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COLÉGIO ESTADUAL PROFESSOR GILDO ALUÍSIO SCHUCK
ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E NORMAL
_________________________________________________________
Rua: General Espírito Santo, 552 – Centro Fone/Fax: (42) 36352554/ 36352444
E-mail: ljsgildoschuck@[Link] CEP: 85301-170 Laranjeiras do Sul
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
LARANJEIRAS DO SUL
2023
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COLÉGIO ESTADUAL PROFESSOR GILDO ALUÍSIO SCHUCK
ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E NORMAL
_________________________________________________________
Rua General Espírito Santo, 552 – Centro Fone/Fax: (42) 36352554/ 36352444
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Educação não muda o mundo.
Educação muda pessoas.
Pessoas mudam o mundo”.
Paulo Freire
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SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO .............................................................................................. 06
INTRODUÇÃO .................................................................................................... 09
1. IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO ......................................... 13
2. ELEMENTOS SITUACIONAIS (DIAGNÓSTICO) …………………………….. 14
2. 1 Histórico da Instituição ..................................................................................14
2.2.1 Histórico e características do bairro/comunidade onde a Instituição está
localizada ……………………………………….;.……………………………………..19
2.1.2. Histórico e características do município/cidade onde a instituição está . 19
2.2. Organização da Instituição Escolar …………………………………………… 20
2.2.1. Horários de funcionamento da Instituição Escolar ………………………… 29
2.3. Organização Funcional ……………………………………………………..….. 32
2.4. Infraestrutura: ambientes e equipamentos ……………………………………37
2.5. Gestão Democrática ……………………………………………………………. 41
2.6. Instâncias Colegiadas …………………………………………………………... 44
2.7. Perfil da Comunidade Escolar ………………………………………………..…45
2.8. Indicadores educacionais ………………………………………………………. 45
2.8.1. Rendimento Escolar ………………………………………………………… 46
2.8.2. Indicadores Educacionais Externos ………………………………………… 48
2.9 Organização pedagógica ……………………………………………………….. 49
2.9.1 Aulas remotas/online ……………………………………………………………49
2.10. Organização pedagógica da Instituição ………………………………………53
2.10.1. Organização das turmas ………………………………………………….… 54
2.10.2. Organização dos tempos e espaços e as rotinas escolares ……………..54
2.10.3. Acompanhamento da frequência escolar …………………………………. 55
2.10.4. Atendimento aos estudantes quando há falta de professores …………. 55
2.10.5. A organização e acompanhamento da hora-atividade ………………..… 56
2.10.6. A observação de sala de aula ……………………………………………... 56
2.10.7. O acompanhamento das ferramentas de gestão ………………………… 57
2.10.8. Formação continuada ………………………………………………………. 57
2.10.9. Organização da agenda da Equipe Gestora ……………………………... 57
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2.10.10. Participação dos pais/família na instituição …………………………...… 57
2.10.11. O engajamento dos estudantes no processo de ensino e aprendizagem.
…………………………………………………………………………………………. 58
2.10.12. Processo de avaliação para a aprendizagem …………………………... 58
2.10.13. Recuperação Paralela ……………………………………………………. 61
2.10.14. Conselho de Classe …………………………………………………..…… 62
2.10.15. Acompanhamento do rendimento escolar ………………………………. 64
2.10.16. Classificação, Reclassificação, Adaptação, Aproveitamento de Estudos,
Revalidação e Equivalência, Transferência em regime de progressão parcial …. 64
2.10.17. Atendimento Educacional Especializados ………………………………. 66
2.10.18. Atividades de ampliação de jornada …………………………………….. 67
2.10.19. Trabalho com as demandas sócio-educacionais …………………..….. 67
2.10.20. Gestão pedagógica, administrativa-financeira e democrática ……….. 69
2.10.21. Transição entre as etapas de Ensino …………………………………… 70
3. ELEMENTOS CONCEITUAIS …………………………………………………….73
3.1 Sociedade e Conhecimento
……………………………………………………….74
3.2 Trabalho, Ciência, Tecnologia ……………………………………………………79
3.3 Cidadania e Desenvolvimento Humano ……………………………………….. 81
3.4 Educação: Ensino e Aprendizagem …………………………………………… 83
3.5 Alfabetização e Letramento ………………………………………………………90
3.6 Currículo …………………………………………………………………………... 90
3.7 Educação inclusiva ………………………………………………………………. 95
3.8 Tecnologias educacionais, mídias digitais e plataformas educacionai………97
3.9 Avaliação para a aprendizagem e Recuperação de estudos ………………103
3.10 Gestão Escolar …………………………………………………………………106
3.11 Formação Continuada do professor …………………………………………107
3.12 Estágio …………………………………………………………………………. 109
3.13 Habilidades e Competências ……………………………………………….... 111
3.14 Educação profissional integrada ao Ensino Médio …………………………113
3.15 Novo Ensino Médio …………………………………………………………….114
4. OBJETIVOS E METAS …………………………………………………………. 120
5. ELEMENTOS OPERACIONAIS ………………………………………………. 122
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5.1 Elementos ESPECÍFICOS …………………………………………………….. 122
5.2 Elementos COMUNS (devem constar no Plano de Ação) ……………….. 140
5.2.1 Acompanhamento da hora-atividade ………………………………………. 140
5.2.2 Observação de sala de aula ………………………………………………… 144
5.2.3 articulação/comunicação e engajamento das famílias …………………..145
5.2.4 clima escolar ………………………………………………………………….. 147
5.2.5 Atendimento Educacional Especializado (AEE) ……………………………149
5.2.6 Ações Referentes à inclusão e à flexibilização curricular ……………..… 152
5.2.7 Organização do Conselho de Classe ………………………………………157
5.2.8 Organização do processo de avaliação e recuperação de estudos ……. 159
5.2.9 avaliações externas (Prova SAEB, Prova Paraná Mais e Prova Paraná .160
5.2.10 Formação continuada em serviço ………………………………………… 161
5.3 Outras ações didático-pedagógicas que a escola desenvolve ……………..163
5.3.1 Os processos de classificação, reclassificação e adaptação ……………163
5.3.2 A oferta de estágio obrigatório e não obrigatório …………………………. 165
5.4 Atividades, programas e projetos ………………………………………………165
5.4.1 O funcionamento do Conselho Escolar …………………………………… 172
5.4.2 O funcionamento da APMF …………….. ………………………………….. 173
5.4.3 O funcionamento do Grêmio Estudantil……………………………………. .174
5.4.4 O Plano de Abandono da Brigada Escolar ………………………………... 175
5.4.5 Acompanhamento e avaliação do Projeto Político-Pedagógico ………… 176
5.4.6 Avaliação institucional ……………………………………………………….. 177
5.4.7 Calendário Escolar …………………………………………………………… 177
6. Proposta Pedagógica Curricular (PPC) ……………………………………. 179
6.1 Curso: Ensino Fundamental Anos Finais ……………………………………. 179
6.2 Curso: Ensino Médio Regular (1a e 2a séries) ………………………………. 230
6.3 Curso: Ensino Médio Regular (3a séries) ……………………………………...347
6.4 Curso: Formação de Docentes (Novo Ensino Médio) …………………….... 347
6.5 Curso: Formação de Docentes (Matriz de 4 anos) ………………………….347
7. REFERÊNCIAS ............................................................................................ 349
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APRESENTAÇÃO
O presente documento refere-se ao Projeto Político Pedagógico do Colégio
Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck – Ensino Fundamental, Médio e Normal,
expressa a intencionalidade de buscar a organização do trabalho pedagógico do
colégio na sua totalidade. Tendo como premissa ajudar a enfrentar os desafios do
cotidiano escolar de uma forma sistematizada, consciente, científica e participativa,
para que se promova uma Educação significativa voltada para a formação humana.
Pensando em uma educação de qualidade, faz-se necessária a construção de
um Projeto Político Pedagógico eficaz. Um Projeto de novos caminhos em busca de
uma educação coerente com as propostas educacionais da Secretaria de Estado da
Educação e com a LDB 9.394/96, levando em consideração a realidade local através
de uma gestão compartilhada e comprometida.
O Projeto Político Pedagógico é ao mesmo tempo processo e produto, pois
com base no que já temos de ponto de partida, sinaliza o caminho a ser percorrido
coletivamente e aonde se quer chegar. É ele que orienta de maneira geral todo
trabalho realizado dentro de uma Instituição de Ensino e deve ser construído a partir
dos anseios de toda comunidade escolar, baseado na democracia, na construção da
autonomia e no desenvolvimento do coletivo.
O fazer pedagógico e as suas relações com o currículo, conhecimento e a
função social da escola, obriga a um pensar e a uma reflexão contínua de todos que
estão envolvidos neste processo.
Este documento é resultado de um esforço conjunto da comunidade escolar
com o objetivo de tornar as ações administrativas e pedagógicas voltadas à reflexão
de qual cidadão a escola deve formar para que este possa transformar sua realidade
e construir o conhecimento de si mesmo e das coisas à sua volta.
A escola tem a incumbência de promover a formação necessária de seus
alunos para que possam enfrentar os desafios cada vez mais complexos da
sociedade em desenvolvimento. Esta formação só é completa e libertadora se
atender o aluno em todas as suas necessidades.
Nesse sentido, nossa reflexão contínua baseia-se principalmente na prática
pedagógica cotidiana e na discussão dos referenciais teóricos que nos direcionam
para uma educação responsável e comprometida com uma escola pública de
qualidade.
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Para tanto, não basta tão somente adotar uma concepção de educação e
escola. É necessário, principalmente, pensar uma prática que seja coerente com o
discurso.
O Projeto Político Pedagógico deve ser inicialmente entendido como um
processo de mudança que estabelece princípios, diretrizes e propostas de ação para
melhor organizar e sistematizar as atividades desenvolvidas pela Instituição como
um todo.
O desafio que se apresenta aos profissionais da educação é o de repensar
suas práticas educacionais num novo jeito de ser escola, redimensionando o tempo
e o espaço escolar, voltado para a sociedade do conhecimento e não da informação,
com uma proposta humanista. Um Projeto Político Pedagógico que norteie e oriente
toda prática educativa com a superação da simples transmissão de conhecimento,
reconhecendo a importância da pesquisa, a construção de novos saberes a partir da
convivência e das inter-relações entre as áreas do conhecimento e destas com a
realidade. De acordo com SAVIANI apud VEIGA:
O projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um
sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso,
todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar
intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses
reais e coletivos da população majoritária. (1995, p.93).
Entende-se, portanto, que os pressupostos e metas aqui descritas,
representam um compromisso ético e a identidade dessa Instituição e de todos os
envolvidos que dela fazem parte e constroem cotidianamente a sua história.
Este Projeto requer revisão e análises constantes, expressa a sistematização
dos ideais de toda a comunidade escolar e divide-se em três partes principais:
Elementos Situacionais, Elementos Conceituais e Elementos Operacionais.
❖ Elementos Situacionais: explicita a história e características sociais e
culturais da cidade onde a Instituição de Ensino está inserida, a composição e as
características socioeconômicas e culturais da comunidade escolar fortalecendo a
identidade da Instituição de ensino, bem como promovendo uma reflexão sobres às
particularidades, desafios, recursos e potencialidades.
❖ Elementos Conceituais: relaciona os princípios que deverão sustentar as
ações da Instituição, deixando claro que tipo de sujeitos deseja formar e como irá
contribuir na formação desses sujeitos.
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❖ Elementos Operacionais: composto pelo o Plano de Ação que apresenta
elementos específicos que visam o enfrentamento das fragilidades e as
metas/objetivos da Instituição de Ensino.
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INTRODUÇÃO
O Projeto Político Pedagógico do Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio
Schuck, Ensino Fundamental, Médio e Formação e Normal tem como objetivo
propor um encaminhamento para as ações pedagógicas orientando a organização e
operacionalização do trabalho pedagógico, referentes aos seus princípios e metas.
Tem como prioridade o desenvolvimento da aprendizagem, da melhoria da
qualidade de ensino, da pesquisa como processo de construção do conhecimento,
do respeito às diferenças e à diversidade, da formação continuada do professor, da
contextualização dos procedimentos avaliativos e da valorização do aluno como
sujeito do processo ensino aprendizagem.
A Constituição Federal, no artigo 205º, e a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional 9394/96, artigo 2º, afirma que “a educação, dever da família e do
Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana,
tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. A partir deste princípio, as
instituições escolares devem definir seus objetivos de acordo com sua
especificidade, reconhecendo o direito e acesso de todos à educação.
Nesse sentido, a educação que se quer é de qualidade e considerará o seu fim
primeiro que é o da humanização dos envolvidos no processo, sejam eles alunos,
professores ou agentes educacionais, buscando a formação de seres pensantes,
inseridos na realidade e com preparação cultural e técnica eficiente e integrada.
O Projeto Político Pedagógico da Instituição possui o intuito de refletir a
proposta educacional tendo como aporte legal os pressupostos e princípios
apontados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei nº 9.394/96 nos
seus artigos 12, 13 e 14, apontam que a escola tem autonomia para elaborar e
executar sua proposta pedagógica, porém, deve contar com a participação dos
profissionais da educação, dos conselhos ou equivalentes na sua elaboração.
Está pautado também no Referencial Curricular do Paraná que segue a
estrutura da BNCC – Base Nacional Comum Curricular - trazendo para a realidade
paranaense, além de outras questões importantes, os organizadores curriculares, os
quais correspondem à estrutura dos conhecimentos que respaldam o trabalho
pedagógico.
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O Referencial Curricular do Paraná tem como princípios orientadores:
Educação como Direito inalienável de todos os cidadãos; Prática fundamentada na
realidade dos sujeitos da escola; Igualdade e Equidade; Compromisso com a
Formação Integral; Valorização da Diversidade; Educação Inclusiva; Transição entre
as etapas e fases da Educação Básica; Ressignificação dos Tempos e Espaços da
Escola e a Avaliação.
O CREP – Currículo da Rede Estadual Paranaense complementa o já
aprovado Referencial Curricular do Paraná: princípios, direitos e orientações,
trazendo conteúdos essenciais para cada componente curricular (coluna conteúdos),
em cada ano do Ensino Fundamental, e, também, sugestões de distribuição
temporal dos conteúdos nos trimestres ao longo do ano. Essa organização visa a
fortalecer o apoio didático ao processo de ensino-aprendizagem, trazendo maior
clareza dos conteúdos que darão suporte para o desenvolvimento dos objetivos de
aprendizagem.
Os conteúdos expressam os conhecimentos que o estudante deve ter se
apropriado para prosseguir no seu percurso escolar, atingindo os objetivos de
aprendizagem indicados no Referencial.
A organização disposta no CREP também traz uma coluna com códigos
específicos aos objetivos do Referencial Curricular do Paraná. Neste ano de 2020
ele passará a ser o documento curricular orientador da construção da Proposta
Pedagógica Curricular (PPC) e principalmente na elaboração dos Planos de
Trabalho Docente e Planos de Aula da Rede Estadual.
Sendo assim, as propostas pedagógicas garantem os direitos e objetivos de
aprendizagem de todos os estudantes paranaenses, considerando o contexto local e
a articulação do conhecimento escolar à realidade contemporânea, pautadas no
âmbito da gestão democrática.
Tem–se respaldo legal também, na Constituição Federal Brasileira, no Estatuto
da Criança e do Adolescente, nas Deliberações nº 14/99 e nº 16/99 do Conselho
Estadual de Educação, na Instrução nº 005/2019 DEDUC/DPGE/SEED, no disposto
no Regimento das Escolas Estaduais Públicas do Paraná. Também nos
fundamentos legais:
- Deliberação n. º 02/2018 – CEE/PR;
- Deliberação n. º 03/2018 – CEE/PR;
- Resolução 03/2018 – CNE
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- Resolução 04/2018 - CNE
- Instrução Normativa nº 04/2019;
- Orientação n°17/2019 – DEDUC/SEED;
- Instrução Normativa Conjunta n. º 05/2019 – DEDUC/DPGE/SEED, que retifica a
Instrução Normativa Conjunta n. º 04/2019 – DEDUC/DPGE/SEED;
- Instrução Normativa Conjunta n. º 06/2019 – DEDUC/DPGE/SEED;
- Orientação n. º 05/2020 – DEDUC/SEED;
- Instrução Normativa Conjunta n. º 11/2020 – DEDUC/DPGE/SEED;
- Instrução nº 04/2021 - DEDUC/DPGE/SEED;
- Deliberação n. º 01/2021 – CEE/PR;
- Parecer nº 06/2021 - CNE
- Instrução Normativa Conjunta n. º 10/2020 – DEDUC/DPGE/SEED, para as escolas
do Programa de Apoio ao Novo Ensino Médio com carga horária anual de 1000
horas, a partir de 2021.
O PPP é um documento elaborado coletivamente pela unidade escolar que
deverá contemplar a parceria de toda a comunidade em seu entorno (direção,
famílias, professores, equipe escolar e alunos), com o objetivo de diagnosticar as
necessidades da instituição escolar e direcionar suas ações na intenção de
melhorar, analisar e compreender o significado e o processo de construção coletiva
do projeto pedagógico.
Através da participação, ocorre a troca de ideias, de ideais e fortalece-se o
espírito de equipe. O engajamento transforma-se em consequência e as metas
planejadas ganham vida no cenário escolar. Quando se fala em participação, em
coletivo, almeja-se o real envolvimento da comunidade escolar. Acredita-se que no
ecoar de várias vozes, o ideal de escola pode concretizar-se.
Essa construção coletiva torna-se possível através da gestão democrática. As
dificuldades certamente farão parte do processo, mas não devem ser maiores que o
desejo de transformação. Acreditar nesse sonho torna-se imprescindível para que
este projeto se concretize na realidade da instituição escolar.
Os Fundamentos Teóricos e principais autores que embasam o trabalho da
instituição e foram usados na elaboração do PPP são: LIBÂNEO, SAVIANI, FREIRE,
VEIGA, PILETTI, SACRISTÁN, ARROYO, BOFF, DEMO, FERRAÇO, GADOTTI,
LUCKESI, MARX, entre outros.
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Este Projeto Político Pedagógico contém a identificação e aspectos históricos
da Instituição, diagnóstico da comunidade escolar, fundamentos legais, conceituais,
filosóficos, ideológicos, metodológicos, proposição de ações, Proposta Pedagógica
Curricular de cada disciplina.
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1. IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO
Instituição de Ensino: Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck, Ensino
Fundamental, Médio e Normal.
Código da Instituição: 00422
Município: Laranjeiras do Sul
Endereço: Rua General Espírito Santo, 552. CEP 85301-170
Telefone: (42) 3635 2554/ 3635 2444
Site da Escola: [Link]
E-mail Institucional: ljsgildoschuck@[Link]
Código do Município: 1340
NRE: Laranjeiras do Sul
Código do NRE: 31 Código do INEP: 41102363
Entidade Mantenedora: Estado
Localização: Urbana
Tipo: Regular
Oferta de Ensino: Ensino Fundamental, Médio e Formação de Docente da
Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental, em Nível Médio, na
modalidade Normal.
Ato de autorização da Instituição - Credenciamento Educação Básica
Resolução nº 6948 de 20/11/2012
Ato de Funcionamento do Ensino/Modalidade:
Resolução nº 1100 de 28/04/1999
Parecer de aprovação do Regimento Escolar nº 234/2022 de 29/06/2022
Ato Administrativo de aprovação do Regimento Escolar nº 138/2022 de
29/06/2022
Entidade Mantenedora: Governo do Estado do Paraná
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2. ELEMENTOS SITUACIONAIS
O Projeto Político-Pedagógico ao fundamentar as demais instâncias do
planejamento escolar, deve conter a possibilidade de análise da sua realidade
escolar para delinear a identidade institucional da escola e fortalecer práticas
pedagógicas coerentes com essa identidade. A análise possibilita definições de
permanências e/ou mudanças pautadas em concepções condizentes com os
princípios da escola pública e que visem à aprendizagem de todos os estudantes.
Esse território educacional é registrado no Marco Situacional do PPP – Projeto
Político Pedagógico, onde se apresenta uma descrição da realidade escolar com as
características mais relevantes da comunidade em que a escola está inserida,
incluindo a diversidade dos sujeitos e priorizando os aspectos que implicam no
processo de ensino aprendizagem.
Os Elementos situacionais descrevem a realidade na qual desenvolvemos
nossa ação: é o desvelamento da realidade sociopolítica, econômica e educacional.
Para a construção deste marco precisamos nos questionar a respeito de como
compreendemos a sociedade atual, qual é a realidade de nosso país, estado,
município e mais especificamente qual é a nossa realidade escolar, quem é a
clientela da escola, qual é a relação entre escola e o mundo de trabalho, o que é
prioritário para a escola, como superar as dificuldades detectadas, entre outros
questionamentos.
O Marco Situacional é o ponto de partida, ele descreve a realidade da
instituição de ensino situando-a em um contexto geral ligado à sociedade. Deve
explicitar o que há realmente na escola, o que está bom e o que precisa ser
melhorado ou modificado, fazendo uma análise crítica da realidade.
O Projeto Político-Pedagógico ao fundamentar as demais instâncias do
planejamento escolar, deve conter a possibilidade de análise da sua realidade
escolar para delinear a identidade institucional da escola e fortalecer práticas
pedagógicas coerentes com essa identidade.
2.1 Histórico da Instituição
O Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck é o resultado da fusão de
várias escolas que foram criadas para atender uma demanda regional. Fruto dos
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anseios e necessidades da população e contando com o apoio de diversas
autoridades laranjeirenses, essas escolas progrediram e passaram, no decorrer de
54 anos, pelas seguintes denominações:
Escola Normal Secundária de Laranjeiras do Sul - 1957
Escola Normal Secundária Dr. Leôncio Correia - 1958.
Escola de Aplicação - 1968
Escola Técnica de Comércio Otaviano Amaral - 1965
Colégio Comercial Estadual de Laranjeiras do Sul - 1967
Colégio Comercial Estadual Otaviano Amaral - 1970
Criação de duas extensões - Quedas do Iguaçu e Guaraniaçu - 1971
Colégio Estadual Honório Babinski - Ensino de 2º Grau - 1978
Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck - Ensino de 1º e 2º Graus
-1980
Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck - Ensino de 2º Graus -1993
Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck - Ensino Médio - 1998
Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck - Ensino Médio e Normal -
2005.
Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck – Ensino Fundamental, Médio
e Normal - 2020 (com a aprovação da oferta do Ensino Fundamental no mês de
novembro, para o funcionamento no ano letivo de 2021).
As transformações acima citadas se desenvolveram conforme o que
descrevemos a seguir.
No ano de 1957, na gestão do então prefeito, Sr. Arival Natel de Camargo, pelo
Decreto N.º 02 de 11 de julho de 1957, assinado pelo governador Moysés Lupion e o
Secretário de Educação Vidal Vanhoni foi criada a Escola Normal Secundária de
Laranjeiras do Sul, com publicação no Diário Oficial n.º 104 de 13 de julho de 1957.
O local de funcionamento era Grupo Escolar de Laranjeiras do Sul, atual
Escola Estadual Laranjeiras do Sul, conforme portaria de Instalação de 15 de maio
de 1958 e Ata 58 do livro de registro de Sessões Cívicas da Escola Normal Colegial
Estadual “Dr. Leôncio Correia”.
Através do Decreto de Denominação n.º 20.226 de 22 de novembro de 1958
denominou-se Escola Normal Secundária “Dr. Leôncio Correia”, em homenagem ao
escritor, poeta e jornalista de Parnanguara, presidente da Academia Brasileira de
Letras. Esse curso preparava estudantes para exercer atividades de docência de 1ª
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à 4ª séries do Ensino Primário.
A primeira turma foi composta por 12 alunos tendo como Diretor Anaracy Tissot
Penteado tendo como grupo de professores, Afonso Coelho, Gildo Aluísio Schuck,
José Newton da Silva, Achille Penteado, Mary E. E. Ors, Sebastiana Maria Vieira,
Antonio Roxo Filho.
Para melhor cumprir com objetivo da formação de professores para 1ª a 4ª
séries, deu-se a criação da Escola de Aplicação, onde os alunos desenvolveram seu
estágio de observação e participação.
Para que houvesse maior funcionalidade a escola desenvolvia suas atividades
no mesmo prédio da Escola Normal Colegial “Dr. Leôncio Correia” no período da
tarde. O Decreto de Criação da referida escola foi anunciado no Diário Oficial de
29/02/68 sob o número 9090.
Além da oferta do curso de Formação de Professoras para a Escola Primária,
havia necessidade de atender à grande demanda de novos cursos. Em 1965 foi
criada a Escola Técnica de Comércio Otaviano Amaral a partir da Lei Municipal n.º
01/65 assinada pelo então prefeito Senhor Alcindo Natel de Camargo e seu
secretário Orestes Amaral, que ofertava o ensino de Contabilidade, denominado na
época como Escola de Comércio, consolidando o que era a tempo almejado por
todos.
Pela necessidade de regulamentação do curso, em 15 de fevereiro de 1967
sob o decreto n.º 4081 a escola passou para a esfera estadual com o nome Colégio
Comercial Estadual de Laranjeiras do Sul, com autorização de funcionamento no
período noturno, pela Portaria n.º 1627/67, de acordo com a Lei n.º 4978 de 05 de
dezembro de 1964.
Em 17 de agosto de 1970 sob Decreto nº 20839 o referido colégio volta a
chamar-se Colégio Comercial Estadual Otaviano Amaral. Grande parte do esforço
para a criação dessa escola foi despendido pelo Inspetor Regional de Ensino da
época, Dr. Estanislau Novicki. A escolha do nome Otaviano Amaral foi para
homenagear o morador de muitos anos em nossa comunidade, considerado um
esteio na composição do quadro do Magistério da época, foi um idealista. Ao passar
para o Estado mudando a nomenclatura causou tristeza na população.
O Colégio Comercial Estadual Otaviano Amaral, possuía duas extensões nos
municípios vizinhos de Guaraniaçu e Quedas do Iguaçu, cada extensão com 5
turmas com a média de 180 alunos em cada turma, no ano de 1971. Nesse período
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eram dois colégios, Normal com a Escola de Aplicação anexa e Contabilidade em
outro prédio.
O Colégio “Honório Babinski” Ensino de 2º Grau surgiu da reorganização da
Escola Normal Colegial Doutor Leôncio Correia e do Colégio Estadual Otaviano
Amaral em 11/08/1978 nas habilitações de Magistério, Contabilidade e Básico em
Agropecuária com a implantação progressiva das 1ª séries e a extinção gradativa
dos Cursos Comercial e Normal, em funcionamento.
Em janeiro de 1979, o ensino de 2º grau do município de Laranjeiras do Sul
passou por uma reestruturação, denominando-se Colégio Estadual Honório
Babinski, com a implantação do Ensino de 2º Grau pelo parecer nº 292/78 processo
nº 616/78, com vigência progressiva serial, a partir do ano letivo de 1979, passando
a ser regido pela Lei 5692/71.
O colégio foi construído em agosto de 1978 com 06 salas de aula, no local em
que se localizava a Praça das Bandeiras, terreno de 10.000 metros quadrados,
doado em 16 de novembro de 1973, pela Prefeitura Municipal na gestão do prefeito
Dr. Rangel de Souza Muller, situado à Rua General Espírito Santo, nº 552, Centro de
Laranjeiras do Sul.
Posteriormente foi ampliado com mais 6 salas de aula, um Laboratório de
Química, Física e Biologia, um Escritório Modelo para Contabilidade, uma Biblioteca
e Dependências Administrativas.
O Colégio Estadual Honório Babinski - Ensino de 2º Grau, pelo parecer nº
292/78, processo nº 616/78, passou a oferecer as habilitações Plenas de Magistério,
Contabilidade e Básica em Agropecuária de forma gradativa nas 1ªs séries a partir
de 1979, extinguindo assim o curso Normal, da Escola Normal Colegial Estadual Dr.
Leôncio Correia e de Comércio do Colégio Comercial Otaviano Amaral.
Pelo Decreto n.º 2483/80 de 12 de junho 1980, a Escola de Aplicação do
Magistério e a Contabilidade passam a constituir um único estabelecimento sob a
denominação de Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck – Ensino de 1º e
2º Graus.
Cursos estes que são reconhecidos, pela Resolução n.º 3431/81 de 30 de
dezembro de 1981, publicado no Diário oficial n.º 1297 de 25 de junho de 1982.
O curso de Educação Geral teve a sua autorização para implantação gradativa
a partir de 1989 através da Resolução n.º 1100/89 de 28 de abril de 1989,
transformando-se em Ensino Médio com o PROEM.
18
Pela resolução Secretarial nº 2121 de 22/04/1993, devido à municipalização o
1º Grau do Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck, Ensino de 1º e 2º
Graus, passa a denominar-se Escola Municipal Padre Gerson Galvino funcionando
anexo a esse Estabelecimento de Ensino. O Colégio então passou a denominar-se
Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck - Ensino de 2º Grau.
O curso Básico em Agropecuária foi extinto em 1987 por falta de alunos e o
Curso de Contabilidade e o Magistério cessaram gradativamente em 1999 e
definitivamente em 2002.
Em virtude da adesão ao Programa Expansão, Melhoria e Inovação no Ensino
Médio - PROEM, no período de 2000 a 2003, o Colégio ofertou somente o Ensino
Médio, com funcionamento nos três turnos. Durante este tempo, houve especial
investimento em projetos especiais, uma vez que a ênfase curricular pretendida por
área facilitava a articulação entre as disciplinas. Proposta esta, que obedece ao que
preconiza a Lei 9394/96 e a reforma de Ensino estabelecida pelo Estado do Paraná.
Em 2004, com a retomada dos Cursos Profissionalizantes pelo governo do
Estado, houve a implantação gradativa do Curso de Formação de Docentes da
Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, em nível médio, na
modalidade Normal, destinado a egressos do Ensino Fundamental e do Ensino
Médio com Aproveitamento de Estudos, conforme Resolução n.º 1407/05, publicado
DOE de 17/06/05.
Esta Instituição de Ensino ofertou também, o Ensino Médio por Blocos de
Disciplinas Semestrais, o Curso de Formação de Docentes - Aproveitamento de
Estudos e o Programa Nacional de Valorização dos Profissionais da Educação -
Profuncionário, ambos reconhecidos pelas resoluções 1407/05 DOE 17/06/05 e
369/08 DOE de 31/01/08, respectivamente. Os referidos cursos foram cessados a
partir de 2015 de forma simultânea e o Ensino Médio voltou para o sistema anual.
Após esta retomada histórica, é indispensável ressaltar a contribuição desta
Instituição para o Município de Laranjeiras do Sul. Nela se formaram profissionais e
cidadãos de respeito e responsabilidade, muitos, inclusive, retornando ao Colégio
como profissionais.
No ano de 2020 após a consulta pública e aprovação da Escola Estadual Érico
Veríssimo como escola “Cívico Militar”, houve a necessidade e demanda da abertura
de turmas do Ensino Fundamental, o qual passou a ser ofertado a partir do ano
letivo de 2021.
19
Atualmente a Direção desta Instituição de Ensino é representada pelo
professor Élcio de Bona, licenciado em Filosofia e pós-graduado em Educação de
Valores Humanos, tendo como diretor auxiliar o professor Ivanildo Josefi.
Juntamente com a equipe, desenvolvem um trabalho voltado para atender a
comunidade escolar na sua especificidade. Além disso, envolve a sociedade do
entorno do Colégio Gildo com projetos diferenciados, oportunizando para que todos
participem.
2.1.1. Histórico e características do bairro/comunidade onde a instituição está
localizada
Quanto à localização da residência dos alunos, observou-se que apesar desta
Instituição estar localizada no centro da cidade, muitos dos seus estudantes
atualmente matriculados vem dos bairros, da zona rural e de outros Municípios.
Esta realidade comprova que a área de abrangência desta Instituição se
estende aos muitos bairros da cidade, que, na sua maioria, também são servidos de
Colégios de Ensino Fundamental e Médio.
O Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck, situa-se à Rua General
Espírito Santo - 552, Centro, Laranjeiras do Sul e atende alunos provenientes do
centro da cidade, dos bairros principalmente Água Verde, Getúlio Vargas, Jardim
Panorama, Bancário, Zona Rural e outros municípios, sendo que aproximadamente
30% dos alunos utilizam o transporte escolar.
Quanto à escolaridade dos pais, verificou-se que em média, 50% não
concluíram o Ensino Fundamental, sendo este um dado preocupante, já que a baixa
escolaridade dos pais influi significativamente no processo ensino-aprendizagem.
Atualmente a Instituição oferece o Ensino Fundamental - séries finais, Ensino
Médio em sistema anual e o Curso de Formação de Docentes, na modalidade
Normal.
2.1.2. Histórico e características do município/cidade onde a instituição está
Laranjeiras do Sul surgiu no final do século XIX, como povoado de beira de
estrada, pouso para os viajantes que se deslocavam dos campos de Guarapuava
20
para as fronteiras com o Paraguai e Argentina e, ao mesmo tempo, posto estratégico
para controle do Oeste paranaense. Assim recebeu em 1898 a categoria de distrito
policial, e alguns anos depois a denominação de colônia Marechal Mallet. Em 1943
foi escolhida como capital do recém-criado Território Federal do Iguaçu. Com a
extinção desse território em 1946, foi criado o município de Laranjeiras do Sul.
O município de Laranjeiras do Sul localiza-se na região Centro Oeste do
Paraná. Tem como municípios limítrofes Porto Barreiro, Rio Bonito do Iguaçu, Nova
Laranjeiras, Virmond e Marquinho e está a 360 km da capital Curitiba.
Sua População é de aproximadamente 32.167 habitantes (de acordo com o
censo demográfico), sendo sua maioria habitação urbana. Quanto à atividade
econômica, a maioria é voltada para agricultura e agropecuária, seguida do
comércio e prestação de serviços.
2.2 Organização da Instituição Escolar
Como a escola é um espaço de construção da subjetividade, assim, ela
consiste num lugar fundamental para a construção do projeto de vida que é definido
por Catão (2001) como a intenção da transformação da realidade, orientado por uma
representação do sentido dessa transformação, em que são levadas em conta as
condições reais na conexão entre passado, presente e futuro. Essa construção é
caracterizada na dialética entre a subjetividade e a objetividade, pois é por meio da
reflexão crítica de suas vivências que os indivíduos vislumbram a possibilidade de
mudança de uma determinada realidade. Portanto, o projeto de vida é processo e
produto da práxis que envolve uma organização multidimensional, entre elas os
aspectos psicológicos, sociais e históricos.
Um dos desafios da escola contemporânea é repensar as suas concepções e
práticas, promovendo o diálogo e captando o que as diversas culturas juvenis
trazem de novidades, respeitando e valorizando as diferenças, tendo como princípio
o direito desses jovens ao acesso e à permanência na escola.
A Lei n. 13.415/2017 (BRASIL, 2017), define uma estrutura curricular que é
composta por uma Formação Geral Básica (FGB) e Itinerários Formativos (IF) e está
organizada em áreas do conhecimento. Essa Lei também salienta que a
organização dos currículos será realizada a partir das competências e habilidades
presentes da BNCC.
21
Depois que a BNCC foi homologada pelo Ministério da Educação e se tornou
obrigatória nos currículos brasileiros, o Paraná iniciou a elaboração da versão
preliminar de um documento orientador dos currículos, para a Educação Infantil e o
chamado "Referencial Curricular do Paraná: Princípios, direitos e orientações", para
o Ensino Fundamental. Esse procedimento seguiu as orientações do Conselho
Nacional de Educação, no Parecer n.º 15/2017 - CNE/CEB, e as suas
determinações constantes da Resolução n.º 02/2017 - CNE/CEB.
A partir do ano letivo de 2022, as instituições de ensino passarão pelo processo
de reformulação e implantação gradativa do Novo Ensino Médio – 2022, 2023 e
2024. Que traz um aumento na carga horária desta etapa de ensino, passando a ser
3.000, sendo 1.000 anuais.
A estrutura curricular do Novo Ensino Médio será composta por duas partes
indissociáveis: a Formação Geral Básica (FGB) e os Itinerários Formativos (IF),
respectivamente. A Formação Geral Básica deve contemplar 1.800 horas para
atender as Competências e Habilidades previstas na Base Nacional Comum
Curricular – BNCC, etapa do Ensino Médio, considerando cada uma das Áreas do
Conhecimento e seus respectivos componentes curriculares.
As orientações contidas no Referencial Curricular para o Ensino Médio do
Paraná está articuladas ao Referencial Curricular do Paraná: princípios, direitos e
orientações (PARANÁ, 2018), ao fundamentar os princípios para a educação
paranaense, o Referencial para a Educação Infantil e Ensino Fundamental aponta
que, partindo da organização do tempo e espaços disponíveis, cabe à escola
repensar democraticamente e propor alternativas metodológicas, valorizando as
experiências de professores e estudantes que promovam a contextualização e a
interdisciplinaridade, rompendo com a rigidez e a fragmentação historicamente
constituídas (PARANÁ, 2018, p. 26).
Faz-se necessário que a abordagem metodológica presente nesses
documentos considere a contextualização, a diversificação, a interdisciplinaridade e
a transdisciplinaridade.
A FGB deve ser desenvolvida a partir da proposta pedagógica apresentada na
Resolução n. 04/2018 do MEC/CNE, que institui a Base Nacional Comum Curricular
(BNCC) para a etapa do Ensino Médio. Sendo de caráter fixo, a FGB busca garantir
o desenvolvimento dos estudantes, por meio das competências e habilidades das
quatro áreas do conhecimento presentes na BNCC, a saber: Linguagens e suas
22
Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas
Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Essas áreas devem ser
“articuladas como um todo indissociável, enriquecidas pelo contexto histórico,
econômico, social, ambiental, cultural e local, do mundo do trabalho e da prática
social”
A Formação Geral Básica é composta por competências e habilidade previstas
na BNCC e articulada com um todo indissociável, contemplando questões
relacionadas ao contexto histórico, econômico, social, ambiental, cultural local, do
mundo do trabalho e a prática social, onde as disciplinas passam a ser organizadas
em 4 áreas de conhecimento:
• Linguagens e suas tecnologias: Arte, Educação Física, Língua Inglesa e
Língua Portuguesa;
• Matemática e suas tecnologias;
• Ciências da Natureza e suas tecnologias: Biologia, Física e Química;
• Ciências Humanas Sociais Aplicadas: Filosofia, Geografia, História e
Sociologia.
Já os Itinerários Formativos (IF) constituem a parte flexível e obrigatória deve
ser entendido como componente curricular específico, de caráter obrigatório,
devendo ser ofertado somando-se à carga horária da parte flexível. Os IF integram
um conjunto de unidades curriculares que possibilitam ao estudante aprofundar seus
conhecimentos e se preparar para o prosseguimento de estudos, ou para o mundo
do trabalho, de forma a contribuir para a construção de soluções de problemas
específicos da sociedade. Serão ofertadas duas possibilidades de Itinerários
Formativos: Itinerário Formativo Integrado de Linguagens e suas Tecnologias e
Ciências Humanas e Sociais e Itinerário Formativo Integrado de Matemática e suas
Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias.
Dado que a realidade social não é única e homogênea, o Ensino Médio,
estruturado a partir da Formação Geral Básica e dos Itinerários Formativos, deve ser
pensado paralelamente aos anseios dos estudantes, que se inserem em contextos
variados e heterogêneos.
O Novo Ensino Médio articula o princípio de educação integral por meio de
uma nova arquitetura curricular pautada na diversificação curricular e no
desenvolvimento de competências.
23
Assim, a organização dos Itinerários Formativos prevista nos sistemas da
SEED compreende uma parte diversificada denominada de “Parte Flexível
Obrigatória - PFO”, e outra eletiva, de escolha dos estudantes. Sendo assim, a PFO
é integrante dos Itinerários Formativos, embora, esquematicamente, apresenta
forma específica por se constituir em uma parte do IF, que possui componentes
curriculares complementares obrigatórios.
O componente curricular “Projeto de Vida”, “Educação Financeira" serão
ofertados nas três séries (1ª, 2ª e 3ª), já o “Pensamento Computacional” será
ofertado apenas na 1ª série.
O componente curricular “Projeto de Vida” deverá estar presente na Parte
Flexível Obrigatória – PFO, compondo o itinerário Formativo, uma vez que todos os
estudantes deverão cursá-lo. Sua carga horária será computada como Itinerário
Formativo.
A carga horária da Parte Flexível Obrigatória - PFO será somada à carga
horária do Itinerário Formativo Eletivo, não podendo ser contabilizada na Formação
Geral Básica – FGB.
Os Itinerários Formativos (IF) constituem a parte em que os estudantes
poderão expressar e realizar escolhas de seu interesse, no que se refere ao seu
percurso formativo.
A implantação das novas Matrizes Curriculares do Novo Ensino Médio ocorrerá
de forma gradativa. No ano letivo de 2022 serão contempladas as primeiras séries;
em 2023, as segundas séries; e em 2024, completando o ciclo, as terceiras séries.
Dessa forma, os estudantes escolherão os Itinerários Formativos (IF) a partir
da segunda série, cursando-os no ano letivo de 2023 e 3ª série em 2024.
Para contemplar a carga horária de 1.000 horas anuais, prevista na legislação
para o Novo Ensino Médio, as instituições de ensino da rede pública estadual
ofertarão a 6ª aula de 50 minutos ou complementação de carga horária de um dia
em contra turno, para o diurno, em 200 dias letivos nas primeiras séries, a partir do
ano letivo de 2022, e, gradativamente, ampliar essa oferta para as segundas e
terceiras séries, respectivamente, nos anos letivos de 2023 e 2024.
Os estudantes que ingressaram no Ensino Médio na organização anterior à
implementação da reforma, portanto anterior ao ano letivo de 2022, terão o direito de
continuar na organização em que se matricularam inicialmente, desde que obtenham
êxito no percurso, caso contrário serão inseridos na nova organização.
24
A instituição de ensino oferta como quinto itinerário formativo o Curso de
Formação de Docentes da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino
Fundamental, na modalidade Normal em nível Médio - Currículo Pleno, presente na
Resolução nº 02/1999 - CEB:
Art. 2º Nos diversos sistemas de ensino, as propostas pedagógicas das
escolas de formação de docentes, inspiradas nos princípios éticos, políticos e
estéticos, já declarados em Pareceres e Resoluções da Câmara de Educação
Básica do Conselho Nacional de Educação a respeito das Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e Médio, deverão
preparar professores capazes de:
I - integrar-se ao esforço coletivo de elaboração, desenvolvimento e
avaliação da proposta pedagógica da escola, tendo como perspectiva um
projeto global de construção de um novo patamar de qualidade para a
educação básica no país;
II - investigar problemas que se colocam no cotidiano escolar e construir
soluções criativas mediante reflexão socialmente contextualizada e
teoricamente fundamentada sobre a prática;
III - desenvolver práticas educativas que contemplem o modo singular de
inserção dos alunos futuros professores e dos estudantes da escola campo
de estudo no mundo social, considerando abordagens condizentes com as
suas identidades e o exercício da cidadania plena, ou seja, as
especificidades do processo de pensamento, da realidade socioeconômica,
da diversidade cultural, étnica, de religião e de gênero, nas situações de
aprendizagem;
IV - avaliar a adequação das escolhas feitas no exercício da docência, à luz
do processo constitutivo da identidade cidadã de todos os integrantes da
comunidade escolar, das diretrizes curriculares nacionais da educação
básica e das regras da convivência democrática;
V - utilizar linguagens tecnológicas em educação, disponibilizando, na
sociedade de comunicação e informação, o acesso democrático a diversos
valores e conhecimentos.
Aos concluintes do Curso de Formação de Docentes será fornecido diploma
com certificação nas áreas da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino
Fundamental. O campo de atuação dos estudantes que concluem o curso são as
escolas de Educação Infantil e as escolas que ofertam as séries iniciais do Ensino
Fundamental.
No ano de 2022 o Colégio iniciou uma turma de primeira série deste quinto
itinerário formativo no turno da manhã, a qual tem como disciplinas desta primeira
série: Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Filosofia,
Geografia, História, Matemática, Física, Química, Biologia, Projeto de Vida,
Educação Financeira, Concepções Norteadoras da Educação Especial,
25
Fundamentos Históricos Sociológicos Filosóficos da Educação, Habilidades
Socioemocionais e Prática de Formação.
A turma de primeira série do quinto itinerário - Formação de Docentes possui
cinco aulas semanais no período da manhã de segunda a sexta-feira, e duas tardes
de aula, sendo uma de prática e outra para complementação da carga horária (sexta
aula). Ainda as disciplinas de Projeto de Vida, Educação Financeira, Habilidades
Socioemocionais e três aulas de Prática de Formação são realizadas de forma
remota através do classroom.
Nas 1ª séries do Novo Ensino Médio, turno da noite, serão ofertadas 05 aulas
presenciais diárias de 50 minutos, de 2ª a 6ª feira, acrescidas de 5 horas aula de 50
minutos com atividades não presenciais, totalizando 30 aulas na semana e 1.000
horas anuais, conforme prevê a Deliberação n.º 04/2021 – CP/CEE-PR. A
complementação de carga horária se dará na forma de complementação de carga
horária, a ser efetivada através de atividades online. As atividades não presenciais,
referentes às 5 horas de aula, se darão pela realização e entrega de atividades, com
registro de frequência remota.
A Instituição oferta o Ensino Fundamental, sistema anual nos turnos matutino e
vespertino, Ensino Médio sistema anual, nos três turnos e o Curso de Formação de
Docentes, na modalidade Normal Integrado, no turno da manhã, com 5 horas/aula
diárias, sendo que a Disciplina de Prática de Formação ocorre no turno contrário ao
período das aulas com 5 horas/aula semanais.
No ano letivo de 2023 o Colégio possui 570 discentes distribuídos em 21
turmas, sendo 10 turmas do Ensino Fundamental com 278 alunos, 03 do “Antigo”
Ensino Médio com 76 alunos, 04 turma do Novo Ensino médio 133, 02 turmas do
Curso de Formação de docentes “matriz antiga - duração de 4 anos” com 38 alunos
e 02 turmas do curso de Formação de docentes nova matriz com 45 alunos. 04
turmas do Curso de Formação de Docentes com 90 alunos. Oferece ainda 08
turmas da Salas de Recursos Multifuncional com 19 alunos avaliados, 04 turmas do
Programa Mais Aprendizagem com 51 alunos e duas turmas de AETE - sendo uma
de voleibol e uma de judô totalizando 25 alunos.
A Matriz Curricular de acordo com LDB n.º 9.394/96 regulamenta a carga
horária diária das aulas:
26
●A carga horária diária de aulas para o Ensino Fundamental e “Antigo” Ensino
Médio para os turnos matutino e vespertino e noturno é de 05 aulas de 50 minutos
por dia, totalizando 4 horas e 10 minutos.
●Para as turmas do Novo Ensino Médio do período diurno a carga horária
diária é de 6 horas/aula, sendo que a sexta aula é ministrada no contraturno em uma
tarde para complementação da carga horária;
●Para a turma do Novo Ensino Médio do período noturno a carga horária diária
é de 6 horas/aula, sendo que a sexta aula é assíncrona, os professores cumprem a
carga horária no Colégio e ofertam atividades online para os estudantes.
Número de Turmas/Matrículas:
ENSINO FUNDAMENTAL
Turno Ano/Série Total de Turmas Total de
matrículas
Manhã 6º 01 30
Manhã 7º 02 60
Manhã 8º 01 35
Manhã 9º 01 34
Tarde 6º 02 46
Tarde 7º 01 30
Tarde 8º 01 26
Tarde 9º 01 17
10 278
ENSINO MÉDIO:
Turno Ano/Série Total de Turmas Total de
matrículas
Manhã 3ª 02 36
Noite 3ª 01 40
27
03 76
NOVO ENSINO MÉDIO
Turno Ano/Série Total de Turmas Total de
matrículas
Manhã 1ª 01 40
Manhã 2ª 01 32
Noite 1ª 01 31
Noite 2ª 01 30
04 133
FORMAÇÃO DE DOCENTES
Turno Ano/Série Total de Turmas Total de
matrículas
Manhã 3ª 01 18
Manhã 4ª 01 20
02 38
NOVO ENSINO MÉDIO - FORMAÇÃO DE DOCENTES
Turno Ano/Série Total de Turmas Total de
matrículas
Manhã 1ª 01 29
Manhã 2ª 01 16
02 45
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
Turno Ano/Série Total de Turmas Total de
matrículas
28
Manhã **** 04 10
Tarde **** 04 09
08 19
AULAS ESPECIALIZADAS TREINAMENTO ESPORTIVO
Turno Ano/Série Total de Turmas Total de
matrículas
Tarde **** 01 16
Noite **** 01 09
02 25
PROGRAMA ALUNO MONITOR
Turno Ano/Série Total de Turmas Total de
matrículas
Tarde **** 01 03
01 03
PROGRAMA MAIS APRENDIZAGEM
Turno Ano/Série Total de Turmas Total de
matrículas
Manhã Nível 1 02 24
Tarde Nível 1 02 27
04 51
29
2.2.1 Horários de funcionamento da Instituição Escolar
TURNOS HORÁRIOS
MATUTINO 7 horas e 30 minutos às 11 horas e 50 minutos
Intervalo: 10h às 10h e 10 min.
VESPERTINO 13 horas às 17 horas e 20 minutos
Intervalo: 15h e 30min. às 15h e 40min.
NOTURNO 18 horas e 50 minutos às 23 horas
Intervalo: 20h e 20 min. às 20h e 30 min
Manhã
Aula Horário
1ª aula 07:30 às 08:20
2ª aula 08:20 às 09:10
3ª aula 09:10 às 10:00
4ª aula 10:10 às 11:00
5ª aula 11:00 às 11:50
Tarde
Aula Horário
1ª aula 13:00 às 13:50
2ª aula 13:50 às 14:40
3ª aula 14:40 às 15:30
4ª aula 15:40 às 16:30
5ª aula 16:30 às 17:20
Noite
Aula Horário
1ª aula 18:50 às 19:40
2ª aula 19:40 às 20:20
3ª aula 20:30 às 21:20
4ª aula 21:30 às 22:15
30
5ª aula 22:15 às 23:00
31
HORÁRIOS PROGRAMAS/AULAS EM CONTRATURNO
Turno Segunda-feira Terça-feira Quarta-feira Quinta-feira Sexta-feira
Manhã Sala de Recursos Sala de Recursos P. Mais Aprendizagem _ Sala de Recursos Sala de Recursos
(Prof. Ione) (Prof. Ione) Nivel I (Prof. Ione) (Prof. Ione)
(Prof. Cleusa)
Aulas contraturno:
1ª turma (7h30min. às 8ª B – Ed. Física (1ª e 2ª
9h10min. aula – 7h30min às
9h10min).
2ª Turma (10h 10min 11h 9º. B _ Ed. Física (4ª e 5ª
50 min.) aula – 10h10min às
11h50min).
Tarde Sala de Recursos Sala de Recursos P. Mais Aprendizagem Sala de Recursos Sala de Recursos
(Prof. Ione) (Prof. Ione) Nivel I (Prof. Ione) (Prof. Ione)
(Prof. Cleusa)
Voleibol Aulas contraturno: Voleibol
(13h às 14h40min.) 1ª turma (13h às 14h 8ª A – Ed. Física (1ª e (13h às 14h40min.)
40min. 2ª aula – 13h às 14h
40min).
2ª Turma (15hh 40min
17h 20 min.) 9º. A _ Ed. Física (4ª e
5ª aula – 15h 40min. às
17h 20min).
1ª A – 5 aulas
2ª A – 5 aulas
1ª AI – Formação – 4
aulas
2ª AI – Formação – 4
aulas.
Noite Judô Judô
(18h 40 min às (18h 40 min às
20h 20min.) 20h 20min.)
32
2.3 Organização Funcional
O quadro funcional da Instituição é composto por Direção, Direção auxiliar, Equipe
Pedagógica, coordenação de curso, Professores, Agentes Educacionais I e II, conforme
especificado.
Nome Função Habilitação Vínculo Turno Carga
Funcional horária
Elcio de Bona Direção Filosofia QPM Manhã 40h
Noite
Ivanildo Josefi Direção Matemática/ QPM Tarde 20h
Auxiliar Física
Aline Aparecida Trindade Pedagoga Pedagogia QPM Tarde 40h
Noite
Marizel Araujo Boeira Pedagoga Pedagogia QPM Manhã 20h
Marlides Rossignol Pedagoga Pedagogia QPM Manhã 20h
Marquardt Professora Tarde
Terezinha Roxa Coordenação Pedagogia QPM Manhã 30h
de Curso/ Tarde
Estágio
Andrea de Castilho Professora Licenciatura PSS Manhã 8h
Plena
Andreia Schach Fey Professora Licenciatura QPM Tarde 8h
Plena/Arte
Antonio Marcos dos Professor Licenciatura QPM Manhã 8h
Santos Matemática/ Noite
Física
Camila Mota Gonçalves Professora Licenciatura PSS Noite 3h
em História e
Ciências
Sociais
Cheila Lucas dos Santos Professora Ciências PSS Manhã 9h
Econômicas e Noite
Lic. em
Matemática
Claudete Kuhn Professora Licenciatura QPM Manhã 9h
Plena/ Tarde
Geografia
33
Cleusa Fátima Dassi Professora Licenciatura QPM Manhã 30h
em Letras Tarde
Português Noite
Cleverson Giordani Cottet Professor Licenciatura QPM Manhã 13h
Plena/ Tarde
Geografia
Danubi Camargo Nogueira Professora Licenciatura PSS Manhã 3h
Vieira Letras
Português
Inglês
Dulce Mara Langhinotti Professora Licenciatura QPM Manhã 9h
Carpes Plena/ História Tarde
Elaine Peretiatko Dos Professora Licenciatura PSS Manhã 10h
Santos Plena
Eliana Cassana Professora Licenciatura QPM Manhã 16h
em Tarde
Pedagogia
Eliane Aparecida Goedert Professora Licenciatura QPM Manhã 6h
Ghizzi Plena/
Pedagogia
Eliane Rosário Professora Licenciatura QPM Manhã 24h
Letras Tarde
Português - Noite
Inglês
Fabiano Franco de Professor Licenciatura QPM Manhã 14h
Andrade em Filosofia Tarde
Noite
Gilmara Fritz Aires Professora Licenciatura QPM Tarde 3h
Plena Letras
Português -
Inglês
Gracieli Merhet Professora Licenciatura PSS Manhã 14h
Plena Tarde
Noite
Ione dos Santos Professora Licenciatura QPM Manhã 30h
Pedagogia Tarde
Isabel Castilho Palhano Professora Licenciatura QPM Manhã 16h
Pedagogia Tarde
Ivanildo Josefi Professor Licenciatura QPM Manhã 15h
Matemática e Noite
Física
34
Izaura Gaspar Cecilio Professora Licenciatura QPM Manhã 16h
Letras/ Inglês Tarde
Janaina Matias Rossetin Professora Licenciatura PSS Manhã 4h
Peppes Plena
Janete de Souza Vailat Professora Licenciatura QPM Manhã 30h
Matemática Tarde
Jaques dos Santos Rocha Professor Licenciatura PSS Manhã 4h
em Teatro
Juliana Matucheski Professora Licenciatura PSS Manhã 3h
Rodrigues Plena
Juliana Paula Mariani Professora Licenciatura PSS Manhã 4h
Ed. Física
Jussara Cardoso dos Professora Licenciatura PSS Manhã 2h
Santos Letras Libras
Kely do Carmo Severo Professora Licenciatura QPM Manhã 20h
Josefi Ciências/Bio. Noite
Leisiane De Oliveira Professora Licenciatura QPM Manhã 15h
Geografia Tarde
Leoni Conjunscki Professora Licenciatura QPM Manhã 20h
Ed. Física Tarde
Noite
Lisane Carvalho Professora Licenciatura PSS Tarde 2h
em Geografia
Luana de Mattos Professora Licenciatura PSS Tarde 2h
Geografia
Lucas dos Anjos Professor Licenciatura PSS Noite 6h
Cavalheiro Geografia
Macarcy Campigotto Professora Licenciatura QPM Manhã 20h
Fedatto Ciências/ Noite
Química
Maria Ivanir Baptistel Professora Licenciatura QPM Tarde 2h
Ed. Física
Marilza Dudek Lunelli Professora Licenciatura QPM Manhã 15h
Matemática
Maristela Osciany Professora Licenciatura QPM Manhã 30h
Ciências Tarde
Marlei T. Raimundi Professora Licenciatura PSS Manhã 10h
Pedagogia
35
Marli Aparecida Soares Professora Licenciatura QPM Manhã 30h
Letras Tarde
Português Noite
Marlides Rossignol Professora Licenciatura QPM Tarde 5h
Marquardt Pedagogia
Monica Lascoski Professora Licenciatura PSS Manhã 2h
Plena
Odair Schimanko Professor Bacharel em QPM Manhã 10h
Ciências
Sociais
Regiane do Carmo Professora Licenciatura PSS Noite 3h
Brecailo Arte
Ritamar Andreetta Professora Licenciatura QPM Tarde 10h
Matemática
Rosemari Scheffer da Professora Licenciatura QPM Manhã 30h
Silva Maurer História Tarde
Noite
Sandra Mara Noschang Professora Licenciatura QPM Manhã 16h
Letras/Inglês Tarde
Sandra R. de Paula Ribas Professora Licenciatura QPM Manhã 15h
História Tarde
Sara Aparecida de Farias Professora Licenciatura QPM Manhã 16h
Ed. Física Tarde
Silmara Helena Bonetti Professora Licenciatura PSS Tarde 2h
Techio Arte
Sirlei Fátima Kurta Professora Licenciatura QPM Manhã 15h
em Letras
Terezinha Roxa Professora Licenciatura QPM Manhã 8h
Pedagogia Tarde
Vanessa Lenart de Oliveira Professora Licenciatura PSS Manhã 10h
Plena
Vera Lucia Schrader Professora Licenciatura QPM Tarde 16h
Pedagogia
Vitelio Pedro Dalmolin Professor Licenciatura QPM Manhã 31h
Ciências/ Tarde
Matemática Noite
36
Agentes Educacionais I e II
Nome Função Habilitação Vínculo Turno Carga
Funcional horária
Cleci Maria Fornari Ghilardi Merendeira Ensino Médio QFEB Manhã/ 40
tarde
Cleusi Regina Buchele Professora Licenciatura QPM Manhã/ 21
afastada de Educação tarde
função (Lei Física
15308/06)
Dina Silvana S. Piovesan Professora Licenciatura QPM Manhã/ 20
afastada de em tarde
função (Lei Educação
15308/06) Física
Edmilson Bucher Func-Apoio/T Tecnólogo em QFEB Manhã 40
ec Administ Gestão Noite
Financeira,
Eledir de Fatima Moreira Merendeira Ensino Médio QFEB Manhã 40
e Noite
Profuncionári
o
Jacir Malagi Func-Apoio/T Superior QFEB Manhã 40
ec Administ Informática Tarde
Empresarial
com Mídias
Interativas,
Loeli Ferreira Camilo Func-Apoio/T Licenciatura QFEB Manhã 40
ec Administ Português Noite
/Inglês
Lucia Maria Hlasczuk Merendeira Ensino Médio QFEB Manhã 40
Tarde
Lucia Zocche Radecki Professora Licenciatura QPM Tarde 40
Afastada De Matemática Noite
Função (Lei
15308/06)
Maira Sartori Func-Apoio/T Bacharel em QFEB Tarde 40
ec Administ Administração Noite
37
Maria Helena de Oliveira Servente De Ensino Médio QFEB Manhã 40
da Silva Limpeza Tarde
Rodinaldo da Costa Freire Secretário Tecnólogo QFEB Manhã 40
Gestão Tarde
Ambiental
Thaiz Camargo Martins Func-Apoio/T Licenciatura QFEB Manhã 40
ec Administ Letras Tarde
Zulma Anna Ubiali Inspetora De Ensino Médio QFEB Manhã 40
Alunos Tarde
2.4 Infraestrutura: ambientes e equipamentos
Dados da Arquitetura
Ano de Construção: Agosto de 1978
Projeto Padrão: Lupion
Quantidade de Blocos: 05
Proprietário do Terreno Contíguo: Governo do Estado do Paraná
Área Construída: 3821,90 m²
Terreno: 10000 m²
Proteção do Terreno: muro e cerca de palitos: 100%
Infraestrutura
Acesso para Deficiente: Sim
Banheiro para Deficiente: Sim
Calçada de Passeio: Sim
Meio-fio: Sim
Estacionamento: Sim
Para raio: Não
38
Cisterna: Não
Reservatório de Água: Sim
Central GLP: Sim
Uso Adequado para Central GLP: Sim
Rede Telefônica: Sim
Tipo de Rede de Esgoto: Rede Pública
Tipo de Abastecimento de Água: Rede Pública
Tipo de Entrada de Energia: Trifásica 125ª
Situação do Equipamento de Incêndio: Suficiente
Distância do Ponto de Transporte Coletivo: Menos de 10 metros
Tipo de Via de Acesso: Asfalto
Ambientes Pedagógicos Quantidade Condições Para Uso
Salas de Aula 13 Bom
Sala PMA/ Sala de Recursos 01 Bom
Multifuncional
Sala de Profissionais da Educação 01 Bom
Sala para hora atividade 01 Bom
Laboratório de Informática 02 Bom
Biblioteca 01 Bom
Secretaria 01 Bom
Sala de direção/Coordenação 01 Bom
Sala para Equipe Pedagógica 01 Bom
Sala de apoio técnico para alunos e 01 Bom
professores
Almoxarifado 01 Bom
Quadras poliesportivas 02 Bom
39
Cozinha 01 razoável
Depósito de Merenda Escolar 01 Bom
Refeitório/Saguão 01 Bom
Banheiros coletivos 04 razoável
Banheiro adaptado para portadores de 01 Bom
necessidades especiais
Sala adaptada para estágio 01 Bom
Brinquedoteca 01 Bom
Laboratório de Biologia/Física/Química 01 razoável
Casa para Permissionário 01 Bom
Ambientes educativos Equipamentos/Materiais em cada
ambiente
Salas de aulas Quadro, Educatron (14), ar
condicionado (11), conjuntos de
carteiras e cadeiras (390).
Sala de Profissionais da Educação Mesa, cadeiras e bebedouro.
Sala para hora atividade Mesas (7), cadeiras (16), computadores
(4), e armários (4).
Laboratório de Informática 1 Mesas (20), cadeiras (40),
computadores de mesa (10) e netbooks
(29), armário (02), estante (03).
Laboratório de Informática 2 Mesas (14), cadeiras (28),
computadores (22) e netbooks (11)
Biblioteca/ Sala de materiais Mesas (3), cadeiras (3), arquivo (1),
estantes de livros (14), computador (2),
datashow (5).
Secretaria Mesas (5), cadeiras (5), armário (1),
arquivo, computadores de mesa (4),
notebook (2).
Sala de direção Mesa (2), cadeiras (2), computador (1) e
notebook (1).
Sala para Equipe Pedagógica Mesas (4), cadeiras (5), armário (1),
arquivo (1), computador de mesa (1) e
notebook (1), impressora (1).
Sala para Coordenação de Curso Mesas (4), cadeiras (4), armários (1), e
computador (1), impressora (1).
Sala de apoio técnico para alunos e Balcão (1), mesas (4), cadeiras (8),
professores armários (3) e materiais.
Almoxarifado Arquivo morto (14) e documentos da
secretaria
40
Quadras poliesportivas Sendo uma coberta e outra não
Cozinha Geladeira (2), freezers (4), balcão (1),
armário (1), mesa (1), fogão industrial
(1), forno elétrico (1), forno industrial (1)
pia (1) e tanque (1).
Depósito de Merenda Escolar Prateleiras, equipamentos/utensílios de
cozinha.
Refeitório/Saguão Mesas (21), bancos (29), pias (2),
bebedouro (4), ventilador (3) e palco.
Banheiros coletivos Vasos, pias e mictórios
Banheiro adaptado para portadores de Vaso, pia e cadeira de rodas (1)
necessidades especiais
Sala adaptada para estágio Quadro negro e conjuntos de carteiras e
cadeiras.
Sala de Recursos Multifuncional/PMA Quadro negro, conjuntos de carteiras e
cadeiras, armário, computador (5) e
materiais pedagógicos específicos.
brinquedoteca Brinquedos e fantasias do curso de
Formação de Docentes
Casa para Permissionário Uma unidade
2.5 Gestão Democrática
O Artigo no. 14 I e II (LDB) Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional -
Lei 9394/96, define que “Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão
democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas
peculiaridades e conforme os seguintes princípios: participação dos profissionais da
educação na elaboração do projeto pedagógico da escola e participação da
comunidade escolar e conselhos escolares ou equivalentes”.
Sendo assim, desenvolve-se uma gestão democrática centrada nos valores e
princípios democráticos pela natureza social da escola. O trabalho desenvolvido na
escola visa à formação social do cidadão participativo, responsável, crítico e criativo,
através da produção e socialização do saber historicamente acumulado pela
humanidade e constitui um processo pedagógico dinâmico onde há um envolvimento
harmonioso entre o corpo docente, discente, funcionários e comunidade em geral.
As Instâncias Colegiadas desta Instituição são constituídas pela Associação de
Pais, Mestres e Funcionários, Conselho Escolar, Conselho de Classe e Grêmio
Estudantil, através de um processo eletivo democrático, com estatutos próprios. O
fortalecimento dessas Instâncias se dá pela participação ativa dos seus membros no
41
cotidiano escolar, no sentido de orientar, avaliar, supervisionar e auxiliar a escola em
suas ações, no processo de tomadas de decisões e na busca de soluções para a
resolução e superação de dificuldades e impasses. Cabe às instâncias colegiadas
decidir no âmbito interno da Instituição, a correta administração dos recursos
financeiros, físicos e humanos da escola.
2.6 Instâncias Colegiadas
O Conselho Escolar é um órgão colegiado constituído de acordo com as
normas estabelecidas pela SEED, por membro nato (diretor), representantes dos
pais, representantes dos alunos e representantes de outros segmentos
representativos da escola e da sociedade.
Tem natureza deliberativa, cabendo-lhe estabelecer para o âmbito da escola,
diretrizes e critérios relativos à sua ação, organização, funcionamento,
relacionamento com a comunidade, participando e se responsabilizando social e
coletivamente pela implementação de ações e deliberações.
As atribuições do Conselho Escolar definem-se em função das condições reais
da escola, da organização do próprio Conselho Escolar e das competências dos
profissionais em exercício na unidade escolar.
Este conselho é uma forma de organizar a gestão da escola através da divisão
de responsabilidades. Através dele é possível ampliar as possibilidades de soluções
dos problemas e reforçar compromissos, criando a possibilidade de mudança e
permitindo a união entre as pessoas. Os membros do Conselho Escolar
comparecem sempre que são convocados.
Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF) é uma associação de
representação dos pais, professores e funcionários da escola, sem caráter político,
partidário, religioso, racial e sem fins lucrativos. Seus objetivos principais são:
assistência ao educando, aprimoramento do ensino, integração família, escola,
comunidade, melhoria do ensino e da adequação dos planos curriculares, além de
contribuir para a melhoria e conservação dos bens patrimoniais e do
estabelecimento escolar.
Vale ressaltar a importância da integração com a APMF, de forma que seus
objetivos sejam realmente alcançados e produzam para toda comunidade escolar
um avanço na aprendizagem dos alunos e na qualidade do ensino.
42
O Grêmio Estudantil é o órgão máximo de representação dos estudantes da
Instituição de Ensino e as atividades do mesmo reger-se-ão pelo Regimento Escolar.
Dentro da escola, o Grêmio Estudantil se efetiva como uma instância colegiada de
participação ativa e de reivindicação dos alunos, com garantia de representatividade
nas tomadas de decisões referentes ao colégio, além de se estabelecer como um
espaço privilegiado de formação política.
A Lei Federal N.º 7.398/85, assegura a organização de Grêmios Estudantis,
tais como entidades autônomas representativas dos estudantes, em qualquer escola
do país, seja ela pública ou particular.
Todos os alunos regularmente matriculados são associados ao Grêmio
Estudantil, podendo candidatar-se às funções diretivas dessa instância colegiada,
tornando-se então, imprescindível na gestão da escola e na implementação do
exercício democrático na prática educativa, levando os anseios da população
estudantil e buscando soluções junto às demais instâncias colegiadas.
Devem promover a cooperação entre administradores, funcionários,
professores e alunos no trabalho escolar buscando seus aprimoramentos e lutar
pela democracia permanente na escola, através do direito de participação nos fóruns
internos de deliberação.
Segue planilha com os representantes do Conselho Escolar, Associação de
Pais, Mestres e Funcionários e Grêmio Estudantil.
Conselho Escolar
NOME SEGMENTO
Elcio de Bona Presidente
Terezinha Roxa Corpo Docente
Isabel Castilho Palhano Corpo Docente
Vitélio Pedro Dalmolin Corpo Docente
Gerciane G. de Oliveira Suplente Corpo Docente
Rosemari Scheffer da Silva Suplente Corpo Docente
Aline Aparecida Trindade Equipe pedagógica
Marizel Cristina Araujo Suplente Equipe pedagógica
43
Yasmin Patene Chagas Representante - Grêmio Estudantil
Eduarda Aparecida Mattjie Suplente Representante - Grêmio Estudantil
Leoni Conjunski Representante - Movimentos Sociais
Maira Sartori Suplente Representante - Movimentos Sociais
Claudia Aparecida Cabral Representante - APMF
Elizandra de Fátima Rosa Suplente Representante - APMF
Jacir Malagi Representante dos Pais/responsáveis
Paulo Kslasek Representante dos Pais/responsáveis
Celir de Fátima A. Mendes Suplente Representante dos Pais/responsáveis
Elizete M. Watte Bucher Suplente Representante dos Pais/responsáveis
Sandra Regina de P. Ribas Suplente Representante dos Pais/responsáveis
Lucia Maria Hlasczuk Representante dos Agentes Educacionais I
Maria Helena de Oliveira Suplente - Representante dos Agentes Educacionais I
Thaiz Camargo Martins Representante da Equipe Técnica Administrativa
Edmilson Bucher Suplente - R. da Equipe Técnica Administrativa
APMF
NOME CARGO
Elcio de Bona Presidente
Ivanildo Josefi Vice-presidente
Elizandra de Fátima Rosa 1o Tesoureiro
Claudia Aparecida Cabral 2o Tesoureiro
Jacir Malagi Secretário
Sirlene Aparecida dos Santos Conselho Fiscal
Fernanda de Fátima Pedroso Ruas Suplente do Conselho Fiscal
Iracilda Sanches Suplente do Conselho Fiscal
Juliana Agonese Bucher Suplente do Conselho Fiscal
44
Roselia Aparecida Neneve Suplente do Conselho Fiscal
Adelar Luiz Charnevski Suplente do Conselho Fiscal
Grêmio Estudantil
NOME CARGO
Yasmin Patene Chagas Presidente
Kauan G. de Lima Mendes Vice-presidente
Eduarda Aparecida Mattjie Primeiro secretário
Debora Bernar da Silva Segundo secretário
Joceli de Camargo Primeiro Tesoureiro
Jamille Hortiz Segundo Tesoureiro
Yasmin Camilly Ferreira Diretor Social
Katiane Ramos dos Santos Diretor de Assuntos de Comunicação e Imprensa
Hullian M. Marcelites Rodrigues Diretor de Assuntos Culturais e Diversidade
Jorge Augusto Maia Diretor de Esporte e Lazer
Felipe Kauan Bernar Diretor de Saúde e Meio Ambiente
Luanna Soares Bonfim Diretor Relações Acadêmicas
2.7 Perfil da Comunidade Escolar
O Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck tem mais de sessenta anos
de história, a maioria deste tempo destinado ao Ensino Médio e Magistério, esta
situação mudou a partir do ano de 2021 quando passou a ofertar as séries finais do
Ensino Fundamental.
Mesmo sendo um Colégio situado na área central do município de Laranjeiras
do Sul, atende a estudantes de vários bairros da cidade, localidades do interior do
município e até de municípios vizinhos.
Os estudantes provenientes da cidade residem principalmente no Bairro
Presidente Vargas, Bairro Água Verde, Jardim Panorama, e Bairro Bancário.
Aproximadamente 30% dos alunos utilizam o transporte escolar. Quanto à
45
escolaridade dos pais, verificou-se que em média, 50% não concluíram o Ensino
Fundamental, sendo este um dado preocupante, já que a baixa escolaridade dos
pais influencia significativamente no processo de aprendizagem dos filhos.
O perfil dos estudantes atendidos pela Instituição de Ensino é bastante
diversificado, famílias com poder financeiro médio, e outros muito carentes.
Atualmente a Instituição oferece o Ensino Fundamental - séries finais, Ensino
Médio em sistema anual e o Curso de Formação de Docentes, na modalidade
Normal.
2.8 Indicadores Educacionais
Os indicadores empregados na educação, nas últimas décadas, são meios
importantes de instrumentação de gestão, uma vez que possibilitam aos
responsáveis que atuam nas redes de ensino, em programas, projetos e também na
própria instituição de ensino, reconhecer situações que precisam de mudanças, de
incentivos ou aprimoramento. Estes indicadores são um conjunto dos parâmetros
quantitativos e qualitativos que visam acompanhar determinada atividade,
verificando se os objetivos estão sendo atingidos ou se há necessidade de
intervenção.
IDEB
O Ministério da Educação, por meio do Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) criou, em 2007, o Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), um indicador de qualidade
educacional que combina informações de desempenho em exames padronizados
(Prova Brasil e SAEB) com informações sobre rendimento escolar (aprovação).
Tal indicador foi formulado para medir a qualidade do aprendizado nacional e
estabelecer metas para a melhoria do ensino. Esses resultados, aliados às taxas de
Rendimento Escolar - taxa de aprovação e taxa de reprovação, taxa de abandono,
taxa de distorção idade, oferecem um quadro amplo da situação das escolas e
sistema de ensino no que se refere à Educação Básica em nosso estado e país.
46
O Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck não tem registro de notas
do notas IDEB nos anos de 2017 e 2019 por número insuficiente de participantes
conforme a tabela abaixo.
IDEB - 2021
Ensino Fundamental Ensino Médio
4,9 4,7
SAEB - Dados do ano de 2021
9o Ano Ensino Médio
Língua Portuguesa Matemática Língua Portuguesa Matemática
4,79 5,08 4,73 4,61
Prova Paraná - 2022
% de Participação % de Acertos
1a Edição 87,66 33,48
2a Edição 93,78 48,29
3a Edição 88,37 41,75
Prova Paraná Mais - 2022
9o Ano Ensino Médio - 3a Série
Língua Portuguesa Matemática Língua Portuguesa Matemática
4,36 4,48 4,4 4,15
2.8.1 Rendimento Escolar
O rendimento escolar de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB), de 1996, refere-se à avaliação do conhecimento adquirido no
âmbito escolar, a avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com
47
prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao
longo do período sobre os de eventuais provas finais. Além disso, o rendimento
escolar na Educação Básica, nos níveis fundamental e médio, deve observar a
obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período
letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas
instituições de ensino em seus regimentos.
Por outras palavras, o rendimento escolar é uma medida das capacidades do
aluno, que expressa o que este tem aprendido ao longo do processo formativo.
Também abarca a capacidade do aluno em responder aos estímulos educativos.
Neste sentido, o rendimento escolar prende-se com a aptidão.
Quando é feita a análise do rendimento escolar do aluno pode-se oferecer uma
solução personalizada e que melhora o seu desempenho. Desse modo, ele não
apenas terá notas melhores, como também terá uma construção mais sólida de
conhecimento.
É importante mencionar que essa avaliação não é de responsabilidade apenas
dos alunos e professores, mas quando há o envolvimento dos pais e também da
direção é possível identificar e solucionar problemas que possam causar baixo
desempenho escolar dos alunos de maneira mais eficaz. O relacionamento entre
pais, professores e diretoria é indispensável.
Para que haja esse relacionamento entre escola, aluno, pais e professores, é
necessário haver diálogo a fim de construir um relacionamento de confiança. E é
através do acompanhamento do rendimento escolar, com as reuniões, por exemplo,
que se constrói e reforça isso.
Matrícula
Ano Letivo Total de Matrículas
2019 523
2020 392
2021 524
2022 576
Aprovação
Ano Letivo Aprovação
48
2019 332
2020 364
2021 517
2022 510
Aprovação por Conselho de Classe
Ano Letivo APCC
2019 65
2020 00
2021 00
2022 21
Reprovação
Ano Letivo Reprovação
2019 54
2020 16
2021 00
2022 86
Desistentes
Ano Letivo Desistentes
2019 60
2020 12
2021 07
2022 54
2.8.2. Indicadores Educacionais Externos
Os indicadores empregados na educação, nas últimas décadas, são meios
importantes de instrumentação de gestão, uma vez que possibilitam aos
responsáveis que atuam nas redes de ensino, em programas, projetos e também na
própria instituição de ensino, reconhecer situações que precisam de mudanças, de
49
incentivos ou aprimoramento. Estes indicadores são um conjunto dos parâmetros
quantitativos e qualitativos que visam acompanhar determinada atividade,
verificando se os objetivos estão sendo atingidos ou se há necessidade de
intervenção. Os profissionais da escola acompanham, discutem e propõem ações a
partir dos resultados das avaliações internas e externas.
2.9 Organização Pedagógica
2.9.1 Aulas remotas/online
Os anos de 2020 e 2021 ficaram marcados na vida dos brasileiros e do mundo
como um todo, em decorrência de um vírus respiratório chamado SARS-CoV-2, sigla
oriunda do termo "severe acute respiratory syndrome coronavirus 2" (síndrome
respiratória aguda grave de coronavírus 2), responsável por provocar um quadro
inflamatório conhecido como doença do coronavírus 2019 (COVID-19), nomeado
pela Organização Mundial da Saúde (OMS) (LIUet al, 2020).
A pandemia do novo coronavírus ocasionou, em grande parte da população
mundial, quadros de ansiedade e afloram diversos tipos de sentimentos e emoções,
independente da classe social ou cultural que o indivíduo pertença, como
mencionado por Borba (2020). No momento em que o vírus está ativo ele causa
infecções respiratórias, que podem ser classificadas em casos leves ou moderados,
os quais provocam sintomas muito parecidos como um resfriado, como: coriza, dor
de garganta, tosse e febre. Porém, em alguns pacientes infectados pelo vírus, pode
haver uma evolução da doença e provocar quadros graves, como a presença de
pneumonia em pessoas mais velhas, ou indivíduos com problemas
cardiovasculares, podendo, em pessoas que possuam alguma comorbidade
(doenças associadas) ou que apresentem comprometimento do sistema
imunológico, levar ao óbito (MÉDICI; TATTO; LEÃO, 2020).
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) foi declarado em
março de 2020 que a COVID-19 é uma doença infecciosa provocada por vírus que
se propaga em humanos, sobretudo a partir de gotículas desenvolvidas quando uma
pessoa contaminada espirra, fala ou tosse. Dois dias depois a OMS fez o
comunicado de que a COVID-19 se caracterizava como pandemia, devido ao grande
número de infectados, em 114 territórios no primeiro momento, com vários óbitos.
50
Nesse contexto, houve a necessidade urgente de toda a sociedade se
mobilizar e buscar se adaptar às mudanças ocorridas em todos os setores, seja ele
econômico ou social e inclusive referente ao sistema educacional, que necessitou
estabelecer uma nova perspectiva para conseguir se adaptar a esse novo aspecto
social. Como uma forma de prevenir o contágio da doença nesse período anormal, a
OMS orientou o distanciamento social entre as pessoas (MÉDICI; TATTO; LEÃO,
2020). Essa medida muito importante para o controle da propagação da doença
passou a ser incompatível com o dia a dia escolar. Visto que existe enorme
dificuldade de conter a proximidade entre pessoas que circulam no mesmo ambiente
escolar, além da característica estrutural das salas, muitas vezes superlotadas, que
proporcionam as aglomerações, tornando assim impossível a realização de aulas
presenciais (MÉDICI; TATTO; LEÃO; 2020).
Diante de todas as catástrofes ocasionadas por essa pandemia que teve início
no Brasil em 2020, a área educacional sofreu as consequências, a paralisação do
ensino presencial em todas as escolas, tanto pública como privadas, atingiu pais,
alunos, professores e toda a comunidade escolar, em todos os níveis de ensino.
Situação que interferiu na aprendizagem, desejos, sonhos e perspectivas de muitos
discentes, provocando um sentimento de adiamento de todos os planos no contexto
educacional. Vale destacar que essa mudança gerou uma interferência na vida
familiar de todos, variações de rotinas de trabalho e ocupações (MÉDICI; TATTO;
LEÃO, 2020).
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(UNESCO), em março de 2020, optou pelo ensino completamente a distância,
decisão tomada após discussão ocorrida em evento que os governos de 73 países
participaram virtualmente (UNESCO, 2020). Diante dessa perspectiva, a sociedade
buscou soluções para que a educação fosse viável de outro jeito. Para isso, foi
importante a busca por novos métodos de ensino que permitissem manter as
orientações da OMS sobre o isolamento social. Uma das soluções mais debatidas
nesse contexto é a utilização de tecnologias digitais de comunicação e informação
(TDIC) (MÉDICI; TATTO; LEÃO, 2020). De acordo com SEABRA (2013),
historicamente os aparelhos móveis são inimigos da educação por provocar a
distração em sala de aula, no entanto, esses aparelhos eletrônicos passaram de
vilão para mocinho, dependendo da utilização dos mesmos no processo de
aprendizagem.
51
É necessário considerar que a utilização de ferramentas tecnológicas foi um
mecanismo que permitiu a ampliação das atividades humanas em todas as esferas
sociais, sobretudo na educação.
A proposta de educação ofertada por meios tecnológicos sempre trouxe alguns
obstáculos, principalmente pela falta de preparo/capacitação dos professores no
manuseio de suportes tecnológicos (ROSA, 2020). Foi muito importante os cursos
de atualização dos docentes que proporcionaram várias estratégias de ensino
modernas, como o uso de equipamentos de informática, para aperfeiçoar o modo de
ensino. Inesperadamente, por conta da pandemia do coronavírus, os docentes
passaram a ajustar os planos de aula, focalizar em novas estratégias e adaptaram
os espaços nas suas casas tentando assim adequar o ensino presencial à realidade
do ensino desenvolvido a distância. No atual momento de pandemia, os docentes,
num contexto de extrema urgência, tiveram que passar a organizar aulas remotas,
confecção de materiais, apostilas e atividades de ensino mediadas pela tecnologia,
mas que se orientam pelos princípios da educação presencial (ROSA, 2020),
necessitando possuir habilidades com várias ferramentas voltadas para o manejo
tecnológico, como, por exemplo: Google Meet, Plataforma Moodle, Chats e Live
(Transmissão ao vivo), salas de aulas virtuais, classroom, entre outros. Abriu-se um
critério histórico para a educação guiada pela tecnologia, no ensino remoto, que
prosseguiu em nosso país por meio do reconhecimento do Conselho Nacional de
Educação (CNE) e o Ministério da Educação (MEC) atribuindo que a carga horária
disponibilizada nessa modalidade de ensino é absolutamente válida (ROSA, 2020).
A sugestão de educação remota na rede pública como um todo, teve que se
ajustar para atender também os alunos da classe social menos favorecida, por não
ter acesso às tecnologias digitais ou não possuírem condições de moradia adequada
para acompanhar de maneira satisfatória os momentos de aulas virtuais, assim, foi
pensado na estratégia de entrega de materiais impressos, produzidos pelos
professores com auxílio da equipe pedagógica, esses, entregues em períodos
preestabelecidos.
Amparado na Resolução 632/2020 e 1231/2020, 98/2021 e demais legislações
expedidas pela SESA, Conselho Estadual de Educação, SEED-PR e demais órgãos
normativos a oferta da educação nesta instituição educativa respalda-se pela
implementação de medidas sanitárias, com o monitoramento e controle da
COVID-19, para a oferta da educação em tempos de pandemia.
52
Assim pautou-se a oferta do ensino conforme o que prevê a Deliberação do
Conselho Estadual de Educação 01/2020 no seu Artigo 4º onde menciona a oferta
de ensino de atividades escolares não presenciais, como sendo aquelas utilizadas
pelo professor da turma ou do componente curricular para a interação com o
estudante por meio de orientações impressas, estudos dirigidos, quizzes,
plataformas virtuais, correio eletrônico, redes sociais, chats, fóruns, diário eletrônico,
vídeo aulas, áudio chamadas, vídeo chamadas e outras assemelhadas.
Reitera-se que casos extremos de suspensão das atividades escolares,
conforme apresenta a Quinquagésima - oitava Assembleia Mundial de Saúde,
considerando projeto de revisão do Regulamento Sanitário Internacional, que trata
da segurança mundial em saúde, alerta que em resposta frente a epidemias, diante
de ocorrência natural, liberação acidental ou uso deliberado de agentes químicos e
biológicos ou de materiais rádio nucleares que afetem a saúde, e neste caso
específico sobre a síndrome respiratória aguda grave (SARS), ou outro, que
porventura venham a ocorrer durante a vigência do presente documento, com vistas
a responder à necessidade de garantir à saúde pública cuja chave é a proteção
contra a propagação de doenças, esta instituição está seguindo as normativas
emitidas pelos governos estadual e municipal, bem como as normativas emitidas
pelos órgãos que regulamentam a oferta do ensino, atendendo da forma que prevê a
legislação educacional no que tratar do ano letivo assegurando a qualidade
educacional para as etapas e modalidades que a instituição oferta.
As atividades na instituição respeitam todas as instruções normativas oriundas
dos órgãos reguladores da oferta educacional, as atividades pode ser organizadas
de diferentes maneiras, levando em consideração a realidade de sua comunidade
escolar, sendo elas:
Aulas não presenciais
- Aulas síncronas
- Aulas assíncronas
- Material impresso
As aulas foram organizadas da seguinte forma:
- Revezamento
- Presencial
- Aulas síncronas
53
- Material impresso
A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, como mantenedora da rede
pública estadual de ensino, disponibilizou:
● Vídeo aulas gravadas pelos professores da rede;
● TV aberta, com transmissão ininterrupta, em dois períodos, de todas as
disciplinas constantes no currículo de cada ano/série;
● Aplicativo Aula Paraná para acesso às aulas gravadas, Google Meet, Google
Classroom e Google Forms com isenção de dados;
● O Google Classroom como possibilidade de interação e inserção de
conteúdos pelos professores;
● Isenção de dados para a realização de vídeo aulas pelo Google Meet para o
professor e o estudante, quando acessado pela rede móvel.
2.10. Organização pedagógica da instituição
A organização pedagógica é conduzida pela equipe pedagógica, com o apoio
da equipe diretiva, voltada aos aspectos que impactam no processo de ensino e
aprendizagem. Logo no início do ano letivo, a partir das matrículas ocorre a
distribuição dos estudantes por turma, há o cuidado para que permaneçam nas
turmas de origem e os novos vão sendo acrescentados de forma equitativa. Há
possibilidade de mudança de turma baseada em critérios pedagógicos, sendo
informada na rematrícula.
Os professores são distribuídos nas séries e turmas, de acordo com o perfil de
docência, no sexto ano centraliza-se os professores que possuem uma prática
pedagógica interdisciplinar, articulando a leitura, a interpretação, a produção textual,
os cálculos, a leitura de gráficos e a resolução de problemas durante a abordagem
dos objetivos de aprendizagem de seus componentes curriculares. A equipe
pedagógica se organiza dividindo o acompanhamento das turmas e planejando
semanalmente os atendimentos a professores, estudantes e pais por meio da
agenda.
Os espaços da escola são organizados a partir das necessidades
pedagógicas, com protocolos/regras para a utilização da biblioteca e dos
laboratórios de Informática e de Ciências da Natureza, estes protocolos são
54
apresentados aos estudantes no início do ano letivo. O agendamento dos
laboratórios de informática para a utilização das plataformas educacionais é
acompanhado pelo auxiliar administrativo, atendendo as propostas de atividades
planejadas pelos professores, de forma alternada, para que todos tenham acesso.
2.10.1 Organização das turmas
As turmas são organizadas de acordo com as normas e instruções da
Secretaria de Estado da Educação, observando o número de alunos matriculados
para abertura de turmas.
2.10.2. Organização dos tempos e espaços e as rotinas escolares
A organização dos tempos escolares: horários de entrada, recreio, saída,
intervalos e atividades de contraturno são passados para as famílias e comunidade
local, e expostos em locais de boa visualização e na sala dos professores, também
são apresentados aos estudantes e pais no início do ano letivo através de reunião,
aos estudantes (pais ou responsáveis) que chegam no decorrer do ano letivo são
repassados todas estas questões organizacionais.
Os sinais de entrada, saída e intervalo são automáticos, configurados conforme
os horários. A entrada para as salas de aula é organizada, os estudantes são
acolhidos pelos professores que assumiram as turmas, durante os intervalos são
orientados a não saírem da sala e aguardarem o professor chegar. Os corredores
são observados pelo inspetor (funcionário responsável pela interação com os
estudantes). As saídas de sala, durante o período de aula são autorizadas pelo
professor.
O monitoramento dos atrasos e do uso do uniforme é feito pela inspetora de
alunos e auxiliada pela equipe pedagógica, com encaminhamento de comunicados
aos pais nas agendas, telefonemas ou mensagens via whatsApp.
O uso do celular em sala é orientado pelos professores, de acordo com a
necessidade pedagógica diante dos objetivos de aprendizagem a serem
alcançados. O uso de forma não pedagógica não é permitido.
55
Em cada sala fica disponível um cronograma onde são registrados, pelo
representante de turma, as datas de trabalhos e avaliações que a turma tem a
realizar e entregar.
Na sala dos professores há um mural de recados e mesas, há uma sala
específica para a realização da hora-atividade pelos professores, onde há armários
individuais, mesas e computadores para uso dos docentes.
2.10.3. Acompanhamento da frequência escolar
O acompanhamento da frequência escolar é feito pelo B.I. Presente na Escola,
e RCO, visualizado pela direção e equipe pedagógica de acordo com os turnos de
trabalho. A equipe pedagógica entra em contato com a família do estudante ou com
o próprio (quando maior de 18 anos), através de telefonema ou mensagem via
WhatsApp averiguando o motivo da ausência.
Os estudantes com faltas alternadas, conhecidos como pula-pula, são
orientados pela equipe pedagógica e Direção em conversas individuais e/ou
coletivas, conforme o contexto. Nos casos de abandono escolar, após 5 dias
seguidos ou sete alternados, após a primeira busca ativa já ter sido realizada pela
equipe pedagógica, a segunda busca ativa é organizada pelo Diretor ou pelo Diretor
Auxiliar.
O contato com as instituições (equipamentos) que participam da Rede de
Proteção às Crianças e ao Adolescente, é realizado pelo pedagogo, que representa
a escola nas reuniões mensais, o registro no SERP é feito após a realização de
busca ativa com os responsáveis, quando o estudante é resgatado, o pedagogo o
orienta quanto a proposta de estudo dirigido e encaminhada pelos professores.
2.10.4. Atendimento aos estudantes quando há falta de professores
O atendimento às turmas, no caso de falta de professor, é realizado pela equipe
pedagógica, inspetora de alunos, professores readaptados e demais integrantes da
equipe escolar. Solicita-se quando possível que os professores deixem previamente
organizadas as atividades e as mesmas são encaminhadas para as turmas. Quando
não há encaminhamento de atividades por parte dos professores são trabalhados
56
assuntos diversos, como leitura, vídeos relacionados a disciplina no educatrons,
além de assuntos referentes ao Regimento escolar.
2.10.5. A organização e acompanhamento da hora-atividade
O horário de hora-atividade é organizado assim como o horário das aulas e há
um cronograma de atendimento do pedagogo ao professor, esse horário fica exposto
na sala dos professores, saguão, sala da equipe pedagógica e direção e na
Secretaria da escola, para visualização de todos. Durante o acompanhamento da
hora-atividade é feito o planejamento da implementação do plano de aula
disponibilizado na aba planejamento do RCO, a formação continuada em serviço
dos professores por meio da apresentação de metodologias e recursos que venham
a contribuir com a mediação do conhecimento escolar para o desenvolvimento das
habilidades previstas.
A organização do horário de hora-atividade prioriza o atendimento por área de
conhecimento, com o objetivo de que a maior parte dos professores tenha a
possibilidade de efetivar o planejamento com seus pares, buscando uma perspectiva
de trabalho interdisciplinar. Após a formação, o pedagogo combina a observação de
sala de aula com o professor, apoiando-o no desenvolvimento de práticas
pedagógicas engajadoras.
2.10.6. A observação de sala de aula
A observação de sala de aula, compreendida como uma metodologia de
formação continuada em serviço é de responsabilidade do Diretor e do Diretor
Auxiliar, o qual combina previamente com o professor os critérios que serão
observados, faz o registro da observação na aba Observação de Sala de Aula no
RCO, recebe o relatório com a indicação das possíveis técnicas a serem
desenvolvidas pelo professor, planeja e constrói o feedback formativo com o
professor, a partir das evidências, de forma dialógica, por meio de escuta ativa e
questionamentos propositivos.
57
2.10.7. O acompanhamento das ferramentas de gestão
O acompanhamento das ferramentas de gestão: BI Presente na Escola e
Super BI 2023 é feito pelo Diretor, o qual planeja ações junto com a equipe
pedagógica e o tutor, definindo minimetas, instigando os avanços, articulando os
vários segmentos para obter os resultados necessários à aprendizagem dos
estudantes.
2.10.8. Formação continuada
A formação continuada interna ocorre para todos os profissionais da educação
nos dias de Estudo e Planejamento, dos professores durante a hora-atividade, nas
reuniões pedagógicas e nos feedbacks formativos. A equipe gestora participa das
jornadas do Grupo de Estudos: Formadores em Ação e incentiva a todos os
professores a participarem também. A docência compartilhada tem sido uma
experiência importante na escola. Por vezes os professores utilizam sua
hora-atividade para assistir as webconferências disponibilizadas no Canal do
Professor, de acordo com seu planejamento curricular.
2.10.9. Organização da agenda da Equipe Gestora
A equipe gestora possui uma agenda semanal compartilhada e quinzenalmente
ocorre o acompanhamento pedagógico do tutor do NRE e nesse horário a maior
parte dos pedagogos da escola procura participar. A partir desses combinados são
organizadas as ações pedagógicas prioritárias a serem desenvolvidas nos próximos
na semana de acordo com o turno de trabalho e as demandas. Mensalmente há
uma reunião de alinhamento pedagógico entre os pedagogos de todos os turnos, o
diretor auxiliar e o diretor, definindo as ações didático-pedagógicas a serem
praticadas nos próximos trinta dias, definindo prazos e responsáveis.
2.10.10. Participação dos pais/família na instituição
A participação dos pais é instigada de diferentes formas por meio de palestras,
atividades culturais e esportivas. Os pais são atendidos pela equipe pedagógica
58
sempre que comparecem no Colégio. Ocorrem reuniões por anos/turmas no início
do ano letivo e reuniões para entrega de boletins trimestralmente com a participação
de professores, estudantes e famílias. Alguns pais fazem parte das Instâncias
Colegiadas e contribuem muito para o desenvolvimento dos projetos.
2.10.11. O engajamento dos estudantes no processo de ensino e
aprendizagem
Os professores buscam o engajamento dos estudantes no processo de ensino
e aprendizagem por meio de aulas contextualizadas numa perspectiva integrada,
com atividades práticas, desenvolvidas entre pares ou em grupo, buscando atingir
os objetivos de aprendizagem por meio de pesquisa, metodologias e estudo ativo,
bem como socializar os trabalhos realizados com as demais turmas sempre que
possível; a pesquisa é direcionada em sala de aula, por meio de trabalho em grupo
com foco no conhecimento e no desenvolvimento das habilidades e competências
gerais; no início de cada trimestre são apresentados os objetivos de aprendizagem
previstos, de acordo com o quadro organizador curricular, são definidas
coletivamente as produções a serem realizadas e os critérios avaliativos.
2.10.12. Processo de avaliação para a aprendizagem
O período de avaliação trimestral é organizado durante o planejamento junto ao
pedagogo, por meio da seleção dos instrumentos, o planejamento das datas e da
forma de comunicação sistematizada com os pais. Cada professor define o número
de instrumentos avaliativos de acordo com as sequências didáticas e as
necessidades evidenciadas durante o processo de ensino e de acordo com o
sistema de avaliação do Colégio. As produções dos estudantes nas plataformas
educacionais compõem parte do processo avaliativo; os resultados da Prova Paraná
também são considerados dentro do processo avaliativo; as produções dos
estudantes são transformadas em notas, considerando o mínimo de duas e o
máximo de dez aferições por trimestre. Os resultados são informados aos
estudantes dentro de um prazo que permita a recuperação de estudos dentro do
trimestre.
59
A avaliação deve ser entendida como um dos aspectos do ensino pelo qual os
docentes estudam e interpretam os dados da aprendizagem e de seu próprio
trabalho, com as finalidades de acompanhar e aperfeiçoar o processo de
aprendizagem dos (as) estudantes, bem como diagnosticar seus resultados e
atribuir-lhes valor/conceito.
A avaliação do aproveitamento escolar deverá incidir sobre o desempenho do
estudante em diferentes situações de aprendizagem, utilizar técnicas e instrumentos
diversificados, sendo vedado submeter o estudante a uma única oportunidade e a
um único instrumento de avaliação;
a) entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta (produção escrita,
gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou discursiva, relatório, mapa conceitual,
seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas) pela qual se obtém
dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas ao processo de
ensino-aprendizagem;
b) compreende-se que a diversidade de instrumentos avaliativos possibilita ao
estudante várias oportunidades e maneiras de expressar seu conhecimento, bem
como permite ao docente acompanhar o desenvolvimento dos processos cognitivos
dos alunos, tais como: observação, descrição, argumentação, interpretação,
formulação de hipóteses, entre outros;
c) na avaliação da aprendizagem dar-se-á relevância à atividade crítica, à
capacidade de análise e síntese e à elaboração pessoal;
d) a individualidade de cada estudante e sua apreensão dos conteúdos básicos
deverão ser asseguradas nas decisões sobre o processo de avaliação, evitando-se
a comparação com os demais;
Para que a avaliação cumpra sua finalidade educativa, deverá ser contínua,
permanente, cumulativa e diagnóstica, com o objetivo de acompanhar o
desenvolvimento educacional do estudante, considerando as características
individuais deste no conjunto dos componentes curriculares cursados, com
preponderância dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos.
Os critérios de avaliação do aproveitamento escolar deverão ser explicitados
no Plano de Trabalho Docente - PTD, elaborados em consonância com a
organização curricular descrita na Proposta Pedagógica Curricular ou no Plano de
Curso;
60
a) entende-se por critério de avaliação cada um dos princípios que servem de
base para análise e julgamento do nível de aprendizagem dos estudantes e do
ensino do professor;
b) os critérios de avaliação estão diretamente ligados à intencionalidade do
ensino de um determinado conteúdo, ou seja, consistem naquilo que é
imprescindível para a compreensão do conhecimento na sua totalidade. Os critérios
delimitam o que dentro de cada conteúdo, se pretende efetivamente que o estudante
aprenda
Na avaliação da aprendizagem devem ser considerados os resultados obtidos
ao longo de cada período avaliativo, em um processo contínuo, expressando o seu
desenvolvimento escolar, tomado na sua melhor forma, observando os avanços e as
necessidades detectadas para estabelecer novas ações pedagógicas;
A avaliação da aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma
escala de 0,0 (zero vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero). O sistema de avaliações
será trimestral e o número de avaliações e recuperações no mínimo de duas (02) e o
máximo de dez (10). Para o registro no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o
número mínimo de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02)
recuperações para todas as disciplinas e a regra de cálculo será somatória.
A promoção é o resultado da avaliação do aproveitamento escolar do aluno,
aliada à apuração da sua frequência. Na promoção de conclusão da série para o
Ensino Fundamental, Ensino Médio e Formação de Docentes, a média final mínima
exigida é de 6,0 (seis vírgula zero), observando a frequência mínima exigida por lei e
de 75% do total de horas letivas.
Os alunos serão considerados retidos ao final do período letivo, quando
apresentarem frequência inferior a 75% do total de horas letivas,
independentemente do aproveitamento escolar ou frequência superior a 75% do
total de horas letivas e média inferior a 6,0 (seis vírgula zero) em cada disciplina.
Poderão ser promovidos por Conselho de Classe os alunos que demonstrarem
apropriação dos conteúdos mínimos essenciais e condições de dar continuidade de
estudos na série seguinte.
Os resultados obtidos pelo aluno no decorrer do ano letivo serão devidamente
inseridos no sistema informatizado, para fins de registro e expedição de
documentação escolar.
61
2.10.13 Recuperação Paralela
A recuperação de estudos ocorre mediante a retomada dos objetivos de
aprendizagem e a reavaliação, permitindo a recomposição da aprendizagem. Os
estudantes com dificuldades de aprendizagem são encaminhados ao Programa Mais
Aprendizagem, bem como à parceria com o Aluno Monitor.
A recuperação deve ser entendida como um dos aspectos do processo
ensino-aprendizagem pelo qual o professor organizará sua metodologia em função
dos resultados de aprendizagem apresentados pelos estudantes. Deve acontecer de
forma permanente e concomitante ao processo de ensino-aprendizagem, realizada
ao longo do período avaliativo assegurando a todos os estudantes novas
oportunidades de aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
Considerando que o processo de ensino-aprendizagem visa o pleno
desenvolvimento do (a) estudante e que o processo de recuperação de estudos visa
recuperar 100% (cem por cento) dos conteúdos trabalhados, é vetado oportunizar
um único momento de recuperação de estudos ao longo do período avaliativo
(bimestre, trimestre ou semestre);
Fica vedado realizar apenas a recuperação das provas escritas. Caso o (a)
estudante tenha obtido, no processo de recuperação, um valor acima daquele
anteriormente atribuído, a nota deverá ser substitutiva, uma vez que o maior valor
expressa o melhor momento do (a) estudante em relação à aprendizagem dos
conteúdos.
Os alunos que atingirem 60% ou mais do valor estabelecido terão direito a
recuperação ficando a seu critério fazê-la ou não.
A recuperação de estudos é direito dos estudantes, independentemente do
nível de apropriação dos conhecimentos básicos. Para os estudantes de baixo
62
rendimento escolar, a recuperação de estudos deve oportunizar apropriação dos
conhecimentos básicos, possibilitando a superação do rendimento escolar. Deve ser
oferecido ao estudante no mínimo dois instrumentos de recuperação distintos.
Os resultados da recuperação serão incorporados às avaliações efetuadas
durante o período letivo, constituindo-se em mais um componente do
aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será computada para a média final
a nota de maior valor.
2.10.14. Conselho de Classe
O Conselho de Classe é um órgão colegiado, presente na organização da
instituição de ensino, é o momento de reflexão e discussão entre professores,
equipe pedagógica e direção com o objetivo de avaliar o desempenho pedagógico
dos alunos das diversas turmas. Encaminhando métodos e atividades que venham
minimizar as dificuldades de aprendizagem dos alunos, melhorar o relacionamento
entre eles e principalmente analisar e avaliar as questões individuais dos discentes,
indo além da verificação de aprendizagem e de situações de relacionamento dos
alunos, apontando soluções no sentido de melhorar a eficiência da escola com
relação à aprendizagem.
O Conselho de Classe institui-se no interior da instituição escolar como
momento fundamental no acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem
pelas suas características de comprometimento coletivo, tendo como foco o aluno, o
currículo e a análise de todos os dados que interferem na aprendizagem.
A realização do Conselho de Classe deve ter como objetivo fundamental
propiciar a articulação coletiva dos profissionais num processo de análise
compartilhada, considerando a globalidade de óticas dos professores, fazendo do
conselho um espaço capaz de intensificar a construção de processos democráticos
de gestão do Projeto pedagógico da escola.
O Conselho de Classe objetiva também manter os registros do desempenho
dos alunos, identificando dificuldades, analisando as causas do seu rendimento
escolar, para um acompanhamento pedagógico permanente que permita um diálogo
entre professores como protagonistas, equipe pedagógica como mediadora e
família, objetivando a efetivação da aprendizagem.
63
A realização dos Conselhos de Classe obedece ao calendário próprio do
Colégio, o qual é elaborado de acordo com as instruções da Secretaria de Estado da
Educação e aprovado pelo Núcleo Regional de Educação. Realiza-se o Conselho de
Classe logo após o término de cada trimestre, seu objetivo é o estudo e
interpretação dos dados da aprendizagem na sua relação com o trabalho do
professor, na direção do processo de ensino-aprendizagem, proposto pelo plano
curricular. O Conselho de Classe é organizado em três momentos, os quais serão
descritos a seguir.
Pré Conselho de Classe
Levantamento de dados do processo de ensino e disponibilização aos
conselheiros (professores) para análise comparativa do desempenho dos
estudantes, das observações, dos encaminhamentos didático-metodológicos
realizados e outros, de forma a dar agilidade ao Conselho de Classe. É um espaço
de diagnóstico.
Conselho de Classe
Momento em que todos os envolvidos no processo se posicionam frente ao
diagnóstico e definem em conjunto as proposições que favoreçam a aprendizagem
dos alunos.
Pós Conselho de Classe
Após a realização do Conselho de Classe são colocadas em prática as ações
sugeridas no mesmo, onde há o diálogo com os alunos e pais, na busca da melhoria
do desempenho escolar. A interpretação sistemática dos dados levantados e
analisados no Conselho, deverão obrigatoriamente dar um novo redimensionamento
das metas e ações da escola.
Momento em que as ações previstas no Conselho de Classe são efetivadas. As
discussões e tomadas de decisões devem estar respaldadas em critérios qualitativos
como: os avanços obtidos pelo estudante na aprendizagem, o trabalho realizado
pelo professor para que o estudante melhore a aprendizagem, a metodologia de
trabalho utilizada pelo professor, o desempenho do aluno em todas as disciplinas, o
acompanhamento do aluno no ano seguinte, as situações de inclusão, as questões
64
estruturais, os critérios e instrumentos de avaliação utilizados pelos docentes e
outros.
Cabe à equipe pedagógica a organização, articulação e acompanhamento de
todo o processo do Conselho de Classe, bem como a mediação das discussões que
deverão favorecer o desenvolvimento das práticas pedagógicas.
2.10.15. Acompanhamento do rendimento escolar
O acompanhamento do rendimento escolar é monitorado pelo professor
representante e pelo pedagogo da turma; os estudantes com dificuldades de
aprendizagem recebem explicações individuais do professor, sentam juntos a um
colega que se destaque no componente curricular e os pais ou responsáveis são
atendidos individualmente pelo pedagogo da turma, junto com o estudante para
orientação e planejamento das ações a serem desenvolvidas.
2.10.16. Classificação, Reclassificação, Adaptação, Aproveitamento de
Estudos, Revalidação e Equivalência, Transferência em regime de progressão
parcial
Os casos de classificação, reclassificação, adaptação, aproveitamento de
estudos, revalidação e equivalência, transferência em regime de progressão parcial,
são discutidos pelo Secretário e pelo Pedagogo da turma, seguindo as normas do
Regimento Escolar e as orientações pertinentes.
Classificação
A classificação é o procedimento que a Instituição de Ensino adota para
posicionar o aluno na etapa de estudos compatível com a idade, experiência, nível
de desempenho ou de conhecimento, adquiridos por meios formais ou informais.
Poderá ser realizada por promoção, para alunos que cursaram a série anual ou
em Blocos de Disciplinas Semestrais, série ou fase anterior, na mesma escola. Por
transferência considerando a classificação da escola de origem ou mediante
avaliação para posicionar o aluno na série anual ou etapa compatível ao seu grau de
desenvolvimento e experiência, adquiridos por meios formais ou informais.
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No curso de Educação Profissional, nível médio, a classificação será efetuada
por promoção e por transferência para a mesma habilitação.
Classificação é o procedimento que o Estabelecimento adota, segundo critérios
próprios, para posicionar o aluno na etapa de estudos compatível com a idade,
experiência e desempenho, adquiridos por meios formais ou informais.
A classificação pode ser realizada:
a) Por promoção, para alunos que cursaram com aproveitamento, a série,
etapa, ciclo, período ou fase anterior na própria escola;
b) Por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas do
país ou do exterior, considerando a classificação na escola de origem;
c) Independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita
pela escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato
e permita sua inscrição na série, ciclo, período, fase ou etapa adequada.
Parágrafo Único – Fica vedada a classificação para o ingresso na primeira
série do Ensino Fundamental.
A classificação tem caráter pedagógico centrado na aprendizagem, e exige as
seguintes medidas administrativas para resguardar os direitos dos alunos, das
escolas e dos profissionais:
Reclassificação
Segundo a Instrução nº 08/2017 – SUED/SEED, a reclassificação é um
processo pedagógico que se concretiza através da avaliação do (a) estudante
matriculado (a) e com frequência o (a) o/bloco/série sob a responsabilidade da
instituição de ensino que, considerando as normas curriculares encaminha o (a)
estudante à etapa de estudos compatível com a experiência e desempenho escolar
demonstrados, independentemente do que registre o seu Histórico Escolar.
Preferencialmente no início do ano letivo, constatada possibilidade de avanço
de aprendizagem do (a) estudante, devidamente matriculado (a), no (a)
ano/bloco/serie, a instituição de ensino deverá notificar o seu Núcleo Regional de
Educação para que este proceda orientação para o início do processo e
acompanhamento quanto aos preceitos legais e as normas que o fundamentam.
Para a notificação, a instituição de ensino deverá protocolar no seu Núcleo
Regional de Educação o cronograma de ações referentes ao processo de
66
reclassificação, cópia das avaliações diagnósticas das disciplinas do (a)
ano/bloco/série em curso e um parecer descritivo com as seguintes informações
sobre o (a) estudante: idade, data de matrícula, rendimento escolar e frequência nos
últimos dois anos letivos.
Os instrumentos avaliativos deverão contemplar os conteúdos fundamentais
correspondentes a todos (as) ano (s) /bloco (s) /série (s) de avanço, com base na
Proposta Pedagógica Curricular da instituição de ensino.
Para ser beneficiado pelo processo de reclassificação, o (a) estudante deverá
demonstrar apropriação de conhecimento igual ou superior a 60% (sessenta por
cento) em cada um dos instrumentos de avaliação aplicados.
A instituição de ensino deverá lavrar em Ata as decisões das reuniões
referentes ao processo de reclassificação, anexando os documentos que registrem
os procedimentos avaliativos realizados, para que sejam arquivados na Pasta
Individual do (a) estudante.
Os resultados da avaliação deverão ser registrados em Ata, com ciência do (a)
estudante ou seu (sua) responsável (quando criança ou adolescente), e serão
divulgados no prazo de 7(sete) dias após a conclusão das correções e de sua
validação pelo Conselho de Classe extraordinário, convocado para esse fim.
O (a) estudante beneficiado (a) pelo processo de reclassificação deverá ser
acompanhado pela Equipe Pedagógica da instituição de ensino, durante dois anos,
quanto à frequência e rendimento de sua aprendizagem.
O resultado final do processo de reclassificação, realizado pela instituição de
ensino, será registrado no Relatório Final.
A reclassificação é vedada para ano/bloco/série inferior ao (à) anteriormente
cursado (a).
2.10.17. Atendimento Educacional Especializados
O atendimento aos estudantes com necessidades educativas especiais é
organizado dentro das especificidades apresentadas, seguindo a Deliberação 02/03
– CEE, priorizando a adaptação curricular e do material pedagógico, quando
necessário; a escola possui espaços de acessibilidade, oferta o Atendimento
Educacional Especializado por meio da Sala de Recursos Multifuncionais, nas áreas
da deficiência intelectual e transtornos globais do desenvolvimento para os
67
estudantes com laudo médico, de acordo com as normativas expedidas pela SEED.
Os casos são registrados no SERE Pedagógico de forma contínua, sempre que
situações pedagógicas diferenciadas são evidenciadas.
2.10.18. Atividades de ampliação de jornada
A escola oferta as seguintes atividades de ampliação de jornada: o PMA -
Programa Mais Aprendizagem, o Programa Aluno Monitor, AETEs de Voleibol e
judô, seguindo as orientações específicas de cada Programa, os quais são
explanados no elemento operacional. Todas as legislações educacionais são
articuladas ao planejamento curricular.
2.10.19. Trabalho com as demandas sócio-educacionais
Algumas legislações conferem ações específicas no campo da educação
escolar e devem permear a Proposta Pedagógica Curricular, seja nos
encaminhamentos metodológicos ou no conteúdo. Outras são atendidas em projetos
incorporados à organização do trabalho pedagógico da escola.
De acordo com o Parecer CNE/CP Nº:15/2017 a inclusão de temas
transversais, de forma integradora, propicia efetiva integração interdisciplinar e
contextualizada de saberes de diferentes disciplinas e áreas de conhecimento. É
oportuno registrar que alguns temas transversais são exigidos por legislação e
normas específicas, tais como:
❖ Direitos da criança e do adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente
(Lei nº 8.069/1990);
❖ Lei Educacional Ambiental (Lei nº 9.795/1999, Parecer CNE/CP nº 14/2012 e
Resolução CNE/CP nº 2/2012);
❖ Educação das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura
afro-brasileira, africana e indígena (Leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008,
Parecer CNE/CP nº 3/2004 e Resolução CNE/CP nº 1/2004),
❖ Estatuto do Idoso (10741/03), Lei Estadual nº 17858/13 - Política de proteção
ao Idoso; o processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso (Leis
nº 8.842/1994 e nº 10.741/2003),
❖ Prevenção ao Uso Indevido de Drogas (11.343/06);
68
❖ Lei Estadual nº 17650/13 - Programa de resistência às Drogas e à Violência;
❖ Educação Fiscal / Educação Tributária (Dec. 1143/99 Portaria 413/02);
❖ Enfrentamento à Violência Contra a Criança e ao Adolescente (L.F. 11525/07);
❖ Gênero e Diversidade Sexual (lei Estadual nº 16.454/10 de 17 de maio de
2010), Resolução nº 12 de 16 de janeiro de 2016;
❖ Lei Estadual nº 17.335/12 - Programa de Combate ao Bullying;
❖ Lei 18447/15 - Semana estadual Maria da Penha nas Escolas;
❖ Plano Nacional de educação em direitos Humanos 2006 - Ministério da
educação;
❖ Lei nº 11947/09 - Educação Alimentar e nutricional;
❖ Lei nº 9503/97: Código de Trânsito Brasileiro - Educação para o trânsito
❖ Decreto nº 7037/09, Parecer CNE/CP nº 8/2012 e Resolução CNE/CP nº
1/2012 - Programa nacional de Direitos Humanos (PNDH 3) - educação em
direitos humanos;
❖ Lei nº 11769/08 - inclui parágrafo no art. 26, sobre a música como conteúdo
obrigatório na disciplina de Arte;
❖ Lei Estadual nº 13381/01 - História do Paraná.
❖ Saúde, sexualidade e gênero, vida familiar e social, educação digital,
educação para o consumo, educação financeira e fiscal, trabalho, ciência e
tecnologia e diversidade cultural (Parecer CNE/CEB nº 11/2010 e Resolução
CNE/CEB nº 7/2010).
A instituição orienta os professores quanto às legislações que devem ser
abordadas dentro dos conteúdos, geralmente estas orientações são realizadas no
início do ano letivo, onde são apresentadas as temáticas, antes da elaboração do
planos de trabalho docente, pelo professor, cada um de acordo com sua disciplina e
temáticas analisa as possibilidades e inserir as mesmas em sua disciplina.
Alguns exemplos das temáticas inseridas nas disciplinas são: Direitos da
criança e do adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente, abordados
principalmente nas disciplinas específicas do curso de formação de docentes tais
como: Trabalho pedagógico na Educação Infantil, Literatura Infantil, Prática de
Formação, etc.
Na disciplina de Geografia são abordadas as seguintes temáticas: Educação
Ambiental, Educação para o trânsito. A disciplina de História trabalha com: História e
cultura Afro-brasileira, Africana e Indígena, História do Paraná.
69
As disciplinas de Biologia, Ciências, Educação Física, Química e Física
juntamente com seus conteúdos enfatizam as temáticas: Saúde, sexualidade,
Estatuto do Idoso e o processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso,
Educação Alimentar e nutricional.
A disciplina de Arte aborda os conteúdos de música. As disciplinas de Filosofia
e sociologia trabalham as temáticas dos Direitos Humanos, Lei Maria da Penha,
Gênero e diversidade, Estatuto do Idoso; vida familiar e social, educação digital,
trabalho, ciência e diversidade cultural
As disciplinas de Matemática e Educação Financeira trabalham com os temas
da Educação Fiscal / Educação Tributária e educação para o consumo.
Alguns temas são trabalhados de forma coletiva na instituição através de
projetos, oficinas, palestras e das ações da equipe multidisciplinar tais como:
Educação das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira,
africana e indígena, Prevenção ao Uso Indevido de Drogas, Enfrentamento à
Violência Contra a Criança e ao Adolescente, Gênero e Diversidade Sexual,
Combate ao Bullying, Lei Maria da Penha, entre outras.
2.10.20. Gestão pedagógica, administrativa-financeira e democrática
O Diretor organiza a gestão da escola de acordo com o Decreto n.º
7.943/2021,sendo que a gestão democrática é articulada junto ao Conselho Escolar,
à APMF e ao Grêmio estudantil, buscando constituir espaços coletivos de
participação. O Conselho Escolar reúne-se mensalmente para análise e
encaminhamentos administrativos, financeiros e pedagógicos, a APMF reúne-se
bimestralmente ou sempre que necessário e a cada três meses, reúnem-se os
representantes do Conselho Escolar, APMF e Grêmio Estudantil para discutirem
situações que estão dificultando a aprendizagem de todos os estudantes, buscando
definir coletivamente ações de intervenção. O Grêmio Estudantil é composto por
representantes de todos os turnos e tem a responsabilidade de promover atividades
que oportunizem o protagonismo juvenil por meio de projetos, os quais são apoiados
pelos professores representantes.
A gestão administrativo-financeira é conduzida pelo diretor, diretor auxiliar e os
auxiliares administrativos que cuidam da vida legal da escola, patrimônio, da
prestação de contas do Fundo Rotativo, Relatório Mensal de frequência (RMF), do
70
cumprimento do Calendário Escolar. As ações são definidas junto ao Diretor e ao
Conselho Escolar, articuladas e acompanhadas pelo Diretor Auxiliar. A gestão
pedagógica é liderada pelo Diretor em parceria com a equipe pedagógica, com foco
na observação de sala de aula, sendo que o Diretor observa a prática pedagógica
dos professores pelo menos 4 vezes na semana, dentro do processo de
combinados, observação e feedback formativo. Posteriormente comunica ao
pedagogo as evidências e necessidades pedagógicas. A partir disso, organiza a
formação do professor, faz a observação da aula e o feedback formativo, são
observações do Diretor e do Pedagogo possuem intencionalidades diferentes.
O monitoramento das ferramentas de gestão como o BI Escola, o Super BI
2023 fica a cargo do Diretor, que a partir das evidências, define ações pontuais e
mobilizadoras para o aumento da frequência. O uso das plataformas educacionais é
planejado na hora-atividade, junto ao pedagogo.
2.10.21. Transição entre as etapas de Ensino
A transição entre as etapas, ou seja, dos Anos Iniciais para os Anos Finais do
Ensino Fundamental e dos Anos Finais do Ensino Fundamental para o Ensino Médio
é uma ação desenvolvida em diferentes momentos. O SERE Pedagógico oportuniza
conhecer as dificuldades de aprendizagem dos estudantes. A transição entre a anos
iniciais e finais do Ensino Fundamental é um momento crucial e complexo na vida
dos estudantes e as instituições de ensino devem constituir ações que minimizem a
ruptura que pode ser causada.
Cada momento de ingresso numa instituição de ensino deve ser organizado
com vistas às necessidades físicas, cognitivas e emocionais dos alunos, respeitando
seus medos e inseguranças, amenizando angústias de adaptação.
É necessário ponderar o indispensável trabalho conjunto de professores,
sujeitos que atribuem vitalidade ao currículo e que atuam nestas etapas, de forma
que os esforços por conhecer a organização curricular nos anos iniciais e finais, bem
como o estabelecimento de estratégias de atuação nessa transição tenham início
nos primeiros anos e continuem ocorrendo do 6º ano em diante.
Faz-se necessária uma atenção especial na reflexão e viabilização de práticas
pedagógicas que integrem os envolvidos no processo, tendo como elemento indutor
uma política educacional articulada entre as etapas e fases: da creche para
71
pré-escola, da pré-escola para os anos iniciais do ensino fundamental e destes para
os anos finais. Esse esforço de ampliação das oportunidades de sucesso do
estudante pode possibilitar efetivamente o desenvolvimento integral do estudante.
Os primeiros dias de aula para os alunos dos Anos Inicias do Ensino
Fundamental no 6º Ano, deverão ser marcados por acolhimento especial onde os
pais acompanham os filhos em reunião para informes do funcionamento da
Instituição de Ensino, tais como: apresentação dos professores, horário de
funcionamento, turnos, turmas, disposição das aulas, quantidades e duração das
aulas, disciplinas da Matriz Curricular, Uso do Uniforme, direitos e deveres dos
alunos garantidos pelo Regimento Escolar, etc. Nos anos finais do Ensino
Fundamental propicia-se gradativamente ao educando a tomada de consciência da
realidade que o cerca, seja social, familiar ou escolar.
No decorrer do Ensino Fundamental é proporcionado ao aluno através dos
conteúdos e vivências escolares uma visão mais apurada e consciente de tudo que
os cerca, os professores, a direção e equipe pedagógica, organizam conversas para
sanar dúvidas a respeito das etapas de ensino, com o intuito de promover o maior
conforto possível e sucesso na etapa seguinte.
A transição do 9º ano para a 1ª série do Ensino Médio e Formação de
Docentes, é mais uma das importantes e marcantes passagens que os alunos
vivenciam durante a educação básica. Somados a essa fase, estão ainda os
assuntos pertinentes à adolescência e uma demanda maior por responsabilidades,
tornando o momento mais complexo. Existe, ainda, uma pressão social para o
Vestibular logo que o aluno entra no Ensino Médio.
Com o objetivo de desenvolver uma transição tranquila, a escola se organiza
no sentido de desenvolver um trabalho em conjunto aluno, escola e família com a
finalidade de garantir o sucesso do aluno. A escola se preocupa em acolher os
novos alunos de forma que cada um se sinta pertencente ao espaço escolar.
A Conclusão do Ensino Fundamental e o Ensino Médio é uma divisão de
etapas da Educação Básica prevista no Art. 21 da LDB – Lei de diretrizes e base da
Educação 9.394/96, desse modo, ao finalizar esta etapa de ensino, os estudantes
são informados sobre a possibilidade de frequentar o Ensino Médio regular ou Curso
de Formação de Docentes da Educação Infantil e anos Iniciais do Ensino
Fundamental em Nível Médio na modalidade Normal ofertado pela Instituição de
72
Ensino. O trabalho de orientação da escolha é feito para que os alunos se sintam
parte atuantes do processo de ensino.
Para os alunos que optam em frequentar o Curso de Formação de Docentes a
articulação acontece com informações sobre o Curso para os alunos concluintes do
Ensino Fundamental. Em seguida é disponibilizada uma relação de pré-inscrição e
disponibilidade de vagas. Com os interessados inscritos, acontece reunião com os
pais para informá-los sobre o funcionamento do curso, tempo de duração, disciplina
da prática de formação a ser cursada no contra turno, bem como acontecerão os
estágios para cada série/ano do curso. Num segundo momento, se o número de
interessados ultrapassarem o número de vagas, a Instituição de Ensino inicia o
processo classificatório.
Enfim, independente da escolha e/ou classificação do estudante para uma
nova fase de estudos, é indispensável a articulação dos currículos e das práticas
pedagógicas que envolvem essas etapas, visando tornar essa transição tranquila,
pautada na relação e continuidade do processo de aprendizagem e desenvolvimento
humano.
A articulação entre as etapas de ensino deve ocorrer de forma democrática e
articulada, tendo como pressuposto a aprendizagem e o entendimento de que todos
os estudantes são importantes no ambiente escolar independentemente da idade,
série ou modalidade de ensino.
73
3. ELEMENTOS CONCEITUAIS
Das concepções decorrem princípios didático-pedagógicos que implicam na
organização do trabalho docente: no planejamento, na condução didática e
metodológica das aulas, na avaliação, no acolhimento do aluno que abandona a
escola, na relação com a diversidade dos sujeitos, na responsabilidade de retomada
de conteúdos e recuperação, no uso das tecnologias como meios educativos, na
seriedade do Conselho de Classe como ato educativo e não burocrático, na inclusão
como princípio educativo, entre outros.
Trata-se de discussão que busca nas ciências amparo filosófico, histórico,
sociológico, antropológico, psicológico (pela vinculação com teorias de
aprendizagens) e pedagógico, baseada em autores que auxiliem nesta
compreensão. O Projeto Político-Pedagógico é um processo de construção coletiva
que se vincula a um movimento de ir e vir, de estudar, analisar, debater e valorizar
as opiniões. Há que se pensar que sujeito se quer formar; como desenvolver ações
para que os sujeitos sejam inclusos no meio onde estudam, quais iniciativas são
desenvolvidas para garantir a formação humana integral, tudo isso pautado na
perspectiva de um projeto que não ficará guardado dentro de uma estante, mas que
estará disponibilizado, ao alcance de todos os olhos e de todas as mãos para que
leiam, entendam e possam tornar as ações pedagógicas eficazes no processo de
uma educação melhor para todos
Sendo a escola um lugar de aquisição de conhecimentos sistematizados e
aprendizagens compartilhadas entre os seus integrantes, é sua função participar na
formação e construção de um cidadão capaz de agir e interagir na sociedade,
integrando novas formas de pensar acompanhado de uma postura consciente,
responsável, participativa, política, crítica e solidária.
O princípio básico das atividades da escola deve ser a aquisição do
conhecimento para melhor compreender, organizar, vivenciar e transformar a
realidade, formando seres humanos éticos e com valores morais, capazes de
reconhecer seus direitos e deveres para participar com autonomia na sociedade,
interferindo na prática social.
A escola como um dos meios que propicia vivências ao conhecimento científico
possibilita assim, múltiplas oportunidades de ação e interação. Por ser pública, ela
está comprometida com as mudanças e transformações que ocorrem na sociedade,
74
procurando refletir sobre que tipo de homem e sociedade almeja.
3.1 Sociedade e Conhecimento
Destacar e compreender os elementos essenciais que caracterizam a
sociedade na contemporaneidade é base para que a organização escolar reúna
esforços coerentes com a formação dos estudantes que vivenciam esta realidade. A
escola mantém-se como instituição de referência na veiculação, na produção do
conhecimento e formação de cidadãos preparados para intervir, criar, agir,
transformar e contribuir de maneira qualificada em seus contextos, por meio da
prática social.
A concepção de sociedade e de conhecimento, entre contradições e
possibilidades, muda ao longo do tempo. Em cada época, ao longo da história, é
possível identificar diferentes explicações e formas de relação do ser humano com o
conhecimento. Discute-se que com o advento da modernidade e dos avanços
científicos, a racionalidade foi exaltada em detrimento da subjetividade. A crítica
implícita, é de que a razão sobrepondo-se à imaginação, aos sentimentos, age como
uma forma de cerceamento da liberdade, associando-se ao acúmulo de
conhecimentos, ao rigor científico e constituindo campos disciplinares. Entende-se
que a sociedade, nesta perspectiva, distingue cultura, economia, política,
personalidade e valores, por exemplo. A defesa apresentada em estudos
relacionados ao tema é de que a sociedade reproduz este sistema, o que incide na
manutenção de um olhar fragmentado, ou seja, direcionado para partes da
realidade, com prejuízo em termos de conhecimento e significação do todo. Esta
maneira de conceber a realidade trouxe consequências para a área educacional,
instigando discussões relevantes, as quais serão abordadas no tratamento da
questão curricular.
A relação entre conhecimento e sociedade é intrínseca. No atual contexto do
século XXI, o ágil desenvolvimento na veiculação e difusão do conhecimento está
atrelado aos avanços da tecnologia e da ciência. O ritmo das comunicações e da
proliferação da informação confere à sociedade características que permitem o uso
de expressões como: “sociedade do conhecimento”; “sociedade da aprendizagem”;
“sociedade da informação”. Porém, é preciso considerar que uma sociedade do
conhecimento em seu sentido literal e pleno não é possível quando se considera que
75
os meios de acesso ao desenvolvimento de habilidades que possibilitam a
transformação da informação em conhecimento e aos recursos necessários para tal,
não estão disponíveis para todos os cidadãos.
A escola, inserida nesta problemática, pode ser considerada como espaço
privilegiado para a democratização do conhecimento, considerando-se a
aprendizagem como sinônimo da apreensão de saberes, conceitos, práticas e
atitudes desenvolvidas pela instituição escolar por meio de práticas previamente
planejadas e sistematizadas. Admite-se, como marca de nosso tempo, a fluidez e
transitoriedade da informação, o que gera uma nova relação com o conhecimento.
Esta alteração atinge o professor que não detém a primazia do saber e da verdade
absoluta. Os estudantes devem ser formados a buscarem informações de qualidade,
produzirem conhecimento, atribuindo sentido às suas aprendizagens à luz dos
diferentes contextos que os atingem.
Concepção de Conhecimento
Conhecimento é o processo que ocorre quando um sujeito (neste caso, o
aluno-sujeito que conhece) apreende um objeto (o objeto do conhecimento). Na
escola, esses dois polos: os sujeitos do conhecimento (professor-aluno) e os objetos
a serem conhecidos (as ciências, as artes, a filosofia, entre outros), estão sempre
presentes na relação de conhecimento.
A questão do conhecimento é, provavelmente, o problema mais antigo da
filosofia. É verdade que a produção e organização de conhecimentos técnicos,
artísticos, agrícolas, etc., é anterior ao conhecimento filosófico. Portanto, na nossa
concepção de escola, o conhecimento diz respeito ao ato ou efeito de conhecer;
refere-se à consciência da própria existência, do mundo e daquilo que o educando
traz consigo como resultante de sua história de vida. Termo que designa, em
filosofia, o processo pelo qual o sujeito cognoscente (aluno) apreende um objeto
cognoscível (algo a ser conhecido). Neste caso, o conhecimento sensível é
adquirido por meio dos sentidos; enquanto o inteligível depende do uso da razão.
Desse modo, entendemos que na escola as áreas de conhecimento constituem
importantes marcos estruturados de leitura e interpretação da realidade, essenciais
para garantir a possibilidade de participação do cidadão na sociedade de uma forma
autônoma. As diferentes áreas, os conteúdos selecionados em cada uma delas e o
76
tratamento transversal de questões sociais constituem uma representação ampla e
plural dos campos de conhecimento e de cultura de nosso tempo.
Existe um conhecimento formado a partir da elaboração de uma série de
situações vividas, provenientes de várias fontes, que informa e que serve de base
para o desenvolvimento de noções, atitudes e valores. Esses conhecimentos iniciais,
extraescolares e aprendidos de modo informal são muito persistentes, podendo
permanecer isolados uns dos outros, fragmentados, até a vida adulta, sem
constituírem modelos explicativos abrangentes que possibilitem a compreensão
articulada das causas e consequências das relações sociais e políticas.
Cabe à escola participar da vida familiar do aluno e da comunidade em geral,
buscando conhecer a realidade dos mesmos para assim transformá-las em ação.
Portanto, poderá promover a aprendizagem de uma série de conceitos ou conteúdos
conceituais, favorecendo o reconhecimento e a compreensão da historicidade de
diferentes dilemas, a relação que existe entre questões vividas - individuais ou
privadas - com questões sociais mais amplas.
O conhecimento é a informação elaborada para o mundo, na qual ele chega
todos os dias em nossas casas, este conhecimento deve ser contextualizado,
atualizado e interdisciplinar.
O conhecimento se bem elaborado e mediado possibilitará que o aluno em sua
vida cotidiana, exerça seus direitos e responsabilidades, resolvendo os problemas
que lhes são colocados, individual e coletivamente; identificando, criticando e
repudiando as atitudes de discriminação e de injustiça que favorecem reprodução da
pobreza e da desigualdade, desenvolvendo práticas que permitam o
desenvolvimento de atitudes de respeito, de solidariedade e cooperação.
Concepção de Homem
O homem é um ser que age na natureza transformando-a segundo suas
necessidades e para além delas. Nesse processo de transformação, ele envolve
múltiplas relações em determinado momento histórico, assim acumula experiências
e em decorrência destas, ele produz conhecimentos, o qual passa pelas fases da
infância, adolescência, se torna adulto e idoso, como também um ser social.
Neste sentido, temos por objetivo desenvolver no aluno a consciência e o
sentimento de pertencer ao mundo, de modo que possa compreender a
77
interdependência entre os fenômenos e seja capaz de interagir de maneira crítica,
criativa e consciente com seu meio natural e social.
“A educação não é um processo de adaptação do indivíduo à sociedade. O
homem deve transformar a realidade para ser mais, isto é, em sua busca constante
pela humanização..." (Freire, 1983 p.31)
Por isso faz-se necessário compreendê-lo em suas relações inerentes à
natureza humana, pois, é antes de tudo, um ser de vontade, um ser que pronuncia
sobre a realidade, possui alta potencialidade para se desenvolver enquanto vive em
equilíbrio na sociedade.
Do ponto de vista legal, compreendemos, conforme o Estatuto da Criança e do
Adolescente, Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, em seu artigo 2º, “adolescente a
pessoa entre doze e dezoito anos de idade”, com direitos e deveres assegurados
por lei, zelando pelos seus direitos à educação, conforme o artigo 53, visando ao
pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e
qualificação para o trabalho.
A escola como instituição formadora, representa um papel importante, cabendo
a ela ser um lugar democrático onde o aluno aprenda, exercite sua autonomia,
amadureça suas escolhas, compreenda os limites sociais e desenvolva o respeito
das normas, tendo consciência de si e do mundo que o rodeia.
“Quando o homem compreende sua realidade, pode levantar hipóteses sobre o
desafio dessa realidade e procurar soluções. Assim, pode transformá-la e com seu
trabalho pode criar um mundo próprio: seu eu e suas circunstâncias” (FREIRE,
1983).
O que difere o homem dos demais seres é o fato de estar sempre construindo
e reconstruindo sua obra ou suas manifestações, fazendo da cultura um traço
tipicamente humano.
Diante disso cabe à escola proporcionar as bases necessárias para o alcance
dos valores culturais e políticos para que sejam superadas as injustiças sociais na
tentativa de formar cidadãos críticos e conscientes, capazes de propor e fazer
acontecer às mudanças que forem necessárias para transformar a sociedade.
Cabe, portanto, à Educação levar o estudante à compreensão de si próprio e
do mundo, como parte integrante deste. Envolve não só a interpretação dos
fenômenos associados à relação do homem com o mundo, mas considerando a
realidade na qual está inserido. É no espaço comum vivido pelos indivíduos que
78
acontece a socialização da cultura, espaço que envolve direitos sociais e coletivos
de um grupo, que deve buscar, numa relação dialógica, decidir o destino da maioria.
Sendo a educação um ato político coletivo fruto da ação de todos os envolvidos
no processo ensino-aprendizagem, e para compreendê-la temos que vinculá-la às
condições estruturais da sociedade, bem como ao conjunto das relações sociais que
se dá em cada contexto histórico. Os aspectos econômicos, políticos e sociais de
cada sociedade é que configuram a concepção de homem, de sociedade e de
mundo, consequentemente, de educação, sendo que esta é fruto das necessidades
que está presente em cada momento da história do indivíduo.
Vivemos em uma sociedade capitalista, competitiva baseada nas ações e
resultados, por isso faz-se necessário construir uma sociedade libertadora, crítica,
reflexiva, igualitária, democrática e integradora, fruto das relações entre as pessoas,
caracterizadas pela interação de diversas culturas em que cada cidadão constrói a
sua existência e a do coletivo. Ela é mediadora do saber e da educação, presente no
trabalho concreto dos homens, que criam novas possibilidades de cultura e das
contradições geridas pelo processo de transformação.
Para atingir o objetivo de construir uma escola democrática, igualitária,
participativa, formativa e crítica, é necessária a concepção de uma cidadania plena e
consciente dos direitos e deveres atribuídos a todas as pessoas.
Sendo assim, é questão primordial para a educação, indagar a respeito da
responsabilidade do educador, no sentido da prática com o processo educativo, na
concepção de educação e de mundo que o educador possui. Portanto é fundamental
refletir sobre cidadania e educação para que haja transformação no processo das
relações educativas e sociais.
A formação cidadã deveria ser uma das preocupações primordiais da escola.
Gadotti (2001) define cidadania como a consciência de direitos e deveres da
democracia e defende uma escola cidadã, pública e popular, cada vez mais
comprometida com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Para
isso, a escola deve propiciar um ensino de qualidade, buscando a formação de
cidadãos livres, conscientes, democráticos e participativos.
79
3.2 Trabalho, Ciência e Tecnologia
Há uma forte relação de interdependência entre tecnologia, ciência e trabalho,
considerando-se as relações estabelecidas em sociedade. O conhecimento
científico, um dos frutos do trabalho humano, impulsiona o desenvolvimento da
tecnologia e amplia as capacidades do ser humano.
As tecnologias digitais de informação e comunicação exercem impacto em
diferentes setores, do quais destacam-se neste momento o da educação e do
trabalho. Para a educação são veiculadas oportunidades de formação, direcionadas
também à novas funções. Múltiplas possibilidades para veiculação da informação e
produção do conhecimento. Disseminação e diferentes recursos tecnológicos para
apoiar novas metodologias. Como contraponto, nesse cenário de possibilidades
verifica-se a ausência de formação para o preenchimento de vagas de trabalho;
desigualdade ou mesmo ausência do acesso à informação e formação de qualidade
por parte da sociedade. Dificuldade no processo de seleção e análise das
informações veiculadas na rede (Internet, redes sociais), ou seja, em meio a uma
infinidade de informações verificam-se desafios na identificação da qualidade do
conteúdo que possa gerar conhecimento, na diferenciação entre fato e opinião.
No âmbito do trabalho novas exigências se impõem ao trabalhador, a oferta
de emprego muda rapidamente e devido a múltiplos fatores, entre eles, a
desigualdade social, o acesso à nova vagas em funções atuais, não é atingido por
parte da população, o que gera aumento do desemprego e exclusão. Por outro lado,
a tecnologias digitais ampliam as possibilidades de atuação, como as relacionadas a
tempo e espaço, como o trabalho remoto, a agilização de processos de trabalho em
diferentes segmentos.
Concepções de Tecnologia na Educação
A educação possui uma história que envolve seu processo de construção
sendo considerada como movimento humano, social, caracterizada como
histórico-social, passando por diferentes processos e finalidades.
É necessário ter consciência que ensinar não significa transferir saberes, mas
motivar com base no saber crítico, atualizado e competente, situando os educandos
dentro da história, percebendo que a educação não muda o mundo, mas o mundo
80
pode ser mudado pela sua ação na sociedade e nas suas relações de trabalho.
“Educação é fenômeno próprio dos seres humanos, significa afirmar que ela é,
ao mesmo tempo, uma exigência do e para o processo de trabalho, bem como é ela
própria, um processo de trabalho” (Saviani, 1992, p. 19).
Uma educação de qualidade visa à emancipação dos sujeitos sociais. É a
partir da concepção de mundo, sociedade e educação, que a escola procura
desenvolver o conhecimento, habilidades e atitudes que irão encaminhar a forma
pela qual o indivíduo vai se relacionar com a sociedade, com a natureza e consigo
mesmo.
A educação está em constante processo de construção e finalidades
articuladas com a humanidade, sendo assim a consideramos como movimento
humano e social. De acordo com PINTO:
Educação é uma prática social que não muda o mundo, mas o mundo pode
ser mudado pela sua ação na sociedade e nas relações de trabalho. A
educação é um processo histórico de criação do homem para a sociedade e
simultaneamente de modificação da sociedade para benefício do homem.
(1994).
Fundamentados na tendência pedagógica histórico-crítica compreende-se que
através da educação é que se encontra a possibilidade de transformação e a
compreensão da realidade histórica social.
Desde a existência do homem, quando este passa a agir sobre a natureza,
diferentes recursos e tecnologias foram criados, modificando a forma de viver das
pessoas. “No súbito da potência humana, que abriu ao homem perspectivas de ação
sobre a natureza, de aquisição de conhecimentos e de possível modificação de sua
própria estrutura orgânica e psíquica com que nunca teria alguém podido sonhar”
(PINTO, 2005, p. 5).
A tecnologia mudou a forma de viver de grande parte da humanidade,
considerando esta abordagem, acredita-se que os recursos tecnológicos podem
contribuir no processo pedagógico, possibilitando ao aluno apropriar-se de mais
informações e conhecimentos.
Com isso, não basta ter no currículo, uma concepção de educação tecnológica
se não houver acesso aos investimentos para que esses recursos tecnológicos
existam e contribuam para o desenvolvimento do pensar, como um meio de
estabelecer relações entre o conhecimento científico tecnológico e sócio histórico,
81
possibilitando articular ação, teoria e prática.
Para Almeida (2008), as tecnologias são instrumentos culturais do mundo atual
e trabalham com as linguagens adotadas pelos estudantes em suas práticas sociais,
promovendo a articulação dos conhecimentos sistematizados através de contextos e
estratégias que transitam entre as diferentes linguagens multimídia (som, imagem,
texto, animação, vídeo).
Nesse sentido, não podemos desconsiderar o desenvolvimento tecnológico,
pois o mesmo nos oferece novas possibilidades de interações e inovações nas
práticas pedagógicas para construir propostas de trabalho, utilizando os recursos
midiáticos existentes e deve ter como fim formar um aluno crítico que seja capaz de
agir e transformar a realidade.
3.3 Cidadania e Desenvolvimento Humano
A compreensão da concepção de desenvolvimento humano é a que se
integra à aprendizagem, mudança e transformação ao longo da vida, neste sentido,
encontram-se em Vygotsky pressupostos essenciais, afastando-se da ideia do
determinismo biológico. Aqui resumidos na estruturação dada pelo campo teórico
apresentam-se cinco planos genéticos interligados. A Filogênese, se assenta na
história da espécie, associando um conjunto de condições similares que fazem dos
indivíduos pertencentes à condição de ser humano. A Sociogênese que se traduz no
mundo cultural no qual o indivíduo está inserido, o qual indica determinadas formas
de vivenciar a passagem de uma fase para a outra, da infância para a vida adulta,
por exemplo. A Ontogênese está relacionada à trajetória percorrida pelos ciclos da
vida, numa determinada fase o ser humano tem similaridades com outros que se
encontram no mesmo período. A Microgênese indica o olhar para o desenvolvimento
individual, ou seja, a experiência, o percurso histórico, o repertório de cada indivíduo
o torna único.
Da Infância à vida adulta, cada cultura desenvolve formas de interação com
esse percurso de acordo com a sua compreensão. Nesta perspectiva não se faz
necessário trazer determinações etárias para definir em que idade se inicia e termina
cada fase, considerando-se que essa noção de tempo associado à idade
cronológica tem se transformado. Há estudos que indicam que o período da
adolescência já se antecipou, estendendo-se e encurtando a infância.
82
Os meios digitais transformaram substancialmente a vida e as relações entre
as pessoas na sociedade e este é um aspecto que precisa ser considerado quando
se pretende elucidar as diferentes fases do desenvolvimento do ser humano numa
perspectiva sócio-histórico-cultural. O contato com recursos midiáticos por crianças e
jovens, no início do contexto escolar, ampliaram-se e ocuparam os espaços de lazer,
de comunicação e de criação, em diferentes contextos.
Na fase escolar que caracteriza a entrada da criança na escola, ela já traz
consigo um repertório cultural e espera-se que a atividade de estudo possa ocupar o
lugar central no seu cotidiano, em detrimento de outras atividades mais lúdicas e
simbólicas como o jogo, por exemplo. Ao adentrar à adolescência novos interesses
e formas de comunicação ganham espaço, com destaque para o social, para a
elaboração de posicionamentos diante da realidade e de projeções para o futuro.
Considerando-se o rápido fluxo de informações e mudanças nos modos de
comunicação e interações presentes na sociedade atual, é importante caracterizar a
vivência das juventudes com a tecnologias digitais. Veicula-se que os jovens têm
maior facilidade com a aplicação de diferentes recursos, associando a eles a
expressão “nativos digitais”. Há estudos que não convergem com esta afirmação
porque defendem que dominar as tecnologias vai além do uso utilitarista de algumas
ferramentas.
Os chamados “colonizadores digitais”, embora nascidos na era analógica,
trouxeram a sua contribuição para esta transformação. Já “imigrantes digitais” é
uma referência àqueles que não aderiram rapidamente às novas formas digitais de
comunicação e produção do conhecimento e precisaram se abrir a um período de
aprendizagem de acordo com as necessidades cotidianas.
Dada a realidade, como já citado, tanto o segmento infantil como o juvenil não
têm acesso com equidade ao universo conectado da rede, aos bens culturais, ao
exercício pleno da cidadania, visto que, possuem condições básicas diferenciadas
em termos de saúde, moradia, educação e trabalho, entre outras.
Há também um imaginário sobre a juventude, baseado em critérios gerais e
reducionistas que muitas vezes a descrevem como problemática e imatura,
irresponsável. O uso do termo juventudes deve ser acolhido no sentido de
demonstrar reconhecimento de que ser jovem não está associado ao pertencimento
a uma única categoria na sociedade, ou seja, um jovem indígena, não pode ser
83
classificado da mesma forma que outro que participa da comunidade do campo. Os
jovens se conectam com outros, muitas vezes, de realidades distintas.
A grande capacidade de aprendizagem dos estudantes pode se revelar na
escola, mesmo que o maior vínculo que estabelecem com a instituição se dê em
primeira ordem com base nas relações sociais que estabelecem. Os profissionais da
educação são instigados neste encontro de gerações a aprimorar sua ação por
meio do reconhecimento e acolhimento das diferentes experiências que estes
estudantes reúnem com as variadas possibilidades de acesso ao conhecimento
presentes nos contextos dos quais participam.
A escolarização se estende à vida adulta e este processo demonstra que é
possível continuar aprendendo ao longo da vida. O adulto tem a atividade de
trabalho como principal, mas os ambientes formais e mesmo informais de educação
fazem parte do seu cotidiano. Considerando-se a realidade brasileira, a mobilização
para a aprendizagem nesta fase, se dá por inúmeros fatores, desde a alfabetização,
a conclusão da Educação Básica, a busca por qualificação profissional, o interesse
pessoal sobre um tema, entre outros. O acesso à possibilidades de formação
promove a abertura de horizontes, a ampliação e aprofundamento do conhecimento.
Devido ao papel crucial que representa para o desenvolvimento humano e
exercício da cidadania, a escola é desafiada a dialogar com as diferentes realidades
vividas por seus interlocutores, os quais encontram-se em constante transformação
ao longo da vida.
3.4 Educação: Ensino e Aprendizagem
A educação deve estar voltada para a formação integral do estudante, o que
pressupõe o desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais e socioemocionais,
incluindo fortemente a emancipação que pressupõe o desenvolvimento da
autonomia nas relações de ensino e aprendizagem a fim de propiciar o
enfrentamento e busca de soluções para desafios e problemas reais em diferentes
contextos.
O conceito de autonomia não está amparado na ideia de uma construção
pessoal, como um objetivo a ser atingido, atendendo a demanda de um contexto no
qual o indivíduo busca desenvolver uma marca, numa perspectiva mercadológica. A
autonomia é tida no campo da pesquisa como base da prática pedagógica,
84
considerando que os estudantes são seres ativos, que em seu processo de
desenvolvimento atribuem sentido à sua história.
A formação a serviço da emancipação intelectual do sujeito valoriza a
apreensão do conhecimento, o processo do “conhecer”, do “aprender a saber”,
superando uma atividade de simples memorização. Nessa perspectiva o estudante
assume papel ativo porque reflete, se engaja, age de forma a mobilizar esforços
para apropriar-se de um conjunto de saberes essenciais para a compreensão crítica
da realidade. Considera-se que a aprendizagem se dá em tempos e espaços
diferentes, assim, aprende-se além da instituição escolar e os conhecimentos
prévios são base para que ocorra um diálogo entre professor e estudante, entre
estudantes e demais sujeitos que venham a participar do processo de aprendizagem
de forma não hierarquizada.
Uma relação mais horizontal entre docentes e estudantes no processo de
ensino e aprendizagem não pressupõe a fragilização do compromisso do professor
com a garantia dos direitos de aprendizagem. Trata-se de ressaltar o papel mediador
docente, responsável pela organização intencional dos diferentes espaços de
aprendizagem, pela articulação das melhores estratégias de ensino em relação ao
seu contexto de atuação, possibilitando o exercício do protagonismo estudantil.
Se a aprendizagem ocorre em tempos diferentes é importante reconhecer a
heterogeneidade no contexto escolar. A homogeneização de alguns processos de
forma estratégica na gestão pedagógica não pode substituir a adaptação e
reformulação do planejamento sempre que as necessidades do contexto assim o
exigirem.
As práticas pedagógicas escolares vão além da transmissão e reprodução do
conhecimento porque os estudantes devem ser capazes de articular os saberes,
desenvolver o pensamento crítico, elaborar conclusões, projetar o futuro,
posicionar-se, reunindo argumentos com base no conhecimento científico e agindo
de forma pertinente às necessidades de seu contexto.
Nesta perspectiva, a atuação docente é essencialmente mediadora visando
favorecer a contextualização com base em uma organização pedagógica integrada.
Busca-se uma aprendizagem que seja significativa, uma aprendizagem duradoura,
em contraposição a uma aprendizagem mecânica. David Ausubel é a referência
quando se aborda o tema. Para que tenha significado, o estudante deve se esforçar
para conectar o “novo” conhecimento à sua estrutura cognitiva. O conhecimento
85
prévio do estudante é a base para que os saberes possam se ancorar de forma
significativa, ou seja, com sentido para o estudante.
Os elementos expostos convergem para uma organização
didático-pedagógica que traga centralidade ao estudante no desenvolvimento da
aprendizagem. No âmbito das metodologias participativas, a cooperação pode ser
um passo inicial para que se atinja a colaboração. Os princípios da aprendizagem
colaborativa por meio da partilha entre pares, sem hierarquia determinada,
favorecem o desenvolvimento da autonomia e da capacidade de autorregulação por
parte dos estudantes. O professor deixa de exercer um papel de controle,
impulsionando os integrantes da turma a tomarem decisões e atuarem com
corresponsabilidade. Um exemplo desta prática se revela quando estudantes de um
mesmo grupo se reúnem e juntos, de forma interdependente, buscam a solução
para um problema, com o apoio ou não de recursos tecnológicos.
As chamadas metodologias ativas são incorporadas às aulas porque vão ao
encontro de uma relação entre professor e estudante que tem como foco a
aprendizagem e não o ensino e que por isso, dá centralidade ao estudante e não ao
professor. Percebe-se que muitas delas estão sendo incorporadas às práticas
pedagógicas, tais como: Sala de aula invertida, Instrução entre pares, Rotação por
estações, Aprendizagem baseada em problemas, Gamificação.
Aprendizagem
Segundo De Aquino
A aprendizagem refere-se à aquisição cognitiva, física e emocional, e ao
processamento de habilidades e conhecimento em diversas profundidades,
ou seja, o quanto uma pessoa é capaz de compreender, manipular, aplicar e
/ou comunicar esse conhecimento e essas habilidades. (2007, p. 6).
Segundo Illeris, aprendizagem é “Qualquer processo que, em organismos
vivos, leve a uma mudança permanente em capacidades e que não se deva
unicamente ao amadurecimento biológico ou ao envelhecimento” (ILLERIS, 2013, p.
3).
A aprendizagem é a aquisição de conhecimentos e habilidades, é um processo
através do qual o educando se apropria ativamente do conteúdo da experiência
humana, daquilo que o seu grupo social conhece. Assim, para que o educando
86
aprenda, ele precisa interagir com outros seres humanos, com os adultos e com
outras crianças. Desta forma, o papel do educador é fundamental, ele deve
estruturar condições para ocorrência de interações professor-educandos-objeto de
estudo, que levem à apropriação do conhecimento.
A aprendizagem é um processo que provoca uma transformação qualitativa na
estrutura mental daquele que aprende. Essa transformação se dá através da
alteração de conduta de um indivíduo. As informações podem ser absorvidas
através de técnicas de ensino ou até pela simples aquisição de hábitos. Desta
forma, o educando tem que querer aprender, pois o ato ou vontade de aprender é
uma característica essencial do psiquismo humano, pois somente este possui o
caráter intencional, ou a intenção de aprender.
Vale ressaltar que todo ser humano nasce potencialmente inclinado a aprender,
necessitando de estímulos externos e internos para o aprendizado. Há aprendizados
que podem ser considerados natos, como o ato de aprender a falar, a andar,
necessitando que ele passe pelo processo de maturação física, psicológica e social.
Na maioria dos casos a aprendizagem se dá no meio social e temporal em que o
indivíduo convive; sua conduta muda, normalmente, por esses fatores, e por
predisposições genéticas.
Segundo Paulo Freire “a verdadeira aprendizagem só se realiza quando o
educando se apropria do conhecimento, o redescobre e o relaciona com o mundo
vivido”.
Nesta perspectiva, entendemos que uma escola democrática e com qualidade
só será efetivada no ambiente escolar se todos assumirem o compromisso de se
envolverem com o processo educativo oferecendo oportunidades de acesso e
permanência com sucesso do aluno na escola. Cabe aos responsáveis pelo
processo educativo, ter condições de efetivar um trabalho significativo e de
qualidade, contribuindo para as transformações sociais.
Nesse processo pedagógico alunos e professores são sujeitos e devem atuar
de forma consciente. Não se trata apenas de sujeitos do processo de conhecimento
e aprendizagem, mas de seres humanos imersos numa cultura e com histórias
particulares de vida.
Todo ato educativo depende, em grande parte, das características, interesses e
possibilidades dos sujeitos participantes, alunos, professores, comunidades
escolares e demais envolvidos no processo. Assim, a educação se dá na
87
coletividade, valorizando o contexto histórico de cada indivíduo.
Concepções de Escola
A escola é uma instituição social voltada para a educação do cidadão, tem
como objetivos principais a sua instrução e a sua formação. É a instituição que
fornece o processo de ensino para discentes (alunos), com o objetivo de formar e
desenvolver cada indivíduo em seus aspectos cultural, social e cognitivo.
A escola é uma junção de recursos materiais e humanos, sendo assim caberá
aos envolvidos promover um clima institucional saudável, onde as pessoas se
sintam responsáveis por ela, pelos seus fins últimos de formar cidadãos criativos,
construtores e transformadores da sociedade e atingir os seus objetivos de ensino e
da aprendizagem dos seus alunos.
Poderá lançar mão de métodos e técnicas de administração sem contudo
descaracterizar a sua essência e especificidade de instrução e formação e sem
transformá-la em uma organização empresarial que visa apenas a produtividade,
não aceitando o conceito produtivista de escola, impingido pelas políticas públicas a
educação neoliberal. Parte-se da premissa de que a escola deve formar os alunos
para a vida, isto é, dar instrução e formação para o cidadão poder ser agente de sua
história, mesmo estando condicionada a outras inúmeras circunstâncias. O resultado
final, portanto, é formar o aluno como cidadão consciente e capaz de decidir os seus
destinos.
Considerando que é do interesse da sociedade que seus cidadãos sejam
educados, instruídos e formados, e que esta é a principal função da escola,
administrá -la de modo eficiente e eficaz é uma das condições para que cumpra o
seu papel. Quando assim administrada a escola oferece condições para a melhoria
da qualidade do ensino e da aprendizagem.
Para que a escola, realmente, alcance os seus objetivos, é de fundamental
importância que a construção e o acompanhamento do projeto Político Pedagógico
estejam alicerçados em uma administração participativa, coletiva, em que as
decisões sejam democratizadas e que o seu processo de avaliação e revisão seja
uma prática coletiva constante, como oportunidade de reflexão para mudanças de
direção e caminhos.
88
Entende-se que uma vez formulado e conhecido o problema a sua solução está
posta, ou seja, a própria escola possui as suas forças transformadoras, os seus
agentes sociais, econômicos, políticos que podem impulsioná-la para uma gestão
eficiente e eficaz, alcançando os seus objetivos especificamente
pedagógicos/educacionais de forma significativa. Justifica-se essa forma positiva de
encarar o desafio da gestão escolar na frase de Marx:
[...] a humanidade só se propõe as tarefas que pode resolver, pois, se
considerar mais atentamente, se chegará à conclusão de que a própria
tarefa só aparece onde as condições materiais de sua solução já existem,
ou, pelo menos são captadas no processo de seu devir. (MARX, 1985, p.
130).
O papel da escola é ensinar bem, buscando sempre caminhos metodológicos
que atendam e respeitem a pluralidade cultural existente na instituição escolar, que
cada ser possa visualizar-se enquanto indivíduo conhecedor de seus direitos e
deveres, objetivando uma melhor qualidade de vida.
A formação deve ser voltada para edificar a cidadania, não como meta a ser
atingida num futuro distante, mas como prática efetiva de cidadãos autônomos,
críticos e participativos, para atuarem com competência, dignidade e
responsabilidade na sociedade em que vivem, esperando assim, que suas
necessidades individuais, políticas e econômicas sejam atendidas.
O compromisso com a cidadania exige uma prática educacional que enfoque a
compreensão da realidade social, dos direitos e responsabilidades em relação a si
mesmo, aos outros e ao ambiente. Eleger a cidadania como eixo principal da
educação escolar implica colocar-se explicitamente contra valores e práticas sociais
que desrespeitem aqueles princípios, comprometendo-se com as perspectivas e
decisões que os favoreçam.
A contribuição da escola é desenvolver um projeto de educação comprometida
com o desenvolvimento de capacidades, as quais permitam intervir na realidade e
transformá-la. A educação para a cidadania requer, portanto, que questões sociais
sejam apresentadas para a aprendizagem e a reflexão dos alunos.
Entendendo que a democratização do ensino passa pela formação, pela
atuação, pela valorização dos educadores, bem como por suas condições de
trabalho, pesquisadores têm apontado a importância do investimento em seu
desenvolvimento profissional.
89
Concepções de Estudante
O que é ser estudante? No cotidiano geralmente usamos as palavras aluno e
estudante como sinônimos, até no dicionário elas são vistas desse jeito. Contudo a
ação de ser estudante é algo mais amplo do que ser aluno.
Aluno é aquela pessoa que assiste às aulas e preocupa-se apenas com a nota
da prova. Muitas vezes, ele estuda de última hora para passar nas avaliações da
escola ou faculdade e faz os trabalhos e exercícios sem muita atenção.
O estudante, por sua vez, é quem estuda instigado pela curiosidade. É a
pessoa que presta atenção nas aulas e está sempre fazendo perguntas e
questionando os conceitos. Ele não se satisfaz apenas com a explicação do
professor. Busca conhecimentos complementares e revisa os conteúdos
diariamente.
Para o estudante, a nota da prova é consequência do seu processo de
aprendizado e não o objetivo. Por isso, ele presta atenção aos trabalhos que faz e
procura aprofundar seus conhecimentos de forma diária.
Quando você age como estudante, você aprende um assunto e não apenas o
decora. Isso quer dizer que as chances daquele conteúdo ser esquecido depois da
prova são bem menores. Na verdade, ao longo do tempo, a tendência é a aquisição
de cada vez mais conhecimentos.
Outro benefício é descobrir o prazer em estudar, que deixa de ser algo chato
ou monótono. O estudante é motivado pela curiosidade e associa os conhecimentos
da sala de aula com ações cotidianas. Isso torna o aprendizado algo divertido.
Diferentemente de quando apenas ouvimos o professor falar.
Otimizar o tempo também é um benefício de quem é estudante. Os alunos
tendem a deixar conteúdos acumulados e, às vezes, acabam virando a noite
estudando para uma prova ou fazendo trabalhos. Em outros momentos podem ir
para a recuperação ou ficar em dependência em alguma disciplina. Os estudantes,
por sua vez, sabem gerenciar o próprio tempo. Criam um cronograma de estudos e,
dificilmente, ficam sobrecarregados.
90
3.5 Alfabetização e Letramento
A alfabetização e seus desdobramentos é tema de discussões no âmbito
educacional de nosso país, dada à associação feita com os índices de analfabetismo
e de expressivas dificuldades em leitura e escrita identificadas na Educação Básica.
Sabe-se que atuar em sociedade de maneira cidadã pressupõe a garantia do
domínio da linguagem materna.
A superação do ato de ler simplesmente, de decodificar é uma ação na qual
os profissionais da educação devem estar imbuídos e nem somente aqui incluídos
os professores alfabetizadores. A apreensão da leitura e escrita mobiliza a
capacidade de compreensão, interpretação e produção do conhecimento.
Ao se tratar do tema alfabetização, portanto, o termo letramento deve
acompanhá-lo porque tendo a linguagem uma função social, o indivíduo letrado é
capaz de fazer uso da língua em diferentes contextos e situações, compreendendo
a alfabetização e letramento como um processo que acompanha todo o processo
de desenvolvimento.
A adoção desta perspectiva por parte de gestores e professores possibilita
mudanças qualitativas no encaminhamento do processo de alfabetização e
letramento dos estudantes, visando superar possíveis lacunas ao longo da
escolarização.
3.6 Currículo
A efetivação do processo de ensino e aprendizagem que ocorre cotidianamente
nas escolas está relacionada à concepção de Currículo, compreendendo este como
uma produção social construída por pessoas que vivem em determinados contextos
históricos e sociais, devendo, portanto, ser elaborado coletivamente.
O Currículo deve estar pautado na troca e reflexão sobre as experiências e
conhecimentos acumulados por todos, tendo como referência as diversidades de
interações, saberes e fazeres realizados na escola a partir das ações
compartilhadas pelos sujeitos.
A concepção de Currículo, adotada pela Instituição busca relações de
reciprocidade e colaboração entre as diversas áreas em uma atitude dialógica e
cooperativa permanente, necessária à compreensão das múltiplas relações que
91
constituem a sociedade, no qual os sujeitos, mediados pela comunicação,
organizam-se e interagem construindo saberes necessários à existência.
Na concepção de FERRAÇO:
Pensar os currículos de uma escola pressupõe, então, viver seu cotidiano
que inclui, além do que é formal e tradicionalmente estudado, toda uma
dinâmica das relações estabelecidas, ou seja, para se poder falar dos
currículos praticados nas escolas, é necessário estudar os hibridismos
culturais vividos nos cotidianos (2006, p. 10).
Compreende-se que o currículo deve redimensionar, constantemente, os
espaços e tempos escolares, revendo concepções e práticas pedagógicas. Nesse
contexto, a formação permanente dos educadores é indispensável, promovendo a
cooperação entre os implicados no processo educativo, permitindo mudanças, a
partir de uma ação reflexiva, na busca da qualificação do processo de ensino -
aprendizagem.
A escola tem por função transmitir ao aluno o saber elaborado, que compõe o
currículo escolar, e a escola não pode perder de vista a sua função, uma vez que ela
tem papel fundamental no processo de democracia do ensino. Saviani diz:
Clássico na escola é a transmissão assimilação do saber sistematizado.
Este é o fim a atingir. É ai que cabe encontrar a fonte natural para elaborar
os métodos e as formas de organização do conjunto das atividades da
escola, isto é, do currículo (2003, p. 18).
Portanto, o papel do professor é de mediador, incentivando o aluno a assumir
de forma responsável e organizada as atividades escolares. A sala de aula é o
espaço onde se concretiza o Currículo e deve acontecer o processo
ensino-aprendizagem. Este processo acontece não só por meio da transferência de
conteúdo, mas, também pela influência das diversas relações e interações desse
espaço escolar, na sala de aula e na relação professor-aluno.
Defendemos que o trabalho escolar defina seu currículo a partir da cultura do
aluno, respeitando-a, mas sem perder a ênfase no conhecimento clássico das
disciplinas que compõem a matriz curricular.
O Currículo deve considerar também a necessidade de uma proposta
educacional profissionalizante que insira o aluno no processo de transformação das
relações sociais e considere as condições de vida e de educação do trabalhador na
sociedade.
92
Diante de uma educação transformadora é preciso deixar claro o papel do
currículo na formação humana. Todo o Currículo reflete a cultura, o sistema de
valores, as características históricas e políticas, além de uma determinada filosofia
educacional. Trata-se do desdobramento do projeto pedagógico da escola e
concretiza a posição desta em relação à cultura produzida pela sociedade
(SACRISTÁN, 2000).
Neste sentido, o Currículo deve levar em consideração a especificidade da
escola, situando-a no contexto histórico-social.
SACRISTÁN afirma que: “quando definimos o Currículo estamos descrevendo
a concretização das funções da própria escola e a forma particular de enfocá-las
num momento histórico e social determinado” (1998, p.15).
Diante da realidade educacional, é possível relacionar e integrar todos os
âmbitos escolares para a concretização do Currículo na prática escolar surtindo
efeitos positivos no processo ensino-aprendizagem visando à formação do indivíduo
como um todo, atendendo também às necessidades da comunidade em que ele está
inserido, conduzindo o aluno ao desenvolvimento pleno de suas aptidões e
habilidades, sendo capaz de ingressar no meio social de forma crítica e responsável,
bem como promovendo em todos os aspectos este processo educacional tão
importante para o cidadão e para a sociedade de uma forma geral.
No Estado do Paraná, a oferta do ensino fundamental, nas redes públicas, é
organizada em regime de colaboração entre estado e municípios, na qual os anos
iniciais estão municipalizados em 99,49% e 98% dos anos finais estão sob a
responsabilidade do estado (BRASIL/INEP, 2017).
Há o cuidado de promover a transição entre as etapas do fundamental, anos
iniciais para o fundamental, anos finais e deste último com a 1ª série do ensino
médio de forma acolhedora e formativa, no sentido de que o estudante perceba que
há uma continuidade nos estudos e que suas aprendizagens anteriores são
relevantes para a continuidade em um novo segmento.
Diante da oferta da rede estadual, os referenciais curriculares que atendem
aos segmentos da Educação Básica e que são a base para a construção das
Propostas Pedagógicas Curriculares das escolas são: O CREP, Currículo da Rede
Estadual Paranaense (anos finais) que complementa o já aprovado Referencial
Curricular do Paraná: princípios, direitos e orientações. O Referencial Curricular para
o Ensino Médio do Paraná, O Currículo da Formação Geral Básica do Ensino Médio
93
e os Cadernos dos Itinerários Formativos organizados para as diferentes
organizações escolares e todas as modalidades atendidas.
Há o chamado Currículo Priorizado, elaborado para priorizar elementos
curriculares, entre eles, determinados conteúdos, diante do contexto da pandemia.
Os documentos encontram-se disponíveis em:
[Link]
A escola com base nos registros de aprendizagem dos estudantes realiza ações que
remetem à flexibilização curricular, buscando em um processo de nivelamento,
promover a aprendizagem qualificada de todos os estudantes;
A Base Nacional Comum Curricular - BNCC para o ensino fundamental e
médio apresenta os saberes essenciais que representam direitos de aprendizagem
dos estudantes. Com a sua publicação, a normativa para e elaboração curricular
define o desenvolvimento de competências e habilidades, apresentadas por áreas
de conhecimento, numa perspectiva de formação integral.
O termo competência é definido pela BNCC como a “mobilização de
conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e
socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida
cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho” (BRASIL, 2018).
A BNCC inaugura um período em que se pretende uma ruptura com o
currículo disciplinar até então vigente nas escolas do Paraná. A integração curricular
foi trazida como estratégia de organização do currículo em áreas do conhecimento,
a fim de dialogar com todos os elementos previstos na proposta pedagógica na
perspectiva não linear da formação integral do estudante, contemplando seu projeto
de vida e sua formação nos aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais.
Nesta perspectiva, no estado do Paraná a elaboração do planejamento tem
como ponto de partida os objetivos de aprendizagem, que regulam a prática docente
na escolha das melhores estratégias para atingir o desenvolvimento das habilidades
e consequentemente das competências gerais e específicas.
É fato que discursos atuais e pesquisas demonstram perspectivas
diferenciadas na produção do conhecimento, apontando para práticas colaborativas,
conhecimento em rede, integração disciplinar, inter e transdisciplinaridade,
veiculando-se a ideia de conexão, interdependência entre os seres vivos, do respeito
à Terra, à vida. Percebe-se que esta discussão chegou aos documentos curriculares
94
com forte apelo à integração dos saberes, à contextualização, ratificando a
interrelação entre os componentes curriculares.
Metodologia e Recursos Didáticos
Metodologia é uma palavra derivada de “método”, do Latim “methodus” cujo
significado é “caminho ou a via para a realização de algo”. Método é o processo para
se atingir um determinado fim ou para se chegar ao conhecimento. Metodologia é o
campo em que se estuda os melhores métodos praticados em determinada área
para a produção do conhecimento.
A metodologia de ensino é a aplicação de diferentes métodos no processo
ensino-aprendizagem. Metodologia, portanto, pode ser definida como
uma sistematização para alcançar um resultado.
Recurso didático é todo material utilizado como auxílio no ensino aprendizagem
do conteúdo proposto para ser aplicado, pelo professor, a seus alunos.
Os recursos didático-pedagógicos são componentes do ambiente educacional
estimuladores do educando, facilitando e enriquecendo o processo de ensino e
aprendizagem. Dessa forma, tudo o que se encontra no ambiente onde ocorre o
processo ensino-aprendizagem pode se transformar em recurso didático, desde que
utilizado de forma adequada. Eles auxiliam nas simulações de situações,
experimentações, demonstrações. A utilização de sons, imagens e fatos, facilita o
entendimento, a análise e a interpretação por parte dos estudantes.
De acordo com Souza (2007, p. 111), “recurso didático é todo material utilizado
como auxílio no ensino-aprendizagem do conteúdo proposto para ser aplicado pelo
professor a seus alunos”. Os recursos didáticos compreendem uma diversidade de
instrumentos e métodos pedagógicos que são utilizados como suporte experimental
no desenvolvimento das aulas e na organização do processo de ensino e de
aprendizagem. Eles servem como objetos de motivação do interesse para aprender
dos educandos.
Os recursos didáticos são de fundamental importância no processo de
desenvolvimento cognitivo do aluno uma vez que desenvolve a capacidade de
observação, aproximação da realidade e facilita na fixação do conteúdo, bem como
sua utilização no dia a dia.
95
No momento que o professor utiliza um recurso didático dentro da sala de aula,
ele transfere os conhecimentos para a realidade do estudante. Dessa forma, o
professor pode usar o recurso didático para preparar, melhorar ou aprimorar a aula
que será dada. São exemplos de recursos didáticos: artigos, apostilas, livros,
softwares, apresentações em PowerPoint, filmes, atividades, exercícios, ilustrações,
CDs, DVDs. (FERREIRA, 2007, p. 3).
Os professores podem utilizar esses instrumentos didático- pedagógicos para
desenvolver um tipo de aula diferente, de forma mais dinâmica e proveitosa. Quando
o professor utiliza diversos recursos didáticos, ele torna a aprendizagem mais
significativa e acessível e evita que as aulas tornem-se monótonas e rotineiras.
3.7 Educação Inclusiva
A educação inclusiva pode ser entendida como uma concepção de ensino
contemporânea que tem como objetivo garantir o direito de todos à educação. Ela
pressupõe a igualdade de oportunidades e a valorização das diferenças humanas,
contemplando, assim, as diversidades étnicas, sociais, culturais, intelectuais, físicas,
sensoriais e de gênero dos seres humanos. Implica a transformação da cultura, das
práticas e das políticas vigentes na escola e nos sistemas de ensino, de modo a
garantir o acesso, a participação e a aprendizagem de todos, sem exceção.
O direito do aluno com necessidades educativas especiais e de todos os
cidadãos à educação é um direito constitucional que implica numa educação de
qualidade para todos, dentre outros fatores, a escola deve se adaptar na aceitação,
na valorização das diferenças, respeitando a individualidade de cada um.
O desafio e as expectativas da escola hoje é trabalhar com essas diversidades
na tentativa de construir um novo conceito do processo ensino-aprendizagem,
eliminando definitivamente o seu caráter excludente, de modo que sejam incluídos
neste processo todos que dele, por direito, são sujeitos.
Este novo olhar da escola implica na busca de alternativas que garantam o
acesso e a permanência de todos os indivíduos no seu interior. Assim, o que se
deseja é a construção de uma sociedade inclusiva compromissada com as minorias,
cujo grupo inclui os portadores de necessidades educacionais especiais. O espaço
escolar, hoje, tem de ser visto como espaço de todos e para todos.
96
A inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais na rede regular
de ensino não se restringe aos esforços da escola, inclui também a construção de
redes de colaboração com a família e a sociedade fortalecendo o combate à
intolerância e às barreiras atitudinais, bem como a compreensão da diversidade no
desenvolvimento infantil (ARRUDA; ALMEIDA, 2004, p. 16)
Dessa forma, a escola inclusiva é um desafio que implica rever alguns
aspectos, que envolvem desde o setor administrativo até o pedagógico, atendendo
com equidade os educandos com necessidades educacionais especiais,
assegurando-lhes condições necessárias para a permanência e aprendizagem.
Quando se trata de educação inclusiva, conscientes da igualdade no direito à
educação, deve-se assumir que nenhum estudante pode estar à margem, excluído
do processo de aprendizagem. O princípio da equidade pode ser buscado no sentido
de que aqueles com necessidades especiais tenham o que precisam para se
desenvolverem como os demais. Isso pressupõe a existência dos recursos
necessários, de formação continuada aos professores, de uma organização escolar
que atenda a diferentes especificidades.
Salienta-se que a inclusão escolar, além de atender a uma determinação
legal, trata do reconhecimento das diferenças entre as pessoas, as quais aprendem,
interagem e se comunicam de maneiras diferentes. Apesar deste reconhecimento a
inclusão não deixa de ser até os dias de hoje um desafio para as escolas e suas
equipes. A literatura nos apresenta bases conceituais para compreendermos o
universo das necessidades educativas especiais e como podemos promover
efetivamente a inclusão no espaço escolar.
No Estado do Paraná, o Departamento de Educação Especial é o órgão
responsável pela orientação da política de atendimento às pessoas com
necessidades educacionais especiais, em cumprimento aos dispositivos legais e
filosóficos estabelecidos na esfera federal e em consonância com os princípios
norteadores da Secretaria de Estado da Educação – SEED. Acredita-se que as
instituições escolares e os profissionais da educação podem contribuir amplamente
divulgando as práticas que se mostraram efetivas no processo de adaptação
curricular.
97
Tempo e Espaço Pedagógico na Educação Inclusiva
O tempo está presente no nosso desenvolvimento biológico, físico, intelectual,
no universo que nos rodeia, em suma, tempo é a própria vida pulsando. Estamos
habituados a pensar o tempo em sua forma linear. Dessa forma, perceber o tempo
como um elemento constitutivo do ser humano, definidor de nossa individualidade é
fundamental para pensarmos uma educação que respeite o processo pessoal e a
história de vida de cada aluno.
A escola ocupa espaço importante no processo de educação e socialização
dos educandos. Representa assim, um local privilegiado para reflexão, discussão e
promoção da diversidade e inclusão.
O tempo escolar é o tempo que o aluno vive ou passa numa instituição
educativa, entendendo o tempo de aprendizagem para ultrapassar as diferenças
significativas que se apresentam no momento, é entender a condição de
aprendizagem ou de conhecimento que o aluno se encontra.
O espaço escolar deve compor um todo coerente, pois é nele e a partir dele
que se desenvolve a prática pedagógica, sendo assim, ele pode constituir um
espaço de possibilidades, ou de limites; tanto o ato de ensinar como o de aprender.
Uma proposta de tratar o tempo e as possibilidades de uso de espaços, como
elementos mediadores na aprendizagem, surge a partir da constatação realizada de
que, propor alternativas de organização como sala multifuncional e grupos de estudo
em contra turno, para atender as necessidades dos alunos ou recuperar um grupo
pré-determinado.
Sendo a escola uma organização, o seu objetivo principal é o sucesso escolar
e educativo dos alunos, é formar cidadãos capazes de fazer parte de uma sociedade
em constante mudança e evolução.
3.8 Tecnologias educacionais, mídias digitais e plataformas educacionais
A cultura digital está muito impregnada na sociedade o que traz impactos
positivos à área educacional, tais como a formação de comunidades de
aprendizagem que reúnem grupos que se conectam, partilham informações e
produzem conhecimento reunidos por interesses afins (colaboração, cocriação).
Neste âmbito, é preciso considerar que nas interações em rede são veiculadas
98
também informações falsas (fake news), o que demonstra o importante papel
desempenhado pela educação formal e informal quanto ao desenvolvimento de um
comportamento ético dos usuários da rede diante do grande fluxo de trocas que
ocorrem por meio das redes sociais, de aplicativos e plataformas digitais, a fim de
que usem o discernimento na ações de compartilhamento e produção do
conhecimento.
Diante das novas formas de comunicação como a síncrona (interlocutores
utilizam um canal de comunicação ao mesmo tempo) e assíncrona (a troca de
informações não ocorre de forma simultânea) que se distinguem no ciberespaço, já
são vividas nas instituições escolares novas possibilidades de desenvolvimento da
práticas pedagógicas.
Sabe-se que os estudantes e professores utilizam a comunicação em rede
para atingir objetivos de aprendizagem pretendidos. Ressalta-se que, para
usufruírem plenamente desta possibilidade faz-se necessário a organização prévia,
a intencionalidade das ações, dirigidas ao uso efetivo dos recursos digitais
disponíveis a favor da aprendizagem. Neste sentido, lembra-se que o acesso a uma
gama de informações ou mesmo o uso da tecnologia digital não se traduz
automaticamente em produção de conhecimento de qualidade e inovação da prática
docente.
O Projeto Político-Pedagógico que visa à formação crítica e desenvolvimento
da autonomia, pressupõe a viabilização de uma organização escolar que integre as
tecnologias digitais aos processos formativos planejados e implementados. Os
espaços de aprendizagem, antes utilizados majoritariamente para a transmissão de
saberes, modificaram-se, são dinâmicos, presenciais e digitais, com evidenciada
atuação mediadora dos docentes.
Dos profissionais da educação espera-se atualização constante visando
sintonia com as possibilidades de inovação, incorporando diferentes ferramentas
pedagógicas à favor da aprendizagem, mobilizando situações interativas e
colaborativas, com a participação ativa dos estudantes.
O uso de recursos tecnológicos para fins pedagógicos oportuniza o
desenvolvimento de práticas inovadoras que potencializam o processo de ensino e
aprendizagem. As mídias digitais são conteúdos divulgados por meio digital, ou seja,
pela internet, pen-drive, as quais permitem a mediação e elaboração do
conhecimento tanto por parte dos professores como dos estudantes. As plataformas
99
educacionais constituem-se num conjunto de sistemas tecnológicos que oferecem a
possibilidade de ampliação das experiências escolares, permitindo o
desenvolvimento de habilidades e competências transversais, bem como o
acompanhamento personalizado da produção do estudante, o qual pode avançar no
processo de aprendizagem, definindo seu percurso, apoiado pelo professor.
Mídias Educativas
A palavra mídia deriva da palavra meio, do latim médius, significando aquilo
que está no meio ou entre dois pontos. A partir dessa definição, pode-se inferir que
uma mídia educacional é um meio através do qual se transmite ou constrói
conhecimentos.
Há pouco tempo, para alguns educadores existia o temor de que os recursos
tecnológicos aplicados à educação – as mídias educacionais – iriam substituir os
professores. Esse temor mostrou ser sem fundamento, uma vez que uma mídia é
apenas um meio e como tal não pode substituir o professor. O que efetivamente
ocorreu foi um processo de incorporação das mídias como instrumentos para
sistematizar a relação de ensino-aprendizagem e a organização educacional, sendo
os professores os principais agentes de transformação por meio do desenvolvimento
de projetos que sejam significativos para o aluno.
A velocidade que as novas tecnologias imprimiram nos modos de vida reduziu
expressivamente a noção de tempo e espaço, porém a capacidade de reflexão e
introspecção humana não evoluiu da mesma forma que a capacidade de percepção,
ou seja, a percepção capta muitos estímulos que muitas vezes não são processados
e não se tornar significativos. Para que o indivíduo se insira de forma ativa e crítica
em meio à rapidez e a mistura de informações (verbais, visuais e sonoras),
característica da sociedade atual, é necessário desenvolver a habilidade de análise
e síntese de modo simultâneo.
O processo de ensino-aprendizagem comprometido com a formação global do
indivíduo deve analisar criticamente o repertório de informações disponíveis nas
mídias. A educação para a mídia deve funcionar levantando questionamentos,
analisando as narrativas, conectando ideias, levando o aluno a fazer relações e
elaborações pessoais sobre a sua visão da realidade, compartilhando-as no espaço
da sala de aula. Assim o docente poderá entender a maneira como o educando
100
elabora, recebe e processa as informações de caráter audiovisual veiculadas pelas
mídias.
Dentre as mídias utilizadas no processo ensino-aprendizagem as mais
utilizadas são o material impresso, a televisão/vídeo e o rádio. Além disso, tem-se a
informática como uma das principais mídias utilizadas na atualidade, tendo a
particularidade de ser uma mídia multimídia, uma vez que agrega recursos de
diversos tipos.
Aprendizagens Ativas
Durante muitos anos, o sistema educacional utilizado pelas escolas priorizou
um modelo pedagógico onde o professor era o detentor de todo o conhecimento,
tendo o papel de ensinar os alunos que apenas ouviam e se limitavam a aceitar o
conhecimento passado, sem muitos questionamentos. No entanto, é possível notar
que esse cenário tem ficado cada vez mais no passado devido às novas
metodologias, como a Aprendizagem Ativa.
Nos últimos anos, os gestores responsáveis pelas escolas, os educadores e,
até mesmo os alunos, têm se dado conta que é preciso modificar a forma como a
relação entre o ensino e a aprendizagem acontece dentro das salas de aula.
Uma das metodologias que vem despertando cada vez mais interesse entre os
profissionais da educação é a Aprendizagem Ativa. Essa metodologia de ensino
pode trazer uma série de vantagens para o ambiente escolar e para a formação
educacional dos estudantes no futuro.
De modo geral, a aprendizagem ativa é uma metodologia de ensino que tem o
objetivo de colocar o aluno como o principal foco de todo o processo de
ensino-aprendizagem. Dessa forma, o indivíduo consegue se envolver de forma
ativa na aquisição de conhecimento.
Essa metodologia de ensino utiliza diversas técnicas educacionais que
promovem um envolvimento maior dos estudantes durante as aulas. Entre as
técnicas utilizadas durante esse processo, é possível citar como exemplos:
atividades de leitura, grupos de debate, grupos de estudos de caso e o
desenvolvimento de trabalhos práticos.
O estudante se torna o protagonista da sala de aula, ao contrário do que
acontecia no passado, quando o professor era considerado a autoridade máxima.
101
Ou seja: o aluno passa de mero recebedor passivo de informações para uma
posição ativa, de busca por conhecimento na prática, com o auxílio do profissional
de educação.
Metodologias Ativas
No ensino tradicional, o aluno costuma ficar sentado na sala de aula enquanto
ouve o professor. Já em uma escola com metodologias ativas, o estudante participa
ativamente do processo de aprendizado, isto é, ele pratica atividades para aprender
o conteúdo, em vez de apenas escutar.
Neste caso, as aulas não são apenas expositivas, nem o professor é o sujeito
principal da sala de aula. No contexto de uma metodologia ativa, o aluno exerce
papel central no processo de aprendizado.
As metodologias ativas podem ser colocadas em prática a partir de diferentes
estratégias, como resolução de problemas, construção de projetos ou mesmo a
chamada “sala de aula invertida”, quando o aluno ensina determinado conteúdo para
o restante da turma.
Esse modelo de ensino e aprendizado baseia-se na Pirâmide de Aprendizado,
desenvolvida pelo psiquiatra norte americano William Glasser (1925-2013). Segundo
a proposição de Glasser, o aprendizado do estudante melhora conforme ele
apresenta uma postura mais ativa no processo de aquisição de conhecimento. A
partir de tal concepção, o pesquisador desenvolveu uma pirâmide gráfica indicando
o grau de retenção de conhecimento de diferentes estratégias de aprendizado.
(SEB, 2020)
A pirâmide de aprendizagem faz uma comparação entre os resultados
obtidos na retenção da matéria, de acordo com a forma de estudar.
Acontece da seguinte maneira:
Na simples leitura: aprendemos 10% da matéria;
Ao escutar alguém falando: 20%;
Ao assistir a um vídeo ou observar algo: 30%;
Ao escutar e observar ao mesmo tempo: 50%;
Ao conversar ou debater sobre o tema: 70%;
Ao fazer, escrever ou praticar: 80%;
Ao ensinar alguém: 95%.
Alguns exemplos de metodologias ativas são: Situações problema,
Desenvolvimento de projetos, Sala de aula invertida, Ensino Híbrido, Gamificação
102
que é a utilização de jogos em situações de ensino e aprendizado, estudos de caso,
etc.
Ferramentas Educativas
Ferramentas educativas são os recursos digitais que possibilitam a utilização
das tecnologias com o objetivo de facilitar a comunicação e o acesso à informação,
através de dispositivos eletrônicos, como computadores, tablets e smartphones.
Alguns exemplos são: programas, aplicativos, plataformas virtuais, jogos,
hardwares e softwares, portais e sites da internet, câmeras, retroprojetores, entre
outros. Essas ferramentas podem ser utilizadas em diversas áreas para diferentes
finalidades, como na administração, publicidade, saúde, ciências, educação e no uso
pessoal ou corporativo.
As ferramentas digitais na educação podem ser consideradas materiais de
apoio e recursos complementares para o processo de ensino e aprendizagem, pois
auxiliam os professores e os alunos, contribuindo com um maior repertório de
possibilidades de atividades e interações.
Os recursos mais utilizados pelos professores para auxiliar na apresentação
dos conteúdos, como materiais complementares e para tornar as aulas mais
dinâmicas e interessantes, são:
●Lousa digital: é uma tela de computador de tamanho maior, proporcional a
uma lousa tradicional, que, ao invés de utilizar o giz para escrever, é sensível ao
toque. Dispõe de recursos de multimídia, permitindo a exibição de vídeos e fotos,
acesso à internet, apresentação de slides e uma infinidade de ferramentas.
●Realidade virtual: com ferramentas e plataformas digitais é possível entrar em
contato com diversas realidades sem sair do lugar, pela tela do computador ou
celular, como ver o sistema solar, por exemplo, com o auxílio de óculos especiais
que aumentem a imagem e a aproxime do aluno.
●Gamificação: utilização de recursos de jogos digitais para auxiliar a
aprendizagem de forma lúdica, divertida e significativa, como jogos de perguntas e
respostas com pontuação.
●Google Sala de Aula: ajuda alunos e professores a organizar as tarefas,
aumentar a colaboração e melhorar a comunicação, com ferramentas digitais
gratuitas.
103
●G Suite for Education: ferramentas digitais com diversas atividades práticas e
dinâmicas para os alunos realizarem, com recursos de organização para os
professores.
●Canva para EAD: ajuda alunos e professores com ferramentas de
aprendizagem criativa e templates gratuitos para facilitar a aprendizagem remota.
Dicas de design, ideias e comunidades on-line que podem ajudar a criar uma sala de
aula virtual.
Esses recursos podem ser utilizados dentro e fora de sala de aula, e são
bastante oportunos neste momento de pandemia, já que oferecem muitas
alternativas para ter acesso à informação e comunicação com o mundo lá fora.
As ferramentas digitais para o ensino remoto ajudam os alunos a terem um
engajamento maior com os estudos mesmo em casa, pois, com a gamificação e a
realidade virtual, por exemplo, eles podem se divertir e aprender ao mesmo tempo.
As ferramentas digitais ajudam os alunos a desenvolverem habilidades digitais
práticas que podem ser aplicadas nas tarefas do cotidiano, dentro e fora da sala de
aula, e permitem explorar o mundo através da comunicação e informação. Com elas,
é possível realizar pesquisas mais amplas e mais interessantes, obtendo maior
informação sobre qualquer assunto, auxiliando os alunos a se tornarem
exploradores e pensadores críticos e independentes.
Existem vários motivos para utilizar a tecnologia, e dentre eles está o maior
interesse dos alunos, o que gera um melhor desempenho e engajamento na
aprendizagem, pois aproxima os conteúdos da realidade de forma dinâmica e
prática. Os principais benefícios das ferramentas educativas são: Desenvolvimento
de habilidades do futuro, adequação a BNCC, praticidade, dinamismo,
democratização, inclusão, interatividade, criatividade, interação social, maior
engajamento por parte dos alunos, maior desempenho na aprendizagem,
autonomia, etc.
3.9 Avaliação para aprendizagem e Recuperação de estudos
A avaliação está a serviço do trabalho pedagógico e deve ser estruturada de
forma a contribuir com a aprendizagem dos estudantes, os quais devem ser
incluídos neste processo. Neste sentido, defende-se a avaliação formativa que se
caracteriza por sua integração aos processos de ensino e aprendizagem. Inclui o
104
feedback, a autoavaliação e considera o processo de autorregulação da
aprendizagem, orientada para a melhoria das aprendizagens, acima de finalidades
que podem estar subjacentes ao processo como a classificação, certificação e a
apresentação de resultados obtidos.
Inserida em todo o processo pedagógico, entende-se que o planejamento, a
prática docente, as ações dos estudantes e a avaliação estão interconectadas,
sendo muito pertinente que as atividades propostas para ensinar e
consequentemente aprender, fossem consideradas como instrumento avaliativo.
Como ponto de partida, o olhar do docente deve se voltar para os objetivos de
aprendizagem que descrevem quais evidências de aprendizagem serão
perseguidas. Para uma próxima etapa, o caminho mais indicado é a escolha de
instrumentos diversificados de avaliação coerentes com todo o processo
desenvolvido ao longo das relações de ensino e aprendizagem construídas e com o
que se busca avaliar.
Na instituição escolar os registros do acompanhamento da aprendizagem
devem ocorrer concomitantemente ao desenvolvimento das práticas e produções
pedagógicas, com paradas estratégicas a cada período avaliativo de acordo com a
organização do sistema escolar (bimestral, trimestral ou semestral). Atingir as
aprendizagens pretendidas é resultado de um processo dinâmico, no qual são
estabelecidas diferentes formas de interação dos estudantes com os saberes e
assim, variados níveis são atingidos, considerando-se as habilidades a serem
desenvolvidas em cada segmento (ensino fundamental - anos finais e ensino
médio).
A avaliação formativa assume uma “função remediadora” devido a ação
contínua voltada às intervenções que se mostrem essenciais para a melhoria da
aprendizagem dos estudantes, considerando-se que aprendem em ritmos diferentes.
Neste ponto, destaca-se a recuperação processual como direito do estudante e
compromisso que deve ser assumido por todos os envolvidos: a equipe diretiva
propiciando ampla comunicação e apoiando ações que favoreçam a organização
escolar, a equipe pedagógica orientando estudantes e responsáveis sobre a rotina
de estudos, os direitos de aprendizagem e o devido acompanhamento escolar;
ainda, apoiando e orientando o planejamento e a prática pedagógica junto à equipe
docente. A “diferenciação e individualização” da aprendizagem é desafiante, mas
torna-se um pressuposto que instiga os professores a buscarem diferentes
105
estratégias para regular o processo de aprendizagem, visualizando e buscando
atender a diferentes necessidades dos estudantes.
As avaliações externas podem ser aplicadas por um profissional participante
da comunidade escolar ou não, e têm grande alcance (em larga escala). Sua
importância deve-se ao fato de contribuir com o fomento, formulação e
monitoramento de políticas públicas. No contexto do ensino público, embasam
diagnósticos e ações voltadas ao sistema educacional brasileiro.
Destaca-se o SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica) realizado
pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira)
e elaborado a partir de matrizes de referência, com o objetivo de traçar um
diagnóstico da educação básica brasileira, sendo aplicado a cada dois anos.
O IDEB é um Índice de Desenvolvimento da Educação Básica que é
composto pelos resultados do fluxo escolar e as médias de desempenho dos
estudantes. O desempenho apurado no SAEB é associado às taxas de aprovação
registradas no Censo Escolar.
A Prova Paraná Mais é uma avaliação em larga escala, que avalia, de forma
censitária, o desempenho dos estudantes do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e
3ª e 4ª série do Ensino Médio da rede estadual do Paraná, bem como, os estudantes
do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental da rede municipal daqueles municípios que
aderirem à avaliação. Tem como objetivo verificar a qualidade da educação pública
em todo o estado do PARANÁ, produzindo resultados por estudante, turma, escola,
município, Núcleo Regional de Educação (NRE) e estado. Destaca-se como
orientação balizadora os resultados da Prova Paraná Mais 2022, elemento
importante no processo de (re)planejamento escolar considerando o contexto do
retorno às aulas presenciais, após a sua suspensão, em março de 2020, devido à
pandemia da Covid-19, e a necessidade de recomposição das aprendizagens para o
ano de 2022 no estado e de replanejamento para o ano de 2023.
A Prova Paraná é um instrumento de avaliação elaborado com o objetivo de
identificar as dificuldades apresentadas, bem como, as habilidades já apropriadas
pelos estudantes durante o processo de ensino e aprendizagem nos componentes
curriculares de Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa, Ciências da
Natureza, Geografia e História e no Ensino Médio em Língua Portuguesa,
Matemática, Língua Inglesa, Química, Física, Biologia, História, Geografia,
106
Sociologia e Filosofia. É uma ferramenta para o professor e equipe gestora da
escola, elaborarem a partir de evidências, ações para melhoria da aprendizagem.
3.10 Gestão Escolar
A atuação do diretor escolar é crucial para o aprimoramento da gestão em
direção a resultados positivos quanto ao rendimento dos estudantes. Membros da
comunidade participam dessa administração por meio das instâncias colegiadas,
assim como, funcionários administrativos e equipe pedagógica. Profissionais da
educação, com base em seus méritos, muitas vezes ligados à docência assumem
esta responsabilidade por escolha de seus pares e da comunidade em geral ou por
critérios de seleção e para tal buscam desenvolver competências para o exercício da
função.
Heloísa Lück é uma autora de referência nesta temática e indica que existem
determinados conhecimentos, habilidades e atitudes que são esperadas de um
profissional no desempenho de determinada função.
A gestão de uma instituição escolar precisa acompanhar as perspectivas de
inovação disponíveis. A tecnologia com suas diversas possibilidades como recurso
pedagógico deve estar presente, a interatividade e a mudança na organização de
tempos e espaços de aprendizagem é uma realidade. Qual é a escola que
queremos? Quais aprendizagens? Como será a escola do futuro?
Cabe à direção conhecer os desafios que a sociedade contemporânea impõe
à estrutura escolar diante de sua função social. Ter clareza dos segmentos que
atende, a quem se destina a formação ali realizada, quem são os estudantes? De
onde eles vêm? Quais seus interesses e expectativas?
Para gerir as atividades de ensino e aprendizagem é necessário ter uma
atuação que ultrapassa o caráter administrativo e assume uma perspectiva
pedagógica. Como é constituída a equipe docente? São profissionais de carreira?
Qual o nível de formação e experiência? Como se dá a formação em serviço no
espaço escolar?
São várias as dimensões que envolvem a gestão de uma escola. A
comunidade escolar precisa participar, ser convidada a estar presente e sentir-se
reconhecida, acolhida, mediante o contexto no qual a instituição está inserida. O
exercício de uma efetiva liderança pode contribuir para a construção de uma cultura
107
escolar baseada no compromisso e engajamento dos que a constituem, formando
laços de equipe com ações planejadas que vão ao encontro de objetivos
educacionais.
3.11 Formação Continuada do Professor
A formação de professores vem assumindo posição de destaque nas
discussões relativas às políticas públicas é um campo muito amplo que requer, para
sua compreensão, visualizá-la como um espaço constituído por diversas ideologias,
concepções e práticas culturais, políticas e educacionais.
Nessas dimensões, a formação continuada aparece associada ao processo de
melhoria das práticas pedagógicas desenvolvidas pelos professores em sua rotina
de trabalho e em seu cotidiano escolar.
A formação continuada de professores tem seu amparo legal na LDBEN
9394/96 ao regulamentar o que já determinava a Constituição Federal de 1988,
instituindo a inclusão, nos estatutos e planos de carreira do magistério público, do
aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive em serviço, na carga horária do
professor.
A formação continuada é um recurso necessário, para responder às
necessidades postas pela sociedade. Nesse processo insere-se o meio educacional,
campo de trabalho do profissional da educação. Este, por sua vez, desempenha
função significativa na construção do saber, pois na interação professor aluno,
busca-se contribuir na formação do cidadão consciente, crítico, responsável e
participativo.
Sendo assim o educador deve estar em constante aperfeiçoamento pessoal e
profissional, para que no desenvolver da sua prática pedagógica, responda às reais
necessidades de seus alunos, proporcionando-lhes suporte teórico.
São grandes os desafios que o profissional docente enfrenta, mas manter-se
atualizado e desenvolver práticas pedagógicas eficientes, são os principais. Nóvoa
diz que:
O aprender contínuo é essencial e se concentra em dois pilares: a própria
pessoa, como agente, e a escola, como lugar de crescimento profissional
permanente. Para esse estudioso português, a formação continuada se dá
de maneira coletiva e depende da experiência e da reflexão como
instrumentos contínuos de análise (2002, p. 23).
108
O professor é responsável pela formação para a cidadania, portanto, precisa
acompanhar mudanças sociais, pois as mesmas, com certeza terão impacto sobre a
sua prática. Deve ser autônomo, criativo, crítico e transformador, um profissional
que se preocupe em buscar novos fazeres e novas práticas para o futuro. É
necessário que seja capaz de refletir sobre sua prática e direcioná-la segundo a
realidade em que atua, voltada aos interesses e às necessidades dos alunos.
A formação docente é um elemento indissociável quando se pretende colocar
um plano de trabalho em ação, ou seja, a formação ressignifica a prática
pedagógica, orientada ao atendimento de um determinado contexto de
aprendizagem. Estudos sobre o tema demonstram que somente a formação inicial
não é suficiente para o enfrentamento dos desafios inerentes à atuação profissional.
Defende-se a formação para e no exercício da função. Isto quer dizer que há
pesquisas e experiências que defendem a participação do professor em seu
processo formativo. Os docentes têm condições de refletir sobre a própria prática e
para tal necessitam de espaços de discussão no seu ambiente mais próximo de
atuação: a escola. A interação entre pares pode ter um efeito mobilizador da
aplicação de novas possibilidades pedagógicas às estratégias de ensino, com novos
e/ou melhores resultados para a aprendizagem dos estudantes.
Ratifica-se que a associação entre teoria e prática no contínuo processo
formativo dos professores é fundamental para que a atividade de ensino tenha
sentido e mobilize as mudanças necessárias. Exemplos de formação continuada em
serviço no estado do Paraná podem ser citados, como a Observação em Sala de
Aula e o Grupo de Estudos: Formadores em Ação.
A observação de sala de aula é uma metodologia de formação em serviço
que possibilita ao professor e a Equipe Gestora refletirem sobre o processo de
ensino a partir de questões propositivas. É uma prática construída por meio de
combinados entre a equipe e o docente e, principalmente, é uma ação formativa que
envolve três momentos: antes, durante e depois. O antes constitui-se na preparação
para a realização da observação de sala de aula, ou seja, é preciso começar pelo
acolhimento e pelo objetivo, delimitando o que espera do professor e aonde
pretende chegar. O durante é caracterizado pela efetivação dos instrumentos e
critérios previamente estabelecidos no acompanhamento da hora-atividade. Para
esta ação é importante que o observador escolha um local estratégico em sala de
109
aula, utilize os instrumentos e critérios previamente combinados, bem como evite
interferir na dinâmica de trabalho do professor. O depois deve acontecer com a
finalidade de construir o feedback formativo da observação realizada, de forma
dialógica. Para esta ação é importante que o observador planeje a devolutiva, o que
envolve o agendamento de dia e horário, formas de registro, questões propositivas e
sugestões de trabalho pautadas nas técnicas de Lemov.
O Formadores em Ação constitui-se num grupo de estudos voltado à
formação continuada em serviço dos profissionais da educação, que prioriza e
oportuniza a troca de experiências entre pares, trazendo o próprio professor e
pedagogo da rede para mediar e compartilhar discussões e aprendizagens. A
proposta é que por meio da troca de experiências e do trabalho colaborativo,
possam ressignificar a sua prática pedagógica, adotando metodologias ativas e
recursos tecnológicos para aperfeiçoá-la, tornando a aprendizagem dos estudantes
mais significativa. Atualmente o GE conta com 58 temáticas, buscando atender e
contribuir com as diversas realidades da rede estadual do Paraná.
3.12 Estágio
O estágio é a fase inicial de qualquer carreira, que ocorre quando o indivíduo
ainda está em período de formação e precisa adquirir experiência, conhecimentos e
habilidades em sua área profissional. Em geral, o estágio é uma exigência para
estudantes de cursos técnicos, profissionalizantes e de graduação e precisa ser
realizado para que o aluno consiga os créditos necessários para se formar.
Desde 2008, o Brasil tem uma Lei do Estágio, que garante direitos e benefícios
aos estagiários, como carga horária pré determinada, descanso remunerado,
obrigatoriedade da celebração do termo de compromisso do estágio, redução da
jornada nos dias de provas, entre outras coisas.
A realização do estágio profissional é extremamente importante e, por isso, os
estudantes são incentivados a realizarem diversos estágios durante seus anos de
formação. Com isso, o futuro profissional tem a chance de passar por diversas
empresas e atuar em áreas diferentes, encontrando aquela com a qual tem mais
afinidade.
O estágio também serve como atividade complementar em diversas
faculdades, garantindo ao estudante a experiência e o conhecimento prático de sua
110
carreira, agregando valor à teoria estudada e adquirida em sala de aula. Essa
vivência é muito bem-vinda para todo futuro profissional, pois integra o estudante ao
mundo corporativo.
No estágio curricular, o estudante não tem um emprego formal, mas sim uma
oportunidade de complementar o aprendizado obtido em sala de aula. Por isso
mesmo, o estagiário não recebe um salário.
O estágio deve ser feito, obrigatoriamente, dentro da área de estudo do
estagiário. O programa de estágio deve oferecer uma oportunidade efetiva de
aprendizado e vivência no mundo profissional. Esta é uma fase de desenvolvimento
profissional e amadurecimento para os estudantes.
Os estágios podem ser divididos em duas modalidades principais: Estágio
curricular obrigatório e Estágio curricular não obrigatório. Estágio curricular
obrigatório compõe-se de disciplina obrigatória da grade curricular de cursos
técnicos e de terceiro grau. Isso significa que o estudante não consegue se formar
se não tiver concluído essas disciplinas. Nesse cenário, pode até mesmo considerar
os estágios não remunerados, em que presta seus serviços de forma voluntária em
troca da vivência profissional. O aluno é, então, avaliado de acordo com o estatuto e
o regimento da instituição de ensino.
Por ser ligado à grade curricular, ele costuma acontecer em empresas que têm
parceria com a instituição de ensino e, em consequência, o estudante não
desenvolve relação trabalhista.
Da mesma forma que acontece em outras disciplinas, também há uma
avaliação do estágio. O estudante deve ter um projeto de estágio, registrar as
atividades realizadas e, apresentar um relatório para os responsáveis pela
aprovação. Além disso, os professores acompanham de perto a atuação desses
futuros profissionais, auxiliando e solucionando dúvidas quando necessário.
O Estágio curricular não obrigatório, diferentemente da modalidade anterior e
como o próprio nome indica, não é um requisito para que o estudante conquiste seu
diploma. Ou seja, é uma opção pessoal de cada um, que pode escolher enriquecer
sua formação profissional durante a prática.
Mesmo não sendo obrigatório, é uma excelente oportunidade para os alunos
que desejam conhecer mais a fundo a sua área de atuação. Além disso, o tempo
dedicado a essa atividade pode ser aceito como horas de atividades
complementares nos cursos.
111
Por não ter vínculo com a instituição de ensino, esse estágio fica
sob responsabilidade do próprio aluno — desde a fase de captação da oportunidade
até a documentação solicitada pela empresa. Logo, costuma ser remunerado, com
contratos que variam de 1 a 2 anos.
3.13 Habilidades e Competências
As habilidades estão associadas ao saber fazer: ação física ou mental que
indica a capacidade adquirida. Assim, identificar variáveis, compreender fenômenos,
relacionar informações, analisar situações-problema, sintetizar, julgar, correlacionar
e manipular são exemplos de habilidades.
Já as competências são um conjunto de habilidades harmonicamente
desenvolvidas e que caracterizam por exemplo uma função/profissão específica: ser
arquiteto, médico ou professor de química. As habilidades devem ser desenvolvidas
na busca das competências.
No campo educacional destaca-se Philippe Perrenoud nasceu na Suíça e
formou-se em Ciências Sociais. Como sociólogo, tornou-se uma grande referência
no campo da Educação com seus trabalhos desenvolvidos em torno das
competências dos educandos. No Brasil, alcança vários professores com suas ideias
inovadoras sobre a formação de professores e avaliação dos alunos, assuntos
amplamente discutidos e matéria de constantes considerações a partir de seu
enquadramento nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).
O conceito de competência não é novo. Ele começou a ser discutido mais
amplamente na área pedagógica a partir da década de 1990, destinando-se ao
ensino de crianças nas séries iniciais. No entanto, o conceito de competência
ganhou tamanha amplitude que acabou incorporado pelo meio empresarial e
industrial.
Partindo do princípio de que os seres humanos se desenvolvem pelas relações
que estabelecem com seu meio, Perrenoud vê as competências não como um
caminho, mas como um efeito adaptativo do homem às suas condições de
existência. Desse modo, cada pessoa, de maneira diferente, desenvolveria
competências voltadas para a resolução de problemas relativos à superação de uma
situação.
112
Sobre o desenvolvimento das competências, em seu livro 10 novas
competências para ensinar, Perrenoud apresenta uma lista de competências
necessárias aos professores para ensinar com base na sua teoria. São elas:
1. Organizar e dirigir situações de aprendizagem;
2. Administrar a progressão das aprendizagens;
3. Conceber e fazer evoluir dispositivos de diferenciação;
4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho;
5. Trabalhar em equipe;
6. Participar da administração escolar;
7. Informar e envolver os pais;
8. Utilizar novas tecnologias;
9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão;
10. Administrar a própria formação. (2000, pág. 14)
As Dez (10) competências Gerais da BNCC
De acordo com o Referencial Curricular do Paraná (2018 p.31). A BNCC
apresenta as Competências Gerais, entendidas, conforme Parecer nº 15/2017 da
CNE/CP, como Direitos de Aprendizagem:
1. Conhecimento: Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente
construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a
realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade
justa, democrática e inclusiva.
2. Pensamento Científico, Crítico e Criativo: Exercitar a curiosidade
intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a
reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas,
elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive
tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Repertório Cultural: Valorizar e fruir as diversas manifestações
artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas
diversificadas da produção artístico-cultural.
4. Comunicação: Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou
visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como
conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e
partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e
produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Cultura Digital: Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de
113
informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas
diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e
disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer
protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Trabalho e Projeto de Vida: Valorizar a diversidade de saberes e
vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe
possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas
alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade,
autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentação: Argumentar com base em fatos, dados e informações
confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões
comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência
socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com
posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Autoconhecimento e Autocuidado: Conhecer-se, apreciar-se e cuidar
de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para
lidar com elas.
9. Empatia e Cooperação: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de
conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e
aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e
de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem
preconceitos de qualquer natureza.
10. Responsabilidade e Cidadania: Agir pessoal e coletivamente com
autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando
decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e
solidários.
3.14 Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio
O curso de Formação de Docentes da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do
Ensino Fundamental, na modalidade Normal, em nível Médio, destinado a egressos
do Ensino Fundamental, ofertado pela rede estadual de ensino do Paraná, é um
114
curso profissionalizante que tem como objetivo formar professores para atuar como
docentes na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
A Instituição oferta o curso de Formação de docentes, a partir do ano de 2022
sendo parte do Novo Ensino Médio, como quinto itinerário formativo com duração de
três anos. Dentro deste novo formato o curso traz mudanças como: um curso em
formato integral com a sexta aula que é trabalhada em contraturno, além do estágio,
ainda uma parte da carga horária de algumas disciplinas é em formato remoto onde
os estudantes realizam as atividades pelo classroom (conforme descrito no marco
situacional – 1.1.6 Organização dos tempos e espaços).
O Colégio possui ainda turmas de segunda, terceira e quarta séries no formato
do currículo antigo, Currículo Pleno, Integrado ao Ensino Médio, com duração de 4
anos. As turmas que iniciaram neste currículo com duração de 4 anos, concluirão o
curso no mesmo formato, a conclusão da última turma ocorrerá em 2024.
O curso de Formação de Docentes, além de oportunizar aos estudantes o
contato com as disciplinas da base nacional comum, que permite o conhecimento
para a continuidade dos estudos, possibilita a formação específica e
profissionalizante para a prática docente, garantindo a articulação dos saberes
técnicos específicos de cada área, dos saberes didáticos e do saber do pesquisador.
Tem como pressupostos organizar a construção do conhecimento a partir da
integração no processo formativo das principais dimensões da vida que organizam a
prática social: o trabalho, a ciência, a cultura e a tecnologia.
3.15 Novo Ensino Médio
O Ensino Médio é a etapa final da Educação Básica, direito público subjetivo de
todo cidadão brasileiro. Todavia, a realidade educacional do País tem mostrado que
essa etapa representa um gargalo na garantia do direito à educação. Entre os
fatores que explicam esse cenário, destacam-se o desempenho insuficiente dos
alunos nos anos finais do Ensino Fundamental, a organização curricular do Ensino
Médio vigente, com excesso de componentes curriculares, e uma abordagem
pedagógica distante das culturas juvenis e do mundo do trabalho. Para além da
necessidade de universalizar o atendimento, outros grandes desafios do Ensino
Médio na atualidade são garantir a permanência e as aprendizagens dos
estudantes, respondendo às suas aspirações presentes e futuras.
115
Essa necessidade é identificada e explicitada nas Diretrizes Curriculares
Nacionais (DCN)52:
Com a perspectiva de um imenso contingente de adolescentes, jovens e
adultos que se diferenciam por condições de existência e perspectivas de
futuro desiguais, é que o Ensino Médio deve trabalhar. Está em jogo a
recriação da escola que, embora não possa por si só resolver as
desigualdades sociais, pode ampliar as condições de inclusão social, ao
possibilitar o acesso à ciência, à tecnologia, à cultura e ao trabalho
(BRASIL, 2011, p. 167).
Para responder a essa necessidade, mostra-se imprescindível considerar a
dinâmica social contemporânea, marcada pelas rápidas transformações decorrentes
do desenvolvimento tecnológico. Trata-se de reconhecer que as transformações nos
contextos nacional e internacional atingem diretamente as populações jovens e,
portanto, o que se demanda de sua formação para o enfrentamento dos novos
desafios sociais, econômicos e ambientais, acelerados pelas mudanças tecnológicas
do mundo contemporâneo.
Nesse cenário cada vez mais complexo, dinâmico e fluido, as incertezas
relativas às mudanças no mundo do trabalho e nas relações sociais representam um
grande desafio para a formulação de políticas e propostas de organização
curriculares para a Educação Básica, em geral, e para o Ensino Médio, em
particular. Esse desafio implica, em primeiro lugar, a necessidade de não
caracterizar o público dessa etapa como um grupo homogêneo, nem conceber a
“juventude” como mero rito de passagem da infância à maturidade. Afinal, os jovens
não são simples “adultos em formação”. Ao contrário, como já explicitam as DCN, é
fundamental reconhecer
A juventude como condição sócio-histórico-cultural de uma categoria de
sujeitos que necessita ser considerada em suas múltiplas dimensões, com
especificidades próprias que não estão restritas às dimensões biológica e
etária, mas que se encontram articuladas com uma multiplicidade de
atravessamentos sociais e culturais, produzindo múltiplas culturas juvenis
ou muitas juventudes (BRASIL, 2011, p. 155; ênfase adicionada).
Trata-se, portanto, de adotar uma noção ampliada e plural de juventude,
entendida como diversa, dinâmica e participante ativa do processo de formação que
deve garantir sua inserção autônoma e crítica no mundo. As juventudes estão em
constante diálogo com outras categorias sociais, encontram-se imersas nas
116
questões de seu tempo e têm importante função na definição dos rumos da
sociedade.
Considerar que há juventudes implica organizar uma escola que acolha as
diversidades e que reconheça os jovens como seus interlocutores legítimos sobre
currículo, ensino e aprendizagem. Significa, ainda, assegurar aos estudantes uma
formação que, em sintonia com seus percursos e histórias, faculte-lhes definir seus
projetos de vida, tanto no que diz respeito ao estudo e ao trabalho como também no
que concerne às escolhas de estilos de vida saudáveis, sustentáveis e éticos.
Nesse sentido, cabe às escolas de Ensino Médio contribuir para a formação de
jovens críticos e autônomos, entendendo a crítica como a compreensão informada
dos fenômenos naturais e culturais, e a autonomia como a capacidade de tomar
decisões fundamentadas e responsáveis. Para acolher as juventudes, as escolas
devem proporcionar experiências e processos intencionais que lhes garantam as
aprendizagens necessárias e promover situações nas quais o respeito à pessoa
humana e aos seus direitos sejam permanentes.
Em lugar de pretender que os jovens apenas aprendam o que já sabemos, o
mundo deve lhes ser apresentado como campo aberto para investigação e
intervenção quanto a seus aspectos sociais, produtivos, ambientais e culturais.
Desse modo, a escola os convoca a assumir responsabilidades para equacionar e
resolver questões legadas pelas gerações anteriores, valorizando o esforço dos que
os precederam e abrindo-se criativamente para o novo.
Nesse contexto, para atender às necessidades de formação geral
indispensáveis ao exercício da cidadania e responder à diversidade de expectativas
dos jovens quanto à sua formação, torna-se imprescindível reinterpretar, à luz das
diversas realidades do Brasil, as finalidades do Ensino Médio estabelecidas pela Lei
de Diretrizes e Bases da Educação (LDB, Art. 35)53:
I – a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no
ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;
II – a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para
continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade
a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;
III – o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a
formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do
pensamento crítico;
IV – a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos
produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada
disciplina.
117
Para cumprir essas finalidades, a escola que acolhe as juventudes tem de
garantir o prosseguimento dos estudos a todos aqueles que assim o desejarem,
promovendo a educação integral dos estudantes no que concerne aos aspectos
físicos, cognitivos e socioemocionais (LDB, Art. 35-A, § 7º), por meio:
• da firme convicção na capacidade que todos os estudantes têm de aprender e
de alcançar objetivos que, à primeira vista, podem parecer além das suas
possibilidades;
• da construção de “aprendizagens sintonizadas com as necessidades, as
possibilidades e os interesses dos estudantes e, também, com os desafios da
sociedade contemporânea”, como definido na Introdução desta BNCC (p. 14);
• do favorecimento à atribuição de sentido às aprendizagens, por sua
vinculação aos desafios da realidade e pela explicitação dos contextos de produção
e circulação dos conhecimentos;
• do estímulo ao desenvolvimento de suas capacidades de abstração, reflexão,
interpretação, proposição e ação, essenciais à autonomia pessoal, profissional,
intelectual e política e do estímulo ao protagonismo dos estudantes em sua
aprendizagem e na construção de seus projetos de vida; e
• da promoção de atitudes cooperativas e propositivas para o enfrentamento
dos desafios da comunidade, do mundo do trabalho e da sociedade em geral.
Em relação à preparação básica para o trabalho, que significa promover o
desenvolvimento de competências que possibilitem aos estudantes inserir-se de
forma ativa, crítica, criativa e responsável em um mundo do trabalho cada vez mais
complexo e imprevisível, os projetos pedagógicos e os currículos escolares precisam
se estruturar de maneira a:
• explicitar que o trabalho produz e transforma a cultura e modifica a natureza;
• relacionar teoria e prática ou conhecimento teórico e resolução de problemas
da realidade social, cultural ou natural;
• revelar os contextos nos quais as diferentes formas de produção e de
trabalho ocorrem, sua constante modificação e atualização nas sociedades
contemporâneas, em especial no Brasil; e
• explicitar que a preparação para o mundo do trabalho não está diretamente
ligada à profissionalização precoce dos jovens – uma vez que eles viverão em um
mundo com profissões e ocupações hoje desconhecidas, caracterizado pelo uso
intensivo de tecnologias –, mas à abertura de possibilidades de atuação imediata, a
118
médio e a longo prazos e para a solução de novos problemas.
Tendo em vista a construção de uma sociedade mais justa, democrática e
inclusiva, condição para a cidadania e para o aprimoramento do educando como
pessoa humana, as escolas devem se constituir em espaços que permitam aos
estudantes valorizar:
• a não violência e o diálogo, possibilitando a manifestação de opiniões e
pontos de vista diferentes, divergentes ou conflitantes;
• o respeito à dignidade do outro, favorecendo o convívio entre diferentes;
• o combate às discriminações e às violações a pessoas ou grupos sociais;
• a participação política e social; e
• a construção de projetos pessoais e coletivos, baseados na liberdade, na
justiça social, na solidariedade e na sustentabilidade.
Por fim, mas não menos importante, a escola que acolhe as juventudes tem de
explicitar seu compromisso com os fundamentos científico-tecnológicos da produção
dos saberes, promovendo, por meio da articulação entre diferentes áreas do
conhecimento:
• a compreensão e a utilização dos conceitos e teorias que compõem a base
do conhecimento científico, e dos procedimentos metodológicos e suas lógicas;
• o reconhecimento da necessidade de continuar aprendendo e aprimorando
seus próprios conhecimentos;
• a apropriação das linguagens das tecnologias digitais e a fluência em sua
utilização; e
• a apropriação das linguagens científicas e sua utilização na comunicação e
na disseminação desses conhecimentos.
Nesse contexto de diversidade, mostra-se imperativo, como já previsto nas
recomendações definidas pelo Conselho Nacional de Educação, no Parecer
CNE/CP nº 11/200954:
– Estimular a construção de currículos flexíveis, que permitam itinerários
formativos diversificados aos alunos e que melhor respondam à
heterogeneidade e pluralidade de suas condições, interesses e aspirações,
com previsão de espaços e tempos para utilização aberta e criativa.
– Promover a inclusão dos componentes centrais obrigatórios previstos na
legislação e nas normas educacionais, e componentes flexíveis e variáveis
de enriquecimento curricular que possibilitem, efetivamente, desenhos e
itinerários formativos que atendam aos interesses e necessidade dos
estudantes.
119
Na direção de substituir o modelo único de currículo do Ensino Médio por um
modelo diversificado e flexível, a Lei nº 13.415/201755 alterou a LDB,
estabelecendo, no Art. 36, que
O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum
Curricular e por itinerários formativos, que deverão ser organizados por
meio da oferta de diferentes arranjos curriculares, conforme a relevância
para o contexto local e a possibilidade dos sistemas de ensino, a saber:
I – linguagens e suas tecnologias;
II – matemática e suas tecnologias;
III – ciências da natureza e suas tecnologias;
IV – ciências humanas e sociais aplicadas;
V – formação técnica e profissional.
Essa nova estrutura valoriza o protagonismo juvenil, uma vez que prevê a
oferta de variados itinerários formativos para atender à multiplicidade de interesses
dos estudantes: o aprofundamento acadêmico e a formação técnica profissional.
Além disso, ratifica a organização do Ensino Médio por áreas do conhecimento, sem
referência direta a todos os componentes que tradicionalmente compõem o currículo
dessa etapa.
Assim, considerando as finalidades do Ensino Médio e seu público, as
exigências de qualidade na formação das novas gerações e as determinações do
marco legal, é necessário que os sistemas de ensino, as redes escolares e as
escolas possam orientar seus currículos e propostas pedagógicas para colocar as
demandas das juventudes em diálogo com os contextos locais – que são diversos
no imenso território brasileiro e estão em permanente transformação social, cultural,
política, econômica e tecnológica –, em articulação com os cenários nacional e
internacional.
120
4. OBJETIVOS E METAS
Na gestão escolar os grandes objetivos devem vir acompanhados de metas
claras e exequíveis a fim de que o Plano de Ação da instituição seja praticado de
forma articulada.
Objetivo: Manter bons índices de frequência dos estudantes da Instituição
Metas:
● Atingir e manter o percentual de 85% de frequência;
● Monitorar diariamente a frequência escolar por meio do BI Presente na
Escola;
● Comunicar à comunidade escolar a importância da frequência para a
aprendizagem;
● Promover campanhas na escola mobilizando os estudantes e suas famílias
em prol da manutenção da assiduidade
Objetivo: Aprimorar progressivamente a qualidade da aprendizagem dos
estudantes
Metas:
● Planejar ações pedagógicas coerentes a fim de recompor as aprendizagens
(Currículo Priorizado);
● Acompanhar periodicamente os níveis de aprendizagem atingidos pelos
estudantes, intensificando as ações que impactam na melhoria dos resultados
de aprovação;
● Envolver a comunidade escolar nos processos de avaliação externa;
● Instigar o protagonismo dos estudantes na conscientização de seus pares
sobre a contribuição e participação efetiva nas avaliações externas (Prova
Paraná e Prova Paraná Mais);
● Avaliar as habilidades e competências desenvolvidas pelos estudantes e
intervir a tempo para superar possíveis dificuldades;
● Incluir estudantes no PMA - Programa Mais Aprendizagem, atendendo à
prerrogativas do programa;
● Utilizar os recursos pedagógicos disponíveis, tais como, as plataformas
digitais, o RCO+ aulas e livros didáticos.
121
Objetivo: Garantir a permanência dos estudantes na escola, reduzindo
progressivamente a evasão escolar.
Metas:
● Levantar informações sobre a evasão escolar na instituição de ensino;
● Comparar os indicadores de frequência ao longo do tempo (ano a ano, a cada
período avaliativo) a fim de que a gestão avalie e encaminhe ações assertivas
que atendam à necessidade de seu contexto escolar;
● Promover ações que garantam que a comunidade escolar tenha
conhecimento sobre o preceitos legais que visam a proteção do direito à
aprendizagem das crianças e adolescentes, assim como, possíveis sanções
caso não sejam respeitados;
● Realizar ações de busca ativa visando o retorno do estudante à escola;
● Registrar no Sistema Educacional da Rede de Proteção - SERP as duas
buscas ativas realizadas pela escola, após esgotados os esforços;
● Apresentar o caso aos equipamentos da Rede de Proteção à Criança e ao
Adolescente, encaminhar para manutenção das medidas protetivas à criança
e adolescente no combate ao abandono escolar.
Objetivo: Propiciar de forma sistemática a apropriação do conhecimento acumulado
pela humanidade;
Metas:
● Planejar ações pedagógicas coerentes priorizando o conhecimento
sistematizado;
● Acompanhar periodicamente os níveis de aprendizagem atingidos pelos
estudantes, intensificando as ações que impactam na melhoria da
aprendizagem;
● Incluir estudantes que necessitem em programas de apoio à aprendizagem;
122
5 - ELEMENTOS OPERACIONAIS
O Planejamento é um processo contínuo de conhecimento e análise da
realidade escolar em busca da solução de problemas no propósito de tomada de
decisões. É intrínseco ao planejamento possibilitando a revisão, a correção e o
redirecionamento das ações. Ele indica o caminho a seguir, antecipando resultados,
uma vez que articula objetivos e elementos para atingi-los, como as estratégias, os
recursos e os responsáveis. Assim, definem-se ações de curto, médio e longo prazo,
nas perspectivas pedagógica, administrativa e político-social.
A elaboração do Projeto Político-Pedagógico acontece na inter-relação entre
os marcos (diagnóstico/fundamentos/planejamento), o que refletirá na efetiva
execução das ações assumidas coletivamente. Neste marco define-se as
proposições de ações voltadas às situações identificadas que se estabeleceu a
intencionalidade. É o momento de indicar como chegar a um projeto de escola
político e pedagógico.
O Plano de Ação compõe-se de elementos específicos que visam ao
enfrentamento das fragilidades e às metas/objetivos da instituição de ensino, bem
como aos elementos comuns (procedimentos) que atendem as normatizações
internas e a legislação vigente.
O plano de ação estabelecerá prioridades, para que de fato seja realizável no
período de tempo de que se dispõe. Será constantemente acompanhado pela
equipe diretiva e pedagógica, bem como, reavaliado pelo coletivo escolar, na
perspectiva de atingir as metas/objetivos previamente estabelecidos.
5.1 Elementos ESPECÍFICOS (no Plano de Ação):
Plano de Ação da Instituição
123
COLÉGIO ESTADUAL PROFESSOR GILDO ALUÍSIO SCHUCK
ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E NORMAL
_______________________________________________________________________________________
Rua General Espírito Santo, 552 – Centro Fone/Fax: (42) 36352554/ 36352444
E-mail: ljsgildoschuck@[Link] CEP: 85301-170 Laranjeiras do Sul
PLANO DE AÇÃO DO COLÉGIO
Frentes de Ação Detalhamento Meta(s) e Prazo Responsável (is)
Atuação
- Orientação aos alunos - Conversa e orientação aos estudantes - Durante todo - Coletivo
(palestras com promotor, quanto à importância da frequência para obter o ano letivo escolar
delegado); resultados positivos;
Frequência - Contato com as - Palestras; - Professores
famílias ou responsáveis - Registro diário da frequência (RCO);
(reuniões); - Reunião com responsáveis para orientação - Equipe
- Busca ativa; sobre a legislação e o compromisso com a Pedagógica
- Registros no SERP frequência escolar;
(Sistema Estadual da - A equipe pedagógica entrará em contato com - Direção
Rede de Proteção) a família através de telefonemas, mensagens
via whatsApp, reunião com pais e visita
domiciliar, para verificar atrasos e faltas;
- Acompanhamento da freqüência através do
relatório diário do programa “Presente na
escola”;
- Registro dos casos necessários no SERP.
124
Registro diário da - O professor é responsável por comunicar a - Durante todo - Coletivo
frequência no RCO equipe pedagógica quando o estudante o ano letivo escolar
Abandono - Reuniões apresentar 5 faltas consecutivas ou 7 faltas
escolar - Busca ativa através de alternadas; - Professores
conversa com as - Realizar reuniões trimestrais com os
famílias; responsáveis para fortalecer o vínculo com o - Equipe
- Acolhimento do colégio Pedagógica
estudante no retorno ao - A equipe pedagógica entrará em contato com
Colégio. a família via telefone para verificar atrasos e - Direção
- Registros no SERP faltas e quando não tiver sucesso nas ligações,
(Sistema Estadual da irá realizar a busca ativa junto com a direção
Rede de Proteção) realizando visita a casa do aluno, para
investigar o que está acontecendo e o que
pode ser feito;
- Conversar com a família dos estudantes;
- Conversa e orientação aos estudantes quanto
à importância dos estudos;
- Após o Colégio tomar todas as medidas e não
obter êxito encaminhar para rede de proteção,
para que outros órgão auxiliem;
- No retorno do aluno acolher o mesmo,
auxiliando a organizar os conteúdos que
perdeu no período de faltas, elaboração de um
plano de estudos e proporcionando atividades
avaliativas quando necessário.
125
- Nivelamento - No início do trimestre os professores - Durante todo - Coletivo
- Programa mais realizarão o nivelamento da aprendizagem dos o ano letivo escolar
Aprendizagem aprendizagem; estudantes, bem como o planejamento
- Retomada de conteúdos planejar atividades de recuperação de - Professores
- Leitura conteúdos;
- Implementação de um - Sondagem da aprendizagem dos estudantes, - Equipe
projeto de leitura; verificando as dificuldades para Pedagógica
- Noite literária; encaminhamentos aos programas disponíveis
- Pré Conselho e Pós no colégio; - Direção
Conselho - Realização da retomada de conteúdos após a
- Entrega de Boletins realização das provas e antes da recuperação.
- Parceria com as - Retomada de conteúdos não apreendidos
universidades; pelos estudantes durante as aulas.
- Programa Se Liga - Será realizada ampla divulgação do acervo de
livros disponíveis na biblioteca do colégio e da
Plataforma Leia Paraná ;
- A equipe escolar idealizou um projeto de
leitura que funciona semanalmente envolvendo
todo coletivo escolar.
- Será realizado o pré-conselho e
pós-conselho;
- Realização de entrega de boletins aos
responsáveis ao final dos trimestres;
- Busca de parceria com as universidades para
a realização de oficinas;
- Implementação do programa Se Liga nos
casos necessários.
126
PLANO DE AÇÃO DA GESTÃO
COLÉGIO ESTADUAL PROFESSOR GILDO ALUÍSIO SCHUCK
ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E NORMAL
Rua General Espírito Santo, 552 - Centro Fone/ Fax: (042) 3635 2554/ 3635 2444
E-mail: ljsgildoschuck@[Link] CEP 85301-170 Laranjeiras do Sul - Paraná
Frente de Atuação Ação Detalhamento Meta(s) e Prazo Responsável (is)
Frequência Escolar - Orientação aos - Conversa e orientação aos estudantes - Durante todo - Direção
alunos (palestras quanto à importância da frequência para o ano letivo - Direção auxiliar
com promotor, obter resultados positivos;
delegado); - Palestras;
- Contato com as - Reunião com responsáveis para
famílias ou orientação sobre a legislação e o
responsáveis compromisso com a frequência escolar;
(reuniões); - Busca ativa, incluindo visitas
- Busca ativa; domiciliares.
- Registros no SERP - Acompanhamento diário da frequência
(Sistema Estadual da através do relatório diário do programa
Rede de Proteção) “Presente na escola” e BI;
- Registro dos casos necessários no
SERP.
Diminuição do Melhorar o contato - Visita domiciliar em casos de alunos - Durante todo o - Direção
Abandono com os responsáveis faltosos quando não conseguir contato via ano letivo - Direção auxiliar
127
telefone;
Acionar o Conselho
Tutelar em caso de - Conversa com a família dos estudantes;
não contato com a
família - Conversa e orientação aos estudantes
quanto à importância dos estudos;
- Busca ativa através
de conversa com as - Acompanhamento da frequência através
famílias; do relatório diário do programa “Presente na
escola”;
Acompanhamento
dos alunos - Aos estudantes que apresentarem
dificuldades econômicas na aquisição de
- Conversa com o materiais, bem como carteirinha de
aluno; estudante, agenda e uniformes a direção
fornecerá aos mesmos com fundos da
- Observar com mais APMF.
cuidado os alunos
faltosos. - Ao início de cada turno letivo será servido
um pequeno lanche;
- Doação de
materiais, uniforme e - No retorno do aluno acolher o mesmo;
carteirinha estudantil
aos alunos com
dificuldade para
adquirir os mesmos.
- Servir um lanche na
128
hora de chegada dos
estudantes.
- Acolhimento do
estudante no retorno
ao Colégio.
Melhoria da - Nivelamento. - Incentivar o nivelamento e retomada de - Durante todo o - Direção
Aprendizagem conteúdos quando necessário; ano letivo - Direção auxiliar
- Retomada de
Conteúdos. - Acompanhamentos dos Conselhos de
classe;
- Participação em
todas as fases do - Realização de entrega de boletins aos
Conselho de Classe; responsáveis ao final dos trimestres;
- Incentivo a - Busca ativa pelas famílias, realização de
participação dos atividade envolvendo as famílias - jantar;
estudantes na Sala de
Recursos e Programa - Realização da retomada de conteúdos
Mais Aprendizagem; após a realização das provas e antes da
recuperação.
- Incentivo aos
professores para - Orientação aos alunos e encaminhamento
realização de das atividades
atividades
diferenciadas; - Será realizada ampla divulgação dos livros
novos adquiridos ou recebidos no colégio;
- Incentivo a grupos - Busca de parceria com as universidades
de estudos Grupo de para a realização de oficinas e atividades
129
estudos e Programa de reforço escolar;
Aluno Monitor.
- Reunião com pais.
Incentivo à leitura e
escrita em todas as
disciplinas
Parceria com as
universidades.
LIDERANÇA
· Estimular uma participação onde todos os envolvidos são chamados a envolver-se de forma atenta consciente das opiniões e
sugestões, demandando tomada de decisões no acompanhamento, na execução e avaliação dos resultados.
· Propiciar o envolvimento e a participação das instâncias colegiadas no processo de planejamento e decisão por meio de reuniões
periódicas.
· Dar retorno às Instâncias sobre as ações realizadas e também aquelas que virão.
· Acolhimento do Grêmio Estudantil e proporcionar momentos de formação das instâncias colegiadas para juntos participar.
· Propiciar a integração entre os profissionais dos diferentes setores da escola, pais, alunos e comunidade escolar em geral, visando
o respeito e a compreensão de que o coletivo da escola é composto de cada segmento.
INFRAESTRUTURA (GESTÃO FINANCEIRA)
· Os recursos do Fundo Rotativo e PDDE são investidos de acordo com as orientações da mantenedora, priorizando a
aquisição de materiais e equipamentos visando à melhoria do trabalho pedagógico e administrativo.
· Nesta gestão priorizou-se a aquisição de equipamentos/materiais para impressão de atividades, simulados, nivelamentos e
revisões de conteúdos. Consideramos que este foi um dos fatores que contribuiu para que o colégio fosse premiado com certificado
de reconhecimento na prova Paraná Mais em nível de Ensino Médio.
· Com relação ao Projeto Escola Bonita, foi feita reunião com a APMF, apresentado a necessidade do término da pintura do
130
colégio e da biblioteca do colégio.
· Prestação de Contas desta gestão foram todas entregues em tempo hábil e devidamente aprovadas e assim pretende-se
continuar.
· Além dos recursos que a Instituição recebe via mantenedora, também realiza junto a APMF diversas atividades com fins
lucrativos, jantares, sarau, venda de pizzas, onde mobiliza a comunidade escolar, estes são investimentos para melhoria no colégio
visando à qualidade do ensino. Reforma da sala dos professores, secretaria e direção, que é uma de nossas metas e outras
pequenas reformas.
· Para este ano, pretendemos adquirir mais alguns projetores para as salas de aula, efetuar a compra de alguns equipamentos
de ar condicionados. Realizaremos alguns projetos juntos a instituições públicas como privadas, para aquisição de ar condicionado.
Bem como faremos pedidos junto a FUNDEPAR.
131
COLÉGIO ESTADUAL PROFESSOR GILDO ALUÍSIO SCHUCK
ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E NORMAL
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Rua General Espírito Santo, 552 – Centro Fone/Fax: (42) 36352554/ 36352444
E-mail: ljsgildoschuck@[Link] CEP: 85301-170 Laranjeiras do Sul
PLANO DE AÇÃO – EQUIPE PEDAGÓGICA
Apresentação
O Plano de Ação do pedagogo é um documento que servirá de apoio para a construção do planejamento anual com base
nos regulamentos constitucionais e na legislação educacional em vigor, atendendo as necessidades da escola. Está articulado
com todos os segmentos da comunidade escolar e demais órgãos do sistema de ensino e servirá de apoio para a realização das
ações educativas junto às Unidades Escolares. Não é um documento pronto, mas um norte para auxiliar no processo educativo e
nas ações contempladas e definidas no Projeto Político Pedagógico e no Regimento Escolar.
Frentes de Ação Detalhamento Meta(s) e Prazo Responsável
Atuação (is)
132
- Acompanhamento da - Conversa e orientação aos estudantes quanto à - Durante todo o - Equipe
frequência escolar; importância da frequência para obter resultados ano letivo Pedagógica
Frequência positivos;
Orientação Coletiva à
estudantes e - Acompanhamento da frequência através do
pais/responsáveis sobre a programa “Presente na escola”, RCO e Power BI;
importância da frequência
escolar; - Reunião com responsáveis para orientação
sobre a legislação e o compromisso com a
- Orientação individual e frequência escolar;
registro de orientação em
casos de estudantes faltosos; - A equipe pedagógica entrará em contato com a
família através de telefonemas, mensagens via
- Contato com as famílias whatsApp, convocação de pais para reunião,
(busca ativa) através de envio de comunicado através de
mensagens e telefonemas; colegas/vizinhos;
- Registros no SERP (Sistema - Registro dos casos necessários no SERP (5
Estadual da Rede de faltas consecutivas ou 7 alternadas em 60 dias).
Proteção) nos casos
necessários;
133
- Acompanhar o registro diário - O professor é responsável por comunicar a - Durante todo o - Equipe
Abandono da frequência no RCO; equipe pedagógica quando o estudante ano letivo Pedagógica
escolar apresentar 5 faltas consecutivas ou 7 faltas
- Reuniões alternadas;
- Busca ativa através de - Realizar reuniões trimestrais com os
conversa com as famílias; responsáveis para fortalecer o vínculo com o
colégio
- Acolhimento do estudante no
retorno ao Colégio. - A equipe pedagógica entrará em contato com a
família via telefone para verificar atrasos e faltas
- Registros no SERP (Sistema e quando não obtiver sucesso nas ligações, os
Estadual da Rede de casos serão repassados para a direção.
Proteção)
- Conversar com a família dos estudantes;
- Conversa e orientação aos estudantes quanto à
importância dos estudos;
- Após o Colégio tomar todas as medidas e não
obter êxito encaminhar para rede de proteção,
para que outros órgãos auxiliem;
- No retorno do aluno acolher o mesmo,
auxiliando a organizar os conteúdos que perdeu
no período de faltas, elaboração de um plano de
estudos e proporcionando atividades avaliativas
quando necessário.
134
- Nivelamento - Acompanhar e auxiliar os professores no - Durante todo o - Equipe
Aprendizag processo de nivelamento da aprendizagem; ano letivo Pedagógica
em - Programa mais
aprendizagem; - Acompanhar o processo de sondagem da
aprendizagem dos estudantes, verificando as
- Retomada de conteúdos dificuldades para encaminhamentos aos
programas disponíveis no colégio;
- Leitura
- Incentivar e acompanhar os professores na
- Pré Conselho e Pós realização da retomada de conteúdos após a
Conselho realização das provas e antes da recuperação.
- Entrega de Boletins - Acompanhar os registros no RCO;
- Parceria com as - Realização de pré-conselho e pós-conselho;
universidades;
- Realização de entrega de boletins aos
- Programa Se Liga responsáveis ao final dos trimestres;
- Busca de parceria com as universidades para a
realização de oficinas;
- Acompanhamento do programa Se Liga nos
casos necessários.
Ações/ funções da Equipe pedagógica:
● Coordenar a elaboração coletiva e acompanhar a efetivação do projeto
político-pedagógico e do plano de ação da escola;
● Coordenar o processo coletivo de elaboração e aprimoramento do Regimento
Escolar da escola, garantindo a participação democrática de toda a comunidade
escolar;
● Coordenar, junto à direção, o processo de distribuição de aulas e disciplinas a partir
de critérios legais, pedagógico-didáticos e da proposta pedagógica da escola;
● Participar e intervir, junto à direção, da organização do trabalho pedagógico escolar
no sentido de realizar a função social e a especificidade da educação escolar;
● Coordenar a construção coletiva e a efetivação da proposta curricular da escola, a
partir das políticas educacionais da SEED/PR
● Acompanhar a efetivação do plano de trabalho docente na sala de aula, auxiliando o
professor a realizar alterações sempre que necessário.
● Preparar, organizar e coordenar a Formação Continuada oferecida SEED, com a
finalidade da realização e o aprimoramento do trabalho pedagógico escolar.
● Promover e coordenar reuniões pedagógicas e grupos de estudo para reflexão e
aprofundamento de temas relativos ao trabalho pedagógico e para a elaboração de
propostas de intervenção na realidade da escola;
● Coordenar a organização do espaço-tempo escolar a partir do projeto
político-pedagógico e da proposta curricular da escola, na elaboração do calendário
letivo, na formação de turmas, na definição e distribuição do horário semanal das
aulas e disciplinas.
● Acompanhar a avaliação do trabalho pedagógico escolar pela comunidade interna e
externa; apresentar propostas, alternativas para o desenvolvimento e o
aprimoramento do trabalho pedagógico escolar, conforme o projeto
político-pedagógico, a proposta curricular e o plano de ação da escola e as políticas
educacionais da SEED;
● Participar da organização da biblioteca assim como do processo de aquisição de
livros, revistas, fomentando ações de incentivo à leitura;
● Acompanhar e organizar a Hora Atividade do professor e do coletivo, orientando sua
prática pedagógica de maneira a garantir que esse espaço-tempo seja de
reflexão-ação sobre o processo pedagógico desenvolvido em sala de aula;
● Elaborar juntamente com o coletivo de professores, projetos de recuperação de
estudos a partir das necessidades de aprendizagem identificadas em sala de aula,
bem como plano de estudo para alunos com matrículas tardias, de modo a garantir
as condições básicas para que o processo de socialização do conhecimento
científico e de construção do saber realmente se efetive;
● Organizar a realização dos pré-conselhos, conselhos de classe e pós-conselho de
forma a garantir um processo coletivo de reflexão-ação sobre o trabalho pedagógico
desenvolvido pela escola e em sala de aula, além de coordenar a elaboração de
propostas de intervenção decorrentes desse processo, apresentando os dados
obtidos no trimestre, à comunidade escolar
● Desenvolver projetos que promovam a interação escola-comunidade, de forma a
ampliar os espaços de participação, proporcionando aos estudantes oportunidades
de participar de aulas extras com objetivos de recuperar defasagens de conteúdo.
● Participar do Conselho Escolar para a tomada de decisões realizadas no interior da
escola subsidiando as discussões e reflexões acerca da organização e efetivação do
trabalho escolar; propiciando o desenvolvimento da representatividade dos alunos e
sua participação nos diversos momentos e órgãos colegiados da escola;
● Promover a construção de estratégias pedagógicas de superação de todas as
formas de discriminação, preconceito e exclusão social e de ampliação do
compromisso ético-político com todas as categorias e classes sociais;
● Fazer levantamento dos alunos com necessidades educacionais especiais
proporcionando a flexibilização curricular, conforme o Projeto Político Pedagógico,
Regimento e Regulamento interno da Instituição;
● Observar os preceitos constitucionais, a legislação educacional em vigor e o
Estatuto da Criança e do Adolescente, como fundamentos da prática educativa;
● Acompanhar a frequência escolar dos alunos, contatando as famílias e
encaminhando aos órgãos competentes. Acionar o serviço de proteção à criança e
ao adolescente. Elaborar e enviar relatórios para o Conselho Tutelar e Promotoria
dos alunos;
● Análise do Power BI.
Metodologia
As ações são desenvolvidas juntamente com a direção e com todo o coletivo
da Instituição de Ensino, em reuniões periódicas, para discussão e análise dos
problemas constatados. Nessas reuniões, são deliberadas ações e o planejamento
das possíveis soluções para que realmente a gestão democrática se efetive.
Avaliação
A avaliação é um instrumento que nos permite diagnosticar o trabalho
pedagógico, bem como o rendimento dos alunos nos levando à reflexão da prática
pedagógica para a retomada do trabalho educativo realizado.
As ações propostas devem contemplar o que está proposto no Projeto Político
Pedagógico da Instituição e regulamentado pelo Regimento Escolar, para que as
dificuldades sejam superadas.
A avaliação consiste num trabalho progressivo e cooperativo entre a direção,
coordenação pedagógica e o corpo docente, integrados no diagnóstico dos
problemas que interferem no processo ensino-aprendizagem,
Esta avaliação será contínua e progressiva feita através da análise do plano
elaborado, para verificar se os objetivos foram alcançados. Estas ações serão
observadas direta e indiretamente para verificar as atividades desenvolvidas com
fichas de acompanhamento, estatísticas, análise dos dados coletados, reflexão e
conclusão.
A abrangência dos objetivos propostos neste plano não depende somente da
atuação do Pedagogo, mas também, do apoio da Direção da Escola, da aceitação e
compromisso dos professores e do envolvimento de toda a comunidade escolar.
Portanto, é preciso conquistar a confiança de todos, proporcionando assim, maior
integração entre escola e comunidade. Somente assim haverá êxito na implantação
deste Plano de Ação.
Referências
SAVIANI, D. Escola e Democracia II, Para além da teoria da curvatura da vara. In:
SAVIANI, D. Escola e Democracia: teorias da educação, curvatura da vara, onze
teses sobre educação e política. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1988, p.
69-89.
PARO, V. H. Administração escolar: introdução crítica. São Paulo: Cortez:
Autores Associados, 1991.
__________. Gestão democrática da escola pública. São Paulo, SP: Ática, 1997.
Projeto Político Pedagógico do Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck –
2017.
Regimento Escolar do Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck – 2018.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional, LDB 9.394, de 20 de Dezembro de 1996.
BRASIL. Constituição Federal. 1988.
Acompanhamento da frequência escolar
A evasão escolar necessita ser combatida por toda a sociedade, em especial,
pela comunidade escolar e órgãos responsáveis por zelar pelos direitos das crianças
e adolescentes de frequentar a escola e ter o acesso ao saber sistematizado e
produzido historicamente pela humanidade.
Uma série de fatores de ordem social e pedagógica contribuem com o
problema da evasão escolar. Entre eles: o trabalho infantil, a longa distância entre a
escola e a casa do aluno, constantes mudanças de endereço, reprovações,
dificuldades de aprendizagem, situações de violência física ou psicológica, de
exploração sexual, gravidez precoce, uso e tráfico de drogas e álcool, conflitos de
grupos, negligência e falta de incentivo familiar e a necessidade de trabalhar para
auxiliar no sustento da família, fazem parte da realidade de nossos alunos e acabam
interferindo no processo ensino e aprendizagem.
A comunidade escolar preocupa-se em tomar medidas necessárias para o
enfrentamento a este problema, agindo de acordo com as orientações do Programa
de Enfrentamento ao Abandono Escolar.
As ações desenvolvidas pela Instituição, após a informação do professor de
que o aluno está faltando, a Equipe Pedagógica entra em contato com a família para
averiguar o motivo da evasão, solicitando que o mesmo retorne às aulas. Caso isso
não ocorra e não havendo uma justificativa por parte dos familiares, ou a não
localização do aluno é realizado o registro do caso de abandono no sistema (SERP)
Sistema Educacional da Rede de Proteção.
Quanto à evasão, vale destacar que, apesar de todas as medidas adotadas, há
situações não resolvidas onde citamos os alunos maiores de 18 anos e que
envolvem muitas questões pedagógicas e principalmente sociais.
A Instituição desenvolve também projetos no sentido de estimular os
estudantes a obterem um bom desempenho escolar, bem como a permanência e
sucesso no ambiente educativo. Uma das preocupações da gestão escolar é
desenvolver projetos de enfrentamento ao abandono escolar, com atividades
diferenciadas, palestras que são desenvolvidas pelos profissionais do colégio,
visando o pleno funcionamento da Instituição escolar.
SERP – Sistema Educacional da Rede de Proteção
O SERP é o sistema para registro dos casos de infrequência, nele é feito o
preenchimento e fluxo dos encaminhamentos previstos do Programa de Combate ao
Abandono Escolar. O sistema substitui os anexos do Caderno, permitindo a
tramitação dos casos de infrequência na Rede de Proteção de forma on-line,
eliminando as fichas fí[Link] instituições de ensino, em parceria com a Rede de
Proteção à Criança e ao Adolescente, buscam garantir o direito à educação de
crianças e adolescentes matriculados nas escolas estaduais por meio do Programa
de Combate ao Abandono Escolar. O programa implementa mecanismos de
prevenção e combate ao abandono e à evasão escolar, evitando faltas frequentes e
efetivando o direito à educação para todos os estudantes da Rede Pública Estadual
do Paraná.
Como se efetivam as ações no Colégio? Todo estudante menor que falte 5 dias
consecutivos ou, em até 2 meses, 7 dias alternados, sem justificativas, é incluído no
Programa de Combate ao Abandono Escolar pelo Sistema Educacional da Rede de
Proteção - SERP.
O Colégio realiza a busca ativa desses estudantes que se evadiram através de
telefonemas, envio de mensagens via redes sociais, contato, visita domiciliar e
reunião com os responsáveis. Se não obtêm sucesso, encaminham-se os casos
para os órgãos de proteção dos direitos da criança e do adolescente, como o
Conselho Tutelar. Se as medidas aplicadas pelo Conselho Tutelar não resultarem no
retorno do estudante à escola, os casos são encaminhados ao Ministério Público e
ao Poder Judiciário.
Programa Presente na Escola
O Programa Presente na Escola consiste em um conjunto de estratégias de
acompanhamento de frequência e combate ao abandono a serem implementadas
pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED). As estratégias do
programa são:
Monitoramento por meio do relatório de frequência dos estudantes - O Registro
de Classe On-line gera relatórios diários de monitoramento da frequência dos
estudantes. De posse do relatório, o diretor e a equipe pedagógica podem localizar
os ausentes e realizar ações para trazê-los de volta à escola.
Relatórios gerenciais diários, mensais e semanais subsidiarão a SEED para
pensar em estratégias para melhorar a qualidade do trabalho pedagógico, o clima de
acolhimento na escola e o mapeamento de boas práticas pedagógicas e de gestão.
Dessa forma, contribui-se para a permanência dos estudantes na escola, o sucesso
no aprendizado e a consequente conclusão de sua escolaridade.
Diante dos dados do Programa a equipe pedagógica, direção e professores
realizam a busca ativa aos estudantes que estão com baixa frequência. A busca
ativa é realizada através de telefonemas, envio de mensagens via WhatsApp, envio
de bilhetes por colegas, e até visita domiciliar.
Os relatórios diários, mensais e semanais subsidiarão a instituição a pensar em
estratégias para melhorar a qualidade do trabalho pedagógico, o clima de
acolhimento na escola e o mapeamento de boas práticas pedagógicas e de gestão.
Dessa forma, contribui-se para a permanência dos estudantes na escola, o sucesso
no aprendizado e a consequente conclusão de sua escolaridade.
Articulação dos desdobramentos com a rede de proteção - Embora sejam feitos
todos os encaminhamentos, há fatores externos à escola que geram o abandono
escolar. Para esses casos, o Sistema Educacional da Rede de Proteção deve ser
acionado para a proteção da criança e do adolescente, e deverá agir no combate ao
abandono escolar. A Rede de Proteção, que conta com diversos órgãos, deverá ser
acionada após esgotados todos os esforços da escola e após constatadas cinco
faltas consecutivas ou sete alternadas em 60 dias letivos.
A Rede de Proteção é constituída por serviços da área da educação, saúde,
assistência social e segurança pública, que por meio de seus atores devem articular
ações no sentido de garantir os direitos da criança e do adolescente.
Power BI
O Power BI é uma coleção de serviços de software, aplicativos e conectores
que trabalham juntos para transformar suas fontes de dados não relacionadas em
informações coerentes, visualmente envolventes e interativas. Os dados podem
estar em uma planilha do Excel ou em uma coleção de data warehouses híbridos
locais ou baseados na nuvem. Com o Power BI, você pode se conectar facilmente a
fontes de dados, visualizar e descobrir conteúdo importante e compartilhá-lo com
todas as pessoas que quiser.
O Estado do Paraná vem utilizando esta ferramenta como uma forma de
compilar dados do Programa Presente na Escola, matrículas, indicadores,
EDUTECH, redação Paraná, Inglês Paraná e Prova Paraná, participação no SAEB,
indicadores socioeconômicos, entre outros dados.
Através dos dados representados no BI a gestão da instituição de ensino pode
identificar os pontos de atenção e definir ações estratégicas junto ao corpo escolar,
visando a melhoria dos dados apresentados.
5.2 Elementos COMUNS
5.2.1 Acompanhamento da hora-atividade
Espaço de interação, discussão e mediação, entre equipe pedagógica e
professores, com foco na implementação dos planos de aula disponibilizados no
Registro de Classe Online no uso das plataformas educacionais (Redação Paraná,
Desafio Paraná, Inglês Paraná, Matemática Paraná, Leia Paraná), na utilização de
metodologias ativas, na análise dos instrumentos avaliativos, visando à melhoria da
aprendizagem dos estudantes, considerando a realidade de cada modalidade e
segmento de ensino.
A Instrução (N.º 001/2023 – DEDUC/SEED) estabelece a organização da
hora-atividade a ser cumprida especificamente nas instituições de ensino da rede
pública estadual do Paraná. Os objetivos desta Instrução é definir que a
hora-atividade é um tempo reservado para estudo, avaliação, planejamento das
aulas em parceria com a equipe pedagógica, pesquisa, elaboração de instrumentos
avaliativos, socialização de práticas exitosas, participação de formação continuada e
reflexão junto aos seus pares sobre os pontos de atenção que interferem
diretamente no processo de ensino e aprendizagem, buscando superá-los.
O professor deverá cumprir a hora-atividade até completar a carga horária
semanal máxima permitida por turno (aulas + horas-atividade = 25),
complementando a diferença em turno contrário, com exceção do turno da noite.
Quando o professor estiver suprido em mais de uma instituição de ensino, a hora
atividade a ser cumprida deverá ser proporcional ao número de aulas de cada
instituição.
O professor que assumir aulas no turno da noite deverá obrigatoriamente
cumprir a hora-atividade no mesmo local e turno das aulas e aquele que assumir
mais de 19 aulas (até o limite de 22 aulas) no mesmo turno deverá cumprir a
hora-atividade excedente em turno contrário, caso a instituição de ensino funcione
nesse outro turno com estudantes efetivamente matriculados. Excepcionalmente, a
hora-atividade poderá ser cumprida fora da instituição de ensino em atividades
ofertadas/convocadas pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte do
Paraná..
Os professores que atuam no Atendimento Educacional Especializado ou nas
demais atividades de ampliação de jornada deverão se reunir, de forma colaborativa,
com os professores das disciplinas das turmas para elaborar, avaliar e acompanhar
continuamente o processo de ensino e aprendizagem desenvolvido nessa
modalidade.
Nas Salas de Recursos Multifuncionais as horas-atividade deverão ser
distribuídas de forma a permitir o trabalho colaborativo com o professor do ensino
comum das diferentes disciplinas e a organização do cronograma.
A equipe pedagógica organizará a hora-atividade dos professores da instituição
de ensino, de maneira a garantir que esse espaço-tempo seja utilizado em função do
processo de ensino e aprendizagem desenvolvido em sala de aula. Em parceria com
os professores, a equipe gestora organizará a hora-atividade de maneira
concentrada (sempre que possível), além de organizar e acompanhar a frequência
dos professores e atuar na reestruturação das demandas de atividades da equipe
pedagógica, de forma a priorizar o atendimento e o apoio (formativo) aos
professores.
O momento da hora atividade deve oportunizar o professor a estudar e
conhecer o Plano de Curso, permitindo maior familiaridade com o objeto de estudo
da sua disciplina, para assim poder desenvolver o plano de aula garantindo um
ensino aprendizagem mais significativo para o aluno e coerente com a formação
profissional.
O Planejamento, execução, acompanhamento e avaliação das ações a serem
executadas na hora atividade dos professores são de responsabilidade do conjunto
dos professores que vão desempenhar suas ações, sob a orientação, supervisão e
acompanhamento da Equipe Pedagógica e da Direção por isso, devem vir
acompanhadas de um processo de reflexão sobre as necessidades e possibilidades
do trabalho docente na Instituição de Ensino.
Plano de trabalho docente
O Plano de Trabalho Docente efetiva toda a prática teorizada em qualquer
projeto de ensino por meio de um encaminhamento metodológico das atividades de
complementação Curricular. Implica no registro escrito e sistematizado do
planejamento do professor, pois é na elaboração do plano diário do professor que se
configura toda a relação existente entre teoria e a prática.
O Plano contempla a seleção do conteúdo selecionado para um dado período
que, por sua vez, traz consigo a intenção de sistematizá-lo, da melhor forma
possível, para que o aprendizado seja significativo. Tal intenção é efetivada e
traduzida a partir dos critérios da avaliação.
Desta forma, o Plano de Trabalho Docente deve contemplar os elementos
essenciais para sua organização, sejam eles: conteúdos estruturantes/básicos e
específicos; justificativa ou objetivo do conteúdo; encaminhamentos metodológicos
do conteúdo e recursos didáticos; avaliação: critérios e instrumentos e referências.
Essa organização antecipa a ação do professor, organizando o tempo e o
material de forma adequada e, ao mesmo tempo, permite uma avaliação do
processo de ensino e aprendizagem.
Plataforma Redação Paraná
A Plataforma Redação Paraná é um portal usado para ajudar no ensino e
aprendizado de redação, é uma plataforma de produção textual que trabalha de
forma integrada com o professor. A inteligência artificial corrige a estrutura da língua
– Gramática e o professor fica responsável em corrigir a parte discursiva e subjetiva
da redação elaborada pelo aluno.
O objetivo da plataforma é oferecer ferramenta tecnológica adequada aos
alunos para que eles possam elaborar produções textuais cada vez melhores,
treinando, aperfeiçoando e melhorando, tanto a parte escrita, como o
desenvolvimento de ideias e argumentação no texto, visando a alcançar melhores
resultados em futuras medições e avaliações externas como o ENEM e vestibulares
em geral.
O público-alvo são alunos do Ensino Fundamental II (6º, 7º, 8º e 9º ano) e do
Ensino Médio (1ª, 2ª e 3ª séries) da rede pública estadual.
Plataforma Inglês Paraná
Considerando a relevância do ensino da Língua Inglesa no mundo
contemporâneo, em especial no que diz respeito à inserção de nossos estudantes
no mercado de trabalho e na importância de possibilitar acesso às informações
vindas de todas as partes do mundo, a partir do 3º trimestre de 2021, os estudantes
do estado do Paraná e professores de Língua Inglesa passaram a ter acesso a uma
nova ferramenta de estudo que é a Plataforma Inglês Paraná.
O objetivo desta ferramenta é favorecer o processo de ensino e aprendizagem
da Língua Inglesa no Paraná. O programa conta com uma plataforma, que oferece
um curso on-line completo de Língua Inglesa, seguindo o Quadro Comum Europeu
de Referências para Línguas (CEFR), contemplando habilidades da BNCC e
objetivos de aprendizagem previstos para cada etapa do currículo.
O público-alvo para a utilização da plataforma são Alunos do Ensino
Fundamental II (6º, 7º, 8º e 9º ano) e do Ensino Médio (1ª, 2ª e 3ª séries) da rede
pública estadual e professores da disciplina de Língua Inglesa da rede pública
estadual.
Tutoria Pedagógica
A tutoria pedagógica compõe-se de encontros presenciais semanais ou
quinzenais de acompanhamento pedagógico e formações continuadas com foco no
desenvolvimento pedagógico. Tem como objetivo melhorar o processo de ensino e
aprendizagem, combater o abandono escolar e diminuir os índices de reprovação na
rede estadual de ensino.
O projeto começou a ser implementado no ano de 2019, com
acompanhamento pedagógico semanal de 1.100 escolas estaduais. Cada unidade
de ensino é acompanhada por um técnico do Núcleo Regional de Educação (NRE)
em encontros que contribuem para a gestão escolar e o desenvolvimento de ações
pedagógicas. Esses encontros são realizados uma vez por semana, ou
quinzenalmente com as equipes pedagógica e diretiva das escolas.
O objetivo é qualificar os diretores e pedagogos e proporcionar aos professores
subsídios para elaborar uma boa aula com foco no aprendizado dos alunos.
Os tutores dos núcleos de educação também recebem suporte técnico da
Secretaria da Educação. Eles participam de oficinas de formação continuada e
recebem acompanhamento pedagógico da SEED. Os conteúdos dessas formações
são trabalhados com as equipes pedagógicas e diretivas, que utilizam essas
informações para elaborar ações que ajudem o professor a pensar práticas de
ensino que contribuam para o aprendizado dos estudantes.
5.2.2 Observação de sala de aula
A observação da sala de aula é uma prática realizada pelo gestor e equipe
pedagógica para acompanhar o trabalho do professor e ajudá-lo a aprimorar a
didática e outras dinâmicas docentes. A observação de sala de aula utilizada como
metodologia de formação continuada, visa o apoio e desenvolvimento de uma
prática pedagógica coerente com os principais desafios pedagógicos e curriculares.
A observação é desenvolvida em três etapas: antes, durante e depois, ou seja,
planejamento, acompanhamento e devolutivas.
Gestor e equipe pedagógica realizam a observação de sala de aula e realizam
o feedback formativo, a famosa devolutiva - é um recurso que ajuda a desenvolver
as competências e habilidades desejadas ao evidenciar caminhos potenciais para
melhoria. Buscamos apresentar aos professores o feedback como momento
formativo e não como ‘chamada de atenção’, desta forma haverá oportunidade de
melhorar pontos e crescer enquanto profissionais.
5.2.3 Articulação/comunicação e engajamento das famílias
A família como primeira educadora tem o dever de trabalhar valores e virtudes
na formação dos filhos para que tenham atitudes e comportamentos éticos, de forma
a se tornarem pessoas realizadas e capazes de intervir no meio em que vivem.
A sociedade vem mudando constantemente e isso faz com que a família
disponha de menos tempo na convivência com os filhos, sendo extremamente
prejudicial para a formação dos mesmos. Difícil para os pais e também para a
escola, daí a necessidade de ambos trabalharem em parceria, pois a escola e o
professor não têm condições para resolver todos os problemas dos alunos. A
essência da escola é trabalhar com o conhecimento levando o aluno a perceber a
sua capacidade de apreensão para os avanços da vida escolar e da autoestima.
Pela legislação a família tem a responsabilidade de manter os seus filhos na
escola e esta deve acompanhar a frequência e o desempenho escolar do aluno,
porém quando isso não acontece, a escola busca através de ações diretas com suas
Instâncias Colegiadas e parceria com outros órgãos de apoio como Conselho Tutelar
e Patrulha Escolar, os encaminhamentos necessários para resolução dos problemas
apresentados.
Para tanto, a escola deve constituir uma instância de gestão local, que envolva
os familiares e comunidade, a fim de envolvê-los no planejamento e execução de
ações que contribuam para a melhoria da escola, bem como a elaboração de um
plano de ação para melhoria da educação na perspectiva da integração
escola-comunidade.
De acordo com o artigo 205 da Constituição Federal, [...] a educação, direito de
todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a
colaboração da sociedade visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu
preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL,
1998).
Neste sentido, a experiência escolar tem mostrado que a participação dos pais
é de fundamental importância para o bom desempenho escolar e social das jovens e
adolescentes. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no seu artigo 4º
discorre: É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder
Público assegurar com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à
saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à
cultura, à liberdade e à convivência familiar e comunitária (BRASIL, 1990).
O dever da família com o processo de escolaridade e a importância de sua
presença no contexto escolar também é reconhecida na Lei de Diretrizes e Bases da
Educação, que no seu artigo 1º traz o seguinte discurso: “A educação abrange os
processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana,
no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisas, nos movimentos sociais e
organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais” (BRASIL, 1996).
A Instituição busca de forma incessante o fortalecimento dos laços de
aproximação entre escola, família e comunidade almejando uma parceria que crie
uma atmosfera favorável ao desenvolvimento e aprendizagem dos alunos nesses
dois ambientes socializadores e educacionais.
Os pais dos alunos acompanham a aprendizagem escolar de seus filhos por
meio de reuniões, nos momentos de entrega de boletins ou quando solicitados a
comparecer na escola por professores, pela Direção e Equipe Pedagógica ou
quando sentem necessidade de comparecer na escola para obter as informações
desejadas.
Nos anos de 2020 e 2021 devido a pandemia e o ensino remoto, a equipe
pedagógica precisou se reinventar para acompanhar os estudantes e se comunicar
com as famílias, o colégio aumentou a comunicação com as famílias através de
telefonemas, grupos de Whatsapp por turmas, uso de rede social facebook, e e-mail.
Muitos pais acompanham o desempenho dos filhos através do Aplicativo
Escolar Paraná destinado, principalmente aos estudantes e aos pais da rede de
ensino do Paraná o qual reúne diversos recursos como boletim, agenda, grade,
eventos, entre outros. O objetivo é facilitar o acesso a informações disponíveis
através de diversos meios.
As instâncias colegiadas tem uma participação ativa nesta Instituição de
Ensino, a APMF colabora angariando recursos para suplementação de melhorias na
Instituição de Ensino e participando de projetos de cunho pedagógico.
O Conselho Escolar se reúne ordinariamente, mensalmente e
extraordinariamente quando necessita do seu auxílio e intervenção em casos de
indisciplina, evasão e de aprendizagem. O Grêmio Estudantil é muito atuante, realiza
várias atividades na escola durante o período letivo, como jogos durante o recreio e
também aos sábados com atividades esportivas e de lazer incentivando os alunos à
participação efetiva na escola.
Tanto a família quanto a escola são referenciais que embasam o processo
educativo dos jovens, portanto, quanto melhor for o relacionamento entre estas duas
instituições, mais positivo será o desempenho dos alunos. Dessa forma, a família,
em consonância com a escola e vice-versa, são peças fundamentais para o pleno
desenvolvimento do aluno e consequentemente são pilares imprescindíveis no
desempenho escolar.
5.2.4 Clima Escolar
Diversas pesquisas pontuam que a maneira pela qual os indivíduos percebem
e experimentam coletivamente o clima da escola traz significativas influências sobre
o comportamento dos grupos, sugerindo uma associação, principalmente, à
qualidade da aprendizagem e das relações interpessoais na escola. Ele é capaz de
interferir na melhoria das relações sociais, com as famílias e com a comunidade,
auxiliar no processo de inclusão dos alunos, aumento do rendimento acadêmico,
diminuição do abandono escolar e prevenção de situações de bullying, além de
contribuir para uma menor rotatividade dos professores.
A palavra “clima”, como bem sabemos, tem diversos significados. O
conceito original remete aos fenômenos naturais, como o frio e o calor. No
campo das Ciências Sociais, refere-se à forma como as pessoas se
relacionam entre si e às características de um ambiente social particular.
Não raro, ao adentrarmos um local, temos uma percepção do clima que
paira por ali, que pode ser harmonioso, alegre, tenso, etc. Tal percepção
orienta nosso comportamento e interfere diretamente em nosso bem-estar.
O ambiente escolar não é diferente: possui seu clima próprio, que é
percebido por todos os que lá convivem. (MORO, 2018)
As primeiras pesquisas sobre clima escolar iniciaram na década de 1950 e
consistiam na transposição para o meio educacional de estudos já desenvolvidos no
meio industrial e militar, em torno da problemática do clima organizacional. Anos
mais tarde, na década de 1970 reconheceu-se a necessidade de incluir a percepção
dos estudantes, e não somente de professores e equipe gestora.
Em 2007 nos Estados Unidos, definiram o conceito de clima escolar
baseando-se nas percepções e padrões de experiências das pessoas sobre a vida
escolar, refletindo as normas, metas, valores, relações interpessoais, práticas de
ensino e aprendizagem e estruturas organizacionais. Este tem sido, desde então, o
principal ponto de partida, por meio do qual o clima escolar vem sendo mensurado.
Embora a relevância do clima para as instituições escolares seja reconhecida
internacionalmente, ainda não contávamos no Brasil com instrumentos de medida
devidamente validados e adaptados à nossa realidade. Os estudos focam em
diferentes climas, ainda que voltados para a escola, como por exemplo: o clima
social, em que são abordadas questões referentes às interações entre os atores
educativos; o clima acadêmico, incluindo o estudo das atitudes, valores e
expectativas dos indivíduos da instituição sobre a educação; clima disciplinar, que
diz respeito à organização e condução das aula, e o clima organizacional, no qual
são estudados aspectos relativos às interações entre a gestão e os professores.
Além disso, são raros os instrumentos de medida que mensuram as
percepções de todos os principais atores escolares (alunos, professores e gestores).
Este é um aspecto importante pois, se estamos interessados em avaliar o clima da
escola, de modo a contemplar os diferentes aspectos do cotidiano escolar, é
imprescindível que possamos mensurar a percepção de todos que fazem parte do
processo educativo.
De modo geral, constatamos que a literatura permite afirmar que o clima da
escola compreende a junção das percepções dos alunos, professores, gestores,
pais e funcionários em relação ao universo escolar, tanto sobre a instituição de
ensino como um todo, quanto sobre a sala de aula em específico. Isso inclui desde a
organização administrativa e educacional até as relações entre os que convivem
naquele espaço.
Patrulha Escolar/Segurança na Escola
A Patrulha Escolar é a união da comunidade escolar com a polícia para reduzir
a violência e a criminalidade nas escolas e nas suas proximidades. Seu objetivo
principal é a PREVENÇÃO e, supletivamente, a repressão aos crimes e atos
infracionais. Ela assessora a comunidade escolar a encontrar os caminhos da
segurança através de trabalhos de reflexão, palestras e organização para a ação. O
policiamento nas escolas passa a contar com policiais militares especialmente
capacitados que, conhecendo a realidade da comunidade escolar, buscam medidas
que minimizem a ação de criminosos nas escolas e proximidades.
O Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC) foi criado no Paraná para
atender as comunidades escolares com os Programas Patrulha Escolar Comunitária
(PEC) e Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD) e
tem por finalidade o desenvolvimento da ampla rede de proteção à criança e ao
adolescente por meio da educação preventiva sobre drogas e violência, seja pela
aplicação dos Programas citados, ou pela realização da atividade especializada de
policiamento que prevê a antecipação aos atos delituosos, sempre com o fim de
transformar o ambiente escolar pela mudança de atitudes.
Nesta Instituição de Ensino é feito um trabalho para desenvolver a consciência
de limites, responsabilidades, possibilidades de crescimento para uma convivência
harmoniosa e construtiva. Dentre as práticas pedagógicas são definidas ações para
diagnosticar o tipo de violência, onde os pais ou responsáveis serão convocados ou
encaminhados ao Conselho Tutelar e a Patrulha Escolar e demais órgãos de
Assistência Social do Município.
5.2.5 Atendimento Educacional Especializado (AEE)
A política de inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais na
rede regular de ensino consiste em rever concepções e paradigmas, respeitando e
valorizando a diversidade desses alunos, criando espaços inclusivos, pois, o
principal objetivo da escola é a permanência e o sucesso na sua escolarização.
A LDBN, art.59, inciso I, a disposição legal determina as adaptações e
flexibilizações curriculares com vistas a atender alunos inclusos.
Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades
especiais: I – currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização
específica para atender às suas necessidades.
A Resolução nº 04/2009, estabelece Diretrizes Operacionais para a
flexibilização e adaptação curriculares no contexto educacional inclusivo e
especializado na Educação Básica. O olhar sobre a aplicação dos conceitos de
flexibilização e adaptação curricular no atendimento educacional especializado
define a importância de teoria e prática caminham juntas.
Desse modo, antes de iniciar as adaptações, é fundamental que o professor e
outros profissionais envolvidos, neste trabalho, tenham clareza de quais objetivos,
conteúdos ou metodologias. Precisam ser adaptadas ou adequadas em razão das
necessidades educacionais que se pretende atender, as quais só podem ser obtidas
pela avaliação do aluno no contexto escolar e familiar.
Para iniciar este trabalho o professor deve ter como referência, por um lado, a
situação do aluno, ou seja, um conhecimento exato de quais são as suas
potencialidades e dificuldades nas distintas áreas. Isto auxilia o professor no
planejamento das flexibilizações e adaptações, fornecendo subsídios para o aluno
desenvolver sua aprendizagem e garantir seu sucesso acadêmico junto com seus
colegas de turma, no ensino regular.
A sala de Recursos Multifuncional – Tipo I, nesta Instituição oferece um
atendimento educacional especializado, de natureza pedagógica e tem como
objetivo complementar a escolarização de alunos que apresentam deficiência
Intelectual, deficiência física neuromotora, transtornos globais do desenvolvimento e
transtornos funcionais específicos, matriculados na Rede Pública de Ensino.
O trabalho pedagógico desenvolvido na Sala de Recursos parte dos interesses,
necessidades e dificuldades de aprendizagem específicas de cada aluno,
utilizando-se de metodologias e estratégias diferenciadas que favoreçam a atividade
cognitiva e os conteúdos defasados. A leitura, a escrita e os conceitos matemáticos,
serão enfatizadas, contribuindo para a aprendizagem dos conteúdos na classe
comum e, objetivando o desenvolvimento da autonomia, independência e
valorização do aluno.
A sala de recurso multifuncional possui equipamentos, mobiliários, materiais
didáticos e pedagógicos para a oferta do atendimento educacional especializado
garantindo desta forma, a transversalidade das ações da educação especial no
ensino regular com recursos didáticos e pedagógicos, eliminando assim, as barreiras
no processo de ensino e aprendizagem.
Atendimentos Educacionais diferenciados
Em um espaço democrático, como é o ambiente escolar, faz-se necessário o
respeito à diversidade cultural e econômica, pois a realidade brasileira é marcada
pela presença de diferentes etnias, grupos culturais, descendentes de imigrantes de
diversas nacionalidades, religiões, línguas entre outros. Essa diversidade,
frequentemente é alvo de preconceito e discriminação, atingindo a escola e
reproduzindo-se em seu interior. Busca-se então desenvolver ações de apoio,
incentivando o respeito entre os alunos, profissionais da educação e a família,
contando com o comprometimento de toda a comunidade escolar.
A concepção de inclusão pressupõe a garantia do acesso e das condições de
permanência de alunos com necessidades educacionais especiais. No entanto ainda
inquietam os educadores, algumas questões referentes à escolarização desses
alunos. Por mais que o Estabelecimento de Ensino ofereça condições
físico-estruturais para atender a essa demanda, a falta de profissionais
especializados, ou mesmo a capacitação dos atuais educadores torna-se um fator
limitante. Nesse sentido, a formação continuada constitui o meio pelo qual a
educação inclusiva atinge seu objetivo principal, a universalização do conhecimento.
Desta forma, buscam-se o reconhecimento e a valorização da diversidade e
das diferenças individuais como elementos intrínsecos e enriquecedores do
aprendizado escolar com garantia do acesso, permanência e sucesso do aluno na
escola. Assim, entende-se que os sujeitos podem aprender juntos com o mesmo
objetivo de construir o conhecimento.
Conforme CARVALHO,
Especiais devem ser consideradas as alternativas educativas que a escola
precisa organizar, para que qualquer aluno tenha sucesso; especiais são os
procedimentos de ensino; especiais são as estratégias que a prática
pedagógica deve assumir para remover barreiras para a aprendizagem.
Com esse enfoque temos procurado pensar no especial da educação,
parecendo-nos mais recomendável do que atribuir essa característica ao
alunado (2000, p.17).
Este conceito nos remete a mudanças significativas no contexto escolar no que
se refere às questões pedagógicas, relacionais, administrativas e institucionais,
garantindo a aprendizagem dos alunos, tendo em vista o respeito às diferenças.
A escola deve ser a mediadora, respeitando e valorizando a diversidade étnica
e cultural que constitui, bem como alunos com necessidades educacionais
especiais, a fim de formar cidadãos que saibam viver democraticamente em uma
sociedade.
Desta maneira, a escola deve ser o local de aprendizagem e as regras do
espaço público democrático devem garantir a igualdade do ponto de vista da
cidadania, valorizando cada indivíduo e todos os grupos que compõem a sociedade
em que a escola se encontra inserida.
“A Educação, na perspectiva escolar, é uma questão de direitos humanos,
portanto os indivíduos com necessidades especiais devem fazer parte das escolas,
as quais deverão, sempre que possível, modificar seu funcionamento para atender
essa demanda”. A mensagem é transmitida pela Declaração de Salamanca/Espanha
(1994, Conferência Mundial sobre Educação Especial, UNESCO), em defesa de
uma sociedade para todos, partindo do princípio fundamental de que todas as
pessoas devem aprender juntas, independentes de quaisquer dificuldades e/ou
diferenças que possam apresentar.
A política de inclusão de alunos que apresentam necessidades educacionais
especiais na rede regular de ensino, não consiste somente na permanência física
desses alunos, mas tem o propósito de rever concepções e paradigmas, respeitando
e valorizando a diversidade desses alunos, exigindo assim que a Instituição defina a
responsabilidade criando espaços inclusivos.
5.2.6 Ações referentes à inclusão e à flexibilização curricular
Sala de Recursos Multifuncional
A Sala de Recursos Multifuncionais – SRM é uma oferta de natureza
pedagógica que complementa a escolarização no ensino comum na rede pública
estadual para estudantes com deficiência Intelectual, deficiência física neuromotora,
transtornos globais do desenvolvimento e transtornos funcionais específicos. Tem
como objetivo apoiar as instituições de ensino, complementando a escolarização de
estudantes público alvo citados anteriormente.
A Sala de Recursos Multifuncionais atenderá estudantes matriculados na rede
pública estadual de ensino com: Deficiência intelectual, Deficiência física
neuromotora, Transtornos globais do desenvolvimento, Transtornos funcionais
específicos
Deficiência intelectual - DI: Em conformidade com a Associação Americana de
Deficiência Intelectual, estudantes com deficiência intelectual são aqueles que
possuem incapacidade caracterizada por limitações significativas no funcionamento
intelectual e no comportamento adaptativo e está expresso nas habilidades práticas,
sociais e conceituais, originando-se antes dos dezoito anos de idade.
Deficiência física neuromotora - DFN: aquele que apresenta comprometimento
motor acentuado, decorrente de sequelas neurológicas que causam alterações
funcionais nos movimentos, na coordenação motora e na fala, requerendo a
organização do contexto escolar no reconhecimento das diferentes formas de
linguagem que utiliza para se comunicar ou para comunicação.
Transtornos globais do desenvolvimento - TGD: estudantes com diagnóstico de
transtorno do espectro autista e psicoses que apresentarem dificuldades de
aprendizagem em decorrência de sua patologia.
Transtornos funcionais específicos - TFE: Refere-se a funcionalidade
específica (intrínsecas) do sujeito, sem o comprometimento intelectual. Diz respeito
a um grupo heterogêneo de alterações manifestadas por dificuldades significativas:
a) na aquisição e uso da audição, linguagem oral, leitura, linguagem escrita,
raciocínio, habilidades matemáticas, atenção e concentração;
b) Distúrbios de aprendizagem – dislexia, disortografia, disgrafia e discalculia;
c) Transtornos do déficit de atenção e hiperatividade – TDAH.
A avaliação de ingresso para a Sala de Recursos tem por intuito investigar as
variáveis que interferem no processo de ensino e aprendizagem, com vistas à
compreensão da origem dos problemas de aprendizagem dos estudantes indicados
pelos professores das disciplinas, e fornecer as bases para o planejamento de
intervenções pedagógicas que respondam às necessidades desses estudantes.
Objetiva ainda o encaminhamento para efetivação da matrícula no Atendimento
Educacional Especializado conforme segue:
a) deficiência intelectual, (avaliação pedagógica e psicológica) deverá enfocar
aspectos relativos à aquisição da língua oral e escrita, interpretação, produção de
textos, sistemas de numeração, cálculos, medidas, entre outros, bem como as áreas
do desenvolvimento, considerando as habilidades adaptativas, práticas sociais e
conceituais, acrescida necessariamente de parecer psicológico com o diagnóstico da
deficiência.
b) deficiência física neuromotora, (avaliação pedagógica e clínica) deverá
enfocar aspectos relativos à aquisição da língua oral e escrita, interpretação,
produção de textos, sistemas de numeração, cálculos, medidas, entre outros, bem
como as áreas do desenvolvimento, considerando ainda, a utilização da
comunicação alternativa para escrita e/ou para fala, recursos de tecnologias
assistivas e práticas sociais, acrescida de parecer de fisioterapeuta e fonoaudiólogo.
Em caso de deficiência intelectual associada, complementar com parecer
psicológico.
c) transtornos globais do desenvolvimento (avaliação psiquiátrica e avaliação
pedagógica) deverá enfocar aspectos relativos à aquisição da língua oral e escrita,
interpretação, produção de textos, sistemas de numeração, cálculos, medidas, entre
outros, bem como as áreas do desenvolvimento, acrescida necessariamente por
laudo psiquiátrico ou neurológico e complementada quando necessário, por parecer
psicológico.
d) transtornos funcionais específicos: (avaliação pedagógica e
clínica/neurológica):
- Distúrbios de aprendizagem – (dislexia, disortografia, disgrafia e discalculia),
deverá enfocar aspectos relativos à aquisição da língua oral e escrita, interpretação,
produção de textos, sistemas de numeração, cálculos, medidas, entre outros, bem
como as áreas do desenvolvimento, acrescida de parecer de especialista em
psicopedagogia e/ou fonoaudiológico e complementada quando necessário, por
psicólogo.
- Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade – TDAH deverá enfocar
aspectos relativos à aquisição da língua oral e escrita, interpretação, produção de
textos, sistemas de numeração, cálculos, medidas, entre outros, bem como as áreas
do desenvolvimento, acrescida de parecer neurológico e/ou psiquiátrico e
complementada quando necessário, por parecer psicológico.
A Sala de Recursos Multifuncionais na rede pública estadual de ensino
funcionará em contraturno com características próprias em consonância com as
necessidades específicas do estudante matriculado.
O Espaço físico para sala de aula da Sala de recursos terá espaço, localização,
salubridade, iluminação e ventilação adequados, de acordo com os padrões da
associação de Normas Técnicas (ABNT NBR 9050/2015).
A Sala de Recursos Multifuncionais deve ser organizada com materiais
didáticos de acessibilidade, recursos pedagógicos específicos adaptados,
equipamentos tecnológicos e mobiliários.
O número máximo é de 20 (vinte) estudantes com atendimento por
cronograma, para cada Sala de Recursos Multifuncionais. O cronograma será
elaborado, conforme orientação da SEED/DEE, de forma a oferecer o suporte
necessário às necessidades educacionais especiais dos estudantes.
O cronograma de atendimento ao estudante será registrado no Sistema
Estadual de Registro Escolar – SERE nos campos específicos identificando: horário
de atendimento, CPF do professor responsável e, qual o Atendimento Educacional
Especializado ofertado.
O trabalho pedagógico a ser desenvolvido na Sala de Recursos
Multifuncionais, deverá partir das potencialidades, possibilidades, capacidades e
necessidades e problemas de aprendizagem específica de cada estudante visando:
a) a tomada de decisões quanto ao planejamento e elaboração do Plano de
Atendimento Educacional Especializado da Sala de Recursos Multifuncionais e
replanejamento sempre que necessário, após cada Conselho de Classe;
b) estratégias metodológicas que melhor atendam às necessidades
educacionais do estudante no turno de escolarização;
c) trabalho colaborativo entre o professor da Sala de Recursos Multifuncionais,
professores das diferentes disciplinas, mediado pela equipe pedagógica.
São atribuições do professor na sala de recursos multifuncionais:
- Identificar as necessidades educacionais específicas dos estudantes por meio de
avaliação pedagógica, visando a construção do Plano de Atendimento Educacional
Especializado, documento que deverá ser elaborado pelo professor da Sala de
Recursos Multifuncionais no momento do ingresso do estudante na Sala de
Recursos Multifuncionais, e realimentado após cada conselho de classe, conforme
orientações técnicas da SEED/DEE).
- Organizar cronograma de atendimento pedagógico, que deverá ser vistado pela
equipe pedagógica e diretiva, bem como fornecer os dados necessários para
registro do referido cronograma no sistema SERE.
- Acompanhar, por meio do trabalho colaborativo o desenvolvimento acadêmico do
estudante no turno de matrícula de escolarização;
- Registrar sistematicamente todos os avanços e dificuldades do estudante;
- Participar de todas as atividades previstas no calendário escolar, especialmente no
conselho de classe;
- Registrar a frequência do estudante da Sala de Recursos Multifuncionais;
- Cumprir os prazos legais para entrega dos documentos oficiais de resultados do
estudante.
Serviço de Apoio à rede Escolarização Hospitalar - SAREH
O Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar – SAREH é um
programa que visa o atendimento educacional público, aos educandos matriculados
ou não na Educação Básica, nos seus níveis e modalidades. É um direito que deve
ser garantido a todos os educandos impossibilitados de frequentar a escola por
motivos de enfermidade, em virtude de situação de internamento hospitalar ou de
outras formas de tratamento de saúde, oportunizando a continuidade no processo de
escolarização, a inserção ou a reinserção em seu ambiente escolar.
O Serviço de Atendimento à Rede de Escolarização Hospitalar será ofertado
nas instituições que mantiverem o Termo de Cooperação Técnica com a Secretaria
de Estado da Educação. Será desenvolvido por professores e pedagogos do Quadro
Próprio do Magistério, previamente selecionados, conforme Edital publicado pela
Secretaria de Estado da Educação.
O objetivo do programa é garantir aos alunos um conjunto de ações que lhes
possibilite à continuidade das suas atividades escolares, minimizando a defasagem
educacional no tempo em que estiverem em internamento, pois, o cotidiano
pedagógico, não se dá apenas no espaço escolar, mas também em diferentes
espaços e tempos escolares.
A Instituição preocupada com a formação do educando, sempre que
necessário atende os mesmos seguindo as orientações do programa da melhor
forma possível e ressalta a importância de uma proposta de atendimento
educacional hospitalar para que todos tenham oportunidades iguais.
Estudante Gestante
De acordo com a Lei nº 6202/75 e a Resolução 2527/2008, a gestante terá
garantido o direito ao regime de exercícios domiciliares, a partir do oitavo mês de
gestação, sendo que o início e o fim do período em que é permitido o afastamento
serão determinados por atestado médico a ser apresentado à Equipe Pedagógica.
Em casos excepcionais devidamente comprovados mediante atestado médico,
poderá ser aumentado o período de repouso, antes e depois do parto. Em qualquer
caso, é assegurado aos estudantes em estado de gravidez o direito às atividades
domiciliares.
Alunos Portadores de Afecções
Considerando que a Constituição assegura a todos o direito à educação, mas
que as condições de saúde nem sempre permitem frequência do educando à escola,
na proporção mínima exigida em lei, embora se encontre o aluno em condições de
aprendizagem.
A Lei Nº 1.044, De 21/10/1969, decreta que serão considerados merecedores
de tratamento excepcional os alunos de qualquer nível de ensino, portadores de
afecções congênitas ou adquiridas, infecções, traumatismo ou outras condições
mórbidas, determinando distúrbios agudos ou agudizados, caracterizados por:
a) incapacidade física relativa, incompatível com a frequência aos trabalhos
escolares; desde que se verifique a conservação das condições intelectuais e
emocionais necessárias para o prosseguimento da atividade escolar em novos
moldes;
b) ocorrência isolada ou esporádica;
c) duração que não ultrapasse o máximo admissível para a continuidade do
processo pedagógico, atendendo a que tais características se verificam, entre
outros, em casos de síndromes hemorrágicos (tais como a hemofilia), asma, cartide,
pericardites, afecções osteoarticulares submetidas a correções ortopédicas,
nefropatias agudas ou subagudas, afecções reumáticas, entre outras.
Neste sentido, deve-se atribuir a esses estudantes, como compensação da
ausência às aulas, exercícios domiciliares com acompanhamento da escola, sempre
que compatíveis com o seu estado de saúde e as possibilidades do
estabelecimento. Será da competência do Diretor do estabelecimento a autorização,
à autoridade superior imediata, do regime de exceção.
5.2.7 Organização do Conselho de Classe
O Conselho de Classe é dividido em: pré-conselho realiza-se pela ação
conjunta da coordenação pedagógica, direção e professores com cada turma,
buscando diagnosticar aspectos que dificultam ou que não estão contribuindo com o
desenvolvimento da aprendizagem, como o diagnóstico da turma, rendimento,
participação e comprometimento em sala de aula, discutindo ainda alternativas para
implementar as mudanças que forem necessárias.
Para isso foi criado uma ficha em um drive, onde os professores registram a
situação do aluno antes do conselho de classe. As informações contidas neste drive
são de fundamental no Pós-conselho, com os alunos e principalmente na entrega
dos boletins com os pais, pois com esse documento podemos argumentar com os
alunos e com os pais no que se refere a situações específicas e particularidades de
cada aluno e de cada turma.
O Conselho de Classe é um órgão de natureza consultiva e deliberativa em
assuntos didáticos - pedagógicos, com atuação restrita a cada turma do Colégio,
tendo por objetivo avaliar o processo ensino/aprendizagem na relação professor
aluno e os procedimentos adequados a cada caso.
Tem a responsabilidade de analisar as ações educacionais, indicando
alternativas que busquem garantir a efetivação do processo ensino e aprendizagem
proposto pelo plano curricular, analisando os resultados em relação ao desempenho
da turma, a organização dos conteúdos, os encaminhamentos metodológicos;
utilizando procedimentos avaliativos que assegurem a não comparação dos alunos
entre si.
Além disso, propõe medidas que viabilizem um melhor aproveitamento escolar,
tendo em vista o respeito à cultura, aos problemas do cotidiano e dificuldades de
aprendizagem do educando. Estabelece planos viáveis de recuperação de acordo
com a Proposta Pedagógica; decide sobre a aprovação ou reprovação do aluno que
após a apuração dos resultados finais, não atinja o mínimo solicitado, levando-se em
consideração o desenvolvimento do aluno, empenho e dedicação aos estudos,
mediante o parecer do professor da respectiva disciplina e da Equipe Pedagógica.
É preciso deixar claro que o Conselho de Classe constitui um espaço de
pensar coletivo na tomada de decisões relativas aos encaminhamentos necessários,
tendo em vista os resultados obtidos e a superação dos problemas diagnosticados.
O Pós-conselho com os alunos é realizado pela Equipe Pedagógica, onde
elenca os problemas constatados no Conselho de Classe em ata e os alunos são
chamados, principalmente aqueles que estão com notas e frequência baixas. Os
estudantes são informados e conscientizados dos problemas apresentados e dos
caminhos propostos para a superação.
O Pós-conselho com os pais é realizada na reunião para a entrega dos boletins
onde os pais conversam com os professores e Equipe Pedagógica sobre o
rendimento do seu filho, sobre notas baixas e frequência, apontando os prováveis
motivos que os levaram àquela nota e as possíveis alternativas para superação.
5.2.8 Organização do processo de avaliação e recuperação de estudos
Avaliação
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral e ao final do trimestre deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0, podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, podem ser: Listas de exercícios, atividades, trabalho de
pesquisa, dramatização, exposição, apresentações, seminários, desenhos,
maquetes, relatórios, produção textual, portfólios, prova oral, descritiva, de múltipla
escolha.
As notas da Prova Paraná serão utilizadas como uma parcela do total de notas
de avaliações, totalizando um ponto (1,0), as atividades do Desafio Paraná serão
utilizadas como um bônus.
Quanto à elaboração de provas, o professor não deve submeter o aluno a um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.)
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número mínimo
de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02) recuperações e
o máximo de dez (10), para todas as disciplinas e a regra de cálculo será somatória.
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada dos conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da recuperação
serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se
em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será
computada para a média final a nota de maior valor.
5.2.9 Avaliações externas (Prova SAEB, Prova Paraná Mais e Prova Paraná)
As avaliações externas são um dos principais mecanismos para elaboração de
políticas públicas no sistema de ensino, redirecionando metas para as unidades
escolares, têm o objetivo de melhorar a qualidade do processo
ensino-aprendizagem.
No Brasil, tais avaliações ganharam destaque em 1990, com a criação do
Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), em 1995 com a criação
do ENC (Exame Nacional de Cursos) e em 1998 com o Enem (Exame Nacional do
Ensino Médio). Esses programas foram criados com a justificativa de fornecer
informações sobre processos educacionais nas duas esferas, municipal e estadual,
a fim de conduzir as políticas públicas de desempenho dos alunos (Machado, 2012).
De modo geral, todas essas avaliações consistem em testes para averiguar as
habilidades dos alunos.
Nesse contexto, a busca pelos bons resultados se tornou um grande desafio
para a comunidade escolar, principalmente para os professores, pois estes devem
identificar as dificuldades na leitura, escrita, interpretação e resolução de problemas
e estabelecer estratégias pedagógicas para a obtenção de bons resultados.
O Estado do Paraná implementou em 2012 o Sistema de Avaliação da
Educação Básica do Paraná - SAEP que é um sistema próprio de avaliação do
Estado e tem como objetivo disponibilizar informações relevantes quanto ao
desenvolvimento cognitivo dos estudantes, descrevendo os conhecimentos
desenvolvidos em Língua Portuguesa e Matemática, além de se deter nos fatores
associados a esse desempenho, com resultados e análises produzidos desde o
nível do estudante até o do Estado.
Em 2019, o estado do Paraná, por meio da Secretaria de Educação, para a
solidificação do SAEP como uma política educacional, introduziu as avaliações de
caráter formativo – Prova Paraná – realizada trimestralmente, e Prova Paraná Mais.
Estas avaliações fornecem informações para que gestores da escola e professores
possam realizar um diagnóstico nas áreas em que atuam e planejar ações
educativas mais eficientes.
Após a realização das avaliações externas é realizada a análise dos resultados
como os professores e estudantes, e estas auxiliam no processo de avaliação para
verificar os pontos de atenção que devem ser melhorados.
5.2.10 Formação continuada em serviço
A formação continuada, pressupõe o envolvimento de todos os profissionais da
escola (professores, agentes educacionais, equipes pedagógica e diretiva). Tem por
objetivo promover as ações pedagógicas e reflexões sobre os desafios
socioeducacionais.
A formação dos profissionais da educação vem assumindo posição de
destaque nas discussões relativas às políticas públicas. É um campo muito amplo
que requer a compreensão de que a instituição de ensino é um espaço constituído
por diversas ideologias, concepções e práticas culturais, políticas e educacionais.
Nessas dimensões, a formação continuada aparece associada ao processo de
melhoria das práticas pedagógicas desenvolvidas pelos profissionais em sua rotina
de trabalho e em seu cotidiano escolar.
A formação continuada de professores tem seu amparo legal na LDBEN
9394/96 ao regulamentar o que já determinava a Constituição Federal de 1988,
instituindo a inclusão, nos estatutos e planos de carreira do magistério público, do
aperfeiçoamento profissional continuado, inclusive em serviço, na carga horária do
professor.
De acordo com LIBÂNEO
O termo formação continuada vem acompanhado de outro, a formação
inicial. A formação inicial refere-se ao ensino de conhecimentos teóricos e
práticos destinados à formação profissional, completados por estágios. A
formação continuada é o prolongamento da formação inicial, visando o
aperfeiçoamento profissional teórico e prático no próprio contexto de
trabalho e o desenvolvimento de uma cultura geral mais ampla, para além
do exercício profissional (2004, p.227).
Nesse sentido compreende-se que não basta concluir um curso de licenciatura
e partir para a prática pedagógica, sem mais se preocupar com a formação. É
preciso ter consciência de que esta formação não acaba no final de um curso
acadêmico, mas fará parte de toda a sua trajetória profissional.
Devido às mudanças na educação, os professores, além da formação na área
específica de atuação, estão em contínua formação através das capacitações
ofertadas pela SEED. Os Agentes Educacionais I e II também estão constantemente
se aperfeiçoando, o que contribui para que se efetive realmente o processo
ensino-aprendizagem.
A escola se renova devido a sua capacidade de estar em constante formação
através de tutoria pedagógica, observação de sala de aula, reuniões pedagógicas,
dias de estudo e planejamento, grupos de estudos, curso formadores em ação,
cursos online, webinars no canal do professor, entre outros. A formação continuada
constitui-se como um espaço no qual toda a comunidade escolar partilha
experiências, aprimora conhecimentos e aprendem juntos num processo
cooperativo.
O Colégio também tem buscado parcerias com instituições de ensino superior
na busca de formação, diálogo contínuo e reconhecimento da realidade local para
complementar esta questão da formação continuada em serviço.
Tutoria Pedagógica
A Tutoria Pedagógica da Secretaria da Educação do Paraná iniciou em 2019
através de encontros presenciais semanais, acompanhamento pedagógico e
formações continuadas com foco no desenvolvimento pedagógico. A tutoria tem
como objetivo melhorar o processo de ensino e aprendizagem, combater o
abandono escolar e diminuir os índices de reprovação na rede estadual de ensino.
Cada unidade de ensino é acompanhada por um técnico do Núcleo Regional
de Educação (NRE) em encontros semanais que contribuem para a gestão escolar e
o desenvolvimento de ações pedagógicas.
Os tutores dos núcleos de educação também recebem suporte técnico da
Secretaria da Educação mensalmente através de oficinas de formação continuada, e
recebem acompanhamento pedagógico in loco de um técnico da Secretaria. Os
conteúdos dessas formações são trabalhados com as equipes pedagógicas e
diretivas, que utilizam essas informações para elaborar ações que ajudem o
professor a pensar práticas de ensino que contribuam para o aprendizado dos
estudantes.
5.3 Outras ações didático-pedagógicas que a escola desenvolve:
5.3.1 Os processos de classificação, reclassificação e adaptação
A instituição de ensino adota os processos de classificação e reclassificação de
acordo com normas e legislações da mantenedora sempre que necessário.
A classificação é o procedimento que a Instituição de Ensino adota para
posicionar o aluno na etapa de estudos compatível com a idade, experiência, nível
de desempenho ou de conhecimento, adquiridos por meios formais ou informais.
A classificação só ocorre em casos de aproveitamento no ensino fundamental e
no ensino médio, exceto na primeira série do ensino fundamental. Ela acontece de
três formas:
●Promoção: quando se trata da mesma escola;
●Transferência: quando se trata de escolas distintas; e
●Se o aluno não tiver documentação: será independente da escolarização
anterior. Nesse sentido, a escola precisa fazer uma avaliação de caso.
A reclassificação é um processo pedagógico que se concretiza através da
avaliação do aluno matriculado e com frequência, sob a responsabilidade da
Instituição de Ensino que, considerando as normas curriculares, encaminha o aluno
à etapa de estudos compatível com a experiência e desempenho escolar
demonstrado.
Aproveitamento de estudos no Novo Ensino Médio seguem Instrução n.º
08/2023 - DPGE/DEDUC/SEED. Os estudos realizados com êxito, em outras
instituições de ensino, podem ser aproveitados para fins de prosseguimento da
escolarização, desde que registrados nos documentos escolares do estudante.
Para o aproveitamento de estudos serão considerados os componentes
curriculares que integram a Formação Geral Básica - FGB, e unidades curriculares
que integram a Parte Flexível Obrigatória - PFO e os Itinerários Formativos - IF das
séries concluídas com êxito presentes na Matriz Curricular.
A adaptação de estudos é realizada quando o estudante não cursou
componentes curriculares da FGB, na instituição de ensino de origem, e que fazem
parte da Matriz Curricular do Novo Ensino Médio, da instituição de ensino de
destino.
As diferenças relacionadas à carga horária semanal, dos componentes
curriculares da FGB, não necessitam de adaptação.
Em casos de mudança de Itinerário Formativo na mesma instituição de ensino,
o estudante que deseja mudar de IF até o fim do primeiro período avaliativo na
mesma instituição de ensino, é realizada a transferência de IF e realizado plano de
estudos próprio, flexível e adequado a cada caso, com a finalidade de que o
estudante desenvolva as habilidades, conforme Referencial Curricular, para
prosseguir com sucesso o novo Itinerário Formativo.
No caso do estudante que deseja mudar de IF após concluir o primeiro período
avaliativo na mesma instituição de ensino, a transferência considera para cálculo de
aprovação somente o desempenho e a frequência dos demais períodos avaliativos
do novo IF.
A Instituição de ensino não oferta progressão parcial, porém aceita matrículas
de estudantes em progressão, onde as atividades serão realizadas através de plano
especial de estudos.
5.3.2 A oferta de estágio obrigatório e não obrigatório
Seguindo as legislações vigentes (Ofício Circular nº 066/22019 –
DEDUC/SEED, Lei 11788/08, Decreto nº 8654/2010 e Instrução Normativa 01/2021
SUED/SEED) a instituição instituiu a operacionalização, projetos e atividades de
estágio que os estudantes realizam no Colégio.
O Colégio possui alunos que desenvolvem a prática de estágio de observação
e atuação no curso de Formação de docentes como disciplina obrigatória, também
atende estudantes que realizam estágio não obrigatório. Segue o Plano de Estágio
da instituição.
Segue o link do Plano de Estágio obrigatório e não obrigatório:
[Link]
?usp=sharing&ouid=111200350095082270974&rtpof=true&sd=true
5.4 Atividades, programas e projetos
Programa Mais Aprendizagem
O Programa Mais Aprendizagem visa atender aos alunos dos anos finais do
Ensino Fundamental e do Ensino Médio com necessidades de complementação em
leitura, escrita, interpretação e resolução de problemas, para que consigam
prosseguir sua trajetória escolar, acompanhando com êxito as aulas na turma de
matrícula regular.
O Programa Mais Aprendizagem demonstra ser mais amplo que a iniciativa
anterior (Salas de Apoio) as quais eram destinadas apenas a alunos dos sextos e
sétimos anos do Ensino Fundamental. Esse novo programa inclui todos os anos
finais dessa etapa de ensino e também estudantes do Ensino Médio.
O referido programa apresenta a possibilidade de organização dos estudantes
em dois níveis objetivando atender melhor às necessidades pedagógicas de cada
grupo de alunos: No nível I os alunos com maior dificuldade, são aqueles que não
conseguem trabalhar o raciocínio lógico e apresentam problemas de alfabetização,
por exemplo. O nível II é um nível intermediário que atende aquele aluno que precisa
de um auxílio pontual para conseguir seguir sua trajetória escolar.
Atualmente a Instituição oferta apenas o Nível I, sendo quatro turmas, duas no
turno da manhã e duas no turno da tarde. As atividades do Mais Aprendizagem são
realizadas no contraturno escolar e os professores da sala de aula regular sugerem
os estudantes que têm necessidade de participar das aulas.
Programa Aluno Monitor
A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte institucionalizou o Programa
Aluno Monitor, o qual tem caráter pedagógico, e objetiva a melhoria da
aprendizagem e a valorização do protagonismo dos estudantes e quando realizado
no contraturno poderá, até no limite de 40 horas anuais, compor o registro do
histórico escolar do estudante.
O referido Programa poderá ser desenvolvido pelo Aluno-Monitor, apoiado pelo
professor regente, durante a aula regular no turno em que o Aluno-Monitor está
matriculado bem como no contraturno, por meio da orientação e condução de
grupos de estudo, no desenvolvimento de atividades de reforço escolar, em
atividades de tira-dúvidas ou em outras ações que atendam as expectativas dos
estudantes, sob a supervisão da escola, conforme orientações da mantenedora.
O Programa Aluno Monitor possibilita ao estudante atuar em ações de
monitoria em sala de aula ou no contraturno escolar, desde que apresente domínio
em determinados conteúdos e condições operacionais para tal função.
Sob a supervisão de professores das diversas disciplinas, as ações do
Aluno-Monitor compreendem desde a revisão de conteúdos em grupo, apoio ao
professor na organização da sala de aula, até estudos preparatórios para
avaliações. Tem como objetivo auxiliar na aprendizagem de estudantes do 6º ano do
Ensino Fundamental a 3º série do Ensino Médio, que apresentam dificuldades na
leitura, produção escrita e interpretação, bem como, possibilitar o levantamento de
hipóteses, a percepção de diferentes pontos de vista na resolução de problemas e
no entendimento dos desafios propostos pela matriz curricular do estado, dentro das
disciplinas.
Para exercer a função de Aluno-Monitor, o estudante deve atender os
seguintes critérios: ter iniciativa, compartilhar conhecimento, ter bom desempenho
nas disciplinas, competência comunicativa, repertório cultural, empatia e
disponibilidade para comparecer às reuniões de orientação, organizadas pela equipe
gestora.
Numa sala de aula com estudantes que apresentam diversos níveis de
conhecimento, o processo de ensino e aprendizagem tem se configurado como um
dos grandes desafios dos professores. Considerando que a assimilação do
conhecimento não acontece de maneira homogênea no grupo, sempre haverá
lacunas no processo de aprendizagem destes estudantes, situação que culmina em
abandono escolar e reprovação, isto justifica a necessidade de valorizar iniciativas
que possam contribuir no processo de ensino e aprendizagem individual e coletivo
dos estudantes. Uma das possibilidades é a monitoria entre eles, prática que tem se
demonstrado relevante no cenário atual, pois além de valorizar o potencial dos
estudantes, aproxima-os de seus interesses e contribui para o fortalecimento do
conhecimento escolar e das práticas pedagógicas locais.
O Programa Aluno-Monitor, por meio de aprendizagem cooperativa,
configura-se como uma importante estratégia de estímulo no processo de ensino e
aprendizagem, na diminuição da defasagem de conhecimento, na redução de taxas
de reprovação e abandono escolar, além de fortalecer o protagonismo discente e o
desenvolvimento de lideranças positivas no ambiente escolar.
A indicação dos estudantes à função de Aluno Monitor deve ser feita pelos
professores, assim como, a quantidade dos mesmos e a participação no Programa
deverá ser autorizada pelos pais ou responsáveis legais. Quando menor de idade
será preenchida uma “Autorização de Menor” e para os casos dos estudantes
maiores de 18 anos, a “Declaração de Serviço Voluntário”.
Após a seleção dos Alunos-Monitores, a equipe gestora da escola realizará
reunião com os envolvidos para explanação, expectativas, dúvidas e sugestões
acerca do Programa. Consolidado o grupo de monitores da instituição de ensino, a
equipe gestora, junto com os professores, elaboraram o planejamento das atividades
de monitoria com as orientações relacionadas aos horários, espaços escolares e
demais temas operacionais e pedagógicos relevantes.
A avaliação do Programa será realizada em encontros organizados de maneira
colaborativa entre professores e Alunos-Monitores, equipe pedagógica e gestão a
fim de verificar se objetivos anteriormente planejados estão sendo alcançados.
Programa Aulas Especializadas de Treinamento Esportivo - AETE
O Programa Aulas Especializadas de Treinamento Esportivo é um programa da
SEED que tem por finalidade contribuir para o desenvolvimento esportivo escolar e a
melhoria de qualidade de vida do estudante, no sentido de sua autorrealização,
integração e efetiva participação nas competições esportivas.
O público atendido são estudantes da rede pública estadual de ensino, de
ambos os sexos, na faixa etária entre 12 e 17 anos de idade. Os Objetivos do
Programa são:
● Democratizar a prática do esporte, assegurando o direito de participação a
todos.
● Proporcionar treinamento esportivo direcionado ao encaminhamento do
esporte de rendimento, organizado de modo a atender às fases de aprendizagem
dos estudantes, visando à participação das instituições de ensino da rede pública
estadual nos Jogos Escolares do Paraná.
As aulas especializadas de treinamento esportivo são ofertadas através de
modalidades esportivas coletivas e individuais. A carga horária diária é de duas
horas-aula, duas vezes por semana, totalizando quatro horas-aula semanais,
distribuídas de segunda a sexta-feira, em turno complementar: manhã, tarde e
excepcionalmente, à noite.
A instituição de ensino oferta AETE nas modalidades de voleibol no turno da
tarde e judô no turno da noite.
Equipe Multidisciplinar
A Equipe Multidisciplinar de acordo com a INSTRUÇÃO N° 010/2010 -
SUED/SEED e as disposições contidas na Constituição Federal nos seus Art. 5º, I,
Art. 210, Art. 206, I, § 1° do Art. 242, Art. 215 e Art. 216; nas Leis n.º 10.639/03 e n.º
11.645/08 e no Estatuto da Igualdade Racial, elabora e aplica um plano de ação,
com conteúdo e metodologias de atividades relacionadas à questão racial, sendo
incorporado no projeto político-pedagógico, bem como legitimado pelo regimento
escolar.
Realiza também a formação permanente com os demais profissionais da
educação, bem como da comunidade escolar e subsidia o conselho escolar visando
à ação de enfrentamento ao preconceito, racismo, discriminação dentro do ambiente
escolar, apoiando assim os professores, equipe pedagógica, direção, funcionários,
pais, mães, alunos. Contempla as datas específicas da comunidade local e
especialmente culmina com a Semana da Consciência Negra. (PARANÁ, 2010).
As equipes são compostas por pedagogos, agentes educacionais,
representantes de instâncias colegiadas, professores das áreas de humanas, de
biológicas e de exatas, que através dos trabalhos e pesquisas estão conseguindo
avançar, na medida em que pautam a temática na prática cotidiana de formação dos
alunos e dos próprios professores.
Estas experiências contribuem direta e indiretamente na consolidação de uma
nova cultura, baseada em valores democráticos, dentro da escola e que em longo
prazo pode se multiplicar para outros espaços como o da comunidade e da família.
Segue link do Plano de ação da Equipe Multidisciplinar:
[Link]
sharing
Projetos da Instituição
Encontro do Curso de Formação de Docentes
O curso de Formação de Docentes realiza anualmente o Encontro de
Formação de Docentes com o objetivo de proporcionar a socialização, troca de
experiências e conhecimentos extracurriculares entre os alunos.
As atividades desenvolvidas no encontro são organizadas de forma
diferenciada a cada ano. Sendo que as atividades propostas envolvem todos os
alunos com participação em oficinas práticas e teóricas, palestras, seminários,
exposição de materiais didáticos, jogos, fantoches, banners, livros de literatura
infantil e maquetes.
O Festival de Teatro e Música Infantil é realizado em parceria com a Secretaria
Municipal de Educação, onde são apresentadas peças teatrais diversas e musicais
relacionados ao tema para alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental.
Festa do Guarda-Pó
A festa do Guarda-pó é um evento que acontece todos os anos no Curso de
Formação de Docentes e tem o objetivo de iniciar os estágios de observação dos
alunos do primeiro ano.
Um dos símbolos da profissão de professor é o GUARDA-PÓ, pois identifica e
caracteriza o profissional da área de educação. Representa a responsabilidade da
profissionalização e também a diferenciação desses profissionais que estão
resgatando o valor e o respeito próprio daquele que domina o conteúdo e conduz a
aprendizagem.
Com o objetivo de motivar e acolher os futuros professores, enaltecer a
formação escolhida, os guarda-pós são entregues simbolicamente aos alunos para
utilizarem no campo de estágio, o qual servirá como marca de uma profissão tão
nobre e dignificante que é ser professor.
Desfile Cívico
Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura realiza-se
todos os anos o Desfile Cívico em comemoração ao aniversário do Município. O
Colégio participa enviando à Secretaria, um texto resumido com o histórico da
Instituição, confirmando assim a participação no evento. Nesta ocasião é
desenvolvido um tema educacional que é apresentado à comunidade no ato do
desfile. Todos os alunos e profissionais da educação são convidados a participar do
Evento.
Festival de Teatro e Música Infantil
O Festival de Teatro e Música Infantil é realizado pelo Curso de Formação de
Docentes do Colégio Estadual Professor Gildo Aluísio Schuck, Ensino Médio e
Normal, esta atividade iniciou no ano de 2010 com o intuito de dar maior visibilidade
ao curso junto à comunidade, no que diz respeito ao trabalho pedagógico e artístico
realizado pelos professores e alunos.
Esse evento oportuniza aos alunos a experiência de organização e montagem
de peças teatrais e musicais infantis, proporcionando aos alunos da Rede Municipal
de Ensino, momentos de diversão e cultura, através da apresentação dessas peças
teatrais e musicais infantis, tendo um maior contato com textos literários e autores
infantis.
Segue o link do Projeto do Festival de Teatro e Música Infantil do Curso de
Formação de Docentes.
[Link]
haring
Eventos da Instituição
Eventos escolares são muito importantes para estimular o engajamento dos
alunos, promover atividades dinâmicas para sair da rotina e promover a participação
da família e a interação entre a comunidade escolar. As atividades culturais e
científicas são momentos de socialização artísticas, culturais, trabalhos científicos,
práticas desportivas e de complementação curricular, mostrando ações
desenvolvidas pelos alunos e professores, com a participação da comunidade.
As atividades são realizadas com todas as turmas nos três turnos e visam uma
maior integração entre os alunos dos diferentes cursos com o objetivo não de
estimular a competitividade, mas de cada turma ou aluno busca trazer o melhor para
ser mostrado desenvolvendo assim sua criatividade.
Durante o evento são envolvidas todas as disciplinas que compõem a matriz
curricular e demais atividades extracurriculares oportunizando dessa forma o
desenvolvimento integral do aluno.
Alguns dos eventos culturais desenvolvidos pela instituição são: Encontro do
Curso de Formação de Docentes, Festival de teatro e Música infantil, Festa do
Guarda-pó, Projeto de Dança, Garota e Garoto Gildo, Semana Cultural, Jantar da
família, Desfile cívico em comemoração ao Aniversário do Município, jogos
interclasses.
O Colégio também busca interação com universidade e outras instâncias para
trabalhar temas relevantes com os estudantes através de palestras, tais como: Lei
Maria da Penha e combate à violência contra a mulher, Diversidade, Cultura Africana
e Indígena, entre outros.
Atividade Pedagógica Complementar Fora do Ambiente Escolar
De acordo com a Orientação Conjunta n0 04/2018 – SUED/AJ – SEED, são
consideradas atividades pedagógicas complementares todas aquelas que
potencializam a ação curricular, relacionadas à apropriação do saber pelos
estudantes e que podem ser realizadas tanto dentro quanto fora do espaço escolar.
Para a realização de atividades pedagógicas complementares fora do espaço
da instituição de ensino, no caso de visitas técnicas, pesquisas de campo, jogos,
viagens de estudo dentre outras, as condições a seguir deverão ser atendidas:
- Estar prevista o Projeto Político Pedagógico PPP da instituição de ensino,
bem como do Plano de trabalho Docente do Professor;
- Apresentar proposta contendo: tema, objetivo, justificativa, informações sobre
data, local, roteiro de deslocamento, meios de transporte, e outras informações
específicas;
- Quando se tratar de viagem fora do município, apresentar termo de ciências e
autorização dos pais e/ou responsáveis pelo estudante menor de idade, sendo que
na ausência de permissão destes deve apresentar autorização da Vara de infância
da juventude/juizado de menores;
- Apresentar número coerente de servidores (professores, equipe pedagógica e
diretiva e agentes educacionais I e II) considerando o número de estudantes e tipo
de atividade proposta;
- Orientação aos servidores quanto a responsabilidade de zelar pelo bem estar
e integridade física dos estudantes, bem como, assegurar o cumprimento dos
objetivos propostos na atividade em questão;
- Os gestores deverão certificar-se quanto à segurança dos estudantes,
inclusive, que os mesmos não tenham acesso a bebidas alcoólicas ou substâncias
psicoativas lícitas ou ilícitas.
5.4.1 O funcionamento do Conselho Escolar
O Conselho Escolar é um órgão colegiado constituído de acordo com as
normas estabelecidas pela secretaria, composto pelo gestor (presidente),
representantes dos pais, alunos, professores, funcionários e demais integrantes da
comunidade escolar.
Sua função é deliberativa, cabendo-lhe estabelecer para o âmbito da escola,
diretrizes e critérios relativos à sua ação, organização, funcionamento,
relacionamento com a comunidade, participando e se responsabilizando social e
coletivamente pela implementação de ações e deliberações.
As atribuições do Conselho Escolar definem-se em função das condições reais
da escola, da organização do próprio Conselho Escolar e das competências dos
profissionais em exercício na unidade escolar.
O Conselho é uma forma de organizar a gestão da escola através da divisão de
responsabilidades. Através dele é possível ampliar as possibilidades de soluções
dos problemas e reforçar compromissos, criando a possibilidade de mudança e
permitindo a união entre as pessoas.
O objetivo principal desse órgão é, desenvolver uma gestão democrática que
leve em conta as demandas e necessidades da comunidade. O conselho precisa
estar sempre atento à criação de soluções e alternativas para problemas de
natureza administrativa e pedagógica na escola. Todas as medidas tomadas
precisam ser aceitas em reunião com transparência e objetividade.
Desse modo, o ambiente da escola passa a ser uma responsabilidade
comunitária e não apenas do gestor, o que contribui para um ensino mais plural e
cria um sentimento de pertencimento para os alunos e suas famílias.
5.4.2 O funcionamento do APMF - Associação de Pais, Mestres e Funcionários
É uma instância colegiada de suma importância para a efetivação da Gestão
Democrática e participativa na escola. É uma associação de representação dos pais,
professores e funcionários da escola, sem caráter político, partidário, religioso, racial
e sem fins lucrativos, não sendo remunerados os Dirigentes e Conselheiros.
Seus objetivos principais são: assistência ao educando, aprimoramento do
ensino, integração família, escola, comunidade, melhoria do ensino e da adequação
dos planos curriculares, além de contribuir para a melhoria e conservação dos bens
patrimoniais e do estabelecimento escolar.
O tesoureiro tem uma função fundamental na gestão financeira da APMF,
sendo responsável pela movimentação das contas bancárias, pelo controle dos
recursos financeiros e pelo cumprimento das obrigações contábeis e fiscais. É
importante ressaltar que a APMF deve estar em dia com suas obrigações fiscais e
contábeis, mantendo cadastro junto ao FNDE, à Receita Federal e ao Tribunal de
Contas, para garantir a legalidade e transparência das suas atividades.
Cada membro da APMF tem uma função específica, definida pelo Estatuto da
entidade. Entre as funções dos membros estão a participação nas reuniões e
decisões da entidade, a colaboração para a realização das atividades da APMF e a
busca de recursos para a manutenção e aprimoramento da escola.
É importante destacar que a APMF tem personalidade jurídica própria, o que
significa que é uma entidade com capacidade de direitos e obrigações. Isso significa
que a APMF pode celebrar contratos, adquirir bens e ser responsabilizada
juridicamente pelas suas atividades.
Em resumo, a APMF desempenha um papel importante na comunidade
escolar, promovendo a integração entre os pais, professores, funcionários e alunos,
e colaborando para a manutenção e aprimoramento da estrutura física e pedagógica
da escola. Para estar em dia com suas obrigações fiscais e contábeis, a APMF
precisa cumprir uma série de exigências legais, o que demanda trabalho por parte
da secretaria escolar. A gestão financeira é uma das principais responsabilidades da
diretoria da APMF.
Segue o link referente ao Estatuto da APMF
[Link]
=sharing
5.4.3 O funcionamento do Grêmio Estudantil
O Grêmio Estudantil é o órgão máximo de representação dos estudantes da
instituição de Ensino e as atividades do mesmo reger-se-ão por um estatuto de
acordo com as normas da mantenedora. Dentro da escola, o Grêmio Estudantil se
efetiva como uma instância colegiada de participação ativa e de reivindicação dos
alunos, com garantia de representatividade nas tomadas de decisões referentes ao
colégio, além de se estabelecer como um espaço privilegiado de formação política.
O papel do grêmio na escola é atuar com responsabilidade e compromisso
para defender os interesses de todos os estudantes sem qualquer distinção de raça,
credo político ou religioso, orientação sexual ou quaisquer outras formas de
discriminação, firmando uma parceria democrática com a equipe gestora,
coordenadores, professores, funcionários, todos juntos na construção de soluções
para os problemas da escola, contribuindo para formar cidadãos conscientes,
participativos e multiplicadores destes valores.
Todos os alunos regularmente matriculados são associados ao Grêmio
Estudantil, podendo candidatar-se às funções diretivas dessa instância colegiada,
tornando-se então, imprescindível na gestão da escola e na implementação do
exercício democrático na prática educativa, levando os anseios da população
estudantil e buscando soluções junto às demais instâncias colegiadas.
O Grêmio estudantil é responsável por aumentar e despertar o interesse dos
alunos nas atividades da escola, organizando, discutindo e criando ações e projetos
culturais, esportivos, sociais, comunicativos, tanto no próprio ambiente escolar como
na comunidade. É um importante espaço de aprendizagem, cidadania, convivência,
responsabilidade e exercício de cidadania.
Segue o link referente ao Regulamento do Grêmio Estudantil
[Link]
haring
5.4.4 Plano de Abandono da Brigada Escolar
O Programa Brigada Escolar – Defesa Civil na Escola é uma parceria da
Secretaria de Estado Educação e da Casa Militar da Governadoria – Divisão de
Defesa Civil, que visa promover a conscientização e a capacitação da Comunidade
Escolar do Estado do Paraná, para ações de enfrentamento de eventos danosos,
naturais ou antropogênicos, bem como o enfrentamento de situações emergenciais
no interior das escolas.
O Programa foi implantado no primeiro semestre do ano de dois mil e doze, na
rede estadual de ensino, tem por objetivo preparar os profissionais da educação,
para prestar os primeiros socorros, combater a princípio de incêndio e atividades de
emergências em geral, nas escolas, até a chegada de apoio qualificado. São
repassadas informações técnicas necessárias para a prática do plano de evacuação
da Instituição de Ensino, diante de situações de emergência.
O programa Brigada Escolar conta com etapas obrigatórias, de
conscientização, mobilização e operacionalização. Na primeira etapa é realizado o
planejamento da implantação com a comunidade escolar, considerando as
orientações sobre a importância do projeto na escola, sua utilidade e aplicação na
vida pessoal. Na segunda etapa, é previsto a organização da Brigada de
Emergência, a definição do papel de cada profissional na estrutura e suas funções, a
aquisição de materiais e equipamentos e o cronograma de simulações, sendo uma
realizada no primeiro semestre e outra no segundo semestre de cada ano letivo.
Uma das etapas do Programa Brigada Escolar: Defesa Civil na Escola é a
realização de um Curso de Formação de Brigadistas Escolares. Este curso é
oferecido pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná, em parceria com a
Defesa Civil e visa a capacitação de profissionais da educação para a atuação em
situações de emergência e riscos nas escolas.
Segue o link referente ao Plano de Abandono da Brigada Escolar e Plano de
Abandono.
[Link]
haring
5.4.5 Acompanhamento e avaliação do Projeto Político-Pedagógico
Numa proposta de gestão democrática observa-se a construção de um
processo de avaliação baseado na participação da comunidade escolar, tendo como
objetivo a melhoria da instituição de ensino.
A Avaliação é um instrumento de reflexão, análise, acompanhamento e
proposição de ações que norteiam o trabalho educativo, tem como propósito o
diálogo com a comunidade escolar para que possam pensar juntos, avaliar e propor
ações para a melhoria da qualidade na instituição de ensino, das relações
interpessoais e das condições de trabalho.
Acompanhar e avaliar o Projeto Político-Pedagógico é avaliar os resultados da
própria organização escolar e do trabalho pedagógico. Por se tratar de uma proposta
de cunho emancipatório, não assume caráter estático, mas deve ser considerado
como um documento vivo e dinâmico.
Portanto, o Projeto Político Pedagógico desenvolvido pelos integrantes desta
Instituição não é algo pronto e acabado, mas será sempre avaliado, repensado,
redimensionado e realimentado no que for necessário, assim, seu objetivo se
concretizará com sucesso.
A avaliação será constante para verificar a prática educativa da Instituição,
visando à integração com a comunidade, fazendo uma análise realista da missão da
escola, do perfil do cidadão, da aprendizagem, dos conteúdos, da metodologia, dos
recursos didáticos, da organização curricular e da avaliação, com todas as
Instâncias Colegiadas.
5.4.6 Avaliação institucional
Se a avaliação dos alunos costuma ser algo corriqueiro em qualquer escola,
quando falamos da análise do desempenho dos educadores, o assunto geralmente
fica mais complexo. Porém, esse momento é muito importante e não pode ser
negligenciado, cabendo aos diretores e mantenedores encontrar métodos eficazes
para avaliar os profissionais da sua instituição.
A avaliação institucional é um momento importante de análise e crescimento
para toda comunidade escolar. Ocorrerá em momentos diversos durante o ano letivo
nos momentos de formação.
5.4.7 Calendário Escolar
O Calendário Escolar é um planejamento de dias e atividades letivas e
escolares. Devem ser consideradas as orientações específicas e a fundamentação
legal. A Lei nº 9394/96 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seu artigo
nº 24, inciso I, determina uma carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas,
distribuídas por um mínimo de 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar.
A carga horária deve ser cumprida por todas as instituições de ensino que
ofertam a Educação Básica. São mencionados as datas comemorativas e
programações características da instituição bem como os feriados próprios do
município.
6. PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR (PPC)
A PPC segue a matriz curricular em vigência para cada segmento, forma de
organização e modalidade escolar. Além disso, sua definição pela instituição tem
como base os referenciais e currículos destinados à rede estadual de ensino do
Paraná.
Considerando-se o contexto pós pandemia é preciso atender a necessidade de
recomposição das aprendizagens, assim, os documentos norteadores são levados à
prática de forma coerente com cada realidade. Isto quer dizer que cada instituição
deve avaliar o níveis de aprendizagem atingidos pelos estudantes ao definir sua
Proposta Pedagógica Curricular.
6.1 Curso: Ensino Fundamental Anos Finais
Introdução
Ao longo dos últimos anos, a educação básica no Brasil passou por várias
reformulações das séries escolares e das nomenclaturas utilizadas. Por isso, é
comum ter dúvidas sobre a divisão do Ensino Fundamental (EF) em anos iniciais e
anos finais, antigamente nomeado como Ensino Fundamental I e II,
respectivamente.
A segunda etapa do Ensino Fundamental, nomeada como Anos Finais,
compreende do 6° ao 9° ano. Anteriormente, era chamada de 5ª série a 8ª série. O
ideal é que a criança comece essa fase com 11 anos de idade e termine com 14, já
no início da adolescência. Ou seja, essa é uma etapa de mudanças para o jovem.
Uma das mudanças que acontecem é a introdução de um maior número de
professores: em geral, há um para cada disciplina. Essa etapa traz novos desafios, o
que contribui para o ganho de independência e para a formação de um maior senso
de responsabilidade. Porém, é preciso que pais e escola estejam preparados para
promover uma adaptação tranquila nessa nova realidade.A carga horária anual para
esse segmento é de, no mínimo, 800 horas, distribuídas por, pelo menos, 200 dias
letivos.
Nesta fase, os estudantes recebem mais responsabilidades e ganham mais
autonomia nos estudos. Assim, eles passam a ter as ferramentas para acessar
diferentes fontes de conhecimento e formar um senso crítico mais apurado.
Matriz Curricular do Ensino Fundamental – Anos Finais
COLÉGIO ESTADUAL PROFESSOR GILDO ALUÍSIO SCHUCK
ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E NORMAL
Rua General Espírito Santo, 552 – Centro Fone/Fax: (42) 36352554/ 36352444
E-mail: ljsgildoschuck@[Link] CEP: 85301-170 Laranjeiras do Sul
NRE: 31 Laranjeiras do Sul MUNICÍPIO: 1340 – Laranjeiras do Sul
INSTITUIÇÃO DE ENSINO: 00422 – Col. Est. Prof. Gildo Aluísio Schuck – E. Fund. Médio e
Normal
ENDEREÇO: Rua General Espírito Santo, 552, Centro – Laranjeiras do sul – CEP: 85.301-100
TELEFONE: (42) 3635-2554 / (42) 3535-2444
ENTIDADE MANTENEDORA: Governo do Estado do Paraná
CURSO 4039: Ensino Fundamental 6º / 9º ano
TURNO: Manhã e C.H. TOTAL DO CURSO:
DIAS LETIVOS ANUAIS: 200 dias
Tarde 3.466 horas
ANO DE IMPLANTAÇÃO: 2023 FORMA: Simultânea
7º 8º 9º
6º ANO
COMPONENTES CURRICULARES (DISCIPLINAS) ANO ANO ANO
ARTE 2 2 2 2
CIÊNCIAS 3 3 3 3
EDUCAÇÃO FÍSICA 2 2 2 2
Base Nacional ENSINO RELIGIOSO 2 1 1 - -
Comum
GEOGRAFIA 2 3 3 3
Curricular -
BNCC HISTÓRIA 3 2 3 3
LÍNGUA PORTUGUESA 5 5 5 5
LÍNGUA INGLESA 2 2 2 2
MATEMÁTICA 5 5 5 5
Total de horas-aula semanais - BNCC 23 23 23 23
Parte REDAÇÃO E LEITURA 2 2 2 2
Diversificada PENSAMENTO COMPUTACIONAL - - 2 2
Total de horas-aula semanais - PD 2 2 4 4
Total de horas-aula semanais3 25 25 27 27
1 Matriz Curricular de acordo com LDB nº 9394/96.
2 Ensino Religioso: matrícula facultativa para o aluno. Deverá ser ofertada atividade pedagógica para os alunos que
não frequentarão para cumprimento de carga horária.
3 A carga horária dos 6o e 7o anos será de 5 (cinco) aulas diárias de 50 minutos; dos 8o e 9o anos deverá ser de 5
(cinco) aulas diárias de 50 minutos, três dias da semana, e de 6 (seis) aulas diárias de 50 minutos, dois dias na
semana.
Para implementar a matriz curricular deste segmento, a escola tem como base o
CREP - Currículo da Rede Estadual Paranaense e o Currículo Priorizado: O CREP -
Currículo da Rede Estadual Paranaense está disponível em:
[Link]
O Currículo Priorizado está disponível em:
[Link]
6.1.1 Área de Linguagens e suas tecnologias
Introdução
As atividades humanas realizam-se nas práticas sociais, mediadas por
diferentes linguagens: verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita),
corporal, visual, sonora e, contemporaneamente, digital. Por meio dessas práticas,
as pessoas interagem consigo mesmas e com os outros, constituindo-se como
sujeitos sociais.
Nessas interações, estão imbricados conhecimentos, atitudes e valores
culturais, morais e éticos. Na BNCC, a área de Linguagens é composta pelos
seguintes componentes curriculares: Língua Portuguesa, Arte, Educação Física e,
no Ensino Fundamental – Anos Finais, Língua Inglesa. A finalidade é possibilitar aos
estudantes participar de práticas de linguagem diversificadas, que lhes permitam
ampliar suas capacidades expressivas em manifestações artísticas, corporais e
linguísticas, como também seus conhecimentos sobre essas linguagens.
É importante que os alunos percebam que as linguagens são dinâmicas, e que
todos participam desse processo de constante transformação. No Ensino
Fundamental – Anos Iniciais, os componentes curriculares tematizam diversas
práticas, considerando especialmente aquelas relativas às culturas infantis
tradicionais e contemporâneas e o processo de alfabetização deve ser o foco da
ação pedagógica. Por sua vez, no Ensino Fundamental – Anos Finais, as
aprendizagens, nos componentes curriculares dessa área, ampliam as práticas de
linguagem conquistadas no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, incluindo a
aprendizagem de Língua Inglesa. Nesse segmento, a diversificação dos contextos
permite o aprofundamento de práticas.
É importante considerar, também, o aprofundamento da reflexão crítica sobre
os conhecimentos dos componentes da área, dada a maior capacidade de abstração
dos estudantes. Essa dimensão analítica é proposta não como fim, mas como meio
para a compreensão dos modos de se expressar e de participar no mundo,
constituindo práticas mais sistematizadas de formulação de questionamentos,
seleção, organização, análise e apresentação de descobertas e conclusões.
Língua Portuguesa
Introdução
Ao componente Língua Portuguesa cabe, proporcionar aos estudantes
experiências que contribuam para a ampliação dos letramentos, de forma a
possibilitar a participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais
permeadas/constituídas pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens.
As práticas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos gêneros e
textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, como também novas formas
de produzir, de configurar, de disponibilizar, de replicar e de interagir.
As novas ferramentas de edição de textos, áudios, fotos, vídeos tornam
acessíveis a qualquer um a produção e disponibilização de textos multissemióticos
nas redes sociais e outros ambientes da Web. Não só é possível acessar conteúdos
variados em diferentes mídias, como também produzir e publicar fotos, vídeos
diversos, podcasts, infográficos, enciclopédias colaborativas, revistas e livros digitais
etc. Depois de ler um livro de literatura ou assistir a um filme, pode-se postar
comentários em redes sociais específicas, seguir diretores, autores, escritores,
acompanhar de perto seu trabalho; podemos produzir playlists, vlogs, vídeos-minuto,
escrever fanfics, produzir e-zines, nos tornar um booktuber, dentre outras muitas
possibilidades.
O quadro organizador do Currículo Priorizado do componente curricular de
Língua Portuguesa é composto por: Práticas de Linguagem, Objetos de
Conhecimento, Conteúdos, Conhecimentos Prévios, Objetivos de Aprendizagem
Relacionados.
Quadro Organizador Curricular de Língua Portuguesa a partir do Currículo
Priorizado.
[Link]
uCrG4/edit?usp=sharing
Metodologia e Avaliação, arquivo editável, a partir do CREP:
[Link]
Qki2fJk/edit
Plataformas educacionais disponibilizadas pela SEED e que podem contribuir
como recurso para a mediação dos objetivos de aprendizagem:
[Link]
Currículo Priorizado - Língua Portuguesa:
[Link]
&ref=19509&ext=pdf&k=
Currículo da Rede Estadual Paranaense (CREP) componente curricular de
Língua Portuguesa:
[Link]
05/crep_lingua_portuguesa_anosfinais.pdf
Metodologia
O componente curricular de Língua Portuguesa trabalha com textos e
discussões afins, buscando a conscientização do estudante para seu papel no
contexto social. O trabalho ocorre por meio da oralidade, leitura-escuta, escrita e
análise linguística/ semiótica.
A prática da oralidade é vista como uma prática social interativa utilizada em
momentos de comunicação, através de vários gêneros e formas com
fundamentação na realidade sonora. Ela parte da informalidade para a formalidade
em situações de uso diversas.
Dessa forma, como nos apontamentos anteriores acerca do tratamento dado à
oralidade na escola, que muitas vezes desconsidera sua forte influência em nossa
história cultural e, assumindo a fala como conteúdo que implica conhecimentos
relativos às variedades linguísticas e às diferentes construções da língua, quanto
aos aspectos argumentativos do discurso, precisam ser desenvolvidas em sala de
aula atividades que favoreçam o desenvolvimento das habilidades de falar e ouvir,
como as relacionadas a seguir:
Apresentação de temas variados: história de família, da comunidade, um filme,
um livro, [Link] sobre situações significativas, uso do discurso oral para
emitir opiniões, justificar ou defender opções tomadas, dar entrevistas, apresentar
resumos, expor programações, dar avisos, fazer convites, etc. Confronto entre as
modalidades oral e escrita; debates, seminários, júris simulados e outras atividades
que possibilitem o desenvolvimento da argumentação; Análise de entrevistas
televisivas ou radiofônicas, discussão sobre charges, cartoons e outros através de
recurso audiovisual, computador, datashow.
A prática da leitura precisa ser vista, na escola, como uma prática consistente
do leitor perante a realidade. É necessário saber que no processo de formação de
leitores, a dificuldade advém de questões práticas, internas de sala de aula, muitas
vezes conflitantes, tudo isso permeado pela não clareza do significado do ato de
ler. Um texto fornece várias informações, conhecimentos, opiniões que, uma vez
socializados pela turma, favorecem a reflexão e ampliação de sentido sobre o que
foi lido. Assim, é importante que a leitura seja vista em função de uma concepção
interacionista de linguagem, segundo a qual busca-se formar leitores no âmbito
escolar.
Algumas estratégias podem favorecer, na escola, o envolvimento com a leitura,
como: cercar os alunos de livros que possam ser folheados, selecionados e
levados para casa; proporcionar um ambiente iluminado e atrativo para atividades
de leitura; organizar exposições de livros; ler trechos de obras e expô-los em
cartazes; leitura oral, desde poemas até histórias prediletas; entre outras.
Um dos trabalhos que apresenta algumas dificuldades devido à complexidade
de articulação com o conceito de língua é a prática da escrita. No momento que
liga o texto à gramática tradicional corre-se o risco de empobrecê-lo. A escrita deve
ser pensada e trabalhada em uma perspectiva discursiva que aborda o texto como
unidade potencializadora de sentidos, através da prática textual.
Pensar a prática da escrita é ter em mente que tanto o professor quanto o
aluno necessita, primeiramente, planejar o que será produzido; em seguida
escrever a primeira versão sobre a proposta apresentada e, finalmente, revisar,
reestruturar e reescrever esse texto. Por meio desse processo, em que o aluno cria
o hábito de planejar, escrever, revisar e reescrever seus textos, ele perceberá que
a reformulação da escrita não é motivo para constrangimento, não caracteriza que
o texto ficou “errado” e, sim, que é possível produzir textos que refletem seus
pontos de vista, suas fantasias e sua criatividade.
Também vale lembrar que, quando há uma proposta de produção escrita, é
necessário saber quem será o leitor deste texto, quem será o seu destinatário.
O objetivo dessa Proposta é formar usuários competentes da língua que,
através da fala, escrita e leitura, exercitem a linguagem de forma consistente e
flexível, adaptando-se a diferentes situações de uso. Não é possível atender a esse
objetivo se o ensino privilegiar uma única forma de análise dos fenômenos
linguísticos.
Avaliação
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral, ao final do mesmo deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0 podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta
(produção escrita, gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou descritiva, relatório,
mapa conceitual, seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas)
pela qual se obtém dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas
ao processo de ensino-aprendizagem;
As notas da Prova Paraná serão utilizadas como uma parcela do total de notas
de avaliações, totalizando um ponto (1,0), as atividades do Desafio Paraná serão
utilizadas como um bônus.
Quanto à elaboração de provas, o professor não deve submeter o aluno a um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.).
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número mínimo
de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02) recuperações e
o máximo de dez (10).
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada dos conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da recuperação
serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se
em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será
computada para a média final a nota de maior valor.
Redação e Leitura (Parte Diversificada)
Introdução
Este componente curricular da parte diversificada do Currículo é uma disciplina
nova que foi implantada no ano de 2023 e tem como finalidade trabalhar
especificamente a proposta de Redação e Leitura fazendo o uso principalmente das
Plataformas Redação Paraná e Leia Paraná.
O quadro organizador do Currículo Priorizado do componente curricular de
Redação e Leitura é composto por: Práticas de Linguagem, Objetos de
Conhecimento, Conteúdos, Conhecimentos Prévios, Objetivos de Aprendizagem
Relacionados.
Quadro Organizador Curricular de Redação e Leitura de a partir do Currículo
Priorizado:
[Link]
1yu0U/edit
Metodologia e Avaliação, arquivo editável a partir do CREP:
[Link]
Qki2fJk/edit?usp=sharing
Currículo Priorizado - Redação e leitura
[Link]
&ref=19510&ext=pdf&k=
Currículo da Rede Estadual Paranaense componente curricular de Língua
Portuguesa:
[Link]
05/crep_lingua_portuguesa_anosfinais.pdf
Link das aulas: Redação e Leitura - Google Drive
Leia Paraná
Os objetivos desta ferramenta são fomentar o gosto pela leitura, desenvolver
competências leitoras, fortalecer o hábito de ler nas diferentes áreas do
conhecimento e contribuir para o desenvolvimento da cultura digital.
Considerando a vivência em um mundo que a tecnologia se faz cada vez mais
presente na vida cotidiana, a plataforma digital Leia Paraná consiste em uma
ferramenta que contribui para o letramento digital tão necessário à
contemporaneidade.
O Leia Paraná visa fomentar novas práticas de leitura. Essas práticas,
respondem às demandas de um momento histórico em que muitos optam pela
leitura digital, seja pela facilidade de obter informações de diferentes lugares, à
praticidade de manuseio ou por proporcionar um acesso democrático.
No que diz respeito aos aspectos da avaliação, a plataforma tem a
característica de avaliação contínua, pois as mudanças no nível de aprendizado dos
alunos podem ser acompanhadas no decorrer de todo o trimestre, por exemplo, ao
verificar o desempenho dos alunos segundo a experiência de aprendizagem
enriquecida por meio dos exercícios disponibilizados ao longo da leitura.
Outro ponto importante que é contemplado pela plataforma é o fato de se
relacionar com as competências da BNCC. O mundo digital, como uma etapa da
construção do conhecimento histórico precisa ser valorizado e utilizado à medida
que é um elemento fundante para estabelecer uma sociedade justa, democrática e
inclusiva.
Plataforma Leia Paraná: [Link]
Redação Paraná
Os objetivos desta ferramenta são elaborar produções textuais cada vez
melhores, treinando, aperfeiçoando e melhorando, tanto a parte escrita, como o
desenvolvimento de ideias e argumentação no texto, visando a alcançar melhores
resultados em futuras redações e avaliações externas como o ENEM e vestibulares
em geral.
Levando em conta a importância da tecnologia na vida cotidiana, a plataforma
Redação Paraná é utilizada como uma ferramenta que auxilia no letramento digital
dos estudantes da Rede.
A plataforma Redação Paraná fomenta a escrita reflexiva, já que o estudante
tem a oportunidade de escrever e reescrever os mais diversos gêneros textuais que
circulam na sociedade. Além disso, é possível realizar uma correção linguística por
meio da inteligência artificial e estruturar os textos a partir da rubrica de correção e
do feedback enviado pelo professor, caracterizando-se, portanto, como uma
ferramenta que permite uma avaliação diagnóstica, processual, contínua e formativa.
É importante ressaltar que a plataforma está conectada com as competências
da BNCC. É necessário valorizar o mundo digital à medida que se trata de uma
etapa da construção do conhecimento historicamente acumulado e é utilizado para
estabelecer uma sociedade democrática e inclusiva.
Plataforma Redação Paraná: [Link]
Metodologia
A disciplina terá como metodologia o trabalho específico com a produção de
textos de diversos gêneros e a leitura com a finalidade trabalhar o uso
principalmente das Plataformas Redação Paraná e Leia Paraná.
Avaliação
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral, ao final do mesmo deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0 podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta
(produção escrita, gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou descritiva, relatório,
mapa conceitual, seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas)
pela qual se obtém dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas
ao processo de ensino-aprendizagem;
As notas da Prova Paraná serão utilizadas como uma parcela do total de notas
de avaliações, totalizando um ponto (1,0), as atividades do Desafio Paraná serão
utilizadas como um bônus.
Quanto à elaboração de provas, o professor não deve submeter o aluno a um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.).
A disciplina de Redação e Leitura terá 50% de notas referente às atividades de
redação e 50% de notas referente às atividades de leitura, sendo utilizadas as
plataformas Leitura e Redação Paraná.
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número mínimo
de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02) recuperações e
o máximo de dez (10).
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada dos conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da recuperação
serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se
em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será
computada para a média final a nota de maior valor.
Língua Inglesa
Introdução
Aprender a língua inglesa propicia a criação de novas formas de engajamento
e participação dos alunos em um mundo social cada vez mais globalizado e plural,
em que as fronteiras entre países e interesses pessoais, locais, regionais, nacionais
e transnacionais estão cada vez mais difusas e contraditórias.
Assim, o estudo da língua inglesa pode possibilitar a todos o acesso aos
saberes linguísticos necessários para engajamento e participação, contribuindo para
o agenciamento crítico dos estudantes e para o exercício da cidadania ativa, além
de ampliar as possibilidades de interação e mobilidade, abrindo novos percursos de
construção de conhecimentos e de continuidade nos estudos.
É esse caráter formativo que inscreve a aprendizagem de inglês em uma
perspectiva de educação linguística, consciente e crítica, na qual as dimensões
pedagógicas e políticas estão intrinsecamente ligadas. Ensinar inglês com essa
finalidade tem, para o currículo, três implicações importantes. A primeira é que esse
caráter formativo obriga a rever as relações entre língua, território e cultura, na
medida em que os falantes de inglês já não se encontram apenas nos países em
que essa é a língua oficial.
Plataforma Inglês Paraná
Considerando a relevância do ensino da Língua Inglesa no mundo
contemporâneo, em especial no que diz respeito à inserção no mercado de trabalho
e na importância de possibilitar acesso às informações vindas de todas as partes do
mundo, os estudantes do Paraná têm acesso à plataforma Inglês Paraná.
O objetivo principal desta ferramenta é democratizar o processo de ensino e
aprendizagem da Língua Inglesa em nossa rede. Existe uma heterogeneidade dos
diversos níveis de proficiência dos estudantes em sala de aula, estimulando o
estudante que já apresenta um maior domínio do idioma e facilitando a retomada e
revisão da aprendizagem quando necessário. A plataforma proporciona um
nivelamento onde o estudante será contemplado com um curso de acordo com o
seu nível.
A plataforma faz inicialmente um diagnóstico para checar o nível do estudante.
Depois disso a avaliação se faz de forma contínua, ou seja, o professor acompanha
o progresso do discente no decorrer do trimestre através das lições concluídas e dos
testes de certificados realizados.
Em suma, o projeto oferece a certificação seguindo o Quadro Comum Europeu
de Referências para Línguas (CEFR), contemplando habilidades da BNCC e
O quadro organizador do Currículo Priorizado do componente curricular de
Língua Inglesa é composto por: Práticas de Linguagem, Objetos de Conhecimento,
Conteúdos, Conhecimentos Prévios, Objetivos.
Quadro Organizador Curricular - Língua Inglesa a partir do Currículo
Priorizado.
[Link]
2EwSVo/edit?usp=sharing
Metodologia e Avaliação, arquivo editável a partir do CREP:
[Link]
5xnvS0/edit?usp=sharing
Plataforma Inglês Paraná:
[Link]
amlp/sso/assertionconsumer
Currículo Priorizado - Língua Inglesa
[Link]
05/crep_lingua_inglesa_2021_anosfinais.pdf
Currículo da Rede Estadual Paranaense componente curricular de Língua
Inglesa:
[Link]
05/crep_lingua_inglesa_2021_anosfinais.pdf
Metodologia
Tomando como base o conteúdo estruturante da disciplina de LEM que agrega
o discurso como prática social, voltado ao respeito à diversidade em todos os
âmbitos, seja cultural, étnico, social, de gênero, entre outros, sugere-se que ensino
de línguas priorize a igualdade e desmistificação do preconceito, bem como o
respeito e valorização do indivíduo como ser único e digno do saber.
A língua é entendida como interação por meio das práticas discursivas de
leitura, escrita e oralidade, a metodologia será orientada pela abordagem
comunicativa em que se leva em consideração o contexto interativo da prática do
discurso. Através do estudo de diferentes gêneros textuais o aluno será inserido no
universo da comunicação em língua inglesa nos mais diferentes contextos
linguísticos.
As práticas do uso da língua, leitura, oralidade e escrita serão feitas com o uso
de recursos didáticos diferenciados e com o uso das mídias existentes na escola:
- o livro didático enviado pela Secretaria de Estado da Educação (SEED),
revistas, jornais, histórias em quadrinhos e demais livros existentes na biblioteca da
escola. Serão analisadas propagandas, receitas, biografias, filmes, documentários e
outros;
- No laboratório de informática será utilizada a plataforma Inglês Paraná.
A sociedade espera um cidadão que esteja preparado para utilizar os recursos
tecnológicos existentes. Uma vez que é papel do professor a função de mediador e
facilitador da aprendizagem. Este deve propiciar aos alunos acesso ao saber,
utilizando para isso os recursos necessários e disponíveis de forma criativa e com
caráter científico. E para que o ensino aprendizagem se efetive cabe também ao
educador, adaptar sua metodologia de modo a atender as necessidades de cada
educando. Respeitando seu tempo de aprendizagem.
As atividades serão desenvolvidas utilizando a escrita em Língua Inglesa,
procurando valorizar os acertos e erros do educando no processo de construção do
conhecimento. Atividades que envolvam leitura, escrita e oralidade. Orientações do
professor, uso das mídias presentes na escola e do dicionário quando necessário.
Estes, entre outros recursos que permitam desenvolver os temas propostos.
Avaliação
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral, ao final do mesmo deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0 podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta
(produção escrita, gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou descritiva, relatório,
mapa conceitual, seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas)
pela qual se obtém dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas
ao processo de ensino-aprendizagem. Serão utilizados como avaliação atividades
da plataforma Inglês Paraná.
As notas da Prova Paraná serão utilizadas como uma parcela do total de notas
de avaliações, totalizando um ponto (1,0), as atividades do Desafio Paraná serão
utilizadas como um bônus.
Quanto à elaboração de provas, o professor não deve submeter o aluno a um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.).
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número mínimo
de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02) recuperações e
o máximo de dez (10).
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada dos conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da recuperação
serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se
em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será
computada para a média final a nota de maior valor.
Arte
Introdução
No Ensino Fundamental, o componente curricular Arte está centrado nas
seguintes linguagens: as Artes visuais, a Dança, a Música e o Teatro. Essas
linguagens articulam saberes referentes a produtos e fenômenos artísticos e
envolvem as práticas de criar, ler, produzir, construir, exteriorizar e refletir sobre
formas artísticas.
A sensibilidade, a intuição, o pensamento, as emoções e as subjetividades se
manifestam como formas de expressão no processo de aprendizagem em Arte. O
componente curricular contribui, ainda, para a interação crítica dos alunos com a
complexidade do mundo, além de favorecer o respeito às diferenças e o diálogo
intercultural, pluriétnico e plurilíngue, importantes para o exercício da cidadania.
A Arte propicia a troca entre culturas e favorece o reconhecimento de
semelhanças e diferenças entre elas. Nesse sentido, as manifestações artísticas não
podem ser reduzidas às produções legitimadas pelas instituições culturais e
veiculadas pela mídia, tampouco a prática artística pode ser vista como mera
aquisição de códigos e técnicas.
A aprendizagem de Arte precisa alcançar a experiência e a vivência artísticas
como prática social, permitindo que os alunos sejam protagonistas e criadores. A
prática artística possibilita o compartilhamento de saberes e de produções entre os
alunos por meio de exposições, saraus, espetáculos, performances, concertos,
recitais, intervenções e outras apresentações e eventos artísticos e culturais, na
escola ou em outros locais.
Os processos de criação precisam ser compreendidos como tão relevantes
quanto os eventuais produtos. Além disso, o compartilhamento das ações artísticas
produzidas pelos alunos, em diálogo com seus professores, pode acontecer não
apenas em eventos específicos, mas ao longo do ano, sendo parte de um trabalho
em processo.
A prática investigativa constitui o modo de produção e organização dos
conhecimentos em Arte. É no percurso do fazer artístico que os alunos criam,
experimentam, desenvolvem e percebem uma poética pessoal. Os conhecimentos,
processos e técnicas produzidos e acumulados ao longo do tempo em Artes visuais,
Dança, Música e Teatro contribuem para a contextualização dos saberes e das
práticas artísticas. Eles possibilitam compreender as relações entre tempos e
contextos sociais dos sujeitos na sua interação com a arte e a cultura.
O quadro organizador do Currículo Priorizado do componente curricular de
Arte é composto por: Unidade Temática, Objetos de Conhecimento, Orientações de
Conteúdos, Conhecimentos Prévios e Objetivos.
Quadro Organizador Curricular - Arte a partir do Currículo Priorizado.
[Link]
wrDoYm18/edit?usp=sharing
Metodologia e Avaliação, arquivo editável a partir do CREP:
[Link]
Saxa0FC8/edit?usp=sharing
Currículo Priorizado - Arte
[Link]
&ref=19502&ext=pdf&k=
Currículo da Rede Estadual Paranaense componente curricular de Arte
[Link]
05/crep_arte_2021_anosfinais.pdf
Plataformas educacionais disponibilizadas pela SEED e que podem contribuir
como recurso para a mediação dos objetivos de aprendizagem:
[Link]
Metodologia
O estudo da Arte contempla diferentes formas de expressão nas artes visuais,
dança, música e teatro. Nesse contexto, busca-se garantir ao estudante o acesso à
cultura de diferentes povos e em diferentes períodos artísticos, o conhecimento da
História da Arte, a reflexão e a crítica através da compreensão estética, da
diversidade de pensamento e da criação artística da humanidade ao longo dos
tempos e em diferentes lugares.
Compreensão do fenômeno artístico e o conhecimento da produção artística
que está relacionado ao fazer e criar, considerando questões como o saber
científico, formas de contato do público com a obra, entre outros.
O trabalho com a disciplina de Arte permite estabelecer relações a partir dos
conteúdos, possibilitando abordagens no tocante às legislações obrigatórias,
propiciando reflexões acerca de uma sociedade mais justa e com menos
disparidade de oportunidades entre os sujeitos.
Os alunos terão acesso à teoria, em forma de conteúdo e explicações sobre
determinado assunto, tendo assim um ponto de partida para a prática. Essa será
avaliada em sala de aula de forma individualizada ou, dependendo da atividade,
coletivamente. Os mesmos terão acesso, também, às tecnologias presentes na
escola, palestras, pesquisa de campo, etc. Será utilizada nas aulas de Artes
recursos audiovisuais, coleta de materiais, aulas práticas dentro do ambiente
escolar e, também, em outros ambientes.
Os alunos com necessidades especiais serão trabalhados de forma que
possam progredir dentro de suas possibilidades.
Avaliação
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral, ao final do mesmo deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0 podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta
(produção escrita, gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou descritiva, relatório,
mapa conceitual, seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas)
pela qual se obtém dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas
ao processo de ensino-aprendizagem; Na disciplina de Arte o professor avaliará
parte teórica e parte prática.
As notas da Prova Paraná serão utilizadas como uma parcela do total de notas
de avaliações, totalizando um ponto (1,0), as atividades do Desafio Paraná serão
utilizadas como um bônus.
Quanto à elaboração de provas, o professor não deve submeter o aluno a um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.).
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número mínimo
de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02) recuperações e
o máximo de dez (10).
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada dos conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da recuperação
serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se
em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será
computada para a média final a nota de maior valor.
Educação Física
Introdução
A Educação Física é o componente curricular que tematiza as práticas
corporais em suas diversas formas de codificação e significação social, entendidas
como manifestações das possibilidades expressivas dos sujeitos, produzidas por
diversos grupos sociais no decorrer da história.
Nessa concepção, o movimento humano está sempre inserido no âmbito da
cultura e não se limita a um deslocamento espaço-temporal de um segmento
corporal ou de um corpo todo. Nas aulas, as práticas corporais devem ser
abordadas como fenômeno cultural dinâmico, diversificado, pluridimensional,
singular e contraditório. Desse modo, é possível assegurar aos alunos a
(re)construção de um conjunto de conhecimentos que permitam ampliar sua
consciência a respeito de seus movimentos e dos recursos para o cuidado de si e
dos outros e desenvolver autonomia para apropriação e utilização da cultura
corporal de movimento em diversas finalidades humanas, favorecendo sua
participação de forma confiante e autoral na sociedade.
É fundamental frisar que a Educação Física oferece uma série de
possibilidades para enriquecer a experiência das crianças, jovens e adultos na
Educação Básica, permitindo o acesso a um vasto universo cultural.
Esse universo compreende saberes corporais, experiências estéticas,
emotivas, lúdicas e agonistas, que se inscrevem, mas não se restringem, à
racionalidade típica dos saberes científicos que, comumente, orienta as práticas
pedagógicas na escola.
Experimentar e analisar as diferentes formas de expressão que não se
alicerçam apenas nessa racionalidade é uma das potencialidades desse
componente na Educação Básica. Para além da vivência, a experiência efetiva das
práticas corporais oportuniza aos alunos participar, de forma autônoma, em
contextos de lazer e saúde. Há três elementos fundamentais comuns às práticas
corporais: movimento corporal como elemento essencial; organização interna (de
maior ou menor grau), pautada por uma lógica específica; e produto cultural
vinculado com o lazer/entretenimento e/ ou o cuidado com o corpo e a saúde.
Portanto, entende-se que essas práticas corporais são aquelas realizadas fora
das obrigações laborais, domésticas, higiênicas e religiosas, nas quais os sujeitos se
envolvem em função de propósitos específicos, sem caráter instrumental. Cada
prática corporal propicia ao sujeito o acesso a uma dimensão de conhecimentos e
de experiências aos quais ele não teria de outro modo.
A vivência da prática é uma forma de gerar um tipo de conhecimento muito
particular e insubstituível e, para que ela seja significativa, é preciso problematizar,
desnaturalizar e evidenciar a multiplicidade de sentidos e significados que os grupos
sociais conferem às diferentes manifestações da cultura corporal de movimento.
Logo, as práticas corporais são textos culturais passíveis de leitura e produção. Esse
modo de entender a Educação Física permite articulá-la à área de Linguagens,
resguardadas as singularidades de cada um dos seus componentes
O quadro organizador do Currículo Priorizado do componente curricular de
Educação Física é composto por: Unidade Temática, Objetos de Conhecimento,
Orientações de Conteúdos, Conhecimentos Prévios e Objetivos.
Quadro Organizador Curricular - Educação Física a partir do Currículo Priorizado:
[Link]
GWwz8bA/edit?usp=sharing
Metodologia e Avaliação, arquivo editável a partir do CREP:
[Link]
YrWlbM/edit?usp=sharing
Currículo Priorizado - Educação Física
[Link]
&ref=19504&ext=pdf&k=
Currículo da Rede Estadual Paranaense componente curricular de Língua
Inglesa:
[Link]
05/crep_educacao_fisica_2021_anosfinais.pdf
Plataformas educacionais disponibilizadas pela SEED e que podem contribuir
como recurso para a mediação dos objetivos de aprendizagem:
[Link]
Metodologia
A ação pedagógica da Educação Física deve estimular a reflexão sobre o acervo
de formas e representações do mundo que o ser humano tem produzido,
exteriorizadas pela expressão corporal em jogos, brinquedos e brincadeiras, dança,
lutas, ginástica e esportes. Essas expressões podem ser identificadas como formas
de representação simbólica de realidades vividas pelo homem podendo ser
trabalhadas em nossas aulas de várias maneiras, tornando os conteúdos
contemplados nos currículos mais interessantes e significativos a partir do método
utilizado durante as abordagens.
É possível, a partir desta proposta metodológica, que o aluno veja sentido em
sua capacidade de analisar, agir e reagir diante de uma perspectiva de transformação
da realidade social, com um olhar crítico, que lhe permita perceber as relações de
poder que se constituem e ter uma postura reflexiva, dando-lhe autonomia para que
faça suas opções sob os mais variados temas que se apresentam nas esferas
econômicas, políticas e sociais.
Os esportes devem ser trabalhados através de uma práxis que busque levantar
suas raízes históricas, concepções e evolução social;
Os jogos e as brincadeiras devem ser abordados considerando a realidade
regional e da cultura corporal do aluno através das expressões e manifestações
características destes elementos.
A consciência corporal deverá ser trabalhada de forma que o aluno possa
aprender a lidar com situações do dia a dia, a partir das noções que possui de corpo,
através de aulas teórico-práticas do conhecimento e desenvolvimento humano, com
ênfase às questões relacionadas ao jovem e ao adolescente, atentando para a
diversidade étnico-racial. A
A ginástica será trabalhada através de seu conhecimento histórico, suas origens
e sua disseminação do Brasil, bem como através de movimentos criativos e/ou
coreografados com o uso ou não de música, levando o educando a compreensão e
análise dos pressupostos que também podem ser vistos como teórico-metodológicos,
para uma postura crítica em relação à sociedade e as suas injustiças, promovendo a
inclusão, a emancipação e a autonomia;
Considera-se a dança uma expressão representativa de diversos aspectos da
vida do homem. Pode ser considerada como linguagem social que permite a
transmissão de sentimentos, emoções da afetividade vivida nas esferas da
religiosidade, do trabalho, dos costumes, hábitos, da saúde, da guerra, etc.
Organização de eventos que possibilitem a participação ativa dos alunos, no
desenvolvimento e na aplicação das atividades; utilizar-se de uma proposta
metodológica que venha de encontro às concepções crítico superadora e crítico
emancipatória, no sentido de utilizar-se de situações-problema e de projetos que
ampliem a organização e planejamento das aulas, incluindo o projeto Jogos Internos.
Trabalhar com as lutas por meio de atividades que vislumbrem o potencial do
corpo dos educandos, esclarecendo o que se constituiu historicamente a partir das
relações das classes, indicando a necessidade de conhecer com mais profundidade
como surgiu a capoeira no Brasil e o que ela representa na luta pelas relações contra
hegemônicas e resgatar a consciência negra, sua marginalização em oposição à
exacerbação do eurocentrismo, contemplando a etnia Asiática a partir de aulas
teórico-práticas de karatê, judô entre outras lutas, visando potencializar o
aprendizado, a disciplina através do respeito mútuo que as lutas exigem e a inclusão
social que sonhamos;
Utilizar-se da leitura e da produção de textos que auxiliem o aluno a formar
conceitos próprios a partir do seu entendimento da realidade bem como relatá- los
com clareza e coerência, relacionado os referenciais trabalhados nas aulas.
Avaliação
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral, ao final do mesmo deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0 podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta
(produção escrita, gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou descritiva, relatório,
mapa conceitual, seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas)
pela qual se obtém dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas
ao processo de ensino-aprendizagem. Na disciplina de Educação física o professor
avaliará parte teórica e parte prática.
As notas da Prova Paraná serão utilizadas como uma parcela do total de notas
de avaliações, totalizando um ponto (1,0), as atividades do Desafio Paraná serão
utilizadas como um bônus.
Quanto à elaboração de provas, o professor não deve submeter o aluno a um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.).
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número mínimo
de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02) recuperações e
o máximo de dez (10).
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada dos conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da recuperação
serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se
em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será
computada para a média final a nota de maior valor.
6.1.2 Área de Ciência Humanas e Sociais e Aplicadas
História
Introdução
Todo conhecimento sobre o passado é também um conhecimento do presente
elaborado por distintos sujeitos. O historiador indaga com vistas a identificar, analisar
e compreender os significados de diferentes objetos, lugares, circunstâncias,
temporalidades, movimentos de pessoas, coisas e saberes. As perguntas e as
elaborações de hipóteses variadas fundamentam não apenas os marcos de
memória, mas também as diversas formas narrativas, ambos expressão do tempo,
do caráter social e da prática da produção do conhecimento histórico.
As questões que nos levam a pensar a História como um saber necessário
para a formação das crianças e jovens na escola são as originárias do tempo
presente. O passado que deve impulsionar a dinâmica do ensino-aprendizagem no
Ensino Fundamental é aquele que dialoga com o tempo atual.
A relação passado/presente não se processa de forma automática, pois exige o
conhecimento de referências teóricas capazes de trazer inteligibilidade aos objetos
históricos selecionados.
O que nos interessa no conhecimento histórico é perceber a forma como os
indivíduos construíram, com diferentes linguagens, suas narrações sobre o mundo
em que viveram e vivem, suas instituições e organizações sociais. A história não
emerge como um dado ou um acidente que tudo explica: ela é a correlação de
forças, de enfrentamentos e da batalha para a produção de sentidos e significados,
que são constantemente reinterpretados por diferentes grupos sociais e suas
demandas – o que, consequentemente, suscita outras questões e discussões.
O exercício do “fazer história”, de indagar, é marcado, inicialmente, pela
constituição de um sujeito. Em seguida, amplia-se para o conheciimento de um
“Outro”, às vezes semelhante, muitas vezes diferente. Depois, alarga-se ainda mais
em direção a outros povos, com seus usos e costumes específicos. Por fim, parte-se
para o mundo, sempre em movimento e transformação. Entre os saberes
produzidos, destaca-se a capacidade de comunicação e diálogo, instrumento
necessário para o respeito à pluralidade cultural, social e política, bem como para o
enfrentamento de circunstâncias marcadas pela tensão e pelo conflito.
A lógica da palavra, da argumentação, é aquela que permite ao sujeito
enfrentar os problemas e propor soluções com vistas à superação das contradições
políticas, econômicas e sociais do mundo em que vivemos.
Para se pensar o ensino de História, é fundamental considerar a utilização de
diferentes fontes e tipos de documento (escritos, iconográficos, materiais, imateriais)
capazes de facilitar a compreensão da relação tempo e espaço e das relações
sociais que os geraram.
Os registros e vestígios das mais diversas naturezas (mobiliário, instrumentos
de trabalho, música etc.) deixados pelos indivíduos carregam em si mesmos a
experiência humana, as formas específicas de produção, consumo e circulação,
tanto de objetos quanto de saberes. Nessa dimensão, o objeto histórico
transforma-se em exercício, em laboratório da memória voltado para a produção de
um saber próprio da história.
O quadro organizador do Currículo Priorizado do componente curricular de
História é composto por: Unidade Temática, Objetos de Conhecimento, Orientações
de Conteúdos, Conhecimentos Prévios e Objetivos.
Acesse o link para o Quadro Organizador Curricular - História a partir do
Currículo Priorizado.
[Link]
qbTFUm-0/edit?usp=sharing
Acesse o link para a Metodologia e Avaliação, arquivo editável a partir do CREP:
[Link]
NtWAy-3M/edit
Acesse o link para as plataformas educacionais disponibilizadas pela SEED e que
podem contribuir como recurso para a mediação dos objetivos de aprendizagem:
[Link]
Para aprofundamento:
Acesse o link para o Currículo Priorizado - História
[Link]
&ref=19503&ext=pdf&k=
Acesse o link para o Currículo da Rede Estadual Paranaense componente curricular
de História
[Link]
05/crep_historia_2021_anosfinais.pdf
Metodologia
O objeto de estudo da disciplina de História são as ações e relações humanas
no tempo, acrescidas de temáticas contemporâneas. Os conteúdos básicos e
específicos a partir das Histórias locais e do Brasil e suas relações locais ou
analógicas com a História Geral, permitem acesso ao conhecimento de múltiplas
ações humanas no tempo e no espaço. E por meio do processo pedagógico, busca-
se construir uma consciência histórica que possibilite compreender a realidade
contemporânea e as implicações do passado em sua constituição.
No ensino de História a formação de uma consciência de compreensão de um
mundo globalizado de uma visão onde a nossa história não se torne mero apêndice
da História Geral, considerando ainda que essa História Geral está restrita ao mundo
europeu desconsiderando outros continentes.
Torna-se necessário a valorização dos sujeitos históricos como objetos de
análise históricos e como agentes que buscam a construção do conhecimento
através da reflexão teórica da produção conceitual de sua prática vivencial e
investigativa no universo escolar. As estruturas sociais – históricas podem ser
descobertas, interpretadas e analisadas a partir de metodologia que se confronta
com dados empíricos tais como as fontes históricas.
Nesta concepção as teorias e as metodologias não são somente formas
discursivas, pois elas se constituem a partir da realidade sócia – histórica do objeto
de estudo enquanto elemento relativamente autônomo em relação à realidade
complexa e total. Recorrer ao uso de vestígios e fontes históricas nas aulas de
História pode favorecer o pensamento histórico e a iniciação aos métodos de
trabalho do historiador. A intenção do trabalho com documentos em sala de aula é
de desenvolver a autonomia intelectual adequada, que permita ao aluno realizar
análises críticas da sociedade por meio de uma consciência histórica.
O livro didático é o documento pedagógico e mais popular usado nas aulas de
História mais para o desenvolvimento das aulas o professor precisa relativizar o livro
didático, uma vez que as explicações nele apresentadas são limitadas,isso não
significa que o livro didático deva ser abandonado pelo professor, mas
problematizado junto aos alunos, de modo que se identifiquem seus limites e
possibilidades.
Implica também a busca de outros referenciais que complementam o conteúdo
tratado em sala de aula. Busca-se trabalhar com vestígios e fontes históricas
diversas (livros, jornais, filmes, imagens, objetos, canções, palestras, relatos de
memória, etc.) e fundamentação na historiografia.
Problematização do conteúdo, construindo um diálogo entre passado e
presente, e não reproduzindo conhecimentos neutros e acabados sobre fatos que
ocorreram em outras sociedades e outras épocas nas narrativas históricas
produzidas pelos sujeitos.
As aulas devem ser propostas de forma que possibilite ao aluno relacionar os
conhecimentos já adquiridos, aprofundando e ampliando-os, e relacionando- os com
os fatos locais, estaduais, nacional e mundial permitindo a compreensão das
influências recebidas nos aspectos históricos e culturais
Avaliação
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral, ao final do mesmo deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0 podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta
(produção escrita, gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou descritiva, relatório,
mapa conceitual, seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas)
pela qual se obtém dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas
ao processo de ensino-aprendizagem. Na disciplina de Educação física o professor
avaliará parte teórica e parte prática.
As notas da Prova Paraná serão utilizadas como uma parcela do total de notas
de avaliações, totalizando um ponto (1,0), as atividades do Desafio Paraná serão
utilizadas como um bônus.
Quanto à elaboração de provas, o professor não deve submeter o aluno a um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.).
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número mínimo
de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02) recuperações e
o máximo de dez (10).
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada dos conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da recuperação
serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se
em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será
computada para a média final a nota de maior valor.
Geografia
Introdução
Estudar Geografia é uma oportunidade para compreender o mundo em que se
vive, na medida em que esse componente curricular aborda as ações humanas
construídas nas distintas sociedades existentes nas diversas regiões do planeta. Ao
mesmo tempo, a educação geográfica contribui para a formação do conceito de
identidade, expresso de diferentes formas: na compreensão perceptiva da
paisagem; nas relações com os lugares vividos; nos costumes que resgatam a
nossa memória social; na identidade cultural; e na consciência de que somos
sujeitos da história, distintos uns dos outros e, por isso, convictos das nossas
diferenças.
Para fazer a leitura do mundo em que vivem, com base nas aprendizagens em
Geografia, os alunos precisam ser estimulados a pensar espacialmente,
desenvolvendo o raciocínio geográfico. O pensamento espacial está associado ao
desenvolvimento intelectual que integra conhecimentos não somente da Geografia,
mas também de outras áreas. Essa interação visa à resolução de problemas que
envolvem mudanças de escala, orientação e direção de objetos localizados na
superfície terrestre, efeitos de distância, relações hierárquicas, tendências à
centralização e à dispersão, efeitos da proximidade e vizinhança etc.
O raciocínio geográfico, uma maneira de exercitar o pensamento espacial,
aplica determinados princípios para compreender aspectos fundamentais da
realidade: a localização e a distribuição dos fatos e fenômenos na superfície
terrestre, o ordenamento territorial, as conexões existentes entre componentes
físico-naturais e as ações antrópicas.
Essa é a grande contribuição da Geografia aos alunos da Educação Básica:
desenvolver o pensamento espacial, estimulando o raciocínio geográfico para
representar e interpretar o mundo em permanente transformação e relacionando
componentes da sociedade e da natureza.
Nessa direção, a BNCC está organizada com base nos principais conceitos da
Geografia contemporânea, diferenciados por níveis de complexidade. Embora o
espaço seja o conceito mais amplo e complexo da Geografia, é necessário que os
alunos dominem outros conceitos mais operacionais e que expressam aspectos
diferentes do espaço geográfico: território, lugar, região, natureza e paisagem.
O quadro organizador do Currículo Priorizado do componente curricular de
Geografia é composto por: Unidade Temática, Objetos de Conhecimento,
Orientações de Conteúdos, Conhecimentos Prévios e Objetivos.
Acesse o link para o Quadro Organizador Curricular - Geografia a partir do
Currículo Priorizado:
[Link]
w1hRo/edit?usp=sharing
Acesse o link para a Metodologia e Avaliação, arquivo editável a partir do CREP:
[Link]
v5SE73kw/edit?usp=sharing
Acesse o link para as plataformas educacionais disponibilizadas pela SEED e que
podem contribuir como recurso para a mediação dos objetivos de aprendizagem:
[Link]
Para aprofundamento:
Acesse o link para o Currículo Priorizado - Geografia
[Link]
&ref=19501&ext=pdf&k=
Acesse o link para o Currículo da Rede Estadual Paranaense componente curricular
de Geografia
[Link]
05/crep_geografia_2021_anosfinais.pdf
Metodologia
Propõe-se que os conteúdos geográficos devam ser trabalhados de uma forma
crítica e dinâmica, interligados com a realidade próxima e distante dos alunos, em
coerência com os fundamentos teóricos propostos mantendo a coerência com os
fundamentos teóricos, cujos conteúdos específicos deverão ser abordados a partir
do enfoque de cada Unidade Temática.
O professor deve estimular a participação ativa dos alunos, mediante a
aplicação de várias técnicas ou estratégicas, seja de ensino individualizado, seja de
ensino socializado (trabalho em equipe, debates, questões desafiadoras, discussões
coletivas, estudos dirigidos, produção individual), aulas de campo, recursos
audiovisuais; filmes, trechos de filmes, programas de reportagens e imagens em
geral; cartografia; leituras e etc. Por meio de mapas, fotografias, slides, poemas,
charges, ilustrações, textos e outras linguagens indispensáveis ao ensino, o aluno
deve desenvolver a capacidade de observar, perguntas, ler (gráficos e mapas)
comparar, justificar, explicar, habilidades indispensáveis para que esteja em contínua
reconstrução do seu conhecimento.
O ensino de Geografia deve possibilitar ao educando, tomar conhecimento dos
conteúdos conceituais e também os conteúdos relacionados a atitudes, valores ou
procedimentos que são fundamentais para o convívio social, dando condições de
compreender o mundo e suas dimensões sociais, culturais, ambientais, econômicas
e políticas, e outros problemas que envolvem a sociedade.
O ensino da Geografia se traduz pelo estudo descrito e observação das
paisagens naturais e humanizadas, estabelecendo relações, analogias e
generalizações voltadas para as questões espaciais locais, regionais, nacionais e ou
mundial de maneira crítica para que se possa intervir na construção do espaço
geográfico de forma benéfica para toda a sociedade.
Avaliação
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral, ao final do mesmo deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0 podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta
(produção escrita, gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou descritiva, relatório,
mapa conceitual, seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas)
pela qual se obtém dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas
ao processo de ensino-aprendizagem. Na disciplina de Educação física o professor
avaliará parte teórica e parte prática.
As notas da Prova Paraná serão utilizadas como uma parcela do total de notas
de avaliações, totalizando um ponto (1,0), as atividades do Desafio Paraná serão
utilizadas como um bônus.
Quanto à elaboração de provas, o professor não deve submeter o aluno a um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.).
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número mínimo
de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02) recuperações e
o máximo de dez (10).
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada dos conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da recuperação
serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se
em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será
computada para a média final a nota de maior valor.
Ensino Religioso
Introdução
A inclusão do ensino de temas religiosos na educação brasileira pode ser
identificada nas atividades de evangelização promovidas pela Companhia de Jesus
e outras instituições religiosas a educação como um todo, tinha o objetivo de
conduzir os indígenas ao abandono de suas crenças e costumes para se
submeterem aos preceitos da igreja Católica Apostólica Romana.
Após a proclamação da república o ensino passou a ser laico, público, gratuito
e obrigatório. Então somente a partir da Constituição de 1934, o Ensino Religioso foi
posto como disciplina na escola pública, com matrícula facultativa. Em meados da
década de 60, surgiram debates sobre a questão da liberdade religiosa, nesse
contexto o Ensino Religioso perdeu sua função catequética.
Porém, na prática as aulas continuavam a ser ministrada por professores leigos
a voluntários, nessas condições, a identidade do Ensino Religioso como disciplina
escolar foi muito fragilizada. Na LDB 4024/61, o Ensino religioso foi citado no Art. 97,
o que determina que essa disciplina deva ser de matrícula facultativa, e o Ensino
Religioso continuou sendo marginalizado no contexto escolar.
Durante o regime militar, o Ensino Religioso continuou a ter matrícula
facultativa e foi implantado como disciplina escolar em 1972. Em março de 1973, no
Estado do Paraná, com a criação do “Centro Interconfessional de Educação”,
aconteceram às primeiras reuniões com os educadores das escolas municipais e
estaduais de Curitiba e o Ensino Religioso passou a ter o conteúdo ministrado pelo
sistema radiofônico.
Em 1976, pela resolução n.º 754/76, foi autorizada a realização dos cursos de
Atualização Religiosa, o objetivo desse curso era aprofundar e atualizar os
conhecimentos de fundamentação bíblica e os conteúdos se pautava na visão global
dos Antigo e Novo Testamento. No ano de 1981, nasce um novo programa de rádio
o “Liga Sim”, dirigido aos professores, para favorecer a preparação dos temas a
serem tratados nas aulas de Ensino Religioso.
Em 1987, teve início o curso de Especialização em Pedagogia Religiosa para
professores interessados em ministrar aulas de Ensino Religioso, durante o
desenvolvimento do curso, houve preocupação com a formação do professor para
ministrar aulas de Ensino Religioso.
As discussões sobre o Ensino Religioso foram intensificadas com a
promulgação da Constituição em 1988. Aos anos 80, as tradições religiosas,
asseguraram no documento o direito à liberdade de culto e de expressão religiosa. O
Estado do Paraná elaborou o Currículo básico para a Escola Pública do Paraná, em
1990. Na primeira edição o Ensino religioso não é apresentado, como as demais
disciplinas, apenas em 1992 foi publicado um caderno para o Ensino Religioso e
mais uma vez, identificou-se o esvaziamento do papel do Estado em relação ao
Ensino Religioso.
A partir da nova LDBEN 93 94/96, as discussões nacionais sobre o Ensino
Religioso continuaram, mesmo após promulgação da nova Constituição Federal. No
artigo 33 da LDBEN 9394/96 é elaborada uma nova concepção de Ensino Religioso,
superando o caráter proselitista. Art.33- O Ensino Religioso, de matrícula facultativa,
é parte integrante da formação básica do cidadão, constitui disciplina dos horários
normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito a
diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo.
A Lei estabelece a obrigatoriedade da oferta de Ensino Religioso de qualidade
e laico em todas as escolas públicas, porém a frequência do aluno é facultativa. A lei
também estabelece que esta disciplina deva pautar-se na diversidade cultural
religiosa do Brasil e não privilegiar esta ou aquela religião. Nenhuma religião deverá
ser apresentada como superior às outras.
O Ensino Religioso deve contribuir para superar a desigualdade étnica religiosa
e garantir o direito constitucional de liberdade de crença e expressão.
O quadro organizador do Currículo Priorizado do componente curricular de
Ensino Religioso é composto por: Unidade Temática, Objetos de Conhecimento,
Orientações de Conteúdos, Conhecimentos Prévios e Objetivos.
Acesse o link para o Quadro Organizador do Currículo Priorizado
[Link]
BknRHA4/edit?usp=sharing
Acesse o link para a Metodologia e Avaliação, arquivo editável a partir do CREP:
[Link]
HTeDIDtTE/edit?usp=sharing
Acesse o link para as plataformas educacionais disponibilizadas pela SEED e que
podem contribuir como recurso para a mediação dos objetivos de aprendizagem:
[Link]
Para aprofundamento:
Acesse o link para o Currículo Priorizado - Ensino Religioso
[Link]
&ref=19505&ext=pdf&k=
Acesse o link para o Currículo da Rede Estadual Paranaense componente curricular
de Ensino Religioso
[Link]
05/crep_ensino_religioso_2021_anosfinais.pdf
Metodologia
Propõe-se um encaminhamento metodológico baseado na aula dialogada, isto
é, a partir da experiência religiosa do aluno e de seus conhecimentos prévios para,
em seguida, apresentar o conteúdo que será trabalhado.
Os conhecimentos prévios dos alunos são compostos por uma visão de senso
comum, empírica, sincrética, na qual quase tudo parece natural, como afirma
Saviani (1991,p. 80). O professor, por sua vez, deve posicionar-se de forma clara,
objetiva e crítica quanto ao conhecimento sobre o Sagrado e seu papel
sociocultural. Assim, exercerá o papel de mediador entre os saberes que o aluno já
possui e os conteúdos a serem trabalhados em sala de aula.
A abordagem teórica do conteúdo, pressupõe sua contextualização, pois o
conhecimento só faz sentido quando associado ao contexto histórico, político e
social. Ou seja, estabelecem-se relações entre o que ocorre na sociedade, o objeto
de estudo da disciplina, nesse caso, o Sagrado e os conteúdos estruturantes.
A interdisciplinaridade é fundamental para efetivar a contextualização do
conteúdo, pois se articulam os conhecimentos de diferentes disciplinas curriculares
e, ao mesmo tempo, assegura-se a especificidade dos campos de estudo e do
Ensino Religioso.
Para efetivar esse processo de ensino- aprendizagem com êxito faz-se
necessário abordar cada expressão do Sagrado do ponto de vista laico, não
religioso. O professor estabelecerá uma relação pedagógica frente ao universo das
manifestações religiosas, tomando-o como construção histórico-social e patrimônio
cultural da humanidade. Repudiam-se, então, quaisquer juízos de valor sobre esta
ou aquela prática religiosa.
Considerando a diversidade de referenciais teóricos é recomendável que o
professor dê prioridade às produções de pesquisadores da respectiva manifestação
do Sagrado em estudo para evitar fontes de informação comprometidas com
interesses de uma ou outra tradição religiosa. Tal cuidado é importante porque,
como estratégia de valorização da própria doutrina ou como meio de atrair novos
adeptos, há produções de cunho confessional que buscam legitimar seus
pressupostos e, por essa razão, desqualificam outras manifestações.
É preciso respeitar o direito à liberdade de consciência e a opção religiosa do
educando, razão pela qual a reflexão e a análise dos conteúdos valorizarão
aspectos reconhecidos como pertinentes ao universo do Sagrado e da diversidade
sociocultural. Portanto, para efetividade do processo pedagógico na disciplina de
Ensino Religioso, propõe-se que seja destacado o conhecimento das bases
teóricas que compõem o universo das diferentes culturas, nas quais se firmam o
Sagrado e suas expressões coletivas.
Alguns instrumentos pedagógicos podem auxiliar o professor em sala de aula,
como por exemplo, materiais auditivos, visuais e audiovisuais (imagens, música,
vídeo e outros).
Avaliação
Este componente curricular é facultativo para o estudante e não há
mensuração de notas, sendo que o professor propõe atividades referentes à
disciplina sem a proposição de atribuir notas.
6.1.3 Área de Matemática e suas Tecnologias
Matemática
Ao se tratar do ensino de Matemática, há duas questões relevantes a se
pensar: as razões que nos levam a ensinar Matemática e as que levam a
aprender Matemática. Esta é ensinada devido à sua especificidade na
construção do conhecimento e na formação do indivíduo, pois é utilizada como
base nos diversos ramos do conhecimento. Aprendendo Matemática, é possível
desenvolver atitudes e hábitos de pensamento que podem possibilitar uma maior
compreensão do cotidiano. Atualmente, se aceita que a Matemática é uma
ciência viva e dinâmica, produto histórico, cultural e social.
A Matemática não se restringe apenas à quantificação de fenômenos
determinísticos – contagem, medição de objetos, grandezas – e das técnicas de
cálculo com os números e com as grandezas, pois também estuda a incerteza
proveniente de fenômenos de caráter aleatório. A Matemática cria sistemas
abstratos, que organizam e interrelacionam fenômenos do espaço, do movimento,
das formas e dos números, associados ou não a fenômenos do mundo físico.
Estes sistemas contêm ideias e objetos que são fundamentais para a
compreensão de fenômenos, a construção de representações significativas e
argumentações consistentes nos mais variados contextos.
Apesar de a Matemática ser, por excelência, uma ciência hipotético-dedutiva,
porque suas demonstrações se apoiam sobre um sistema de axiomas e postulados,
é de fundamental importância também considerar o papel heurístico das
experimentações na aprendizagem da Matemática.
No Ensino Fundamental, essa área, por meio da articulação de seus diversos
campos – Aritmética, Álgebra, Geometría, Estatística e Probabilidade –, precisa
garantir que os alunos relacionem observações empíricas do mundo real a
representações (tabelas, figuras e esquemas) e associem essas representações a
uma atividade matemática (conceitos e propriedades), fazendo induções e
conjecturas.
Assim, espera-se que eles desenvolvam a capacidade de identificar
oportunidades de utilização da matemática para resolver problemas, aplicando
conceitos, procedimentos e resultados para obter soluções e interpretá-las segundo
os contextos das situações. A dedução de algumas propriedades e a verificação de
conjecturas, a partir de outras, podem ser estimuladas, sobretudo ao final do Ensino
Fundamental.
O quadro organizador do Currículo Priorizado do componente curricular de
Matemática é composto por: Unidade Temática, Objetos de Conhecimento,
Orientações de Conteúdos, Conhecimentos Prévios e Objetivos.
Acesse o link para o Quadro Organizador Curricular de Matemática a partir do
Currículo Priorizado.
[Link]
2NovMmg/edit?usp=sharing
Acesse o link para a Metodologia e Avaliação, arquivo editável, a partir do CREP:
[Link]
SvvODGk/edit?usp=sharing
Acesse o link para as plataformas educacionais disponibilizadas pela SEED e que
podem contribuir como recurso para a mediação dos objetivos de aprendizagem:
[Link]
Acesse o link para a Plataforma Matemática Paraná Matific - 6º e 7º anos:
[Link]
Considerando a vivência em um mundo que a tecnologia se faz cada vez mais
presente na vida cotidiana, a plataforma digital Matific consiste em uma ferramenta
que contribui para o letramento matemático e a apropriação de habilidades da área.
O mundo digital, como uma etapa da construção do conhecimento histórico precisa
ser valorizado e utilizado à medida que é um elemento fundante para estabelecer
uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
A plataforma fomenta a apropriação de diferentes objetivos de aprendizagem
envolvendo as diferentes unidades temáticas, como Geometria, Álgebra, Números,
Probabilidade e Estatística, bem como propicia o desenvolvimento do raciocínio
lógico. O estudante tem a oportunidade de realizar as atividades de uma forma
lúdica, tornando-o centro do processo de aprendizagem, além de recuperar
possíveis lacunas de aprendizagem.
Outro ponto importante que é contemplado pela plataforma Matific é o fato de
se relacionar com as competências da BNCC, além de seguir o Currículo da Rede
Estadual do Paraná.
No que diz respeito aos aspectos da avaliação, a plataforma Matific tem a
característica de avaliação contínua, pois as mudanças no nível de aprendizado dos
estudantes podem ser verificadas no decorrer de todo o trimestre. A plataforma
conta com tecnologia de inteligência artificial que é capaz de avaliar as dificuldades
selecionando os exercícios de acordo com o nível demonstrado, permitindo fazer
avaliação diagnóstica. Partindo desta perspectiva é possível acompanhar a evolução
através dos relatórios de desempenho nas tentativas de resolução exemplo, ao
verificar a evolução dos estudantes no painel do professor e nos relatórios de
desempenho, ao mesmo tempo em que o estudante recebe uma devolutiva sobre a
sua aprendizagem.
Acesse o link para a Plataforma Matemática Paraná Khan Academy - 8º e 9º
anos:
[Link]
O objetivo da plataforma Khan Academy consiste em promover o aprendizado
por domínio, isto é, um estudante precisa dominar totalmente um conceito antes de
iniciar outro mais avançado. As atividades visam fortalecer a base de conhecimento
dos estudantes e apoiar a recuperação da aprendizagem nos casos de eventuais
lacunas observadas ao longo do processo escolar.
A plataforma disponibiliza materiais alinhados ao Currículo da Rede Estadual
do Paraná. O curso desta ferramenta é dividido por trimestre e aulas, e em cada
aula estão incluídos os vídeos, artigos, exercícios, testes e desafios que verificam o
nível de compreensão dos estudantes e mostram quanto o seu aluno realmente
aprendeu nos temas abordados.
A plataforma Khan Academy fomenta a apropriação de diferentes objetivos de
aprendizagem envolvendo as diferentes unidades temáticas, como Geometria,
Álgebra, Números, Probabilidade e Estatística, bem como propicia o
desenvolvimento do raciocínio lógico. O estudante tem a oportunidade de realizar as
atividades de uma forma gamificada, tornando-o centro do processo de
aprendizagem, além de recuperar possíveis lacunas de aprendizagem.
Outros dois pontos importantes contemplados pela plataforma Khan Academy
é o fato de se relacionar com as competências da BNCC e de seguir o Currículo do
Estado do Paraná.
No que diz respeito aos aspectos da avaliação, a plataforma Khan Academy
tem a característica de avaliação contínua, pois as mudanças no nível de
aprendizado dos alunos podem ser verificadas no decorrer de todo o trimestre.
Para aprofundamento:
Acesse o link para o Currículo Priorizado - Matemática:
[Link]
&ref=19499&ext=pdf&k=
Acesse o link para o Currículo da Rede Estadual Paranaense (CREP) componente
curricular de Matemática:
[Link]
05/crep_matematica_2021_anosfinais.pdf
Metodologia
Para que o ensino-aprendizagem da Matemática se torne dinâmico e
interessante ao aluno, despertando um interesse pelo estudo, proporcionando uma
interação com o professor e seus colegas na busca do melhor entendimento e
compreensão dos princípios matemáticos, o professor deve adotar metodologias
diversificadas.
O estudante precisa de estímulo, situações que envolvam aplicações
matemáticas no cotidiano devem ser introduzidas no planejamento, pois irão mostrar
ao aluno que os conteúdos estudados em sala possuem importância social.
Aulas expositivas e demonstrativas, buscando sempre relacionar a Matemática
ao cotidiano. Utilização de recursos da informática e das plataformas já citadas..
Utilização de materiais que auxiliem no ensino da Matemática: réguas, jogo de
esquadros, transferidor, compasso, metro, trena, termômetro, relógio, ampulheta,
teodolito, espelho, bússola, calculadora.
Trabalho com vídeos matemáticos: filmes, desenhos, documentários,
entrevistas, utilização do computador: programas de construção de gráficos,
construção de figuras geométricas.
A Internet é um canal muito importante, pois através de pesquisas
acompanhadas pelo professor o aluno pode saber mais sobre a história da
Matemática e dos números, curiosidades, jogos, desafios e etc.
Trabalhar com jogos que despertem o raciocínio lógico, tais como sudoku e
quebra-cabeças, realizar olimpíadas internas de matemática e incentivar a
participação dos estudantes em olimpíadas nacionais como por exemplo a OBMEP
(Olimpíada Brasileira de Matemática). Demonstrar que a matemática está no
cotidiano do estudante e sua importância.
Avaliação
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral, ao final do mesmo deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0 podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta
(produção escrita, gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou descritiva, relatório,
mapa conceitual, seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas)
pela qual se obtém dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas
ao processo de ensino-aprendizagem. Na disciplina de Educação física o professor
avaliará parte teórica e parte prática.
As notas da Prova Paraná serão utilizadas como uma parcela do total de notas
de avaliações, totalizando um ponto (1,0), as atividades do Desafio Paraná serão
utilizadas como um bônus.
Quanto à elaboração de provas, o professor não deve submeter o aluno a um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.).
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número mínimo
de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02) recuperações e
o máximo de dez (10).
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada dos conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da recuperação
serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se
em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será
computada para a média final a nota de maior valor.
6.1.4 Área de Ciência da Natureza e suas Tecnologias
Nas sociedades contemporâneas, muitos são os exemplos da presença da
Ciência e da Tecnologia, e de sua influência no modo como vivemos, pensamos e
agimos: do transporte aos eletrodomésticos; da telefonia celular à internet; dos
sensores óticos aos equipamentos médicos; entre outros.
Além disso, questões globais e locais com as quais a Ciência e a Tecnologia
estão envolvidas – como desmatamento, mudanças climáticas, energia nuclear e
uso de transgênicos na agricultura – já passaram a incorporar as preocupações de
muitos brasileiros. Nesse contexto, a Ciência e a Tecnologia tendem a ser encaradas
não somente como ferramentas capazes de solucionar problemas, tanto os dos
indivíduos como os da sociedade, mas também como uma abertura para novas
visões de mundo. Todavia, poucas pessoas aplicam os conhecimentos e
procedimentos científicos na resolução de seus problemas cotidianos
Tal constatação corrobora a necessidade de a Educação Básica – em especial,
a área de Ciências da Natureza – comprometer-se com o letramento científico da
população. É importante destacar que aprender Ciências da Natureza vai além do
aprendizado de seus conteúdos conceituais. Nessa perspectiva, a BNCC da área de
Ciências da Natureza e suas Tecnologias – por meio de um olhar articulado da
Biologia, da Física e da Química – define competências e habilidades que permitem
a ampliação e a sistematização das aprendizagens essenciais desenvolvidas no
Ensino Fundamental no que se refere: aos conhecimentos conceituais da área; à
contextualização social, cultural, ambiental e histórica desses conhecimentos; aos
processos e práticas de investigação e às linguagens das Ciências da Natureza.
Ciências
O quadro organizador do Currículo Priorizado do componente curricular de
Ciências é composto por: Unidade Temática, Objetos de Conhecimento, Orientações
de Conteúdos, Conhecimentos Prévios e Objetivos.
Acesse o link para o Quadro Organizador Curricular de Ciências a partir do
Currículo Priorizado.
[Link]
m-Pppuc/edit?usp=sharing
Acesse o link para a Metodologia e Avaliação, arquivo editável, a partir do CREP:
[Link]
VxCUOykY/edit?usp=sharing
Acesse o link para as plataformas educacionais disponibilizadas pela SEED e que
podem contribuir como recurso para a mediação dos objetivos de aprendizagem:
[Link]
Para aprofundamento:
Acesse o link para o Currículo Priorizado - Ciências:
[Link]
&ref=19506&ext=pdf&k=
Acesse o link para o Currículo da Rede Estadual Paranaense (CREP) componente
curricular de Ciências:
[Link]
05/crep_ciencias_2021_anosfinais.pdf
Metodologia
É muito importante utilizar diferentes linguagens, pois assim poderá imprimir
em diversas situações, diferentes graus de complexidade, fundamentados
principalmente nas técnicas de abordagem. Os conteúdos específicos de Ciências
devem ser entendidos em sua complexidade de relações conceituais, visando uma
abordagem integradora.
O professor deverá realizar seu planejamento com antecedência, utilizando
encaminhamentos metodológicos com uso de diferentes abordagens, estratégias e
recursos diversos, para garantir a mediação entre o conhecimento científico escolar
e as concepções alternativas dos estudantes, assegurando, dessa forma, a
construção de conceitos de forma significativa.
Quando o professor utiliza documentos, textos, imagens ou registros da história
da ciência como recurso pedagógico, está contribuindo para sua própria formação
científica, além de propiciar melhorias na abordagem do conteúdo específico, pois
sem a história da ciência perde-se a fundamentação dos fatos e argumentos
efetivamente observados, propostos e discutidos em certas épocas.
A divulgação científica, que serve de alternativa para suprir a defasagem entre
o conhecimento científico e o conhecimento científico escolar. O professor deve
utilizar materiais como revistas, jornais, documentários, visitas a Museus e Centros
de Ciências, adequando-os didaticamente para a sala de aula. Faz-se necessário
que o professor identifique os conceitos e informações mais significativas, faça
recortes e inserções, e estabeleça, assim, relações conceituais, interdisciplinares e
contextuais.
No ensino de Ciências a utilização de atividades experimentais podem
contribuir para a superação de obstáculos na aprendizagem de conceitos científicos,
não somente por propiciar interpretações, discussões e confrontos de ideias entre os
estudantes, mas também pela sua natureza investigativa. As atividades
experimentais possibilitam ao professor gerar dúvidas e problematizar o conteúdo e
contribui para que o estudante construa suas hipóteses. O professor é o mediador
do trabalho pedagógico, e por isso, deve dominar os conceitos apresentados na
atividade experimental e saber manipular equipamentos e reagentes.
Durante a realização de atividades experimentais, ressalta-se a importância da
contextualização do conteúdo específico de Ciências, assim como da discussão da
história da ciência, da divulgação científica e das possíveis relações conceituais,
interdisciplinares e contextuais.
No processo de mediação pedagógica é muito importante a escolha de
abordagens, estratégias e recursos pedagógicos mais adequados a cada conteúdo.
Para uma melhor articulação no processo de ensino-aprendizagem o professor
deverá fazer uso de recursos pedagógicos/tecnológicos, como livro didático, texto de
jornal, revista científica, figuras, revistas em quadrinhos, música, quadro de giz,
mapas, globo, modelos didáticos, microscópio, lupa, jogo, televisor, computador,
retroprojetor, entre outros; recursos instrucionais, como organogramas, mapas
conceituais, mapas de relações, mapas mentais, diagramas, gráficos, tabelas,
infográficos, entre outros; e de espaços de pertinência pedagógica, dentre eles,
feiras, museus, laboratórios, exposições de ciência, seminários e debates.
O professor também poderá lançar mão de alguns elementos que devem ser
valorizados no ensino de Ciências, tais como: a abordagem problematizadora, a
relação contextual, a relação interdisciplinar, a pesquisa, a leitura científica, a
atividade em grupo, a observação, a atividade experimental, os recursos
instrucionais e o lúdico, entre outros.
Avaliação
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral, ao final do mesmo deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0 podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta
(produção escrita, gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou descritiva, relatório,
mapa conceitual, seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas)
pela qual se obtém dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas
ao processo de ensino-aprendizagem. Na disciplina de Educação física o professor
avaliará parte teórica e parte prática.
As notas da Prova Paraná serão utilizadas como uma parcela do total de notas
de avaliações, totalizando um ponto (1,0), as atividades do Desafio Paraná serão
utilizadas como um bônus.
Quanto à elaboração de provas, o professor não deve submeter o aluno a um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.).
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número mínimo
de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02) recuperações e
o máximo de dez (10).
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada dos conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da recuperação
serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se
em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será
computada para a média final a nota de maior valor.
6.1.5 Pensamento Computacional (Parte Diversificada) - 8º e 9º anos
O Pensamento Computacional promove a aprendizagem do uso das TDIC e
sua aplicabilidade na resolução de problemas do cotidiano; a reflexão crítica e uso
ético das tecnologias; o desenvolvimento de habilidades e competências para a
criação de tecnologias digitais como sites, projetos artísticos e literários digitais,
jogos e aplicativos, por meio de linguagens de programação, marcação e estilização.
O quadro organizador curricular apresenta para cada trimestre as habilidades,
objetivos de aprendizagem, objetos do conhecimento e conteúdos a serem
desenvolvidos.
Ementa de Pensamento Computacional está disponível em:
[Link]
ring
Link das aulas: 8º e 9º - Google Drive
Objetivos de Aprendizagem/ Metodologia
Os objetivos de aprendizagem serão implementados em sala de aula por meio
dos planos de aula disponibilizados do Registro de Classe Online, aba
planejamento.
Os objetivos de aprendizagem serão desenvolvidos por meio metodologias que
envolvem a contextualização, a interdisciplinaridade e a integração entre os
diferentes componentes curriculares, numa perspectiva de avaliação formativa.
As atividades estão atreladas aos objetivos de aprendizagem a serem
atingidos. Um exemplo é a Plataforma Desafio Paraná, que busca promover a
consolidação das aprendizagens e a manutenção do hábito de estudo. Retoma de
maneira dinâmica o momento da “lição de casa” entendendo-se que se aprende em
diferentes ambientes, além do escolar.
Será utilizada a plataforma alura e as aulas serão realizadas no laboratório de
informática.
Avaliação
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral, ao final do mesmo deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0 podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta
(produção escrita, gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou descritiva, relatório,
mapa conceitual, seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas)
pela qual se obtém dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas
ao processo de ensino-aprendizagem. Na disciplina de Educação física o professor
avaliará parte teórica e parte prática.
As notas da Prova Paraná serão utilizadas como uma parcela do total de notas
de avaliações, totalizando um ponto (1,0), as atividades do Desafio Paraná serão
utilizadas como um bônus.
Quanto à elaboração de provas, o professor não deve submeter o aluno a um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.).
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número mínimo
de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02) recuperações e
o máximo de dez (10).
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada dos conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da recuperação
serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se
em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será
computada para a média final a nota de maior valor.
6.2 ENSINO MÉDIO REGULAR- 1ª e 2ª séries
(Formação Geral Básica; Parte Flexível Obrigatória; Parte Flexível: Itinerários
formativos Integrados)
👉Matriz Curricular do Ensino Médio Regular:
[Link]
Para implementar a matriz curricular deste segmento, a escola tem como
base o Currículo do Ensino Médio do Paraná: Formação Geral Básica e o Caderno
de Itinerários Formativos 2023.
O Currículo do Ensino Médio do Paraná: Formação Geral Básica está disponível
em:
[Link]
mento/2022-11/ensino_medio_curriculo_formacao_geral_basica.pdf
Os quadros organizadores das áreas do conhecimento do Currículo do Ensino
Médio do Paraná: Formação Geral Básica em formato editável, estão disponíveis
em:
[Link]
?usp=sharing&ouid=104029137315819424475&rtpof=true&sd=true
O Caderno de Itinerários Formativos 2023 está disponível em:
[Link]
mento/2023-01/nem_caderno_itinerarios_formativos_completo.pdf
A implementação da matriz do chamado Novo Ensino Médio teve início em 2022 e
ocorrerá de forma gradativa até 2024. Assim, até o momento, a 1ª e 2ª séries são
orientadas por esta organização curricular.
6.2.1 Formação Geral Básica
Ressalta-se, como já informado, que o contexto pós pandemia exige atenção
à recomposição das aprendizagens, assim, os documentos norteadores são levados
à prática de forma coerente com cada realidade. Neste sentido, considerando-se o
exposto, a escola pode consultar o Currículo Priorizado, organizado por componente
curricular para o período pandêmico, com a intenção de desenvolver saberes que
não foram atingidos pelos estudantes.
Link para consulta ao Currículo Priorizado dos componentes da área em:
[Link]
Área de Linguagens e suas Tecnologias:
Introdução
A concepção de Área surge da proposição de que o todo é maior que a soma
das partes, resultando em um arranjo estrutural que respeita a diversidade e
especificidade de cada componente curricular e acentua uma abordagem
interdisciplinar do conhecimento. É um arranjo fortemente aportado no ensino para
além da descrição, visando ao desenvolvimento das capacidades de análise,
explicação, previsão e intervenção, por meio de objetivos comuns aos componentes
curriculares, integrados em áreas de conhecimento. A Área de Linguagens e suas
Tecnologias possui papel relevante e certo privilégio, uma vez que seus
componentes – Arte, Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa –
reúnem os elementos imprescindíveis à comunicação humana, seja ela verbal,
artística ou corporal. A linguagem, social e historicamente definida por meio da
produção de sentidos, significados, conhecimentos e valores, é constitutiva de todas
essas práticas, por isso dá nome a área.
Podemos definir as linguagens como sistemas simbólicos de conhecimento e
construção de mundo, formas de classificação arbitrárias e socialmente
determinadas. Desse modo,
A presente área incorpora em seu interior as produções sociais que se
estruturam mediadas por códigos permanentes e passíveis de representação
abstrata do pensamento humano e da elaboração de uma realidade que permite
organizar uma visão de mundo mediada pela expressão, comunicação e informação
(MATTOS; NEIRA, 2013, p. 28).
O ensino-aprendizagem na área deve assegurar aos estudantes
conhecimentos para que transitem com confiança pelas diferentes linguagens,
sendo capazes de compreender, produzirem processos formativos, informativos
comunicativos e interativos circulantes nas variadas esferas comunicativas, tais
como: participação em um debate, análise crítica sobre um documentário ou uma
pintura, apreciação de obras de artes em museus virtuais, análise de fotografias e
filmes cinematográficos, representações por meio de peças teatrais, vídeos, efeitos
sonoros, navegação pela web, socialização de playlists, avaliação de músicas,
games, séries, quadrinhos, espetáculos de danças, compartilhamento de
informações, vivência, (re)significação e (re)construção da diversidade de
manifestações da cultura corporal, visando à compreensão mútua de sentidos e
significados impregnados nas práticas corporais produzidas socialmente e
preservadas historicamente.
Os componentes curriculares das quatro áreas de conhecimento deverão
estabelecer relações entre si, de maneira que se evidencie a unidade do currículo do
Ensino Médio. Assim, os componentes da Área de Linguagens e suas Tecnologias
deverão valer-se, para tratar de seus objetos de estudos específicos, das
temáticas humanísticas, culturais, sociais, históricas, geográficas, científicas,
tecnológicas, matemáticas etc., assim como os demais componentes curriculares
deverão desenvolver o domínio de linguagens.
A estrutura curricular do Ensino Médio, descrita na Lei n. 13.415/2017 e na
Resolução n. 03/2018 CNE/CEB, é composta por duas partes indissociáveis, sendo
uma delas a Formação Geral Básica (FGB). Segundo a Resolução n. 03/2018 –
CNE/CEB, em seu Art. 06, a FGB é o “conjunto de competências e habilidades das
áreas de conhecimento [...] que aprofundam e consolidam as aprendizagens
essenciais do ensino fundamental, a compreensão de problemas complexos e a
reflexão sobre soluções para eles”.
O quadro organizador da área reúne os componentes curriculares de Arte,
Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Educação Física. Eles se apresentam
agrupados por série e trimestres, de acordo com a matriz curricular. Os elementos
que o constituem são: competências, habilidades, objetivos de aprendizagem,
objetos do conhecimento e possibilidades de conteúdos.
Acesse o link editável para o Quadro Organizador Curricular de LGG em:
[Link]
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Acesse o link para a Metodologia e Avaliação, arquivo editável:
[Link]
sp=sharing&ouid=104029137315819424475&rtpof=true&sd=true
COMPONENTE CURRICULAR DE ARTE
A Arte, por meio de ações pedagógicas (que relacionem pensamento,
sensibilidade, percepção e trabalho artístico), tem a função de contribuir com os
estudantes na ampliação de sua autonomia reflexiva, crítica e expressiva, na
apropriação de saberes estéticos e culturais e, consequentemente, na
ressignificação de suas ações cotidianas e de sua interação com seus semelhantes
e com o mundo.
A Arte pode ser percebida e desenvolvida como expressão e também como
cultura. Como expressão, estaria relacionada à capacidade de os indivíduos
interpretarem suas ideias através das diferentes linguagens e formas; já como
cultura, trabalha o conhecimento da história, dos artistas que contribuem para a
transformação da arte. Todavia, uma dimensão não exclui a outra, elas permanecem
em constante intercâmbio.
A Arte existe desde os tempos mais remotos. Ela sempre esteve e está
presente no mundo. A Arte é materializada pelo ser humano por meio do gesto, do
corpo, da fala, da imagem ou da escrita. Uma obra artística não acaba com o tempo,
em cada época ela nos mostra que é capaz de ser transcendente. Ela se transforma
e transforma também o que está à sua volta. O objetivo do ensino da Arte na
educação básica é propiciar o desenvolvimento das capacidades criativa, reflexiva e
crítica, bem como o aprendizado estético, social e emocional
Na BNCC (BRASIL, 2018), a arte se apresenta nas expressões visuais, cênicas
e sonoras, tendo como unidades temáticas as artes visuais, a dança, a música e o
teatro.
Na perspectiva da linguagem, a arte se apresenta também como um
componente que auxilia e amplia a leitura de mundo dos estudantes, na medida em
que as obras, tanto os visuais quanto as corporais e as sonoras, passam a ser
compreendidas como signos, que incorporam diversos códigos e sua leitura requer o
conhecimento e a compreensão desses códigos.
O componente curricular de Arte está presente neste documento da etapa do
Ensino Médio como parte integrante da Área de Linguagens e suas Tecnologias. Ao
observarmos a trajetória do ensino da Arte na educação brasileira, percebemos que
ela possibilita que o estudante amplie o conhecimento sobre si, sobre o outro e
sobre o mundo. Também vale destacar que a linguagem artística, além de um
fenômeno estético e expressivo, exerce uma função comunicativa com seus códigos
e elementos próprios, ela pode nos emitir informações sobre as estruturas sociais,
econômicas e culturais de um povo. Contemplar nos sistemas educacionais outras
formas de leitura de textos sejam eles verbais, visuais e/ou corporais, amplia as
possibilidades das práticas educacionais no processo de ensino-aprendizagem das
mais variadas linguagens.
Conceituar Arte depende de quem a formula e da época dessa elaboração.
Não é possível entender a cultura de um país sem conhecer sua obra artística. Por
meio das artes é possível desenvolver a percepção, a imaginação, a capacidade
crítica e analisar a realidade de maneira a transformá-la. Para o desenvolvimento
destas capacidades, é importante saber que a obra de arte tem seus códigos e um
sistema estruturado de signos, e os nossos estudantes necessitam decodificá-los.
Desse modo, o professor tem um papel fundamental nesse processo: o papel de
mediador na decodificação dos signos e na construção do conhecimento.
Desta forma, os estudantes terão o conhecimento e as práticas nas linguagens
artísticas das Artes Visuais, da Dança, do Teatro e da Música, atentando também
para a hibridização das linguagens e a influência das tecnologias digitais. A arte é
composta por sete competências. Sendo assim, a aprendizagem por meio de
competências traz em seu um bojo a união entre prática e teoria, em um equilíbrio
que busca não supervalorizar somente os conhecimentos propedêuticos.
Unidade temática-artes visuais
Esta unidade permite aos estudantes desenvolverem competências e
habilidades como criação e interpretação de imagens, articulando elementos da
linguagem visual, audiovisual e tecnologias. Aborda a imagem como referência, com
a intencionalidade de estimular o olhar, a percepção dos elementos que a compõem,
partindo da premissa que o estudante vive num mundo rodeado por imagens e o
“aprender a ver” torna-se fundamental para seu desenvolvimento intelectual e
sensível.
O estudante educa seu olhar apropriando-se dos diferentes discursos e
contextos em que as imagens são criadas. Dessa forma, o professor me-diador
promove a “alfabetização visual” em sala de aula, desenvolvendo no estudante o
senso crítico por meio de leituras de obras de arte, possibilitando a expressão
através do ato criador e a ampliação de percepção de uma sociedade carregada por
imagens fixas e/ou em movimento, desenvolvendo, assim, o pensamento estético.
Segundo Richter (2003, p. 54), a arte na escola deve resgatar o “encantamento
do universo” imagético e estético infantil. Isso possibilita não apenas contextualizar o
ensinar arte, mas também fazer conexões com o meio social e contexto cultural no
qual o adolescente vive. O ensino da arte na escola deve romper a barreira entre o
limite da arte erudita e arte popular, valorizando toda a produção artística local.
A perspectiva da inserção da leitura da imagem no contexto escolar muito
importante, pois nossos estudantes já desfrutam de experiência visual antes mesmo
de entrar na escola.
Unidade temática-dança
A Dança tem como referência o movimento corporal, com a intencionalidade de
estimular o estudante ao conhecimento de seu corpo e outros corpos num
determinado espaço e tempo, possibilitando abordagens rítmicas e experimentando
o movimento dançado. Permitindo aos estudantes desenvolverem competências e
habilidades por meio do entendimento do movimento corporal e seus significados,
ampliando o repertório coreográfico e/ou cultural influenciados pelo contato com
outros povos. Proporciona, também, a relação com o teatro (dança-teatro), bem
como com a música, possibilitando a elaboração e execução de espetáculos com a
utilização de tecnologias, percebendo como essas conexões e produções
acontecem.
A dança acontece na escola com enfoque na experimentação, na percepção
do movimento executado, no entendimento de aspectos históricos, culturais e
sociais dos diferentes povos e em diferentes épocas, na criação, improvisação e
execução coreográfica. Garcia (2002) elenca os diferentes corpos como o corpo
casa (o comportamento desse corpo), o corpo que fala, que cria e que pensa,
redimensionando o entendimento em relação ao corpo e o localizando em um
processo dinâmico constante. É importante indicar para o estudante que a fruição do
movimento é um fator que contribui na expressividade do sujeito, tornando o
movimento dançado um movimento comunicativo.
Unidade temática-música
Aborda o som e a música como referência, com a intencionalidade de ampliar o
universo cultural dos estudantes por meio de gêneros e estilos musicais dentro das
diversas culturas, bem como a abordagem dos elementos que compõem e
constituem a música, como altura, intensidade, duração, timbre e densidade,
permitindo aos estudantes desenvolverem competências e habilidades por meio do
entendimento e da percepção da linguagem musical, ampliando repertório por meio
de audições, pesquisas e criações, colocando-os em contato com diversos
instrumentos musicais, sua história, sonoridades, abordando ritmos, ampliando
repertório folclórico, popular e possibilitando improvisações no ato de criar.
Outro ponto é o desenvolvimento da audição. Este fator torna-se imprescindível
para o entendimento musical, ou seja, o estudante, ao desenvolver o hábito de ouvir
com atenção (audição dirigida), identifica os aspectos musicais, compreende os
elementos que compõem a música. Zagonel (2008). Estabelecendo assim, um
cenário musical educativo coerente, consistente e contextualizado com o que se
almeja para a formação plena do indivíduo.
Unidade temática-teatro
O Teatro aborda a ação como referência, com a intencionalidade de exercitar
no estudante a socialização, a criatividade, e os elementos que compõem o teatro,
como: a personagem, as expressões corporais e vocais, o espaço cênico e o texto
dramático, além de contribuir para a formação de plateia, permitindo ao estudante a
compreensão e interação com os bens culturais da sociedade.
Possibilitando aos estudantes desenvolverem competências e habilidades por
meio da representação e oportuniza conhecer os diversos tipos de espetáculos,
gêneros dramáticos, tipos de palco e a história do teatro. Ainda, por meio de
exercícios teatrais, é possível que o estudante desenvolva o foco, a concentração, a
consciência corporal e vocal, com jogos para a expressividade e leituras dramáticas.
A aplicação de atividades que desenvolvam a expressividade faz-se presente em
diversos jogos teatrais, contribuindo para que o estudante exteriorize suas
intencionalidades por meio do seu corpo e da sua voz.
Os jogos teatrais proporcionam o desenvolvimento de habilidades voltadas ao
trabalho em equipe, cooperação, autoconhecimento e empatia. Na improvisação,
não se utiliza combinações prévias, mas sim são utilizados todos os elementos que
cercam os jogadores no momento do jogo (aqui/agora), elementos imaginários,
sensitivos e corporais que surgem da relação entre os jogadores e da relação dos
jogadores com o ambiente.
COMPONENTE CURRICULAR EDUCAÇÃO FÍSICA
O componente curricular de Educação Física é compreendida e valorizado
como componente curricular no Ensino Médio, devendo ser desenvolvida em
interlocução com os demais componentes curriculares da área de Linguagens e
suas Tecnologias (em conjunto com Arte, Língua Portuguesa e Língua Inglesa),
respeitando suas especificidades sem desconsiderar uma visão de totalidade.
O ensino da Educação Física, além de tematizar a diversidade de
manifestações da Cultura Corporal, tendo a expressão corporal como linguagem,
saber e conhecimento (CASTELANI FILHO et al., 2009), trata também de
conhecimentos tematizados nos demais componentes curriculares das outras áreas
do conhecimento presentes no currículo, os conteúdos devem garantir aos
estudantes ferramentas conceituais para entender e lidar com o mundo, tomar
decisões e resolver problemas pessoais e coletivos, promovendo a garantia de
esquemas conceituais que permitam ampliar seu universo para além do cotidiano
imediato e provê-los de capacidade crítica a respeito desse mesmo cotidiano, indo
além das necessidades imediatas.
Embora não haja consenso em relação à inserção da Educação Física na área
de Linguagens e suas Tecnologias, principalmente pelo fato de não haver consenso
em se pensar a expressão corporal como linguagem, estudiosos entendem que a
linguagem é expressa por meio da cultura corporal, manifestada na diversidade de
esportes, jogos, brincadeiras, danças, lutas/artes marciais, práticas corporais de
aventura, entre outros, sendo o corpo entendido como “a forma que o sujeito tem de
manifestar-se e agir no mundo – e, sob esse aspecto, o movimento é expressão das
emoções e pensamentos, é uma linguagem” (NEIRA, 2016, p. 41).
O movimento corporal deve ser entendido como dotado de sentido e
significado, influenciado pelo contexto sócio-histórico-cultural onde é produzido,
entendido como movimento que expressa e representa uma cultura, do movimento
com intenção de comunicar ideias, sentimentos, entre outras possibilidades
inerentes a uma determinada manifestação cultural (NEIRA, 2018).
O momento atual traz o desafio de uma análise crítica e do estabelecimento de
relações entre os saberes historicamente ensinados pela da Educação Física, por
meio das diversas formas de entender seu objeto, referenciadas nos documentos
curriculares anteriores e também por meio da ação pedagógica de professores e
professoras de Educação Física do Estado e o contido na BNCC (BRASIL, 2018),
por meio do detalhamento da relação entre as habilidades da área e sua relação
específica com o ensino da Educação Física no Ensino Médio, permitindo variados
arranjos curriculares e possibilidades de intervenção pedagógica.
Compreender a Educação Física na escola, a partir de um contexto mais
amplo, significa entendê-la na sua totalidade; significa compreender que ela exerce
influência e também é influenciada pelas interações historicamente situadas que se
estabelecem por meio das relações sociais, culturais, políticas, econômicas,
religiosas, étnico-raciais, de orientação sexual, de gênero, de geração, de condição
física e mental, entre outras, enfatizando o respeito e o debate em relação à
pluralidade de ideias e à diversidade humana (PARANÁ, 2018). As seis unidades
temáticas (Esportes, Jogos e brincadeiras, Ginásticas, Danças, Lutas/Artes marciais
e Práticas corporais de aventura) que devem ser tematizadas no ensino da
Educação Física no Ensino Médio, com os respectivos objetos de conhecimento
articulados aos conteúdos e às habilidades a serem desenvolvidas pela área de
Linguagens e suas Tecnologias.
Unidade temática - Esportes
No Brasil, o esporte começou a se popularizar no final da década de 1930,
passando a ser um dos principais temas abordados pela Educação Física nas
escolas. O que caracteriza o esporte moderno é o seu impulso civilizador no
processo de esportivização dos passatempos lúdicos, caracterizado pela atividade
corporal de caráter competitivo, surgida no âmbito da cultura europeia por volta do
século XVIII e que com esta expandiu-se para o restante do mundo. Dessa forma, o
esporte seria um dos meios compensatórios que as sociedades revelam para aliviar
as tensões provenientes do autocontrole das emoções, riscos e tensões do cotidiano
(NORBERT ELIAS, 1992 apud MARCHI JR., 2014).
De natureza essencialmente dinâmica, o esporte passa por processos de
criação, transmissão e transformação, sendo atribuídas a ele múltiplas perspectivas,
dentre elas o rendimento escolar. O ensino do esporte na Educação Física do
Ensino Médio deve promover um diálogo entre as lógicas interna e externa, por meio
da diversificação das modalidades esportivas tematizadas pedagogicamente,
favorecendo uma compreensão ampliada do fenômeno Esporte, levando em
consideração “aspectos éticos, influências mercadológicas, discussões relativas à
preservação ambiental, problemas de discriminação racial, questões de gênero,
entre outros” (BARROSO; SOUZA JR., 2017, p. 273-274).
O esporte como fenômeno social e manifestação da cultura corporal, ao ser
tematizado pedagogicamente no ensino da Educação Física, deve ter suas normas
questionadas e ressignificadas, bem como suas condições de adaptação à realidade
social e cultural da comunidade que o pratica e (re) cria, visando ao resgate de
valores que privilegiem o coletivo em detrimento do individual, o compromisso da
solidariedade e do respeito humano, no sentido de desmistificá-lo, por meio de
conhecimentos que possibilitem aos estudantes.
O ensino do esporte educacional deve almejar o ensino e as aprendizagens
significativas para além do esporte, por meio da valorização e da formação para a
vida, potencializando a manifestação do lúdico e o gosto pelo esporte, respeitando e
problematizando as diferenças para a inclusão efetiva de todos, para que os jovens
vivam plenamente como cidadãos conscientes e autores de direitos e
responsabilidades sociais (FREIRE, 2012).
Unidade temática - Jogos e Brincadeiras
Os jogos e as brincadeiras compõem um conjunto de manifestações da cultura
que ampliam a percepção e a interpretação da realidade, além de intensificarem a
curiosidade, o interesse e a intervenção dos estudantes envolvidos (PARANÁ, 2008).
No Brasil, o jogo foi introduzido como conteúdo de ensino da Educação Física
no final do século XIX, persistindo com força até os anos da década de 1930,
utilizado principalmente como um meio para a aprendizagem de outros conteúdos e
menos como um fim em si mesmo, com finalidade lúdica (GUIMARÃES; LAGOEIRO,
2017).
Fazendo parte da cultura lúdica de diversos povos, brincadeiras, jogos e
esportes relacionam-se e influenciam-se mutuamente. A relação entre brincadeira,
jogo e esporte apresenta, de um lado, a brincadeira e o jogo como categorias
absolutamente vinculadas às culturas humanas locais e, do outro lado, o esporte,
entendido como um fenômeno globalizado pertencente a uma dimensão cultural
mundial (BRUHNS, 1996).
Aos jogos e às brincadeiras seriam inerentes características como
espontaneidade, flexibilidade, descompromisso, criatividade, fantasia,
expressividade entre outras. Tanto os jogos quanto as brincadeiras são conteúdos
que podem ser abordados, conforme a realidade regional e cultural do grupo, tendo
como ponto de partida a valorização das manifestações corporais próprias desse
ambiente cultural. Os jogos também comportam regras, mas deixam um espaço de
autonomia para que sejam adaptadas, conforme os interesses dos participantes de
forma a ampliar as possibilidades das ações humanas (PARANÁ, 2008. p. 66).
Visando a ampliar o conhecimento em relação ao jogo, entendido como
patrimônio cultural carregado de valores éticos e transformado em legado ao ser
transmitido e ressignificado de geração em geração, Scaglia (2005) entende-o como
um sistema complexo em que o ambiente (contexto) determinará o que é jogo e não
jogo, evidenciando a predominância da subjetividade em detrimento da objetividade
(o estado de jogo), no sentido de totalidade e complexidade, inseridos num ambiente
que lhe é próprio. Desse modo, é possível ampliar a percepção e o conhecimento do
jogo, evidenciando-o como produção cultural (NOGUEIRA, 2007), historicamente
produzido e culturalmente ressignificado por todas as sociedades humanas, levando
em consideração seus costumes, valores e sistemas de regulação próprios.
Sob a perspectiva das concepções críticas de Educação e de Educação Física,
o jogo e as brincadeiras são considerados indispensáveis à apreensão do
conhecimento sócio-histórico da diversidade de manifestações da cultura corporal,
expressando lógicas, linguagens, sentidos e significados, além da possibilidade de
contribuírem no processo de formação de cidadãos mais conscientes e críticos.
Ao planejar e propor os conteúdos de ensino dos jogos e das brincadeiras, o
professor deverá levar em consideração os saberes cotidianos dos estudantes e
possibilitar, por meio das práticas pedagógicas dotadas de sentido e significado, a
sua participação efetiva nos processos de (re) construção das diversas maneiras de
jogar, além de experienciar coletivamente processos de (re) criação dessas
manifestações da cultura corporal, enfatizando a manifestação do lúdico. Caso
contrário, se forem impostos e dirigidos de forma autoritária, menor ou quase nula
será a ludicidade.
Unidade temática - Ginásticas
Historicamente, os diferentes momentos socioculturais pelos quais as
sociedades passam foram e ainda são responsáveis pelas transformações e pela
contextualização das diversas manifestações de ginástica, que assumem sentidos e
significados a partir das influências e dos interesses dos sujeitos que detém a
hegemonia de poder em cada época.
Por meio dos métodos ginásticos europeus, a ginástica foi conteúdo
hegemônico no ambiente escolar entre o período que foi do final do século XIX e
início do século XX até a década de 1960, quando perdeu espaço para outras
manifestações da cultura corporal, principalmente para o esporte. Por influência do
período esportivista, a ginástica competitiva, com suas práticas padronizadas e
regulamentadas, passou a figurar como conteúdo no ensino da Educação Física
(CARVALHO; DITOMASO, 2017).
A ginástica deve dar condições aos estudantes de reconhecerem as
possibilidades do seu corpo, por meio do mapeamento dos saberes cotidianos, das
vivências, da análise crítica, ressignificação, aprofundamento e ampliação em
relação às diferentes formas de representação das ginásticas, presentes inclusive
em outras manifestações da cultura corporal por meio da realização de muitos dos
seus movimentos característicos (correr, saltar, lançar, arremessar etc.). Geradas a
partir de diferentes práticas corporais, elas devem ser historicamente situadas,
vivenciadas, ressignificadas e transformadas, de maneira subjetiva e coletiva pelos
atores sociais da escola em todas as etapas de ensino (CASTELANI FILHO et al.,
2009).
No ensino da Educação Física, a ginástica apresenta-se:
Como um conteúdo de caráter formativo que propicia a vivência de atividades
de movimento de locomoção (correr, saltar, saltitar, rolar etc.), manipulação (lançar,
pegar, quicar etc.), equilíbrio (girar, balançar, agachar etc.) e utiliza como
procedimento metodológico vivências de formas variadas de movimentos (com e
sem deslocamentos, em diferentes posições corporais, em direções diversas etc.),
com ou sem o uso de materiais auxiliares (GARANHANI, 2010, p. 214).
Espera-se que os estudantes, por meio da apreensão de conhecimentos e das
aprendizagens, tenham subsídios para questionar os padrões estéticos, a busca
exacerbada pelo culto ao corpo, a influência da indústria alimentícia, da moda
fitness, da mídia especializada, a prática de exercícios físicos que possam gerar
problemas posturais e lesões, bem como os modismos que atualmente influenciam
as diversas manifestações da cultura corporal (PARANÁ, 2008).
No Ensino Médio, é importante que os estudantes tenham acesso, vivenciem e
se identifiquem também com novas práticas relacionadas às ginásticas, valorizando
seus saberes cotidianos, suas características e interesses, reconhecendo os
conhecimentos inerentes à diversidade de manifestações e compreendendo-as
como significativas e relevantes para a vida (CARVALHO; DITOMASO, 2017),
levando em consideração aspectos relacionados à realidade concreta da escola e à
adequação das atividades propostas de acordo com as suas possibilidades de
execução (SCHIAVON; NISTA-PICCOLO, 2011). Ampliando esse olhar, é importante
entender que a ginástica compreende uma gama de possibilidades, desde a
ginástica imitativa de animais, as práticas corporais circenses, as práticas corporais
alternativas, a ginástica para todos (ginástica geral), até as ginásticas
esportivizadas, como a ginástica artística e a rítmica, por exemplo.
Ao selecionar, planejar, sistematizar e propor saberes e aprendizagens em
relação às ginásticas no ensino da Educação Física, Garanhani (2010) propõe como
princípios metodológicos para atenção do professor o desafio, a possibilidade de
manifestação da ludicidade por meio das atividades propostas, a oportunidade de
todos participarem ativamente e efetivamente do processo e a proposição de
momentos de reflexão crítica e diálogo.
Unidade temática - Danças
A dança é considerada uma das primeiras manifestações expressivas e
culturais da humanidade, reunindo características próprias, como a presença de
movimentos ritmados, sentimentos, emoções, expressividade e liberdade corporal,
por meio da exploração de inúmeras possibilidades (DINIZ et al., 2017). É a
manifestação da cultura corporal responsável por “tratar o corpo e suas expressões
artísticas, estéticas, sensuais, criativas e técnicas que se concretizam em diferentes
práticas, como nas danças típicas (nacionais e regionais), danças folclóricas, danças
de rua, danças clássicas, entre outras” (PARANÁ, 2008, p. 70).
Presentes em diversas representações culturais vividas pelas sociedades
(festividades diversas, como forma de sociabilização, lazer, artes, como profissão
entre outras), as danças, enquanto manifestações da cultura corporal, também
devem fazer parte dos saberes necessários e relevantes para a educação integral
dos estudantes, não restringidas apenas às festividades e aos eventos escolares,
mas principalmente tematizadas pedagogicamente, de forma contextualizada e
planejada, pelo professor na Educação Física (DINIZ, 2018).
Historicamente presente em momentos importantes e significativos, a dança é
ressignificada e transformada de acordo com o contexto sociocultural do qual faz
parte (DINIZ et al., 2017). Nesse sentido, a escola, como instituição que faz parte da
sociedade, também se configura como tempo/ espaço da manifestação da dança e
dos diversos saberes que podem ser ensinados por meio dessa manifestação da
cultura corporal.
Unidade temática - Lutas/Artes marciais
Surgidas a partir de necessidades sociais em diferentes contextos históricos e
influenciadas por fatores econômicos, políticos e culturais (PARANÁ, 2008), às
lutas/artes marciais continuam exercendo influência em nossa sociedade na
contemporaneidade, por meio da vinculação às diferentes mídias, do aumento do
número de praticantes, espectadores, consumidores e estudiosos das diversas
modalidades/manifestações (RUFINO; DARIDO, 2015).
Em relação aos aspectos históricos e culturais, é importante que os estudantes
do Ensino Médio, por meio do processo de ensino-aprendizagem, compreendam
que as lutas/artes marciais estão intrinsecamente relacionadas com a humanidade
desde os períodos mais remotos de sua existência, em diversos povos,
desenvolvidas enquanto práticas para sobrevivência, modificadas por meio de
processos históricos complexos até chegarem às modalidades que temos
atualmente, muitas das quais em processo de transformação constante, inclusive de
esportivização (RUFINO, 2017).
O professor de Educação Física no Ensino Médio, ao ensinar os conteúdos e
possibilitar a produção de conhecimentos e saberes referentes às manifestações da
cultura corporal relacionadas às lutas/artes marciais, poderá, de forma
contextualizada, valorizar conhecimentos que permitam identificar aspectos
históricos, sociais e culturais, conforme o tempo e o lugar onde as lutas/artes
marciais foram e/ou são praticadas, por meio de ações que visem à reflexão crítica
direcionada a propósitos mais amplos (PARANÁ, 2008), que transcendam a simples
execução e aprendizagem de movimentos, gestos técnicos e golpes específicos,
muitas das vezes destituídos da atribuição de sentido e significado pelos estudantes
(RUFINO; DARIDO, 2015).
O processo de ensino-aprendizagem das lutas/artes marciais no ensino da
Educação Física no Ensino Médio pressupõe a ampliação dos olhares e visões a
respeito da diversidade dessas manifestações da cultura corporal, por meio da
proposição e do desenvolvimento de um planejamento docente que contemple
questões como: a categorização das lutas/artes marciais (aspectos que aproximam
e distanciam as diversas manifestações); a contextualização histórica e as
influências culturais.
Unidade temática - Práticas corporais de aventura
Muitas das atividades hoje consideradas de aventura já são praticadas pelos
seres humanos há muito tempo, como meios utilizados para migração e
deslocamento, visando a encontrar regiões mais habitáveis e/ou seguras onde se
pudessem sobreviver, como formas variadas para obtenção do alimento por meio da
caça e pesca e também como alternativas de transporte e transposição em
ambientes como rios e montanhas (BERNARDES, 2013).
As práticas corporais de aventura (PCA) apresentaram um grande
desenvolvimento em contextos de lazer a partir da década de 1970, influenciadas
principalmente pelo surgimento do movimento social chamado ambientalismo. Elas
abrangem as mais diversas manifestações culturais, desde as práticas mais lúdicas
às mais esportivizadas. O termo aventura foi selecionado em detrimento de outros,
como risco, na natureza, e radical, pelo entendimento de que a aventura está
presente nessas outras expressões de movimento, de forma que a aventura seria,
também, mais abrangente.
A noção de aventura também está relacionada como uma possibilidade de
escape da rotina e do cotidiano regrado da vida nas cidades, proporcionando às
pessoas, por meio da sua dinamicidade, uma multiplicidade de experimentações,
inclusive em relação ao aspecto estético, da vivência individual e/ou coletiva de
inúmeras sensações e emoções (SIMMEL, 1988 apud MARINHO, 2013).
No Brasil, país que possui geografias e climas propícios para a maioria das
práticas corporais de aventura, a expansão de tais manifestações da cultura corporal
ocorreu a partir da década de 1980, culminando com a sua consolidação na década
seguinte. Dentre os fatores para esse impulso e desenvolvimento, destacam-se a
atuação do ecoturismo no contexto do lazer e as competições esportivas (FRANCO,
2017).
Os conhecimentos historicamente produzidos em relação às práticas corporais
de aventura deverão ser valorizados pelo ensino da Educação Física na escola da
mesma forma que os saberes inerentes às demais manifestações da cultura corporal
(esportes, jogos, brincadeiras, ginásticas, danças, lutas, entre outras), levando em
consideração os conhecimentos e saberes cotidianos dos estudantes e do professor,
a realidade concreta da escola, da comunidade escolar e do entorno onde está
inserida, além da valorização dos conhecimentos de profissionais que atuam com as
práticas corporais de aventura em outros contextos de trabalho e lazer.
Para que as práticas corporais de aventura sejam inseridas com qualidade no
ensino da Educação Física, é fundamental que o professor tenha atenção à
segurança.
A importância do planejamento e execução das PCA, tendo sempre a
segurança como um dos principais objetivos, é impulsionada pelas próprias
características das modalidades que, em sua maioria, propiciam condições para que
professores explorem situações relacionadas à cooperação, respeito e valorização
entre os seres humanos e destes com o meio ambiente (FRANCO, 2017, p. 305).
Antes de propor a aprendizagem por meio de vivências relacionadas às
práticas corporais de aventura, é imprescindível a apresentação e discussão, por
parte do professor e/ou especialista, e a compreensão, por parte dos estudantes,
dos conceitos básicos referentes às manifestações propostas.
As práticas corporais de aventura podem estimular a aventura de conhecer,
ressignificar e se apropriar da cidade, do bairro e dos ambientes naturais, por meio
da (re) criação de novas percepções do quadro urbano e da comunidade, movendo
os praticantes à busca de expansão e deslocamentos por outros tempos/espaços
(COSTA, 2004 apud CÁSSARO, 2011).
No contexto da Educação Física no Ensino Médio, ao tematizar
pedagogicamente as práticas corporais de aventura, o professor oportunizará aos
estudantes o desenvolvimento de propostas de coeducação e, consequentemente,
seu desenvolvimento integral (afetivo/emocional, físico/motor, intelectual,
social/cultural/histórico), por meio do respeito à individualidade e da valorização da
coletividade. Outro aspecto inerente e imprescindível em relação às vivências das
práticas corporais de aventura é a possibilidade de manifestação do lúdico, por meio
da vivência coletiva de emoções e sensações, que “representam uma das mais
recentes práticas fundadoras da vida social nas quais, por sua vez, o componente
lúdico é o efeito e a consequência de toda essa sociabilidade vivida” (MARINHO,
2013, p. 32).
COMPONENTE CURRICULAR LÍNGUA INGLESA
A Língua Inglesa, deve ser compreendida como língua de uso mundial, pela
multiplicidade e variedade de usos, usuários e funções na contemporaneidade. No
Ensino Médio a contextualização das práticas de linguagem nos diversos campos de
atuação permite aos estudantes explorar as utilizações do inglês na cultura digital,
nas culturas juvenis e em estudos e pesquisas, como também ampliar suas
perspectivas em relação à sua vida pessoal e profissional.
A perspectiva para o trabalho pedagógico na LI no Novo Ensino Médio marca o
tratamento do ensino da Língua Inglesa, favorecendo “uma educação linguística
voltada para a interculturalidade” (BRASIL, 2017).
As aprendizagens em inglês permitirão aos estudantes usar essa língua para
aprofundar a compreensão sobre o mundo em que vivem, explorar novas
perspectivas de pesquisa e obtenção de informações, expor ideias e valores,
argumentar, lidar com conflitos de opinião e com a crítica, entre outras ações
relacionadas ao seu desenvolvimento cognitivo, linguístico, cultural e social. [...]
ampliar sua capacidade discursiva e de reflexão em diferentes áreas do
conhecimento (BRASIL, 2018, p. 477).
Como apresentado anteriormente, o ensino-aprendizagem da Língua Inglesa
(LI) constitui-se como um componente curricular com valores expressivos na Área de
Conhecimentos de Linguagens e suas Tecnologias. A integração de conhecimentos
do componente, na perspectiva de desenvolvimento de competências específicas e
habilidades correspondentes, amplia e reforça as práticas pedagógicas no ensino de
LI, na própria área, servindo-se de discursos nos diferentes campos de atuação
social, em articulação com outras áreas de conhecimentos, para a promoção de
práticas de linguagem inter/transdisciplinares, transversais, multimodais e
interculturais favorecidas por metodologias que coloquem os estudantes como
corresponsáveis e protagonistas no processo de ensino-aprendizagem, individuais e
coletivos, e por meio de projetos criativos com gêneros próprios da cultura juvenil.
A linguagem enquanto atividade significativa concede ao estudante
oportunidades para ações ativas, críticas e transformadoras, por meio dos exercícios
de análises, experimentação, investigação, problematização e questionamentos
reflexivos. É a linguagem constituindo o sujeito, sua identidade e autonomia no
mundo das interações sociais.
Na organização dos conteúdos de Língua Inglesa (LI), para a etapa do Ensino
Médio, destaca-se a contextualização dos campos de atuação, por meio de textos
(gêneros textuais/discursivos) que subsidiam o ensino-aprendizagem da Língua
Inglesa. Os campos de atuação compreendem: o campo da vida pessoal, o campo
da vida pública, o campo das práticas de estudo e pesquisa, o campo
jornalístico/midiático e o campo artístico/ literário.
Trata-se, portanto, das possibilidades de expandir os repertórios linguísticos,
multissemióticos, culturais e interculturais dos estudantes, em diferentes esferas de
circulação dos gêneros textuais/discursivos, incluindo também gêneros de textos
multissemióticos e multimidiáticos que circulam nas redes sociais e outros ambientes
da Web e que contribuem para a organização das práticas pedagógica do
componente Língua Inglesa.
Unidade temática - Práticas discursivas de leitura
As práticas discursivas de leitura no componente LI integram-se na Área de
Linguagens e suas Tecnologias pelos procedimentos de análise e exploração de
seus objetos de conhecimentos, para compreensão, reflexão, apreciação,
experimentação e investigação de diferentes discursos veiculados por textos e atos
de linguagem.
Unidade temática - Práticas discursivas de compreensão e produção oral
Destaca a importância da exposição e do contato com textos orais de
diferentes discursos e contextos da LI em uso, com diferentes formas de expressão,
diferentes linguagens multissemióticas, digitais e diferentes “ingleses”, pronúncias e
sotaques, apresentando ao estudante as diversidades linguísticas e as similaridades
que fazem da linguagem e da língua um meio comum de interação e comunicação,
justificando seu papel de língua franca (ILF).
Ressalta-se, portanto, a função pedagógica da sensibilização dos estudantes
para além do uso funcional da língua e suas tecnologias, para a percepção das
possibilidades de inclusão de sua própria forma de expressar seus pensamentos e
ideias, fazendo parte da comunidade de usuários da Língua Inglesa, em instâncias
comuns na cultura juvenil e nas múltiplas culturas, nas diversas esferas sociais de
comunicação oral, bem como o trabalho com temáticas que abordam a
interculturalidade a partir dos textos.
Unidade temática - Práticas discursivas de compreensão e produção escrita
A produção textual escrita aportada pelas práticas de leitura e oralidade resulta
das análises, apreciações, reflexões e réplicas construídas por meio dos conteúdos
das leituras (dos diversos textos/gêneros discursivos) e das interações orais
(comentários, discussões, debates, expressões de opinião, constatações de fatos
informativos, entre outras interações), constituindo-se em conteúdos e caminhos
para a (re)construção dos conhecimentos a serem expressados através da produção
escrita – produção textual significativa, com propósitos significativos.
COMPONENTE CURRICULAR LÍNGUA PORTUGUESA
O trabalho com a língua, não se fecha numa única teoria para embasar os
conhecimentos desenvolvidos, mas vai além, com contribuições de várias teorias
linguísticas: a Análise do Discurso, que amplia o olhar do leitor sobre o texto, por
meio da reflexão sobre os sujeitos envolvidos e as condições de produção,
marcando principalmente as questões ideológicas e as “falhas da língua” que
materializam o discurso; a Linguística Textual, que contribui com os conhecimentos
sobre a estrutura do texto e os processos que envolvem sua compreensão
(situacionalidade, intencionalidade, informatividade, aceitabilidade, intertextualidade,
coesão e coerência); a Pragmática, que faz referência aos atos de fala dos
interlocutores, considerando todas as nuances da língua e seu contexto; a
Semântica, que fornece subsídios para se trabalhar com os significados das
palavras e suas relações intertextuais nos processos de referenciação no texto; a
Semiótica, que fornece contribuições sobre as produções de sentido a partir dos
signos não verbais; a Sociolinguística, que traz como princípio a variação da língua
em todas suas perspectivas; a Sintaxe, que traz as reflexões sobre as formações e
relações de orações e períodos nos textos; a Morfologia, que embasa o trabalho
com as partes significativas de cada palavra; a Fonética que fornece os estudos
sobre os sons das letras para o trabalho com a língua; o Interacionismo
Sociodiscursivo e os estudos dialógicos da linguagem, que contribuem com as
questões relacionadas aos gêneros discursivos e as relações entre língua e
sociedade; dentre outras.
O ensino de Língua Portuguesa apresenta-se como uma forma de o estudante
conseguir dominar os mais diversos conhecimentos que envolvem a língua em suas
práticas sociais. Ao ingressar na última etapa da Educação Básica, o Ensino Médio,
o estudante percorreu uma longa jornada de envolvimento e de desenvolvimento
linguístico, por isso compete a esta etapa o aprofundamento em análises e estudos
da língua em funcionamento discursivo nas mais variadas práticas envolvendo o
verbal, o não verbal e as multissemioses.
Esse aprofundamento dos conhecimentos já adquiridos sobre o funcionamento
da língua visa a garantir ao estudante, no âmbito dos campos de atuação na vida
social (campo da vida pessoal, artístico-literário, práticas de estudo e pesquisa,
jornalístico midiático e campo de atuação na vida pública), a consolidação de
aprendizagens; o desenvolvimento de habilidades mais analíticas; a ampliação de
referências pessoais, sociais, históricas, éticas e estéticas; a progressão das
habilidades nas complexidades dos textos; a ampliação da autonomia, da autoria e
do protagonismo; e as condições de participação ativa e crítica na sociedade. Isso
porque as habilidades mais em evidência no Ensino Médio são aquelas que estão
envolvidas na reflexão, na produção de textos multissemióticos, aquelas que
envolvem sínteses mais elaboradas, curadoria de informação, repertórios e
referências diversas e ampliadas, inclusive leitura de obras mais complexas da
literatura brasileira, portuguesa, latino-americana, indígena, africana e
contemporânea.
O Ensino de Língua Portuguesa vem se modificando, principalmente com as
contribuições de muitas teorias linguísticas que consideram o texto em suas
aplicações sociais. A partir dessas contribuições para o trabalho com o ensino da
língua, somente podemos pensar em uma prática discursiva da linguagem que
ocorra no âmbito social, pois o discurso verbal e não verbal está vinculado à vida
dos sujeitos, e é nela que a linguagem faz sentido.
O ponto de partida e de chegada será sempre o texto, o gênero, em suas
múltiplas formas assumidas no social. Todo ato comunicativo será sempre analisado
pelo seu contexto de produção e interação, considerando os interlocutores e os
objetivos dos enunciados na sociedade, uma vez que “o domínio de uma língua é o
resultado de práticas efetivas, significativas, contextualizadas” (GERALDI, 2001, p.
36).
Os campos de atuação social compreendem práticas de linguagens em sua
contextualização social. Cada campo da vida humana apresenta seus modelos e
construção de enunciados e os mais relevantes e socialmente significativos
precisam ser desenvolvidos na Educação Básica.
O campo da vida pessoal funciona como articulador e síntese das
aprendizagens desenvolvidas nos outros campos e se apresenta a serviço dos
projetos de vida dos estudantes. As práticas de linguagem envolvidas neste campo
se relacionam diretamente ao contexto pessoal, à construção da identidade, ao
saber sobre si e sua relação com as condições do Brasil e do mundo
contemporâneo.
No trabalho com o campo da vida pública, pretende-se ampliar a participação
dos jovens em diferentes instâncias da vida pública, defendendo direitos e
apresentando domínio básico de textos legais, além da discussão e do debate de
ideias, de propostas e projetos significativos para as suas vidas.
O campo das práticas de estudo e pesquisa contempla o trabalho com a
pesquisa, apreciação, análise, aplicação e produção de discursos/textos expositivos,
analíticos e argumentativos, que circulam tanto na esfera escolar como acadêmica.
A ideia desse campo está relacionada à ampliação do conhecimento e à reflexão do
uso da linguagem científica.
O campo jornalístico-midiático se define pela circulação dos discursos/textos da
mídia informativa (impressa, televisiva, radiofônica e digital) e pelo discurso
publicitário. O trabalho com a linguagem, nesse campo, precisa permitir a
construção de uma consciência crítica e seletiva em relação à produção e circulação
de informações, posicionamentos e induções ao consumo.
No campo artístico-literário buscam-se a ampliação do contato e a análise mais
fundamentada de manifestações culturais e artísticas em geral. Faz-se necessária a
continuidade da formação do leitor literário e do desenvolvimento da fruição, iniciada
no Ensino Fundamental, com aprofundamento de análises que deverão ser mais
contextualizadas ao modo de produção, recepção e circulação das obras.
A BNCC de Língua Portuguesa para o Ensino Médio define a progressão das
aprendizagens e habilidades levando em conta:
• A complexidade das práticas de linguagens e dos fenômenos sociais que
repercutem nos usos da linguagem (como a pós-verdade e o efeito bolha);
• A consolidação do domínio de gêneros do discurso/gêneros textuais já
contemplados anteriormente e a ampliação do repertório de gêneros, sobretudo dos
que supõem um grau maior de análise, síntese e reflexão;
• O aumento da complexidade dos textos lidos e produzidos em termos de
temática, estruturação sintática, vocabulário, recursos estilísticos, orquestração de
vozes e semioses;
• O foco maior nas habilidades envolvidas na reflexão sobre os textos e
práticas (análise, avaliação, apreciação ética, estética e política, valoração,
validação crítica, demonstração etc.), já que as habilidades requeridas por
processos de recuperação de informação (identificação, reconhecimento,
organização) e por processos de compreensão (comparação, distinção,
estabelecimento de relações e inferência) já foram desenvolvidas no Ensino
Fundamental;
• A atenção maior nas habilidades envolvidas na produção de textos
multissemióticos mais analíticos, críticos, propositivos e criativos, abarcando
sínteses mais complexas, produzidos em contextos que suponham apuração de
fatos, curadoria de informação 63, levantamentos e pesquisas e que possam ser
vinculados de forma significativa aos contextos de estudo/construção de
conhecimentos em diferentes áreas, a experiências estéticas e produções da cultura
digital e à discussão e proposição de ações e projetos de relevância pessoal e para
a comunidade;
• O incremento da consideração das práticas da cultura digital e das culturas
juvenis, por meio do aprofundamento da análise de suas práticas e produções
culturais em circulação, de uma maior incorporação de critérios técnicos e estéticos
na análise e autoria das produções e vivências mais intensas de processos de
produção colaborativos;
• A ampliação de repertório, considerando a diversidade cultural, de maneira a
abranger produções e formas de expressão diversas – literatura juvenil, literatura
periférico-marginal, o culto, o clássico, o popular, cultura de massa, cultura das
mídias, culturas juvenis etc. – e em suas múltiplas repercussões e possibilidades de
apreciação, em processos que envolvem adaptações, remediações, estilizações,
paródias, HQs, minisséries, filmes, vídeo minutos, games etc.;
• A inclusão de obras da tradição literária brasileira e de suas referências
ocidentais – em especial da literatura portuguesa –, assim como obras mais
complexas da literatura contemporânea e das literaturas indígena, africana e
latino-americana.
Na organização curricular da Área como um todo, e em cada um dos seus
componentes, devem ser considerados os cinco campos de atuação priorizados pela
BNCC, quais:
• O campo da vida pessoal organiza-se de modo a possibilitar uma reflexão
sobre as condições que cercam a vida contemporânea e a condição juvenil no Brasil
e no mundo e sobre temas e questões que afetam os jovens. As vivências,
experiências, análises críticas e aprendizagens propostas nesse campo podem se
constituir como suporte para os processos de construção de identidade e de projetos
de vida, por meio do mapeamento e do resgate de trajetórias, interesses, afinidades,
antipatias, angústias, temores etc., que possibilitam uma ampliação de referências e
experiências culturais diversas e do conhecimento sobre si.
• O campo das práticas de estudo e pesquisa abrange a pesquisa, recepção,
apreciação, análise, aplicação e produção de discursos/textos expositivos, analíticos
e argumentativos, que circulam tanto na esfera escolar como na acadêmica e de
pesquisa, assim como no jornalismo de divulgação científica. O domínio desse
campo é fundamental para ampliar a reflexão sobre as linguagens, contribuir para a
construção do conhecimento científico e para aprender a aprender.
• O campo jornalístico-midiático caracteriza-se pela circulação dos
discursos/textos da mídia informativa (impressa, televisiva, radiofônica e digital) e
pelo discurso publicitário. Sua exploração permite construir uma consciência crítica e
seletiva em relação à produção e circulação de informações, posicionamentos e
induções ao consumo.
• O campo de atuação na vida pública contempla os discursos/textos
normativos, legais e jurídicos que regulam a convivência em sociedade, assim como
discursos/textos propositivos e reivindicatórios (petições, manifestos etc.). Sua
exploração permite aos estudantes refletir e participar na vida pública, pautando-se
pela ética.
• O campo artístico é o espaço de circulação das manifestações artísticas em
geral, contribuindo para a construção da apreciação estética, significativa para a
constituição de identidades, a vivência de processos criativos, o reconhecimento da
diversidade e da multiculturalidade e a expressão de sentimentos e emoções.
Possibilita aos estudantes, portanto, reconhecer, valorizar, fruir e produzir tais
manifestações, com base em critérios estéticos e no exercício da sensibilidade
(BRASIL, 2018, p. 488-489).
Unidade temática - Prática discursiva da leitura
A leitura se configura em um ato dialógico, no qual o leitor e o autor se
constroem com o texto e pelo texto, na produção de sentidos, pois a interpretação é
um gesto no nível do simbólico, ela é o lugar da relação do sujeito com a
língua/linguagem ou do sujeito com o objeto/signo, portanto é marcada pela
subjetivação.
O processo interlocutivo depende da capacidade crítica que o leitor pode
mobilizar, envolvendo questões sociais, ideológicas, históricas, políticas,
econômicas, literárias e pedagógicas. Por isso, as produções de conhecimento, por
meio da leitura, envolvem habilidades específicas que o estudante precisa suscitar
no encontro dele com o texto; as experiências anteriores de leitura, conhecimentos
de mundo, principalmente os linguísticos que foram desenvolvidos no Ensino
Fundamental, serão de grande valia para o prosseguimento nessa etapa da
educação.
A prática discursiva da leitura será desenvolvida em diferentes contextos e,
dessa forma, requer que o estudante do Ensino Médio acione o conhecimento
adquirido na etapa anterior (Ensino Fundamental) sobre os campos de circulação
dos textos, para que possa, nessa etapa em que se encontra, explorar com maior
profundidade as características que os gêneros discursivos assumem ao fazerem
parte de determinado campo de atuação social.
Pesquisar, selecionar informações, reconhecer posicionamentos, sintetizar
informações, diferenciar partes principais e secundárias, inferir sentido por meio de
palavras, expressões e imagens, são habilidades leitoras que precisam ser
desenvolvidas pelo estudante, no cotidiano da sala de aula. Esse aprofundamento
deve possibilitar que ele atinja um nível de letramento crítico, em que possa ter
atitudes responsivas diante dos textos; isso significa compreender, falar sobre,
argumentar e se posicionar, ampliando cada vez mais as competências
comunicativo-interacionais do mundo letrado. É por meio da leitura que se aprende e
se desenvolve o vocabulário específico de cada gênero discursivo, assim como é
por meio dela também que se aprendem os padrões gramaticais, tanto morfológico
como sintáticos da língua, característicos da escrita, e, ainda, que se percebem as
organizações sequenciais, as estruturas e formas que os textos assumem em cada
gênero discursivo e que se ampliam, semanticamente, os referenciais discursivos de
expressões.
Unidade temática - Prática discursiva de oralidade/escuta
Compreende o trabalho com textos orais sistematizados, que exigem, do
estudante, planejamento de fala e adequação discursiva ao gênero proposto
(seminário, debate, apresentação, declamação, vlog, entrevista, documentário etc.).
O contexto é que vai definir se a linguagem precisa ser mais planejada ou menos
planejada, mais formal ou menos formal, mais técnica ou menos técnica, orientada,
articulada de acordo com tópicos e subtópicos; depende ainda do contexto a
necessidade de argumentar, de dar instruções, narrar fatos, entre outros, conforme a
finalidade, os interlocutores e o contexto de produção.
O estudante precisa compreender que a língua falada e a escrita guardam
similaridades, porém a oralidade tem especificidades determinadas pelo contexto do
ato de fala, exigindo também operações linguísticas complexas. Isso significa dizer
que o registro depende das instâncias discursivas em que a língua será utilizada
como mecanismo de interação; por isso, devem ser consideradas as estratégias
discursivas e os recursos linguísticos e multissemióticos mobilizados, bem como os
elementos paralinguísticos e cinésicos. O trabalho nessa prática deve enfocar a
identificação das características e o uso de diferentes gêneros discursivos orais, que
organizam determinadas atividades humanas.
No Ensino Médio, deve-se possibilitar que o estudante compreenda textos e
aprenda a produzi-los de forma coerente com os efeitos de sentido desejados em
situações específicas e concretas de interação comunicativa, habilitando-o, com
isso, a uma competência comunicativa que é constituída pelas competências
linguística ou gramatical, textual e discursiva.
Unidade temática - Análise linguística/semiótica
Está a serviço da compreensão dos processos de análise da língua em sua
estrutura contextualizada e real do uso dos signos verbais e não verbais que
produzem sentidos para o ser humano – discurso enquanto prática social.
As práticas com os textos devem considerar suas finalidades comunicativas, os
contextos de produção, interlocutores, suporte, vozes sociais, entre outros, para que
as reflexões não se fixem apenas em nomenclaturas gramaticais e regras, mas nos
fatos essenciais sobre o funcionamento da língua. Logo, a linguagem formal,
informal, coloquial, técnica e poética serão objetos de trabalho no Ensino Médio.
Além dessas linguagens, os objetos simbólicos/semióticos – sombreamento, cores,
formas, ângulos, profundidade, sons etc. –, que compõem os textos na atualidade,
também funcionam discursivamente, produzindo sentido nas relações sociais, na
vida dos jovens, devendo, igualmente, ser objeto de análise.
A proposta não se fecha em práticas que contemplam somente o sistema da
língua, mas considera a ampliação do letramento e dos multiletramentos,
trabalhando também com textos híbridos, multissemióticos (nos impressos: jornal,
revista, charges, tiras, HQs, publicidades etc.; hipermídia baseada na escrita: mini,
nano, hipercontos, poemas visuais ou digitais, blogs, wiki, fanfics, ferramentas de
escrita colaborativa etc.; hipermídia baseada em áudio: podcasts, rádio (blog)s,
(fan)clips, remix etc.; hipermídia baseada em design: animações, games, arte digital
etc.; hipermídia baseada em fotos: photoshop, fotologs, animações, fotonovelas
digitais etc.; hipermídia baseada em vídeo: vlog, vídeo logs, remixes, (fan) clips,
vídeo currículo etc.; redes sociais; ambientes educacionais: Ambiente Virtual de
Aprendizagem (AVA), portais, webs etc.; e tantas outras semioses, além das aqui
elencadas).
Por letramento, compreende-se, conforme Magda Soares (2003), o estado em
que vive o indivíduo que sabe ler e escrever e exerce as práticas sociais de leitura e
escrita que circulam na sociedade, como ler jornais, revistas, livros; saber ler e
interpretar tabelas, quadros, formulários, sua carteira de trabalho, suas contas de
água, luz, telefone; saber escrever e escrever cartas, bilhetes, e-mails – sem
dificuldade; saber preencher um formulário, redigir um ofício, um requerimento;
enfim, fazer parte do mundo da leitura e da escrita na sociedade.
O processo de letramento se estende durante toda a vida, pois os falantes
estão em contato constante com novos gêneros discursivos. Por isso, no Ensino
Médio, a escola necessita ampliar o mundo de leitura e escrita dos jovens e
trabalhar também com as multimodalidades em que o texto se apresenta. A ideia de
multiletramentos está relacionada diretamente a essas práticas de letramento
contemporâneas, que compreendem as múltiplas linguagens, as semioses e mídias,
a pluralidade linguística e a diversidade cultural de que atualmente fazem uso
autores, leitores e especialmente os jovens.
Assim, o trabalho com a língua, nesta perspectiva, vai muito além da gramática
normativa, estabelecendo relações também com a gramática descritiva, a histórica e
a comparativa, que farão parte das reflexões e ações nos textos. Nesse sentido, as
análises serão sobre uma gramática relevante, funcional, contextualizada, que prevê
mais de uma norma e, principalmente, de interesse para a construção do
conhecimento sobre a língua.
Unidade temática - Prática discursiva de produção textual
Deve se apoiar no trabalho de planejar, escrever, revisar, reescrever, editar.
Nesse sentido, os textos produzidos serão sempre fruto de muita reflexão, porque se
pensa em um estudante que selecionou algo, alguma coisa para ser dita a outrem,
com quem pretendeu interagir em virtude de um objetivo específico: informar,
advertir, argumentar, propor, dialogar, divertir, compartilhar ideias, estéticas, uma
constante troca de informações, ou seja, textos que apresentam “o que dizer”, “por
que dizer”, “para quem dizer” e “como dizer”.
A produção de texto poderá tomar diferentes formas, se estender para
diferentes gêneros discursivos, conforme os objetivos que esses textos queiram
cumprir. Palavras, gestos, sons, imagens serão sempre o material com que se fará o
ato comunicativo, escolhidos de acordo com as condições de produção e
interlocução, isso porque produzir um texto não é somente uma questão de
gramática, está relacionado também às particularidades das atuações sociais.
Nesse processo está a constituição de elementos linguísticos (léxico e gramatical),
de elementos de textualização (informatividade, intertextualidade, coesão, coerência,
estratégias de construção etc.), e de elementos da situação em que o texto ocorre
(interlocutor previsto, intenções pretendidas, gênero discursivo, domínio discursivo,
conhecimentos prévios, condições materiais – suporte e ancoragem do texto).
O trabalho com a Literatura
A Literatura é arte que desconcerta, incomoda e desorienta, mas é capaz de
transmitir valores fundamentais que justificam a sua presença e os lugares que ela
venha a ocupar na educação. E algumas questões importantes trazidas por Antoine
Compagnon, em seu livro Literatura para quê? (2009), situam o trabalho com a
Literatura em um espaço-tempo fundamental à formação global do estudante nesta
etapa da educação básica.
A literatura pode parecer que está descrevendo o mundo, e por vezes
realmente o descreve, mas sua função real é desempenhativa: ela usa a linguagem
dentro de certas convenções a fim de provocar certos efeitos em um leitor. Ela
realiza alguma coisa dentro do leitor: é linguagem enquanto um tipo de prática
material em si mesma, e discurso enquanto ação social. (EAGLETON, 2006, p. 178).
Assim, torna-se evidente que embora possa haver um momento específico para o
trabalho com a Literatura na sala de aula, os textos literários podem e devem se
fazer presentes nas diferentes práticas discursivas, interagindo com os diferentes
campos de atuação social, pois, assim como os eixos já consolidados no ensino da
Língua Portuguesa são indissociáveis entre si, também não há como desvincular
deles o trabalho com a Literatura. Logo, o trabalho com a Literatura em sala de aula
deve contemplar obras de autorias do cânone ocidental: Literatura Brasileira e
Portuguesa; Literatura Indígena; Literatura Africana; Literatura Latino-americana e
Literatura Contemporânea, desenvolvendo práticas que contemplem análises sobre
o estilo autoral; escolhas lexicais; imagens; relações da obra com suas condições de
produção e contexto atual; recepção dos leitores; dentre outras. Desse modo, as
competências e habilidades necessárias para a formação de leitores podem ser
atingidas.
ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS DE ENSINO
Na etapa do Ensino Médio, pretende-se que o estudante aprofunde e
redimensione os seus conhecimentos, que consiga desenvolver argumentos,
reflexões e produções a partir de estratégias mais sofisticadas de compreensão e
leitura de mundo.
Por meio dos métodos de ensino, é possível atingir os objetivos da educação,
área e/ou componente específico, já as técnicas de ensino são utilizadas de
variadas formas, podendo se referir a objetivos específicos, como aqueles
correspondentes a uma unidade de ensino, ser utilizadas para favorecer a
aprendizagem de um determinado conteúdo/tema, para promover agrupamentos e
trabalhos entre os estudantes, e uso pedagógico de recursos tecnológicos
(NEGRELLI, 2014).
Enquanto os conteúdos e objetivos estão relacionados com o que deve ser
ensinado, os métodos pedagógicos de ensino estabelecem como isso deve ocorrer.
Dessa forma, entende-se a íntima relação entre os objetivos propostos, os
conteúdos que serão tematizados e os métodos que serão adotados (NEIRA, 2018).
Os conteúdos escolares deverão ser tratados pedagogicamente de forma
contextualizada, possibilitando a apreensão crítica das diversas dimensões da
mesma realidade, pois são caracterizados como dimensões conceituais, científicas,
históricas, econômicas, ideológicas, políticas, culturais e educacionais tematizadas
no processo de ensino-aprendizagem, e apropriados como expressão complexa da
vida material, intelectual e espiritual das pessoas em determinado período da
história (GASPARIN, 2012). Sua finalidade social ocorre [...] por meio de uma nova
forma pedagógica de planejar e agir que exige que se privilegiem a contradição, a
dúvida, o questionamento, que se valorizem a diversidade e a divergência, que se
interroguem as certezas e incertezas, despojando os conteúdos de sua forma
naturalizada, pronta, imutável (GASPARIN, 2012, p. 03).
Torna-se imprescindível o planejamento e proposição de ações pedagógicas
que tematizem os conhecimentos historicamente produzidos, que possibilitem e
estimulem aprendizagens por meio de vivências verdadeiramente participativas,
dotadas de sentido e significado, que exercitem a criticidade, propiciando o convívio
e o debate por meio do permanente questionamento e problematização em ralação
às diferenças, a partir de experiências culturais diversas, valorizando as
experiências cotidianas vividas pelos estudantes em outros contextos da sociedade.
São metodologias favoráveis para essas práticas:
· Sala de aula invertida, trabalho em ilhas e rotações;
· Sequências de atividades ou de projetos, com produção de textos e atos de
linguagem diversos, em eventos de multiletramentos, arte e práticas da cultura
corporal (saraus, cine-debate, campeonatos, mostras de artes);
· Documentário, entrevistas em áudio), campanhas de conscientização
multimidiáticas e flashmobs integrados;
· Criação e gravação de podcasts e vodcasts (vídeo podcast);
· Leitura, produção de textos, oralidade (escuta e produção oral);
· Debate, seminário, videominuto, entrevista, recitações de poesias, contação
de histórias, biodata, relatos gravados, videocurrículo, apresentação oral, discurso
político, mesa redonda, palestra, júri simulado, vlogs, etc.;
· Resumos, sínteses, resenhas; incentivar rodas de conversa, apresentações
orais, debates sobre os temas, seminários, gravação de vídeos-minuto, livros trailer,
podcasts, encenações,
· Trabalhos em grupos;
· Leitura de textos;
· Seminários, debates, aulas dialogadas;
· Leitura da paisagem (através de visita, vídeos, fotografias, mapas, etc.);
· Trabalho com pesquisa;
· Pesquisas bibliográficas;
· Pesquisa de campo;
· Exposições;
· Registros (e/ou portfólios, diários);
· Audições, debates, apresentações
· Trabalhos, atividade (em sala ou em forma de pesquisa) individuais ou
coletivas;
· Avaliações;
Alguns temas transversais são exigidos por legislação e normas específicas.
Algumas legislações conferem ações específicas no campo da educação escolar e
devem permear a PPC, seja nos encaminhamentos metodológicos ou nos
conteúdos, outras são atendidas em projetos incorporados à organização do
trabalho pedagógico da escola.
As Leis abaixo relacionadas são obrigatórias e serão trabalhadas
/contempladas nos conteúdos dos componentes curriculares:
- Lei Federal 10.639/03 História e Cultura Afro-Brasileira e Africana; a Lei
Federal 11.645/08 História e Cultura Afra Brasileira e Indígena; a Instrução nº
17/06;
- Lei Federal 9.795/99, que dispõe sobre a Educação Ambiental; a Lei
Estadual 17505/13 - Educação Ambiental;
- Lei Estadual 13.381/01, Ensino de História do Paraná;
- Lei Federal 10.741/03, Estatuto do Idoso e Lei Estadual 117858/13 – Política
de proteção ao Idoso;
- Decreto nº 7037/09: Programa nacional de Direitos Humanos;
- Lei Estadual 16.454/10 Gênero e Diversidade Sexual; Lei Estadual nº
17.335/12 - Programa de Combate ao Bullying; Lei Federal nº 11.340/06;
- Lei 18447/15 - Semana Estadual Maria da Penha nas Escolas; Lei Federal
11525/07 Enfrentamento à Violência Contra a Criança e ao Adolescente;
- Lei Federal 11947/09 - Educação alimentar e nutricional na história da
Alimentação
- Lei Federal 11.343/06 - Prevenção ao Uso Indevido de Drogas; Lei Estadual
nº 17.650/13 Programa de resistência às drogas e à violência;
- Lei Federal 11769/08 – música como conteúdo obrigatório;
- Lei Federal 9503/97 – Educação para o trânsito e Decreto Estadual nº
5.739/12 Educação Fiscal/ Tributária;
As Leis serão trabalhadas de forma interdisciplinar, realizando-se um trabalho
junto aos alunos, refletindo através de aulas expositivas e explicativas,
conhecimentos que viabilizem o pensar crítico e emancipador.
A interdisciplinaridade proporciona um trabalho, no qual áreas ligadas
“conversem” entre si, para isso, é necessário que professores repensem suas
metodologias e práticas docentes, buscando inovação. .
O trabalho interdisciplinar ajudará a formar alunos mais completos, com uma
visão mais geral do mundo, ligando conceitos, formando, assim, um todo em torno
do conhecimento.
O ensino da própria língua materna, é capaz de abarcar toda e qualquer
disciplina, uma vez que é, através da língua, que a comunicação se estabelece.
As metodologias utilizadas deverão ser diversificadas pelo docente para a
organização da mediação entre o sujeito (aluno) e o objeto de conhecimento
(conteúdos da disciplina) se dará por meio dos seguintes procedimentos: -
valorização do conhecimento prévio, (conhecimento inicial do aluno sobre o
conteúdo). - Aulas expositivas dialogadas. - Leituras orientadas de textos
selecionados. - Trabalhos individuais e/ou grupais. - Estudos de casos. - Pesquisas
sobre o tema. - Seminários. - Entrevistas com pessoas-fonte. - Palestras. -
Discussões e debates dirigidos. - Observações da realidade. - Tarefas de
assimilação de conteúdos, uso da PLATAFORMA PARANÁ. - Novas tecnologias em
sua forma presencial (física) e virtual (à distância). - Análise de vídeos ou filmes. -
Leitura de aprofundamento (livro), aulas de leitura, individual e coletiva. 6 - Recursos
Didáticos Lousa. Datashow entre outros.
AVALIAÇÃO E RECUPERAÇÃO
A avaliação da aprendizagem, ação didática constante e inerente ao ato
pedagógico, deve ser entendida como uma via de mão dupla entre o professor e os
estudantes, permitindo o diálogo e a consideração das características dos sujeitos
da escola, por meio do acompanhamento do processo de ensino-aprendizagem,
tanto por parte dos estudantes como do professor, avaliando e repensando
constantemente todo o processo de planejamento, levando em consideração as
diferentes formas de linguagem, linguagens corporais, artísticas e verbais (oral ou
visual-motora e escrita) para que sejam desenvolvidas as multimodalidades que
envolvem as linguagens, os multiletramentos. Esse conceito, conforme Rojo e Moura
(2012), se relaciona tanto à multiplicidade cultural quanto à multiplicidade semiótica
de constituição dos textos híbridos que circulam no social.
As Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio (DCNEM), a Lei n. 9394/96, de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a Base Nacional Comum
Curricular (BNCC) e suas competências pressupõem garantir uma educação com
equidade, por meio da qual os estudantes desenvolvam a criticidade, criatividade, a
participação responsável e autônoma, capazes de se comunicar, lidar com as
próprias emoções e propor soluções para problemas e desafios e, por conseguinte,
o repensar constante do processo de avaliação.
De acordo com Rozengardt (2014), a avaliação se caracteriza por ser um
componente contínuo do processo de ensino-aprendizagem, adquirindo dimensões
diferenciadas e inter-relacionadas, pertencendo e, ao mesmo tempo, podendo
separar-se em práticas e momentos específicos ou especializados. Sendo assim,
ainda que em certos momentos a avaliação possa focalizar as especificidades de
um componente curricular, nesta etapa de ensino ela deve se materializar também
por área de conhecimento. Isso exige uma reconfiguração nos tempos e espaços
escolares com objetivo de potencializar as oportunidades de ensino-aprendizagem.
Diante disso, a avaliação integrada na área de Linguagens e suas Tecnologias
possibilita o planejamento e a utilização das mais variadas práticas avaliativas,
privilegiando a indissociabilidade entre teoria e prática no processo de
ensino-aprendizagem, e, dessa forma, proporcionando multiletramentos,
necessários na formação do jovem do Ensino Médio.
Para tanto, torna-se necessário o trabalho inter/transdisciplinar contínuo em
relação à elaboração conjunta de planejamentos docentes e instrumentos de
avaliação comuns aos componentes curriculares da área, valorizando os diferentes
saberes historicamente produzidos inerentes a cada um, sendo assim, é
fundamental considerar no planejamento e na elaboração de instrumentos
avaliativos, formas de se “apreender” a complexidade de significados e sentidos
presentes nos aspectos subjetivos e intersubjetivos dos processos educativos,
sendo formativa, considerando os diferentes ritmos e processos de aprendizagem,
de forma a ampliar a autonomia, o protagonismo e a participação ética e crítica dos
jovens do Ensino Médio nos diferentes campos de atuação social.
Desta forma, o professor deve compreender que a finalidade de se avaliar é
tão importante quanto conhecer os instrumentos possíveis para que esta avaliação
seja diagnóstica e construtiva, entendida como processo de caráter formativo,
permanente e cumulativo, incluindo a variedade e diversificação de atividades
avaliativas, correspondentes aos objetos de conhecimentos; e os objetivos de
aprendizagem, no desenvolvimento de competências e habilidades, oportunizando
alcançar a todos os estudantes, em seus diversos ritmos de aprendizagem.
A avaliação da participação dos estudantes nas variadas experiências de
linguagem, a partir de critérios e instrumentos que considerem seus objetivos e suas
especificidades, deve contribuir para a efetivação do processo de
ensino-aprendizagem que contemple todas as competências e habilidades definidas
pela BNCC (BRASIL, 2018) para a Área de Linguagens e suas Tecnologias,
evidenciando isso por meio da formação de cidadãos partícipes do mundo letrado,
leitores críticos e produtores de textos coerentes, que se expressem de forma
consistente nas situações sociais a que forem expostos.
A avaliação deve propiciar aos estudantes não somente serem capazes de
responder questões pontuais e reais, mas refletir e agir diante da realidade,
integrando habilidades e atitudes que possibilitem outras leituras e utilização em
outros contextos. Por isso, ao criar determinado instrumento avaliativo é preciso
refletir a respeito da realidade social e trazer para dentro deste instrumento as
situações-problema que possibilitam mobilizações diretas das competências a serem
atingidas. É importante trazer situações que envolvam acontecimentos linguísticos,
estéticos, semânticos, discursivos e corporais que possam contribuir para o
desenvolvimento de determinadas habilidades e atingir as competências
necessárias na área de Linguagens e suas Tecnologias.
A avaliação no componente curricular de Arte permite a reflexão sobre a
ação da prática pedagógica, subsidiando os professores na tomada de decisões a
respeito do processo educativo dos estudantes. Entende-se que a avaliação não é
um fim, e sim o processo em busca da construção do ensino-aprendizagem dos
estudantes. A arte no ambiente escolar tem como caráter formativo desenvolver nos
estudantes a sensibilidade, a fruição, a socialização, as capacidades de leitura e a
análise a partir dos saberes estéticos, históricos e sociais que permeiam os objetos
artísticos e os artistas e seus processos criativos.
Portanto, possibilitar avaliações diversificadas amplia as experiências e
propicia a percepção de que linguagens e/ou conteúdos específicos o estudante
conseguiu desenvolver e quais precisam ser aprofundados. Tanto a avaliação
quanto o ensino necessitam estar contextualizados, promoverem
situações-problemas em que serão observadas as estratégias utilizadas pelos
estudantes para resolução.
O professor tem as mais variadas possibilidades de instrumentos avaliativos,
dentre eles:
· Portfólio e diário;
· Exposições, mostras, apresentações;
· Debates;
· Seminários;
· Autoavaliações, avaliação formal, avaliação oral;
· Trabalhos escritos;
· Pesquisas;
· Eventos artísticos;
· Aulas de campo;
· Práticas externas.
A avaliação em Arte deve considerar as práticas dos estudantes de modo
individual e/ou coletivo, o diagnóstico de conhecimento prévio, abrindo espaço para
que possam expor e refletir sobre suas experiências anteriores, contribuindo na
compreensão das diferentes relações entre os saberes artísticos e a área de
linguagens, permitindo ao estudante ser autor de sua aprendizagem, ser um
protagonista consciente da sua trajetória, redimensionando sua leitura, não só no
campo artístico, mas de mundo.
A avaliação no componente curricular de Educação Física, sugere-se a
incorporação das três dimensões dos conteúdos, que poderão ser explicitadas,
vivenciadas e apreendidas nesse processo. Trata-se da dimensão dos
conhecimentos (ensinados de forma conceitual, científica, histórica, política,
econômica, psicológica, social, estética, legal, filosófica, cultural, ideológica,
educacional etc.), da dos conteúdos procedimentais (relacionados ao saber fazer,
colocar em prática, à interpretação corporal daquilo que foi apreendido em relação à
dimensão dos conhecimentos) e da dos conteúdos atitudinais (referente às normas,
aos valores e às atitudes desenvolvidas junto com os estudantes durante todo o
processo) (FRANCO, 2017; ZABALA; ARNAU, 2010, 2020).
A incorporação das dimensões dos conteúdos servirá de subsídio para o
planejamento e a proposição de situações-problema que possibilitem a
compreensão dos processos de produção e negociação de sentidos presentes na
diversidade de manifestações da cultura corporal, expressas por meio de esportes,
jogos, brincadeiras, ginásticas, danças, lutas/artes marciais, práticas corporais de
aventura, entre outras, reconhecendo-as e vivenciando-as como formas de
expressão de valores e identidades, em uma perspectiva democrática e de respeito
à diversidade, sendo importante que o professor considere em seu planejamento
estratégias e instrumentos que possibilitem compreender e avaliar qualitativamente
os percursos dos estudantes.
Ao planejar uma avaliação da aprendizagem de um determinado conteúdo, o
professor deverá propiciar situações-problema que estimulem a coletividade, que
valorizem a participação ativa e efetiva de todos, e que possibilitem a criatividade e a
(re)criação por parte dos estudantes, favorecendo a autonomia e o acesso, de forma
contextualizada, aos saberes historicamente produzidos pela humanidade,
representados pela diversidade de manifestações da cultura corporal exteriorizadas
pela expressão corporal, por meio de esportes, jogos, brincadeiras, ginásticas,
danças, lutas/artes marciais, práticas corporais de aventura, entre outros. O
processo de avaliação deve servir também como um indicador da evolução
individual do estudante.
A ampliação dos processos de avaliação da aprendizagem, podendo ocorrer
de variadas formas inter-relacionadas:
● Avaliação diagnóstica, formativa, mediadora;
● Avaliação da produção (do percurso – portfólios digitais, narrativas, relatórios,
observação);
● Avaliação por rubricas (competências pessoais, cognitivas, relacionais,
produtivas);
● Avaliação por pares,
● Autoavaliação, avaliação integradora, avaliação oral, avaliação escrita;
avaliação da prática;
● Rodas de conversa;
● Questionamentos orais;
● Dinâmicas de grupo;
● Discussão e/ou apontamentos de elementos apreendidos;
● Trabalhos individuais e em grupos, exposições, pesquisas orientadas
individualmente e/ou em grupo;
● Fichas individuais, fotografias, filmagens, páginas na internet, podcasts,
peças teatrais, debates, júri simulado, (re)criação
● Adaptação de manifestações da cultura corporal, festivais, campeonatos,
Seminários;
● Portfólio;
O professor deverá constantemente conceber novas formas de avaliar e
pensar o processo de avaliação do ensino da Educação Física no Ensino Médio,
visando à atribuição de sentido e significado, além da garantia de maior coerência
entre os objetivos definidos, os procedimentos metodológicos adotados e o processo
de avaliação da aprendizagem, uma vez que as práticas avaliativas dialogam com
as estratégias didático-metodológicas, integradas em um processo de caráter
formativo, permanente e cumulativo (BRASIL, 2018). A possibilidade de usos
diversificados da tecnologia e de recursos digitais como meios facilitadores,
inseridos no processo de ensino-aprendizagem, poderá ampliar imensamente as
possibilidades de verificação da aprendizagem por meio da variedade de formas de
avaliação (RODRIGUES, 2015).
A avaliação no componente curricular Língua Inglesa (LI), além do
reconhecimento das características da língua, às situações de aprendizagem podem
levar também ao reconhecimento das “marcas identitária e de singularidade de seus
usuários”, na ampliação de suas vivências, é subsidiada pelos parâmetros
multidimensionais dos campos de atuação social da vida pessoal, das práticas de
estudo e pesquisa, do campo jornalístico-midiático, da vida pública e do campo
artístico, que permitem a contextualização das práticas discursivas em LI, assim
como fazer uso delas para o desenvolvimento de habilidades necessárias para a
aquisição de competências.
Portanto, o aluno vivenciará aprendizagens que dialoguem com seu trajeto de
vida, sua cultura juvenil e o contexto social em que vive, construídas pelas diversas
áreas de conhecimento, capazes de tornar seu letramento crítico, linguístico, digital
e social transformadores, em sua formação, por meio da Língua Inglesa. E, por
conseguinte, serão avaliados (assessed) em contextos avaliativos de igual
autenticidade e contextualização, nos quais a avaliação possa constituir-se como
uma oportunidade a mais de aprendizagem.
Assim, nas experiências de ensino-aprendizagem em LI, “a avaliação é a parte
crucial do ensino”, devido ao caráter de acompanhamento e registro do progresso do
estudante, na busca em alcançar os objetivos estabelecidos para o desenvolvimento
de habilidades e competências para sua formação e por providenciar ao professor
as informações essenciais para o ensino, as mudanças necessárias na abordagem,
no uso e compasso do tempo, e nas diversidades e diferenças na aprendizagem
encontradas em sala de aula.
Considera-se que os aspectos da avaliação formativa, os critérios e
mecanismos de avaliação, e o feedback formativo favorecem o trabalho do professor
de forma coerente e com maior efetividade, podendo ser:
● Realização de atividades e tarefas;
● Portfólios;
● Informações geradas pelas observações (individual ou coletiva)
● Ações avaliativas através da coleta de logs formativos – templates e checklists de
dados;
● Leituras interpretativas;
● Avaliações como Quizzes e Testes escritos; avaliações escritas, orais (audição e
fala) e autoavaliação;
● Folder;
● Debates;
● Apresentações orais, áudios, estudos de caso, simulações, seminários,
gamificações, atividades de storytelling;
● Leitura e produção oral, escrita e digitais;
As novas perspectivas e formas de avaliação em LI no Novo Ensino Médio, no
presente contexto socioeducacional, podem contar com o suporte das ferramentas
digitais, que podem auxiliar na avaliação do professor.
A avaliação em Língua Portuguesa, fundamentada nos pressupostos de
avaliação para a área de Linguagens e suas Tecnologias, deve considerar as
práticas de linguagem evidenciadas pelas práticas de leitura, análise
linguística/multissemiótica, produção escrita e oralidade (fala/escuta).
Sendo assim, a leitura deve ser avaliada a partir das estratégias que os
estudantes acessam para construir sentido ao texto lido, realizando relações
dialógicas entre textos, identificando informações explícitas e inferindo informações
implícitas, o ponto de partida e de chegada será sempre o texto, a prática de
avaliação da leitura deve se construir a partir do que o estudante já sabe, seus
conhecimentos prévios, tendo em vista que a leitura é um processo de construção a
partir da recepção de cada indivíduo, suas experiências e vivências, sendo o leitor a
instância responsável por atribuir sentido ao que lê.
O processo de ensino-aprendizagem e a avaliação potencializam a relação de
intertextualidade das diferentes leituras e textos, aprimorando a capacidade de
reconhecer as diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos
que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e
daquelas em que será recebido. O trabalho e a avaliação dessas demandas exigem
do professor a mobilização das diferentes linguagens e práticas, que devem ser
trabalhadas e avaliadas no sentido de ampliar a compreensão leitora,
proporcionando independência ao estudante para compreender e interpretar de
forma crítica, sentindo-se mobilizado para ampliar seu universo de expectativas.
Análise linguística/multissemiótica, tem como ponto de partida que a língua
se manifesta em todos os seus aspectos discursivos, textuais e gramaticais, é no
texto oral e escrito que este fenômeno se evidencia. Para tanto, desenvolver a
habilidade de produção e análise das diferentes modalidades em que o texto se
apresenta proporciona autonomia ao estudante e subsídios ao professor para
avaliar. Com o advento das novas tecnologias e a abrangência do universo digital,
as tecnologias de comunicação e informação trouxeram consigo novas formas de ler
e ver o mundo e, em consequência, novas formas de recepção do texto, novas
formas de interagir e se relacionar socialmente, como também mudanças
significativas na apresentação dos gêneros textuais e suas formas de divulgação e
circulação nos diferentes meios.
Considerando a presença constante da cultura digital nas vivências dos
estudantes do Ensino Médio, é de suma importância que a avaliação, neste aspecto,
privilegie a análise crítica das leituras dispostas na rede, privilegiando o senso crítico
e ético.
A Produção textual, desenvolver a competência comunicativa é uma das
importantes funções da escola. Preparar o estudante para o uso da língua oral e
escrita em práticas sociais proporciona a possibilidade do exercício pleno da
cidadania. Ao professor, somente é possibilitada a averiguação do trabalho de
desenvolvimento dessa competência por meio da avaliação contínua. Nesse sentido,
o processo de avaliar a aprendizagem é parte indissociável do aprender, pois
somente a partir dele é que os agentes do processo ensino-aprendizagem –
estudantes e professores – podem refletir e buscar soluções que aprimorem a
habilidade de produção textual, onde a mesma só terá sentido se for devidamente
corrigida e avaliada pelo professor.
Estabelecer critérios claros de correção e avaliação nem sempre se trata de
um processo simples, visto que envolve não só a objetividade no que se solicita ao
estudante, como também parâmetros de avaliação coerentes de acordo com o
solicitado. Nesse sentido, é importante que o professor tenha clareza de que a
avaliação do texto escrito extrapola a correção gramatical, visto que “a língua não se
esgota pela sua gramática” (ANTUNES, 2006, p. 171).
A Oralidade é uma das práticas de linguagem a ser trabalhada no Ensino
Médio, assim, a necessidade de se pensar em uma avaliação que inclua os objetivos
do trabalho com a língua oral é de suma importância para refletir sobre o processo
de avaliação e sobre o que será relevante durante tal percurso. A oralidade tem um
papel imprescindível na construção da cidadania, participação social e protagonismo
do estudante, principalmente na contemporaneidade na qual gravar vídeos, encenar,
se apresentar on-line, para trabalho ou não, entre outras, tornou-se uma constante.
É por meio dela que ideias são expressas e se estabelecem as relações sociais.
Nesse sentido, a oralidade deve fazer parte do arcabouço avaliativo a partir de
situações concretas de comunicação e interação, ou seja, onde existam
interlocutores. A avaliação da oralidade/escuta na escola deve ter como princípio,
em especial, as habilidades dos estudantes em expressar-se adequadamente nas
diversas situações de interação e comunicação que envolvam a oralidade, assim
como respeitar os turnos de fala, refletir sobre a variedade linguística brasileira,
combatendo qualquer tipo de discriminação, rotulação e preconceitos linguísticos.
Algumas estratégias podem ser utilizadas para avaliação, como:
● Realização de atividades e tarefas, em sala ou em forma de pesquisa (individual
ou em grupo);
● Portfólios;
● Acompanhamento individual;
● Leituras interpretativas;
● Avaliações escritas, orais e autoavaliação;
● Folder;
● Debates;
● Apresentações orais, áudios, estudos de caso, simulações, seminários;
● Produção oral, escrita e digitais;
● Trabalhos;
A avaliação deve sempre partir de um ambiente construtivo e receptivo, onde
o “erro” seja visto como parte integrante do processo de aprendizagem. Onde cada
estudante sinta seus saberes valorizados e reconhecidos, num ambiente de estímulo
ao aprofundamento do saber. Que a avaliação seja um caminho para a formação
construtiva e de fortalecimento da autoestima, de modo que o estudante se sinta
incentivado e com disposição para aprender, construindo, junto com o professor,
uma relação positiva com a aprendizagem.
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral ao final do mesmo deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0 podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta
(produção escrita, gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou descritiva, relatório,
mapa conceitual, seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas)
pela qual se obtém dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas
ao processo de ensino-aprendizagem;
Quanto a elaboração de provas o professor não deve submeter o aluno à um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.).
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número mínimo
de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02) recuperações e
o máximo de dez (10).
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada de conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da recuperação
serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se
em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será
computada para a média final a nota de maior valor.
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Introdução
A partir da lógica de mudanças permanentes que se apresentam na realidade
contemporânea, a educação figura como potência transformadora. Nesse sentido, a
Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas tem o compromisso de desenvolver
junto aos estudantes o pensamento crítico que os conscientize sobre a
transitoriedade do conhecimento científico, assim como tem responsabilidade em
formar cidadãos reflexivos e éticos.
Segundo a Base Nacional Comum Curricular - BNCC (BRASIL, 2018) as
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas enfatizam a articulação entre a teoria e a
prática social, que deve acontecer de maneira indissociável, à medida que os
saberes formais desenvolvidos por ela são utilizados em situações concretas da vida
cotidiana, aprimorando a capacidade dos estudantes em resolver problemas e
dilemas complexos da sociedade contemporânea (PARANÁ, 2021).
Os problemas do Ensino Médio podem ser vistos como “expressões da
presença tardia de um projeto de democratização da educação pública no Brasil
ainda inacabado, que sofre os abalos das mudanças ocorridas na segunda metade
do século XX” (KRAWCZYK, 2011, p. 754). Mas, como o Ensino Médio representa a
última fase da escolarização para a maioria dos jovens, além de aprofundar os
conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, torna-se o momento mais
significativo em que ocorre a preparação para a vida adulta e para o mundo do
trabalho. Entende-se por trabalho a ação do homem sobre a natureza e também na
sua relação com os outros seres humanos. Conforme aponta Saviani (1989), o
trabalho consiste em uma atividade de transformação e criação no mundo humano
guiada por objetivos pelos quais as pessoas antecipam mentalmente o que vão
fazer. Para que os jovens sejam aptos a pensarem o trabalho como ação humana, o
Ensino Médio tem o papel de enfatizar a formação científica e profissional (educação
para o trabalho), permitindo mudanças culturais e sociais.
A educação pode ser transformadora, na medida em que ela considera a
sociedade como um espaço de lutas entre diversos grupos e classes, antagônicos e
desiguais entre si. Para a Apple (2017), a educação é uma ação criticamente
orientada, que possui o potencial de alterar essas relações por meio da ênfase na
aprendizagem, aliada ao incentivo permanente à crítica, à curiosidade, ao cuidado, à
imaginação, à criatividade, entre outros aspectos permeados pelo diálogo e a
escuta. Conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica:
Quando o estudante chega ao Ensino Médio, os seus hábitos e as
suas atitudes crítico-reflexivas e éticas já se acham em fase de
conformação. Mesmo assim, a preparação básica para o trabalho e a
cidadania, e a prontidão para o exercício da autonomia intelectual
são uma conquista paulatina e requerem a atenção de todas as
etapas do processo de formação do indivíduo. Nesse sentido, o
Ensino Médio, como etapa responsável pela terminalidade do
processo formativo da Educação Básica, deve se organizar para
proporcionar ao estudante uma formação com base unitária, no
sentido de um método de pensar e compreender as determinações
da vida social e produtiva; que articule trabalho, ciência, tecnologia e
cultura na perspectiva da emancipação humana (BRASIL, 2013, p.
39)
A área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas tem o compromisso de
formar nos jovens um pensamento crítico que os conscientize sobre a
transitoriedade do conhecimento científico, assim como tem a responsabilidade por
formar cidadãos reflexivos e éticos. Segundo Horkheimer (1983), a análise crítica da
sociedade percebe os homens como produtores das suas formas históricas de vida,
afastando-se de reflexões que tomam a natureza como um objeto dado. Esse ponto
é crucial para entendermos a especificidade das Ciências Humanas em relação às
Ciências da Natureza, no que se refere aos seus objetos e métodos. Para o autor, o
que é dado (o objeto) não depende apenas da natureza, mas, sobretudo, diz
respeito ao poder do homem sobre ele: “os objetos e a espécie de percepção, a
formulação de questões e o sentido da resposta dão provas da atividade humana e
do grau de seu poder” (HORKHEIMER, 1983, p. 155).
Essa perspectiva coloca o homem e o seu contexto social no centro da análise
científica. Nesse sentido, percebe-se como os conceitos discutidos nas Ciências
Humanas são fundamentais, à medida que os elementos que sustentam as noções
de cidadania, crítica e ética são instrumentalizados pela Filosofia, Sociologia,
História e também pela Geografia. São os conhecimentos construídos nesses
campos do saber que permitirão aos jovens se apropriarem tais conceitos de
maneira densa e, especialmente, rejeitarem teses sustentadas pelo senso comum
ou por juízos de valor que não correspondam a uma premissa ética e responsável.
Uma importante contribuição da Área diz respeito à valorização da diversidade
constitutiva da sociedade brasileira, bem como o estímulo ao desenvolvimento de
atitudes respeitosas frente aos Direitos Humanos, assim como a composição étnica
e cultural do país e as diversas expressões de gênero, sexualidade e religiosidade
que envolvem a pluralidade cultural brasileira, apresentando-se como efetivo meio
para a mobilização do protagonismo social e escolar e a definição do projeto de vida
dos estudantes.
Enfim, observa-se que a área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas possui
uma parcela importante na formação dos jovens para a vida adulta. Sobre a ação
formativa, concordamos com Paulo Freire, que destacou a importância de perceber
que o “formar” significa dar acesso ao conhecimento, pois a educação não é apenas
treinamento, um repasse de informações descontextualizadas. Nesse sentido, a
seleção e as escolhas feitas para construção do currículo escolar trazem
possibilidades de inclusão aos jovens que estão adentrando na relação com o
mundo do trabalho, mas não de maneira instrumentalizada. Sendo o currículo uma
construção cultural que a escola projeta para este universo, ele entende:
As aprendizagens que os alunos realizam em ambientes escolares
não acontecem no vazio, mas estão institucionalmente
condicionadas pelas funções que a escola, como instituição, deve
cumprir com os indivíduos que a frequentam. É a aprendizagem
possível dentro dessa cultura escolar peculiar definida pelo currículo
pelas condições que definem a instituição [...] no qual se desenvolve
a ação (SACRISTÁN, 1998, p. 89).
Ainda conforme Sacristán (1998), diante dessa percepção é que ocorre uma
série de decisões importantes para a relação no processo de ensino-aprendizagem,
ações que resultam na qualidade da educação dos jovens, realizadas de maneira
articulada com as realidades, especificidades que são modeladas pelas
contextualizações do ambiente escolar.
As Ciências Humanas e Sociais Aplicadas também possuem uma grande
contribuição para a reflexão sobre a tecnologia. De acordo com Jaqueline Moll
(2010), vários são os obstáculos enfrentados pela humanidade na busca pelo
domínio da técnica e da tecnologia, essa última categoria abrangendo uma
amplitude de reflexões que ultrapassam os instrumentos, ferramentas e máquinas,
incluindo as noções de processos e ideias. Desse modo, a tecnologia refere-se tanto
aos meios como às atividades pelas quais os homens e as mulheres modificam seu
ambiente (MOLL, 2010, p. 289).
Na atualidade, um dos maiores desafios nessa busca pelo controle da
tecnologia talvez seja o de transpor o montante de informações a que temos acesso
todos os dias em conhecimento. Se antes do advento da internet e das Tecnologias
da Informação e Comunicação (TIC), as informações eram restringidas a um número
muito menor de pessoas (sendo necessário buscar o conhecimento em bibliotecas,
por exemplo), no século XXI as informações se tornaram democratizadas e
acessíveis à grande maioria da população.
A vida em sociedade, com o acesso às tecnologias e a participação cada vez
mais atuante dos jovens estudantes nas mídias sociais, precisa ser pautada em
conceitos democráticos e de superação das diferenças nas relações interpessoais,
bem como precisa de pessoas autônomas e protagonistas da própria história.
Por meio dos componentes curriculares Filosofia, Geografia, História e
Sociologia, a Área possibilita a discussão e rediscussão de saberes,
ressignificando-os, de modo que tragam sentido para a vida e prática social dos
estudantes do Ensino Médio.
COMPONENTE CURRICULAR FILOSOFIA
A história do Ensino de Filosofia no Currículo Brasileiro é bastante instável,
houve momentos em que ela esteve presente e, em outros, ela foi suprimida, de
acordo com os interesses de cada período.
Foi somente a partir do ano de 2006 que a proposta de mudança da Resolução
CNE/CEB n. 03/98, no seu artigo 10, § 2º, enviada ao CNE, que a disciplina de
Filosofia foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Nacional de Educação. Ainda
em 2006, foi homologado pelo Ministério da Educação, por meio da Resolução n. 04
de 16 de agosto, o parecer CNE/CEB n. 38/2006, que tornou a Filosofia e a
Sociologia disciplinas obrigatórias no Ensino Médio.
Para acontecer o ensino de Filosofia, o importante e necessário é que os
conceitos e problemas desenvolvidos pelos pensadores ao longo dos séculos sejam
compreendidos e resinificados pelos estudantes durante as aulas, levando-os a uma
atitude reflexiva de filosofar, possibilitando-lhes, pois, uma maior compreensão do
mundo onde estão inseridos.
A Filosofia tem como um de seus principais compromissos a formação crítica
dos sujeitos. O ensino desse componente é pensado como uma atividade de cunho
intelectual e prático, cuja natureza volta-se para o querer saber, exigindo-se
habilidades e competências que possam gerar oportunidades aos estudantes de
desenvolver suas subjetividades, valorizando-os como seres únicos e singulares no
mundo.
O saber alçado pela espécie humana sobre os mais diversos objetos,
situações, relações, instituições, lugares e tempos é o que move a Filosofia e, ao
mesmo tempo, a torna identificável (embora sempre resguardando algo a se
desvelar). Os elementos conceituais mobilizados para a formulação desse saber, a
maneira como a mente e a linguagem o condiciona à maneira humana de conhecer
e, de modo significativo, o histórico, como os filósofos ao longo dos anos
sistematizam ou problematizam tudo isso, compõem a Filosofia.
A tarefa de ensinar Filosofia passa, antes de tudo, por uma atividade (logo,
uma prática) de cunho intelectual, cuja natureza volta-se para o querer saber,
exigindo-se, para tanto, habilidades e competência que possam criar oportunidades
aos estudantes de criar suas próprias subjetividades, permitindo-os serem únicos e
singulares no mundo. Tudo isso em um caráter processual, ou seja, não se obtém de
modo definitivo os elementos aqui elencados, porém o dinamismo deste, o vir a ser
apresenta-se como marca identitária e indelével da Filosofia.
Dessa forma, o que se busca evidenciar é que não há uma forma unívoca e
singular da Filosofia, ao contrário, a densa e múltipla rede de filosofias contribui na
formulação de conhecimento singular, que é o conhecimento filosófico. Singular
porque se entende que seja a Filosofia acadêmica seja escolar, ambas partilham da
mesma fundamentação e especificidade quanto à busca em saber. Assim, de modo
a permitir o exercício daquilo que é próprio no ser humano, a Filosofia pretende
refletir e propor argumentos sobre os problemas de maneira a abranger todos os
âmbitos e interesses da humanidade.
As Unidades Temáticas a serem desenvolvidas são:
· Mito e Filosofia;
· Teoria do Conhecimento;
· Ética;
· Filosofia Política;
· Filosofia da Ciência;
· Estética.
COMPONENTE CURRICULAR GEOGRAFIA
A Geografia constitui-se como uma importante ciência que auxilia na
compreensão da organização e da dinâmica do espaço geográfico e suas múltiplas
territorialidades, contribuindo para a formação integral em suas dimensões
intelectual, social, emocional, física e cultural, bem como, contribui para a formação
integral dos estudantes em suas dimensões intelectual, social, emocional, física e
cultural, auxiliando no desenvolvimento dos seus projetos de vida, na atuação no
mundo do trabalho e na melhor utilização das tecnologias para o seu dia a dia.
A Geografia constitui-se como um uma importante ciência que auxilia na
compreensão da organização e da dinâmica do espaço geográfico e das múltiplas
territorialidades que nele se manifestam, bem como no desvendamento de
contradições espaciais e das relações que se estabelecem entre o mundo vivido
pelo estudante e as escalas regional, nacional e global.
É importante ressaltar que para a Geografia as práticas cotidianas dos jovens
potencializam os estudos espaciais, na medida em que elas produzem
espacialidades e territorialidades (CAVALCANTI, 2011). Assim:
É preciso salientar, como também já se fez referência aqui, que essa
produção se articula a diferentes modos de inserção desses jovens,
dependendo de sua condição socioeconômica, do gênero, etnia,
opção religiosa, orientação sexual, além de sua vinculação aos
diversos grupos ou ‘tribos’ mais específicos. Ainda que se leve em
conta essa diversidade, é possível generalizar a ideia de que os
jovens, de uma ou outra maneira, buscam constituir seus lugares, em
diferentes meandros, em diversas ‘fendas’ da cidade (ou de outros
lugares), em espaços públicos ou privados, na rua, no clube, na
praça, nos bares, na escola, imprimindo neles suas marcas. Nesse
processo de constituição de lugares e de territórios, fazem leituras da
cidade, produzem conhecimento sobre ela e seus diferentes lugares
(CAVALCANTI, 2011, p. 48).
Desse modo, refletir e agir, tendo em vista a cidadania e conhecendo seus
lugares de convivência imediata, sua cidade ou comunidade, estabelecem sentido
ético para suas práticas de modo articulado a seus direitos e deveres.
Assim, no Ensino Médio, esse componente dá condições para que os
estudantes realizem a leitura, análise e interpretação da complexidade do mundo
atual, auxiliando no desenvolvimento dos seus projetos de vida, na atuação no
mundo do trabalho, na melhor utilização das tecnologias, no enfrentamento de
problemas e na construção de soluções práticas para o seu dia a dia (PARANÁ,
2021).
Assim, ao promover o raciocínio geográfico, operacionalizando conceitos, a
Geografia escolar contribui para a construção de conhecimentos que auxiliarão os
estudantes a compreender os fenômenos e as organizações espaciais, de modo que
poderão atuar de uma forma crítica e consciente, como cidadãos éticos na
construção de seu projeto de vida e de sociedades mais equânimes.
A área de Geografia apresenta quatro unidades temáticas para o Referencial
Curricular do Ensino Médio do Paraná:
· Organização do Espaço Geográfico;
· População, Cultura e Territorialidades;
· Natureza, Questões Socioambientais e Sustentabilidade;
· Técnica, Mundo do Trabalho e Dinâmica Econômica.
COMPONENTE CURRICULAR HISTÓRIA
A História como componente curricular da Área de Ciências Humanas e Sociais
Aplicadas orienta-se pela apreensão do conhecimento histórico, e a estruturação de
um ensino que favoreça a mediação entre a vivência do estudante e a experiência
histórica e cultural da humanidade, de forma que o primeiro passe a se reconhecer
enquanto sujeito histórico, atravessado pelas transformações ocorridas ao longo do
tempo (PARANÁ, 2021).
A relação entre o ensino da história e o desenvolvimento da disciplina nem
sempre estiveram em compasso. A História, assim como outras disciplinas das
Ciências Humanas, se organizou como ciência em meados do século XIX, ao definir
objetos e métodos de pesquisa próprios. O campo de investigação sobre as ações
humanas e seus significados passou por transformações ao longo do século XX,
com a inclusão de diferentes temáticas, objetos de estudo e fontes passíveis de
serem analisadas.
Outrossim, a relação entre o ensino e a Ciência da História se processa por
meio da instrumentalização crítica das fontes, documentos, historiografia, tempo
histórico e demais relações espaço-temporais, como mudanças e permanências,
passado/presente, evitando, sobremaneira, o equívoco do anacronismo. Essa
referida relação deverá perpassar as abordagens dos objetos de conhecimento,
pautadas nos métodos e conceitos da sua ciência de referência, como forma de
efetivação da Educação Histórica.
Faz-se necessária uma reflexão acerca dos conceitos, ideias e propostas a
serem incluídas e sistematizadas para a construção de um currículo que
corresponda às demandas de uma sociedade contemporânea, onde a tecnologia e
as relações humanas se modificam rapidamente, sem que a atividade pedagógica
seja desvinculada de sua ciência de referência, mas que enfoque na aproximação
entre o ensino da História e a realidade do estudante do Ensino Médio, viabilizando
a ampliação de seu repertório cultural.
Dessa maneira, desenvolvem-se ideias articuladas ao pensamento histórico
voltado à “cognição histórica situada”, o qual considera que “a explicação histórica
constitui parte fundamental da narrativa histórica, processo inerente à natureza do
próprio conhecimento histórico” (SCHMIDT, 2009, p. 7), e, por isso, pode ser
trabalhado e analisado no processo de ensino-aprendizagem da História,
problematizando-a a partir do diálogo entre presente e passado, questionando a sua
suposta neutralidade. Assim:
No ensino da História, problematizar é, também, construir uma
problemática relativa ao que se passou com base em um objeto ou
um conteúdo que está sendo estudado, tendo como referência o
cotidiano e a realidade presentes dos alunos e do professor. Para a
construção da problemática, é importante levar em consideração o
saber histórico já produzido e, também, outras formas de saberes,
como aqueles difundidos pelos meios de comunicação (SCHMIDT;
CAINELLI, 2004, p. 52).
O processo de ensino-aprendizagem da História, portanto, busca ampliar a
compreensão do passado, com temas que dialoguem com a realidade e auxiliem no
entendimento do mundo e da sociedade. Dessa forma, a análise de fontes históricas
diversificadas deve ser direcionada para a formação do pensamento histórico,
favorecendo a aproximação com o método historiográfico e atentando para as
demandas sociais e culturais dos estudantes. O diálogo e a contraposição das
fontes com as narrativas presentes nos materiais didáticos podem auxiliar no
desenvolvimento de atividades diversas, como a elaboração de dossiês, a
construção de biografias, a demonstração de memórias históricas – danças, teatro,
músicas –, a elaboração de exposição de elementos familiares, escolares e
patrimoniais, conforme exemplificam Schmidt e Cainelli (2004).
Para atender às necessidades da formação para a vida dos estudantes, o
componente curricular História – articulado aos demais componentes da área de
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas – busca desenvolver as seguintes
competências das Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio: a autonomia
intelectual e o pensamento crítico; a capacidade de aprender e continuar
aprendendo, de saber se adequar de forma consciente às novas condições de
ocupação ou aperfeiçoamento, de constituir significados sobre a realidade social e
política, de compreender o processo de transformação da sociedade e da cultura; o
domínio dos princípios e dos fundamentos científico-tecnológicos para a produção
de bens, serviços e conhecimentos (BRASIL, 2006, p. 68)
Á área de História apresenta seis Unidades Temáticas que intencionam
contemplar as competências específicas:
· História como campo do conhecimento;
· Tecnologia, relações de alteridade e diversidade;
· Estrutura política e a formação das nações e dos nacionalismos;
· Relações de produção, capital e trabalho em diferentes territórios, contextos e
culturas;
· Cidadania e direitos humanos: o combate à injustiça, ao preconceito e à violência;
· Indivíduo e sociedade: participação política no debate público.
COMPONENTE CURRICULAR SOCIOLOGIA
A Sociologia, no Ensino Médio, tem por objetivo promover um olhar
cientificamente orientado sobre as relações sociais, possibilitando aos estudantes a
apropriação crítica dos saberes historicamente produzidos, com vistas ao
estranhamento e desnaturalização dos fenômenos socioculturais e políticos.
Fundamentando-se nos conhecimentos que compõem as Ciências Sociais, os
saberes abordados pelo componente envolvem Antropologia, Ciência Política, além
da própria Sociologia. Ao tomar os fenômenos sociais como objeto de pesquisa,
utilizando-se de teorias e métodos que oferecem análises da realidade social sob o
paradigma científico, o componente colabora com o desenvolvimento das
competências e habilidades da Área e com a formação integral e contextualizada
dos sujeitos.
Os conhecimentos que compõem a Sociologia no Ensino Médio são
fundamentais para garantir ao estudante a apropriação das competências e
habilidades previstas pela área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. A
Sociologia, por sua própria definição, é uma ciência interdisciplinar, visto que
contempla, no Ensino Médio, além dos conhecimentos sociológicos, os
conhecimentos da Ciência Política e da Antropologia. Essas áreas dialogam
intensamente com a Filosofia, a História, a Geografia e a Economia, e possuem
diálogos integrados com as demais áreas de conhecimento, pois os objetos de
investigação das Ciências Sociais são variados e diversos, dada a complexidade
das relações sociais, políticas e culturais nas quais estamos inseridos.
Embora tenha como característica o interdiálogo entre os diversos campos de
conhecimento, o olhar da Sociologia sobre o social é também inédito e distinto das
demais ciências, por meio da refutabilidade de teorias e dos descontinuísmos,
proporcionando uma inesgotável renovação do espírito científico (BACHELARD,
1999). Os chamados “autores clássicos” da Sociologia procuraram, cada qual ao seu
modo, questionar teorias anteriores, provenientes de diferentes áreas de
conhecimento, imprimindo, em suas obras, um exercício de estranhamento da
realidade e das explicações sobre o social, anteriormente empreendidas. O exercício
de “dúvida sistemática” se dá recorrentemente acompanhado de diálogos e
reconstruções teóricas.
O conhecimento sociológico desenvolve-se em permanente diálogo com a
prática social, uma vez que este é o seu objetivo. O estudante do Ensino Médio, por
intermédio da Sociologia, pode interpretar a sua realidade social, agindo sobre ela
com consciência e criticidade. Nesse sentido, o componente é indispensável para a
preparação dos estudantes ao exercício da cidadania na sociedade brasileira,
tomando consciência de que são portadores de direitos civis, políticos, sociais e
humanos, além de entender a lógica das instituições e agrupamentos sociais,
perpassando aspectos da participação social, política, cultural e econômica.
A Sociologia é um componente que tem um papel central no Ensino Médio,
pois suas categorias possuem correspondência direta em relação às apresentadas
pelo texto introdutório da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas na Base
Nacional Comum Curricular e no Referencial Curricular para o Ensino Médio
paranaense.
As unidades temáticas da Sociologia são as seguintes:
· O conhecimento sociológico e a relação entre o indivíduo e a sociedade;
· Cultura e Diversidade;
· Consumo, Indústria Cultural e Capitalismo;
· Trabalho e Sociedade;
· Desigualdades sociais e suas múltiplas faces;
· Poder, Política, Estado e Cidadania.
Os quatro componentes curriculares que formam a área de Ciência Humanas e
Sociais Aplicadas têm aspectos particulares e objetos de estudo próprios. Porém, é
importante assinalar que a área também opera com conceitos integradores que se
transformam em uma unidade na busca pelo conhecimento. Nesse sentido, as
Ciências Humanas e Sociais Aplicadas possuem uma função primordial na
Educação Básica, na medida em que fomentam compreensão da atualidade social e
das questões culturais, políticas, econômicas, históricas e espaciais, de modo
interligado e dialogal, sendo imprescindível a existência desses saberes para que
haja uma formação integral dos estudantes.
O quadro organizador da área reúne os componentes curriculares de História,
Filosofia, Geografia e Sociologia. Eles se apresentam agrupados por série e
trimestres, de acordo com a matriz curricular. Os elementos que o constituem são:
competências, habilidades, objetivos de aprendizagem, objetos do conhecimento e
possibilidades de conteúdos.
Acesse o link editável para o Quadro Organizador Curricular de CHS em:
[Link]
t?usp=sharing&ouid=104029137315819424475&rtpof=true&sd=true
Acesse o link para a Metodologia e Avaliação, arquivo editável:
[Link]
dit?usp=sharing&ouid=104029137315819424475&rtpof=true&sd=true
ESTRATÉGIAS / METODOLOGIAS DE ENSINO
A BNCC propõe o protagonismo do estudante no desenvolvimento de sua
aprendizagem, ou seja, ele não desempenha mais o papel de mero receptor dos
conteúdos transmitidos pelo professor e deve ser reconhecido como interlocutor
legítimo sobre o currículo, o ensino e a aprendizagem.
Para formar esses jovens como sujeitos críticos, criativos, autônomos
e responsáveis, cabe às escolas de Ensino Médio proporcionar
experiências e processos que lhes garantam as aprendizagens
necessárias para a leitura da realidade, o enfrentamento dos novos
desafios da contemporaneidade (sociais, econômicos e ambientais) e
a tomada de decisões éticas e fundamentadas. O mundo deve lhes
ser apresentado como campo aberto para investigação e intervenção
quanto a seus aspectos políticos, sociais, produtivos, ambientais e
culturais, de modo que se sintam estimulados a equacionar e
resolver questões legadas pelas gerações anteriores – e que se
refletem nos contextos atuais –, abrindo-se criativamente para o novo
(2018a, p. 463).
Dessa forma, por meio de situações relacionadas ao cotidiano e aos elementos
presentes na própria realidade dos estudantes, e abordadas de forma dialógica, com
a utilização de tecnologias e mídias variadas, o professor poderá problematizar
essas questões relacionando ambas as circunstâncias, ou seja, o problema filosófico
com os problemas vividos pelos estudantes, e, com isso, ter um ponto de partida
para a investigação que virá a seguir e para que, neste processo de análise,
discussão e argumentação, o estudante passe, a partir da apreensão dos conceitos
presentes nos textos filosóficos, a criar os próprios conceitos.
Com efeito, o estudante deverá desenvolver habilidades de interpretação,
contextualização e produção de textos analíticos, críticos e coerentes, tendo em
mente que o objetivo é que as produções dos estudantes venham alcançar um
melhor desenvolvimento quanto à atitude questionadora e, ao mesmo tempo,
constituinte dos valores que regem o conjunto significante da realidade, conjunto
este que é compartilhado pelos diversos protagonistas sociais.
A mobilização de competências e habilidades propostas pela BNCC se
desdobra numa didática onde a aquisição de competências desejáveis acontece à
medida que se adquirem conhecimentos específicos. Mesmo indicando que os
estudantes devem “saber” e, sobretudo, “saber fazer” não significa que devemos
transmitir menos conhecimento. Ao optar por Unidades Temáticas, possibilita a
inter-relação entre os componentes, mas caberá ao professor fazer o recorte
desejado para alcançar os objetivos do desenvolvimento das competências, mesmo
que para isso precise trabalhar menos conteúdos.
A BNCC recomenda o uso de metodologias e estratégias diversificadas, com o
intuito de alcançar a pluralidade de configurações familiares e como forma de
enriquecer o ensino, possibilitando uma melhoria na aprendizagem. As metodologias
ativas aprofundam o senso crítico, melhoram a autonomia do estudante e
possibilitam maior interação e colaboração entre os colegas, aumentando, pois, a
percepção da importância de participar ativamente da sociedade.
Os componentes curriculares da Área de Ciências Humanas e Sociais
Aplicadas dialogam e inter-relacionam-se por meio dos conceitos integradores:
Tempo e Espaço; Territórios e Fronteiras; Indivíduo, Natureza e Sociedade; Cultura e
Ética; Política e Trabalho. Esses conceitos/categorias são fundantes da Área e sua
instrumentalização envolve a aplicação de metodologias diversificadas e
profundamente conectadas às demandas contemporâneas, levando em conta as
especificidades de cada componente.
Tais conceitos são também utilizadas pelo campo das Ciências Humanas e
Sociais Aplicadas como uma forma adequada de compreensão das ideias e
processos políticos, sociais, econômicos e culturais, que no Ensino Médio objetivam
desenvolver a capacidade de abstração dos estudantes, possibilitando assim, o
aprofundamento dos conhecimentos sistematizados (BRASIL, 2018).
Para uma formação integral dos sujeitos, é importante enfatizar o protagonismo
e autonomia dos estudantes no processo de aprendizagem, além da necessária
ressignificação de práticas, saberes e metodologias que envolvem o trabalho
docente.
Algumas possibilidades de encaminhamentos metodológicos que potencializam
a prática de ensino-aprendizagem na Área envolvem:
· A leitura;
· Interpretação;
· Análise e produção de textos em diferentes gêneros que incluem artigos
científicos, textos didáticos, jornalísticos, etnográficos, documentais;
· O diálogo com o universo das juventudes, a fim de problematizar o conteúdo que
fomenta e organiza o mundo dado e já “conhecido” pelos estudantes, para que
se tornem protagonistas no decorrer de sua vida escolar, atuando na resolução
de problemas;
· Compreendendo textos;
· Problematizando situações vivenciadas na realidade social, política e no
desenvolvimento do seu projeto de vida;
· Debates;
· Juris;
· Apresentação de trabalhos (individual ou em grupo);
· Pesquisas;
· Entrevistas;
Com relação às estratégias metodológicas, destacam-se:
· O desenvolvimento de trabalhos de campo;
· A utilização de diferentes formas de registros;
· A prática de ações cooperativas e colaborativas;
· A capacidade de formular e resolver problemas.
Entre outras ações pedagógicas relacionadas aos encaminhamentos
metodológicos.
Para que a mobilização de competências e habilidades da Área de Ciências
Humanas e Sociais Aplicadas ocorra de forma satisfatória, faz-se necessário o uso
de metodologias e estratégias diversificadas, o que contribui para o aprofundamento
do senso crítico, melhora a autonomia do estudante e possibilita maior interação e
colaboração entre os colegas, aumentando, a percepção da importância de
participar ativamente da sociedade. Por meio das metodologias ativas, deve-se
fornecer elementos para que o estudante reconheça aspectos da cultura local e
possa, de modo crítico, viabilizar a manutenção ou reestruturação de seus laços
culturais, estando sob a responsabilidade do professor do componente a definição
de critérios para encaminhamentos individuais e coletivos, no que se refere à
organização, orientação e acompanhamento de atividades (PARANÁ, 2021).
Dessa forma, buscar metodologias que objetivem discussões sobre as
disparidades socioeconômicas, os arranjos políticos, econômicos e culturais, os
desafios no/do mundo do trabalho, dentre outros, desencadeiam situações que,
mediadas, poderão auxiliar o estudante a interpretar a interação entre os diferentes
componentes, favorecendo sua compreensão espaço-temporal, filosófica e
sociológica do fenômeno. Posto isso, compreende-se que o contexto supracitado
também fortalece os princípios de protagonismo e, consequentemente, os projetos
de vida dos estudantes.
As Leis abaixo relacionadas são obrigatórias e serão trabalhadas
/contempladas nos conteúdos dos componentes curriculares:
- Lei Federal 10.639/03 História e Cultura Afro-Brasileira e Africana; a Lei
Federal 11.645/08 História e Cultura Afra Brasileira e Indígena; a Instrução nº 17/06;
- Lei Federal 9.795/99, que dispõe sobre a Educação Ambiental; a Lei Estadual
17505/13 - Educação Ambiental;
- Lei Estadual 13.381/01, Ensino de História do Paraná;
- Lei Federal 10.741/03, Estatuto do Idoso e Lei Estadual 117858/13 – Política
de proteção ao Idoso;
- Decreto nº 7037/09: Programa nacional de Direitos Humanos;
- Lei Estadual 16.454/10 Gênero e Diversidade Sexual; Lei Estadual nº
17.335/12 - Programa de Combate ao Bullying; Lei Federal nº 11.340/06;
- Lei 18447/15 - Semana Estadual Maria da Penha nas Escolas; Lei Federal
11525/07 Enfrentamento à Violência Contra a Criança e ao Adolescente;
- Lei Federal 11947/09 - Educação alimentar e nutricional na história da
Alimentação
- Lei Federal 11.343/06 - Prevenção ao Uso Indevido de Drogas; Lei Estadual
nº17.650/13 Programa de resistência às drogas e à violência;
- Lei Federal 11769/08 – música como conteúdo obrigatório;
- Lei Federal 9503/97– Educação para o trânsito e Decreto Estadual nº5.739/12
Educação Fiscal/ Tributária;
As Leis serão trabalhadas de forma interdisciplinar, realizando-se um trabalho
junto aos alunos, refletindo através de aulas expositivas e explicativas,
conhecimentos que viabilizem o pensar crítico e emancipador.
A abordagem metodológica na disciplina de Filosofia ocorrerá da seguinte
maneira: sem dogmatismo ou doutrinação buscando a interdisciplinaridade com as
demais disciplinas e iniciado com inúmeras atividades. Tais, como: a exibição de um
filme, a leitura de um texto literário, entre outros. Isso se faz necessário para poder
motivar os estudantes e com isso possibilitar relações entre o cotidiano e o conteúdo
filosófico a ser desenvolvido. Em seguida, se inicia o trabalho propriamente
filosófico, que são: os questionamentos, as investigações, o reconhecimento de
conceitos, que acontecem quando são levantadas as questões para a identificação
de problemas filosóficos. Com isso, os estudantes por meio de investigação, são
convidados a fazer uma análise do problema recorrendo a várias teorias podendo
assim se defrontar com diferentes maneiras de enfrentar os problemas e também
com as possíveis soluções se apropriando dos conceitos estudados desenvolvendo
uma leitura crítica do mundo que o cerca. O ensino de Filosofia deverá dialogar com
os problemas do cotidiano, com o universo do estudante – as ciências, arte, história,
cultura – a fim de problematizar e investigar o conteúdo proposto. Neste contexto
será feito uso de: aulas expositivas, leituras, interpretação de texto, livro didático,
textos de filósofos, etc. Competências e habilidades a serem desenvolvidas em
Filosofia:
Representação e comunicação
• Ler textos filosóficos de modo significativo.
• Ler, de modo filosófico, textos de diferentes estruturas e registros.
• Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo.
• Debater, tomando uma posição, defendendo-a argumentativamente e
mudando de posição face a argumentos mais consistentes.
Investigação e compreensão
• Articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdos e modos
discursivos nas Ciências Naturais e Humanas, nas Artes e em outras produções
culturais.
Contextualização sociocultural
• Contextualizar conhecimentos filosóficos, tanto no plano de sua origem
específica, quanto em outros planos: o pessoal-biográfico; o entorno sócio-político,
histórico e cultural; o horizonte da sociedade científico-tecnológica.
Nas aulas de História, pretende-se ampliar as capacidades dos estudantes de
elaborar hipóteses e compor argumentos com base na sistematização de dados;
compreender e utilizar determinados procedimentos metodológicos para discutir
circunstâncias históricas favoráveis à emergência de matrizes conceituais
(modernidade, Ocidente/Oriente, civilização/ barbárie, nomadismo/sedentarismo,
tipologias evolutivas, oposições dicotômicas etc.); e operacionalizar conceitos como
temporalidade, memória, identidade, sociedade, territorialidade, espacialidade etc. e
diferentes linguagens e narrativas que expressam conhecimentos, crenças, valores
e práticas que permitem agregar informações, resolver problemas e, especialmente,
favorecer o protagonismo necessário tanto em nível individual como coletivo.
Competências e habilidades a serem desenvolvidas em História:
Representação e comunicação
- Criticar, analisar e interpretar fontes documentais de natureza diversa,
reconhecendo o papel das diferentes linguagens, dos diferentes agentes sociais e
dos diferentes contextos envolvidos em sua produção. - Produzir textos analíticos e
interpretativos sobre os processos históricos, a partir das categorias e
procedimentos próprios do discurso historiográfico. Investigação e compreensão. -
Relativizar as diversas concepções de tempo e as diversas formas de periodização
do tempo cronológico, reconhecendo-as como construções culturais e históricas. -
Estabelecer relações entre continuidade/permanência e ruptura/transformação nos
processos históricos. - Construir a identidade pessoal e social na dimensão histórica,
a partir do reconhecimento do papel do indivíduo nos processos históricos
simultaneamente como sujeito e como produto dos mesmos. - Atuar sobre os
processos de construção da memória social, partindo da crítica dos diversos
“lugares de memória” socialmente instituídos.
Contextualização sociocultural
- Situar as diversas produções da cultura – as linguagens, as artes, a filosofia,
a religião, as ciências, as tecnologias e outras manifestações sociais – nos contextos
históricos de sua constituição e significação. - Situar os momentos históricos nos
diversos ritmos da duração e nas relações de sucessão e/ou de simultaneidade. -
Comparar problemáticas atuais e de outros momentos históricos. - Posicionar-se
diante de fatos presentes a partir da interpretação de suas relações com o passado.
Ao longo das últimas décadas, o ensino de Geografia vem sendo alvo de
amplos debates e profundas reflexões acerca do papel e da importância dessa
disciplina no âmbito escolar. Tais reflexões, que acompanham as discussões
ocorridas no campo epistemológico dessa ciência, assim como as amplas reformas
curriculares ocorridas em anos recentes no país, apontaram nas limitações do
caráter meramente descativo e mnemônico (decorativo) dos fatos e fenômenos
espaciais que, durante muito tempo, perdurou no ensino de Geografia.
Nesse sentido, como disciplina escolar, a Geografia assume uma importância
singular pelo fato de estimular o desenvolvimento de um raciocínio de compreender
a complexa espacialidade dos elementos e fenômenos naturais e sociais. A
compreensão dessa espacialidade, que se apresenta materializada na pluralidade
de paisagens que existem na superfície terrestre, se coloca também como
fundamental para o desenvolvimento de práticas sociais concretas e dos exercícios
da cidadania.
No âmbito dessas mesmas discussões há, portanto, um claro entendimento de
que o principal objetivo do ensino de Geografia deve ser o de [...] preparar o aluno
para: localizar, compreender e atuar no mundo complexo, problematizar a realidade,
formular proposições, reconhecer as dinâmicas existentes no espaço geográfico,
pensar e atuar criticamente em sua realidade tendo em vista a sua transformação.
Para que tais objetivos possam ser atingidos, o ensino de Geografia deve
privilegiar a análise de conceitos que são próprios dessa ciência e, portanto,
indisciplinável na análise e compreensão dessas espacialidades, tais como
paisagem, lugar, território, região e espaço terrestre. Competências e habilidades a
serem desenvolvidas em Geografia:
Representação e comunicação
•. Ler, analisar e interpretar os códigos específicos da Geografia (mapas,
gráficos, tabelas etc.), considerando-os como elementos de representação de fatos
e fenômenos espaciais e/ou especializados.
•. Reconhecer e aplicar o uso das escalas cartográfica e geográfica, como
formas de organizar e conhecer a localização, distribuição e frequência dos
fenômenos naturais e humanos.
Investigação e compreensão
•. Reconhecer os fenômenos espaciais a partir da seleção, comparação e
interpretação, identificando as singularidades ou generalidades de cada lugar,
paisagem ou território.
•. Selecionar e elaborar esquemas de investigação que desenvolvam a
observação dos processos de formação e transformação dos territórios, tendo em
vista as relações de trabalho, a incorporação de técnicas e tecnologias e o
estabelecimento de redes sociais.
•. Analisar e comparar, interdisciplinarmente, as relações entre preservação e
degradação da vida no planeta, tendo em vista o conhecimento da sua dinâmica e a
mundialização dos fenômenos culturais, econômicos, tecnológicos e políticos que
incidem sobre a natureza, nas diferentes escalas – local, regional, nacional e global.
Contextualização sociocultural
•. Reconhecer na aparência das formas visíveis e concretas do espaço
geográfico atual a sua essência, ou seja, os processos históricos, construídos em
diferentes tempos, e os processos contemporâneos, conjunto de práticas dos
diferentes agentes, que resultam em profundas mudanças na organização e no
conteúdo do espaço.
•. Compreender e aplicar no cotidiano os conceitos básicos da Geografia. •
Identificar, analisar e avaliar o impacto das transformações naturais, sociais,
econômicas, culturais e políticas no seu “lugar-mundo”, comparando, analisando e
sintetizando a densidade das relações e transformações que tornam concreta e
vivida a realidade.
AVALIAÇÃO
Para uma avaliação processual, diagnóstica e formativa, conforme sugere a
BNCC e o Referencial Curricular do Paraná, é importante assumir a ideia de que o
estudante é o protagonista do processo de aprendizagem, reconhecendo-o como
participante ativo da instituição escolar.
Em um currículo organizado por áreas de conhecimento e componentes
curriculares, o processo avaliativo deve ser diagnóstico, formativo e contínuo. Isso
quer dizer que os instrumentos avaliativos, como as atividades, exercícios, testes e
provas, precisam ser entendidos como parte da aprendizagem e não um momento
isolado do processo.
A avaliação pode ser diagnóstica, formativa ou somativa e deve ter seus
resultados analisados pelo professor para que ele também reflita sobre sua prática
docente e, caso necessário, repense os seus encaminhamentos metodológicos.
Essas avaliações (diagnóstica, formativa e somativa) estão interligadas e são
complementares. Mas uma quarta categoria avaliativa não deve ser ignorada: a
autoavaliação. A autoavaliação permite o desenvolvimento da autonomia do
estudante e o seu autoconhecimento, a chamada metacognição, isto é, a
capacidade de o estudante identificar o que aprendeu, comparando e relacionando
com o que já sabia, informando o que considerou mais significativo na aprendizagem
para sua vida prática.
Neste sentido, Zabala argumenta:
Podemos entender que a função social do ensino não consiste em
apenas promover e selecionar os ‘mais aptos’ para a universidade,
mas abarca outras dimensões da personalidade. Quando a formação
integral é a finalidade principal do ensino e, portanto, seu objetivo é o
desenvolvimento de todas as capacidades da pessoa, e não apenas
as cognitivas, muitos pressupostos da avaliação mudam (ZABALA,
2010, p. 197).
Desse modo, o processo de avaliação deve levar em consideração o que os
estudantes “devem saber”, em termos de “conhecimentos, habilidades, atitudes e
valores”, juntamente com o que os estudantes “devem saber fazer”, considerando a
mobilização dos “conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver
demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo
do trabalho” (BRASIL, 2018a, p. 13).
Com relação às estratégias metodológicas, destacam-se:
• O desenvolvimento de trabalhos de campo;
• A utilização de diferentes formas de registros;
• A prática de ações cooperativas e colaborativas;
• A capacidade de formular e resolver problemas.
Entre outras ações pedagógicas relacionadas aos instrumentos avaliativos.
Outra categoria avaliativa relevante diz respeito à autoavaliação, que permite o
desenvolvimento da autonomia e do autoconhecimento do estudante, levando em
conta sua capacidade de identificar o que aprendeu, comparando e relacionando
com o que já sabia e informando o que considerou mais significativo no processo de
aprendizagem (PARANÁ, 2021).
No processo avaliativo, para além do debate e da produção textual, é preciso
incluir as novas mídias digitais e metodologias ativas. Contudo, as produções
midiáticas dos estudantes precisam ser avaliadas com o olhar inovador que
incentiva a relação entre a teoria e a prática.
É importante ressaltar que, sejam quais forem as ferramentas ou os meios e
instrumentos avaliativos que o professor opte por utilizar nas aulas, a avaliação
permeia todo o processo e tem como objetivo que o estudante alcance o
entendimento dos conceitos apresentados e discutidos em sala de aula, bem como o
emprego destes conceitos mediante análises discutidas, avaliando a formação dos
juízos e raciocínios explanados nos argumentos (PARANÁ, 2021).
A avaliação na Área das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas pressupõe o
desenvolvimento curricular inter-relacionado dos conceitos integradores, os quais
perpassam todos os componentes da Área. Nesse sentido, o trabalho a partir dos
conceitos de tempo e espaço, territórios e fronteiras, indivíduo, natureza e
sociedade, cultura e ética e política e trabalho, possibilitam inúmeras e diversificadas
estratégias avaliativas, com base na investigação científica, a partir de métodos e
conceitos específicos a cada componente.
Dessa forma, no decorrer do processo de mediação e construção do
conhecimento na Área, faz-se necessário identificar como o desenvolvimento
escolar daqueles conceitos integradores foram apropriados pelo estudante, pois se
tratam de conceitos que visam proporcionar uma melhor leitura do mundo e de suas
inerentes relações sociais, por meio do conhecimento histórico, sociológico,
filosófico e geográfico.
Diante disso, a avaliação deve ser diversificada, contemplando uma variedade
de técnicas, estratégias e instrumentos, como:
• Testes orais e escritos;
• Apresentações de seminários;
• Debates;
• Pesquisas;
• Análise de textos e recursos audiovisuais, (seja iconografia, filmes,
reportagens, documentários e/ou músicas).
Ressaltando que o processo avaliativo está diretamente relacionado às
metodologias de ensino adotadas pelo professor.
A escola e os componentes de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas devem
adequar as propostas pedagógicas e avaliativas à realidade educacional,
promovendo o direito à educação, no seu sentido integral. Embora os componentes
Filosofia, Geografia, História e Sociologia apresentem suas especificidades, a
compreensão geral que ampara a proposta de avaliação da Área Ciências Humanas
e Sociais Aplicadas corresponde à busca por uma formação integral dos jovens.
Conforme Zabala e Arnau destacaram:
Um ensino que não esteja baseado na seleção dos ‘melhores’, mas
sim que cumpra uma função orientadora que facilite a cada um dos
alunos o acesso aos meios para que possam se desenvolver
conforme suas possibilidades, em todas as etapas da vida; ou seja,
uma escola que forme em todas as competências imprescindíveis
para o desenvolvimento pessoal, interpessoal, social e profissional
(ZABALA; ARNAU, 2010, p. 24).
Na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, cada um dos componentes
curriculares possui relações com as habilidades previstas e contribui para o seu
desenvolvimento. Avaliar o desenvolvimento das habilidades e a aquisição das
competências exige a observação e a qualificação das ações dos estudantes, por
meio de critérios (ou padrões) predefinidos, relacionados às aprendizagens
esperadas. Além da definição de critérios, a avaliação depende de instrumentos
adequados, prezando pela qualidade das informações a serem produzidas acerca
do processo de ensino e aprendizagem.
A avaliação no componente curricular de Filosofia é processual, exigindo
análise múltipla por meio dos métodos pedagógicos empregados. As atividades
avaliativas em Filosofia precisam ser desenvolvidas em suas mais diversas formas,
mediante modelos de aprendizagem que tornem os estudantes contextualizados
dentro de uma práxis integradora, tornando-os protagonistas do seu conhecimento.
No decorrer das aulas de Filosofia, ao transmitir o conhecimento sistematizado pela
tradição filosófica, o professor pode convidar os estudantes a participar da
construção do conhecimento, dando autonomia para que eles possam propor ideias
e expressar seus pensamentos.
Na dinâmica do processo avaliativo, para além do debate e da produção
textual, devem-se incluir as novas concepções das mídias digitais e das
metodologias ativas, nas quais as produções midiáticas dos estudantes precisam ser
avaliadas com o olhar inovador que incentiva a relação entre a teoria e a prática. Os
novos contextos sociais trazem várias ferramentas tecnológicas que, juntamente
com o conhecimento sistematizado escolar, podem transformar o processo
avaliativo. A tecnologia precisa ser entendida como um processo, uma construção
social, e não apenas como um meio, um produto, uma ferramenta avaliativa
meramente. Nesse sentido, a avaliação em Filosofia orientada pelas habilidades
específicas para a área tem como objetivo acompanhar o desenvolvimento de uma
atitude filosófica, em que os estudantes são protagonistas da própria história,
conscientes e participativos.
A avaliação no componente curricular de Geografia exige estabelecer relações
entre os conceitos e conteúdos socioespaciais nas mais variadas escalas e,
sobretudo, envolvem a inter-relação entre o que ocorre localmente e as demais
dimensões escalares (regional, nacional, global). Conhecimentos que auxiliam o
estudante na construção do raciocínio geográfico, bem como no desenvolvimento de
habilidades e competências que irão dar condições para sua atuação e para a
produção de “práticas espaciais reflexivas e cidadãs do mundo” (STRAFORINI,
2018). O diálogo, o debate e as trocas, tanto entre os sujeitos envolvidos na prática
educativa quanto com outros grupos sociais e culturais, corroboram a ideia de
oportunizar momentos de reflexão, análises e proposições. Considerar essa
abordagem no processo avaliativo contribui com uma visão mais integradora, na
qual a avaliação não será uma etapa final da aprendizagem, mas parte do processo
educativo, os critérios de avaliação se pautam na formação dos conceitos
geográficos e o entendimento das relações socioespaciais para compreensão e
intervenção na realidade.
Pode-se exemplificar como instrumentos de avaliação: interpretação e
produção de textos geográficos, gráficos, tabelas, mapas e fotos; interpretação de
imagens de satélites; pesquisas bibliográficas; relatórios de aulas de campo;
seminários de discussões de temáticas geográficas; construção, representação e
análise do espaço por meio de maquetes, entre outras formas de representação.
O processo de avaliação no componente curricular de História fundamenta-se
nos princípios da Didática da História, com vistas à formação da consciência
histórica, por meio das competências do pensamento histórico. Ao considerar o
termo competência como uma forma de superar um ensino que – na maioria dos
casos – foi reduzido a uma aprendizagem memorizadora (ZABALA; ARNAU, 2010),
a História tem como objetivo promover a aprendizagem histórica a partir de uma
perspectiva problematizadora textualizada, articulada às competências específicas
da Área de conhecimento das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. O ensino de
História não se propõe a formar historiadores, mas uma atividade investigativa,
partindo das fontes; importante para o desenvolvimento da literária histórica, o que
significa apresentar condições de ler o mundo historicamente (LEE, 2006).
A avaliação e a verificação da aprendizagem do componente curricular de
História têm um objetivo mais audacioso que a análise dos fatos em si, como se o
evento histórico fosse algo pronto e acabado.
Além das narrativas livres (sem uma estrutura determinada), o professor pode
organizar outros instrumentos, tais como: 1. Testes escritos individuais ou
colaborativos (em dupla ou em grupos); 2. Pesquisas produzidas que tenham como
produto final narrativas escritas ou em formato audiovisual; 3. Dramatizações ou
releituras representadas em texto ou imagem pictórica, 4. Relatórios de observação
e análise de produtos culturais tais como, filmes, canções, obras de arte etc. Esses
instrumentos permitem a verificação acerca dos objetivos de aprendizagens, mas
também:
[...] torna-se necessário verificar se ele aprendeu a formular
hipóteses historicamente corretas; processar fontes em função de
uma temática e segundo as hipóteses levantadas; situar e ordenar
acontecimentos em uma temporalidade histórica; levar em
consideração os pontos de vista, os sentimentos e as imagens
próprias de um passado; aplicar e classificar documentos históricos
segundo a natureza de cada um; usar vocabulário conceitual
adequado; e construir narrativas históricas baseadas em marcos
explicativos (de semelhanças e diferenças, de mudança e
permanência, de causas e consequências, de relações de
dominação e insubordinação) (SCHMIDT; CAINELLI, 2004. p. 189).
A avaliação no componente curricular de Sociologia, aliada às diferentes
formas de abordagem dos saberes sociológicos, deve levar em consideração o que
está previsto nas DCNEM, que assinalam a importância da apropriação significativa
dos conhecimentos por parte dos estudantes, superando a mera memorização. A
avaliação da aprendizagem está associada ao diagnóstico preliminar, apresentando
caráter formativo e permanente. A escola deve acompanhar a vida escolar dos
estudantes, informando à família os resultados de seus desempenhos. O
componente de Sociologia, ao avaliar os estudantes, seguindo o que está previsto
nas DCNEM, deve promover atividades complementares visando a superação de
dificuldades na aprendizagem, para que esses estudantes obtenham o êxito escolar
(BRASIL, 2018b). Nesse sentido, a avaliação combina elementos quantitativos e
principalmente qualitativos, não se restringindo às formas objetivas de mensuração
do aprendizado, mas indo além delas, considerando a argumentação, a leitura e a
escrita. Uma promissora forma de avaliação das aprendizagens é a redação
sociológica, dado o seu caráter interdisciplinar que aprimora as habilidades dos
estudantes na construção de argumentos científicos, embasados no pensamento
sociológico, e na análise reflexiva da sociedade, amparada na leitura e na
interpretação.
O componente curricular Sociologia avalia os estudantes considerando a
compreensão das temáticas, conceitos e categorias mobilizadas para a explicação
da realidade social. A partir da ampliação do seu repertório analítico, o estudante
está preparado para propor ações para a intervenção na realidade social,
considerando as necessidades individuais e coletivas.
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral, ao final do mesmo deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0 podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta
(produção escrita, gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou descritiva, relatório,
mapa conceitual, seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas)
pela qual se obtém dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas
ao processo de ensino-aprendizagem;
Quanto à elaboração de provas, o professor não deve submeter o aluno a um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.).
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número mínimo
de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02) recuperações e
o máximo de dez (10).
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada de conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da recuperação
serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se
em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será
computada para a média final a nota de maior valor.
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Área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias
Introdução
O constante progresso da ciência e da tecnologia proporciona transformações
no modo de viver e de pensar dos cidadãos, levando-os a uma busca contínua por
informações e atualizações. Estas são analisadas a partir do método científico,
possibilitando uma participação cidadã mais ativa e crítica no meio onde vive.
Notadamente, o desenvolvimento tecnocientífico acontece de uma maneira
acelerada, a tal ponto que alguns processos e equipamentos se tornam obsoletos
em pouco tempo, acarretando uma busca pela inovação. Isso ocasiona mudanças
em algumas práticas sociais, como a expansão da telefonia móvel e a rede mundial
de computadores. Nesta perspectiva, as ciências aproveitam-se das benesses do
desenvolvimento tecnológico, associando-se às técnicas de setores de produção,
serviços e desenvolvimento de materiais. Além disso, as ciências fazem-se
presentes na cultura, na vida em sociedade e em diversos segmentos,
destacando-se a agropecuária, a indústria, a comunicação e informação, entre
outros procedimentos (NARDI, 2005, p. 46-51).
Pode-se compreender a tecnologia como sendo o conhecimento que permite à
sociedade modificar o mundo, concatenando-a diretamente ao conhecimento
científico, tornando ciência e tecnologia termos indissolúveis, (SANTOS;
MORTIMER, 2002). Todavia, não se pode reduzir a tecnologia à dimensão de
ciência aplicada. Para Vargas (1994, p. 54), tecnologia é um conjunto de ações
humanas vinculadas a sistemas de símbolos e equipamentos, objetivando a
construção de obras e a fabricação de produtos pela orientação do conhecimento
sistematizado.
A educação tecnológica no Ensino Médio deve preparara o estudante para
compreensão dos conceitos referentes às novas tecnologias (SANTOS;
MORTIMER, 2002).
Nesse sentido, é imprescindível que a escola acompanhe os avanços da
ciência e da tecnologia e promova o letramento científico aos seus estudantes, por
meio do ensino das ciências, proporcionando-lhes a compreensão dos conceitos
referentes às novas tecnologias, de modo a se tornarem cidadãos autônomos.
Dessa forma, serão capazes de se apropriarem dos processos e fenômenos, bem
como suas variações e possam, por meio dos conhecimentos adquiridos, se integrar
à sociedade de forma mais participativa em tomadas de decisões (FERNANDES,
2011).
Os professores da Educação Básica licenciados em Biologia, Física e Química
precisam elaborar, coletivamente, práticas interdisciplinares articuladas com a
contextualização, recorrendo a conhecimentos tecnocientíficos e saberes
significativos que tornem os estudantes aptos a responderem as questões e os
problemas contemporâneos.O objetivo fundamental é apoiar o educando no
desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e valores necessários para tomar
decisões com responsabilidade sobre questões relacionadas à ciência e à tecnologia
na sociedade e, assim, serem capazes de atuar na solução de tais questões
(SANTOS; MORTIMER, 2001), bem como, trazer a vivência do estudante e
integrá-la à ciência e à tecnologia experimentada dentro e fora da sala de aula,
fazendo uma ponte com as relações sociais em busca de uma tomada de decisão
mais consciente (AIKENHEAD,1994).
A área de conhecimento de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, busca
articular as dimensões de formação integral humana à ciência, à cultura, ao trabalho
e às tecnologias, assim como proporcionar o direito de inserção dos educandos ao
universo do letramento científico e do ensino por investigação, para que possam
participar ativa e inclusivamente na dinâmica da sociedade.
Sendo assim, o papel fundamental da área de Ciências da Natureza e suas
Tecnologias está relacionado com o aprendizado, a produção, o uso e a divulgação
dos conhecimentos científicos, por meio de uma abordagem que valoriza a
investigação e proporciona o protagonismo dos estudantes, de modo a despertar a
responsabilidade e o senso ético, tornando-os sujeitos do próprio conhecimento,
permitindo a crítica investigativa sobre a natureza da ciência, construindo e
utilizando-se de conhecimentos específicos para que seja possível vivenciar
situações-problema do cotidiano e, a partir destes conhecimentos adquiridos,
debater possíveis soluções, utilizando-se de argumentos mais sólidos, que
possibilitem uma tomada de decisão referente ao meio ambiente e sobre as
condições de vida em sociedade (BRASIL, 2018).
A área do conhecimentode Ciências da Natureza e suas Tecnologias é formada
pelos componentes curriculares: Biologia, Física e Química, os quais apresentam,
em comum, a abordagem do contexto histórico, a compreensão da construção
humana do conhecimento científico, a relação entre o conhecimento
científico-tecnológico, a vida social e produtiva. Apesar da coexistência destes
componentes curricularesem uma mesma área do conhecimento, há especificidades
de saberes que permanecem contínuas e que contextualizam de maneira efetiva
com os conhecimentos do mundo produtivo e com as exigências do mercado de
trabalho da era pós-industrial (LOPES; GOMES; LIMA, 2001).
A estrutura curricular do Ensino Médio, descrita na Lei n. 13.415/2017 e na
Resolução n. 03/2018 CNE/CEB, é composta por duas partes indissociáveis, sendo
uma delas a Formação Geral Básica (FGB). Segundo da Resolução n. 03/2018 –
CNE/CEB, em seu Art. 06, a FGB é o “conjunto de competências e habilidades das
áreas de conhecimento [...] que aprofundam e consolidam as aprendizagens
essenciais do ensino fundamental, a compreensão de problemas complexos e a
reflexão sobre soluções para eles”.
O quadro organizador da área reúne os componentes curriculares de
Biologia, Física e Química. Eles se apresentam agrupados por série e trimestres, de
acordo com a matriz curricular. Os elementos que o constituem são: competências,
habilidades, objetivos de aprendizagem, objetos do conhecimento e possibilidades
de conteúdos.
Acesse o link editável para o Quadro Organizador Curricular de CNT em:
[Link]
p=sharing&ouid=104029137315819424475&rtpof=true&sd=true
Acesse o link para a Metodologia e Avaliação, arquivo editável:
[Link]
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COMPONENTE CURRICULAR DE BIOLOGIA
A Biologia é uma ciência que estuda, descreve, preserva e busca compreender
e explicar a vida como um fenômeno natural, que possui uma grande diversidade de
conceitos, dos religiosos aos científicos. Para Gewandsznajder, Linhares e Pacca
(2018), o entendimento sobre o mundo vivo, a vida humana e os seres vivos tem
como prerrogativa o desenvolvimento do saber científico e tecnológico, auxiliando na
compreensão e discussão de questões polêmicas, tais como o uso da manipulação
genética em prol ou não da humanidade (transgênicos, células-tronco, entres
outros), discussões acerca da influência do ser humano nas mudanças climáticas
globais, bem como o estudo para minimizar estes impactos no planeta, obtendo
informações científicas que auxiliam suas atitudes como cidadãos. Neste sentido,
Bertoni e Luz (2011, p. 45) esclarecem que:
Desde a antiguidade até a contemporaneidade, esse fenômeno foi entendido
de diversas maneiras, conceituado tanto pela filosofia natural quanto pelas ciências
naturais, de modo que se tornou referencial na construção do conhecimento
biológico e na criação dos modelos interpretativos do fenômeno vida.
Segundo Lopes e Rosso (2014), vários foram os conceitos que foram
aprimorados a partir do conhecimento do fenômeno vida, dentre eles a diversidade
biológica, a organização dos seres vivos, o conhecimento e a análise da morfologia,
e a anatomia dos seres vivos. Esses conhecimentos tornaram-se os conteúdos
estruturantes da Biologia, os quais foram a base para a organização da disciplina no
contexto da educação formal.
O Componente Curricular Biologia, em decorrência de sua complexidade e por
tratar de fenômenos do cotidiano, faz um diálogo com as experiências trazidas pelos
estudantes e uma reflexão sobre as aplicações, os benefícios, os riscos e as
implicações éticas, morais e sociais dos conhecimentos científicos e tecnológicos.
Seu estudo contribui para a formação do estudante como cidadão, pois irá instruí-lo
sobre o fenômeno vida, habilitando-o para realizar escolhas e tomadas de decisões
conscientes.
Os conhecimentos conceituais de Biologia auxiliam os estudantes a reelaborar
seus próprios saberes sobre os fatos do cotidiano e, consequentemente, adquirir
habilidades para resolver problemas, melhorar sua qualidade de vida, seu
desenvolvimento intelectual, bem como reconhecer as potencialidades e limitações
das Ciências.
As Unidades Temáticas referentes ao Componente Curricular Biologia, são:
· Organização dos seres vivos e biodiversidade;
· Ecologia;
· Origem e evolução da vida;
· Genética;
COMPONENTE CURRICULAR FÍSICA
Os fenômenos que ocorrem na natureza e as tecnologias dominadas pelo ser
humano constituem o grande objeto de estudo da Física Escolar, com a ajuda da
Física podemos entender melhor o comportamento de partículas microscópicas,
como prótons e elétrons, até corpos celestes, como estrelas e seus sistemas
planetários. Nesse amplo espectro também encontramos um estudo dedicado à
natureza “vista a olho nu” e a modificada pelo homem, a fim de facilitar a vida em
sociedade, como os circuitos elétricos e as máquinas térmicas.
Historicamente, a Física tornou-se uma das primeiras ciências que surgiram
após o [Link] longo dos últimos três ou quatro séculos foi desenvolvida
uma quantidade imensa de aparatos experimentais e teóricos, que nos auxiliam a
entender pedaços da realidade em que vivemos (PIETROCOLA, 2002).
A Física escolar deve mostrar ao estudante que ela possui uma relação com a
realidade em que ele se encontra. Portanto, trazer para as aulas de Física
elementos naturais e tecnológicos que encontramos no dia a dia é fundamental para
que o ensino de Física ganhe sentido para o estudante e, nesse contexto, não
podemos apenas trazer esses elementos como meros chamarizes ao assunto
tratado, mas sim trazê-los para as aulas como parte do conteúdo abordado,
explorando, além dos aspectos técnicos, os sociais e os ambientais.
A Física estudada na etapa final da Educação Básica tem como objetivo não só
mostrar para os estudantes como os diversos fenômenos naturais funcionam, mas
também incentivar um pensamento crítico sobre como utilizamos a natureza na
produção de artefatos tecnológicos, e quais os impactos ambientais e sociais
trazidos por esses instrumentos.
O ensino de Física deve trazer algum sentido prático na utilização dos
conhecimentos, utilizando metodologias e estratégias que consigam envolver o
estudante com o conteúdo abordado. Quando se estabelece uma relação dos
conteúdos abordados com aqueles que já fazem parte da vida do estudante, esse
tem menores chances de ser esquecido pelo mesmo.
A Física, como componente curricular dentro da área da Ciências da Natureza
e suas Tecnologias, tem a intenção de formar um cidadão com conhecimentos
específicos, desenvolvendo habilidades para que o estudante, ao concluir a etapa
comum do Ensino Médio, tenha condições de enfrentar situações reais, utilizando os
conhecimentos adquiridos. Pensando nisso, e com base na aprendizagem
significativa, propõe-se um conjunto formado por cinco unidades temáticas, sendo
elas:
· Movimento: Conservação e Variações;
· Termodinâmica;
· Eletromagnetismo;
· Matéria e Radiação;
· Cosmologia;
COMPONENTE CURRICULAR QUÍMICA
A Química tem como seu objeto de estudo a compreensão da composição, da
propriedade e da transformação da matéria, bem como o conhecimento de diversas
substâncias. Enquanto componente curricular, tem suas especificidades, sua razão
de existir, sua forma de indagar o Meio Ambiente e inspecionar respostas por meio
de instrumentos técnicos, além de uma linguagem específica. Assim, o estudante
precisa se apropriar de conceitos científicos para entender que tudo ao seu redor é
formado por matéria, ou seja, os conhecimentos adquiridos na escola relacionam-se
com a sua vivência, onde o surgimento da Química está intrinsecamente ligado à
necessidade da humanidade em compreender a natureza e resolver problemas
práticos com a finalidade de uma melhor qualidade de vida.
O desenvolvimento da Química enquanto ciência se faz presente em diversos
segmentos da sociedade, como saneamento básico e qualidade da água,
medicamentos, equipamentos voltados para a saúde, produtos de consumo
fabricados com os mais variados materiais, produtos de limpeza e de higiene
pessoal, meios de transporte, combustíveis e seus derivados, dentre tantos itens de
produtos manufaturados que são de uso cotidiano, além de estar presente nas
questões ambientais, representando um papel fundamental no ecossistema do
nosso planeta. Ao discutir o componente curricular de Química contribui para a
resolução de problemas do cotidiano, em que o estudante perceba
progressivamente a presença dessa ciência em contexto local, regional, nacional e
global.
Para o desenvolvimento do pensamento crítico do estudante, os
conhecimentos científicos de Química não devem ser trabalhados de forma isolada,
mas sim contextualizada e interdisciplinar com os demais componentes da área das
Ciências da Natureza e suas Tecnologias, portanto, os conhecimentos científicos
estudados, não devem ser apenas os relacionados com o mundo natural, pois, com
o avanço tecnológico e a necessidade de novos produtos, a Química se apresenta
fundamental na área de desenvolvimento de materiais sintéticos e processos de
produção.
A Química enquanto disciplina de currículo apresenta uma historicidade,
Schnetzler (1981), por meio de diversos historiadores, aponta que, na história da
disciplina de Química no Brasil, havia uma oscilação entre os objetivos do ensino
que permeia entre as questões cotidianas e os pressupostos científicos. Com as
propostas atuais, espera-se novas maneira a contribuir na formação do estudante
para além dos conteúdos científicos curriculares, oportunizando um desenvolvimento
humano que prepare para a ética, para o desenvolvimento da autonomia, do
pensamento crítico e flexível, que relacione a teoria com o cotidiano, fortalecendo o
estudante para a construção do seu projeto de vida.
É preciso que o estudante entenda que a Química não está distanciada da sua
rotina e presente somente em laboratórios de pesquisa e indústrias, mas sim que
define fenômenos da natureza, a matéria e a energia envolvidas em processos de
transformação.
O componente curricular Químico organiza-se em cinco Unidades Temáticas,
que se relacionam aos Objetos de Conhecimento, aos conteúdos essenciais que o
estudante precisa se apropriar e às habilidades a serem desenvolvidas, sendo elas:
· Materiais e suas propriedades;
· Química dos minerais;
· Transformações químicas;
· Química e meio ambiente;
· Química e tecnologia.
ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS DE ENSINO
Como forma de contemplar as habilidades propostas nos quadros
organizadores da Área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e realizar a
interdisciplinaridade, é importante considerarmos alguns princípios metodológicos ao
pensar nos encaminhamentos e estratégias a serem utilizadas pelo professor.
Sugere-se utilizar o Ensino de Ciências por Investigação, (EnCI) que tem como
premissa básica, a elaboração de estratégias didáticas que visem a participação
ativa dos estudantes, por meio da mediação do professor, alcançando objetivos de
aprendizagem mediante um ciclo investigativo: observação, questão, hipóteses,
exploração e experimentação, interpretação de dados e conclusão. Tal abordagem
adquire significado quando vinculada a uma problematização, atendendo a seguinte
habilidade da Base Nacional Comum Curricular (BNCC):
(EM13CNT301) Construir questões, elaborar hipóteses, previsões e
estimativas, empregar instrumentos de medição e representar e interpretar modelos
explicativos, dados e/ou resultados experimentais para construir, avaliar e justificar
conclusões no enfrentamento de situações-problema sob uma perspectiva científica
(BRASIL, 2017, p.559).
A etapa de observação requer um olhar atento do estudante para o seu
entorno, levantando e/ou elaborando problemas que podem servir como base para
investigação em sala de aula. Isso reforça a necessidade da contextualização na
metodologia do professor, de forma a desenvolver as aulas partindo sempre da
realidade do estudante, propulsionando uma aprendizagem significativa. A
formulação de questões e hipóteses é uma ação importante, pois requer que o
estudante busque informações e conceitos aprendidos anteriormente, os
conhecimentos prévios, sendo o ponto de partida para a fase da exploração e
experimentação, que é a testagem das hipóteses por meio de diversas estratégias
didáticas, visando a produção do conhecimento científico.
Reitera-se que cada componente curricular da Área, possui as suas
especificidades e objetos do conhecimento próprios, porém na prática docente, para
que as habilidades sejam desenvolvidas ao longo do Ensino Médio, existe a
necessidade de se considerar e valorizar o suporte conceitual e/ou formativo que um
outro componente curricular possa proporcionar, por meio de um olhar articulado
entre a Biologia, a Física e a Química.
Esses princípios metodológicos, devem permear o planejamento do professor,
que pode dispor de metodologias que favoreçam o protagonismo do estudante em
seu processo de aprendizagem, como, por exemplo, as metodologias ativas. A
inquietação quanto ao desconhecido é muito característica da Área de Ciências da
Natureza e suas Tecnologias e a busca por explicações razoáveis e lógicas perante
o fenômeno Vida devem estar amparadas em estratégias didáticas que agucem a
curiosidade e a criatividade dos estudantes sobre os conhecimentos a serem
trabalhados, fomentando a atuação de um cidadão crítico, reflexivo e ativo na
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva, sob a perspectiva do
desenvolvimento integral do estudante.
Segundo a BNCC (2018), as estratégias metodológicas precisam ressaltar o
protagonismo juvenil e o professor como mediador do conhecimento. Sendo assim,
a contextualização, a problematização, a interdisciplinaridade e os processos e
práticas de investigação são meios que podem ser utilizados pelo professor para a
construção do pensamento científico, sendo estes aliados no processo de
ensino-aprendizagem.
No processo de ensino, com o intuito de orientar e sanar necessidades das
instituições públicas e privadas, o termo competência é viabilizado para o campo
educacional como método para a formação profissional, proporcionando
conhecimento, análise crítica de situações, desenvolvimento de relações
interpessoais, ampliação da capacidade de agir, analisar, selecionar e desempenhar
eficazmente atividades pessoais e profissionais. Sendo assim, para desenvolver
competência, é preciso que se tenha uma relação minuciosa com o conteúdo a ser
ministrado, para que se atinja o objetivo de desenvolver as competências dos
educandos. Faz-se necessário inovar as práticas pedagógicas e o planejamento,
promovendo a contextualização, a resolução de situações-problema e a integração
do sujeito com o conhecimento científico e as vivências construídas anteriormente.
A sociedade moderna impõe que o sujeito de aprendizagem permaneça uma
parte considerável da vida no ambiente escolar, onde se dá a construção da
individualidade social e pessoal. Sendo assim, é fundamental que o professor tenha
uma atuação coerente para orientar a construção de um cidadão social, designando
à escola a responsabilidade da formação integral do indivíduo. É preciso que a
escola proporcione um ambiente desafiador para o estudante que tenha como
propósito a autoria e atuação na construção da aprendizagem, assim como no
desenvolvimento físico, emocional, intelectual, ético e sociointeracionista no
processo da formação integral do indivíduo. Cabe à escola exercer sua função
social, compromissada com a construção da percepção dos educandos quanto aos
seus direitos, deveres e o desenvolvimento ético, assumindo conduta empenhada
com a cidadania, com as tomadas de decisões e com a resolução de problemas
presentes na sociedade. Assim, a escola se torna um local singular onde a
aprendizagem não ocorre somente por meio da transmissão de informações, mas
também pela prática docente em realizar uma auto avaliação da práxis em sala de
aula, enquanto sujeito formador.
Os componentes curriculares Biologia, Física e Química alinhem-se ao
desenvolvimento das competências específicas da área, por meio das habilidades
descritas na BNCC e seus objetos de conhecimento, partindo dos conteúdos
escolares, assim como de encaminhamentos que proporcionem ao estudante a
apropriação das habilidades a serem alcançadas ao final da etapa do Ensino Médio.
É importante destacar que o conhecimento da Área de Ciências da Natureza e
suas Tecnologias vai além do aprendizado de seus conteúdos conceituais, que
requer a elaboração, a interpretação e a aplicação de leis e modelos explicativos aos
fenômenos estudados e aos sistemas, sejam eles artificiais ou naturais, contribuindo
assim, para o desenvolvimento do pensamento científico é fundamental para a
compreensão da complexidade do Universo e suas relações sistêmicas.
O encaminhamento metodológico adotado deve assegurar uma aprendizagem
essencial, considerando a problematização, a interdisciplinaridade e a
contextualização dos conteúdos ensinados. A problematização é uma tarefa
investigativa, transformadora e ativa no processo ensino-aprendizagem, propicia
subsídios para que os estudantes adquiram condições de compreender o assunto
trabalhado em sala de aula e adequá-lo à realidade vivida, avançando em
abordagens superadoras para o ensino de Biologia (BORDENAVE; PEREIRA,
2010).
A interdisciplinaridade é uma questão epistemológica e está na abordagem
teórica e conceitual dada ao conteúdo em estudo, concretizando-se na articulação
dos componentes curriculares cujos conceitos, teorias e práticas enriquecem a
compreensão desse conteúdo (KRASILCHIK, 2016). E a contextualização mostra,
no processo de ensino-aprendizagem, que aquilo que se aprende em sala de aula
pode apresentar aplicação prática em nossas vidas. Ela permite ao estudante
perceber que o saber não é apenas um acúmulo de conhecimentos tecnocientíficos,
mas sim uma ferramenta que os prepara para enfrentar o mundo, permitindo-lhes
resolver situações até então desconhecidas (DURÉ et al, 2018).
Freire (2005) enfatiza que todos já possuímos saberes que devem ser
aproveitados no ambiente escolar, não podendo o estudante ser considerado um ser
vazio, prestes a ser preenchido com conteúdo, mas que ele entenda que é um
sujeito que constrói sua própria caminhada e é capaz de questionar suas relações
com o mundo.
Diversas estratégias podem estar dialogando em sala de aula:
· Leituras diversas;
· Divulgação científica;
· Seminários;
· Debates;
· Visitas direcionadas;
· Experiências;
· Provas (teórica, oral, prática);
· Trabalhos (individuais e em grupo) em sala e fora dela;
· Apresentações;
· Pesquisas;
· Interpretações;
O professor pode utilizar diferentes meios, levando em conta os fatores
socioeconômicos da região e do perfil dos estudantes a quem se deseja atingir.
É importante destacar que quando o conteúdo tratado na aula não apresenta
nenhuma conexão aparente com a realidade do sujeito, faltando, assim, um
conhecimento internalizado, este deve ser criado para que a aprendizagem se
desenvolva com mais facilidade. Esse conhecimento é chamado de organizador
prévio, e ele tem a função de estimular o estudante a buscar a ideia-âncora em sua
estrutura cognitiva; talvez essa ideia já exista, mas está oculta por outros
conhecimentos e ligações. É de fundamental importância que o estudante produza
essas ligações para que a aprendizagem seja mais duradoura. (AUSUBEL, 2000).
Por meio do conhecimento, o estudante deve compreender que possui uma
responsabilidade social que advém desta aquisição. O conhecimento proporciona
ferramentas para agir em defesa da qualidade de vida, dos direitos do consumidor,
da preservação do meio ambiente, do uso responsável da tecnologia, do
estabelecimento das relações entre a Física e ética na tomada de decisões para
melhoria das condições de vida.
O ensino por meio da problematização não deve ser a prática de resolver
problemas, mas sim de propor novos problemas para que sejam solucionados,
instigar o senso crítico do estudante, transformando a realidade em problemas que
eles tenham vontade de solucionar. Sob esse ponto de vista, os problemas são
situações novas que exigem reflexão para serem resolvidas; uma vez que se tornem
triviais, passarão a ser simples exercícios (PEREZ ECHEVERRÍA; POZO, 1998).
Alguns temas transversais são exigidos por legislação e normas específicas.
Algumas legislações conferem ações específicas no campo da educação escolar e
devem permear a PPC, seja nos encaminhamentos metodológicos ou nos
conteúdos, outras são atendidas em projetos incorporados à organização do
trabalho pedagógico da escola.
As Leis abaixo relacionadas são obrigatórias e serão trabalhadas
/contempladas nos conteúdos dos componentes curriculares:
- Lei Federal 10.639/03 História e Cultura Afro-Brasileira e Africana; a Lei
Federal 11.645/08 História e Cultura Afra Brasileira e Indígena; a Instrução nº
17/06;
- Lei Federal 9.795/99, que dispõe sobre a Educação Ambiental; a Lei
Estadual 17505/13 - Educação Ambiental;
- Lei Estadual 13.381/01, Ensino de História do Paraná;
- Lei Federal 10.741/03, Estatuto do Idoso e Lei Estadual 117858/13 – Política
de proteção ao Idoso;
- Decreto nº 7037/09: Programa nacional de Direitos Humanos;
- LeiEstadual16.454/10 Gênero e Diversidade Sexual; Lei Estadual nº
17.335/12 - Programa de Combate ao Bullying; Lei Federal nº 11.340/06;
- Lei 18447/15 - Semana Estadual Maria da Penha nas Escolas; Lei Federal
11525/07 Enfrentamento à Violência Contra a Criança e ao Adolescente;
- Lei Federal 11947/09 - Educação alimentar e nutricional na história da
Alimentação
- LeiFederal11.343/06 - Prevenção ao Uso Indevido de Drogas; Lei Estadual
nº17.650/13 Programa de resistência às drogas e à violência;
- Lei Federal 11769/08 – música como conteúdo obrigatório;
- Lei Federal 9503/97– Educação para o trânsito e Decreto Estadual
nº5.739/12 Educação Fiscal/ Tributária;
As Leis serão trabalhadas de forma interdisciplinar, realizando-se um trabalho
junto aos alunos, refletindo através de aulas expositivas e explicativas,
conhecimentos que viabilizem o pensar crítico e emancipador.
Como Estratégias e Metodologias serão utilizadas:
- Aula expositiva;
- Resolução de exercícios;
- Utilização dos recursos tecnológicos como slides, vídeo aulas, exercícios e
outros disponíveis no LRCO.
- Leituras complementares;
- Resgate de conhecimentos prévios dos alunos nos assuntos em questão;
- Discussão sobre os conteúdos com ênfase nas disciplinas de química, física e
biologia.
AVALIAÇÃO E RECUPERAÇÃO
A avaliação da aprendizagem, deve ser entendida como uma via de mão dupla
entre o professor e os estudantes, permitindo o diálogo e a consideração das
características dos sujeitos da escola, por meio do acompanhamento do processo
de ensino-aprendizagem, tanto por parte dos estudantes como do professor,
avaliando e repensando constantemente todo o processo de planejamento.
O ato de avaliar a apropriação de conteúdos escolares só faz sentido se
compreendido e realizado segundo o desenvolvimento de conceitos essenciais para
que, assim, a avaliação se torne uma atribuição de qualidade, pautada em dados
relevantes de aprendizagem para os estudantes, auxiliando-os em tomadas de
decisões (LUCKESI, 2011). Desse modo, a avaliação escolar deve ser orientada
para todo o processo de ensino-aprendizagem e não somente para os resultados
(ZABALA; ARNAU, 2010), cumprindo, assim, com a função e/ou finalidade,
integrada ao Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola, alinhada aos objetivos de
formação, tendo a aprendizagem como processo educativo e pedagógico.
Outra abordagem a ser considerada é que a avaliação deve estar articulada ao
currículo, ao ensino e à formação integral do sujeito, a fim de torná-lo protagonista,
um estudante pesquisador e construtor do seu conhecimento. Dessa maneira, o
estudante poderá ser capaz de refletir e avaliar sobre a concepção de realidade em
uma totalidade integrada, socialmente e historicamente situada no ambiente em que
desenvolve ações participativas de forma crítica e sensível às questões ambientais e
socioculturais na comunidade em que vive.
É importante que se considere, ao longo do processo de ensino aprendizagem,
uma avaliação formativa, que traga ao estudante e ao docente maneiras de refletir
sobre o aprendizado, e as possíveis lacunas ou falhas durante determinado período.
Por meio da avaliação formativa, o objetivo do processo deixa de ser uma mera
verificação dos conteúdos e passa a comandar a gestão da sala de aula, uma vez
que devolve ao professor uma síntese do que foi aprendido e mais bem aproveitado
pelos estudantes. Um caráter individualizado de análise também nasce nessa
perspectiva, pois a avaliação deve se adaptar ao processo na qual está inserida,
levando em consideração a bagagem de conhecimento trazida pelos estudantes,
contrapondo-a com o conhecimento escolar adquirido. Ainda sobre esse ponto de
vista, a avaliação deve ser contínua, presente em diversos momentos ao longo do
período letivo, e não pontual ao final do processo (BARREIRA; BOAVIDA; ARAÚJO,
2006).
As Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio (DCNEM), a Lei n. 9394/96, de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a Base Nacional Comum
Curricular (BNCC) e suas competências pressupõem garantir uma educação com
equidade, por meio da qual os estudantes desenvolvam a criticidade, criatividade, a
participação responsável e autônoma, capazes de se comunicar, lidar com as
próprias emoções e propor soluções para problemas e desafios e, por conseguinte,
o repensar constante do processo de avaliação.
Moreira (2012) cita que há duas condições para que a aprendizagem seja
significativa. A primeira é que o material seja potencialmente significativo, não
podendo ser significativo por completo, a construção do conhecimento deve partir do
estudante, é ele que deve desenvolver o gosto pelo conteúdo exposto, e, a partir das
subsunções, conectar os novos conceitos na sua estrutura cognitiva, seja como uma
soma ou como uma substituição (reconciliação integradora e diferenciação
progressiva). A segunda é que o estudante precisa ter uma pré-disposição para
aprender. Isso significa que ele deve se mostrar disposto a relacionar novos
conhecimentos aos conhecimentos que ele já possui de forma não arbitrária e não
literal, esta, certamente, é mais difícil de conseguir do que a primeira.
Tendo isso em vista, alguns instrumentos de avaliação podem ser explorados:
· mapas conceituais e mentais;
· debates; leitura crítica e interpretação de textos diversos, da História da
Ciência e de divulgação científica;
· produções escritas de diversos gêneros textuais;
· leitura e interpretação de gráficos e tabelas;
· Pesquisas;
· relatórios de atividades experimentais e visitas de campo;
· apresentação de seminários criativos;
· uso de simuladores online e atividades lúdicas com situações
contextualizadas;
· estratégias de argumentação como júri simulado;
· estudo de caso e estudos do meio;
· Infográficos;
· Fluxogramas;
· Teatro;
· uso de TDIC (Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação), como
plataformas online;
· criação de blogs/sites;
· uso de aplicativos, gamificação, criação de modelos didáticos e protótipos;
· produção de vídeos e/ou podcasts;
· Avaliação diagnóstica, formativa, mediadora;
O docente precisa se entender, no processo avaliativo, como balizador e
orientador das potencialidades do processo de ensino-aprendizagem. Segundo
Sacristán e Gómez (1998), torna-se necessária a compreensão de que avaliar não é
uma prática para comprovar rendimento ou peculiaridades dos estudantes, mas sim
o fechamento de um ciclo avaliativo planejado, desenvolvido e analisado. A
avaliação é um instrumento para planejar e pensar a prática pedagógica. Cabe
salientar que a avaliação formativa é aquela que ocorre no decorrer das etapas
educacionais, com o objetivo de reorientar a prática docente perante o
acompanhamento do desenvolvimento do estudante. Segundo Zabala (1998, p.
201),
A partir de uma opção que contempla como finalidade fundamental do ensino
a formação integral da pessoa, e conforme uma concepção construtivista, a
avaliação sempre deve ser formativa, de maneira que o processo avaliador,
independentemente de seu objeto de estudo, tem que observar as diferentes fases
de uma intervenção que deverá ser estratégica.
O processo avaliativo no decorrer da etapa do Ensino Médio emerge dos
pressupostos legais das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio
(DCNEM), da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), n.
9.394/1996, e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), haja vista que os
estudantes se apropriam do conhecimento escolar de diferentes formas, sendo cada
indivíduo único, e sendo preciso respeitar a individualidade e o ritmo de
aprendizagem de cada um.
Diante do exposto, a literatura e os documentos norteadores, dentre eles a
BNCC, apresentam, como consenso, a necessidade de proporcionar ao estudante o
ensino por competências, sendo que as competências são expressas por conjuntos
de habilidades, conhecimentos e atitudes que propõem ao estudante: sapiência na
tomada de decisões, mobilização de recursos e ativação de hábitos educacionais
em contextos de complexidade.
Ensinar por competências é ter, antes de tudo, uma relação intrínseca com o
conteúdo apresentado em sala de aula, com o objetivo de desenvolver, nos
estudantes, as habilidades, a partir do currículo previamente proposto pela escola e,
consequentemente, as competências almejadas. É preciso inovar nas práticas e no
planejamento, promovendo o ensino por meio da contextualização, da resolução de
situações-problema, do processo investigativo, além da integração do indivíduo com
o conhecimento científico, associada às trajetórias de vivências desse estudante.
Avaliar no nível das competências é uma tarefa complexa, visto que provoca uma
análise de situações-problema, partindo de contextos reais para o aperfeiçoamento
das habilidades vinculadas à competência que se deseja quantificar (ZABALA;
ARNAU, 2010).
Desse modo, as habilidades desenvolvidas avaliam situações reais que
colocam o estudante o mais próximo possível de circunstâncias que ele poderá
enfrentar fora do ambiente escolar. Tendo em vista que os exames externos ainda
estejam presos a provas escritas, há dificuldade em analisar as habilidades como
parte de todo processo de ensino-aprendizagem e, consequentemente, as
competências vinculadas, fora do “escrever” e “calcular”, a instituição escolar deve
oferecer um amplo leque de instrumentos que possibilitem avaliar a oralidade, a
capacidade em tomar decisões, de enfrentar crises, de levantar hipóteses, dentre
outras habilidades que são desenvolvidas durante o período escolar.
Ao pensar o ensino das Ciências Naturais sob o olhar da aprendizagem
significativa, a avaliação precisa estar presente desde o início do processo, quando
se faz necessário um diagnóstico sobre o conhecimento do estudante, sua condição
social, seus anseios e objetivos. É durante o processo, por meio da avaliação
formativa, que se busca uma adequação da metodologia para cada indivíduo ou
grupo, identificando ao longo do caminho os estudantes em diferentes níveis de
aprendizagem, não com o sentido de classificar e selecionar, mas de adequar o
plano de trabalho docente de acordo com cada grupo de estudantes.
Assim, a avaliação passa a diagnosticar a situação de ensino em que se
encontra cada estudante, retornando atribuições conforme a situação de cada um e
contribuindo para a modificação e melhoria nas ferramentas educacionais utilizadas
pelo docente. E, por fim, uma avaliação ao final do processo, avaliando o domínio do
estudante sobre objetivos previamente determinados e combinados, indicando ao
docente o que foi ou não aprendido durante o período letivo (VIILATTORRE; HIGA;
TYCHANOWICZ, 2008). Com essa característica apresentada, a avaliação faz parte
da aprendizagem significativa, pois busca no estudante conteúdos com os quais ele
já está familiarizado, ideias-âncoras, e, a partir deles, construir novos
conhecimentos, adaptando e aumentando a estrutura cognitiva.
Quando o estudante percebe uma relação entre o que ele aprende na escola
com o que ele vive em seu cotidiano, o conhecimento ganha raízes em sua estrutura
cognitiva facilitando assim o seu aprendizado. As avaliações devem trazer, portanto,
elementos que lembrem a utilização prática dos conceitos aprendidos,
contextualizando e explorando o cotidiano.
A avaliação no componente curricular de Biologia está diretamente ligada à
compreensão do fenômeno vida e suas relações com o ambiente, possibilitando que
o estudante desenvolva a capacidade de observação dos fatos ao seu redor e,
consequentemente, do conhecimento escolar adquirido. Nesse sentido, a avaliação
desenvolve, no indivíduo, a capacidade de compreender os conceitos básicos do
componente curricular Biologia, pensando, adquirindo e avaliando informações de
forma autônoma para aplicar seus conhecimentos no cotidiano e despertar seu
interesse pelo mundo vivo.
A avaliação no componente curricular de Física, assim como nos demais
componentes da área de CNT, deve priorizar as habilidades específicas da área,
concentrando nas que envolvem o componente. Essas habilidades desenvolvidas
não trazem apenas conhecimentos científicos, mas visam os fatores sociais e
ambientais. Portanto, a avaliação deve trazer os conteúdos abordados e refletir
sobre a prática social e ambiental que será salientada durante o processo. Nesse
sentido, ao avaliar, deve-se ter consciência em considerar os aspectos qualitativos
sobre os quantitativos.
A avaliação no componente curricular de Química, como parte do processo
educativo, quando imersa numa perspectiva de ensino que articula o conhecimento
escolar com as vivências e questões do cotidiano, colabora para que o estudante
exerça sua cidadania de forma consciente perante sua própria realidade e em
relação aos acontecimentos globais e avanços tecnológicos. Nesse sentido, a
avaliação não deve se encerrar em momentos pontuais que exigem apenas
memorização de fórmulas, símbolos, equações e resolução de exercícios
mecânicos, tampouco medir conhecimentos.
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral ao final do mesmo deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0 podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta
(produção escrita, gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou descritiva, relatório,
mapa conceitual, seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas)
pela qual se obtém dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas
ao processo de ensino-aprendizagem;
Quanto à elaboração de provas o professor não deve submeter o aluno a um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.).
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número mínimo
de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02) recuperações e
o máximo de dez (10).
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada de conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da recuperação
serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo, constituindo-se
em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que para o aluno será
computada para a média final a nota de maior valor.
REFERÊNCIAS
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Área de Matemática e suas Tecnologias
Introdução
Matemática e suas Tecnologias como Área do Conhecimento assume um
compromisso social, além do seu papel formativo em seus saberes específicos,
teóricos e conceituais. No Ensino Médio, conforme orientação da Base Nacional
Comum Curricular– BNCC (BRASIL, 2018) e do Referencial Curricular do Paraná
(PARANÁ, 2021) integra-se às outras Áreas do Conhecimento, participando
ativamente na formação integral do estudante e do seu protagonismo juvenil,
contribuindo no desenvolvimento de competências gerais que permitam ao
estudante atuar criticamente no âmbito social, cultural, econômico e no
planejamento de seu projeto de vida. Entende-se como competência, “a mobilização
de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e
socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida
cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho” (BRASIL, 2018,
p.8).
A Matemática não deve se limitar somente aos aspectos puramente abstratos e
formais, mas que incorpore os aspectos criativos da própria Matemática; e que
permita ao estudante ir além do conhecimento da Matemática já pré-concebida,
construindo novos conhecimentos para ela e para além dela, que assuma uma ação
ativa diante do conhecimento, que incorpore a própria dinâmica das transformações
socioculturais. A Matemática deve ser dinâmica, temporal, conectada às realidades
e visando às vivências cotidianas dos estudantes, deve levar em consideração os
avanços científicos e tecnológicos, as questões humanísticas e culturais, as
exigências em relação ao trabalho e à vida, bem como as diversas mídias que
possibilitam aos estudantes “construir e realizar seu projeto de vida, em consonância
com os princípios da justiça, da ética e da cidadania” (BRASIL, 2018, p. 471).
A Matemática consiste em uma área específica, tendo um único componente
curricular, que é a própria Matemática. No entanto, esse fato não a faz ser uma área
isolada, com um fim em si mesma, com suas fronteiras limitadas e fechadas, alheia
ao mundo real, pois, em diálogo e responsabilidade com as demais áreas e as
tecnologias, ela amplia as perspectivas de investigação, de comunicação, de
desenvolvimento e definição de novos métodos que permitam a discussão, a
problematização, a resolução e a formulação de diversos problemas, tanto dentro
quanto fora dos ambientes escolares. Nessa perspectiva de diálogo e de
inter-relações, a Matemática assume um papel importante na formação integral do
estudante. Assim, o desenvolvimento intelectual pela Matemática deve possibilitar
ao estudante a participação de forma consciente, ativa e crítica no contexto em que
vive, ou seja, em sua vida social, cultural, política e econômica. É assim que a
Matemática desempenha sua função social. Logo, ela também deve ser um fator de
inclusão social e tecnológica.
Novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo
das telecomunicações e da informática. As relações entre os homens, o trabalho, a
própria inteligência depende, na verdade, da metamorfose incessante de
dispositivos informacionais de todos os tipos. Escrita, leitura, visão, audição, criação,
aprendizagem são capturadas por uma informática cada vez mais avançada (LÉVY,
2010, p. 4).
A necessidade de uma relação dialógica mais próxima entre o
homem e os recursos tecnológicos tem se tornado imprescindível. Se
havia dúvidas quanto à utilização das tecnologias nos espaços
escolares e nas salas de aulas de Matemática, o momento atual
mostrou que sem elas não seria possível o diálogo entre estudante e
a escola em todas as áreas de conhecimento e etapas de ensino.
Quando se defende o uso das tecnologias nos espaços escolares e no ensino
da Matemática, não se faz indiscriminadamente, sem nenhum planejamento e
organização, pois, segundo Lévy (2005, p. 172),
Não se trata aqui de utilizar as tecnologias a qualquer custo, mas sim
de acompanhar consciente e deliberadamente uma mudança de
civilização que questiona profundamente as formas institucionais, as
mentalidades e a cultura dos sistemas educacionais tradicionais e,
sobretudo, os papéis de professor e de aluno.
No Ensino Médio, a incorporação das tecnologias, devido a sua importância,
está no próprio nome da área: “Matemática e suas tecnologias”, demonstrando que:
As mudanças socioculturais, mobilizadas pela presença das
tecnologias no cotidiano das pessoas, estendem-se para a escola e
deflagram formas diferentes de pensar e conduzir a prática
pedagógica e, sobretudo, modificam as relações interpessoais que
se estabelecem nesse cenário, bem como a relação com o
conhecimento (RICHIT; MOCROSKY; KALINKE, 2015, p.120).
No Ensino Médio, a área de Matemática e suas tecnologias visa a consolidar
Os conhecimentos desenvolvidos na etapa anterior e agregar novos,
ampliando o leque de recursos para resolver problemas mais
complexos, que exigem maior reflexão e abstração. Também devem
construir uma visão mais integrada da Matemática, da Matemática
com outras áreas do conhecimento e da aplicação da Matemática à
realidade (BRASIL, 2018, p. 461).
Sobre a questão das tecnologias no ensino-aprendizagem em Matemática,
segundo a BNCC, nessa etapa de ensino, os estudantes, em seu cotidiano, são:
Impactados de diferentes maneiras pelos avanços tecnológicos,
pelas exigências do mercado de trabalho, pelos projetos de bem
viver dos seus povos, pela potencialidade das mídias sociais, entre
outros. Nesse contexto, destaca-se ainda a importância do recurso a
tecnologias digitais e aplicativos, tanto para a investigação
matemática como para dar continuidade ao desenvolvimento do
pensamento computacional, iniciado na etapa anterior (BRASIL,
2018, p. 528).
COMPONENTE CURRICULAR MATEMÁTICA
Na área de Matemática, é evidente a necessidade do uso das tecnologias,
incluindo as digitais, para introdução, compreensão, visualização, construção,
comparação e operação de muitos conhecimentos matemáticos. As tecnologias
colaboram, inclusive, com o desenvolvimento do pensamento computacional, que
também pode ser desenvolvido, por exemplo, a partir da aprendizagem de alguns
conceitos relacionados aos números, à álgebra, à geometria e à probabilidade.
Outro aspecto a ser considerado é que a aprendizagem de Álgebra,
como também aquelas relacionadas a Números, Geometria e
Probabilidade e estatística, podem contribuir para o desenvolvimento
do pensamento computacional dos alunos, tendo em vista que eles
precisam ser capazes de traduzir uma situação dada em outras
linguagens, como transformar situações-problema, apresentadas em
língua materna, em fórmulas, tabelas e gráficos e vice-versa.
Associado ao pensamento computacional, cumpre salientar a
importância dos algoritmos e de seus fluxogramas, que podem ser
objetos de estudo nas aulas de Matemática (BRASIL, 2018, p. 271).
A ênfase da Matemática e suas tecnologias no Ensino Médio orienta para uma
Matemática em ação, dinâmica, em movimento, em que seus conceitos e ideias,
desenvolvidos articuladamente, podem ser aplicados e visualizados no mundo, além
da escola e da própria Matemática, e contribuir para a formação da cidadania. É
importante salientar que, embora se defenda uma Matemática fora de suas
fronteiras, seus objetos têm importância fundamental dentro dela mesma, pois
permitem o desenvolvimento da própria Matemática enquanto corpo de
conhecimento.
Assim, a resolução e formulação de problemas, a investigação, a modelagem e
a comunicação assumem papéis fundamentais nesse processo, sem, no entanto,
desconsiderar outras formas procedimentais de desenvolvimento do conhecimento
matemático, como a História da Matemática, a Etnomatemática, por exemplo. Nessa
Matemática em ação, prioriza-se as problematizações, as aplicações, as relações
contextuais e interdisciplinares, pois, promovendo uma educação matemática que
coloque o estudante em contato com os desafios do mundo real, é que os conceitos
matemáticos podem adquirir um significado maior para ele.
À medida que a Matemática (e suas tecnologias), por meio dos seus objetos de
conhecimento (entendidos como os conteúdos curriculares, propriamente ditos),
fornece instrumentos para a resolução de problemas, ou mesmo para
questionamentos e reflexões dentro da própria Matemática, como nas demais áreas
de conhecimento, ela rompe com suas fronteiras e permite um amplo processo
dialético e de interação, cuja intenção é culminar na prática social do estudante que,
por sua vez, pode e deve transformá-la. Nesse aspecto, tem-se uma Matemática em
ação, sendo empregada não só dentro de suas fronteiras, mas nas diversas
situações com as quais o estudante se depara no seu dia a dia.
Em diálogo com as demais Áreas, é possível que a Matemática expanda em
inter-relações permitindo a resolução de problemas em um contexto mais próximo
do real, no qual “os estudantes devem utilizar conceitos, procedimentos e
estratégias não apenas para resolver problemas, mas também para formulá-los,
descrever dados, selecionar modelos matemáticos e desenvolver o pensamento
computacional” (BRASIL, 2018, p.470). O trabalho por meio de competências e
habilidades, busca garantir ao estudante o desenvolvimento, a construção e a
aplicação do conhecimento, a construção de argumentos e a comunicação em
Matemática, bem como chegar à formalização e demonstração (PARANÁ, 2021,
p.512).
A Matemática como componente curricular contribui com a formação integral
do estudante por meio do desenvolvimento das aprendizagens essenciais, na
perspectiva de articulação dos objetos de conhecimento com os objetivos de
aprendizagem, de forma intencional para atingir habilidades e competências
específicas previstas para a Área, assegurando o desenvolvimento das
competências gerais da BNCC (BRASIL, 2018). Dessa forma, os objetos de
conhecimento da Matemática no Ensino Médio, com suas especificidades e
conceitos próprios, são veículos para que os estudantes entendam, analisem e
compreendam a realidade.
A Matemática possibilita ao estudante utilizar estratégias, conceitos e
procedimentos matemáticos para construir modelos para a compreensão de
fenômenos e situações complexas; observar, interpretar e analisar criticamente os
problemas sociais, econômicos, políticos, inclusive os problemas envolvendo as
tecnologias de informação e comunicação, na sua multiplicidade e nos mais variados
contextos; planejar, coletar, organizar dados e informação; investigar, levantar
hipóteses, estabelecer conjecturas; construir argumentos para validar as conjecturas
ou refutá-las; por meio dos conceitos matemáticos articulados, interagir com seus
pares, de forma colaborativa, para aprender e ensinar Matemática; ainda, propor
e/ou participar de ações para investigar desafios do mundo contemporâneo; entre
outras.
Na perspectiva do componente Matemática, a BNCC afirma que, no Ensino
Médio, deve-se estimular a aprendizagem de novos conhecimentos, que levem a
“processos mais elaborados de reflexão e de abstração, que deem sustentação a
modos de pensar que permitam aos estudantes formular e resolver problemas em
diversos contextos com mais autonomia e recursos matemáticos” (BRASIL, 2018, p.
529).
O conhecimento matemático, alinhado aos direitos de aprendizagens, visa a
consolidar a Matemática enquanto campo de conhecimento historicamente
construído e como fomento para a formação integral dos estudantes,
possibilitando-lhes uma visão ampliada de mundo, para que possam construir seus
projetos de vida e exercício da cidadania.
O compromisso com a formação integral dos estudantes ancora-se no trabalho,
em sala de aula, dos objetos de conhecimento da própria Matemática, de forma
crítica e responsiva, os quais visam ao desenvolvimento, no horizonte, como já dito,
das 10 (dez) competências gerais da BNCC.
A Matemática deve permitir uma formação integral dos estudantes, e essa
formação perpassa por compreender a realidade, instrumentalizar o estudante com
argumentos, linguagem específica, ideias, conceitos e ferramentas matemáticas
para propor ações de intervenção na realidade, resolver os diversos problemas,
como os intrínsecos à própria Matemática e fora dela, desenvolver o pensamento
matemático para agir criticamente diante das diversas situações cotidianas e do
mundo ao redor, manejar com as tecnologias, desenvolver o pensamento
computacional, contribuir com o letramento matemático.
Com relação ao letramento, entende-se que ser letrado matematicamente é se
colocar em ação durante o processo de aprendizagem, é utilizar as ideias
matemáticas de modo a permitir “o estabelecimento de conjecturas, a formulação e
a resolução de problemas em uma variedade de contextos, utilizando conceitos,
procedimentos, fatos e ferramentas matemáticas” (BRASIL, 2018, p. 266). A
Matemática, tratada nessa perspectiva, desempenha um papel social e contribui
para a formação integral do estudante.
A Matemática e suas tecnologias é uma das quatro áreas do conhecimento que
compõem o Ensino Médio, e, como componente curricular, ela apresenta seus
objetos de conhecimento em uma perspectiva de progressão dos conhecimentos.
Propõe quatro unidades temáticas na Formação Geral Básica do Novo Ensino
Médio, sendo elas:
· NÚMEROS E ÁLGEBRA;
· GRANDEZAS E MEDIDAS;
· GEOMETRIAS;
· TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO;
As unidades temáticas têm o objetivo de organizar o conhecimento; no
entanto, sempre que possível, devem ser desenvolvidas articuladamente nas aulas
de Matemática.
O quadro organizador da área destaca o componente curricular de
Matemática. Ele se apresenta por série e trimestres, de acordo com a matriz
curricular. Os elementos que o constituem são: competências, habilidades, objetivos
de aprendizagem, objetos do conhecimento e possibilidades de conteúdos.
Acesse o link editável para o Quadro Organizador Curricular de MAT em:
[Link]
?usp=sharing&ouid=104029137315819424475&rtpof=true&sd=true
Acesse o link para a Metodologia e Avaliação, arquivo
editável:[Link]
PZD_/edit?usp=sharing&ouid=104029137315819424475&rtpof=true&sd=true
💡ATENÇÃO!
Os objetivos de aprendizagem serão implementados em sala de aula por meio dos
planos de aula disponibilizados do Registro de Classe Online, aba planejamento,
os quais podem ser customizados pelos professores, sempre que necessário.
A prática é desenvolvida por meio de estratégias que englobam a contextualização
e a integração entre os diferentes componentes curriculares. A avaliação é parte
integrante de todo o processo de ensino-aprendizagem, tendo caráter formativo.
A plataformas digitais são recursos pedagógicos utilizados para potencializar as
aprendizagens, disponíveis em:
[Link]
As atividades estão atreladas aos objetivos de aprendizagem a serem atingidos.
Um exemplo é a Plataforma Desafio Paraná, que busca promover a consolidação
das aprendizagens e a manutenção do hábito de estudo. Retoma de maneira
dinâmica o momento da “lição de casa” entendendo-se que se aprende em
diferentes ambientes, além do escolar.
Obs.: A escola precisa decidir se fará ajustes e adequações nos itens descritos
(possibilidades de conteúdos e estratégias), considerando a necessidade de
recomposição de aprendizagens diante do contexto explicitado no seu Projeto
Político-Pedagógico. NÃO SE PODE ALTERAR A ESCRITA DOS OBJETOS DE
CONHECIMENTO, ASSIM COMO DOS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM.
6.2.2 Parte Flexível Obrigatória
As Ementas referentes a cada Unidade Curricular da Parte Flexível
Obrigatória, encontram-se disponíveis no Caderno de Itinerários Formativos 2023
([Link]
umento/2023-01/nem_caderno_itinerarios_formativos_completo.pdf).
As Unidades Curriculares ofertadas aos estudantes são: Projeto de Vida,
Educação Financeira e Pensamento Computacional.
O Projeto de Vida é fundamental para articular, integrar e incentivar o
estudante a vivenciar seu protagonismo no processo de aprendizagem. O Guia para
docentes de Projeto de Vida está disponível em :
[Link]
mento/2023-03/nem_guia_docentes_projeto_vida2023.pdf
A Educação Financeira pretende contribuir com o desenvolvimento de
competências que agreguem potencial às decisões, interesses e perspectivas dos
estudantes em relação ao seu projeto de vida, assim como uma atitude consciente
em relação às questões financeiras.
O Pensamento Computacional visa apoiar os jovens no processo de
aprendizagem desenvolvendo habilidades e competências para a criação de
tecnologias digitais como sites, jogos e aplicativos, por meio de linguagens de
programação.
6.2.3 Parte Flexível: Itinerários Formativos Integrados
Os Itinerários Formativos Integrados são compostos por Trilhas de
Aprendizagem que estão organizadas para apoiar a prática docente. As Trilhas de
Aprendizagem visam o aprofundamento de saberes com base na problematização,
na investigação científica e na intervenção social e o desenvolvimento de
habilidades de quatro eixos: Investigação Científica, Processos Criativos,
Intervenção e Mediação Sociocultural e Empreendedorismo. As Trilhas têm em
comum a forma de apresentação que se constitui de três seções temáticas, uma
referente a cada trimestre; objetivos de aprendizagem, como ponto de partida para a
orientação do planejamento docente, em direção ao desenvolvimento das
habilidades previstas de acordo com o(s) eixo(s) definidos. Além disso, as Trilhas
apresentam elementos de apoio como a problematização; estratégias de ensino
pautadas no método ativo; recursos de apoio, assim como, possibilidades de
avaliação.
Trilhas de Aprendizagem (MAT e CNT):
● Empreendedorismo - tem como principal objetivo promover a utilização de saberes
da Matemática para apoiar o estudante no planejamento, organização e execução
de um plano de negócio, com o foco em empreender projetos pessoais ou
produtivos articulados aos seus projetos de vida.
Disponível em:
[Link]
haring
● Robótica I - tem como objetivo principal inserir a Robótica no âmbito educacional
como Ciência ligada à área tecnológica, com um amplo arcabouço para trabalhar
diferentes conhecimentos de forma interdisciplinar e desenvolver significativas
habilidades e competências para o sujeito do século XXI.
Disponível em:
[Link]
sharing
● Biotecnologia - tem como principal objetivo apresentar aos estudantes a
importância da Biotecnologia para o desenvolvimento da humanidade, promover a
compreensão sobre as aplicações das técnicas e os impactos decorrentes desta
ciência na sociedade.
Disponível em:
[Link]
haring
● Programação I - o objetivo é apresentar aos estudantes a programação como
prática pedagógica para o desenvolvimento do pensamento computacional,
proporcionando ao estudante conhecimento e condições para aplicação de
linguagens de computação.
Disponível em:
[Link]
aring
Trilhas de Aprendizagem (CHS e LGG):
● Oratória I - tem como objetivo aprofundar, consolidar e desenvolver habilidades
relativas à oratória e à comunicação assertiva por meio das práticas de linguagem.
Disponível
em:[Link]
sp=sharing
● Mídia Digitais e Processos Criativos - tem como objetivo aprofundar e desenvolver
os conhecimentos dos estudantes sobre práticas artísticas, recursos criativos, mídias
digitais e suas interações na sociedade de forma crítica e responsável.
Disponível
em:[Link]
=sharing
● Práticas Esportivas - tem como principal objetivo aprofundar e ampliar os
conhecimentos dos estudantes acerca das diferentes práticas esportivas,
ressaltando o esporte como fenômeno sociocultural de grande relevância na
sociedade, sendo considerado um patrimônio cultural da humanidade.
Disponível em:
[Link]
haring
● Liderança e Ética - tem como principal objetivo desenvolver habilidades
relacionadas à liderança por meio da vivência de situações cotidianas, tendo como
base diversas teorias filosóficas.
Disponível em:
[Link]
=sharing
ESTRATÉGIAS/METODOLOGIAS DE ENSINO
Os objetos de conhecimento da Matemática são essenciais para o alcance dos
objetivos de aprendizagem. Aplicados em situações reais e próximas ao estudante,
articulados à própria Matemática ou a outros componentes curriculares, bem como
vinculados a contextos históricos, socioculturais, políticos ou tecnológicos,
possibilitam a construção do conhecimento e a ação crítica perante a realidade,
proporcionando que o ensino vá para além da sala de aula. Neste sentido, compete
ao professor a escolha da metodologia e estratégias didáticas mais adequadas para
a promoção da aprendizagem ativa do estudante.
Encontramos subsídios no campo de pesquisa da Educação Matemática
recorrendo à Resolução de Problemas, Modelagem Matemática, Etnomatemática,
História da Matemática, Investigação Matemática e das Tecnologias para encontrar
recursos e estratégias didático-pedagógicas que melhor se adequem à
intencionalidade do trabalho do professor (PARANÁ, 2021). A abordagem por meio
do pensamento computacional alia-se como estratégia na resolução de problemas
diversos, explorando junto à lógica computacional a organização dos processos de
pensamento.
As metodologias ativas tais como aprendizagem baseada em problemas, por
meio de projetos, de pesquisa, instrução entre pares, gamificação, sala de aula
invertida, juntamente com as atividades lúdicas, os recursos audiovisuais, materiais
manipuláveis, softwares, vídeos e imagens, contribuem para simulações de
situações, experimentações e demonstrações, as quais incentivem os estudantes a
participar de forma cooperativa e ativa do processo de ensinar e aprender. É preciso
considerar na escolha metodológica, além da dimensão conceitual da construção do
conhecimento, o caráter atitudinal e procedimental para o alcance das
competências e habilidades propostas, numa perspectiva de formação integral
(PARANÁ, 2021).
Recomenda-se contemplar nas problematizações temas contemporâneos
locais, regionais ou globais, atendendo e respeitando as diversidades e
especificidades dos estudantes, bem como às legislações obrigatórias aos temas
contemporâneos (educação em direitos humanos, educação para o trânsito,
educação das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira,
entre outras), a fim de colocar os estudantes em contato com desafios reais da sua
vivência (PARANÁ, 2021).
Ao longo do tempo, a Matemática se constituiu como campo científico e como
disciplina escolar, e vem, a cada dia, ampliando seus espaços de atuação em
diversas áreas e setores. Seus conceitos, ideias, recursos e métodos têm auxiliado
na compreensão e nos desafios do mundo real. Para atender à diversidade de
estudantes do Ensino Médio, as diferentes modalidades, especificidades e escolas
localizadas em todo território do Paraná, é necessário utilizar de estratégias ativas,
dinâmicas, dialógicas, reflexivas e diversas.
Os objetos de conhecimento do componente curricular Matemática devem ser
desenvolvidos em sala de aula de forma articulada, dentro da própria Matemática,
em relação com os demais componentes das áreas de conhecimento e com
aplicabilidade, na própria Matemática e na vida cotidiana dos estudantes.
Assim, as estratégias metodológicas cumprem seu papel e favorecem a
inserção dos conhecimentos na vivência diária dos estudantes. Elas se
complementam entre si no intuito de promover um ensino e uma aprendizagem
mais efetiva em Matemática.
Para o desenvolvimento dos conhecimentos matemáticos em sala de aula,
deve-se buscar no campo de investigação da Educação Matemática os argumentos
teóricos, as estratégias didáticas e metodológicas, dentre elas:
· As metodologias ativas (aprendizagem cooperativa, entre pares, baseada
em problemas, em projetos, em gamificação, em pesquisa, sala de aula invertida,
ensino híbrido, entre outras);
· Os encaminhamentos metodológicos para balizar a prática docente.
Isso implica ao professor, um pesquisador em ação, realizar uma transposição
didática, estabelecendo relação entre a Matemática enquanto campo científico e
disciplina escolar. As diferentes estratégias metodológicas, as atividades
contextuais e interdisciplinares devem subsidiar o estudante a construir seu
conhecimento e a agir criticamente na sua realidade.
As estratégias metodológicas consubstanciadas no campo de pesquisa da
Educação Matemática, por exemplo:
· A resolução de problemas;
· A modelagem matemática;
· A etnomatemática;
· A história da matemática;
· A investigação matemática;
· As tecnologias.
Configuram-se como possibilidades para desenvolver e pensar, de diversas
formas, os conhecimentos matemáticos. Cada estratégia metodológica tem suas
características e seu modo próprio de fazer. No entanto, elas devem convergir e
serem desenvolvidas articuladamente, no sentido de instrumentalizar o estudante
para encontrar diferentes caminhos para a resolução de problemas e para se
colocar criticamente diante de uma situação.
Em Kalinke e Motta (2019) encontram-se muitas possibilidades envolvendo
materiais didáticos digitais para a aula de Matemática
Os materiais didáticos digitais, contudo, podem agregar recursos e
possibilidades interessantes para a aprendizagem da Matemática, particularmente
quando:
· Exploram simulações;
· Uso de sensores;
· Vídeos interativos;
· Programações individualizadas.
Estes, entre outros recursos, permitem que diferentes possibilidades
cognitivas sejam exploradas e novas formas de aprendizagem sejam oportunizadas
(KALINKE; MOTTA, 2019, p. 10).
Além das estratégias didáticas para encaminhar metodologicamente os
conhecimentos matemáticos, podemos recorrer também aos recursos didáticos, por
exemplo:
· Os jogos;
· As atividades lúdicas (literatura, brincadeiras, jogos didáticos, outros);
· Os recursos audiovisuais, entre outros.
São também, grandes aliados para potencializar a aprendizagem em
Matemática. Os recursos didáticos que compõem o ambiente educacional
estimulam os estudantes, potencializando e enriquecendo o processo de
ensino-aprendizagem. Eles contribuem para simulações de situações,
experimentações e demonstrações, despertando assim o interesse dos estudantes,
tornando a aprendizagem mais efetiva.
A utilização de recursos didáticos, como:
· materiais manipuláveis;
· Softwares;
· Vídeos;
· Projetos;
· Pesquisa;
· Instrução entre pares;
· Gamificação;
· Sala de aula invertida;
· Atividades lúdicas;
· Materiais manipuláveis;
· Trabalhos;
· Apresentações (individuais ou em grupo;
· Imagens, entre outros.
Torna as aulas mais dinâmicas e interativas, possibilitando aos estudantes
participarem de forma ativa do processo de ensinar e de aprender.
Independentemente da estratégia didática e do recurso didático adotado pelo
professor ou pelos estudantes na proposição dos conhecimentos matemáticos, é
necessário assegurar que, de fato, a aprendizagem aconteça. Nesse sentido, há
necessidade de diversificar sempre, respeitando o modo e tempo de aprender de
cada estudante.
Nessa perspectiva, salienta-se a importância do professor no ato de ensinar e
aprender. Coadunando com Mora (texto digital, s. d.), especialista espanhol em
Neuroeducação, é pertinente afirmar que “ensinar bem significa, em essência,
emocionar primeiro (despertar a curiosidade, um dos ingredientes básicos da
emoção) e, a partir disso, abrir as portas da atenção e pôr em marcha os processos
de aprendizagem e de memória”. Em outro apontamento, ele comenta que “[...] a
emoção é o que nos move. Os elementos desconhecidos, que nos surpreendem,
são aqueles que abrem a janela da atenção, imprescindíveis para a aprendizagem”
(MORA, 2017).
Levando em conta as transformações sociais em curso no século XXI,
principalmente relacionadas aos aspectos da tecnologia, da comunicação e do
mundo do trabalho, é imprescindível ao campo da educação criar condições para
uma formação conectada a esse processo de mudanças.
Desse modo, é importante que os estudantes não apenas assimilem
conhecimentos, mas tenham condições de colocá-los em ação, mobilizando saberes
ligados à complexidade das relações sociais contemporâneas.
Diante desta demanda, visando uma educação ao longo de toda a vida, se
estabelecem quatro pilares do conhecimento, de acordo com o Relatório para a
UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI (UNESCO,
1996), sendo eles: aprender a conhecer; aprender a fazer; aprender a viver juntos e
finalmente aprender a ser.
Os quatro pilares se relacionam intrinsecamente e contribuem para uma
formação global.
Aprender a conhecer, combinando uma cultura geral, suficientemente vasta,
com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias.
O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades
oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.
Aprender a fazer, a fim de adquirir, não somente uma qualificação profissional
mas, de uma maneira mais ampla, competências que tornem a pessoa apta a
enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe. Mas também aprender a
fazer, no âmbito das diversas experiências sociais ou de trabalho que se oferecem
aos jovens e adolescentes, quer espontaneamente, fruto do contexto local ou
nacional, quer formalmente, graças ao desenvolvimento do ensino alternado com o
trabalho.
Aprender a viver, juntos desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção
das interdependências – realizar projetos comuns e preparar-se para gerir conflitos –
no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz.
Aprender a ser, para melhor desenvolver a sua personalidade e estar à altura
de agir com cada vez mais autonomia, discernimento e responsabilidade pessoal.
Para isso, não negligenciar na educação nenhuma das potencialidades de cada
indivíduo: memória, raciocínio, sentido estético, capacidades físicas, aptidão para
comunicar-se.
Tendo em vista o desenvolvimento progressivo e global dos estudantes, é
importante que a escola possibilite uma apropriação significativa dos conhecimentos
historicamente produzidos, a fim de prepará-los para os desafios que se
apresentarão ao longo da vida.
A nova proposta do Ensino Médio tem por objetivo, dentre outros, a efetivação
dos quatro pilares, ampliando a dimensão do aprender a conhecer, tradicionalmente
privilegiada no atual modelo, para atingir os demais pilares e, desse modo,
implementar uma formação integral dos sujeitos, alinhada ao desenvolvimento das
competências e habilidades.
Tais demandas estão ligadas ao papel do professor, que deve ter como
premissa a formação cidadã, compreendendo o estudante como um ser pleno e com
potencialidades. Vale ressaltar a importância de uma visão longitudinal do processo
de ensino-aprendizagem, na qual se leva em conta toda a trajetória dos/das
estudantes, voltando o olhar para a progressividade da construção dos saberes,
desde a etapa da Educação Infantil, Ensino Fundamental, até o Ensino Médio.
A proposta trazida pela BNCC para a organização curricular por áreas do
conhecimento fortalece tanto a interdisciplinaridade quanto a contextualização dos
saberes, estimulando o trabalho conjugado e cooperativo dos professores no
planejamento e na execução dos planos de ensino, o que não exclui as
especificidades dos componentes curriculares com seus saberes próprios
historicamente construídos, mas confere intencionalidade a esses saberes,
fomentando a apreensão e possíveis intervenções à realidade vivida pelos
educadores (BRASIL, 2006).
Construir pontes de intersecção entre os conteúdos dos componentes
curriculares permite ao estudante compreender estes conteúdos de forma mais
ampla, percebendo os elos e distanciamentos, favorecendo análises críticas sobre
diferentes abordagens a respeito do mesmo assunto.
Para que a interdisciplinaridade ocorra no contexto do Ensino Médio,
algumas estratégias podem ser adotadas, por meio do trabalho
pedagógico com projetos, oficinas, laboratórios, entre outras
possibilidades, diante do rompimento com o trabalho isolado apenas
nos componentes curriculares. Também é necessário considerar a
interdisciplinaridade, ou seja, é de extrema importância promover o
diálogo entre os componentes curriculares e também a
contextualização dos conhecimentos no interior da mesma disciplina.
Sequências didáticas que levem em consideração essas lógicas
colaboram para uma educação relacional e integrada. (PARANÁ,
2021, p.64).
A Contextualização também é uma estratégia pedagógica muito cara à
formação integral dos sujeitos, pois confere significado àquilo que é ensinado,
diminuindo a distância entre os conteúdos e a realidade do estudante, tornando,
desse modo, os conhecimentos mais relevantes para o seu universo.
Um dos principais objetivos da contextualização é capacitar o educando para
analisar criticamente a realidade que o cerca de forma que possa interagir e intervir
nesta realidade de forma consciente e responsável.
A valorização dos saberes prévios dos estudantes, fortalece o reconhecimento
de suas singularidades, da pluralidade de juventudes presentes na escola, tornando
o processo de ensino-aprendizagem mais inclusivo e democrático.
Em 2010, o CNE promulgou novas DCN, ampliando e organizando o
conceito de contextualização como “a inclusão, a valorização das
diferenças e o atendimento à pluralidade e à diversidade cultural
resgatando e respeitando as várias manifestações de cada
comunidade”, conforme destaca o Parecer CNE/CEB nº 7/2010
(BRASIL, 2018, p. 11).
Ao relacionar o conteúdo científico do componente curricular com os conteúdos
de outros componentes e com os conhecimentos trazidos pelos alunos, a
aprendizagem se torna muito mais atraente e significativa, proporcionando o diálogo
entre a realidade do estudante com os conhecimentos que a explicam, conduzindo-o
a compreender como sua realidade particular é influenciada pelo contexto global, por
todas as relações historicamente construídas.
A metodologia a ser utilizada na área da Matemática contemplará: projetos,
pesquisa, instrução entre pares, gamificação, sala de aula invertida, juntamente com
as atividades lúdicas, os recursos audiovisuais, materiais manipuláveis, softwares,
vídeos e imagens, para o alcance das competências e habilidades propostas na
área para isso precisamos de aprendizagens essenciais, articulação dos objetos de
conhecimento com os objetivos de aprendizagem, Intencionalidade em atingir as 5
(cinco) habilidades e competências específicas previstas para a Área que são:
Abordagem dinâmica e flexível, levar em consideração que existe um contexto,
existe um mundo que usa a Matemática, que toda beleza, todo rigor, todos os
conhecimentos matemáticos estão a serviço do mundo, para explicar o mundo, para
ler o mundo;
Ênfase no trabalho em equipe, desenvolver não só os conhecimentos
científicos, mas em todas as dimensões do indivíduo;
Valorização de talentos e vocação dos estudantes, ou seja, olhar para o
estudante porque ele traz a vivência, ele traz um conteúdo com ele, valoriza isso.
Consideração da realidade e o contexto do estudante, pois temos muitos
contextos diferentes, muitas especificidades, ou seja, muitas realidades diferentes
que o estudante está inserido.
Desenvolvimento do pensamento computacional nos estudantes, que é o
aperfeiçoamento na capacidade de resolução de problemas com o uso dos
fundamentos da computação.
As Leis abaixo relacionadas são obrigatórias e serão trabalhadas /contempladas
nos conteúdos dos componentes curriculares:
- Lei Federal 10.639/03 História e Cultura Afro-Brasileira e Africana; a Lei Federal
11.645/08 História e Cultura Afra Brasileira e Indígena; a Instrução nº 17/06;
- Lei Federal 9.795/99, que dispõe sobre a Educação Ambiental; a Lei Estadual
17505/13 - Educação Ambiental;
- Lei Estadual 13.381/01, Ensino de História do Paraná;
- Lei Federal 10.741/03, Estatuto do Idoso e Lei Estadual 117858/13 – Política de
proteção ao Idoso;
- Decreto nº 7037/09: Programa nacional de Direitos Humanos;
- Lei Estadual 16.454/10 Gênero e Diversidade Sexual; Lei Estadual nº 17.335/12 -
Programa de Combate ao Bullying; Lei Federal nº 11.340/06;
- Lei 18447/15 - Semana Estadual Maria da Penha nas Escolas; Lei Federal
11525/07 Enfrentamento à Violência Contra a Criança e ao Adolescente;
- Lei Federal 11947/09 - Educação alimentar e nutricional na história da
Alimentação
- Lei Federal 11.343/06 - Prevenção ao Uso Indevido de Drogas; Lei Estadual nº
17.650/13 Programa de resistência às drogas e à violência;
- Lei Federal 11769/08 – música como conteúdo obrigatório;
- Lei Federal 9503/97 – Educação para o trânsito e Decreto Estadual nº 5.739/12
Educação Fiscal/ Tributária;
As Leis serão trabalhadas de forma interdisciplinar, realizando-se um trabalho junto
aos alunos, refletindo através de aulas expositivas e explicativas, conhecimentos
que viabilizem o pensar crítico e emancipador.
Com o intuito de superar abordagens fragmentadas em que os conteúdos
matemáticos são tratados de forma pontual e isolada, propõe-se a articulação entre
os conteúdos propiciando uma visão mais ampla da matemática, com suas relações
e interdependências. Os procedimentos metodológicos a serem utilizados devem
reforçar as articulações entre os conteúdos, e com isso favorecer o processo de
significação e o enriquecimento dos mesmos, por meio do envolvimento entre os
diversos campos de estudo da ciência matemática. As práticas docentes serão
fundamentadas nas tendências metodológicas no campo de pesquisa da Educação
Matemática, que são a resolução de problemas, a modelagem matemática, a
etnomatemática, a história da matemática, a investigação matemática e as
tecnologias.
AVALIAÇÃO E RECUPERAÇÃO
A avaliação assume caráter diagnóstico, formativo e contínuo ao acompanhar
o percurso dos estudantes na progressão das aprendizagens essenciais e no
desenvolvimento das habilidades e competências. Na Área da Matemática e suas
Tecnologias, são recomendados instrumentos avaliativos diversificados com
questões que permitam respostas abertas e várias soluções (corretas
matematicamente) que valorizem a estrutura do pensamento e o raciocínio
dedutivo, a articulação dos objetos de conhecimento envolvidos, a investigação feita
pelo estudante e aplicação das estratégias para chegar à solução.
Nesse sentido, o processo de aprendizagem do estudante ao “inventar,
formular, criar e sistematizar, por meio da Matemática, uma resposta para um
problema apresentado, seja ele de ordem social, econômica, política, cultural,
tecnológica, da própria matemática, entre outros” (PARANÁ, 2021, p.561), é
considerado em consonância com critérios definidos, com a metodologia
desenvolvida e instrumentos de avaliação que garantam a manifestação das
diferentes aprendizagens.
A avaliação, nessa perspectiva, permite a investigação de como o estudante
se relaciona com o apreendido e em cooperação com os colegas, na expressão das
aprendizagens dos conhecimentos científicos e historicamente construídos, junto
aos processos que envolvem os aspectos subjetivos, afetivos, socioculturais,
tecnológicos e procedimentais, mobilizados pelos estudantes na execução de uma
ação, representando um grande desafio a ser enfrentado no processo da formação
integral do estudante (PARANÁ, 2021, p.564).
“A avaliação é um processo contínuo e natural aos seres humanos”
(PAVANELLO; NOGUEIRA, 2006, p. 36). No processo pedagógico, a avaliação é
um instrumento indispensável para o diagnóstico da aprendizagem do estudante,
para saber o que ele já aprendeu, em que estágio de aprendizagem se encontra e o
que é necessário para ele avançar.
O objetivo de toda e qualquer avaliação é a aprendizagem, é o
desenvolvimento do estudante e deve auxiliá-lo no desempenho escolar, social e
pessoal. É um ato reflexivo. Nesse sentido, concebe-se a avaliação em uma relação
dialógica, de mão dupla, em que, ao mesmo tempo que permite ao professor a
reelaboração de processos de ensino e de aprendizagem, possibilita ao estudante
uma modificação de postura diante do conhecimento e, por conseguinte, da própria
vida, pois aprender significa encontrar a razão das coisas, implica organização,
crescimento, autonomia e responsabilidade.
A avaliação deve ser concebida como um meio, uma forma de compreender,
uma busca de novas e diferentes formas de chegar ao conhecimento. Se avaliação
tem como propósito a aprendizagem, se aprendizagem leva a mudanças de
posturas, logo esse processo gera modificações tanto em quem ensina como em
quem aprende, por isso o processo deve ser de mão dupla.
A avaliação, segundo Ponte et al. (2007, p. 12), tem como função,
Fornecer informações relevantes e substantivas sobre o estado das
aprendizagens dos alunos, no sentido de ajudar o professor a gerir o
processo de ensino e aprendizagem. Neste contexto, é necessária
uma avaliação continuada posta ao serviço da gestão curricular de
caráter formativo e regulador.
Ao avaliar, o professor não só avalia a aprendizagem dos estudantes, mas
também reflete sobre o desenvolvimento do seu trabalho, à medida que orienta e
auxilia na reorganização de suas atividades, quando for necessário. Dessa forma, a
avaliação cumpre sua função, tornando-se orientadora e formadora no processo de
ensino-aprendizagem.
É a partir da reflexão sobre a avaliação e sobre os resultados obtidos pelo
estudante, individualmente ou em grupo, que se instaura um processo investigativo
para intervir. Logo, avalia-se para identificar as dificuldades, os avanços e
redimensionar a ação educativa, visando a alcançar resultados positivos na
aprendizagem do estudante, conferindo-lhe autonomia.
Nesse processo, é fundamental, também, observar os erros apresentados pelo
estudante nas avaliações. Eles, em muitos casos, podem ser o ponto de partida
para uma reflexão, análise e revisão da ação docente. Além disso, os erros são
geradores de diferentes situações de aprendizagem. Portanto, devemos explorá-los
como uma estratégia didática inerente ao processo de aprendizagem.
O ato de avaliar deve acompanhar as transformações que ocorrem na
sociedade, no processo educativo e nas pesquisas envolvendo a didática do
componente curricular, nesse caso a Matemática, pois nos dão argumentos para
pensar diferentes formas de compreender o processo e a finalidade de uma
avaliação. Deve ser focada mais no processo que no produto, privilegiando critérios
e instrumentos de avaliação que potencializam o desenvolvimento e a
aprendizagem dos objetos de conhecimento matemáticos envolvidos, visando a
atingir, ao final do Ensino Médio, as habilidades e competências expressas na
BNCC.
Para Luckesi (2011, p. 409), competência significa “a capacidade de fazer
alguma coisa de modo adequado, servindo-se, para tanto, de variadas habilidades”.
Avaliar, para além dos objetos de conhecimento da matemática e aspirando atingir
as competências, pressupõe partir de “situações mais ou menos reais as quais
exemplificam de algum modo aquelas que podem ser encontradas na realidade’’
(ZABALA; ARNAU, 2010, p. 158).
Também, a apropriação dos objetos de conhecimento matemático pelo
estudante, com vistas à sua emancipação e a uma mudança de postura diante da
aprendizagem, deve transcender a uma perspectiva utilitarista e instrumental da
matemática, necessita integrar conhecimento com estratégias que possibilitem ao
estudante, por exemplo:
● Pensar logicamente;
● Investigar;
● Resolver problemas;
● Combinar experimentações extraescolares (que propiciem, perante
determinadas situações, analisar, interpretar, pensar, julgar, agir
reflexivamente, atribuir significados e criar novas práticas que levem a
produção de novos conhecimentos);
Na prática pedagógica da matemática, a avaliação deve considerar os
principais elementos envolvidos no processo de ensinar e aprender: o estudante, o
professor e o saber, possibilitando que professor e o estudante tenha um indicativo
de como este está se relacionando com o saber matemático (PAVANELLO;
NOGUEIRA, 2006).
Nessa perspectiva, Pavanello e Nogueira (2006, p. 37) complementam: “o
aluno deve ser sujeito no processo de avaliação e não apenas o objeto a ser
avaliado”. Assim, na Matemática, no ato avaliativo, além dos objetos de
conhecimento matemáticos aprendidos, deve-se considerar, igualmente:
· O processo de elaboração do pensamento na resolução de uma questão;
· A criatividade e autonomia apresentada nas soluções;
· O processo de elaboração das soluções;
· As soluções resultantes;
· O modo como o estudante se expressa, utilizando-se da linguagem
específica da matemática, oral e/ou por escrito, e se está em conformidade com a
língua portuguesa;
· Avaliações (escritas, orais, autoavaliações);
· Trabalhos (individuais ou em grupos);
· Apresentações (individuais ou em grupos);
· Os conflitos cognitivos diante dos conhecimentos matemáticos avaliados e as
manifestações do estudante diante de situações abertas que tenham mais de uma
solução, entre outras.
Dessa forma, permitir ao estudante desenvolver habilidades na
experimentação de situações hipotéticas próximas da realidade o instiga a criar
condições para que amplie a compreensão do mundo que o cerca. Diante de uma
situação real, no seu dia a dia, o estudante possa investigar e interpretar os fatos,
estabelecer estratégias articulando com os conceitos e procedimentos matemáticos
para propor uma solução, fazer conjecturas, argumentar e tomar decisões na vida
pessoal, atuando ativamente como protagonista e desenvolvendo o seu projeto de
vida.
Essas habilidades desenvolvidas vão ao encontro das Competências
Específicas da área Matemática e suas tecnologias expressas na BNCC, as quais
contribuem para a formação integral do estudante. Ao se avaliar, há de pensar em
critérios avaliativos consistentes, no sentido de levar o estudante a superar técnicas
de reprodução, memorização e mecânicas por momentos de reflexão, crescimento
e desenvolvimento do pensamento matemático. Da mesma forma, deve contribuir
para que o estudante possa tomar decisões de acordo com o nível de expectativa
esperada diante de uma dificuldade e/ou de uma situação-problema a ser
enfrentada.
Assim, a avaliação não deve ficar limitada à aplicação direta de um ou mais
conceitos, ou um algoritmo que foi memorizado pela repetição, ou ainda ser de uma
única forma, um único instrumento, mas sim levar o estudante, diante de variadas
formas, a refletir sobre as possibilidades de que aquele conhecimento é necessário
e pode ajudá-lo no seu processo de formação e emancipação.
O Sistema de Avaliação do Colégio segue as legislações e normas da
mantenedora, bem como as discussões da comunidade escolar. A avaliação da
aprendizagem terá os registros de notas expressos em uma escala de 0,0 (zero
vírgula zero) a 10,0 (dez vírgula zero).
O sistema é trimestral, ao final do mesmo deverá ser feita a média, de forma
somatória, composta de (70%) setenta por cento de nota destinada às provas e
(30%) trinta por cento aos trabalhos, totalizando (100%) cem por cento da nota.
A/s prova/s poderá ter registro de nota 70,0 ou pode ser fracionada, ou seja,
mais de uma desde que a soma dos instrumentos não ultrapasse os setenta pontos.
O docente organizará o número de instrumentos avaliativos de acordo com o
número de aulas da disciplina que ministra de acordo com suas necessidades.
Os trabalhos totalizam um valor de 30,0 podendo ser realizado um instrumento
neste valor, ou mais desde que não ultrapasse o valor estipulado (trinta pontos).
Os instrumentos de avaliação são diversos e podem ser utilizados de acordo
com critérios do professor, entende-se por instrumento de avaliação a ferramenta
(produção escrita, gráfica, cênica ou oral, prova objetiva ou descritiva, relatório,
mapa conceitual, seminário, portfólio, exposição, entre outras produções variadas)
pela qual se obtém dados e informações, intencionalmente selecionadas, relativas
ao processo de ensino-aprendizagem;
Quanto à elaboração de provas o professor não deve submeter o aluno a um
único modelo, elaborando a mesma com diversos tipos de questões (descritivas,
múltipla escola, etc.).
Para escrituração no Livro Registro de Classe Online (LRCO) o número
mínimo de avaliações será de dois (02) instrumentos avaliativos e duas (02)
recuperações e o máximo de dez (10).
A recuperação ocorrerá de forma permanente e concomitante ao processo de
ensino-aprendizagem, ou seja, deverá ocorrer de forma constante, frequente,
continuada e simultânea durante o processo de ensino e aprendizagem.
A oferta de recuperação de estudos é obrigatória e visa garantir a efetiva
apropriação dos conteúdos básicos, portanto deve ser oportunizada a todos os
estudantes, independentemente de estarem ou não com o rendimento acima da
média.
A recuperação de estudos é composta de dois momentos obrigatórios: a
retomada de conteúdos e a reavaliação, ficando vetada a aplicação de instrumento
de reavaliação sem a retomada dos conteúdos. Estes dois momentos serão
obrigatoriamente registrados no Livro Registro de Classe Online (LRCO).
A retomada de conteúdos ocorrerá após a avaliação ou em qualquer momento
que o professor sinta necessidade de voltar o conteúdo, o professor detectará os
pontos de atenção na aprendizagem dos estudantes retomando o mesmo, ou seja
explicando novamente, buscando novas metodologias para que os estudantes
consigam compreender o que foi estudado.
Nesta instituição de ensino a recuperação dos trabalhos deverá ocorrer
simultaneamente no valor de 3,0 (três vírgula zero) e a recuperação das provas
durante o trimestre no valor de 7,0 (sete vírgula zero). Os resultados da
recuperação serão incorporados às avaliações efetuadas durante o período letivo,
constituindo-se em mais um componente do aproveitamento escolar, sendo que
para o aluno será computada para a média final a nota de maior valor.
REFERÊNCIAS
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GEPEM, 1995.
BOYER, C. B. História da matemática. São Paulo: Edgard Blücher, 1996.
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Pedagógico, Laranjeiras do Sul, 2021.
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KALINKE, M. A.; MOTTA, M. S. Objetos de Aprendizagem: pesquisas e
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Disponível em:
[Link]
ZABALA, A.; ARNAU, L. Como aprender e ensinar competências. Porto Alegre:
Artmed, 2010.
6.3 ENSINO MÉDIO REGULAR- 3ª séries
Segue o link da Matriz curricular vigente para a 3ª série do ensino médio até
2023.
[Link]
sharing
As Diretrizes Curriculares Estaduais ainda vigentes para a 3ª série, se
necessário, estão disponíveis em:
[Link]
1
Segue a PPC do Ensino Médio Regular vigente até este ano (2023) apenas
para as terceiras séries.
[Link]
sp=sharing
6.4 CURSO DE FORMAÇÃO DE DOCENTES - (MATRIZ 3 ANOS)
Segue o link da Matriz Curricular do Curso de Formação de Docentes - Novo
Ensino Médio, com duração de 3 anos.
[Link]
=sharing
Segue o link da Proposta Pedagógica Curricular do Curso de Formação de
Docentes Novo Ensino Médio, com duração de 3 anos.
[Link]
?usp=sharing
6.5 CURSO DE FORMAÇÃO DE DOCENTES - (MATRIZ 4 ANOS)
Segue o link da Matriz Curricular do Curso de Formação de Docentes com
duração de 4 anos.
[Link]
haring
Segue o link da Proposta Pedagógica Curricular do Curso de Formação de
Docentes com duração de 4 anos.
[Link]
ring
7. REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Educação à distância na Internet:
abordagens e contribuições dos ambientes digitais de aprendizagem. Educação e
Pesquisa, São Paulo, v. 29, n. 2, p. 327-340, dez. 2003. Disponível em:
<[Link] Acesso em 29 de jun. de 2008
________. Educação e tecnologias no Brasil e em Portugal em três momentos
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Disponível em [Link]
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