0% acharam este documento útil (0 voto)
10 visualizações10 páginas

Mapa de Risco

O mapa de risco é uma ferramenta essencial para a segurança no trabalho, ajudando a identificar e prevenir acidentes, especialmente em um país como o Brasil, que ocupa o 4º lugar em acidentes de trabalho. A elaboração do mapa é obrigatória para empresas com CIPA e deve ser feita com a participação dos trabalhadores, visando conscientizá-los sobre os perigos do ambiente. Além de proteger os funcionários, o mapa de risco pode estimular a busca por soluções para evitar acidentes e deve ser atualizado sempre que houver mudanças no ambiente de trabalho.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
10 visualizações10 páginas

Mapa de Risco

O mapa de risco é uma ferramenta essencial para a segurança no trabalho, ajudando a identificar e prevenir acidentes, especialmente em um país como o Brasil, que ocupa o 4º lugar em acidentes de trabalho. A elaboração do mapa é obrigatória para empresas com CIPA e deve ser feita com a participação dos trabalhadores, visando conscientizá-los sobre os perigos do ambiente. Além de proteger os funcionários, o mapa de risco pode estimular a busca por soluções para evitar acidentes e deve ser atualizado sempre que houver mudanças no ambiente de trabalho.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

MAPA DE RISCO: VEJA SUA

IMPORTÂNCIA PARA A
SEGURANÇA NA EMPRESA
Os altos índices de acidentes de trabalho mostram que as
empresas necessitam focar na prevenção de ameaças à
integridade física de seus colaboradores. Você sabia que
para isso existe o mapa de risco?

Esse método é utilizado para garantir a segurança dos


funcionários e conscientizá-los de todos os perigos que o
ambiente de trabalho pode apresentar.

Nest post vamos explicar a você como elaborá-lo e


apresentar outras informações importantes sobre o
assunto.

Brasil: 4º país no ranking dos acidentes de


trabalho

Pesquisa divulgada pela Previdência Social e Ministério do


Trabalho mostra que a prevenção de acidentes de
trabalho, por meio de instrumentos como o mapa de
risco, é fundamental.

Os dados revelam que, no Brasil, são registrados 700 mil


acidentes de trabalho por ano. Isso coloca a país em 4º
lugar na lista das nações onde mais ocorre esse tipo de
incidente, atrás somente da China, da Índia e da
Indonésia.

Entre 2012 e 2016, foram registrados 3,5 milhões de


casos de acidente de trabalho em 26 estados e no Distrito
Federal, resultando na morte de 13.363 pessoas.
Nesse período, mais da metade (53,9%) dos casos
ocorreram na região Sudeste do País (330 mil acidentes).
Dos acidentados, 102 mil tinha entre 30 e 34 anos.

Impactos na economia

De 2012 a 2016, os acidentes de trabalho custaram R$ 22


bilhões aos cofres públicos. Esses gastos da Previdência
Social cobriram auxílio-doença, aposentadoria por
invalidez, pensão por morte e auxílio-acidente. Esse valor
poderia duplicar se fossem incluídos os acidentes
ocorridos em trabalhos informais.

As áreas nas quais ocorrem mais acidentes são a


construção civil e o setor de serviços. Na construção, o
último dado é de 2009, com registro oficial de 395
trabalhadores mortos em serviço.

Mas não é só isso…

Apesar de alarmante, a estatística do governo sobre


acidentes de trabalho no Brasil não expressa a real
dimensão do problema.

Isso porque, ainda que seja obrigatório informar à


Previdência Social todos os acidentes de trabalho
ocorridos na empresa, não são todos os empregadores
que o fazem. Além disso, os números não incluem os
trabalhadores informais e os autônomos.

O acidente de trabalho deve ser informado por meio


da Comunicação de Acidentes de Trabalho, mesmo
que não haja afastamento das atividades, até o 1º dia útil
seguinte ao da ocorrência. Em caso de morte, a
comunicação precisa ser imediata. A empresa que não
relata o acidente de trabalho dentro do prazo pode ser
multada, conforme os artigos 286 e 336 do Decreto nº
3.048/1999.
Em 2013, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada
pelo IBGE, mostrou que para cada acidente de trabalho
registrado pela Previdência Social, há quase 7 acidentes
não declarados.

O que é o mapa de risco?

Após conhecer a realidade dos acidentes de trabalho no


Brasil, chegou a hora de entender o que é o mapa de
risco.

O mapa de risco é uma representação gráfica do local


de trabalho. Indica de forma fácil e clara, por meio de
círculos de diferentes cores e tamanhos, o tipo e o nível
de ameaça existente em cada setor. Sua elaboração
requer um estudo detalhado dos processos produtivos e
da organização do ambiente de trabalho.

Para tanto, são avaliados itens como:

 jornada, turno, método e ritmo de trabalho;


 equipamentos;
 ambiente;
 acomodações;
 materiais.

Enfim, devem ser identificados, analisados e evidenciados


todos os aspectos que possam causar acidentes e
doenças de trabalho. Assim, os funcionários poderão ter
mais atenção e cautela ao executar procedimentos e
acessar locais que possam representar risco à saúde.

Como surgiu o mapa de risco?

O mapa de risco surgiu na Itália, no final da década de 60


e início da década de 70, por intermédio da Federação
dos Trabalhadores Metalúrgicos. Naquela época, foi
desenvolvido o Modelo Operário Italiano, que consistia
em ações de controle da saúde nos locais de trabalho.

Essas informações são apresentadas no livro Mapa de


risco no Brasil: as limitações da aplicabilidade de um
modelo operário, de Ubirajara Mattos e Nilton Freitas.

Mapa de risco no Brasil

O mapa de risco começou a ser aplicado no Brasil na


década de 1980. Há duas versões sobre quem foram os
pioneiros em sua utilização. A primeira afirma que o
método começou a ser difundido nas áreas acadêmica e
sindical. Teria sido introduzido por David Capistrano e
outros pesquisadores, bem como pelo Departamento
Intersindical de Estudos de Saúde e Ambiente de
Trabalho (Diesat).

A segunda versão atribui sua popularização no país à


Fundação Jorge Duplat Figueiredo de Segurança e
Medicina no Trabalho (Fundacentro).

Legislação no Brasil

No Brasil, o mapa de risco foi regulamentado pela


Portaria nº 05, de 20/08/92, modificada pela Portarias nº
25, de 29/12/94, e nº 08, de 23/02/99, do Ministério do
Trabalho. Essas legislações tornaram sua elaboração
obrigatória pelas Comissões internas de Prevenção de
Acidentes (CIPAs) das instituições brasileiras.

Quem elabora o mapa de risco?

Vemos ver o que a NR 5 estabelece sobre o assunto:

Essa norma dispõe que a elaboração do Mapa de Risco é de


responsabilidade da CIPA, com a participação do maior número de
trabalhadores. Também deve contar com assessoria do Serviço
Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do
Trabalho (SESMT), onde existir o órgão.

Caso a empresa não contar com CIPA ou SESMT, o empregador


poderá contratar o serviço de um profissional ou equipe
terceirizada de Segurança do Trabalho para elaborar o mapa de
risco.

Todas as empresas devem ter mapa de risco?

Conforme a Portaria nº 05, de 17/08/1992, a elaboração do mapa


de risco é obrigatória para empresas com grau de risco e número
de empregados que exijam a constituição de uma CIPA.

Conheça as 6 etapas da elaboração de um


mapa de risco

Veja os passos para montar um mapa de risco, de acordo com a


Portaria nª 25, de 29/12/1994:

1. Conhecer o processo de trabalho no local analisado:


 os trabalhadores: número, sexo, idade, treinamentos profissionais e de
segurança e saúde;

 os instrumentos e materiais de trabalho;

 as atividades exercidas;

 o ambiente.

2. Identificar os riscos existentes no local analisado,


conforme a classificação da tabela.

Cor de
Grupo Riscos Descrição
Identificação

Calor
Frio
Pressões anormais
1 Físicos Verde Radiações ionizantes e não ionizantes
Ruído
Umidade
Vibrações

Fumos
Gases
Neblinas
2 Químicos Vermelho
Névoas
Poeiras
Vapores

Bacilos
Bactérias
Fungos
3 Biológicos Marrom Insetos
Vírus
Parasitas
Protozoários

Controle rígido de produção


Esforço físico intenso
Levantamento e transporte manual de peso
Jornadas de trabalho prolongadas
4 Ergonômicos Amarelo
Monotonia e repetitividade
Posturas inadequadas de trabalho
Ritmo Excessivo
Trabalhos em turnos

Animais peçonhentos
5 Acidentes Azul Arranjo físico inadequado
Eletricidade
Iluminação inadequada
Máquinas e equipamentos sem proteção
Probabilidade de incêndio e explosão
Quedas

3. Identificar as medidas preventivas existentes e sua


eficácia:
 medidas de proteção coletiva;

 medidas de organização do trabalho;

 medidas de proteção individual;

 medidas de higiene e conforto: banheiro, lavatórios, vestiários, armários,


bebedouro, refeitório.

4. Identificar os indicadores de saúde:


 queixas mais frequentes e comuns entre os trabalhadores expostos aos
mesmos riscos;

 acidentes de trabalho ocorridos;

 doenças profissionais diagnosticadas;

 causas mais freqüentes de ausência ao trabalho.

5. Conhecer os levantamentos ambientais já realizados


no local.
6. Elaborar o mapa de risco, sobre o layout da
empresa, indicando por meio do círculo:
 o grupo a que pertence o risco, de acordo com a cor padronizada;

 o número de trabalhadores expostos ao risco, o qual deve ser anotado


dentro do círculo;

 a especialização do agente (por exemplo: químico-silica, hexano, ácido


clorídrico, ou argonômicorepetividade, ritmo excessivo) que deve ser
anotada também dentro do círculo;

 a intensidade do risco, de acordo com a percepção dos trabalhadores, que


deve ser representada por tamanhos diferentes de círculos;
 causas mais frequentes de ausência ao trabalho.

Classificação dos principais riscos

No gráfico, cada risco é representado por um círculo de cor


diferente. São classificados como riscos físicos (representados pela
cor verde), químicos (cor vermelha), biológicos (cor marrom),
ergonômicos (cor amarela) e de acidentes (cor azul). Esses círculos
podem ser pequenos, médios ou grandes, aumentando conforme o
grau do risco.

Os riscos são divididos em 5 grupos:

 Grupo 01 – cor verde: riscos físicos, como forte calor ou frio, umidade em
excesso, ruído excessivo, entre outros;

 Grupo 02 – cor vermelha: riscos químicos, como exposição a odores


desagradáveis ou tóxicos, fumaça, gases tóxicos, entre outros;

 Grupo 03 – cor marrom: riscos biológicos, como presença de insetos ou


outros animais nocivos, exposição a vírus, bactérias ou fungos, entre outros;

 Grupo 04 – cor amarela: riscos ergonômicos, como necessidade de


levantamento de peso excessivo, Lesão por Esforço Repetitivo, turnos em
horários diversos, postura errada ao executar movimentos, entre outros;
 Grupo 05 – cor azul: riscos de acidentes: acidentes que podem ser causados
devido à má preparação do ambiente de trabalho, como iluminação
inadequada, não utilização de equipamentos de segurança, entre outros.

Onde deve ser colocado o mapa de risco?

O mapa de risco deve ser colocado em um local visível, com alta


movimentação e fácil acesso a todos os funcionários. É um forma
de lembrá-los constantemente da importância de tomar os devidos
cuidados para evitar acidentes no ambiente profissional.

O gráfico pode ser único para toda a empresa, ou adequado à


realidade de cada setor.

Qual a validade de um Mapa de Risco?

Não há validade para o mapa de risco, mas é fundamental que ele


seja atualizado sempre que houver alteração no processo
produtivo ou no ambiente de trabalho. Por exemplo, adoção de
procedimentos, chegada de equipamentos, mudança na disposição
das instalações, etc.

Multa

Caso uma empresa seja obrigada a possuir um mapa de risco e


não o tenha, poderá ser autuada e multada pela fiscalização da
Delegacia Regional do Trabalho. Isso está previsto pela NR 1.

Conscientizar os funcionários

Além de conscientizar e proteger os funcionários, o mapa de risco


também pode servir para estimular a equipe a buscar soluções
para evitar e prevenir acidentes. Conforme previsto na NR 9, o
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) de uma
empresa deve ser elaborado com base no mapa de risco.

Conclusão

Agora que você já conhece a importância de um mapa de risco,


poderá, como gestor, providenciar a atualização do gráfico de sua
empresa.

Se você é um colaborador, deverá prestar ainda mais atenção a


esse item. Também poderá participar, junto à CIPA, da elaboração
ou revisão do mapa de risco da instituição em que trabalha.

Se você gostou deste post, comente e compartilhe em suas redes


sociais!
Helena Dutra

 Jornalista
 Redatora e revisora
 Especialista em Produção de Conteúdo para Web

Você também pode gostar