Exercicios Saeb PDF
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2. Leia e responda:
Qual a origem do doce brigadeiro?
Em 1946, seriam realizadas as primeiras eleições diretas para presidente após os anos do “Estado Novo”,
de Getúlio Vargas. O candidato Eurico Gaspar Dutra venceu com relativa folga. Mas o título de maior originalidade
na campanha ficou para as correligionárias do candidato derrotado, Eduardo Gomes.
Brigadeiro da Aeronáutica, com pinta de galã, Eduardo Gomes tinha um apoio, digamos, entusiasmado.
Para fazer o “corpo-a-corpo” com o eleitorado, senhoras da sociedade saíam às ruas convocando as mulheres a
votar em Gomes com o slogan “Vote no brigadeiro. Ele é bonito e solteiro”. Não satisfeitas, ainda promoviam
almoços e chás, nos quais serviam um irresistível docinho coberto com chocolate granulado, ao qual deram o
nome, claro, de brigadeiro.
Almanaque das curiosidades, p. 89 (adaptado).
A finalidade desse gênero textual é
a) propor mudanças.
b) alertar as pessoas.
c) expor uma informação.
d) orientar procedimentos.
e) corrigir erros em receitas.
3. Leia e responda:
Há algum tempo já se sabe que o milho de pipoca precisa de umidade no seu núcleo de amido, cerca de 15%, para
explodir. Mas pesquisadores da Universidade Purdue descobriram que a chave para um bem-sucedido estouro do milho está
na casca.
É necessária uma excelente estrutura de casca para que o milho estoure. Cascas danificadas impedem que a umidade
faça a pressão necessária para que o milho vire pipoca. “Se muita umidade escapar, o milho perde a habilidade de estourar
e apenas fica ali”, explica Bruce Hamaker, um professor de química alimentar da Purdue.
4. Leia e responda:
Qual é o órgão mais dispensável do corpo humano?
Se você der o azar de lesionar um órgão, torça para ser o baço. Ele tem lá suas funções, como remover os glóbulos
vermelhos velhos demais e produzir parte dos anticorpos que nos protegem de vírus e bactérias. Mas dá para viver sem ele,
o que não rola sem coração, pulmões, fígado, estômago, pâncreas ou intestino – sem os dois rins também não dá.
Quando alguém sofre uma pancada forte na barriga e danifica o baço a ponto de ele precisar ser removido, o fígado
se encarrega da “limpeza” dos glóbulos vermelhos. Já a imunidade da pessoa fica debilitada com a menor produção de
anticorpos.
Mundo estranho. São Paulo: Abril, fev. 2008, p. 31.
5. Leia e responda:
Para que serve a febre?
A febre é um sinal de alerta de que algo vai mal no organismo. Mas cientistas do Roswell Park Center Institute, nos
EUA afirmam que ela é bem mais do que isso. Segundo um artigo publicado por eles na “Nature Immunology”, a temperatura
corporal elevada ajuda o sistema de defesa do organismo a identificar a causa de uma infecção e combatê-la. Num estudo
com camundongos, eles viram que, quando há febre, o número de linfócitos (tipo de célula de defesa) dobra. A febre
funcionaria como um gatilho para o corpo se proteger de infecções.
Ana Lúcia Azevedo – O Globo, n. 123.
7. Em maio de 2015, uma associação de apoio a pessoas com câncer do Canadá entrou para o Livro dos Recordes
ao promover um corte de cabelos coletivo. 267 pessoas, sendo 30 mulheres, ficaram carequinhas da silva por
uma boa causa.
Disponível em: <http://migre.me/rT7T2>. Acesso em: 22 out. 2015.
No texto, a expressão “carequinhas da silva” foi utilizada para
a) destacar o número exato de participantes do evento. apresentar o nome de um novo corte de cabelo.
b) enfatizar o fato de as pessoas rasparem todo o seu cabelo.
c) fazer uma piada com as pessoas que têm esse sobrenome.
d) informar o nome e o sobrenome dos membros da associação.
8. Leia e responda:
Tudo sobre você mesmo
A partir de março, a Polícia Federal dará início a um processo gradual de substituição das atuais carteiras de
identidade. Em seu lugar, virá o RIC, Registro Único de Identidade Civil, considerado um dos mecanismos de identificação
mais seguros do mundo. O novo cartão vai reunir as informações de vários documentos, com a finalidade de provar, acima
de dúvidas, a identidade do usuário. É uma forma de acabar com as fraudes e duplicidades em serviços públicos.
O cidadão põe o polegar no leitor biométrico e pronto: em um instante a autoridade saberá tudo sobre ele. Isso é bom
ou é ruim?
A nova identidade deverá facilitar a vida do cidadão. Em breve, será possível visitar um posto do INSS e ter acesso
imediato a contribuições, débitos e pendências. O eleitor, por sua vez, poderá votar em trânsito, de onde estiver. Basta leva r
o cartão RIC a qualquer terminal público do país. E confirmar a identidade colocando o polegar em um leitor de digitais.
Época. Globo, n. 559, 2 fev. 2009, p. 99-100. [Fragmento]
Segundo levantamento da Agência Nacional do Cinema (Ancine) realizado de 1o de janeiro a 2 de setembro de 2010,
o filme Shrek para sempre 3D registrou lucro de RS 70,1 milhões - a maior renda bruta dos cinemas brasileiros. A animação
teve 779 cópias exibidas em 687 salas em todo o país, para um público de 7,3 milhões de pessoas.
O filme que bateu recorde de bilheterias no mundo todo e aqui no Brasil, de acordo com o Grupo Severiano Ribeiro,
foi Avatar 3D, faturando mais de 2,5 bilhões de dólares. Em terras brasileiras, o filme ultrapassou o posto anterior que pertencia
ao filme A Era do Gelo 3.
TORRES, Bruna. Correio Brasiliense. Brasília, quinta-feira. 4 nov. 2010. Caderno de Artes. p. 14. [Fragmento adaptado]
No texto, o argumento que sustenta a tese de que “investir em películas tem sido a regra em todo o mundo – e
sempre dando lucros” é o de que
Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de supetão
Pra passar o capitão
[...]
22.
Lenda do Boitatá
Diz a lenda que, há muito tempo atrás, uma noite se prorrogou muito parecendo que nunca mais haveria
luz do dia. Era uma noite muito escura, sem estrelas, sem vento, e sem barulho algum dos bichos da floresta, era
um grande silêncio.
Os homens viviam dentro de casa e estavam passando fome e frio. Não havia como cortar lenha para os
braseiros que mantinham as pessoas aquecidas, nem como caçar naquela escuridão. Era uma noite sem fim. Os
dias foram passando e a chuva começou, choveu muito, esta chuva inundou tudo e muitos animais acabaram
morrendo. Uma grande cobra que vivia em repouso num imenso tronco despertou faminta e começou a comer os
olhos de animais mortos que brilhavam boiando nas águas.
Alguns dizem que eles brilhavam devido à luz do último dia em que os animais viram o sol. De tantos olhos
brilhantes que a cobra comeu, ela ficou toda brilhante como fogo e transparente. A cobra se transformou num
monstro brilhante, o Boitatá. Dizem que o Boitatá assusta as pessoas quando elas entram na mata à noite. Mas
muitos acreditam que o Boitatá protege as matas contra incêndios.
Disponível em: https://www.sohistoria.com.br/lendasemitos/boitata/. Acesso em: 12 jul. 2025.
O narrador revela uma opinião no trecho
a) “era um grande silêncio” (1º parágrafo).
b) “Os homens viviam dentro de casa” (2º parágrafo).
c) “Os dias foram passando e a chuva começou” (2º parágrafo).
d) “Uma grande cobra que vivia em repouso num imenso tronco despertou faminta.” (3º parágrafo).
e) ‘A cobra se transformou num monstro brilhante”.(3º parágrafo).
23.
Lenda da Iara
Conta a lenda que Iara é um ser, metade peixe metade mulher, que vive nos rios. Esta lenda é muito
comum na região Amazônica.
Segundo pesquisadores, esta lenda surgiu entre os índios e passou a fazer parte principalmente das vidas
das populações ribeirinhas, onde muitas dessas pessoas são descendentes de índios, ou estão muito próximos
da cultura indígena, passando a serem influenciadas direta ou indiretamente.
Segundo a lenda, as pessoas, principalmente homens, sempre eram atraídos pela beleza irresistível da
Iara, uma linda índia com cabelos longos e pretos, corpo muito bonito e ao som de uma música mágica leva as
pessoas para o fundo das águas, onde existe o seu reino. Iara, além de possuir um belo canto, também contava
com a sua beleza, podendo ao sair da água assumir a forma humana de uma mulher.
Disponível em: https://www.sohistoria.com.br/lendasemitos/iara/. Acesso em: 12 jul. 2025.
No trecho “Segundo a lenda, as pessoas, principalmente homens”, a expressão destacada indica que o autor do
texto
a) é um dos pesquisadores das lendas.
b) é a pessoa que criou a lenda da Iara.
c) está recontando uma lenda tradicional.
d) conhece a lenda por ter lido-a em um livro.
e) é testemunha dos acontecimentos narrados.
24.
Os Iranxe Manoki e Menky Manoki, que vivem no Mato Grosso, contam que, antigamente, um menino
estava muito triste, pois sentia que seu pai não gostava dele. Um dia a mãe do menino chamou-o para fazer uma
coleta no mato. Na volta, o menino decidiu não voltar mais para aldeia e pediu a sua mãe que o enterrasse ali
mesmo, no mato. Disse que não morreria e que sua cabeça deveria ficar para fora da terra. A mãe, muito triste,
atendeu ao desejo do filho e foi embora, sem olhar para trás, como ele havia pedido.
Quando ela chegou em casa, contou tudo ao marido e, algum tempo depois, eles foram até o lugar onde o
menino estava enterrado. Ao se aproximarem, escutaram um canto muito bonito e viram uma grande roça, cheia
de alimentos!
A cabeça do menino virou cabaça, as pernas e os braços se transformaram em mandioca, os dentes deram
origem ao milho, as unhas viraram amendoim... Foi assim que surgiram as diferentes plantas cultivadas hoje
pelos Iranxe Manoki e Menky Manoki !
Disponível em: https://mirim.org/pt-br/como-vivem/mitos. Acesso em: 13 jul. 2025.
Há um fato, ou seja, um trecho que não expõe juízo de valor, em
a) “um menino estava muito triste” (1º parágrafo).
b) “A mãe, muito triste, atendeu ao desejo do filho” (1º parágrafo).
c) “escutaram um canto muito bonito” (2º parágrafo).
d) “viram uma grande roça” (2º parágrafo).
e) “as pernas e os braços se transformaram em mandioca” (3º parágrafo).
25.
Os mitos indígenas falam sobre o quê?
Os mitos falam sobre muitas coisas. Contam as aventuras de heróis e seres que viveram no começo dos
tempos, quando o mundo e os diferentes seres não haviam sido criados. Nesse tempo, por exemplo, os humanos
e os animais podiam conversar entre si, pois um entendia o que o outro falava.
As narrativas também contam como os homens, os animais, as plantas e outros seres foram se tornando
diferentes entre si. Falam sobre conquistas, descobertas, dilúvios, catástrofes, transformações...
Contam como os seres que viveram no começo dos tempos transformaram ou criaram o mundo do jeito
como ele é hoje. Estes seres ensinaram aos humanos o jeito certo de viver em sociedade, de fazer as festas e os
rituais, de fazer roça, de caçar, de pescar, de fazer rede, cestos, dentre tantas outras coisas importantes para a
vida.
Disponível em: https://mirim.org/pt-br/como-vivem/mitos. Acesso em: 13 jul. 2025.
Considerando o conteúdo dos mitos indígenas, a expressão “começo dos tempos”, presente no primeiro e no
terceiro parágrafos, sugere um(a)
a) período da sociedade situado há algumas gerações.
b) passado muito distante, que não pode ser identificado.
c) data inventada pelos indígenas criadores das histórias.
d) momento logo antes da chegada dos portugueses no Brasil.
e) época em que não havia meio de se registrar os acontecimentos.
Charge e cartum
26.
27.
Texto I
GONSALES, F. Níquel Náusea. Disponível em: http://www.niquel.com.br/. Acesso em: 13 jul. 2025.
Texto II
De acordo com a imunologista Claudia Lobo César, as unhas alojam grande número de vírus e bactérias
e, quanto maior o seu tamanho, mais facilidade os germes têm para se instalarem no local. “Com isso, aumenta o
risco de infecções, principalmente se a pessoa tem o costume de roer as unhas, pois assim aumentam as chances
de ingerir os germes que ali estão”, diz.
A médica afirma também que, se não higienizadas corretamente, as unhas podem causar problemas ainda
mais sérios. “Quando passamos da hora de cortar as unhas, elas podem encravar, gerar mau odor por acúmulo
de resíduos, umidade e também ocasionar micose. As unhas devem ser cortadas, no mínimo, a cada 15 dias”,
conclui.
CÉSAR, C, L. Disponível em: https://cuidadospelavida.com.br/blog/post/qual-e-a-importancia-de-cortar-as-unhas-
de-pes-e-maos. Acesso em: 13 jul. 2025.
Um aspecto comum a esses dois textos é o(a)
a) enfoque no ponto de vista científico.
b) presença de personagens fictícios.
c) citação à fala de uma especialista.
d) temática sobre o corte das unhas.
e) humor gerado na conclusão.
28.
30.
Texto I
CAZO. Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-enquanto-isso-no-pais-das-bets/. Acesso em: 13 jul.
2025.
Texto II
Jogos que emulam cassinos, como o Fortune Tiger, conhecido pelo público brasileiro por “Jogo do
Tigrinho”, ganham cada dia mais espaço no mundo digital. A popularização do gênero acontece especialmente
pela divulgação massiva feita por influenciadores digitais nas redes sociais. Com apelo colorido e divertido, os
jogos de apostas online prometem dinheiro fácil e rápido. No entanto, há muitos relatos de perdas financeiras.
No Brasil, o Fortune Tiger é considerado ilegal. Isso porque o game vai contra a Lei de Contravenções
Penais, que considera crime os jogos de azar em que o ganho ou a perda dependem da sorte. Além disso, apostar
em jogos do gênero pode acarretar grande prejuízo financeiro.
Disponível em: https://revistaanamaria.com.br/dinheiro/dinheiro-facil-conheca-os-riscos-financeiros-de-apostar-
no-jogo-do-tigrinho-2/. Acesso em: 13 jul. 2025 (adaptado).
Considerando as informações expostas no texto II, constata-se que autor da charge
a) alerta contra os riscos de jogos de azar online.
b) recomenda os jogos de azar online para os idosos.
c) considera jogos de azar online brincadeira de criança.
d) critica adultos que proíbem jovens de acessar jogos de azar.
e) acredita que jogos de azar são divertidos como contos de fadas.
Gêneros humorísticos
31.
32.
33.
Disponível em: https://www.maioresemelhores.com/melhores-piadas-curtas-para-morrer-de-rir/. Acesso em: 14
jul. 2025.
Considerando o texto anterior, conclui-se que o gênero piada tem como objetivo
a) descontrair conversas entre pessoas desconhecidas.
b) provocar humor por meio da quebra de expectativa.
c) combater a tristeza em leitores de páginas online.
d) apresentar informações de maneira inovadora.
e) expor críticas sociais a situações do dia a dia.
34.
35.
BECK, Alexandre. Disponível em: https://www.tumblr.com/tirasarmandinho/tagged/lobo%20mau. Acesso em: 14
jul. 2025.
Nessa tirinha, a ironia está presente no fato de
a) a mulher convidar o menino para comer carne de porco, como faz o Lobo Mau.
b) a mulher demonstrar impaciência ao explicar ao menino quem é o Lobo Mau.
c) os personagens conversarem sobre alimentos indisponíveis no almoço.
d) o menino preferir continuar a ler o conto de fadas em vez de ir almoçar.
e) o menino desconhecer o famoso personagem do livro que está lendo.
Análise linguística e semiótica: poema e canção
36.
A gente
A gente briga tipo toda hora
A gente faz de tudo pra se ver
A gente vira madrugada fora
A gente curte o mesmo rolê
Às vezes você dá uma surtada
Às vezes eu bato várias neuroses
O destino é coisa engraçada
Quando eu tento sair, você me envolve
Você diz que vai embora, mas sei que tu volta
Vê se não demora, porque eu tô aqui
MC KEVIN O CRIS. Disponível em: https://www.letras.mus.br/mc-kevin-o-cris/a-gente/. Acesso em: 14 jul. 2025.
[Fragmento]
Na letra, a expressão “a gente” se refere
a) ao eu lírico e ao leitor.
b) ao artista e aos seus fãs.
c) ao eu lírico e à sua amada.
d) ao eu lírico e a um familiar.
e) ao artista e aos seus amigos e fãs.
37.
Da felicidade
Quantas vezes a gente, em busca da ventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura
Tendo-os na ponta do nariz!
QUINTANA, Mario. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2005.
Ao estabelecer uma comparação com o “avozinho infeliz”, o eu lírico sugere que a
a) felicidade gera infelicidade.
b) infelicidade atende aos idosos.
c) felicidade pode estar por perto.
d) felicidade depende apenas da sorte.
e) infelicidade é mais difícil de ser encontrada.
38.
Resposta
Bem mais que o tempo que nós perdemos
Ficou pra trás também o que nos juntou
Ainda lembro que eu estava lendo
Só pra saber o que você achou dos versos que eu fiz
E ainda espero resposta
39.
Tem os que passam
Tem os que passam
e tudo se passa
com passos já passados
40.
Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
★★★★★★★★★★
Uma das melhores críticas sociais atuais, que aborda, numa história de amor, o racismo como tema
principal, mas transcende a raça, passa pela desigualdade de gênero e atinge, indiretamente, todas as minorias
sociais.
Um início lento que é facilmente relevado pela magistralidade das questões discutidas na obra.
PEIXOTO, V. Disponível em: https://vinibpeixoto.medium.com/resenhas-curtas-de-livros-que-curto-3-
78c9e603dc7e. Acesso em: 14 jul. 2025.
Segundo o texto, o autor da resenha gostou do livro por este
a) revelar as causas do racismo.
b) ser bem escrito por sua autora.
c) expor um início de leitura lento.
d) contar uma história de amor real.
e) apresentar uma crítica social atual.
42.
Silviano Santiago – Machado
O romance brasileiro mais premiado de 2017, tendo vencido o Jabuti nesta categoria, eleito como livro do
ano de ficção pela organização e ainda levado o segundo lugar do Prêmio Oceanos, Machado não é exatamente
– ou somente – um romance, embora contenha elementos de ficção. Pode ser classificado como um ensaio de
crítica literária, biografia ou até mesmo estudo de pesquisa histórica. É bom que se diga que, em qualquer dessas
categorias, é um livro que reflete a erudição do professor Silviano Santiago, Doutor em letras pela Sorbonne,
exigindo atenção redobrada do leitor, assim como algum conhecimento prévio sobre a obra machadiana.
KOVACS, A. Disponível em: https://www.mundodek.com/2018/12/os-melhores-livros-e-resenhas-de-
2018.html. Acesso em: 14 jul. 2025.
Esse texto tem o objetivo de
a) apresentar a opinião do autor sobre um livro.
b) anunciar os vencedores de um prêmio literário.
c) informar o leitor sobre grandes livros de literatura.
d) orientar o público sobre como apreciar bons livros.
e) defender a atenção como caminho para a educação.
43.
Texto I
Jurassic World: Recomeço
Jurassic World: Recomeço é dirigido por Gareth Edwards, com roteiro escrito outra vez por David Koepp.
O próprio subtítulo já adianta a intenção do estúdio, ou seja, voltar às origens e beber novamente do material
original. E não faltam piscadas de olho para o filme de 1993. O mais curioso é que Recomeço abre com um
subtexto bastante interessante ao dizer que “as pessoas perderam o interesse por dinossauros”. Só que essa
ótima sacada, que poderia levar a história por uma trilha, digamos assim, mais criativa, é rapidamente abandonada.
MACHADO, Marden. Disponível em: https://cinemarden.com.br/jurassic-world-recomeco/. Acesso em: 14 jul.
2025 (adaptado).
Texto II
Novo capítulo da franquia Jurassic World, Jurassic World: Recomeço acompanha uma equipe intrépida em
uma missão para obter amostras de DNA das três criaturas mais colossais da terra, mar e ar. Cinco anos após os
eventos de Jurassic World: Domínio, a ecologia do planeta se mostrou amplamente inóspita para os dinossauros.
Os poucos sobreviventes vivem em ambientes equatoriais isolados, onde o clima se assemelha ao que permitiu
sua prosperidade no passado. Dentro dessa biosfera tropical, as três criaturas mais colossais detêm a chave para
a criação de um medicamento com potencial para salvar inúmeras vidas humanas. A missão, cercada de perigos,
coloca a equipe diante de desafios extremos, enquanto lutam contra o tempo e os perigos de um mundo onde a
natureza selvagem é a única soberana.
Disponível em: https://www.adorocinema.com/filmes/filme-325926/. Acesso em: 14 jul. 2025.
Com relação ao texto II, o texto I se diferencia por apresentar o(a)
a) informação sobre onde ver o filme.
b) fala do diretor em uma entrevista.
c) resumo do filme divulgado.
d) final da história relatada.
e) ponto de vista do autor.
44.
Não espere assistir “Ainda Estou Aqui” (2024) e ver a história de Rubens Paiva (Selton Mello) e todo o
destrinchar do misterioso desaparecimento e posterior assassinato sob as sombras da ditadura militar. Trata-se
aqui de um filme dramático que mostra a consequência da tragédia instalada no núcleo da família Paiva e como
tudo foi encarado e enfrentado pela matriarca Eunice Paiva (Fernanda Torres). Isso perante os filhos e às
autoridades, na busca da elucidação dos casos envolvendo os vários presos desaparecidos durante a opressão
do regime militar.
LEVITE. Disponível em: https://www.leiaeassista.com.br/resenha-do-filme-ainda-estou-aqui-2024-walter-
salles/. Acesso em: 14 jul. 2025.
O autor dessa resenha defende que, no filme avaliado, o foco está
a) nos segredos da Ditadura Militar.
b) no desaparecimento de Rubens Paiva.
c) no trabalho e na obra do deputado Rubens Paiva.
d) na vida da família Paiva após o desaparecimento do pai.
e) nas histórias de milhares de desaparecidos na Ditadura.
45.
Texto I
Estamos vendo a consolidação de um grande diretor. Estamos vendo DiCaprio em sua melhor atuação na
carreira. Isso não é pouco! Elenco inspirado, forte, físico. Vá ao cinema e, enquanto admira o belo trabalho de
fotografia, entregue-se por inteiro. O Regresso vai te dar a opção de escolher o que é o bem e o que é o mal.
George F.
Texto II
Muito chato! Filme sem emoção, monótono e sem nexo em muitas partes. Não vale a pena assistir. Um
dos piores filmes que já assisti. Me desculpem os experts em cinema, mas não passa sentimento nenhum na
trama. A fotografia é linda, mas só isso!
Neide S.
Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/filme-182266/>. Acesso em: 25 fev. 2016 (adaptado)
Os autores desses textos, que assumem a forma de uma resenha, expressam
a) ideias irrelevantes.
b) posições divergentes.
c) argumentos confusos.
d) ideias complementares.
e) pontos de vista semelhantes.
Artigo
46.
A vida sem casamento
Afinal, o que as mulheres querem? No campo das aspirações femininas mais fundamentais, essa é uma
pergunta facílima de responder. Por razões sociais, culturais e biológicas, a maioria absoluta das mulheres aspira
a encontrar um companheiro, casar-se, construir família e, por intermédio dos filhos, ver cumprido o imperativo tão
profundamente entranhado em seu corpo e em sua psique ao longo de centenas de milhares de anos de história
evolutiva.
A diferença a que se assiste hoje é que não existe mais um calendário fixo para que isso aconteça. A
formidável mudança que eclodiu e se consolidou ao longo do último século, com o processo de emancipação
feminina, o acesso à educação e a conquista do controle reprodutivo, permitiu a um número crescente de mulheres
adiar a “programação” materno-familiar. As mulheres que dispõem de autonomia econômica e vida independente
não são mais consideradas balzaquianas aos 30 anos – apenas 30 anos! –, encalhadas aos 35 e aos 40, reduzidas
irremediavelmente à condição de solteironas, quando não agregadas de baixíssimo status social,
melancolicamente mexendo tachos de comida para os sobrinhos nas grandes cozinhas das famílias multinucleares
do passado.
Imaginem só chamar de titia uma profissional em pleno florescimento, com um ou mais títulos universitários
– e um corpinho bem-cuidado que enfrenta com honras o jeans de cintura baixa ou o biquíni nos intervalos dos
compromissos de trabalho. Além de fora de moda, o termo pode ser até ofensivo. O contraponto a esses avanços
é que, quanto mais as mulheres prorrogam o casamento, mais se candidatam a uma vida inteira sem alcançá-lo.
Bel Moherdani. Veja. 29 nov. 2006 (adaptado).
O principal ponto de vista defendido nesse texto é que, atualmente, as mulheres
a) desejam perpetuar a evolução.
b) possuem autonomia econômica.
c) aspiram casar-se e constituir família.
d) preocupam-se mais com a forma física.
e) adiam o casamento para priorizar a carreira.
47.
A herança
Tenho muito carinho pelo meu telefone fixo. E isso desde os tempos em que ele não era chamado de
telefone fixo, mas apenas de telefone. Embora eu perceba que ele não seja lá tão fixo assim, já que circula com
desenvoltura pela casa toda.
Meu pai não foi homem de muitas posses, nunca comprou nada, com raras exceções, nada que pudesse
ficar, por exemplo, como herança. Entre as exceções, havia um telefone. Era isso que eu queria dizer. Ganhei de
herança do meu pai um telefone.
E é essa linha que eu vejo agora vivendo seus últimos dias. De pouco me serve aquele telefone fixo.
Amigos, colegas, parentes, propostas de trabalho, chateações de telemarketing - tudo chega a mim pelo telefone
celular.
XEXEO, Artur. O Globo, n. 316, 15 ago. 2010 (adaptado).
Nesse artigo, o autor revela uma opinião em
a) “desde os tempos em que ele não era chamado de telefone fixo” (1º parágrafo).
b) “Ganhei de herança do meu pai um telefone” (2º parágrafo).
c) “E é essa linha que eu vejo agora vivendo seus últimos dias (3º parágrafo).
d) “De pouco me serve aquele telefone fixo” (3º parágrafo).
e) “tudo chega a mim pelo telefone celular” (3º parágrafo).
48.
Texto I
Restrição ao uso do celular nas escolas já está valendo
Redes e instituições de ensino, públicas e privadas, devem definir as estratégias de implementação da lei até o
início do ano letivo. Objetivo é mitigar os impactos negativos do uso excessivo de celulares
A Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas, já está em vigor. Cabe a cada uma das
redes de ensino e escolas, públicas e privadas, definirem suas próprias estratégias de implementação até o início
do ano letivo. A legislação surge em resposta ao crescente debate sobre o uso desses aparelhos nas escolas, que
gera grande preocupação a especialistas e à população em geral, devido aos impactos negativos no aprendizado,
na concentração e na saúde mental dos jovens.
Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2025/fevereiro/restricao-ao-uso-do-celular-nas-
escolas-ja-esta-valendo. Acesso em: 14 jul. 2025.
Texto II
Celulares devem ser restringidos por lei nas escolas? SIM
Objetivo não é frear a tecnologia na educação, mas combater o vício que atrapalha a aprendizagem,
desorganiza as aulas e enfraquece a socialização
Em tramitação no Congresso Nacional, o projeto de lei que propõe restringir o uso de celulares nas escolas
é uma ótima oportunidade para fazermos a distinção entre uso de dispositivo tecnológico pessoal desatrelado de
projeto pedagógico e o uso da tecnologia direcionado para melhorar os processos de gestão educacional e de
aprendizado.
É no primeiro uso que deve haver restrição para que a escola seja um lugar para alunos aprenderem e se
desenvolverem nas dimensões cognitiva, social, física e emocional. Os celulares não são necessariamente ruins
na escola, pois há formas de serem utilizados para viabilizar uma proposta educacional. Mas, de modo geral, eles
se tornaram um vício com graves prejuízos à aprendizagem, desorganizando as aulas e enfraquecendo a
socialização entre os alunos
CRUZ, Priscila. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2024/12/celulares-devem-ser-restringidos-
por-lei-nas-escolas-sim.shtml. Acesso em: 14 jul. 2025.
Ambos os textos abordam o mesmo assunto, no entanto o segundo se diferencia por
a) expor uma informação de maneira impessoal.
b) criticar a medida apresentada pelo Governo.
c) comunicar dados estatísticos aos leitores.
d) evidenciar o contexto histórico do projeto.
e) expressar o posicionamento da jornalista.
49.
Projeto de lei da pesca é aprovado e causa polêmica no MS
Lei da Pesca libera o uso de petrechos, como redes e anzol de galho, para qualquer tipo de pescador
Foi aprovada na manhã desta terça-feira, 24, o projeto de lei estadual nº 119/09, a “Lei da Pesca”, na
Assembleia Legislativa de Campo Grande. O documento concede uma série de benefícios aos pescadores de
Mato Grosso do Sul, entre eles a pesca com petrechos antes considerados proibidos, como anzol de galho e
redes, para qualquer pescador munido de carteira profissional.
A aprovação foi quase unânime, 20 votos favoráveis contra apenas três contrários. Mesmo assim, a “Lei
da Pesca” gerou muita polêmica entre deputados e os mais de 400 pescadores que acompanharam de perto o
plenário.
Um dos deputados opositores mais ferrenhos da nova lei disse que a liberação da pesca com petrechos
irá acelerar em poucos meses o processo de extermínio de algumas espécies que antes podiam ser capturadas
apenas pelos ribeirinhos. Em seu discurso de defesa à proibição aos petrechos, ele destacou que o artigo 24 da
Constituição Federal diz que quando existem conflitos entre interesses econômicos e ambientais, o ambiental deve
sempre prevalecer.
O Presidente da Associação de Pescadores de Isca Artesanal de Miranda (MS), Liesé Francisco Xavier,
no entanto, é favorável à liberação dos petrechos. “Nós só queremos trabalhar conforme está na Constituição
Federal, que libera o uso dos petrechos nos rios”, argumenta ele.
Pesca & Companhia. nov. 2009. Fragmento. (adaptado).
Nesse texto, a opinião do presidente da associação se mostra
a) idêntica à do deputado, pois apresenta os mesmos argumentos.
b) indiferente à do deputado, pois a ignora em sua apresentação.
c) complementar à do deputado, pois acrescenta novos pontos.
d) irrelevante à do deputado, pois considera outros assuntos.
e) oposta à do deputado, pois expõe argumentos contrários.
50.
Massa boa é massa fresca
Os pais de um italianinho eram donos de uma trattoria no interior da Itália. Isso há décadas e décadas.
Comida simples, tradicional, lugar pequeno, pratos deliciosos. Certa vez, enquanto o menino brincava no balcão
e seu pai assumia as caçarolas, um turista que degustava a massa viu um ratinho passar no salão. “O que é
isso?”, exclamou o cliente. Sem reação e também surpreso, o italiano improvisou: “Essa é Suzi. Mora aqui com a
gente”.
PORTUGAL, Rayane. Revista do Correio. Correio Braziliense. 18 jul. 2010. p. 28.
No trecho “que degustava a massa”, a palavra destacada se refere a
a) “pai”.
b) “menino”
c) “turista”.
d) “ratinho”.
e) “italiano”.