0% acharam este documento útil (0 voto)
37 visualizações43 páginas

TCC Quase Pronto 1

Este trabalho compara duas técnicas cirúrgicas para reabilitação de pacientes com maxila atrófica: a elevação do seio maxilar e a instalação de implantes zigomáticos. A revisão de literatura indica que ambas as técnicas são eficazes, mas a escolha depende de fatores como anatomia óssea remanescente e saúde do paciente. A elevação do seio é preferida em casos de altura óssea intermediária, enquanto implantes zigomáticos são indicados para atrofia severa, permitindo carga imediata.

Enviado por

Luara Pinheiro
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
37 visualizações43 páginas

TCC Quase Pronto 1

Este trabalho compara duas técnicas cirúrgicas para reabilitação de pacientes com maxila atrófica: a elevação do seio maxilar e a instalação de implantes zigomáticos. A revisão de literatura indica que ambas as técnicas são eficazes, mas a escolha depende de fatores como anatomia óssea remanescente e saúde do paciente. A elevação do seio é preferida em casos de altura óssea intermediária, enquanto implantes zigomáticos são indicados para atrofia severa, permitindo carga imediata.

Enviado por

Luara Pinheiro
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR DOM BOSCO

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA

LUARA DIÓGENES PINHEIRO BARROSO

REABILITAÇÃO COM IMPLANTES EM MAXILA ATRÓFICA: Levantamento de


seio maxilar versus implante zigomático

São Luís
2025
LUARA DIÓGENES PINHEIRO BARROSO

REABILITAÇÃO COM IMPLANTES EM MAXILA ATRÓFICA: Levantamento de


seio maxilar versus implante zigomático
Monografia apresentada ao Curso de Odontologia do
Centro Universitário Unidade de Ensino Superior Dom
Bosco como requisito parcial para obtenção do grau de
Bacharel em Odontologia.

Orientador (a): Prof(a). Tatiana Hassin Rodrigues Costa

Coorientador (a): Prof. Ma. Nome completo

São Luís
2025
FICHA CATALOGRÁFICA

No depósito PARA A DEFESA, não deve constar a ficha catalográfica,


somente para o depósito FINAL.

No caso de impressão do TCC, esta página deve ficar no verso da folha de


rosto.
LUARA DIÓGENES PINHEIRO BARROSO

REABILITAÇÃO COM IMPLANTES EM MAXILA ATRÓFICA: Levantamento de


seio maxilar versus implante zigomático
Monografia apresentada ao Curso de Odontologia do
Centro Universitário Unidade de Ensino Superior Dom
Bosco como requisito parcial para obtenção do grau de
Bacharel em Odontologia.

Aprovada em: _____/____/_____. – preencher data no 2º depósito

BANCA EXAMINADORA:

_____________________________________________
Prof. Me. Nome Completo (Orientador)
Mestre em XXXXXXXXX
Centro Universitário Unidade de Ensino Superior Dom Bosco (UNDB)

_____________________________________________
Prof. Ma. Nome Completo – preencher dados no 2º depósito
Mestra em XXXXXXXXX
Centro Universitário Unidade de Ensino Superior Dom Bosco (UNDB)

_____________________________________________
Prof. Me. Nome Completo – preencher dados no 2º depósito
Mestre em XXXXXXXXX
Centro Universitário Unidade de Ensino Superior Dom Bosco (UNDB)
[Embora seja de formatação livre,
costuma-se utilizar fonte 10 pt,
espaço simples, alinhado à
esquerda, recuo entre 8 e 10 cm]
Elemento opcional, conforme
Manual de TCC página 16

Dedico a minha mãe, meu pai,


minha família.
AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar, agradeço a Deus, fonte inesgotável de força, sabedoria e


coragem. Foi Sua presença constante que me sustentou nos momentos de incerteza e me guiou
nos dias mais difíceis. Sem Ele, essa conquista não teria sido possível.
A meus pais: Erelândia e Edilberg, meu alicerce mais firme, expresso minha
gratidão profunda. Aos meus pais, que sempre acreditaram em mim, mesmo quando eu duvidei
de mim mesma(o). Obrigado por transformarem sonhos em realidade com amor, apoio e
sacrifício. Mesmo diante das dificuldades, estiveram sempre lá, encontrando um jeito,
estendendo a mão, me amparando com todo carinho.
À minha irmã Luana, que foi minha inspiração para escolher a Odontologia. Foi
através dos seus olhos brilhantes, do seu entusiasmo contagiante e da paixão com que falava da
profissão que me encantei e me apaixonei por essa área. Obrigado por ter plantado essa semente
com tanto amor.
Ao meu irmão Lucas, que com paciência e curiosidade, me desafiava com
perguntas, me instigava a aprender mais e me fazia enxergar o conhecimento como algo vivo e
estimulante. Seu apoio silencioso foi essencial.
Às amigas que a vida acadêmica me deu: Thalyta, Luize e Isabelle, minha eterna
gratidão. Compartilhamos risos, lágrimas, desafios e vitórias. Cada perrengue superado juntas
foi um laço criado. Levarei comigo para sempre as memórias que construímos lado a lado.
Vocês tornaram essa jornada muito mais leve e inesquecível.
Aos meus pets, companheiros silenciosos que, com seus olhares e presença
amorosa, me deram conforto nos momentos em que as palavras faltavam. Vocês foram abrigo
para minha mente e meu coração.
E por fim, aos professores que contribuíram para minha formação, meu muito
obrigado. Em especial, à minha orientadora, Tatiana Hassin, que com dedicação, paciência e
conhecimento, guiou-me com firmeza e sensibilidade ao longo deste trabalho. Seu apoio foi
fundamental para meu crescimento acadêmico e pessoal.
Esse trabalho é resultado de muitas mãos, orações e corações envolvidos. A todos
vocês, meu mais sincero obrigada.
[Na epígrafe, o autor apresenta uma
citação, acompanhada de sua
referência, ou uma frase de alguém
que, de certa forma, embasou a
gênese do trabalho] Elemento
opcional, conforme Manual de
TCC página 16

“Espaço destinado à epigrafe.”


(SOBRENOME, ano, p. 1).
RESUMO

A perda óssea maxilar decorrente da perda dentária e ressalta os desafios enfrentados


na reabilitação protética em regiões posteriores da maxila, onde a pneumatização do seio
maxilar e a baixa densidade óssea limitam a colocação de implantes convencionais. Este
trabalho tem como objetivo comparar duas técnicas cirúrgicas amplamente utilizadas na
reabilitação de pacientes com maxila atrófica: a elevação do seio maxilar e a instalação de
implantes zigomáticos. A metodologia empregada consistiu em uma revisão de literatura
narrativa, de natureza qualitativa, descritiva e exploratória, com busca de artigos científicos nas
bases Google Acadêmico e periódicos científicos publicados a partir de 2015. Foram incluídos
estudos em inglês e português, abrangendo revisões sistemáticas, metanálises, estudos clínicos
e relatos de caso. Os resultados da revisão indicaram que ambas as técnicas são eficazes, porém
a escolha do tratamento deve considerar fatores como anatomia óssea remanescente, saúde
sistêmica do paciente, previsibilidade da técnica e experiência do cirurgião. Conclui-se que a
elevação do seio maxilar é preferida em casos de altura óssea intermediária e boa densidade,
enquanto os implantes zigomáticos são mais indicados em situações de atrofia severa,
permitindo carga imediata e evitando procedimentos mais complexos, como enxertos ósseos.
Ambas as abordagens demonstram alta taxa de sucesso clínico, desde que bem indicadas e
executadas de forma adequada.
Palavras-chave: Dental implants. Maxillary sinus lift. Zygomatic bone.
ABSTRACT

Maxillary bone loss resulting from tooth loss highlights the challenges faced in
prosthetic rehabilitation of the posterior maxillary region, where pneumatization of the
maxillary sinus and low bone density limit the placement of conventional implants. This study
aims to compare two widely used surgical techniques for the rehabilitation of patients with
atrophic maxilla: maxillary sinus elevation and the placement of zygomatic implants. The
methodology employed consisted of a narrative literature review of a qualitative, descriptive,
and exploratory nature, with a search for scientific articles in Google Scholar and scientific
journals published from 2015 onwards. Studies in both English and Portuguese were included,
encompassing systematic reviews, meta-analyses, clinical studies, and case reports. The results
of the review indicated that both techniques are effective; however, the choice of treatment
should consider factors such as the remaining bone anatomy, the patient’s systemic health, the
predictability of the technique, and the surgeon’s experience. It is concluded that sinus elevation
is preferred in cases with intermediate bone height and good bone density, whereas zygomatic
implants are more suitable in situations of severe atrophy, allowing for immediate loading and
avoiding more complex procedures such as bone grafting. Both approaches demonstrate high
clinical success rates, provided they are properly indicated and executed.
Keywords: Dental implants. Maxillary sinus lift. Zygomatic bone.
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Classificação sub-antral (Devameena, et al. 2020). 19


LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Mecanismos para formação óssea 25


LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

TCFC A tomografia computadorizada de feixe cônico


AS Subantral
DBM Matriz óssea desmineralizada
DFDBA Enxerto liofilizado desmineralizado
BBM Osso bovino mineralizado
HA Hidroxiapatita
ZAGA Zygomatic Anatomy-Guided Approach
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO................................................................................................................................. 15
2 METODOLOGIA............................................................................................................................. 17
3 REVISÃO DE LITERATURA ....................................................................................................... 18
3.1 Reabsorção óssea ........................................................................................................................ 18
3.1.1 Classificação de Misch da Deficiência Óssea Subantral.............................................................. 18
3.2 Reabsorção óssea maxilar ............................................................................................................ 20
3.3 Anatomia e fisiologia do seio maxilar.......................................................................................... 20
3.4 Reabilitação de maxilares atróficos através de reconstrução óssea......................................... 21
3.4.1Técnica de elevação do pavimento do seio maxilar - Sinus-lift.................................................... 21
3.4.2 Técnica de elevação Atraumática do seio Maxilar com Osteótomos de Summers....................... 22
3.5 Biomaterias usados para o levamento de seio maxilar .............................................................. 23
3.6 Implantes zigomáticos.................................................................................................................... 25
3.6.1 Técnicas Cirúrgicas para Colocação de Implantes Zigomáticos................................................... 26
4 CONCLUSÃO................................................................................................................................... 28
REFERÊNCIAS................................................................................................................................... 29
APÊNDICE A – Artigo Científico....................................................................................................... 31
15

1 INTRODUÇÃO

Após a perda dentária, o processo alveolar da maxila sofre alterações anatômicas


horizontais e verticais, progressivas e previsíveis. Devido à falta de tratamento dentário, o osso
alveolar pode ser reabsorvido e pode até ocorrer perda óssea basal, que pode ser mais excessiva
em próteses mal ajustadas. Pacientes com maxila atrófica geralmente apresentam rebordo
alveolar remanescente que impede a instalação de implantes osseointegrados convencionais
(Lisiak-Myszke, et al., 2020).
A perda dentária nas regiões de pré-molares e molares superiores representa um
desafio significativo para o planejamento de implantes osseointegrados devido ao volume e
anatomia alterados do seio maxilar, que está associado à baixa densidade óssea, levando a
consequências negativas para a osseointegração dos implantes (Lisiak-Myszke, et al., 2020).
A altura óssea na região posterior da maxila é insuficiente para a colocação de
implantes convencionais e pode ser corrigida pela elevação do seio maxilar. Durante este
procedimento, o espaço criado entre o osso maxilar remanescente e a membrana Schneider
elevada é geralmente preenchido com material de enxerto, como osso autógeno, substituto
ósseo ou uma mistura dos dois. Desta forma, forma-se a porção óssea, permitindo a colocação
imediata ou retardada do implante. Atualmente, a elevação do seio maxilar é considerada uma
prática altamente previsível e eficaz na reabilitação da maxila atrófica (Devameena, et al. 2020).
O conhecimento da anatomia do seio é um pré-requisito para a compreensão dos
princípios envolvidos na realização de incisões apropriadas e no planejamento e manejo da
elevação do seio. Antes de realizar uma elevação de seio maxilar, o cirurgião-dentista também
deve estar familiarizado com outras estruturas anatômicas. O diagnóstico por imagem é um
componente importante do plano de tratamento de reabilitação oral para a região posterior da
maxila. A tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) fornece dimensões mais
precisas da altura e densidade óssea residual. Ele também fornece informações sobre o seio
maxilar, lesões do seio maxilar, membranas, canais arteriais nas paredes laterais do seio e
presença de septos (Greenstein, Carpentieri, Cavallaro, 2015).
Existem duas técnicas principais: transalveolar (crestal) e janela lateral, porém
vários autores (Al-Noori, Makaw, 2022)., (Mittal, Jindal, Garg, 2016), publicaram
modificações dessas técnicas. O tipo de técnica de elevação do seio nasal selecionada baseia-
se principalmente na altura óssea vertical residual, na largura óssea marginal, na anatomia
intranasal local e no número de coroas a serem colocadas, embora existam outros fatores, como
16

cirurgia, treinamento e experiência que podem ter impacto significativo nesta escolha (Raouf,
Chrcanovic, 2024).
A técnica da janela lateral envolve o uso de instrumentos rotacionais ou
piezoelétricos para criar uma janela óssea na parede medial do seio maxilar. A membrana
Schneideriana é então reposicionada em posição mais elevada e a nova área resultante é
preenchida com material de enxerto. Atualmente é uma técnica amplamente utilizada e
considerada confiável, principalmente utilizando osso autógeno (Mittal, Jindal, Garg, 2016).
Outra solução para a reparação de maxilares atrofiados é através de implantes
fixados no osso zigomático, disponíveis em diferentes comprimentos e inseridos através do
rebordo alveolar na zona dos primeiros molares ou de pré-molares. É inserido podendo passar
lateralmente pelo seio maxilar ou penetrar no osso zigomático (Pandita, et al., 2016).
Em 1989, Branemark desenvolveu um dispositivo de fixação zigomática para
ancoragem de implantes nos ossos zigomáticos e alveolares da maxila, inicialmente proposto
para o tratamento de pacientes maxilectomizados, fissuras labiais e paciente com maxila
atrófica. O implante zigomático é ancorado no osso palatino da maxila posterior reabsorvida,
atingindo a parte densa do osso zigomático. Com esse tipo de fixação, o enxerto ósseo autólogo
não é mais necessário e o osso existente pode ser utilizado como ancoragem para fixação,
encurtando assim o período de tratamento (Vittorio Moraschini, et al., 2022)
Além disso, esta tecnologia pode ser aplicada quando os pacientes não conseguem
receber enxertos autógenos para reduzir custos, encurtar o tempo de tratamento, reduzir a
morbidade e melhorar os resultados pós-operatórios. Além disso, o insucesso da cirurgia de
enxerto constitui uma boa opção para implantes zigomáticos, pois embora o enxerto ósseo
autógeno continue sendo o padrão-ouro para o enxerto de maxilas atróficas, outros materiais
foram identificados para este procedimento, como os ossos bovinos, ossos desmineralizados de
cadáveres e materiais sintéticos (Magalhães, et al., 2021).
Portanto, a elevação do seio maxilar e a colocação dos implantes zigomáticos são
alternativas cirúrgicas para a reabilitação implanto-suportada em maxila atrófica. A escolha da
técnica a ser utilizada deve ser baseada na avaliação criteriosa do paciente para garantir a
sobrevivência e o sucesso do tratamento em longo prazo (Magalhães, et al., 2021).
17

2 METODOLOGIA
Quanto ao tipo de pesquisa utilizada, refere-se à um estudo de revisão de literatura, do
tipo exploratória e descritiva, numa abordagem qualitativa e tem como objetivo principal
descrever e citar as contribuições dos autores para o tema da pesquisa. É exploratório, pois pode
aumentar o conhecimento sobre questões específicas e descritivo porque visa descrever com
precisão os fatos e fenômenos de uma determinada realidade. Opta-se por um método
qualitativo baseado no estudo sobre reabilitação com implantes em maxila atrófica:
levantamento de seio maxilar versus implante zigomático.
Para a execução da pesquisa bibliográfica, foram realizadas buscas de artigos
científicos que avaliaram a reabilitação com implantes em maxila atrófica: levantamento de
seio maxilar versus implante zigomático. A base de dado utilizada foi o Google Acadêmico. Os
termos pesquisados foram selecionados em inglês tendo como referência "Dental implants" and
"Maxillary sinus lift" and "zygomatic bone".
Vale ressaltar que os critérios de inclusão foram: artigos científicos, livros e
monografias publicadas, completos e em texto integral, tanto na língua portuguesa quanto no
inglês, estudos de revisão narrativa, metanálises revisões sistemáticas da literatura, relatos de
casos e estudos clínicos, assuntos diretos ou indiretos relacionados com o tema principal.
Portanto, os critérios de exclusão são: trabalhos publicados anteriores a 2015, e pesquisas que
disponibilizam apenas resumos. Dessa maneira, realizou-se uma pesquisa de revisão teórica e
bibliográfica sobre o tema referente a reabilitação com implantes em maxila atrófica:
levantamento de seio maxilar versus implante zigomático.
18

3 REVISÃO DE LITERATURA
3.1 Reabsorção óssea
A reabilitação de pacientes com perda parcial ou total dos dentes através de
implantes dentários tem apresentado resultados duradouros na atualidade. Contudo, para
garantir a estabilidade desses implantes, é imprescindível obter um volume e densidade óssea
adequados. A ausência de dentes, especialmente na região posterior da maxila, leva à
reabsorção do osso alveolar, resultando na expansão do seio maxilar (pneumatização), o que
dificulta a reabilitação com próteses (Lisiak-Myszke, et al., 2020).
Após a perda dentária, o osso alveolar das maxilas sofre uma alteração anatômica
progressiva e previsível, tanto horizontal quanto verticalmente. Sem tratamento odontológico,
esse osso continua a se reabsorver, podendo ocorrer inclusive perda óssea basal, que se agrava
com o uso de dentaduras mal ajustadas (Lisiak-Myszke, et al., 2020).
A reabsorção óssea da crista alveolar das maxilas é um processo natural e gradual
após a perda dos dentes. A proximidade do seio maxilar em relação à crista alveolar pode
intensificar essa reabsorção, levando a um desajuste das dentaduras e, consequentemente, a uma
alteração da dimensão vertical da face. Essa alteração pode resultar em menor retenção e
estabilidade das dentaduras, dificuldades na fala e mastigação, além de afetar a harmonia facial
e a autoestima dos indivíduos (Lisiak-Myszke, et al., 2020).
Embora existam diversas técnicas modernas para reabilitar pacientes com maxilares
atrofiados, essa condição ainda representa um desafio para os cirurgiões e para o sucesso da
reabilitação. A limitação do uso de dentaduras e a dificuldade de instalar implantes dentários
convencionais devido à escassez óssea são os principais obstáculos. Em casos de reabsorção
óssea severa na maxila, o tratamento convencional com implantes dentários pode até mesmo
ser contraindicado (Raouf, Chrcanovic, 2024).
Existem diversas abordagens cirúrgicas e terapêuticas disponíveis para a
reabilitação de maxilares atróficos, entre elas destacam-se as técnicas de enxertia óssea, o uso
de substitutos ósseos e a instalação de implantes dentários endoósseos em estruturas anatômicas
de suporte, como os contrafortes faciais, com posicionamentos alternativos. Esta última técnica,
inicialmente empregada na reabilitação de pacientes com extensas perdas ósseas maxilares, tem
sido amplamente documentada e adotada na prática clínica atual (Raouf, Chrcanovic, 2024).
3.1.1 Classificação de Misch da Deficiência Óssea Subantral
Misch desenvolveu um sistema de classificação para orientar o planejamento do
tratamento com base na altura vertical do osso remanescente entre o assoalho do seio maxilar e
a crista do rebordo alveolar no local ideal para a colocação do implante. Esta classificação,
19

denominada Subantral (SA), correlaciona a altura e largura ósseas residuais com protocolos
específicos de manejo clínico, incluindo técnicas cirúrgicas, materiais de enxerto e o tempo
recomendado para a colocação do implante (Devameena, et al. 2020).
Figura 1: Classificação sub-antral

Fonte: Devameena, et al. 2020.

⮚ Classificação SA-1: Esta categoria é caracterizada por uma altura óssea adequada,
especificamente 12 mm da crista alveolar ao assoalho do seio maxilar. O tratamento
normalmente envolve a colocação convencional de implantes. No entanto, se a largura do
rebordo alveolar for insuficiente, uma técnica de divisão da crista pode ser necessária para
aumentar a dimensão óssea. Um enxerto posicional pode ser utilizado para aumentar ainda mais
a largura da crista. O período de cicatrização recomendado antes da carga do implante é de 4 a
8 meses (Devameena, et al. 2020).
⮚ Classificação SA-2: Em casos com 10 a 12 mm de altura óssea remanescente, a técnica
de elevação indireta do seio usando osteótomos é indicada. O procedimento envolve a fratura
controlada em "green stick" do assoalho do seio, permitindo sua elevação em conjunto com a
colocação do enxerto. Os implantes podem ser colocados e carregados tipicamente após um
período de cicatrização de 6 a 8 meses. Se a evidência radiográfica da formação óssea apical
não for conclusiva, recomenda-se um período adicional de cicatrização de 2 meses e um
protocolo de carga progressiva (Devameena, et al. 2020).
⮚ Classificação SA-3: Quando pelo menos 5 mm de altura óssea vertical permanecem, a
técnica de elevação direta do seio por meio de uma abordagem de janela lateral é empregada.
O material de enxerto, que pode ser autógeno ou aloplástico, é colocado no espaço elevado. A
colocação do implante é adiada por 2 a 4 meses após o enxerto.
⮚ Classificação SA-4: Esta classificação refere-se a casos com menos de 5 mm de altura
óssea alveolar residual. A abordagem de tratamento espelha a do SA-3, com um atraso mais
prolongado na colocação do implante, variando de 6 a 10 meses (Devameena, et al. 2020).
20

Embora a classificação de Misch seja amplamente utilizada na prática clínica por


sua aplicabilidade, ela apresenta um grau significativo de subjetividade, o que dificulta a
distinção precisa entre os diferentes tipos de osso, especialmente nas tipologias intermediárias
(Devameena, et al. 2020).
3.2 Reabsorção óssea maxilar
O grau de reabsorção óssea é determinado por uma variedade de fatores
interrelacionados, abrangendo aspectos anatômicos, funcionais, metabólicos e protéticos. Entre
os fatores anatômicos, destacam-se o tamanho, a forma, a densidade dos rebordos ósseos, bem
como a espessura e o tipo de mucosa que os recobre. Já os fatores metabólicos envolvem
influências hormonais, vitamínicas e a atividade celular das células ósseas, além de variáveis
como sexo, idade e estado geral de saúde do paciente (Lisiak-Myszke, et al., 2020), (Ngo, et
al., 2021).
Em relação aos fatores funcionais, referem-se às forças aplicadas sobre a mucosa, cuja
frequência, intensidade, duração e direção impactam diretamente na estimulação celular,
podendo desencadear processos de reabsorção ou formação óssea, variações que são
particulares a cada indivíduo. Por sua vez, os fatores protéticos englobam as técnicas utilizadas,
os materiais empregados e os princípios adotados na confecção das próteses, os quais também
influenciam diretamente a estabilidade e preservação óssea (Lisiak-Myszke, et al., 2020), (Ngo,
et al., 2021).
Nos casos de atrofia maxilar severa decorrente de reabsorção óssea acentuada,
observa-se uma aproximação progressiva a estruturas anatômicas críticas, como o seio maxilar,
a cavidade nasal e o feixe neurovascular do canal incisivo, o que torna a reabilitação mais
complexa e individualizada (Lisiak-Myszke, et al., 2020).
3.3 Anatomia e fisiologia do seio maxilar
O seio maxilar, também conhecido como antro de Highmore, é a maior das
cavidades paranasais. Trata-se de uma cavidade pneumática de formato aproximadamente
quadrilateral, localizada no interior do corpo da maxila. Sua base está voltada medialmente em
direção à cavidade nasal, enquanto seu ápice se projeta lateralmente em direção ao osso
zigomático (Greenstein, Carpentieri, Cavallaro, 2015), (Sala, Lu, Chrcanovic, 2024).
Anatomicamente, o assoalho do seio maxilar situa-se geralmente acima das raízes
dos três molares superiores posteriores, podendo, em alguns casos, estender-se até a região dos
ápices dos pré-molares. Suas dimensões médias são de aproximadamente 20 mm de largura, 40
mm de altura e 30 mm de profundidade. O desenvolvimento completo do seio maxilar ocorre
21

apenas após a erupção dos dentes permanentes (Greenstein, Carpentieri, Cavallaro, 2015),
(Sala, Lu, Chrcanovic, 2024).
Do ponto de vista fisiológico, sua principal função é a eliminação de partículas e
microrganismos em direção ao óstio, processo facilitado pela presença de uma membrana
mucosa respiratória que reveste internamente o seio. Outras funções incluem o aquecimento do
ar inalado, a redução do peso do complexo craniofacial e a contribuição para a ressonância da
voz (Al-Noori, Makaw, 2022).
3.4 Reabilitação de maxilares atróficos através de reconstrução óssea
A regeneração óssea constitui um recurso fundamental para possibilitar a instalação
adequada de implantes dentários, viabilizando, assim, uma reabilitação protética eficiente e
duradoura. Diante disso, torna-se cada vez mais essencial um planejamento criterioso,
especialmente na identificação e abordagem de áreas anatomicamente desfavoráveis para a
colocação dos implantes (Al-Noori, Makaw, 2022)., (Mittal, Jindal, Garg, 2016).
Quando o paciente necessita reabilitar áreas desdentadas e apresenta volume ósseo
remanescente adequado, a instalação de implantes dentários é considerada uma excelente opção
terapêutica, com taxas de sucesso variando entre 84% e 97%. Contudo, em casos de atrofia
óssea severa nos maxilares, a reabilitação oral torna-se mais complexa, dificultando a colocação
convencional dos implantes (Al-Noori, Makaw, 2022), (Mittal, Jindal, Garg, 2016).
Para superar esses desafios em maxilas atróficas, diversas abordagens cirúrgicas
têm sido desenvolvidas, como a instalação de implantes em regiões de pilares anatômicos, a
técnica de elevação do seio maxilar, a lateralização do nervo alveolar inferior, a distração
osteogênica e o uso de enxertos ósseos para reconstrução das áreas reabsorvidas. Atualmente,
há uma ampla gama de técnicas e biomateriais disponíveis, permitindo uma reabilitação mais
eficaz e individualizada para cada caso clínico (Alshamrani et al; 2023).
Existem dois tipos de reconstrução óssea: as técnicas de elevação do pavimento do
seio maxilar, a qual também se denomida de Sinus-lift e as técnicas de reconstrução das cristas
alveolares (Alshamrani et al; 2023).
3.4.1Técnica de elevação do pavimento do seio maxilar - Sinus-lift
Em 1976, Tatum descreveu a técnica de elevação do assoalho do seio maxilar,
também conhecida como “sinus lift”, cujo principal objetivo é reconstruir defeitos ósseos
verticais na região posterior da maxila, possibilitando posteriormente a instalação de implantes
dentários endoósseos. Essa região, devido à pneumatização do seio maxilar, continua
representando um desafio significativo para os cirurgiões (Mittal, Jindal, Garg, 2016),
(Moharamzadeh, 2023).
22

O seio maxilar é revestido pela membrana de Schneider, uma estrutura delicada,


composta por epitélio respiratório pseudoestratificado ciliado, de espessura fina e firmemente
aderida ao osso subjacente. A técnica visa promover a regeneração óssea por meio de enxertos,
com o intuito de formar novo tecido ósseo maduro e volumoso, capaz de oferecer estabilidade
adequada para a fixação dos implantes (Alshamrani et al; 2023), (Sala, Lu, Chrcanovic, 2024).
Entre as variações dessa técnica, as mais utilizadas são a abordagem transcrestal e
a técnica da janela lateral. Na técnica da janela lateral, utiliza-se instrumentos rotatórios para
abrir uma janela óssea na parede vestibular do seio maxilar. A seguir, a membrana de Schneider
é cuidadosamente elevada, criando um espaço para inserção do material de enxerto ósseo (De
Almeida Caramelo, 2013), (Sala, Lu, Chrcanovic, 2024).
A cirurgia inicia-se com a realização de um retalho mucoperiostal na crista
alveolar, expondo a parede óssea lateral da maxila. Uma osteotomia é então realizada com uma
broca esférica diamantada, criando uma abertura de formato arredondado ou oval. Após a
exposição da membrana sinusal, esta é descolada com cautela do assoalho do seio, formando o
espaço necessário para a inserção parcial do enxerto, geralmente autógeno. A integridade da
membrana é verificada com a manobra de Valsalva, garantindo que não houve perfuração
(Alshamrani et al; 2023).
O objetivo principal dessa técnica é o ganho vertical de osso entre 5 e 12 mm na
parede lateral da maxila, tornando possível a colocação de implantes dentários convencionais.
Já na abordagem transcrestal, são utilizados osteótomos para acessar o seio maxilar por meio
da crista alveolar. A elevação da membrana de Schneider ocorre por meio da pressão controlada
exercida pelos osteótomos, associada à inserção do enxerto ósseo pelo mesmo acesso. A
complicação mais frequente relatada na literatura para ambas as técnicas é a perfuração da
membrana de Schneider, o que pode comprometer o sucesso do procedimento (Esposito, et al;
2010), (Al-Noori, Makaw, 2022).
3.4.2 Técnica de elevação Atraumática do seio Maxilar com Osteótomos de Summers
A técnica atraumática introduzida por Summers em 1994 propõe o uso de
osteótomos instrumentos cilíndricos com extremidade côncava para promover a elevação do
assoalho do seio maxilar de forma minimamente invasiva. Esses instrumentos permitem
deslocar o osso alveolar em direção à cavidade sinusal, promovendo simultaneamente a
elevação do periósteo e da membrana sinusal com mínimo trauma tecidual. O principal objetivo
dessa abordagem é utilizar osteótomos de diferentes comprimentos e diâmetros para expandir
delicadamente o leito ósseo, preservando a integridade da membrana sinusal, uma vez que não
23

há contato direto com os instrumentos, reduzindo, assim, o risco de perfuração (Alshamrani et


al; 2023), (Mittal, Jindal, Garg, 2016).
Esta técnica é indicada especialmente em situações em que há um remanescente
ósseo mínimo de 5 a 6 milímetros de altura, condição facilitada pela baixa densidade óssea da
região posterior da maxila. Nestes casos, é possível alcançar um ganho vertical de até 4
milímetros de osso, sendo um procedimento conservador e menos traumático, pois não requer
desgaste ósseo extensivo e ainda proporciona um bom suporte para a instalação de implantes
(Mittal, Jindal, Garg, 2016), (Moharamzadeh, 2023).
As técnicas de levantamento do seio maxilar podem ser realizadas em um ou dois
estágios cirúrgicos. Na abordagem em um único estágio, o implante dentário é instalado
simultaneamente ao enxerto ósseo, sendo necessário, para isso, um mínimo de 5 a 10 milímetros
de altura óssea residual sob o seio maxilar, além de uma largura mínima de 4 milímetros para
garantir a estabilidade primária do implante ou em um segundo estágio após a cicatrização do
local enxertado (Mittal, Jindal, Garg, 2016), (Moharamzadeh, 2023).
3.5 Biomaterias usados para o levamento de seio maxilar
Para a restauração de uma espessura óssea adequada, diversos biomateriais têm sido
amplamente empregados, com destaque para os enxertos autógenos e xenógenos. Atualmente,
observa-se um crescente uso de técnicas associadas a esses biomateriais com o objetivo de
promover o aumento da dimensão vertical da maxila, buscando não apenas melhorar o
prognóstico cicatricial, mas também favorecer a previsibilidade na instalação de implantes
dentários (Devameena, et al. 2020), (Lisiak-Myszke, et al., 2020).
De acordo com sua origem e composição, os materiais de enxertia óssea podem ser
classificados em cinco categorias principais: autoenxertos, aloenxertos, xenoenxertos, enxertos
aloplásticos e promotores de crescimento (Devameena, et al. 2020), (Lisiak-Myszke, et al.,
2020).
• Autoenxertos
São enxertos ósseos retirados do próprio paciente, geralmente de áreas intraorais ou
extraorais, e são considerados o "padrão ouro" por apresentarem alta biocompatibilidade,
potencial osteogênico e osteocondutivo, além de promoverem angiogênese e liberação de
fatores de crescimento. Sua integração ocorre sem resposta imunológica adversa. No entanto,
sua aplicação apresenta desvantagens, como aumento do tempo cirúrgico, maior morbidade no
sítio doador e quantidade limitada de material disponível, dependendo da área de coleta
(Devameena, et al. 2020).
24

• Aloenxertos
Originam-se de doadores humanos distintos do receptor e são geralmente obtidos
em bancos de tecidos. Esse tipo de enxerto evita a necessidade de uma segunda cirurgia no
paciente, sendo comumente utilizado na forma de matriz óssea desmineralizada (DBM) ou
enxerto liofilizado desmineralizado (DFDBA). Por apresentarem menor resistência mecânica e
manipulação limitada, frequentemente são combinados com materiais aloplásticos ou
xenoenxertos (Devameena, et al. 2020).
• Xenoenxertos
São biomateriais derivados de espécies diferentes da humana, como bovinos ou
suínos. Sua principal função é atuar como arcabouço para regeneração óssea, mantendo a área
livre de invasão de tecido mole. Entre os mais utilizados destaca-se o osso bovino mineralizado
(BBM), aplicado em procedimentos como preservação alveolar pós-extração, elevação do seio
maxilar (sinus lift) e reconstrução de defeitos peri-implantares (Devameena, et al. 2020).
• Enxertos Aloplásticos
Compreendem materiais sintéticos, como hidroxiapatita (HA), fosfatos de cálcio e
vidro bioativo. Têm como função fornecer uma estrutura física para suporte à neoformação
óssea, atuando principalmente como materiais osteocondutivos. Destacam-se pela
previsibilidade a médio e longo prazo, além da ausência de risco imunológico ou transmissão
de doenças (Devameena, et al. 2020).
• Promotores de Crescimento
São substâncias bioativas que, quando associadas a proteínas morfogenéticas ósseas
(BMPs), estimulam a regeneração óssea. Possuem propriedades osteoindutoras, acelerando a
maturação do tecido ósseo e reduzindo a necessidade de grandes volumes de enxerto,
favorecendo uma cicatrização mais eficiente (Devameena, et al. 2020).
O enxerto ideal é aquele que possibilita a formação de osso novo por meio de três
mecanismos fundamentais: osteogênese (formação direta por células osteoprogenitoras),
osteoindução (estimulação de células indiferenciadas a se transformarem em osteoblastos) e
osteocondutividade (formação óssea guiada por uma matriz tridimensional). A seleção
adequada do material e da técnica de enxertia deve considerar essas propriedades para garantir
resultados previsíveis e duradouros no tratamento de atrofias ósseas maxilares (Devameena, et
al. 2020), (Vujović, et al., 2022).
25

A osteogênese ocorre quando osteoblastos ou células precursoras osteogênicas


iniciam a formação de novos centros de tecido ósseo. Já na osteoindução, o enxerto atua
estimulando a diferenciação de células indiferenciadas em osteoblastos, promovendo, assim, a
formação de matriz óssea. Por fim, na osteocondução, o enxerto serve como estrutura de suporte
(arcabouço) para que o tecido ósseo adjacente deposite novo osso, sendo essa matriz
gradualmente reabsorvida e substituída por osso neoformado (Devameena, et al. 2020),
(Vujović, et al., 2022).
Tabela 1: Mecanismos para formação óssea
OSTEOGÉNESE OSTEOINDUÇÃO OSTEOCONDUÇÃO
- A osteogênese refere-se à - Osteoindução corresponde - A osteocondução é a
formação e ao à habilidade de um material capacidade de um material
desenvolvimento do tecido em estimular a formação de de atuar como um
ósseo, sendo promovida novo osso, influenciando arcabouço, permitindo a
por materiais derivados ou diretamente a diferenciação deposição de tecido ósseo ao
compostos por tecidos ou maturação de células longo de sua superfície ou
naturais que participam do mesenquimais em em seus poros.
crescimento ou reparo osteoblastos
ósseo. - Osteoprogenitoras 
osteoblastos
Fonte: (Devameena, et al. 2020).
3.6 Implantes zigomáticos
Em 1988, Branemark introduziu a técnica cirúrgica de instalação de implantes
zigomáticos como uma alternativa para a reabilitação de pacientes com severa atrofia do
rebordo maxilar. Essa abordagem revolucionária visa reduzir tanto o tempo de tratamento
quanto a morbidade cirúrgica, permitindo, em muitos casos, a instalação dos implantes em um
único tempo cirúrgico (Vittorio Moraschini, et al., 2022), (Magalhães, et al., 2021), (Morais, et
al., 2024).
Diferentemente dos implantes convencionais, cujos comprimentos variam entre 5 e
17 mm, os implantes zigomáticos possuem comprimentos que variam de 30 a 62,5 mm. Esses
implantes são ancorados no osso zigomático, uma estrutura óssea densa e resistente,
proporcionando elevada estabilidade inicial. A porção coronária do implante se localiza na
região da gengiva, enquanto sua extremidade apical se posiciona no interior do osso zigomático,
frequentemente atravessando o seio maxilar (Pandita, et al., 2016), (Morais, et al., 2024).
26

A técnica apresenta duas principais modalidades de reabilitação: a primeira


combina dois implantes zigomáticos com dois implantes convencionais na região anterior da
maxila; a segunda utiliza exclusivamente quatro implantes zigomáticos, sem necessidade de
implantes anteriores, sendo idealmente aplicada com protocolo de carga imediata. Essa
abordagem, também conhecida como "All-on-4 Zigoma", é especialmente indicada em casos
de edentulismo total e extrema reabsorção óssea maxilar, nos quais a quantidade de osso
disponível é insuficiente para suportar implantes convencionais (Vittorio Moraschini, et al.,
2022).
A instalação dos implantes zigomáticos exige alto grau de conhecimento anatômico
e habilidade cirúrgica, uma vez que a técnica envolve estruturas nobres e sensíveis, como o seio
maxilar, a órbita e o nervo zigomático-facial. Ainda assim, apresenta vantagens significativas
quando comparada às técnicas com enxertos ósseos, incluindo menor tempo de tratamento,
menor morbidade pós-operatória e previsibilidade dos resultados (Chaware, et al., 2021),
(Magalhães, et al., 2021).
Entre os principais benefícios clínicos para os pacientes, destaca-se a eliminação da
necessidade de enxertos ósseos, que são procedimentos mais complexos, demorados e
associados a maior risco de complicações. Além disso, a elevada densidade do osso zigomático
(aproximadamente 98%) garante excelente estabilidade primária dos implantes, favorecendo a
aplicação de protocolos com carga imediata e proporcionando reabilitações funcionais e
estéticas em menor tempo (Al-Noori, Makaw, 2022).
Assim, os implantes zigomáticos representam uma solução eficaz, segura e
moderna para a reabilitação de maxilas atróficas, especialmente em pacientes com edentulismo
total ou perdas dentárias severas, oferecendo melhor qualidade de vida por meio da restauração
da função mastigatória, fonética e da estética facial (Magalhães, et al., 2021).
Segundo Kim, et al., 2019, as complicações mais frequentemente relatadas na
literatura associadas à reabilitação oral com implantes zigomáticos incluem sinusite maxilar,
formação de fístulas orossinusais, infecções localizadas no seio maxilar e nos tecidos moles
adjacentes, hematomas faciais ou periorbitais, hiperplasia gengival, perfuração da cavidade
orbitária, epistaxe (sangramento nasal) geralmente autolimitada até o terceiro dia pós-
operatório, alterações neurossensoriais transitórias, enfisema subcutâneo e, em casos de dor
persistente, pode ser necessária a remoção do implante zigomático (Kheiri, et al., 2025).
3.6.1 Técnicas Cirúrgicas para Colocação de Implantes Zigomáticos
• Técnica Intrasinusal
27

Considerada a técnica clássica introduzida por Branemark, consiste na instalação


do implante zigomático por meio da fixação de suas espiras no osso cortical maxilar estável. O
implante atravessa o interior do seio maxilar e é fixado apicalmente no osso zigomático. Com
isso, a plataforma do implante fica posicionada abaixo do rebordo alveolar palatino,
favorecendo maior estabilidade da prótese nas regiões posteriores, apesar da limitação de
largura. Essa abordagem apresenta taxa de sucesso de aproximadamente 98,3%, sendo a
sinusite maxilar a complicação mais frequente (Aleksandrowicz, 2019), (Morais, et al., 2024).
• Técnica Exteriorizada
De acordo com Aleksandrowicz, 2019, nesta técnica, o implante é inserido por fora
do seio maxilar até alcançar o osso zigomático. A plataforma emerge em uma posição mais
coronal, próxima ao topo da crista alveolar remanescente e fora da cavidade sinusal,
proporcionando um perfil protético mais favorável. Um dos principais benefícios é a melhor
visualização da região cirúrgica, o que facilita o preparo do leito e a instalação do implante.
• Técnica Simplificada
Utiliza como referência anatômica a fenda sinusal lateral, localizada fora da parede
lateral do seio maxilar, permitindo o direcionamento do implante através da maxila até a região
da junção do rebordo orbitário lateral com o arco zigomático. Apesar de menos invasiva, a
principal limitação dessa técnica é a visibilidade reduzida do ponto exato de inserção no osso
zigomático, aumentando o risco de perfuração da parede óssea posterior (Aleksandrowicz,
2019).
• Abordagem ZAGA (Zygomatic Anatomy-Guided Approach)
Segundo Moraschini et al., (2023), essa abordagem visa personalizar a trajetória do
implante com base na anatomia individual do paciente, proporcionando melhor adaptação
protética e maior previsibilidade cirúrgica. A classificação ZAGA divide os casos em cinco
tipos:
⮚ ZAGA 0: A parede anterior do seio maxilar é plana e a largura maxilar é preservada. O
implante segue trajeto totalmente intrasinusal, com a cabeça posicionada na crista alveolar
(Moraschini, et al., 2023).
⮚ ZAGA 1: Similar ao tipo 0, mas com leve concavidade na parede anterior do seio. A
maior parte do implante permanece intrasinusal, com a cabeça também localizada na crista
alveolar (Moraschini, et al., 2023).
⮚ ZAGA 2: A parede anterior é mais côncava. O implante mantém contato com o osso da
parede lateral do seio, crista alveolar e osso zigomático, com um trajeto parcialmente extra-
sinusal (Moraschini, et al., 2023).
28

⮚ ZAGA 3: Concavidade acentuada da parede anterior. A osteotomia é feita do palato até


a vestibular, e o corpo do implante percorre um trajeto extra-sinusal antes de alcançar o osso
zigomático (Moraschini, et al., 2023).
⮚ ZAGA 4: Casos de atrofia severa horizontal e vertical do osso alveolar e maxilar. O
implante segue trajeto completamente extra-sinusal, com sua plataforma localizada
vestibularmente à crista alveolar. A fixação ocorre na parede lateral do seio maxilar e no osso
zigomático, sem necessidade de osteotomia (Moraschini, et al., 2023).

4 CONCLUSÃO
A reabilitação oral de pacientes com maxila atrófica representa um dos grandes
desafios na implantodontia moderna, sobretudo devido à reabsorção óssea severa e às
limitações anatômicas impostas pelo seio maxilar pneumatizado. Este trabalho, por meio de
uma revisão narrativa da literatura, permitiu comparar duas abordagens cirúrgicas amplamente
utilizadas para solucionar esse problema: a técnica de levantamento do seio maxilar (sinus lift)
e a instalação de implantes zigomáticos.
A técnica de elevação do seio maxilar demonstrou-se eficaz em casos com altura
óssea residual intermediária, proporcionando condições favoráveis para a instalação de
implantes após o uso de biomateriais, especialmente em procedimentos que requerem ganho
vertical de até 12 mm. Por outro lado, os implantes zigomáticos destacaram-se como alternativa
viável para pacientes com extrema atrofia óssea, permitindo reabilitações sem a necessidade de
enxertos ósseos, com alta taxa de sucesso clínico e possibilidade de carga imediata.
Ambas as abordagens mostraram resultados promissores, com indicações clínicas
bem definidas. A escolha entre elas deve considerar a anatomia individual do paciente, a
experiência do cirurgião, o estado sistêmico e as expectativas funcionais e estéticas do
tratamento. Portanto, conclui-se que a seleção adequada da técnica cirúrgica, aliada a um
planejamento individualizado e criterioso, é essencial para alcançar uma reabilitação oral
funcional, estética e duradoura em pacientes com maxila atrófica. Sugere-se, para estudos
futuros, a realização de ensaios clínicos randomizados com amostragens maiores e
acompanhamento em longo prazo, a fim de ampliar a compreensão sobre as complicações e
benefícios de cada técnica no contexto da implantodontia moderna.
REFERÊNCIAS

ALEKSANDROWICZ, Paweł et al. Extra-sinus zygomatic implants to avoid chronic sinusitis


and prosthetic arch malposition: 12 years of experience. Journal of Oral Implantology, v. 45, n. 1, p.
29

73-78, 2019. Disponível em: https://meridian.allenpress.com/joi/article-abstract/45/1/73/12410.


Acesso em: 16 abr 2025.
AL-NOORI, Noor Mohammed; MAKAWI, Fatima Ali. Techniques and graft materials used
in maxillary sinus lift procedure for dental implant placement. European Journal of Dental and Oral
Health, v. 3, n. 4, p. 6-10, 2022. Disponível em:
https://www.ejdent.org/index.php/ejdent/article/view/198. 27 mai 2025.
ALSHAMRANI, Abdulrahman M. et al. Maxillary sinus lift procedures: an overview of
current techniques, presurgical evaluation, and complications. Cureus, v. 15, n. 11, 2023. Disponível
em: https://www.cureus.com/articles/208202-maxillary-sinus-lift-procedures-an-overview-of-current-
techniques-presurgical-evaluation-and-complications.pdf. Acesso em: 16 abr 2025.
CHAWARE, Sachin Haribhau et al. The rehabilitation of posterior atrophic maxilla by using
the graftless option of short implant versus conventional long implant with sinus graft: a systematic
review and meta-analysis of randomized controlled clinical trial. The Journal of Indian
Prosthodontic Society, v. 21, n. 1, p. 28-44, 2021. Disponível em:
https://journals.lww.com/jips/fulltext/2021/21010/The_rehabilitation_of_posterior_atrophic_maxilla.5.
aspx. Acesso em: 16 abr 2025.
DEVAMEENA, S. et al. Sinus lift procedures in dental implants: A literature review on
techniques, recommendations, and complications. Indian Journal of Dental Sciences, v. 12, n. 3, p.
180-186, 2020. Disponível em:
https://journals.lww.com/ijds/fulltext/2020/12030/Sinus_Lift_Procedures_in_Dental_Implants__A.14.
aspx. Acesso em: 16 abr 2025.
FERNANDES FILHO, Wladimir et al. The importance of maxillary sinus lifting for the
installation of dental implants. Research, Society and Development, v. 9, n. 10, p. e4969108825-
e4969108825, 2020. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/8825. Acesso
em: 16 abr 2025.
GREENSTEIN, Gary; CARPENTIERI, Joseph R.; CAVALLARO, John. Dental cone-beam
scans: important anatomic views for the contemporary implant surgeon. Compend Contin Educ
Dent, v. 36, n. 10, p. 735-741, 2015. Diponivel em: https://www.researchgate.net/profile/Gary-
Greenstein/publication/285542099_Dental_Cone-
Beam_Scans_Important_Anatomic_Views_for_the_Contemporary_Implant_Surgeon/links/5663c4250
8ae418a786bb989/Dental-Cone-Beam-Scans-Important-Anatomic-Views-for-the-Contemporary-
Implant-Surgeon.pdf. Acesso em: 5 jun 2025.
KHEIRI, Lida et al. What are the outcomes of dental implant placement in sites with oroantral
communication using different treatment approaches?: a systematic review. BMC Oral Health, v. 25,
n. 1, p. 1-17, 2025. Diponivel em: https://link.springer.com/article/10.1186/s12903-025-05958-8.
Acesso em: 5 jun 2025.
KIM, Sung Won et al. Points to consider before the insertion of maxillary implants: the
otolaryngologist's perspective. Journal of periodontal & implant science, v. 49, n. 6, p. 346, 2019.
LISIAK-MYSZKE, Magdalena et al. Application of finite element analysis in oral and
maxillofacial surgery—A literature review. Materials, v. 13, n. 14, p. 3063, 2020. Diponivel em:
https://www.mdpi.com/1996-1944/13/14/3063. Acesso em: 5 jun 2025.
MAGALHÃES, Henrique Esteves et al. Implante Zigomático: Estado da Arte. MedNEXT
Journal of Medical and Health Sciences , v. 2, n. 3, p. 42–49-42–49, 2021. Disponível em:
https://synapse.koreamed.org/pdf/10.5051/jpis.2019.49.6.346. Acesso em: 16 abr 2025.
MITTAL, Yuvika; JINDAL, Govind; GARG, Sandeep. Bone manipulation procedures in
dental implants. Indian journal of dentistry, v. 7, n. 2, p. 86, 2016. Disponível em:
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4934094/. Acesso em: 16 abr 2025.
MOHARAMZADEH, Keyvan. A Comparison of the Clinical Performance Between the
Lateral Sinus Lifts and Percrestal Sinus Lifts in Severely Atrophied Posterior Maxilla. International
Journal, v. 10, n. 5, p. 35-46, 2023. Diponivel em: https://www.researchgate.net/profile/Sabrin-
Azim/publication/375288973_A_Comparison_of_the_Clinical_Performance_Between_the_Lateral_Si
nus_Lifts_and_Percrestal_Sinus_Lifts_in_Severely_Atrophied_Posterior_Maxilla/links/65b167869ce2
9c458bad160d/A-Comparison-of-the-Clinical-Performance-Between-the-Lateral-Sinus-Lifts-and-
Percrestal-Sinus-Lifts-in-Severely-Atrophied-Posterior-Maxilla.pdf. Acesso em: 5 jun 2025.
30

MORAIS, Gabriella et al. Major clinical relevance and considerations of zygomatic implants
in elderly patients: a systematic review. MedNEXT Journal of Medical and Health Sciences, v. 5, n.
S4, 2024. Diponivel em:
https://mednext.zotarellifilhoscientificworks.com/index.php/mednext/article/view/402/376. Acessso
em: 5 jun 2025.
MORASCHINI, Vittorio et al. Survival and complications of zygomatic implants compared to
conventional implants reported in longitudinal studies with a follow‐up period of at least 5 years: a
systematic review and meta‐analysis. Clinical Implant Dentistry and Related Research, v. 25, n. 1,
p. 177-189, 2023. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/cid.13153. Acesso
em: 16 abr 2025.
NGO, Huy Xuan et al. A narrative review of u-HA/PLLA, a bioactive resorbable
reconstruction material: applications in oral and maxillofacial surgery. Materials, v. 15, n. 1, p. 150,
2021. Diponivel em: https://www.mdpi.com/1996-1944/15/1/150. Acesso em: 5 jun 2025.
PANDITA, Amrita et al. Rehabilitation of resorbed maxilla with zygomatic implants-a
review. 2016. Disponível em: https://www.academia.edu/download/91054773/2-2-28.pdf. Acesso em:
16 abr 2025.
RAOUF, Kami; CHRCANOVIC, Bruno Ramos. Clinical outcomes of Pterygoid and
Maxillary Tuberosity implants: a systematic review. Journal of clinical medicine, v. 13, n. 15, p.
4544, 2024. Diponivel em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11312960/pdf/jcm-13-
04544.pdf. Acesso em: 5 jun 2025.
SALA, Yousef Mohamed; LU, Hans; CHRCANOVIC, Bruno Ramos. Clinical outcomes of
maxillary sinus floor perforation by dental implants and sinus membrane perforation during sinus
augmentation: A systematic review and meta-analysis. Journal of Clinical Medicine, v. 13, n. 5, p.
1253, 2024. Diponivel em: https://www.mdpi.com/2077-0383/13/5/1253. Acesso em: 5 jun 2025.
VITTORIO MORASCHINI, D. D. S. et al. Survival and complications of zygomatic implants
compared to conventional implants reported in longitudinal studies with a follow-up period of at least
5 years: a systematic review and meta-analysis. Clinical Implant Dentistry and Related Research,
[S. l.], v. 25, n. 1, p. 177–189, 14 nov. 2022. Disponível em:
https://www.silimport.com/s/2023moraschiniR.pdf. Acesso em: 16 abr 2025.
VUJOVIĆ, Sanja et al. Aplicações de materiais biodegradáveis à base de magnésio em
cirurgia reconstrutiva oral e maxilofacial: uma revisão. Molecules , v. 27, n. 17, p. 5529, 2022.
Diponivel em: https://www.mdpi.com/1420-3049/27/17/5529. Acesso em: 5 jun 2025.

APÊNDICE A – Artigo Científico


31

Reabilitação com implantes em maxila atrófica: levantamento de seio maxilar versus


implante zigomático

Implant rehabilitation in atrophic maxilla: maxillary sinus lift versus zygomatic implant

Luara Diógenes Pinheiro Barroso1


Tatiana Hassin Rodrigues Costa2
RESUMO
A perda óssea maxilar decorrente da perda dentária e ressalta os desafios enfrentados
na reabilitação protética em regiões posteriores da maxila, onde a pneumatização do seio
maxilar e a baixa densidade óssea limitam a colocação de implantes convencionais. Este
trabalho tem como objetivo comparar duas técnicas cirúrgicas amplamente utilizadas na
reabilitação de pacientes com maxila atrófica: a elevação do seio maxilar e a instalação de
implantes zigomáticos. A metodologia empregada consistiu em uma revisão de literatura
narrativa, de natureza qualitativa, descritiva e exploratória, com busca de artigos científicos nas
bases Google Acadêmico e periódicos científicos publicados a partir de 2015. Foram incluídos
estudos em inglês e português, abrangendo revisões sistemáticas, metanálises, estudos clínicos
e relatos de caso. Os resultados da revisão indicaram que ambas as técnicas são eficazes, porém
a escolha do tratamento deve considerar fatores como anatomia óssea remanescente, saúde
sistêmica do paciente, previsibilidade da técnica e experiência do cirurgião. Conclui-se que a
elevação do seio maxilar é preferida em casos de altura óssea intermediária e boa densidade,
enquanto os implantes zigomáticos são mais indicados em situações de atrofia severa,
permitindo carga imediata e evitando procedimentos mais complexos, como enxertos ósseos.
Ambas as abordagens demonstram alta taxa de sucesso clínico, desde que bem indicadas e
executadas de forma adequada.
Palavras-chave: Dental implants. Maxillary sinus lift. Zygomatic bone.

ABSTRACT
Maxillary bone loss resulting from tooth loss highlights the challenges faced in
prosthetic rehabilitation of the posterior maxillary region, where pneumatization of the
maxillary sinus and low bone density limit the placement of conventional implants. This study
aims to compare two widely used surgical techniques for the rehabilitation of patients with
atrophic maxilla: maxillary sinus elevation and the placement of zygomatic implants. The
methodology employed consisted of a narrative literature review of a qualitative, descriptive,
32

and exploratory nature, with a search for scientific articles in Google Scholar and scientific
journals published from 2015 onwards. Studies in both English and Portuguese were included,
encompassing systematic reviews, meta-analyses, clinical studies, and case reports. The results
of the review indicated that both techniques are effective; however, the choice of treatment
should consider factors such as the remaining bone anatomy, the patient’s systemic health, the
predictability of the technique, and the surgeon’s experience. It is concluded that sinus elevation
is preferred in cases with intermediate bone height and good bone density, whereas zygomatic
implants are more suitable in situations of severe atrophy, allowing for immediate loading and
avoiding more complex procedures such as bone grafting. Both approaches demonstrate high
clinical success rates, provided they are properly indicated and executed.
Keywords: Dental implants. Maxillary sinus lift. Zygomatic bone.

INTRODUÇÃO
Após a perda dentária, o processo alveolar da maxila sofre alterações anatômicas
horizontais e verticais, progressivas e previsíveis. Devido à falta de tratamento dentário, o osso
alveolar pode ser reabsorvido e pode até ocorrer perda óssea basal, que pode ser mais excessiva
em próteses mal ajustadas. Pacientes com maxila atrófica geralmente apresentam rebordo
alveolar remanescente que impede a instalação de implantes osseointegrados convencionais
(Lisiak-Myszke, et al., 2020).
A perda dentária nas regiões de pré-molares e molares superiores representa um desafio
significativo para o planejamento de implantes osseointegrados devido ao volume e anatomia
alterados do seio maxilar, que está associado à baixa densidade óssea, levando a consequências
negativas para a osseointegração dos implantes (Lisiak-Myszke, et al., 2020).
A altura óssea na região posterior da maxila é insuficiente para a colocação de implantes
convencionais e pode ser corrigida pela elevação do seio maxilar. Durante este procedimento,
o espaço criado entre o osso maxilar remanescente e a membrana Schneider elevada é
geralmente preenchido com material de enxerto, como osso autógeno, substituto ósseo ou uma
mistura dos dois. Desta forma, forma-se a porção óssea, permitindo a colocação imediata ou
retardada do implante. Atualmente, a elevação do seio maxilar é considerada uma prática
altamente previsível e eficaz na reabilitação da maxila atrófica (Devameena, et al. 2020).
O conhecimento da anatomia do seio é um pré-requisito para a compreensão dos
princípios envolvidos na realização de incisões apropriadas e no planejamento e manejo da
elevação do seio. Antes de realizar uma elevação de seio maxilar, o cirurgião-dentista também
deve estar familiarizado com outras estruturas anatômicas. O diagnóstico por imagem é um
33

componente importante do plano de tratamento de reabilitação oral para a região posterior da


maxila. A tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) fornece dimensões mais
precisas da altura e densidade óssea residual. Ele também fornece informações sobre o seio
maxilar, lesões do seio maxilar, membranas, canais arteriais nas paredes laterais do seio e
presença de septos (Greenstein, Carpentieri, Cavallaro, 2015).
Existem duas técnicas principais: transalveolar (crestal) e janela lateral, porém vários
autores (Al-Noori, Makaw, 2022)., (Mittal, Jindal, Garg, 2016), publicaram modificações
dessas técnicas. O tipo de técnica de elevação do seio nasal selecionada baseia-se
principalmente na altura óssea vertical residual, na largura óssea marginal, na anatomia
intranasal local e no número de coroas a serem colocadas, embora existam outros fatores, como
cirurgia, treinamento e experiência que podem ter impacto significativo nesta escolha (Raouf,
Chrcanovic, 2024).
A técnica da janela lateral envolve o uso de instrumentos rotacionais ou piezoelétricos
para criar uma janela óssea na parede medial do seio maxilar. A membrana Schneideriana é
então reposicionada em posição mais elevada e a nova área resultante é preenchida com material
de enxerto. Atualmente é uma técnica amplamente utilizada e considerada confiável,
principalmente utilizando osso autógeno (Mittal, Jindal, Garg, 2016).
Outra solução para a reparação de maxilares atrofiados é através de implantes fixados
no osso zigomático, disponíveis em diferentes comprimentos e inseridos através do rebordo
alveolar na zona dos primeiros molares ou de pré-molares. É inserido podendo passar
lateralmente pelo seio maxilar ou penetrar no osso zigomático (Pandita, et al., 2016).
Em 1989, Branemark desenvolveu um dispositivo de fixação zigomática para
ancoragem de implantes nos ossos zigomáticos e alveolares da maxila, inicialmente proposto
para o tratamento de pacientes maxilectomizados, fissuras labiais e paciente com maxila
atrófica. O implante zigomático é ancorado no osso palatino da maxila posterior reabsorvida,
atingindo a parte densa do osso zigomático. Com esse tipo de fixação, o enxerto ósseo autólogo
não é mais necessário e o osso existente pode ser utilizado como ancoragem para fixação,
encurtando assim o período de tratamento (Vittorio Moraschini, et al., 2022)
Além disso, esta tecnologia pode ser aplicada quando os pacientes não conseguem
receber enxertos autógenos para reduzir custos, encurtar o tempo de tratamento, reduzir a
morbidade e melhorar os resultados pós-operatórios. Além disso, o insucesso da cirurgia de
enxerto constitui uma boa opção para implantes zigomáticos, pois embora o enxerto ósseo
autógeno continue sendo o padrão-ouro para o enxerto de maxilas atróficas, outros materiais
34

foram identificados para este procedimento, como os ossos bovinos, ossos desmineralizados de
cadáveres e materiais sintéticos (Magalhães, et al., 2021).
Portanto, a elevação do seio maxilar e a colocação dos implantes zigomáticos são
alternativas cirúrgicas para a reabilitação implanto-suportada em maxila atrófica. A escolha da
técnica a ser utilizada deve ser baseada na avaliação criteriosa do paciente para garantir a
sobrevivência e o sucesso do tratamento em longo prazo (Magalhães, et al., 2021).

METODOLOGIA
Quanto ao tipo de pesquisa utilizada, refere-se à um estudo de revisão de literatura, do
tipo exploratória e descritiva, numa abordagem qualitativa e tem como objetivo principal
descrever e citar as contribuições dos autores para o tema da pesquisa. É exploratório, pois pode
aumentar o conhecimento sobre questões específicas e descritivo porque visa descrever com
precisão os fatos e fenômenos de uma determinada realidade. Opta-se por um método
qualitativo baseado no estudo sobre reabilitação com implantes em maxila atrófica:
levantamento de seio maxilar versus implante zigomático.
Para a execução da pesquisa bibliográfica, foram realizadas buscas de artigos
científicos que avaliaram a reabilitação com implantes em maxila atrófica: levantamento de
seio maxilar versus implante zigomático. A base de dado utilizada foi o Google Acadêmico. Os
termos pesquisados foram selecionados em inglês tendo como referência "Dental implants" and
"Maxillary sinus lift" and "zygomatic bone".
Vale ressaltar que os critérios de inclusão foram: artigos científicos, livros e
monografias publicadas, completos e em texto integral, tanto na língua portuguesa quanto no
inglês, estudos de revisão narrativa, metanálises revisões sistemáticas da literatura, relatos de
casos e estudos clínicos, assuntos diretos ou indiretos relacionados com o tema principal.
Portanto, os critérios de exclusão são: trabalhos publicados anteriores a 2015, e pesquisas que
disponibilizam apenas resumos. Dessa maneira, realizou-se uma pesquisa de revisão teórica e
bibliográfica sobre o tema referente a reabilitação com implantes em maxila atrófica:
levantamento de seio maxilar versus implante zigomático.

REVISÃO DE LITERATURA
35

A reabilitação de pacientes com perda parcial ou total dos dentes através de implantes
dentários tem apresentado resultados duradouros na atualidade. Contudo, para garantir a
estabilidade desses implantes, é imprescindível obter um volume e densidade óssea adequados.
A ausência de dentes, especialmente na região posterior da maxila, leva à reabsorção do osso
alveolar, resultando na expansão do seio maxilar (pneumatização), o que dificulta a reabilitação
com próteses (Lisiak-Myszke, et al., 2020).
A reabsorção óssea da crista alveolar das maxilas é um processo natural e gradual após
a perda dos dentes. A proximidade do seio maxilar em relação à crista alveolar pode intensificar
essa reabsorção, levando a um desajuste das dentaduras e, consequentemente, a uma alteração
da dimensão vertical da face. Essa alteração pode resultar em menor retenção e estabilidade das
dentaduras, dificuldades na fala e mastigação, além de afetar a harmonia facial e a autoestima
dos indivíduos (Lisiak-Myszke, et al., 2020).
Embora existam diversas técnicas modernas para reabilitar pacientes com maxilares
atrofiados, essa condição ainda representa um desafio para os cirurgiões e para o sucesso da
reabilitação. A limitação do uso de dentaduras e a dificuldade de instalar implantes dentários
convencionais devido à escassez óssea são os principais obstáculos. Em casos de reabsorção
óssea severa na maxila, o tratamento convencional com implantes dentários pode até mesmo
ser contraindicado (Raouf, Chrcanovic, 2024).
3.1 Classificação de Misch da Deficiência Óssea Subantral
Misch desenvolveu um sistema de classificação para orientar o planejamento do
tratamento com base na altura vertical do osso remanescente entre o assoalho do seio maxilar e
a crista do rebordo alveolar no local ideal para a colocação do implante. Esta classificação,
denominada Subantral (SA), correlaciona a altura e largura ósseas residuais com protocolos
específicos de manejo clínico, incluindo técnicas cirúrgicas, materiais de enxerto e o tempo
recomendado para a colocação do implante (Devameena, et al. 2020).
 SA-1: (altura óssea ≥12 mm): permite colocação convencional de implantes, podendo
requerer aumento de crista em casos de pouca largura.
 SA-2: (10–12 mm): indica-se elevação indireta do seio com osteótomos e colocação
simultânea do implante, com cicatrização entre 6 a 8 meses.
 SA-3: (≥5 mm): demanda elevação direta do seio pela técnica da janela lateral, com
enxerto ósseo e colocação tardia dos implantes.
 SA-4: (<5 mm de altura óssea): segue o mesmo protocolo da SA-3, porém com
maior tempo de espera (6 a 10 meses) para a instalação dos implantes.
36

Embora a classificação de Misch seja amplamente utilizada na prática clínica por sua
aplicabilidade, ela apresenta um grau significativo de subjetividade, o que dificulta a distinção
precisa entre os diferentes tipos de osso, especialmente nas tipologias intermediárias
(Devameena, et al. 2020).
3.2 Reabsorção óssea maxilar
O grau de reabsorção óssea é determinado por uma variedade de fatores
interrelacionados, abrangendo aspectos anatômicos, funcionais, metabólicos e protéticos. Entre
os fatores anatômicos, destacam-se o tamanho, a forma, a densidade dos rebordos ósseos, bem
como a espessura e o tipo de mucosa que os recobre. Já os fatores metabólicos envolvem
influências hormonais, vitamínicas e a atividade celular das células ósseas, além de variáveis
como sexo, idade e estado geral de saúde do paciente (Lisiak-Myszke, et al., 2020), (Ngo, et
al., 2021).
Em relação aos fatores funcionais, referem-se às forças aplicadas sobre a mucosa, cuja
frequência, intensidade, duração e direção impactam diretamente na estimulação celular,
podendo desencadear processos de reabsorção ou formação óssea, variações que são
particulares a cada indivíduo. Por sua vez, os fatores protéticos englobam as técnicas utilizadas,
os materiais empregados e os princípios adotados na confecção das próteses, os quais também
influenciam diretamente a estabilidade e preservação óssea (Lisiak-Myszke, et al., 2020), (Ngo,
et al., 2021).
Nos casos de atrofia maxilar severa decorrente de reabsorção óssea acentuada, observa-
se uma aproximação progressiva a estruturas anatômicas críticas, como o seio maxilar, a
cavidade nasal e o feixe neurovascular do canal incisivo, o que torna a reabilitação mais
complexa e individualizada (Lisiak-Myszke, et al., 2020).
3.3 Anatomia e fisiologia do seio maxilar
O seio maxilar, também conhecido como antro de Highmore, é a maior das cavidades
paranasais. Trata-se de uma cavidade pneumática de formato aproximadamente quadrilateral,
localizada no interior do corpo da maxila. Sua base está voltada medialmente em direção à
cavidade nasal, enquanto seu ápice se projeta lateralmente em direção ao osso zigomático
(Greenstein, Carpentieri, Cavallaro, 2015), (Sala, Lu, Chrcanovic, 2024).
Anatomicamente, o assoalho do seio maxilar situa-se geralmente acima das raízes dos
três molares superiores posteriores, podendo, em alguns casos, estender-se até a região dos
ápices dos pré-molares. Suas dimensões médias são de aproximadamente 20 mm de largura, 40
mm de altura e 30 mm de profundidade. O desenvolvimento completo do seio maxilar ocorre
37

apenas após a erupção dos dentes permanentes (Greenstein, Carpentieri, Cavallaro, 2015),
(Sala, Lu, Chrcanovic, 2024).
3.4 Reabilitação de maxilares atróficos através de reconstrução óssea
A regeneração óssea constitui um recurso fundamental para possibilitar a instalação
adequada de implantes dentários, viabilizando, assim, uma reabilitação protética eficiente e
duradoura. Diante disso, torna-se cada vez mais essencial um planejamento criterioso,
especialmente na identificação e abordagem de áreas anatomicamente desfavoráveis para a
colocação dos implantes (Al-Noori, Makaw, 2022)., (Mittal, Jindal, Garg, 2016).
Para superar esses desafios em maxilas atróficas, diversas abordagens cirúrgicas
têm sido desenvolvidas, como a instalação de implantes em regiões de pilares anatômicos, a
técnica de elevação do seio maxilar, a lateralização do nervo alveolar inferior, a distração
osteogênica e o uso de enxertos ósseos para reconstrução das áreas reabsorvidas. Atualmente,
há uma ampla gama de técnicas e biomateriais disponíveis, permitindo uma reabilitação mais
eficaz e individualizada para cada caso clínico (Alshamrani et al; 2023).
Existem dois tipos de reconstrução óssea: as técnicas de elevação do pavimento do
seio maxilar, a qual também se denomida de Sinus-lift e as técnicas de reconstrução das cristas
alveolares (Alshamrani et al; 2023).
3.4.1Técnica de elevação do pavimento do seio maxilar - Sinus-lift
Em 1976, Tatum descreveu a técnica de elevação do assoalho do seio maxilar,
também conhecida como “sinus lift”, cujo principal objetivo é reconstruir defeitos ósseos
verticais na região posterior da maxila, possibilitando posteriormente a instalação de implantes
dentários endoósseos. Essa região, devido à pneumatização do seio maxilar, continua
representando um desafio significativo para os cirurgiões (Mittal, Jindal, Garg, 2016),
(Moharamzadeh, 2023).
Entre as variações dessa técnica, as mais utilizadas são a abordagem transcrestal e
a técnica da janela lateral. Na técnica da janela lateral, utiliza-se instrumentos rotatórios para
abrir uma janela óssea na parede vestibular do seio maxilar. A seguir, a membrana de Schneider
é cuidadosamente elevada, criando um espaço para inserção do material de enxerto ósseo (De
Almeida Caramelo, 2013), (Sala, Lu, Chrcanovic, 2024).
O objetivo principal dessa técnica é o ganho vertical de osso entre 5 e 12 mm na
parede lateral da maxila, tornando possível a colocação de implantes dentários convencionais.
Já na abordagem transcrestal, são utilizados osteótomos para acessar o seio maxilar por meio
da crista alveolar. A elevação da membrana de Schneider ocorre por meio da pressão controlada
exercida pelos osteótomos, associada à inserção do enxerto ósseo pelo mesmo acesso. A
38

complicação mais frequente relatada na literatura para ambas as técnicas é a perfuração da


membrana de Schneider, o que pode comprometer o sucesso do procedimento (Esposito, et al;
2010), (Al-Noori, Makaw, 2022).
3.4.2 Técnica de elevação Atraumática do seio Maxilar com Osteótomos de Summers
A técnica atraumática introduzida por Summers em 1994 propõe o uso de
osteótomos instrumentos cilíndricos com extremidade côncava para promover a elevação do
assoalho do seio maxilar de forma minimamente invasiva. Esses instrumentos permitem
deslocar o osso alveolar em direção à cavidade sinusal, promovendo simultaneamente a
elevação do periósteo e da membrana sinusal com mínimo trauma tecidual. O principal objetivo
dessa abordagem é utilizar osteótomos de diferentes comprimentos e diâmetros para expandir
delicadamente o leito ósseo, preservando a integridade da membrana sinusal, uma vez que não
há contato direto com os instrumentos, reduzindo, assim, o risco de perfuração (Alshamrani et
al; 2023), (Mittal, Jindal, Garg, 2016).
As técnicas de levantamento do seio maxilar podem ser realizadas em um ou dois
estágios cirúrgicos. Na abordagem em um único estágio, o implante dentário é instalado
simultaneamente ao enxerto ósseo, sendo necessário, para isso, um mínimo de 5 a 10 milímetros
de altura óssea residual sob o seio maxilar, além de uma largura mínima de 4 milímetros para
garantir a estabilidade primária do implante ou em um segundo estágio após a cicatrização do
local enxertado (Mittal, Jindal, Garg, 2016), (Moharamzadeh, 2023).
3.5 Biomaterias usados para o levamento de seio maxilar
Para a restauração de uma espessura óssea adequada, diversos biomateriais têm sido
amplamente empregados, com destaque para os enxertos autógenos e xenógenos. Atualmente,
observa-se um crescente uso de técnicas associadas a esses biomateriais com o objetivo de
promover o aumento da dimensão vertical da maxila, buscando não apenas melhorar o
prognóstico cicatricial, mas também favorecer a previsibilidade na instalação de implantes
dentários (Devameena, et al. 2020), (Lisiak-Myszke, et al., 2020).
De acordo com sua origem e composição, os materiais de enxertia óssea podem ser
classificados em cinco categorias principais: autoenxertos, aloenxertos, xenoenxertos, enxertos
aloplásticos e promotores de crescimento (Devameena, et al. 2020), (Lisiak-Myszke, et al.,
2020).
 Autoenxertos: retirados do próprio paciente, são considerados o padrão ouro por
apresentarem alta biocompatibilidade, potencial osteogênico e osteocondutivo. Como
desvantagens, possuem maior tempo cirúrgico, morbidade no sítio doador e quantidade
limitada.
39

 Aloenxertos: provenientes de doadores humanos, evitam segunda cirurgia. São usados


como DBM ou DFDBA, porém têm menor resistência mecânica, sendo geralmente
combinados com outros materiais.
 Xenoenxertos: derivados de outras espécies (como bovinos), funcionam como suporte
para a regeneração óssea. São amplamente usados em sinus lift e preservação alveolar.
 Aloplásticos: materiais sintéticos como hidroxiapatita e vidro bioativo. Atuam como
arcabouço físico para formação óssea, com boa previsibilidade e sem risco imunológico.
 Promotores de Crescimento: substâncias bioativas que, com BMPs, aceleram a
formação óssea e reduzem a necessidade de enxerto, promovendo cicatrização eficaz.
O enxerto ideal é aquele que possibilita a formação de osso novo por meio de três
mecanismos fundamentais: osteogênese (formação direta por células osteoprogenitoras),
osteoindução (estimulação de células indiferenciadas a se transformarem em osteoblastos) e
osteocondutividade (formação óssea guiada por uma matriz tridimensional). A seleção
adequada do material e da técnica de enxertia deve considerar essas propriedades para garantir
resultados previsíveis e duradouros no tratamento de atrofias ósseas maxilares (Devameena, et
al. 2020), (Vujović, et al., 2022).
A osteogênese ocorre quando osteoblastos ou células precursoras osteogênicas
iniciam a formação de novos centros de tecido ósseo. Já na osteoindução, o enxerto atua
estimulando a diferenciação de células indiferenciadas em osteoblastos, promovendo, assim, a
formação de matriz óssea. Por fim, na osteocondução, o enxerto serve como estrutura de suporte
(arcabouço) para que o tecido ósseo adjacente deposite novo osso, sendo essa matriz
gradualmente reabsorvida e substituída por osso neoformado (Devameena, et al. 2020),
(Vujović, et al., 2022).
3.6 Implantes zigomáticos
Em 1988, Branemark introduziu a técnica cirúrgica de instalação de implantes
zigomáticos como uma alternativa para a reabilitação de pacientes com severa atrofia do
rebordo maxilar. Essa abordagem revolucionária visa reduzir tanto o tempo de tratamento
quanto a morbidade cirúrgica, permitindo, em muitos casos, a instalação dos implantes em um
único tempo cirúrgico (Vittorio Moraschini, et al., 2022), (Magalhães, et al., 2021), (Morais, et
al., 2024).
A técnica apresenta duas principais modalidades de reabilitação: a primeira
combina dois implantes zigomáticos com dois implantes convencionais na região anterior da
40

maxila; a segunda utiliza exclusivamente quatro implantes zigomáticos, sem necessidade de


implantes anteriores, sendo idealmente aplicada com protocolo de carga imediata. Essa
abordagem, também conhecida como "All-on-4 Zigoma", é especialmente indicada em casos
de edentulismo total e extrema reabsorção óssea maxilar, nos quais a quantidade de osso
disponível é insuficiente para suportar implantes convencionais (Vittorio Moraschini, et al.,
2022).
Entre os principais benefícios clínicos para os pacientes, destaca-se a eliminação da
necessidade de enxertos ósseos, que são procedimentos mais complexos, demorados e
associados a maior risco de complicações. Além disso, a elevada densidade do osso zigomático
(aproximadamente 98%) garante excelente estabilidade primária dos implantes, favorecendo a
aplicação de protocolos com carga imediata e proporcionando reabilitações funcionais e
estéticas em menor tempo (Al-Noori, Makaw, 2022).
Segundo Kim, et al., 2019, as complicações mais frequentemente relatadas na
literatura associadas à reabilitação oral com implantes zigomáticos incluem sinusite maxilar,
formação de fístulas orossinusais, infecções localizadas no seio maxilar e nos tecidos moles
adjacentes, hematomas faciais ou periorbitais, hiperplasia gengival, perfuração da cavidade
orbitária, epistaxe (sangramento nasal) geralmente autolimitada até o terceiro dia pós-
operatório, alterações neurossensoriais transitórias, enfisema subcutâneo e, em casos de dor
persistente, pode ser necessária a remoção do implante zigomático (Kheiri, et al., 2025).
3.6.1 Técnicas Cirúrgicas para Colocação de Implantes Zigomáticos
• Técnica Intrasinusal
Considerada a técnica clássica introduzida por Branemark, consiste na instalação
do implante zigomático por meio da fixação de suas espiras no osso cortical maxilar estável. O
implante atravessa o interior do seio maxilar e é fixado apicalmente no osso zigomático. Com
isso, a plataforma do implante fica posicionada abaixo do rebordo alveolar palatino,
favorecendo maior estabilidade da prótese nas regiões posteriores, apesar da limitação de
largura. Essa abordagem apresenta taxa de sucesso de aproximadamente 98,3%, sendo a
sinusite maxilar a complicação mais frequente (Aleksandrowicz, 2019), (Morais, et al., 2024).
• Técnica Exteriorizada
De acordo com Aleksandrowicz, 2019, nesta técnica, o implante é inserido por fora
do seio maxilar até alcançar o osso zigomático. A plataforma emerge em uma posição mais
coronal, próxima ao topo da crista alveolar remanescente e fora da cavidade sinusal,
proporcionando um perfil protético mais favorável. Um dos principais benefícios é a melhor
visualização da região cirúrgica, o que facilita o preparo do leito e a instalação do implante.
41

• Técnica Simplificada
Utiliza como referência anatômica a fenda sinusal lateral, localizada fora da parede
lateral do seio maxilar, permitindo o direcionamento do implante através da maxila até a região
da junção do rebordo orbitário lateral com o arco zigomático. Apesar de menos invasiva, a
principal limitação dessa técnica é a visibilidade reduzida do ponto exato de inserção no osso
zigomático, aumentando o risco de perfuração da parede óssea posterior (Aleksandrowicz,
2019).
• Abordagem ZAGA (Zygomatic Anatomy-Guided Approach)
Segundo Moraschini et al., (2023), essa abordagem visa personalizar a trajetória do
implante com base na anatomia individual do paciente, proporcionando melhor adaptação
protética e maior previsibilidade cirúrgica. A classificação ZAGA divide os casos em cinco
tipos:
⮚ ZAGA 0: A parede anterior do seio maxilar é plana e a largura maxilar é preservada. O
implante segue trajeto totalmente intrasinusal, com a cabeça posicionada na crista alveolar
(Moraschini, et al., 2023).
⮚ ZAGA 1: Similar ao tipo 0, mas com leve concavidade na parede anterior do seio. A
maior parte do implante permanece intrasinusal, com a cabeça também localizada na crista
alveolar (Moraschini, et al., 2023).
⮚ ZAGA 2: A parede anterior é mais côncava. O implante mantém contato com o osso da
parede lateral do seio, crista alveolar e osso zigomático, com um trajeto parcialmente extra-
sinusal (Moraschini, et al., 2023).
⮚ ZAGA 3: Concavidade acentuada da parede anterior. A osteotomia é feita do palato até
a vestibular, e o corpo do implante percorre um trajeto extra-sinusal antes de alcançar o osso
zigomático (Moraschini, et al., 2023).
⮚ ZAGA 4: Casos de atrofia severa horizontal e vertical do osso alveolar e maxilar. O
implante segue trajeto completamente extra-sinusal, com sua plataforma localizada
vestibularmente à crista alveolar. A fixação ocorre na parede lateral do seio maxilar e no osso
zigomático, sem necessidade de osteotomia (Moraschini, et al., 2023).

CONCLUSÃO
42

A reabilitação oral de pacientes com maxila atrófica representa um dos grandes


desafios na implantodontia moderna, sobretudo devido à reabsorção óssea severa e às
limitações anatômicas impostas pelo seio maxilar pneumatizado. Este trabalho, por meio de
uma revisão narrativa da literatura, permitiu comparar duas abordagens cirúrgicas amplamente
utilizadas para solucionar esse problema: a técnica de levantamento do seio maxilar (sinus lift)
e a instalação de implantes zigomáticos.
A técnica de elevação do seio maxilar demonstrou-se eficaz em casos com altura
óssea residual intermediária, proporcionando condições favoráveis para a instalação de
implantes após o uso de biomateriais, especialmente em procedimentos que requerem ganho
vertical de até 12 mm. Por outro lado, os implantes zigomáticos destacaram-se como alternativa
viável para pacientes com extrema atrofia óssea, permitindo reabilitações sem a necessidade de
enxertos ósseos, com alta taxa de sucesso clínico e possibilidade de carga imediata.
Ambas as abordagens mostraram resultados promissores, com indicações clínicas
bem definidas. A escolha entre elas deve considerar a anatomia individual do paciente, a
experiência do cirurgião, o estado sistêmico e as expectativas funcionais e estéticas do
tratamento. Portanto, conclui-se que a seleção adequada da técnica cirúrgica, aliada a um
planejamento individualizado e criterioso, é essencial para alcançar uma reabilitação oral
funcional, estética e duradoura em pacientes com maxila atrófica. Sugere-se, para estudos
futuros, a realização de ensaios clínicos randomizados com amostragens maiores e
acompanhamento em longo prazo, a fim de ampliar a compreensão sobre as complicações e
benefícios de cada técnica no contexto da implantodontia moderna.

REFERÊNCIAS
43

ALEKSANDROWICZ, Paweł et al. Extra-sinus zygomatic implants to avoid chronic sinusitis


and prosthetic arch malposition: 12 years of experience. Journal of Oral Implantology, v. 45, n. 1, p.
73-78, 2019. Disponível em: https://meridian.allenpress.com/joi/article-abstract/45/1/73/12410.
Acesso em: 16 abr 2025.
AL-NOORI, Noor Mohammed; MAKAWI, Fatima Ali. Techniques and graft materials used
in maxillary sinus lift procedure for dental implant placement. European Journal of Dental and Oral
Health, v. 3, n. 4, p. 6-10, 2022. Disponível em:
https://www.ejdent.org/index.php/ejdent/article/view/198. 27 mai 2025.
ALSHAMRANI, Abdulrahman M. et al. Maxillary sinus lift procedures: an overview of
current techniques, presurgical evaluation, and complications. Cureus, v. 15, n. 11, 2023. Disponível
em: https://www.cureus.com/articles/208202-maxillary-sinus-lift-procedures-an-overview-of-current-
techniques-presurgical-evaluation-and-complications.pdf. Acesso em: 16 abr 2025.
CHAWARE, Sachin Haribhau et al. The rehabilitation of posterior atrophic maxilla by using
the graftless option of short implant versus conventional long implant with sinus graft: a systematic
review and meta-analysis of randomized controlled clinical trial. The Journal of Indian
Prosthodontic Society, v. 21, n. 1, p. 28-44, 2021. Disponível em:
https://journals.lww.com/jips/fulltext/2021/21010/The_rehabilitation_of_posterior_atrophic_maxilla.5.
aspx. Acesso em: 16 abr 2025.
DEVAMEENA, S. et al. Sinus lift procedures in dental implants: A literature review on
techniques, recommendations, and complications. Indian Journal of Dental Sciences, v. 12, n. 3, p.
180-186, 2020. Disponível em:
https://journals.lww.com/ijds/fulltext/2020/12030/Sinus_Lift_Procedures_in_Dental_Implants__A.14.
aspx. Acesso em: 16 abr 2025.
FERNANDES FILHO, Wladimir et al. The importance of maxillary sinus lifting for the
installation of dental implants. Research, Society and Development, v. 9, n. 10, p. e4969108825-
e4969108825, 2020. Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/8825. Acesso
em: 16 abr 2025.
GREENSTEIN, Gary; CARPENTIERI, Joseph R.; CAVALLARO, John. Dental cone-beam
scans: important anatomic views for the contemporary implant surgeon. Compend Contin Educ
Dent, v. 36, n. 10, p. 735-741, 2015. Diponivel em: https://www.researchgate.net/profile/Gary-
Greenstein/publication/285542099_Dental_Cone-
Beam_Scans_Important_Anatomic_Views_for_the_Contemporary_Implant_Surgeon/links/5663c4250
8ae418a786bb989/Dental-Cone-Beam-Scans-Important-Anatomic-Views-for-the-Contemporary-
Implant-Surgeon.pdf. Acesso em: 5 jun 2025.
KHEIRI, Lida et al. What are the outcomes of dental implant placement in sites with oroantral
communication using different treatment approaches?: a systematic review. BMC Oral Health, v. 25,
n. 1, p. 1-17, 2025. Diponivel em: https://link.springer.com/article/10.1186/s12903-025-05958-8.
Acesso em: 5 jun 2025.
KIM, Sung Won et al. Points to consider before the insertion of maxillary implants: the
otolaryngologist's perspective. Journal of periodontal & implant science, v. 49, n. 6, p. 346, 2019.
LISIAK-MYSZKE, Magdalena et al. Application of finite element analysis in oral and
maxillofacial surgery—A literature review. Materials, v. 13, n. 14, p. 3063, 2020. Diponivel em:
https://www.mdpi.com/1996-1944/13/14/3063. Acesso em: 5 jun 2025.
MAGALHÃES, Henrique Esteves et al. Implante Zigomático: Estado da Arte. MedNEXT
Journal of Medical and Health Sciences , v. 2, n. 3, p. 42–49-42–49, 2021. Disponível em:
https://synapse.koreamed.org/pdf/10.5051/jpis.2019.49.6.346. Acesso em: 16 abr 2025.
MITTAL, Yuvika; JINDAL, Govind; GARG, Sandeep. Bone manipulation procedures in
dental implants. Indian journal of dentistry, v. 7, n. 2, p. 86, 2016. Disponível em:
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4934094/. Acesso em: 16 abr 2025.
MOHARAMZADEH, Keyvan. A Comparison of the Clinical Performance Between the
Lateral Sinus Lifts and Percrestal Sinus Lifts in Severely Atrophied Posterior Maxilla. International
Journal, v. 10, n. 5, p. 35-46, 2023. Diponivel em: https://www.researchgate.net/profile/Sabrin-
Azim/publication/375288973_A_Comparison_of_the_Clinical_Performance_Between_the_Lateral_Si
nus_Lifts_and_Percrestal_Sinus_Lifts_in_Severely_Atrophied_Posterior_Maxilla/links/65b167869ce2
44

9c458bad160d/A-Comparison-of-the-Clinical-Performance-Between-the-Lateral-Sinus-Lifts-and-
Percrestal-Sinus-Lifts-in-Severely-Atrophied-Posterior-Maxilla.pdf. Acesso em: 5 jun 2025.
MORAIS, Gabriella et al. Major clinical relevance and considerations of zygomatic implants
in elderly patients: a systematic review. MedNEXT Journal of Medical and Health Sciences, v. 5, n.
S4, 2024. Diponivel em:
https://mednext.zotarellifilhoscientificworks.com/index.php/mednext/article/view/402/376. Acessso
em: 5 jun 2025.
MORASCHINI, Vittorio et al. Survival and complications of zygomatic implants compared to
conventional implants reported in longitudinal studies with a follow‐up period of at least 5 years: a
systematic review and meta‐analysis. Clinical Implant Dentistry and Related Research, v. 25, n. 1,
p. 177-189, 2023. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/cid.13153. Acesso
em: 16 abr 2025.
NGO, Huy Xuan et al. A narrative review of u-HA/PLLA, a bioactive resorbable
reconstruction material: applications in oral and maxillofacial surgery. Materials, v. 15, n. 1, p. 150,
2021. Diponivel em: https://www.mdpi.com/1996-1944/15/1/150. Acesso em: 5 jun 2025.
PANDITA, Amrita et al. Rehabilitation of resorbed maxilla with zygomatic implants-a
review. 2016. Disponível em: https://www.academia.edu/download/91054773/2-2-28.pdf. Acesso em:
16 abr 2025.
RAOUF, Kami; CHRCANOVIC, Bruno Ramos. Clinical outcomes of Pterygoid and
Maxillary Tuberosity implants: a systematic review. Journal of clinical medicine, v. 13, n. 15, p.
4544, 2024. Diponivel em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11312960/pdf/jcm-13-
04544.pdf. Acesso em: 5 jun 2025.
SALA, Yousef Mohamed; LU, Hans; CHRCANOVIC, Bruno Ramos. Clinical outcomes of
maxillary sinus floor perforation by dental implants and sinus membrane perforation during sinus
augmentation: A systematic review and meta-analysis. Journal of Clinical Medicine, v. 13, n. 5, p.
1253, 2024. Diponivel em: https://www.mdpi.com/2077-0383/13/5/1253. Acesso em: 5 jun 2025.
VITTORIO MORASCHINI, D. D. S. et al. Survival and complications of zygomatic implants
compared to conventional implants reported in longitudinal studies with a follow-up period of at least
5 years: a systematic review and meta-analysis. Clinical Implant Dentistry and Related Research,
[S. l.], v. 25, n. 1, p. 177–189, 14 nov. 2022. Disponível em:
https://www.silimport.com/s/2023moraschiniR.pdf. Acesso em: 16 abr 2025.
VUJOVIĆ, Sanja et al. Aplicações de materiais biodegradáveis à base de magnésio em
cirurgia reconstrutiva oral e maxilofacial: uma revisão. Molecules , v. 27, n. 17, p. 5529, 2022.
Diponivel em: https://www.mdpi.com/1420-3049/27/17/5529. Acesso em: 5 jun 2025.

Você também pode gostar