UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE - FURG
CURSO DE PEDAGOGIA
Disciplina de Atividades de Iniciação à Docência
Lenise Venzke Pranke
Michele Bagesteiro dos Santos
RELATÓRIO REFLEXIVO
SANTANA DA BOA VISTA
2025
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 03
2 CONTEXTO HISTÓRICO DA ESCOLA 04
3 CONTEXTO ESCOLAR E COMUNITÁRIO 05
4 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E REGIMENTO ESCOLAR 06
5 DIÁLOGO COM A GESTÃO ESCOLAR E PROFESSOR/A 09
6 TEMPOS E ESPAÇOS DA ESCOLA: OBSERVAÇÕES 11
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS 14
8 REFERÊNCIAS 15
1. INTRODUÇÃO
A disciplina de Iniciação à Docência I proporciona aos graduandos vivências de
sua futura profissão, além de nos colocar diante da realidade das escolas públicas,
permitindo uma reflexão sobre a profissão docente e demonstra de forma objetiva os
desafios e as realizações que a prática oferece.
Escolhemos essa escola por ser uma referência em educação no município,
especialmente após receber o certificado e o troféu do Programa Alfabetiza Tchê
(Sistema de Avaliação SERÁ 2023), que a destaca entre as duzentas escolas com
resultados mais promissores na alfabetização e entre as três melhores escolas do 5°
CRE, com um IQAE de 90.
O presente relatório dividiu-se em três etapas, sendo que a primeira etapa foi a
análise do projeto político pedagógico e regimento escolar. Na segunda etapa foi
realizada a entrevista com a direção e a professora da escola e na terceira etapa foi a
observação do ambiente escolar e sua dinâmica de trabalho.
O relatório objetivou relatar e refletir sobre as atividades desenvolvidas durante a
disciplina de Iniciação a Docência I, envolvendo-nos em atividades de observação,
pesquisa e reflexão acerca do cotidiano escolar.
Como afirmam Block e Rausch (2014, p. 250), “aos poucos, o futuro professor vai
construindo sua identidade profissional, que sofre influências diversas, permitindo uma
constante ressignificação do que é ser professor para cada professor.” A profissão
docente, pode-se dizer que é “moldada”, desde os primeiros anos escolares, na
percepção dos primeiros significados, experiências e resultados; a identificação com a
docência; a percepção de querer seguir a área pedagógica. Essa escolha é uma eterna
“moldagem” do nosso ser profissional, que exige do docente em formação várias
inovações, constantes aprendizagens e adaptações. “
2. CONTEXTO HISTÓRICO DA ESCOLA
A Escola Municipal de Ensino Fundamental “Maria Montessori” se situa na Rua
Independência, n° 681, no Bairro Centro e tem como unidade mantenedora o município
de Santana da Boa Vista, onde ela está localizada. A escola oferece a modalidade de
Ensino Fundamental Regular (9 anos), com horário de funcionamento 08:00 às 12:00, e
no turno da tarde 13:15 às 17:15.
Antigamente no prédio da escola funcionava a escola Professora Januária Freitas,
devido a um plebiscito popular ela se fundiu a escola Jacinto Inácio. Após anos do prédio
alugado para diversos fins, a Prefeitura Municipal adquiriu o prédio e fundou a escola em
2 de março de 2020, tendo o nome em homenagem a uma ex vice-diretora e professora.
3. CONTEXTO ESCOLAR E COMUNITÁRIO
A cidade de Santana da Boa Vista, é uma pequena cidade do interior, conhecida por
sua hospitalidade e riqueza cultural. A escola desempenha um papel central na vida da
comunidade, e muitos alunos vivem na zona urbana e rural, o que pode influenciar suas
experiências e desafios educacionais. É essencial conhecer a cultura, tradições e as
necessidades da comunidade para adaptar a educação de acordo.
A comunidade tem acesso à escola, aberta aos pais com comunicação direta, a
relação entre ambos é amigável, havendo de vez em quando alguns contratempos
corriqueiros no âmbito escolar.
O Conselho de Pais e Mestres desempenha um papel importante, atuando como uma
ponte entre a comunidade escolar e a administração. Seus membros participam de
reuniões regulares para discutir questões educacionais, propor melhorias e apoiar as
atividades escolares.
4. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO E REGIMENTO ESCOLAR
No dia 17 de abril de 2025, fomos à Escola Municipal de Ensino Fundamental
“Maria Montessori” para realizarmos a atividade da semana quatro da disciplina Iniciação
à Docência, que envolvia a análise de documentos legais da escola.
A escola apresenta uma boa localização, com espaço amplo possuindo 5 salas de
aula, 1 secretaria, 1 sala para planejamento dos professores e biblioteca, 1 sala para
direção e apoio pedagógico, 1 cozinha, 1 refeitório, banheiros feminino e masculino com
acessibilidade, e área disponível para recreação e lazer (quadra coberta e pracinha). A
escola é equipada com bebedores nos corredores, e as salas de aula são equipadas com
o básico necessário para o ensino, incluindo mesas, cadeiras, quadro-branco e materias
didáticos. Além disso, a escola dispõe de uma sala de aula multimídia com Smart TV, que
pode ser uma ferramenta valiosa para melhorar o processo de ensino e aprendizagem.
A escola conta atualmente com cento e trinta alunos, e a equipe é composta por:
quatro serventes que atuam no cuidado da limpeza e alimentação escolar, dois
estagiários que prestam acessoria a direção e professores, uma psicopedagoga que
realiza atendimento a alunos com nececessidades específicas e dezenove professores
atuantes na operacionalização de aulas com graduação em Pedagogia ou na área
específica.
A equipe administrativa é composta por uma diretora, uma vice-diretora
responsáveis pela gestão escolar, liderança da equipe, representaçao perante a
comunidade e garantia do cumprimento das políticas educacionais; uma orientadora
educacional e duas supervisoras responsáveis por orientar e apoiar o corpo docente,
coordenando o trabalho pedagógico e avaliando o desempenho escolar. A direção,
supervisão, coordenação e docentes juntos desenvolvem um planejamento capaz de
contemplar as necessidades educativas.
A escola tem como missão oferecer educação de qualidade, promovendo o
aprendizado, a cidadania e o respeito á diversidade, tendo como base o diálogo, o afeto e
a inclusão, contribuindo para a formação de cidadãos críticos e comprometidos com o
bem-estar de Santana da Boa Vista e do mundo.
Na visão de futuro a escola busca ser reconhecida como uma referência em
educação na região, pautando-se pela excelência acadêmica e pelo fortalecimento dos
laços com a comunidade e acolhimento. Visualizando um futuro em que os alunos sejam
agentes da transformação, capazes de enfrentar desafios e contribuir para o
desenvolvimento sustentável e o progresso da cidade e da sociedade como um todo.
Na escola os valores da ética, respeito, solidariedade, responsabilidade, empatia,
igualdade e justiça orientam as ações diárias; Promovendo a tolerância e o diálogo como
meio de resolução de conflitos, valorizando a cultura e as tradições locais.
A apresentação do PPP da escola reflete o compromisso da escola com o
desenvolvimento integral dos alunos e com a promoção de uma educação de qualidade
que respeita e valoriza a cultura local.
A fundamentação teórica é essencial para alinhar as práticas educacionais da escola
com princípios e conceitos pedagógicos sólidos. A escola adota uma abordagem
humanista, que coloca o aluno no centro do processo educacional, construindo o
conhecimento ativamente, por meio da interação com o ambiente; Inspirada por Paulo
Freire, a escola busca promover a conscientização crítica dos alunos, capacitando-os
para a transformação social e o exercício da cidadania plena.
Considerando a zona rural e as questões ambientais da região, a escola prioriza a
educação ambiental buscando conscientizar os alunos sobre a importância da
sustentabilidade e do cuidado com o meio ambiente.
A escola adere ao princípio da inclusão, buscando atender ás necessidades de todos
os alunos, independentemente de suas diferenças individuais com práticas pedagógicas
adaptadas e apoio especializado quando necessário.
Como referência legal a escola segue as diretrizes da LDB (Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional), estando alinhada também com as metas do PNE (Plano Nacional
de Educação) para melhorar a qualidade da educação e promover a equidade e inclusão.
A escola também observa as políticas e normativas educacionais do estado do Rio
Grande do Sul e do município de Santana da Boa Vista.
A escola busca promover a integração curricular por meio de programas e estratégias
que enriqueçam o ensino e contribuam para uma educação mais abrangente; Dentre eles
se destacam o Programa “União Faz a Vida”, incentivando projetos interdisciplinares que
abordem temas como cidadania, cultura, meio ambiente e responsabilidade social.
A escola adota uma abordagem cuidadosa na seleção de livros didáticos que estejam
alinhadas com a proposta pedagógica da escola e com as diretrizes curriculares
nacionais, através do Programa Nacional do Livro Didático.
Outro programa que merece destaque é o PROERD (Programa Educacional de
Resistência às Drogas e à Violência), que visa prevenir o uso de drogas e a violência
entre crianças e jovens. O programa é ministrado por policiais militares voluntários e
capacitados pedagogicamente em escolas públicas e privadas.
A integração curricular na escola visa proporcionar uma educação mais abrangente e
significativa, que vai além do conteúdo curricular tradicional.
Portanto como afirmam Cerce e Bandeira (2022, p. 2): “O Projeto Político Pedagógico
(PPP) é um dos mais importantes documentos necessários às práticas educacionais. Sua
principal característica é revelar para toda a comunidade escolar a identidade da escola.”
O regimento escolar é um documento amparado por lei, obrigatório, que define a
organização administrativa, didática e disciplinar da instituição, estabelecendo normas
que deverão ser seguidas. Deve ser articulado com o projeto político pedagógico.
No regimento escolar da escola “Maria Montessori” estão descritos os objetivos e fins da
educação, a organização curricular e pedagógica, ordenamento do sistema escolar,
normas de convivência e as medidas sócio-educativas.
Agradecemos o carinho com que fomos recebidas pela diretora “Luna” e pela
supervisora “Magnólia”, e por terem cedido a sala e os documentos, o que foi muito
gratificante e enriquecedor para nós.
5. DIÁLOGO COM A GESTÃO ESCOLAR E PROFESSORA
No dia 28 de abril de 2025, no turno da tarde estivemos na E.M.E.F. “Maria
Montessori” a fim de realizar a atividade da semana cinco, da disciplina de Iniciação à
Docência, que se caracterizava com um dialógo e entrevista com a gestão escolar e
professor. Chegando lá fomos recebidas pela gestora “Luna” e muito cordialmente fomos
convidadas para nos dirigir a sala de professores onde foi realizada a entrevista. A
gestora demonstrou uma receptividade positiva, proporcionando um ambiente acolhedor
que fez com que nós nos sentissemos a vontade para realizar a atividade proposta.
A diretora “Luna” é formada em Matemática, Pedagogia e Geografia, além de ser
pós-graduada em Mídias na Educação, atuando a dez anos no cargo. A visão da diretora
quanto ao ensino e aprendizagem nos anos iniciais é que são o pilar da educação,
conhece de perto as dificuldades dos alunos, encaminhando para profissionais
habilitados.
Em entrevista com a diretora podemos constatar que muitas vezes o trabalho pode ser
muito burocrático e encontrar barreiras para se desenvolver plenamente. O trabalho vai
de um extremo a outro em minutos, são muitas as solicitações dos professores da escola,
projetos que tem que ser trabalhados, questões relacionadas aos alunos, disciplina,
infrequência, entre outros.
A diretora destacou a importância de uma gestão colaborativa, ressaltando a
necessidade de manter uma comunicação aberta com professores, pais e alunos
buscando sempre ouvir a todos. Além do contato com a diretora, tivemos a oportunidade
de entrevistar a professora “Flora”, hoje docente da turma do 3° ano que compartilhou seu
relato de experiência.
A professora “Flora” é formada em Pedagogia e pós-graduada em Psicopedagogia,
estando atuando na área a um ano. Hoje atua como docente na turma do 3° ano que
conta com quinze alunos, a professora realiza o planejamento para três a quatro dias,
após observação do desempenho dos alunos. O planejamento é individualizado,
considerando as necessidades de cada aluno, visto que quatro alunos necessitam de
atenção especial, um não está alfabetizado e um é diagnosticado com autismo severo. A
professora utiliza recursos que a escola disponibiliza, em especial recursos de imagem
diversificados de acordo com a demanda.
A professora procura desenvolver atividades de acordo com o cotidiano e cultura local
dos alunos. A mesma salienta que os alunos são bem carentes de contato físico e
validação.
As crianças participam das atividades propostas interagindo bastante de forma oral, e
que apesar das dificuldades, ela vê evolução em cada pequeno processo. A professora
tem aulas quatro dias na semana e um dia é dedicado ao planejamento, onde a mesma é
substituida por outra professora. O tempo das aulas é dividido por conteúdo.
Os espaços escolares utilizados são a sala de aula, refeitório e quadra esportiva, onde
uma vez na semana as crianças tem aula com o professor de Educação Física.
A escola dispõe de recursos didáticos pedagógicos diversos, sendo de livre acesso a
docente. A mesma relata que não mudaria nada na organização da escola, sentindo-se
acolhida pela gestão, e que ser professor é uma missão nobre, que exige muita
dedicação, mas é extremamente gratificante.
Agradecemos o carinho com que fomos recebidas e parabenizamos ambas pelo
empenho e dedicação a cada um dos alunos. Foi possível pereber quanto cada uma
gosta de estar ali, fazendo a diferença na vida desses alunos.
Portanto como Madalena Freire afirma: ”Enquanto o educador observa o ensinar da
coordenação, que ele aprende a ser melhor aluno e também melhor educador. Pelo
simples fato de que, diante do modelo, ele pensa, reflete, distancia-se, constrói conceitos-
teoria do que é aprender e ensinar”.
6. TEMPOS E ESPAÇOS DA ESCOLA: OBSERVAÇÕES
Nos dias 13 e 16 de maio de 2025 nos dirigimos a Escola Municipal de Ensino
Fundamental “ Maria Montessori”, nos turnos da tarde a fim de realizar as atividades da
semana seis e da semana sete. Essas atividades consistem em observar o espaço
escolar e o cotidiano da escola, respectivamente.
A observação dos espaços e rotinas escolares é uma etapa fundamental na formação
acadêmica, pois proporciona uma visão mais ampla sobre a realidade escolar. A escola
apresenta uma estrutura organizacional bem definida, com clara divisão de funções entre
membros da equipe escolar (direção, supervisão, professores, funcionários e estagiários).
Desde os primórdios da história sobre os espaços destinados à educação sempre
houve uma preocupação com a busca de um espaço que favorecesse a aprendizagem. O
importante dessa trajetória da educação e suas edificações são as reflexões acerca do
desenvolvimento humano e a busca na forma de adequar a prática educativa com o
ambiente em que o aluno está inserido na busca do equilíbrio entre espaço físico e
atividades pedagógicas visando o desenvolvimento integral. Daí a necessidade crescente
na busca desse equilíbrio em que a questão da ambientação adequada, o local onde está
o prédio até a disposição da mobília existente estejam em harmonia.(Beltrame, Ribeiro,
2009).
Chegamos um pouco antes da entrada dos alunos, e eles estavam todos em fila. No
período da manhã os alunos entram ás 08:00, e no período da tarde ás 13:15. Fomos
informadas pela vice-diretora Rose que, cinco minutos antes do início da aula, todos se
posicionam em filas divididas em turmas e assim esperam seus respectivos professores.
Até esse momento, nenhum aluno entra no saguão ou nos corredores da escola, e apesar
de estarem eufóricos e falantes, em nenhum momento saíram da fila ou desobedeceram.
A diretora Luna organiza as filas. Logo em seguida, os professores se dirigem à porta e,
sendo assim, vão em fila em direção às suas salas de aula. Fomos informadas que em
dias de chuva, todas as crianças são encaminhadas para o saguão da escola para não
ficarem na chuva.
Fomos convidadas pela professora Flora para acompanhar eles na sala de aula, e
assim fizemos. Ela leciona para a 3ª ano e tem quinze alunos; nesse dia, haviam
comparecido treze alunos. A professora nos apresentou, enfatizou que estávamos ali para
sermos futuras professoras e que iríamos acompanhá-los naquele dia. Sentamos no
fundo da sala e ficamos observando a dinâmica da aula, onde fizemos anotações em um
bloco de notas.
A professora iniciou a aula com a disciplina de Língua Portuguesa onde os alunos
elaboraram uma produção de texto, e posteriormente a professora aplicou um execício
sobre divisão de sílabas e sua classificação.
Percebemos que alguns alunos apresentam bastante dificuldade, não conseguem
acompanhar aquilo que está sendo ensinado, apresentam dificuldades de concentração e
se dispersam com facilidade; Mas de modo geral os alunos gostam da interação com os
outros colegas, se comunicam bastante e gostam muito quando a professora os leva para
atividades externas.
Notamos que, quando pediam para tomar água ou ir ao banheiro, ela deixava ir de um
em um, e explicou que era para não ter aglomeração nos corredores.
A rotina da escola é bem estruturada, com horários estabelecidos para aulas e
intervalos. Esse planejamento é essencial para garantir que o tempo seja aproveitado de
forma produtiva e que os alunos possam participar de diferentes atividades.
Quanto a alimentação escolar no período da manhã os alunos almoçam ás 11:00 no
refeitório, o cardápio é uma refeição completa composta por verduras/legumes, cereais
(arroz/massa/batata/mandioca), leguminosas (feijões/lentilha) e carnes
(gado/frango/suíno).
Esse cardápio é elaborada pela nutricionista atendendo as diretrizes do PNAE
(Programa Nacional de Alimentação Escolar). Já no período da tarde os alunos lancham
ás 14:30 no refeitório, o lanche é composto de frutas, iogurtes/leites/sucos e
pães/sanduíches/biscoitos; Em ambos turnos os alunos tem 20 minutos para realizarem
suas refeições.
O recreio no período da manhã começa ás 10:00 e vai até ás 10:15, e no período da
tarde começa ás 15:15 até 15:30, onde as crianças menores utilizam a pracinha,
brincando livramente e socializando entre si; Já os maiores utilizam bastante a quadra
esportiva, sendo supervisionados pela equipe diretiva e estagiários.
O recreio escolar tem um papel fundamental no desenvolvimento emocional, cognitivo,
social e motor. Assim sendo, através do brincar, a criança vai se familiarizando com as
regras sociais e tomando contato com experiências novas: ela explora, pesquisa,
experimenta e aprende. (Matos, João, 2015).
Já a saída dos alunos do período da manhã ocorre 12:00, e os da tarde 17:15
aguardando os pais/responsáveis, ou o transporte escolar.
E assim terminamos a observação na escola e podemos afirmar que foi uma
experiência ímpar, observando de perto como funciona e toda a organização.
Percebemos o quanto cada um é importante, todos juntos fazendo a sua parte, a escola
funciona perfeitamente em harmonia, como uma engrenagem, e assim marcam e moldam
a vida de cada um dos alunos que passam por ali.
A ida à escola, mesmo que seja para observar a sala de aula, faz parte do processo de
formação do professor. Dessa forma, adquirimos informações, acompanhando a prática
docente, uma vez que somos capazes de apontar pontos positivos e negativos,
construindo, assim, a ideia de que professores queremos ser.(Conde, Araújo, 2022).
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A disciplina de Iniciação a Docência I nos permite uma experiência única, singular
no sentido de que é a oportunidade de adquirir uma orientação que nos faz repensar o
fazer pedagógico, ensejando possibilidades e experiências através do convívio com
outros profissionais já experientes na atuação docente, através de uma visão realista e
concreta do dia-a-dia da escola.
Concluimos este relatório com gratidão por termos vivido essa experiência e
podemos reafirmar a nossa escolha como futuras pedagogas e a nossa vontade de
contribuir de forma positiva para a educação.
“A tarefa de ensinante, que é também aprendiz, sendo prazerosa é
igualmente exigente. Exigente de seriedade, de preparo científico, de preparo físico,
emocional, afetivo. É uma tarefa que requer de quem com ela se compromete um gosto
especial de querer bem não só aos outros, mas ao próprio processo que ela implica. É
impossível ensinar sem essa coragem de querer bem, sem a valentia dos que
insistem mil vezes antes de uma desistência. É impossível ensinar sem a
capacidade forjada, inventada, bem cuidada de amar.”(FREIRE, 1997, p.8)
8. REFERÊNCIAS
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ESCOLARES: INFRA-ESTRUTURA NECESSÁRIA AO PROCESSO DE ENSINO E
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13(1).
FREIRE, Madalena. Educando o Olhar da Observação - Aprendizagem do Olhar.
In: Observação, Registro, Reflexão: Instrumentos Metodológicos I. São Paulo:
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FREIRE, Paulo. Professora, sim; tia, não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo:
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MATOS, Andreia, Petrica João . O RECREIO ESCOLAR: OBSERVAÇÃO DOS
COMPORTAMENTOS DE CRIANÇAS DO 1ºCICLO. E-balonmano.com: Revista de
Ciencias del Deporte [en linea]. 2015, 11(1).
PIRES CONDE , Érica, & de Araújo , R. S. (2022). CONSTRUÇÃO DE SABERES
MEDIANTE A OBSERVAÇÃO EM ESPAÇO ESCOLAR E NÃO ESCOLAR. Revista
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