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DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA (DPOC)

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma enfermidade respiratória


prevenível e tratável, caracterizada pela presença de obstrução crônica do fluxo aéreo,
que não é totalmente reversível. A obstrução do fluxo aéreo é geralmente progressiva e
está associada a uma resposta inflamatória anormal dos pulmões à inalação de partículas
ou gases tóxicos, causada primariamente pelo tabagismo. Embora a DPOC comprometa
os pulmões, ela também produz consequências sistêmicas significativas (CONSENSO...,
2004).
Atualmente, é a quarta causa de morte no mundo, sendo prevista como terceira até 2020.
Estima-se que 210 milhões de pessoas apresentem DPOC, sendo que 65 milhões
encontram-se nos estágios moderado e grave (ZÜGE et al., 2019).
Considera-se que um desequilíbrio entre oxidantes e antioxidantes desempenha papel
importante na patogênese da DPOC. Há evidências consideráveis de aumento da carga
oxidativa nos pulmões de pacientes com essa condição, o que pode estar envolvido em
muitos processos patogênicos, como lesão direta às células pulmonares, hipersecreção de
muco, inativação de antiproteases e aumento da inflamação pulmonar por meio da
ativação de fatores de transcrição sensíveis à oxirredução (MACNEE, 2005).
Pacientes com DPOC frequentemente apresentam fraqueza e diminuição da resistência
dos músculos respiratórios. Os fatores que deterioram a função e estrutura muscular
podem ser classificados como intrínsecos (relacionados à fisiologia) e extrínsecos
(relacionados ao ambiente). Entre os fatores intrínsecos encontram-se alterações
geométricas da parede torácica, do volume pulmonar e fatores metabólicos sistêmicos. A
hiperinsuflação pulmonar é um dos principais fatores que prejudicam a função muscular,
pois altera a forma e a geometria da parede torácica, levando à redução da zona de
aposição do diafragma. Além disso, o rebaixamento do diafragma reduz o comprimento
das fibras, o que compromete a capacidade do músculo em gerar força (DOURADO et
al., 2006).
Devido às suas características clínicas e comorbidades associadas, os pacientes com
DPOC tendem a adotar um comportamento sedentário. Isso impede que atinjam níveis
adequados de atividade física em comparação à população geral. O estilo de vida
sedentário, as manifestações sistêmicas da doença e a disfunção endotelial aumentam os
riscos cardiovasculares e de mortalidade (GUIDOTI et al., 2024).
Os sintomas da DPOC, especialmente a dispneia crônica e progressiva, frequentemente
interferem em diversos aspectos da vida dos pacientes, como nas atividades profissionais,
familiares, sociais e nas atividades da vida diária (AVD), podendo levar ao surgimento de
quadros depressivos e ansiosos, além de significativa redução na qualidade de vida. A
tosse — seca ou produtiva — está presente em cerca de 30% dos pacientes, e seu padrão
pode variar conforme a exposição aos fatores de risco. Durante as exacerbações da
doença, a tosse geralmente torna-se produtiva, com secreção diferente do habitual. O
exame físico pode revelar murmúrios vesiculares diminuídos e sibilos difusamente
distribuídos, variando ao longo dos dias. Nos casos graves e avançados, podem ocorrer
fadiga, perda de peso e anorexia, o que está associado a pior prognóstico, podendo
também indicar doenças concomitantes, como câncer ou tuberculose (VELLOSO;
JARDIM, 2006).

Tratamento
A classificação ABCD é atualmente utilizada para determinar o grupo de risco e o perfil
sintomático do paciente, orientando o tratamento inicial da DPOC. A conduta terapêutica
subsequente baseia-se na avaliação da intensidade dos sintomas e do perfil de risco de
exacerbações:
Grupo A – Baixo risco, poucos sintomas. Nenhuma exacerbação ou uma moderada (sem
hospitalização).
Grupo B – Baixo risco, muitos sintomas. Nenhuma exacerbação ou uma moderada (sem
hospitalização).
Grupo C – Alto risco, poucos sintomas. Uma ou mais exacerbações graves (com
hospitalização) ou duas ou mais moderadas nos últimos 12 meses.
Grupo D – Alto risco, muitos sintomas. Uma ou mais exacerbações graves (com
hospitalização) ou duas ou mais moderadas nos últimos 12 meses.
A abordagem terapêutica divide-se em tratamento medicamentoso e não medicamentoso.
Os broncodilatadores por via inalatória são a base do tratamento medicamentoso.
Tratamento não medicamentoso:
- Cessação do tabagismo;
- Reabilitação pulmonar e fisioterapia respiratória;
- Tratamento cirúrgico (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2021).
Outros tratamentos complementares:
- Oxigenoterapia domiciliar (uso mínimo de 15 horas/dia), que reduz a mortalidade em
pacientes com hipoxemia grave crônica;
- Adoção de medidas educativas, como o autocuidado em casos de exacerbação
(MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2021).

Referências
CONSENSO Brasileiro sobre Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica II - DPOC. Jornal
Brasileiro de Pneumologia, v. 30, supl. 5, p. S1–S42, 2004.
DOURADO, V. Z. et al. Alterações musculares na DPOC. Jornal Brasileiro de
Pneumologia, v. 32, n. 2, p. 161–171, 2006. https://doi.org/10.1590/s1806-
37132006000200012
GUIDOTI, A. B. et al. Correlações entre a atividade física diária, capacidade funcional e
saúde vascular em pacientes com DPOC. Brazilian Journal of Respiratory,
Cardiovascular and Critical Care Physiotherapy, v. 15, e00112023, 2024.
https://doi.org/10.47066/2966-4837.2024.0001pt
MACNEE, W. Pulmonary and systemic oxidant/antioxidant imbalance in chronic
obstructive pulmonary disease. Proceedings of the American Thoracic Society, v. 2, n. 1,
p. 50–60, 2005. https://doi.org/10.1513/pats.200411-056SF
MINISTÉRIO DA SAÚDE (Brasil). Portaria Conjunta SAES/SCTIE/MS nº 19, de 16 de
novembro de 2021. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/avaliacao-
de-tecnologias-em-saude/pro-tocolos-clinicos-e-diretrizes-terapeuticas. Acesso em: 14
jul. 2025.
VELLOSO, M.; JARDIM, J. R. Disfunção muscular na DPOC. Jornal Brasileiro de
Pneumologia, v. 32, n. 6, p. 580–586, 2006. https://doi.org/10.1590/s1806-
37132006000600017
ZÜGE, C. H. et al. Entendendo a funcionalidade de pessoas acometidas pela Doença
Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) sob a perspectiva e a validação do Comprehensive
ICF Core Set da Classificação Internacional de Funcionalidade. Cadernos Brasileiros de
Terapia Ocupacional, v. 27, n. 1, p. 27–34, 2019. https://doi.org/10.4322/2526-
8910.ctoao1582

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