0% acharam este documento útil (0 voto)
22 visualizações36 páginas

DTM - PDF 6 P2

O documento aborda a dor orofacial e disfunções da articulação temporomandibular (DTM), detalhando a anatomia e função dos músculos da mastigação e da ATM. Discute a importância do alinhamento dentário e o impacto das forças musculares na posição dos dentes, além de mencionar a aplicação de toxina botulínica e suas consequências. A ATM é descrita como uma articulação sinovial essencial para a mastigação, respiração e fala.

Enviado por

luan pael
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
22 visualizações36 páginas

DTM - PDF 6 P2

O documento aborda a dor orofacial e disfunções da articulação temporomandibular (DTM), detalhando a anatomia e função dos músculos da mastigação e da ATM. Discute a importância do alinhamento dentário e o impacto das forças musculares na posição dos dentes, além de mencionar a aplicação de toxina botulínica e suas consequências. A ATM é descrita como uma articulação sinovial essencial para a mastigação, respiração e fala.

Enviado por

luan pael
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Dor Orofacial e DTM

SISTEMA MUSCULAR E
SISTEMA ARTICULAR
• Ele está próximo ao pterigoideo medial.
• O sistema muscular e articular são • Inserção: Ocorre nos 2/3 inferiores da
comandados pelo sistema nervoso central. face lateral da mandíbula, estendendo-
Músculos da Mastigação se desde a região do segundo molar até
• Temporal (Elevador) o ângulo da mandíbula.
• Masseter (Elevador) Possui 2 feixes: 1 superficial e 1 profundo
• Pterigoideo Medial (Elevador) • Feixe SUPERFICIAL: A direção de suas
• Pterigoideo Lateral (Quando contraí os fibras é para BAIXO e para TRÁS. Eleva a
dois peteridóideo ao mesmo tempo faz o mandíbula e a desloca ligeiramente para
movimento de protrusão) frente.
• Músculo digástrico (é considerado por • Feixe PROFUNDO: A direção de suas
alguns autores e por outros não). fibras é para BAIXO e para VERTICAL.
CARACTERÍSTICAS COMUNS Eleva a mandíbula. Quando a mandíbula é
• Origem embrionária - 1 Arco faríngeos protruída e uma força é aplicada, este
(arco branquial) músculo estabiliza os côndilos contra as
• Inervação - Nervo trigêmeo respectivas eminências articulares.
• Inserção na mandíbula
TEMPORAL
• Presença de fáscias
• Musculo largo e em forma de leque.
MASSETER • Origem: Suas fibras passam por entre
• Possui formato retangular. o arco zigomático e a superfície lateral
• Músculo extremamente potente. do crânio para formar um tendão.
• Atua nas mordidas fortes. • Inserção: O tendão do músculo
• Atua no apertamento. temporal insere na apófise coronoide e
• Eleva a mandíbula. borda anterior do ramo da mandíbula.
• Determina a dimensão vertical do • Dividido em três porções.
paciente.
Dor Orofacial e DTM
DIREÇÃO DAS FIBRAS
1- PORÇÃO ANTERIOR: Vertical e dirigida • Quando um paciente perde todos os
2- para baixo. molares, a força desse músculo passa
PORÇÃO MÉDIA: Para frente e no sentido para os dentes da frente, que abrem em
obliquo para baixo. leque e se vestibularizam.
3- PORÇÃO POSTERIOR: Alinhadas PTERIGOIDEO LATERAL
horizontais. Tem duas cabeças: 1- Superior menor 2-
AÇÃO Inferior maior
• Porção posterior: Retrai a mandíbula. • Dividido em Músculo Pterigoideo
• Demais porções: Eleva a mandíbula. Lateral Inferior e Superior.
• São músculos que estão relacionados
OBS: Pacientes desdentados totais ou que somente com a ATM
perderam muitos dentes, mas • Origem: na face lateral da lâmina lateral
principalmente desdentados do processo pterigoide.
superior e inferior possuem somente 30% • Inervados pelo nervo pterigóideo lateral
da força muscular que um paciente do nervo mandibular
totalmente dentado. • Irrigação sanguínea pelo ramo
Oralmente falando, quando há implante, pterigóide da artéria maxilar
há um pouco de retorno da força. • Função: contração bilateral ocorre a
protusão
PTERIGOIDEO MEDIAL
• Auxilia na depressão ou rebaixamento
• Direção das fibras: Para baixo e para
da boca
trás.
• Age na porção posterior dos dentes, por
isso os molares são dentes que podem
trabalhar fazendo mais força. PTERIGOIDEO LATERAL INFERIOR
• Origem: Fossa pterigoidea. • Origem: superfície lateral da lâmina
• Inserção: Porção lateral do ramo pterigoideo lateral do osso esfenóide.
mandibular. • Inserção: Fóvea pterigóide do colo do
• Ação: Eleva a mandíbula e faz ligeira processo condilar da mandíbula
protrusão. • Músculo responsável pela lateralidade e
protrusão.
Dor Orofacial e DTM
• Inserção: Na fóvea pterigoidea (cabeça
do côndilo). PTERIGÓIDEO MEDIAL SUPERFICIAL
• Ação: Contração bilateral movimenta os • Origem: tuberosidade da maxila
côndilos em direção à eminencia articular • Inserção: Superfície medial do ângulo da
anterior e produz o movimento de mandíbula
protrusão mandibular. PTERIGÓIDEO MEDIAL PROFUNDO
• Direção: Para trás, para cima e para
fora. • Origem: Superfície medial da lâmina
PTERIGOIDEO LATERAL SUPERIOR lateral do processo pterigóide do osso
• Origem: crista infratemporal sa asa esfenóide
maior do osso esfenóide • Inserção: Superfície lateral do ângulo
• Inserção: Cápsula articular da ATM. da mandíbula
• Menor do que o inferior. PTERIGÓIDEO MEDIAL SUPERFICIAL
• Insere na cabeça do côndilo e na
margem anterior da capsula e no disco da • Origem: Superfície medial da lâmina
atm. lateral do processo pterigóide do osso
• Musculo responsável para puxar o disco esfenóide
articular para frente. • Inserção: Superfície medial do ângulo
da mandíbula
• Direção das fibras: Horizontal, para trás
e para fora.
• Ação: Especialmente ativo durante fortes
mordidas e quando os dentes são
mantidos em posição. Na mordida muito
forte o espaço articular diminui e o disco
tem que ser redirecionado.
Dor Orofacial e DTM
MUSCULO DIGÁSTRICO
• Possui papel importante na abertura
mandibular.
• Direção das fibras para baixo, para
dentro e
para frente.
• Dividido em anterior e posterior.
• Não é considerado um musculo da
mastigação (depende do autor).

DEFINIÇÃO
Ventre posterior- se origina na superfície
medial da incisura mastóideo do osso
temporal. Cursa anteriormente em direção
do osso hioide, perfurando o músculo
estilo-hióideo antes de se inserir no
tendão intermediário do músculo
digástrico.

Ventre anterior- se origina a partir da


fossa dinástica da borda inferior da
mandíbula, próximo à linha média junto a
sínfise mandibular (sínfise mentoniana).
Esta parte do músculo se estende
posterioinferiomente a partir da
mandibula, se unindo ao tenção
intermediário.
Dor Orofacial e DTM
TOXINA BOTULINÍCA X DTM CONCLUSÃO
• Em suma, este primeiro estudo dos
Se aplicar a toxina botulínica nos músculos
padrões ósseos trabeculares nos
da Mastigatórios, causa osteopenia
côndilos mandibulares de mulheres
(Diminuição da formação de osso)
expostas ou não exposto à BoNTA para
Foram avaliados estudos que não
dor muscular mastigatória sugere que a
comprovaram a eficácia do tratamento da
BoNTA causa um efeito
DTM com botox
consistentemente detectável diminuição
ATM da densidade óssea trabecular. A
Todos movimento de ossos é articulação, e magnitude de risco, generalização dos
o único osso móvel do crânio é a ATM resultados para pacientes do sexo
masculino e consequências clínicas a
longo prazo deste efeito devem ser
avaliado em futuros estudos maiores.

ATM ( ARTICULAÇÃO
TEMPOROMANDIBULAR)

Descrição
• A ATM é uma articulação sinovial que
permiti um complexo movimentação
necessária para vida.
• Ela liga a mandíbula ao osso so crânio.
• Esse sistema da ATM permiti que os
dentes e os tecidos moles tenham uma
papel na respiração, alimentação e fala.
• A ATM e definida como uma articulação
ginglimoartroidal pois permiti
movimentos rotacionais e de translação.
Dor Orofacial e DTM
• Todos esses movimentos são limitados por • O disco também está preso a cabeça da
vários fatores passivos, bem como mandíbula medial e lateralmente pelos
pela tensão passiva dos ligamentos e ligamentos colaterais.
músculos. • O disco anterior insere-se na cápsula
ARTICULAÇÃO articular e na cabeça superior do
• A ATM é uma articulação sinovial, envolve pterigóideo lateral.
superfícies fibrocartilaginosa e um • A porção posterior se liga à cavidade
disco articular que divide a articulação em articular e é chamada de tecido
duas cavidades. retrodiscal
• Essa cavidades são revestidas por
membranas sinoviais superior e inferior TECIDO RETRODISCAL
separada. • Ao contrário do próprio disco, o tecido
• A cápsula é uma membrana fibrosa retrodiscal é vascularizado e
que envolve a articulação e se liga à altamente inervado.
eminência articular, ao disco articular e ao
colo da cabeça da mandíbula.

ARTICULAÇÃO
• O disco articular é uma extensão
fibrosa da cápsula que se localiza
entre as duas
superfícies articulares da articulação
temporomandibular.
• O disco se articula com a fossa
mandibular do osso temporal acima e >>> O disco é formado de fibrocartilagem
com o cabeça da mandíbula abaixo.
• O disco divide a articulação em duas
seções, cada uma com sua própria
membrana sinovial.
Dor Orofacial e DTM
INTRODUÇÃO
• O alinhamento e a oclusão da dentição
são extremamente importantes na
função mastigatória.
• As atividades básicas da mastigação,
deglutição e fala dependem não só
deposição dos dentes nos arcos dentários,
mas também do relacionamento
OCLUSÃO com os dentes opostos quando eles são
PRINCÍPIOS E CRITÉRIOS levados à oclusão.
• As posições dentárias não são
INTRODUÇÃO
determinadas ao acaso, mas deve se a
• Etmologicamente o vocábulo Oclusão
numerosos fatores controladores, tais
significa o ato de fechar; cerramento,
como a largura do arco e o tamanho do
fechamento.
dente.
• Oclusão dentária em um conceito
• Elas também são determinadoras por
estático significa a relação dos dentes
várias forças controladoras, como
superiores com os inferiores, referindo-se
aquelas proporcionadas pelos tecidos
ao ato de aproximar, anatomicamente
moles circundantes.
dentes antagonistas.
• Não os elementos dentários como FATORES E FORÇAS QUE DETERMINAM
também o periodonto, a ATM e os A POSIÇÃO DO DENTE
mecanismos neuromusculares.
• O alinhamento da dentição nos arcos
Dentes e LP são sensores de percepção dentários ocorre como resultado de forças
>>> Temos sensores no periodonto e na multidirecionais complexas atuando nos
ATM dentes durante e após a erupção.
Quem proporciona a percepção é LP e • Quando os dentes erupcionam, eles são
ATM um distante do outro, formando um direcionados a uma posição onde forças
triângulo para determinara a posição opostas estão em equilíbrio.
espacial da ATM
Dor Orofacial e DTM
• As principais forças opostas que
influenciam a posição dentária origina-se • Se houver um desequilíbrio de forças
da musculatura circundante. como por exemplo a língua for
• Vestibularmente aos dentes estão os extradionariamente ativa , poderá resultar
lábios e as bochechas, que proporcionam na aplicação de forças nos dentes,
forças línguas relativamente leves, mas movimentando para frente.
constantes. • Se é pedido a esse individuo para fazer a
• Do lado oposto dos arcos dentários está deglutição o mesmo interpõe a
a língua, responsável por foças língua para frente.
vestibulares dobre a
ANATOMIA FUNCIONAL
superfície lingual dos dentes.
• Dentes e estruturas de suporte
• São sempre forças leves e contínuas que
• Componentes esqueléticos
movem os dentes dentro do arco dentário.
• ATM
• Essa posição neutra na cavidade oral é
• Músculos e ligamentos
chamada de posição neutra.

ALINHAMENTO DENTÁRIO INTRA-ARCO


• O alinhamento dentário intra-arco
refere-se à relação dos dentes entre si
dentro do arco dentário.
• Plano oclusal é aquele que seria
estabelecido se uma linha fosse traçada
em todas as pontas de cúspides bucais e
bordas incisais dos dentes inferiores
mandibulares.
• Essas curvas permitem a máxima
utilização dos contatos dentários durante
a função.
• Quando os arcos são examinados do
ponto de vista lateral pode ser observada
a relação axial mesiodistal.
Dor Orofacial e DTM
• Se traçarmos linhas através do longo eixo
das raízes de maneira oclusal através das
• Se traçarmos linhas através do longo
coroas, pode ser observado a angulação
eixo das raízes de maneira oclusal
dos dentes em relação ao osso alveolar
através das coroas, pode ser observado a
angulação dos dentes em relação
ao osso alveolar.

ALINHAMENTO DENTÁRIO INTRA-ARCO


• As superfícies oclusais dos dentes são
compostas por numerosas cúspides,
fossas e sulcos.
ALINHAMENTO DENTÁRIO INTRA-ARCO • Durante a função esses elementos
• Essas linhas convexa e côncava se oclusais permitem a quebra eficiente do
encaixam perfeitamente quando os arcos alimento e a mistura com a saliva para
ocultem. A curvatura dos arcos dentários formar um bolo facilmente deglutido.
foi epimeirmaente descrita por Von • A área do dente entre as pontas das
Spee e por isso é chamada de curva de cúspides vestibular e lingual dos dentes
Spee. posteriores é chamada de mesa oclusal.
• A curvatura é convexa no arco superior e • É nessa área que a maioria das forças
concava no arco inferior, assim se de mastigação é aplicada, representa
ocluírem as curvaturas dos dentes se aproximadamente 50 a 60% da dimensão
encaixarão perfeitamente. Essa vestibulolingual total dos dentes
curvatura no plano oclusal observada posteriores e está posicionada sobre eo
frontalmente é chamado de curva de longo eixo da estrutura radicular.
Wilson.

ALINHAMENTO DENTÁRIO INTRA-ARCO


• Quando os arcos são examinados do
ponto de vista lateral pode ser
observada a relação axial mesiodistal.
Dor Orofacial e DTM
ALINHAMENTO DENTÁRIO INTERARCO
• Essa relação oclusal protege os tecidos
moles circundantes, as cúspides
vestibulares dos dentes superiores evitam
ALINHAMENTO DENTÁRIO INTRA-ARCO que a mucosa vestibular da
• Temos o aspecto interno e externo do bochecha e dos lábios se interponha entre
dente. as superfícies oclusal dos dentes
• Dentro da ponta de cuspides e o interno durante a função.
e fora o externo e são compostos de • Pela lingual as cúspides línguas dos
vertentes que se extende na parte interna dentes inferiores ajudam a evitar que a
até a fossa central e na parte língua se coloque entre os dentes
externa até a superfície vestibular e lingual superiores e inferiores.
dos dentes. • Pode ocorrer devido a problemas de
• Tais vertentes são indetificadas pela crescimento ou de erupção dos dentes
descrição da cúspide da qual fazem a chamada mordida cruzada, que as
parte. Ex: vertente interna da cúspide cuspirdes vestibulares contatam a fossa
vestibular do primeiro molar superior. central dos dentes inferiores.
• As vertentes dos dentes também são
indetificados com respeito à superfície ALINHAMENTO DENTÁRIO INTERARCO
para qual se dirigem (medial ou distal) • O papel da língua, bochechas e lábios é
evidentemente importante durante a
função, uma ve que eles continuamente
recolocam o alimento nas superfícies
oclusais dos dentes para uma divisão mais
eficiente.
• A relação vestibulolingual normal ajuda a
maximizar a eficiência da msuculatura,
enquanto minimiza qualquer trauma ao
>>> Essa relação iterarco protege os tecido mole ( mordida na bochecha ou na
tecidos moles circundantes língua).
Dor Orofacial e DTM
• Problemas podem ocorrer devido às
discrepâncias esqueléticas ou ALINHAMENTO DENTÁRIO INTERARCO
problemas no padrão de erupção dos • Quando os dentes estão totalmente
dentes como a mordida cruzada, onde os ocluídos ocorre uma relação oclusal
dentes ocluem de tal forma que a cúspide estreita e definida, essa relação e
vestibulares maxilares contato a fossa chamada de máxima intercuspidação ou
central dos dentes mandibulares. apenas de posição de intercusidação.
ALINHAMENTO DENTÁRIO INTERARCO • Quando a boca vai fechando as
• As cúspides vestibulares dos dentes cúspides-guia ajudarão a guiar a
posteriores inferiores e as cúspides línguas mandíbula de volta a intercuspidação
dos dentes posteriores superiores ocular máxima.
com a fossa central oposta. • Problemas podem ocorrer devido às
• Essas cúspides são chamadas de discrepâncias esqueléticas ou
cúspides de suporte ou cêntricas e são problemas no padrão de erupção dos
responsáveis, principalmente por dentes como a mordida cruzada, onde
manterem a distância entre a maxila e a os dentes ocluem de tal forma que a
mandíbula. cúspide vestibulares maxilares contato a
• Tal distância sustenta a altura vertical da fossa central dos dentes mandibulares.
face é conhecida como Dimensão vertical
de oclusão.
• As cúspides cêntricas são amplas e
aredondadas, quando observadas a partir
do aspecto oclusal, suas pontas estão
localizadas aproximadamente a um terço
de distância da largura vestibulolingual
total do dente.
Dor Orofacial e DTM
RELAÇÃO DE CONTATO OCLUSAL
VESTIBULOLINGUAL • Durante a função o nicho lingual maior
• Da mesma forma, se for estendida uma atuará como principal área de escape
linha inamaginária através das cúspides para os alimentos que está sendo
línguas dos dentes posteriores maxilares, mastigado.
será observada a linha línguo-oclusal (L- • Quando ocluímos os dentes, a maior
O). parte do alimento é levada para a língua,
• Essa linha revela a forma geral do arco e que é mais eficiente em retornar a comida
representa entre os aspectos externos e até a mesa oclusal que o bucinador e a
interno dessas cúspides cêntricas. musculatura perioral.

RELAÇÃO DE CONTATO OCLUSAL • Para visualizar as relações


VESTIBULOLINGUAL vestibulolinguais dos dentes posteriores
• Se for estendida uma terceira linha em oclusão, deve-se simplesmente
imaginária através dos sulcos centrais de combinar as linhas imaginárias
desenvolvimento dos dentes posteriores, apropriadas.
superiores e inferiores, será • A linha V-O dos dentes inferiores ocluir
estabelecida a linha da fossa central (FC), com a linha FC dos dentes superiores.
em um arco bem alinhado essa linha será • Simultaneamente a linha L-O dia dentes
contínua e rever a foram do arco. superiores ocluir com a linha FC dos
dentes inferiores.
• Uma vez que a linha FC for estabelecida
será necessário observar uma
relação importante das áreas de contato
proximal.
• Em geral essas áreas estão ligeiramente
localizadas em uma posição
vestibular em relação linha FC, oque
proporciona um nicho lingual maior e um
nicho vestibular vestibular menor.
Dor Orofacial e DTM
RELAÇÃO DE CONTATO OCLUSAL
MESIODISTAL RELAÇÃO DE CONTATO OCLUSAL
• O contato entre as pontas da cúspides e MESIODISTAL
as áreas da fossa central tem sido • Quando o relacionamento dentário
comparada à trituração do pistilo no gral. interarcos normal é visto pela lateral, pode
• As diferentes posições da mandíbula na observa-se que cada dente ocluir com dois
mastigação melhoram esse desempenho dentes antagonistas.
de escape. • Com duas exceções a essa regra: os
• A outro tipo de contato ocorre ente as incisivos centrais inferiores e os
pontas da cúspides e as cristas marginais. terceiros molares que só ocultem com um
• Estas áreas ligeramente elevadas e dente antagônico.
convexas nas bordas mesiais e distais das • Esta relação de um dente para dois
superfícies oclusais, onde se ligam à dentes ajuda a distribuir as forças
superfície interproximal dos dentes. oclusais a muito dentes.
• A parte mais elevada da crista marginal • Mesmo perdendo um dente ajuda a
é somente um pouco convexa, assim esse manter a integridade do arco, uma vez
tipo de contato é bem descrito como a que os contatos oclusais de estabilização
ponta de cúspide contatando uma ainda estão mantidos pelos dentes
superfície plana, nessa remanescentes.
relação a ponta de cúspide pode penetrar
facilmente no alimento e as áreas e CONTATOS OCLUSAIS COMUNS DOS
escape vão para todos os lados. DENTES ANTERIORES
• À semelhança dos dentes posteriores e
anteriores superiores normalmente
assumem um posicionamento labial em
relação aos dentes anteriores inferiores.
• Com duas exceções a essa regra: os
incisivos centrais inferiores e os terceiros
molares que só ocultem com um dente
antagônico.
Dor Orofacial e DTM
• Os dentes anteriores inclinam-se para
vestibular variando de 12 a 18 graus a • Se houver forças intensas nos dentes
partir de uma linha vertical de referência. anteriores, a tendência de deslocar os
• Apesar as variações a relação normal dentes maxilares para uma posição
encontrará as bordas incisais dos incisivos vestibular.
inferiores em contato com a superfície • Desse modo e um oclusão ideal os
palatinas dos incisivos superiores. contatos dos dentes anteriores são mais
• Esses contatos comumente ocorrem nas leves que os posteriores e em alguns casos
fossas línguas dos incisivos superiores, a nem há contato nenhum.
aproximadamente 4 mm das bordas
• A finalidade dos dentes anteriores não é
incisais.
manter a dimensão vertical de oclusão,
• Observando pela vestibular os incisivos
mas guiar a mandíbula durante os vários
inferiores são cobertos pelo incisivos
movimentos laterais.
superiores em média de 3 a 5 mm.
• Os contatos dentários anteriores que
proporcionam orientação para a
• A inclinação vestibular dos dentes
mandíbula são chamados de guis anterior.
anteriores é indicativa de uma função
• A guia anterior tem um papel importante
diferente daquela dos dentes posteriores.
na função do sistema mastigatório, suas
• Os dentes posteriores auxiliam na quebra
características são ditadas pela exata
do alimento durante mastigação,
posição e relação dos dentes anteriores, o
enquanto mantém a dimensão vertical da
que pode ser examinado tanto horizontal
oclusão.
como verticalmente.
• Os dentes posteriores estão alinhados de
• A distância horizontal pela, qual os
tal forma que as forças verticais intensas
dentes anteriores maxilares sobrepõem os
de fechamento possam ser suportadas por
dentes anteriores mandibulares é
less sem efeito adverso aos dentes ou às
conhecida como trespasse horizontal
estruturas de suporte.
(overjet).
• A inclinação vestibular dos dentes
• A guia anterior também pode ser
anteriores superiores e a maneira pela
examinada no plano vertical, conhecida
qual os dentes inferiores oclusa com eles
como trespasse vertical (overbite).
não favorecem a resistência às forças
oclusais intensas.
Dor Orofacial e DTM
CONTATOS OCLUSAIS COMUNS DOS
DENTES ANTERIORES
• Podemos ter variações como:
A. Classe I
B. Classe II divisão 1
C. Classe II divisão 2
D. Classe III topo a topo
E. Classe III
F. Mordida aberta
CONTATOS OCLUSAIS DURANTE O
MOVIMENTO MANDIBULAR
• O sistema mastigatório é dinâmico e até
agora só vimos a posição dos
dentes estaticamente.
• A ATM permite a movimentação MOVIMENTO MANDIBULAR
mandibular em três planos ( sagital, PROTRUSIVO
horizontal e frontal). • O movimento produtivo ocorre quando a
• O termo excêntrico tem sido usado para mandíbula se move para frente a partir da
descrever qualquer movimentação posição de intercuspidação.
da mandíbula partindo da posição de • Qualquer área de um dente que entre em
intercuspidação que resulte em contato contato com um dente oposto durante o
dentário. movimento protrusivo representa um
• Três movimentos excêntricos básicos são contato protusivo.
abordados: produtivo, laterotrusivo • Em uma posição ideal os contatos
(lateralidade) e retrusivo. protrusivos ocorrerem predominantes com
os dentes anteriores, entre as bordas
incisais vestibulares dos incisivos inferiores
contra as áreas da fossa palatina e bordas
incisais dos incisivos superiores
Dor Orofacial e DTM
• Nos dentes posteriores o movimento
progressivo leva as cúspides cêntricas • Os contatos podem se dar entre as
inferiores ( vestibulares) cruzar vertentes internas das cúspides
anteriormente as superfícies oclusais dos vestibulares superiores e a vertentes
dentes superiores. externas das cúspides vestibulares
• Os contatos protrusivos posteriores inferiores ou ainda entre as vertentes
ocorrem entre as vertentes distais das externas das cúspides palatinas e as
cúspides palatinas superiores e as vertentes internas das cúspides
vertentes mesiais das fossas e fritas línguas inferiores,
marginais opostas. • Ambos os contatos os contatos são
chamados de laterotrusivos.
MOVIMENTO MANDIBULAR
LATERALIDADE MOVIMENTO MANDIBULAR
• Durante o movimento mandibular lateral LATERALIDADE
os dentes posteriores inferiores direito e • Contato de trabalho - são contatos que
esquerdo cruzam com seu antagonista em ocorrem nos dentes do lado que
diferentes direções. ocorre o movimento lateral.
• Por exemplo a mandíbula se move • Os contatos mediotrusivos são
lateralmente para a esquerda, os dentes denominados contatos de balanceio.
posteriores inferiores esquerdos irão se • Contato de balanceio- são contatos que
movimentar materialmente através de seus ocorrem nos dentes do lado oposto
dentes opostos. que ocorre o movimento lateral.
• No entanto os dentes posteriores MOVIMENTO MANDIBULAR RETRUSIVO
inferiores direitos de movimentarão • Um movimento retrusivo ocorre quando a
mediamente em relação aos seus dentes mandíbula se desloca posteriormente a
opostos. partir da posição de intercuspidação.
• Comparando com outros movimentos o
retrusivo é bem pequeno (1 a 2 mm).
• O movimento lateral retrusivo é limitado
pelas estruturas ligamentares
Dor Orofacial e DTM
DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR Lipton e colaboradores:
Em inglês: TMD • Examinaram 45.711 americanos
• 22% pelo menos um tipo de dor
Dor orofacial : DOF orofaciais
últimos 6 meses.
Dor: Experiência sensorial e emocional • Mais comum, dor de dente (12,2%)
desagradável, associada com dano real ou • Dor na articulação (5,3%)
potencial em tecido assim percebido como • Dor na face e bochecha (1,4%)
tal
O QUE É DTM E DOF ?
PRINCIPAIS FONTES DE DOR
•Dores odontogênicas
•Cefaléias
•Patologias neuropáticas
•Dores musculoesqueléticas
•Dores psicogênicas (Causadas pelo
sistema nervoso central)
•Câncer (O câncer Maligno degenera
estrturas nobres como nervos e vasos, e o Segundo a Academia Americana de Dor
benigno expande e comprime estruturas ao Orofacial:
redor por isso dói) A DTM é definida como um conjunto de
•Fenômenos autoimunes distúrbios que envolvem os músculos
•Infecções mastigatórios, a articulação
•Trauma tecidual temporomandibular (ATM) e estruturas
associadas.
DORES ODONTOGÊNICAS A DOR OROFACIAL (DOF) é toda a dor
90% das dores do consultório associada a tecidos moles e mineralizados
(pele, vasos sanguíneos, ossos, dentes,
glândulas ou músculos) da cavidade oral e
da face
Dor Orofacial e DTM
INSTITUTO DE MEDICINA USA 2011
RELATÓRIO DE DOR
• O relatório, "Alívio da Dor na América:
Um Projeto para Transformar a Prevenção,
Cuidado, Educação e Pesquisa", relata
que o sistema de saúde do país falhou em
grande parte com os americanos com dor
e pede uma "transformação cultural" da
maneira como os Estados Unidos States Dor Aguda: Duras dias ou semanas, mais
aborda e trata pacientes com dor. fácil de tratar
Dor Crônica: De 3 a 4 meses é mais difícil
"Um terço da nação sofre de dor de tratar, mais fatores envolvidos
crônica.... Custando-nos mais do que
DOR É COMPLEXA
pagamos como nação em doenças
cardiovasculares e câncer", • Nocicepção
• Sensação
• A dor crônica custa aos EUA até US$ 635 • Comportamento
bilhões por ano em tratamento médico e • Sofrimento
perda de produtividade. A Lei de Proteção
ao Paciente e Cuidados Acessíveis de
2010 exigia que o Departamento de Saúde
e Serviços Humanos (HHS) recrutasse o
IOM para examinar a dor como um
problema de saúde pública.
Dor Orofacial e DTM
TECIDO NERVOSO
Tipos celulares:
1.Neurônios
2.Células da Glia

NEURÔNIO
1. células altamente excitáveis
2. comunicam entre si
NOCICEPÇÃO 3. modificações do potencial de
>>> Como sente a dor membrana
• Inflamação
• Potencial de ação >>> Células da Glia são altamente
• Propagação neural da dor participativas nas dores crônicas
• Final do cortex sensorial
DIVISÕES DO NEURÔNIO
Dor Orofacial e DTM
CLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOS
CONCEITO
• Transmissão química, 1930 por Otto
Loewi
• Demonstrou a liberação de acetilcolina
• Ocasionou um série de debates ( elétrica
ou química)

POTENCIAL DE AÇÃO

• Os impulsos são conduzidos do


dendritos
ao axônio por meio do potencial de
GÂNGLIO SENSITIVOS ação.
• Superfície da membrana celular e
carregada de forma negativa.
• O estado de repouso da membrana e
chamada de polarizada (carga negativa)
• Equilíbrio de íons potássio (K+ ) dentro e
sódio (Na+ ) por fora
• A despolarização e a permeabilidade
repentina de Na+ , para dentro da celular,
possibilitando o fluxo de K+ para fora
Dorsal:sensitivo • Repolarização de membrana fecha os
Ventral: Motor canais de Na+ e abre mais que o normal os
de K+ .
• Os canais iônicos voltagem-dependentes
Sinapse • Membrana despolariza de 60 a 40 mV,
O que é sinapse ? os canais de Na+ se abrem rapidamente.
Tipos de sinapse :
1.Elétrica: É rápido
2.Química : Mais devagar
Neurotransmissor
Dor Orofacial e DTM
NEUROTRANSMISSORES ENVOLVIDOS
NA DOR
• Glutamato
• GABA
• Substancia P (Exclusiva de dor)
• CGRP (Migranias, enxaquecas)

CÉLULAS DA GLIA
•Proporção varia de 1:10 a 1:50.
•Ao contrario do neurônio sofre mitose.
•Por décadas achavam que serviam
apenas como nutrição do neurônios.
>>> Com o avanço das pesquisas foi
possível perceber que as células da Glia
são responsáveis também nos processos
dolorosos principalmente crônicos

>>> O potencial de ação é a comunicação FUNÇÃO DAS CÉLULAS DA GLIA


de um neurônio com outro • Suporte dos neurônios, fornecendo
estrutura ao cérebro.
Neurotransmissores • Removem restos após injúria ou morte
• Substâncias neuroquímicas neural.
• Moléculas pequenas (rápido) e moléculas • Influenciam a sinapse interneural.
grandes (prolongado) (Comunicação entre os neurônios seja na
• São liberados perifericamente como sinapse química ou física)
centralmente • Regulam as propriedades do terminal
>>> São substâncias que comunicam com pré-sináptico.
os neurônios para formar o potencial de • Liberam fatores de crescimento.
ação
Dor Orofacial e DTM
FIBRAS NERVOSAS (NEURÔNIO)

Tipos de fibras nervosa:


Mielínicas
Amielínicas

MIELÍNICAS
• Constituição básica de lipídios (Gordura
que envolve o neurônio) e
proteínas, rico em fosfolipídios.
• Função isolante
• Respondem a estímulos propriocepção,
toque, temperatura e dor >>> O impulso pula pelos nódulos de
• Substancia branca ( mielínicas e Ranvier fazendo com que seja mais rápido
neuroglia) a sua transmissão
• Periférico – células de Scwann (É a
AMIELÍNICAS
bainha de mielina)
• Transmissão de dor, com condução
• Central – oligodendrócitos (Substância
lenta. (0,5 m/s)
branca)
• Respondem a estímulos mecânicos,
>>> Quanto mais gordura mais rápida é a
térmico e ou químico.
transmissão do potencial de ação
• Constituem mais de 50% das fibras
sensoriais em boa parte dos nervos
periféricos.
CLASSIFICAÇÃO DAS FIBRAS
NERVOSAS
Três grupos:
Tipo A ricamente mielinizadas e são
subdivididas em alfa (Bainha de mielina
mais espessa) , beta, gama e delta (Menos
espessa).
Dor Orofacial e DTM
Tipo B são fibras pré-ganglionares do
sistema nervoso autônomo. FIBRAS NERVOSAS NA DOR
Tipo C fibras pós-ganglionares do sistema Dois tipos:
autônomo e fibras responsáveis pelos 1.Alfinetada, rapidamente sentida e são
impulsos nervosos. conduzidas pelas fibras A delta.
2.Dor tipo queimadura, ligeiramente
tardia, conduzidas pelas fibras tipo C.
TERMINAÇÕES NERVOSAS

Tipos:
• Sensitivas (aferentes)
• Motoras (Eferentes)
RECEPTORES SENSORIAIS
• Reconhece estímulos interno ou externos
de um organismo.
• Irriga o SNC com informações.
• Recebe os estímulos e transforma em
impulso nervoso.
• Possuem sensibilidades específicas.
• São classificados de acordo com a
natureza do estímulo
NEURÔNIOS SENSORIAIS AFERENTES
A.Neurônios de primeira ordem
• Cada receptor esta aderido a um
neurônio de primeira ordem.
• Os axônios são encontrados em varias
espessuras e tamanho.
>>> A fibra tipo C não tem bainha de • Se localizam fora do SNC
mielina, são fibras de dor
>>> Neurônio que trás a informação para
>>> A delta e tipo C são de dor
o SNC
Dor Orofacial e DTM
B.Neurônios de segunda ordem
• Neurônio de transmissão
NEURÔNIOS DE 1ª E 2ª ORDEM
>>> Está no SNC, e leva a informação
para o cortéx sensorial
NEURÔNIO DE 1ª ORDEM
>>> Ele só transmite não sente o estímulo
Função: É o primeiro neurônio da via
• 3 tipos de neurônios:
sensorial.
1.Neurônios mecanossentivos de baixo
Origem: Começa nos receptores
limiar (LTM)
sensoriais (como os da pele, músculos ou
2.Neurônios nociceptivos específicos
vísceras).
(NE) dor específico (mais importante)
Destino: Faz sinapse com o neurônio de 2ª
3.Neurônios de variação dinâmica ampla
ordem, geralmente na medula espinhal ou
(WDR) não precisa saber
no tronco encefálico.
C.Neurônios de terceira ordem Corpo celular: Localiza-se em gânglios
• Localiza no tálamo sensoriais:
• Leva a informação até o córtex cerebral Gânglio da raiz dorsal (para sensações do
(área do cérebro que identifica a corpo)
localização da dor) Gânglio do nervo trigêmeo (para
sensações da face)
NEURÔNIO DE 2ª ORDEM
Função: Recebe o impulso do neurônio de
1ª ordem e o envia para o tálamo.
Local da sinapse com o 1º neurônio:
Medula espinhal ou tronco encefálico
(varia de acordo com a via sensorial).
Destino: Geralmente vai até o tálamo,
onde fará sinapse com o neurônio de 3ª
ordem.
Característica importante: O axônio do
2º neurônio normalmente cruza para o
lado oposto (decussação) antes de subir
ao cérebro.
Dor Orofacial e DTM
NERVO TRIGÊMEO
NÚCLEO SENSITIVO PRINCIPAL
Ramo Oftálmico • Não há características ultra
Ramo Maxilar estrutural que classifique como principal
Ramo Mandibular • Importância fisiológica e clínica
na sensação facial e no controle motor
• Envolvido na modulação de estímulos
COMPLEXO NUCLEAR TRIGEMINAL:
• Discriminação temporoespacial.
• Núcleo mesencefálico
• Estímulos táteis discretos.
• Núcleo principal
• Núcleo do trato espinal do nervo
trigêmeo
• A maior parte dos aferentes primários
trigeminais, que inervam tec. Cutâneo,
intramusculares, possuem seus corpos
celulares no gânglio trigeminal.
• E projetam para o complexo nuclear
sensitivo do trigêmeo no tronco
encefálico. (Área que ele entra no
tronco-encefálico)
Pode ser subdividido em duas partes
1. Núcleo principal Dermátomos: Região inervada por um
2. Núcleo do trato espinal ramo de nervos

OBS: Lesão no nervo o paciente descreve


que sensação de choque quando tem o
estímulo
Dor Orofacial e DTM
DTM PREVALÊNCIA
• Existiam 91 artigos publicados entre 1966
• Mulheres 4:1 e 1988 relacionado DTM com Orto, apenas
• A partir dos 45 anos 6 deles tinham amostras significativas.
88% das DTMs associadas com • 30 eram relatos de casos e 55 eram
dores em regiões abaixo da opiniões deexperts.
cabeça (DTM e dor cervical)
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
31% relataram seis ou mais condições
dolorosas (Mais difíceis de tratar) • Sinais e sintomas compartilhados por
várias desordens
ETIOLOGIA
1. desordens intracranianas (ameaçam a
• A etiologia e a patofisiologia da DTM é
vida, derrames, tumores cerebrais)
pouco conhecida.
2. cefaleias primárias (Migrania)
• E em geral é aceita que a etiologia da
3. desordens cervicais (Dores cevicais)
DTM é multifatorial, e envolve um grande
4. fatores psicológicos (Podem causar
numero de fatores causais direta e
dores)
indiretamente.
5. Dores Odontogênicas
Direta: Ansiedade
• Diagnóstico difícil pela interação físicos
Indireta: Oclusão
e psicológicos
• Numerosas teorias etiológicas e
• Abordagem multidisciplinar
terapêuticas são baseadas nesta
• RDC\TMD
associação presumida e têm justificado o
RDC: Critérios de diagnóstico e pesquisa
uso de várias abordagens terapêuticas,
DC: Critérios de diagnóstico
como terapias:
TMD: Desordens temporo-mandibular
• Aparelhos oclusais , aparelhos de Eixo 1: Exames, anamnese e exame clínico
reposicionamento anterior , ajuste oclusal , Eixo 2: Parte psicológica
procedimentos restauradores, tratamento
ortodôntico e ortognático.
• Até a década de 80 existiam poucos
estudos bem desenhados e sobre o
assunto.
Dor Orofacial e DTM
PROVAAA
Dois tipos de mudanças de sensores de
dor de DTM:
Alodinia: Era um sensor que não causava
dor que começa a causar dor ( Mudança
de sensorial de pressão para dor)
Ex: Queimadura de sol
Hiperaugesia: Onervo é de dor, é
nociceptivo (É sensor de dor, mas dá o
sensor mais rápido)
EX: Mulher no período menstrual

>>> Ambos são mudanças somato


sensoriais

PORQUE COMEÇOU O INTERESSE


DTM
TIPOS DE DTM
Caso de nota: JURI DE MICHIGAN
Muscular (Maioria) • Indenização de 850.000 em um caso de
Articular orto
Dores Neuropáticas • Uma tempestade em um copo de água
• Verão de 1987 foi importante para
Dor aguda:Dura pouco tempo todos os profissionais
Dor Crônica: Mais que 2 a 3 meses odontológicos.
• Essa decisão afetou toda a pratica
odontológica
• Uma conclusão errônea teve efeito
legal para a pratica ortodôntica.
Dor Orofacial e DTM
• Susan Brimm começou o tratamento
ortodôntico aos 16 anos O JULGAMENTO
• Classe II divisão 1 com 7 mm de mordida • Dois experts justificaram que o
aberta ortodontista não realizou os tratamento
• Tratamento tradicional inclui a remoção padrão.
de 2 primeiros pré-molares e o uso de AeB. • Que o problema de DTM da paciente
• Susan durante o tratamento apresentou deveria ter sido tratado antes do
dores na ATM, que começaram depois da tratamento ortodôntico
remoção das bandas com dor articular e • Que o tratamento ortodôntico levou aos
dores de cabeça problemas de DTM da Susan
• Usou contenções após a remoção do • Que não deveria ter sido removido os 3
aparelho fixo molares
• Foi referida a um cirurgião oral que DTM E DOR OROFACIA
removeu os 3 molares
• Os ortodontistas foram introduzidos ao
• Depois da cirurgia aumentou os sintomas,
campo de DTM após a teoria de Thopson
com dor severa, sons articulares e
(1964)
travamento na articulação
• Que acreditava que a má oclusão
QUEIXAS CONTRA O DENTISTA causava os deslocamento de disco na ATM
• Após a extrações os dentes migraram • Que tenhamos que trazer esse côndilo
para outras direções que acarretou uma para frente e para baixo para deixar a
oclusão impropria e causou deformidades mandíbula livre
na mandíbula, na maxila e na área ao • Desde então várias má oclusões tem sido
redor da boca associado a sinais e sintomas de DTM
• Quando a banda foi removida a paciente • Em 1988 Greene e Laskin publicaram a
sofreu um sons articular acompanhada de lista de 10 mitos neste campo, que
severa dor, crepitação na ATMs e limitação surpreendente mais de 20 anos depois
da abertura da boca continua em debate entre os
• Tratamento tradicional inclui a remoção ortodontistas:
de 2 primeiros pré-molares e o uso de AeB.
Dor Orofacial e DTM
10 MITOS (INVERDADES):
1. Pessoas com certos tipos de más 6. Acabamento de casos
oclusões não tratadas (Classe II ortodônticos de acordo com as
divisão 2, mordida profunda, diretrizes de oclusão funcional
mordida cruzada) tem mais reduz a probabilidade de
chances de desenvolver DTM subsequente desenvolvimento de
2. Pessoas com excesso de guia distúrbios da ATM.
incisal, ou sem guia incisal 7. O uso de certos procedimentos
(mordida aberta), tem mais ortodônticos tradicionais e ou
chances de desenvolver DTM aparelhos podem aumentar a
3. Pessoas com grandes probabilidade de subsequente
desarmonias maxilo- mandibulares são desenvolvimento de distúrbios
mais propensos a desenvolver de ATM
distúrbios da ATM 8. Pacientes adultos que
4. Radiografias pré-tratamentos de apresentam algum tipo de
ambas as ATMs devem ser problema de oclusão “desarmonia”
tomadas antes de iniciar o juntamente com a presença de sintomas
tratamento ortodôntico. A de DTM provavelmente exigirão alguma
posição de cada côndilo em sua forma de intervenção oclusal,
fossa deve ser avaliada e o correção para ficar bem
tratamento ortodôntico deve ser 9. Retração da mandíbula por
direcionado para a produção de causas naturais ou após
um bom relacionamento no final. (Posição procedimentos de tratamento é
ideal geralmente foi definida como sendo um fator importante na etiologia
uma colocação concêntrica do dos distúrbios da ATM
côndilo com a fossa) 10. Quando a mandíbula é
5. O tratamento ortodôntico distalizada, o disco articular
quando bem feito reduz a pode deslizar para fora da frente
probabilidade de subsequente do côndilo
desenvolvimento de distúrbios
de DTM
Dor Orofacial e DTM
DTM
• Arat (2008) investigou a posição
• Nenhuma dessas afirmações é
côndilo disco na sagital e
evidenciada de acordo com a
coronal em imagens de
corrente cientifica atual.
ressonância magnética em
• Hirsch (2005) estudou a
pacientes com mordida cruzada
associação de mordida profunda
posterior unilateral e bilateral
e overjet em uma população de 3033
após a expansão rápida da
participantes, e não houve
maxila e acompanhou por 18
associação em sinais e sintomas
meses.
de DTM.
• Pode se concluir que a oclusão
• Farella (2007) num estudo de
atualmente não é fator principal
prevalência com uma amostra de
para a etiologia da DTM, e sim e
1291 jovens adolescentes
considerando como um cofator.
recrutado em 3 escolas, falhou
Outros fatores etiológicos como
em demonstrar a associar de
trauma, parafunção, distúrbios
mordida cruzada e deslocamento
psicossociais, gênero, genética e
do disco com redução.
mecanismos centralmente
• Deve ser realizado o
mediados são considerados mais
descruzamento o quanto antes
importantes.
por motivos de crescimento
>>> A oclusão pode ser um fator
assimétricos, porém não é
coadjuvante de tratamento da maloclusão
indicado para prevenção de
deslocamento de disco.
Dor Orofacial e DTM
PREVALÊNCIA DE DTM NOS JOVENS
MUSCULARES
• Já é bem conhecido que sinais e
SISTEMA MUSCULAR
sintomas de DTMs principalmente sons
articulares são frequentes em crianças e
adolescente e há um aumento nessa
prevalência entre 15 a 25 anos.
• Com as novas tecnologias tanto na área
ortodontia a quanto na protética tem
causado um aumento de tratamento em
pacientes adultos.
• Como o tratamento ortodôntico médio é
de 2 anos, os pacientes podem ter
queixas de DTM durante ou pós
tratamento.
• A qualidade dos artigos publicados
melhoraram principalmente depois de
1995.
• Porém como muitos trabalhos ainda são
mal desenhados e mal conduzidos, ainda TIPOS DE MUSCULOS
existe dúvida sobre a relação DTMxOrto.
Músculo Cardíaco
Músculo Esquelético
CLASSIFICAÇÃO DAS DTMS E Músculo Liso
DOR OROFACIAIS
▪ Musculares
▪ Articulares
▪ Neuropáticas
Dor Orofacial e DTM

Epimísio: Parte mais externa da fibra


Perimísio: Que é uma subdivisão
Fibra Muscular : Que faz a contração
Dor Orofacial e DTM
DOR MUSCULAR
LESÕES MUSCULO ESQUELÉTICO HIPERALGESIA
"As principais causas de incapacidade nas Uma reação aumentada da dor a um
pessoas durante os seus anos de trabalho estímulo que é normalmente doloroso
são as afecções músculo esqueléticas" (estímulo e resposta são do mesmo upo)
>>> São causadas por hábitos Muitos casos de hiperalgesia também tem
parafuncionais características de alodinia.
SENSIBILIDADE AUMENTADA
• Alodinia TERMOS DESCRITIVOS
• Disestesia • Dor irradiada: Causada por uma
• Hiperstesia lesão localizada nas fibras nervosas
• hiperalgesia ao longo do seu curso, em nervo
ALODÍNIA periférico ou em uma raiz dorsal
Dor causada por um estimulo que (mesmo dermatomo)
normalmente não provoca dor (limar de >>> Segue o sentido do nervo
dor diminuído, diferentes modalidades
sensoriais)
DISESTESIA
Uma sensação anormal desagradável,
espontânea ou provocada (formigamento
ou vibração sem dor)
EX: Lesão de nervo durante cirurgia,
formigamento
HIPERESTEISA
Sensibilidade aumentada a estímulos,
excluindo os sentidos especiais (a
sensação aumentada está na mesma
categoria do estimulo aplicado)
Frequentemente associado a pacientes
neuroucos nos estados de excitação Segue o Dermatomo
maníaca no hipertireoidismo nos acessos
de enxaqueca
Dor Orofacial e DTM
• Dor referida- ela não é sentida no
local de sua origem Exibe um ÁREAS DE DOLORIMENTO
padrão relativamente constante
• Dor muscular associada a
(dermatomo diferente)
sensibilidade muscular
>>> Paciente sente tanta dor que o SNC
• Normalmente unilateral e quando
não consegue identificar o local que vem a
bilateral é mais intensa de uma
dor
lado
EX: Tem DTM mas sente dor no ouvido
• Pode causar alteração nas funções
DOR MUSCULAR LOCAL mandibulares (mastigar e ocasionalmente
COMORBIDADES MAIS COMUNS falar)
• Fibromialgia(condição dolorosa • Normalmente nota 6 na escala de
generalizada e crônica. 18 de 11) dor (Classifica de 0 a 10, a área de
• Síndrome do colo irritável(gases, dolorimento tem classificação geralmente
cólica, obstipação ou diarreia) 6)
• Artrite reumatoide(autoimune, • Descrita como pontada, irritante e
liquido sinovial) pressão
• Dor de cabeça crônica (Migrania, • Sofre flutuações, dor persistente
enxaqueca etc) em 15 a 20% (Pode variar o grau de dor)
• Depressão • Dor persistente normalmente são
• Distúrbios do sono em pacientes depressivos e
• Ansiedade ansiosos
>>> Músculo está macio mas o paciente
está com dor, então é um tipo de pressão
que se torna dor (alodinia)
Dor Orofacial e DTM
PONTOS GATILHO (TRIGGER POINT)
• Consiste na presença de PONTO GATILHO MIOFASCIAL
sensibilidade dolorosa circunscrita • latente
em um nódulo que e parte de uma • Muito comuns na população
banda tensa palpável formada de • Aumentam o tensão muscular
fibras musculares • Podem diminuir amplitude do
• Segundo Travell e Simons, é uma movimento
região hiper irritada, usualmente • Não provocam dor se não forem
dentro de uma banda tensa do estimulados
músculo esquelético ou na fáscia • Podem se tornar ativo(trauma,
muscular, na qual há dor a torção Excesso de função)
compressão e pode dar origem a • Ativo
dor referida, disfunção motora e • Quando está provocando sinais e
fenômenos autonômicas. 门 sintomas constantemente
>>> Pode ter dor local ou referida >>>Pode ser irradiada ou referida
>>> Dor de DTM é ponto gatilho >>> Principal causa de dor muscular

TIPOS DE DTM ARTICULAR:

1-DDCR (Deslocamento de disco com


redução)
2-DDSR (Deslocamento de disco sem
redução)
3-Artralgias (Dor articular)

DDCR
• Junto com o DDSR são as mais
prevalentes.
• DDCR vir a se tornar DDSR, é
praticamente nula em jovens e 7 a
9% nos adultos(1)
• Falta dados para diagnosticar os
pacientes de riscos
Dor Orofacial e DTM
• Pode converter em uma artrose ou
não
• Não existe uma correlação do
deslocamento e dor
• A zona posterior a zona bilaminar
pode remodelar-se e chegar a
funcionar como um pseudo-disco
>>>É quando o disco não está na cabeça
da mandíbula quando o paciente fecha a
boca, e quando abre a boca desloca e
volta a posição mas reduz
Na rotação o disco está para anterior e na
translação ele volta para a posição e
reduz
>>> 2 estalos quando abre e fecha a boca

DDSR
É quando ele tenta fazer a translação mas
não consegue (não abre a boca)
Pode ser pelo alongamento do ligamento
do disco
>>> Travamento de boca aberta
Limita a abertura em 30 mm

Quando tem o travamento de boca


aberta:
>>> Abre bastante a boca passa a
eminência articular e trava
>>> Pode ser por contração de algum
músculo ou frouxidão de ligamento

Você também pode gostar