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Anemia

A anemia é uma condição caracterizada pela diminuição dos níveis de hemoglobina no sangue, frequentemente causada por deficiências nutricionais, especialmente de ferro. A classificação da anemia pode ser feita com base na morfologia dos eritrócitos e na fisiopatologia, sendo a anemia ferropriva a mais comum. A prevalência de anemia é maior em crianças devido à alta demanda de nutrientes durante o crescimento, e a deficiência de ferro é a forma mais frequente de anemia nutricional no mundo.
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Anemia

A anemia é uma condição caracterizada pela diminuição dos níveis de hemoglobina no sangue, frequentemente causada por deficiências nutricionais, especialmente de ferro. A classificação da anemia pode ser feita com base na morfologia dos eritrócitos e na fisiopatologia, sendo a anemia ferropriva a mais comum. A prevalência de anemia é maior em crianças devido à alta demanda de nutrientes durante o crescimento, e a deficiência de ferro é a forma mais frequente de anemia nutricional no mundo.
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Anemia

Anemia é a condição pelo qual o conteúdo de hemoglobina no sangue esta abaixo do


normal como resultado provocado pela falta de nutrientes. A anemia pode ser causada por
deficiências de vários nutrientes como ferro, vitamina B12, Acido fólico. Porem, a anemia
causada por deficiência de ferro, denominada ferropriva, é muito mais comum que as demais
(estima-se que 90% das anemias sejam causadas por carências de ferro.

A OMS define anemia como sendo o estado caracterizado pela diminuição dos níveis
de hemoglobina circulante, considerando o referencial de idade, género e altitude para
indivíduos normovolêmicos (WHO, 2001).

O termo anemia vem do grego, “an” (privação) e “haima” (sangue) e representa uma
síndrome clínica caracterizada pela diminuição da concentração intraeritrocitária de
hemoglobina e/ou pela redução da quantidade de eritrócitos circulantes. Podendo ser
caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas, que podem variar conforme o tempo de
instalação do quadro (FAILACE et al., 2009).

A anemia pode ser desencadeada por inúmeras etiologias e classificadas conforme: a)


Morfologia e b) Fisiopatologia (OLIVEIRA & POLI, 2004).

Na avaliação morfológica da anemia, os eritrócitos são caracterizados quanto ao seu tamanho


(volume) e coloração (concentração intraeritrocitária de hemoglobina) em: microcítico-
hipocrômicos; normocítico-normocrômicos e macrocíticos (OLIVEIRA & POLI, 2004),
conforme descrito a seguir:

 Eritrócitos microcítico-hipocrômicos: apresentam diminuição do tamanho e da


coloração dos eritrócitos. A deficiência de ferro é a principal causa destas alterações.
 Eritrócitos normocítico-normocrômicos: não apresentam alteração no tamanho e na
coloração. A anemia decorre da diminuição no número de eritrócitos circulantes
ocasionada por: hemólises, hemorragias agudas e doenças crônicas inflamatórias.
 Eritrócitos macrocíticos: apresentam aumento no tamanho e coloração normal. A
anemia megaloblástica é o tipo mais comum, tendo como causas a deficiência de ácido
fólico e vitamina B12.
Fisiopatologicamente as anemias podem ocorrer por falta de produção de eritrócitos, com ou
sem comprometimento do sistema hematopoiético; por aumento de destruição dessas células
ou, ainda, por perda sanguínea (OLIVEIRA & POLI, 2004).

Apesar das várias possibilidades fisiopatológicas para se desenvolver anemia, a causa mais
comum para o seu aparecimento deve-se à produção insuficiente de eritrócitos, seja, por
síntese deficiente de hemoglobina ou por síntese deficiente de ácido desoxirribonucleico
(DNA) (OLIVEIRA & POLI, 2004).

A cada fase da vida o nível de hemoglobina é adaptado, a fim de responder às necessidades


corporais do organismo. No quadro a seguir é apresentado o nível de hemoglobina de acordo
como o género e faixa etária do indivíduo.

Quadro 1 – Valores de referência para a taxa de hemoglobina circulante (em g/dL) de acordo
com o género e a faixa etária do indivíduo.

FAIXA ETÁRIA/ GÊNERO HEMOGLOBINA (g/dL)


Crianças (6 meses a 5 anos) 11
Crianças (5 anos a 11 anos) 11,5
Crianças (12 anos a 13 anos) 12
Mulheres adultas 12
Homens adultos 13
Mulheres grávidas 11
Fonte: OMS/UNICEF, 2004.

A diminuição na síntese de hemácias, devido à deficiência de elementos essenciais como


ferro, folato e/ou vitamina B12, configura-se o que chamamos de anemia carencial ou anemia
nutricional que pode ocorrer em qualquer fase da vida, sendo, entretanto, mais frequente em
crianças devido à grande necessidade de produção de células nesta fase, para fazer frente ao
processo de crescimento (RIO DE JANEIRO, 2004).

Na anemia nutricional, como já visto, a concentração de hemoglobina do sangue está baixa


devido à carência de um ou mais nutrientes essenciais. A anemia carencial por deficiência de
ferro é a mais frequente no mundo (SANTANA et al., 2009).

A elevada pobreza nos países em desenvolvimento é apontada por Moreira et al. (2004) como
factor preponderante para o surgimento de anemias carenciais, associada à falta de um
acompanhamento ou de instrução familiar, além do elevado número de crianças que nascem e
não tem uma alimentação saudável e correta, o que acaba gerando um quadro de anemia
nestas crianças.

Essa deficiência é mais prevalente nos dois primeiros anos de vida, devido às
necessidades aumentadas de ferro durante essa fase de desenvolvimento rápido
e à quantidade inadequada de ferro na dieta, aliada ao desmame precoce,
principalmente nas populações de baixa renda (MOREIRA apud BRAGA &
VITALLE, 2010).

O ferro é um importante mineral participante em vários processos em nosso organismo,


desempenhando função central no metabolismo energético celular. Ele atua, principalmente,
na síntese das células vermelhas do sangue, na produção de energia e no transporte de
oxigénio através da hemoglobina, armazena oxigénio na mioglobina da fibra muscular, tem
papel fundamental na inactivação de radicais livres e na síntese de DNA (CANÇADO, 2012).

Na dieta, o ferro existe sob duas formas químicas, conforme demonstrado no Quadro 2: o
ferro heme, que é encontrado na hemoglobina, mioglobina e nas enzimas (ferro em alimentos
de origem animal), apresenta alta biodisponibilidade e é absorvido na faixa de 10 a 30%,
diretamente pela mucosa intestinal, não sofrendo interferência de factores da dieta; e o ferro
não-heme (ou não-hemínico), que é encontrado, principalmente, em alimentos de origem
vegetal, apresenta biodisponibilidade variável e para sua absorção é necessária uma proteína
transportadora, ficando sujeito a fatores químicos ou alimentares que podem influenciar no
processo de absorção (Quadro 3), de acordo com DEVINCENZI et al. (2000).

Apesar da alta biodisponibilidade do ferro heme, alguns estudos, como o de Lacerda e Cunha
(2001), apontam que esta forma química de ferro contribui com uma pequena fração do total
do ferro ingerido entre crianças de 12 a 18 meses, sendo o ferro não heme a forma mais
consumida (BORTOLINE & FISBERG, 2010).

Quadro 2 – Tipos e fontes de ferro dietético.

TIPO DE FERRO FONTE ALIMENTAR


Ferro heme Carnes vermelhas, Carnes de aves, Peixes,
Camarão, Ovo
Ferro não-hemínico Feijão , Couve, Ervilha

Fonte: Devincenzi (et al., 2000).


Quadro 5 – Classificação da gravidade da anemia, segundo os valores de hemoglobina, para menores
de cinco anos e gestantes.

CLASSIFICAÇÃO HEMOGLOBINA (g/dL)


Anemia leve 9,0 - 11,0
Anemia moderada 7,0 - 9,0
Anemia grave >7
Anemia muito grave >4

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