DTM - PDF 6 P2
DTM - PDF 6 P2
SISTEMA MUSCULAR E
SISTEMA ARTICULAR
• Ele está próximo ao pterigoideo medial.
• O sistema muscular e articular são • Inserção: Ocorre nos 2/3 inferiores da
comandados pelo sistema nervoso central. face lateral da mandíbula, estendendo-
Músculos da Mastigação se desde a região do segundo molar até
• Temporal (Elevador) o ângulo da mandíbula.
• Masseter (Elevador) Possui 2 feixes: 1 superficial e 1 profundo
• Pterigoideo Medial (Elevador) • Feixe SUPERFICIAL: A direção de suas
• Pterigoideo Lateral (Quando contraí os fibras é para BAIXO e para TRÁS. Eleva a
dois peteridóideo ao mesmo tempo faz o mandíbula e a desloca ligeiramente para
movimento de protrusão) frente.
• Músculo digástrico (é considerado por • Feixe PROFUNDO: A direção de suas
alguns autores e por outros não). fibras é para BAIXO e para VERTICAL.
CARACTERÍSTICAS COMUNS Eleva a mandíbula. Quando a mandíbula é
• Origem embrionária - 1 Arco faríngeos protruída e uma força é aplicada, este
(arco branquial) músculo estabiliza os côndilos contra as
• Inervação - Nervo trigêmeo respectivas eminências articulares.
• Inserção na mandíbula
TEMPORAL
• Presença de fáscias
• Musculo largo e em forma de leque.
MASSETER • Origem: Suas fibras passam por entre
• Possui formato retangular. o arco zigomático e a superfície lateral
• Músculo extremamente potente. do crânio para formar um tendão.
• Atua nas mordidas fortes. • Inserção: O tendão do músculo
• Atua no apertamento. temporal insere na apófise coronoide e
• Eleva a mandíbula. borda anterior do ramo da mandíbula.
• Determina a dimensão vertical do • Dividido em três porções.
paciente.
Dor Orofacial e DTM
DIREÇÃO DAS FIBRAS
1- PORÇÃO ANTERIOR: Vertical e dirigida • Quando um paciente perde todos os
2- para baixo. molares, a força desse músculo passa
PORÇÃO MÉDIA: Para frente e no sentido para os dentes da frente, que abrem em
obliquo para baixo. leque e se vestibularizam.
3- PORÇÃO POSTERIOR: Alinhadas PTERIGOIDEO LATERAL
horizontais. Tem duas cabeças: 1- Superior menor 2-
AÇÃO Inferior maior
• Porção posterior: Retrai a mandíbula. • Dividido em Músculo Pterigoideo
• Demais porções: Eleva a mandíbula. Lateral Inferior e Superior.
• São músculos que estão relacionados
OBS: Pacientes desdentados totais ou que somente com a ATM
perderam muitos dentes, mas • Origem: na face lateral da lâmina lateral
principalmente desdentados do processo pterigoide.
superior e inferior possuem somente 30% • Inervados pelo nervo pterigóideo lateral
da força muscular que um paciente do nervo mandibular
totalmente dentado. • Irrigação sanguínea pelo ramo
Oralmente falando, quando há implante, pterigóide da artéria maxilar
há um pouco de retorno da força. • Função: contração bilateral ocorre a
protusão
PTERIGOIDEO MEDIAL
• Auxilia na depressão ou rebaixamento
• Direção das fibras: Para baixo e para
da boca
trás.
• Age na porção posterior dos dentes, por
isso os molares são dentes que podem
trabalhar fazendo mais força. PTERIGOIDEO LATERAL INFERIOR
• Origem: Fossa pterigoidea. • Origem: superfície lateral da lâmina
• Inserção: Porção lateral do ramo pterigoideo lateral do osso esfenóide.
mandibular. • Inserção: Fóvea pterigóide do colo do
• Ação: Eleva a mandíbula e faz ligeira processo condilar da mandíbula
protrusão. • Músculo responsável pela lateralidade e
protrusão.
Dor Orofacial e DTM
• Inserção: Na fóvea pterigoidea (cabeça
do côndilo). PTERIGÓIDEO MEDIAL SUPERFICIAL
• Ação: Contração bilateral movimenta os • Origem: tuberosidade da maxila
côndilos em direção à eminencia articular • Inserção: Superfície medial do ângulo da
anterior e produz o movimento de mandíbula
protrusão mandibular. PTERIGÓIDEO MEDIAL PROFUNDO
• Direção: Para trás, para cima e para
fora. • Origem: Superfície medial da lâmina
PTERIGOIDEO LATERAL SUPERIOR lateral do processo pterigóide do osso
• Origem: crista infratemporal sa asa esfenóide
maior do osso esfenóide • Inserção: Superfície lateral do ângulo
• Inserção: Cápsula articular da ATM. da mandíbula
• Menor do que o inferior. PTERIGÓIDEO MEDIAL SUPERFICIAL
• Insere na cabeça do côndilo e na
margem anterior da capsula e no disco da • Origem: Superfície medial da lâmina
atm. lateral do processo pterigóide do osso
• Musculo responsável para puxar o disco esfenóide
articular para frente. • Inserção: Superfície medial do ângulo
da mandíbula
• Direção das fibras: Horizontal, para trás
e para fora.
• Ação: Especialmente ativo durante fortes
mordidas e quando os dentes são
mantidos em posição. Na mordida muito
forte o espaço articular diminui e o disco
tem que ser redirecionado.
Dor Orofacial e DTM
MUSCULO DIGÁSTRICO
• Possui papel importante na abertura
mandibular.
• Direção das fibras para baixo, para
dentro e
para frente.
• Dividido em anterior e posterior.
• Não é considerado um musculo da
mastigação (depende do autor).
DEFINIÇÃO
Ventre posterior- se origina na superfície
medial da incisura mastóideo do osso
temporal. Cursa anteriormente em direção
do osso hioide, perfurando o músculo
estilo-hióideo antes de se inserir no
tendão intermediário do músculo
digástrico.
ATM ( ARTICULAÇÃO
TEMPOROMANDIBULAR)
Descrição
• A ATM é uma articulação sinovial que
permiti um complexo movimentação
necessária para vida.
• Ela liga a mandíbula ao osso so crânio.
• Esse sistema da ATM permiti que os
dentes e os tecidos moles tenham uma
papel na respiração, alimentação e fala.
• A ATM e definida como uma articulação
ginglimoartroidal pois permiti
movimentos rotacionais e de translação.
Dor Orofacial e DTM
• Todos esses movimentos são limitados por • O disco também está preso a cabeça da
vários fatores passivos, bem como mandíbula medial e lateralmente pelos
pela tensão passiva dos ligamentos e ligamentos colaterais.
músculos. • O disco anterior insere-se na cápsula
ARTICULAÇÃO articular e na cabeça superior do
• A ATM é uma articulação sinovial, envolve pterigóideo lateral.
superfícies fibrocartilaginosa e um • A porção posterior se liga à cavidade
disco articular que divide a articulação em articular e é chamada de tecido
duas cavidades. retrodiscal
• Essa cavidades são revestidas por
membranas sinoviais superior e inferior TECIDO RETRODISCAL
separada. • Ao contrário do próprio disco, o tecido
• A cápsula é uma membrana fibrosa retrodiscal é vascularizado e
que envolve a articulação e se liga à altamente inervado.
eminência articular, ao disco articular e ao
colo da cabeça da mandíbula.
ARTICULAÇÃO
• O disco articular é uma extensão
fibrosa da cápsula que se localiza
entre as duas
superfícies articulares da articulação
temporomandibular.
• O disco se articula com a fossa
mandibular do osso temporal acima e >>> O disco é formado de fibrocartilagem
com o cabeça da mandíbula abaixo.
• O disco divide a articulação em duas
seções, cada uma com sua própria
membrana sinovial.
Dor Orofacial e DTM
INTRODUÇÃO
• O alinhamento e a oclusão da dentição
são extremamente importantes na
função mastigatória.
• As atividades básicas da mastigação,
deglutição e fala dependem não só
deposição dos dentes nos arcos dentários,
mas também do relacionamento
OCLUSÃO com os dentes opostos quando eles são
PRINCÍPIOS E CRITÉRIOS levados à oclusão.
• As posições dentárias não são
INTRODUÇÃO
determinadas ao acaso, mas deve se a
• Etmologicamente o vocábulo Oclusão
numerosos fatores controladores, tais
significa o ato de fechar; cerramento,
como a largura do arco e o tamanho do
fechamento.
dente.
• Oclusão dentária em um conceito
• Elas também são determinadoras por
estático significa a relação dos dentes
várias forças controladoras, como
superiores com os inferiores, referindo-se
aquelas proporcionadas pelos tecidos
ao ato de aproximar, anatomicamente
moles circundantes.
dentes antagonistas.
• Não os elementos dentários como FATORES E FORÇAS QUE DETERMINAM
também o periodonto, a ATM e os A POSIÇÃO DO DENTE
mecanismos neuromusculares.
• O alinhamento da dentição nos arcos
Dentes e LP são sensores de percepção dentários ocorre como resultado de forças
>>> Temos sensores no periodonto e na multidirecionais complexas atuando nos
ATM dentes durante e após a erupção.
Quem proporciona a percepção é LP e • Quando os dentes erupcionam, eles são
ATM um distante do outro, formando um direcionados a uma posição onde forças
triângulo para determinara a posição opostas estão em equilíbrio.
espacial da ATM
Dor Orofacial e DTM
• As principais forças opostas que
influenciam a posição dentária origina-se • Se houver um desequilíbrio de forças
da musculatura circundante. como por exemplo a língua for
• Vestibularmente aos dentes estão os extradionariamente ativa , poderá resultar
lábios e as bochechas, que proporcionam na aplicação de forças nos dentes,
forças línguas relativamente leves, mas movimentando para frente.
constantes. • Se é pedido a esse individuo para fazer a
• Do lado oposto dos arcos dentários está deglutição o mesmo interpõe a
a língua, responsável por foças língua para frente.
vestibulares dobre a
ANATOMIA FUNCIONAL
superfície lingual dos dentes.
• Dentes e estruturas de suporte
• São sempre forças leves e contínuas que
• Componentes esqueléticos
movem os dentes dentro do arco dentário.
• ATM
• Essa posição neutra na cavidade oral é
• Músculos e ligamentos
chamada de posição neutra.
NEURÔNIO
1. células altamente excitáveis
2. comunicam entre si
NOCICEPÇÃO 3. modificações do potencial de
>>> Como sente a dor membrana
• Inflamação
• Potencial de ação >>> Células da Glia são altamente
• Propagação neural da dor participativas nas dores crônicas
• Final do cortex sensorial
DIVISÕES DO NEURÔNIO
Dor Orofacial e DTM
CLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOS
CONCEITO
• Transmissão química, 1930 por Otto
Loewi
• Demonstrou a liberação de acetilcolina
• Ocasionou um série de debates ( elétrica
ou química)
POTENCIAL DE AÇÃO
CÉLULAS DA GLIA
•Proporção varia de 1:10 a 1:50.
•Ao contrario do neurônio sofre mitose.
•Por décadas achavam que serviam
apenas como nutrição do neurônios.
>>> Com o avanço das pesquisas foi
possível perceber que as células da Glia
são responsáveis também nos processos
dolorosos principalmente crônicos
MIELÍNICAS
• Constituição básica de lipídios (Gordura
que envolve o neurônio) e
proteínas, rico em fosfolipídios.
• Função isolante
• Respondem a estímulos propriocepção,
toque, temperatura e dor >>> O impulso pula pelos nódulos de
• Substancia branca ( mielínicas e Ranvier fazendo com que seja mais rápido
neuroglia) a sua transmissão
• Periférico – células de Scwann (É a
AMIELÍNICAS
bainha de mielina)
• Transmissão de dor, com condução
• Central – oligodendrócitos (Substância
lenta. (0,5 m/s)
branca)
• Respondem a estímulos mecânicos,
>>> Quanto mais gordura mais rápida é a
térmico e ou químico.
transmissão do potencial de ação
• Constituem mais de 50% das fibras
sensoriais em boa parte dos nervos
periféricos.
CLASSIFICAÇÃO DAS FIBRAS
NERVOSAS
Três grupos:
Tipo A ricamente mielinizadas e são
subdivididas em alfa (Bainha de mielina
mais espessa) , beta, gama e delta (Menos
espessa).
Dor Orofacial e DTM
Tipo B são fibras pré-ganglionares do
sistema nervoso autônomo. FIBRAS NERVOSAS NA DOR
Tipo C fibras pós-ganglionares do sistema Dois tipos:
autônomo e fibras responsáveis pelos 1.Alfinetada, rapidamente sentida e são
impulsos nervosos. conduzidas pelas fibras A delta.
2.Dor tipo queimadura, ligeiramente
tardia, conduzidas pelas fibras tipo C.
TERMINAÇÕES NERVOSAS
Tipos:
• Sensitivas (aferentes)
• Motoras (Eferentes)
RECEPTORES SENSORIAIS
• Reconhece estímulos interno ou externos
de um organismo.
• Irriga o SNC com informações.
• Recebe os estímulos e transforma em
impulso nervoso.
• Possuem sensibilidades específicas.
• São classificados de acordo com a
natureza do estímulo
NEURÔNIOS SENSORIAIS AFERENTES
A.Neurônios de primeira ordem
• Cada receptor esta aderido a um
neurônio de primeira ordem.
• Os axônios são encontrados em varias
espessuras e tamanho.
>>> A fibra tipo C não tem bainha de • Se localizam fora do SNC
mielina, são fibras de dor
>>> Neurônio que trás a informação para
>>> A delta e tipo C são de dor
o SNC
Dor Orofacial e DTM
B.Neurônios de segunda ordem
• Neurônio de transmissão
NEURÔNIOS DE 1ª E 2ª ORDEM
>>> Está no SNC, e leva a informação
para o cortéx sensorial
NEURÔNIO DE 1ª ORDEM
>>> Ele só transmite não sente o estímulo
Função: É o primeiro neurônio da via
• 3 tipos de neurônios:
sensorial.
1.Neurônios mecanossentivos de baixo
Origem: Começa nos receptores
limiar (LTM)
sensoriais (como os da pele, músculos ou
2.Neurônios nociceptivos específicos
vísceras).
(NE) dor específico (mais importante)
Destino: Faz sinapse com o neurônio de 2ª
3.Neurônios de variação dinâmica ampla
ordem, geralmente na medula espinhal ou
(WDR) não precisa saber
no tronco encefálico.
C.Neurônios de terceira ordem Corpo celular: Localiza-se em gânglios
• Localiza no tálamo sensoriais:
• Leva a informação até o córtex cerebral Gânglio da raiz dorsal (para sensações do
(área do cérebro que identifica a corpo)
localização da dor) Gânglio do nervo trigêmeo (para
sensações da face)
NEURÔNIO DE 2ª ORDEM
Função: Recebe o impulso do neurônio de
1ª ordem e o envia para o tálamo.
Local da sinapse com o 1º neurônio:
Medula espinhal ou tronco encefálico
(varia de acordo com a via sensorial).
Destino: Geralmente vai até o tálamo,
onde fará sinapse com o neurônio de 3ª
ordem.
Característica importante: O axônio do
2º neurônio normalmente cruza para o
lado oposto (decussação) antes de subir
ao cérebro.
Dor Orofacial e DTM
NERVO TRIGÊMEO
NÚCLEO SENSITIVO PRINCIPAL
Ramo Oftálmico • Não há características ultra
Ramo Maxilar estrutural que classifique como principal
Ramo Mandibular • Importância fisiológica e clínica
na sensação facial e no controle motor
• Envolvido na modulação de estímulos
COMPLEXO NUCLEAR TRIGEMINAL:
• Discriminação temporoespacial.
• Núcleo mesencefálico
• Estímulos táteis discretos.
• Núcleo principal
• Núcleo do trato espinal do nervo
trigêmeo
• A maior parte dos aferentes primários
trigeminais, que inervam tec. Cutâneo,
intramusculares, possuem seus corpos
celulares no gânglio trigeminal.
• E projetam para o complexo nuclear
sensitivo do trigêmeo no tronco
encefálico. (Área que ele entra no
tronco-encefálico)
Pode ser subdividido em duas partes
1. Núcleo principal Dermátomos: Região inervada por um
2. Núcleo do trato espinal ramo de nervos
DDCR
• Junto com o DDSR são as mais
prevalentes.
• DDCR vir a se tornar DDSR, é
praticamente nula em jovens e 7 a
9% nos adultos(1)
• Falta dados para diagnosticar os
pacientes de riscos
Dor Orofacial e DTM
• Pode converter em uma artrose ou
não
• Não existe uma correlação do
deslocamento e dor
• A zona posterior a zona bilaminar
pode remodelar-se e chegar a
funcionar como um pseudo-disco
>>>É quando o disco não está na cabeça
da mandíbula quando o paciente fecha a
boca, e quando abre a boca desloca e
volta a posição mas reduz
Na rotação o disco está para anterior e na
translação ele volta para a posição e
reduz
>>> 2 estalos quando abre e fecha a boca
DDSR
É quando ele tenta fazer a translação mas
não consegue (não abre a boca)
Pode ser pelo alongamento do ligamento
do disco
>>> Travamento de boca aberta
Limita a abertura em 30 mm