Primeira Semana do
Desenvolvimento Embrionário
Introdução RESULTADOS DA FECUNDAÇÃO
- Estimula o ovócito secundário a completar a segunda divisão
meiótica, produzindo o segundo corpo polar.
A Primeira Semana de Desenvolvimento Embrionário se dá - Restaura o número diploide normal de cromossomos (2n=46)
após a fecundação, quando um espermatozoide penetra um no zigoto
ovócito para formar o zigoto, que é uma célula totipotente - Leva à variação da espécie humana por meio da mistura de
altamente especializada, que tem a capacidade de se cromossomos maternos e paternos (evento do crossing-over,
diferenciar em qualquer tipo de célula. Contém cromossomos e que faz a recombinação aleatória do material genético)
genes derivados da mãe e do pai. O zigoto se divide muitas - Determina o sexo cromossômico do embrião, um
vezes e é progressivamente transformado em um ser humano espermatozoide portador de um X produz um embrião do sexo
multicelular por meio da divisão celular, migração, crescimento feminino e um espermatozoide portando um Y produz um
e diferenciação. embrião do sexo masculino.
- Causa a ativação metabólica do ovócito, que inicia a clivagem
A primeira semana caracteriza-se por: do zigoto.
Fecundação
2. Clivagem do zigoto
Clivagens
Formação do blastocisto
A clivagem é o processo de divisão celular que ocorre logo após
1. Fecundação a fertilização, resultando na formação de um zigoto.
Durante a clivagem, a célula zigótica inicial se divide
repetidamente por mitose, criando uma série de células
Passagem do espermatozoide através da corona radiada do chamadas blastômeros.
ovócito (reação acrossômica): Auxiliado pela ação da enzima
hialuronidase, liberada do acrossoma do espermatozoide, e A divisão do zigoto tem início aproximadamente 30 horas após
também, pelo movimento da cauda do espermatozoide. a fecundação. Esses blastômeros tornam-se menores a cada
Penetração na zona pelúcida: Formação de um caminho na zona divisão por clivagem. Durante a clivagem, o zigoto ainda se
pelúcida através da ação de enzimas. Logo que o encontra envolto pela zona pelúcida.
espermatozoide penetra a zona pelúcida desencadeia o fim da
segunda meiose e uma reação zonal, mudanças das Após o estágio de oito células, os blastômeros mudam sua
propriedades físicas da zona pelúcida que a torna impermeável forma e se agrupam firmemente uns com os outros – a
a outros espermatozóides. compactação. Quando já existem 12 a 32 blastômeros, o
Fusão das membranas plasmáticas do ovócito e do concepto é chamado de mórula.
espermatozoide: A cabeça e a cauda do espermatozoide No entanto, a clivagem não é um processo contínuo e não
entram no citoplasma do ovócito na área de fusão. continua indefinidamente. Ela para no estágio de blastocisto,
Término da segunda divisão meiótica do ovócito: Formação do quando o embrião atinge cerca de 100 a 200 células.
ovócito maduro (pronúcleo feminino) e o segundo corpo polar.
Formação do pronúcleo masculino: Dentro do citoplasma do
ovócito, o núcleo do espermatozoide aumenta para formar o
pronúcleo masculino, enquanto que a cauda do espermatozoide
se degenera. Durante o crescimento, os pronúcleos replicam
seu DNA.
Lise da membrana do pronúcleo: Ocorre a agregação dos
cromossomos (23 cromossomos de cada núcleo resultam em
um zigoto) para a divisão celular mitótica e primeira clivagem
do zigoto.
Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.
3. Formação do blastocisto Logo, o trofoblasto começa a se diferenciar em duas camadas.
Citotrofoblasto: Camada interna de células.
A mórula alcança o útero cerca de quatro dias após a Sinciciotrofoblasto: Camada externa de células.
fecundação e o fluido da cavidade uterina passa através da
zona pelúcida para formar a cavidade blastocística.
À medida que o fluido aumenta na cavidade, os blastômeros são
separados em duas partes:
Trofoblasto: Camada celular externa que formará a parte
embrionária da placenta.
Embrioblasto (Massa celular interna): Grupo de blastômeros
localizados centralmente que dará origem ao embrião.
Ao final da primeira semana o blastocisto está
superficialmente implantado na camada endometrial na parte
póstero-superior do útero. Essa implantação so é finalizada na
segunda semana de desenvolvimento.
Durante esse estágio o concepto é chamado de blastocisto. O
embrioblasto agora se projeta para dentro da cavidade
blastocística, e o trofoblasto forma a parede do blastocisto.
Após o blastocisto permanecer suspenso no fluido da cavidade
uterina por cerca de 2 dias, a zona pelúcida se degenera e
desaparece.
Cerca de 6 dias após a fecundação, o blastocisto adere ao
epitélio endometrial por ação de enzimas proteolíticas
(metaloproteinases) e a implantação sempre ocorre do lado
onde o embrioblasto está localizado.
Segunda Semana do
Desenvolvimento Embrionário
Introdução endométrio, geralmente na parte superior do corpo do útero
e ligeiramente mais comumente na parede posterior em vez
da anterior.
A segunda semana do desenvolvimento embrionário é um O sinciciotrofoblasto, erosivo, invade ativamente o tecido
período crucial no qual o blastocisto implantado no útero conjuntivo endometrial que contém capilares e glândulas
continua a se desenvolver. uterinas, liberando enzimas que possibilita a implantação do
A segunda semana caracteriza-se por: blastocisto no endométrio do útero. Enquanto isso ocorre, o
Término da implantação do blastocisto (10° dia) blastocisto se aprofunda vagarosamente no endométrio.
Formação do disco embrionário bilaminar - epiblasto e
hipoblasto; O sinciciotrofoblasto começa a produzir um hormônio
Formação de estruturas extraembrionárias: a cavidade chamado Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG). O hCG
amniótica, o âmnio, o saco vitelino, o pedúnculo de conexão e mantém a atividade do corpo lúteo do ovário durante a
o saco coriônico. gravidez e forma a base dos testes de gravidez. Ao fim da
segunda semana, o sinciciotrofoblasto produz hCG suficiente
A implantação do blastocisto começa no fim da primeira para dar um resultado positivo no teste de gravidez, apesar
semana e termina no fim da segunda. Normalmente ocorre no de, provavelmente, a mulher não saber que está grávida.
Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.
1. Formação da cavidade amniótica, do disco O epiblasto forma o assoalho da cavidade amniótica e se
continua perifericamente com o âmnio.
embrionário e saco vitelino O hipoblasto forma o teto da cavidade exocelômica e se
À medida que a implantação do blastocisto progride, as continua com as células que migraram do hipoblasto para
mudanças que ocorrem no embrioblasto resultam na formação formar a membrana exocelômica. Esta membrana circunda a
de uma placa achatada e quase circular de células – o disco cavidade blastocística e reveste a superfície interna do
embrionário – consistindo em duas camadas: citotrofoblasto.
O epiblasto: a camada mais espessa, consiste em células
colunares altas e mantém relação com a cavidade
amniótica.
O hipoblasto: a camada mais fina, consiste em células
cuboides pequenas adjacentes a cavidade exocelômica
O disco embrionário dá origem às camadas germinativas que
formam todos os tecidos e órgãos do embrião.
Logo depois, as células amniogênicas (formadoras do âmnio)
separam-se do epiblasto e se organizam para formar uma
membrana fina, o âmnio, que reveste a cavidade amniótica.
Simultaneamente à formação da cavidade amniótica, a
membrana e a cavidade exocelômica modificam-se
rapidamente, formando o saco vitelino primitivo.
O saco vitelino é uma estrutura temporária que desempenha
um papel crucial no fornecimento inicial de nutrientes ao
embrião.
A cavidade amniótica começa a se formar no disco embrionário
bilaminar. O epiblasto forma uma membrana que circunda a
cavidade amniótica inicial. À medida que a cavidade amniótica se
expande, ela eventualmente se torna uma cavidade cheia de
fluido chamada de cavidade amniótica. Essa cavidade é essencial
para o desenvolvimento fetal, fornecendo proteção mecânica
ao embrião em crescimento.
As células do endoderma do saco vitelínico formam o
mesoderma extraembrionário, que envolvem o âmnio e o saco
vitelino. Assim, há formação do âmnio, disco bilaminar e saco
vitelínico.
O mesoderma extraembrionário é formado devido à separação
entre a membrana exocelômica e o citotrofoblasto.
Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.
2. Desenvolvimento do saco coriônico
O final da segunda semana é caracterizado pelo surgimento
das vilosidades coriônicas primárias. A proliferação das células
citotrofoblásticas produz extensões celulares que crescem no
interior do sinciciotrofoblasto.
Essas projeções celulares formam as vilosidades coriônicas
primárias, o primeiro estágio no desenvolvimento das
vilosidades coriônicas da placenta.
Essas vilosidades coriônicas se expandem e se fundem para
formar o saco coriônico (córion), que circunda o embrião em
desenvolvimento.
Quando o âmnio, o disco embrionário e o saco vitelino primário
se formam, aparecem lacunas (pequenos espaços) no
sinciciotrofoblasto. As lacunas são rapidamente preenchidas
com uma mistura de sangue materno derivado dos capilares
endometriais rompidos e restos celulares das glândulas
uterinas erodidas.
No embrião de 10° dia (embrião e membranas
extraembrionárias), o concepto está completamente
implantado no endométrio. Por aproximadamente mais 2 dias,
há uma pequena área de descontinuidade no epitélio O Córion é formado pelo mesoderma somático extraembrionário
endometrial que é preenchida por um tampão, um coágulo e as duas camadas de trofoblasto (Citotrofoblasto
sanguíneo fibrinoso Sinciciotrofoblasto). Ele fará o papel de uma placenta primitiva,
Conforme as mudanças ocorrem no trofoblasto e no realizando as trocas gasosas e nutritivas.
endométrio, o mesoderma extraembrionário aumenta e dentro
deste aparecem espaços celômicos extraembrionários. Esses À medida que o celoma extraembrionário se forma, o saco
espaços rapidamente se fusionam para formar uma cavidade vitelino primário diminui de tamanho e se forma o saco vitelino
grande e isolada, o celoma extraembrionário. secundário (ou definitivo).
O celoma extraembrionário divide o mesoderma O pedúnculo de conexão posteriormente formará o cordão
extraembrionário em duas camadas: umbilical.
O mesoderma somático extraembrionário, que reveste o A placa precordal ela é o indicativo de onde vai aparecer a
trofoblasto e cobre o âmnio. boca, logo, seu lado oposto será o ânus.
O mesoderma esplâncnico extraembrionário, que envolve o
saco vitelino
A segunda semana de desenvolvimento é marcada por essas
transformações fundamentais, preparando o embrião para
estágios posteriores do desenvolvimento embrionário. Além
disso, a implantação do blastocisto é finalizada.
Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.
Terceira Semana do
Desenvolvimento Embrionário
Introdução
A terceira semana de desenvolvimento ocorre durante a
primeira semana sem menstruação, isto é, cinco semanas após
o primeiro dia do período regular da última menstruação.
A ausência de menstruação é, geralmente, a primeira indicação
de uma possível gravidez. Aproximadamente cinco semanas
após o último período regular menstrual, uma gravidez normal
pode ser detectada pela ultrassonografia.
A terceira semana caracteriza-se por:
Gastrulação
Formação do processo notocordal
Neurulação
1. Gastrulação
A gastrulação é o processo em que o disco embrionário
bilaminar é convertido em um disco embrionário trilaminar. Cada
uma das três camadas germinativas (ectoderma, endoderma e
mesoderma) do disco embrionário dá origem a tecidos e órgãos
específicos.
VISÃO DE CIMA DO EPIBLASTO
A gastrulação é o início da morfogênese, o desenvolvimento da
forma do corpo e da estrutura de vários órgãos e partes do DISCO BILAMINAR -> DISCO TRILAMINAR
corpo. Ela começa com a formação da linha primitiva. O epiblasto conduz a linha primitiva, onde suas células vão
crescer e proliferar desde a região da membrana coaclal
(região caudal) e migrar para a região da membrana
Linha Primitiva bucofaringea (região cefálica). No entanto, essa células só
crescem até formar o nó primitivo. Nessa região do nó primitivo
A linha primitiva é uma estrutura linear que se forma no as células irão migrar até o hipoblasto formando a fosseta
embrião durante a gastrulação. primitiva, que é uma espécie de canal ou invaginação. Dentro
Sua formação ocorre a partir de células do epiblasto localizadas dessa invaginação há o sulco primitivo. A células do epiblasto
na região dorsal do embrião. Essas células migram para o plano começam a migrar e se deslocam do hipoblasto. Devido à fosse
mediano, onde se organizam para formar a linha primitiva. primitiva, as células que são invaginadas começam a vasar e
Assim que a linha primitiva aparece, é possível identificar o eixo ocupar um espaço que será a mesoderma. O hipoblasto será
craniocaudal do embrião (extremidades craniais e caudais), substituído pela endoderma e o epiblasto será substituído pelo
superfícies dorsais e ventrais, lados direito e esquerdo. endoderma.
À medida que a linha primitiva se alonga através da adição de
células à sua extremidade caudal, sua extremidade craniana
prolifera e forma o nódulo primitivo (ou nó primitivo).
Ao mesmo tempo, um sulco primitivo estreito se desenvolve na
linha primitiva, que termina em uma pequena depressão no
nódulo primitivo, a fosseta primitiva (uma pequena depressão
ou invaginação).
Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.
O processo notocordal, em forma de bastonete, não se estende
muito porque está preso à placa pré-cordal, que está
firmemente ligada ao ectoderma. Essas camadas unidas do
VISÃO DO CORTE DO DISCO TRILAMINAR ectoderma e endoderma formam a membrana orofaríngea, que
estará na futura região da boca.
Ectoderma: Origina a epiderme, sistema nervoso central e Células mesenquimais da linha primitiva e do processo
periférico e a várias outras estruturas; notocordal migram, lateral e cranialmente, entre o ectoderma
Mesoderma: Origina as camadas musculares lisas, tecidos e o endoderma, até atingirem as margens do disco embrionário.
conjuntivos, e é fonte de células do sangue e da medula óssea, Estas células mesenquimais são contínuas com o mesoderma
esqueleto, músculos estriados e dos órgãos reprodutores e extraembrionário, que cobre o âmnio e a vesícula umbilical.
excretor;
Endoderma: Origina os revestimentos epiteliais das passagens Algumas células da linha primitiva migram cranialmente em cada
respiratórias e trato gastrointestinal, incluindo glândulas lado do processo notocordal e em torno da placa precordal. Elas
associadas. se encontram para formar o mesoderma cardiogênico, na área
cardiogênica, onde o primórdio cardíaco começa a se
2. Processo Notocordal e Notocorda desenvolver no final da terceira semana.
Depois que a linha primitiva atinge o seu limite e para de
crescer, algumas células mesenquimais migram pela região
cranial, do nó e da fosseta primitivos, formando um cordão
celular na região mediana, o processo notocordal.
Células mesenquimais possuem a capacidade de se diferenciar
em diversos tipos celulares.
Esse processo é importante, pois a partir da sua
transformação surge a notocorda, um bastão mais rígido que
forma o eixos do embrião (esqueleto axial e vértebras).
A notocorda é uma haste celular que:
Este processo logo adquire um canal, o canal notocordal. O
Define o eixo do embrião e lhe dá alguma rigidez
processo notocordal cresce cranialmente (para frente) entre
Serve como base para o desenvolvimento axial do esqueleto
o ectoderma e o endoderma, até atingir a placa pré-cordal,
(como os ossos da cabeça e da coluna vertebral)
uma área pequena e circular de células, que é um organizador
Indica o futuro local dos corpos vertebrais
importante da região cefálica.
A coluna vertebral se forma em torno da notocorda, que se
estende da membrana orofaríngea até o nó primitivo. A
notocorda se degenera e desaparece como parte do corpo das
vértebras, mas partes dela persistem como o núcleo pulposo
de cada disco intervertebral.
Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.
A notocorda funciona como indutor primário no embrião
precoce, induzindo o ectoderma embrionário sobreposto a As dobras neurais são particularmente proeminentes na
engrossar e formar a placa neural, o prim órdio do sistema extremidade cranial do embrião e são os primeiros sinais do
nervoso central. desenvolvimento do cérebro.
3. Neurulação
A neurulação é um processo que inclui a formação da placa
neural e das dobras neurais, e o fechamento destas dobras
para formar o tubo neural.
Esses processos são concluídos até o final da quarta semana, No final da terceira semana, as dobras neurais começam a se
quando ocorre o fechamento do neuroporo caudal. mover em conjunto e a se fusionar, convertendo a placa neural
em tubo neural.
O tubo neural é o precursor do sistema nervoso central, que
inclui o cérebro e a medula espinhal. Esse processo é crucial
para a formação adequada do sistema nervoso.
Formação da Placa Neural e dos Tubo Neurais:
À medida que a notocorda se desenvolve, induz o ectoderma
embrionário acima dela a ficar mais espesso e formar uma
placa neural alongada de células especializadas em nervos
(neuroepiteliais espessadas). A formação do tubo neural é um processo celular complexo e
multifatorial que envolve genes e fatores extrínsecos e
Essa placa neural, também chamada de neuroectoderma, dá mecânicos. O tubo neural se separa do ectoderma superficial
origem ao Sistema Nervoso Central (SNC), incluindo o cérebro, à medida que as dobras neurais se encontram.
a medula espinhal e estruturas como a retina.
As bordas livres do ectoderma se fusionam, de modo que esta
camada se torna contínua ao longo do tubo neural nas costas
do embrião. Posteriormente, a superfície do ectoderma se
diferencia na epiderme da pele. A neurulação é concluída
A princípio, a placa neural corresponde, em comprimento, à
durante a quarta semana.
notocorda subjacente. Ela é cranial (fica à frente) ao nó
primitivo e dorsal (acima) à notocorda e ao mesoderma
adjacente. Formação da Crista Neural:
À medida que a notocorda se alonga, a placa neural se alarga
e se estende além da notocorda. Durante o processo de neurulação, as dobras neurais se
Por volta do 18º dia, a placa neural invagina ao longo do seu eixo fundem para formar o tubo neural. O tubo neural, resultante
central para formar um sulco neural que apresenta dobras dessa fusão, se separa do ectoderma e dá origem às células
neurais (ou pregas neurais) em cada lado. da crista neural. Nesse momento, células neuroectodérmicas
ao longo da crista de cada dobra perdem suas conexões com
células vizinhas.
Essas células, agora liberadas da conexão com células
adjacentes, têm a capacidade de migrar do tubo neural para
diferentes áreas do embrião.
Esse processo é crucial para a formação das cristas neurais,
que desempenham papéis importantes na formação de
Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.
estruturas como o sistema nervoso periférico, pigmentação
da pele e partes do crânio e face.
Desenvolvimento das vilosidades coriônicas:
Durante o desenvolvimento embrionário, as vilosidades
ESTRUTURAS DERIVADAS DA CRISTA NEURAL coriônicas passam por um processo de ramificação,
Gânglios espinhais e do sistema nervoso autônomo;
começando com as vilosidades coriônicas primárias.
Gânglios dos nervos cranianos;
O mesênquima, um tipo de tecido conjuntivo, cresce para
As bainhas dos nervos (células de Schwann);
dentro dessas vilosidades, formando vilosidades coriônicas
Revestimento meníngeo do encéfalo e da medula espinhal.
secundárias.
As células mesenquimais nessas vilosidades secundárias se
Desenvolvimento dos somitos: diferenciam em capilares sanguíneos, que se fundem para
formar redes mais complexas conhecidas como vilosidades
Após a formação da notocorda e do tubo neural, o coriônicas terciárias.
mesoderma intraembrionário se multiplica e cria uma
coluna espessa chamada mesoderma para-axial.
Essa coluna se estende lateralmente para se conectar
ao mesoderma intermediário, que, por sua vez, se afina
para formar o mesoderma lateral. O mesoderma lateral
está ligado ao mesoderma extraembrionário, que cobre
a vesícula umbilical e o âmnio.
Esses vasos sanguíneos conectam-se ao coração embrionário,
possibilitando a circulação sanguínea entre o embrião e a mãe
e aumentando a superfície de troca de nutrientes entre a
circulação materna e fetal, assegurando a adequada nutrição
e oxigenação para o desenvolvimento saudável do feto.
Desenvolvimento inicial do sistema
No final da terceira semana, o mesoderma para-axial se cardiovascular:
diferencia e se divide em somitos, que são pares de
corpos cuboides ao longo do tubo neural em O sistema cardiovascular primitivo começa a se desenvolver no
desenvolvimento. mesoderma extraembrionário presente no saco vitelino, no
pedículo e no córion nas fases iniciais do desenvolvimento
embrionário. Durante esse processo, ocorre a formação de
sangue e vasos sanguíneos no embrião e nas membranas
extraembrionárias.
Esses somitos se tornam proeminentes na superfície do Células mesenquimais inicialmente se agregam, formando
embrião, aparecendo um pouco triangulares em cortes massas celulares que evoluem para ilhotas sanguíneas.
transversais. Dentro dessas ilhotas, surgem cavidades, e as células se
Os somitos dão origem à maior parte do esqueleto axial, achatam, originando células endoteliais que formam os
à musculatura associada e à derme da pele. primeiros vasos sanguíneos.
Os somitos são usados como critério para determinar a
idade do embrião, sendo o primeiro par próximo à
extremidade craniana da notocorda e pares
subsequentes se formando em uma sequência
craniocaudal.
Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.
À medida que o desenvolvimento avança, as células do sangue
começam a se diferenciar a partir das células endoteliais,
marcando um ponto crucial por volta da quinta semana do
desenvolvimento embrionário.
Esse processo indica a transição das ilhotas sanguíneas iniciais
para um sistema cardiovascular mais complexo, estabelecendo
as bases para a formação do sistema circulatório no embrião
em desenvolvimento.
SISTEMA CARDIOVASCULAR PRIMITIVO
Coração e grandes vasos se formam a partir células
mesenquimais da área cardiogênica;
Vasos endocárdicos se desenvolvem e fundem-se num tubo
cardíaco;
Forma coração tubular ligado aos vasos do embrião,
pedúnculo, córion e saco vitelino
Batimentos cardíacos a partir 5° semana
Feito por Evelyn Pires. Compartilhamento não autorizado.