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TCC I

O trabalho analisa a importância do Programa Criança Feliz para populações em vulnerabilidade social, destacando seu impacto na vida de crianças e gestantes. O programa, que já atendeu milhões, visa promover o desenvolvimento integral e a intersetorialidade entre diversas políticas públicas. A pesquisa utiliza metodologia bibliográfica para entender a aplicação e os resultados do programa na comunidade.
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TCC I

O trabalho analisa a importância do Programa Criança Feliz para populações em vulnerabilidade social, destacando seu impacto na vida de crianças e gestantes. O programa, que já atendeu milhões, visa promover o desenvolvimento integral e a intersetorialidade entre diversas políticas públicas. A pesquisa utiliza metodologia bibliográfica para entender a aplicação e os resultados do programa na comunidade.
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__________________________________________________________________________________

SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO


CURSO: BACHARELADO EM SERVIÇO SOCIAL

VIRGINIA MARTINS CARDOSO MALLMANN

PROGRAMA CRIANÇA FELIZ:


A importância da sua empregabilidade para
a população em vulnerabilidade e risco social

___________________________________________________________________

Rio Verde de Mato Grosso – Mato Grosso do Sul


2022
VIRGINIA MARTINS CARDOSO MALLMANN

PROGRAMA CRIANÇA FELIZ:


A importância da sua empregabilidade para
a população em vulnerabilidade e risco social

Trabalho apresentado ao Curso Serviço Social


– Universidade Anhanguera-UNIDERP, para a
disciplina Trabalho de Conclusão de Curso I.

Professor da disciplina:
Valquiria Aparecida Dias Caprioli

Rio Verde de Mato Grosso / Mato Grosso do Sul


2022
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO...................................................................................................... 4
2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA.............................................5
3. OBJETIVOS.......................................................................................................... 6
3.1 Objetivo Geral.......................................................................................................6
3.2 Objetivos Específicos...........................................................................................6
4. JUSTIFICATIVA....................................................................................................7
5. METODOLOGIA....................................................................................................8
6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA..................................................................................9
6.1 OS DIREITOS DA CRIANÇA NA HISTÓRIA........................................................9
6.2 PROGRAMA CRIANÇA FELIZ............................................................................11
6.3 INTERSETORIALIDADE......................................................................................13
6.3.1 PRINCÍPIOS.........................................................................................................13
6.3.2 DIRETRIZES.........................................................................................................14
6.3.3 OBJETIVOS.........................................................................................................14
9. CRONOGRAMA DE EXECUÇÂO.......................................................................17
10. ORÇAMENTO..................................................................................................18
11. RESULTADOS ESPERADOS.........................................................................19
REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA...............................................................................20
4

1. INTRODUÇÃO

O Programa Criança Feliz já atendeu mais de um milhão de crianças de até


72 meses e 261.512 gestantes que vivem em 2.902 municípios, envolvendo 3.298
supervisores e 19.692 visitadores e totalizando 48.203.092 visitas, e sua meta para
os próximos dois anos é chegar aos dois milhões de visitas (de acordo com o
Caderno de Boas Práticas a Implementação dos Comitês Gestores Intersetoriais
Municipais do Programa Criança Feliz de 2022).
Tais números mostram como este programa esta crescendo e o quanto se
torna importante ter conhecimento de sua aplicação e efeitos reais na comunidade a
qual esta sendo dedicado. Para tanto, este trabalho visa determinar as
características do programa assim como a forma real em que os usuários são
beneficiados através dos diversos aspectos do mesmo.
5

2. DELIMITAÇÃO E FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

Qual a importância do atendimento do Programa Criança Feliz para a


população em vulnerabilidade e risco social?
6

3. OBJETIVOS

3.1 Objetivo Geral

Determinar a importância do programa Criança Feliz (PCF) para as


populações carentes cadastradas ao CadÚnico ou beneficiarias do Benefício de
Prestação Continuada (BPC).

3.2 Objetivos Específicos

 Contextualizar historicamente as políticas públicas voltadas a gestante


e a primeira infância no Brasil.
 Identificar o que é, onde e como é aplicado o Programa Criança Feliz.
 Determinar claramente qual o público alvo do Programa Criança Feliz.
 Pesquisar como as ações do Programa Criança Feliz afetam as
famílias em situação de vulnerabilidade e risco social.
7

4. JUSTIFICATIVA

A necessidade de entender e não perder de vista os reais motivos da


atuação do Assistente Social junto ao público alvo é determinante em sua prática,
para que dessa forma, este possa ter melhor visão de como atuar frente aos
desafios que possa a vir enfrentar durante a implementação e atuação em campo,
junto as gestantes e crianças na primeira infância de famílias em situação de
vulnerabilidade e risco social.
8

5. METODOLOGIA

O Método de pesquisa adotado neste trabalho foi o de pesquisa bibliográfica


acerca do tema, sendo que para tanto foram usados os manuais e guias específicos
do Programa Criança Feliz, além das leis e decretos relacionados aos temas
pertinentes ao programa já citado, de forma a estender ao máximo os
conhecimentos sobre tal, de forma a buscar um entendimento mais aprofundado dos
temas abordados.
9

6. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

6.1 OS DIREITOS DA CRIANÇA NA HISTÓRIA

As políticas e diretrizes públicas voltadas à primeira infância vem se


construindo gradativamente desde meado da década de 20 do século passado, ou
seja, há quase um século atrás. Apesar disso ainda existe muito que alcançar na
efetivação de tais políticas na prática, alcançando todas as famílias onde existem
crianças sem o básico para seu desenvolvimento adequado. O Programa Criança
Feliz foi elabora buscando fechar essa lacuna e está em amplo desenvolvimento
para tal.
Numa linha histórica, de acordo com o Manual de Orientações para Ações
Intersetoriais do Programa Criança Feliz (2022), temos diversas iniciativas de
estabelecer diretrizes e políticas para salvaguardar os direitos das crianças, as
mesmas vêm logo abaixo de acordo seu período cronológico.
Em 1924 a Liga das Nações adota a Declaração de Genebra sobre os
Direitos da Criança, que diz que todas as pessoas devem às crianças: meios para
seu desenvolvimento; ajuda especial em momentos de necessidade; prioridade no
socorro e assistência; liberdade econômica e proteção contra a exploração; e uma
educação que instile consciência e dever social.
Em 1927, já no Brasil, surgiu a Lei de Assistência e Proteção aos Menores,
consolidada pelo Decreto n° 17.943-A de 12 de outubro, conhecida como Código de
Menores, estabeleceu entre outras coisas, a maioridade penal para os 18 anos,
sendo mantido até os dias de hoje.
Em 1946 a Assembleia Geral das Nações Unidas cria o Fundo Internacional
de Emergência das Nações Unidas para a Infância, (sigla no inglês – UNICEF), para
atender ás necessidades da Europa e da China quanto às crianças no pós-guerra.
Em 1948 a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova a Declaração
Universal dos Direitos Humanos. Em seu artigo 25 defende os “cuidados e
assistência especiais” e “proteção social” para mães e crianças.
Em 1959 a Assembleia Geral das Nações Unidas adota a Declaração dos
Direitos da Criança, que reconhece os direitos das crianças à educação, à
brincadeira, a um ambiente favorável e a cuidados de saúde, entre outros.
10

Em 1979, para comemorar vinte anos da Declaração dos Direitos da


Criança, a Assembleia Geral das Nações Unidas declara o Ano Internacional da
Criança. Enquanto isso, em 10 de outubro no Brasil, é promulgado um novo Código
de Menores. Ele já trata da doutrina da proteção integral no mesmo enfoque que o
futuro Estatuto da Criança e do Adolescente.
Em 1988 o Brasil inclui em sua constituição o artigo 227, sobre os direitos
das crianças. Onde estabelece que:
é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao
adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde,
à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à
dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária,
além de coloca-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e opressão. (2021)
Em 1989, é adotada a Convenção sobre os Direitos da Criança pela
Assembleia Geral das Nações Unidas. Foi amplamente aclamada como uma
conquista histórica dos direitos humanos e garante e estabelece padrões mínimos
para a proteção dos direitos das crianças.
Em 1990 o Brasil aprovou o Estatuto da Criança e do Adolescente, que
reconhece a criança como sujeito de direitos e apresenta um olhar integral da
criança.
Em 1993 a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança e
Adolescente é ratificada no Brasil, reconhecendo novamente a criança como sujeito
de direitos.
Em 2012 é Criada a Frente Parlamentar da Primeira Infância – FPPI.
Em 2013, 2014 e 2021 ocorre o Programa de Liderança Executiva em
Desenvolvimento da Primeira Infância, evento internacional com a ampla
participação de parlamentares brasileiros.
Em 2013 houve a realização do Primeiro Seminário Internacional do Marco
Legal da Primeira Infância, mostrando pesquisas e boas práticas de experiências
exitosas na promoção da política de Primeira Infância pelos estados brasileiros e
internacionalmente.
Em 2014 ocorre a criação da Comissão Especial da Primeira Infância para
analisar o Projeto de Lei do Marco Legal da Primeira Infância.
Em 2016 é aprovada a Lei 13.257, o Marco Legal da Primeira Infância,
aprovado também o Decreto n° 8.869/2016 que dois anos depois foi consolidado
11

pelo Decreto n° 9.579/2018 que institui no Programa Criança Feliz como forma de
materialização de uma política estruturante de caráter intersetorial de atenção a
Primeira Infância.

6.2 PROGRAMA CRIANÇA FELIZ

O Marco Legal da Primeira Infância (MLPI) reconhece a importância de


priorizar programas, projetos, serviços e benefícios que promovam o
desenvolvimento das crianças nos primeiros seis anos de vida e durante a gestação
através de políticas públicas adequadas. De tal forma, as politicas a serem
implementadas devem atender o interesse superior da criança em sua condição de
cidadã e de sujeito de direitos, além de respeitar seu ritmo de crescimento, valorizar
a diversidade territorial brasileira e das infâncias.
Esta visão dada pela MLPI as politicas públicas voltadas para a construção
da Política Nacional Integrada para a Primeira Infância tem um enfoque intersetorial,
tendo um olhar integral e integrado das suas ações considerando, para tanto, como
políticas prioritárias para a primeira infância a saúde, a educação, a alimentação, a
convivência familiar e comunitária, a assistência social, a cultura, o brincar, o lazer, o
espaço e o meio ambiente, assim como proteção contra todo tipo de violência.
Outro ponto importante apresentado no MLPI é o cuidado as famílias com
gestantes e crianças pequenas, este então determina quanto à politicas publicas
estarem centralizadas na criança, focadas na família e embasadas na comunidade
que a cerca, fortalecendo assim as competências familiares, como os cuidados
básicos, a comunicação positiva o brincar e o afeto, tendo o cuidado de manter forte
a rede de apoio intersetorial a essas famílias.
De acordo com o Manual de Gestão Municipal do Programa Criança Feliz
(2019), o Programa Criança Feliz:
é uma ação do Governo Federal instituída por meio do Decreto n° 8.869, de
5 de outubro de 2016, e consolidado pelo Decreto n° 9.579, de 22 de
novembro de 2018, com a finalidade de promover o desenvolvimento
integral das crianças na primeira infância, considerando sua família e seu
contexto de vida.

Também de acordo com o módulo implantação, do mesmo manual este


“programa se desenvolve por meio de visitas domiciliares que buscam envolver
ações intersetoriais com as políticas de Assistência Social, Educação, Saúde,
Cultura e Direitos Humanos”. O Programa atende crianças de 0-36 meses de idade,
12

desde que inseridas no CadÚnico; gestantes, desde que inseridas no CadÚnico; e


crianças de 0-72 meses que sejam beneficiárias do BPC.

O CadÚnico ou Cadastro Único é um banco de dados unificado criado pelo


Governo Federal para seu uso e dos Estados e municípios, a cerca das famílias
brasileiras que estão na linha da pobreza ou da pobreza extrema, e é utilizado para
a implementação de políticas públicas que visem à melhora da qualidade de vida e
do bem estar de tais famílias. Nele devem estar inscritos todas as famílias de baixa
renda, ou seja, que ganham até ½ salário mínimo por pessoa; ou que ganham até
três salários mínimos de renda mensal.
Já o Benefício de Prestação Continuada ou BPC é destinado a pessoas com
deficiência de qualquer idade que apresentem impedimentos de longo prazo, seja de
natureza física, mental, intelectual ou sensorial e por conta disto não consigam, sem
dificuldades, participar ou interagir de forma plena na sociedade ou idosos com mais
de 65 anos de idade. Trata-se de um beneficio de assistência social de um salário
mínimo que é dado para as famílias que tenham a renda familiar mensal de até ¼ de
salário mínimo por pessoa.

O Manual de Orientações para Ações Intersetoriais do Programa Criança


Feliz (2022), que é parte de uma coleção de três publicações, chamada Coleção
Redes em Movimento da Primeira Infância: Programa Infância Feliz, fala que o
programa é uma promoção a parentalidade, baseado em visitas domiciliares e a
intersetorialidade, o primeiro visando propiciar o desenvolvimento infantil,
considerando os contextos de vida e os territórios, o segundo buscando o
favorecimento de uma rede integrada de apoio e proteção dos direitos das crianças
na primeira infância.
O Programa Criança Feliz foi criado baseado em experiências internacionais
e de alguns estados brasileiros que obtiveram êxito, contribuindo para a melhoria
das condições de vida das crianças, e após cinco anos foi reconhecido como o
maior programa de visitação domiciliar do mundo pela Cúpula Mundial de Visitas
Domiciliares, em Nova York. (Manual de Orientações para Ações Intersetoriais do
Programa Criança Feliz, 2021).
A parte principal do programa, conforme explica o Caderno de Boas Práticas
a Implementação dos Comitês Gestores Intersetoriais Municipais (2021) é a
13

visitação feita pelos visitadores, estes identificam as demandas junto às famílias


cadastradas e as relatam aos supervisores, por sua vez estes as relatam aos
coordenadores ou a uma equipe do CRAS (Centro de Referência de Assistência
Social). Já neste âmbito ocorre uma reunião onde se discute os casos e o que será
necessário para o tratamento de cada um, como ações intra ou intersetoriais,
articulando a rede para atender a demanda, por fim o comitê gestor monitora e apoia
a articulação em rede para auxiliar nas demandas consideradas mais difíceis ou que
fujam das já catalogadas no programa.

6.3 INTERSETORIALIDADE

A gestão correta da Intersetorialidade no Programa Criança Feliz tem por


objetivos orientar e encaminhar os usuários diretamente para os serviços da rede
socioassistencial, de forma que este se torne mais autônomo e menos vulnerável ao
sistema. Para que isto possa ocorrer de maneira satisfatória, o Decreto n°
10.754/2021, que estabelece orientações para a atuação intersetorial, pode ser
dividido em princípios, em diretrizes e em objetivos, conforme resumo retirado do
Manual de Orientações para Ações Intersetoriais do Programa Criança Feliz:

6.3.1 PRINCÍPIOS

Um atendimento integral e integrado que seja do interesse da criança em


condição de cidadã e sujeito de direitos.
Buscar a redução das desigualdades no acesso a bens e serviços que visem
atender os direitos das crianças na primeira infância.
Promover a educação permanente dos profissionais que atendem às
crianças na primeira infância articulando as múltiplas dimensões pertinentes com
prática profissional e evidências científicas e envolvendo todos os setores da
sociedade que a compõem.
Busca da criação da cultura de proteção e promoção da criança, tornando-a
parte das decisões que a digam respeito, de acordo com faixa etária e
desenvolvimento específico.
E a valorização da diversidade brasileira em suas especificidades territoriais,
considerando os diversos tipos de infâncias existentes no território nacional.
14

6.3.2 DIRETRIZES

INTEGRALIDADE: a primazia, por parte de todos os envolvidos no


Programa Criança Feliz, em manter sua atenção no público alvo do programa, cada
qual em sua área de atuação, focando na execução das ações previstas no
programa e, e em caso de algo sair do âmbito do programa, conduzir a rede
socioassistencial.
DESCENTRALIZAÇÃO: todas as ações do Programa Criança Feliz devem
agregar e interligar as diferentes áreas de atuação numa estrutura colaborativa,
cooperativa e complementar, com o interesse de garantir as condições necessárias
aos direitos do público-alvo, ou seja, as crianças na primeira infância e gestantes.
HORIZONTALIDADE DAS AÇÕES: as politicas todas, que fazem parte da
atuação intersetorial, possuem uma relação horizontal de importância e de
participação no planejamento e execução das ações. Desta forma nenhuma politica
se sobreporá ou será sobreposta, possuindo todas elas o mesmo grau de
importância dentro do programa.
PARTICIPAÇÃO SOCIAL: a sociedade civil pode participar por meio de
conselhos de direitos ou fóruns e conferências e é entendida como forma de controle
social.

6.3.3 OBJETIVOS

Prover um conjunto de ações intersetoriais integradas nas áreas da


assistência social, saúde, educação, cultura e direitos humanos voltados para
famílias com crianças na primeira infância e gestantes, acompanhadas pelo
Programa Criança Feliz.
Promover a inclusão social por meio de acesso a políticas públicas,
igualdade de oportunidades e acesso a bens e serviços intersetoriais nos diferentes
territórios: urbano, rural e comunidades tradicionais.
Assegurar que as ações intersetoriais sejam centradas na criança, focadas
na família e baseadas na comunidade.
15

Com base em tudo isso que foi visto até aqui, e também no que diz o Marco
Legal da Primeira Infância – Lei n° 13.257/16 (2016), pensar em intersetorialidade no
Programa Criança Feliz é visualizar a promoção de melhorias na qualidade de vida
das crianças e suas famílias com base no desenvolvimento humano, este deve ser o
foco de todas as políticas públicas voltadas ao programa.
Conforme o Decreto n° 10.754/2021 as políticas de assistência social,
saúde, educação, cultura, direitos humanos, esporte e justiça, devem possuir uma
única agenda em comum onde suas ações alcancem todas, os mesmos fins e
possibilitem a integração de programas, projetos, serviços e benefícios para a
criança na primeira infância, a gestante e suas famílias.
Para melhor entendimento da área de atuação de cada política, segue um
pequeno escopo de onde e como cada setor atua e como se integra aos demais, ao
longo das ações do Programa Criança Feliz.
Assistência Social – faz parte do tripé da Seguridade Social brasileira, de
acordo com a Lei n° 8.742/1993 possui o foco de atuação na família, buscando
fortalecer os vínculos familiares e comunitários, promovendo os direitos da mesma.
Saúde – assim como a assistência social, faz parte do tripé da Seguridade
Social brasileira, e é direito fundamental e universal estabelecido pela Constituição
de 1988. A Lei n° 8080/1990 estabelece que seu foco seja garantir o acesso das
crianças na primeira infância e gestantes aos serviços de saúde, assim como
promover o desenvolvimento biopsicossocial destas.
Educação – a educação é descrita pela Lei n° 9.394/1996 como todos os
processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência
comunitária, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, entre outros.
Portanto, levar as crianças em situação de vulnerabilidade e risco social de encontro
a uma educação plena, seja através da educação direta da mãe e da família, seja
através do acesso a creche se torna o maior compromisso do Programa Criança
Feliz relacionado à educação.
Cultura – Compete à cultura captar e canalizar recursos de modo a
salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da
sociedade brasileira (Lei n° 8.313/1991). Tal experiência de vida, na criança
desenvolve além de segurança emocional necessária para auxilia-la a explorar o
mundo, o sentimento de identidade e de pertencimento comunitário. Para tal é
responsabilidade da política cultural levar as crianças e suas famílias de encontro
16

com atividades culturais de acordo com sua realidade de vida e meio sociocultural e
local.
Justiça – Além de proteger as crianças em situação de vulnerabilidade social
de situações de abuso, violência ou violação de direitos conforme determina o
Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei n° 8.069/1990, esta deve agir em toda e
qualquer situação onde a criança precise de representação jurídica, sendo vítima,
testemunha ou parte interessada.
Direitos Humanos – Garantir um ambiente saudável onde a criança, mesmo
ainda tendo pouca qualidade de comunicação, possa demonstrar e ser respeitada
em seus desejos quanto a gostos e sentimentos básicos, ficando livre de violência
verbal ou física e ao estresse tóxico de uma família abusiva.

Depois de identificadas as demandas e estabelecidas às necessidades para


atuação junto às famílias e, verificado a atuação de uma ou mais políticas de ação,
entra em ação então um sistema chave no Programa Criança Feliz: o Comitê Gestor
Intersetorial, que é composto inicialmente por representantes da assistência social,
saúde, educação, direitos humanos, cultura e justiça. Este comitê é responsável pelo
planejamento e articulação dos componentes do programa, cuidando para que as
demandas encaminhadas possam ser tratadas de forma a melhora da qualidade de
vida das famílias que as necessitam.
Esta atuação pode ser efetivada de diversas formas, como por exemplo:
realização de estudo de caso para intervenção setorial coordenada; realização de
ações coletivas intersetoriais; realização de mapeamento de famílias vulneráveis a
serem acompanhadas pelo Programa Criança Feliz; Criação de relatórios
direcionados ao Comitê Institucional; Manter uma avaliação continuada do
desenvolvimento infantil quanto à saúde, nutrição, cuidado responsivo, situações de
vulnerabilidade e habilidades da criança; e assegurar as famílias e suas crianças,
aceso aos serviços, programas, projetos e benefícios referentes às políticas públicas
intersetoriais.
Desta forma todo o processo retorna a comunidade alcançada pelo Centro
de Referência da Assistência Social (CRAS) onde o Programa Criança Feliz foi
implementado, auxiliando e tornando a vida das famílias com crianças na primeira
infância e gestantes mais justa e estável.
17

9. CRONOGRAMA DE EXECUÇÂO

ETAPAS MARÇO ABRIL MAIO


ELABORAÇÃO
X
DO PROJETO
REVISÃO DE
X X X
LITERATURA

ENTREGA X
18

10. ORÇAMENTO

Serão gastos com este projeto:


 Papel sulfite: cerca de 50 folhas, adquirida em embalagem de 100
folhas no custo médio de R$6,00.
 Cartucho de impressora HP no valor médio de R$60,00.
19

11. RESULTADOS ESPERADOS

Este trabalho de conclusão de curso busca entender qual o real efeito das
ações do Programa Criança Feliz na vida de crianças de até 72 meses, gestantes e
suas famílias em situação de vulnerabilidade e risco social de forma a poder agir de
forma intersetorial de forma mais efetiva, assim melhorando a qualidade de vida
destas famílias.
Além disso, busca conhecer melhor os caminhos que conduziram as
políticas sociais até as que possuímos no presente momento e aprender mais sobre
o funcionamento do Programa Criança Feliz de forma a poder desempenhar de
maneira mais efetiva as ações em cada esfera do programa.
20

REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICA

BRASIL. Benefício de Prestação Continuada. Disponível em:


<[Link]
desenvolvimento-social/assistencia-social/bpc-2013-beneficio-de-prestacao-
continuada-1> Acesso em: mai. 2022.

______. Manual de Gestão Municipal do Programa Criança Feliz. Brasília;


Ministério da Cidadania, 2019. Disponível em:
<[Link]
documentos/Manual_Gestor_pcf.pdf>. Acesso em: mai. 2022.

______. Decreto n° 8.869, de 5 de outubro de 2016. Institui o Programa Criança


Feliz. Brasília, 2016.

______. Decreto n° 9.579, de 22 de novembro de 2018. Consolida atos normativos


editados pelo Poder Executivo federal que dispõem sobre a temática do lactente, da
criança e do adolescente e do aprendiz, e sobre o Conselho Nacional dos Direitos
da Criança e do Adolescente, o Fundo Nacional para a Criança e o Adolescente e os
programas federais da criança e do adolescente, e dá outras providências. Brasília,
2018.

______. Decreto n° 10.754, de 23 de julho de 2021. Altera o Decreto nº 9.855, de


25 de junho de 2019, que dispõe sobre o Comitê Gestor do Programa Criança Feliz.

______. Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e


do Adolescente e dá outras providências. Brasília, 1990.

______. Lei n° 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para


a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento
dos serviços correspondentes e dá outras providências. Brasília, 1990

______. Lei n° 8.313, de 23 de dezembro de 1991. Restabelece princípios da Lei


n° 7.505, de 2 de julho de 1986, institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura
(Pronac) e dá outras providências. Brasília, 1991.

______. Lei n° 8.742, de 7 de dezembro de 1993. Dispõe sobre a organização da


Assistência Social e dá outras providências. Brasília, 1993.

______. Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e


bases da educação nacional. Brasília, 1996.

______. Lei n° 13.257, de 8 de março de 2016. Dispõe sobre as políticas públicas


para a primeira infância e altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da
Criança e do Adolescente), o Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941 (Código
de Processo Penal), a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo
Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, a Lei nº 11.770, de 9 de setembro de
2008, e a Lei nº 12.662, de 5 de junho de 2012. Brasília, 2016.
21

CAIXA. Cadastro Único. Disponível em: <[Link]


unico/Paginas/[Link]>. Acesso em: mai. 2022.

JOPPERT, M. P.; JESUS, T. V. de; SOUZA, C. P. R. de; STEFANELLI, M. F.


Coleção Redes em Movimento da Primeira Infância: Programa Criança Feliz –
Caderno de Boas Práticas: A Implementação dos Comitês Gestores
Intersetoriais Municipais. 1. Ed. Brasília; Ministério da Cidadania, 2021.

MATIAS, A. P. G.; AQUINO, P. S. de; CASTRO, M. G. de; LIMA, L. M.; SANTOS, D.


T. Coleção Redes em Movimento da Primeira Infância: Programa Criança Feliz
– Manual de orientações para Ações Intersetoriais do Programa Criança Feliz.
1. Ed. Brasília; Ministério da Cidadania, 2021.

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