Gri 2
Gri 2
Responsabilidade
Estas Normas estão publicaçãoes do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas
GRI poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Contents
GRI 1: Fundamentos 2021 5
GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 41
GRI 3: Temas Materiais 2021 98
GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 126
GRI 12: Setor de Carvão 2022 217
GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 302
GRI 14: Setor de Mineração 2024 402
GRI 101: Biodiversidade 2024 506
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 555
GRI 202: Presença no Mercado 2016 571
GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 583
GRI 204: Práticas de Compra 2016 592
GRI 205: Combate à Corrupção 2016 600
GRI 206: Concorrência Desleal 2016 613
GRI 207: Tributos 2019 623
GRI 301: Materiais 2016 643
GRI 302: Energia 2016 653
GRI 303: Água e Efluentes 2018 669
GRI 304: Biodiversidade 2016 696
GRI 305: Emissões 2016 708
Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 introduz o propósito e o sistema das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e explica os conceitos centrais do relato de sustentabilidade. Além disso, especifica
os requisitos e os princípios de relato que uma organização deve cumprir para relatar em conformidade com as
Normas GRI. Recomenda-se que a Norma GRI 1 seja a primeira a ser consultada pelas organizações para
entenderem como relatar usando as Normas GRI.
As Normas GRI permitem que uma organização relate publicamente seus impactos mais significativos na
economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e sobre como a organização
gerencia esses impactos. Isso aumenta a transparência sobre os impactos da organização e melhora sua
prestação de contas.
As Normas possuem conteúdos que permitem que a organização relate informações sobre seus impactos de forma
consistente e com credibilidade. Isso melhora a comparabilidade global e a qualidade das informações relatadas
sobre esses impactos, o que ajuda os usuários de informações a realizar avaliações e tomar decisões embasadas
sobre os impactos da organização e sua contribuição ao desenvolvimento sustentável.
1.2 Usuários
Qualquer organização poderá usar as Normas GRI - independentemente de porte, tipo, localização geográfica ou
experiência com relato - para relatar informações sobre seus impactos na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos.
7 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
As informações relatadas poderão ser usadas pela organização em sua tomada de decisão, por exemplo, ao
estabelecer objetivos e metas, ou ao avaliar e implementar suas políticas e práticas.
Os stakeholders e outros usuários de informações poderão usar as Normas GRI para entender o que se espera
que as organizações relatem. Os stakeholders poderão também usar as informações relatadas pela organização
para avaliar como eles são afetados ou como eles poderiam ser afetados pelas atividades da organização.
Os investidores, em particular, poderão usar as informações relatadas para avaliar os impactos da organização e
como ela integra o desenvolvimento sustentável em sua estratégia e modelo de negócios. Eles poderão também
usar essas informações para identificar oportunidades e riscos financeiros relacionados aos impactos da
organização, e avaliar seu sucesso a longo prazo. Usuários que não sejam stakeholders da organização, tais como
acadêmicos e analistas, poderão também usar as informações relatadas para outros fins, como pesquisa e
benchmarking (processo de comparação).
O termo “usuários de informações”, nas Normas GRI, refere-se a todos os diversos usuários das informações
relatadas pela organização.
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas. Essas informações esclarecem o perfil e o porte da organização, e fornecem o contexto para o
entendimento dos impactos da organização.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece às organizações orientações passo a passo sobre como definir
temas materiais. A Norma GRI 3 também possui conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre
seu processo de definição de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir
quais informações relatar para os temas materiais.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos para a organização relatar informações sobre seus impactos em
relação a temas específicos. As Normas Temáticas abrangem uma grande variedade de temas. A organização usa
as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
8 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo para o qual são permitidos
motivos para omissão (ex.: porque a informação necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é
necessário que a organização especifique o conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo
para omissão com uma explicação no sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 desta Norma para mais
informações sobre motivos para omissão.
Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário que
ela relate que o item não existe.
Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.
Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.
As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
Formato do relato
Nas Normas GRI, a expressão “relato de sustentabilidade” refere-se ao processo de relato, que começa com a
organização definindo seus temas materiais com base em seus impactos mais significativos e termina com a
organização relatando publicamente informações sobre esses impactos.
A organização poderá publicar ou tornar as informações acessíveis em vários formatos (ex.: eletrônico, impresso)
em um ou mais locais (ex.: um relatório de sustentabilidade avulso, páginas da Internet, um relatório anual). Tanto o
termo “relatório” como a expressão “informações relatadas” referem-se, nas Normas GRI, a informações relatadas
em todos os locais.
O sumário de conteúdo da GRI fornece uma visão geral das informações relatadas pela organização e mostra o
local onde os usuários de informações podem encontrá-las. O sumário de conteúdo também mostra quais Normas
GRI e conteúdos a organização usou.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, tais como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
Data de vigência
Todas as Normas GRI têm uma data de vigência. Essa é a data a partir da qual as informações publicadas por uma
organização devem fazer uso de uma determinada Norma GRI. Todas as informações publicadas após a data de
vigência de uma Norma devem fazer uso dessa Norma.
Por exemplo, a Norma GRI 1: Fundamentos 2021 tem uma data de vigência de 01 de janeiro de 2023. Isso significa
que a organização deve fazer uso da Norma GRI 1 para as informações que publicar a partir do dia 01 de janeiro de
2023.
Datas de vigência são estabelecidas considerando que as organizações poderão precisar de tempo para adotar
uma Norma nova ou revisada. A adoção de uma Norma antes de sua data de vigência é incentivada, já que isso
permite que a organização relate conforme as melhores práticas.
10 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
2. Conceitos centrais
Esta seção explica os conceitos que definem as bases do relato de sustentabilidade. Entender como esses
conceitos das Normas GRI são aplicados é essencial para aqueles que coletam e preparam informações para
relato e para aqueles que interpretam as informações que são relatadas usando-se as Normas.
Os conceitos centrais cobertos por essa seção são: impacto, temas materiais, devida diligência e stakeholder. O
propósito das Normas é permitir que as organizações relatem informações sobre seus impactos mais significativos
na economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos – nas Normas GRI
esses são chamados de temas materiais. Devida diligência e engajamento de stakeholders ajudam as
organizações a identificar seus impactos mais significativos.
2.1 Impacto
Nas Normas GRI, impacto refere-se ao efeito que uma organização tem ou poderia ter na economia, no meio
ambiente ou nas pessoas, inclusive efeitos em seus direitos humanos, como resultado das atividades ou das
relações de negócios da organização. Os impactos também poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos,
de curto ou longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis. Esses impactos indicam a contribuição,
negativa ou positiva, da organização para o desenvolvimento sustentável.
Os impactos da organização na economia referem-se aos impactos nos sistemas econômicos em nível local,
nacional e global. Uma organização poderá ter impacto na economia, por exemplo, por meio das suas práticas de
concorrência, suas práticas de compra e seus impostos e pagamentos a governos.
Os impactos da organização no meio ambiente referem-se aos impactos nos organismos vivos e nos elementos
não vivos, incluindo ar, solo, água e ecossistemas. Uma organização poderá ter impacto no meio ambiente, por
exemplo, por meio de seu uso de energia, solo, água e outros recursos naturais.
Os impactos da organização nas pessoas referem-se aos impactos nos indivíduos e grupos, tais como
comunidades, grupos vulneráveis ou na sociedade. Isso inclui os impactos que a organização causa nos direitos
humanos das pessoas. Uma organização poderá ter impacto nas pessoas, por exemplo, por meio das suas
práticas empregatícias (ex.: o salário que paga a empregados), da sua cadeia de fornecedores (ex.: as condições de
trabalho de trabalhadores de fornecedores) e dos seus produtos e serviços (ex.: sua segurança ou acessibilidade).
Stakeholders são indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados pelas
atividades da organização (consulte a seção 2.4 desta Norma para mais informações).
Os impactos na economia, no meio ambiente e nas pessoas estão inter-relacionados. Por exemplo, os impactos de
uma organização na economia e no meio ambiente poderão resultar em impactos nas pessoas e em seus direitos
humanos. Da mesma forma, os impactos positivos de uma organização podem resultar em impactos negativos e
vice-versa. Por exemplo, os impactos positivos de uma organização no meio ambiente podem resultar em impactos
negativos nas pessoas e em seus direitos humanos.
São exemplos de temas materiais o combate à corrupção, saúde e segurança do trabalho ou água e efluentes. Um
tema não precisa se limitar aos impactos na economia, no meio ambiente ou nas pessoas; ele pode abranger
impactos em todas as três dimensões. Por exemplo, uma organização poderia definir que “água e efluentes” é um
tema material baseada nos impactos que seu uso de água causam nos ecossistemas e no acesso à água pelas
comunidades locais. As Normas GRI agrupam os impactos em temas, como “água e efluentes”, para ajudar as
organizações a relatar com coesão sobre múltiplos impactos que se relacionam ao mesmo tema.
O processo de definição de temas materiais é embasado pela contínua identificação e avaliação de impactos por
parte da organização. A contínua identificação e avaliação de impactos envolve o engajamento com stakeholders
relevantes e com especialistas e é conduzida independentemente do processo de relato de sustentabilidade.
11 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
Consulte a seção 1 da Norma GRI 3:Temas Materiais 2021 para mais informações sobre definição de temas
materiais.
As Normas GRI permitem que as organizações relatem informações sobre os impactos mais significativos
de suas atividades e suas relações de negócios na economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive
impactos em seus direitos humanos. Tais impactos são de importância primordial para o desenvolvimento
sustentável e para os stakeholders das organizações, e são o foco do relato de sustentabilidade.
Os impactos das atividades e das relações de negócios de uma organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas poderão ter consequências negativas e positivas para a própria organização. Essas
consequências poderão ser operacionais ou reputacionais e, portanto, em muitos casos, financeiras. Por
exemplo, o alto uso por parte de uma organização de energia não renovável contribui para as mudanças
climáticas e poderia, ao mesmo tempo, resultar em um aumento nos custos operacionais para a
organização devido à legislação que visa mudar o uso de energia para fontes renováveis.
Mesmo se não for financeiramente material no momento do relato, a maioria dos impactos, senão todos, das
atividades e das relações de negócios de uma organização na economia, no meio ambiente e nas pessoas
irão futuramente se tornar questões financeiramente materiais. Portanto, os impactos são também
importantes para os interessados no desempenho financeiro e no sucesso a longo prazo da organização.
Entender esses impactos é um primeiro passo necessário para definir questões financeiramente materiais
para a organização.
O relato de sustentabilidade é, dessa forma, crucial para o relato financeiro e de criação de valor. As
informações disponibilizadas pelo relato de sustentabilidade fornecem subsídios para a identificação de
oportunidades e riscos financeiros relacionados aos impactos da organização e para a avaliação financeira.
Isso, por sua vez, ajuda a avaliar a materialidade financeira do que reconhecer em demonstrações
financeiras.
Se, por um lado, os impactos das atividades e das relações de negócios de uma organização na economia,
no meio ambiente e nas pessoas poderão se tornar financeiramente materiais, por outro o relato de
sustentabilidade é também altamente relevante por si só como uma atividade de interesse público. O relato
de sustentabilidade independe da consideração de implicações financeiras. É, portanto, importante para a
organização relatar todos os temas materiais que tenha definido usando as Normas GRI. Esses temas
materiais não podem ser despriorizados pelo fato de não terem sido considerados financeiramente materiais
pela organização.
A forma como a organização está envolvida com impactos negativos (ou seja, se ela causa os impactos ou contribui
para causá-los, ou se os impactos estão diretamente ligados às suas relações de negócios) determina como a
organização deve lidar com os impactos. Também determina se a organização tem a responsabilidade de
providenciar a reparação dos impactos ou cooperar com ela. Recomenda-se que a organização:
• evite causar impactos negativos ou contribuir para causá-los por meio das suas atividades e lide com tais
impactos quando ocorrerem providenciando sua reparação ou cooperando com ela por meio de processos
legítimos;
• no caso de impactos negativos que estejam diretamente ligados às operações, produtos e serviços da
organização como consequência das suas relações de negócios, busque prevenir ou mitigar esses impactos
mesmo se não tiver contribuído para causá-los. A organização não é responsável por providenciar a reparação
desses impactos ou cooperar com ela, mas pode desempenhar um papel ao fazê-lo.
12 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
Se não for viável lidar com todos os impactos identificados na economia, no meio ambiente e nas pessoas ao
mesmo tempo, recomenda-se que a organização priorize a ordem na qual irá lidar com os impactos negativos
potenciais com base em sua severidade e probabilidade. No caso de impactos negativos potenciais nos direitos
humanos, a severidade do impacto terá precedência sobre sua probabilidade. Consulte a seção 1 da Norma GRI 3:
Temas Materiais 2021 para mais informações.
O conceito de devida diligência é tratado em detalhes nos Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos
Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) [5], nas Diretrizes para Empresas Multinacionais da
Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) [3], e no Guia da OCDE sobre Devida
Diligência para uma Conduta Empresarial Responsável [2].
2.4 Stakeholder
Stakeholders são indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados pelas
atividades da organização. Categorias comuns de stakeholders das organizações são parceiros de negócios,
organizações da sociedade civil, consumidores, clientes, empregados e outros trabalhadores, governos,
comunidades locais, organizações não governamentais, acionistas e outros investidores, fornecedores, sindicatos e
grupos vulneráveis.
Nas Normas GRI, um interesse (relativo à palavra “stake”, de stakeholder) é algo de valor para um indivíduo ou
grupo, que pode ser afetado pelas atividades de uma organização. Os stakeholders podem possuir mais de um
interesse. Nem todos os interesses são de igual importância e nem todos precisam ser tratados igualmente.
Direitos humanos têm um status especial como um direito de todas as pessoas no direito internacional. Os
impactos mais severos que a organização pode causar nas pessoas são aqueles que afetam negativamente seus
direitos humanos. A expressão “titulares de direitos” refere-se a stakeholders cujos direitos humanos individuais ou
direitos coletivos (detidos por grupos tais como os povos indígenas) são ou poderiam ser afetados.
Os interesses dos stakeholders podem ser negativa ou positivamente afetados pelas atividades da organização. O
foco da devida diligência está na identificação dos interesses dos stakeholders que são ou poderiam ser
negativamente afetados pelas atividades da organização.
Os stakeholders podem nem sempre possuir uma relação direta com a organização. Por exemplo, os trabalhadores
na cadeia de fornecedores de uma organização poderão também ser seus stakeholders, ou poderá haver indivíduos
ou grupos que vivem afastados das operações da organização que podem ser afetados ou potencialmente afetados
por essas operações. Eles podem não estar cientes de que são stakeholders daquela organização em particular,
especialmente se não foram ainda afetados por suas atividades. Recomenda-se que a organização identifique os
interesses desses e de outros stakeholders que não conseguem expressar suas opiniões (ex.: futuras gerações).
O engajamento com stakeholders ajuda a organização a identificar e gerenciar seus impactos negativos e positivos.
Nem todos os stakeholders serão afetados por todas as atividades da organização. Recomenda-se que a
organização identifique os stakeholders cujos interesses têm que ser levados em conta em relação a uma atividade
específica (ou seja, “stakeholders relevantes”).
Quando for impossível engajar-se com todos os stakeholders relevantes diretamente, a organização poderá se
engajar com representantes confiáveis dos stakeholders ou com organizações intermediárias (ex.: organizações
não governamentais, sindicatos).
Além de se engajar com stakeholders, a organização poderá consultar especialistas em questões ou contextos
específicos (ex.: acadêmicos, organizações não governamentais) sobre como identificar e gerenciar seus impactos.
Às vezes, é necessário distinguir entre stakeholders cujos interesses tenham sido afetados (ou seja, “stakeholders
afetados”) e aqueles cujos interesses não tenham sido ainda afetados, mas poderiam potencialmente ser (ou seja,
“stakeholders potencialmente afetados”). Essa distinção é importante na devida diligência. Por exemplo, se a
atividade de uma organização leva a um risco de segurança, os trabalhadores feridos por causa do risco são
stakeholders afetados e os trabalhadores que não foram ainda feridos, mas que estão expostos ao risco e
poderiam se ferir, são stakeholders potencialmente afetados. A distinção entre stakeholders afetados e
potencialmente afetados ajuda a identificar quais trabalhadores devem receber reparação.
A organização deve cumprir todos os nove requisitos desta seção para relatar em conformidade com as Normas
GRI.
Se a organização não cumprir todos os nove requisitos, não poderá declarar que preparou as informações relatadas
em conformidade com as Normas GRI. Nesse caso, a organização poderá declarar que preparou as informações
relatadas com base nas Normas GRI, desde que ela cumpra os requisitos especificados em “Relato com base nas
Normas GRI”, no fim desta seção.
Orientações
Motivos para omissão são permitidos para todos os conteúdos da Norma GRI 2 exceto por:
• Conteúdo 2-1 Detalhes da organização
• Conteúdo 2-2 Entidades incluídas no relato de sustentabilidade da organização
• Conteúdo 2-3 Período de relato, frequência e ponto de contato
• Conteúdo 2-4 Reformulações de informações
• Conteúdo 2-5 Verificação externa
Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo para o qual são permitidos
motivos para omissão, então é necessário que a organização especifique no sumário de conteúdo da GRI o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação. Consulte
14 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
o Requisito 6 desta Norma para mais informações sobre motivos para omissão.
Orientações
Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para orientações sobre como definir temas materiais.
É necessário que a organização defina seus temas materiais baseada em suas circunstâncias específicas.
O uso das Normas Setoriais da GRI auxiliam a organização nesse processo. As Normas Setoriais fornecem
informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais.
É necessário que a organização use as Normas Setoriais aplicáveis ao definir seus temas materiais.
É necessário que a organização analise cada tema descrito nas Normas Setoriais aplicáveis e defina se é um tema
material para a organização. Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nas Normas Setoriais
aplicáveis como não materiais, então é necessário que a organização os liste no sumário de conteúdo da GRI e
explique por que eles não são materiais. Consulte o Requisito 7 desta Norma para mais informações sobre o
sumário de conteúdo.
Consulte a seção 1 da Norma GRI 3 e as Normas Setoriais da GRI para orientações sobre como usar as Normas
Setoriais para definir temas materiais.
c. relatar como ela gerencia cada tópico material usando o Conteúdo 3-3 .
Orientações
Motivos para omissão somente são permitidos para o Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais na Norma GRI 3.
Se a organização não puder cumprir com o Conteúdo 3-3 ou um requisito no Conteúdo 3.3, então é necessário que
a organização especifique isso no sumário de conteúdo da GRI e apresente um motivo para omissão com uma
explicação. Consulte o Requisito 6 desta Norma para mais informações sobre motivos para omissão.
A organização deverá:
a. relatar conteúdos das Normas Temáticas da GRI para cada tema material ;
Não há requisito para um número mínimo de conteúdos a relatar das Normas Temáticas. O número de conteúdos
que a organização relata baseia-se em sua avaliação de quais conteúdos são relevantes para seus impactos em
relação a um tema material.
A organização poderá precisar usar mais de uma Norma Temática para relatar um tema material. Além disso, nem
todos os conteúdos em uma Norma Temática poderão ser relevantes para a organização relatar. Por exemplo, uma
organização identifica igualdade de remuneração como um tema material. A organização define que os seguintes
conteúdos são relevantes para relatar o tema: Conteúdo 202-1 Proporção entre o salário mais baixo e o salário
mínimo local, com discriminação por gênero na Norma GRI 202: Presença no Mercado 2016, e Conteúdo 405-2
Proporção entre o salário-base e a remuneração recebidos pelas mulheres e aqueles recebidos pelos homens na
Norma GRI 405: Diversidade e Igualdade de Oportunidades 2016. Não é exigido que a organização relate outros
conteúdos dessas Normas (ex.: Conteúdo 202-2 Proporção de membros da diretoria contratados na comunidade
local na Norma GRI 202), uma vez que esses conteúdos não abordam o tema da igualdade de remuneração.
Quando um tema material é coberto pelas Normas Setoriais da GRI aplicáveis, a organização usa as Normas
Setoriais para identificar conteúdos a relatar. Consulte o Requisito 5-b desta Norma para mais informações.
Motivos para omissão são permitidos para todos os conteúdos das Normas Temáticas. Se a organização não puder
cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo, então é necessário que a organização especifique no
sumário de conteúdo da GRI o conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão
com uma explicação. Consulte o Requisito 6 desta Norma para mais informações sobre motivos para omissão.
Recomenda-se que a organização forneça informações suficientes sobre seus impactos em relação a cada tema
material de forma que os usuários de informações possam fazer avaliações e tomar decisões embasadas sobre a
organização. Se os conteúdos das Normas Temáticas não fornecerem informações suficientes sobre os impactos
da organização, recomenda-se que a organização relate conteúdos adicionais. Eles poderão incluir os conteúdos
setoriais adicionais recomendados nas Normas Setoriais da GRI, conteúdos de outras fontes ou conteúdos criados
pela própria organização.
Recomenda-se que os conteúdos que a organização relata de outras fontes ou que são criados pela própria
organização tenham o mesmo rigor dos conteúdos das Normas GRI, e também que se alinhem com as
expectativas descritas em instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente.
Além de relatar o Conteúdo 3-3, recomenda-se que a organização relate outros conteúdos para esse tema. Eles
poderão incluir os conteúdos setoriais adicionais recomendados nas Normas Setoriais da GRI, conteúdos de
outras fontes ou conteúdos criados pela própria organização.
Por exemplo, uma organização define liberdade de expressão como um tema material. Como não há nenhuma
Norma Temática que cubra esse tema, recomenda-se que a organização relate conteúdos de outras fontes ou crie
seus próprios conteúdos para relatar o tema. Ainda assim, é necessário que organização relate como ela gerencia o
tema liberdade de expressão usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.
É necessário que a organização analise cada tema descrito nas Normas Setoriais aplicáveis e defina se é um tema
material para a organização.
Se a organização definir que um tema de uma Norma Setorial aplicável é material, a Norma Setorial ajuda a
organização a identificar conteúdos para relatar informações sobre seus impactos em relação àquele tema. Para
cada tema material provável, as Normas Setoriais listam conteúdos das Normas Temáticas da GRI para as
organizações relatarem. Se quaisquer conteúdos das Normas Temáticas listados nas Normas Setoriais não forem
relevantes aos impactos da organização, não é exigido que a organização os relate. Entretanto, é necessário que a
organização liste esses conteúdos no sumário de conteúdo da GRI e escolha “não aplicável” como o motivo para
omissão por não ter relatado os conteúdos. É necessário também que a organização explique resumidamente por
que os conteúdos não são relevantes para seus impactos em relação ao tema material. Consulte o Requisito 6
desta Norma para mais informações sobre motivos para omissão.
Observe que, ao relatar os conteúdos das Normas Temáticas listados nas Normas Setoriais, a organização poderá
ainda usar qualquer um dos quatro motivos para omissão incluídos na Tabela 1 desta Norma se ela não puder
cumprir com o conteúdo ou o requisito do conteúdo.
Além dos conteúdos das Normas Temáticas, as Normas Setoriais poderão listar conteúdos setoriais adicionais
para as organizações relatarem. Recomenda-se relatar esses conteúdos setoriais adicionais. Não é exigido que a
organização informe um motivo para omissão pelos conteúdos setoriais adicionais que ela não relatar.
Orientações
Motivos para omissão são permitidos para todos os conteúdos das Normas GRI exceto por:
• Conteúdo 2-1 Detalhes da organização
• Conteúdo 2-2 Entidades incluídas no relato de sustentabilidade da organização
• Conteúdo 2-3 Período de relato, frequência e ponto de contato
• Conteúdo 2-4 Reformulações de informações
• Conteúdo 2-5 Verificação externa
• Conteúdo 3-1 Processo de definição de temas materiais
• Conteúdo 3-2 Lista de temas materiais
17 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
É permitido à organização apresentar somente um dos quatro motivos para omissão incluídos na Tabela 1 desta
Norma:
Não aplicável
A organização escolhe “não aplicável” como o motivo para omissão nas seguintes situações:
• Quando um conteúdo ou um requisito de um conteúdo não se aplica à organização com base em suas
características (ex.: porte, tipo). Por exemplo, o item 2-15-b-iii da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 exige que
a organização relate se conflitos de interesse relacionados à existência de acionistas controladores são
divulgados aos stakeholders. Esse requisito não se aplica a organizações que não possuem acionistas (ex.:
fundações).
Nesses casos, é necessário que a organização explique por que o conteúdo ou o requisito não se aplica à
organização.
Entretanto, pode haver casos em que um conteúdo ou um requisito em um conteúdo se aplique à organização,
mas a organização não possui em vigor o item especificado no conteúdo ou no requisito (ex.: comitê, política,
prática ou processo). Por exemplo, o item 2-23-b da Norma GRI 2 exige que a organização descreva seu
compromisso de política para com o respeito aos direitos humanos. Essa expectativa se aplica a todas as
organizações. Espera-se que todas as organizações possuam um compromisso de política para com o respeito
aos direitos humanos, mas nem toda organização pode já ter estabelecido esse compromisso de política.
Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que
este é o caso. Ela não precisa escolher “não aplicável” como o motivo para omissão.
Nesses casos, a organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis
planos para criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: formular uma política), mas
que relate que o item não existe.
• Quando um conteúdo de uma Norma Temática da GRI que esteja listado na Norma Setorial da GRI aplicável não
é relevante para os impactos da organização em relação a um tema material. Nesses casos, é necessário
também que a organização explique por que o conteúdo não é relevante para seus impactos em relação ao tema
material.
Proibições legais
A organização apresenta “proibições legais” como o motivo para omissão quando a lei proíbe a coleta da
informação necessária ou relatá-la publicamente.
Restrições de confidencialidade
Pode haver casos em que a lei não proíba a coleta ou relato da informação necessária, mas a organização
considere a informação confidencial e não possa relatá-la publicamente. Nesses casos, a organização escolhe
“restrições de confidencialidade” como o motivo para omissão.
Informação indisponível/incompleta
Pode haver casos em que a organização possua o item especificado em um conteúdo ou em um requisito de um
conteúdo, mas a informação sobre o item esteja indisponível ou incompleta. Nesses casos, a organização escolhe
“informação indisponível/incompleta” como o motivo para omissão. Por exemplo, a informação está indisponível
para o Conteúdo 305-3 da Norma GRI 305: Emissões 2016 quando a organização possui outras emissões indiretas
(Escopo 3) de gases de efeito estufa (GEE), mas ainda não coletou dados sobre suas outras emissões indiretas
(Escopo 3) de GEE.
Quando a organização não pode relatar parte das informações necessárias, isso significa que a informação está
incompleta. Quando as informações relatadas não abrangem o escopo completo exigido por um conteúdo (ex.:
faltam informações para certas entidades, locais, localizações geográficas), então é necessário que a organização
escolha “informação indisponível/incompleta” como o motivo para omissão. A organização deve especificar as
entidades, locais, localizações geográficas, etc., para os quais estão faltando informações necessárias e não
podem ser relatadas.
As informações necessárias, ou parte delas, podem estar indisponíveis quando, por exemplo, não puderam ser
obtidas ou não têm a qualidade adequada para serem relatadas. Isso pode ser o caso quando as informações
foram coletadas por outra organização, como um fornecedor.
Não é permitido que a organização use outros motivos para omissão que não os incluídos na Tabela 1 desta
Norma.
É necessário que a organização relate motivos para omissão no sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito
7 desta Norma para mais informações sobre o sumário de conteúdo.
b. caso publique um relatório de sustentabilidade avulso e o sumário de conteúdo da GRI não estiver incluído
no relatório, fornecer um link ou referência para o sumário de conteúdo da GRI no relatório.
Orientações
As informações relatadas usando as Normas GRI poderão ser publicadas ou tornadas acessíveis em vários
formatos (ex.: eletrônico, impresso) em um ou mais locais (ex.: um relatório de sustentabilidade avulso, páginas da
Internet, um relatório anual). O sumário de conteúdo da GRI fornece uma visão geral das informações relatadas pela
organização, mostra onde as informações podem ser encontradas e ajuda os usuários de informações a acessá-
las. O sumário de conteúdo também mostra quais Normas GRI e conteúdos a organização usou.
O Anexo 1 desta Norma fornece orientações sobre como preparar o sumário de conteúdo da GRI ao relatar em
conformidade com as Normas GRI. Ele inclui um exemplo que a organização poderá usar ao preparar o sumário de
conteúdo. A organização poderá usar para o sumário de conteúdo um formato diferente do apresentado no Anexo 1,
desde que cumpra os requisitos para o sumário de conteúdo.
Orientações
Para declarar que relatou em conformidade com as Normas GRI, a organização deve cumprir todos os nove
requisitos desta seção.
É necessário que a organização insira o nome da organização e as datas de início e término de seu período de
relato na declaração, por exemplo:
“A ABC Ltda. relatou em conformidade com as Normas GRI para o período de 01 de janeiro de 2022 a 31 de
19 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
dezembro de 2022”.
É necessário que a organização relate se o mais alto órgão de governança é responsável por analisar e aprovar as
informações relatadas, inclusive os temas materiais da organização, conforme o Conteúdo 2-14 da Norma GRI 2:
Conteúdos Gerais 2021.
Orientações
Recomenda-se que a organização inclua as seguintes informações no e-mail:
• O nome jurídico da organização.
• O link para o sumário de conteúdo da GRI.
• O link para o relatório, se estiver publicando um relatório de sustentabilidade avulso.
• A declaração de uso.
• Uma pessoa de contato na organização e suas informações de contato.
Não há custo envolvido na comunicação à GRI sobre o uso das Normas GRI.
Relato com base nas Normas GRI
20 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
A organização também poderá relatar com base nas Normas GRI se escolher e usar Normas GRI, ou partes de seu
conteúdo, para relatar informações sobre temas específicos para fins específicos, tais como cumprir uma
regulamentação de relato sobre mudanças climáticas.
A organização deve cumprir todos os três requisitos desta seção para relatar com base nas Normas GRI.
Recomenda-se que a organização aplique todos os princípios de relato especificados na seção 4 desta Norma para
garantir um relato de alta qualidade. Além disso, recomenda-se que a organização explique como gerencia seus
impactos para os temas que relata usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.
Visão geral dos requisitos para relato com base nas Normas GRI
b. caso publique um relatório de sustentabilidade avulso e o sumário de conteúdo da GRI não estiver incluído
no relatório, fornecer um link ou referência para o sumário de conteúdo da GRI no relatório.
Orientações
As informações relatadas usando as Normas GRI poderão ser publicadas ou tornadas acessíveis em vários
formatos (ex.: eletrônico, impresso) em um ou mais locais (ex.: um relatório de sustentabilidade avulso, páginas da
Internet, um relatório anual). O sumário de conteúdo da GRI fornece uma visão geral das informações relatadas pela
organização, mostra onde as informações podem ser encontradas e ajuda os usuários de informações a acessá-
las. O sumário de conteúdo também mostra quais Normas GRI e conteúdos a organização usou.
O Anexo 2 desta Norma apresenta orientações sobre como preparar o sumário de conteúdo da GRI ao relatar com
base nas Normas GRI. Ele inclui um exemplo que a organização poderá usar ao preparar o sumário de conteúdo. A
organização poderá usar para o sumário de conteúdo um formato diferente do apresentado no Anexo 2, desde que
cumpra os requisitos para o sumário de conteúdo. A organização também poderá usar o sumário de conteúdo
especificado para o relato em conformidade com as Normas GRI no Anexo 1 desta Norma, se adequado. Nesse
caso, a declaração de uso no Anexo 1, que é para o relato em conformidade com as Normas GRI, deve ser
substituída pela declaração de uso para o relato com base nas Normas GRI.
21 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
Orientações
Para declarar que relatou com base nas Normas GRI, a organização deve cumprir todos os três requisitos desta
seção.
É necessário que a organização insira o nome da organização e as datas de início e término de seu período de
relato na declaração, por exemplo:
“A ABC Ltda. relatou as informações citadas neste sumário de conteúdo da GRI para o período de 01 de janeiro de
2022 a 31 de dezembro de 2022 com base nas Normas GRI”.
Comunicar a GRI
a. A organização deverá comunicar a GRI sobre o uso das Normas GRI e sobre a declaração de uso enviando
um e-mail para reportregistration@[Link].
Orientações
Recomenda-se que a organização inclua as seguintes informações no e-mail:
• O nome jurídico da organização.
• O link para o sumário de conteúdo da GRI.
• O link para o relatório, se estiver publicando um relatório de sustentabilidade avulso.
• A declaração de uso.
• Uma pessoa de contato na organização e suas informações de contato.
Não há custo envolvido na comunicação à GRI sobre o uso das Normas GRI.
22 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
4. Princípios de relato
Os Princípios de Relato são fundamentais para garantir a alta qualidade do relato de sustentabilidade. Portanto, é
necessário que uma organização aplique os princípios de relato para poder declarar que preparou suas
informações relatadas em conformidade com as Normas GRI (consulte a seção 3 desta Norma).
Os princípios de relato orientam a organização para que garanta a qualidade e a apresentação adequada das
informações relatadas. Informações de alta qualidade permitem que os usuários de informações façam avaliações
e tomem decisões embasadas sobre os impactos da organização e sua contribuição ao desenvolvimento
sustentável.
• Exatidão
• Equilíbrio
• Clareza
• Comparabilidade
• Completude
• Contexto da sustentabilidade
• Tempestividade
• Verificabilidade
Exatidão
Requisito
a. A organização deverá relatar informações que sejam corretas e suficientemente detalhadas para permitir
uma avaliação dos impactos da organização.
Orientações
As características que definem exatidão variam dependendo da natureza das informações (qualitativas ou
quantitativas) e do uso que se pretende fazer das informações. A exatidão de informações quantitativas depende dos
métodos específicos usados para coletar, compilar e analisar dados. A exatidão de informações qualitativas
depende do nível de detalhes e coerência com as evidências disponíveis. Os usuários de informações exigem
detalhes suficientes para fazer avaliações sobre os impactos da organização.
Equilíbrio
Requisito
a. A organização deverá relatar informações de maneira imparcial e fornecer uma declaração justa dos
impactos negativos e positivos da organização.
Orientações
Para aplicar o princípio do Equilíbrio, recomenda-se que a organização:
• apresente informações de uma forma que permita que os usuários de informações vejam tendências negativas
e positivas nos impactos ano a ano;
• distinga claramente entre fatos e a interpretação que a organização dá aos fatos;
• não omita informações relevantes a respeito de seus impactos negativos;
• não enfatize demasiadamente notícias ou impactos positivos;
• não apresente informações de uma forma que tenda a influenciar inadequadamente as conclusões ou
avaliações dos usuários de informações.
Clareza
Requisito
Orientações
Para aplicar o princípio da Clareza, recomenda-se que a organização:
• considere necessidades específicas de acessibilidade dos usuários de informações associadas com
habilidades, idioma e tecnologia;
• apresente informações de forma que os usuários possam encontrar as informações que desejam sem
demasiado esforço, por exemplo, por meio de um índice, de mapas ou links;
• apresente informações de forma que possam ser entendidas pelos usuários que tenham um conhecimento
razoável da organização e das suas atividades;
• evite abreviações, termos técnicos ou outros jargões que tendam a ser pouco conhecidos pelos usuários ou,
caso sejam usados, inclua explicações relevantes nas seções apropriadas ou em um glossário;
• relate informações de forma concisa e reúna informações quando útil sem omitir os detalhes necessários;
• use figuras e tabelas de dados consolidados para tornar as informações acessíveis e compreensíveis.
Comparabilidade
Requisito
a. A organização deverá selecionar, compilar e relatar informações consistentemente para permitir uma
análise de mudanças nos impactos da organização ao longo do tempo e uma análise desses impactos
relacionados aos de outras organizações.
Orientações
Informações relatadas de forma comparável permitem que a organização e outros usuários de informações avaliem
os impactos atuais da organização em relação aos seus impactos passados e aos seus objetivos e metas.
Permitem também que partes externas avaliem e comparem os impactos da organização com impactos de outras
organizações como parte de atividades de classificação, decisões de investimento e programas de advocacy.
Completude
Requisito
a. A organização deverá fornecer informações suficientes para permitir uma avaliação dos impactos da
organização durante o período de relato.
Orientações
Para aplicar o princípio da Completude, recomenda-se que a organização:
• apresente atividades, eventos e impactos para o período no qual ocorrem. Isso inclui o relato de informações
sobre atividades que causam um impacto mínimo no curto prazo, mas que têm um impacto cumulativo
razoavelmente previsível que pode tornar-se inevitável e irreversível no longo prazo (ex.: atividades que geram
poluentes bioacumulativos ou persistentes);
• não omita informações que sejam necessárias para entender os impactos da organização.
Se a organização é composta por várias entidades (ou seja, uma entidade controladora e suas entidades
controladas), é necessário que a organização explique a abordagem usada para consolidar as informações no item
2-2-c da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021.
Se a informação para um conteúdo ou um requisito de um conteúdo para o qual são permitidos motivos para
omissão estiver indisponível ou incompleta, então é necessário que a organização apresente um motivo para
omissão. Quando a informação estiver incompleta, é necessário que a organização especifique que parte dela está
faltando (ex.: especifique as entidades para as quais a informação está faltando). Consulte o Requisito 6 desta
Norma para mais informações.
Contexto da sustentabilidade
Requisito
a. A organização deverá relatar informações sobre seus impactos no contexto mais amplo do
desenvolvimento sustentável.
Orientações
Desenvolvimento sustentável foi definido como aquele que “satisfaz as necessidades do presente sem
comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades” [8]. O objetivo do relato de
sustentabilidade usando as Normas GRI é propiciar transparência sobre como a organização está contribuindo ou
pretende contribuir para o desenvolvimento sustentável. Para isso, a organização precisa avaliar e relatar
informações sobre seus impactos no contexto mais amplo do desenvolvimento sustentável.
• relate informações sobre seus impactos em relação aos objetivos e condições de desenvolvimento sustentável
(ex.: relatar o total de emissões de gases de efeito estufa [GEE], assim como reduções nas emissões de GEE
em relação aos objetivos estipulados na Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima
[FCCC] Acordo de Paris [4]);
25 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
• relate informações sobre seus impactos em relação às expectativas da sociedade e expectativas de conduta
empresarial responsável descritas em instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente com
as quais espera-se que a organização cumpra (ex.: Diretrizes da Organização para a Cooperação e o
Desenvolvimento Econômico [OCDE] para Empresas Multinacionais [3], Princípios Orientadores sobre Empresas
e Direitos Humanos da ONU [5]) e em outros instrumentos setoriais, locais, regionais ou globais reconhecidos;
• se operar em diferentes localidades, relate informações sobre seus impactos em relação a contextos locais
apropriados (ex.: relatar o uso total de água, bem como o uso de água relativo a limiares sustentáveis e ao
contexto social de determinadas bacias de captação).
Entender o contexto de sustentabilidade fornece à organização informações cruciais para definir e relatar seus
temas materiais (consulte GRI 3: Temas Materiais 2021 ). As Normas Setoriais da GRI descrevem o contexto dos
setores e podem ajudar a organização a entender seu contexto da sustentabilidade.
Tempestividade
Requisito
a. A organização deverá relatar informações regularmente e disponibilizá-las a tempo para que os usuários de
informações tomem decisões.
Orientações
A utilidade das informações está intimamente ligada ao fato de estarem disponíveis a tempo para que os usuários
de informações possam integrá-las ao seu processo decisório. Dessa forma, o princípio da Tempestividade refere-
se a com que regularidade e com que rapidez após o período de relato as informações são publicadas.
Consulte na seção 5.1 desta Norma informações sobre como alinhar os períodos de relato e publicar cronogramas
de relato de sustentabilidade e de outros tipos de relato.
Verificabilidade
Requisito
a. A organização deverá coletar, registrar, compilar e analisar informações de uma forma que as informações
possam ser examinadas quanto à sua qualidade.
Orientações
É importante que as informações relatadas possam ser examinadas quanto à sua veracidade e para que se
verifique até que ponto os princípios de relato foram aplicados.
Consulte na seção 5.2 desta Norma mais informações sobre como aumentar a credibilidade do relato de
sustentabilidade da organização.
27 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
Controles internos
Recomenda-se que a organização crie controles internos para fortalecer a integridade e credibilidade de seu relato
de sustentabilidade. Controles internos são processos concebidos e implementados pela organização, geralmente
por sua gestão, para propiciar um nível razoável de verificação do alcance de seus objetivos.
Controles internos podem ser implementados nas operações do dia-a-dia e através de funções de conformidade. A
organização poderá também estabelecer e manter uma função de auditoria interna como parte de seus processos
de gestão de risco para melhorar ainda mais a credibilidade de seu relato de sustentabilidade.
Em algumas jurisdições, os códigos de governança corporativa exigem que o mais alto órgão de governança
questione e, em seguida, se estiver satisfeito, confirme no relatório anual a adequação dos controles internos da
organização. Essa confirmação somente poderá referir-se à adequação dos controles internos para o relato
financeiro. Ela não poderá fornecer informações sobre se os mesmos controles internos são também adequados
para avaliar a credibilidade do relato de sustentabilidade da organização. Se a organização confia em controles
internos criados para o relato financeiro, recomenda-se que ela avalie a relevância desses controles para seu relato
de sustentabilidade. Nos casos em que esses controles são inadequados, recomenda-se que a organização
identifique e use controles internos adicionais para avaliar a credibilidade de seu relato de sustentabilidade.
Verificação externa
Além dos controles internos, recomenda-se que a organização obtenha verificação externa para seu relato de
sustentabilidade. O Conteúdo 2-5 da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 exige que a organização descreva sua
política e sua prática para obter verificação externa para seu relato de sustentabilidade. Se o relato de
sustentabilidade obteve verificação externa, é necessário também que a organização descreva o que foi verificado e
com base em quê.
A verificação externa compõe-se de atividades realizadas por prestadores de serviços de verificação externa para
avaliar a qualidade e a credibilidade das informações qualitativas e quantitativas relatadas pela organização. A
verificação externa poderá também ser usada para avaliar os sistemas e processos da organização para preparar
as informações (ex.: o processo de definição de temas materiais). A verificação externa é diferente de atividades
usadas para avaliar ou validar o desempenho, como avaliações de conformidade ou a emissão de certificações de
desempenho.
A verificação externa resulta na publicação de relatórios de verificação ou conclusões que podem ser usados para
verificar que as informações foram preparadas em conformidade com normas de relato. Pode ser também usada
para reduzir o risco na qualidade dos dados e aumentar a confiança nas informações relatadas. Isso, por sua vez,
ajuda os usuários de informações e a organização a confiar nas informações relatadas para seu processo
decisório.
28 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
Recomenda-se que a verificação externa seja conduzida por prestadores de serviços de verificação externa
competentes, com experiência e qualificações apropriadas. Recomenda-se que os prestadores de serviços de
verificação externa sejam:
• independentes da organização e, portanto, capazes de chegar a conclusões objetivas e imparciais sobre o relato
da organização e publicar essas conclusões em um relatório disponível ao público;
• comprovadamente competentes no tema em questão e em práticas de verificação;
• competentes na aplicação de procedimentos de controle de qualidade ao trabalho de verificação;
• capazes de realizar a tarefa de maneira sistemática, documentada, comprovada e caracterizada por
procedimentos definidos em linha com normas profissionais de verificação;
• capazes de considerar a seleção das informações relatadas e sua exatidão, assim como de avaliar se o relato
fornece um quadro abrangente dos impactos mais significativos da organização e de como ela gerencia esses
impactos;
• capazes de avaliar até que ponto a organização aplicou as Normas GRI ao formular opiniões ou chegar a
conclusões.
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização
cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização
Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.
criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior
Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.
devida diligência
processo de identificar, prevenir, mitigar e prestar contas de como uma organização lida com
seus impactos negativos reais e potenciais
Obs.: Consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "devida diligência".
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização
Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral
impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
mitigação
medida(s) tomadas para reduzir a extensão de um impacto negativo
órgão de governança
grupo formalizado de indivíduos responsável pela orientação estratégica da organização, o
efetivo monitoramento da gestão e a prestação de contas da gestão à organização como um
todo e a seus stakeholders
parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado
Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas
povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.
relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
32 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação
Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".
stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização
Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".
temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
Bibliografia
33 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
Bibliografia
Esta seção lista os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente que foram usados no
desenvolvimento desta Norma.
Instrumentos reconhecidos:
1. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Declaração Tripartite de Princípios sobre Empresas Multinacionais
e Política Social, 2017.
2. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da OCDE sobre Devida
Diligência para uma Conduta Empresarial Responsável, 2018.
3. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.
4. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC) Acordo de
Paris, 2015.
5. Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos:
Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger, Respeitar e Remediar”, 2011.
6. Organização das Nações Unidas (ONU), Proteger, Respeitar e Remediar: Quadro para Empresas e Direitos
Humanos, 2008.
7. Organização das Nações Unidas (ONU), Relatório do Representante Especial do Secretário para os Direitos
Humanos e Empresas Transnacionais e Outras Empresas, John Ruggie, 2011.
8. Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro Comum, 1987.
Conteúdos gerais
GRI 2: 2-1 Detalhes da
Conteúdos organização
Gerais 2021
2-2 Entidades
incluídas no relato de
sustentabilidade da
organização
Uma célula cinza indica algo que não se aplica. Isto
2-3 Período de relato, apenas se relaciona com as colunas “Omissão” e “Nº de
frequência e ponto de Ref. da Norma Setorial da GRI”.
contato
2-4 Reformulações
de informações
2-5 Verificação
externa
2-6 Atividades, cadeia
de valor e outras
relações
de negócios
" " " " " " " " " "
2-30 Acordos de
negociação coletiva
Temas materiais
GRI 3: Temas 3-1 Processo de
Materiais 2021 definição de temas
materiais
3-2 Lista de temas
materiais
[Tema material]
GRI 3: Temas 3-3 Gestão dos
Materiais 2021 temas materiais
[Título da [Título do conteúdo]
fonte]
" " " " " " " " " " " " " "
[Tema material]
GRI 3: Temas 3-3 Gestão dos
Materiais 2021 temas materiais
[Título da [Título do conteúdo]
fonte]
" " " " " " " " " " " " " "
Orientações
Este Anexo apresenta orientações sobre como preparar o sumário de conteúdo da GRI ao relatar em conformidade
36 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
com as Normas GRI. Ele inclui um exemplo que a organização poderá usar ao preparar o sumário de conteúdo. A
organização poderá usar para o sumário de conteúdo um formato diferente do apresentado aqui, desde que cumpra
os requisitos para o sumário de conteúdo especificados no Requisito 7 desta Norma.
A organização poderá incluir informações adicionais no sumário de conteúdo, além do exigido pelas Normas GRI.
Por exemplo, a organização poderá mostrar como os conteúdos que relatou utilizando as Normas GRI estão
relacionados aos que são exigidos por outras normas ou estruturas de relato.
Recomenda-se que a organização garanta que tais inclusões não comprometam a legibilidade do sumário de
conteúdo. Isso poderá ser feito apresentando-se as informações adicionais em colunas ou linhas separadas que
são incluídas ao final do sumário de conteúdo, depois que todas as informações necessárias tenham sido
especificadas.
Recomenda-se que a organização não relate as informações exigidas pelos conteúdos diretamente no sumário de
conteúdo. Exceções poderão ser feitas se a informação for breve e mais fácil de encontrar no sumário de conteúdo
do que em outros locais (ex.: informações sobre o período de relato podem ser encontradas mais facilmente
quando divulgadas diretamente no sumário de conteúdo); ou para relatar que um item (ex.: comitê, política, prática
ou processo) especificado em um conteúdo não existe. Recomenda-se que se evitem relatos detalhados no
sumário de conteúdo.
Declaração de uso
É necessário que a organização inclua no sumário de conteúdo da GRI a declaração
de uso para relato em conformidade com as Normas GRI, conforme especificado no
Requisito 7-a-ii desta Norma. Consulte o Requisito 8 desta Norma para mais
informações sobre a declaração de uso.
GRI 1 usada
É necessário que organização inclua no sumário de conteúdo da GRI o título da
Norma GRI 1 que foi usada, conforme especificado no Requisito 7-a-iii desta Norma.
O título da Norma GRI 1 inclui número, nome e ano de publicação (ex.: GRI 1:
Fundamentos 2021).
A Norma GRI 1 não possui conteúdos, mas ela especifica os requisitos de relato em
conformidade com as Normas GRI. As Normas GRI são atualizadas regularmente e
uma nova versão da Norma GRI 1 poderá conter requisitos diferentes para o relato em
conformidade com as Normas GRI em comparação com a versão anterior. A
indicação de qual versão da Norma GRI 1 a organização usou ajuda a esclarecer
quais requisitos ela deve cumprir.
Títulos das Normas GRI e de outras fontes usadas para os conteúdos relatados
É necessário que a organização inclua no sumário de conteúdo da GRI os títulos das
Normas Universais da GRI, das Normas Setoriais da GRI e das Normas Temáticas
da GRI que usou para relatar conteúdos, conforme especificado no Requisito 7-a-viii
desta Norma. Isso inclui:
• GRI 2: Conteúdos Gerais 2021;
• GRI 3: Temas Materiais 2021;
• as Normas Temáticas que a organização usou para relatar seus temas materiais;
• as Normas Setoriais que a organização usou para relatar conteúdos setoriais
adicionais listados para seus temas materiais.
O título de uma Norma GRI inclui número, nome e ano de publicação (ex.: GRI 303:
Água e Efluentes 2018).
Conteúdos
É necessário que a organização liste no sumário de conteúdo da GRI todos os
conteúdos que relatou, conforme especificado no Requisito 7-a-vii desta Norma. Isso
inclui os conteúdos da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 e da Norma GRI 3:
Temas Materiais 2021, bem como os conteúdos que relatou para cada tema material.
Para cada tema material, é necessário que a organização liste os conteúdos que
relatou das Normas Temáticas da GRI e das Normas Setoriais da GRI, bem como
conteúdos que relatou de outras fontes. Recomenda-se que a organização organize
esses conteúdos para cada tema material. Consulte o Requisito 5-a e o Requisito 5-
b-i desta Norma para mais informações sobre como relatar conteúdos para cada
tema material.
Além dos conteúdos das Normas Temáticas, as Normas Setoriais poderão listar
conteúdos setoriais adicionais para as organizações relatarem. Recomenda-se
relatar esses conteúdos setoriais adicionais. Se a organização relatar quaisquer
desses conteúdos setoriais adicionais para seus temas materiais, é necessário que
a organização os liste no sumário de conteúdo.
Conteúdos das Normas Temáticas da GRI listados nas Normas Setoriais da GRI
aplicáveis que não são relatados
Para cada tema das Normas Setoriais da GRI aplicáveis definido como material, é
necessário que a organização inclua no sumário de conteúdo da GRI quaisquer
conteúdos das Normas Temáticas da GRI listados para esse tema que a organização
não relatar, conforme especificado no Requisito 7-a-ix desta Norma.
Poderá haver casos em que um conteúdo de uma Norma Temática listado na Norma
Setorial não seja relevante para os seus impactos em relação ao tema material.
Nesses casos, é necessário que a organização apresente “não aplicável” como o
motivo para omissão e explique brevemente por que o conteúdo não é relevante.
Consulte o Requisito 5-b desta Norma para mais informações sobre como relatar
temas materiais cobertos pelas Normas Setoriais.
Localização
Para cada conteúdo que tenha relatado, é necessário que a organização inclua no
Sumário de conteúdo da GRI o local (ou seja, os números específicos de páginas ou
links), por exemplo, em um relatório, documento ou site onde as informações podem
ser encontradas, conforme especificado no Requisito 7-a-xi desta Norma. Se as
informações relatadas para um conteúdo estiverem espalhadas em várias páginas ou
páginas da Internet, é necessário que a organização especifique todos os números
de páginas e links onde as informações foram divulgadas.
Omissões
É necessário que a organização inclua no sumário de conteúdo da GRI os motivos
para omissão que tenha usado para cada conteúdo ou requisito que não pode
cumprir, conforme especificado no Requisito 7-a-xii desta Norma.
Temas materiais
É necessário que a organização liste seus temas materiais no sumário de conteúdo
da GRI, conforme especificado no Requisito 7-a-v desta Norma.
Orientações
Este Anexo apresenta orientações sobre como preparar o sumário de conteúdo da GRI ao relatar com base nas
Normas GRI. Ele inclui um exemplo que a organização poderá usar ao preparar o sumário de conteúdo. A
organização poderá usar para o sumário de conteúdo um formato diferente do apresentado aqui, desde que cumpra
os requisitos para o sumário de conteúdo especificados em "Relato com base nas Normas GRI" no fim da seção 3
desta Norma. A organização também poderá usar o sumário de conteúdo especificado para o relato em
conformidade com as Normas GRI no Anexo 1, se adequado. Nesse caso, a declaração de uso no Anexo 1, que é
para o relato em conformidade com as Normas GRI, deve ser substituída pela declaração de uso para o relato com
base nas Normas GRI.
A organização poderá incluir informações adicionais no sumário de conteúdo, além do exigido pelas Normas GRI.
Por exemplo, a organização poderá mostrar como os conteúdos que relatou utilizando as Normas GRI estão
relacionados aos que são exigidos por outras normas ou estruturas de relato.
Recomenda-se que a organização garanta que tais inclusões não comprometam a legibilidade do sumário de
conteúdo. Isso poderá ser feito apresentando-se as informações adicionais em colunas ou linhas separadas que
são incluídas ao final do sumário de conteúdo, depois que todas as informações necessárias tenham sido
especificadas.
Recomenda-se que a organização não relate as informações exigidas pelos conteúdos diretamente no sumário de
conteúdo. Exceções poderão ser feitas se a informação for breve e mais fácil de encontrar no sumário de conteúdo
do que em outros locais (ex.: informações sobre o período de relato podem ser encontradas mais facilmente
quando divulgadas diretamente no sumário de conteúdo). Recomenda-se que se evitem relatos detalhados no
sumário de conteúdo.
40 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese
Declaração de uso
É necessário que a organização inclua no sumário de conteúdo da GRI a declaração
de uso para relato em conformidade com as Normas GRI, conforme especificado no
Requisito a-ii em “Relato com base nas Normas GRI”, no fim da seção 3 desta
Norma. Consulte o requisito para apresentar uma declaração de uso, no fim da seção
3 desta Norma, para mais informações sobre a declaração de uso.
GRI 1 usada
É necessário que organização inclua no sumário de conteúdo da GRI o título da
Norma GRI 1 que foi usada, conforme especificado no Requisito a-iii em “Relato com
base nas Normas GRI”, no fim da seção 3 desta Norma. O título da Norma GRI 1 inclui
número, nome e ano de publicação (ex.: GRI 1: Fundamentos 2021).
A Norma GRI 1 não possui conteúdos, mas ela especifica os requisitos de relato com
base nas Normas GRI. As Normas GRI são atualizadas regularmente e uma nova
versão da Norma GRI 1 poderá conter requisitos diferentes para o relato com base
nas Normas GRI em comparação com a versão anterior. A indicação de qual versão
da Norma GRI 1 a organização usou ajuda a esclarecer quais requisitos ela deve
cumprir.
O título de uma Norma GRI inclui número, nome e ano de publicação (ex.: GRI 303:
Água e Efluentes 2018).
Conteúdos
É necessário que a organização liste no sumário de conteúdo da GRI todos os
conteúdos que tenha relatado das Normas GRI, conforme especificado no Requisito
a-iv em “Relato com base nas Normas GRI”, no fim da seção 3 desta Norma.
Localização
Para cada conteúdo que tenha relatado, é necessário que a organização inclua no
Sumário de conteúdo da GRI o local (ou seja, os números específicos de páginas ou
links), por exemplo, em um relatório, documento ou site onde as informações podem
ser encontradas, conforme especificado no Requisito a-vi em “Relato com base nas
Normas GRI”, no fim da seção 3 desta Norma. Se as informações relatadas para um
conteúdo estiverem espalhadas em várias páginas ou páginas da Internet, é
necessário que a organização especifique todos os números de páginas e links onde
as informações foram divulgadas.
GRI 2: Conteúdos Gerais 2021
Norma Universal
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 1 de janeiro de 2023
Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 (possui conteúdos para a organização fornecer informações sobre suas
práticas de relato; atividades e trabalhadores; governança; estratégia; políticas e práticas; e engajamento de
stakeholders. Essas informações esclarecem o perfil e o porte da organização, e fornecem contexto para o
entendimento de seus impactos.
O restante da Introdução apresenta uma visão geral do sistema das Normas GRI e outras informações sobre como
usar esta Norma.
As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
43 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
Motivos para omissão são permitidos para todos os conteúdos desta Norma exceto por:
• Conteúdo 2-1 Detalhes da organização
• Conteúdo 2-2 Entidades incluídas no relato de sustentabilidade da organização
• Conteúdo 2-3 Período de relato, frequência e ponto de contato
• Conteúdo 2-4 Reformulações de informações
• Conteúdo 2-5 Verificação externa
Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo para o qual são permitidos
motivos para omissão (ex.: porque a informação necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é
necessário que a organização especifique o conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo
para omissão com uma explicação no sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1:
Fundamentos 2021 para mais informações sobre motivos para omissão,
Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
44 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.
Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.
As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
45 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
ORIENTAÇÕES
Orientações para o item 2-1-a
Se a organização usa um nome comercial ou empresarial comumente conhecido que seja
diferente de seu nome jurídico, é recomendado que ela relate isso além de seu nome jurídico.
c. se a organização for composta por várias entidades, explicar a abordagem usada para
consolidar as informações, incluindo:
O requisito 2-2-a inclui todas as entidades que a organização controla ou onde tem
participação e estão incluídas em seu relato de sustentabilidade, tais como subsidiárias, joint
ventures e afiliadas, inclusive participações minoritárias. É recomendado que a organização
relate as informações para o mesmo grupo de entidades que foram abrangidas em seu relato
financeiro.
b. especificar o período de relato de seu relato financeiro e, se ele não se alinhar com o
período de seu relato de sustentabilidade, explicar o motivo para isso;
ORIENTAÇÕES
Orientações para o item 2-3-a
A organização poderá especificar a frequência do relato de sustentabilidade como “anual".
Consulte o princípio da Tempestividade na Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais
informações.
É recomendado que a organização relate as informações para o mesmo período coberto por
seu relato financeiro. Recomenda-se também que a organização publique as informações
simultaneamente ao seu relato financeiro, sempre que possível.
48 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
ORIENTAÇÕES
Recomenda-se que a organização forneça uma reformulação de informações quando ela
perceber que as informações relatadas anteriormente precisam ser revisadas. Reformulações
de informações de períodos de relato anteriores poderão corrigir um erro ou prestar contas de
mudanças na metodologia de medição ou na natureza do negócio. Reformulações de
informações garantem a consistência e possibilitam a comparabilidade das informações entre
períodos de relato. Consulte o princípio da Comparabilidade na Norma GRI 1: Fundamentos
2021 para mais informações.
É recomendado que a organização relate o critério usado para definir quando uma mudança ou
um erro nas informações relatadas anteriormente são considerados suficientemente
importantes para uma reformulação. Uma mudança ou um erro poderiam ser considerados
importantes quando influenciam o processo decisório de usuários de informações (ex.:
influenciam a análise das mudanças nos impactos da organização ao longo do tempo).
Por exemplo, se uma organização adota um método novo e mais preciso de medir emissões
de gases de efeito estufa (GEE), ela poderá subsequentemente experimentar uma redução
nas emissões de GEE anteriormente relatadas que atendam aos critérios de reformulação da
organização. A organização, então, reformula as emissões de GEE anteriormente relatadas.
Nesse caso, é necessário que a organização explique que ela reformulou as emissões de
GEE anteriormente relatadas devido à nova metodologia de medição e que isso resultou em
emissões de GEE mais baixas do que as anteriormente relatadas. Recomenda-se também
que a organização relate a mudança quantitativa observada (ex.: as emissões de GEE estão
10% mais baixas do que as emissões anteriormente relatadas).
Se a organização não tiver feito nenhuma reformulação no período de relato, uma breve
declaração desse fato será suficiente para cumprir o requisito.
ORIENTAÇÕES Consulte a seção 5.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações sobre
verificação externa.
2. Atividades e trabalhadores
Os conteúdos desta seção fornecem uma visão geral das atividades, dos empregados, e de outros trabalhadores
da organização.
Não é exigido que a organização forneça uma descrição detalhada de cada atividade em sua
cadeia de valor. Em vez disso, ela poderá fornecer uma visão geral de sua cadeia de valor.
ORIENTAÇÕES Junto com o Conteúdo 2-8, este conteúdo esclarece a abordagem da organização para
emprego, incluindo a natureza e o escopo dos impactos resultantes de suas práticas
empregatícias. Ele também fornece informações contextuais que ajudam a compreender as
informações relatadas em outros conteúdos, e serve como base para cálculos em outros
conteúdos, tais como o Conteúdo 2-21 Proporção da remuneração total anual e o Conteúdo 2-
30 Acordos de negociação coletiva desta Norma.
Este conteúdo cobre todos os empregados que realizam trabalho para qualquer entidade da
organização que esteja incluída em seu relato de sustentabilidade conforme descrito no
Conteúdo 2-2 desta Norma.
Consulte as referências [7], [19], [22], [23], [24], [26] e [30] da Bibliografia.
Consulte a Tabela 1 e a Tabela 2 desta Norma para exemplos de como apresentar estas
informações.
Empregados sem garantia de carga horária são contratados pela organização sem a garantia
de um número mínimo ou fixo de horas de trabalho. O empregado poderá precisar se
disponibilizar para o trabalho conforme exigido, mas a organização não é por contrato obrigada
53 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
a oferecer ao empregado um número mínimo ou fixo de horas de trabalho por dia, semana ou
mês. Empregados eventuais, empregados com contratos intermitentes e empregados em
regime de sobreaviso ou prontidão são exemplos que se enquadram nesta categoria.
Se a organização não puder relatar dados numéricos exatos, ela poderá arredondar o número
de empregados para a dezena mais próxima ou, se o número de empregados for superior a
1000, para a centena mais próxima, e explicar isso conforme descrito no item 2-7-c.
Consulte a Tabela 1 e a Tabela 2 desta Norma para exemplos de como apresentar essas
informações.
A organização poderá explicar como ela define emprego em tempo integral. Se a organização
tiver empregados em mais de um país, ela poderá relatar as definições de emprego em tempo
integral que usa para as regiões que cobrem esses países. A organização poderá também
explicar os motivos para emprego de período parcial. Exemplos desses motivos são acomodar
solicitações de empregados para trabalhar horas reduzidas, ou porque a organização é
incapaz de fornecer emprego em tempo integral para todos os empregados.
Fica a critério da organização definir quais flutuações no número de empregados ela considera
significativas para relatar no item 2-7-e. Recomenda-se que a organização relate seu limiar
para definição de flutuações significativas.
54 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
Caso não haja flutuações significativas no número de empregados durante o período de relato
ou entre períodos de relato, uma breve declaração desse fato será suficiente para cumprir o
requisito.
[Período de relato]
REGIÃO A REGIÃO B TOTAL
ORIENTAÇÕES
Este conteúdo fornece uma compreensão de quanto a organização depende de trabalhadores
que não são empregados para realizar seu trabalho em comparação a empregados. Essas
informações são importantes para se compreender quantos trabalhadores no total realizam
trabalho para a organização, porque trabalhadores que não são empregados não são
representados em dados sobre emprego relatados no Conteúdo 2-7.
O Conteúdo 2-8, juntamente com o Conteúdo 2-7, esclarece a abordagem da organização para
emprego, bem como o escopo e a natureza dos impactos resultantes de suas práticas
empregatícias. Ele também fornece informações contextuais que ajudam a compreender as
informações relatadas em outros conteúdos.
Este conteúdo cobre todos os trabalhadores que não são empregados e cujo trabalho é
controlado por qualquer entidade da organização que esteja incluída em seu relato de
sustentabilidade conforme relatado no Conteúdo 2-2 desta Norma.
Consulte as referências [7], [19], [22], [23], [24], [26] e [30] da Bibliografia.
Este conteúdo exige que a organização relate o número de trabalhadores que não são
empregados e cujo trabalho é controlado pela organização. Controle do trabalho pressupõe
que a organização dirija o trabalho realizado ou tenha controle sobre os meios ou métodos
para a realização do trabalho.
A organização poderia ter controle exclusivo do trabalho ou compartilhar o controle com uma ou
mais organizações (ex.: fornecedores, clientes ou outros parceiros de negócios, como em joint
ventures). Tipos de trabalhadores que não são empregados e cujo trabalho é controlado pela
organização incluem trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,
aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos, subcontratados
e voluntários. Recomenda-se que a organização relate como ela definiu quando tem controle
do trabalho de trabalhadores que não são empregados.
Abaixo seguem alguns exemplos de trabalhadores que não são empregados e cujo trabalho é
controlado pela organização. Os seguintes trabalhadores estão incluídos neste conteúdo:
• Terceirizados contratados pela organização para realizar trabalho no local de trabalho da
organização, em uma área pública (ex.: em uma rodovia), ou diretamente no local de
trabalho do cliente da organização.
• Trabalhadores de um fornecedor da organização onde a organização instrui o fornecedor a
57 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
Abaixo seguem alguns exemplos de trabalhadores que não são empregados e cujo trabalho
não é controlado pela organização. Os seguintes trabalhadores não estão incluídos neste
conteúdo:
• Trabalhadores de um fornecedor de equipamentos para a organização que realizam
manutenção periódica nos equipamentos do fornecedor (ex.: copiadora no local de trabalho
da organização) conforme previsto no contrato entre o fornecedor de equipamentos e a
organização.
• Trabalhadores de um dos fornecedores da organização, se a organização compra produtos
padronizados fabricados usando os métodos de produção do fornecedor (ex.: compra de
material de escritório que é um produto padronizado do fornecedor).
Se a organização não puder relatar dados numéricos exatos, ela poderá arredondar o número
de trabalhadores que não são empregados para a dezena mais próxima ou, se o número de
trabalhadores que não são empregados for superior a 1000, para a centena mais próxima, e
explicar isso conforme descrito no item 2-8-b.
É suficiente que a organização forneça uma descrição geral. Não é exigido que a organização
relate o tipo de trabalhador, relação contratual e o trabalho realizado para cada trabalhador que
não é empregado.
O relato do número de trabalhadores que não são empregados no final do período de relato
fornece informações para aquele momento, sem mostrar as flutuações durante o período de
relato. O relato desses números em médias ao longo do período de relato considera as
flutuações durante o período de relato.
Caso não haja flutuações significativas no número de trabalhadores que não são empregados
durante o período de relato ou entre períodos de relato, uma breve declaração desse fato será
suficiente para cumprir o requisito.
58 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
3. Governança
Os conteúdos desta seção fornecem informações sobre a estrutura de governança da organização, sua
composição, suas funções e sua remuneração.
As informações relatadas nesses conteúdos são importantes para ajudar a compreender como a gestão dos
impactos da organização na economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos,
está integrada na estratégia e operações da organização. Elas abordam como os órgãos de governança são
estabelecidos e se estão bem equipados para supervisionar a gestão dos impactos da organização. Elas também
facilitam o entendimento dos papéis e responsabilidades dos órgãos de governança em relação a esses impactos.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
b. listar os comitês do mais alto órgão de governança que são responsáveis pela tomada
de decisão e pela supervisão da gestão dos impactos da organização na economia, no
meio ambiente e nas pessoas;
c. descrever a composição do mais alto órgão de governança e dos seus comitês por:
ORIENTAÇÕES
Orientações para o item 2-9-c
A organização poderá descrever a composição do mais alto órgão de governança e dos seus
comitês por meio de indicadores adicionais de diversidade, tais como idade, ascendência e
origem étnica, cidadania, credo, deficiências ou quaisquer outros indicadores de diversidade
que sejam relevantes para o relato.
ORIENTAÇÕES
Orientações para o item 2-10-b-iii
"Independência" refere-se a condições que possibilitam que os membros do mais alto órgão
de governança exerçam um julgamento independente, livre de quaisquer influências externas
ou conflitos de interesse. Consulte a referência [20] da Bibliografia para mais informações
sobre critérios de independência para órgãos de governança.
ORIENTAÇÕES
Para mais informações sobre o papel desempenhado pelo mais alto órgão de governança na
supervisão da gestão dos impactos da organização, consulte a referência [20] da Bibliografia.
i. se ela nomeou algum alto executivo para ser responsável pela gestão dos
impactos;
ii. se ela delegou responsabilidade pela gestão dos impactos para outros
empregados;
b. se o mais alto órgão de governança não for responsável por analisar e aprovar as
informações relatadas, incluindo os temas materiais da organização, explicar os
motivos para isso.
ORIENTAÇÕES
A organização poderá relatar se o mais alto órgão de governança estabeleceu um comitê de
relato de sustentabilidade para ajudar o mais alto órgão de governança a analisar e aprovar o
processo. A organização poderá também relatar se o mais alto órgão de governança analisa a
adequação dos controles internos da organização de modo a fortalecer a integridade e
credibilidade do relato de sustentabilidade da organização (consulte a seção 5.2 da Norma GRI
1: Fundamentos 2021 para mais informações). O envolvimento do mais alto órgão de
governança e dos altos executivos no desenvolvimento da política e da prática da organização
para obter verificação externa é relatado no Conteúdo 2-5 desta Norma.
65 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
ORIENTAÇÕES
Consulte a referência [20] da Bibliografia.
ORIENTAÇÕES
Preocupações cruciais incluem preocupações sobre os impactos negativos potenciais e reais
da organização nos stakeholders levantados por meio de mecanismos de queixas e outros
processos. Elas também incluem preocupações identificadas por meio de outros mecanismos
sobre a conduta empresarial da organização em suas operações e em suas relações de
negócios. Consulte as orientações para o Conteúdo 2-25 e o Conteúdo 2-26 desta Norma para
mais informações.
67 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
b. relatar se essa avaliação é independente ou não e com que frequência ela é realizada;
ORIENTAÇÕES
Orientações para o item 2-19-a-i
Remuneração fixa e variável poderão incluir remuneração baseada no desempenho,
remuneração baseada em ações (ações ou opções de ações), bônus e ações exercíveis ou
diferidas.
ORIENTAÇÕES
As políticas de remuneração são estabelecidas para garantir que os acordos de remuneração
ajudem a recrutar, motivar e reter os membros do mais alto órgão de governança, os altos
executivos e outros empregados. Além disso, as políticas de remuneração ajudam as
estratégias da organização e sua contribuição ao desenvolvimento sustentável e se alinham
com os interesses dos stakeholders.
71 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
ORIENTAÇÕES
Orientações para os itens 2-21-a e 2-21-b
Este conteúdo aborda todos os empregados conforme relatados no Conteúdo 2-7 desta
Norma.
Remuneração total anual inclui salário, bônus, prêmios em ações, prêmios de opções, plano
de incentivo de remuneração não representativo de capital, mudanças no valor da
aposentadoria e nas receitas de compensação diferida não qualificada oferecidos no decorrer
de um ano. Ao calcular as proporções, recomenda-se que a organização, dependendo das
suas políticas de remuneração e da disponibilidade de dados, considere os seguintes
componentes no cálculo:
• Salário-base, que é a soma da remuneração monetária garantida, de curto prazo e não
variável;
• Remuneração monetária total, que é a soma do salário-base e auxílios pecuniários, bônus,
comissões, participação pecuniária nos lucros e outras formas de pagamentos variáveis;
• Remuneração direta, que é a soma da remuneração monetária total e o valor justo total de
todos os incentivos anuais de longo prazo (ex.: prêmios em opções de ações, ações ou
unidades de ações restritas, ações ou unidades de ações de desempenho, ações
fantasma, direitos de valorização de ações e prêmios monetários de longo prazo);
A proporção da remuneração total anual poderá ser calculada usando-se a seguinte fórmula:
Aumento percentual na remuneração total anual para o indivíduo mais bem pago da
organização
_____________________________________________________________
A diferença na disparidade de salários relatada ao longo dos anos pode ser o resultado de
uma mudança na política de remuneração da organização ou no nível de remuneração do
indivíduo mais bem pago da organização ou dos empregados, uma mudança na metodologia
de cálculo (ex.: escolha da remuneração total anual mediana, inclusões ou exclusões) ou uma
melhoria nos processos de coleta de dados. Por esse motivo, é necessário que a organização
relate informações contextuais para ajudar os usuários de informações a interpretar os dados
e compreender como foram compilados.
Expectativas de conduta empresarial responsável incluem cumprir leis e regulamentos, respeitar todos os direitos
humanos internacionalmente reconhecidos, incluindo os direitos dos trabalhadores, e proteger o meio ambiente e a
saúde e segurança pública. As expectativas também abrangem combate ao suborno, pedidos de propina, extorsão
e outras formas de corrupção; adesão às boas práticas tributárias; e a realização da devida diligência para
identificar, prevenir, mitigar e prestar contas de como a organização lida com seus impactos negativos na economia,
no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos.
Nos conteúdos desta seção, é necessário que a organização relate informações sobre suas políticas e práticas
para uma conduta empresarial responsável em vez de relatar informações específicas sobre temas materiais. O
Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 exige informações sobre como a organização gerencia cada
um dos seus temas materiais. Se a organização descreveu suas políticas e práticas para um tema material
conforme os conteúdos desta seção, ela poderá fornecer uma referência para essas informações conforme descrito
no Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3 e não precisa repetir as informações.
ORIENTAÇÕES
Recomenda-se que a organização descreva:
• sua visão e estratégia de curto, médio e longo prazo relativas à gestão de seus impactos na
economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos
humanos em todas as atividades e relações de negócios da organização;
• como seu propósito, sua stratégia de negócios e seu modelo de negócios buscam prevenir
impactos negativos e atingir impactos positivos na economia, no meio ambiente e nas
pessoas;
• suas prioridades estratégicas de curto e médio prazo para contribuir com o
desenvolvimento sustentável, incluindo como as prioridades estão alinhadas com
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente;
• as tendências mais abrangentes (como macroeconômicas, sociais, políticas) que afetam a
organização e sua estratégia para contribuir com o desenvolvimento sustentável;
• principais eventos, realizações e insucessos associados às contribuições da organização
para o desenvolvimento sustentável ocorridos durante o período de relato;
• uma visão do desempenho em comparação aos objetivos e às metas referentes aos
temas materiais da organização durante o período de relato;
• os principais desafios, objetivos e metas da organização em relação à sua contribuição
para o desenvolvimento sustentável para o ano seguinte e para os próximos três a cinco
anos.
74 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
b. descrever seu compromisso de política específico para com o respeito aos direitos
humanos, incluindo:
d. relatar o nível em que cada um dos compromissos de política foi aprovado pela
organização, incluindo se este é o nível mais alto;
ORIENTAÇÕES
Este conteúdo aborda os compromissos de política da organização para uma conduta
empresarial responsável, incluindo o compromisso para com o respeito aos direitos humanos.
Esses compromissos poderão ser estabelecidos em um documento de política avulso ou ser
incluídos em um ou mais documentos de política, tais como códigos de conduta.
A organização poderá também consultar outras normas ou iniciativas das quais participa.
O princípio da precaução significa adotar medidas o quanto antes para prevenir e mitigar os
impactos negativos potenciais em situações em que estejam ausentes a compreensão e as
75 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
comprovações científicas, mas haja motivo suficiente para se esperar danos graves ou
irreversíveis.
A aplicação do princípio da precaução pode ser relatada no item 3-3-d-i da Norma GRI 3:
Temas Materiais 2021, como parte das medidas adotadas pela organização para prevenir ou
mitigar impactos negativos potenciais para cada tema material.
Outros instrumentos da ONU abordam mais a fundo os direitos de povos indígenas; mulheres;
minorias nacionais ou étnicas, religiosas e linguísticas; crianças; pessoas com deficiência; e
trabalhadores migrantes e suas famílias. Há também normas do direito internacional
humanitário que se aplicam a situações de conflitos armados, tais como as Convenções de
Genebra de 1949 do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) [1].2
Em nível regional, tratados vinculantes, bem como instrumentos não obrigatórios, fornecem
estruturas para os direitos humanos específicas a regiões.3
Por exemplo, um banco poderá dar atenção especial em seu compromisso de política para
evitar discriminação contra categorias específicas de clientes, ou uma mineradora poderá dar
1 Esses instrumentos incluem: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Declaração Tripartite de Princípios sobre Empresas Multinacionais e Política
atenção especial para evitar infringir os direitos de povos indígenas.
Social [9]; Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais [12]; Guia da
OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial Responsável [11]; e Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre
Empresas e Direitos Humanos [14]. Esses instrumentos são, por sua vez, baseados em tratados internacionais, tais como a Carta Internacional dos
Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) [15] e as convenções da OIT.
76 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
ORIENTAÇÕES Este conteúdo esclarece como a organização incorpora seus compromissos de política para
uma conduta empresarial responsável, incluindo seu compromisso para com o respeito
aos direitos humanos, em todas as suas atividades e relações de negócios. Isso garante que
as pessoas de todos os níveis ajam responsavelmente, com consciência dos direitos
humanos e respeito a eles.
ORIENTAÇÕES
Este conteúdo aborda mecanismos de queixas que a organização tenha estabelecido ou dos
quais participa. Os mecanismos de queixas permitem que os stakeholders apresentem
preocupações e busquem reparação para os impactos negativos reais e potenciais que os
afetem. Isso inclui impactos em seus direitos humanos. Este conteúdo também aborda outros
processos por meio dos quais a organização promove ou colabora com a reparação de
impactos negativos que ela identifica que causou ou contribuiu para causar;
O conteúdo é relevante apenas para processos de reparação ambiental (ex.: processos para
remover contaminantes do solo) quando esses estão relacionados a impactos em
stakeholders ou queixas levantadas por stakeholders. Entretanto, a reparação feita aos
stakeholders por meio dos mecanismos e processos abordados nesse conteúdo poderão
envolver reparação ambiental. O uso de processos de reparação ambiental pode ser relatado
no item 3-3-d-ii da Norma GRI 3.
Mecanismos de queixas em nível operacional são gerenciados pela organização, com ou sem
a colaboração de outras partes, e são diretamente acessíveis pelos stakeholders da
organização. Eles permitem que as queixas sejam identificadas e abordadas rápida e
diretamente, evitando, desta forma, que tanto o dano como as queixas aumentem. Eles
também proporcionam um feedback importante sobre a eficácia da devida diligência da
organização daqueles diretamente afetados.
São exemplos desse processo situações em que a organização toma medidas para reparar
um impacto real comprovado em uma avaliação de impacto ou um relatório publicado por uma
organização da sociedade civil.
Dados quantitativos, tais como o número de queixas, são provavelmente insuficientes por si
mesmos. Por exemplo, um pequeno número de queixas poderia indicar que poucos incidentes
ocorreram, mas poderia igualmente indicar que os usuários-alvo não confiam nos
mecanismos. Por esse motivo, é necessário que a organização forneça informações
contextuais para ajudar os usuários de informações a interpretar os dados.
82 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
Além disso, a organização poderá relatar informações sobre a eficácia dos mecanismos,
incluindo:
• se e como os usuários-alvo são informados sobre os mecanismos e treinados em como
usá-los;
• a acessibilidade dos mecanismos, tais como o número de horas por dia ou dias por
semana que estão disponíveis e sua disponibilidade em diferentes idiomas;
• como a organização busca garantir que ela respeita os direitos humanos dos usuários e os
protege contra represálias (ou seja, não retaliação por manifestar preocupações);
• o grau de satisfação dos usuários com os mecanismos e com seus resultados;
• o número e os tipos de solicitações de aconselhamento recebidas durante o período de
relato, e a porcentagem das solicitações atendidas;
• o número e tipos de preocupações que foram apresentadas durante o período de relato e a
porcentagem de preocupações que foram tratadas e solucionadas ou consideradas sem
fundamento.
83 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
b. relatar o número total e o valor monetário de multas para casos de não conformidade
com leis e regulamentos que ocorreram durante o período de relato, discriminando
este total por:
i. multas para casos de não conformidade com leis e regulamentos que ocorreram
durante o período de relato atual;
ii. multas para casos de não conformidade com leis e regulamentos que foram
pagas durante períodos de relato anteriores;
ORIENTAÇÕES
Este conteúdo aborda não conformidade ou falha na conformidade com leis e regulamentos
que se aplicam à organização.
Leis e regulamentos podem ser editados por vários órgãos, incluindo governos municipais,
regionais e nacionais; autoridades reguladoras; agências públicas.
Este conteúdo inclui casos significativos de não conformidade que resultaram em sanções e
multas administrativas ou judiciais objeto de recurso durante o período de relato.
Sanções não monetárias poderão incluir restrições impostas por governos, autoridades
reguladoras ou agências públicas às atividades ou operações da organização, tais como
suspensão de licenças comerciais ou licenças de operação em setores altamente regulados.
Elas também poderão incluir portarias para cessar ou reparar uma atividade ilegal.
A organização poderá usar informações sobre multas que foram relatadas em suas
demonstrações financeiras consolidadas auditadas ou informações financeiras registradas
em registro público, incluindo as multas que são objeto de recurso, e que podem constar como
provisão para sinistros nas demonstrações financeiras.
Se não houver casos significativos de não conformidade com leis e regulamentos ou multas
pagas durante o período de relato, uma breve declaração desse fato será suficiente para
cumprir os requisitos deste conteúdo.
ORIENTAÇÕES A organização pode ter um papel importante em uma associação ou organização de advocacy
quando ela tem assento no órgão de governança, participa de projetos ou comissões, ou ainda
contribui com recursos financeiros além da taxa associativa básica. O papel também pode ser
importante quando a organização considera sua participação estratégica para influenciar a
missão ou os objetivos da associação que sejam cruciais para as atividades da própria
organização.
86 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
5. Engajamento de stakeholders
Os conteúdos desta seção fornecem informações sobre as práticas de engajamento dos stakeholders da
organização, incluindo como ela se envolve nas negociações coletivas com os empregados.
ORIENTAÇÕES Stakeholders são indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou
poderiam ser afetados pelas atividades da organização [11]. Para mais informações sobre
stakeholders, consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021.
Este conteúdo aborda o engajamento de stakeholders promovido pela organização como parte
de suas atividades cotidianas, em vez de especificamente promovido para fins de preparação
do relatório.
A organização poderá explicar como ela define com quais categorias de stakeholders se
engajar e com quais categorias de stakeholders não se engajar.
ORIENTAÇÕES
Este conteúdo esclarece como a organização se envolve nos acordos de negociação coletiva
com seus empregados. Negociação coletiva é um direito fundamental do trabalho abordado na
Convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) “Liberdade de Associação e
Negociação Coletiva” [8].
Consulte as referências [2], [3], [4], [5], [6], [8], [10], [21], [25] e [26] da Bibliografia.
Este requisito não pede o percentual de empregados representados por uma comissão de
trabalhadores ou que pertença a sindicatos, o que pode ser diferente. O percentual de
empregados cobertos por acordos de negociação coletiva poderá ser mais alto que o
percentual de empregados sindicalizados quando os acordos de negociação coletiva se
aplicarem tanto a empregados sindicalizados ou não sindicalizados. Por outro lado, o
percentual de empregados cobertos por acordos de negociação coletiva poderá ser mais baixo
que o percentual de empregados sindicalizados. Esse poderá ser o caso quando não
89 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
alto executivo
membro da alta administração da organização como, por exemplo, o presidente, CEO ou um
indivíduo que se reporta diretamente ao CEO ou ao mais alto órgão de governança
cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização
cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização
Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.
conflito de interesse
situação em que o indivíduo precisa escolher entre as exigências de sua função na
organização e seus próprios interesses ou responsabilidades pessoais ou profissionais
criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior
Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.
devida diligência
91 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
processo de identificar, prevenir, mitigar e prestar contas de como uma organização lida com
seus impactos negativos reais e potenciais
Obs.: Consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "devida diligência".
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
empregado permanente
empregado com um contrato por prazo indeterminado (ou seja, contrato de trabalho
permanente) para um trabalho e m tempo integral ou de período parcial
empregado temporário
empregado com um contrato por um período limitado (ou seja, um contrato por prazo
determinado) que termina quando o período de tempo específico expira ou quando a tarefa ou
o evento específico com duração prevista é concluído (ex.: o término de um projeto ou o retorno
de empregados substituídos)
fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização
Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral
impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
mecanismo de queixas
processo de rotina pelo qual podem ser feitas queixas e pode-se obter reparação
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o Conteúdo 2-25 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "mecanismo de queixas".
mitigação
medida(s) tomadas para reduzir a extensão de um impacto negativo
negociação coletiva
todas as negociações que se realizam entre um empregador, um grupo de empregadores ou
uma ou mais organizações de empregadores, de um lado, e uma ou mais organizações de
trabalhadores (ex.: sindicatos), de outro, para definir condições de trabalho e termos de
emprego ou para regular as relações entre empregadores e trabalhadores
órgão de governança
grupo formalizado de indivíduos responsável pela orientação estratégica da organização, o
efetivo monitoramento da gestão e a prestação de contas da gestão à organização como um
todo e a seus stakeholders
parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado
Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas
povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.
queixa
percepção de uma injustiça que evoca o senso de direito de uma pessoa ou grupo de
pessoas, que pode estar baseado em leis, contratos, promessas explícitas ou implícitas,
práticas tradicionais ou noções gerais de justiça das comunidades afetadas
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011
relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
94 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação
Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".
stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização
Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".
temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
Bibliografia
96 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
Bibliografia
Esta seção lista os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser consultados pela
organização.
Instrumentos reconhecidos:
1. Convenções de Genebra de 1949 do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e seus Protocolos
Adicionais.
2. Recomendação nº 91 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Contratos Coletivos, 1951.
3. Convenção nº 154 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Incentivo à Negociação Coletiva, 1981.
4. Recomendação nº 163 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Promoção da Negociação Coletiva,
1981;
5. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Declaração Relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no
Trabalho, 1998.
6. Convenção nº 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção sobre Liberdade Sindical e a
Proteção do Direito Sindical, 1948.
7. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Resolução relativa à Classificação Internacional da Situação na
Profissão (ICSE), 1993.
8. Organização Internacional do Trabalho (OIT) , Convenção nº 98, Liberdade de Associação e Negociação
Coletiva, 1949.
9. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Declaração Tripartite de Princípios sobre Empresas Multinacionais
e Política Social, 2017.
10. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 135, Proteção de Representantes de Trabalhadores,
1971.
11. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da OCDE sobre Devida
Diligência para uma Conduta Empresarial Responsável, 2018.
12. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.
13. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Princípios da OCDE de Governança
Corporativa, 2004.
14. Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos:
Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger, Respeitar e Remediar”, 2011.
15. Organização das Nações Unidas (ONU), Carta Internacional dos Direitos Humanos:
15.1 Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948.
15.2 Organização das Nações Unidas (ONU), Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, 1966.
15.3 Organização das Nações Unidas (ONU), Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e
Culturais, 1966.
15.4 Organização das Nações Unidas (ONU), Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional sobre Direitos
Civis e Políticos, 1966.
15.5 Organização das Nações Unidas (ONU), Segundo Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional sobre
Direitos Civis e Políticos com vistas à Abolição da Pena de Morte, 1989.
16. Organização das Nações Unidas (ONU), Proteger, Respeitar e Remediar: Quadro para Empresas e Direitos
Humanos, 2008.
17. Organização das Nações Unidas (ONU), Relatório do Representante Especial do Secretário para os Direitos
Humanos e Empresas Transnacionais e Outras Empresas, John Ruggie, 2011.
18. Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, 1992.
Referências adicionais:
19. Committee on Workers’ Capital (CWC), Guidelines for the Evaluation of Workers’ Human Rights and Labour
Standards, 2017.
20. International Corporate Governance Network (ICGN), ICGN Global Governance Principles, 2021.
21. Organização Internacional do Trabalho (OIT), 8. Liberdade Sindical e Negociação Coletiva,
[Link] acessado em
07/05/2021.
22. Organização Internacional do Trabalho (OIT), ILOSTAT, [Link] acessado em 07/05/2021.
97 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese
23. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Principais Indicadores do Mercado de Trabalho (KILM), 9ª ed.,
2016.
24. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Non-standard employment around the world: Understanding
challenges, shaping prospects, 2016.
25. Visser, S. Hayter, and R. Gammarano, "Trends in collective bargaining coverage: stability, erosion or decline?",
Issue Brief no. 1 – Labour Relations and Collective Bargaining, Fevereiro de 2017,
[Link]
travail/documents/publication/wcms_409422.pdf, acessado em 07/05/2021.
26. ShareAction, The Workforce Disclosure Initiative 2020 Survey Guidance Document, 2020.
Recursos:
27. Castan Centre for Human Rights Law, Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights
(OHCHR), and United Nations (UN) Global Compact, Human Rights Translated 2.0: A Business Reference
Guide, 2017.
28. Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015.
29. Shift, Oxfam, and Global Compact Network Netherlands, Doing Business with Respect for Human Rights: A
Guidance Tool for Companies, 2016.
30. Organização das Nações Unidas (ONU), Metodologia. Standard country or area codes for statistical use (Norma
M49), [Link] acessado em 07/05/2021
31. Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de Respeitar os Direitos Humanos:
Um Guia Interpretativo, 2012.
32. World Benchmarking Alliance (WBA), Corporate Human Rights Benchmark Methodology, periodicamente
atualizado.
GRI 3: Temas Materiais 2021
Norma Universal
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 1 de janeiro de 2023
Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece às organizações orientações passo a passo sobre como definir
temas materiais. Também explica como as Normas Setoriais são usadas nesse processo. Temas materiais são
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos.
A Norma GRI 3 também possui conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de
definição de temas materiais, sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada um dos seus temas materiais.
O restante da Introdução apresenta uma visão geral do sistema das Normas GRI e outras informações sobre como
usar esta Norma.
As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
100 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
Se a organização não puder cumprir com o Conteúdo 3-3 ou com um requisito do Conteúdo 3.3 (ex.: porque a
informação exigida é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique
isso no sumário de conteúdo da GRI e apresente um motivo para omissão com uma explicação. Consulte o
Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações sobre motivos para omissão.
Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, tais como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.
Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
101 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
102 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
Esta seção descreve as quatro etapas que a organização deve seguir para definir seus temas materiais (consulte a
Figura 2). Seguir as etapas desta seção ajuda a organização a definir seus temas materiais e relatar os conteúdos
da seção 2 desta Norma. As etapas fornecem orientações e não são requisitos em si mesmas.
As três primeiras etapas do processo de definição dos temas materiais referem-se à identificação e à avaliação
contínuas dos impactos da organização. Durante essas etapas, a organização identifica e avalia seus impactos
regularmente, como parte das suas atividades cotidianas, ao mesmo tempo que se engaja com stakeholders e
especialistas relevantes. Essas etapas contínuas permitem que a organização identifique e gerencie ativamente
seus impactos conforme evoluam e outros surjam. As três primeiras etapas são conduzidas independentemente do
processo de relato de sustentabilidade, mas elas são a base da última etapa. Na etapa 4, a organização prioriza
seus impactos mais significativos para o relato definindo, desta forma, seus temas materiais.
Em cada período de relato, recomenda-se que a organização analise seus temas materiais do período de relato
anterior para prestar contas das mudanças nos impactos. As mudanças nos impactos podem resultar de
mudanças nas atividades da organização e nas relações de negócios. Essa análise ajuda a garantir que os temas
materiais representam os impactos mais significativos da organização em cada novo período de relato.
Recomenda-se que a organização documente seu processo de definição de temas materiais. Isso inclui
documentar a abordagem escolhida, decisões, premissas e ponderações subjetivas adotadas, fontes analisadas e
evidências coletadas. Registros precisos ajudam a organização a explicar a abordagem escolhida e a relatar os
conteúdos da seção 2 desta Norma. Os registros facilitam a análise e a verificação. Consulte o princípio da
Verificabilidade na Norma GRI 1 para mais informações.
A abordagem para cada etapa irá variar de acordo com circunstâncias específicas da organização, tais como seu
modelo de negócios, setores, contexto geográfico, cultural e contexto operacional legal, estrutura societária, bem
103 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
como a natureza dos seus impactos. Dadas essas circunstâncias específicas, recomenda-se que as etapas sejam
sistemáticas, documentadas, replicáveis e usadas de forma consistente em cada período de relato. Recomenda-se
que a organização documente quaisquer mudanças em sua abordagem incluindo uma justificativa para as
mudanças e suas implicações.
Recomenda-se que o mais alto órgão de governança da organização supervisione o processo, analise e aprove os
temas materiais. Se a organização não tiver um mais alto órgão de governança, recomenda-se que um alto
executivo ou grupo de altos executivos supervisione o processo, analise e aprove os temas materiais.
Os temas materiais e os impactos que foram definidos por meio desse processo embasam o relato
financeiro e de criação de valor. Eles fornecem subsídios cruciais para a identificação de oportunidades e
riscos financeiros relacionados aos impactos da organização e para a avaliação financeira. Isso, por sua vez,
ajuda a avaliar a materialidade financeira do que reconhecer em demonstrações financeiras.
Enquanto a maioria dos impactos, senão todos, que tenham sido identificados por meio desse processo irão
futuramente se tornar financeiramente materiais, o relato de sustentabilidade é também altamente relevante
por si só como uma atividade de interesse público e independe da consideração de implicações financeiras.
É, portanto, importante para a organização relatar todos os temas materiais que tenha definido usando as
Normas GRI. Esses temas materiais não podem ser despriorizados pelo fato de não terem sido
considerados financeiramente materiais pela organização.
Consulte o Box 1 na Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações sobre relato de
sustentabilidade e relato financeiro e de criação de valor.
As seções seguintes descrevem as quatro etapas para definição de temas materiais em maiores detalhes.
Há departamentos e funções relevantes dentro da organização que podem ajudar nessa etapa, tais como
comunicação, recursos humanos, relações com investidores, departamentos ou funções relacionadas ao jurídico e
à conformidade, marketing e vendas, compras e desenvolvimento de produto. As Normas Setoriais da GRI
descrevem o contexto dos setores e também podem ajudar nesta etapa.
Atividades
Recomenda-se que a organização considere o seguinte em relação às suas atividades:
• O propósito, declaração de missão ou valores, modelo de negócios e estratégias da organização.
• Os tipos de atividades que realiza (ex.: vendas, marketing, fabricação, distribuição) e a localização geográfica
dessas atividades.
• Os tipos de produtos e serviços que oferece e os mercados que atende (ex.: tipos de clientes- e beneficiários-
alvo, e as localizações geográficas onde esses produtos e serviços são oferecidos).
• Os setores em que a organização é ativa e suas características (ex.: se eles envolvem trabalho informal, se são
intensivos em mão de obra ou recursos).
• O número de empregados, incluindo se são de tempo integral, de período parcial, sem garantia de carga horária,
permanentes ou temporários, e suas características demográficas (ex.: idade, sexo, localização geográfica).
• O número de trabalhadores que não são empregados e cujo trabalho é controlado pela organização, inclusive os
tipos de trabalhador (ex.: trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário, terceirizados,
autônomos, voluntários), sua relação contratual com a organização (ou seja, se a organização contrata esses
trabalhadores direta ou indiretamente por meio de prestadores de serviço), e o trabalho que realizam.
104 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
Relações de negócios
As relações de negócios da organização incluem relações com parceiros de negócios, entidades em sua cadeia de
valor (inclusive entidades que vão além dos seus fornecedores diretos), bem como quaisquer outras entidades
diretamente relacionadas a suas operações, produtos ou serviços. Recomenda-se que a organização considere o
seguinte quanto às suas relações de negócios:
• Os tipos de relações de negócios que ela tem (ex.: joint ventures, fornecedores, franqueados).
• Os tipos de atividades realizadas por aqueles com quem ela tem relações de negócios (ex.: fabricação dos
produtos da organização, prestação de serviços de segurança para a organização).
• A natureza das relações de negócios (ex.: se são baseadas em contratos de longo ou curto prazo, se são
baseadas em um projeto ou evento específico).
• As localizações geográficas onde as atividades das relações de negócios são realizadas.
Contexto da sustentabilidade
Recomenda-se que a organização considere o seguinte para entender o contexto da sustentabilidade das suas
atividades e relações de negócios:
• Desafios econômicos, ambientais, de direitos humanos e outros referentes à sociedade em nível local, regional
e global relacionados aos setores da organização e à localização geográfica das suas atividades e relações de
negócios (ex.: mudanças climáticas, ausência de aplicação da lei, pobreza, conflitos políticos, estresse hídrico).
• A responsabilidade da organização referente aos instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente, os quais espera-se que sejam cumpridos.
São exemplos desses instrumentos: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Declaração Tripartite de
Princípios sobre Empresas Multinacionais e Política Social [1]; Organização para a Cooperação e o
Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais [3]; Convenção Quadro
sobre Mudanças do Clima (FCCC) das Nações Unidas (ONU) Acordo de Paris [4]; Princípios Orientadores sobre
Empresas e Direitos Humanos da ONU [5]; e Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas
(ONU), [6].
• A responsabilidade da organização referente a leis e regulamentos, os quais espera-se que sejam cumpridos.
Consulte o princípio do Contexto da sustentabilidade na Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações.
Stakeholders
Recomenda-se que a organização identifique quem são seus stakeholders em todas as suas atividades e relações
de negócios e se engaje com eles para ajudar a identificar seus impactos.
Recomenda-se que a organização prepare uma lista completa de indivíduos e grupos cujos interesses são
afetados ou poderiam ser afetados pelas atividades da organização. Categorias comuns de stakeholders das
organizações são parceiros de negócios, organizações da sociedade civil, consumidores, clientes, empregados e
outros trabalhadores, governos, comunidades locais, organizações não governamentais, acionistas e outros
investidores, fornecedores, sindicatos e grupos vulneráveis. A organização pode ainda distinguir entre indivíduos e
grupos cujos direitos humanos são afetados ou poderiam ser afetados e indivíduos e grupos com outros
interesses.
Ao identificar seus stakeholders, recomenda-se que a organização garanta a identificação de quaisquer indivíduos
ou grupos com quem não tenha uma relação direta (ex.: trabalhadores da cadeia de fornecedores ou comunidades
locais que residam a certa distância das operações da organização), bem como aqueles que não conseguem
expressar suas opiniões (ex.: futuras gerações) mas cujos interesses são afetados ou poderiam ser afetados pelas
atividades da organização.
Listas diferentes de stakeholders podem ser elaboradas por atividade, projeto, produto ou serviço, ou outra
classificação que seja relevante para a organização.
Consulte o Box 2 desta Norma para informações sobre como se engajar com stakeholders.
Para identificar seus impactos, a organização pode usar informações de diversas fontes. Ela pode usar informações
105 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
de avaliações próprias ou de terceiros de impactos na economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive
impactos em seus direitos humanos. Ela pode também usar informações de análises legais, sistemas de gestão
de conformidade relativos à corrupção, auditorias financeiras, inspeções de saúde e segurança do trabalho, e
pedidos de acionistas. Ela pode também usar informações de quaisquer outras avaliações relevantes das relações
de negócios realizadas pela organização ou por iniciativas setoriais ou multi-stakeholder.
Mais informações podem ser coletadas por meio de mecanismos de queixas que a própria organização tenha
estabelecido, ou que tenham sido estabelecidos por outras organizações. A organização pode também usar
informações de sistemas de gestão de risco da organização como um todo, desde que esses sistemas
identifiquem os impactos da organização na economia, no meio ambiente e nas pessoas, além de identificar riscos
para a própria organização. Ela pode também usar informações de fontes externas, tais como veículos da imprensa
e organizações da sociedade civil.
Além disso, recomenda-se que a organização busque compreender as preocupações dos seus stakeholders
(consulte o Box 2 desta Norma) e consulte especialistas internos e externos, tais como organizações da sociedade
civil ou acadêmicos.
O engajamento com grupos em situação de risco ou grupos vulneráveis poderá precisar de abordagens
específicas e atenção especial. Tais abordagens incluem a remoção de barreiras sociais que limitam a
participação de mulheres em espaços públicos e a remoção de barreiras físicas que restringem a
participação de comunidades remotas em reuniões.
O amplo engajamento com stakeholders poderá não ser possível em casos que envolvam muitos
stakeholders ou em casos que envolvam impactos que resultem em dano coletivo. Por exemplo, poderá não
ser possível um amplo engajamento em caso de corrupção, que cause dano coletivo à população da
jurisdição em que ocorra, ou de emissões de gases de efeito estufa (GEE), que contribuam para dano
coletivo transfronteiriço.
Nesses casos, a organização poderá se engajar com representantes confiáveis dos stakeholders ou com
organizações intermediárias (ex.: organizações não governamentais, sindicatos). Isso também é relevante
em casos em que o engajamento com indivíduos possa comprometer certos direitos ou interesses coletivos.
Por exemplo, ao considerar a decisão de reestruturar ou fechar uma fábrica, poderá ser importante para a
organização se engajar com sindicatos para mitigar os impactos da decisão no número de postos de
trabalho. Nesse caso específico, o engajamento com trabalhadores individuais poderia comprometer o
direito dos trabalhadores de estabelecer sindicatos ou se associar a eles e negociar coletivamente.
O grau do impacto nos stakeholders poderá ser o parâmetro para o grau de engajamento. Recomenda-se
que a organização priorize os stakeholders mais severamente afetados ou potencialmente afetados para o
engajamento.
Quando a consulta direta não for possível, recomenda-se que a organização considere alternativas razoáveis,
tais como consultar especialistas independentes confiáveis, tais como instituições nacionais de direitos
humanos, defensores de direitos humanos e do meio ambiente, sindicatos, bem como outros membros da
sociedade civil.
Nesta etapa, a organização precisa considerar os impactos descritos nas Normas Setoriais da GRI aplicáveis e
definir se esses impactos se aplicam.
Os impactos podem mudar ao longo do tempo conforme as atividades, as relações de negócios e o contexto da
106 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
organização evoluam. Novas atividades, novas relações de negócios e mudanças importantes em operações ou no
contexto operacional (ex.: entrada em novo mercado, lançamento de produto, mudança em política, mudanças mais
amplas na organização) poderão levar a mudanças nos impactos da organização. Por esse motivo, recomenda-se
que a organização avalie seu contexto e identifique seus impactos de forma contínua.
Quando a organização tiver recursos disponíveis limitados para a identificação dos seus impactos, recomenda-se
que ela primeiro identifique seus impactos negativos antes de identificar os positivos para garantir que esteja
cumprindo leis, regulamentos e instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente aplicáveis.
Em alguns casos, a organização poderá ser incapaz de identificar impactos negativos reais e potenciais em todas
as suas atividades e relações de negócios. Isso poderia ser, por exemplo, porque a organização tem operações
globais diversas ou múltiplas ou porque sua cadeia de valor é composta de muitas entidades. Nesses casos, a
organização poderá realizar uma avaliação inicial ou um exercício de estabelecimento de escopo para identificar
áreas gerais em todas as suas atividades e relações de negócios (ex.: linhas de produtos, fornecedores localizados
em áreas geográficas específicas) onde impactos negativos são mais prováveis de estarem presentes e serem
significativos. Uma vez que a organização tenha conduzido a avaliação inicial ou o exercício de estabelecimento de
escopo, ela poderá identificar e avaliar impactos negativos reais e potenciais para essas áreas gerais.
Como parte da avaliação inicial ou do exercício de estabelecimento de escopo, recomenda-se que a organização
considere os impactos comumente associados a seus setores, produtos, localizações geográficas, ou a
organizações específicas (ou seja, impactos associados a uma entidade específica da organização, ou a uma
entidade com a qual ela tenha relações de negócios, tais como um histórico ruim de conduta de respeito aos
direitos humanos). Recomenda-se também que ela considere os impactos com os quais ela se envolveu ou saiba
que é provável que se envolva. Além das Normas Setoriais da GRI, a organização poderá usar o Guia da OCDE de
Devida Diligência para uma Conduta Empresarial Responsável [2] e o guia setorial da OCDE sobre devida diligência
[13] para informações sobre impactos comumente associados a setores, produtos, localizações geográficas e
organizações específicas. Ela poderá também usar relatórios de governos, agências ambientais, organizações
internacionais, organizações da sociedade civil, representantes dos trabalhadores e sindicatos, instituições
nacionais de direitos humanos, meios de comunicação ou outros especialistas.
Box 3. Causar, contribuir para causar ou estar diretamente relacionado com impactos negativos
Uma organização "causa" um impacto negativo se suas próprias atividades resultam no impacto, por
exemplo, se a organização paga uma propina para um funcionário público estrangeiro, ou se ela capta água
de uma área com estresse hídrico sem repor o nível da água.
Uma organização "contribui para causar" um impacto negativo se suas atividades levam, facilitam ou
incentivam uma outra entidade a causar o impacto. A organização pode também contribuir para causar um
impacto negativo se suas atividades em combinação com as atividades de outras entidades causam o
impacto. Por exemplo, se a organização estabelece um tempo curto para um fornecedor entregar um produto,
mesmo sabendo, por experiência, que este tempo de produção não é viável, isso poderia resultar em
excesso de horas extras para os trabalhadores do fornecedor. Nesse caso, a organização poderá contribuir
para causar impactos negativos na saúde e segurança desses trabalhadores.
Uma organização pode causar ou contribuir para causar um impacto negativo por meio das suas ações, ou
das suas omissões (ex.: deixar de prevenir ou mitigar um impacto negativo potencial).
Mesmo que a organização não cause ou contribua para causar um impacto negativo, suas operações, seus
produtos ou serviços podem estar “diretamente relacionados a” um impacto negativo como consequência
das suas relações de negócios. Por exemplo, se a organização usa cobalto em seus produtos que é
minerado fazendo uso de trabalho infantil, o impacto negativo (ou seja, trabalho infantil) está diretamente
relacionado aos produtos da organização por meio dos níveis de relações de negócios em sua cadeia de
fornecedores (ou seja, passando pela fundição, a empresa que comercializa o minério, até a mineradora que
usa o trabalho infantil), mesmo que a organização não tenha causado ou contribuído para causar o impacto
negativo propriamente dito. A “relação direta” não é definida pela relação entre a organização e a outra
entidade e, portanto, não se limita a relações contratuais diretas, tais como “contratação direta”.
A forma como a organização está envolvida com os impactos negativos determina como ela deve lidar com
os impactos e se tem a responsabilidade de providenciar ou cooperar com sua reparação (consulte a seção
2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 ).
Consulte as referências [2] e [5] da Bibliografia. Para mais orientações e exemplos, consulte o Guia sobre
Devida Diligência para uma Conduta Empresarial da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento
Econômico (OCDE) [2], páginas 70-72, e A Responsabilidade Empresarial de Respeitar os Direitos Humanos:
Um Guia Interpretativo, das Nações Unidas (ONU), [15], páginas 15-18.
Um exemplo de impacto positivo é a adoção por parte da organização de medidas que reduzam o custo de energia
renovável para os clientes, permitindo, dessa forma, que mais clientes mudem seu uso de energia não renovável
para energia renovável, contribuindo, assim, para mitigar as mudanças climáticas. Outro exemplo é a escolha pela
organização de uma área com alto índice de desemprego para abrir uma nova instalação para que possa contratar e
treinar pessoas desempregadas da comunidade local e, dessa forma, contribuir com a criação de empregos e o
desenvolvimento da comunidade.
Recomenda-se que a organização considere impactos negativos que poderiam resultar das suas atividades que
buscam uma contribuição positiva para o desenvolvimento sustentável. Impactos negativos não podem ser
compensados com impactos positivos. Por exemplo, uma instalação com energia renovável poderia reduzir a
dependência de combustíveis fósseis em uma região e trazer energia para comunidades com fornecimento
deficitário. Entretanto, se ela deslocar comunidades indígenas locais das suas terras ou territórios sem seu
consentimento, recomenda-se que esse impacto negativo seja abordado e reparado, não podendo ser
compensado pelos impactos positivos.
108 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
A avaliação da importância dos impactos envolve análise quantitativa e qualitativa. A importância de um impacto será
específica à organização e será influenciada pelos setores em que ela opera e por suas relações de negócios, entre
outros fatores. Em alguns casos, uma decisão subjetiva poderá ser necessária. Recomenda-se que a organização
relatora consulte stakeholders relevantes (consulte o Box 2 desta Norma) e relações de negócios para avaliar a
importância dos seus impactos. Recomenda-se que a organização também consulte especialistas internos e
externos relevantes.
A combinação da severidade e probabilidade de um impacto negativo pode ser chamada de “risco”. A avaliação da
importância dos impactos pode ser incluída nos sistemas de gestão de risco da organização como um todo, desde
que esses sistemas avaliem os impactos que a organização tem na economia, no meio ambiente e nas pessoas,
além de avaliar os riscos para a própria organização.
Severidade
A severidade de um impacto negativo real ou potencial é definida pelas seguintes características:
• Tamanho: o tamanho da gravidade do impacto.
• Escopo: o quanto o impacto está disseminado, por exemplo, o número de indivíduos afetados ou a extensão do
dano ambiental.
• Natureza irremediável: o quanto é difícil desfazer ou reparar o dano resultante.
O tamanho de um impacto negativo (ou seja, o tamanho da sua gravidade) pode depender de o impacto levar à não
conformidade com leis e regulamentos ou com instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
com os quais espera-se que a organização cumpra. Por exemplo, se um impacto negativo leva à violação de direitos
humanos ou de direitos fundamentais no trabalho, ou à não conformidade com reduções das emissões de gases
de efeito estufa (GEE) a serem atingidas nos termos da Convenção Quadro das Nações Unidas (ONU) sobre
Mudanças do Clima (FCCC) Acordo de Paris [4], o tamanho desse impacto poderá ser considerado maior.
O tamanho de um impacto negativo pode também depender do contexto no qual o impacto ocorre. Por exemplo, o
tamanho do impacto da captação de água de uma organização pode depender da área onde a água é captada. O
tamanho será maior se a água for captada de uma área afetada por estresse hídrico, comparada a uma área com
recursos hídricos abundantes para atender às demandas de usuários de água e dos ecossistemas.
Qualquer uma das três características (tamanho, escopo e natureza irremediável) pode tornar um impacto severo.
Mas, frequentemente, essas características são interdependentes: quanto maior for o tamanho ou escopo de um
impacto, menos remediável ele será.
A severidade e, portanto, a importância de um impacto não são conceitos absolutos. Recomenda-se que a
severidade de um impacto seja avaliada em relação a outros impactos da organização. Por exemplo, recomenda-se
que a organização compare a severidade dos impactos das suas emissões de GEE com a severidade dos seus
outros impactos. Recomenda-se que a organização não avalie a importância das suas emissões de GEE em
relação às emissões globais de GEE, pois essa comparação poderia levar à conclusão enganosa de que as
emissões da organização não são significativas.
Probabilidade
A probabilidade de um impacto negativo potencial refere-se à chance do impacto ocorrer. A probabilidade de um
impacto pode ser medida ou definida qualitativa ou quantitativamente. Ela pode ser descrita usando-se termos
genéricos (ex.: muito provável, provável) ou matematicamente, usando-se probabilidade (ex.: 10 em 100, 10%) ou
frequência em um dado período de tempo (ex.: uma vez a cada três anos).1
Direitos humanos
No caso de impactos negativos potenciais nos direitos humanos, a severidade do impacto terá precedência sobre
sua probabilidade. Por exemplo, uma organização que opera uma usina nuclear poderá priorizar o impacto potencial
109 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
relacionado à perda de vidas em casos de desastres naturais que afetem a usina, mesmo que desastres naturais
sejam menos prováveis de ocorrer do que outros incidentes.
A severidade de um impacto negativo nos direitos humanos não se limita a dano físico. Impactos extremamente
severos podem ocorrer em relação a quaisquer direitos humanos. Por exemplo, interferir, danificar ou destruir um
espaço sagrado sem consultar ou sem o consentimento das pessoas para quem esse espaço tem importância
espiritual pode causar um impacto extremamente severo em seus direitos culturais.
Ao priorizar outros tipos de impactos, tais como impactos ambientais negativos potenciais, a organização poderá
também escolher priorizar impactos negativos extremamente severos, mesmo que eles sejam menos prováveis de
ocorrer.
Tamanho e escopo
No caso de impactos positivos, o tamanho de um impacto refere-se a quão benéfico o impacto é ou poderia ser, e o
escopo refere-se a quão disseminado o impacto está ou poderia estar (ex.: o número de indivíduos ou a extensão
dos recursos ambientais que são ou poderiam ser positivamente afetados).
Probabilidade
A probabilidade de um impacto positivo potencial refere-se à chance do impacto ocorrer. A probabilidade de um
impacto pode ser medida ou definida qualitativa ou quantitativamente. Ela pode ser descrita usando-se termos
genéricos (ex.: muito provável, provável) ou matematicamente, usando-se probabilidade (ex.: 10 em 100, 10%) ou
frequência em um dado período de tempo (ex.: uma vez a cada três anos).2
Por exemplo, ao estabelecer um limiar, a organização primeiro agrupa seus impactos em vários temas e os
classifica, com base na importância, da prioridade mais alta para a mais baixa. Depois, a organização precisa
definir quantos dos temas ela irá relatar, começando pelos de prioridade mais alta. O estabelecimento do limiar fica
a critério da organização. Para transparência, a organização poderá fornecer uma representação visual da
priorização que mostre a lista inicial de temas que ela identificou e o limiar estabelecido para o relato.
A importância de um impacto é o único critério para se definir se um tema é material para ser relatado. A
organização não poderá usar a dificuldade em relatar um tema ou o fato de ainda não gerenciar o tema como critério
para definir se relata ou não o tema. Quando a organização não gerenciar um tema material, ela poderá relatar os
motivos para não fazê-lo ou quaisquer planos para gerenciar o tema de modo a cumprir os requisitos do Conteúdo
3-3 Gestão dos temas materiais desta Norma.
Apesar de alguns temas cobrirem tanto impactos negativos como positivos, poderá não ser sempre possível
comparar os dois. Além disso, impactos negativos não podem ser compensados com impactos positivos. Portanto,
recomenda-se que a organização priorize os impactos negativos separadamente dos impactos positivos.
Mesmo que a organização não tenha priorizado um impacto negativo real ou potencial para relatar, ela ainda poderá
ser responsável por abordar o impacto de acordo com leis, regulamentos ou instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente aplicáveis. Consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais
informações.
110 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
Agrupar impactos em temas, como “água e efluentes”, ajuda a organização a relatar com coesão sobre
múltiplos impactos que se relacionam ao mesmo tema.
A organização poderá agrupar os impactos em temas de acordo com as categorias gerais que se relacionem
a uma atividade de negócios, uma categoria de stakeholders, um tipo de relação de negócios, ou um recurso
econômico ou ambiental. Por exemplo, as atividades de uma organização resultam em poluição da água, o
que causa impactos negativos tanto nos ecossistemas como no acesso das comunidades locais à água
potável. A organização poderá agrupar esses impactos no tema “água e efluentes”, pois ambos os impactos
se relacionam ao seu uso de água.
A organização poderá consultar os temas nas Normas Temáticas da GRI e nas Normas Setoriais da GRI.
Esses temas fornecem uma referência útil para a compreensão da gama de impactos que podem ser
cobertos em cada tema. Para os impactos ou temas que as Normas GRI não cobrem, a organização pode
consultar outras fontes, tais como instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente ou
normas dos setores onde atua.
Recomenda-se que a organização também teste sua seleção de temas materiais com usuários potenciais e
especialistas que compreendam a organização ou seus setores e tenham uma visão clara de um ou mais dos
temas materiais. Isso pode ajudar a organização a validar o limiar que estabeleceu para definir quais temas são
materiais para o relato. São exemplos de especialistas que a organização pode consultar: acadêmicos, consultores,
investidores, advogados, instituições nacionais e organizações não governamentais.
Recomenda-se que a organização busque verificação externa para avaliar a qualidade e credibilidade de seu
processo de definição dos temas materiais. Consulte a seção 5.2 da Norma GRI 1 para mais informações sobre
como buscar verificação externa.
Esse processo de testagem produz uma lista dos temas materiais da organização.
1 International Organization for Standardization (ISO), ISO 31000:2018 Gestão de Riscos – Diretrizes, 2018.
2 Ibidem.
111 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
Box 5. Uso das Normas Setoriais da GRI para definição de temas materiais
As Normas Setoriais da GRI fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas
materiais. Os temas foram identificados com base nos impactos mais significativos dos setores, fazendo uso
da competência multi-stakeholder, de instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
de outras evidências relevantes.
É necessário que a organização use as Normas Setoriais aplicáveis ao definir seus temas materiais
(consulte o Requisito 3-b da Norma GRI 1: Fundamentos 2021). Usar as Normas Setoriais não substitui o
processo de definição dos temas materiais, mas colabora com ele. A organização ainda precisará considerar
suas próprias circunstâncias específicas ao definir seus temas materiais.
É necessário que a organização analise cada tema descrito nas Normas Setoriais aplicáveis e defina se é
um tema material para a organização.
Pode haver casos em que um tema incluído nas Normas Setoriais aplicáveis não seja material para a
organização. Isso pode ser porque a organização avalia que os impactos específicos que o tema cobre estão
ausentes. Pode ser também porque, comparados a outros impactos da organização, aqueles que o tema
cobre não estão entre os mais significativos.
Por exemplo, para uma organização do setor de petróleo e gás é necessário usar a Norma Setorial GRI 11:
Petróleo e Gás 2021 ao definir seus temas materiais. Um dos temas dessa Norma Setorial é direitos à terra
e aos recursos naturais. Projetos ligados a petróleo e gás frequentemente requerem terra para as
operações, rotas de acesso e distribuição. Isso pode levar a impactos, tais como reassentamentos
involuntários de comunidades locais, o que pode envolver seu deslocamento físico e econômico devido à
perda de acesso aos recursos. Entretanto, se os projetos ligados a petróleo e gás da organização não
causarem esses impactos e não causarão esses impactos no futuro, a organização poderá definir que o
tema direitos à terra e aos recursos naturais não é um tema material para a organização. Nesse caso, é
necessário que a organização relatora explique por que ela definiu que esse tema, que é provável que seja
material para organizações do setor de petróleo e gás, não é um tema material para a organização.
Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nas Normas Setoriais aplicáveis como não
materiais, então é necessário que a organização os liste no sumário de conteúdo da GRI e explique por que
eles não são materiais (consulte o Requisito 3-b-ii da Norma GRI 1). Essa explicação ajuda os usuários de
informações a entender por que a organização definiu que temas que provavelmente sejam materiais para os
setores da organização não são materiais em suas circunstâncias específicas.
Uma breve explicação no sumário de conteúdo da GRI de por que esse tema não é material é suficiente para
cumprir o Requisito 3-b-ii da Norma GRI 1. No exemplo anterior, a organização poderia explicar que direitos à
terra e aos recursos naturais não é um tema material porque seus projetos ligados a petróleo e gás estão
localizados em áreas inabitadas e não há planos de iniciar projetos em novas áreas.
112 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
ORIENTAÇÕES Esse conteúdo exige informações sobre como a organização definiu seus temas materiais. A
lista de temas materiais é relatada no Conteúdo 3-2 desta Norma.
É necessário que a organização use as Normas Setoriais aplicáveis ao definir seus temas
materiais. Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nas Normas Setoriais
aplicáveis como não materiais, então é necessário que a organização os liste no sumário de
conteúdo da GRI e explique por que eles não são materiais. Consulte o Requisito 5 e o
Requisito 7 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e o Box 5 desta Norma para mais
informações.
O Conteúdo 2-12 da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 exige informações sobre o papel do
mais alto órgão de governança na supervisão da devida diligência da organização e de outros
processos para identificar seus impactos na economia, no meio ambiente e nas pessoas.
Consulte a seção 1 desta Norma para orientações sobre avaliação da importância dos
impactos.
Recomenda-se que a organização explique se ela usou uma abordagem diferente para
priorizar seus impactos, por exemplo, se ela priorizou impactos ambientais negativos
potenciais com base somente na severidade.
Recomenda-se que a organização descreva também como estabeleceu um limiar para definir
quais temas são materiais para o relato e se ela testou sua seleção de temas materiais com
usuários potenciais e especialistas. É necessário que a organização relate se o mais alto
órgão de governança é responsável por analisar e aprovar as informações relatadas, inclusive
os temas materiais da organização, conforme descrito no Conteúdo 2-14 da Norma GRI 2.
Recomenda-se que a organização explique quaisquer mudanças em sua seleção inicial de
temas materiais seguindo aprovação interna e testagem com usuários potenciais e
especialistas.
ORIENTAÇÕES
Esse conteúdo exige informações sobre os temas materiais da organização. O processo de
definição de temas materiais é relatado conforme descrito no Conteúdo 3-1 desta Norma.
b. relatar se a organização está envolvida com impactos negativos por meio das suas
atividades ou como resultado das suas relações de negócios, e descrever as
atividades ou relações de negócios;
ORIENTAÇÕES
Este conteúdo exige que a organização explique como gerencia cada um dos seus temas
materiais. Isso significa que é necessário que a organização relate este conteúdo para cada
um dos seus temas materiais. Os requisitos deste conteúdo se aplicam a cada tema material.
Além deste conteúdo, pode haver também conteúdos e orientações nas Normas Temáticas e
Normas Setoriais que abordem o relato de informações sobre como a organização gerencia
um tema. Por exemplo, algumas Normas Temáticas possuem conteúdos sobre medidas ou
métodos específicos para gerenciar um tema. A organização não precisa repetir essas
informações conforme descritas no Conteúdo 3-3 se já tiverem sido relatadas em um outro
conteúdo. A organização poderá relatar as informações uma única vez e fornecer uma
referência para essas informações para preencher os requisitos correspondentes no
Conteúdo 3-3.
Se a abordagem da organização para gerenciar um tema material, tais como suas políticas e
medidas tomadas, se aplicar a outros temas materiais, a organização não precisa repetir
essas informações para cada tema. A organização poderá relatar essas informações uma
única vez, com uma explicação clara dos temas abrangidos.
Se a organização não gerenciar um tema material, ela poderá cumprir os requisitos deste
conteúdo explicando os motivos de não gerenciar o tema ou descrevendo possíveis planos
para gerenciá-lo.
O requisito 3-3-b exige que a organização relate se está envolvida com impactos negativos por
meio das suas atividades ou como resultado das suas relações de negócios. Sempre que
possível, recomenda-se que a organização também relate:
• se está ou poderia estar causando ou contribuindo para causar impactos negativos por
meio de suas atividades; ou
• se os impactos estão ou poderiam estar diretamente relacionados com suas operações,
seus produtos ou serviços como consequência das suas relações de negócios mesmo se
ela não tenha contribuído para causá-los.
Consulte o Box 3 desta Norma para mais informações sobre causar, contribuir para causar ou
estar diretamente relacionado com impactos negativos.
O requisito 3-3-b exige também que a organização descreva suas atividades ou suas relações
de negócios. Isso possibilita que a organização indique se os impactos relacionados a um
tema material estão disseminados nas atividades ou relações de negócios da organização, ou
se os impactos dizem respeito a atividades ou relações de negócios específicas.
Por exemplo, se a organização identificou que suas atividades em locais específicos poderiam
causar poluição da água, recomenda-se que descreva os tipos de atividades realizadas
nesses locais e sua localização geográfica. Ou, então, se a organização identificou que está
diretamente relacionada ao trabalho infantil como consequência das suas relações de
negócios em sua cadeia de valor, recomenda-se que especifique os tipos de fornecedores que
fazem uso do trabalho infantil (ex.: subcontratados fazendo trabalhos de bordado para os
produtos da organização) e a localização geográfica desses fornecedores.
Ao relatar seu compromissos para com o tema material, recomenda-se que a organização
forneça uma declaração de intenção de gerenciar o tema, ou explique:
• o posicionamento da organização em relação ao tema;
• se o compromisso de gerenciar o tema baseia-se na conformidade regulatória ou vai além
disso;
• conformidade com instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
relacionados ao tema.
Os Conteúdos 2-12 e 2-13 da Norma GRI 2 exigem informações sobre o papel do mais alto
órgão de governança na supervisão da gestão dos impactos da organização e em como
delega responsabilidades para esse fim.
Recomenda-se que a organização também relate como gerencia impactos reais identificados
em períodos de relato anteriores e que continua a gerenciar durante o período de relato atual.
Consulte as Orientações para o item 2-23-a-iii da Norma GRI 2 para mais informações sobre o
“princípio da precaução”.
Consulte o Conteúdo 2-25 da Norma GRI 2 para mais informações sobre processos para
reparar impactos negativos.
As metas podem ser qualitativas (ex.: implementar um sistema de gestão até uma certa data)
119 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
Por exemplo, para mostrar a eficácia de suas medidas para apoiar seus fornecedores na
melhoria das suas condições de trabalho, a organização poderá relatar uma pesquisa de
feedback com trabalhadores dos fornecedores mostrando que as condições de trabalho
melhoraram. Entre outras informações adicionais, a organização poderá fornecer dados
mostrando uma diminuição no número de incidentes identificados por auditorias
independentes.
Da mesma forma, para demonstrar a eficácia de suas medidas para melhorar a qualidade de
seu descarte de água, a organização poderá relatar dados mostrando uma diminuição na
concentração de sólidos dissolvidos totais (mg/L) no descarte de água.
Ao relatar o progresso rumo aos seus objetivos e metas, recomenda-se que a organização
relate se o progresso é satisfatório ou não. Se um objetivo ou meta não tiver sido atingido,
recomenda-se que a organização explique por quê.
Não é exigido que a organização forneça uma descrição detalhada dos aprendizados em
relação a cada tema material. Em vez disso, a organização poderá fornecer exemplos para
mostrar como ela incorpora os aprendizados para melhor gerenciar os impactos no futuro.
Os aprendizados podem ser obtidos dos próprios processos da organização (ex.: análise da
causa raiz), das suas relações de negócios ou do feedback de stakeholders ou de
especialistas.
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
alto executivo
membro da alta administração da organização como, por exemplo, o presidente, CEO ou um
indivíduo que se reporta diretamente ao CEO ou ao mais alto órgão de governança
cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização
cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização
Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.
criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior
Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.
devida diligência
processo de identificar, prevenir, mitigar e prestar contas de como uma organização lida com
seus impactos negativos reais e potenciais
121 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
Obs.: Consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "devida diligência".
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
empregado permanente
empregado com um contrato por prazo indeterminado (ou seja, contrato de trabalho
permanente) para um trabalho e m tempo integral ou de período parcial
empregado temporário
empregado com um contrato por um período limitado (ou seja, um contrato por prazo
determinado) que termina quando o período de tempo específico expira ou quando a tarefa ou
o evento específico com duração prevista é concluído (ex.: o término de um projeto ou o retorno
de empregados substituídos)
fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização
Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
grupos vulneráveis
122 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral
impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
mecanismo de queixas
processo de rotina pelo qual podem ser feitas queixas e pode-se obter reparação
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o Conteúdo 2-25 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "mecanismo de queixas".
mitigação
medida(s) tomadas para reduzir a extensão de um impacto negativo
órgão de governança
grupo formalizado de indivíduos responsável pela orientação estratégica da organização, o
efetivo monitoramento da gestão e a prestação de contas da gestão à organização como um
todo e a seus stakeholders
parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
123 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado
Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas
povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.
queixa
percepção de uma injustiça que evoca o senso de direito de uma pessoa ou grupo de
pessoas, que pode estar baseado em leis, contratos, promessas explícitas ou implícitas,
práticas tradicionais ou noções gerais de justiça das comunidades afetadas
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011
relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação
Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".
stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização
Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".
temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
Bibliografia
125 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese
Bibliografia
Esta seção lista os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser consultados pela
organização.
Instrumentos reconhecidos:
1. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Declaração Tripartite de Princípios sobre Empresas Multinacionais
e Política Social, 2017.
2. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da OCDE sobre Devida
Diligência para uma Conduta Empresarial Responsável, 2018.
3. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.
4. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC) Acordo de
Paris, 2015.
5. Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos:
Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger, Respeitar e Remediar”, 2011.
6. Organização das Nações Unidas (ONU), Carta Internacional dos Direitos Humanos:
6.1 Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948.
6.2 Organização das Nações Unidas (ONU), Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, 1966.
6.3 Organização das Nações Unidas (ONU), Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e
Culturais, 1966.
6.4 Organização das Nações Unidas (ONU), Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional sobre Direitos
Civis e Políticos, 1966.
6.5 Organização das Nações Unidas (ONU), Segundo Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional sobre
Direitos Civis e Políticos com vistas à Abolição da Pena de Morte, 1989.
7. Organização das Nações Unidas (ONU), Proteger, Respeitar e Remediar: Quadro para Empresas e Direitos
Humanos, 2008.
8. Organização das Nações Unidas (ONU), Relatório do Representante Especial do Secretário para os Direitos
Humanos e Empresas Transnacionais e Outras Empresas, John Ruggie, 2011.
9. Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, 1992.
10. Organização das Nações Unidas (ONU) - Resolução:Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o
Desenvolvimento Sustentável, 2015 (A/RES/70/1).
Referências adicionais:
11. Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015.
Recursos:
12. Castan Centre for Human Rights Law, Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights
(OHCHR), and United Nations Global Compact, Human Rights Translated 2.0: A Business Reference Guide,
2017.
13. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), guia setorial
[Link] acessado em 07/05/2021.
14. Shift, Oxfam, and Global Compact Network Netherlands, Doing Business with Respect for Human Rights: A
Guidance Tool for Companies, 2016.
15. Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de Respeitar os Direitos Humanos:
Um Guia Interpretativo, 2012.
16. World Benchmarking Alliance (WBA), Corporate Human Rights Benchmark methodology, periodicamente
atualizado.
GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021
Norma Setorial
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de janeiro de 2023.
Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
A Norma GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 fornece informações para organizações do setor de petróleo e gás
sobre seus prováveis temas materiais. Esses temas materiais são provavelmente temas materiais para as
organizações do setor de petróleo e gás com base nos impactos mais significativos do setor na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos.
A Norma GRI 11 também possui uma lista de conteúdos para as organizações do setor de petróleo e gás relatarem
em relação a cada tema material provável. Ela inclui conteúdos das Normas Temáticas da GRI e de outras fontes.
O restante da Introdução apresenta uma visão geral do setor a que se aplica esta Norma, uma visão geral do
sistema das Normas GRI e outras informações sobre como usar esta Norma.
128 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Esta Norma poderá ser usada por qualquer organização do setor de petróleo e gás, independentemente de porte,
tipo, localização geográfica ou experiência com relato.
A organização deve usar todas as Normas Setoriais aplicáveis para os setores onde desenvolve atividades
substanciais.
Classificações do setor
A Tabela 1 lista agrupamentos da indústria relevantes ao setor de petróleo e gás cobertos por esta Norma nos
sistemas de classificação Global Industry Classification Standard (GICS®) [4], Industry Classification Benchmark
(ICB) [3], International Standard Industrial Classification of All Economic Activities (ISIC) [6] e Sustainable Industry
Classification System (SICS®) [5].1 A tabela visa auxiliar uma organização a identificar se a Norma GRI 11 se aplica
a ela e é somente para referência.
Tabela 1. Agrupamentos da indústria relevantes ao setor de petróleo e gás em outros sistemas de classificação
SISTEMA DE NÚMERO DE NOME DE CLASSIFICAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO
GICS® 10101010 Perfuração de Petróleo e Gás
10101020 Equipamento e Serviços de Petróleo e Gás
10102010 Petróleo e Gás Integrados
10102020 Exploração e Produção de Petróleo e Gás
10102030 Refino e Comercialização de Petróleo e Gás
10102040 Armazenamento e Transporte de Petróleo e Gás
ICB 60101000 Petróleo e Gás Integrados
60101010 Petróleo: Produtores de Petróleo
60101015 Perfuração e Outros Serviços Offshore
60101020 Refino e Comercialização de Petróleo
60101030 Equipamento e Serviços de Petróleo
60101035 Dutos
ISIC B6 Extração de petróleo e gás natural
B91 Atividades de apoio para a extração de petróleo e gás natural
C192 Fabricação de produtos de petróleo refinado
SICS® EM-EP Petróleo e Gás - Exploração e Produção
EM-MD Petróleo e Gás - Midstream
EM-RM Petróleo e Gás - Refino e Comercialização
EM-SV Petróleo e Gás - Serviços
129 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
1 Os agrupamentos da indústria relevantes nos sistemas de classificação europeu - Statistical Classification of Economic Activities in the European
Community (NACE) [1] - e norte-americano - North American Industry Classification System (NAICS) [2] podem também ser estabelecidos por meio
de concordâncias disponíveis com a International Standard Industrial Classification (ISIC).
130 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
A Seção 1 desta Norma fornece informações contextuais que podem ajudar a organização a identificar e avaliar seus
impactos.
A Seção 2 descreve os temas que são provavelmente materiais para as organizações do setor de petróleo e gás. É
necessário que a organização analise cada tema descrito e defina se é um tema material para ela.
A organização precisa usar esta Norma ao definir seus temas materiais. Entretanto, as circunstâncias variam para
cada organização e a organização precisa definir seus temas materiais de acordo com suas circunstâncias
específicas, tais como seu modelo de negócios, contexto geográfico, cultural e contexto operacional legal, estrutura
societária, bem como a natureza dos seus impactos. Por causa disso, nem todos os temas listados nesta Norma
poderão ser materiais para todas as organizações no setor de petróleo e gás. Consulte a Norma GRI 3: Temas
Materiais 2021 para orientações passo a passo sobre como definir temas materiais.
Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nesta Norma como não materiais, então é necessário que
a organização os liste no sumário de conteúdo da GRI e explique por que eles não são materiais.
Consulte o Requisito 3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e o Box 5 da Norma GRI 3 para mais informações sobre
como usar as Normas Setoriais para definir temas materiais.
Para cada tema material, uma organização relata informações sobre seus impactos e como ela gerencia esses
impactos.
Depois da organização ter definido que um tema incluído nesta Norma é material, a Norma também ajuda a
organização a identificar conteúdos para relatar informações sobre seus impactos em relação àquele tema.
Para cada tema da seção 2 desta Norma, foi incluída uma subseção de relato. Essas subseções listam conteúdos
das Normas Temáticas da GRI que são relevantes para o tema. Elas poderão também listar conteúdos e
recomendações adicionais ao setor para a organização relatar. Isso ocorre nos casos em que as Normas
Temáticas não fornecem conteúdos ou em que os conteúdos das Normas Temáticas não fornecem informações
suficientes sobre os impactos da organização em relação a um tema. Esses conteúdos e recomendações
adicionais ao setor poderão se basear em outras fontes. A Figura 2 ilustra como o relato incluído em cada tema está
estruturado.
É necessário que a organização relate os conteúdos das Normas Temáticas listadas para aqueles temas que ela
definiu como materiais. Se quaisquer conteúdos das Normas Temáticas listados não forem relevantes aos
impactos da organização, não é exigido que a organização os relate. Entretanto, é necessário que a organização
liste esses conteúdos no sumário de conteúdo da GRI e escolha “não aplicável” como o motivo para omissão por
não ter relatado os conteúdos. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão,
Os conteúdos e recomendações adicionais ao setor descrevem outras informações que foram identificadas como
relevantes para as organizações do setor de petróleo e gás relatarem em relação a um tema. Recomenda-se que a
organização forneça informações suficientes sobre seus impactos em relação a cada tema material de forma que
os usuários de informações possam fazer avaliações e tomar decisões embasadas sobre a organização. Por esse
motivo, o relato desses conteúdos e recomendações adicionais ao setor é incentivado, porém não é um requisito.
Quando a organização relata conteúdos adicionais ao setor, é necessário que ela os liste no sumário de conteúdo
da GRI (consulte o Requisito 7 da Norma GRI 1).
Se a organização relata informações que se aplicam a mais de um tema material, ela não precisa repeti-las para
cada tema. A organização poderá relatar essas informações uma única vez, com uma explicação clara dos temas
abrangidos.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, tais como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
Consulte o Requisito 5 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações sobre como usar as Normas
Setoriais para relatar conteúdos.
Termos definidos
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
Referências e recursos
Instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais que foram usados no
desenvolvimento desta Norma, bem como outros recursos que poderão ajudar a relatar temas materiais prováveis e
que podem ser consultados pela organização, estão listados na Bibliografia. Eles complementam as referências e
os recursos listados na Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 e nas Normas Específicas da GRI.
1 Gestão do Tema
É necessário que a organização relate
como gerencia cada tema material
usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI
3: Temas Materiais 2021.
3 Recomendações adicionais ao
setor
Recomendações adicionais ao setor
poderão estar listadas. Elas
complementam os conteúdos das
Normas Temáticas e são
recomendadas para uma organização
do(s) setor(es).
5 Números de referência de
Norma Setorial
É necessário que os números de
referência de Norma Setorial sejam
incluídos no Sumário de Conteúdo da
GRI. Isso ajuda os usuários de
informações a avaliar quais
conteúdos listados nas Normas
Setoriais estão incluídos no relato da
organização.
133 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
1. Perfil do setor
Petróleo e gás são recursos naturais não renováveis, usados pelos homens há milhares de anos e com particular
intensidade durante os dois últimos séculos. O setor de petróleo e gás é uma grande indústria global que produz
combustível para transporte e para geração de energia, e matérias-primas para produtos químicos e polímeros. Os
produtos do setor são também usados em construção, vestuário, fertilizantes e inseticidas, equipamentos médicos
e eletrônicos, e uma variedade de objetos de uso cotidiano. A combustão de petróleo e gás gera emissões
atmosféricas, entre as quais gases de efeito estufa (GEE), que são o fator que mais contribui para as mudanças
climáticas.
O setor de petróleo e gás compreende organizações de diferentes portes e estruturas societárias. Empresas
estatais de petróleo e gás estão presentes na maior parte dos países ricos em recursos de petróleo e gás,
representando algumas das maiores organizações do setor. Organizações privadas de petróleo e gás são também
importantes e são, em geral, integradas verticalmente e operam internacionalmente. Organizações de médio porte
podem operar em regiões ou países específicos, ou fornecer produtos, serviços e tecnologia, como levantamento de
recursos, perfuração, design, planejamento e construção, para organizações de exploração e produção.
Atividades
Os impactos de uma organização variam de acordo com os tipos de atividades que ela realiza. A lista abaixo
descreve algumas das principais atividades do setor de petróleo e gás, conforme definidas nesta Norma. Esta lista
não é exaustiva.
Prospecção: Levantamento de recursos, incluindo levantamentos aéreos, testes sísmicos e perfuração exploratória.
Desenvolvimento: Design, planejamento e construção de campos de petróleo e gás, incluindo instalações para
processamento e trabalhadores.
Produção: Extração de petróleo e gás de reservas onshore ou offshore e separação de petróleo, gás e água.
Mineração de areias betuminosas: Extração do betume de areias betuminosas usando mineração a céu aberto ou
técnicas in situ.
Refino: Refinação do petróleo para produção de derivados usados como combustíveis ou insumos para a indústria
petroquímica.
Processamento: Processamento do gás para produção de gás natural especificado para comercialização e gás
natural liquefeito, incluindo a remoção de hidrocarbonetos e líquidos.
Vendas e comercialização : Venda de derivados de petróleo e gás para uso como, por exemplo, combustíveis, gás
para varejo e insumos na produção de especialidades químicas, petroquímicos e polímeros.
Relações de negócios
As relações de negócios de uma organização incluem as relações que ela possui com parceiros de negócios, com
entidades em sua cadeia de valor, incluindo aquelas além do primeiro nível e com quaisquer outras entidades
diretamente ligadas às suas operações, seus produtos e serviços. Os seguintes tipos de relações de negócio são
prevalentes no setor de petróleo e gás e são relevantes no momento de identificar os impactos de organizações do
setor.
134 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Joint ventures são acordos em que organizações dividem os custos, benefícios e obrigações de atividades de
petróleo e gás. Uma organização no setor de petróleo e gás pode estar envolvida com impactos negativos como
resultado de uma joint venture, mesmo se ela for um parceiro não operacional.
Empresas estatais (ou, simplesmente, EE) são geralmente as maiores produtoras de petróleo e gás e detêm
participação na maioria das reservas mundiais. Elas podem também atuar como parceiros de joint venture em
organizações de petróleo e gás de capital aberto. As EE possuem desafios específicos relativos a transparência e
governança, que são abordados em alguns dos prováveis temas materiais desta Norma.
Fornecedores e terceirizados são usados em grande número no setor de petróleo e gás para realizar certas
atividades, tais como perfuração e construção, ou para fornecer outros serviços e produtos. Alguns dos impactos
significativos cobertos por esta Norma dizem respeito à cadeia de fornecedores.
Os clientes usam petróleo e gás para produzir energia, aquecimento e materiais. Ao fazer a combustão de petróleo
e gás, eles geram gases de efeito estufa (GEE) e outras emissões atmosféricas. Embora a principal
responsabilidade por reduzir e gerenciar suas emissões recaia nos clientes, também se espera que as
organizações que extraem e produzem petróleo e gás tomem medidas para reduzir as emissões da combustão de
seus produtos e declarar as respectivas emissões de GEE (emissões de GEE do Escopo 3). Sendo assim, esta
Norma inclui não somente emissões diretas (Escopo 1) e indiretas (Escopo 2) de GEE, mas também outras
emissões indiretas (Escopo 3) de GEE.
Atualmente, o petróleo e o gás são as commodities mais ativamente comercializadas no mundo. Juntos, eles
representam os recursos mais importantes para a produção de eletricidade, fornecendo mais de 50% do
fornecimento total [13]. Em 2020, 90% da necessidade energética do setor de transporte foi suprida por produtos
petrolíferos [12]. O setor de petróleo e gás hoje também supre grande parte da necessidade da sociedade por
matérias-primas usadas na produção de especialidades químicas, petroquímicos e polímeros.
Atualmente, o petróleo e o gás são considerados ativos estratégicos em regiões ou países onde eles geram fluxos
de receita cruciais ou garantem independência energética. Por exemplo, o percentual do produto interno bruto
atribuível às receitas do petróleo chega a 45% em alguns países ricos nesse recurso [20]. As receitas deste setor
podem contribuir para o desenvolvimento local e nacional, juntamente com a geração de empregos, investimentos e
infraestrutura, negócios e desenvolvimento de habilidades.
A maioria dos países do mundo tem se comprometido a combater as mudanças climáticas, conforme descrito no
Acordo de Paris [7]. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) adverte que continuar a emitir
gases de efeito estufa (GEE) na taxa atual pode resultar em perigosos aumentos na temperatura global, levando a
elevados riscos de condições meteorológicas e eventos climáticos extremos [15]. Outros relatórios demonstram
que, com os atuais compromissos de política, o mundo está caminhando rumo a um perigoso aumento de 3,2°C na
temperatura até 2100 [18].
Essas projeções enfatizam a necessidade de mudança para uma economia de baixo carbono baseada em energia
financeiramente viável, confiável e sustentável. Atingir emissões líquidas zero de GEE até 2050 é necessário para
limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, um nível com previsão de impor riscos
significativamente menores para os sistemas naturais e humanos do que o de 2°C [15]. Juntos, os GEE liberados
por extração, refino e queima de petróleo e gás representam 55% de todas as emissões de GEE referentes à
energia e constituem a maior contribuição para as mudanças climáticas antropogênicas [36]. Medidas tomadas pelo
setor de petróleo e gás são essenciais para a transição em direção a uma economia de baixo carbono.
O número de encerramentos de operações de petróleo e gás irá aumentar no contexto da transição para uma
economia de baixo carbono e os impactos desses encerramentos nos trabalhadores e comunidades irão,
consequentemente, se elevar. Uma transição justa é um caminho justo e equitativo por meio de uma transformação
industrial para um futuro sustentável, onde governos e organizações trabalhem em colaboração. Essa transição
integra políticas públicas e programas centrados no trabalhador, com políticas e programas dos empregadores
para propiciar um futuro seguro e decente para todos os trabalhadores, suas famílias e as comunidades que
dependem deles. O caminho para mudar para uma economia de baixo carbono irá variar para países diferentes de
acordo com fatores como suas condições econômicas e capacidade de responder aos impactos das mudanças
135 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Além de contribuir para as mudanças climáticas, as atividades do setor de petróleo e gás geram outros impactos
negativos no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos nos seus direitos humanos. Esses impactos
incluem perda de biodiversidade; poluição do solo, da água e do ar; conflitos e perturbações sociais; e ameaças à
saúde humana. Grupos vulneráveis como os povos indígenas ou as mulheres podem ser desproporcionalmente
afetados e as operações de petróleo e gás podem continuar a gerar impactos negativos após seu encerramento.
Os impactos negativos podem se intensificar pela gestão inadequada dos recursos naturais. As grandes receitas
provenientes do setor de petróleo e gás podem levar à corrupção e à má gestão de recursos. As economias
dependentes do petróleo e do gás podem também ficar vulneráveis ao preço das commodities e às flutuações na
produção.
Uma vez que os ODS e as metas associadas a eles são integrados e indivisíveis, as organizações de petróleo e
gás têm o potencial de contribuir para todos os ODS aumentando seus impactos positivos ou prevenindo e
mitigando seus impactos negativos na economia, no meio ambiente e nas pessoas.
O setor de petróleo e gás é particularmente relevante para que se atinja o Objetivo 13: Ação Contra a Mudança
Global do Clima e, dado o impacto potencial das mudanças climáticas na agenda do desenvolvimento, isso irá
influenciar o alcance de cada objetivo, ao mesmo tempo que contribuirá para a transição para uma economia de
baixo carbono.
O setor de petróleo e gás também desempenha um papel fundamental para que se atinja o Objetivo 7: Energia
Limpa e Acessível. Garantir acesso à energia para todos enquanto se realiza a transição para uma economia de
baixo carbono é um dos desafios enfrentados pelo setor. Milhões de pessoas ainda carecem de acesso à energia.
Essa limitação dificulta o acesso a serviços básicos como os reconhecidos no Objetivo 3: Saúde e Bem-Estar e no
Objetivo 4: Educação de Qualidade, assim como às suas oportunidades de geração de renda, que são cruciais para
que se atinja o Objetivo 1: Erradicação da Pobreza. Uma energia mais abrangente, financeiramente viável e confiável
é um insumo fundamental para a economia mundial e essencial para que se atinja o Objetivo 8: Trabalho Decente e
Crescimento Econômico.
Em países que produzem petróleo e gás, o setor gera grandes receitas e atrai investimentos significativos. No
entanto, essas grandes receitas provenientes do setor trazem o risco de corrupção e conflito em relação aos
recursos, que afetam o atingimento do Objetivo 16: Paz, Justiça e Instituições Eficazes.
A Tabela 2 apresenta conexões entre os temas materiais prováveis para o setor de petróleo e gás e os ODS. Essas
correlações foram identificadas com base em uma avaliação dos impactos descritos em cada tema material
provável, nas metas associadas a cada ODS e no mapeamento existente feito para o setor (consulte as referências
[14] e [16] da Bibliografia).
A Tabela 2 não é uma ferramenta de relato, mas apresenta conexões entre os impactos significativos do setor de
petróleo e gás e os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Consulte nas referências [21] e
[22] da Bibliografia informações sobre o relato de progresso dos ODS usando as Normas GRI.
136 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Tabela 2. Correlações entre os temas materiais prováveis para o setor de petróleo e gás e os ODS
Emissões de GEE são o fator que mais contribui para as mudanças climáticas. As atividades do setor de petróleo e
gás e o uso de derivados de petróleo e gás são responsáveis por uma grande parte dos dois principais GEE:
dióxido de carbono (CO2 ) e metano (CH4 ). No mundo todo, estima-se que o setor seja responsável por um quarto
de todas as emissões antropogênicas de CH4 , que tem um potencial de aquecimento global (GWP, na sigla e m
inglês) marcadamente maior do que o CO2. Medições recentes indicam que os dados numéricos disponíveis sobre
as emissões de CH4 pelo setor podem estar subavaliados. Outros GEE provenientes de atividades do setor de
petróleo e gás incluem etano (C2 H6 ), óxido nitroso (N2 O), hidrofluorocarbonos (HCFs), perfluorocarbonos (PFCs),
hexafluoreto de enxofre (SF6 ) e trifluoreto de nitrogênio (NF3 ).
As emissões de GEE provenientes de atividades do setor de petróleo e gás são classificadas como emissões
diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE) no caso de atividades pertencentes ou controladas pela
organização ou emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquição de energia
no caso de eletricidade, aquecimento, resfriamento e vapor comprados ou adquiridos e consumidos pela
organização. Atualmente, 15% das emissões mundiais de GEE referentes à energia provêm do processo de
produção e distribuição de petróleo e gás [36].
As emissões diretas (Escopo 1) de GEE compreendem emissões provenientes da queima de combustíveis durante
a produção, emissões no processo como as que ocorrem durante carregamento e tancagem, e emissões fugitivas
como as que ocorrem em vazamentos de linhas e equipamentos. Uma fonte substancial de emissões de GEE do
Escopo 1 do setor é a queima e liberação na atmosfera, que visa descartar o gás que não pode ser contido ou
tratado de outra forma por motivos de segurança, técnicos ou econômicos. Essas práticas ocorrem durante a
produção, o armazenamento e o refino do petróleo e do gás.
Quando o gás precisa ser descartado, pode ser queimado no Flare ou simplesmente liberado na atmosfera.
A queima converte gás para CO2 , enquanto que a liberação lança CH4 diretamente na atmosfera.
Considerando que o CH4 tem um maior potencial de aquecimento global do que o CO2 , encaminhar os
gases associados a um sistema eficiente de queima em vez de liberação na atmosfera é tido como uma
melhor prática e há uma ampla concordância de que a liberação rotineira na atmosfera deveria ser eliminada.
A queima também representa uma grande fonte de emissões. Enquanto grandes quantidades de gases
provenientes de atividades de petróleo e gás são usados ou conservados, a queima ainda ocorre
rotineiramente. De acordo com o Banco Mundial, a queima de rotina ocorre "durante as operações normais
de produção de petróleo na ausência de instalações suficientes ou de uma geologia mais fácil de manipular
para se reinjetar o gás produzido, utilizá-lo no local ou enviá-lo para um ponto de venda". O aumento na
produção de petróleo de xisto tem contribuído ainda mais para os volumes de queima.
A quantidade de gás natural queimado em 2018 resultou em emissões de aproximadamente 275 megatons
de CO2 , assim como de outros GEE como metano, carbono negro e N2 O.
As emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquisição de energia se
originam de fontes estacionárias e móveis (ex.: transporte de materiais, produtos ou resíduos); e de atividades de
extração; refino de petróleo; liquefação e regaseificação de gás natural; e operação de instalações e equipamentos.
O esgotamento de recursos tradicionais de petróleo e gás tem levado o setor a transferir a produção para ambientes
mais difíceis, que podem envolver métodos mais complexos de extração, tais como perfuração em águas profundas
ou mineração de areias betuminosas. Apesar de melhorias contínuas de eficiência de produção no setor, essas
condições tendem a aumentar a quantidade de energia usada durante a produção e o transporte e,
consequentemente, as emissões de GEE associadas a essas atividades.
As emissões de GEE resultantes do uso final de produtos são classificadas como outras emissões indiretas
(Escopo 3) de gases de efeito estufa (GEE). Para o setor de petróleo e gás, elas constituem as emissões de GEE
mais significativas e mais da metade das emissões globais de CO2 [33]. A maioria das emissões de GEE do
Escopo 3 se origina de processos de combustão relacionados a construção, geração de eletricidade e calor,
fabricação e transporte. O volume dessas emissões tem aumentado juntamente com demandas maiores de
energia.
139 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.1.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva as medidas tomadas para gerenciar queima e liberação na
atmosfera e a eficácia dessas medidas.
GRI 305: Conteúdo 305-1 Emissões diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE) 11.1.5
Emissões 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Relate o percentual das emissões diretas brutas (Escopo 1) de GEE de CH4.
• Relate uma discriminação das emissões diretas brutas (Escopo 1) de GEE
por tipo de fonte (combustão estacionária, processo, fugitiva).2
Conteúdo 305-2 Emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) 11.1.6
provenientes da aquisição de energia
Conteúdo 305-3 Outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa 11.1.7
(GEE)
Referências e recursos
GRI 302: Energia 2016 e GRI 305: Emissões 2016 listam instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Os países signatários do Acordo de Paris se comprometeram a manter o aquecimento global "bem abaixo de 2°C"
[58]. Mesmo assim, as reservas de combustível fóssil disponíveis atualmente em todo o mundo excedem de longe o
valor máximo que poderá ser consumido permanecendo-se dentro deste limite [78]. Isso significa que as
organizações do setor de petróleo e gás precisam estabelecer metas para as emissões de carbono; modificar seus
modelos de negócio; e investir em energia renovável, tecnologias para remover CO2 da atmosfera [68] e soluções
baseadas na natureza para mitigar as mudanças climáticas, tais como reflorestamento, florestamento, restauração
costeira e de zonas úmidas.
A transição para uma economia de baixo carbono exige que as organizações estabeleçam metas de emissões que
sejam consistentes com o objetivo do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global bem abaixo de 2°C. Medidas
para reduzir emissões vinculadas ao processo de extração e distribuição de petróleo e gás, que são emissões
diretas (Escopo 1) e emissões indiretas (Escopo 2) de GEE provenientes da aquisição de energia, proporcionam
oportunidades importantes e imediatas para o setor contribuir com a redução global de emissões de GEE. O setor
também enfrenta expectativas de abordar outras emissões indiretas (Escopo 3) relacionadas ao uso de derivados
de petróleo e gás. Medidas para reduzir essas emissões poderão incluir, por exemplo, diversificação para
empresas de baixo carbono.
A transição para uma economia de baixo carbono também cria incertezas sobre a futura demanda por petróleo e
gás. A Agência Internacional de Energia (IEA) estima que, com base nas políticas atuais, a demanda por petróleo irá
se estabilizar por volta de 2030, enquanto que em algumas regiões a demanda por gás irá começar a diminuir até
2040 [68]. Em um cenário que prevê uma aceleração da transição energética para atingir o zero líquido de emissões
de GEE até 2050, a demanda por petróleo poderia cair em até 75% entre 2020 e 2050 e a demanda por gás poderia
atingir seu ponto máximo antes de 20303 [67]. Uma diminuição na demanda por petróleo e gás irá se traduzir em
menor utilização das instalações de produção existentes e diminuição no desenvolvimento de reservas.
Dependendo da velocidade desse processo, alguns campos e instalações poderão precisar ser reavaliados ou
mesmo desativados prematuramente, tornando-se ativos abandonados. Isso irá afetar financeiramente as
organizações do setor de petróleo e gás e gerar impactos significativos para os trabalhadores, governos e outros
stakeholders.
A transição poderá afetar o emprego, as receitas governamentais e o desenvolvimento econômico em regiões onde
o setor está presente. Encerramentos mais frequentes são menos prováveis de serem contrabalançados por
aberturas, como foi o caso no passado. Os trabalhadores poderão sofrer outros impactos potenciais relacionados a
empregabilidade, requalificação e oportunidades desejáveis de reinserção no mercado de trabalho. O encerramento
de operações sem as necessárias provisões para descomissionamento e reabilitação poderá também resultar em
um ônus econômico para governos e comunidades locais (consulte também o tema 11.7 Encerramento e
reabilitação), principalmente em países onde a produção de petróleo e gás representa um alto percentual das
receitas.
Para que se atinja uma transição justa para uma economia de baixo carbono, os diferentes níveis de dependência
do setor de petróleo e gás por parte de trabalhadores, comunidades locais e economias nacionais precisam ser
reconhecidos e empregos de qualidade criados para os afetados [79]. São exemplos de medidas que as
organizações poderão tomar para contribuir para uma transição justa: comunicação adequada e com antecedência
de encerramentos; colaboração com governos e sindicatos; defesa de uma política consistente para o clima
(consulte também o tema 11.22 Políticas públicas); retreinamento, requalificação e realocação de trabalhadores; e
investimentos alternativos nas comunidades afetadas. Consultas antecipadas e significativas com stakeholders e
comunidades locais também foram identificadas como cruciais para se atingir uma transição justa (consulte
também o tema 11.7 Encerramento e reabilitação).
2 Esta recomendação adicional ao setor baseia-se no item [Link] da Norma GRI 305: Emissões 2016.
141 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
A análise de cenários é um processo que considera diferentes situações para avaliar futuros resultados. As
organizações podem usá-la para estimar os possíveis resultados de suas estratégias em circunstâncias ou
condições incertas. A análise de cenários pode empregar diversas metodologias, qualitativas e quantitativas.
As recomendações da Força-Tarefa Sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD) sugerem
a análise de cenários como uma forma de ajudar as organizações a entender os riscos e as oportunidades
decorrentes de mudanças climáticas [82].
A análise de cenários atende bem à exploração dos riscos que a transição para uma economia de baixo
carbono apresenta para as organizações do setor de petróleo e gás porque ela permite considerar formas
alternativas de situações futuras simultaneamente. As organizações normalmente definem cenários de
acordo com a velocidade da transição, expressa nas mudanças resultantes na temperatura média global.
Um cenário compatível com os compromissos dos países no Acordo de Paris irá requerer um aumento de
temperatura bem abaixo de 2°C. Outros cenários poderão ser definidos de acordo com o contexto nacional de
uma organização. A organização poderá, então, traduzir as reduções esperadas nas emissões de GEE
compatíveis com esse aumento de temperatura em receitas esperadas.
3 O cenário Net-zero até 2050 da IEA, que prevê zerar as emissões líquidas de GEE até 2050, visa demonstrar o que os diversos atores necessitam
fazer, e até quando, para que o mundo elimine as emissões relacionadas à energia e as emissões de CO2 oriundas de processos industriais; no
entanto, esse é apenas um caminho possível para atingir zero emissões até 2050 [67].
142 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.2.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva políticas, compromissos e medidas da organização para prevenir
ou mitigar os impactos da transição para uma economia de baixo carbono
nos trabalhadores e nas comunidades locais.
• Relate o nível e o cargo dentro da organização que recebeu a
responsabilidade de gerenciar os riscos e as oportunidades decorrentes de
mudanças climáticas.
• Descreva a supervisão do Conselho na gestão dos riscos e oportunidades
decorrentes de mudanças climáticas.
• Relate se a responsabilidade pela gestão dos impactos relacionados às
mudanças climáticas está vinculada a avaliações de desempenho ou a
mecanismos de incentivo, inclusive nas políticas de remuneração para
membros do mais alto órgão de governança e altos executivos.
• Descreva os cenários relacionados às mudanças climáticas usados para
avaliar a resiliência da estratégia da organização, inclusive um cenário de 2°C
ou menos.
GRI 305: Conteúdo 305-5 Redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) 11.2.3
Emissões 2016
Recomendações adicionais ao setor
143 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 e GRI 305: Emissões 2016 listam instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As atividades do setor de petróleo e gás e a combustão de petróleo e gás são fontes antropogênicas de outras
emissões atmosféricas além dos gases de efeito estufa (GEE). Elas incluem SOx , NOx , MP, COV, poluentes
atmosféricos perigosos (HAP, na sigla em inglês), tais como benzeno (C6 H6 ) e ácido sulfídrico (H2 S), e
ozônio (O3 ).7
Essas emissões atmosféricas podem ser liberadas durante a produção e o processamento; refino, distribuição e
armazenamento. Elas podem resultar de atividades como queima e liberação na atmosfera; queima de
combustíveis para acionar maquinário; e transporte de suprimentos e produtos. As emissões atmosféricas podem
também resultar de perdas por evaporação, emissões fugitivas provenientes de vazamentos e falhas, além de
acidentes e eventos referentes à segurança de processo. Um número significativo de emissões atmosféricas
também resulta de queima de combustíveis por usuários finais.
No mundo todo, a poluição atmosférica causa problemas graves de saúde e milhões de mortes anualmente ao
contribuir para doenças coronárias e pulmonares, derrames, infecções respiratórias e danos neurológicos [93]. As
crianças, os idosos e os pobres são afetados de forma desproporcional por essas emissões, assim como são as
comunidades locais próximas às unidades operacionais.
As emissões atmosféricas podem levar a impactos extensos e variados nos ecossistemas, ao mesmo tempo em
que afetam outras atividades econômicas que dependem desses ecossistemas. Por exemplo, as emissões de NOx
que penetram nos oceanos, lagos ou outros corpos d’água podem alterar sua química, impactando negativamente
a vida terrestre e aquática. As emissões de NOx e SOx podem levar à chuva ácida e aumentar a acidificação
oceânica. Essas emissões podem também causar danos à vida vegetal ao, por exemplo, prejudicar a fotossíntese e
reduzir o crescimento.
4 Recomenda-se que a definição de reservas usada pela organização para esta recomendação adicional ao setor seja a mesma que a definição usada
em suas demonstrações financeiras consolidadas ou em documentos equivalentes.
5 A massa de CO2 capturado usando captura e armazenamento de carbono menos a massa de CO2 emitido como resultado do processo ou durante o
processo é, às vezes, conhecida como "redução líquida de emissões" [69].
6 Estes conteúdos adicionais ao setor baseiam-se nas recomendações de relato 1.2.1 e 1.2.2 da Norma GRI 415: Políticas Públicas 2016.
145 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.3.1
Materiais 2021
GRI 416: Saúde e Conteúdo 416-1 Avaliação dos impactos na saúde e segurança causados por 11.3.3
Segurança do categorias de produtos e serviços
Consumidor
2016 Recomendações adicionais ao setor
• Descreva medidas tomadas para melhorar a qualidade de produtos de forma
a reduzir as emissões atmosféricas
Referências e recursos
GRI 305: Emissões 2016 e GRI 416: Saúde e Segurança do Consumidor 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
7 O escopo deste tema não inclui o dióxido de carbono CO2 e o metano CH4 , que são relatados nas emissões de GEE.
146 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
As atividades do setor de petróleo e gás podem ser fonte de pressões sobre os ambientes onde elas ocorrem e
causam impactos diretos, indiretos e cumulativos de curto e longo prazo. Os impactos na biodiversidade
provenientes das atividades do setor de petróleo e gás incluem contaminação do ar, do solo e da água, erosão do
solo e sedimentação de corpos hídricos. Outros impactos podem incluir mortalidade animal ou maior
vulnerabilidade a predadores, fragmentação e conversão de habitats, além da introdução de espécies invasoras e
patógenos. Impactos na biodiversidade podem resultar em limitações na disponibilidade, acessibilidade ou
qualidade dos recursos naturais, o que, por sua vez, impacta o bem-estar e os meios de subsistência das
comunidades locais (tema 11.15) e dos povos indígenas (tema 11.17). Os impactos podem se exacerbar quando as
atividades ocorrem em áreas de proteção ambiental ou áreas de alto valor de biodiversidade e poderão se estender
muito além do encerramento e da reabilitação (tema 11.7) dos locais de operação ou limites geográficos de
atividades.
Os impactos podem resultar tanto de atividades onshore como offshore, tais como desmatamento; testes sísmicos
e perfuração de poços exploratórios; construção de ativos e instalações, infraestrutura e dutos; desenvolvimento
rodoviário e transporte; descarte de água; disposição de resíduos de perfuração; derramamentos e vazamentos. As
ameaças à biodiversidade irão aumentar à medida que recursos facilmente acessíveis de petróleo e gás sejam
exauridos e as atividades do setor de petróleo e gás se movam para áreas mais remotas.
O setor de petróleo e gás pode também contribuir para impactos cumulativos na biodiversidade. Por exemplo, à
medida que as atividades de petróleo e gás se expandam para uma área, novas rotas de acesso são instaladas, o
que normalmente requer desmatamento. Isso leva à fragmentação e conversão de habitats, mas poderá também
resultar no aumento do uso da área ou mesmo incentivar outros setores a estabelecer operações nas mesmas
áreas, intensificando os impactos. Mudanças no uso da terra para acomodar as atividades do setor poderão
exacerbar os efeitos das mudanças climáticas, se elas resultarem na remoção de sumidouros de carbono. Por sua
vez, as mudanças climáticas provavelmente afetarão todos os aspectos da biodiversidade, inclusive organismos
individuais, populações, distribuição de espécies e a composição e função dos ecossistemas, e os impactos
tendem a piorar com o aumento da temperatura.
Para limitar e gerenciar seus impactos na biodiversidade, o setor de petróleo e gás está desenvolvendo e, em
alguns casos, já utilizando uma ferramenta de hierarquia de mitigação que ajuda a fundamentar suas medidas. A
hierarquia de mitigação consiste em quatro etapas sequenciais para reduzir os impactos negativos de atividades no
meio ambiente. A prioridade é dada a medidas preventivas, evitando-se os impactos negativos e, quando não for
possível evitar, minimizando-os. Quando os impactos negativos não puderem ser evitados ou minimizados,
medidas de reparação poderão ser usadas, tais como reabilitação ou restauração da biodiversidade. Medidas de
compensação também poderão ser aplicadas a impactos residuais depois de todas as outras medidas terem sido
aplicadas (consulte a referência [118] da Bibliografia).
147 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Relato de biodiversidade
Se a organização tiver definido que biodiversidade é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.4.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva políticas e compromissos para atingir nenhuma perda líquida ou
um ganho líquido para a biodiversidade em unidades operacionais; e se
esses compromissos se aplicam a operações existentes e futuras e a
operações além das áreas de alto valor de biodiversidade.
• Relate se a aplicação da hierarquia de mitigação fundamentou medidas para
gerenciar impactos relacionados à biodiversidade.
Referências e recursos
GRI 304: Biodiversidade 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As atividades do setor de petróleo e gás geram grandes volumes de resíduos, inclusive resíduos perigosos. Os
maiores fluxos de resíduos provêm da extração e do processamento de petróleo e gás e podem consistir em lamas
e fragmentos, incrustrações e lodo de perfuração, que, por sua vez, podem conter aditivos químicos,
hidrocarbonetos, metais, materiais radioativos de ocorrência natural (NORM, na sigla em inglês) e sais. Esses
fluxos de resíduos podem contaminar a água de superfície, a água subterrânea e a água do mar com produtos
químicos ou metais pesados e impactar negativamente as espécies vegetais e animais, assim como a saúde
humana. Os impactos podem depender da abordagem de uma organização para a gestão de resíduos,
regulamentação e da disponibilidade de instalações de recuperação e disposição na proximidade das atividades.
Os fluxos de resíduos que não podem ser reduzidos ou não destinados para disposição final são normalmente
armazenados, tratados ou descartados por diferentes métodos. Quando descartados em poços subterrâneos de
injeção, os resíduos de perfuração podem desencadear eventos sísmicos ou causar contaminação das águas
subterrâneas. Em algumas operações offshore, os fluidos de perfuração poderiam também ser descartados em
corpos hídricos, como rios ou lagos, ou no oceano, dependendo da legislação e da disponibilidade de alternativas
de escoamento. Se os resíduos forem descartados no solo ou se houver carreamento de resíduos de substâncias
perigosas de instalações de armazenamento de resíduos pelas águas de chuvas, outros impactos poderão incluir
contaminação do solo, perda de produtividade do solo e erosão. Em áreas remotas com métodos limitados de
recuperação e disposição, os impactos dos resíduos poderão ser mais severos ou mais difíceis de monitorar.
Na mineração de areias betuminosas, o maior fluxo de resíduos é de rejeitos, um fluxo de resíduos perigosos
produzidos durante o processo de separação de betume e areia (consulte o tema 11.8 Integridade de ativos e
gestão de acidentes de segurança de processo). Em algumas lagoas de rejeitos, ocorreu carreamento de resíduos
de produtos químicos, causando riscos à saúde de comunidades locais. A prioridade é dada a medidas preventivas,
evitando-se os impactos negativos e, quando não for possível evitar, minimizando-os.
O tipo e a quantidade de materiais usados por uma organização do setor de petróleo e gás poderá significar
sua dependência de recursos naturais e seus impactos na disponibilidade desses recursos. Os respectivos
impactos ambientais dependem da abordagem da organização para compras, uso e disposição desses
materiais.
O setor de petróleo e gás tem oportunidades para um uso eficiente de materiais. Elas incluem o uso de seu
significativo poder de compra para criar demanda para materiais produzidos de forma mais responsável ou a
implementação de medidas de circularidade que visem o reuso ou a reciclagem de materiais de estruturas
desativadas, tais como aço e concreto.
Relato de resíduos
Se a organização tiver definido que resíduos são um tema material, esta subseção lista os conteúdos identificados
como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.5.1
Materiais 2021
Referências e recursos
GRI 306: Resíduos 2020 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais relevantes para o relato deste tema.
As atividades do setor de petróleo e gás podem reduzir a disponibilidade de água para comunidades locais e outros
setores que também dependem desse recurso. Elas podem causar impactos na qualidade da água de superfície,
da água subterrânea e da água do mar, que poderão se traduzir em impactos de longo prazo nos ecossistemas e
na biodiversidade (tema 11.4), causar problemas de saúde e desenvolvimento para os seres humanos e prejudicar
a segurança alimentar.
Extração e processamento são as atividades do setor de petróleo e gás que usam os maiores volumes de água. A
quantidade de água exigida por essas atividades varia de acordo com o método de extração de petróleo e gás, da
geologia local e do grau de processamento exigido. Alguns métodos de extração e processamento, entre os quais o
fraturamento hidráulico e a mineração de areias betuminosas, fazem um uso particularmente intensivo de água. A
quantidade de água captada para certas atividades também varia de acordo com a capacidade da organização de
substituir o uso de água doce, a qualidade da água exigida, infraestrutura de reciclagem e as características dos
recursos hídricos locais.
As organizações do setor de petróleo e gás poderão também precisar gerir grandes quantidades de água produzida
ou água residual de processo, que normalmente contém hidrocarbonetos, produtos químicos ou outras substâncias
perigosas. Para minimizar os impactos na água, a água produzida e a água residual de processo poderão ser
reinjetadas para estimulação de poços ou reutilizadas em outros processos. Caso contrário, elas não poderão ser
descartadas em água de superfície, água subterrânea, água do mar ou em um terceiro; dispersadas no solo; ou
armazenadas em lagoas de evaporação. Quando descartadas, os impactos na água variam de acordo com a
sensibilidade do corpo d´água receptor e da qualidade da água descartada.
Poderá também haver contaminação resultante da injeção de fluidos de perfuração em poços e de reversão de fluxo
do fraturamento hidráulico. Isso poderá fazer com que contaminantes subterrâneos infiltrem-se e poluam os
recursos de águas subterrâneas. Tratamento ineficiente de descarte de água, derramamentos de óleo provenientes
de acidentes de transporte, rompimento de dutos ou percolação, ou ainda falhas em uma barragem de rejeitos de
areias betuminosas poderão também causar impactos semelhantes na qualidade da água (consulte o tema 11.8
Integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo).
Os impactos do setor de petróleo e gás na água também dependem da quantidade de recursos hídricos locais;
onde houver escassez de água, o setor causará um impacto maior. Uma grande proporção dos recursos mundiais
de petróleo e gás se encontram em áreas que são áridas ou experimentam estresse hídrico. Nessas áreas, as
atividades do setor tendem a aumentar a competição pela água na demanda por outros usos - tais como o uso
doméstico, pesca, aquicultura ou atividades agrícolas. Isso poderá exacerbar as tensões entre setores e
comunidades locais, e dentro deles. Secas, inundações e outros eventos climáticos extremos relacionados às
mudanças climáticas irão provavelmente trazer desafios mais frequentes relacionados à disponibilidade e à
qualidade da água no futuro.
151 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
A Norma GRI 3: Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.6.1
Temas Materiais
2021
Referências e recursos
GRI 303: Água e Efluentes 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As instalações do setor de petróleo e gás poderão continuar a gerar impactos ambientais após o encerramento,
entre os quais contaminação de solo e água, mudanças nos relevos e perturbações na biodiversidade e na vida
selvagem. Um encerramento poderá também causar impactos duradouros nas comunidades locais. A ineficácia no
encerramento de instalações e reabilitação de unidades poderá tornar o solo inutilizável para outros fins produtivos
e poderá resultar em riscos para a saúde e a segurança devido à contaminação ou à presença de materiais
perigosos.
Encerramento e reabilitação de campos de petróleo e gás podem incluir a remoção e disposição final de
substâncias e produtos químicos perigosos; cobrir ou tampar poços abandonados; desmontar estruturas e reusar,
reciclar ou dispor materiais. Podem também incluir a gestão de resíduos; problemas de qualidade de águas de
superfície e águas subterrâneas resultantes de derramamentos e vazamentos; e restauração de solos para uma
condição ou valor econômico equivalente ao estado anterior ao desenvolvimento. Fechar unidades de mineração de
areias betuminosas também envolve a gestão de lagoas de rejeitos (consulte também o tema 11.8 Integridade de
ativos e gestão de acidentes de segurança de processo).
Diversas convenções internacionais (consulte as referências [168], [169] e [170] da Bibliografia) exigem o
descomissionamento e a remoção de todas as estruturas offshore no final da vida útil do campo. Entretanto, essas
exigências podem estar sujeitas a diferentes interpretações de um país para o outro, onde regulamentações
nacionais ou convenções regionais podem ter precedência sobre convenções internacionais. Consequentemente,
as organizações do setor de petróleo e gás podem carecer de regras claras para apresentar planos de
descomissionamento junto a governos locais e tomar medidas a esse respeito quando estruturas offshore forem
desativadas.
Descomissionar e desmontar estruturas offshore pode ser oneroso e complexo devido ao seu tamanho, peso e
localização. Pode haver outras complexidades e considerações ambientais quando, por exemplo, estruturas que
deveriam ser removidas se tornam parte de comunidades e habitats bentônicos8 . Em alguns casos, o
descomissionamento poderá ocorrer in loco e as estruturas poderão ser deixadas no local. Quando isso acontecer,
os impactos poderão incluir poluição marinha decorrente de corrosão, alterações dos ecossistemas, danos a
equipamentos pesqueiros e riscos para a navegação.
A fase de encerramento e reabilitação pode criar outras oportunidades de emprego para as comunidades locais.
Entretanto, uma vez que essa fase seja concluída, os trabalhadores poderão ser dispensados e as comunidades
locais poderão enfrentar uma retração econômica e perturbações sociais se elas se tornaram dependentes das
atividades do setor de petróleo e gás para emprego assim como para renda, impostos e outros pagamentos para
governos, desenvolvimento da comunidade e outros benefícios.
Para prever impactos potenciais, o planejamento para encerramento geralmente precisa ser realizado nas fases
iniciais de um projeto. Os impactos do encerramento poderão ser exacerbados se houver antecedência insuficiente
na comunicação ou ausência de um planejamento adequado para revitalização econômica, proteção social e
transição de carreira dos empregados. Sem uma clara indicação das partes responsáveis e dos fundos alocados,
as instalações de petróleo e gás fechadas poderão deixar um legado de problemas ambientais e ônus financeiros
para as comunidades e os governos. Espera-se que a necessidade de reduzir as emissões de GEE e a transição
para uma economia de baixo carbono (consulte o tema 11.2 Adaptação, resiliência e transição climática) leve a mais
encerramentos de atividades. Eles terão uma probabilidade menor de ser contrabalançados por aberturas, como
ocorreu no passado. É necessária uma colaboração entre os governos e as organizações locais e nacionais, assim
como com os trabalhadores e os sindicatos, para mitigar impactos significativos e garantir uma transição justa.
Soluções tecnológicas que permitiriam um redirecionamento dos ativos ou uma extensão de sua vida útil após o
término da produção (ex.: uso dos dutos para armazenamento de CO2 ou transporte de combustíveis de baixo
carbono) estão sendo testados, mas ainda precisam se provar eficazes e economicamente viáveis.
153 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.7.1
Materiais 2021
GRI 404: Conteúdo 404-2 Programas para o aperfeiçoamento de competências dos 11.7.3
Capacitação e empregados e de assistência para transição de carreira
Educação 2016
Liste as estruturas descomissionadas deixadas no local e descreva a justificativa para deixá-las no 11.7.5
local.
Relate o valor monetário total do provisionamento para encerramento e reabilitação realizados pela 11.7.6
organização, incluindo monitoramento e controle pós-encerramento de unidades operacionais.
Referências e recursos
GRI 402: Relações de Trabalho 2016 e GRI 404: Capacitação e Educação 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.
8 Bentônico é definido pelo dicionário Merriam-Webster como "de, relativo a ou que ocorre no fundo de um corpo d'água ou de, relativo a ou que ocorre
nas profundezas do oceano" [171].
154 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Acidentes no setor de petróleo e gás podem trazer consequências catastróficas para os trabalhadores, as
comunidades locais (consulte o tema 11.9 Saúde e segurança do trabalho e o tema 11.15 Comunidades locais), o
meio ambiente e causar danos aos ativos das organizações. Além das fatalidades e dos acidentes de trabalho,
esses acidentes podem causar contaminação do ar, do solo e da água. Esses impactos têm o potencial de
desestruturar outras atividades econômicas que dependem desses recursos naturais, tais como a pesca e a
agricultura, afetando os meios de subsistência e comprometendo a inocuidade dos alimentos e a segurança
alimentar. Eles podem também levar à degradação de ecossistemas e habitats e à mortalidade de animais.
Acidentes de segurança de processo relacionados ao setor de petróleo e gás incluem perda de controle ou perda
de contenção primária de hidrocarbonetos, blowout de poço, explosões, incêndios, distúrbios operacionais e
paradas de emergência de refinarias, além de falhas em barragens de rejeitos de operações relacionadas a areias
betuminosas. Os derramamentos e vazamentos de petróleo e gás, por exemplo, devido a falhas não detectadas em
equipamentos ou que ocorrem durante a distribuição de petróleo e gás por dutos ou transporte marítimo, rodoviário
ou ferroviário, podem poluir o solo e a água, assim como prejudicar espécies (consulte também o tema 11.6 Água e
efluentes e o tema 11.4 Biodiversidade). Eventos ou incidentes envolvendo metano e outras emissões de GEE
também contribuem para as mudanças climáticas (consulte o tema 11.1 emissões de GEE).
As organizações do setor de petróleo e gás podem prevenir acidentes de segurança de processo com um sistema
eficaz de gestão. A segurança de processo refere-se à aplicação sistemática de bons princípios de design,
construção e operação para garantir uma contenção segura de materiais perigosos; ela também aborda as fontes
ou os fatores que levam a acidentes potenciais. Um sistema de gestão de segurança de processo pode também
limitar os impactos associados a acidentes relacionados a eventos climáticos extremos, que tendem a aumentar
em frequência e intensidade devido aos efeitos das mudanças climáticas.
A mineração de areias betuminosas normalmente usa grandes quantidades de água para separar o betume
da areia. Isso gera rejeitos, que contêm grandes quantidades de resíduos perigosos, inclusive
hidrocarbonetos e metais pesados. Em média, 1,5 barris de rejeitos são armazenados para cada barril de
betume produzido.
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.8.1
Materiais 2021
Os conteúdos adicionais ao setor listados abaixo são destinados a organizações com operações de 11.8.4
mineração de areias betuminosas.
• Liste as instalações de rejeitos da organização.
• Para cada instalação de rejeitos:
- descreva a instalação de rejeitos;
- relate se a instalação é ativa, inativa ou foi fechada;
- relate a data e os principais achados da avaliação de riscos mais recente.
• Descreva as medidas tomadas para:
- gerenciar impactos de instalações de rejeitos, inclusive durante o encerramento e pós-
encerramento;
- prevenir falhas catastróficas de instalações de rejeitos.11
Referências e recursos
GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Muitos riscos ocupacionais estão associados às atividades realizadas no setor de petróleo e gás, tais como o
trabalho com equipamentos pesados, a exposição a substâncias explosivas, inflamáveis, venenosas ou perigosas
ou o manuseio dessas substâncias. Apesar de esforços para eliminar riscos ocupacionais e melhorar a saúde e o
bem-estar dos trabalhadores, acidentes de trabalho ou doenças profissionais, inclusive com fatalidades, são ainda
prevalentes no setor.
Os perigos associados às atividades realizadas no setor de petróleo e gás têm o potencial de resultar em acidentes
de trabalho com consequência grave. Acidentes de transporte, que podem ocorrer quando trabalhadores e
equipamentos são transportados para os poços, plataformas offshore e outras instalações, ou de volta deles, são a
fonte mais comum de fatalidades e acidentes de trabalho no setor. Outros grandes perigos são incêndios e
explosões, que podem se originar de gases ou líquidos inflamáveis durante a produção e o transporte de petróleo e
gás, além de perigos elétricos associados a sistemas de alta voltagem usados nas instalações ou nos
equipamentos de exploração e produção. Colapso ou desprendimento de partes de estruturas, erros de operação
de equipamentos pesados ou falhas em instalações elétricas, hidráulicas ou mecânicas poderão resultar em
acidentes típicos das categorias "ser atingido por", "ficar preso" ou "prensamento e/ou esmagamento". Os
trabalhadores poderão também correr risco de acidentes resultantes de escorregões, tropeços e quedas ao
acessar plataformas e equipamentos elevados.
Os perigos associados ao setor de petróleo e gás que têm o potencial de resultar em doença profissional podem
ser biológicos, químicos, ergonômicos ou físicos em sua origem. Os perigos químicos comumente relatados
incluem sílica cristalina respirável, que é liberada durante o fraturamento hidráulico, por exemplo, e pode causar
silicose e câncer no pulmão. O ácido sulfídrico liberado de poços de petróleo e gás, além de gases e vapores
perigosos de hidrocarboneto são outros perigos comumente relatados. As atividades do setor também envolvem o
trabalho em espaços confinados, que podem conter uma alta concentração de gases, tais como monóxido de
carbono, metano e nitrogênio, que podem levar ao envenenamento ou ao sufocamento. Perigos físicos e
ergonômicos no setor incluem temperaturas extremas, níveis perigosos de radiação e níveis perigosos de barulho
ou vibração, que poderão causar deficiência ou perda auditiva e distúrbios musculoesqueléticos. Perigos biológicos
prevalentes no setor incluem doenças transmissíveis presentes na comunidade local ou doenças decorrentes de
higiene precária e de baixa qualidade de alimentos ou de água.
Perigos relacionados com práticas laborais e empregatícias comuns (tema 11.10) no setor de petróleo e gás
podem aumentar o risco de fadiga, sobrecarga cognitiva ou estresse e impactar a saúde física, psicológica e social.
Essas práticas incluem as escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo, trabalho e moradia em
diferentes locais, rotatividade de emprego, longos turnos, longas horas de viagem, morar no local de trabalho, sono
interrompido, horários de trabalho irregulares e trabalho solitário. Os trabalhadores poderão também experimentar
reações psicológicas, tais como o transtorno de estresse pós-traumático após um acidente grave. Além disso, os
locais de trabalho caracterizados por desequilíbrio de gênero podem contribuir para o aumento de estresse,
discriminação ou assédio sexual (consulte também o tema 11.11 Não discriminação e igualdade de
oportunidades).
O setor de petróleo e gás faz uso extensivo de fornecedores, alguns dos quais podem realizar atividades
consideradas entre as mais perigosas. Os sistemas de gestão de saúde e segurança do trabalho poderão não
cobrir os trabalhadores dos fornecedores da mesma forma que os empregados são cobertos. Os trabalhadores
dos fornecedores prestando serviço nas instalações de organizações do setor poderão estar menos familiarizados
com o local de trabalho e as práticas de saúde e segurança da organização ou menos comprometidos com essas
práticas. Outros trabalhadores da cadeia de fornecedores da organização poderão estar sujeitos a padrões mais
baixos de saúde e segurança do trabalho.
9 O conteúdo relacionado a efluentes da Norma GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 foi substituído pela Norma GRI 303: Água e Efluentes 2018 e o
conteúdo relacionado a resíduos foi substituído pela Norma GRI 306: Resíduos 2020. O conteúdo relacionado a derramamentos da Norma GRI 306:
Efluentes e Resíduos 2016 permanece em vigor.
10 Definições para eventos de segurança de processo Tier 1 e Tier 2 podem ser encontradas em Recommended Practice 754, Process Safety
Performance Indicators for the Refining and Petrochemical Industries, publicada pelo Instituto Americano do Petróleo (API) [179]. A prática em questão
(API RP 754) enfoca operações de refino e petroquímicas, mas pode ser aplicada de forma mais ampla.
11 Definições de instalações de rejeitos e falha catastrófica podem ser encontradas na norma Global Industry Standard on Tailings Management (GISTM)
[186].
157 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.9.1
Materiais 2021
Referências e recursos
GRI 403: Saúde e Segurança do Trabalho 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
O setor de petróleo e gás gera oportunidades de emprego em toda a cadeia de valor. Isso pode criar
impactos socioeconômicos positivos nas comunidades, nos países e nas regiões. Apesar do setor normalmente
oferecer oportunidades bem remuneradas para seus trabalhadores qualificados, as práticas empregatícias do setor
estão também associadas a impactos negativos. Exemplos incluem impactos relacionados a disparidades nas
condições de trabalho para trabalhadores terceirizados, programas de gerenciamento de riscos ineficazes e
insegurança de emprego.
Muitos empregos no setor de petróleo e gás possuem padrões complexos de turnos, envolvendo longos turnos e
turnos noturnos para garantir a continuidade das operações nas 24 horas do dia. Isso pode causar altos níveis de
fadiga e elevar os riscos relacionados a saúde e segurança (consulte o tema 11.9 Saúde e segurança do trabalho),
se as organizações não proporcionarem suficientes horas de descanso. As organizações do setor de petróleo e gás
poderão também usar as escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo, em que os trabalhadores são
levados às unidades operacionais por várias semanas de uma vez e são geralmente requisitados a trabalhar em
turnos prolongados. Os trabalhadores em embarcações marítimas poderão também correr o risco de permanecer
no mar por longos períodos. Turnos e jornadas de trabalho irregulares, tempo dispendido longe da família e
instalações potencialmente com comunicação limitada podem impactar ainda mais a saúde física, psicológica e/ou
social dos trabalhadores.
Diversas atividades do setor de petróleo e gás são terceirizadas para fornecedores. Isso é comum em períodos de
pico, como durante obras de construção ou manutenção, ou para atividades específicas, tais como serviços de
alimentação, perfuração, segurança patrimonial e transporte. A terceirização de atividades e o uso de trabalhadores
empregados por fornecedores externos poderiam permitir que as organizações do setor de petróleo e gás
reduzissem seus custos trabalhistas ou ficassem desobrigadas de atender a requisitos de acordos coletivos que
estejam em vigor para empregados próprios (consulte também o tema 11.13 Liberdade sindical e negociação
coletiva).
Os termos de emprego podem variar entre trabalhadores locais, trabalhadores migrantes e trabalhadores
terceirizados. A remuneração para esses grupos de trabalhadores poderá ser desigual, enquanto que os benefícios,
tais como bonificações, subsídios para moradia e planos de saúde privados poderão somente ser oferecidos a
alguns trabalhadores migrantes. A ausência de habilidades e conhecimentos relevantes ou de programas
acessíveis de capacitação poderão também restringir o acesso das comunidades locais às oportunidades de
emprego criadas pelo setor de petróleo e gás (consulte também o tema 11.14 Impactos econômicos).
A estabilidade no emprego é também uma preocupação no setor de petróleo e gás. Encerramentos (tema 11.7) ou
quedas no preço do petróleo podem ocorrer repentinamente, levando a perda de empregos e a um aumento de
pressão nos trabalhadores que permanecem. A baixa estabilidade no emprego é ainda intensificada pela
automação e por mudanças nos modelos de negócios, tais como aquelas decorrentes da transição para uma
economia de baixo carbono. As organizações do setor podem apoiar os trabalhadores planejando uma transição
justa, inclusive implementando medidas oportunas que visem desenvolver suas habilidades e melhorar sua
empregabilidade em outros setores.
159 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.10.1
Materiais 2021
GRI 402: Conteúdo 402-1 Prazo mínimo de aviso sobre mudanças operacionais 11.10.5
Relações de
Trabalho 2016
GRI 404: Conteúdo 404-1 Média de horas de capacitação por ano, por empregado 11.10.6
Capacitação e
Educação 2016 Conteúdo 404-2 Programas para o aperfeiçoamento de competências dos 11.10.7
empregados e de assistência para transição de carreira
GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 11.10.8
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016 Conteúdo 414-2 Impactos sociais negativos na cadeia de fornecedores e 11.10.9
medidas tomadas
Referências e recursos
GRI 401: Emprego 2016, GRI 402: Relações de Trabalho 2016, GRI 404: Capacitação e Educação 2016, e GRI 414:
Avaliação Social de Fornecedores 2016 listam instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As condições, localizações, habilidades necessárias e os tipos de trabalho associados ao setor de petróleo e gás
podem ser uma barreira para a entrada, impedir a diversidade dos empregados e resultar em discriminação.
Práticas discriminatórias podem impedir o acesso a cargos e ao desenvolvimento na carreira, assim como levar a
desigualdades no tratamento, remuneração e benefícios.
Casos documentados de discriminação no setor de petróleo e gás envolvem raça, cor, sexo, gênero, deficiências,
religião, ascendência nacional e tipo de trabalhador. Por exemplo, candidatos a emprego das comunidades locais
poderão ser excluídos do processo de contratação por conta de um preconceito no sistema de recrutamento que
favorece um grupo étnico dominante ou utiliza trabalhadores migrantes. Comparados a alguns trabalhadores
migrantes, os trabalhadores locais poderão receber um salário significativamente mais baixo para um trabalho
igual. O uso disseminado pelo setor de trabalhadores terceirizados, geralmente com diferentes termos de emprego,
poderá também conduzir à discriminação.
O setor de petróleo e gás é caracterizado por um significativo desequilíbrio de gênero. Em muitos países, o
percentual de mulheres trabalhando nesse setor é significativamente menor que o percentual geral de mulheres
trabalhando em todo o país. As mulheres são também significativamente sub-representadas nos cargos de
diretoria. Uma das causas desse desequilíbrio pode ser que menos mulheres se graduam em áreas pertinentes ao
setor, tais como ciências, tecnologia, engenharia e matemática. Outras barreiras para mulheres, cuidadoras
primárias, incluem as escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo, jornadas longas e licença
maternidade limitada. Costumes, crenças e preconceitos socioculturais podem também limitar o acesso das
mulheres a empregos neste setor ou impedi-las de assumir determinados papeis. Além disso, alguns países ricos
em recursos possuem leis que impedem as mulheres de trabalhar em profissões perigosas ou árduas.
Entender como grupos específicos podem estar sujeitos à discriminação em diferentes locais onde as
organizações do setor de petróleo e gás operam pode ajudar as organizações a abordar de maneira eficaz as
práticas discriminatórias. Outras medidas, tais como fornecer treinamento específico para os trabalhadores sobre
como evitar a discriminação pode ajudar a enfrentar os impactos relacionados à discriminação e criar um ambiente
de trabalho respeitoso.
161 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.11.1
Materiais 2021
GRI 404: Conteúdo 404-1 Média de horas de capacitação por ano, por empregado 11.11.4
Capacitação e
Educação 2016
GRI 406: Não Conteúdo 406-1 Casos de discriminação e medidas corretivas tomadas 11.11.7
Discriminação
2016
Referências e recursos
GRI 202: Presença no Mercado 2016, GRI 401: Emprego 2016</em>, GRI 404: Capacitação e Educação 2016, GRI
405: Diversidade e Igualdade de Oportunidades 2016 e GRI 406: Não Discriminação 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.
Como parte de um esforço global, vários governos aprovaram leis exigindo relato público do combate a práticas
tradicionais e emergentes de trabalho forçado, inclusive de escravidão moderna. Tais leis se aplicam a muitas
organizações do setor de petróleo e gás.
O grande número de fornecedores com quem as organizações do setor de petróleo e gás interagem pode incluir
aquelas que operam em países com baixos níveis de aplicação dos direitos humanos e aquelas sem capacidade
de prevenir e mitigar impactos negativos nos direitos humanos dentro de suas próprias cadeias de fornecedores.
Por meio de suas cadeias de fornecedores, as organizações do setor de petróleo e gás poderão estar, portanto,
envolvidas em violações dos direitos humanos e outros casos de exploração. As organizações do setor de petróleo
e gás poderão estar envolvidas em casos de trabalho forçado e escravidão moderna como resultado de suas joint
ventures e outras relações de negócios, inclusive aquelas com empresas estatais em países onde há violações de
direitos humanos internacionais documentadas. A realização de devida diligência dentro das cadeias de
fornecedores grandes e complexas que comumente existem no setor poderá também enfrentar dificuldades para
detectar e abordar casos de trabalho forçado e escravidão moderna.
Casos documentados revelaram trabalho forçado e escravidão moderna no fornecimento de serviços para campos
de petróleo e plataformas offshore, tais como serviços de alimentação, limpeza, construção, manutenção e gestão
de resíduos, assim como em atividades de transporte marítimo e terrestre. Por exemplo, pode-se encontrar um risco
maior de violações de direitos humanos a bordo de navios registrados em países diferentes do país do beneficiário
efetivo do navio. Nesses casos, diferentes níveis de gerenciamento e o uso de plataformas afretadas com tripulação
própria podem obscurecer a prestação de contas que garanta o respeito aos direitos humanos. Em outras
situações, esquemas inadequados por parte do empregador para cobrir custos de voo ou facilitar requisitos para
atravessar fronteiras no fim de um período contratual tem deixado trabalhadores retidos a bordo e vulneráveis à
exploração. Os trabalhadores offshore do setor de petróleo e gás podem também correr um risco maior de trabalho
forçado devido ao isolamento dos locais de extração, tornando desafiador para as organizações do setor reforçar
medidas para conter a exploração. Os trabalhadores migrantes podem também enfrentar altos riscos de escravidão
moderna ao lidarem com agências de empregos terceirizadas, tais como aquelas que cobram em excesso dos
trabalhadores por vistos e voos ou que exigem que os custos de recrutamento sejam pagos pelos empregados em
vez dos empregadores.
O risco de trabalho infantil no setor de petróleo e gás surge principalmente por meio das relações de
negócios e das cadeias complexas de fornecedores de uma organização. O trabalho infantil poderá ocorrer
em atividades que prestam serviços ao setor de petróleo e gás ou aos seus trabalhadores (ex.: trabalho
infantil em serviços de hospitalidade ou em atividades especificas ao setor, tais como a manufatura).
Fornecedores poderão operar em países com idades mínimas para trabalhar abaixo da idade mínima
estipulada pela Organização Internacional do Trabalho.
Outros impactos nos direitos e no bem-estar das crianças podem resultar da proximidade de um projeto de
petróleo e gás das comunidades locais (tema 11.15). Esses impactos podem incluir violência sexual,
impactos ambientais ou impactos resultantes de uso da terra e reassentamento. As condições de trabalho
dos pais, incluindo horários de trabalho irregulares, longos turnos e escalas de embarque e desembarque
por transporte aéreo, podem também causar impactos nas crianças (consulte também o tema 11.10 Práticas
empregatícias).
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.12.1
Materiais 2021
GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 11.12.3
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016
Referências e recursos
GRI 409: Trabalho Forçado ou Análogo ao Escravo 2016 e GRI 414: Avaliação Social de Fornecedores 2016 listam
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o
relato deste tema.
Os direitos dos trabalhadores de se organizar e realizar ações coletivas são cruciais para apoiar e melhorar as
condições de trabalho no setor de petróleo e gás, inclusive condições relacionadas com saúde e segurança do
trabalho (tema 11.9), salários e estabilidade no emprego. Esses direitos podem também propiciar debate público
sobre a governança e as práticas do setor, bem como auxiliar na redução da desigualdade social.
Muitos empregos associados ao setor de petróleo e gás têm tradicionalmente sido representados por sindicatos e
cobertos por acordos de negociação coletiva. Entretanto, alguns recursos de petróleo e gás estão localizados em
países onde esses direitos são restritos. Os trabalhadores nesses locais correm riscos ao buscarem se associar a
sindicatos e se envolver em negociações coletivas. Mesmo em países onde os sindicatos são legais, restrições
existentes podem evitar uma efetiva representação de trabalhadores e os trabalhadores que se associam a
sindicatos poderão enfrentar intimidação ou tratamento injusto. Nos casos em que a liberdade sindical e a
negociação coletiva são restritas, as organizações no setor de petróleo e gás poderão empregar meios alternativos
de representação e engajamento de trabalhadores.
Casos documentados de interferência na liberdade sindical e na negociação coletiva no setor incluem prisão de
gestores e de outros empregados, invasão de privacidade, não adesão a acordos coletivos e bloqueio do acesso de
sindicatos aos locais de trabalho para apoiar os trabalhadores. Outros casos documentados incluem recusa em
negociar de boa fé com os sindicatos escolhidos pelos trabalhadores, demissão injusta de membros e líderes do
sindicato e cancelamento unilateral dos acordos de negociação coletiva.
Amplamente utilizados no setor de petróleo e gás, os trabalhadores terceirizados são geralmente excluídos do
escopo dos acordos de negociação coletiva. Consequentemente, os trabalhadores terceirizados normalmente
possuem condições de trabalho menos favoráveis e remuneração mais baixa em comparação aos empregados
(consulte também o tema 11.10 Práticas empregatícias).
A liberdade de associação e de reunião pacífica são direitos humanos. Esses direitos dão aos
trabalhadores, por meio de seus sindicatos, e aos cidadãos, por meio da sociedade civil independente, a
liberdade de falar sobre as políticas do setor de petróleo e gás e sobre as práticas das organizações sem
interferência.
Restrições impostas ao espaço cívico, que é o ambiente que permite que a sociedade civil contribua com
decisões que afetam as vidas individuais, podem limitar a capacidade dos cidadãos de se envolver no
debate público sobre as políticas do setor e as práticas das organizações.
165 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.13.1
Materiais 2021
Referências e recursos
GRI 407: Liberdade Sindical e Negociação Coletiva 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente relevantes para o relato deste tema.
As atividades do setor de petróleo e gás podem ser uma importante fonte de investimento e renda para as
comunidades locais, os países e as regiões. Os impactos podem variar de acordo com o volume das operações e a
importância da atividade no contexto econômico. Em alguns países ricos em recursos, as receitas provenientes do
setor de petróleo e gás são uma fonte de renda significativa. No entanto, a má gestão desses recursos pode
também ser prejudicial ao desempenho econômico e levar à instabilidade macroeconômica e a distorções
(consulte o tema 11.21 Pagamentos a governos e o tema 11.20 Combate à corrupção). As economias dependentes
do petróleo e do gás podem também ficar vulneráveis ao preço das commodities e às flutuações na produção.
O setor de petróleo e gás pode causar impactos positivos ao gerar receitas, provenientes do pagamento de
impostos e royalties, e ao investir em infraestrutura, como a de concessionárias de energia, melhorando o acesso à
energia ou a serviços públicos. O setor pode também causar impactos positivos por meio da geração de empregos
locais e compras locais. O desenvolvimento de habilidades nas comunidades locais por meio da educação e do
treinamento pode ajudar a aumentar o acesso a empregos no setor. A geração de empregos locais, por sua vez,
pode levar a um aumento no poder de compra e a impactos positivos nas empresas locais. As compras locais de
produtos e serviços podem também ajudar no desenvolvimento de fornecedores.
A extensão do benefício que as comunidades locais terão com a presença de atividades do setor de petróleo e gás
depende dos níveis de desenvolvimento e industrialização existentes nas comunidades, da capacidade das
comunidades de prover trabalhadores qualificados para as novas oportunidades de emprego, e do compromisso
das organizações do setor de petróleo e gás em treinar os trabalhadores locais. Os impactos no emprego líquido
também dependem de como o emprego no setor de petróleo e gás afeta o emprego existente nas práticas
empregatícias de outros setores e organizações (tema 11.10). Por exemplo, uma escala de embarque e
desembarque por transporte aéreo poderá compensar pressões associadas ao afluxo de pessoas para pequenas
comunidades e, ao mesmo tempo, fornecer os trabalhadores necessários (consulte também o tema 11.15
Comunidades locais). Entretanto, esse sistema reduz as oportunidades de emprego disponíveis para as
comunidades locais, diminuindo os benefícios econômicos potenciais.
A introdução de novas atividades do setor de petróleo e gás pode gerar impactos negativos nas comunidades
locais, tais como disparidade econômica, com grupos vulneráveis geralmente sendo desproporcionalmente
afetados (consulte também o tema 11.17 Direitos de povos indígenas). Pequenos fornecedores locais que
dependem das grandes organizações do setor de petróleo e gás para sua geração de receita poderão encontrar
desafios em caso de longos atrasos no pagamento ou pressões para entregar serviços e produtos a preços baixos.
Um afluxo de trabalhadores externos pode aumentar a pressão sobre moradia, infraestrutura e serviços públicos. As
comunidades locais poderão também ter que lidar com custos de passivos ambientais ou uma reabilitação ineficaz
após o encerramento (consulte também o tema 11.8 Integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de
processo e o tema 11.7 Encerramento e reabilitação).
Espera-se que a transição para uma economia de baixo carbono leve a uma diminuição na atividade do setor de
petróleo e gás (consulte também o tema 11.2 Adaptação, resiliência e transição climática), tornando as
comunidades e os países que dependem do setor para geração de renda ou empregos mais vulneráveis ao
desaquecimento econômico resultante. Nesses casos, é essencial uma colaboração entre os governos local e
nacional e as organizações do setor para garantir uma transição justa.
167 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.14.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os programas de desenvolvimento local em vigor que visam
aumentar os impactos positivos para as comunidades locais, incluindo a
abordagem para a criação de oportunidades de emprego, compras e
capacitação.
GRI 202: Conteúdo 202-2 Proporção de membros da diretoria contratados na comunidade 11.14.3
Presença no local
Mercado 2016
GRI 204: Práticas Conteúdo 204-1 Proporção de gastos com fornecedores locais 11.14.6
de Compra 2016
Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 e GRI 202: Presença no Mercado 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As organizações no setor de petróleo e gás podem causar impactos econômicos positivos nas comunidades locais
por meio de empregos e compras locais, impostos ou outros pagamentos para governos locais, bem como através
de programas de desenvolvimento local e investimentos em infraestrutura ou serviços públicos (consulte também o
tema 11.14 Impactos econômicos, o tema 11.10 Práticas empregatícias e o tema 11.21 Pagamentos a governos).
As atividades do setor de petróleo e gás podem também levar a impactos negativos nas comunidades locais. Os
impactos negativos podem resultar, por exemplo, de exigências de uso da terra para as atividades do setor, um
afluxo de pessoas buscando oportunidades de emprego e econômicas, degradação ambiental, exposição a
substâncias perigosas e uso de recursos naturais. Ao operar em áreas com conflitos pré-existentes ou onde
impactos negativos decorrentes das atividades de petróleo e gás não são abordados, conflitos poderão surgir ou se
tornar exacerbados (consulte o tema 11.18 Conflito e segurança). Grupos vulneráveis, inclusive mulheres e povos
indígenas, poderão ser desproporcionalmente afetados por esses impactos.
O uso da terra por parte do setor de petróleo e gás pode competir com outras demandas de uso da terra, tais como
para agricultura, pesca ou recreação. Além disso, ele pode desestruturar os meios tradicionais de subsistência e
aumentar o risco de empobrecimento. Ele pode futuramente levar a um deslocamento, que resulta em impactos
adicionais, tais como restrições ao acesso a serviços essenciais, e a impactos nos direitos humanos (consulte o
tema 11.16 Direitos à terra e aos recursos naturais). As atividades do setor podem também resultar em danos a
patrimônios históricos e culturais, possivelmente levando a uma perda de tradição, cultura ou identidade cultural,
principalmente entre os povos indígenas (consulte também o tema 11.17 Direitos de povos indígenas).
O afluxo de trabalhadores das áreas do entorno ou como resultado da prática de escalas de embarque e
desembarque por transporte aéreo, particularmente durante as fases de construção, manutenção, e encerramento e
reabilitação dos projetos de petróleo e gás poderia levar a uma maior desigualdade econômica na comunidade
local. Um afluxo em larga escala de trabalhadores pode colocar sob pressão os serviços e recursos locais, provocar
inflação e introduzir novas doenças transmissíveis. Custos mais altos de moradia podem levar a um aumento no
número de pessoas em situação de rua, principalmente entre grupos vulneráveis. Pode haver um aumento nas
atividades que comprometem a ordem social, tais como abuso de substâncias, jogo e prostituição, afetando
especialmente grupos vulneráveis. O afluxo de trabalhadores predominantemente do sexo masculino pode mudar o
equilíbrio de gênero das comunidades locais. Isso pode impactar particularmente as mulheres pelo risco de
aumento da violência sexual e do tráfico. Casos documentados revelaram violência doméstica e de gênero, tanto em
unidades operacionais como em comunidades locais.
As atividades de petróleo e gás podem gerar: poluição do ar, do solo e da água; aumento nos níveis de tráfego,
ruído, luminosidade e odores; maiores fluxos de resíduos e vazamentos; e poeira. As atividades poderão também
causar acidentes, tais como explosões, incêndios, derramamentos e falhas em barragem de rejeitos ou em dutos
(consulte também o tema 11.8 Integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo). Casos
documentados também revelaram que a atividade sísmica induzida por fraturamento hidráulico pode afetar as
comunidades locais.
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.15.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para a identificação de stakeholders dentro de
comunidades locais e para o engajamento com eles.
• Liste os grupos vulneráveis que a organização identificou dentro das
comunidades locais.
• Liste quaisquer direitos coletivos ou individuais que a organização identificou
que são objeto de especial preocupação para as comunidades locais.12
• Descreva a abordagem da organização para o engajamento com grupos
vulneráveis, incluindo:
- como ela busca garantir um engajamento significativo; e
- como ela busca garantir uma participação segura e equitativa dos
gêneros.
Referências e recursos
GRI 413: Comunidades Locais 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As atividades do setor de petróleo e gás exigem acesso à terra para prospecção, exploração, extração, construção,
armazenamento e disposição de resíduos, processamento, transporte e distribuição de produtos. Isso pode, às
vezes, levar ao deslocamento de outros usuários da terra, à restrição de acesso a recursos e ao reassentamento
involuntário de comunidades locais. Os impactos do uso da terra variam de acordo com os métodos de extração, a
localização dos recursos, o processamento exigido e os métodos de transporte. Por exemplo, os óleodutos e
gasodutos terrestres podem ter uma pegada ambiental expressiva devido à sua extensão e a zonas-tampão de
segurança.
Regras pouco claras referentes aos direitos de posse, acesso, uso e controle de terra muitas vezes levam a
disputas, tensões socioeconômicas e conflitos. Consulta insuficiente e compensação inadequada às comunidades
afetadas também podem agravar as tensões e os conflitos. Por exemplo, a relação entre direitos de mineração e
direitos à terra pode não ser clara; regras legais formais sobre posse de terra podem se sobrepor ou entrar em
conflito com regras de costumes tradicionais; direitos legítimos podem não ser reconhecidos ou aplicados; ou as
pessoas podem não possuir documentação formal de seus direitos à terra.
O reassentamento involuntário de comunidades locais pode envolver deslocamento físico (ex.: realocação ou perda
de abrigo) e deslocamento econômico (ex.: perda ou acesso a bens), trazendo impactos nos meios de subsistência
e direitos humanos das pessoas. Nesses casos, as organizações do setor de petróleo e gás poderão fornecer às
comunidades locais compensação financeira ou terra equivalente aos bens perdidos. Entretanto, definir o valor do
acesso de comunidades locais ao ambiente natural é complexo. Isso inclui a consideração de atividades geradoras
de renda, saúde humana e aspectos imateriais da qualidade de vida, tais como a perda de oportunidades culturais
ou recreativas. O montante de compensação fornecida poderá, portanto, não ser equivalente ao prejuízo sofrido. Em
alguns casos, os detentores da posse consuetudinária da terra poderão não ser compensados de forma alguma ou
somente receber pelas plantações que estavam cultivando, mas não pela terra em si.
Membros da comunidade que resistam ao reassentamento poderão também enfrentar ameaças e intimidação,
remoção da terra de forma violenta, repressiva ou com ameaças de morte (consulte também o tema 11.18 Conflito e
segurança).
Lidar com impactos nos direitos à terra e aos recursos naturais normalmente exige um engajamento intenso e
significativo entre as organizações do setor de petróleo e gás e as comunidades locais, incluindo os grupos
vulneráveis. Em casos de consulta ineficaz à comunidade ou na ausência de consentimento livre, prévio e informado
(CLPI), os impactos nas comunidades reassentadas ou problemas existentes em uma comunidade poderão ser
exacerbados por um processo inadequado de reassentamento ou por falta de transparência (consulte também o
tema 11.15 Comunidades locais e o tema 11.17 Direitos de povos indígenas). As consultas à comunidade poderão
também deixar de incluir todos os membros afetados. As mulheres, por exemplo, são geralmente excluídas dos
processos decisórios relacionados ao desenvolvimento de um novo projeto.
12 Estas recomendações adicionais ao setor baseiam-se nas orientações para o item 1.1 da Norma GRI 413: Comunidades Locais 2016.
171 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.16.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem adotada para o engajamento com os grupos
vulneráveis afetados, incluindo:
- como a organização busca garantir que o engajamento seja significativo;
- como a organização busca garantir uma participação de gênero segura e
equitativa.
• Descreva a abordagem para providenciar reparação a comunidades locais ou
a indivíduos sujeitos a reassentamento involuntário, como o processo de
estabelecer compensação por perda de bens ou outra assistência para
melhorar ou restaurar os padrões de vida ou os meios de subsistência.
Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de direitos à terra e aos recursos naturais pelo setor de petróleo
e gás, estão listados na Bibliografia.
172 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
A presença do setor de petróleo e gás nas proximidades de comunidades indígenas pode apresentar
oportunidades econômicas e benefícios para os povos indígenas por meio de empregos, capacitação e programas
de desenvolvimento local (consulte também o tema 11.14 Impactos econômicos). No entanto, essa presença pode
também romper os laços culturais, espirituais e econômicos dos povos indígenas com suas terras ou ambientes
naturais, comprometer seus direitos e bem-estar, e causar deslocamento (consulte também o tema 11.16 Direitos à
terra e aos recursos naturais). Ela também pode trazer um impacto na disponibilidade e no acesso à água, que é
uma preocupação fundamental para muitas comunidades indígenas.
Os direitos coletivos e individuais dos povos indígenas são previstos em instrumentos reconhecidos
internacionalmente. Os povos indígenas também geralmente possuem um status especial na legislação nacional e
podem deter a posse consuetudinária ou legal de terras das quais organizações do setor de petróleo e gás
recebem direitos de uso pelos governos. Antes de iniciar um empreendimento ou outras atividades que poderiam
causar impactos potenciais nas terras ou nos recursos naturais que os povos indígenas usam ou possuem,
espera-se que as organizações busquem obter consentimento livre, prévio e informado (CLPI) dos povos indígenas.
Esse direito é reconhecido na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas e permite aos
povos indígenas dar ou retirar o consentimento para um projeto que possa afetá-los ou a seus territórios e negociar
as condições do projeto [314]. Entretanto, alguns governos nacionais poderão não reconhecer ou não fazer cumprir
os direitos à terra e ao consentimento dos povos indígenas. Casos documentados revelam uma ausência de
consultas de boa-fé e uma pressão indevida sobre povos indígenas para que aceitem projetos, sendo que a
oposição a tais projetos às vezes leva a violência e mortes (consulte também o tema 11.18 Conflito e segurança).
Organizações do setor e povos indígenas normalmente têm disputas e conflitos sobre propriedade e direitos à terra.
Um afluxo de trabalhadores de outras áreas pode resultar em discriminação contra povos indígenas quanto ao
acesso a empregos e oportunidades. Pode, ainda, minar sua coesão social, seu bem-estar e sua segurança.
Impactos que poderão afetar as mulheres indígenas mais severamente do que os homens incluem riscos de
prostituição, trabalho forçado, violência e um aumento na exposição a doenças transmissíveis (consulte também o
tema 11.15 Comunidades locais).
A contribuição do setor de petróleo e gás para as mudanças climáticas pode também exacerbar os impactos
negativos nos povos indígenas, por conta de sua relação singular com o meio ambiente e, às vezes, de sua
dependência dele.
173 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.17.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os programas de desenvolvimento local que visam aumentar os
impactos positivos para os povos indígenas, incluindo a abordagem para a
criação de oportunidades de emprego, compras e treinamento.
• Descreva a abordagem para engajamento com povos indígenas, incluindo:
- como a organização busca garantir um engajamento significativo;
- como a organização busca garantir que as mulheres indígenas possam
participar de forma segura e equitativa.
Referências e recursos
GRI 411: Direitos de Povos Indígenas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Muitas organizações do setor de petróleo e gás operam em locais e situações de conflito, entre os quais países
caracterizados por instabilidade política e social.
O conflito pode também ser causado pela presença das atividades de petróleo e gás. Ele pode ser gerado por
impactos ambientais negativos; engajamento inadequado de stakeholders e povos indígenas em processos
decisórios; distribuição desigual de benefícios econômicos ou oferta de benefícios considerados desproporcionais
aos impactos criados; e disputas pelo uso da terra e dos recursos naturais (consulte também o tema 11.16 Direitos
à terra e aos recursos naturais). A percepção da má gestão de fundos em detrimento de interesses locais pode
também gerar conflito (consulte também o tema 11.20 Combate à corrupção). Tal conflito pode elevar a necessidade
de uso de pessoal de segurança, dessa forma aumentando o potencial de violações de direitos humanos.
O pessoal de segurança contratado por organizações do setor de petróleo e gás ou a segurança pública conduzida
pelo governo anfitrião poderão estar presentes para proteger os ativos das organizações ou garantir a segurança e a
proteção dos trabalhadores. As medidas tomadas pelo pessoal de segurança contra membros da comunidade
local , inclusive durante atividades de protesto contra o desenvolvimento de recursos de petróleo e gás ou para
proteger a terra e os recursos naturais, podem violar direitos humanos, tais como os direitos à liberdade sindical e
liberdade de expressão, assim como levar a violência, lesões ou mortes.
Quando atividades de petróleo e gás são endossadas pelo governo, mas permanecem desagradáveis para as
comunidades locais, a presença de forças de segurança pública poderá aumentar as tensões entre comunidades,
governos e organizações do setor. Isso pode, por sua vez, exacerbar desequilíbrios do poder local e,
potencialmente, o uso da força.
Em casos em que estão ativas forças de segurança pública ou de terceiros, tais como grupos paramilitares, as
organizações do setor de petróleo e gás têm ainda a responsabilidade de tomar medidas para garantir que as
práticas de segurança sejam coerentes com a proteção dos direitos humanos. Isso envolve avaliar riscos
relacionados à segurança, identificar situações em que podem ocorrer impactos nos direitos humanos, e trabalhar
com empresas de segurança para garantir que os direitos humanos sejam respeitados.
As organizações do setor de petróleo e gás poderão também contribuir de forma mais ampla para a segurança e a
proteção das comunidades locais, por exemplo, facilitando a comunicação entre as comunidades e as forças de
segurança pública ou apoiando esforços para lidar com outras fontes de conflito.
175 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.18.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Liste os locais das operações em áreas de conflito.
• Descreva a abordagem para garantir respeito pelos direitos humanos por
parte de fornecedores privados e órgãos públicos de segurança.
Referências e recursos
GRI 410: Práticas de Segurança 2016 lista referências relevantes para o relato deste tema.
O setor de petróleo e gás apresenta grandes barreiras à entrada de novos concorrentes devido aos vultosos
investimentos necessários. Consequentemente, as organizações estabelecidas no setor são geralmente grandes e
podem dominar os mercados locais e nacionais. Fusões e aquisições podem intensificar essa concentração.
Alguns segmentos do setor dependem de grandes investimentos em infraestrutura, tais como investimentos em
dutos e em terminais de gás natural liquefeito (GNL), normalmente operados por uma única organização ou por um
pequeno número de organizações.
O mercado global de petróleo e gás é grande e bem integrado, tornando-o seguro contra conluio ou domínio de
mercado por produtores individuais. Entretanto, segmentos específicos do setor de petróleo e gás podem estar
sujeitos à concorrência desleal. Casos de cartéis, práticas monopolistas e abusos relacionados a essas posições
foram documentados em algumas jurisdições onde organizações de petróleo e gás são ativas. Acordos entre
produtores e distribuidores de energia, assim como fusões entre organizações do setor, podem diminuir a
concorrência ao afetar o volume de produção e podem criar monopólios sobre o transporte, a distribuição e o
fornecimento aos consumidores. Pode também ocorrer conluio nas licitações de direitos de extração de petróleo e
gás. As organizações poderão coordenar suas propostas em conivência com concorrentes de forma a obter preços
mais baixos, privando os proprietários dos recursos de uma remuneração justa.
A concorrência desleal pode resultar em preços mais altos para o petróleo, o gás e as matérias-primas derivadas
da extração de petróleo e gás. Por conta do papel crucial do petróleo e do gás na economia mundial, mesmo um
pequeno aumento no preço pode causar consideráveis impactos negativos.
177 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.19.1
Materiais 2021
Referências e recursos
GRI 206: Concorrência Desleal 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Corrupção no setor de petróleo e gás pode ocorrer em toda a cadeia de valor e tem sido vinculada a diversos
impactos negativos, tais como a alocação indevida de recursos, danos ao meio ambiente, violação da democracia e
dos direitos humanos e instabilidade política. A corrupção pode levar ao desvio de receitas públicas para
beneficiários privados às custas, por exemplo, de investimentos em infraestrutura ou serviços. Isso pode ser
particularmente crítico em países com altos níveis de pobreza, levando a um aumento nas desigualdades e nos
conflitos acerca dos recursos de petróleo e gás (consulte o tema 11.18 Conflito e segurança).
O setor de petróleo e gás enfrenta maiores riscos de corrupção em comparação com outros setores. Características
desse setor que contribuem para o potencial de corrupção incluem a frequente interação entre organizações de
petróleo e gás e pessoas politicamente expostas13 , tais como autoridades públicas, para licenças e outras
aprovações regulatórias. Outras características setoriais relevantes incluem as transações financeiras complexas e
o alcance internacional do setor.
As empresas estatais (EE) enfrentam desafios específicos em relação à corrupção porque elas podem possuir
controles internos menos eficazes e estar sujeitas a uma supervisão independente tendenciosa. Além de buscar
lucro, as EE podem também ter objetivos mais amplos como o desenvolvimento da comunidade. No entanto, sem
uma supervisão adequada, medidas para desenvolvimento da comunidade poderão ser desvirtuadas para fins de
corrupção. Organizações do setor de petróleo e gás em parceria com as EE em joint ventures poderão enfrentar
outros riscos relacionados à corrupção como resultado dessa relação de negócios.
Foram documentados casos de corrupção durante processos licitatórios para licenciamento de exploração e
produção no setor de petróleo e gás. Organizações do setor usaram práticas de corrupção para obter informações
confidenciais, influenciar processos decisórios e evitar exigências ambientais ou outras exigências. Tais casos
poderão resultar na concessão de licenciamento a organizações menos qualificadas, comprometer investimentos
públicos ou impactar negativamente o meio ambiente e as comunidades locais. Procedimentos obscuros de
licenciamento poderão também obstruir a vigilância pública dos investimentos e das transações do setor de
petróleo e gás que poderiam resultar em redução nas receitas públicas.
Em outros casos, práticas de corrupção visaram bloquear ou moldar políticas e regulamentos ou influenciar sua
aplicação. Isso poderia incluir regulamentos referentes a direitos à terra e aos recursos naturais, impostos e outros
tributos governamentais, ou a proteção ambiental.
Em toda a cadeia de valor, a falta de transparência em procedimentos de compra no setor de petróleo e gás pode
também criar um risco de corrupção ou fraude. Exemplos disso podem incluir o pagamento de propina para
dispensar regulamentos ou exigências de qualidade, o recebimento de suborno para assegurar contratos
superfaturados ou o lucro com superfaturamento por uma entidade estabelecida como uma organização de
fachada.
Para combater a corrupção e prevenir os impactos negativos que derivam dela, os mercados, as normas
internacionais e os stakeholders esperam que as organizações do setor de petróleo e gás demonstrem seu
compromisso com a integridade, a governança e as práticas empresariais responsáveis.
179 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
A publicação de contratos governamentais é uma prática cada vez mais comum. Ela é endossada por
organizações como as Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Corporação Financeira
Internacional (IFC), a Associação Internacional de Advogados (IBA) e a Organização para a Cooperação e o
Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Contratos que regem a extração de recursos de petróleo e gás são comumente redigidos por organizações
do setor e governos em nome dos cidadãos ou das comunidades locais sem supervisão pública. Termos
justos para compartilhar riscos e benefícios recompensadores, incluindo aqueles relacionados a uma
transição justa, são particularmente relevantes devido aos horizontes de tempo de longo prazo e aos amplos
impactos dos projetos. A transparência de contratos ajuda as comunidades locais a responsabilizar
governos e organizações por sua negociação de termos e obrigações. Reduz também as assimetrias de
informação entre governos e organizações do setor de petróleo e gás e ajuda a tornar as condições iguais
para todos nas negociações.
A falta de transparência sobre as estruturas de propriedade pode tornar difícil determinar quem se beneficia
das transações financeiras no setor de petróleo e gás. A transparência dos beneficiários efetivos tem sido
identificada como uma oportunidade significativa para deter conflitos de interesse, corrupção, e elisão e
evasão fiscais.
13 Pessoa politicamente exposta é definida pelo Grupo de Ação Financeira Internacional como "um indivíduo que esteve ou está encarregado de uma
função pública proeminente" [367].
180 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.20.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva como impactos potenciais de corrupção ou riscos de corrupção são
gerenciados na cadeia de fornecedores da organização.
• Descreva os mecanismos de denúncia e outros mecanismos em vigor para
que indivíduos apresentem preocupações sobre corrupção.
Referências e recursos
GRI 205: Combate à Corrupção 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As organizações do setor de petróleo e gás lidam com um grande número de transações financeiras complexas e
fazem diversos pagamentos a governos. Esses pagamentos incluem receitas de comercialização de commodities,
taxas de licenciamento de exploração e produção, impostos e royalties, bônus de assinatura, de descoberta e de
produção.
A transparência de pagamentos para governos pode ajudar a distinguir a importância econômica do setor de
petróleo e gás para os países, permitir o debate público e fundamentar o processo decisório do governo. A
transparência pode também dar acesso aos termos de contratos, melhorar a prestação de contas por parte do
governo e fortalecer a arrecadação e a gestão de receitas. Por outro lado, uma transparência insuficiente desses
pagamentos pode impedir a detecção da alocação indevida de receitas e da corrupção.
Impostos, royalties e outros pagamentos de organizações do setor de petróleo e gás são uma fonte importante de
investimento e receita para as comunidades locais, os países e as regiões (consulte o tema 11.14 Impactos
econômicos). Entretanto, práticas tributárias agressivas ou a não conformidade fiscal podem levar à diminuição nas
receitas provenientes de impostos em países onde as organizações operam. Isso pode ser particularmente
prejudicial para países em desenvolvimento que poderão ter carência ou grande necessidade de receitas públicas.
O setor também recebe subsídios substanciais dos governos em muitos países, o que é de grande interesse para
stakeholders, tais como investidores ou a sociedade civil.
Ao divulgar informações sobre pagamentos a governos, as organizações do setor de petróleo e gás geralmente
relatam pagamentos totais em nível organizacional. No entanto, isso permite uma compreensão limitada sobre os
pagamentos efetuados em cada país ou relacionados a um projeto. O relato de pagamentos por país e por projeto
permite comparar os pagamentos efetuados com aqueles estipulados em termos fiscais, legais e contratuais, bem
como avaliar a contribuição financeira das atividades do setor de petróleo e gás para os países e comunidades
anfitriões. O relato pode também permitir que os governos abordem a elisão e a evasão fiscal, corrijam a assimetria
de informações e tornem as condições iguais para os governos ao negociar contratos.
Uma empresa estatal (EE) é, de acordo com a Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI),
"uma empresa controlada integral ou majoritariamente pelo governo que participa de atividades extrativas em
nome do governo" (consulte a referência [386] na Bibliografia). As EE geralmente possuem um status
diferenciado, que pode envolver vantagens financeiras e tratamento preferencial.
A transparência nas operações e nos objetivos das EE é crucial para monitorar seu desempenho e
maximizar suas contribuições econômicas e sociais.
14 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.4. Contratos do Padrão da EITI 2019. Definições de contratos e licenças podem ser
encontradas no Padrão da EITI 2019 [366].
15 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.5. Beneficiários efetivos, c., d. e f. do Padrão da EITI 2019 [366].
182 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.21.1
Materiais 2021
16 Mercado das indústrias extrativas é definido pela Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI) como "a venda da parcela de produção
do Estado pelo governo e por empresas estatais" [384].
183 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 e GRI 207: Tributos 2019 listam instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
O setor de petróleo e gás pode exercer influência significativa nas políticas governamentais e está entre os setores
com maior despesa com lobby. Casos documentados revelaram que o lobby feito pelo setor de petróleo e gás pode
obstruir o progresso rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ou levar a políticas ou regulamentos
inconsistentes com a transição para uma economia de baixo carbono. Em regiões onde o setor de petróleo e gás
gera receitas significativas para governos, organizações do setor podem ter melhor acesso e representação em
reuniões com representantes do governo, o que pode levar a um aumento em sua influência sobre decisões de
políticas públicas. Organizações do setor têm feito doações a partidos políticos cujas políticas favorecem agendas
corporativas ou proporcionam acesso especial a políticos.
Advocacy e lobby feitos pelo setor de petróleo e gás têm contribuído para criar entraves nas políticas ambientais;
bloquear ou alterar legislação sobre avaliações socioambientais de projetos ou participação justa de todos os
stakeholders; derrubar restrições sobre desenvolvimento de recursos; obter alvarás para dutos; e baixar padrões
trabalhistas, IRPJ e royalties de recursos. Essas atividades também têm sido usadas para obter ou manter
subsídios governamentais, que podem resultar em preços de commodities que não refletem os custos ambientais
totais dos derivados de petróleo e gás.
O setor de petróleo e gás tem ativamente se posicionado contra políticas climáticas ambiciosas e a favor da
continuação de subsídios para o setor por meio de organizações individuais do setor e órgãos da indústria. Essas
atividades têm muitas vezes se voltado contra a aplicação de um preço de carbono, orçamentos de carbono ou
outras medidas significativas para reduzir as emissões de GEE que poderiam deixar os ativos e recursos de
petróleo e gás abandonados. Às vezes, os esforços contradizem as estratégias e posições corporativas
publicamente declaradas que apoiam políticas para enfrentar as mudanças climáticas. O excesso de subsídios
para o setor pode impedir a transição para uma economia de baixo carbono e, consequentemente, dificultar o
desenvolvimento sustentável de diversas formas, tais como reduzindo ou alocando ineficientemente os recursos
nacionais disponíveis, aumentando a dependência de combustíveis fósseis e desencorajando o investimento em
energia renovável e eficiência energética (consulte o tema 11.2 Adaptação, resiliência e transição climática).
17 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.6 Participação estatal do Padrão da EITI 2019 [387].
18 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 4.1 Divulgação abrangente de impostos e receitas, e no Requisito 4.7. Nível de
desagregação do Padrão da EITI 2019. Uma definição de projeto pode ser encontrada no Padrão da EITI 2019 [387].
19 O Padrão da EITI 2019 especifica que, em países implementadores da EITI, o grupo multipartite do país chega a um acordo sobre quais pagamentos
e receitas são relevantes, incluindo os limites adequados [387]. A organização pode usar o limite relevante estabelecido pelo grupo multipartite da
EITI. Se não houver um limite relevante estabelecido, a organização pode usar um limite equivalente ao estabelecido para a União Europeia, que
especifica que "Pagamentos, seja um pagamento único ou uma série de pagamentos relacionados, abaixo de 100.000 euros dentro do período de
relato podem ser excluídos" [380].
20 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 4.2 Venda da parcela de produção do Estado ou outras receitas recebidas em espécie do
Padrão da EITI 2019 [387] e na publicação EITI Reporting Guidelines for companies buying oil, gas and minerals from governments [385].
185 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.22.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva o posicionamento da organização em relação a questões
significativas que são o foco de sua participação no desenvolvimento de
políticas públicas e lobby; e quaisquer diferenças entre suas posições e suas
políticas e objetivos declarados, ou outras posições públicas.
• Relate se a organização é membro ou se contribui para quaisquer
associações ou comitês de representação que participam do
desenvolvimento de políticas públicas e de lobby, incluindo:
- a natureza dessa contribuição;
- quaisquer diferenças entre as posições da organização e suas políticas e
objetivos declarados, ou outras posições públicas sobre questões
significativas relacionadas às mudanças climáticas, e as posições das
associações ou dos comitês de representação.21
Referências e recursos
GRI 415: Políticas Públicas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
relevantes para o relato deste tema.
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
Obs. 1: “Doença profissional” indica dano à saúde que inclui doenças, enfermidades e
distúrbios. Os termos “enfermidade” e “distúrbio” são geralmente usados
alternadamente e referem-se a condições de saúde com sintomas e diagnósticos
específicos.
21 Estes conteúdos adicionais ao setor baseiam-se nas recomendações de relato 1.2.1 e 1.2.2 da Norma GRI 415: Políticas Públicas 2016.
187 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
água de superfície
água que ocorre naturalmente na superfície da Terra em lençóis de gelo, calotas de gelo,
glaciares, icebergs, pântanos, lagoas, lagos, rios e córregos
água de terceiros
empresas municipais de abastecimento de água e estações municipais de tratamento de
água residual, empresas públicas ou privadas prestadoras de serviços públicos, bem como
outras organizações envolvidas no fornecimento, transporte, tratamento, disposição ou uso de
água e efluentes
água do mar
água de um mar ou de um oceano
água doce
água com concentração de sólidos dissolvidos totais igual ou menor que 1.000 mg/L
água produzida
água que entra no limite da organização como resultado de extração (ex.: óleo bruto),
processamento (ex.: moagem de cana de açúcar) ou uso de qualquer matéria-prima, e tem
que ser, consequentemente, gerida pela organização
água subterrânea
água que está contida e que pode ser recuperada de uma formação subterrânea
alto executivo
membro da alta administração da organização como, por exemplo, o presidente, CEO ou um
indivíduo que se reporta diretamente ao CEO ou ao mais alto órgão de governança
apoio a serviços
serviços que geram benefício público tanto por meio do pagamento direto de custos
operacionais como por meio de cessão para a instalação/serviço de empregados da própria
organização
apoio financeiro
benefícios financeiros diretos ou indiretos que não representam uma transação de bens e
serviços, mas um incentivo ou compensação por ações realizadas, pelo custo de um ativo ou
por despesas incorridas
Obs.: O apoiador financeiro não espera um retorno financeiro direto pela assistência
oferecida.
Obs. 1: As áreas de alto valor de biodiversidade incluem habitats que são prioritários para
preservação, geralmente definidos em Estratégias e Planos de Ação Nacionais
para a Biodiversidade elaborados nos termos da Convenção da Organização das
Nações Unidas (ONU) “Convenção sobre Diversidade Biológica” de 1992.
área restaurada
área usada durante atividades operacionais, ou por elas afetada, onde medidas de reparação
restauraram o ambiente ao seu estado original ou a um estado em que possui um
ecossistema saudável e funcional
bacia hidrográfica
B área de terra da qual o escoamento superficial e subterrâneo de águas flui através de uma
sequência de ribeirões, rios, aquíferos e lagos para o mar ou outro escoadouro em uma única
foz, estuário ou delta
Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014;
modificada
benefício
benefício direto fornecido na forma de contribuições financeiras, cuidados pagos pela
organização ou reembolso de despesas suportadas pelo empregado
Obs.: Indenizações por demissão iguais ou superiores ao mínimo exigido por lei,
pagamento por dispensa temporária, benefícios adicionais em caso de acidentes
de trabalho e doenças profissionais, pensões por morte e folgas remuneradas
adicionais poderão também ser considerados como benefício.
cadeia de fornecedores
C gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização
cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
captação de água
soma do volume total de água retirada de águas superficiais, águas subterrâneas, água do
mar ou água de terceiros durante o período de relato
medida usada para comparar as emissões de vários tipos de gases de efeito estufa (GEE)
com base em seu potencial de aquecimento global (GWP, na sigla e m inglês)
comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização
Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.
concorrência desleal
ações adotadas pela organização ou por seus empregados que possam resultar em conluio
com potenciais concorrentes com o propósito de limitar os efeitos da concorrência do mercado
conflito de interesse
situação em que o indivíduo precisa escolher entre as exigências de sua função na
organização e seus próprios interesses ou responsabilidades pessoais ou profissionais
consumo de água
soma do volume total de água captada e incorporada aos produtos, usada na produção
agrícola ou gerada como resíduo, que tenha evapotranspirado ou sido consumida por
humanos ou animais de criação, ou esteja poluída ao ponto de estar inutilizável para consumo
por outros e que, portanto, não tenha sido descartada de volta para as águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou para terceiros durante o período de relato
Obs.: Consumo de água inclui água que foi armazenada durante o período de relato
para uso ou descarte em um período de relato subsequente.
contribuição política
contribuição financeira ou de outra natureza feita direta ou indiretamente para partidos políticos,
seus representantes eleitos ou candidatos a cargos políticos
corrupção
“abuso do poder confiado para obtenção de ganhos particulares”, que pode ser instigado por
indivíduos ou organizações
criança
190 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.
derramamento
D liberação acidental de uma substância perigosa que pode afetar a saúde humana, o solo, a
vegetação, corpos d’água e águas subterrâneas
derramamento (1)
liberação acidental de uma substância perigosa que pode afetar a saúde humana, o solo, a
vegetação, corpos d’água e águas subterrâneas
derramamento significativo
derramamento incluído nas demonstrações financeiras da organização (ex.: devido a passivos
resultantes) ou registrado como um derramamento pela organização
descarte de água
soma de efluentes, água utilizada e água não utilizada, lançados em águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou água de terceiros, dos quais a organização não fará mais
uso durante o período de relato
Obs. 1: A água pode ser descartada em um corpo d’água tanto em um ponto de descarte
definido (fonte pontual de descarte) ou dispersada no solo de maneira indefinida
(fonte difusa ou não-pontual de descarte).
Obs. 2: O descarte de água pode ser autorizado (de acordo com a autorização de
descarte) ou não autorizado (se a autorização de descarte for excedida).
devida diligência
processo de identificar, prevenir, mitigar e prestar contas de como uma organização lida com
seus impactos negativos reais e potenciais
Obs.: Consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "devida diligência".
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
191 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
discriminação
ato e resultado de tratar pessoas de forma desigual, impondo encargos desiguais ou
negando-lhes benefícios, em vez de tratar cada pessoa de maneira justa com base no mérito
individual
Obs.: A discriminação pode também incluir assédio, definido como uma série de
comentários ou ações indesejados, ou que se sabe que devem ser razoavelmente
conhecidas como indesejáveis para a pessoa a quem eles são dirigidos.
disposição
qualquer operação que não seja recuperação, mesmo que tenha como consequência
secundária a recuperação de energia
efluente
E água residual tratada ou não tratada que é descartada
Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014
Obs.: Uma fonte de GEE é qualquer unidade ou processo físico que libere GEE na
atmosfera.
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
estresse hídrico
capacidade, ou não, de atender a demanda humana e ecológica de água
Obs. 3: O estresse hídrico de uma área pode ser medido na bacia hidrográfica em seu
nível mínimo.
exposição
quantidade de tempo passado ou natureza do contato com certos ambientes que possuem
diferentes graus e tipos de periculosidade, ou proximidade a uma condição que possa causar
acidente de trabalho ou doença profissional (ex.: produtos químicos, radiação, alta pressão,
ruído, fogo, explosivos)
fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização
Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
fornecedor local
organização ou pessoa que fornece um produto ou serviço para a organização relatora e que
está localizada no mesmo mercado geográfico que a organização relatora (ou seja, não é feito
nenhum pagamento transnacional para o fornecedor local)
grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral
193 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
impacto
I efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
infraestrutura
instalações construídas principalmente para fornecer um serviço ou bem público em vez de
satisfazer um propósito comercial e das quais a organização não busca obter um benefício
econômico direto
liberdade sindical
L direito de empregadores e trabalhadores de estabelecer, se associar e dirigir suas próprias
organizações sem autorização prévia ou interferência do estado ou de qualquer outra entidade
licença maternidade/paternidade
licença concedida a empregados e empregadas em razão do nascimento de filho(s)
linha de base
o ponto de partida usado para comparações
mecanismo de queixas
processo de rotina pelo qual podem ser feitas queixas e pode-se obter reparação
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o Conteúdo 2-25 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "mecanismo de queixas".
medidas de circularidade
medidas tomadas para manter o valor dos produtos, materiais e recursos e redirecioná-los de
volta ao uso pelo maior tempo possível e com a menor pegada de carbono e de recursos
possível, de forma que sejam extraídos menos recursos e matérias-primas e que a geração de
194 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
mitigação
medida(s) tomadas para reduzir a extensão de um impacto negativo
negociação coletiva
N todas as negociações que se realizam entre um empregador, um grupo de empregadores ou
uma ou mais organizações de empregadores, de um lado, e uma ou mais organizações de
trabalhadores (ex.: sindicatos), de outro, para definir condições de trabalho e termos de
emprego ou para regular as relações entre empregadores e trabalhadores
órgão de governança
O grupo formalizado de indivíduos responsável pela orientação estratégica da organização, o
efetivo monitoramento da gestão e a prestação de contas da gestão à organização como um
todo e a seus stakeholders
parceiro de negócios
P entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado
Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas
pessoal de segurança
indivíduos contratados para fins de vigilância das instalações e do patrimônio da organização,
controle de multidões, prevenção de perdas e escolta de pessoas, bens e valores
um determinado período
Obs.: valores de GWP convertem os dados de emissões de GEE para gases não CO2
em unidades de CO2 equivalente.
povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.
queixa
Q percepção de uma injustiça que evoca o senso de direito de uma pessoa ou grupo de
pessoas, que pode estar baseado em leis, contratos, promessas explícitas ou implícitas,
práticas tradicionais ou noções gerais de justiça das comunidades afetadas
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011
reciclagem
R reprocessamento de produtos ou componentes de produtos que se tornaram resíduos para a
produção de novos materiais
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada
recuperação
operação em que produtos, componentes de produtos ou materiais que se tornaram resíduos
são preparados para cumprir uma finalidade no lugar de novos produtos, componentes ou
materiais que, de outra forma, teriam sido usados com essa finalidade
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada
relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
196 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
remuneração
salário-base mais adicionais pagos ao trabalhador
reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação
resíduos
qualquer substância ou objeto que o gerador descarta ou tem a intenção ou obrigação de
descartar
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989
Obs. 1: Resíduos podem ser definidos de acordo com a legislação nacional no local de
geração.
resíduos perigosos
resíduos que possuem qualquer uma das características contidas no Anexo III da Convenção
da Basileia ou que sejam considerados perigosos pela legislação nacional
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989
risco ocupacional
fonte ou situação de periculosidade com potencial para causar acidente de trabalho ou doença
profissional
rotatividade de empregados
empregados que deixam a organização voluntariamente ou em decorrência de demissão,
aposentadoria ou morte em serviço
salário-base
valor fixo e mínimo pago a um empregado pelo desempenho de suas funções
Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".
stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização
Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".
temas materiais
T temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
Bibliografia
199 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Bibliografia
Esta seção lista os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser consultados pela
organização.
Introdução
1. Comunidades Europeias, NACE Rev.2, Statistical classification of economic activities in the European
Community (NACE), Eurostat, Methodologies and Working Papers, 2008.
2. Executive Office of the President, Office of Management and Budget, North American Industry Classification
System (NAICS),
3. FTSE Russell, ICB Structure. Taxonomy Overview, 2019.
4. S&P Dow Jones Indices and MSCI Inc., Revisions to the Global Industry Classification Standard (GICS®)
Structure, 2018.
5. Sustainable Accounting Standards Boards (SASB), Sustainable Industry Classification System® (SICS®),
org/find-your-industry/, acessado em 27/05/2021.
6. Nações Unidas, International Standard Industrial Classification of All Economic Activities, Revision 4, Statistical
Papers Series M No. 4/Rev.4, 2008.
Perfil setorial
Instrumentos reconhecidos:
7. Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC), Acordo de Paris, 2015.
8. Assembleia Geral das Nações Unidas, Resolução adotada pela Assembleia Geral de 25 de setembro de
[Link] Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, 2015 (A/RES/70/1).
Referências adicionais:
9. Nações Unidas, Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, 1992.
10. Cordaid, Informing Local Communities, Civil Society and Local Government about Oil & Gas: A Practical Guide
on Technical Aspects, 2016.
11. F. Denton, T. J. Wilbanks, et al., ‘Climate-Resilient Pathways: Adaptation, Mitigation, and Sustainable
Development’, Climate Change 2014: Impacts, Adaptation, and Vulnerability. Part A: Global and Sectoral
Aspects. Contribution of Working Group II to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on
Climate Change, 2014.
12. Agência Internacional de Energia (IEA) Net-zero by 2050: A Roadmap for the Global Energy Sector, 2021.
13. Agência Internacional de Energia (IEA) World Energy Balances: Overview, 2020.
14. Corporação Financeira Internacional (IFC), Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos
Ambientais e Sociais (IPIECA), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Mapping the oil
and gas industry to the development goals: An atlas, 2017.
15. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Global Warming of 1.5°C, 2018.
16. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Conselho
Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), Accelerating action: an SDG Roadmap for
the oil and gas sector, 2021.
17. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Agência Internacional de Energia
(IEA), OECD Green Growth Studies: Energy, 2011.
18. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) Emissions Gap Report 2019, 2019.
19. Banco Mundial, Access to Electricity, [Link]/indicator/[Link], acessado em 31/05/2020.
20. Fórum Econômico Mundial (FEM), Which economies are most reliant on oil?,
[Link]/agenda/2016/05/which-economies-are-most-reliant-on-oil/, acessado em 03/05/2021.
Recursos:
21. GRI, Linking the SDGs and the GRI Standards, atualizado regularmente.
22. GRI e Pacto Global das Nações Unidas, Integrating the SDGs into corporate reporting: A practical guide, 2018.
200 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
Referências adicionais:
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emissions-from-fossil-fuels-severely-underestimated, acessado em 31/05/2020.
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category 11 emissions for oil and gas companies, 2021.
28. Environmental Defense Fund (EDF), Taking Aim: Hitting the mark on oil and gas methane targets, 2018.
29. Ernst & Young (EY), Unconventional oil and gas in a carbon constrained world: A review of the environmental
risks and future outlook for unconventional oil and gas, 2017.
30. P. Forster, V. Ramaswamy, et al., ‘Changes in Atmospheric Constituents and in Radiative Forcing’, Climate
Change 2007: The Physical Science Basis, 2007.
31. Harvard John A. Paulson School of Engineering and Applied Sciences, Oil and natural gas production emit more
methane than previously thought, 2021.
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33. Agência Internacional de Energia (IEA), CO2 Emissions from Fuel Combustion Highlights, 2019, [Link]/data-
and-statistics/data-products, acessado em 22/04/2021.
34. Agência Internacional de Energia (IEA), Flaring Emissions, 2020.
35. Agência Internacional de Energia (IEA), Methane Tracker, [Link]/reports/methane-tracker-2020, acessado em
31/05/2020.
36. Agência Internacional de Energia (IEA), The Oil and Gas Industry in Energy Transitions: World Energy Outlook
special report, 2020.
37. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA) e Instituto
Americano do Petróleo (API), Estimating petroleum industry value chain (Scope 3) greenhouse gas emissions:
Overview of methodologies, 2016.
38. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Instituto
Americano do Petróleo (API) e Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Oil and gas
industry guidance on voluntary sustainability reporting, 3rd ed., 2015.
39. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Saving energy in
the oil and gas industry, 2013.
40. The Energy Resources Institute (TERI), Towards an Energy Efficient Oil & Gas Sector, 2015.
41. Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC), What do adaptation to climate change
and climate resilience mean?, 2020, [Link]/topics/adaptation-and-resilience/the-big-picture/what-do-
adaptation-to-climate-change-and-climate-resilience-mean, acessado em 31/05/2020.
42. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC) Oil and
Gas Methane Partnership (OGMP) 2.0 Framework, 2020.
43. Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), Assumptions to the Annual Energy Outlook
2019: Industrial Demand Module, 2019.
44. Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), Natural gas explained,
[Link]/energyexplained/natural-gas/, acessado em 31/05/2020.
45. Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US EPA), Overview of Greenhouse Gases,
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Flaring, 2019, [Link]/en/news/press-release/2019/06/12/increased-shale-oil-production-and-political-
conflict-contribute-to-increase-in-global-gas-flaring, acessado em 31/05/2020.
48. Banco Mundial, Zero Routine Flaring by 2030, [Link]/en/programs/zero-routine-flaring-by-2030#7,
acessado em 31/05/2020.
201 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese
49. World Resources Institute, Estimating and Reporting the Comparative Emissions Impacts of Products, 2019.
Recursos:
50. Climate Disclosure Project (CDP), CDP Technical Note: Guidance methodology for estimation of Scope 3
category 11 emissions for oil and gas companies, 2021.
51. Greenhouse Gas Protocol, Corporate Value Chain (Scope 3) Accounting and Reporting Standard, 2011.
52. Greenhouse Gas Protocol, Global Warming Potential Values, 2015.
53. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA) e Instituto
Americano do Petróleo (API), Estimating petroleum industry value chain (Scope 3) greenhouse gas emissions:
Overview of methodologies, 2016.
54. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Instituto
Americano do Petróleo (API) e Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Sustainability
reporting guidance for the oil and gas industry, 2020.
55. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC) Oil and
Gas Methane Partnership (OGMP) 2.0 Framework, 2020.
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[Link]/en/programs/gasflaringreduction, acessado em 01/06/2021.
57. World Resources Institute, Estimating and Reporting the Comparative Emissions Impacts of Products, 2019.
Referências adicionais:
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GRI 12: Setor de Carvão 2022
Norma Setorial
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de janeiro de 2024.
Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
A Norma GRI 12: Setor de Carvão 2022 fornece informações para as organizações do setor de carvão sobre seus
prováveis temas materiais. Esses temas são provavelmente temas materiais para as organizações do setor de
carvão com base nos impactos mais significativos do setor na economia, no meio ambiente e nas pessoas,
inclusive nos direitos humanos.
A Norma GRI 12 também possui uma lista de conteúdos para as organizações do setor de carvão relatarem em
relação a cada tema material provável. Ela inclui conteúdos das Normas Temáticas da GRI e de outras fontes.
O restante da Introdução apresenta uma visão geral do setor a que se aplica esta Norma, uma visão geral do
sistema das Normas GRI e outras informações sobre como usar esta Norma.
219 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Esta Norma poderá ser usada por qualquer organização do setor de carvão, independentemente de porte, tipo,
localização geográfica ou experiência com relato.
A organização deverá usar todas as Normas Setoriais aplicáveis para os setores onde desenvolve atividades
substanciais.
Classificações do setor
A Tabela 1 lista agrupamentos da indústria relevantes ao setor de carvão cobertos por esta Norma nos sistemas de
classificação Global Industry Classification Standard (GICS®) [4], Industry Classification Benchmark (ICB) [3],
International Standard Industrial Classification of All Economic Activities (ISIC) [6] e Sustainable Industry
Classification System (SICS®) [5]1. A tabela visa auxiliar uma organização a identificar se a NormaGRI 12 se aplica a
ela e é somente para referência.
As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).
A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que a organização deverá cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
Setoriais As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais.
A organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir
o que relatar para cada tema material.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
221 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
A Seção 1 desta Norma fornece informações contextuais que podem ajudar a organização a identificar e avaliar seus
impactos.
A Seção 2 descreve os temas que são provavelmente materiais para as organizações do setor de carvão. É
necessário que a organização analise cada tema descrito e defina se é um tema material para ela.
A organização precisa usar esta Norma ao definir seus temas materiais. Entretanto, as circunstâncias variam para
cada organização e a organização precisa definir seus temas materiais de acordo com suas circunstâncias
específicas, tais como seu modelo de negócios, contexto geográfico, cultural e operacional legal, estrutura
societária, bem como a natureza dos seus impactos. Por causa disso, nem todos os temas listados nesta Norma
poderão ser materiais para todas as organizações no setor de carvão. Consulte a Norma GRI 3: Temas Materiais
2021 para orientações passo a passo sobre como definir temas materiais.
Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nesta Norma como não materiais, então é necessário que
a organização os liste no sumário de conteúdo da GRI e explique por que eles não são materiais.
Consulte o Requisito 3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e o Box 5 da Norma GRI 3 para mais informações sobre
como usar as Normas Setoriais para definir temas materiais.
impactos. Depois da organização ter definido que um tema incluído nesta Norma é material, a Norma também ajuda
a organização a identificar conteúdos para relatar informações sobre seus impactos em relação àquele tema.
Para cada tema da seção 2 desta Norma, foi incluída uma subseção de relato. Essas subseções listam conteúdos
das Normas Temáticas da GRI que são relevantes para o tema. Elas poderão também listar conteúdos e
recomendações adicionais ao setor para a organização relatar. Isso ocorre nos casos em que as Normas
Temáticas não fornecem conteúdos ou em que os conteúdos das Normas Temáticas não fornecem informações
suficientes sobre os impactos da organização em relação a um tema. Esses conteúdos e recomendações
adicionais ao setor poderão se basear em outras fontes. A Figura 2 ilustra como o relato incluído em cada tema está
estruturado.
É necessário que a organização relate os conteúdos das Normas Temáticas listados para aqueles temas que ela
definiu como materiais. Se quaisquer conteúdos das Normas Temáticas listados não forem relevantes aos
impactos da organização, não é exigido que a organização os relate. Entretanto, é necessário que a organização
liste esses conteúdos no sumário de conteúdo da GRI e escolha “não aplicável” como o motivo para omissão por
não ter relatado os conteúdos. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.
Os conteúdos e recomendações adicionais ao setor descrevem outras informações que foram identificadas como
relevantes para as organizações do setor de carvão relatarem em relação a um tema. Recomenda-se que a
organização forneça informações suficientes sobre seus impactos em relação a cada tema material de forma que
os usuários de informações possam fazer avaliações e tomar decisões embasadas sobre a organização. Por esse
motivo, o relato desses conteúdos e recomendações adicionais ao setor é incentivado, porém não é um requisito.
Quando a organização relata conteúdos adicionais ao setor, é necessário que ela os liste no sumário de conteúdo
da GRI (consulte o Requisito 7 da Norma GRI 1).
Se a organização relata informações que se aplicam a mais de um tema material, ela não precisa repeti-las para
cada tema. A organização poderá relatar essas informações uma única vez, com uma explicação clara dos temas
abrangidos.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, tais como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página do
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
Consulte o Requisito 5 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações sobre como usar as Normas
Setoriais para relatar conteúdos.
Termos definidos
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
Referências e recursos
Instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais que foram usados no
desenvolvimento desta Norma, bem como outros recursos que poderão ajudar a relatar temas materiais prováveis e
que podem ser consultados pela organização, estão listados na Bibliografia. Eles complementam as referências e
os recursos listados na Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 e nas Normas Temáticas da GRI.
Gestão do tema
É necessário que a organização relate como gerencia
cada tema material usando o Conteúdo 3-3 da Norma
GRI 3: Tópicos Materiais 2021.
1. Perfil do setor
224 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
1. Perfil do setor
Carvão é um recurso natural e seu uso remonta à história antiga. A extração de carvão representa atualmente um
setor global considerável que fornece matérias primas para geração de energia e processos metalúrgicos. O carvão
energético atualmente supre mais de um terço da produção global de energia elétrica [22], ao passo que o carvão
metalúrgico é usado principalmente para a produção de aço, respondendo por 15% da produção mundial de carvão
[18]. O carvão é também usado para a produção de compostos sintéticos, tais como cimento, corantes, óleo, ceras,
produtos farmacêuticos e pesticidas.
As organizações do setor de carvão têm naturezas distintas. Enquanto algumas enfocam apenas esta commodity –
combinando extração, distribuição e canais de consumo em uma única empresa – outras são organizações
grandes e diversificadas que extraem diferentes commodities ou operam em diferentes setores. Algumas das
maiores organizações do setor são empresas estatais.
A queima do carvão gera quantidades significativas de gases de efeito estufa (GEE) e outras emissões
atmosféricas, sendo mundialmente a maior fonte única de emissão de dióxido de carbono (CO2) [20]. O consumo do
carvão para geração de eletricidade tem diminuído de maneira generalizada [17] devido aos esforços de
descarbonização e à queda no custo das fontes renováveis, o que mudou o foco para fontes com baixa emissão de
gases de efeito estufa (GEE).
Atividades e relações de negócios do setor
Por meio de suas atividades e relações de negócios, as organizações podem ter um efeito na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, e, dessa forma, fazer contribuições negativas ou positivas para o desenvolvimento
sustentável. Ao definir seus temas materiais, recomenda-se que a organização considere os impactos tanto de
suas atividades como de suas relações de negócios.
Atividades
Os impactos de uma organização variam de acordo com os tipos de atividades que ela realiza. A lista abaixo
descreve algumas das principais atividades do setor de carvão, conforme definidas nesta Norma. Esta lista não é
exaustiva.
Desenvolvimento: Design, planejamento e construção de minas, incluindo instalações para processamento e para
os trabalhadores.
Mineração: Extração do carvão usando mineração a céu aberto, subterrânea ou técnicas in situ.
Transporte: Movimentação do carvão até o ponto de consumo por barca, correia transportadora, trem, caminhão ou
navio ou, quando misturado com óleo ou água, transportado por dutos como lama de carvão.
Vendas e marketing: Venda de produtos derivados do carvão para uso como, por exemplo, produção de ferro e aço,
produção de cimento, produção de eletricidade e manufatura.
Relações de negócios
As relações de negócios da organização incluem relações com parceiros de negócios, com entidades em sua
cadeia de valor, incluindo aquelas além do primeiro nível e com quaisquer outras entidades diretamente ligadas às
suas operações, seus produtos e serviços. Os seguintes tipos de relações de negócio são prevalentes no setor de
carvão e são relevantes no momento de identificar os impactos de organizações do setor.
Joint ventures são acordos comuns na mineração de carvão, em que organizações dividem os custos, benefícios e
obrigações dos ativos, ou um projeto. Uma organização do setor de carvão pode estar envolvida com impactos
225 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
negativos como resultado de uma joint venture, mesmo se ela for um parceiro não operacional.
Fornecedores e terceirizados são frequentemente usados no setor de carvão em certas fases do projeto, tais como
construção, ou para fornecer outros serviços e produtos. Alguns dos impactos significativos cobertos por esta
Norma dizem respeito à cadeia de fornecedores.
Os clientes compram carvão e o usam para produzir energia, aquecimento e materiais. Ao fazer a combustão de
carvão, eles geram gases de efeito estufa (GEE) e outras emissões atmosféricas. Embora a principal
responsabilidade por reduzir e gerenciar suas emissões recaia nos clientes, também se espera que as
organizações que extraem carvão tomem medidas para reduzir as emissões da combustão de seus produtos e
declarar as respectivas emissões de GEE (Emissões de GEE do Escopo 3). Sendo assim, esta Norma inclui não
somente emissões diretas (Escopo 1) e emissões indiretas (Escopo 2), mas também outras emissões indiretas
(Escopo 3) de GEE.
O setor e o desenvolvimento sustentável
O carvão tem sido uma fonte fundamental da energia do mundo, contribuindo para o crescimento econômico e para
a redução da pobreza. Entretanto, o carvão é uma grande fonte de emissões que causam poluição atmosférica e
mudanças climáticas antropogênicas, que estão afetando todas as regiões do mundo e causando impactos
negativos na saúde, nas vidas, nos meios de subsistência e nos direitos humanos de milhões de pessoas [36].
A maioria dos países do mundo tem se comprometido a combater as mudanças climáticas ao limitarem o aumento
da temperatura média global bem abaixo de 2°C e esforçar-se para limitar o aumento a 1,5°C acima dos níveis pré-
industriais, conforme descrito no Acordo de Paris [10]. Entretanto, com base nas ambições atuais de reduzir as
emissões de GEE comunicadas nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), está previsto que o
aumento da temperatura média atinja 2,7°C em 2100 [9]. Isso poderia levar a eventos climáticos extremos que
tenderiam a aumentar em frequência e intensidade, bem como outros impactos de longo prazo irreversíveis, tais
como a subida do nível do mar, o derretimento de lençóis de gelo e o aquecimento e a acidificação dos oceanos.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) afirma que o aquecimento global deveria ser
limitado a 1,5°C [16], exigindo uma redução de 45% nas emissões de CO2) até 2030 em comparação aos níveis de
2010, atingindo emissões líquidas zero de GEE até 2050. Consequentemente, o mundo precisa fazer a transição
para uma economia de baixo carbono baseada em energia financeiramente acessível, confiável e sustentável. Esta
transição iria, simultaneamente, abordar a questão da poluição atmosférica mundial. Para atingir emissões líquidas
zero de GEE até 2050, a Agência Internacional de Energia (IEA) enfatiza a necessidade de restringir os investimentos
em novas produções de carvão ou na ampliação das minas atuais [19]. O número de instituições financeiras que
desinvestem em carvão energético está aumentando de forma constante, à medida que políticas climáticas, tais
como as regulamentações sobre preço de carbono e poluição do ar, bem como restrições a financiamentos e
subsídios públicos, comprometem a competitividade do carvão como um combustível de baixo custo [20].
A transição apresenta desafios imensos para as organizações do setor de carvão. Como parte do Pacto Climático
de Glasgow, aproximadamente 200 países comprometeram-se a "acelerar esforços rumo à redução gradual da
geração de carvão sem compensação de emissões" [8], dos quais 40 países têm compromissos nacionais de
implementar a eliminação da atual geração de carvão sem compensação de emissões [29]. Como resultado,
haverá aumento no número de operações de carvão enfrentando encerramento antecipado, bem como nos
impactos em trabalhadores e comunidades. Os trabalhadores verão diminuir suas oportunidades de emprego no
setor e nas suas cadeias de fornecedores, e as comunidades mineradoras que dependem do carvão poderão
experimentar altos índices de desemprego local.
Uma transição justa para trabalhadores e comunidades pode ser atingida se as organizações do setor de carvão e
os governos trabalharem juntos. Uma transição justa é um processo justo e equitativo para economias sustentáveis
que contribui para o trabalho decente, inclusão social e erradicação da pobreza. Ela integra políticas públicas e
programas centrados no trabalhador para propiciar um futuro seguro e decente para todos os trabalhadores, suas
famílias e as comunidades que dependem deles [35]. É um elemento integrante do Acordo de Paris e do Pacto de
Glasgow que está incluído nos planos de implementação das NDCs submetidas por muitos países até o momento
[9].
O prazo para a transição para uma economia de baixo carbono irá variar entre países de acordo com seu contexto –
levando-se em conta aspectos tais como nível de acesso e segurança da eletricidade – bem como as diferentes
capacidades de adaptação e mitigação dos impactos das mudanças climáticas. Consequentemente, espera-se
que economias em desenvolvimento levem mais tempo para atingir emissões líquidas zero de GEE em
comparação a economias desenvolvidas.
Mesmo com a implementação de políticas de descarbonização ao redor do mundo, o carvão poderia ainda
226 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
permanecer como uma fonte de energia significativa em muitos países em desenvolvimento em um futuro previsível.
As atividades relacionadas ao carvão podem fornecer uma importante fonte de receita e independência energética,
frequentemente gerando desenvolvimento das economias locais, emprego, infraestrutura e serviços. Apesar de ser
uma fonte de receita para os países, a riqueza de recursos nem sempre resulta em igualdade de distribuição do
retorno financeiro. Países cujas economias dependem de recursos naturais não renováveis são, às vezes, instáveis
economicamente e propensos a conflitos. Isso pode se dever, por exemplo, à flutuação no preço das commodities,
à falta de transparência nas despesas governamentais, a conflitos relacionados ao controle de recursos e ao baixo
nível de diversificação econômica [26] [37].
As atividades de mineração de carvão também causam muitos outros impactos no meio ambiente e nas pessoas,
inclusive impactos em seus direitos humanos. Projetos de carvão geralmente são de larga escala, com
cronogramas extensos e envolvem investimentos e fluxos financeiros de grande porte. A extração do carvão envolve
a remoção de grandes quantidades de terra e rochas do solo e a geração de grandes fluxos de resíduos. Quando a
mineração ocorre em áreas remotas, protegidas ou inexploradas, os impactos ambientais podem ser
especialmente severos, superando o tempo de vida útil de uma mina. O afluxo muito grande de trabalhadores às
unidades de mineração, juntamente com o aumento de recursos financeiros e questões relativas aos direitos à
terra, podem desencadear problemas socioeconômicos para as comunidades locais e povos indígenas. Além
disso, a administração inadequada dos recursos naturais, incluindo corrupção e má gestão de receitas, podem
exacerbar os impactos negativos e dificultar a distribuição da riqueza para as comunidades.
Uma vez que os ODS e as metas associadas a eles são integrados e indivisíveis, as organizações têm um papel a
desempenhar para o alcance dos ODS aumentando seus impactos positivos ou prevenindo e mitigando seus
impactos negativos na economia, no meio ambiente e nas pessoas.
Apesar de o setor de carvão contribuir para atender à demanda global por energia e desempenhar um papel para
que se atinja o Objetivo 7: Energia Limpa e Acessível, a extração e combustão de carvão são os fatores que mais
contribuem para as mudanças climáticas. As mudanças climáticas podem também exacerbar outros desafios, tais
como alcançar o acesso a água potável, segurança alimentar e redução da pobreza. Assegurar o acesso à energia
financeiramente viável, confiável e sustentável e, ao mesmo tempo, mitigar as emissões de GEE conforme o
Objetivo 13: Ação Contra a Mudança Global do Clima e fazer a transição para uma economia de baixo carbono, é um
dos maiores desafios do setor.
Pelo fato de o setor de carvão ainda representar uma fonte essencial de emprego e renda em muitas regiões, ele
pode fazer contribuições positivas ao Objetivo 8: Trabalho Decente e Crescimento Econômico e ao Objetivo 1:
Erradicação da Pobreza, se as condições de trabalho e os riscos ocupacionais forem adequadamente geridos.
Entretanto, a aceleração nos encerramentos de minas de carvão desencadeada pela transição para uma economia
de baixo carbono irá reduzir essas contribuições no longo prazo e, em vez disso, trazer possíveis impactos aos
trabalhadores e comunidades locais afetados.
Com uma gestão adequada dos impactos ambientais, o setor de carvão poderá contribuir para o Objetivo 11:
Cidades e Comunidades Sustentáveis e para o Objetivo 12: Assegurar padrões de produção e de consumo
sustentáveis. A presença do setor poderá também estimular outras atividades econômicas que expandam a
infraestrutura e os serviços para as comunidades locais no entorno das unidades de mineração.
A Tabela 2 apresenta conexões entre os temas materiais prováveis para o setor de carvão e os ODS. Essas
correlações foram identificadas com base em uma avaliação dos impactos descritos em cada tema material
provável, nas metas associadas a cada ODS e no mapeamento existente feito para o setor (consulte a referência
[34] na Bibliografia).
A Tabela 2 não é uma ferramenta de relato, mas apresenta conexões entre os impactos significativos do setor de
carvão e os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Consulte nas referências [40] e [41] da
Bibliografia informações sobre o relato de progresso dos ODS usando as Normas GRI.
227 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Tabela 2. Correlações entre os temas materiais prováveis para o setor de carvão e os ODS
Emissões de GEE são o fator que mais contribui para as mudanças climáticas, cujos impactos estão ocorrendo em
uma velocidade acelerada. Estudos mostram que aproximadamente metade das emissões antropogênicas de
dióxido de carbono (CO2) desde 1750 ocorreram nos últimos 40 anos, principalmente devido ao aumento no uso de
combustível fóssil, incluindo o carvão [42].
Para o carvão, as atividades de usuários finais são responsáveis pelas emissões de GEE mais significativas,
classificadas como outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa (GEE). Essas emissões se
originam principalmente de geração de eletricidade e calor, produção de aço e fabricação de cimento. De todas as
fontes de energia, o carvão tem a intensidade de emissões mais alta na combustão, sendo mundialmente a maior
fonte única de emissão de CO2). O carvão energético, que é usado principalmente para a geração de eletricidade,
normalmente libera mais do que o dobro da quantidade de GEE do que o gás natural por unidade de eletricidade
produzida [57]. A produção de aço usa carvão metalúrgico, com três quartos da demanda por energia sendo
atendida pelo carvão [59]. As emissões da indústria de ferro e aço representam cerca de 7% das emissões globais
de CO2 provenientes de energia.2
As atividades de mineração de carvão também consomem quantidades significativas de energia. A menos que
fontes de energia renovável forneçam a energia necessária, as operações de mineração geram emissões de CO2.
Elas são classificadas como emissões diretas (Escopo 1) de GEE no caso de atividades pertencentes ou
controladas pela organização; e emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da
aquisição de energia no caso de eletricidade, aquecimento, resfriamento e vapor comprados ou adquiridos
consumidos pela organização.
A quantidade de energia usada na mineração de carvão e as emissões de CO2 resultantes dependem de vários
fatores, tais como o método de mineração, a profundidade da mina, a geologia, a produtividade da mina e o grau de
refino exigido. As atividades que mais consomem energia incluem transporte, exploração, perfuração, escavação,
extração, britagem, moagem, bombeamento e ventilação. A extração e o transporte em lavras subterrâneas poderá
exigir mais energia do que a lavra a céu aberto devido, por exemplo, a maiores requisitos para o transporte, a
ventilação e o bombeamento de água. O uso de explosivos no desmonte a fogo, incêndios nas minas e outros
acidentes, bem como atividades de encerramento e reabilitação, também são fontes de emissões de GEE.
Além do CO2, operações de carvão também causam emissão de metano (CH4). Este GEE apresenta um potencial
de aquecimento global (GWP, na sigla e m inglês) marcadamente maior do que o CO2; ao considerarmos seu
impacto ao longo de 100 anos, uma tonelada de CH4 é equivalente a 28 a 36 toneladas de CO2) [49] [61]. Estima-se
que a mineração de carvão seja responsável por 11% das emissões antropogênicas globais de CH4 [54], apesar de
medições recentes indicarem que as emissões de CH4 provenientes da produção de energia poderiam estar
subestimadas [53].
As emissões de CH4 de minas de carvão são liberadas na atmosfera durante e após o processo de mineração. O
metano de mina de carvão pode ser liberado via sistemas de desgaseificação e ventilação do ar de minas de carvão
subterrâneas. O metano de mina de carvão também pode ser liberado por percolação de minas abandonadas ou
encerradas através de respiradouros ou fendas no solo, camadas carboníferas das minas a céu aberto e emissões
fugitivas de armazenamento e transporte. As minas subterrâneas são responsáveis pela maior parte das emissões
diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE) de CH4 devido ao teor mais alto de gás das camadas mais
profundas.
229 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Outras emissões de GEE relacionadas à extração e ao uso de carvão incluem o óxido nitroso (N2O) e o ozônio (O3).
230 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.1.1
Materiais 2021
GRI 305: Conteúdo 305-1 Emissões diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE) 12.1.5
Emissões 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Relate o percentual das emissões diretas brutas (Escopo 1) de GEE de CH4.
• Discrimine as emissões diretas brutas (Escopo 1) de GEE por tipo de fonte
(combustão estacionária, processo, fugitiva).3
Conteúdo 305-2 Emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) 12.1.6
provenientes da aquisição de energia
Conteúdo 305-3 Outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa 12.1.7
(GEE)
Referências e recursos
GRI 302: Energia 2016 e GRI 305: Emissões 2016 listam instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
2 Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), as emissões de CO2 relacionadas à energia incluem aquelas resultantes da queima de
combustíveis fósseis e emissões de processos industriais [48].
231 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Os países signatários do Acordo de Paris se comprometeram a manter o aumento do aquecimento global bem
abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, e a envidar esforços para limitar o aumento a 1,5°C. Mesmo
assim, as reservas de combustível fóssil disponíveis atualmente em todo o mundo excedem de longe o valor
máximo que poderá ser consumido permanecendo-se dentro deste limite [83]. Isso pressiona as organizações do
setor de carvão a estabelecerem metas para reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE), encerrar operações
ou modificar seus modelos de negócio para reduzir a dependência de carvão energético, investir em novas
tecnologias para remover o carbono da atmosfera e criar sumidouros de carbono.
Considerando-se que o carvão emite a maior quantidade de CO2 e tem a mais alta intensidade de emissões por
unidade de energia entre os combustíveis fósseis (consulte também o tema 12.1 Emissões de GEE), a combustão
de carvão é geralmente a primeira atividade que os governos procuram suprimir para atingirem seus compromissos
do Acordo de Paris. A transição para uma economia de baixo carbono já começou, resultando em uma tendência de
queda no consumo de carvão. Espera-se uma redução no uso de carvão de 25% a 90% até 2050, dependendo do
cenário utilizado.4
Apesar de existirem alternativas para a geração de eletricidade, os produtores de aço ainda não possuem uma
alternativa economicamente viável para o carvão, levando a um cronograma de transição mais longo. Soluções
tecnológicas que permitam a combustão do carvão sem emissão de CO2 estão sendo testadas, tais como a captura
e o armazenamento de carbono. Entretanto, a tecnologia não tem avançado na velocidade necessária para atender à
necessidade de redução de emissões, seus impactos ambientais ainda estão sendo avaliados e novos
investimentos permanecem escassos.
A transição energética apresenta altos riscos para as organizações, trabalhadores e as comunidades locais que
dependem das atividades carboníferas. Conforme o mercado de carvão encolhe, algumas organizações serão
forçadas a encerrar suas operações, o que poderá causar um impacto em sua viabilidade financeira. As
organizações estão correndo o risco de possuir ativos abandonados ou partes de seu capital físico com valor
drasticamente reduzido devido à transição, levando à desativação de operações.
As organizações podem mitigar esses riscos diversificando atividades para além do carvão, investindo em soluções
tecnológicas e buscando inovação por meio de parcerias setoriais colaborativas, além de focar em segmentos do
mercado que permaneçam operacionais por mais tempo. Entretanto, a venda de ativos de carvão a outras entidades
para reduzir as emissões de GEE da organização, ao invés de encerrar operações, pode ser prejudicial aos
esforços de mitigação das mudanças climáticas. Transferir ativos de carvão para organizações que continuam a
extrair carvão não reduz o total de emissões, podendo, pelo contrário, resultar no aumento de emissões. Se a
organização transferir as responsabilidades de encerramento e reabilitação para operadores menos responsáveis
e inexperientes, isso poderá também enfraquecer a gestão de impactos ambientais e socioeconômicos resultantes
de um possível encerramento (consulte também o tema 12.3 Encerramento e reabilitação).
A transição para uma economia de baixo carbono poderá afetar o emprego, as receitas governamentais e o
desenvolvimento econômico em regiões onde o setor está presente. Encerramentos mais frequentes são menos
prováveis de serem contrabalançados por aberturas, como foi o caso no passado. Os trabalhadores poderão
enfrentar problemas relacionados a empregabilidade, requalificação e oportunidades desejáveis de reinserção no
mercado de trabalho. O encerramento e a reabilitação de operações sem as necessárias provisões poderão
também resultar em um ônus econômico para governos e comunidades locais, principalmente em países onde a
produção de carvão representa um alto percentual das receitas.
Para que se atinja uma transição justa para uma economia de baixo carbono, os diferentes níveis de dependência
do setor de carvão por parte de trabalhadores, comunidades locais e economias nacionais precisam ser
reconhecidos. É necessário também que empregos de qualidade sejam criados para os afetados. São exemplos
de medidas que as organizações poderão tomar para contribuir para uma transição justa: comunicação adequada e
com antecedência de encerramentos; colaboração com governos e sindicatos; defesa de uma política consistente
para o clima (consulte também o Tema 12.22 Políticas públicas); retreinamento, requalificação e realocação de
trabalhadores; e investimentos alternativos nas comunidades afetadas. Consultas antecipadas e significativas com
stakeholders e comunidades locais também foram identificadas como cruciais para se atingir uma transição justa
(consulte também o tema 12.3 Encerramento e reabilitação). A transição poderá também trazer oportunidades para
232 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Espera-se cada vez mais que as organizações de setores com alta taxa de emissões divulguem um plano de
transição, o qual é "um aspecto da estratégia de negócios da organização que estabelece um conjunto de metas
e ações que deem suporte à sua transição rumo a uma economia de baixo carbono" [91]. De acordo com a Força-
Tarefa Sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD), os usuários de informações procuram por
dados sobre os planos das organizações para ajustarem suas estratégias ou modelos de negócios, bem como
os tipos de ações necessárias para reduzir os riscos e aumentar as oportunidades que a transição para uma
economia de baixo carbono traz. O planejamento de transição pode, por exemplo, focar em atingir emissões
líquidas zero.
A análise de cenários permite considerar formas alternativas de situações futuras simultaneamente, e pode ser
usada para explorar os riscos que a transição para uma economia de baixo carbono apresenta para as
organizações do setor de carvão. As organizações normalmente definem cenários de acordo com a velocidade da
transição, expressa nas mudanças resultantes na temperatura média global. Um cenário compatível com o
Acordo de Paris irá requerer um aumento de temperatura bem abaixo de 2°C. Outros cenários poderão ser
definidos de acordo com o contexto nacional de uma organização. A organização poderá, então, traduzir as
reduções esperadas nas emissões de GEE compatíveis com esse aumento de temperatura em receitas
esperadas. Para mais orientações, consulte a publicação da TCFD, The Use of Scenario Analysis in Disclosure of
Climate-Related Risks and Opportunities, 2017 [92].
3 Esta recomendação adicional ao setor baseia-se no item [Link] da Norma GRI 305: Emissões 2016.
233 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.2.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Relate se a organização tem um plano de transição em vigor. Se tiver, relate
se ele é um item agendado para deliberação anual na assembleia geral
ordinária (AGO), se aplicável.
• Descreva políticas, compromissos e medidas da organização para prevenir
ou mitigar os impactos da transição para uma economia de baixo carbono
nos trabalhadores e nas comunidades locais.
• Relate o nível e o cargo dentro da organização que recebeu a
responsabilidade de gerenciar os riscos e as oportunidades decorrentes de
mudanças climáticas.
• Descreva a supervisão do mais alto órgão de governança na gestão dos
riscos e oportunidades decorrentes de mudanças climáticas.
• Relate se a responsabilidade pela gestão dos impactos relacionados às
mudanças climáticas está vinculada a avaliações de desempenho ou a
mecanismos de incentivo, inclusive nas políticas de remuneração para
membros do mais alto órgão de governança e altos executivos.
• Descreva os cenários relacionados às mudanças climáticas usados para
avaliar a resiliência da estratégia da organização, inclusive um cenário de 2°C
ou menos.
GRI 305: Conteúdo 305-5 Redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) 12.2.3
Emissões 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Relate como os objetivos e metas para emissões de GEE são estipulados;
especifique se eles são embasados por consenso científico; e liste
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente ou leis
com os quais os objetivos e metas estão alinhados.
• Relate as emissões de GEE dos Escopos (1, 2, 3), as atividades e as
relações de negócios aos quais os objetivos e metas se aplicam.
• Relate a linha de base para os objetivos e metas e o cronograma para seu
alcance.
Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 e GRI 305: Emissões 2016 listam instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Após o encerramento das minas de carvão, impactos potenciais incluem contaminação de solo e água, mudanças
nos relevos e perturbações na biodiversidade e na vida selvagem. Um encerramento poderá também causar
consequências socioeconômicas duradouras nas comunidades locais (consulte também o tema 12.9). A
preparação e implementação de um encerramento responsável torna-se cada vez mais importante para o setor de
carvão devido à necessidade de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e da transição para uma
economia de baixo carbono (consulte o tema 12.2 Adaptação, resiliência e transição climática). Esta urgência levará
a encerramentos mais frequentes e antecipados de atividades carboníferas.
Os impactos do encerramento poderão diferir entre mineração a céu aberto e subterrânea. Por exemplo, mineração
a céu aberto requer mais uso da terra e uma reabilitação considerável, ao passo que minas subterrâneas
abandonadas poderão emitir metano de mina de carvão mesmo após a mineração ativa ter cessado, mantendo
uma contribuição contínua para as emissões de GEE (consulte também o tema 12.1).
O encerramento geralmente requer um planejamento nas fases iniciais do ciclo de vida de um projeto para prever
impactos potenciais, inclusive impactos nas comunidades locais e em seus meios de subsistência. As atividades
de encerramento e reabilitação poderão incluir:
• estabilização dos trabalhos a céu aberto ou subterrâneos, tais como aterramento para evitar subsidência;
• remoção ou conversão da infraestrutura para garantir a segurança das pessoas;
• reabilitação de pilhas de estéreis e de estruturas de disposição de rejeitos para controlar a erosão e degradação
do solo;
• gestão de resíduos e de problemas de qualidade de água de superfície e água subterrânea resultantes da
drenagem ácida de minas abandonadas, de resíduos de rochas e de carreamento de rejeitos (consulte também
os temas 12.6 Resíduos e 12.7 Água e efluentes); e
• monitoramento ambiental e socioeconômico pós-encerramento.
Uma vez concluídos, recomenda-se que o encerramento e a reabilitação de unidades operacionais resultem em
ecossistemas estáveis e compatíveis com o uso da terra planejado para o pós-encerramento que leva em conta as
necessidades dos stakeholders locais. A ineficácia no encerramento de instalações e reabilitação de unidades
poderá tornar o solo inutilizável para outros fins produtivos e poderá resultar em riscos para a saúde e a segurança
devido à contaminação ou à presença de materiais perigosos.
Entretanto, a fase de encerramento e reabilitação pode também criar outras oportunidades de emprego. Isso poderá
envolver um afluxo de trabalhadores adicionais por um período mais longo e potencialmente exacerbar outras
pressões ambientais. Uma vez que essa fase seja concluída, os trabalhadores poderão ser dispensados e as
comunidades locais poderão enfrentar uma retração econômica e perturbações sociais. Isso é especialmente
relevante para aquelas comunidades que dependem das atividades do setor de carvão para emprego, renda,
impostos e outros pagamentos para governos, desenvolvimento da comunidade e outros benefícios.
Uma colaboração entre os governos locais e nacionais, organizações carboníferas, trabalhadores e sindicatos é
essencial para mitigar impactos negativos e garantir uma transição justa que propicie empregos decentes, inclusão
social e oportunidades econômicas enquanto se realiza a transição para uma economia de baixo carbono [101]. São
exemplos de medidas que as organizações poderão adotar: oferecimento de aposentadoria antecipada,
requalificação, retreinamento, programas de transferência de trabalhadores e programas de assistência para
realocação.
236 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.3.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem adotada para o engajamento com as comunidades
locais e outros stakeholders relevantes para o planejamento e
implementação do encerramento e do pós-encerramento, incluindo uso da
terra pós-mineração.
GRI 404: Conteúdo 404-2 Programas para o aperfeiçoamento de competências dos 12.3.3
Capacitação e empregados e de assistência para transição de carreira
Educação 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os planos de transição para os trabalhadores em vigor para ajudá-
los a lidar com a transição para a fase de pós-encerramento das atividades
de uma operação (ex.: realocação, assistência para reinserção no mercado
de trabalho, reassentamento e indenização por demissão).
Relate o valor monetário total do provisionamento para encerramento e reabilitação realizado pela 12.3.5
organização, incluindo monitoramento e controle socioeconômico e ambiental pós-encerramento de
unidades operacionais, fornecendo a discriminação deste total por projeto.
Descreva a provisão de recursos não financeiros realizada pela organização para gerir a transição 12.3.6
socioeconômica da comunidade local para uma economia pós-mineração sustentável, incluindo
esforços conjuntos, projetos e programas.
Referências e recursos
GRI 402: Relações de Trabalho 2016 e GRI 404: Capacitação e Educação 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.
As referências adicionais usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de encerramento e reabilitação pelo setor de carvão estão listados na Bibliografia.
5 Recomenda-se que a definição de reservas usada pela organização para esta recomendação adicional ao setor seja a mesma que a definição usada
em suas demonstrações financeiras consolidadas ou em documentos equivalentes.
6 Recomenda-se que a organização relate a massa de CO2 capturado usando captura e armazenamento de carbono menos a massa de CO2 emitido
como resultado do processo ou durante o processo, às vezes, conhecida como "redução líquida de emissões" [71].
7 Fontes pontuais incluem fontes industriais e fontes relacionadas à energia.
8 Compromissos de política para uma conduta empresarial responsável e compromisso para com o respeito aos direitos humanos são relatados no
Conteúdo 2-23 Compromissos de política da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021.
9 Estes conteúdos adicionais ao setor baseiam-se nas recomendações de relato 1.2.1 e 1.2.2 da Norma GRI 415: Políticas Públicas 2016.
237 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Além das emissões de gases de efeito estufa (GEE), o carvão é uma fonte significativa de emissões antropogênicas
classificadas como poluentes. No mundo todo, a poluição atmosférica causa problemas graves de saúde e milhões
de mortes anualmente ao contribuir para doenças coronárias e pulmonares, derrames, infecções respiratórias e
danos neurológicos [114]. As crianças, os idosos e os pobres são afetados de forma desproporcional pelas
emissões atmosféricas, assim como são as comunidades locais próximas às unidades operacionais. A poluição
atmosférica também causa um ônus econômico para comunidades e governos resultantes, por exemplo, de
mortalidade prematura, aumento dos custos com saúde, perda de produtividade e queda na produção agrícola
[109].
As emissões atmosféricas das atividades carboníferas incluem CO, NOx, MP e SO2. Essas emissões podem ocorrer
na forma de evaporação de lagoas de rejeitos ou áreas de resíduos; emissões fugitivas de poeira de perfuração,
desmonte a fogo, armazenamento, transporte, carregamentos e descarregamentos; atividades de refinação e
processamento; transporte de suprimentos e produtos; e incidentes, tais como incêndios nas minas.
Além dos efeitos sobre a saúde, a emissão de poluentes também tem impactos nos ecossistemas. Por exemplo,
emissões de nitrogênio e mercúrio que entram nos oceanos ou corpos hídricos podem ter impactos negativos na
vida marinha. O NOx é também um importante causador de ozônio troposférico, normalmente conhecido como smog
fotoquímico. Óxidos de enxofre podem levar à chuva ácida e aumentar a acidificação oceânica. Impactos negativos
decorrentes de chuva ácida e ozônio troposférico incluem a degradação da água e do solo, prejudicando a
capacidade da flora e fauna de funcionar e crescer. Alguns poluentes atmosféricos como metano, carbono negro e
ozônio são também poluentes climáticos de vida curta (PCVC) que contribuem para as mudanças climáticas
(consulte também o tema 12.1 Emissões de GEE).
Arsênico, cádmio, chumbo, mercúrio, selênio e outros metais pesados são outros poluentes associados ao uso do
carvão. As impurezas e os componentes químicos encontrados no carvão são em grande parte responsáveis pelas
emissões de materiais particulados (MP), SO2 e mercúrio formados na combustão, parte delas podendo ser
mitigadas com a lavagem do carvão [107]. As emissões provenientes da combustão de carvão são causadas por
organizações de outros setores, tais como as de serviços públicos e produção de aço, mas seus impactos
negativos estão diretamente relacionados às organizações de mineração de carvão.
238 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.4.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva ações adotadas pela organização para prevenir ou mitigar impactos
negativos potenciais nas comunidades locais e nos trabalhadores de
emissões de material particulado (MP) provenientes de poeira de carvão.
• Descreva medidas tomadas para melhorar a qualidade do carvão para reduzir
as emissões atmosféricas perigosas na fase de uso.
Referências e recursos
GRI 305: Emissões 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais relevantes para o relato deste tema.
As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de emissões atmosféricas pelo setor de carvão estão listados na Bibliografia.
239 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
As atividades carboníferas geralmente requerem o desenvolvimento de infraestrutura de larga escala que tem
impactos diretos, indiretos e cumulativos de curto e longo prazo na biodiversidade. Os impactos na biodiversidade
provenientes das atividades do setor de carvão incluem contaminação do ar, do solo e da água, desmatamento,
erosão do solo e sedimentação de corpos hídricos. Outros impactos podem incluir mortalidade animal ou maior
vulnerabilidade a predadores, fragmentação e conversão de habitats, além da introdução de espécies invasoras e
patógenos.
Métodos diferentes de mineração apresentam riscos distintos para a biodiversidade. Minas a céu aberto causam
impactos mais severos do que a mineração subterrânea devido ao crescente aprofundamento e alargamento das
unidades de mineração, aumentando as áreas afetadas ao longo do tempo. Impactos na biodiversidade podem ser
provenientes de:
• desmatamento para abertura de poços, rotas de acesso e expansão de minas para novas áreas;
• fragmentação de habitats devido às estradas de acesso e outras infraestruturas lineares;
• subsidência do solo sobrejascente a minas subterrâneas;
• perturbações nos ecossistemas de água de superfície, zonas úmidas e água subterrânea; e
• descarte de efluentes contaminação da água subterrânea e da água de superfície pela drenagem ácida de
minas, lagoas de rejeitos ou pilhas de estéreis (consulte também os temas 12.6 Resíduos e 12.7 Água e
efluentes).
As atividades do setor podem também contribuir para impactos cumulativos na biodiversidade. Por exemplo, quando
as atividades carboníferas se expandem e novas rotas de acesso são instaladas, o desmatamento resultante não
apenas causa fragmentação e conversão de habitats, mas poderá também resultar no aumento do uso da área ou
mesmo incentivar outros setores a estabelecer operações nas mesmas áreas, intensificando os impactos.
Mudanças no uso da terra para acomodar as minas a céu aberto poderão exacerbar os efeitos das mudanças
climáticas, se elas resultarem na remoção de sumidouros de carbono. Por sua vez, as mudanças climáticas
provavelmente afetarão todos os aspectos da biodiversidade, inclusive organismos individuais, populações,
distribuição de espécies e a composição e função dos ecossistemas, e os impactos tendem a piorar com o
aumento da temperatura. (consulte também os temas 12.1 Emissões de GEE e 12.2 Adaptação, resiliência e
transição climática).
Para limitar e gerenciar seus impactos na biodiversidade, muitas organizações do setor de carvão usam a
ferramenta de hierarquia de mitigação que ajuda a fundamentar suas medidas. A ferramenta apresenta uma
sequência priorizada de medidas para a gestão sustentável de recursos naturais, com ações preventivas tendo
precedência sobre reparação. A prioridade é dada a medidas preventivas e, quando não for possível, à minimização
dos impactos. As medidas de reparação somente são viáveis após a adoção de todas as medidas de prevenção. A
reparação inclui a reabilitação ou restauração de degradação ou danos, e compensações (offsetting) de impactos
residuais após todas as outras medidas terem sido aplicadas [121].
240 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Relato de biodiversidade
Se a organização tiver definido que biodiversidade é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.5.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva políticas e compromissos para atingir nenhuma perda líquida ou
um ganho líquido para a biodiversidade em unidades operacionais; e relate
se esses compromissos se aplicam a operações existentes e futuras e a
operações além das áreas de alto valor de biodiversidade.
• Relate se a aplicação da hierarquia de mitigação fundamentou medidas para
gerenciar impactos relacionados à biodiversidade.
Referências e recursos
GRI 304: Biodiversidade 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As atividades carboníferas normalmente geram grandes volumes de resíduos, incluindo resíduos perigosos. Os
maiores fluxos de resíduos provêm da extração ou processamento de carvão e consistem em pilhas de estéreis,
resíduos de rochas e rejeitos. Estes fluxos de resíduos podem também conter substâncias tóxicas ou nocivas,
incluindo metais pesados. Eles podem contaminar a água de superfície, a água subterrânea, a água do mar, fontes
de alimentos e causar impactos negativos nas espécies vegetais e animais, bem como na saúde humana. Outros
efeitos podem ser perda de produtividade do solo e erosão. A severidade dos impactos pode depender da
abordagem de uma organização para a gestão de resíduos, regulamentação e da disponibilidade de instalações de
recuperação e disposição nas proximidades das atividades carboníferas.
As pilhas de estéreis provenientes da mineração a céu aberto são normalmente armazenadas em áreas adjacentes
para reaterro do poço após a finalização da mineração. As opções de disposição são limitadas para algumas
técnicas de mineração a céu aberto, tais como remoção do topo da montanha, uma vez que as pilhas de estéreis
não podem ser retornadas ao poço. Nesses casos, o método de disposição consiste em aterrar os vales
adjacentes, levando a impactos, tais como o assoreamento de corpos hídricos e concentração de substâncias
nocivas perigosas para os ecossistemas e para os seres humanos (consulte também os temas 12.5
Biodiversidade e 12.7 Água e efluentes).
Lamas de rejeito de mineração de carvão, uma sobra residual gerada pelo processamento de carvão, são
normalmente descartadas em lagoas, filtradas e armazenadas em pilhas ou dispostas em cavidades subterrâneas.
As instalações de armazenamento de rejeitos em superfície contidas em barragens de rejeito podem cobrir áreas
imensas. Rejeitos sem substâncias perigosas podem ser drenados da instalação e depois remodelados, cobertos
com solo e com vegetação. Entretanto, rejeitos apresentam riscos para a saúde de comunidades locais quando
contêm metais pesados, cianeto, agentes de processos químicos, sulfetos ou sólidos em suspensão que poluem o
meio ambiente, incluindo água subterrânea e água de superfície (consulte também os temas 12.9 Comunidades
locais e 12.13 Integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo).
Resíduos de rochas e rejeitos grosseiros são normalmente armazenados em pilhas ou dispostos em barragens de
contenção/aterros a céu aberto ou em poços antigos de operações. Impactos ambientais adicionais causados por
aterros de rochas incluem a poeira que pode ser levada pelo vento ou pela água de chuva, afetando a qualidade do
ar, dos corpos hídricos ou da terra.
A natureza e a quantidade de resíduos gerados frequentemente requerem uma gestão que vá além da etapa
produtiva da operação de mineração. Ao final de um projeto de exploração ou extração carbonífera, o encerramento
poderá produzir quantidade significativa de resíduos com impactos ambientais e socioeconômicos duradouros
(consulte também o tema 12.3 Encerramento e reabilitação). Outros resíduos típicos das atividades do setor de
carvão incluem resíduos de óleos e produtos químicos, catalisadores usados, solventes, outros resíduos industriais
e resíduos de embalagens e de construção.
242 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Relato de resíduos
Se a organização tiver definido que resíduos são um tema material, esta subseção lista os conteúdos identificados
como relevantes para o relato do tema por organizações do setor de carvão.
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.6.1
Materiais 2021
Referências e recursos
GRI 306: Resíduos 2020 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais relevantes para o relato deste tema.
A atividades carboníferas podem reduzir a disponibilidade de água para comunidades locais e outros setores que
dependem de água. Elas podem causar impactos na qualidade da água de superfície, água subterrânea e água do
mar, que poderão se traduzir em impactos de longo prazo nos ecossistemas e na biodiversidade, causar problemas
de saúde e desenvolvimento para os seres humanos e prejudicar a segurança alimentar.
A água é utilizada nas atividades carboníferas para resfriamento e corte; eliminação de poeira durante a mineração e
o transporte; lavagem para melhorar a qualidade do carvão; revegetação de minas a céu aberto; e para o transporte
de longa distância de lamas de carvão. A quantidade de água necessária para as atividades dependerá de a
mineração ser a céu aberto ou subterrânea e da eficiência operacional. A quantidade de água captada também varia
de acordo com a capacidade da organização de substituir a utilização da água doce, da qualidade da água
necessária, das características do reservatório e da infraestrutura de reciclagem.
Os impactos de uma organização de carvão na água também dependem da quantidade de recursos hídricos locais.
Uma grande proporção dos recursos mundiais de carvão se encontram em áreas que são áridas ou experimentam
estresse hídrico. Nessas áreas, as atividades do setor tendem a aumentar a competição pela água. Isso poderá
exacerbar as tensões entre setores e comunidades locais, e dentro deles. Secas, inundações e outros eventos
climáticos extremos relacionados às mudanças climáticas irão provavelmente trazer desafios mais frequentes
relacionados à disponibilidade e à qualidade da água no futuro.
Os impactos das atividades carboníferas na qualidade da água podem ser resultantes do carreamento de rejeitos,
falhas nas estruturas de disposição de rejeitos e drenagem ácida de minas contendo água acidificada e metais
pesados. Alguns métodos de mineração podem envolver desmatamento e mudanças no uso da terra
consideráveis, levando à erosão e a fluxos de sedimentos (consulte também o tema 12.5 Biodiversidade), os quais
juntamente com alterações nos fluxos de água poderão afetar a qualidade da água e os habitats aquáticos e
terrestres. Operações subterrâneas também podem perturbar ou contaminar aquíferos.
Acidentes de transporte e derramamentos relacionados a carvão podem contaminar corpos hídricos e zonas
úmidas com materiais perigosos, tais como arsênico, chumbo, mercúrio e compostos de enxofre (consulte também
o tema 12.13 Integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo).
244 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.7.1
Materiais 2021
Referências e recursos
GRI 303: Água e Efluentes 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de água e efluentes pelo setor de carvão estão listados na Bibliografia.
245 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
As atividades do setor de carvão podem ser uma importante fonte de investimento e renda para as comunidades
locais, os países e as regiões. Os impactos podem variar de acordo com o volume das operações, o estímulo a
outras atividades econômicas e a eficácia de governos locais na gestão de receitas relacionadas ao carvão. Em
alguns países ricos em recursos, os investimentos no desenvolvimento de recursos de carvão e a receita
proveniente da mineração contribuem significativamente para o produto interno bruto. No entanto, a má gestão
dessa receita pode ser prejudicial ao desempenho econômico e levar à instabilidade macroeconômica e a
distorções (consulte também o tema 12.21 Pagamentos a governos). As economias dependentes do carvão podem
também ficar vulneráveis ao preço das commodities e às flutuações na produção.
O setor de carvão pode causar impactos positivos ao gerar receitas, provenientes do pagamento de impostos e
royalties, por meio de compras locais e da geração de empregos locais. As compras locais de produtos e serviços
podem ajudar no desenvolvimento de fornecedores e ter um impacto econômico significativo. A geração de
empregos locais, por sua vez, pode levar a um aumento no poder de compra da comunidade e, consequentemente,
estimular os negócios locais. As organizações do setor de carvão podem ainda gerar benefícios ao investir em
infraestrutura, como na geração, transmissão e distribuição de energia, melhorando o acesso à energia, ou em
serviços públicos
A extensão do benefício que as comunidades locais terão com a presença de atividades do setor de carvão depende
dos níveis de desenvolvimento e industrialização existentes nas comunidades, da capacidade das comunidades de
prover trabalhadores qualificados para as novas oportunidades de emprego, e do compromisso das organizações
do setor de carvão em treinar os trabalhadores locais. O impacto na geração de novos empregos também depende
de como o emprego no setor de carvão afeta o emprego existente em outros setores, assim como as práticas
empregatícias das organizações do setor de carvão (consulte também o tema 12.15). Por exemplo, uma escala de
embarque e desembarque por transporte aéreo ( fly-in fly-out) poderá compensar pressões associadas ao afluxo de
pessoas para pequenas comunidades e, ao mesmo tempo, fornecer os trabalhadores necessários. Entretanto,
esse sistema reduz as oportunidades de emprego disponíveis para as comunidades locais, diminuindo os
potenciais benefícios econômicos.
A introdução de atividades do setor de carvão pode gerar impactos negativos nas comunidades locais, tais como
disparidade econômica, com grupos vulneráveis geralmente sendo desproporcionalmente afetados (consulte
também os temas 12.9 Comunidades locais e 12.11 Direitos de povos indígenas). Um afluxo de trabalhadores
externos pode aumentar a pressão sobre moradia, infraestrutura e serviços públicos. As comunidades locais
poderão também ter que lidar com custos de passivos ambientais relacionados à contaminação ou à falta de uma
reabilitação eficaz após o encerramento das operações (consulte também o tema 12.3 Encerramento e reabilitação).
A transição para uma economia de baixo carbono continua a diminuir a atividade do setor de carvão, tornando as
comunidades e os países que dependem do setor para geração de receitas ou empregos vulneráveis ao
desaquecimento econômico resultante (consulte também o tema 12.2 Adaptação, resiliência e transição climática).
Para garantir uma transição justa, a colaboração entre os governos locais e nacionais e as organizações
carboníferas é essencial para propiciar empregos decentes, inclusão social e oportunidades econômicas.
246 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.8.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os programas de desenvolvimento local em vigor que visam
aumentar os impactos econômicos positivos para as comunidades locais,
incluindo a abordagem para a criação de oportunidades de emprego,
compras e capacitação.
GRI 202: Conteúdo 202-2 Proporção de membros da diretoria contratados na comunidade 12.8.3
Presença no local
Mercado 2016
GRI 204: Práticas Conteúdo 204-1 Proporção de gastos com fornecedores locais 12.8.6
de Compra 2016
Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 e GRI 202: Presença no Mercado 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As organizações do setor de carvão podem causar impactos positivos nas comunidades locais por meio de
empregos e compras locais, impostos ou outros pagamentos para governos locais, programas de desenvolvimento
local e investimentos em infraestrutura ou serviços públicos (consulte também o tema 12.8 Impactos econômicos, o
tema 12.15 Práticas empregatícias e o tema 12.21 Pagamentos a governos).
As atividades do setor de carvão podem também levar a impactos negativos nas comunidades locais. Os impactos
negativos podem resultar, por exemplo, de exigências de uso da terra para as atividades do setor, um afluxo de
pessoas buscando oportunidades de emprego e econômicas, degradação ambiental, exposição a substâncias
perigosas e uso de recursos naturais. As atividades carboníferas poderão também gerar conflito quando seus
impactos negativos não forem geridos ou intensificar conflitos pré-existentes (consulte também o tema 12.12
Conflito e segurança). Grupos vulneráveis, incluindo mulheres e povos indígenas, poderão ser
desproporcionalmente afetados por esses impactos.
O uso da terra por parte do setor de carvão pode competir com outras demandas de uso da terra, tais como para
agricultura, pesca ou recreação. Além disso, pode desestruturar os meios tradicionais de subsistência e aumentar o
risco de empobrecimento. Pode futuramente levar a um deslocamento, que resulta em impactos adicionais, tais
como restrições ao acesso a serviços essenciais e impactos nos direitos humanos (consulte também o tema 12.10
Direitos à terra e aos recursos naturais). As atividades do setor podem também resultar em danos a patrimônios
históricos e culturais, possivelmente levando a uma perda de tradição, cultura ou identidade cultural, principalmente
entre os povos indígenas (consulte também o tema 12.11 Direitos de povos indígenas).
O afluxo de trabalhadores das áreas do entorno ou como resultado da prática de escalas de embarque e
desembarque por transporte aéreo, particularmente durante as fases de construção, manutenção, e encerramento e
reabilitação das atividades carboníferas, poderia levar a uma maior desigualdade econômica na comunidade local.
Um afluxo em larga escala de trabalhadores pode colocar sob pressão os serviços e recursos locais, provocar
inflação e introduzir novas doenças transmissíveis. Custos mais altos de moradia podem levar a um aumento no
número de pessoas em situação de rua, principalmente entre grupos vulneráveis. Pode também haver um aumento
nas atividades que comprometem a ordem social, tais como abuso de substâncias, jogo e prostituição. O afluxo de
trabalhadores predominantemente do sexo masculino pode mudar o equilíbrio de gênero das comunidades locais.
Isso pode impactar particularmente as mulheres pelo risco de aumento da violência sexual e do tráfico. Casos
documentados revelaram violência doméstica e de gênero, tanto em unidades operacionais como em comunidades
locais.
Outros impactos negativos das atividades carboníferas nas comunidades locais podem resultar de poluição do ar,
do solo e da água; poeira; aumento nos níveis de tráfego, ruído e luminosidade; e maiores fluxos de resíduos. As
atividades poderão também causar acidentes catastróficos, tais como explosões, incêndios, colapso de minas,
derramamentos e falhas de instalações de rejeitos (consulte também o tema 12.13 Integridade de ativos e gestão
de acidentes de segurança de processo).
O engajamento significativo da comunidade local com acesso a processos de tomada de decisão inclusivos,
mecanismos de queixas eficazes e outros processos de reparação podem ajudar as organizações do setor de
carvão a prevenir e mitigar os impactos de suas atividades e aumentar o acolhimento por parte da comunidade. Na
sua ausência, as preocupações da comunidade poderiam não ser compreendidas ou abordadas, o que pode criar
impactos negativos ou exacerbar problemas existentes, tais como a desigualdade de gênero. Estabelecer ou
participar de mecanismos de queixas e de outros processos de reparação adaptados às necessidades específicas
das comunidades locais pode também ajudar as organizações a lidar com impactos negativos reais ou potenciais.
248 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.9.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para a identificação de stakeholders dentro de
comunidades locais e para o engajamento com eles.
• Liste os grupos vulneráveis que a organização identificou dentro das
comunidades locais.
• Liste quaisquer direitos coletivos ou individuais que a organização identificou
que são objeto de especial preocupação para as comunidades locais.10
• Descreva a abordagem da organização para o engajamento com grupos
vulneráveis, incluindo:
- como a organização busca garantir um engajamento significativo; e
- como ela busca garantir uma participação segura e equitativa dos gêneros.
Referências e recursos
GRI 413: Comunidades Locais 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As atividades do setor de carvão exigem acesso à terra para prospecção, exploração e mineração de carvão, bem
como armazenamento, processamento, transporte e distribuição de carvão e de resíduos. Isso pode, às vezes, levar
ao deslocamento de outros usuários da terra, à restrição de acesso a recursos e ao reassentamento involuntário de
comunidades locais. Os impactos do uso da terra variam de acordo com os métodos de extração, a localização dos
recursos, o processamento exigido e os métodos de transporte. Por exemplo, o deslocamento é mais
frequentemente associado à mineração a céu aberto do que quando as atividades são subterrâneas.
Regras pouco claras referentes aos direitos de posse, acesso, uso e controle de terra muitas vezes levam a
disputas, tensões socioeconômicas e conflitos. Consultas insuficientes e compensação inadequada às
comunidades afetadas também podem agravar as tensões e os conflitos. Por exemplo, a relação entre direitos de
mineração e direitos à terra pode não ser clara; regras legais formais sobre posse de terra podem se sobrepor ou
entrar em conflito com regras de costumes tradicionais; direitos legítimos podem não ser reconhecidos ou
aplicados; ou as pessoas podem não possuir documentação formal de seus direitos à terra.
O reassentamento involuntário de comunidades locais pode envolver deslocamento físico (ex.: realocação ou perda
de abrigo) e deslocamento econômico (ex.: perda ou acesso a bens), trazendo impactos nos meios de subsistência
e direitos humanos das pessoas. Nesses casos, as organizações do setor de carvão poderão fornecer às
comunidades locais compensação financeira ou terra equivalente aos bens perdidos. Entretanto, definir o valor do
acesso de comunidades locais ao ambiente natural é complexo. Isso inclui a consideração de atividades geradoras
de renda, saúde humana e aspectos imateriais da qualidade de vida, tais como a perda de oportunidades culturais
ou recreativas. O montante de compensação fornecida poderá, portanto, não ser equivalente ao prejuízo sofrido. Em
alguns casos, os detentores da posse consuetudinária da terra poderão não ser compensados de forma alguma ou
somente receber pelas plantações que estavam cultivando, mas não pela terra em si.
Membros da comunidade que resistam ao reassentamento poderão também enfrentar ameaças e intimidação, bem
como remoção da terra de forma violenta, repressiva ou com ameaças de morte (consulte também o tema 12.12
Conflito e segurança).
Lidar com impactos nos direitos à terra e aos recursos naturais normalmente exige um engajamento intenso e
significativo entre as organizações do setor de carvão e as comunidades locais, incluindo os grupos vulneráveis,
que frequentemente experimentam os impactos mais severamente. Em casos de consulta ineficaz à comunidade
ou na ausência de consentimento livre, prévio e informado (CLPI), os impactos nas comunidades reassentadas ou
problemas existentes em uma comunidade poderão ser exacerbados por um processo inadequado de
reassentamento ou por falta de transparência (consulte também os temas 12.9 Comunidades locais e 12.11
Direitos de povos indígenas). As consultas à comunidade poderão também deixar de incluir todos os membros
afetados. As mulheres, por exemplo, são geralmente excluídas dos processos decisórios relacionados ao
desenvolvimento de um novo projeto.
250 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.10.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem adotada para o engajamento com os grupos
vulneráveis afetados, incluindo:
- como a organização busca garantir que o engajamento seja significativo;
- como a organização busca garantir uma participação de gênero segura e
equitativa.
• Descreva as políticas ou os compromissos para providenciar reparação
a comunidades locais ou a indivíduos sujeitos a reassentamento involuntário,
como o processo de estabelecer compensação por perda de bens ou outra
assistência para melhorar ou restaurar os padrões de vida ou os meios de
subsistência.
Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de direitos à terra e aos recursos naturais pelo setor de carvão
estão listados na Bibliografia.
10 Estas recomendações adicionais ao setor baseiam-se nas orientações para o item 1.1 da Norma GRI 413: Comunidades Locais 2016.
251 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
A presença do setor de carvão nas proximidades de comunidades indígenas pode apresentar oportunidades
econômicas e benefícios para os povos indígenas por meio de empregos, capacitação e programas de
desenvolvimento local (consulte também o tema 12.8 Impactos econômicos). No entanto, essa presença pode
também romper os laços culturais, espirituais e econômicos dos povos indígenas com suas terras ou ambientes
naturais, comprometer seus direitos e bem-estar, e causar deslocamento (consulte também o tema 12.10 Direitos à
terra e aos recursos naturais). Ela pode causar ainda mais impactos na disponibilidade e no acesso à água, que é
uma preocupação fundamental para muitas comunidades indígenas.
Os direitos coletivos e individuais dos povos indígenas são previstos em instrumentos reconhecidos
internacionalmente. Os povos indígenas também geralmente possuem um status especial na legislação nacional e
podem deter a posse consuetudinária ou legal de terras das quais organizações do setor de carvão recebem
direitos de uso pelos governos. Antes de iniciar um empreendimento ou outras atividades que poderiam causar
impactos nas terras ou nos recursos naturais que os povos indígenas usam ou possuem, espera-se que as
organizações busquem obter consentimento livre, prévio e informado (CLPI) dos povos indígenas. Esse direito é
reconhecido na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas e permite aos povos
indígenas dar ou retirar o consentimento para um projeto que possa afetá-los ou a seus territórios e negociar as
condições do projeto [184]. Entretanto, alguns governos nacionais poderão não reconhecer ou não fazer cumprir os
direitos à terra e ao consentimento dos povos indígenas.
Organizações do setor e povos indígenas normalmente têm disputas e conflitos sobre propriedade e direitos à terra.
Casos documentados revelam uma ausência de consultas de boa-fé e uma pressão indevida sobre povos
indígenas para que aceitem projetos, sendo que a oposição a tais projetos às vezes leva a violência e mortes
(consulte também o tema 12.12 Conflito e segurança).
Um afluxo de trabalhadores de outras áreas pode resultar em discriminação contra povos indígenas quanto ao
acesso a empregos e oportunidades. Pode, ainda, minar sua coesão social, seu bem-estar e sua segurança.
Mulheres indígenas poderão ser mais expostas aos riscos de prostituição, trabalho forçado violência e doenças
transmissíveis do que homens indígenas (consulte também o tema 12.9 Comunidades locais).
A contribuição do setor de carvão para as mudanças climáticas pode também exacerbar os impactos negativos nos
povos indígenas, por conta de sua relação singular com o meio ambiente e, às vezes, de sua dependência dele
(consulte também o tema 12.1 Emissões de GEE).
252 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.11.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os programas de desenvolvimento local que visam aumentar os
impactos positivos para os povos indígenas, incluindo a abordagem para a
criação de oportunidades de emprego, compras e capacitação.
• Descreva a abordagem para engajamento com povos indígenas, incluindo:
- como a organização busca garantir que o engajamento seja significativo;
- como a organização busca garantir uma participação de gênero segura e
equitativa.
Referências e recursos
GRI 411: Direitos de Povos Indígenas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Muitas organizações do setor de carvão operam em locais e situações de conflito, entre os quais países
caracterizados por instabilidade política e social. O risco de violação dos direitos humanos aumenta em áreas de
conflito.11
O conflito pode também ser causado pela presença das atividades carboníferas. Ele pode ser gerado por
impactos ambientais negativos; engajamento inadequado com stakeholders e povos indígenas em processos
decisórios; distribuição desigual de benefícios econômicos ou oferta de benefícios considerados desproporcionais
aos impactos criados; e disputas pelo uso da terra e dos recursos naturais (consulte também o tema 12.10 Direitos
à terra e aos recursos naturais). A percepção da má gestão de fundos em detrimento de interesses locais pode
também gerar conflito (consulte também o tema 12.20 Combate à corrupção). Tais conflitos podem elevar a
necessidade de uso de pessoal de segurança, dessa forma aumentando o potencial de violações dos direitos
humanos.
O pessoal de segurança contratado por organizações do setor de carvão ou a segurança pública conduzida pelo
governo anfitrião poderão estar presentes para proteger os ativos das organizações ou garantir a segurança e a
proteção dos trabalhadores. As medidas tomadas pelo pessoal de segurança contra membros da comunidade
local, inclusive durante atividades de protesto contra o desenvolvimento de recursos de carvão ou para proteger sua
terra e seus recursos naturais, podem violar direitos humanos, tais como os direitos à liberdade sindical e liberdade
de expressão, assim como levar a violência, lesões ou mortes. Pessoal de segurança terceirizado poderá também
estar relacionado a grupos militares ou paramilitares.
Quando atividades carboníferas são endossadas pelo governo, mas permanecem desagradáveis para as
comunidades locais, a presença de forças de segurança pública poderá aumentar as tensões entre comunidades,
governos e organizações do setor. Isso pode, por sua vez, exacerbar desequilíbrios do poder local e,
potencialmente, o uso da força.
Em casos em que estão ativas forças de segurança pública ou de terceiros, tais como grupos paramilitares, as
organizações do setor de carvão têm ainda a responsabilidade de tomar medidas para garantir que as práticas de
segurança sejam coerentes com a proteção dos direitos humanos. Isso envolve avaliar riscos relacionados à
segurança, identificar situações em que podem ocorrer impactos nos direitos humanos e trabalhar com as
empresas de segurança para garantir que os direitos humanos sejam respeitados.
As organizações do setor de carvão poderão também contribuir de forma mais ampla para a segurança e a proteção
das comunidades locais, por exemplo, facilitando a comunicação entre as comunidades e as forças de segurança
pública ou apoiando esforços para lidar com outras fontes de conflito.
254 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.12.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Liste os locais das operações em áreas de conflito.
• Descreva a abordagem para garantir respeito pelos direitos humanos por
parte de fornecedores privados e órgãos públicos de segurança.
Referências e recursos
GRI 410: Práticas de Segurança 2016 lista referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Acidentes no setor de carvão podem trazer consequências catastróficas para os trabalhadores, bem como para as
comunidades locais, para o meio ambiente e causar danos aos ativos das organizações. Além dos óbitos e dos
acidentes de trabalho, esses acidentes podem causar contaminação do ar, do solo e da água. Esses impactos têm
o potencial de desestruturar outras atividades econômicas que dependem desses recursos naturais, tais como a
agricultura e a pesca, afetando os meios de subsistência e comprometendo a inocuidade dos alimentos e a
segurança alimentar. Outros impactos incluem a degradação de ecossistemas e habitats e a mortalidade de
animais.
Acidentes de segurança de processo relacionados ao setor de carvão incluem colapso de mina, vazamentos de gás
venenoso, explosões de poeira, colapso do teto de galeria de mina, subsidência do solo, incêndios, sismicidade
induzida por mineração, enchentes, colisões de veículos, erros mecânicos devidos a operação inadequada ou falha
em equipamentos (consulte também o tema 12.14 Saúde e segurança do trabalho). A queima de carvão libera cinza
volante e fumaça que contêm substâncias químicas tóxicas que entram nas cadeias alimentares. Incêndios e outros
eventos envolvendo emissões de gases de efeito estufa (GEE), tais como explosões de poeira de carvão, também
contribuem para as mudanças climáticas (consulte também o tema 12.1 Emissões de GEE).
Outros acidentes de segurança de processo envolvem falhas na gestão de rejeitos. Rejeitos são uma sobra
residual gerada pelo processamento do carvão, geralmente na forma de lama. Má gestão ou projeto ruim de
estruturas de disposição de rejeitos podem levar a vazamentos ou colapsos, com graves impactos nas
comunidades locais, nos meios de subsistência, na infraestrutura e no meio ambiente. As falhas podem resultar da
gestão inadequada de água, galgamento, falha na fundação ou na drenagem, erosão e terremotos. Os impactos
tornam-se mais severos quando os rejeitos contêm níveis altos de metais biodisponíveis ou produtos químicos
perigosos. Acidentes relacionados a derramamentos e vazamentos de lagoas de lamas e de dutos de rejeitos de
mineração de carvão podem também causar danos significativos.
Os riscos de acidentes de segurança de processo podem ser identificados e previstos por meio da implementação
de uma abordagem de gestão de controle crítico, a qual aborda as fontes ou os fatores mais prováveis de causar
acidentes As organizações podem mitigar seus impactos negativos por meio de medidas que garantam a
preparação e resposta a emergências. Isso inclui uma comunicação eficaz com as comunidades locais para limitar
a exposição à poluição e outros perigos durante emergências (consulte também o tema 12.9 Comunidades locais).
Um sistema eficaz de gestão de controle crítico pode também limitar os impactos associados a eventos climáticos
extremos, que irão aumentar em frequência e intensidade devido aos efeitos das mudanças climáticas.
11 A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) define áreas de conflito pela presença de conflito armado ou violência
generalizada, ou áreas com alto risco de conflito ou com violações aos direitos humanos ou abusos graves e generalizados [206].
256 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.13.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Relate se a organização está em conformidade com o Padrão Global da
Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM) e, se estiver, forneça um link para
as informações mais recentes relatadas em conformidade com o Princípio 15
do GISTM.
Referências e recursos
GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo pelo setor de carvão estão listados
na Bibliografia.
257 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Apesar dos esforços para eliminar riscos ocupacionais e melhorar a saúde e o bem-estar dos trabalhadores,
acidentes de trabalho ou doenças profissionais, inclusive com óbitos, são ainda prevalentes no setor de carvão.
Atividades com perigos potenciais incluem o trabalho com equipamentos pesados e a exposição a substâncias
explosivas, inflamáveis, venenosas ou perigosas ou o manuseio dessas substâncias. Os perigos podem também
estar associados ao trabalho em espaços confinados ou em locais isolados, longos turnos e o trabalho físico e
frequentemente repetitivo envolvido. Os perigos variam de acordo com os métodos de extração e os trabalhadores
em minas subterrâneas frequentemente experimentam riscos adicionais.
Os perigos associados às atividades realizadas no setor de carvão têm o potencial de resultar em acidentes de
trabalho com consequência grave. Acidentes de transporte, que podem ocorrer quando trabalhadores e
equipamentos são transportados para as unidades de mineração e a partir delas, são uma fonte comum de óbitos
e acidentes de trabalho no setor. Outros grandes perigos são incêndios e explosões, que podem se originar de
poeira de carvão e de gases inflamáveis durante a extração, o transporte e o processamento do carvão, além de
perigos elétricos associados a sistemas de alta voltagem usados nas instalações ou nos equipamentos de
exploração e produção (consulte também o tema 12.13 Integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de
processo). Colapso ou desprendimento de partes de estruturas, erros de operação de equipamentos pesados ou
falhas em instalações elétricas, hidráulicas ou mecânicas poderão resultar em acidentes típicos como "ser atingido
por", "ficar preso" ou "prensamento e/ou esmagamento". Os trabalhadores poderão também correr risco de
acidentes resultantes de escorregões, tropeços e quedas ao acessar as áreas de mineração e equipamentos
instalados bem acima do solo ou ao usar passagens subterrâneas.
Os perigos associados ao setor de carvão que têm o potencial de resultar em doença profissional podem ser
biológicos, químicos, ergonômicos ou físicos em sua origem. Perigos químicos comumente relatados incluem
inalação de poeira, liberada durante os processos que usam ou produzem areia, por exemplo, e podem causar
doenças pulmonares como asma, câncer e pneumoconiose. As atividades do setor também envolvem o trabalho
em espaços confinados, que podem conter uma alta concentração de gases, tais como monóxido de carbono,
metano e nitrogênio, que podem levar ao envenenamento ou ao sufocamento. Além disso, a exposição ao ácido
sulfídrico liberado de camadas carboníferas pode levar à incapacitação ou à morte. Perigos físicos e ergonômicos
do setor incluem temperaturas extremas, níveis perigosos de radiação e níveis perigosos de ruído ou vibração de
máquinas, que poderão causar deficiência ou perda auditiva e distúrbios osteomusculares. Perigos biológicos
prevalentes no setor incluem doenças transmissíveis presentes na comunidade local ou doenças decorrentes de
higiene precária e de baixa qualidade de alimentos ou de água.
Perigos relacionados com práticas laborais e empregatícias comuns (consulte também o tema 12.15) no setor de
carvão podem aumentar o risco de fadiga, sobrecarga cognitiva ou estresse e impactar negativamente a saúde
física, psicológica e social. Essas práticas incluem as escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo,
trabalho e moradia em diferentes locais, rotatividade de emprego, longos turnos, longas horas de viagem, morar no
local de trabalho, sono interrompido, horários de trabalho irregulares e trabalho solitário. Os trabalhadores poderão
também experimentar reações psicológicas, tais como o transtorno de estresse pós-traumático após um acidente
grave. Além disso, os locais de trabalho caracterizados por desequilíbrio de gênero podem contribuir para o
aumento de estresse, discriminação ou assédio sexual (consulte também o tema 12.19 Não discriminação e
igualdade de oportunidades).
O setor de carvão faz uso extensivo de fornecedores, alguns dos quais podem realizar atividades consideradas entre
as mais perigosas. Os sistemas de gestão de saúde e segurança do trabalho poderão não cobrir os trabalhadores
dos fornecedores da mesma forma que os empregados são cobertos. Os trabalhadores dos fornecedores
prestando serviço nas instalações de organizações do setor poderão estar menos familiarizados com o local de
trabalho e as práticas de saúde e segurança da organização ou menos comprometidos com essas práticas. Outros
trabalhadores da cadeia de fornecedores da organização poderão estar sujeitos a padrões mais baixos de saúde e
segurança do trabalho.
258 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.14.1
Materiais 2021
Referências e recursos
GRI 403: Saúde e Segurança do Trabalho 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
12 O conteúdo relacionado a efluentes da Norma GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 foi substituído pela Norma GRI 303: Água e Efluentes 2018, e o
conteúdo relacionado a resíduos foi substituído pela Norma GRI 306: Resíduos 2020. O conteúdo relacionado a derramamentos da Norma GRI 306:
Efluentes e Resíduos 2016 permanece em vigor.
13 Para mais orientações, consulte o Princípio 15, Requisito 15.1 do Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM) [222].
14 Definições de termos usados nos conteúdos relacionados a rejeitos podem ser encontradas no GISTM [222].
259 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
O setor de carvão gera oportunidades de emprego em toda a cadeia de valor. Isso pode criar impactos
socioeconômicos positivos nas comunidades, nos países e nas regiões. Embora o setor possa oferecer
oportunidades bem remuneradas para seus trabalhadores qualificados, as práticas empregatícias do setor estão
também associadas a impactos negativos. Exemplos incluem condições de trabalho e disparidades nas condições
de trabalho para trabalhadores terceirizados, consultas ineficazes entre trabalhadores e gestores e insegurança de
emprego.
Muitos empregos no setor de carvão possuem padrões complexos de turnos, envolvendo longos turnos e turnos
noturnos para garantir a continuidade das operações nas 24 horas do dia. Isso pode causar altos níveis de fadiga e
elevar os riscos relacionados a saúde e segurança (consulte também o tema 12.14 Saúde e segurança do
trabalho). As organizações do setor de carvão poderão também usar as escalas de embarque e desembarque por
transporte aéreo, em que os trabalhadores são levados às unidades operacionais por várias semanas de uma vez e
são geralmente requisitados a trabalhar em turnos prolongados. Turnos e jornadas de trabalho irregulares e tempo
longe da família podem impactar ainda mais a saúde física, psicológica e/ou social dos trabalhadores.
Diversas atividades do setor de carvão são terceirizadas para fornecedores. Isso é comum em períodos de pico,
como durante obras de construção ou manutenção, ou para atividades específicas, tais como serviços de
alimentação, perfuração, segurança patrimonial e transporte. A terceirização de atividades e o uso de trabalhadores
empregados por fornecedores externos poderiam permitir que as organizações do setor de carvão reduzissem seus
custos trabalhistas ou ficassem desobrigadas de atender a requisitos de acordos coletivos que estejam em vigor
para empregados (consulte também o tema 12.18 Liberdade sindical e negociação coletiva).
Os termos de emprego podem variar entre trabalhadores locais, trabalhadores migrantes e trabalhadores
terceirizados. A remuneração para esses grupos de trabalhadores poderá ser desigual, e os benefícios, tais como
bonificações, subsídios para moradia e planos de saúde privados poderão somente ser oferecidos a alguns
trabalhadores migrantes. A ausência de habilidades e conhecimentos relevantes ou de programas acessíveis de
capacitação poderão também restringir o acesso das comunidades locais às oportunidades de emprego criadas
pelo setor de carvão (consulte também o tema 12.8 Impactos econômicos).
A estabilidade no emprego é também uma preocupação no setor de carvão. Encerramentos de minas ou quedas no
preço do carvão podem ocorrer repentinamente, levando à perda de empregos e a um aumento de pressão nos
trabalhadores que permanecem. A baixa estabilidade no emprego é ainda intensificada pela automação e por
mudanças nos modelos de negócios, tais como aquelas decorrentes da transição para uma economia de baixo
carbono (consulte também o tema 12.2 Adaptação, resiliência e transição climática). As organizações do setor
podem apoiar os trabalhadores planejando uma transição justa, inclusive implementando medidas oportunas que
visem desenvolver suas habilidades e melhorar sua empregabilidade em outros setores.
260 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.15.1
Materiais 2021
GRI 402: Conteúdo 402-1 Prazo mínimo de aviso sobre mudanças operacionais 12.15.5
Relações de
Trabalho 2016
GRI 404: Conteúdo 404-1 Média de horas de capacitação por ano, por empregado 12.15.6
Capacitação e
Educação 2016 Conteúdo 404-2 Programas para o aperfeiçoamento de competências dos 12.15.7
empregados e de assistência para transição de carreira
GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 12.15.8
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016 Conteúdo 414-2 Impactos sociais negativos na cadeia de fornecedores e 12.15.9
medidas tomadas
Referências e recursos
GRI 401: Emprego 2016 , GRI 402: Relações de Trabalho 2016, GRI 404: Capacitação e Educação 2016 e GRI 414:
Avaliação Social dos Fornecedores 2016 listam instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Estima-se que cerca de um milhão de crianças entre cinco e 17 anos de idade estão envolvidas em atividades
artesanais e de pequena escala, em mineração e extração de pedreiras. O uso de trabalho infantil em mineração de
carvão tem sido documentado em vários países [244] [249]. Os riscos de trabalho infantil no setor de carvão são
maiores quando o trabalho ocorre de modo informal ou em áreas remotas.
As atividades de mineração de carvão são perigosas para crianças de várias formas. As crianças são expostas a
múltiplos perigos nas minas de carvão, tais como queda de rochas, explosões e incêndios, além de colapso de
paredes de minas, levando a acidentes e lesões graves (consulte também o tema 12.14 Saúde e segurança do
trabalho). Outros impactos podem resultar do trabalho em áreas remotas com acesso limitado a escolas e serviços
sociais. Na ausência do apoio da família ou da comunidade, as condições também podem favorecer o abuso de
álcool, drogas e a prostituição.
As organizações do setor de carvão interagem com um grande número de fornecedores, inclusive em países com
baixo nível de aplicação dos direitos humanos. As organizações do setor de carvão poderão estar envolvidas em
casos de trabalho infantil devido às suas relações de negócios com fornecedores, por exemplo, durante a
construção de unidades operacionais. O trabalho infantil tem uma prevalência mais alta em áreas afetadas por
conflitos armados (consulte também o tema 12.12 Conflito e segurança).
Os impactos do setor de carvão nas comunidades locais e as práticas empregatícias das organizações podem
afetar os direitos e o bem-estar das crianças, por exemplo, as condições de trabalho dos pais, incluindo horários de
trabalho irregulares, trabalho em turnos e escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo (consulte
também o tema 12.15 Práticas empregatícias).
262 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.16.1
Materiais 2021
GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 12.16.3
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016
Referências e recursos
GRI 408: Trabalho Infantil 2016 e GRI 414: Avaliação Social dos Fornecedores 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
O carvão é um produto que corre o risco de ser minerado fazendo uso do trabalho forçado ou escravidão moderna
em vários países [252] [259]. Além disso, as organizações do setor de carvão poderão estar envolvidas em violações
dos direitos humanos e outros casos de exploração por meio de suas interações com fornecedores, o que pode
incluir aquelas que operam em países com baixos níveis de aplicação dos direitos humanos. As organizações do
setor de carvão poderão também estar envolvidas em casos de trabalho forçado e escravidão moderna como
resultado de suas joint ventures e outras relações de negócios, inclusive aquelas com empresas estatais em
países onde há violações documentadas de direitos humanos internacionais. A realização da devida
diligência dentro das cadeias de fornecedores grandes e complexas que comumente existem no setor poderá
também enfrentar dificuldades para detectar e abordar casos de trabalho forçado e escravidão moderna.
Há casos documentados de violações dos direitos humanos em toda a cadeia de fornecedores referentes a
atividades como transporte de carvão e construção. Trabalhadores migrantes podem enfrentar altos riscos de
escravidão moderna ao lidarem com agências de empregos terceirizadas, tais como aquelas que cobram em
excesso dos trabalhadores por vistos e voos ou que exigem que os custos de recrutamento sejam pagos pelos
trabalhadores em vez dos empregadores.
Como parte de um esforço global, vários governos aprovaram leis exigindo relato público do combate a práticas
tradicionais e emergentes de trabalho forçado, inclusive de escravidão moderna. Tais leis se aplicam a muitas
organizações do setor de carvão.
264 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.17.1
Materiais 2021
GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 12.17.3
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016
Referências e recursos
GRI 409: Trabalho Forçado ou Análogo ao Escravo 2016 e GRI 414: Avaliação Social dos Fornecedores 2016 listam
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o
relato deste tema.
Os direitos dos trabalhadores de se organizar e realizar ações coletivas são cruciais para que se apoiem e
melhorem as condições de trabalho no setor de carvão, inclusive condições relacionadas com saúde e segurança
do trabalho, salários e estabilidade no emprego. Esses direitos podem também propiciar debate público sobre a
governança e as práticas do setor, aumentar a colaboração para uma transição mais justa, bem como auxiliar na
redução da desigualdade social.
Muitos empregos associados ao setor de carvão têm tradicionalmente sido representados por sindicatos e cobertos
por acordos de negociação coletiva. Entretanto, alguns recursos de carvão estão localizados em países onde esses
direitos são restritos. Os trabalhadores nesses locais correm riscos ao buscarem se associar a sindicatos e se
envolver em negociações coletivas. Mesmo em países onde os sindicatos são legalizados, restrições existentes
podem evitar uma efetiva representação de trabalhadores e os trabalhadores que se associam a sindicatos
poderão enfrentar intimidação ou tratamento injusto.
Casos documentados de interferência na liberdade sindical e na negociação coletiva no setor incluem prisão de
gestores e de outros empregados, invasão de privacidade, não adesão a acordos coletivos e bloqueio do acesso de
sindicatos aos locais de trabalho para apoiar os trabalhadores. Outros casos documentados incluem recusa em
negociar de boa fé com os sindicatos escolhidos pelos trabalhadores; ameaças, assédio, desaparecimento
forçado, violência e mortes; demissão injusta de membros e líderes do sindicato e cancelamento unilateral dos
acordos de negociação coletiva.
Amplamente utilizados no setor de carvão, os trabalhadores terceirizados são geralmente excluídos do escopo dos
acordos de negociação coletiva. Consequentemente, os trabalhadores terceirizados normalmente possuem
condições de trabalho menos favoráveis e remuneração e benefícios mais baixos em comparação aos empregados
(consulte também o tema 12.15 Práticas empregatícias).
A liberdade de associação e de reunião pacífica são direitos humanos. Esses direitos dão aos trabalhadores, por
meio de seus sindicatos, e aos cidadãos, por meio da sociedade civil independente, a liberdade de falar sobre as
políticas do setor de carvão e sobre as práticas das organizações sem interferência.
Restrições impostas ao espaço cívico, que é o ambiente que permite que a sociedade civil contribua com
decisões que afetam as vidas individuais, podem limitar a capacidade dos cidadãos de se envolver no debate
público sobre as políticas do setor e as práticas das organizações.
266 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.18.1
Materiais 2021
Referências e recursos
GRI 407: Liberdade Sindical e Negociação Coletiva 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente relevantes para o relato deste tema.
As condições, localizações, habilidades necessárias e os tipos de trabalho associados ao setor de carvão podem
ser uma barreira para a entrada de trabalhadores, impedir a diversidade dos empregados e resultar em
discriminação. Práticas discriminatórias podem impedir o acesso a cargos e ao desenvolvimento na carreira, assim
como levar a desigualdades no tratamento, remuneração e benefícios.
Casos documentados de discriminação no setor de carvão envolvem raça, cor, sexo, gênero, religião, ascendência
nacional e cargo do trabalhador. Por exemplo, candidatos a emprego das comunidades locais poderão ser
excluídos do processo de contratação por conta de um preconceito no sistema de recrutamento que favorece um
grupo étnico dominante ou utiliza trabalhadores migrantes. Os trabalhadores locais poderão receber um salário
significativamente mais baixo para um trabalho igual em comparação a trabalhadores migrantes. O uso
disseminado pelo setor de trabalhadores terceirizados, geralmente com diferentes termos de emprego, e
remuneração e benefícios mais baixos em comparação aos empregados poderá também conduzir à discriminação
(consulte também o tema 12.15 Práticas empregatícias).
O setor de carvão é caracterizado por um significativo desequilíbrio de gênero. Em muitos países, o percentual de
mulheres trabalhando nesse setor é significativamente menor que o percentual geral de mulheres trabalhando em
todo o país. As mulheres são também significativamente sub-representadas nos cargos de diretoria. Uma das
causas desse desequilíbrio pode ser que menos mulheres se graduam em áreas pertinentes ao setor, tais como
ciências, tecnologia, engenharia e matemática. Outras barreiras para mulheres, cuidadoras primárias, incluem as
escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo e jornadas longas, além de licença maternidade e
esquemas de creche limitados nas unidades de mineração. Costumes, crenças e preconceitos socioculturais
podem também restringir o acesso das mulheres a empregos neste setor ou impedi-las de assumir determinados
papeis. Além disso, alguns países ricos em recursos possuem leis que impedem as mulheres de trabalhar em
profissões perigosas ou árduas.
O setor de carvão tem sido também relacionado a violência doméstica e de gênero, tanto em unidades operacionais
como em comunidades locais próximas às operações da organização. Culturas dominadas por homens,
desequilíbrio na distribuição de gênero e normas organizacionais com discriminação de gênero têm sido
identificados como fatores que contribuem para a probabilidade de assédio sexual (consulte também o tema 12.14
Saúde e segurança do trabalho).
Entender como grupos específicos podem estar sujeitos à discriminação em diferentes locais onde as
organizações do setor de carvão operam pode ajudar as organizações a abordar de maneira eficaz as práticas
discriminatórias. Outras medidas, tais como fornecer treinamento específico para os trabalhadores sobre como
evitar a discriminação, podem ajudar a enfrentar os impactos relacionados à discriminação e criar um ambiente de
trabalho respeitoso.
268 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.19.1
Materiais 2021
GRI 404: Conteúdo 404-1 Média de horas de capacitação por ano, por empregado 12.19.5
Capacitação e
Educação 2016
GRI 406: Não Conteúdo 406-1 Casos de discriminação e medidas corretivas tomadas 12.19.8
Discriminação
2016
Referências e recursos
GRI 202: Presença no Mercado 2016, GRI 401: Emprego 2016, GRI 404: Capacitação e Educação 2016, GRI 405:
Diversidade e Igualdade de Oportunidades 2016 e GRI 406: Não Discriminação 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.
As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de não discriminação e igualdade de oportunidades pelo setor de carvão estão listados na Bibliografia.
269 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Corrupção no setor de carvão pode ocorrer em toda a cadeia de valor e tem sido vinculada a diversos
impactos negativos, tais como a alocação indevida de recursos, danos ao meio ambiente, violação da democracia e
dos direitos humanos e instabilidade política. Além disso, a corrupção pode levar ao desvio de receitas para
beneficiários privados às custas, por exemplo, de investimentos em infraestrutura ou serviços. Isso pode ser
particularmente crítico em países com altos níveis de pobreza, levando a um aumento nas desigualdades e nos
conflitos acerca dos recursos de carvão. A probabilidade de corrupção pode ser mais alta em áreas de conflito, onde
uma pressão maior no fornecimento de recursos e a instabilidade podem ser explorados. A corrupção pode, por sua
vez, promover conflitos e levar à instabilidade (consulte também o tema 12.12 Conflito e segurança).
Características do setor de carvão que contribuem para o potencial de corrupção incluem a frequente interação entre
organizações do setor de carvão e pessoas politicamente expostas,15 tais como autoridades públicas, para licenças
e outras aprovações regulatórias. Outras características setoriais relevantes incluem as transações financeiras
complexas e o alcance internacional do setor.
As empresas estatais (EE) enfrentam desafios específicos em relação à corrupção porque elas podem possuir
controles internos menos eficazes e estar sujeitas a uma supervisão independente tendenciosa. Além de buscar
lucro, as EE podem também ter objetivos mais amplos como o desenvolvimento da comunidade. No entanto, sem
uma supervisão adequada, medidas para desenvolvimento da comunidade poderão ser desvirtuadas para fins de
corrupção. Organizações do setor de carvão em parceria com as EE em joint ventures poderão enfrentar outros
riscos relacionados à corrupção como resultado dessa relação de negócios.
A corrupção pode ocorrer durante processos licitatórios para licenciamento de exploração e produção, por exemplo,
com o propósito de obter informações confidenciais, influenciar processos decisórios e evitar exigências ambientais
ou exigências de âmbito local. Isso poderá resultar na concessão de licenciamento a organizações menos
qualificadas, comprometendo investimentos públicos ou impactando negativamente o meio ambiente e as
comunidades locais. Procedimentos obscuros de licenciamento poderão também obstruir a vigilância pública dos
investimentos e das transações que poderiam resultar em redução nas receitas públicas.
Práticas de corrupção podem também ter como objetivo bloquear ou moldar políticas e regulamentos ou influenciar
sua aplicação. Isso poderia incluir regulamentos referentes a direitos à terra e aos recursos naturais, impostos e
outros tributos governamentais, ou a proteção ambiental.
A falta de transparência em procedimentos de compra no setor de carvão pode também criar um risco de corrupção
e fraude. Exemplos disso podem incluir pagamento de propina para dispensar regulamentos ou exigências de
qualidade, recebimento de suborno para assegurar contratos superfaturados, lucro com superfaturamento por uma
entidade estabelecida como uma organização de fachada e favorecimento de empresas relacionadas a agências
reguladoras locais.
Para combater a corrupção e prevenir os impactos negativos que derivam dela, os mercados, as normas
internacionais e os stakeholders esperam que as organizações do setor de carvão demonstrem seu compromisso
com a integridade, a governança e as práticas empresariais responsáveis.
270 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
A publicação de contratos governamentais é uma prática cada vez mais comum. Ela é endossada por
organizações como a Organização das Nações Unidas (ONU), o Fundo Monetário Internacional (FMI), a
Corporação Financeira Internacional (IFC), a Associação Internacional de Advogados (IBA) e a Organização para a
Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Contratos que regem a extração de recursos de carvão são comumente redigidos por organizações do setor e
governos em nome dos cidadãos ou das comunidades locais sem supervisão pública. Termos justos para
compartilhar riscos e benefícios recompensadores, incluindo aqueles relacionados a uma transição justa, são
particularmente relevantes devido aos horizontes de tempo de longo prazo e aos amplos impactos dos projetos. A
transparência de contratos ajuda as comunidades locais a responsabilizar governos e organizações por sua
negociação de termos e obrigações. Reduz também as assimetrias de informação entre governos e organizações
do setor de carvão e ajuda a tornar as condições iguais para todos nas negociações.
A falta de transparência sobre as estruturas societárias pode tornar difícil determinar quem se beneficia das
transações financeiras. A transparência dos beneficiários efetivos tem sido identificada como uma oportunidade
significativa para deter conflitos de interesse e corrupção, além de elisão e evasão fiscais.
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.20.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva como impactos potenciais de corrupção ou riscos de corrupção são
gerenciados nas práticas de compra da organização e em toda a sua cadeia
de fornecedores.
Referências e recursos
GRI 205: Combate à Corrupção 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
15 Pessoa politicamente exposta é definida pelo Grupo de Ação Financeira Internacional como "um indivíduo que esteve ou está encarregado de uma
função pública proeminente" [269].
272 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
As organizações do setor de carvão lidam com um grande número de transações financeiras complexas e fazem
diversos pagamentos a governos. Esses pagamentos incluem receitas de comercialização de commodities, taxas
de licenciamento de exploração e produção, impostos e royalties, bônus de assinatura, de descoberta e de
produção.
A transparência de pagamentos para governos pode ajudar a distinguir a importância econômica do setor de carvão
para os países, permitir o debate público e fundamentar o processo decisório do governo. A transparência pode
também dar acesso aos termos de contratos, melhorar a prestação de contas por parte do governo e fortalecer a
arrecadação e a gestão de receitas. Por outro lado, uma transparência insuficiente desses pagamentos pode
impedir a detecção da alocação indevida de receitas e da corrupção (consulte também o tema 12.20 Combate à
corrupção).
Impostos, royalties e outros pagamentos de organizações do setor de carvão são uma fonte importante de
investimento e receita para as comunidades locais, os países e as regiões (consulte também o tema 12.8 Impactos
econômicos). Entretanto, práticas tributárias agressivas ou a não conformidade fiscal podem levar à diminuição nas
receitas provenientes de impostos em países onde as organizações do setor de carvão operam. Isso pode ser
particularmente prejudicial para países em desenvolvimento, que poderão ter carência ou grande necessidade de
receitas públicas.
O setor também recebe subsídios substanciais dos governos em muitos países, apesar dos compromissos
nacionais de implementar a eliminação de apoio financeiro até 2018.18 Subsídios excessivos para o setor podem
resultar em preço das commodities que não refletem o total de custos ambientais ou sociais, além de impedir a
transição para uma economia de baixo carbono (consulte também o tema 12.2 Adaptação, resiliência e transição
climática).
Ao divulgar informações sobre pagamentos a governos, as organizações do setor de carvão geralmente relatam
pagamentos totais em nível organizacional. No entanto, isso permite uma compreensão limitada sobre os
pagamentos efetuados em cada país ou relacionados a um projeto. O relato de pagamentos por país e por projeto
permite comparar os pagamentos efetuados com aqueles estipulados em termos fiscais, legais e contratuais, bem
como avaliar a contribuição financeira das atividades do setor de carvão para os países e comunidades anfitriões. O
relato pode também permitir que os governos abordem a elisão e a evasão fiscal, corrijam a assimetria de
informações e tornem as condições iguais para os governos ao negociar contratos.
Uma empresa estatal (EE) é, de acordo com a Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), "uma
empresa controlada integral ou majoritariamente pelo governo que participa de atividades extrativas em nome do
governo" [283]. As EE geralmente possuem um status diferenciado, que pode envolver vantagens financeiras e
tratamento preferencial.
Em alguns países que são grandes produtores de carvão, as maiores organizações do setor de carvão são
empresas estatais. Como consumidores diretos, as EE são altamente relevantes para o setor. De todas as
usinas de carvão, 40% são de propriedade de empresas estatais, com este total aumentando para 56% se
consideradas as joint ventures.
273 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.21.1
Materiais 2021
16 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.4. Contratos do Padrão da EITI 2019. Definições de contratos e licenças podem ser
encontradas no Padrão da EITI 2019 [278].
17 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.5. Beneficiários efetivos, c., d. e f. do Padrão da EITI 2019 [278].
274 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 e GRI 207: Tributos 2019 listam instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
18 Na União Europeia, subsídios para os produtores de carvão somaram €9,7 bilhões em 2012 [281] e permaneceram em níveis semelhantes nos anos
seguintes [287].
275 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Em regiões onde o setor de carvão gera receitas significativas para governos, organizações do setor podem ter
melhor acesso e representação em reuniões com representantes do governo, o que pode levar a um aumento em
sua influência sobre decisões de políticas públicas.
O lobby feito pelo setor de carvão pode obstruir o desenvolvimento sustentável, por exemplo, ao desalinhar políticas,
leis e subsídios com a transição para uma economia de baixo carbono. O setor de carvão tem se posicionado contra
políticas climáticas ambiciosas por meio de organizações individuais do setor e órgãos da indústria. Essas
atividades têm muitas vezes se voltado contra a aplicação de um preço de carbono, orçamentos de carbono ou
outras medidas significativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) que poderiam deixar os
ativos e recursos de carvão abandonados. Às vezes, esses esforços contradizem as estratégias e posições
corporativas publicamente declaradas que apoiam políticas para enfrentar as mudanças climáticas (consulte
também o tema 12.2 Adaptação, resiliência e transição climática). O setor de carvão tem também feito lobby para
subsídios governamentais, contribuindo para o aumento da dependência de combustíveis fósseis e
desencorajando o investimento em energia renovável e eficiência energética.
Embora as atividades de lobby possam ter como objetivo proteger os empregos existentes e os meios de
subsistência das comunidades que vivem próximas às áreas de mineração de carvão, as atividades de advocacy e
lobby feitas pelo setor de carvão têm também contribuído para criar entraves nas políticas ambientais; bloquear ou
alterar legislação sobre avaliações socioambientais de projetos ou participação justa de todos os stakeholders;
derrubar restrições sobre desenvolvimento de recursos; e baixar padrões trabalhistas, IRPJ e royalties de recursos.
276 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.22.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva o posicionamento da organização em relação a questões
significativas que são o foco de sua participação no desenvolvimento de
políticas públicas e lobby; e quaisquer diferenças entre suas posições e suas
políticas e objetivos declarados, ou outras posições públicas.
• Relate se a organização é membro ou se contribui para quaisquer
associações ou comitês de representação que participam do
desenvolvimento de políticas públicas e de lobby, incluindo:
- a natureza dessa contribuição;
- quaisquer diferenças entre os posicionamentos da organização e suas
políticas e objetivos declarados, ou outros posicionamentos públicos sobre
questões significativas relacionadas às mudanças climáticas; e os
posicionamentos das associações ou dos comitês de representação.23
Referências e recursos
GRI 415: Políticas Públicas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
relevantes para o relato deste tema.
As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de políticas públicas pelo setor de carvão estão listados na Bibliografia.
19 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.6 Participação estatal do Padrão da EITI 2019 [289].
20 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 4.1 Divulgação abrangente de impostos e receitas e no Requisito 4.7. Nível de
desagregação do Padrão da EITI 2019. Uma definição de projeto pode ser encontrada no Padrão da EITI 2019 [289].
21 O Padrão da EITI 2019 especifica que, em países implementadores da EITI, o grupo multipartite do país chega a um acordo sobre quais pagamentos
e receitas são relevantes, incluindo os limites adequados [289]. A organização pode usar o limite relevante estabelecido pelo grupo multipartite da
EITI. Se não houver um limite relevante estabelecido, a organização pode usar um limite equivalente ao estabelecido para a União Europeia, o qual
especifica que "Pagamentos, seja um pagamento único ou uma série de pagamentos relacionados, abaixo de 100.000 euros dentro do período de
relato podem ser excluídos" [279].
22 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 4.2 Venda da parcela de produção do Estado ou outras receitas recebidas em espécie do
Padrão da EITI 2019 [289] e na publicação EITI Reporting Guidelines for companies buying oil, gas and minerals from governments [288].
277 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
Obs. 1: “Doença profissional” indica dano à saúde que inclui doenças, enfermidades e
distúrbios. Os termos “enfermidade” e “distúrbio” são geralmente usados
alternadamente e referem-se a condições de saúde com sintomas e diagnósticos
específicos.
água de superfície
água que ocorre naturalmente na superfície da Terra em lençóis de gelo, calotas de gelo,
glaciares, icebergs, pântanos, lagoas, lagos, rios e córregos
água de terceiros
empresas municipais de abastecimento de água e estações municipais de tratamento de
água residual, empresas públicas ou privadas prestadoras de serviços públicos, bem como
outras organizações envolvidas no fornecimento, transporte, tratamento, disposição ou uso de
água e efluentes
água do mar
água de um mar ou de um oceano
água doce
água com concentração de sólidos dissolvidos totais igual ou menor que 1.000 mg/L
água subterrânea
água que está contida e que pode ser recuperada de uma formação subterrânea
alto executivo
membro da alta administração da organização como, por exemplo, o presidente, CEO ou um
indivíduo que se reporta diretamente ao CEO ou ao mais alto órgão de governança
apoio a serviços
serviços que geram benefício público tanto por meio do pagamento direto de custos
operacionais como por meio de cessão para a instalação/serviço de empregados da própria
organização
Obs. 1: As áreas de alto valor de biodiversidade incluem habitats que são prioritários para
preservação, geralmente definidos em Estratégias e Planos de Ação Nacionais
para a Biodiversidade elaborados nos termos da Convenção da Organização das
Nações Unidas (ONU) “Convenção sobre Diversidade Biológica” de 1992.
23 Estas recomendações adicionais ao setor baseiam-se nas recomendações de relato 1.2.1 e 1.2.2 da Norma GRI 415: Políticas Públicas 2016.
279 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
área restaurada
área usada durante atividades operacionais, ou por elas afetada, onde medidas de reparação
restauraram o ambiente ao seu estado original ou a um estado em que possui um
ecossistema saudável e funcional
bacia hidrográfica
B área de terra da qual o escoamento superficial e subterrâneo de águas flui através de uma
sequência de ribeirões, rios, aquíferos e lagos para o mar ou outro escoadouro em uma única
foz, estuário ou delta
Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014;
modificada
benefício
benefício direto fornecido na forma de contribuições financeiras, cuidados pagos pela
organização ou reembolso de despesas suportadas pelo empregado
Obs.: Indenizações por demissão iguais ou superiores ao mínimo exigido por lei,
pagamento por dispensa temporária, benefícios adicionais em caso de acidentes
de trabalho e doenças profissionais, pensões por morte e folgas remuneradas
adicionais poderão também ser considerados como benefício.
cadeia de fornecedores
C gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização
cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
captação de água
soma do volume total de água retirada de águas superficiais, águas subterrâneas, água do
mar ou água de terceiros durante o período de relato
comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização
Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.
conflito de interesse
situação em que o indivíduo precisa escolher entre as exigências de sua função na
280 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
consumo de água
soma do volume total de água captada e incorporada aos produtos, usada na produção
agrícola ou gerada como resíduo, que tenha evapotranspirado ou sido consumida por
humanos ou animais de criação, ou esteja poluída ao ponto de estar inutilizável para consumo
por outros e que, portanto, não tenha sido descartada de volta para as águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou para terceiros durante o período de relato
Obs.: Consumo de água inclui água que foi armazenada durante o período de relato
para uso ou descarte em um período de relato subsequente.
corrupção
“abuso do poder confiado para obtenção de ganhos particulares”, que pode ser instigado por
indivíduos ou organizações
criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior
Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.
derramamento (1)
D liberação acidental de uma substância perigosa que pode afetar a saúde humana, o solo, a
vegetação, corpos d’água e águas subterrâneas
descarte de água
soma de efluentes, água utilizada e água não utilizada, lançados em águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou água de terceiros, dos quais a organização não fará mais
uso durante o período de relato
Obs. 1: A água pode ser descartada em um corpo d’água tanto em um ponto de descarte
definido (fonte pontual de descarte) ou dispersada no solo de maneira indefinida
(fonte difusa ou não-pontual de descarte).
Obs. 2: O descarte de água pode ser autorizado (de acordo com a autorização de
descarte) ou não autorizado (se a autorização de descarte for excedida).
devida diligência
processo de identificar, prevenir, mitigar e prestar contas de como uma organização lida com
seus impactos negativos reais e potenciais
Obs.: Consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "devida diligência".
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
discriminação
ato e resultado de tratar pessoas de forma desigual, impondo encargos desiguais ou
negando-lhes benefícios, em vez de tratar cada pessoa de maneira justa com base no mérito
individual
Obs.: A discriminação pode também incluir assédio, definido como uma série de
comentários ou ações indesejados, ou que se sabe que devem ser razoavelmente
conhecidas como indesejáveis para a pessoa a quem eles são dirigidos.
disposição
qualquer operação que não seja recuperação, mesmo que tenha como consequência
secundária a recuperação de energia
efluente
E água residual tratada ou não tratada que é descartada
Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014
Obs.: Uma fonte de GEE é qualquer unidade ou processo físico que libere GEE na
atmosfera.
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
estresse hídrico
capacidade, ou não, de atender a demanda humana e ecológica de água
Obs. 3: O estresse hídrico de uma área pode ser medido na bacia hidrográfica em seu
nível mínimo.
exposição
quantidade de tempo passado ou natureza do contato com certos ambientes que possuem
diferentes graus e tipos de periculosidade, ou proximidade a uma condição que possa causar
acidente de trabalho ou doença profissional (ex.: produtos químicos, radiação, alta pressão,
ruído, fogo, explosivos)
fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização
Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
283 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral
impacto
I efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
incidente de trabalho
fato resultante do trabalho ou ocorrido durante o trabalho que poderia resultar ou resulta em
acidente de trabalho ou doença profissional
Obs. 1: Incidentes podem ser consequência de, por exemplo, problemas elétricos,
explosão, incêndio; inundação, tombamento, vazamentos, transbordamento;
quebra, estouro, rachadura; perda de controle, escorregão, tropeço e queda;
movimento corporal sem estresse; movimento corporal sob estresse; choque,
susto; violência ou assédio (como assédio sexual) no local de trabalho.
infraestrutura
instalações construídas principalmente para fornecer um serviço ou bem público em vez de
satisfazer um propósito comercial e das quais a organização não busca obter um benefício
econômico direto
liberdade sindical
L direito de empregadores e trabalhadores de estabelecer, se associar e dirigir suas próprias
organizações sem autorização prévia ou interferência do estado ou de qualquer outra entidade
licença maternidade/paternidade
licença concedida a empregados e empregadas em razão do nascimento de filho(s)
284 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
linha de base
o ponto de partida usado para comparações
mecanismo de queixas
processo de rotina pelo qual podem ser feitas queixas e pode-se obter reparação
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o Conteúdo 2-25 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "mecanismo de queixas".
mitigação
medida(s) tomadas para reduzir a extensão de um impacto negativo
negociação coletiva
N todas as negociações que se realizam entre um empregador, um grupo de empregadores ou
uma ou mais organizações de empregadores, de um lado, e uma ou mais organizações de
trabalhadores (ex.: sindicatos), de outro, para definir condições de trabalho e termos de
emprego ou para regular as relações entre empregadores e trabalhadores
órgão de governança
O grupo formalizado de indivíduos responsável pela orientação estratégica da organização, o
efetivo monitoramento da gestão e a prestação de contas da gestão à organização como um
todo e a seus stakeholders
285 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
parceiro de negócios
P entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado
Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas
pessoal de segurança
indivíduos contratados para fins de vigilância das instalações e do patrimônio da organização,
controle de multidões, prevenção de perdas e escolta de pessoas, bens e valores
Obs.: valores de GWP convertem os dados de emissões de GEE para gases não CO2
em unidades de CO2 equivalente.
povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.
quase acidente
Q incidente de trabalho que não teve como consequência acidente de trabalho ou doença
profissional, mas que tem potencial para causá-los
286 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
queixa
percepção de uma injustiça que evoca o senso de direito de uma pessoa ou grupo de
pessoas, que pode estar baseado em leis, contratos, promessas explícitas ou implícitas,
práticas tradicionais ou noções gerais de justiça das comunidades afetadas
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011
reciclagem
R reprocessamento de produtos ou componentes de produtos que se tornaram resíduos para a
produção de novos materiais
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada
recuperação
operação em que produtos, componentes de produtos ou materiais que se tornaram resíduos
são preparados para cumprir uma finalidade no lugar de novos produtos, componentes ou
materiais que, de outra forma, teriam sido usados com essa finalidade
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada
relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
remuneração
salário-base mais adicionais pagos ao trabalhador
reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação
resíduos
qualquer substância ou objeto que o gerador descarta ou tem a intenção ou obrigação de
descartar
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989
Obs. 1: Resíduos podem ser definidos de acordo com a legislação nacional no local de
geração.
resíduos perigosos
resíduos que possuem qualquer uma das características contidas no Anexo III da Convenção
da Basileia ou que sejam considerados perigosos pela legislação nacional
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989
risco ocupacional
fonte ou situação de periculosidade com potencial para causar acidente de trabalho ou doença
profissional
salário-base
S valor fixo e mínimo pago a um empregado pelo desempenho de suas funções
Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".
stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização
Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".
temas materiais
T temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
Bibliografia
289 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Bibliografia
Esta seção contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser consultados pela
organização.
Introdução
1. Comunidades Europeias, NACE Rev.2, Statistical classification of economic activities in the European
Community (NACE), Eurostat, Methodologies and Working Papers, 2008.
2. Executive Office of the President, Office of Management and Budget, North American Industry Classification
System (NAICS), 2017.
3. FTSE Russell, ICB [Link] Overview, 2019.
4. S&P Dow Jones Indices and MSCI Inc., Revisions to the Global Industry Classification Standard (GICS®)
Structure, 2018.
5. Sustainable Accounting Standards Boards (SASB), Sustainable Industry Classification System® (SICS®),
[Link]/find-your-industry/, acessado em 15/01/2022.
6. Nações Unidas, International Standard Industrial Classification of All Economic Activities, Revision 4, Statistical
Papers Series M No. 4/Rev.4, 2008.
Perfil Setorial
Instrumentos reconhecidos:
7. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change 2007: The Physical Science
Basis, 2021.
8. Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC), Pacto Climático de Glasgow, 2021.
9. Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC), Contribuições Nacionalmente
Determinadas nos termos do Acordo de Paris, 2021.
10. Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC), Acordo de Paris, 2015.
11. Assembleia Geral das Nações Unidas, Resolução adotada pela Assembleia Geral de 25 de setembro de 2015,
Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, 2015 (A/RES/70/1).
Referências adicionais:
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14. Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), How much carbon dioxide is produced per
kilowatthour of U.S. electricity generation?, [Link]/tools/faqs/[Link]?id=74&t=11, acessado em 15/01/2022.
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de dezembro de 2019, [Link]/10.5194/essd-11-1783-2019.
16. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Global Warming of 1.5°C, 2018.
17. Agência Internacional de Energia (IEA), Coal 2021, [Link]/reports/coal-2021, acessado em 15/02/2022.
18. Agência Internacional de Energia (IEA), Coal Information: Overview, [Link]/reports/coal-information-overview,
acessado em 05/04/2021.
19. Agência Internacional de Energia (IEA), Net-zero by 2050: A Roadmap for the Global Energy Sector, 2021.
20. Agência Internacional de Energia (IEA), Phasing out unabated coal, 2021.
21. Agência Internacional de Energia (IEA), World Energy Outlook 2020, 2020, [Link]/reports/world-energy-outlook-
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23. Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD), State-Owned Companies Transitioning Away
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25. M. Jakob et al., ‘The Future of Coal in a Carbon-Constrained Climate’, Nature Climate Change, vol. 10, nr. 8, pp.
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26. Natural Resource Governance Institute (NRGI), The Resource Curse, 2015.
27. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Agência Internacional de Energia
290 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese
Recursos:
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41. GRI e Pacto Global das Nações Unidas , Integrating the SDGs into corporate reporting: A practical guide, 2018.
Referências adicionais:
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steel-technology-roadmap, acessado em 15/01/2022.
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31/05/2020.
50. Agência Internacional de Energia (IEA), World Energy Outlook 2019, 2019.
51. Agência Internacional de Energia (IEA), World Energy Outlook 2021, 2021.
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Recursos:
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62. World Resources Institute (WRI), Estimating and Reporting the Comparative Emissions Impacts of Products,
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Referências adicionais:
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research/resource/investors-esg-blog/coal-investments-up-in-smoke; acessado em 15/01/2022.
70. A. Dagnachew, A. Hof, et al., Insight into Energy Scenarios: A comparison of key transition indicators of 2°C
scenarios, 2019.
71. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Special Report on Carbon Dioxide Capture and
Storage, 2005.
72. Agência Internacional de Energia (IEA), Coal Information: Overview, [Link]/reports/coal-information-overview,
acessado em 15/01/2022.
73. Agência Internacional de Energia (IEA), Net-zero by 2050: A Roadmap for the Global Energy Sector, 2021.
74. Agência Internacional de Energia (IEA), World Energy Outlook 2018, 2018.
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77. União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Resolução adotada no Congresso Mundial de
Conservação de 2016, Defining Nature-based Solutions, 2016 (WCC-2016-Res-069-EN).
78. J. G. J. Olivier and J. A. H. W. Peters, Trends in global CO2 and total greenhouse gas emissions: 2019 Report,
2020.
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Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
A Norma GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 fornece informações para organizações dos
setores de agropecuária, aquicultura e pesca sobre seus prováveis temas materiais. Esses temas são
provavelmente temas materiais para as organizações desses setores tendo como base os impactos mais
significativos dos setores na economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos
humanos.
A Norma GRI 13 também possui uma lista de conteúdos para as organizações dos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca relatarem em relação a cada tema material provável. Ela inclui conteúdos das Normas
Temáticas da GRI e de outras fontes.
O restante da Introdução apresenta uma visão geral dos setores a que se aplica esta Norma, uma visão geral do
sistema das Normas GRI e outras informações sobre como usar esta Norma.
304 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Esta Norma poderá ser usada por qualquer organização dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca,
independentemente de porte, tipo, localização geográfica ou experiência com relato.
A organização deve usar todas as Normas Setoriais aplicáveis para os setores onde desenvolve atividades
substanciais.
Tabela 1. Agrupamentos da indústria relevantes aos setores de agropecuária, aquicultura e pesca em outros
sistemas de classificação
SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO NÚMERO DE CLASSIFICAÇÃO NOME DE CLASSIFICAÇÃO
GICS® 30202010 Produtos Agrícolas
ICB 45102010 Agropecuária, Pesca e Lavoura
As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).
A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que a organização deverá cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
306 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
A Seção 1 desta Norma fornece informações contextuais que podem ajudar a organização a identificar e avaliar seus
impactos.
A Seção 2 descreve os temas que são provavelmente materiais para as organizações dos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca. É necessário que a organização analise cada tema descrito e defina se é um tema material
para ela.
A organização precisa usar esta Norma ao definir seus temas materiais. Entretanto, as circunstâncias variam para
cada organização e a organização precisa definir seus temas materiais de acordo com suas circunstâncias
específicas, tais como seu modelo de negócios, contexto geográfico, cultural e contexto operacional legal, estrutura
societária, bem como a natureza dos seus impactos. Por causa disso, nem todos os temas listados nesta Norma
poderão ser materiais para todas as organizações nos setores de agropecuária, aquicultura e pesca. Consulte a
Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para orientações passo a passo sobre como definir temas materiais.
Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nesta Norma como não materiais, então é necessário que
a organização os liste no sumário de conteúdo da GRI e explique por que eles não são materiais.
Consulte o Requisito 3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e o Box 5 da Norma GRI 3 para mais informações sobre
1 Os agrupamentos da indústria relevantes nos sistemas de classificação europeu - Statistical Classification of Economic Activities in the European
Community (NACE) [1] - e norte-americano - North American Industry Classification System (NAICS) [2] podem também ser estabelecidos por meio
de concordâncias disponíveis com a International Standard Industrial Classification (ISIC).
307 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Depois da organização ter definido que um tema incluído nesta Norma é material, a Norma também ajuda a
organização a identificar conteúdos para relatar informações sobre seus impactos em relação àquele tema.
Para cada tema da seção 2 desta Norma, foi incluída uma subseção de relato. Essas subseções listam conteúdos
das Normas Temáticas da GRI que são relevantes para o tema. Elas poderão também listar conteúdos e
recomendações adicionais ao setor para a organização relatar. Isso ocorre nos casos em que as Normas
Temáticas não fornecem conteúdos ou em que os conteúdos das Normas Temáticas não fornecem informações
suficientes sobre os impactos da organização em relação a um tema. Esses conteúdos e recomendações
adicionais ao setor poderão se basear em outras fontes. A Figura 2 ilustra como o relato incluído em cada tema está
estruturado.
É necessário que a organização relate os conteúdos das Normas Temáticas listadas para aqueles temas que ela
definiu como materiais. Se quaisquer conteúdos das Normas Temáticas listados não forem relevantes aos
impactos da organização, não é exigido que a organização os relate. Entretanto, é necessário que a organização
liste esses conteúdos no sumário de conteúdo da GRI e escolha “não aplicável” como o motivo para omissão por
não ter relatado os conteúdos. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão,
Os conteúdos e recomendações adicionais ao setor descrevem outras informações que foram identificadas como
relevantes para as organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca relatarem em relação a um tema.
Recomenda-se que a organização forneça informações suficientes sobre seus impactos em relação a cada tema
material de forma que os usuários de informações possam fazer avaliações e tomar decisões embasadas sobre a
organização. Por esse motivo, o relato desses conteúdos e recomendações adicionais ao setor é incentivado,
porém não é um requisito.
Quando a organização relata conteúdos adicionais ao setor, é necessário que ela os liste no sumário de conteúdo
da GRI (consulte o Requisito 7 da Norma GRI 1).
Se a organização relata informações que se aplicam a mais de um tema material, ela não precisa repeti-las para
cada tema. A organização poderá relatar essas informações uma única vez, com uma explicação clara dos temas
abrangidos.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, tais como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
Consulte o Requisito 5 da Norma GRI 1 para mais informações sobre como usar as Normas Setoriais para relatar
conteúdos.
Termos definidos
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
Referências e recursos
Instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais que foram usados no
desenvolvimento desta Norma, bem como outros recursos que poderão ajudar a relatar temas materiais prováveis e
que podem ser consultados pela organização estão listados na Bibliografia. Eles complementam as referências e
os recursos listados na Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 e nas Normas Específicas da GRI.
Gestão do tema
É necessário que a organização relate como gerencia
cada tema material usando o Conteúdo 3-3 da Norma
GRI 3: Temas Materiais 2021.
O nível de produção e o valor gerado por esses setores aumentaram em quase todos os países do mundo nos
últimos 20 anos. No entanto, sua contribuição para o produto interno bruto (PIB) mundial no decorrer desse período
permaneceu na casa dos 4%.2 Apesar dessa contribuição econômica global limitada, esses setores têm um
impacto imenso nos países em desenvolvimento e naqueles em áreas rurais. Em alguns países em
desenvolvimento, são responsáveis por mais de um quarto do PIB [20].
Espera-se que a demanda pelos produtos desses setores cresça no futuro, motivada por um aumento na
população e por mudanças no nível de renda. A produção no futuro será também influenciada por mudanças
demográficas, socioculturais e no estilo de vida, assim como pela conscientização do consumidor acerca de
questões de saúde e sustentabilidade [30].
As operações de agropecuária, aquicultura e pesca podem ser formal ou informalmente organizadas como
negócios de grande ou pequena escala. As operações podem também incluir famílias, cooperativas e instituições
governamentais. Essas organizações podem possuir ou operar propriedades agrícolas, embarcações de pesca,
usinas, galpões e incubadoras. Organizações integradas verticalmente podem possuir ou gerir diretamente a
produção, o armazenamento, o processamento e a distribuição.
Atividades
Os impactos de uma organização variam de acordo com os tipos de atividades que ela realiza. A lista abaixo
descreve algumas das principais atividades dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca, conforme definidas
nesta Norma. Esta lista não é exaustiva.
Produção agrícola
Produção: cultivo e colheita de sementes, árvores para borracha e látex, além de todas as culturas, como cereais,
vegetais, frutas, fibras e outros tipos; coleta de frutas vermelhas, oleaginosas, cogumelos e seiva.
Agregação: agregar produtos agrícolas de várias fontes na fazenda para vender para mercados downstream, o que
pode envolver transações por organizações intermediárias ou atores únicos.
Armazenamento: manter a colheita de uma forma que preserve sua qualidade e a mantenha protegida de, por
exemplo, bolores, leveduras e roedores.
Pecuária
Produção: reproduzir e criar gado e aves; coletar produtos de animais vivos, tais como carnes, leite, ovos, mel e lã;
criar insetos; criar animais em cativeiro; alimentar animais; operar fazendas de animais.
Processamento primário: limpeza e lavagem de produtos de origem animal; processamento de leite; inspeção de
ovos por ovoscopia; abate de animais para obtenção de carne; desossa, corte, defumação e congelamento da
carne; separação do couro, pele, penas e penugem.
Agregação: agregação de produtos de origem animal de várias fazendas para venda a mercados downstream, o
310 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Armazenamento: manter os produtos de origem animal de uma forma que preserve sua qualidade e os mantenha
protegidos de, por exemplo, bactérias perigosas.
Transporte: uso de transporte tradicional ou mecanizado para o trânsito de animais vivos e os produtos de origem
animal.
Aquicultura
Produção: cultivo de microalgas e macroalgas marinhas; cultura ou criação de organismos aquáticos, como peixes,
moluscos e crustáceos, em condições de cativeiro que envolvem, de forma regular, estocagem, alimentação e
proteção contra predadores; isso inclui tanto os sistemas de aquicultura baseada em captura (CBA, na sigla em
inglês) como de aquicultura baseada em incubação (HBA, na sigla em inglês).
Processamento primário: abater e descascar organismos aquáticos produzidos; realizar atividades de serviço
incidentais à operação de alevinagens e viveiros de peixe.
Agregação: agregar peixes, moluscos e crustáceos de várias fontes para vender para mercados downstream, o que
pode envolver transações por organizações intermediárias ou atores únicos.
Armazenamento: manter os produtos da aquicultura de uma forma que preserve sua qualidade e os mantenha
protegidos de, por exemplo, bactérias perigosas.
Pesca
Pesca: captura de organismos aquáticos, tais como peixes, moluscos e crustáceos, por meio de pesca com redes
não embarcada ou de embarcações de pesca comercial em águas costeiras ou em alto mar.
Processamento primário: manuseio dentro da embarcação dos organismos aquáticos vivos após a captura e até o
local de desembarque.
Agregação: agregar peixes, moluscos e crustáceos de várias fontes para vender para mercados downstream, o que
pode envolver transações por organizações intermediárias ou atores únicos.
Armazenamento: manter os produtos da pesca3 de uma forma que preserve sua qualidade e os mantenha
protegidos de, por exemplo, bactérias perigosas.
Relações de negócios
As relações de negócios da organização incluem relações com parceiros de negócios, com entidades em sua
cadeia de valor, incluindo aquelas além do primeiro nível e com quaisquer outras entidades diretamente ligadas às
suas operações, seus produtos ou serviços. Os seguintes tipos de relações de negócio são prevalentes nos
setores de agropecuária, aquicultura e pesca e são relevantes no momento de identificar os impactos de
organizações dos setores.
Agregadores: organizações intermediárias ou atores únicos que trazem produtos de várias fontes, tais como de
fazendas, da pesca, de galpões ou incubadoras ou usinas para venda em mercados downstream.
Fornecedores de ração para animais ou peixes: organizações ou pessoas que fornecem ração para pecuária ou
aquicultura.
Produtores primários: organizações agrícolas, aquícolas e pesqueiras podem frequentemente comprar seus
produtos de produtores primários que cultivam ou pescam ativamente. Os produtores primários podem ser outras
organizações ou pessoas, tais como agricultores e pescadores, categorizados como trabalhadores autônomos.
Fornecedores de insumos agrícolas: organizações que produzem e vendem fertilizantes, agrotóxicos e outros
insumos, além de sementes.
311 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Os setores de agropecuária, aquicultura e pesca são a segunda maior fonte de empregos no mundo todo [20].4
Mais de 2,5 bilhões de pessoas que vivem nas áreas rurais dependem desses setores para empregos. Ao mesmo
tempo, agropecuária, aquicultura e pesca são setores com os índices mais altos de informalidade em contratos de
trabalho, transações comerciais e posse de terra, lançando desafios à defesa dos direitos humanos. Com 80% da
população mundial pobre vivendo nas áreas rurais, garantir renda suficiente para os trabalhadores rurais
permanece sendo uma questão [37]. Melhorar a renda significa que as comunidades precisam de melhores
oportunidades econômicas, acesso à tecnologia, capacitação e de uma distribuição mais equitativa do valor criado
por sua mão de obra. O crescimento nos setores éproporcionalmente mais eficaz em elevar a renda das pessoas
mais pobres do mundo em comparação com outros setores.
A agropecuária, a aquicultura e a pesca possuem uma considerável pegada ambiental. Por exemplo, a agropecuária
responde por cerca de 70% da captação global de água doce e é uma fonte significativa de emissões de gases de
efeito estufa (GEE), respondendo por 22% do total global de emissões [25].5 Da mesma forma, a pesca é
responsável por, pelo menos, 1,2% do consumo mundial de óleo [10].
Pelo fato da produção agrícola, aquícola e pesqueira depender da biodiversidade, dos solos e dos ecossistemas,
implementar práticas sustentáveis nesses setores é uma condição fundamental para a segurança alimentar.
Entretanto, o setor de agropecuária está associado a 70% das perdas na biodiversidade terrestre devido à
conversão do uso do solo, do desmatamento, da erosão do solo e dos impactos de agrotóxicos [21]. A pesca atingiu
impactos significativos na biodiversidade marinha global, com um terço dos estoques capturados de forma
predatória e cerca de 60% pescados no seu nível máximo de sustentabilidade [24].
Tem havido um crescimento contínuo no consumo mundial de produtos de origem animal e da aquicultura. Com
aproximadamente 340 milhões de toneladas de carne, 88 milhões de toneladas de laticínios e 85 milhões de
toneladas de produtos da aquicultura sendo produzidos anualmente, a saúde e o bem-estar animal são
fundamentais para as atividades de agropecuária e aquicultura [20]. As condições em que vivem os animais
possuem implicações consideráveis na prevenção de zoonoses e dos riscos de resistência antimicrobiana. Saúde
e bem-estar animal de qualidade significa também a responsabilidade de tratar os animais com humanidade.
As mudanças climáticas impõem desafios para os setores de agropecuária, aquicultura e pesca. Elas podem afetar
a produção, desestruturar as cadeias de fornecedores e de produção, prejudicando a segurança alimentar. Os
impactos das mudanças climáticas podem também aprofundar o nível de pobreza, deslocar pessoas das suas
terras e, dessa forma, aumentar a migração. As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca
podem contribuir para a segurança alimentar e o desenvolvimento global criando resiliência às mudanças
climáticas, reduzindo a perda de alimentos e proporcionando renda e meios de subsistência para os agricultores,
os pescadores e suas comunidades.
Uma vez que os ODS e as metas associadas a eles são integrados e indivisíveis, as organizações de agropecuária,
aquicultura e pesca têm o potencial de contribuir para todos os ODS aumentando seus impactos positivos ou
prevenindo e mitigando seus impactos negativos na economia, no meio ambiente e nas pessoas.
2 Esse número se baseia nos setores de agropecuária, silvicultura e pesca, conforme definido pela International Standard Industrial Classification
(ISIC), que inclui produção agropecuária, caça e atividades de serviço relacionadas, silvicultura e extração de madeira, e pesca e aquicultura [20].
312 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Os setores de agropecuária, aquicultura e pesca fornecem alimentos para as comunidades do mundo todo e são
os que melhor podem contribuir para o Objetivo 2: Fome Zero. Esses setores são também os maiores
empregadores do mundo e os maiores setores econômicos para muitos países, impactando diretamente o Objetivo
1: Erradicação da Pobreza, e o Objetivo 8: Trabalho Decente e Crescimento Econômico.
Ao gerir os recursos naturais de forma sustentável e eficiente (Objetivo 12: Consumo e Produção Responsáveis), a
agropecuária tem o potencial de revitalizar as paisagens rurais, contribuindo para o Objetivo 15: Vida Terrestre. Ao
mesmo tempo, os setores de aquicultura e pesca podem contribuir para ecossistemas marinho e aquático
saudáveis, que é o Objetivo 14: Vida na Água. Ao implementar práticas resilientes de pesca e cultivo, os setores de
agropecuária, aquicultura e pesca podem ajudar a aumentar a produtividade e desenvolver capacidade adaptativa
para responder às mudanças climáticas (Objetivo 13: Ação contra a Mudança Global do Clima)
A Tabela 2 apresenta conexões entre os temas materiais prováveis para os setores de agropecuária, aquicultura e
pesca e os ODS. Essas conexões foram identificadas com base em uma avaliação dos impactos descritos em cada
tema material provável e as metas associadas a cada ODS.
A Tabela 2 não é uma ferramenta de relato, mas apresenta conexões entre os impactos significativos dos setores
de agropecuária, aquicultura e pesca e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável em nível de objetivos.
Consulte nas referências [40] e [41] da Bibliografia informações sobre o relato de progresso dos ODS usando as
Normas GRI.
Tabela 2: Conexões entre os temas materiais prováveis para os setores de agropecuária, aquicultura e pesca e
os ODS.
3 Produtos da pesca referem-se a organismos aquáticos selvagens capturados, tais como peixes, moluscos e crustáceos.
313 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
A agropecuária é responsável por grande parte das emissões de gases de efeito estufa (GEE). De 2007 a 2016, o
setor respondeu por aproximadamente 13% das emissões de dióxido de carbono (CO2), 44% de metano (CH4), e
82% de óxido nitroso (N2O) provenientes das atividades humanas globalmente, o que correspondeu a 23% do total
líquido das emissões antropogênicas de GEE nesse período [46].
Na agropecuária e na aquicultura, a maior parcela do total de emissões está associada a mudanças no uso do
solo, incluindo a conversão do uso do solo de um ecossistema natural para uso pelos setores [46] (consulte
também o tema 13.4 Conversão de ecossistemas naturais). As florestas contribuem para a redução do CO2 ao
absorver mais carbono do que liberam, tornando-se um sumidouro de carbono. Desmatar florestas ou campos
resulta na liberação de grandes quantidades de CO2. Os solos também podem absorver emissões de gases de
efeito estufa. Práticas de manejo de solo e de pasto podem contribuir para a capacidade do solo de armazenar
carbono ou, pelo contrário, acelerar a liberação de carbono do solo para a atmosfera (consulte o tema 13.5 Saúde
do solo). Restaurar e preservar os sumidouros de carbono, tais como os ecossistemas naturais e os solos, têm um
papel essencial na mitigação das mudanças climáticas (consulte também o tema 13.2 Adaptação e resiliência
climática).
O manejo do solo para a produção agrícola produz emissões de GEE por meio do cultivo do solo, incluindo preparo
do solo, decomposição de restos de culturas, além da queima de vegetação e de restos de culturas. Isso resulta na
produção de CO2, N2O e material particulado. Fertilizantes, agrotóxicos e combustíveis usados para mover o
maquinário e os veículos também liberam emissões de GEE.
Gado ruminante produz emissões de GEE durante a respiração e a digestão. Esterco animal também produz gases
como CH4, N2O e CO2. Estima-se que os animais criados em pastos e terras de pastagem respondam por cerca de
metade do total de emissões antropogênicas de N2O provenientes da agropecuária [46]. As emissões de CH4 e N2O
têm um maior potencial de aquecimento global do que o CO2.
Na pecuária e na aquicultura, as emissões estão também associadas às fontes de ração para animais e peixes.
Essas emissões podem ser causadas pela conversão de ecossistemas naturais e por produção, processamento e
transporte de ração. Nas fazendas em terra de produção de pescado, as emissões também são liberadas a partir
da queima de combustível para gerar a energia necessária para regular a temperatura e a circulação de água.
As atividades de pesca produzem emissões pela queima de combustíveis como diesel, óleos combustíveis
marítimos e óleos combustíveis intermediários. Esses combustíveis fornecem energia para as embarcações de
pesca acessarem os estoques pesqueiros e para equipamentos de processamento do pescado à bordo, incluindo
o congelamento ou refrigeração dos peixes. As embarcações de pesca não são necessariamente otimizadas para
eficiência do combustível, o que contribui ainda mais para as emissões. A queima de combustíveis também produz
poluição atmosférica localizada, ao passo que o uso de fluidos de refrigeração para armazenar pescados pode
resultar na emissão de substâncias destruidoras da camada de ozônio.
O objetivo do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global bem abaixo de 2°C exige que as organizações
estabeleçam metas de emissões que sejam consistentes com os orçamentos de carbono acumulado que
estabelecem um limite máximo para o total permitido de emissões de CO2 [42].
Reduzir emissões para os setores inclui medidas que ajudem a mitigar as principais fontes de GEE, por exemplo,
4 Esse número se baseia no setor de agropecuária, silvicultura e pesca, conforme definido pela International Standard Industrial Classification (ISIC),
medidas
que incluipara reduzir
produção o metano
agropecuária, caça(CH 4) emitido
e atividades por ruminantes
de serviço por meioe de
relacionadas, silvicultura um melhor
extração manejo
de madeira, pesca ede ração e
aquicultura esterco, ou
[19].
5 Esse número se baseia no setor de Agropecuária, Silvicultura e Outros Usos da Terra (AFOLU), conforme definido nos relatórios do Painel
Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Mudanças no uso da terra são a maior fonte de emissões AFOLU, seguida pela produção por
gado ruminante e depois pela produção agrícola [25].
315 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
na produção agrícola, usando práticas de produção específicas às diferentes culturas, tais como o cultivo de arroz
usando métodos com ciclos alternados de arroz irrigado e arroz de sequeiro, que reduzem a produção de metano.
316 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Relato de emissões
Se a organização tiver definido que emissões são um tema material, esta subseção lista os conteúdos identificados
como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.1.1
Materiais 2021
Conteúdo 305-2 Emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) 13.1.3
provenientes da aquisição de energia
Conteúdo 305-3 Outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa 13.1.4
(GEE)
Referências e recursos
A Norma GRI 305: Emissões 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de emissões atmosféricas pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
317 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Os principais impactos das mudanças climáticas incluem um aumento nos eventos climáticos extremos e
alterações a longo prazo nos padrões climáticos. Como consequência, a produção agrícola e a adequação
biogeográfica têm sido impactadas negativamente em décadas recentes.
Na agricultura, as culturas podem ser destruídas e pode haver quebra de safra devido ao aumento da volatilidade,
intensidade e duração de eventos relacionados ao clima. Invernos mais quentes relacionados às mudanças
climáticas afetam as frutas e os vegetais que precisam de um período de clima mais frio para produzir safras
viáveis. A degradação do solo exacerbada pelo aquecimento global pode também induzir a um aumento na
frequência e severidade de inundações, secas, prevalência de pragas, doenças, estresse por calor, períodos de
estiagem, ventos, elevação do nível do mar, ação das ondas e derretimento do permafrost.
As operações de aquicultura e de pesca tendem a ser afetadas por aumento da temperatura da água, déficit de
oxigênio, elevação do nível do mar, redução dos níveis de pH e alteração nos padrões de produtividade.
Temperaturas oceânicas mais altas significam perdas contínuas de habitats e espécies marinhas. As atividades de
aquicultura e pesca interior são também afetadas por mudanças de precipitação e gestão de águas, aumento no
estresse sobre os recursos de água doce e a frequência e intensidade de eventos climáticos extremos. Em regiões
tropicais e menos desenvolvidas, os pescadores de pequena escala ficam particularmente vulneráveis aos
impactos relacionados às mudanças climáticas.
A não adaptação de uma organização aos impactos relacionados às mudanças climáticas pode levar a interrupções
nas operações, aumento nos impactos na saúde e segurança do trabalho, perda dos meios de subsistência e
insegurança alimentar. Essas interrupções podem afetar os trabalhadores, fornecedores e clientes de uma
organização, assim como pequenos agricultores, pescadores, povos indígenas e comunidades locais. Interrupções
na produção de alimentos significa que entre 34 e 600 milhões de pessoas a mais possam passar fome até 2080,
dependendo dos desdobramentos dos cenários relacionados às mudanças climáticas [53] (consulte também o
tema 13.9 Segurança alimentar).
As organizações podem responder aos impactos das mudanças climáticas adotando práticas e tecnologias que
criam resiliência. Por exemplo, na agricultura, o plantio direto ou cultivo mínimo podem reduzir a erosão do solo,
levando a uma melhor qualidade do solo e da água. Outra importante estratégia de adaptação para os setores é a
diversificação na produção por meio de uma base genética mais ampla com melhorias na tolerância ao calor e à
seca. Mitigar a perda de alimentos (consulte também o tema 13.9 Segurança alimentar) é outra medida que
contribui para a redução de solo e recursos naturais necessários para produzir o mesmo volume, reduzindo, dessa
forma, as emissões de GEE.
Preservar o conhecimento indígena e local sobre a biodiversidade pode ser também um fator que contribui para
aumentar a resiliência climática. O conhecimento indígena e local geralmente enfoca a preservação de
ecossistemas e oferece estratégias adaptativas para lidar com condições desfavoráveis em áreas locais.
318 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.2.1
Materiais 2021
Referências e recursos
A Norma GRI 201: Desempenho Econômico 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de adaptação e resiliência climática pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na
Bibliografia.
319 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
A biodiversidade é essencial para a produção de alimentos e para uma série de serviços ecossistêmicos. De
acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a biodiversidade enfrenta cinco grandes
ameaças: perda e degradação de habitats, sobreexploração de recursos biológicos, poluição, mudanças climáticas
e espécies invasoras.
As operações agrícolas, aquícolas e pesqueiras apresentam ameaças à biodiversidade por meio da contaminação
de ar, solo e água, desmatamento, erosão do solo, assoreamento de corpos hídricos e extração de espécies. A
biodiversidade geralmente declina à medida que as atividades agrícolas, de aquicultura ou de pesca se
intensificam. Isso se deve em grande parte à conversão de ecossistemas naturais e mudança de habitats (consulte
também o tema 13.4 Conversão de ecossistemas naturais). Os impactos na biodiversidade resultam em aumento
nas taxas de mortalidade de espécies, em fragmentação de habitats e podem levar ao desaparecimento ou extinção
de espécies.
A biodiversidade pode ser impactada negativamente pela monocultura. Cultivar os mesmos tipos de cultura ou criar
as mesmas espécies animais ano após ano pode aumentar a produção, mas também diminui a
agrobiodiversidade nas propriedades agrícolas e plantações e pode comprometer a biodiversidade em ambientes
adjacentes. Na produção agrícola, a monocultura contínua pode resultar em um acúmulo de pragas e doenças,
normalmente exigindo um volume maior de agrotóxicos, o que pode ser tóxico para muitas espécies não-alvo,
inclusive as polinizadoras. Cerca de 40% das espécies polinizadoras invertebradas, principalmente abelhas e
borboletas, correm risco de extinção [71].
A pecuária pode ser uma grande fonte de poluição por excesso de nitrogênio e de fósforo, levando à eutrofização em
lagos e rios adjacentes, tornando-os inabitáveis para organismos aquáticos (consulte também o tema 13.7 Água e
efluentes). As atividades de aquicultura possuem impactos semelhantes devido a um acúmulo de excrementos de
peixes nos corpos d’água. Esses impactos podem afetar negativamente a disponibilidade de recursos e alimentos
da pesca para as comunidades locais.
A aquicultura pode também resultar em impactos na biodiversidade local por meio de escape de peixes de fazendas
que, por sua vez, podem competir com as espécies nativas da região. Práticas inadequadas de alimentação podem
resultar em excesso ou falta de ração para os peixes, colaborando para a ocorrência de doenças e de poluição
aquática. A presença de excesso de ração pode atrair peixes selvagens e predadores para a coluna de água.
A pesca é um dos motores mais significativos da redução na biodiversidade marinha. Isso se deve em grande parte
à sobrepesca, à captura acidental e à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU, na sigla em inglês).
De 1974 a 2017, a proporção dos estoques de peixes no mundo todo classificados como sobrepescados aumentou
para 34,2%, sendo que somente dois terços dos estoques mundiais de peixes foram considerados biologicamente
sustentáveis (consulte as referências [65] e [68]).
A sobrepesca leva a impactos na biodiversidade dos ecossistemas marinhos pela alteração da composição das
espécies. Essas alterações resultam em impactos nas relações predador-presa e causam mudanças nas
estruturas tróficas. A sobrepesca pode ser mais difícil de evitar em águas internacionais, onde os esforços para
gerir sustentavelmente os estoques são ainda mais complicados quando os peixes se movem através das
fronteiras entre países.
Farinha e óleo de peixe são ricos em proteína e são normalmente usados como ingredientes em ração para peixes
e ração animal. Os produtos derivados de peixe utilizados em ração podem ser provenientes de peixes forrageiros
ou subprodutos da pesca, incluindo aparas e sobras. A sobrepesca de estoques de peixes forrageiros usados para
ração aumenta a pressão sobre as estruturas tróficas selvagens. Na aquicultura, uma pressão adicional nos
estoques de peixes pode ocorrer pelo uso de sementes e juvenis capturadas na natureza.
Certas práticas de pesca, por exemplo, pesca de arrasto de fundo em áreas de alto valor de biodiversidade, podem
danificar a estrutura física do fundo do mar, afetando plantas do fundo do mar, corais, esponjas, peixes e outros
animais aquáticos. Essa prática pode alterar profundamente o funcionamento dos ecossistemas bentônicos
naturais ou levar à sua destruição. Danos ao fundo do mar também podem resultar em emissões de dióxido de
carbono (CO2).
6 Mudanças no uso da terra ocorrem quando a terra é convertida de uma categoria de uso da terra para outra; por exemplo, quando terras cultiváveis
são convertidas em campos ou quando florestas são convertidas em terras cultiváveis. Isso inclui a conversão de ecossistemas naturais [48]
(consulte também o tema 13.4 Conversão de ecossistemas naturais).
320 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
O fenômeno conhecido como "pesca fantasma" pode ameaçar tanto as espécies alvo como as não-alvo, podendo
vir a matar espécies ameaçadas de extinção e protegidas e danificando habitats subaquáticos. Esse fenômeno
ocorre quando equipamentos de pesca são perdidos ou descartados e podem continuar a capturar espécies
indiscriminadamente. Equipamentos de pesca perdidos ou descartados também contribuem para a poluição
marinha por plásticos (consulte também o tema 13.8 Resíduos).
Cerca de 80% da biodiversidade terrestre se encontra nas terras e florestas de povos indígenas [76]; respeitar os
direitos dos povos indígenas à terra e aos recursos naturais pode também dar uma profunda contribuição à
conservação da biodiversidade (consulte o tema 13.14 Direitos de povos indígenas e o tema 13.13 Direitos à terra e
aos recursos naturais).
321 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Relato de biodiversidade
Se a organização tiver definido que biodiversidade é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.3.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
Referências e recursos
A Norma GRI 304: Biodiversidade 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Os ecossistemas naturais oferecem importantes serviços, tais como absorver e armazenar enormes quantidades
de dióxido de carbono (CO2). Quando os ecossistemas naturais são convertidos para outros usos, o carbono
armazenado pode ser liberado na atmosfera, contribuindo para emissões de gases de efeito estufa (GEE) e
mudanças climáticas. Estimativas demonstram que a perda de florestas tropicais primárias em 2019 resultaram na
liberação de mais de 2 bilhões de toneladas de CO2 [86] (consulte o tema 13.1 Emissões e o tema 13.2 Adaptação e
resiliência climática). A conversão de ecossistemas naturais também pode levar a outros impactos ambientais, tais
como perda de biodiversidade (consulte também o tema 13.3 Biodiversidade), aceleração da erosão do solo
(consulte também o tema 13.5 Saúde do solo) e aumento no escoamento e na poluição da água (consulte também
o tema 13.7 Água e efluentes).
Nos setores de agropecuária e aquicultura, a conversão de ecossistemas naturais pode ocorrer por meio do uso de
ambientes terrestres e aquáticos para criação de animais, pastagem, produção agrícola, produção aquícola e
atividades complementares. Isso pode ocorrer rapidamente, com uma mudança significativa ocorrendo em um curto
período, ou com mudanças graduais em um período longo.
A conversão de ecossistemas terrestres pode incluir a conversão de florestas por desmatamento e a conversão de
outros ecossistemas, como campos bosques ou savanas. O desmatamento ocorre quando são abertas clareiras
em florestas primárias e secundárias, geralmente por queimadas. O desmatamento em florestas tropicais pode
provocar um impacto particularmente severo porque elas são habitat de grande parte da biodiversidade mundial.
As operações aquícolas podem resultar no desmatamento em áreas de mangues, pântanos salgados e zonas
úmidas ou produzir mudanças contínuas em ecossistemas costeiros, lagos e rios para adequá-los para unidades
de cultivo aquático. A aquicultura também depende imensamente de culturas, como a da soja, para ração para
peixes, o que pode contribuir para a conversão de ecossistemas terrestres. Os ingredientes de ração precisam ser
rastreáveis para que se identifique e evite os impactos potenciais negativos associados com a conversão (consulte
o tema 13.23 Rastreabilidade da cadeia de fornecedores).
A taxa de desmatamento e conversão no setor agrícola tem aumentado para abrir caminho para plantações e pastos
[91]. O desmatamento e a conversão ocorrem nas cadeias de fornecedores de carne, soja, óleo de palma, cacau,
café, borracha e outros produtos. Para serem considerados livres de desmatamento e de conversão, os produtos
deverão ser avaliados como não causadores ou contribuintes de uma conversão de ecossistemas naturais após
uma data-limite apropriada.9
As pessoas podem ser deslocadas devido a mudanças físicas nos territórios ao redor de suas comunidades ou à
degradação ou ao esgotamento de recursos naturais ou de serviços ecossistêmicos de que a comunidade
depende (consulte também o tema 13.12 Comunidades locais e o tema 13.13 Direitos à terra e aos recursos
naturais). A perda de ecossistemas e recursos naturais pode também causar insegurança alimentar. Para os povos
indígenas, a conversão de ecossistemas naturais pode resultar na perda de patrimônios cultural e espiritual e de
meios de subsistência, além de impactar os direitos à autodeterminação e ao autogoverno (consulte também o
tema 13.14 Direitos de povos indígenas).
324 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.4.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva políticas ou compromissos para reduzir ou eliminar a conversão de
ecossistemas naturais, incluindo data prevista10 e data limite11 para o
seguinte:
- a produção própria da organização;
- compra de ração para animais terrestres e peixes;
- produtos comprados pela organização para agregação, processamento
ou comercialização.
• Para produtos comprados pela organização, relate o seguinte por produto: 13.4.3
- percentual de volume comprado definido como livre de desmatamento ou de conversão, e
descreva os métodos de avaliação usados;
- percentual de volume comprado para o qual as origens não são conhecidas para que se
defina se são livres de desmatamento ou de conversão, e descreva as medidas tomadas para
melhorar a rastreabilidade.
Relate o tamanho em hectares, o local e o tipo14 dos ecossistemas naturais convertidos desde a 13.4.4
data-limite nas terras próprias, arrendadas ou geridas pela organização.
Relate o tamanho em hectares, o local e o tipo de ecossistemas naturais convertidos desde a data- 13.4.5
limite por fornecedores ou nos locais onde as commodities agrícolas são produzidas.
Referências e recursos
325 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
7 A organização pode usar quaisquer avaliações ou sistemas de inventário que sejam relevantes para o local de origem e espécie.
8 A organização pode usar quaisquer avaliações ou sistemas de inventário que sejam relevantes para o local de origem e espécie.
326 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Estimativas recentes sugerem que 80% das terras agrícolas são afetadas por erosão de moderada a severa [97].
Embora a erosão do solo ocorra naturalmente, as atividades agrícolas podem acelerar significativamente esse
processo por remoção de cobertura vegetal, preparo do solo, compactação do solo, irrigação e sobrepastejo por
animais de criação.
Na agropecuária, a cobertura vegetal original é removida para disponibilizar a terra para a produção agrícola ou
pastagem de animais. As culturas agrícolas raramente aderem-se à camada superficial do solo tão bem como a
vegetação original, aumentando a erosão do solo e potencialmente reduzindo a fertilidade do solo. Estimativas
demonstram que metade da camada superficial do solo em todo o mundo foi perdida nos últimos 150 anos [102]. A
pastagem de animais de criação pode também causar impactos na estrutura do solo por meio de excesso de
desfoliação, defecação e pisoteio.
A erosão do solo também pode ser acelerada pelo preparo do solo. A erosão do solo em campos agrícolas supera
a formação do solo em taxas estimadas entre 10 a 20 vezes mais altas quando não há preparo do solo e mais de
100 vezes mais alta quando é usado o preparo convencional do solo [101]. O aumento na erosão ocorre porque o
preparo convencional do solo inverte e fragmenta o solo, destrói sua estrutura e enterra restos culturais. Solos
preparados possuem menor capacidade de suportar cargas aplicadas neles e são, consequentemente, mais
sensíveis à compactação causada pelo maquinário agrícola, o que pode causar impactos na biodiversidade do
solo. Métodos de preparo mínimo ou de plantio direto, que reduzem a área e a profundidade de preparo, além de
outras práticas de manejo do solo, podem ajudar a reduzir a erosão do solo.
Fertilizantes, tanto orgânicos como inorgânicos, assim como agrotóxicos, causam impacto na saúde do solo
(consulte também o tema 13.6 Uso de agrotóxicos). O uso excessivo de fertilizantes inorgânicos pode aumentar os
níveis de acidez do solo e alterar a fertilidade do solo. Os agrotóxicos podem afetar as comunidades do solo
influenciando o desempenho da biota do solo ou modificando-a. Isso pode comprometer a abundância e
composição de toda a rede trófica do solo.
Os principais ingredientes dos fertilizantes comumente usados na agricultura são nitrogênio, fósforo e potássio. A
presença de fósforo no escoamento em solo agrícola pode acelerar a eutrofização. Alterações no ciclo global de
nitrogênio podem levar ao aumento nos níveis de óxido nitroso na atmosfera. O uso excessivo de fertilizantes à base
de nitrogênio na agricultura tem sido uma das principais fontes de poluição por nitrato nas águas subterrâneas e
superficiais, afetando o acesso a água limpa pelas comunidades locais.
327 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.5.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva o plano de manejo do solo, incluindo:
- um link para esse plano, se estiver disponível ao público;
- as principais ameaças à saúde do solo identificadas e uma descrição das
práticas de manejo do solo utilizadas;
- a abordagem para otimização de insumos, incluindo o uso de fertilizantes.
Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de saúde do solo pelos setores de agropecuária, aquicultura e
pesca estão listados na Bibliografia.
9 Data-limite é definida pela Accountability Framework como "data após a qual o desmatamento ou a conversão tornam uma determinada área ou
unidade de produção em desconformidade com compromissos de não desmatamento ou não conversão, respectivamente" [92].
328 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Agrotóxicos incluem herbicidas, inseticidas, fungicidas, nematicidas e raticidas, e podem ser usados na produção
agrícola para controlar ervas daninhas e outras pragas.15 Os agrotóxicos podem reduzir o alastramento de doenças
e pragas, aumentar o rendimento da produção e potencialmente limitar a necessidade de conversão de mais terras.
Por outro lado, se não forem manipulados adequadamente, os agrotóxicos poderão provocar efeitos adversos na
saúde humana ao interferir nos sistemas reprodutor, imunológico e nervoso. Os agrotóxicos podem também causar
impactos negativos na biodiversidade por causa de seus efeitos toxicológicos. Por exemplo, agrotóxicos que têm
como alvo insetos ou ervas daninhas poderão ser tóxicos para pássaros, peixes, plantas e insetos não-alvo. Esses
impactos podem ameaçar os serviços ecossistêmicos, como a polinização, e impactar negativamente a segurança
alimentar e os meios de subsistência das pessoas (consulte também o tema 13.3 Biodiversidade).
Cada agrotóxico possui diferentes propriedades e efeitos toxicológicos. A Organização Mundial de Saúde (OMS)
classifica os níveis de toxicidade de agrotóxicos como extremamente tóxico, altamente tóxico, moderadamente
tóxico, pouco tóxico ou improvável de causar dano agudo. A toxicidade depende da função do agrotóxico e de outros
fatores, tais como seu uso e seu descarte. A regulamentação dos agrotóxicos não é sempre consistente em todo o
mundo. Alguns agrotóxicos, normalmente aqueles classificados como extremamente ou altamente tóxicos, não
possuem registro ou estão banidos em alguns países, mas permanecem disponíveis em outros.
Trabalhadores e outras pessoas no entorno imediato costumam ser os mais afetados durante ou logo após a
aplicação dos agrotóxicos. Os agrotóxicos podem também permanecer no solo e na água por anos e causar
impactos negativos de longo prazo nas comunidades locais e no meio ambiente local (consulte também o tema
13.8 Resíduos). Mulheres e crianças podem ser particularmente vulneráveis aos efeitos negativos à saúde
causados pela exposição aos agrotóxicos (consulte o tema 13.12 Comunidades locais e também o tema 13.19
Saúde e segurança do trabalho). A exposição aos resíduos de agrotóxicos também é possível por meio dos
alimentos e da água (consulte também o tema 13.7 Água e efluentes e o tema 13.10 Segurança alimentar).
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que, nos países em
desenvolvimento, 80% do aumento na produção de alimentos necessário para suprir o crescimento populacional
deverá vir de uma maior produção agrícola. Isso poderia provocar uma intensificação ainda maior do uso de
agrotóxicos para gerar mais produção. O uso intensivo de agrotóxicos às vezes leva à resistência e ao surgimento
de pragas secundárias.
O manejo integrado de pragas na agricultura, que visa otimizar o controle de pragas e mitigar os impactos negativos,
é uma abordagem amplamente reconhecida que considera práticas de controle biológico, químico e físico de
pragas, bem como o controle específico a uma determinada cultura. Quando o controle de pragas pela aplicação de
produtos químicos não pode ser evitada, espera-se das organizações que gerenciem o uso de agrotóxicos de forma
a minimizar os impactos negativos e a aplicação de agrotóxicos extremamente e altamente tóxicos [105].
329 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.6.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva o plano de controle de pragas da organização, incluindo a
justificativa para a escolha e aplicação de agrotóxicos e quaisquer outras
práticas de controle de pragas.
• Descreva as medidas tomadas para prevenir, mitigar e/ou reparar os
impactos negativos associados ao uso de agrotóxicos extremamente e
altamente tóxicos.
• Descreva as medidas, as iniciativas ou os planos para mudar para
agrotóxicos menos tóxicos e as medidas tomadas para otimizar as práticas
de controle de pragas.
• Descreva a capacitação oferecida aos trabalhadores em controle de pragas e
a aplicação de agrotóxicos.
Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de uso de agrotóxicos pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
10 Data prevista é definida pela Accountability Framework como "data na qual uma determinada empresa (ou outra entidade emissora de compromissos
ou políticas) pretende ter implementado completamente seus compromissos ou políticas" [92].
11 Datas-limite podem variar conforme as commodities e as regiões. Datas-limite apropriadas podem ser escolhidas com base em datas-limite que
abranjam todo o setor ou a região, ou aquelas especificadas em programas de certificação, legislação, ou ainda com base na disponibilidade de dados
de monitoramento. Mais orientações sobre a identificação de datas-limite apropriadas podem ser encontradas na publicação Accountability Framework
Operational Guidance on Cut-off Dates [93].
12 Paisagens referem-se a ecossistemas naturais e/ou modificados pelo homem, geralmente com uma configuração característica de topografia,
vegetação, uso da terra e assentamentos. Iniciativas em escala de paisagem referem-se a como as organizações envolvidas na produção e compra
de produtos agrícolas precisam trabalhar além de suas próprias cadeias de fornecedores para resolver questões de sustentabilidade e apoiar
resultados positivos para as pessoas e para os lugares onde as commodities são produzidas. Essas definições baseiam-se na Organização das
Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Landscape approaches: key concepts [84] e na Proforest, Iniciativas em escala de
paisagem [88].
13 Métodos de avaliação podem incluir monitoramento, certificação, compra em jurisdições de baixo risco sem conversão recente ou com conversão
insignificante, ou compra de fornecedores verificados.
14 Tipo de ecossistema natural pode ser caracterizado por bioma, tipo de vegetação ou estado de alto valor de conservação relevantes para a região e
o contexto regulatório.
330 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Água é um insumo crítico para a produção agropecuária, assim como para a aquicultura. O setor agrícola responde
por aproximadamente 70% do total de água captada no mundo todo [120]. Na produção agrícola, a água captada é
usada principalmente para irrigar a terra, aplicar agrotóxicos e fertilizantes, controlar o resfriamento das culturas e
dar proteção contra geadas.
A água tem importância crucial para a produtividade agrícola. Em média, um solo irrigado é duas vezes mais
produtivo por unidade do que um solo não irrigado. A irrigação pode ser obtida por diferentes métodos, entre os
quais a irrigação por superfície ou subsuperficial. A água pode ser captada de águas subterrâneas ou de águas de
superfície, como lagos e reservatórios, ou ser obtida na forma de água residual tratada ou água dessalinizada. A
captação intensiva de água pode diminuir o nível dos aquíferos, o que reduz a sustentabilidade de longo prazo dos
recursos hídricos e aumenta os custos de acesso para todos os usuários (consulte também o tema 13.12
Comunidades locais).
Na pecuária, a água é usada para hidratação e limpeza dos animais. É também usada para lavagem e sanitização
dos equipamentos de ordenha e abate, usados para processar os produtos de origem animal. Efluentes contendo
resíduos de animais terrestres, fertilizantes e agrotóxicos podem contribuir com a poluição da água de superfície e
subterrânea.
O uso de água na aquicultura está associado à criação de organismos aquáticos na água e pode exigir uma
quantidade significativa de água de superfície. A produção aquícola ocorre em lagos, canais artificiais e, em menor
grau, em tanques com sistema de recirculação de água. Pelo fato das operações aquícolas ocorrerem em
ambientes controlados, muito da água captada pode ser devolvida à fonte após o uso.
O acúmulo de nutrientes por descartes em corpos d'água próximos a fazendas de peixe é um típico impacto na água
decorrente da produção aquícola. Esta questão é exacerbada em sistemas de cultivo com alta densidade
populacional quando as fezes de peixes descartadas na água potencialmente esgotam os níveis de oxigênio e
provocam florações de algas que levam à eutrofização. A eutrofização e a acidificação da água resultam em
impactos negativos na biodiversidade. A qualidade da água afeta o habitat e as fontes de alimentos dos animais. A
água contaminada pode também afetar negativamente o acesso das pessoas à água limpa, comprometendo sua
saúde e seus meios de subsistência.
Nas operações pesqueiras, a água residual pode ser descartada no mar por embarcações pesqueiras. Isso inclui
água usada para armazenar o pescado à bordo da embarcação, a qual poderá conter resíduos de peixe
provenientes de evisceração e sangramento, bem como materiais e revestimento dos sistemas de refrigeração
tanto dos porões de carga como de bordo. A água residual poderia também se originar da limpeza de porões e
maquinário, contendo detergentes, desinfetantes e misturas oleosas. Os descartes podem causar esgotamento de
oxigênio na água do mar e poluição em áreas litorâneas.17
331 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.7.1
Materiais 2021
Referências e recursos
A Norma GRI 303: Água e Efluentes 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de água e efluentes pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
332 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Resíduos de organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca incluem resíduos orgânicos, tais como
restos de culturas, esterco animal, fezes de peixes, carcaças de animais; e resíduos inorgânicos, como plásticos.
Podem também incluir resíduos perigosos, tais como embalagens de agrotóxicos e materiais provenientes de
produtos de saúde animal.
Alguns subprodutos orgânicos têm potencial para serem usados como fonte de energia de biomassa, ração ou
fertilizantes, contribuindo com medidas de circularidade. Por exemplo, aparas e sobras das operações aquícolas e
pesqueiras podem ser transformadas em farinha e óleo de peixe, ao passo que o esterco produzido por animais é
um fertilizante orgânico que pode melhorar a saúde do solo. Entretanto, se forem incinerados sem recuperação de
energia ou encaminhados para aterros, os subprodutos transformam-se em resíduos e podem causar impactos
ambientais negativos, entre os quais emissões de gases de efeito estufa (GEE) e poluição da água (consulte
também o tema 13.1 Emissões e o tema 13.7 Água e efluentes). Além disso, os resíduos orgânicos provenientes de
animais terrestres e aquáticos poderão conter microorganismos e ovos de parasitas. Esses patógenos podem se
proliferar em ambientes receptores e causar doenças em seres humanos.
Em operações aquícolas, ração para peixes e suas fezes podem depositar-se no fundo de lagos ou em zonas
inativas de raceways como resíduos orgânicos líquidos ou sólidos Fezes de peixes poderão também alcançar
corpos d'água e polui-los. Os impactos da poluição e dos resíduos provenientes de fezes de peixes e sólidos
sedimentáveis poderão ser minimizados por meio da gestão de recursos hídricos (consulte também o tema 13.7
Água e efluentes).
As atividades da aquicultura geram volumes consideráveis de resíduos plásticos. Os plásticos são amplamente
utilizados por equipamentos, luvas descartáveis e como embalagem de diversos insumos, tais como sacos de
rações e materiais de consumo embalados. O plástico também pode ser usado em lonas para lago, tanques-rede,
tubulação, boias, cordas, jarras de incubação e recipientes. Na pesca, diversas ferramentas marítimas, tais como
boias, redes e linhas de pesca, fitas para enfardamento, cabos de aço e velas também contém plásticos.
Resíduos plásticos descartados ou abandonados podem contaminar os ambientes do entorno e entrar no oceano e
em outros corpos d'água. Equipamentos de pesca abandonados, perdidos ou, de outra forma, descartados
contribuem para resíduos e sobrepesca (consulte também o tema 13.3 Biodiversidade). Os peixes e animais
aquáticos às vezes confundem resíduos plásticos com alimento e são aprisionados em cordas, redes e sacos. O
gerenciamento de resíduos gerados a bordo de embarcações pesqueiras, tais como plásticos, produtos de papel,
lixo orgânico e produtos químicos, é regulado por normas marítimas internacionais [125], [126] e [127]).
15 Praga é definida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como
qualquer espécie, cepa ou biótipo de vegetais, animais ou agentes patogênicos nocivos aos vegetais ou produtos vegetais, materiais ou ambientes,
incluindo vetores de parasitas ou patógenos de doenças humanas e animais, e animais que causam transtornos à saúde pública [97].
333 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Relato de resíduos
Se a organização tiver definido que resíduos são um tema material, esta subseção lista os conteúdos identificados
como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.8.1
Materiais 2021
Referências e recursos
A Norma GRI 306: Resíduos 2020 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de resíduos pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
16 Os critérios para níveis de toxicidade e uma lista de agrotóxicos classificados por nível de risco podem ser encontrados na Classificação de
Pesticidas por Risco Recomendada pela OMS [116].
334 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
A insegurança alimentar é um problema mundial prevalente. Em 2018, mais de 820 milhões de pessoas passaram
fome e, à medida que as populações crescem, aumentam as necessidades de alimento no mundo todo [147].
Muitas pessoas não têm dinheiro para comer ou são forçadas a consumir alimentos insuficientes ou de baixa
qualidade. Desde 2014, a subnutrição e a insegurança alimentar têm aumentado de forma consistente, colocando
em risco as metas globais para eliminar a fome [146].
No mundo todo, estima-se que a terra usada para a agropecuária corresponda a 38% da superfície total de terra
[142]. Algumas regiões já atingiram seu limite, restringindo uma expansão ainda maior do uso da terra para
produção de alimentos (consulte também o tema 13.4 Conversão de ecossistemas naturais). Quase metade do
suprimento mundial de calorias origina-se de culturas essenciais, como milho, arroz e trigo. Demandas conflitantes
pela terra, custos de cultivo e baixas margens de lucro podem afetar o suprimento e a acessibilidade financeira
dessas culturas. As mudanças climáticas e eventos climáticos adversos também podem causar impactos na
produção, potencialmente aumentando as perdas de alimentos (consulte também o tema 13.2 Adaptação e
resiliência climática).
Ineficiências podem causar perda de alimentos em diferentes etapas da cadeia de fornecedores. Na propriedade
agrícola, elas podem ocorrer devido a colheita em momento inadequado, condições climáticas, práticas de
manuseio, atividades pós-colheita e desafios relativos à venda dos produtos. A perda de alimentos vem
acompanhada da perda de recursos - entre os quais água, terra, energia, mão de obra e capital - e contribui para
as emissões de gases de efeito estufa (GEE).
As medidas para evitar perda de alimentos incluem temperaturas e condições de armazenamento adequadas,
infraestrutura sólida e transporte eficiente. Condições básicas de processamento e acondicionamento podem
desempenhar um papel relevante na preservação dos produtos da agropecuária, da aquicultura e da pesca.
O alcance da segurança alimentar tende a envolver decisões em termos de como a terra e os produtos são
utilizados. Por exemplo, utilizar para outros fins produtos comestíveis para o ser humano significa que não estão
disponíveis como alimento.
A produção agropecuária intensiva pode resultar em maior disponibilidade de alimentos. No entanto, a produção
intensiva pode também estar associada com impactos negativos no meio ambiente e na produtividade a longo
prazo. Muitas práticas agrícolas esgotam os nutrientes do solo mais rapidamente do que eles se regeneram,
minando a dimensão de sustentabilidade da segurança alimentar (consulte também o tema 13.5 Saúde do solo).
Práticas regenerativas e orgânicas, tais como a rotação de culturas ou o cultivo no momento ideal, têm o potencial
de contribuir para uma melhor saúde e produtividade do solo, assim como para a resiliência da produção agrícola.
17 A Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios (MARPOL) contém disposições sobre descargas de água de lastro por
embarcações [117].
335 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.9.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a eficácia de ações e programas de segurança alimentar em nível
local, regional, nacional ou global.
• Relate parcerias de que a organização participa que tratam de segurança
alimentar, inclusive seu engajamento com governos.
• Descreva políticas ou compromissos para lidar com a perda de alimentos na
cadeia de fornecedores.
Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de segurança alimentar pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
336 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 600 milhões de pessoas no mundo todo adoecem
após ingerir alimentos contaminados a cada ano, resultando em aproximadamente 420 mil mortes anualmente
[163]. Além de ameaçar a saúde e o bem-estar da população, a questão da inocuidade dos alimentos pode afetar
as comunidade locais, o que, por sua vez, pode levar à perda de atividade econômica em nível local e global
(consulte também o tema 13.12 Comunidades locais).
A contaminação ambiental é um fator crucial dos impactos na inocuidade dos alimentos. As principais fontes de
contaminação das atividades de agropecuária, aquicultura e pesca incluem a poluição da água, do solo ou do ar
usados pelas culturas ou pelos animais. A contaminação também pode ser causada pelo manejo inadequado das
culturas ou dos animais durante seu crescimento, colheita, coleta, ou durante o processamento primário, o
transporte e o armazenamento de seus produtos.
Bactérias perigosas, tais como a salmonella, a listeriose ou a campylobacter, vírus e parasitas podem contaminar
os alimentos e causar doenças nos seres humanos. Da mesma forma, a contaminação alimentar pode resultar de
resíduos de agentes antimicrobianos e agrotóxicos, metais pesados e microplásticos (consulte também os temas
13.6 Uso de agrotóxicos e 13.11 Saúde e bem-estar animal).
No mundo todo, os agentes antimicrobianos, tais como substâncias químicas e antibióticos, são amplamente
usados na produção de animais terrestres e aquáticos. Altos volumes de agentes antimicrobianos podem contribuir
com o desenvolvimento de bactérias resistentes a antibióticos, principalmente em ambientes de pecuária intensiva.
A OMS identifica a resistência antimicrobiana como uma das maiores ameaças à saúde global e ao
desenvolvimento humano [162]. Enfrentar a resistência antimicrobiana exige padrões adequados de saúde e bem-
estar animal, inclusive o uso prudente de antibióticos para animais.
Pelo fato de produtos alimentícios e rações de uma região do mundo virem a suprir outra região, os impactos na
inocuidade dos alimentos podem evoluir de questões locais para globais, tais como a proliferação de doenças
transmitidas por alimentos para além das fronteiras dos países. Para permitir que sejam retirados do mercado
(recall) por questões ligadas à inocuidade dos alimentos, os produtos precisam ser rastreáveis ao longo da cadeia
de fornecedores (consulte o tema 13.23 Rastreabilidade da cadeia de fornecedores).
337 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.10.1
Materiais 2021
Relate o número de recalls realizados por motivos relacionados à inocuidade de alimentos e o 13.10.5
volume total de produtos retirados do mercado.
Referências e recursos
A Norma GRI 416: Saúde e Segurança do Consumidor 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de inocuidade de alimentos pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
18 Uma lista de categorias ou "tipos de lixo" pode ser encontrada no Anexo V da MARPOL [127]. Mais informações sobre essas categorias podem ser
encontradas nas Diretrizes para a implementação do Anexo V da MARPOL [125].
338 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Em todo o mundo, mais de 60 bilhões de animais terrestres são criados a cada ano, um número que deve dobrar
até 2050 devido ao aumento no consumo de proteína animal. As fazendas de aquicultura produzem 52 milhões de
toneladas de animais aquáticos, representando metade de todos os produtos do mar consumidos por seres
humanos no mundo todo [171]. A saúde e o bem-estar animal são cruciais porque estão ligados à produtividade, à
inocuidade dos produtos de origem animal e ao tratamento humano dos animais.
A gestão de saúde animal concentra-se no controle de impactos potenciais na saúde e na prevenção de doenças.
Ela pode incluir o uso de antibióticos, anti-inflamatórios e tratamentos com hormônios. O uso excessivo ou o mau
uso de antibióticos pode contribuir para a resistência antimicrobiana. Resíduos indesejados de substâncias
químicas em produtos animais podem impactar negativamente a inocuidade dos alimentos, criando riscos à saúde
pública (consulte o tema 13.10 Inocuidade dos alimentos). Práticas inadequadas de saúde e bem-estar animal
podem também aumentar a proliferação de zoonoses, tais como a salmonelose, gripe suína e gripe aviária, que
podem ocorrer por meio do movimento e comércio de animais terrestres e aquáticos e de produtos de origem
animal sem os controles adequados de biossegurança.
As condições em que os animais são mantidos podem causar impactos negativos na saúde e no bem-estar
animal. Por exemplo, animais terrestres podem ser confinados em espaços pequenos, gaiolas ou caixotes,
evitando seu movimento e inibindo o comportamento natural. Espaços altamente confinados podem também fazer
com que os animais sejam deixados sem tratamento para doenças ou lesões.
Práticas nas fazendas de criação tais como descorna, marcação a ferro, castração, caudectomia e debicagem estão
associadas a dor e estresse. Da mesma forma, práticas de abate podem ser uma importante fonte de sofrimento e
medo. Portanto, muitos países exigem um atordoamento pré-abate para insensibilizar o animal.
Na aquicultura e na pesca, métodos de abate comumente usados incluem asfixiamento, atordoamento por dióxido
de carbono e termonarcose (consulte as referências [173] e [174]). De acordo com a Organização Mundial de Saúde
Animal (OIE), esses métodos não cumprem as normas estipuladas no Código Sanitário de Animais Aquáticos.
Qualidade da água, densidade do estoque e ambiente de criação nas operações aquícolas causam importantes
impactos na saúde e no bem-estar dos organismos aquáticos. Piolhos do mar e doenças estão entre as maiores
preocupações de saúde para peixes criados em fazendas e podem reduzir sua sobrevivência. Substâncias usadas
para tratar pragas, como piolhos, são normalmente administradas através da ração para peixe e da água. Quando o
tratamento não é gerido adequadamente, essas substâncias podem impactar negativamente espécies não-alvo,
tais como os crustáceos, resultando em perda de biodiversidade (consulte o tema 13.3 Biodiversidade).
19 Segurança alimentar possui múltiplas dimensões: disponibilidade, acesso, utilização, estabilidade e sustentabilidade de alimentos. Uma dimensão
adicional de instrumentalidade é entendida como a capacidade de indivíduos ou grupos tomarem decisões sobre o alimento que consomem e como
esse alimento é produzido [151].
339 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.11.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva políticas relativas ao processamento de produtos de origem animal,
transporte, manuseio, acomodação e confinamento, e abate de animais,
discriminadas por espécie.
• Descreva a abordagem para planejamento de saúde animal e envolvimento
de veterinários, inclusive a abordagem para uso de anestésicos, antibióticos,
anti-inflamatórios, hormônios e tratamentos para crescimento, com
discriminação por espécie.
• Descreva os compromissos para com o uso responsável e prudente de
antibióticos23 (ex.: evitar o uso profilático) e descreva como o cumprimento
desses compromissos é avaliado.
• Descreva os resultados de avaliações e auditorias de saúde e bem-estar
animal, discriminados por espécie.
Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de saúde e bem-estar animal pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
20 Orientações sobre cálculo do percentual de perda de alimentos podem ser encontradas na norma Food Loss and Waste Accounting and Reporting
Standard [158] e no ODS 12.3.1: Índice Global de Perdas Alimentares [157].
340 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca podem causar impactos positivos nas
comunidades locais por meio da geração de emprego e outros impactos econômicos, mas seu uso da terra e dos
recursos naturais poderá também criar impactos negativos nas comunidades.
As comunidades locais podem experimentar impactos econômicos e ambientais provenientes do uso extensivo de
água subterrânea e água de superfície em operações agrícolas. O esgotamento de fontes de água pode criar a
necessidade de aprofundamento dos poços e exigir mais energia para bombear água para a superfície para irrigar
as plantações e para fins domésticos (consulte também o tema 13.7 Água e efluentes).
O uso da terra por organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca pode restringir o acesso das
comunidades à terra e aos recursos naturais e, em alguns casos, causar deslocamento. Em caso de
deslocamento, as comunidades poderão ser reassentadas em outras áreas, que não serão sempre equivalentes
em qualidade do solo, adequação para a agropecuária, acesso a serviços ou importância cultural e social. A
indenização, se for paga, pode nem sempre ser adequada para compensar os impactos resultantes nas atividades
culturais, econômicas ou de lazer (consulte o tema 13.13 Direitos à terra e aos recursos naturais).
Embora as organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca sejam geralmente grandes
empregadores e geradores de renda em áreas rurais, muitas comunidades rurais ainda sofrem de pobreza e
insegurança alimentar. A falta de uma renda suficiente e os impactos negativos na terra, na água e na
biodiversidade podem motivar migração para outras áreas mais viáveis. Isso pode causar escassez de mão de obra
e desequilíbrio socioeconômico nessas áreas (consulte também o tema 13.22 Inclusão econômica).
Grupos vulneráveis, tais como mulheres, crianças, povos indígenas, povos nômades e trabalhadores migrantes e
suas famílias, podem ser desproporcionalmente afetados pelas operações dos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca. Tais grupos geralmente carecem de influência e podem estar sub-representados em
processos de consulta e tomada de decisões, aumentando o potencial para impactos negativos, inclusive em seus
direitos humanos.
Engajamento e consulta junto às comunidades locais, inclusive grupos vulneráveis, podem ajudar a evitar impactos
negativos (consulte também o tema 13.13 Direitos à terra e aos recursos naturais). Quando os grupos não tiverem
direito a consentimento livre, prévio e informado, eles podem ser envolvidos em abordagens participativas para
entender os efeitos das operações em suas vidas, seus direitos e em seu bem-estar. Espera-se também que as
organizações criem ou participem de mecanismos eficazes de queixas em nível operacional que permitam às
comunidades locais apresentar preocupações e buscar reparação.2.5
341 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.12.1
Materiais 2021
Referências e recursos
A Norma GRI 413: Comunidades Locais 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
21 Volume de produção refere-se ao volume total de produtos da organização, inclusive produtos comprados de fornecedores pela organização.
22 Este conteúdo abrange programas de certificação ou sistemas de verificação que fornecem uma garantia por escrito de que um produto está em
conformidade com certos requisitos.
342 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Adquirir direitos legais à terra e aos recursos naturais é sempre um processo complexo. Além disso, as formas de
posse de terra e de seus recursos variam e podem incluir posse privada, comunitária, coletiva, indígena e
consuetudinária. A falta de reconhecimento da reivindicação da posse consuetudinária de terras, dos recursos
pesqueiros, dos recursos florestais e de outros recursos naturais - estejam eles ou não formalmente
documentados ou legalmente registrados - é uma causa comum de conflitos de terras e recursos naturais e de
impactos negativos nos direitos humanos. Os direitos humanos, entre os quais os direitos civis, políticos,
econômicos, sociais e culturais das pessoas, podem todos ser afetados pelo uso que os setores fazem da terra,
dos recursos pesqueiros e dos recursos florestais [193].
As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca podem receber concessões de terra e direito à
pesca em territórios e ao uso de recursos pesqueiros. A posse informal em alguns países alcança de 80 a 90% do
total de terras e aqueles que vivem nessas terras podem carecer de proteção legal [204]. As organizações poderão
infringir os direitos à terra e aos recursos naturais se elas deixarem de fazer uma consulta prévia e uma avaliação
dos impactos junto aos titulares de direitos. Cercas, engenharia paisagística, estradas e obras de drenagem que
bloqueiem ou desviem rotas podem também restringir os direitos das pessoas.
Titulares de direitos cujos direitos são mais comumente afetados por conflitos relacionados a direitos a recursos
incluem agricultores e pescadores - e suas organizações -, usuários das florestas, pecuaristas, povos indígenas e
comunidades locais (consulte também os temas 13.14 Direitos de povos indígenas e 13.12 Comunidades locais).
Situações de conflito podem expor a riscos aqueles que defendem os direitos relativos à terra e aos recursos
naturais. Cada vez mais, defensores dos direitos à terra, pequenos agricultores, líderes de comunidades
indígenas e representantes da mídia e da sociedade civil ativos nessas questões têm sido vítimas de violência e
perseguição. Órgãos das Nações Unidas, inclusive relatores especiais26 sobre defensores dos direitos humanos,
direito à alimentação e povos indígenas, relataram ataques físicos e represálias a defensores que se opõem à
apropriação de terras e denunciam despejos forçados, poluição ambiental e outras violações [200].
Peixes capturados na natureza são normalmente um recurso que é propriedade comum. Portanto, as comunidades
pesqueiras são importantes stakeholders preocupados com o uso dos recursos da pesca e com o ecossistema por
inteiro. Isso inclui o acesso a portos, águas, alto mar e quotas de captura.
Os direitos aos recursos de pesca podem ser concedidos a organizações sem a devida consideração por
pescadores locais. Embarcações pesqueiras comerciais que acessam zonas de pesca reservadas para uso ou
utilizadas por pescadores artesanais e para pesca em áreas litorâneas podem alterar os recursos de pesca ao
desestruturar os habitats de reprodução dos peixes.
Espera-se que as organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca identifiquem os legítimos titulares
de direitos por meio de suas próprias avaliações e garantam uma verificação independente dos resultados das
avaliações. As organizações podem contribuir para assegurar a posse da terra e o acesso a recursos naturais pelos
titulares de direitos exigindo que seus fornecedores respeitem esses direitos.
343 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.13.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os compromissos para com o respeito aos direitos à terra e aos
recursos naturais (entre os quais os direitos às posses consuetudinária,
coletiva e informal)27 e relate até que ponto os compromissos se aplicam às
atividades da organização e às suas relações de negócios.
• Descreva como os compromissos para com o respeito aos direitos à terra e
aos recursos naturais são implementados junto aos fornecedores.
• Descreva a abordagem para proteção dos defensores dos direitos humanos
e dos direitos à terra contra represálias (ou seja, não retaliação por
manifestar reclamações ou preocupações).
Relate o número, o tamanho em hectares e a localização das operações onde ocorreram violações 13.13.3
de direitos à terra e aos recursos naturais (entre os quais os direitos às posses consuetudinária,
coletiva e informal) e os grupos de titulares de direitos afetados.
Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de direitos à terra e aos recursos naturais pelos setores de
agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
23 Orientações sobre o que constitui um uso responsável e prudente em animais terrestres podem ser encontradas no Capítulo 6.10 do Código Sanitário
de Animais Terrestres - Responsible and prudent use of antimicrobial agents in veterinary medicine in the Terrestrial Animal Health Code 2021 [168].
Orientações sobre o que constitui um uso responsável e prudente em animais aquáticos podem ser encontradas no Capítulo 6.2 do Código Sanitário
de Animais Aquáticos - Principles for responsible and prudent use of antimicrobial agents in aquatic animals in the Aquatic Animal Health Code 2021
[167].
24 Volume de produção refere-se ao volume total de produtos da organização, inclusive produtos comprados de fornecedores pela organização.
344 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Os povos indígenas atribuem um profundo valor cultural e espiritual às suas terras e territórios, e geralmente
dependem dos recursos naturais para sua subsistência. Esses recursos naturais e locais culturais estão
localizados na terra que as comunidades indígenas consuetudinariamente possuem, ocupam ou usam. Direitos
consuetudinários - o fundamento dos direitos dos povos indígenas na legislação internacional - são muitas vezes
não reconhecidos na prática, o que pode fazer com que esses direitos sejam violados (consulte o tema 13.13.
Direitos à terra e aos recursos naturais).
O setor agrícola é um motor significativo de aquisições de terra para expandir a produção de alimentos. Aquisições
de terra em grande escala, inclusive por meio de investimento estrangeiro, pode ser facilitado para aumentar o
tamanho das fazendas e plantações e gerar receitas por meio de exportações. Isso geralmente ocorre em regiões
onde povos indígenas extraem há muito tempo seus meios de subsistência a partir do que lhes é oferecido pelos
ecossistemas.
O uso de recursos naturais pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca pode causar impactos severos nos
povos indígenas. Esses impactos podem ameaçar atividades tradicionais de caça, pesca e cultivo. O conhecimento
e a cultura indígena também podem se perder quando desestruturados.
Práticas indígenas de cultivo estão entrelaçadas com as culturas indígenas e são profundamente ligadas a
determinados locais. A conversão de ecossistemas naturais e o uso da água para atividades agrícolas e de
aquicultura podem afetar o cultivo tradicional. Os impactos ambientais dos resíduos podem levar à poluição e à
contaminação da terra indígena e dos seus recursos naturais.
As comunidades de pescadores indígenas dependem do peixe como sua principal fonte de alimentos, sendo um
elemento central de suas práticas tradicionais, de forma que seus meios de subsistência, sua segurança alimentar
e sua cultura podem ser comprometidos devido a impactos negativos nos recursos da pesca. A degradação de
ecossistemas aquáticos e litorâneos, a sobrepesca e o esgotamento dos estoques podem reduzir a disponibilidade
e a acessibilidade desses recursos da pesca. Ao mesmo tempo, a crescente concorrência com operações de
pesca comercial ou a introdução de espécies exóticas também pode impactar negativamente os recursos da pesca.
Devido à relação íntima com o meio ambiente e à dependência dos recursos naturais, os povos indígenas são
particularmente afetados pelas mudanças climáticas. As mudanças climáticas podem agravar ainda mais a
vulnerabilidade das comunidades indígenas devido a impactos na disponibilidade de fontes tradicionais de
alimento e redução na produção agrícola, prejudicando estilos de vida tradicionais (consulte também os temas 13.2
Adaptação e resiliência climática e 13.3 Biodiversidade).
Os direitos fundamentais à autodeterminação e à não discriminação exigem respeito pelos direitos coletivos e
individuais dos povos indígenas. Antes de iniciar um empreendimento ou outras atividades que poderiam causar
impactos nas terras ou nos recursos naturais que os povos indígenas usam ou possuem, espera-se que as
organizações busquem obter consentimento livre, prévio e informado (CLPI). A realocação de povos indígenas não
poderá ocorrer sem o CLPI e um acordo para uma indenização justa e satisfatória deverá estar em vigor antes que a
realocação ocorra e, quando possível, com a opção de retorno [210].
Quando ocorrem disputas, as comunidades indígenas frequentemente carecem de apoio jurídico e técnico, bem
como de acesso à reparação. Isso pode levar a uma indenização injusta por perda de acesso a recursos,
insegurança de renda, marginalização de comunidades indígenas, discriminação, deslocamento, perda de meios
de subsistência e outros impactos negativos nos direitos humanos. Além disso, as mulheres indígenas podem ser
mais severamente expostas a impactos negativos devido à discriminação de gênero (consulte o tema 13.15 Não
discriminação e igualdade de oportunidades).
25 Mecanismos de queixas que a organização tenha estabelecido ou dos quais participa são relatados no Conteúdo 2-25 Processos para reparar
impactos negativos da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021. Consulte as Orientações do Conteúdo 2-25 para mais informações sobre mecanismos
de queixas e expectativas para as organizações promoverem ou colaborarem com a reparação.
345 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.14.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para engajamento com povos indígenas, incluindo:
- como a organização busca garantir que o engajamento seja significativo;
- como a organização busca garantir que as mulheres indígenas possam
participar de forma segura e equitativa.
Referências e recursos
A Norma GRI 411: Direitos de Povos Indígenas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Os demais instrumentos intergovernamentais e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem como
recursos que poderão ser úteis para o relato de direitos de povos indígenas pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
346 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Muitos trabalhadores dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca são autônomos ou possuem empregos
informais. Emprego informal e sazonal também é bastante disseminado. Formas de emprego não oficiais comuns
nos setores podem ser um fator que aumenta a probabilidade de tratamento discriminatório aos trabalhadores. Os
trabalhadores podem, muitas vezes, sofrer discriminação em termos de proteção trabalhista e poderiam não
usufruir de direitos ou tratamento iguais para um trabalho de igual valor, como, por exemplo, uma menor
estabilidade no emprego, salário menor, menos benefícios e licença remunerada de menor valor.
Os setores de agropecuária, aquicultura e pesca comumente usam mão de obra migrante, inclusive mão de obra
migrante temporária. Devido ao seu status de migrante, os trabalhadores migrantes podem estar sujeitos a
tratamento discriminatório em relação a remuneração, acesso a serviços de saúde do trabalho e a proteção do
emprego. Na pesca, os tripulantes de embarcações são normalmente submetidos a discriminação salarial com
base na sua nacionalidade. Trabalhadores migrantes sem documentação podem ficar ainda mais vulneráveis à
discriminação e a violações trabalhistas (consulte também os temas 13.16 Trabalho forçado ou análogo ao escravo
e 13.20 Práticas empregatícias).
Pessoas que vivem de atividades tradicionais agrícolas e de pesca, entre as quais pequenos agricultores,
trabalhadores sem terra e comunidades, podem vir a experimentar tratamento discriminatório. Por exemplo, elas
poderão enfrentar desigualdade no acesso à terra ou ao emprego, dessa forma perdendo oportunidades de prover
seu sustento. Isso pode agravar a probabilidade de impactos negativos nos direitos humanos e torná-las mais
vulneráveis à exploração de mão de obra (consulte o tema 13.12 Comunidades locais).
Características de trabalhadores indígenas que podem diferenciá-los das práticas sociais da maioria, tais como
idioma, linguagem e vestimenta, podem também causar discriminação no emprego nesses setores. As mulheres
indígenas podem enfrentar discriminação com base tanto na etnia quanto no gênero.
Mulheres que trabalham na agropecuária, na aquicultura e na pesca geralmente sofrem discriminação de gênero
por meio de piores condições de trabalho, oportunidades desiguais e salários mais baixos do que os dos homens.
As mulheres estão mais frequentemente envolvidas em formas de emprego mais mal remuneradas ou menos
seguras. Na pesca, as mulheres desempenham papeis cruciais em toda a cadeia de valor, trabalhando na pesca
comercial e artesanal. No entanto, estão normalmente menos envolvidas na pesca em alto mar ou de longa
distância, que geralmente paga melhor.
A discriminação contra mulheres nos setores de agropecuária, aquicultura e pesca também pode incluir violência e
assédio de gênero. É menos provável que as mulheres que realizam trabalho sazonal ou trabalho informal relatem
violência sexual ou outros abusos que sofrem, e as mulheres nesses esquemas de trabalho podem ter menor
possibilidade de buscar reparação.
26 Relatores especiais são titulares de mandatos de procedimentos especiais do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.
Eles são especialistas independentes em direitos humanos com mandatos para relatar e dar acessoria em direitos humanos a partir de uma
perspectiva temática ou específica de um país. Consulte a referência [199] da Bibliografia.
347 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
A maioria das mulheres economicamente ativas em países de baixa renda trabalham na agropecuária [229]. Em
muitos países, as mulheres não possuem os mesmos direitos dos homens, e mesmo que elas os possuam
legalmente, os direitos podem continuar sendo ignorados. Esses direitos incluem comprar, vender ou herdar
terras; abrir uma conta poupança ou tomar empréstimo; assinar contratos; e vender sua produção.
Papéis tradicionais ao gênero podem restringir a liberdade de movimento das mulheres e impedi-las de trazer
seus produtos ao mercado ou deixar seus povoados sem a permissão de seus parentes do sexo masculino.
Convenções sociais e normas de gênero geralmente consideram as atividades de trabalho e a produção das
mulheres como parte do seu papel tradicional de cuidadora em vez de sua participação na economia de mercado,
dessa forma subestimando sua contribuição econômica. As mulheres nessas situações não usufruem do direito
ao mesmo padrão de vida decente dos homens.
As mulheres podem ter seus direitos negados quando se trata de proteção à maternidade. Benefícios como
licença maternidade e auxílio creche podem ser inacessíveis a mulheres nos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca.
27 As diretrizes voluntárias sobre a governança responsável da posse da terra, dos recursos pesqueiros e dos recursos florestais no contexto da
segurança alimentar nacional (VGGT) descrevem princípios, direitos e responsabilidades norteadores para uma governança responsável da
propriedade e uso da terra. No artigo 3.2, elas especificam que "atores não estatais, inclusive empresas, têm a responsabilidade de respeitar os
direitos humanos e legitimar direitos de posse" e descrevem as expectativas associadas a essa questão [193].
348 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.15.1
Materiais 2021
GRI 406: Não Conteúdo 406-1 Casos de discriminação e medidas corretivas tomadas 13.15.4
Discriminação
2016
Referências e recursos
As Normas 405: Diversidade e Igualdade de Oportunidades 2016 e GRI 406: Não Discriminação 2016 listam
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) identificou os setores de agropecuária, aquicultura e pesca como
altamente suscetíveis ao trabalho forçado ou análogo ao escravo Os trabalhadores enfrentam o não pagamento ou
pagamento atrasado de salários, restrições à liberdade de movimento, violência, ameaças, tráfico de seres
humanos e outras formas de escravidão moderna. Casos de trabalho forçado foram documentados nas cadeias de
fornecedores da maioria dos produtos nesses setores (consulte as referências [251], [256] e [257]).
Os trabalhadores da agropecuária, da aquicultura e da pesca tendem a não ser sindicalizados, geralmente ganham
menos e possuem menos habilidades do que os trabalhadores de outros setores. Os setores são intensivos em
mão de obra e possuem uma alta demanda por trabalhadores, geralmente atendida por agências de emprego. A
legislação trabalhista nacional nem sempre oferece proteção trabalhista a pequenos agricultores, pescadores
artesanais ou trabalhadores sazonais e informais (consulte o tema 13.20 Práticas empregatícias).
O trabalho é geralmente realizado em áreas rurais remotas ou de baixa renda. Isso pode exacerbar a probabilidade
de práticas trabalhistas abusivas e fazer com que os trabalhadores fiquem endividados com seus empregadores
devido a taxas referentes a acesso ao local de trabalho ou acomodações. Em alguns casos, os empregadores
poderão usar servidão por dívida para impedir os trabalhadores de ir embora.
Trabalhadores migrantes nos setores têm maior probabilidade de trabalhar sob condições de coerção. Eles podem
não ter autorização de trabalho válida ou não estar cientes de seu status legal e podem mesmo ter seus
passaportes ou documentos de identidade tomados. Trabalhadores migrantes sem documentos podem também
ser forçados ou coagidos a trabalhar em operações agropecuárias ou de pesca ilegais, correndo maiores riscos
para sua saúde e segurança.
Os trabalhadores migrantes na pesca são um grupo particularmente vulnerável. Eles geralmente vêm de países de
renda mais baixa e podem ser traficados ou podem não estar cientes de ter cruzado múltiplas fronteiras, arriscando
seus direitos humanos e até suas vidas.
Nas operações pesqueiras, a pressão contínua para entrega de maiores volumes de produção mantendo baixos os
custos trabalhistas pode contribuir para casos de práticas trabalhistas abusivas. Eliminar o trabalho forçado à bordo
de embarcações pesqueiras e fazer cumprir os direitos dos trabalhadores pode exigir um esforço adicional, já que
as embarcações pesqueiras normalmente operam em alto mar ou sob a bandeira de um país bem longe do local
da pesca. As normas internacionais dependem em grande parte de que os Estados de bandeira das embarcações
pesqueiras garantam o cumprimento das leis trabalhistas à bordo.
Identificar e evitar o trabalho forçado também exige entender as cadeias de fornecedores, onde a rastreabilidade
desempenha um papel fundamental (consulte o tema 13.23 Rastreabilidade da cadeia de fornecedores).
28 O marco normativo do consentimento livre, prévio e informado consiste em uma série de instrumentos jurídicos internacionais, entre os quais a
Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas [210], a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT 169)
[208] e a Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD) [209].
29 O consentimento livre, prévio e informado não pode ser obtido se um dos elementos contituintes estiver ausente [210]. Os elementos constituintes
são descritos mais detalhadamente no estudo "Free, prior and informed consent: a human rights-based approach - Study of the Expert Mechanism on
the Rights of Indigenous Peoples" [224].
350 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.16.1
Materiais 2021
Referências e recursos
A Norma GRI 409: Trabalho Forçado ou Análogo ao Escravo 2016 lista instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.
Os demais instrumentos intergovernamentais e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem como
recursos que poderão ser úteis para o relato de trabalho forçado ou análogo ao escravo pelos setores de
agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
351 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Os setores de agropecuária, aquicultura e pesca possuem o maior percentual de trabalho infantil em comparação a
todos os outros setores e foram documentados casos de trabalho infantil nas cadeias de fornecedores de muitos
produtos desses setores (consulte as referências [266] e [272]).30
Mais de 70% de todas as crianças em trabalho infantil estão envolvidas com os setores de agropecuária, aquicultura
e pesca. O percentual é ainda maior entre as crianças de cinco a 11 anos de idade [266]. Em alguns contextos, a
participação de crianças em trabalho não perigoso nos setores de agropecuária, aquicultura e pesca pode contribuir
para o desenvolvimento de habilidades da criança e para o seu desenvolvimento pessoal. No entanto, o trabalho
definido como trabalho infantil não está associado com impactos positivos e é considerado inapropriado para uma
criança com base em perigos, carga horária, condições de trabalho e interferência com a escolarização. Em
algumas partes do mundo, o trabalho infantil pode ser socialmente aceitável, contribuindo para a propagação da
prática.
Crianças trabalhando nos setores de agropecuária, aquicultura e pesca podem estar sujeitas a tarefas adequadas
somente para trabalhadores adultos. Essas tarefas tendem a criar impactos negativos na sua saúde ou no seu
desenvolvimento. Por exemplo, as crianças podem executar a tarefa de aplicar agrotóxicos no setor agrícola. A
exposição a agrotóxicos pode ser particularmente perigosa para crianças, já que seus corpos são mais vulneráveis
às toxinas, levando a maiores riscos de câncer infantil e prejuízos aos processos cognitivos.
Geralmente as crianças são designadas para cuidar de animais. Pelo fato das atividades da pecuária serem
intensivas, envolvendo limpeza dos animais e de seu alojamento, coleta de água, alimentação e ordenha, as
crianças podem deixar de frequentar a escola, incapazes de conciliá-la com esse tipo de trabalho.
Na pesca, as crianças trabalham em toda a cadeia de fornecedores, realizando tarefas como coleta, processamento
e venda de peixes e outros produtos aquáticos. As comunidades pesqueiras podem ter poucas fontes de renda e o
trabalho infantil é frequentemente usado para complementar a renda ou em atividades de subsistência. Longas
jornadas e trabalho noturno nesses setores também podem submeter as crianças a condições perigosas de
trabalho (consulte o tema 13.19 Saúde e segurança do trabalho).
Grandes parcelas dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca envolvem trabalho informal, aumentando a
probabilidade de trabalho infantil. O trabalho sazonal apresenta riscos adicionais e aumenta a probabilidade de
ausência na escola. Perder aulas para trabalhar afeta negativamente o direito das crianças à educação.
Menos de um terço das crianças que trabalham recebem pagamento. Em muitos casos, isso ocorre porque as
crianças estão trabalhando em um negócio familiar. As crianças também normalmente ganham menos que os
adultos e, em muitos casos, elas também são mais produtivas, o que os empregadores podem achar vantajoso.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) identifica o trabalho infantil forçado e o trabalho infantil perigoso como
as piores formas de trabalho infantil [259]. Um quarto das crianças envolvidas em trabalho infantil são vítimas do
trabalho forçado (consulte o tema 13.16 Trabalho forçado ou análogo ao escravo). Isso pode ocorrer quando, por
exemplo, intermediários de mão de obra recrutam e forçam as crianças a viajarem para longe de casa. Em casos de
servidão por dívida com um empregador, os pais podem colocar seus filhos para trabalhar com eles.
Trabalhadores jovens também são reconhecidos como um grupo vulnerável por normas de trabalho infantil e estão
sujeitos a proteção de trabalho perigoso, ao qual podem estar expostos nos setores.
352 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Trabalhadores jovens com idade acima da idade mínima para trabalhar e abaixo de 18 anos estão sujeitos a
proteções específicas com relação aos tipos de trabalho que podem realizar. Os jovens estão ainda em
desenvolvimento cognitivo e físico e, portanto, são considerados mais vulneráveis a impactos negativos no
trabalho do que os adultos.
De acordo com a OIT, o trabalho realizado por trabalhadores jovens precisa ser coerente com seu
desenvolvimento físico e mental. Os trabalhadores jovens na agropecuária, na aquicultura e na pesca podem
estar expostos a condições perigosas de trabalho, acidentes de trabalho e doenças. As restrições aplicam-se
também às horas de trabalho para reduzir sua vulnerabilidade.
353 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.17.1
Materiais 2021
Referências e recursos
A Norma GRI 408: Trabalho Infantil 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Os demais instrumentos intergovernamentais e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem como
recursos que poderão ser úteis para o relato de trabalho infantil pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca
estão listados na Bibliografia.
354 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Os direitos a liberdade sindical e negociação coletiva de muitos trabalhadores nos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca permanecem em risco. Ainda são negados aos trabalhadores seus direitos a se organizar e
negociar coletivamente em muitos países, impedindo-os de efetivamente proteger seus interesses.
Trabalhadores de baixa renda, trabalhadores com emprego informal e trabalhadores migrantes, sazonais e
informais enfrentam barreiras para exercer o direito a liberdade sindical e negociação coletiva. Isso é amplificado
por um desequilíbrio de poder entre empregadores e trabalhadores. A falta de acesso a liberdade sindical e
negociação coletiva pode agravar os impactos nos trabalhadores que já enfrentam crescentes vulnerabilidades e
isolamento relacionados ao trabalho (consulte o tema 13.15 Não discriminação e igualdade de oportunidades).
Embora seja mais comum que os trabalhadores de grandes operações comerciais dos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estejam representados por sindicatos e cobertos por acordos de negociação coletiva, somente
uma pequena parcela deles são sindicalizados. Situações em que organizações impedem a sindicalização de
trabalhadores são recorrentes nesses setores. Membros dos sindicatos também têm sofrido intimidação e violência
(consulte as referências [281], [286] e [287]).
Trabalhadores sazonais podem achar difícil se sindicalizar devido ao seu emprego de curto prazo. Os sindicatos
têm relatado restrições aos trabalhadores temporários ou trabalhadores empregados por fornecedores a terem
acesso efetivo aos mesmos direitos dos outros empregados. Em alguns casos, organizações empregam
propositalmente trabalhadores com contratos de trabalho de curto prazo ou terceirizam funções de forma que os
trabalhadores não possam se sindicalizar. Os trabalhadores migrantes podem estar mais vulneráveis nessa
questão, uma vez que eles podem estar explicitamente impedidos de se filiar a sindicatos nacionais dos países
onde trabalham.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), todos os trabalhadores - inclusive autônomos,
pequenos agricultores, pescadores artesanais e aqueles que trabalham na economia informal - deveriam usufruir
do direito a liberdade sindical e negociação coletiva.
355 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.18.1
Materiais 2021
Referências e recursos
A Norma GRI 407: Liberdade Sindical e Negociação Coletiva 2016 lista instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.
30 O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos possui casos documentados de trabalho infantil na produção de bananas em Belize, Brasil,
Equador, Nicarágua e Filipinas; de feijão em México e Paraguai; de frutas cítricas em Belize e Turquia; de cacau em Brasil, Camarões, Gana, Guiné e
Serra Leoa; de café em Brasil, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Guiné, Honduras, Quênia, México, Nicarágua,
Panamá, Serra Leoa, Tanzânia, Uganda e Vietnã; e de arroz em Brasil, República Dominicana, Quênia, Filipinas, Uganda e Vietnã. Possui também
casos documentados de trabalho infantil na produção de carne no Brasil e na criação de gado em Chade, Costa Rica, El Salvador, Etiópia, Lesoto,
Mauritânia, Namíbia, Uganda e Zâmbia. O trabalho infantil na aquicultura foi documentado em casos envolvendo peixes em Brasil, Camboja, Quênia,
Paraguai, Peru, Filipinas, Uganda, Vietnã e Iêmen; frutos do mar em El Salvador e Nicarágua; e camarão em Bangladesh e Camboja [272].
356 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Os setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados todos os anos entre os setores mais perigosos,
com elevado número de acidentes de trabalho e doenças profissionais (consulte as referências [304] e [309]). Os
riscos ocupacionais associados aos setores de agropecuária, aquicultura e pesca incluem:
• manuseio de maquinário, ferramentas, embarcações e veículos perigosos;
• exposição a ruído e vibração excessivos, causando problemas auditivos e outros problemas sensoriais;
• escorregões, tropeços, quedas de alturas, quedas ao mar e afogamento;
• trabalhar com animais consideravelmente mais pesados do que o trabalhador, erguer cargas pesadas e outras
tarefas que geram distúrbios osteomusculares;
• trabalhar perto de pessoas ou animais, aumentando o risco de exposição a doenças infectocontagiosas;
• ataques por animais selvagens;
• exposição a poeira e a substâncias e produtos químicos potencialmente perigosos;
• exposição a temperaturas extremas e a condições climáticas severas.
Pelo fato de os trabalhadores dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca geralmente viverem onde
trabalham, os impactos de saúde e segurança do trabalho podem estar associados às condições de habitação dos
trabalhadores. Condições de trabalho e de habitação adequadas fornecem acesso à água potável, quantidade e
qualidade adequada de alimentos, higiene, saneamento e acomodação apropriada. Os trabalhadores têm direito ao
acesso seguro, higiênico e socialmente aceitável a saneamento e sua carência pode aumentar o risco de contrair
doenças infectocontagiosas.
Os trabalhadores poderão trabalhar longas horas e muitos dias consecutivos no setor agrícola, principalmente
durante as colheitas. Eles podem ficar expostos a agrotóxicos e outras substâncias químicas utilizadas. Crianças
que vivem com os trabalhadores nas propriedades agrícolas e nas plantações podem também estar expostas a
substâncias perigosas (consulte também os temas 13.6 Uso de agrotóxicos e 13.17 Trabalho infantil).
A pesca está associada a muitos riscos, tais como doenças profissionais, acidentes de trabalho e mortes. A pesca
em alto mar é considerada uma das ocupações mais perigosas. Desastres com embarcações e quedas ao mar
representam os maiores riscos de segurança e são as maiores causas de óbitos do setor. Riscos de segurança
nas embarcações estão relacionados a clima, ausência de sistemas de alerta meteorológico, falta de energia, falha
de motor ou manutenção inadequada. Transferências no mar entre embarcações pesqueiras e barcos de apoio
podem apresentar riscos adicionais de segurança, principalmente em mares agitados.
A maioria das embarcações pesqueiras estão fora dos parâmetros de dimensão regulados pelas normas
internacionais de segurança marítima. Pescadores artesanais operam milhões de embarcações pesqueiras que
variam em grau de sofisticação. Geralmente, essas embarcações se mostram inadequadas para as condições em
que podem ser usadas, tais como transporte de quantidades consideráveis de peixe ou navegação muito longe da
costa.
As normas de segurança de embarcações abrangem riscos referentes à segurança em geral, tais como segurança
contra incêndio, iluminação, ventilação, segurança pessoal, estabilidade da embarcação e sobrevivência no mar.
Capacitação em segurança de embarcações serve para evitar acidentes com embarcações e garante o
cumprimento das normas de segurança. Sistemas de seguro podem proporcionar segurança de renda para os
pescadores e, em caso de morte ou lesão, para suas famílias.
O processamento primário de peixes, que inclui coleta, separação e armazenamento, geralmente exige o manuseio
de ferramentas perigosas, tais como facas e anzóis. Quando os peixes são manualmente descabeçados,
eviscerados, descamados ou filetados, é comum que trabalhadores sofram cortes ou lacerações graves. Mordidas,
ferroadas e chicotadas de cauda de peixes e outros animais aquáticos podem também causar lesões. No caso de
doença profissional ou acidente de trabalho em alto mar, cuidados médicos profissionais ou mesmo uma
evacuação médica urgente podem não estar disponíveis.
A pesca pode envolver longas horas no mar, bem longe da costa. As exigências de descanso diário e semanal
determinadas por níveis de tripulação podem também afetar a saúde e a segurança das tripulações pesqueiras.
Pelo fato dos trabalhadores eventualmente viverem à bordo das embarcações pesqueiras por longos períodos, as
condições precárias de vida podem também perturbar seus períodos de descanso. Os pescadores podem também
ter dificuldade em obter folgas em terra ou dificuldade para desembarcar em portos estrangeiros.
357 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Os pescadores podem ser abandonados pelos proprietários da embarcação sem a perspectiva de pagamento ou
repatriação (consulte o tema 13.20 Práticas empregatícias). Houve casos documentados mostrando abandonos
que duraram por vários meses. O abandono pode causar impactos na saúde e na segurança, entre os quais
carência de cuidados médicos e de suprimento regular de alimentos, além de danos à saúde mental causados
pela manutenção de pessoas em um estado de grande incerteza.
Devido à ausência de aplicação e inspeção de normas de segurança, operações pesqueiras ilegais e operações
em águas contestadas podem impactar negativamente a saúde e a segurança dos trabalhadores. O enfrentamento
à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada nas cadeias de fornecedores pode ajudar e eliminar fatores que
levam ao comprometimento das normas de saúde e segurança (consulte também o tema 13.23 Rastreabilidade da
cadeia de fornecedores).
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.19.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
Referências e recursos
A Norma GRI 403: Saúde e Segurança do Trabalho 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Uma relação de emprego é uma relação jurídica entre um trabalhador e uma organização que confere direitos e
obrigações a ambas as partes. O emprego informal é disseminado nos setores de agropecuária, aquicultura e
pesca, não sendo registrado o trabalho realizado. No mundo todo, 94% dos trabalhadores do setor agrícola têm
emprego informal [336].
Trabalhadores informais não possuem a segurança de um contrato de trabalho e podem ficar sem proteção legal e
benefícios do emprego; sua jornada de trabalho e outros itens presentes em um contrato de trabalho formal não são
claramente definidos. O trabalho informal também geralmente não é declarado, violando a legislação trabalhista e
comprometendo a arrecadação de tributos.
Mesmo quando existe uma relação formal de emprego, pode ainda haver falta de transparência sobre a jornada
diária, as taxas de remuneração e as condições de trabalho. Por exemplo, os trabalhadores podem sofrer deduções
não justificadas ou não transparentes em seus salários. Os empregadores podem reter uma parcela do pagamento
para cobrir vários custos, tais como taxas de recrutamento, alimentação e água, acomodação, licença para
descanso ou realizar o pagamento para familiares dos trabalhadores e não para o próprio. Pagamentos em
espécie, bônus e pagamento por produção são formas comuns de remuneração. Isso pode aumentar a
produtividade, mas poderá resultar em incerteza sobre o total de ganhos e limitar o poder de compra do trabalhador.
As formas de emprego nesses setores e suas respectivas cadeias de fornecedores podem ser complexas e
envolver muitos atores. As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca poderão depender de
trabalhadores contratados diretamente ou por meio de agências de emprego, ou ainda por fornecedores. Os
empregadores poderão classificar os trabalhadores que eles contratam como autônomos ou contratar
trabalhadores por meio de um terceiro para evitar uma relação de emprego direta. Tais situações são chamadas de
falsas relações de emprego e podem impedir que os trabalhadores tenham acesso aos seus devidos benefícios.
Impactos negativos semelhantes ocorrem quando trabalhadores são contratados através de contratos temporários
ou diários de forma recorrente.
Enquanto as agências de emprego preenchem as vagas dos setores, casos documentados demonstram que os
princípios e direitos fundamentais no trabalho são sistematicamente violados quando não há devida diligência para
a forma de atuação dessas agências. Os trabalhadores podem enfrentar taxas de recrutamento injustificadas,
condições de emprego irregulares e restrições para a rescisão do seu contrato. Práticas antiéticas de emprego e
recrutamento nos setores podem também aumentar a vulnerabilidade do trabalhador e levar à exploração. Um
recrutamento justo e ético significa contratar trabalhadores legalmente e de uma maneira justa e transparente que
respeite sua dignidade e seus direitos humanos (consulte as referências [329], [342] e [343]). O recrutamento ético
caracteriza-se por:
• taxas de recrutamento arcadas pelo empregador;
• respeito pela liberdade de circulação do empregado;
• termos e condições de emprego transparentes;
• confidencialidade e proteção de dados;
• acesso a reparação.
Trabalhadores migrantes geralmente se candidatam para as vagas de trabalho nos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca. O status de migrante, o idioma e barreiras de comunicação comumente deixam os
trabalhadores migrantes em desvantagem em termos de remuneração, moradia e proteção social e à saúde
(consulte o tema 13.15 Não discriminação e igualdade de oportunidades).
360 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Trabalhadores migrantes podem ser particularmente vulneráveis a práticas trabalhistas antiéticas e a abuso. Eles
têm maior probabilidade de enfrentar discriminação salarial e termos de contrato de trabalho menos favoráveis
porque dependem dos empregadores ou das agências de emprego para os empregos e as autorizações de
trabalho.
Trabalhadores migrantes podem ser forçados a pagar uma taxa para conseguir emprego nos setores de
agropecuária, aquicultura e pesca e a entregar seus documentos de identidade aos empregadores, o que os
impede de deixar o trabalho. Tais práticas fazem com que os trabalhadores migrantes sejam vítimas de servidão
por dívidas, trabalho forçado ou análogo ao escravo, exploração de mão de obra e tráfico de seres humanos
(consulte também o tema 13.16 Trabalho forçado ou análogo ao escravo).
As normas internacionais do trabalho almejam que os trabalhadores dos setores de agropecuária, aquicultura e
pesca tenham condições decentes de trabalho, incluindo acomodações, alimentação, transporte para o local de
trabalho e de volta para casa, e seguro contra acidentes, quando aplicável. Para os pescadores, as normas
internacionais do trabalho e marítimas especificam o direito à repatriação em caso de abandono.
361 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.20.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva políticas ou compromissos referentes ao recrutamento de
trabalhadores, incluindo:
- se a organização possui uma política de recrutamento ético e, caso
possua, um link para essa política quando estiver disponível ao público;
- se essas políticas e compromissos incluem sua abordagem em relação a
taxas de recrutamento;
- se essas políticas e compromissos proíbem a retenção de documentos
de identidade, como o passaporte;
- se, nos termos dessas políticas, os trabalhadores recebem para assinar
contratos por escrito em um idioma conhecido por eles;
- se essas políticas e compromissos se aplicam às agências de emprego
usadas para recrutar trabalhadores;
- como os casos de não conformidade com essas políticas e
compromissos são identificados e tratados.
Referências e recursos
A Norma GRI 401: Emprego 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
relevantes para o relato deste tema.
Conforme reconhecido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo(a) trabalhador(a) tem direito a uma
remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade
humana. A ausência de um padrão digno de vida pode levar à pobreza, à desnutrição e a um acesso limitado aos
serviços básicos. Oferecer uma renda digna e salário digno ajuda a reduzir a desigualdade e a pobreza no trabalho.
Os trabalhadores dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca têm, pelo menos, quatro vezes mais chance de
estarem em situação de pobreza do que trabalhadores de outros setores [356]. Garantir uma renda digna e salário
digno para os trabalhadores inclui o pagamento de um preço justo por seus produtos para agricultores e
pescadores autônomos ou uma remuneração por uma carga de trabalho padrão semanal (ou mensal) para
trabalhadores assalariados que seja suficiente para proporcionar um padrão de vida decente.
Um salário mínimo legalmente estabelecido pode, às vezes, seu usado como referência para um salário digno.
Entretanto, um salário digno é calculado com base em requisitos para um padrão digno de vida e pode ser maior
que o salário mínimo estabelecido. Em muitos países, trabalhadores assalariados nos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca não estão contemplados na legislação nacional sobre salário mínimo e estão sujeitos a taxas
de salário mínimo específicas do setor que são menores do que aquelas aplicadas a outras categorias de
trabalhadores. Uma alta proliferação do emprego informal nesses setores também coloca uma grande barreira para
a aplicação de normas salariais.
Os trabalhadores dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca podem ser remunerados de diversas formas,
tais como pagamento de outra natureza, na forma de uma parcela da sua coleta ou colheita, por bônus e por
produção, tornando-os mais vulneráveis à sub-remuneração (consulte o tema 13.20 Práticas empregatícias). Apesar
das normas internacionais do trabalho não estipularem um limite específico, a Organização Internacional do
Trabalho (OIT) questiona se seria apropriado que uma alta proporção do salário, como mais de 50%, seja pago na
forma de pagamento de outra natureza, dado seu potencial de diminuir a renda financeira dos trabalhadores [351].
Muitos pescadores e agricultores são categorizados como trabalhadores autônomos porque não recebem salários,
mas são remunerados de acordo com sua produção. Podem não existir proteções para esse tipo de trabalhador, de
forma que sua renda pode depender do poder de negociação individual, dos níveis de produção e dos preços. No
entanto, os preços podem estar sujeitos a forças de mercado voláteis ou desfavoráveis e podem ser estabelecidos
sem levar em conta possíveis perdas de produção devido a eventos climáticos, doenças de plantas e animais ou
outras circunstâncias imprevistas que reduzem a produção.
A ausência de uma renda digna e salário digno pode levar a impactos negativos no meio ambiente e nas pessoas.
Por exemplo, a ausência de uma renda digna pode também conduzir ao desmatamento ilegal de florestas ou a
atividades agrícolas ou pesqueiras ilícitas numa tentativa de aumentar a renda. Agricultores e pescadores podem
também ser pressionados a reduzir os custos de produção diminuindo o salário dos seus trabalhadores ou fazendo
uso de práticas trabalhistas inadequadas tais como exploração, mão de obra migrante ilegal ou trabalho infantil. A
ausência de uma renda digna também limita a capacidade dos produtores de investir em métodos de produção
mais eficientes ou sustentáveis, o que pode impactar seu acesso a mercados, renda e meios de subsistência
(consulte o tema 13.22 Inclusão econômica).
31 O mínimo de horas de descanso está estipulado na Convenção nº 188 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), "Trabalho na Pesca" [388].
363 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.21.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva seus compromissos relacionados a oferecer uma renda digna ou
pagar um salário digno.
• Descreva a metodologia usada para definir renda digna ou salário digno em
unidades operacionais importantes e relate se essa definição envolveu
consulta e participação de stakeholders locais, inclusive sindicatos de
trabalhadores e patronais.
• Descreva como políticas de contratação, precificação e remuneração levam
em conta renda digna ou salário digno, inclusive como a renda digna é
considerada ao se estabelecer os preços de produtos.
• Descreva as ferramentas e os sistemas usados para monitorar salários
pagos por fornecedores.
Relate o percentual de empregados e trabalhadores que não são empregados e cujo trabalho é 13.21.3
controlado pela organização que recebem acima do salário digno, discriminados por gênero.
Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de renda digna e salário digno pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
364 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Pequenos produtores - agricultores e pescadores, que plantam, criam, colhem, coletam e fornecem produtos para
organizações - são fornecedores essenciais para os setores de agropecuária, aquicultura e pesca. Há 500 milhões
de pequenos agricultores no setor agrícola e, em algumas regiões, eles produzem até 80% de todos os produtos
agrícolas [364]. Da mesma forma, as pequenas embarcações pesqueiras representam mais de 80% do total da
frota mundial (consulte as referências [360] e [370]). Entretanto, muitos desses agricultores e pescadores vivem em
áreas pobres e rurais, onde as comunidades sofrem exclusão econômica e social devido a infraestrutura
inadequada, ausência de tecnologia, capacidade de produção limitada ou acesso limitado a mercados e serviços
financeiros [368].
A produtividade e a resiliência dos agricultores e pescadores podem ser fortalecidas por demanda sustentada,
aporte de capital, desenvolvimento de habilidades e maior acesso a mercados. Por exemplo, agricultura por contrato
- quando uma organização celebra contratos de comercialização para entrega futura - pode melhorar a segurança
financeira e o acesso a mercados dos agricultores. As organizações poderão também se comprometer a fornecer
insumos de produção como parte desses contratos, tais como sementes e fertilizantes. No entanto, os acordos de
agricultura por contrato precisam ser firmados de forma a evitar endividamento ou dependência.
As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca podem também contribuir para a capacidade dos
pequenos produtores reduzindo barreiras ao mercado e conectando-os aos serviços financeiros e ativos produtivos.
As organizações podem também facilitar a formalização e criação de empresas pelos agricultores e pescadores.
Isso inclui assistência para regularização da posse, registro da empresa e relações de trabalho formais. As
organizações podem também estimular cooperativas que forneçam benefícios coletivos.
A inclusão econômica também pode ser incentivada quando as organizações escolhem fornecedores priorizando,
por exemplo, aqueles de propriedade de mulheres ou membros de outros grupos vulneráveis. O empoderamento
de mulheres é um motor fundamental da inclusão econômica em áreas rurais, uma vez que as mulheres têm maior
probabilidade de viver na pobreza e sofrer restrições econômicas como indivíduos e em suas casas (consulte o
tema 13.15 Não discriminação e igualdade de oportunidades).
O desenvolvimento de infraestrutura que vá além do escopo das operações da organização, tais como estradas,
portos ou canais, pode facilitar o acesso a transporte, energia, saneamento e outros serviços em áreas que, caso
contrário, estariam desprovidas. As organizações também podem contribuir para investimentos na comunidade e
estimular a economia local, oferecendo oportunidades econômicas para quem estiver inativo na economia local.
O empoderamento de agricultores e pescadores pode ajudá-los a atingir alta produtividade e contribuir para maior
segurança alimentar, respondendo a necessidades atuais e futuras de produção sustentável de alimentos (consulte
o tema 13.9 Segurança alimentar).
365 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.22.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva as medidas tomadas para apoiar a inclusão econômica de
agricultores e pescadores e de suas comunidades (ex.: apoio direto por meio
de investimentos, parcerias ou capacitação) e a eficácia dessas medidas (ex.:
maior produção ou produtividade, número de agricultores ou pescadores
atingidos, percentual de produtos comprados de pequenos produtores).
• Descreva as medidas tomadas para identificar e ajustar as práticas de
compra da organização que causam ou contribuem para causar impactos
negativos na inclusão econômica de agricultores e pescadores na cadeia de
fornecedores.33
Referências e recursos
A Norma GRI 201: Desempenho Econômico 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
32 Estas recomendações adicionais ao setor baseiam-se no item 1.2 da Norma GRI 401: Emprego 2016.
366 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca podem comprar seus produtos e insumos, tais
como ração animal, de diferentes propriedades agrícolas, usinas, plantações, águas ou incubadoras. As condições
de produção podem diferir muito de um país para outro. As cadeias de fornecedores podem ser complexas,
atravessando fronteiras internacionais e agregando produtos de diferentes locais. Os produtos podem estar
associados a diversos impactos negativos na economia, no meio ambiente e nas pessoas, e envolvem operações
informais, onde os impactos geralmente não são documentados.
Mecanismos de rastreabilidade permitem às organizações identificar as origens dos seus produtos e atores na
cadeia de fornecedores. Esses mecanismos podem ajudar a localizar e retirar produtos não conformes. Por
exemplo, a rastreabilidade permite recalls urgentes de produtos devido a problemas na inocuidade dos alimentos e
surgimento de doenças em animais.
A rastreabilidade das rações na pecuária e na aquicultura é uma grande preocupação. A compra de ração para
animais e peixes pode contribuir para impactos negativos na biodiversidade e nos ecossistemas naturais. Rações
da aquicultura podem depender de estoques esgotados de peixes, intensificando ainda mais a sobrepesca
(consulte o tema 13.3 Biodiversidade). Ração vegetal pode estar associada à conversão de ecossistemas naturais.
Por exemplo, quase 80% da produção de soja do mundo é usada como ração animal e o cultivo de soja está
associado ao desmatamento em muitas áreas [379] (consulte o tema 13.4 Conversão de ecossistemas naturais).
No setor pesqueiro, mecanismos de rastreabilidade servem para garantir a sustentabilidade dos recursos da pesca
e a legalidade das operações pesqueiras. Identificar a fonte de produtos da pesca exige uma crescente vigilância
devido ao transbordo da coleta, re-exportação e numerosas etapas de processamento.
Algumas estimativas indicam que, em todo o mundo, até 30% dos peixes comprados provêm de pesca ilegal, não
declarada e não regulamentada, que inclui pesca sem licença, desrespeito a quotas de pesca, captura de peixes
abaixo do tamanho mínimo ou ameaçados de extinção, e uso de equipamentos de pesca não autorizados [377].
Inclui também pesca em áreas marinhas restritas ou protegidas ou em águas costeiras reservadas para
pescadores locais e transferência não autorizada de pescados de uma embarcação para outra.
A pesca ilegal, não declarada e não regulamentada é uma ameaça para os ecossistemas marinhos e sua
biodiversidade devido aos seus impactos potenciais na sustentabilidade dos estoques de peixes. Os
mecanismos de rastreabilidade são uma ferramenta fundamental contra a pesca ilegal, não declarada e não
regulamentada. Pesca certificada, projetos de aprimoramento da pesca34 ou medidas rigorosas de
monitoramento, controle e vigilância podem também proporcionar algum nível de verificação contra a pesca ilegal,
não declarada e não regulamentada.
A rastreabilidade também pode facilitar a transparência do valor criado em cada etapa da cadeia de valor e como o
valor é distribuído entre os produtores. Essa informação é relevante para se estabelecer preços de compra para
produtos agrícolas, da aquicultura e da pesca que propiciam uma renda digna ou um salário digno para
trabalhadores, agricultores e pescadores (consulte também o tema 13.21 Renda digna e salário digno).
Rastrear a origem dos produtos pode ser desafiador e a rastreabilidade ao longo dos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca está implementada de forma desigual. As organizações que compram produtos agrícolas, da
aquicultura e da pesca poderiam, dependendo do produto, conseguir rastrear cada um deles até sua fonte ou até
uma específica área geográfica. Os fornecedores podem também possuir certificações ou sistemas de verificação
por terceiros que vinculem seus produtos a locais de produção que mantenham certas normas de desempenho
ambiental, econômico e social.
367 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.23.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a fundamentação teórica e a metodologia usadas para rastrear a
fonte, a origem ou as condições de produção dos produtos comprados pela
organização (tais como matérias-primas e insumos adquiridos).35
Relate o percentual de volume comprado37 que é certificado por normas internacionalmente 13.23.3
reconhecidas que rastreiam o caminho percorrido pelos produtos ao longo da cadeia de
fornecedores, com discriminação por produto, e liste essas normas.38
Descreva os projetos de melhoria para certificar os fornecedores por normas internacionalmente 13.23.4
reconhecidas que rastreiam o caminho percorrido pelos produtos ao longo da cadeia de
fornecedores para garantir que todo o volume comprado seja certificado.
Referências e recursos
As referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de
rastreabilidade da cadeia de fornecedores pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na
Bibliografia.
368 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca têm o potencial de influenciar as políticas locais,
nacionais ou internacionais referentes a regulamentos ambientais, acesso a recursos naturais, leis trabalhistas,
segurança alimentar, saúde pública e bem-estar animal.
Advocacy ou lobby pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca podem visar políticas que limitem o impacto
ambiental dos setores; estabelecimento de preços e subsídios por parte do governo; ou quotas obrigatórias para
produtos. Na agricultura, casos documentados revelam que grandes organizações agrícolas se posicionaram a
favor de adiar exigências legais para rotação de culturas e evitar multas por uso inadequado do solo. As atividades
de lobby da agropecuária podem também visar a aprovação de organismos geneticamente modificados (OGMs) e
objetivos para reduzir o uso de agrotóxicos, fertilizantes e antibióticos para animais. O lobby pode também afetar o
acesso dos agricultores à tecnologia e a recursos genéticos, como sementes.
Na pecuária, o lobby pode inibir o desenvolvimento de políticas públicas que lidem com os impactos negativos do
gado no meio ambiente. Os produtos de origem animal - principalmente laticínios e carne - são fortemente
subsidiados em muitos países devido à influência das organizações pecuaristas. Subsídios viabilizados
expressamente por meio de lobby podem facilitar o suprimento de produtos de origem animal a preços que não
cobrem os custos ambientais. O lobby pode também evitar normas mais rígidas de bem-estar animal.
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.24.1
Materiais 2021
Referências e recursos
A Norma GRI 415: Políticas Públicas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
relevantes para o relato deste tema.
As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de políticas públicas pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
33 Estas recomendações adicionais ao setor baseiam-se nas orientações para o item 1.1 da Norma GRI 204: Práticas de Compra 2016.
370 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Muitos produtos agrícolas, da aquicultura e da pesca são comprados de produtores e comercializados por um
número limitado de organizações. Em situações de opções limitadas de mercado, os comerciantes e compradores
podem exercer um poder de mercado significativo.
Acordos de concorrência desleal realizados por organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca
podem fazer com que os preços de compra de produtos fiquem abaixo do que seriam em um mercado competitivo e
podem levar a restrições dos volumes de produtos. Muitos produtores desses setores são pequenos agricultores e
pescadores artesanais, geralmente trabalhando no setor informal e enfrentando grandes barreiras para seu acesso
a mercados (consulte também o tema 13.22 Inclusão econômica). Grandes organizações que compram
suprimentos de pequenos produtores podem levar vantagem na assimetria de informação e na fragmentação do
mercado para limitar as opções de escolha destes de para quem vender.
Práticas de concorrência desleal podem fazer com que os pequenos produtores desses setores não consigam
cobrir seus custos, obter uma renda digna ou pagar salários a seus trabalhadores, resultando em exclusão
econômica e risco para seus meios de subsistência (consulte o tema 13.21 Renda digna e salário digno). Outras
medidas que propositalmente limitam os efeitos da concorrência de mercado podem também fazer com que os
pequenos produtores percam sua independência e sejam pressionados a se tornar subsidiárias de grandes
organizações multinacionais. Em algumas partes desses setores, cartéis forçaram a exclusão de pequenos
produtores de mercados internacionais.
Grandes cooperativas, comumente encontradas nesses setores, podem afetar a concorrência de mercado exigindo
que agricultores e pescadores vendam seus produtos exclusivamente através delas. Embora tais esquemas
possam beneficiar os produtores, eles também geram preocupações quanto à concorrência desleal ao limitarem as
escolhas do consumidor nos casos em que representam uma parcela importante da capacidade produtiva do setor.
34 Projetos de aprimoramento visam a melhoria nas práticas de produção e na forma de gestão dos impactos nas espécies e nos ecossistemas. Os
projetos de aprimoramento são geralmente realizados com a intenção de passar por uma verificação como parte de um processo de certificação que
garanta conformidade com certos padrões de desempenho ambiental, econômico e social no futuro.
371 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.25.1
Materiais 2021
Referências e recursos
A Norma GRI 206: Concorrência Desleal 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente
As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de concorrência desleal pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
35 Esta recomendação adicional ao setor baseia-se nas orientações para o item 1.1 da Norma GRI 204: Práticas de Compra 2016.
36 Uma descrição da cadeia de fornecedores da organização é relatada no Conteúdo 2-6 Atividades, cadeia de valor e outras relações de negócios da
Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021.
37 Volume comprado refere-se ao volume total de produtos comprados de fornecedores pela organização.
38 Certificações e normas que rastreiam o caminho de produtos ao longo da cadeia de fornecedores são, às vezes, chamadas de cadeia de custódia
(CoC, na sigla em inglês). CoC é a documentação cronológica ou o conjunto de documentos que registra a sequência de custódia, controle,
transferência, análise e disposição dos produtos.
372 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
A corrupção nos setores de agropecuária, aquicultura e pesca pode erodir a capacidade dos governos de limitar
práticas como as do desmatamento e da sobrepesca. A corrupção também aumenta a probabilidade de impactos
potenciais negativos nos trabalhadores e nas comunidades, e reduz as receitas governamentais. As organizações
que se envolvem em corrupção podem obter uma vantagem injusta em mercados competitivos.
Nos setores de agropecuária, aquicultura e pesca, a corrupção pode estar relacionada ao uso da terra e de outros
recursos naturais regulamentados por agências governamentais. Ela pode, por exemplo, tomar a forma de propinas
pagas a autoridades para registro de terras, aquisição de informações fundiárias ou obtenção de licenças para
estabelecer uma operação. Isso pode afetar titulares de direitos e levar ao deslocamento de comunidades,
principalmente em áreas sem a posse da terra garantida (consulte também o tema 13.13 Direitos à terra e aos
recursos naturais).
Outras formas de corrupção podem também envolver o benefício indevido de reformas políticas e transações com
terra, tais como privatização de terras pertencentes ao Estado, aprovação de planos de zoneamento e expropriação
de terras. Essas práticas geralmente ignoram mecanismos legais e causam impactos nas pessoas e no meio
ambiente.
A corrupção nesses setores pode incluir induzir autoridades a ignorar operações ilegais de cultivo e de pesca,
levando à destruição de ecossistemas naturais quando a área é desmatada. Práticas corruptas na pesca podem
facilitar o acesso a acordos entre organizações e autoridades que controlam recursos de pesca, que potencialmente
resulta em níveis insustentáveis de pesca.
Práticas corruptas podem também permitir a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada e o desrespeito a
quotas, comprometendo a sustentabilidade dos estoques. Os próprios pescadores poderiam estar envolvidos em
corrupção para aumentar o limite de pesca. Registros de tipo ou volume de coleta podem ser falsificados ou as
autoridades podem ser subornadas para ignorar ou certificar registros falsos.
A operação de embarcações de pesca sob uma bandeira de conveniência ou uma bandeira desconhecida pode
estar associada à corrupção quando visa burlar as restrições legais dos países.
373 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.26.1
Materiais 2021
Referências e recursos
A Norma GRI 205: Combate à Corrupção 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de combate à corrupção pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
374 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
Obs. 1: “Doença profissional” indica dano à saúde que inclui doenças, enfermidades e
distúrbios. Os termos “enfermidade” e “distúrbio” são geralmente usados
alternadamente e referem-se a condições de saúde com sintomas e diagnósticos
específicos.
água de superfície
água que ocorre naturalmente na superfície da Terra em lençóis de gelo, calotas de gelo,
375 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
água de terceiros
empresas municipais de abastecimento de água e estações municipais de tratamento de
água residual, empresas públicas ou privadas prestadoras de serviços públicos, bem como
outras organizações envolvidas no fornecimento, transporte, tratamento, disposição ou uso de
água e efluentes
água do mar
água de um mar ou de um oceano
água doce
água com concentração de sólidos dissolvidos totais igual ou menor que 1.000 mg/L
água subterrânea
água que está contida e que pode ser recuperada de uma formação subterrânea
Obs. 1: As áreas de alto valor de biodiversidade incluem habitats que são prioritários para
preservação, geralmente definidos em Estratégias e Planos de Ação Nacionais
para a Biodiversidade elaborados nos termos da Convenção da Organização das
Nações Unidas (ONU) “Convenção sobre Diversidade Biológica” de 1992.
bacia hidrográfica
B área de terra da qual o escoamento superficial e subterrâneo de águas flui através de uma
sequência de ribeirões, rios, aquíferos e lagos para o mar ou outro escoadouro em uma única
foz, estuário ou delta
Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014;
modificada
benefício
benefício direto fornecido na forma de contribuições financeiras, cuidados pagos pela
organização ou reembolso de despesas suportadas pelo empregado
376 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Obs.: Indenizações por demissão iguais ou superiores ao mínimo exigido por lei,
pagamento por dispensa temporária, benefícios adicionais em caso de acidentes
de trabalho e doenças profissionais, pensões por morte e folgas remuneradas
adicionais poderão também ser considerados como benefício.
cadeia de fornecedores
C gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização
cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
captação de água
soma do volume total de água retirada de águas superficiais, águas subterrâneas, água do
mar ou água de terceiros durante o período de relato
comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização
Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.
concorrência desleal
ações adotadas pela organização ou por seus empregados que possam resultar em conluio
com potenciais concorrentes com o propósito de limitar os efeitos da concorrência do mercado
consumo de água
soma do volume total de água captada e incorporada aos produtos, usada na produção
agrícola ou gerada como resíduo, que tenha evapotranspirado ou sido consumida por
humanos ou animais de criação, ou esteja poluída ao ponto de estar inutilizável para consumo
por outros e que, portanto, não tenha sido descartada de volta para as águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou para terceiros durante o período de relato
Obs.: Consumo de água inclui água que foi armazenada durante o período de relato
para uso ou descarte em um período de relato subsequente.
corrupção
“abuso do poder confiado para obtenção de ganhos particulares”, que pode ser instigado por
indivíduos ou organizações
criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior
Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
discriminação
ato e resultado de tratar pessoas de forma desigual, impondo encargos desiguais ou
negando-lhes benefícios, em vez de tratar cada pessoa de maneira justa com base no mérito
individual
Obs.: A discriminação pode também incluir assédio, definido como uma série de
comentários ou ações indesejados, ou que se sabe que devem ser razoavelmente
conhecidas como indesejáveis para a pessoa a quem eles são dirigidos.
disposição
qualquer operação que não seja recuperação, mesmo que tenha como consequência
secundária a recuperação de energia
efluente
E água residual tratada ou não tratada que é descartada
Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014
Obs.: Uma fonte de GEE é qualquer unidade ou processo físico que libere GEE na
atmosfera.
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
escoamento de água
parte da precipitação que flui para um rio na superfície (ou seja, escoamento superficial) ou no
subsolo (ou seja, escoamento sub-superficial)
exposição
quantidade de tempo passado ou natureza do contato com certos ambientes que possuem
diferentes graus e tipos de periculosidade, ou proximidade a uma condição que possa causar
acidente de trabalho ou doença profissional (ex.: produtos químicos, radiação, alta pressão,
ruído, fogo, explosivos)
fornecedor
F entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização
Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral
impacto
I efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
incidente de trabalho
fato resultante do trabalho ou ocorrido durante o trabalho que poderia resultar ou resulta em
acidente de trabalho ou doença profissional
Obs. 1: Incidentes podem ser consequência de, por exemplo, problemas elétricos,
explosão, incêndio; inundação, tombamento, vazamentos, transbordamento;
quebra, estouro, rachadura; perda de controle, escorregão, tropeço e queda;
movimento corporal sem estresse; movimento corporal sob estresse; choque,
susto; violência ou assédio (como assédio sexual) no local de trabalho.
infraestrutura
instalações construídas principalmente para fornecer um serviço ou bem público em vez de
satisfazer um propósito comercial e das quais a organização não busca obter um benefício
econômico direto
liberdade sindical
L direito de empregadores e trabalhadores de estabelecer, se associar e dirigir suas próprias
organizações sem autorização prévia ou interferência do estado ou de qualquer outra entidade
mecanismo de queixas
M processo de rotina pelo qual podem ser feitas queixas e pode-se obter reparação
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o Conteúdo 2-25 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "mecanismo de queixas".
medidas de circularidade
medidas tomadas para manter o valor dos produtos, materiais e recursos e redirecioná-los de
volta ao uso pelo maior tempo possível e com a menor pegada de carbono e de recursos
possível, de forma que sejam extraídos menos recursos e matérias-primas e que a geração de
resíduos seja evitada
mitigação
medida(s) tomadas para reduzir a extensão de um impacto negativo
negociação coletiva
N todas as negociações que se realizam entre um empregador, um grupo de empregadores ou
uma ou mais organizações de empregadores, de um lado, e uma ou mais organizações de
trabalhadores (ex.: sindicatos), de outro, para definir condições de trabalho e termos de
emprego ou para regular as relações entre empregadores e trabalhadores
órgão de governança
O grupo formalizado de indivíduos responsável pela orientação estratégica da organização, o
efetivo monitoramento da gestão e a prestação de contas da gestão à organização como um
todo e a seus stakeholders
parceiro de negócios
P entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado
Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas
Obs.: valores de GWP convertem os dados de emissões de GEE para gases não CO2
em unidades de CO2 equivalente.
povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.
quase acidente
Q incidente de trabalho que não teve como consequência acidente de trabalho ou doença
profissional, mas que tem potencial para causá-los
queixa
percepção de uma injustiça que evoca o senso de direito de uma pessoa ou grupo de
pessoas, que pode estar baseado em leis, contratos, promessas explícitas ou implícitas,
práticas tradicionais ou noções gerais de justiça das comunidades afetadas
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011
reciclagem
R reprocessamento de produtos ou componentes de produtos que se tornaram resíduos para a
produção de novos materiais
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada
recuperação
operação em que produtos, componentes de produtos ou materiais que se tornaram resíduos
são preparados para cumprir uma finalidade no lugar de novos produtos, componentes ou
materiais que, de outra forma, teriam sido usados com essa finalidade
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada
relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
remuneração
salário-base mais adicionais pagos ao trabalhador
382 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação
resíduos
qualquer substância ou objeto que o gerador descarta ou tem a intenção ou obrigação de
descartar
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989
Obs. 1: Resíduos podem ser definidos de acordo com a legislação nacional no local de
geração.
resíduos perigosos
resíduos que possuem qualquer uma das características contidas no Anexo III da Convenção
da Basileia ou que sejam considerados perigosos pela legislação nacional
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989
risco ocupacional
fonte ou situação de periculosidade com potencial para causar acidente de trabalho ou doença
profissional
salário-base
S valor fixo e mínimo pago a um empregado pelo desempenho de suas funções
Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".
stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização
Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".
temas materiais
T temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
Bibliografia
385 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese
Bibliografia
Introdução
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Activities, Revision 4, 2008.
Perfil setorial
Instrumentos reconhecidos:
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14. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Increasing the Resilience of
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change – Reducing vulnerabilities and enhancing resilience, 2017.
16. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Post-harvest processing,
[Link] acessado em 09/02/2021.
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Mudanças Climáticas, 2014.
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rights concern’, say UN experts urging new treaty, [Link]
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Recursos:
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GRI 14: Setor de Mineração 2024
Norma Setorial
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de janeiro de 2026.
Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
GRI 14: Setor de Mineração 2024 fornece informações para organizações envolvidas em atividades de mineração
sobre seus prováveis temas materiais. Esses temas são provavelmente temas materiais para as mineradoras com
base nos impactos mais significativos do setor de mineração na economia, no meio ambiente e nas pessoas,
inclusive nos direitos humanos.
A Norma GRI 14 também possui uma lista de conteúdos para as mineradoras relatarem em relação a cada tema
material provável. Ela inclui conteúdos das Normas Temáticas da GRI e de outras fontes.
O restante da Introdução apresenta uma visão geral do setor a que se aplica esta Norma, uma visão geral do
sistema das Normas GRI e outras informações sobre como usar esta Norma.
404 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Esta Norma poderá ser usada por qualquer organização do setor de mineração, independentemente de porte, tipo,
localização geográfica ou experiência com relato. Esta Norma não foi concebida para capturar os impactos
específicos do setor de mineração artesanal e de pequena escala (MAPE). No entanto, esta Norma considera os
impactos que as mineradoras podem ter nos operadores de MAPE e os impactos com os quais elas podem estar
envolvidas como resultado das suas relações de negócios, interações ou da co-localização de suas atividades com
a MAPE.3
A organização deve usar todas as Normas Setoriais aplicáveis para os setores onde desenvolve atividades
substanciais.
Classificações do setor
A Tabela 1 lista agrupamentos da indústria relevantes ao setor de mineração cobertos por esta Norma nos
sistemas de classificação Global Industry Classification Standard (GICS®) [5], Industry Classification Benchmark
(ICB) [3], International Standard Industrial Classification of All Economic Activities (ISIC) [7] e Sustainable Industry
Classification System (SICS®) [6].4 A tabela visa auxiliar uma organização a identificar se a Norma GRI 14 se aplica a
ela e é somente para referência.
As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries: as
Normas Universais da GRI, as Normas Setoriais da GRI e as Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).
A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que a organização deverá cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
406 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
1 O processamento primário pode incluir, por exemplo, moagem, britagem, fragmentação, concentração e lixiviação para separar minerais
comercialmente valiosos de seus minérios. Outros estágios de processamento, tais como fundição, refino e reciclagem de metais, serão objeto de
uma Norma Setorial da GRI à parte.
2 Petróleo e gás, e carvão possuem Normas Setoriais próprias disponíveis: GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 e GRI 12: Setor de Carvão 2022.
3 Nesta Norma, entende-se que a MAPE compreende atividades formais ou informais, geralmente associadas a formas simplificadas de mineração,
acesso limitado à tecnologia e alta intensidade de mão de obra. A MAPE pode incluir operadores individuais, famílias e cooperativas que envolvem
até centenas ou mesmo milhares de mineiros.
4 Os agrupamentos da indústria relevantes nos sistemas de classificação europeu - Statistical Classification of Economic Activities in the European
Community (NACE) [1] - e norte-americano - North American Industry Classification System (NAICS) [2] podem também ser estabelecidos por meio
de concordâncias disponíveis com a International Standard Industrial Classification (ISIC).
407 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
A Seção 1 desta Norma fornece informações contextuais que podem ajudar a organização a identificar e avaliar seus
impactos.
A Seção 2 descreve os temas que são provavelmente materiais para as organizações do setor de mineração. É
necessário que a organização analise cada tema descrito e defina se é um tema material para ela.
A organização precisa usar esta Norma ao definir seus temas materiais. Entretanto, as circunstâncias variam para
cada organização e a organização precisa definir seus temas materiais de acordo com suas circunstâncias
específicas, tais como seu modelo de negócios, contexto geográfico, cultural e operacional legal, estrutura
societária, bem como a natureza dos seus impactos. Por causa disso, nem todos os temas listados nesta Norma
poderão ser materiais para todas as organizações do setor de mineração. Consulte a Norma GRI 3: Temas
Materiais 2021 para orientações passo a passo sobre como definir temas materiais.
Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nesta Norma como não materiais, então é necessário que
a organização os liste no sumário de conteúdo da GRI e explique por que eles não são materiais.
Consulte o Requisito 3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e o Box 5 da Norma GRI 3 para mais informações sobre
como usar as Normas Setoriais para definir temas materiais.
Para cada tema da seção 2 desta Norma, foi incluída uma subseção de relato. Essas subseções listam conteúdos
das Normas Temáticas da GRI que são relevantes para o tema. Elas poderão também listar conteúdos e
recomendações adicionais ao setor para a organização relatar. Isso ocorre nos casos em que as Normas
Temáticas não fornecem conteúdos ou em que os conteúdos das Normas Temáticas não fornecem informações
suficientes sobre os impactos da organização em relação a um tema. Esses conteúdos e recomendações
adicionais ao setor poderão se basear em outras fontes. A Figura 2 ilustra como o relato incluído em cada tema está
estruturado.
É necessário que a organização relate os conteúdos das Normas Temáticas listadas para aqueles temas que ela
definiu como materiais. Se quaisquer conteúdos das Normas Temáticas listados não forem relevantes aos
impactos da organização, não é exigido que a organização os relate. Entretanto, é necessário que a organização
liste esses conteúdos no sumário de conteúdo da GRI e escolha “não aplicável” como o motivo para omissão por
não ter relatado os conteúdos. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.
Os conteúdos e recomendações adicionais ao setor descrevem outras informações que foram identificadas como
relevantes para as organizações do setor de mineração relatarem em relação a um tema. Recomenda-se que a
organização forneça informações suficientes sobre seus impactos em relação a cada tema material de forma que
os usuários de informações possam fazer avaliações e tomar decisões embasadas sobre a organização. Por esse
motivo, o relato desses conteúdos e recomendações adicionais ao setor é incentivado, porém não é um requisito.
Quando a organização relata conteúdos adicionais ao setor, é necessário que ela os liste no sumário de conteúdo
da GRI (consulte o Requisito 7 da Norma GRI 1).
Se a organização relata informações que se aplicam a mais de um tema material, ela não precisa repeti-las para
cada tema. A organização poderá relatar essas informações uma única vez, com uma explicação clara dos temas
abrangidos. Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as
informações que já relatou publicamente em outro lugar, tais como páginas da Internet ou em seu relatório anual.
Nesse caso, a organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de
conteúdo da GRI de onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou
408 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Consulte o Requisito 5 da Norma GRI 1 para mais informações sobre como usar as Normas Setoriais para relatar
conteúdos.
Termos definidos
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
Referências e recursos
Instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais que foram usados no
desenvolvimento desta Norma, bem como outros recursos que poderão ajudar a relatar temas materiais prováveis e
que podem ser consultados pela organização estão listados na Bibliografia. Eles complementam as referências e
os recursos listados na Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 e nas Normas Temáticas da GRI.
Gestão do tema
É necessário que a organização relate como
gerencia cada tema material usando o
Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais
2021.
1. Perfil do setor
410 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
1. Perfil do setor
Os minerais são essenciais para o funcionamento das sociedades e economias modernas. Eles são usados, por
exemplo, para fabricar aço e outros materiais para infraestrutura, componentes essenciais para transporte,
comunicações e soluções tecnológicas, e para criar fertilizantes para a agricultura. Os minerais são indispensáveis
na transição para uma economia de baixo carbono e são usados para tecnologias de energia renovável, como
turbinas eólicas, painéis solares e a fabricação de baterias de armazenamento elétrico.
Os minerais são divididos em minerais metálicos e não metálicos. Os minerais metálicos (ou metais) podem ser
classificados por suas propriedades ou funções. Eles compreendem metais preciosos (ex.: ouro, prata, platina);
metais ferrosos (contendo ferro); metais não ferrosos (ex.: alumínio, cobalto, cobre, lítio, urânio, zinco) e elementos
de terras raras (por exemplo, neodímio, escândio, ítrio). Areia, pedra, cal, potássio e diamantes são exemplos de
minerais não metálicos.
O setor de mineração de capital intensivo representa uma ampla gama de organizações. O setor inclui grandes
empresas de capital aberto, muitas vezes integradas verticalmente em toda a cadeia de valor, empresas estatais
(EE) e organizações de pequeno e médio porte conhecidas como "junior companies", que geralmente são
especializadas em exploração. As organizações envolvidas em pedreiras são normalmente menos complexas, com
pouca ou nenhuma necessidade de processamento.
Atividades
Os impactos de uma organização variam de acordo com os tipos de atividades que ela realiza. A lista abaixo
descreve algumas das principais atividades do setor de mineração, conforme definidas nesta Norma. Esta lista não
é exaustiva.
Operações de mineração: Extração de minérios e minerais da terra por meio de diferentes técnicas, tais como
mineração a céu aberto, garimpagem, mineração subterrânea ou técnicas in situ, bem como processamento
primário para separar minerais comercialmente valiosos de seus minérios. Essa fase também inclui a disposição
de resíduos e o gerenciamento das estruturas de disposição de rejeitos.
Vendas e marketing: Venda de minerais para, por exemplo, produção de ferro e aço, produção de cimento, e uso
em manufatura.
Relações de negócios
As relações de negócios da organização incluem relações com parceiros de negócios, com entidades em sua
cadeia de valor, incluindo aquelas além do primeiro nível e com quaisquer outras entidades diretamente ligadas às
suas operações, seus produtos e serviços. Os seguintes tipos de relações de negócio são prevalentes no setor de
411 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Joint ventures são acordos comuns na mineração, em que organizações dividem os custos, benefícios e
obrigações dos ativos, ou um projeto. Elas também poderão incluir parcerias com as EE. Uma organização do setor
de mineração pode estar envolvida com impactos negativos como resultado de participação em uma joint venture,
mesmo se ela for um parceiro não operacional.
Fornecedores representam uma parcela significativa dos gastos por unidade de mineração e são comumente
usados para realizar operações de mineração ou para fornecer produtos ou serviços, incluindo segurança. Alguns
dos impactos mais significativos cobertos por esta Norma dizem respeito à cadeia de fornecedores.
Clientes e outras partes da cadeia de valor estão cada vez mais expressando suas expectativas em relação à
rastreabilidade da cadeia de fornecedores para garantir a produção responsável de minerais. Portanto, eles
constituem um importante fator de transparência no setor.
Os fluxos financeiros em torno dos projetos de mineração são substanciais, derivados, por exemplo, de impostos,
royalties e outros pagamentos a governos ou gastos com fornecedores. Além de oferecer oportunidades de
emprego, especialmente na cadeia de fornecedores, o setor também investe em projetos de infraestrutura e de
desenvolvimento local. Benefícios como esses podem contribuir para as necessidades e prioridades de
desenvolvimento de longo prazo de áreas rurais e países que têm fontes limitadas de receita adicional. Esses fluxos
representam importantes fontes de benefícios, mas também podem levar à corrupção.
Espera-se que a demanda global por minerais aumente devido ao crescimento econômico contínuo, à melhoria dos
padrões de vida e à necessidade de transição para uma economia de baixo carbono. Embora os minerais sejam
essenciais para as tecnologias de energia limpa que sustentam as metas globais de mitigação das mudanças
climáticas, o setor está cada vez mais sob vigilância devido à sua contribuição para as emissões de GEE e à
necessidade de reduzi-las na cadeia de valor. O setor de mineração também está enfrentando expectativas de
transição para fontes de energia renovável e implementação de princípios de economia circular, como reutilização e
reciclagem de materiais existentes.
A movimentação para extrair certos minerais necessários para tecnologias limpas tem também levantado
preocupações sobre os riscos de maiores impactos ambientais e nos direitos humanos. Quando os minérios de
alto teor e os depósitos comprovados se esgotam, as atividades de mineração podem ser direcionadas para áreas
mais remotas ou ecologicamente sensíveis, áreas caracterizadas por estresse hídrico ou habitadas por Povos
Indígenas, ou Estados frágeis e propensos a conflito. Além disso, o uso da terra, o deslocamento, os impactos
ambientais e o potencial econômico associados à extração mineral podem agravar o conflito. Às vezes, isso pode
resultar em violência contra as comunidades locais ou dentro delas.
412 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Devido à importância dos impactos que as mineradoras têm nas comunidades, há uma expectativa crescente de
divulgação de informações sobre seus impactos locais na economia, no meio ambiente e nas pessoas. Como a
mineração pode ter impactos diferentes em homens e mulheres, espera-se cada vez mais que as organizações
considerem e lidem com os diversos impactos de suas atividades em diferentes gêneros. Por exemplo, as
mulheres são afetadas de forma desproporcional e singular pela degradação ambiental, pelas mudanças
climáticas e pelos impactos sociais resultantes da mineração, como a violência sexual e de gênero [12] [21]. Além
disso, a falta de oportunidades de emprego pode afetar a independência financeira das mulheres, e as condições
de trabalho no setor podem apresentar riscos adicionais à sua saúde e segurança [23].
A aplicação de abordagens de devida diligência para direitos humanos específicas a cada gênero pode tratar
dessas questões, inclusive ao conduzir o engajamento da comunidade ou avaliar aspectos relacionados a
direitos à terra, segurança, resolução de queixas e investimentos sociais. As organizações também podem
implementar políticas corporativas e códigos de conduta sensíveis ao gênero no local de trabalho. O
reconhecimento de como os impactos da mineração podem ser mais negativos ou benéficos, dependendo de
circunstâncias sociais específicas, pode contribuir amplamente para um engajamento significativo com os
stakeholders afetados e resultar em ações mais embasadas por parte das organizações para gerenciar seus
impactos [9] [18] [21] [26].
Vários temas desta Norma listam conteúdos de relato que incluem um detalhamento das informações relatadas
por gênero. Isso é especialmente importante se os impactos ou os números relatados forem significativamente
diferentes para mulheres e homens. Além disso, as organizações poderão fornecer proativamente dados
desagregados por gênero para qualquer outro tópico, quando relevante e útil.
Uma vez que os ODS e as metas associadas a eles são integrados e indivisíveis, as mineradoras têm o potencial
de contribuir para todos os ODS aumentando seus impactos positivos ou prevenindo e mitigando seus impactos
negativos na economia, no meio ambiente e nas pessoas.
O setor de mineração pode contribuir para atingir o Objetivo 7: Energia Limpa e Acessível e o Objetivo 13: Ação
Contra a Mudança Global do Clima, fornecendo os minerais essenciais necessários para a transição de baixo
carbono e, ao mesmo tempo, mitigando as emissões de GEE por meio do uso de energia renovável e medidas de
eficiência energética.
O setor tem conexões com o Objetivo 6: Água Potável e Saneamento e com o Objetivo 15: Vida Terrestre devido aos
impactos que o uso da água e o uso da terra por mineradoras podem ter nas comunidades locais e no meio
ambiente.
O setor de mineração pode fazer contribuições significativas para o Objetivo 8: Trabalho Decente e Crescimento
Econômico e para o Objetivo 1: Erradicação da Pobreza, pois fornece uma fonte essencial de receita e emprego em
muitas regiões, além de fornecer materiais para outros setores que impulsionam o crescimento econômico. Com
uma gestão adequada dos impactos ambientais e a continuidade do fornecimento de materiais que possibilitam o
desenvolvimento da infraestrutura, o setor de mineração poderá contribuir para o Objetivo 11: Cidades e
Comunidades Sustentáveis e para o Objetivo 12: Consumo e Produção Responsáveis.
A Tabela 2 apresenta conexões entre os temas materiais prováveis para o setor de mineração e os ODS. Essas
correlações foram identificadas com base em uma avaliação dos impactos descritos em cada tema material
provável, nas metas associadas a cada ODS e no mapeamento existente feito para o setor (consulte a referência
[32] da Bibliografia).
A Tabela 2 não é uma ferramenta de relato, mas apresenta conexões entre os impactos significativos do setor de
mineração e os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Consulte nas referências [32] e [31]
da Bibliografia informações sobre o relato de progresso dos ODS usando as Normas GRI.
Tabela 2. Correlações entre os temas materiais prováveis para o setor de mineração e os ODS
413 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Box 2. Outros instrumentos e iniciativas internacionais importantes que apoiam a mineração responsável
Os atores, investidores e agências reguladoras no segmento downstream do setor esperam cada vez mais que
as mineradoras realizem a devida diligência para direitos humanos. O guia OECD Due Diligence Guidance for
Responsible Supply Chains of Minerals from Conflict-Affected and High-Risk Areas tem sido amplamente adotado
por organizações para reduzir o risco de impactos severos nos direitos humanos, que acirram conflitos e
estimulam crimes financeiros. O guia OCDE também foi adotado por vários instrumentos regulatórios nacionais e
supranacionais, como a Lei Dodd-Frank de Reforma de Wall Street e Proteção ao Consumidor de 2010 nos
Estados Unidos e o Regulamento (UE) 2017/821 do Parlamento Europeu referente à devida diligência na cadeia
de fornecedores de minério. Da mesma forma, a Regional Initiative against the Illegal Exploitation of Natural
Resources (Iniciativa Regional contra a Exploração Ilegal de Recursos Naturais, em tradução livre), administrada
pela Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (ICGLR), tem como objetivo romper o vínculo
entre as receitas minerais e o financiamento de conflitos.
Organizações como a Iniciativa de Transparência das Indústrias Extrativistas (EITI) e o Fórum Intergovernamental
sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF) estão ajudando os países a aprimorar e
comunicar a governança de seus recursos e o repartição de seus benefícios financeiros. Esses esforços
mostram o crescente impulso global para revelar o caminho das receitas minerais dentro dos governos e da
economia, concentrando-se em questões como transparência sobre pagamentos em nível de projeto, estruturas
societárias e acordos, autorizações, contratos e licenças, bem como áreas jurídicas e de políticas mais amplas
que afetam o setor para alavancar os benefícios da mineração para stakeholders locais.
Da mesma forma, muitos esforços liderados por governos, inclusive os que envolvem o Banco Mundial e
parcerias público-privadas, têm aumentado a atenção e as expectativas no setor de mineração para identificar,
avaliar, prevenir e reduzir os impactos, ao mesmo tempo em que melhoram a rastreabilidade e a transparência.
As atividades de mineração têm impactos que geralmente se manifestam localmente. Como as operações de uma
organização podem abranger diversas regiões, ambientes e jurisdições, os impactos podem variar muito,
dependendo de onde as atividades ocorrem. Recomenda-se que a organização avalie e relate informações sobre
seus impactos em relação aos contextos locais apropriados (consulte o princípio do Contexto da Sustentabilidade
na Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações).
Vários temas desta Norma incluem relato em nível de unidade de mineração. Quando os impactos forem altamente
significativos para algumas unidades de mineração e não para outras, recomenda-se que as organizações
forneçam informações em nível de unidade de mineração somente para aquelas onde os impactos são altamente
significativos.
Em outros casos, dados desagregados poderão ser necessários para todas as unidades de mineração, a fim de
permitir que os usuários de informações façam avaliações precisas sobre as contribuições gerais da organização
para o desenvolvimento sustentável. Isso inclui determinados temas de interesse público, como emissões de
gases de efeito estufa (GEE) ou biodiversidade, onde o setor de mineração tem impactos consideráveis em todo o
mundo.
As organizações poderão fornecer proativamente dados desagregados da unidade de mineração para qualquer
tema identificado como material para relato.
A Tabela 3 fornece um exemplo de como apresentar informações para o Conteúdo 14.0.1. As organizações poderão
usar a tabela para indicar os casos em que os impactos são altamente significativos para unidades de mineração
específicas e se os dados desagregados são fornecidos para a unidade.
Liste as unidades de mineração da organização e informe a definição da organização usada para 14.0.1
"unidade de mineração". Para cada unidade, relate:
• o nome da unidade;
• a localização geográfica (país e coordenadas);
• o tamanho em hectares.
Tabela 3. Modelo de exemplo para apresentação de informações relativas a conteúdo de unidade de mineração
A tabela fornece um exemplo de como apresentar informações para o Conteúdo 14.0.1. A organização poderá alterar
416 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
a tabela de acordo com suas práticas, por exemplo, relatando informações adicionais.
417 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Emissões de GEE S S S S S N
Adaptação e resiliência S N S N S N
climática
Emissões atmosféricas S S S S S S
Biodiversidade S S S S S S
Resíduos S S S S S S
Rejeitos S S S S S S
Água e efluentes S S S S S N
Encerramento e reabilitação S S S S S S
Impactos econômicos S S S S S N
Comunidades locais S S S S S S
Mineração artesanal e de - - - - S S
pequena escala (MAPE)
Práticas de segurança - - S N S S
Gestão de acidentes de S S S S S S
segurança de processo
Saúde e segurança do S N S N S S
trabalho
Práticas empregatícias S N S N S S
Trabalho infantil - - S S - -
Liberdade sindical e S S S S S S
negociação coletiva
Combate à corrupção S S S S S S
Pagamentos a governos S S S S S S
Políticas públicas - - S S - -
5 [Tema(s)
Para fins desta Norma, uma unidade de mineração
adicional(ais)] S consiste em minas
S a céu aberto e
- subterrâneas e a área
- de superfície afetada
- por uma operação
-
de mineração; estruturas de disposição de rejeitos e depósitos de resíduos; terras afetadas pela construção ou melhoria de vias de transporte, dutos
e corredores de dutos; e estradas ou quaisquer áreas de superfície nas quais estejam situadas estruturas, equipamentos, materiais ou quaisquer
outros elementos usados na operação de mineração. Ficam excluídas instalações de processamento downstream como fundições e refinarias, a
menos que estejam situadas na própria unidade, junto com a infraestrutura de moagem ou beneficiamento.
418 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
419 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
As atividades de mineração têm uso intensivo de energia e contribuem para as emissões de gases de efeito estufa
(GEE) que causam mudanças climáticas. A maior parte das emissões de GEE das atividades de mineração está
associada ao uso de veículos movidos a combustível fóssil e ao consumo de eletricidade autogerada e comprada.
Portanto, a maioria das emissões no setor de mineração são emissões diretas (Escopo 1) de GEE de fontes
pertencentes ou controladas pela organização. Além disso, emissões indiretas (Escopo 2) de GEE provenientes da
aquisição de energia resultantes da geração de eletricidade, aquecimento, resfriamento e vapor comprados ou
adquiridos e consumidos pela organização.
Os processos e atividades com uso intensivo de energia incluem escavação, operações de minas e transferência
de materiais. O principal GEE emitido pelas atividades do setor é o dióxido de carbono (CO2). Outros GEE incluem
metano (CH4), óxido nitroso (N2O), hidrofluorocarbonos (HCFs), perfluorocarbonos (PFCs), hexafluoreto de enxofre
(SF6) e trifluoreto de nitrogênio (NF3). A quantidade de energia usada em uma mina e as emissões resultantes
dependem de vários fatores, tais como o método de mineração, a profundidade da mina, a geologia, a produtividade
da mina e o grau e o método de refino exigidos. Por exemplo, a maior parte das necessidades de energia das
minas a céu aberto está associada a uma grande movimentação de solo e rocha e a distâncias mais longas de
transporte, enquanto as minas subterrâneas têm maiores necessidades de energia relacionadas a bombeamento,
ventilação, resfriamento e içamento.
Além da quantidade total de energia utilizada, a intensidade das emissões de GEE das atividades de mineração
pode variar de acordo com o design e o planejamento da mina, as práticas operacionais e a fonte de energia
utilizada. O carvão, como fonte de combustível, tem a maior intensidade de emissões em comparação com outros
combustíveis fósseis, geralmente liberando mais do que o dobro da quantidade de GEE do que o gás natural por
unidade de eletricidade produzida.
As emissões de GEE também podem aumentar devido a uma mudança induzida pelo homem no uso ou no
gerenciamento de terras, o que pode levar a uma mudança na cobertura terrestre. Por exemplo, quando as florestas
são desmatadas para permitir a extração de minerais e a infraestrutura de apoio (consulte também o tema 14.4
Biodiversidade). As emissões provenientes de mudanças no uso da terra são mais predominantes na mineração a
céu aberto devido às maiores exigências de uso da terra e, geralmente, aos minérios de baixo teor. Metano (CH4)
também pode ser liberado por meio de extração, liberação na atmosfera ou como emissões fugitivas. As atividades
de encerramento podem contribuir ainda mais para as emissões de GEE. No entanto, a reabilitação de minas pode
ser usada para capturar CO2 com estratégias adequadas de recuperação e pós-recuperação.
Além das emissões diretas (Escopo 1) e indiretas (Escopo 2) de GEE, as mineradoras estão cada vez mais sob
vigilância em relação a outras emissões indiretas (Escopo 3) de GEE, tanto upstream como downstream de suas
atividades. Há uma expectativa crescente de redução das emissões em toda a cadeia de valor. Para as
organizações que extraem ouro e outros metais preciosos, as emissões mais significativas tendem a se originar
upstream da organização, ou seja, dos bens e serviços que ela compra. Quando os minerais exigem refino
extensivo, como a fundição, a maioria das emissões de GEE do Escopo 3 tende a se originar em processos
downstream, especialmente quando o carvão é usado como fonte de energia. São exemplos a fabricação de aço,
alumínio e cimento.
Para combater as mudanças climáticas, as partes do Acordo de Paris se comprometeram a fazer a transição para
uma economia de baixo carbono. Espera-se cada vez mais que as organizações do setor estabeleçam metas de
emissões de GEE e reduzam as emissões de acordo com as evidências científicas mais recentes sobre o esforço
global necessário para limitar o aquecimento global a 1,5° C [42] (consulte também o tema 14.2 Adaptação e
resiliência climática). As emissões de GEE do Escopo 1 e do Escopo 2 podem ser reduzidas, por exemplo, por meio
de medidas de eficiência energética, eletrificação de equipamentos e mudança para fontes de combustível
renováveis ou de baixo carbono.
Em alguns casos, iniciativas de redução de emissões, como a eletrificação de uma mina, podem trazer energia
compartilhada para as comunidades locais e para os negócios. No entanto, isso pode representar desafios
adicionais para as comunidades, incluindo maior pressão sobre as redes de energia regional e nacional,
interrupções no fornecimento de energia, perda de empregos ou novos desafios ambientais. As organizações
poderão fazer parcerias com os governos para mitigar esses impactos e investir em soluções, tais como o
desenvolvimento de infraestrutura de energia renovável para apoiar as minas e a transição pós-mineração. Esses
420 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
esforços poderão contribuir para resultados equitativos e justos para os trabalhadores e para a comunidade
(consulte também os temas 14.8 Encerramento e reabilitação e 14.9 Impactos econômicos).
421 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.1.1
Materiais 2021
Conteúdo 305-2 Emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) 14.1.6
provenientes da aquisição de energia
Conteúdo 305-3 Outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa 14.1.7
(GEE)
Referências e recursos
GRI 302: Energia 2016 e GRI 305: Emissões 2016 listam instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Em toda a cadeia de valor, as atividades de mineração contribuem para as mudanças climáticas ao liberar
emissões de GEE (consulte também o tema 14.1 Emissões de GEE). As mudanças nas condições climáticas, a
elevação do nível do mar e o aumento na intensidade e na frequência de eventos climáticos extremos já afetam
todas as regiões do globo, causando impactos negativos na saúde, nos meios de subsistência e nos direitos
humanos de milhões de pessoas. Os impactos físicos também representam riscos aos trabalhadores,
fornecedores, comunidades locais e infraestrutura, incluindo rotas de transporte ligadas ou próximas às atividades
de mineração.
Foi constatado que as mudanças climáticas agravam os impactos da mineração no meio ambiente local,
perturbando a biodiversidade (consulte também o tema 14.4 Biodiversidade), afetando a qualidade e a quantidade
de água e agravando o estresse hídrico (consulte também o tema 14.7 Água e efluentes). As mudanças climáticas
também aumentam os riscos de falhas nas estruturas de disposição de rejeitos devido ao aumento das chuvas
(consulte também os temas 14.6 Rejeitos e 14.15 Gestão de acidentes de segurança de processo). O aumento das
temperaturas pode ter impactos negativos na qualidade do ar por meio da retenção de material particulado, o que
pode agravar os impactos da poluição atmosférica (consulte também o tema 14.3 Emissões atmosféricas). Além
disso, as mudanças climáticas têm a propensão de criar climas mais secos onde a mineração ocorre, aumentando
a probabilidade de eventos de poeira e diminuindo a disponibilidade de água para suprimir a poeira.
Esses impactos podem ter implicações para a saúde, a segurança, o bem-estar e os meios de subsistência das
comunidades locais e dos trabalhadores. Eles também podem aumentar a competição por recursos naturais, o
que, muitas vezes, afeta desproporcionalmente as mulheres [70] (consulte também o tema 14.10 Comunidades
locais). As mineradoras podem ajudar a fortalecer a resiliência das comunidades locais aos impactos relacionados
às mudanças climáticas. As estratégias de adaptação poderão envolver o planejamento do uso da terra pós-
mineração, garantindo a disponibilidade de recursos naturais para a agricultura, promovendo o crescimento
econômico resiliente ao clima e o planejamento de emergência de longo prazo. As mineradoras também poderão
ajudar as comunidades a obter acesso confiável à energia e à água, por exemplo, estabelecendo uma infraestrutura
compartilhada de energia renovável, implementando programas de economia de energia e compartilhando recursos
hídricos.
Espera-se que a transição para uma economia de baixo carbono aumente a demanda por minerais essenciais
necessários para as tecnologias de energia limpa como cobalto, cobre, lítio, níquel e elementos de terras raras. Se
bem administrado, isso pode apresentar oportunidades para os países ricos em minerais por meio do
desenvolvimento econômico positivo (consulte também o tema 14.9 Impactos econômicos). No entanto, o aumento
dos impactos negativos no meio ambiente e nos direitos humanos é reconhecido como um importante risco. Muitos
minerais que enfrentam uma demanda crescente são extraídos de regiões vulneráveis à instabilidade política,
fraqueza institucional e violações dos direitos humanos. A mineração nessas áreas pode desencadear ou agravar
conflitos, corrupção, danos ambientais e violações trabalhistas (consulte também o tema 14.25 Áreas afetadas por
conflitos e de alto risco).
A análise de cenários permite a consideração simultânea de formas alternativas de estados futuros afetados
pelas mudanças climáticas e pode ser usada para explorar os riscos relacionados às mudanças climáticas. As
organizações normalmente definem cenários de acordo com a velocidade da transição expressa nas mudanças
na temperatura média global. Um cenário compatível com o Acordo de Paris irá requerer um aumento de
temperatura bem abaixo de 2°C e um esforço para limitar o aumento a 1,5°C. Outros cenários poderão ser
definidos de acordo com o contexto nacional de uma organização. Para mais orientações, consulte a publicação
da TCFD, The Use of Scenario Analysis in Disclosure of Climate-Related Risks and Opportunities, 2017 [82].
6 Mudanças no uso da terra são mudanças no uso e na gestão da terra e das paisagens marinhas por seres humanos, que podem levar a mudanças na
cobertura terrestre. Elas abrangem mudanças nos ecossistemas terrestres, como quando as florestas são convertidas para permitir a extração
mineral e a infraestrutura de apoio. Orientações para o cálculo de emissões provenientes de mudanças no uso da terra podem ser encontradas na
publicação IPCC Good Practice Guidance for Land Use, Land-Use Change and Forestry [59] e suas atualizações de 2019 [60].
423 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.2.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os cenários relacionados às mudanças climáticas usados para
avaliar a resiliência da estratégia da organização, incluindo um cenário bem
abaixo de 2°C, preferencialmente de 1,5°C.7
• Relate se a organização tem um plano de adaptação às mudanças climáticas
em vigor e, em caso afirmativo, forneça um resumo do plano e o progresso
feito em sua implementação do plano, descrevendo como o engajamento
com stakeholders embasou o plano.
Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Além das emissões de gases de efeito estufa (GEE), as atividades de mineração são uma fonte de outras
emissões atmosféricas antropogênicas classificadas como poluentes. No mundo todo, a poluição atmosférica
causa problemas graves de saúde e milhões de mortes anualmente ao contribuir para doenças coronárias e
pulmonares, derrames, infecções respiratórias e danos neurológicos [90]. As emissões atmosféricas são uma
grande preocupação para os trabalhadores do setor (consulte também o tema 14.16 Saúde e segurança do
trabalho) e as comunidades locais próximas às unidades de mineração e às rotas de transporte (consulte também
o tema 14.10 Comunidades locais). Essas emissões afetam de forma desproporcional as crianças, os idosos e os
pobres [89]. As emissões atmosféricas provenientes das atividades de mineração poderão também ter impactos
negativos nos ecossistemas próximos (consulte também o tema 14.4 Biodiversidade).
As atividades de mineração liberam emissões atmosféricas durante a perfuração, o desmonte a fogo, a escavação,
a remoção de pilhas de estéreis, o armazenamento, o processamento de minerais e o transporte. As emissões
fugitivas podem resultar de terraplenagem, britagem, transporte e poluentes de estruturas de disposição de rejeitos
(consulte também o tema 14.6 Rejeitos). Essas emissões compreendem principalmente poeira e outros materiais
particulados (MP). Dependendo do mineral que está sendo explorado, as emissões atmosféricas também podem
incluir metais pesados, monóxido de carbono (CO), dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NOx), ácido
sulfídrico (H2S), e compostos orgânicos voláteis (COV). A severidade dos impactos das emissões atmosféricas
pode depender da proximidade das comunidades locais e dos trabalhadores, bem como da sensibilidade dos
ecossistemas locais.
A extração e a fundição de zinco e outros metais não ferrosos produzem gases de mercúrio, que causam severos
impactos à saúde. O mercúrio (Hg) é usado com frequência em atividades de mineração artesanal e de pequena
escala de ouro, às vezes localizadas próximas às concessões das mineradoras (consulte também o tema 14.13
Mineração artesanal e de pequena escala). Muitas operações e refinarias de ouro e prata usam cianeto para extrair
o mineral do minério que, sob certas condições, pode se volatilizar em cianeto de hidrogênio (HCN) e causar riscos
respiratórios para o s trabalhadores.8
As emissões de óxido de nitrogênio provenientes do transporte podem ter impactos negativos nos ecossistemas.
Elas podem entrar em corpos hídricos e oceanos, causar impactos negativos na vida marinha e gerar ozônio
troposférico (O3), conhecido como smog fotoquímico. Óxidos de enxofre provenientes da queima de combustíveis
fósseis e da fundição de minérios contendo enxofre podem levar à chuva ácida e aumentar a acidificação oceânica.
Além dos impactos negativos na saúde humana, a chuva ácida e o smog fotoquímico podem degradar a qualidade
da água e do solo, prejudicando as funções dos ambientes naturais e, portanto, afetando as cadeias alimentares.
As atividades de mineração liberam quantidades significativas de material particulado (MP), uma mistura poluente
de partículas sólidas e gotículas líquidas suspensas no ar. A poeira é o principal tipo de MP proveniente da
mineração, gerada durante o desmonte a fogo, a escavação e o transporte, bem como por meio de correias
transportadoras, veículos e britagem de minério. A poeira também pode ser gerada a partir de superfícies
expostas, tais como estradas de terra, poços, pilhas de resíduos ou rejeitos a seco. A exposição à poeira está
associada ao aumento dos riscos de doenças coronárias e pulmonares para os trabalhadores e para as
comunidades. A poeira também pode impedir as funções fotossintéticas de árvores e outras plantas.
A mineração a céu aberto tem uma grande pegada geográfica, o que torna o gerenciamento de poeira um desafio.
As organizações utilizam medidas de controle de poeira para evitar ou mitigar a exposição dos trabalhadores e
das comunidades à poeira, incluindo sistemas de ventilação, coletores de pó, sistemas de irrigação, neblina
seca, canhões de água e feixes de árvores. Pesquisas de qualidade do ar podem ser realizadas para avaliar a
adequação desses controles.
7 O Acordo de Paris tem como objetivo manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C acima dos níveis pré-industriais e buscar
esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais [67]. Evidências científicas divulgadas após a entrada em
vigor do Acordo de Paris demonstram que limitar o aquecimento global a 1,5°C "reduziria substancialmente as perdas e os danos projetados
relacionados às mudanças climáticas nos sistemas e ecossistemas humanos em comparação com níveis mais altos de aquecimento" [64].
425 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.3.1
Materiais 2021
Referências e recursos
GRI 305: Emissões 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais relevantes para o relato deste tema.
As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de emissões atmosféricas pelo setor de mineração, estão listados na Bibliografia.
8 O cianeto também pode estar presente em rejeitos gerenciados em estruturas de disposição de rejeitos. Sem controles de gerenciamento adequados
em vigor, o HCN pode ser volatilizado para o entorno imediato da instalação.
426 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
As atividades de mineração normalmente requerem empreendimentos de grande escala que têm impactos na
biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos. Esses impactos podem limitar a disponibilidade e a acessibilidade
dos recursos naturais ou degradar sua qualidade. Os impactos na biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos
também podem afetar o bem-estar e os meios de subsistência das comunidades locais e dos Povos
Indígenas (consulte também os temas 14.10 Comunidades locais e 14.11 Direitos de Povos Indígenas).
Métodos diferentes de mineração apresentam riscos distintos de impactos na biodiversidade. Minas a céu aberto
causam impactos mais severos do que a mineração subterrânea devido ao crescente aprofundamento e
alargamento da unidade de mineração, aumentando as áreas afetadas ao longo do tempo. A mineração a céu
aberto é uma causa proeminente de desmatamento, com quase um terço de todas as florestas sendo afetadas por
projetos de mineração em todo o mundo [110]. A remoção de sumidouros de carbono e da camada superficial do
solo também pode agravar as emissões de GEE (consulte também o tema 14.1 Emissões de GEE), contribuindo
para a erosão e desertificação. A mineração subterrânea, por sua vez, pode ter impactos negativos resultantes da
subsidência do solo e da contaminação da água subterrânea.
As atividades de mineração podem ter impactos na biodiversidade que vão além da unidade de mineração. Esses
impactos podem ser mais significativos quando a mineração ocorre dentro ou perto de áreas ecologicamente
sensíveis. Por exemplo, as atividades de mineração podem se espalhar por corredores ecológicos e prejudicar o
funcionamento de uma área ecologicamente sensível. Minas a céu aberto inativas, trabalhos subterrâneos e
resíduos perigosos também podem gerar impactos na biodiversidade após o encerramento (consulte também o
tema 14.8 Encerramento e reabilitação).
A crescente demanda por minerais leva as atividades de mineração a áreas ecologicamente sensíveis, incluindo
locais anteriormente não desenvolvidos e ecossistemas marinhos (consulte também o tema 14.2 Adaptação e
resiliência climática). Embora os possíveis impactos da mineração em águas profundas não sejam totalmente
compreendidos, é provável que ela perturbe os ecossistemas marinhos, compacte ou altere as áreas do fundo do
mar, crie plumas de sedimentos e represente um risco de vazamentos, acidentes e derramamentos em habitats
frágeis [105].
Para limitar e gerenciar seus impactos na biodiversidade, muitas mineradoras usam a ferramenta de hierarquia de
mitigação que ajuda a embasar suas medidas para equilibrar ou superar os impactos negativos na biodiversidade
[103]. A hierarquia de mitigação consiste nas etapas evitar, minimizar, restaurar, reabilitar e compensar. Medidas
para evitar impactos negativos são priorizadas, bem como para minimizar esses impactos quando não for possível
evitá-los. Recomenda-se que medidas de restauração e reabilitação sejam implementadas quando os impactos
negativos não puderem ser evitados ou minimizados. Medidas de compensação poderão ser aplicadas a impactos
residuais negativos depois de todas as outras medidas terem sido aplicadas.
9 As emissões atmosféricas significativas que são relevantes para o setor de mineração incluem, por exemplo, NOx, SOx, mercúrio (Hg), MP10 e
MP2.5, e ácido sulfídrico (H2S).
427 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Relato de biodiversidade
Se a organização tiver definido que biodiversidade é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.4.1
Materiais 2021
Referências e recursos
GRI 101: Biodiversidade 2024 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As atividades de mineração normalmente geram grandes volumes de resíduos, incluindo resíduos perigosos. Os
maiores fluxos de resíduos provêm da extração ou processamento de minerais e consistem em pilhas de estéreis,
resíduos de rochas e rejeitos. Esses fluxos de resíduos podem conter metais pesados e minerais tóxicos e de
ocorrência natural mobilizados pela mineração, como amianto e antimônio, alumínio, arsênico, cádmio, cromo,
cobre, ferro, chumbo, manganês, mercúrio e tálio.
Os resíduos das atividades de mineração podem contaminar a água de superfície, a água subterrânea e a água do
mar (consulte também o tema 14.7 Água e efluentes), bem como fontes de alimentos. Os resíduos também podem
causar impactos negativos na saúde humana (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais) e nas espécies
animais e vegetais (consulte também o tema 14.4 Biodiversidade). O uso da terra para armazenamento de resíduos,
juntamente com a contaminação do solo, leva à erosão e à perda de terras produtivas, o que pode ter efeitos
adicionais nos meios de subsistência das comunidades locais. Os impactos dos resíduos provenientes das
atividades de mineração podem depender da abordagem de uma organização em relação ao gerenciamento de
resíduos, às regulamentações, à aplicação de tecnologias e à disponibilidade de instalações de recuperação e
disposição próximas às unidades de mineração.
As atividades de mineração geralmente exigem o uso e o armazenamento de materiais perigosos, tais como
produtos químicos, para o processamento de minerais. Esses materiais podem ser liberados no meio ambiente
durante a exploração, a extração, o processamento e o transporte. Os materiais perigosos podem se acumular e
permanecer no meio ambiente após a vida útil de uma mina. Há preocupações específicas com relação ao uso de
cianeto no processamento de minerais como ouro e prata, o qual, quando usado, armazenado ou disposto de forma
inadequada, pode causar impactos negativos na saúde humana e no meio ambiente (consulte também o tema
14.15 Gestão de acidentes de segurança de processo). O mercúrio pode ser produzido como subproduto no
processamento de minérios, potencialmente liberando vapores tóxicos. Embora a maioria das mineradoras não use
mais mercúrio para extrair ouro, ele ainda é usado por muitos operadores artesanais e de pequena escala (consulte
também o tema 14.13 Mineração artesanal e de pequena escala).
As pilhas de estéreis provenientes da mineração a céu aberto geralmente são armazenadas em instalações de
colocação de pilhas de estéreis ou em aterros em áreas adjacentes até o reaterro do poço ou que o aterro de pilhas
de estéreis seja estabilizado e revegetado. Esses aterros exigem estabilização física e química para evitar falhas,
que podem causar impactos no meio ambiente e na segurança das pessoas. As pilhas de estéreis também podem
contribuir para a formação de água altamente acidificada e rica em metais pesados, conhecida como drenagem
ácida de minas, que pode se infiltrar no meio ambiente.
Resíduos de rochas são normalmente armazenados em pilhas ou dispostos em aterros ou em poços antigos de
operações e podem gerar poeira (consulte também o tema 14.3 Emissões atmosféricas). Os rejeitos, um
subproduto do processamento de minerais, geralmente são tratados e dispostos em lagoas, filtrados,
armazenados em pilhas ou descartados em cavidades subterrâneas. O escoamento de rejeitos e as falhas nas
estruturas de disposição de rejeitos podem causar contaminação ambiental generalizada e representar riscos à
saúde, à segurança e aos meios de subsistência das comunidades locais (consulte também o tema 14.6 Rejeitos).
A quantidade de resíduos produzidos pelas atividades de mineração depende do tipo de mineral extraído e do teor
de minério. Em geral, a mineração a céu aberto produz mais resíduos do que a mineração subterrânea devido à
possibilidade de obter sedimentos e rochas de menor teor dos quais o mineral é extraído. Os resíduos das
atividades de mineração geralmente exigem uma gestão que vá além da etapa produtiva da operação de mineração,
incluindo cuidados pós-encerramento de longo prazo. O encerramento também poderá produzir quantidade
significativa de resíduos, por exemplo, do descomissionamento de instalações de processamento e outras
instalações (consulte também o tema 14.8 Encerramento e reabilitação).
Resíduos típicos das operações de mineração incluem resíduos de óleos, produtos químicos, pneus, lixo
eletrônico, catalisadores usados, solventes, vários subprodutos industriais, materiais de embalagem e entulho de
obras. As mineradoras também podem precisar gerenciar uma quantidade substancial de resíduos domésticos em
acampamentos de minas ou em cidades dedicadas à mineração.
429 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
O setor de mineração é tanto um fornecedor de materiais como um usuário significativo de recursos naturais,
materiais e produtos. As mineradoras estão cada vez mais incorporando medidas de circularidade em toda a
cadeia de valor. Essa abordagem pode ajudar a reduzir a necessidade de matérias-primas, minimizar a geração
de resíduos e reaproveitar os resíduos para fins produtivos, tudo isso contribuindo para melhorar a eficiência dos
recursos. As mineradoras podem reaproveitar rejeitos e resíduos de rocha para usos como aterro, paisagismo e
materiais de construção. Elas também podem implementar processos para tratar e reciclar água de processo,
permitindo sua reutilização em operações de mineração. Muitas medidas de circularidade podem ser
desenvolvidas em colaboração com as comunidades locais e em benefício delas.
A reutilização e a reciclagem de metais podem contribuir significativamente para a economia circular, pois muitos
metais podem ser derretidos e reutilizados infinitamente. A reciclagem de metais também pode consumir menos
energia do que a extração e o processamento de materiais virgens (consulte também o tema 14.1 Emissões de
GEE). Algumas mineradoras já estão fazendo a transição para modelos de negócios mais circulares, expandindo
suas atividades da extração primária de minerais para a reciclagem de metais.
As medidas de circularidade poderão ser relatadas usando a Norma GRI 306: Resíduos 2020 e o uso de
materiais é abordado na Norma GRI 301: Materiais 2016 .
430 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Relato de resíduos
Se a organização tiver definido que resíduos são um tema material, esta subseção lista os conteúdos identificados
como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.5.1
Materiais 2021
Referências e recursos
GRI 306: Resíduos 2020 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais relevantes para o relato deste tema.
Os rejeitos são gerados como um subproduto da mineração e são geralmente um dos maiores fluxos de resíduos
associados às operações de mineração (consulte também o tema 14.5 Resíduos). Geralmente contidos na forma
de lama líquida, os rejeitos consistem em material processado, normalmente misturado com produtos químicos
que sobraram da separação de minerais da rocha ou do solo.
Os rejeitos que contêm metais pesados, cianeto, agentes de processos químicos ou sulfetos apresentam riscos
para a saúde quando liberados no meio ambiente. Falhas catastróficas de estruturas de disposição de rejeitos,
entre as quais as barragens, podem apresentar riscos prejudiciais à segurança e ao bem-estar de trabalhadores e
comunidades locais. Na pior das hipóteses, as falhas podem levar à perda de vidas e à destruição de comunidades
inteiras (consulte também o tema 14.15 Gestão de acidentes de segurança de processo). Outros impactos incluem
danos à infraestrutura, aos recursos naturais e às atividades de outros setores, o que acaba desestruturando vidas
e meios de subsistência. As falhas das estruturas de disposição de rejeitos resultam, por exemplo, da gestão
inadequada de água, galgamento, falha na fundação ou na drenagem, erosão e terremotos. Eventos climáticos
extremos devido às mudanças climáticas apresentam desafios adicionais para a gestão a longo prazo dos rejeitos
(consulte também o tema 14.2 Adaptação e resiliência climática).
O escoamento de rejeitos pode contaminar a água subterrânea, a água de superfície e a água do mar. Fontes de
água contaminadas causam danos a ecossistemas, espécies e operações agrícolas, afetando a saúde e os meios
de subsistência das comunidades locais (consulte também o tema 14.7 Água e efluentes). Os rejeitos secos
podem também gerar poeira (consulte também o tema 14.3 Emissões atmosféricas). O processamento ineficiente
de minérios metálicos pode estimular o reaproveitamento e o reprocessamento de rejeitos por operadores de
mineração artesanal e de pequena escala, o que pode mobilizar rejeitos tóxicos para o meio ambiente (consulte
também o tema 14.13 Mineração artesanal e de pequena escala).
As opções de gestão e armazenamento de rejeitos dependem de vários fatores e podem ser alteradas por eles.
Esses fatores podem incluir a presença de comunidades locais, a distância de áreas importantes para a
biodiversidade, a sismicidade, a quantidade e a distribuição sazonal das chuvas e a topografia local. Com base em
seu contexto, cada estrutura requer considerações técnicas e de projeto exclusivas para minimizar os riscos às
pessoas e ao meio ambiente durante todo o ciclo de vida da estrutura de disposição de rejeitos, inclusive no
encerramento e no pós-encerramento (consulte também o tema 14.8 Encerramento e reabilitação). Espera-se que o
projeto seja monitorado, avaliado e atualizado regularmente de acordo com os achados das revisões e avaliações
de risco, e sempre que houver mudanças materiais [134].
As organizações utilizam planos específicos à unidade sobre preparação e resposta a emergências para identificar
perigos, preparar-se e avaliar sua capacidade de responder a emergências e prever a reparação a longo prazo.
Além de testes e atualizações regulares, o plano exige o envolvimento ativo com vários stakeholders que poderiam
ser afetados, tais como trabalhadores e comunidades locais. Isso inclui a colaboração com órgãos públicos,
socorristas, autoridades locais e instituições para mitigar as possíveis repercussões de uma falha.
10 As recomendações adicionais ao setor dos Conteúdos 306-3, 306-4 e 306-5 solicitam o relato de uma discriminação do peso total dos rejeitos
produzidos. O gerenciamento das estruturas de disposição de rejeitos é relatado no tema 14.6 Rejeitos.
432 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Relato de rejeitos
Se a organização tiver definido que rejeitos são um tema material, esta subseção lista os conteúdos identificados
como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.6.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Relate se a organização cumpre ou se comprometeu a cumprir uma norma
internacional reconhecida sobre gestão de rejeitos e, se disponível, forneça
um link para as informações mais recentes divulgadas publicamente.11
Para cada estrutura de disposição de rejeitos não confirmada como estando em um estado de
encerramento seguro:12
• descreva a estrutura de disposição de rejeitos, incluindo seu método de construção;13
• relate se a estrutura é ativa, inativa ou foi encerrada;
• relate a capacidade máxima de armazenamento permitida e o peso total dos rejeitos
armazenados em toneladas métricas;
• relate a Classificação de Consequências de acordo com o Requisito 4.1 do GISTM;
• relate a frequência das avaliações de risco e um resumo dos achados da avaliação de risco mais
recente;
• relate a data e os achados materiais da revisão técnica independente mais recente, incluindo a
implementação de medidas de mitigação e a data da próxima revisão.
Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de rejeitos pelo setor de mineração estão listados na
Bibliografia.
433 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
As mineradoras usam água em todas as suas operações, incluindo extração mineral, processamento, resfriamento,
eliminação de poeira e transporte de minério e resíduos em lamas. As atividades de mineração podem reduzir a
disponibilidade de água para comunidades locais e outros usuários de água, potencialmente afetando o direito das
pessoas à água potável limpa. Em áreas onde a água é coletada manualmente, o acesso reduzido à água pode
gerar impactos desproporcionais em mulheres e meninas, que normalmente são responsáveis por essa tarefa
[141].
A quantidade de água necessária para as operações de mineração depende da eficiência operacional e dos
métodos de mineração. O volume total de água doce captada para as operações de mineração também pode variar
de acordo com a capacidade da organização de substituir água doce, a qualidade da água exigida, as
características dos recursos hídricos locais e a infraestrutura de reciclagem.
As mineradoras poderão melhorar o acesso das comunidades locais à água doce, reforçando a infraestrutura de
água e saneamento e melhorando a qualidade da água, por exemplo, ao tratar a drenagem ácida de minas que
ocorre naturalmente. As mineradoras poderão também influenciar a hidrologia e causar impactos nos meios de
subsistência das comunidades locais alterando os níveis de água subterrânea, mudando os regimes de fluxo dos
rios e usando barragens para atender às necessidades de água doce em atividades de mineração. Em áreas que
já enfrentam estresse hídrico, as operações de mineração poderão agravar o problema, reduzindo a acessibilidade
da água para outros usuários e intensificando a competição pela água. Esses impactos podem agravar as tensões
entre outros setores ou comunidades locais, e dentro deles, especialmente nos casos em que os direitos e as
regulamentações sobre a água são mal gerenciados ou fiscalizados.
Os impactos das atividades de mineração na qualidade da água de superfície, água subterrânea e água do mar
podem ser devido a descarte e escoamento de água, contaminação por metais pesados, derramamentos,
vazamentos ou carreamento de resíduos de produtos químicos e falhas de estruturas de disposição de rejeitos
(consulte também os temas 14.5 Resíduos e 14.6 Rejeitos). A drenagem ácida de minas pode ser um dos impactos
hídricos mais significativos das minas de metal, ocorrendo quando a água e o oxigênio reagem com rochas que
contêm minerais com enxofre, formando um escoamento ácido. Operações subterrâneas também podem perturbar
ou contaminar aquíferos.
Os riscos de contaminação podem ser maiores quando a mineração ocorre em áreas com chuvas fortes e
frequentes, o que pode causar inundações e fazer com que a contenção de efluentes seja mais difícil. O nível de
tratamento da água e os padrões de qualidade da água aplicados aos descartes de efluentes, bem como a
sensibilidade do ecossistema local, podem afetar o impacto que as mineradoras geram no corpo d'água que
recebe o descarte.
Secas, inundações e outros eventos climáticos extremos devido às mudanças climáticas trazem desafios mais
frequentes para a disponibilidade e a qualidade da água (consulte também o tema 14.2 Adaptação e resiliência
climática), exigindo abordagens colaborativas do setor de mineração para prevenir ou mitigar impactos nas
comunidades locais [153].
11 Normas internacionais reconhecidas incluem o Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM) e o protocolo Tailings Management
Protocol da Towards Sustainable Mining (TSM). Caso a organização esteja em conformidade com o GISTM, ela fornecerá um link para as informações
mais recentes relatadas, seguindo o Princípio 15 do GISTM. Caso a organização esteja em conformidade com outra norma internacional reconhecida
(como o Tailings Management Protocol da TSM), ela fornecerá um link para o relato público dos resultados da conformidade.
12 O estado de encerramento seguro é definido pelo GISTM como uma estrutura de disposição de rejeitos encerrada que não apresenta riscos materiais
permanentes para as pessoas ou para o meio ambiente. Para uma melhor orientação, incluindo definições para termos usados no conteúdo adicional
ao setor 14.6.3, consulte o GISTM [134].
13 O método de construção deve ser relatado como "a jusante", "a montante" e "da linha de centro". Para uma melhor orientação, consulte as definições
fornecidas pelo Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM) [132].
434 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.7.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva ações adotadas pela organização para prevenir ou mitigar os
impactos negativos da drenagem ácida de minas.
Referências e recursos
GRI 303: Água e Efluentes 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
O objetivo do encerramento é devolver a terra afetada pela mineração a uma condição física, biológica e
quimicamente estável. Quando implementado com sucesso, ele permite a restauração do ecossistema, minimiza a
poluição de longo prazo, protege o abastecimento de água local, garante a segurança pública e fornece às
comunidades terras produtivas sempre que possível. Espera-se que esse processo resulte em um ecossistema
saudável e funcional que seja compatível com o uso planejado da terra pós-mineração, em conformidade com os
requisitos regulatórios e que leve em consideração as necessidades e os meios de subsistência dos
stakeholders locais. Recomenda-se que o planejamento do encerramento comece na fase de concepção do projeto
e seja atualizado regularmente durante todo o ciclo de vida da mina. Isso poderá ajudar a mitigar os impactos no
meio ambiente e nas pessoas, ao mesmo tempo em que integra oportunidades de recuperação paralelamente às
operações de mineração.
Quando não gerenciado adequadamente, o encerramento de uma mina pode resultar em diversos impactos
ambientais, incluindo a contaminação da água de superfície e da água subterrânea, contaminação do solo por
pilhas de estéreis, mudanças nos relevos e perturbações na biodiversidade (consulte também os temas 14.4
Biodiversidade, 14.5 Resíduos e 14.7 Água e efluentes). A presença de materiais perigosos ou a contaminação por
eles podem resultar em impactos duradouros na saúde e na segurança das pessoas (consulte também o tema
14.10 Comunidades locais). A ineficácia na reabilitação de unidades de mineração também poderá tornar o solo
inutilizável para outros fins produtivos, como a agricultura, levando à possível perda de meios de subsistência.
Embora o encerramento e a reabilitação possam oferecer novas oportunidades de emprego, a cessação das
operações de mineração também leva ao desemprego quando os trabalhadores não são mais essenciais. Uma
mina encerrada poderá também resultar na perda de empregos para os fornecedores da mina. Em locais onde a
mina tem sido o principal motor econômico, proporcionando emprego, renda, receitas provenientes de impostos,
desenvolvimento local e outros benefícios, o encerramento poderá fazer com que as comunidades locais enfrentem
uma retração econômica e perturbações sociais.
Os impactos do encerramento da mina poderão ser agravados se houver uma antecedência insuficiente na
comunicação ou um planejamento inadequado para revitalização econômica e transição social. As minas
encerradas ou abandonadas podem deixar um legado duradouro de problemas ambientais e ônus financeiros para
as comunidades e os governos, a menos que haja uma indicação das partes responsáveis ou fundos alocados
para cobrir os custos das atividades de encerramento e pós-encerramento da mina (consulte também o tema 14.9
Impactos econômicos). As mineradoras poderão colaborar com as comunidades locais, os governos, os sindicatos
e os trabalhadores para mitigar os impactos negativos e trabalhar em prol de uma economia sustentável pós-
mineração. Isso poderá ser feito, por exemplo, com a requalificação e o retreinamento dos trabalhadores,
oferecendo programas de transferência de trabalhadores e programas de assistência para realocação (consulte
também o tema 14.17 Práticas empregatícias), bem como consultando as comunidades, inclusive as mulheres,
sobre os planos de encerramento (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais). O planejamento do
encerramento geralmente começa nas fases iniciais do ciclo de vida de uma mina, tornando-se mais detalhado e
436 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Muitas jurisdições exigem que as organizações façam provisionamento, ou garantias, para os custos de longo prazo
associados ao encerramento e à reabilitação da mina ao desenvolverem planos de encerramento. Essas garantias
se destinam a cobrir o custo total estimado das atividades de encerramento e monitoramento pós-encerramento
para contemplar os passivos socioambientais que possam ocorrer após o encerramento [157].
As garantias podem ser na forma de vários instrumentos financeiros, como depósitos em dinheiro, garantias
bancárias, fianças, fundos fiduciários ou outros ativos detidos por terceiros, todos projetados para garantir o
cumprimento das obrigações de encerramento. As organizações poderão realizar revisões periódicas e atualizar os
custos para contemplar as mudanças operacionais durante a vida útil de uma mina e seus efeitos sobre o custo de
encerramento. No entanto, os custos de encerramento são muitas vezes mal compreendidos, mal regulamentados
ou subestimados, resultando em garantias financeiras insuficientes para cobrir os custos reais de encerramento. A
prática de transparência sobre esse provisionamento pode melhorar o relacionamento entre as mineradoras e os
stakeholders, incluindo governos.
437 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.8.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva como o engajamento com trabalhadores, fornecedores,
comunidades locais e outros stakeholders relevantes embasou o
planejamento e implementação do encerramento, incluindo uso da terra pós-
mineração.
GRI 404: Conteúdo 404-2 Programas para o aperfeiçoamento de competências dos 14.8.3
Capacitação e empregados e de assistência para transição de carreira
Educação 2016
Para cada unidade, relate a estimativa de vida útil da mina (LOM).14 14.8.7
Para provisionamento para encerramento e reabilitação realizado pela organização, incluindo 14.8.8
monitoramento e controle socioeconômico e ambiental pós-encerramento de unidades de
mineração, relate:
• o custo total estimado de encerramento (não descontado), se o provisionamento cobre o valor
total do custo atual estimado de encerramento e se o provisionamento realizado está de acordo
com os requisitos regulatórios aplicáveis, por unidade de mineração;
• a metodologia utilizada para calcular o custo estimado de encerramento;
• instrumentos financeiros usados ou desenvolvidos para garantir o provisionamento adequado
para encerramento e reabilitação.15
Descreva a provisão de recursos não financeiros realizada pela organização para gerir a transição 14.8.9
socioeconômica da comunidade local para uma economia pós-mineração sustentável, incluindo
esforços conjuntos, projetos e programas.
438 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Referências e recursos
GRI 402: Relações de Trabalho 2016 e GRI 404: Capacitação e Educação 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.
As referências adicionais usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de encerramento e reabilitação pelo setor de mineração estão listados na Bibliografia.
14 Recomenda-se que a definição de vida útil da mina (LOM, do inglês Life of the Mine) usada pela organização para este conteúdo adicional ao setor
seja a mesma que a definição usada em suas demonstrações financeiras consolidadas ou em documentos equivalentes.
15 Para uma melhor orientação, incluindo definições para termos usados no conteúdo adicional ao setor, consulte a publicação do Conselho
Internacional de Mineração e Metais (ICMM) Financial concepts for mine closure, 2019 [160]; e a publicação do Fórum Intergovernamental sobre
Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF) Global Review: Financial assurance governance for the post-mining transition, 2021
[157].
439 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
As atividades do setor de mineração podem ser uma importante fonte de investimento e renda para as
comunidades locais, os países e as regiões. A extração mineral oferece oportunidades consideráveis para que os
países produtores e suas comunidades obtenham benefícios econômicos duradouros que, se bem administrados,
podem transformar as economias nacionais, reduzir a pobreza e a desigualdade e melhorar o bem-estar das
pessoas. As contribuições econômicas podem se manifestar localmente por meio de gastos com compras,
capacitação ou oferta de empregos, e em nível nacional, subnacional ou regional por meio de impostos e royalties
(consulte também o tema 14.23 Pagamentos a governos).
Os impactos variam de acordo com o volume e a duração das operações, interações com outras atividades
econômicas, a eficácia de governos locais e nacionais na administração de recursos e com as práticas de compras
locais e práticas empregatícias usadas pela organização. Em escala global, as contribuições do setor são
predominantes, por exemplo, por meio do fornecimento de minerais para a transição para uma economia de baixo
carbono, infraestrutura e edifícios essenciais, e produção de alimentos.
Os impactos econômicos da mineração variam dependendo da fase específica do projeto de mineração. Durante o
desenvolvimento da mina, os investimentos em infraestrutura estão no seu auge, a aquisição de bens e serviços é
alta e são necessários muitos trabalhadores. Quando a mina está em operação, os impactos econômicos são
gerados principalmente por meio de gastos com compras, empregos, investimentos na comunidade, impostos e
outros pagamentos a governos. O encerramento da mina e as fases pós-mineração exigem uma reestruturação
econômica, caracterizada pela emigração, redução das receitas do governo e uma necessidade limitada de
infraestrutura, bens e serviços.
Por meio de compras locais, as mineradoras podem promover a geração de empregos e aumentar a demanda por
bens e serviços. Os trabalhadores de mineradoras e os seus fornecedores também estimulam o crescimento
econômico local ao gastar a partir de seus ganhos. Impactos positivos duradouros poderão ser gerados pela
capacitação dos fornecedores, juntamente com treinamento e transferência de habilidades para a comunidade. A
construção e a operação de minas poderão envolver o desenvolvimento de infraestrutura, como estradas, ferrovias e
outras redes de transporte que as comunidades locais podem utilizar. Vínculos de produção com outros setores
também poderão impulsionar a diversificação econômica e o desenvolvimento local.
A extensão do benefício que as comunidades locais terão com a presença de atividades de mineração depende dos
níveis de desenvolvimento e industrialização existentes nas comunidades, da sua capacidade de oferecer
trabalhadores qualificados para as novas oportunidades de emprego, e do compromisso das organizações do setor
em capacitar os trabalhadores locais. O impacto da mineração na geração de novos empregos também depende de
como outros setores são afetados e das práticas empregatícias da organização (consulte também o tema 14.17
Práticas empregatícias). Por exemplo, uma escala de embarque e desembarque por transporte aéreo (fly-in fly-out)
para fornecer mão de obra reduz as oportunidades de emprego disponíveis para as comunidades locais,
diminuindo os potenciais benefícios econômicos para o local. Em locais onde as mulheres são tradicionalmente
responsáveis por atender às necessidades de subsistência das famílias e os empregos são ocupados
principalmente por homens, isso pode resultar em uma maior carga de trabalho doméstico e comunitário para as
mulheres [164]. Esses impactos poderão agravar as disparidades econômicas e as desigualdades de gênero,
especialmente se a repartição dos benefícios da mineração for separada do contexto local e das necessidades da
comunidade (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais).
Mudanças na tecnologia da mineração em escala industrial, tais como o aumento no uso de automação e robótica,
podem afetar os impactos econômicos e a repartição de benefícios. Embora essas mudanças possam introduzir
novas habilidades e aumentar as oportunidades de trabalho para mulheres e outros grupos sub-representados,
elas também podem reduzir o número de trabalhadores necessários para as atividades de mineração.
Além disso, um processo de encerramento de mina mal planejado ou executado pode deixar um legado de
impactos com consequências econômicas para as comunidades e os governos (consulte também o tema 14.8
Encerramento e reabilitação).
Os impactos negativos duradouros poderão ser mitigados em nível local em consulta com a comunidade. Isso pode
ser alcançado por meio da incorporação do desenvolvimento inclusivo, de mecanismos de repartição de benefícios
440 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
e de programas de desenvolvimento local voltados para os impactos visando a transformação estrutural das
economias locais. As mineradoras também poderão promover a inclusão econômica recrutando ou usando
fornecedores que recrutem trabalhadores de grupos menos representados ou marginalizados, incluindo empresas
de propriedade de mulheres (consulte também o tema 14.21 Não discriminação e igualdade de oportunidades).
Estender o desenvolvimento de habilidades a trabalhadores que não são funcionários e à comunidade local
também poderá contribuir para impactos positivos e para promover uma transição justa após o encerramento de
uma mina.
441 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.9.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para a criação de oportunidades de emprego,
compras e capacitação para as comunidades locais.
GRI 204: Práticas Conteúdo 204-1 Proporção de gastos com fornecedores locais 14.9.5
de Compra 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Relate o percentual do orçamento de compras da organização gasto com
fornecedores locais por unidade de mineração.
Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As atividades de mineração podem criar benefícios socioeconômicos para as comunidades locais por meio de
compras e empregos locais, impostos e outros pagamentos a governos, investimentos em infraestrutura e também
apoio a serviços, além de programas de desenvolvimento local (consulte também os temas 14.9 Impactos
econômicos e 14.23 Pagamentos a governos). Entretanto, as atividades de mineração podem também gerar
impactos negativos socioeconômicos, culturais, na saúde e nos direitos humanos nas comunidades próximas às
unidades de mineração, incluindo Povos Indígenas, mineiros artesanais e de pequena escala e outros grupos
vulneráveis, durante toda a vida útil da mina e após o encerramento (consulte também os temas 14.11 Direitos de
Povos Indígenas e 14.13 Mineração artesanal e de pequena escala).
Os impactos negativos podem resultar de exigências de uso da terra que limitam a acessibilidade e a
disponibilidade da terra e dos recursos naturais, levando à perda de tradição, cultura ou identidade cultural (consulte
também o tema 14.12 Direitos à terra e aos recursos naturais). As atividades de mineração podem causar danos ao
patrimônio cultural tangível, incluindo locais e artefatos, assim como formas intangíveis de cultura, tais como estilos
de vida e conhecimento. Outros impactos negativos na saúde, na segurança e no bem estar da comunidade podem
ser causados por:
• exposição a poluição, substâncias perigosas e poeira (consulte também o tema 14.3 Emissões atmosféricas);
• contaminação da água subterrânea e da água de superfície (consulte também o tema 14.7 Água e efluentes);
• tráfego para a unidade de mineração ou de volta dela;
• aumento nos níveis de luminosidade, ruído e vibração resultantes de, por exemplo, desmonte a fogo e
transporte;
• degradação dos serviços ecossistêmicos;
• redução na produção pesqueira e agrícola; e
• acidentes de segurança de processo, tais como explosões, incêndios, colapso de minas, derramamentos e
falhas em estruturas de disposição de rejeitos (consulte também o tema 14.15 Gestão de acidentes de
segurança de processo).
As mulheres podem ser afetadas de forma desproporcional pelos impactos ambientais negativos da mineração.
Por exemplo, o trabalho de coleta de água e alimentos em muitas comunidades rurais é, na maioria das vezes,
realizado por mulheres e meninas. As mulheres também são frequentemente excluídas das consultas formais à
comunidade [179].
O afluxo de trabalhadores, pessoas em busca de emprego ou outras pessoas que pretendem se beneficiar da
atividade econômica de uma mina pode gerar perturbações sociais e maiores desigualdades econômicas na
comunidade local. Esse afluxo pode colocar sob pressão os serviços e recursos locais, provocar inflação e
aumentar os custos de moradia. Pode também haver um aumento em abuso de substâncias, jogo e prostituição,
assim como em doenças transmissíveis, que podem prejudicar a coesão social de uma comunidade. Essas
mudanças podem gerar impactos desproporcionais em grupos vulneráveis da sociedade, tais como os idosos, as
crianças e os jovens. As mulheres, em particular, são mais afetadas pelo risco de aumento da violência sexual e do
tráfico resultantes do desequilíbrio de gênero de trabalhadores predominantemente do sexo masculino. Casos
documentados revelaram violência doméstica e de gênero, tanto em unidades de mineração como em
comunidades adjacentes a elas [185].
A mineração pode também gerar conflitos sociais, resultando em impactos nos direitos humanos. Quando os
interesses da mineradora estão em conflito com os interesses da comunidade local, os desacordos ou as queixas
podem aumentar significativamente (consulte também o tema 14.14 Práticas de segurança). Os conflitos podem
ocorrer, por exemplo, devido a impactos ambientais negativos, engajamento inadequado com a comunidade local,
distribuição desigual de benefícios econômicos ou disputas sobre o uso da terra e dos recursos naturais durante a
mineração e após o encerramento.
As mineradoras poderão avaliar os impactos nas comunidades durante toda a vida útil de uma mina, realizando
avaliações de impacto ambiental e social. Isso poderá ajudar a garantir que os impactos negativos sejam
identificados, prevenidos quando possível, tratados e reparados a tempo. Espera-se que as organizações ofereçam
benefícios que contribuam para o desenvolvimento de longo prazo das comunidades locais para equilibrar os
impactos negativos da mineração. Por exemplo, os acordos de desenvolvimento local geralmente definem os
16 Trabalhadores contratados na comunidade local incluem tanto indivíduos nativos como aqueles com direito legal de residir indefinidamente (como
cidadãos naturalizados ou estrangeiros com visto permanente) no mesmo mercado geográfico da operação de mineração. A definição geográfica de
“local” pode incluir a comunidade no entorno das operações, uma região do país ou um país. Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Conteúdo
202-2 Proporção de membros da diretoria contratados na comunidade local da Norma GRI 202: Presença no Mercado 2016.
443 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Um engajamento significativo com as comunidades locais implica uma comunicação de duas vias transparente,
proativa, responsiva e contínua. Essa abordagem pode ajudar a aliviar as tensões, melhorar as relações com a
comunidade e facilitar processos transparentes de tomada de decisões, que são essenciais para a obtenção e
manutenção de uma licença social de operação. Um engajamento significativo também pressupõe a consulta às
comunidades locais antes da tomada de decisões, inclusive reconhecendo o desequilíbrio de poder da mineradora
com as comunidades locais e fornecendo informações acessíveis, culturalmente apropriadas e sensíveis ao gênero
no idioma local [173]. Ao incluir as vozes de mulheres, minorias étnicas e outros grupos sub-representados nas
consultas, as mineradoras poderão envolvê-los ativamente nos processos de engajamento da comunidade. Isso
garante que as informações coletadas reflitam as prioridades locais e promovam a distribuição equitativa dos
benefícios.
As organizações lidam ainda mais com seus impactos negativos estabelecendo ou participando de mecanismos de
queixas e outros processos de reparação adaptados às necessidades da comunidade.
444 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.10.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para a identificação de stakeholders, incluindo grupos
vulneráveis, nas comunidades locais.
• Descreva a abordagem para engajamento com as comunidades locais em
cada fase da vida útil da mina, incluindo:
- como a organização busca garantir que o engajamento seja significativo;
- como a organização apoia uma participação segura e equitativa dos
gêneros.
• Descreva a abordagem para desenvolver e implementar programas de
desenvolvimento local, incluindo como o envolvimento com os stakeholders
locais, as avaliações de impacto e as avaliações das necessidades da
comunidade embasaram os programas.
Referências e recursos
GRI 413: Comunidades Locais 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As atividades de mineração podem oferecer oportunidades sociais e econômicas e benefícios para os Povos
Indígenas por meio de pagamentos financeiros, emprego, compras, capacitação e programas de desenvolvimento
local (consulte também o tema 14.9 Impactos econômicos). No entanto, elas podem também romper os laços dos
povos indígenas com suas terras ou ambientes naturais, comprometer seus direitos e bem-estar, e causar
deslocamento (consulte também o tema 14.12 Direitos à terra e aos recursos naturais). A mineração pode ter
impactos na disponibilidade e no acesso à água, que é uma preocupação fundamental para muitos Povos
Indígenas. As atividades de mineração podem também causar danos ao patrimônio cultural, que consiste em locais
e artefatos tangíveis assim como formas intangíveis de cultura, tais como estilos de vida e conhecimento
tradicionais.
Um afluxo de trabalhadores de outras áreas pode resultar em discriminação contra Povos Indígenas quanto ao
acesso a empregos e oportunidades. Pode, ainda, minar sua coesão social, seu bem-estar e sua segurança. As
mulheres indígenas podem ser mais expostas aos riscos de prostituição, trabalho forçado, violência e doenças
transmissíveis do que homens Indígenas (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais).
Os direitos coletivos e individuais dos Povos Indígenas são previstos em instrumentos reconhecidos
internacionalmente. Os Povos Indígenas geralmente possuem um status especial na legislação nacional e podem
deter a posse consuetudinária ou legal de terras das quais organizações do setor de mineração recebem direitos
de uso pelos governos. Espera-se que as organizações busquem obter consentimento livre, prévio e informado
(CLPI) antes e ao longo de suas operações sobre decisões que poderiam causar impactos nas terras ou nos
recursos naturais que os povos indígenas usam ou possuem. A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos
dos Povos Indígenas reconhece seu direito de dar ou retirar o consentimento em qualquer etapa de um projeto que
possa afetá-los ou a seus territórios e negociar melhores condições [197]. Portanto, as mineradoras são
responsáveis por respeitar os direitos dos Povos Indígenas, independentemente da capacidade ou vontade dos
governos de cumprir suas próprias obrigações em relação aos direitos humanos.
Organizações do setor e Povos Indígenas continuam a ter disputas e conflitos relacionados a propriedade e direitos
à terra. Casos documentados revelam uma ausência de consultas de boa-fé e uma pressão indevida sobre Povos
Indígenas para que aceitem projetos, sendo que a oposição a tais projetos às vezes leva a violência ou mortes [201].
As mineradoras poderão promover relações positivas com os Povos Indígenas por meio de consulta baseada em
consentimento, acordos mutuamente benéficos e práticas de engajamento transparentes. Os benefícios diretos,
incluindo pagamentos financeiros, geralmente são registrados por meio de acordos de repartição de benefícios
para formalizar as expectativas de ambos os lados. As mineradoras poderão utilizar mecanismos de queixas,
adaptados às necessidades da comunidade, para tratar de preocupações e fornecer reparação.
446 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.11.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para a identificação de Povos Indígenas que são ou
poderiam ser afetados pelas atividades da organização.
• Descreva a abordagem para engajamento com Povos Indígenas, incluindo:
- como a organização busca garantir que o engajamento seja significativo;
- como a organização apoia uma participação de gênero segura e
equitativa.
• Descreva políticas, compromissos e medidas adotadas para respeitar o
patrimônio cultural dos Povos Indígenas.
• Descreva os programas de desenvolvimento local em vigor que visam
aumentar os impactos positivos para os Povos Indígenas.
Referências e recursos
GRI 411: Direitos de Povos Indígenas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
As atividades de mineração necessitam de grandes áreas de terra para prospecção, exploração, extração,
armazenamento de resíduos, processamento, transporte e distribuição. Quando próximas de comunidades locais,
essas atividades, às vezes, restringem o acesso a locais culturalmente significativos e a recursos naturais, levam a
reassentamentos involuntários e prejudicam os meios de subsistência tradicionais como a agricultura e a
mineração artesanal (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais). Os impactos nos direitos à terra e aos
recursos naturais pode levar ao desemprego, à marginalização, à insegurança alimentar, ao aumento dos riscos à
saúde e ao empobrecimento. Os impactos provenientes do uso da terra podem variar de acordo com o método de
extração e transporte, o tamanho e a localização da mina e o processamento necessário. Por exemplo, o
deslocamento é mais frequentemente associado à mineração a céu aberto. Em muitos casos, grupos
vulneráveis são mais severamente afetados, inclusive as mulheres, que são frequentemente excluídas como
detentoras legais de posse (consulte também o tema 14.11 Direitos de Povos Indígenas).
Regras pouco claras referentes aos direitos de posse que regulam o acesso, uso e controle da terra muitas vezes
levam a disputas, tensões socioeconômicas e conflitos. Isso pode ser agravado por consultas insuficientes e
indenização inadequada às comunidades afetadas. Por exemplo, em áreas onde regras legais formais sobre posse
de terra se sobreponham ou entrem em conflito com regras de costumes tradicionais, o conflito pode ser
alimentado quando há falta de clareza ou expectativas não atendidas entre as comunidades e as mineradoras.
Essas disputas podem ser sobre indenização, acesso ou documentação para detentores da posse consuetudinária
da terra que podem depender de suas terras para alimentação, cultura e meio de subsistência.
Reassentamentos involuntários de comunidades locais, incluindo tanto o deslocamento físico (ex.: realocação ou
perda de abrigo) e deslocamento econômico (ex.: perda ou acesso a bens), podem resultar em perda de redes
sociais, identidades culturais e ativos físicos, tais como escolas, locais de culto e cemitérios. As organizações
poderão reparar os impactos negativos do reassentamento compensando as comunidades locais pelo custo total
de reposição da terra e de outros ativos perdidos. Isso pode ser feito substituindo a terra quando possível,
fornecendo acesso a recursos naturais alternativos ou oferecendo compensação monetária pelos ativos perdidos.
Os impactos do reassentamento nos meios de subsistência podem ser mais severos para as comunidades
envolvidas em mineração artesanal e de pequena escala devido à natureza frequentemente informal dessas
atividades. Na ausência de direitos reconhecidos à terra e aos minerais, essas comunidades podem não ser
indenizadas (consulte também o tema 14.13 Mineração artesanal e de pequena escala). Em alguns casos,
membros da comunidade que resistam ao reassentamento podem enfrentar ameaças e intimidação, bem como
remoção da terra de forma violenta, repressiva ou com ameaças de morte.
Lidar com impactos relacionados a direitos à terra e aos recursos naturais e reassentamento requer uma avaliação
de impactos abrangente e permanente. Isso poderá garantir que os impactos sejam identificados e prevenidos, por
exemplo, evitando o reassentamento involuntário sempre que possível. Medidas como indenização justa e
melhorias nas condições de vida poderão ajudar a mitigar os impactos e proporcionar uma reparação oportuna. Um
engajamento continuado, inclusivo e culturalmente adequado com as comunidades locais durante toda a vida útil de
uma mina e após seu encerramento, por exemplo, por meio de consultas e processos de audiência pública, é
essencial para garantir a viabilidade e a continuidade dos meios de subsistência da comunidade. Isso inclui
garantir que as mulheres e outros grupos mais vulneráveis aos impactos estejam suficientemente representados.
As organizações também poderão buscar o consentimento livre, prévio e informado quando as atividades de
mineração tiverem impactos em terras ou recursos que as comunidades locais usam ou possuem.
448 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.12.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem adotada para o engajamento com stakeholders cujos
direitos à terra e aos recursos naturais são ou poderiam ser afetados pelas
atividades da organização, incluindo:
- como a organização busca garantir que o engajamento seja significativo;
- como a organização apoia uma participação de gênero segura e
equitativa.
• Descreva políticas, compromissos e planos que fornecem reparação a
comunidades locais ou a indivíduos sujeitos a reassentamento involuntário,
bem como o processo de estabelecer indenização por perda de bens ou outra
assistência para melhorar ou restaurar os padrões de vida ou os meios de
subsistência.
• Descreva os procedimentos em vigor para monitorar e avaliar a eficácia das
medidas tomadas para reparar os impactos negativos provenientes do
reassentamento involuntário e as medidas corretivas tomadas quando
necessário.17
Liste os locais das operações onde ocorreram conflitos ou violações de direitos à terra e aos 14.12.3
recursos naturais (entre os quais os direitos às posses consuetudinária, coletiva e informal), e
descreva os incidentes e os stakeholders cujos direitos são ou poderiam ser afetados.
Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de direitos à terra e aos recursos naturais pelo setor de
mineração, estão listados na Bibliografia.
449 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Estima-se que 45 milhões de pessoas em todo o mundo estejam envolvidas em mineração artesanal e de pequena
escala (MAPE). Em algumas regiões, a falta de oportunidades econômicas alternativas pode tornar a MAPE uma
importante fonte de subsistência e emprego para as comunidades locais, inclusive para as mulheres, que
representam cerca de 30% dos operadores de MAPE [228]. As atividades de MAPE podem ser formais ou informais
e geralmente estão associadas a formas simplificadas de mineração, acesso limitado à tecnologia e alta
intensidade de mão de obra. A MAPE pode incluir operadores individuais, famílias e cooperativas que envolvem até
centenas ou mesmo milhares de mineiros. As mineradoras podem interagir com a MAPE no início dos projetos de
mineração, quando os depósitos minerais são expostos e os operadores de MAPE migram para unidades de
mineração. A MAPE também poderia estar presente antes de as mineradoras iniciarem a exploração e a extração.
Em alguns países, a MAPE é reconhecida como uma atividade legal e, portanto, uma atividade formal. Em contextos
em que a MAPE não tem status legal, ela é considerada informal. No entanto, as atividades de MAPE podem ser
consideradas legítimas quando os operadores de MAPE demonstram esforços de boa-fé para operar dentro do
marco legal aplicável e se envolvem em oportunidades de formalização, quando disponíveis. Seja formal ou
informal, a MAPE não é considerada legítima quando é caracterizada por abusos de direitos humanos, fluxos
financeiros ilícitos ou quando contribui para conflitos [232].
Quando a MAPE opera sem status legal, as interações e a co-localização com as mineradoras podem levar a
conflitos relacionados à terra, ao acesso e ao controle de depósitos minerais, bem como ao direito de minerar
(consulte também o tema 14.12 Direitos à terra e aos recursos naturais). As mineradoras podem ter direitos oficiais
de mineração concedidos pelas autoridades reguladoras. Entretanto, as atividades informais de MAPE podem ter o
apoio da comunidade local de acordo com tradições socioculturais ou costumes informais desenvolvidos ao longo
do tempo (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais). Nesses casos, o uso pela organização de pessoal
de segurança para proteger os ativos pode levar a violações dos direitos humanos (consulte também o tema 14.14
Práticas de segurança) ou agravar o conflito (consulte também o tema 14.25 Áreas afetadas por conflitos e de alto
risco).
A proximidade das mineradoras com as atividades informais de MAPE pode prejudicar a eficácia de estratégias de
mitigação para gerenciar os impactos ambientais de uma organização. Por exemplo, os esforços para manter a
qualidade do ar ou da água poderão ser prejudicados devido ao uso de produtos químicos ou metais pesados na
MAPE. Áreas de alto valor de biodiversidade que a mineradora tem a obrigação de proteger também poderão ser
danificadas devido ao acesso descontrolado dos operadores de MAPE.
As mineradoras podem se envolver com os impactos negativos da MAPE ao comprar minerais extraídos por
operadores de MAPE. Esses impactos incluem níveis mais baixos de saúde e segurança do trabalho e o uso de
mercúrio, especialmente na extração de ouro por MAPE , o que é uma grande preocupação para a saúde dos
trabalhadores, das comunidades locais e do meio ambiente. A MAPE também pode envolver o uso de trabalho
infantil uma vez que as crianças estão frequentemente envolvidas em atividades de MAPE para complementar a
renda familiar (veja também o tema 14.18 Trabalho infantil). As mineradoras também podem estar envolvidas em
ocorrências de trabalho forçado como resultado de sua interação com a MAPE.
As mineradoras poderão realizar engajamento e consulta com os operadores de MAPE para construir
relacionamentos construtivos. Essas medidas começariam na fase de exploração para identificar, prevenir e mitigar
regularmente os impactos das interações e da co-localização com a MAPE e os impactos ligados às suas relações
de negócios, tais como fornecedores de segurança. As mineradoras poderão apoiar a profissionalização dos
operadores informais, porém legítimos, de MAPE, alocando áreas para mineração e fornecendo capacitação,
recursos e assistência técnica. As mineradoras poderão também investir em iniciativas de compras locais,
promover a colaboração por meio de acordos de recompra e apoiar a formalização por meio da colaboração multi-
stakeholder com governos e outras partes relevantes em nível regional e nacional.
17 Para uma melhor orientação, consulte os Requisitos 10, 14 e 25 do Padrão de Desempenho 5 da IFC, Aquisição de Terra e Reassentamento
Involuntário [220].
450 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.13.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem adotada para o engajamento com operadores de
MAPE e as medidas tomadas pela organização para apoiar os esforços de
formalização e profissionalização da MAPE.
• Descreva os programas em vigor que visam aumentar os impactos positivos
ou mitigar os negativos envolvendo a MAPE, incluindo:
- se e como os programas incorporam considerações de gênero;
- como o envolvimento com as autoridades e comunidades locais embasou
os programas.
• Se houver compras junto à mineração artesanal e de pequena escala,
descreva as políticas em vigor e o processo usado para identificar e avaliar os
impactos negativos reais e potenciais.
Relate o número total e a natureza dos incidentes envolvendo a MAPE e as medidas tomadas para 14.13.3
18
resolvê-los.
Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de mineração artesanal e de pequena escala pelo setor de
mineração estão listados na Bibliografia.
451 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Muitas organizações do setor de mineração usam pessoal de segurança para proteger seus ativos ou garantir a
segurança e a proteção dos trabalhadores. As organizações podem empregar seu próprio pessoal, mas mais
comumente usam fornecedores de segurança de terceiros, como empresas de segurança privada, ou fazem
acordos com os governos anfitriões para fornecer segurança pública. O pessoal de segurança pode atuar nas
unidades operacionais da organização ou ao longo da cadeia de fornecedores e podem estar presentes no
processamento de minerais, no transporte, no armazenamento ou no ponto de venda.
Casos documentados revelam violações dos direitos humanos pelo pessoal de segurança em encontros com as
comunidades locais ou ativistas, variando de ameaças e intimidação à violência. As mulheres são mais vulneráveis
ao assédio e à violência sexual e de gênero por parte do pessoal de segurança.
Embora se utilize pessoal de segurança em vários locais, o risco de violações dos direitos humanos e do direito
internacional humanitário é maior em áreas afetadas por conflitos, onde os fornecedores de segurança podem estar
ligados a grupos militares ou paramilitares (consulte também o tema 14.25 Áreas afetadas por conflitos e de alto
risco). Os riscos também podem ser maiores quando a mineração ocorre próxima aos Povos Indígenas e outros
grupos vulneráveis (consulte também o tema 14.11 Direitos de Povos Indígenas). Os operadores de mineração
artesanal e de pequena escala (MAPE) podem enfrentar maiores riscos de violações dos direitos humanos,
principalmente quando existem preocupações em relação às atividades de MAPE nas concessões das mineradoras
(consulte também o tema 14.13 Mineração artesanal e de pequena escala).
As ações realizadas pelo pessoal de segurança contra membros da comunidade local e defensores dos direitos
humanos podem violar os direitos à liberdade de reunião e de expressão, e podem levar a lesões e perda de vidas.
Os incidentes de violações dos direitos humanos associados ao setor de mineração podem estar ligados, por
exemplo, a atividades de protesto de defensores da terra e do meio ambiente contra a mineração ou quando as
comunidades protegem suas terras e recursos das atividades de mineração (consulte também o tema 14.12
Direitos à terra e aos recursos naturais) [245]. Os defensores dos direitos humanos têm direitos e proteções
específicos, conforme descrito na Declaração das Nações Unidas sobre os Defensores dos Direitos Humanos e
em outros acordos internacionais, mas frequentemente sofrem abusos e assédio. As mulheres defensoras dos
direitos humanos geralmente são mais severamente afetadas.
As organizações do setor são responsáveis por garantir que as práticas de segurança sejam coerentes com relação
aos direitos humanos e o direito internacional humanitário [247]. Isso envolve avaliar impactos relacionados à
segurança, identificar situações em que podem ocorrer impactos nos direitos humanos, e trabalhar com o pessoal
de segurança para garantir que os direitos humanos sejam respeitados. Os impactos também poderão ser
mitigados de forma mais ampla por meio de uma melhor compreensão do contexto local, como a presença de
grupos vulneráveis e a composição de gênero da comunidade local.
18 No contexto deste conteúdo, um "incidente" refere-se a uma ação judicial ou reclamação registrada na organização ou em autoridades competentes
mediante um processo formal ou uma ocorrência de não conformidade identificada pela organização por meio de procedimentos estabelecidos
(auditorias de sistema de gestão, programas formais de monitoramento ou mecanismos de queixas).
452 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.14.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva como a organização procura prevenir ou mitigar os impactos
negativos potenciais do uso de fornecedores privados e órgãos públicos de
segurança.
• Relate se a organização está implementando os Princípios Voluntários de
Segurança e Direitos Humanos (VPSHR).
Referências e recursos
GRI 410: Práticas de Segurança 2016 lista referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Os acidentes no setor de mineração não apenas causam danos aos bens da organização, mas podem ter impactos
catastróficos nos trabalhadores, bem como nas comunidades locais, e no meio ambiente, por exemplo, por meio da
contaminação do ar, do solo e da água, degradação de ecossistemas e habitats e a mortalidade de animais. Esses
impactos têm o potencial de desestruturar outras atividades econômicas que dependem desses recursos naturais,
tais como a agricultura e a pesca, afetando os meios de subsistência e comprometendo a inocuidade dos
alimentos e a segurança alimentar.
Acidentes de segurança de processo no setor de mineração podem estar relacionados, por exemplo, à liberação de
produtos químicos e gases perigosos, falhas em aterros de rochas e em estruturas de disposição de rejeitos
(consulte também o tema 14.6 Rejeitos), colapso do teto de galeria de mina, subsidência do solo, deslizamentos de
terra, incêndios, inundações e colisões de veículos. O transporte, o uso e o armazenamento de explosivos usados
para detonação podem resultar em acidente de trabalho ou na perda de vidas entre os trabalhadores e as
comunidades locais. Os acidentes podem ser atribuídos, por exemplo, a operação inadequada ou falha em
equipamentos, erro humano, erros mecânicos, falha dos equipamentos (consulte também o tema 14.16 Saúde e
segurança do trabalho), e má gestão de resíduos e de materiais perigosos (consulte também o tema 14.5
Resíduos), que poderão levar a fatalidades, acidentes de trabalho ou doenças profissionais. Os acidentes também
podem ser atribuídos à sismicidade induzida pela mineração, às condições climáticas e aos eventos climáticos. A
probabilidade de eventos climáticos extremos, tais como enchentes, secas, incêndios e ondas de calor, está
aumentando devido às mudanças climáticas (consulte também o tema 14.2 Adaptação e resiliência climática). Os
acidentes de segurança de processo na cadeia de fornecedores podem envolver, por exemplo, terceirizados que
realizam atividades de mineração no local ou empresas de transporte envolvidas em acidentes rodoviários na
entrega de produtos.
As mineradoras implementam a gestão de controle crítico para prever acidentes e definir os controles que devem
estar em vigor para mitigar ou reparar o risco de ocorrência do acidente. Os impactos negativos de acidentes de
segurança de processo poderão ser prevenidos e mitigados de forma mais eficaz quando há um plano em vigor de
preparação e resposta a emergências. A implementação oportuna dessas medidas é essencial quando ocorrem
acidentes de segurança de processo. As mineradoras poderão melhorar a prontidão para uma emergência
estabelecendo canais de comunicação eficazes ese engajando com as comunidades locais e outros stakeholders
relevantes para tratar de potenciais riscos de saúde e segurança associados a atividades de mineração. Elas
também poderão envolver esses grupos no processo de reparação para garantir uma resposta abrangente e
conjunta (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais).
454 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.15.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem da organização para planos de preparação e resposta
a emergências, incluindo a frequência de testes dos planos e como o
envolvimento com comunidades locais, trabalhadores, agências do setor
público, socorristas e autoridades e instituições locais embasou os planos.
Relate o percentual de unidades de mineração que têm planos de preparação e resposta a 14.15.4
emergências em vigor e liste as unidades que não têm.
Referências e recursos
GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
relevantes para o relato deste tema.
A saúde e a segurança dos trabalhadores envolvidos em atividades de mineração é uma preocupação constante
das organizações do setor. Perigos incluem o trabalho com equipamentos pesados, estruturas de mina precárias e
exposição a substâncias explosivas, inflamáveis, venenosas ou perigosas ou o manuseio dessas substâncias. Os
perigos podem também estar associados ao trabalho em espaços confinados ou em locais isolados, longos turnos
e o trabalho físico e frequentemente repetitivo envolvido. Os métodos de extração também podem determinar a
severidade dos riscos, com os trabalhadores de minas subterrâneas geralmente enfrentando riscos maiores. Além
disso, os trabalhadores de países em desenvolvimento, especialmente em unidades de mineração remotas,
correm um risco maior de acidentes de trabalho ou doenças profissionais.
Os perigos associados às atividades realizadas no setor de mineração podem resultar em acidentes de trabalho
com consequência grave. Acidentes de trabalho podem resultar do uso de explosivos, da liberação de gás ou poeira
em áreas confinadas (consulte também o tema 14.3 Emissões atmosféricas), falhas elétricas ou incêndios, colapso
das estruturas de mina ou falhas nas instalações (consulte também os temas 14.15 Gestão de acidentes de
segurança de processo e 14.6 Rejeitos), falha ou mal uso de equipamentos de mineração, ou falta de equipamento
de proteção individual apropriado. Acidentes de transporte são frequentes no setor de mineração, especialmente
com fornecedores.
Os riscos à saúde podem ser biológicos, químicos, ergonômicos ou físicos. O uso de produtos químicos e a
exposição a substâncias perigosas, tais como o cianeto ou o mercúrio, na extração e no processamento de
minerais podem levar a impactos de longo prazo na saúde dos trabalhadores. A exposição a temperaturas
extremas, radiação prejudicial e ruído ou vibração de máquinas pode resultar em doenças entre os trabalhadores.
Os riscos à saúde também incluem higiene precária, baixa qualidade de alimentos ou de água nas unidades de
mineração, bem como as acomodações dos trabalhadores, que podem resultar em doenças. Grupos vulneráveis,
inclusive mulheres grávidas, podem ser particularmente suscetíveis a riscos à saúde no setor.
Os riscos psicossociais relacionados às práticas empregatícias comuns no setor incluem escalas de embarque e
desembarque por transporte aéreo (fly-in fly-out), longas horas de viagem, rotatividade de emprego, turnos longos,
trabalho noturno, horários de trabalho irregulares, trabalho solitário, morar no local de trabalho e sono interrompido
(consulte também o tema 14.17 Práticas empregatícias). Essas práticas podem também causar fadiga, elevando o
risco de acidente de trabalho. Além disso, os locais de trabalho caracterizados por desequilíbrio de gênero podem
contribuir para o aumento de estresse, discriminação ou assédio sexual (consulte também o tema 14.21 Não
discriminação e igualdade de oportunidades). As mulheres costumam ser afetadas de forma desproporcional por
ambientes de trabalho remotos, horários inflexíveis e prevalência de violência e assédio de gênero promovidos por
uma força de trabalho dominada por homens [266].
No setor de mineração, a incidência de acidente de trabalho com consequência grave tende a ser maior para os
trabalhadores que não são empregados, como os terceirizados. Isso pode ser atribuído a desequilíbrios na
cobertura dos sistemas de gestão de saúde e segurança do trabalho e na aplicação de normas de segurança, que
podem não cobrir os trabalhadores terceirizados da mesma forma que os empregados são cobertos. Os
terceirizados podem também estar menos familiarizados com os mecanismos e práticas de segurança do local de
trabalho ou menos comprometidos com esses mecanismos e práticas.
19 O conteúdo relacionado a efluentes da Norma GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 foi substituído pela Norma GRI 303: Água e Efluentes 2018, e o
conteúdo relacionado a resíduos foi substituído pela Norma GRI 306: Resíduos 2020. O conteúdo relacionado a derramamentos da Norma GRI 306:
Efluentes e Resíduos 2016 permanece em vigor.
456 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.16.1
Materiais 2021
Referências e recursos
GRI 403: Saúde e Segurança do Trabalho 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Embora a mineração possa oferecer oportunidades de trabalho bem remuneradas, pode haver impactos negativos
nos trabalhadores decorrentes de condições de trabalho desafiadoras e de consultas ineficazes entre trabalhadores
e gestores. A insegurança de emprego devido a encerramentos, ciclos flutuantes de preços das commodities e
avanços tecnológicos oferecem desafios adicionais aos trabalhadores.
As práticas empregatícias podem variar em relação a remuneração horas de trabalho, cobertura de saúde e
segurança, oportunidades de capacitação, proteção social, segurança no emprego e acesso a mecanismos de
queixas. Os empregados em tempo integral geralmente têm acesso a benefícios que podem não estar disponíveis
para empregados de período parcial. Os termos de contrato de trabalho podem variar entre os trabalhadores locais
e os migrantes, sendo que a remuneração desses trabalhadores pode ser desigual e os benefícios, tais como
bonificações, subsídios para moradia e planos de saúde privados podem ser oferecidos somente aos
trabalhadores migrantes altamente qualificados.
Diversas atividades do setor de mineração podem ser terceirizadas para fornecedores. Isso é comum em todas as
fases da vida útil da mina, como durante obras de construção ou manutenção, ou para atividades específicas, tais
como serviços de alimentação, perfuração, segurança patrimonial e transporte. A terceirização de atividades poderia
permitir que as organizações do setor de mineração reduzissem seus custos trabalhistas ou ficassem
desobrigadas de atender a requisitos de acordos coletivos que estejam em vigor para empregados, dessa forma
potencialmente aumentando as disparidades entre empregados e trabalhadores que não são empregados
(consulte também o tema 14.20 Liberdade sindical e negociação coletiva).
Muitos empregos no setor de mineração possuem padrões complexos de turnos, frequentemente envolvendo
longos turnos e turnos noturnos para garantir a continuidade das operações nas 24 horas do dia. Isso pode causar
altos níveis de fadiga e elevar os riscos relacionados a saúde e segurança. As localizações remotas de muitas
unidades de mineração podem exigir o uso de escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo (fly-in fly-
out) ou outros arranjos de transporte. Os trabalhadores que são transportados para as unidades de mineração por
várias semanas seguidas e que muitas vezes precisam trabalhar em turnos irregulares podem sofrer impactos
negativos em sua saúde psicossocial (consulte também o tema 14.16 Saúde e segurança do trabalho). Essas
condições de trabalho também podem funcionar como uma barreira ao emprego de cuidadores primários, na sua
maioria mulheres [276] (consulte também o tema 14.21 Não discriminação e igualdade de oportunidades).
As transformações no setor, tais como a automação, a implantação de novas tecnologias e a transição para a
economia de baixo carbono, também estão mudando as condições e as oportunidades de emprego no setor. As
mineradoras poderão apoiar os trabalhadores, por exemplo, fornecendo recursos para capacitação, educação e
desenvolvimento de habilidades e competências de longo prazo.
458 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.17.1
Materiais 2021
GRI 402: Conteúdo 402-1 Prazo mínimo de aviso sobre mudanças operacionais 14.17.6
Relações de
Trabalho 2016
GRI 404: Conteúdo 404-1 Média de horas de capacitação por ano, por empregado 14.17.7
Capacitação e
Educação 2016 Conteúdo 404-2 Programas para o aperfeiçoamento de competências dos 14.17.8
empregados e de assistência para transição de carreira
GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 14.17.9
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016 Conteúdo 414-2 Impactos sociais negativos na cadeia de fornecedores e 14.17.10
medidas tomadas
Referências e recursos
GRI 401: Emprego 2016, GRI 402: Relações de Trabalho 2016, GRI 404: Capacitação e Educação 2016 e GRI 414:
Avaliação Social dos Fornecedores 2016 listam instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Crianças são expostas a múltiplos perigos ao trabalhar em mineração, tais como queda de rochas, explosões e
incêndios, além de colapso de paredes de minas. A mineração ocorre com frequência em regiões remotas com
acesso limitado à aplicação da lei, a escolas, serviços sociais e apoio da família ou da comunidade, o que também
a torna moralmente perigosa e psicologicamente arriscada para as crianças envolvidas nesse tipo de trabalho. A
Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera a mineração e a exploração de pedreiras um trabalho
perigoso e uma das piores formas de trabalho infantil, cuja eliminação é uma prioridade.
As mineradoras têm maior probabilidade de se envolver com o trabalho infantil por meio de seus fornecedores do
que por meio de suas próprias atividades, por exemplo, durante a construção de unidades de mineração onde o
trabalho é realizado por fornecedores. Os impactos especificamente relacionados a trabalho infantil frequentemente
dependem do gênero. Por exemplo, meninas e mulheres jovens podem ser forçadas a se prostituir ou a prestar
serviços de apoio, como lavar minerais e cozinhar. As mineradoras também podem se envolver com o trabalho
infantil quando compram minerais extraídos por operadores de mineração artesanal e de pequena escala (MAPE)
que usam trabalho infantil (consulte também o tema 14.13 Mineração artesanal e de pequena escala). Estima-se
que cerca de um milhão de crianças entre cinco e 17 anos de idade estejam envolvidas em atividades de MAPE e
em exploração de pedreiras em todo o mundo [285] [286].
As mineradoras podem estar mais expostas a riscos de trabalho infantil quando operam em áreas afetadas por
conflitos e de alto risco (consulte também o tema 14.25). O aumento da pobreza nas áreas rurais devido às poucas
oportunidades de emprego e a baixos salários também pode impulsionar a incidência de trabalho infantil em
atividades complementares ou de apoio.
Para cumprir sua responsabilidade de respeitar os direitos humanos, espera-se que as mineradoras realizem a
devida diligência para identificar atividades e fornecedores que apresentam riscos significativos de ocorrência de
casos de trabalho infantil e usem seu poder de influência para contribuir para a efetiva abolição do trabalho
[Link] parte de um esforço global, vários governos aprovaram leis exigindo relato público do combate à
escravidão moderna. Tais leis se aplicam às organizações do setor de mineração.
Embora o uso de trabalho infantil tenha diminuído globalmente, o aumento da atividade de mineração artesanal e
de pequena escala (MAPE) nas últimas décadas pode ter resultado em níveis mais altos de crianças trabalhando
na mineração.
As circunstâncias econômicas locais e a necessidade de renda familiar adicional são os principais motores do
trabalho infantil nas minas. Estudos revelaram que o não envolvimento das mineradoras com a MAPE para evitar
os impactos negativos do trabalho infantil pode, paradoxalmente, agravar o problema e levar a MAPE a operar em
ambientes mais informais com condições de trabalho mais perigosas. Para abordar a questão de forma holística,
as mineradoras poderão colaborar com as MAPEs e comunidades locais para identificar as atividades de trabalho
infantil e as crianças envolvidas e cooperar com as autoridades para promover e sustentar o desenvolvimento
econômico [288].
460 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.18.1
Materiais 2021
GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 14.18.3
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016
Referências e recursos
GRI 408: Trabalho Infantil 2016 e GRI 414: Avaliação Social dos Fornecedores 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Estima-se que 4% de todo o trabalho forçado ocorre em mineração e exploração de pedreiras [299]. O trabalho
forçado e a escravidão moderna ocorrem em situações de recrutamento involuntário por meio de tráfico, dificuldade
de deixar o empregador sem penalidades, ameaças violentas, exploração sexual, servidão por dívida, recrutamento
enganoso, retenção desalários, ou a retenção de documentos de identidade.
Os casos de trabalho forçado e escravidão moderna são especialmente predominantes na mineração artesanal e
de pequena escala (consulte também o tema 14.13) e em áreas afetadas por conflitos e de alto risco (consulte
também o tema 14.25). Os trabalhadores migrantes no setor de mineração têm maior probabilidade de trabalhar
sob condições de coerção. Eles podendo não estar cientes de seu status legal, não ter autorização de trabalho
válida, e podem ter seus passaportes ou documentos de identidade tomados.
As mineradoras podem estar envolvidas em casos de trabalho forçado e escravidão moderna como resultado de
suas relações de negócios, tais como com fornecedores que operam em países com baixos níveis de aplicação
dos direitos humanos. Para cumprir sua responsabilidade de respeitar os direitos humanos, espera-se que as
mineradoras realizem a devida diligência para identificar unidades de mineração e relações de negócios que
apresentam riscos significativos de ocorrência de casos de trabalho forçado e escravidão moderna. As
organizações poderão também usar sua influência em suas cadeias de fornecedores para combater o trabalho
forçado e a escravidão moderna.
Como parte de um esforço global, vários governos aprovaram leis exigindo relato público do combate à escravidão
moderna, incluindo as práticas de trabalho forçado. Nessas jurisdições, tais leis se aplicam às organizações do
setor de mineração.
462 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.19.1
Materiais 2021
GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 14.19.3
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016
Referências e recursos
GRI 409: Trabalho Forçado ou Análogo ao Escravo 2016 e GRI 414: Avaliação Social dos Fornecedores 2016 listam
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o
relato deste tema.
A liberdade sindical e a negociação coletiva poderão ajudar a melhorar as condições de trabalho no setor de
mineração, inclusive condições relacionadas com saúde e segurança do trabalho, salários e estabilidade no
emprego. Elas abordam o direito dos trabalhadores de se reunir, se organizar, pertencer a sindicatos ou partidos
políticos, eleger seus representantes e entrar em greve sem a interferência de seus empregadores.
Muitos trabalhadores do setor de mineração têm tradicionalmente sido representados por sindicatos e tido seus
empregos cobertos por acordos de negociação coletiva. Entretanto, algumas atividades de mineração ocorrem em
países onde os direitos dos trabalhadores são restritos ou não são aplicados de forma eficiente. Restrições à
efetiva representação de trabalhadores poderiam existir mesmo em países onde os sindicatos são legais.
Trabalhadores que se associam a sindicatos podem enfrentar intimidação ou tratamento injusto, assédio, corte de
salário ou mesmo rescisão do contrato de trabalho.
Casos documentados de interferência na liberdade sindical e na negociação coletiva no setor incluem prisão de
gestores e de outros empregados, invasão de privacidade, não adesão a acordos coletivos e bloqueio do acesso de
sindicatos aos locais de trabalho para apoiar os trabalhadores. Outros casos documentados incluem recusa em
negociar de boa fé com os sindicatos escolhidos pelos trabalhadores. Membros e líderes sindicais foram
ameaçados, assediados, sequestrados, espancados e, em casos graves, até assassinados. A demissão injusta e
o cancelamento unilateral dos acordos de negociação coletiva são outras formas de interferência na liberdade
sindical e na negociação coletiva.
Pode haver disparidade na implementação dos direitos dos trabalhadores devido aos diferentes termos e
condições de emprego no setor. Os terceirizados, por exemplo, geralmente são excluídos do escopo dos acordos
de negociação coletiva e podem receber condições de emprego menos favoráveis e salários-base ou
benefícios mais baixos em comparação aos empregados. A falta de acesso à liberdade sindical e de negociação
coletiva pode resultar em condições de trabalho adversas, tais como baixos salários e longas jornadas de trabalho,
que agravam os impactos naqueles que já enfrentam vulnerabilidades e isolamento relacionados ao trabalho
(consulte também o tema 14.21 Não discriminação e igualdade de oportunidades).
Os sindicatos têm relatado restrições aos trabalhadores temporários ou trabalhadores empregados por
fornecedores a terem acesso aos mesmos direitos dos outros empregados. Em alguns casos, as organizações
têm empregado trabalhadores com contratos de trabalho de curto prazo ou terceirizam funções de forma que os
trabalhadores não possam se sindicalizar. Da mesma forma, os trabalhadores migrantes também têm menor
probabilidade de serem cobertos por acordos de negociação coletiva ou de poderem se sindicalizar.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), todos os trabalhadores devem desfrutar do direito à
liberdade sindical e à negociação coletiva, e as organizações devem garantir que esses direitos não sejam afetados
de forma injustificada. As mineradoras poderão garantir que os trabalhadores de todas as condições de emprego
tenham acesso a mecanismos de queixas, muitas vezes apoiados ou parcialmente elaborados por sindicatos, para
ajudar a resolver as preocupações dos stakeholders antes que evoluam para conflitos.
464 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.20.1
Materiais 2021
Referências e recursos
GRI 407: Liberdade Sindical e Negociação Coletiva 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente relevantes para o relato deste tema.
A discriminação pode se manifestar dentro das mineradoras e em suas cadeias de fornecedores. A discriminação
pode ocorrer com base em idade, gênero, raça, religião, nacionalidade, orientação sexual ou condição do
trabalhador. Indivíduos de grupos vulneráveis frequentemente enfrentam maiores riscos de discriminação. Isso
inclui: Povos Indígenas, minorias étnicas ou outras minorias, trabalhadores migrantes e trabalhadores com
HIV/AIDS ou outros problemas crônicos de saúde.
O setor de mineração é caracterizado por um desequilíbrio significativo de gênero entre os trabalhadores, incluindo
a diretoria. Exemplos de tratamento desigual para as trabalhadoras incluem o impedimento de acesso a empregos,
remuneração inferior à dos homens e discriminação na contratação. Outros desafios incluem as demandas físicas
das mineradoras, os efeitos das escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo (fly-in fly-out), jornadas
longas e licença maternidade e oportunidades de creche limitadas. As mulheres nas minas também podem
enfrentar a falta de instalações e equipamentos de proteção adequados ao gênero.
Além disso, culturas de trabalho dominadas por homens e normas organizacionais com discriminação de gênero
contribuem para a probabilidade de assédio sexual no local de trabalho, conforme documentado em
acampamentos de trabalhadores com escala de embarque e desembarque por transporte aéreo. A localização
remota das unidades de mineração também pode contribuir para a discriminação baseada em gênero devido ao
menor acesso a serviços de proteção, à representação legal e aos responsáveis pela aplicação da lei. As
mineradoras poderão promover a equidade de gênero e a inclusão no local de trabalho, por exemplo, reconhecendo
os direitos das mulheres no trabalho, fornecendo instalações e equipamentos adequados ao gênero e garantindo
oportunidades iguais.
Os trabalhadores locais e os Povos Indígenas podem sofrer discriminação racial e étnica em todos os níveis
organizacionais. Candidatos a emprego das comunidades locais às vezes são excluídos do processo de
contratação ou podem receber salários mais baixos do que os empregados expatriados recrutados para funções
específicas. Os trabalhadores migrantes, especialmente quando são pouco qualificados ou trabalham na mina em
caráter temporário, podem enfrentar outras formas de discriminação no emprego e no tratamento (consulte também
o tema 14.17 Práticas empregatícias). Os trabalhadores terceirizados também podem estar mais vulneráveis à
discriminação seas políticas de combate à discriminação da organização como um todo não protegerem seus
acordos de trabalho.
Além de mecanismos de queixas acessíveis e eficazes, compreender como grupos específicos podem estar
sujeitos à discriminação em diferentes locais das atividades de mineração poderá ajudar o setor a abordar de
maneira eficaz as práticas discriminatórias. O estabelecimento e o apoio de políticas transparentes no local de
trabalho sobre inclusão e diversidade, tais como a capacitação de trabalhadores sobre sensibilidade cultural e não
discriminação, poderão ajudar a promover um local de trabalho respeitoso e evitar a discriminação.
20 Dias parados dos trabalhadores são calculados como um produto dos dias parados pelo número de trabalhadores envolvidos.
466 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.21.1
Materiais 2021
GRI 404: Conteúdo 404-1 Média de horas de capacitação por ano, por empregado 14.21.4
Capacitação e
Educação 2016
GRI 406: Não Conteúdo 406-1 Casos de discriminação e medidas corretivas tomadas 14.21.7
Discriminação
2016
Referências e recursos
GRI 202: Presença no Mercado 2016, GRI 401: Emprego 2016, GRI 404: Capacitação e Educação 2016, GRI 405:
Diversidade e Igualdade de Oportunidades 2016 e GRI 406: Não Discriminação 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.
Corrupção no setor de mineração pode ocorrer em toda a cadeia de valor, independentemente do país em que
opera ou do desenvolvimento econômico, localização e contexto político do país. A corrupção pode ter vários
impactos negativos, tais como a alocação indevida de recursos e danos ao meio ambiente e às pessoas quando
projetos de mineração são concedidos a organizações não qualificadas ou antiéticas. Outros impactos incluem
violação da democracia e dos direitos humanos e a possibilidade de instabilidade política.
A corrupção pode também levar ao desvio de recursos para beneficiários privados às custas de investimentos
públicos em infraestrutura ou serviços. Isso pode ser particularmente crítico em países com altos níveis de pobreza,
podendo levar a um aumento nas desigualdades. O risco de corrupção é predominante em áreas afetadas por
conflitos e de alto risco uma vez que a pressão crescente sobre a disponibilidade dos recursos e a instabilidade
poderiam ser exploradas (consulte também o tema 14.25 Áreas afetadas por conflitos e de alto risco).
Características do setor de mineração que contribuem para o potencial de corrupção incluem a frequente interação
entre mineradoras e pessoas politicamente expostas22, tais como autoridades públicas, para obtenção de licenças
e aprovações regulatórias. Outras características relevantes incluem as transações financeiras complexas e o
alcance internacional do setor (consulte também o tema 14.23 Pagamentos a governos).
As empresas estatais (EE) do setor de mineração estão mais expostas à corrupção, principalmente no processo de
concessão de licenças, compras de bens e serviços, comercialização de commodities e atividades não comerciais,
como gastos sociais [325]. As EE podem ter controles internos menos eficazes e menos expectativas de
transparência do que as empresas de capital aberto e, muitas vezes, recebem tratamento preferencial devido ao seu
status legal especial em um país. As mineradoras privadas que fazem parceria com empresas estatais são,
portanto, mais propensas à corrupção como consequência de suas relações de negócios. Além de buscar lucro, as
EE podem, às vezes, ter objetivos mais amplos como o desenvolvimento local. No entanto, sem uma supervisão
adequada, medidas para desenvolvimento local podem ser desvirtuadas para fins de corrupção.
A corrupção tem sido identificada no setor de mineração durante o processo de concessão de contratos e licenças
de exploração e produção. Essa corrupção pode ter o propósito de obter informações confidenciais, influenciar
processos decisórios ou evitar as regulamentações ambientais e de âmbito local. A corrupção também pode ocorrer
no processo de consulta ao buscar consentimento e ao indenizar as comunidades locais tanto diretamente como
por meio de governos locais, que podem carecer de procedimentos financeiros transparentes (consulte também os
temas 14.12 Direitos à terra e aos recursos naturais e 14.11 Direitos de Povos Indígenas). A corrupção nesses
processos pode resultar na concessão de licenciamento a organizações menos qualificadas, comprometendo
investimentos públicos ou impactando negativamente o meio ambiente e as comunidades locais.
Práticas de corrupção podem também ter como objetivo bloquear ou moldar políticas e regulamentos ou influenciar
sua aplicação. Isso é especialmente comum em regulamentos referentes a direitos à terra e aos recursos naturais,
impostos e outros tributos governamentais, ou a proteção ambiental (consulte também o tema 14.24 Políticas
públicas). A falta de transparência nas práticas de compra pode ter impactos econômicos significativos nos países
anfitriões e no desenvolvimento econômico local (consulte também o tema 14.9 Impactos econômicos). Exemplos
disso podem incluir pagamento de propina para dispensar regulamentos ou exigências de qualidade, recebimento
de suborno para assegurar contratos superfaturados, lucro com superfaturamento por uma entidade estabelecida
como uma organização de fachada e favorecimento de empresas relacionadas a agências reguladoras locais.
A falta de transparência nos contratos e no licenciamento da extração de recursos minerais pode obstruir a vigilância
pública dos investimentos e das transações vinculados aos impactos negativos e benefícios de um projeto,
incluindo a negociação de termos e obrigações das organizações. Termos justos para compartilhar riscos e
benefícios recompensadores são particularmente relevantes devido aos horizontes de tempo de longo prazo e aos
amplos impactos dos projetos de mineração. A transparência de contratos ajuda as comunidades locais a
responsabilizar governos e organizações por sua negociação de termos e obrigações. A falta de transparência
sobre as estruturas societárias, por sua vez, pode tornar difícil determinar quem se beneficia das transações
financeiras. A transparência dos beneficiários efetivos tem sido identificada como uma forma de coibir conflitos de
interesse, corrupção, elisão e evasão fiscais.
22 Pessoa politicamente exposta é definida pelo Grupo de Ação Financeira Internacional como "um indivíduo que esteve ou está encarregado de uma
função pública proeminente" [323].
469 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.22.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva como os impactos potenciais de corrupção ou os riscos de
corrupção são gerenciados nas práticas de compra da organização e em toda
a sua cadeia de fornecedores.
Relate as seguintes informações sobre os beneficiários efetivos da organização, inclusive joint 14.22.6
ventures:
• nome, nacionalidade e país de residência;
• se eles são pessoas politicamente expostas;
• nível de participação societária;
• como a participação ou o controle são exercidos.24
Referências e recursos
GRI 205: Combate à Corrupção 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
O setor de mineração pode ter impactos significativos nas rendas nacionais, nas receitas fiscais e nas variações
cambiais ativas por meio de vários pagamentos a governos (consulte também o tema 14.9 Impactos econômicos).
Esses pagamentos incluem receitas de comercialização de commodities, taxas de licenciamento de exploração e
produção, impostos e royalties, bônus de assinatura, de descoberta e de produção.
As organizações que se envolvem em práticas tributárias agressivas ou não conformidade fiscal podem levar à
diminuição nas receitas provenientes de impostos em detrimento do bem público. A evasão de impostos e a não
realização de outros pagamentos a governos pode ser facilitada por práticas de minimização de impostos, tais
como preços de transferência ou fluxos financeiros ilícitos, que incluem movimentação transfronteiriça de dinheiro
ganho, transferido ou usado ilegalmente [341].
As mineradoras podem receber apoio financeiro dos governos na forma de benefícios fiscais, subsídios,
subvenções ou incentivos financeiros. Isso pode dificultar a arrecadação de receitas do governo e reduzir os
benefícios financeiros da mineração, que geram desenvolvimento econômico. Esses riscos são mais
predominantes em países em desenvolvimento, bem como em áreas afetadas por conflitos e de alto risco, onde a
necessidade de receita pública costuma ser maior.
O relato de pagamentos a governos pode ajudar a elucidar a importância econômica do setor de mineração para os
países, permitir o debate público e embasar o processo decisório do governo. Ele pode também dar acesso aos
termos de contratos, melhorar a prestação de contas por parte do governo e fortalecer a arrecadação e a gestão de
receitas. Por outro lado, a falta de transparência das mineradoras pode impedir a detecção de uma possível
alocação indevida de receitas e da corrupção (consulte também o tema 14.22 Combate à corrupção).
Ao divulgar informações sobre pagamentos a governos, as organizações do setor de mineração geralmente relatam
pagamentos totais em nível organizacional. No entanto, isso permite uma compreensão limitada sobre os
pagamentos efetuados em cada país ou a seus respectivos projetos. O relato país-a-país (oficialmente denominado
no Brasil Declaração País-a-País - DPP) por projeto (ou por unidade de mineração) permite comparar os
pagamentos efetuados com aqueles estipulados em termos fiscais, legais e contratuais. Permite também avaliar a
contribuição financeira das atividades de mineração para os países e comunidades anfitriões. Uma divulgação
completa permite que os governos abordem a elisão e a evasão fiscal, corrijam a assimetria de informações e
tornem as condições iguais para os governos ao negociar contratos.
23 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.4. Contratos do Padrão da EITI 2023. Definições de contratos e licenças podem ser
encontradas no Padrão da EITI 2023 [333].
24 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.5. Beneficiários efetivos do Padrão da EITI 2023. A definição de beneficiários efetivos
pode ser encontrada no Padrão da EITI 2023. Empresas listadas em bolsa ou subsidiárias integrais são isentas do relato de informações sobre
beneficiários efetivos de suas joint ventures [333].
471 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.23.1
Materiais 2021
Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 e GRI 207: Tributos 2019 listam instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
25 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.6 Participação estatal do Padrão da EITI 2023 [344].
26 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 4.1 Divulgação abrangente de impostos e receitas e no Requisito 4.7. Nível de
desagregação do Padrão da EITI 2023. A EITI considera pagamentos e receitas relevantes se sua omissão ou inexatidão puder afetar
significativamente a abrangência das informações divulgadas. Uma definição de projeto pode ser encontrada no Padrão da EITI 2023 [344].
27 O Padrão da EITI 2023 especifica que, em países implementadores da EITI, o grupo multipartite do país chega a um acordo sobre quais pagamentos
e receitas são relevantes, incluindo definições e limites de materialidade adequados [344]. A organização pode usar o limite relevante estabelecido
pelo grupo multipartite da EITI. Se não houver um limite relevante estabelecido, a organização pode usar um limite equivalente ao estabelecido para a
União Europeia, o qual especifica que "Pagamentos, seja um pagamento único ou uma série de pagamentos relacionados, abaixo de 100.000 euros
dentro do período de relato podem ser excluídos" [335].
28 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 4.2 Venda da parcela de produção do Estado ou outras receitas recebidas em espécie do
Padrão da EITI 2023 [344] e na publicação EITI Reporting Guidelines for companies buying oil, gas and minerals from governments, 2020 [345].
473 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
As organizações do setor de mineração podem influenciar o desenvolvimento de políticas públicas por meio de
lobby e advocacy em nível local, regional e nacional. Essas medidas podem permitir o acesso a representantes do
governo e aumentar a influência das organizações sobre as decisões de políticas públicas que afetam o setor de
mineração. Advocacy e lobby podem ser realizados diretamente pela organização ou por meio de grupos do setor e
outras associações apoiadas pela mineradora.
O setor pode usar sua influência para estimular práticas responsáveis no setor, protegendo os empregos
existentes, ajudando no desenvolvimento local e promovendo investimentos externos em um país. No entanto, as
atividades de políticas públicas e lobby também podem ser usadas para garantir a aprovação de licenças de
mineração, influenciar a legislação sobre avaliações ambientais e sociais e reduzir impostos e outros tributos
governamentais (consulte também o tema 14.23 Pagamentos a governos). Essas atividades podem, em última
instância, moldar as políticas ambientais e obstruir o desenvolvimento sustentável. Por exemplo, as mineradoras
estão cada vez mais sob vigilância por seus vínculos com grupos do setor que defendem políticas inconsistentes
com as posições publicamente declaradas pelas próprias organizações e com os objetivos do Acordo de Paris
[349].
As mineradoras também podem influenciar as políticas públicas em nível local para que os empreendimentos de
mineração sejam aprovados, por exemplo, por meio de conluio com líderes locais, excluindo a comunidade em
geral dos processos decisórios (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais).
Em alguns casos, contribuições diretas a partidos políticos ou por meio de intermediários podem ser usadas para
favorecer os interesses do setor privado. Essas contribuições podem estar ligadas à corrupção, especialmente em
áreas onde as regulamentações sobre doações políticas e lobby são fracas (consulte também o tema 14.22
Combate à corrupção). As mineradoras também empregam ex-representantes do governo para ter acesso a
informações sensíveis ou privilegiadas sobre políticas futuras para obter vantagens comerciais.
Uma maior transparência sobre as atividades de lobby e contribuições políticas feitas por mineradoras e grupos
afiliados do setor pode facilitar a vigilância por organizações que promovem a responsabilidade social, pelo público
em geral e pela mídia. Essa transparência permite que os stakeholders avaliem se as mineradoras, diretamente ou
por meio de suas afiliações com grupos do setor, têm influenciado indevidamente as decisões legislativas, a
formulação de políticas e as aprovações regulatórias.
474 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.24.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Relate se a organização é membro ou se contribui para quaisquer
associações ou comitês de representação que participam do
desenvolvimento de políticas públicas e de lobby, incluindo:
- a natureza dessa contribuição;
- quaisquer diferenças entre as declarações da organização sobre políticas
e objetivos ou outras posturas públicas sobre questões importantes, e as
posturas das associações ou dos comitês de representação.29
Referências e recursos
GRI 415: Políticas Públicas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.
Muitas mineradoras operam ou possuem relações de negócios com entidades que têm atividades em áreas
afetadas por conflitos e de alto risco.30 Nessas áreas, há um risco maior de abusos de direitos humanos e violações
mais graves da lei, inclusive do direito internacional humanitário.31 Operar e comprar em áreas afetadas por conflitos
e de alto risco requer um maior uso de devida diligência por parte das mineradoras de forma contínua. Isso permite
uma melhor compreensão contextual do conflito e das interações que a organização poderá ter com suas relações
de negócios para identificar, prevenir ou mitigar impactos negativos potenciais, inclusive o de contribuir para o
conflito [362].
Embora conflitos armados e violência generalizada possam ocorrer independentemente das atividades de
mineração, a presença dessas atividades também pode agravar os conflitos. As circunstâncias de extração,
comércio ou manuseio de minerais, por sua natureza, têm maiores riscos de impactos negativos significativos, tais
como o financiamento de conflitos ou o acirramento e a facilitação de condições de conflito. Os abusos específicos
relacionados a essas atividades incluem tortura; tratamento cruel, desumano e degradante; trabalho forçado ou
análogo ao escravo; piores formas de trabalho infantil; violência sexual generalizada; e crimes de guerra ou outras
violações graves do direito internacional humanitário, crimes contra a humanidade ou genocídio [358]. Estruturas de
governança fracas e a presença de grupos armados também podem inibir a implementação de normas e
regulamentos necessários para mitigar os impactos ambientais da mineração.
Em áreas afetadas por conflitos e de alto risco, os grupos armados ou suas organizações afiliadas geralmente
controlam ilegalmente as minas, as rotas de transporte ou os pontos onde os minerais são comercializados.
Grupos armados podem cobrar ilegalmente impostos ou extorquir dinheiro e minerais, fazer uso de trabalho forçado
ou cometer outras violações de direitos humanos. Os lucros dessas atividades costumam ser usados para financiar
o conflito armado. Espera-se que as mineradoras realizem a devida diligência para evitar o envolvimento com
grupos armados ou suas organizações afiliadas por meio de, por exemplo, compra de minerais, bem como de
pagamentos ou fornecimento de assistência logística ou equipamentos a esses grupos [358].
Embora as práticas de segurança comumente usadas pelas mineradoras protejam os trabalhadores e os projetos
de minas em áreas afetadas por conflitos e de alto risco, o pessoal de segurança pode às vezes estar associado a
abusos dos direitos humanos. Operadores de MAPE, Povos Indígenas e defensores dos direitos humanos,
particularmente as mulheres, são, muitas vezes, severamente afetados pela violência e pelo assédio dos
fornecedores de segurança nessas áreas (consulte também o tema 14.14 Práticas de segurança).
As organizações também têm maior probabilidade de estar envolvidas em práticas corruptas, tais como suborno e
lavagem de dinheiro, em áreas afetadas por conflitos e de alto risco. Quando os fluxos financeiros, tais como
impostos, taxas e royalties pagos aos governos, não são divulgados e permanecem obscuros, esses pagamentos
podem acabar financiando conflitos (consulte também os temas 14.22 Combate à corrupção e 14.23 Pagamentos a
governos).
29 Estas recomendações adicionais ao setor baseiam-se nas recomendações de relato 1.2.1 e 1.2.2 da Norma GRI 415: Políticas Públicas 2016.
Consulte o Conteúdo 2-28 da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 para uma melhor orientação sobre participação em associações.
476 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.25.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para garantir adesão ao direito internacional
humanitário ao operar em áreas afetadas por conflitos e de alto risco.
Descreva o processo de devida diligência aplicado para operações ou compras em áreas afetadas 14.25.3
por conflitos e de alto risco, e se ele está alinhado com o guia da OCDE, OECD Due Diligence
Guidance for Responsible Supply Chains of Minerals from Conflict-Affected and High-Risk Areas.
Para operações em áreas afetadas por conflitos e de alto risco, relate os impactos negativos 14.25.4
potenciais nos trabalhadores e nas comunidades locais, incluindo as medidas para prevenir ou
mitigar os impactos.
Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de áreas afetadas por conflitos e de alto risco pelo setor de
mineração, estão listados na Bibliografia.
30 De acordo com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico [OCDE], áreas afetadas por conflitos e de alto risco são
identificadas pela presença de conflito armado, violência generalizada ou outros riscos de danos às pessoas. As áreas de alto risco podem incluir
áreas com instabilidade ou repressão política, fraqueza institucional, insegurança, colapso da infraestrutura civil e violência generalizada [358].
31 O direito internacional humanitário (DIH) é um conjunto de normas que visa limitar os efeitos dos conflitos armados e proteger as pessoas que não
participam ou deixaram de participar direta ou ativamente das hostilidades. O DIH vincula e fornece uma estrutura de padrões para partes estatais e
não estatais, incluindo organizações cujas atividades estão ligadas a conflitos armados, que é distinta daquela estabelecida pela lei de direitos
humanos.
477 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
Obs. 1: “Doença profissional” indica dano à saúde que inclui doenças, enfermidades e
distúrbios. Os termos “enfermidade” e “distúrbio” são geralmente usados
alternadamente e referem-se a condições de saúde com sintomas e diagnósticos
específicos.
água de superfície
água que ocorre naturalmente na superfície da Terra em lençóis de gelo, calotas de gelo,
glaciares, icebergs, pântanos, lagoas, lagos, rios e córregos
água de terceiros
empresas municipais de abastecimento de água e estações municipais de tratamento de
água residual, empresas públicas ou privadas prestadoras de serviços públicos, bem como
outras organizações envolvidas no fornecimento, transporte, tratamento, disposição ou uso de
água e efluentes
água do mar
água de um mar ou de um oceano
água doce
água com concentração de sólidos dissolvidos totais igual ou menor que 1.000 mg/L
água subterrânea
água que está contida e que pode ser recuperada de uma formação subterrânea
apoio a serviços
serviços que geram benefício público tanto por meio do pagamento direto de custos
operacionais como por meio de cessão para a instalação/serviço de empregados da própria
organização
apoio financeiro
benefícios financeiros diretos ou indiretos que não representam uma transação de bens e
serviços, mas um incentivo ou compensação por ações realizadas, pelo custo de um ativo ou
por despesas incorridas
Obs.: O apoiador financeiro não espera um retorno financeiro direto pela assistência
oferecida.
bacia hidrográfica
área de terra da qual o escoamento superficial e subterrâneo de águas flui através de uma
sequência de ribeirões, rios, aquíferos e lagos para o mar ou outro escoadouro em uma única
foz, estuário ou delta
Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014;
modificada
benefício
benefício direto fornecido na forma de contribuições financeiras, cuidados pagos pela
organização ou reembolso de despesas suportadas pelo empregado
Obs.: Indenizações por demissão iguais ou superiores ao mínimo exigido por lei,
pagamento por dispensa temporária, benefícios adicionais em caso de acidentes
de trabalho e doenças profissionais, pensões por morte e folgas remuneradas
adicionais poderão também ser considerados como benefício.
cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização
cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
captação de água
soma do volume total de água retirada de águas superficiais, águas subterrâneas, água do
mar ou água de terceiros durante o período de relato
comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização
Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.
conflito de interesse
situação em que o indivíduo precisa escolher entre as exigências de sua função na
organização e seus próprios interesses ou responsabilidades pessoais ou profissionais
Obs. 1: A consulta aos trabalhadores pode ser realizada por meio de representantes dos
trabalhadores.
consumo de água
soma do volume total de água captada e incorporada aos produtos, usada na produção
agrícola ou gerada como resíduo, que tenha evapotranspirado ou sido consumida por
480 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
humanos ou animais de criação, ou esteja poluída ao ponto de estar inutilizável para consumo
por outros e que, portanto, não tenha sido descartada de volta para as águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou para terceiros durante o período de relato
Obs.: Consumo de água inclui água que foi armazenada durante o período de relato
para uso ou descarte em um período de relato subsequente.
corrupção
“abuso do poder confiado para obtenção de ganhos particulares”, que pode ser instigado por
indivíduos ou organizações
criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior
Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.
derramamento
liberação acidental de uma substância perigosa que pode afetar a saúde humana, o solo, a
vegetação, corpos d’água e águas subterrâneas
descarte de água
soma de efluentes, água utilizada e água não utilizada, lançados em águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou água de terceiros, dos quais a organização não fará mais
uso durante o período de relato
Obs. 1: A água pode ser descartada em um corpo d’água tanto em um ponto de descarte
definido (fonte pontual de descarte) ou dispersada no solo de maneira indefinida
(fonte difusa ou não-pontual de descarte).
Obs. 2: O descarte de água pode ser autorizado (de acordo com a autorização de
descarte) ou não autorizado (se a autorização de descarte for excedida).
devida diligência
481 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
processo de identificar, prevenir, mitigar e prestar contas de como uma organização lida com
seus impactos negativos reais e potenciais
Obs.: Consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "devida diligência".
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
discriminação
ato e resultado de tratar pessoas de forma desigual, impondo encargos desiguais ou
negando-lhes benefícios, em vez de tratar cada pessoa de maneira justa com base no mérito
individual
Obs.: A discriminação pode também incluir assédio, definido como uma série de
comentários ou ações indesejados, ou que se sabe que devem ser razoavelmente
conhecidas como indesejáveis para a pessoa a quem eles são dirigidos.
disposição
qualquer operação que não seja recuperação, mesmo que tenha como consequência
secundária a recuperação de energia
efluente
água residual tratada ou não tratada que é descartada
Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014
Obs.: Uma fonte de GEE é qualquer unidade ou processo físico que libere GEE na
atmosfera.
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
escoamento de água
parte da precipitação que flui para um rio na superfície (ou seja, escoamento superficial) ou no
subsolo (ou seja, escoamento sub-superficial)
estresse hídrico
capacidade, ou não, de atender a demanda humana e ecológica de água
Obs. 3: O estresse hídrico de uma área pode ser medido na bacia hidrográfica em seu
nível mínimo.
exposição
quantidade de tempo passado ou natureza do contato com certos ambientes que possuem
diferentes graus e tipos de periculosidade, ou proximidade a uma condição que possa causar
acidente de trabalho ou doença profissional (ex.: produtos químicos, radiação, alta pressão,
ruído, fogo, explosivos)
fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização
Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
fornecedor local
organização ou pessoa que fornece um produto ou serviço para a organização relatora e que
está localizada no mesmo mercado geográfico que a organização relatora (ou seja, não é feito
nenhum pagamento transnacional para o fornecedor local)
grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
483 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
incidente de trabalho
fato resultante do trabalho ou ocorrido durante o trabalho que poderia resultar ou resulta em
acidente de trabalho ou doença profissional
Obs. 1: Incidentes podem ser consequência de, por exemplo, problemas elétricos,
explosão, incêndio; inundação, tombamento, vazamentos, transbordamento;
quebra, estouro, rachadura; perda de controle, escorregão, tropeço e queda;
movimento corporal sem estresse; movimento corporal sob estresse; choque,
susto; violência ou assédio (como assédio sexual) no local de trabalho.
indicador de diversidade
indicador de diversidade para o qual a organização coleta dados
infraestrutura
instalações construídas principalmente para fornecer um serviço ou bem público em vez de
satisfazer um propósito comercial e das quais a organização não busca obter um benefício
econômico direto
liberdade sindical
direito de empregadores e trabalhadores de estabelecer, se associar e dirigir suas próprias
organizações sem autorização prévia ou interferência do estado ou de qualquer outra entidade
licença maternidade/paternidade
licença concedida a empregados e empregadas em razão do nascimento de filho(s)
linha de base
o ponto de partida usado para comparações
484 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
mecanismo de queixas
processo de rotina pelo qual podem ser feitas queixas e pode-se obter reparação
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o Conteúdo 2-25 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "mecanismo de queixas".
medidas de circularidade
medidas tomadas para manter o valor dos produtos, materiais e recursos e redirecioná-los de
volta ao uso pelo maior tempo possível e com a menor pegada de carbono e de recursos
possível, de forma que sejam extraídos menos recursos e matérias-primas e que a geração de
resíduos seja evitada
mitigação
medida(s) tomadas para reduzir a extensão de um impacto negativo
negociação coletiva
todas as negociações que se realizam entre um empregador, um grupo de empregadores ou
uma ou mais organizações de empregadores, de um lado, e uma ou mais organizações de
trabalhadores (ex.: sindicatos), de outro, para definir condições de trabalho e termos de
emprego ou para regular as relações entre empregadores e trabalhadores
parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado
Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
485 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
participação de trabalhadores
envolvimento dos trabalhadores na tomada de decisão
período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas
pessoal de segurança
indivíduos contratados para fins de vigilância das instalações e do patrimônio da organização,
controle de multidões, prevenção de perdas e escolta de pessoas, bens e valores
povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.
quase acidente
incidente de trabalho que não teve como consequência acidente de trabalho ou doença
profissional, mas que tem potencial para causá-los
queixa
percepção de uma injustiça que evoca o senso de direito de uma pessoa ou grupo de
pessoas, que pode estar baseado em leis, contratos, promessas explícitas ou implícitas,
práticas tradicionais ou noções gerais de justiça das comunidades afetadas
486 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011
reciclagem
reprocessamento de produtos ou componentes de produtos que se tornaram resíduos para a
produção de novos materiais
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada
recuperação
operação em que produtos, componentes de produtos ou materiais que se tornaram resíduos
são preparados para cumprir uma finalidade no lugar de novos produtos, componentes ou
materiais que, de outra forma, teriam sido usados com essa finalidade
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada
relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
remuneração
salário-base mais adicionais pagos ao trabalhador
reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação
resíduos
qualquer substância ou objeto que o gerador descarta ou tem a intenção ou obrigação de
descartar
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989
Obs. 1: Resíduos podem ser definidos de acordo com a legislação nacional no local de
geração.
resíduos perigosos
resíduos que possuem qualquer uma das características contidas no Anexo III da Convenção
da Basileia ou que sejam considerados perigosos pela legislação nacional
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989
risco ocupacional
fonte ou situação de periculosidade com potencial para causar acidente de trabalho ou doença
profissional
salário-base
valor fixo e mínimo pago a um empregado pelo desempenho de suas funções
488 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".
stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização
Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".
temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
Bibliografia
490 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Bibliografia
Esta seção contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser consultados pela
organização.
Introdução
1. Comunidades Europeias, NACE Rev.2, Statistical classification of economic activities in the European
Community (NACE), Eurostat, Methodologies and Working Papers, 2008.
2. Executive Office of the President, Office of Management and Budget, North American Industry Classification
System (NAICS), 2017.
3. FTSE Russell, ICB Structure. Taxonomy Overview, 2019.
4. Instituto Internacional para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (IIED), Artisanal and small-scale mining:
Challenges and opportunities, 2003.
5. S&P Dow Jones Indices and MSCI Inc., Revisions to the Global Industry Classification Standard (GICS®)
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6. Sustainable Accounting Standards Boards (SASB), Sustainable Industry Classification System® (SICS®),
org/find-your-industry/, acessado em 24/11/2023.
7. Organização das Nações Unidas, International Standard Industrial Classification of All Economic Activities,
Revision 4, Statistical Papers Series M No. 4/Rev.4, 2008.
8. Banco Mundial, Mining Together, Large-scale Mining Meets Artisanal Mining, 2009.
Perfil setorial
Instrumentos reconhecidos:
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Meaningful Stakeholder Engagement in the Extractives Sector, 2015.
10. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Responsible Supply Chains of Minerals from Conflict-Affected and High-Risk Areas, 2016.
11. Resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o
Desenvolvimento Sustentável, 2015 (A/RES/70/1).
Referências adicionais:
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Projects, 2019.
13. E. Lebre, M. Stringer, K. Svobodova, J. Owen, D. Kemp, C. Cote, A. Arratia-Solar, and R. Valenta, “The social and
environmental complexities of extracting energy transition metals,” Nature, 24/09/2020.
14. Georgetown Institute for Women, Peace and Security and Peace Research Institute Oslo, Women, Peace, and
Security Index 2021/22: Tracking sustainable peace through inclusion, justice, and security for women, 2021.
15. IndustriAll, Risks of gender-based violence and harassment: union responses in the mining, garments and
electronics sectors, 2022.
16. Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF) Global
Review: Integrating Gender Into Mining Impact Assessments, 2022.
17. International Conference on the Great Lakes Region (ICGLR), The ICGLR Regional Initiative against the Illegal
Exploitation of Natural Resources (RINR) and other Certification Mechanisms in the Great Lakes Region:
Lessons Learned and Best practices, 2013.
18. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Diversity, Equity and Inclusion: Position Statement, 2023.
19. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Role of mining in national economies, 2016.
20. Agência Internacional de Energia (IEA), The Role of Critical Minerals in Clean Energy Transitions, 2021.
21. Corporação Financeira Internacional (IFC), Banco Mundial, The Business Case for Gender-Responsive Climate-
Smart Mining, 2022.
22. Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD) Green Conflict Minerals: The fuels of conflict in
the transition to a low-carbon economy, 2018.
23. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Women in Mining: towards gender equality, 2021.
24. Fundo Monetário Internacional (FMI), Fiscal Transparency Initiative: Integration of Natural Resource Management
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25. J. Owen, D. Kemp, J. Harris, A. Lechner, and E. Lebre, “Fast track to failure? Energy transition minerals and the
future of consultation and consent,” Energy Research & Social Science, Julho de 2022.
26. OxFam, Australian Aid, A Guide to Gender Impact Assessment for the Extractive Industries, 2017.
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29. World Nuclear Association, Sustaining Global Best Practices in Uranium Mining and Processing Principles for
Managing Radiation, Health and Safety, Waste and the Environment, [Link]
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24/11/2023.
Recursos:
30. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI) Requisito 2.6: Participação estatal e empresas
estatais, Padrão da EITI, 2020.
31. GRI e Pacto Global das Nações Unidas, Integrating the SDGs into corporate reporting: A practical guide, 2018.
32. GRI,Linking the SDGs and the GRI Standards, atualizado regularmente.
33. Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF), Global
Review: Integrating Gender Into Mining Impact Assessments, 2022.
34. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Mapping Mining to the SDGs: An Atlas, 2016.
Referências adicionais:
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enable climate change mitigation, 2020.
44. Bachner et. al, ‘Risk assessment of the low-carbon transition of Austria’s steel and electricity sectors’,
Environmental Innovation and Societal Transitions, 2020.
45. Ceres, Benchmarking Methane and Other GHG Emissions, 2021.
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47. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Adapting to a changing climate, 2019.
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[Link]
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49. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Mining, 2007.
50. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, Aligning policies for a low-carbon economy,
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51. Sonter, Laura J et. al. Mining drives extensive deforestation in the Brazilian Amazon, 2017.
52. Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), How much carbon dioxide is produced per
kilowatthour of U.S. electricity generation?, [Link] acessado em
24/11/2023.
492 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
53. World Steel, Climate change and the production of iron and steel, 2021.
Recursos:
54. Greenhouse Gas Protocol, Corporate Value Chain (Scope 3) Accounting and Reporting Standard, 2011.
55. Greenhouse Gas Protocol, Global Warming Potential Values, 2015.
56. Greenhouse Gas Protocol, Land Sector and Removals Guidance, 2023.
57. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Guidelines for National Greenhouse Gas
Inventories: Reference Manual: Land-use change and forestry, 1996.
58. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Good Practice Guidance and Uncertainty
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59. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Good Practice Guidance for Land Use, Land-Use
Change and Forestry, 2003.
60. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), 2019 Refinement to the 2006 IPCC Guidelines
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61. Mining Association of Canada, Towards Sustainable Mining (TSM) Climate Change Protocol, 2021.
62. Science-Based Targets, Science-Based Target Setting Manual, version 4.1, 2020.
Referências adicionais:
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the energy transition.
69. Agência Internacional de Energia (IEA), The Role of Critical Minerals in Clean Energy Transitions, 2021.
70. Corporação Financeira Internacional (IFC), Banco Mundial, The Business Case for Gender-Responsive Climate-
Smart Mining, 2022.
71. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Mining and Green Growth in the
EECCA Region, 2019.
72. M. Pelling, Adaptation to Climate Change: From Resilience to Transformation, 2011.
73. Responsible Mining Foundation (RMF), Beyond emissions reductions: climate change and mining, 2021.
74. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), International Resource Panel (IRP), Metal
Recycling: Opportunities, Limits, Infrastructure, 2013.
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326. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Frequently Asked Questions: How to
address bribery and corruption risks in mineral supply chains, 2021.
327. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), OECD Foreign Bribery Report: An
Analysis of the Crime of Bribery of Foreign Public Officials, 2014.
328. Sayne, Gillies and Watkins, Twelve Red Flags: Corruption Risks in the Award of Extractive Sector Licenses and
Contracts, 2017.
329. Transparência Internacional, Combatting corruption in mining approvals, 2017.
330. Transparência Internacional, Corruption risk mitigation in the mining sector, 2019.
331. Westenberg and Sayne, Beneficial Ownership Screening: Practical Measures to Reduce Corruption Risks in
Extractives Licensing, 2018.
332. A. Williams and K. Dupuy, Deciding over nature: Corruption and environmental impact assessments, 2016.
Recursos:
333. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), EITI Standard 2023, 2023.
334. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Reporting Guidelines for companies buying oil, gas,
and minerals from governments, 2020.
Referências:
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industries, 2018.
338. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Upstream Oil, Gas, and Mining State-Owned
Enterprises, Governance Challenges and the Role of International Reporting Standards in Improving
Performance, 2018.
339. Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF), Building
Government Capacity to Secure Mining’s Financial Benefits in Latin America, [Link]
mining-financial-benefits-latin-america/, acessado em 24/11/2023.
340. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Position Statement: Transparency of Mineral Revenues,
2021.
341. National Resource Governance Institute (NRGI), Transfer Pricing in the Mining Sector: Preventing Loss of Income
Tax Revenue, 2016.
342. Transparência Internacional, Under the Surface: Looking into Payments by Oil, Gas and Mining Companies to
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343. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Extracting Good Practices, 2018.
Recursos:
344. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), EITI Standard 2023, 2023.
345. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Reporting Guidelines for companies buying oil, gas
504 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Referências:
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350. InfluenceMap, Trade association and climate: Shareholders make themselves heard, 2018, org/report/Trade-
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351. L. Leonard, Mining Corporations, Democratic Meddling, and Environmental Justice in South Africa, 2018.
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354. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Preventing policy capture, integrity in
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355. Sidney Morning Herald, Mining lobby defends green goals amid push for BHP to quit, 2021.
356. Transparência Internacional, Combatting corruption in mining approvals, 2017.
Referências adicionais:
359. Cruz Vermelha Australiana, Universidade RMIT, Doing responsible business in armed conflict: Risks, Rights and
Responsibilities, 2020.
360. Geneva Academy of International Humanitarian Law and Human Rights, Rule of Law in Armed Conflicts, 2022.
361. International Alert, Human rights due diligence in conflict-affected settings: Guidance for extractive industries,
2018.
362. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Heightened Human Rights Due Diligence for
Business in Conflict-Affected Contexts: A Guide, 2022.
363. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), From Conflict to Peacebuilding: The Role of
Natural Resources and the Environment, 2009.
Recursos:
364. Cruz Vermelha Australiana, Seven Indicators of Corporate Best Practice in International Humanitarian Law,
2021.
365. Code of Risk-mitigation for ASM engaging in Formal Trade (CRAFT), What is CRAFT?,
[Link] acessado em 24/11/2023.
366. União Europeia e United Nations Interagency Framework Team for Preventive Action, Toolkit and Guidance for
Preventing and Managing Land and Natural Resources Conflict: Extractive Industries and Conflict, 2012.
367. Geneva Centre for Security Sector Governance (DCAF), Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Security
and Human Rights Toolkit, [Link] acessado em
24/11/2023.
368. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Weak governance zones - Risk
awareness tool for multinational enterprises, [Link]
505 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
A Norma GRI 101: Biodiversidade 2024 possui conteúdos para que as organizações relatem informações sobre
seus impactos relacionados a biodiversidade, e sobre como elas gerenciam esses impactos.
O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.
A biodiversidade abrange a variabilidade de organismos vivos nos ecossistemas terrestre, marinho e aquático, bem
como os complexos ecológicos de que fazem parte. Compreende a diversidade genética entre as espécies e dentro
de seus grupos, a variedade de espécies em uma área e as características distintas de ecossistemas inteiros. A
biodiversidade é uma característica essencial da natureza, que compreende todos os elementos vivos e não vivos
da Terra.
As atividades de uma organização podem agravar os fatores diretos de perda de biodiversidade, como mudanças
no uso da terra e do mar, exploração de recursos naturais, mudanças climáticas, poluição e introdução de espécies
exóticas invasoras. Os fatores diretos impactam espécies e ecossistemas, afetando as pessoas que dependem
dos serviços ecossistêmicos para sua subsistência.
Uma organização poderá ter impactos na biodiversidade por meio das suas atividades, das atividades de suas
relações de negócios ou uma combinação delas. Esses impactos podem também se estender além das
localizações geográficas das atividades da organização.
As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries: as
Normas Universais da GRI, as Normas Setoriais da GRI e as Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
508 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que biodiversidade é um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.
509 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos da organização
relacionados a biodiversidade (do Conteúdo 101-1 ao Conteúdo 101-8).
Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1 para mais informações sobre motivos para
omissão.
Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.
Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.
As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI e linkados com suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
510 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
É necessário que a organização que tenha definido que biodiversidade é um tema material relate como gerencia o
tema usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021. É necessário que a organização relate
também quaisquer conteúdos desta seção (do Conteúdo 101-1 ao Conteúdo 101-3) que sejam relevantes aos seus
impactos relacionados a biodiversidade.
Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.
REQUISITOS
A organização deverá:
b. relatar até que ponto essas políticas ou esses compromissos se aplicam às atividades
da organização e às suas relações de negócios;
ORIENTAÇÕES
A Convenção sobre Diversidade Biológica adotou o Marco Global de Biodiversidade de
Kunming-Montreal (doravante denominado Marco Global de Biodiversidade). O Marco Global de
Biodiversidade apresenta sua visão para 2050 de um mundo "vivendo em harmonia com a
natureza", onde "a biodiversidade é valorizada, conservada, restaurada e usada com sabedoria,
mantendo os serviços ecossistêmicos, sustentando um planeta saudável e proporcionando
benefícios essenciais para todas as pessoas".
Se a organização tiver descrito suas políticas ou seus compromissos para deter e reverter a
perda de biodiversidade no Conteúdo 2-23 da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 ou no item
511 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
3-3-c da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021, ela poderá fornecer uma referência para essas
informações no item 101-1-a e não precisa repetir essas informações.
Recomenda-se que a organização relate como o consenso científico embasou seus objetivos
e metas. Por exemplo, ela poderá usar estratégias e planos de ação nacionais para a
biodiversidade elaborados no contexto da Convenção sobre Diversidade Biológica ou
avaliações independentes do status ecológico de uma área.
Recomenda-se que a organização também relate a linha de base para os objetivos e metas e
o cronograma para seu alcance.
Ao relatar o progresso rumo aos seus objetivos e metas e avaliar se o progresso é satisfatório,
a organização poderá, por exemplo, relatar que comprou 60% de produtos livres de
desmatamento em 2023. Poderá ainda relatar que está no caminho certo para atingir sua meta
de adquirir produtos 100% livres de desmatamento até 31 de dezembro de 2030.
REQUISITOS
A organização deverá:
b. em relação ao item 101-2-a-iii, relate para cada unidade com os impactos mais
significativos na biodiversidade:
i. os objetivos;
ii. a localização geográfica;
iii. se e como são cumpridos os princípios das boas práticas de compensação;
iv. se e como a compensação é certificada ou verificada por terceiros;
e. descreva como ela aumenta as sinergias e reduz trade-offs (N. T. situações em que há
conflito de escolha por uma medida em detrimento de outra) entre as medidas
tomadas para gerir seus impactos na biodiversidade e no clima;
f. descreva como ela garante que as medidas tomadas para gerir os seus impactos na
biodiversidade evitam e minimizam os impactos negativos e maximizam os impactos
positivos para os stakeholders.
ORIENTAÇÕES
Este conteúdo fornece informações sobre as medidas tomadas pela organização para
gerenciar seus impactos mais significativos na biodiversidade, inclusive impactos em sua
cadeia de fornecedores. Este conteúdo abrange os impactos mais significativos nas unidades
operacionais e para os produtos e serviços da cadeia de fornecedores identificados no
Conteúdo 101-4. A organização poderá gerenciar os seus impactos negativos por meio da
gestão da sua contribuição para os fatores diretos de perda de biodiversidade relatados no
Conteúdo 101-6 (ex.: evitar poluição ou minimizar emissões de gases de efeito estufa - GEE).
Recomenda-se que a organização também relate medidas tomadas para gerenciar impactos
downstream na sua cadeia de valor.
conservação poderão ser tomadas para criar um impacto positivo na biodiversidade para além
da gestão dos impactos negativos da organização.
Recomenda-se que a organização descreva como trabalha com seus fornecedores para
gerenciar seus impactos negativos na biodiversidade, por exemplo, fornecendo-lhes apoio
financeiro ou técnico para mudar suas práticas.
evitados. Recomenda-se que a organização explique por que os impactos não puderam ser
evitados.
A organização poderá descrever como garante que seu modelo de negócios seja compatível
com a transição para deter e reverter a perda de biodiversidade ou com as medidas tomadas
para a transição rumo a uma economia circular. A organização também poderá descrever
medidas que promovam o uso sustentável da biodiversidade, por exemplo, promovendo
práticas agrícolas que apoiam a biodiversidade.
Recomenda-se que a organização relate como a meta de nenhuma perda líquida ou ganho
líquido é demonstrada e verificada. Recomenda-se que a organização forneça informações
sobre as espécies e os ecossistemas visados pelas medidas para compensar seus impactos
negativos residuais.
A organização poderá também relatar os impactos negativos residuais de suas atividades. Ela
516 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
pode utilizar o cálculo de nenhuma perda líquida ou ganho líquido descrito na publicação
Resource Paper: No Net Loss and Loss-Gain Calculations in Biodiversity Offsets [10] do
Programa de Compensações de Negócios e Biodiversidade (BBOP).
Por outro lado, trade-offs incluem ações de mitigação ou adaptação às mudanças climáticas
que resultam em perda de biodiversidade. Por exemplo, o reflorestamento de uma área com
espécies não nativas pode contribuir para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas,
absorvendo gases de efeito estufa e controlando a erosão. No entanto, isso também pode
resultar em perda de biodiversidade e de serviços ecossistêmicos que fluem dos
ecossistemas afetados.
afetados e explique como identifica, aborda e monitora os impactos negativos e positivos nos
stakeholders. Recomenda-se que a organização explique como se engaja com os
stakeholders para identificar e evitar impactos negativos considerados inaceitáveis e que não
podem ser mitigados ou compensados. Recomenda-se também que ela descreva as
medidas tomadas para obter resultados sociais equitativos. Por exemplo, uma área
ambientalmente protegida de propriedade privada investe parte de sua receita do turismo em
projetos locais de energia e saúde, mas restringe o uso da terra para fins agrícolas por parte
das comunidades locais. Recomenda-se que a organização também explique como se engaja
com os stakeholders e descreva quaisquer mecanismos de queixas ou resolução de conflitos
que tenha implementado. Para mais informações sobre os princípios de boas práticas para
gerar resultados sociais positivos e, ao mesmo tempo, mitigar os impactos na biodiversidade,
consulte a referência [8] da Bibliografia
518 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
ORIENTAÇÕES Este conteúdo fornece informações sobre como a organização cumpre os regulamentos e
medidas de acesso e repartição justa e equitativa de benefícios (ABS) relativas ao acesso a
recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados detidos por Povos Indígenas e
comunidades locais. Esses regulamentos e medidas também estabelecem as regras sobre a
repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos e
do conhecimento tradicional associado. Ele também fornece informações sobre as ações
voluntárias adotadas pela organização para promover o acesso e a repartição justa e equitativa
dos benefícios.
Este conteúdo é relevante para organizações que usam recursos genéticos para realizar
pesquisa e desenvolvimento sobre a composição genética ou bioquímica dos recursos,
inclusive por meio da aplicação da biotecnologia. Também se aplica a organizações que usam
o conhecimento tradicional relacionado a recursos genéticos. Essas organizações são ativas
em cosméticos, produtos farmacêuticos e agricultura, entre outros setores.
A repartição justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos é
um dos objetivos da Convenção sobre Diversidade Biológica. O Protocolo de Nagoya sobre o
Acesso a Recursos Genéticos e a Repartição Justa e Equitativa dos Benefícios Derivados de
sua Utilização (doravante denominado Protocolo de Nagoya) avança ainda mais nesse
objetivo.
Quando os países não dispõem de regulamentos e medidas de ABS, uma organização poderá
ainda adotar ações para repartir os benefícios decorrentes do seu uso de recursos genéticos e
do conhecimento tradicional associado de forma justa e equitativa. Essas ações são
denominadas ações voluntárias.
Se a organização não tiver realizado nenhuma ação voluntária para promover o acesso e a
repartição justa e equitativa dos benefícios, uma breve declaração desse fato será suficiente
para cumprir o requisito.
2. Conteúdos temáticos
É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate quaisquer
conteúdos desta seção (do Conteúdo 101-4 ao Conteúdo 101-8) que sejam relevantes aos seus impactos
relacionados a biodiversidade.
REQUISITOS
A organização deverá:
a. explicar como determinou quais das suas unidades operacionais e quais produtos e
serviços da sua cadeia de fornecedores têm os impactos reais e potenciais mais
significativos na biodiversidade.
ORIENTAÇÕES
Este conteúdo permite que a organização explique como determinou quais das suas unidades
e quais produtos e serviços da sua cadeia de fornecedores têm os impactos reais e potenciais
mais significativos na biodiversidade. Ele abrange produtos e serviços de fornecedores em
toda a cadeia de fornecedores da organização, indo além dos seus fornecedores diretos. Isso
permite compreender em que ponto da cadeia de fornecedores, potencialmente a muitos
níveis de distância da organização, estão os impactos mais significativos na biodiversidade.
Além disso, a organização poderá relatar as informações sobre entidades downstream em sua
cadeia de valor.
A organização pode também estar envolvida com impactos negativos na biodiversidade como
resultado de suas relações de negócios com fornecedores. Fornecedores são entidades
upstream da organização que fornecem produtos ou serviços usados para desenvolver os
produtos ou serviços da própria organização. As atividades realizadas pelos fornecedores para
desenvolver seus produtos ou serviços podem causar impactos na biodiversidade. Os
fornecedores que fornecem produtos para a organização podem fornecer matérias-primas,
bens semimanufaturados ou produtos finais.
Fica a critério da organização estabelecer o limiar para determinar quais das suas unidades e
quais produtos e serviços da sua cadeia de fornecedores têm os impactos mais significativos
na biodiversidade. Por exemplo, a organização pode determinar que todas as suas unidades
operacionais têm os impactos mais significativos na biodiversidade, exceto a sede. Uma
organização que adquire muitos produtos ou serviços pode decidir priorizar os produtos ou
serviços da sua cadeia de fornecedores que provavelmente terão os impactos mais
significativos na biodiversidade e dos quais compra um grande volume ou com os quais gasta
uma soma elevada.
Localizar onde é mais provável que os impactos estejam presentes e sejam significativos
Recomenda-se que a organização avalie quais de suas unidades operacionais estão dentro
ou perto de áreas ecologicamente sensíveis. Se a organização tiver informações sobre a
localização de seus fornecedores, ela também poderá avaliar quais desses fornecedores
on the identification and assessment of nature-related issues: The LEAP approach [41] da Força-
Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas à Natureza (TNFD) para obter mais
orientações sobre a localização de onde é mais provável identificar impactos significativos.
Se não houver dados primários disponíveis, a organização pode estimar os fatores diretos e as
mudanças no estado da biodiversidade. Os indicadores do Conteúdo 101-6 podem ser
usados para medir os fatores diretos (ex.: o tamanho do ecossistema natural convertido ou a
quantidade de poluentes gerados). Consulte o Conteúdo 101-7 para mais informações sobre
mudanças no estado da biodiversidade.
Para determinar quais dos impactos são mais significativos, recomenda-se que a organização
avalie a severidade e a probabilidade dos impactos. A severidade de um impacto negativo é
definida pelas seguintes características:
• Tamanho: o tamanho da severidade do impacto.
• Escopo: o quanto o impacto está disseminado, por exemplo, o número de espécies
afetadas ou a extensão do dano no ecossistema.
• Natureza irremediável: o quanto é difícil desfazer ou reparar o dano resultante.
Qualquer uma das três características (tamanho, escopo e natureza irremediável) pode tornar
um impacto severo.
Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais orientações sobre
avaliação da importância dos impactos. Para mais orientações sobre como identificar os
impactos na biodiversidade, a organização poderá usar as seguintes fontes:
• Recommendations and implementation guidance do projeto Align – Aligning accounting
approaches for nature;
• Protocolo de Capital Natural da Natural Capital Coalition;
• Technical Guidance: Step 1: Assess da Rede de Metas Baseadas em Ciência (SBTN);
• As fases Localizar e Avaliar da abordagem LEAP da TNFD.
Metodologias
Sempre que possível, recomenda-se que a organização use dados primários para identificar
suas unidades operacionais, bem como produtos e serviços em sua cadeia de fornecedores
com os impactos mais significativos na biodiversidade (ex.: usando dados coletados por meio
de pesquisas de campo ou de fornecedores ou obtidos por imagens de satélite).
A organização poderá usar dados secundários ou modelados quando os dados primários não
estiverem disponíveis (ex.: camadas de dados sobre a extensão e a condição do ecossistema,
avaliações de impacto do ciclo de vida). Por exemplo, a organização poderá usar dados
secundários para identificar e medir as mudanças no estado da biodiversidade. Nesse caso,
as camadas de dados geoespaciais podem ser sobrepostas aos dados de localização
geográfica para refletir o tamanho e a condição dos ecossistemas ou identificar espécies que
possam estar presentes em locais específicos. Por exemplo, o Biodiversity Risk Filter do
1 As pontuações geradas pela
WWF publicação
4
[57] Materiality Screening Tool dasobre
fornece informações SBTN são calculadas usando-se
a condição a base de dados
do ecossistema de materialidade
em diferentes de impacto
locais e os
ENCORE. As pontuações refletem uma compreensão de alto nível dos impactos em um nível global ou não espacialmente explícito e são expressas
fatores diretos com maior probabilidade de estarem presentes
como uma média setorial ou um perfil de impacto típico de uma organização em um determinado setor.
e serem significativos para as
2 atividades de uma organização ou de seus fornecedores.
A SBTN define commodities de alto impacto como matérias-primas e materiais com valor agregado usados em atividades econômicas que são
conhecidos por terem vínculos materiais com os principais fatores de perda de biodiversidade, esgotamento de recursos e degradação de
ecossistemas.
3 Species+ contém informações sobre todas as espécies que estão listadas nos Anexos da CITES.
523 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
Dados secundários podem ser apropriados para obter informações iniciais sobre os impactos
de uma organização na biodiversidade nas suas unidades operacionais e nos produtos e
serviços da sua cadeia de fornecedores. Uma vez identificadas suas unidades operacionais e
os produtos e serviços da sua cadeia de fornecedores com os impactos mais significativos, a
organização poderá coletar dados primários para essas unidades e para os produtos e
serviços da sua cadeia de fornecedores.
Recomenda-se que a organização use localizações precisas para avaliar a proximidade com
áreas ecologicamente sensíveis e para avaliar as mudanças no estado da biodiversidade.
Para produtos e serviços em sua cadeia de fornecedores, a organização poderá usar regiões
ou países de fornecimento se não souber a localização exata de seus fornecedores. A
organização também poderá usar ferramentas de avaliação do ciclo de vida, ferramentas de
avaliação de pressão ou impacto e conjuntos de dados de comércio global para fazer
suposições sobre localizações prováveis, que geralmente são países associados à sua
cadeia de fornecedores (ex.: a soja usada em seus produtos provavelmente virá dos Estados
Unidos, do Brasil ou da Argentina).
A organização poderá usar os dados que coletou sobre os fatores diretos, a proximidade com
áreas ecologicamente sensíveis e as mudanças no estado da biodiversidade para identificar
seus impactos na biodiversidade para relatar as informações para os Conteúdos 101-5 a
101-8.
Consulte as referências [14], [20], [27], [32], [35], [36], [39], [41], [47], [48], [49], [51] e [57] da
Bibliografia.
524 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
REQUISITOS
A organização deverá:
b. para cada unidade relatada no item 101-5-a, relate se ela está dentro ou próxima a uma
área ecologicamente sensível, a distância até essas áreas e se elas são:
ORIENTAÇÕES
Este conteúdo fornece informações sobre a localização das unidades operacionais da
organização com os impactos mais significativos na biodiversidade. Ele também fornece
informações sobre a localização das atividades relacionadas a esses produtos e serviços em
sua cadeia de fornecedores com os impactos mais significativos na biodiversidade. As
unidades e os produtos e serviços com os impactos mais significativos na biodiversidade
estão identificados no Conteúdo 101-4. Essas unidades e esses produtos e serviços são o
foco do Conteúdo 101-2 e dos Conteúdos 101-5 a 101-8 desta Norma.
Para saber como apresentar informações sobre requisitos do Conteúdo 101-5, consulte as
Tabelas 3 e 4 do Anexo.
Talvez não seja possível fornecer as coordenadas das unidades com atividades de transporte
e pesca. Nesses casos, a organização poderá relatar os locais de partida e chegada e as rotas
de transporte para as atividades de transporte. Para as atividades de pesca, ela poderá relatar
as principais áreas e subáreas de pesca da FAO.
A organização poderá consultar os critérios listados na Tabela 1 do Anexo para identificar áreas
ecologicamente sensíveis. Uma área é ecologicamente sensível quando atende a um ou mais
critérios.
4 O Biodiversity Risk Filter do WWF inclui mais de 50 conjuntos de dados globais sobre biodiversidade, que fornecem informações sobre as possíveis
contribuições de um setor para os fatores diretos de perda de biodiversidade, a proximidade com áreas ecologicamente sensíveis e o estado da
biodiversidade (espécies e ecossistemas).
525 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
Uma unidade operacional está em uma área ecologicamente sensível quando estiver total ou
parcialmente localizada em uma área ecologicamente sensível. Uma unidade operacional está
próxima a uma área ecologicamente sensível quando a área ecologicamente sensível está
dentro da área afetada ou potencialmente afetada (às vezes chamada de área de influência) ou
dentro do raio definido pela organização. A organização poderá usar um raio se não puder
identificar a área afetada ou potencialmente afetada por suas atividades. Se a organização usar
um raio, recomenda-se que ela explique isso e relate a distância do raio usado.
É necessário que a organização relate a distância somente em casos em que a unidade esteja
próxima a uma área ecologicamente sensível.
A organização também poderá relatar a linha de polígono ou mapas das áreas ecologicamente
sensíveis e sobrepô-los à linha de polígono ou mapas de suas unidades.
Consulte a Tabela 1 do Anexo para mais informações sobre áreas importantes para a
biodiversidade.
REQUISITOS
A organização deverá:
a. para cada unidade operacional relatada no item 101-5-a onde suas atividades levam ou
poderiam levar a mudanças no uso da terra e do mar, relatar:
b. para cada unidade operacional relatada no item 101-5-a onde suas atividades levam ou
poderiam levar a exploração de recursos naturais, relatar:
c. para cada unidade operacional relatada no item 101-5-a onde suas atividades levam ou
poderiam levar à poluição, relate a quantidade e o tipo de cada poluente gerado;
d. para cada unidade operacional relatada no item 101-5-a onde suas atividades levam ou
poderiam levar à introdução de espécies exóticas invasoras, descreva como as
espécies exóticas invasoras são ou podem ser introduzidas;
e. para cada produto e serviço em sua cadeia de fornecedores relatados no item 101-5-d,
relate as informações necessárias nos itens 101-6-a, 101-6-b, 101-6-c e 101-6-d,
discriminando por país ou jurisdição;
ORIENTAÇÕES
Este conteúdo fornece uma compreensão dos fatores diretos de perda de biodiversidade
(doravante denominados fatores diretos) que levam aos impactos mais significativos.
Recomenda-se que a organização relate, além disso, as informações sobre os fatores diretos
para sua cadeia de valor.
Por meio de suas atividades, uma organização poderá usar recursos naturais para seus
processos de produção (ex.: areia usada em um projeto de construção) ou produzir NPO - non-
product output, ou seja, materiais que saem da empresa sem fazer parte do produto final (por
exemplo, poluentes ou emissões de gases de efeito estufa). Essas atividades, responsáveis
pelos fatores diretos de perda de biodiversidade, poderão ter impactos negativos na
biodiversidade.
A organização precisa relatar somente as informações para os fatores diretos que sejam
relevantes às suas atividades e à sua cadeia de fornecedores. Os fatores diretos podem variar
5 conforme
A SBTN define commodities a localização.
de alto impacto Por exemplo,
como matérias-primas umacom
e materiais organização
valor agregadotem atividades
usados na unidade
em atividades econômicasoperacional
que são
conhecidos por terem vínculos materiais com os principais fatores de perda de biodiversidade, esgotamento de recursos e degradação de
ecossistemas.
528 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
A que levam à poluição. Ela tem também atividades na unidade operacional B que levam à
exploração de recursos naturais. Nesse caso, a organização somente precisa relatar as
informações sobre poluição para a unidade A e sobre exploração de recursos naturais para a
unidade B.
Para saber como apresentar informações sobre requisitos do Conteúdo 101-6, consulte as
Tabelas 3 e 4 do Anexo. Consulte as referências [32], [43] e [44] da Bibliografia.
A exploração de espécies selvagens pode levar à sua extinção. Algumas das espécies mais
exploradas incluem peixes marinhos, invertebrados e árvores. Várias espécies são caçadas
para a obtenção de carne de caça e colhidas para uso medicinal ou no comércio de animais
de estimação. O uso não sustentável da água pode levar à perda, fragmentação e
degradação dos habitats das espécies, reduzir a disponibilidade de alimentos e água para
as espécies, além de prejudicar o funcionamento dos ecossistemas.
Mudanças climáticas
As mudanças climáticas são um fator direto, pois alteram a distribuição, o funcionamento e
as interações das espécies, reduzindo a capacidade de adaptação dos ecossistemas. As
mudanças climáticas levam a mudanças nas temperaturas e nos padrões climáticos que,
por sua vez, podem afetar as espécies (ex.: reduzindo os habitats e o suprimento de
alimentos e alterando os padrões de migração e as épocas de reprodução). A subida do
nível do mar e a acidificação dos oceanos também afetam negativamente os organismos
marinhos.
As emissões de gases de efeito estufa (GEE) de uma determinada unidade podem não levar
à perda de biodiversidade na vizinhança direta da unidade, mas contribuir para as mudanças
climáticas que levam à perda de biodiversidade. Portanto, as emissões de GEE de uma
organização e as de outras organizações contribuem para as mudanças climáticas como um
fator direto global da perda de biodiversidade.
Este conteúdo não exige informações sobre mudanças climáticas. As emissões de GEE de
uma organização podem ser relatadas nos Conteúdos 305-1, 305-2 e 305-3 da Norma GRI
305: Emissões 2016.
Poluição
Poluentes atmosféricos, da água e do solo incluem substâncias (ex.: metais pesados,
agrotóxicos, resíduos sólidos) e outros poluentes, tais como calor, luminosidade, ruído ou
vibrações.
Recomenda-se que a organização explique por que determinou as datas de corte ou datas de
referência, conforme apropriado.
A organização poderá relatar se as espécies estão listadas em um dos Anexos da CITES. Ela
também poderá relatar se as espécies são colhidas em áreas ecologicamente sensíveis (ex.:
em uma Área-Chave para a Biodiversidade, que visa proteger ou conservar as espécies
colhidas).
Para relatar sobre o risco de extinção de uma espécie, a organização poderá usar informações
da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN.
Para relatar a poluição atmosférica, recomenda-se que a organização use, quando relevante,
as informações relatadas no Conteúdo 305-7 Emissões de NOX, SOX e outras emissões
atmosféricas significativas da Norma GRI 305: Emissões 2016 para:
• NOx;
• SOx;
• Poluentes orgânicos persistentes (POP);
• Compostos orgânicos voláteis (COV);
• Poluentes atmosféricos perigosos (HAP, na sigla em inglês);
• Material particulado (MP);
• Outras categorias-padrão de emissões atmosféricas de regulamentos relevantes.
Para relatar a poluição da água e do solo, recomenda-se que a organização use, quando
relevante, as informações relatadas no:
• Conteúdo 303-4 Descarte de água da Norma GRI 303: Água e Efluentes 2018 para obter
informações sobre substâncias prioritárias que suscitam preocupação que podem causar
poluição da água (ex.: aquelas que levam à eutrofização).
• Conteúdo 306-3 Derramamentos significativos da Norma GRI 306: Efluentes e Resíduos
2016.
relate situações que não estejam em conformidade com exigências legais para níveis
permitidos de poluição.
A organização também poderá descrever como essas espécies afetam ou podem afetar as
espécies e os ecossistemas do entorno.
8 Os conteúdos das Normas GRI 303: Água e Efluentes 2018, GRI 305: Emissões 2016 e GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 (Conteúdo 306-3
Derramamentos significativos) não exigem que as informações sejam relatadas por unidade operacional; eles exigem informações totais. A
organização poderá se referir às fontes de dados originais usadas para compilar as informações para esses conteúdos para obter os dados por
unidade operacional.
532 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
REQUISITOS
A organização deverá:
ORIENTAÇÕES
Este conteúdo fornece informações sobre as mudanças na condição do ecossistema afetado
ou potencialmente afetado pela organização.
Para saber como apresentar informações sobre requisitos do Conteúdo 101-7, consulte a
Tabela 3 do Anexo.
organização, a data a partir da qual ela possuía, arrendava ou geria uma determinada unidade
operacional ou quando se comprometeu a deter e reverter a perda de biodiversidade.
Informações da linha de base poderão ser coletadas por meio de avaliações de impacto
ambiental, que fornecem informações sobre a condição e as tendências da biodiversidade em
uma determinada área antes do início das atividades de uma organização. Para mais
informações sobre melhores práticas para realização de estudos de base, consulte as
referências [23] e [25] da Bibliografia.
Recomenda-se que a organização relate o ano-base. Recomenda-se que ela relate como
determinou o ano-base e as informações da linha de base no item 101-7-b.
As atividades de uma organização podem degradar a condição dos ecossistemas afetados por
meio dos fatores diretos de perda de biodiversidade (doravante denominados fatores diretos).
Por exemplo, a emissão de poluentes, o desmatamento parcial ou a captação de água em
uma área com estresse hídrico poderão afetar a estrutura, a composição ou a função do
ecossistema. Se mudanças no uso da terra e do mar são o principal fator direto da perda de
biodiversidade, as atividades de uma organização levam à conversão de um ecossistema a
um tipo diferente de ecossistema. Nesse caso, a conversão do ecossistema resulta em uma
redução completa na condição do ecossistema.
Quando os dados primários não estiverem disponíveis, a organização poderá usar dados
secundários ou modelados (ex.: camadas de dados sobre a extensão e a condição do
ecossistema, avaliações de impacto do ciclo de vida). Os dados modelados são emitidos a
partir de modelos que quantificam como os diferentes fatores diretos afetam o estado da
biodiversidade. Esses modelos usam dados coletados globalmente e os resultados são
aplicados localmente para estimar como as atividades da organização podem levar a
mudanças no ecossistema. Eles incluem camadas de dados geoespaciais que podem ser
usadas para identificar mudanças no tamanho e na condição dos ecossistemas, tais como o
nível de fragmentação e conectividade do habitat, ou identificar espécies que possam estar
presentes em locais específicos.
O risco de extinção mede o status de ameaça de uma espécie e como as atividades de uma
organização podem afetar o status de ameaça. As listas vermelhas global, regional e nacional
da IUCN podem ser usadas para determinar o risco de extinção da espécie (ou seja,
Criticamente Ameaçada, Ameaçada, Vulnerável, Quase Ameaçada e Pouco Preocupante). A
mudança no habitat disponível para a espécie pode ser usada como referência para medir o
impacto no risco de extinção local ou global, observando-se que outros fatores podem motivar
o risco de extinção (ex.: caça, mudanças climáticas).
O tamanho da população mede o número de indivíduos de uma espécie dentro de uma área.
Ele pode ser medido pelo número de indivíduos maduros ou pelo número de pares
reprodutores. Quando o tamanho da população não está disponível, as tendências na
abundância relativa da população ou na área de habitat da espécie podem ser usadas como
referência.
REQUISITOS
A organização deverá:
Para saber como apresentar informações sobre requisitos do Conteúdo 101-8, consulte a
Tabela 3 do Anexo.
Ela poderá também usar as seguintes metodologias e ferramentas para identificar serviços
ecossistêmicos:
• a ferramenta ENCORE;
• o Protocolo de Capital Natural da Natural Capital Coalition;
• a abordagem LEAP da Força-Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas à
Natureza (TNFD), que se baseia na Contabilidade Ecossistêmica SEEA da ONU;
• o Corporate Ecosystem Services Review do World Resources Institute (WRI).
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
água de superfície
água que ocorre naturalmente na superfície da Terra em lençóis de gelo, calotas de gelo,
glaciares, icebergs, pântanos, lagoas, lagos, rios e córregos
água de terceiros
empresas municipais de abastecimento de água e estações municipais de tratamento de
água residual, empresas públicas ou privadas prestadoras de serviços públicos, bem como
outras organizações envolvidas no fornecimento, transporte, tratamento, disposição ou uso de
água e efluentes
água do mar
água de um mar ou de um oceano
água subterrânea
água que está contida e que pode ser recuperada de uma formação subterrânea
ano-base
um dado histórico (ex.: um ano) em relação ao qual uma medida é monitorada ao longo do
tempo
bacia hidrográfica
área de terra da qual o escoamento superficial e subterrâneo de águas flui através de uma
sequência de ribeirões, rios, aquíferos e lagos para o mar ou outro escoadouro em uma única
foz, estuário ou delta
Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014;
modificada
cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização
cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
539 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
captação de água
soma do volume total de água retirada de águas superficiais, águas subterrâneas, água do
mar ou água de terceiros durante o período de relato
comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização
Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.
consumo de água
soma do volume total de água captada e incorporada aos produtos, usada na produção
agrícola ou gerada como resíduo, que tenha evapotranspirado ou sido consumida por
humanos ou animais de criação, ou esteja poluída ao ponto de estar inutilizável para consumo
por outros e que, portanto, não tenha sido descartada de volta para as águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou para terceiros durante o período de relato
Obs.: Consumo de água inclui água que foi armazenada durante o período de relato
para uso ou descarte em um período de relato subsequente.
criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior
Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
540 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
efluente
água residual tratada ou não tratada que é descartada
Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
estresse hídrico
capacidade, ou não, de atender a demanda humana e ecológica de água
Obs. 3: O estresse hídrico de uma área pode ser medido na bacia hidrográfica em seu
nível mínimo.
fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização
Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral
impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
541 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
linha de base
o ponto de partida usado para comparações
mecanismo de queixas
processo de rotina pelo qual podem ser feitas queixas e pode-se obter reparação
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o Conteúdo 2-25 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "mecanismo de queixas".
parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado
Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas
povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.
queixa
percepção de uma injustiça que evoca o senso de direito de uma pessoa ou grupo de
pessoas, que pode estar baseado em leis, contratos, promessas explícitas ou implícitas,
práticas tradicionais ou noções gerais de justiça das comunidades afetadas
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011
relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.
542 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação
resíduos
qualquer substância ou objeto que o gerador descarta ou tem a intenção ou obrigação de
descartar
Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989
Obs. 1: Resíduos podem ser definidos de acordo com a legislação nacional no local de
geração.
Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".
stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização
Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".
temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
543 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
Bibliografia
544 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
Bibliografia
Esta seção contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser consultados pela
organização.
Instrumentos reconhecidos:
1. Organização das Nações Unidas (ONU), Acordo sobre conservação e uso sustentável da biodiversidade
marinha em áreas além da jurisdição nacional (BBNJ), sob a estrutura jurídica da Convenção das Nações
Unidas sobre o Direito do Mar, 2023.
2. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção sobre Diversidade Biológica, 1992.
3. Organização das Nações Unidas (ONU), Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, 2022.
4. Organização das Nações Unidas (ONU), Protocolo de Nagoia sobre Acesso a Recursos Genéticos e Repartição
Justa e Equitativa dos Benefícios Derivados de sua Utilização à Convenção sobre Diversidade Biológica, 2011.
Referências adicionais:
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the mitigation hierarchy: managing biodiversity risk for conservation gains, 2015.
8. J.W. Bull, J. Baker, V. Griffiths, J.P.G. Jones, and E.J. Milner-Gulland, Ensuring No Net Loss for people and
biodiversity: good practice principles, 2018.
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10. Programa de Negócios e Compensação da Biodiversidade (BBOP), Resource Paper: No Net Loss and Loss-
Gain Calculations in Biodiversity Offsets, 2012.
11. Programa de Negócios e Compensação da Biodiversidade (BBOP), Standard on Biodiversity Offsets, 2012.
12. Convenção sobre Diversidade Biológica, Áreas Marinhas Ecologicamente ou Biologicamente Significativas,
[Link] acessado em 28 de novembro de 2023.
13. Convenção sobre Diversidade Biológica, The Access and benefit-sharing Clearing-House,
[Link] acessado em 28 de novembro de 2023.
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(CITES), Anexos I, II e III, 2023.
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16. Endangered Wildlife Trust, The Biological Diversity Protocol (BD Protocol), 2020.
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Conservação da Natureza (IUCN CEM) e Sociedade para a Restauração Ecológica (SER), Principles for
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546 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
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58. European Alien Species Information Network (EASIN), Guidelines and Codes of Conduct,
[Link] acessado em 28 de novembro de 2023.
59. Partnership for Biodiversity Accounting Financials (PBAF), Taking biodiversity into account, PBAF Standard
v2022, Biodiversity impact assessment - Overview of approaches, 2022.
60. Rede de Metas Baseadas em Ciência (SBTN), [Link]
content/uploads/2023/05/[Link] , acessado em 28 de novembro de 2023.
Anexo
547 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
Anexo
Tabela 1. Critérios para identificar áreas ecologicamente sensíveis
Tabela 3. Exemplo de modelo para apresentação de informações relacionadas às unidades operacionais de uma
organização para os Conteúdos 101-5, 101-6, 101-7 e 101-8
Tabela 4. Exemplo de modelo para apresentação de informações relacionadas à cadeia de fornecedores de uma
organização para os Conteúdos 101-5 e 101-6
548 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
Área Critérios*
As áreas importantes para os ecossistemas contêm ecossistemas que são raros ou muito
localizados, altamente ameaçados, importantes para a conectividade de ecossistemas ou
associados aos principais processos evolutivos.
Alta integridade As áreas de alta integridade ecossistêmica, tanto em escala global quanto em comparação
ecossistêmica com a paisagem circundante, contêm oportunidades significativas para preservar os ativos
ambientais e sustentar os serviços ecossistêmicos locais e globais.
Rápido declínio As áreas de rápido declínio de sua integridade são áreas com declínio na resiliência da
da integridade prestação de serviços ecossistêmicos e que estão potencialmente em pontos de inflexão de
riscos ecológicos. Isso pode incluir áreas que tenham atingido um baixo nível de integridade.
Importância da São exemplos de áreas importantes para o fornecimento de benefícios dos serviços
prestação de ecossistêmicos para os Povos Indígenas, para as comunidades locais e outros stakeholders:
serviços • áreas em que ecossistemas e biodiversidade saudáveis apoiam os meios de subsistência
549 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
ecossistêmicos locais;
• áreas que têm sido tradicionalmente de posse, ocupadas ou, de outra forma, utilizadas ou
adquiridas por Povos Indígenas e comunidades locais;
• áreas de importância biocultural para Povos Indígenas e comunidades locais;
• áreas em que ecossistemas e biodiversidade saudáveis provêm suporte a serviços
culturais ou recreativos.
Risco físico As áreas com alto risco físico conhecido relacionado à água são áreas com disponibilidade
relacionado à hídrica limitada, risco de inundações, má qualidade da água e áreas marinhas com altos níveis
água de poluição terrestre.
* Os critérios para identificar áreas ecologicamente sensíveis estão definidos na publicação da TNFD Guidance on
the identification and assessment of nature-related issues: The LEAP approach [41]. O Biodiversity Risk Filter [57] do
WWF pode ser usado para identificar áreas ecologicamente sensíveis. A TNFD fornece orientações sobre conjuntos
de dados adicionais que poderão ser usados para identificar essas áreas.
** As publicações World Database on Protected Areas, World Database of Key Biodiversity Areas e a Lista Vermelha
de Espécies Ameaçadas da IUCN poderão ser acessadas por meio da ferramenta Integrated Biodiversity
Assessment Tool (IBAT) [24] para identificar áreas de proteção ambiental, KBAs e áreas com espécies ameaçadas,
respectivamente.
550 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
Medição direta da condição do Cobertura de coral vivo Abundância Média de Espécies Medida
ecossistema
Densidade do dossel florestal Diversidade de espécies
Fonte: Measuring Ecosystem Condition – A primer for business [50] do projeto Align
551 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
Unid. Unid.
1 N
Unidades Localização*
Atividades
(101-5-b) Tipo***
Tipo de ecossistema
antes da conversão
Tipo de ecossistema
depois da conversão
Conversão de um Tamanho do
ecossistema intensamente ecossistema
usado ou modificado para convertido (Ha)
outro
Tipo de ecossistema
(101-6-a-ii) antes da conversão
Tipo de ecossistema
depois da conversão
Espécie Quantidade*****
selvagem 2
Risco de extinção da
[inserir tipo] espécie
(101-6-b-ii)
Consumo de água (ml)
552 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
(101-6-d)
(101-7-a-ii)
(101-7-a-i)
Condição do Ano-base
ecossistema
Período de
(101-7-a-iii) relato
(101-7-a-ii)
(101-7-a-i)
Condição do Ano-base
ecossistema
Período de
(101-7-a-iii) relato
Beneficiários (101-8-a)
*Se a organização usa a linha de polígono ou mapas para relatar a localização de suas unidades operacionais, ela
poderá incluir uma referência à linha de polígono ou mapas na linha "Localização".
**É necessário que a organização relate a distância somente em casos em que áreas ecologicamente sensíveis
estejam próximas às suas unidades operacionais.
***Os tipos de áreas ecologicamente sensíveis são: áreas importantes para a biodiversidade, áreas de alta
integridade ecossistêmica, áreas de rápido declínio na integridade ecossistêmica, áreas de altos riscos físicos
relacionados à água e áreas importantes para o fornecimento de benefícios dos serviços ecossistêmicos para
Povos Indígenas, comunidades locais e outros stakeholders.
**** A organização precisa relatar somente as informações para os fatores diretos de perda de biodiversidade que
sejam relevantes às suas atividades.
Espécie Quantidade**
selvagem Risco de
2 extinção da
espécie
[inserir
tipo]
554 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese
Água Captação de
água (ml)
Consumo de
água (ml)
Poluição Poluente 1 Quantidade**
[inserir tipo]
Poluente 2 Quantidade**
[inserir tipo]
*A organização precisa relatar somente as informações para os fatores diretos de perda de biodiversidade que
sejam relevantes à sua cadeia de fornecedores.
Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
A Norma GRI 201: Desempenho Econômico 2016 possui conteúdos para que as organizações relatem informações
sobre seus impactos relacionados ao desempenho econômico, e sobre como elas gerenciam esses impactos.
O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.
As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
557 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese
É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que desempenho econômico é um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta Norma);
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos relacionados ao
desempenho econômico da organização (do Conteúdo 201-1 ao Conteúdo 201-4).
Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.
Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
558 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese
Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.
Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.
As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
559 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese
É necessário que a organização que tenha definido que desempenho econômico é um tema material relate como
gerencia o tema usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta seção).
Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.
REQUISITOS 1.1 A organização relatora deverá relatar como gerencia desempenho econômico
usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.
560 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese
2. Conteúdos temáticos
Espera-se que a organização compile informações para os conteúdos econômicos a partir dos dados contidos nas
suas demonstrações financeiras auditadas ou nos seus relatórios de gestão auditados internamente, sempre que
possível. Os dados poderão ser compilados usando-se, por exemplo:
• as Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (International Financial Reporting Standards-IFRS)
aplicáveis, publicadas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting
Standards Board-IASB), e as Interpretações feitas pelo Comitê de Interpretação das IFRS (IFRS Interpretations
Committee) (normas específicas IFRS são referenciadas para alguns conteúdos);
• as Normas Internacionais de Contabilidade do Setor Público (International Public Sector Accounting Standards -
IPSAS), emitidas pela Federação Internacional de Contadores (International Federation of Accountants - IFAC);
• normas nacionais ou regionais reconhecidas internacionalmente para fins de elaboração de relatórios
financeiros.
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
ORIENTAÇÕES
Informações gerais
Informações sobre a criação e distribuição de valor econômico fornecem uma indicação básica
de como a organização gerou riqueza para os stakeholders. Diversos componentes do valor
econômico gerado e distribuído (EVG&D) também oferecem um perfil econômico da
organização, que pode ser útil para normalizar outros valores de desempenho.
Se apresentada detalhadamente por país, a tabela EVG&D pode fornecer um quadro útil do
valor monetário direto agregado a economias locais.
As vendas líquidas podem ser calculadas como vendas brutas de produtos e serviços menos
devoluções, descontos e abatimentos.
• royalties;
• renda direta gerada por ativos, como aluguel de imóveis.
Custos operacionais
A organização poderá calcular os custos operacionais como pagamentos em dinheiro
efetuados fora da organização para a aquisição de materiais, componentes de produtos,
instalações e serviços.
Pagamentos ao governo
A organização poderá calcular os pagamentos aos governos como a totalidade dos tributos da
organização mais as respectivas multas pagas em nível internacional, nacional e local. Os
tributos da organização podem incluir impostos corporativos, de renda e sobre a propriedade.
Os pagamentos ao governo não incluem tributos diferidos, uma vez que podem não ser pagos.
Organizações que atuam em mais de um país poderão relatar os tributos pagos por país,
incluindo a definição da segmentação usada.
562 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese
Investimentos na comunidade
O total de investimentos na comunidade refere-se a despesas reais no período de relato, e não
a compromissos. A organização poderá calcular investimentos na comunidade como doações
voluntárias mais investimentos de recursos na comunidade como um todo onde os
beneficiários-alvo sejam externos à organização. Esses investimentos podem incluir:
• contribuições para instituições de caridade, ONGs e institutos de pesquisas (não
relacionados com o departamento de pesquisa e desenvolvimento da organização);
• recursos para apoiar projetos de infraestrutura da comunidade, como áreas de lazer;
• custos diretos de programas sociais, entre os quais eventos artísticos e educativos.
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
RECOMENDAÇÕES
2.3 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 201-2, recomenda-se que a
organização relate as seguintes características adicionais para os riscos e
oportunidades identificados:
ORIENTAÇÕES
Orientações para o Conteúdo 201-2
Informações gerais
As mudanças climáticas apresentam riscos e oportunidades para as organizações, seus
investidores e seus outros stakeholders.
À medida que os governos atuam visando regular as atividades que contribuem para as
mudanças climáticas, as organizações direta ou indiretamente responsáveis pelas emissões
se deparam com oportunidades/riscos regulatórios. Entre os possíveis riscos, estão o
aumento de custos ou outros fatores que afetam a competitividade. No entanto, os limites
impostos às emissões de gases de efeito estufa (GEE) também podem criar oportunidades
para as organizações, com a criação de novas tecnologias e novos mercados. Este é
especialmente o caso das organizações que podem usar ou produzir energia e produtos com
baixo consumo de energia de maneira mais eficaz.
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
a. Se o passivo do plano for coberto pelos recursos gerais da organização, relatar o valor
estimado do passivo.
i. uma estimativa de até que ponto o passivo do plano é coberto pelo ativo alocado
para esse fim;
ii. a base de cálculo para essa estimativa;
iii. quando a estimativa foi feita.
RECOMENDAÇÕES
2.4 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 201-3, recomenda-se que a
organização relatora:
ORIENTAÇÕES
Orientações para o Conteúdo 201-3
A estrutura dos planos de aposentadoria oferecidos aos empregados poderá se basear em:
• planos de benefício definido;
• planos de contribuição definida;
• outros tipos de benefícios de aposentadoria.
Informações gerais
Quando uma organização oferece um plano de aposentadoria aos seus empregados, seus
benefícios podem se tornar compromissos planejados pelos beneficiários para seu bem-estar
econômico de longo prazo.
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
ORIENTAÇÕES
Informações gerais
Este conteúdo fornece uma medida das contribuições governamentais para a organização.
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
apoio financeiro
benefícios financeiros diretos ou indiretos que não representam uma transação de bens e
serviços, mas um incentivo ou compensação por ações realizadas, pelo custo de um ativo ou
por despesas incorridas
Obs.: O apoiador financeiro não espera um retorno financeiro direto pela assistência
oferecida.
cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização
cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
cobertura completa
ativos do plano que igualam ou superam as obrigações previstas no plano
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
568 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese
Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado
Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
569 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese
trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
Bibliografia
570 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese
Bibliografia
Esta seção contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma.
Instrumentos reconhecidos:
1. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.
Referências adicionais:
2. Carbon Disclosure Project (CDP), Orientação para as empresas respondentes ao Pedido de Informações do
CDP Investor, atualizado anualmente.
3. Climate Disclosure Standards Board (CDSB), Climate Change Reporting Framework – Edição 1.1, Outubro de
2012.
4. Climate Disclosure Standards Board (CDSB), Climate Change Reporting Framework Boundary Update, Junho
de 2012.
5. Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting Standards Board-IASB), IAS 12
Income Taxes (Imposto Sobre a Renda), 2001.
6. Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting Standards Board-IASB), IAS 18
Revenues (Receita), 2001.
7. Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting Standards Board-IASB), IAS 19
Employee Benefits (Benefícios aos Empregados), 2001.
8. Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting Standards Board-IASB), IAS 20
Accounting for Government Grants and Disclosure of Government Assistance (Contabilização de Subvenções
Governamentais e Divulgação de Assistência Governamental), 2001.
9. Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting Standards Board-IASB), IFRS 8
Operating Segments (Segmentos Operacionais), 2006.
GRI 202: Presença no Mercado 2016
Norma Temática
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de julho de 2018.
Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
A Norma GRI 202: Presença no Mercado 2016 possui conteúdos para que as organizações relatem informações
sobre seus impactos relacionados a presença no mercado, e sobre elas gerenciam esses impactos.
O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.
As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
573 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese
É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que presença no mercado é um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta Norma);
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos da organização
relacionados a presença no mercado (do Conteúdo 202-1 ao Conteúdo 202-2).
Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.
Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
574 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese
Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.
Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.
As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
575 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese
É necessário que a organização que tenha definido que presença no mercado é um tema material relate como
gerencia o tema usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta seção).
Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.
REQUISITOS 1.1 A organização relatora deverá relatar como gerencia presença no mercado usando o
Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.
576 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese
2. Conteúdos temáticos
Espera-se que a organização compile informações para os conteúdos econômicos a partir dos dados contidos nas
suas demonstrações financeiras auditadas ou nos seus relatórios de gestão auditados internamente, sempre que
possível. Os dados poderão ser compilados usando-se, por exemplo:
• as Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (International Financial Reporting Standards - IFRS)
aplicáveis, publicadas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting
Standards Board - IASB), e as Interpretações feitas pelo Comitê de Interpretação das IFRS (IFRS Interpretations
Committee) (normas específicas IFRS são referenciadas para alguns conteúdos);
• as Normas Internacionais de Contabilidade do Setor Público (International Public Sector Accounting Standards -
IPSAS), emitidas pela Federação Internacional de Contadores (International Federation of Accountants - IFAC);
• normas nacionais ou regionais reconhecidas internacionalmente para fins de elaboração de relatórios
financeiros.
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
a. Quando uma parcela significativa dos empregados for remunerada com base em
salários sujeitos às regras do salário mínimo, relate a proporção entre o salário mais
baixo e o salário mínimo, por gênero, em unidades operacionais importantes.
RECOMENDAÇÕES.
2.1 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 202-1-b, recomenda-se que a
organização relatora:
2.1.1 use dados do Conteúdo 2-8 da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 para
identificar o número total de trabalhadores que não são empregados e cujo
trabalho é controlado pela organização;
2.1.2 se aplicável, converta o salário mais baixo para as mesmas unidades utilizadas
no salário mínimo (por exemplo, por hora ou por mês);
2.1.3 quando uma parcela significativa de outros trabalhadores (exceto os
empregados) que realizam as atividades da organização for remunerada com
base em salários sujeitos às regras do salário mínimo, relate a proporção entre
o salário mais baixo e o salário mínimo, por gênero, em unidades operacionais
importantes.
ORIENTAÇÕES
Informações gerais
Este conteúdo aplica-se a organizações em que uma parcela substancial de seus
empregados e trabalhadores (exceto os empregados) que realizam as atividades da
organização é remunerada de um modo ou nível estreitamente vinculado a leis e regulamentos
relativos ao salário mínimo.
O pagamento de salários acima do salário mínimo pode ajudar a contribuir para o bem-estar
econômico dos trabalhadores que realizam as atividades da organização. Os impactos dos
níveis salariais são imediatos e afetam diretamente indivíduos, organizações, países e
economias. A distribuição dos salários é crucial para eliminar desigualdades, como diferenças
salariais entre mulheres e homens, ou entre nativos e migrantes.
informações relevantes para avaliar o efeito dos salários no mercado de trabalho local. A
comparação dessa informação por gênero também pode ser uma medida da abordagem de
uma organização para oportunidades iguais no local de trabalho.
578 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
ORIENTAÇÕES
Membros da diretoria contratados na comunidade local incluem tanto indivíduos nativos como
aqueles com direito legal de residir indefinidamente (como cidadãos naturalizados ou
estrangeiros com visto permanente) no mesmo mercado geográfico da operação. A definição
geográfica de “local” pode incluir a comunidade no entorno das operações, uma região do país
ou um país.
Informações gerais
Incluir membros da comunidade local na diretoria de uma organização demonstra a presença
positiva da organização no mercado. Incluir membros da comunidade local na equipe de
gestão pode fortalecer o capital humano, além de ampliar o benefício econômico para a
comunidade local e melhorar a capacidade da organização de compreender as necessidades
locais.
579 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização
cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização
Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado
Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Alguns países têm vários salários mínimos, diferindo por estado/província ou por
categoria funcional.
temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
581 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese
Bibliografia
582 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese
Bibliografia
Esta seção lista os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente que foram usados no
desenvolvimento desta Norma.
Instrumentos reconhecidos:
1. Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU), "Convenção das Nações Unidas sobre a Eliminação
de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW)", 1979.
GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016
Norma Temática
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de julho de 2018.
Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
A Norma GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos possui conteúdos para que as organizações relatem informações
sobre seus impactos econômicos indiretos, e sobre como elas gerenciam esses impactos.
O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.
Um impacto econômico pode ser definido como uma mudança no potencial produtivo da economia que influencia o
bem-estar de uma comunidade ou de um stakeholder e as perspectivas de desenvolvimento de longo prazo. Os
impactos econômicos indiretos são as consequências adicionais do impacto direto das transações financeiras e do
fluxo de dinheiro entre uma organização e seus stakeholders.
Os impactos econômicos indiretos podem ser monetários ou não monetários e são particularmente importantes de
se avaliar em relação a comunidades locais e economias regionais.
As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
585 GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 - Portuguese
É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que impactos econômicos indiretos são um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta Norma);
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos econômicos indiretos da
organização (do Conteúdo 203-1 ao Conteúdo 203-2).
Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.
Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
586 GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 - Portuguese
Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.
Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.
As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
587 GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 - Portuguese
É necessário que a organização que tenha definido que impactos econômicos indiretos são um tema material relate
como gerencia o tema usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta
seção).
Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.
REQUISITOS
1.1 A organização relatora deverá relatar como gerencia impactos econômicos indiretos
usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.
RECOMENDAÇÕES.
1.2 Recomenda-se que a organização relatora:
2. Conteúdos temáticos
Espera-se que a organização compile informações para os conteúdos econômicos a partir dos dados contidos nas
suas demonstrações financeiras auditadas ou nos seus relatórios de gestão auditados internamente, sempre que
possível. Os dados poderão ser compilados usando-se, por exemplo:
• as Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (International Financial Reporting Standards - IFRS)
aplicáveis, publicadas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting
Standards Board - IASB), e as Interpretações feitas pelo Comitê de Interpretação das IFRS (IFRS Interpretations
Committee) (normas específicas IFRS são referenciadas para alguns conteúdos);
• as Normas Internacionais de Contabilidade do Setor Público (International Public Sector Accounting Standards -
IPSAS), emitidas pela Federação Internacional de Contadores (International Federation of Accountants - IFAC);
• normas nacionais ou regionais reconhecidas internacionalmente para fins de elaboração de relatórios
financeiros.
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
RECOMENDAÇÕES.
2.1 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 203-1, recomenda-se que a
organização relate:
ORIENTAÇÕES
Informações gerais
Este conteúdo trata do impacto que os investimentos em infraestrutura e apoio a serviços por
parte da organização têm em seus stakeholders e na economia.
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
ORIENTAÇÕES
Orientações para o Conteúdo 203-2
Este conteúdo diz respeito ao alcance dos impactos econômicos indiretos que uma
organização pode ter em seus stakeholders e na economia.
São exemplos de impactos econômicos indiretos significativos, tanto positivos como negativos:
• mudanças na produtividade de organizações, setores ou da economia como um todo (ex.:
por meio da adoção maciça de tecnologia da informação);
• desenvolvimento econômico em áreas com alto índice de pobreza (ex.: mudança no
número total de dependentes sustentados pela renda de um único emprego);
• impactos econômicos da melhoria ou deterioração de condições sociais ou ambientais
(ex.: mudanças no mercado de trabalho em uma área convertida de pequenas
propriedades rurais para grandes plantações ou os impactos econômicos da poluição);
• disponibilidade de produtos e serviços para pessoas de baixa renda (ex.: uma política de
preços preferenciais para produtos farmacêuticos, que contribua para uma população mais
saudável, capaz de participar mais amplamente da economia; ou estruturas de preços que
excedam a capacidade econômica de pessoas de baixa renda);
• fortalecimento das habilidades e conhecimentos de uma comunidade profissional ou
região geográfica (ex.: quando mudanças nas necessidades de uma organização atraem
mais empregados qualificados para uma área, o que, por sua vez, estimula a criação de
novas instituições de ensino);
• empregos indiretos nas cadeias de fornecedores ou distribuição (ex.: o impacto no número
de postos de trabalho nos fornecedores resultante do crescimento ou encolhimento de
uma organização);
• incentivo, viabilização ou restrição a investimentos diretos externos (ex.: quando uma
organização altera a infraestrutura ou os serviços que presta em um país em
desenvolvimento, resultando em mudanças nos investimentos diretos externos na região);
• impactos econômicos resultantes de mudanças no local das operações ou atividades (ex.:
o impacto da terceirização de empregos para um local no exterior);
• impactos econômicos resultantes do uso de produtos e serviços (ex.: o crescimento
econômico resultante do uso de um determinado produto ou serviço).
590 GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 - Portuguese
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
apoio a serviços
serviços que geram benefício público tanto por meio do pagamento direto de custos
operacionais como por meio de cessão para a instalação/serviço de empregados da própria
organização
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
infraestrutura
instalações construídas principalmente para fornecer um serviço ou bem público em vez de
satisfazer um propósito comercial e das quais a organização não busca obter um benefício
econômico direto
temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
591 GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 - Portuguese
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
GRI 204: Práticas de Compra 2016
Norma Temática
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de julho de 2018.
Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
A Norma GRI 204: Práticas de Compra 2016 possui conteúdos para que as organizações relatem informações sobre
seus impactos relacionados a práticas de compra, e sobre como elas gerenciam esses impactos.
O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.
As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
594 GRI 204: Práticas de Compra 2016 - Portuguese
É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que práticas de compra são um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta Norma);
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos da organização
relacionados a práticas de compra (Conteúdo 204-1).
Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.
Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
595 GRI 204: Práticas de Compra 2016 - Portuguese
Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.
Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.
As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
596 GRI 204: Práticas de Compra 2016 - Portuguese
É necessário que a organização que tenha definido que práticas de compra são um tema material relate como
gerencia o tema usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta seção).
Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.
REQUISITOS
1.1 A organização relatora deverá relatar como gerencia práticas de compra usando o
Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.
ORIENTAÇÕES
A organização relatora poderá também:
• descrever as medidas tomadas para identificar e ajustar as práticas de compra da
organização que causam ou contribuem para causar impactos negativos na cadeia de
fornecedores, inclusive:
- como o diálogo com os fornecedores é usado para identificar práticas de compra da
organização que causam ou contribuem para causar impactos negativos na cadeia de
fornecedores;
- medidas adotadas para ajustar políticas e procedimentos de pagamento;
• descrever as políticas e práticas usadas para selecionar fornecedores locais, tanto para a
organização como um todo como para locais específicos;
• explicar a fundamentação teórica e a metodologia usadas para rastrear a fonte, a origem ou
as condições de produção de matérias-primas e insumos adquiridos, se aplicável;
• descrever as políticas e práticas adotadas para promover inclusão econômica no processo
de seleção de fornecedores.
As práticas de compra que causam ou contribuem para causar impactos negativos na cadeia
de fornecedores podem incluir:
• estabilidade ou duração da relação com fornecedores;
• o tempo entre a entrada do pedido e a entrega ao cliente (lead time);
• rotinas de emissão de pedidos e pagamentos;
• preços de compra;
• mudança ou cancelamento de pedidos.
2. Conteúdos temáticos
Espera-se que a organização compile informações para os conteúdos econômicos a partir dos dados contidos nas
suas demonstrações financeiras auditadas ou nos seus relatórios de gestão auditados internamente, sempre que
possível. Os dados poderão ser compilados usando-se, por exemplo:
• as Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (International Financial Reporting Standards-IFRS)
aplicáveis, publicadas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting
Standards Board-IASB), e as Interpretações feitas pelo Comitê de Interpretação das IFRS (IFRS Interpretations
Committee) (normas específicas IFRS são referenciadas para alguns conteúdos);
• as Normas Internacionais de Contabilidade do Setor Público (International Public Sector Accounting Standards -
IPSAS), emitidas pela Federação Internacional de Contadores (International Federation of Accountants - IFAC);
• normas nacionais ou regionais reconhecidas internacionalmente para fins de elaboração de relatórios
financeiros.
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
RECOMENDAÇÕES.
2.1 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 204-1, recomenda-se que a
organização relatora calcule os percentuais com base em faturas ou obrigações
assumidas durante o período de relato, ou seja, usando o regime de competência de
exercícios.
ORIENTAÇÕES
Orientações para o Conteúdo 204-1
Compras locais podem ser feitas tanto com base em um orçamento gerido na unidade
operacional como na sede da organização.
Informações gerais
Ao apoiar fornecedores locais, uma organização pode, indiretamente, atrair investimentos
adicionais para a economia local. A contratação de fornecedores locais pode ser uma
estratégia para ajudar a assegurar o fornecimento, apoiar a estabilidade da economia local e
manter relações com a comunidade.
598 GRI 204: Práticas de Compra 2016 - Portuguese
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização
cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização
Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
fornecedor local
599 GRI 204: Práticas de Compra 2016 - Portuguese
organização ou pessoa que fornece um produto ou serviço para a organização relatora e que
está localizada no mesmo mercado geográfico que a organização relatora (ou seja, não é feito
nenhum pagamento transnacional para o fornecedor local)
impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado
Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
A Norma GRI 205: Combate à Corrupção 2016 possui conteúdos para que as organizações relatem informações
sobre seus impactos relacionados à corrupção, e sobre como elas gerenciam esses impactos.
O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.
A corrupção está amplamente ligada a impactos negativos, como pobreza em economias de transição, danos ao
meio ambiente, violação de direitos humanos, violação da democracia, alocação indevida de investimentos e
enfraquecimento do Estado de Direito. Os mercados, as normas internacionais e os stakeholders esperam que as
organizações demonstrem seu compromisso com a integridade, a governança e as práticas empresariais
responsáveis.
As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
602 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese
É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que combate à corrupção é um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta Norma);
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos da organização
relacionados a corrupção (do Conteúdo 205-1 ao Conteúdo 205-3).
Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.
Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
603 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese
Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.
Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.
As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
604 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese
É necessário que a organização que tenha definido que combate à corrupção é um tema material relate como
gerencia o tema usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta seção).
Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.
REQUISITOS 1.1 A organização relatora deverá relatar como gerencia combate à corrupção usando o
Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.
2. Conteúdos temáticos
Conteúdo 205-1 Operações avaliadas quanto a riscos
relacionados à corrupção
O termo "operação" refere-se a um único local utilizado pela organização para a produção, o
armazenamento e/ou a distribuição de seus bens e serviços, ou para fins administrativos.
Dentro de uma única operação, podem existir múltiplas linhas de produção, armazéns ou
outras atividades. Por exemplo, uma mesma fábrica pode ser usada para vários produtos ou
uma única loja pode conter várias diferentes operações de varejo que são de propriedade da
organização ou geridas por ela.
Informações gerais
Este conteúdo mede até que ponto a avaliação de riscos é aplicada em uma organização. As
avaliações de riscos podem ajudar a avaliar o potencial de casos de corrupção dentro da
organização e relacionados a ela, além de ajudar a organização a estabelecer políticas e
procedimentos para combater a corrupção.
606 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
RECOMENDAÇÕES
2.1 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 205-2, recomenda-se que a
organização relatora:
ORIENTAÇÕES
Orientações para o Conteúdo 205-2
No contexto desta Norma GRI, o termo "parceiros de negócios" inclui, entre outros,
fornecedores, agentes, lobistas e outros intermediários, parceiros em joint ventures e
consórcios, governos, consumidores e clientes.
Informações gerais
Comunicação e capacitação promovem conscientização interna e externa e as capacidades
necessárias para combater a corrupção.
607 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
ORIENTAÇÕES
Orientações para o Conteúdo 205-3
Stakeholders têm interesse em saber tanto sobre a ocorrência de casos como a resposta da
organização para esses casos. Processos judiciais relacionados à corrupção podem incluir
investigações e processos em andamento ou casos já encerrados.
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização
cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
Obs.: Casos confirmados de corrupção não incluem casos de corrupção que ainda
estiverem sob investigação no período de relato.
categoria funcional
discriminação de empregados por nível (tais como diretoria, média gerência) e função (tais
como técnica, administrativa, produção)
comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização
Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.
conflito de interesse
situação em que o indivíduo precisa escolher entre as exigências de sua função na
organização e seus próprios interesses ou responsabilidades pessoais ou profissionais
corrupção
“abuso do poder confiado para obtenção de ganhos particulares”, que pode ser instigado por
indivíduos ou organizações
criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior
Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização
Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
610 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese
impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado
Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas
povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.
relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
611 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese
Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".
stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização
Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".
temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
Bibliografia
612 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese
Bibliografia
Esta seção contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma.
Instrumentos reconhecidos:
1. Convenção da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), "Convenção sobre o
Combate da Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais",
1997.
2. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Good Practice Guidance on Internal
Controls, Ethics, and Compliance, 2010.
3. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.
4. Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU), "Convenção contra a Corrupção", 2003.
Referências adicionais:
5. Ministério da Justiça Britânico, The Bribery Act 2010 Guidance, 2011.
6. Criminal Division of the U.S. Department of Justice and Enforcement Division of the U.S. Security and Exchange
Commission, A Resource Guide to the U.S. Foreign Corrupt Practices Act, 2012.
7. Transparência Internacional, “Princípios Empresariais para Combater o Suborno”, 2011.
8. Transparência Internacional, Índice de Percepção da Corrupção,
[Link] acessado em 01/09/2016.
9. Pacto Global das Nações Unidas (UNGC) e Transparência Internacional, Reporting Guidance on the 10th
Principle Against Corruption, 2009.
10. Banco Mundial, Indicadores de Governança Mundial (WGI), Controle da Corrupção,
[Link] acessado em 01/09/2016.
GRI 206: Concorrência Desleal 2016
Norma Temática
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de julho de 2018.
Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
A Norma GRI 206: Concorrência Desleal 2016 possui conteúdos para que as organizações relatem informações
sobre seus impactos relacionados a concorrência desleal, e sobre como elas gerenciam esses impactos.
O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.
Concorrência desleal refere-se a ações adotadas pela organização ou por seus empregados que possam resultar
em conluio com potenciais concorrentes com o propósito de limitar os efeitos da concorrência do mercado. São
exemplos de ações de concorrência desleal: fixar preços ou coordenar licitações; criar restrições de mercado ou de
produção; impor cotas geográficas; e, ainda, alocar clientes, fornecedores, áreas geográficas ou linhas de produtos.
Práticas antitruste e antimonopólio são ações adotadas pela organização que possam resultar em conluio visando
a criação de barreiras à entrada no setor ou visando, de qualquer outra forma, evitar a concorrência. Essas ações
podem incluir práticas injustas de negócio, abuso de posição de mercado, formação de cartéis, fusões que levem à
concorrência desleal e fixação de preços.
As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
615 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese
É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que concorrência desleal é um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta Norma);
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos da organização
relacionados a concorrência desleal (Conteúdo 206-1).
Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.
Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
616 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese
Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.
Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.
As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
617 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese
É necessário que a organização que tenha definido que concorrência desleal é um tema material relate como
gerencia o tema usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta seção).
Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.
REQUISITOS 1.1 A organização relatora deverá relatar como gerencia concorrência desleal usando o
Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.
618 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese
2. Conteúdos temáticos
Conteúdo 206-1 Ações judiciais por concorrência
desleal, práticas de truste e monopólio
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização
cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
concorrência desleal
ações adotadas pela organização ou por seus empregados que possam resultar em conluio
com potenciais concorrentes com o propósito de limitar os efeitos da concorrência do mercado
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização
620 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese
Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado
Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
Bibliografia
622 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese
Bibliografia
Esta seção lista os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente que foram usados no
desenvolvimento desta Norma.
Instrumentos reconhecidos:
1. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.
GRI 207: Tributos 2019
Norma Temática
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de janeiro de 2021.
Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.
Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.
Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.
Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.
Introdução
A Norma GRI 207: Tributos 2019 possui conteúdos para que as organizações relatem informações sobre seus
impactos relacionados a tributos, e sobre como elas gerenciam esses impactos. Os conteúdos permitem que a
organização forneça informações sobre como gerencia os tributos e informações sobre suas receitas, seus tributos
e suas atividades de negócios país-a-país.
O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.
Os tributos são importantes fontes de receita governamental e são cruciais para a política fiscal e a estabilidade
macroeconômica dos países.
Eles são reconhecidos pelas Nações Unidas por desempenhar um papel vital no alcance dos Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável.1 Eles são também um mecanismo essencial pelo qual as organizações contribuem
para as economias dos países onde operam.
Os tributos pagos por uma organização mostram que a lucratividade depende de muitos fatores externos à
organização, inclusive o acesso a trabalhadores, mercados, infraestrutura e serviços públicos, recursos naturais e
uma administração pública.
As organizações têm a obrigação de cumprir com a legislação tributária e a responsabilidade para com seus
stakeholders de atender expectativas de boas práticas tributárias. Se as organizações buscam minimizar suas
obrigações fiscais em uma jurisdição, elas podem privar o governo de receitas. Isso pode levar a uma redução de
investimentos em infraestrutura e serviços públicos, a um aumento nas dívidas governamentais ou à transferência
da obrigação fiscal para outros contribuintes.
Percepções de elisão fiscal por parte de uma organização poderiam também abalar o cumprimento das obrigações
tributárias de uma forma mais ampla, levando outras organizações a adotar um planejamento tributário agressivo
com base na visão que elas poderiam estar em desvantagem competitiva caso não o fizessem. Isso pode levar ao
aumento nos custos associados a regras tributárias e sua aplicação.
O relato público sobre tributos aumenta a transparência e promove confiança e credibilidade nas práticas tributárias
das organizações e nos sistemas tributários. Ele permite aos stakeholders formar opiniões embasadas sobre as
posições tributárias de uma organização. A transparência fiscal também dá subsídios ao debate público e apoia o
desenvolvimento de uma política fiscal socialmente desejável.
Relato país-a-país
O relato país-a-país envolve o relato de informações financeiras, econômicas e fiscais para cada jurisdição onde
uma organização opera. Isso indica a escala de atividade da organização e a contribuição que ela faz por meio dos
tributos nessas jurisdições.
Em combinação com os conteúdos para gestão de temas, o relato país-a-país dá uma visão acerca das práticas
tributárias da organização em diferentes jurisdições. Ele também pode sinalizar aos stakeholders os possíveis
riscos reputacionais e financeiros nas práticas tributárias da organização.
625 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese
As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.
Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
Qualquer organização poderá usar esta Norma - independentemente de porte, tipo, setor, localização geográfica ou
experiência com relato - para relatar informações sobre seus impactos relacionados a tributos.
É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que tributos são um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta Norma);
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos da organização
relacionados a tributos (do Conteúdo 207-1 ao Conteúdo 207-4).
Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.
Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.
Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.
Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.
As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
627 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese
É necessário que a organização que tenha definido que tributos são um tema material relate como gerencia o tema
usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Tópicos Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta seção). É necessário
que a organização relate também quaisquer conteúdos desta seção (do Conteúdo 207-1 ao Conteúdo 207-3) que
sejam relevantes aos seus impactos relacionados a tributos.
Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.
REQUISITOS 1.1 A organização relatora deverá relatar como gerencia tributos usando
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
i. se a organização possui uma estratégia fiscal e, caso possua, um link para essa
estratégia quando estiver disponível ao público;
ii. o órgão de governança ou o cargo de nível executivo dentro da organização que
formalmente analisa e aprova a estratégia fiscal, além da frequência dessa
análise;
iii. a abordagem para conformidade regulatória;
iv. como a abordagem tributária está vinculada às estratégias de negócios e de
desenvolvimento sustentável da organização.
ORIENTAÇÕES
Informações gerais
A abordagem tributária de uma organização define como a organização equilibra cumprimento
das obrigações tributárias com atividades de negócios e expectativas éticas, sociais e
relacionadas ao desenvolvimento sustentável. Ela pode incluir os princípios fiscais da
organização, sua orientação quanto ao planejamento tributário, o grau de risco que a
organização está disposta a aceitar e a abordagem da organização para relacionamento com
as autoridades fiscais.
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
ORIENTAÇÕES
Informações gerais
Possuir sistemas sólidos de governança, controle e gestão de risco fiscal em vigor pode ser
um indicador que a abordagem tributária e a estratégia fiscal relatadas estão bem integradas
em uma organização e que a organização está monitorando com eficácia suas obrigações de
conformidade. O relato dessas informações garante aos stakeholders que as práticas da
organização refletem as declarações que fez sobre sua abordagem tributária em sua
estratégia fiscal ou em documentos equivalentes.
Ao relatar a abordagem para riscos fiscais, a organização poderá descrever seu apetite de
2 Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais, pp. 60-63, 2011.
631 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese
risco e sua tolerância ao risco, além de fornecer exemplos de práticas tributárias que evita por
estarem desalinhadas com sua abordagem tributária e sua estratégia fiscal. Apetite de risco e
tolerância ao risco indicam o grau de risco que a organização está disposta a aceitar ao
determinar suas posições tributárias.
A organização poderá também especificar até que ponto o mais alto órgão de governança tem
a supervisão da concepção, implementação e eficácia da estrutura de governança e controle
fiscal.
O Conteúdo 207-2-b relaciona-se com o Conteúdo 2-26 da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021. Se as informações relatadas pela organização no Conteúdo 2-26 abrangerem
mecanismos usados para a apresentação de preocupações relativas à conduta empresarial
da organização em relação a tributos, a organização poderá fazer referência a essas
informações.
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
ORIENTAÇÕES
Informações gerais
As práticas tributárias adotadas pelas organizações são do interesse de vários stakeholders. A
abordagem que uma organização adota para se engajar com stakeholders pode influenciar
sua reputação e confiabilidade. Isto inclui como a organização se relaciona com autoridades
fiscais no desenvolvimento de sistemas, legislação e administração de tributos.
O Conteúdo 207-3-a-ii relaciona-se aos requisitos de relato da Norma GRI 415: Políticas
Públicas 2016. Se a organização tiver definido que políticas públicas são um tema material e
tiver relatado informações na Norma GRI 415 que cubram suas ações de advocacy em
políticas públicas referentes a tributos, a organização poderá fornecer uma referência para
essas informações
2. Conteúdos temáticos
Conteúdo 207-4 Relato país-a-país
REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:
2.2.1 conciliar os dados relatados para os Conteúdos 207-4-b-iv, vi, vii e viii com os
dados declarados em suas demonstrações financeiras consolidadas
auditadas ou em suas informações financeiras registradas em registro
público para o período relatado no Conteúdo 207-4-c. Quando os dados
relatados não conciliarem com as demonstrações financeiras consolidadas
auditadas ou com as informações financeiras registradas em registro público,
a organização deverá fornecer uma explicação para essa diferença;
2.2.2 para o Conteúdo 207-4-b-ix, incluir o imposto de renda pessoa jurídica
incidente para o período relatado no Conteúdo 207-4-c e excluir o imposto de
renda pessoa jurídica diferido e as provisões para posições tributárias
incertas (uncertain tax positions);
2.2.3 nos casos em que uma entidade seja considerada não residente em qualquer
jurisdição fiscal, fornecer as informações em separado para essa entidade
sem jurisdição.
RECOMENDAÇÕES
2.3 Recomenda-se que a organização relatora relate as seguintes informações adicionais
para cada jurisdição fiscal relatada no Conteúdo 207-4-a:
ORIENTAÇÕES
Informações gerais
O relato país-a-país é o relato de informações financeiras, econômicas e fiscais para cada
jurisdição onde a organização opera.
Se o relato completo referente a uma jurisdição fiscal não for possível porque a organização
detém participação minoritária ou é a parceira não-operacional de uma joint venture de uma
entidade, a organização poderá declarar como motivo para omissão que estas informações
não estão disponíveis ou estão incompletas e especificar o acionista majoritário ou parceiro
operacional.
Ao relatar os nomes das entidades residentes de uma jurisdição fiscal, a organização poderá
especificar se alguma das entidades é inativa.
Se a organização não puder relatar dados numéricos exatos, ela poderá arredondar o número
de empregados para a dezena mais próxima ou, se o número de empregados for superior a
1000, para a centena mais próxima.
Por este motivo, receitas provenientes de vendas por terceiros e provenientes de transações
intra-grupo com outras jurisdições são um indicador mais adequado da magnitude das
atividades da organização dentro de uma jurisdição fiscal do que receitas agregadas. Receitas
agregadas poderiam resultar em dupla contabilização de receitas locais, podendo criar um
impressão enganosa sobre a magnitude das atividades da organização em uma jurisdição.
A organização poderá também relatar outras fontes de receitas como, por exemplo, dividendos,
juros e royalties, quando isso for uma prática-padrão no setor da organização.
A organização poderá agrupar itens explanatórios em uma categoria genérica como "outros";
se esses itens somados não excederem 10% da diferença.
Além de fornecer uma explicação qualitativa conforme o requisito de relato deste conteúdo, a
organização poderá também relatar uma conciliação quantitativa de imposto de renda.
Caso as informações exigidas no Conteúdo 207-4 não estejam disponíveis para o período
coberto pelas demonstrações financeiras consolidadas auditadas ou pelas informações
financeiras registradas em registro público mais recentes, a organização poderá relatar as
informações referentes ao período coberto pelas demonstrações financeiras consolidadas
auditadas ou pelas informações financeiras registradas em registro público imediatamente
precedentes às atuais.
Onde este período for diferente do período de relato, a organização poderá especificar o motivo.
O total de remuneração dos empregados também representa a base de cálculo para impostos
retidos na fonte e pagos em nome dos empregados, conforme descrito no item 2.3.2.
A organização poderá fornecer uma descrição das posições tributárias que não foram
acordadas com as autoridades fiscais pertinentes ao final do período relatado no Conteúdo
207-4-c. A descrição poderá incluir a natureza do desacordo e os motivos de quaisquer
mudanças nas posições tributárias que ocorreram durante o período, quando relevantes.
638 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese
Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.
As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.
cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização
cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização
Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.
criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior
Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.
direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
639 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese
Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais
fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização
Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral
impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável
Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
jurisdição fiscal
país ou território com poderes tributários autônomos semelhantes aos de um país
Obs. 1: Territórios com autonomia tributária semelhante à de um país são aqueles com
um grau de autonomia suficiente para participarem da Organização para a
Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Convenção sobre
Assistência Administrativa Mútua em Matéria Tributária do Conselho Europeu. São
exemplos desses territórios: Bermudas, Hong Kong e Jersey.
Obs. 2: A definição de jurisdição fiscal inclui os países ou territórios que optam por não
exercer sua autonomia tributária para cobrar tributos.
órgão de governança
grupo formalizado de indivíduos responsável pela orientação estratégica da organização, o
efetivo monitoramento da gestão e a prestação de contas da gestão à organização como um
todo e a seus stakeholders
parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado
Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas
povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.
relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.
Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
remuneração
salário-base mais adicionais pagos ao trabalhador
641 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese
salário-base
valor fixo e mínimo pago a um empregado pelo desempenho de suas funções
Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".
stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização
Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".
temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
Bibliografia
642 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese
Bibliografia
Esta seção contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma.
Instrumentos reconhecidos:
1. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Co-operative Tax Compliance:
Building Better Tax Control Frameworks, 2016.
2. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.
3. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Transfer Pricing Documentation and
Country-by-Country Reporting, Action 13 - 2015 Final Report, OECD/G20 Base Erosion and Profit Shifting
Project (Projeto BEPS - Erosão da Base Tributável e Transferência de Lucros), 2015.
4. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Conselho Europeu, Convenção
sobre Assistência Administrativa Mútua em Matéria Tributária: Alterada pelo Protocolo de 2010, 2011.
5. Resolução das Nações Unidas (ONU), Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento
Sustentável, 2015.
Referências adicionais:
6. Fundação das Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (International Financial Reporting Standards-
IFRS), IAS 12 Income Taxes (Imposto Sobre a Renda), 2016.
7. Fundação das Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (International Financial Reporting Standards-
IFRS), IFRS 12 Disclosure of Interests in Other Entities (Divulgação de Participações em Outras Entidades),
2019.