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André Luiz Pinheiro solicita a abertura de um processo administrativo para apresentar um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) em uma propriedade de 6,29 hectares em Fontoura Xavier/RS, onde ocorreu supressão de vegetação nativa sem licença. O PRAD visa restaurar as funções ecológicas da área afetada, promovendo a sustentabilidade e a recuperação ambiental, em conformidade com a legislação vigente. O documento inclui informações sobre a propriedade, a intervenção realizada e o compromisso do requerente em cumprir as etapas do projeto.

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André Luiz Pinheiro solicita a abertura de um processo administrativo para apresentar um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) em uma propriedade de 6,29 hectares em Fontoura Xavier/RS, onde ocorreu supressão de vegetação nativa sem licença. O PRAD visa restaurar as funções ecológicas da área afetada, promovendo a sustentabilidade e a recuperação ambiental, em conformidade com a legislação vigente. O documento inclui informações sobre a propriedade, a intervenção realizada e o compromisso do requerente em cumprir as etapas do projeto.

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PLANO DE RECUPERAÇÃO DE Sistema de

ÁREAS DEGRADADAS - PRAD Licenciamento


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REQUERIMENTO DE ABERTURA DE PROCESSO ADMINISTRATIVO

Eu, André Luiz Pinheiro, brasileiro, portador do CPF nº 684.361.900-25, residente na


Localidade de Picada Casagrande no interior do município de Fontoura Xavier/RS, na
qualidade de empreendedor da propriedade situada na referida localidade, venho,
respeitosamente, requerer a abertura de processo administrativo com o objetivo de apresentar
o PRAD – Plano de Recuperação de Área Degradada, em atendimento às exigências legais e
normativas ambientais vigentes, totalizando 43 exemplares em uma área de 6,29 ha sem
licença do órgão ambiental competente, onde se propõe uma reposição florística a qual deve
ser implantado na mesma matrícula do imóvel rural onde ocorreu o dano, comprometendo-se
o requerente em cumprir todas as etapas do presente projeto até a sua total implantação.

Nestes Termos,
Pede Deferimento.

Fontoura Xavier /RS, 24 de julho de 2025.

ANDRÉ LUIZ PINHEIRO


CPF: 684.361.900-25

À
PREFEITURA MUNICIPAL DE FONTOURA XAVIER /RS
A/C: sistema sol
FONTOURA XAVIER / RS
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1. IDENTIFICAÇÃO DA PROPRIEDADE:

1.1. Dados da propriedade autuada


Nº de Registro do imóvel no INCRA (se houver):
Nº no Registro de Imóveis: 211 Comarca do Município de: Soledade /RS
Área total registrada (hectares): 82,59 ha Área pública X Área Privada
Zona Urbana X Zona Rural
Endereço: Picada Casagrande
Localidade/Distrito: Interior Município: Fontoura Xavier /RS

1.2. Quanto à existência de licenciamento de vegetação na propriedade:


X Não houve
Já realizou licenciamento de vegetação na propriedade.

1.3. Quanto às áreas destinadas à implantação do Projeto de Recuperação de Área


Degradada:
1.3.1. Quanto às coordenadas geográficas: Indicação das coordenadas geográficas dos
limites serem utilizadas para a, implantação do PRAD – Plano de Recuperação de Área
Degrada.
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Figura 01: Mapa de Identificação das Áreas de Implantação do PRAD.


Imagem de ortofoto com delimitação das áreas destinadas à recuperação ambiental na
propriedade localizada na localidade de Picada Casagrande , município de Fontoura
Xavier/RS.

As áreas destacadas em vermelho referem-se aos pontos 1, 2 e 3 da propriedade do Sr. André


Luiz Pinheiro, indicadas para condução da regeneração e isolamento. A área em verde refere-
se ao segmento da estrada localizado na faixa de Reserva Legal.
Os pontos delimitados em amarelo (Ponto Rogério 1, 2 e 3) correspondem a áreas
complementares sob responsabilidade de outro proprietário, com possível interface em ações
de recuperação integrada. Imagem orientada com seta norte e escala gráfica de 300 metros.

Proprietário: André Luiz Pinheiro

Matrícula: 211

Hectares totais do imóvel: 82,59 ha

Pontos de implantação do PRAD na mesma área do dano ambiental:


 Ponto Robson 01 (um):
Localização geográfica: 28°44'56.54"S 52°10'41.13"O Hectares implantação: 1,95 hectares

 Ponto Robson 02 (dois):


Localização geográfica: 28°44'47.87"S 52°10'37.33"O Hectares implantação: 0,97 hectares

 Ponto Robson 03 (três):


Localização geográfica: 28°44'47.35"S 52°10'28.26"O Hectares implantação: 0,22 hectares

 Ponto de reserva legal (estrada)


Localização geográfica: 28°44'52.01"S 52°10'38.93"O Hectares implantação: 1,1 hectares

1.3.2. Roteiro de acesso da área oriunda de autuação:

Partindo da Prefeitura Municipal de Fontoura Xavier, localizada na Avenida 25 de Abril,


inicia-se o trajeto em direção à localidade conhecida como Picada Casagrande, onde se
encontra a propriedade em questão. A Avenida 25 de Abril é uma via pavimentada e bem
estruturada, situada em uma região central do município, sendo um dos principais eixos de
circulação urbana. Ao longo de seu percurso inicial, encontram-se prédios públicos,
estabelecimentos comerciais e residências, configurando-se como um trecho de fácil acesso e
boa mobilidade.
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Ao avançar pela avenida no sentido norte, o trajeto segue por vias que gradualmente deixam o
perímetro urbano, adentrando áreas de transição rural. A pavimentação dá lugar a uma estrada
vicinal de chão batido, que apresenta condições regulares de trafegabilidade, geralmente
utilizada por moradores e produtores rurais da região. Essa estrada, embora estreita em alguns
trechos, é ladeada por vegetação nativa e pequenas propriedades agrícolas, compondo uma
paisagem típica da zona rural do município.
O percurso total até o destino é de aproximadamente 3 quilômetros, seguindo sempre por vias
contínuas e de fácil orientação. O acesso final à propriedade se dá por um pequeno desvio à
direita, em meio a uma área com maior concentração de mata, já nas proximidades da Picada
Casagrande. O local está situado em uma região tranquila, com predominância de áreas verdes
e baixa densidade habitacional, sendo ideal para usos residenciais ou rurais.

Figura 02: Localização da propriedade de André Luiz Pinheiro em relação à sede


municipal de Fontoura Xavier/RS.
O mapa apresenta a rota de acesso entre a cidade de Fontoura Xavier (ponto amarelo) e a
propriedade rural localizada na Picada Casagrande (ponto azul), onde será implantado o
Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD). A imagem base é uma ortofoto de
satélite que permite visualizar o uso do solo e os fragmentos florestais da região.
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2. IDENTIFICAÇÃO DO RESPONSÁVEL TÉCNICO PELA


ELABORAÇÃO:
Nome Completo: NATÁLIA VIAN SOLDI

CPF nº 032.066.030-30 Nº Registro Profissional CRBio nº 142022/03-P

Profissão Bióloga ART de projeto e execução nº 11139320

End.: Rua/Av: Rua Eduardo Zambiasi N°: s/nº

CEP: 95955-000 Município: Coqueiro


Bairro: Centro
Baixo /RS

Telefone: (51) 99396-1262 Fax: Telefone Celular:

E-mail: [email protected]

Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) nº: 2025/06695, válida até maio de 2029.

3. IDENTIFICAÇÃO DO RESPONSÁVEL PELO IMÓVEL:

Nome: André Luiz Pinheiro


CPF: 684.361.900-25
Localização: Picada Casagrande , s/nº, Interior, Bairro Zona Rural
Município: Fontoura Xavier/RS

4. INTRODUÇÃO:

O Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) é uma ferramenta essencial de


gestão ambiental, prevista na legislação brasileira, que visa restabelecer as funções ecológicas
das áreas afetadas por ações antrópicas. A sua elaboração está diretamente relacionada à
promoção da sustentabilidade ambiental e à reparação dos danos causados ao meio ambiente.
O Bioma Mata Atlântica, caracterizado por sua alta biodiversidade e endemismo, é
reconhecido como um dos mais ameaçados do planeta. Na região de Fontoura Xavier/RS, esse
bioma se manifesta por formações florestais secundárias em processo de regeneração,
prestando importantes serviços ecossistêmicos, como a proteção dos recursos hídricos e a
regulação climática.
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A recuperação da área degradada representa não apenas o cumprimento de uma


obrigação legal, mas uma oportunidade de reverter passivos ambientais, promover a
reconexão de fragmentos florestais e contribuir com metas de conservação regionais e
nacionais.
André Luiz Pinheiro é proprietário rural, atuante em atividades agropecuárias
tradicionais na localidade de Picada Casagrande. A área em questão apresenta histórico de uso
consolidado e, até a identificação das infrações, não havia registros de intervenção dolosa ou
reincidência ambiental.
Durante os levantamentos iniciais, constatou-se que a área era ocupada com
pastagem em processo de regeneração natural, sem presença de nascentes ou corpos hídricos
diretos. Não houve comercialização de produtos florestais extraídos da vegetação, sendo o uso
voltado à atividade de subsistência e manejo do solo.

5. DADOS DAS INFRAÇÕES:

As infrações ambientais constatadas na propriedade de André Luiz Pinheiro referem-


se à supressão de vegetação nativa sem a devida autorização dos órgãos ambientais
competentes, caracterizando infração à legislação vigente de proteção à vegetação nativa,
especialmente no âmbito da Lei nº 12.651/2012 (Código Florestal).
A irregularidade foi identificada a partir de ocorrência policial ambiental, o qual, por
meio de diligência técnica, confirmou a existência de intervenção não autorizada em área de
vegetação nativa, resultando na lavratura de Auto De Constatação:
Auto de constatação de ocorrência policial ambiental nº 717/3ºBABM-
CARAZINHO/ 2025, com base nas coordenadas geográficas Lat. 28°57'46.60"S Long.
52°20'4.95"O.
Na área objeto do presente laudo, foi constatada a realização de corte seletivo de
vegetação nativa, caracterizado pela supressão de exemplares isolados com o uso restrito de
maquinário leve, sem a aplicação de correntões ou outras técnicas agressivas de
desmatamento.
O procedimento teve como objetivo a limpeza da área para fins agropecuários,
preservando indivíduos arbóreos dispersos e fragmentos de regeneração natural em pontos
distintos da propriedade. A intervenção resultou em uma supressão parcial e controlada, não
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configurando desmatamento em larga escala.


De acordo com informações obtidas, a supressão da vegetação ocorreu anteriormente
à aquisição da propriedade pelo atual proprietário, Sr. André Luiz Pinheiro. Evidências in
loco indicam que a ação foi realizada por antigos ocupantes ou proprietários da área,
utilizando maquinário leve para a execução do corte seletivo.

Figura 03: Imagem de Satélite Área de Intervenção Ambiental na Propriedade de André


Luiz Pinheiro.

Não houve a derrubada completa da cobertura vegetal original, e os impactos


constatados não comprometeram de forma irreversível a função ecológica da área. O distúrbio
afetou principalmente o sub-bosque e o estrato herbáceo-arbustivo, sendo observadas
condições ambientais favoráveis à regeneração natural assistida.

6. CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DO PROJETO:

Fontoura Xavier é um município situado no estado do Rio Grande do Sul, com


uma área territorial de aproximadamente 583,47 km² e uma população estimada em
10.836 habitantes, conforme dados do IBGE de 2017. Localizado a 28º58'58" de
latitude sul e 52º20'45" de longitude oeste, o município encontra-se a uma altitude
média de 773 metros, o que contribui para seu clima e características ambientais
específicas. A região é predominantemente coberta pela Mata Atlântica, um bioma rico
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em biodiversidade e essencial para a preservação ambiental local.


No âmbito socioeconômico, Fontoura Xavier apresenta um Índice de
Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,66, indicando desafios e
oportunidades para o crescimento e melhoria da qualidade de vida de seus habitantes.
Para enfrentar essas questões, o município conta com uma Política Municipal de
Saneamento Básico e um Plano Municipal de Saneamento Básico, que orientam as
ações para a gestão eficiente dos recursos hídricos, coleta e tratamento de resíduos, além
da promoção da saúde pública e preservação ambiental.
Essas iniciativas refletem o compromisso de Fontoura Xavier com o
desenvolvimento sustentável, buscando equilibrar o progresso econômico com a
conservação do seu rico patrimônio natural e o bem-estar da comunidade.
O clima do município é do tipo subtropical úmido, com chuvas bem
distribuídas ao longo do ano e temperatura média anual em torno de 18°C, favorecendo
tanto a produção agrícola quanto o desenvolvimento da vegetação nativa em áreas de
regeneração.

Figura 04: Mapa com localização do município de Fontoura Xavier /RS.


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7. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL E NORMATIVA:

Este PRAD encontra respaldo nas seguintes legislações: Lei Federal 12.651/2012 – Código
Florestal Brasileiro Lei Federal 11.428/2006 – Lei da Mata Atlântica

Decreto Federal 6.514/2008 – Infrações e sanções ambientais


Instrução Normativa SEMA/RS nº 01/2018 – Reposição Florestal Obrigatória Portaria SEMA
nº 96/2023 – Obriga apresentação de PRAD
Lei Federal 6.938/1981 – Política Nacional do Meio Ambiente
A legislação prevê a reparação como medida prioritária, e a conversão da multa em serviços
de recuperação ambiental é reconhecida como alternativa válida e eficaz à sanção pecuniária.

8. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA ÁREA DEGRADADA CONTENDO DOIS


PONTOS DISTINTOS:

A área degradada está inserida em zona de transição ecológica do Bioma Mata


Atlântica, conforme delimitado por georreferenciamento e confirmado por inspeção em
campo e análise de imagem de satélite (Google Earth – 27/07/2025). A vegetação local
caracteriza-se como secundária, em estágio de regeneração natural, com predomínio de
espécies pioneiras e presença dispersa de indivíduos arbóreos remanescentes, além de sub-
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bosque em desenvolvimento inicial.


A supressão da vegetação nativa ocorreu em dois núcleos distintos dentro dos limites
da propriedade, conforme evidenciado no levantamento georreferenciado e ilustrado na
imagem de satélite anexa. Estes núcleos abrangem uma área total aproximada de 6,29
hectares, onde foram identificados 43 exemplares arbóreos cortados, distribuídos de forma
fragmentada, demonstrando uma intervenção seletiva e direcionada à limpeza da área para uso
agropecuário.
O padrão da supressão vegetal, caracterizado pela remoção seletiva de exemplares
isolados com o uso de maquinário leve, indica um manejo não agressivo, preservando boa
parte da estrutura arbórea e os processos naturais de regeneração do ecossistema.
O solo da região apresenta textura média, com boa drenagem e fertilidade adequada
para a vocação agropecuária da área, sem sinais evidentes de erosão severa, assoreamento ou
degradação físico-química significativa. Não foram observadas nascentes ou Áreas de
Preservação Permanente (APPs) diretamente impactadas pela intervenção, o que minimiza os
riscos ambientais associados à ação.
Durante a inspeção, a fauna local demonstrou predominância de espécies adaptadas a
ambientes modificados, como pequenos mamíferos, aves e répteis de ampla distribuição,
sinalizando a possibilidade de recuperação ecológica natural da área.
Sinais iniciais de regeneração espontânea foram observados, evidenciando a
resiliência do ecossistema local. Dessa forma, recomenda-se a implementação de técnicas de
recuperação ambiental de baixa complexidade, tais como o enriquecimento com espécies
nativas, controle de espécies exóticas e a proteção da área contra impactos antrópicos
adicionais, como o pisoteio por gado.

9. OBJETIVOS DO PRAD:

O presente Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) tem como finalidade


principal a reparação dos danos ambientais decorrentes da supressão não autorizada de
vegetação nativa, bem como a recomposição da funcionalidade ecológica da área afetada. Os
objetivos específicos são:
Reverter os passivos ambientais identificados em decorrência da supressão de
vegetação nativa em área de transição do Bioma Mata Atlântica, promovendo a recuperação
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da cobertura vegetal com base em critérios ecológicos e legais;


Restaurar a cobertura florestal por meio da condução da regeneração natural assistida
e/ou plantio de espécies nativas regionais, priorizando a diversidade funcional, estrutural e
florística, com atenção especial às espécies pioneiras, secundárias e clímax, adequadas ao
estágio de regeneração observado;
Assegurar a conservação e melhoria das propriedades físicas, químicas e biológicas
do solo, promovendo práticas de manejo sustentável que minimizem o risco de erosão,
compactação, lixiviação de nutrientes e degradação da estrutura do solo;
Preservar os recursos hídricos, mesmo na ausência de APPs diretamente impactadas,
garantindo a proteção das áreas de recarga, infiltração e drenagem natural, como forma
preventiva e integrada à paisagem rural;
Reestabelecer a conectividade ecológica da paisagem, favorecendo o fluxo gênico e
o trânsito da fauna silvestre entre fragmentos de vegetação nativa remanescente e áreas de
regeneração, contribuindo para o equilíbrio ecológico e a manutenção da biodiversidade local;
Cumprir integralmente a legislação ambiental vigente, especialmente no que se refere
à reparação do dano ambiental, compensações obrigatórias e às diretrizes estabelecidas pelo
órgão ambiental competente e pelo Ministério Público;
Promover a estabilidade ecológica e a resiliência da área recuperada, garantindo sua
sustentabilidade em longo prazo e a integração com o uso agropecuário planejado da
propriedade;
Fomentar a educação ambiental no contexto da propriedade rural, valorizando o
compromisso com as boas práticas de uso e conservação do solo, da vegetação e dos recursos
naturais, estabelecendo o local como referência de responsabilidade socioambiental;
Estabelecer indicadores técnicos e prazos de monitoramento, visando à avaliação
periódica da eficácia das ações de recuperação e possibilitando ajustes nas estratégias
adotadas, conforme necessário.

10. CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES:

Este projeto tem como objetivo atender às exigências estabelecidas no Auto de


Constatação de Ocorrência Policial Ambiental nº 717/3ºBABM-Carazinho/2025, que
investiga infrações ambientais relacionadas à supressão irregular de vegetação nativa do
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Bioma Mata Atlântica.


O responsável pela infração foi identificado como Sr. André Luiz Pinheiro, CPF nº
684.361.900-25, proprietário de imóvel situado na Picada Casagrande, interior do município
de Fontoura Xavier, RS.
As infrações constatadas configuram a destruição de vegetação de especial
preservação, conforme previsto nos artigos 50 e 51 do Decreto Federal nº 6.514/2008, na Lei
Municipal nº 915/2005 e na Lei Federal nº 12.651/2012. Ressalta-se que as multas
administrativas referentes ao caso já foram devidamente pagas.
Diante da gravidade da infração e da obrigação legal de reparo ambiental, este
projeto técnico propõe a execução de medidas efetivas para a recuperação da área degradada,
por meio da elaboração e implementação de um Plano de Recuperação de Área Degradada
(PRAD), em conformidade com a Portaria SEMA nº 96, de 24 de outubro de 2023.
A região de Fontoura Xavier está inserida no Bioma Mata Atlântica, conforme
definido pela Lei Federal nº 11.428/2006, apresentando formações florestais predominantes
do tipo Estacional Decidual e Ombrófila Mista. A vegetação local possui elevada
biodiversidade, abrigando diversas espécies nativas de relevante valor ambiental.
Considerando as diretrizes legais e técnicas aplicáveis, o presente projeto visa não
apenas a compensação dos danos ambientais causados, mas também a restauração dos
serviços ecossistêmicos e da integridade da paisagem natural, promovendo a sustentabilidade
ambiental e garantindo o cumprimento da legislação vigente..

10.1. Origem da degradação:

A área objeto do presente estudo sofreu intervenção caracterizada pela supressão de vegetação
nativa, composta por exemplares arbóreos espaçados, em estágio médio e/ou avançado de
regeneração, não configurando um fragmento florestal contínuo, mas distribuídos de forma
esparsa e intercalados em pontos uniformes da propriedade. Essa intervenção ocorreu sem a
devida autorização do órgão ambiental competente, o que configura infração ambiental
conforme previsto na Lei Federal nº 12.651/2012 (Código Florestal) e no Decreto Federal nº
6.514/2008, independentemente da intenção do responsável, uma vez que a legislação exige
licença prévia para qualquer supressão de vegetação nativa, seja para uso alternativo do solo
ou manejo produtivo.
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Ainda que a ação tenha sido realizada de forma não intencional, sem dolo ou má-fé por parte
do proprietário, resta configurada infração administrativa e ambiental, em razão do
descumprimento das normas vigentes e da inexistência de autorização ambiental formalmente
expedida pelo órgão competente. Ressalte-se que grande parte dos danos ambientais ocorridos
em propriedades rurais resulta do desconhecimento, por parte dos responsáveis, das
implicações legais e ecológicas decorrentes de tais práticas. Em especial, produtores rurais em
regiões interioranas nem sempre dispõem de assistência técnica especializada ou acesso
facilitado às informações sobre regularização ambiental e manejo sustentável, o que contribui
para a ocorrência de infrações involuntárias.

No caso em questão, a propriedade rural encontra-se sob a titularidade do Sr. André Luiz
Pinheiro, o qual não reside na área e delega a gestão cotidiana das atividades a caseiros e
colaboradores contratados. O distanciamento físico e informacional do proprietário em
relação às rotinas operacionais da área colaborou para a realização, ainda que inadvertida, de
práticas não conformes à legislação, culminando na supressão de vegetação nativa e no corte
seletivo irregular de 43 exemplares de Araucaria angustifolia (pinheiro-brasileiro), espécie
nativa ameaçada de extinção, conforme listagem oficial do IBAMA e da Portaria MMA nº
443/2014, o que agrava a relevância ambiental da ocorrência.

Atualmente, a área afetada encontra-se integralmente ocupada por atividade agrícola, sem
sinais de regeneração natural em andamento, apresentando comprometimento na estrutura e
funcionalidade ecológica, o que pode gerar efeitos negativos sobre a biodiversidade local,
perda de serviços ecossistêmicos e alteração do equilíbrio hidrológico e edáfico.

Diante desse cenário, e considerando o caráter de responsabilidade objetiva previsto na


legislação ambiental brasileira (art. 14, §1º da Lei Federal nº 6.938/1981 – Política Nacional
do Meio Ambiente), impõe-se a adoção de medidas imediatas para mitigar os danos causados
e restaurar as condições ambientais originais.

A elaboração de um Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD) torna-se, portanto,


plenamente justificada e imprescindível, visando:
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Cumprir as exigências legais previstas no Código Florestal e demais normativas estaduais e


federais;

Promover a recomposição da vegetação nativa com espécies características do bioma local,


respeitando a sucessão ecológica e priorizando a reintrodução de Araucaria angustifolia e
demais espécies de ocorrência natural;

Restabelecer os processos ecológicos essenciais, como a proteção do solo, regulação hídrica,


ciclagem de nutrientes e habitat para a fauna;

Evitar novas autuações e sanções administrativas, regularizando a situação da propriedade;

Contribuir para a manutenção dos serviços ecossistêmicos e valorização ambiental da área,


inclusive gerando benefícios socioeconômicos indiretos pela recuperação da cobertura
vegetal.

O PRAD contemplará diagnóstico detalhado da área, definição de metodologias de


restauração (plantio de espécies nativas, condução da regeneração natural, isolamento e
manejo), cronograma de execução e monitoramento ambiental, assegurando a eficácia das
ações e a recomposição gradual do equilíbrio ecológico, em conformidade com as melhores
práticas de restauração ecológica.

Assim, considerando o exposto, a implementação do PRAD não se trata apenas de obrigação


legal, mas de uma medida necessária e estratégica para a reparação ambiental e regularização
da propriedade, evitando passivos futuros e promovendo a conservação da biodiversidade
regional.
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Figura 05: Vista parcial da área rural em estudo, evidenciando a formação florestal com
predominância de espécies arbóreas nativas de porte médio a alto.
A imagem apresenta trecho de floresta com dossel parcialmente aberto, permitindo a
entrada de luz solar direta, característica de áreas em estágio médio de regeneração natural.
Observa-se, no plano inferior, caminho ou clareira com solo exposto e presença de
cascalho e sedimentos, possivelmente resultante de atividade antrópica recente (tráfego de
veículos ou abertura de acesso). A vegetação lateral é composta por espécies nativas típicas de
Floresta Ombrófila Mista, com presença de indivíduos espaçados e sub-bosque pouco
denso, sugerindo intervenção prévia e possível supressão seletiva de árvores. Não há
sinais evidentes de regeneração natural significativa no setor impactado, reforçando a
necessidade de medidas de recuperação ambiental.

10.2. Local do plantio:

A área destinada ao plantio para fins de compensação ambiental encontra-se dentro dos
limites da matrícula nº 54.915, com área total de 16,2092 hectares, registrada em nome do
Sr. André Luiz Pinheiro. O plantio será realizado em ponto próximo ao setor onde ocorreu
a intervenção irregular, garantindo a recomposição no próprio imóvel e contribuindo para a
restauração das funções ecológicas locais.

O espaço selecionado para a compensação está localizado em área adjacente a fragmentos


florestais remanescentes, favorecendo a conectividade ecológica e a integração com a
vegetação nativa existente. O terreno apresenta relevo ondulado, solo com boa drenagem
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natural e cobertura vegetal esparsa, condições adequadas para a implantação de espécies


arbóreas nativas e desenvolvimento de processo de regeneração.

A área destinada ao plantio está delimitada pelas seguintes coordenadas geográficas:

Ponto 1: 28°44'56.54"S / 52°10'41.13"O – área total de 1,95 hectares.

OBS: PODERIAS COLOCAR UMA IMAGEM AQUI, COM A DELIMITAÇÃO


DA AREA DE PLANTIO.

Essa localização foi definida de forma a garantir proximidade com o local degradado,
respeitando a integridade do imóvel e otimizando o sucesso do processo de restauração, além
de facilitar o manejo e monitoramento das mudas a serem implantadas.

11. METODOLOGIA DE RECUPERAÇÃO:


A recuperação ambiental será realizada por meio do plantio de espécies nativas da região, provenientes de
viveiro devidamente licenciado, com o objetivo de recompor a vegetação característica do Bioma Mata
Atlântica, em sua tipologia de Floresta Ombrófila Mista, respeitando a composição florística e as condições
ecológicas locais.

O plantio ocorrerá dentro dos limites da mesma matrícula onde foi identificado o impacto ambiental
(Matrícula nº 54.915, área total de 16,2092 hectares), pertencente ao Sr. André Luiz Pinheiro , garantindo
que a recomposição ocorra in loco, atendendo ao princípio da restauração no próprio local afetado, previsto no
Código Florestal (Lei Federal nº 12.651/2012) e nas diretrizes de restauração ecológica estabelecidas pela
Resolução CONAMA nº 429/2011.

Considerando os 43 exemplares de Araucaria angustifolia (pinheiro-brasileiro) suprimidos de forma


irregular, será realizada a compensação ambiental mediante o plantio de 15 mudas para cada exemplar
suprimido, totalizando 645 mudas nativas a serem implantadas. Essa relação busca não apenas compensar o
passivo ambiental, mas ampliar a cobertura vegetal e contribuir para o restabelecimento da biodiversidade
e dos serviços ecossistêmicos da área.

O plantio será distribuído em área total de 1,95 hectares, localizada em ponto próximo ao setor degradado, de
forma a favorecer a conectividade ecológica com os fragmentos florestais existentes e garantir melhores
condições para o sucesso da restauração.
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12. QUANTITATIVO DE MUDAS

Área total a ser recomposta: 1,95 hectares (ha) = 19.500 m²

Espaçamento adotado entre mudas: 2,0 metros x 3,0 metros = 6 m² por muda

Densidade de plantio (teórica): 10.000 m² ÷ 6 m²/muda = 1.667 mudas por hectare

Densidade de plantio (ajustada): 331 mudas por hectare, considerando a proporção


de 15 mudas para cada um dos 43 exemplares de Araucaria angustifolia
suprimidos, resultando em 645 mudas no total e atendendo às exigências de
compensação determinadas para o caso.

Distribuição das mudas: as 645 mudas serão implantadas de forma a favorecer a


heterogeneidade da vegetação, a formação de núcleos de biodiversidade e a
conectividade com fragmentos florestais próximos, garantindo maior taxa de
sobrevivência e favorecendo o restabelecimento dos processos ecológicos.

Resumo do Plantio:

Área de plantio: 1,95 hectares

Espaçamento entre mudas: 2,0 x 3,0 metros

Total de mudas necessárias: 645 mudas

Proporção aplicada: 15 mudas para cada exemplar arbóreo suprimido (43


indivíduos)

Objetivo principal: compensação ambiental e recomposição da vegetação nativa no


Bioma Mata Atlântica, em área diretamente relacionada ao local impactado.
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12.1. Especificações das Mudas

As mudas a serem utilizadas no plantio deverão atender aos critérios técnicos mínimos abaixo
descritos, de forma a garantir o sucesso da recomposição florestal e a adequada adaptação ao
campo, assegurando o cumprimento das exigências legais e ambientais:

Altura mínima:

Cada muda deverá apresentar altura mínima de 40 cm, medida do colo até o ápice, garantindo
porte adequado e maior resistência às condições de campo (ventos, insolação e competição
com gramíneas).

Sistema radicular:

O sistema radicular deverá estar bem formado e distribuído, sem enovelamentos ou


deformações, permitindo rápida absorção de nutrientes, estabilidade e fixação ao solo.

As mudas devem ser cultivadas em recipientes adequados (tubetes ou sacos), com substrato
balanceado e enriquecido, evitando compactação excessiva.

Condições fitossanitárias:

Todas as mudas deverão estar isentas de pragas, doenças, fungos e danos mecânicos (quebras,
queimaduras ou ressecamento de folhas), apresentando aspecto vigoroso e coloração
adequada.

Somente serão aceitas mudas com certificação de origem ou nota fiscal de viveiro licenciado,
garantindo conformidade legal e qualidade genética.

Diversidade de espécies:

O lote de mudas deverá contemplar espécies nativas regionais diversificadas, representando


diferentes grupos sucessionais (pioneiras, secundárias e clímax), visando restaurar a estrutura
e a funcionalidade do ecossistema, com destaque para espécies de importância ecológica e
ameaçadas, como a Araucaria angustifolia (pinheiro-brasileiro).
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Condições de transporte e plantio:

As mudas deverão ser transportadas em condições que evitem danos físicos e estresse hídrico,
sendo mantidas à sombra e devidamente irrigadas até o momento do plantio.

O plantio deverá ser realizado preferencialmente no início do período chuvoso, para otimizar
a taxa de sobrevivência.

12.2. Taxa de Sobrevivência


Será exigida uma taxa mínima de sobrevivência de 80% ao final do segundo ano
após o plantio, conforme parâmetros técnicos usualmente adotados para projetos de
recomposição florestal.
O monitoramento periódico deverá ser conduzido por responsável técnico habilitado,
com o objetivo de avaliar a evolução do plantio, identificar falhas e promover a reposição das
mudas mortas ou em condições inadequadas, garantindo a manutenção da densidade inicial
planejada.
Essa exigência visa assegurar a efetividade do processo de restauração ecológica e o
cumprimento das metas de cobertura vegetal estabelecidas no projeto.

12.3. Composição Florística da Reposição


A composição florística proposta foi definida com base em critérios ecológicos,
sucessionais e adaptativos, visando à maximização da resiliência ecológica da área em
recomposição.
Foram selecionadas espécies nativas regionais pertencentes a diferentes grupos
sucessionais (pioneiras, secundárias iniciais e tardias), de forma a favorecer a dinâmica
natural da vegetação e garantir a estruturação progressiva do ecossistema.
Além disso, priorizou-se a diversidade funcional, incluindo espécies com diferentes
formas de dispersão, exigências nutricionais e estratégias ecológicas, contribuindo para o
equilíbrio dos processos ecológicos, o sombreamento adequado, a ciclagem de nutrientes e o
restabelecimento de hábitats para a fauna silvestre local.
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12.4. Composição Florística da Reposição


A composição florística proposta foi definida com base em critérios ecológicos,
sucessionais e adaptativos, visando à maximização da resiliência ecológica da área em
recomposição.
Foram selecionadas espécies nativas regionais pertencentes a diferentes grupos
sucessionais (pioneiras, secundárias iniciais e tardias), de forma a favorecer a dinâmica
natural da vegetação e garantir a estruturação progressiva do ecossistema.
Além disso, priorizou-se a diversidade funcional, incluindo espécies com diferentes
formas de dispersão, exigências nutricionais e estratégias ecológicas, contribuindo para o
equilíbrio dos processos ecológicos, o sombreamento adequado, a ciclagem de nutrientes e o
restabelecimento de hábitats para a fauna silvestre local.
Essa abordagem promove maior estabilidade ecológica a longo prazo e aumenta a
capacidade de autossustentação da vegetação recomposta.

12.4.1 Espécies Nativas Selecionadas


A tabela abaixo apresenta as espécies nativas selecionadas para a recomposição
florestal, considerando critérios ecológicos, regionais e funcionais. A escolha contempla
espécies de ampla ocorrência na região Sul do Brasil, especialmente no bioma Mata Atlântica,

distribuídas entre os diferentes grupos sucessionais, com destaque para aquelas que oferecem
atrativos alimentares à fauna silvestre, como frutos, néctar e abrigos.

Espécie Botânica Nome Grupo Função Ecológica


Popular Sucessional
Cedrela fissilis Cedro Secundária inicial Espécie emergente, madeira
nobre, abrigo e sombreamento
Cupania vernalis Camboatá Secundária inicial Frutífera, atrativa para aves
Schinus Aroeira- Pioneira Frutos muito apreciados por
terebinthifolius vermelha aves e mamíferos
Eugenia uniflora Pitanga Pioneira Alta atratividade para avifauna
Myrsine Capororoca Secundária inicial Frutos consumidos por aves,
umbellata resistente a sombreamento
Inga marginata Ingá-feijão Pioneira Fixadora de nitrogênio, frutos
para fauna
Psidium Araçá Pioneira Frutífera, alto valor alimentar
cattleianum para a fauna
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Plinia cauliflora Jabuticaba Secundária tardia Frutífera perene, importante


para alimentação da fauna
Ocotea puberula Canela Secundária inicial Atrativa para fauna, importante
em sucessão natural
Allophylus edulis Chal-chal Pioneira Pequenos frutos muito
procurados por aves

Justificativa Técnica da Seleção Florística


A seleção das espécies foi orientada pela composição florística natural das formações
florestais da Mata Atlântica do Sul do Brasil, com foco na restauração funcional e ecológica
da paisagem.
Foram priorizadas:
- Espécies pioneiras de rápido crescimento e rusticidade, fundamentais na cobertura inicial
do solo, proteção contra erosão e melhoria microclimática da área;
- Espécies secundárias, que contribuem para o adensamento da vegetação e
transição sucessionais;
- Espécies frutíferas, que desempenham papel crucial na atração e manutenção da fauna
nativa, promovendo interações ecológicas essenciais (dispersão zoocórica);
- Espécies adaptadas edafoclimaticamente à região, com comprovada performance
em projetos anteriores de recomposição na região Sul.
A diversidade funcional e sucessional foi estrategicamente distribuída para garantir
resiliência ecológica, cobertura vegetal permanente e integração com os remanescentes

florestais adjacentes, contribuindo efetivamente para o equilíbrio ecológico e o sucesso do


processo de restauração.

13. TÉCNICAS A SEREM ADOTADAS PARA CONSERVAÇÃO DO SOLO,


FLORA E FAUNA:

Considerando as características da propriedade e o uso misto do solo (plantio,


pastagem e áreas destinadas à recomposição ambiental), foram definidas estratégias práticas e
viáveis para conservar os recursos naturais, compatibilizando a produção com a preservação
ambiental.
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Conservação do Solo
O manejo do solo será realizado com foco na redução da erosão, no equilíbrio da
fertilidade e no aproveitamento sustentável das áreas cultiváveis. Serão utilizadas as seguintes
técnicas:
Plantio direto nas áreas de cultura anual, reduzindo o revolvimento do solo e
mantendo cobertura vegetal com palha das safras anteriores, especialmente em lavouras de
milho e feijão;
Rotação de culturas, alternando espécies como milho, feijão e aveia preta,
promovendo a saúde do solo e reduzindo o uso de defensivos;
Cobertura vegetal permanente, com uso de adubos verdes nas entressafras, ajudando
na fixação de nitrogênio e na estruturação do solo;
Curvas de nível e terraceamento em áreas com maior declividade, usando práticas
simples, como cordões de vegetação e canaletas de infiltração;
Atenção especial a pontos críticos de enxurrada, com contenções naturais (troncos,
pedras, capim-vetiver) e revegetação com espécies resistentes;
Revegetação das áreas de entorno dos cursos d’água e nascentes, utilizando espécies
nativas e adaptadas à umidade;
Uso de matéria orgânica local, como esterco de curral curtido, compostagem de
restos de culturas e resíduos vegetais da propriedade, como forma de enriquecer o solo;
Melhoria das pastagens, com manejo rotacionado e, onde possível, introdução de
gramíneas e leguminosas adaptadas;

Aproveitamento de resíduos orgânicos da cozinha e do galpão de criação para


produção de composto natural, a ser utilizado nas áreas de horta e nas covas de plantio das
mudas nativas.
Conservação da Flora e da Fauna
A propriedade mantém fragmentos de vegetação nativa e está inserida em contexto
de paisagem rural com potencial para favorecer o deslocamento da fauna e a regeneração da
flora. Serão adotadas medidas práticas que valorizam a biodiversidade local:
Prioridade ao plantio de espécies nativas da região sul, com potencial alimentar para
a fauna, como araçá, pitanga, guabiroba, canela, jabuticaba e ingá;
Manutenção de exemplares adultos de árvores nativas, utilizados como matrizes para
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coleta de sementes e sombreamento natural das áreas restauradas;


Plantio diversificado, com combinação de espécies pioneiras e secundárias,
simulando a sucessão ecológica natural e favorecendo a estabilidade do sistema;
Monitoramento das áreas plantadas, com reposição de mudas perdidas e
acompanhamento da regeneração natural;
Não utilização de fogo na limpeza de áreas, adotando o roço manual e a cobertura
com vegetação como alternativa;
Instalação de placas simples, com materiais reciclados, para identificação das áreas
em recuperação e reforço da consciência ambiental local;
Proibição da caça e incentivo à presença da fauna, com preservação de árvores
frutíferas e floríferas que alimentam aves e pequenos mamíferos;
Captação e reaproveitamento de água da chuva em áreas de viveiro e irrigação de
mudas, promovendo o uso consciente da água.
Essas práticas refletem a realidade da propriedade e foram pensadas para se integrar
ao cotidiano da família rural, respeitando a vocação da terra e os ciclos naturais, ao mesmo
tempo em que garantem a eficácia da recomposição florestal e o cumprimento das exigências
legais.

13.1 Dados da Implantação do projeto


A implantação do projeto de recomposição florestal nesta propriedade foi planejada
com base nas características ecológicas do bioma Mata Atlântica, nas condições do solo e
clima local e no uso atual da terra. A recomposição visa tanto a recuperação ecológica das

áreas degradadas quanto a proteção das funções ambientais essenciais, como conservação do
solo, da biodiversidade e dos recursos hídricos.
As técnicas adotadas priorizam práticas consolidadas e adequadas à realidade de
pequenas propriedades rurais do Rio Grande do Sul, visando maximizar a taxa de
sobrevivência das espécies e o estabelecimento de uma vegetação estável, funcional e
compatível com os ecossistemas locais. O processo será conduzido conforme diretrizes
técnicas e legais aplicáveis à região.
A legislação federal brasileira, por meio do Decreto nº 97.632/1989, estabelece que a
recuperação ambiental deve ter como objetivo o retorno do sítio degradado a uma forma de
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uso que permita a estabilidade do meio ambiente, com base em plano preestabelecido. Além
disso, no contexto do bioma Mata Atlântica, devem ser observadas as exigências da Lei da
Mata Atlântica (Lei nº 11.428/2006) e do Código Florestal (Lei nº 12.651/2012), com especial
atenção à Resolução CONAMA nº 429/2011, que trata da recuperação de Áreas de
Preservação Permanente (APPs).
A implantação das mudas seguirá as técnicas que oferecem maior taxa de sucesso na
adaptação e desenvolvimento das espécies nativas, como:
Plantio manual em covas, com espaçamento adequado (conforme plano técnico),
aplicação de composto orgânico e proteção da muda;
Escolha da época adequada de plantio, preferencialmente no início do período
chuvoso (outubro a dezembro), para garantir umidade suficiente no solo durante o
enraizamento;
Uso de espécies nativas da região, considerando a sucessão ecológica (pioneiras,
secundárias iniciais e tardias), a diversidade funcional e o potencial de suporte à fauna
silvestre;
Manutenção e monitoramento contínuo após o plantio, com controle de formigas
cortadeiras, roçadas periódicas e substituição de mudas perdidas;
Registro fotográfico e acompanhamento técnico, permitindo a avaliação do progresso
e eventuais ajustes no manejo.
É fundamental que o executor do plantio esteja ciente de todas as etapas do processo
e, em caso de dúvidas ou dificuldades, recorra ao apoio de assistência técnica especializada. A
comunicação prévia sobre a época e o cronograma do plantio é essencial para que o
acompanhamento técnico possa ocorrer de forma eficaz.

A restauração ecológica, além de atender às obrigações legais, representa um


compromisso com a sustentabilidade e com a qualidade ambiental da propriedade e do
entorno. Promover a recuperação dessas áreas é também garantir o futuro dos serviços
ecossistêmicos, como a regulação climática, a proteção da água e o abrigo da biodiversidade,
essenciais à vida no meio rural.

13.2 Manual técnico de Plantio Espécies a Serem Empregadas


As espécies nativas selecionadas para a recomposição florestal foram definidas com
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base em critérios ecológicos, sucessionais e adaptativos, respeitando a vegetação


característica do bioma Mata Atlântica no sul do Brasil. A escolha contempla diferentes
grupos sucessionais (pioneiras, secundárias iniciais e tardias), variados portes e funções
ecológicas, com o objetivo de estabelecer uma vegetação estável, funcional e atrativa para a
fauna silvestre local.
O plantio será realizado com uma composição florística diversificada, o que favorece
a resiliência ecológica da área, aumenta a taxa de sobrevivência das mudas e acelera os
processos de regeneração natural. Essa diversidade também contribui para o restabelecimento
das interações ecológicas, como polinização e dispersão de sementes, essenciais à sucessão
florestal.
A substituição ou ajuste nas quantidades de mudas de cada espécie poderá ocorrer
conforme a disponibilidade no mercado local de viveiros e fornecedores, desde que as
espécies sejam nativas, adaptadas ao bioma e preferencialmente endêmicas da região sul.
Alterações devem manter o equilíbrio entre os grupos sucessionais e garantir a diversidade
funcional mínima prevista neste projeto.
Além dos aspectos florísticos, a seleção também considera a oferta de recursos
tróficos à fauna (frutos, flores, sementes e néctar), visando favorecer o retorno gradual de
espécies silvestres e o aumento da conectividade ecológica no entorno da área de intervenção.
As espécies foram classificadas segundo os seguintes parâmetros:
P – Pioneira: espécies de rápido crescimento, adaptadas a ambientes abertos, fundamentais
para os estágios iniciais da regeneração.
S.I. – Secundária Inicial: espécies que sucedem as pioneiras, desenvolvendo-se sob condições
de meia-sombra.

S.T. – Secundária Tardia: espécies que demandam maior sombreamento, típicas de estágios
mais avançados da sucessão.
F – Frutífera: espécies que produzem frutos atrativos à fauna e ao homem.
N – Nectarífera: espécies que fornecem néctar, importantes para polinizadores. PP/MP/GP –
Porte Pequeno, Médio ou Grande.

13.3 Metodologia adotada


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A metodologia adotada para a análise dos locais destinados à reposição florestal e


suas imediações consistiu em um levantamento detalhado da cobertura vegetal. Para a
execução deste levantamento, foram realizadas visitas de campo, nas quais, por meio do
método de caminhamento, foi possível caracterizar rapidamente os tipos vegetacionais
presentes, identificar as espécies vegetais existentes e determinar os estágios sucessionais da
vegetação. Essa abordagem permitiu a elaboração de uma lista abrangente das espécies que
compõem a flora local.
No local do dano, não foram encontrados indícios suficientes para quantificar e
caracterizar a vegetação que havia sido suprimida, uma vez que houve a utilização de fogo, o
que dificultou a análise direta da vegetação remanescente. A identificação das espécies do
entorno foi realizada visualmente, com o apoio do conhecimento técnico do profissional
responsável e com a consulta a bibliografia especializada.
Adicionalmente, a utilização de um aparelho GPS de navegação permitiu a
determinação precisa das coordenadas geográficas no início dos trabalhos, garantindo maior
precisão no mapeamento e nas atividades subsequentes.
A seleção das espécies para a reposição florestal foi fundamentada na composição
florística da região, levando em consideração a comunidade vegetal predominante no entorno
do local de intervenção. Foram priorizadas espécies nativas e adaptadas ao bioma, a fim de
assegurar a recuperação ecológica e a compatibilidade com a vegetação regional.

14. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO TÉCNICA:

O monitoramento da reposição florestal será realizado por meio de inspeções


trimestrais, as quais serão documentadas em relatórios técnicos detalhados, georreferenciados,

assegurando a rastreabilidade e precisão das informações coletadas. Durante as inspeções,


serão avaliados os seguintes indicadores de desempenho:
Cobertura do solo: Verificação da taxa de cobertura vegetacional estabelecida e
comparação com os parâmetros estabelecidos no plano de recuperação;
Crescimento: Acompanhamento do desenvolvimento das espécies implantadas, com
ênfase no incremento de altura e diâmetro das árvores, como indicadores de sucesso da
regeneração;
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Mortalidade: Monitoramento da taxa de mortalidade das plantas, com a identificação


das possíveis causas de falhas na implantação e crescimento;
Diversidade vegetal: Avaliação da diversidade de espécies nativas presentes,
considerando a heterogeneidade da flora e a recuperação dos ecossistemas locais.
Em caso de insucesso, será implementado um plano de contingência, que incluirá
ações corretivas, como o replantio das espécies que não tenham se estabelecido
adequadamente, além de ajustes no manejo, quando necessário, para garantir a eficiência do
processo de recuperação ambiental.
Todo o processo será acompanhado e documentado por registros fotográficos, que
servirão como evidências visuais do progresso da recuperação. As fichas de campo, contendo
dados detalhados das inspeções, serão arquivadas e periodicamente enviadas ao órgão
competente, conforme exigências legais e ambientais, para garantir a transparência e o
cumprimento das normas vigentes.

15. CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO: AQUI MUDAR PARA INICIAR EM MAIO


DE 2027...

Etapa Período
Delimitação e cercamento das áreas Maio – Junho/2026
Controle de espécies exóticas Junho – Agosto/2026
Plantio de espécies nativas Setembro – Novembro/2026
Primeira manutenção Dezembro/2026
Monitoramento e segunda manutenção Março/2027
Reposição de mudas e relatório técnico Agosto/2027
Monitoramento e manutenção Dezembro/2027
Avaliação técnica anual Maio/2028
Reposição pontual e controle sanitário Outubro/2028

Avaliação final e entrega de relatório Maio/2030


Fonte: ( Acervo da Técina Responsável).
A reposição vegetal realizada nas áreas de implantação, em propriedade particular,
reflete o comprometimento do proprietário com a recuperação ambiental e demonstra uma
conscientização ecológica significativa. Este esforço não apenas evidencia a boa intenção do
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proprietário em reparar os danos ambientais causados, mas também atende às exigências


legais estabelecidas pelos órgãos competentes, visando à restauração dos processos
ecológicos e à promoção da biodiversidade local. A iniciativa contribui para a recuperação
da funcionalidade dos ecossistemas, promovendo a regeneração de áreas degradadas e
colaborando com a conservação dos recursos naturais.

16. IMPLANTAÇÃO DO PROJETO:


16.1. Aquisição de mudas
As mudas serão adquiridas pelo requerente em viveiro de sua escolha, que
comercialize mudas com boas condições sanitárias.
16.2 Metodologia de plantio
Para que a implantação da vegetação seja eficiente, não sendo necessária repetir as
atividades de cultivo e não ocorra a perca de mudas em excesso, a metodologia de plantio a
ser utilizada deverá atender as seguintes fases:
16.2.1. Preparo do solo
Compreende em abrir as covas com dimensões mínimas de 0,30 m de diâmetro por
0,40 m de profundidade, que permitam abrigar as raízes das mudas. Se possível preparar
estas covas de 2 a 3 meses antes do plantio e misturar esterco bem curtido com a terra nova,
possibilitando uma boa assimilação dos elementos fertilizantes e impedir queimaduras nas
raízes das mudas nelas implantadas. Após o preparo, as covas devem ser fechadas, evitando
que suas paredes, durante o período de exposição, se compactam e dificultam a penetração
das raízes.
16.2.2 Plantio
A época ideal de plantio é no inverno, quando a planta encontra-se em repouso
vegetativo e inicia-se o período das chuvas, com isso diminui-se a irrigação. Por esta razão,
recomendo que a implantação do projeto se inicie no inverno de 2023, tornando- se inviável
sua execução ainda este ano. É importante observar, no momento de executar esta fase, que o

colo da planta fique no mesmo nível da superfície do solo, para não causar afogamento da
mesma.
Para o plantio das espécies nativas deverá ser respeitado o espaçamento que segue, ou
de acordo com a possibilidade do local, desde que, prevaleça no mínimo, o citado
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espaçamento:

Figura 06: Esquema representativo do tutoramento e plantio das mudas.

Combate a formigas
A faixa de plantio deverá ser percorrida na sua totalidade para a destruição de
formigueiros, caso houver. Os métodos de combate, os inseticidas a serem utilizados e as
quantidades, devem ser próprios a cada tipo de formiga, previamente identificados. Podem ser
adquiridos em cooperativas ou agropecuárias. Seguir a recomendação do fabricante.
O método utilizado para o combate das formigas deve ser o químico, através da
utilização de iscas granuladas e porta-iscas. Não será realizada a aplicação em dias chuvosos,
sendo utilizadas apenas quando o formigueiro estiver em plena atividade. Nãolimpar o
formigueiro e distribuir as iscas pelos olheiros ativos. Este procedimento é realizado
manualmente.
Abertura das covas
A terra que é removida das covas deverá ser reaproveitada na mistura do substrato.
Caso no local ocorra alta pedregosidade devido o tipo de substrato existente, deverá ser
descartado quase todo e ser substituído por terra de qualidade.

Remoção de embalagens

Deve ser retirado o recipiente/embalagem do torrão antes de colocação da muda na


cova. O solo que está no entorno das raízes deve ser mantido, pois é importante fonte de
nutrientes (no geral vem adubado).
Caso a embalagem não seja removida, prejudicara totalmente o desenvolvimento
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das raízes podendo entortá-la e até perder a vitalidade da muda. Independente do recipiente,
saco plástico, lâmina de eucalipto, caixa de leite, pote plástico, este deve obrigatoriamente
ser removido.
Substrato de plantio
Deverá ser feita no reparo da cova. Após a abertura da cova, utiliza-se o solo
vegetal para preparo do substrato, do qual se mistura anterior ao plantio, metade da terra
retirada com material orgânico, ou seja, substrato com adição de composto orgânico (como
esterco de galinha e outros, bem curtido adicionado a material poroso como casca de acácia,
pinus e outros).
Preenchendo o volume retirado nas seguintes proporções:
• ½ de composto orgânico (formado com esterco bem curtido e solo rico em
matéria orgânica, misturado ainda com pedriscos, para facilitara drenagem);
• ½ da terra retirada;
• Adubação de cobertura com 25 g/cova de NPK 08.18.28 ou similar, a ser realizada
na forma de semeadura de solo, sobre a muda plantada;
• Calcário para correção de pH (quantidade variará de acordo com análise de solo a ser
realizada junto a laboratórios de universidade parceiras);
No entorno da área da cova deverá ser pulverizado calcário, a fim de corrigir o pH
do solo junto à cova.
O cuidado deve estar na mistura do composto na qual o esterco deve
obrigatoriamente bem curtido, do contrário poderá haver queima das raízes e contaminação
das águas próximas. A adubação química também deve ser utilizada em baixa quantidade a
fim de evitar lixiviação dos compostos químicos para a água. Nesta proporção ocorre rápida
absorção dos compostos pelo solo.
Plantio propriamente dito
Para efetuar a colocação da muda na cova, deverá ocorrer o alinhamento da base da
muda composta pelo torrão, e a adição de solo ao fundo da cova que proporcionará o correto
alinhamento.

Após o alinhamento, deverá ser preenchida a cova com o restante do substrato. O


colo da planta não poderá ser enterrado por solo. O solo é indicado na figura abaixo, como
também a forma de abertura de cova e a remoção da embalagem.
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Figura07: Demonstração de abertura de cova, remoção de embalagem e o plantio.

Figura 07: Demonstração de abertura de cova, remoção de embalagem e o plantio.

Tutoramento
Posterior ao plantio, as mudas deverão ser tutoradas com tutores de eucalipto e a
amarração deverá ser feita com cordão de sisal em dois pontos (no 1º e no 2º terço da muda).
O tutor deve ser cravado e fixado no chão próximo a muda. A amarração não pode
impedir o crescimento da muda.
Deverá ocorrer a amarração do formato de “8”, ou seja, dá-se uma volta com cordão
no entorno do tutor, transpassa-se as linhas e outra volta no entorno do tronco. Este tipo de nó
evita que ocorrência de estrangulamento da muda devido o crescimento do tronco.

Figura 08: Medidas de espaçamento e tutor.

Irrigação das mudas

Após plantio das mudas, estas deverão ser regadas a fim de compactar o solo bem
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como garantir o enraizamento da planta e o bom desenvolvimento desta. Ainda, recomenda-


se irrigaras mudas com frequência de preferência a cada dois dias, no período da manhã ou
final de tarde. Após o primeiro mês, regar a planta uma vez por semana.
Poda
Se necessário, deverá ser efetuada poda de formação, favorecendo o
desenvolvimento sadio das mudas e promovendo ainda a elevação do fuste na muda, até a
altura desejada. Deverá se proceder com a eliminação de galhos secos, com brocas, galhos
mal formados ou que vai dar um aspecto irregular para a planta.
Em relação a poda anual não é recomendado, sendo recomendado efetuar a poda de
condução quando os galhos que se direcionam para o lado das infra estruturas, do qual
deverão ser podados e reconduzidos para outras laterais.
Coroamento
Através do plantio de gramíneas de jardim elimina-se a competição com daninhas.
Realiza-se a limpeza da cova de plantio através do coroamento somente nos casos em que
não for efetuado o plantio das gramas.
Durante quatro anos deverá ser realizado o monitoramento das arvores plantadas, a
fim de avaliar o desenvolvimento das mudas, bem como a manutenção do plantio.
Nesse período faz-se necessário o combate de formigas, execução de capinas num
raio mínimo de 50 cm ao redor das mudas, bem como nas entrelinhas, a fim de evitar que as
mudas sejam sufocadas pelas ervas daninhas, avaliação do tutoramento e adubação de
cobertura, distribuindo-se a lanço o adubo químico (NPK) em torno da planta.

17. CONSIDERAÇÕES TÉCNICO-JURÍDICAS PARA CONTESTAÇÃO DAS


PENALIDADES:

Com base na legislação ambiental vigente e no contexto técnico detalhado


apresentado neste Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD), requer-se a
reconsideração da penalidade imposta, pleiteando a possibilidade de reversão, conversão ou
substituição da multa ambiental por ações efetivas de recuperação ambiental, conforme
previsto nas normativas legais, especialmente as que regulam a restauração ecológica e a
compensação dos danos ambientais causados.
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Nos termos do artigo 143 do Decreto Federal n.º 6.514/2008, que regulamenta a
fiscalização e a sanção de infrações ambientais, é facultado ao autuado requerer a conversão
da multa simples em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio
ambiente, desde que as ações de reparação do dano sejam efetivamente cumpridas. O decreto
estabelece, ainda, que tal conversão pode ocorrer por proposta do próprio autuado, conforme
regulamentado pela Instrução Normativa MMA n.º 2/2018, que trata dos procedimentos para
a conversão de multas ambientais em serviços ambientais específicos.
Este PRAD, que foi elaborado com rigor técnico e científico, não apenas cumpre as
exigências legais de reparação ambiental, mas também reflete o compromisso do
empreendedor André Luiz Pinheiro com a recuperação da área degradada, demonstrando boa-
fé, responsabilidade socioambiental e colaboração com o poder público. A execução
voluntária, tempestiva e tecnicamente fundamentada deste plano evidência o caráter
restaurador da ação, substituindo o efeito punitivo da multa por um mecanismo efetivo e
pragmático de compensação ambiental.
Além disso, é fundamental observar os princípios da razoabilidade,
proporcionalidade e eficiência, conforme o artigo 2º, parágrafo único, da Lei Federal n.º
9.784/1999, que estabelece as diretrizes gerais sobre o processo administrativo no âmbito da
Administração Pública. A aplicação desses princípios, especialmente quando a penalidade
imposta se refere a infrações passíveis de substituição por medidas concretas de recuperação
ambiental, deve ser considerada pelo órgão competente.
No caso específico de André Luiz Pinheiro, deve-se destacar a ausência de dolo, a
inexistência de reincidência em infrações ambientais, a não comercialização de produtos
florestais e a adoção de práticas compatíveis com a conservação da biodiversidade local.
Esses fatores indicam que a penalidade pecuniária pode ser convertida de forma justa e
eficiente por medidas concretas e tecnicamente fundamentadas de recuperação ambiental,
como a execução deste PRAD, que está plenamente alinhado com as normativas nacionais e
estaduais pertinentes.
Dessa forma, requer-se formalmente ao órgão ambiental competente que considere a
aplicação da conversão da multa administrativa em serviços ambientais, especialmente em
razão da execução integral do PRAD apresentado, em conformidade com os critérios
estabelecidos no Decreto Federal n.º 6.514/2008, no Código Florestal (Lei Federal n.º
12.651/2012) e nas demais normativas regulatórias aplicáveis.
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18. CONSIDERAÇÕES FINAIS:

O presente Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) elaborado para a área


de responsabilidade do empreendedor André Luiz Pinheiro representa um instrumento técnico
e científico crucial para a reabilitação ambiental da área afetada. Este plano foi estruturado
com base nos mais recentes preceitos do direito ambiental, em conformidade com as normas
estabelecidas pelo Código Florestal Brasileiro (Lei Federal n.º 12.651/2012), a Lei da Mata
Atlântica (Lei n.º 11.428/2006) e as regulamentações estaduais pertinentes, visando garantir a
restauração ecológica e a sustentabilidade do ecossistema local.
A metodologia adotada no PRAD segue as melhores práticas reconhecidas
mundialmente para a restauração ecológica, tanto ativa quanto assistida, com foco na
recuperação da biodiversidade nativa, na proteção do solo e na melhoria da qualidade hídrica
da área. A escolha das espécies para replantio foi feita com base em estudos de flora regional,
levando em consideração a compatibilidade ecológica e a necessidade de garantir a resiliência
do ecossistema restaurado. Além disso, o cronograma de ações e o sistema de monitoramento
contínuo, que serão implementados ao longo da execução do plano, asseguram a viabilidade
técnica e o sucesso das intervenções ao longo do tempo.
O PRAD também evidencia o comprometimento ético e ambiental de André Luiz
Pinheiro em reparar os danos causados, demonstrando não apenas responsabilidade
socioambiental, mas também alinhamento com os objetivos do desenvolvimento sustentável.
Este comprometimento vai além da obrigação legal, refletindo uma postura proativa e
colaborativa com o poder público, e gerando benefícios ambientais para a comunidade local,
que se estendem para além da área afetada.
A condução técnica deste projeto foi realizada por um profissional legalmente
habilitado, com expertise em recuperação de áreas degradadas e com amplo conhecimento nas
ferramentas e metodologias necessárias para garantir o sucesso da restauração ecológica. A
seriedade e a segurança do processo foram garantidas desde a elaboração até a execução das
ações, com a devida observância dos padrões técnicos exigidos pelas normativas ambientais
vigentes.
Assim, o PRAD não apenas cumpre sua função restauradora, mas também tem um
caráter educativo e preventivo, atuando como um modelo de regularização proativa e de
cooperação entre o setor produtivo e os órgãos públicos ambientais. Em vista disso,
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recomenda-se o acolhimento deste plano de recuperação, reconhecendo-o como um


instrumento legítimo de compensação ambiental efetiva e tecnicamente fundamentada.

19. RESPONSÁVEL TÉCNICO PELA ELABORAÇÃO DO PRAD:

Nome: Leila Cristiane Bruxel Titulação Profissional: Bióloga Registro: CRBio 63746

Endereço para correspondência: Rua Reinoldo Heineck, 777, Bairro: Centro


Município: Travesseiro/RS

CEP: 95948-000

Celular: (51) 99544-1559

Endereço eletrônico (e-mail): [email protected]

Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) nº: 2025/06695, válida até maio de 2029.

Qualificações Técnicas:
Áreas de Atuação: Recuperação Ambiental, Consultoria Ecológica, Planejamento e
Execução de Projetos Ambientais, Gestão de Biodiversidade.

Especializações:
Restauração Ecológica, Análise de Impactos Ambientais, Elaboração de PRADs,
Gestão de Áreas Degradadas.

Experiência:
Mais de 16 anos de atuação sólida em consultoria e gestão ambiental, com ampla
experiência no desenvolvimento, coordenação e execução de projetos de recuperação de áreas
degradadas e restauração de ecossistemas, promovendo soluções sustentáveis e alinhadas à
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legislação ambiental vigente.

Fontoura Xavier/RS, 05 de maio de 2025.

André Luiz Pinheiro CPF: 032.390.880-29


Empreendedor

Leila Cristiane Bruxel Bióloga – CRBio 63746

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