INSTITUTO FEDERAL DA BAHIA
TÉCNICO DE NÍVEL MÉDIO EM ELETROMECÂNICA
ALICE ALMEIDA ARAÚJO COELHO
BIANCA SOUZA MOREIRA
JOÃO MARCOS SEIXAS DOURADO
LEVY RODRIGUES DE OLIVEIRA SILVA
ESTUDO EXPERIMENTAL DAS LINHAS DE CAMPO MAGNÉTICO
Atividade avaliativa apresentado como requisito
para avaliação parcial da I Unidade na disciplina
de Máquinas Elétricas do Curso Técnico em
Eletromecânica.
Docente: Reginey Azevedo Barbosa
IRECÊ
2025
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO...................................................................................................................................3
2. OBJETIVOS........................................................................................................................................4
3. MATERIAIS UTILIZADOS..............................................................................................................4
4. PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS........................................................................................ 5
4.1.Linhas de campo de um ímã permanente..................................................................................... 5
4.2. Bobina eletromagnética............................................................................................................... 7
4.3 Indutância de uma bobina...........................................................................................................10
4.4 Gerador....................................................................................................................................... 12
5. RESULTADO E DISCUSSÃO.........................................................................................................13
6. CONCLUSÃO................................................................................................................................... 17
7. FONTES E REFERÊNCIAS……………………………………………………………………...17
1. INTRODUÇÃO
A compreensão do funcionamento do campo magnético e as linhas de campo
permitiram o desenvolvimento tecnológico que provocou uma disrupção na estagnação dos
paradigmas produtivos e no aprofundamento da globalização com a criação das máquinas
elétricas. A ocorrência desse avanço só foi possibilitada pela identificação e formulação dos
conceitos magnéticos, que são o fator principal do funcionamento desses equipamentos
elétricos.
A conceituação do campo magnético consolidou-se, ao descrever a região do espaço
onde forças magnéticas se manifestam, mesmo na ausência de contato direto entre corpos.
Esse campo, exerce influência sobre outras cargas ou elementos ferromagnéticos,
promovendo interações que, até então, eram atribuídas apenas à ação instantânea à distância.
A formalização teórica, consolidada pelas linhas de força introduzidas por Faraday e
matematicamente sistematizada por Maxwell, forneceu as bases para mapear e prever o
comportamento das forças magnéticas no entorno de condutores, bobinas e núcleos
ferromagnéticos.
As linhas de campo magnético em conjunto formam o campo magnético, elas
constituem uma representação conceitual e teórica a respeito da direção, sentido e da
intensidade da ação magnética em torno de materiais magnetizados ou condutores percorridos
por corrente elétrica. Essas linhas emergem do polo norte magnético e se dirigem ao polo sul,
formando circuitos fechados. Assim, o conceito de linhas de campo tornou-se uma ferramenta
imprescindível para projetistas e engenheiros, pois viabiliza o cálculo de fluxos magnéticos,
induções e forças atuantes em máquinas elétricas e sistemas eletromagnéticos.
A operação das máquinas elétricas fundamenta-se no princípio físico segundo o qual a
energia, para ser convertida de uma forma para outra, exige a presença de um agente de
interação que permita transferir movimento, força ou corrente elétrica entre sistemas distintos
de forma controlada. Na prática, quando uma corrente elétrica percorre um condutor disposto
em um enrolamento, forma-se ao redor desse fio um campo magnético cuja intensidade e
direção dependem da magnitude da corrente e da geometria da bobina. Este campo interage
com campos magnéticos fixos, oriundos de ímãs permanentes ou de eletroímãs, produzindo
forças que resultam em movimento linear ou rotativo, conforme a estrutura do dispositivo.
Nos motores elétricos, essa interação manifesta-se no surgimento de um torque
aplicado ao rotor, cuja rotação transfere energia elétrica para energia mecânica disponível para
acionar equipamentos industriais, veículos elétricos ou sistemas automatizados. Nos
geradores, o processo inverso ocorre: um eixo conectado a uma fonte de energia mecânica,
como turbinas hidráulicas ou eólicas, gira enrolamentos que cortam linhas de campo
magnético, induzindo uma corrente elétrica que é canalizada para redes de distribuição. Já os
transformadores, embora não convertam energia de elétrica para mecânica, dependem
igualmente da concepção do campo magnético, pois operam por indução: a corrente alternada
na bobina primária cria um campo magnético oscilante que se propaga pelo núcleo
ferromagnético, induzindo tensão na bobina secundária, ajustando o nível de tensão elétrica
sem perdas excessivas.
2. OBJETIVOS
OBJETIVO GERAL
Analisar e traçar linhas de campo magnético geradas por um ímã permanente, a fim de
compreender o comportamento e a direção da forças magnéticas
OBJETIVO ESPECÍFICO
● Observar o padrão de distribuição das linhas do campo magnético em torno do ímã;
● Identificar pólos do ímã com base na direção das linhas;
● Relacionar a prática no laboratório com os conhecimentos adquiridos em sala.
3. MATERIAIS UTILIZADOS
Os materiais utilizados para esse experimento foram:
1. Folha sulfite;
2. Ímã permanente;
3. Limalha de ferro;
4. Bússola de bolso;
5. Bobina;
6. Multimetro;
7. Cabos com garras Jacaré;
8. Resistores;
9. Gerador de sinais;
10.Fonte de corrente cc.
4. PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS
4.1.Linhas de campo de um ímã permanente
Para o início da atividade experimental, utilizamos uma bússola de bolso com o
propósito de identificar de modo exato os polos magnéticos do ímã permanente (Figura 01),
assegurando assim a correta localização do polo Norte e do polo Sul. Após essa verificação
inicial, realizamos o desenho esquemático em papel do traçado teórico previsto para as linhas
de força, a fim de registrar a expectativa de distribuição do fluxo magnético ao redor do ímã.
Figura 01. Identificação dos polos magnéticos da bússola.
Fontes: Autores (2025).
Em seguida, foi posicionado sobre o ímã uma folha de sulfite, que obteve a função de
atuar como superfície de apoio isolante entre o corpo do ímã e a limalha de ferro. A utilização
dessa folha viabilizou que a limalha fosse distribuída de forma uniforme, sem que as
partículas ferromagnéticas se prendessem diretamente ao material do ímã, o que poderia gerar
aglomerações e distorcer a configuração real das linhas de campo. Posteriormente,
espalhou-se a limalha de ferro sobre a folha, cobrindo a área sobre o ímã, de modo a permitir
a visualização da interação magnética (Figura 02). Para favorecer o alinhamento das
partículas segundo o traçado real das linhas de força, efetuaram-se leves toques na superfície
do papel, procedimento que ajudou a limalha a se redistribuir, formando o padrão magnético
esperado.
Por fim, mantivemos a estrutura estática para possibilitar a análise completa do
desenho formado pela limalha de ferro, observando se o padrão revelado correspondia ao
comportamento teórico.
Figura 02. Formação visível das linhas de campo.
Fontes: Autores (2025).
Etapas executadas:
● Determinação dos polos magnéticos com a bússola.
● Desenho do traçado teórico das linhas de campo.
● Colocação da folha de sulfite sobre o ímã.
● Distribuição da limalha de ferro sobre a folha.
● Toques leves na folha para redistribuição da limalha.
● Observação e análise do padrão magnético obtido.
4.2. Bobina eletromagnética
Primeiramente, foi conectado terminais da bobina aos cabos positivo e negativo de
uma fonte de corrente contínua (0 a 30 VCC), mantendo a fonte desligada até o ajuste final da
tensão. Isso garante que a corrente elétrica passe apenas quando o circuito estiver todo
montado, evitando que a bobina queime.
Depois, foi analisado como a bobina está enrolada em relação aos terminais da fonte.
Usando a regra da mão direita para compreender qual será a direção do campo magnético e
onde estarão os polos Norte e Sul do eletroímã, registrou-se essa previsão em um esquema
simples (Figura 03). Isso servirá de base para comparar com o que realmente acontecerá
quando a fonte for acionada.
Figura 03. Utilização da regra da mão direita.
Fontes: Autores (2025).
Ligando a fonte e aumentando a tensão gradativamente até que a corrente chegue a
2A. Essa quantidade de corrente deve criar um campo magnético forte o suficiente para ser
visível. Com uma bússola, foi conferido se os polos do eletroímã estão de acordo com o que
foi previsto com as concepções teóricas e conceituais usando a regra da mão direita ( Figura
04).
Figura 04. Determinação dos polos da bobina.
Fontes: Autores (2025).
Para que as linhas do campo magnético fiquem visíveis, é colocado uma folha sulfite
sobre a bobina ligada e é espalhado limalha de ferro por cima. A limalha vai se alinhar,
mostrando o formato do campo magnético criado pela corrente (Figura 05).
Figura 05. Formação das linhas de campo criadas pela corrente eletromagnéticas.
Fontes: Autores (2025).
Etapas:
● Conectar os terminais da bobina à fonte desligada;
● Observar o enrolamento e aplicar a regra da mão direita;
● Registrar o sentido previsto em desenho;
● Ligar a fonte e ajusta a corrente até 2 A;
● Verificar os polos com a bússola;
● Posiciona a folha de acetato sobre a bobina;
● Espalhar a limalha de ferro;
● Bater levemente para definir o traçado;
● Observar e comparar o resultado com o previsto.
4.3 Indutância de uma bobina
Nesta etapa foi feito uma análise comparativa da resposta do componente diante da
variação de frequência de um sinal senoidal, com e sem a presença de núcleo magnético. O
procedimento iniciou-se com a montagem de um circuito em série contendo um indutor e um
resistor de 10 kΩ, sendo ambos monitorados por multímetros digitais ajustados na escala de
20 VCA (Figura 06). Utilizou-se cabos com garras jacaré para assegurar maior firmeza nas
conexões e maior precisão na leitura dos valores de tensão.
Figura 06. Circuito em série.
Fontes: Autores (2025)
Antes de ligar o gerador de sinais, foram cuidadosamente conectados os terminais da
fonte ao circuito, garantindo que o sinal seria aplicado apenas após o ajuste completo da
configuração. Após a ativação do gerador, iniciou-se o ajuste gradual da frequência até que as
tensões medidas sobre o resistor e sobre a bobina se igualassem — ponto este considerado
crítico, pois reflete a condição de igualdade de impedâncias entre os dois componentes
(Figura 07).
Figura 07. Registro da igualdade de impedâncias.
Fontes: Autores (2025).
Nesse momento específico, registrou-se a frequência exata em que ocorreu a igualdade
das tensões, pois ela seria a base para estimar o valor da indutância utilizando a equação do
divisor de tensão em corrente alternada. Com os dados em mãos, procedeu-se ao cálculo da
indutância, anotando-se o valor obtido.
Em sequência, inseriu-se um núcleo magnético no interior do indutor, tomando o
cuidado de evitar qualquer entreferro entre as partes, o que garantiria maior uniformidade no
campo magnético interno. Com o núcleo fixado, repetiram-se todos os passos anteriores:
aplicação do sinal senoidal, ajuste da frequência até a igualdade de tensões e novo cálculo do
valor da indutância com base no divisor de tensão.
Etapas executadas:
● Montagem do circuito com resistor e indutor em série.
● Medição da tensão individual com dois multímetros.
● Conexão do gerador de sinais e ajuste do modo senoidal.
● Identificação da frequência em que as tensões se igualaram.
● Cálculo da indutância sem núcleo.
● Inserção do núcleo magnético e repetição do procedimento.
● Comparação dos valores obtidos e cálculo da relutância.
4.4 Gerador
Na última atividade experimental, o foco concentrou-se na análise prática do
funcionamento de um gerador rotativo manual do tipo didático, composto por uma estrutura
com eixo horizontal, dois suportes laterais, um tambor com bobinas fixas conectadas a
terminais externos e um rotor com ímãs permanentes posicionados diante do núcleo
magnético da bobina. Um conjunto de fios foi conectado aos terminais da bobina, e na
extremidade livre dos condutores foram acoplados dois LEDs ( Figura 08).
O experimento começou com o acionamento manual do rotor por meio de uma
manivela lateral. Durante a rotação, os ímãs passaram repetidamente em frente ao núcleo
ferromagnético onde estavam enroladas as espiras de fio condutor. Isso provocou uma
variação do fluxo magnético dentro da bobina.
Figura 08. Gerador de corrente elétrica.
Fontes: Autores (2025).
5. RESULTADO E DISCUSSÃO
Ao espalhar a limalha de ferro sobre a folha de sulfite posicionada acima do ímã,
como mostrado na figura 2, foi observado o alinhamento das partículas ferromagnéticas de
forma a replicar o padrão esperado das linhas de campo magnético. As partículas de limalha
se agruparam em arcos que se estendiam de um polo ao outro do ímã, com maior
concentração de linhas nas proximidades dos polos, onde a intensidade do campo magnético é
mais elevada. Essa densidade de linhas diminuiu à medida que a distância do ímã aumentava,
indicando a atenuação da força magnética.
Esta etapa mostrou-se essencial para possibilitar a comparação entre o comportamento
prático da limalha de ferro e o modelo teórico das linhas de campo magnético.
A conformidade do padrão observado com o desenho esquemático teórico pré-traçado
foi notável, reforçando a validade do modelo das linhas de campo magnético. Os leves toques
na folha de papel foram cruciais para permitir a redistribuição da limalha, minimizando o
atrito e permitindo que as partículas se alinhassem com maior precisão às linhas de campo.
Qualquer desvio significativo entre o padrão teórico e o prático, embora mínimo neste caso,
poderia ser atribuído a fatores como a irregularidade na distribuição da limalha, vibrações
externas ou até mesmo pequenas impurezas no material. No entanto, a observação geral
confirmou que as linhas de campo magnético não são apenas um conceito abstrato, mas uma
representação visual precisa da influência magnética no espaço.
A montagem da bobina eletromagnética e a subsequente aplicação da corrente elétrica
permitiram a visualização do campo magnético gerado por um condutor percorrido por
corrente. Ao conectar os terminais da bobina a uma fonte de corrente contínua e ajustar a
corrente para 2 Amperes, um campo magnético foi estabelecido ao redor da bobina.
Para calcular a indutância magnética1, utilizando a fórmula abaixo:
L = R / (2 * π * f)
Onde:
- L é a indutância
- R é a resistência (10.176 Ω)
- f é a frequência (4671 Hz)
Substituindo os valores, obtemos:
L = 10.176 / (2 * π * 4671)
L = 10.176 / (2 * 3.14159 * 4671)
L = 10.176 / 29341.319
L ≈ 0.35 H
Assumindo-se que a bobina utilizada possui 4800 espiras, aplicou-se a fórmula da relutância
magnética2 para estimar esse parâmetro nos dois cenários (com e sem núcleo), considerando a
geometria e permeabilidade do material.
Sem Núcleo:
R = N² / L
Onde:
- N é o número de espiras (4800)
- L é a indutância (aproximadamente 0.35 H)
Substituindo os valores, obtemos:
R = 4800² / 0.35
R = 23040000 / 0.35
1
Indutância refere-se à característica de um circuito elétrico que resiste à alteração da corrente elétrica. Essa
resistência surge devido à formação de um campo magnético em torno do condutor, que responde à mudança na
corrente, gerando uma força eletromotriz (tensão) que busca se opor a essa alteração. A unidade de medida da
indutância é o henries (H).
2
A relutância magnética, também conhecida como resistência magnética, refere-se a uma característica de um
material que indica sua resistência ao movimento do campo magnético. Ela é um parâmetro fundamental para
entender o comportamento de circuitos magnéticos e depende da geometria do circuito e da permeabilidade do
material.
R ≈ 65828571.43
R ≈ 6.58 x 10⁷ A/Wb (após ajuste de notação científica para refletir o valor correto)
Com núcleo:
R = N² / L
Onde:
- N é o número de espiras (4800)
- L é a indutância (aproximadamente 5.26 H)
Substituindo os valores, obtemos:
R = 4800² / 5.26
R = 23040000 / 5.26
R ≈ 4380228.14
R ≈ 4.38 x 10⁶ A/Wb
Com a presença do núcleo ferromagnético, a relutância magnética foi reduzida
significativamente, o que permitiu uma maior eficiência no funcionamento do circuito
magnético. Isso ocorre porque o material ferromagnético tem uma permeabilidade magnética
muito maior do que o vácuo, permitindo que o fluxo magnético flua mais facilmente.
Esses valores são fundamentais para entender o comportamento do circuito magnético
e podem ser utilizados para otimizar o desempenho de dispositivos eletromagnéticos.
Foi utilizada a regra da mão direita para prever a direção do campo magnético e a
localização dos polos Norte e Sul do eletroímã. Ao enrolar os dedos da mão direita no sentido
da corrente que percorre a bobina, o polegar apontava para a direção do polo Norte. A bússola
confirmou essa previsão: a agulha da bússola se alinhou de acordo com a orientação prevista
do campo, com a ponta norte da bússola sendo atraída pelo polo sul do eletroímã e vice-versa.
Essa validação empírica da regra da mão direita é fundamental para a compreensão do
eletromagnetismo e sua aplicação em diversos dispositivos.
Similarmente ao experimento com o ímã permanente, a distribuição da limalha de
ferro sobre a folha de sulfite colocada sobre a bobina energizada revelou o padrão das linhas
de campo. Diferentemente do ímã permanente, o campo magnético gerado pela bobina se
concentrou mais densamente dentro do núcleo da bobina, estendendo-se para fora em forma
de laços, semelhante ao campo de um ímã de barra, mas com uma configuração mais
uniforme no centro. A densidade das linhas observadas foi diretamente proporcional à
intensidade da corrente aplicada, o que demonstra que a força do eletroímã pode ser
controlada pela magnitude da corrente.
Qualquer discrepância entre o padrão visualizado e o esperado poderia ser atribuída a
variações na uniformidade do enrolamento da bobina, flutuações na corrente elétrica, ou até
mesmo à sensibilidade da limalha de ferro. Contudo, a clara formação das linhas de campo e a
sua conformidade com a previsão teórica e a regra da mão direita confirmaram que a bobina
se comportou como um eletroímã, evidenciando a relação intrínseca entre corrente elétrica e
campo magnético.
Tivemos a oportunidade de observar um gerador de energia rotativo em
funcionamento e foi incrível ver como ele converte energia mecânica em energia elétrica.
Esse dispositivo é baseado no princípio da indução eletromagnética, descoberto por Michael
Faraday.
O gerador que observamos tinha um rotor, que é a parte móvel que gira quando uma
força mecânica é aplicada, e um estator, que é a parte fixa que envolve o rotor. Além disso, o
gerador possuía bobinas de fio condutor e ímãs que criam um campo magnético.
Quando o rotor começou a girar, o campo magnético criado pelos ímãs também girou,
fazendo com que o fluxo magnético através das bobinas do estator variasse. De acordo com a
lei de Faraday da indução eletromagnética, essa variação no fluxo magnético induziu uma
tensão elétrica nas bobinas. Essa tensão gerada foi suficiente para acender os LEDs
conectados ao gerador.
À medida que o rotor girou, a tensão gerada foi alternada, o que fez com que os LEDs
oscilassem. Isso ocorreu porque a corrente elétrica gerada pelo gerador mudou de direção
várias vezes por segundo, fazendo com que a luz emitida pelos LEDs também oscilasse.
A equação que rege a geração de tensão em um gerador é:
ΔΦ
ε = − 𝑁 ∆𝑡
Onde:
- ε é a tensão induzida
- N é o número de espiras da bobina
- Φ é o fluxo magnético
- dΦ/dt é a taxa de variação do fluxo magnético
Essa equação mostra que a tensão induzida é proporcional à taxa de variação do fluxo
magnético. Quanto mais rápido o rotor girar, maior será a taxa de variação do fluxo magnético
e, consequentemente, maior será a tensão induzida.
Em resumo, o gerador de energia rotativo funciona com base no princípio da indução
eletromagnética, convertendo energia mecânica em energia elétrica. A oscilação dos LEDs é
resultado da tensão alternada gerada pela variação do fluxo magnético. Foi incrível ver como
a física pode ser aplicada para gerar energia elétrica de forma eficiente. Esse experimento foi
uma ótima oportunidade para aprender sobre a geração de energia e como ela pode ser
utilizada em diferentes aplicações.
6. CONCLUSÃO
Os ensaios realizados proporcionaram uma compreensão mais detalhada dos princípios
relacionados ao campo magnético e suas linhas, tanto em ímãs permanentes quanto em
bobinas eletromagnéticas. As observações feitas durante as experiências corroboraram os
modelos teóricos, evidenciando a relevância da experimentação para a confirmação de teorias
científicas.
A prática experimental revelou-se crucial para a assimilação dos princípios do campo
magnético e das linhas de campo, possibilitando a visualização e o exame dos fenômenos
magnéticos. O trabalho prático auxilia na solidificação do conhecimento teórico e na
aquisição de habilidades indispensáveis para os profissionais do setor.
As atividades realizadas no laboratório validaram o aprendizado obtido nas aulas,
demonstrando a eficiência do método em evidenciar de forma prática a existência e a direção
das linhas de campo em um ímã permanente e em uma bobina eletromagnética. Essa conexão
é vital para a formação de profissionais competentes em física e engenharia.
Os princípios do campo magnético e suas linhas têm uma vasta gama de aplicações em
vários campos, incluindo engenharia elétrica e física, sendo essenciais para a criação de
tecnologias como motores elétricos, geradores e transformadores. A compreensão desses
conceitos é fundamental para promover inovações e aprimorar dispositivos e sistemas que
dependem de campos magnéticos.
7. FONTES E REFERÊNCIAS
VILLATE, Jaime. Física 2 Física 2 ELETRICIDADE E MAGNETISMO. [s.l.: s.n., s.d.].
Disponível em: <https://macbeth.if.usp.br/~gusev/eletricidade2.pdf>.
PROF, P; ANA, Rof; BARBARA, Na; et al. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL DE
EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA CAMPUS JOINVILLE
CAMPUS JOINVILLE A APOSTILA POSTILA DE DE E ELETROMAGNETISMO
LETROMAGNETISMO. [s.l.: s.n.], 2010. Disponível em:
<https://docente.ifsc.edu.br/joice.jeronimo/Material/ApostilaEletromagnetismo.pdf>.
EDUCAÇÃO, D; DE, Tecnológica; DEPARTAMENTO, Santa; et al. CENTRO FEDERAL.
[s.l.: s.n., s.d.]. Disponível em:
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BITENCOURT, Juliano; JULIANO, Padilha; PADILHA, Bitencourt; et al. [s.l.: s.n., s.d.].
Disponível em:
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maquina_v3-pdf>. Acesso em: 22 jul. 2025.
HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos da Física – Volume 3:
Eletromagnetismo. Tradução de R. S. de Biasi. Rio de Janeiro: LTC, [ed. nº], ano.