas em porcentagem.
Assim: 0 ≤ p(E) ≤ 1, onde:
p(∅) = 0 ou p(∅) = 0%
p(U) = 1 ou p(U) = 100%

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Exemplo:
(PREF. NITERÓI – AGENTE FAZENDÁRIO – FGV) O quadro a seguir mostra a distribuição das idades dos
funcionários de certa repartição pública:

FAIXA DE IDADES (ANOS) NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS


20 ou menos 2
De 21 a 30 8
De 31 a 40 12
De 41 a 50 14
Mais de 50 4

Escolhendo ao acaso um desses funcionários, a probabilidade de que ele tenha mais de 40 anos é:
(A) 30%;
(B) 35%;
(C) 40%;
(D) 45%;
(E) 55%.

Resolução:
O espaço amostral é a soma de todos os funcionário:
2 + 8 + 12 + 14 + 4 = 40
O número de funcionário que tem mais de 40 anos é: 14 + 4 = 18
Logo a probabilidade é:

Resposta: D

Probabilidade da união de eventos


Para obtermos a probabilidade da união de eventos utilizamos a seguinte expressão:

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Quando os eventos forem mutuamente exclusivos, tendo A ∩ B = Ø, utilizamos a seguinte equação:

Probabilidade de um evento complementar


É quando a soma das probabilidades de ocorrer o evento E, e de não ocorrer o evento E (seu complementar,
Ē) é 1.

Probabilidade condicional
Quando se impõe uma condição que reduz o espaço amostral, dizemos que se trata de uma probabilidade
condicional.
Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral U, com p(B) ≠ 0. Chama-se probabilidade de A condicio-
nada a B a probabilidade de ocorrência do evento A, sabendo-se que já ocorreu ou que vai ocorrer o evento B,
ou seja:

Podemos também ler como: a probabilidade de A “dado que” ou “sabendo que” a probabilidade de B.
– Caso forem dois eventos simultâneos (ou sucessivos): para se avaliar a probabilidade de ocorrem
dois eventos simultâneos (ou sucessivos), que é P (A ∩ B), é preciso multiplicar a probabilidade de ocorrer um
deles P(B) pela probabilidade de ocorrer o outro, sabendo que o primeiro já ocorreu P (A | B). Sendo:

– Se dois eventos forem independentes: dois eventos A e B de um espaço amostral S são independentes
quando P(A|B) = P(A) ou P(B|A) = P(B). Sendo os eventos A e B independentes, temos:

P (A ∩ B) = P(A). P(B)

Lei Binomial de probabilidade


A lei binominal das probabilidades é dada pela fórmula:

Sendo:
n: número de tentativas independentes;
p: probabilidade de ocorrer o evento em cada experimento (sucesso);

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q: probabilidade de não ocorrer o evento (fracasso); q = 1 - p
k: número de sucessos.

ATENÇÃO:
A lei binomial deve ser aplicada nas seguintes condições:
– O experimento deve ser repetido nas mesmas condições as n vezes.
– Em cada experimento devem ocorrer os eventos E e .
– A probabilidade do E deve ser constante em todas as n vezes.
– Cada experimento é independente dos demais.

Exemplo:
Lançando-se um dado 5 vezes, qual a probabilidade de ocorrerem três faces 6?

Resolução:
n: número de tentativas ⇒ n = 5
k: número de sucessos ⇒ k = 3
p: probabilidade de ocorrer face 6 ⇒ p = 1/6
q: probabilidade de não ocorrer face 6 ⇒ q = 1- p ⇒ q = 5/6

Estatística básica: leitura e interpretação de dados representados em tabelas e


gráficos; medidas de tendência central (média, mediana, moda)

TABELAS
As tabelas apresentam informações organizadas em linhas e colunas, o que facilita a leitura e interpretação
de dados. Geralmente, são utilizadas quando há necessidade de comparar informações ou listar dados de ma-
neira ordenada.

Fonte: SEBRAE
Nas tabelas, é comum encontrarmos um título, que destaca a principal informação apresentada, e uma fon-
te, que identifica de onde os dados foram obtidos

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GRÁFICOS
Ao contrário das tabelas, que mostram os dados de forma mais textual e organizada, os gráficos oferecem
uma representação visual, facilitando a compreensão de padrões, tendências e comparações de maneira mais
rápida e intuitiva.

Tipos de Gráficos
Existem vários tipos de gráficos, e cada um é utilizado de acordo com o tipo de dado e o objetivo da apre-
sentação.
− Gráfico de linhas: são utilizados, em geral, para representar a variação de uma grandeza em certo pe-
ríodo de tempo.
Os gráficos de linhas são utilizados, em geral, para representar a variação de uma grandeza ao longo do
tempo. São ideais para mostrar tendências e evoluções. Marcamos os pontos determinados pelos pares orde-
nados (classe, frequência) e os conectamos por segmentos de reta.

− Gráfico de barras: Também conhecidos como gráficos de colunas, os gráficos de barras são utilizados
para comparar quantidades entre diferentes categorias. Eles são divididos em dois tipos:
• Gráfico de barras verticais: As barras são desenhadas verticalmente, e a altura de cada uma representa
o valor da frequência.

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• Gráfico de barras horizontais: As barras são desenhadas horizontalmente, sendo a largura de cada bar-
ra proporcional ao valor representado.

Em um gráfico de colunas, cada barra deve ser proporcional à informação por ela representada.
− Gráfico de setores (ou Pizza): Gráficos de setores são utilizados para representar a relação entre as par-
tes e o todo. O círculo é dividido em setores, e a medida de cada setor é proporcional à frequência da categoria
representada. A fórmula para o ângulo central de um setor é dada por:

Onde:
• F é a frequência da classe
• Ft é a frequência total
• α é o ângulo central em graus
Exemplo:

Para encontrar a frequência relativa, podemos fazer uma regra de três simples:
400 --- 100%
160 --- x
x = 160 .100/ 400 = 40%, e assim sucessivamente.

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Aplicando a fórmula teremos:

Como o gráfico é de setores, os dados percentuais serão distribuídos levando-se em conta a proporção da
área a ser representada relacionada aos valores das porcentagens. A área representativa no gráfico será de-
marcada da seguinte maneira:

Com as informações, traçamos os ângulos da circunferência e assim montamos o gráfico:

− Pictograma ou gráficos pictóricos: Os pictogramas utilizam imagens ilustrativas para representar da-
dos. São comuns em jornais e revistas, e têm a vantagem de tornar a leitura mais atraente e intuitiva.

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− Histograma: O histograma é composto por retângulos contíguos, onde a base de cada retângulo repre-
senta uma faixa de valores da variável, e a área do retângulo corresponde à frequência dessa faixa. Ao contrá-
rio dos gráficos de barras, o histograma é usado para dados contínuos.

− Polígono de Frequência: O polígono de frequência é semelhante ao histograma, mas é construído co-


nectando os pontos médios das classes com segmentos de reta. É utilizado para visualizar a distribuição dos
dados de forma contínua.

− Gráfico de Ogiva: A ogiva é utilizada para representar a distribuição de frequências acumuladas. Ge-
ralmente, é uma curva ascendente que conecta os pontos extremos de cada classe, mostrando a evolução
cumulativa dos dados.

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− Cartograma: O cartograma é uma representação gráfica sobre uma carta geográfica, utilizada para
correlacionar dados estatísticos com áreas geográficas ou políticas.

Interpretação de tabelas e gráficos


Para interpretar corretamente tabelas e gráficos, siga estas diretrizes:
1. Identifique as informações nos eixos: No caso dos gráficos, observe os eixos vertical e horizontal para
entender quais variáveis estão sendo representadas.
2. Analise os pontos ou barras isoladamente: Observe os valores específicos antes de tirar conclusões.
3. Leia atentamente o enunciado: A leitura completa do enunciado ou legenda pode fornecer informações
cruciais para a interpretação correta.
4. Cuidado com a escala: Verifique se os eixos utilizam a mesma escala, evitando distorções na análise.

Exemplos:
1. (Enem) O termo agronegócio não se refere apenas à agricultura e à pecuária, pois as atividades ligadas
a essa produção incluem fornecedores de equipamentos, serviços para a zona rural, industrialização e comer-
cialização dos produtos.
O gráfico seguinte mostra a participação percentual do agronegócio no PIB brasileiro:

Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA). Almanaque abril 2010. São Paulo: Abril,
ano 36 (adaptado)

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Esse gráfico foi usado em uma palestra na qual o orador ressaltou uma queda da participação do agronegó-
cio no PIB brasileiro e a posterior recuperação dessa participação, em termos percentuais. Segundo o gráfico,
o período de queda ocorreu entre os anos de:
A) 1998 e 2001.
B) 2001 e 2003.
C) 2003 e 2006.
D) 2003 e 2007.
E) 2003 e 2008.

Resolução:
De acordo com o gráfico fornecido, a participação do agronegócio no PIB brasileiro apresentou uma queda
entre os anos de 2003 e 2006. Essa informação pode ser obtida por meio de uma análise detalhada dos valores
no gráfico: em 2003, a participação era de 28,28%, reduzindo-se para 27,79% em 2004. No ano seguinte, 2005,
essa queda continuou, com a participação caindo para 25,83%, até atingir seu ponto mais baixo em 2006, com
23,92%. Após esse período, observa-se uma recuperação, com a participação voltando a crescer nos anos
subsequentes.

Resposta: Alternativa C.
2. (Enem) O gráfico mostra a variação da extensão média de gelo marítimo, em milhões de quilômetros
quadrados, comparando dados dos anos 1995, 1998, 2000, 2005 e 2007. Os dados correspondem aos meses
de junho a setembro. O Ártico começa a recobrar o gelo quando termina o verão, em meados de setembro. O
gelo do mar atua como o sistema de resfriamento da Terra, refletindo quase toda a luz solar de volta ao espaço.
Águas de oceanos escuros, por sua vez, absorvem a luz solar e reforçam o aquecimento do Ártico, ocasionan-
do derretimento crescente do gelo.

Com base no gráfico e nas informações do texto, é possível inferir que houve maior aquecimento global em:
(A)1995.
(B)1998.
(C) 2000.
(D)2005.
(E)2007.

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Resolução:
O enunciado oferece uma informação crucial para a resolução da questão, ao associar a camada de gelo
marítimo à capacidade de refletir a luz solar e, assim, contribuir para o resfriamento da Terra. Portanto, quanto
menor a extensão do gelo marítimo, menor será a quantidade de luz refletida e, consequentemente, maior será
o aquecimento global. De acordo com o gráfico, o ano que apresenta a menor extensão de gelo marítimo é
2007, o que indica que esse foi o ano de maior aquecimento global no período analisado.

Resposta: Alternativa E.
3. No gráfico abaixo, encontra-se representada, em bilhões de reais, a arrecadação de impostos federais no
período de 2003 a 2006. Nesse período, a arrecadação anual de impostos federais:

(A) nunca ultrapassou os 400 bilhões de reais.


(B) sempre foi superior a 300 bilhões de reais.
(C) manteve-se constante nos quatro anos.
(D) foi maior em 2006 que nos outros anos.
(E) chegou a ser inferior a 200 bilhões de reais.

Resolução:
Analisando cada alternativa temos que a única resposta correta é a D.

Resposta: Alternativa D.

MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL


As medidas de tendência central são estatísticas que resumem um conjunto de dados, representando o
ponto central em torno do qual os dados estão distribuídos. Essas medidas são fundamentais na análise esta-
tística, pois fornecem uma visão concisa da informação contida em uma grande quantidade de dados. As três
medidas de tendência central mais comuns são a média aritmética, a mediana e a moda.

Média aritmética (x)


A média aritmética nos permite resumir um conjunto de números em um único valor representativo. Existem
dois tipos principais de média: a média aritmética simples e a média aritmética ponderada.

– Média simples
A média aritmética simples é calculada somando todos os valores de um conjunto e dividindo essa soma
pelo número total de elementos. Ela é utilizada quando todos os valores têm a mesma importância.

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Fórmula:

Onde:
− x é a média aritmética.
− ∑xi é a soma de todos os valores do conjunto.
− n é o número total de elementos.
Exemplo: Calcule a média das notas de cinco alunos em uma prova. As notas são:

ALUNO NOTA
Aluno 1 6,0
Aluno 2 7,5
Aluno 3 8,0
Aluno 4 9,0
Aluno 5 7,0

Passo 1: Somar todas as notas


6,0 + 7,5 + 8,0 + 9,0 + 7,0 = 37,5
Passo 2: Dividir a soma pelo número de alunos

x= = 7,5.
Portanto, a média simples das notas é 7,5.

– Média Ponderada
A média ponderada é usada quando cada valor possui um “peso” diferente, representando a sua importân-
cia relativa. Cada valor é multiplicado pelo seu peso antes de somar e dividir pelo total dos pesos.
Fórmula:

Onde:
− xp é a média ponderada.
− xi são os valores do conjunto.
− pi são os pesos atribuídos a cada valor.
− ∑(xi ⋅ pi) é a soma dos produtos dos valores pelos seus respectivos pesos.
− ∑ pi é a soma dos pesos.
Exemplo: Um aluno realizou três avaliações em uma disciplina, e cada avaliação tem um peso diferente na
composição da média final. Calcule a média ponderada:

AVALIAÇÃO NOTA PESO


Avaliação 1 7,0 2
Avaliação 2 8,5 3
Avaliação 3 9,0 5

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Passo 1: Multiplicar cada nota pelo seu peso
7,0 × 2 = 14,0
8,0 × 3 = 24,0
9,0 × 5 = 45,0
Passo 2: Somar os produtos obtidos
14,0 + 24,0 + 45,0 = 83,0
Passo 3: Somar todos os pesos
2 + 3 + 5 = 10
Passo 4: Dividir a soma dos produtos pela soma dos pesos

xp = = 8,3
Portanto, a média ponderada é 8,3.

Mediana (Md)
A mediana é um valor estatístico que representa o ponto médio de um conjunto de dados organizados em
ordem crescente ou decrescente. Ela divide o conjunto ao meio, de forma que metade dos elementos é menor
ou igual à mediana e a outra metade é maior ou igual à mediana. Existem duas situações a serem consideradas
ao determinar a mediana: quando o número de elementos (n) é ímpar e quando é par.
– Conjunto com n Ímpar: Quando o número de elementos do conjunto é ímpar, a mediana é o elemento
que se encontra no meio do conjunto, ou seja, aquele que tem o mesmo número de valores à sua frente e atrás.
– Conjunto com n Par: Quando o número de elementos do conjunto é par, a mediana é a média aritmética
dos dois valores centrais do conjunto.
Exemplo: Determine a mediana do conjunto de dados {12, 3, 7, 10, 21, 18, 23}
Passo 1: Ordenar os dados em ordem crescente
3,7,10,12,18,21,23
Passo 2: Determinar a mediana
Neste conjunto, temos 7 elementos (n = 7), que é um número ímpar. O valor que está no meio é 12.
Portanto, a mediana é Md = 12.
Exemplo: Determine a mediana do conjunto de dados {10, 12, 3, 7, 18, 23, 21, 25}.
Passo 1: Ordenar os dados em ordem crescente
3,7,10,12,18,21,23,25
Passo 2: Determinar a mediana
Neste conjunto, temos 8 elementos (n = 8), que é um número par. Os valores centrais são 12 e 18.
Passo 3: Calcular a média dos valores centrais

Md = = 15
Portanto, a mediana é 15.

Moda (Mo)
A moda é o valor que aparece com mais frequência em um conjunto de dados. Dependendo da distribuição
dos valores, um conjunto pode ter:
– Nenhuma moda: Quando todos os valores ocorrem com a mesma frequência.
– Uma moda: Quando um único valor se destaca por aparecer mais vezes que os demais.

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reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
– Múltiplas modas: Quando dois ou mais valores têm a mesma frequência máxima, caracterizando um
conjunto multimodal.
Exemplo: Considere o conjunto de dados {3, 8, 8, 8, 6, 9, 31}.
Aqui, o número 8 aparece três vezes, que é mais do que qualquer outro valor no conjunto.
Portanto, a moda é 8
Exemplo: Considere o conjunto de dados {1, 2, 9, 6, 3, 5}.
Neste caso, cada número aparece exatamente uma vez, sem nenhuma repetição.
Portanto, a moda não existe

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Questões

1. FGV - 2024

Sobre números inteiros, racionais e reais, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira
e (F) para a falsa.
( ) Há mais números racionais que números inteiros.
( ) A soma de dois números irracionais resulta sempre em um número irracional.
( ) A dízima periódica 6,999... é igual ao número inteiro 7.
As afirmativas são, respectivamente,
(A) F – F – V.
(B) F – V – V.
(C) V – F – F.
(D) V – V – F.

2. FGV - 2023

Considere os números racionais


a = 5/8
b = 3/5
c= 11/18
É correto afirmar que
(A) a < b < c.
(B) a < c < b.
(C) b < a < c.
(D) b < c < a.
(E) c < a < b.

3. FGV - 2025

Em uma loja, um artigo pode ser adquirido a vista ou a prazo. Hilton decidiu comprar esse artigo mediante
3 pagamentos:
- R$ 120,00 no ato da compra; - R$ 62,00 um mês após o ato da compra; - R$ 260,00 dois meses após o
ato da compra.
Com esses 3 pagamentos, a dívida foi quitada.
A loja cobrou de Hilton juros compostos de 4% ao mês. Sabendo-se que os três pagamentos descontados
a essa taxa e trazidos a valor presente para a data da compra correspondem, quando somados, ao valor a
vista do artigo, pode-se concluir corretamente que esse valor
(A) era maior que R$ 440,00.
(B) era maior que R$ 400,00 e menor que R$ 440,00

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(C) era maior que R$ 360,00 e menor que R$ 400,00.
(D) era maior que R$ 320,00 e menor que R$ 360,00.
(E) era menor que R$ 320,00.

4. FGV - 2024

No sistema de juros compostos, considere:


I. i a taxa efetiva mensal de juros correspondente à taxa nominal de 132% ao semestre, capitalizada bi-
mestralmente;
II. j a taxa nominal ao ano, capitalizada trimestralmente, que corresponde à taxa efetiva mensal de juros
igual a i.
O valor de j é
(A) 284,0%.
(B) 286,8%.
(C) 288,6%.
(D) 289,4%.
(E) 291,2%.

5. FGV - 2024

Arnaldo aplicou R$ 350.000,00, a uma taxa de juros simples de 2% ao mês, que, ao final de um determi-
nado período, rendeu juros de R$ 56.000,00.
O período em que ficou aplicado o capital de Arnaldo que rendeu esse juro é igual a
(A) 4 meses.
(B) 5 meses.
(C) 6 meses.
(D) 7 meses.
(E) 8 meses.

6. FGV - 2024

Uma compra foi quitada mediante 3 pagamentos: um de R$ 200,00 no ato da compra e os outros dois de
R$ 324,48, pagos um mês e dois meses depois do ato.
Se o vendedor cobra juros de 4% ao mês, o valor a vista dessa compra seria um valor entre
(A) R$ 600,00 e R$ 650,00.
(B) R$ 650,00 e R$ 700,00.
(C) R$ 700,00 e R$ 750,00.
(D) R$ 750,00 e R$ 800,00.
(E) R$ 800,00 e R$ 850,00.

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7. FGV - 2025

Uma loja aumentou o preço de um casaco em 45%.


Para que o preço do casaco volte ao valor inicial, a loja deve dar um desconto de
(A) 48%.
(B) 45%.
(C) 39%.
(D) 35%.
(E) 31%.

8. FGV - 2025

Priscila compra um casaco de R$ 360,00 em promoção com 20% de desconto. Além disso, ela tem um
cupom de desconto de R$ 20,00. Sobre o valor resultante após os descontos citados, paga-se um imposto de
8%.
O valor total em reais que Priscila paga pelo casaco é
(A) 289,44.
(B) 291,36.
(C) 293,76.
(D) 294,72.
(E) 296,80.

9. FGV - 2025

Para escapar do rebaixamento em um campeonato de futebol, o time F precisa ganhar pelo menos um
dos dois jogos restantes do campeonato.
Baseado no histórico desse time no campeonato, estima-se que a probabilidade de ele ganhar um jogo,
dado que ele ganhou o jogo anterior, é de 50%, e que a probabilidade de ele ganhar um jogo, dado que ele
não ganhou o jogo anterior, é de 30%.
Sabendo que o time F vem de uma derrota, a probabilidade de que ele não seja rebaixado é estimada em
(A) 51%.
(B) 50%.
(C) 49%.
(D) 45%.
(E) 40%.

10. FGV - 2025

Em um jogo, só existe a possibilidade de serem sorteados 3 números: 2, 3 e 4. A probabilidade de que


cada um desses números seja o resultado do sorteio é inversamente proporcional ao quadrado do próprio
número.
Sorteando-se um desses números aleatoriamente, a probabilidade de que tal número seja par é
(A) 36/61.
(B) 38/61.

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(C) 41/61.
(D) 43/61.
(E) 45/61.

11. FGV - 2024

Uma delegacia recebeu, no mês de dezembro de 2024, denúncias relacionadas a três tipos de crimes:
roubo, fraude eletrônica e tráfico de drogas.
Após uma triagem, constatou-se que:
• 44% das denúncias são sobre roubos;
• 36% das denúncias são sobre fraudes eletrônicas;
• 20% das denúncias são sobre tráfico de drogas.
Historicamente, sabe-se que 30% das denúncias contra fraudes eletrônicas são improcedentes, assim
como 10% das denúncias contra roubo e 20% das denúncias contra tráfico de drogas.
Se uma denúncia é escolhida ao acaso, a probabilidade de ela ser contra roubo, sabendo-se que é uma
denúncia procedente, é de aproximadamente
(A) 50%
(B) 49%.
(C) 48%.
(D) 47%.
(E) 46%.

12. FGV - 2025

Uma grandeza Y é diretamente proporcional a uma grandeza X e inversamente proporcional ao quadrado


de uma grandeza ℤ. As três grandezas só assumem valores positivos.
Sabe-se que quando X = 3 e Z = 2, tem-se Y = 0,9.
Assim, quando Y = 2 e X = 15, o valor de Z é
(A) 2.
(B) 3.
(C) 6.
(D) 9.
(E) 12.

13. FGV - 2025

As grandezas X, A e B são tais que X é diretamente proporcional a A e inversamente proporcional a B.


Sabe-se que quando A = 12 e B = 30 tem-se X = 240.
Quando A = 15 e B = 36 o valor de X será
(A) 250.
(B) 270.
(C) 300.

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(D) 320.
(E) 360.

14. FGV - 2025

Uma grandeza X é diretamente proporcional a uma grandeza Y e essa grandeza Y é inversamente propor-
cional a uma grandeza ℤ.
Quando Y = 4 e Z = 0,75, tem-se X = 6.
Quando X = 1, o valor de Y + Z é igual a
(A) 9/2 .
(B) 31/6 .
(C) 27/2 .
(D) 20/3 .
(E) 29/3

15. FGV - 2025

Uma empresa fabrica dois tipos de produtos: A e B. Para produzir cinco unidades do produto A e oito uni-
dades do produto B são necessárias 12 horas de trabalho de uma equipe com três trabalhadores.
Sabendo que a equipe foi ampliada para cinco trabalhadores e que o objetivo é produzir 15 unidades do
produto A e 24 unidades do produto B, o número de horas de trabalho necessárias para cumprir o novo objeti-
vo é igual a (arredonde para o inteiro mais próximo)
(A) 20.
(B) 21.
(C) 22.
(D) 24.
(E) 26.

16. FGV - 2024

Em uma investigação, a quantidade de policiais trabalhando é inversamente proporcional ao tempo neces-


sário para a sua conclusão. Se houvesse apenas três policiais desde o início da investigação, o tempo para a
sua conclusão seria de 20 dias.
A inclusão de um policial a mais no início da investigação permitiria que a conclusão do trabalho fosse
antecipada em
(A) um dia.
(B) dois dias.
(C) três dias.
(D) quatro dias.
(E) cinco dias.

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17. FGV - 2024

Para a realização de um censo, o coordenador contou, em uma etapa, com a participação de 20 agentes
com a mesma eficiência de trabalho para visitar 400 residências em 10 dias, trabalhando 8 horas por dia. Na
continuidade dos trabalhos, foi necessário visitar 800 novas residências, e houve a participação de 16 desses
agentes, trabalhando 10 horas por dia. Para essa etapa, foram necessários
(A) 5 dias.
(B) 13 dias.
(C) 20 dias.
(D) 30 dias.
(E) 32 dias.

18. FGV - 2025

Um sistema de computadores em uma empresa processa três tipos de dados: gráficos (G), textos (T), e
números (N). Para cada tipo de dado, é utilizado um tempo de processamento que depende da configuração
dos dois servidores disponíveis (S1 e S2), conforme a tabela a seguir.

A demanda total de processamento é:


68 unidades de gráficos (G),
43 unidades de textos (T), e
39 unidades de números (N).
O objetivo é alocar o tempo de processamento entre os dois servidores, de forma que todos os dados
sejam processados exatamente dentro dos limites, minimizando o total de horas de operação dos servidores.
O total mínimo de horas para processar todos os dados é
(A) 10,0 horas.
(B) 10,5 horas.
(C) 12,0 horas.
(D) 12,5 horas.
(E) 13,0 horas.

19. FGV - 2024

Marialva joga um jogo no qual, a cada rodada, só é possível vencer ou perder.


Nesse jogo, a cada vitória, ganha-se 1 ponto e, a cada derrota, perde-se 1 ponto.

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O gráfico a seguir ilustra a pontuação acumulada por Marialva (eixo das ordenadas) após cada uma das
12 rodadas que disputou (eixo das abscissas).

Com base no gráfico, é correto afirmar que, nessas 12 rodadas, Marialva


(A) venceu a 4ª rodada.
(B) perdeu a última rodada.
(C) perdeu mais do que venceu.
(D) perdeu 4 vezes seguidas.
(E) venceu 3 vezes seguidas.

20. FGV - 2024

Um professor desenhou no quadro um quadrilátero com quatro lados congruentes e solicitou a cinco estu-
dantes da sala de aula que relatassem uma observação em relação aos ângulos desse quadrilátero. Observe:

Qual estudante fez uma observação correta em relação aos ângulos do quadrilátero apresentado pelo
professor?
(A) Estudante 1.
(B) Estudante 2.
(C) Estudante 3.
(D) Estudante 4.
(E) Estudante 5.

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21. FGV - 2024

Damião tem um galão cuja capacidade volumétrica é de 22.500 centímetros cúbicos.


A capacidade volumétrica desse galão, em litros, é
(A) 2250.
(B) 225.
(C) 22,5.
(D) 2,25.
(E) 0,225.

22. FGV - 2024

Uma olaria fabrica tijolos maciços e homogêneos com 25 cm de comprimento, 14 cm de largura e 6 cm de


altura. Cada tijolo tem 2,8 kg.
A fim de economizar matéria-prima, ela passará a fabricá-los com 8 furos idênticos e, com isso, fará com
que cada tijolo passe a ter 1 g/cm3 .
A massa de matéria-prima economizada por cada furo é de
(A) 82,5 g.
(B) 85,0 g.
(C) 87,5 g.
(D) 90,0 g.
(E) 92,5 g.

23. FGV - 2024

Um corretor de imóveis informou a um cliente que determinado apartamento tem 52m2 de área útil. Po-
rém, o cliente deseja obter a informação em cm2 (centímetros quadrados).
O valor correto obtido pelo cliente, em cm2, será de
(A) 520 000.
(B) 52 000.
(C) 5 200.
(D) 0,52.
(E) 0,0052.

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24. FGV - 2024

Na cidade suíça de Solothurn cada dia é dividido em 22 horas e cada hora é dividida em 60 minutos. Nes-
sa cidade, a metade de um dia possui 11 horas como mostra o relógio abaixo.

As unidades hora e minuto da cidade de Solothurn são abreviadas por hS e mS, respectivamente.
Hans mora nessa cidade e, certo dia, entrou na empresa em que trabalha às 9 hS 40 mS e saiu da empre-
sa às 16 hS 27 mS.
O tempo, medido nas unidades de tempo adotadas em nosso país, que Hans permaneceu na empresa foi
de:
(A) 6 horas e 47 minutos.
(B) 6 horas e 56 minutos.
(C) 7 horas e 07 minutos.
(D) 7 horas e 16 minutos.
(E) 7 horas e 24 minutos.

25. FGV - 2025

A média das idades de um grupo de 11 pessoas é igual a 38,4. Se a esse grupo se junta uma pessoa que
tem 54 anos de idade, a média das idades desse novo grupo é então igual a
(A) 38,7.
(B) 39,1.
(C) 39,5.
(D) 39,7.
(E) 40,1.

26. FGV - 2025

A tabela a seguir exibe a quantidade mensal de sinistros registrados por uma seguradora num determinado
ano.

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A mediana do número mensal de sinistros nesse ano foi
(A) 74.
(B) 76.
(C) 78.
(D) 80.
(E) 89.

27. FGV - 2024

A amostra abaixo apresenta o número de filhos por casal numa determinada comunidade:
02310112104011232101
O número mediano de filhos dessa amostra é igual a
(A) 1
(B) 1,2
(C) 1,5
(D) 2,0
(E) 2,1
28. FGV - 2025
Considere um número inteiro par. Se o seu dobro for somado à sua metade, o resultado é, certamente, um
múltiplo de
(A) 3.
(B) 4.
(C) 5.
(D) 6.
(E) 7.
29. FGV - 2025
Se um número inteiro é divisível por 18 e também por 12, então esse número certamente é divisível por
(A) 24.
(B) 27.
(C) 36.
(D) 54.
(E) 72.
30. FGV - 2022
O maior fator primo do número 65536 é 2, pois 65536 = 216 .
A soma dos algarismos do maior fator primo de 65535 é
(A) 3.
(B) 5.
(C) 8.
(D) 11.
(E) 14.

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Gabarito

1 A
2 D
3 B
4 E
5 E
6 E
7 E
8 A
9 A
10 E
11 B
12 B
13 A
14 B
15 C
16 E
17 C
18 D
19 E
20 E
21 C
22 C
23 A
24 E
25 D
26 B
27 A
28 C
29 C
30 E

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