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Luminerio

Em 2087, a descoberta do mineral Luminarium na Antártica revolucionou a propulsão espacial, permitindo que a humanidade viajasse à velocidade da luz. Após a construção da nave EXODUS-1, a civilização tornou-se interestelar, mas uma mensagem alienígena encontrada em uma estação espacial revelou que não eram os primeiros a explorar o cosmos. A busca por mais Luminarium levou a uma nova missão que expôs os perigos do mineral, revelando que ele poderia ser um portal para forças desconhecidas e ameaçadoras.

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Luminerio

Em 2087, a descoberta do mineral Luminarium na Antártica revolucionou a propulsão espacial, permitindo que a humanidade viajasse à velocidade da luz. Após a construção da nave EXODUS-1, a civilização tornou-se interestelar, mas uma mensagem alienígena encontrada em uma estação espacial revelou que não eram os primeiros a explorar o cosmos. A busca por mais Luminarium levou a uma nova missão que expôs os perigos do mineral, revelando que ele poderia ser um portal para forças desconhecidas e ameaçadoras.

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Prólogo: A Pedra dos Deuses

O ano era 2087. A humanidade estava à beira de uma nova era espacial, mas ainda
acorrentada pelas limitações da física conhecida. As naves mais avançadas levavam
décadas para alcançar as estrelas mais próximas, e a colonização interplanetária
era lenta e custosa. O sonho de viajar à velocidade da luz permanecia um mito...
até que uma descoberta mudou tudo.

No coração de uma cratera recém-formada na Antártica, cientistas encontraram um


mineral jamais visto. Sua estrutura molecular era impossível segundo os padrões
científicos. Ele não apenas emitia uma luz azul-púrpura intensa sem nenhuma fonte
de energia, mas também parecia dobrar o espaço ao seu redor. O material foi
batizado de Luminarium, e sua descoberta foi o primeiro passo para uma revolução
sem precedentes.

Capítulo 1: O Segredo da Energia Quântica


Os melhores físicos do planeta foram convocados para estudar o Luminarium. Os
primeiros testes mostraram que, quando submetido a cargas elétricas, ele criava
microdistorções no espaço-tempo. Essas distorções não eram simples campos
gravitacionais—eram verdadeiros buracos na realidade, pontes entre dois pontos do
universo.

A humanidade acabara de tropeçar na chave para a propulsão superluminal.

A Dra. Helena Kovacs, uma das principais cientistas do projeto, teorizou que, ao
utilizar o Luminarium como núcleo de um reator quântico, seria possível envolver
uma nave em uma bolha de espaço-tempo isolado—permitindo que ela se movesse sem as
restrições da relatividade de Einstein. Basicamente, o espaço se moveria ao redor
da nave, e não o contrário.

O que antes era ficção científica agora se tornava real.

Capítulo 2: A Corrida pelo Poder


Assim que os governos perceberam o potencial do Luminarium, iniciou-se uma guerra
silenciosa pelo controle do minério. Países como os Estados Unidos, China, Rússia e
a recém-formada União Euro-Africana disputavam freneticamente o monopólio da
substância. O que ninguém sabia, porém, era que o Luminarium não era um recurso
infinito—havia apenas algumas toneladas na Terra, e sua origem era extraterrestre.

Os fragmentos encontrados na Antártica haviam caído com um meteoro, e análises


indicavam que o material vinha de um cinturão de asteroides em Alpha Centauri. Isso
significava apenas uma coisa: era possível encontrar mais além do nosso sistema
solar.

A corrida espacial foi redefinida. Não se tratava mais de colocar uma base na Lua
ou enviar robôs para Marte. Agora, o objetivo era construir a primeira nave de
velocidade da luz para explorar Alpha Centauri e encontrar mais Luminarium.

Capítulo 3: O Primeiro Salto


Após cinco anos de pesquisas e bilhões de dólares investidos, a humanidade
construiu sua primeira nave com propulsão luminária: a EXODUS-1. O plano era
simples, mas ousado: viajar até Proxima Centauri em menos de uma semana, algo que
antes levaria mais de quatro anos até com as tecnologias mais avançadas.
No dia 15 de julho de 2092, a EXODUS-1 ativou seu motor. Num instante, a nave
desapareceu da órbita terrestre, como se nunca tivesse estado ali.

Por 72 horas, não houve nenhum contato. Governos, cientistas e a população global
aguardavam ansiosamente. Havia apenas uma pergunta no ar: tinha funcionado?

Então, no terceiro dia, uma mensagem veio do espaço profundo.

— Aqui é a comandante Liara Vasquez da EXODUS-1. Estamos em órbita de Proxima


Centauri. Repetindo: conseguimos.

A humanidade havia acabado de se tornar uma civilização interestelar.

Capítulo 4: O Encontro
Com a descoberta de mais depósitos de Luminarium em Alpha Centauri, a humanidade
começou a expandir suas colônias e construir uma rede de naves capazes de viajar
entre as estrelas. Mas foi em 2107, durante uma missão de mineração no sistema Tau
Ceti, que a humanidade encontrou algo ainda mais extraordinário.

Uma estrutura colossal flutuava na órbita de um planeta gelado. Parecia uma estação
espacial, mas seu design era inegavelmente alienígena. E dentro dela, gravado em um
metal desconhecido, havia uma mensagem.

"Vocês chegaram longe. Mas não são os primeiros."

A descoberta do Luminarium havia sido apenas o começo. A verdadeira história da


humanidade no cosmos estava apenas começando.

Epílogo: O Início de Uma Nova Era


Com o domínio da velocidade da luz, a humanidade começou a explorar galáxias
distantes, estabelecendo colônias e encontrando novas formas de vida. O Luminarium,
antes um segredo enterrado no gelo, se tornou o combustível da civilização
intergaláctica.

Mas uma pergunta persistia: quem deixou aquela mensagem na estação alienígena? E o
que mais estava esperando além das estrelas?

O Legado do Luminarium – Parte 2: O Chamado das Estrelas


Prólogo: O Enigma Alienígena
O ano era 2115. Já se passaram quase três décadas desde que a humanidade descobriu
o Luminarium e deu o primeiro salto para além do Sistema Solar. Agora, dezenas de
colônias prosperavam em sistemas próximos, e frotas de naves viajavam pelo cosmos
em busca de novos recursos e conhecimentos.

Mas a estação alienígena encontrada em Tau Ceti continuava sendo um mistério.

A mensagem deixada em sua superfície—"Vocês chegaram longe. Mas não são os


primeiros."—assombrava cientistas e líderes. Quem a havia escrito? Quantas
civilizações existiram antes da humanidade? E o mais importante: ainda estavam por
aí?
Em meio a essa incerteza, algo inesperado aconteceu.

No centro da estação alienígena, oculta por camadas de tecnologia avançada, uma


nova mensagem foi ativada. Um código de luz e som, transmitido em uma frequência
desconhecida. Não era uma saudação. Não era um aviso.

Era um mapa.

Capítulo 1: A Jornada para Orion


O mapa apontava para um ponto a 1.300 anos-luz da Terra, na direção da Nebulosa de
Orion. Nenhuma expedição humana havia chegado tão longe. Mas o que quer que
estivesse ali, os criadores da estação queriam que fosse encontrado.

O Conselho Interestelar da Terra, agora a autoridade máxima da humanidade no


espaço, aprovou uma missão para investigar. A nave escolhida, AURORA, era a mais
avançada da frota luminária. Seu objetivo: viajar até as coordenadas indicadas e
descobrir o que os antigos habitantes da galáxia queriam revelar.

A tripulação era formada pelos melhores especialistas da Terra e das colônias,


incluindo:

Comandante Liara Vasquez – Primeira humana a viajar para Alpha Centauri e líder da
missão.
Dr. Elias Moreau – Astrofísico e especialista em linguagens alienígenas.
Capitã Hiroshi Tanaka – Tática e segurança, treinada para qualquer cenário hostil.
Engenheira Ava Nyberg – Especialista em propulsão luminária e inteligência
artificial.
Em 15 de setembro de 2116, a AURORA ativou seus motores de dobra e desapareceu no
espaço profundo.

Ninguém sabia o que os esperava.

Capítulo 2: O Guardião Perdido


Após quatro dias de viagem em velocidade luminária, a AURORA emergiu na borda da
Nebulosa de Orion. O que viram os deixou sem palavras.

Flutuando no vazio estava um colosso metálico, uma estrutura maior que qualquer
estação espacial já construída. Parecia uma cidade suspensa no espaço, cercada por
um campo de energia azul brilhante.

Mas algo estava errado.

Os sensores indicavam que a estação estava abandonada há milênios. Nada se movia.


Nenhuma fonte de calor. Nenhum sinal de vida.

Ao se aproximarem, encontraram inscrições na mesma linguagem da estação de Tau


Ceti. Dr. Moreau trabalhou por horas para traduzi-las. Quando finalmente conseguiu,
seu rosto ficou pálido.

— "Isto não é um templo, nem uma cidade..." — ele murmurou. — "É uma tumba."

Algo havia acontecido ali. Algo terrível.

Capítulo 3: O Eco dos Antigos


A equipe pousou na estrutura e começou a explorar. Salas vazias. Corredores
imensos. Estátuas de seres humanoides altos e esguios, com olhos brilhantes
esculpidos no metal negro.

E então encontraram a câmara central.


No centro da sala, um trono. E sobre ele, um corpo... ou o que restava de um. Sua
pele era cinzenta, seu crânio alongado. Trajava uma armadura dourada, rachada pelo
tempo. Em suas mãos, segurava um objeto reluzente: um cristal de Luminarium negro.

Quando Liara se aproximou, o cristal brilhou... e uma voz ressoou na mente de


todos.

— "Vocês vieram... tarde demais."

A equipe congelou. O corpo estava morto. Mas algo dele ainda estava ali.

A voz continuou:

— "Fomos os primeiros a encontrar o Luminarium. Ele nos deu poder... mas também nos
condenou."

Imagens explodiram na mente da tripulação. Mundos em chamas. Naves sendo rasgadas


ao meio por forças invisíveis. Criaturas surgindo do vazio entre as estrelas.

A mensagem final foi clara:

— "O Luminarium não é apenas uma fonte de energia. Ele é um portal. E nós abrimos a
porta para algo que nunca deveria ter sido libertado."

Silêncio.

Liara olhou para sua equipe, o peso da revelação esmagando seu peito.

A humanidade pensava que o Luminarium era a chave para as estrelas.

Mas talvez fosse a chave para o fim.

Capítulo 4: A Decisão Final


A tripulação debateu o que fazer. Levar o cristal negro de volta? Deixá-lo ali?
Destruir a estação?

Mas antes que pudessem decidir, os sensores da AURORA detectaram algo.

Movimento.

Algo enorme estava despertando na borda da nebulosa. Algo que sentiu a ativação do
cristal.

Liara sabia que tinham pouco tempo.

Eles tinham duas escolhas: fugir e alertar a humanidade, ou tentar destruir o que
quer que estivesse vindo antes que fosse tarde demais.

Ela respirou fundo, olhando para o cristal uma última vez.

— "A humanidade abriu essa porta. Agora temos que decidir se conseguimos fechá-la."

A batalha pelo futuro da galáxia estava prestes a começar.

Parte 3: O Preço da Fuga


A Escolha Difícil
A comandante Liara Vasquez encarava o cristal negro pulsando na mão da figura
alienígena caída. Sua mente ainda ecoava com a mensagem que ouvira:

"Nós abrimos a porta para algo que nunca deveria ter sido libertado."

Os sensores da AURORA gritavam alertas. Algo colossal estava despertando nos


limites da nebulosa. A tripulação só tinha uma chance.

Fugir.

Mas não podiam sair de mãos vazias. Se aquela tumba guardava respostas sobre o
Luminarium e seus perigos, eles precisavam levar algo de volta para a humanidade.

A decisão foi rápida. Liara apontou para o cristal negro e para os painéis antigos
ao redor.

— "Pegamos o que conseguimos e saímos daqui agora!"

Capítulo 1: O Código Perdido


Dr. Elias Moreau, o astrofísico e linguista da missão, rapidamente extraiu dados
dos terminais da tumba. Eram arquivos antigos, escritos na mesma linguagem da
estação de Tau Ceti. Diagramas, registros... e algo mais.

Um código criptografado, bloqueado por um sistema avançado.

— "Isso parece ser uma espécie de sequência de ativação... Ou talvez de


destruição." — murmurou Moreau.

Enquanto isso, Ava Nyberg, a engenheira-chefe, estudava o cristal negro. Ele não
era apenas Luminarium—era uma variação do minério, altamente instável, diferente de
qualquer coisa que já haviam encontrado.

— "Se conseguirmos entender isso, podemos estar diante de uma nova fonte de
energia... ou de uma arma."

Liara olhou para o grupo e tomou uma decisão rápida.

— "Moreau, baixe o máximo de dados possível. Ava, guarde esse cristal com
segurança. E agora... vamos sair daqui!"

Capítulo 2: A Fuga da Morte


A equipe correu de volta para a AURORA, mas assim que entraram, um estrondo ecoou
pelo espaço.

Os monitores mostraram uma silhueta gigantesca emergindo da névoa da nebulosa.

Não era uma nave.

Não era um asteroide.

Era algo vivo.

Uma criatura colossal, com membros longos e retorcidos, olhos brilhantes como
buracos negros e uma pele que parecia feita de pura escuridão. Ele se movia como se
deslizasse pela realidade, ignorando completamente as leis da física.

E estava vindo em direção a eles.


Liara gritou:

— "DECOLAR AGORA!"

Os motores da AURORA rugiram, e a nave disparou para longe da tumba. Mas o ser os
seguiu.

A tripulação sentiu um arrepio gelado quando a criatura esticou um de seus membros,


tentando agarrar a nave. O espaço ao redor se distorceu, e os alarmes entraram em
pane.

Algo sussurrou na mente de todos.

"Vocês não deveriam estar aqui..."

O tempo parecia desacelerar. A realidade tremia.

E então, o cristal negro brilhou.

Ava segurou o objeto com força quando ele liberou um pulso de energia. Por um
instante, a criatura recuou. O espaço ao redor dela se partiu como vidro, criando
uma brecha... uma chance.

Liara não hesitou.

— "ATIVAR O MOTOR LUMINÁRIO! AGORA!"

A AURORA mergulhou na dobra espacial, atravessando a fenda aberta pelo cristal


negro.

E então... silêncio.

A nave emergiu de volta ao espaço normal, longe da Nebulosa de Orion. O monstro não
os havia seguido.

Eles haviam escapado.

Mas o que haviam trazido com eles?

Capítulo 3: O Coração Sombrio do Luminarium


De volta ao espaço seguro, a equipe finalmente analisou os dados roubados da tumba.
O código criptografado parecia incompleto, mas algumas frases puderam ser
traduzidas.

Uma delas fez o sangue de Liara gelar.

"O Luminarium não é um presente. É uma semente. Aqueles que o usam, o alimentam."

Ava examinou o cristal negro novamente e percebeu algo ainda pior.

Ele estava crescendo.

Epílogo: O Aviso Ignorado


Ao retornarem à Terra, o Conselho Interestelar classificou a missão como um
sucesso. Os dados da tumba e o cristal negro foram levados para um laboratório
secreto em Marte.

Mas Liara sabia a verdade.


O Luminarium não era apenas uma fonte de energia. Era um chamado.

O Legado do Luminarium – Parte 4: O Preço do Conhecimento


Brincando com Deuses
Dois anos haviam se passado desde a fuga da AURORA da Nebulosa de Orion. O cristal
negro, extraído da tumba alienígena, agora repousava sob os laboratórios secretos
da Base Ícarus, uma instalação subterrânea em Marte.
Os maiores cientistas da humanidade estavam ali, liderados pelo próprio Dr. Elias
Moreau, tentando entender o que tinham em mãos.

O cristal crescia. Pulsava. Parecia vivo.

E emitia sinais que não estavam direcionados para a humanidade.

Alguém—ou algo—estava ouvindo.

Capítulo 1: O Chamado nas Estrelas


O Dr. Moreau e a engenheira Ava Nyberg dedicaram meses estudando o mineral. O que
descobriram foi alarmante:

O cristal negro absorvia energia do espaço-tempo ao redor. Isso explicava seu


crescimento constante.
Ele emitia ondas gravitacionais incomuns, algo que poderia dobrar realidades, como
uma anomalia viva.
Seu padrão energético correspondia à criatura encontrada em Orion.
— "Isso não é só um minério," — murmurou Ava, observando os dados. — "É um
transmissor. Estamos segurando um farol."

Foi então que aconteceu.

No meio da noite marciana, o cristal emitiu um pulso de energia.

Sensores de toda a Base Ícarus entraram em alerta máximo. Algo havia sido
despertado.

E estava respondendo.

Capítulo 2: A Busca pelo Predador Cósmico


O Conselho Interestelar não podia mais ignorar. O estudo do Luminarium negro era
prioridade máxima. Mas um novo plano foi traçado:

Se o cristal era um farol, então ele podia ser usado para atrair a criatura de
Orion de forma controlada.

Assim nasceu a missão "Olho do Caos".

A humanidade não fugiria mais do monstro. Dessa vez, eles iriam caçá-lo.

Capítulo 3: O Primeiro Contato


Uma nova nave foi construída: a PANDORA, equipada com a mais avançada tecnologia de
defesa e um reator modificado com fragmentos do Luminarium negro.

Se tudo desse certo, ela não apenas chamaria a criatura de volta, mas também
sobreviveria tempo suficiente para estudá-la.

A tripulação era formada por especialistas que sabiam que podiam não voltar:
Comandante Liara Vasquez – A única humana que já havia visto a criatura e
sobrevivido.
Dr. Elias Moreau – O cérebro da operação, encarregado de decifrar o comportamento
do monstro.
Capitã Hiroshi Tanaka – Segurança da missão, pronta para qualquer ameaça hostil.
Ava Nyberg – Engenheira responsável pelo controle do cristal e da energia
luminária.
A PANDORA partiu para a borda da galáxia. O plano era simples: ativar o cristal
negro, atrair a criatura e descobrir sua verdadeira natureza.

Mas nada os preparou para o que aconteceu a seguir.

Capítulo 4: A Sombra Entre as Estrelas


Na escuridão do espaço profundo, a PANDORA ativou o cristal.

Por longos minutos, nada aconteceu.

Então, o tempo parou.

As estrelas ficaram distantes, como se o espaço tivesse sido distorcido. Um


silêncio avassalador caiu sobre a nave.

E então ele apareceu.

A criatura colossal emergiu do nada. Seu corpo era um vazio sem forma, olhos
brilhando como buracos negros. Ela não avançou—apenas observou.

— "Ele está nos estudando..." — sussurrou Moreau.

Liara deu um passo à frente e tomou uma decisão arriscada.

Ela falou.

— "Quem é você?"

Por longos segundos, nada aconteceu. Então, uma voz invadiu suas mentes, profunda
como o próprio universo.

"VOCÊS NÃO SÃO OS PRIMEIROS."

"NÓS OS AVISAMOS."

"MAS AGORA É TARDE DEMAIS."

O espaço ao redor começou a rachar. O tempo e a realidade estavam se desfazendo.

Algo maior que aquela criatura estava despertando.

E a humanidade não estava pronta para o que vinha a seguir.

Epílogo: A Última Advertência


A PANDORA escapou por um fio, retornando para o espaço humano com informações que
mudariam tudo.

A criatura não era o verdadeiro inimigo.

Ela era um guardiã, um ser antigo que tentava conter algo muito pior.
E ao brincar com o Luminarium negro, a humanidade havia começado a libertá-lo.

A pergunta agora não era "o que é o Luminarium?"

Mas sim "o que está vindo do outro lado?"

O Legado do Luminarium – Parte 5: A Arma dos Deuses


O Fim ou um Novo Começo?
Cinco anos após o primeiro contato com o Guardiã Sombria, a humanidade estava
dividida.
De um lado, havia aqueles que queriam destruir o Luminarium negro, acreditando que
era um perigo muito grande. Do outro, estavam os cientistas e militares que
acreditavam que o minério poderia ser a chave para salvar a humanidade—e talvez até
torná-la poderosa o suficiente para sobreviver ao que estava vindo.

No fim, a decisão foi tomada.

A humanidade iria transformar o Luminarium negro em uma arma.

Mas primeiro, precisavam entender como controlá-lo sem liberar o que estava preso
dentro dele.

Foi então que nasceu o projeto mais perigoso da história humana:

Projeto Nêmesis
Capítulo 1: O Segredo da Energia Sombria
Na Base Ícarus, em Marte, os cientistas trabalharam incansavelmente para decifrar
os segredos do Luminarium negro.

Os avanços foram assustadores:

O minério podia manipular a gravidade e o espaço-tempo, criando campos de distorção


que poderiam ser usados para defesa ou ataque.
Ele absorvia e redirecionava energia. Um feixe de laser disparado contra ele
simplesmente desaparecia—mas, quando reativado, liberava o dobro da força.
O minério reagia ao pensamento humano, como se tivesse uma consciência própria.
A conclusão foi inevitável.

O Luminarium negro não era apenas um recurso.

Ele era um organismo adormecido.

E a humanidade acabava de aprender a manipulá-lo.

Capítulo 2: A Forja de uma Arma Cósmica


A ideia inicial do Projeto Nêmesis era simples: criar uma arma capaz de destruir a
criatura que os havia caçado.

Mas, conforme os experimentos avançavam, perceberam que poderiam ir além.

Se conseguissem estabilizar o Luminarium negro, poderiam criar um sistema de defesa


capaz de apagar qualquer ameaça cósmica.
A primeira versão do projeto nasceu:

A Lança de Hades, uma arma experimental baseada no conceito de dobra gravitacional.

Em vez de disparar lasers ou projéteis, a Lança criaria fissuras no espaço-tempo,


obliterando qualquer coisa em seu caminho.
Sua energia vinha diretamente do Luminarium negro, estabilizado por um campo
magnético especial.
Mas havia um risco: cada vez que a arma era ativada, o minério negro pulsava... e
algo parecia tentar responder.
Mesmo assim, a humanidade não parou.

Eles haviam passado a vida temendo as sombras entre as estrelas.

Agora, eles se tornariam os caçadores.

Capítulo 3: A Última Caçada


Em 2125, uma frota de naves de guerra foi enviada para a Nebulosa de Orion. No
centro dela, estava a nave mais poderosa já construída pela humanidade:

Nêmesis-1, equipada com a Lança de Hades e impulsionada por um reator de Luminarium


negro.

A missão era simples:

Encontrar e eliminar o Guardião Sombrio antes que ele alertasse o que quer que
estivesse do outro lado.

Liara Vasquez, agora uma almirante da Frota Interestelar, comandava a operação. Ao


lado dela, estavam Ava Nyberg e Elias Moreau—os dois cientistas responsáveis pelo
desenvolvimento da tecnologia.

E então, o momento chegou.

O Guardião emergiu da escuridão, maior e mais aterrador do que antes. Ele sabia o
que a humanidade estava prestes a fazer.

E tentou avisá-los uma última vez.

"VOCÊS NÃO ENTENDEM."

"NÓS SOMOS A ÚNICA BARREIRA ENTRE VOCÊS E O VAZIO."

Liara hesitou. Algo dentro dela gritava que aquilo estava errado.

Mas era tarde demais.

A Lança de Hades foi disparada.

Um rasgo na realidade se abriu, consumindo o Guardião em uma explosão de pura


escuridão.

O silêncio tomou conta do espaço.

A humanidade havia vencido.

Mas, nos sensores da Nêmesis-1, algo alarmante surgiu.

A energia do disparo não havia simplesmente destruído o Guardião.


Ela havia enviado um sinal para além da galáxia.

E do outro lado, algo acordou.

Epílogo: O Som do Abismo


A vitória da humanidade foi celebrada. O Guardião foi destruído. O Luminarium negro
era agora a maior arma da civilização.

Mas então, vieram os sinais.

Ondas gravitacionais impossíveis, vindas do centro da galáxia.

Buracos negros começando a se comportar de maneira estranha.

E então... uma resposta.

"VOCÊS NOS LIBERTARAM."

"ESTAMOS A CAMINHO."

A humanidade havia acabado de abrir uma porta que nunca deveria ser aberta.

E agora, algo estava vindo para reclamar seu lugar no universo.

O Legado do Luminarium – Parte Final: O Último Crepúsculo da Humanidade


O Chamado do Abismo
O disparo da Lança de Hades ressoou pelo vácuo, apagando o Guardião Sombrio da
existência.

Por um breve momento, a humanidade acreditou ter vencido.

Mas logo perceberam o erro.

O Luminarium negro não apenas destruiu o Guardião—ele enviou um chamado para além
da galáxia.

E alguém—ou algo—respondeu.

A morte do Guardião não foi um triunfo.

Foi um convite.

E agora, a humanidade enfrentaria a verdade.

O Horror Entre as Estrelas


Nos meses seguintes ao disparo, os sensores da frota interestelar detectaram
anomalias sem precedentes.

Buracos negros começaram a se mover. Estrelas desapareceram sem deixar vestígios. O


espaço, antes silencioso, estava sussurrando.

E então, vieram as sombras.


Primeiro, pequenas. Criaturas etéreas emergindo do vácuo, consumindo tudo o que
tocavam. Depois, formas colossais, impossíveis de serem descritas. Entidades além
da compreensão humana.

A humanidade não havia apenas aberto uma porta.

Havia derrubado os portões do inferno cósmico.


A Última Esperança
No Conselho Interestelar, havia duas visões:

Lutar até o fim. Usar todo o poder do Luminarium negro para tentar resistir ao
inimigo.
Fugir. Abandonar a galáxia, usando a tecnologia de dobra para procurar refúgio em
outro universo.
A almirante Liara Vasquez, agora líder da Frota Humana, sabia que não havia vitória
possível. O que estava vindo não poderia ser derrotado.

Então, ela tomou a decisão mais difícil da história.

Ela ordenou o êxodo da humanidade.

A Fuga para o Desconhecido


Enquanto os seres do abismo consumiam sistemas inteiros, os últimos sobreviventes
humanos embarcaram em naves-arcas, projetadas para uma única missão:

Ir para além do universo conhecido.

As últimas colônias caíram. Marte desapareceu em uma onda de escuridão viva. A


Terra foi engolida por algo que não deveria existir.

Mas algumas naves escaparam.

A Nêmesis-1 foi a última a partir. Nos minutos finais antes da fuga, Liara Vasquez
olhou para o espaço uma última vez.

Ela viu os deuses do vazio despertando.

E então, eles falaram.

"VOCÊS ERAM NOSSOS FILHOS."

"MAS AGORA SÃO APENAS PÓ."

Com um último comando, Liara ativou o motor final da Nêmesis-1.

A nave saltou... para fora da realidade conhecida.

E assim, a humanidade desapareceu.

Epílogo: O Começo de Algo Novo?


Ninguém sabe para onde foram as últimas naves humanas.

Talvez tenham encontrado uma nova galáxia. Um novo lar.

Ou talvez, estejam vagando pela eternidade, tentando escapar do que despertaram.

O que restou do universo conhecido pertence agora às sombras.

E no vácuo onde a Via Láctea um dia existiu...


O Luminarium negro ainda pulsa.

Esperando pela próxima civilização tola o suficiente para tocá-lo.

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