Teste Caeiro
Teste Caeiro
A GRUPO I
1. Prove que o poema se delimita em função da alteração do sujeito gramatical de enunciação, justificando-a.
2. Explicite, servindo-se de expressões textuais, como consegue o sujeito poético conferir objetivismo a tudo o
que é subjetivo.
B
Contrariamente a Caeiro que consegue a simbiose dos contrários/ binómios: "tomo a infelicidade como felicidade"
todos os meus pensamentos são sensações", Pessoa Ortónimo reconhece-se limitado e impossibilitado de o fazer.
Fazendo apelo à sua experiência de leitura, exponha, num texto de oitenta a cem palavras, como encara o Ortónimo os
binômios Pensar/ Sentir, Consciência/ Inconsciência, Razão/ Coração.
GRUPO II
Leia o texto com atenção, antes de responder às questões de análise linguística do mesmo.
Após decénios em que a raça humana se desinteressou por completo do meio em que vivia, considerando este como
algo alheio a si, e com uma excessiva e incorrecta confiança nas suas próprias capacidades, os problemas causados
pelos seus produtos e procedimentos técnicos, e os conhecimentos crescentes das ciências fizeram com que os
men of the late 20th century have returned to nature. This return to their own roots is not, since
logo, um retorno rousseuaniano a um mundo idílico ou aos costumes do “bom selvagem”. Trata-se de uma
realidade inquestionável que, além do mais, se refere às condições de sobrevivência da espécie humana.
A crença numa capacidade permanente de regeneração da natureza e em que os seus recursos eram inesgotáveis,
deu lugar a uma consciência de “crise”. O ser humano deixou de ser um passageiro privilegiado da Terra, com
capacidade de mudar de nave se lhe apetecer, e voltar a ser o que era e não devia ter esquecido: mais um povoador
de um mundo que ele mesmo pode destruir. Cada agressão aos restantes componentes do planeta pode ser um
ataque indireto contra si mesmo. No entanto, esta consciencialização crescente da população choca, muitas vezes
com grandes interesses econômicos que não querem admitir esses fatos, governos que não cumprem os seus
compromissos em relação a uma terra comum, pessoas despreocupadas que deitam produtos tóxicos nos mares ou
queimam os bosques, por razões meramente lucrativas.
A tecnologia, como aplicação prática dos conhecimentos humanos, cujo fim é melhorar as condições de vida dos
homens, não é responsável pela degradação do nosso ambiente. É o próprio ser humano, que a maneja e a dirige,
que é responsável pelos danos causados ao meio ambiente.
Em Ciência e Técnica, Círculo de Leitores, 1990
1. Para cada um dos seis itens que se seguem escreva, na sua folha de respostas, a letra correspondente à alternativa
correta, de acordo com o texto.
1.3. A sequência das expressões temporais “Após decénios” (linha 1) e “finais do século XX” (linha 4) marcam:
A. a passagem de uma referência lata para uma pontual, restrita.
B. a passagem de uma referência pontual, restrita para uma lata.
C. a passagem de uma referência pontual para uma genérica.
1.4. Com a referência a Rousseau “não é um retorno rousseuaniano a um mundo idílico ou aos costumes do 'bom'
selvagem” ”( linha 5-6) pretende-se:
A. sintetizar a tese que acabou de se apresentar.
B. resumir a tese que acabou de se apresentar.
C. esclarecer a tese que acabou de se apresentar.
1.5. A coesão lexical conseguida pela passagem da expressão “raça humana” (linha 1) a “espécie humana.” (linha 7)
8) revela:
A. uma preocupação de rigor científico.
B. uma preocupação por diversificar o vocabulário.
C. uma preocupação estilística.
2. Escreva na sua folha de teste o número da coluna A e a alínea correspondente da coluna B, de modo a obter
afirmações verdadeiras.
A B
1. Com a expressão: “com que os homens dos finais do a) introduz-se uma informação acessória e/ ou
século XX complementar, pelo que se recorre a uma oração
2. Com a expressão:"que (…) se refere às condições de relativa explicativa.
sobrevivência da espécie humana. b) estabelece-se uma relação de consequência com a
3. Com a expressão: “No entanto, esta ideia anterior.
conscientização crescente da população… c) introduz-se uma informação adicional sobre o
(linha 14) referente que é antecedente do pronome relativo.
É o próprio ser humano, que a d) estabelece-se um mecanismo de coesão frásica por
maneja e a dirige, “ (linha 21) uma oposição com a ideia da frase anterior.
GRUPO III
Ao longo da História da humanidade, domesticamos a força da natureza, anulando barreiras espaciais e temporais,
mas até quando o conseguiremos, dadas as surpresas trágicas com que nos tem surpreendido?!
Na eterna luta entre Homem e Natureza, qual dos dois sai vencido/vencedor?
Num mundo em constante transformação, a importância de uma boa comunicação se destaca em diversas esferas da vida cotidiana. Em um ambiente profissional, por exemplo, uma comunicação clara e eficaz pode ser a chave para o sucesso de projetos e o fortalecimento de equipes. A troca de ideias e informações precisa ser fluida, permitindo que todos os membros se sintam valorizados e compreendidos. Além disso, a comunicação é essencial na construção de relacionamentos interpessoais, onde a empatia e a escuta ativa desempenham papéis fundamentais. A habilidade de se expressar de maneira coerente e respeitosa é um diferencial competitivo em muitas áreas, facilitando negociações e a resolução de conflitos. No campo da educação, a comunicação é uma ferramenta poderosa que influencia o aprendizado dos alunos. Educadores que adotam métodos interativos e que incentivam a participação ativa dos estudantes conseguem criar um ambiente mais dinâmico e envolvente. Por fim, nas redes sociais, a forma como nos comunicamos impacta nossa imagem e reputação. Mensagens mal interpretadas podem gerar mal-entendidos e crises de imagem, enquanto uma comunicação cuidadosa pode construir uma presença forte e positiva. Portanto, cultivar habilidades de comunicação é fundamental para o desenvolvimento pessoal e profissional, promovendo conexões mais significativas e aprendizados constantes.
uma reflexão sobre as ideias expressas no excerto anterior. Para fundamentar o seu ponto de vista, recorra, no
mínimo, a dois argumentos, ilustrando cada um deles com um exemplo significativo.
Grupo I
A.
1.
Na verdade, a composição poética exibe um sujeito de enunciação a várias vozes, já que se apresenta na
primeira e terceira pessoa do singular.
Relativamente à primeira, presente nas duas primeiras estrofes, como confirmam as formas verbais "quero",
"tomo" e o pronome pessoal "eu", justifica-se por se tratar de uma perspectiva/ experiência pessoal do sujeito
poético
Finalmente, na terceira estrofe o sujeito de enunciação surge na terceira pessoa do singular, “é”, “vai”, “
seja, se, traduzindo um sujeito indeterminado, impessoal com uma amplitude globalizante e universal,
abrangendo todo e qualquer ser humano.
2.
Sendo Caeiro o poeta do real objetivo, espera-se que a sua poesia nos dê as realidades concretas da natureza.
que contempla: “ sol”, “ montanhas”, “erva”.
Contudo, a par dessa natureza concreta, e neste poema especificamente, apresenta-nos a forma como encara
sentimentos, emoções, que, à partida, rejeita por virem do pensamento que recusa: “ Mas eu nem sempre quero ser
feliz/ é preciso ser de vez em quando infeliz.
Assim, tudo o que é subjetivo e consequentemente particular em todos os homens, nele não tem qualquer
existência interior, já que a infelicidade ou a felicidade não são mais do que "montanhas e planícies" e "rochedos e
ervas.
Em suma, todas as emoções, sentimentos, a existirem, serão realidades objetivas da natureza, pois só elas
são reais.
3.
É na última estrofe que mais explicitamente, o sujeito lírico apresenta as exigências que se impõem para ser
natural, isto é, fazer parte integrante da natureza.
Em primeiro lugar, há que ser 'natural e calmo', mesmo perante os supostos sentimentos antagónicos, que
para ele não existem.
Consequentemente, é preciso fazer do olhar o nosso sentimento” sentir como quem olha”.
Por fim, como andar natural e espontâneo, assim deve ser o nosso pensamento: “Pensar como quem anda”.
4.
Primeiramente, convém lembrar que é da filosofia de vida sensacionista em contacto, comunhão e fusão com
a natureza que resulta a função pedagógica, de exemplo. Seguindo o mestre, aprenderemos a viver sem
sentimentos, por vezes contrários, que prejudicam a vida plena,
É da última estrofe que se extrai o maior ensinamento, encarar as amarguras e vicissitudes da vida, incluindo
a morte, como naturais e belas: “E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre, /E que o poente é belo e é
bela a noite que fica...”. Trata-se, no fundo, de reconhecer que, sendo cada um de nós natureza, teremos de encarar
a morte com simplicidade e beleza, pois é essa a ordem natural de todas as coisas e seres" Assim é e assim seja...".
B
Dada a natureza do item e as limitações de extensão não há um cenário rígido de resposta. Considera-se totalmente
completa a resposta que contemple a referência aos binómios, reconhecendo a forte intelectualização do Ortónimo, quer
na sua concepção de trabalho artístico, baseado no fingimento, quer na sua autognose, conhecimento de si próprio.
Para a concretização da fundamentação, considerar-se-ão válidas todas as referências a poemas estudados na aula,
desde que pertinentes e oportunas.
Grupo II
1
1.1...........................B
1.2...........................B
1.3...........................A
1.4...........................C
1.5...........................A
1.6...........................C
2
1................................................b
2................................................c
3................................................d
4................................................a
Grupo III
Resposta aberta extensa