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1 - 3 Semana

A Primeira Semana do Desenvolvimento Embrionário envolve a fecundação, clivagem do zigoto e formação do blastocisto, resultando na implantação no útero. A Segunda Semana é marcada pela continuação do desenvolvimento do blastocisto, formação do disco embrionário bilaminar e estruturas extraembrionárias, além da produção do hormônio hCG. A Terceira Semana se caracteriza pela gastrulação, formando um disco embrionário trilaminar, e o início da morfogênese.

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Kimberly Prado
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1 - 3 Semana

A Primeira Semana do Desenvolvimento Embrionário envolve a fecundação, clivagem do zigoto e formação do blastocisto, resultando na implantação no útero. A Segunda Semana é marcada pela continuação do desenvolvimento do blastocisto, formação do disco embrionário bilaminar e estruturas extraembrionárias, além da produção do hormônio hCG. A Terceira Semana se caracteriza pela gastrulação, formando um disco embrionário trilaminar, e o início da morfogênese.

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Primeira Semana do

Desenvolvimento Embrionário

Introdução RESULTADOS DA FECUNDAÇÃO


- Estimula o ovócito secundário a completar a segunda divisão
meiótica, produzindo o segundo corpo polar.
 A Primeira Semana de Desenvolvimento Embrionário se dá - Restaura o número diploide normal de cromossomos (2n=46)
após a fecundação, quando um espermatozoide penetra um no zigoto
ovócito para formar o zigoto, que é uma célula totipotente - Leva à variação da espécie humana por meio da mistura de
altamente especializada, que tem a capacidade de se cromossomos maternos e paternos (evento do crossing-over,
diferenciar em qualquer tipo de célula. Contém cromossomos e que faz a recombinação aleatória do material genético)
genes derivados da mãe e do pai. O zigoto se divide muitas - Determina o sexo cromossômico do embrião, um
vezes e é progressivamente transformado em um ser humano espermatozoide portador de um X produz um embrião do sexo
multicelular por meio da divisão celular, migração, crescimento feminino e um espermatozoide portando um Y produz um
e diferenciação. embrião do sexo masculino.
- Causa a ativação metabólica do ovócito, que inicia a clivagem
 A primeira semana caracteriza-se por: do zigoto.
Fecundação
2. Clivagem do zigoto

 Clivagens
 Formação do blastocisto
 A clivagem é o processo de divisão celular que ocorre logo após
1. Fecundação a fertilização, resultando na formação de um zigoto.
 Durante a clivagem, a célula zigótica inicial se divide
repetidamente por mitose, criando uma série de células
 Passagem do espermatozoide através da corona radiada do chamadas blastômeros.
ovócito (reação acrossômica): Auxiliado pela ação da enzima
hialuronidase, liberada do acrossoma do espermatozoide, e A divisão do zigoto tem início aproximadamente 30 horas após
também, pelo movimento da cauda do espermatozoide. a fecundação. Esses blastômeros tornam-se menores a cada
 Penetração na zona pelúcida: Formação de um caminho na zona divisão por clivagem. Durante a clivagem, o zigoto ainda se
pelúcida através da ação de enzimas. Logo que o encontra envolto pela zona pelúcida.
espermatozoide penetra a zona pelúcida desencadeia o fim da
segunda meiose e uma reação zonal, mudanças das  Após o estágio de oito células, os blastômeros mudam sua
propriedades físicas da zona pelúcida que a torna impermeável forma e se agrupam firmemente uns com os outros – a
a outros espermatozóides. compactação. Quando já existem 12 a 32 blastômeros, o
 Fusão das membranas plasmáticas do ovócito e do concepto é chamado de mórula.
espermatozoide: A cabeça e a cauda do espermatozoide  No entanto, a clivagem não é um processo contínuo e não
entram no citoplasma do ovócito na área de fusão. continua indefinidamente. Ela para no estágio de blastocisto,
 Término da segunda divisão meiótica do ovócito: Formação do quando o embrião atinge cerca de 100 a 200 células.
ovócito maduro (pronúcleo feminino) e o segundo corpo polar.
 Formação do pronúcleo masculino: Dentro do citoplasma do
ovócito, o núcleo do espermatozoide aumenta para formar o
pronúcleo masculino, enquanto que a cauda do espermatozoide
se degenera. Durante o crescimento, os pronúcleos replicam
seu DNA.
 Lise da membrana do pronúcleo: Ocorre a agregação dos
cromossomos (23 cromossomos de cada núcleo resultam em
um zigoto) para a divisão celular mitótica e primeira clivagem
do zigoto.

Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.


3. Formação do blastocisto  Logo, o trofoblasto começa a se diferenciar em duas camadas.
 Citotrofoblasto: Camada interna de células.
 A mórula alcança o útero cerca de quatro dias após a  Sinciciotrofoblasto: Camada externa de células.
fecundação e o fluido da cavidade uterina passa através da
zona pelúcida para formar a cavidade blastocística.
 À medida que o fluido aumenta na cavidade, os blastômeros são
separados em duas partes:
 Trofoblasto: Camada celular externa que formará a parte
embrionária da placenta.
 Embrioblasto (Massa celular interna): Grupo de blastômeros
localizados centralmente que dará origem ao embrião.

 Ao final da primeira semana o blastocisto está


superficialmente implantado na camada endometrial na parte
póstero-superior do útero. Essa implantação so é finalizada na
segunda semana de desenvolvimento.

 Durante esse estágio o concepto é chamado de blastocisto. O


embrioblasto agora se projeta para dentro da cavidade
blastocística, e o trofoblasto forma a parede do blastocisto.
 Após o blastocisto permanecer suspenso no fluido da cavidade
uterina por cerca de 2 dias, a zona pelúcida se degenera e
desaparece.
 Cerca de 6 dias após a fecundação, o blastocisto adere ao
epitélio endometrial por ação de enzimas proteolíticas
(metaloproteinases) e a implantação sempre ocorre do lado
onde o embrioblasto está localizado.

Segunda Semana do
Desenvolvimento Embrionário

Introdução endométrio, geralmente na parte superior do corpo do útero


e ligeiramente mais comumente na parede posterior em vez
da anterior.
 A segunda semana do desenvolvimento embrionário é um  O sinciciotrofoblasto, erosivo, invade ativamente o tecido
período crucial no qual o blastocisto implantado no útero conjuntivo endometrial que contém capilares e glândulas
continua a se desenvolver. uterinas, liberando enzimas que possibilita a implantação do
 A segunda semana caracteriza-se por: blastocisto no endométrio do útero. Enquanto isso ocorre, o
 Término da implantação do blastocisto (10° dia) blastocisto se aprofunda vagarosamente no endométrio.
 Formação do disco embrionário bilaminar - epiblasto e
hipoblasto; O sinciciotrofoblasto começa a produzir um hormônio
 Formação de estruturas extraembrionárias: a cavidade chamado Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG). O hCG
amniótica, o âmnio, o saco vitelino, o pedúnculo de conexão e mantém a atividade do corpo lúteo do ovário durante a
o saco coriônico. gravidez e forma a base dos testes de gravidez. Ao fim da
segunda semana, o sinciciotrofoblasto produz hCG suficiente
 A implantação do blastocisto começa no fim da primeira para dar um resultado positivo no teste de gravidez, apesar
semana e termina no fim da segunda. Normalmente ocorre no de, provavelmente, a mulher não saber que está grávida.
Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.
1. Formação da cavidade amniótica, do disco  O epiblasto forma o assoalho da cavidade amniótica e se
continua perifericamente com o âmnio.
embrionário e saco vitelino  O hipoblasto forma o teto da cavidade exocelômica e se
 À medida que a implantação do blastocisto progride, as continua com as células que migraram do hipoblasto para
mudanças que ocorrem no embrioblasto resultam na formação formar a membrana exocelômica. Esta membrana circunda a
de uma placa achatada e quase circular de células – o disco cavidade blastocística e reveste a superfície interna do
embrionário – consistindo em duas camadas: citotrofoblasto.
 O epiblasto: a camada mais espessa, consiste em células
colunares altas e mantém relação com a cavidade
amniótica.
 O hipoblasto: a camada mais fina, consiste em células
cuboides pequenas adjacentes a cavidade exocelômica

O disco embrionário dá origem às camadas germinativas que


formam todos os tecidos e órgãos do embrião.

 Logo depois, as células amniogênicas (formadoras do âmnio)


separam-se do epiblasto e se organizam para formar uma
membrana fina, o âmnio, que reveste a cavidade amniótica.

 Simultaneamente à formação da cavidade amniótica, a


membrana e a cavidade exocelômica modificam-se
rapidamente, formando o saco vitelino primitivo.

O saco vitelino é uma estrutura temporária que desempenha


um papel crucial no fornecimento inicial de nutrientes ao
embrião.

 A cavidade amniótica começa a se formar no disco embrionário


bilaminar. O epiblasto forma uma membrana que circunda a
cavidade amniótica inicial. À medida que a cavidade amniótica se
expande, ela eventualmente se torna uma cavidade cheia de
fluido chamada de cavidade amniótica. Essa cavidade é essencial
para o desenvolvimento fetal, fornecendo proteção mecânica
ao embrião em crescimento.

 As células do endoderma do saco vitelínico formam o


mesoderma extraembrionário, que envolvem o âmnio e o saco
vitelino. Assim, há formação do âmnio, disco bilaminar e saco
vitelínico.

O mesoderma extraembrionário é formado devido à separação


entre a membrana exocelômica e o citotrofoblasto.

Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.


2. Desenvolvimento do saco coriônico
 O final da segunda semana é caracterizado pelo surgimento
das vilosidades coriônicas primárias. A proliferação das células
citotrofoblásticas produz extensões celulares que crescem no
interior do sinciciotrofoblasto.
 Essas projeções celulares formam as vilosidades coriônicas
primárias, o primeiro estágio no desenvolvimento das
vilosidades coriônicas da placenta.
 Essas vilosidades coriônicas se expandem e se fundem para
formar o saco coriônico (córion), que circunda o embrião em
desenvolvimento.

 Quando o âmnio, o disco embrionário e o saco vitelino primário


se formam, aparecem lacunas (pequenos espaços) no
sinciciotrofoblasto. As lacunas são rapidamente preenchidas
com uma mistura de sangue materno derivado dos capilares
endometriais rompidos e restos celulares das glândulas
uterinas erodidas.
 No embrião de 10° dia (embrião e membranas
extraembrionárias), o concepto está completamente
implantado no endométrio. Por aproximadamente mais 2 dias,
há uma pequena área de descontinuidade no epitélio O Córion é formado pelo mesoderma somático extraembrionário
endometrial que é preenchida por um tampão, um coágulo e as duas camadas de trofoblasto (Citotrofoblasto
sanguíneo fibrinoso Sinciciotrofoblasto). Ele fará o papel de uma placenta primitiva,
 Conforme as mudanças ocorrem no trofoblasto e no realizando as trocas gasosas e nutritivas.
endométrio, o mesoderma extraembrionário aumenta e dentro
deste aparecem espaços celômicos extraembrionários. Esses  À medida que o celoma extraembrionário se forma, o saco
espaços rapidamente se fusionam para formar uma cavidade vitelino primário diminui de tamanho e se forma o saco vitelino
grande e isolada, o celoma extraembrionário. secundário (ou definitivo).
 O celoma extraembrionário divide o mesoderma  O pedúnculo de conexão posteriormente formará o cordão
extraembrionário em duas camadas: umbilical.
 O mesoderma somático extraembrionário, que reveste o  A placa precordal ela é o indicativo de onde vai aparecer a
trofoblasto e cobre o âmnio. boca, logo, seu lado oposto será o ânus.
 O mesoderma esplâncnico extraembrionário, que envolve o
saco vitelino

A segunda semana de desenvolvimento é marcada por essas


transformações fundamentais, preparando o embrião para
estágios posteriores do desenvolvimento embrionário. Além
disso, a implantação do blastocisto é finalizada.

Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.


Terceira Semana do
Desenvolvimento Embrionário
Introdução
 A terceira semana de desenvolvimento ocorre durante a
primeira semana sem menstruação, isto é, cinco semanas após
o primeiro dia do período regular da última menstruação.
 A ausência de menstruação é, geralmente, a primeira indicação
de uma possível gravidez. Aproximadamente cinco semanas
após o último período regular menstrual, uma gravidez normal
pode ser detectada pela ultrassonografia.
 A terceira semana caracteriza-se por:
 Gastrulação
 Formação do processo notocordal
 Neurulação

1. Gastrulação
 A gastrulação é o processo em que o disco embrionário
bilaminar é convertido em um disco embrionário trilaminar. Cada
uma das três camadas germinativas (ectoderma, endoderma e
mesoderma) do disco embrionário dá origem a tecidos e órgãos
específicos.
VISÃO DE CIMA DO EPIBLASTO
A gastrulação é o início da morfogênese, o desenvolvimento da
forma do corpo e da estrutura de vários órgãos e partes do DISCO BILAMINAR -> DISCO TRILAMINAR
corpo. Ela começa com a formação da linha primitiva. O epiblasto conduz a linha primitiva, onde suas células vão
crescer e proliferar desde a região da membrana coaclal
(região caudal) e migrar para a região da membrana
Linha Primitiva bucofaringea (região cefálica). No entanto, essa células só
crescem até formar o nó primitivo. Nessa região do nó primitivo
 A linha primitiva é uma estrutura linear que se forma no as células irão migrar até o hipoblasto formando a fosseta
embrião durante a gastrulação. primitiva, que é uma espécie de canal ou invaginação. Dentro
 Sua formação ocorre a partir de células do epiblasto localizadas dessa invaginação há o sulco primitivo. A células do epiblasto
na região dorsal do embrião. Essas células migram para o plano começam a migrar e se deslocam do hipoblasto. Devido à fosse
mediano, onde se organizam para formar a linha primitiva. primitiva, as células que são invaginadas começam a vasar e
 Assim que a linha primitiva aparece, é possível identificar o eixo ocupar um espaço que será a mesoderma. O hipoblasto será
craniocaudal do embrião (extremidades craniais e caudais), substituído pela endoderma e o epiblasto será substituído pelo
superfícies dorsais e ventrais, lados direito e esquerdo. endoderma.
 À medida que a linha primitiva se alonga através da adição de
células à sua extremidade caudal, sua extremidade craniana
prolifera e forma o nódulo primitivo (ou nó primitivo).
 Ao mesmo tempo, um sulco primitivo estreito se desenvolve na
linha primitiva, que termina em uma pequena depressão no
nódulo primitivo, a fosseta primitiva (uma pequena depressão
ou invaginação).

Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.


O processo notocordal, em forma de bastonete, não se estende
muito porque está preso à placa pré-cordal, que está
firmemente ligada ao ectoderma. Essas camadas unidas do
VISÃO DO CORTE DO DISCO TRILAMINAR ectoderma e endoderma formam a membrana orofaríngea, que
estará na futura região da boca.

 Ectoderma: Origina a epiderme, sistema nervoso central e  Células mesenquimais da linha primitiva e do processo
periférico e a várias outras estruturas; notocordal migram, lateral e cranialmente, entre o ectoderma
 Mesoderma: Origina as camadas musculares lisas, tecidos e o endoderma, até atingirem as margens do disco embrionário.
conjuntivos, e é fonte de células do sangue e da medula óssea, Estas células mesenquimais são contínuas com o mesoderma
esqueleto, músculos estriados e dos órgãos reprodutores e extraembrionário, que cobre o âmnio e a vesícula umbilical.
excretor;
 Endoderma: Origina os revestimentos epiteliais das passagens Algumas células da linha primitiva migram cranialmente em cada
respiratórias e trato gastrointestinal, incluindo glândulas lado do processo notocordal e em torno da placa precordal. Elas
associadas. se encontram para formar o mesoderma cardiogênico, na área
cardiogênica, onde o primórdio cardíaco começa a se
2. Processo Notocordal e Notocorda desenvolver no final da terceira semana.

 Depois que a linha primitiva atinge o seu limite e para de


crescer, algumas células mesenquimais migram pela região
cranial, do nó e da fosseta primitivos, formando um cordão
celular na região mediana, o processo notocordal.

Células mesenquimais possuem a capacidade de se diferenciar


em diversos tipos celulares.

 Esse processo é importante, pois a partir da sua


transformação surge a notocorda, um bastão mais rígido que
forma o eixos do embrião (esqueleto axial e vértebras).
 A notocorda é uma haste celular que:
 Este processo logo adquire um canal, o canal notocordal. O
 Define o eixo do embrião e lhe dá alguma rigidez
processo notocordal cresce cranialmente (para frente) entre
 Serve como base para o desenvolvimento axial do esqueleto
o ectoderma e o endoderma, até atingir a placa pré-cordal,
(como os ossos da cabeça e da coluna vertebral)
uma área pequena e circular de células, que é um organizador
 Indica o futuro local dos corpos vertebrais
importante da região cefálica.
A coluna vertebral se forma em torno da notocorda, que se
estende da membrana orofaríngea até o nó primitivo. A
notocorda se degenera e desaparece como parte do corpo das
vértebras, mas partes dela persistem como o núcleo pulposo
de cada disco intervertebral.

Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.


A notocorda funciona como indutor primário no embrião
precoce, induzindo o ectoderma embrionário sobreposto a  As dobras neurais são particularmente proeminentes na
engrossar e formar a placa neural, o prim órdio do sistema extremidade cranial do embrião e são os primeiros sinais do
nervoso central. desenvolvimento do cérebro.

3. Neurulação
 A neurulação é um processo que inclui a formação da placa
neural e das dobras neurais, e o fechamento destas dobras
para formar o tubo neural.
 Esses processos são concluídos até o final da quarta semana,  No final da terceira semana, as dobras neurais começam a se
quando ocorre o fechamento do neuroporo caudal. mover em conjunto e a se fusionar, convertendo a placa neural
em tubo neural.
O tubo neural é o precursor do sistema nervoso central, que
inclui o cérebro e a medula espinhal. Esse processo é crucial
para a formação adequada do sistema nervoso.

Formação da Placa Neural e dos Tubo Neurais:


 À medida que a notocorda se desenvolve, induz o ectoderma
embrionário acima dela a ficar mais espesso e formar uma
placa neural alongada de células especializadas em nervos
(neuroepiteliais espessadas).  A formação do tubo neural é um processo celular complexo e
multifatorial que envolve genes e fatores extrínsecos e
Essa placa neural, também chamada de neuroectoderma, dá mecânicos. O tubo neural se separa do ectoderma superficial
origem ao Sistema Nervoso Central (SNC), incluindo o cérebro, à medida que as dobras neurais se encontram.
a medula espinhal e estruturas como a retina.

 As bordas livres do ectoderma se fusionam, de modo que esta


camada se torna contínua ao longo do tubo neural nas costas
do embrião. Posteriormente, a superfície do ectoderma se
diferencia na epiderme da pele. A neurulação é concluída
 A princípio, a placa neural corresponde, em comprimento, à
durante a quarta semana.
notocorda subjacente. Ela é cranial (fica à frente) ao nó
primitivo e dorsal (acima) à notocorda e ao mesoderma
adjacente. Formação da Crista Neural:
 À medida que a notocorda se alonga, a placa neural se alarga
e se estende além da notocorda.  Durante o processo de neurulação, as dobras neurais se
 Por volta do 18º dia, a placa neural invagina ao longo do seu eixo fundem para formar o tubo neural. O tubo neural, resultante
central para formar um sulco neural que apresenta dobras dessa fusão, se separa do ectoderma e dá origem às células
neurais (ou pregas neurais) em cada lado. da crista neural. Nesse momento, células neuroectodérmicas
ao longo da crista de cada dobra perdem suas conexões com
células vizinhas.
 Essas células, agora liberadas da conexão com células
adjacentes, têm a capacidade de migrar do tubo neural para
diferentes áreas do embrião.
 Esse processo é crucial para a formação das cristas neurais,
que desempenham papéis importantes na formação de

Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.


estruturas como o sistema nervoso periférico, pigmentação
da pele e partes do crânio e face.
Desenvolvimento das vilosidades coriônicas:
 Durante o desenvolvimento embrionário, as vilosidades
ESTRUTURAS DERIVADAS DA CRISTA NEURAL coriônicas passam por um processo de ramificação,
 Gânglios espinhais e do sistema nervoso autônomo;
começando com as vilosidades coriônicas primárias.
 Gânglios dos nervos cranianos;
 O mesênquima, um tipo de tecido conjuntivo, cresce para
 As bainhas dos nervos (células de Schwann);
dentro dessas vilosidades, formando vilosidades coriônicas
 Revestimento meníngeo do encéfalo e da medula espinhal.
secundárias.
 As células mesenquimais nessas vilosidades secundárias se
Desenvolvimento dos somitos: diferenciam em capilares sanguíneos, que se fundem para
formar redes mais complexas conhecidas como vilosidades
 Após a formação da notocorda e do tubo neural, o coriônicas terciárias.
mesoderma intraembrionário se multiplica e cria uma
coluna espessa chamada mesoderma para-axial.
 Essa coluna se estende lateralmente para se conectar
ao mesoderma intermediário, que, por sua vez, se afina
para formar o mesoderma lateral. O mesoderma lateral
está ligado ao mesoderma extraembrionário, que cobre
a vesícula umbilical e o âmnio.

 Esses vasos sanguíneos conectam-se ao coração embrionário,


possibilitando a circulação sanguínea entre o embrião e a mãe
e aumentando a superfície de troca de nutrientes entre a
circulação materna e fetal, assegurando a adequada nutrição
e oxigenação para o desenvolvimento saudável do feto.

Desenvolvimento inicial do sistema


 No final da terceira semana, o mesoderma para-axial se cardiovascular:
diferencia e se divide em somitos, que são pares de
corpos cuboides ao longo do tubo neural em  O sistema cardiovascular primitivo começa a se desenvolver no
desenvolvimento. mesoderma extraembrionário presente no saco vitelino, no
pedículo e no córion nas fases iniciais do desenvolvimento
embrionário. Durante esse processo, ocorre a formação de
sangue e vasos sanguíneos no embrião e nas membranas
extraembrionárias.

 Esses somitos se tornam proeminentes na superfície do  Células mesenquimais inicialmente se agregam, formando
embrião, aparecendo um pouco triangulares em cortes massas celulares que evoluem para ilhotas sanguíneas.
transversais.  Dentro dessas ilhotas, surgem cavidades, e as células se
 Os somitos dão origem à maior parte do esqueleto axial, achatam, originando células endoteliais que formam os
à musculatura associada e à derme da pele. primeiros vasos sanguíneos.

Os somitos são usados como critério para determinar a


idade do embrião, sendo o primeiro par próximo à
extremidade craniana da notocorda e pares
subsequentes se formando em uma sequência
craniocaudal.
Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.
 À medida que o desenvolvimento avança, as células do sangue
começam a se diferenciar a partir das células endoteliais,
marcando um ponto crucial por volta da quinta semana do
desenvolvimento embrionário.
 Esse processo indica a transição das ilhotas sanguíneas iniciais
para um sistema cardiovascular mais complexo, estabelecendo
as bases para a formação do sistema circulatório no embrião
em desenvolvimento.

SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO


 Coração e grandes vasos se formam a partir células
mesenquimais da área cardiogênica;
 Vasos endocárdicos se desenvolvem e fundem-se num tubo
cardíaco;
 Forma coração tubular ligado aos vasos do embrião,
pedúnculo, córion e saco vitelino
 Batimentos cardíacos a partir 5° semana

Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.

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