ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE I
Anemias
Universidade Federal do Acre
Bacharelado em Medicina - CCSD
Docentes: Dra. Daniela, Dra. Gisele e Dr. Pedro
Discentes: Ágatha Targino, João Pedro Braidi
e João Victor Uchoa.
Sumário.
1. DEFINIÇÕES E CONCEITOS
2. EPIDEMIOLOGIA
3. FISIOPATOLOGIA
4. CLASSIFICAÇÕES
5. DIAGNÓSTICO
6. TRATAMENTO
7. PREVENÇÃO
8. ANEMIA FALCIFORME
9. CASO CLÍNICO
Definições e conceitos.
O QUE É ANEMIA?
A anemia é definida por valores de hemoglobina no sangue abaixo dos limites de normalidade
para idade e gênero;
Segundo a OMS: Hb <13g/dL para homens, <12 g/dL para mulheres e <11 g/dL para crianças e
gestantes;
Anemia por deficiência de ferrro -> Mais comum;
É considerada uma doença e não um sinal;
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Definições e conceitos.
TAMANHO CELULAR
São classificadas de acordo com o tamanho celular;
Os índices utilizados para uma avaliação qualitativa das hemácias são: VCM, HCM e RDW;
AMPLITUDE DE DISTRIBUIÇÃO
VOLUME CORPUSCULAR MÉDIO HB CORPUSCULAR MÉDIA
DOS GLÓBULOS VERMELHOS
Tamanho médio das Quantidade de HB das Mede a variação de
hemácias; hemácias; tamanho dos glóbulos
Classificado como Classificada como vermelhos;
Microcítica ou Hipocrõmica ou Classificada como
Macrocítica Hipercrõmica; Anisocitose, se alto;
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Definições e conceitos.
TAMANHO CELULAR
VALORES REFERÊNCIAIS
VCM 80-100 FL
HCM 28-32 PG
RDW 10-14%
Fonte: tratado de Medicina da Família e Comunidade
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Definições e conceitos.
CAUSAS
Pode ter causas fisiológicas, nutricionais ou patológicas:
1. FISIOLÓGICO: gestação, parto, puerpério;
2. NUTRICIONAIS: dieta com baixa disponibilidade de ferro,
uso abusivo de alcoól, uso contínuo de antiácido, crianças
com dieta à base de leite de vaca;
3. PATOLÓGICOS: sangramentos em geral, parasitoses, uso
de AINE, insuficiência renal crônica.;
Fonte: banco de elementos do Canva
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Definições e conceitos.
COMPLICAÇÕES:
Promove diferentes complicações de acordo com a faixa etárioa e momento de vida;
1. Gestantes: Trabalho de parto pré-maturo, pré-eclâmpsia, aborto espontâneo...
2. Feto: Retardo do crescimento, óbito, prematuridade, baixo peso ao nascer...
3. Crianças: Infecções frequentes, irritabilidade, anorexia, falta de atenção....
4. Adultos: Riscos para outras comorbidades e aumento de complicação cirúrgica
5. Idoso: Hospitalização, declínio cognitivo, quedas e fraturas...
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Epidemiologia.
BRASIL E MUNDO
Segundo a OMS, de 93 países, 24,8% das pessoas
eram anêmicas, com maior prevalência em pré-
escolares (47,4%) e idosos (23,9%);
No Brasil, a prevalência é de intensidade
moderada em gestantes (20% a 39,9%) e grave
para pré-escolares (≥ 40%);
Dois estudos em populações indígenas
mostraram anemia em 62,3% e 80,6% das
crianças das tribos terena (Mato Grosso do Sul)
e suruí (Rondônia/Mato Grosso),
respectivamente;
Fonte: banco de elementos do Canva
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Estrutura da hemácia.
COMPONENTES DE UMA HEMÁCIA
Disco bicôncavo
Anucleadas
120 dias
Transporte de O2 e CO2
Hemoglobina
Cadeias de globina
Ferro
Grupo Heme
Importância do DNA Fonte: google imagens
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Fisiopatologia.
CLASSIFICAÇÃO
Anemias por diminuição da produção de eritrócitos
Anemias por aumento da destruição de glóbulos
vermelhos
Anemias por perda de sangue
Fonte: banco de elementos do Canva
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Fisiopatologia.
DIMINUIÇÃO DE ERITRÓCITOS
Defeitos na proliferação/ diferenciação de
reticulócitos
Causas medulares
Síntese deficiente de hemoglobina (falta de Ferro,
defeito genético) => Anemia ferropriva,
Talassemias, Anemia falciforme
Síntese inapropriada de DNA (Vitamina B12 e ácido
fólico) => anemias megaloblásticas
Falta de tecido eritropoiético por insuficiência
medular (aplasia e infiltração tumoral)
Síntese deficiente de eritropoietina
Fonte: banco de elementos do Canva
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Fisiopatologia.
DESTRUIÇÃO DOS ERITRÓCITOS
Consumo excessivo de eritrócitos no sangue
periférico
Taxa de destruição > capacidade de produzir
novas células
Manifesta como anemia hemolítica
Causas
Doenças genéticas - anemia falciforme,
deficiência de G6PD, talassemia, anemia
sideroblástica
Infecções - Malária, hepatites, parvovírus
Doenças autoimunes - Lúpus, artrite
reumatóide
Fonte: google imagens 12
Fisiopatologia.
PERDA DE SANGUE
Diferente da destruição
Causada por perda direta de sangue
3 estágios clínicos:
Hipovolemia
Alteração no sistema vascular
Anemia Fonte: google imagens
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Classificações.
CAUSAS E TIPOS.
As anemias são classificadas de acordo com: o tamanho, a aparência das hemácias, a causa
subjacente, ou a fisiopatologia. Sendo assim as principais classificações são:
BASEADA NO TAMANHO DA
BASEADA NA ETIOLOGIA: BASEADA NA FISIOPATOLOGIA:
HEMÁCIA:
Microcíticas Nutricionais Perda de Sangue
Normocíticas Hemolíticas Destruição Aumentada
Macrocíticas Hipoproliferativas Produção Diminuída
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Classificações.
BASEADA NO TAMANHO DA HEMÁCIA
Microcítica: Normocítica: Macrocítica:
Caracterizadas por hemácias Hemácias de tamanho São Hemácias grandes que
pequenas, com causas como normal que são comuns na são ocasionadas
deficiência como, ferro anemia de doença crônica principalmente por
(anemia ferropriva) ou ou em perdas agudas de deficiência de vitamina B12
distúrbios genéticos como sangue, a qual a produção ou folato (anemia
talassemia é normal, mas o número megaloblástica);
A produção insuficiente de total de hemácias é Afeta a síntese de DNA e
hemoglobina leva a células reduzido. resultando em células
aumentadas.
menores.
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Classificações.
BASEADA NA ETIOLOGIA:
Nutricional: Hemolítica: Hiperproliferativa:
As anemias nutricionais são Hipoproliferativa; Ocasionada pela produção
causadas pela deficiência de Causada por uma produção insuficiente de hemácias
nutrientes essenciais para a insuficiente de hemácias pela medula óssea como a
produção e funcionamento pela medula óssea como a anemia aplástica;
adequado das hemácias. anemia aplástica. Diagnósticamos com sinl de
Como : Ferropriva, Vemos isso através da pancitopenia no
Megaloblastica por B12, pancitopenia no hemograma e biópsia de
Megaloblastica por ácido hemograma; medula óssea;
fólico
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Classificações.
BASEADA NA FISIOPATOLOGIA:
Perda de sangue: Hemólise: Produção baixa:
Causado por traumas Geradas por uma hemólise Causada por roblemas na
agudos, sangramentos autoimune ou esferocitose. medula óssea (ex.:
gastrointestinal crônicos; No hemograma vemos: síndromes
Importante: ver história clínica Reticulocitose, LDH alto, mielodisplásicas);
de sangramento e haptoglobina baixa. Aqui encontramos também:
hemograma Pancitopenia no
normocítico/normocrômico(D hemograma e precisamos
escarta outras). de biópsia de medula óssea.
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Diagnóstico:
Diagnóstico. VCM: Microcitose (VCM < 80 fL).
HCM: Hipocromia (HCM < 27 pg).
Ferritina: Baixa (< 30 ng/mL).
POR GRUPOS TIBC: Alta (> 400 µg/dL).
1. Anemia Ferropriva
Sintomas Comuns:
2. Anemia de Doença Crônica
3. Anemia Megaloblástica Fadiga intensa e progressiva
4. Anemia Hemolítica Dispneia aos esforços leves
5. Talassemias Palidez de pele e mucosas
6. Anemia Aplásica
Sintomas Comuns:
A anemia Ferropriva é causada pela deficiência de
ferro, essencial para a produção de hemoglobina. Palpitações
Tontura
História de sangramento gastrointestinal
possível
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Diagnóstico. Diagnóstico:
VCM: Normocitose (VCM 80-100 fL).
POR GRUPOS Ferritina: Normal ou elevada (50-200 ng/mL).
TIBC: Normal ou baixo (< 250 µg/dL).
1. Anemia Ferropriva
2. Anemia de Doença Crônica
3. Anemia Megaloblástica Sintomas Comuns:
4. Anemia Hemolítica
5. Talassemias Fadiga crônica
6. Anemia Aplásica Palidez leve a moderada
Sintomas relacionados à condição de base (ex.:
A anemia de Doença Crônica é relacionada a dores articulares na artrite reumatoide)
inflamação crônica ou infecções que afetam a
produção de hemácias.
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Diagnóstico. Diagnóstico:
VCM: Macrocitose (VCM > 100 fL).
POR GRUPOS Vitamina B12: Baixa (< 200 pg/mL).
Ácido Fólico: Baixo (< 3 ng/mL).
1. Anemia Ferropriva
2. Anemia de Doença Crônica
3. Anemia Megaloblástica
Sintomas Comuns:
4. Anemia Hemolítica
5. Talassemias
Fadiga severa
6. Anemia Aplásica Glossite e palidez
Neuropatia periférica
A anemia Megaloblástica é decorrente da Alterações cognitivas e de humor
deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico que
são essenciais para a síntese da sequencias
dessas hemacias.
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Diagnóstico. VCM: Normocitose.
Diagnóstico:
Reticulócitos: Aumentados (> 2%).
POR GRUPOS Bilirrubina Indireta: Elevada (> 1,0 mg/dL).
Haptoglobina: Baixa (< 25 mg/dL).
1. Anemia Ferropriva
2. Anemia de Doença Crônica
3. Anemia Megaloblástica
4. Anemia Hemolítica Sintomas Comuns:
5. Talassemias
Fadiga e fraqueza
6. Anemia Aplásica Icterícia (devido à liberação de bilirrubina)
Esplenomegalia
A anemia hemolítica é causada pela destruição Urina escura (devido à hemoglobina livre)
aumentada das hemácias.
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Diagnóstico. Diagnóstico:
VCM: Microcitose, hipocromia.
POR GRUPOS Eletroforese de Hemoglobina: HbA2 elevada (> 3,5%).
1. Anemia Ferropriva
2. Anemia de Doença Crônica
3. Anemia Megaloblástica Sintomas Comuns:
4. Anemia Hemolítica
Fadiga e palidez
5. Talassemias Icterícia leve
6. Anemia Aplásica Crescimento retardado
Esplenomegalia
As talassemias são desordens genéticas que
afetam a produção de globinas causando
microcitose.
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Diagnóstico:
Diagnóstico.
Hemoglobina: Significativamente baixa
(geralmente < 10 g/dL).
Reticulócitos: Baixos (< 1% ou < 20.000/mm³),
indicando baixa produção de hemácias.
POR GRUPOS Leucócitos: Reduzidos (neutropenia com
neutrófilos < 1.500/mm³).
Plaquetas: Baixas (trombocitopenia com
1. Anemia Ferropriva
contagem de plaquetas < 50.000/mm³).
2. Anemia de Doença Crônica
Biópsia de Medula Óssea:
3. Anemia Megaloblástica
Mostra hipocelularidade significativa, com uma
4. Anemia Hemolítica redução marcada na produção de células
5. Talassemias sanguíneas e substituição por tecido adiposo
6. Anemia Aplásica
A anemia aplásica é a falha da medula óssea em
Sintomas Comuns:
produzir células sanguíneas.
Fadiga severa
Palidez
Sangramentos fáceis e hematomas
Infecções frequentes 23
Diagnóstico.
FLUXOGRAMAS
24
Fonte: Tratado de MFC - Gusso
Diagnóstico.
FLUXOGRAMAS
25
Fonte: Tratado de MFC - Gusso
Tratamento.
ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE FERRO
Mudança de hábitos de vida
Dieta com ingesta de carne vermelha e frutas
ricas em Vitamina C
Analisar intolerância e hipersensibilidade
Medicamentos disponíveis:
Sulfato ferroso
Fumarato Ferroso
Ferro quelato glicinato
Ferripolimaltose
Efeitos adversos de uso oral - TGI, gosto
metálico, prurido, alteração da cor das fezes
Importância da profilaxia Fonte: google imagens
26
Tratamento.
ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE FERRO
Fonte: Telecondutas - Anemia UFRGS
27
Tratamento.
PROFILAXIA PARA RECÉM NASCIDOS E GESTANTES
FONTE: PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE FERRO 28
FONTE: SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA
Tratamento.
TRATAMENTO DE DEFICIÊNCIA DE FERRO E ADF
FONTE: PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE FERRO 29
Tratamento.
TRATAMENTO DE DEFICIÊNCIA DE FERRO E ADF
FONTE: PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE FERRO 30
Tratamento.
ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE FERRO
Tratamento parenteral da anemia ferropriva
Intolerância ou refratariedade VO
Má absorção por doença gastrintestinal
Incapacidade de manter as reservas de ferro
Hemodiálise
Efeitos adversos: Agitação, manchas no local,
náuseas, vômitos, urticária, mialgia, cefaleia
choque anafilático
FONTE: PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE FERRO
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Tratamento.
ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE B12
Alimentação:
Fontes de vitamina B12 - Carnes, ovos e
leite
Estoques longos
Níveis abaixo de 200pg/mL
Crianças: 50-100ug IM 1x por semana até
normalização
Adultos: 1000ug/dia IM por 7 dias + 1000ug
por semana por 3 semanas + 1000ug/mês
indefinidamente (se não for corrigida)
Fonte: google imagens
32
Tratamento.
ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE ÁCIDO FÓLICO
Alimentação:
Fontes de ácido fólico - Vegetais folhosos
verdes escuros, frutas cítricas, cereais, grãos,
nozes e carnes
Estoques longos
Níveis abaixo de 5ng/ml
Possibilidade de suplementar ao mesmo tempo
5mg 1 vez ao dia por 1-4 meses ou
normalização dos índices
Fonte: google imagens 33
Tratamento.
ANEMIA POR DOENÇA CRÔNICA
Direcionado para a causa de base
Doenças inflamatórias
Neoplasias
Infecções crônicas
Associação com suplementação de ferro
Eritropoietina Humana
DRC
Anemia induzida por quimioterapia
Antes de cirurgia eletiva
Fonte: banco de elementos do Canva
34
Prevenção.
NA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE
Maior causa de anemia em todas as
faixas etárias é a deficiência de ferro
Educação em saúde
Estímulo a uma dieta adequada
Saneamento básico
Rastreamento de anemia
Suplementação de ferro e ácido
fólico na assistência pré-natal
Fonte: google imagens
35
Anemia falciforme.
CARACTERÍSTICAS
Doença hereditária caracterizada pela alteração do
formato das hemácias, em formato de foice;
Condição autossômica recessiva → Traço
falciforme;
Alteração do aminoácido ácido glutâmico pela
valina;
Fonte: google imagens
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Anemia falciforme.
SINTOMAS, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Sintomas: crise de dor, infecções frequentes, úlceras, crise de
sequestração esplênica…
Sinais clínicos: palidez, esplenomegalia, dor abdominal
Diagnóstico: Teste do pézinho (PNTN) ou eletroforese de
hemoglobina, disponível no SUS;
Tratamento: tratamento de suporte e de complicações,
prevenção de crises e complicações por hidroxiureia,
prevenção de infecções, transplante de células tronco…
Fonte: banco de elementos do Canva
37
Quando referenciar?.
ATENDIMENTO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
Anemia sintomáica
Dispneia, taquicardia, hipotensão
Instabilidade hemodinâmica
Doença falciforme com crises álgicas ou sinais de gravidade
Citopenias graves associadas: baixa de plaquetas/ neutrófilos
HEMATOLOGISTA
Suspeita ou diagnóstico de:
Anemia falciforme
Anemias hemolíticas
Outras hemoglobinopatias
Anemia por causa desconhecida após investigação Fonte: google imagens
inconclusiva na APS.
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Caso clínico...
Caso clínico
Neusa Teresinha, 40 anos, empregada doméstica, vem por queixa de cansaço e sonolência há
muito tempo. Relata que isso tem lhe prejudicado não apenas no trabalho, mas também em sua
vida social. Não tem mais a disposição de antes, o cansaço se manifestando até quando precisa
correr para pegar o ônibus. Tem sentido dor na cabeça, dormência estranha nas mãos e
irritabilidade com os filhos e com o marido. Apresenta uma incontrolável vontade de comer
macarrão cru e gelo, mesmo com ardência na língua, queda de cabelo e unhas fracas. Andou
meio tonta no trabalho, e a patroa até desconfiou de uma possível gravidez. Questionada sobre
seu ciclo menstrual, afirma passar mais de sete dias ao mês com o sangramento, que vem
acompanhado de coágulos e a obriga a usar vários absorventes. O exame físico apresenta
descoramento das mucosas ++/++++, atrofia de papilas linguais, estomatite angular, palma das
mãos e leitos ungueais pálidos, comunhas quebradiças, sem adenomegalias periféricas. Há sopro
sistólico de ejeção II/VI e aparelho respiratório sem alterações. Abdome sem visceromegalias e
ruídos hidroaéreos presentes. Não há edema em extremidades. Os pulsos periféricos são
palpáveis e simétricos, e o exame neurológico é aparentemente normal.
Caso clínico
Neusa Teresinha, 40 anos, empregada doméstica, vem por queixa de cansaço e sonolência há
muito tempo. Relata que isso tem lhe prejudicado não apenas no trabalho, mas também em sua
vida social. Não tem mais a disposição de antes, o cansaço se manifestando até quando precisa
correr para pegar o ônibus. Tem sentido dor na cabeça, dormência estranha nas mãos e
irritabilidade com os filhos e com o marido. Apresenta uma incontrolável vontade de comer
macarrão cru e gelo, mesmo com ardência na língua, queda de cabelo e unhas fracas. Andou
meio tonta no trabalho, e a patroa até desconfiou de uma possível gravidez. Questionada sobre
seu ciclo menstrual, afirma passar mais de sete dias ao mês com o sangramento, que vem
acompanhado de coágulos e a obriga a usar vários absorventes. O exame físico apresenta
descoramento das mucosas ++/++++, atrofia de papilas linguais, estomatite angular, palma das
mãos e leitos ungueais pálidos, com unhas quebradiças, sem adenomegalias periféricas.
Aparelho respiratório sem alterações. Abdome sem visceromegalias e ruídos hidroaéreos
presentes. Não há edema em extremidades. Os pulsos periféricos são palpáveis e simétricos, e o
exame neurológico é aparentemente normal.
O que você faria?
Tratamento e orientações
Repetir o hemograma ao final
Analisar a causa
FONTE: PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE FERRO
Referências.
1. DIRETRIZES, P. RELATÓRIO DE RECOMENDAÇÃO ANEMIA POR DEFICIÊNCIA DE FERRO. [S.L: S.N.]. DISPONÍVEL EM:
<HTTPS://[Link]/CONITEC/PT-BR/MIDIAS/CONSULTAS/RELATORIOS/2023/RELATORIO-TECNICO-PCDT-
ANEMIA-POR-DEFICIENCIA-DE-FERRO>.
2. FISBERG, M. ET AL. CONSENSO SOBRE ANEMIA FERROPRIVA: MAIS QUE UMA DOENÇA, UMA URGÊNCIA MÉDICA!
COORDENADORES. [S.L: S.N.]. DISPONÍVEL EM: <HTTPS://[Link]/FILEADMIN/USER_UPLOAD/21019F-
DIRETRIZES_CONSENSO_SOBRE_ANEMIA_FERROPRIVA-[Link]>.
3. GERBER, G. F. ANEMIA DECORRENTE DE DOENÇA CRÔNICA. DISPONÍVEL EM:
<HTTPS://[Link]/PT-BR/PROFISSIONAL/HEMATOLOGIA-E-ONCOLOGIA/ANEMIAS-CAUSADAS-
POR-ERITROPOESE-DEFICIENTE/ANEMIA-DECORRENTE-DE-DOEN%C3%A7A-
CR%C3%B4NICA#DIAGN%C3%B3STICO_V969293_PT>. ACESSO EM: 16 SET. 2024.
4. GUSSO, G.; CERATTI, M. TRATADO DE MEDICINA DE FAMÍLIA E COMUNIDADE - [Link]. [S.L.] ARTES MEDICAS, 2018.
5. SANTOS, M. E. A. T. DOS ET AL. ANEMIA: DEFINIÇÃO, EPIDEMIOLOGIA, FISIOPATOLOGIA, CLASSIFICAÇÃO E
TRATAMENTO. BRAZILIAN JOURNAL OF HEALTH REVIEW, V. 7, N. 1, P. 4197–4209, 2 FEV. 2024.
6. MORAIS MB, ALVES GMDS, FAGUNDES-NETO U. [NUTRITIONAL STATUS OF TERENA INDIAN CHILDREN FROM MATO
GROSSO DO SUL, BRAZIL: FOLLOW UP OF WEIGHT AND HEIGHT AND CURRENT PREVALENCE OF ANEMIA]. J
PEDIATR (RIO J). 2005;81(5):383–9.
7. ORELLANA JDY, COIMBRA CEA, LOURENÇO AEP, SANTOS RV. NUTRITIONAL STATUS AND ANEMIA IN SURUÍ INDIAN
CHILDREN, BRAZILIAN AMAZON. J PEDIATR (RIO J). 2006;82(5):383–8
8. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. FACULDADE DE MEDICINA. PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM
EPIDEMIOLOGIA. TELESSAÚDERS-UFRGS. TELECONDUTAS: ANEMIA. PORTO ALEGRE: TELESSAÚDERS-UFRGS, 3 AGO.
2023. DISPONÍVEL EM: HTTPS://[Link]/TELESSAUDERS/MATERIAIS-TELECONDUTA/.
Obrigado
PELA ATENÇÃO!