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Resumo Cirurgia

O documento aborda a abordagem cirúrgica em trauma, destacando a distribuição trimodal das mortes e a importância do atendimento inicial adequado. Apresenta o protocolo ABCDE para avaliação e manejo de lesões, incluindo a estabilização da via aérea e o tratamento de pneumotórax e hemotórax. Além disso, discute as principais lesões torácicas e suas condutas terapêuticas, enfatizando a avaliação clínica e diagnóstica.

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Luma Negris
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Resumo Cirurgia

O documento aborda a abordagem cirúrgica em trauma, destacando a distribuição trimodal das mortes e a importância do atendimento inicial adequado. Apresenta o protocolo ABCDE para avaliação e manejo de lesões, incluindo a estabilização da via aérea e o tratamento de pneumotórax e hemotórax. Além disso, discute as principais lesões torácicas e suas condutas terapêuticas, enfatizando a avaliação clínica e diagnóstica.

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RESUMO CIRURGIA

ABCDE DO TRAUMA
 Distribuição trimodal das mortes:
-1º pico: TCE grave, rotura cardíaca, laceração de grandes
vasos ( prevenção primaria);
-2º pico: pneumo hipertensivo, lesões de múltiplos sistema,
lesão de grandes vasos. ( atendimento inical adequado);
-3º pico: embolia pulmonar, sepse, pneumonia, disfunção de
múltiplos órgãos. ( atendimento incial adeqeuado + cuidados
hospitalares);

 ABCDE:

 Tríade letal:
-Hipotermia + acidose+ coagulopatia ( desliga ar ou aquecer a sala,
infundir fluidos aquecidos).

 PHTLS x ATLS:
-No PHTLS importante são medidas de contenção de hemorragia
externas graves. ( risco de exsanguinar).

 Medidas auxiliares da avaliação primaria:


- ECG – pode mostrar arritimias, hipercalemia;
-Oximetria – ventilação;
-Capnografia: Avaliar metabolismo e troca gasosas e além disso
garantir entubação correta;
-Gasometria: Lactato;
-Rx de tórax e pelve;
-Fast ou E-fast: Útil para avaliar sangramento na cavidade abdominal.
Efast também olha tórax;
-LPD ( lavado peritonial);
-SNG e SVD: Avaliar reposição volêmica pela diurese. / olhar
hematúria para lesão de via urinaria. Sng descomprimi o estomago e
avalia sangramento abdominal.
 CUIDADO!!!!

-Radiografias preconizadas pelo atls: Tórax AP e pelve AP


realizdas com aparelho portátil na sala de trauma.

-Gestantes não possuem contra indicações para realizar


exames radiológicos no trauma.

 Avaliação secundária e medidas auxiliares:

1) Avaliação secundária:
-Autorizada apenas se paciente apresentar sinais de melhora
hemodinâmica e ventilatória;
- Exame minucioso dos pes a cabeça;
- Anamnese dirigida para o trauma.

2) Medidas auxiliares:
-Radiografia dos membros, coluna;
-Exames contrastados;
-Tomografia;
-Exames endoscópicos;
-SNG e SVD ( pode escolher em qual momento passar).

 Pricipais lesões:

-Risco imediato: obstrução via aérea, pneumo


hipertensivo, pneumo aberto. Hemotórax macico,
tamponamento cardíaco e lesão de arvores brônquica;

-Risco potencial: pneumo simples, hemotórax, tórax


instável, contusão pulomonar, trauma cardíaco contuso,
rotura aotica, lesão diafragmática e lesão esofágica.

 Etapa A
1) estabilização cervical:
- deve ser feito colar cervical e headbloock
- movimentação do paciente em bloco e transporte com
prancha rígida ( serve apenas para transporte)
- prioridade em relação as vias aéreas.

2) Patencia de via aérea:


- causa comuns de impedimento ao fluxo:
queda de base de língua com fechamento de hipofaringe
( chin lift, jaw trust e canula de guedel) , presença de corpos
estranhos, sangue e secreção.
3) oferta de o2 sob mascara :
- mascara com válvula não reinalante e reservatório
- fluxo de 10-15L/ minuto
- fração inspirda de 02 proxima 100%
- controle de saturação através de oximetria
- cateter de o2 não esta indica no contexto do trauma
4) avaliar necessidade de via aérea definitiva:
- por definição e quando se tem uma sonda em posição
traqueal com balonete insulfado abaixo das pregas vocais,
liga a uma fonte enriquecida de oxigênio.

 Indicações de va definitiva no trauma:

- apneia
- oxigenação inadequada ( sat < 90 mesmo com o2 na mascara
ou pspo2 < 60)
-Glasgow < ou = 8
- convulsões reentrantes
- hematoma cervical expansivo
- sangramento profuso de via aérea
- trauma maxilo facial extenso
- lesão térmica de laringe

Via aérea definitiva:

Não cirúrgica:
-IOT
- IO naso ( pouco utilizada no trauma)

Cirugica:
- cricotireoidesotomia
- traqueostomia

-- contra indicações a IOT naso:


1- apneia
2- fratura de base de crânio

Sinal do gaxinin: equimose periorbitária bilateral ou


rinoliquorreia

Sinal de batle: equimose retroauricular ou otoliquorreia

 IOT assistida por drogas:


- SRI
1) pre oxigenação: ofertar o2 sob mascara ou ambu
2) sedação: etomidato 0,3mg/kg
3) manobra de sellick ( pressionar cartilagem cricoide para
evitar bronco aspiração
4) relaxante muscular: succinilcolina 1-2mg/kg

 Obs: caso o paciente com rebaixamento de nível de conscienca


mas sem suspeta de lesão neurológica ou sem reflexo de tosse
eu posso realizar intubação sem drogas, do contrario sempre
assistida por drogas.
 Via aérea cirugica definitiva esta contra indica quando houver
qualquer fator que impossibilite a visualização a transposição
da laringe.
- indicações de va cirugica.

1) Hemorragia fácil protusa


2) Trauma maxilo fácial extenso
3) Edema de glote
4) Distorção da anatomia cervical

 No trauma a va cirúrgica de escolha é a cricotireoidostomia


É contra indicada em fratura de laringe e idade menor que 12
anos.

 Traqueostomia esta indica quando há fratura de laringe


ou menor que 12 anos.

 Cricotireoidostomia:
Palpar membran circo
Fazer incisão
Pinca divulcionar
Passar tubo

 Via aérea alternativa:


Vai utilizar algum dispositivo ou tencica que ano se enquadra
em via aera cirugica

Mascara laríngea
Tubo laríngeo
Tubo esofágico multilumem ( combitubo)
Crico por punção. Método de oxigenação porque o gas
carbônico não tem uma saída definida./ medida provisória/ há
retenção de co2 / tempo máximo de 30-40 min

Trauma torácico:

1) Pneumo simples:
- quando se tem acumulo de ar no interior da cavidade
pleural.

Clinica: dor torácica- ar na cav serve com irritante para a


pleura visceral.
Redução do murmúrio vesicular- expressão do som através
da ausculta com o ar saindo. Quando se tem penumo vc tem
um ar que diminui a intensidade do ar que enra no pulmão.
Redução da expansibilidade: o movimento da expansão
pulmonar ica comprometido pelo ar dentro da cavidade.

Timpanismo a percussão: justamente devido ao ar dentro da


cavidade.
Hipoxia:

Radiologia: retração pulmonar.

Trat: drenagem torácica em selo dágua; realizada no 5º EIC


entre a linha axilar anterior e media.

Abordagem conservadora: observar e rx de controle antes da


alta.
Aplicável para pneumo pequeno e ocultos: apenas se
paciente se encontrar assintomático, sem proposta de VM ou
transporte aéreo subestratosferico.

Pneumo pequeno: distancia entre parênquima e arcabouço


torácico < 2-3cm
Pneumo oculto: nem aparece na rx de tórax mas consegue
ver na tomografia.

 Pneumo hipertensivo:

- fisiopato: acúmulo de ar dentro da cavidade pleural. O ar sai


de forma ininterrupta para a cavidade pleural, isso faz com que
a pressão aumente e comprima o pulmão acometido e com isso
gera sinais de insuficiência respiratória. Além disso o paciente
também pode apresentar má perfusão generalizada ( choque ).
- a grande pressão na cavidade pleural faz com que as
estruturas do lado contralateral sejam empurradas. Impedindo
que a circulação das veias cavas chegue de maneira normal ao
coração, oque leva há um choque obstrutivo.

Fisiopato: aumento de pressão na cavidade pleural -------


compressão do parênquima pulmonar --------- desvio do
mediastino ---------- distorção das cavas

Clínica: redução do murmúrio, timpanismo a percussão, redução


da expansibilidade, hipoxia e taquipneia; taquicardia e
hipotensão; turgência de jugular; desvio de traqueia.
Diagnostico é clinico!!!!!

Trat:

1) Descompressão da cavidade pleural; toracocentese ou


descompressão torácica digital. 5 EIC entre axilar anterior e
médio
2) Drenagem torácica fechada em selo dágua.

PNEUMO ABERTO ( ferimento soprante ):

Fisiopato: lesão na parede torácica, de tamanho igual ou


superior a 2/3 ao diâmetro da traqueia.
Quando se tem um ferimento com o diâmetro maior que a
traqueia, o ar que, pela diferença de pressão, entra através
do ferimento na cavidade torácica.

Clínica: redução do murmúrio; expansibilidade reduzida,


timpanismo a percussão, hipoxia e taquipneia e o ferimento
soprante na parede torácica.

Trat: 1) tratamento provisório: curativo de 3 pontas.


Trat definitivo: drenagem torácica+ reconstrução da parede.

Lesão de arvore traqueonronquica:

Fisiopato: penumotorax volumoso é muito comum. Enfisema


subcutâneo; insuficiência respiratória; vazamento de ar em
grande quantidade após a drengame e ausência de
expansão no rx.

Diagnostico: suspeita clinica + broncoscopia.

Medidas terapêuticas incias: passagem de segundo dreno de


tórax
Intubação + insuflação cuff distalmente a lesão ( apenas se a
lesão for na traqueia

Trat definitivo: toracotomia!!!!


HEMOTORAX: presença de sangue no interior da caviade
pleural.
Radio*
Clinica:
redução do murmúrio vesicular;
-redução da expansibilidae torácica;
- macicez ou submaciceza percussão;
-Sinais de hipovolemia; ( hipo e taqui)
- não há turgência de jugular. ( isso diferencia hipertensivo de
hemotórax)

Hemotórax maciço: é chamado de maico nos casos em que o volume


de sangue é superior a 1/3 do volume total do tórax ou >1500ml.

Clinica: sinais de hemotórax padrões;


Choque hipovolêmico;
Piora ventilatória

DD: pneumotórax hipertnsivo x hemotórax maciço.


Obs: observar a percussão e turgência de jugular.
Fraturas do arcabouço torácico:
Conceito: fratura de esterno, escapula, 1 e 2 arcos costais=
trauma de alta energia.
Fratura de costela: maior incidência, e o tratamento e
conservador.

Tórax instável: ao menos 2 pontos de fratura em 2 arcos


costais consecutivos ------- respiração paradoxal ( sinal
clínico patognomonico)

Todo tórax instável e associado a contusão pulmonar e a


gravidade da contusão e o que determina o prognostico.

O tratamento do tórax instável se resume a tratar a contusão


pulmonar.

Contusão pulmonar: lesão de parênquima pulmonar


propriamente dito e isso, leva a um edema do parênquima,
um acúmulo do alvéolo de sangue ou exsudato e isso leva a
um prejuízo das trocas gasosas levando a insuficiência
respiratória.

Clínica: grande sinal clínico é a hipoxia;


Movimentação reduzida da caixa torácica decorrente da dor.
Fraturas de acros costais
Piora progressiva

Radio: padrão de infiltrado nas áreas traumatizadas

Trat: analgesia+ controlar fluidos +suporte ventilatório

Opções: opiode
Bloqueio de nervos costais
Vni
Fisio respiratória
Considerar iot
Evitar hiper-hidratação
Letra C:

-Temponamento cardíaco:

Etiologia: mais comum em ferimentos penetrantes.

Atenção: ferimentos na zaonde ziedler

Superior: linha horizontal do ângulo de loius


Inferior: 10 costela
Lateral d: linha paraesternal direita
Lateral e: linha axilar anterior esquerda.

Clínica: hipotensão + turgência de jugular + hipofonese de bulhas


-Tríade de beck.

- pulso paradoxal = diminuição de + de 10mmhg na PAS


durante a inspiração

Diagnostico é essencialmente CLÍNICO!!! A confirmação do


diagnostico é através do FAST.

Tratamento: toracotomia anterolateral esquerda ou


esternotomia.

Paciente instável e sem acesso a cirurgia de emergência


podemos utilizar a pericardiocentese. ( conduta de exceção)

Laceração aórtica:

Conceito: grande causa de morte imediata;


Sobreviventes-> lesão incompleta
Local comum: aorta descendente, altura do ligamento arterioso.
Sinais e sintomas inespecíficos.
Trauma de alta energia-> suspeita de diagnostica -> rx de tórax

Radiologia: alrgamento do mediastino


Fratura de 1 ou 2 arco costal
Desvio de tarqueia para diretia pu depressão do bronco fonte
esquerdo ou elevaçãodo broncofonte direito
Presença de cap pleural
Boliteração do botão aórtico.

Conduta: confrimar diagnostico com tc de tórax com contraste


ou aortogtafia

Tratamento-> cirúrgico endovascular ou aberto.

Ferimento penetrante da transição toraco abdominal:

- conceito: lesão abaixo do mamilo e acima do limite do rebordo


costal.

CD DIAGNOSTICA e terapêutica se estável é: laparoscopia ou


toracoscopia.

Se paciente instável realiza LAPAROTOMIA!!!

 Lesão diafragmática:
Conceitos : maioria é secudnaria a ferimento penetrante da tta

Traumas contuso-> hernia diafragmática traumática aguda.


Sintomas inespecíficos.
Diagonostico e terapêutico-> laparoscopia se estável, se instável
laparotmia

Lesão esofágica: maioria é secundaria ferimento penetrante


Disfagia e hematese são os sinais que mais chamam atenção porem a
maioria dos sinstomas são inespecíficos.

Diag: EDA
Trat: toracotomia + sutura do esôfago+drenagem
pleuralbilateral+drenagem de mediastino.
Radiologia: pneumediastino;
Derrame pleural;
Alterações do contorno mediastinal.

Glossário:
Toracocentese: é uando eu punciono a cavidade com um dispositov
puntiforme. No trauma a única situação em que é feita em pneumo
hipertensivo.
Toracostomia: abrir um buraco no tórax para passar um dreno
Toracotmia: abir o tórax para resolver algo.

Conceitos: toracotomia de emergência: abordagem cirúrgica de


ermegcnia para lesões torácicas ( hemo macico, laceração aortica,
lesão esofágica, lesão de arvore brônquica.

Toracotmia de reanimação: abrir o tórax para realizar massagem


cardíaca ( indica em pct que tem pcr traumática)

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