Relatório Trabalho de Inglês
Tema: História de Nova York e o atentado de 11 de setembro
Alunos: Fonseca, 15; Daniel Clarindo, 21; Felipe Gabriel, 09;
Celso Rodrigues, 07; Eric Atla, 08; Miguel Calista, 30.
Turma: 8ºB Profº: Wellington
Nova York é uma das cidades mais famosas e importantes do mundo.
Ela tem uma história cheia de mudanças, desafios e momentos
marcantes. Uma dessas situações difíceis foi o atentado de 11 de
setembro de 2001, que chocou o mundo todo. Neste relatório, vou falar
um pouco sobre como Nova York surgiu, cresceu e também sobre o que
aconteceu nesse triste dia.
Parte I – A História de Nova York
Nova York foi fundada pelos holandeses em 1624 e se chamava Nova
Amsterdã. A região era inicialmente uma colônia comercial voltada para
o comércio de peles com os povos indígenas. Em 1664, os ingleses
tomaram o controle da área durante um conflito entre as coroas
europeias e mudaram o nome para Nova York, em homenagem ao
Duque de York, irmão do rei Carlos II da Inglaterra. A cidade se manteve
como um importante centro comercial ao longo do período colonial e
teve papel relevante durante a Revolução Americana, sendo ocupada
pelos britânicos durante boa parte da guerra.
No século XIX, Nova York passou por um crescimento extraordinário,
impulsionado principalmente pelo comércio marítimo, pela
industrialização e pela construção do Canal Erie, que conectava o rio
Hudson aos Grandes Lagos, facilitando o transporte de mercadorias. Foi
nesse período que a cidade se tornou um dos principais pontos de
entrada de imigrantes nos Estados Unidos, especialmente por meio da
Ilha Ellis, inaugurada como estação de imigração em 1892. Milhões de
pessoas vindas da Europa, da Ásia e de outros continentes chegaram
ao país em busca de trabalho, liberdade religiosa e melhores condições
de vida. Essa diversidade transformou Nova York em uma das cidades
mais multiculturais do mundo.
Já no século XX, Nova York consolidou sua importância global nas
áreas de economia, cultura, arte e política. A cidade se tornou sede da
Organização das Nações Unidas (ONU) em 1946, reforçando seu papel
diplomático internacional. Foi também o berço de movimentos culturais
marcantes, como o jazz, o hip hop e a arte moderna. Monumentos como
a Estátua da Liberdade – um presente da França em 1886 –, a Times
Square, o Empire State Building e a Ponte do Brooklyn se tornaram
símbolos mundiais da cidade. Nova York também se destacou como
capital financeira, com Wall Street sendo sede das maiores bolsas de
valores do mundo.
Mesmo enfrentando diversos desafios, como a Grande Depressão de
1929, os apagões dos anos 1970 e a violência urbana nas décadas de
1970 e 1980, Nova York sempre demonstrou uma capacidade notável
de superação.
Parte II – O Atentado de 11 de Setembro de 2001
O atentado de 11 de setembro de 2001 foi um dos eventos mais trágicos
e marcantes da história dos Estados Unidos e teve profundas
consequências para o mundo inteiro. Na manhã daquele dia, 19
terroristas da organização fundamentalista islâmica Al-Qaeda
sequestraram quatro aviões comerciais com o objetivo de realizar
ataques suicidas contra alvos simbólicos dos Estados Unidos.
Dois desses aviões foram lançados contra as Torres Gêmeas do World
Trade Center, em Nova York, que eram símbolos do poder econômico
global. O primeiro atingiu a Torre Norte às 8h46 e o segundo, a Torre
Sul, às 9h03. Menos de duas horas depois, ambos os prédios
desabaram completamente, causando destruição em massa e a morte
de milhares de pessoas. Um terceiro avião atingiu o Pentágono, sede do
Departamento de Defesa, perto de Washington, D.C., e o quarto caiu
em um campo na Pensilvânia após os passageiros tentarem retomar o
controle da aeronave. Presume-se que o alvo original deste último fosse
o Capitólio ou a Casa Branca.
Ao todo, cerca de 2.977 pessoas morreram nos ataques, incluindo
bombeiros, policiais, socorristas e civis de mais de 90 nacionalidades.
Foi o maior atentado terrorista da história em número de vítimas. Nova
York foi profundamente abalada: além da tragédia humana, a cidade
sofreu impactos econômicos, sociais e emocionais. A região onde
ficavam as torres, conhecida como “Ground Zero”, virou um local de
escombros, fumaça e comoção mundial.
Em resposta ao ataque, os Estados Unidos, sob o governo do
presidente George W. Bush, declararam a chamada “Guerra ao Terror”.
Essa política incluiu o envio de tropas ao Afeganistão para derrubar o
regime Talibã, acusado de abrigar Osama bin Laden, líder da Al-Qaeda.
Em 2003, os EUA também invadiram o Iraque, alegando que o país
possuía armas de destruição em massa — algo que depois não foi
comprovado. Essas ações militares mudaram profundamente a política
internacional nas décadas seguintes.
Além das guerras, os atentados de 11 de setembro provocaram
mudanças significativas nas políticas de segurança nacional dos EUA.
Foi criado o Departamento de Segurança Interna (Homeland Security) e
ampliadas as medidas de controle em aeroportos, vigilância digital e
imigração. O evento também gerou debates sobre liberdades civis,
islamofobia e o papel dos Estados Unidos no mundo.
Nova York, mesmo profundamente ferida, mostrou mais uma vez sua
força. Anos depois, o local do ataque foi transformado em um memorial
com duas grandes piscinas onde estavam as torres e um museu
subterrâneo que homenageia as vítimas e conta a história daquele dia.
Em 2014, foi inaugurado o One World Trade Center, novo arranha-céu
construído próximo ao local original, como símbolo de renovação e
resistência.
O atentado de 11 de setembro não apenas marcou uma geração, mas
também redefiniu a forma como o mundo lida com questões de
segurança, terrorismo, direitos humanos e relações internacionais. Nova
York, como palco principal da tragédia, se tornou símbolo de dor, mas
também de união e superação.