TEMA 11 Oposições Educação Infantil
TEMA 11 Oposições Educação Infantil
CONSECUÇÃODASCAPACIDADESGERAISDAETAPAATRAVÉSDOSOBJETIVOSE
CONTEÚDOSDASÁREASDOCURRÍCULODAEI
A divisão de seções é para facilitar o estudo esquemático do mesmo, mas no desenvolvimento do tema durante as 2 horas de oposição não convém.
escrever eles, mas elaborar um tema como um todo, como um bloco único, sem seções separadas.
INTRODUÇÃO
O tema escolhido, para esta primeira fase da oposição, é o tema 11 “Conquista das capacidades gerais da etapa...” e
se me permitem, começarei justificando a razão da minha escolha. O estudo deste tema é imprescindível porque é um dos
os temas cujo conteúdo supõe a base sobre a qual se sustenta a Educação Infantil, doravante EI, ao tratar do currículo de
a etapa e concretizar os elementos que a integram, como são os objetivos e conteúdos das áreas do currículo que vão
contribuir para desenvolver as capacidades definidas da etapa graças à prática diária em nossas salas de aula. Essas capacidades são
a meta do nosso trabalho diário, uma vez que temos que ajudar todos os nossos alunos e alunas a alcançá-las em um
ambiente de aprendizado motivador. É necessário, portanto, que conheçamos essas capacidades e como elas se concretizam
progressivamente nos diferentes elementos curriculares, como podem ser sequenciados e em quais documentos podem ser
refletidas.
Este fato não passa despercebido por nossa legislação educacional vigente. A Lei Orgânica de Educação de 2006, a partir de agora
LOE, modificada parcialmente pela LOMCE em 2013, e o Real Decreto 1630/2006, de 29 de dezembro, pelo qual se
estabelecem os ensinamentos mínimos do Segundo Ciclo de EI, bem como a concretização realizada pelo Principado das Astúrias em
exercício de suas competências educativas no Decreto 113/2014, de 3 de dezembro, pelo qual se regula a ordenação dos
conteúdos educativos do primeiro ciclo de EI e o Decreto 85/2008, de 3 de setembro, pelo qual se estabelece o currículo do
segundo ciclo de Educação Infantil destaca como finalidade da etapa de Educação Infantil, "contribuir para o desenvolvimento físico,
afetivo, social e intelectual das crianças e dos meninos
É de destacar que este tema guarda relação com todo o temário de EI e especialmente se complementa com os temas 12
(metodologia), 13 e 14 (planejamento direto para a sala de aula com as programações e 16 e 17 (criação de ambientes de aprendizagem
idôneos para levá-lo a cabo e organização de espaços, tempos e materiais), em um bloco de conteúdos que eu denominei
BLOCO DE DESENVOLVIMENTO CURRICULAR.
Para o desenvolvimento óptimo deste tema, devemos ter em conta algumas puntualizações:
1. O caráter não obrigatório desta etapa educativa implica que o currículo adotado também não possa ser.
Todos os aspectos apresentados, incluindo objetivos e conteúdos, são orientativos e não prescritivos.
2. A necessidade de uma colaboração estreita com as famílias, alcançando pontos de acordo em aspectos essenciais no
processo de desenvolvimento dos pequenos.
3. O equilíbrio entre uma fase com entidade própria e a coordenação obrigatória com as outras etapas educativas para
poder determinar as carências e necessidades que percebemos todos os profissionais a partir da nossa perspectiva
ciclo ou etapa.
4. Falamos de objetivos formulados sempre na forma de CAPACIDADES que queremos que nossos alunos alcancem
(tal e como marca o currículo). Segundo COLL (1986), existem diferentes fontes que nos ajudam a tomar decisões a
nível curricular: a análise sociocultural do contexto em que nos encontramos, a análise psicológica que proporciona
dados sobre as características do aluno e de seus processos de aprendizagem, a análise disciplinar, que fornece
dados sobre o conhecimento que cada disciplina oferece e a análise pedagógica que nos fornece informações
sobre as melhores situações de prática educativa que possibilitem a melhor aprendizagem.
5. A necessidade de organizar o currículo com diferentes níveis de concretização que recaem sobre diferentes agentes
educativos com o objetivo de adotar um modelo curricular aberto e flexível:
Um primeiro nível de concretização – Um documento de responsabilidade da administração educativa que estabelece os
objetivos gerais por etapas e/ou áreas e oferece orientações para o ensino e a avaliação. É o caso, por
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exemplo, do Decreto Real 1630/2006 de ensinamentos mínimos e os consequentes decretos autonómicos que o
desenvolvem.
Um segundo nível de concretização – É explicitado em um documento que se denomina Projeto Curricular de centro
(PCC) que elabora o Claustro do centro. Um passo a mais na concretização do currículo das ensinanças de EI lhe
corresponde ao equipe de ciclo desta etapa; aqueles que realizam um planejamento conjunto do currículo cujos
acordos a nível de ciclo se refletem na sua Proposta Pedagógica de EI. Neste caso, tomando como referência o
Decreto 113/2014, de 3 de dezembro, pelo qual se regula a ordenação dos conteúdos educativos do primeiro
ciclo de EI e o Decreto 85/2008, de 3 de setembro, pelo qual se estabelece o currículo do segundo ciclo de
Educação Infantil. Nesta proposta, concretizam-se os objetivos gerais da etapa, os objetivos e conteúdos de
cada uma das áreas e outros aspectos que definem a prática educativa do centro (objetivos gerais de cada
ciclo, secuenciação de conteúdos, metodologia didática, materiais curriculares que serão utilizados, decisões
relacionadas com a avaliação, os critérios de promoção dos ciclos, etc. Portanto, o segundo nível de
a concretização curricular está situada no próprio centro.
Um terceiro nível de concretização – É necessário concretizar, adaptar e planejar a programação do ciclo elaborada por
a equipe de EI a um grupo específico de alunos, de modo que cada docente atenda às diferentes necessidades do
alunado, formalizando o documento da Programação de aula, referente à ação de cada professor
durante um ano letivo.
E poderíamos mencionar um quarto nível de concretização – o configurado pelas Adaptações Curriculares. Neste
nível, cada maestro que exerce docência na etapa de EI precisa da identificação das necessidades educativas
específicas que apresentam seus alunos, a fim de concretizar o currículo da Programação Didática de Aula que já
elaborado a dichas particularidades.
Neste tema, vou abordar em profundidade os dois primeiros níveis, uma vez que os outros dois têm temas.
dedicados específicos dentro do temário deste processo de seleção.
6. Por último, falamos sobre diferentes tipos de conteúdos, mas ao mesmo tempo, apontaremos tanto para a organização curricular
estabelecida (as diferentes áreas ou domínios de experiência) como a certos critérios concretos para sua sequenciação e
organização.
Antes de iniciar esta exposição, é fundamental sinalizar cada seção para facilitar sua compreensão. Começaremos no
primeiro epígrafe, abordando a estrutura curricular da Educação Infantil com suas características básicas, diferenciando uma série de
momentos chave, o currículo e a estrutura da etapa, os objetivos gerais da mesma, as áreas curriculares e suas
objetivos e conteúdos, em suma, uma profunda reflexão sobre o primeiro nível de concretização curricular. O segundo epígrafo
estará dedicado ao segundo nível de concretização curricular (PCC). No terceiro apartado faremos uma breve menção ao terceiro
nível de concretização. Terminaremos a exposição do tema com algumas reflexões finais e um resumo das referências
bibliográficas das quais nos servimos para a realização do mesmo.
1.ESTRUTURACURRICULARDAEDUCAÇÃOINFANTIL.OBJETIVOSGERAISDAETAPA.
OBJETIVOSECONTEÚDOSGERAISDAÁREA
Atualmente, estamos imersos em um processo de mudança educacional causado pela implementação da nova Lei de
Educação LOMCE. Nossa etapa "sofre" neste processo, à espera de mudanças legislativas específicas. Mas, em qualquer
O currículo deve fornecer informações sobre o quê, o como e o quando ensinar e avaliar. A questão do que é
a que nos ocupa neste momento. A LOE-LOMCE No seu Título Preliminar, Capítulo III, Currículo. Artigo 6.1, estabelece que “se
entende por currículoo conjunto de objetivos, competências básicas, conteúdos, métodos pedagógicos e critérios de avaliação, de cada uma
das ensinanças reguladas na presente lei”. O Artigo 13 marca que os objetivos serão CAPACIDADES a desenvolver por nossos
alunos na Educação Infantil, enquanto o Artigo 14 estabelece que os conteúdos serão organizados em áreas. Da mesma forma,
no Título V Participação, autonomia e governo dos centros, Capítulo II Autonomia dos Centros, Artigo 121.1 Projeto
Educativo se estabelece que “O Projeto Educativo do centro coletará os valores, os objetivos e as prioridades de atuação. Assim sendo,
incorporará a concretização dos currículos estabelecidos pela Administração Educacional que cabe ao Claustro definir e aprovar, assim como o
tratamento transversal nas áreas, matérias ou módulos da educação em valores e outras aprendizagens.
Por sua vez, o REAL DECRETO 1630/2006, DE 29 DE DEZEMBRO marca os aspectos básicos do currículo da EI ao estabelecer em
seu artigo 3, sete objetivos gerais para a etapa, e em seu artigo 6 as áreas curriculares nas quais se organizam os objetivos e
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Conhecimento de Si Mesmo e Autonomia Pessoal, Conhecimento do Ambiente e Linguagens: Comunicação e
representação.
A LOE-LOMCE estabelece que "A etapa da Educação Infantil se organiza em dois ciclos. O primeiro compreende até os 3 anos e o segundo
desde os três até os seis anos de idade”. O caráter educativo de um ou outro ciclo será coletado pelos centros educativos na
Proposta pedagógica correspondente, que fará parte do Projeto Educativo. No caso da nossa Comunidade Autónoma,
de acordo com o Decreto 85/2008, de 3 de setembro, pelo qual se estabelece o currículo do segundo ciclo da Educação Infantil, a
A proposta pedagógica conterá, pelo menos, os seguintes itens:
Artigo 18
1. No exercício da sua autonomia pedagógica, as escolas incluirão na proposta educativa do centro a proposta
pedagógica, que recolherá o caráter educativo do ciclo e que conterá pelo menos os seguintes apartados:
Seguindo o Decreto 85/2008 e o Real Decreto 1630/2006, no segundo ciclo de EI "se atenderá progressivamente ao desenvolvimento
afetivo, ao movimento e aos hábitos de controle corporal, às manifestações da comunicação e da linguagem, às pautas elementares de
convivência e relação social, assim como a descoberta das características físicas e sociais do meio. Além disso, será facilitado que as meninas e
as crianças desenvolvem uma imagem positiva e equilibrada e adquirem autonomia pessoal”, o que nos leva a abordar quais são os grandes
objetivos da etapa: Potenciar e favorecer o desenvolvimento máximo das capacidades, respeitando a diversidade e as possibilidades
dos diferentes alunos; compensar as desigualdades sociais e culturais, e preparar para um bom acompanhamento da
escolaridade obrigatória.
1.1OSOBJETIVOSGERAISDAETAPA
São o elemento curricular mais relevante: em função deles estão todos os outros elementos. Podem ser definidos como 'As
capacidades que se espera que ao finalizar a etapa de EI tenham desenvolvido os alunos como consequência da intervenção educativa que
o centro planejou intencionalmente.
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O REAL DECRETO 1630/2006, DE ENSINOS MÍNIMOS, em seu Artigo 3. Objetivos indica que “A Educação infantil contribuirá para
desenvolver nas meninas e meninos as capacidades que lhes permitam:
a) Conhecer o próprio corpo e o dos outros, suas possibilidades de ação e aprender a respeitar as diferenças.
b) Observar e explorar seu ambiente familiar, natural e social.
c) Adquirir progressivamente autonomia em suas atividades habituais.
d) Desenvolver suas capacidades afetivas.
e) Relacionar-se com os outros e adquirir progressivamente pautas elementares de convivência e relacionamento social, bem como exercitar-se na
resolução pacífica de conflitos.
f) Desenvolver habilidades comunicativas em diferentes linguagens e formas de expressão.
g) Iniciar-se nas habilidades lógico-matemáticas, na leitura-escrita e no movimento, no gesto e no ritmo.
Por sua vez, o DECRETO 85/2008 (Astúrias) em seu Artigo 4.1 assume todos e cada um dos objetivos anteriores e, estabelece
Além disso, no ponto 2 "Da mesma forma, a Educação infantil contribuirá para desenvolver nas crianças as capacidades que lhes permitam:"
a) Observar e explorar seu entorno cultural, desenvolvendo atitudes de curiosidade, respeito e conservação do mesmo.
b) Construir uma imagem ajustada de sua pessoa, valorizar sua identidade sexual e regular progressivamente seu próprio comportamento.
c) Desenvolver diferentes formas de expressão potencializando sua sensibilidade estética e sua criatividade.
d) Descobrir e participar em algumas manifestações sociais, culturais e artísticas de seu entorno, desenvolvendo uma atitude de interesse e
aprecio pelo patrimônio cultural asturiano.
1.2ASÁREASCURRICULARES.SEUSOBJETIVOSECONTEÚDOS
No Decreto-Lei 1630/2006 é indicado que "Os conteúdos educativos da EI serão organizados em áreas correspondentes a âmbitos
próprios da experiência e do desenvolvimento infantil e serão abordados por meio de atividades globalizadas que tenham interesse e significado para os
crianças
Em nossa Comunidade Autônoma, esse aspecto foi desenvolvido em ambos os ciclos da etapa da Ed. Infantil. No primeiro
ciclo, segundo o Decreto 113/2014, de 3 de dezembro, os conteúdos são ordenados e organizados em torno das seguintes áreas:
Conhecimento de si mesmo e autonomia pessoal; Conhecimento do ambiente; Linguagens: comunicação e
representação. Quanto ao segundo ciclo, de acordo com o Decreto 85/2008, de 3 de setembro, as áreas correspondentes são:
Conhecimento de si mesmo e autonomia pessoal, Conhecimento do ambiente; Linguagens: Comunicação e Representação
Na nossa etapa, as áreas não têm o sentido de áreas de conhecimento, ao contrário de outros trechos posteriores do Sistema.
Educativo, mas sim correspondem a âmbitos de experiências muito próximos da criança, como espaços de aprendizagem nos
que o menino se desenrola, nos quais se desenvolve sua vida e sua atividade. Portanto, devem ser concebidos sem perder de vista o
sentido de globalidade e de profunda interdependência que se dá entre elas.
Me relaciono com
Oi ENTORNO
mediante
LÍNGUAS
No EI, o conceito de conteúdo é entendido de forma mais ampla atualmente do que tradicionalmente. Fala-se de
tipos diferentes de conteúdos: conceituais, procedimentais e atitudinais. No primeiro caso, implica saber dizer coisas de
as coisas: as cores, o nome da criança, as partes do seu corpo, conhecer o nome das coisas…; no segundo, saber fazer
coisas como recortar, memorizar músicas, entender ordens, realizar marchas, planejar uma atuação…; e no terceiro,
saber responder com critérios e comportamentos determinados como cuidar dos livros, esforçar-se para falar bem, ter em
contar e respeitar os outros...
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Centremo-nos no segundo ciclo da EI, sendo este ciclo o referencial básico deste processo seletivo, analisemos os diferentes
áreas em que se organizam objetivos, conteúdos e, também, critérios de avaliação.
Nesta área faz-se referência ao conhecimento do corpo e à autonomia pessoal como base essencial para o assentamento de
a própria imagem, como o primeiro referente que a menina e o menino têm para se conhecerem como pessoas; ao conhecimento e controle
do próprio corpo, o que implica tanto um conhecimento global quanto segmentar, o conhecimento de suas possibilidades
perceptivas e motoras e o desenvolvimento de uma coordenação dinâmica geral. Na construção da identidade própria
intervirão também, entre outros fatores, a imagem de si mesmo e os sentimentos de segurança e autoestima. A
a aquisição de hábitos de saúde, higiene e nutrição possibilita uma adequada saúde mental e corporal ajudando no desenvolvimento de
a autonomia pessoal através da participação e da colaboração em diversas tarefas da vida cotidiana. A presença de
traços pessoais diferentes, seja por razão de sexo, de origem social ou cultural, serão utilizados pelo corpo docente para atender
a diversidade, promovendo um ambiente de relações presidido pelo respeito e pela aceitação das diferenças.
Em relação a esta área, a intervenção educativa terá como objetivo o desenvolvimento das seguintes capacidades:
1. Formar uma imagem pessoal ajustada e positiva de si mesmo através da interação com outras pessoas em um
meio quente e seguro, e da identificação gradual das próprias necessidades, características, possibilidades e
limitações, desenvolvendo sentimentos de autoestima e autonomia pessoal.
2. Viver com prazer a atividade sensório-motora de forma que lhe permita conhecer e representar seu corpo, seus elementos e
algumas de suas funções, descobrindo as possibilidades de ação e de expressão, e coordenando e controlando cada
vez com maior precisão gestos e movimentos.
3. Identificar os próprios sentimentos, emoções, necessidades ou preferências, e ser capaz de denominá-los, expressá-los e
comunicá-los aos outros, identificando e respeitando, também, os de outras pessoas.
4. Aumentar o sentimento de autoconfiança e a capacidade de iniciativa para realizar de maneira cada vez mais autônoma
atividades habituais e tarefas simples, assim como para resolver problemas que surgem em situações de jogo e de
a vida cotidiana e desenvolvendo estratégias para satisfazer suas necessidades básicas.
5. Adequar seu comportamento às necessidades e exigências das outras pessoas, desenvolvendo atitudes e
hábitos de respeito, ajuda e colaboração, evitando comportamentos de submissão ou domínio.
6. Progredir na aquisição de hábitos e atitudes relacionados à segurança, à higiene e ao fortalecimento da
saúde, apreciando e desfrutando das situações cotidianas de equilíbrio e bem-estar emocional.
O CORPO E A IMAGEM PRÓPRIA. Exploração e conhecimento do corpo humano, de seus segmentos e órgãos,
esquema corporal, percepção de mudanças físicas próprias, experimentação das referências espaciais em relação ao
próprio corpo, utilização dos sentidos, necessidades básicas, construção da própria identidade e autoimagem.
JOGO E MOVIMENTO. Confiança nas próprias possibilidades de ação, participação e esforço pessoal em
jogos e exercícios físicos, gosto pelo jogo, controle corporal estático e em movimento, avaliação das possibilidades
perceptivas, motrizes e expressivas, consolidação da lateralidade, adaptação do tom e postura, regras do jogo…
A ATIVIDADE E A VIDA COTIDIANA. Autonomia na realização das atividades da vida cotidiana, normas
básicas, hábitos elementares de organização, constância, atenção, iniciativa e esforço, relações de afeto.
O CUIDADO PESSOAL E A SAÚDE. Exploração de ações e situações, reconhecimento das necessidades básicas
e sua relação com a prática de hábitos saudáveis, gosto por seu aspecto pessoal cuidado, normas de comportamento,
identificação da dor corporal e de situações de doença…
Nesta área faz-se referência à ampliação progressiva da experiência infantil e à construção de um conhecimento sobre
o meio físico e social cada vez mais completo. Este conhecimento implica, além de uma determinada representação do
mundo (dos objetos, animais, pessoas, etc.) a existência de sentimentos de pertencimento aos diversos grupos sociais, de
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respeito, interesse e valorização de todos os elementos que o integram, sejam físicos, naturais ou sociais. Com esta área se
pretende favorecer o processo de descoberta e representação de diferentes contextos que compõem o ambiente infantil,
assim como facilitar sua inserção neles de maneira reflexiva e participativa, concebendo o meio como "a realidade na qual se
aprende e sobre a qual se aprende”. Dentro dessa área inclui-se a lógica-matemática “para conhecer e compreender como
a realidade funciona, a criança investiga o comportamento e as propriedades de objetos e materiais presentes em seu ambiente:
atua e estabelece relações com os elementos do meio físico, explora e identifica esses elementos, reconhecem os
sensações que produzem, antecipa os efeitos de suas ações sobre eles, detecta semelhanças e diferenças, compara,
ordena, quantifica, passando assim da manipulação à representação, origem das incipientes habilidades lógicas-
matemáticas”. Destaca-se também a importância da convivência, das relações interpessoais, gerando vínculos de
confiança, empatia e apego que constituem uma base sólida de socialização. A diversidade cultural aconselha acerca das meninas e
crianças às práticas e costumes sociais a partir de uma perspectiva aberta e integradora que lhes permita conhecer diversos modos e
manifestações culturais presentes na sociedade e assim gerar atitudes de respeito e apreço por elas.
1. Observar e explorar ativamente o seu entorno, formulando perguntas, interpretações e opiniões sobre alguns
situações e fatos significativos, demonstrando interesse e curiosidade pelo seu conhecimento e se envolvendo afetivamente
com seu entorno imediato.
2. Relacionar-se com os outros de forma cada vez mais equilibrada, igualitária e satisfatória, mostrando proximidade a
realidade emocional das outras pessoas, interiorizando progressivamente os padrões de comportamento social e
ajustando sua conduta a elas.
3. Conhecer diferentes grupos sociais próximos à sua experiência, algumas de suas características, produções culturais,
valores e formas de vida, gerando atitudes de confiança, respeito e apreço.
4. Iniciar-se nas habilidades matemáticas, manipulando funcionalmente elementos e coleções, identificando-os
atributos e qualidades, e estabelecendo relações de agrupamentos, classificação, ordem e quantificação.
5. Conhecer e valorizar os componentes básicos do meio natural e algumas de suas relações, mudanças e transformações
senti-se parte dele, desenvolvendo atitudes de cuidado, respeito e responsabilidade na sua conservação.
6. Descobrir, participar e valorizar as manifestações culturais e artísticas do Principado das Astúrias.
MEDIO FÍSICO: ELEMENTOS, RELAÇÕES E MEDIDA. Observação e exploração de objetos e material, reações,
mudanças e transformações dos objetos, percepção de atributos e qualidades dos objetos, aproximação à
quantificação de coleções, aproximação da série numérica e sua utilização oral para contar em situações
contextualizadas e significativas, identificação de situações em que se faz necessário medir, estimativa intuitiva e
medida do tempo, situação própria e dos objetos no espaço, identificação de formas planas e tridimensionais
em elementos do ambiente.
ABORDAGEM À NATUREZA. Seres vivos e matéria inerte, respeito e cuidado com os elementos do meio.
natural, observação de fenômenos do meio natural, desfrute de atividades em contato com a natureza.
CULTURA E VIDA EM SOCIEDADE. Identificação dos primeiros grupos sociais família e escola, necessidades,
ocupações e serviços na vida, diretrizes adequadas de comportamento, reconhecimento de sinais de identidade
cultura asturiana, participação ativa de manifestações da cultura asturiana, disposição favorável para com outras
culturas…
Nesta área, faz-se referência às diferentes formas de comunicação e representação como instrumentos que possibilitam
as interações entre a criança e seu meio. Portanto, o desenvolvimento dos aspectos comunicativos, linguísticos e expressivos está
intimamente relacionado com as duas áreas anteriores e as diferentes formas de comunicação e representação servem de nexo
entre o mundo interior e o exterior ao ser instrumento que possibilite as interações, a representação e a expressão de
pensamentos, sentimentos e vivências. O acesso aos códigos de escrita e leitura adquire um valor diferente do que lhe foi dado
tradicionalmente já que deixa de ser o eixo ao redor do qual giram os outros aprendizados. A descoberta e exploração sobre
os usos da leitura e da escrita despertam e fortalecem o interesse de meninas e meninos por elas e torna-se necessário um primeiro
aproximação à literatura infantil a partir de textos compreensíveis. A linguagem audiovisual e as tecnologias da informação e
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A comunicação presente na vida infantil requer também um uso apropriado. Com a expressão plástica, musical e corporal, se
fomenta nas crianças sua vertente de espectadores e assimiladores de manifestações culturais, mas, acima de tudo, seu papel de
produtores ativos, originais e criativos.
Em relação a esta área, a intervenção educativa terá como objetivo o desenvolvimento das seguintes capacidades:
1. Utilizar a língua de forma não sexista como instrumento de comunicação, de representação, de regulação da
própria conduta, de aprendizagem e desfrute, de expressão de ideias e sentimentos, e valorizando a língua oral como um
meio de relação com outras pessoas e de regulação da convivência.
2. Expressar necessidades, emoções, sentimentos, desejos e ideias por meio da língua oral e através de outras linguagens,
escolhendo o que melhor se ajuste à intenção, à situação e às suas possibilidades.
3. Compreender as intenções e as mensagens e progredir na interpretação das intenções comunicativas das
outras pessoas adotando uma atitude de respeito e apreço pelas línguas que usa, ouve e aprende.
4. Ouvir, compreender, reproduzir e recriar alguns textos literários, mostrando atitudes de valorização e respeito em relação a
eles.
5. Iniciar-se nos usos sociais da leitura e da escrita, explorando seu funcionamento e valorizando-as como instrumento.
de comunicação, informação, crescimento e prazer pessoal.
6. Realizar atividades de representação e expressão artística por meio do emprego de diversas técnicas relacionadas com o
linguagem corporal, musical e plástica, assim como se aproximar do conhecimento de obras artísticas expressas nesses
linguagens produzidas tanto por mulheres quanto por homens.
7. Iniciar-se no uso oral de uma língua estrangeira para se comunicar em atividades dentro da sala de aula mostrando interesse e
desfrute ao participar desses intercâmbios comunicativos.
Linguagem verbal. Ouvir, falar e conversar, aproximação à linguagem escrita, aproximação à literatura,
comunicação não verbal, compreensão e expressão oral, aquisição de vocabulário...
Linguagem Audiovisual e Tecnologias da Informação e Comunicação. Uso de diversos instrumentos
tecnológicos, aproximação a produções audiovisuais, conscientização sobre a necessidade de seu uso.
Linguagem artística, musical, corporal e plástica. Descoberta e representação de gestos e movimentos,
utilização das possibilidades motoras do próprio corpo em relação ao espaço e ao tempo, representação
espontânea de personagens, fatos e situações, atividades de dramatização, danças, jogo simbólico, possibilidades
sonoros da voz e do próprio corpo, objetos cotidianos e de instrumentos musicais, reconhecimento de sons do
ambiente natural e social, audição atenta de obras musicais, exploração e manipulação de elementos presentes no
entorno, descoberta de elementos que configuram na linguagem plástica (linha, forma, cor, textura, espaço),
expressão e comunicação de necessidades, fatos, sentimentos e emoções, vivências ou fantasias através do desenho e
as produções plásticas...
Além disso, as mudanças sociais e a concepção curricular atual levantam a necessidade de EDUCAR EM
VALORES, EDUCAR EM EMOÇÕES (Educação emocional de Daniel Goleman) E EDUCAR PARA O DESENVOLVIMENTO DE TODAS AS
INTELIGÊNCIAS (Teoria das Inteligências Múltiplas), o que implica educar também a INTELIGÊNCIA INTRAPERSONAL E A
INTELIGÊNCIA INTERPESSOAL. O artigo 2 da LOE-LOMCE. Fins indica que são fins da educação
e) A formação para a paz, o respeito aos direitos humanos, a vida em comum, a coesão social, a cooperação e
solidariedade entre os povos assiḿ como a aquisição de valores que propiciem o respeito pelos seres vivos e pelo meio
ambiente, em particular ao valor dos espaços florestais e ao desenvolvimento sustentável.
g) A formação no respeito e reconhecimento da pluralidade linguística e cultural da Espanha e da interculturalidade
como um elemento enriquecedor da sociedade.
k) A preparação para o exercício da cidadania e para a participação ativa na vida econômica, social e cultural,
com atitude crítica e responsável e com capacidade de adaptação às situações mutantes da sociedade do
conhecimento.
Essas mudanças sociais e culturais aconselham o uso das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação.
Chamadas TIC's facilitam, em muitas ocasiões, o acesso ao currículo e à comunicação, sendo instrumentos altamente
motivadores para meninas e meninos.
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Dentro deste apartado adquire também uma importância chave a metodologia. Precisamos ressaltar que, de acordo com a legislação
vigente, os métodos de trabalho serão baseados nas experiências, nas atividades e no jogo. Serão aplicados em um ambiente de
segurança, afeto e confiança, garantindo o respeito ao ritmo de desenvolvimento de cada menina e menino, às suas peculiaridades próprias, e
o bagagem de experiências do ambiente familiar e sociocultural em que se desenvolve, para potencializar sua autoestima e seu
integração social sob uma perspectiva coeducativa.
2.OPROJETOCURRICULARDECENTROEAADAPTAÇÃODOCURRÍCULOÀSPRÓPRIAS
SINGULARIDADES.OSEGUNDONÍVELDECONCRETIZAÇÃO:OCENTRO
A adequação dos objetivos gerais do estágio, ciclo ou área, e a sequência de conteúdos, expostos anteriormente, ao centro
consiste basicamente em realizar uma reflexão sobre o que implica cada uma das capacidades contempladas no
currículo tendo em conta o ambiente do centro, sua contextualização, sua tipologia, as características do corpo docente ou do
alunos, entre outros aspectos. Sua concretização em cada um dos ciclos e em cada um dos níveis da etapa será realizada
tendo em conta as características e o momento evolutivo do aluno e será plasmado na Proposta Pedagógica para cada
um dos ciclos de EI que será incluído no Projeto Educativo do centro.
2.1ADEQUAÇÃODOSOBJETIVOSGERAISAOCENTRO
Para analisá-los, convém ir identificando as diferentes capacidades que existem em cada objetivo. Vejamos um exemplo concreto. O
objetivo geral a) estabelece Conhecer seu próprio corpo e o dos outros, suas possibilidades de ação e aprender a respeitar as
diferenças. Desagreguemos este objetivo nas diferentes capacidades que engloba:
Trata-se, neste caso, de capacidades fundamentalmente relacionadas com as áreas do desenvolvimento motor, cognitivo e de
relações interpessoais.
Para adequá-los ao contexto, teremos que introduzir pequenas matizações, modificações ou enriquecê-los através de
comentários adicionados que nos permitam ajustá-los às peculiaridades do centro. Trata-se de refletir sobre cada objetivo a
a luz do contexto em que nos movemos, para pisar terra e fazer com que os objetivos realmente respondam ao que a nossa
situação educativa concreta precisa. Para isso, podemos utilizar várias fórmulas:
PRIORIZAR uns sobre outros, já que segundo aparecem no currículo não implica hierarquia. O centro pode sublinhar a
importância de incidir mais sobre determinadas capacidades: por exemplo, a relação com outras crianças e adultos, em
centros de zonas rurais dispersas.
MATIZAR OU MODIFICAR O TEXTO introduzindo alguma clarificação ou acrescentando algum matiz: por exemplo, em um centro
con emigrantes que presente algum capítulo de rejeição poderia incorporar "rejeitando discriminações baseadas em"
o sexo, a classe social, crenças, raça, etnia e qualquer outra característica individual, social ou cultural.
EFETUAR COMENTÁRIOS anexos à própria formulação do objetivo. Por exemplo, poderíamos adicionar o comentário
devemos, por um lado, nos concentrar nos comportamentos e expressões utilizados por nossos alunos com
respeito aos imigrantes porquanto denotam vivências e visões de suas próprias casas. Em segundo lugar, conscientizar
aos pais por meio de reuniões, palestras de especialistas, etc. Da tendência atual para a sociedade multirracial e da
importância de respeitar normas e valores sociais e democráticos. Este texto não apareceria no objetivo como tal,
sino seria um comentário à parte a ser considerado.
A fórmula a ser utilizada não é o importante. O transcendental é o processo de reflexão sobre os distintos objetivos para realizá-los.
nossos à medida que os vamos compreendendo e assumindo.
Também é possível fazer essa adequação com os objetivos das distintas áreas, ou então ser utilizados estes para matizar e
completar os gerais do ciclo ou etapa. Em definitivo, a tarefa principal é elaborar objetivos que representem a
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vontade do conjunto dos educadores e chegar a um consenso sobre quais capacidades queremos desenvolver em meninas e meninos. O
método para fazê-lo dependerá fundamentalmente do próprio equipe educacional.
1.Devemos elaborá-los do ponto de vista da criança: precisar o que queremos que a criança desenvolva e melhore. Para
É muito útil começar os objetivos com "Pretendemos que a criança seja capaz de..."
Devemos ter em conta seu caráter global: incluindo aspectos dos diferentes âmbitos de desenvolvimento (cognitivo,
motor, equilíbrio pessoal, relação interpessoal, atuação social) e das três áreas curriculares.
2.2ASEQUÊNCIAEORGANIZAÇÃODOSCONTEÚDOS
O segundo elemento do Projeto Curricular do Centro é a sequência e organização dos conteúdos da etapa. No
currículo a apresentação desses conteúdos não tem uma ordem hierárquica, nem mesmo estão ordenados entre si, nem referidos a a
evolução das crianças, não estabelecidos por importância. É simplesmente, uma forma de apresentá-los seguindo uma certa lógica
de agrupação por proximidade ou semelhança, com vistas a facilitar sua compreensão.
Temos que decidir, portanto, a ordem em que serão trabalhados, de acordo com o contexto e com os objetivos propostos.
Ainda de forma inconsciente, simplesmente por tradição, organizamos o currículo da EI em espiral. Esta organização foi
proposta por BRUNER há várias décadas. Em alguns tópicos, como em O conhecimento do ambiente, a utilizamos
Habitualmente, ampliando e aprofundando os enfoques sobre o mesmo objeto de estudo em vários anos consecutivos. Os
microsecuências em espiral abordam um mesmo tema sob perspectivas cada vez mais complexas. Captam conjuntos complexos em
seus traços gerais e depois vão se vendo os matizes, os aspectos mais específicos.
Os conteúdos, tal como aparecem por exemplo no Decreto 1630/2006, correspondem a toda a etapa, aos dois ciclos. Deve
decidir quais conteúdos vão trabalhar no primeiro ciclo e quais no segundo. Se no centro só houver segundo ciclo (o caso
habituais na escola pública asturiana), será necessário selecionar aqueles conteúdos adequados para essas crianças. Para fazer isso
tarefa é preciso ter em conta as possibilidades evolutivas das crianças e, de acordo com os objetivos propostos, expressar de
forma mais concreta, mais matizada, os conteúdos apropriados.
Um exemplo concreto. Vamos ver como organizar os conteúdos relacionados com O corpo e a imagem de si mesmo.
1.NO PRIMEIRO CICLO, a criança descobre seu próprio corpo através de sua própria experiência, com as posturas e
movimentos que consegue fazer. Chegará a identificar as características, segmentos e elementos mais visíveis do seu corpo
e dos que o rodeiam (mãos, pés, cabeça, rosto, braços, pernas..). Utilizará seus sentidos para entrar em contato com
os outros e com os objetos (através da manipulação e do contato pessoal). Manifestará suas necessidades básicas e
começará a controlar algumas delas. Irá adquirindo confiança em suas possibilidades. Responderá às
manifestações de carinho dos outros.
2. NO SEGUNDO CICLO, a criança irá identificando características e qualidades pessoais cada vez mais complexas (partes
de la face, órgãos internos), as mudanças físicas (aumento de altura ou peso, envelhecimento). Aprendem a regular seus
sentimentos e interesses e aceitar as diferenças com os outros, sem discriminações.
É o segundo passo que pode ser realizado. Uma vez que selecionamos os conteúdos que serão trabalhados no primeiro ciclo.
ou no segundo, devemos organizá-los internamente? Ou seja, queremos dar uma estrutura ou agrupamento? Embora
este passo pode ser feito diretamente nas programações de aula, no terceiro nível de concretização curricular, fazê-lo no
O Projeto Curricular dá maior coerência à educação do conjunto de meninos e meninas do ciclo.
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Continuar sequenciando em unidades menores de tempo: por exemplo, agrupar os conteúdos para as crianças de 2 a 3 anos
anos. É uma opção que pode ser interessante, mas é difícil precisar por idades e pode haver diferenças muito
significativas entre uns crianças e outras, pelo que às vezes se opta por não subdividir os conteúdos para além do ciclo.
Organizar os conteúdos de acordo com aqueles considerados prioritários no centro. Neste caso, o conteúdo
O aglutinador costuma ser um eixo aglutinador dos demais conteúdos do currículo. Por exemplo, a autonomia das crianças.
Organizar os conteúdos de acordo com o que é trabalhado na prática educativa do ciclo. As situações da prática educativa
podem se tornar eixos organizadores ou estruturadores dos conteúdos. Isso é muito prático.
São conteúdos que se repetem ao longo do dia e/ou do curso e que são âmbitos de aprendizado muito significativos para
meninas e meninos. Neles entram em jogo diferentes conteúdos das três áreas e desenvolvem diferentes capacidades. Dão
regularidade e confiança, internalizam o tempo, consolidam hábitos, etc. Nós os transformamos em rotinas diárias ou semanais. São
recursos metodológicos de grande tradição nos centros educativos. São:
Aseo
Comida
Descanso a sesta
Controle de esfíncteres
Entradas e saídas
Rotinas: passar lista, responsáveis, o tempo, a agenda diária…
A hora do conto
A assembleia diária
A atividade ao ar livre
O jogo da surpresa
Constituem práticas metodológicas muito generalizadas com meninas e meninos maiores do primeiro ciclo e os do segundo. São
propostas de trabalho que favorecem a autonomia e a individualidade, respeitam os ritmos e interesses das crianças. Exemplo:
Conteúdos que a equipe pode desejar sequenciar para tornar seu aprendizado mais operacional:
PROJETOS DE TRABALHO
Podemos também estabelecer um eixo estruturante com os conteúdos básicos que trabalhamos em todo projeto: a busca por
informação, sua interpretação, sua classificação…
Vejamos um exemplo concreto: A HORA DA ESTÓRIA. Que conteúdos podemos trabalhar através deste eixo? Sentimentos
e emoções, valores, a discriminação de comportamentos adequados ou não adequados, a percepção de sequências
temporais, as primeiras relações causa-efeito, conteúdos referentes à linguagem oral como a compreensão oral, a evocação e
relato de fatos, a utilização de sinais extralinguísticos e a atitude de escuta e interesse em relação aos textos de tradição cultural.
Conteúdos de aproximação à linguagem escrita (interesse pelos contos, posição e utilização do livro, função do
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ilustrações e textos). Conteúdos de expressão plástica (percepção e interpretação de figuras), de expressão corporal
(imitação e representação de situações) e até conteúdos matemáticos relacionados com o espaço e o tempo.
Atenção! Não devemos confundir esses eixos organizadores dos conteúdos com as UUDD que são programadas para um grupo de
menino. Estamos no segundo nível de concretização, aquele que desenvolve o currículo para um ciclo completo, e trata-se de formas de
organizar os conteúdos para todo o ciclo, por isso esses eixos organizadores compreendem conteúdos para todo o ciclo, o
que posteriormente se poderá concretizar para um grupo em concreto na sua programação.
2.3OSCONTEÚDOSTRANSVERSAIS
Outro dos elementos que devemos incorporar ao Projeto Curricular é a concretização de como serão trabalhadas no ciclo os
temas ou conteúdos transversais. O que queremos dizer? Àqueles aspectos da realidade atual, que a sociedade vai dando
cada vez mais importância, e que a escola deve fazer seus para potencializar em meninas e meninos determinados aprendizagens que
têm uma grande repercussão social. Assim, na etapa de EI, adquirem-se os principais conceitos, procedimentos e atitudes, e
inicia-se a construção da personalidade:
Denominam-se transversais simplesmente porque não constituem uma área ou bloco de conteúdos, mas sim que todos eles devem
estar imersos nas três áreas e nos diferentes blocos de conteúdos de cada uma delas. É através das distintas
atividades e experiências da escola infantil, como são trabalhados os conteúdos dos temas transversais. Isso é o que deve
ficar explícito no Projeto Curricular assumido por toda a equipe docente.
3.OTERCEIRONÍVELDECONCREÇÃOCURRICULAR:AAULA
Este é o último passo. Com ele conseguimos concretizar essas capacidades das quais estamos falando em nossos alunos.
concretos e da forma, momento e situação adequados. Simplesmente vamos apontar algumas ideias como conclusão, porquanto
este terceiro nível de concretização constitui matéria dos temas 13 e 14 deste mesmo processo seletivo, ou seja, da
programação no primeiro e segundo ciclo:
A adequação dos objetivos de ciclo à sala de aula. Essa adequação será condicionada pelas condições particulares
do aula (recursos, professores, alunos…)
A formulação dos objetivos didáticos. Constitui o maior nível de concretude em relação aos aprendizagens que
se espera que os alunos realizem. É a programação do dia a dia da sala de aula.
Sua coleta em forma de unidades didáticas ordenadas e sequenciadas para as áreas de cada ciclo e/ou nível educacional.
Sua formulação em consonância com o que foi coletado no PCC, portanto, é necessário planejar e distribuir os conteúdos
de aprendizado ao longo de cada ciclo e temporizar as atividades de aprendizado e avaliação correspondentes.
E é necessário também ressaltar que dentro da programação da sala de aula há um lugar de destaque para a Atenção à Diversidade
(princípio de inclusão LOE-LOMCE). Por isso, atualmente as Adaptações Curriculares são cada vez mais consideradas como
medidas básicas de atenção à diversidade contempladas dentro deste nível de concretização curricular. Se os objetivos deste
nível de concretização representam o final do planejamento e contextualização das Adaptações Curriculares
Individualizadas serão ainda mais explícitas e centrarão o trabalho das capacidades em um único aluno.
Com os objetivos didáticos não apenas adaptamos as capacidades ao nosso grupo de alunos, mas também ressaltamos as
capacidades com os próprios conteúdos. Esta confluência possibilita que sejam a "alma mater" das programações de sala de aula
além de referentes (agora sim, diretos) dos processos de avaliação... mas, como já mencionamos com insistência,
isso já é matéria de outro tema...
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CONCLUSÕES
Vimos assim, não apenas como as capacidades estabelecidas no decreto do currículo são alcançadas por parte de
nossas meninas e meninos através dos objetivos e conteúdos das diferentes áreas (desde os gerais de etapa, passando por
os generais de área, organizando e sequenciando conteúdos, até chegar aos objetivos didáticos onde confluem) mas não
também
Sómente assim poderemos facilitar uma formação global e coerente de todos e cada um de nossos alunos. Assim poderemos, como
bem disse JACQUES DELORS em seu "Relatório sobre os restos da educação com a entrada do novo milênio", não apenas conseguir
que nossos alunos cheguem a "saber conhecer" e a "saber fazer", mas também enfrentar novos desafios e chegar a "saber ser" e
“saber estar”, em suma, a conseguir o desenvolvimento harmônico de todas as suas capacidades e competências. É pois evidente a
contribuição dos objetivos da etapa de Educação Infantil como uma contribuição clara às competências atuais do currículo:
comp. A aprender a aprender, comp. Sociais e cívicas, comp. Em ciência e tecnologia, comp. Linguística, comp. Matemática,
sentido da iniciativa e espírito empreendedor e comp. Em consciência e expressões culturais.
REFERÊNCIASLEGISLATIVAS
ESTATAIS
LOE-LOMCE texto consolidado. Lei Orgânica 8/2013, de 9 de dezembro, para a melhoria da Qualidade Educativa.
DECRETO REAL 1630/2006, DE 29 de dezembro, pelo qual se estabelecem os ensinamentos mínimos do Segundo Ciclo de
Educação Infantil
AUTONÓMICAS
Decreto 113/2014, de 3 de dezembro, pelo qual se regula a ordenação dos conteúdos educativos do primeiro ciclo
de EI
Decreto 85/2008, de 3 de setembro, pelo qual se estabelece o currículo do segundo ciclo de Educação Infantil.
REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS
BASSEDAS E., HUGUET T., SOLÉ I. (2010).“Aprender e ensinar na educação infantil”. Coleção Biblioteca de Infantil. Editorial
GRAO. Capítulo 2. A etapa de educação infantil.
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GARCÍA TORRES, C., ARRANZ MARTÍN, M.L. (2011). “Didática da educação infantil”. Ed. Paraninfo.
PONCE DE LEÓN A., ALONSO R.A. (2012). “A programação da sala de aula na educação infantil passo a passo”. Editorial CCS
ESQUEMA–ÍNDICEDOTEMA
INTRODUÇÃO
Priorizar
Matizar ou modificar o texto
Efetuar comentários
CONCLUSÕES
REFERÊNCIAS LEGISLATIVAS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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