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Gri 2

O documento apresenta o conjunto completo das Normas GRI para Relato de Sustentabilidade, incluindo as versões mais recentes e informações sobre seu desenvolvimento e uso. As Normas visam promover a transparência e a responsabilidade das organizações em relação aos seus impactos sociais, ambientais e econômicos. A responsabilidade pela elaboração de relatórios baseados nas Normas GRI é inteiramente dos produtores dos relatórios, isentando o GSSB e a GRI de qualquer responsabilidade legal.

Enviado por

CarlosCamargo
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Normas GRI Consolidadas

Normas GRI Consolidadas


Este documento consiste no conjunto completo de Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). Ele
inclui as versões mais recentes das Normas GRI. Os conteúdos completos de cada Norma foram incorporados,
incluindo a formatação e numeração de páginas originais, mas as capas entre as diferentes Normas foram
eliminadas.

Responsabilidade
Estas Normas estão publicaçãoes do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas
GRI poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

Aviso de direitos autorais e marca registrada


Os direitos autorais deste documento pertencem à Fundação Global Reporting Initiative (GRI). Sua reprodução e
distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
reproduzidos, arquivados, traduzidos ou transferidos, em qualquer forma ou mídia (eletrônica, mecânica,
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Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.

© 2024 GRI. All rights reserved.


3 Consolidated set of GRI Standards - Portuguese

Contents
GRI 1: Fundamentos 2021 5
GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 41
GRI 3: Temas Materiais 2021 98
GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 126
GRI 12: Setor de Carvão 2022 217
GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 302
GRI 14: Setor de Mineração 2024 402
GRI 101: Biodiversidade 2024 506
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 555
GRI 202: Presença no Mercado 2016 571
GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 583
GRI 204: Práticas de Compra 2016 592
GRI 205: Combate à Corrupção 2016 600
GRI 206: Concorrência Desleal 2016 613
GRI 207: Tributos 2019 623
GRI 301: Materiais 2016 643
GRI 302: Energia 2016 653
GRI 303: Água e Efluentes 2018 669
GRI 304: Biodiversidade 2016 696
GRI 305: Emissões 2016 708

GRI 306: Resíduos 2020 732


GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 759
GRI 308: Avaliação Ambiental de Fornecedores 2016 771
GRI 401: Emprego 2016 782
GRI 402: Relações de Trabalho 2016 797
GRI 403: Saúde e Segurança do Trabalho 2018 807
GRI 404: Capacitação e Educação 2016 843
GRI 405: Diversidade e Igualdade de Oportunidades 2016 855
GRI 406: Não Discriminação 2016 867
4 Consolidated set of GRI Standards - Portuguese

GRI 407: Liberdade Sindical e Negociação Coletiva 2016 876

GRI 408: Trabalho Infantil 2016 886


GRI 409: Trabalho Forçado ou Análogo ao Escravo 2016 897
GRI 410: Práticas de Segurança 2016 907
GRI 411: Direitos de Povos Indígenas 2016 915
GRI 413: Comunidades Locais 2016 926
GRI 414: Avaliação Social de Fornecedores 2016 940

GRI 415: Políticas Públicas 2016 951


GRI 416: Saúde e Segurança do Consumidor 2016 960
GRI 417: Marketing e Rotulagem 2016 969
GRI 418: Privacidade do Cliente 2016 980
Glossário das Normas GRI 989
GRI 1: Fundamentos 2021
Norma Universal
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 1 de janeiro de 2023

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
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6 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Introdução
A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 introduz o propósito e o sistema das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e explica os conceitos centrais do relato de sustentabilidade. Além disso, especifica
os requisitos e os princípios de relato que uma organização deve cumprir para relatar em conformidade com as
Normas GRI. Recomenda-se que a Norma GRI 1 seja a primeira a ser consultada pelas organizações para
entenderem como relatar usando as Normas GRI.

A Norma GRI 1 está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1 introduz o propósito e o sistema das Normas GRI.
• A Seção 2 explica os conceitos centrais usados nas Normas GRI.
• A Seção 3 especifica os requisitos para relato em conformidade com as Normas GRI.
• A Seção 4 especifica os princípios de relato, que são fundamentais para garantir a qualidade das informações
relatadas.
• A Seção 5 apresenta recomendações para a organização alinhar seu relato de sustentabilidade com outros tipos
de relato e aumentar a credibilidade do seu relato de sustentabilidade.
• Os Anexos fornecem orientações sobre como preparar um sumário de conteúdo da GRI.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições.
• A Bibliografia lista os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente que foram usados no
desenvolvimento desta Norma.

1. Propósito e sistema das Normas GRI


1.1 Propósito das Normas GRI
Por meio das suas atividades e relações de negócios, as organizações podem ter um efeito na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, e, dessa forma, fazer contribuições negativas ou positivas para o desenvolvimento
sustentável. Desenvolvimento sustentável é aquele que “satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a
capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades” [8]. O objetivo do relato de sustentabilidade
usando as Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI) é propiciar transparência sobre como a
organização está contribuindo ou pretende contribuir para o desenvolvimento sustentável.

As Normas GRI permitem que uma organização relate publicamente seus impactos mais significativos na
economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e sobre como a organização
gerencia esses impactos. Isso aumenta a transparência sobre os impactos da organização e melhora sua
prestação de contas.

As Normas possuem conteúdos que permitem que a organização relate informações sobre seus impactos de forma
consistente e com credibilidade. Isso melhora a comparabilidade global e a qualidade das informações relatadas
sobre esses impactos, o que ajuda os usuários de informações a realizar avaliações e tomar decisões embasadas
sobre os impactos da organização e sua contribuição ao desenvolvimento sustentável.

As Normas GRI se baseiam em expectativas de conduta empresarial responsável descritas em instrumentos


intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, tais como as Diretrizes para Empresas Multinacionais da
Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) [3] e os Princípios Orientadores sobre
Empresas e Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) [5] (consulte nas Bibliografias das
Normas GRI uma lista dos instrumentos reconhecidos internacionalmente usados no desenvolvimento das Normas
GRI). As informações relatadas usando as Normas GRI poderão ajudar os usuários a avaliar se a organização
satisfaz as expectativas descritas nesses instrumentos. É importante notar que as Normas GRI não estabelecem
alocações, limiares, objetivos, metas ou quaisquer outros padrões de referência para bom ou mau desempenho.

1.2 Usuários
Qualquer organização poderá usar as Normas GRI - independentemente de porte, tipo, localização geográfica ou
experiência com relato - para relatar informações sobre seus impactos na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos.
7 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

As informações relatadas poderão ser usadas pela organização em sua tomada de decisão, por exemplo, ao
estabelecer objetivos e metas, ou ao avaliar e implementar suas políticas e práticas.

Os stakeholders e outros usuários de informações poderão usar as Normas GRI para entender o que se espera
que as organizações relatem. Os stakeholders poderão também usar as informações relatadas pela organização
para avaliar como eles são afetados ou como eles poderiam ser afetados pelas atividades da organização.

Os investidores, em particular, poderão usar as informações relatadas para avaliar os impactos da organização e
como ela integra o desenvolvimento sustentável em sua estratégia e modelo de negócios. Eles poderão também
usar essas informações para identificar oportunidades e riscos financeiros relacionados aos impactos da
organização, e avaliar seu sucesso a longo prazo. Usuários que não sejam stakeholders da organização, tais como
acadêmicos e analistas, poderão também usar as informações relatadas para outros fins, como pesquisa e
benchmarking (processo de comparação).

O termo “usuários de informações”, nas Normas GRI, refere-se a todos os diversos usuários das informações
relatadas pela organização.

1.3 Sistema das Normas GRI


As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma). As Normas Universais são usadas por todas as organizações ao relatar em conformidade com as Normas
GRI. As organizações usam as Normas Setoriais de acordo com os setores onde operam e as Normas Temáticas
de acordo com sua lista de temas materiais.

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3


A organização começa consultando a Norma GRI 1: Fundamentos 2021. A Norma GRI 1 introduz o propósito e o
sistema das Normas GRI e explica os conceitos centrais do relato de sustentabilidade. Além disso, especifica os
requisitos e os princípios de relato que uma organização deve cumprir para relatar em conformidade com as
Normas GRI.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas. Essas informações esclarecem o perfil e o porte da organização, e fornecem o contexto para o
entendimento dos impactos da organização.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece às organizações orientações passo a passo sobre como definir
temas materiais. A Norma GRI 3 também possui conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre
seu processo de definição de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir
quais informações relatar para os temas materiais.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos para a organização relatar informações sobre seus impactos em
relação a temas específicos. As Normas Temáticas abrangem uma grande variedade de temas. A organização usa
as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
8 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

1.4 Uso das Normas GRI


Todos os conteúdos das Normas GRI possuem requisitos. Os requisitos listam as informações que a organização
deve relatar ou fornecem instruções que a organização deverá cumprir para relatar em conformidade com as
Normas GRI.

Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo para o qual são permitidos
motivos para omissão (ex.: porque a informação necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é
necessário que a organização especifique o conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo
para omissão com uma explicação no sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 desta Norma para mais
informações sobre motivos para omissão.

Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário que
ela relate que o item não existe.

Requisitos, orientações e termos definidos


O seguinte se aplica em todas as Normas GRI:

Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.

Os requisitos podem estar acompanhados por orientações.

Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.

As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.

As expressões “recomenda-se que” ou “é recomendada(o) a” indicam uma recomendação e a palavra “poderá(ão)”


indica uma possibilidade ou opção.
9 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.

Formato do relato
Nas Normas GRI, a expressão “relato de sustentabilidade” refere-se ao processo de relato, que começa com a
organização definindo seus temas materiais com base em seus impactos mais significativos e termina com a
organização relatando publicamente informações sobre esses impactos.

A organização poderá publicar ou tornar as informações acessíveis em vários formatos (ex.: eletrônico, impresso)
em um ou mais locais (ex.: um relatório de sustentabilidade avulso, páginas da Internet, um relatório anual). Tanto o
termo “relatório” como a expressão “informações relatadas” referem-se, nas Normas GRI, a informações relatadas
em todos os locais.

O sumário de conteúdo da GRI fornece uma visão geral das informações relatadas pela organização e mostra o
local onde os usuários de informações podem encontrá-las. O sumário de conteúdo também mostra quais Normas
GRI e conteúdos a organização usou.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, tais como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).

Data de vigência
Todas as Normas GRI têm uma data de vigência. Essa é a data a partir da qual as informações publicadas por uma
organização devem fazer uso de uma determinada Norma GRI. Todas as informações publicadas após a data de
vigência de uma Norma devem fazer uso dessa Norma.

Por exemplo, a Norma GRI 1: Fundamentos 2021 tem uma data de vigência de 01 de janeiro de 2023. Isso significa
que a organização deve fazer uso da Norma GRI 1 para as informações que publicar a partir do dia 01 de janeiro de
2023.

Datas de vigência são estabelecidas considerando que as organizações poderão precisar de tempo para adotar
uma Norma nova ou revisada. A adoção de uma Norma antes de sua data de vigência é incentivada, já que isso
permite que a organização relate conforme as melhores práticas.
10 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

2. Conceitos centrais
Esta seção explica os conceitos que definem as bases do relato de sustentabilidade. Entender como esses
conceitos das Normas GRI são aplicados é essencial para aqueles que coletam e preparam informações para
relato e para aqueles que interpretam as informações que são relatadas usando-se as Normas.

Os conceitos centrais cobertos por essa seção são: impacto, temas materiais, devida diligência e stakeholder. O
propósito das Normas é permitir que as organizações relatem informações sobre seus impactos mais significativos
na economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos – nas Normas GRI
esses são chamados de temas materiais. Devida diligência e engajamento de stakeholders ajudam as
organizações a identificar seus impactos mais significativos.

2.1 Impacto
Nas Normas GRI, impacto refere-se ao efeito que uma organização tem ou poderia ter na economia, no meio
ambiente ou nas pessoas, inclusive efeitos em seus direitos humanos, como resultado das atividades ou das
relações de negócios da organização. Os impactos também poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos,
de curto ou longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis. Esses impactos indicam a contribuição,
negativa ou positiva, da organização para o desenvolvimento sustentável.

Os impactos da organização na economia referem-se aos impactos nos sistemas econômicos em nível local,
nacional e global. Uma organização poderá ter impacto na economia, por exemplo, por meio das suas práticas de
concorrência, suas práticas de compra e seus impostos e pagamentos a governos.

Os impactos da organização no meio ambiente referem-se aos impactos nos organismos vivos e nos elementos
não vivos, incluindo ar, solo, água e ecossistemas. Uma organização poderá ter impacto no meio ambiente, por
exemplo, por meio de seu uso de energia, solo, água e outros recursos naturais.

Os impactos da organização nas pessoas referem-se aos impactos nos indivíduos e grupos, tais como
comunidades, grupos vulneráveis ou na sociedade. Isso inclui os impactos que a organização causa nos direitos
humanos das pessoas. Uma organização poderá ter impacto nas pessoas, por exemplo, por meio das suas
práticas empregatícias (ex.: o salário que paga a empregados), da sua cadeia de fornecedores (ex.: as condições de
trabalho de trabalhadores de fornecedores) e dos seus produtos e serviços (ex.: sua segurança ou acessibilidade).
Stakeholders são indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados pelas
atividades da organização (consulte a seção 2.4 desta Norma para mais informações).

Os impactos na economia, no meio ambiente e nas pessoas estão inter-relacionados. Por exemplo, os impactos de
uma organização na economia e no meio ambiente poderão resultar em impactos nas pessoas e em seus direitos
humanos. Da mesma forma, os impactos positivos de uma organização podem resultar em impactos negativos e
vice-versa. Por exemplo, os impactos positivos de uma organização no meio ambiente podem resultar em impactos
negativos nas pessoas e em seus direitos humanos.

2.2 Temas materiais


Uma organização pode identificar muitos impactos a relatar. Ao usar as Normas GRI, a organização prioriza o relato
daqueles temas que representam seus impactos mais significativos na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos. Nas Normas GRI, esses são os temas materiais da
organização.

São exemplos de temas materiais o combate à corrupção, saúde e segurança do trabalho ou água e efluentes. Um
tema não precisa se limitar aos impactos na economia, no meio ambiente ou nas pessoas; ele pode abranger
impactos em todas as três dimensões. Por exemplo, uma organização poderia definir que “água e efluentes” é um
tema material baseada nos impactos que seu uso de água causam nos ecossistemas e no acesso à água pelas
comunidades locais. As Normas GRI agrupam os impactos em temas, como “água e efluentes”, para ajudar as
organizações a relatar com coesão sobre múltiplos impactos que se relacionam ao mesmo tema.

O processo de definição de temas materiais é embasado pela contínua identificação e avaliação de impactos por
parte da organização. A contínua identificação e avaliação de impactos envolve o engajamento com stakeholders
relevantes e com especialistas e é conduzida independentemente do processo de relato de sustentabilidade.
11 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Consulte a seção 1 da Norma GRI 3:Temas Materiais 2021 para mais informações sobre definição de temas
materiais.

Box 1. Relato de sustentabilidade e relato financeiro e de criação de valor

As Normas GRI permitem que as organizações relatem informações sobre os impactos mais significativos
de suas atividades e suas relações de negócios na economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive
impactos em seus direitos humanos. Tais impactos são de importância primordial para o desenvolvimento
sustentável e para os stakeholders das organizações, e são o foco do relato de sustentabilidade.

Os impactos das atividades e das relações de negócios de uma organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas poderão ter consequências negativas e positivas para a própria organização. Essas
consequências poderão ser operacionais ou reputacionais e, portanto, em muitos casos, financeiras. Por
exemplo, o alto uso por parte de uma organização de energia não renovável contribui para as mudanças
climáticas e poderia, ao mesmo tempo, resultar em um aumento nos custos operacionais para a
organização devido à legislação que visa mudar o uso de energia para fontes renováveis.

Mesmo se não for financeiramente material no momento do relato, a maioria dos impactos, senão todos, das
atividades e das relações de negócios de uma organização na economia, no meio ambiente e nas pessoas
irão futuramente se tornar questões financeiramente materiais. Portanto, os impactos são também
importantes para os interessados no desempenho financeiro e no sucesso a longo prazo da organização.
Entender esses impactos é um primeiro passo necessário para definir questões financeiramente materiais
para a organização.

O relato de sustentabilidade é, dessa forma, crucial para o relato financeiro e de criação de valor. As
informações disponibilizadas pelo relato de sustentabilidade fornecem subsídios para a identificação de
oportunidades e riscos financeiros relacionados aos impactos da organização e para a avaliação financeira.
Isso, por sua vez, ajuda a avaliar a materialidade financeira do que reconhecer em demonstrações
financeiras.

Se, por um lado, os impactos das atividades e das relações de negócios de uma organização na economia,
no meio ambiente e nas pessoas poderão se tornar financeiramente materiais, por outro o relato de
sustentabilidade é também altamente relevante por si só como uma atividade de interesse público. O relato
de sustentabilidade independe da consideração de implicações financeiras. É, portanto, importante para a
organização relatar todos os temas materiais que tenha definido usando as Normas GRI. Esses temas
materiais não podem ser despriorizados pelo fato de não terem sido considerados financeiramente materiais
pela organização.

2.3 Devida diligência


Nas Normas GRI, devida diligência refere-se ao processo por meio do qual uma organização identifica, previne,
mitiga e presta conta de como lida com seus impactos negativos reais e potenciais na economia, no meio ambiente
e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos. Recomenda-se que a organização lide com
impactos negativos potenciais por meio de prevenção ou mitigação. É recomendado lidar com impactos negativos
reais por meio de reparação nos casos em que a organização identifica que causou os impactos ou contribuiu para
causá-los.

A forma como a organização está envolvida com impactos negativos (ou seja, se ela causa os impactos ou contribui
para causá-los, ou se os impactos estão diretamente ligados às suas relações de negócios) determina como a
organização deve lidar com os impactos. Também determina se a organização tem a responsabilidade de
providenciar a reparação dos impactos ou cooperar com ela. Recomenda-se que a organização:
• evite causar impactos negativos ou contribuir para causá-los por meio das suas atividades e lide com tais
impactos quando ocorrerem providenciando sua reparação ou cooperando com ela por meio de processos
legítimos;
• no caso de impactos negativos que estejam diretamente ligados às operações, produtos e serviços da
organização como consequência das suas relações de negócios, busque prevenir ou mitigar esses impactos
mesmo se não tiver contribuído para causá-los. A organização não é responsável por providenciar a reparação
desses impactos ou cooperar com ela, mas pode desempenhar um papel ao fazê-lo.
12 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Se não for viável lidar com todos os impactos identificados na economia, no meio ambiente e nas pessoas ao
mesmo tempo, recomenda-se que a organização priorize a ordem na qual irá lidar com os impactos negativos
potenciais com base em sua severidade e probabilidade. No caso de impactos negativos potenciais nos direitos
humanos, a severidade do impacto terá precedência sobre sua probabilidade. Consulte a seção 1 da Norma GRI 3:
Temas Materiais 2021 para mais informações.

O conceito de devida diligência é tratado em detalhes nos Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos
Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) [5], nas Diretrizes para Empresas Multinacionais da
Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) [3], e no Guia da OCDE sobre Devida
Diligência para uma Conduta Empresarial Responsável [2].

2.4 Stakeholder
Stakeholders são indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados pelas
atividades da organização. Categorias comuns de stakeholders das organizações são parceiros de negócios,
organizações da sociedade civil, consumidores, clientes, empregados e outros trabalhadores, governos,
comunidades locais, organizações não governamentais, acionistas e outros investidores, fornecedores, sindicatos e
grupos vulneráveis.

Nas Normas GRI, um interesse (relativo à palavra “stake”, de stakeholder) é algo de valor para um indivíduo ou
grupo, que pode ser afetado pelas atividades de uma organização. Os stakeholders podem possuir mais de um
interesse. Nem todos os interesses são de igual importância e nem todos precisam ser tratados igualmente.
Direitos humanos têm um status especial como um direito de todas as pessoas no direito internacional. Os
impactos mais severos que a organização pode causar nas pessoas são aqueles que afetam negativamente seus
direitos humanos. A expressão “titulares de direitos” refere-se a stakeholders cujos direitos humanos individuais ou
direitos coletivos (detidos por grupos tais como os povos indígenas) são ou poderiam ser afetados.

Os interesses dos stakeholders podem ser negativa ou positivamente afetados pelas atividades da organização. O
foco da devida diligência está na identificação dos interesses dos stakeholders que são ou poderiam ser
negativamente afetados pelas atividades da organização.

Os stakeholders podem nem sempre possuir uma relação direta com a organização. Por exemplo, os trabalhadores
na cadeia de fornecedores de uma organização poderão também ser seus stakeholders, ou poderá haver indivíduos
ou grupos que vivem afastados das operações da organização que podem ser afetados ou potencialmente afetados
por essas operações. Eles podem não estar cientes de que são stakeholders daquela organização em particular,
especialmente se não foram ainda afetados por suas atividades. Recomenda-se que a organização identifique os
interesses desses e de outros stakeholders que não conseguem expressar suas opiniões (ex.: futuras gerações).

O engajamento com stakeholders ajuda a organização a identificar e gerenciar seus impactos negativos e positivos.
Nem todos os stakeholders serão afetados por todas as atividades da organização. Recomenda-se que a
organização identifique os stakeholders cujos interesses têm que ser levados em conta em relação a uma atividade
específica (ou seja, “stakeholders relevantes”).

Quando for impossível engajar-se com todos os stakeholders relevantes diretamente, a organização poderá se
engajar com representantes confiáveis dos stakeholders ou com organizações intermediárias (ex.: organizações
não governamentais, sindicatos).

Além de se engajar com stakeholders, a organização poderá consultar especialistas em questões ou contextos
específicos (ex.: acadêmicos, organizações não governamentais) sobre como identificar e gerenciar seus impactos.

Às vezes, é necessário distinguir entre stakeholders cujos interesses tenham sido afetados (ou seja, “stakeholders
afetados”) e aqueles cujos interesses não tenham sido ainda afetados, mas poderiam potencialmente ser (ou seja,
“stakeholders potencialmente afetados”). Essa distinção é importante na devida diligência. Por exemplo, se a
atividade de uma organização leva a um risco de segurança, os trabalhadores feridos por causa do risco são
stakeholders afetados e os trabalhadores que não foram ainda feridos, mas que estão expostos ao risco e
poderiam se ferir, são stakeholders potencialmente afetados. A distinção entre stakeholders afetados e
potencialmente afetados ajuda a identificar quais trabalhadores devem receber reparação.

Consulte a referência [2] da Bibliografia.


13 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

3. Relato em conformidade com as Normas GRI


O relato em conformidade com as Normas GRI permite que a organização forneça um quadro abrangente de seus
impactos mais significativos na economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos nos direitos
humanos, e de como a organização gerencia esses impactos. Isso permite que os usuários de informações façam
avaliações e tomem decisões embasadas sobre os impactos da organização e sua contribuição ao
desenvolvimento sustentável.

A organização deve cumprir todos os nove requisitos desta seção para relatar em conformidade com as Normas
GRI.

Visão geral dos requisitos em conformidade

Requisito 1: Aplicar os princípios de relato


Requisito 2: Relatar os conteúdos da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021
Requisito 3: Definir os temas materiais
Requisito 4: Relatar os conteúdos da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021
Requisito 5: Relatar conteúdos das Normas Temáticas da GRI para cada tema material
Requisito 6: Apresentar motivos para omissão em conteúdos e requisitos que a organização não
puder cumprir
Requisito 7: Publicar um sumário de conteúdo da GRI
Requisito 8: Apresentar uma declaração de uso
Requisito 9: Comunicar a GRI

Se a organização não cumprir todos os nove requisitos, não poderá declarar que preparou as informações relatadas
em conformidade com as Normas GRI. Nesse caso, a organização poderá declarar que preparou as informações
relatadas com base nas Normas GRI, desde que ela cumpra os requisitos especificados em “Relato com base nas
Normas GRI”, no fim desta seção.

Requisito 1: Aplicar os princípios de relato


a. A organização deverá aplicar todos os princípios de relato especificados na seção 4 da Norma GRI 1:
Fundamentos 2021.

Requisito 2: Relatar os conteúdos da Norma GRI 2: Conteúdos


Gerais 2021
a. A organização deverá relatar todos os conteúdos da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 .

Orientações
Motivos para omissão são permitidos para todos os conteúdos da Norma GRI 2 exceto por:
• Conteúdo 2-1 Detalhes da organização
• Conteúdo 2-2 Entidades incluídas no relato de sustentabilidade da organização
• Conteúdo 2-3 Período de relato, frequência e ponto de contato
• Conteúdo 2-4 Reformulações de informações
• Conteúdo 2-5 Verificação externa

Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo para o qual são permitidos
motivos para omissão, então é necessário que a organização especifique no sumário de conteúdo da GRI o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação. Consulte
14 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

o Requisito 6 desta Norma para mais informações sobre motivos para omissão.

Requisito 3: Definir os temas materiais


A organização deverá:

a. definir seus temas materiais;

b. analisar a(s) Norma(s) Setorial(is) da GRI que se aplica(m) a seu(s) setor(es) e:


i. definir se cada tema da(s) Norma(s) Setorial(is) aplicável(is) é um tema material para a organização;
ii. listar no sumário de conteúdo da GRI os temas da(s) Norma(s) Setorial(is) aplicável(is) que a
organização definiu como não materiais e explicar por que eles não são materiais.

Orientações
Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para orientações sobre como definir temas materiais.

É necessário que a organização defina seus temas materiais baseada em suas circunstâncias específicas.

O uso das Normas Setoriais da GRI auxiliam a organização nesse processo. As Normas Setoriais fornecem
informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais.

É necessário que a organização use as Normas Setoriais aplicáveis ao definir seus temas materiais.

Orientações para o item 3-b


É necessário que a organização cumpra o Requisito 3-b somente se as Normas Setoriais da GRI que se aplicarem
a seus setores estiverem disponíveis.

É necessário que a organização analise cada tema descrito nas Normas Setoriais aplicáveis e defina se é um tema
material para a organização. Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nas Normas Setoriais
aplicáveis como não materiais, então é necessário que a organização os liste no sumário de conteúdo da GRI e
explique por que eles não são materiais. Consulte o Requisito 7 desta Norma para mais informações sobre o
sumário de conteúdo.

Consulte a seção 1 da Norma GRI 3 e as Normas Setoriais da GRI para orientações sobre como usar as Normas
Setoriais para definir temas materiais.

Requisito 4: Relatar os conteúdos da Norma GRI 3: Temas


Materiais 2021
A organização deverá:

a. relatar seu processo de definição de temas materiais usando o Conteúdo 3-1 ;

b. relatar uma lista de seus temas materiais usando o Conteúdo 3-2 ;

c. relatar como ela gerencia cada tópico material usando o Conteúdo 3-3 .

Orientações
Motivos para omissão somente são permitidos para o Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais na Norma GRI 3.

Se a organização não puder cumprir com o Conteúdo 3-3 ou um requisito no Conteúdo 3.3, então é necessário que
a organização especifique isso no sumário de conteúdo da GRI e apresente um motivo para omissão com uma
explicação. Consulte o Requisito 6 desta Norma para mais informações sobre motivos para omissão.

Requisito 5: Relatar conteúdos das Normas Temáticas da GRI


para cada tema material
15 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

A organização deverá:

a. relatar conteúdos das Normas Temáticas da GRI para cada tema material ;

b. para cada tema material coberto pela(s) Norma(s) Setorial(is) aplicável(is):


i. relatar os conteúdos das Normas Temáticas da GRI listadas para aquele tema na(s) Norma(s)
Setorial(is), ou então;
ii. apresentar o motivo para omissão “não aplicável” e a explicação necessária no sumário de conteúdo
da GRI.

Orientações para o item 5-a


Para cada tema material, a organização precisa identificar conteúdos das Normas Temáticas da GRI para relatar. É
necessário que a organização relate somente os conteúdos relevantes para seus impactos em relação a um tema
material. Não é exigido que a organização relate conteúdos que não sejam relevantes.

Não há requisito para um número mínimo de conteúdos a relatar das Normas Temáticas. O número de conteúdos
que a organização relata baseia-se em sua avaliação de quais conteúdos são relevantes para seus impactos em
relação a um tema material.

A organização poderá precisar usar mais de uma Norma Temática para relatar um tema material. Além disso, nem
todos os conteúdos em uma Norma Temática poderão ser relevantes para a organização relatar. Por exemplo, uma
organização identifica igualdade de remuneração como um tema material. A organização define que os seguintes
conteúdos são relevantes para relatar o tema: Conteúdo 202-1 Proporção entre o salário mais baixo e o salário
mínimo local, com discriminação por gênero na Norma GRI 202: Presença no Mercado 2016, e Conteúdo 405-2
Proporção entre o salário-base e a remuneração recebidos pelas mulheres e aqueles recebidos pelos homens na
Norma GRI 405: Diversidade e Igualdade de Oportunidades 2016. Não é exigido que a organização relate outros
conteúdos dessas Normas (ex.: Conteúdo 202-2 Proporção de membros da diretoria contratados na comunidade
local na Norma GRI 202), uma vez que esses conteúdos não abordam o tema da igualdade de remuneração.

Quando um tema material é coberto pelas Normas Setoriais da GRI aplicáveis, a organização usa as Normas
Setoriais para identificar conteúdos a relatar. Consulte o Requisito 5-b desta Norma para mais informações.

Motivos para omissão são permitidos para todos os conteúdos das Normas Temáticas. Se a organização não puder
cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo, então é necessário que a organização especifique no
sumário de conteúdo da GRI o conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão
com uma explicação. Consulte o Requisito 6 desta Norma para mais informações sobre motivos para omissão.

Recomenda-se que a organização forneça informações suficientes sobre seus impactos em relação a cada tema
material de forma que os usuários de informações possam fazer avaliações e tomar decisões embasadas sobre a
organização. Se os conteúdos das Normas Temáticas não fornecerem informações suficientes sobre os impactos
da organização, recomenda-se que a organização relate conteúdos adicionais. Eles poderão incluir os conteúdos
setoriais adicionais recomendados nas Normas Setoriais da GRI, conteúdos de outras fontes ou conteúdos criados
pela própria organização.

Recomenda-se que os conteúdos que a organização relata de outras fontes ou que são criados pela própria
organização tenham o mesmo rigor dos conteúdos das Normas GRI, e também que se alinhem com as
expectativas descritas em instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente.

Relato de temas materiais não cobertos pelas Normas Temáticas da GRI


Quando um tema material da organização não for coberto pelos conteúdos das Normas Temáticas da GRI, é
necessário que a organização relate como ela gerencia o tema material, usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3:
Temas Materiais 2021. Consulte o Requisito 4-c desta Norma para mais informações.

Além de relatar o Conteúdo 3-3, recomenda-se que a organização relate outros conteúdos para esse tema. Eles
poderão incluir os conteúdos setoriais adicionais recomendados nas Normas Setoriais da GRI, conteúdos de
outras fontes ou conteúdos criados pela própria organização.

Por exemplo, uma organização define liberdade de expressão como um tema material. Como não há nenhuma
Norma Temática que cubra esse tema, recomenda-se que a organização relate conteúdos de outras fontes ou crie
seus próprios conteúdos para relatar o tema. Ainda assim, é necessário que organização relate como ela gerencia o
tema liberdade de expressão usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.

Orientações para o item 5-b


É necessário que a organização cumpra o Requisito 5-b somente se as Normas Setoriais da GRI que se aplicarem
a seus setores estiverem disponíveis. As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus
16 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

prováveis temas materiais.

É necessário que a organização analise cada tema descrito nas Normas Setoriais aplicáveis e defina se é um tema
material para a organização.

Se a organização definir que um tema de uma Norma Setorial aplicável é material, a Norma Setorial ajuda a
organização a identificar conteúdos para relatar informações sobre seus impactos em relação àquele tema. Para
cada tema material provável, as Normas Setoriais listam conteúdos das Normas Temáticas da GRI para as
organizações relatarem. Se quaisquer conteúdos das Normas Temáticas listados nas Normas Setoriais não forem
relevantes aos impactos da organização, não é exigido que a organização os relate. Entretanto, é necessário que a
organização liste esses conteúdos no sumário de conteúdo da GRI e escolha “não aplicável” como o motivo para
omissão por não ter relatado os conteúdos. É necessário também que a organização explique resumidamente por
que os conteúdos não são relevantes para seus impactos em relação ao tema material. Consulte o Requisito 6
desta Norma para mais informações sobre motivos para omissão.

Observe que, ao relatar os conteúdos das Normas Temáticas listados nas Normas Setoriais, a organização poderá
ainda usar qualquer um dos quatro motivos para omissão incluídos na Tabela 1 desta Norma se ela não puder
cumprir com o conteúdo ou o requisito do conteúdo.

Além dos conteúdos das Normas Temáticas, as Normas Setoriais poderão listar conteúdos setoriais adicionais
para as organizações relatarem. Recomenda-se relatar esses conteúdos setoriais adicionais. Não é exigido que a
organização informe um motivo para omissão pelos conteúdos setoriais adicionais que ela não relatar.

Requisito 6: Apresentar motivos para omissão em conteúdos e


requisitos que a organização não pode cumprir
a. Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito de um conteúdo para o qual são
permitidos motivos para omissão, a organização deverá, no sumário de conteúdo da GRI:
i. especificar o conteúdo ou o requisito que não pode cumprir;
ii. escolher um dos quatro motivos para omissão da Tabela 1 e apresentar a explicação necessária para
esse motivo.
Tabela 1. Motivos para omissão permitidos e explicações necessárias
MOTIVO PARA OMISSÃO EXPLICAÇÃO NECESSÁRIA

Não aplicável Explique por que o conteúdo ou o requisito é considerado não


aplicável.

Proibições legais Descreva as proibições legais específicas.

Restrições de confidencialidade Descreva as restrições de confidencialidade específicas.

Informação indisponível/ Especifique qual informação está indisponível ou incompleta.


incompleta Quando a informação estiver incompleta, especifique que parte
dela está faltando (ex.: especifique as entidades para as quais a
informação está faltando).

Explique por que a informação necessária está indisponível ou


incompleta.

Descreva as medidas sendo tomadas para obter a informação e


o prazo no qual espera obtê-la.

Orientações
Motivos para omissão são permitidos para todos os conteúdos das Normas GRI exceto por:
• Conteúdo 2-1 Detalhes da organização
• Conteúdo 2-2 Entidades incluídas no relato de sustentabilidade da organização
• Conteúdo 2-3 Período de relato, frequência e ponto de contato
• Conteúdo 2-4 Reformulações de informações
• Conteúdo 2-5 Verificação externa
• Conteúdo 3-1 Processo de definição de temas materiais
• Conteúdo 3-2 Lista de temas materiais
17 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

É permitido à organização apresentar somente um dos quatro motivos para omissão incluídos na Tabela 1 desta
Norma:

Não aplicável
A organização escolhe “não aplicável” como o motivo para omissão nas seguintes situações:
• Quando um conteúdo ou um requisito de um conteúdo não se aplica à organização com base em suas
características (ex.: porte, tipo). Por exemplo, o item 2-15-b-iii da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 exige que
a organização relate se conflitos de interesse relacionados à existência de acionistas controladores são
divulgados aos stakeholders. Esse requisito não se aplica a organizações que não possuem acionistas (ex.:
fundações).

Nesses casos, é necessário que a organização explique por que o conteúdo ou o requisito não se aplica à
organização.

Entretanto, pode haver casos em que um conteúdo ou um requisito em um conteúdo se aplique à organização,
mas a organização não possui em vigor o item especificado no conteúdo ou no requisito (ex.: comitê, política,
prática ou processo). Por exemplo, o item 2-23-b da Norma GRI 2 exige que a organização descreva seu
compromisso de política para com o respeito aos direitos humanos. Essa expectativa se aplica a todas as
organizações. Espera-se que todas as organizações possuam um compromisso de política para com o respeito
aos direitos humanos, mas nem toda organização pode já ter estabelecido esse compromisso de política.

Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que
este é o caso. Ela não precisa escolher “não aplicável” como o motivo para omissão.

Nesses casos, a organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis
planos para criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: formular uma política), mas
que relate que o item não existe.

• Quando um conteúdo de uma Norma Temática da GRI que esteja listado na Norma Setorial da GRI aplicável não
é relevante para os impactos da organização em relação a um tema material. Nesses casos, é necessário
também que a organização explique por que o conteúdo não é relevante para seus impactos em relação ao tema
material.

Proibições legais
A organização apresenta “proibições legais” como o motivo para omissão quando a lei proíbe a coleta da
informação necessária ou relatá-la publicamente.

Restrições de confidencialidade
Pode haver casos em que a lei não proíba a coleta ou relato da informação necessária, mas a organização
considere a informação confidencial e não possa relatá-la publicamente. Nesses casos, a organização escolhe
“restrições de confidencialidade” como o motivo para omissão.

Informação indisponível/incompleta
Pode haver casos em que a organização possua o item especificado em um conteúdo ou em um requisito de um
conteúdo, mas a informação sobre o item esteja indisponível ou incompleta. Nesses casos, a organização escolhe
“informação indisponível/incompleta” como o motivo para omissão. Por exemplo, a informação está indisponível
para o Conteúdo 305-3 da Norma GRI 305: Emissões 2016 quando a organização possui outras emissões indiretas
(Escopo 3) de gases de efeito estufa (GEE), mas ainda não coletou dados sobre suas outras emissões indiretas
(Escopo 3) de GEE.

Quando a organização não pode relatar parte das informações necessárias, isso significa que a informação está
incompleta. Quando as informações relatadas não abrangem o escopo completo exigido por um conteúdo (ex.:
faltam informações para certas entidades, locais, localizações geográficas), então é necessário que a organização
escolha “informação indisponível/incompleta” como o motivo para omissão. A organização deve especificar as
entidades, locais, localizações geográficas, etc., para os quais estão faltando informações necessárias e não
podem ser relatadas.

As informações necessárias, ou parte delas, podem estar indisponíveis quando, por exemplo, não puderam ser
obtidas ou não têm a qualidade adequada para serem relatadas. Isso pode ser o caso quando as informações
foram coletadas por outra organização, como um fornecedor.

Recomenda-se que os motivos “restrições de confidencialidade” e “informação indisponível/incompleta” somente


18 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

sejam usados em casos excepcionais. Usar “restrições de confidencialidade” e “informação


indisponível/incompleta” frequentemente como motivos para omissão de informações reduz a credibilidade e a
utilidade do relato de sustentabilidade da organização. Isso não se alinha com o objetivo de relatar em
conformidade com as Normas GRI, que é fornecer um quadro abrangente dos impactos mais significativos da
organização.

Não é permitido que a organização use outros motivos para omissão que não os incluídos na Tabela 1 desta
Norma.

É necessário que a organização relate motivos para omissão no sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito
7 desta Norma para mais informações sobre o sumário de conteúdo.

Requisito 7: Publicar um sumário de conteúdo da GRI


A organização deverá:

a. publicar um sumário de conteúdo da GRI que inclua:


i. o título: Sumário de conteúdo da GRI;
ii. a declaração de uso;
iii. o título da Norma GRI 1 usada;
iv. o(s) título(s) da(s) Norma(s) Setorial(is) da GRI que se aplica(m) ao(s) setor(es) da organização;
v. uma lista dos temas materiais da organização;
vi. uma lista dos temas da(s) Norma(s) Setorial(is) da GRI aplicável(is) definido(s) como não materiais e
uma explicação de por que eles não são materiais;
vii. uma lista dos conteúdos relatados, incluindo os títulos dos conteúdos;
viii. os títulos das Normas GRI e de outras fontes usadas para os conteúdos relatados;
ix. quando a organização não relata conteúdos de Normas Temáticas da GRI para um tema material da(s)
Norma(s) Setorial(is) da GRI aplicável(is), uma lista dos conteúdos e o motivo para omissão necessário;
x. os números de referência da Norma Setorial da GRI para os conteúdos da(s) Norma(s) Setorial(is)
aplicável(is);
xi. o local onde as informações relatadas para cada conteúdo podem ser encontradas;
xii. quaisquer motivos para omissão usados;

b. caso publique um relatório de sustentabilidade avulso e o sumário de conteúdo da GRI não estiver incluído
no relatório, fornecer um link ou referência para o sumário de conteúdo da GRI no relatório.

Orientações
As informações relatadas usando as Normas GRI poderão ser publicadas ou tornadas acessíveis em vários
formatos (ex.: eletrônico, impresso) em um ou mais locais (ex.: um relatório de sustentabilidade avulso, páginas da
Internet, um relatório anual). O sumário de conteúdo da GRI fornece uma visão geral das informações relatadas pela
organização, mostra onde as informações podem ser encontradas e ajuda os usuários de informações a acessá-
las. O sumário de conteúdo também mostra quais Normas GRI e conteúdos a organização usou.

O Anexo 1 desta Norma fornece orientações sobre como preparar o sumário de conteúdo da GRI ao relatar em
conformidade com as Normas GRI. Ele inclui um exemplo que a organização poderá usar ao preparar o sumário de
conteúdo. A organização poderá usar para o sumário de conteúdo um formato diferente do apresentado no Anexo 1,
desde que cumpra os requisitos para o sumário de conteúdo.

Requisito 8: Apresentar uma declaração de uso


a. A organização deverá incluir a seguinte declaração em seu sumário de conteúdo da GRI:
[Nome da organização] relatou em conformidade com as Normas GRI para o período [datas de início e
término do período de relato].

Orientações
Para declarar que relatou em conformidade com as Normas GRI, a organização deve cumprir todos os nove
requisitos desta seção.

É necessário que a organização insira o nome da organização e as datas de início e término de seu período de
relato na declaração, por exemplo:

“A ABC Ltda. relatou em conformidade com as Normas GRI para o período de 01 de janeiro de 2022 a 31 de
19 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

dezembro de 2022”.

É necessário que a organização relate se o mais alto órgão de governança é responsável por analisar e aprovar as
informações relatadas, inclusive os temas materiais da organização, conforme o Conteúdo 2-14 da Norma GRI 2:
Conteúdos Gerais 2021.

Requisito 9: Comunicar a GRI


a. A organização deverá comunicar a GRI sobre o uso das Normas GRI e sobre a declaração de uso enviando
um e-mail para reportregistration@[Link].

Orientações
Recomenda-se que a organização inclua as seguintes informações no e-mail:
• O nome jurídico da organização.
• O link para o sumário de conteúdo da GRI.
• O link para o relatório, se estiver publicando um relatório de sustentabilidade avulso.
• A declaração de uso.
• Uma pessoa de contato na organização e suas informações de contato.

Não há custo envolvido na comunicação à GRI sobre o uso das Normas GRI.
Relato com base nas Normas GRI
20 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Relato com base nas Normas GRI


Uma organização poderá relatar com base nas Normas GRI se não cumprir todos os requisitos para relatar em
conformidade com as Normas GRI. Recomenda-se que a organização, com o tempo, faça a transição para o relato
em conformidade com as Normas GRI, já que ele irá fornecer um quadro abrangente dos impactos mais
significativos da organização na economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos nos direitos
humanos.

A organização também poderá relatar com base nas Normas GRI se escolher e usar Normas GRI, ou partes de seu
conteúdo, para relatar informações sobre temas específicos para fins específicos, tais como cumprir uma
regulamentação de relato sobre mudanças climáticas.

A organização deve cumprir todos os três requisitos desta seção para relatar com base nas Normas GRI.
Recomenda-se que a organização aplique todos os princípios de relato especificados na seção 4 desta Norma para
garantir um relato de alta qualidade. Além disso, recomenda-se que a organização explique como gerencia seus
impactos para os temas que relata usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.

Visão geral dos requisitos para relato com base nas Normas GRI

Publicar um sumário de conteúdo da GRI


Fornecer uma declaração de uso
Comunicar a GRI

Publicar um sumário de conteúdo da GRI


A organização deverá:

a. Publicar um sumário de conteúdo da GRIque inclua:


i. o título: Sumário de conteúdo da GRI;
ii. a declaração de uso;
iii. o título da Norma GRI 1 usada;
iv. uma lista dos conteúdos relatados das Normas GRI, incluindo os títulos dos conteúdos;
v. os títulos das Normas GRI usadas para os conteúdos relatados;
vi. o local onde as informações relatadas para cada conteúdo podem ser encontradas;

b. caso publique um relatório de sustentabilidade avulso e o sumário de conteúdo da GRI não estiver incluído
no relatório, fornecer um link ou referência para o sumário de conteúdo da GRI no relatório.

Orientações
As informações relatadas usando as Normas GRI poderão ser publicadas ou tornadas acessíveis em vários
formatos (ex.: eletrônico, impresso) em um ou mais locais (ex.: um relatório de sustentabilidade avulso, páginas da
Internet, um relatório anual). O sumário de conteúdo da GRI fornece uma visão geral das informações relatadas pela
organização, mostra onde as informações podem ser encontradas e ajuda os usuários de informações a acessá-
las. O sumário de conteúdo também mostra quais Normas GRI e conteúdos a organização usou.

O Anexo 2 desta Norma apresenta orientações sobre como preparar o sumário de conteúdo da GRI ao relatar com
base nas Normas GRI. Ele inclui um exemplo que a organização poderá usar ao preparar o sumário de conteúdo. A
organização poderá usar para o sumário de conteúdo um formato diferente do apresentado no Anexo 2, desde que
cumpra os requisitos para o sumário de conteúdo. A organização também poderá usar o sumário de conteúdo
especificado para o relato em conformidade com as Normas GRI no Anexo 1 desta Norma, se adequado. Nesse
caso, a declaração de uso no Anexo 1, que é para o relato em conformidade com as Normas GRI, deve ser
substituída pela declaração de uso para o relato com base nas Normas GRI.
21 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Apresentar uma declaração de uso


a. A organização deverá incluir a seguinte declaração em seu sumário de conteúdo da GRI:
[Nome da organização] relatou as informações citadas neste sumário de conteúdo da GRI para o período
[datas de início e término do período de relato] com base nas Normas GRI.

Orientações
Para declarar que relatou com base nas Normas GRI, a organização deve cumprir todos os três requisitos desta
seção.

É necessário que a organização insira o nome da organização e as datas de início e término de seu período de
relato na declaração, por exemplo:

“A ABC Ltda. relatou as informações citadas neste sumário de conteúdo da GRI para o período de 01 de janeiro de
2022 a 31 de dezembro de 2022 com base nas Normas GRI”.

Comunicar a GRI
a. A organização deverá comunicar a GRI sobre o uso das Normas GRI e sobre a declaração de uso enviando
um e-mail para reportregistration@[Link].

Orientações
Recomenda-se que a organização inclua as seguintes informações no e-mail:
• O nome jurídico da organização.
• O link para o sumário de conteúdo da GRI.
• O link para o relatório, se estiver publicando um relatório de sustentabilidade avulso.
• A declaração de uso.
• Uma pessoa de contato na organização e suas informações de contato.

Não há custo envolvido na comunicação à GRI sobre o uso das Normas GRI.
22 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

4. Princípios de relato
Os Princípios de Relato são fundamentais para garantir a alta qualidade do relato de sustentabilidade. Portanto, é
necessário que uma organização aplique os princípios de relato para poder declarar que preparou suas
informações relatadas em conformidade com as Normas GRI (consulte a seção 3 desta Norma).

Os princípios de relato orientam a organização para que garanta a qualidade e a apresentação adequada das
informações relatadas. Informações de alta qualidade permitem que os usuários de informações façam avaliações
e tomem decisões embasadas sobre os impactos da organização e sua contribuição ao desenvolvimento
sustentável.

Cada princípio de relato contém um requisito e orientações sobre como aplicá-lo.

Visão geral dos princípios

• Exatidão
• Equilíbrio
• Clareza
• Comparabilidade
• Completude
• Contexto da sustentabilidade
• Tempestividade
• Verificabilidade

Exatidão
Requisito

a. A organização deverá relatar informações que sejam corretas e suficientemente detalhadas para permitir
uma avaliação dos impactos da organização.

Orientações
As características que definem exatidão variam dependendo da natureza das informações (qualitativas ou
quantitativas) e do uso que se pretende fazer das informações. A exatidão de informações quantitativas depende dos
métodos específicos usados para coletar, compilar e analisar dados. A exatidão de informações qualitativas
depende do nível de detalhes e coerência com as evidências disponíveis. Os usuários de informações exigem
detalhes suficientes para fazer avaliações sobre os impactos da organização.

Para aplicar o princípio da Exatidão, recomenda-se que a organização:


• relate informações qualitativas coerentes com outras evidências disponíveis e outras informações relatadas;
• indique quais dados foram medidos;
• adequadamente descreva medições de dados e bases de cálculo, e garanta que seja possível reproduzir
medições e cálculos com resultados semelhantes;
• garanta que a margem de erro em medições de dados não influencia inapropriadamente as conclusões ou
avaliações dos usuários de informações;
• indique quais dados foram estimados e explique as premissas e técnicas subjacentes usadas para a
estimativa, assim como quaisquer limitações das estimativas.
23 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Equilíbrio
Requisito

a. A organização deverá relatar informações de maneira imparcial e fornecer uma declaração justa dos
impactos negativos e positivos da organização.

Orientações
Para aplicar o princípio do Equilíbrio, recomenda-se que a organização:
• apresente informações de uma forma que permita que os usuários de informações vejam tendências negativas
e positivas nos impactos ano a ano;
• distinga claramente entre fatos e a interpretação que a organização dá aos fatos;
• não omita informações relevantes a respeito de seus impactos negativos;
• não enfatize demasiadamente notícias ou impactos positivos;
• não apresente informações de uma forma que tenda a influenciar inadequadamente as conclusões ou
avaliações dos usuários de informações.

Clareza
Requisito

a. A organização deverá apresentar informações de uma forma acessível e compreensível.

Orientações
Para aplicar o princípio da Clareza, recomenda-se que a organização:
• considere necessidades específicas de acessibilidade dos usuários de informações associadas com
habilidades, idioma e tecnologia;
• apresente informações de forma que os usuários possam encontrar as informações que desejam sem
demasiado esforço, por exemplo, por meio de um índice, de mapas ou links;
• apresente informações de forma que possam ser entendidas pelos usuários que tenham um conhecimento
razoável da organização e das suas atividades;
• evite abreviações, termos técnicos ou outros jargões que tendam a ser pouco conhecidos pelos usuários ou,
caso sejam usados, inclua explicações relevantes nas seções apropriadas ou em um glossário;
• relate informações de forma concisa e reúna informações quando útil sem omitir os detalhes necessários;
• use figuras e tabelas de dados consolidados para tornar as informações acessíveis e compreensíveis.

Comparabilidade
Requisito

a. A organização deverá selecionar, compilar e relatar informações consistentemente para permitir uma
análise de mudanças nos impactos da organização ao longo do tempo e uma análise desses impactos
relacionados aos de outras organizações.

Orientações
Informações relatadas de forma comparável permitem que a organização e outros usuários de informações avaliem
os impactos atuais da organização em relação aos seus impactos passados e aos seus objetivos e metas.
Permitem também que partes externas avaliem e comparem os impactos da organização com impactos de outras
organizações como parte de atividades de classificação, decisões de investimento e programas de advocacy.

Para aplicar o princípio da Comparabilidade, recomenda-se que a organização:


• apresente informações para o atual período de relato e pelo menos dois períodos anteriores, assim como
quaisquer objetivos e metas que tenham sido estabelecidos;
• use métricas internacionalmente aceitas (ex.: quilogramas, litros) e fatores de conversão e protocolos
padronizados, onde aplicável, para compilar e relatar informações;
• mantenha consistência nos métodos usados para medir e calcular dados e na explicação dos métodos e
premissas usados;
• mantenha consistência na forma de apresentar as informações;
• relate números totais ou dados absolutos (ex.: toneladas métricas de CO2 equivalente), assim como proporções
ou dados normalizados (ex.: emissões de CO2 por unidade produzida) para permitir comparações, e forneça
24 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

notas explicativas quando usar proporções;


• forneça informações contextuais (ex.: o porte da organização, sua localização geográfica) para ajudar os usuários
de informações a entender os fatores que contribuem para determinar diferenças entre os impactos da
organização e os impactos de outras organizações;
• apresente seus conteúdos atuais juntamente com a reformulação de dados históricos para permitir
comparações se tiver havido mudanças em relação às informações relatadas anteriormente. Isso poderá incluir
mudanças na duração do período de relato, nas metodologias de medição, nas definições usadas ou em outros
elementos do relato. É necessário que a organização relate reformulações de informações no Conteúdo 2-4 da
Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021;
• se não forem apresentadas reformulações de dados históricos, explique as mudanças de modo a fornecer
informações contextuais para a interpretação dos conteúdos atuais.

Completude
Requisito

a. A organização deverá fornecer informações suficientes para permitir uma avaliação dos impactos da
organização durante o período de relato.

Orientações
Para aplicar o princípio da Completude, recomenda-se que a organização:
• apresente atividades, eventos e impactos para o período no qual ocorrem. Isso inclui o relato de informações
sobre atividades que causam um impacto mínimo no curto prazo, mas que têm um impacto cumulativo
razoavelmente previsível que pode tornar-se inevitável e irreversível no longo prazo (ex.: atividades que geram
poluentes bioacumulativos ou persistentes);
• não omita informações que sejam necessárias para entender os impactos da organização.

Se a organização é composta por várias entidades (ou seja, uma entidade controladora e suas entidades
controladas), é necessário que a organização explique a abordagem usada para consolidar as informações no item
2-2-c da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021.

Se a informação para um conteúdo ou um requisito de um conteúdo para o qual são permitidos motivos para
omissão estiver indisponível ou incompleta, então é necessário que a organização apresente um motivo para
omissão. Quando a informação estiver incompleta, é necessário que a organização especifique que parte dela está
faltando (ex.: especifique as entidades para as quais a informação está faltando). Consulte o Requisito 6 desta
Norma para mais informações.

Contexto da sustentabilidade
Requisito

a. A organização deverá relatar informações sobre seus impactos no contexto mais amplo do
desenvolvimento sustentável.

Orientações
Desenvolvimento sustentável foi definido como aquele que “satisfaz as necessidades do presente sem
comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades” [8]. O objetivo do relato de
sustentabilidade usando as Normas GRI é propiciar transparência sobre como a organização está contribuindo ou
pretende contribuir para o desenvolvimento sustentável. Para isso, a organização precisa avaliar e relatar
informações sobre seus impactos no contexto mais amplo do desenvolvimento sustentável.

Para aplicar o princípio do Contexto da sustentabilidade, recomenda-se que a organização:


• use informações objetivas e medidas confiáveis de desenvolvimento sustentável para relatar informações sobre
seus impactos (ex.: pesquisa científica ou consenso sobre os limites e demandas impostos a recursos
ambientais);

• relate informações sobre seus impactos em relação aos objetivos e condições de desenvolvimento sustentável
(ex.: relatar o total de emissões de gases de efeito estufa [GEE], assim como reduções nas emissões de GEE
em relação aos objetivos estipulados na Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima
[FCCC] Acordo de Paris [4]);
25 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

• relate informações sobre seus impactos em relação às expectativas da sociedade e expectativas de conduta
empresarial responsável descritas em instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente com
as quais espera-se que a organização cumpra (ex.: Diretrizes da Organização para a Cooperação e o
Desenvolvimento Econômico [OCDE] para Empresas Multinacionais [3], Princípios Orientadores sobre Empresas
e Direitos Humanos da ONU [5]) e em outros instrumentos setoriais, locais, regionais ou globais reconhecidos;
• se operar em diferentes localidades, relate informações sobre seus impactos em relação a contextos locais
apropriados (ex.: relatar o uso total de água, bem como o uso de água relativo a limiares sustentáveis e ao
contexto social de determinadas bacias de captação).

Entender o contexto de sustentabilidade fornece à organização informações cruciais para definir e relatar seus
temas materiais (consulte GRI 3: Temas Materiais 2021 ). As Normas Setoriais da GRI descrevem o contexto dos
setores e podem ajudar a organização a entender seu contexto da sustentabilidade.

Tempestividade
Requisito

a. A organização deverá relatar informações regularmente e disponibilizá-las a tempo para que os usuários de
informações tomem decisões.

Orientações
A utilidade das informações está intimamente ligada ao fato de estarem disponíveis a tempo para que os usuários
de informações possam integrá-las ao seu processo decisório. Dessa forma, o princípio da Tempestividade refere-
se a com que regularidade e com que rapidez após o período de relato as informações são publicadas.

Para aplicar o princípio da Tempestividade, recomenda-se que a organização:


• encontre um equilíbrio entre a necessidade de disponibilizar as informações oportunamente e garantir que as
informações sejam de alta qualidade e cumpra os requisitos dos outros princípios de relato;
• garanta consistência na duração dos períodos de relato;
• indique o período de tempo coberto pelas informações relatadas.

Consulte na seção 5.1 desta Norma informações sobre como alinhar os períodos de relato e publicar cronogramas
de relato de sustentabilidade e de outros tipos de relato.

Verificabilidade
Requisito

a. A organização deverá coletar, registrar, compilar e analisar informações de uma forma que as informações
possam ser examinadas quanto à sua qualidade.

Orientações
É importante que as informações relatadas possam ser examinadas quanto à sua veracidade e para que se
verifique até que ponto os princípios de relato foram aplicados.

Para aplicar o princípio da Verificabilidade, recomenda-se que a organização:


• crie controles internos e organize a documentação de forma que indivíduos que não os que estejam preparando
as informações relatadas (ex.: auditores internos, prestadores de serviços de verificação externa) possam
analisá-las;
• documente os processos decisórios subjacentes ao relato de sustentabilidade da organização de uma forma
que permita o exame das principais decisões e processos, tais como o processo de definição de temas
materiais;
• se a organização desenvolver sistemas de informação para seu relato de sustentabilidade, conceba esses
sistemas de forma que possam ser inspecionados como parte de um processo de verificação externa.
• consiga identificar as fontes originais das informações relatadas e forneça evidências confiáveis para embasar
premissas ou cálculos;
• consiga apresentar uma declaração das fontes originais das informações relatadas atestando a exatidão das
informações dentro de margens de erro aceitáveis;
• evite incluir informações que não sejam fundamentadas em evidências, a menos que sejam relevantes para
entender os impactos da organização;
• apresente explicações claras sobre quaisquer incertezas associadas às informações relatadas.
26 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Consulte na seção 5.2 desta Norma mais informações sobre como aumentar a credibilidade do relato de
sustentabilidade da organização.
27 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

5. Recomendações adicionais para o relato


Esta seção apresenta recomendações para a organização alinhar seu relato de sustentabilidade com outros tipos
de relato e aumentar a credibilidade do seu relato de sustentabilidade.

5.1 Alinhamento do relato de sustentabilidade com outros


relatos
Recomenda-se que a organização alinhe seu relato de sustentabilidade com outros relatos exigidos por lei e
regulatórios, especialmente seu relato financeiro. Isso significa que é recomendado que a organização relate as
informações para o mesmo período de relato e para o mesmo grupo de entidades que foram abrangidas em seu
relato financeiro. Recomenda-se também que a organização publique as informações simultaneamente ao seu
relato financeiro, sempre que possível.

5.2 Aumento da credibilidade do relato de sustentabilidade


Há muitas formas da organização aumentar a credibilidade do relato de sustentabilidade. Essas formas incluem o
uso de controles internos, verificação externa e comitês de stakeholders ou de especialistas. Não é exigido que a
organização aplique esses métodos ao relatar em conformidade com as Normas GRI, mas ela é incentivada a fazê-
lo.

Controles internos
Recomenda-se que a organização crie controles internos para fortalecer a integridade e credibilidade de seu relato
de sustentabilidade. Controles internos são processos concebidos e implementados pela organização, geralmente
por sua gestão, para propiciar um nível razoável de verificação do alcance de seus objetivos.

Controles internos podem ser implementados nas operações do dia-a-dia e através de funções de conformidade. A
organização poderá também estabelecer e manter uma função de auditoria interna como parte de seus processos
de gestão de risco para melhorar ainda mais a credibilidade de seu relato de sustentabilidade.

Em algumas jurisdições, os códigos de governança corporativa exigem que o mais alto órgão de governança
questione e, em seguida, se estiver satisfeito, confirme no relatório anual a adequação dos controles internos da
organização. Essa confirmação somente poderá referir-se à adequação dos controles internos para o relato
financeiro. Ela não poderá fornecer informações sobre se os mesmos controles internos são também adequados
para avaliar a credibilidade do relato de sustentabilidade da organização. Se a organização confia em controles
internos criados para o relato financeiro, recomenda-se que ela avalie a relevância desses controles para seu relato
de sustentabilidade. Nos casos em que esses controles são inadequados, recomenda-se que a organização
identifique e use controles internos adicionais para avaliar a credibilidade de seu relato de sustentabilidade.

Verificação externa
Além dos controles internos, recomenda-se que a organização obtenha verificação externa para seu relato de
sustentabilidade. O Conteúdo 2-5 da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 exige que a organização descreva sua
política e sua prática para obter verificação externa para seu relato de sustentabilidade. Se o relato de
sustentabilidade obteve verificação externa, é necessário também que a organização descreva o que foi verificado e
com base em quê.

A verificação externa compõe-se de atividades realizadas por prestadores de serviços de verificação externa para
avaliar a qualidade e a credibilidade das informações qualitativas e quantitativas relatadas pela organização. A
verificação externa poderá também ser usada para avaliar os sistemas e processos da organização para preparar
as informações (ex.: o processo de definição de temas materiais). A verificação externa é diferente de atividades
usadas para avaliar ou validar o desempenho, como avaliações de conformidade ou a emissão de certificações de
desempenho.

A verificação externa resulta na publicação de relatórios de verificação ou conclusões que podem ser usados para
verificar que as informações foram preparadas em conformidade com normas de relato. Pode ser também usada
para reduzir o risco na qualidade dos dados e aumentar a confiança nas informações relatadas. Isso, por sua vez,
ajuda os usuários de informações e a organização a confiar nas informações relatadas para seu processo
decisório.
28 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Recomenda-se que a verificação externa seja conduzida por prestadores de serviços de verificação externa
competentes, com experiência e qualificações apropriadas. Recomenda-se que os prestadores de serviços de
verificação externa sejam:
• independentes da organização e, portanto, capazes de chegar a conclusões objetivas e imparciais sobre o relato
da organização e publicar essas conclusões em um relatório disponível ao público;
• comprovadamente competentes no tema em questão e em práticas de verificação;
• competentes na aplicação de procedimentos de controle de qualidade ao trabalho de verificação;
• capazes de realizar a tarefa de maneira sistemática, documentada, comprovada e caracterizada por
procedimentos definidos em linha com normas profissionais de verificação;
• capazes de considerar a seleção das informações relatadas e sua exatidão, assim como de avaliar se o relato
fornece um quadro abrangente dos impactos mais significativos da organização e de como ela gerencia esses
impactos;
• capazes de avaliar até que ponto a organização aplicou as Normas GRI ao formular opiniões ou chegar a
conclusões.

Comitês de stakeholders ou de especialistas


A organização poderá também reunir um comitê de stakeholders ou de especialistas para obter opiniões sobre sua
abordagem para o relato de sustentabilidade ou aconselhamento sobre as informações a serem relatadas.
29 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização

cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final

Obs 1: Entidades upstream (acima) da organização (ex.: fornecedores) fornecem produtos


ou serviços que são usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização. Entidades downstream (abaixo) da organização (ex.:
distribuidores, clientes) recebem produtos ou serviços da organização.

Obs 2: A cadeia de valor inclui a cadeia de fornecedores.

comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização

Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.

criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior

Obs. 1: Exceções podem ocorrer em determinados países nos quais a economia e o


sistema educacional são insuficientemente desenvolvidos e se aplica a idade
mínima de 14 anos. Esses países considerados exceções são especificadas pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT) em resposta a solicitação especial de
um país interessado e consulta junto a organizações representantes de
empregadores e trabalhadores.

Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

devida diligência
processo de identificar, prevenir, mitigar e prestar contas de como uma organização lida com
seus impactos negativos reais e potenciais

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE),


Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais, 2011; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
30 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Obs.: Consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "devida diligência".

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização

Exemplos: intermediários, consultores, partes contratadas, distribuidores, franqueados,


trabalhadores em domicílio, terceiros independentes, licenciados, fabricantes,
produtores primários, subcontratados, atacadistas

Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.

grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral

Exemplos: crianças e jovens; idosos; ex-combatentes; famílias afetadas pelo HIV/AIDS;


defensores dos direitos humanos; povos indígenas; deslocados internos;
trabalhadores migrantes e suas famílias; minorias nacionais ou étnicas,
religiosas ou linguísticas; pessoas que poderiam ser discriminadas com base em
sua orientação sexual, identidade de gênero, expressão de gênero ou
características sexuais (ex.: lésbicas, gays, bissexuais, transgênero, intersexo);
pessoas com deficiência; refugiados ou refugiados que regressam aos seus
países de origem; mulheres

Obs.: As vulnerabilidades e impactos podem variar conforme o gênero.

impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".

mais alto órgão de governança


órgão de governança com autoridade máxima da organização
31 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Obs.: Em algumas jurisdições, os sistemas de governança possuem duas camadas,


em que a supervisão e a gestão são separadas ou em que a legislação local
prevê a formação de um conselho de supervisão, formado por membros não
executivos (representantes dos acionistas e empregados), para supervisionar um
conselho gestor executivo. Nesses casos, ambas as camadas devem ser
incluídas na definição de mais alto órgão de governança.

mitigação
medida(s) tomadas para reduzir a extensão de um impacto negativo

Fonte Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado

Obs.: A mitigação de um impacto negativo real refere-se a medidas tomadas para


reduzir a severidade do impacto negativo que ocorreu, sendo que qualquer
impacto residual necessitará de reparação. A mitigação de um impacto negativo
real refere-se a medidas tomadas para reduzir a probabilidade da ocorrência de
um impacto negativo.

órgão de governança
grupo formalizado de indivíduos responsável pela orientação estratégica da organização, o
efetivo monitoramento da gestão e a prestação de contas da gestão à organização como um
todo e a seus stakeholders

parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio

Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado

Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações

Obs.: Parceiros de negócios não incluem as subsidiárias e as afiliadas controladas pela


organização.

período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas

Exemplos: ano fiscal, ano-calendário

povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 169, “Povos Indígenas


e Tribais”, 1989.

relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
32 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Obs.: São exemplos de outras entidades diretamente relacionadas a operações,


produtos ou serviços da organização, uma organização não governamental com
quem a organização fornece suporte a uma comunidade local ou forças de
segurança do Estado que protegem as instalações da organização.

reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado

Exemplos: desculpas, indenização financeira ou não-financeira, prevenção de danos por meio


de ações cautelares ou garantias de não repetição, sanções (sejam penais ou
administrativas, como multas), restituição, restauração, reabilitação

severidade (de um impacto)


A severidade de um impacto negativo real ou potencial é definida por seu tamanho (ou seja, o
tamanho da gravidade do impacto), escopo (ou seja, o quanto o impacto está disseminado) e
natureza irremediável (o quanto é difícil desfazer ou reparar o dano resultante).

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de
Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012, modificado

Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".

stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018, modificado

Exemplos: parceiros de negócios, organizações da sociedade civil, consumidores, clientes,


empregados e outros trabalhadores, governos, comunidades locais, organizações
não governamentais, acionistas e outros investidores, fornecedores, sindicatos,
grupos vulneráveis

Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".

temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".

trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização

Exemplos: empregados, trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,


aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos,
subcontratados, voluntários e pessoas que trabalham para outras organizações
que não a organização relatora como, por exemplo, fornecedores

Obs.: Nas Normas GRI, em alguns casos é especificado se é necessário usar um


determinado subconjunto de trabalhadores.

Bibliografia
33 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Bibliografia
Esta seção lista os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente que foram usados no
desenvolvimento desta Norma.

Instrumentos reconhecidos:
1. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Declaração Tripartite de Princípios sobre Empresas Multinacionais
e Política Social, 2017.
2. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da OCDE sobre Devida
Diligência para uma Conduta Empresarial Responsável, 2018.
3. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.
4. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC) Acordo de
Paris, 2015.
5. Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos:
Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger, Respeitar e Remediar”, 2011.
6. Organização das Nações Unidas (ONU), Proteger, Respeitar e Remediar: Quadro para Empresas e Direitos
Humanos, 2008.
7. Organização das Nações Unidas (ONU), Relatório do Representante Especial do Secretário para os Direitos
Humanos e Empresas Transnacionais e Outras Empresas, John Ruggie, 2011.
8. Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro Comum, 1987.

Anexo 1. Sumário de conteúdo da GRI em


34 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Anexo 1. Sumário de conteúdo da GRI em


conformidade
Sumário de conteúdo da GRI

Declaração de uso [Nome da organização] relatou em conformidade com as Normas GRI


para o período [período de relato: datas de início e término].
GRI 1 usada GRI 1: Fundamentos 2021
Norma(s) Setorial(ais) da GRI [Títulos das Normas Setoriais da GRI aplicáveis]
aplicável(eis)
35 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

NORMA GRI / CONTEÚDO LOCALIZAÇÃO OMISSÃO Nº DE REF.


OUTRA FONTE DA NORMA
SETORIAL
DA GRI

REQUISITO(S) MOTIVO EXPLICAÇÃO


OMITIDO(S)

Conteúdos gerais
GRI 2: 2-1 Detalhes da
Conteúdos organização
Gerais 2021
2-2 Entidades
incluídas no relato de
sustentabilidade da
organização
Uma célula cinza indica algo que não se aplica. Isto
2-3 Período de relato, apenas se relaciona com as colunas “Omissão” e “Nº de
frequência e ponto de Ref. da Norma Setorial da GRI”.
contato
2-4 Reformulações
de informações
2-5 Verificação
externa
2-6 Atividades, cadeia
de valor e outras
relações
de negócios
" " " " " " " " " "
2-30 Acordos de
negociação coletiva
Temas materiais
GRI 3: Temas 3-1 Processo de
Materiais 2021 definição de temas
materiais
3-2 Lista de temas
materiais
[Tema material]
GRI 3: Temas 3-3 Gestão dos
Materiais 2021 temas materiais
[Título da [Título do conteúdo]
fonte]
" " " " " " " " " " " " " "
[Tema material]
GRI 3: Temas 3-3 Gestão dos
Materiais 2021 temas materiais
[Título da [Título do conteúdo]
fonte]
" " " " " " " " " " " " " "

Temas da Norma Setorial da GRI aplicável definidos como não materiais


TEMA EXPLICAÇÃO
[Título da Norma Setorial da GRI]
[Tema] [Explicação]
[Tema] [Explicação]

Orientações
Este Anexo apresenta orientações sobre como preparar o sumário de conteúdo da GRI ao relatar em conformidade
36 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

com as Normas GRI. Ele inclui um exemplo que a organização poderá usar ao preparar o sumário de conteúdo. A
organização poderá usar para o sumário de conteúdo um formato diferente do apresentado aqui, desde que cumpra
os requisitos para o sumário de conteúdo especificados no Requisito 7 desta Norma.

A organização poderá incluir informações adicionais no sumário de conteúdo, além do exigido pelas Normas GRI.
Por exemplo, a organização poderá mostrar como os conteúdos que relatou utilizando as Normas GRI estão
relacionados aos que são exigidos por outras normas ou estruturas de relato.

Recomenda-se que a organização garanta que tais inclusões não comprometam a legibilidade do sumário de
conteúdo. Isso poderá ser feito apresentando-se as informações adicionais em colunas ou linhas separadas que
são incluídas ao final do sumário de conteúdo, depois que todas as informações necessárias tenham sido
especificadas.

Recomenda-se que a organização não relate as informações exigidas pelos conteúdos diretamente no sumário de
conteúdo. Exceções poderão ser feitas se a informação for breve e mais fácil de encontrar no sumário de conteúdo
do que em outros locais (ex.: informações sobre o período de relato podem ser encontradas mais facilmente
quando divulgadas diretamente no sumário de conteúdo); ou para relatar que um item (ex.: comitê, política, prática
ou processo) especificado em um conteúdo não existe. Recomenda-se que se evitem relatos detalhados no
sumário de conteúdo.

Declaração de uso
É necessário que a organização inclua no sumário de conteúdo da GRI a declaração
de uso para relato em conformidade com as Normas GRI, conforme especificado no
Requisito 7-a-ii desta Norma. Consulte o Requisito 8 desta Norma para mais
informações sobre a declaração de uso.

GRI 1 usada
É necessário que organização inclua no sumário de conteúdo da GRI o título da
Norma GRI 1 que foi usada, conforme especificado no Requisito 7-a-iii desta Norma.
O título da Norma GRI 1 inclui número, nome e ano de publicação (ex.: GRI 1:
Fundamentos 2021).

A Norma GRI 1 não possui conteúdos, mas ela especifica os requisitos de relato em
conformidade com as Normas GRI. As Normas GRI são atualizadas regularmente e
uma nova versão da Norma GRI 1 poderá conter requisitos diferentes para o relato em
conformidade com as Normas GRI em comparação com a versão anterior. A
indicação de qual versão da Norma GRI 1 a organização usou ajuda a esclarecer
quais requisitos ela deve cumprir.

Norma(s) Setorial(ais) da GRI aplicável(eis)


É necessário que a organização inclua no sumário de conteúdo da GRI os títulos das
Normas Setoriais da GRI que se aplicam a seus setores, conforme especificado no
Requisito 7-a-iv desta Norma. O título da Norma Setorial da GRI inclui número, nome e
ano de publicação (ex.: GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021).

Títulos das Normas GRI e de outras fontes usadas para os conteúdos relatados
É necessário que a organização inclua no sumário de conteúdo da GRI os títulos das
Normas Universais da GRI, das Normas Setoriais da GRI e das Normas Temáticas
da GRI que usou para relatar conteúdos, conforme especificado no Requisito 7-a-viii
desta Norma. Isso inclui:
• GRI 2: Conteúdos Gerais 2021;
• GRI 3: Temas Materiais 2021;
• as Normas Temáticas que a organização usou para relatar seus temas materiais;
• as Normas Setoriais que a organização usou para relatar conteúdos setoriais
adicionais listados para seus temas materiais.

O título de uma Norma GRI inclui número, nome e ano de publicação (ex.: GRI 303:
Água e Efluentes 2018).

O ano de publicação indica qual versão da Norma GRI a organização usou. As


Normas GRI são atualizadas regularmente e uma nova versão de uma Norma GRI
poderá possuir conteúdos diferentes em comparação com sua versão anterior. O ano
de publicação da Norma não se refere ao período de relato abrangido pelas
informações relatadas ou ao ano em que as informações relatadas foram publicadas.
37 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Se a organização relatar conteúdos de outras fontes, é necessário que ela inclua no


sumário de conteúdo os títulos das fontes usadas.

Conteúdos
É necessário que a organização liste no sumário de conteúdo da GRI todos os
conteúdos que relatou, conforme especificado no Requisito 7-a-vii desta Norma. Isso
inclui os conteúdos da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 e da Norma GRI 3:
Temas Materiais 2021, bem como os conteúdos que relatou para cada tema material.

Para cada tema material, é necessário que a organização liste os conteúdos que
relatou das Normas Temáticas da GRI e das Normas Setoriais da GRI, bem como
conteúdos que relatou de outras fontes. Recomenda-se que a organização organize
esses conteúdos para cada tema material. Consulte o Requisito 5-a e o Requisito 5-
b-i desta Norma para mais informações sobre como relatar conteúdos para cada
tema material.

Além dos conteúdos das Normas Temáticas, as Normas Setoriais poderão listar
conteúdos setoriais adicionais para as organizações relatarem. Recomenda-se
relatar esses conteúdos setoriais adicionais. Se a organização relatar quaisquer
desses conteúdos setoriais adicionais para seus temas materiais, é necessário que
a organização os liste no sumário de conteúdo.

É necessário que a organização inclua os títulos dos conteúdos no sumário de


conteúdo. O título de um conteúdo inclui número e nome (ex.: 2-6 Atividades, cadeia de
valor e outras relações de negócios).

Para conteúdos de outras fontes, se não houver um título de conteúdo disponível, a


organização poderá listar quaisquer outras informações que ajudem a identificar o
conteúdo.

Conteúdos das Normas Temáticas da GRI listados nas Normas Setoriais da GRI
aplicáveis que não são relatados
Para cada tema das Normas Setoriais da GRI aplicáveis definido como material, é
necessário que a organização inclua no sumário de conteúdo da GRI quaisquer
conteúdos das Normas Temáticas da GRI listados para esse tema que a organização
não relatar, conforme especificado no Requisito 7-a-ix desta Norma.

Poderá haver casos em que um conteúdo de uma Norma Temática listado na Norma
Setorial não seja relevante para os seus impactos em relação ao tema material.
Nesses casos, é necessário que a organização apresente “não aplicável” como o
motivo para omissão e explique brevemente por que o conteúdo não é relevante.
Consulte o Requisito 5-b desta Norma para mais informações sobre como relatar
temas materiais cobertos pelas Normas Setoriais.

Localização
Para cada conteúdo que tenha relatado, é necessário que a organização inclua no
Sumário de conteúdo da GRI o local (ou seja, os números específicos de páginas ou
links), por exemplo, em um relatório, documento ou site onde as informações podem
ser encontradas, conforme especificado no Requisito 7-a-xi desta Norma. Se as
informações relatadas para um conteúdo estiverem espalhadas em várias páginas ou
páginas da Internet, é necessário que a organização especifique todos os números
de páginas e links onde as informações foram divulgadas.

Se for necessário que a organização relate informações que tenha relatado


anteriormente e as informações não mudaram durante o período de relato (ex.: é
necessário que a organização relate informações sobre uma política ou um processo
que não mudou desde o período de relato anterior), a organização poderá republicar
essas informações ou fornecer uma referência para as informações anteriormente
relatadas no sumário de conteúdo.
38 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Omissões
É necessário que a organização inclua no sumário de conteúdo da GRI os motivos
para omissão que tenha usado para cada conteúdo ou requisito que não pode
cumprir, conforme especificado no Requisito 7-a-xii desta Norma.

Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um


conteúdo para o qual são permitidos motivos para omissão, é necessário que a
organização especifique o conteúdo ou o requisito que não pode cumprir no sumário
de conteúdo. Também é necessário escolher um dos motivos para omissão
permitidos e apresentar a explicação necessária para esse motivo. Os quatro motivos
para omissão permitidos são: não aplicável, proibições legais, restrições de
confidencialidade e informação indisponível/incompleta. Consulte o Requisito 6 desta
Norma para mais informações sobre motivos para omissão.

Números de referência de Norma Setorial da GRI


Ao listar os conteúdos da GRI e os conteúdos setoriais adicionais das Normas
Setoriais da GRI aplicáveis no sumário de conteúdo da GRI, é necessário que a
organização inclua os números de referência da Norma Setorial da GRI, conforme
especificado no Requisito 7-a-x desta Norma. O número de referência da Norma
Setorial da GRI é um identificador único para cada conteúdo listado em uma Norma
Setorial (ex.: S11.1.1). Esse identificador ajuda os usuários de informações a avaliar
quais dos conteúdos listados nas Normas Setoriais estão incluídos no relato da
organização.

Temas materiais
É necessário que a organização liste seus temas materiais no sumário de conteúdo
da GRI, conforme especificado no Requisito 7-a-v desta Norma.

A lista de temas materiais incluídos no sumário de conteúdo é a mesma que a lista


dos temas materiais relatados no item 3-2-a da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.

Temas da Norma Setorial da GRI aplicável definidos como não materiais


É necessário que a organização liste no sumário de conteúdo da GRI quaisquer
temas das Normas Setoriais da GRI aplicáveis que tenha definido como não
materiais e explique por que eles não são materiais, conforme especificado no
Requisito 7-a-vi desta Norma. Consulte o Requisito 3-b desta Norma para mais
informações sobre como usar as Normas Setoriais para definir temas materiais.

Anexo 2. Sumário de conteúdo da GRI com base


39 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Anexo 2. Sumário de conteúdo da GRI com base


nas Normas GRI
Sumário de conteúdo da GRI

Declaração de uso [Nome da organização] relatou as informações citadas neste sumário de


conteúdo da GRI para o período [período de relato: datas de início e término] com
base nas Normas GRI.
GRI 1 usada GRI 1: Fundamentos 2021

NORMA GRI CONTEÚDO LOCALIZAÇÃO


[Título da Norma GRI] [Título do conteúdo]
[Título da Norma GRI] [Título do conteúdo]

Orientações
Este Anexo apresenta orientações sobre como preparar o sumário de conteúdo da GRI ao relatar com base nas
Normas GRI. Ele inclui um exemplo que a organização poderá usar ao preparar o sumário de conteúdo. A
organização poderá usar para o sumário de conteúdo um formato diferente do apresentado aqui, desde que cumpra
os requisitos para o sumário de conteúdo especificados em "Relato com base nas Normas GRI" no fim da seção 3
desta Norma. A organização também poderá usar o sumário de conteúdo especificado para o relato em
conformidade com as Normas GRI no Anexo 1, se adequado. Nesse caso, a declaração de uso no Anexo 1, que é
para o relato em conformidade com as Normas GRI, deve ser substituída pela declaração de uso para o relato com
base nas Normas GRI.

A organização poderá incluir informações adicionais no sumário de conteúdo, além do exigido pelas Normas GRI.
Por exemplo, a organização poderá mostrar como os conteúdos que relatou utilizando as Normas GRI estão
relacionados aos que são exigidos por outras normas ou estruturas de relato.

Recomenda-se que a organização garanta que tais inclusões não comprometam a legibilidade do sumário de
conteúdo. Isso poderá ser feito apresentando-se as informações adicionais em colunas ou linhas separadas que
são incluídas ao final do sumário de conteúdo, depois que todas as informações necessárias tenham sido
especificadas.

Recomenda-se que a organização não relate as informações exigidas pelos conteúdos diretamente no sumário de
conteúdo. Exceções poderão ser feitas se a informação for breve e mais fácil de encontrar no sumário de conteúdo
do que em outros locais (ex.: informações sobre o período de relato podem ser encontradas mais facilmente
quando divulgadas diretamente no sumário de conteúdo). Recomenda-se que se evitem relatos detalhados no
sumário de conteúdo.
40 GRI 1: Fundamentos 2021 - Portuguese

Declaração de uso
É necessário que a organização inclua no sumário de conteúdo da GRI a declaração
de uso para relato em conformidade com as Normas GRI, conforme especificado no
Requisito a-ii em “Relato com base nas Normas GRI”, no fim da seção 3 desta
Norma. Consulte o requisito para apresentar uma declaração de uso, no fim da seção
3 desta Norma, para mais informações sobre a declaração de uso.

GRI 1 usada
É necessário que organização inclua no sumário de conteúdo da GRI o título da
Norma GRI 1 que foi usada, conforme especificado no Requisito a-iii em “Relato com
base nas Normas GRI”, no fim da seção 3 desta Norma. O título da Norma GRI 1 inclui
número, nome e ano de publicação (ex.: GRI 1: Fundamentos 2021).

A Norma GRI 1 não possui conteúdos, mas ela especifica os requisitos de relato com
base nas Normas GRI. As Normas GRI são atualizadas regularmente e uma nova
versão da Norma GRI 1 poderá conter requisitos diferentes para o relato com base
nas Normas GRI em comparação com a versão anterior. A indicação de qual versão
da Norma GRI 1 a organização usou ajuda a esclarecer quais requisitos ela deve
cumprir.

Títulos das Normas GRI dos conteúdos relatados


É necessário que organização inclua no sumário de conteúdo da GRI os títulos de
todas as Normas GRI que foram usadas para relatar conteúdos, conforme
especificado no Requisito a-v em “Relato com base nas Normas GRI”, no fim da
seção 3 desta Norma. Eles poderão incluir a Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021,
Norma GRI 3: Temas Materiais 2021, as Normas Setoriais da GRI e as Normas
Temáticas da GRI.

O título de uma Norma GRI inclui número, nome e ano de publicação (ex.: GRI 303:
Água e Efluentes 2018).

O ano de publicação indica qual versão da Norma GRI a organização usou. As


Normas GRI são atualizadas regularmente e uma nova versão de uma Norma GRI
poderá possuir conteúdos diferentes em comparação com sua versão anterior. O ano
de publicação da Norma não se refere ao período de relato abrangido pelas
informações relatadas ou ao ano em que as informações relatadas foram publicadas.

Conteúdos
É necessário que a organização liste no sumário de conteúdo da GRI todos os
conteúdos que tenha relatado das Normas GRI, conforme especificado no Requisito
a-iv em “Relato com base nas Normas GRI”, no fim da seção 3 desta Norma.

É necessário que a organização inclua os títulos dos conteúdos no sumário de


conteúdo. O título de um conteúdo inclui o número e o nome (ex.: 303-3 Captação de
água).

Localização
Para cada conteúdo que tenha relatado, é necessário que a organização inclua no
Sumário de conteúdo da GRI o local (ou seja, os números específicos de páginas ou
links), por exemplo, em um relatório, documento ou site onde as informações podem
ser encontradas, conforme especificado no Requisito a-vi em “Relato com base nas
Normas GRI”, no fim da seção 3 desta Norma. Se as informações relatadas para um
conteúdo estiverem espalhadas em várias páginas ou páginas da Internet, é
necessário que a organização especifique todos os números de páginas e links onde
as informações foram divulgadas.
GRI 2: Conteúdos Gerais 2021
Norma Universal
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 1 de janeiro de 2023

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

Aviso de direitos autorais e marca registrada


Os direitos autorais deste documento pertencem à Fundação Global Reporting Initiative (GRI). Sua reprodução e
distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
reproduzidos, arquivados, traduzidos ou transferidos, em qualquer forma ou mídia (eletrônica, mecânica,
fotocopiada, gravada, etc.), para qualquer outro fim sem autorização prévia da GRI.

Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.

© 2024 GRI. All rights reserved.


42 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Introdução
A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 (possui conteúdos para a organização fornecer informações sobre suas
práticas de relato; atividades e trabalhadores; governança; estratégia; políticas e práticas; e engajamento de
stakeholders. Essas informações esclarecem o perfil e o porte da organização, e fornecem contexto para o
entendimento de seus impactos.

A Norma está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1 possui cinco conteúdos que fornecem informações sobre a organização, suas práticas de relato de
sustentabilidade e as entidades incluídas em seu relato de sustentabilidade.
• A Seção 2 possui três conteúdos que fornecem informações sobre as atividades da organização, seus
empregados e outros trabalhadores.
• A Seção 3 possui treze conteúdos que fornecem informações sobre a estrutura de governança da organização,
sua composição, suas funções e sua remuneração.
• A Seção 4 possui sete conteúdos que fornecem informações sobre a estratégia da organização para o
desenvolvimento sustentável e suas políticas e práticas para uma conduta empresarial responsável.
• A Seção 5 possui dois conteúdos que fornecem informações sobre práticas de engajamento de stakeholders da
organização e como ela se engaja em acordos de negociação coletiva com empregados.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições.
• A Bibliografia lista os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser
consultados pela organização.

O restante da Introdução apresenta uma visão geral do sistema das Normas GRI e outras informações sobre como
usar esta Norma.

Sistema das Normas GRI


Esta Norma é parte do conjunto de Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). As Normas GRI
permitem que as organizações relatem informações sobre seus impactos mais significativos na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e de como a organização gerencia esses
impactos.

As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3


A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que uma organização deve cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
43 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

Uso desta Norma


É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate todos os
conteúdos desta Norma. O Conteúdo 2-2 desta Norma exige que a organização liste as entidades incluídas em seu
relato de sustentabilidade. Essas entidades definem o escopo do relato de todos os outros conteúdos desta Norma.

Motivos para omissão são permitidos para todos os conteúdos desta Norma exceto por:
• Conteúdo 2-1 Detalhes da organização
• Conteúdo 2-2 Entidades incluídas no relato de sustentabilidade da organização
• Conteúdo 2-3 Período de relato, frequência e ponto de contato
• Conteúdo 2-4 Reformulações de informações
• Conteúdo 2-5 Verificação externa

Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo para o qual são permitidos
motivos para omissão (ex.: porque a informação necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é
necessário que a organização especifique o conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo
para omissão com uma explicação no sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1:
Fundamentos 2021 para mais informações sobre motivos para omissão,

Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
44 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Requisitos, orientações e termos definidos


O seguinte se aplica em todas as Normas GRI:

Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.

Os requisitos podem estar acompanhados por orientações.

Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.

As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.

As expressões “recomenda-se que” ou “é recomendada(o) a” indicam uma recomendação e as palavras "pode(m)"


ou “poderá(ão)” indicam uma possibilidade ou opção.

Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
45 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

1. A organização e suas práticas de relato


Os conteúdos desta seção fornecem uma visão geral da organização, de suas práticas de relato de
sustentabilidade e das entidades incluídas em seu relato de sustentabilidade.

Conteúdo 2-1 Detalhes da organização


A organização deverá:
REQUISITOS
a. relatar seu nome jurídico;

b. relatar sua estrutura societária e forma jurídica;

c. relatar a localização de sua sede;

d. relatar os países em que opera.

ORIENTAÇÕES
Orientações para o item 2-1-a
Se a organização usa um nome comercial ou empresarial comumente conhecido que seja
diferente de seu nome jurídico, é recomendado que ela relate isso além de seu nome jurídico.

Orientações para o item 2-1-b


A estrutura societária e forma jurídica da organização refere-se a se ela é de capital público ou
privado, e se ela é uma corporação, uma sociedade, um empresário individual, ou outro tipo de
entidade, como sem fins lucrativos, uma associação ou entidade beneficente.

Orientações para o item 2-1-c


A sede é o centro administrativo de uma organização, de onde ela é controlada ou dirigida.

Orientações para o item 2-1-d


Se a organização tiver relatado os países em que opera em outro lugar, como em suas
demonstrações financeiras consolidadas auditadas ou informações financeiras registradas
em registro público, a organização poderá fornecer um link ou referência para esta informação.
A organização também poderá relatar as regiões ou locais específicos dentro de países (ex.:
estados, cidades) onde opera, se isso fornecer informações contextuais para a compreensão
dos impactos da organização.
46 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-2 Entidades incluídas no relato de


sustentabilidade da organização
A organização deverá:
REQUISITOS
a. listar todas as entidades incluídas em seu relato de sustentabilidade;

b. se a organização tiver demonstrações financeiras consolidadas auditadas ou


informações financeiras registradas em registro público, especificar as diferenças
entre as entidades incluídas em seu relato financeiro e a lista das incluídas em seu
relato de sustentabilidade;

c. se a organização for composta por várias entidades, explicar a abordagem usada para
consolidar as informações, incluindo:

i. se a abordagem envolve ajustes de informações para participações minoritárias;


ii. como a abordagem considera fusões, aquisições e alienações de entidades ou de
partes de entidades;
iii. se e como a abordagem difere ao longo dos conteúdos desta Norma e ao longo
dos temas materiais.

ORIENTAÇÕES Orientações para o item 2-2-a


As entidades relatadas conforme descrito no item 2-2-a formam a base do relato dos
conteúdos desta Norma e para a definição dos temas materiais da organização.

O requisito 2-2-a inclui todas as entidades que a organização controla ou onde tem
participação e estão incluídas em seu relato de sustentabilidade, tais como subsidiárias, joint
ventures e afiliadas, inclusive participações minoritárias. É recomendado que a organização
relate as informações para o mesmo grupo de entidades que foram abrangidas em seu relato
financeiro.

Ao definir seus temas materiais, recomenda-se que a organização considere os impactos de


outras entidades com as quais ela tem relações de negócios que não estejam incluídas na
lista relatada no item 2-2-a. Consulte a seção 1 da Norma GRI 3:Temas Materiais 2021 para
mais informações.

Orientações para os itens 2-2-a e 2-2-b


Se todas as entidades do relato financeiro da organização também estiverem incluídas em seu
relato de sustentabilidade, uma breve declaração desse fato, incluindo um link ou referência à
lista de entidades incluídas em suas demonstrações financeiras consolidadas auditadas ou
informações financeiras registradas em registro público, será suficiente para cumprir os itens
2-2-a e 2-2-b.

Recomenda-se que a organização especifique separadamente outras entidades incluídas no


relato de sustentabilidade que não estejam incluídas em seu relato financeiro.

Orientações para o item 2-2-c


Uma participação minoritária é uma participação societária em uma entidade que não é
controlada pela entidade controladora.
47 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-3 Período de relato, frequência e ponto de


contato
A organização deverá:
REQUISITOS
a. especificar o período de relato e a frequência de seu relato de sustentabilidade;

b. especificar o período de relato de seu relato financeiro e, se ele não se alinhar com o
período de seu relato de sustentabilidade, explicar o motivo para isso;

c. relatar a data de publicação do relatório ou das informações relatadas;

d. especificar o contato para perguntas sobre o relatório ou as informações relatadas.

ORIENTAÇÕES
Orientações para o item 2-3-a
A organização poderá especificar a frequência do relato de sustentabilidade como “anual".
Consulte o princípio da Tempestividade na Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais
informações.

Orientações para os itens 2-3-a e 2-3-b


O período de relato refere-se ao período de tempo coberto pelas informações relatadas;
recomenda-se que inclua as datas de início e término (ex.: 01 de janeiro de 2022 a 31 de
dezembro de 2022, 01 de julho de 2022 a 30 de junho de 2023).

É recomendado que a organização relate as informações para o mesmo período coberto por
seu relato financeiro. Recomenda-se também que a organização publique as informações
simultaneamente ao seu relato financeiro, sempre que possível.
48 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-4 Reformulações de informações


A organização deverá:
REQUISITOS
a. relatar reformulações de informações feitas em períodos de relato anteriores e
explique:

i. os motivos das reformulações;


ii. o efeito das reformulações.

ORIENTAÇÕES
Recomenda-se que a organização forneça uma reformulação de informações quando ela
perceber que as informações relatadas anteriormente precisam ser revisadas. Reformulações
de informações de períodos de relato anteriores poderão corrigir um erro ou prestar contas de
mudanças na metodologia de medição ou na natureza do negócio. Reformulações de
informações garantem a consistência e possibilitam a comparabilidade das informações entre
períodos de relato. Consulte o princípio da Comparabilidade na Norma GRI 1: Fundamentos
2021 para mais informações.

É recomendado que a organização relate o critério usado para definir quando uma mudança ou
um erro nas informações relatadas anteriormente são considerados suficientemente
importantes para uma reformulação. Uma mudança ou um erro poderiam ser considerados
importantes quando influenciam o processo decisório de usuários de informações (ex.:
influenciam a análise das mudanças nos impactos da organização ao longo do tempo).

Por exemplo, se uma organização adota um método novo e mais preciso de medir emissões
de gases de efeito estufa (GEE), ela poderá subsequentemente experimentar uma redução
nas emissões de GEE anteriormente relatadas que atendam aos critérios de reformulação da
organização. A organização, então, reformula as emissões de GEE anteriormente relatadas.
Nesse caso, é necessário que a organização explique que ela reformulou as emissões de
GEE anteriormente relatadas devido à nova metodologia de medição e que isso resultou em
emissões de GEE mais baixas do que as anteriormente relatadas. Recomenda-se também
que a organização relate a mudança quantitativa observada (ex.: as emissões de GEE estão
10% mais baixas do que as emissões anteriormente relatadas).

Se a organização não tiver feito nenhuma reformulação no período de relato, uma breve
declaração desse fato será suficiente para cumprir o requisito.

Orientações para o item 2-4-a-i


São exemplos de motivos para reformulações de informações:
• mudança no período-base ou duração do período de relato;
• mudança na natureza do negócio;
• mudança nas metodologias de medição ou nas definições usadas;
• disposições, fusões ou aquisições;
• erros nos períodos de relato anteriores.

Orientações para o item 2-4-a-ii


O efeito das reformulações refere-se às consequências da mudança ou da correção feitas em
informações relatadas anteriormente. Se a reformulação referir-se a informações quantitativas,
recomenda-se que a organização especifique a mudança quantitativa na informação
reformulada (ex.: as emissões de GEE estão 10% mais baixas em comparação ao nível de
emissões anteriormente relatadas).
49 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-5 Verificação externa


A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever sua política e sua prática para obter verificação externa, incluindo como e
se o mais alto órgão de governança e altos executivos estão envolvidos;

b. se o relato de sustentabilidade da organização obteve verificação externa:

i. fornecer um link ou referência para o(s) relatório(s) de verificação externa ou


declaração(ões) de verificação;
ii. descrever o que foi verificado e com base em quê, incluindo as normas de
verificação usadas, o nível de verificação obtido, bem como quaisquer limitações
do processo de verificação;
iii. descrever a relação entre a organização e o prestador do serviço de verificação
externa.

ORIENTAÇÕES Consulte a seção 5.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações sobre
verificação externa.

Orientações para o item 2-5-b-ii


Se essas informações são cobertas pelos relatórios de verificação externa ou declarações que
a organização forneceu em um link ou referência conforme descrito no item 2-5-b-i, então uma
breve declaração desse fato será suficiente para cumprir o requisito.

A organização poderá também descrever em linguagem acessível:


• o escopo das informações e dos processos cobertos;
• as responsabilidades da organização em relação ao prestador do serviço de verificação
externa;
• as opiniões ou conclusões formalmente atestadas pelo prestador do serviço de verificação
externa;
• um resumo do trabalho realizado;
• informações sobre a experiência e qualificações do prestador do serviço de verificação
externa, por exemplo, perfil e nível de experiência dos indivíduos envolvidos no tema em
questão.

Orientações para o item 2-5-b-iii


Um prestador do serviço de verificação externa precisa demonstrar independência da
organização para atingir e publicar conclusões objetivas e imparciais sobre o relato de
sustentabilidade da organização.
50 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

2. Atividades e trabalhadores
Os conteúdos desta seção fornecem uma visão geral das atividades, dos empregados, e de outros trabalhadores
da organização.

Conteúdo 2-6 Atividades, cadeia de valor e outras


relações de negócios
A organização deverá:
REQUISITOS
a. relatar o(s) setor(es)em que atua;

b. descrever sua cadeia de valor, incluindo:

i. as atividades, os produtos e serviços da organização e os mercados atendidos


por ela;
ii. a cadeia de fornecedores da organização;
iii. as entidades downstream da organização e suas atividades;

c. relatar outras relações de negócios relevantes;

d. descrever mudanças significativas nos itens 2-6-a, 2-6-b, e 2-6-c em comparação ao


período de relato anterior.

ORIENTAÇÕES Orientações para o item 2-6-a


Setores podem ser identificados de acordo com categorias, tais como setor público ou privado;
ou categorias específicas a um setor, como o setor de educação ou o setor financeiro.

Dependendo das atividades da organização, os setores poderão ser identificados usando-se


as Normas Setoriais da GRI ou sistemas de classificação tais como Global Industry
Classification Standard (GICS®), Industry Classification Benchmark (ICB), International
Standard Industrial Classification of All Economic Activities (ISIC) e Sustainable Industry
Classification System (SICS®).

Orientações para o item 2-6-b


A cadeia de valor da organização abrange as atividades realizadas pela organização e por
entidades upstream e downstream da organização, para trazer os produtos ou serviços da
organização de sua concepção ao uso final. Entidades upstream da organização fornecem
produtos ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria
organização. Entidades downstream da organização são aquelas que recebem produtos ou
serviços da organização. Entidades na cadeia de valor incluem entidades além dos seus
fornecedores diretos, tanto upstream como downstream.

As informações relatadas no item 2-6-b fornecem um contexto para entender os impactos da


organização ao longo de toda a cadeia de valor, incluindo por meio do uso de seus produtos e
serviços. A descrição dos mercados atendidos fornece informações adicionais sobre os
grupos de clientes-alvo dos produtos e serviços da organização.

Não é exigido que a organização forneça uma descrição detalhada de cada atividade em sua
cadeia de valor. Em vez disso, ela poderá fornecer uma visão geral de sua cadeia de valor.

Orientações para o item 2-6-b-i


Ao descrever suas atividades, recomenda-se que a organização relate seu número total de
operações e explique como define "operação".

Ao descrever seus produtos e serviços, recomenda-se que a organização relate:


• a quantidade de produtos ou serviços fornecidos durante o período de relato (ex.: número
de produtos ou serviços fornecidos, vendas líquidas de produtos ou serviços fornecidos);
• se ela vende produtos ou serviços que sejam proibidos em certos mercados ou sejam
objeto de preocupação de stakeholders ou de debate público, incluindo o motivo da
proibição ou preocupação e como a organização respondeu a essas preocupações.
51 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Ao descrever seus mercados atendidos, a organização poderá relatar:


• as localizações geográficas onde esses produtos e serviços são oferecidos;
• as características demográficas ou outras características dos mercados;
• informações sobre o tamanho e importância relativa dos mercados (ex.: vendas líquidas,
receitas líquidas).

Orientações para o item 2-6-b-ii


A organização poderá descrever:
• os tipos de fornecedores (ex.: intermediários, terceirizados, atacadistas);
• o número estimado de fornecedores ao longo de sua cadeia de fornecedores e em cada
nível (ex.: direto, segundo nível);
• os tipos de atividades relacionadas aos produtos e serviços da organização realizadas por
seus fornecedores (ex.: fabricação, prestação de serviços de consultoria);
• a natureza de suas relações de negócios com seus fornecedores (ex.: de curto ou longo
prazo, contratual ou não-contratual, com base em projetos ou em eventos);
• as características setoriais específicas da sua cadeia de fornecedores (ex.: intensiva em
mão de obra);
• o valor monetário estimado de pagamentos efetuados a seus fornecedores;
• a localização geográfica dos seus fornecedores;

Orientações para o item 2-6-b-iii


A organização poderá descrever:
• os tipos de entidades downstream (ex.: clientes, beneficiários);
• estimativa do número de entidades downstream;
• os tipos de atividades relacionadas aos produtos e serviços da organização realizadas por
entidades downstream (ex.: fabricação, venda no atacado, varejo);
• a natureza de suas relações de negócios com entidades downstream (ex.: de curto ou longo
prazo, contratual ou não-contratual, com base em projetos ou em eventos);
• a localização geográfica das entidades downstream.

Orientações para o item 2-6-c


Outras relações de negócios relevantes da organização incluem relações que a organização
tem com entidades que não estão descritas como parte de sua cadeia de valor no item 2-6-b.
Essas poderão incluir parceiros de negócios (ex.: joint ventures) e outras entidades
diretamente relacionadas às operações, aos produtos ou serviços da organização (para
exemplos, consulte a observação da definição de "relações de negócios").

A organização poderá relatar os tipos de entidades, suas atividades e localização geográfica.

Orientações para o item 2-6-d


O requisito 2-6-d implica descrever mudanças significativas nos setores da organização, em
sua cadeia de valor, bem como outras relações de negócios em comparação ao período de
relato anterior. Essas informações podem ajudar a explicar mudanças nos impactos da
organização. Exemplos de mudanças significativas que podem ser relatadas nesse conteúdo
são mudanças em atividade tais como novas unidades, encerramento de atividades,
expansões, mudanças na estrutura da cadeia de fornecedores ou em suas relações com
fornecedores, incluindo seleção e rescisão; ou mudanças na localização de seus
fornecedores.
52 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-7 Empregados


A organização deverá:
REQUISITOS
a. relatar o número total de empregados, discriminando este total por gênero e por
região;

b. relatar o número total de:

i. empregados permanentes, discriminando por gênero e por região;


ii. empregados temporários, discriminando por gênero e por região;
iii. empregados sem garantia de carga horária, discriminando por gênero e por
região;
iv. empregados em tempo integral, discriminando por gênero e por região;
v. empregados de período parcial, discriminando por gênero e por região;

c. descrever as metodologias e premissas usadas para compilar os dados, incluindo se


os números estão relatados:

i. no total de empregados ou em equivalentes em tempo integral, ou usando outra


metodologia;
ii. ao término do período de relato, como uma média ao longo do período de relato, ou
usando outra metodologia;

d. relatar informações contextuais necessárias para a compreensão dos dados


relatados nos itens 2-7-a e 2-7-b;

e. descrever flutuações significativas no número de empregados durante o período de


relato e entre períodos de relato.

ORIENTAÇÕES Junto com o Conteúdo 2-8, este conteúdo esclarece a abordagem da organização para
emprego, incluindo a natureza e o escopo dos impactos resultantes de suas práticas
empregatícias. Ele também fornece informações contextuais que ajudam a compreender as
informações relatadas em outros conteúdos, e serve como base para cálculos em outros
conteúdos, tais como o Conteúdo 2-21 Proporção da remuneração total anual e o Conteúdo 2-
30 Acordos de negociação coletiva desta Norma.

Este conteúdo cobre todos os empregados que realizam trabalho para qualquer entidade da
organização que esteja incluída em seu relato de sustentabilidade conforme descrito no
Conteúdo 2-2 desta Norma.

Consulte as referências [7], [19], [22], [23], [24], [26] e [30] da Bibliografia.

Orientações para o item 2-7-a


Um empregado é um indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de
acordo com a legislação nacional ou sua aplicação.

A discriminação de empregados por gênero permite uma melhor compreensão da


representação de gênero em toda a organização. A discriminação de empregados por região
permite uma melhor compreensão das variações regionais. Uma região poderá se referir a um
país ou outras localizações geográficas, tais como uma cidade ou uma região do mundo.

Consulte a Tabela 1 e a Tabela 2 desta Norma para exemplos de como apresentar estas
informações.

Orientações para o item 2-7-b


As definições de empregados permanentes, temporários, sem garantia de carga horária, de
tempo integral e de período parcial diferem de um país para outro. Se a organização tiver
empregados em mais de um país, recomenda-se que ela use as definições conforme a
legislação nacional dos países onde estão lotados para calcular os dados de cada país.
Recomenda-se que os dados de cada país sejam, então, somados para o cálculo dos
números totais, desconsiderando-se as diferenças em definições de legislações nacionais.

Empregados sem garantia de carga horária são contratados pela organização sem a garantia
de um número mínimo ou fixo de horas de trabalho. O empregado poderá precisar se
disponibilizar para o trabalho conforme exigido, mas a organização não é por contrato obrigada
53 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

a oferecer ao empregado um número mínimo ou fixo de horas de trabalho por dia, semana ou
mês. Empregados eventuais, empregados com contratos intermitentes e empregados em
regime de sobreaviso ou prontidão são exemplos que se enquadram nesta categoria.

Se a organização não puder relatar dados numéricos exatos, ela poderá arredondar o número
de empregados para a dezena mais próxima ou, se o número de empregados for superior a
1000, para a centena mais próxima, e explicar isso conforme descrito no item 2-7-c.

Consulte a Tabela 1 e a Tabela 2 desta Norma para exemplos de como apresentar essas
informações.

Orientações para o item 2-7-c


A organização poderá relatar o número total de empregados e o número de empregados
permanentes, temporários, sem garantia de carga horária, de tempo integral e de período
parcial no total de empregados ou em equivalentes em tempo integral. O relato desses
números no total de empregados permite uma melhor compreensão do número de
empregados individuais, quer sejam de tempo integral ou de período parcial. O relato desses
números em equivalentes em tempo integral permite uma melhor compreensão das horas
trabalhadas.

A organização poderá usar outra metodologia para o relato desses números.

O relato do número de empregados no final do período de relato fornece informações para


aquele momento, sem mostrar as flutuações durante o período de relato. O relato desses
números em médias ao longo do período de relato considera as flutuações durante o período
de relato.

Orientações para o item 2-7-d


Dados quantitativos, tais como o número de empregados temporários ou de período parcial,
são provavelmente insuficientes por si mesmos. Por exemplo, um alto percentual de
empregados temporários ou de período parcial poderia indicar falta de segurança do emprego
para os empregados, mas poderia igualmente indicar flexibilidade no local de trabalho quando
oferecido como escolha voluntária. Por esse motivo, é necessário que a organização relate
informações contextuais para ajudar os usuários de informações a interpretar esses dados.

A organização poderá explicar os motivos para contrato de trabalho temporário. Um exemplo de


motivo é o recrutamento de empregados para realizar trabalho em um projeto ou evento
temporário ou sazonal. Um outro exemplo é a prática normal de se oferecer um contrato
temporário (ex.: de seis meses) para novos empregados antes de fazer uma oferta de contrato
permanente. A organização poderá também explicar os motivos para contrato sem garantia de
carga horária.

A organização poderá explicar como ela define emprego em tempo integral. Se a organização
tiver empregados em mais de um país, ela poderá relatar as definições de emprego em tempo
integral que usa para as regiões que cobrem esses países. A organização poderá também
explicar os motivos para emprego de período parcial. Exemplos desses motivos são acomodar
solicitações de empregados para trabalhar horas reduzidas, ou porque a organização é
incapaz de fornecer emprego em tempo integral para todos os empregados.

Se houver diferenças entre empregados permanentes, temporários, sem garantia de carga


horária, de tempo integral e de período parcial entre gêneros ou entre regiões, a organização
poderá explicar os motivos dessas diferenças.

Orientações para o item 2-7-e


O requisito 2-7-e permite que a organização explique como os números de empregados
variam durante o período de relato em comparação com períodos de relato anteriores (ou seja,
se os números aumentaram ou diminuíram). Ele também poderá incluir os motivos para as
flutuações. Por exemplo, um aumento no número de empregados durante o período de relato
poderia ser devido a um evento sazonal. Por outro lado, uma diminuição no número de
empregados em comparação com o período de relato anterior poderia ser devido a conclusão
de um projeto temporário.

Fica a critério da organização definir quais flutuações no número de empregados ela considera
significativas para relatar no item 2-7-e. Recomenda-se que a organização relate seu limiar
para definição de flutuações significativas.
54 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Caso não haja flutuações significativas no número de empregados durante o período de relato
ou entre períodos de relato, uma breve declaração desse fato será suficiente para cumprir o
requisito.

Tabela 1. Modelo de exemplo para apresentação de informações relativas a empregados


por gênero
[Período de relato]
FEMININO MASCULINO OUTRO* NÃO INFORMADO TOTAL

Número de empregados (total de empregados / equivalentes em tempo integral)

Número de empregados permanentes (total de empregados / equivalentes em tempo


integral)

Número de empregados temporários (total de empregados / equivalentes em tempo


integral)

Número de empregados sem garantia de carga horária (total de empregados /


equivalentes em tempo integral)

Número de empregados em tempo integral (total de empregados / equivalentes em tempo


integral)

Número de empregados de período parcial (total de empregados / equivalentes em tempo


integral)

* Gênero conforme especificado pelos próprios empregados.

Tabela 2. Modelo de exemplo para apresentação de informações relativas a empregados


por região
55 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

[Período de relato]
REGIÃO A REGIÃO B TOTAL

Número de empregados (total de empregados / equivalentes em tempo integral)

Número de empregados permanentes (total de empregados / equivalentes em tempo


integral)

Número de empregados temporários (total de empregados / equivalentes em tempo


integral)

Número de empregados sem garantia de carga horária (total de empregados /


equivalentes em tempo integral)

Número de empregados em tempo integral (total de empregados / equivalentes em tempo


integral)

Número de empregados de período parcial (total de empregados / equivalentes em tempo


integral)
56 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-8 Trabalhadores que não são empregados


A organização deverá:
REQUISITOS
a. relatar o número total de trabalhadores que não são empregados e cujo trabalho é
controlado pela organização e descrever:

i. os tipos mais comuns de trabalhadores e suas relações contratuais com a


organização;
ii. o tipo de trabalho que eles realizam;

b. descrever as metodologias e premissas usadas para compilar os dados, incluindo se o


número de trabalhadores que não são empregados está relatado:

i. no total de empregados, em equivalentes em tempo integral, ou usando outra


metodologia;
ii. ao término do período de relato, como uma média ao longo do período de relato, ou
usando outra metodologia;

c. descrever flutuações significativas no número de trabalhadores que não são


empregados durante o período de relato e entre períodos de relato.

ORIENTAÇÕES
Este conteúdo fornece uma compreensão de quanto a organização depende de trabalhadores
que não são empregados para realizar seu trabalho em comparação a empregados. Essas
informações são importantes para se compreender quantos trabalhadores no total realizam
trabalho para a organização, porque trabalhadores que não são empregados não são
representados em dados sobre emprego relatados no Conteúdo 2-7.

O Conteúdo 2-8, juntamente com o Conteúdo 2-7, esclarece a abordagem da organização para
emprego, bem como o escopo e a natureza dos impactos resultantes de suas práticas
empregatícias. Ele também fornece informações contextuais que ajudam a compreender as
informações relatadas em outros conteúdos.

Este conteúdo cobre todos os trabalhadores que não são empregados e cujo trabalho é
controlado por qualquer entidade da organização que esteja incluída em seu relato de
sustentabilidade conforme relatado no Conteúdo 2-2 desta Norma.

Se todos os trabalhadores que realizam trabalho para a organização são empregados e a


organização não tem nenhum trabalhador que não seja empregado, uma breve declaração
desse fato será suficiente para cumprir os requisitos deste conteúdo.

Consulte as referências [7], [19], [22], [23], [24], [26] e [30] da Bibliografia.

Orientações para o item 2-8-a


Trabalhadores que não são empregados são aqueles que realizam trabalho para a
organização, mas não possuem uma relação de emprego com a organização.

Este conteúdo exige que a organização relate o número de trabalhadores que não são
empregados e cujo trabalho é controlado pela organização. Controle do trabalho pressupõe
que a organização dirija o trabalho realizado ou tenha controle sobre os meios ou métodos
para a realização do trabalho.

A organização poderia ter controle exclusivo do trabalho ou compartilhar o controle com uma ou
mais organizações (ex.: fornecedores, clientes ou outros parceiros de negócios, como em joint
ventures). Tipos de trabalhadores que não são empregados e cujo trabalho é controlado pela
organização incluem trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,
aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos, subcontratados
e voluntários. Recomenda-se que a organização relate como ela definiu quando tem controle
do trabalho de trabalhadores que não são empregados.

Abaixo seguem alguns exemplos de trabalhadores que não são empregados e cujo trabalho é
controlado pela organização. Os seguintes trabalhadores estão incluídos neste conteúdo:
• Terceirizados contratados pela organização para realizar trabalho no local de trabalho da
organização, em uma área pública (ex.: em uma rodovia), ou diretamente no local de
trabalho do cliente da organização.
• Trabalhadores de um fornecedor da organização onde a organização instrui o fornecedor a
57 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

usar determinados materiais ou métodos de trabalho na fabricação de bens ou prestação


de serviços.
• Voluntários ou estagiários que realizam trabalho para a organização.

Abaixo seguem alguns exemplos de trabalhadores que não são empregados e cujo trabalho
não é controlado pela organização. Os seguintes trabalhadores não estão incluídos neste
conteúdo:
• Trabalhadores de um fornecedor de equipamentos para a organização que realizam
manutenção periódica nos equipamentos do fornecedor (ex.: copiadora no local de trabalho
da organização) conforme previsto no contrato entre o fornecedor de equipamentos e a
organização.
• Trabalhadores de um dos fornecedores da organização, se a organização compra produtos
padronizados fabricados usando os métodos de produção do fornecedor (ex.: compra de
material de escritório que é um produto padronizado do fornecedor).

Se a organização não puder relatar dados numéricos exatos, ela poderá arredondar o número
de trabalhadores que não são empregados para a dezena mais próxima ou, se o número de
trabalhadores que não são empregados for superior a 1000, para a centena mais próxima, e
explicar isso conforme descrito no item 2-8-b.

Orientações para os itens 2-8-a-i e 2-8-a-ii


Ao relatar suas relações contratuais com os tipos mais comuns de trabalhadores, recomenda-
se que a organização relate se ela os contrata diretamente ou indiretamente por meio de
terceiros e, se for este o caso, quem são estes terceiros (ex.: agência de empregos,
trabalhador terceirizado).

É suficiente que a organização forneça uma descrição geral. Não é exigido que a organização
relate o tipo de trabalhador, relação contratual e o trabalho realizado para cada trabalhador que
não é empregado.

Orientações para o item 2-8-b


A organização poderá relatar o número de trabalhadores que não são empregados no total de
empregados ou em equivalentes em tempo integral. O total de empregados permite uma
melhor compreensão do número de empregados individuais, quer sejam de tempo integral ou
de período parcial. O uso dos equivalentes em tempo integral permite uma melhor
compreensão das horas trabalhadas. A organização poderá usar outra metodologia para o
relato desses números.

O relato do número de trabalhadores que não são empregados no final do período de relato
fornece informações para aquele momento, sem mostrar as flutuações durante o período de
relato. O relato desses números em médias ao longo do período de relato considera as
flutuações durante o período de relato.

Orientações para o item 2-8-c


O requisito 2-8-c permite que a organização explique como os números de trabalhadores que
não são empregados variam durante o período de relato em comparação com períodos de
relato anteriores (ou seja, se os números aumentaram ou diminuíram). Ele também poderá
incluir os motivos para as flutuações. Por exemplo, um aumento no número de trabalhadores
que não são empregados durante o período de relato poderia ser devido a um evento sazonal.
Por outro lado, uma diminuição no número de trabalhadores que não são empregados em
comparação com o período de relato anterior poderia ser devido a conclusão de um projeto
temporário.

Fica a critério da organização definir quais flutuações no número de trabalhadores ela


considera significativas para relatar no item 2-8-c. Recomenda-se que a organização relate seu
limiar para definição de flutuações significativas.

Caso não haja flutuações significativas no número de trabalhadores que não são empregados
durante o período de relato ou entre períodos de relato, uma breve declaração desse fato será
suficiente para cumprir o requisito.
58 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

3. Governança
Os conteúdos desta seção fornecem informações sobre a estrutura de governança da organização, sua
composição, suas funções e sua remuneração.

As informações relatadas nesses conteúdos são importantes para ajudar a compreender como a gestão dos
impactos da organização na economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos,
está integrada na estratégia e operações da organização. Elas abordam como os órgãos de governança são
estabelecidos e se estão bem equipados para supervisionar a gestão dos impactos da organização. Elas também
facilitam o entendimento dos papéis e responsabilidades dos órgãos de governança em relação a esses impactos.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).

Conteúdo 2-9 Estrutura de governança e sua


composição
A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever sua estrutura de governança, incluindo os comitês do mais alto órgão de
governança;

b. listar os comitês do mais alto órgão de governança que são responsáveis pela tomada
de decisão e pela supervisão da gestão dos impactos da organização na economia, no
meio ambiente e nas pessoas;

c. descrever a composição do mais alto órgão de governança e dos seus comitês por:

i. função executiva ou não executiva;


ii. independência;
iii. mandato dos membros do mais alto órgão de governança;
iv. número de outros cargos e compromissos importantes de cada membro, bem
como a natureza desses compromissos;
v. gênero;
vi. grupos sociais sub-representados;
vii. competências relevantes para os impactos da organização;
viii. representação de stakeholders.

ORIENTAÇÕES
Orientações para o item 2-9-c
A organização poderá descrever a composição do mais alto órgão de governança e dos seus
comitês por meio de indicadores adicionais de diversidade, tais como idade, ascendência e
origem étnica, cidadania, credo, deficiências ou quaisquer outros indicadores de diversidade
que sejam relevantes para o relato.

Orientações para o item 2-9-c-ii


"Independência" refere-se a condições que possibilitam que os membros do mais alto órgão
de governança exerçam um julgamento independente, livre de quaisquer influências externas
ou conflitos de interesse. Consulte a referência [20] da Bibliografia para mais informações
sobre critérios de independência para órgãos de governança.

Orientações para o item 2-9-c-iv


Um cargo ou compromisso assumidos por um membro do mais alto órgão de governança é
significativo quando o tempo e a atenção que demandam comprometem a capacidade do
membro de desempenhar suas funções na organização. Cargos significativos poderão incluir
participação cruzada em outros órgãos de administração.

Orientações para o item 2-9-c-vii


59 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Competências relevantes para os impactos da organização incluem competências relevantes


para os impactos normalmente associados aos setores, produtos e localizações geográficas
da organização.
60 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-10 Nomeação e seleção para o mais alto


órgão de governança
A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever os processos de nomeação e seleção para o mais alto órgão de
governança e seus comitês;

b. descrever os critérios adotados para nomear e selecionar os membros do mais alto


órgão de governança, incluindo se e como os seguintes critérios são considerados:

i. opiniões dos stakeholders(incluindo acionistas);


ii. diversidade;
iii. independência;
iv. competências relevantes para os impactos da organização .

ORIENTAÇÕES
Orientações para o item 2-10-b-iii
"Independência" refere-se a condições que possibilitam que os membros do mais alto órgão
de governança exerçam um julgamento independente, livre de quaisquer influências externas
ou conflitos de interesse. Consulte a referência [20] da Bibliografia para mais informações
sobre critérios de independência para órgãos de governança.

Orientações para o item 2-10-b-iv


Competências relevantes para os impactos da organização incluem competências relevantes
para os impactos normalmente associados aos setores, produtos e localizações geográficas
da organização.
61 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-11 Presidente do mais alto órgão de


governança
A organização deverá:
REQUISITOS
a. relatar se o presidente do mais alto órgão de governança é também um alto
executivo da organização;

b. se o presidente for também um alto executivo, descrever sua função na gestão da


organização, os motivos para esse acúmulo de funções e como conflitos de
interesse são prevenidos e mitigados.
62 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-12 Papel desempenhado pelo mais alto


órgão de governança na supervisão da gestão dos
impactos
A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever o papel desempenhado pelo mais alto órgão de governança e pelos altos
executivos no desenvolvimento, na aprovação e atualização da declaração de valores
ou de missão, estratégias, políticas e objetivos relacionados ao desenvolvimento
sustentável;

b. descrever o papel desempenhado pelo mais alto órgão de governança na supervisão


da devida diligência da organização e de outros processos para identificar e gerenciar
seus impactos na economia, no meio ambiente e nas pessoas, incluindo:

i. se e como o mais alto órgão de governança se engaja com stakeholders para


ajudar nesses processos;
ii. como o mais alto órgão de governança considera os resultados desses
processos;

c. descrever o papel do mais alto órgão de governança na análise da eficácia dos


processos da organização conforme descrito no item 2-12-b e relatar a frequência
desta análise.

ORIENTAÇÕES
Para mais informações sobre o papel desempenhado pelo mais alto órgão de governança na
supervisão da gestão dos impactos da organização, consulte a referência [20] da Bibliografia.

Orientações para o item 2-12-b-i


O requisito 2-12-b-i aborda o papel desempenhado pelo mais alto órgão de governança no
engajamento de stakeholders. É necessário que a organização relate informações sobre o
engajamento de stakeholders em outros conteúdos, tais como os conteúdos da seção 5 desta
Norma.

A organização poderá descrever a frequência do engajamento entre o mais alto órgão de


governança e os stakeholders, bem como as formas de engajamento. Se o engajamento de
stakeholders for delegado, a organização poderá relatar para quem ele é delegado e como o
feedback recebido é enviado ao mais alto órgão de governança.
63 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-13 Delegação de responsabilidade pela


gestão de impactos
A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever como o mais alto órgão de governança delega responsabilidade pela gestão
dos impactos da organização da economia, no meio ambiente e nas pessoas, incluindo:

i. se ela nomeou algum alto executivo para ser responsável pela gestão dos
impactos;
ii. se ela delegou responsabilidade pela gestão dos impactos para outros
empregados;

b. descrever o processo e a frequência com que altos executivos e outros empregados


devem relatar ao mais alto órgão de governança sobre a gestão dos impactos da
organização na economia, no meio ambiente e nas pessoas.
64 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-14 Papel desempenhado pelo mais alto


órgão de governança no relato de sustentabilidade
A organização deverá:
REQUISITOS
a. relatar se o mais alto órgão de governança é responsável por analisar e aprovar as
informações relatadas, incluindo os temas materiais da organização, e se for,
descrever o processo de análise e aprovação das informações;

b. se o mais alto órgão de governança não for responsável por analisar e aprovar as
informações relatadas, incluindo os temas materiais da organização, explicar os
motivos para isso.

ORIENTAÇÕES
A organização poderá relatar se o mais alto órgão de governança estabeleceu um comitê de
relato de sustentabilidade para ajudar o mais alto órgão de governança a analisar e aprovar o
processo. A organização poderá também relatar se o mais alto órgão de governança analisa a
adequação dos controles internos da organização de modo a fortalecer a integridade e
credibilidade do relato de sustentabilidade da organização (consulte a seção 5.2 da Norma GRI
1: Fundamentos 2021 para mais informações). O envolvimento do mais alto órgão de
governança e dos altos executivos no desenvolvimento da política e da prática da organização
para obter verificação externa é relatado no Conteúdo 2-5 desta Norma.
65 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-15 Conflitos de interesse


A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever os processos usados pelo mais alto órgão de governança para garantir que
conflitos de interesse sejam prevenidos e mitigados;

b. relatar se conflitos de interesse são revelados aos stakeholders, incluindo, pelo


menos, conflitos de interesse relacionados a:

i. participação cruzada em outros órgãos de administração;


ii. participação acionária cruzada com fornecedores e outros stakeholders;
iii. existência de acionistas controladores;
iv. partes relacionadas, suas relações, transações e saldos pendentes.

ORIENTAÇÕES
Consulte a referência [20] da Bibliografia.

Orientações para o item 2-15-b-iii


Recomenda-se que a organização use a definição de acionista majoritário usada nas
demonstrações financeiras consolidadas ou documentos equivalentes da organização.
66 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-16 Comunicação de preocupações


cruciais
A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever se e como preocupações cruciais são comunicadas ao mais alto órgão de
governança;

b. relatar o número total e a natureza das preocupações cruciais comunicadas ao mais


alto órgão de governança durante o período de relato.

ORIENTAÇÕES
Preocupações cruciais incluem preocupações sobre os impactos negativos potenciais e reais
da organização nos stakeholders levantados por meio de mecanismos de queixas e outros
processos. Elas também incluem preocupações identificadas por meio de outros mecanismos
sobre a conduta empresarial da organização em suas operações e em suas relações de
negócios. Consulte as orientações para o Conteúdo 2-25 e o Conteúdo 2-26 desta Norma para
mais informações.
67 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-17 Conhecimento coletivo do mais alto


órgão de governança
A organização deverá:
REQUISITOS
a. relatar medidas tomadas para desenvolver o conhecimento coletivo, as habilidades e a
experiência do mais alto órgão de governança sobre desenvolvimento sustentável.
68 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-18 Avaliação do desempenho do mais alto


órgão de governança
A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever os processos de avaliação do desempenho do mais alto órgão de
governança no que diz respeito à supervisão da gestão dos impactos da organização
na economia, no meio ambiente e nas pessoas;

b. relatar se essa avaliação é independente ou não e com que frequência ela é realizada;

c. descrever as medidas tomadas em resposta às avaliações, incluindo mudanças na


composição do mais alto órgão de governança e em práticas organizacionais.
69 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-19 Políticas de remuneração


A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever as políticas de remuneração aplicadas aos membros do mais alto órgão de
governança e aos altos executivos, incluindo:

i. remuneração fixa e variável;


ii. bônus de atração ou pagamentos de incentivos ao recrutamento;
iii. pagamentos de rescisão;
iv. devolução de bônus e incentivos (clawback);
v. benefícios de aposentadoria;

b. descrever como as políticas de remuneração para membros do mais alto órgão de


governança e para os altos executivos estão vinculadas aos seus objetivos e ao seu
desempenho em relação à gestão dos impactos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas.

ORIENTAÇÕES
Orientações para o item 2-19-a-i
Remuneração fixa e variável poderão incluir remuneração baseada no desempenho,
remuneração baseada em ações (ações ou opções de ações), bônus e ações exercíveis ou
diferidas.

Se a organização usar remuneração baseada no desempenho, recomenda-se que ela


descreva como a remuneração para altos executivos recompensam o desempenho positivo
em longo prazo.

Orientações para o item 2-19-a-iii


Pagamentos de rescisão são todos os pagamentos feitos e benefícios concedidos a um
membro do mais alto órgão de governança ou alto executivo deixando o cargo cujo contrato de
trabalho tenha sido rescindido. Pagamentos de rescisão abrangem não só pagamentos
monetários, mas também a concessão de propriedade e aquisição automática ou acelerada
de incentivos.

Se a organização oferece pagamentos de rescisão, recomenda-se que ela explique se:


• os períodos de aviso prévio para membros do mais alto órgão de governança e altos
executivos são diferentes daqueles concedidos a outros empregados;
• os pagamentos de rescisão para membros do mais alto órgão de governança e altos
executivos são diferentes daqueles concedidos a outros empregados;
• membros do mais alto órgão de governança e altos executivos cujo contrato de trabalho
tenha sido rescindido recebem quaisquer pagamentos que não os relacionados ao período
de aviso prévio;
• quaisquer cláusulas de mitigação são incluídas nos acordos de rescisão.

Orientações para o item 2-19-a-iv


Devolução de bônus e incentivos (clawback) é o ressarcimento de uma remuneração recebida
anteriormente que um membro do mais alto órgão de governança ou alto executivo deve fazer
ao seu empregador caso determinadas condições de emprego ou metas não sejam
atendidas.

Orientações para o item 2-19-a-v


Recomenda-se que a organização relate as diferenças entre plano de benefícios de
aposentadoria e taxas de contribuições para o mais alto órgão de governança, altos executivos
e todos os demais empregados.
70 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-20 Processo para determinação da


remuneração
A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever o processo de desenvolvimento das políticas de remuneração e para
determinação da remuneração, incluindo:

i. se membros independentes do mais alto órgão de governança ou um comitê de


remuneração independente supervisiona o processo de determinação da
remuneração;
ii. como as opiniões dos stakeholders (incluindo acionistas) relacionadas a
remuneração são obtidas e consideradas;
iii. se consultores de remuneração estão envolvidos na determinação da
remuneração e, caso estejam, se eles são independentes da organização, do
mais alto órgão de governança e de seus altos executivos;

b. relatar os resultados de votações de stakeholders (incluindo acionistas) nas políticas e


propostas de remuneração, se aplicável.

ORIENTAÇÕES
As políticas de remuneração são estabelecidas para garantir que os acordos de remuneração
ajudem a recrutar, motivar e reter os membros do mais alto órgão de governança, os altos
executivos e outros empregados. Além disso, as políticas de remuneração ajudam as
estratégias da organização e sua contribuição ao desenvolvimento sustentável e se alinham
com os interesses dos stakeholders.
71 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-21 Proporção da remuneração total anual


A organização deverá:
REQUISITOS
a. relatar a proporção entre a remuneração total anual do indivíduo mais bem pago da
organização e a remuneração total anual mediana de todos os empregados (excluindo-
se o mais bem pago);

b. relatar a proporção entre o aumento percentual na remuneração total anual do


indivíduo mais bem pago da organização e o aumento percentual mediano na
remuneração total anual de todos os empregados (excluindo-se o mais bem pago);

c. relatar informações contextuais para a compreensão dos dados relatados e como os


dados foram compilados.

ORIENTAÇÕES
Orientações para os itens 2-21-a e 2-21-b
Este conteúdo aborda todos os empregados conforme relatados no Conteúdo 2-7 desta
Norma.

Remuneração total anual inclui salário, bônus, prêmios em ações, prêmios de opções, plano
de incentivo de remuneração não representativo de capital, mudanças no valor da
aposentadoria e nas receitas de compensação diferida não qualificada oferecidos no decorrer
de um ano. Ao calcular as proporções, recomenda-se que a organização, dependendo das
suas políticas de remuneração e da disponibilidade de dados, considere os seguintes
componentes no cálculo:
• Salário-base, que é a soma da remuneração monetária garantida, de curto prazo e não
variável;
• Remuneração monetária total, que é a soma do salário-base e auxílios pecuniários, bônus,
comissões, participação pecuniária nos lucros e outras formas de pagamentos variáveis;
• Remuneração direta, que é a soma da remuneração monetária total e o valor justo total de
todos os incentivos anuais de longo prazo (ex.: prêmios em opções de ações, ações ou
unidades de ações restritas, ações ou unidades de ações de desempenho, ações
fantasma, direitos de valorização de ações e prêmios monetários de longo prazo);

A proporção da remuneração total anual poderá ser calculada usando-se a seguinte fórmula:

Remuneração total anual para o indivíduo mais bem pago da organização


_____________________________________________________________

Remuneração total anual mediana de todos os empregados da organização, exceto o


indivíduo mais bem pago

A mudança na proporção da remuneração total anual poderá ser calculada usando-se a


seguinte fórmula:

Aumento percentual na remuneração total anual para o indivíduo mais bem pago da
organização
_____________________________________________________________

Aumento percentual mediano na remuneração total anual para todos os empregados da


organização, exceto o indivíduo mais bem pago

Orientações para o item 2-21-c


Dados quantitativos, tais como proporção da remuneração total anual, podem não ser
suficientes por si mesmos para a compreensão da disparidade de salários e suas
motivações. Por exemplo, proporções de salários poderão ser influenciadas pelo porte da
organização (ex.: receita, número de empregados), seu setor, sua estratégia de emprego (ex.:
dependência de trabalhadores terceirizados ou empregados de período parcial, um alto grau
72 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

de automação) ou volatilidade da moeda.

A diferença na disparidade de salários relatada ao longo dos anos pode ser o resultado de
uma mudança na política de remuneração da organização ou no nível de remuneração do
indivíduo mais bem pago da organização ou dos empregados, uma mudança na metodologia
de cálculo (ex.: escolha da remuneração total anual mediana, inclusões ou exclusões) ou uma
melhoria nos processos de coleta de dados. Por esse motivo, é necessário que a organização
relate informações contextuais para ajudar os usuários de informações a interpretar os dados
e compreender como foram compilados.

Recomenda-se que a organização forneça as seguintes informações contextuais:


• Se quaisquer empregados relatados no Conteúdo 2-7 desta Norma foram excluídos.
• Se foram usadas taxas de remuneração equivalentes e m tempo integral para cada
empregado de período parcial.
• Uma lista dos tipos de remuneração incluídos.
• O cargo do indivíduo mais bem pago.
73 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

4. Estratégia, políticas e práticas


Os conteúdos desta seção fornecem informações sobre a estratégia da organização para o desenvolvimento
sustentável e suas políticas e práticas para uma conduta empresarial responsável. Os conteúdos se baseiam em
expectativas para os negócios contidas em instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente.1

Expectativas de conduta empresarial responsável incluem cumprir leis e regulamentos, respeitar todos os direitos
humanos internacionalmente reconhecidos, incluindo os direitos dos trabalhadores, e proteger o meio ambiente e a
saúde e segurança pública. As expectativas também abrangem combate ao suborno, pedidos de propina, extorsão
e outras formas de corrupção; adesão às boas práticas tributárias; e a realização da devida diligência para
identificar, prevenir, mitigar e prestar contas de como a organização lida com seus impactos negativos na economia,
no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos.

Nos conteúdos desta seção, é necessário que a organização relate informações sobre suas políticas e práticas
para uma conduta empresarial responsável em vez de relatar informações específicas sobre temas materiais. O
Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 exige informações sobre como a organização gerencia cada
um dos seus temas materiais. Se a organização descreveu suas políticas e práticas para um tema material
conforme os conteúdos desta seção, ela poderá fornecer uma referência para essas informações conforme descrito
no Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3 e não precisa repetir as informações.

Conteúdo 2-22 Declaração sobre estratégia de


desenvolvimento sustentável
A organização deverá:
REQUISITOS
a. relatar uma declaração do mais alto órgão de governança ou do alto executivo mais
importante da organização sobre a relevância do desenvolvimento sustentável para a
organização e sua estratégia para contribuir com o desenvolvimento sustentável.

ORIENTAÇÕES
Recomenda-se que a organização descreva:
• sua visão e estratégia de curto, médio e longo prazo relativas à gestão de seus impactos na
economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos
humanos em todas as atividades e relações de negócios da organização;
• como seu propósito, sua stratégia de negócios e seu modelo de negócios buscam prevenir
impactos negativos e atingir impactos positivos na economia, no meio ambiente e nas
pessoas;
• suas prioridades estratégicas de curto e médio prazo para contribuir com o
desenvolvimento sustentável, incluindo como as prioridades estão alinhadas com
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente;
• as tendências mais abrangentes (como macroeconômicas, sociais, políticas) que afetam a
organização e sua estratégia para contribuir com o desenvolvimento sustentável;
• principais eventos, realizações e insucessos associados às contribuições da organização
para o desenvolvimento sustentável ocorridos durante o período de relato;
• uma visão do desempenho em comparação aos objetivos e às metas referentes aos
temas materiais da organização durante o período de relato;
• os principais desafios, objetivos e metas da organização em relação à sua contribuição
para o desenvolvimento sustentável para o ano seguinte e para os próximos três a cinco
anos.
74 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-23 Compromissos de política


A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever seus compromissos de política para uma conduta empresarial responsável,
incluindo:

i. os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente a que os


compromissos se referem;
ii. se os compromissos preveem a realização de devida diligência;
iii. se os compromissos preveem a aplicação do princípio da precaução;
iv. se os compromissos preveem o respeito para com os direitos humanos;

b. descrever seu compromisso de política específico para com o respeito aos direitos
humanos, incluindo:

i. os direitos humanos internacionalmente reconhecidos que o compromisso


aborda;
ii. as categorias de stakeholders, incluindo grupos em situação de risco ou grupos
vulneráveis, a quem a organização dá especial atenção no compromisso;

c. fornecer links para os compromissos de política se disponíveis ao público ou, se os


compromissos de política não estiverem disponíveis ao público, explicar o motivo para
isso;

d. relatar o nível em que cada um dos compromissos de política foi aprovado pela
organização, incluindo se este é o nível mais alto;

e. relatar até que ponto os compromissos de política se aplicam às atividades da


organização e às suas relações de negócios;

f. descrever como os compromissos de política são comunicados aos trabalhadores,


parceiros de negócios e outras partes relevantes.

ORIENTAÇÕES
Este conteúdo aborda os compromissos de política da organização para uma conduta
empresarial responsável, incluindo o compromisso para com o respeito aos direitos humanos.
Esses compromissos poderão ser estabelecidos em um documento de política avulso ou ser
incluídos em um ou mais documentos de política, tais como códigos de conduta.

O Guia da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) Diretrizes


da OCDE para Empresas Multinacionais [12], o Guia da OCDE de Devida Diligência para uma
Conduta Empresarial Responsável [11], e os Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos
Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) [14] estabelecem expectativas para as
organizações em relação a esses compromissos de política.

Orientações para o item 2-23-a


Recomenda-se que a organização relate as expectativas, os valores, os princípios, as normas
e os códigos de comportamento estabelecidos nos compromissos de política.

A organização poderá também relatar como os compromissos de política foram desenvolvidos,


incluindo especialistas internos e externos que embasaram os compromissos de política.

Orientações para o item 2-23-a-i


Consulte na Bibliografia uma lista de instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente para uma conduta empresarial responsável.

A organização poderá também consultar outras normas ou iniciativas das quais participa.

Orientações para o item 2-23-a-iii


O princípio da precaução está estabelecido no Princípio 15 da Declaração da ONU, Declaração
do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento [18]. Ele diz: "Quando houver ameaça de
danos graves ou irreversíveis, a ausência de certeza científica absoluta não será utilizada como
razão para o adiamento de medidas economicamente viáveis para prevenir a degradação
ambiental.”

O princípio da precaução significa adotar medidas o quanto antes para prevenir e mitigar os
impactos negativos potenciais em situações em que estejam ausentes a compreensão e as
75 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

comprovações científicas, mas haja motivo suficiente para se esperar danos graves ou
irreversíveis.

Apesar do princípio da precaução ser mais frequentemente associado à proteção do meio


ambiente, ele pode ser aplicado a outras áreas, tais como saúde e segurança. A organização
poderá descrever as áreas em que aplica o princípio da precaução.

A aplicação do princípio da precaução pode ser relatada no item 3-3-d-i da Norma GRI 3:
Temas Materiais 2021, como parte das medidas adotadas pela organização para prevenir ou
mitigar impactos negativos potenciais para cada tema material.

Orientações para o item 2-23-b-i


Direitos humanos são direitos inerentes a todos os seres humanos e são todos inter-
relacionados, interdependentes e indivisíveis.

Os direitos humanos internacionalmente reconhecidos incluem, no mínimo, os direitos


previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas [15] e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
[5]. A Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas consiste na Declaração
Universal dos Direitos Humanos, no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e
Culturais, e no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e seus dois Protocolos
Facultativos.

Outros instrumentos da ONU abordam mais a fundo os direitos de povos indígenas; mulheres;
minorias nacionais ou étnicas, religiosas e linguísticas; crianças; pessoas com deficiência; e
trabalhadores migrantes e suas famílias. Há também normas do direito internacional
humanitário que se aplicam a situações de conflitos armados, tais como as Convenções de
Genebra de 1949 do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) [1].2

Em nível regional, tratados vinculantes, bem como instrumentos não obrigatórios, fornecem
estruturas para os direitos humanos específicas a regiões.3

Se os compromissos de política abordam todos os direitos humanos internacionalmente


reconhecidos, uma breve declaração desse fato será suficiente para cumprir o requisito. A
organização poderá também declarar se o compromisso de política menciona determinados
direitos que requerem especial atenção. Por exemplo, uma organização poderá declarar que
seu compromisso de política aborda todos os direitos humanos internacionalmente
reconhecidos e também refere-se aos direitos à privacidade e à liberdade de expressão em
especial porque a organização identificou que suas atividades geram um impacto nesses
direitos.

Se o compromisso de política aborda somente alguns direitos humanos internacionalmente


reconhecidos, é necessário que a organização declare os direitos que são abordados. Ela
poderá explicar por que o compromisso de política se restringe a esses direitos.

Orientações para o item 2-23-b-ii


Categorias de stakeholders a quem a organização dá atenção especial poderão incluir
consumidores, clientes, empregados e outros trabalhadores, além de comunidades locais.
Elas poderão também incluir indivíduos que pertencem a grupos ou populações que são
consideradas em situação de risco ou vulneráveis, tais como crianças; defensores de direitos
humanos; povos indígenas; trabalhadores migrantes e suas famílias; minorias nacionais ou
étnicas, religiosas e linguísticas; pessoas que poderiam ser discriminadas com base em sua
orientação sexual, identidade de gênero, expressão de gênero ou características sexuais;
pessoas com deficiência; ou mulheres.

Por exemplo, um banco poderá dar atenção especial em seu compromisso de política para
evitar discriminação contra categorias específicas de clientes, ou uma mineradora poderá dar
1 Esses instrumentos incluem: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Declaração Tripartite de Princípios sobre Empresas Multinacionais e Política
atenção especial para evitar infringir os direitos de povos indígenas.
Social [9]; Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais [12]; Guia da
OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial Responsável [11]; e Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre
Empresas e Direitos Humanos [14]. Esses instrumentos são, por sua vez, baseados em tratados internacionais, tais como a Carta Internacional dos
Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) [15] e as convenções da OIT.
76 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Orientações para o item 2-23-d


O nível mais alto poderá diferir entre organizações. Por exemplo, o nível mais alto da
organização poderia ser o mais alto órgão de governança (ex.: o conselho de administração)
ou o alto executivo mais importante (ex.: o presidente ou CEO).

A organização poderá também relatar as datas de aprovação e adoção dos compromissos de


política, e com que frequência os compromissos são revistos.

Orientações para o item 2-23-e


Se os compromissos de política se aplicam igualmente a todas as atividades da organização e
às suas relações de negócios, uma breve declaração desse fato será suficiente para cumprir o
requisito.

Se os compromissos de política se aplicam a somente algumas atividades da organização


(ex.: eles se aplicam somente a entidades localizadas em determinados países ou a
determinadas subsidiárias), recomenda-se que a organização relate a quais atividades os
compromissos se aplicam. Ela poderá também explicar por que os compromissos se
restringem a essas atividades.

Se os compromissos de política se aplicam a somente algumas relações de negócios,


recomenda-se que a organização especifique os tipos de relações de negócios a que os
compromissos se aplicam (ex.: distribuidores, franqueados, joint ventures, fornecedores). Ela
poderá também explicar por que os compromissos se restringem a essas relações de
negócios. Recomenda-se que a organização explique se as relações de negócios têm a
obrigação de cumprir os compromissos de política ou são incentivadas (mas não obrigadas) a
fazê-lo.

Orientações para o item 2-23-f


A organização poderá relatar:
• se os compromissos de política precisam ser lidos, acordados e assinados regularmente
por todos os trabalhadores, parceiros de negócios e outras partes relevantes, tais como
membros do órgão de governança;
• os meios pelos quais os compromissos de política são comunicados (ex.: newsletters,
reuniões formais ou informais, sites exclusivos, contratos);
• como ela identifica e remove barreiras potenciais à comunicação ou disseminação dos
compromissos de política (ex.: tornando-os accessíveis e disponíveis em idiomas
relevantes).
77 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-24 Incorporação de compromissos de


política
A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever como ela incorpora seus compromissos de política para uma conduta
empresarial responsável em todas as suas atividades e relações de negócios,
incluindo:

i. como delega responsabilidades para a implementação dos compromissos nos


diferentes níveis dentro da organização;
ii. como integra os compromissos nas estratégias organizacionais, nas políticas e
procedimentos operacionais;
iii. como implementa seus compromissos com e por meio de suas relações de
negócios;
iv. treinamento que a organização fornece para a implementação dos
compromissos.

ORIENTAÇÕES Este conteúdo esclarece como a organização incorpora seus compromissos de política para
uma conduta empresarial responsável, incluindo seu compromisso para com o respeito
aos direitos humanos, em todas as suas atividades e relações de negócios. Isso garante que
as pessoas de todos os níveis ajam responsavelmente, com consciência dos direitos
humanos e respeito a eles.

Orientações para o item 2-24-a-i


Exemplos de níveis diferentes dentro de uma organização incluem o mais alto órgão de
governança, altos executivos e níveis operacionais.

A organização poderá relatar:


• o nível mais alto que supervisiona ou presta contas da implementação dos compromissos
de política;
• as funções dentro da organização com responsabilidade diária de implementar cada um
dos compromissos de política (ex.: os recursos humanos com a responsabilidade de
implementar o compromisso de respeitar os direitos dos trabalhadores), incluindo:
- suas linhas hierárquicas para os níveis mais altos de tomada de decisão;
- o motivo para delegar a responsabilidade a eles;
• se a conduta empresarial responsável é formalmente discutida em reuniões do mais alto
órgão de governança ou dos altos executivos e, se for, quais temas são discutidos;
• se há outros meios formais ou sistemáticos para discussões sobre conduta empresarial
responsável entre os diferentes níveis e funções da organização (ex.: um grupo de trabalho
multifuncional).

Orientações para o item 2-24-a-ii


A organização poderá descrever:
• como alinha seus compromissos de política com:
- sistemas de gestão de risco e políticas de gestão da organização como um todo;
- suas avaliações de impactos econômicos, ambientais, sociais e nos direitos humanos,
e outros processos de devida diligência;
- suas políticas e seus procedimentos que estabelecem incentivos financeiros e de
desempenho para os gestores ou os trabalhadores;
• como aplica os compromissos de política nas tomadas de decisão, tais como sobre
contratações e locais de operações;
• os sistemas (ex.: auditoria interna) que usa para monitorar a conformidade com os
compromissos de política em todas as suas atividades (entre funções e localizações
geográficas) e em todas as suas relações de negócios.

Orientações para o item 2-24-a-iii


A organização poderá descrever:
• suas políticas e práticas de compra e de investimentos e seu engajamento com aqueles
com quem tem relações de negócios, incluindo:
- se e como aplica processos de pré-qualificação, critérios para licitações ou seleção de
fornecedores consistentes com as expectativas estipuladas nos compromissos de
2 política para
Consulte a lista não exaustiva de instrumentos uma conduta
referentes aos direitosempresarial responsável;
humanos universais do Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para
os Direitos Humanos, [Link] acessado em 07/05/2021.
3 Consulte a lista de tratados regionais referentes aos direitos humanos do Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos,
[Link] acessado em 07/05/2021.
78 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

- se e como considera os compromissos de política em contratações e acordos de


investimentos, ou políticas ou códigos de conduta específicos para fornecedores;
• se e como considera os compromissos de política em um processo para definir se inicia,
continua ou encerra uma relação de negócios;
• processos por meio dos quais permite ou apoia parceiros de negócios e outras partes na
implementação de compromissos de política (ex.: treinamentos, compartilhamento entre
pares);
• incentivos que oferece a parceiros de negócios e outras partes para implementar os
compromissos de política (ex.: preços melhores, pedidos maiores, contratos de longo
prazo).

Orientações para o item 2-24-a-iv


A organização poderá relatar:
• o conteúdo do treinamento;
• a quem o treinamento é oferecido e se é obrigatório;
• o formato (ex.: presencial, online) e frequência do treinamento;
• exemplos de como a organização definiu que o treinamento é eficaz.

A organização poderá relatar se o treinamento aborda como implementar os compromissos de


política em situações gerais ou específicas (ex.: garantindo o compromisso com a privacidade
ao lidar com dados pessoais de clientes, garantindo que os compromissos de política são
considerados em práticas de compras).

A organização poderá especificar se o treinamento é oferecido para aqueles que têm


responsabilidade diária pela implementação dos compromissos de política e para aqueles
que supervisionam ou prestam contas desta implementação. A organização também poderá
especificar se o treinamento é oferecido para aqueles com os quais ela tem relações de
negócios (ex.: distribuidores, franqueados, joint ventures, fornecedores). A organização poderá
relatar o número e a porcentagem de trabalhadores, parceiros de negócios e outras partes que
receberam treinamento durante o período de relato.
79 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-25 Processos para reparar impactos


negativos
A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever seus compromissos de promover ou colaborar com a reparação de
impactos negativos que a organização identifica que causou ou contribuiu para causar;

b. descrever sua abordagem para identificar e abordar queixas, incluindo os


mecanismos de queixas que a organização tenha estabelecido ou dos quais participa;

c. descrever outros processos pelos quais a organização promove ou colabora com a


reparação de impactos negativos que ela identifica que causou ou contribuiu para
causar;

d. descrever como os stakeholders que são os usuários-alvo dos mecanismos de


queixas estão envolvidos na concepção, revisão, operação e melhoria desses
mecanismos;

e. descrever como a organização rastreia a eficácia dos mecanismos de queixas e de


outros processos de reparação e como relata exemplos de sua eficácia, incluindo o
feedback dos stakeholders.

ORIENTAÇÕES
Este conteúdo aborda mecanismos de queixas que a organização tenha estabelecido ou dos
quais participa. Os mecanismos de queixas permitem que os stakeholders apresentem
preocupações e busquem reparação para os impactos negativos reais e potenciais que os
afetem. Isso inclui impactos em seus direitos humanos. Este conteúdo também aborda outros
processos por meio dos quais a organização promove ou colabora com a reparação de
impactos negativos que ela identifica que causou ou contribuiu para causar;

Os Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos da Organização das Nações


Unidas (ONU) [14] e o Guia da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento
Econômico (OECD) Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais [12] estabelecem
expectativas para as organizações promoverem ou colaborarem com a reparação, por meio de
processos legítimos, de impactos negativos que elas identificam que causaram ou
contribuiram para causar. A organização não é responsável pela reparação de impactos
negativos diretamente relacionados com suas operações, seus produtos ou serviços como
consequência das suas relações de negócios, quando a organização não tiver contribuído para
causá-los. Mas ela pode desempenhar um papel ao fazê-lo. Consulte o Box 3 da Norma GRI 3:
Temas Materiais 2021 para mais informações sobre causar, contribuir para causar ou estar
diretamente relacionado com impactos negativos.

Esses instrumentos também preveem expectativas para que as organizações estabeleçam ou


participem de mecanismos eficazes de queixas em nível operacional.

Mecanismo de queixas são diferentes de mecanismos de denúncia. Os mecanismos de


denúncia permitem que indivíduos apresentem preocupações sobre má conduta ou violações
da lei nas operações ou relações de negócios da organização, independentemente desses
indivíduos terem sido afetados ou não. Mecanismos de denúncia são relatados no Conteúdo
2-26 desta Norma.

Este conteúdo aborda a operação de mecanismos de queixas e outros processos de


reparação. As medidas tomadas para promover ou colaborar com a reparação de impactos
negativos reais para os temas materiais são relatadas no item 3-3-d-ii da Norma GRI 3 .

O conteúdo é relevante apenas para processos de reparação ambiental (ex.: processos para
remover contaminantes do solo) quando esses estão relacionados a impactos em
stakeholders ou queixas levantadas por stakeholders. Entretanto, a reparação feita aos
stakeholders por meio dos mecanismos e processos abordados nesse conteúdo poderão
envolver reparação ambiental. O uso de processos de reparação ambiental pode ser relatado
no item 3-3-d-ii da Norma GRI 3.

Orientações para o item 2-25-b


80 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Os mecanismos de queixas referem-se a quaisquer processos rotineiros, quer sejam


vinculados ao estado ou não, judiciais ou não judiciais, por meio dos quais stakeholders
podem levantar queixas e buscar reparação.

São exemplos de mecanismos de queixas judiciais e não judiciais vinculados ao estado os


tribunais (tanto para ações criminais como cíveis), justiça do trabalho, instituições nacionais de
direitos humanos, Pontos de Contato Nacionais nos termos das Diretrizes da OCDE para
Empresas Multinacionais, ouvidorias, entidades de defesa do consumidor, agências
reguladoras e fiscalizadoras e órgãos governamentais de gestão de queixas.

Mecanismos de queixas não vinculados ao estado incluem aqueles gerenciados pela


organização, tanto sozinha como com stakeholders, tais como mecanismos de queixas em
nível operacional e negociação coletiva, incluindo os mecanismos estabelecidos pela
negociação coletiva. Eles também incluem os gerenciados por associações setoriais,
organizações internacionais, organizações da sociedade civil ou grupos multi-stakeholder.

Mecanismos de queixas em nível operacional são gerenciados pela organização, com ou sem
a colaboração de outras partes, e são diretamente acessíveis pelos stakeholders da
organização. Eles permitem que as queixas sejam identificadas e abordadas rápida e
diretamente, evitando, desta forma, que tanto o dano como as queixas aumentem. Eles
também proporcionam um feedback importante sobre a eficácia da devida diligência da
organização daqueles diretamente afetados.

A organização poderá descrever:


• o propósito almejado e seus usuários-alvo dos mecanismos (ou seja, se são destinados a
uma categoria de stakeholders, um tema ou uma região em particular) e se eles permitem
que os usuários apresentem preocupações relacionadas aos direitos humanos. Por
exemplo, a organização poderá explicar que ela estabeleceu um mecanismo para
membros da comunidade apresentarem reclamações a respeito de reassentamentos,
bem como um número telefônico exclusivo para os trabalhadores apresentarem
preocupações sobre questões que estejam afetando seus direitos, tais como condições de
saúde e segurança;
• como os mecanismos operam e quem os gerencia (a organização ou outra parte);
• se os mecanismos de queixas são gerenciados em nível organizacional ou em um nível
inferior (no próprio local ou dentro de um projeto) e, nesse caso, como as informações
desses mecanismos são centralizadas;
• como os mecanismos foram concebidos e com base em quais princípios e diretrizes,
incluindo se foram concebidos para atender aos critérios de eficácia previstos no Princípio
Orientador 31 da ONU [14];
• o processo de investigação das queixas;
• se as queixas são comunicadas ao mais alto órgão de governança;
• se as queixas são tratadas confidencialmente;
• se os mecanismos podem ser usados por stakeholders anonimamente por meio de
representação de terceiros;
• se a organização exige ou fornece incentivos para a criação ou melhoria de mecanismos de
queixas em nível operacional nos locais de trabalho dos fornecedores;
• se a organização exige ou fornece um processo de apoio para os locais de trabalho dos
fornecedores que não possuem mecanismos de queixas em nível operacional ou onde os
mecanismos de queixas em vigor resultam em questões não resolvidas.

Orientações para o item 2-25-c


O requisito 2-25-c aborda processos de reparação que não sejam mecanismos de queixas.
Tais processos levam à reparação de um impacto sem mecanismos para fazer uma
reclamação formal.

São exemplos desse processo situações em que a organização toma medidas para reparar
um impacto real comprovado em uma avaliação de impacto ou um relatório publicado por uma
organização da sociedade civil.

Orientações para o item 2-25-d


A organização poderá descrever, por exemplo, como ela se engaja com stakeholders que são
usuários-alvo dos mecanismos de queixas para entender como eles desejam ter acesso aos
mecanismos para apresentarem preocupações e quais são suas expectativas sobre como os
mecanismos irão funcionar.
81 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Orientações para o item 2-25-e


De acordo com o Princípio Orientador 31 da ONU [14], mecanismos eficazes de queixas são
legítimos, acessíveis, previsíveis, equitativos, transparentes, compatíveis com direitos e uma
fonte de aprendizagem contínua. Além desses critérios, mecanismos eficazes de queixas em
nível operacional são também baseados em engajamento e diálogo. Poderá ser mais difícil
para a organização avaliar a eficácia dos mecanismos de queixas dos quais participa em
comparação aos que ela mesma criou.

A organização poderá relatar:


• se e como os usuários-alvo são informados sobre os mecanismos de queixas e os
processos de reparação;
• se e como os usuários-alvo são treinados para usar os mecanismos de queixas e os
processos de reparação;
• a acessibilidade dos mecanismos de queixas e dos processos de reparação, tais como o
número de horas por dia ou dias por semana que estão acessíveis e sua disponibilidade
em diferentes idiomas;
• como a organização busca garantir que ela respeita os direitos humanos dos usuários e os
protege contra represálias (ou seja, não retaliação por manifestar reclamações ou
preocupações);
• o grau de satisfação dos usuários com os mecanismos de queixas e os processos de
reparação e com seus resultados, bem como de que forma a organização avalia a
satisfação dos usuários;
• o número e os tipos de queixas apresentadas durante o período de relato, e a porcentagem
de queixas que foram tratadas e solucionadas, incluindo a porcentagem das que foram
resolvidas por meio de reparação;
• o número de queixas apresentadas durante o período de relato que são repetidas ou
recorrentes;
• mudanças feitas nos mecanismos de queixas e nos processos de reparação em resposta
a aprendizados sobre sua eficácia.

Dados quantitativos, tais como o número de queixas, são provavelmente insuficientes por si
mesmos. Por exemplo, um pequeno número de queixas poderia indicar que poucos incidentes
ocorreram, mas poderia igualmente indicar que os usuários-alvo não confiam nos
mecanismos. Por esse motivo, é necessário que a organização forneça informações
contextuais para ajudar os usuários de informações a interpretar os dados.
82 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-26 Mecanismos para aconselhamento e


apresentação de preocupações
A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever os mecanismos para que indivíduos:

i. busquem aconselhamento sobre como implementar as políticas e práticas da


organização para uma conduta empresarial responsável;
ii. apresentem preocupações relativas à conduta empresarial da organização.

Este conteúdo aborda os mecanismos da organização para indivíduos buscarem


ORIENTAÇÕES
aconselhamento e apresentarem preocupações sobre conduta empresarial responsável nas
operações e nas relações de negócios da organização. São exemplos desses mecanismos
entrevistas confidenciais durante visitas in loco, processos de escalonamento (a questão
passar por diferentes níveis hierárquicos), números telefônicos, mecanismos para relatar não
conformidade com leis e regulamentos, e mecanismos de denúncia.

Esses mecanismos permitem que indivíduos apresentem preocupações sobre má conduta ou


violações da lei nas operações ou relações de negócios da organização, independentemente
desses indivíduos terem sido afetados ou não. Eles são diferentes de mecanismos de
queixas, os quais permitem que stakeholders apresentem preocupações e busquem
reparação para os impactos negativos potenciais ou reais da organização que os afetam.
Mecanismos de queixas são relatados no Conteúdo 2-25 desta Norma.

Se os mecanismos de queixas da organização e seus mecanismos para a busca por


aconselhamento e apresentação de preocupações sobre conduta empresarial responsável
funcionarem de modo semelhante, a organização poderá fornecer uma única descrição de
como esses mecanismos funcionam e explicar quais mecanismos a descrição abrange.

A organização poderá relatar:


• quem são os usuários-alvo dos mecanismos;
• como os mecanismos funcionam e qual nível ou função da organização é responsável por
eles;
• se os mecanismos são operados independentemente da organização (ex.: por terceiros);
• o processo de investigação das preocupações;
• se as solicitações de aconselhamento e as preocupações apresentadas são tratadas
confidencialmente;
• se os mecanismos podem ser usados anonimamente;

Além disso, a organização poderá relatar informações sobre a eficácia dos mecanismos,
incluindo:
• se e como os usuários-alvo são informados sobre os mecanismos e treinados em como
usá-los;
• a acessibilidade dos mecanismos, tais como o número de horas por dia ou dias por
semana que estão disponíveis e sua disponibilidade em diferentes idiomas;
• como a organização busca garantir que ela respeita os direitos humanos dos usuários e os
protege contra represálias (ou seja, não retaliação por manifestar preocupações);
• o grau de satisfação dos usuários com os mecanismos e com seus resultados;
• o número e os tipos de solicitações de aconselhamento recebidas durante o período de
relato, e a porcentagem das solicitações atendidas;
• o número e tipos de preocupações que foram apresentadas durante o período de relato e a
porcentagem de preocupações que foram tratadas e solucionadas ou consideradas sem
fundamento.
83 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-27 Conformidade com leis e regulamentos


A organização deverá:
REQUISITOS
a. relatar o número total de casos significativos de não conformidade com leis e
regulamentos durante o período de relato, discriminando este total por:

i. casos em que multas foram aplicadas;


ii. casos em que sanções não monetárias foram aplicadas;

b. relatar o número total e o valor monetário de multas para casos de não conformidade
com leis e regulamentos que ocorreram durante o período de relato, discriminando
este total por:

i. multas para casos de não conformidade com leis e regulamentos que ocorreram
durante o período de relato atual;
ii. multas para casos de não conformidade com leis e regulamentos que foram
pagas durante períodos de relato anteriores;

c. descrever casos significativos de não conformidade;

d. descrever como ela definiu casos significativos de não conformidade.

ORIENTAÇÕES
Este conteúdo aborda não conformidade ou falha na conformidade com leis e regulamentos
que se aplicam à organização.

A não conformidade com leis e regulamentos permite uma melhor compreensão da


capacidade da gestão de garantir que a organização está em conformidade com determinados
parâmetros de desempenho.

Leis e regulamentos podem ser editados por vários órgãos, incluindo governos municipais,
regionais e nacionais; autoridades reguladoras; agências públicas.

Leis e regulamentos incluem:


• declarações, convenções e tratados internacionais;
• regulamentos nacionais, subnacionais, regionais e municipais;
• acordos voluntários vinculantes celebrados com autoridades reguladoras e desenvolvidos
como alternativa à implementação de uma nova regulamentação;
• acordos voluntários (ou pactos) se a organização assinar diretamente o acordo ou se
órgãos públicos tornarem o acordo aplicável a organizações em seu território por meio de
legislação ou regulamentação.

Este conteúdo inclui casos significativos de não conformidade que resultaram em sanções e
multas administrativas ou judiciais objeto de recurso durante o período de relato.

Sanções não monetárias poderão incluir restrições impostas por governos, autoridades
reguladoras ou agências públicas às atividades ou operações da organização, tais como
suspensão de licenças comerciais ou licenças de operação em setores altamente regulados.
Elas também poderão incluir portarias para cessar ou reparar uma atividade ilegal.

A organização poderá usar informações sobre multas que foram relatadas em suas
demonstrações financeiras consolidadas auditadas ou informações financeiras registradas
em registro público, incluindo as multas que são objeto de recurso, e que podem constar como
provisão para sinistros nas demonstrações financeiras.

Se não houver casos significativos de não conformidade com leis e regulamentos ou multas
pagas durante o período de relato, uma breve declaração desse fato será suficiente para
cumprir os requisitos deste conteúdo.

Orientações para o item 2-27-c


A descrição de casos significativos de não conformidade poderá incluir a localização
geográfica onde o caso ocorreu e o assunto ao qual o caso se refere, como, por exemplo
fraude fiscal ou um derramamento. É necessário que a organização relate informações
suficientes para ajudar os usuários de informações a entender o tipo e o contexto de casos
significativos de não conformidade.
84 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

A organização poderá também explicar se os casos significativos são repetidos ou recorrentes.

Orientações para o item 2-27-d


Ao definir casos significativos de não conformidade, a organização poderá avaliar:
• a severidade do impacto resultante do caso;
• padrões de referência externos usados em seu setor para definir casos significativos de
não conformidade.
85 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-28 Participação em associações


A organização deverá:
REQUISITOS
a. relatar as associações do setor, outras associações, além de organizações nacionais
ou internacionais de advocacy das quais participa.

ORIENTAÇÕES A organização pode ter um papel importante em uma associação ou organização de advocacy
quando ela tem assento no órgão de governança, participa de projetos ou comissões, ou ainda
contribui com recursos financeiros além da taxa associativa básica. O papel também pode ser
importante quando a organização considera sua participação estratégica para influenciar a
missão ou os objetivos da associação que sejam cruciais para as atividades da própria
organização.
86 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

5. Engajamento de stakeholders
Os conteúdos desta seção fornecem informações sobre as práticas de engajamento dos stakeholders da
organização, incluindo como ela se envolve nas negociações coletivas com os empregados.

Conteúdo 2-29 Abordagem para engajamento de


stakeholders
A organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever a abordagem adotada para engajar-se com os stakeholders, incluindo:

i. as categorias de stakeholders com as quais ela se engaja e como elas


são identificadas;
ii. o propósito do engajamento de stakeholders;
iii. como a organização busca garantir um engajamento significativo com
stakeholders.

ORIENTAÇÕES Stakeholders são indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou
poderiam ser afetados pelas atividades da organização [11]. Para mais informações sobre
stakeholders, consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021.

Este conteúdo aborda o engajamento de stakeholders promovido pela organização como parte
de suas atividades cotidianas, em vez de especificamente promovido para fins de preparação
do relatório.

Orientações para o item 2-29-a-i


São categorias comuns de stakeholders das organizações: parceiros de negócios,
organizações da sociedade civil, consumidores, clientes, empregados e outros trabalhadores,
governos, comunidades locais, organizações não governamentais, acionistas e outros
investidores, fornecedores, sindicatos e grupos vulneráveis.

A organização poderá explicar como ela define com quais categorias de stakeholders se
engajar e com quais categorias de stakeholders não se engajar.

Orientações para o item 2-29-a-ii


O propósito do engajamento de stakeholders poderá ser, por exemplo, identificar impactos
reais e potenciais ou definir respostas de prevenção e mitigação para impactos negativos
potenciais. Em alguns casos, o engajamento de stakeholders é um direito em si mesmo,
como o direito dos trabalhadores de estabelecer sindicatos ou se associar a eles ou seu
direito de negociar coletivamente.

A organização poderá também relatar:


• o tipo de engajamento de stakeholders (ex.: participação, consulta, informações) e sua
frequência (ex.: contínuo, trimestral, anual);
• quando se engaja diretamente com stakeholders ou quando se engaja com representantes
confiáveis dos stakeholders, ou ainda com organizações intermediárias, ou com outros
recursos especializados independentes confiáveis e por quê;
• se as atividades de engajamento de stakeholders ocorrem em nível organizacional ou em
um nível inferior, como no local ou dentro de um projeto e, nesse caso, como as
informações sobre engajamento de stakeholders são centralizadas;
• os recursos (ex.: financeiros ou humanos) alocados para engajamento de stakeholders.

Mais informações sobre engajamento de stakeholders realizado para atividades específicas


são relatadas em outros conteúdos. Por exemplo, a organização deve relatar o engajamento de
stakeholders realizado para definir e gerenciar temas materiais no item 3-1-b e no item 3-3-f
da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.

Orientações para o item 2-29-a-iii


O engajamento significativo de stakeholders é caracterizado por uma comunicação de duas
vias e depende da boa fé dos participantes de ambos os lados. Também é responsivo e
contínuo e, em muitos casos, inclui o engajamento com stakeholders relevantes antes de uma
87 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

decisão ser tomada. [11]

A organização poderá relatar:


• como considera barreiras potenciais ao engajamento de stakeholders (ex.: diferenças de
idioma e cultura, desequilíbrios de gênero e de poder, divisões dentro da comunidade ou
grupo);
• como se engaja com grupos em situação de risco ou grupos vulneráveis (ex.: se ela usa
abordagens específicas e dá especial atenção às barreiras potenciais);
• como fornece informações aos stakeholders de uma forma compreensível e acessível por
canais de comunicação apropriados;
• como o feedback dos stakeholders é registrado e integrado na tomada de decisão e como
os stakeholders são informados sobre como seu feedback influenciou as decisões;
• como busca respeitar os direitos humanos de todos os stakeholders engajados, como por
exemplo, seus direitos à privacidade, à liberdade de expressão e à reunião e manifestação
pacífica;
• como trabalha com parceiros de negócios para engajar stakeholders de modo significativo,
incluindo as expectativas que coloca nos parceiros de negócios para como o respeito aos
direitos humanos dos stakeholders durante o engajamento.
88 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Conteúdo 2-30 Acordos de negociação coletiva


A organização deverá:
REQUISITOS
a. relatar o percentual do total de empregados cobertos por acordos de negociação
coletiva;

b. para empregados não cobertos por acordos de negociação coletiva, relatar se a


organização define suas condições de trabalho e termos de emprego com base em
acordos de negociação coletiva que cubram seus outros empregados ou com base em
acordos de negociação coletiva de outras organizações.

ORIENTAÇÕES
Este conteúdo esclarece como a organização se envolve nos acordos de negociação coletiva
com seus empregados. Negociação coletiva é um direito fundamental do trabalho abordado na
Convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) “Liberdade de Associação e
Negociação Coletiva” [8].

Negociação coletiva refere-se às negociações que se realizam entre um empregador ou grupo


de empregadores e uma ou mais organizações de empregadores (ex.: sindicatos). O objetivo
dessas negociações é atingir um acordo coletivo sobre as condições de trabalho e os termos
de emprego (ex.: salários, jornada de trabalho) e regular as relações entre empregadores e
trabalhadores. [3] Essas negociações são um meio importante para que organizações de
empregadores e organizações de trabalhadores possam melhorar as condições de trabalho e
as relações de trabalho.

Os acordos coletivos podem ser celebrados em vários níveis: compreendendo toda a


organização, um local específico da organização, todo o setor ou todo o país, em países onde a
prática assim o determina. Acordos coletivos podem abranger grupos específicos de
trabalhadores, tais como aqueles que realizem uma atividade específica ou que trabalhem em
um local específico.

Se a organização tiver uma declaração ou compromisso de política referente a liberdade


sindical e negociação coletiva, isso será relatado no item 2-23-b-i desta Norma ou no item 3-3-
c da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.

Consulte as referências [2], [3], [4], [5], [6], [8], [10], [21], [25] e [26] da Bibliografia.

Orientações para o item 2-30-a


É necessário que a organização relate o percentual de empregados cujas condições de
trabalho e cujos termos de emprego são regulamentados por um ou mais acordos de
negociação coletiva.

O percentual de empregados cobertos por acordos de negociação coletiva é calculado usando-


se a seguinte fórmula:

Número de empregados cobertos por acordos de negociação coletiva


___________________________________________________ x 100
Número total de empregados relatados no item 2-7-a

Os empregados cobertos por acordos de negociação coletiva são aqueles a quem a


organização deve aplicar o acordo. Isso significa que, se nenhum dos empregados for coberto
por acordos de negociação coletiva, o percentual relatado será zero. Um empregado coberto
por mais de um acordo de negociação coletiva precisa ser computado apenas uma vez.

Este requisito não pede o percentual de empregados representados por uma comissão de
trabalhadores ou que pertença a sindicatos, o que pode ser diferente. O percentual de
empregados cobertos por acordos de negociação coletiva poderá ser mais alto que o
percentual de empregados sindicalizados quando os acordos de negociação coletiva se
aplicarem tanto a empregados sindicalizados ou não sindicalizados. Por outro lado, o
percentual de empregados cobertos por acordos de negociação coletiva poderá ser mais baixo
que o percentual de empregados sindicalizados. Esse poderá ser o caso quando não
89 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

existirem acordos de negociação coletiva disponíveis ou quando os acordos de negociação


coletiva não cobrirem todos os empregados sindicalizados.

A organização também poderá discriminar o percentual de empregados cobertos por acordos


de negociação coletiva por região ou fornecer comparações com padrões de referência do
setor.

Orientações para o item 2-30-b


Poderá haver situações em que os acordos de negociação coletiva cubram alguns ou nenhum
dos empregados da organização. Entretanto, as condições de trabalho e os termos de
emprego desses empregados poderão ser influenciados ou definidos pela organização com
base em outros acordos de negociação coletiva, tais como acordos que cubram outros
empregados ou acordos de outras organizações. Se este for o caso, é necessário que a
organização o relate no item 2-30-b. Se este não for o caso, e as condições de trabalho e os
termos de emprego desses empregados não forem influenciados ou definidos com base em
outros acordos de negociação coletiva, uma breve declaração desse fato será suficiente para
cumprir este requisito.
90 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

alto executivo
membro da alta administração da organização como, por exemplo, o presidente, CEO ou um
indivíduo que se reporta diretamente ao CEO ou ao mais alto órgão de governança

cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização

cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final

Obs 1: Entidades upstream (acima) da organização (ex.: fornecedores) fornecem produtos


ou serviços que são usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização. Entidades downstream (abaixo) da organização (ex.:
distribuidores, clientes) recebem produtos ou serviços da organização.

Obs 2: A cadeia de valor inclui a cadeia de fornecedores.

comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização

Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.

conflito de interesse
situação em que o indivíduo precisa escolher entre as exigências de sua função na
organização e seus próprios interesses ou responsabilidades pessoais ou profissionais

criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior

Obs. 1: Exceções podem ocorrer em determinados países nos quais a economia e o


sistema educacional são insuficientemente desenvolvidos e se aplica a idade
mínima de 14 anos. Esses países considerados exceções são especificadas pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT) em resposta a solicitação especial de
um país interessado e consulta junto a organizações representantes de
empregadores e trabalhadores.

Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

devida diligência
91 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

processo de identificar, prevenir, mitigar e prestar contas de como uma organização lida com
seus impactos negativos reais e potenciais

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE),


Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais, 2011; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "devida diligência".

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

empregado de período parcial


empregado cujas horas de trabalho por semana, mês ou ano são inferiores às horas de
trabalho dos empregados e m tempo integral

empregado em tempo integral


empregado cujas horas de trabalho por semana, mês ou ano são definidas de acordo com a
legislação ou prática nacionais relativas à jornada de trabalho

empregado permanente
empregado com um contrato por prazo indeterminado (ou seja, contrato de trabalho
permanente) para um trabalho e m tempo integral ou de período parcial

empregado sem garantia de carga horária


empregado a quem não é garantido um número mínimo ou fixo de horas de trabalho por dia,
semana ou mês, mas que poderá precisar se disponibilizar para o trabalho conforme exigido

Fonte ShareAction, Workforce Disclosure Initiative Survey Guidance Document, 2020;


modificado

Exemplos: empregados eventuais, empregados com contratos intermitentes, empregados


em regime de sobreaviso

empregado temporário
empregado com um contrato por um período limitado (ou seja, um contrato por prazo
determinado) que termina quando o período de tempo específico expira ou quando a tarefa ou
o evento específico com duração prevista é concluído (ex.: o término de um projeto ou o retorno
de empregados substituídos)

fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização

Exemplos: intermediários, consultores, partes contratadas, distribuidores, franqueados,


trabalhadores em domicílio, terceiros independentes, licenciados, fabricantes,
produtores primários, subcontratados, atacadistas
92 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.

grupo social sub-representado


grupo de indivíduos que são menos representados dentro de um subconjunto (ex.: um órgão
ou comitê, empregados de uma organização) em relação ao seu tamanho na população em
geral e que, portanto, têm menos oportunidades de expressar suas necessidades e visões
econômicas, sociais ou políticas

Obs. 1: Grupos sociais sub-representados podem incluir grupos minoritários.

Obs. 2: Os grupos incluídos nesta definição dependem do contexto operacional da


organização e não são idênticos para cada organização.

grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral

Exemplos: crianças e jovens; idosos; ex-combatentes; famílias afetadas pelo HIV/AIDS;


defensores dos direitos humanos; povos indígenas; deslocados internos;
trabalhadores migrantes e suas famílias; minorias nacionais ou étnicas,
religiosas ou linguísticas; pessoas que poderiam ser discriminadas com base em
sua orientação sexual, identidade de gênero, expressão de gênero ou
características sexuais (ex.: lésbicas, gays, bissexuais, transgênero, intersexo);
pessoas com deficiência; refugiados ou refugiados que regressam aos seus
países de origem; mulheres

Obs.: As vulnerabilidades e impactos podem variar conforme o gênero.

impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".

mais alto órgão de governança


órgão de governança com autoridade máxima da organização

Obs.: Em algumas jurisdições, os sistemas de governança possuem duas camadas,


em que a supervisão e a gestão são separadas ou em que a legislação local
prevê a formação de um conselho de supervisão, formado por membros não
executivos (representantes dos acionistas e empregados), para supervisionar um
conselho gestor executivo. Nesses casos, ambas as camadas devem ser
incluídas na definição de mais alto órgão de governança.

mecanismo de queixas
processo de rotina pelo qual podem ser feitas queixas e pode-se obter reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o Conteúdo 2-25 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "mecanismo de queixas".

mitigação
medida(s) tomadas para reduzir a extensão de um impacto negativo

Fonte Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado
93 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Obs.: A mitigação de um impacto negativo real refere-se a medidas tomadas para


reduzir a severidade do impacto negativo que ocorreu, sendo que qualquer
impacto residual necessitará de reparação. A mitigação de um impacto negativo
real refere-se a medidas tomadas para reduzir a probabilidade da ocorrência de
um impacto negativo.

negociação coletiva
todas as negociações que se realizam entre um empregador, um grupo de empregadores ou
uma ou mais organizações de empregadores, de um lado, e uma ou mais organizações de
trabalhadores (ex.: sindicatos), de outro, para definir condições de trabalho e termos de
emprego ou para regular as relações entre empregadores e trabalhadores

Fonte: Convenção nº 154 da Organização Internacional do trabalho (OIT), “Incentivo à


Negociação Coletiva”, 1981; modificada

órgão de governança
grupo formalizado de indivíduos responsável pela orientação estratégica da organização, o
efetivo monitoramento da gestão e a prestação de contas da gestão à organização como um
todo e a seus stakeholders

parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio

Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado

Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações

Obs.: Parceiros de negócios não incluem as subsidiárias e as afiliadas controladas pela


organização.

período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas

Exemplos: ano fiscal, ano-calendário

povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 169, “Povos Indígenas


e Tribais”, 1989.

queixa
percepção de uma injustiça que evoca o senso de direito de uma pessoa ou grupo de
pessoas, que pode estar baseado em leis, contratos, promessas explícitas ou implícitas,
práticas tradicionais ou noções gerais de justiça das comunidades afetadas

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011

relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
94 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: São exemplos de outras entidades diretamente relacionadas a operações,


produtos ou serviços da organização, uma organização não governamental com
quem a organização fornece suporte a uma comunidade local ou forças de
segurança do Estado que protegem as instalações da organização.

reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado

Exemplos: desculpas, indenização financeira ou não-financeira, prevenção de danos por meio


de ações cautelares ou garantias de não repetição, sanções (sejam penais ou
administrativas, como multas), restituição, restauração, reabilitação

severidade (de um impacto)


A severidade de um impacto negativo real ou potencial é definida por seu tamanho (ou seja, o
tamanho da gravidade do impacto), escopo (ou seja, o quanto o impacto está disseminado) e
natureza irremediável (o quanto é difícil desfazer ou reparar o dano resultante).

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de
Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012, modificado

Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".

stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018, modificado

Exemplos: parceiros de negócios, organizações da sociedade civil, consumidores, clientes,


empregados e outros trabalhadores, governos, comunidades locais, organizações
não governamentais, acionistas e outros investidores, fornecedores, sindicatos,
grupos vulneráveis

Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".

temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".

trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização

Exemplos: empregados, trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,


aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos,
subcontratados, voluntários e pessoas que trabalham para outras organizações
que não a organização relatora como, por exemplo, fornecedores

Obs.: Nas Normas GRI, em alguns casos é especificado se é necessário usar um


determinado subconjunto de trabalhadores.
95 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Bibliografia
96 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

Bibliografia
Esta seção lista os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser consultados pela
organização.

Instrumentos reconhecidos:
1. Convenções de Genebra de 1949 do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e seus Protocolos
Adicionais.
2. Recomendação nº 91 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Contratos Coletivos, 1951.
3. Convenção nº 154 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Incentivo à Negociação Coletiva, 1981.
4. Recomendação nº 163 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Promoção da Negociação Coletiva,
1981;
5. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Declaração Relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no
Trabalho, 1998.
6. Convenção nº 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção sobre Liberdade Sindical e a
Proteção do Direito Sindical, 1948.
7. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Resolução relativa à Classificação Internacional da Situação na
Profissão (ICSE), 1993.
8. Organização Internacional do Trabalho (OIT) , Convenção nº 98, Liberdade de Associação e Negociação
Coletiva, 1949.
9. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Declaração Tripartite de Princípios sobre Empresas Multinacionais
e Política Social, 2017.
10. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 135, Proteção de Representantes de Trabalhadores,
1971.
11. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da OCDE sobre Devida
Diligência para uma Conduta Empresarial Responsável, 2018.
12. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.
13. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Princípios da OCDE de Governança
Corporativa, 2004.
14. Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos:
Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger, Respeitar e Remediar”, 2011.
15. Organização das Nações Unidas (ONU), Carta Internacional dos Direitos Humanos:
15.1 Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948.
15.2 Organização das Nações Unidas (ONU), Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, 1966.
15.3 Organização das Nações Unidas (ONU), Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e
Culturais, 1966.
15.4 Organização das Nações Unidas (ONU), Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional sobre Direitos
Civis e Políticos, 1966.
15.5 Organização das Nações Unidas (ONU), Segundo Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional sobre
Direitos Civis e Políticos com vistas à Abolição da Pena de Morte, 1989.
16. Organização das Nações Unidas (ONU), Proteger, Respeitar e Remediar: Quadro para Empresas e Direitos
Humanos, 2008.
17. Organização das Nações Unidas (ONU), Relatório do Representante Especial do Secretário para os Direitos
Humanos e Empresas Transnacionais e Outras Empresas, John Ruggie, 2011.
18. Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, 1992.

Referências adicionais:
19. Committee on Workers’ Capital (CWC), Guidelines for the Evaluation of Workers’ Human Rights and Labour
Standards, 2017.
20. International Corporate Governance Network (ICGN), ICGN Global Governance Principles, 2021.
21. Organização Internacional do Trabalho (OIT), 8. Liberdade Sindical e Negociação Coletiva,
[Link] acessado em
07/05/2021.
22. Organização Internacional do Trabalho (OIT), ILOSTAT, [Link] acessado em 07/05/2021.
97 GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 - Portuguese

23. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Principais Indicadores do Mercado de Trabalho (KILM), 9ª ed.,
2016.
24. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Non-standard employment around the world: Understanding
challenges, shaping prospects, 2016.
25. Visser, S. Hayter, and R. Gammarano, "Trends in collective bargaining coverage: stability, erosion or decline?",
Issue Brief no. 1 – Labour Relations and Collective Bargaining, Fevereiro de 2017,
[Link]
travail/documents/publication/wcms_409422.pdf, acessado em 07/05/2021.
26. ShareAction, The Workforce Disclosure Initiative 2020 Survey Guidance Document, 2020.

Recursos:
27. Castan Centre for Human Rights Law, Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights
(OHCHR), and United Nations (UN) Global Compact, Human Rights Translated 2.0: A Business Reference
Guide, 2017.
28. Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015.
29. Shift, Oxfam, and Global Compact Network Netherlands, Doing Business with Respect for Human Rights: A
Guidance Tool for Companies, 2016.
30. Organização das Nações Unidas (ONU), Metodologia. Standard country or area codes for statistical use (Norma
M49), [Link] acessado em 07/05/2021
31. Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de Respeitar os Direitos Humanos:
Um Guia Interpretativo, 2012.
32. World Benchmarking Alliance (WBA), Corporate Human Rights Benchmark Methodology, periodicamente
atualizado.
GRI 3: Temas Materiais 2021
Norma Universal
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 1 de janeiro de 2023

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

Aviso de direitos autorais e marca registrada


Os direitos autorais deste documento pertencem à Fundação Global Reporting Initiative (GRI). Sua reprodução e
distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
reproduzidos, arquivados, traduzidos ou transferidos, em qualquer forma ou mídia (eletrônica, mecânica,
fotocopiada, gravada, etc.), para qualquer outro fim sem autorização prévia da GRI.

Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.

© 2024 GRI. All rights reserved.


99 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Introdução
A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece às organizações orientações passo a passo sobre como definir
temas materiais. Também explica como as Normas Setoriais são usadas nesse processo. Temas materiais são
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos.

A Norma GRI 3 também possui conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de
definição de temas materiais, sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada um dos seus temas materiais.

A Norma está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1 fornece orientações passo a passo sobre como definir temas materiais.
• A Seção 2 possui três conteúdos que fornecem informações sobre o processo de definição de temas materiais
da organização, sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições.
• A Bibliografia lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser consultados pela
organização.

O restante da Introdução apresenta uma visão geral do sistema das Normas GRI e outras informações sobre como
usar esta Norma.

Sistema das Normas GRI


Esta Norma é parte do conjunto de Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). As Normas GRI
permitem que a organização relate informações sobre seus impactos mais significativos na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e de como a organização gerencia esses
impactos.

As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3


A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que uma organização deverá cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
100 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

Uso desta Norma


É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI defina seus temas
materiais e relate todos os conteúdos desta Norma. É necessário que a organização relate o Conteúdo 3-3 Gestão
dos temas materiais para cada tema material.

Motivos para omissão somente são permitidos para o Conteúdo 3-3.

Se a organização não puder cumprir com o Conteúdo 3-3 ou com um requisito do Conteúdo 3.3 (ex.: porque a
informação exigida é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique
isso no sumário de conteúdo da GRI e apresente um motivo para omissão com uma explicação. Consulte o
Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações sobre motivos para omissão.

Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, tais como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).

Requisitos, orientações e termos definidos


O seguinte se aplica em todas as Normas GRI:

Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.

Os requisitos podem estar acompanhados por orientações.

Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
101 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.

As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.

As expressões “recomenda-se que” ou “é recomendada(o) a” indicam uma recomendação e as palavras "pode(m)"


ou “poderá(ão)” indicam uma possibilidade ou opção.

Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
102 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

1. Orientações para definição de temas


materiais
É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI defina seus temas
materiais. Ao fazê-lo, é necessário também que a organização use as Normas Setoriais aplicáveis (consulte o
Requisito 3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e o Box 5 desta Norma).

Esta seção descreve as quatro etapas que a organização deve seguir para definir seus temas materiais (consulte a
Figura 2). Seguir as etapas desta seção ajuda a organização a definir seus temas materiais e relatar os conteúdos
da seção 2 desta Norma. As etapas fornecem orientações e não são requisitos em si mesmas.

Figura 2. Processo de definição de temas materiais

As três primeiras etapas do processo de definição dos temas materiais referem-se à identificação e à avaliação
contínuas dos impactos da organização. Durante essas etapas, a organização identifica e avalia seus impactos
regularmente, como parte das suas atividades cotidianas, ao mesmo tempo que se engaja com stakeholders e
especialistas relevantes. Essas etapas contínuas permitem que a organização identifique e gerencie ativamente
seus impactos conforme evoluam e outros surjam. As três primeiras etapas são conduzidas independentemente do
processo de relato de sustentabilidade, mas elas são a base da última etapa. Na etapa 4, a organização prioriza
seus impactos mais significativos para o relato definindo, desta forma, seus temas materiais.

Em cada período de relato, recomenda-se que a organização analise seus temas materiais do período de relato
anterior para prestar contas das mudanças nos impactos. As mudanças nos impactos podem resultar de
mudanças nas atividades da organização e nas relações de negócios. Essa análise ajuda a garantir que os temas
materiais representam os impactos mais significativos da organização em cada novo período de relato.

Recomenda-se que a organização documente seu processo de definição de temas materiais. Isso inclui
documentar a abordagem escolhida, decisões, premissas e ponderações subjetivas adotadas, fontes analisadas e
evidências coletadas. Registros precisos ajudam a organização a explicar a abordagem escolhida e a relatar os
conteúdos da seção 2 desta Norma. Os registros facilitam a análise e a verificação. Consulte o princípio da
Verificabilidade na Norma GRI 1 para mais informações.

A abordagem para cada etapa irá variar de acordo com circunstâncias específicas da organização, tais como seu
modelo de negócios, setores, contexto geográfico, cultural e contexto operacional legal, estrutura societária, bem
103 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

como a natureza dos seus impactos. Dadas essas circunstâncias específicas, recomenda-se que as etapas sejam
sistemáticas, documentadas, replicáveis e usadas de forma consistente em cada período de relato. Recomenda-se
que a organização documente quaisquer mudanças em sua abordagem incluindo uma justificativa para as
mudanças e suas implicações.

Recomenda-se que o mais alto órgão de governança da organização supervisione o processo, analise e aprove os
temas materiais. Se a organização não tiver um mais alto órgão de governança, recomenda-se que um alto
executivo ou grupo de altos executivos supervisione o processo, analise e aprove os temas materiais.

Box 1. Subsídios para o relato financeiro e de criação de valor

Os temas materiais e os impactos que foram definidos por meio desse processo embasam o relato
financeiro e de criação de valor. Eles fornecem subsídios cruciais para a identificação de oportunidades e
riscos financeiros relacionados aos impactos da organização e para a avaliação financeira. Isso, por sua vez,
ajuda a avaliar a materialidade financeira do que reconhecer em demonstrações financeiras.

Enquanto a maioria dos impactos, senão todos, que tenham sido identificados por meio desse processo irão
futuramente se tornar financeiramente materiais, o relato de sustentabilidade é também altamente relevante
por si só como uma atividade de interesse público e independe da consideração de implicações financeiras.
É, portanto, importante para a organização relatar todos os temas materiais que tenha definido usando as
Normas GRI. Esses temas materiais não podem ser despriorizados pelo fato de não terem sido
considerados financeiramente materiais pela organização.

Consulte o Box 1 na Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações sobre relato de
sustentabilidade e relato financeiro e de criação de valor.

As seções seguintes descrevem as quatro etapas para definição de temas materiais em maiores detalhes.

Etapa 1. Compreenda o contexto da organização


Nesta etapa, a organização cria uma visão geral e contextual das suas atividades e relações de negócios, do
contexto da sustentabilidade em que elas ocorrem, e uma visão geral dos seus stakeholders. Isso fornece à
organização informações cruciais para identificar seus impactos reais e potenciais.

Recomenda-se que a organização considere as ativitidades, as relações de negócios, os stakeholders e o contexto


da sustentabilidade de todas as entidades que ela controla ou onde tem participação (ex.: subsidiárias, joint
ventures, afiliadas), inclusive participações minoritárias.

Há departamentos e funções relevantes dentro da organização que podem ajudar nessa etapa, tais como
comunicação, recursos humanos, relações com investidores, departamentos ou funções relacionadas ao jurídico e
à conformidade, marketing e vendas, compras e desenvolvimento de produto. As Normas Setoriais da GRI
descrevem o contexto dos setores e também podem ajudar nesta etapa.

Atividades
Recomenda-se que a organização considere o seguinte em relação às suas atividades:
• O propósito, declaração de missão ou valores, modelo de negócios e estratégias da organização.
• Os tipos de atividades que realiza (ex.: vendas, marketing, fabricação, distribuição) e a localização geográfica
dessas atividades.
• Os tipos de produtos e serviços que oferece e os mercados que atende (ex.: tipos de clientes- e beneficiários-
alvo, e as localizações geográficas onde esses produtos e serviços são oferecidos).
• Os setores em que a organização é ativa e suas características (ex.: se eles envolvem trabalho informal, se são
intensivos em mão de obra ou recursos).
• O número de empregados, incluindo se são de tempo integral, de período parcial, sem garantia de carga horária,
permanentes ou temporários, e suas características demográficas (ex.: idade, sexo, localização geográfica).
• O número de trabalhadores que não são empregados e cujo trabalho é controlado pela organização, inclusive os
tipos de trabalhador (ex.: trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário, terceirizados,
autônomos, voluntários), sua relação contratual com a organização (ou seja, se a organização contrata esses
trabalhadores direta ou indiretamente por meio de prestadores de serviço), e o trabalho que realizam.
104 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Relações de negócios
As relações de negócios da organização incluem relações com parceiros de negócios, entidades em sua cadeia de
valor (inclusive entidades que vão além dos seus fornecedores diretos), bem como quaisquer outras entidades
diretamente relacionadas a suas operações, produtos ou serviços. Recomenda-se que a organização considere o
seguinte quanto às suas relações de negócios:
• Os tipos de relações de negócios que ela tem (ex.: joint ventures, fornecedores, franqueados).
• Os tipos de atividades realizadas por aqueles com quem ela tem relações de negócios (ex.: fabricação dos
produtos da organização, prestação de serviços de segurança para a organização).
• A natureza das relações de negócios (ex.: se são baseadas em contratos de longo ou curto prazo, se são
baseadas em um projeto ou evento específico).
• As localizações geográficas onde as atividades das relações de negócios são realizadas.

Contexto da sustentabilidade
Recomenda-se que a organização considere o seguinte para entender o contexto da sustentabilidade das suas
atividades e relações de negócios:
• Desafios econômicos, ambientais, de direitos humanos e outros referentes à sociedade em nível local, regional
e global relacionados aos setores da organização e à localização geográfica das suas atividades e relações de
negócios (ex.: mudanças climáticas, ausência de aplicação da lei, pobreza, conflitos políticos, estresse hídrico).
• A responsabilidade da organização referente aos instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente, os quais espera-se que sejam cumpridos.
São exemplos desses instrumentos: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Declaração Tripartite de
Princípios sobre Empresas Multinacionais e Política Social [1]; Organização para a Cooperação e o
Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais [3]; Convenção Quadro
sobre Mudanças do Clima (FCCC) das Nações Unidas (ONU) Acordo de Paris [4]; Princípios Orientadores sobre
Empresas e Direitos Humanos da ONU [5]; e Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas
(ONU), [6].
• A responsabilidade da organização referente a leis e regulamentos, os quais espera-se que sejam cumpridos.

Consulte o princípio do Contexto da sustentabilidade na Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações.

Stakeholders
Recomenda-se que a organização identifique quem são seus stakeholders em todas as suas atividades e relações
de negócios e se engaje com eles para ajudar a identificar seus impactos.

Recomenda-se que a organização prepare uma lista completa de indivíduos e grupos cujos interesses são
afetados ou poderiam ser afetados pelas atividades da organização. Categorias comuns de stakeholders das
organizações são parceiros de negócios, organizações da sociedade civil, consumidores, clientes, empregados e
outros trabalhadores, governos, comunidades locais, organizações não governamentais, acionistas e outros
investidores, fornecedores, sindicatos e grupos vulneráveis. A organização pode ainda distinguir entre indivíduos e
grupos cujos direitos humanos são afetados ou poderiam ser afetados e indivíduos e grupos com outros
interesses.

Ao identificar seus stakeholders, recomenda-se que a organização garanta a identificação de quaisquer indivíduos
ou grupos com quem não tenha uma relação direta (ex.: trabalhadores da cadeia de fornecedores ou comunidades
locais que residam a certa distância das operações da organização), bem como aqueles que não conseguem
expressar suas opiniões (ex.: futuras gerações) mas cujos interesses são afetados ou poderiam ser afetados pelas
atividades da organização.

Listas diferentes de stakeholders podem ser elaboradas por atividade, projeto, produto ou serviço, ou outra
classificação que seja relevante para a organização.

Consulte o Box 2 desta Norma para informações sobre como se engajar com stakeholders.

Etapa 2. Identifique impactos reais e potenciais


Nesta etapa, a organização identifica seus impactos reais e potenciais na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, em todas as atividades e relações de negócios da
organização. Impactos reais são aqueles que já ocorreram e impactos potenciais são aqueles que poderiam
ocorrer mas ainda não ocorreram. Esses impactos incluem impactos positivos e negativos, impactos de curto e de
longo prazo, impactos intencionais e não intencionais, e impactos reversíveis e irreversíveis.

Para identificar seus impactos, a organização pode usar informações de diversas fontes. Ela pode usar informações
105 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

de avaliações próprias ou de terceiros de impactos na economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive
impactos em seus direitos humanos. Ela pode também usar informações de análises legais, sistemas de gestão
de conformidade relativos à corrupção, auditorias financeiras, inspeções de saúde e segurança do trabalho, e
pedidos de acionistas. Ela pode também usar informações de quaisquer outras avaliações relevantes das relações
de negócios realizadas pela organização ou por iniciativas setoriais ou multi-stakeholder.

Mais informações podem ser coletadas por meio de mecanismos de queixas que a própria organização tenha
estabelecido, ou que tenham sido estabelecidos por outras organizações. A organização pode também usar
informações de sistemas de gestão de risco da organização como um todo, desde que esses sistemas
identifiquem os impactos da organização na economia, no meio ambiente e nas pessoas, além de identificar riscos
para a própria organização. Ela pode também usar informações de fontes externas, tais como veículos da imprensa
e organizações da sociedade civil.

Além disso, recomenda-se que a organização busque compreender as preocupações dos seus stakeholders
(consulte o Box 2 desta Norma) e consulte especialistas internos e externos, tais como organizações da sociedade
civil ou acadêmicos.

Box 2. Engajamento com stakeholders e especialistas relevantes

Recomenda-se que a organização busque compreender as preocupações dos seus stakeholders,


consultando-os diretamente de modo a levar em conta o idioma e outras possíveis barreiras (ex.: diferenças
culturais, desequilíbrios de gênero e de poder, divisões dentro da comunidade). A identificação e remoção de
possíveis barreiras é necessária para garantir que o engajamento dos stakeholders seja eficaz.

O engajamento com grupos em situação de risco ou grupos vulneráveis poderá precisar de abordagens
específicas e atenção especial. Tais abordagens incluem a remoção de barreiras sociais que limitam a
participação de mulheres em espaços públicos e a remoção de barreiras físicas que restringem a
participação de comunidades remotas em reuniões.

Recomenda-se que a organização respeite os direitos humanos de todos os stakeholders e de outros


indivíduos com os quais se engaja (ex.: seus direitos à privacidade, à liberdade de expressão e à reunião e
manifestação pacífica) e recomenda-se que ela os proteja contra represálias (ou seja, não retaliação por
manifestar reclamações ou preocupações).

O amplo engajamento com stakeholders poderá não ser possível em casos que envolvam muitos
stakeholders ou em casos que envolvam impactos que resultem em dano coletivo. Por exemplo, poderá não
ser possível um amplo engajamento em caso de corrupção, que cause dano coletivo à população da
jurisdição em que ocorra, ou de emissões de gases de efeito estufa (GEE), que contribuam para dano
coletivo transfronteiriço.

Nesses casos, a organização poderá se engajar com representantes confiáveis dos stakeholders ou com
organizações intermediárias (ex.: organizações não governamentais, sindicatos). Isso também é relevante
em casos em que o engajamento com indivíduos possa comprometer certos direitos ou interesses coletivos.
Por exemplo, ao considerar a decisão de reestruturar ou fechar uma fábrica, poderá ser importante para a
organização se engajar com sindicatos para mitigar os impactos da decisão no número de postos de
trabalho. Nesse caso específico, o engajamento com trabalhadores individuais poderia comprometer o
direito dos trabalhadores de estabelecer sindicatos ou se associar a eles e negociar coletivamente.

O grau do impacto nos stakeholders poderá ser o parâmetro para o grau de engajamento. Recomenda-se
que a organização priorize os stakeholders mais severamente afetados ou potencialmente afetados para o
engajamento.

Quando a consulta direta não for possível, recomenda-se que a organização considere alternativas razoáveis,
tais como consultar especialistas independentes confiáveis, tais como instituições nacionais de direitos
humanos, defensores de direitos humanos e do meio ambiente, sindicatos, bem como outros membros da
sociedade civil.

Consulte as referências [2] e [5] da Bibliografia.

Nesta etapa, a organização precisa considerar os impactos descritos nas Normas Setoriais da GRI aplicáveis e
definir se esses impactos se aplicam.

Os impactos podem mudar ao longo do tempo conforme as atividades, as relações de negócios e o contexto da
106 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

organização evoluam. Novas atividades, novas relações de negócios e mudanças importantes em operações ou no
contexto operacional (ex.: entrada em novo mercado, lançamento de produto, mudança em política, mudanças mais
amplas na organização) poderão levar a mudanças nos impactos da organização. Por esse motivo, recomenda-se
que a organização avalie seu contexto e identifique seus impactos de forma contínua.

Quando a organização tiver recursos disponíveis limitados para a identificação dos seus impactos, recomenda-se
que ela primeiro identifique seus impactos negativos antes de identificar os positivos para garantir que esteja
cumprindo leis, regulamentos e instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente aplicáveis.

Identificação de impactos negativos


A identificação de impactos negativos reais e potenciais com os quais a organização está envolvida ou poderia estar
envolvida é a primeira etapa da devida diligência. Recomenda-se que a organização considere impactos reais e
potenciais que ela causa ou contribui para causar por meio das suas atividades, bem como impactos reais e
potenciais que estejam diretamente relacionados às suas operações, seus produtos e serviços como
consequência das suas relações de negócios (consulte o Box 3 desta Norma).

Em alguns casos, a organização poderá ser incapaz de identificar impactos negativos reais e potenciais em todas
as suas atividades e relações de negócios. Isso poderia ser, por exemplo, porque a organização tem operações
globais diversas ou múltiplas ou porque sua cadeia de valor é composta de muitas entidades. Nesses casos, a
organização poderá realizar uma avaliação inicial ou um exercício de estabelecimento de escopo para identificar
áreas gerais em todas as suas atividades e relações de negócios (ex.: linhas de produtos, fornecedores localizados
em áreas geográficas específicas) onde impactos negativos são mais prováveis de estarem presentes e serem
significativos. Uma vez que a organização tenha conduzido a avaliação inicial ou o exercício de estabelecimento de
escopo, ela poderá identificar e avaliar impactos negativos reais e potenciais para essas áreas gerais.

Como parte da avaliação inicial ou do exercício de estabelecimento de escopo, recomenda-se que a organização
considere os impactos comumente associados a seus setores, produtos, localizações geográficas, ou a
organizações específicas (ou seja, impactos associados a uma entidade específica da organização, ou a uma
entidade com a qual ela tenha relações de negócios, tais como um histórico ruim de conduta de respeito aos
direitos humanos). Recomenda-se também que ela considere os impactos com os quais ela se envolveu ou saiba
que é provável que se envolva. Além das Normas Setoriais da GRI, a organização poderá usar o Guia da OCDE de
Devida Diligência para uma Conduta Empresarial Responsável [2] e o guia setorial da OCDE sobre devida diligência
[13] para informações sobre impactos comumente associados a setores, produtos, localizações geográficas e
organizações específicas. Ela poderá também usar relatórios de governos, agências ambientais, organizações
internacionais, organizações da sociedade civil, representantes dos trabalhadores e sindicatos, instituições
nacionais de direitos humanos, meios de comunicação ou outros especialistas.

Consulte as referências [2], [3], [5] e [13] da Bibliografia.


107 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Box 3. Causar, contribuir para causar ou estar diretamente relacionado com impactos negativos

Uma organização "causa" um impacto negativo se suas próprias atividades resultam no impacto, por
exemplo, se a organização paga uma propina para um funcionário público estrangeiro, ou se ela capta água
de uma área com estresse hídrico sem repor o nível da água.

Uma organização "contribui para causar" um impacto negativo se suas atividades levam, facilitam ou
incentivam uma outra entidade a causar o impacto. A organização pode também contribuir para causar um
impacto negativo se suas atividades em combinação com as atividades de outras entidades causam o
impacto. Por exemplo, se a organização estabelece um tempo curto para um fornecedor entregar um produto,
mesmo sabendo, por experiência, que este tempo de produção não é viável, isso poderia resultar em
excesso de horas extras para os trabalhadores do fornecedor. Nesse caso, a organização poderá contribuir
para causar impactos negativos na saúde e segurança desses trabalhadores.

Uma organização pode causar ou contribuir para causar um impacto negativo por meio das suas ações, ou
das suas omissões (ex.: deixar de prevenir ou mitigar um impacto negativo potencial).

Mesmo que a organização não cause ou contribua para causar um impacto negativo, suas operações, seus
produtos ou serviços podem estar “diretamente relacionados a” um impacto negativo como consequência
das suas relações de negócios. Por exemplo, se a organização usa cobalto em seus produtos que é
minerado fazendo uso de trabalho infantil, o impacto negativo (ou seja, trabalho infantil) está diretamente
relacionado aos produtos da organização por meio dos níveis de relações de negócios em sua cadeia de
fornecedores (ou seja, passando pela fundição, a empresa que comercializa o minério, até a mineradora que
usa o trabalho infantil), mesmo que a organização não tenha causado ou contribuído para causar o impacto
negativo propriamente dito. A “relação direta” não é definida pela relação entre a organização e a outra
entidade e, portanto, não se limita a relações contratuais diretas, tais como “contratação direta”.

A forma como a organização está envolvida com os impactos negativos determina como ela deve lidar com
os impactos e se tem a responsabilidade de providenciar ou cooperar com sua reparação (consulte a seção
2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 ).

Consulte as referências [2] e [5] da Bibliografia. Para mais orientações e exemplos, consulte o Guia sobre
Devida Diligência para uma Conduta Empresarial da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento
Econômico (OCDE) [2], páginas 70-72, e A Responsabilidade Empresarial de Respeitar os Direitos Humanos:
Um Guia Interpretativo, das Nações Unidas (ONU), [15], páginas 15-18.

Identificação de impactos positivos


Para identificar seus impactos positivos reais e potenciais, recomenda-se que a organização avalie como contribui
ou poderia contribuir para o desenvolvimento sustentável por meio das suas atividades, por exemplo, por meio dos
seus produtos, serviços, investimentos, práticas de compras, práticas empregatícias ou pagamento de tributos. Isso
também inclui a avaliação de como a organização pode moldar seu propósito, seu modelo de negócios e suas
estratégias para gerar impactos positivos que contribuam para o objetivo do desenvolvimento sustentável.

Um exemplo de impacto positivo é a adoção por parte da organização de medidas que reduzam o custo de energia
renovável para os clientes, permitindo, dessa forma, que mais clientes mudem seu uso de energia não renovável
para energia renovável, contribuindo, assim, para mitigar as mudanças climáticas. Outro exemplo é a escolha pela
organização de uma área com alto índice de desemprego para abrir uma nova instalação para que possa contratar e
treinar pessoas desempregadas da comunidade local e, dessa forma, contribuir com a criação de empregos e o
desenvolvimento da comunidade.

Recomenda-se que a organização considere impactos negativos que poderiam resultar das suas atividades que
buscam uma contribuição positiva para o desenvolvimento sustentável. Impactos negativos não podem ser
compensados com impactos positivos. Por exemplo, uma instalação com energia renovável poderia reduzir a
dependência de combustíveis fósseis em uma região e trazer energia para comunidades com fornecimento
deficitário. Entretanto, se ela deslocar comunidades indígenas locais das suas terras ou territórios sem seu
consentimento, recomenda-se que esse impacto negativo seja abordado e reparado, não podendo ser
compensado pelos impactos positivos.
108 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Etapa 3. Avalie a importância dos impactos


A organização poderá identificar muitos impactos reais e potenciais. Nesta etapa, a organização avalia a importância
dos impactos identificados para priorizá-los. A priorização permite que a organização tome medidas para abordar os
impactos e também que defina seus temas materiais para o relato. A priorização dos impactos a serem abordados
é relevante quando não for viável abordar todos os impactos de uma só vez.

A avaliação da importância dos impactos envolve análise quantitativa e qualitativa. A importância de um impacto será
específica à organização e será influenciada pelos setores em que ela opera e por suas relações de negócios, entre
outros fatores. Em alguns casos, uma decisão subjetiva poderá ser necessária. Recomenda-se que a organização
relatora consulte stakeholders relevantes (consulte o Box 2 desta Norma) e relações de negócios para avaliar a
importância dos seus impactos. Recomenda-se que a organização também consulte especialistas internos e
externos relevantes.

Avaliação da importância de impactos negativos


A importância de um impacto negativo real é definida pela severidade do impacto. A importância de um impacto
negativo potencial é definida pela severidade e probabilidade do impacto.

A combinação da severidade e probabilidade de um impacto negativo pode ser chamada de “risco”. A avaliação da
importância dos impactos pode ser incluída nos sistemas de gestão de risco da organização como um todo, desde
que esses sistemas avaliem os impactos que a organização tem na economia, no meio ambiente e nas pessoas,
além de avaliar os riscos para a própria organização.

Severidade
A severidade de um impacto negativo real ou potencial é definida pelas seguintes características:
• Tamanho: o tamanho da gravidade do impacto.
• Escopo: o quanto o impacto está disseminado, por exemplo, o número de indivíduos afetados ou a extensão do
dano ambiental.
• Natureza irremediável: o quanto é difícil desfazer ou reparar o dano resultante.

O tamanho de um impacto negativo (ou seja, o tamanho da sua gravidade) pode depender de o impacto levar à não
conformidade com leis e regulamentos ou com instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
com os quais espera-se que a organização cumpra. Por exemplo, se um impacto negativo leva à violação de direitos
humanos ou de direitos fundamentais no trabalho, ou à não conformidade com reduções das emissões de gases
de efeito estufa (GEE) a serem atingidas nos termos da Convenção Quadro das Nações Unidas (ONU) sobre
Mudanças do Clima (FCCC) Acordo de Paris [4], o tamanho desse impacto poderá ser considerado maior.

O tamanho de um impacto negativo pode também depender do contexto no qual o impacto ocorre. Por exemplo, o
tamanho do impacto da captação de água de uma organização pode depender da área onde a água é captada. O
tamanho será maior se a água for captada de uma área afetada por estresse hídrico, comparada a uma área com
recursos hídricos abundantes para atender às demandas de usuários de água e dos ecossistemas.

Qualquer uma das três características (tamanho, escopo e natureza irremediável) pode tornar um impacto severo.
Mas, frequentemente, essas características são interdependentes: quanto maior for o tamanho ou escopo de um
impacto, menos remediável ele será.

A severidade e, portanto, a importância de um impacto não são conceitos absolutos. Recomenda-se que a
severidade de um impacto seja avaliada em relação a outros impactos da organização. Por exemplo, recomenda-se
que a organização compare a severidade dos impactos das suas emissões de GEE com a severidade dos seus
outros impactos. Recomenda-se que a organização não avalie a importância das suas emissões de GEE em
relação às emissões globais de GEE, pois essa comparação poderia levar à conclusão enganosa de que as
emissões da organização não são significativas.

Consulte as referências [2], [3], [4] e [5] da Bibliografia.

Probabilidade
A probabilidade de um impacto negativo potencial refere-se à chance do impacto ocorrer. A probabilidade de um
impacto pode ser medida ou definida qualitativa ou quantitativamente. Ela pode ser descrita usando-se termos
genéricos (ex.: muito provável, provável) ou matematicamente, usando-se probabilidade (ex.: 10 em 100, 10%) ou
frequência em um dado período de tempo (ex.: uma vez a cada três anos).1

Direitos humanos
No caso de impactos negativos potenciais nos direitos humanos, a severidade do impacto terá precedência sobre
sua probabilidade. Por exemplo, uma organização que opera uma usina nuclear poderá priorizar o impacto potencial
109 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

relacionado à perda de vidas em casos de desastres naturais que afetem a usina, mesmo que desastres naturais
sejam menos prováveis de ocorrer do que outros incidentes.

A severidade de um impacto negativo nos direitos humanos não se limita a dano físico. Impactos extremamente
severos podem ocorrer em relação a quaisquer direitos humanos. Por exemplo, interferir, danificar ou destruir um
espaço sagrado sem consultar ou sem o consentimento das pessoas para quem esse espaço tem importância
espiritual pode causar um impacto extremamente severo em seus direitos culturais.

Ao priorizar outros tipos de impactos, tais como impactos ambientais negativos potenciais, a organização poderá
também escolher priorizar impactos negativos extremamente severos, mesmo que eles sejam menos prováveis de
ocorrer.

Avaliação da importância de impactos positivos


A importância de um impacto positivo real é definida pelo tamanho e escopo do impacto. A importância de um
impacto positivo potencial é definida pelo tamanho e escopo, bem como pela probabilidade do impacto.

Tamanho e escopo
No caso de impactos positivos, o tamanho de um impacto refere-se a quão benéfico o impacto é ou poderia ser, e o
escopo refere-se a quão disseminado o impacto está ou poderia estar (ex.: o número de indivíduos ou a extensão
dos recursos ambientais que são ou poderiam ser positivamente afetados).

Probabilidade
A probabilidade de um impacto positivo potencial refere-se à chance do impacto ocorrer. A probabilidade de um
impacto pode ser medida ou definida qualitativa ou quantitativamente. Ela pode ser descrita usando-se termos
genéricos (ex.: muito provável, provável) ou matematicamente, usando-se probabilidade (ex.: 10 em 100, 10%) ou
frequência em um dado período de tempo (ex.: uma vez a cada três anos).2

Etapa 4. Priorize os impactos mais significativos para o relato


Nesta etapa, para definir seus temas materiais para o relato, a organização prioriza seus impactos com base na
importância.

Estabelecimento de um limiar para a definição de quais temas são materiais


A importância de um impacto é avaliada em relação a outros impactos que a organização tenha identificado.
Recomenda-se que a organização organize seus impactos do mais para o menos significativo e defina um ponto de
corte ou limiar para definir quais impactos ela irá enfocar em seu relato. Recomenda-se que a organização
documente esse limiar. Para facilitar a priorização, recomenda-se que a organização agrupe os impactos em temas
(consulte o Box 4 desta Norma).

Por exemplo, ao estabelecer um limiar, a organização primeiro agrupa seus impactos em vários temas e os
classifica, com base na importância, da prioridade mais alta para a mais baixa. Depois, a organização precisa
definir quantos dos temas ela irá relatar, começando pelos de prioridade mais alta. O estabelecimento do limiar fica
a critério da organização. Para transparência, a organização poderá fornecer uma representação visual da
priorização que mostre a lista inicial de temas que ela identificou e o limiar estabelecido para o relato.

A importância de um impacto é o único critério para se definir se um tema é material para ser relatado. A
organização não poderá usar a dificuldade em relatar um tema ou o fato de ainda não gerenciar o tema como critério
para definir se relata ou não o tema. Quando a organização não gerenciar um tema material, ela poderá relatar os
motivos para não fazê-lo ou quaisquer planos para gerenciar o tema de modo a cumprir os requisitos do Conteúdo
3-3 Gestão dos temas materiais desta Norma.

Apesar de alguns temas cobrirem tanto impactos negativos como positivos, poderá não ser sempre possível
comparar os dois. Além disso, impactos negativos não podem ser compensados com impactos positivos. Portanto,
recomenda-se que a organização priorize os impactos negativos separadamente dos impactos positivos.

Mesmo que a organização não tenha priorizado um impacto negativo real ou potencial para relatar, ela ainda poderá
ser responsável por abordar o impacto de acordo com leis, regulamentos ou instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente aplicáveis. Consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais
informações.
110 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Box 4. Agrupar impactos em temas

Agrupar impactos em temas, como “água e efluentes”, ajuda a organização a relatar com coesão sobre
múltiplos impactos que se relacionam ao mesmo tema.

A organização poderá agrupar os impactos em temas de acordo com as categorias gerais que se relacionem
a uma atividade de negócios, uma categoria de stakeholders, um tipo de relação de negócios, ou um recurso
econômico ou ambiental. Por exemplo, as atividades de uma organização resultam em poluição da água, o
que causa impactos negativos tanto nos ecossistemas como no acesso das comunidades locais à água
potável. A organização poderá agrupar esses impactos no tema “água e efluentes”, pois ambos os impactos
se relacionam ao seu uso de água.

A organização poderá consultar os temas nas Normas Temáticas da GRI e nas Normas Setoriais da GRI.
Esses temas fornecem uma referência útil para a compreensão da gama de impactos que podem ser
cobertos em cada tema. Para os impactos ou temas que as Normas GRI não cobrem, a organização pode
consultar outras fontes, tais como instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente ou
normas dos setores onde atua.

Testagem dos temas materiais


Recomenda-se que a organização teste sua seleção de temas materiais em relação aos temas das Normas
Setoriais da GRI aplicáveis. Isso ajuda a organização a garantir que não negligenciou nenhum tema que poderia ser
material para seus setores.

Recomenda-se que a organização também teste sua seleção de temas materiais com usuários potenciais e
especialistas que compreendam a organização ou seus setores e tenham uma visão clara de um ou mais dos
temas materiais. Isso pode ajudar a organização a validar o limiar que estabeleceu para definir quais temas são
materiais para o relato. São exemplos de especialistas que a organização pode consultar: acadêmicos, consultores,
investidores, advogados, instituições nacionais e organizações não governamentais.

Recomenda-se que a organização busque verificação externa para avaliar a qualidade e credibilidade de seu
processo de definição dos temas materiais. Consulte a seção 5.2 da Norma GRI 1 para mais informações sobre
como buscar verificação externa.

Esse processo de testagem produz uma lista dos temas materiais da organização.

Aprovação dos temas materiais


Recomenda-se que o mais alto órgão de governança da organização analise e aprove a lista de temas materiais.
Caso esse órgão não exista, recomenda-se que a lista seja aprovada por um alto executivo ou por um grupo de
altos executivos da organização.

Definição do que relatar para cada tema material


Uma vez que a organização tenha definido seus temas materiais, ela precisa definir o que relatar para cada tema
material. Consulte o Requisito 4 e o Requisito 5 da Norma GRI 1 para informações sobre como relatar temas
materiais.

1 International Organization for Standardization (ISO), ISO 31000:2018 Gestão de Riscos – Diretrizes, 2018.
2 Ibidem.
111 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Box 5. Uso das Normas Setoriais da GRI para definição de temas materiais

As Normas Setoriais da GRI fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas
materiais. Os temas foram identificados com base nos impactos mais significativos dos setores, fazendo uso
da competência multi-stakeholder, de instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
de outras evidências relevantes.

É necessário que a organização use as Normas Setoriais aplicáveis ao definir seus temas materiais
(consulte o Requisito 3-b da Norma GRI 1: Fundamentos 2021). Usar as Normas Setoriais não substitui o
processo de definição dos temas materiais, mas colabora com ele. A organização ainda precisará considerar
suas próprias circunstâncias específicas ao definir seus temas materiais.

É necessário que a organização analise cada tema descrito nas Normas Setoriais aplicáveis e defina se é
um tema material para a organização.

Pode haver casos em que um tema incluído nas Normas Setoriais aplicáveis não seja material para a
organização. Isso pode ser porque a organização avalia que os impactos específicos que o tema cobre estão
ausentes. Pode ser também porque, comparados a outros impactos da organização, aqueles que o tema
cobre não estão entre os mais significativos.

Por exemplo, para uma organização do setor de petróleo e gás é necessário usar a Norma Setorial GRI 11:
Petróleo e Gás 2021 ao definir seus temas materiais. Um dos temas dessa Norma Setorial é direitos à terra
e aos recursos naturais. Projetos ligados a petróleo e gás frequentemente requerem terra para as
operações, rotas de acesso e distribuição. Isso pode levar a impactos, tais como reassentamentos
involuntários de comunidades locais, o que pode envolver seu deslocamento físico e econômico devido à
perda de acesso aos recursos. Entretanto, se os projetos ligados a petróleo e gás da organização não
causarem esses impactos e não causarão esses impactos no futuro, a organização poderá definir que o
tema direitos à terra e aos recursos naturais não é um tema material para a organização. Nesse caso, é
necessário que a organização relatora explique por que ela definiu que esse tema, que é provável que seja
material para organizações do setor de petróleo e gás, não é um tema material para a organização.

Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nas Normas Setoriais aplicáveis como não
materiais, então é necessário que a organização os liste no sumário de conteúdo da GRI e explique por que
eles não são materiais (consulte o Requisito 3-b-ii da Norma GRI 1). Essa explicação ajuda os usuários de
informações a entender por que a organização definiu que temas que provavelmente sejam materiais para os
setores da organização não são materiais em suas circunstâncias específicas.

Uma breve explicação no sumário de conteúdo da GRI de por que esse tema não é material é suficiente para
cumprir o Requisito 3-b-ii da Norma GRI 1. No exemplo anterior, a organização poderia explicar que direitos à
terra e aos recursos naturais não é um tema material porque seus projetos ligados a petróleo e gás estão
localizados em áreas inabitadas e não há planos de iniciar projetos em novas áreas.
112 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

2. Conteúdos sobre temas materiais


Os conteúdos dessa seção fornecem informações sobre os temas materiais da organização, como a organização
definiu seus temas e como ela gerencia cada tema material. Temas materiais são temas que representam os
impactos mais significativos da organização na economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos
nos direitos humanos. A Seção 1 desta Norma apresenta orientações sobre como definir temas materiais e ajuda
na compreensão e relato dos conteúdos dessa seção.

Conteúdo 3-1 Processo de definição de temas


materiais
A organização deverá
REQUISITOS
a. descrever o processo seguido para definição dos temas materiais, incluindo:

i. como ela identificou impactos negativos e positivos reais e potenciais na


economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos
humanos, em todas as suas atividades e relações de negócios;
ii. como ela priorizou os impactos para o relato com base na importância;

b. especificar os stakeholders e especialistas cujos pontos de vista embasaram o


processo de definição de temas materiais.

ORIENTAÇÕES Esse conteúdo exige informações sobre como a organização definiu seus temas materiais. A
lista de temas materiais é relatada no Conteúdo 3-2 desta Norma.

É necessário que a organização use as Normas Setoriais aplicáveis ao definir seus temas
materiais. Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nas Normas Setoriais
aplicáveis como não materiais, então é necessário que a organização os liste no sumário de
conteúdo da GRI e explique por que eles não são materiais. Consulte o Requisito 5 e o
Requisito 7 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e o Box 5 desta Norma para mais
informações.

Na ausência de Normas Setoriais aplicáveis, recomenda-se que a organização explique como


ela considerou impactos normalmente associados a seus setores, e se algum desses
impactos foi definido como não material, junto com uma explicação de por que este é o caso.
Recomenda-se que a organização explique como ela considerou impactos normalmente
associados a seus produtos e localizações geográficas. Consulte a seção 1 desta Norma e as
Normas Setoriais para orientações sobre impactos normalmente associados a setores,
produtos e localizações geográficas.

Orientações para o item 3-1-a-i


Recomenda-se que a organização descreva os métodos usados para identificar seus
impactos, por exemplo, avaliações de impactos econômicos, ambientais, sociais e nos direitos
humanos, mecanismos de queixas, ou o uso de informações de fontes externas, tais como
organizações da sociedade civil. Recomenda-se que a organização descreva as fontes e as
evidências usadas para identificar os impactos.

Recomenda-se também que a organização descreva o escopo definido para a identificação


dos impactos, por exemplo, se ela identificou tanto impactos de curto como de longo prazo.
Recomenda-se também que a organização descreva quaisquer limitações ou exclusões, por
exemplo, se ela excluiu relações de negócios de certas partes de sua cadeia de valor ao
identificar os impactos.

O Conteúdo 2-12 da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 exige informações sobre o papel do
mais alto órgão de governança na supervisão da devida diligência da organização e de outros
processos para identificar seus impactos na economia, no meio ambiente e nas pessoas.

Orientações para o item 3-1-a-ii


Recomenda-se que a organização descreva como ela avaliou a importância dos impactos,
incluindo as premissas e ponderações subjetivas adotadas.
113 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

A importância de um impacto negativo real é definida pela severidade do impacto (tamanho,


escopo e natureza irremediável), enquanto a importância de um impacto negativo potencial é
definida pela severidade e probabilidade do impacto. No caso de impactos negativos
potenciais nos direitos humanos, a severidade do impacto terá precedência sobre sua
probabilidade.

A importância de um impacto positivo real é definida pelo tamanho e escopo do impacto,


enquanto a importância de um impacto positivo potencial é definida pelo tamanho e escopo,
bem como pela sua probabilidade.

Consulte a seção 1 desta Norma para orientações sobre avaliação da importância dos
impactos.

Recomenda-se que a organização explique se ela usou uma abordagem diferente para
priorizar seus impactos, por exemplo, se ela priorizou impactos ambientais negativos
potenciais com base somente na severidade.

Recomenda-se que a organização descreva também como estabeleceu um limiar para definir
quais temas são materiais para o relato e se ela testou sua seleção de temas materiais com
usuários potenciais e especialistas. É necessário que a organização relate se o mais alto
órgão de governança é responsável por analisar e aprovar as informações relatadas, inclusive
os temas materiais da organização, conforme descrito no Conteúdo 2-14 da Norma GRI 2.
Recomenda-se que a organização explique quaisquer mudanças em sua seleção inicial de
temas materiais seguindo aprovação interna e testagem com usuários potenciais e
especialistas.

Para transparência, a organização poderá fornecer uma representação visual da priorização


que mostre a lista inicial de temas que ela identificou e o limiar estabelecido para o relato.

Orientações para o item 3-1-b


O requisito 3-1-b permite que a organização explique como o engajamento com stakeholders e
especialistas embasa a contínua identificação e avaliação dos seus impactos.

A organização poderá relatar se e como priorizou stakeholders para engajamento e os


métodos usados para se engajar com eles. Ela poderá também relatar conflitos de interesse
que tenham surgido entre diferentes stakeholders e como a organização resolveu esses
conflitos de interesse.
114 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Conteúdo 3-2 Lista de temas materiais


A organização deverá:
REQUISITOS
a. listar seus temas materiais;

b. relatar mudanças na lista de temas materiais em comparação ao período de


relato anterior.

ORIENTAÇÕES
Esse conteúdo exige informações sobre os temas materiais da organização. O processo de
definição de temas materiais é relatado conforme descrito no Conteúdo 3-1 desta Norma.

É necessário que a organização inclua os temas materiais listados nesse conteúdo no


sumário de conteúdo da GRI. Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nas
Normas Setoriais aplicáveis como não materiais, então é necessário que a organização os
liste no sumário de conteúdo da GRI e explique por que eles não são materiais. Consulte o
Requisito 5 e o Requisito 7 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações.

Orientações para o item 3-2-a


A organização poderá agrupar os temas materiais por categorias relevantes se isso ajudar a
comunicar seus impactos. Por exemplo, a organização poderá indicar quais de seus temas
materiais representam seus impactos negativos nos direitos humanos.

Orientações para o item 3-2-b


O requisito 3-2-b permite que a organização explique por que um tema que foi definido como
material no período de relato anterior não é mais considerado material ou por que um novo
tema foi definido como material para o período de relato atual.
115 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais


Para cada tema material relatado conforme descrito no Conteúdo 3-2, a organização deverá:
REQUISITOS
a. descrever os impactos reais e potenciais, negativos e positivos na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos;

b. relatar se a organização está envolvida com impactos negativos por meio das suas
atividades ou como resultado das suas relações de negócios, e descrever as
atividades ou relações de negócios;

c. descrever suas políticas ou compromissos para com os temas materiais;

d. descrever as medidas tomadas para gerenciar o tema e os impactos a ele


relacionados, entre as quais:

i. medidas para prevenir ou mitigar impactos negativos potenciais;


ii. medidas para abordar impactos negativos reais, inclusive medidas para
providenciar sua reparação ou cooperar com ela;
iii. medidas para gerenciar impactos positivos reais e potenciais;

e. relatar as seguintes informações sobre o rastreamento da eficácia das medidas


tomadas:

i. processos usados para rastrear a eficácia das medidas;


ii. objetivos, metas e indicadores usados para avaliar o progresso;
iii. a eficácia das medidas, inclusive o progresso rumo aos objetivos e às metas;
iv. aprendizados e como foram incorporados nas políticas e procedimentos
operacionais da organização;

f. descrever como o engajamento com stakeholders embasou as medidas tomadas (3-3-


d) e como a organização informou se as medidas foram eficazes (3-3-e).

ORIENTAÇÕES
Este conteúdo exige que a organização explique como gerencia cada um dos seus temas
materiais. Isso significa que é necessário que a organização relate este conteúdo para cada
um dos seus temas materiais. Os requisitos deste conteúdo se aplicam a cada tema material.

Além deste conteúdo, pode haver também conteúdos e orientações nas Normas Temáticas e
Normas Setoriais que abordem o relato de informações sobre como a organização gerencia
um tema. Por exemplo, algumas Normas Temáticas possuem conteúdos sobre medidas ou
métodos específicos para gerenciar um tema. A organização não precisa repetir essas
informações conforme descritas no Conteúdo 3-3 se já tiverem sido relatadas em um outro
conteúdo. A organização poderá relatar as informações uma única vez e fornecer uma
referência para essas informações para preencher os requisitos correspondentes no
Conteúdo 3-3.

Se a abordagem da organização para gerenciar um tema material, tais como suas políticas e
medidas tomadas, se aplicar a outros temas materiais, a organização não precisa repetir
essas informações para cada tema. A organização poderá relatar essas informações uma
única vez, com uma explicação clara dos temas abrangidos.

Se a organização não puder relatar as informações exigidas sobre um item especificado em


um conteúdo porque o item (ex.: política, ação) não existe, ela poderá cumprir o requisito
relatando que este é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse
item ou descrever possíveis planos para criá-lo. O conteúdo não exige que a organização
implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar que o item não existe.

Se a organização não gerenciar um tema material, ela poderá cumprir os requisitos deste
conteúdo explicando os motivos de não gerenciar o tema ou descrevendo possíveis planos
para gerenciá-lo.

Orientações para o item 3-3-a


O requisito 3-3-a permite que a organização indique se um tema é material devido a impactos
negativos, impactos positivos ou ambos. Ele não exige uma lista de todos os impactos
identificados ou uma descrição detalhada dos impactos. Em vez disso, a organização poderá
fornecer uma visão geral e contextual dos impactos que identificou.
116 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Descrição de impactos negativos


A organização poderá descrever:
• se os impactos negativos são reais ou potenciais;
• o prazo dos impactos negativos (ou seja, se os efeitos negativos são de curto ou longo
prazo e quando eles tendem a surgir);
• se os impactos negativos são sistêmicos (ex.: trabalho infantil ou trabalho forçado em
países onde a organização opera ou onde compra materiais) ou estão relacionados a
incidentes pontuais (ex.: um derramamento de óleo);
• os recursos econômicos, recursos ambientais e stakeholders (sem identificar indivíduos
específicos) que são negativamente afetados ou poderiam ser negativamente afetados,
incluindo sua localização geográfica.

O relato de informações sobre impactos negativos pode ajudar a organização a demonstrar


que reconhece esses impactos e tomou medidas ou pretende abordá-los. A organização
poderá ter preocupações sobre relatar informações sobre impactos negativos, mesmo se
esses impactos forem de conhecimento público. Nos casos em que os impactos negativos
são de conhecimento público, o não reconhecimento desses impactos e a ausência de uma
explicação de como eles estão sendo abordados poderia trazer consequências financeiras,
operacionais ou reputacionais para a organização. Se a organização não puder divulgar
informações específicas (ex.: devido ao direito dos stakeholders à privacidade), ela poderá
fornecer as informações de forma agregada ou anônima, ou fazer uma referência aos impactos
comumente associados aos seus setores, seus produtos ou localizações geográficas. [11]

Descrição de impactos positivos


A organização poderá descrever:
• se os impactos positivos são reais ou potenciais;
• o prazo dos impactos positivos (ou seja, se os efeitos positivos são de curto ou longo prazo
e quando eles tendem a surgir);
• as atividades que resultam em impactos positivos (ex.: produtos, serviços, investimentos,
práticas de compra);
• os recursos econômicos, recursos ambientais e stakeholders (sem identificar indivíduos
específicos) que são positivamente afetados ou poderiam ser positivamente afetados,
incluindo sua localização geográfica.

Orientações para o item 3-3-b


A forma como a organização está envolvida com impactos negativos determina como ela deve
lidar com os impactos e se tem a responsabilidade de providenciar sua reparação ou cooperar
com ela (consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021). O requisito 3-3-b fornece
informações contextuais que ajudam a compreender as medidas tomadas pela organização
para gerenciar seus impactos negativos. As medidas tomadas são relatadas nos itens 3-3-d-i
e 3-3-d-ii.

O requisito 3-3-b exige que a organização relate se está envolvida com impactos negativos por
meio das suas atividades ou como resultado das suas relações de negócios. Sempre que
possível, recomenda-se que a organização também relate:
• se está ou poderia estar causando ou contribuindo para causar impactos negativos por
meio de suas atividades; ou
• se os impactos estão ou poderiam estar diretamente relacionados com suas operações,
seus produtos ou serviços como consequência das suas relações de negócios mesmo se
ela não tenha contribuído para causá-los.

Consulte o Box 3 desta Norma para mais informações sobre causar, contribuir para causar ou
estar diretamente relacionado com impactos negativos.

O requisito 3-3-b exige também que a organização descreva suas atividades ou suas relações
de negócios. Isso possibilita que a organização indique se os impactos relacionados a um
tema material estão disseminados nas atividades ou relações de negócios da organização, ou
se os impactos dizem respeito a atividades ou relações de negócios específicas.

Se os impactos dizem respeito a atividades específicas, recomenda-se que a organização


descreva os tipos de atividades (ex.: fabricação, varejo) e sua localização geográfica. Se os
impactos dizem respeito a relações de negócios, recomenda-se que a organização descreva
os tipos de relações de negócios (ex.: fornecedores de matérias-primas, franqueados), sua
posição na cadeia de valor e sua localização geográfica.
117 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Por exemplo, se a organização identificou que suas atividades em locais específicos poderiam
causar poluição da água, recomenda-se que descreva os tipos de atividades realizadas
nesses locais e sua localização geográfica. Ou, então, se a organização identificou que está
diretamente relacionada ao trabalho infantil como consequência das suas relações de
negócios em sua cadeia de valor, recomenda-se que especifique os tipos de fornecedores que
fazem uso do trabalho infantil (ex.: subcontratados fazendo trabalhos de bordado para os
produtos da organização) e a localização geográfica desses fornecedores.

A organização poderá fornecer informações contextuais adicionais para entender a extensão de


seus impactos. Além dos exemplos acima, a organização poderá relatar como muitos de seus
locais poderiam causar poluição da água (ex.: 60% dos locais, cinco de 12 locais) ou a
proporção representada pela produção desses locais, ou poderá relatar a estimativa do
número de subcontratados que fazem uso do trabalho infantil que estejam fazendo trabalhos
de bordado para a organização.

Orientações para o item 3-3-c


O requisito 3-3-c exige a descrição das políticas ou dos compromissos que a organização
desenvolveu especificamente para o tema, além dos compromissos de política relatados
conforme descrito no Conteúdo 2-23 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021. Se a
organização descreveu suas políticas para um tema material conforme consta no Conteúdo 2-
23, ela poderá fornecer uma referência para essas informações conforme descrito no item 3-3-
c e não precisa repetir as informações. Consulte o Conteúdo 2-23 da Norma GRI 2 para
orientações sobre como relatar informações sobre políticas.

Ao relatar seu compromissos para com o tema material, recomenda-se que a organização
forneça uma declaração de intenção de gerenciar o tema, ou explique:
• o posicionamento da organização em relação ao tema;
• se o compromisso de gerenciar o tema baseia-se na conformidade regulatória ou vai além
disso;
• conformidade com instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
relacionados ao tema.

Orientações para o item 3-3-d


O requisito 3-3-d permite que a organização explique como responde a seus impactos. Ele não
exige uma descrição detalhada das medidas tomadas em relação a cada impacto. Em vez
disso, a organização poderá fornecer uma visão geral e contextual de como gerencia seus
impactos.

Recomenda-se que a organização relate como integra os achados de sua identificação e de


sua avaliação dos impactos em todas as funções e em todos os processos internos
relevantes, incluindo:
• o nível e o cargo dentro da organização que recebeu a responsabilidade de gerenciar os
impactos;
• os processos internos de tomada de decisão, dotação orçamentária e supervisão (ex.:
auditoria interna) para viabilizar ações eficazes para gerenciar os impactos.

Os Conteúdos 2-12 e 2-13 da Norma GRI 2 exigem informações sobre o papel do mais alto
órgão de governança na supervisão da gestão dos impactos da organização e em como
delega responsabilidades para esse fim.

Recomenda-se que a organização também relate como gerencia impactos reais identificados
em períodos de relato anteriores e que continua a gerenciar durante o período de relato atual.

Orientações para o item 3-3-d-i


Recomenda-se que a organização relate:
• exemplos de medidas tomadas para prevenir ou mitigar impactos negativos potenciais (ex.:
medidas de adaptação/modificação, modernização de instalações, treinamento, sistemas
de alerta);
• abordagens usadas para prevenir ou mitigar impactos negativos sistêmicos;
• como a organização aplica o princípio da precaução, incluindo:
- como a organização informa o público de forma proativa sobre impactos negativos
potenciais das suas atividades, dos seus produtos e serviços, e como lida com
questões e reclamações a respeito;
118 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

- o suporte da organização ou sua contribuição para a pesquisa científica relacionada à


avaliação de impactos negativos potenciais das suas atividades, dos seus produtos e
serviços;
- a participação da organização em esforços conjuntos para compartilhar conhecimentos
e prevenir impactos negativos das suas atividades, dos seus produtos e serviços;
• como a organização usa ou aumenta sua influência para motivar suas relações de
negócios para prevenir ou mitigar impactos negativos potenciais. Por exemplo, se a
organização usa ou aumenta sua influência fazendo cumprir exigências contratuais,
implementa incentivos tais como pedidos futuros, fornece treinamento e suporte ou
colabora ativamente com outros atores para motivar suas relações de negócios no sentido
de prevenir ou mitigar impactos negativos potenciais.
• se a organização encerrou uma relação de negócios porque não possui a influência para
prevenir ou mitigar impactos negativos potenciais e, nesse caso, se avaliou se encerrar a
relação poderia resultar por si só em impactos negativos.

Consulte as Orientações para o item 2-23-a-iii da Norma GRI 2 para mais informações sobre o
“princípio da precaução”.

Orientações para o item 3-3-d-ii


Recomenda-se que a organização relate:
• exemplos de medidas tomadas para reparar impactos negativos reais, incluindo exemplos
de reparações específicas ou tipos de reparação providenciada;
• como mecanismos de queixa ou outros processos de reparação (relatados conforme
descrito no Conteúdo 2-25 da Norma GRI 2 ) tornaram possível a reparação de impactos
negativos reais.

Consulte o Conteúdo 2-25 da Norma GRI 2 para mais informações sobre processos para
reparar impactos negativos.

Orientações para o item 3-3-e


O requisito 3-3-e permite que a organização relate informações sobre a eficácia de suas
medidas para gerenciar seus impactos. Rastrear a eficácia das suas medidas é necessário
para que uma organização saiba se suas políticas e seus processos estão sendo
implementados de forma adequada. É também necessário para que ela saiba se respondeu
eficazmente a seus impactos e para que haja melhoria contínua.

Recomenda-se que a organização também relate informações sobre a eficácia de suas


medidas para gerenciar impactos reais de períodos de relato anteriores. Isso se aplica em
casos onde a organização tenha avaliado a eficácia dessas medidas ou seus aprendizados
durante o período de relato atual.

Orientações para o item 3-3-e-i


Os processos usados para rastrear a eficácia das medidas poderão incluir auditoria ou
verificação interna ou externa, avaliações de impacto, sistemas de medição, feedback de
stakeholders, mecanismos de queixa, avaliações externas de desempenho e benchmarking
(processo de comparação).

Orientações para o item 3-3-e-ii


Ao relatar objetivos e metas, recomenda-se que a organização relate;
• como são estabelecidos os objetivos e as metas;
• se e como os objetivos e as metas levam em conta o contexto da sustentabilidade em que
os impactos ocorrem (ex.: objetivos e condições de desenvolvimento sustentável, os limites
e as demandas de recursos ambientais). Consulte o princípio do Contexto da
sustentabilidade na Norma GRI 1 para mais informações;
• se os objetivos e as metas são embasadas por expectativas contidas em instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e, se relevante, por consenso
científico;
• se os objetivos e as metas são obrigatórios (baseados na legislação) ou voluntários. Se
forem obrigatórios, a organização poderá indicar as leis aplicáveis;
• as atividades ou relações de negócios da organização a que se aplicam os objetivos e as
metas;
• a linha de base para os objetivos e as metas;
• o cronograma para o alcance dos objetivos e das metas.

As metas podem ser qualitativas (ex.: implementar um sistema de gestão até uma certa data)
119 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

ou quantitativas (ex.: reduzir as emissões de gás de efeito estufa (GEE) em um determinado


percentual até uma certa data).

Os indicadores usados para avaliar o progresso também podem ser qualitativos ou


quantitativos. Os indicadores quantitativos podem trazer precisão e permitir comparações.
Geralmente são necessárias informações qualitativas para colocar as informações
quantitativas em contexto, permitir sua interpretação e determinar quais comparações e
conclusões tendem a ser mais válidas. As Normas Temáticas e as Normas Setoriais incluem
indicadores qualitativos e quantitativos.

Orientações para o item 3-3-e-iii


O requisito 3-3-e-iii permite que a organização mostre até que ponto as medidas tomadas
foram eficazes. Pode-se obter informações sobre a eficácia das medidas, por exemplo, a partir
dos resultados de auditoria ou verificação interna ou externa, dos dados coletados por
sistemas de medição e do feedback de stakeholders. Recomenda-se que a organização
mostre que há um elo confiável entre a medida específica tomada pela organização e a gestão
efetiva dos impactos.

Por exemplo, para mostrar a eficácia de suas medidas para apoiar seus fornecedores na
melhoria das suas condições de trabalho, a organização poderá relatar uma pesquisa de
feedback com trabalhadores dos fornecedores mostrando que as condições de trabalho
melhoraram. Entre outras informações adicionais, a organização poderá fornecer dados
mostrando uma diminuição no número de incidentes identificados por auditorias
independentes.

Da mesma forma, para demonstrar a eficácia de suas medidas para melhorar a qualidade de
seu descarte de água, a organização poderá relatar dados mostrando uma diminuição na
concentração de sólidos dissolvidos totais (mg/L) no descarte de água.

Ao relatar o progresso rumo aos seus objetivos e metas, recomenda-se que a organização
relate se o progresso é satisfatório ou não. Se um objetivo ou meta não tiver sido atingido,
recomenda-se que a organização explique por quê.

Orientações para o item 3-3-e-iv


Gerenciar impactos é geralmente um processo contínuo que requer melhoria contínua com
base no que se aprende com a prática.

Não é exigido que a organização forneça uma descrição detalhada dos aprendizados em
relação a cada tema material. Em vez disso, a organização poderá fornecer exemplos para
mostrar como ela incorpora os aprendizados para melhor gerenciar os impactos no futuro.

Por exemplo, a organização poderá descrever brevemente os aprendizados que levaram a


mudanças em suas políticas ou práticas (ex.: treinamento para trabalhadores, dando atenção
extra ao desempenho dos fornecedores), ou que levaram a planos para mudanças que irão
gerenciar melhor os impactos no futuro.

Os aprendizados podem ser obtidos dos próprios processos da organização (ex.: análise da
causa raiz), das suas relações de negócios ou do feedback de stakeholders ou de
especialistas.

Orientações para o item 3-3-f


A organização poderá explicar, por exemplo, se e como os stakeholders afetados foram
envolvidos na determinação de uma reparação adequada para um impacto negativo ou como o
feedback dos stakeholders é usado para avaliar a eficácia das medidas tomadas.
120 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

alto executivo
membro da alta administração da organização como, por exemplo, o presidente, CEO ou um
indivíduo que se reporta diretamente ao CEO ou ao mais alto órgão de governança

cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização

cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final

Obs 1: Entidades upstream (acima) da organização (ex.: fornecedores) fornecem produtos


ou serviços que são usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização. Entidades downstream (abaixo) da organização (ex.:
distribuidores, clientes) recebem produtos ou serviços da organização.

Obs 2: A cadeia de valor inclui a cadeia de fornecedores.

comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização

Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.

criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior

Obs. 1: Exceções podem ocorrer em determinados países nos quais a economia e o


sistema educacional são insuficientemente desenvolvidos e se aplica a idade
mínima de 14 anos. Esses países considerados exceções são especificadas pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT) em resposta a solicitação especial de
um país interessado e consulta junto a organizações representantes de
empregadores e trabalhadores.

Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

devida diligência
processo de identificar, prevenir, mitigar e prestar contas de como uma organização lida com
seus impactos negativos reais e potenciais
121 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE),


Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais, 2011; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "devida diligência".

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

empregado de período parcial


empregado cujas horas de trabalho por semana, mês ou ano são inferiores às horas de
trabalho dos empregados e m tempo integral

empregado em tempo integral


empregado cujas horas de trabalho por semana, mês ou ano são definidas de acordo com a
legislação ou prática nacionais relativas à jornada de trabalho

empregado permanente
empregado com um contrato por prazo indeterminado (ou seja, contrato de trabalho
permanente) para um trabalho e m tempo integral ou de período parcial

empregado sem garantia de carga horária


empregado a quem não é garantido um número mínimo ou fixo de horas de trabalho por dia,
semana ou mês, mas que poderá precisar se disponibilizar para o trabalho conforme exigido

Fonte ShareAction, Workforce Disclosure Initiative Survey Guidance Document, 2020;


modificado

Exemplos: empregados eventuais, empregados com contratos intermitentes, empregados


em regime de sobreaviso

empregado temporário
empregado com um contrato por um período limitado (ou seja, um contrato por prazo
determinado) que termina quando o período de tempo específico expira ou quando a tarefa ou
o evento específico com duração prevista é concluído (ex.: o término de um projeto ou o retorno
de empregados substituídos)

fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização

Exemplos: intermediários, consultores, partes contratadas, distribuidores, franqueados,


trabalhadores em domicílio, terceiros independentes, licenciados, fabricantes,
produtores primários, subcontratados, atacadistas

Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.

grupos vulneráveis
122 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral

Exemplos: crianças e jovens; idosos; ex-combatentes; famílias afetadas pelo HIV/AIDS;


defensores dos direitos humanos; povos indígenas; deslocados internos;
trabalhadores migrantes e suas famílias; minorias nacionais ou étnicas,
religiosas ou linguísticas; pessoas que poderiam ser discriminadas com base em
sua orientação sexual, identidade de gênero, expressão de gênero ou
características sexuais (ex.: lésbicas, gays, bissexuais, transgênero, intersexo);
pessoas com deficiência; refugiados ou refugiados que regressam aos seus
países de origem; mulheres

Obs.: As vulnerabilidades e impactos podem variar conforme o gênero.

impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".

mais alto órgão de governança


órgão de governança com autoridade máxima da organização

Obs.: Em algumas jurisdições, os sistemas de governança possuem duas camadas,


em que a supervisão e a gestão são separadas ou em que a legislação local
prevê a formação de um conselho de supervisão, formado por membros não
executivos (representantes dos acionistas e empregados), para supervisionar um
conselho gestor executivo. Nesses casos, ambas as camadas devem ser
incluídas na definição de mais alto órgão de governança.

mecanismo de queixas
processo de rotina pelo qual podem ser feitas queixas e pode-se obter reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o Conteúdo 2-25 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "mecanismo de queixas".

mitigação
medida(s) tomadas para reduzir a extensão de um impacto negativo

Fonte Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado

Obs.: A mitigação de um impacto negativo real refere-se a medidas tomadas para


reduzir a severidade do impacto negativo que ocorreu, sendo que qualquer
impacto residual necessitará de reparação. A mitigação de um impacto negativo
real refere-se a medidas tomadas para reduzir a probabilidade da ocorrência de
um impacto negativo.

órgão de governança
grupo formalizado de indivíduos responsável pela orientação estratégica da organização, o
efetivo monitoramento da gestão e a prestação de contas da gestão à organização como um
todo e a seus stakeholders

parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio
123 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado

Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações

Obs.: Parceiros de negócios não incluem as subsidiárias e as afiliadas controladas pela


organização.

período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas

Exemplos: ano fiscal, ano-calendário

povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 169, “Povos Indígenas


e Tribais”, 1989.

queixa
percepção de uma injustiça que evoca o senso de direito de uma pessoa ou grupo de
pessoas, que pode estar baseado em leis, contratos, promessas explícitas ou implícitas,
práticas tradicionais ou noções gerais de justiça das comunidades afetadas

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011

relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: São exemplos de outras entidades diretamente relacionadas a operações,


produtos ou serviços da organização, uma organização não governamental com
quem a organização fornece suporte a uma comunidade local ou forças de
segurança do Estado que protegem as instalações da organização.

reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado

Exemplos: desculpas, indenização financeira ou não-financeira, prevenção de danos por meio


de ações cautelares ou garantias de não repetição, sanções (sejam penais ou
administrativas, como multas), restituição, restauração, reabilitação

severidade (de um impacto)


A severidade de um impacto negativo real ou potencial é definida por seu tamanho (ou seja, o
tamanho da gravidade do impacto), escopo (ou seja, o quanto o impacto está disseminado) e
natureza irremediável (o quanto é difícil desfazer ou reparar o dano resultante).
124 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de
Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012, modificado

Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".

stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018, modificado

Exemplos: parceiros de negócios, organizações da sociedade civil, consumidores, clientes,


empregados e outros trabalhadores, governos, comunidades locais, organizações
não governamentais, acionistas e outros investidores, fornecedores, sindicatos,
grupos vulneráveis

Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".

temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".

trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização

Exemplos: empregados, trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,


aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos,
subcontratados, voluntários e pessoas que trabalham para outras organizações
que não a organização relatora como, por exemplo, fornecedores

Obs.: Nas Normas GRI, em alguns casos é especificado se é necessário usar um


determinado subconjunto de trabalhadores.

Bibliografia
125 GRI 3: Temas Materiais 2021 - Portuguese

Bibliografia
Esta seção lista os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser consultados pela
organização.

Instrumentos reconhecidos:
1. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Declaração Tripartite de Princípios sobre Empresas Multinacionais
e Política Social, 2017.
2. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da OCDE sobre Devida
Diligência para uma Conduta Empresarial Responsável, 2018.
3. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.
4. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC) Acordo de
Paris, 2015.
5. Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos:
Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger, Respeitar e Remediar”, 2011.
6. Organização das Nações Unidas (ONU), Carta Internacional dos Direitos Humanos:
6.1 Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948.
6.2 Organização das Nações Unidas (ONU), Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, 1966.
6.3 Organização das Nações Unidas (ONU), Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e
Culturais, 1966.
6.4 Organização das Nações Unidas (ONU), Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional sobre Direitos
Civis e Políticos, 1966.
6.5 Organização das Nações Unidas (ONU), Segundo Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional sobre
Direitos Civis e Políticos com vistas à Abolição da Pena de Morte, 1989.
7. Organização das Nações Unidas (ONU), Proteger, Respeitar e Remediar: Quadro para Empresas e Direitos
Humanos, 2008.
8. Organização das Nações Unidas (ONU), Relatório do Representante Especial do Secretário para os Direitos
Humanos e Empresas Transnacionais e Outras Empresas, John Ruggie, 2011.
9. Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, 1992.
10. Organização das Nações Unidas (ONU) - Resolução:Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o
Desenvolvimento Sustentável, 2015 (A/RES/70/1).

Referências adicionais:
11. Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015.

Recursos:
12. Castan Centre for Human Rights Law, Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights
(OHCHR), and United Nations Global Compact, Human Rights Translated 2.0: A Business Reference Guide,
2017.
13. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), guia setorial
[Link] acessado em 07/05/2021.
14. Shift, Oxfam, and Global Compact Network Netherlands, Doing Business with Respect for Human Rights: A
Guidance Tool for Companies, 2016.
15. Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de Respeitar os Direitos Humanos:
Um Guia Interpretativo, 2012.
16. World Benchmarking Alliance (WBA), Corporate Human Rights Benchmark methodology, periodicamente
atualizado.
GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021
Norma Setorial
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de janeiro de 2023.

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

Aviso de direitos autorais e marca registrada


Os direitos autorais deste documento pertencem à Fundação Global Reporting Initiative (GRI). Sua reprodução e
distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
reproduzidos, arquivados, traduzidos ou transferidos, em qualquer forma ou mídia (eletrônica, mecânica,
fotocopiada, gravada, etc.), para qualquer outro fim sem autorização prévia da GRI.

Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.

© 2024 GRI. All rights reserved.


127 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Introdução
A Norma GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 fornece informações para organizações do setor de petróleo e gás
sobre seus prováveis temas materiais. Esses temas materiais são provavelmente temas materiais para as
organizações do setor de petróleo e gás com base nos impactos mais significativos do setor na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos.

A Norma GRI 11 também possui uma lista de conteúdos para as organizações do setor de petróleo e gás relatarem
em relação a cada tema material provável. Ela inclui conteúdos das Normas Temáticas da GRI e de outras fontes.

A Norma está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1 fornece uma visão geral e contextual do setor de petróleo e gás, incluindo suas atividades, relações de
negócios, contexto e as conexões entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS)
e os temas materiais prováveis para o setor.
• A Seção 2 descreve os temas que são provavelmente materiais para as organizações do setor de petróleo e gás
e, portanto, possivelmente mereçam ser relatados. Para cada tema material provável, são descritos os impactos
mais significativos do setor e são listados conteúdos para o relato de informações sobre os impactos da
organização em relação ao tema.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto, com links para suas definições.
• A Bibliografia contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais que foram usados no desenvolvimento desta Norma, listados por tema. Ela também lista outros
recursos que podem ser consultados pela organização.

O restante da Introdução apresenta uma visão geral do setor a que se aplica esta Norma, uma visão geral do
sistema das Normas GRI e outras informações sobre como usar esta Norma.
128 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Setor a que se aplica esta Norma


A Norma GRI 11 se aplica a organizações que realizam qualquer uma das seguintes atividades:
• Exploração e produção de petróleo e gás onshore e offshore.
• Fornecimento de equipamentos e serviços para campos de petróleo e plataformas offshore, tais como
perfuração, exploração, serviços de informações sísmicas e construção de plataformas.
• Operadores de logística de transporte dutoviário de óleo e gás.
• Refinação do petróleo para produção de derivados usados como combustíveis ou insumos para a indústria
petroquímica.

Esta Norma poderá ser usada por qualquer organização do setor de petróleo e gás, independentemente de porte,
tipo, localização geográfica ou experiência com relato.

A organização deve usar todas as Normas Setoriais aplicáveis para os setores onde desenvolve atividades
substanciais.

Classificações do setor
A Tabela 1 lista agrupamentos da indústria relevantes ao setor de petróleo e gás cobertos por esta Norma nos
sistemas de classificação Global Industry Classification Standard (GICS®) [4], Industry Classification Benchmark
(ICB) [3], International Standard Industrial Classification of All Economic Activities (ISIC) [6] e Sustainable Industry
Classification System (SICS®) [5].1 A tabela visa auxiliar uma organização a identificar se a Norma GRI 11 se aplica
a ela e é somente para referência.

Tabela 1. Agrupamentos da indústria relevantes ao setor de petróleo e gás em outros sistemas de classificação
SISTEMA DE NÚMERO DE NOME DE CLASSIFICAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO
GICS® 10101010 Perfuração de Petróleo e Gás
10101020 Equipamento e Serviços de Petróleo e Gás
10102010 Petróleo e Gás Integrados
10102020 Exploração e Produção de Petróleo e Gás
10102030 Refino e Comercialização de Petróleo e Gás
10102040 Armazenamento e Transporte de Petróleo e Gás
ICB 60101000 Petróleo e Gás Integrados
60101010 Petróleo: Produtores de Petróleo
60101015 Perfuração e Outros Serviços Offshore
60101020 Refino e Comercialização de Petróleo
60101030 Equipamento e Serviços de Petróleo
60101035 Dutos
ISIC B6 Extração de petróleo e gás natural
B91 Atividades de apoio para a extração de petróleo e gás natural
C192 Fabricação de produtos de petróleo refinado
SICS® EM-EP Petróleo e Gás - Exploração e Produção
EM-MD Petróleo e Gás - Midstream
EM-RM Petróleo e Gás - Refino e Comercialização
EM-SV Petróleo e Gás - Serviços
129 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Sistema das Normas GRI


Esta Norma é parte do conjunto de Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). As Normas GRI
permitem que uma organização relate informações sobre os seus impactos mais significativos na economia, no
meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e sobre como a organização gerencia
esses impactos.

As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3


A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que uma organização deve cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.

1 Os agrupamentos da indústria relevantes nos sistemas de classificação europeu - Statistical Classification of Economic Activities in the European
Community (NACE) [1] - e norte-americano - North American Industry Classification System (NAICS) [2] podem também ser estabelecidos por meio
de concordâncias disponíveis com a International Standard Industrial Classification (ISIC).
130 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

Uso desta Norma


É necessário que a organização do setor de petróleo e gás que estiver relatando em conformidade com as Normas
GRI use esta Norma ao definir seus temas materiais e, depois, ao definir quais informações relatar para os temas
materiais.

Definição de temas materiais


Os temas materiais representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio ambiente e
nas pessoas, inclusive nos direitos humanos.

A Seção 1 desta Norma fornece informações contextuais que podem ajudar a organização a identificar e avaliar seus
impactos.

A Seção 2 descreve os temas que são provavelmente materiais para as organizações do setor de petróleo e gás. É
necessário que a organização analise cada tema descrito e defina se é um tema material para ela.

A organização precisa usar esta Norma ao definir seus temas materiais. Entretanto, as circunstâncias variam para
cada organização e a organização precisa definir seus temas materiais de acordo com suas circunstâncias
específicas, tais como seu modelo de negócios, contexto geográfico, cultural e contexto operacional legal, estrutura
societária, bem como a natureza dos seus impactos. Por causa disso, nem todos os temas listados nesta Norma
poderão ser materiais para todas as organizações no setor de petróleo e gás. Consulte a Norma GRI 3: Temas
Materiais 2021 para orientações passo a passo sobre como definir temas materiais.

Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nesta Norma como não materiais, então é necessário que
a organização os liste no sumário de conteúdo da GRI e explique por que eles não são materiais.

Consulte o Requisito 3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e o Box 5 da Norma GRI 3 para mais informações sobre
como usar as Normas Setoriais para definir temas materiais.

Definição do que relatar


131 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Para cada tema material, uma organização relata informações sobre seus impactos e como ela gerencia esses
impactos.

Depois da organização ter definido que um tema incluído nesta Norma é material, a Norma também ajuda a
organização a identificar conteúdos para relatar informações sobre seus impactos em relação àquele tema.

Para cada tema da seção 2 desta Norma, foi incluída uma subseção de relato. Essas subseções listam conteúdos
das Normas Temáticas da GRI que são relevantes para o tema. Elas poderão também listar conteúdos e
recomendações adicionais ao setor para a organização relatar. Isso ocorre nos casos em que as Normas
Temáticas não fornecem conteúdos ou em que os conteúdos das Normas Temáticas não fornecem informações
suficientes sobre os impactos da organização em relação a um tema. Esses conteúdos e recomendações
adicionais ao setor poderão se basear em outras fontes. A Figura 2 ilustra como o relato incluído em cada tema está
estruturado.

É necessário que a organização relate os conteúdos das Normas Temáticas listadas para aqueles temas que ela
definiu como materiais. Se quaisquer conteúdos das Normas Temáticas listados não forem relevantes aos
impactos da organização, não é exigido que a organização os relate. Entretanto, é necessário que a organização
liste esses conteúdos no sumário de conteúdo da GRI e escolha “não aplicável” como o motivo para omissão por
não ter relatado os conteúdos. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão,

Os conteúdos e recomendações adicionais ao setor descrevem outras informações que foram identificadas como
relevantes para as organizações do setor de petróleo e gás relatarem em relação a um tema. Recomenda-se que a
organização forneça informações suficientes sobre seus impactos em relação a cada tema material de forma que
os usuários de informações possam fazer avaliações e tomar decisões embasadas sobre a organização. Por esse
motivo, o relato desses conteúdos e recomendações adicionais ao setor é incentivado, porém não é um requisito.

Quando a organização relata conteúdos adicionais ao setor, é necessário que ela os liste no sumário de conteúdo
da GRI (consulte o Requisito 7 da Norma GRI 1).

Se a organização relata informações que se aplicam a mais de um tema material, ela não precisa repeti-las para
cada tema. A organização poderá relatar essas informações uma única vez, com uma explicação clara dos temas
abrangidos.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, tais como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).

Consulte o Requisito 5 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações sobre como usar as Normas
Setoriais para relatar conteúdos.

Números de referência de Norma Setorial da GRI


Os números de referência de Norma Setorial da GRI são incluídos para todos os conteúdos listados nesta Norma,
tanto os das Normas GRI quanto conteúdos adicionais ao setor. Ao listar os conteúdos desta Norma no sumário de
conteúdo da GRI, é necessário que a organização inclua os respectivos números de referência de Norma Setorial da
GRI (consulte o Requisito 7 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021). Esse identificador ajuda os usuários de
informações a avaliar quais conteúdos listados nas Normas Setoriais aplicáveis estão incluídos no relato da
organização.

Termos definidos
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.

Referências e recursos
Instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais que foram usados no
desenvolvimento desta Norma, bem como outros recursos que poderão ajudar a relatar temas materiais prováveis e
que podem ser consultados pela organização, estão listados na Bibliografia. Eles complementam as referências e
os recursos listados na Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 e nas Normas Específicas da GRI.

Figura 2. Estrutura de relato incluída em cada Tema


132 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

1 Gestão do Tema
É necessário que a organização relate
como gerencia cada tema material
usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI
3: Temas Materiais 2021.

2 Conteúdos das Normas


Temáticas
Os conteúdos das Normas Temáticas
da GRI que tenham sido identificados
como relevantes para as
organizações no(s) setor(es) estão
listados aqui. Quando o tema é
definido pela organização como
material, é necessário que ela relate
esses conteúdos ou explique por que
eles não são aplicáveis no sumário
de conteúdo da GRI. Consulte na
Norma Temática o teor do conteúdo,
incluindo requisitos, recomendações
e orientações.

3 Recomendações adicionais ao
setor
Recomendações adicionais ao setor
poderão estar listadas. Elas
complementam os conteúdos das
Normas Temáticas e são
recomendadas para uma organização
do(s) setor(es).

4 Conteúdos adicionais ao setor


Conteúdos adicionais ao setor
poderão estar listados. Relatá-los,
juntamente com quaisquer conteúdos
das Normas Temáticas, garante que a
organização relate informações
suficientes sobre seus impactos em
relação ao tema.

5 Números de referência de
Norma Setorial
É necessário que os números de
referência de Norma Setorial sejam
incluídos no Sumário de Conteúdo da
GRI. Isso ajuda os usuários de
informações a avaliar quais
conteúdos listados nas Normas
Setoriais estão incluídos no relato da
organização.
133 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

1. Perfil do setor
Petróleo e gás são recursos naturais não renováveis, usados pelos homens há milhares de anos e com particular
intensidade durante os dois últimos séculos. O setor de petróleo e gás é uma grande indústria global que produz
combustível para transporte e para geração de energia, e matérias-primas para produtos químicos e polímeros. Os
produtos do setor são também usados em construção, vestuário, fertilizantes e inseticidas, equipamentos médicos
e eletrônicos, e uma variedade de objetos de uso cotidiano. A combustão de petróleo e gás gera emissões
atmosféricas, entre as quais gases de efeito estufa (GEE), que são o fator que mais contribui para as mudanças
climáticas.

O setor de petróleo e gás compreende organizações de diferentes portes e estruturas societárias. Empresas
estatais de petróleo e gás estão presentes na maior parte dos países ricos em recursos de petróleo e gás,
representando algumas das maiores organizações do setor. Organizações privadas de petróleo e gás são também
importantes e são, em geral, integradas verticalmente e operam internacionalmente. Organizações de médio porte
podem operar em regiões ou países específicos, ou fornecer produtos, serviços e tecnologia, como levantamento de
recursos, perfuração, design, planejamento e construção, para organizações de exploração e produção.

Atividades e relações de negócios do setor


Por meio de suas atividades e relações de negócios, as organizações podem ter um efeito na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, e, dessa forma, fazer contribuições negativas ou positivas para o desenvolvimento
sustentável. Ao definir seus temas materiais, recomenda-se que a organização considere os impactos tanto de
suas atividades como de suas relações de negócios.

Atividades
Os impactos de uma organização variam de acordo com os tipos de atividades que ela realiza. A lista abaixo
descreve algumas das principais atividades do setor de petróleo e gás, conforme definidas nesta Norma. Esta lista
não é exaustiva.

Prospecção: Levantamento de recursos, incluindo levantamentos aéreos, testes sísmicos e perfuração exploratória.

Desenvolvimento: Design, planejamento e construção de campos de petróleo e gás, incluindo instalações para
processamento e trabalhadores.

Produção: Extração de petróleo e gás de reservas onshore ou offshore e separação de petróleo, gás e água.

Mineração de areias betuminosas: Extração do betume de areias betuminosas usando mineração a céu aberto ou
técnicas in situ.

Encerramento e reabilitação : Encerramento, descomissionamento, desmonte, remoção, disposição ou


modificação de ativos, instalações e locais.

Refino: Refinação do petróleo para produção de derivados usados como combustíveis ou insumos para a indústria
petroquímica.

Processamento: Processamento do gás para produção de gás natural especificado para comercialização e gás
natural liquefeito, incluindo a remoção de hidrocarbonetos e líquidos.

Transporte: Transporte marítimo e terrestre de petróleo e gás.

Armazenamento e dutos: Distribuição e armazenamento de petróleo e gás em tanques e embarcações marítimas e


distribuição por dutos marítimos ou terrestres.

Vendas e comercialização : Venda de derivados de petróleo e gás para uso como, por exemplo, combustíveis, gás
para varejo e insumos na produção de especialidades químicas, petroquímicos e polímeros.

Relações de negócios
As relações de negócios de uma organização incluem as relações que ela possui com parceiros de negócios, com
entidades em sua cadeia de valor, incluindo aquelas além do primeiro nível e com quaisquer outras entidades
diretamente ligadas às suas operações, seus produtos e serviços. Os seguintes tipos de relações de negócio são
prevalentes no setor de petróleo e gás e são relevantes no momento de identificar os impactos de organizações do
setor.
134 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Joint ventures são acordos em que organizações dividem os custos, benefícios e obrigações de atividades de
petróleo e gás. Uma organização no setor de petróleo e gás pode estar envolvida com impactos negativos como
resultado de uma joint venture, mesmo se ela for um parceiro não operacional.

Empresas estatais (ou, simplesmente, EE) são geralmente as maiores produtoras de petróleo e gás e detêm
participação na maioria das reservas mundiais. Elas podem também atuar como parceiros de joint venture em
organizações de petróleo e gás de capital aberto. As EE possuem desafios específicos relativos a transparência e
governança, que são abordados em alguns dos prováveis temas materiais desta Norma.

Fornecedores e terceirizados são usados em grande número no setor de petróleo e gás para realizar certas
atividades, tais como perfuração e construção, ou para fornecer outros serviços e produtos. Alguns dos impactos
significativos cobertos por esta Norma dizem respeito à cadeia de fornecedores.

Os clientes usam petróleo e gás para produzir energia, aquecimento e materiais. Ao fazer a combustão de petróleo
e gás, eles geram gases de efeito estufa (GEE) e outras emissões atmosféricas. Embora a principal
responsabilidade por reduzir e gerenciar suas emissões recaia nos clientes, também se espera que as
organizações que extraem e produzem petróleo e gás tomem medidas para reduzir as emissões da combustão de
seus produtos e declarar as respectivas emissões de GEE (emissões de GEE do Escopo 3). Sendo assim, esta
Norma inclui não somente emissões diretas (Escopo 1) e indiretas (Escopo 2) de GEE, mas também outras
emissões indiretas (Escopo 3) de GEE.

O setor e o desenvolvimento sustentável


Energia é um motor crucial do crescimento econômico e do desenvolvimento sustentável. O petróleo e o gás têm
sido fontes fundamentais da energia do mundo, contribuindo para o crescimento econômico e para a redução da
pobreza.

Atualmente, o petróleo e o gás são as commodities mais ativamente comercializadas no mundo. Juntos, eles
representam os recursos mais importantes para a produção de eletricidade, fornecendo mais de 50% do
fornecimento total [13]. Em 2020, 90% da necessidade energética do setor de transporte foi suprida por produtos
petrolíferos [12]. O setor de petróleo e gás hoje também supre grande parte da necessidade da sociedade por
matérias-primas usadas na produção de especialidades químicas, petroquímicos e polímeros.

Atualmente, o petróleo e o gás são considerados ativos estratégicos em regiões ou países onde eles geram fluxos
de receita cruciais ou garantem independência energética. Por exemplo, o percentual do produto interno bruto
atribuível às receitas do petróleo chega a 45% em alguns países ricos nesse recurso [20]. As receitas deste setor
podem contribuir para o desenvolvimento local e nacional, juntamente com a geração de empregos, investimentos e
infraestrutura, negócios e desenvolvimento de habilidades.

A maioria dos países do mundo tem se comprometido a combater as mudanças climáticas, conforme descrito no
Acordo de Paris [7]. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) adverte que continuar a emitir
gases de efeito estufa (GEE) na taxa atual pode resultar em perigosos aumentos na temperatura global, levando a
elevados riscos de condições meteorológicas e eventos climáticos extremos [15]. Outros relatórios demonstram
que, com os atuais compromissos de política, o mundo está caminhando rumo a um perigoso aumento de 3,2°C na
temperatura até 2100 [18].

Essas projeções enfatizam a necessidade de mudança para uma economia de baixo carbono baseada em energia
financeiramente viável, confiável e sustentável. Atingir emissões líquidas zero de GEE até 2050 é necessário para
limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, um nível com previsão de impor riscos
significativamente menores para os sistemas naturais e humanos do que o de 2°C [15]. Juntos, os GEE liberados
por extração, refino e queima de petróleo e gás representam 55% de todas as emissões de GEE referentes à
energia e constituem a maior contribuição para as mudanças climáticas antropogênicas [36]. Medidas tomadas pelo
setor de petróleo e gás são essenciais para a transição em direção a uma economia de baixo carbono.

O número de encerramentos de operações de petróleo e gás irá aumentar no contexto da transição para uma
economia de baixo carbono e os impactos desses encerramentos nos trabalhadores e comunidades irão,
consequentemente, se elevar. Uma transição justa é um caminho justo e equitativo por meio de uma transformação
industrial para um futuro sustentável, onde governos e organizações trabalhem em colaboração. Essa transição
integra políticas públicas e programas centrados no trabalhador, com políticas e programas dos empregadores
para propiciar um futuro seguro e decente para todos os trabalhadores, suas famílias e as comunidades que
dependem deles. O caminho para mudar para uma economia de baixo carbono irá variar para países diferentes de
acordo com fatores como suas condições econômicas e capacidade de responder aos impactos das mudanças
135 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

climáticas e mitigá-los [9].

Além de contribuir para as mudanças climáticas, as atividades do setor de petróleo e gás geram outros impactos
negativos no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos nos seus direitos humanos. Esses impactos
incluem perda de biodiversidade; poluição do solo, da água e do ar; conflitos e perturbações sociais; e ameaças à
saúde humana. Grupos vulneráveis como os povos indígenas ou as mulheres podem ser desproporcionalmente
afetados e as operações de petróleo e gás podem continuar a gerar impactos negativos após seu encerramento.

Os impactos negativos podem se intensificar pela gestão inadequada dos recursos naturais. As grandes receitas
provenientes do setor de petróleo e gás podem levar à corrupção e à má gestão de recursos. As economias
dependentes do petróleo e do gás podem também ficar vulneráveis ao preço das commodities e às flutuações na
produção.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável


Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável
adotada pelos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), compõem o plano de ação mais
abrangente do mundo para atingir o desenvolvimento sustentável [8].

Uma vez que os ODS e as metas associadas a eles são integrados e indivisíveis, as organizações de petróleo e
gás têm o potencial de contribuir para todos os ODS aumentando seus impactos positivos ou prevenindo e
mitigando seus impactos negativos na economia, no meio ambiente e nas pessoas.

O setor de petróleo e gás é particularmente relevante para que se atinja o Objetivo 13: Ação Contra a Mudança
Global do Clima e, dado o impacto potencial das mudanças climáticas na agenda do desenvolvimento, isso irá
influenciar o alcance de cada objetivo, ao mesmo tempo que contribuirá para a transição para uma economia de
baixo carbono.

O setor de petróleo e gás também desempenha um papel fundamental para que se atinja o Objetivo 7: Energia
Limpa e Acessível. Garantir acesso à energia para todos enquanto se realiza a transição para uma economia de
baixo carbono é um dos desafios enfrentados pelo setor. Milhões de pessoas ainda carecem de acesso à energia.
Essa limitação dificulta o acesso a serviços básicos como os reconhecidos no Objetivo 3: Saúde e Bem-Estar e no
Objetivo 4: Educação de Qualidade, assim como às suas oportunidades de geração de renda, que são cruciais para
que se atinja o Objetivo 1: Erradicação da Pobreza. Uma energia mais abrangente, financeiramente viável e confiável
é um insumo fundamental para a economia mundial e essencial para que se atinja o Objetivo 8: Trabalho Decente e
Crescimento Econômico.

Em países que produzem petróleo e gás, o setor gera grandes receitas e atrai investimentos significativos. No
entanto, essas grandes receitas provenientes do setor trazem o risco de corrupção e conflito em relação aos
recursos, que afetam o atingimento do Objetivo 16: Paz, Justiça e Instituições Eficazes.

A Tabela 2 apresenta conexões entre os temas materiais prováveis para o setor de petróleo e gás e os ODS. Essas
correlações foram identificadas com base em uma avaliação dos impactos descritos em cada tema material
provável, nas metas associadas a cada ODS e no mapeamento existente feito para o setor (consulte as referências
[14] e [16] da Bibliografia).

A Tabela 2 não é uma ferramenta de relato, mas apresenta conexões entre os impactos significativos do setor de
petróleo e gás e os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Consulte nas referências [21] e
[22] da Bibliografia informações sobre o relato de progresso dos ODS usando as Normas GRI.
136 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tabela 2. Correlações entre os temas materiais prováveis para o setor de petróleo e gás e os ODS

Tema 11.1 Emissões de GEE


Tema 11.2 Adaptação, resiliência e
transição climática
Tema 11.3 Emissões atmosféricas
Tema 11.4 Biodiversidade
Tema 11.5 Resíduos
Tema 11.6 Água e efluentes
Tema 11.7 Encerramento e
reabilitação
Tema 11.8 Integridade de ativos e
gestão de acidentes de segurança de
processo
Tema 11.9 Saúde e segurança do
trabalho
Tema 11.10 Práticas empregatícias
Tema 11.11 Não discriminação e
igualdade de oportunidades
Tema 11.12 Trabalho forçado e
escravidão moderna
Tema 11.13 Liberdade sindical e
negociação coletiva
Tema 11.14 Impactos econômicos
Tema 11.15 Comunidades locais
Tema 11.16 Direitos à terra e aos
recursos naturais
Tema 11.17 Direitos de povos
indígenas
Tema 11.18 Conflito e segurança
Tema 11.19 Concorrência desleal
Tema 11.20 Combate à corrupção
Tema 11.21 Pagamentos a governos
Tema 11.22 Políticas públicas
137 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

2. Temas materiais prováveis


Esta seção compreende os temas materiais prováveis para o setor de petróleo e gás. Cada tema descreve os
impactos mais significativos do setor relativos ao tema e lista conteúdos que foram identificados como relevantes
para o relato do tema por organizações do setor de petróleo e gás. É necessário que a organização analise cada
tema nesta seção e defina se é um tema material para a organização, determinando, então, que informações relatar
para seus temas materiais.

Tema 11.1 Emissões de GEE


As emissões de gases de efeito estufa (GEE) são emissões atmosféricas que contribuem para as mudanças
climáticas, tais como dióxido de carbono (CO2 ) e metano (CH4 ). Este tema cobre as emissões diretas de GEE
(Escopo 1) e indiretas (Escopo 2) de gases provenientes da aquisição de energia relacionadas às atividades de
uma organização, assim como outras emissões indiretas (Escopo 3) que ocorrem upstream e downstream das
atividades da organização.

Emissões de GEE são o fator que mais contribui para as mudanças climáticas. As atividades do setor de petróleo e
gás e o uso de derivados de petróleo e gás são responsáveis por uma grande parte dos dois principais GEE:
dióxido de carbono (CO2 ) e metano (CH4 ). No mundo todo, estima-se que o setor seja responsável por um quarto
de todas as emissões antropogênicas de CH4 , que tem um potencial de aquecimento global (GWP, na sigla e m
inglês) marcadamente maior do que o CO2. Medições recentes indicam que os dados numéricos disponíveis sobre
as emissões de CH4 pelo setor podem estar subavaliados. Outros GEE provenientes de atividades do setor de
petróleo e gás incluem etano (C2 H6 ), óxido nitroso (N2 O), hidrofluorocarbonos (HCFs), perfluorocarbonos (PFCs),
hexafluoreto de enxofre (SF6 ) e trifluoreto de nitrogênio (NF3 ).

As emissões de GEE provenientes de atividades do setor de petróleo e gás são classificadas como emissões
diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE) no caso de atividades pertencentes ou controladas pela
organização ou emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquição de energia
no caso de eletricidade, aquecimento, resfriamento e vapor comprados ou adquiridos e consumidos pela
organização. Atualmente, 15% das emissões mundiais de GEE referentes à energia provêm do processo de
produção e distribuição de petróleo e gás [36].

As emissões diretas (Escopo 1) de GEE compreendem emissões provenientes da queima de combustíveis durante
a produção, emissões no processo como as que ocorrem durante carregamento e tancagem, e emissões fugitivas
como as que ocorrem em vazamentos de linhas e equipamentos. Uma fonte substancial de emissões de GEE do
Escopo 1 do setor é a queima e liberação na atmosfera, que visa descartar o gás que não pode ser contido ou
tratado de outra forma por motivos de segurança, técnicos ou econômicos. Essas práticas ocorrem durante a
produção, o armazenamento e o refino do petróleo e do gás.

Box 1. Queima e liberação na atmosfera

Quando o gás precisa ser descartado, pode ser queimado no Flare ou simplesmente liberado na atmosfera.
A queima converte gás para CO2 , enquanto que a liberação lança CH4 diretamente na atmosfera.
Considerando que o CH4 tem um maior potencial de aquecimento global do que o CO2 , encaminhar os
gases associados a um sistema eficiente de queima em vez de liberação na atmosfera é tido como uma
melhor prática e há uma ampla concordância de que a liberação rotineira na atmosfera deveria ser eliminada.

A queima também representa uma grande fonte de emissões. Enquanto grandes quantidades de gases
provenientes de atividades de petróleo e gás são usados ou conservados, a queima ainda ocorre
rotineiramente. De acordo com o Banco Mundial, a queima de rotina ocorre "durante as operações normais
de produção de petróleo na ausência de instalações suficientes ou de uma geologia mais fácil de manipular
para se reinjetar o gás produzido, utilizá-lo no local ou enviá-lo para um ponto de venda". O aumento na
produção de petróleo de xisto tem contribuído ainda mais para os volumes de queima.

A quantidade de gás natural queimado em 2018 resultou em emissões de aproximadamente 275 megatons
de CO2 , assim como de outros GEE como metano, carbono negro e N2 O.

Consulte as referências [34], [46] e [48] da Bibliografia.


138 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

As emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquisição de energia se
originam de fontes estacionárias e móveis (ex.: transporte de materiais, produtos ou resíduos); e de atividades de
extração; refino de petróleo; liquefação e regaseificação de gás natural; e operação de instalações e equipamentos.
O esgotamento de recursos tradicionais de petróleo e gás tem levado o setor a transferir a produção para ambientes
mais difíceis, que podem envolver métodos mais complexos de extração, tais como perfuração em águas profundas
ou mineração de areias betuminosas. Apesar de melhorias contínuas de eficiência de produção no setor, essas
condições tendem a aumentar a quantidade de energia usada durante a produção e o transporte e,
consequentemente, as emissões de GEE associadas a essas atividades.

As emissões de GEE resultantes do uso final de produtos são classificadas como outras emissões indiretas
(Escopo 3) de gases de efeito estufa (GEE). Para o setor de petróleo e gás, elas constituem as emissões de GEE
mais significativas e mais da metade das emissões globais de CO2 [33]. A maioria das emissões de GEE do
Escopo 3 se origina de processos de combustão relacionados a construção, geração de eletricidade e calor,
fabricação e transporte. O volume dessas emissões tem aumentado juntamente com demandas maiores de
energia.
139 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de emissões de GEE


Se a organização tiver definido que as emissões de GEE são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato desse tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.1.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva as medidas tomadas para gerenciar queima e liberação na
atmosfera e a eficácia dessas medidas.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 302: Energia Conteúdo 302-1 Consumo de energia dentro da organização 11.1.2
2016
Conteúdo 302-2 Consumo de energia fora da organização 11.1.3

Conteúdo 302-3 Intensidade energética 11.1.4

GRI 305: Conteúdo 305-1 Emissões diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE) 11.1.5
Emissões 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Relate o percentual das emissões diretas brutas (Escopo 1) de GEE de CH4.
• Relate uma discriminação das emissões diretas brutas (Escopo 1) de GEE
por tipo de fonte (combustão estacionária, processo, fugitiva).2

Conteúdo 305-2 Emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) 11.1.6
provenientes da aquisição de energia

Conteúdo 305-3 Outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa 11.1.7
(GEE)

Conteúdo 305-4 Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE) 11.1.8

Referências e recursos
GRI 302: Energia 2016 e GRI 305: Emissões 2016 listam instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de emissões de GEE pelo setor de petróleo e gás, estão
listados na Bibliografia.
140 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.2 Adaptação, resiliência e transição climática


Adaptação, resiliência e transição climática referem-se a como uma organização se ajusta aos riscos atuais e
previstos relacionados às mudanças climáticas, e também como contribui para a capacidade das sociedades e
das economias para suportar os impactos das mudanças climáticas. Este tema abrange a estratégia de uma
organização em relação à transição para uma economia de baixo carbono e os impactos dessa transição nos
trabalhadores e nas comunidades locais.

Os países signatários do Acordo de Paris se comprometeram a manter o aquecimento global "bem abaixo de 2°C"
[58]. Mesmo assim, as reservas de combustível fóssil disponíveis atualmente em todo o mundo excedem de longe o
valor máximo que poderá ser consumido permanecendo-se dentro deste limite [78]. Isso significa que as
organizações do setor de petróleo e gás precisam estabelecer metas para as emissões de carbono; modificar seus
modelos de negócio; e investir em energia renovável, tecnologias para remover CO2 da atmosfera [68] e soluções
baseadas na natureza para mitigar as mudanças climáticas, tais como reflorestamento, florestamento, restauração
costeira e de zonas úmidas.

A transição para uma economia de baixo carbono exige que as organizações estabeleçam metas de emissões que
sejam consistentes com o objetivo do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global bem abaixo de 2°C. Medidas
para reduzir emissões vinculadas ao processo de extração e distribuição de petróleo e gás, que são emissões
diretas (Escopo 1) e emissões indiretas (Escopo 2) de GEE provenientes da aquisição de energia, proporcionam
oportunidades importantes e imediatas para o setor contribuir com a redução global de emissões de GEE. O setor
também enfrenta expectativas de abordar outras emissões indiretas (Escopo 3) relacionadas ao uso de derivados
de petróleo e gás. Medidas para reduzir essas emissões poderão incluir, por exemplo, diversificação para
empresas de baixo carbono.

A transição para uma economia de baixo carbono também cria incertezas sobre a futura demanda por petróleo e
gás. A Agência Internacional de Energia (IEA) estima que, com base nas políticas atuais, a demanda por petróleo irá
se estabilizar por volta de 2030, enquanto que em algumas regiões a demanda por gás irá começar a diminuir até
2040 [68]. Em um cenário que prevê uma aceleração da transição energética para atingir o zero líquido de emissões
de GEE até 2050, a demanda por petróleo poderia cair em até 75% entre 2020 e 2050 e a demanda por gás poderia
atingir seu ponto máximo antes de 20303 [67]. Uma diminuição na demanda por petróleo e gás irá se traduzir em
menor utilização das instalações de produção existentes e diminuição no desenvolvimento de reservas.
Dependendo da velocidade desse processo, alguns campos e instalações poderão precisar ser reavaliados ou
mesmo desativados prematuramente, tornando-se ativos abandonados. Isso irá afetar financeiramente as
organizações do setor de petróleo e gás e gerar impactos significativos para os trabalhadores, governos e outros
stakeholders.

A transição poderá afetar o emprego, as receitas governamentais e o desenvolvimento econômico em regiões onde
o setor está presente. Encerramentos mais frequentes são menos prováveis de serem contrabalançados por
aberturas, como foi o caso no passado. Os trabalhadores poderão sofrer outros impactos potenciais relacionados a
empregabilidade, requalificação e oportunidades desejáveis de reinserção no mercado de trabalho. O encerramento
de operações sem as necessárias provisões para descomissionamento e reabilitação poderá também resultar em
um ônus econômico para governos e comunidades locais (consulte também o tema 11.7 Encerramento e
reabilitação), principalmente em países onde a produção de petróleo e gás representa um alto percentual das
receitas.

Para que se atinja uma transição justa para uma economia de baixo carbono, os diferentes níveis de dependência
do setor de petróleo e gás por parte de trabalhadores, comunidades locais e economias nacionais precisam ser
reconhecidos e empregos de qualidade criados para os afetados [79]. São exemplos de medidas que as
organizações poderão tomar para contribuir para uma transição justa: comunicação adequada e com antecedência
de encerramentos; colaboração com governos e sindicatos; defesa de uma política consistente para o clima
(consulte também o tema 11.22 Políticas públicas); retreinamento, requalificação e realocação de trabalhadores; e
investimentos alternativos nas comunidades afetadas. Consultas antecipadas e significativas com stakeholders e
comunidades locais também foram identificadas como cruciais para se atingir uma transição justa (consulte
também o tema 11.7 Encerramento e reabilitação).

2 Esta recomendação adicional ao setor baseia-se no item [Link] da Norma GRI 305: Emissões 2016.
141 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Box 2. Análise de cenários para a transição climática

A análise de cenários é um processo que considera diferentes situações para avaliar futuros resultados. As
organizações podem usá-la para estimar os possíveis resultados de suas estratégias em circunstâncias ou
condições incertas. A análise de cenários pode empregar diversas metodologias, qualitativas e quantitativas.
As recomendações da Força-Tarefa Sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD) sugerem
a análise de cenários como uma forma de ajudar as organizações a entender os riscos e as oportunidades
decorrentes de mudanças climáticas [82].

A análise de cenários atende bem à exploração dos riscos que a transição para uma economia de baixo
carbono apresenta para as organizações do setor de petróleo e gás porque ela permite considerar formas
alternativas de situações futuras simultaneamente. As organizações normalmente definem cenários de
acordo com a velocidade da transição, expressa nas mudanças resultantes na temperatura média global.
Um cenário compatível com os compromissos dos países no Acordo de Paris irá requerer um aumento de
temperatura bem abaixo de 2°C. Outros cenários poderão ser definidos de acordo com o contexto nacional de
uma organização. A organização poderá, então, traduzir as reduções esperadas nas emissões de GEE
compatíveis com esse aumento de temperatura em receitas esperadas.

3 O cenário Net-zero até 2050 da IEA, que prevê zerar as emissões líquidas de GEE até 2050, visa demonstrar o que os diversos atores necessitam
fazer, e até quando, para que o mundo elimine as emissões relacionadas à energia e as emissões de CO2 oriundas de processos industriais; no
entanto, esse é apenas um caminho possível para atingir zero emissões até 2050 [67].
142 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de adaptação, resiliência e transição climática


Se a organização tiver definido que adaptação, resiliência e transição climática são um tema material, esta
subseção lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema por organizações do setor de
petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.2.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva políticas, compromissos e medidas da organização para prevenir
ou mitigar os impactos da transição para uma economia de baixo carbono
nos trabalhadores e nas comunidades locais.
• Relate o nível e o cargo dentro da organização que recebeu a
responsabilidade de gerenciar os riscos e as oportunidades decorrentes de
mudanças climáticas.
• Descreva a supervisão do Conselho na gestão dos riscos e oportunidades
decorrentes de mudanças climáticas.
• Relate se a responsabilidade pela gestão dos impactos relacionados às
mudanças climáticas está vinculada a avaliações de desempenho ou a
mecanismos de incentivo, inclusive nas políticas de remuneração para
membros do mais alto órgão de governança e altos executivos.
• Descreva os cenários relacionados às mudanças climáticas usados para
avaliar a resiliência da estratégia da organização, inclusive um cenário de 2°C
ou menos.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 201: Conteúdo 201-2 Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades 11.2.2
Desempenho decorrentes de mudanças climáticas
Econômico 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Relate o potencial de emissões para reservas comprovadas e prováveis.4
• Relate as premissas internas sobre precificação de carbono e precificação de
petróleo e gás que embasaram a identificação de riscos e oportunidades
decorrentes de mudanças climáticas.
• Descreva como riscos e oportunidades decorrentes de mudanças climáticas
afetam ou poderiam afetar as operações ou as receitas da organização,
incluindo:
- desenvolvimento das reservas atualmente comprovadas e prováveis;
- possíveis desativações e encerramento antecipado de ativos existentes;
- volumes de produção de petróleo e gás para o período de relato atual e os
volumes projetados para os próximos cinco anos.
• Relate o percentual de despesa de capital que é alocado para investimentos
em:
- prospecção, exploração e desenvolvimento de novas reservas;
- energia de fontes renováveis (por tipo de fonte);
- tecnologias para remover CO2 da atmosfera e soluções baseadas na
natureza para mitigar as mudanças climáticas;
- outras iniciativas de pesquisa e desenvolvimento que podem abordar os
riscos da organização relacionados às mudanças climáticas.
• Relate a massa total de CO2 em toneladas métricas capturadas e removidas
da atmosfera (CO2 armazenado menos os GEE emitidos no processo).5

GRI 305: Conteúdo 305-5 Redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) 11.2.3
Emissões 2016
Recomendações adicionais ao setor
143 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL
• Relate como os objetivos e metas para emissões de GEE são estipulados;
especifique se eles são embasados por consenso científico; e liste
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente ou leis
com os quais os objetivos e metas estão alinhados.
• Relate as emissões de GEE dos Escopos (1, 2, 3), as atividades e as
relações de negócios aos quais os objetivos e metas se aplicam.
• Relate a linha de base para os objetivos e metas e o cronograma para seu
alcance.

Conteúdos adicionais ao setor


Descreva a abordagem da organização para o desenvolvimento de políticas públicas e lobby sobre 11.2.4
mudanças climáticas, incluindo:
• o posicionamento da organização em relação a questões significativas relacionadas às
mudanças climáticas que são o foco de sua participação no desenvolvimento de políticas
públicas e lobby, e quaisquer diferenças entre suas posições e suas políticas e objetivos
declarados, ou outras posições públicas;
• se é membro ou se contribui para quaisquer associações ou comitês de representação que
participam do desenvolvimento de políticas públicas e de lobby sobre mudanças climáticas,
incluindo:
- a natureza dessa contribuição;
- quaisquer diferenças entre os posicionamentos da organização e suas políticas e objetivos
declarados, ou outros posicionamentos públicos sobre questões significativas relacionadas
às mudanças climáticas; e os posicionamentos das associações ou dos comitês de
representação.6

Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 e GRI 305: Emissões 2016 listam instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de adaptação, resiliência e transição climática pelo setor de
petróleo e gás, estão listados na Bibliografia.
144 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.3 Emissões atmosféricas


As emissões atmosféricas incluem poluentes que têm impactos negativos na qualidade do ar, nos ecossistemas
e na saúde humana e animal. Este tema abrange impactos provenientes de emissões de óxidos de enxofre
(SOX ), óxidos de nitrogênio (NOx ), material particulado (MP), compostos orgânicos voláteis (COV), monóxido de
carbono (CO) e metais pesados, tais como chumbo, mercúrio e cádmio.

As atividades do setor de petróleo e gás e a combustão de petróleo e gás são fontes antropogênicas de outras
emissões atmosféricas além dos gases de efeito estufa (GEE). Elas incluem SOx , NOx , MP, COV, poluentes
atmosféricos perigosos (HAP, na sigla em inglês), tais como benzeno (C6 H6 ) e ácido sulfídrico (H2 S), e
ozônio (O3 ).7

Essas emissões atmosféricas podem ser liberadas durante a produção e o processamento; refino, distribuição e
armazenamento. Elas podem resultar de atividades como queima e liberação na atmosfera; queima de
combustíveis para acionar maquinário; e transporte de suprimentos e produtos. As emissões atmosféricas podem
também resultar de perdas por evaporação, emissões fugitivas provenientes de vazamentos e falhas, além de
acidentes e eventos referentes à segurança de processo. Um número significativo de emissões atmosféricas
também resulta de queima de combustíveis por usuários finais.

No mundo todo, a poluição atmosférica causa problemas graves de saúde e milhões de mortes anualmente ao
contribuir para doenças coronárias e pulmonares, derrames, infecções respiratórias e danos neurológicos [93]. As
crianças, os idosos e os pobres são afetados de forma desproporcional por essas emissões, assim como são as
comunidades locais próximas às unidades operacionais.

As emissões atmosféricas podem levar a impactos extensos e variados nos ecossistemas, ao mesmo tempo em
que afetam outras atividades econômicas que dependem desses ecossistemas. Por exemplo, as emissões de NOx
que penetram nos oceanos, lagos ou outros corpos d’água podem alterar sua química, impactando negativamente
a vida terrestre e aquática. As emissões de NOx e SOx podem levar à chuva ácida e aumentar a acidificação
oceânica. Essas emissões podem também causar danos à vida vegetal ao, por exemplo, prejudicar a fotossíntese e
reduzir o crescimento.

4 Recomenda-se que a definição de reservas usada pela organização para esta recomendação adicional ao setor seja a mesma que a definição usada
em suas demonstrações financeiras consolidadas ou em documentos equivalentes.
5 A massa de CO2 capturado usando captura e armazenamento de carbono menos a massa de CO2 emitido como resultado do processo ou durante o
processo é, às vezes, conhecida como "redução líquida de emissões" [69].
6 Estes conteúdos adicionais ao setor baseiam-se nas recomendações de relato 1.2.1 e 1.2.2 da Norma GRI 415: Políticas Públicas 2016.
145 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de emissões atmosféricas


Se a organização tiver definido que emissões atmosféricas são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.3.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 305: Conteúdo 305-7 Emissões de NOX , SOX e outras emissões atmosféricas 11.3.2
Emissões 2016 significativas

GRI 416: Saúde e Conteúdo 416-1 Avaliação dos impactos na saúde e segurança causados por 11.3.3
Segurança do categorias de produtos e serviços
Consumidor
2016 Recomendações adicionais ao setor
• Descreva medidas tomadas para melhorar a qualidade de produtos de forma
a reduzir as emissões atmosféricas

Referências e recursos
GRI 305: Emissões 2016 e GRI 416: Saúde e Segurança do Consumidor 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de emissões de GEE pelo setor de petróleo e gás, estão
listados na Bibliografia.

7 O escopo deste tema não inclui o dióxido de carbono CO2 e o metano CH4 , que são relatados nas emissões de GEE.
146 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.4 Biodiversidade


A biodiversidade é a variabilidade entre organismos vivos. Ela inclui diversidade dentro de espécies, entre
espécies e de ecossistemas. A biodiversidade não somente possui valor intrínseco como também é vital para a
saúde humana, a segurança alimentar, a prosperidade econômica e a mitigação das mudanças climáticas e
adaptação aos seus impactos. Este tema abrange impactos na biodiversidade, incluindo impactos nas espécies
vegetais e animais, na diversidade genética e nos ecossistemas naturais.

As atividades do setor de petróleo e gás podem ser fonte de pressões sobre os ambientes onde elas ocorrem e
causam impactos diretos, indiretos e cumulativos de curto e longo prazo. Os impactos na biodiversidade
provenientes das atividades do setor de petróleo e gás incluem contaminação do ar, do solo e da água, erosão do
solo e sedimentação de corpos hídricos. Outros impactos podem incluir mortalidade animal ou maior
vulnerabilidade a predadores, fragmentação e conversão de habitats, além da introdução de espécies invasoras e
patógenos. Impactos na biodiversidade podem resultar em limitações na disponibilidade, acessibilidade ou
qualidade dos recursos naturais, o que, por sua vez, impacta o bem-estar e os meios de subsistência das
comunidades locais (tema 11.15) e dos povos indígenas (tema 11.17). Os impactos podem se exacerbar quando as
atividades ocorrem em áreas de proteção ambiental ou áreas de alto valor de biodiversidade e poderão se estender
muito além do encerramento e da reabilitação (tema 11.7) dos locais de operação ou limites geográficos de
atividades.

Os impactos podem resultar tanto de atividades onshore como offshore, tais como desmatamento; testes sísmicos
e perfuração de poços exploratórios; construção de ativos e instalações, infraestrutura e dutos; desenvolvimento
rodoviário e transporte; descarte de água; disposição de resíduos de perfuração; derramamentos e vazamentos. As
ameaças à biodiversidade irão aumentar à medida que recursos facilmente acessíveis de petróleo e gás sejam
exauridos e as atividades do setor de petróleo e gás se movam para áreas mais remotas.

O setor de petróleo e gás pode também contribuir para impactos cumulativos na biodiversidade. Por exemplo, à
medida que as atividades de petróleo e gás se expandam para uma área, novas rotas de acesso são instaladas, o
que normalmente requer desmatamento. Isso leva à fragmentação e conversão de habitats, mas poderá também
resultar no aumento do uso da área ou mesmo incentivar outros setores a estabelecer operações nas mesmas
áreas, intensificando os impactos. Mudanças no uso da terra para acomodar as atividades do setor poderão
exacerbar os efeitos das mudanças climáticas, se elas resultarem na remoção de sumidouros de carbono. Por sua
vez, as mudanças climáticas provavelmente afetarão todos os aspectos da biodiversidade, inclusive organismos
individuais, populações, distribuição de espécies e a composição e função dos ecossistemas, e os impactos
tendem a piorar com o aumento da temperatura.

Para limitar e gerenciar seus impactos na biodiversidade, o setor de petróleo e gás está desenvolvendo e, em
alguns casos, já utilizando uma ferramenta de hierarquia de mitigação que ajuda a fundamentar suas medidas. A
hierarquia de mitigação consiste em quatro etapas sequenciais para reduzir os impactos negativos de atividades no
meio ambiente. A prioridade é dada a medidas preventivas, evitando-se os impactos negativos e, quando não for
possível evitar, minimizando-os. Quando os impactos negativos não puderem ser evitados ou minimizados,
medidas de reparação poderão ser usadas, tais como reabilitação ou restauração da biodiversidade. Medidas de
compensação também poderão ser aplicadas a impactos residuais depois de todas as outras medidas terem sido
aplicadas (consulte a referência [118] da Bibliografia).
147 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de biodiversidade
Se a organização tiver definido que biodiversidade é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.4.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva políticas e compromissos para atingir nenhuma perda líquida ou
um ganho líquido para a biodiversidade em unidades operacionais; e se
esses compromissos se aplicam a operações existentes e futuras e a
operações além das áreas de alto valor de biodiversidade.
• Relate se a aplicação da hierarquia de mitigação fundamentou medidas para
gerenciar impactos relacionados à biodiversidade.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 304: Conteúdo 304-1 Unidades operacionais próprias, arrendadas ou geridas dentro 11.4.2
Biodiversidade ou nas adjacências de áreas de proteção ambiental e áreas de alto valor de
2016 biodiversidade situadas fora de áreas de proteção ambiental

Conteúdo 304-2 Impactos significativos de atividades, produtos e serviços na 11.4.3


biodiversidade

Recomendações adicionais ao setor


• Relate impactos significativos na biodiversidade com referência aos habitats
e ecossistemas afetados.

Conteúdo 304-3 Habitats protegidos ou restaurados 11.4.4

Recomendações adicionais ao setor


• Descreva como a aplicação da hierarquia de mitigação, se aplicável, resultou
em:
- áreas de proteção permanente por meio de medidas de prevenção ou
medidas de compensação;
- área restaurada por meio de medidas de restauração no local ou medidas
de compensação.

Conteúdo 304-4 Espécies incluídas na lista vermelha da IUCN e em listas 11.4.5


nacionais de conservação com habitats em áreas afetadas por operações da
organização

Referências e recursos
GRI 304: Biodiversidade 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de biodiversidade pelo setor de petróleo e gás, estão
listados na Bibliografia.
148 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.5 Resíduos


Resíduos referem-se a qualquer substância ou objeto que um detentor de resíduos descarta ou tem a intenção
ou obrigação de descartar. Quando geridos inadequadamente, os resíduos podem causar impactos negativos no
meio ambiente e na saúde humana, o que pode se estender além dos locais onde os resíduos são gerados e
descartados. Este tema abrange impactos dos resíduos, inclusive os que são resultado de atividades de
construção e reabilitação.

As atividades do setor de petróleo e gás geram grandes volumes de resíduos, inclusive resíduos perigosos. Os
maiores fluxos de resíduos provêm da extração e do processamento de petróleo e gás e podem consistir em lamas
e fragmentos, incrustrações e lodo de perfuração, que, por sua vez, podem conter aditivos químicos,
hidrocarbonetos, metais, materiais radioativos de ocorrência natural (NORM, na sigla em inglês) e sais. Esses
fluxos de resíduos podem contaminar a água de superfície, a água subterrânea e a água do mar com produtos
químicos ou metais pesados e impactar negativamente as espécies vegetais e animais, assim como a saúde
humana. Os impactos podem depender da abordagem de uma organização para a gestão de resíduos,
regulamentação e da disponibilidade de instalações de recuperação e disposição na proximidade das atividades.

Os fluxos de resíduos que não podem ser reduzidos ou não destinados para disposição final são normalmente
armazenados, tratados ou descartados por diferentes métodos. Quando descartados em poços subterrâneos de
injeção, os resíduos de perfuração podem desencadear eventos sísmicos ou causar contaminação das águas
subterrâneas. Em algumas operações offshore, os fluidos de perfuração poderiam também ser descartados em
corpos hídricos, como rios ou lagos, ou no oceano, dependendo da legislação e da disponibilidade de alternativas
de escoamento. Se os resíduos forem descartados no solo ou se houver carreamento de resíduos de substâncias
perigosas de instalações de armazenamento de resíduos pelas águas de chuvas, outros impactos poderão incluir
contaminação do solo, perda de produtividade do solo e erosão. Em áreas remotas com métodos limitados de
recuperação e disposição, os impactos dos resíduos poderão ser mais severos ou mais difíceis de monitorar.

Na mineração de areias betuminosas, o maior fluxo de resíduos é de rejeitos, um fluxo de resíduos perigosos
produzidos durante o processo de separação de betume e areia (consulte o tema 11.8 Integridade de ativos e
gestão de acidentes de segurança de processo). Em algumas lagoas de rejeitos, ocorreu carreamento de resíduos
de produtos químicos, causando riscos à saúde de comunidades locais. A prioridade é dada a medidas preventivas,
evitando-se os impactos negativos e, quando não for possível evitar, minimizando-os.

Quando as operações terminam, as atividades de encerramento e reabilitação normalmente envolvem a disposição


final de produtos químicos e a gestão de quantidades substanciais de materiais de estruturas e equipamentos
desativados (consulte o tema 11.7 Encerramento e reabilitação). Outros resíduos típicos das atividades do setor de
petróleo e gás incluem óleos, resíduos de construção e resíduos domésticos e de escritório.

Box 3. Uso de materiais

O tipo e a quantidade de materiais usados por uma organização do setor de petróleo e gás poderá significar
sua dependência de recursos naturais e seus impactos na disponibilidade desses recursos. Os respectivos
impactos ambientais dependem da abordagem da organização para compras, uso e disposição desses
materiais.

As atividades de extração, desenvolvimento, produção e processamento de petróleo e gás representam uma


grande proporção do uso de materiais dentro desse setor. Concreto, cimento, aço e outros metais são
necessários para construir plataformas offshore e instalações onshore, bem como para os equipamentos e
infraestrutura necessária para extrair, processar e transportar petróleo e gás (ex.: válvulas, tubulações e
dutos). Grandes volumes de produtos químicos são usados durante a perfuração e a conclusão do poço.

O setor de petróleo e gás tem oportunidades para um uso eficiente de materiais. Elas incluem o uso de seu
significativo poder de compra para criar demanda para materiais produzidos de forma mais responsável ou a
implementação de medidas de circularidade que visem o reuso ou a reciclagem de materiais de estruturas
desativadas, tais como aço e concreto.

O uso de materiais é abordado na Norma GRI 301: Materiais 2016.


149 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de resíduos
Se a organização tiver definido que resíduos são um tema material, esta subseção lista os conteúdos identificados
como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.5.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 306: Conteúdo 306-1 Geração de resíduos e impactos significativos relacionados a 11.5.2
Resíduos 2020 resíduos

Conteúdo 306-2 Gestão de impactos significativos relacionados a resíduos 11.5.3

Conteúdo 306-3 Resíduos gerados 11.5.4

Recomendações adicionais ao setor


• Ao relatar a composição dos resíduos gerados, inclua uma discriminação dos
seguintes fluxos de resíduos, se aplicáveis:
- Resíduos de perfuração (lamas e fragmentos)
- Incrustrações e lodo
- Rejeitos

Conteúdo 306-4 Resíduos não destinados para disposição final 11.5.5

Recomendações adicionais ao setor


• Ao relatar a composição dos resíduos não destinados para disposição final,
inclua uma discriminação dos seguintes fluxos de resíduos, se aplicáveis:
- Resíduos de perfuração (lamas e fragmentos)
- Incrustrações e lodo
- Rejeitos

Conteúdo 306-5 Resíduos destinados para disposição final 11.5.6

Recomendações adicionais ao setor


• Ao relatar a composição dos resíduos gerados, inclua uma discriminação dos
seguintes fluxos de resíduos, se aplicáveis:
- Resíduos de perfuração (lamas e fragmentos)
- Incrustrações e lodo
- Rejeitos

Referências e recursos
GRI 306: Resíduos 2020 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de resíduos pelo setor de petróleo e gás, estão listados na
Bibliografia.
150 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.6 Água e efluentes


Reconhecido como um direito humano, o acesso à água doce é essencial para a vida e o bem-estar humano. A
quantidade de água captada e consumida por uma organização e a qualidade de seu descarte podem impactar
os ecossistemas e as pessoas. Este tema abrange impactos relacionados com a captação e o consumo de água
e a qualidade da água descartada.

As atividades do setor de petróleo e gás podem reduzir a disponibilidade de água para comunidades locais e outros
setores que também dependem desse recurso. Elas podem causar impactos na qualidade da água de superfície,
da água subterrânea e da água do mar, que poderão se traduzir em impactos de longo prazo nos ecossistemas e
na biodiversidade (tema 11.4), causar problemas de saúde e desenvolvimento para os seres humanos e prejudicar
a segurança alimentar.

Extração e processamento são as atividades do setor de petróleo e gás que usam os maiores volumes de água. A
quantidade de água exigida por essas atividades varia de acordo com o método de extração de petróleo e gás, da
geologia local e do grau de processamento exigido. Alguns métodos de extração e processamento, entre os quais o
fraturamento hidráulico e a mineração de areias betuminosas, fazem um uso particularmente intensivo de água. A
quantidade de água captada para certas atividades também varia de acordo com a capacidade da organização de
substituir o uso de água doce, a qualidade da água exigida, infraestrutura de reciclagem e as características dos
recursos hídricos locais.

As organizações do setor de petróleo e gás poderão também precisar gerir grandes quantidades de água produzida
ou água residual de processo, que normalmente contém hidrocarbonetos, produtos químicos ou outras substâncias
perigosas. Para minimizar os impactos na água, a água produzida e a água residual de processo poderão ser
reinjetadas para estimulação de poços ou reutilizadas em outros processos. Caso contrário, elas não poderão ser
descartadas em água de superfície, água subterrânea, água do mar ou em um terceiro; dispersadas no solo; ou
armazenadas em lagoas de evaporação. Quando descartadas, os impactos na água variam de acordo com a
sensibilidade do corpo d´água receptor e da qualidade da água descartada.

Poderá também haver contaminação resultante da injeção de fluidos de perfuração em poços e de reversão de fluxo
do fraturamento hidráulico. Isso poderá fazer com que contaminantes subterrâneos infiltrem-se e poluam os
recursos de águas subterrâneas. Tratamento ineficiente de descarte de água, derramamentos de óleo provenientes
de acidentes de transporte, rompimento de dutos ou percolação, ou ainda falhas em uma barragem de rejeitos de
areias betuminosas poderão também causar impactos semelhantes na qualidade da água (consulte o tema 11.8
Integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo).

Os impactos do setor de petróleo e gás na água também dependem da quantidade de recursos hídricos locais;
onde houver escassez de água, o setor causará um impacto maior. Uma grande proporção dos recursos mundiais
de petróleo e gás se encontram em áreas que são áridas ou experimentam estresse hídrico. Nessas áreas, as
atividades do setor tendem a aumentar a competição pela água na demanda por outros usos - tais como o uso
doméstico, pesca, aquicultura ou atividades agrícolas. Isso poderá exacerbar as tensões entre setores e
comunidades locais, e dentro deles. Secas, inundações e outros eventos climáticos extremos relacionados às
mudanças climáticas irão provavelmente trazer desafios mais frequentes relacionados à disponibilidade e à
qualidade da água no futuro.
151 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato sobre água e efluentes


Se a organização tiver definido que água e efluentes são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
A Norma GRI 3: Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.6.1
Temas Materiais
2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 303: Água e Conteúdo 303-1 Interações com a água como um recurso compartilhado 11.6.2
Efluentes 2018
Conteúdo 303-2 Gestão de impactos relacionados ao descarte de água 11.6.3

Conteúdo 303-3 Captação de água 11.6.4

Conteúdo 303-4 Descarte de água 11.6.5

Recomendações adicionais ao setor


• Relate o volume em megalitros de água produzida e água residual de
processo descartadas.
• Relate a concentração (mg/L) de hidrocarbonetos descartados na água
produzida e na água residual de processo.

Conteúdo 303-5 Consumo de água 11.6.6

Referências e recursos
GRI 303: Água e Efluentes 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de água e efluentes pelo setor de petróleo e gás, estão
listados na Bibliografia.
152 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.7 Encerramento e reabilitação


No término do seu uso comercial, espera-se que as organizações fechem os ativos e as instalações e reabilitem
os locais de operação. Poderão ocorrer impactos durante e após o encerramento. Este tema abrange a
abordagem de uma organização para encerramento e reabilitação, inclusive como a organização considera os
impactos no meio ambiente, nas comunidades locais e nos trabalhadores.

As instalações do setor de petróleo e gás poderão continuar a gerar impactos ambientais após o encerramento,
entre os quais contaminação de solo e água, mudanças nos relevos e perturbações na biodiversidade e na vida
selvagem. Um encerramento poderá também causar impactos duradouros nas comunidades locais. A ineficácia no
encerramento de instalações e reabilitação de unidades poderá tornar o solo inutilizável para outros fins produtivos
e poderá resultar em riscos para a saúde e a segurança devido à contaminação ou à presença de materiais
perigosos.

Encerramento e reabilitação de campos de petróleo e gás podem incluir a remoção e disposição final de
substâncias e produtos químicos perigosos; cobrir ou tampar poços abandonados; desmontar estruturas e reusar,
reciclar ou dispor materiais. Podem também incluir a gestão de resíduos; problemas de qualidade de águas de
superfície e águas subterrâneas resultantes de derramamentos e vazamentos; e restauração de solos para uma
condição ou valor econômico equivalente ao estado anterior ao desenvolvimento. Fechar unidades de mineração de
areias betuminosas também envolve a gestão de lagoas de rejeitos (consulte também o tema 11.8 Integridade de
ativos e gestão de acidentes de segurança de processo).

Diversas convenções internacionais (consulte as referências [168], [169] e [170] da Bibliografia) exigem o
descomissionamento e a remoção de todas as estruturas offshore no final da vida útil do campo. Entretanto, essas
exigências podem estar sujeitas a diferentes interpretações de um país para o outro, onde regulamentações
nacionais ou convenções regionais podem ter precedência sobre convenções internacionais. Consequentemente,
as organizações do setor de petróleo e gás podem carecer de regras claras para apresentar planos de
descomissionamento junto a governos locais e tomar medidas a esse respeito quando estruturas offshore forem
desativadas.

Descomissionar e desmontar estruturas offshore pode ser oneroso e complexo devido ao seu tamanho, peso e
localização. Pode haver outras complexidades e considerações ambientais quando, por exemplo, estruturas que
deveriam ser removidas se tornam parte de comunidades e habitats bentônicos8 . Em alguns casos, o
descomissionamento poderá ocorrer in loco e as estruturas poderão ser deixadas no local. Quando isso acontecer,
os impactos poderão incluir poluição marinha decorrente de corrosão, alterações dos ecossistemas, danos a
equipamentos pesqueiros e riscos para a navegação.

A fase de encerramento e reabilitação pode criar outras oportunidades de emprego para as comunidades locais.
Entretanto, uma vez que essa fase seja concluída, os trabalhadores poderão ser dispensados e as comunidades
locais poderão enfrentar uma retração econômica e perturbações sociais se elas se tornaram dependentes das
atividades do setor de petróleo e gás para emprego assim como para renda, impostos e outros pagamentos para
governos, desenvolvimento da comunidade e outros benefícios.

Para prever impactos potenciais, o planejamento para encerramento geralmente precisa ser realizado nas fases
iniciais de um projeto. Os impactos do encerramento poderão ser exacerbados se houver antecedência insuficiente
na comunicação ou ausência de um planejamento adequado para revitalização econômica, proteção social e
transição de carreira dos empregados. Sem uma clara indicação das partes responsáveis e dos fundos alocados,
as instalações de petróleo e gás fechadas poderão deixar um legado de problemas ambientais e ônus financeiros
para as comunidades e os governos. Espera-se que a necessidade de reduzir as emissões de GEE e a transição
para uma economia de baixo carbono (consulte o tema 11.2 Adaptação, resiliência e transição climática) leve a mais
encerramentos de atividades. Eles terão uma probabilidade menor de ser contrabalançados por aberturas, como
ocorreu no passado. É necessária uma colaboração entre os governos e as organizações locais e nacionais, assim
como com os trabalhadores e os sindicatos, para mitigar impactos significativos e garantir uma transição justa.

Soluções tecnológicas que permitiriam um redirecionamento dos ativos ou uma extensão de sua vida útil após o
término da produção (ex.: uso dos dutos para armazenamento de CO2 ou transporte de combustíveis de baixo
carbono) estão sendo testados, mas ainda precisam se provar eficazes e economicamente viáveis.
153 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de encerramento e reabilitação


Se a organização tiver definido que encerramento e reabilitação são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.7.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 402: Conteúdo 402-1 Prazo mínimo de aviso sobre mudanças operacionais 11.7.2
Relações de
Trabalho 2016 Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para o engajamento de trabalhadores antes que
ocorram mudanças operacionais importantes.

GRI 404: Conteúdo 404-2 Programas para o aperfeiçoamento de competências dos 11.7.3
Capacitação e empregados e de assistência para transição de carreira
Educação 2016

Conteúdos adicionais ao setor


Liste as unidades operacionais que: 11.7.4
• possuem planos de encerramento e reabilitação em vigor;
• foram fechadas;
• estão em processo de encerramento.

Liste as estruturas descomissionadas deixadas no local e descreva a justificativa para deixá-las no 11.7.5
local.

Relate o valor monetário total do provisionamento para encerramento e reabilitação realizados pela 11.7.6
organização, incluindo monitoramento e controle pós-encerramento de unidades operacionais.

Referências e recursos
GRI 402: Relações de Trabalho 2016 e GRI 404: Capacitação e Educação 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de encerramento e reabilitação pelo setor de petróleo e gás,
estão listados na Bibliografia.

8 Bentônico é definido pelo dicionário Merriam-Webster como "de, relativo a ou que ocorre no fundo de um corpo d'água ou de, relativo a ou que ocorre
nas profundezas do oceano" [171].
154 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.8 Integridade de ativos e gestão de acidentes de


segurança de processo
Integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo lidam com prevenção e controle de
acidentes que podem levar a fatalidades, acidentes de trabalho ou doenças profissionais, impactos ambientais e
danos às comunidades locais e à infraestrutura. Este tema abrange impactos desses acidentes e a abordagem
de uma organização para gerenciar esses impactos.

Acidentes no setor de petróleo e gás podem trazer consequências catastróficas para os trabalhadores, as
comunidades locais (consulte o tema 11.9 Saúde e segurança do trabalho e o tema 11.15 Comunidades locais), o
meio ambiente e causar danos aos ativos das organizações. Além das fatalidades e dos acidentes de trabalho,
esses acidentes podem causar contaminação do ar, do solo e da água. Esses impactos têm o potencial de
desestruturar outras atividades econômicas que dependem desses recursos naturais, tais como a pesca e a
agricultura, afetando os meios de subsistência e comprometendo a inocuidade dos alimentos e a segurança
alimentar. Eles podem também levar à degradação de ecossistemas e habitats e à mortalidade de animais.

Acidentes de segurança de processo relacionados ao setor de petróleo e gás incluem perda de controle ou perda
de contenção primária de hidrocarbonetos, blowout de poço, explosões, incêndios, distúrbios operacionais e
paradas de emergência de refinarias, além de falhas em barragens de rejeitos de operações relacionadas a areias
betuminosas. Os derramamentos e vazamentos de petróleo e gás, por exemplo, devido a falhas não detectadas em
equipamentos ou que ocorrem durante a distribuição de petróleo e gás por dutos ou transporte marítimo, rodoviário
ou ferroviário, podem poluir o solo e a água, assim como prejudicar espécies (consulte também o tema 11.6 Água e
efluentes e o tema 11.4 Biodiversidade). Eventos ou incidentes envolvendo metano e outras emissões de GEE
também contribuem para as mudanças climáticas (consulte o tema 11.1 emissões de GEE).

As organizações do setor de petróleo e gás podem prevenir acidentes de segurança de processo com um sistema
eficaz de gestão. A segurança de processo refere-se à aplicação sistemática de bons princípios de design,
construção e operação para garantir uma contenção segura de materiais perigosos; ela também aborda as fontes
ou os fatores que levam a acidentes potenciais. Um sistema de gestão de segurança de processo pode também
limitar os impactos associados a acidentes relacionados a eventos climáticos extremos, que tendem a aumentar
em frequência e intensidade devido aos efeitos das mudanças climáticas.

Box 4. Rejeitos de areias betuminosas

A mineração de areias betuminosas normalmente usa grandes quantidades de água para separar o betume
da areia. Isso gera rejeitos, que contêm grandes quantidades de resíduos perigosos, inclusive
hidrocarbonetos e metais pesados. Em média, 1,5 barris de rejeitos são armazenados para cada barril de
betume produzido.

As instalações de rejeitos de mineração de areias betuminosas apresentam riscos consideráveis à


integridade de ativos. A tecnologia disponível para tratar rejeitos de areias betuminosas atualmente não
consegue gerir esses resíduos eficazmente. Consequentemente, os rejeitos continuam a se acumular em
lagoas, que cobrem cada vez maiores áreas de terra. Um design ou uma gestão deficientes de lagoas de
rejeitos podem causar vazamentos ou falhas em barragens, poluindo a água de superfície e a água
subterrânea do entorno ou causando acidentes de segurança de processo que poderão gerar impactos
severos no meio ambiente e nas comunidades locais.
155 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo


Se a organização tiver definido que integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo são um
tema material, esta subseção lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de
petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.8.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 306: Conteúdo 306-3 Derramamentos significativos9 11.8.2
Efluentes e
Resíduos 2016 Recomendações adicionais ao setor
• Para cada derramamento significativo, relate a causa do derramamento e o
volume de derramamento recuperado.

Conteúdos adicionais ao setor


Relate o número total de eventos de segurança de processo Nível 1 e Nível 2, e discrimine esse total 11.8.3
por atividade de negócio (ex.: prospecção, desenvolvimento, produção, encerramento e reabilitação,
refino, processamento, transporte, armazenamento).10

Os conteúdos adicionais ao setor listados abaixo são destinados a organizações com operações de 11.8.4
mineração de areias betuminosas.
• Liste as instalações de rejeitos da organização.
• Para cada instalação de rejeitos:
- descreva a instalação de rejeitos;
- relate se a instalação é ativa, inativa ou foi fechada;
- relate a data e os principais achados da avaliação de riscos mais recente.
• Descreva as medidas tomadas para:
- gerenciar impactos de instalações de rejeitos, inclusive durante o encerramento e pós-
encerramento;
- prevenir falhas catastróficas de instalações de rejeitos.11

Referências e recursos
GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de integridade de ativos e gestão de acidentes de
segurança de processo pelo setor de petróleo e gás, estão listados na Bibliografia.
156 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.9 Saúde e segurança do trabalho


Condições de trabalho saudáveis e seguras são reconhecidas como um direito humano. Saúde e segurança do
trabalho envolve a prevenção de danos físicos e mentais aos trabalhadores e a promoção da saúde dos
trabalhadores. Este tema abrange impactos relacionados com a saúde e a segurança dos trabalhadores.

Muitos riscos ocupacionais estão associados às atividades realizadas no setor de petróleo e gás, tais como o
trabalho com equipamentos pesados, a exposição a substâncias explosivas, inflamáveis, venenosas ou perigosas
ou o manuseio dessas substâncias. Apesar de esforços para eliminar riscos ocupacionais e melhorar a saúde e o
bem-estar dos trabalhadores, acidentes de trabalho ou doenças profissionais, inclusive com fatalidades, são ainda
prevalentes no setor.

Os perigos associados às atividades realizadas no setor de petróleo e gás têm o potencial de resultar em acidentes
de trabalho com consequência grave. Acidentes de transporte, que podem ocorrer quando trabalhadores e
equipamentos são transportados para os poços, plataformas offshore e outras instalações, ou de volta deles, são a
fonte mais comum de fatalidades e acidentes de trabalho no setor. Outros grandes perigos são incêndios e
explosões, que podem se originar de gases ou líquidos inflamáveis durante a produção e o transporte de petróleo e
gás, além de perigos elétricos associados a sistemas de alta voltagem usados nas instalações ou nos
equipamentos de exploração e produção. Colapso ou desprendimento de partes de estruturas, erros de operação
de equipamentos pesados ou falhas em instalações elétricas, hidráulicas ou mecânicas poderão resultar em
acidentes típicos das categorias "ser atingido por", "ficar preso" ou "prensamento e/ou esmagamento". Os
trabalhadores poderão também correr risco de acidentes resultantes de escorregões, tropeços e quedas ao
acessar plataformas e equipamentos elevados.

Os perigos associados ao setor de petróleo e gás que têm o potencial de resultar em doença profissional podem
ser biológicos, químicos, ergonômicos ou físicos em sua origem. Os perigos químicos comumente relatados
incluem sílica cristalina respirável, que é liberada durante o fraturamento hidráulico, por exemplo, e pode causar
silicose e câncer no pulmão. O ácido sulfídrico liberado de poços de petróleo e gás, além de gases e vapores
perigosos de hidrocarboneto são outros perigos comumente relatados. As atividades do setor também envolvem o
trabalho em espaços confinados, que podem conter uma alta concentração de gases, tais como monóxido de
carbono, metano e nitrogênio, que podem levar ao envenenamento ou ao sufocamento. Perigos físicos e
ergonômicos no setor incluem temperaturas extremas, níveis perigosos de radiação e níveis perigosos de barulho
ou vibração, que poderão causar deficiência ou perda auditiva e distúrbios musculoesqueléticos. Perigos biológicos
prevalentes no setor incluem doenças transmissíveis presentes na comunidade local ou doenças decorrentes de
higiene precária e de baixa qualidade de alimentos ou de água.

Perigos relacionados com práticas laborais e empregatícias comuns (tema 11.10) no setor de petróleo e gás
podem aumentar o risco de fadiga, sobrecarga cognitiva ou estresse e impactar a saúde física, psicológica e social.
Essas práticas incluem as escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo, trabalho e moradia em
diferentes locais, rotatividade de emprego, longos turnos, longas horas de viagem, morar no local de trabalho, sono
interrompido, horários de trabalho irregulares e trabalho solitário. Os trabalhadores poderão também experimentar
reações psicológicas, tais como o transtorno de estresse pós-traumático após um acidente grave. Além disso, os
locais de trabalho caracterizados por desequilíbrio de gênero podem contribuir para o aumento de estresse,
discriminação ou assédio sexual (consulte também o tema 11.11 Não discriminação e igualdade de
oportunidades).

O setor de petróleo e gás faz uso extensivo de fornecedores, alguns dos quais podem realizar atividades
consideradas entre as mais perigosas. Os sistemas de gestão de saúde e segurança do trabalho poderão não
cobrir os trabalhadores dos fornecedores da mesma forma que os empregados são cobertos. Os trabalhadores
dos fornecedores prestando serviço nas instalações de organizações do setor poderão estar menos familiarizados
com o local de trabalho e as práticas de saúde e segurança da organização ou menos comprometidos com essas
práticas. Outros trabalhadores da cadeia de fornecedores da organização poderão estar sujeitos a padrões mais
baixos de saúde e segurança do trabalho.

9 O conteúdo relacionado a efluentes da Norma GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 foi substituído pela Norma GRI 303: Água e Efluentes 2018 e o
conteúdo relacionado a resíduos foi substituído pela Norma GRI 306: Resíduos 2020. O conteúdo relacionado a derramamentos da Norma GRI 306:
Efluentes e Resíduos 2016 permanece em vigor.
10 Definições para eventos de segurança de processo Tier 1 e Tier 2 podem ser encontradas em Recommended Practice 754, Process Safety
Performance Indicators for the Refining and Petrochemical Industries, publicada pelo Instituto Americano do Petróleo (API) [179]. A prática em questão
(API RP 754) enfoca operações de refino e petroquímicas, mas pode ser aplicada de forma mais ampla.
11 Definições de instalações de rejeitos e falha catastrófica podem ser encontradas na norma Global Industry Standard on Tailings Management (GISTM)
[186].
157 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de saúde e segurança do trabalho


Se a organização tiver definido que saúde e segurança do trabalho são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.9.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 403: Saúde e Conteúdo 403-1 Sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho 11.9.2
Segurança do
Trabalho 2018 Conteúdo 403-2 Identificação de periculosidade, avaliação de riscos e 11.9.3
investigação de incidentes

Conteúdo 403-3 Serviços de saúde do trabalho 11.9.4

Conteúdo 403-4 Participação dos trabalhadores, consulta e comunicação aos 11.9.5


trabalhadores referentes a saúde e segurança do trabalho

Conteúdo 403-5 Capacitação de trabalhadores em saúde e segurança do 11.9.6


trabalho

Conteúdo 403-6 Promoção da saúde do trabalhador 11.9.7

Conteúdo 403-7 Prevenção e mitigação de impactos de saúde e segurança do 11.9.8


trabalho diretamente vinculados com relações de negócios

Conteúdo 403-8 Trabalhadores cobertos por um sistema de gestão de saúde e 11.9.9


segurança do trabalho

Conteúdo 403-9 Acidentes de trabalho 11.9.10

Conteúdo 403-10 Doenças profissionais 11.9.11

Referências e recursos
GRI 403: Saúde e Segurança do Trabalho 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de saúde e segurança do trabalho pelo setor de petróleo e
gás, estão listados na Bibliografia.
158 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.10 Práticas empregatícias


Práticas empregatícias referem-se à abordagem da organização para geração de empregos, termos de
emprego e condições de trabalho para seus trabalhadores. Este tema também abrange o emprego e as
condições de trabalho na cadeia de fornecedores de uma organização.

O setor de petróleo e gás gera oportunidades de emprego em toda a cadeia de valor. Isso pode criar
impactos socioeconômicos positivos nas comunidades, nos países e nas regiões. Apesar do setor normalmente
oferecer oportunidades bem remuneradas para seus trabalhadores qualificados, as práticas empregatícias do setor
estão também associadas a impactos negativos. Exemplos incluem impactos relacionados a disparidades nas
condições de trabalho para trabalhadores terceirizados, programas de gerenciamento de riscos ineficazes e
insegurança de emprego.

Muitos empregos no setor de petróleo e gás possuem padrões complexos de turnos, envolvendo longos turnos e
turnos noturnos para garantir a continuidade das operações nas 24 horas do dia. Isso pode causar altos níveis de
fadiga e elevar os riscos relacionados a saúde e segurança (consulte o tema 11.9 Saúde e segurança do trabalho),
se as organizações não proporcionarem suficientes horas de descanso. As organizações do setor de petróleo e gás
poderão também usar as escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo, em que os trabalhadores são
levados às unidades operacionais por várias semanas de uma vez e são geralmente requisitados a trabalhar em
turnos prolongados. Os trabalhadores em embarcações marítimas poderão também correr o risco de permanecer
no mar por longos períodos. Turnos e jornadas de trabalho irregulares, tempo dispendido longe da família e
instalações potencialmente com comunicação limitada podem impactar ainda mais a saúde física, psicológica e/ou
social dos trabalhadores.

Diversas atividades do setor de petróleo e gás são terceirizadas para fornecedores. Isso é comum em períodos de
pico, como durante obras de construção ou manutenção, ou para atividades específicas, tais como serviços de
alimentação, perfuração, segurança patrimonial e transporte. A terceirização de atividades e o uso de trabalhadores
empregados por fornecedores externos poderiam permitir que as organizações do setor de petróleo e gás
reduzissem seus custos trabalhistas ou ficassem desobrigadas de atender a requisitos de acordos coletivos que
estejam em vigor para empregados próprios (consulte também o tema 11.13 Liberdade sindical e negociação
coletiva).

Em comparação aos empregados, os trabalhadores empregados pelos fornecedores geralmente possuem


condições de trabalho menos favoráveis, remuneração mais baixa, menos treinamento, maiores índices de
acidentes e menor estabilidade no emprego. Eles geralmente carecem de proteção social e acesso a mecanismos
de queixas. Os trabalhadores além dos primeiros níveis de relações de negócios nas cadeias de fornecedores das
organizações poderão também estar sujeitos a baixos padrões de condições de trabalho, expondo as organizações
do setor de petróleo e gás a violações de direitos humanos por meio de suas relações de negócios (consulte
também o tema 11.12 Trabalho forçado e escravidão moderna).

Os termos de emprego podem variar entre trabalhadores locais, trabalhadores migrantes e trabalhadores
terceirizados. A remuneração para esses grupos de trabalhadores poderá ser desigual, enquanto que os benefícios,
tais como bonificações, subsídios para moradia e planos de saúde privados poderão somente ser oferecidos a
alguns trabalhadores migrantes. A ausência de habilidades e conhecimentos relevantes ou de programas
acessíveis de capacitação poderão também restringir o acesso das comunidades locais às oportunidades de
emprego criadas pelo setor de petróleo e gás (consulte também o tema 11.14 Impactos econômicos).

A estabilidade no emprego é também uma preocupação no setor de petróleo e gás. Encerramentos (tema 11.7) ou
quedas no preço do petróleo podem ocorrer repentinamente, levando a perda de empregos e a um aumento de
pressão nos trabalhadores que permanecem. A baixa estabilidade no emprego é ainda intensificada pela
automação e por mudanças nos modelos de negócios, tais como aquelas decorrentes da transição para uma
economia de baixo carbono. As organizações do setor podem apoiar os trabalhadores planejando uma transição
justa, inclusive implementando medidas oportunas que visem desenvolver suas habilidades e melhorar sua
empregabilidade em outros setores.
159 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de práticas empregatícias


Se a organização tiver definido que práticas empregatícias são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.10.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 401: Conteúdo 401-1 Novas contratações e rotatividade de empregados 11.10.2
Emprego 2016
Conteúdo 401-2 Benefícios oferecidos a empregados em tempo integral que não 11.10.3
são oferecidos a empregados temporários

Conteúdo 401-3 Licença maternidade/paternidade 11.10.4

GRI 402: Conteúdo 402-1 Prazo mínimo de aviso sobre mudanças operacionais 11.10.5
Relações de
Trabalho 2016

GRI 404: Conteúdo 404-1 Média de horas de capacitação por ano, por empregado 11.10.6
Capacitação e
Educação 2016 Conteúdo 404-2 Programas para o aperfeiçoamento de competências dos 11.10.7
empregados e de assistência para transição de carreira

GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 11.10.8
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016 Conteúdo 414-2 Impactos sociais negativos na cadeia de fornecedores e 11.10.9
medidas tomadas

Referências e recursos
GRI 401: Emprego 2016, GRI 402: Relações de Trabalho 2016, GRI 404: Capacitação e Educação 2016, e GRI 414:
Avaliação Social de Fornecedores 2016 listam instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de práticas empregatícias pelo setor de petróleo e gás,
estão listados na Bibliografia.
160 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.11 Não discriminação e igualdade de oportunidades


Estar livre de discriminação é um direito humano e um direito fundamental no trabalho. A discriminação pode
impor encargos desiguais em indivíduos ou negar-lhes oportunidades justas com base no mérito individual. Este
tema abrange impactos provenientes da discriminação e de práticas relacionadas à diversidade, inclusão e
igualdade de oportunidades.

As condições, localizações, habilidades necessárias e os tipos de trabalho associados ao setor de petróleo e gás
podem ser uma barreira para a entrada, impedir a diversidade dos empregados e resultar em discriminação.
Práticas discriminatórias podem impedir o acesso a cargos e ao desenvolvimento na carreira, assim como levar a
desigualdades no tratamento, remuneração e benefícios.

Casos documentados de discriminação no setor de petróleo e gás envolvem raça, cor, sexo, gênero, deficiências,
religião, ascendência nacional e tipo de trabalhador. Por exemplo, candidatos a emprego das comunidades locais
poderão ser excluídos do processo de contratação por conta de um preconceito no sistema de recrutamento que
favorece um grupo étnico dominante ou utiliza trabalhadores migrantes. Comparados a alguns trabalhadores
migrantes, os trabalhadores locais poderão receber um salário significativamente mais baixo para um trabalho
igual. O uso disseminado pelo setor de trabalhadores terceirizados, geralmente com diferentes termos de emprego,
poderá também conduzir à discriminação.

O setor de petróleo e gás é caracterizado por um significativo desequilíbrio de gênero. Em muitos países, o
percentual de mulheres trabalhando nesse setor é significativamente menor que o percentual geral de mulheres
trabalhando em todo o país. As mulheres são também significativamente sub-representadas nos cargos de
diretoria. Uma das causas desse desequilíbrio pode ser que menos mulheres se graduam em áreas pertinentes ao
setor, tais como ciências, tecnologia, engenharia e matemática. Outras barreiras para mulheres, cuidadoras
primárias, incluem as escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo, jornadas longas e licença
maternidade limitada. Costumes, crenças e preconceitos socioculturais podem também limitar o acesso das
mulheres a empregos neste setor ou impedi-las de assumir determinados papeis. Além disso, alguns países ricos
em recursos possuem leis que impedem as mulheres de trabalhar em profissões perigosas ou árduas.

Entender como grupos específicos podem estar sujeitos à discriminação em diferentes locais onde as
organizações do setor de petróleo e gás operam pode ajudar as organizações a abordar de maneira eficaz as
práticas discriminatórias. Outras medidas, tais como fornecer treinamento específico para os trabalhadores sobre
como evitar a discriminação pode ajudar a enfrentar os impactos relacionados à discriminação e criar um ambiente
de trabalho respeitoso.
161 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato sobre não discriminação e igualdade de oportunidades


Se a organização tiver definido que não discriminação e igualdade de oportunidades são um tema material, esta
subseção lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.11.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 202: Conteúdo 202-2 Proporção de membros da diretoria contratados na comunidade 11.11.2
Presença no local
Mercado 2016

GRI 401: Conteúdo 401-3 Licença maternidade/paternidade 11.11.3


Emprego 2016

GRI 404: Conteúdo 404-1 Média de horas de capacitação por ano, por empregado 11.11.4
Capacitação e
Educação 2016

GRI 405: Conteúdo 405-1 Diversidade em órgãos de governança e empregados 11.11.5


Diversidade e
Igualdade de Conteúdo 405-2 Proporção entre o salário-base e a remuneração recebidos 11.11.6
Oportunidades pelas mulheres e aqueles recebidos pelos homens
2016

GRI 406: Não Conteúdo 406-1 Casos de discriminação e medidas corretivas tomadas 11.11.7
Discriminação
2016

Referências e recursos
GRI 202: Presença no Mercado 2016, GRI 401: Emprego 2016</em>, GRI 404: Capacitação e Educação 2016, GRI
405: Diversidade e Igualdade de Oportunidades 2016 e GRI 406: Não Discriminação 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de não discriminação e igualdade de oportunidades pelo
setor de petróleo e gás, estão listados na Bibliografia.
162 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.12 Trabalho forçado e escravidão moderna


Trabalho forçado é definido como todo trabalho ou serviço exigido de um indivíduo sob ameaça de qualquer
penalidade e para o qual ele não se ofereceu de forma voluntária. Estar livre de trabalho forçado é um direito
humano e um direito fundamental no trabalho. Este tema abrange a abordagem de uma organização para
identificar e abordar o trabalho forçado e a escravidão moderna.

Como parte de um esforço global, vários governos aprovaram leis exigindo relato público do combate a práticas
tradicionais e emergentes de trabalho forçado, inclusive de escravidão moderna. Tais leis se aplicam a muitas
organizações do setor de petróleo e gás.

O grande número de fornecedores com quem as organizações do setor de petróleo e gás interagem pode incluir
aquelas que operam em países com baixos níveis de aplicação dos direitos humanos e aquelas sem capacidade
de prevenir e mitigar impactos negativos nos direitos humanos dentro de suas próprias cadeias de fornecedores.
Por meio de suas cadeias de fornecedores, as organizações do setor de petróleo e gás poderão estar, portanto,
envolvidas em violações dos direitos humanos e outros casos de exploração. As organizações do setor de petróleo
e gás poderão estar envolvidas em casos de trabalho forçado e escravidão moderna como resultado de suas joint
ventures e outras relações de negócios, inclusive aquelas com empresas estatais em países onde há violações de
direitos humanos internacionais documentadas. A realização de devida diligência dentro das cadeias de
fornecedores grandes e complexas que comumente existem no setor poderá também enfrentar dificuldades para
detectar e abordar casos de trabalho forçado e escravidão moderna.

Casos documentados revelaram trabalho forçado e escravidão moderna no fornecimento de serviços para campos
de petróleo e plataformas offshore, tais como serviços de alimentação, limpeza, construção, manutenção e gestão
de resíduos, assim como em atividades de transporte marítimo e terrestre. Por exemplo, pode-se encontrar um risco
maior de violações de direitos humanos a bordo de navios registrados em países diferentes do país do beneficiário
efetivo do navio. Nesses casos, diferentes níveis de gerenciamento e o uso de plataformas afretadas com tripulação
própria podem obscurecer a prestação de contas que garanta o respeito aos direitos humanos. Em outras
situações, esquemas inadequados por parte do empregador para cobrir custos de voo ou facilitar requisitos para
atravessar fronteiras no fim de um período contratual tem deixado trabalhadores retidos a bordo e vulneráveis à
exploração. Os trabalhadores offshore do setor de petróleo e gás podem também correr um risco maior de trabalho
forçado devido ao isolamento dos locais de extração, tornando desafiador para as organizações do setor reforçar
medidas para conter a exploração. Os trabalhadores migrantes podem também enfrentar altos riscos de escravidão
moderna ao lidarem com agências de empregos terceirizadas, tais como aquelas que cobram em excesso dos
trabalhadores por vistos e voos ou que exigem que os custos de recrutamento sejam pagos pelos empregados em
vez dos empregadores.

Box 5. Impactos nos direitos das crianças

O risco de trabalho infantil no setor de petróleo e gás surge principalmente por meio das relações de
negócios e das cadeias complexas de fornecedores de uma organização. O trabalho infantil poderá ocorrer
em atividades que prestam serviços ao setor de petróleo e gás ou aos seus trabalhadores (ex.: trabalho
infantil em serviços de hospitalidade ou em atividades especificas ao setor, tais como a manufatura).
Fornecedores poderão operar em países com idades mínimas para trabalhar abaixo da idade mínima
estipulada pela Organização Internacional do Trabalho.

Outros impactos nos direitos e no bem-estar das crianças podem resultar da proximidade de um projeto de
petróleo e gás das comunidades locais (tema 11.15). Esses impactos podem incluir violência sexual,
impactos ambientais ou impactos resultantes de uso da terra e reassentamento. As condições de trabalho
dos pais, incluindo horários de trabalho irregulares, longos turnos e escalas de embarque e desembarque
por transporte aéreo, podem também causar impactos nas crianças (consulte também o tema 11.10 Práticas
empregatícias).

O trabalho infantil é abordado na Norma GRI 408: Trabalho Infantil 2016.


163 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de trabalho forçado e escravidão moderna


Se a organização tiver definido que trabalho forçado e escravidão moderna são um tema material, esta subseção
lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.12.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 409: Conteúdo 409-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de 11.12.2
Trabalho trabalho forçado ou análogo ao escravo
Forçado ou
Análogo ao
Escravo 2016

GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 11.12.3
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016

Referências e recursos
GRI 409: Trabalho Forçado ou Análogo ao Escravo 2016 e GRI 414: Avaliação Social de Fornecedores 2016 listam
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o
relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de trabalho forçado e escravidão moderna pelo setor de
petróleo e gás, estão listados na Bibliografia.
164 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.13 Liberdade sindical e negociação coletiva


Liberdade sindical e negociação coletiva são direitos humanos e direitos fundamentais no trabalho. Eles incluem
os direitos de empregadores e trabalhadores de estabelecer, se associar e dirigir suas próprias organizações
sem autorização prévia ou interferência, e de negociar coletivamente as condições de trabalho e os termos de
emprego. Este tema abrange a abordagem de uma organização e seus impactos relacionados com liberdade
sindical e negociação coletiva.

Os direitos dos trabalhadores de se organizar e realizar ações coletivas são cruciais para apoiar e melhorar as
condições de trabalho no setor de petróleo e gás, inclusive condições relacionadas com saúde e segurança do
trabalho (tema 11.9), salários e estabilidade no emprego. Esses direitos podem também propiciar debate público
sobre a governança e as práticas do setor, bem como auxiliar na redução da desigualdade social.

Muitos empregos associados ao setor de petróleo e gás têm tradicionalmente sido representados por sindicatos e
cobertos por acordos de negociação coletiva. Entretanto, alguns recursos de petróleo e gás estão localizados em
países onde esses direitos são restritos. Os trabalhadores nesses locais correm riscos ao buscarem se associar a
sindicatos e se envolver em negociações coletivas. Mesmo em países onde os sindicatos são legais, restrições
existentes podem evitar uma efetiva representação de trabalhadores e os trabalhadores que se associam a
sindicatos poderão enfrentar intimidação ou tratamento injusto. Nos casos em que a liberdade sindical e a
negociação coletiva são restritas, as organizações no setor de petróleo e gás poderão empregar meios alternativos
de representação e engajamento de trabalhadores.

Casos documentados de interferência na liberdade sindical e na negociação coletiva no setor incluem prisão de
gestores e de outros empregados, invasão de privacidade, não adesão a acordos coletivos e bloqueio do acesso de
sindicatos aos locais de trabalho para apoiar os trabalhadores. Outros casos documentados incluem recusa em
negociar de boa fé com os sindicatos escolhidos pelos trabalhadores, demissão injusta de membros e líderes do
sindicato e cancelamento unilateral dos acordos de negociação coletiva.

Amplamente utilizados no setor de petróleo e gás, os trabalhadores terceirizados são geralmente excluídos do
escopo dos acordos de negociação coletiva. Consequentemente, os trabalhadores terceirizados normalmente
possuem condições de trabalho menos favoráveis e remuneração mais baixa em comparação aos empregados
(consulte também o tema 11.10 Práticas empregatícias).

Box 6. Liberdade de associação e espaço cívico

A liberdade de associação e de reunião pacífica são direitos humanos. Esses direitos dão aos
trabalhadores, por meio de seus sindicatos, e aos cidadãos, por meio da sociedade civil independente, a
liberdade de falar sobre as políticas do setor de petróleo e gás e sobre as práticas das organizações sem
interferência.

Restrições impostas ao espaço cívico, que é o ambiente que permite que a sociedade civil contribua com
decisões que afetam as vidas individuais, podem limitar a capacidade dos cidadãos de se envolver no
debate público sobre as políticas do setor e as práticas das organizações.
165 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de liberdade sindical e negociação coletiva


Se a organização tiver definido que liberdade sindical e negociação coletiva são um tema material, esta subseção
lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.13.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 407: Conteúdo 407-1 Operações e fornecedores em que o direito à liberdade sindical 11.13.2
Liberdade e à negociação coletiva pode estar em risco
Sindical e
Negociação
Coletiva 2016

Referências e recursos
GRI 407: Liberdade Sindical e Negociação Coletiva 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de liberdade sindical e negociação coletiva pelo setor de
petróleo e gás, estão listados na Bibliografia.
166 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.14 Impactos econômicos


Os impactos de uma organização na economia referem-se a como o valor que ela gera afeta os sistemas
econômicos. Por exemplo, como resultado de suas práticas de compra e emprego de trabalhadores.
Investimentos em infraestrutura e apoio a serviços por parte de uma organização podem também causar
impactos no bem-estar e no desenvolvimento de longo prazo de uma comunidade. Este tema abrange impactos
econômicos em nível local, nacional e global.

As atividades do setor de petróleo e gás podem ser uma importante fonte de investimento e renda para as
comunidades locais, os países e as regiões. Os impactos podem variar de acordo com o volume das operações e a
importância da atividade no contexto econômico. Em alguns países ricos em recursos, as receitas provenientes do
setor de petróleo e gás são uma fonte de renda significativa. No entanto, a má gestão desses recursos pode
também ser prejudicial ao desempenho econômico e levar à instabilidade macroeconômica e a distorções
(consulte o tema 11.21 Pagamentos a governos e o tema 11.20 Combate à corrupção). As economias dependentes
do petróleo e do gás podem também ficar vulneráveis ao preço das commodities e às flutuações na produção.

O setor de petróleo e gás pode causar impactos positivos ao gerar receitas, provenientes do pagamento de
impostos e royalties, e ao investir em infraestrutura, como a de concessionárias de energia, melhorando o acesso à
energia ou a serviços públicos. O setor pode também causar impactos positivos por meio da geração de empregos
locais e compras locais. O desenvolvimento de habilidades nas comunidades locais por meio da educação e do
treinamento pode ajudar a aumentar o acesso a empregos no setor. A geração de empregos locais, por sua vez,
pode levar a um aumento no poder de compra e a impactos positivos nas empresas locais. As compras locais de
produtos e serviços podem também ajudar no desenvolvimento de fornecedores.

A extensão do benefício que as comunidades locais terão com a presença de atividades do setor de petróleo e gás
depende dos níveis de desenvolvimento e industrialização existentes nas comunidades, da capacidade das
comunidades de prover trabalhadores qualificados para as novas oportunidades de emprego, e do compromisso
das organizações do setor de petróleo e gás em treinar os trabalhadores locais. Os impactos no emprego líquido
também dependem de como o emprego no setor de petróleo e gás afeta o emprego existente nas práticas
empregatícias de outros setores e organizações (tema 11.10). Por exemplo, uma escala de embarque e
desembarque por transporte aéreo poderá compensar pressões associadas ao afluxo de pessoas para pequenas
comunidades e, ao mesmo tempo, fornecer os trabalhadores necessários (consulte também o tema 11.15
Comunidades locais). Entretanto, esse sistema reduz as oportunidades de emprego disponíveis para as
comunidades locais, diminuindo os benefícios econômicos potenciais.

A introdução de novas atividades do setor de petróleo e gás pode gerar impactos negativos nas comunidades
locais, tais como disparidade econômica, com grupos vulneráveis geralmente sendo desproporcionalmente
afetados (consulte também o tema 11.17 Direitos de povos indígenas). Pequenos fornecedores locais que
dependem das grandes organizações do setor de petróleo e gás para sua geração de receita poderão encontrar
desafios em caso de longos atrasos no pagamento ou pressões para entregar serviços e produtos a preços baixos.
Um afluxo de trabalhadores externos pode aumentar a pressão sobre moradia, infraestrutura e serviços públicos. As
comunidades locais poderão também ter que lidar com custos de passivos ambientais ou uma reabilitação ineficaz
após o encerramento (consulte também o tema 11.8 Integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de
processo e o tema 11.7 Encerramento e reabilitação).

Espera-se que a transição para uma economia de baixo carbono leve a uma diminuição na atividade do setor de
petróleo e gás (consulte também o tema 11.2 Adaptação, resiliência e transição climática), tornando as
comunidades e os países que dependem do setor para geração de renda ou empregos mais vulneráveis ao
desaquecimento econômico resultante. Nesses casos, é essencial uma colaboração entre os governos local e
nacional e as organizações do setor para garantir uma transição justa.
167 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de impactos econômicos


Se a organização tiver definido que impactos econômicos são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.14.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os programas de desenvolvimento local em vigor que visam
aumentar os impactos positivos para as comunidades locais, incluindo a
abordagem para a criação de oportunidades de emprego, compras e
capacitação.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 201: Conteúdo 201-1 Valor econômico direto gerado e distribuído 11.14.2
Desempenho
Econômico 2016 Recomendações adicionais ao setor
• Relate o valor econômico gerado e distribuído (EVG&D) por projeto.

GRI 202: Conteúdo 202-2 Proporção de membros da diretoria contratados na comunidade 11.14.3
Presença no local
Mercado 2016

GRI 203: Conteúdo 203-1 Investimentos em infraestrutura e apoio a serviços 11.14.4


Impactos
Econômicos Conteúdo 203-2 Impactos econômicos indiretos significativos 11.14.5
Indiretos 2016

GRI 204: Práticas Conteúdo 204-1 Proporção de gastos com fornecedores locais 11.14.6
de Compra 2016

Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 e GRI 202: Presença no Mercado 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de impactos econômicos pelo setor de petróleo e gás,
estão listados na Bibliografia.
168 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.15 Comunidades locais


As comunidades locais compreendem indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que poderiam
ser afetadas pelas atividades da organização. Espera-se que uma organização realize um engajamento das
comunidades para entender as vulnerabilidades das comunidades locais e como elas podem ser afetadas pelas
atividades da organização. Este tema abrange os impactos socioeconômicos, culturais, na saúde e nos direitos
humanos nas comunidades locais.

As organizações no setor de petróleo e gás podem causar impactos econômicos positivos nas comunidades locais
por meio de empregos e compras locais, impostos ou outros pagamentos para governos locais, bem como através
de programas de desenvolvimento local e investimentos em infraestrutura ou serviços públicos (consulte também o
tema 11.14 Impactos econômicos, o tema 11.10 Práticas empregatícias e o tema 11.21 Pagamentos a governos).

As atividades do setor de petróleo e gás podem também levar a impactos negativos nas comunidades locais. Os
impactos negativos podem resultar, por exemplo, de exigências de uso da terra para as atividades do setor, um
afluxo de pessoas buscando oportunidades de emprego e econômicas, degradação ambiental, exposição a
substâncias perigosas e uso de recursos naturais. Ao operar em áreas com conflitos pré-existentes ou onde
impactos negativos decorrentes das atividades de petróleo e gás não são abordados, conflitos poderão surgir ou se
tornar exacerbados (consulte o tema 11.18 Conflito e segurança). Grupos vulneráveis, inclusive mulheres e povos
indígenas, poderão ser desproporcionalmente afetados por esses impactos.

O uso da terra por parte do setor de petróleo e gás pode competir com outras demandas de uso da terra, tais como
para agricultura, pesca ou recreação. Além disso, ele pode desestruturar os meios tradicionais de subsistência e
aumentar o risco de empobrecimento. Ele pode futuramente levar a um deslocamento, que resulta em impactos
adicionais, tais como restrições ao acesso a serviços essenciais, e a impactos nos direitos humanos (consulte o
tema 11.16 Direitos à terra e aos recursos naturais). As atividades do setor podem também resultar em danos a
patrimônios históricos e culturais, possivelmente levando a uma perda de tradição, cultura ou identidade cultural,
principalmente entre os povos indígenas (consulte também o tema 11.17 Direitos de povos indígenas).

O afluxo de trabalhadores das áreas do entorno ou como resultado da prática de escalas de embarque e
desembarque por transporte aéreo, particularmente durante as fases de construção, manutenção, e encerramento e
reabilitação dos projetos de petróleo e gás poderia levar a uma maior desigualdade econômica na comunidade
local. Um afluxo em larga escala de trabalhadores pode colocar sob pressão os serviços e recursos locais, provocar
inflação e introduzir novas doenças transmissíveis. Custos mais altos de moradia podem levar a um aumento no
número de pessoas em situação de rua, principalmente entre grupos vulneráveis. Pode haver um aumento nas
atividades que comprometem a ordem social, tais como abuso de substâncias, jogo e prostituição, afetando
especialmente grupos vulneráveis. O afluxo de trabalhadores predominantemente do sexo masculino pode mudar o
equilíbrio de gênero das comunidades locais. Isso pode impactar particularmente as mulheres pelo risco de
aumento da violência sexual e do tráfico. Casos documentados revelaram violência doméstica e de gênero, tanto em
unidades operacionais como em comunidades locais.

As atividades de petróleo e gás podem gerar: poluição do ar, do solo e da água; aumento nos níveis de tráfego,
ruído, luminosidade e odores; maiores fluxos de resíduos e vazamentos; e poeira. As atividades poderão também
causar acidentes, tais como explosões, incêndios, derramamentos e falhas em barragem de rejeitos ou em dutos
(consulte também o tema 11.8 Integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo). Casos
documentados também revelaram que a atividade sísmica induzida por fraturamento hidráulico pode afetar as
comunidades locais.

Um engajamento efetivo das comunidades locais, mecanismos de queixas e outros processos de


reparação podem ajudar as organizações do setor de petróleo e gás a prevenir e mitigar os impactos de suas
atividades. Na sua ausência, as preocupações da comunidade poderiam não ser compreendidas ou abordadas, o
que pode criar impactos negativos ou exacerbar problemas existentes, tais como a desigualdade de gênero.
Estabelecer ou participar de mecanismos de queixas e de outros processos de reparação adaptados às
necessidades específicas das comunidades locais pode também ajudar as organizações a lidar com impactos
negativos reais ou potenciais.
169 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de comunidades locais


Se a organização tiver definido que comunidades locais são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.15.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para a identificação de stakeholders dentro de
comunidades locais e para o engajamento com eles.
• Liste os grupos vulneráveis que a organização identificou dentro das
comunidades locais.
• Liste quaisquer direitos coletivos ou individuais que a organização identificou
que são objeto de especial preocupação para as comunidades locais.12
• Descreva a abordagem da organização para o engajamento com grupos
vulneráveis, incluindo:
- como ela busca garantir um engajamento significativo; e
- como ela busca garantir uma participação segura e equitativa dos
gêneros.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 413: Conteúdo 413-1 Operações com engajamento, avaliações de impacto e 11.15.2
Comunidades programas de desenvolvimento voltados à comunidade local
Locais 2016
Conteúdo 413-2 Operações com impactos negativos significativos - reais ou 11.15.3
potenciais - nas comunidades locais

Recomendações adicionais ao setor


• Descreva os impactos na saúde das comunidades locais como resultado da
exposição à poluição causada pelas operações ou pelo uso de substâncias
perigosas.

Conteúdos adicionais ao setor


Relate o número e o tipo de queixas de comunidades locais identificadas, incluindo o: 11.15.4
• percentual de queixas que foram tratadas e resolvidas;
• percentual de queixas que foram resolvidas por meio de reparação.

Referências e recursos
GRI 413: Comunidades Locais 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de comunidades locais pelo setor de petróleo e gás, estão
listados na Bibliografia.
170 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.16 Direitos à terra e aos recursos naturais


Os direitos à terra e aos recursos naturais abrangem os direitos de uso, gestão e controle da terra, da pesca,
das florestas e de outros recursos naturais. Os impactos de uma organização na sua disponibilidade e
acessibilidade podem afetar as comunidades locais e outros usuários. Este tema abrange impactos do uso da
terra e de recursos naturais por uma organização nos direitos humanos e nos direitos de posse de terra,
inclusive do reassentamento de comunidades locais.

As atividades do setor de petróleo e gás exigem acesso à terra para prospecção, exploração, extração, construção,
armazenamento e disposição de resíduos, processamento, transporte e distribuição de produtos. Isso pode, às
vezes, levar ao deslocamento de outros usuários da terra, à restrição de acesso a recursos e ao reassentamento
involuntário de comunidades locais. Os impactos do uso da terra variam de acordo com os métodos de extração, a
localização dos recursos, o processamento exigido e os métodos de transporte. Por exemplo, os óleodutos e
gasodutos terrestres podem ter uma pegada ambiental expressiva devido à sua extensão e a zonas-tampão de
segurança.

Regras pouco claras referentes aos direitos de posse, acesso, uso e controle de terra muitas vezes levam a
disputas, tensões socioeconômicas e conflitos. Consulta insuficiente e compensação inadequada às comunidades
afetadas também podem agravar as tensões e os conflitos. Por exemplo, a relação entre direitos de mineração e
direitos à terra pode não ser clara; regras legais formais sobre posse de terra podem se sobrepor ou entrar em
conflito com regras de costumes tradicionais; direitos legítimos podem não ser reconhecidos ou aplicados; ou as
pessoas podem não possuir documentação formal de seus direitos à terra.

O reassentamento involuntário de comunidades locais pode envolver deslocamento físico (ex.: realocação ou perda
de abrigo) e deslocamento econômico (ex.: perda ou acesso a bens), trazendo impactos nos meios de subsistência
e direitos humanos das pessoas. Nesses casos, as organizações do setor de petróleo e gás poderão fornecer às
comunidades locais compensação financeira ou terra equivalente aos bens perdidos. Entretanto, definir o valor do
acesso de comunidades locais ao ambiente natural é complexo. Isso inclui a consideração de atividades geradoras
de renda, saúde humana e aspectos imateriais da qualidade de vida, tais como a perda de oportunidades culturais
ou recreativas. O montante de compensação fornecida poderá, portanto, não ser equivalente ao prejuízo sofrido. Em
alguns casos, os detentores da posse consuetudinária da terra poderão não ser compensados de forma alguma ou
somente receber pelas plantações que estavam cultivando, mas não pela terra em si.

Membros da comunidade que resistam ao reassentamento poderão também enfrentar ameaças e intimidação,
remoção da terra de forma violenta, repressiva ou com ameaças de morte (consulte também o tema 11.18 Conflito e
segurança).

Lidar com impactos nos direitos à terra e aos recursos naturais normalmente exige um engajamento intenso e
significativo entre as organizações do setor de petróleo e gás e as comunidades locais, incluindo os grupos
vulneráveis. Em casos de consulta ineficaz à comunidade ou na ausência de consentimento livre, prévio e informado
(CLPI), os impactos nas comunidades reassentadas ou problemas existentes em uma comunidade poderão ser
exacerbados por um processo inadequado de reassentamento ou por falta de transparência (consulte também o
tema 11.15 Comunidades locais e o tema 11.17 Direitos de povos indígenas). As consultas à comunidade poderão
também deixar de incluir todos os membros afetados. As mulheres, por exemplo, são geralmente excluídas dos
processos decisórios relacionados ao desenvolvimento de um novo projeto.

12 Estas recomendações adicionais ao setor baseiam-se nas orientações para o item 1.1 da Norma GRI 413: Comunidades Locais 2016.
171 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de direitos à terra e aos recursos naturais


Se a organização tiver definido que direitos à terra e aos recursos naturais são um tema material, esta subseção
lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.16.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem adotada para o engajamento com os grupos
vulneráveis afetados, incluindo:
- como a organização busca garantir que o engajamento seja significativo;
- como a organização busca garantir uma participação de gênero segura e
equitativa.
• Descreva a abordagem para providenciar reparação a comunidades locais ou
a indivíduos sujeitos a reassentamento involuntário, como o processo de
estabelecer compensação por perda de bens ou outra assistência para
melhorar ou restaurar os padrões de vida ou os meios de subsistência.

Conteúdos adicionais ao setor


Liste os locais de operações que causaram ou contribuíram para causar reassentamento 11.16.2
involuntário ou onde tal reassentamento está em andamento. Para cada local, descreva como os
meios de subsistência e os direitos humanos das pessoas foram afetados e restaurados.

Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de direitos à terra e aos recursos naturais pelo setor de petróleo
e gás, estão listados na Bibliografia.
172 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.17 Direitos de povos indígenas


Os povos indígenas são considerados um grupo vulnerável e com maior risco de sofrer impactos negativos mais
severos como resultado das atividades de uma organização. Os povos indígenas possuem tanto direitos
coletivos como individuais, conforme estabelecido na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos
Povos Indígenas e em outros instrumentos sobre direitos humanos reconhecidos internacionalmente. Este tema
abrange impactos nos direitos de povos indígenas.

A presença do setor de petróleo e gás nas proximidades de comunidades indígenas pode apresentar
oportunidades econômicas e benefícios para os povos indígenas por meio de empregos, capacitação e programas
de desenvolvimento local (consulte também o tema 11.14 Impactos econômicos). No entanto, essa presença pode
também romper os laços culturais, espirituais e econômicos dos povos indígenas com suas terras ou ambientes
naturais, comprometer seus direitos e bem-estar, e causar deslocamento (consulte também o tema 11.16 Direitos à
terra e aos recursos naturais). Ela também pode trazer um impacto na disponibilidade e no acesso à água, que é
uma preocupação fundamental para muitas comunidades indígenas.

Os direitos coletivos e individuais dos povos indígenas são previstos em instrumentos reconhecidos
internacionalmente. Os povos indígenas também geralmente possuem um status especial na legislação nacional e
podem deter a posse consuetudinária ou legal de terras das quais organizações do setor de petróleo e gás
recebem direitos de uso pelos governos. Antes de iniciar um empreendimento ou outras atividades que poderiam
causar impactos potenciais nas terras ou nos recursos naturais que os povos indígenas usam ou possuem,
espera-se que as organizações busquem obter consentimento livre, prévio e informado (CLPI) dos povos indígenas.
Esse direito é reconhecido na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas e permite aos
povos indígenas dar ou retirar o consentimento para um projeto que possa afetá-los ou a seus territórios e negociar
as condições do projeto [314]. Entretanto, alguns governos nacionais poderão não reconhecer ou não fazer cumprir
os direitos à terra e ao consentimento dos povos indígenas. Casos documentados revelam uma ausência de
consultas de boa-fé e uma pressão indevida sobre povos indígenas para que aceitem projetos, sendo que a
oposição a tais projetos às vezes leva a violência e mortes (consulte também o tema 11.18 Conflito e segurança).
Organizações do setor e povos indígenas normalmente têm disputas e conflitos sobre propriedade e direitos à terra.

Um afluxo de trabalhadores de outras áreas pode resultar em discriminação contra povos indígenas quanto ao
acesso a empregos e oportunidades. Pode, ainda, minar sua coesão social, seu bem-estar e sua segurança.
Impactos que poderão afetar as mulheres indígenas mais severamente do que os homens incluem riscos de
prostituição, trabalho forçado, violência e um aumento na exposição a doenças transmissíveis (consulte também o
tema 11.15 Comunidades locais).

A contribuição do setor de petróleo e gás para as mudanças climáticas pode também exacerbar os impactos
negativos nos povos indígenas, por conta de sua relação singular com o meio ambiente e, às vezes, de sua
dependência dele.
173 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato dos direitos de povos indígenas


Se a organização tiver definido que direitos de povos indígenas são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.17.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os programas de desenvolvimento local que visam aumentar os
impactos positivos para os povos indígenas, incluindo a abordagem para a
criação de oportunidades de emprego, compras e treinamento.
• Descreva a abordagem para engajamento com povos indígenas, incluindo:
- como a organização busca garantir um engajamento significativo;
- como a organização busca garantir que as mulheres indígenas possam
participar de forma segura e equitativa.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 411: Direitos Conteúdo 411-1 Casos de violação de direitos de povos indígenas 11.17.2
de Povos
Indígenas 2016 Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os casos identificados de violação de direitos de povos indígenas.

Conteúdos adicionais ao setor


Liste os locais de operações onde povos indígenas estão presentes ou são afetados por atividades 11.17.3
da organização.

Relate se a organização se envolveu em um processo de obtenção de consentimento livre, prévio e 11.17.4


informado (CLPI) de povos indígenas para quaisquer atividades da organização, incluindo, em cada
caso:
• se o processo foi mutuamente aceito pela organização e pelos povos indígenas afetados;
• se chegou-se a um acordo e, nesse caso, se o acordo está disponível ao público.

Referências e recursos
GRI 411: Direitos de Povos Indígenas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como os recursos que poderão ser úteis para o relato de direitos de povos indígenas pelo setor de petróleo e
gás, estão listados na Bibliografia.
174 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.18 Conflito e segurança


As atividades de uma organização poderão gerar conflito ou, no caso de um conflito existente, intensificá-lo. O
uso de pessoal de segurança para gerenciar conflitos pode desempenhar um papel essencial para permitir que
uma organização opere de forma segura e produtiva, mas também tem o potencial de impactar os direitos
humanos das pessoas . Este tema abrange as práticas de segurança da organização e sua abordagem para
operar em áreas de conflito.

Muitas organizações do setor de petróleo e gás operam em locais e situações de conflito, entre os quais países
caracterizados por instabilidade política e social.

O conflito pode também ser causado pela presença das atividades de petróleo e gás. Ele pode ser gerado por
impactos ambientais negativos; engajamento inadequado de stakeholders e povos indígenas em processos
decisórios; distribuição desigual de benefícios econômicos ou oferta de benefícios considerados desproporcionais
aos impactos criados; e disputas pelo uso da terra e dos recursos naturais (consulte também o tema 11.16 Direitos
à terra e aos recursos naturais). A percepção da má gestão de fundos em detrimento de interesses locais pode
também gerar conflito (consulte também o tema 11.20 Combate à corrupção). Tal conflito pode elevar a necessidade
de uso de pessoal de segurança, dessa forma aumentando o potencial de violações de direitos humanos.

O pessoal de segurança contratado por organizações do setor de petróleo e gás ou a segurança pública conduzida
pelo governo anfitrião poderão estar presentes para proteger os ativos das organizações ou garantir a segurança e a
proteção dos trabalhadores. As medidas tomadas pelo pessoal de segurança contra membros da comunidade
local , inclusive durante atividades de protesto contra o desenvolvimento de recursos de petróleo e gás ou para
proteger a terra e os recursos naturais, podem violar direitos humanos, tais como os direitos à liberdade sindical e
liberdade de expressão, assim como levar a violência, lesões ou mortes.

Quando atividades de petróleo e gás são endossadas pelo governo, mas permanecem desagradáveis para as
comunidades locais, a presença de forças de segurança pública poderá aumentar as tensões entre comunidades,
governos e organizações do setor. Isso pode, por sua vez, exacerbar desequilíbrios do poder local e,
potencialmente, o uso da força.

Em casos em que estão ativas forças de segurança pública ou de terceiros, tais como grupos paramilitares, as
organizações do setor de petróleo e gás têm ainda a responsabilidade de tomar medidas para garantir que as
práticas de segurança sejam coerentes com a proteção dos direitos humanos. Isso envolve avaliar riscos
relacionados à segurança, identificar situações em que podem ocorrer impactos nos direitos humanos, e trabalhar
com empresas de segurança para garantir que os direitos humanos sejam respeitados.

As organizações do setor de petróleo e gás poderão também contribuir de forma mais ampla para a segurança e a
proteção das comunidades locais, por exemplo, facilitando a comunicação entre as comunidades e as forças de
segurança pública ou apoiando esforços para lidar com outras fontes de conflito.
175 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de conflito e segurança


Se a organização tiver definido que conflito e segurança são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.18.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Liste os locais das operações em áreas de conflito.
• Descreva a abordagem para garantir respeito pelos direitos humanos por
parte de fornecedores privados e órgãos públicos de segurança.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 410: Práticas Conteúdo 410-1 Pessoal de segurança capacitado em políticas ou 11.18.2
de Segurança procedimentos de direitos humanos
2016

Referências e recursos
GRI 410: Práticas de Segurança 2016 lista referências relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de conflito e segurança pelo setor de petróleo e gás, estão
listados na Bibliografia.
176 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.19 Concorrência desleal


Concorrência desleal refere-se a ações adotadas por uma organização que podem resultar em conluio com
potenciais concorrentes, abuso de posição dominante no mercado ou exclusão de potenciais concorrentes,
limitando dessa forma os efeitos da concorrência do mercado. Isso pode incluir fixar preços ou coordenar
licitações, criar restrições de mercado ou produção, impor cotas geográficas e alocar clientes, fornecedores,
áreas geográficas ou linhas de produtos. Este tema abrange impactos resultantes da concorrência desleal.

O setor de petróleo e gás apresenta grandes barreiras à entrada de novos concorrentes devido aos vultosos
investimentos necessários. Consequentemente, as organizações estabelecidas no setor são geralmente grandes e
podem dominar os mercados locais e nacionais. Fusões e aquisições podem intensificar essa concentração.
Alguns segmentos do setor dependem de grandes investimentos em infraestrutura, tais como investimentos em
dutos e em terminais de gás natural liquefeito (GNL), normalmente operados por uma única organização ou por um
pequeno número de organizações.

O mercado global de petróleo e gás é grande e bem integrado, tornando-o seguro contra conluio ou domínio de
mercado por produtores individuais. Entretanto, segmentos específicos do setor de petróleo e gás podem estar
sujeitos à concorrência desleal. Casos de cartéis, práticas monopolistas e abusos relacionados a essas posições
foram documentados em algumas jurisdições onde organizações de petróleo e gás são ativas. Acordos entre
produtores e distribuidores de energia, assim como fusões entre organizações do setor, podem diminuir a
concorrência ao afetar o volume de produção e podem criar monopólios sobre o transporte, a distribuição e o
fornecimento aos consumidores. Pode também ocorrer conluio nas licitações de direitos de extração de petróleo e
gás. As organizações poderão coordenar suas propostas em conivência com concorrentes de forma a obter preços
mais baixos, privando os proprietários dos recursos de uma remuneração justa.

A concorrência desleal pode resultar em preços mais altos para o petróleo, o gás e as matérias-primas derivadas
da extração de petróleo e gás. Por conta do papel crucial do petróleo e do gás na economia mundial, mesmo um
pequeno aumento no preço pode causar consideráveis impactos negativos.
177 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de concorrência desleal


Se a organização tiver definido que concorrência desleal é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.19.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 206: Conteúdo 206-1 Ações judiciais por concorrência desleal, práticas de truste e 11.19.2
Concorrência monopólio
Desleal 2016

Referências e recursos
GRI 206: Concorrência Desleal 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de concorrência desleal pelo setor de petróleo e gás, estão
listados na Bibliografia.
178 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.20 Combate à corrupção


Combate à corrupção refere-se a como uma organização gerencia a possibilidade de estar envolvida com
corrupção. A corrupção envolve práticas como suborno, pagamentos de propina, fraude, extorsão, conluio,
lavagem de dinheiro, oferta ou recebimento de um incentivo para fazer algo desonesto ou ilegal. Este tema
abrange impactos relacionados à corrupção e à abordagem de uma organização relacionada à transparência de
contratos e propriedades.

Corrupção no setor de petróleo e gás pode ocorrer em toda a cadeia de valor e tem sido vinculada a diversos
impactos negativos, tais como a alocação indevida de recursos, danos ao meio ambiente, violação da democracia e
dos direitos humanos e instabilidade política. A corrupção pode levar ao desvio de receitas públicas para
beneficiários privados às custas, por exemplo, de investimentos em infraestrutura ou serviços. Isso pode ser
particularmente crítico em países com altos níveis de pobreza, levando a um aumento nas desigualdades e nos
conflitos acerca dos recursos de petróleo e gás (consulte o tema 11.18 Conflito e segurança).

O setor de petróleo e gás enfrenta maiores riscos de corrupção em comparação com outros setores. Características
desse setor que contribuem para o potencial de corrupção incluem a frequente interação entre organizações de
petróleo e gás e pessoas politicamente expostas13 , tais como autoridades públicas, para licenças e outras
aprovações regulatórias. Outras características setoriais relevantes incluem as transações financeiras complexas e
o alcance internacional do setor.

As empresas estatais (EE) enfrentam desafios específicos em relação à corrupção porque elas podem possuir
controles internos menos eficazes e estar sujeitas a uma supervisão independente tendenciosa. Além de buscar
lucro, as EE podem também ter objetivos mais amplos como o desenvolvimento da comunidade. No entanto, sem
uma supervisão adequada, medidas para desenvolvimento da comunidade poderão ser desvirtuadas para fins de
corrupção. Organizações do setor de petróleo e gás em parceria com as EE em joint ventures poderão enfrentar
outros riscos relacionados à corrupção como resultado dessa relação de negócios.

Foram documentados casos de corrupção durante processos licitatórios para licenciamento de exploração e
produção no setor de petróleo e gás. Organizações do setor usaram práticas de corrupção para obter informações
confidenciais, influenciar processos decisórios e evitar exigências ambientais ou outras exigências. Tais casos
poderão resultar na concessão de licenciamento a organizações menos qualificadas, comprometer investimentos
públicos ou impactar negativamente o meio ambiente e as comunidades locais. Procedimentos obscuros de
licenciamento poderão também obstruir a vigilância pública dos investimentos e das transações do setor de
petróleo e gás que poderiam resultar em redução nas receitas públicas.

Em outros casos, práticas de corrupção visaram bloquear ou moldar políticas e regulamentos ou influenciar sua
aplicação. Isso poderia incluir regulamentos referentes a direitos à terra e aos recursos naturais, impostos e outros
tributos governamentais, ou a proteção ambiental.

Em toda a cadeia de valor, a falta de transparência em procedimentos de compra no setor de petróleo e gás pode
também criar um risco de corrupção ou fraude. Exemplos disso podem incluir o pagamento de propina para
dispensar regulamentos ou exigências de qualidade, o recebimento de suborno para assegurar contratos
superfaturados ou o lucro com superfaturamento por uma entidade estabelecida como uma organização de
fachada.

Para combater a corrupção e prevenir os impactos negativos que derivam dela, os mercados, as normas
internacionais e os stakeholders esperam que as organizações do setor de petróleo e gás demonstrem seu
compromisso com a integridade, a governança e as práticas empresariais responsáveis.
179 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Box 7. Transparência sobre contratos e estruturas de propriedade

A publicação de contratos governamentais é uma prática cada vez mais comum. Ela é endossada por
organizações como as Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Corporação Financeira
Internacional (IFC), a Associação Internacional de Advogados (IBA) e a Organização para a Cooperação e o
Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Contratos que regem a extração de recursos de petróleo e gás são comumente redigidos por organizações
do setor e governos em nome dos cidadãos ou das comunidades locais sem supervisão pública. Termos
justos para compartilhar riscos e benefícios recompensadores, incluindo aqueles relacionados a uma
transição justa, são particularmente relevantes devido aos horizontes de tempo de longo prazo e aos amplos
impactos dos projetos. A transparência de contratos ajuda as comunidades locais a responsabilizar
governos e organizações por sua negociação de termos e obrigações. Reduz também as assimetrias de
informação entre governos e organizações do setor de petróleo e gás e ajuda a tornar as condições iguais
para todos nas negociações.

A falta de transparência sobre as estruturas de propriedade pode tornar difícil determinar quem se beneficia
das transações financeiras no setor de petróleo e gás. A transparência dos beneficiários efetivos tem sido
identificada como uma oportunidade significativa para deter conflitos de interesse, corrupção, e elisão e
evasão fiscais.

Consulte as referências [365] e [369] da Bibliografia

13 Pessoa politicamente exposta é definida pelo Grupo de Ação Financeira Internacional como "um indivíduo que esteve ou está encarregado de uma
função pública proeminente" [367].
180 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de combate à corrupção


Se a organização tiver definido que combate à corrupção é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.20.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva como impactos potenciais de corrupção ou riscos de corrupção são
gerenciados na cadeia de fornecedores da organização.
• Descreva os mecanismos de denúncia e outros mecanismos em vigor para
que indivíduos apresentem preocupações sobre corrupção.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 205: Conteúdo 205-1 Operações avaliadas quanto a riscos relacionados à corrupção 11.20.2
Combate à
Corrupção 2016 Conteúdo 205-2 Comunicação e capacitação em políticas e procedimentos de 11.20.3
combate à corrupção

Conteúdo 205-3 Casos confirmados de corrupção e medidas tomadas 11.20.4

Conteúdos adicionais ao setor


Descreva a abordagem para transparência de contratos, incluindo: 11.20.5
• se os contratos e as licenças são divulgados ao público e, nesse caso, onde são publicados;
• se os contratos e as licenças não estiverem disponíveis ao público, o motivo para isso e as
medidas tomadas para divulgá-los ao público no futuro.14

Liste os beneficiários efetivos da organização e explique como a organização identifica os 11.20.6


beneficiários efetivos dos parceiros de negócios, inclusive joint ventures e fornecedores.15

Referências e recursos
GRI 205: Combate à Corrupção 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de combate à corrupção pelo setor de petróleo e gás, estão
listados na Bibliografia.
181 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.21 Pagamentos a governos


A falta de transparência sobre pagamentos a governos pode contribuir para uma gestão ineficiente das verbas
públicas, fluxos financeiros ilícitos e corrupção. Este tema abrange impactos das práticas de uma organização
relacionadas a pagamentos para governos e a abordagem da organização para transparência desses
pagamentos.

As organizações do setor de petróleo e gás lidam com um grande número de transações financeiras complexas e
fazem diversos pagamentos a governos. Esses pagamentos incluem receitas de comercialização de commodities,
taxas de licenciamento de exploração e produção, impostos e royalties, bônus de assinatura, de descoberta e de
produção.

A transparência de pagamentos para governos pode ajudar a distinguir a importância econômica do setor de
petróleo e gás para os países, permitir o debate público e fundamentar o processo decisório do governo. A
transparência pode também dar acesso aos termos de contratos, melhorar a prestação de contas por parte do
governo e fortalecer a arrecadação e a gestão de receitas. Por outro lado, uma transparência insuficiente desses
pagamentos pode impedir a detecção da alocação indevida de receitas e da corrupção.

Impostos, royalties e outros pagamentos de organizações do setor de petróleo e gás são uma fonte importante de
investimento e receita para as comunidades locais, os países e as regiões (consulte o tema 11.14 Impactos
econômicos). Entretanto, práticas tributárias agressivas ou a não conformidade fiscal podem levar à diminuição nas
receitas provenientes de impostos em países onde as organizações operam. Isso pode ser particularmente
prejudicial para países em desenvolvimento que poderão ter carência ou grande necessidade de receitas públicas.
O setor também recebe subsídios substanciais dos governos em muitos países, o que é de grande interesse para
stakeholders, tais como investidores ou a sociedade civil.

Ao divulgar informações sobre pagamentos a governos, as organizações do setor de petróleo e gás geralmente
relatam pagamentos totais em nível organizacional. No entanto, isso permite uma compreensão limitada sobre os
pagamentos efetuados em cada país ou relacionados a um projeto. O relato de pagamentos por país e por projeto
permite comparar os pagamentos efetuados com aqueles estipulados em termos fiscais, legais e contratuais, bem
como avaliar a contribuição financeira das atividades do setor de petróleo e gás para os países e comunidades
anfitriões. O relato pode também permitir que os governos abordem a elisão e a evasão fiscal, corrijam a assimetria
de informações e tornem as condições iguais para os governos ao negociar contratos.

Box 8. Empresas estatais

Uma empresa estatal (EE) é, de acordo com a Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI),
"uma empresa controlada integral ou majoritariamente pelo governo que participa de atividades extrativas em
nome do governo" (consulte a referência [386] na Bibliografia). As EE geralmente possuem um status
diferenciado, que pode envolver vantagens financeiras e tratamento preferencial.

As EE geralmente vendem parcelas da produção para compradores, inclusive para empresas de


comercialização de commodities. Esse mercado das indústrias extrativas16 é um importante fluxo de receita
para os países e pode envolver um volume alto de transações financeiras. No entanto, dados sobre essas
transações geralmente são escassos ou inacessíveis. O mercado das indústrias extrativas pode estar
sujeito à manipulação de preços na forma de subfaturamento de exportações ou superfaturamento de
importações para obtenção de ganho financeiro. Outros riscos poderão resultar da seleção de compradores
e da alocação de contratos de venda (que podem envolver suborno e conflitos de interesse) e da
transferência do pagamento para um tesouro estadual, potencialmente causando alocação indevida de
receitas e gerando desconfiança pública quanto à gestão de receitas (consulte também o tema 11.20
Combate à corrupção).

A transparência nas operações e nos objetivos das EE é crucial para monitorar seu desempenho e
maximizar suas contribuições econômicas e sociais.

14 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.4. Contratos do Padrão da EITI 2019. Definições de contratos e licenças podem ser
encontradas no Padrão da EITI 2019 [366].
15 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.5. Beneficiários efetivos, c., d. e f. do Padrão da EITI 2019 [366].
182 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de pagamentos a governos


Se a organização tiver definido que pagamentos a governos são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.21.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 201: Conteúdo 201-1 Valor econômico direto gerado e distribuído 11.21.2
Desempenho
Econômico 2016 Conteúdo 201-4 Apoio financeiro recebido do governo 11.21.3

Recomendações adicionais ao setor


Para empresas estatais (EE):
• Relate a relação financeira entre o governo e a EE.17

GRI 207: Tributos Conteúdo 207-1 Abordagem tributária 11.21.4


2019
Conteúdo 207-2 Governança, controle e gestão de risco fiscal 11.21.5

Conteúdo 207-3 Engajamento de stakeholders e gestão de suas preocupações 11.21.6


quanto a tributos

Conteúdo 207-4 Relato país-a-país 11.21.7

Recomendações adicionais ao setor


• Relate uma discriminação dos pagamentos a governos de impostos
incidentes no nível do projeto, por projeto e pelos seguintes fluxos de receita,
se aplicáveis:
- O direito do governo anfitrião à produção;
- Produção de empresa estatal nacional;
- Royalties;
- Dividendos;
- Bônus (ex.: bônus de assinatura, de descoberta e de produção);
- Taxas de licença, de arrendamento, de entrada; e outros pagamentos por
licenças ou concessões;
- Quaisquer outros pagamentos e benefícios significativos ao governo.18
• Relate o valor de quaisquer limites19 que tenham sido aplicados e quaisquer
outras informações contextuais necessárias para entender como os
pagamentos para governos no nível do projeto foram compilados.

Conteúdos adicionais ao setor


Para petróleo e gás comprados do Estado ou de terceiros indicados pelo Estado para vender em seu 11.21.8
nome, relate:
• volumes e tipos de petróleo e gás comprados;
• nomes completos da entidade compradora e de quem recebeu o pagamento;
• pagamentos efetuados para a compra.20

16 Mercado das indústrias extrativas é definido pela Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI) como "a venda da parcela de produção
do Estado pelo governo e por empresas estatais" [384].
183 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 e GRI 207: Tributos 2019 listam instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de pagamentos a governos pelo setor de petróleo e gás,
estão listados na Bibliografia.
184 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.22 Políticas públicas


Uma organização pode participar do desenvolvimento de políticas públicas, diretamente ou por meio de uma
organização intermediária, recorrendo a lobby ou fazendo contribuições financeiras ou de outra natureza para
partidos políticos, políticos ou causas. Embora uma organização possa incentivar o desenvolvimento de políticas
públicas que beneficiem a sociedade, sua participação pode também estar associada com corrupção, suborno,
influência indevida ou uma representação desequilibrada dos interesses da organização. Este tema abrange a
abordagem de uma organização para advocacy em políticas públicas e os impactos que podem resultar da
influência exercida pela organização.

O setor de petróleo e gás pode exercer influência significativa nas políticas governamentais e está entre os setores
com maior despesa com lobby. Casos documentados revelaram que o lobby feito pelo setor de petróleo e gás pode
obstruir o progresso rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ou levar a políticas ou regulamentos
inconsistentes com a transição para uma economia de baixo carbono. Em regiões onde o setor de petróleo e gás
gera receitas significativas para governos, organizações do setor podem ter melhor acesso e representação em
reuniões com representantes do governo, o que pode levar a um aumento em sua influência sobre decisões de
políticas públicas. Organizações do setor têm feito doações a partidos políticos cujas políticas favorecem agendas
corporativas ou proporcionam acesso especial a políticos.

Advocacy e lobby feitos pelo setor de petróleo e gás têm contribuído para criar entraves nas políticas ambientais;
bloquear ou alterar legislação sobre avaliações socioambientais de projetos ou participação justa de todos os
stakeholders; derrubar restrições sobre desenvolvimento de recursos; obter alvarás para dutos; e baixar padrões
trabalhistas, IRPJ e royalties de recursos. Essas atividades também têm sido usadas para obter ou manter
subsídios governamentais, que podem resultar em preços de commodities que não refletem os custos ambientais
totais dos derivados de petróleo e gás.

O setor de petróleo e gás tem ativamente se posicionado contra políticas climáticas ambiciosas e a favor da
continuação de subsídios para o setor por meio de organizações individuais do setor e órgãos da indústria. Essas
atividades têm muitas vezes se voltado contra a aplicação de um preço de carbono, orçamentos de carbono ou
outras medidas significativas para reduzir as emissões de GEE que poderiam deixar os ativos e recursos de
petróleo e gás abandonados. Às vezes, os esforços contradizem as estratégias e posições corporativas
publicamente declaradas que apoiam políticas para enfrentar as mudanças climáticas. O excesso de subsídios
para o setor pode impedir a transição para uma economia de baixo carbono e, consequentemente, dificultar o
desenvolvimento sustentável de diversas formas, tais como reduzindo ou alocando ineficientemente os recursos
nacionais disponíveis, aumentando a dependência de combustíveis fósseis e desencorajando o investimento em
energia renovável e eficiência energética (consulte o tema 11.2 Adaptação, resiliência e transição climática).

17 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.6 Participação estatal do Padrão da EITI 2019 [387].
18 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 4.1 Divulgação abrangente de impostos e receitas, e no Requisito 4.7. Nível de
desagregação do Padrão da EITI 2019. Uma definição de projeto pode ser encontrada no Padrão da EITI 2019 [387].
19 O Padrão da EITI 2019 especifica que, em países implementadores da EITI, o grupo multipartite do país chega a um acordo sobre quais pagamentos
e receitas são relevantes, incluindo os limites adequados [387]. A organização pode usar o limite relevante estabelecido pelo grupo multipartite da
EITI. Se não houver um limite relevante estabelecido, a organização pode usar um limite equivalente ao estabelecido para a União Europeia, que
especifica que "Pagamentos, seja um pagamento único ou uma série de pagamentos relacionados, abaixo de 100.000 euros dentro do período de
relato podem ser excluídos" [380].
20 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 4.2 Venda da parcela de produção do Estado ou outras receitas recebidas em espécie do
Padrão da EITI 2019 [387] e na publicação EITI Reporting Guidelines for companies buying oil, gas and minerals from governments [385].
185 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Relato de políticas públicas


Se a organização tiver definido políticas públicas são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de petróleo e gás.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 11.22.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva o posicionamento da organização em relação a questões
significativas que são o foco de sua participação no desenvolvimento de
políticas públicas e lobby; e quaisquer diferenças entre suas posições e suas
políticas e objetivos declarados, ou outras posições públicas.
• Relate se a organização é membro ou se contribui para quaisquer
associações ou comitês de representação que participam do
desenvolvimento de políticas públicas e de lobby, incluindo:
- a natureza dessa contribuição;
- quaisquer diferenças entre as posições da organização e suas políticas e
objetivos declarados, ou outras posições públicas sobre questões
significativas relacionadas às mudanças climáticas, e as posições das
associações ou dos comitês de representação.21

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 415: Políticas Conteúdo 415-1 Contribuições políticas 11.22.2
Públicas 2016

Referências e recursos
GRI 415: Políticas Públicas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de políticas públicas pelo setor de petróleo e gás, estão
listados na Bibliografia.
186 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

acidente de trabalho com consequência grave


A acidente de trabalho que resulta em óbito ou em uma lesão da qual o trabalhador não
consegue se recuperar ou da qual não se espera que se recupere plenamente em seis meses
para sua condição de saúde anterior ao acidente

acidente de trabalho ou doença profissional


impactos negativos na saúde resultantes da exposição a perigos no trabalho

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Diretrizes sobre Sistemas de Gestão


de Segurança e Saúde no Trabalho, ILO-OSH 2001, 2001; modificado

Obs. 1: “Doença profissional” indica dano à saúde que inclui doenças, enfermidades e
distúrbios. Os termos “enfermidade” e “distúrbio” são geralmente usados
alternadamente e referem-se a condições de saúde com sintomas e diagnósticos
específicos.

Obs. 2: Acidentes de trabalho ou doenças profissionais são resultantes da exposição a


perigos no trabalho. Podem ocorrer outros tipos de incidente que não estejam
relacionados ao trabalho propriamente dito. Por exemplo, os seguintes incidentes
não são considerados relacionados ao trabalho:
• um trabalhador sofre um infarto durante o trabalho que não está relacionado ao
trabalho;
• um trabalhador dirigindo a caminho do trabalho ou voltando dele é ferido em
um acidente de carro (quando dirigir não faz parte de suas atribuições
profissionais e o transporte não foi organizado pelo empregador);
• um trabalhador com epilepsia tem uma convulsão no trabalho que não está
relacionada ao trabalho.

Obs. 3: Viagem a trabalho: Acidentes ou doenças profissionais que ocorrerem durante


uma viagem a trabalho são considerados relacionados ao trabalho se, no
momento do acidente de trabalho ou doença profissional, o trabalhador estiver
envolvido em atividades de trabalho “em benefício do empregador”. São exemplos
de tais atividades: viagens de ida e volta para contatar clientes; desempenhar
tarefas; entreter ou ser entretido em função de transações comerciais, discussão
ou promoção de negócios (em favor do empregador).

Trabalho em domicílio: As lesões e doenças que ocorrem quando o trabalho é


realizado em domicílio são consideradas relacionadas ao trabalho se a lesão ou
doença ocorrer enquanto o trabalhador estiver realizando o trabalho no domicílio, e
a lesão ou doença estiverem diretamente relacionadas ao desempenho do
trabalho, e não ao ambiente geral ou configuração do domicílio.

Doença mental: Uma doença mental será considerada relacionada ao trabalho se


tiver sido voluntariamente notificada pelo trabalhador e estiver acompanhada de
laudo de um profissional de saúde habilitado com formação e experiência
adequados que declare que a doença é relacionada ao trabalho.

Para uma melhor orientação sobre a determinação de “relação com o trabalho”,


consulte a Administração de Segurança e Saúde Ocupacional do Departamento do
Trabalho dos Estados Unidos (United States Occupational Safety and Health
Administration), Determination of work-relatedness 1904.5, (Determinação de
relação com o trabalho 1904.5), [Link]
oshaweb/owadisp.show_document?p_table=STANDARDS&p_id=9636, acessado
em 01/06/2018.

21 Estes conteúdos adicionais ao setor baseiam-se nas recomendações de relato 1.2.1 e 1.2.2 da Norma GRI 415: Políticas Públicas 2016.
187 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Obs. 4: Os termos “ocupacional” e “relacionado ao trabalho” são geralmente usados


alternadamente.

água de superfície
água que ocorre naturalmente na superfície da Terra em lençóis de gelo, calotas de gelo,
glaciares, icebergs, pântanos, lagoas, lagos, rios e córregos

Fonte: CDP, CDP Water Security Reporting Guidance, 2018; modificado

água de terceiros
empresas municipais de abastecimento de água e estações municipais de tratamento de
água residual, empresas públicas ou privadas prestadoras de serviços públicos, bem como
outras organizações envolvidas no fornecimento, transporte, tratamento, disposição ou uso de
água e efluentes

água do mar
água de um mar ou de um oceano

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 14046:2014. Gestão ambiental


— Pegada hídrica — Princípios, requisitos e diretrizes. Genebra, ISO, 2014;
modificado

água doce
água com concentração de sólidos dissolvidos totais igual ou menor que 1.000 mg/L

Fonte: Gestão ambiental — Pegada hídrica — Princípios, requisitos e diretrizes. Genebra:


ISO, 2014; modificada
United States Geological Survey (USGS), Water Science Glossary of Terms,
[Link]/edu/[Link], acessado em 01/06/2018; modificado
e Organização Mundial de Saúde (OMS), Diretrizes para a Qualidade da Água
Potável, 2017; modificadas

água produzida
água que entra no limite da organização como resultado de extração (ex.: óleo bruto),
processamento (ex.: moagem de cana de açúcar) ou uso de qualquer matéria-prima, e tem
que ser, consequentemente, gerida pela organização

Fonte: CDP, CDP Water Security Reporting Guidance, 2018; modificado

água subterrânea
água que está contida e que pode ser recuperada de uma formação subterrânea

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 14046:2014. Gestão ambiental


— Pegada hídrica — Princípios, requisitos e diretrizes. Genebra, ISO, 2014;
modificado

alto executivo
membro da alta administração da organização como, por exemplo, o presidente, CEO ou um
indivíduo que se reporta diretamente ao CEO ou ao mais alto órgão de governança

apoio a serviços
serviços que geram benefício público tanto por meio do pagamento direto de custos
operacionais como por meio de cessão para a instalação/serviço de empregados da própria
organização

Obs.: Um benefício público também pode incluir serviços públicos.

apoio financeiro
benefícios financeiros diretos ou indiretos que não representam uma transação de bens e
serviços, mas um incentivo ou compensação por ações realizadas, pelo custo de um ativo ou
por despesas incorridas

Obs.: O apoiador financeiro não espera um retorno financeiro direto pela assistência
oferecida.

área de alto valor de biodiversidade


área não sujeita à proteção legal, mas reconhecida por suas importantes características de
188 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

biodiversidade por uma série de organizações governamentais e não governamentais

Obs. 1: As áreas de alto valor de biodiversidade incluem habitats que são prioritários para
preservação, geralmente definidos em Estratégias e Planos de Ação Nacionais
para a Biodiversidade elaborados nos termos da Convenção da Organização das
Nações Unidas (ONU) “Convenção sobre Diversidade Biológica” de 1992.

Obs. 2: Diversas organizações internacionais de preservação já identificaram áreas


específicas de alto valor de biodiversidade.

área de proteção ambiental


área geográfica que é legalmente designada, regulada ou gerida para alcançar objetivos
específicos de conservação

área de proteção permanente


área protegida de qualquer dano durante a realização de atividades operacionais, e onde o
meio ambiente permanece no seu estado original com um ecossistema saudável e funcional

área restaurada
área usada durante atividades operacionais, ou por elas afetada, onde medidas de reparação
restauraram o ambiente ao seu estado original ou a um estado em que possui um
ecossistema saudável e funcional

bacia hidrográfica
B área de terra da qual o escoamento superficial e subterrâneo de águas flui através de uma
sequência de ribeirões, rios, aquíferos e lagos para o mar ou outro escoadouro em uma única
foz, estuário ou delta

Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014;
modificada

Obs.: As bacias hidrográficas incluem águas subterrâneas associadas e podem incluir


partes de corpos d’água (tais como lagos ou rios). Em diferentes partes do
mundo, as bacias hidrográficas também são chamadas de "bacias de drenagem"
ou "bacias" (ou sub-bacias).

benefício
benefício direto fornecido na forma de contribuições financeiras, cuidados pagos pela
organização ou reembolso de despesas suportadas pelo empregado

Obs.: Indenizações por demissão iguais ou superiores ao mínimo exigido por lei,
pagamento por dispensa temporária, benefícios adicionais em caso de acidentes
de trabalho e doenças profissionais, pensões por morte e folgas remuneradas
adicionais poderão também ser considerados como benefício.

cadeia de fornecedores
C gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização

cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final

Obs 1: Entidades upstream (acima) da organização (ex.: fornecedores) fornecem produtos


ou serviços que são usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização. Entidades downstream (abaixo) da organização (ex.:
distribuidores, clientes) recebem produtos ou serviços da organização.

Obs 2: A cadeia de valor inclui a cadeia de fornecedores.

captação de água
soma do volume total de água retirada de águas superficiais, águas subterrâneas, água do
mar ou água de terceiros durante o período de relato

CO2 (dióxido de carbono) equivalente


189 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

medida usada para comparar as emissões de vários tipos de gases de efeito estufa (GEE)
com base em seu potencial de aquecimento global (GWP, na sigla e m inglês)

Obs.: O CO2 equivalente de um gás é obtido multiplicando-se as toneladas métricas do


gás pelo seu GWP associado.

comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização

Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.

concorrência desleal
ações adotadas pela organização ou por seus empregados que possam resultar em conluio
com potenciais concorrentes com o propósito de limitar os efeitos da concorrência do mercado

Exemplos: alocar clientes, fornecedores, áreas geográficas e linhas de produtos; coordenar


licitações; criar restrições de mercado ou produção; fixar preços; impor cotas
geográficas

conflito de interesse
situação em que o indivíduo precisa escolher entre as exigências de sua função na
organização e seus próprios interesses ou responsabilidades pessoais ou profissionais

consumo de água
soma do volume total de água captada e incorporada aos produtos, usada na produção
agrícola ou gerada como resíduo, que tenha evapotranspirado ou sido consumida por
humanos ou animais de criação, ou esteja poluída ao ponto de estar inutilizável para consumo
por outros e que, portanto, não tenha sido descartada de volta para as águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou para terceiros durante o período de relato

Fonte: CDP, CDP Water Security Reporting Guidance, 2018; modificado

Obs.: Consumo de água inclui água que foi armazenada durante o período de relato
para uso ou descarte em um período de relato subsequente.

contribuição política
contribuição financeira ou de outra natureza feita direta ou indiretamente para partidos políticos,
seus representantes eleitos ou candidatos a cargos políticos

Obs. 1: São exemplos de contribuições financeiras: doações, empréstimos, patrocínios,


comissões ou a compra de ingressos para eventos de arrecadação de fundos.

Obs. 2: São exemplos de contribuições de outra natureza: publicidade, uso de instalações,


projeto gráfico e impressão, doação de equipamentos, assento em conselhos de
administração, empregos ou serviços de consultoria para políticos eleitos ou para
candidatos a cargos.

corrupção
“abuso do poder confiado para obtenção de ganhos particulares”, que pode ser instigado por
indivíduos ou organizações

Fonte: Transparência Internacional, “Princípios Empresariais para Combater o Suborno”,


2011

Obs.: A corrupção inclui práticas como suborno, pagamentos de propina, fraude,


extorsão, conluio e lavagem de dinheiro. Inclui, também, a oferta ou recebimento
de qualquer presente, empréstimo, comissão, recompensa ou outra vantagem por
ou para qualquer pessoa como indução para fazer algo desonesto, ilegal ou que
represente quebra de confiança na conduta dos negócios da empresa. Isso pode
incluir dinheiro ou benefícios de outra natureza como mercadorias, presentes e
viagens gratuitas ou serviços pessoais especiais prestados com a finalidade de
obter uma vantagem indevida ou que venham a resultar em pressão moral para
receber tal vantagem.

criança
190 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade


obrigatória, o que for maior

Obs. 1: Exceções podem ocorrer em determinados países nos quais a economia e o


sistema educacional são insuficientemente desenvolvidos e se aplica a idade
mínima de 14 anos. Esses países considerados exceções são especificadas pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT) em resposta a solicitação especial de
um país interessado e consulta junto a organizações representantes de
empregadores e trabalhadores.

Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.

derramamento
D liberação acidental de uma substância perigosa que pode afetar a saúde humana, o solo, a
vegetação, corpos d’água e águas subterrâneas

derramamento (1)
liberação acidental de uma substância perigosa que pode afetar a saúde humana, o solo, a
vegetação, corpos d’água e águas subterrâneas

derramamento significativo
derramamento incluído nas demonstrações financeiras da organização (ex.: devido a passivos
resultantes) ou registrado como um derramamento pela organização

descarte de água
soma de efluentes, água utilizada e água não utilizada, lançados em águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou água de terceiros, dos quais a organização não fará mais
uso durante o período de relato

Obs. 1: A água pode ser descartada em um corpo d’água tanto em um ponto de descarte
definido (fonte pontual de descarte) ou dispersada no solo de maneira indefinida
(fonte difusa ou não-pontual de descarte).

Obs. 2: O descarte de água pode ser autorizado (de acordo com a autorização de
descarte) ou não autorizado (se a autorização de descarte for excedida).

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

devida diligência
processo de identificar, prevenir, mitigar e prestar contas de como uma organização lida com
seus impactos negativos reais e potenciais

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE),


Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais, 2011; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "devida diligência".

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho
191 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".

discriminação
ato e resultado de tratar pessoas de forma desigual, impondo encargos desiguais ou
negando-lhes benefícios, em vez de tratar cada pessoa de maneira justa com base no mérito
individual

Obs.: A discriminação pode também incluir assédio, definido como uma série de
comentários ou ações indesejados, ou que se sabe que devem ser razoavelmente
conhecidas como indesejáveis para a pessoa a quem eles são dirigidos.

disposição
qualquer operação que não seja recuperação, mesmo que tenha como consequência
secundária a recuperação de energia

Fonte: União Europeia (UE), Diretiva-Quadro Resíduos, 2008 (Diretiva 2008/98/EC)

Obs.: Disposição é a gestão no final da vida útil de produtos, materiais e recursos


descartados em um aterro ou por meio de uma transformação química ou térmica
que torna esses produtos, materiais e recursos indisponíveis para uso posterior.

efluente
E água residual tratada ou não tratada que é descartada

Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014

emissão atmosférica significativa


emissão atmosférica regulada por convenções internacionais e/ou leis ou regulamentos
nacionais

Obs.: Emissões atmosféricas significativas incluem aquelas listadas em licenças


ambientais de operação da organização.

emissões diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE)


emissões de GEE de fontes pertencentes ou controladas pela organização

Exemplo: Emissões de CO2 provenientes do consumo de combustíveis

Obs.: Uma fonte de GEE é qualquer unidade ou processo físico que libere GEE na
atmosfera.

emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquisição de


energia
emissões de GEE resultantes da geração de eletricidade, aquecimento, resfriamento e vapor
comprados ou adquiridos e consumidos pela organização

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

escopo das emissões de GEE


classificação dos limites operacionais onde emissões de gases de efeito estufa
(GEE) ocorrem

Obs. 1: O escopo classifica se as emissões de GEE são geradas pela própria


organização ou por outras organizações a ela vinculadas, como, por exemplo,
fornecedores de energia elétrica ou empresas de transporte.

Obs. 2: Há três classificações de escopo: Escopo 1, Escopo 2 e Escopo 3.


192 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Obs. 3: A classificação de Escopo provém do World Resources Institute (WRI) e do


Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD),
GHG Protocol Corporate Accounting and Reporting Standard, Edição Revisada,
2004.

estresse hídrico
capacidade, ou não, de atender a demanda humana e ecológica de água

Fonte: CEO Water Mandate, Corporate Water Disclosure Guidelines, 2014

Obs. 1: O estresse hídrico pode se referir à disponibilidade, qualidade ou acessibilidade


da água.

Obs. 2: O estresse hídrico baseia-se em elementos subjetivos e é avaliado de formas


diferentes dependendo de valores sociais, como a potabilidade da água ou os
requisitos para que seja disponibilizada aos ecossistemas.

Obs. 3: O estresse hídrico de uma área pode ser medido na bacia hidrográfica em seu
nível mínimo.

exposição
quantidade de tempo passado ou natureza do contato com certos ambientes que possuem
diferentes graus e tipos de periculosidade, ou proximidade a uma condição que possa causar
acidente de trabalho ou doença profissional (ex.: produtos químicos, radiação, alta pressão,
ruído, fogo, explosivos)

fonte de energia renovável


F fonte de energia que pode ser reposta em um curto período de tempo por meio de ciclos
ecológicos ou processos agrícolas

Exemplos: biomassa, geotérmica, hídrica, solar, eólica

fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização

Exemplos: intermediários, consultores, partes contratadas, distribuidores, franqueados,


trabalhadores em domicílio, terceiros independentes, licenciados, fabricantes,
produtores primários, subcontratados, atacadistas

Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.

fornecedor local
organização ou pessoa que fornece um produto ou serviço para a organização relatora e que
está localizada no mesmo mercado geográfico que a organização relatora (ou seja, não é feito
nenhum pagamento transnacional para o fornecedor local)

Obs.: A definição geográfica de “local” pode incluir a comunidade no entorno das


operações, uma região do país ou um país.

gás de efeito estufa (GEE)


G gás que contribui para o efeito estufa ao absorver radiação infravermelha

grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral
193 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Exemplos: crianças e jovens; idosos; ex-combatentes; famílias afetadas pelo HIV/AIDS;


defensores dos direitos humanos; povos indígenas; deslocados internos;
trabalhadores migrantes e suas famílias; minorias nacionais ou étnicas,
religiosas ou linguísticas; pessoas que poderiam ser discriminadas com base em
sua orientação sexual, identidade de gênero, expressão de gênero ou
características sexuais (ex.: lésbicas, gays, bissexuais, transgênero, intersexo);
pessoas com deficiência; refugiados ou refugiados que regressam aos seus
países de origem; mulheres

Obs.: As vulnerabilidades e impactos podem variar conforme o gênero.

impacto
I efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".

infraestrutura
instalações construídas principalmente para fornecer um serviço ou bem público em vez de
satisfazer um propósito comercial e das quais a organização não busca obter um benefício
econômico direto

Exemplos: hospitais, estradas, escolas, estruturas ou estações de abastecimento de água

liberdade sindical
L direito de empregadores e trabalhadores de estabelecer, se associar e dirigir suas próprias
organizações sem autorização prévia ou interferência do estado ou de qualquer outra entidade

licença maternidade/paternidade
licença concedida a empregados e empregadas em razão do nascimento de filho(s)

linha de base
o ponto de partida usado para comparações

Obs.: No contexto do relato de energia e emissões, a linha de base é o consumo


energético ou as emissões esperados na ausência de qualquer atividade de
redução.

mais alto órgão de governança


M órgão de governança com autoridade máxima da organização

Obs.: Em algumas jurisdições, os sistemas de governança possuem duas camadas,


em que a supervisão e a gestão são separadas ou em que a legislação local
prevê a formação de um conselho de supervisão, formado por membros não
executivos (representantes dos acionistas e empregados), para supervisionar um
conselho gestor executivo. Nesses casos, ambas as camadas devem ser
incluídas na definição de mais alto órgão de governança.

mecanismo de queixas
processo de rotina pelo qual podem ser feitas queixas e pode-se obter reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o Conteúdo 2-25 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "mecanismo de queixas".

medidas de circularidade
medidas tomadas para manter o valor dos produtos, materiais e recursos e redirecioná-los de
volta ao uso pelo maior tempo possível e com a menor pegada de carbono e de recursos
possível, de forma que sejam extraídos menos recursos e matérias-primas e que a geração de
194 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

resíduos seja evitada

mitigação
medida(s) tomadas para reduzir a extensão de um impacto negativo

Fonte Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado

Obs.: A mitigação de um impacto negativo real refere-se a medidas tomadas para


reduzir a severidade do impacto negativo que ocorreu, sendo que qualquer
impacto residual necessitará de reparação. A mitigação de um impacto negativo
real refere-se a medidas tomadas para reduzir a probabilidade da ocorrência de
um impacto negativo.

mudança operacional significativa


alteração no padrão de operações da organização que podem potencialmente ter impactos
positivos ou negativos nos trabalhadores durante a realização de suas atividades

Exemplos: encerramento de atividades, expansões, aquisições, novas unidades, terceirização


de operações, reestruturação, venda da totalidade ou de parte da organização,
fusões

negociação coletiva
N todas as negociações que se realizam entre um empregador, um grupo de empregadores ou
uma ou mais organizações de empregadores, de um lado, e uma ou mais organizações de
trabalhadores (ex.: sindicatos), de outro, para definir condições de trabalho e termos de
emprego ou para regular as relações entre empregadores e trabalhadores

Fonte: Convenção nº 154 da Organização Internacional do trabalho (OIT), “Incentivo à


Negociação Coletiva”, 1981; modificada

órgão de governança
O grupo formalizado de indivíduos responsável pela orientação estratégica da organização, o
efetivo monitoramento da gestão e a prestação de contas da gestão à organização como um
todo e a seus stakeholders

outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa (GEE)


emissões indiretas de gás de efeito estufa (GEE) não incluídas nas emissões indiretas
(Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquisição de energia que ocorrem
fora da organização, inclusive emissões upstream e downstream na cadeia de valor

parceiro de negócios
P entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio

Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado

Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações

Obs.: Parceiros de negócios não incluem as subsidiárias e as afiliadas controladas pela


organização.

período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas

Exemplos: ano fiscal, ano-calendário

pessoal de segurança
indivíduos contratados para fins de vigilância das instalações e do patrimônio da organização,
controle de multidões, prevenção de perdas e escolta de pessoas, bens e valores

potencial de aquecimento global (GWP, na sigla em inglês)


valores que descrevem o impacto do forçamento radiativo de uma unidade de um determinado
gás de efeito estufa (GEE) em relação a uma unidade de dióxido de carbono (CO2) ao longo de
195 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

um determinado período

Obs.: valores de GWP convertem os dados de emissões de GEE para gases não CO2
em unidades de CO2 equivalente.

povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 169, “Povos Indígenas


e Tribais”, 1989.

preparação para reutilização


operações de controle, limpeza ou reparo, mediante as quais os produtos ou os componentes
de produtos que se tornaram resíduos são preparados para serem colocados em uso com a
mesma finalidade para a qual foram concebidos

Fonte: União Europeia (UE), Diretiva-Quadro Resíduos, 2008 (Diretiva 2008/98/EC);


modificada

programa de desenvolvimento local


plano que detalha ações para minimizar, mitigar ou compensar impactos sociais e/ou
econômicos adversos, bem como identificar oportunidades ou ações que promovam impactos
positivos de um projeto sobre a comunidade

queixa
Q percepção de uma injustiça que evoca o senso de direito de uma pessoa ou grupo de
pessoas, que pode estar baseado em leis, contratos, promessas explícitas ou implícitas,
práticas tradicionais ou noções gerais de justiça das comunidades afetadas

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011

reciclagem
R reprocessamento de produtos ou componentes de produtos que se tornaram resíduos para a
produção de novos materiais

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada

recuperação
operação em que produtos, componentes de produtos ou materiais que se tornaram resíduos
são preparados para cumprir uma finalidade no lugar de novos produtos, componentes ou
materiais que, de outra forma, teriam sido usados com essa finalidade

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada

Exemplos: preparação para reutilização, reciclagem

Obs.: No contexto do relato de resíduos, operações de recuperação não incluem


recuperação de energia.

relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
196 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: São exemplos de outras entidades diretamente relacionadas a operações,


produtos ou serviços da organização, uma organização não governamental com
quem a organização fornece suporte a uma comunidade local ou forças de
segurança do Estado que protegem as instalações da organização.

remuneração
salário-base mais adicionais pagos ao trabalhador

Obs.: São exemplos de adicionais pagos ao trabalhador aqueles baseados em tempo


de serviço, bonificações em dinheiro e/ou em ações, pagamento de benefícios,
horas extras, horas devidas e quaisquer auxílios adicionais, como vale-transporte,
auxílio-moradia e auxílio creche.

reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado

Exemplos: desculpas, indenização financeira ou não-financeira, prevenção de danos por meio


de ações cautelares ou garantias de não repetição, sanções (sejam penais ou
administrativas, como multas), restituição, restauração, reabilitação

resíduos
qualquer substância ou objeto que o gerador descarta ou tem a intenção ou obrigação de
descartar

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989

Obs. 1: Resíduos podem ser definidos de acordo com a legislação nacional no local de
geração.

Obs. 2: Um gerador pode ser a organização relatora, uma entidade upstream ou


downstream na cadeia de valor da organização (ex.: fornecedor ou consumidor), ou
uma organização de gerenciamento de resíduos, entre outras.

resíduos perigosos
resíduos que possuem qualquer uma das características contidas no Anexo III da Convenção
da Basileia ou que sejam considerados perigosos pela legislação nacional

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989

risco ocupacional
fonte ou situação de periculosidade com potencial para causar acidente de trabalho ou doença
profissional

Fonte: Organização Internacional do trabalho (OIT) Diretrizes sobre Sistemas de Gestão de


Segurança e Saúde no Trabalho, 2001; modificado
International Organization for Standardization. ISO 45001:[Link] de gestão
de saúde e segurança do Trabalho — Requisitos com orientações para
[Link], ISO, 2018; modificado
Definições das Normas ISO 14046:2014 e ISO 45001:2018 ou nelas baseadas são
reproduzidas com permissão da International Organization for Standardization, ISO. A ISO
permanece detentora dos direitos autorais.
197 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Obs.: Os perigos podem ser:


• físicos (ex.: radiação, temperaturas extremas, ruído alto constante, piso
escorregadio ou com perigo de tropeço, maquinário desprotegido,
equipamentos elétricos defeituosos);
• ergonômicos (ex.: estações de trabalho e cadeiras mal ajustadas, movimentos
inconvenientes, vibração);
• químicos (ex.: exposição a solventes, monóxido de carbono, materiais
inflamáveis, pesticidas);
• biológicos (ex.: exposição a sangue e fluidos corporais, fungos, bactéria, vírus,
picadas de insetos);
• psicossociais (ex.: agressão verbal, assédio, bullying);
• relacionados ao trabalho na organização (ex.: demanda excessiva de trabalho,
trabalho em turnos, jornada muito longa, trabalho noturno, violência no local de
trabalho).

rotatividade de empregados
empregados que deixam a organização voluntariamente ou em decorrência de demissão,
aposentadoria ou morte em serviço

salário mais baixo


S salário de tempo integral na categoria funcional mais baixa

Obs.: Salários de estagiários ou de aprendizes não são considerados como salário


mais baixo.

salário-base
valor fixo e mínimo pago a um empregado pelo desempenho de suas funções

Obs.: O salário-base exclui qualquer remuneração adicional, como pagamento de horas


extras ou bonificações.

serviços de saúde do trabalho


serviço com funções essencialmente preventivas e responsável por aconselhar o empregador,
os trabalhadores e seus representantes na organização sobre os requisitos para estabelecer
e manter um ambiente de trabalho seguro e salubre, de modo a favorecer uma saúde física e
mental ótima em relação ao trabalho e a adaptação do trabalho às capacidades dos
trabalhadores, levando em conta seu estado de saúde física e mental

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 161, relativa aos


Serviços de Saúde do Trabalho, 1985.

Exemplos: prestar assessoria sobre ergonomia e, também, no que concerne aos


equipamentos de proteção individual e coletiva; prestar assessoria nas áreas da
saúde, da segurança e da higiene no trabalho; organizar serviços de primeiros
socorros e de emergência; promover a adaptação do trabalho aos trabalhadores;
vigiar os fatores no ambiente de trabalho, incluindo instalações sanitárias,
cantinas e moradias fornecidas aos trabalhadores, ou em práticas de trabalho,
que possam afetar a saúde dos trabalhadores; acompanhar a saúde dos
trabalhadores em relação com o trabalho

severidade (de um impacto)


A severidade de um impacto negativo real ou potencial é definida por seu tamanho (ou seja, o
tamanho da gravidade do impacto), escopo (ou seja, o quanto o impacto está disseminado) e
natureza irremediável (o quanto é difícil desfazer ou reparar o dano resultante).

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de
Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012, modificado

Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".

sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho


conjunto de elementos inter-relacionados ou interligados para estabelecimento de política e
objetivos de saúde e segurança do trabalho e para o alcance desses objetivos
198 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Diretrizes sobre Sistemas de Gestão


de Segurança e Saúde no Trabalho, ILO-OSH 2001, 2001

stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018, modificado

Exemplos: parceiros de negócios, organizações da sociedade civil, consumidores, clientes,


empregados e outros trabalhadores, governos, comunidades locais, organizações
não governamentais, acionistas e outros investidores, fornecedores, sindicatos,
grupos vulneráveis

Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".

temas materiais
T temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".

trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização

Exemplos: empregados, trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,


aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos,
subcontratados, voluntários e pessoas que trabalham para outras organizações
que não a organização relatora como, por exemplo, fornecedores

Obs.: Nas Normas GRI, em alguns casos é especificado se é necessário usar um


determinado subconjunto de trabalhadores.

trabalho forçado ou análogo ao escravo


todo trabalho ou serviço exigido de um indivíduo sob ameaça de qualquer penalidade e para o
qual ele não se ofereceu de forma voluntária

Fonte: Organização Internacional do trabalho (OIT), Convenção sobre Trabalho Forçado,


1930 (nº 29); modificada

Obs. 1: Os exemplos mais extremos de trabalho forçado ou análogo ao escravo são


trabalho escravo e servidão por dívidas, pois dívidas também podem ser usadas
como forma de manter os trabalhadores em uma situação de trabalho forçado.

Obs. 2: São exemplos de indicadores de trabalho forçado a retenção de documentos de


identidade, a exigência de depósitos compulsórios e a coação de trabalhadores,
sob ameaça de demissão, para trabalharem horas extras com as quais não
tenham concordado previamente.

Bibliografia
199 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Bibliografia
Esta seção lista os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser consultados pela
organização.

Introdução
1. Comunidades Europeias, NACE Rev.2, Statistical classification of economic activities in the European
Community (NACE), Eurostat, Methodologies and Working Papers, 2008.
2. Executive Office of the President, Office of Management and Budget, North American Industry Classification
System (NAICS),
3. FTSE Russell, ICB Structure. Taxonomy Overview, 2019.
4. S&P Dow Jones Indices and MSCI Inc., Revisions to the Global Industry Classification Standard (GICS®)
Structure, 2018.
5. Sustainable Accounting Standards Boards (SASB), Sustainable Industry Classification System® (SICS®),
org/find-your-industry/, acessado em 27/05/2021.
6. Nações Unidas, International Standard Industrial Classification of All Economic Activities, Revision 4, Statistical
Papers Series M No. 4/Rev.4, 2008.

Perfil setorial
Instrumentos reconhecidos:
7. Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC), Acordo de Paris, 2015.
8. Assembleia Geral das Nações Unidas, Resolução adotada pela Assembleia Geral de 25 de setembro de
[Link] Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, 2015 (A/RES/70/1).

Referências adicionais:
9. Nações Unidas, Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, 1992.
10. Cordaid, Informing Local Communities, Civil Society and Local Government about Oil & Gas: A Practical Guide
on Technical Aspects, 2016.
11. F. Denton, T. J. Wilbanks, et al., ‘Climate-Resilient Pathways: Adaptation, Mitigation, and Sustainable
Development’, Climate Change 2014: Impacts, Adaptation, and Vulnerability. Part A: Global and Sectoral
Aspects. Contribution of Working Group II to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on
Climate Change, 2014.
12. Agência Internacional de Energia (IEA) Net-zero by 2050: A Roadmap for the Global Energy Sector, 2021.
13. Agência Internacional de Energia (IEA) World Energy Balances: Overview, 2020.
14. Corporação Financeira Internacional (IFC), Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos
Ambientais e Sociais (IPIECA), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Mapping the oil
and gas industry to the development goals: An atlas, 2017.
15. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Global Warming of 1.5°C, 2018.
16. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Conselho
Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), Accelerating action: an SDG Roadmap for
the oil and gas sector, 2021.
17. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Agência Internacional de Energia
(IEA), OECD Green Growth Studies: Energy, 2011.
18. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) Emissions Gap Report 2019, 2019.
19. Banco Mundial, Access to Electricity, [Link]/indicator/[Link], acessado em 31/05/2020.
20. Fórum Econômico Mundial (FEM), Which economies are most reliant on oil?,
[Link]/agenda/2016/05/which-economies-are-most-reliant-on-oil/, acessado em 03/05/2021.

Recursos:
21. GRI, Linking the SDGs and the GRI Standards, atualizado regularmente.
22. GRI e Pacto Global das Nações Unidas, Integrating the SDGs into corporate reporting: A practical guide, 2018.
200 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.1 Emissões de GEE


Instrumentos reconhecidos:
23. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change 2007: The Physical Science
Basis, 2007.
24. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change 2014: Synthesis Report, 2014.
25. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Good Practice Guidance and Uncertainty
Management in National Greenhouse Gas Inventories, 2001.

Referências adicionais:
26. Carbon Brief, Methane emissions from fossil fuels ‘severely underestimated’, 2020, [Link]/methane-
emissions-from-fossil-fuels-severely-underestimated, acessado em 31/05/2020.
27. Climate Disclosure Project (CDP), CDP Technical Note: Guidance methodology for estimation of Scope 3
category 11 emissions for oil and gas companies, 2021.
28. Environmental Defense Fund (EDF), Taking Aim: Hitting the mark on oil and gas methane targets, 2018.
29. Ernst & Young (EY), Unconventional oil and gas in a carbon constrained world: A review of the environmental
risks and future outlook for unconventional oil and gas, 2017.
30. P. Forster, V. Ramaswamy, et al., ‘Changes in Atmospheric Constituents and in Radiative Forcing’, Climate
Change 2007: The Physical Science Basis, 2007.
31. Harvard John A. Paulson School of Engineering and Applied Sciences, Oil and natural gas production emit more
methane than previously thought, 2021.
32. Agência Internacional de Energia (IEA), Energy Efficiency 2018: Analysis and Outlooks to 2040, 2018.
33. Agência Internacional de Energia (IEA), CO2 Emissions from Fuel Combustion Highlights, 2019, [Link]/data-
and-statistics/data-products, acessado em 22/04/2021.
34. Agência Internacional de Energia (IEA), Flaring Emissions, 2020.
35. Agência Internacional de Energia (IEA), Methane Tracker, [Link]/reports/methane-tracker-2020, acessado em
31/05/2020.
36. Agência Internacional de Energia (IEA), The Oil and Gas Industry in Energy Transitions: World Energy Outlook
special report, 2020.
37. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA) e Instituto
Americano do Petróleo (API), Estimating petroleum industry value chain (Scope 3) greenhouse gas emissions:
Overview of methodologies, 2016.
38. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Instituto
Americano do Petróleo (API) e Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Oil and gas
industry guidance on voluntary sustainability reporting, 3rd ed., 2015.
39. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Saving energy in
the oil and gas industry, 2013.
40. The Energy Resources Institute (TERI), Towards an Energy Efficient Oil & Gas Sector, 2015.
41. Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC), What do adaptation to climate change
and climate resilience mean?, 2020, [Link]/topics/adaptation-and-resilience/the-big-picture/what-do-
adaptation-to-climate-change-and-climate-resilience-mean, acessado em 31/05/2020.
42. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC) Oil and
Gas Methane Partnership (OGMP) 2.0 Framework, 2020.
43. Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), Assumptions to the Annual Energy Outlook
2019: Industrial Demand Module, 2019.
44. Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), Natural gas explained,
[Link]/energyexplained/natural-gas/, acessado em 31/05/2020.
45. Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US EPA), Overview of Greenhouse Gases,
[Link]/ghgemissions/overview-greenhouse-gases#methane, acessado em 31/05/2020.
46. Banco Mundial, Global Gas Flaring Reduction Partnership (GFFR),
[Link]/en/programs/gasflaringreduction, acessado em 01/06/2021.
47. Banco Mundial, Increased Shale Oil Production and Political Conflict Contribute to Increase in Global Gas
Flaring, 2019, [Link]/en/news/press-release/2019/06/12/increased-shale-oil-production-and-political-
conflict-contribute-to-increase-in-global-gas-flaring, acessado em 31/05/2020.
48. Banco Mundial, Zero Routine Flaring by 2030, [Link]/en/programs/zero-routine-flaring-by-2030#7,
acessado em 31/05/2020.
201 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

49. World Resources Institute, Estimating and Reporting the Comparative Emissions Impacts of Products, 2019.

Recursos:
50. Climate Disclosure Project (CDP), CDP Technical Note: Guidance methodology for estimation of Scope 3
category 11 emissions for oil and gas companies, 2021.
51. Greenhouse Gas Protocol, Corporate Value Chain (Scope 3) Accounting and Reporting Standard, 2011.
52. Greenhouse Gas Protocol, Global Warming Potential Values, 2015.
53. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA) e Instituto
Americano do Petróleo (API), Estimating petroleum industry value chain (Scope 3) greenhouse gas emissions:
Overview of methodologies, 2016.
54. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Instituto
Americano do Petróleo (API) e Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Sustainability
reporting guidance for the oil and gas industry, 2020.
55. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Coalizão Clima e Ar Limpo (CCAC) Oil and
Gas Methane Partnership (OGMP) 2.0 Framework, 2020.
56. Banco Mundial, Global Gas Flaring Reduction Partnership (GFFR),
[Link]/en/programs/gasflaringreduction, acessado em 01/06/2021.
57. World Resources Institute, Estimating and Reporting the Comparative Emissions Impacts of Products, 2019.

Tema 11.2 Adaptação, resiliência e transição climática


Instrumentos reconhecidos:
58. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Global Warming of 1.5°C. An IPCC Special
Report on the impacts of global warming of 1.5°C above pre-industrial levels and related global greenhouse gas
emission pathways, in the context of strengthening the global response to the threat of climate change,
sustainable development, and efforts to eradicate poverty, 2018.
59. Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC), Acordo de Paris, 2015.

Referências adicionais:
60. A. Dagnachew, A. F. Hof, et al., Insight into Energy Scenarios: A comparison of key transition indicators of 2˚C
scenarios, 2019.
61. C. Symon, Climate change: Action, trends and implications for business: The IPCC’s Fifth Assessment Report,
Working Group 1, 2013.
62. Carbon Tracker Initiative, Balancing the Budget: Why deflating the carbon bubble requires oil & gas companies
to shrink, 2019, [Link]/reports/balancing-the-budget/, acessado em 31/05/2020.
63. Carbon Tracker Initiative, Carbon Budgets Explainer, 2018.
64. Carbon Tracker, Unburnable Carbon: Are the World’s Financial Markets Carrying a Carbon Bubble?, 2011.
65. E. Stuart, Leaving No One Behind in Sustainable Development Pathways, [Link]/climate/expert-
perspective/leaving-no-one-behind-sustainable-development-pathways, acessado em 31/05/2020.
66. F. Denton, T. J. Wilbanks, et al., ‘Climate-Resilient Pathways: Adaptation, Mitigation, and Sustainable
Development’, Climate Change 2014: Impacts, Adaptation, and Vulnerability. Part A: Global and Sectoral
Aspects. Contribution of Working Group II to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on
Climate Change, 2014.
67. Agência Internacional de Energia (IEA), Net-zero by 2050: A Roadmap for the Global Energy Sector, 2021.
68. Agência Internacional de Energia (IEA), The Oil and Gas Industry in Energy Transitions: World Energy Outlook
special report, 2020.
69. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Special Report on Carbon Dioxide Capture and
Storage, 2005.
70. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Addressing
adaptation in the oil and gas industry, 2013.
71. União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Resolução adotada no Congresso Mundial de
Conservação de 2016. Defining Nature-based Solutions, (WCC-2016-Res-069-EN)
72. J. G. J. Olivier and J. A. H. W. Peters, Trends in global CO2 and total greenhouse gas emissions: 2019 Report,
2020.
73. L. Fletcher, T. Crocker, et al., Beyond the cycle: Which oil and gas companies are ready for the low-carbon
transition? Executive summary, 2018.
74. M. F. Rahman, M. Mostofa, and S. Huq, Low-Carbon Futures in Least-Developed Countries,
202 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

[Link]/climate/expert-perspective/low-carbon-futures-least-developed-countries, acessado em 31/05/2020.


75. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Agência Internacional de Energia
(IEA), OECD Green Growth Studies: Energy, 2011.
76. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Monitoring the transition to a low-
carbon economy: A strategic approach to local development, 2015.
77. R. Hutt, Which economies are most reliant on oil?, [Link]/agenda/2016/05/which-economies-are-most-
reliant-on-oil/ , acessado em 31/05/2020.
78. Science Based Targets, Oil and Gas, [Link]/sectors/oil-and-gas, acessado em 31/05/2021.
79. Stockholm Environment Institute (SEI), Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD),
Overseas Development Institute (ODI), Climate Analytics, CICERO e Programa das Nações Unidas para o Meio
Ambiente (PNUMA), The Production Gap: The discrepancy between countries’ planned fossil fuel production and
global production levels consistent with limiting warming to 1.5°C or 2°C, 2019.
80. Stockholm Environment Institute (SEI), Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD),
Overseas Development Institute (ODI), Third Generation Environmentalism (E3G) e Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), The Production Gap Report: 2020 Special Report, 2021.
81. T. Bruckner, I. A. Bashmakov, et al., ‘Energy Systems’, Mitigation of Climate Change 2014: Mitigation of Climate
Change. Contribution of Working Group III to the Fifth Assessment Report of the Intergovernmental Panel on
Climate Change, 2014.
82. Task Force on Climate-Related Financial Disclosure (TCFD), The Use of Scenario Analysis in Disclosure of
Climate-Related Risks and Opportunities, 2017.
83. World Resources Institute (WRI), A Recommended Methodology for Estimating and Reporting the Potential
Greenhouse Gas Emissions from Fossil Fuel Reserves, 2016.

Recursos:
84. Task Force on Climate-Related Financial Disclosure (TCFD), Recommendations of the Task Force on Climate-
related Financial Disclosure, 2017.
85. Task Force on Climate-Related Financial Disclosure (TCFD), The Use of Scenario Analysis in Disclosure of
Climate-Related Risks and Opportunities, 2017.
86. Transition Pathway Initiative (TPI), Methodology and Indicators Report, 2019.
87. World Resources Institute (WRI), A Recommended Methodology for Estimating and Reporting the Potential
Greenhouse Gas Emissions from Fossil Fuel Reserves, 2016.

Tema 11.3 Emissões atmosféricas


Referências adicionais:
88. Earthworks, Air pollution from the Oil and Gas Industry, [Link]/publications/fs_oilandgas_airpollution,
acessado em 31/05/2020.
89. Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US EPA), Controlling Air Pollution from the Oil and Natural
Gas Industry, [Link]/controlling-air-pollution-oil-and-natural-gas-industry, acessado em 01/06/2021.
90. Agência Internacional de Energia (IEA), Energy and Air Pollution: World Energy Outlook Special Report, 2016.
91. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Gas Distribution
Systems, 2007.
92. Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (UNECE), Air pollution, ecosystems and biodiversity,
[Link]/air-pollution-ecosystems-and-biodiversity, acessado em 31/05/2020.
93. Organização Mundial de Saúde (OMS), Air pollution, [Link]/health-topics/air-pollution#tab=tab_1, acessado em
31/05/2020.
94. Organização Mundial de Saúde (OMS), Air pollution and child health: Prescribing clean air, advance copy, 2018.

Recursos:
95. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Crude Oil and
Petroleum Product Terminals, 2007.
96. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Liquefied Natural
Gas Facilities, 2017.
97. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Natural Gas
Processing, 2017.
98. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Offshore Oil and
Gas Development, 2015.
203 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

99. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Onshore Oil and
Gas Development, 2017.
100. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Petroleum Refining,
2016.
101. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Retail Petroleum
Networks, 2007.

Tema 11.4 Biodiversidade


Instrumentos reconhecidos:
102. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas e Biodiversidade, 2002.
103. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change and Land – An IPCC Special
Report on climate change, desertification, land degradation, sustainable land management, food security, and
greenhouse gas fluxes in terrestrial ecosystems: Summary for Policymakers, 2019.

Referências adicionais:
104. N. Butt, H. L. Beyer, et al., Biodiversity Risks from Fossil Fuel Extraction, Science, 2013.
105. Cross-Sector Biodiversity Initiative (CSBI), A cross-sector guide for implementing the Mitigation Hierarchy, 2015.
106. The Energy & Biodiversity Initiative (EBI), Integrating Biodiversity Conservation into Oil & Gas Development, 2003.
107. M. B. J. Harfoot, D. P. Tittensor, et al., Present and future biodiversity risks from fossil fuel exploitation,
Conservation Letters, 2018.
108. Corporação Financeira Internacional (IFC), Nota de Orientação 6: Conservação da Biodiversidade e Gestão
Sustentável de Recursos Naturais Vivos, 2019.
109. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 6: Conservação da Biodiversidade e
Gestão Sustentável de Recursos Naturais Vivos, 2012.
110. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Associação
Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Biodiversity and ecosystem services fundamentals, 2016.
111. União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Issues Brief: Biodiversity offsets,
[Link]/resources/issues-briefs/biodiversity-offsets, acessado em 26/05/2021.
112. K. Leach, S. E. Brooks, and S. Blyth, Potential threat to areas of biodiversity importance from current and
emerging oil and gas activities in Africa, 2016.
113. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Biodiversity Offsets: Effective Design
and Implementation, 2016.
114. Pembina Institute, Fact sheet: Resource development in the North. Impacts of the cumulative effects of oil & gas,
2006.
115. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Centro de Monitoramento da Conservação
Mundial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-WCMC), Mainstreaming of Biodiversity
into the Energy and Mining Sectors: An Information Document for the 21st Meeting of the Subsidiary Body on
Scientific, Technical and Technological Advice (SBSTTA-21), 2017.
116. Banco Mundial, Biodiversity Offsets: A User Guide, 2016.

Recursos:
117. Integrated Biodiversity Assessment Tool (IBAT) Alliance, Integrated Biodiversity Assessment Tool, ibat-
[Link]/, acessado em 02/06/2021.
118. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para
Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA) e Princípios do Equador, A cross-sector guide for implementing the
Mitigation Hierarchy, 2017.
119. Corporação Financeira Internacional (IFC), Nota de Orientação 6: Conservação da Biodiversidade e Gestão
Sustentável de Recursos Naturais Vivos, 2019.
120. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 6: Conservação da Biodiversidade e
Gestão Sustentável de Recursos Naturais Vivos, 2012.
121. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Associação
Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Biodiversity and ecosystem services fundamentals, 2016.

Tema 11.5 Resíduos


Referências adicionais:
204 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

122. Alberta Energy Regulator, Tailings, [Link]/providing-information/by-topic/tailings, acessado em 31/05/2020.


123. Alberta Government, Lower Athabasca Region: Tailings Management Framework for the Mineable Athabasca Oil
Sands, 2015.
124. P. D. Cameron and M. C. Stanley, Oil, Gas, and Mining: A Sourcebook for Understanding the Extractive Industries,
2017.
125. Canada’s Oil Sands, Tailings Ponds, [Link]/explore/tailings-ponds/, acessado em 31/05/2020.
126. Economia Circular, The Circularity Gap Report, 2019.
127. Comissão Europeia, Mining waste, [Link]/environment/topics/waste-and-recycling/mining-waste_en,
acessado em 31/05/2020
128. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Drilling Waste Management Technology
Review, 2016.
129. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Environmental management in Arctic oil &
gas operations: Good practice guide, 2013.
130. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Guidelines for waste management with
special focus on areas with limited infrastructure, 2008.
131. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Crude Oil and
Petroleum Product Terminals, 2007.
132. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Gas Distribution
Systems, 2007.
133. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Liquefied Natural
Gas Facilities, 2017.
134. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Mining, 2007.
135. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Natural Gas
Processing, 2017.
136. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Offshore Oil and
Gas Development, 2015.
137. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Onshore Oil and
Gas Development, 2007.
138. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Petroleum Refining,
2016.
139. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Retail Petroleum
Networks, 2007.
140. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Petroleum refinery
waste management and minimization, 2014.
141. Union of Concerned Scientists (UCS), The Hidden Cost of Fossil Fuels, 2008, [Link]/resources/hidden-
costs-fossil-fuels, acessado em 31/05/2020.
142. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) Circular Economy Principles for NDCs and
Long-term Strategies, 2019.
143. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Towards a Pollution-Free Planet, 2017.
144. Setor para a Indústria e o Meio Ambiente do PNUMA (UNEP IE), Environmental management in oil and gas
exploration and production: An overview of issues and management approaches, 1997.
145. Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US EPA), Management of Exploration, Development and
Production Wastes: Factors Informing a Decision on the Need for Regulatory Action, 2019.

Recursos:
146. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Drilling waste management technology
review, 2016.
147. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Guidelines for waste management with
special focus on areas with limited infrastructure, 2008.
148. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Waste
Management, 2007.
149. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Petroleum refinery
waste management and minimization, 2014.
150. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Conselho Internacional de Mineração e Metais
(ICMM) e Princípios para o Investimento Responsável (PRI), Global Tailings Standard, 2020.
205 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Tema 11.6 Água e efluentes


Referências adicionais:
151. L. Allen, M. Cohen, et al., ‘Fossil Fuels and Water Quality’, The World's Water Volume 7: The Biennial Report on
Freshwater Resources, pp. 73-96, 2011.
152. P. D. Cameron and M. C. Stanley, Oil, Gas, and Mining: A Sourcebook for Understanding the Extractive Industries,
2017.
153. Agência Internacional de Energia (IEA), Water Energy Nexus: Excerpt from the World Energy Outlook 2016, 2016.
154. Agência Internacional de Energia (IEA), ‘Water for Energy’, World Energy Outlook 2012, pp. 501-527, 2012.
155. S. Osborn, A. Vengosh, et al., Methane contamination of drinking water accompanying gas-well drilling and
hydraulic fracturing, Proceedings of the National Academy of Sciences, 2011.
156. Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Commodities at a Glance:
Special Issue on Shale Gas, 2017.
157. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Towards a Pollution-Free Planet, 2017.
158. Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US EPA), Hydraulic Fracturing for Oil and Gas: Impacts
from the Hydraulic Fracturing Water Cycle on Drinking Water Resources in the United States, 2016.
159. Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US EPA), Profile of the Fossil Fuel Electric Power
Generation Industry, 1997.
160. Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US EPA), Study of Oil and Gas Extraction Wastewater
Management Under the Clean Water Act, EPA‐821‐R19‐001, versão preliminar, maio de 2019.
161. Banco Mundial, Thirsty Energy (II): The Importance of Water for Oil and Gas Extraction, 2016.

Recursos:
162. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Water Stewardship Framework, 2014.
163. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), The IPIECA Water
Management Framework for onshore oil and gas activities, 2013.

Tema 11.7 Encerramento e reabilitação


Instrumentos reconhecidos:
164. Organização Marítima Internacional (IMO), Guidelines and Standards for the Removal of Offshore Installations
and Structures on the Continental Shelf and in the Exclusive Economic Zone (EEZ), 1989.
165. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS III),
1982.

Referências adicionais:
166. P. D. Cameron and M. C. Stanley, Oil, Gas, and Mining: A Sourcebook for Understanding the Extractive Industries,
2017.
167. Environmental Protection Authority (EPA Western Australia), Environmental Factor Guideline: Benthic
Communities and Habitats, 2016.
168. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Decommissioning of offshore concrete
gravity-based structures (CGBS) in the OSPAR maritime area/other global regions IOGP Report 484, 2018.
169. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Overview of International Offshore
Decommissioning Regulations – Volume 1: Facilities IOGP Report 584, 2017.
170. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Overview of International Offshore
Decommissioning Regulations – Volume 2: Wells Plugging & Abandonment IOGP Report 585, 2017.
171. Merriam-Webster, Benthic, [Link]/dictionary/benthic, acessado em 26/05/2021.
172. Trevisanut, ‘Decommissioning of Offshore Installations: a Fragmented and Ineffective International Regulatory
Framework’, The Law of the Seabed, pp. 431-453, 2020.
173. Setor para a Indústria e o Meio Ambiente do PNUMA (UNEP IE), Environmental management in oil and gas
exploration and production: An overview of issues and management approaches, 1997.
174. Banco Mundial, Towards Sustainable Decommissioning and Closure of Oil Fields and Mines: A Toolkit to Assist
Government Agencies, 2010.

Recursos:
175. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Oil and gas
industry guidance on voluntary sustainability reporting, 3rd ed., 2015.
206 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

176. Nações Unidas, Guidance Note on the Tax Treatment of Decommissioning for the Extractive Industries, 2016.

Tema 11.8 Integridade de ativos e gestão de acidentes de


segurança de processo
Referências adicionais:
177. Alberta Energy Regulator, Tailings, [Link]/providing-information/by-topic/tailings, acessado em 31/05/2020.
178. Alberta Government, Lower Athabasca Region: Tailings Management Framework for the Mineable Athabasca Oil
Sands, 2015
179. Instituto Americano do Petróleo (API), Recommended Practice 754: Process Safety Performance Indicators For
The Refining And Petrochemical Industries, atualizado periodicamente.
180. Australian National University (ANU) and Investor Group on Climate Change (IGCC), Assessing Climate Change
Risks and Opportunities, Oil and Gas Sector, 2013.
181. Canada’s Oil Sands, Tailings Ponds, [Link]/explore/tailings-ponds/, acessado em 31/05/2020.
182. M. Christou and M. Konstantinidou, Safety of offshore oil and gas operations: Lessons from past accident
analysis, 2012.
183. Environmental Defense Fund (EDF), Why are natural gas leaks a problem?,
[Link]/climate/methanemaps/leaks-problem, acessado em 31/05/2020.
184. Agência Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Asset integrity: the key to managing major
incident risks, 2018.
185. Agência Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Process safety: recommended practice on key
performance indicators, 2018.
186. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(PNUMA) e Princípios para o Investimento Responsável (PRI), Global Industry Standard on Tailings
Management, 2020.
187. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guidance on Developing Safety
Performance Indicators Related to Chemical Accident Prevention, Preparedness and Response for Industry,
2008.
188. Pipeline and Hazardous Materials Safety Administration (PHMSA), Pipeline Incident 20 Year Trends,
[Link]/data-and-statistics/pipeline/pipeline-incident-20-year-trends, acessado em 31/05/2020.
189. R. Sullivan, D. Russell, et al., Managing the Unavoidable: investment implications of a changing climate, 2009.
190. UK Health and Safety Executive, Step-By-Step Guide to Developing Process Safety Performance Indicators, 2006.
191. Setor para a Indústria e o Meio Ambiente do PNUMA (UNEP IE), Environmental management in oil and gas
exploration and production: An overview of issues and management approaches, 1997.
192. Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US EPA), Oil and Natural Gas Sector Leaks, 2014.
193. T. Williams, Pipelines: Environmental Considerations, Ottawa, Canada, Library of Parliament, 2012.

Recursos:
194. Instituto Americano do Petróleo (API), Recommended Practice 754: Process Safety Performance Indicators For
The Refining And Petrochemical Industries, atualizado periodicamente.
195. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(PNUMA) e Princípios para o Investimento Responsável (PRI), Global Industry Standard on Tailings
Management, 2020.
196. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Oil and gas
industry guidance on voluntary sustainability reporting, 3rd ed., 2015.
197. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Conselho Internacional de Mineração e Metais
(ICMM) e Princípios para o Investimento Responsável (PRI), Global Industry Standard on Tailings Management,
2020.

Tema 11.9 Saúde e segurança do trabalho


Referências adicionais:
198. The Advocates for Human Rights, Promoting Gender Diversity and Inclusion in the Oil, Gas and Mining Extractive
Industries: A Women’s Human Rights Report, 2019.
199. Canadian Centre for Occupational Health and Safety (CCOHS), Cold Environments: Working in the Cold,
[Link]/oshanswers/phys_agents/cold_working.html, acessado em 31/05/2020.
207 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

200. Health and Safety Executive (HSE), Biological hazards, [Link]/offshore/[Link], acessado
em 31/05/2020.
201. Health and Safety Executive (HSE), Heat stress, [Link]/temperature/heatstress/, acessado em 31/05/2020.
202. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Safety performance indicators – 2018 data –
Fatal incident reports, 2018.
203. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Current and future skills, human resources development and safety
training for contractors in the oil and gas industry, 2012.
204. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Oil and gas production and oil refining sector,
[Link]/global/industries-and-sectors/oil-and-gas-production-oil-refining/lang--en/[Link], acessado em
31/05/2020.
205. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Social dialogue and industrial relations issues in the oil industry,
2009.
206. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Working Paper No. 276: Working conditions of contract workers in
the oil and gas industries, 2010.
207. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Working towards sustainable development: Opportunities for
decent work and social inclusion in a green economy, 2012.
208. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP) – Associação da Indústria Global de Óleo e
Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Health leading performance indicators, atualizado
anualmente.
209. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Human Rights
Training Tool, 3rd ed., 2014.
210. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA) e Associação
Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Managing psychosocial risks on expatriation in the oil
and gas industry, 2013.
211. Administração de Segurança e Saúde Ocupacional do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos (OSHA),
Health and Safety Risks for Workers Involved in Manual Tank Gauging and Sampling at Oil and Gas Extraction
Sites, 2016.
212. Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos,
Hydrogen Sulfide: Hazards, [Link]/hydrogen-sulfide, acessado em 31/05/2020.
213. Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos,
Silica, Crystalline: Health Effects, [Link]/silica-crystalline, acessado em 31/05/2020.
214. Organização Mundial de Saúde (OMS), Preventing Disease through Healthy Environments: Exposure to
Benzene: A Major Public Health Concern, 2010.
215. Wipro, Safety and Health Management in Oil and Gas Industry, [Link]/oil-and-gas/safety-and-health-
management-system-in-oil-and-gas-industry/, acessado em 31/05/2020.
216. World Nuclear Association, Naturally-Occurring Radioactive Materials, 2019, [Link]/information-
library/safety-and-security/radiation-and-health/[Link], acessado
em 31/05/2020.

Recursos:
217. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP) – Associação da Indústria Global de Óleo e
Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Health management in the oil and gas industry, 2019.
218. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP) – Associação da Indústria Global de Óleo e
Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Health Performance Indicators: A guide for the oil and gas
industry, 2007.
219. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP) – Associação da Indústria Global de Óleo e
Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Performance indicators for fatigue risk management
systems, 2012.

Tema 11.10 Práticas empregatícias


Instrumentos reconhecidos:
220. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção sobre Trabalho Marítimo, 2006.
221. Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Meaningful Stakeholder Engagement in the Extractives Sector, 2015.

Referências adicionais:
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222. C. Forde, R. MacKenzie, et al., Good industrial relations in the oil industry in the United Kingdom, 2005.
223. C. Hidalgo, K. Peterson, et al., Extracting with Purpose: Creating Shared Value in the Oil and Gas and Mining
Sectors’ Companies and Communities, 2015.
224. IndustriaAll Global Union, Nigerian oil and gas unions fight against precarious work, 8 August 2017, industriall-
[Link]/nigerian-oil-and-gas-unions-fight-against-precarious-work, acessado em 31/05/2020.
225. IndustriAll Global Union, Norwegian oil company DNO targeted by unions, 12 January 2017, industriall-
[Link]/norwegian-oil-company-dno-targeted-by-unions, acessado em 31/05/2020.
226. IndustriAll Global Union, Shell’s hidden shame: Contract workers on the poverty line in Nigeria, 5 December
2018, [Link]/shells-hidden-shame-contract-workers-on-the-poverty-line-in-nigeria, acessado em
31/05/2020.
227. Industri Energi, The strike is necessary to level out differences in the oil industry, 07/10/2016,
[Link]/nyhet/the-strike-is-necessary-to-level-out-differences-in-the-oil-industry/, acessado em
31/05/2020.
228. Institute for Human Rights and Business (IHRB) and Shift, Oil and Gas Sector Guide on Implementing the UN
Guiding Principles on Business and Human Rights (Guia para o Setor de Petróleo e Gás para Implementação
dos Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos da ONU), 2017.
229. Corporação Financeira Internacional (IFC), IPIECA e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
(PNUD), Mapping the oil and gas industry to the Sustainable Development Goals: An Atlas, 2017.
230. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Social dialogue and industrial relations issues in the oil industry:
Report for discussion at the Tripartite Meeting on Promoting Social Dialogue and Good Industrial Relations from
Oil and Gas Exploration and Production to Oil and Gas Distribution, 2009.
231. F. Todd, What are the pros and cons of automation in the oil and gas industry?, 19/03/2019,
[Link]/features/oil-and-gas-automation, acessado em 31/05/2020.
232. S. Tordo, M. Warner, et al., Local Content Policies in the Oil and Gas Sector, 2013.
233. United Steelworkers (USW), National Oil Bargaining Talks Break Down: USW Calls for Work Stoppage at Nine
Oil Refineries, Plants, 01/02/2015, [Link]/news/media-center/releases/2015/national-oil-bargaining-talks-
break-down-usw-calls-for-work-stoppage-at-nine-oil-refineries-plants, acessado em 31/05/2020.

Tema 11.11 Não discriminação e igualdade de oportunidades


Referências adicionais:
234. The Advocates for Human Rights, Promoting Gender Diversity and Inclusion in the Oil, Gas and Mining Extractive
Industries: A Women’s Human Rights Report, 2019.
235. The Boston Consulting Group (BCG) and World Petroleum Council, Untapped Reserves: Promoting Gender
Balance in Oil and Gas, 2017.
236. Business & Human Rights Resource Centre (BHRRC), Azerbaijan: Abuses by oil companies include workplace
discrimination, illegal termination of contracts, health & safety violations, sexual harassment, environmental
pollution, say NGO reports; includes company comments, [Link]/en/latest-news/azerbaijan-
abuses-by-oil-companies-include-workplace-discrimination-illegal-termination-of-contracts-health-safety-
violations-sexual-harassment-environmental-pollution-say-ngo-reports-includes-company-comments/,
acessado em 31/05/2020.
237. Digby Brown Solicitors, Oil and Gas contract restrictions removed after discrimination employment advice,
[Link]/clients-we-have-helped/oil-and-gas-contract-restrictions-removed-after-discrimination-
employment, acessado em 31/05/2020.
238. N. Hill, A. Alook, and I. Hussey, How gender and race shape experiences of work in Alberta’s oil industry,
[Link]/how_gender_and_race_shape_experiences_of_work_in_albertas_oil_industry, acessado
em 31/05/2020.
239. Institute for Human Rights and Business (IHRB) and Shift, Oil and Gas Sector Guide on Implementing the UN
Guiding Principles on Business and Human Rights (Guia para o Setor de Petróleo e Gás para Implementação
dos Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos da ONU), 2017.
240. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Current and future skills, human resources development and safety
training for contractors in the oil and gas industry, 2012.
241. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Social dialogue and industrial relations issues in the oil industry,
2009.
242. Iraqi Center for Policy Analysis & Research (ICPAR), Institutional Discrimination in Iraq’s Oil and Gas Sector,
[Link]/?p=306, acessado em 31/05/2020.
209 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

243. J. Soper, Ghanaian Workers Fight Pay Discrimination, [Link]/stories/ghanaian-workers-fight-pay-


discrimination, acessado em 31/05/2020.
244. Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), Human Rights
Guidance Tool for the Financial Sector, Oil and Gas, [Link]/humanrightstoolkit/[Link], acessado em
31/05/2020.

Tema 11.12 Trabalho forçado e escravidão moderna


Instrumentos reconhecidos:
245. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção sobre Trabalho Forçado, 1930 (nº 29).

Referências adicionais:
246. EarthRights International, Total Impact: The Human Rights, Environmental, and Financial Impacts of Total and
Chevron’s Yadana Gas Project in Military-Ruled Burma (Myanmar), 2009.
247. Fédération Internationale pour les Droits Humains (FIDH), Info Birmanie, la Ligue des droits de l’Homme et la
FIDH dénoncent l’accord intervenu entre Total et Sherpa, 2005.
248. Global Slavery Index, ‘Global Findings’, Global Slavery Index 2018, pp. 24-45.
249. GRI, Responsible Labor Initiative, Advancing modern slavery reporting to meet stakeholder expectations, 2019.
250. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Labour Migration in the Arab States,
[Link]/beirut/areasofwork/labour-migration/WCMS_514910/lang--en/[Link], acessado em 31/05/2020.
251. Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Walk Free Foundation, Global Estimates of Modern Slavery:
Forced Labour and Forced Marriage, 2017.
252. International Transport Workers’ Federation (ITF), ITF and Malaviya Seven crew dismayed by delay,
[Link]/en/news/itf-and-malaviya-seven-crew-dismayed-delay, acessado em 31/05/2020.
253. National Union of Rail, Maritime and Transport Workers (RMT), Modern day slavery charge made by RMT,
[Link]/news/modern-day-slavery-charge-made-by-rmt/, acessado em 31/05/2020.
254. UNICEF, Oil and Gas Scoping Paper, 2015.

Recursos :
255. GRI, Responsible Labor Initiative, Advancing modern slavery reporting to meet stakeholder expectations, 2019.

Tema 11.13 Liberdade sindical e negociação coletiva


Instrumentos reconhecidos:
256. Organização Internacional do Trabalho (OIT), 386th Report of the Committee on Freedom of Association, 2018.

Referências adicionais:
257. M. Carpenter, Restrictions on freedom of association potential powder keg for oil companies,
[Link]/insights/analysis/restrictions-on-freedom-of-association-potential-powder-keg-for-oil-
companies/, acessado em 31/05/2020.
258. I. Graham, Organização Internacional do Trabalho (OIT), Working conditions of contract workers in the oil and gas
industries, 2010.
259. IndustriAll, Nigerian oil and gas unions fight against precarious work, [Link]/nigerian-oil-and-gas-
unions-fight-against-precarious-work, acessado em 31/05/2020.
260. International Trade Union Confederation (ITUC), ITUC Global Rights Index: The World's Worst Countries for
Workers, 2016.
261. International Trade Union Confederation (ITUC), Saudi Arabia bans trade unions and violates all international
labour standards, [Link]/saudi-arabia-bans-trade-unions-and?lang=en, acessado em 31/05/2020.
262. Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA), Country comparison: Crude oil: Exports, [Link]/the-
world-factbook/field/crude-oil-exports/country-comparison, acessado em 31/05/2020.

Tema 11.14 Impactos econômicos


Instrumentos reconhecidos:
263. Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), OECD Principles for Private Sector
Participation in Infrastructure, 2007.

Referências adicionais:
210 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

264. Bill & Melinda Gates Foundation, Paper 7: Leveraging extractive industries for skills development to maximize
sustainable growth and employment, 2015.
265. C. Sigam and L. Garcia, Extractive industries: Optimizing the value retention in host countries, 2012.
266. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Social and economic spending: The impact of the
extractive industries on economic growth and social development, [Link]/social-economic-spending, acessado
em 31/05/2020.
267. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Local content: A
guidance document for the oil and gas industry, 2nd ed., 2016.
268. J-F. Mercure, H. Pollitt, et al., ‘Macroeconomic impacts of stranded fossil fuels assets’, Nature Climate Change,
vol. 8, pp. 588-593, 2018, [Link]/articles/s41558-018-0182-1, acessado em 31/05/2020.
269. Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Collaborative Strategies for In-Country
Shared Value Creation, 2016.
270. K. Storey, ‘Fly-in/Fly-out: Implications for Community Sustainability’, Sustainability, vol. 2, pp. 1161-1181, 2010.
271. Escritório das Nações Unidas para a Redução de Risco de Desastres (UNISDR), ‘Words into Action
Guidelines: National Disaster Risk Assessment’, Special Topics, Direct and Indirect Economic Impact, 2017.

Recursos:
272. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Local content: A
guidance document for the oil and gas industry, 2nd ed., 2016.

Tema 11.15 Comunidades locais


Instrumentos reconhecidos:
273. Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Meaningful Stakeholder Engagement in the Extractives Sector, 2015.

Referências adicionais:
274. Cordaid, Informing Local Communities, Civil Society and Local Government about Oil & Gas: A Practical Guide
on Technical Aspects, 2016.
275. Cordaid, When Oil, Gas or Mining Arrives in Your Area: Practical Guide for Communities, Civil Society and Local
Government on the Social Aspects of Oil, Gas and Mining, 2016.
276. E&P Forum e Setor para a Indústria e o Meio Ambiente do PNUMA (UNEP IE), Environmental management in oil
and gas exploration and production: An overview of issues and management approaches, 1997.
277. Institute for Human Rights and Business (IHRB) and Shift, Oil and Gas Sector Guide on Implementing the UN
Guiding Principles on Business and Human Rights (Guia para o Setor de Petróleo e Gás para Implementação
dos Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos da ONU), 2017; Corporação Financeira
Internacional (IFC), Unlocking Opportunities for Women and Business: A Toolkit of Actions and Strategies for Oil,
Gas, and Mining Companies, 2018,
[Link]/wps/wcm/connect/topics_ext_content/ifc_external_corporate_site/gender+at+ifc/resources/unlocking-
opportunities-for-women-and-business, acessado em 31/05/2020.
278. Corporação Financeira Internacional (IFC), Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos
Ambientais e Sociais (IPIECA) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Mapping the
oil and gas industry to the development goals: An atlas, 2017.
279. Corporação Financeira Internacional (IFC), Nota de Orientação 4 Saúde e Segurança da Comunidade, 2012.
280. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 4 Saúde e Segurança da Comunidade,
2012.
281. Mapping the oil and gas industry to the Sustainable Development Goals: An Atlas, 2017.
282. Oil and Gas Accountability Project (OGAP), Oil and Gas At Your Door? A Landowner’s Guide to Oil and Gas
Development, 2nd ed., 2005.
283. Oxfam International, Position Paper on Gender Justice and the Extractive Industries, 2017.
284. R. Schultz, R. Skoumal, et al., ‘Hydraulic Fracturing‐Induced Seismicity’, Reviews of Geophysics, vol. 58,
12/06/2020.
285. Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), Human Rights
Guidance Tool for the Financial Sector, Oil and Gas, [Link]/humanrightstoolkit/[Link], acessado em
31/05/2020.

Recursos:
211 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

286. Institute for Human Rights and Business (IHRB) and Shift, Oil and Gas Sector Guide on Implementing the UN
Guiding Principles on Business and Human Rights (Guia para o Setor de Petróleo e Gás para Implementação
dos Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos da ONU), 2017.
287. Corporação Financeira Internacional (IFC), Nota de Orientação 4 Saúde e Segurança da Comunidade, 2012.
288. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 4 Saúde e Segurança da Comunidade,
2012.
289. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Instituto
Americano do Petróleo (API) e Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Sustainability
reporting guidance for the oil and gas industry, 2020.

Tema 11.16 Direitos à terra e aos recursos naturais


Instrumentos reconhecidos:
290. União Europeia e UN Interagency Framework Team for Preventive Action, Toolkit and Guidance for Preventing
and Managing Land and Natural Resources Conflict: Land and Conflict, 2012.
291. Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Meaningful Stakeholder Engagement in the Extractives Sector, 2015.

Referências adicionais:
292. Avocats Sans Frontières, Human Rights Implications of Extractive Industry Activities in Uganda: A Study of the
Mineral Sector in Karamoja and the Oil Refinery in Bunyoro, 2014.
293. P. D. Cameron and M. C. Stanley, Oil, Gas, and Mining: A Sourcebook for Understanding the Extractive Industries,
2017.
294. Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services (IPBES), Report of the
Plenary of the Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services on the work of
its seventh session, 2019.
295. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Land Acquisition and Resettlement, 2015.
296. Corporação Financeira Internacional (IFC), Good Practice Handbook: Land Acquisition and Resettlement (draft),
2019.
297. Corporação Financeira Internacional (IFC), Nota de Observação 5, Aquisição de Terra e Reassentamento
Involuntário, 2012.
298. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 5, Aquisição de Terra e Reassentamento
Involuntário, 2012.
299. Corporação Financeira Internacional (IFC), Nota de Observação 8: Patrimônio Cultural, 2012.
300. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 8: Patrimônio Cultural, 2012.
301. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA) e Associação
Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Key questions in managing social issues in oil & gas
projects, 2002.
302. Pensamiento y Acción Social (PAS) and L. Turrriago, ‘Caso El Hatillo: El re-asentamiento como la legalización
del despojo y el acaparamiento de las tierras por el modelo extractivista’, [Link]/hatillo-despojo-
extractivista, acessado em 01/06/2020.
303. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR), Land and Human
Rights, [Link]/EN/Issues/LandAndHR/Pages/[Link], acessado em 31/05/2020.
304. F. Vanclay, ‘Project-induced displacement and resettlement: from impoverishment risks to an opportunity for
development?’, Impact Assessment and Project Appraisal Journal, vol. 35, pp. 3-21, 2017, DOI:
10.1080/14615517.2017.1278671.
305. Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), Human Rights
Guidance Tool for the Financial Sector, Oil and Gas, [Link]/humanrightstoolkit/[Link], acessado em
31/05/2020.

Recursos:
306. Institute for Human Rights and Business (IHRB) and Shift, Oil and Gas Sector Guide on Implementing the UN
Guiding Principles on Business and Human Rights (Guia para o Setor de Petróleo e Gás para Implementação
dos Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos da ONU), 2017.
307. Corporação Financeira Internacional (IFC), Good Practice Handbook: Land Acquisition and Resettlement (draft),
2019.
308. Corporação Financeira Internacional (IFC), Nota de Observação 5, Aquisição de Terra e Reassentamento
212 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Involuntário, 2012.
309. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 5, Aquisição de Terra e Reassentamento
Involuntário, 2012.
310. Corporação Financeira Internacional (IFC), Nota de Observação 8: Patrimônio Cultural, 2012.
311. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 8: Patrimônio Cultural, 2012.
312. Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), Human Rights
Guidance Tool for the Financial Sector, Oil and Gas, [Link]/humanrightstoolkit/[Link], acessado em
31/05/2020.

Tema 11.17 Direitos de povos indígenas


Instrumentos reconhecidos:
313. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 169, “Povos Indígenas e Tribais”, 1989.
314. Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas
(UNDRIP); 2007.

Referências adicionais:
315. The Advocates for Human Rights, Promoting Gender Diversity and Inclusion in the Oil, Gas, and Mining
Extractive Industries, 2019.
316. Anistia Internacional, Inter-American Court ruling marks key victory for indigenous peoples,
[Link]/en/press-releases/2012/07/ecuador-inter-american-court-ruling-marks-key-victory-indigenous-
peoples-20/, acessado em 31/05/2020.
317. Anistia Internacional, Out of sight, out of mind: Gender, indigenous rights, and energy development in Northeast
British Columbia, Canada, 2016.
318. A. Anongos, D. Berezhkov, et al., Pitfalls and pipelines: Indigenous peoples and extractive industries, 2012.
319. J. Burger, Indigenous peoples, extractive industries and human rights, 2014.
320. Parlamento Europeu, Committee on Foreign Affairs, Report on Violation of the Rights of Indigenous Peoples in
the World, Including Land Grabbing, 2018.
321. G. Gibson, K. Yung, et al. with Lake Babine Nation and Nak’azdii Whut’en, Indigenous communities and industrial
camps: Promoting healthy communities in settings of industrial change, 2017.
322. Global Witness, Defenders of the earth: Global killings of land and environmental defenders in 2016, 2017.
323. N. Hill, A. Alook, and I. Hussey, How gender and race shape experiences of work in Alberta’s oil industry,
[Link]/how_gender_and_race_shape_experiences_of_work_in_albertas_oil_industry, acessado
em 31/05/2020.
324. Indigenous Environmental Network, Native Leaders Bring Attention to Impact of Fossil Fuel Industry on Missing
and Murdered Indigenous Women and Girls, [Link]/native-leaders-bring-attention-to-impact-of-
fossil-fuel-industry-on-missing-and-murdered-indigenous-women-and-girls, acessado em 27/05/2021.
325. Corporação Financeira Internacional (IFC), Nota de Observação 7: Povos Indígenas, 2012.
326. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Observação 7: Povos Indígenas, 2012.
327. Corporação Financeira Internacional (IFC), Projects and People: A Handbook for Addressing Project Induced In-
Migration, 2009.
328. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Free, prior and
informed consent (FPIC) toolbox, 2018.
329. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Indigenous
Peoples and the oil and gas industry: context, issues and emerging good practice, 2012.
330. Pacto Global das Nações Unidas (UNGC), A Business Reference Guide: United Nations Declaration on the
Rights of Indigenous Peoples, 2013.
331. B. McIvor, First Peoples Law, Essays in Canadian Law and Decolonization, 2018.
332. T. Perreault, Natural Gas, Indigenous Mobilization and the Bolivian State, 2008.
333. Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UN DESA), Report of the international
expert group meeting on extractive industries, Indigenous Peoples’ rights and corporate social responsibility,
2009.
334. Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (UN ECOSOC), Combating violence against indigenous
women and girls: article 22 of the United Nations Declaration on the Rights of Indigenous Peoples: Report of the
international expert group meeting, 2012.
335. Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (HRC), Report of the Special Rapporteur on the rights of
213 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

indigenous peoples, James Anaya Extractive industries and indigenous peoples, 2013.

Recursos:
336. Princípios do Equador, EP4, 2020.
337. Corporação Financeira Internacional (IFC), Nota de Observação 7: Povos Indígenas, 2012.
338. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 7: Povos Indígenas, 2012.

Tema 11.18 Conflito e segurança


Instrumentos reconhecidos:
339. União Europeia e United Nations Interagency Framework Team for Preventive Action, Toolkit and Guidance for
Preventing and Managing Land and Natural Resources Conflict: Extractive Industries and Conflict, 2012.
340. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCR), Basic Principles on the
Use of Force and Firearms by Law Enforcement Officials, 1990.
341. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCR), Code of Conduct for Law
Enforcement Officials, 1979.
342. Princípios Voluntários de Segurança e Direitos Humanos (VPSHR), Voluntary Principles on Security and Human
Rights, 2000.

Referências adicionais:
343. Institute for Human Rights and Business (IHRB), From Red to Green Flags: The Corporate Responsibility to
Respect Human Rights in High-Risk Countries, 2011.
344. Geneva Centre for the Democratic Control of Armed Forces (DCAF), Comitê Internacional da Cruz Vermelha
(CICV), Addressing Security and Human Rights Challenges in Complex Environments: Toolkit, 3rd ed., 2015.
345. Global Compact Network Canada, Auditing Implementation of Voluntary Principles on Security and Human
Rights, 2016.
346. International Alert, Human rights due diligence in conflict-affected settings: Guidance for extractive industries,
2018.
347. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Conducting security risk assessments (SRA)
in dynamic threat environments, 2016.
348. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Integrating security in major projects –
principles and guidelines, 2014.
349. Associação Internacional de Produtores de Petróleo e Gás (IOGP), Security management system – Processes
and concepts in security management, 2014.
350. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV),
Corporação Financeira Internacional (IFC) e Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos
Ambientais e Sociais (IPIECA), Voluntary Principles on Security and Human Rights: Implementation Guidance
Tools, 2011.
351. Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA), Guide to Operating
in Areas of Conflict, 2008.
352. K. Neu and D. Avant, Overview of the relationship between PMSCs and extractive industry companies from the
Private Security Events Database, 2019.
353. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR), Call for submissions:
the relationship between private military and security companies and extractive industry companies from a
human rights perspective in law and practice, 2019.
354. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCR), Private military and
security companies in extractive industries – impact on human rights, 2017.
355. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), From Conflict to Peacebuilding: The Role of
Natural Resources and the Environment, 2009.
356. Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), Human Rights
Guidance Tool for the Financial Sector, Oil and Gas, [Link]/humanrightstoolkit/[Link], acessado em
31/05/2020.

Recursos:
357. International Alert, Human rights due diligence in conflict-affected settings: Guidance for extractive industries,
2018.
358. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV),
214 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

Corporação Financeira Internacional (IFC) e Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos
Ambientais e Sociais (IPIECA), Voluntary Principles on Security and Human Rights: Implementation Guidance
Tools, 2011.

Tema 11.19 Concorrência desleal


Referências adicionais:
359. Comissão Europeia, Case AT.39816: Upstream Gas Supplies in Central and Eastern Europe, 2018.
360. International Trade Center (ITC), Combating Anti-Competitive Practices: A Guide for Developing Economy
Exporters, 2012.
361. Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Cartels and anti-competitive
agreements, [Link]/competition/cartels/, acessado em 31/05/2020.
362. Vinsion & Elkins, 2018 Energy and Chemicals Antitrust Report, 2019.

Tema 11.20 Combate à corrupção


Instrumentos reconhecidos:
363. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Convenção sobre o Combate da
Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais e Documentos
Relacionados, 1997.

Referências adicionais:
364. Ernst & Young (EY), Managing bribery and corruption risks in the oil and gas industry, 2014.
365. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Disclosing beneficial ownership: The key to fighting
corruption, 2017.
366. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), O Padrão EITI, 2019.
367. Financial Action Task Force (FATF), FATF guidance: Politically exposed persons (recommendations 12 and 22),
2013.
368. Global Witness, Shell knew: Emails show senior executives at UK’s biggest company knew it was party to a vast
bribery scheme, [Link]/en/campaigns/oil-gas-and-mining/shell-knew/, acessado em 31/05/2020.
369. Fundo Monetário Internacional (FMI), Fiscal Transparency Initiative: Integration of Natural Resource Management
Issues, 2019.
370. M. Martini e Transparência Internacional, Local content policies and corruption in the oil and gas industry, 2014.
371. Natural Resource Governance Institute (NRGI), Beneath the Surface: The Case for Oversight of the Extractive
Industry Suppliers, 2020.
372. Natural Resource Governance Institute (NRGI), Twelve Red Flags: Corruption Risks in the Award of Extractive
Sector Licenses and Contracts, 2017.
373. Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Corruption in the Extractive Value
Chain: Typology of risks, Mitigation Measures and Incentives, 2016.
374. Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), OECD Foreign Bribery Report: An
Analysis of the Crime of Bribery of Foreign Public Officials, 2014.
375. Transparência Internacional, Índice de Percepção da Corrupção 2018, 2018.
376. A. Sayne, A. Gillies, and A. Watkins, Twelve Red Flags: Corruption Risks in the Award of Extractive Sector
Licenses and Contracts, 2017.
377. E. Westenberg and A. Sayne, Beneficial Ownership Screening: Practical Measures to Reduce Corruption Risks in
Extractives Licensing, 2018.
378. A. Williams and K. Dupuy, Deciding over nature: Corruption and environmental impact assessments, 2016.

Recursos:
379. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), O Padrão EITI, 2019.

Tema 11.21 Pagamentos a governos


Instrumentos reconhecidos:
380. Parlamento Europeu, Directive 2013/34/EU of the European Parliament and the Council of 26 June 2013 on the
annual financial statements, consolidated financial statements and related reports of certain types of
undertakings, 2013.
215 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

381. Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Inclusive Framework on Base Erosion
and Profit Shifting, Action 13 Country-by-Country Reporting, [Link]/tax/beps/beps-actions/action13, acessado
em 01/06/2020.

Referências adicionais:
382. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Nigeria EITI: Making transparency count, uncovering
billions, 2012.
383. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Project-level reporting in the extractive industries,
2018.
384. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Guidance note 26 – Reporting on first trades in oil,
2017.
385. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Reporting Guidelines for companies buying oil, gas
and minerals from governments, 2020.
386. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Upstream Oil, Gas, and Mining State-Owned
Enterprises, Governance Challenges and the Role of International Reporting Standards in Improving
Performance, 2018.
387. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), O Padrão EITI, 2019.
388. Global Witness, Shell knew: Emails show senior executives at UK’s biggest company knew it was party to a vast
bribery scheme, [Link]/en/campaigns/oil-gas-and-mining/shell-knew/, acessado em 31/05/2020.
389. Fundo Monetário Internacional (FMI), Fiscal Transparency Code (FTC), Pillar IV on natural resource revenue
management, 2019.
390. P. Poretti, Transparency in the First Trade, 2019.
391. PricewaterhouseCoopers (PwC), Financial reporting in the oil and gas industry: International Financial Reporting
Standards, 2017.
392. A. Sayne, A. Gillies, and A. Watkins, Twelve Red Flags: Corruption Risks in the Award of Extractive Sector
Licenses and Contracts, 2017.
393. Tax Justice and Extractive Transparency: Two faces of the same coin, [Link]/pwyp-resources/tax-justice-
extractive-transparency-two-faces-coin/, acessado em 19/02/2021.
394. Transparência Internacional, Under the Surface: Looking into Payments by Oil, Gas and Mining Companies to
Governments, 2018.

Recursos:
395. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Reporting Guidelines for companies buying oil, gas
and minerals from governments, 2020.
396. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), O Padrão EITI, 2019.

Tema 11.22 Políticas públicas


Referências adicionais:
397. Australasian Centre for Corporate Responsibility (ACCR), Politics – BHP, 2017.
398. D. Coady, I. Parry, et al., Global Fossil Fuel Subsidies Remain Large: An Update Based on Country-Level
Estimates, 2019.
399. N. Graham, S. Daub, and B. Carroll, Mapping Political Influence: Political donations and lobbying by the fossil
fuel industry in BC, 2017.
400. S. Hayer, Fossil Fuel Subsidies, 2017.
401. InfluenceMap, Big Oil’s Real Agenda on Climate Change, [Link]/report/How-Big-Oil-Continues-to-
Oppose-the-Paris-Agreement-38212275958aa21196dae3b76220bddc, acessado em 31/05/2020.
402. InfluenceMap, Climate Lobbying: How Companies Really Impact Progress on Climate, 2018,
[Link]/climate-lobbying, acessado em 31/05/2020.
403. InfluenceMap, Trade association and climate: Shareholders make themselves heard, May 2018,
[Link]/report/Trade-associations-and-climate-shareholders-make-themselves-heard-
cf9db75c0a4e25555fafb0d84a152c23, acessado em 31/05/2020.
404. D. Koplow, C. Lin, et al., Mapping the Characteristics of Producer Subsidies: A review of pilot country studies,
2010.
405. J. Levin, We stopped the oil and gas industry from gutting Canada’s environmental laws!,
[Link]/2019/06/27/we-stopped-the-oil-gas-industry-from-gutting-canadas-environmental-
laws/, acessado em 02/06/2021.
216 GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 - Portuguese

406. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Anti-corruption & Integrity Hub,
Lobbying, [Link]/corruption-integrity/explore/topics/[Link], acessado em 02/06/2021.
407. J. B. Skjærseth and T. Skodvin, Climate change and the oil industry: Common problem, varying strategies, 2003.
GRI 12: Setor de Carvão 2022
Norma Setorial
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de janeiro de 2024.

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

Aviso de direitos autorais e marca registrada


Os direitos autorais deste documento pertencem à Fundação Global Reporting Initiative (GRI). Sua reprodução e
distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
reproduzidos, arquivados, traduzidos ou transferidos, em qualquer forma ou mídia (eletrônica, mecânica,
fotocopiada, gravada, etc.), para qualquer outro fim sem autorização prévia da GRI.

Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.

© 2024 GRI. All rights reserved.


218 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Introdução
A Norma GRI 12: Setor de Carvão 2022 fornece informações para as organizações do setor de carvão sobre seus
prováveis temas materiais. Esses temas são provavelmente temas materiais para as organizações do setor de
carvão com base nos impactos mais significativos do setor na economia, no meio ambiente e nas pessoas,
inclusive nos direitos humanos.

A Norma GRI 12 também possui uma lista de conteúdos para as organizações do setor de carvão relatarem em
relação a cada tema material provável. Ela inclui conteúdos das Normas Temáticas da GRI e de outras fontes.

A Norma está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1 fornece uma visão geral e contextual do setor de carvão, incluindo suas atividades, relações de
negócios, contexto e as conexões entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS)
e os temas materiais prováveis para o setor.
• A Seção 2 descreve os temas que são provavelmente materiais para as organizações do setor de carvão e,
portanto, possivelmente mereçam ser relatados. Para cada tema material provável, são descritos os impactos
mais significativos do setor e são listados conteúdos para o relato de informações sobre os impactos da
organização em relação ao tema.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto, com links para as suas definições.
• A Bibliografia contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais que foram usados no desenvolvimento desta Norma, listados por tema. Ela também lista outros
recursos que podem ser consultados pela organização.

O restante da Introdução apresenta uma visão geral do setor a que se aplica esta Norma, uma visão geral do
sistema das Normas GRI e outras informações sobre como usar esta Norma.
219 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Setor a que se aplica esta Norma


A Norma GRI 12 se aplica a organizações que realizam qualquer uma das seguintes atividades:
• Exploração, mineração e processamento de carvão energético e metalúrgico (ou seja, linhito, carvão sub-
betuminoso, carvão betuminoso e antracito) em minas subterrâneas ou a céu aberto.
• Fornecimento de equipamentos e serviços para minas de carvão, tais como perfuração, exploração, serviços de
informações sísmicas e construção de minas.
• Transporte e armazenamento de carvão, tais como dutos de lama de carvão.

Esta Norma poderá ser usada por qualquer organização do setor de carvão, independentemente de porte, tipo,
localização geográfica ou experiência com relato.

A organização deverá usar todas as Normas Setoriais aplicáveis para os setores onde desenvolve atividades
substanciais.

Classificações do setor
A Tabela 1 lista agrupamentos da indústria relevantes ao setor de carvão cobertos por esta Norma nos sistemas de
classificação Global Industry Classification Standard (GICS®) [4], Industry Classification Benchmark (ICB) [3],
International Standard Industrial Classification of All Economic Activities (ISIC) [6] e Sustainable Industry
Classification System (SICS®) [5]1. A tabela visa auxiliar uma organização a identificar se a NormaGRI 12 se aplica a
ela e é somente para referência.

Tabela 1. Agrupamentos da indústria relevantes ao setor de carvão em outros sistemas de classificação


SISTEMA DE NÚMERO DE NOME DE CLASSIFICAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO
GICS® 10102050 Carvão e Combustíveis de Consumo
ICB 60101040 Carvão
ISIC B05 Mineração de carvão e linhito
SICS® EM-CO Operações de carvão
220 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Sistema das Normas GRI


Esta Norma é parte das Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). As Normas GRI permitem que
uma organização relate informações sobre os seus impactos mais significativos na economia, no meio ambiente e
nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e sobre como a organização gerencia esses impactos.

As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3 A Norma

A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que a organização deverá cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
Setoriais As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais.
A organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir
o que relatar para cada tema material.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
221 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

Uso desta Norma


É necessário que a organização do setor de carvão que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI use
esta Norma ao definir seus temas materiais e, depois, ao definir quais informações relatar para os temas materiais.

Definição de temas materiais


Os temas materiais representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio ambiente e
nas pessoas, inclusive nos direitos humanos.

A Seção 1 desta Norma fornece informações contextuais que podem ajudar a organização a identificar e avaliar seus
impactos.

A Seção 2 descreve os temas que são provavelmente materiais para as organizações do setor de carvão. É
necessário que a organização analise cada tema descrito e defina se é um tema material para ela.

A organização precisa usar esta Norma ao definir seus temas materiais. Entretanto, as circunstâncias variam para
cada organização e a organização precisa definir seus temas materiais de acordo com suas circunstâncias
específicas, tais como seu modelo de negócios, contexto geográfico, cultural e operacional legal, estrutura
societária, bem como a natureza dos seus impactos. Por causa disso, nem todos os temas listados nesta Norma
poderão ser materiais para todas as organizações no setor de carvão. Consulte a Norma GRI 3: Temas Materiais
2021 para orientações passo a passo sobre como definir temas materiais.

Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nesta Norma como não materiais, então é necessário que
a organização os liste no sumário de conteúdo da GRI e explique por que eles não são materiais.

Consulte o Requisito 3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e o Box 5 da Norma GRI 3 para mais informações sobre
como usar as Normas Setoriais para definir temas materiais.

Definição do que relatar


Para cada tema material, uma organização relata informações sobre seus impactos e como ela gerencia esses
1 Os agrupamentos da indústria relevantes nos sistemas de classificação europeu - Statistical Classification of Economic Activities in the European
Community (NACE) [1] - e norte-americano - North American Industry Classification System (NAICS) [2] podem também ser estabelecidos por meio
de concordâncias disponíveis com a International Standard Industrial Classification (ISIC).
222 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

impactos. Depois da organização ter definido que um tema incluído nesta Norma é material, a Norma também ajuda
a organização a identificar conteúdos para relatar informações sobre seus impactos em relação àquele tema.

Para cada tema da seção 2 desta Norma, foi incluída uma subseção de relato. Essas subseções listam conteúdos
das Normas Temáticas da GRI que são relevantes para o tema. Elas poderão também listar conteúdos e
recomendações adicionais ao setor para a organização relatar. Isso ocorre nos casos em que as Normas
Temáticas não fornecem conteúdos ou em que os conteúdos das Normas Temáticas não fornecem informações
suficientes sobre os impactos da organização em relação a um tema. Esses conteúdos e recomendações
adicionais ao setor poderão se basear em outras fontes. A Figura 2 ilustra como o relato incluído em cada tema está
estruturado.

É necessário que a organização relate os conteúdos das Normas Temáticas listados para aqueles temas que ela
definiu como materiais. Se quaisquer conteúdos das Normas Temáticas listados não forem relevantes aos
impactos da organização, não é exigido que a organização os relate. Entretanto, é necessário que a organização
liste esses conteúdos no sumário de conteúdo da GRI e escolha “não aplicável” como o motivo para omissão por
não ter relatado os conteúdos. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.

Os conteúdos e recomendações adicionais ao setor descrevem outras informações que foram identificadas como
relevantes para as organizações do setor de carvão relatarem em relação a um tema. Recomenda-se que a
organização forneça informações suficientes sobre seus impactos em relação a cada tema material de forma que
os usuários de informações possam fazer avaliações e tomar decisões embasadas sobre a organização. Por esse
motivo, o relato desses conteúdos e recomendações adicionais ao setor é incentivado, porém não é um requisito.

Quando a organização relata conteúdos adicionais ao setor, é necessário que ela os liste no sumário de conteúdo
da GRI (consulte o Requisito 7 da Norma GRI 1).

Se a organização relata informações que se aplicam a mais de um tema material, ela não precisa repeti-las para
cada tema. A organização poderá relatar essas informações uma única vez, com uma explicação clara dos temas
abrangidos.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, tais como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página do
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).

Consulte o Requisito 5 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações sobre como usar as Normas
Setoriais para relatar conteúdos.

Números de referência de Norma Setorial da GRI


Os números de referência de Norma Setorial da GRI são incluídos para todos os conteúdos listados nesta Norma,
tanto os das Normas GRI quanto conteúdos adicionais ao setor. Ao listar os conteúdos desta Norma no sumário de
conteúdo da GRI, é necessário que a organização inclua os respectivos números de referência de Norma Setorial da
GRI (consulte o Requisito 7 na Norma GRI 1: Fundamentos 2021). Esse identificador ajuda os usuários de
informações a avaliar quais conteúdos listados nas Normas Setoriais aplicáveis estão incluídos no relato da
organização.

Termos definidos
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.

Referências e recursos
Instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais que foram usados no
desenvolvimento desta Norma, bem como outros recursos que poderão ajudar a relatar temas materiais prováveis e
que podem ser consultados pela organização, estão listados na Bibliografia. Eles complementam as referências e
os recursos listados na Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 e nas Normas Temáticas da GRI.

Figura 2. Estrutura de relato incluída em cada Tema


223 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Gestão do tema
É necessário que a organização relate como gerencia
cada tema material usando o Conteúdo 3-3 da Norma
GRI 3: Tópicos Materiais 2021.

Conteúdos de Normas Temáticas


Os conteúdos das Normas Temáticas da GRI que
tenham sido identificados como relevantes para as
organizações do(s) setor(es) estão listados aqui.
5 Quando o tema é definido pela organização como
material, é necessário que ela relate esses conteúdos
1 ou explique por que eles não são aplicáveis no sumário
3 de conteúdo da GRI. Consulte na Norma Temática o teor
do conteúdo, incluindo requisitos, recomendações e
orientações.

Recomendações adicionais ao setor


Recomendações adicionais ao setor poderão estar
2 listadas. Elas complementam os conteúdos das
Normas Temáticas e são recomendadas para uma
organização do(s) setor(es).

Conteúdos adicionais ao setor


4 Conteúdos adicionais ao setor poderão estar listados.
Relatá-los, juntamente com quaisquer conteúdos das
Normas Temáticas, garante que a organização relate
informações suficientes sobre seus impactos em
relação ao tema.

Números de referência de Norma Setorial


É necessário que os números de referência de Norma
Setorial sejam incluídos no Sumário de Conteúdo da
GRI. Isso ajuda os usuários de informações a avaliar
quais conteúdos listados nas Normas Setoriais estão
incluídos no relato da organização.

1. Perfil do setor
224 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

1. Perfil do setor
Carvão é um recurso natural e seu uso remonta à história antiga. A extração de carvão representa atualmente um
setor global considerável que fornece matérias primas para geração de energia e processos metalúrgicos. O carvão
energético atualmente supre mais de um terço da produção global de energia elétrica [22], ao passo que o carvão
metalúrgico é usado principalmente para a produção de aço, respondendo por 15% da produção mundial de carvão
[18]. O carvão é também usado para a produção de compostos sintéticos, tais como cimento, corantes, óleo, ceras,
produtos farmacêuticos e pesticidas.

As organizações do setor de carvão têm naturezas distintas. Enquanto algumas enfocam apenas esta commodity –
combinando extração, distribuição e canais de consumo em uma única empresa – outras são organizações
grandes e diversificadas que extraem diferentes commodities ou operam em diferentes setores. Algumas das
maiores organizações do setor são empresas estatais.

A queima do carvão gera quantidades significativas de gases de efeito estufa (GEE) e outras emissões
atmosféricas, sendo mundialmente a maior fonte única de emissão de dióxido de carbono (CO2) [20]. O consumo do
carvão para geração de eletricidade tem diminuído de maneira generalizada [17] devido aos esforços de
descarbonização e à queda no custo das fontes renováveis, o que mudou o foco para fontes com baixa emissão de
gases de efeito estufa (GEE).
Atividades e relações de negócios do setor
Por meio de suas atividades e relações de negócios, as organizações podem ter um efeito na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, e, dessa forma, fazer contribuições negativas ou positivas para o desenvolvimento
sustentável. Ao definir seus temas materiais, recomenda-se que a organização considere os impactos tanto de
suas atividades como de suas relações de negócios.

Atividades
Os impactos de uma organização variam de acordo com os tipos de atividades que ela realiza. A lista abaixo
descreve algumas das principais atividades do setor de carvão, conforme definidas nesta Norma. Esta lista não é
exaustiva.

Prospecção e exploração: Levantamento de recursos, incluindo avaliação de viabilidade, mapeamento geológico,


levantamentos aéreos, medições geofísicas e perfuração exploratória.

Desenvolvimento: Design, planejamento e construção de minas, incluindo instalações para processamento e para
os trabalhadores.

Mineração: Extração do carvão usando mineração a céu aberto, subterrânea ou técnicas in situ.

Processamento: Britagem, limpeza e separação do carvão de materiais indesejáveis; processamento do carvão em


briquetes, liquido, e gás ou coque para produção de aço.

Encerramento e reabilitação: Descomissionamento de instalações de processamento, recuperação e reabilitação


do solo, e encerramento e vedação de depósitos de resíduos.

Transporte: Movimentação do carvão até o ponto de consumo por barca, correia transportadora, trem, caminhão ou
navio ou, quando misturado com óleo ou água, transportado por dutos como lama de carvão.

Armazenamento: Armazenamento do carvão em unidades de mineração ou em terminais de importação e


exportação.

Vendas e marketing: Venda de produtos derivados do carvão para uso como, por exemplo, produção de ferro e aço,
produção de cimento, produção de eletricidade e manufatura.

Relações de negócios
As relações de negócios da organização incluem relações com parceiros de negócios, com entidades em sua
cadeia de valor, incluindo aquelas além do primeiro nível e com quaisquer outras entidades diretamente ligadas às
suas operações, seus produtos e serviços. Os seguintes tipos de relações de negócio são prevalentes no setor de
carvão e são relevantes no momento de identificar os impactos de organizações do setor.

Joint ventures são acordos comuns na mineração de carvão, em que organizações dividem os custos, benefícios e
obrigações dos ativos, ou um projeto. Uma organização do setor de carvão pode estar envolvida com impactos
225 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

negativos como resultado de uma joint venture, mesmo se ela for um parceiro não operacional.

Fornecedores e terceirizados são frequentemente usados no setor de carvão em certas fases do projeto, tais como
construção, ou para fornecer outros serviços e produtos. Alguns dos impactos significativos cobertos por esta
Norma dizem respeito à cadeia de fornecedores.

Os clientes compram carvão e o usam para produzir energia, aquecimento e materiais. Ao fazer a combustão de
carvão, eles geram gases de efeito estufa (GEE) e outras emissões atmosféricas. Embora a principal
responsabilidade por reduzir e gerenciar suas emissões recaia nos clientes, também se espera que as
organizações que extraem carvão tomem medidas para reduzir as emissões da combustão de seus produtos e
declarar as respectivas emissões de GEE (Emissões de GEE do Escopo 3). Sendo assim, esta Norma inclui não
somente emissões diretas (Escopo 1) e emissões indiretas (Escopo 2), mas também outras emissões indiretas
(Escopo 3) de GEE.
O setor e o desenvolvimento sustentável
O carvão tem sido uma fonte fundamental da energia do mundo, contribuindo para o crescimento econômico e para
a redução da pobreza. Entretanto, o carvão é uma grande fonte de emissões que causam poluição atmosférica e
mudanças climáticas antropogênicas, que estão afetando todas as regiões do mundo e causando impactos
negativos na saúde, nas vidas, nos meios de subsistência e nos direitos humanos de milhões de pessoas [36].

A maioria dos países do mundo tem se comprometido a combater as mudanças climáticas ao limitarem o aumento
da temperatura média global bem abaixo de 2°C e esforçar-se para limitar o aumento a 1,5°C acima dos níveis pré-
industriais, conforme descrito no Acordo de Paris [10]. Entretanto, com base nas ambições atuais de reduzir as
emissões de GEE comunicadas nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), está previsto que o
aumento da temperatura média atinja 2,7°C em 2100 [9]. Isso poderia levar a eventos climáticos extremos que
tenderiam a aumentar em frequência e intensidade, bem como outros impactos de longo prazo irreversíveis, tais
como a subida do nível do mar, o derretimento de lençóis de gelo e o aquecimento e a acidificação dos oceanos.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) afirma que o aquecimento global deveria ser
limitado a 1,5°C [16], exigindo uma redução de 45% nas emissões de CO2) até 2030 em comparação aos níveis de
2010, atingindo emissões líquidas zero de GEE até 2050. Consequentemente, o mundo precisa fazer a transição
para uma economia de baixo carbono baseada em energia financeiramente acessível, confiável e sustentável. Esta
transição iria, simultaneamente, abordar a questão da poluição atmosférica mundial. Para atingir emissões líquidas
zero de GEE até 2050, a Agência Internacional de Energia (IEA) enfatiza a necessidade de restringir os investimentos
em novas produções de carvão ou na ampliação das minas atuais [19]. O número de instituições financeiras que
desinvestem em carvão energético está aumentando de forma constante, à medida que políticas climáticas, tais
como as regulamentações sobre preço de carbono e poluição do ar, bem como restrições a financiamentos e
subsídios públicos, comprometem a competitividade do carvão como um combustível de baixo custo [20].

A transição apresenta desafios imensos para as organizações do setor de carvão. Como parte do Pacto Climático
de Glasgow, aproximadamente 200 países comprometeram-se a "acelerar esforços rumo à redução gradual da
geração de carvão sem compensação de emissões" [8], dos quais 40 países têm compromissos nacionais de
implementar a eliminação da atual geração de carvão sem compensação de emissões [29]. Como resultado,
haverá aumento no número de operações de carvão enfrentando encerramento antecipado, bem como nos
impactos em trabalhadores e comunidades. Os trabalhadores verão diminuir suas oportunidades de emprego no
setor e nas suas cadeias de fornecedores, e as comunidades mineradoras que dependem do carvão poderão
experimentar altos índices de desemprego local.

Uma transição justa para trabalhadores e comunidades pode ser atingida se as organizações do setor de carvão e
os governos trabalharem juntos. Uma transição justa é um processo justo e equitativo para economias sustentáveis
que contribui para o trabalho decente, inclusão social e erradicação da pobreza. Ela integra políticas públicas e
programas centrados no trabalhador para propiciar um futuro seguro e decente para todos os trabalhadores, suas
famílias e as comunidades que dependem deles [35]. É um elemento integrante do Acordo de Paris e do Pacto de
Glasgow que está incluído nos planos de implementação das NDCs submetidas por muitos países até o momento
[9].

O prazo para a transição para uma economia de baixo carbono irá variar entre países de acordo com seu contexto –
levando-se em conta aspectos tais como nível de acesso e segurança da eletricidade – bem como as diferentes
capacidades de adaptação e mitigação dos impactos das mudanças climáticas. Consequentemente, espera-se
que economias em desenvolvimento levem mais tempo para atingir emissões líquidas zero de GEE em
comparação a economias desenvolvidas.

Mesmo com a implementação de políticas de descarbonização ao redor do mundo, o carvão poderia ainda
226 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

permanecer como uma fonte de energia significativa em muitos países em desenvolvimento em um futuro previsível.
As atividades relacionadas ao carvão podem fornecer uma importante fonte de receita e independência energética,
frequentemente gerando desenvolvimento das economias locais, emprego, infraestrutura e serviços. Apesar de ser
uma fonte de receita para os países, a riqueza de recursos nem sempre resulta em igualdade de distribuição do
retorno financeiro. Países cujas economias dependem de recursos naturais não renováveis são, às vezes, instáveis
economicamente e propensos a conflitos. Isso pode se dever, por exemplo, à flutuação no preço das commodities,
à falta de transparência nas despesas governamentais, a conflitos relacionados ao controle de recursos e ao baixo
nível de diversificação econômica [26] [37].

As atividades de mineração de carvão também causam muitos outros impactos no meio ambiente e nas pessoas,
inclusive impactos em seus direitos humanos. Projetos de carvão geralmente são de larga escala, com
cronogramas extensos e envolvem investimentos e fluxos financeiros de grande porte. A extração do carvão envolve
a remoção de grandes quantidades de terra e rochas do solo e a geração de grandes fluxos de resíduos. Quando a
mineração ocorre em áreas remotas, protegidas ou inexploradas, os impactos ambientais podem ser
especialmente severos, superando o tempo de vida útil de uma mina. O afluxo muito grande de trabalhadores às
unidades de mineração, juntamente com o aumento de recursos financeiros e questões relativas aos direitos à
terra, podem desencadear problemas socioeconômicos para as comunidades locais e povos indígenas. Além
disso, a administração inadequada dos recursos naturais, incluindo corrupção e má gestão de receitas, podem
exacerbar os impactos negativos e dificultar a distribuição da riqueza para as comunidades.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável


Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável
adotada pelos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), compõem o plano de ação mais
abrangente do mundo para atingir o desenvolvimento sustentável [11].

Uma vez que os ODS e as metas associadas a eles são integrados e indivisíveis, as organizações têm um papel a
desempenhar para o alcance dos ODS aumentando seus impactos positivos ou prevenindo e mitigando seus
impactos negativos na economia, no meio ambiente e nas pessoas.

Apesar de o setor de carvão contribuir para atender à demanda global por energia e desempenhar um papel para
que se atinja o Objetivo 7: Energia Limpa e Acessível, a extração e combustão de carvão são os fatores que mais
contribuem para as mudanças climáticas. As mudanças climáticas podem também exacerbar outros desafios, tais
como alcançar o acesso a água potável, segurança alimentar e redução da pobreza. Assegurar o acesso à energia
financeiramente viável, confiável e sustentável e, ao mesmo tempo, mitigar as emissões de GEE conforme o
Objetivo 13: Ação Contra a Mudança Global do Clima e fazer a transição para uma economia de baixo carbono, é um
dos maiores desafios do setor.

Pelo fato de o setor de carvão ainda representar uma fonte essencial de emprego e renda em muitas regiões, ele
pode fazer contribuições positivas ao Objetivo 8: Trabalho Decente e Crescimento Econômico e ao Objetivo 1:
Erradicação da Pobreza, se as condições de trabalho e os riscos ocupacionais forem adequadamente geridos.
Entretanto, a aceleração nos encerramentos de minas de carvão desencadeada pela transição para uma economia
de baixo carbono irá reduzir essas contribuições no longo prazo e, em vez disso, trazer possíveis impactos aos
trabalhadores e comunidades locais afetados.

Com uma gestão adequada dos impactos ambientais, o setor de carvão poderá contribuir para o Objetivo 11:
Cidades e Comunidades Sustentáveis e para o Objetivo 12: Assegurar padrões de produção e de consumo
sustentáveis. A presença do setor poderá também estimular outras atividades econômicas que expandam a
infraestrutura e os serviços para as comunidades locais no entorno das unidades de mineração.

A Tabela 2 apresenta conexões entre os temas materiais prováveis para o setor de carvão e os ODS. Essas
correlações foram identificadas com base em uma avaliação dos impactos descritos em cada tema material
provável, nas metas associadas a cada ODS e no mapeamento existente feito para o setor (consulte a referência
[34] na Bibliografia).

A Tabela 2 não é uma ferramenta de relato, mas apresenta conexões entre os impactos significativos do setor de
carvão e os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Consulte nas referências [40] e [41] da
Bibliografia informações sobre o relato de progresso dos ODS usando as Normas GRI.
227 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tabela 2. Correlações entre os temas materiais prováveis para o setor de carvão e os ODS

Tema 12.1 Emissões de GEE


Tema 12.2 Adaptação, resiliência e
transição climática
Tema 12.3 Encerramento e
reabilitação
Tema 12.4 Emissões atmosféricas
Tema 12.5 Biodiversidade
Tema 12.6 Resíduos
Tema 12.7 Água e efluentes
Tema 12.8 Impactos econômicos
Tema 12.9 Comunidades locais
Tema 12.10 Direitos à terra e aos
recursos naturais
Tema 12.11 Direitos de povos
indígenas
Tema 12.12 Conflito e segurança
Tema 12.13 Integridade de ativos e
gestão de acidentes de segurança de
processo
Tema 12.14 Saúde e segurança do
trabalho
Tema 12.15 Práticas empregatícias
Tema 12.16 Trabalho infantil
Tema 12.17 Trabalho forçado e
escravidão moderna
Tema 12.18 Liberdade sindical e
negociação coletiva
Tema 12.19 Não discriminação e
igualdade de oportunidades
Tema 12.20 Combate à corrupção
Tema 12.21 Pagamentos a governos
Tema 12.22 Políticas públicas
228 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

2. Temas materiais prováveis


Esta seção compreende os temas materiais prováveis para o setor de carvão. Cada tema descreve os
impactos mais significativos do setor relativos ao tema e lista conteúdos que foram identificados como relevantes
para o relato do tema por organizações do setor de carvão. É necessário que a organização analise cada tema nesta
seção e defina se ele é material para a organização, determinando, então, que informações relatar para seus temas
materiais.

Tema 12.1 Emissões de GEE


As emissões de gases de efeito estufa (GEE) são emissões atmosféricas que contribuem para as mudanças
climáticas, tais como dióxido de carbono (CO2) e metano (CH4). Este tema cobre as emissões diretas de GEE
(Escopo 1) e indiretas (Escopo 2) de gases provenientes da aquisição de energia relacionadas às atividades de
uma organização, assim como outras emissões indiretas (Escopo 3) que ocorrem upstream e downstream das
atividades da organização.

Emissões de GEE são o fator que mais contribui para as mudanças climáticas, cujos impactos estão ocorrendo em
uma velocidade acelerada. Estudos mostram que aproximadamente metade das emissões antropogênicas de
dióxido de carbono (CO2) desde 1750 ocorreram nos últimos 40 anos, principalmente devido ao aumento no uso de
combustível fóssil, incluindo o carvão [42].

Para o carvão, as atividades de usuários finais são responsáveis pelas emissões de GEE mais significativas,
classificadas como outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa (GEE). Essas emissões se
originam principalmente de geração de eletricidade e calor, produção de aço e fabricação de cimento. De todas as
fontes de energia, o carvão tem a intensidade de emissões mais alta na combustão, sendo mundialmente a maior
fonte única de emissão de CO2). O carvão energético, que é usado principalmente para a geração de eletricidade,
normalmente libera mais do que o dobro da quantidade de GEE do que o gás natural por unidade de eletricidade
produzida [57]. A produção de aço usa carvão metalúrgico, com três quartos da demanda por energia sendo
atendida pelo carvão [59]. As emissões da indústria de ferro e aço representam cerca de 7% das emissões globais
de CO2 provenientes de energia.2

As atividades de mineração de carvão também consomem quantidades significativas de energia. A menos que
fontes de energia renovável forneçam a energia necessária, as operações de mineração geram emissões de CO2.
Elas são classificadas como emissões diretas (Escopo 1) de GEE no caso de atividades pertencentes ou
controladas pela organização; e emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da
aquisição de energia no caso de eletricidade, aquecimento, resfriamento e vapor comprados ou adquiridos
consumidos pela organização.

A quantidade de energia usada na mineração de carvão e as emissões de CO2 resultantes dependem de vários
fatores, tais como o método de mineração, a profundidade da mina, a geologia, a produtividade da mina e o grau de
refino exigido. As atividades que mais consomem energia incluem transporte, exploração, perfuração, escavação,
extração, britagem, moagem, bombeamento e ventilação. A extração e o transporte em lavras subterrâneas poderá
exigir mais energia do que a lavra a céu aberto devido, por exemplo, a maiores requisitos para o transporte, a
ventilação e o bombeamento de água. O uso de explosivos no desmonte a fogo, incêndios nas minas e outros
acidentes, bem como atividades de encerramento e reabilitação, também são fontes de emissões de GEE.

Além do CO2, operações de carvão também causam emissão de metano (CH4). Este GEE apresenta um potencial
de aquecimento global (GWP, na sigla e m inglês) marcadamente maior do que o CO2; ao considerarmos seu
impacto ao longo de 100 anos, uma tonelada de CH4 é equivalente a 28 a 36 toneladas de CO2) [49] [61]. Estima-se
que a mineração de carvão seja responsável por 11% das emissões antropogênicas globais de CH4 [54], apesar de
medições recentes indicarem que as emissões de CH4 provenientes da produção de energia poderiam estar
subestimadas [53].

As emissões de CH4 de minas de carvão são liberadas na atmosfera durante e após o processo de mineração. O
metano de mina de carvão pode ser liberado via sistemas de desgaseificação e ventilação do ar de minas de carvão
subterrâneas. O metano de mina de carvão também pode ser liberado por percolação de minas abandonadas ou
encerradas através de respiradouros ou fendas no solo, camadas carboníferas das minas a céu aberto e emissões
fugitivas de armazenamento e transporte. As minas subterrâneas são responsáveis pela maior parte das emissões
diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE) de CH4 devido ao teor mais alto de gás das camadas mais
profundas.
229 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Outras emissões de GEE relacionadas à extração e ao uso de carvão incluem o óxido nitroso (N2O) e o ozônio (O3).
230 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de emissões de GEE


Se a organização tiver definido que as emissões de GEE são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato desse tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.1.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 302: Energia Conteúdo 302-1 Consumo de energia dentro da organização 12.1.2
2016
Conteúdo 302-2 Consumo de energia fora da organização 12.1.3

Conteúdo 302-3 Intensidade energética 12.1.4

GRI 305: Conteúdo 305-1 Emissões diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE) 12.1.5
Emissões 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Relate o percentual das emissões diretas brutas (Escopo 1) de GEE de CH4.
• Discrimine as emissões diretas brutas (Escopo 1) de GEE por tipo de fonte
(combustão estacionária, processo, fugitiva).3

Conteúdo 305-2 Emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) 12.1.6
provenientes da aquisição de energia

Conteúdo 305-3 Outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa 12.1.7
(GEE)

Conteúdo 305-4 Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE) 12.1.8

Referências e recursos
GRI 302: Energia 2016 e GRI 305: Emissões 2016 listam instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de emissões de GEE pelo setor de carvão estão listados na
Bibliografia.

2 Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), as emissões de CO2 relacionadas à energia incluem aquelas resultantes da queima de
combustíveis fósseis e emissões de processos industriais [48].
231 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.2 Adaptação, resiliência e transição climática


Adaptação, resiliência e transição climática referem-se a como uma organização se ajusta aos riscos atuais e
previstos relacionados às mudanças climáticas, e também como contribui para a capacidade das sociedades e
das economias para suportar os impactos das mudanças climáticas. Este tema abrange a estratégia de uma
organização em relação à transição para uma economia de baixo carbono e os impactos dessa transição nos
trabalhadores e nas comunidades locais.

Os países signatários do Acordo de Paris se comprometeram a manter o aumento do aquecimento global bem
abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, e a envidar esforços para limitar o aumento a 1,5°C. Mesmo
assim, as reservas de combustível fóssil disponíveis atualmente em todo o mundo excedem de longe o valor
máximo que poderá ser consumido permanecendo-se dentro deste limite [83]. Isso pressiona as organizações do
setor de carvão a estabelecerem metas para reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE), encerrar operações
ou modificar seus modelos de negócio para reduzir a dependência de carvão energético, investir em novas
tecnologias para remover o carbono da atmosfera e criar sumidouros de carbono.

Considerando-se que o carvão emite a maior quantidade de CO2 e tem a mais alta intensidade de emissões por
unidade de energia entre os combustíveis fósseis (consulte também o tema 12.1 Emissões de GEE), a combustão
de carvão é geralmente a primeira atividade que os governos procuram suprimir para atingirem seus compromissos
do Acordo de Paris. A transição para uma economia de baixo carbono já começou, resultando em uma tendência de
queda no consumo de carvão. Espera-se uma redução no uso de carvão de 25% a 90% até 2050, dependendo do
cenário utilizado.4

Apesar de existirem alternativas para a geração de eletricidade, os produtores de aço ainda não possuem uma
alternativa economicamente viável para o carvão, levando a um cronograma de transição mais longo. Soluções
tecnológicas que permitam a combustão do carvão sem emissão de CO2 estão sendo testadas, tais como a captura
e o armazenamento de carbono. Entretanto, a tecnologia não tem avançado na velocidade necessária para atender à
necessidade de redução de emissões, seus impactos ambientais ainda estão sendo avaliados e novos
investimentos permanecem escassos.

A transição energética apresenta altos riscos para as organizações, trabalhadores e as comunidades locais que
dependem das atividades carboníferas. Conforme o mercado de carvão encolhe, algumas organizações serão
forçadas a encerrar suas operações, o que poderá causar um impacto em sua viabilidade financeira. As
organizações estão correndo o risco de possuir ativos abandonados ou partes de seu capital físico com valor
drasticamente reduzido devido à transição, levando à desativação de operações.

As organizações podem mitigar esses riscos diversificando atividades para além do carvão, investindo em soluções
tecnológicas e buscando inovação por meio de parcerias setoriais colaborativas, além de focar em segmentos do
mercado que permaneçam operacionais por mais tempo. Entretanto, a venda de ativos de carvão a outras entidades
para reduzir as emissões de GEE da organização, ao invés de encerrar operações, pode ser prejudicial aos
esforços de mitigação das mudanças climáticas. Transferir ativos de carvão para organizações que continuam a
extrair carvão não reduz o total de emissões, podendo, pelo contrário, resultar no aumento de emissões. Se a
organização transferir as responsabilidades de encerramento e reabilitação para operadores menos responsáveis
e inexperientes, isso poderá também enfraquecer a gestão de impactos ambientais e socioeconômicos resultantes
de um possível encerramento (consulte também o tema 12.3 Encerramento e reabilitação).

A transição para uma economia de baixo carbono poderá afetar o emprego, as receitas governamentais e o
desenvolvimento econômico em regiões onde o setor está presente. Encerramentos mais frequentes são menos
prováveis de serem contrabalançados por aberturas, como foi o caso no passado. Os trabalhadores poderão
enfrentar problemas relacionados a empregabilidade, requalificação e oportunidades desejáveis de reinserção no
mercado de trabalho. O encerramento e a reabilitação de operações sem as necessárias provisões poderão
também resultar em um ônus econômico para governos e comunidades locais, principalmente em países onde a
produção de carvão representa um alto percentual das receitas.

Para que se atinja uma transição justa para uma economia de baixo carbono, os diferentes níveis de dependência
do setor de carvão por parte de trabalhadores, comunidades locais e economias nacionais precisam ser
reconhecidos. É necessário também que empregos de qualidade sejam criados para os afetados. São exemplos
de medidas que as organizações poderão tomar para contribuir para uma transição justa: comunicação adequada e
com antecedência de encerramentos; colaboração com governos e sindicatos; defesa de uma política consistente
para o clima (consulte também o Tema 12.22 Políticas públicas); retreinamento, requalificação e realocação de
trabalhadores; e investimentos alternativos nas comunidades afetadas. Consultas antecipadas e significativas com
stakeholders e comunidades locais também foram identificadas como cruciais para se atingir uma transição justa
(consulte também o tema 12.3 Encerramento e reabilitação). A transição poderá também trazer oportunidades para
232 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

revitalizar a atividade econômica e gerar novas oportunidades de emprego e desenvolvimento de habilidades.

Box 1. Planos de transição e análise de cenários

Espera-se cada vez mais que as organizações de setores com alta taxa de emissões divulguem um plano de
transição, o qual é "um aspecto da estratégia de negócios da organização que estabelece um conjunto de metas
e ações que deem suporte à sua transição rumo a uma economia de baixo carbono" [91]. De acordo com a Força-
Tarefa Sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD), os usuários de informações procuram por
dados sobre os planos das organizações para ajustarem suas estratégias ou modelos de negócios, bem como
os tipos de ações necessárias para reduzir os riscos e aumentar as oportunidades que a transição para uma
economia de baixo carbono traz. O planejamento de transição pode, por exemplo, focar em atingir emissões
líquidas zero.

A análise de cenários permite considerar formas alternativas de situações futuras simultaneamente, e pode ser
usada para explorar os riscos que a transição para uma economia de baixo carbono apresenta para as
organizações do setor de carvão. As organizações normalmente definem cenários de acordo com a velocidade da
transição, expressa nas mudanças resultantes na temperatura média global. Um cenário compatível com o
Acordo de Paris irá requerer um aumento de temperatura bem abaixo de 2°C. Outros cenários poderão ser
definidos de acordo com o contexto nacional de uma organização. A organização poderá, então, traduzir as
reduções esperadas nas emissões de GEE compatíveis com esse aumento de temperatura em receitas
esperadas. Para mais orientações, consulte a publicação da TCFD, The Use of Scenario Analysis in Disclosure of
Climate-Related Risks and Opportunities, 2017 [92].

3 Esta recomendação adicional ao setor baseia-se no item [Link] da Norma GRI 305: Emissões 2016.
233 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de adaptação, resiliência e transição climática


Se a organização tiver definido que adaptação, resiliência e transição climática são um tema material, esta
subseção lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema por organizações do setor de
carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.2.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Relate se a organização tem um plano de transição em vigor. Se tiver, relate
se ele é um item agendado para deliberação anual na assembleia geral
ordinária (AGO), se aplicável.
• Descreva políticas, compromissos e medidas da organização para prevenir
ou mitigar os impactos da transição para uma economia de baixo carbono
nos trabalhadores e nas comunidades locais.
• Relate o nível e o cargo dentro da organização que recebeu a
responsabilidade de gerenciar os riscos e as oportunidades decorrentes de
mudanças climáticas.
• Descreva a supervisão do mais alto órgão de governança na gestão dos
riscos e oportunidades decorrentes de mudanças climáticas.
• Relate se a responsabilidade pela gestão dos impactos relacionados às
mudanças climáticas está vinculada a avaliações de desempenho ou a
mecanismos de incentivo, inclusive nas políticas de remuneração para
membros do mais alto órgão de governança e altos executivos.
• Descreva os cenários relacionados às mudanças climáticas usados para
avaliar a resiliência da estratégia da organização, inclusive um cenário de 2°C
ou menos.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 201: Conteúdo 201-2 Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades 12.2.2
Desempenho decorrentes de mudanças climáticas
Econômico 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Relate o potencial de emissões para reservas comprovadas e prováveis.5
• Relate as premissas internas sobre precificação de carbono e precificação de
carvão que embasaram a identificação de riscos e oportunidades decorrentes
de mudanças climáticas.
• Descreva como riscos e oportunidades decorrentes de mudanças climáticas
afetam ou poderiam afetar as operações ou as receitas da organização,
incluindo:
- desenvolvimento das reservas atualmente comprovadas e prováveis;
- possíveis desativações e encerramento antecipado de ativos existentes;
- volumes de produção de carvão para o período de relato atual e os
volumes projetados para os próximos cinco anos.

• Relate o percentual de despesa de capital que é alocado para investimentos


em:
- prospecção, exploração, aquisição e desenvolvimento de novas reservas;
- expansão de minas de carvão atuais;
- energia de fontes renováveis (por tipo de fonte);
- tecnologias para remover CO2 da atmosfera e soluções baseadas na
natureza para mitigar as mudanças climáticas;
- iniciativas de pesquisa e desenvolvimento que podem abordar os riscos
da organização relacionados às mudanças climáticas.

• Relate a massa total de CO2 em toneladas métricas capturadas e


4 Segundo os três principais cenários descritos pela Agência Internacional de Energia (IEA): Cenário de Políticas Declaradas (STEPS), Cenário de
Promessas Anunciadas (APS) e Cenário Net-Zero até 2050 (NZE) [76].
234 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

armazenadas,6 discriminadas por:


- Carbono capturado na fonte pontual;7
- Carbono capturado diretamente da atmosfera.

• Relate desinvestimentos planejados, em curso ou concluídos de ativos de


carvão. Para cada desinvestimento:
- descreva como a organização considerou seus compromissos de política
para uma conduta empresarial responsável;8
- relate se há provisões em vigor para garantir que os impactos do
encerramento sejam geridos e que os planos de encerramento e
reabilitação existentes sejam seguidos pela entidade que adquirir o(s)
ativo(s).

GRI 305: Conteúdo 305-5 Redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) 12.2.3
Emissões 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Relate como os objetivos e metas para emissões de GEE são estipulados;
especifique se eles são embasados por consenso científico; e liste
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente ou leis
com os quais os objetivos e metas estão alinhados.
• Relate as emissões de GEE dos Escopos (1, 2, 3), as atividades e as
relações de negócios aos quais os objetivos e metas se aplicam.
• Relate a linha de base para os objetivos e metas e o cronograma para seu
alcance.

Conteúdos adicionais ao setor


Descreva a abordagem da organização para o desenvolvimento de políticas públicas e lobby sobre 12.2.4
mudanças climáticas, incluindo:
• o posicionamento da organização em relação a questões significativas relacionadas às
mudanças climáticas que são o foco de sua participação no desenvolvimento de políticas
públicas e lobby, e quaisquer diferenças entre suas posições e suas políticas e objetivos
declarados, ou outras posições públicas;
• se é membro ou se contribui para quaisquer associações ou comitês de representação que
participam do desenvolvimento de políticas públicas e de lobby sobre mudanças climáticas,
incluindo:
- a natureza dessa contribuição;
- quaisquer diferenças entre os posicionamentos da organização e suas políticas e objetivos
declarados, ou outros posicionamentos públicos sobre questões significativas relacionadas
às mudanças climáticas; e os posicionamentos das associações ou dos comitês de
representação.9

Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 e GRI 305: Emissões 2016 listam instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de adaptação, resiliência e transição climática pelo setor de
carvão estão listados na Bibliografia.
235 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.3 Encerramento e reabilitação


No término do seu uso comercial, espera-se que as organizações fechem os ativos e as instalações e reabilitem
os locais de operação. Poderão ocorrer impactos durante e após o encerramento. Este tema abrange a
abordagem de uma organização para encerramento e reabilitação, inclusive como a organização considera os
impactos no meio ambiente, nas comunidades locais e nos trabalhadores.

Após o encerramento das minas de carvão, impactos potenciais incluem contaminação de solo e água, mudanças
nos relevos e perturbações na biodiversidade e na vida selvagem. Um encerramento poderá também causar
consequências socioeconômicas duradouras nas comunidades locais (consulte também o tema 12.9). A
preparação e implementação de um encerramento responsável torna-se cada vez mais importante para o setor de
carvão devido à necessidade de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e da transição para uma
economia de baixo carbono (consulte o tema 12.2 Adaptação, resiliência e transição climática). Esta urgência levará
a encerramentos mais frequentes e antecipados de atividades carboníferas.

Os impactos do encerramento poderão diferir entre mineração a céu aberto e subterrânea. Por exemplo, mineração
a céu aberto requer mais uso da terra e uma reabilitação considerável, ao passo que minas subterrâneas
abandonadas poderão emitir metano de mina de carvão mesmo após a mineração ativa ter cessado, mantendo
uma contribuição contínua para as emissões de GEE (consulte também o tema 12.1).

O encerramento geralmente requer um planejamento nas fases iniciais do ciclo de vida de um projeto para prever
impactos potenciais, inclusive impactos nas comunidades locais e em seus meios de subsistência. As atividades
de encerramento e reabilitação poderão incluir:
• estabilização dos trabalhos a céu aberto ou subterrâneos, tais como aterramento para evitar subsidência;
• remoção ou conversão da infraestrutura para garantir a segurança das pessoas;
• reabilitação de pilhas de estéreis e de estruturas de disposição de rejeitos para controlar a erosão e degradação
do solo;
• gestão de resíduos e de problemas de qualidade de água de superfície e água subterrânea resultantes da
drenagem ácida de minas abandonadas, de resíduos de rochas e de carreamento de rejeitos (consulte também
os temas 12.6 Resíduos e 12.7 Água e efluentes); e
• monitoramento ambiental e socioeconômico pós-encerramento.

Uma vez concluídos, recomenda-se que o encerramento e a reabilitação de unidades operacionais resultem em
ecossistemas estáveis e compatíveis com o uso da terra planejado para o pós-encerramento que leva em conta as
necessidades dos stakeholders locais. A ineficácia no encerramento de instalações e reabilitação de unidades
poderá tornar o solo inutilizável para outros fins produtivos e poderá resultar em riscos para a saúde e a segurança
devido à contaminação ou à presença de materiais perigosos.

Os impactos do encerramento poderão ser exacerbados se houver antecedência insuficiente na comunicação ou


ausência de um planejamento adequado para revitalização econômica, proteção social e transição de carreira dos
empregados. Sem uma clara indicação das partes responsáveis ou dos fundos alocados, as instalações de carvão
fechadas poderão deixar um legado de problemas ambientais e ônus financeiros para as comunidades e os
governos.

Entretanto, a fase de encerramento e reabilitação pode também criar outras oportunidades de emprego. Isso poderá
envolver um afluxo de trabalhadores adicionais por um período mais longo e potencialmente exacerbar outras
pressões ambientais. Uma vez que essa fase seja concluída, os trabalhadores poderão ser dispensados e as
comunidades locais poderão enfrentar uma retração econômica e perturbações sociais. Isso é especialmente
relevante para aquelas comunidades que dependem das atividades do setor de carvão para emprego, renda,
impostos e outros pagamentos para governos, desenvolvimento da comunidade e outros benefícios.

Uma colaboração entre os governos locais e nacionais, organizações carboníferas, trabalhadores e sindicatos é
essencial para mitigar impactos negativos e garantir uma transição justa que propicie empregos decentes, inclusão
social e oportunidades econômicas enquanto se realiza a transição para uma economia de baixo carbono [101]. São
exemplos de medidas que as organizações poderão adotar: oferecimento de aposentadoria antecipada,
requalificação, retreinamento, programas de transferência de trabalhadores e programas de assistência para
realocação.
236 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de encerramento e reabilitação


Se a organização tiver definido que encerramento e reabilitação são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato desse tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.3.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem adotada para o engajamento com as comunidades
locais e outros stakeholders relevantes para o planejamento e
implementação do encerramento e do pós-encerramento, incluindo uso da
terra pós-mineração.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 402: Conteúdo 402-1 Prazo mínimo de aviso sobre mudanças operacionais 12.3.2
Relações de
Trabalho 2016 Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem adotada para o engajamento com
trabalhadores antes que ocorram mudanças operacionais importantes.

GRI 404: Conteúdo 404-2 Programas para o aperfeiçoamento de competências dos 12.3.3
Capacitação e empregados e de assistência para transição de carreira
Educação 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os planos de transição para os trabalhadores em vigor para ajudá-
los a lidar com a transição para a fase de pós-encerramento das atividades
de uma operação (ex.: realocação, assistência para reinserção no mercado
de trabalho, reassentamento e indenização por demissão).

Conteúdos adicionais ao setor


Liste as unidades operacionais que: 12.3.4
• possuem planos de encerramento e reabilitação em vigor;
• foram encerradas;
• estão realizando atividades de encerramento.

Relate o valor monetário total do provisionamento para encerramento e reabilitação realizado pela 12.3.5
organização, incluindo monitoramento e controle socioeconômico e ambiental pós-encerramento de
unidades operacionais, fornecendo a discriminação deste total por projeto.

Descreva a provisão de recursos não financeiros realizada pela organização para gerir a transição 12.3.6
socioeconômica da comunidade local para uma economia pós-mineração sustentável, incluindo
esforços conjuntos, projetos e programas.

Referências e recursos
GRI 402: Relações de Trabalho 2016 e GRI 404: Capacitação e Educação 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.

As referências adicionais usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de encerramento e reabilitação pelo setor de carvão estão listados na Bibliografia.

5 Recomenda-se que a definição de reservas usada pela organização para esta recomendação adicional ao setor seja a mesma que a definição usada
em suas demonstrações financeiras consolidadas ou em documentos equivalentes.
6 Recomenda-se que a organização relate a massa de CO2 capturado usando captura e armazenamento de carbono menos a massa de CO2 emitido
como resultado do processo ou durante o processo, às vezes, conhecida como "redução líquida de emissões" [71].
7 Fontes pontuais incluem fontes industriais e fontes relacionadas à energia.
8 Compromissos de política para uma conduta empresarial responsável e compromisso para com o respeito aos direitos humanos são relatados no
Conteúdo 2-23 Compromissos de política da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021.
9 Estes conteúdos adicionais ao setor baseiam-se nas recomendações de relato 1.2.1 e 1.2.2 da Norma GRI 415: Políticas Públicas 2016.
237 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.4 Emissões atmosféricas


As emissões atmosféricas incluem poluentes que têm impactos negativos na qualidade do ar e nos
ecossistemas, incluindo a saúde humana e animal. Este tema abrange impactos provenientes de emissões de
óxidos de enxofre (SOx), óxidos de nitrogênio (NOx), material particulado (MP), compostos orgânicos voláteis
(COV), monóxido de carbono (CO) e metais pesados, tais como chumbo, mercúrio e cádmio.

Além das emissões de gases de efeito estufa (GEE), o carvão é uma fonte significativa de emissões antropogênicas
classificadas como poluentes. No mundo todo, a poluição atmosférica causa problemas graves de saúde e milhões
de mortes anualmente ao contribuir para doenças coronárias e pulmonares, derrames, infecções respiratórias e
danos neurológicos [114]. As crianças, os idosos e os pobres são afetados de forma desproporcional pelas
emissões atmosféricas, assim como são as comunidades locais próximas às unidades operacionais. A poluição
atmosférica também causa um ônus econômico para comunidades e governos resultantes, por exemplo, de
mortalidade prematura, aumento dos custos com saúde, perda de produtividade e queda na produção agrícola
[109].

As emissões atmosféricas das atividades carboníferas incluem CO, NOx, MP e SO2. Essas emissões podem ocorrer
na forma de evaporação de lagoas de rejeitos ou áreas de resíduos; emissões fugitivas de poeira de perfuração,
desmonte a fogo, armazenamento, transporte, carregamentos e descarregamentos; atividades de refinação e
processamento; transporte de suprimentos e produtos; e incidentes, tais como incêndios nas minas.

Além dos efeitos sobre a saúde, a emissão de poluentes também tem impactos nos ecossistemas. Por exemplo,
emissões de nitrogênio e mercúrio que entram nos oceanos ou corpos hídricos podem ter impactos negativos na
vida marinha. O NOx é também um importante causador de ozônio troposférico, normalmente conhecido como smog
fotoquímico. Óxidos de enxofre podem levar à chuva ácida e aumentar a acidificação oceânica. Impactos negativos
decorrentes de chuva ácida e ozônio troposférico incluem a degradação da água e do solo, prejudicando a
capacidade da flora e fauna de funcionar e crescer. Alguns poluentes atmosféricos como metano, carbono negro e
ozônio são também poluentes climáticos de vida curta (PCVC) que contribuem para as mudanças climáticas
(consulte também o tema 12.1 Emissões de GEE).

Arsênico, cádmio, chumbo, mercúrio, selênio e outros metais pesados são outros poluentes associados ao uso do
carvão. As impurezas e os componentes químicos encontrados no carvão são em grande parte responsáveis pelas
emissões de materiais particulados (MP), SO2 e mercúrio formados na combustão, parte delas podendo ser
mitigadas com a lavagem do carvão [107]. As emissões provenientes da combustão de carvão são causadas por
organizações de outros setores, tais como as de serviços públicos e produção de aço, mas seus impactos
negativos estão diretamente relacionados às organizações de mineração de carvão.
238 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de emissões atmosféricas


Se a organização tiver definido que as emissões atmosféricas são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato desse tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.4.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva ações adotadas pela organização para prevenir ou mitigar impactos
negativos potenciais nas comunidades locais e nos trabalhadores de
emissões de material particulado (MP) provenientes de poeira de carvão.
• Descreva medidas tomadas para melhorar a qualidade do carvão para reduzir
as emissões atmosféricas perigosas na fase de uso.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 305: Conteúdo 305-7 Emissões de NOx, SOx e outras emissões atmosféricas 12.4.2
Emissões 2016 significativas

Referências e recursos
GRI 305: Emissões 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais relevantes para o relato deste tema.

As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de emissões atmosféricas pelo setor de carvão estão listados na Bibliografia.
239 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.5 Biodiversidade


A biodiversidade é a variabilidade entre organismos vivos. Ela inclui diversidade dentro de espécies, entre
espécies e de ecossistemas. A biodiversidade não somente possui valor intrínseco como também é vital para a
saúde humana, a segurança alimentar, a prosperidade econômica e a mitigação das mudanças climáticas e
adaptação aos seus impactos. Este tema abrange impactos na biodiversidade, incluindo impactos nas espécies
vegetais e animais, na diversidade genética e nos ecossistemas naturais.

As atividades carboníferas geralmente requerem o desenvolvimento de infraestrutura de larga escala que tem
impactos diretos, indiretos e cumulativos de curto e longo prazo na biodiversidade. Os impactos na biodiversidade
provenientes das atividades do setor de carvão incluem contaminação do ar, do solo e da água, desmatamento,
erosão do solo e sedimentação de corpos hídricos. Outros impactos podem incluir mortalidade animal ou maior
vulnerabilidade a predadores, fragmentação e conversão de habitats, além da introdução de espécies invasoras e
patógenos.

Impactos na biodiversidade podem resultar em limitações na disponibilidade, acessibilidade ou qualidade dos


recursos naturais, o que, por sua vez, impacta o bem-estar e os meios de subsistência das comunidades locais e
dos povos indígenas (consulte também o tema 12.9 Comunidades locais e 12.11 Direitos de povos indígenas). Os
impactos podem se exacerbar quando as atividades ocorrem em áreas de proteção ambiental ou áreas de alto valor
de biodiversidade, e podem se estender bem além dos limites geográficos de atividades e do ciclo de vida das
unidades operacionais (consulte também o tema 12.3 Encerramento e reabilitação).

Métodos diferentes de mineração apresentam riscos distintos para a biodiversidade. Minas a céu aberto causam
impactos mais severos do que a mineração subterrânea devido ao crescente aprofundamento e alargamento das
unidades de mineração, aumentando as áreas afetadas ao longo do tempo. Impactos na biodiversidade podem ser
provenientes de:
• desmatamento para abertura de poços, rotas de acesso e expansão de minas para novas áreas;
• fragmentação de habitats devido às estradas de acesso e outras infraestruturas lineares;
• subsidência do solo sobrejascente a minas subterrâneas;
• perturbações nos ecossistemas de água de superfície, zonas úmidas e água subterrânea; e
• descarte de efluentes contaminação da água subterrânea e da água de superfície pela drenagem ácida de
minas, lagoas de rejeitos ou pilhas de estéreis (consulte também os temas 12.6 Resíduos e 12.7 Água e
efluentes).

As atividades do setor podem também contribuir para impactos cumulativos na biodiversidade. Por exemplo, quando
as atividades carboníferas se expandem e novas rotas de acesso são instaladas, o desmatamento resultante não
apenas causa fragmentação e conversão de habitats, mas poderá também resultar no aumento do uso da área ou
mesmo incentivar outros setores a estabelecer operações nas mesmas áreas, intensificando os impactos.
Mudanças no uso da terra para acomodar as minas a céu aberto poderão exacerbar os efeitos das mudanças
climáticas, se elas resultarem na remoção de sumidouros de carbono. Por sua vez, as mudanças climáticas
provavelmente afetarão todos os aspectos da biodiversidade, inclusive organismos individuais, populações,
distribuição de espécies e a composição e função dos ecossistemas, e os impactos tendem a piorar com o
aumento da temperatura. (consulte também os temas 12.1 Emissões de GEE e 12.2 Adaptação, resiliência e
transição climática).

Para limitar e gerenciar seus impactos na biodiversidade, muitas organizações do setor de carvão usam a
ferramenta de hierarquia de mitigação que ajuda a fundamentar suas medidas. A ferramenta apresenta uma
sequência priorizada de medidas para a gestão sustentável de recursos naturais, com ações preventivas tendo
precedência sobre reparação. A prioridade é dada a medidas preventivas e, quando não for possível, à minimização
dos impactos. As medidas de reparação somente são viáveis após a adoção de todas as medidas de prevenção. A
reparação inclui a reabilitação ou restauração de degradação ou danos, e compensações (offsetting) de impactos
residuais após todas as outras medidas terem sido aplicadas [121].
240 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de biodiversidade
Se a organização tiver definido que biodiversidade é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.5.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva políticas e compromissos para atingir nenhuma perda líquida ou
um ganho líquido para a biodiversidade em unidades operacionais; e relate
se esses compromissos se aplicam a operações existentes e futuras e a
operações além das áreas de alto valor de biodiversidade.
• Relate se a aplicação da hierarquia de mitigação fundamentou medidas para
gerenciar impactos relacionados à biodiversidade.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 304: Conteúdo 304-1 Unidades operacionais próprias, arrendadas ou geridas dentro 12.5.2
Biodiversidade ou nas adjacências de áreas de proteção ambiental e áreas de alto valor de
2016 biodiversidade situadas fora de áreas de proteção ambiental

Conteúdo 304-2 Impactos significativos de atividades, produtos e serviços na 12.5.3


biodiversidade

Recomendações adicionais ao setor


• Relate impactos significativos na biodiversidade com referência aos habitats
e ecossistemas afetados.

Conteúdo 304-3 Habitats protegidos ou restaurados 12.5.4

Conteúdo 304-4 Espécies incluídas na lista vermelha da IUCN e em listas 12.5.5


nacionais de conservação com habitats em áreas afetadas por operações da
organização

Referências e recursos
GRI 304: Biodiversidade 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de biodiversidade pelo setor de carvão estão listados na
Bibliografia.
241 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.6 Resíduos


Resíduos referem-se a qualquer substância ou objeto que um detentor de resíduos descarta ou tem a intenção
ou obrigação de descartar. Quando geridos inadequadamente, os resíduos podem causar impactos negativos no
meio ambiente e na saúde humana, o que pode se estender além dos locais onde os resíduos são gerados e
descartados. Este tema abrange impactos dos resíduos, inclusive os que são resultado de atividades de
construção e reabilitação.

As atividades carboníferas normalmente geram grandes volumes de resíduos, incluindo resíduos perigosos. Os
maiores fluxos de resíduos provêm da extração ou processamento de carvão e consistem em pilhas de estéreis,
resíduos de rochas e rejeitos. Estes fluxos de resíduos podem também conter substâncias tóxicas ou nocivas,
incluindo metais pesados. Eles podem contaminar a água de superfície, a água subterrânea, a água do mar, fontes
de alimentos e causar impactos negativos nas espécies vegetais e animais, bem como na saúde humana. Outros
efeitos podem ser perda de produtividade do solo e erosão. A severidade dos impactos pode depender da
abordagem de uma organização para a gestão de resíduos, regulamentação e da disponibilidade de instalações de
recuperação e disposição nas proximidades das atividades carboníferas.

As pilhas de estéreis provenientes da mineração a céu aberto são normalmente armazenadas em áreas adjacentes
para reaterro do poço após a finalização da mineração. As opções de disposição são limitadas para algumas
técnicas de mineração a céu aberto, tais como remoção do topo da montanha, uma vez que as pilhas de estéreis
não podem ser retornadas ao poço. Nesses casos, o método de disposição consiste em aterrar os vales
adjacentes, levando a impactos, tais como o assoreamento de corpos hídricos e concentração de substâncias
nocivas perigosas para os ecossistemas e para os seres humanos (consulte também os temas 12.5
Biodiversidade e 12.7 Água e efluentes).

Lamas de rejeito de mineração de carvão, uma sobra residual gerada pelo processamento de carvão, são
normalmente descartadas em lagoas, filtradas e armazenadas em pilhas ou dispostas em cavidades subterrâneas.
As instalações de armazenamento de rejeitos em superfície contidas em barragens de rejeito podem cobrir áreas
imensas. Rejeitos sem substâncias perigosas podem ser drenados da instalação e depois remodelados, cobertos
com solo e com vegetação. Entretanto, rejeitos apresentam riscos para a saúde de comunidades locais quando
contêm metais pesados, cianeto, agentes de processos químicos, sulfetos ou sólidos em suspensão que poluem o
meio ambiente, incluindo água subterrânea e água de superfície (consulte também os temas 12.9 Comunidades
locais e 12.13 Integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo).

Resíduos de rochas e rejeitos grosseiros são normalmente armazenados em pilhas ou dispostos em barragens de
contenção/aterros a céu aberto ou em poços antigos de operações. Impactos ambientais adicionais causados por
aterros de rochas incluem a poeira que pode ser levada pelo vento ou pela água de chuva, afetando a qualidade do
ar, dos corpos hídricos ou da terra.

A natureza e a quantidade de resíduos gerados frequentemente requerem uma gestão que vá além da etapa
produtiva da operação de mineração. Ao final de um projeto de exploração ou extração carbonífera, o encerramento
poderá produzir quantidade significativa de resíduos com impactos ambientais e socioeconômicos duradouros
(consulte também o tema 12.3 Encerramento e reabilitação). Outros resíduos típicos das atividades do setor de
carvão incluem resíduos de óleos e produtos químicos, catalisadores usados, solventes, outros resíduos industriais
e resíduos de embalagens e de construção.
242 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de resíduos
Se a organização tiver definido que resíduos são um tema material, esta subseção lista os conteúdos identificados
como relevantes para o relato do tema por organizações do setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.6.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 306: Conteúdo 306-1 Geração de resíduos e impactos significativos relacionados a 12.6.2
Resíduos 2020 resíduos

Conteúdo 306-2 Gestão de impactos significativos relacionados a resíduos 12.6.3

Conteúdo 306-3 Resíduos gerados 12.6.4

Recomendações adicionais ao setor

Ao relatar a composição dos resíduos gerados, inclua uma discriminação dos


seguintes fluxos de resíduos, se aplicáveis:
• pilhas de estéreis;
• resíduos de rochas;
• rejeitos.

Conteúdo 306-4 Resíduos não destinados para disposição final 12.6.5

Recomendações adicionais ao setor

Ao relatar a composição dos resíduos não destinados para disposição final,


inclua uma discriminação dos seguintes fluxos de resíduos, se aplicáveis:
• pilhas de estéreis;
• resíduos de rochas;
• rejeitos.

Conteúdo 306-5 Resíduos destinados para disposição final 12.6.6

Recomendações adicionais ao setor

Ao relatar a composição dos resíduos destinados para disposição final, inclua


uma discriminação dos seguintes fluxos de resíduos, se aplicáveis:
• pilhas de estéreis;
• resíduos de rochas;
• rejeitos.

Referências e recursos
GRI 306: Resíduos 2020 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de resíduos pelo setor de carvão estão listados na
Bibliografia.
243 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.7 Água e efluentes


Reconhecido como um direito humano, o acesso à água doce é essencial para a vida e o bem-estar humano. A
quantidade de água captada e consumida por uma organização e a qualidade de seu descarte podem impactar
os ecossistemas e as pessoas. Este tema abrange impactos relacionados com a captação e o consumo de água
e a qualidade da água descartada.

A atividades carboníferas podem reduzir a disponibilidade de água para comunidades locais e outros setores que
dependem de água. Elas podem causar impactos na qualidade da água de superfície, água subterrânea e água do
mar, que poderão se traduzir em impactos de longo prazo nos ecossistemas e na biodiversidade, causar problemas
de saúde e desenvolvimento para os seres humanos e prejudicar a segurança alimentar.

A água é utilizada nas atividades carboníferas para resfriamento e corte; eliminação de poeira durante a mineração e
o transporte; lavagem para melhorar a qualidade do carvão; revegetação de minas a céu aberto; e para o transporte
de longa distância de lamas de carvão. A quantidade de água necessária para as atividades dependerá de a
mineração ser a céu aberto ou subterrânea e da eficiência operacional. A quantidade de água captada também varia
de acordo com a capacidade da organização de substituir a utilização da água doce, da qualidade da água
necessária, das características do reservatório e da infraestrutura de reciclagem.

Os impactos de uma organização de carvão na água também dependem da quantidade de recursos hídricos locais.
Uma grande proporção dos recursos mundiais de carvão se encontram em áreas que são áridas ou experimentam
estresse hídrico. Nessas áreas, as atividades do setor tendem a aumentar a competição pela água. Isso poderá
exacerbar as tensões entre setores e comunidades locais, e dentro deles. Secas, inundações e outros eventos
climáticos extremos relacionados às mudanças climáticas irão provavelmente trazer desafios mais frequentes
relacionados à disponibilidade e à qualidade da água no futuro.

Os impactos das atividades carboníferas na qualidade da água podem ser resultantes do carreamento de rejeitos,
falhas nas estruturas de disposição de rejeitos e drenagem ácida de minas contendo água acidificada e metais
pesados. Alguns métodos de mineração podem envolver desmatamento e mudanças no uso da terra
consideráveis, levando à erosão e a fluxos de sedimentos (consulte também o tema 12.5 Biodiversidade), os quais
juntamente com alterações nos fluxos de água poderão afetar a qualidade da água e os habitats aquáticos e
terrestres. Operações subterrâneas também podem perturbar ou contaminar aquíferos.

Acidentes de transporte e derramamentos relacionados a carvão podem contaminar corpos hídricos e zonas
úmidas com materiais perigosos, tais como arsênico, chumbo, mercúrio e compostos de enxofre (consulte também
o tema 12.13 Integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo).
244 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de água e efluentes


Se a organização tiver definido que água e efluentes são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato desse tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.7.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 303: Água e Conteúdo 303-1 Interações com a água como um recurso compartilhado 12.7.2
Efluentes 2018
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva ações adotadas pela organização para prevenir ou mitigar impactos
negativos resultantes da drenagem ácida de minas.

Conteúdo 303-2 Gestão de impactos relacionados ao descarte de água 12.7.3

Conteúdo 303-3 Captação de água 12.7.4

Conteúdo 303-4 Descarte de água 12.7.5

Conteúdo 303-5 Consumo de água 12.7.6

Referências e recursos
GRI 303: Água e Efluentes 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de água e efluentes pelo setor de carvão estão listados na Bibliografia.
245 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.8 Impactos econômicos


Os impactos de uma organização na economia referem-se a como que o valor que ela gera afeta os sistemas
econômicos, por exemplo, como resultado de suas práticas de compra e emprego de trabalhadores.
Investimentos em infraestrutura e apoio a serviços por parte de uma organização podem também causar
impactos no bem-estar e no desenvolvimento de longo prazo de uma comunidade. Este tema abrange impactos
econômicos em nível local, nacional e global.

As atividades do setor de carvão podem ser uma importante fonte de investimento e renda para as comunidades
locais, os países e as regiões. Os impactos podem variar de acordo com o volume das operações, o estímulo a
outras atividades econômicas e a eficácia de governos locais na gestão de receitas relacionadas ao carvão. Em
alguns países ricos em recursos, os investimentos no desenvolvimento de recursos de carvão e a receita
proveniente da mineração contribuem significativamente para o produto interno bruto. No entanto, a má gestão
dessa receita pode ser prejudicial ao desempenho econômico e levar à instabilidade macroeconômica e a
distorções (consulte também o tema 12.21 Pagamentos a governos). As economias dependentes do carvão podem
também ficar vulneráveis ao preço das commodities e às flutuações na produção.

O setor de carvão pode causar impactos positivos ao gerar receitas, provenientes do pagamento de impostos e
royalties, por meio de compras locais e da geração de empregos locais. As compras locais de produtos e serviços
podem ajudar no desenvolvimento de fornecedores e ter um impacto econômico significativo. A geração de
empregos locais, por sua vez, pode levar a um aumento no poder de compra da comunidade e, consequentemente,
estimular os negócios locais. As organizações do setor de carvão podem ainda gerar benefícios ao investir em
infraestrutura, como na geração, transmissão e distribuição de energia, melhorando o acesso à energia, ou em
serviços públicos

A extensão do benefício que as comunidades locais terão com a presença de atividades do setor de carvão depende
dos níveis de desenvolvimento e industrialização existentes nas comunidades, da capacidade das comunidades de
prover trabalhadores qualificados para as novas oportunidades de emprego, e do compromisso das organizações
do setor de carvão em treinar os trabalhadores locais. O impacto na geração de novos empregos também depende
de como o emprego no setor de carvão afeta o emprego existente em outros setores, assim como as práticas
empregatícias das organizações do setor de carvão (consulte também o tema 12.15). Por exemplo, uma escala de
embarque e desembarque por transporte aéreo ( fly-in fly-out) poderá compensar pressões associadas ao afluxo de
pessoas para pequenas comunidades e, ao mesmo tempo, fornecer os trabalhadores necessários. Entretanto,
esse sistema reduz as oportunidades de emprego disponíveis para as comunidades locais, diminuindo os
potenciais benefícios econômicos.

A introdução de atividades do setor de carvão pode gerar impactos negativos nas comunidades locais, tais como
disparidade econômica, com grupos vulneráveis geralmente sendo desproporcionalmente afetados (consulte
também os temas 12.9 Comunidades locais e 12.11 Direitos de povos indígenas). Um afluxo de trabalhadores
externos pode aumentar a pressão sobre moradia, infraestrutura e serviços públicos. As comunidades locais
poderão também ter que lidar com custos de passivos ambientais relacionados à contaminação ou à falta de uma
reabilitação eficaz após o encerramento das operações (consulte também o tema 12.3 Encerramento e reabilitação).

A transição para uma economia de baixo carbono continua a diminuir a atividade do setor de carvão, tornando as
comunidades e os países que dependem do setor para geração de receitas ou empregos vulneráveis ao
desaquecimento econômico resultante (consulte também o tema 12.2 Adaptação, resiliência e transição climática).
Para garantir uma transição justa, a colaboração entre os governos locais e nacionais e as organizações
carboníferas é essencial para propiciar empregos decentes, inclusão social e oportunidades econômicas.
246 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de impactos econômicos


Se a organização tiver definido que impactos econômicos são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.8.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os programas de desenvolvimento local em vigor que visam
aumentar os impactos econômicos positivos para as comunidades locais,
incluindo a abordagem para a criação de oportunidades de emprego,
compras e capacitação.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 201: Conteúdo 201-1 Valor econômico direto gerado e distribuído 12.8.2
Desempenho
Econômico 2016 Recomendações adicionais ao setor
• Relate o valor econômico gerado e distribuído (EVG&D) por projeto.

GRI 202: Conteúdo 202-2 Proporção de membros da diretoria contratados na comunidade 12.8.3
Presença no local
Mercado 2016

GRI 203: Conteúdo 203-1 Investimentos em infraestrutura e apoio a serviços 12.8.4


Impactos
Econômicos Conteúdo 203-2 Impactos econômicos indiretos significativos 12.8.5
Indiretos 2016

GRI 204: Práticas Conteúdo 204-1 Proporção de gastos com fornecedores locais 12.8.6
de Compra 2016

Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 e GRI 202: Presença no Mercado 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de impactos econômicos pelo setor de carvão estão
listados na Bibliografia.
247 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.9 Comunidades locais


As comunidades locais abrangem indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que poderiam ser
afetadas pelas atividades da organização. Espera-se que uma organização realize um engajamento com as
comunidades para entender suas vulnerabilidades e como elas podem ser afetadas pelas atividades da
organização. Este tema abrange os impactos socioeconômicos, culturais, na saúde e nos direitos humanos nas
comunidades locais.

As organizações do setor de carvão podem causar impactos positivos nas comunidades locais por meio de
empregos e compras locais, impostos ou outros pagamentos para governos locais, programas de desenvolvimento
local e investimentos em infraestrutura ou serviços públicos (consulte também o tema 12.8 Impactos econômicos, o
tema 12.15 Práticas empregatícias e o tema 12.21 Pagamentos a governos).

As atividades do setor de carvão podem também levar a impactos negativos nas comunidades locais. Os impactos
negativos podem resultar, por exemplo, de exigências de uso da terra para as atividades do setor, um afluxo de
pessoas buscando oportunidades de emprego e econômicas, degradação ambiental, exposição a substâncias
perigosas e uso de recursos naturais. As atividades carboníferas poderão também gerar conflito quando seus
impactos negativos não forem geridos ou intensificar conflitos pré-existentes (consulte também o tema 12.12
Conflito e segurança). Grupos vulneráveis, incluindo mulheres e povos indígenas, poderão ser
desproporcionalmente afetados por esses impactos.

O uso da terra por parte do setor de carvão pode competir com outras demandas de uso da terra, tais como para
agricultura, pesca ou recreação. Além disso, pode desestruturar os meios tradicionais de subsistência e aumentar o
risco de empobrecimento. Pode futuramente levar a um deslocamento, que resulta em impactos adicionais, tais
como restrições ao acesso a serviços essenciais e impactos nos direitos humanos (consulte também o tema 12.10
Direitos à terra e aos recursos naturais). As atividades do setor podem também resultar em danos a patrimônios
históricos e culturais, possivelmente levando a uma perda de tradição, cultura ou identidade cultural, principalmente
entre os povos indígenas (consulte também o tema 12.11 Direitos de povos indígenas).

O afluxo de trabalhadores das áreas do entorno ou como resultado da prática de escalas de embarque e
desembarque por transporte aéreo, particularmente durante as fases de construção, manutenção, e encerramento e
reabilitação das atividades carboníferas, poderia levar a uma maior desigualdade econômica na comunidade local.
Um afluxo em larga escala de trabalhadores pode colocar sob pressão os serviços e recursos locais, provocar
inflação e introduzir novas doenças transmissíveis. Custos mais altos de moradia podem levar a um aumento no
número de pessoas em situação de rua, principalmente entre grupos vulneráveis. Pode também haver um aumento
nas atividades que comprometem a ordem social, tais como abuso de substâncias, jogo e prostituição. O afluxo de
trabalhadores predominantemente do sexo masculino pode mudar o equilíbrio de gênero das comunidades locais.
Isso pode impactar particularmente as mulheres pelo risco de aumento da violência sexual e do tráfico. Casos
documentados revelaram violência doméstica e de gênero, tanto em unidades operacionais como em comunidades
locais.

Outros impactos negativos das atividades carboníferas nas comunidades locais podem resultar de poluição do ar,
do solo e da água; poeira; aumento nos níveis de tráfego, ruído e luminosidade; e maiores fluxos de resíduos. As
atividades poderão também causar acidentes catastróficos, tais como explosões, incêndios, colapso de minas,
derramamentos e falhas de instalações de rejeitos (consulte também o tema 12.13 Integridade de ativos e gestão
de acidentes de segurança de processo).

O engajamento significativo da comunidade local com acesso a processos de tomada de decisão inclusivos,
mecanismos de queixas eficazes e outros processos de reparação podem ajudar as organizações do setor de
carvão a prevenir e mitigar os impactos de suas atividades e aumentar o acolhimento por parte da comunidade. Na
sua ausência, as preocupações da comunidade poderiam não ser compreendidas ou abordadas, o que pode criar
impactos negativos ou exacerbar problemas existentes, tais como a desigualdade de gênero. Estabelecer ou
participar de mecanismos de queixas e de outros processos de reparação adaptados às necessidades específicas
das comunidades locais pode também ajudar as organizações a lidar com impactos negativos reais ou potenciais.
248 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de comunidades locais


Se a organização tiver definido que comunidades locais são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.9.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para a identificação de stakeholders dentro de
comunidades locais e para o engajamento com eles.
• Liste os grupos vulneráveis que a organização identificou dentro das
comunidades locais.
• Liste quaisquer direitos coletivos ou individuais que a organização identificou
que são objeto de especial preocupação para as comunidades locais.10
• Descreva a abordagem da organização para o engajamento com grupos
vulneráveis, incluindo:
- como a organização busca garantir um engajamento significativo; e
- como ela busca garantir uma participação segura e equitativa dos gêneros.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 413: Conteúdo 413-1 Operações com engajamento, avaliações de impacto e 12.9.2
Comunidades programas de desenvolvimento voltados à comunidade local
Locais 2016
Conteúdo 413-2 Operações com impactos negativos significativos - reais ou 12.9.3
potenciais - nas comunidades locais

Conteúdos adicionais ao setor


Relate o número e o tipo de queixas de comunidades locais identificadas, incluindo o: 12.9.4
• percentual de queixas que foram tratadas e resolvidas;
• percentual de queixas que foram resolvidas por meio de reparação.

Referências e recursos
GRI 413: Comunidades Locais 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de comunidades locais pelo setor de carvão estão listados
na Bibliografia.
249 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.10 Direitos à terra e aos recursos naturais


Os direitos à terra e aos recursos naturais abrangem os direitos de uso, gestão e controle da terra, da pesca,
das florestas e de outros recursos naturais. Os impactos de uma organização na disponibilidade e
acessibilidade desses direitos podem afetar as comunidades locais e outros usuários. Este tema abrange
impactos do uso da terra e de recursos naturais por uma organização nos direitos humanos e nos direitos de
posse de terra, inclusive do reassentamento de comunidades locais.

As atividades do setor de carvão exigem acesso à terra para prospecção, exploração e mineração de carvão, bem
como armazenamento, processamento, transporte e distribuição de carvão e de resíduos. Isso pode, às vezes, levar
ao deslocamento de outros usuários da terra, à restrição de acesso a recursos e ao reassentamento involuntário de
comunidades locais. Os impactos do uso da terra variam de acordo com os métodos de extração, a localização dos
recursos, o processamento exigido e os métodos de transporte. Por exemplo, o deslocamento é mais
frequentemente associado à mineração a céu aberto do que quando as atividades são subterrâneas.

Regras pouco claras referentes aos direitos de posse, acesso, uso e controle de terra muitas vezes levam a
disputas, tensões socioeconômicas e conflitos. Consultas insuficientes e compensação inadequada às
comunidades afetadas também podem agravar as tensões e os conflitos. Por exemplo, a relação entre direitos de
mineração e direitos à terra pode não ser clara; regras legais formais sobre posse de terra podem se sobrepor ou
entrar em conflito com regras de costumes tradicionais; direitos legítimos podem não ser reconhecidos ou
aplicados; ou as pessoas podem não possuir documentação formal de seus direitos à terra.

O reassentamento involuntário de comunidades locais pode envolver deslocamento físico (ex.: realocação ou perda
de abrigo) e deslocamento econômico (ex.: perda ou acesso a bens), trazendo impactos nos meios de subsistência
e direitos humanos das pessoas. Nesses casos, as organizações do setor de carvão poderão fornecer às
comunidades locais compensação financeira ou terra equivalente aos bens perdidos. Entretanto, definir o valor do
acesso de comunidades locais ao ambiente natural é complexo. Isso inclui a consideração de atividades geradoras
de renda, saúde humana e aspectos imateriais da qualidade de vida, tais como a perda de oportunidades culturais
ou recreativas. O montante de compensação fornecida poderá, portanto, não ser equivalente ao prejuízo sofrido. Em
alguns casos, os detentores da posse consuetudinária da terra poderão não ser compensados de forma alguma ou
somente receber pelas plantações que estavam cultivando, mas não pela terra em si.

Membros da comunidade que resistam ao reassentamento poderão também enfrentar ameaças e intimidação, bem
como remoção da terra de forma violenta, repressiva ou com ameaças de morte (consulte também o tema 12.12
Conflito e segurança).

Lidar com impactos nos direitos à terra e aos recursos naturais normalmente exige um engajamento intenso e
significativo entre as organizações do setor de carvão e as comunidades locais, incluindo os grupos vulneráveis,
que frequentemente experimentam os impactos mais severamente. Em casos de consulta ineficaz à comunidade
ou na ausência de consentimento livre, prévio e informado (CLPI), os impactos nas comunidades reassentadas ou
problemas existentes em uma comunidade poderão ser exacerbados por um processo inadequado de
reassentamento ou por falta de transparência (consulte também os temas 12.9 Comunidades locais e 12.11
Direitos de povos indígenas). As consultas à comunidade poderão também deixar de incluir todos os membros
afetados. As mulheres, por exemplo, são geralmente excluídas dos processos decisórios relacionados ao
desenvolvimento de um novo projeto.
250 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de direitos à terra e aos recursos naturais


Se a organização tiver definido que direitos à terra e aos recursos naturais são um tema material, esta subseção
lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.10.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem adotada para o engajamento com os grupos
vulneráveis afetados, incluindo:
- como a organização busca garantir que o engajamento seja significativo;
- como a organização busca garantir uma participação de gênero segura e
equitativa.
• Descreva as políticas ou os compromissos para providenciar reparação
a comunidades locais ou a indivíduos sujeitos a reassentamento involuntário,
como o processo de estabelecer compensação por perda de bens ou outra
assistência para melhorar ou restaurar os padrões de vida ou os meios de
subsistência.

Conteúdos adicionais ao setor


Liste os locais de operações que causaram ou contribuíram para causar reassentamento 12.10.2
involuntário ou onde tal reassentamento está em andamento. Para cada local, descreva como os
meios de subsistência e os direitos humanos das pessoas foram afetados e restaurados.

Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de direitos à terra e aos recursos naturais pelo setor de carvão
estão listados na Bibliografia.

10 Estas recomendações adicionais ao setor baseiam-se nas orientações para o item 1.1 da Norma GRI 413: Comunidades Locais 2016.
251 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.11 Direitos de povos indígenas


Os povos indígenas são considerados com maior risco de sofrer impactos negativos mais severos como
resultado das atividades de uma organização. Os povos indígenas possuem tanto direitos coletivos como
individuais, conforme estabelecido na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas e
em outros instrumentos sobre direitos humanos reconhecidos internacionalmente. Este tema abrange impactos
nos direitos de povos indígenas.

A presença do setor de carvão nas proximidades de comunidades indígenas pode apresentar oportunidades
econômicas e benefícios para os povos indígenas por meio de empregos, capacitação e programas de
desenvolvimento local (consulte também o tema 12.8 Impactos econômicos). No entanto, essa presença pode
também romper os laços culturais, espirituais e econômicos dos povos indígenas com suas terras ou ambientes
naturais, comprometer seus direitos e bem-estar, e causar deslocamento (consulte também o tema 12.10 Direitos à
terra e aos recursos naturais). Ela pode causar ainda mais impactos na disponibilidade e no acesso à água, que é
uma preocupação fundamental para muitas comunidades indígenas.

Os direitos coletivos e individuais dos povos indígenas são previstos em instrumentos reconhecidos
internacionalmente. Os povos indígenas também geralmente possuem um status especial na legislação nacional e
podem deter a posse consuetudinária ou legal de terras das quais organizações do setor de carvão recebem
direitos de uso pelos governos. Antes de iniciar um empreendimento ou outras atividades que poderiam causar
impactos nas terras ou nos recursos naturais que os povos indígenas usam ou possuem, espera-se que as
organizações busquem obter consentimento livre, prévio e informado (CLPI) dos povos indígenas. Esse direito é
reconhecido na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas e permite aos povos
indígenas dar ou retirar o consentimento para um projeto que possa afetá-los ou a seus territórios e negociar as
condições do projeto [184]. Entretanto, alguns governos nacionais poderão não reconhecer ou não fazer cumprir os
direitos à terra e ao consentimento dos povos indígenas.

Organizações do setor e povos indígenas normalmente têm disputas e conflitos sobre propriedade e direitos à terra.
Casos documentados revelam uma ausência de consultas de boa-fé e uma pressão indevida sobre povos
indígenas para que aceitem projetos, sendo que a oposição a tais projetos às vezes leva a violência e mortes
(consulte também o tema 12.12 Conflito e segurança).

Um afluxo de trabalhadores de outras áreas pode resultar em discriminação contra povos indígenas quanto ao
acesso a empregos e oportunidades. Pode, ainda, minar sua coesão social, seu bem-estar e sua segurança.
Mulheres indígenas poderão ser mais expostas aos riscos de prostituição, trabalho forçado violência e doenças
transmissíveis do que homens indígenas (consulte também o tema 12.9 Comunidades locais).

A contribuição do setor de carvão para as mudanças climáticas pode também exacerbar os impactos negativos nos
povos indígenas, por conta de sua relação singular com o meio ambiente e, às vezes, de sua dependência dele
(consulte também o tema 12.1 Emissões de GEE).
252 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato dos direitos de povos indígenas


Se a organização tiver definido que direitos de povos indígenas são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.11.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os programas de desenvolvimento local que visam aumentar os
impactos positivos para os povos indígenas, incluindo a abordagem para a
criação de oportunidades de emprego, compras e capacitação.
• Descreva a abordagem para engajamento com povos indígenas, incluindo:
- como a organização busca garantir que o engajamento seja significativo;
- como a organização busca garantir uma participação de gênero segura e
equitativa.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 411: Direitos Conteúdo 411-1 Casos de violação de direitos de povos indígenas 12.11.2
de Povos
Indígenas 2016 Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os casos identificados de violação de direitos de povos indígenas.

Conteúdos adicionais ao setor


Liste os locais de operações onde povos indígenas estão presentes ou são afetados por atividades 12.11.3
da organização.

Relate se a organização se envolveu em um processo de obtenção de consentimento livre, prévio e 12.11.4


informado (CLPI) de povos indígenas para quaisquer atividades da organização, incluindo, em cada
caso:
• se o processo foi mutuamente aceito pela organização e pelos povos indígenas afetados;
• se um acordo foi alcançado e, nesse caso, se o acordo está disponível ao público.

Referências e recursos
GRI 411: Direitos de Povos Indígenas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de direitos de povos indígenas pelo setor de carvão estão
listados na Bibliografia.
253 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.12 Conflito e segurança


As atividades de uma organização poderão gerar conflito ou, no caso de um conflito existente, intensificá-lo. O
uso de pessoal de segurança para gerenciar conflitos pode desempenhar um papel essencial para permitir que
uma organização opere de forma segura e produtiva, mas também tem o potencial de impactar os direitos
humanos das pessoas. Este tema abrange as práticas de segurança da organização e sua abordagem para
operar em áreas de conflito.

Muitas organizações do setor de carvão operam em locais e situações de conflito, entre os quais países
caracterizados por instabilidade política e social. O risco de violação dos direitos humanos aumenta em áreas de
conflito.11

O conflito pode também ser causado pela presença das atividades carboníferas. Ele pode ser gerado por
impactos ambientais negativos; engajamento inadequado com stakeholders e povos indígenas em processos
decisórios; distribuição desigual de benefícios econômicos ou oferta de benefícios considerados desproporcionais
aos impactos criados; e disputas pelo uso da terra e dos recursos naturais (consulte também o tema 12.10 Direitos
à terra e aos recursos naturais). A percepção da má gestão de fundos em detrimento de interesses locais pode
também gerar conflito (consulte também o tema 12.20 Combate à corrupção). Tais conflitos podem elevar a
necessidade de uso de pessoal de segurança, dessa forma aumentando o potencial de violações dos direitos
humanos.

O pessoal de segurança contratado por organizações do setor de carvão ou a segurança pública conduzida pelo
governo anfitrião poderão estar presentes para proteger os ativos das organizações ou garantir a segurança e a
proteção dos trabalhadores. As medidas tomadas pelo pessoal de segurança contra membros da comunidade
local, inclusive durante atividades de protesto contra o desenvolvimento de recursos de carvão ou para proteger sua
terra e seus recursos naturais, podem violar direitos humanos, tais como os direitos à liberdade sindical e liberdade
de expressão, assim como levar a violência, lesões ou mortes. Pessoal de segurança terceirizado poderá também
estar relacionado a grupos militares ou paramilitares.

Quando atividades carboníferas são endossadas pelo governo, mas permanecem desagradáveis para as
comunidades locais, a presença de forças de segurança pública poderá aumentar as tensões entre comunidades,
governos e organizações do setor. Isso pode, por sua vez, exacerbar desequilíbrios do poder local e,
potencialmente, o uso da força.

Em casos em que estão ativas forças de segurança pública ou de terceiros, tais como grupos paramilitares, as
organizações do setor de carvão têm ainda a responsabilidade de tomar medidas para garantir que as práticas de
segurança sejam coerentes com a proteção dos direitos humanos. Isso envolve avaliar riscos relacionados à
segurança, identificar situações em que podem ocorrer impactos nos direitos humanos e trabalhar com as
empresas de segurança para garantir que os direitos humanos sejam respeitados.

As organizações do setor de carvão poderão também contribuir de forma mais ampla para a segurança e a proteção
das comunidades locais, por exemplo, facilitando a comunicação entre as comunidades e as forças de segurança
pública ou apoiando esforços para lidar com outras fontes de conflito.
254 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de conflito e segurança


Se a organização tiver definido que conflito e segurança são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.12.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Liste os locais das operações em áreas de conflito.
• Descreva a abordagem para garantir respeito pelos direitos humanos por
parte de fornecedores privados e órgãos públicos de segurança.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 410: Práticas Conteúdo 410-1 Pessoal de segurança capacitado em políticas ou 12.12.2
de Segurança procedimentos de direitos humanos
2016

Referências e recursos
GRI 410: Práticas de Segurança 2016 lista referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de conflito e segurança pelo setor de carvão estão listados
na Bibliografia.
255 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.13 Integridade de ativos e gestão de acidentes de


segurança de processo
Integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo lidam com prevenção e controle de
acidentes que podem levar a óbitos, acidentes de trabalho ou doenças profissionais, impactos ambientais e
danos às comunidades locais e à infraestrutura. Este tema abrange impactos desses acidentes e a abordagem
da organização para gerenciar esses impactos.

Acidentes no setor de carvão podem trazer consequências catastróficas para os trabalhadores, bem como para as
comunidades locais, para o meio ambiente e causar danos aos ativos das organizações. Além dos óbitos e dos
acidentes de trabalho, esses acidentes podem causar contaminação do ar, do solo e da água. Esses impactos têm
o potencial de desestruturar outras atividades econômicas que dependem desses recursos naturais, tais como a
agricultura e a pesca, afetando os meios de subsistência e comprometendo a inocuidade dos alimentos e a
segurança alimentar. Outros impactos incluem a degradação de ecossistemas e habitats e a mortalidade de
animais.

Acidentes de segurança de processo relacionados ao setor de carvão incluem colapso de mina, vazamentos de gás
venenoso, explosões de poeira, colapso do teto de galeria de mina, subsidência do solo, incêndios, sismicidade
induzida por mineração, enchentes, colisões de veículos, erros mecânicos devidos a operação inadequada ou falha
em equipamentos (consulte também o tema 12.14 Saúde e segurança do trabalho). A queima de carvão libera cinza
volante e fumaça que contêm substâncias químicas tóxicas que entram nas cadeias alimentares. Incêndios e outros
eventos envolvendo emissões de gases de efeito estufa (GEE), tais como explosões de poeira de carvão, também
contribuem para as mudanças climáticas (consulte também o tema 12.1 Emissões de GEE).

Outros acidentes de segurança de processo envolvem falhas na gestão de rejeitos. Rejeitos são uma sobra
residual gerada pelo processamento do carvão, geralmente na forma de lama. Má gestão ou projeto ruim de
estruturas de disposição de rejeitos podem levar a vazamentos ou colapsos, com graves impactos nas
comunidades locais, nos meios de subsistência, na infraestrutura e no meio ambiente. As falhas podem resultar da
gestão inadequada de água, galgamento, falha na fundação ou na drenagem, erosão e terremotos. Os impactos
tornam-se mais severos quando os rejeitos contêm níveis altos de metais biodisponíveis ou produtos químicos
perigosos. Acidentes relacionados a derramamentos e vazamentos de lagoas de lamas e de dutos de rejeitos de
mineração de carvão podem também causar danos significativos.

Os riscos de acidentes de segurança de processo podem ser identificados e previstos por meio da implementação
de uma abordagem de gestão de controle crítico, a qual aborda as fontes ou os fatores mais prováveis de causar
acidentes As organizações podem mitigar seus impactos negativos por meio de medidas que garantam a
preparação e resposta a emergências. Isso inclui uma comunicação eficaz com as comunidades locais para limitar
a exposição à poluição e outros perigos durante emergências (consulte também o tema 12.9 Comunidades locais).
Um sistema eficaz de gestão de controle crítico pode também limitar os impactos associados a eventos climáticos
extremos, que irão aumentar em frequência e intensidade devido aos efeitos das mudanças climáticas.

11 A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) define áreas de conflito pela presença de conflito armado ou violência
generalizada, ou áreas com alto risco de conflito ou com violações aos direitos humanos ou abusos graves e generalizados [206].
256 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo


Se a organização tiver definido que integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo são um
tema material, esta subseção lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de
carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.13.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Relate se a organização está em conformidade com o Padrão Global da
Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM) e, se estiver, forneça um link para
as informações mais recentes relatadas em conformidade com o Princípio 15
do GISTM.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 306: Conteúdo 306-3 Derramamentos significativos12 12.13.2
Efluentes e
Resíduos 2016

Conteúdos adicionais ao setor


Relate o número de acidentes de segurança de processo no período de relato e descreva seus 12.13.3
impactos.

• Liste as estruturas de disposição de rejeitos da organização e relate o nome, a localização e as 12.13.4


estruturas societárias de cada uma.
• Para cada estrutura de disposição de rejeitos:
- descreva a estrutura de disposição de rejeitos;
- relate se a estrutura de disposição de rejeitos é ativa, inativa ou foi fechada;
- relate a Classificação de Consequências;
- relate a data e os principais achados da avaliação de riscos mais recente;
- relate as datas das revisões técnicas independentes mais recentes e futuras;13
• Descreva as medidas tomadas para:
- gerenciar os impactos de estruturas de disposição de rejeitos, inclusive durante o encerramento
e o pós-encerramento;
- prevenir falhas catastróficas de estruturas de disposição de rejeitos.14

Referências e recursos
GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de processo pelo setor de carvão estão listados
na Bibliografia.
257 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.14 Saúde e segurança do trabalho


Condições de trabalho saudáveis e seguras são reconhecidas como um direito humano. Saúde e segurança do
trabalho envolve a prevenção de danos físicos e mentais aos trabalhadores e a promoção da saúde dos
trabalhadores. Este tema abrange impactos relacionados com a saúde e a segurança dos trabalhadores.

Apesar dos esforços para eliminar riscos ocupacionais e melhorar a saúde e o bem-estar dos trabalhadores,
acidentes de trabalho ou doenças profissionais, inclusive com óbitos, são ainda prevalentes no setor de carvão.
Atividades com perigos potenciais incluem o trabalho com equipamentos pesados e a exposição a substâncias
explosivas, inflamáveis, venenosas ou perigosas ou o manuseio dessas substâncias. Os perigos podem também
estar associados ao trabalho em espaços confinados ou em locais isolados, longos turnos e o trabalho físico e
frequentemente repetitivo envolvido. Os perigos variam de acordo com os métodos de extração e os trabalhadores
em minas subterrâneas frequentemente experimentam riscos adicionais.

Os perigos associados às atividades realizadas no setor de carvão têm o potencial de resultar em acidentes de
trabalho com consequência grave. Acidentes de transporte, que podem ocorrer quando trabalhadores e
equipamentos são transportados para as unidades de mineração e a partir delas, são uma fonte comum de óbitos
e acidentes de trabalho no setor. Outros grandes perigos são incêndios e explosões, que podem se originar de
poeira de carvão e de gases inflamáveis durante a extração, o transporte e o processamento do carvão, além de
perigos elétricos associados a sistemas de alta voltagem usados nas instalações ou nos equipamentos de
exploração e produção (consulte também o tema 12.13 Integridade de ativos e gestão de acidentes de segurança de
processo). Colapso ou desprendimento de partes de estruturas, erros de operação de equipamentos pesados ou
falhas em instalações elétricas, hidráulicas ou mecânicas poderão resultar em acidentes típicos como "ser atingido
por", "ficar preso" ou "prensamento e/ou esmagamento". Os trabalhadores poderão também correr risco de
acidentes resultantes de escorregões, tropeços e quedas ao acessar as áreas de mineração e equipamentos
instalados bem acima do solo ou ao usar passagens subterrâneas.

Os perigos associados ao setor de carvão que têm o potencial de resultar em doença profissional podem ser
biológicos, químicos, ergonômicos ou físicos em sua origem. Perigos químicos comumente relatados incluem
inalação de poeira, liberada durante os processos que usam ou produzem areia, por exemplo, e podem causar
doenças pulmonares como asma, câncer e pneumoconiose. As atividades do setor também envolvem o trabalho
em espaços confinados, que podem conter uma alta concentração de gases, tais como monóxido de carbono,
metano e nitrogênio, que podem levar ao envenenamento ou ao sufocamento. Além disso, a exposição ao ácido
sulfídrico liberado de camadas carboníferas pode levar à incapacitação ou à morte. Perigos físicos e ergonômicos
do setor incluem temperaturas extremas, níveis perigosos de radiação e níveis perigosos de ruído ou vibração de
máquinas, que poderão causar deficiência ou perda auditiva e distúrbios osteomusculares. Perigos biológicos
prevalentes no setor incluem doenças transmissíveis presentes na comunidade local ou doenças decorrentes de
higiene precária e de baixa qualidade de alimentos ou de água.

Perigos relacionados com práticas laborais e empregatícias comuns (consulte também o tema 12.15) no setor de
carvão podem aumentar o risco de fadiga, sobrecarga cognitiva ou estresse e impactar negativamente a saúde
física, psicológica e social. Essas práticas incluem as escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo,
trabalho e moradia em diferentes locais, rotatividade de emprego, longos turnos, longas horas de viagem, morar no
local de trabalho, sono interrompido, horários de trabalho irregulares e trabalho solitário. Os trabalhadores poderão
também experimentar reações psicológicas, tais como o transtorno de estresse pós-traumático após um acidente
grave. Além disso, os locais de trabalho caracterizados por desequilíbrio de gênero podem contribuir para o
aumento de estresse, discriminação ou assédio sexual (consulte também o tema 12.19 Não discriminação e
igualdade de oportunidades).

O setor de carvão faz uso extensivo de fornecedores, alguns dos quais podem realizar atividades consideradas entre
as mais perigosas. Os sistemas de gestão de saúde e segurança do trabalho poderão não cobrir os trabalhadores
dos fornecedores da mesma forma que os empregados são cobertos. Os trabalhadores dos fornecedores
prestando serviço nas instalações de organizações do setor poderão estar menos familiarizados com o local de
trabalho e as práticas de saúde e segurança da organização ou menos comprometidos com essas práticas. Outros
trabalhadores da cadeia de fornecedores da organização poderão estar sujeitos a padrões mais baixos de saúde e
segurança do trabalho.
258 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de saúde e segurança do trabalho


Se a organização tiver definido que saúde e segurança do trabalho são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato desse tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do Tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.14.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 403: Saúde e Conteúdo 403-1 Sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho 12.14.2
Segurança do
Trabalho 2018 Conteúdo 403-2 Identificação de periculosidade, avaliação de riscos e 12.14.3
investigação de incidentes

Conteúdo 403-3 Serviços de saúde do trabalho 12.14.4

Conteúdo 403-4 Participação dos trabalhadores, consulta e comunicação aos 12.14.5


trabalhadores referentes a saúde e segurança do trabalho

Conteúdo 403-5 Capacitação de trabalhadores em saúde e segurança do 12.14.6


trabalho

Conteúdo 403-6 Promoção da saúde do trabalhador 12.14.7

Conteúdo 403-7 Prevenção e mitigação de impactos de saúde e segurança do 12.14.8


trabalho diretamente vinculados com relações de negócios

Conteúdo 403-8 Trabalhadores cobertos por um sistema de gestão de saúde e 12.14.9


segurança do trabalho

Conteúdo 403-9 Acidentes de trabalho 12.14.10

Conteúdo 403-10 Doenças profissionais 12.14.11

Referências e recursos
GRI 403: Saúde e Segurança do Trabalho 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de saúde e segurança do trabalho pelo setor de carvão
estão listados na Bibliografia.

12 O conteúdo relacionado a efluentes da Norma GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 foi substituído pela Norma GRI 303: Água e Efluentes 2018, e o
conteúdo relacionado a resíduos foi substituído pela Norma GRI 306: Resíduos 2020. O conteúdo relacionado a derramamentos da Norma GRI 306:
Efluentes e Resíduos 2016 permanece em vigor.
13 Para mais orientações, consulte o Princípio 15, Requisito 15.1 do Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM) [222].
14 Definições de termos usados nos conteúdos relacionados a rejeitos podem ser encontradas no GISTM [222].
259 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.15 Práticas empregatícias


Práticas empregatícias referem-se à abordagem da organização para geração de empregos, termos de
emprego e condições de trabalho para seus trabalhadores. Este tema também abrange o emprego e as
condições de trabalho na cadeia de fornecedores de uma organização.

O setor de carvão gera oportunidades de emprego em toda a cadeia de valor. Isso pode criar impactos
socioeconômicos positivos nas comunidades, nos países e nas regiões. Embora o setor possa oferecer
oportunidades bem remuneradas para seus trabalhadores qualificados, as práticas empregatícias do setor estão
também associadas a impactos negativos. Exemplos incluem condições de trabalho e disparidades nas condições
de trabalho para trabalhadores terceirizados, consultas ineficazes entre trabalhadores e gestores e insegurança de
emprego.

Muitos empregos no setor de carvão possuem padrões complexos de turnos, envolvendo longos turnos e turnos
noturnos para garantir a continuidade das operações nas 24 horas do dia. Isso pode causar altos níveis de fadiga e
elevar os riscos relacionados a saúde e segurança (consulte também o tema 12.14 Saúde e segurança do
trabalho). As organizações do setor de carvão poderão também usar as escalas de embarque e desembarque por
transporte aéreo, em que os trabalhadores são levados às unidades operacionais por várias semanas de uma vez e
são geralmente requisitados a trabalhar em turnos prolongados. Turnos e jornadas de trabalho irregulares e tempo
longe da família podem impactar ainda mais a saúde física, psicológica e/ou social dos trabalhadores.

Diversas atividades do setor de carvão são terceirizadas para fornecedores. Isso é comum em períodos de pico,
como durante obras de construção ou manutenção, ou para atividades específicas, tais como serviços de
alimentação, perfuração, segurança patrimonial e transporte. A terceirização de atividades e o uso de trabalhadores
empregados por fornecedores externos poderiam permitir que as organizações do setor de carvão reduzissem seus
custos trabalhistas ou ficassem desobrigadas de atender a requisitos de acordos coletivos que estejam em vigor
para empregados (consulte também o tema 12.18 Liberdade sindical e negociação coletiva).

Em comparação aos empregados, os trabalhadores empregados pelos fornecedores geralmente possuem


condições de trabalho menos favoráveis, remuneração mais baixa, menos capacitação, maiores índices de
acidentes e menor estabilidade no emprego. Eles geralmente carecem de proteção social e acesso a mecanismos
de queixas. Os trabalhadores além dos primeiros níveis de relações de negócios na cadeia de fornecedores da
organização poderão também estar sujeitos a baixos padrões de condições de trabalho, expondo as organizações
do setor de carvão a violações de direitos humanos por meio de suas relações de negócios.

Os termos de emprego podem variar entre trabalhadores locais, trabalhadores migrantes e trabalhadores
terceirizados. A remuneração para esses grupos de trabalhadores poderá ser desigual, e os benefícios, tais como
bonificações, subsídios para moradia e planos de saúde privados poderão somente ser oferecidos a alguns
trabalhadores migrantes. A ausência de habilidades e conhecimentos relevantes ou de programas acessíveis de
capacitação poderão também restringir o acesso das comunidades locais às oportunidades de emprego criadas
pelo setor de carvão (consulte também o tema 12.8 Impactos econômicos).

A estabilidade no emprego é também uma preocupação no setor de carvão. Encerramentos de minas ou quedas no
preço do carvão podem ocorrer repentinamente, levando à perda de empregos e a um aumento de pressão nos
trabalhadores que permanecem. A baixa estabilidade no emprego é ainda intensificada pela automação e por
mudanças nos modelos de negócios, tais como aquelas decorrentes da transição para uma economia de baixo
carbono (consulte também o tema 12.2 Adaptação, resiliência e transição climática). As organizações do setor
podem apoiar os trabalhadores planejando uma transição justa, inclusive implementando medidas oportunas que
visem desenvolver suas habilidades e melhorar sua empregabilidade em outros setores.
260 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de práticas empregatícias


Se a organização tiver definido que práticas empregatícias são um tema material esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.15.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 401: Conteúdo 401-1 Novas contratações e rotatividade de empregados 12.15.2
Emprego 2016
Conteúdo 401-2 Benefícios oferecidos a empregados em tempo integral que não 12.15.3
são oferecidos a empregados temporários ou de período parcial

Conteúdo 401-3 Licença maternidade/paternidade 12.15.4

GRI 402: Conteúdo 402-1 Prazo mínimo de aviso sobre mudanças operacionais 12.15.5
Relações de
Trabalho 2016

GRI 404: Conteúdo 404-1 Média de horas de capacitação por ano, por empregado 12.15.6
Capacitação e
Educação 2016 Conteúdo 404-2 Programas para o aperfeiçoamento de competências dos 12.15.7
empregados e de assistência para transição de carreira

GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 12.15.8
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016 Conteúdo 414-2 Impactos sociais negativos na cadeia de fornecedores e 12.15.9
medidas tomadas

Referências e recursos
GRI 401: Emprego 2016 , GRI 402: Relações de Trabalho 2016, GRI 404: Capacitação e Educação 2016 e GRI 414:
Avaliação Social dos Fornecedores 2016 listam instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de práticas empregatícias pelo setor de carvão estão
listados na Bibliografia.
261 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.16 Trabalho infantil


O trabalho infantil é definido como um trabalho que priva as crianças de sua infância, seu potencial e sua
dignidade, e que é prejudicial ao seu desenvolvimento físico ou mental, inclusive interferindo na sua educação.
Ele é uma violação dos direitos humanos e pode levar a impactos negativos por toda a vida. A abolição do
trabalho infantil é um princípio e direito fundamental no trabalho.

Estima-se que cerca de um milhão de crianças entre cinco e 17 anos de idade estão envolvidas em atividades
artesanais e de pequena escala, em mineração e extração de pedreiras. O uso de trabalho infantil em mineração de
carvão tem sido documentado em vários países [244] [249]. Os riscos de trabalho infantil no setor de carvão são
maiores quando o trabalho ocorre de modo informal ou em áreas remotas.

As atividades de mineração de carvão são perigosas para crianças de várias formas. As crianças são expostas a
múltiplos perigos nas minas de carvão, tais como queda de rochas, explosões e incêndios, além de colapso de
paredes de minas, levando a acidentes e lesões graves (consulte também o tema 12.14 Saúde e segurança do
trabalho). Outros impactos podem resultar do trabalho em áreas remotas com acesso limitado a escolas e serviços
sociais. Na ausência do apoio da família ou da comunidade, as condições também podem favorecer o abuso de
álcool, drogas e a prostituição.

As organizações do setor de carvão interagem com um grande número de fornecedores, inclusive em países com
baixo nível de aplicação dos direitos humanos. As organizações do setor de carvão poderão estar envolvidas em
casos de trabalho infantil devido às suas relações de negócios com fornecedores, por exemplo, durante a
construção de unidades operacionais. O trabalho infantil tem uma prevalência mais alta em áreas afetadas por
conflitos armados (consulte também o tema 12.12 Conflito e segurança).

Os impactos do setor de carvão nas comunidades locais e as práticas empregatícias das organizações podem
afetar os direitos e o bem-estar das crianças, por exemplo, as condições de trabalho dos pais, incluindo horários de
trabalho irregulares, trabalho em turnos e escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo (consulte
também o tema 12.15 Práticas empregatícias).
262 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de trabalho infantil


Se a organização tiver definido que trabalho infantil é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.16.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 408: Conteúdo 408-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de 12.16.2
Trabalho Infantil trabalho infantil
2016

GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 12.16.3
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016

Referências e recursos
GRI 408: Trabalho Infantil 2016 e GRI 414: Avaliação Social dos Fornecedores 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de trabalho infantil pelo setor de carvão estão listados na
Bibliografia.
263 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.17 Trabalho forçado e escravidão moderna


Trabalho forçado é definido como todo trabalho ou serviço exigido de um indivíduo sob ameaça de qualquer
penalidade e para o qual ele não se ofereceu de forma voluntária. Estar livre de trabalho forçado é um direito
humano e um direito fundamental no trabalho. Este tema abrange a abordagem de uma organização para
identificar e abordar o trabalho forçado e a escravidão moderna.

O carvão é um produto que corre o risco de ser minerado fazendo uso do trabalho forçado ou escravidão moderna
em vários países [252] [259]. Além disso, as organizações do setor de carvão poderão estar envolvidas em violações
dos direitos humanos e outros casos de exploração por meio de suas interações com fornecedores, o que pode
incluir aquelas que operam em países com baixos níveis de aplicação dos direitos humanos. As organizações do
setor de carvão poderão também estar envolvidas em casos de trabalho forçado e escravidão moderna como
resultado de suas joint ventures e outras relações de negócios, inclusive aquelas com empresas estatais em
países onde há violações documentadas de direitos humanos internacionais. A realização da devida
diligência dentro das cadeias de fornecedores grandes e complexas que comumente existem no setor poderá
também enfrentar dificuldades para detectar e abordar casos de trabalho forçado e escravidão moderna.

Há casos documentados de violações dos direitos humanos em toda a cadeia de fornecedores referentes a
atividades como transporte de carvão e construção. Trabalhadores migrantes podem enfrentar altos riscos de
escravidão moderna ao lidarem com agências de empregos terceirizadas, tais como aquelas que cobram em
excesso dos trabalhadores por vistos e voos ou que exigem que os custos de recrutamento sejam pagos pelos
trabalhadores em vez dos empregadores.

Como parte de um esforço global, vários governos aprovaram leis exigindo relato público do combate a práticas
tradicionais e emergentes de trabalho forçado, inclusive de escravidão moderna. Tais leis se aplicam a muitas
organizações do setor de carvão.
264 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de trabalho forçado e escravidão moderna


Se a organização tiver definido que trabalho forçado e escravidão moderna são um tema material, esta subseção
lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.17.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 409: Conteúdo 409-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de 12.17.2
Trabalho trabalho forçado ou análogo ao escravo
Forçado ou
Análogo ao
Escravo 2016

GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 12.17.3
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016

Referências e recursos
GRI 409: Trabalho Forçado ou Análogo ao Escravo 2016 e GRI 414: Avaliação Social dos Fornecedores 2016 listam
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o
relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de trabalho forçado e escravidão moderna pelo setor de
carvão estão listados na Bibliografia.
265 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.18 Liberdade sindical e negociação coletiva


Liberdade sindical e negociação coletiva são direitos humanos e direitos fundamentais no trabalho. Eles incluem
os direitos de empregadores e trabalhadores de estabelecer, se associar e dirigir suas próprias organizações
sem autorização prévia ou interferência, e de negociar coletivamente as condições de trabalho e os termos de
emprego. Este tema abrange a abordagem de uma organização e seus impactos relacionados com liberdade
sindical e negociação coletiva.

Os direitos dos trabalhadores de se organizar e realizar ações coletivas são cruciais para que se apoiem e
melhorem as condições de trabalho no setor de carvão, inclusive condições relacionadas com saúde e segurança
do trabalho, salários e estabilidade no emprego. Esses direitos podem também propiciar debate público sobre a
governança e as práticas do setor, aumentar a colaboração para uma transição mais justa, bem como auxiliar na
redução da desigualdade social.

Muitos empregos associados ao setor de carvão têm tradicionalmente sido representados por sindicatos e cobertos
por acordos de negociação coletiva. Entretanto, alguns recursos de carvão estão localizados em países onde esses
direitos são restritos. Os trabalhadores nesses locais correm riscos ao buscarem se associar a sindicatos e se
envolver em negociações coletivas. Mesmo em países onde os sindicatos são legalizados, restrições existentes
podem evitar uma efetiva representação de trabalhadores e os trabalhadores que se associam a sindicatos
poderão enfrentar intimidação ou tratamento injusto.

Casos documentados de interferência na liberdade sindical e na negociação coletiva no setor incluem prisão de
gestores e de outros empregados, invasão de privacidade, não adesão a acordos coletivos e bloqueio do acesso de
sindicatos aos locais de trabalho para apoiar os trabalhadores. Outros casos documentados incluem recusa em
negociar de boa fé com os sindicatos escolhidos pelos trabalhadores; ameaças, assédio, desaparecimento
forçado, violência e mortes; demissão injusta de membros e líderes do sindicato e cancelamento unilateral dos
acordos de negociação coletiva.

Amplamente utilizados no setor de carvão, os trabalhadores terceirizados são geralmente excluídos do escopo dos
acordos de negociação coletiva. Consequentemente, os trabalhadores terceirizados normalmente possuem
condições de trabalho menos favoráveis e remuneração e benefícios mais baixos em comparação aos empregados
(consulte também o tema 12.15 Práticas empregatícias).

Box 2. Liberdade de associação e espaço cívico

A liberdade de associação e de reunião pacífica são direitos humanos. Esses direitos dão aos trabalhadores, por
meio de seus sindicatos, e aos cidadãos, por meio da sociedade civil independente, a liberdade de falar sobre as
políticas do setor de carvão e sobre as práticas das organizações sem interferência.

Restrições impostas ao espaço cívico, que é o ambiente que permite que a sociedade civil contribua com
decisões que afetam as vidas individuais, podem limitar a capacidade dos cidadãos de se envolver no debate
público sobre as políticas do setor e as práticas das organizações.
266 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de liberdade sindical e negociação coletiva


Se a organização tiver definido que liberdade sindical e negociação coletiva são um tema material, esta subseção
lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.18.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 407: Conteúdo 407-1 Operações e fornecedores em que o direito à liberdade sindical 12.18.2
Liberdade e à negociação coletiva pode estar em risco
Sindical e
Negociação
Coletiva 2016

Referências e recursos
GRI 407: Liberdade Sindical e Negociação Coletiva 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de liberdade sindical e negociação coletiva pelo setor de
carvão estão listados na Bibliografia.
267 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.19 Não discriminação e igualdade de oportunidades


Estar livre de discriminação é um direito humano e um direito fundamental no trabalho. A discriminação pode
impor encargos desiguais em indivíduos ou negar-lhes oportunidades justas com base no mérito individual. Este
tema abrange impactos provenientes da discriminação e de práticas relacionadas a diversidade, inclusão e
igualdade de oportunidades.

As condições, localizações, habilidades necessárias e os tipos de trabalho associados ao setor de carvão podem
ser uma barreira para a entrada de trabalhadores, impedir a diversidade dos empregados e resultar em
discriminação. Práticas discriminatórias podem impedir o acesso a cargos e ao desenvolvimento na carreira, assim
como levar a desigualdades no tratamento, remuneração e benefícios.

Casos documentados de discriminação no setor de carvão envolvem raça, cor, sexo, gênero, religião, ascendência
nacional e cargo do trabalhador. Por exemplo, candidatos a emprego das comunidades locais poderão ser
excluídos do processo de contratação por conta de um preconceito no sistema de recrutamento que favorece um
grupo étnico dominante ou utiliza trabalhadores migrantes. Os trabalhadores locais poderão receber um salário
significativamente mais baixo para um trabalho igual em comparação a trabalhadores migrantes. O uso
disseminado pelo setor de trabalhadores terceirizados, geralmente com diferentes termos de emprego, e
remuneração e benefícios mais baixos em comparação aos empregados poderá também conduzir à discriminação
(consulte também o tema 12.15 Práticas empregatícias).

O setor de carvão é caracterizado por um significativo desequilíbrio de gênero. Em muitos países, o percentual de
mulheres trabalhando nesse setor é significativamente menor que o percentual geral de mulheres trabalhando em
todo o país. As mulheres são também significativamente sub-representadas nos cargos de diretoria. Uma das
causas desse desequilíbrio pode ser que menos mulheres se graduam em áreas pertinentes ao setor, tais como
ciências, tecnologia, engenharia e matemática. Outras barreiras para mulheres, cuidadoras primárias, incluem as
escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo e jornadas longas, além de licença maternidade e
esquemas de creche limitados nas unidades de mineração. Costumes, crenças e preconceitos socioculturais
podem também restringir o acesso das mulheres a empregos neste setor ou impedi-las de assumir determinados
papeis. Além disso, alguns países ricos em recursos possuem leis que impedem as mulheres de trabalhar em
profissões perigosas ou árduas.

O setor de carvão tem sido também relacionado a violência doméstica e de gênero, tanto em unidades operacionais
como em comunidades locais próximas às operações da organização. Culturas dominadas por homens,
desequilíbrio na distribuição de gênero e normas organizacionais com discriminação de gênero têm sido
identificados como fatores que contribuem para a probabilidade de assédio sexual (consulte também o tema 12.14
Saúde e segurança do trabalho).

Entender como grupos específicos podem estar sujeitos à discriminação em diferentes locais onde as
organizações do setor de carvão operam pode ajudar as organizações a abordar de maneira eficaz as práticas
discriminatórias. Outras medidas, tais como fornecer treinamento específico para os trabalhadores sobre como
evitar a discriminação, podem ajudar a enfrentar os impactos relacionados à discriminação e criar um ambiente de
trabalho respeitoso.
268 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato sobre não discriminação e igualdade de oportunidades


Se a organização tiver definido que não discriminação e igualdade de oportunidades são um tema material, esta
subseção lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.19.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 202: Conteúdo 202-1 Proporção entre o salário mais baixo e o salário mínimo local, 12.19.2
Presença no com discriminação por gênero
Mercado 2016
Conteúdo 202-2 Proporção de membros da diretoria contratados na comunidade 12.19.3
local

GRI 401: Conteúdo 401-3 Licença maternidade/paternidade 12.19.4


Emprego 2016

GRI 404: Conteúdo 404-1 Média de horas de capacitação por ano, por empregado 12.19.5
Capacitação e
Educação 2016

GRI 405: Conteúdo 405-1 Diversidade em órgãos de governança e empregados 12.19.6


Diversidade e
Igualdade de Conteúdo 405-2 Proporção entre o salário-base e a remuneração recebidos 12.19.7
Oportunidades pelas mulheres e aqueles recebidos pelos homens
2016

GRI 406: Não Conteúdo 406-1 Casos de discriminação e medidas corretivas tomadas 12.19.8
Discriminação
2016

Referências e recursos
GRI 202: Presença no Mercado 2016, GRI 401: Emprego 2016, GRI 404: Capacitação e Educação 2016, GRI 405:
Diversidade e Igualdade de Oportunidades 2016 e GRI 406: Não Discriminação 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.

As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de não discriminação e igualdade de oportunidades pelo setor de carvão estão listados na Bibliografia.
269 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.20 Combate à corrupção


Combate à corrupção refere-se a como uma organização gerencia a possibilidade de estar envolvida com
corrupção. A corrupção envolve práticas como suborno, pagamentos de propina, fraude, extorsão, conluio,
lavagem de dinheiro, oferta ou recebimento de um incentivo para fazer algo desonesto ou ilegal. Este tema
abrange impactos relacionados à corrupção e à abordagem de uma organização relacionada à transparência de
contratos e propriedades.

Corrupção no setor de carvão pode ocorrer em toda a cadeia de valor e tem sido vinculada a diversos
impactos negativos, tais como a alocação indevida de recursos, danos ao meio ambiente, violação da democracia e
dos direitos humanos e instabilidade política. Além disso, a corrupção pode levar ao desvio de receitas para
beneficiários privados às custas, por exemplo, de investimentos em infraestrutura ou serviços. Isso pode ser
particularmente crítico em países com altos níveis de pobreza, levando a um aumento nas desigualdades e nos
conflitos acerca dos recursos de carvão. A probabilidade de corrupção pode ser mais alta em áreas de conflito, onde
uma pressão maior no fornecimento de recursos e a instabilidade podem ser explorados. A corrupção pode, por sua
vez, promover conflitos e levar à instabilidade (consulte também o tema 12.12 Conflito e segurança).

Características do setor de carvão que contribuem para o potencial de corrupção incluem a frequente interação entre
organizações do setor de carvão e pessoas politicamente expostas,15 tais como autoridades públicas, para licenças
e outras aprovações regulatórias. Outras características setoriais relevantes incluem as transações financeiras
complexas e o alcance internacional do setor.

As empresas estatais (EE) enfrentam desafios específicos em relação à corrupção porque elas podem possuir
controles internos menos eficazes e estar sujeitas a uma supervisão independente tendenciosa. Além de buscar
lucro, as EE podem também ter objetivos mais amplos como o desenvolvimento da comunidade. No entanto, sem
uma supervisão adequada, medidas para desenvolvimento da comunidade poderão ser desvirtuadas para fins de
corrupção. Organizações do setor de carvão em parceria com as EE em joint ventures poderão enfrentar outros
riscos relacionados à corrupção como resultado dessa relação de negócios.

A corrupção pode ocorrer durante processos licitatórios para licenciamento de exploração e produção, por exemplo,
com o propósito de obter informações confidenciais, influenciar processos decisórios e evitar exigências ambientais
ou exigências de âmbito local. Isso poderá resultar na concessão de licenciamento a organizações menos
qualificadas, comprometendo investimentos públicos ou impactando negativamente o meio ambiente e as
comunidades locais. Procedimentos obscuros de licenciamento poderão também obstruir a vigilância pública dos
investimentos e das transações que poderiam resultar em redução nas receitas públicas.

Práticas de corrupção podem também ter como objetivo bloquear ou moldar políticas e regulamentos ou influenciar
sua aplicação. Isso poderia incluir regulamentos referentes a direitos à terra e aos recursos naturais, impostos e
outros tributos governamentais, ou a proteção ambiental.

A falta de transparência em procedimentos de compra no setor de carvão pode também criar um risco de corrupção
e fraude. Exemplos disso podem incluir pagamento de propina para dispensar regulamentos ou exigências de
qualidade, recebimento de suborno para assegurar contratos superfaturados, lucro com superfaturamento por uma
entidade estabelecida como uma organização de fachada e favorecimento de empresas relacionadas a agências
reguladoras locais.

Para combater a corrupção e prevenir os impactos negativos que derivam dela, os mercados, as normas
internacionais e os stakeholders esperam que as organizações do setor de carvão demonstrem seu compromisso
com a integridade, a governança e as práticas empresariais responsáveis.
270 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Box 3. Transparência sobre contratos e estruturas societárias

A publicação de contratos governamentais é uma prática cada vez mais comum. Ela é endossada por
organizações como a Organização das Nações Unidas (ONU), o Fundo Monetário Internacional (FMI), a
Corporação Financeira Internacional (IFC), a Associação Internacional de Advogados (IBA) e a Organização para a
Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Contratos que regem a extração de recursos de carvão são comumente redigidos por organizações do setor e
governos em nome dos cidadãos ou das comunidades locais sem supervisão pública. Termos justos para
compartilhar riscos e benefícios recompensadores, incluindo aqueles relacionados a uma transição justa, são
particularmente relevantes devido aos horizontes de tempo de longo prazo e aos amplos impactos dos projetos. A
transparência de contratos ajuda as comunidades locais a responsabilizar governos e organizações por sua
negociação de termos e obrigações. Reduz também as assimetrias de informação entre governos e organizações
do setor de carvão e ajuda a tornar as condições iguais para todos nas negociações.

A falta de transparência sobre as estruturas societárias pode tornar difícil determinar quem se beneficia das
transações financeiras. A transparência dos beneficiários efetivos tem sido identificada como uma oportunidade
significativa para deter conflitos de interesse e corrupção, além de elisão e evasão fiscais.

Consulte as referências [268] e [276] na Bibliografia.


271 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de combate à corrupção


Se a organização tiver definido que combate à corrupção é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.20.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva como impactos potenciais de corrupção ou riscos de corrupção são
gerenciados nas práticas de compra da organização e em toda a sua cadeia
de fornecedores.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 205: Conteúdo 205-1 Operações avaliadas quanto a riscos relacionados à corrupção 12.20.2
Combate à
Corrupção 2016 Conteúdo 205-2 Comunicação e capacitação em políticas e procedimentos de 12.20.3
combate à corrupção

Conteúdo 205-3 Casos confirmados de corrupção e medidas tomadas 12.20.4

Conteúdos adicionais ao setor


• Descreva a abordagem para transparência de contratos, incluindo: 12.20.5
- se os contratos e as licenças são divulgados ao público e, nesse caso, onde são publicados;
- se os contratos e as licenças não estiverem disponíveis ao público, o motivo para isso e as
medidas tomadas para divulgá-los ao público no futuro.16

Liste os beneficiários efetivos da organização e explique como a organização identifica os 12.20.6


beneficiários efetivos dos parceiros de negócios, inclusive joint ventures e fornecedores.17

Referências e recursos
GRI 205: Combate à Corrupção 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de combate à corrupção pelo setor de carvão estão listados
na Bibliografia.

15 Pessoa politicamente exposta é definida pelo Grupo de Ação Financeira Internacional como "um indivíduo que esteve ou está encarregado de uma
função pública proeminente" [269].
272 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.21 Pagamentos a governos


A falta de transparência sobre pagamentos a governos pode contribuir para uma gestão ineficiente das verbas
públicas, fluxos financeiros ilícitos e corrupção. Este tema abrange impactos das práticas de uma organização
relacionadas a pagamentos para governos e a abordagem da organização para transparência desses
pagamentos.

As organizações do setor de carvão lidam com um grande número de transações financeiras complexas e fazem
diversos pagamentos a governos. Esses pagamentos incluem receitas de comercialização de commodities, taxas
de licenciamento de exploração e produção, impostos e royalties, bônus de assinatura, de descoberta e de
produção.

A transparência de pagamentos para governos pode ajudar a distinguir a importância econômica do setor de carvão
para os países, permitir o debate público e fundamentar o processo decisório do governo. A transparência pode
também dar acesso aos termos de contratos, melhorar a prestação de contas por parte do governo e fortalecer a
arrecadação e a gestão de receitas. Por outro lado, uma transparência insuficiente desses pagamentos pode
impedir a detecção da alocação indevida de receitas e da corrupção (consulte também o tema 12.20 Combate à
corrupção).

Impostos, royalties e outros pagamentos de organizações do setor de carvão são uma fonte importante de
investimento e receita para as comunidades locais, os países e as regiões (consulte também o tema 12.8 Impactos
econômicos). Entretanto, práticas tributárias agressivas ou a não conformidade fiscal podem levar à diminuição nas
receitas provenientes de impostos em países onde as organizações do setor de carvão operam. Isso pode ser
particularmente prejudicial para países em desenvolvimento, que poderão ter carência ou grande necessidade de
receitas públicas.

O setor também recebe subsídios substanciais dos governos em muitos países, apesar dos compromissos
nacionais de implementar a eliminação de apoio financeiro até 2018.18 Subsídios excessivos para o setor podem
resultar em preço das commodities que não refletem o total de custos ambientais ou sociais, além de impedir a
transição para uma economia de baixo carbono (consulte também o tema 12.2 Adaptação, resiliência e transição
climática).

Ao divulgar informações sobre pagamentos a governos, as organizações do setor de carvão geralmente relatam
pagamentos totais em nível organizacional. No entanto, isso permite uma compreensão limitada sobre os
pagamentos efetuados em cada país ou relacionados a um projeto. O relato de pagamentos por país e por projeto
permite comparar os pagamentos efetuados com aqueles estipulados em termos fiscais, legais e contratuais, bem
como avaliar a contribuição financeira das atividades do setor de carvão para os países e comunidades anfitriões. O
relato pode também permitir que os governos abordem a elisão e a evasão fiscal, corrijam a assimetria de
informações e tornem as condições iguais para os governos ao negociar contratos.

Box 4. Empresas estatais

Uma empresa estatal (EE) é, de acordo com a Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), "uma
empresa controlada integral ou majoritariamente pelo governo que participa de atividades extrativas em nome do
governo" [283]. As EE geralmente possuem um status diferenciado, que pode envolver vantagens financeiras e
tratamento preferencial.

Em alguns países que são grandes produtores de carvão, as maiores organizações do setor de carvão são
empresas estatais. Como consumidores diretos, as EE são altamente relevantes para o setor. De todas as
usinas de carvão, 40% são de propriedade de empresas estatais, com este total aumentando para 56% se
consideradas as joint ventures.
273 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de pagamentos a governos


Se a organização tiver definido que pagamentos a governos são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.21.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 201: Conteúdo 201-1 Valor econômico direto gerado e distribuído 12.21.2
Desempenho
Econômico 2016 Conteúdo 201-4 Apoio financeiro recebido do governo 12.21.3

Recomendações adicionais ao setor


Para empresas estatais (EE):
• Relate a relação financeira entre o governo e a EE.19

GRI 207: Tributos Conteúdo 207-1 Abordagem tributária 12.21.4


2019
Conteúdo 207-2 Governança, controle e gestão de risco fiscal 12.21.5

Conteúdo 207-3 Engajamento de stakeholders e gestão de suas preocupações 12.21.6


quanto a tributos

Conteúdo 207-4 Relato país-a-país 12.21.7

Recomendações adicionais ao setor


• Relate uma discriminação dos pagamentos a governos de impostos
incidentes no nível do projeto, por projeto e pelos seguintes fluxos de receita,
se aplicáveis:
• - O direito do governo anfitrião à produção;
- Produção de empresa estatal nacional;
- Royalties;
- Dividendos;
- Bônus (ex.: bônus de assinatura, de descoberta e de produção);
- Taxas de licença, de arrendamento, de entrada; e outros pagamentos por
licenças ou concessões;
- Quaisquer outros pagamentos e benefícios significativos ao governo.20
• Relate o valor de quaisquer limites21 que tenham sido aplicados e quaisquer
outras informações contextuais necessárias para entender como os
pagamentos para governos no nível do projeto foram compilados.

Conteúdos adicionais ao setor


Para carvão comprado do Estado ou de terceiros indicados pelo Estado para vender em seu nome, 12.21.8
relate:
• volumes e tipos de carvão comprados;
• nomes completos da entidade compradora e de quem recebeu o pagamento;
• pagamentos efetuados para a compra.22

16 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.4. Contratos do Padrão da EITI 2019. Definições de contratos e licenças podem ser
encontradas no Padrão da EITI 2019 [278].
17 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.5. Beneficiários efetivos, c., d. e f. do Padrão da EITI 2019 [278].
274 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 e GRI 207: Tributos 2019 listam instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de pagamentos ao governo pelo setor de carvão estão
listados na Bibliografia.

18 Na União Europeia, subsídios para os produtores de carvão somaram €9,7 bilhões em 2012 [281] e permaneceram em níveis semelhantes nos anos
seguintes [287].
275 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Tema 12.22 Políticas públicas


Uma organização pode participar do desenvolvimento de políticas públicas, diretamente ou por meio de uma
organização intermediária, recorrendo a lobby ou fazendo contribuições financeiras ou de outra natureza para
partidos políticos, políticos ou causas. Embora uma organização possa incentivar o desenvolvimento de políticas
públicas que beneficiem a sociedade, sua participação pode também estar associada com corrupção, suborno,
influência indevida ou uma representação desequilibrada dos interesses da organização. Este tema abrange a
abordagem de uma organização para advocacy em políticas públicas e os impactos que podem resultar da
influência exercida pela organização.

Em regiões onde o setor de carvão gera receitas significativas para governos, organizações do setor podem ter
melhor acesso e representação em reuniões com representantes do governo, o que pode levar a um aumento em
sua influência sobre decisões de políticas públicas.

O lobby feito pelo setor de carvão pode obstruir o desenvolvimento sustentável, por exemplo, ao desalinhar políticas,
leis e subsídios com a transição para uma economia de baixo carbono. O setor de carvão tem se posicionado contra
políticas climáticas ambiciosas por meio de organizações individuais do setor e órgãos da indústria. Essas
atividades têm muitas vezes se voltado contra a aplicação de um preço de carbono, orçamentos de carbono ou
outras medidas significativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) que poderiam deixar os
ativos e recursos de carvão abandonados. Às vezes, esses esforços contradizem as estratégias e posições
corporativas publicamente declaradas que apoiam políticas para enfrentar as mudanças climáticas (consulte
também o tema 12.2 Adaptação, resiliência e transição climática). O setor de carvão tem também feito lobby para
subsídios governamentais, contribuindo para o aumento da dependência de combustíveis fósseis e
desencorajando o investimento em energia renovável e eficiência energética.

Embora as atividades de lobby possam ter como objetivo proteger os empregos existentes e os meios de
subsistência das comunidades que vivem próximas às áreas de mineração de carvão, as atividades de advocacy e
lobby feitas pelo setor de carvão têm também contribuído para criar entraves nas políticas ambientais; bloquear ou
alterar legislação sobre avaliações socioambientais de projetos ou participação justa de todos os stakeholders;
derrubar restrições sobre desenvolvimento de recursos; e baixar padrões trabalhistas, IRPJ e royalties de recursos.
276 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Relato de políticas públicas


Se a organização tiver definido que políticas públicas são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de carvão.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 12.22.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva o posicionamento da organização em relação a questões
significativas que são o foco de sua participação no desenvolvimento de
políticas públicas e lobby; e quaisquer diferenças entre suas posições e suas
políticas e objetivos declarados, ou outras posições públicas.
• Relate se a organização é membro ou se contribui para quaisquer
associações ou comitês de representação que participam do
desenvolvimento de políticas públicas e de lobby, incluindo:
- a natureza dessa contribuição;
- quaisquer diferenças entre os posicionamentos da organização e suas
políticas e objetivos declarados, ou outros posicionamentos públicos sobre
questões significativas relacionadas às mudanças climáticas; e os
posicionamentos das associações ou dos comitês de representação.23

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 415: Políticas Conteúdo 415-1 Contribuições políticas 12.22.2
Públicas 2016

Referências e recursos
GRI 415: Políticas Públicas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
relevantes para o relato deste tema.

As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de políticas públicas pelo setor de carvão estão listados na Bibliografia.

19 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.6 Participação estatal do Padrão da EITI 2019 [289].
20 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 4.1 Divulgação abrangente de impostos e receitas e no Requisito 4.7. Nível de
desagregação do Padrão da EITI 2019. Uma definição de projeto pode ser encontrada no Padrão da EITI 2019 [289].
21 O Padrão da EITI 2019 especifica que, em países implementadores da EITI, o grupo multipartite do país chega a um acordo sobre quais pagamentos
e receitas são relevantes, incluindo os limites adequados [289]. A organização pode usar o limite relevante estabelecido pelo grupo multipartite da
EITI. Se não houver um limite relevante estabelecido, a organização pode usar um limite equivalente ao estabelecido para a União Europeia, o qual
especifica que "Pagamentos, seja um pagamento único ou uma série de pagamentos relacionados, abaixo de 100.000 euros dentro do período de
relato podem ser excluídos" [279].
22 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 4.2 Venda da parcela de produção do Estado ou outras receitas recebidas em espécie do
Padrão da EITI 2019 [289] e na publicação EITI Reporting Guidelines for companies buying oil, gas and minerals from governments [288].
277 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

acidente de trabalho com consequência grave


A acidente de trabalho que resulta em óbito ou em uma lesão da qual o trabalhador não
consegue se recuperar ou da qual não se espera que se recupere plenamente em seis meses
para sua condição de saúde anterior ao acidente

acidente de trabalho ou doença profissional


impactos negativos na saúde resultantes da exposição a perigos no trabalho

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Diretrizes sobre Sistemas de Gestão


de Segurança e Saúde no Trabalho, ILO-OSH 2001, 2001; modificado

Obs. 1: “Doença profissional” indica dano à saúde que inclui doenças, enfermidades e
distúrbios. Os termos “enfermidade” e “distúrbio” são geralmente usados
alternadamente e referem-se a condições de saúde com sintomas e diagnósticos
específicos.

Obs. 2: Acidentes de trabalho ou doenças profissionais são resultantes da exposição a


perigos no trabalho. Podem ocorrer outros tipos de incidente que não estejam
relacionados ao trabalho propriamente dito. Por exemplo, os seguintes incidentes
não são considerados relacionados ao trabalho:
• um trabalhador sofre um infarto durante o trabalho que não está relacionado ao
trabalho;
• um trabalhador dirigindo a caminho do trabalho ou voltando dele é ferido em
um acidente de carro (quando dirigir não faz parte de suas atribuições
profissionais e o transporte não foi organizado pelo empregador);
• um trabalhador com epilepsia tem uma convulsão no trabalho que não está
relacionada ao trabalho.

Obs. 3: Viagem a trabalho: Acidentes ou doenças profissionais que ocorrerem durante


uma viagem a trabalho são considerados relacionados ao trabalho se, no
momento do acidente de trabalho ou doença profissional, o trabalhador estiver
envolvido em atividades de trabalho “em benefício do empregador”. São exemplos
de tais atividades: viagens de ida e volta para contatar clientes; desempenhar
tarefas; entreter ou ser entretido em função de transações comerciais, discussão
ou promoção de negócios (em favor do empregador).

Trabalho em domicílio: As lesões e doenças que ocorrem quando o trabalho é


realizado em domicílio são consideradas relacionadas ao trabalho se a lesão ou
doença ocorrer enquanto o trabalhador estiver realizando o trabalho no domicílio, e
a lesão ou doença estiverem diretamente relacionadas ao desempenho do
trabalho, e não ao ambiente geral ou configuração do domicílio.

Doença mental: Uma doença mental será considerada relacionada ao trabalho se


tiver sido voluntariamente notificada pelo trabalhador e estiver acompanhada de
laudo de um profissional de saúde habilitado com formação e experiência
adequados que declare que a doença é relacionada ao trabalho.

Para uma melhor orientação sobre a determinação de “relação com o trabalho”,


consulte a Administração de Segurança e Saúde Ocupacional do Departamento do
Trabalho dos Estados Unidos (United States Occupational Safety and Health
Administration), Determination of work-relatedness 1904.5, (Determinação de
relação com o trabalho 1904.5), [Link]
oshaweb/owadisp.show_document?p_table=STANDARDS&p_id=9636, acessado
em 01/06/2018.
278 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Obs. 4: Os termos “ocupacional” e “relacionado ao trabalho” são geralmente usados


alternadamente.

água de superfície
água que ocorre naturalmente na superfície da Terra em lençóis de gelo, calotas de gelo,
glaciares, icebergs, pântanos, lagoas, lagos, rios e córregos

Fonte: CDP, CDP Water Security Reporting Guidance, 2018; modificado

água de terceiros
empresas municipais de abastecimento de água e estações municipais de tratamento de
água residual, empresas públicas ou privadas prestadoras de serviços públicos, bem como
outras organizações envolvidas no fornecimento, transporte, tratamento, disposição ou uso de
água e efluentes

água do mar
água de um mar ou de um oceano

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 14046:2014. Gestão ambiental


— Pegada hídrica — Princípios, requisitos e diretrizes. Genebra, ISO, 2014;
modificado

água doce
água com concentração de sólidos dissolvidos totais igual ou menor que 1.000 mg/L

Fonte: Gestão ambiental — Pegada hídrica — Princípios, requisitos e diretrizes. Genebra:


ISO, 2014; modificada
United States Geological Survey (USGS), Water Science Glossary of Terms,
[Link]/edu/[Link], acessado em 01/06/2018; modificado
e Organização Mundial de Saúde (OMS), Diretrizes para a Qualidade da Água
Potável, 2017; modificadas

água subterrânea
água que está contida e que pode ser recuperada de uma formação subterrânea

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 14046:2014. Gestão ambiental


— Pegada hídrica — Princípios, requisitos e diretrizes. Genebra, ISO, 2014;
modificado

alto executivo
membro da alta administração da organização como, por exemplo, o presidente, CEO ou um
indivíduo que se reporta diretamente ao CEO ou ao mais alto órgão de governança

apoio a serviços
serviços que geram benefício público tanto por meio do pagamento direto de custos
operacionais como por meio de cessão para a instalação/serviço de empregados da própria
organização

Obs.: Um benefício público também pode incluir serviços públicos.

área de alto valor de biodiversidade


área não sujeita à proteção legal, mas reconhecida por suas importantes características de
biodiversidade por uma série de organizações governamentais e não governamentais

Obs. 1: As áreas de alto valor de biodiversidade incluem habitats que são prioritários para
preservação, geralmente definidos em Estratégias e Planos de Ação Nacionais
para a Biodiversidade elaborados nos termos da Convenção da Organização das
Nações Unidas (ONU) “Convenção sobre Diversidade Biológica” de 1992.

Obs. 2: Diversas organizações internacionais de preservação já identificaram áreas


específicas de alto valor de biodiversidade.

área de proteção ambiental


área geográfica que é legalmente designada, regulada ou gerida para alcançar objetivos
específicos de conservação

área de proteção permanente

23 Estas recomendações adicionais ao setor baseiam-se nas recomendações de relato 1.2.1 e 1.2.2 da Norma GRI 415: Políticas Públicas 2016.
279 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

área protegida de qualquer dano durante a realização de atividades operacionais, e onde o


meio ambiente permanece no seu estado original com um ecossistema saudável e funcional

área restaurada
área usada durante atividades operacionais, ou por elas afetada, onde medidas de reparação
restauraram o ambiente ao seu estado original ou a um estado em que possui um
ecossistema saudável e funcional

bacia hidrográfica
B área de terra da qual o escoamento superficial e subterrâneo de águas flui através de uma
sequência de ribeirões, rios, aquíferos e lagos para o mar ou outro escoadouro em uma única
foz, estuário ou delta

Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014;
modificada

Obs.: As bacias hidrográficas incluem águas subterrâneas associadas e podem incluir


partes de corpos d’água (tais como lagos ou rios). Em diferentes partes do
mundo, as bacias hidrográficas também são chamadas de "bacias de drenagem"
ou "bacias" (ou sub-bacias).

benefício
benefício direto fornecido na forma de contribuições financeiras, cuidados pagos pela
organização ou reembolso de despesas suportadas pelo empregado

Obs.: Indenizações por demissão iguais ou superiores ao mínimo exigido por lei,
pagamento por dispensa temporária, benefícios adicionais em caso de acidentes
de trabalho e doenças profissionais, pensões por morte e folgas remuneradas
adicionais poderão também ser considerados como benefício.

cadeia de fornecedores
C gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização

cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final

Obs 1: Entidades upstream (acima) da organização (ex.: fornecedores) fornecem produtos


ou serviços que são usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização. Entidades downstream (abaixo) da organização (ex.:
distribuidores, clientes) recebem produtos ou serviços da organização.

Obs 2: A cadeia de valor inclui a cadeia de fornecedores.

captação de água
soma do volume total de água retirada de águas superficiais, águas subterrâneas, água do
mar ou água de terceiros durante o período de relato

CO2 (dióxido de carbono) equivalente


medida usada para comparar as emissões de vários tipos de gases de efeito estufa (GEE)
com base em seu potencial de aquecimento global (GWP, na sigla e m inglês)

Obs.: O CO2 equivalente de um gás é obtido multiplicando-se as toneladas métricas do


gás pelo seu GWP associado.

comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização

Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.

conflito de interesse
situação em que o indivíduo precisa escolher entre as exigências de sua função na
280 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

organização e seus próprios interesses ou responsabilidades pessoais ou profissionais

consumo de água
soma do volume total de água captada e incorporada aos produtos, usada na produção
agrícola ou gerada como resíduo, que tenha evapotranspirado ou sido consumida por
humanos ou animais de criação, ou esteja poluída ao ponto de estar inutilizável para consumo
por outros e que, portanto, não tenha sido descartada de volta para as águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou para terceiros durante o período de relato

Fonte: CDP, CDP Water Security Reporting Guidance, 2018; modificado

Obs.: Consumo de água inclui água que foi armazenada durante o período de relato
para uso ou descarte em um período de relato subsequente.

corrupção
“abuso do poder confiado para obtenção de ganhos particulares”, que pode ser instigado por
indivíduos ou organizações

Fonte: Transparência Internacional, “Princípios Empresariais para Combater o Suborno”,


2011

Obs.: A corrupção inclui práticas como suborno, pagamentos de propina, fraude,


extorsão, conluio e lavagem de dinheiro. Inclui, também, a oferta ou recebimento
de qualquer presente, empréstimo, comissão, recompensa ou outra vantagem por
ou para qualquer pessoa como indução para fazer algo desonesto, ilegal ou que
represente quebra de confiança na conduta dos negócios da empresa. Isso pode
incluir dinheiro ou benefícios de outra natureza como mercadorias, presentes e
viagens gratuitas ou serviços pessoais especiais prestados com a finalidade de
obter uma vantagem indevida ou que venham a resultar em pressão moral para
receber tal vantagem.

criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior

Obs. 1: Exceções podem ocorrer em determinados países nos quais a economia e o


sistema educacional são insuficientemente desenvolvidos e se aplica a idade
mínima de 14 anos. Esses países considerados exceções são especificadas pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT) em resposta a solicitação especial de
um país interessado e consulta junto a organizações representantes de
empregadores e trabalhadores.

Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.

derramamento (1)
D liberação acidental de uma substância perigosa que pode afetar a saúde humana, o solo, a
vegetação, corpos d’água e águas subterrâneas

descarte de água
soma de efluentes, água utilizada e água não utilizada, lançados em águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou água de terceiros, dos quais a organização não fará mais
uso durante o período de relato

Obs. 1: A água pode ser descartada em um corpo d’água tanto em um ponto de descarte
definido (fonte pontual de descarte) ou dispersada no solo de maneira indefinida
(fonte difusa ou não-pontual de descarte).

Obs. 2: O descarte de água pode ser autorizado (de acordo com a autorização de
descarte) ou não autorizado (se a autorização de descarte for excedida).

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades
281 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

devida diligência
processo de identificar, prevenir, mitigar e prestar contas de como uma organização lida com
seus impactos negativos reais e potenciais

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE),


Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais, 2011; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "devida diligência".

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".

discriminação
ato e resultado de tratar pessoas de forma desigual, impondo encargos desiguais ou
negando-lhes benefícios, em vez de tratar cada pessoa de maneira justa com base no mérito
individual

Obs.: A discriminação pode também incluir assédio, definido como uma série de
comentários ou ações indesejados, ou que se sabe que devem ser razoavelmente
conhecidas como indesejáveis para a pessoa a quem eles são dirigidos.

disposição
qualquer operação que não seja recuperação, mesmo que tenha como consequência
secundária a recuperação de energia

Fonte: União Europeia (UE), Diretiva-Quadro Resíduos, 2008 (Diretiva 2008/98/EC)

Obs.: Disposição é a gestão no final da vida útil de produtos, materiais e recursos


descartados em um aterro ou por meio de uma transformação química ou térmica
que torna esses produtos, materiais e recursos indisponíveis para uso posterior.

efluente
E água residual tratada ou não tratada que é descartada

Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014

emissão atmosférica significativa


emissão atmosférica regulada por convenções internacionais e/ou leis ou regulamentos
nacionais

Obs.: Emissões atmosféricas significativas incluem aquelas listadas em licenças


ambientais de operação da organização.

emissões diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE)


emissões de GEE de fontes pertencentes ou controladas pela organização
282 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Exemplo: Emissões de CO2 provenientes do consumo de combustíveis

Obs.: Uma fonte de GEE é qualquer unidade ou processo físico que libere GEE na
atmosfera.

emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquisição de


energia
emissões de GEE resultantes da geração de eletricidade, aquecimento, resfriamento e vapor
comprados ou adquiridos e consumidos pela organização

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

escopo das emissões de GEE


classificação dos limites operacionais onde emissões de gases de efeito estufa
(GEE) ocorrem

Obs. 1: O escopo classifica se as emissões de GEE são geradas pela própria


organização ou por outras organizações a ela vinculadas, como, por exemplo,
fornecedores de energia elétrica ou empresas de transporte.

Obs. 2: Há três classificações de escopo: Escopo 1, Escopo 2 e Escopo 3.

Obs. 3: A classificação de Escopo provém do World Resources Institute (WRI) e do


Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD),
GHG Protocol Corporate Accounting and Reporting Standard, Edição Revisada,
2004.

estresse hídrico
capacidade, ou não, de atender a demanda humana e ecológica de água

Fonte: CEO Water Mandate, Corporate Water Disclosure Guidelines, 2014

Obs. 1: O estresse hídrico pode se referir à disponibilidade, qualidade ou acessibilidade


da água.

Obs. 2: O estresse hídrico baseia-se em elementos subjetivos e é avaliado de formas


diferentes dependendo de valores sociais, como a potabilidade da água ou os
requisitos para que seja disponibilizada aos ecossistemas.

Obs. 3: O estresse hídrico de uma área pode ser medido na bacia hidrográfica em seu
nível mínimo.

exposição
quantidade de tempo passado ou natureza do contato com certos ambientes que possuem
diferentes graus e tipos de periculosidade, ou proximidade a uma condição que possa causar
acidente de trabalho ou doença profissional (ex.: produtos químicos, radiação, alta pressão,
ruído, fogo, explosivos)

fonte de energia renovável


F fonte de energia que pode ser reposta em um curto período de tempo por meio de ciclos
ecológicos ou processos agrícolas

Exemplos: biomassa, geotérmica, hídrica, solar, eólica

fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização

Exemplos: intermediários, consultores, partes contratadas, distribuidores, franqueados,


trabalhadores em domicílio, terceiros independentes, licenciados, fabricantes,
produtores primários, subcontratados, atacadistas

Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.
283 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

gás de efeito estufa (GEE)


G gás que contribui para o efeito estufa ao absorver radiação infravermelha

grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral

Exemplos: crianças e jovens; idosos; ex-combatentes; famílias afetadas pelo HIV/AIDS;


defensores dos direitos humanos; povos indígenas; deslocados internos;
trabalhadores migrantes e suas famílias; minorias nacionais ou étnicas,
religiosas ou linguísticas; pessoas que poderiam ser discriminadas com base em
sua orientação sexual, identidade de gênero, expressão de gênero ou
características sexuais (ex.: lésbicas, gays, bissexuais, transgênero, intersexo);
pessoas com deficiência; refugiados ou refugiados que regressam aos seus
países de origem; mulheres

Obs.: As vulnerabilidades e impactos podem variar conforme o gênero.

impacto
I efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".

incidente de trabalho
fato resultante do trabalho ou ocorrido durante o trabalho que poderia resultar ou resulta em
acidente de trabalho ou doença profissional

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 45001:[Link] de gestão


de saúde e segurança do trabalho — Requisitos com orientações para
[Link], ISO, 2018; modificado
Definições das Normas ISO 14046:2014 e ISO 45001:2018 ou nelas baseadas são
reproduzidas com permissão da International Organization for Standardization, ISO. A ISO
permanece detentora dos direitos autorais.

Obs. 1: Incidentes podem ser consequência de, por exemplo, problemas elétricos,
explosão, incêndio; inundação, tombamento, vazamentos, transbordamento;
quebra, estouro, rachadura; perda de controle, escorregão, tropeço e queda;
movimento corporal sem estresse; movimento corporal sob estresse; choque,
susto; violência ou assédio (como assédio sexual) no local de trabalho.

Obs. 2: Um incidente que resulta em acidente de trabalho ou doença profissional é


frequentemente denominado “acidente”. Um incidente que tem potencial para
resultar em acidente de trabalho ou doença profissional, mas onde nenhum dos
dois ocorre, é geralmente denominado “quase acidente” ou “ocorrência perigosa”.

infraestrutura
instalações construídas principalmente para fornecer um serviço ou bem público em vez de
satisfazer um propósito comercial e das quais a organização não busca obter um benefício
econômico direto

Exemplos: hospitais, estradas, escolas, estruturas ou estações de abastecimento de água

liberdade sindical
L direito de empregadores e trabalhadores de estabelecer, se associar e dirigir suas próprias
organizações sem autorização prévia ou interferência do estado ou de qualquer outra entidade

licença maternidade/paternidade
licença concedida a empregados e empregadas em razão do nascimento de filho(s)
284 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

linha de base
o ponto de partida usado para comparações

Obs.: No contexto do relato de energia e emissões, a linha de base é o consumo


energético ou as emissões esperados na ausência de qualquer atividade de
redução.

mais alto órgão de governança


M órgão de governança com autoridade máxima da organização

Obs.: Em algumas jurisdições, os sistemas de governança possuem duas camadas,


em que a supervisão e a gestão são separadas ou em que a legislação local
prevê a formação de um conselho de supervisão, formado por membros não
executivos (representantes dos acionistas e empregados), para supervisionar um
conselho gestor executivo. Nesses casos, ambas as camadas devem ser
incluídas na definição de mais alto órgão de governança.

mecanismo de queixas
processo de rotina pelo qual podem ser feitas queixas e pode-se obter reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o Conteúdo 2-25 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "mecanismo de queixas".

método de disposição de resíduos


método pelo qual os resíduos são tratados ou dispostos

Exemplos: compostagem, injeção subterrânea, incineração, aterro sanitário, armazenamento


no local, recuperação, reciclagem, reutilização

mitigação
medida(s) tomadas para reduzir a extensão de um impacto negativo

Fonte Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado

Obs.: A mitigação de um impacto negativo real refere-se a medidas tomadas para


reduzir a severidade do impacto negativo que ocorreu, sendo que qualquer
impacto residual necessitará de reparação. A mitigação de um impacto negativo
real refere-se a medidas tomadas para reduzir a probabilidade da ocorrência de
um impacto negativo.

mudança operacional significativa


alteração no padrão de operações da organização que podem potencialmente ter impactos
positivos ou negativos nos trabalhadores durante a realização de suas atividades

Exemplos: encerramento de atividades, expansões, aquisições, novas unidades, terceirização


de operações, reestruturação, venda da totalidade ou de parte da organização,
fusões

negociação coletiva
N todas as negociações que se realizam entre um empregador, um grupo de empregadores ou
uma ou mais organizações de empregadores, de um lado, e uma ou mais organizações de
trabalhadores (ex.: sindicatos), de outro, para definir condições de trabalho e termos de
emprego ou para regular as relações entre empregadores e trabalhadores

Fonte: Convenção nº 154 da Organização Internacional do trabalho (OIT), “Incentivo à


Negociação Coletiva”, 1981; modificada

órgão de governança
O grupo formalizado de indivíduos responsável pela orientação estratégica da organização, o
efetivo monitoramento da gestão e a prestação de contas da gestão à organização como um
todo e a seus stakeholders
285 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa (GEE)


emissões indiretas de gás de efeito estufa (GEE) não incluídas nas emissões indiretas
(Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquisição de energia que ocorrem
fora da organização, inclusive emissões upstream e downstream na cadeia de valor

parceiro de negócios
P entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio

Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado

Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações

Obs.: Parceiros de negócios não incluem as subsidiárias e as afiliadas controladas pela


organização.

período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas

Exemplos: ano fiscal, ano-calendário

pessoal de segurança
indivíduos contratados para fins de vigilância das instalações e do patrimônio da organização,
controle de multidões, prevenção de perdas e escolta de pessoas, bens e valores

potencial de aquecimento global (GWP, na sigla em inglês)


valores que descrevem o impacto do forçamento radiativo de uma unidade de um determinado
gás de efeito estufa (GEE) em relação a uma unidade de dióxido de carbono (CO2) ao longo de
um determinado período

Obs.: valores de GWP convertem os dados de emissões de GEE para gases não CO2
em unidades de CO2 equivalente.

povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 169, “Povos Indígenas


e Tribais”, 1989.

preparação para reutilização


operações de controle, limpeza ou reparo, mediante as quais os produtos ou os componentes
de produtos que se tornaram resíduos são preparados para serem colocados em uso com a
mesma finalidade para a qual foram concebidos

Fonte: União Europeia (UE), Diretiva-Quadro Resíduos, 2008 (Diretiva 2008/98/EC);


modificada

programa de desenvolvimento local


plano que detalha ações para minimizar, mitigar ou compensar impactos sociais e/ou
econômicos adversos, bem como identificar oportunidades ou ações que promovam impactos
positivos de um projeto sobre a comunidade

quase acidente
Q incidente de trabalho que não teve como consequência acidente de trabalho ou doença
profissional, mas que tem potencial para causá-los
286 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 45001:2018. Sistemas de gestão


de saúde e segurança do trabalho - Requisitos com orientações para uso. Genebra,
ISO, 2018; modificado

Obs.: Um quase acidente pode também ser chamado “ocorrência perigosa”.

queixa
percepção de uma injustiça que evoca o senso de direito de uma pessoa ou grupo de
pessoas, que pode estar baseado em leis, contratos, promessas explícitas ou implícitas,
práticas tradicionais ou noções gerais de justiça das comunidades afetadas

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011

reciclagem
R reprocessamento de produtos ou componentes de produtos que se tornaram resíduos para a
produção de novos materiais

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada

recuperação
operação em que produtos, componentes de produtos ou materiais que se tornaram resíduos
são preparados para cumprir uma finalidade no lugar de novos produtos, componentes ou
materiais que, de outra forma, teriam sido usados com essa finalidade

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada

Exemplos: preparação para reutilização, reciclagem

Obs.: No contexto do relato de resíduos, operações de recuperação não incluem


recuperação de energia.

relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: São exemplos de outras entidades diretamente relacionadas a operações,


produtos ou serviços da organização, uma organização não governamental com
quem a organização fornece suporte a uma comunidade local ou forças de
segurança do Estado que protegem as instalações da organização.

remuneração
salário-base mais adicionais pagos ao trabalhador

Obs.: São exemplos de adicionais pagos ao trabalhador aqueles baseados em tempo


de serviço, bonificações em dinheiro e/ou em ações, pagamento de benefícios,
horas extras, horas devidas e quaisquer auxílios adicionais, como vale-transporte,
auxílio-moradia e auxílio creche.

reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado
287 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Exemplos: desculpas, indenização financeira ou não-financeira, prevenção de danos por meio


de ações cautelares ou garantias de não repetição, sanções (sejam penais ou
administrativas, como multas), restituição, restauração, reabilitação

resíduos
qualquer substância ou objeto que o gerador descarta ou tem a intenção ou obrigação de
descartar

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989

Obs. 1: Resíduos podem ser definidos de acordo com a legislação nacional no local de
geração.

Obs. 2: Um gerador pode ser a organização relatora, uma entidade upstream ou


downstream na cadeia de valor da organização (ex.: fornecedor ou consumidor), ou
uma organização de gerenciamento de resíduos, entre outras.

resíduos perigosos
resíduos que possuem qualquer uma das características contidas no Anexo III da Convenção
da Basileia ou que sejam considerados perigosos pela legislação nacional

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989

risco ocupacional
fonte ou situação de periculosidade com potencial para causar acidente de trabalho ou doença
profissional

Fonte: Organização Internacional do trabalho (OIT) Diretrizes sobre Sistemas de Gestão de


Segurança e Saúde no Trabalho, 2001; modificado
International Organization for Standardization. ISO 45001:[Link] de gestão
de saúde e segurança do Trabalho — Requisitos com orientações para
[Link], ISO, 2018; modificado
Definições das Normas ISO 14046:2014 e ISO 45001:2018 ou nelas baseadas são
reproduzidas com permissão da International Organization for Standardization, ISO. A ISO
permanece detentora dos direitos autorais.

Obs.: Os perigos podem ser:


• físicos (ex.: radiação, temperaturas extremas, ruído alto constante, piso
escorregadio ou com perigo de tropeço, maquinário desprotegido,
equipamentos elétricos defeituosos);
• ergonômicos (ex.: estações de trabalho e cadeiras mal ajustadas, movimentos
inconvenientes, vibração);
• químicos (ex.: exposição a solventes, monóxido de carbono, materiais
inflamáveis, pesticidas);
• biológicos (ex.: exposição a sangue e fluidos corporais, fungos, bactéria, vírus,
picadas de insetos);
• psicossociais (ex.: agressão verbal, assédio, bullying);
• relacionados ao trabalho na organização (ex.: demanda excessiva de trabalho,
trabalho em turnos, jornada muito longa, trabalho noturno, violência no local de
trabalho).

salário-base
S valor fixo e mínimo pago a um empregado pelo desempenho de suas funções

Obs.: O salário-base exclui qualquer remuneração adicional, como pagamento de horas


extras ou bonificações.

severidade (de um impacto)


A severidade de um impacto negativo real ou potencial é definida por seu tamanho (ou seja, o
tamanho da gravidade do impacto), escopo (ou seja, o quanto o impacto está disseminado) e
natureza irremediável (o quanto é difícil desfazer ou reparar o dano resultante).
288 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de
Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012, modificado

Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".

sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho


conjunto de elementos inter-relacionados ou interligados para estabelecimento de política e
objetivos de saúde e segurança do trabalho e para o alcance desses objetivos

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Diretrizes sobre Sistemas de Gestão


de Segurança e Saúde no Trabalho, ILO-OSH 2001, 2001

stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018, modificado

Exemplos: parceiros de negócios, organizações da sociedade civil, consumidores, clientes,


empregados e outros trabalhadores, governos, comunidades locais, organizações
não governamentais, acionistas e outros investidores, fornecedores, sindicatos,
grupos vulneráveis

Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".

temas materiais
T temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".

trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização

Exemplos: empregados, trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,


aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos,
subcontratados, voluntários e pessoas que trabalham para outras organizações
que não a organização relatora como, por exemplo, fornecedores

Obs.: Nas Normas GRI, em alguns casos é especificado se é necessário usar um


determinado subconjunto de trabalhadores.

trabalho forçado ou análogo ao escravo


todo trabalho ou serviço exigido de um indivíduo sob ameaça de qualquer penalidade e para o
qual ele não se ofereceu de forma voluntária

Fonte: Organização Internacional do trabalho (OIT), Convenção sobre Trabalho Forçado,


1930 (nº 29); modificada

Obs. 1: Os exemplos mais extremos de trabalho forçado ou análogo ao escravo são


trabalho escravo e servidão por dívidas, pois dívidas também podem ser usadas
como forma de manter os trabalhadores em uma situação de trabalho forçado.

Obs. 2: São exemplos de indicadores de trabalho forçado a retenção de documentos de


identidade, a exigência de depósitos compulsórios e a coação de trabalhadores,
sob ameaça de demissão, para trabalharem horas extras com as quais não
tenham concordado previamente.

Bibliografia
289 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Bibliografia
Esta seção contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser consultados pela
organização.

Introdução
1. Comunidades Europeias, NACE Rev.2, Statistical classification of economic activities in the European
Community (NACE), Eurostat, Methodologies and Working Papers, 2008.
2. Executive Office of the President, Office of Management and Budget, North American Industry Classification
System (NAICS), 2017.
3. FTSE Russell, ICB [Link] Overview, 2019.
4. S&P Dow Jones Indices and MSCI Inc., Revisions to the Global Industry Classification Standard (GICS®)
Structure, 2018.
5. Sustainable Accounting Standards Boards (SASB), Sustainable Industry Classification System® (SICS®),
[Link]/find-your-industry/, acessado em 15/01/2022.
6. Nações Unidas, International Standard Industrial Classification of All Economic Activities, Revision 4, Statistical
Papers Series M No. 4/Rev.4, 2008.

Perfil Setorial
Instrumentos reconhecidos:
7. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change 2007: The Physical Science
Basis, 2021.
8. Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC), Pacto Climático de Glasgow, 2021.
9. Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC), Contribuições Nacionalmente
Determinadas nos termos do Acordo de Paris, 2021.
10. Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC), Acordo de Paris, 2015.
11. Assembleia Geral das Nações Unidas, Resolução adotada pela Assembleia Geral de 25 de setembro de 2015,
Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, 2015 (A/RES/70/1).

Referências adicionais:
12. Britannica, Coal, Fossil fuel, [Link]/science/coal-fossil-fuel#ref259096, acessado em 15/01/2022.
13. Climate Action Tracker (CAT), Warming Projections Global Update, Novembro de 2021.
14. Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), How much carbon dioxide is produced per
kilowatthour of U.S. electricity generation?, [Link]/tools/faqs/[Link]?id=74&t=11, acessado em 15/01/2022.
15. P. Friedlingstein et al., Global Carbon Budget 2019, Earth System Science Data, vol.11, nr. 4, pp.1783–18384, 04
de dezembro de 2019, [Link]/10.5194/essd-11-1783-2019.
16. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Global Warming of 1.5°C, 2018.
17. Agência Internacional de Energia (IEA), Coal 2021, [Link]/reports/coal-2021, acessado em 15/02/2022.
18. Agência Internacional de Energia (IEA), Coal Information: Overview, [Link]/reports/coal-information-overview,
acessado em 05/04/2021.
19. Agência Internacional de Energia (IEA), Net-zero by 2050: A Roadmap for the Global Energy Sector, 2021.
20. Agência Internacional de Energia (IEA), Phasing out unabated coal, 2021.
21. Agência Internacional de Energia (IEA), World Energy Outlook 2020, 2020, [Link]/reports/world-energy-outlook-
2020, acessado em 15/01/2022.
22. Agência Internacional de Energia (IEA), World Energy Outlook 2021, 2021.
23. Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD), State-Owned Companies Transitioning Away
from Coal, Mining and Coal-Fired Power, 2018.
24. Organização Internacional do Trabalho (OIT), ILO Guidelines for a just transition towards environmentally
sustainable economies and societies for all, 2015.
25. M. Jakob et al., ‘The Future of Coal in a Carbon-Constrained Climate’, Nature Climate Change, vol. 10, nr. 8, pp.
704–7, Agosto de 2020, [Link]/10.1038/s41558-020-0866-1.
26. Natural Resource Governance Institute (NRGI), The Resource Curse, 2015.
27. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Agência Internacional de Energia
290 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

(IEA), OECD Green Growth Studies: Energy, 2011.


28. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Arrangement on officially supported
export credits, 2020.
29. Powering Past Coal Alliance (PPCA), PPCA Members, [Link]/members, acessado em
15/01/2022.
30. Princípios para o Investimento Responsável (PRI), Phasing out investments in thermal coal, 2018,
[Link]/climate-change/phasing-out-investments-in-thermal-coal/[Link], acessado em 15/01/2022.
31. O. Sartor, Institut du développement durable et des relations internationals (IDDRI) and Climate Strategies,
Implementing coal transitions: Insights from case studies of major coal-consuming economies, 2018.
32. R. Smith, These are the world's biggest coal producers, [Link]/agenda/2018/01/these-are-the-worlds-
biggest-coal-producers/, acessado em 15/01/2022.
33. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Emissions Gap Report 2019, 2019.
34. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Fórum Econômico Mundial (FEM), Columbia
Center on Sustainable Investment, Universidade de Columbia, Mapping Mining to the Sustainable Development
Goals: An Atlas, 2016.
35. Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC), Just Transition of the Workforce, and
the Creation of Decent Work and Quality Jobs, 2020.
36. United Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas Safe Climate.
Relatório do Relator Especial sobre Direitos Humanos e Meio Ambiente, 2019 (A/74/161).
37. United Nations Interagency Framework Team for Preventive Action, Extractive Industries and Conflict, 2012.
38. S. Varadhan, Coal India output falls for third straight month on tepid demand, 2020, [Link]/article/coal-
india-output/coal-india-output-falls-for-third-straight-month-on-tepid-demand-idINKBN2426N4, acessado em
15/01/2022.
39. Organização Mundial de Saúde (OMS), Climate change and health, 2021, [Link]/news-room/fact-
sheets/detail/climate-change-and-health, acessado em 15/01/2022.

Recursos:
40. GRI, Linking the SDGs and the GRI Standards, atualizado regularmente.
41. GRI e Pacto Global das Nações Unidas , Integrating the SDGs into corporate reporting: A practical guide, 2018.

Tema 12.1 Emissões de GEE


Instrumentos reconhecidos:
42. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change 2007: The Physical Science
Basis, 2007.
43. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change 2014: Synthesis Report, 2014.
44. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change 2021: The Physical Science
Basis, 2021.
45. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Good Practice Guidance and Uncertainty
Management in National Greenhouse Gas Inventories, 2001.

Referências adicionais:
46. Agência Internacional de Energia (IEA), CO2 Emissions from Fuel Combustion Highlights, 2019.
47. Agência Internacional de Energia (IEA), Energy Efficiency 2018: Analysis and Outlooks to 2040, 2018.
48. Agência Internacional de Energia (IEA), Iron and Steel Technology Roadmap, 2020. [Link]/reports/iron-and-
steel-technology-roadmap, acessado em 15/01/2022.
49. Agência Internacional de Energia (IEA), Methane Tracker, [Link]/reports/methane-tracker, acessado em
31/05/2020.
50. Agência Internacional de Energia (IEA), World Energy Outlook 2019, 2019.
51. Agência Internacional de Energia (IEA), World Energy Outlook 2021, 2021.
52. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Mining, 2007.
53. R. McSweeney, Methane emissions from fossil fuels "severely underestimated", 2020, [Link]/methane-
emissions-from-fossil-fuels-severely-underestimated, acessado em 15/01/2022.
54. N. Kholod, M. Evans, et al. Global methane emissions from coal mining to continue growing even with declining
coal production, [Link]/10.1016/[Link].2020.120489.
55. Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC), What do adaptation to climate change
and climate resilience mean?, 2020, [Link]/topics/adaptation-and-resilience/the-big-picture/what-do-
291 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

adaptation-to-climate-change-and-climate-resilience-mean, acessado em 15/01/2022.


56. Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), Assumptions to the Annual Energy Outlook
2019: Industrial Demand Module, 2019.
57. Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), How much carbon dioxide is produced per
kilowatthour of U.S. electricity generation?, [Link]/tools/faqs/[Link]?
id=74&t=11#:~:text=In%202020%2C%20total%20U.S.%20electricity,CO2%20emissions%20per%20kWh,
acessado em 15/01/2022.
58. Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US EPA), Overview of Greenhouse Gases,
[Link]/ghgemissions/overview-greenhouse-gases#methane, acessado em 15/01/2022.
59. World Steel, Climate change and the production of iron and steel, 2021.

Recursos:
60. Greenhouse Gas Protocol, Corporate Value Chain (Scope 3) Accounting and Reporting Standard, 2011.
61. Greenhouse Gas Protocol, Global Warming Potential Values, 2015.
62. World Resources Institute (WRI), Estimating and Reporting the Comparative Emissions Impacts of Products,
2019.

Tema 12.2 Adaptação, resiliência e transição climática


Instrumentos reconhecidos:
63. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change 2014: Impacts, Adaptation, and
Vulnerability, 2014.
64. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change 2014: Mitigation of Climate
Change, 2014.
65. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change 2014: Impacts, Adaptation, and
Vulnerability, 2014.
66. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Global Warming of 1.5°C, 2018.

Referências adicionais:
67. Carbon Tracker Initiative, Carbon Budgets Explainer, 2018.
68. Carbon Tracker, Unburnable Carbon: Are the World’s Financial Markets Carrying a Carbon Bubble?, 2011.
69. E. Colombo & F. Fairhead, ‘Coal Investments: Up in Smoke?’ [Link]/esg-
research/resource/investors-esg-blog/coal-investments-up-in-smoke; acessado em 15/01/2022.
70. A. Dagnachew, A. Hof, et al., Insight into Energy Scenarios: A comparison of key transition indicators of 2°C
scenarios, 2019.
71. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Special Report on Carbon Dioxide Capture and
Storage, 2005.
72. Agência Internacional de Energia (IEA), Coal Information: Overview, [Link]/reports/coal-information-overview,
acessado em 15/01/2022.
73. Agência Internacional de Energia (IEA), Net-zero by 2050: A Roadmap for the Global Energy Sector, 2021.
74. Agência Internacional de Energia (IEA), World Energy Outlook 2018, 2018.
75. Agência Internacional de Energia (IEA), World Energy Outlook 2019, 2019.
76. Agência Internacional de Energia (IEA), World Energy Outlook 2021, 2021.
77. União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Resolução adotada no Congresso Mundial de
Conservação de 2016, Defining Nature-based Solutions, 2016 (WCC-2016-Res-069-EN).
78. J. G. J. Olivier and J. A. H. W. Peters, Trends in global CO2 and total greenhouse gas emissions: 2019 Report,
2020.
79. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Agência Internacional de Energia
(IEA), OECD Green Growth Studies: Energy, 2011.
80. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Monitoring the transition to a low-
carbon economy: a strategic approach to local development, 2015.
81. M. F. Rahman, M. Mostofa, and S. Huq, Low-Carbon Futures in Least-Developed Countries,
[Link]/climate/expert-perspective/low-carbon-futures-least-developed-countries, acessado em 15/01/2022.
82. O. Sartor, Institut du développement durable et des relations internationals (IDDRI) and Climate Strategies,
Implementing coal transitions: Insights from case studies of major coal-consuming economies, 2018.
83. Stockholm Environment Institute (SEI), Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD),
Overseas Development Institute (ODI), Climate Analytics, CICERO e Programa das Nações Unidas para o Meio
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Ambiente (PNUMA), The Production Gap: The discrepancy between countries’ planned fossil fuel production and
global production levels consistent with limiting warming to 1.5°C or 2°C, 2019.
84. E. Stuart, Leaving No One Behind in Sustainable Development Pathways, [Link]/climate/expert-
perspective/leaving-no-one-behind-sustainable-development-pathways, acessado em 05/04/2021.
85. Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima [FCCC), Just Transition of the Workforce,
and the Creation of Decent Work and Quality Jobs, 2020.
86. Universidade de Cambridge, Climate change: Action, trends and implications for business: The IPCC’s Fifth
Assessment Report, Working Group 1, 2013.
87. V. Veber, Divestment: A Short-Sighted Solution for Responsible Coal Mine Closure, [Link]/divestment-a-
short-sighted-solution-for-responsible-coal-mine-closure/, acessado em 15/01/2022.
88. World Wide Fund for Nature (WWF), Asset Owner Guide on Coal Mining, 2017.

Recursos:
89. Corporação Financeira Internacional (IFC), Good Practice Note: Managing Retrenchment, 2005.
90. Oxford Martin School, Oxford Martin Principles for Climate-Conscious Investment, 2018.
91. Task Force on Climate-Related Financial Disclosure (TCFD), Guidance on Climate-related Metrics, Targets, and
Transition Plans, 2021.
92. Task Force on Climate-Related Financial Disclosure, Guidance on Scenario Analysis for Non-Financial
Companies, 2020.
93. Task Force on Climate-Related Financial Disclosure (TCFD), Recommendations of the Task Force on Climate-
related Financial Disclosure, 2017.
94. Transition Pathway Initiative (TPI), Methodology and Indicators Report, 2019.
95. World Resources Institute (WRI), A Recommended Methodology for Estimating and Reporting the Potential
Greenhouse Gas Emissions from Fossil Fuel Reserves, 2016.

Tema 12.3 Encerramento e reabilitação


Referências adicionais:
96. P. D. Cameron and M. C. Stanley, Oil, Gas, and Mining: A Sourcebook for Understanding the Extractive Industries,
2017.
97. Agência Internacional de Energia (IEA), World Energy Outlook 2020, [Link]/reports/world-energy-outlook-2020,
acessado em 15/01/2022.
98. Organização das Nações Unidas (ONU) Tax Committee’s Subcommittee on Extractive Industries Taxation
Issues for Developing Countries, Guidance Note on the Tax Treatment of Decommissioning for the Extractive
Industries, 2016.
99. J. Watts and J. Ambrose, Coal industry will never recover after coronavirus pandemic, say experts, The Guardian,
17 de maio de 2020, [Link]/environment/2020/may/17/coal-industry-will-never-recover-after-
coronavirus-pandemic-say-experts, acessado em 15/01/2022.
100. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Extracting Good Practices, 2018.
101. Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima (FCCC), Just Transition of the Workforce, and
the Creation of Decent Work and Quality Jobs, 2020.
102. Banco Mundial, Managing Coal Mine Closure: Achieving a Just Transition for All, 2018.
103. Banco Mundial, Mine Closure: A Toolbox for Governments, 2021.
104. Banco Mundial, Towards Sustainable Decommissioning and Closure of Oil Fields and Mines: A Toolkit to Assist
Government Agencies, 2010.

Recursos:
105. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Closure Maturity Framework – Tool for Closure User
Guide, 2020.
106. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Integrated Mine Closure – Good Practice Guide, 2ª
Edição, 2019.

Tema 12.4 Emissões atmosféricas


Referências adicionais:
107. Agência Internacional de Energia (IEA), Energy and Air Pollution: World Energy Outlook Special Report, 2016.
108. A. Markandya and P. Wilkinson, Electricity Generation and Health,, The Lancet, vol 370, no. 9591, pp. 979–90, 15
293 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

de setembro de 2007, [Link]/10.1016/S0140-6736(07)61253-7.


109. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), The Economic Consequences of
Outdoor Air Pollution, 2016.
110. L. Sloss, Quantifying emissions from spontaneous combustion, 2013.
111. Union of Concerned Scientists, How Coal Works, [Link]/resources/how-coal-works, acessado em
17/10/2020.
112. Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (UNECE), Air pollution, ecosystems and biodiversity,
[Link]/environmental-policy/conventions/envlrtapwelcome/cross-sectoral-linkages/air-pollution-ecosystems-
[Link], acessado em 15/01/2022.
113. Organização Mundial de Saúde (OMS), Air pollution, [Link]/health-topics/air-pollution, acessado em
31/05/2020.
114. Organização Mundial de Saúde (OMS), Air pollution and child health: Prescribing clean air, advance copy, 2018.
115. Organização Mundial de Saúde (OMS), Ambient Air Pollution: A Global Assessment of Exposure and Burden of
Disease, 2016.

Recursos:
116. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Mining, 2007.

Tema 12.5 Biodiversidade


Instrumentos reconhecidos:
117. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas e Biodiversidade, 2002.
118. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change and Land, 2019.

Referências adicionais:
119. N. Butt, H. L. Beyer, et al., Biodiversity Risks from Fossil Fuel Extraction, Science, 2013.
120. Convenção sobre Diversidade Biológica, Mainstreaming of Biodiversity into the Energy and Mining Sectors,
2018.
121. Cross Sector Biodiversity Initiative (CSBI), A cross-sector guide for implementing the Mitigation Hierarchy, 2015.
122. União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Issues Brief: Biodiversity offsets,
[Link]/resources/issues-briefs/biodiversity-offsets, acessado em 15/01/2022.
123. M. B. J. Harfoot, D. P. Tittensor, et al., Present and future biodiversity risks from fossil fuel exploitation,
Conservation Letters, 2018.
124. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Biodiversity Offsets: Effective Design
and Implementation, 2016.
125. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e Centro de Monitoramento da Conservação
Mundial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-WCMC), Mainstreaming of Biodiversity
into the Energy and Mining Sectors: An Information Document for the 21st Meeting of the Subsidiary Body on
Scientific, Technical and Technological Advice (SBSTTA-21), 2017.
126. Banco Mundial, Biodiversity Offsets: A User Guide, 2016.

Recursos:
127. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 6: Conservação da Biodiversidade e Gestão
Sustentável de Recursos Naturais Vivos, 2012.
128. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para
Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA) e Princípios do Equador, A cross-sector guide for implementing the
Mitigation Hierarchy, 2017.
129. Integrated Biodiversity Assessment Tool (IBAT) Alliance, Integrated Biodiversity Assessment Tool, ibat-
[Link]/, acessado em 15/01/2022.

Tema 12.6 Resíduos


Instrumentos reconhecidos:
130. Comissão Europeia, Melhores Técnicas Disponíveis (MTD) Documento de Referência para Gestão de Resíduos
das Indústrias Extrativas, 2018.

Referências adicionais:
131. Alberta Energy Regulator, Tailings, [Link]/providing-information/by-topic/[Link], acessado em 05/04/2021.
294 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

132. Comissão Europeia, Mining waste, [Link]/environment/topics/waste-and-recycling/mining-waste_en,


acessado em 15/01/2022.
133. P. D. Cameron and M. C. Stanley, Oil, Gas, and Mining: A Sourcebook for Understanding the Extractive Industries,
2017.
134. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), About tailings, [Link]/en-gb/environmental-
stewardship/tailings/about-tailings, acessado em 15/01/2022.
135. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Mining, 2007.
136. C. Roche, K. Thygesen, K., E. Baker, E. (Eds.), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA),
Mine Tailings Storage: Safety Is No Accident. A UNEP Rapid Response Assessment, 2017.
137. Union of Concerned Scientists (UCS), The Hidden Cost of Fossil Fuels, 2008, [Link]/resources/hidden-
costs-fossil-fuels, acessado em 15/01/2022.
138. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Towards a Pollution-Free Planet, 2017.
139. Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US EPA), Basic Information about Surface Coal Mining in
Appalachia, [Link]/sc-mining/basic-information-about-surface-coal-mining-appalachia, acessado em
15/01/2022.

Recursos:
140. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Waste
Management, 2007.

Tema 12.7 Água e efluentes


Referências adicionais:
141. L. Allen, M. Cohen, et al., Fossil Fuels and Water Quality, The World's Water Volume 7: The Biennial Report on
Freshwater Resources, chapter 4, pp. 73-96, 2011, [Link]/wp-
content/uploads/2013/07/chapter_4_fossil_fuel_and_water_quality.pdf.
142. P. D. Cameron and M. C. Stanley, Oil, Gas, and Mining: A Sourcebook for Understanding the Extractive Industries,
2017.
143. Greenpeace, The Great Water Grab: How the Coal Industry is Deepening the Global Water Crisis, 2016.
144. Agência Internacional de Energia (IEA), Water Energy Nexus: Excerpt from the World Energy Outlook 2016, 2016.
145. Agência Internacional de Energia (IEA), Water for Energy, World Energy Outlook 2012, 2012.
146. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Towards a Pollution-Free Planet, 2017.
147. Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US EPA), Profile of the Fossil Fuel Electric Power
Generation Industry, 1997.

Recursos:
148. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Water Stewardship Framework, 2014.

Tema 12.8 Impactos econômicos


Instrumentos reconhecidos:
149. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), OECD Principles for Private Sector
Participation in Infrastructure, 2007.

Referências adicionais:
150. Bill & Melinda Gates Foundation, Paper 7: Leveraging extractive industries for skills development to maximize
sustainable growth and employment, 2015.
151. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Social and economic spending: The impact of the
extractive industries on economic growth and social development, [Link]/social-economic-spending, acessado
em 15/01/2022.
152. Instituto Internacional para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (IIED), Breaking New Ground: Mining,
Minerals and Sustainable Development, 2002.
153. J.-F. Mercure, H. Pollitt, et al., Macroeconomic impacts of stranded fossil fuels assets, Nature Climate Change,
vol. 8, pp. 588-593, 2018, [Link]/articles/s41558-018-0182-1, acessado em 15/01/2022.
154. Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Extractive industries:
Optimizing the value retention in host countries, 2012.
155. K. Storey, Fly-in/Fly-out: Implications for Community Sustainability, Sustainability, vol. 2, pp. 1161-1181, 2010.
295 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

156. Escritório das Nações Unidas para a Redução de Risco de Desastres (UNISDR), Words into Action Guidelines:
National Disaster Risk Assessmen’, Special Topics, D. Direct and Indirect Economic Impact, 2017.

Recursos:
157. Mining Shared Value (MSV), Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, Mining
Local Procurement Reporting Mechanism, 2017.
158. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Collaborative Strategies for In-
Country Shared Value Creation, 2016.

Tema 12.9 Comunidades locais


Instrumentos reconhecidos:
159. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Meaningful Stakeholder Engagement in the Extractives Sector, 2015.

Referências adicionais:
160. Cordaid, When Oil, Gas or Mining Arrives in Your Area: Practical Guide for Communities, Civil Society and Local
Government on the Social Aspects of Oil, Gas and Mining, 2016.
161. Corporação Financeira Internacional (IFC), Unlocking Opportunities for Women and Business: A Toolkit of
Actions and Strategies for Oil, Gas, and Mining Companies, 2018.
162. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), The Economic Consequences of
Outdoor Air Pollution, 2016.
163. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Extracting Good Practices, 2018.
164. Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), Human Rights
Guidance Tool for the Financial Sector, Mining and Metals, [Link]/humanrightstoolkit/[Link], acessado
em 15/01/2022.
165. The Advocates for Human Rights, Promoting Gender Diversity and Inclusion in the Oil, Gas, and Mining
Extractive Industries, 2019.

Recursos:
166. Corporação Financeira Internacional (IFC), Nota de Orientação 4 Saúde e Segurança da Comunidade, 2012.
167. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 4 Saúde e Segurança da Comunidade,
2012.

Tema 12.10 Direitos à terra e aos recursos naturais


Instrumentos reconhecidos:
168. União Europeia e UN Interagency Framework Team for Preventive Action, Toolkit and Guidance for Preventing
and Managing Land and Natural Resources Conflict: Land and Conflict, 2012.
169. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Meaningful Stakeholder Engagement in the Extractives Sector, 2015.

Referências adicionais:
170. Avocats Sans Frontières, Human Rights Implications of Extractive Industry Activities in Uganda: A Study of the
Mineral Sector in Karamoja and the Oil Refinery in Bunyoro, 2014.
171. P. D. Cameron and M. C. Stanley, Oil, Gas, and Mining: A Sourcebook for Understanding the Extractive Industries,
2017.
172. Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services (IPBES), Report of the
Plenary of the Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services on the work of
its seventh session, 2019.
173. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Land Acquisition and Resettlement, 2015.
174. Pensamiento y Acción Social (PAS) and L. Turrriago, Caso El Hatillo: El re-asentamiento como la legalización
del despojo y el acaparamiento de las tierras por el modelo extractivista, [Link]/hatillo-despojo-extractivista,
acessado em 15/01/2022.
175. The Advocates for Human Rights, Promoting Gender Diversity and Inclusion in the Oil, Gas, and Mining
Extractive Industries, 2019.
176. Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), Human Rights
Guidance Tool for the Financial Sector, Mining and Metals, [Link]/humanrightstoolkit/[Link], acessado
296 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

em 15/01/2022.
177. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR), Land and Human
Rights, [Link]/EN/Issues/LandAndHR/Pages/[Link], acessado em 15/01/2022.
178. F. Vanclay, Project-induced displacement and resettlement: from impoverishment risks to an opportunity for
development?, Impact Assessment and Project Appraisal Journal, vol. 35, pp. 3-21, 2017, doi:
10.1080/14615517.2017.1278671.

Recursos:
179. Corporação Financeira Internacional (IFC), Good Practice Handbook: Land Acquisition and Resettlement (draft),
2019.
180. Corporação Financeira Internacional (IFC), Nota de Observação 5, Aquisição de Terra e Reassentamento
Involuntário, 2012.
181. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 5, Aquisição de Terra e Reassentamento
Involuntário, 2012.
182. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 8: Patrimônio Cultural, 2012.

Tema 12.11 Direitos de povos indígenas


Instrumentos reconhecidos:
183. Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), "Povos Indígenas e Tribais", 1989.
184. Declaração da Organização das Nações Unidas (ONU), "Declaração da ONU sobre os Direitos de Povos
Indígenas", 2007.

Referências adicionais:
185. Anistia Internacional, Inter-American Court ruling marks key victory for indigenous peoples, 2012,
[Link]/en/press-releases/2012/07/ecuador-inter-american-court-ruling-marks-key-victory-indigenous-
peoples-20, acessado em 15/01/2022.
186. Anistia Internacional, Out of sight, out of mind: Gender, indigenous rights, and energy development, 2016.
187. A. Anongos, D. Berezhkov, et al., Pitfalls and pipelines: Indigenous peoples and extractive industries, 2012.
188. J. Burger, Indigenous peoples, Extractive Industries and Human Rights, 2014.
189. Parlamento Europeu, Comissão dos Assuntos Externos, Relatório sobre as Violações dos Direitos dos Povos
Indígenas do Mundo, Incluindo a Apropriação Ilegal de Terras, 2018.
190. G. Gibson, K. Yung, et al. with Lake Babine Nation and Nak’azdii Whut’en, Indigenous communities and industrial
camps: Promoting healthy communities in settings of industrial change, 2017.
191. Global Witness, Defenders of the earth: Global killings of land and environmental defenders in 2016, 2017.
192. Corporação Financeira Internacional (IFC), Projects and People: A Handbook for Addressing Project Induced In-
Migration, 2009.
193. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Observação do Comitê de Peritos sobre a Aplicação de
Convenções e Recomendações (CEACR) – adotada em 2018, publicada na 108ª sessão da CIT (2019),
Convenção nº 169, “Povos Indígenas e Tribais", 1989 – República Bolivariana da Venezuela (Ratificação: 2002),
2019,
[Link]/dyn/normlex/en/f?p=NORMLEXPUB:1[Link]NO::P13100_COMMENT_ID,P11110_COUNTRY_ID,P1111
0_COUNTRY_NAME,P11110_COMMENT_YEAR:3962283,102880,Venezuela,%20Bolivarian%20Republic%20of,
2018.
194. B. McIvor, First Peoples Law, Essays in Canadian Law and Decolonization, 2018.
195. The Advocates for Human Rights, Promoting Gender Diversity and Inclusion in the Oil, Gas, and Mining
Extractive Industries, 2019.
196. Pacto Global das Nações Unidas (UNGC), A Business Reference Guide: United Nations Declaration on the
Rights of Indigenous Peoples, 2013.
197. Fórum Permanente das Nações Unidas sobre Questões Indígenas (UNPFII), Combate à violência contra
mulheres e meninas indígenas: artigo 22 da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos
Indígenas, 2012.
198. Fórum Permanente das Nações Unidas sobre Questões Indígenas (UNPFII), Report of the international expert
group meeting on extractive industries, Indigenous Peoples’ rights and corporate social responsibility, 2009.
199. Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UN DESA), Climate Change,
[Link]/development/desa/indigenouspeoples/[Link], acessado em 15/01/2022.
200. Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (HRC), Report of the Special Rapporteur on the rights of
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indigenous peoples, James Anaya - Extractive industries and indigenous peoples, 2013.

Recursos:
201. Princípios do Equador, EP4, 2020.
202. Corporação Financeira Internacional (IFC), Nota de Observação 7: Povos Indígenas, 2012.
203. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Observação 7: Povos Indígenas, 2012.
204. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Indigenous peoples and mining good practice guide,
2015.

Tema 12.12 Conflito e segurança


Instrumentos reconhecidos:
205. União Europeia e United Nations Interagency Framework Team for Preventive Action, Toolkit and Guidance for
Preventing and Managing Land and Natural Resources Conflict: Extractive Industries and Conflict, 2012.
206. OCDE, OECD Due Diligence Guidance for Responsible Supply Chains of Minerals from Conflict-Affected and
High-Risk Areas, 2016.
207. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCR), Basic Principles on the
Use of Force and Firearms by Law Enforcement Officials, 1990.
208. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCR), Code of Conduct for Law
Enforcement Officials, 1979.
209. Princípios Voluntários de Segurança e Direitos Humanos (VPSHR), The Voluntary Principles on Security and
Human Rights, 2000.

Referências adicionais:
210. Institute for Human Rights and Business (IHRB), From Red to Green Flags: The Corporate Responsibility to
Respect Human Rights in High-Risk Countries, 2011.
211. International Alert, Human rights due diligence in conflict-affected settings: Guidance for extractive industries,
2018.
212. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV),
Corporação Financeira Internacional (IFC) e Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos
Ambientais e Sociais (IPIECA), Voluntary Principles on Security and Human Rights: Implementation Guidance
Tools, 2011.
213. K. Neu, and D. Avant, Overview of the relationship between PMSCs and extractive industry companies from the
Private Security Events Database, 2019.
214. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR), Call for submissions:
the relationship between private military and security companies and extractive industry companies from a
human rights perspective in law and practice, 2019.
215. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCR), Private military and
security companies in extractive industries – impact on human rights, 2017.
216. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), From Conflict to Peacebuilding: The Role of
Natural Resources and the Environment, 2009.

Recursos:
217. International Alert, Human Rights Due Diligence in Conflict-Affected Settings: Guidance for Extractive Industries,
2018.
218. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV),
Corporação Financeira Internacional (IFC) e Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos
Ambientais e Sociais (IPIECA), Voluntary Principles on Security and Human Rights: Implementation Guidance
Tools, 2011.

Tema 12.13 Integridade de ativos e gestão de acidentes de


segurança de processo
Referências adicionais:
219. R. Sullivan, D. Russell, et al., Managing the Unavoidable: investment implications of a changing climate, 2009.
220. Business for Social Responsibility, Adapting to Climate Change: A Guide for the Mining Industry, 2011.
221. C. Roche, K. Thygesen, K., E. Baker, E. (Eds.), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA),
298 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Mine Tailings Storage: Safety Is No Accident. A UNEP Rapid Response Assessment, 2017.

Recursos:
222. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(PNUMA) e Princípios para o Investimento Responsável (PRI), Global Industry Standard on Tailings
Management, 2020.
223. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Health and safety critical control management, 2015.
224. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(PNUMA), Good practice in emergency preparedness and response, 2005.
225. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guidance on Developing Safety
Performance Indicators Related to Chemical Accident Prevention, Preparedness and Response for Industry,
2008.
226. UK Health and Safety Executive, Step-By-Step Guide to Developing Process Safety Performance Indicators, 2006.

Tema 12.14 Saúde e segurança do trabalho


Instrumentos reconhecidos:
227. Convenção nº 176 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), "Sobre Segurança e Saúde nas Minas",
1995.

Referências adicionais:
228. Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional
(NIOSH), Mining Topic: Respiratory Diseases, [Link]/niosh/mining/topics/[Link], acessado
em 15/01/2022.
229. Health and Safety Executive (HSE), Heat stress, [Link]/temperature/heatstress/, acessado em 05/04/2021.
230. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Working towards sustainable development: Opportunities for
decent work and social inclusion in a green economy, 2012.
231. Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos,
Hydrogen Sulfide: Hazards, [Link]/SLTC/hydrogensulfide/[Link], acessado em 15/01/2022.
232. Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos,
Silica, Crystalline: Health Effects, [Link]/dsg/topics/silicacrystalline/health_effects_silica.html, acessado em
15/01/2022.
233. The Advocates for Human Rights, Promoting Gender Diversity and Inclusion in the Oil, Gas and Mining Extractive
Industries: A Women’s Human Rights Report, 2019.
234. World Nuclear Association, Naturally-Occurring Radioactive Materials, 2019, [Link]/information-
library/safety-and-security/radiation-and-health/[Link], acessado
em 15/01/2022.

Recursos:
235. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Safety and health in underground coalmines, 2009.
236. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Good practice guidance on occupational health risk
assessment, 2016.
237. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Overview of leading indicators for occupational health
and safety in mining, 2012.

Tema 12.15 Práticas empregatícias


Instrumentos reconhecidos:
238. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Meaningful Stakeholder Engagement in the Extractives Sector, 2015.

Referências adicionais:
239. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Mining (coal; other mining) sector, [Link]/global/industries-and-
sectors/mining/lang--en/[Link], acessado em 15/01/2022.

Tema 12.16 Trabalho infantil


Instrumentos reconhecidos:
299 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

240. Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização Internacional de Empregadores (OIE), Como fazer
negócios com respeito ao direito da criança de estar livre do trabalho infantil: ferramenta de orientação sobre
trabalho infantil da OIT-OIE para as empresas, 2015.
241. Convenção nº 138 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), "Idade Mínima", 1973.
242. Convenção nº 182 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), "Piores Formas de Trabalho Infantil", 1999.
243. Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU), "Convenção dos Direitos das Crianças", 1989.

Referências adicionais:
244. Organização Internacional do Trabalho, Global Estimates of Child Labour – Results and Trends 2012-2016,
2017.
245. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Mining and quarrying. [Link]/ipec/areas/Miningandquarrying/lang--
en/[Link], acessado em 15/01/2022.
246. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Practical actions for companies to
identify and address the worst forms of child labour in mineral supply chains, 2017.
247. UNICEF, Children’s rights and the mining sector: UNICEF extractive pilot, 2015.
248. Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, 2018 List of Goods Produced by Child Labor or Forced Labor,
2018.
249. Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, 2020 List of Goods Produced by Child Labor or Forced Labor,
2020.

Tema 12.17 Trabalho forçado e escravidão moderna


Instrumentos reconhecidos:
250. Convenção nº 29 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), "Convenção Sobre o Trabalho Forçado",
1930.

Referências adicionais:
251. M. Coderre-Proulx, B. Campbell, I Mandé, e Organização Internacional do Trabalho (OIT), International migrant
workers in the mining sector, 2016.
252. Global Slavery Index, ‘Global Findings’, Global Slavery Index 2018.
253. Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte (ITF), BHP ignores pleas to help starving crew,
2019, [Link]/en/news/bhp-ignores-pleas-help-starving-crew, acessado em 15/01/2022.
254. Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte (ITF), Bulk carrier detained in Australia, crew owed
$64,000, 2019, [Link]/en/news/bulk-carrier-detained-in-australia-crew-owed-64000, acessado em
15/01/2022.
255. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Tackling modern slavery in the mining supply chain,
2016, [Link]/en-gb/case-studies/action-against-modern-slavery, acessado em 15/01/2022.
256. Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Walk Free Foundation, Global Estimates of Modern Slavery:
Forced Labour and Forced Marriage, 2017.
257. Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte (ITF), ITF and Malaviya Seven crew dismayed by
delay, [Link]/en/news/itf-and-malaviya-seven-crew-dismayed-delay, acessado em 15/01/2022.
258. National Union of Rail, Maritime and Transport Workers (RMT), Modern day slavery charge made by RMT,
[Link]/news/modern-day-slavery-charge-made-by-rmt, acessado em 15/01/2022.
259. Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, 2020 List of Goods Produced by Child Labor or Forced Labor,
2020.

Recursos:
260. Global Reporting Initiative (GRI), Responsible Labor Initiative, Advancing modern slavery reporting to meet
stakeholder expectations, 2019.

Tema 12.18 Liberdade sindical e negociação coletiva


Instrumentos reconhecidos:
261. Organização Internacional do Trabalho (OIT), 386th Report of the Committee on Freedom of Association, 2018.

Referências adicionais:
262. International Trade Union Confederation (ITUC), 2016 ITUC Global Rights Index: The World's Worst Countries for
Workers, 2016.
300 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

263. International Trade Union Confederation (ITUC), Saudi Arabia bans trade unions and violates all international
labour standards, 2012 [Link]/saudi-arabia-bans-trade-unions-and, acessado em 15/01/2022.

Tema 12.19 Não discriminação e igualdade de oportunidades


Referências adicionais:
264. J. Soper, Ghanaian Workers Fight Pay Discrimination, 2015 [Link]/reporting/ghanaian-workers-fight-
pay-discrimination, acessado em 31/05/2020.
265. Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), Human Rights
Guidance Tool for the Financial Sector, Mining and Metals, [Link]/humanrightstoolkit/[Link], acessado
em 15/01/2022.
266. The Advocates for Human Rights, Promoting Gender Diversity and Inclusion in the Oil, Gas, and Mining
Extractive Industries, 2019.

Tema 12.20 Combate à corrupção


Instrumentos reconhecidos:
267. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Convenção sobre o Combate da
Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais e Documentos
Relacionados, 1997.

Referências adicionais:
268. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Factsheet: Disclosing beneficial ownership, 2017.
269. Financial Action Task Force (FATF), FATF guidance: Politically exposed persons (recommendations 12 and 22),
2013.
270. Fundo Monetário Internacional (FMI), Fiscal Transparency Initiative: Integration of Natural Resource Management
Issues, 2019.
271. Natural Resource Governance Institute (NRGI), Beneath the Surface: The Case for Oversight of the Extractive
Industry Suppliers, 2020.
272. Natural Resource Governance Institute (NRGI), Twelve Red Flags: Corruption Risks in the Award of Extractive
Sector Licenses and Contracts, 2017.
273. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Corruption in the Extractive Value
Chain: Typology of risks, Mitigation Measures and Incentives, 2016.
274. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), OECD Foreign Bribery Report: An
Analysis of the Crime of Bribery of Foreign Public Officials, 2014.
275. Transparência Internacional, Índice de Percepção da Corrupção 2018, 2018.
276. E. Westenberg and A. Sayne, Beneficial Ownership Screening: Practical Measures to Reduce Corruption Risks in
Extractives Licensing, 2018.
277. A. Williams and K. Dupuy, Deciding over nature: Corruption and environmental impact assessments, 2016.

Recursos:
278. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), O Padrão EITI, 2019.

Tema 12.21 Pagamentos a governos


Instrumentos reconhecidos:
279. Parlamento Europeu, Diretiva 2013/34/EU do Parlamento Europeu e do Conselho de 26 de junho de 2013,
relativa às demonstrações financeiras anuais, às demonstrações financeiras consolidadas e aos relatórios
conexos de certas formas de empresas, 2013.
280. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Transfer Pricing Documentation and
Country-by-Country Reporting, Action 13 - 2015 Final Report, OECD/G20 Base Erosion and Profit Shifting
Project (Projeto BEPS - Erosão da Base Tributável e Transferência de Lucros), 2015.

Referências adicionais:
281. M. Blom and et al, Subsidies and Costs of EU Energy, 2014.
282. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Fact sheet: Project-level reporting in the extractive
industries, 2018.
283. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Upstream Oil, Gas, and Mining State-Owned
301 GRI 12: Setor de Carvão 2022 - Portuguese

Enterprises, Governance Challenges and the Role of International Reporting Standards in Improving
Performance, 2018.
284. K. Obeng, Tax Justice and Extractive Transparency: Two faces of the same coin, 2018, [Link]/pwyp-
resources/tax-justice-extractive-transparency-two-faces-coin/, acessado em 15/01/2022.
285. Natural Resource Governance Institute (NRGI), Twelve Red Flags: Corruption Risks in the Award of Extractive
Sector Licenses and Contracts, 2017.
286. Transparência Internacional, Under the Surface: Looking into Payments by Oil, Gas and Mining Companies to
Governments, 2018.
287. S. Whitley et al., and Overseas Development Institute (ODI), Cutting Europe’s Lifelines to Coal: Tracking
Subsidies in 10 Countries, 2017.

Recursos:
288. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Reporting Guidelines for companies buying oil, gas
and minerals from governments, 2020.
289. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), O Padrão EITI, 2019.
290. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Upstream Oil, Gas, and Mining
State-Owned Enterprises, Governance Challenges and the Role of International Reporting Standards in
Improving Performance, 2018.

Tema 12.22 Políticas públicas


Referências adicionais:
291. Climate investigations, Coal’s Lonely Lobbyists, 2016.
292. Competition Commission of India, Case No. 60 of 2017, 2017.
293. D. Coady, I. Parry, et al., Global Fossil Fuel Subsidies Remain Large: An Update Based on Country-Level
Estimates, 2019.
294. N. Graham, S. Daub, and B. Carroll, Mapping Political Influence: Political donations and lobbying by the fossil
fuel industry in BC, 2017.
295. Direção-Geral das Políticas Internas do Parlamento Europeu, Subsídios aos Combustíveis Fósseis, 2017.
296. InfluenceMap, Climate Lobbying: How Companies Really Impact Progress on Climate, 2018,
[Link]/climate-lobbying, acessado em 15/01/2022.
297. InfluenceMap, Trade association and climate: Shareholders make themselves heard, 2018,
[Link]/report/Trade-associations-and-climate-shareholders-make-themselves-heard-
cf9db75c0a4e25555fafb0d84a152c23, acessado em 15/01/2022.
298. D. Koplow, C. Lin, et al., Mapping the Characteristics of Producer Subsidies: A review of pilot country studies,
2010.
299. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Lobbying, [Link]/corruption-
integrity/explore/topics/[Link], acessado em 15/01/2022.
300. Competition Commission of India, Case No. 60 of 2017, 2017.
GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e
Pesca 2022
Norma Setorial
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de janeiro de 2024.

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

Aviso de direitos autorais e marca registrada


Os direitos autorais deste documento pertencem à Fundação Global Reporting Initiative (GRI). Sua reprodução e
distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
reproduzidos, arquivados, traduzidos ou transferidos, em qualquer forma ou mídia (eletrônica, mecânica,
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Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
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303 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Introdução
A Norma GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 fornece informações para organizações dos
setores de agropecuária, aquicultura e pesca sobre seus prováveis temas materiais. Esses temas são
provavelmente temas materiais para as organizações desses setores tendo como base os impactos mais
significativos dos setores na economia, no meio ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos
humanos.

A Norma GRI 13 também possui uma lista de conteúdos para as organizações dos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca relatarem em relação a cada tema material provável. Ela inclui conteúdos das Normas
Temáticas da GRI e de outras fontes.

A Norma está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1 fornece uma visão geral dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca, incluindo suas atividades,
relações de negócios, contexto e as conexões entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações
Unidas (ODS) e os temas materiais prováveis para os setores.
• A Seção 2 descreve os temas que são provavelmente materiais para as organizações dos setores de
agropecuária, aquicultura e pesca e, portanto, possivelmente mereçam ser relatados. Para cada tema material
provável, são descritos os impactos mais significativos dos setores e são listados conteúdos para o relato de
informações sobre os impactos da organização em relação ao tema.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto das Normas GRI e linkados com suas definições.
• A Bibliografia contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais que foram usados no desenvolvimento desta Norma, listados por tema. Ela também lista outros
recursos que a organização pode consultar.

O restante da Introdução apresenta uma visão geral dos setores a que se aplica esta Norma, uma visão geral do
sistema das Normas GRI e outras informações sobre como usar esta Norma.
304 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Setores a que se aplica esta Norma


A Norma GRI 13 se aplica a organizações que realizam qualquer uma das seguintes atividades:
• Produção agrícola
• Pecuária
• Aquicultura
• Pesca

Esta Norma poderá ser usada por qualquer organização dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca,
independentemente de porte, tipo, localização geográfica ou experiência com relato.

A organização deve usar todas as Normas Setoriais aplicáveis para os setores onde desenvolve atividades
substanciais.

Classificações dos setores


A Tabela 1 lista agrupamentos da indústria relevantes aos setores de agropecuária, aquicultura e pesca nos
sistemas de classificação Global Industry Classification Standard (GICS®) [4], Industry Classification Benchmark
(ICB) [3], International Standard Industrial Classification of All Economic Activities (ISIC) [6] e Sustainable Industry
Classification System (SICS®) [5].1 A tabela visa auxiliar uma organização a identificar se a Norma GRI 13 se aplica
a ela e é somente para referência.

Tabela 1. Agrupamentos da indústria relevantes aos setores de agropecuária, aquicultura e pesca em outros
sistemas de classificação
SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO NÚMERO DE CLASSIFICAÇÃO NOME DE CLASSIFICAÇÃO
GICS® 30202010 Produtos Agrícolas
ICB 45102010 Agropecuária, Pesca e Lavoura

ISIC A1 Produção agropecuária (exceto caça)


A3 Pesca e aquicultura

SICS® FB-AG Produtos Agrícolas


FB-MP Carnes, Aves e Laticínios
305 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Sistema das Normas GRI


Esta Norma é parte das Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). As Normas GRI permitem que
a organização relate publicamente seus impactos mais significativos na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e como a organização gerencia esses impactos.

As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3 A Norma

A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que a organização deverá cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
306 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

Uso desta Norma


É necessário que a organização dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca que estiver relatando em
conformidade com as Normas GRI use esta Norma ao definir seus temas materiais e, depois, ao definir quais
informações relatar para os temas materiais.

Definição de temas materiais


Os temas materiais representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio ambiente e
nas pessoas, inclusive nos direitos humanos.

A Seção 1 desta Norma fornece informações contextuais que podem ajudar a organização a identificar e avaliar seus
impactos.

A Seção 2 descreve os temas que são provavelmente materiais para as organizações dos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca. É necessário que a organização analise cada tema descrito e defina se é um tema material
para ela.

A organização precisa usar esta Norma ao definir seus temas materiais. Entretanto, as circunstâncias variam para
cada organização e a organização precisa definir seus temas materiais de acordo com suas circunstâncias
específicas, tais como seu modelo de negócios, contexto geográfico, cultural e contexto operacional legal, estrutura
societária, bem como a natureza dos seus impactos. Por causa disso, nem todos os temas listados nesta Norma
poderão ser materiais para todas as organizações nos setores de agropecuária, aquicultura e pesca. Consulte a
Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para orientações passo a passo sobre como definir temas materiais.

Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nesta Norma como não materiais, então é necessário que
a organização os liste no sumário de conteúdo da GRI e explique por que eles não são materiais.

Consulte o Requisito 3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e o Box 5 da Norma GRI 3 para mais informações sobre
1 Os agrupamentos da indústria relevantes nos sistemas de classificação europeu - Statistical Classification of Economic Activities in the European
Community (NACE) [1] - e norte-americano - North American Industry Classification System (NAICS) [2] podem também ser estabelecidos por meio
de concordâncias disponíveis com a International Standard Industrial Classification (ISIC).
307 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

como usar as Normas Setoriais para definir temas materiais.

Definição do que relatar


Para cada tema material, uma organização relata informações sobre seus impactos e como ela gerencia esses
impactos.

Depois da organização ter definido que um tema incluído nesta Norma é material, a Norma também ajuda a
organização a identificar conteúdos para relatar informações sobre seus impactos em relação àquele tema.

Para cada tema da seção 2 desta Norma, foi incluída uma subseção de relato. Essas subseções listam conteúdos
das Normas Temáticas da GRI que são relevantes para o tema. Elas poderão também listar conteúdos e
recomendações adicionais ao setor para a organização relatar. Isso ocorre nos casos em que as Normas
Temáticas não fornecem conteúdos ou em que os conteúdos das Normas Temáticas não fornecem informações
suficientes sobre os impactos da organização em relação a um tema. Esses conteúdos e recomendações
adicionais ao setor poderão se basear em outras fontes. A Figura 2 ilustra como o relato incluído em cada tema está
estruturado.

É necessário que a organização relate os conteúdos das Normas Temáticas listadas para aqueles temas que ela
definiu como materiais. Se quaisquer conteúdos das Normas Temáticas listados não forem relevantes aos
impactos da organização, não é exigido que a organização os relate. Entretanto, é necessário que a organização
liste esses conteúdos no sumário de conteúdo da GRI e escolha “não aplicável” como o motivo para omissão por
não ter relatado os conteúdos. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão,

Os conteúdos e recomendações adicionais ao setor descrevem outras informações que foram identificadas como
relevantes para as organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca relatarem em relação a um tema.
Recomenda-se que a organização forneça informações suficientes sobre seus impactos em relação a cada tema
material de forma que os usuários de informações possam fazer avaliações e tomar decisões embasadas sobre a
organização. Por esse motivo, o relato desses conteúdos e recomendações adicionais ao setor é incentivado,
porém não é um requisito.

Quando a organização relata conteúdos adicionais ao setor, é necessário que ela os liste no sumário de conteúdo
da GRI (consulte o Requisito 7 da Norma GRI 1).

Se a organização relata informações que se aplicam a mais de um tema material, ela não precisa repeti-las para
cada tema. A organização poderá relatar essas informações uma única vez, com uma explicação clara dos temas
abrangidos.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, tais como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).

Consulte o Requisito 5 da Norma GRI 1 para mais informações sobre como usar as Normas Setoriais para relatar
conteúdos.

Números de referência de Norma Setorial da GRI


Os números de referência de Norma Setorial da GRI são incluídos para todos os conteúdos listados nesta Norma,
tanto os das Normas GRI quanto conteúdos adicionais ao setor. Ao listar os conteúdos desta Norma no sumário de
conteúdo da GRI, é necessário que a organização inclua os respectivos números de referência de Norma Setorial da
GRI (consulte o Requisito 7 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021). Esse identificador ajuda os usuários de
informações a avaliar quais conteúdos listados nas Normas Setoriais aplicáveis estão incluídos no relato da
organização.

Termos definidos
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.

Referências e recursos
Instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais que foram usados no
desenvolvimento desta Norma, bem como outros recursos que poderão ajudar a relatar temas materiais prováveis e
que podem ser consultados pela organização estão listados na Bibliografia. Eles complementam as referências e
os recursos listados na Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 e nas Normas Específicas da GRI.

Figura 2. Estrutura de relato incluída em cada tema


308 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Gestão do tema
É necessário que a organização relate como gerencia
cada tema material usando o Conteúdo 3-3 da Norma
GRI 3: Temas Materiais 2021.

Conteúdos das Normas Temáticas


Os conteúdos das Normas Temáticas da GRI que
tenham sido identificados como relevantes para as
organizações no(s) setor(es) estão listados aqui.
5 Quando o tema é definido pela organização como
material, é necessário que ela relate esses conteúdos
1 ou explique por que eles não são aplicáveis no sumário
3 de conteúdo da GRI. Consulte na Norma Temática o teor
do conteúdo, incluindo requisitos, recomendações e
orientações.

Recomendações adicionais ao setor


Recomendações adicionais ao setor poderão estar
2 listadas. Elas complementam os conteúdos das
Normas Temáticas e são recomendadas para uma
organização do(s) setor(es).

Conteúdos adicionais ao setor


4 Conteúdos adicionais ao setor poderão estar listados.
Relatá-los, juntamente com quaisquer conteúdos das
Normas Temáticas, garante que a organização relata
informações suficientes sobre seus impactos em
relação ao tema.

Números de referência de Norma Setorial


É necessário que os números de referência de Norma
Setorial sejam incluídos no Sumário de Conteúdo da
GRI. Isso ajuda os usuários de informações a avaliar
quais conteúdos listados nas Normas Setoriais estão
incluídos no relato da organização.

1. Perfil dos setores


309 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

1. Perfil dos setores


Os setores de agropecuária, aquicultura e pesca produzem itens alimentícios e não alimentícios essenciais, como
fibras, combustíveis e produtos de borracha. Eles desempenham um papel fundamental no desenvolvimento global
como fornecedores de alimento para o consumo humano e de materiais para outros setores econômicos, como o
têxtil, de materiais de construção, farmacêutico e de produção de biocombustíveis.

O nível de produção e o valor gerado por esses setores aumentaram em quase todos os países do mundo nos
últimos 20 anos. No entanto, sua contribuição para o produto interno bruto (PIB) mundial no decorrer desse período
permaneceu na casa dos 4%.2 Apesar dessa contribuição econômica global limitada, esses setores têm um
impacto imenso nos países em desenvolvimento e naqueles em áreas rurais. Em alguns países em
desenvolvimento, são responsáveis por mais de um quarto do PIB [20].

Espera-se que a demanda pelos produtos desses setores cresça no futuro, motivada por um aumento na
população e por mudanças no nível de renda. A produção no futuro será também influenciada por mudanças
demográficas, socioculturais e no estilo de vida, assim como pela conscientização do consumidor acerca de
questões de saúde e sustentabilidade [30].

As operações de agropecuária, aquicultura e pesca podem ser formal ou informalmente organizadas como
negócios de grande ou pequena escala. As operações podem também incluir famílias, cooperativas e instituições
governamentais. Essas organizações podem possuir ou operar propriedades agrícolas, embarcações de pesca,
usinas, galpões e incubadoras. Organizações integradas verticalmente podem possuir ou gerir diretamente a
produção, o armazenamento, o processamento e a distribuição.

Atividades e relações de negócios dos setores


Por meio de suas atividades e relações de negócios, as organizações podem ter um efeito na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, e, dessa forma, fazer contribuições negativas ou positivas para o desenvolvimento
sustentável. Ao definir seus temas materiais, recomenda-se que a organização considere os impactos tanto de
suas atividades como de suas relações de negócios.

Atividades
Os impactos de uma organização variam de acordo com os tipos de atividades que ela realiza. A lista abaixo
descreve algumas das principais atividades dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca, conforme definidas
nesta Norma. Esta lista não é exaustiva.

Produção agrícola
Produção: cultivo e colheita de sementes, árvores para borracha e látex, além de todas as culturas, como cereais,
vegetais, frutas, fibras e outros tipos; coleta de frutas vermelhas, oleaginosas, cogumelos e seiva.

Processamento primário: limpeza, classificação, descascamento, trituração e moagem de grãos; imersão,


aquecimento e secagem de folhas; extração e filtragem de óleos

Agregação: agregar produtos agrícolas de várias fontes na fazenda para vender para mercados downstream, o que
pode envolver transações por organizações intermediárias ou atores únicos.

Armazenamento: manter a colheita de uma forma que preserve sua qualidade e a mantenha protegida de, por
exemplo, bolores, leveduras e roedores.

Transporte: uso de transporte tradicional ou mecanizado para mover a colheita.

Comercialização: compra e venda da safra.

Pecuária
Produção: reproduzir e criar gado e aves; coletar produtos de animais vivos, tais como carnes, leite, ovos, mel e lã;
criar insetos; criar animais em cativeiro; alimentar animais; operar fazendas de animais.

Processamento primário: limpeza e lavagem de produtos de origem animal; processamento de leite; inspeção de
ovos por ovoscopia; abate de animais para obtenção de carne; desossa, corte, defumação e congelamento da
carne; separação do couro, pele, penas e penugem.

Agregação: agregação de produtos de origem animal de várias fazendas para venda a mercados downstream, o
310 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

que pode envolver transações por organizações intermediárias ou atores únicos.

Armazenamento: manter os produtos de origem animal de uma forma que preserve sua qualidade e os mantenha
protegidos de, por exemplo, bactérias perigosas.

Transporte: uso de transporte tradicional ou mecanizado para o trânsito de animais vivos e os produtos de origem
animal.

Comercialização: compra e venda de animais vivos e produtos de origem animal.

Aquicultura
Produção: cultivo de microalgas e macroalgas marinhas; cultura ou criação de organismos aquáticos, como peixes,
moluscos e crustáceos, em condições de cativeiro que envolvem, de forma regular, estocagem, alimentação e
proteção contra predadores; isso inclui tanto os sistemas de aquicultura baseada em captura (CBA, na sigla em
inglês) como de aquicultura baseada em incubação (HBA, na sigla em inglês).

Processamento primário: abater e descascar organismos aquáticos produzidos; realizar atividades de serviço
incidentais à operação de alevinagens e viveiros de peixe.

Agregação: agregar peixes, moluscos e crustáceos de várias fontes para vender para mercados downstream, o que
pode envolver transações por organizações intermediárias ou atores únicos.

Armazenamento: manter os produtos da aquicultura de uma forma que preserve sua qualidade e os mantenha
protegidos de, por exemplo, bactérias perigosas.

Transporte: uso de transporte tradicional ou mecanizado para o trânsito de produtos da aquicultura.

Comercialização: compra e venda de produtos da aquicultura.

Pesca
Pesca: captura de organismos aquáticos, tais como peixes, moluscos e crustáceos, por meio de pesca com redes
não embarcada ou de embarcações de pesca comercial em águas costeiras ou em alto mar.

Processamento primário: manuseio dentro da embarcação dos organismos aquáticos vivos após a captura e até o
local de desembarque.

Agregação: agregar peixes, moluscos e crustáceos de várias fontes para vender para mercados downstream, o que
pode envolver transações por organizações intermediárias ou atores únicos.

Armazenamento: manter os produtos da pesca3 de uma forma que preserve sua qualidade e os mantenha
protegidos de, por exemplo, bactérias perigosas.

Transporte: uso de transporte tradicional ou mecanizado para o trânsito de produtos da pesca.

Comercialização: compra e venda de produtos da pesca.

Relações de negócios
As relações de negócios da organização incluem relações com parceiros de negócios, com entidades em sua
cadeia de valor, incluindo aquelas além do primeiro nível e com quaisquer outras entidades diretamente ligadas às
suas operações, seus produtos ou serviços. Os seguintes tipos de relações de negócio são prevalentes nos
setores de agropecuária, aquicultura e pesca e são relevantes no momento de identificar os impactos de
organizações dos setores.

Agregadores: organizações intermediárias ou atores únicos que trazem produtos de várias fontes, tais como de
fazendas, da pesca, de galpões ou incubadoras ou usinas para venda em mercados downstream.

Fornecedores de ração para animais ou peixes: organizações ou pessoas que fornecem ração para pecuária ou
aquicultura.

Produtores primários: organizações agrícolas, aquícolas e pesqueiras podem frequentemente comprar seus
produtos de produtores primários que cultivam ou pescam ativamente. Os produtores primários podem ser outras
organizações ou pessoas, tais como agricultores e pescadores, categorizados como trabalhadores autônomos.

Fornecedores de insumos agrícolas: organizações que produzem e vendem fertilizantes, agrotóxicos e outros
insumos, além de sementes.
311 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Os setores e o desenvolvimento sustentável


A agropecuária, a aquicultura e a pesca são fundamentais para alimentar a população mundial. Esses setores
desempenham um papel fundamental para satisfazer a crescente demanda por alimentos nutritivos,
financeiramente viáveis e seguros para uma população estimada em 10 bilhões de pessoas até 2050 [30]. Ao
mesmo tempo, as atividades desses setores são cada vez mais reconhecidas como possuidoras de impactos
significativos no desenvolvimento sustentável. O uso intensivo de recursos naturais, a localização de operações em
áreas rurais e a grande quantidade de mão de obra envolvida na produção global são fatores que contribuem para a
escala dos impactos dos setores.

Os setores de agropecuária, aquicultura e pesca são a segunda maior fonte de empregos no mundo todo [20].4
Mais de 2,5 bilhões de pessoas que vivem nas áreas rurais dependem desses setores para empregos. Ao mesmo
tempo, agropecuária, aquicultura e pesca são setores com os índices mais altos de informalidade em contratos de
trabalho, transações comerciais e posse de terra, lançando desafios à defesa dos direitos humanos. Com 80% da
população mundial pobre vivendo nas áreas rurais, garantir renda suficiente para os trabalhadores rurais
permanece sendo uma questão [37]. Melhorar a renda significa que as comunidades precisam de melhores
oportunidades econômicas, acesso à tecnologia, capacitação e de uma distribuição mais equitativa do valor criado
por sua mão de obra. O crescimento nos setores éproporcionalmente mais eficaz em elevar a renda das pessoas
mais pobres do mundo em comparação com outros setores.

A agropecuária, a aquicultura e a pesca possuem uma considerável pegada ambiental. Por exemplo, a agropecuária
responde por cerca de 70% da captação global de água doce e é uma fonte significativa de emissões de gases de
efeito estufa (GEE), respondendo por 22% do total global de emissões [25].5 Da mesma forma, a pesca é
responsável por, pelo menos, 1,2% do consumo mundial de óleo [10].

Pelo fato da produção agrícola, aquícola e pesqueira depender da biodiversidade, dos solos e dos ecossistemas,
implementar práticas sustentáveis nesses setores é uma condição fundamental para a segurança alimentar.
Entretanto, o setor de agropecuária está associado a 70% das perdas na biodiversidade terrestre devido à
conversão do uso do solo, do desmatamento, da erosão do solo e dos impactos de agrotóxicos [21]. A pesca atingiu
impactos significativos na biodiversidade marinha global, com um terço dos estoques capturados de forma
predatória e cerca de 60% pescados no seu nível máximo de sustentabilidade [24].

Tem havido um crescimento contínuo no consumo mundial de produtos de origem animal e da aquicultura. Com
aproximadamente 340 milhões de toneladas de carne, 88 milhões de toneladas de laticínios e 85 milhões de
toneladas de produtos da aquicultura sendo produzidos anualmente, a saúde e o bem-estar animal são
fundamentais para as atividades de agropecuária e aquicultura [20]. As condições em que vivem os animais
possuem implicações consideráveis na prevenção de zoonoses e dos riscos de resistência antimicrobiana. Saúde
e bem-estar animal de qualidade significa também a responsabilidade de tratar os animais com humanidade.

As mudanças climáticas impõem desafios para os setores de agropecuária, aquicultura e pesca. Elas podem afetar
a produção, desestruturar as cadeias de fornecedores e de produção, prejudicando a segurança alimentar. Os
impactos das mudanças climáticas podem também aprofundar o nível de pobreza, deslocar pessoas das suas
terras e, dessa forma, aumentar a migração. As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca
podem contribuir para a segurança alimentar e o desenvolvimento global criando resiliência às mudanças
climáticas, reduzindo a perda de alimentos e proporcionando renda e meios de subsistência para os agricultores,
os pescadores e suas comunidades.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável


Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável
adotada pelos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas, compõem o plano de ação mais
abrangente do mundo para atingir o desenvolvimento sustentável [7].

Uma vez que os ODS e as metas associadas a eles são integrados e indivisíveis, as organizações de agropecuária,
aquicultura e pesca têm o potencial de contribuir para todos os ODS aumentando seus impactos positivos ou
prevenindo e mitigando seus impactos negativos na economia, no meio ambiente e nas pessoas.

2 Esse número se baseia nos setores de agropecuária, silvicultura e pesca, conforme definido pela International Standard Industrial Classification
(ISIC), que inclui produção agropecuária, caça e atividades de serviço relacionadas, silvicultura e extração de madeira, e pesca e aquicultura [20].
312 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Os setores de agropecuária, aquicultura e pesca fornecem alimentos para as comunidades do mundo todo e são
os que melhor podem contribuir para o Objetivo 2: Fome Zero. Esses setores são também os maiores
empregadores do mundo e os maiores setores econômicos para muitos países, impactando diretamente o Objetivo
1: Erradicação da Pobreza, e o Objetivo 8: Trabalho Decente e Crescimento Econômico.

Ao gerir os recursos naturais de forma sustentável e eficiente (Objetivo 12: Consumo e Produção Responsáveis), a
agropecuária tem o potencial de revitalizar as paisagens rurais, contribuindo para o Objetivo 15: Vida Terrestre. Ao
mesmo tempo, os setores de aquicultura e pesca podem contribuir para ecossistemas marinho e aquático
saudáveis, que é o Objetivo 14: Vida na Água. Ao implementar práticas resilientes de pesca e cultivo, os setores de
agropecuária, aquicultura e pesca podem ajudar a aumentar a produtividade e desenvolver capacidade adaptativa
para responder às mudanças climáticas (Objetivo 13: Ação contra a Mudança Global do Clima)

A Tabela 2 apresenta conexões entre os temas materiais prováveis para os setores de agropecuária, aquicultura e
pesca e os ODS. Essas conexões foram identificadas com base em uma avaliação dos impactos descritos em cada
tema material provável e as metas associadas a cada ODS.

A Tabela 2 não é uma ferramenta de relato, mas apresenta conexões entre os impactos significativos dos setores
de agropecuária, aquicultura e pesca e a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável em nível de objetivos.
Consulte nas referências [40] e [41] da Bibliografia informações sobre o relato de progresso dos ODS usando as
Normas GRI.

Tabela 2: Conexões entre os temas materiais prováveis para os setores de agropecuária, aquicultura e pesca e
os ODS.

3 Produtos da pesca referem-se a organismos aquáticos selvagens capturados, tais como peixes, moluscos e crustáceos.
313 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.1 Emissões


Tema 13.2 Adaptação e resiliência
climática
Tema 13.3 Biodiversidade
Tema 13.4 Conversão de
ecossistemas naturais
Tema 13.5 Saúde do solo
Tema 13.6 Uso de agrotóxicos
Tema 13.7 Água e efluentes
Tema 13.8 Resíduos
Tema 13.9 Segurança alimentar
Tema 13.10 Inocuidade dos alimentos
Tema 13.11 Saúde e bem-estar animal
Tema 13.12 Comunidades locais
Tema 13.13 Direitos à terra e aos
recursos naturais

Tema 13.14 Direitos de povos


indígenas

Tema 13.15 Não discriminação e


igualdade de oportunidades
Tema 13.16 Trabalho forçado ou
análogo ao escravo
Tema 13.17 Trabalho infantil
Tema 13.18 Liberdade sindical e
negociação coletiva
Tema 13.19 Saúde e segurança do
trabalho
Tema 13.20 Práticas empregatícias
Tema 13.21 Renda digna e salário
digno
Tema 13.22 Inclusão econômica
Tema 13.23 Rastreabilidade da cadeia
de fornecedores
Tema 13.24 Políticas públicas
Tema 13.25 Concorrência desleal
Tema 13.26 Combate à corrupção

2. Temas materiais prováveis


314 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

2. Temas materiais prováveis


Esta seção compreende os temas materiais prováveis para os setores de agropecuária, aquicultura e pesca. Cada
tema descreve os impactos mais significativos dos setores relativos ao tema e lista conteúdos que foram
identificados como relevantes para o relato do tema por organizações de agropecuária, aquicultura e pesca. É
necessário que a organização analise cada tema nesta seção e defina se é um tema material para a organização,
determinando, então, que informações relatar para seus temas materiais.

Tema 13.1 Emissões


Este tema trata de emissões na atmosfera, que incluem: gases de efeito estufa (GEE), substâncias destruidoras
da camada de ozônio (SDO), óxidos de nitrogênio (NOx), óxidos de enxofre (SOx) e outras emissões
atmosféricas significativas consideradas poluentes. As emissões podem ter impactos negativos na qualidade do
ar, nos ecossistemas e na saúde humana e animal. As emissões de GEE são também um dos principais
contribuintes para as mudanças climáticas.

A agropecuária é responsável por grande parte das emissões de gases de efeito estufa (GEE). De 2007 a 2016, o
setor respondeu por aproximadamente 13% das emissões de dióxido de carbono (CO2), 44% de metano (CH4), e
82% de óxido nitroso (N2O) provenientes das atividades humanas globalmente, o que correspondeu a 23% do total
líquido das emissões antropogênicas de GEE nesse período [46].

Na agropecuária e na aquicultura, a maior parcela do total de emissões está associada a mudanças no uso do
solo, incluindo a conversão do uso do solo de um ecossistema natural para uso pelos setores [46] (consulte
também o tema 13.4 Conversão de ecossistemas naturais). As florestas contribuem para a redução do CO2 ao
absorver mais carbono do que liberam, tornando-se um sumidouro de carbono. Desmatar florestas ou campos
resulta na liberação de grandes quantidades de CO2. Os solos também podem absorver emissões de gases de
efeito estufa. Práticas de manejo de solo e de pasto podem contribuir para a capacidade do solo de armazenar
carbono ou, pelo contrário, acelerar a liberação de carbono do solo para a atmosfera (consulte o tema 13.5 Saúde
do solo). Restaurar e preservar os sumidouros de carbono, tais como os ecossistemas naturais e os solos, têm um
papel essencial na mitigação das mudanças climáticas (consulte também o tema 13.2 Adaptação e resiliência
climática).

O manejo do solo para a produção agrícola produz emissões de GEE por meio do cultivo do solo, incluindo preparo
do solo, decomposição de restos de culturas, além da queima de vegetação e de restos de culturas. Isso resulta na
produção de CO2, N2O e material particulado. Fertilizantes, agrotóxicos e combustíveis usados para mover o
maquinário e os veículos também liberam emissões de GEE.

Gado ruminante produz emissões de GEE durante a respiração e a digestão. Esterco animal também produz gases
como CH4, N2O e CO2. Estima-se que os animais criados em pastos e terras de pastagem respondam por cerca de
metade do total de emissões antropogênicas de N2O provenientes da agropecuária [46]. As emissões de CH4 e N2O
têm um maior potencial de aquecimento global do que o CO2.

Na pecuária e na aquicultura, as emissões estão também associadas às fontes de ração para animais e peixes.
Essas emissões podem ser causadas pela conversão de ecossistemas naturais e por produção, processamento e
transporte de ração. Nas fazendas em terra de produção de pescado, as emissões também são liberadas a partir
da queima de combustível para gerar a energia necessária para regular a temperatura e a circulação de água.

As atividades de pesca produzem emissões pela queima de combustíveis como diesel, óleos combustíveis
marítimos e óleos combustíveis intermediários. Esses combustíveis fornecem energia para as embarcações de
pesca acessarem os estoques pesqueiros e para equipamentos de processamento do pescado à bordo, incluindo
o congelamento ou refrigeração dos peixes. As embarcações de pesca não são necessariamente otimizadas para
eficiência do combustível, o que contribui ainda mais para as emissões. A queima de combustíveis também produz
poluição atmosférica localizada, ao passo que o uso de fluidos de refrigeração para armazenar pescados pode
resultar na emissão de substâncias destruidoras da camada de ozônio.

O objetivo do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global bem abaixo de 2°C exige que as organizações
estabeleçam metas de emissões que sejam consistentes com os orçamentos de carbono acumulado que
estabelecem um limite máximo para o total permitido de emissões de CO2 [42].

Reduzir emissões para os setores inclui medidas que ajudem a mitigar as principais fontes de GEE, por exemplo,
4 Esse número se baseia no setor de agropecuária, silvicultura e pesca, conforme definido pela International Standard Industrial Classification (ISIC),
medidas
que incluipara reduzir
produção o metano
agropecuária, caça(CH 4) emitido
e atividades por ruminantes
de serviço por meioe de
relacionadas, silvicultura um melhor
extração manejo
de madeira, pesca ede ração e
aquicultura esterco, ou
[19].
5 Esse número se baseia no setor de Agropecuária, Silvicultura e Outros Usos da Terra (AFOLU), conforme definido nos relatórios do Painel
Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Mudanças no uso da terra são a maior fonte de emissões AFOLU, seguida pela produção por
gado ruminante e depois pela produção agrícola [25].
315 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

na produção agrícola, usando práticas de produção específicas às diferentes culturas, tais como o cultivo de arroz
usando métodos com ciclos alternados de arroz irrigado e arroz de sequeiro, que reduzem a produção de metano.
316 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de emissões
Se a organização tiver definido que emissões são um tema material, esta subseção lista os conteúdos identificados
como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.1.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 305: Conteúdo 305-1 Emissões diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE) 13.1.2
Emissões 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Ao relatar emissões diretas brutas (Escopo 1) de GEE em toneladas métricas
de CO2 equivalente, inclua as emissões provenientes de mudanças no uso
do solo.6

Conteúdo 305-2 Emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) 13.1.3
provenientes da aquisição de energia

Conteúdo 305-3 Outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa 13.1.4
(GEE)

Recomendações adicionais ao setor


• Ao relatar outras emissões indiretas brutas (Escopo 3) de GEE em toneladas
métricas de CO2 equivalente, inclua as emissões provenientes de mudanças
no uso do solo.

Conteúdo 305-4 Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE) 13.1.5

Conteúdo 305-5 Redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) 13.1.6

Conteúdo 305-6 Emissões de substâncias que destroem a camada de ozônio 13.1.7


(SDO)

Conteúdo 305-7 Emissões de NOX, SOX e outras emissões atmosféricas 13.1.8


significativas

Referências e recursos
A Norma GRI 305: Emissões 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de emissões atmosféricas pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
317 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.2 Adaptação e resiliência climática


As organizações contribuem para as mudanças climáticas e são simultaneamente afetadas por elas. Adaptação
e resiliência climática referem-se a como uma organização se ajusta aos riscos atuais e futuros relacionados às
mudanças climáticas e também como contribui para a capacidade das sociedades e das economias para
suportar os impactos das mudanças climáticas.

Os principais impactos das mudanças climáticas incluem um aumento nos eventos climáticos extremos e
alterações a longo prazo nos padrões climáticos. Como consequência, a produção agrícola e a adequação
biogeográfica têm sido impactadas negativamente em décadas recentes.

Na agricultura, as culturas podem ser destruídas e pode haver quebra de safra devido ao aumento da volatilidade,
intensidade e duração de eventos relacionados ao clima. Invernos mais quentes relacionados às mudanças
climáticas afetam as frutas e os vegetais que precisam de um período de clima mais frio para produzir safras
viáveis. A degradação do solo exacerbada pelo aquecimento global pode também induzir a um aumento na
frequência e severidade de inundações, secas, prevalência de pragas, doenças, estresse por calor, períodos de
estiagem, ventos, elevação do nível do mar, ação das ondas e derretimento do permafrost.

As operações de aquicultura e de pesca tendem a ser afetadas por aumento da temperatura da água, déficit de
oxigênio, elevação do nível do mar, redução dos níveis de pH e alteração nos padrões de produtividade.
Temperaturas oceânicas mais altas significam perdas contínuas de habitats e espécies marinhas. As atividades de
aquicultura e pesca interior são também afetadas por mudanças de precipitação e gestão de águas, aumento no
estresse sobre os recursos de água doce e a frequência e intensidade de eventos climáticos extremos. Em regiões
tropicais e menos desenvolvidas, os pescadores de pequena escala ficam particularmente vulneráveis aos
impactos relacionados às mudanças climáticas.

A não adaptação de uma organização aos impactos relacionados às mudanças climáticas pode levar a interrupções
nas operações, aumento nos impactos na saúde e segurança do trabalho, perda dos meios de subsistência e
insegurança alimentar. Essas interrupções podem afetar os trabalhadores, fornecedores e clientes de uma
organização, assim como pequenos agricultores, pescadores, povos indígenas e comunidades locais. Interrupções
na produção de alimentos significa que entre 34 e 600 milhões de pessoas a mais possam passar fome até 2080,
dependendo dos desdobramentos dos cenários relacionados às mudanças climáticas [53] (consulte também o
tema 13.9 Segurança alimentar).

As organizações podem responder aos impactos das mudanças climáticas adotando práticas e tecnologias que
criam resiliência. Por exemplo, na agricultura, o plantio direto ou cultivo mínimo podem reduzir a erosão do solo,
levando a uma melhor qualidade do solo e da água. Outra importante estratégia de adaptação para os setores é a
diversificação na produção por meio de uma base genética mais ampla com melhorias na tolerância ao calor e à
seca. Mitigar a perda de alimentos (consulte também o tema 13.9 Segurança alimentar) é outra medida que
contribui para a redução de solo e recursos naturais necessários para produzir o mesmo volume, reduzindo, dessa
forma, as emissões de GEE.

Preservar o conhecimento indígena e local sobre a biodiversidade pode ser também um fator que contribui para
aumentar a resiliência climática. O conhecimento indígena e local geralmente enfoca a preservação de
ecossistemas e oferece estratégias adaptativas para lidar com condições desfavoráveis em áreas locais.
318 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de adaptação e resiliência climática


Se a organização tiver definido que adaptação e resiliência climática são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema por organizações dos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.2.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 201: Conteúdo 201-2 Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades 13.2.2
Desempenho decorrentes de mudanças climáticas
Econômico 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os cenários relacionados às mudanças climáticas usados para
identificar os riscos e oportunidades apresentados pelas mudanças
climáticas.

Referências e recursos
A Norma GRI 201: Desempenho Econômico 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de adaptação e resiliência climática pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na
Bibliografia.
319 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.3 Biodiversidade


A biodiversidade é a variabilidade entre organismos vivos. Ela inclui diversidade dentro de espécies, entre
espécies e de ecossistemas. A biodiversidade não somente possui valor intrínseco como também é vital para a
saúde humana, a segurança alimentar, a prosperidade econômica e a mitigação das mudanças climáticas e
adaptação aos seus impactos. Este tema abrange impactos na biodiversidade, incluindo impactos nas espécies
vegetais e animais, na diversidade genética e nos ecossistemas naturais.

A biodiversidade é essencial para a produção de alimentos e para uma série de serviços ecossistêmicos. De
acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a biodiversidade enfrenta cinco grandes
ameaças: perda e degradação de habitats, sobreexploração de recursos biológicos, poluição, mudanças climáticas
e espécies invasoras.

As operações agrícolas, aquícolas e pesqueiras apresentam ameaças à biodiversidade por meio da contaminação
de ar, solo e água, desmatamento, erosão do solo, assoreamento de corpos hídricos e extração de espécies. A
biodiversidade geralmente declina à medida que as atividades agrícolas, de aquicultura ou de pesca se
intensificam. Isso se deve em grande parte à conversão de ecossistemas naturais e mudança de habitats (consulte
também o tema 13.4 Conversão de ecossistemas naturais). Os impactos na biodiversidade resultam em aumento
nas taxas de mortalidade de espécies, em fragmentação de habitats e podem levar ao desaparecimento ou extinção
de espécies.

A biodiversidade pode ser impactada negativamente pela monocultura. Cultivar os mesmos tipos de cultura ou criar
as mesmas espécies animais ano após ano pode aumentar a produção, mas também diminui a
agrobiodiversidade nas propriedades agrícolas e plantações e pode comprometer a biodiversidade em ambientes
adjacentes. Na produção agrícola, a monocultura contínua pode resultar em um acúmulo de pragas e doenças,
normalmente exigindo um volume maior de agrotóxicos, o que pode ser tóxico para muitas espécies não-alvo,
inclusive as polinizadoras. Cerca de 40% das espécies polinizadoras invertebradas, principalmente abelhas e
borboletas, correm risco de extinção [71].

A pecuária pode ser uma grande fonte de poluição por excesso de nitrogênio e de fósforo, levando à eutrofização em
lagos e rios adjacentes, tornando-os inabitáveis para organismos aquáticos (consulte também o tema 13.7 Água e
efluentes). As atividades de aquicultura possuem impactos semelhantes devido a um acúmulo de excrementos de
peixes nos corpos d’água. Esses impactos podem afetar negativamente a disponibilidade de recursos e alimentos
da pesca para as comunidades locais.

A aquicultura pode também resultar em impactos na biodiversidade local por meio de escape de peixes de fazendas
que, por sua vez, podem competir com as espécies nativas da região. Práticas inadequadas de alimentação podem
resultar em excesso ou falta de ração para os peixes, colaborando para a ocorrência de doenças e de poluição
aquática. A presença de excesso de ração pode atrair peixes selvagens e predadores para a coluna de água.

A pesca é um dos motores mais significativos da redução na biodiversidade marinha. Isso se deve em grande parte
à sobrepesca, à captura acidental e à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU, na sigla em inglês).
De 1974 a 2017, a proporção dos estoques de peixes no mundo todo classificados como sobrepescados aumentou
para 34,2%, sendo que somente dois terços dos estoques mundiais de peixes foram considerados biologicamente
sustentáveis (consulte as referências [65] e [68]).

A sobrepesca leva a impactos na biodiversidade dos ecossistemas marinhos pela alteração da composição das
espécies. Essas alterações resultam em impactos nas relações predador-presa e causam mudanças nas
estruturas tróficas. A sobrepesca pode ser mais difícil de evitar em águas internacionais, onde os esforços para
gerir sustentavelmente os estoques são ainda mais complicados quando os peixes se movem através das
fronteiras entre países.

Farinha e óleo de peixe são ricos em proteína e são normalmente usados como ingredientes em ração para peixes
e ração animal. Os produtos derivados de peixe utilizados em ração podem ser provenientes de peixes forrageiros
ou subprodutos da pesca, incluindo aparas e sobras. A sobrepesca de estoques de peixes forrageiros usados para
ração aumenta a pressão sobre as estruturas tróficas selvagens. Na aquicultura, uma pressão adicional nos
estoques de peixes pode ocorrer pelo uso de sementes e juvenis capturadas na natureza.

Certas práticas de pesca, por exemplo, pesca de arrasto de fundo em áreas de alto valor de biodiversidade, podem
danificar a estrutura física do fundo do mar, afetando plantas do fundo do mar, corais, esponjas, peixes e outros
animais aquáticos. Essa prática pode alterar profundamente o funcionamento dos ecossistemas bentônicos
naturais ou levar à sua destruição. Danos ao fundo do mar também podem resultar em emissões de dióxido de
carbono (CO2).
6 Mudanças no uso da terra ocorrem quando a terra é convertida de uma categoria de uso da terra para outra; por exemplo, quando terras cultiváveis
são convertidas em campos ou quando florestas são convertidas em terras cultiváveis. Isso inclui a conversão de ecossistemas naturais [48]
(consulte também o tema 13.4 Conversão de ecossistemas naturais).
320 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

O fenômeno conhecido como "pesca fantasma" pode ameaçar tanto as espécies alvo como as não-alvo, podendo
vir a matar espécies ameaçadas de extinção e protegidas e danificando habitats subaquáticos. Esse fenômeno
ocorre quando equipamentos de pesca são perdidos ou descartados e podem continuar a capturar espécies
indiscriminadamente. Equipamentos de pesca perdidos ou descartados também contribuem para a poluição
marinha por plásticos (consulte também o tema 13.8 Resíduos).

Cerca de 80% da biodiversidade terrestre se encontra nas terras e florestas de povos indígenas [76]; respeitar os
direitos dos povos indígenas à terra e aos recursos naturais pode também dar uma profunda contribuição à
conservação da biodiversidade (consulte o tema 13.14 Direitos de povos indígenas e o tema 13.13 Direitos à terra e
aos recursos naturais).
321 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de biodiversidade
Se a organização tiver definido que biodiversidade é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.3.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor

A recomendação adicional abaixo é para organizações do setor de aquicultura:


• Descreva a abordagem para prevenção e gestão de escape de organismos
aquáticos de viveiros de cultivo.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 304: Conteúdo 304-1 Unidades operacionais próprias, arrendadas ou geridas dentro 13.3.2
Biodiversidade ou nas adjacências de áreas de proteção ambiental e áreas de alto valor de
2016 biodiversidade situadas fora de áreas de proteção ambiental

Conteúdo 304-2 Impactos significativos de atividades, produtos e serviços na 13.3.3


biodiversidade

Conteúdo 304-3 Habitats protegidos ou restaurados 13.3.4

Conteúdo 304-4 Espécies incluídas na lista vermelha da IUCN e em listas 13.3.5


nacionais de conservação com habitats em áreas afetadas por operações da
organização

Conteúdos adicionais ao setor


Os conteúdos adicionais abaixo são para organizações do setor de aquicultura: 13.3.6
• Para cada espécie de organismos aquáticos produzidos, relate:
- nome científico da espécie;
- volume em toneladas métricas;
- métodos de cultivo;
- local de produção.
• Para estoques de sementes e juvenis capturados na natureza que são usados como insumo na
produção aquícola, relate:
- nome científico da espécie;
- volume em toneladas métricas;
- métodos de pesca;
- locais de origem;
- situação dos estoques, incluindo as avaliações de estoque ou sistemas utilizados.7
• Relate o uso de produtos da pesca em ração, incluindo o seguinte:
- nome científico da espécie;
- se são utilizados o peixe inteiro ou resíduos de peixe (aparas, sobras e miúdos);
- locais de origem;
- situação dos estoques, incluindo as avaliações de estoque ou sistemas utilizados.

Os conteúdos adicionais abaixo são para organizações do setor de pesca: 13.3.7


• Para cada espécie de organismos aquáticos capturada ou cultivada, inclusive espécies não-alvo,
relate:
- nome científico da espécie;
- volume em toneladas métricas;
- métodos de pesca;
- locais de origem;
- situação dos estoques, incluindo as avaliações de estoque ou sistemas utilizados.8
322 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Referências e recursos
A Norma GRI 304: Biodiversidade 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de biodiversidade pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
323 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.4 Conversão de ecossistemas naturais


Conversão de ecossistemas naturais refere-se à mudança de um ecossistema natural para outro uso ou a uma
profunda mudança na composição, estrutura ou função de espécies de um ecossistema natural. Este tema
abrange impactos relacionados à conversão de ecossistemas naturais, incluindo incidentes distintos de
desmatamento, degradação severa ou a introdução de práticas que levam a uma mudança considerável e
contínua em ecossistemas naturais.

Os ecossistemas naturais oferecem importantes serviços, tais como absorver e armazenar enormes quantidades
de dióxido de carbono (CO2). Quando os ecossistemas naturais são convertidos para outros usos, o carbono
armazenado pode ser liberado na atmosfera, contribuindo para emissões de gases de efeito estufa (GEE) e
mudanças climáticas. Estimativas demonstram que a perda de florestas tropicais primárias em 2019 resultaram na
liberação de mais de 2 bilhões de toneladas de CO2 [86] (consulte o tema 13.1 Emissões e o tema 13.2 Adaptação e
resiliência climática). A conversão de ecossistemas naturais também pode levar a outros impactos ambientais, tais
como perda de biodiversidade (consulte também o tema 13.3 Biodiversidade), aceleração da erosão do solo
(consulte também o tema 13.5 Saúde do solo) e aumento no escoamento e na poluição da água (consulte também
o tema 13.7 Água e efluentes).

Nos setores de agropecuária e aquicultura, a conversão de ecossistemas naturais pode ocorrer por meio do uso de
ambientes terrestres e aquáticos para criação de animais, pastagem, produção agrícola, produção aquícola e
atividades complementares. Isso pode ocorrer rapidamente, com uma mudança significativa ocorrendo em um curto
período, ou com mudanças graduais em um período longo.

A conversão de ecossistemas terrestres pode incluir a conversão de florestas por desmatamento e a conversão de
outros ecossistemas, como campos bosques ou savanas. O desmatamento ocorre quando são abertas clareiras
em florestas primárias e secundárias, geralmente por queimadas. O desmatamento em florestas tropicais pode
provocar um impacto particularmente severo porque elas são habitat de grande parte da biodiversidade mundial.

As operações aquícolas podem resultar no desmatamento em áreas de mangues, pântanos salgados e zonas
úmidas ou produzir mudanças contínuas em ecossistemas costeiros, lagos e rios para adequá-los para unidades
de cultivo aquático. A aquicultura também depende imensamente de culturas, como a da soja, para ração para
peixes, o que pode contribuir para a conversão de ecossistemas terrestres. Os ingredientes de ração precisam ser
rastreáveis para que se identifique e evite os impactos potenciais negativos associados com a conversão (consulte
o tema 13.23 Rastreabilidade da cadeia de fornecedores).

A taxa de desmatamento e conversão no setor agrícola tem aumentado para abrir caminho para plantações e pastos
[91]. O desmatamento e a conversão ocorrem nas cadeias de fornecedores de carne, soja, óleo de palma, cacau,
café, borracha e outros produtos. Para serem considerados livres de desmatamento e de conversão, os produtos
deverão ser avaliados como não causadores ou contribuintes de uma conversão de ecossistemas naturais após
uma data-limite apropriada.9

As pessoas podem ser deslocadas devido a mudanças físicas nos territórios ao redor de suas comunidades ou à
degradação ou ao esgotamento de recursos naturais ou de serviços ecossistêmicos de que a comunidade
depende (consulte também o tema 13.12 Comunidades locais e o tema 13.13 Direitos à terra e aos recursos
naturais). A perda de ecossistemas e recursos naturais pode também causar insegurança alimentar. Para os povos
indígenas, a conversão de ecossistemas naturais pode resultar na perda de patrimônios cultural e espiritual e de
meios de subsistência, além de impactar os direitos à autodeterminação e ao autogoverno (consulte também o
tema 13.14 Direitos de povos indígenas).
324 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato da conversão de ecossistemas naturais


Se a organização tiver definido que conversão de ecossistemas naturais é um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.4.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva políticas ou compromissos para reduzir ou eliminar a conversão de
ecossistemas naturais, incluindo data prevista10 e data limite11 para o
seguinte:
- a produção própria da organização;
- compra de ração para animais terrestres e peixes;
- produtos comprados pela organização para agregação, processamento
ou comercialização.

• Descreva como a organização garante que seus fornecedores cumprem suas


políticas e compromissos com a conversão de ecossistemas naturais,
inclusive por meio de políticas e contratos de fornecimento.
• Relate a participação da organização em iniciativas multi-stakeholder, em
escala de paisagem,12 ou setoriais que visam reduzir ou eliminar a conversão
de ecossistemas naturais.
• Descreva as ferramentas e os sistemas usados para monitorar a conversão
de ecossistemas naturais nas atividades da organização, na cadeia de
fornecedores e nos locais onde as commodities agrícolas são produzidas.

Conteúdos adicionais ao setor


Relate o percentual de volume de produção de terras próprias, arrendadas ou geridas pela 13.4.2
organização definidas como livres de desmatamento ou de conversão, discriminado por produto, e
descreva os métodos de avaliação usados.13

• Para produtos comprados pela organização, relate o seguinte por produto: 13.4.3
- percentual de volume comprado definido como livre de desmatamento ou de conversão, e
descreva os métodos de avaliação usados;
- percentual de volume comprado para o qual as origens não são conhecidas para que se
defina se são livres de desmatamento ou de conversão, e descreva as medidas tomadas para
melhorar a rastreabilidade.

Relate o tamanho em hectares, o local e o tipo14 dos ecossistemas naturais convertidos desde a 13.4.4
data-limite nas terras próprias, arrendadas ou geridas pela organização.

Relate o tamanho em hectares, o local e o tipo de ecossistemas naturais convertidos desde a data- 13.4.5
limite por fornecedores ou nos locais onde as commodities agrícolas são produzidas.

Referências e recursos
325 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem


como recursos que poderão ser úteis para o relato de conversão de ecossistemas naturais pelos setores de
agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.

7 A organização pode usar quaisquer avaliações ou sistemas de inventário que sejam relevantes para o local de origem e espécie.
8 A organização pode usar quaisquer avaliações ou sistemas de inventário que sejam relevantes para o local de origem e espécie.
326 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.5 Saúde do solo


Saúde do solo é a capacidade do solo de funcionar como um ecossistema vivo e sustentar a produtividade
vegetal e animal, promover a saúde vegetal e animal e manter ou melhorar a qualidade da água e do ar. Este
tema abrange impactos na saúde do solo, incluindo erosão do solo, perdas de solo e redução na fertilidade do
solo.

Estimativas recentes sugerem que 80% das terras agrícolas são afetadas por erosão de moderada a severa [97].
Embora a erosão do solo ocorra naturalmente, as atividades agrícolas podem acelerar significativamente esse
processo por remoção de cobertura vegetal, preparo do solo, compactação do solo, irrigação e sobrepastejo por
animais de criação.

Na agropecuária, a cobertura vegetal original é removida para disponibilizar a terra para a produção agrícola ou
pastagem de animais. As culturas agrícolas raramente aderem-se à camada superficial do solo tão bem como a
vegetação original, aumentando a erosão do solo e potencialmente reduzindo a fertilidade do solo. Estimativas
demonstram que metade da camada superficial do solo em todo o mundo foi perdida nos últimos 150 anos [102]. A
pastagem de animais de criação pode também causar impactos na estrutura do solo por meio de excesso de
desfoliação, defecação e pisoteio.

A erosão do solo também pode ser acelerada pelo preparo do solo. A erosão do solo em campos agrícolas supera
a formação do solo em taxas estimadas entre 10 a 20 vezes mais altas quando não há preparo do solo e mais de
100 vezes mais alta quando é usado o preparo convencional do solo [101]. O aumento na erosão ocorre porque o
preparo convencional do solo inverte e fragmenta o solo, destrói sua estrutura e enterra restos culturais. Solos
preparados possuem menor capacidade de suportar cargas aplicadas neles e são, consequentemente, mais
sensíveis à compactação causada pelo maquinário agrícola, o que pode causar impactos na biodiversidade do
solo. Métodos de preparo mínimo ou de plantio direto, que reduzem a área e a profundidade de preparo, além de
outras práticas de manejo do solo, podem ajudar a reduzir a erosão do solo.

Fertilizantes, tanto orgânicos como inorgânicos, assim como agrotóxicos, causam impacto na saúde do solo
(consulte também o tema 13.6 Uso de agrotóxicos). O uso excessivo de fertilizantes inorgânicos pode aumentar os
níveis de acidez do solo e alterar a fertilidade do solo. Os agrotóxicos podem afetar as comunidades do solo
influenciando o desempenho da biota do solo ou modificando-a. Isso pode comprometer a abundância e
composição de toda a rede trófica do solo.

Os principais ingredientes dos fertilizantes comumente usados na agricultura são nitrogênio, fósforo e potássio. A
presença de fósforo no escoamento em solo agrícola pode acelerar a eutrofização. Alterações no ciclo global de
nitrogênio podem levar ao aumento nos níveis de óxido nitroso na atmosfera. O uso excessivo de fertilizantes à base
de nitrogênio na agricultura tem sido uma das principais fontes de poluição por nitrato nas águas subterrâneas e
superficiais, afetando o acesso a água limpa pelas comunidades locais.
327 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de saúde do solo


Se a organização tiver definido que saúde do solo é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.5.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva o plano de manejo do solo, incluindo:
- um link para esse plano, se estiver disponível ao público;
- as principais ameaças à saúde do solo identificadas e uma descrição das
práticas de manejo do solo utilizadas;
- a abordagem para otimização de insumos, incluindo o uso de fertilizantes.

Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de saúde do solo pelos setores de agropecuária, aquicultura e
pesca estão listados na Bibliografia.

9 Data-limite é definida pela Accountability Framework como "data após a qual o desmatamento ou a conversão tornam uma determinada área ou
unidade de produção em desconformidade com compromissos de não desmatamento ou não conversão, respectivamente" [92].
328 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.6 Uso de agrotóxicos


Agrotóxicos são substâncias químicas ou biológicas que visam regular o crescimento das plantas ou controlar,
combater ou destruir alguma praga. Este tema abrange a abordagem de uma organização para o uso de
agrotóxicos e os impactos relacionados a esse uso, tais como o impacto de sua toxicidade em organismos não-
alvo.

Agrotóxicos incluem herbicidas, inseticidas, fungicidas, nematicidas e raticidas, e podem ser usados na produção
agrícola para controlar ervas daninhas e outras pragas.15 Os agrotóxicos podem reduzir o alastramento de doenças
e pragas, aumentar o rendimento da produção e potencialmente limitar a necessidade de conversão de mais terras.

Por outro lado, se não forem manipulados adequadamente, os agrotóxicos poderão provocar efeitos adversos na
saúde humana ao interferir nos sistemas reprodutor, imunológico e nervoso. Os agrotóxicos podem também causar
impactos negativos na biodiversidade por causa de seus efeitos toxicológicos. Por exemplo, agrotóxicos que têm
como alvo insetos ou ervas daninhas poderão ser tóxicos para pássaros, peixes, plantas e insetos não-alvo. Esses
impactos podem ameaçar os serviços ecossistêmicos, como a polinização, e impactar negativamente a segurança
alimentar e os meios de subsistência das pessoas (consulte também o tema 13.3 Biodiversidade).

Cada agrotóxico possui diferentes propriedades e efeitos toxicológicos. A Organização Mundial de Saúde (OMS)
classifica os níveis de toxicidade de agrotóxicos como extremamente tóxico, altamente tóxico, moderadamente
tóxico, pouco tóxico ou improvável de causar dano agudo. A toxicidade depende da função do agrotóxico e de outros
fatores, tais como seu uso e seu descarte. A regulamentação dos agrotóxicos não é sempre consistente em todo o
mundo. Alguns agrotóxicos, normalmente aqueles classificados como extremamente ou altamente tóxicos, não
possuem registro ou estão banidos em alguns países, mas permanecem disponíveis em outros.

Trabalhadores e outras pessoas no entorno imediato costumam ser os mais afetados durante ou logo após a
aplicação dos agrotóxicos. Os agrotóxicos podem também permanecer no solo e na água por anos e causar
impactos negativos de longo prazo nas comunidades locais e no meio ambiente local (consulte também o tema
13.8 Resíduos). Mulheres e crianças podem ser particularmente vulneráveis aos efeitos negativos à saúde
causados pela exposição aos agrotóxicos (consulte o tema 13.12 Comunidades locais e também o tema 13.19
Saúde e segurança do trabalho). A exposição aos resíduos de agrotóxicos também é possível por meio dos
alimentos e da água (consulte também o tema 13.7 Água e efluentes e o tema 13.10 Segurança alimentar).

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que, nos países em
desenvolvimento, 80% do aumento na produção de alimentos necessário para suprir o crescimento populacional
deverá vir de uma maior produção agrícola. Isso poderia provocar uma intensificação ainda maior do uso de
agrotóxicos para gerar mais produção. O uso intensivo de agrotóxicos às vezes leva à resistência e ao surgimento
de pragas secundárias.

O manejo integrado de pragas na agricultura, que visa otimizar o controle de pragas e mitigar os impactos negativos,
é uma abordagem amplamente reconhecida que considera práticas de controle biológico, químico e físico de
pragas, bem como o controle específico a uma determinada cultura. Quando o controle de pragas pela aplicação de
produtos químicos não pode ser evitada, espera-se das organizações que gerenciem o uso de agrotóxicos de forma
a minimizar os impactos negativos e a aplicação de agrotóxicos extremamente e altamente tóxicos [105].
329 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de uso de agrotóxicos


Se a organização tiver definido que uso de agrotóxicos é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.6.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva o plano de controle de pragas da organização, incluindo a
justificativa para a escolha e aplicação de agrotóxicos e quaisquer outras
práticas de controle de pragas.
• Descreva as medidas tomadas para prevenir, mitigar e/ou reparar os
impactos negativos associados ao uso de agrotóxicos extremamente e
altamente tóxicos.
• Descreva as medidas, as iniciativas ou os planos para mudar para
agrotóxicos menos tóxicos e as medidas tomadas para otimizar as práticas
de controle de pragas.
• Descreva a capacitação oferecida aos trabalhadores em controle de pragas e
a aplicação de agrotóxicos.

Conteúdos adicionais ao setor


• Relate o volume e a intensidade de agrotóxicos usados de acordo com os seguintes níveis de 13.6.2
toxicidade:16
- Extremamente tóxico;
- Altamente tóxico;
- Moderadamente tóxico;
- Pouco tóxico;
- Improvável de causar dano agudo.

Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de uso de agrotóxicos pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.

10 Data prevista é definida pela Accountability Framework como "data na qual uma determinada empresa (ou outra entidade emissora de compromissos
ou políticas) pretende ter implementado completamente seus compromissos ou políticas" [92].
11 Datas-limite podem variar conforme as commodities e as regiões. Datas-limite apropriadas podem ser escolhidas com base em datas-limite que
abranjam todo o setor ou a região, ou aquelas especificadas em programas de certificação, legislação, ou ainda com base na disponibilidade de dados
de monitoramento. Mais orientações sobre a identificação de datas-limite apropriadas podem ser encontradas na publicação Accountability Framework
Operational Guidance on Cut-off Dates [93].
12 Paisagens referem-se a ecossistemas naturais e/ou modificados pelo homem, geralmente com uma configuração característica de topografia,
vegetação, uso da terra e assentamentos. Iniciativas em escala de paisagem referem-se a como as organizações envolvidas na produção e compra
de produtos agrícolas precisam trabalhar além de suas próprias cadeias de fornecedores para resolver questões de sustentabilidade e apoiar
resultados positivos para as pessoas e para os lugares onde as commodities são produzidas. Essas definições baseiam-se na Organização das
Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Landscape approaches: key concepts [84] e na Proforest, Iniciativas em escala de
paisagem [88].
13 Métodos de avaliação podem incluir monitoramento, certificação, compra em jurisdições de baixo risco sem conversão recente ou com conversão
insignificante, ou compra de fornecedores verificados.
14 Tipo de ecossistema natural pode ser caracterizado por bioma, tipo de vegetação ou estado de alto valor de conservação relevantes para a região e
o contexto regulatório.
330 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.7 Água e efluentes


Reconhecido como um direito humano, o acesso à água doce é essencial para a vida e o bem-estar humano. A
quantidade de água captada e consumida por uma organização e a qualidade de seu descarte podem impactar
os ecossistemas e as pessoas. Este tema abrange impactos relacionados com a captação e o consumo de água
e a qualidade da água descartada.

Água é um insumo crítico para a produção agropecuária, assim como para a aquicultura. O setor agrícola responde
por aproximadamente 70% do total de água captada no mundo todo [120]. Na produção agrícola, a água captada é
usada principalmente para irrigar a terra, aplicar agrotóxicos e fertilizantes, controlar o resfriamento das culturas e
dar proteção contra geadas.

A água tem importância crucial para a produtividade agrícola. Em média, um solo irrigado é duas vezes mais
produtivo por unidade do que um solo não irrigado. A irrigação pode ser obtida por diferentes métodos, entre os
quais a irrigação por superfície ou subsuperficial. A água pode ser captada de águas subterrâneas ou de águas de
superfície, como lagos e reservatórios, ou ser obtida na forma de água residual tratada ou água dessalinizada. A
captação intensiva de água pode diminuir o nível dos aquíferos, o que reduz a sustentabilidade de longo prazo dos
recursos hídricos e aumenta os custos de acesso para todos os usuários (consulte também o tema 13.12
Comunidades locais).

Na pecuária, a água é usada para hidratação e limpeza dos animais. É também usada para lavagem e sanitização
dos equipamentos de ordenha e abate, usados para processar os produtos de origem animal. Efluentes contendo
resíduos de animais terrestres, fertilizantes e agrotóxicos podem contribuir com a poluição da água de superfície e
subterrânea.

O uso de água na aquicultura está associado à criação de organismos aquáticos na água e pode exigir uma
quantidade significativa de água de superfície. A produção aquícola ocorre em lagos, canais artificiais e, em menor
grau, em tanques com sistema de recirculação de água. Pelo fato das operações aquícolas ocorrerem em
ambientes controlados, muito da água captada pode ser devolvida à fonte após o uso.

O acúmulo de nutrientes por descartes em corpos d'água próximos a fazendas de peixe é um típico impacto na água
decorrente da produção aquícola. Esta questão é exacerbada em sistemas de cultivo com alta densidade
populacional quando as fezes de peixes descartadas na água potencialmente esgotam os níveis de oxigênio e
provocam florações de algas que levam à eutrofização. A eutrofização e a acidificação da água resultam em
impactos negativos na biodiversidade. A qualidade da água afeta o habitat e as fontes de alimentos dos animais. A
água contaminada pode também afetar negativamente o acesso das pessoas à água limpa, comprometendo sua
saúde e seus meios de subsistência.

Nas operações pesqueiras, a água residual pode ser descartada no mar por embarcações pesqueiras. Isso inclui
água usada para armazenar o pescado à bordo da embarcação, a qual poderá conter resíduos de peixe
provenientes de evisceração e sangramento, bem como materiais e revestimento dos sistemas de refrigeração
tanto dos porões de carga como de bordo. A água residual poderia também se originar da limpeza de porões e
maquinário, contendo detergentes, desinfetantes e misturas oleosas. Os descartes podem causar esgotamento de
oxigênio na água do mar e poluição em áreas litorâneas.17
331 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato sobre água e efluentes


Se a organização tiver definido que água e efluentes são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.7.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 303: Água e Conteúdo 303-1 Interações com a água como um recurso compartilhado 13.7.2
Efluentes 2018
Conteúdo 303-2 Gestão de impactos relacionados ao descarte de água 13.7.3

Conteúdo 303-3 Captação de água 13.7.4

Conteúdo 303-4 Descarte de água 13.7.5

Conteúdo 303-5 Consumo de água 13.7.6

Referências e recursos
A Norma GRI 303: Água e Efluentes 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de água e efluentes pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
332 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.8 Resíduos


Resíduos referem-se a qualquer substância ou objeto que um detentor de resíduos descarta ou tem a intenção
ou obrigação de descartar. Quando geridos inadequadamente, os resíduos podem causar impactos negativos no
meio ambiente e na saúde humana, o que pode se estender além dos locais onde os resíduos são gerados e
descartados. Este tema abrange impactos dos resíduos e do gerenciamento de resíduos.

Resíduos de organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca incluem resíduos orgânicos, tais como
restos de culturas, esterco animal, fezes de peixes, carcaças de animais; e resíduos inorgânicos, como plásticos.
Podem também incluir resíduos perigosos, tais como embalagens de agrotóxicos e materiais provenientes de
produtos de saúde animal.

Alguns subprodutos orgânicos têm potencial para serem usados como fonte de energia de biomassa, ração ou
fertilizantes, contribuindo com medidas de circularidade. Por exemplo, aparas e sobras das operações aquícolas e
pesqueiras podem ser transformadas em farinha e óleo de peixe, ao passo que o esterco produzido por animais é
um fertilizante orgânico que pode melhorar a saúde do solo. Entretanto, se forem incinerados sem recuperação de
energia ou encaminhados para aterros, os subprodutos transformam-se em resíduos e podem causar impactos
ambientais negativos, entre os quais emissões de gases de efeito estufa (GEE) e poluição da água (consulte
também o tema 13.1 Emissões e o tema 13.7 Água e efluentes). Além disso, os resíduos orgânicos provenientes de
animais terrestres e aquáticos poderão conter microorganismos e ovos de parasitas. Esses patógenos podem se
proliferar em ambientes receptores e causar doenças em seres humanos.

Em operações aquícolas, ração para peixes e suas fezes podem depositar-se no fundo de lagos ou em zonas
inativas de raceways como resíduos orgânicos líquidos ou sólidos Fezes de peixes poderão também alcançar
corpos d'água e polui-los. Os impactos da poluição e dos resíduos provenientes de fezes de peixes e sólidos
sedimentáveis poderão ser minimizados por meio da gestão de recursos hídricos (consulte também o tema 13.7
Água e efluentes).

As atividades da aquicultura geram volumes consideráveis de resíduos plásticos. Os plásticos são amplamente
utilizados por equipamentos, luvas descartáveis e como embalagem de diversos insumos, tais como sacos de
rações e materiais de consumo embalados. O plástico também pode ser usado em lonas para lago, tanques-rede,
tubulação, boias, cordas, jarras de incubação e recipientes. Na pesca, diversas ferramentas marítimas, tais como
boias, redes e linhas de pesca, fitas para enfardamento, cabos de aço e velas também contém plásticos.

Resíduos plásticos descartados ou abandonados podem contaminar os ambientes do entorno e entrar no oceano e
em outros corpos d'água. Equipamentos de pesca abandonados, perdidos ou, de outra forma, descartados
contribuem para resíduos e sobrepesca (consulte também o tema 13.3 Biodiversidade). Os peixes e animais
aquáticos às vezes confundem resíduos plásticos com alimento e são aprisionados em cordas, redes e sacos. O
gerenciamento de resíduos gerados a bordo de embarcações pesqueiras, tais como plásticos, produtos de papel,
lixo orgânico e produtos químicos, é regulado por normas marítimas internacionais [125], [126] e [127]).

Resíduos dispostos incorretamente provenientes de atividades da agropecuária, da aquicultura e da pesca poderão


ter impactos duradouros nos ambientes receptores, causando uma contaminação de longo prazo no solo e na
água. A contaminação do solo agrícola e seus recursos naturais causa impactos negativos na saúde e segurança
de comunidades locais e pode impactar a segurança do alimento produzido (consulte também os temas 13.10
Segurança alimentar, 13.12 Comunidades locais e 13.14 Direitos de povos indígenas).

15 Praga é definida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como
qualquer espécie, cepa ou biótipo de vegetais, animais ou agentes patogênicos nocivos aos vegetais ou produtos vegetais, materiais ou ambientes,
incluindo vetores de parasitas ou patógenos de doenças humanas e animais, e animais que causam transtornos à saúde pública [97].
333 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de resíduos
Se a organização tiver definido que resíduos são um tema material, esta subseção lista os conteúdos identificados
como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.8.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 306: Conteúdo 306-1 Geração de resíduos e impactos significativos relacionados a 13.8.2
Resíduos 2020 resíduos

Conteúdo 306-2 Gestão de impactos significativos relacionados a resíduos 13.8.3

Conteúdo 306-3 Resíduos gerados 13.8.4

Recomendações adicionais ao setor

As recomendações adicionais abaixo são para organizações do setor de pesca:


• Relate o peso total de resíduos gerados em embarcações às quais se aplica
a Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios
(MARPOL), discriminado por categorias segundo a MARPOL em toneladas
métricas.18
• Descreva as operações de recuperação e disposição usadas para gerenciar
cada categoria de resíduos segundo a MARPOL.

Conteúdo 306-4 Resíduos não destinados para disposição final 13.8.5

Conteúdo 306-5 Resíduos destinados para disposição final 13.8.6

Referências e recursos
A Norma GRI 306: Resíduos 2020 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de resíduos pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.

16 Os critérios para níveis de toxicidade e uma lista de agrotóxicos classificados por nível de risco podem ser encontrados na Classificação de
Pesticidas por Risco Recomendada pela OMS [116].
334 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.9 Segurança alimentar


Segurança alimentar significa que as pessoas tenham acesso físico e econômico a alimentos suficientes,
seguros e nutritivos que sejam aceitáveis em uma determinada cultura e satisfaçam suas necessidades
dietéticas e suas preferências alimentares de forma a levar uma vida ativa e saudável. Alimentação adequada é
um direito humano e é crucial para o usufruto de todos os direitos. Este tema cobre os impactos nas dimensões
da segurança alimentar.19

A insegurança alimentar é um problema mundial prevalente. Em 2018, mais de 820 milhões de pessoas passaram
fome e, à medida que as populações crescem, aumentam as necessidades de alimento no mundo todo [147].
Muitas pessoas não têm dinheiro para comer ou são forçadas a consumir alimentos insuficientes ou de baixa
qualidade. Desde 2014, a subnutrição e a insegurança alimentar têm aumentado de forma consistente, colocando
em risco as metas globais para eliminar a fome [146].

As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca causam impactos no fornecimento e na


acessibilidade financeira de alimentos. A quantidade, a qualidade e a acessibilidade de alimentos podem também
depender das práticas da agropecuária e da pesca.

No mundo todo, estima-se que a terra usada para a agropecuária corresponda a 38% da superfície total de terra
[142]. Algumas regiões já atingiram seu limite, restringindo uma expansão ainda maior do uso da terra para
produção de alimentos (consulte também o tema 13.4 Conversão de ecossistemas naturais). Quase metade do
suprimento mundial de calorias origina-se de culturas essenciais, como milho, arroz e trigo. Demandas conflitantes
pela terra, custos de cultivo e baixas margens de lucro podem afetar o suprimento e a acessibilidade financeira
dessas culturas. As mudanças climáticas e eventos climáticos adversos também podem causar impactos na
produção, potencialmente aumentando as perdas de alimentos (consulte também o tema 13.2 Adaptação e
resiliência climática).

Box 1. Perda de alimentos

Na agropecuária, na aquicultura e na pesca, os produtos originalmente concebidos como alimentos para o


consumo humano que terminam como resíduos são categorizados como perda de alimentos. A Organização das
Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que 13,8% dos alimentos, da colheita ao varejo,
foram perdidos em todo o mundo em 2016 [145].

Ineficiências podem causar perda de alimentos em diferentes etapas da cadeia de fornecedores. Na propriedade
agrícola, elas podem ocorrer devido a colheita em momento inadequado, condições climáticas, práticas de
manuseio, atividades pós-colheita e desafios relativos à venda dos produtos. A perda de alimentos vem
acompanhada da perda de recursos - entre os quais água, terra, energia, mão de obra e capital - e contribui para
as emissões de gases de efeito estufa (GEE).

As medidas para evitar perda de alimentos incluem temperaturas e condições de armazenamento adequadas,
infraestrutura sólida e transporte eficiente. Condições básicas de processamento e acondicionamento podem
desempenhar um papel relevante na preservação dos produtos da agropecuária, da aquicultura e da pesca.

O alcance da segurança alimentar tende a envolver decisões em termos de como a terra e os produtos são
utilizados. Por exemplo, utilizar para outros fins produtos comestíveis para o ser humano significa que não estão
disponíveis como alimento.

A produção agropecuária intensiva pode resultar em maior disponibilidade de alimentos. No entanto, a produção
intensiva pode também estar associada com impactos negativos no meio ambiente e na produtividade a longo
prazo. Muitas práticas agrícolas esgotam os nutrientes do solo mais rapidamente do que eles se regeneram,
minando a dimensão de sustentabilidade da segurança alimentar (consulte também o tema 13.5 Saúde do solo).
Práticas regenerativas e orgânicas, tais como a rotação de culturas ou o cultivo no momento ideal, têm o potencial
de contribuir para uma melhor saúde e produtividade do solo, assim como para a resiliência da produção agrícola.

17 A Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios (MARPOL) contém disposições sobre descargas de água de lastro por
embarcações [117].
335 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de segurança alimentar


Se a organização tiver definido que segurança alimentar é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.9.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a eficácia de ações e programas de segurança alimentar em nível
local, regional, nacional ou global.
• Relate parcerias de que a organização participa que tratam de segurança
alimentar, inclusive seu engajamento com governos.
• Descreva políticas ou compromissos para lidar com a perda de alimentos na
cadeia de fornecedores.

Conteúdos adicionais ao setor


Relate o peso total de perda de alimentos em toneladas métricas e o percentual de perda de 13.9.2
alimentos, discriminados pelos principais produtos ou categorias de produtos da organização, e
descreva a metodologia usada para esse cálculo.20

Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de segurança alimentar pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
336 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.10 Inocuidade dos alimentos


Inocuidade dos alimentos refere-se à manipulação dos alimentos e rações de forma a evitar a contaminação dos
alimentos e doenças transmitidas por alimentos . Este tema aborda os esforços de uma organização para evitar
a contaminação e garantir a inocuidade dos alimentos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 600 milhões de pessoas no mundo todo adoecem
após ingerir alimentos contaminados a cada ano, resultando em aproximadamente 420 mil mortes anualmente
[163]. Além de ameaçar a saúde e o bem-estar da população, a questão da inocuidade dos alimentos pode afetar
as comunidade locais, o que, por sua vez, pode levar à perda de atividade econômica em nível local e global
(consulte também o tema 13.12 Comunidades locais).

A contaminação ambiental é um fator crucial dos impactos na inocuidade dos alimentos. As principais fontes de
contaminação das atividades de agropecuária, aquicultura e pesca incluem a poluição da água, do solo ou do ar
usados pelas culturas ou pelos animais. A contaminação também pode ser causada pelo manejo inadequado das
culturas ou dos animais durante seu crescimento, colheita, coleta, ou durante o processamento primário, o
transporte e o armazenamento de seus produtos.

Bactérias perigosas, tais como a salmonella, a listeriose ou a campylobacter, vírus e parasitas podem contaminar
os alimentos e causar doenças nos seres humanos. Da mesma forma, a contaminação alimentar pode resultar de
resíduos de agentes antimicrobianos e agrotóxicos, metais pesados e microplásticos (consulte também os temas
13.6 Uso de agrotóxicos e 13.11 Saúde e bem-estar animal).

No mundo todo, os agentes antimicrobianos, tais como substâncias químicas e antibióticos, são amplamente
usados na produção de animais terrestres e aquáticos. Altos volumes de agentes antimicrobianos podem contribuir
com o desenvolvimento de bactérias resistentes a antibióticos, principalmente em ambientes de pecuária intensiva.
A OMS identifica a resistência antimicrobiana como uma das maiores ameaças à saúde global e ao
desenvolvimento humano [162]. Enfrentar a resistência antimicrobiana exige padrões adequados de saúde e bem-
estar animal, inclusive o uso prudente de antibióticos para animais.

Pelo fato de produtos alimentícios e rações de uma região do mundo virem a suprir outra região, os impactos na
inocuidade dos alimentos podem evoluir de questões locais para globais, tais como a proliferação de doenças
transmitidas por alimentos para além das fronteiras dos países. Para permitir que sejam retirados do mercado
(recall) por questões ligadas à inocuidade dos alimentos, os produtos precisam ser rastreáveis ao longo da cadeia
de fornecedores (consulte o tema 13.23 Rastreabilidade da cadeia de fornecedores).
337 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de inocuidade dos alimentos


Se a organização tiver definido que inocuidade dos alimentos é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.10.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 416: Saúde e Conteúdo 416-1 Avaliação dos impactos na saúde e segurança causados por 13.10.2
Segurança do categorias de produtos e serviços
Consumidor
2016 Conteúdo 416-2 Casos de não conformidade em relação aos impactos na saúde 13.10.3
e segurança causados por produtos e serviços

Conteúdos adicionais ao setor


Relate o percentual do volume de produção21 de unidades operacionais certificadas por normas de 13.10.4
inocuidade de alimentos reconhecidas e liste essas normas.22

Relate o número de recalls realizados por motivos relacionados à inocuidade de alimentos e o 13.10.5
volume total de produtos retirados do mercado.

Referências e recursos
A Norma GRI 416: Saúde e Segurança do Consumidor 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de inocuidade de alimentos pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.

18 Uma lista de categorias ou "tipos de lixo" pode ser encontrada no Anexo V da MARPOL [127]. Mais informações sobre essas categorias podem ser
encontradas nas Diretrizes para a implementação do Anexo V da MARPOL [125].
338 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.11 Saúde e bem-estar animal


Saúde e bem-estar animal refere-se ao estado físico e mental de um animal em relação às condições em que
vive e morre. As "Cinco Liberdades" do bem-estar animal são estar livre de fome e sede; estar livre de
desconforto; estar livre de dor e doença; estar livre para expressar seu comportamento natural; estar livre de
medo e de estresse. Este tema abrange impactos na saúde animal e as cinco liberdades do bem-estar animal.

Em todo o mundo, mais de 60 bilhões de animais terrestres são criados a cada ano, um número que deve dobrar
até 2050 devido ao aumento no consumo de proteína animal. As fazendas de aquicultura produzem 52 milhões de
toneladas de animais aquáticos, representando metade de todos os produtos do mar consumidos por seres
humanos no mundo todo [171]. A saúde e o bem-estar animal são cruciais porque estão ligados à produtividade, à
inocuidade dos produtos de origem animal e ao tratamento humano dos animais.

A gestão de saúde animal concentra-se no controle de impactos potenciais na saúde e na prevenção de doenças.
Ela pode incluir o uso de antibióticos, anti-inflamatórios e tratamentos com hormônios. O uso excessivo ou o mau
uso de antibióticos pode contribuir para a resistência antimicrobiana. Resíduos indesejados de substâncias
químicas em produtos animais podem impactar negativamente a inocuidade dos alimentos, criando riscos à saúde
pública (consulte o tema 13.10 Inocuidade dos alimentos). Práticas inadequadas de saúde e bem-estar animal
podem também aumentar a proliferação de zoonoses, tais como a salmonelose, gripe suína e gripe aviária, que
podem ocorrer por meio do movimento e comércio de animais terrestres e aquáticos e de produtos de origem
animal sem os controles adequados de biossegurança.

As condições em que os animais são mantidos podem causar impactos negativos na saúde e no bem-estar
animal. Por exemplo, animais terrestres podem ser confinados em espaços pequenos, gaiolas ou caixotes,
evitando seu movimento e inibindo o comportamento natural. Espaços altamente confinados podem também fazer
com que os animais sejam deixados sem tratamento para doenças ou lesões.

Práticas nas fazendas de criação tais como descorna, marcação a ferro, castração, caudectomia e debicagem estão
associadas a dor e estresse. Da mesma forma, práticas de abate podem ser uma importante fonte de sofrimento e
medo. Portanto, muitos países exigem um atordoamento pré-abate para insensibilizar o animal.

Na aquicultura e na pesca, métodos de abate comumente usados incluem asfixiamento, atordoamento por dióxido
de carbono e termonarcose (consulte as referências [173] e [174]). De acordo com a Organização Mundial de Saúde
Animal (OIE), esses métodos não cumprem as normas estipuladas no Código Sanitário de Animais Aquáticos.

Qualidade da água, densidade do estoque e ambiente de criação nas operações aquícolas causam importantes
impactos na saúde e no bem-estar dos organismos aquáticos. Piolhos do mar e doenças estão entre as maiores
preocupações de saúde para peixes criados em fazendas e podem reduzir sua sobrevivência. Substâncias usadas
para tratar pragas, como piolhos, são normalmente administradas através da ração para peixe e da água. Quando o
tratamento não é gerido adequadamente, essas substâncias podem impactar negativamente espécies não-alvo,
tais como os crustáceos, resultando em perda de biodiversidade (consulte o tema 13.3 Biodiversidade).

Modificações genéticas realizadas em animais terrestres e aquáticos para aumentar o crescimento e a


produtividade podem também se tornar uma fonte de impactos negativos na saúde e no bem-estar animal.

19 Segurança alimentar possui múltiplas dimensões: disponibilidade, acesso, utilização, estabilidade e sustentabilidade de alimentos. Uma dimensão
adicional de instrumentalidade é entendida como a capacidade de indivíduos ou grupos tomarem decisões sobre o alimento que consomem e como
esse alimento é produzido [151].
339 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de saúde e bem-estar animal


Se a organização tiver definido que saúde e bem-estar animal é um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.11.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva políticas relativas ao processamento de produtos de origem animal,
transporte, manuseio, acomodação e confinamento, e abate de animais,
discriminadas por espécie.
• Descreva a abordagem para planejamento de saúde animal e envolvimento
de veterinários, inclusive a abordagem para uso de anestésicos, antibióticos,
anti-inflamatórios, hormônios e tratamentos para crescimento, com
discriminação por espécie.
• Descreva os compromissos para com o uso responsável e prudente de
antibióticos23 (ex.: evitar o uso profilático) e descreva como o cumprimento
desses compromissos é avaliado.
• Descreva os resultados de avaliações e auditorias de saúde e bem-estar
animal, discriminados por espécie.

Conteúdos adicionais ao setor


Relate o percentual do volume de produção24 de unidades da organização certificadas por terceiros 13.11.2
com normas de saúde e bem-estar animal, e liste essas normas.

O conteúdo adicional abaixo é para organizações do setor de aquicultura: 13.11.3

Relate o percentual de sobrevivência de animais aquáticos criados em fazendas e as principais


causas de mortalidade.

Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de saúde e bem-estar animal pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.

20 Orientações sobre cálculo do percentual de perda de alimentos podem ser encontradas na norma Food Loss and Waste Accounting and Reporting
Standard [158] e no ODS 12.3.1: Índice Global de Perdas Alimentares [157].
340 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.12 Comunidades locais


As comunidades locais compreendem indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas que são afetadas ou que
podem ser afetadas pelas atividades da organização. Espera-se que uma organização realize um engajamento
com as comunidades para entender as vulnerabilidades das comunidades locais e como elas podem ser
afetadas pelas atividades da organização. Este tema abrange os impactos socioeconômicos, culturais, na saúde
e nos direitos humanos das comunidades locais.

As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca podem causar impactos positivos nas
comunidades locais por meio da geração de emprego e outros impactos econômicos, mas seu uso da terra e dos
recursos naturais poderá também criar impactos negativos nas comunidades.

As comunidades locais podem experimentar impactos econômicos e ambientais provenientes do uso extensivo de
água subterrânea e água de superfície em operações agrícolas. O esgotamento de fontes de água pode criar a
necessidade de aprofundamento dos poços e exigir mais energia para bombear água para a superfície para irrigar
as plantações e para fins domésticos (consulte também o tema 13.7 Água e efluentes).

O uso da terra por organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca pode restringir o acesso das
comunidades à terra e aos recursos naturais e, em alguns casos, causar deslocamento. Em caso de
deslocamento, as comunidades poderão ser reassentadas em outras áreas, que não serão sempre equivalentes
em qualidade do solo, adequação para a agropecuária, acesso a serviços ou importância cultural e social. A
indenização, se for paga, pode nem sempre ser adequada para compensar os impactos resultantes nas atividades
culturais, econômicas ou de lazer (consulte o tema 13.13 Direitos à terra e aos recursos naturais).

O manejo ou descarte inadequados de substâncias perigosas usadas na agricultura e na aquicultura, como os


agrotóxicos, poderá impactar o meio ambiente, a inocuidade dos alimentos e a saúde das comunidades que vivem
próximas às operações. Casos de intoxicação aguda por agrotóxicos respondem por uma mortalidade significativa
no mundo todo, principalmente nos países em desenvolvimento [189] (consulte também o tema 13.6 Uso de
agrotóxicos). Os gases liberados por esterco e lixo orgânico contribuem para a poluição atmosférica e os odores
também podem causar perturbação às comunidade locais (consulte também os temas 13.1 Emissões e 13.8
Resíduos).

Embora as organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca sejam geralmente grandes
empregadores e geradores de renda em áreas rurais, muitas comunidades rurais ainda sofrem de pobreza e
insegurança alimentar. A falta de uma renda suficiente e os impactos negativos na terra, na água e na
biodiversidade podem motivar migração para outras áreas mais viáveis. Isso pode causar escassez de mão de obra
e desequilíbrio socioeconômico nessas áreas (consulte também o tema 13.22 Inclusão econômica).

Grupos vulneráveis, tais como mulheres, crianças, povos indígenas, povos nômades e trabalhadores migrantes e
suas famílias, podem ser desproporcionalmente afetados pelas operações dos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca. Tais grupos geralmente carecem de influência e podem estar sub-representados em
processos de consulta e tomada de decisões, aumentando o potencial para impactos negativos, inclusive em seus
direitos humanos.

Engajamento e consulta junto às comunidades locais, inclusive grupos vulneráveis, podem ajudar a evitar impactos
negativos (consulte também o tema 13.13 Direitos à terra e aos recursos naturais). Quando os grupos não tiverem
direito a consentimento livre, prévio e informado, eles podem ser envolvidos em abordagens participativas para
entender os efeitos das operações em suas vidas, seus direitos e em seu bem-estar. Espera-se também que as
organizações criem ou participem de mecanismos eficazes de queixas em nível operacional que permitam às
comunidades locais apresentar preocupações e buscar reparação.2.5
341 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de comunidades locais


Se a organização tiver definido que comunidades locais são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.12.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 413: Conteúdo 413-1 Operações com engajamento, avaliações de impacto e 13.12.2
Comunidades programas de desenvolvimento voltados à comunidade local
Locais 2016
Conteúdo 413-2 Operações com impactos negativos significativos - reais ou 13.12.3
potenciais - nas comunidades locais

Referências e recursos
A Norma GRI 413: Comunidades Locais 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem


como recursos que poderão ser úteis para o relato de comunidades locais pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.

21 Volume de produção refere-se ao volume total de produtos da organização, inclusive produtos comprados de fornecedores pela organização.
22 Este conteúdo abrange programas de certificação ou sistemas de verificação que fornecem uma garantia por escrito de que um produto está em
conformidade com certos requisitos.
342 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.13 Direitos à terra e aos recursos naturais


Os direitos à terra e aos recursos naturais abrangem os direitos de uso, gestão e controle da terra, dos
recursos pesqueiros, dos recursos florestais e de outros recursos naturais. Os impactos de uma organização
na sua disponibilidade e acessibilidade podem afetar as comunidades locais e outros usuários. Este tema
abrange impactos nos direitos humanos e nos direitos de posse de terra resultantes do uso da terra e de
recursos naturais por uma organização.

Adquirir direitos legais à terra e aos recursos naturais é sempre um processo complexo. Além disso, as formas de
posse de terra e de seus recursos variam e podem incluir posse privada, comunitária, coletiva, indígena e
consuetudinária. A falta de reconhecimento da reivindicação da posse consuetudinária de terras, dos recursos
pesqueiros, dos recursos florestais e de outros recursos naturais - estejam eles ou não formalmente
documentados ou legalmente registrados - é uma causa comum de conflitos de terras e recursos naturais e de
impactos negativos nos direitos humanos. Os direitos humanos, entre os quais os direitos civis, políticos,
econômicos, sociais e culturais das pessoas, podem todos ser afetados pelo uso que os setores fazem da terra,
dos recursos pesqueiros e dos recursos florestais [193].

As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca podem receber concessões de terra e direito à
pesca em territórios e ao uso de recursos pesqueiros. A posse informal em alguns países alcança de 80 a 90% do
total de terras e aqueles que vivem nessas terras podem carecer de proteção legal [204]. As organizações poderão
infringir os direitos à terra e aos recursos naturais se elas deixarem de fazer uma consulta prévia e uma avaliação
dos impactos junto aos titulares de direitos. Cercas, engenharia paisagística, estradas e obras de drenagem que
bloqueiem ou desviem rotas podem também restringir os direitos das pessoas.

Titulares de direitos cujos direitos são mais comumente afetados por conflitos relacionados a direitos a recursos
incluem agricultores e pescadores - e suas organizações -, usuários das florestas, pecuaristas, povos indígenas e
comunidades locais (consulte também os temas 13.14 Direitos de povos indígenas e 13.12 Comunidades locais).

Box 2. Defensores dos direitos humanos e dos direitos à terra

Situações de conflito podem expor a riscos aqueles que defendem os direitos relativos à terra e aos recursos
naturais. Cada vez mais, defensores dos direitos à terra, pequenos agricultores, líderes de comunidades
indígenas e representantes da mídia e da sociedade civil ativos nessas questões têm sido vítimas de violência e
perseguição. Órgãos das Nações Unidas, inclusive relatores especiais26 sobre defensores dos direitos humanos,
direito à alimentação e povos indígenas, relataram ataques físicos e represálias a defensores que se opõem à
apropriação de terras e denunciam despejos forçados, poluição ambiental e outras violações [200].

Peixes capturados na natureza são normalmente um recurso que é propriedade comum. Portanto, as comunidades
pesqueiras são importantes stakeholders preocupados com o uso dos recursos da pesca e com o ecossistema por
inteiro. Isso inclui o acesso a portos, águas, alto mar e quotas de captura.

Os direitos aos recursos de pesca podem ser concedidos a organizações sem a devida consideração por
pescadores locais. Embarcações pesqueiras comerciais que acessam zonas de pesca reservadas para uso ou
utilizadas por pescadores artesanais e para pesca em áreas litorâneas podem alterar os recursos de pesca ao
desestruturar os habitats de reprodução dos peixes.

Espera-se que as organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca identifiquem os legítimos titulares
de direitos por meio de suas próprias avaliações e garantam uma verificação independente dos resultados das
avaliações. As organizações podem contribuir para assegurar a posse da terra e o acesso a recursos naturais pelos
titulares de direitos exigindo que seus fornecedores respeitem esses direitos.
343 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de direitos à terra e aos recursos naturais


Se a organização tiver definido que direitos à terra e aos recursos naturais são um tema material, esta subseção
lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e
pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.13.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os compromissos para com o respeito aos direitos à terra e aos
recursos naturais (entre os quais os direitos às posses consuetudinária,
coletiva e informal)27 e relate até que ponto os compromissos se aplicam às
atividades da organização e às suas relações de negócios.
• Descreva como os compromissos para com o respeito aos direitos à terra e
aos recursos naturais são implementados junto aos fornecedores.
• Descreva a abordagem para proteção dos defensores dos direitos humanos
e dos direitos à terra contra represálias (ou seja, não retaliação por
manifestar reclamações ou preocupações).

Conteúdos adicionais ao setor


Liste os locais das operações onde os direitos à terra e aos recursos naturais (entre os quais os 13.13.2
direitos às posses consuetudinária, coletiva e informal) podem ser afetados pelas operações da
organização.

Relate o número, o tamanho em hectares e a localização das operações onde ocorreram violações 13.13.3
de direitos à terra e aos recursos naturais (entre os quais os direitos às posses consuetudinária,
coletiva e informal) e os grupos de titulares de direitos afetados.

Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de direitos à terra e aos recursos naturais pelos setores de
agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.

23 Orientações sobre o que constitui um uso responsável e prudente em animais terrestres podem ser encontradas no Capítulo 6.10 do Código Sanitário
de Animais Terrestres - Responsible and prudent use of antimicrobial agents in veterinary medicine in the Terrestrial Animal Health Code 2021 [168].
Orientações sobre o que constitui um uso responsável e prudente em animais aquáticos podem ser encontradas no Capítulo 6.2 do Código Sanitário
de Animais Aquáticos - Principles for responsible and prudent use of antimicrobial agents in aquatic animals in the Aquatic Animal Health Code 2021
[167].
24 Volume de produção refere-se ao volume total de produtos da organização, inclusive produtos comprados de fornecedores pela organização.
344 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.14 Direitos de povos indígenas


Os povos indígenas são considerados com maior risco de sofrer impactos negativos mais severos como
resultado das atividades de uma organização. Os povos indígenas possuem tanto direitos coletivos como
individuais, conforme estabelecido na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas e
em outros instrumentos sobre direitos humanos reconhecidos internacionalmente. Este tema abrange impactos
nos direitos de povos indígenas.

Os povos indígenas atribuem um profundo valor cultural e espiritual às suas terras e territórios, e geralmente
dependem dos recursos naturais para sua subsistência. Esses recursos naturais e locais culturais estão
localizados na terra que as comunidades indígenas consuetudinariamente possuem, ocupam ou usam. Direitos
consuetudinários - o fundamento dos direitos dos povos indígenas na legislação internacional - são muitas vezes
não reconhecidos na prática, o que pode fazer com que esses direitos sejam violados (consulte o tema 13.13.
Direitos à terra e aos recursos naturais).

O setor agrícola é um motor significativo de aquisições de terra para expandir a produção de alimentos. Aquisições
de terra em grande escala, inclusive por meio de investimento estrangeiro, pode ser facilitado para aumentar o
tamanho das fazendas e plantações e gerar receitas por meio de exportações. Isso geralmente ocorre em regiões
onde povos indígenas extraem há muito tempo seus meios de subsistência a partir do que lhes é oferecido pelos
ecossistemas.

O uso de recursos naturais pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca pode causar impactos severos nos
povos indígenas. Esses impactos podem ameaçar atividades tradicionais de caça, pesca e cultivo. O conhecimento
e a cultura indígena também podem se perder quando desestruturados.

Práticas indígenas de cultivo estão entrelaçadas com as culturas indígenas e são profundamente ligadas a
determinados locais. A conversão de ecossistemas naturais e o uso da água para atividades agrícolas e de
aquicultura podem afetar o cultivo tradicional. Os impactos ambientais dos resíduos podem levar à poluição e à
contaminação da terra indígena e dos seus recursos naturais.

As comunidades de pescadores indígenas dependem do peixe como sua principal fonte de alimentos, sendo um
elemento central de suas práticas tradicionais, de forma que seus meios de subsistência, sua segurança alimentar
e sua cultura podem ser comprometidos devido a impactos negativos nos recursos da pesca. A degradação de
ecossistemas aquáticos e litorâneos, a sobrepesca e o esgotamento dos estoques podem reduzir a disponibilidade
e a acessibilidade desses recursos da pesca. Ao mesmo tempo, a crescente concorrência com operações de
pesca comercial ou a introdução de espécies exóticas também pode impactar negativamente os recursos da pesca.

Devido à relação íntima com o meio ambiente e à dependência dos recursos naturais, os povos indígenas são
particularmente afetados pelas mudanças climáticas. As mudanças climáticas podem agravar ainda mais a
vulnerabilidade das comunidades indígenas devido a impactos na disponibilidade de fontes tradicionais de
alimento e redução na produção agrícola, prejudicando estilos de vida tradicionais (consulte também os temas 13.2
Adaptação e resiliência climática e 13.3 Biodiversidade).

Os direitos fundamentais à autodeterminação e à não discriminação exigem respeito pelos direitos coletivos e
individuais dos povos indígenas. Antes de iniciar um empreendimento ou outras atividades que poderiam causar
impactos nas terras ou nos recursos naturais que os povos indígenas usam ou possuem, espera-se que as
organizações busquem obter consentimento livre, prévio e informado (CLPI). A realocação de povos indígenas não
poderá ocorrer sem o CLPI e um acordo para uma indenização justa e satisfatória deverá estar em vigor antes que a
realocação ocorra e, quando possível, com a opção de retorno [210].

Quando ocorrem disputas, as comunidades indígenas frequentemente carecem de apoio jurídico e técnico, bem
como de acesso à reparação. Isso pode levar a uma indenização injusta por perda de acesso a recursos,
insegurança de renda, marginalização de comunidades indígenas, discriminação, deslocamento, perda de meios
de subsistência e outros impactos negativos nos direitos humanos. Além disso, as mulheres indígenas podem ser
mais severamente expostas a impactos negativos devido à discriminação de gênero (consulte o tema 13.15 Não
discriminação e igualdade de oportunidades).

25 Mecanismos de queixas que a organização tenha estabelecido ou dos quais participa são relatados no Conteúdo 2-25 Processos para reparar
impactos negativos da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021. Consulte as Orientações do Conteúdo 2-25 para mais informações sobre mecanismos
de queixas e expectativas para as organizações promoverem ou colaborarem com a reparação.
345 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de direitos de povos indígenas


Se a organização tiver definido que direitos de povos indígenas são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.14.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para engajamento com povos indígenas, incluindo:
- como a organização busca garantir que o engajamento seja significativo;
- como a organização busca garantir que as mulheres indígenas possam
participar de forma segura e equitativa.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 411: Direitos Conteúdo 411-1 Casos de violação de direitos de povos indígenas 13.14.2
de Povos
Indígenas 2016 Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os casos identificados de violação de direitos de povos indígenas.

Conteúdos adicionais ao setor


Liste os locais de operações onde povos indígenas estão presentes ou são afetados por atividades 13.14.3
da organização.

• Relate se a organização se envolveu em um processo de obtenção de consentimento livre, prévio 13.14.4


e informado (CLPI)28 de povos indígenas para quaisquer atividades da organização, incluindo, em
cada caso:
- se o processo foi mutuamente aceito pela organização e pelos povos indígenas afetados;
- como a organização garantiu que os elementos constituintes do CLPI foram implementados
como parte do processo;29
- se chegou-se a um acordo e, nesse caso, se o acordo está disponível ao público.

Referências e recursos
A Norma GRI 411: Direitos de Povos Indígenas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos intergovernamentais e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem como
recursos que poderão ser úteis para o relato de direitos de povos indígenas pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
346 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.15 Não discriminação e igualdade de oportunidades


Estar livre de discriminação é um direito humano e um direito fundamental no trabalho. A discriminação pode
impor encargos desiguais em indivíduos ou negar-lhes oportunidades justas com base no mérito individual. Este
tema abrange impactos provenientes da discriminação e de práticas relacionadas à igualdade de oportunidades.

Muitos trabalhadores dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca são autônomos ou possuem empregos
informais. Emprego informal e sazonal também é bastante disseminado. Formas de emprego não oficiais comuns
nos setores podem ser um fator que aumenta a probabilidade de tratamento discriminatório aos trabalhadores. Os
trabalhadores podem, muitas vezes, sofrer discriminação em termos de proteção trabalhista e poderiam não
usufruir de direitos ou tratamento iguais para um trabalho de igual valor, como, por exemplo, uma menor
estabilidade no emprego, salário menor, menos benefícios e licença remunerada de menor valor.

Os setores de agropecuária, aquicultura e pesca comumente usam mão de obra migrante, inclusive mão de obra
migrante temporária. Devido ao seu status de migrante, os trabalhadores migrantes podem estar sujeitos a
tratamento discriminatório em relação a remuneração, acesso a serviços de saúde do trabalho e a proteção do
emprego. Na pesca, os tripulantes de embarcações são normalmente submetidos a discriminação salarial com
base na sua nacionalidade. Trabalhadores migrantes sem documentação podem ficar ainda mais vulneráveis à
discriminação e a violações trabalhistas (consulte também os temas 13.16 Trabalho forçado ou análogo ao escravo
e 13.20 Práticas empregatícias).

Pessoas que vivem de atividades tradicionais agrícolas e de pesca, entre as quais pequenos agricultores,
trabalhadores sem terra e comunidades, podem vir a experimentar tratamento discriminatório. Por exemplo, elas
poderão enfrentar desigualdade no acesso à terra ou ao emprego, dessa forma perdendo oportunidades de prover
seu sustento. Isso pode agravar a probabilidade de impactos negativos nos direitos humanos e torná-las mais
vulneráveis à exploração de mão de obra (consulte o tema 13.12 Comunidades locais).

Características de trabalhadores indígenas que podem diferenciá-los das práticas sociais da maioria, tais como
idioma, linguagem e vestimenta, podem também causar discriminação no emprego nesses setores. As mulheres
indígenas podem enfrentar discriminação com base tanto na etnia quanto no gênero.

Mulheres que trabalham na agropecuária, na aquicultura e na pesca geralmente sofrem discriminação de gênero
por meio de piores condições de trabalho, oportunidades desiguais e salários mais baixos do que os dos homens.
As mulheres estão mais frequentemente envolvidas em formas de emprego mais mal remuneradas ou menos
seguras. Na pesca, as mulheres desempenham papeis cruciais em toda a cadeia de valor, trabalhando na pesca
comercial e artesanal. No entanto, estão normalmente menos envolvidas na pesca em alto mar ou de longa
distância, que geralmente paga melhor.

As mulheres estão também geralmente menos envolvidas em cooperativas e em associações de agricultores, o


que limita seu acesso a instalações de processamento, melhores tecnologias e insumos agrícolas. O resultado
pode ser ganhos menores devido a menor produção, apesar de mais horas de trabalho.

A discriminação contra mulheres nos setores de agropecuária, aquicultura e pesca também pode incluir violência e
assédio de gênero. É menos provável que as mulheres que realizam trabalho sazonal ou trabalho informal relatem
violência sexual ou outros abusos que sofrem, e as mulheres nesses esquemas de trabalho podem ter menor
possibilidade de buscar reparação.

26 Relatores especiais são titulares de mandatos de procedimentos especiais do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas.
Eles são especialistas independentes em direitos humanos com mandatos para relatar e dar acessoria em direitos humanos a partir de uma
perspectiva temática ou específica de um país. Consulte a referência [199] da Bibliografia.
347 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Box 3. Direitos das mulheres

A maioria das mulheres economicamente ativas em países de baixa renda trabalham na agropecuária [229]. Em
muitos países, as mulheres não possuem os mesmos direitos dos homens, e mesmo que elas os possuam
legalmente, os direitos podem continuar sendo ignorados. Esses direitos incluem comprar, vender ou herdar
terras; abrir uma conta poupança ou tomar empréstimo; assinar contratos; e vender sua produção.

Papéis tradicionais ao gênero podem restringir a liberdade de movimento das mulheres e impedi-las de trazer
seus produtos ao mercado ou deixar seus povoados sem a permissão de seus parentes do sexo masculino.
Convenções sociais e normas de gênero geralmente consideram as atividades de trabalho e a produção das
mulheres como parte do seu papel tradicional de cuidadora em vez de sua participação na economia de mercado,
dessa forma subestimando sua contribuição econômica. As mulheres nessas situações não usufruem do direito
ao mesmo padrão de vida decente dos homens.

As mulheres podem ter seus direitos negados quando se trata de proteção à maternidade. Benefícios como
licença maternidade e auxílio creche podem ser inacessíveis a mulheres nos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca.

27 As diretrizes voluntárias sobre a governança responsável da posse da terra, dos recursos pesqueiros e dos recursos florestais no contexto da
segurança alimentar nacional (VGGT) descrevem princípios, direitos e responsabilidades norteadores para uma governança responsável da
propriedade e uso da terra. No artigo 3.2, elas especificam que "atores não estatais, inclusive empresas, têm a responsabilidade de respeitar os
direitos humanos e legitimar direitos de posse" e descrevem as expectativas associadas a essa questão [193].
348 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato sobre não discriminação e igualdade de oportunidades


Se a organização tiver definido que não discriminação e igualdade de oportunidades são um tema material, esta
subseção lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.15.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 405: Conteúdo 405-1 Diversidade em órgãos de governança e empregados 13.15.2
Diversidade e
Igualdade de Conteúdo 405-2 Proporção entre o salário-base e a remuneração recebidos 13.15.3
Oportunidades pelas mulheres e aqueles recebidos pelos homens
2016
Recomendações adicionais ao setor
• Relate a proporção entre o salário-base e a remuneração recebidos pelas
mulheres e aqueles recebidos pelos homens para trabalhadores que não
são empregados e cujo trabalho é controlado pela organização.

GRI 406: Não Conteúdo 406-1 Casos de discriminação e medidas corretivas tomadas 13.15.4
Discriminação
2016

Conteúdos adicionais ao setor


Descreva quaisquer diferenças em termos de contrato de trabalho e abordagem para remuneração 13.15.5
baseadas na nacionalidade ou no status de migrante de trabalhadores, discriminadas por local de
operações.

Referências e recursos
As Normas 405: Diversidade e Igualdade de Oportunidades 2016 e GRI 406: Não Discriminação 2016 listam
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.

Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem


como recursos que poderão ser úteis para o relato de não discriminação e igualdade de oportunidades pelos
setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
349 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.16 Trabalho forçado ou análogo ao escravo


Trabalho forçado ou análogo ao escravo é o trabalho ou serviço exigido de um indivíduo sob ameaça de qualquer
penalidade e para o qual ele não se ofereceu de forma voluntária. Estar livre de trabalho forçado é um direito
humano e um direito fundamental no trabalho.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) identificou os setores de agropecuária, aquicultura e pesca como
altamente suscetíveis ao trabalho forçado ou análogo ao escravo Os trabalhadores enfrentam o não pagamento ou
pagamento atrasado de salários, restrições à liberdade de movimento, violência, ameaças, tráfico de seres
humanos e outras formas de escravidão moderna. Casos de trabalho forçado foram documentados nas cadeias de
fornecedores da maioria dos produtos nesses setores (consulte as referências [251], [256] e [257]).

Os trabalhadores da agropecuária, da aquicultura e da pesca tendem a não ser sindicalizados, geralmente ganham
menos e possuem menos habilidades do que os trabalhadores de outros setores. Os setores são intensivos em
mão de obra e possuem uma alta demanda por trabalhadores, geralmente atendida por agências de emprego. A
legislação trabalhista nacional nem sempre oferece proteção trabalhista a pequenos agricultores, pescadores
artesanais ou trabalhadores sazonais e informais (consulte o tema 13.20 Práticas empregatícias).

O trabalho é geralmente realizado em áreas rurais remotas ou de baixa renda. Isso pode exacerbar a probabilidade
de práticas trabalhistas abusivas e fazer com que os trabalhadores fiquem endividados com seus empregadores
devido a taxas referentes a acesso ao local de trabalho ou acomodações. Em alguns casos, os empregadores
poderão usar servidão por dívida para impedir os trabalhadores de ir embora.

Trabalhadores migrantes nos setores têm maior probabilidade de trabalhar sob condições de coerção. Eles podem
não ter autorização de trabalho válida ou não estar cientes de seu status legal e podem mesmo ter seus
passaportes ou documentos de identidade tomados. Trabalhadores migrantes sem documentos podem também
ser forçados ou coagidos a trabalhar em operações agropecuárias ou de pesca ilegais, correndo maiores riscos
para sua saúde e segurança.

Os trabalhadores migrantes na pesca são um grupo particularmente vulnerável. Eles geralmente vêm de países de
renda mais baixa e podem ser traficados ou podem não estar cientes de ter cruzado múltiplas fronteiras, arriscando
seus direitos humanos e até suas vidas.

Nas operações pesqueiras, a pressão contínua para entrega de maiores volumes de produção mantendo baixos os
custos trabalhistas pode contribuir para casos de práticas trabalhistas abusivas. Eliminar o trabalho forçado à bordo
de embarcações pesqueiras e fazer cumprir os direitos dos trabalhadores pode exigir um esforço adicional, já que
as embarcações pesqueiras normalmente operam em alto mar ou sob a bandeira de um país bem longe do local
da pesca. As normas internacionais dependem em grande parte de que os Estados de bandeira das embarcações
pesqueiras garantam o cumprimento das leis trabalhistas à bordo.

Identificar e evitar o trabalho forçado também exige entender as cadeias de fornecedores, onde a rastreabilidade
desempenha um papel fundamental (consulte o tema 13.23 Rastreabilidade da cadeia de fornecedores).

28 O marco normativo do consentimento livre, prévio e informado consiste em uma série de instrumentos jurídicos internacionais, entre os quais a
Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas [210], a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT 169)
[208] e a Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD) [209].
29 O consentimento livre, prévio e informado não pode ser obtido se um dos elementos contituintes estiver ausente [210]. Os elementos constituintes
são descritos mais detalhadamente no estudo "Free, prior and informed consent: a human rights-based approach - Study of the Expert Mechanism on
the Rights of Indigenous Peoples" [224].
350 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de trabalho forçado ou análogo ao escravo


Se a organização tiver definido que trabalho forçado ou análogo ao escravo é um tema material, esta subseção lista
os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e
pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.16.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 409: Conteúdo 409-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de 13.16.2
Trabalho trabalho forçado ou análogo ao escravo
Forçado ou
Análogo ao
Escravo 2016

Referências e recursos
A Norma GRI 409: Trabalho Forçado ou Análogo ao Escravo 2016 lista instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos intergovernamentais e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem como
recursos que poderão ser úteis para o relato de trabalho forçado ou análogo ao escravo pelos setores de
agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
351 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.17 Trabalho infantil


O trabalho infantil é definido como um trabalho que priva as crianças de sua infância, seu potencial e sua
dignidade, e que é prejudicial ao seu desenvolvimento físico ou mental, inclusive interferindo na sua educação.
Ele é uma violação dos direitos humanos e pode levar a impactos negativos por toda a vida. A abolição do
trabalho infantil é um princípio e direito fundamental no trabalho.

Os setores de agropecuária, aquicultura e pesca possuem o maior percentual de trabalho infantil em comparação a
todos os outros setores e foram documentados casos de trabalho infantil nas cadeias de fornecedores de muitos
produtos desses setores (consulte as referências [266] e [272]).30

Mais de 70% de todas as crianças em trabalho infantil estão envolvidas com os setores de agropecuária, aquicultura
e pesca. O percentual é ainda maior entre as crianças de cinco a 11 anos de idade [266]. Em alguns contextos, a
participação de crianças em trabalho não perigoso nos setores de agropecuária, aquicultura e pesca pode contribuir
para o desenvolvimento de habilidades da criança e para o seu desenvolvimento pessoal. No entanto, o trabalho
definido como trabalho infantil não está associado com impactos positivos e é considerado inapropriado para uma
criança com base em perigos, carga horária, condições de trabalho e interferência com a escolarização. Em
algumas partes do mundo, o trabalho infantil pode ser socialmente aceitável, contribuindo para a propagação da
prática.

Crianças trabalhando nos setores de agropecuária, aquicultura e pesca podem estar sujeitas a tarefas adequadas
somente para trabalhadores adultos. Essas tarefas tendem a criar impactos negativos na sua saúde ou no seu
desenvolvimento. Por exemplo, as crianças podem executar a tarefa de aplicar agrotóxicos no setor agrícola. A
exposição a agrotóxicos pode ser particularmente perigosa para crianças, já que seus corpos são mais vulneráveis
às toxinas, levando a maiores riscos de câncer infantil e prejuízos aos processos cognitivos.

Geralmente as crianças são designadas para cuidar de animais. Pelo fato das atividades da pecuária serem
intensivas, envolvendo limpeza dos animais e de seu alojamento, coleta de água, alimentação e ordenha, as
crianças podem deixar de frequentar a escola, incapazes de conciliá-la com esse tipo de trabalho.

Na pesca, as crianças trabalham em toda a cadeia de fornecedores, realizando tarefas como coleta, processamento
e venda de peixes e outros produtos aquáticos. As comunidades pesqueiras podem ter poucas fontes de renda e o
trabalho infantil é frequentemente usado para complementar a renda ou em atividades de subsistência. Longas
jornadas e trabalho noturno nesses setores também podem submeter as crianças a condições perigosas de
trabalho (consulte o tema 13.19 Saúde e segurança do trabalho).

Grandes parcelas dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca envolvem trabalho informal, aumentando a
probabilidade de trabalho infantil. O trabalho sazonal apresenta riscos adicionais e aumenta a probabilidade de
ausência na escola. Perder aulas para trabalhar afeta negativamente o direito das crianças à educação.

Menos de um terço das crianças que trabalham recebem pagamento. Em muitos casos, isso ocorre porque as
crianças estão trabalhando em um negócio familiar. As crianças também normalmente ganham menos que os
adultos e, em muitos casos, elas também são mais produtivas, o que os empregadores podem achar vantajoso.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) identifica o trabalho infantil forçado e o trabalho infantil perigoso como
as piores formas de trabalho infantil [259]. Um quarto das crianças envolvidas em trabalho infantil são vítimas do
trabalho forçado (consulte o tema 13.16 Trabalho forçado ou análogo ao escravo). Isso pode ocorrer quando, por
exemplo, intermediários de mão de obra recrutam e forçam as crianças a viajarem para longe de casa. Em casos de
servidão por dívida com um empregador, os pais podem colocar seus filhos para trabalhar com eles.

Trabalhadores jovens também são reconhecidos como um grupo vulnerável por normas de trabalho infantil e estão
sujeitos a proteção de trabalho perigoso, ao qual podem estar expostos nos setores.
352 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Box 4. Trabalhadores jovens

Trabalhadores jovens com idade acima da idade mínima para trabalhar e abaixo de 18 anos estão sujeitos a
proteções específicas com relação aos tipos de trabalho que podem realizar. Os jovens estão ainda em
desenvolvimento cognitivo e físico e, portanto, são considerados mais vulneráveis a impactos negativos no
trabalho do que os adultos.

De acordo com a OIT, o trabalho realizado por trabalhadores jovens precisa ser coerente com seu
desenvolvimento físico e mental. Os trabalhadores jovens na agropecuária, na aquicultura e na pesca podem
estar expostos a condições perigosas de trabalho, acidentes de trabalho e doenças. As restrições aplicam-se
também às horas de trabalho para reduzir sua vulnerabilidade.
353 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de trabalho infantil


Se a organização tiver definido que trabalho infantil é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.17.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 408: Conteúdo 408-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de 13.17.2
Trabalho Infantil trabalho infantil
2016

Referências e recursos
A Norma GRI 408: Trabalho Infantil 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos intergovernamentais e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem como
recursos que poderão ser úteis para o relato de trabalho infantil pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca
estão listados na Bibliografia.
354 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.18 Liberdade sindical e negociação coletiva


Liberdade sindical e negociação coletiva são direitos humanos e direitos fundamentais no trabalho. Eles incluem
os direitos de empregadores e trabalhadores de estabelecer, se associar e dirigir suas próprias organizações
sem autorização prévia ou interferência, e de negociar coletivamente as condições de trabalho e os termos de
contrato de trabalho. Este tema abrange a abordagem de uma organização e seus impactos relacionados com
liberdade sindical e negociação coletiva.

Os direitos a liberdade sindical e negociação coletiva de muitos trabalhadores nos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca permanecem em risco. Ainda são negados aos trabalhadores seus direitos a se organizar e
negociar coletivamente em muitos países, impedindo-os de efetivamente proteger seus interesses.

Trabalhadores de baixa renda, trabalhadores com emprego informal e trabalhadores migrantes, sazonais e
informais enfrentam barreiras para exercer o direito a liberdade sindical e negociação coletiva. Isso é amplificado
por um desequilíbrio de poder entre empregadores e trabalhadores. A falta de acesso a liberdade sindical e
negociação coletiva pode agravar os impactos nos trabalhadores que já enfrentam crescentes vulnerabilidades e
isolamento relacionados ao trabalho (consulte o tema 13.15 Não discriminação e igualdade de oportunidades).

Embora seja mais comum que os trabalhadores de grandes operações comerciais dos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estejam representados por sindicatos e cobertos por acordos de negociação coletiva, somente
uma pequena parcela deles são sindicalizados. Situações em que organizações impedem a sindicalização de
trabalhadores são recorrentes nesses setores. Membros dos sindicatos também têm sofrido intimidação e violência
(consulte as referências [281], [286] e [287]).

Trabalhadores sazonais podem achar difícil se sindicalizar devido ao seu emprego de curto prazo. Os sindicatos
têm relatado restrições aos trabalhadores temporários ou trabalhadores empregados por fornecedores a terem
acesso efetivo aos mesmos direitos dos outros empregados. Em alguns casos, organizações empregam
propositalmente trabalhadores com contratos de trabalho de curto prazo ou terceirizam funções de forma que os
trabalhadores não possam se sindicalizar. Os trabalhadores migrantes podem estar mais vulneráveis nessa
questão, uma vez que eles podem estar explicitamente impedidos de se filiar a sindicatos nacionais dos países
onde trabalham.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), todos os trabalhadores - inclusive autônomos,
pequenos agricultores, pescadores artesanais e aqueles que trabalham na economia informal - deveriam usufruir
do direito a liberdade sindical e negociação coletiva.
355 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de liberdade sindical e negociação coletiva


Se a organização tiver definido que liberdade sindical e negociação coletiva são um tema material, esta subseção
lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e
pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.18.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 407: Conteúdo 407-1 Operações e fornecedores em que o direito à liberdade sindical 13.18.2
Liberdade e à negociação coletiva pode estar em risco
Sindical e
Negociação
Coletiva 2016

Referências e recursos
A Norma GRI 407: Liberdade Sindical e Negociação Coletiva 2016 lista instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de liberdade sindical e negociação coletiva pelos setores
de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.

30 O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos possui casos documentados de trabalho infantil na produção de bananas em Belize, Brasil,
Equador, Nicarágua e Filipinas; de feijão em México e Paraguai; de frutas cítricas em Belize e Turquia; de cacau em Brasil, Camarões, Gana, Guiné e
Serra Leoa; de café em Brasil, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Guiné, Honduras, Quênia, México, Nicarágua,
Panamá, Serra Leoa, Tanzânia, Uganda e Vietnã; e de arroz em Brasil, República Dominicana, Quênia, Filipinas, Uganda e Vietnã. Possui também
casos documentados de trabalho infantil na produção de carne no Brasil e na criação de gado em Chade, Costa Rica, El Salvador, Etiópia, Lesoto,
Mauritânia, Namíbia, Uganda e Zâmbia. O trabalho infantil na aquicultura foi documentado em casos envolvendo peixes em Brasil, Camboja, Quênia,
Paraguai, Peru, Filipinas, Uganda, Vietnã e Iêmen; frutos do mar em El Salvador e Nicarágua; e camarão em Bangladesh e Camboja [272].
356 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.19 Saúde e segurança do trabalho


Condições de trabalho saudáveis e seguras são reconhecidas como um direito humano. Saúde e segurança do
trabalho envolve a prevenção de danos físicos e mentais aos trabalhadores e a promoção da saúde dos
trabalhadores. Este tema abrange impactos relacionados com a saúde e a segurança dos trabalhadores.

Os setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados todos os anos entre os setores mais perigosos,
com elevado número de acidentes de trabalho e doenças profissionais (consulte as referências [304] e [309]). Os
riscos ocupacionais associados aos setores de agropecuária, aquicultura e pesca incluem:
• manuseio de maquinário, ferramentas, embarcações e veículos perigosos;
• exposição a ruído e vibração excessivos, causando problemas auditivos e outros problemas sensoriais;
• escorregões, tropeços, quedas de alturas, quedas ao mar e afogamento;
• trabalhar com animais consideravelmente mais pesados do que o trabalhador, erguer cargas pesadas e outras
tarefas que geram distúrbios osteomusculares;
• trabalhar perto de pessoas ou animais, aumentando o risco de exposição a doenças infectocontagiosas;
• ataques por animais selvagens;
• exposição a poeira e a substâncias e produtos químicos potencialmente perigosos;
• exposição a temperaturas extremas e a condições climáticas severas.

Pelo fato de os trabalhadores dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca geralmente viverem onde
trabalham, os impactos de saúde e segurança do trabalho podem estar associados às condições de habitação dos
trabalhadores. Condições de trabalho e de habitação adequadas fornecem acesso à água potável, quantidade e
qualidade adequada de alimentos, higiene, saneamento e acomodação apropriada. Os trabalhadores têm direito ao
acesso seguro, higiênico e socialmente aceitável a saneamento e sua carência pode aumentar o risco de contrair
doenças infectocontagiosas.

Os trabalhadores poderão trabalhar longas horas e muitos dias consecutivos no setor agrícola, principalmente
durante as colheitas. Eles podem ficar expostos a agrotóxicos e outras substâncias químicas utilizadas. Crianças
que vivem com os trabalhadores nas propriedades agrícolas e nas plantações podem também estar expostas a
substâncias perigosas (consulte também os temas 13.6 Uso de agrotóxicos e 13.17 Trabalho infantil).

A pesca está associada a muitos riscos, tais como doenças profissionais, acidentes de trabalho e mortes. A pesca
em alto mar é considerada uma das ocupações mais perigosas. Desastres com embarcações e quedas ao mar
representam os maiores riscos de segurança e são as maiores causas de óbitos do setor. Riscos de segurança
nas embarcações estão relacionados a clima, ausência de sistemas de alerta meteorológico, falta de energia, falha
de motor ou manutenção inadequada. Transferências no mar entre embarcações pesqueiras e barcos de apoio
podem apresentar riscos adicionais de segurança, principalmente em mares agitados.

A maioria das embarcações pesqueiras estão fora dos parâmetros de dimensão regulados pelas normas
internacionais de segurança marítima. Pescadores artesanais operam milhões de embarcações pesqueiras que
variam em grau de sofisticação. Geralmente, essas embarcações se mostram inadequadas para as condições em
que podem ser usadas, tais como transporte de quantidades consideráveis de peixe ou navegação muito longe da
costa.

As normas de segurança de embarcações abrangem riscos referentes à segurança em geral, tais como segurança
contra incêndio, iluminação, ventilação, segurança pessoal, estabilidade da embarcação e sobrevivência no mar.
Capacitação em segurança de embarcações serve para evitar acidentes com embarcações e garante o
cumprimento das normas de segurança. Sistemas de seguro podem proporcionar segurança de renda para os
pescadores e, em caso de morte ou lesão, para suas famílias.

O processamento primário de peixes, que inclui coleta, separação e armazenamento, geralmente exige o manuseio
de ferramentas perigosas, tais como facas e anzóis. Quando os peixes são manualmente descabeçados,
eviscerados, descamados ou filetados, é comum que trabalhadores sofram cortes ou lacerações graves. Mordidas,
ferroadas e chicotadas de cauda de peixes e outros animais aquáticos podem também causar lesões. No caso de
doença profissional ou acidente de trabalho em alto mar, cuidados médicos profissionais ou mesmo uma
evacuação médica urgente podem não estar disponíveis.

A pesca pode envolver longas horas no mar, bem longe da costa. As exigências de descanso diário e semanal
determinadas por níveis de tripulação podem também afetar a saúde e a segurança das tripulações pesqueiras.
Pelo fato dos trabalhadores eventualmente viverem à bordo das embarcações pesqueiras por longos períodos, as
condições precárias de vida podem também perturbar seus períodos de descanso. Os pescadores podem também
ter dificuldade em obter folgas em terra ou dificuldade para desembarcar em portos estrangeiros.
357 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Os pescadores podem ser abandonados pelos proprietários da embarcação sem a perspectiva de pagamento ou
repatriação (consulte o tema 13.20 Práticas empregatícias). Houve casos documentados mostrando abandonos
que duraram por vários meses. O abandono pode causar impactos na saúde e na segurança, entre os quais
carência de cuidados médicos e de suprimento regular de alimentos, além de danos à saúde mental causados
pela manutenção de pessoas em um estado de grande incerteza.

Devido à ausência de aplicação e inspeção de normas de segurança, operações pesqueiras ilegais e operações
em águas contestadas podem impactar negativamente a saúde e a segurança dos trabalhadores. O enfrentamento
à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada nas cadeias de fornecedores pode ajudar e eliminar fatores que
levam ao comprometimento das normas de saúde e segurança (consulte também o tema 13.23 Rastreabilidade da
cadeia de fornecedores).

O movimento geralmente isolado e transfronteiriço de embarcações implica em que o acesso consistente à


inspeção trabalhista e a aplicação de políticas de saúde e segurança do trabalho permanecem difíceis.
358 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de saúde e segurança do trabalho


Se a organização tiver definido que saúde e segurança do trabalho são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.19.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor

A recomendação adicional abaixo é para organizações do setor de pesca:


• Descreva políticas sobre máximo de horas de trabalho e mínimo de horas de
descanso para trabalhadores em embarcações pesqueiras e a abordagem
para limitar a fadiga do trabalhador.31

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 403: Saúde e Conteúdo 403-1 Sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho 13.19.2
Segurança do
Trabalho 2018 Conteúdo 403-2 Identificação de periculosidade, avaliação de riscos e 13.19.3
investigação de incidentes

Conteúdo 403-3 Serviços de saúde do trabalho 13.19.4

Recomendações adicionais ao setor

A recomendação adicional abaixo é para organizações do setor de pesca:


• Descreva as funções de serviços de saúde do trabalho que abrangem
especificamente os riscos de saúde e segurança do trabalho para
trabalhadores à bordo de embarcações pesqueiras, inclusive trabalhadores
atuando em alto mar, e explique como a organização facilita o acesso dos
trabalhadores a esse serviços.

Conteúdo 403-4 Participação dos trabalhadores, consulta e comunicação aos 13.19.5


trabalhadores referentes a saúde e segurança do trabalho

Conteúdo 403-5 Capacitação de trabalhadores em saúde e segurança do 13.19.6


trabalho

Conteúdo 403-6 Promoção da saúde do trabalhador 13.19.7

Conteúdo 403-7 Prevenção e mitigação de impactos de saúde e segurança do 13.19.8


trabalho diretamente vinculados com relações de negócios

Conteúdo 403-8 Trabalhadores cobertos por um sistema de gestão de saúde e 13.19.9


segurança do trabalho

Conteúdo 403-9 Acidentes de trabalho 13.19.10

Conteúdo 403-10 Doenças profissionais 13.19.11

Referências e recursos
A Norma GRI 403: Saúde e Segurança do Trabalho 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem


como recursos que poderão ser úteis para o relato de saúde e segurança do trabalho pelos setores de
agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
359 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.20 Práticas empregatícias


Práticas empregatícias referem-se à abordagem da organização para geração de empregos, termos de contrato
de trabalho e condições de trabalho para seus trabalhadores. Este tema também abrange o emprego e as
condições de trabalho na cadeia de fornecedores de uma organização.

Uma relação de emprego é uma relação jurídica entre um trabalhador e uma organização que confere direitos e
obrigações a ambas as partes. O emprego informal é disseminado nos setores de agropecuária, aquicultura e
pesca, não sendo registrado o trabalho realizado. No mundo todo, 94% dos trabalhadores do setor agrícola têm
emprego informal [336].

Trabalhadores informais não possuem a segurança de um contrato de trabalho e podem ficar sem proteção legal e
benefícios do emprego; sua jornada de trabalho e outros itens presentes em um contrato de trabalho formal não são
claramente definidos. O trabalho informal também geralmente não é declarado, violando a legislação trabalhista e
comprometendo a arrecadação de tributos.

Mesmo quando existe uma relação formal de emprego, pode ainda haver falta de transparência sobre a jornada
diária, as taxas de remuneração e as condições de trabalho. Por exemplo, os trabalhadores podem sofrer deduções
não justificadas ou não transparentes em seus salários. Os empregadores podem reter uma parcela do pagamento
para cobrir vários custos, tais como taxas de recrutamento, alimentação e água, acomodação, licença para
descanso ou realizar o pagamento para familiares dos trabalhadores e não para o próprio. Pagamentos em
espécie, bônus e pagamento por produção são formas comuns de remuneração. Isso pode aumentar a
produtividade, mas poderá resultar em incerteza sobre o total de ganhos e limitar o poder de compra do trabalhador.

As formas de emprego nesses setores e suas respectivas cadeias de fornecedores podem ser complexas e
envolver muitos atores. As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca poderão depender de
trabalhadores contratados diretamente ou por meio de agências de emprego, ou ainda por fornecedores. Os
empregadores poderão classificar os trabalhadores que eles contratam como autônomos ou contratar
trabalhadores por meio de um terceiro para evitar uma relação de emprego direta. Tais situações são chamadas de
falsas relações de emprego e podem impedir que os trabalhadores tenham acesso aos seus devidos benefícios.
Impactos negativos semelhantes ocorrem quando trabalhadores são contratados através de contratos temporários
ou diários de forma recorrente.

Enquanto as agências de emprego preenchem as vagas dos setores, casos documentados demonstram que os
princípios e direitos fundamentais no trabalho são sistematicamente violados quando não há devida diligência para
a forma de atuação dessas agências. Os trabalhadores podem enfrentar taxas de recrutamento injustificadas,
condições de emprego irregulares e restrições para a rescisão do seu contrato. Práticas antiéticas de emprego e
recrutamento nos setores podem também aumentar a vulnerabilidade do trabalhador e levar à exploração. Um
recrutamento justo e ético significa contratar trabalhadores legalmente e de uma maneira justa e transparente que
respeite sua dignidade e seus direitos humanos (consulte as referências [329], [342] e [343]). O recrutamento ético
caracteriza-se por:
• taxas de recrutamento arcadas pelo empregador;
• respeito pela liberdade de circulação do empregado;
• termos e condições de emprego transparentes;
• confidencialidade e proteção de dados;
• acesso a reparação.

Trabalhadores migrantes geralmente se candidatam para as vagas de trabalho nos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca. O status de migrante, o idioma e barreiras de comunicação comumente deixam os
trabalhadores migrantes em desvantagem em termos de remuneração, moradia e proteção social e à saúde
(consulte o tema 13.15 Não discriminação e igualdade de oportunidades).
360 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Box 5. Trabalhadores migrantes

Trabalhadores migrantes podem ser particularmente vulneráveis a práticas trabalhistas antiéticas e a abuso. Eles
têm maior probabilidade de enfrentar discriminação salarial e termos de contrato de trabalho menos favoráveis
porque dependem dos empregadores ou das agências de emprego para os empregos e as autorizações de
trabalho.

Trabalhadores migrantes podem ser forçados a pagar uma taxa para conseguir emprego nos setores de
agropecuária, aquicultura e pesca e a entregar seus documentos de identidade aos empregadores, o que os
impede de deixar o trabalho. Tais práticas fazem com que os trabalhadores migrantes sejam vítimas de servidão
por dívidas, trabalho forçado ou análogo ao escravo, exploração de mão de obra e tráfico de seres humanos
(consulte também o tema 13.16 Trabalho forçado ou análogo ao escravo).

As normas internacionais do trabalho almejam que os trabalhadores dos setores de agropecuária, aquicultura e
pesca tenham condições decentes de trabalho, incluindo acomodações, alimentação, transporte para o local de
trabalho e de volta para casa, e seguro contra acidentes, quando aplicável. Para os pescadores, as normas
internacionais do trabalho e marítimas especificam o direito à repatriação em caso de abandono.
361 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de práticas empregatícias


Se a organização tiver definido que práticas empregatícias são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.20.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva políticas ou compromissos referentes ao recrutamento de
trabalhadores, incluindo:
- se a organização possui uma política de recrutamento ético e, caso
possua, um link para essa política quando estiver disponível ao público;
- se essas políticas e compromissos incluem sua abordagem em relação a
taxas de recrutamento;
- se essas políticas e compromissos proíbem a retenção de documentos
de identidade, como o passaporte;
- se, nos termos dessas políticas, os trabalhadores recebem para assinar
contratos por escrito em um idioma conhecido por eles;
- se essas políticas e compromissos se aplicam às agências de emprego
usadas para recrutar trabalhadores;
- como os casos de não conformidade com essas políticas e
compromissos são identificados e tratados.

• Descreva a abordagem para remuneração do trabalhador, incluindo:


- se é baseada em bônus e pagamento por produção, e quaisquer
deduções ou retenções na remuneração;
- a abordagem para pagamentos em espécie, incluindo o percentual de
remuneração paga em espécie em unidades operacionais importantes.

• Descreva a abordagem para adoção de medidas para identificar e resolver


situações em que o trabalho realizado na cadeia de fornecedores não ocorre
em conformidade com marcos institucionais e legais adequados, incluindo:32
- situações em que as pessoas que trabalham para fornecedores não
recebem a proteção social e trabalhista a que têm direito nos termos da
legislação trabalhista nacional;
- situações em que as condições de trabalho na cadeia de fornecedores da
organização não atendem às normas internacionais do trabalho ou à
legislação trabalhista nacional;
- situações de falsas relações de emprego, nas quais trabalhadores da
cadeia de fornecedores da organização são equivocadamente
considerados como autônomos ou não há um empregador legalmente
reconhecido;
- situações em que o trabalho na cadeia de fornecedores da organização
não está sujeito a contratos legalmente reconhecidos.

Referências e recursos
A Norma GRI 401: Emprego 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
relevantes para o relato deste tema.

Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem


como recursos que poderão ser úteis para o relato de práticas empregatícias pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
362 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.21 Renda digna e salário digno


Renda digna e salário digno refere-se a um nível de renda ou de salário que seja suficiente para proporcionar um
padrão de vida digno para todos os membros de um domicílio, incluindo alimentos nutritivos, água limpa,
moradia, educação, cuidados com a saúde e outras necessidades essenciais, tais como uma reserva para
imprevistos. Este tema abrange a abordagem de uma organização para a remuneração do trabalhador no
contexto de oferecer uma renda digna e um salário digno.

Conforme reconhecido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo(a) trabalhador(a) tem direito a uma
remuneração equitativa e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade
humana. A ausência de um padrão digno de vida pode levar à pobreza, à desnutrição e a um acesso limitado aos
serviços básicos. Oferecer uma renda digna e salário digno ajuda a reduzir a desigualdade e a pobreza no trabalho.

Os trabalhadores dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca têm, pelo menos, quatro vezes mais chance de
estarem em situação de pobreza do que trabalhadores de outros setores [356]. Garantir uma renda digna e salário
digno para os trabalhadores inclui o pagamento de um preço justo por seus produtos para agricultores e
pescadores autônomos ou uma remuneração por uma carga de trabalho padrão semanal (ou mensal) para
trabalhadores assalariados que seja suficiente para proporcionar um padrão de vida decente.

Um salário mínimo legalmente estabelecido pode, às vezes, seu usado como referência para um salário digno.
Entretanto, um salário digno é calculado com base em requisitos para um padrão digno de vida e pode ser maior
que o salário mínimo estabelecido. Em muitos países, trabalhadores assalariados nos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca não estão contemplados na legislação nacional sobre salário mínimo e estão sujeitos a taxas
de salário mínimo específicas do setor que são menores do que aquelas aplicadas a outras categorias de
trabalhadores. Uma alta proliferação do emprego informal nesses setores também coloca uma grande barreira para
a aplicação de normas salariais.

Os trabalhadores dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca podem ser remunerados de diversas formas,
tais como pagamento de outra natureza, na forma de uma parcela da sua coleta ou colheita, por bônus e por
produção, tornando-os mais vulneráveis à sub-remuneração (consulte o tema 13.20 Práticas empregatícias). Apesar
das normas internacionais do trabalho não estipularem um limite específico, a Organização Internacional do
Trabalho (OIT) questiona se seria apropriado que uma alta proporção do salário, como mais de 50%, seja pago na
forma de pagamento de outra natureza, dado seu potencial de diminuir a renda financeira dos trabalhadores [351].

Muitos pescadores e agricultores são categorizados como trabalhadores autônomos porque não recebem salários,
mas são remunerados de acordo com sua produção. Podem não existir proteções para esse tipo de trabalhador, de
forma que sua renda pode depender do poder de negociação individual, dos níveis de produção e dos preços. No
entanto, os preços podem estar sujeitos a forças de mercado voláteis ou desfavoráveis e podem ser estabelecidos
sem levar em conta possíveis perdas de produção devido a eventos climáticos, doenças de plantas e animais ou
outras circunstâncias imprevistas que reduzem a produção.

A ausência de uma renda digna e salário digno pode levar a impactos negativos no meio ambiente e nas pessoas.
Por exemplo, a ausência de uma renda digna pode também conduzir ao desmatamento ilegal de florestas ou a
atividades agrícolas ou pesqueiras ilícitas numa tentativa de aumentar a renda. Agricultores e pescadores podem
também ser pressionados a reduzir os custos de produção diminuindo o salário dos seus trabalhadores ou fazendo
uso de práticas trabalhistas inadequadas tais como exploração, mão de obra migrante ilegal ou trabalho infantil. A
ausência de uma renda digna também limita a capacidade dos produtores de investir em métodos de produção
mais eficientes ou sustentáveis, o que pode impactar seu acesso a mercados, renda e meios de subsistência
(consulte o tema 13.22 Inclusão econômica).

31 O mínimo de horas de descanso está estipulado na Convenção nº 188 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), "Trabalho na Pesca" [388].
363 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de renda digna e salário digno


Se a organização tiver definido que renda digna e salário digno são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.21.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva seus compromissos relacionados a oferecer uma renda digna ou
pagar um salário digno.
• Descreva a metodologia usada para definir renda digna ou salário digno em
unidades operacionais importantes e relate se essa definição envolveu
consulta e participação de stakeholders locais, inclusive sindicatos de
trabalhadores e patronais.
• Descreva como políticas de contratação, precificação e remuneração levam
em conta renda digna ou salário digno, inclusive como a renda digna é
considerada ao se estabelecer os preços de produtos.
• Descreva as ferramentas e os sistemas usados para monitorar salários
pagos por fornecedores.

Conteúdos adicionais ao setor


Relate o percentual de empregados e trabalhadores que não são empregados e cujo trabalho é 13.21.2
controlado pela organização que estão cobertos por acordos de negociação coletiva que possuem
termos relacionados a níveis salariais e frequência de pagamento de salários em unidades
operacionais importantes.

Relate o percentual de empregados e trabalhadores que não são empregados e cujo trabalho é 13.21.3
controlado pela organização que recebem acima do salário digno, discriminados por gênero.

Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de renda digna e salário digno pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
364 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.22 Inclusão econômica


Inclusão econômica está relacionada aos impactos de uma organização no acesso a oportunidades econômicas
para comunidades locais e no potencial produtivo de fornecedores reais ou potenciais. Este tema abrange a
abordagem de uma organização para a inclusão econômica de agricultores e pescadores, e de suas
comunidades.

Pequenos produtores - agricultores e pescadores, que plantam, criam, colhem, coletam e fornecem produtos para
organizações - são fornecedores essenciais para os setores de agropecuária, aquicultura e pesca. Há 500 milhões
de pequenos agricultores no setor agrícola e, em algumas regiões, eles produzem até 80% de todos os produtos
agrícolas [364]. Da mesma forma, as pequenas embarcações pesqueiras representam mais de 80% do total da
frota mundial (consulte as referências [360] e [370]). Entretanto, muitos desses agricultores e pescadores vivem em
áreas pobres e rurais, onde as comunidades sofrem exclusão econômica e social devido a infraestrutura
inadequada, ausência de tecnologia, capacidade de produção limitada ou acesso limitado a mercados e serviços
financeiros [368].

A produtividade e a resiliência dos agricultores e pescadores podem ser fortalecidas por demanda sustentada,
aporte de capital, desenvolvimento de habilidades e maior acesso a mercados. Por exemplo, agricultura por contrato
- quando uma organização celebra contratos de comercialização para entrega futura - pode melhorar a segurança
financeira e o acesso a mercados dos agricultores. As organizações poderão também se comprometer a fornecer
insumos de produção como parte desses contratos, tais como sementes e fertilizantes. No entanto, os acordos de
agricultura por contrato precisam ser firmados de forma a evitar endividamento ou dependência.

As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca podem também contribuir para a capacidade dos
pequenos produtores reduzindo barreiras ao mercado e conectando-os aos serviços financeiros e ativos produtivos.
As organizações podem também facilitar a formalização e criação de empresas pelos agricultores e pescadores.
Isso inclui assistência para regularização da posse, registro da empresa e relações de trabalho formais. As
organizações podem também estimular cooperativas que forneçam benefícios coletivos.

A inclusão econômica também pode ser incentivada quando as organizações escolhem fornecedores priorizando,
por exemplo, aqueles de propriedade de mulheres ou membros de outros grupos vulneráveis. O empoderamento
de mulheres é um motor fundamental da inclusão econômica em áreas rurais, uma vez que as mulheres têm maior
probabilidade de viver na pobreza e sofrer restrições econômicas como indivíduos e em suas casas (consulte o
tema 13.15 Não discriminação e igualdade de oportunidades).

O desenvolvimento de infraestrutura que vá além do escopo das operações da organização, tais como estradas,
portos ou canais, pode facilitar o acesso a transporte, energia, saneamento e outros serviços em áreas que, caso
contrário, estariam desprovidas. As organizações também podem contribuir para investimentos na comunidade e
estimular a economia local, oferecendo oportunidades econômicas para quem estiver inativo na economia local.

O empoderamento de agricultores e pescadores pode ajudá-los a atingir alta produtividade e contribuir para maior
segurança alimentar, respondendo a necessidades atuais e futuras de produção sustentável de alimentos (consulte
o tema 13.9 Segurança alimentar).
365 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de impactos econômicos


Se a organização tiver definido que impactos econômicos são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.22.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva as medidas tomadas para apoiar a inclusão econômica de
agricultores e pescadores e de suas comunidades (ex.: apoio direto por meio
de investimentos, parcerias ou capacitação) e a eficácia dessas medidas (ex.:
maior produção ou produtividade, número de agricultores ou pescadores
atingidos, percentual de produtos comprados de pequenos produtores).
• Descreva as medidas tomadas para identificar e ajustar as práticas de
compra da organização que causam ou contribuem para causar impactos
negativos na inclusão econômica de agricultores e pescadores na cadeia de
fornecedores.33

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 201: Conteúdo 201-1 Valor econômico direto gerado e distribuído 13.22.2
Desempenho
Econômico 2016

GRI 203: Conteúdo 203-1 Investimentos em infraestrutura e apoio a serviços 13.22.3


Impactos
Econômicos Conteúdo 203-2 Impactos econômicos indiretos significativos 13.22.4
Indiretos 2016

Referências e recursos
A Norma GRI 201: Desempenho Econômico 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem


como recursos que poderão ser úteis para o relato de inclusão econômica pelos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.

32 Estas recomendações adicionais ao setor baseiam-se no item 1.2 da Norma GRI 401: Emprego 2016.
366 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.23 Rastreabilidade da cadeia de fornecedores


Rastreabilidade é a capacidade de rastrear a fonte, a origem ou as condições de produção de matérias-primas e
produtos finais. A rastreabilidade fornece uma maneira de identificar e prevenir impactos negativos potenciais
ligados aos produtos de uma organização. Este tema abrange a abordagem de uma organização para
rastreabilidade de sua cadeia de fornecedores.

As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca podem comprar seus produtos e insumos, tais
como ração animal, de diferentes propriedades agrícolas, usinas, plantações, águas ou incubadoras. As condições
de produção podem diferir muito de um país para outro. As cadeias de fornecedores podem ser complexas,
atravessando fronteiras internacionais e agregando produtos de diferentes locais. Os produtos podem estar
associados a diversos impactos negativos na economia, no meio ambiente e nas pessoas, e envolvem operações
informais, onde os impactos geralmente não são documentados.

Mecanismos de rastreabilidade permitem às organizações identificar as origens dos seus produtos e atores na
cadeia de fornecedores. Esses mecanismos podem ajudar a localizar e retirar produtos não conformes. Por
exemplo, a rastreabilidade permite recalls urgentes de produtos devido a problemas na inocuidade dos alimentos e
surgimento de doenças em animais.

A rastreabilidade das rações na pecuária e na aquicultura é uma grande preocupação. A compra de ração para
animais e peixes pode contribuir para impactos negativos na biodiversidade e nos ecossistemas naturais. Rações
da aquicultura podem depender de estoques esgotados de peixes, intensificando ainda mais a sobrepesca
(consulte o tema 13.3 Biodiversidade). Ração vegetal pode estar associada à conversão de ecossistemas naturais.
Por exemplo, quase 80% da produção de soja do mundo é usada como ração animal e o cultivo de soja está
associado ao desmatamento em muitas áreas [379] (consulte o tema 13.4 Conversão de ecossistemas naturais).

No setor pesqueiro, mecanismos de rastreabilidade servem para garantir a sustentabilidade dos recursos da pesca
e a legalidade das operações pesqueiras. Identificar a fonte de produtos da pesca exige uma crescente vigilância
devido ao transbordo da coleta, re-exportação e numerosas etapas de processamento.

Box 6. Pesca ilegal, não declarada e não regulamentada

Algumas estimativas indicam que, em todo o mundo, até 30% dos peixes comprados provêm de pesca ilegal, não
declarada e não regulamentada, que inclui pesca sem licença, desrespeito a quotas de pesca, captura de peixes
abaixo do tamanho mínimo ou ameaçados de extinção, e uso de equipamentos de pesca não autorizados [377].
Inclui também pesca em áreas marinhas restritas ou protegidas ou em águas costeiras reservadas para
pescadores locais e transferência não autorizada de pescados de uma embarcação para outra.

A pesca ilegal, não declarada e não regulamentada é uma ameaça para os ecossistemas marinhos e sua
biodiversidade devido aos seus impactos potenciais na sustentabilidade dos estoques de peixes. Os
mecanismos de rastreabilidade são uma ferramenta fundamental contra a pesca ilegal, não declarada e não
regulamentada. Pesca certificada, projetos de aprimoramento da pesca34 ou medidas rigorosas de
monitoramento, controle e vigilância podem também proporcionar algum nível de verificação contra a pesca ilegal,
não declarada e não regulamentada.

A rastreabilidade também pode facilitar a transparência do valor criado em cada etapa da cadeia de valor e como o
valor é distribuído entre os produtores. Essa informação é relevante para se estabelecer preços de compra para
produtos agrícolas, da aquicultura e da pesca que propiciam uma renda digna ou um salário digno para
trabalhadores, agricultores e pescadores (consulte também o tema 13.21 Renda digna e salário digno).

Rastrear a origem dos produtos pode ser desafiador e a rastreabilidade ao longo dos setores de agropecuária,
aquicultura e pesca está implementada de forma desigual. As organizações que compram produtos agrícolas, da
aquicultura e da pesca poderiam, dependendo do produto, conseguir rastrear cada um deles até sua fonte ou até
uma específica área geográfica. Os fornecedores podem também possuir certificações ou sistemas de verificação
por terceiros que vinculem seus produtos a locais de produção que mantenham certas normas de desempenho
ambiental, econômico e social.
367 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de rastreabilidade da cadeia de fornecedores


Se a organização tiver definido que rastreabilidade da cadeia de fornecedores é um tema material, esta subseção
lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e
pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.23.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a fundamentação teórica e a metodologia usadas para rastrear a
fonte, a origem ou as condições de produção dos produtos comprados pela
organização (tais como matérias-primas e insumos adquiridos).35

As recomendações adicionais abaixo são para organizações do setor de pesca:


• Descreva políticas, sistemas de verificação e processos de avaliação de
riscos relacionados à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.
• Liste iniciativas e parcerias de que a organização participa que visem ajudar a
combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

Conteúdos adicionais ao setor


Descreva o nível de rastreabilidade em vigor para cada produto comprado, por exemplo, se o produto 13.23.2
pode ser rastreado até o nível nacional, regional ou local, ou até um ponto de origem específico
(como fazendas, viveiros, incubadoras e fábricas de ração).36

Relate o percentual de volume comprado37 que é certificado por normas internacionalmente 13.23.3
reconhecidas que rastreiam o caminho percorrido pelos produtos ao longo da cadeia de
fornecedores, com discriminação por produto, e liste essas normas.38

Descreva os projetos de melhoria para certificar os fornecedores por normas internacionalmente 13.23.4
reconhecidas que rastreiam o caminho percorrido pelos produtos ao longo da cadeia de
fornecedores para garantir que todo o volume comprado seja certificado.

Referências e recursos
As referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de
rastreabilidade da cadeia de fornecedores pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na
Bibliografia.
368 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.24 Políticas públicas


Uma organização pode participar do desenvolvimento de políticas públicas, diretamente ou por meio de uma
organização intermediária, recorrendo a lobby ou fazendo contribuições financeiras ou de outra natureza para
partidos políticos, políticos ou causas. Embora uma organização possa incentivar o desenvolvimento de políticas
públicas que beneficiem a sociedade, sua participação pode também estar associada com corrupção, suborno,
influência indevida ou uma representação desequilibrada dos interesses da organização. Este tema abrange a
abordagem de uma organização para advocacy em políticas públicas e os impactos que podem resultar da
influência exercida pela organização.

As organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca têm o potencial de influenciar as políticas locais,
nacionais ou internacionais referentes a regulamentos ambientais, acesso a recursos naturais, leis trabalhistas,
segurança alimentar, saúde pública e bem-estar animal.

Advocacy ou lobby pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca podem visar políticas que limitem o impacto
ambiental dos setores; estabelecimento de preços e subsídios por parte do governo; ou quotas obrigatórias para
produtos. Na agricultura, casos documentados revelam que grandes organizações agrícolas se posicionaram a
favor de adiar exigências legais para rotação de culturas e evitar multas por uso inadequado do solo. As atividades
de lobby da agropecuária podem também visar a aprovação de organismos geneticamente modificados (OGMs) e
objetivos para reduzir o uso de agrotóxicos, fertilizantes e antibióticos para animais. O lobby pode também afetar o
acesso dos agricultores à tecnologia e a recursos genéticos, como sementes.

Na pecuária, o lobby pode inibir o desenvolvimento de políticas públicas que lidem com os impactos negativos do
gado no meio ambiente. Os produtos de origem animal - principalmente laticínios e carne - são fortemente
subsidiados em muitos países devido à influência das organizações pecuaristas. Subsídios viabilizados
expressamente por meio de lobby podem facilitar o suprimento de produtos de origem animal a preços que não
cobrem os custos ambientais. O lobby pode também evitar normas mais rígidas de bem-estar animal.

Na pesca, as organizações podem influenciar a regulamentação de coletas e quotas, incluindo negociações de


comércio internacional e acordos bilaterais sobre quotas de pesca. Localmente, o lobby pode controlar as tentativas
de limitar a coleta para preservar os estoques de peixes (consulte também o tema 13.26 Combate à corrupção).
369 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de políticas públicas


Se a organização tiver definido que políticas públicas são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.24.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 415: Políticas Conteúdo 415-1 Contribuições políticas 13.24.2
Públicas 2016

Referências e recursos
A Norma GRI 415: Políticas Públicas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
relevantes para o relato deste tema.

As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de políticas públicas pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.

33 Estas recomendações adicionais ao setor baseiam-se nas orientações para o item 1.1 da Norma GRI 204: Práticas de Compra 2016.
370 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.25 Concorrência desleal


Concorrência desleal refere-se a ações adotadas por uma organização que podem resultar em conluio com
potenciais concorrentes, abuso de posição dominante no mercado ou exclusão de potenciais concorrentes,
limitando dessa forma os efeitos da concorrência do mercado. Isso pode incluir fixar preços ou coordenar
licitações, criar restrições de mercado ou produção, impor cotas geográficas e alocar clientes, fornecedores,
áreas geográficas ou linhas de produtos. Este tema abrange impactos resultantes da concorrência desleal.

Muitos produtos agrícolas, da aquicultura e da pesca são comprados de produtores e comercializados por um
número limitado de organizações. Em situações de opções limitadas de mercado, os comerciantes e compradores
podem exercer um poder de mercado significativo.

Acordos de concorrência desleal realizados por organizações dos setores de agropecuária, aquicultura e pesca
podem fazer com que os preços de compra de produtos fiquem abaixo do que seriam em um mercado competitivo e
podem levar a restrições dos volumes de produtos. Muitos produtores desses setores são pequenos agricultores e
pescadores artesanais, geralmente trabalhando no setor informal e enfrentando grandes barreiras para seu acesso
a mercados (consulte também o tema 13.22 Inclusão econômica). Grandes organizações que compram
suprimentos de pequenos produtores podem levar vantagem na assimetria de informação e na fragmentação do
mercado para limitar as opções de escolha destes de para quem vender.

Práticas de concorrência desleal podem fazer com que os pequenos produtores desses setores não consigam
cobrir seus custos, obter uma renda digna ou pagar salários a seus trabalhadores, resultando em exclusão
econômica e risco para seus meios de subsistência (consulte o tema 13.21 Renda digna e salário digno). Outras
medidas que propositalmente limitam os efeitos da concorrência de mercado podem também fazer com que os
pequenos produtores percam sua independência e sejam pressionados a se tornar subsidiárias de grandes
organizações multinacionais. Em algumas partes desses setores, cartéis forçaram a exclusão de pequenos
produtores de mercados internacionais.

Grandes cooperativas, comumente encontradas nesses setores, podem afetar a concorrência de mercado exigindo
que agricultores e pescadores vendam seus produtos exclusivamente através delas. Embora tais esquemas
possam beneficiar os produtores, eles também geram preocupações quanto à concorrência desleal ao limitarem as
escolhas do consumidor nos casos em que representam uma parcela importante da capacidade produtiva do setor.

34 Projetos de aprimoramento visam a melhoria nas práticas de produção e na forma de gestão dos impactos nas espécies e nos ecossistemas. Os
projetos de aprimoramento são geralmente realizados com a intenção de passar por uma verificação como parte de um processo de certificação que
garanta conformidade com certos padrões de desempenho ambiental, econômico e social no futuro.
371 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de concorrência desleal


Se a organização tiver definido que concorrência desleal é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.25.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 206: Conteúdo 206-1 Ações judiciais por concorrência desleal, práticas de truste e 13.25.2
Concorrência monopólio
Desleal 2016

Referências e recursos
A Norma GRI 206: Concorrência Desleal 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente

As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de concorrência desleal pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.

35 Esta recomendação adicional ao setor baseia-se nas orientações para o item 1.1 da Norma GRI 204: Práticas de Compra 2016.
36 Uma descrição da cadeia de fornecedores da organização é relatada no Conteúdo 2-6 Atividades, cadeia de valor e outras relações de negócios da
Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021.
37 Volume comprado refere-se ao volume total de produtos comprados de fornecedores pela organização.
38 Certificações e normas que rastreiam o caminho de produtos ao longo da cadeia de fornecedores são, às vezes, chamadas de cadeia de custódia
(CoC, na sigla em inglês). CoC é a documentação cronológica ou o conjunto de documentos que registra a sequência de custódia, controle,
transferência, análise e disposição dos produtos.
372 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.26 Combate à corrupção


Combate à corrupção refere-se a como uma organização gerencia a possibilidade de estar envolvida com
corrupção. A corrupção envolve práticas como suborno, pagamentos de propina, fraude, extorsão, conluio,
lavagem de dinheiro, oferta ou recebimento de um incentivo para fazer algo desonesto ou ilegal. Este tema
abrange o potencial para a ocorrência de corrupção e os impactos a ela relacionados.

A corrupção nos setores de agropecuária, aquicultura e pesca pode erodir a capacidade dos governos de limitar
práticas como as do desmatamento e da sobrepesca. A corrupção também aumenta a probabilidade de impactos
potenciais negativos nos trabalhadores e nas comunidades, e reduz as receitas governamentais. As organizações
que se envolvem em corrupção podem obter uma vantagem injusta em mercados competitivos.

Nos setores de agropecuária, aquicultura e pesca, a corrupção pode estar relacionada ao uso da terra e de outros
recursos naturais regulamentados por agências governamentais. Ela pode, por exemplo, tomar a forma de propinas
pagas a autoridades para registro de terras, aquisição de informações fundiárias ou obtenção de licenças para
estabelecer uma operação. Isso pode afetar titulares de direitos e levar ao deslocamento de comunidades,
principalmente em áreas sem a posse da terra garantida (consulte também o tema 13.13 Direitos à terra e aos
recursos naturais).

Outras formas de corrupção podem também envolver o benefício indevido de reformas políticas e transações com
terra, tais como privatização de terras pertencentes ao Estado, aprovação de planos de zoneamento e expropriação
de terras. Essas práticas geralmente ignoram mecanismos legais e causam impactos nas pessoas e no meio
ambiente.

A corrupção nesses setores pode incluir induzir autoridades a ignorar operações ilegais de cultivo e de pesca,
levando à destruição de ecossistemas naturais quando a área é desmatada. Práticas corruptas na pesca podem
facilitar o acesso a acordos entre organizações e autoridades que controlam recursos de pesca, que potencialmente
resulta em níveis insustentáveis de pesca.

Práticas corruptas podem também permitir a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada e o desrespeito a
quotas, comprometendo a sustentabilidade dos estoques. Os próprios pescadores poderiam estar envolvidos em
corrupção para aumentar o limite de pesca. Registros de tipo ou volume de coleta podem ser falsificados ou as
autoridades podem ser subornadas para ignorar ou certificar registros falsos.

A operação de embarcações de pesca sob uma bandeira de conveniência ou uma bandeira desconhecida pode
estar associada à corrupção quando visa burlar as restrições legais dos países.
373 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Relato de combate à corrupção


Se a organização tiver definido que combate à corrupção é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca.

NORMA CONTEÚDO Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 13.26.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 205: Conteúdo 205-1 Operações avaliadas quanto a riscos relacionados à corrupção 13.26.2
Combate à
Corrupção 2016 Conteúdo 205-2 Comunicação e capacitação em políticas e procedimentos de 13.26.3
combate à corrupção

Conteúdo 205-3 Casos confirmados de corrupção e medidas tomadas 13.26.4

Referências e recursos
A Norma GRI 205: Combate à Corrupção 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de combate à corrupção pelos setores de agropecuária, aquicultura e pesca estão listados na Bibliografia.
374 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

acidente de trabalho ou doença profissional


A impactos negativos na saúde resultantes da exposição a perigos no trabalho

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Diretrizes sobre Sistemas de Gestão


de Segurança e Saúde no Trabalho, ILO-OSH 2001, 2001; modificado

Obs. 1: “Doença profissional” indica dano à saúde que inclui doenças, enfermidades e
distúrbios. Os termos “enfermidade” e “distúrbio” são geralmente usados
alternadamente e referem-se a condições de saúde com sintomas e diagnósticos
específicos.

Obs. 2: Acidentes de trabalho ou doenças profissionais são resultantes da exposição a


perigos no trabalho. Podem ocorrer outros tipos de incidente que não estejam
relacionados ao trabalho propriamente dito. Por exemplo, os seguintes incidentes
não são considerados relacionados ao trabalho:
• um trabalhador sofre um infarto durante o trabalho que não está relacionado ao
trabalho;
• um trabalhador dirigindo a caminho do trabalho ou voltando dele é ferido em
um acidente de carro (quando dirigir não faz parte de suas atribuições
profissionais e o transporte não foi organizado pelo empregador);
• um trabalhador com epilepsia tem uma convulsão no trabalho que não está
relacionada ao trabalho.

Obs. 3: Viagem a trabalho: Acidentes ou doenças profissionais que ocorrerem durante


uma viagem a trabalho são considerados relacionados ao trabalho se, no
momento do acidente de trabalho ou doença profissional, o trabalhador estiver
envolvido em atividades de trabalho “em benefício do empregador”. São exemplos
de tais atividades: viagens de ida e volta para contatar clientes; desempenhar
tarefas; entreter ou ser entretido em função de transações comerciais, discussão
ou promoção de negócios (em favor do empregador).

Trabalho em domicílio: As lesões e doenças que ocorrem quando o trabalho é


realizado em domicílio são consideradas relacionadas ao trabalho se a lesão ou
doença ocorrer enquanto o trabalhador estiver realizando o trabalho no domicílio, e
a lesão ou doença estiverem diretamente relacionadas ao desempenho do
trabalho, e não ao ambiente geral ou configuração do domicílio.

Doença mental: Uma doença mental será considerada relacionada ao trabalho se


tiver sido voluntariamente notificada pelo trabalhador e estiver acompanhada de
laudo de um profissional de saúde habilitado com formação e experiência
adequados que declare que a doença é relacionada ao trabalho.

Para uma melhor orientação sobre a determinação de “relação com o trabalho”,


consulte a Administração de Segurança e Saúde Ocupacional do Departamento do
Trabalho dos Estados Unidos (United States Occupational Safety and Health
Administration), Determination of work-relatedness 1904.5, (Determinação de
relação com o trabalho 1904.5), [Link]
oshaweb/owadisp.show_document?p_table=STANDARDS&p_id=9636, acessado
em 01/06/2018.

Obs. 4: Os termos “ocupacional” e “relacionado ao trabalho” são geralmente usados


alternadamente.

água de superfície
água que ocorre naturalmente na superfície da Terra em lençóis de gelo, calotas de gelo,
375 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

glaciares, icebergs, pântanos, lagoas, lagos, rios e córregos

Fonte: CDP, CDP Water Security Reporting Guidance, 2018; modificado

água de terceiros
empresas municipais de abastecimento de água e estações municipais de tratamento de
água residual, empresas públicas ou privadas prestadoras de serviços públicos, bem como
outras organizações envolvidas no fornecimento, transporte, tratamento, disposição ou uso de
água e efluentes

água do mar
água de um mar ou de um oceano

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 14046:2014. Gestão ambiental


— Pegada hídrica — Princípios, requisitos e diretrizes. Genebra, ISO, 2014;
modificado

água doce
água com concentração de sólidos dissolvidos totais igual ou menor que 1.000 mg/L

Fonte: Gestão ambiental — Pegada hídrica — Princípios, requisitos e diretrizes. Genebra:


ISO, 2014; modificada
United States Geological Survey (USGS), Water Science Glossary of Terms,
[Link]/edu/[Link], acessado em 01/06/2018; modificado
e Organização Mundial de Saúde (OMS), Diretrizes para a Qualidade da Água
Potável, 2017; modificadas

água subterrânea
água que está contida e que pode ser recuperada de uma formação subterrânea

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 14046:2014. Gestão ambiental


— Pegada hídrica — Princípios, requisitos e diretrizes. Genebra, ISO, 2014;
modificado

área de alto valor de biodiversidade


área não sujeita à proteção legal, mas reconhecida por suas importantes características de
biodiversidade por uma série de organizações governamentais e não governamentais

Obs. 1: As áreas de alto valor de biodiversidade incluem habitats que são prioritários para
preservação, geralmente definidos em Estratégias e Planos de Ação Nacionais
para a Biodiversidade elaborados nos termos da Convenção da Organização das
Nações Unidas (ONU) “Convenção sobre Diversidade Biológica” de 1992.

Obs. 2: Diversas organizações internacionais de preservação já identificaram áreas


específicas de alto valor de biodiversidade.

área de proteção permanente


área protegida de qualquer dano durante a realização de atividades operacionais, e onde o
meio ambiente permanece no seu estado original com um ecossistema saudável e funcional

bacia hidrográfica
B área de terra da qual o escoamento superficial e subterrâneo de águas flui através de uma
sequência de ribeirões, rios, aquíferos e lagos para o mar ou outro escoadouro em uma única
foz, estuário ou delta

Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014;
modificada

Obs.: As bacias hidrográficas incluem águas subterrâneas associadas e podem incluir


partes de corpos d’água (tais como lagos ou rios). Em diferentes partes do
mundo, as bacias hidrográficas também são chamadas de "bacias de drenagem"
ou "bacias" (ou sub-bacias).

benefício
benefício direto fornecido na forma de contribuições financeiras, cuidados pagos pela
organização ou reembolso de despesas suportadas pelo empregado
376 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Obs.: Indenizações por demissão iguais ou superiores ao mínimo exigido por lei,
pagamento por dispensa temporária, benefícios adicionais em caso de acidentes
de trabalho e doenças profissionais, pensões por morte e folgas remuneradas
adicionais poderão também ser considerados como benefício.

cadeia de fornecedores
C gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização

cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final

Obs 1: Entidades upstream (acima) da organização (ex.: fornecedores) fornecem produtos


ou serviços que são usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização. Entidades downstream (abaixo) da organização (ex.:
distribuidores, clientes) recebem produtos ou serviços da organização.

Obs 2: A cadeia de valor inclui a cadeia de fornecedores.

captação de água
soma do volume total de água retirada de águas superficiais, águas subterrâneas, água do
mar ou água de terceiros durante o período de relato

CO2 (dióxido de carbono) equivalente


medida usada para comparar as emissões de vários tipos de gases de efeito estufa (GEE)
com base em seu potencial de aquecimento global (GWP, na sigla e m inglês)

Obs.: O CO2 equivalente de um gás é obtido multiplicando-se as toneladas métricas do


gás pelo seu GWP associado.

comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização

Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.

concorrência desleal
ações adotadas pela organização ou por seus empregados que possam resultar em conluio
com potenciais concorrentes com o propósito de limitar os efeitos da concorrência do mercado

Exemplos: alocar clientes, fornecedores, áreas geográficas e linhas de produtos; coordenar


licitações; criar restrições de mercado ou produção; fixar preços; impor cotas
geográficas

consumo de água
soma do volume total de água captada e incorporada aos produtos, usada na produção
agrícola ou gerada como resíduo, que tenha evapotranspirado ou sido consumida por
humanos ou animais de criação, ou esteja poluída ao ponto de estar inutilizável para consumo
por outros e que, portanto, não tenha sido descartada de volta para as águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou para terceiros durante o período de relato

Fonte: CDP, CDP Water Security Reporting Guidance, 2018; modificado

Obs.: Consumo de água inclui água que foi armazenada durante o período de relato
para uso ou descarte em um período de relato subsequente.

corrupção
“abuso do poder confiado para obtenção de ganhos particulares”, que pode ser instigado por
indivíduos ou organizações

Fonte: Transparência Internacional, “Princípios Empresariais para Combater o Suborno”,


2011
377 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Obs.: A corrupção inclui práticas como suborno, pagamentos de propina, fraude,


extorsão, conluio e lavagem de dinheiro. Inclui, também, a oferta ou recebimento
de qualquer presente, empréstimo, comissão, recompensa ou outra vantagem por
ou para qualquer pessoa como indução para fazer algo desonesto, ilegal ou que
represente quebra de confiança na conduta dos negócios da empresa. Isso pode
incluir dinheiro ou benefícios de outra natureza como mercadorias, presentes e
viagens gratuitas ou serviços pessoais especiais prestados com a finalidade de
obter uma vantagem indevida ou que venham a resultar em pressão moral para
receber tal vantagem.

criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior

Obs. 1: Exceções podem ocorrer em determinados países nos quais a economia e o


sistema educacional são insuficientemente desenvolvidos e se aplica a idade
mínima de 14 anos. Esses países considerados exceções são especificadas pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT) em resposta a solicitação especial de
um país interessado e consulta junto a organizações representantes de
empregadores e trabalhadores.

Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


D desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".

discriminação
ato e resultado de tratar pessoas de forma desigual, impondo encargos desiguais ou
negando-lhes benefícios, em vez de tratar cada pessoa de maneira justa com base no mérito
individual

Obs.: A discriminação pode também incluir assédio, definido como uma série de
comentários ou ações indesejados, ou que se sabe que devem ser razoavelmente
conhecidas como indesejáveis para a pessoa a quem eles são dirigidos.

disposição
qualquer operação que não seja recuperação, mesmo que tenha como consequência
secundária a recuperação de energia

Fonte: União Europeia (UE), Diretiva-Quadro Resíduos, 2008 (Diretiva 2008/98/EC)

Obs.: Disposição é a gestão no final da vida útil de produtos, materiais e recursos


descartados em um aterro ou por meio de uma transformação química ou térmica
que torna esses produtos, materiais e recursos indisponíveis para uso posterior.
378 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

efluente
E água residual tratada ou não tratada que é descartada

Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014

emissões diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE)


emissões de GEE de fontes pertencentes ou controladas pela organização

Exemplo: Emissões de CO2 provenientes do consumo de combustíveis

Obs.: Uma fonte de GEE é qualquer unidade ou processo físico que libere GEE na
atmosfera.

emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquisição de


energia
emissões de GEE resultantes da geração de eletricidade, aquecimento, resfriamento e vapor
comprados ou adquiridos e consumidos pela organização

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

escoamento de água
parte da precipitação que flui para um rio na superfície (ou seja, escoamento superficial) ou no
subsolo (ou seja, escoamento sub-superficial)

Fonte: Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura


(UNESCO), Glossário Internacional de Hidrologia da UNESCO, 2012; modificado

exposição
quantidade de tempo passado ou natureza do contato com certos ambientes que possuem
diferentes graus e tipos de periculosidade, ou proximidade a uma condição que possa causar
acidente de trabalho ou doença profissional (ex.: produtos químicos, radiação, alta pressão,
ruído, fogo, explosivos)

fornecedor
F entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização

Exemplos: intermediários, consultores, partes contratadas, distribuidores, franqueados,


trabalhadores em domicílio, terceiros independentes, licenciados, fabricantes,
produtores primários, subcontratados, atacadistas

Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.

gás de efeito estufa (GEE)


G gás que contribui para o efeito estufa ao absorver radiação infravermelha

grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral

Exemplos: crianças e jovens; idosos; ex-combatentes; famílias afetadas pelo HIV/AIDS;


defensores dos direitos humanos; povos indígenas; deslocados internos;
trabalhadores migrantes e suas famílias; minorias nacionais ou étnicas,
religiosas ou linguísticas; pessoas que poderiam ser discriminadas com base em
sua orientação sexual, identidade de gênero, expressão de gênero ou
características sexuais (ex.: lésbicas, gays, bissexuais, transgênero, intersexo);
pessoas com deficiência; refugiados ou refugiados que regressam aos seus
países de origem; mulheres

Obs.: As vulnerabilidades e impactos podem variar conforme o gênero.


379 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

impacto
I efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".

incidente de trabalho
fato resultante do trabalho ou ocorrido durante o trabalho que poderia resultar ou resulta em
acidente de trabalho ou doença profissional

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 45001:[Link] de gestão


de saúde e segurança do trabalho — Requisitos com orientações para
[Link], ISO, 2018; modificado
Definições das Normas ISO 14046:2014 e ISO 45001:2018 ou nelas baseadas são
reproduzidas com permissão da International Organization for Standardization, ISO. A ISO
permanece detentora dos direitos autorais.

Obs. 1: Incidentes podem ser consequência de, por exemplo, problemas elétricos,
explosão, incêndio; inundação, tombamento, vazamentos, transbordamento;
quebra, estouro, rachadura; perda de controle, escorregão, tropeço e queda;
movimento corporal sem estresse; movimento corporal sob estresse; choque,
susto; violência ou assédio (como assédio sexual) no local de trabalho.

Obs. 2: Um incidente que resulta em acidente de trabalho ou doença profissional é


frequentemente denominado “acidente”. Um incidente que tem potencial para
resultar em acidente de trabalho ou doença profissional, mas onde nenhum dos
dois ocorre, é geralmente denominado “quase acidente” ou “ocorrência perigosa”.

infraestrutura
instalações construídas principalmente para fornecer um serviço ou bem público em vez de
satisfazer um propósito comercial e das quais a organização não busca obter um benefício
econômico direto

Exemplos: hospitais, estradas, escolas, estruturas ou estações de abastecimento de água

liberdade sindical
L direito de empregadores e trabalhadores de estabelecer, se associar e dirigir suas próprias
organizações sem autorização prévia ou interferência do estado ou de qualquer outra entidade

mecanismo de queixas
M processo de rotina pelo qual podem ser feitas queixas e pode-se obter reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o Conteúdo 2-25 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "mecanismo de queixas".

medidas de circularidade
medidas tomadas para manter o valor dos produtos, materiais e recursos e redirecioná-los de
volta ao uso pelo maior tempo possível e com a menor pegada de carbono e de recursos
possível, de forma que sejam extraídos menos recursos e matérias-primas e que a geração de
resíduos seja evitada

mitigação
medida(s) tomadas para reduzir a extensão de um impacto negativo

Fonte Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado
380 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Obs.: A mitigação de um impacto negativo real refere-se a medidas tomadas para


reduzir a severidade do impacto negativo que ocorreu, sendo que qualquer
impacto residual necessitará de reparação. A mitigação de um impacto negativo
real refere-se a medidas tomadas para reduzir a probabilidade da ocorrência de
um impacto negativo.

negociação coletiva
N todas as negociações que se realizam entre um empregador, um grupo de empregadores ou
uma ou mais organizações de empregadores, de um lado, e uma ou mais organizações de
trabalhadores (ex.: sindicatos), de outro, para definir condições de trabalho e termos de
emprego ou para regular as relações entre empregadores e trabalhadores

Fonte: Convenção nº 154 da Organização Internacional do trabalho (OIT), “Incentivo à


Negociação Coletiva”, 1981; modificada

órgão de governança
O grupo formalizado de indivíduos responsável pela orientação estratégica da organização, o
efetivo monitoramento da gestão e a prestação de contas da gestão à organização como um
todo e a seus stakeholders

outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa (GEE)


emissões indiretas de gás de efeito estufa (GEE) não incluídas nas emissões indiretas
(Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquisição de energia que ocorrem
fora da organização, inclusive emissões upstream e downstream na cadeia de valor

parceiro de negócios
P entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio

Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado

Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações

Obs.: Parceiros de negócios não incluem as subsidiárias e as afiliadas controladas pela


organização.

período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas

Exemplos: ano fiscal, ano-calendário

potencial de aquecimento global (GWP, na sigla em inglês)


valores que descrevem o impacto do forçamento radiativo de uma unidade de um determinado
gás de efeito estufa (GEE) em relação a uma unidade de dióxido de carbono (CO2) ao longo de
um determinado período

Obs.: valores de GWP convertem os dados de emissões de GEE para gases não CO2
em unidades de CO2 equivalente.

povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 169, “Povos Indígenas


e Tribais”, 1989.
381 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

preparação para reutilização


operações de controle, limpeza ou reparo, mediante as quais os produtos ou os componentes
de produtos que se tornaram resíduos são preparados para serem colocados em uso com a
mesma finalidade para a qual foram concebidos

Fonte: União Europeia (UE), Diretiva-Quadro Resíduos, 2008 (Diretiva 2008/98/EC);


modificada

quase acidente
Q incidente de trabalho que não teve como consequência acidente de trabalho ou doença
profissional, mas que tem potencial para causá-los

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 45001:2018. Sistemas de gestão


de saúde e segurança do trabalho - Requisitos com orientações para uso. Genebra,
ISO, 2018; modificado

Obs.: Um quase acidente pode também ser chamado “ocorrência perigosa”.

queixa
percepção de uma injustiça que evoca o senso de direito de uma pessoa ou grupo de
pessoas, que pode estar baseado em leis, contratos, promessas explícitas ou implícitas,
práticas tradicionais ou noções gerais de justiça das comunidades afetadas

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011

reciclagem
R reprocessamento de produtos ou componentes de produtos que se tornaram resíduos para a
produção de novos materiais

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada

recuperação
operação em que produtos, componentes de produtos ou materiais que se tornaram resíduos
são preparados para cumprir uma finalidade no lugar de novos produtos, componentes ou
materiais que, de outra forma, teriam sido usados com essa finalidade

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada

Exemplos: preparação para reutilização, reciclagem

Obs.: No contexto do relato de resíduos, operações de recuperação não incluem


recuperação de energia.

relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: São exemplos de outras entidades diretamente relacionadas a operações,


produtos ou serviços da organização, uma organização não governamental com
quem a organização fornece suporte a uma comunidade local ou forças de
segurança do Estado que protegem as instalações da organização.

remuneração
salário-base mais adicionais pagos ao trabalhador
382 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Obs.: São exemplos de adicionais pagos ao trabalhador aqueles baseados em tempo


de serviço, bonificações em dinheiro e/ou em ações, pagamento de benefícios,
horas extras, horas devidas e quaisquer auxílios adicionais, como vale-transporte,
auxílio-moradia e auxílio creche.

reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado

Exemplos: desculpas, indenização financeira ou não-financeira, prevenção de danos por meio


de ações cautelares ou garantias de não repetição, sanções (sejam penais ou
administrativas, como multas), restituição, restauração, reabilitação

resíduos
qualquer substância ou objeto que o gerador descarta ou tem a intenção ou obrigação de
descartar

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989

Obs. 1: Resíduos podem ser definidos de acordo com a legislação nacional no local de
geração.

Obs. 2: Um gerador pode ser a organização relatora, uma entidade upstream ou


downstream na cadeia de valor da organização (ex.: fornecedor ou consumidor), ou
uma organização de gerenciamento de resíduos, entre outras.

resíduos perigosos
resíduos que possuem qualquer uma das características contidas no Anexo III da Convenção
da Basileia ou que sejam considerados perigosos pela legislação nacional

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989

risco ocupacional
fonte ou situação de periculosidade com potencial para causar acidente de trabalho ou doença
profissional

Fonte: Organização Internacional do trabalho (OIT) Diretrizes sobre Sistemas de Gestão de


Segurança e Saúde no Trabalho, 2001; modificado
International Organization for Standardization. ISO 45001:[Link] de gestão
de saúde e segurança do Trabalho — Requisitos com orientações para
[Link], ISO, 2018; modificado
Definições das Normas ISO 14046:2014 e ISO 45001:2018 ou nelas baseadas são
reproduzidas com permissão da International Organization for Standardization, ISO. A ISO
permanece detentora dos direitos autorais.

Obs.: Os perigos podem ser:


• físicos (ex.: radiação, temperaturas extremas, ruído alto constante, piso
escorregadio ou com perigo de tropeço, maquinário desprotegido,
equipamentos elétricos defeituosos);
• ergonômicos (ex.: estações de trabalho e cadeiras mal ajustadas, movimentos
inconvenientes, vibração);
• químicos (ex.: exposição a solventes, monóxido de carbono, materiais
inflamáveis, pesticidas);
• biológicos (ex.: exposição a sangue e fluidos corporais, fungos, bactéria, vírus,
picadas de insetos);
• psicossociais (ex.: agressão verbal, assédio, bullying);
• relacionados ao trabalho na organização (ex.: demanda excessiva de trabalho,
trabalho em turnos, jornada muito longa, trabalho noturno, violência no local de
trabalho).
383 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

salário-base
S valor fixo e mínimo pago a um empregado pelo desempenho de suas funções

Obs.: O salário-base exclui qualquer remuneração adicional, como pagamento de horas


extras ou bonificações.

severidade (de um impacto)


A severidade de um impacto negativo real ou potencial é definida por seu tamanho (ou seja, o
tamanho da gravidade do impacto), escopo (ou seja, o quanto o impacto está disseminado) e
natureza irremediável (o quanto é difícil desfazer ou reparar o dano resultante).

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de
Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012, modificado

Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".

stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018, modificado

Exemplos: parceiros de negócios, organizações da sociedade civil, consumidores, clientes,


empregados e outros trabalhadores, governos, comunidades locais, organizações
não governamentais, acionistas e outros investidores, fornecedores, sindicatos,
grupos vulneráveis

Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".

temas materiais
T temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".

trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização

Exemplos: empregados, trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,


aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos,
subcontratados, voluntários e pessoas que trabalham para outras organizações
que não a organização relatora como, por exemplo, fornecedores

Obs.: Nas Normas GRI, em alguns casos é especificado se é necessário usar um


determinado subconjunto de trabalhadores.

trabalho forçado ou análogo ao escravo


todo trabalho ou serviço exigido de um indivíduo sob ameaça de qualquer penalidade e para o
qual ele não se ofereceu de forma voluntária

Fonte: Organização Internacional do trabalho (OIT), Convenção sobre Trabalho Forçado,


1930 (nº 29); modificada

Obs. 1: Os exemplos mais extremos de trabalho forçado ou análogo ao escravo são


trabalho escravo e servidão por dívidas, pois dívidas também podem ser usadas
como forma de manter os trabalhadores em uma situação de trabalho forçado.

Obs. 2: São exemplos de indicadores de trabalho forçado a retenção de documentos de


identidade, a exigência de depósitos compulsórios e a coação de trabalhadores,
sob ameaça de demissão, para trabalharem horas extras com as quais não
tenham concordado previamente.
384 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Bibliografia
385 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Bibliografia
Introdução
1. Comunidades Europeias, Statistical classification of economic activities in the European Community, 2008.
2. Executive Office of the President, Office of Management and Budget (OMB), North American Industry
Classification System (NAICS), atualizado regularmente.
3. FTSE Russell, ICB Structure: Taxonomy Overview, 2019.
4. S&P Dow Jones Indices and MSCI Inc., Revisions to the Global Industry Classification Standard (GICS®)
Structure, 2018.
5. Sustainable Accounting Standards Boards (SASB), Sustainable Industry Classification System,
[Link] acessado em 27/05/2021.
6. Organização das Nações Unidas (ONU), International Standard Industrial Classification of All Economic
Activities, Revision 4, 2008.

Perfil setorial
Instrumentos reconhecidos:
7. Assembleia Geral das Nações Unidas, Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento
Sustentável, 2015.

Referências adicionais:
8. Business for Social Responsibility, P. Nestor, Four Human Rights Issues Every Food and Agriculture Company
Needs to Understand, 2013.
9. Climate Watch, Historical GHG Emissions, [Link]
end_year=2016&start_year=1990, acessado em 04/02/2021.
10. Comissão Europeia, DG Maritime Affairs and Fisheries – Energy Efficiency, [Link]
home?p_p_auth=ippYeq6n&p_p_id=49&p_p_lifecycle=1&p_p_state=normal&p_p_mode=view&_49_struts_acti
on=%2Fmy_sites%2Fview&_49_groupId=12762&_49_privateLayout=false, acessado em 26/04/2022.
11. Farm Animal Investment Risk & Return (FAIRR) Initiative, Factory Farming: Assessing Investment Risks, 2016.
12. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Codex Alimentarius,
[Link] acessado em 04/02/2021.
13. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Inclusive Business Models, 2015.
14. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Increasing the Resilience of
Agriculture Livelihoods, 2016.
15. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Migration, Agriculture and Climate
change – Reducing vulnerabilities and enhancing resilience, 2017.
16. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Post-harvest processing,
[Link] acessado em 09/02/2021.
17. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Storage,
[Link] acessado em 09/02/2021.
18. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Sustainability Pathways:
Smallholders and Family Farmers, 2012.
19. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), The Right to Food,
[Link] acessado em 04/02/2021.
20. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), World Food and Agriculture:
Statistical Yearbook 2020, 2020.
21. Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Walk Free Foundation, Global Estimates of Modern Slavery, 2017.
22. Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD), Voluntary Sustainability Standards and
Biodiversity: Understanding the potential of agricultural standards for biodiversity protection, 2018.
23. Organização International do Trabalho (OIT), Child labor in agriculture,
[Link] acessado em 04/02/2021.
24. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas 2014: Mitigação das
Mudanças Climáticas, 2014.
25. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Sexto Relatório de Avaliação, Mudanças
Climáticas 2022: Mitigação das Mudanças Climáticas. Contribuição do Grupo de Trabalho III, 2022.
386 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

26. Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services, Global assessment report on
Biodiversity and Ecosystem Services: Summary for policymakers, 2019.
27. North Sea Foundation, Seas at risk – The carbon footprint of fisheries, 2007.
28. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Issues in focus: Right to Food,
[Link] acessado em 04/02/2021.
29. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Pesticides are ‘global human
rights concern’, say UN experts urging new treaty, [Link]
are-global-human-rights-concern-say-un-experts-urging-new-treaty, acessado em 30/05/2022.
30. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Organização das Nações Unidas
para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Perspectivas Agrícolas 2021-2030, 2021.
31. Organização das Nações Unidas (ONU), Land and Human Rights,
[Link] acessado em
04/02/2021.
32. Organização das Nações Unidas (ONU), Press Release GA/EF/3521, Rural Population ‘Left Behind’ by Uneven
Global Economy, Speakers Note, as Second Committee Debates Poverty Eradication, 2019.
33. Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US EPA), Global Greenhouse Gas Emissions Data,
[Link] acessado em 10/05/2022.
34. Willett, J. Rockström, B. Loken, et al., Food in the Anthropocene: the EAT–Lancet Commission on healthy diets
from sustainable food systems, 2019.
35. Blogs do Banco Mundial, T. Khokhar, Chart: Globally, 70% of Freshwater is Used for Agriculture,
[Link] acessado em 04/02/2021.
36. Grupo Banco Mundial, Environmental, Health, and Safety General Guideline for Annual Crop Production, 2016.
37. Grupo Banco Mundial, Growing the Rural Nonfarm Economy to Alleviate Poverty, 2017.
38. Grupo Banco Mundial, The Changing Nature of Work, 2019.
39. Organização Mundial do Comércio (OMC), Agriculture: fairer markets for farmers,
[Link] acessado em 04/02/2021.

Recursos:
40. GRI, Linking the SDGs and the GRI Standards, atualizado regularmente.
41. GRI e Pacto Global das Nações Unidas, Integrating the SDGs into corporate reporting: A practical guide, 2018.

Tema 13.1 Emissões


Instrumentos reconhecidos:
42. Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (FCCC), Acordo de Paris, 2015.

Referências adicionais:
43. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Comitê de Pesca, the Use of Best
Available Science in Developing and Promoting Best Practices for Trawl Fishing Operations, 2018.
44. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Livestock’s long shadow:
environmental issues and options, 2006.
45. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas 2014: Mitigação das
Mudanças Climáticas - Transporte, 2014.
46. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Relatório Especial sobre Mudanças Climáticas e
Uso da Terra, 2019.
47. Sala, E., Mayorga, J., Bradley, D. et al., Protecting the global ocean for biodiversity, food and climate, 2021.

Recursos:
48. World Resources Institute (WRI) e Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável
(WBCSD), GHG Protocol Agricultural Guidance, 2014.

Tema 13.2 Adaptação e resiliência climática


Referências adicionais:
49. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), O Estado da Pesca e Aquicultura
Mundial, 2018.
50. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), O Estado dos Alimentos e
387 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Agricultura, 2016.
51. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Segurança alimentar, 2019.
52. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas e Uso da Terra, 2019.
53. Parry, C. Rosenzweig, M. Livermore, Climate change, global food supply and risk of hunger, 2005.
54. Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UN DESA), Indigenous Peoples,
Climate Change, [Link] acessado em
29/01/2021.
55. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Plataforma
Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), Knowing our Lands and
Resources Indigenous and Local Knowledge of Biodiversity and Ecosystem Services in Africa, 2015.

Recursos:
56. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas e Uso da Terra, 2019.
57. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas 2014: Mitigação das
Mudanças Climáticas - Capítulo 14: Necessidades e opções de adaptação, 2014.

Tema 13.3 Biodiversidade


Instrumentos reconhecidos:
58. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Acordo para Promover o
Cumprimento das Medidas Internacionais de Conservação e Ordenação pelos Barcos Pesqueiros que Pescam
em Alto Mar, 1995.
59. Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção sobre o Direito do Mar, 1982.
60. Organização das Nações Unidas (ONU), Acordo para Implementação das Disposições da Convenção das
Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 10 de dezembro de 1982 sobre a Conservação e Ordenação das
Populações de Peixes Transzonais e de Populações de Peixes Altamente Migratórios, 1995.

Referências adicionais:
61. Comissão Europeia, Global Soil Biodiversity Atlas, 2015.
62. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), 6 ways indigenous peoples are
helping the world achieve #ZeroHunger, 2017.
63. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), FAO's Global Action on Pollination
Services for Sustainable Agriculture, [Link]
acessado em 14/02/2022.
64. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Fish as feed inputs for aquaculture –
practices, sustainability and implications: a global synthesis, 2009.
65. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável: Indicador 14.4.1 - Proporção dos stocks pesqueiros em níveis biologicamente sustentáveis,
[Link] acessado em 29/01/2021.
66. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), The First Global Integrated Marine
Assessment, 2016.
67. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), O Estado da Biodiversidade para
Alimentos e Agricultura no Mundo, 2019.
68. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), O Estado da Pesca e Aquicultura
Mundial, 2020.
69. Global Ghost Gear Initiative, Página principal, [Link] acessado em 29/01/2021.
70. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), The Use of Wild Fish as Aquaculture
Feed and its Effects on Income and Food for the Poor and the Undernourished, 2008.
71. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Why bees matter? The importance of
bees and other pollinators for food and agriculture, 2018.
72. Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), Global Assessment
Report on Biodiversity and Ecosystem Services, 2019.
73. União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Threats Classification Scheme,
[Link] acessado em 29/01/2021.
74. National Oceanic and Atmospheric Administration, Impact of “Ghost Fishing” via Derelict Fishing Gear, 2015.
75. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Indigenous Peoples: The unsung heroes of
conservation, 2017.
388 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

76. Nações Unidas, Local Biodiversity Outlooks 2 supplement, 2020.

Recursos:
77. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), O Estado da Biodiversidade para
Alimentos e Agricultura no Mundo, 2019.
78. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), The Sustainability Assessment of
Food and Agriculture systems, 2019.

Tema 13.4 Conversão de ecossistemas naturais


Instrumentos reconhecidos:
79. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção sobre Diversidade Biológica, 1992.
80. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção de Combate à Desertificação, 1994.
81. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima, 1992.

Referências adicionais:
82. Accountability Framework Initiative, Termos e Definições, 2020.
83. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Comitê de Pesca, the Use of Best
Available Science in Developing and Promoting Best Practices for Trawl Fishing Operations, 2018.
84. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Zero deforestation initiatives and
their impacts on commodity supply chains: Discussion paper prepared for the 57th Session of the FAO Advisory
Committee on Sustainable Forest-based Industries, 2018.
85. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Zero deforestation initiatives and
their impacts on commodity supply chains: Discussion paper prepared for the 57th Session of the FAO Advisory
Committee on Sustainable Forest-based Industries, 2018.
86. Global Forest Watch, Global Dashboard, [Link]
acessado em 29/01/2021.
87. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas e Uso da Terra, 2019.
88. Proforest, Iniciativas em escala de paisagem, página da Internet.
89. Sistema de Contas Econômicas Ambientais (SCEA) da ONU, Ecosystem conversions,
[Link] acessado em
29/01/2021.
90. Nações Unidas, Resolução nº 71/285 da Assembleia Geral: United Nations Strategic Plan for Forests 2017–
2030, 2017.
91. World Wildlife Fund for Nature (WWF), Deforestation and Conversion Free Supply Chains, 2021.

Recursos:
92. Accountability Framework Initiative, Diretriz Operacional sobre a Aplicação das Definições Relacionadas ao
Desmatamento, Conversão e Proteção de Ecossistemas, 2019.
93. Accountability Framework Initiative (AFI), Operational Guidance on Cutoff Dates, 2019.
94. Consumer Goods Forum (CGF), Zero Net Deforestation Resolution and Commitments, 2018.
95. Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração de Nova York sobre Florestas, 2017.

Tema 13.5 Saúde do solo


Instrumentos reconhecidos:
96. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), International Code of Conduct for the
sustainable use and management of fertilizers, 2019.

Referências adicionais:
97. Comissão Europeia, Global Soil Biodiversity Atlas, 2015.
98. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Painel Técnico Intergovernamental,
Status of the World’s Soil Resources (SWSR): Technical Summary, 2015.
99. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Agência Internacional de Energia
Atômica (AIEA), Guidelines for Using Fallout Radionuclides to Assess Erosion and Effectiveness of Soil
Conservation Strategies, 2014.
100. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Methodological note to SDG
Indicator 2.4.1 Proportion of Agricultural Area under Productive and Sustainable Agriculture, 2020.
389 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

101. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas e Uso da Terra, 2019.
102. World Wildlife Fund for Nature (WWF), Soil Erosion and Degradation, 2019.

Recursos:
103. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Diretrizes Voluntárias para a Gestão
Sustentável dos Solos, 2017.

Tema 13.6 Uso de agrotóxicos


Instrumentos reconhecidos:
104. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Organização Mundial de Saúde
(OMS), Código de Conduta Internacional face a Gestão de Pesticidas, 2014.
105. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Organização Mundial de Saúde
(OMS), Código de Conduta Internacional face a Gestão de Pesticidas - Diretrizes sobre Pesticidas Altamente
Tóxicos, 2016.
106. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 184 "Segurança e Saúde na Agricultura", 2001.
107. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção da Basileia sobre o Controle de Movimentos
Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e seu Depósito, 1989.
108. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção de Roterdã sobre o Procedimento de Consentimento
Prévio Informado para o Comércio Internacional de Certas Substâncias Químicas e Agrotóxicos Perigosos, 1998.
109. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes
(POPs) (Convenção de Estocolmo), 2001.

Referências adicionais:
110. W. Aktar, D. Sengupta, A. Chowdhury, Impact of pesticides use in agriculture: their benefits and hazards, 2009.
111. J. Moe, D. Ø. Hjermann, E. Ravagnan, R. K. Bechmann, Effects of an aquaculture pesticide (diflubenzuron) on
non-target shrimp populations: Extrapolation from laboratory experiments to the risk of population decline, 2019.
112. Safe Drinking Water Foundation, Pesticides and Water Pollution, [Link]
1/2017/1/23/pesticides, acessado em 09/02/2021.
113. Organização Mundial de Saúde (OMS), Pesticide residues in food, 2018.

Recursos:
114. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Integrated Pest Management,
[Link] acessado em
09/02/2021.
115. Rainforest Alliance, Integrated Pest Management and Natural Farming Solutions, 2020.
116. Organização Mundial de Saúde, The WHO Recommended Classification of Pesticides by Hazard and Guidelines
to Classification, 2019.

Tema 13.7 Água e efluentes


Instrumentos reconhecidos:
117. Organização Marítima Internacional (OMI), Protocolo de 1978 relativo à Convenção Internacional para a
Prevenção da Poluição por Navios, 1973, 1978.

Referências adicionais:
118. Comissão Europeia, Science for Environment Policy, 2015.
119. Global Aquaculture Alliance, What Is the Environmental Impact of Aquaculture?, 2019.
120. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas e Uso da Terra, 2019.
121. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, Agriculture and water policy changes:
Stocktaking and alignment with OECD and G20 recommendations, 2020.
122. Banco Mundial, Water in Agriculture, 2020.

Recursos:
123. Organização Marítima Internacional (OMI), Resolution MEPC.295(71): 2017 Guidelines for the Implementation of
MARPOL Annex V, 2017.
124. Organização Marítima Internacional (OMI), Simplified overview of the discharge provisions of the revised
MARPOL Annex V which entered into force on 1 March 2018, 2018.
390 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Tema 13.8 Resíduos


Instrumentos reconhecidos:
125. Organização Marítima Internacional (OMI), 2017 Guidelines for the Implementation of MARPOL Annex V, 2017.
126. Organização Marítima Internacional (OMI), Simplified overview of the discharge provisions of the revised
MARPOL Annex V which entered into force on 1 March 2018, sem data.
127. Organização Marítima Internacional (OMI), Protocolo de 1978 relativo à Convenção Internacional para a
Prevenção da Poluição por Navios, 1973, 1978.

Referências adicionais:
128. Aquaculture Stewardship Council, Marine Litter and Aquaculture Gear, 2019.
129. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Abandoned, lost or otherwise
discarded fishing gear, 2009.
130. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Nitrogen inputs to agricultural soils
from livestock manure, 2018.
131. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), The State of Food and Agriculture
2019: Moving forward on food loss and waste reduction, 2019.
132. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Utilization and trade,
[Link] acessado em 29/01/2021.
133. Global Aquaculture Alliance, For the future, a feed that makes fish feces float?, 2017.
134. Nwakaire, F. O. Obi, B. Ugwuishiwu, Agricultural waste concept, generation, utilization and management, 2016.

Recursos:
135. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Technical Platform on the
Measurement and Reduction of Food Loss and Waste, [Link]
acessado em 09/02/2021.
136. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), ODS 12.3.1: Índice Global de Perdas
Alimentares, 2018.
137. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Organização Mundial de Saúde (OMS),
Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Guidelines for the management of
small quantities of unwanted and obsolete pesticides, 1999.

Tema 13.9 Segurança alimentar


Instrumentos reconhecidos:
138. Comitê de Segurança Alimentar da FAO, Princípios para o Investimento Responsável na Agricultura e nos
Sistemas Alimentares, 2014.
139. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Diretrizes Voluntárias em apoio à
Realização Progressiva do Direito à Alimentação Adequada no Contexto da Segurança Alimentar Nacional,
2005.

Referências adicionais:
140. Comitê de Segurança Alimentar da FAO, Sustainable Fisheries and Aquaculture for Food Security and Nutrition,
2014.
141. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Biofuels: prospects, risks and
opportunities, [Link] acessado em 10/05/2022.
142. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Land use in agriculture by the
numbers, 2020.
143. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Defining Organic Agriculture,
[Link] acessado em 09/02/2021.
144. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Save and Grow in practice: maize,
rice, wheat. A guide to Sustainable Cereal Production, 2016.
145. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), The State of Food and Agriculture
2020 - Moving Forward on Food Loss and Waste Reduction, 2020.
146. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), The State of Food Security and
Nutrition in the World2020, 2020.
147. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), The State of World Food Security
391 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

and Nutrition in the World 2019, 2019.


148. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Transforming Food and Agriculture
to Achieve the SDGs, 2018.
149. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Fisheries and Aquaculture -
Utilization and trade – Fish utilization, [Link] acessado em 16/02/2022.
150. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), World Agriculture: Towards
2015/2030 - An FAO perspective, Crop production and natural resource use, 2003.
151. High Level Panel of Experts on Food Security and Nutrition of the Committee on World Food Security, Food
security and nutrition: building a global narrative towards 2030, 2020.
152. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas e Uso da Terra, 2019.
153. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Annual Report 5 Climate Change 2013: The
Physical Science Basis – Chapter 11 Agriculture, Forestry and Other Land Use (AFOLU), 2013.
154. Cashion, F. Le Manach, D. Zeller, D. Pauly, Most fish destined for fishmeal production are food-grade fish, 2017.
155. The EAT-Lancet Commission, Summary Report of the EAT-Lancet Commission: Healthy Diets from Sustainable
Food Systems, 2019.
156. Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), Taking action on nutrition:
Addressing the nutrition deficit in agricultural supply chains, 2019.

Recursos:
157. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), ODS 12.3.1: Índice Global de Perdas
Alimentares, Methodology for monitoring SDG Target 12.3, 2018.
158. World Resources Institute (WRI), Food Loss and Waste Accounting and Reporting Standard, 2016.

Tema 13.10 Inocuidade dos alimentos


Referências adicionais:
159. Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Antimicrobial resistance and
agriculture, [Link]
ential%20consequences%20of%20antimicrobial,and%20contamination%20of%20the%20environment,
acessado em 09/02/2021.
160. Washington and L. Ababouch, Private standards and certification in fisheries and aquaculture: Current practice
and emerging issues, 2011.
161. The EAT-Lancet Commission, Summary Report of the EAT-LANCET Commission: Healthy Diets from
Sustainable Food Systems, 2019.
162. Organização Mundial de Saúde (OMS), Antimicrobial resistance in the food chain, 2017.
163. Organização Mundial de Saúde (OMS), Food safety, 2020.
164. Organização Mundial de Saúde (OMS), Preventing food safety emergencies (INFOSAN), 2017.
165. Organização Mundial de Saúde (OMS), Foodborne Disease Burden Epidemiology Reference Group 2007-2015,
2015.

Recursos:
166. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Codex Alimentarius – International
Food Standards, [Link] acessado em 09/02/2021.

Tema 13.11 Saúde e bem-estar animal


Instrumentos reconhecidos:
167. Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Código Sanitário de Animais Aquáticos, 2019.
168. Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Código Sanitário de Animais Terrestres, 2019.

Referências adicionais:
169. Comitê de Segurança Alimentar da FAO, Sustainable agricultural development for food security and nutrition:
What roles for livestock?, 2016.
170. Farm Animal Welfare Education Centre, What is animal welfare?, 2012.
171. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), O Estado da Pesca e Aquicultura
Mundial 2020, 2020.
172. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Livestock’s Long Shadow:
392 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Environmental Issues and [Link]: Food and Agriculture Organization of the United Nations, 2006.
173. Comissão Europeia, Welfare of farmed fish: Common practices during transport and at slaughter, 2017.
174. A. Lines and J. Spence, Humane harvesting and slaughter of farmed fish, 2014.
175. National Farm Animal Care Council of Canada, Code of practice for the care and handling of beef cattle, 2013.
176. Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals, What is animal hoarding and why is it harmful to animals?,
2020.
177. Fórum Econômico Mundial, This is how many animals we eat each year,
[Link]
acessado em 19/02/2022.
178. Organização Mundial de Saúde (OMS), Antimicrobial resistance in the food chain, 2017.
179. Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), What is animal welfare?, [Link]
welfare/animal-welfare-at-a-glance/, acessado em 09/02/2021.
180. Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Código Sanitário de Animais Terrestres: Chapter 6.1 Introduction to
Recommendations for Veterinary Public Health, 2019.

Tema 13.12 Comunidades locais


Instrumentos reconhecidos:
181. Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Camponeses e
Outras Pessoas que Trabalham em Áreas Rurais, 2018.

Referências adicionais:
182. Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE), Gender in agriculture and rural development, 2017.
183. Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD), Private Investments and Agriculture: The
importance of integrating sustainability into planning and implementation, 2016.
184. Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e
Desenvolvimento (UNCTAD), Shared Harvests: Agriculture, Trade and Employment, 2013.
185. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), FAO Social Protection Framework:
Promoting rural development for all, 2017.
186. Marine Stewardship Council, The impact on communities, [Link]
risk/the-impact-on-communities, acessado em 09/02/2021.
187. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Pesticides are ‘global human
rights concern’, say UN experts urging new treaty, 2017.
188. Wing, R. A. Horton, and S. W. Marshall, et al., Air Pollution and Odor in Communities Near Industrial Swine
Operations, 2008.
189. WHO estimates that worldwide exposure to pesticides causes an annual 20,000 deaths and at least 3 million
cases of acute [Link]ção Mundial de Saúde (OMS), Acute pesticide poisoning: a proposed
classification tool, 2008.

Tema 13.13 Direitos à terra e aos recursos naturais


Instrumentos reconhecidos:
190. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Código de Conduta para a Pesca
Responsável, 1995.
191. Comitê de Segurança Alimentar da FAO, Princípios para o Investimento Responsável na Agricultura e nos
Sistemas Alimentares, 2014.
192. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Diretrizes Voluntárias para Garantir
a Pesca de Pequena Escala Sustentável no Contexto da Segurança Alimentar e da Erradicação da Pobreza,
2015.
193. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Diretrizes Voluntárias sobre a
Governança Responsável da Posse da Terra, dos Recursos Pesqueiros e dos Recursos Florestais no Contexto
da Segurança Alimentar Nacional, 2012.
194. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Princípios para o Investimento
Responsável na Agricultura e nos Sistemas Alimentares, 2014.
195. Organização das Nações Unidas (ONU), Acordo para Implementação das Disposições da Convenção das
Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 10 de dezembro de 1982 sobre a Conservação e Ordenação das
393 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Populações de Peixes Transzonais e de Populações de Peixes Altamente Migratórios, 1995.

Referências adicionais:
196. Comitê de Segurança Alimentar da FAO, Defend the defenders – how to effectively protect those who fight for the
right to food?, 2018.
197. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Right to Food and Access to Natural
Resources, 2007.
198. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Due diligence, tenure and
agricultural investment: A guide on the dual responsibilities of private sector lawyers in advising on the
acquisition of land and natural resources, 2019.
199. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Procedimentos Especiais do
Conselho de Direitos Humanos, [Link]
procedures-human-rights-
council#:~:text=The%20Special%20Procedures%20of%20the,thematic%20or%20country%2Dspecific%20perspective,
acessado em 31/05/2022.
200. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Report of the Special Rapporteur
on the situation of human rights defenders, 2016.
201. Oirere, Kenya fishers protest influx of bigger vessels caused by new port,
[Link]
new-port, acessado em 30/05/2022.
202. Foster, Fish are evolving to escape modern fishing techniques. This is what it means,
[Link] acessado em
30/05/2022.
203. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Fishery Manager’s Guidebook –
Management measures and their application – Chapter 6: Use Rights and Responsible Fisheries: Limiting
Access and Harvesting through Rights-based Management, 2002.
204. Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), Secure Land Rights for All,
2006.

Recursos:
205. Global Reporting Initiative, Land Tenure Rights: The need for greater transparency among companies worldwide,
2016.

Tema 13.14 Direitos de povos indígenas


Instrumentos reconhecidos:
206. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Diretrizes Voluntárias para Garantir
a Pesca de Pequena Escala Sustentável no Contexto da Segurança Alimentar e da Erradicação da Pobreza,
2015.
207. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Diretrizes Voluntárias sobre a
Governança Responsável da Posse da Terra, dos Recursos Pesqueiros e dos Recursos Florestais no Contexto
da Segurança Alimentar Nacional, 2012.
208. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 169 "Povos Indígenas e Tribais", 1989.
209. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção sobre Diversidade Biológica, 1992.
210. Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas; 2007.

Referências adicionais:
211. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), FAO and traditional knowledge: the
linkages with Sustainability, food security and climate change impact, 2009.
212. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Política sobre Povos Indígenas e
Tribais, 2010.
213. Forest Peoples Programme, Agribusiness large-scale land acquisitions and human rights in Southeast Asia,
2013.
214. Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Indigenous Peoples, Afro-Descendent Communities, and
Natural Resources: Human Rights Protection in the Context of Extraction, Exploitation, and Development
Activities, 2015.
215. Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, Indigenous peoples’ collective rights to lands, territories and
394 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

natural resources – Lessons from IFAD-supported projects, 2018.


216. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas e Uso da Terra, 2019.
217. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas e Uso da Terra:
Segurança alimentar, 2019.
218. Grupo de Trabalho Internacional para Assuntos Indígenas (IWGIA), IWGIA Report 26: Case Studies and Legal
Analysis – Land Grabbing, Investments & Indigenous Peoples’ Rights to Land and Natural Resources, 2016.
219. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Indigenous Peoples and the
United Nations Human Rights System, 2013.
220. Oxfam, Terra, Poder e Desigualdade na América Latina, 2016.
221. Macgillivray, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Indigenous Peoples’
Tenure Rights in Fisheries: A Canadian Case Study, 2019.
222. Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UN DESA), Climate Change,
[Link] acessado em 10/05/2022.
223. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Plataforma
Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), Knowing our Lands and
Resources Indigenous and Local Knowledge of Biodiversity and Ecosystem Services in Africa, 2015.
224. Nações Unidas, Free, prior and informed consent: a human rights-based approach - Study of the Expert
Mechanism on the Rights of Indigenous Peoples, 2018.

Recursos:
225. Forest People’s Programme, Norway’s International Climate and Forest Initiative, Ground-truthing to improve
due diligence on human rights in deforestation-risk supply chains, 2020.

Tema 13.15 Não discriminação e igualdade de oportunidades


Instrumentos reconhecidos:
226. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 190 "Violência e Assédio", 2019.
227. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 188 "Trabalho na Pesca", 2007.
228. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Reunião Tripartite sobre Pescadores Migrantes, Conclusions on
the Promotion of Decent Work for Migrant Fishers, 2017.

Referências adicionais:
229. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Closing the Gender Gap in
Agriculture, 2011.
230. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Gender Equality,
[Link] acessado em 04/02/2021.
231. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Gender, [Link]
support/policy-themes/gender/en/, acessado em 04/02/2021.
232. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Governing Land for Women and
Men, 2013.
233. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Regulating Labour and Safety
Standards in the Agriculture, Forestry and Fisheries, 2018.
234. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), O Estado da Pesca e Aquicultura,
2020.
235. Conselho de Direitos Humanos da ONU, Peasant Farmers and the Right to Food: a History of Discrimination and
Exploitation, 2009.
236. Conselho de Direitos Humanos da ONU, Study on Discrimination In the Context of the Right to Food, 2011.
237. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Assessment of International Labour Standards that Apply to Rural
Employment, 2016.
238. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Decent Work for Indigenous and Tribal Peoples in the Rural
Economy, 2019.
239. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Labour Situation of Indigenous Women in Peru – A Study, 2016.
240. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Spotlight on Sexual Violence and Harassment in Commercial
Agriculture: Lower and Middle Income Countries, 2018.

Tema 13.16 Trabalho forçado ou análogo ao escravo


395 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Instrumentos reconhecidos:
241. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 188 "Trabalho na Pesca", 2007.

Referências adicionais:
242. Anistia Internacional, The Great Palm Oil Scandal, 2016.
243. Comissão Europeia, Questions and Answers - Illegal, Unreported and Unregulated (IUU) fishing in general and
in Thailand. European Commission - Fact Sheet, 2019.
244. Global Slavery Index, 2018 Findings, Importing Risk / Cocoa, 2018.
245. Global Slavery Index, 2018 Findings, Importing Risk / Fishing, 2018.
246. Human Rights Watch, Hidden Chains: Rights Abuses and Forced Labor in Thailand’s Fishing Industry, 2018.
247. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Decent work for migrant fishers, 2017.
248. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Combatendo o Trabalho Escravo Contemporâneo: o Exemplo do
Brasil, 2009.
249. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 29, "Trabalho Forçado ou Obrigatório", 1930 -
Paraguai (Ratificação: 1967), 2017.
250. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Forced Labour of Adults and Children in Agriculture Sector of
Nepal, 2013.
251. Organização Internacional do Trabalho (OIT) Global Estimates of Modern Slavery, 2017.
252. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Unleashing Rural Development through Productive Employment
and Decent Work: Building on 40 Years of ILO Work in Rural Areas Overview, 2011.
253. Confederação Sindical Internacional, Slavery-like Working Conditions and Deadly Pesticides on Brazilian Coffee
Plantations, 2016.
254. Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes, Human Trafficking FAQs,
[Link] acessado em 25/05/2022.
255. Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, A 2020 List of Goods Produced by Child Labor or Forced
Labor, 2020.
256. Verité, Forced Labor Commodity Atlas, 2019.

Recursos:
257. Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, A List of Goods Produced by Child Labor or Forced Labor,
atualizado anualmente.

Tema 13.17 Trabalho infantil


Instrumentos reconhecidos:
258. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Organização Internacional do
Trabalho (OIT), Guidance on Addressing Child Labour in Fisheries and Aquaculture, 2013.
259. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 182 "Piores Formas de Trabalho Infantil", 1999.

Referências adicionais:
260. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Eliminating Child Labour in Fisheries
and Aquaculture – Promoting Decent Work and Sustainable Fish Value Chains, 2018.
261. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Hazardous Child Labour: FAO’s
Contribution to Protecting Children from Pesticide Exposure. 2015.
262. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Child Labour in the Primary Production of Sugarcane, 2017.
263. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Cuidado! crianças em trabalho perigoso, 2011.
264. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Education and child labour in agriculture,
[Link] acessado em 04/02/2021.
265. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Forced Labour and Trafficking in Fisheries Caught at Sea, 2013.
266. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Global Estimates of Child Labour, 2017.
267. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Hazardous Child Labour.
268. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Melhorar a Segurança e a Saúde dos Trabalhadores Jovens,
2018.
269. International Union of Food, Agricultural, Hotel, Restaurant, Catering Tobacco and Allied Workers’ Associations,
Child Labour and the Harvesting of Hazelnuts in Turkey Report of a Fact Finding Mission to Turkey, 2011.
270. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Children’s Work in the Livestock
Sector: Herding and Beyond, 2013.
396 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

271. Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Understanding the Impacts of Pesticides on Children,
2018.
272. Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, A 2018 List of Goods Produced by Child Labor or Forced
Labor, 2018.

Recursos:
273. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a
Agricultura (FAO), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), International Food Policy Research
Institute (IFPRI/CGIAR), International Union of Food, Agricultural, Hotel, Restaurant, Catering, Tobacco and Allied
Workers’ Associations (IUF), International Partnership for Cooperation on Child Labour in Agriculture,
[Link] acessado em 04/02/2021.
274. Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização Internacional de Empregadores (OIE), Como fazer
negócios com respeito ao direito da criança de estar livre do trabalho infantil: ferramenta de orientação sobre
trabalho infantil da OIT-OIE para as empresas.
275. Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, A List of Goods Produced by Child Labor or Forced Labor,
atualizado anualmente.

Tema 13.18 Liberdade sindical e negociação coletiva


Instrumentos reconhecidos:
276. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 11 "Direitos de Associação e de Coligação dos
Trabalhadores Agrícolas", 1921.
277. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 141 "Organizações de Trabalhadores Rurais e a
sua Função no Desenvolvimento Econômico e Social", 1975.
278. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Recomendação nº 192 "Segurança e Saúde na Agricultura", 2001.
279. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Recomendação nº 198 "Relação de Trabalho", 2006.
280. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Recomendação nº 204 "Transição da Economia Informal para a
Economia Formal", 2015.

Referências adicionais:
281. Os exemplos incluem plantações de óleo de palma e de banana. Organização das Nações Unidas para a
Alimentação e a Agricultura (FAO),Diagnosis on the labour rights situation in the global banana industry: Paper
on Freedom of Association and Collective Bargaining, 2012.
282. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Assessment of international labour
standards that apply to rural employment - An overview for the work of FAO relating to labour protection in
agriculture, forestry and fisheries, 2016.
283. Global Deal for Decent Work and Inclusive Growth, Social Dialogue for the Transition from the Informal to the
Formal Economy, 2020.
284. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Gaps in Coverage and Barriers to Ratification and Implementation
of International Labour Standards, sem data.
285. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Dar voz aos trabalhadores rurais, 2015.
286. Conselho Trade Union Confederation, Global Rights Index, 2017.
287. International Trade Union Confederation, Global Rights Index, 2021.
288. International Transport Workers’ Federation (ITF), Submission of the International Transport Workers’ Federation
to the UPR Session for Lao People’s Democratic Republic, 2019.

Tema 13.19 Saúde e segurança do trabalho


Instrumentos reconhecidos:
289. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 184 "Segurança e Saúde na Agricultura", 2001.
290. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Recomendação nº 192 "Segurança e Saúde na Agricultura", 2001.
291. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Code of practice on Safety and health in agriculture, 2010.
292. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 186 "Trabalho Marítimo", 2006.
293. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 188 "Trabalho na Pesca", 2007.
294. Organização Marítima Internacional (OMI), Cape Town Agreement, 2012.
295. Organização Marítima Internacional (OMI), Código de Segurança para Pescadores e Embarcações de Pesca,
2005.
397 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

296. Organização Marítima Internacional (OMI), Implementation Guidelines on Part B of the Code, the Voluntary
Guidelines and the Safety Recommendations, 2014.
297. Organização Marítima Internacional (OMI), Revised Voluntary Guidelines for the design, construction and
equipment of small fishing vessels, 2005.
298. Organização Marítima Internacional (OMI), Safety recommendations for decked fishing vessels of less than 12
metres in length and undecked fishing vessels, 2012.
299. Organização Marítima Internacional (OMI), International Convention on Standards of Training, Certification and
Watchkeeping for Fishing Vessel Personnel (STCW-F), 1995.

Referências adicionais:
300. Centers for Disease Control and Prevention, Workplace Safety & Health Topics – Commercial Fishing Safety,
[Link] acessado em 04/02/2021.
301. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Insurance and safety at sea,
[Link] acessado em 04/02/2021.
302. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Organização Internacional do
Trabalho (OIT), Safety and health, [Link] acessado em 04/02/2021.
303. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Safety at sea for small-scale
fishermen, 2019.
304. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Safety for Fishermen,
[Link] acessado em 04/02/2021.
305. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), O Estado da Pesca e Aquicultura
Mundial 2020, 2020.
306. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a
Agricultura (FAO), International Union of Food, Agricultural, Hotel, Restaurant, Catering, Tobacco and Allied
Workers’ Associations, Agricultural Workers and Their Contribution to Sustainable Agriculture and Rural
Development, 2007.
307. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Safety and health training manual for the commercial fishing
industry in Thailand, 2014.
308. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Maritime sector to address abandonment of seafarers and
shipowners’ liability, [Link]
en/[Link], acessado em 04/02/2021.
309. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Segurança e saúde na agricultura, 2011.
310. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Safety for Fishermen,
[Link] acessado em 04/02/2021.
311. Organização Marítima Internacional, Enhancing fishing vessel safety to save lives,
[Link] acessado em 04/02/2021.
312. Organização Marítima Internacional, Seafarer abandonment,
[Link] acessado em 04/02/2021.
313. International Transport Workers’ Federation, Abandonment,
[Link] acessado em 04/02/2021.
314. United Nations Water, Human Rights to Water and Sanitation, [Link]
rights/#:~:text=The%20right%20to%20water%20entitles,for%20personal%20and%20domestic%20use,
acessado em 04/02/2021.

Recursos:
315. Organização Internacional do Trabalho (OIT), International Labour Standards on Fishers,
[Link]
en/[Link], acessado em 30/05/2022.
316. Organização Internacional do Trabalho (OIT), WASH@Work a Self-Training Handbook, 2016.

Tema 13.20 Práticas empregatícias


Instrumentos reconhecidos:
317. Interfaith Center on Corporate Responsibility, Best Practice Guidance on Ethical Recruitment of Migrant Workers,
2017.
318. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 110 "Condições de Emprego dos Trabalhadores em
Fazendas", 1958.
398 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

319. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Migrant Workers Recommendation, 1975 (No. 141).
320. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 143 "Trabalhadores Migrantes (Disposições
Complementares)", 1975.
321. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 181 "Agências de Emprego Privadas", 1997.
322. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 188 "Trabalho na Pesca", 2007.
323. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 181 "Agências de Emprego Privadas", 1997.
324. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Declaração Relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no
Trabalho, 1998.
325. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Recomendação nº 110 "Plantações", 1958.
326. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Recomendação nº 198 "Relação de Trabalho", 2006.
327. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Recomendação nº 204 "Transição da Economia Informal para a
Economia Formal", 2015.
328. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Recomendação nº 86 "Trabalhadores Migrantes", 1949.
329. Organização Internacional do Trabalho, Princípios Gerais e Diretrizes Operacionais sobre Recrutamento Justo,
2019.
330. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção Internacional sobre a Proteção dos Direitos de Todos os
Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Famílias, 1990.

Referências adicionais:
331. European Platform Undeclared Work, Tackling undeclared work in the agricultural sector: a learning resource
from the Agricultural Seminar, 2019.
332. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Non-standard Employment around the World, 2016.
333. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Employment practices and working conditions in Thailand’s fishing
sector, 2015.
334. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a
Agricultura (FAO), International Union of Food, Agricultural, Hotel, Restaurant, Catering, Tobacco and Allied
Workers’ Associations, Agricultural Workers and Their Contribution to Sustainable Agriculture and Rural
Development, 2007.
335. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Seafarers and their families now ensured of protection in cases of
abandonment, death, and long-term disability, 2017.
336. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Stats Sheet n°4: Informal Employment, 2016.
337. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico
(OCDE), Tackling Vulnerability in the Informal Economy - Most workers in the world still go without social
protection, 2019.
338. Organização Marítima Internacional (OMI) e Organização Internacional do Trabalho (OIT), Joining forces to shape
the fishery sector of tomorrow, 2020.
339. Organização Marítima Internacional, Enhancing fishing vessel safety to save lives,
[Link] acessado em 04/02/2021.
340. Organização Internacional para as Migrações (OIM), Organização Internacional de Empregadores (OIE),
International Recruitment Integrity System, 2017.
341. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), OECD Employment Outlook –
Chapter 5. Informal Employment and Promoting the Transition to a Salaried Economy, 2004.

Recursos:
342. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fair Recruitment Initiative e Organização Internacional para as
Migrações (OIM), International Recruitment Integrity System (IRIS), The IRIS Standard, 2019.
343. Organização Internacional para as Migrações (OIM), Ethical Recruitment and Supply Chain Management,
[Link] acessado em 04/02/2021.

Tema 13.21 Renda digna e salário digno


Instrumentos reconhecidos:
344. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Regulating labour and safety
standards in the agriculture, forestry and fisheries sectors, 2018.
345. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 99 "Métodos de Fixação dos Salários Mínimos na
Agricultura", 1951.
346. Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO), RSPO Guidance Implementing a Decent Living Wage, 2019.
399 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

347. Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948.

Referências adicionais:
348. Fairtrade, Living income, [Link] acessado em 04/02/2021.
349. Global Living Wage Coalition, The Anker Methodology for Estimating a Living Wage,
[Link] acessado em 27/01/2022.
350. IDH, The Sustainable Trade Initiative, Living Wage Platform, [Link]
platform/, acessado em 27/01/2022.
351. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Chapter 1: What is a minimum wage, 1.6 Payment in kind,
[Link]
acessado em 04/02/2021.
352. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Relatório Global sobre os Salários 2020–21, Salários e Salários
Mínimos, 2020.
353. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Minimum Wage Policy Guide, 2016.
354. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Statement by Ms. Hilal Elver,
United Nations Special Rapporteur on the right to food, 2020.
355. Roundtable on Sustainable Palm Oil (RSPO), RSPO Guidance Implementing a Decent Living Wage, 2019.
356. Banco Mundial, Pobreza e Prosperidade Compartilhada 2016, 2016.

Recursos:
357. Organização Internacional do Trabalho (OIT), International Labour Standards on Fishers,
[Link]
en/[Link], acessado em 04/02/2021.

Tema 13.22 Inclusão econômica


Instrumentos reconhecidos:
358. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Guiding Principles for Responsible
Contract Farming Operations, 2012.
359. Declaração da Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração dos Direitos dos Camponeses e de Outras
Pessoas, 2018.

Referências adicionais:
360. Comissão Europeia, Small-scale fisheries, [Link]
acessado em 04/02/2021.
361. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Agribusiness Public-Private
Partnerships: Country Case Studies – Africa | Rural Finance and Investment Learning Centre, 2013.
362. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Family Farming Knowledge
Platform, [Link] acessado em 04/02/2021.
363. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), The Contribution of Social Protection
to Economic Inclusion in Rural Areas, 2020.
364. Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente,
Pequenos agricultores, segurança alimentar e meio ambiente, 2014.
365. Fanzo, From big to small: the significance of smallholder farms in the global food system, 2017.
366. de Koning and B. de Steenhuijsen Piters, Farmers as Shareholders: A close look at recent experience, 2009.
367. Banco Mundial, Pobreza e Prosperidade Compartilhada 2016, 2016.
368. Banco Mundial, The State of Economic Inclusion Report 2021: The Potential to Scale, 2021.
369. Banco Mundial, Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2008: Agricultura para Desenvolvimento, 2008.
370. World Wildlife Foundation (WWF), Small-scale fisheries,
[Link] acessado em
30/05/2022.

Tema 13.23 Rastreabilidade da cadeia de fornecedores


Instrumentos reconhecidos:
371. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Acordo sobre Medidas do Estado do
Porto para Prevenir, Impedir e Eliminar a Pesca ilegal, Não Declarada e Não Regulamentada, 2016.
400 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Referências adicionais:
372. Aquaculture Stewardship Council, Feeding farmed fish responsibly, [Link]
explained/why-do-we-need-responsible-aquaculture/feeding-farmed-fish-responsibly/, acessado em
04/02/2021.
373. British Standards Institution, PAS 1550:2017 Exercising due diligence in establishing the legal origin of seafood
products and marine ingredients. Importing and processing. Code of practice, 2017.
374. British Retail Consortium (BRC), Environmental Justice Foundation (EJF) and WWF-UK, An Advisory Note for the
UK Supply Chain on how to avoid Illegal, Unreported and Unregulated (IUU) fishery products, 2015.
375. Ceres, Traceability is a must for companies with zero-deforestation pledges, 2018.
376. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Issue Brief #15 on Combating IUU
fishing in the Caribbean through policy and legislation, 2015.
377. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Illegal, Unreported and Unregulated
(IUU) fishing, [Link] acessado em 04/02/2021.
378. Global Fishing Watch, IUU – Illegal, Unreported, Unregulated Fishing, 2016.
379. IDH – The Sustainable Trade Initiative, A Fact-Based Exploration of the Living and Pricing Strategies that Close
the Gap, 2020.
380. To illustrate, only 19% of the soy consumed in the European Union can be traced to producers who do not
increase deforestation; IDH – The Sustainable Trade Initiative, European Soy Monitor, 2018.
381. International Trade Centre, Traceability in food and agricultural products, 2015.
382. Fórum Econômico Mundial, Inovação com um Propósito: Melhorar a Rastreabilidade nas Cadeias de Valor dos
Alimentos através da Tecnologia, 2019.
383. Organização Mundial de Saúde (OMS), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura
(FAO), FAO/WHO guide for developing and improving national food recall systems, 2012.
384. World Wildlife Fund for Nature (WWF), Soy,
[Link] acessado em 04/02/2021.
385. World Wildlife Foundation (WWF), Unregulated Fishing of the High Seas of the Indian Ocean, 2020.

Recursos:
386. Accountability Framework Initiative, Diretriz Operacional sobre Monitoramento e Verificação, 2019.
387. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Good practice guidelines on national
seafood traceability systems, 2018.
388. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Traceability: A management tool for
enterprises and governments, 2016.
389. Pacto Global das Nações Unidas, BSR, A Guide to Traceability: A Practical Approach to Advance Sustainability
in Global Supply Chains, 2014.

Tema 13.24 Políticas públicas


Referências adicionais:
390. Corporate Europe Observatory, Fishing for influence: Press passes give lobbyists EU Council building access
during fishing quota talks, 2017.
391. Corporate Europe Observatory, Monsanto lobbying: an attack on us, our planet and democracy, 2016.
392. C. Boyer and H. J. Boyer, Discussion Paper 9 Sustainable Utilisation of Fish Stocks: Is This Achievable? A Case
Study from Namibia, 2005.
393. Comissão Europeia, Assessment of the Agriculture and Rural Development Sectors in the Eastern Partnership
countries, 2012.
394. European Trade Union Institute for Research, The world of EU lobbying in Brussels, 2018.
395. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Livestock’s long shadow:
environmental issues and options, 2006.
396. Greenpeace, How lobbyists for Monsanto led a ‘grassroots farmers’ movement against an EU glyphosate ban,
2018.
397. Painel de Alto Nível de Especialistas para Segurança Alimentar e Nutrição do Comitê de Segurança Alimentar
da FAO, Agroecological and Other Innovative Approaches for Sustainable Agriculture and Food Systems that
Enhance Food Security and Nutrition, 2019.

Tema 13.25 Concorrência desleal


401 GRI 13: Setores de Agropecuária, Aquicultura e Pesca 2022 - Portuguese

Referências adicionais:
398. Comissão Europeia, Case AT.39633 – Shrimps, Cartel Procedure Council Regulation (EC) 1/2003, 2013.
399. Comissão Europeia, Study on the Environmental Impact of Palm Oil Consumption and on Existing Sustainability
Standards, 2018.
400. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), The State of Agricultural Commodity
Markets 2015-16: Competition and food security, 2016.
401. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, Competition and Regulation in Agriculture:
Monopsony Buying and Joint Selling, 2004.
402. Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), Cocoa Study: Industry
Structures and Competition, 2008.
403. Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), The effects of anti-competitive
business practices on developing countries and their development prospects, 2008.

Tema 13.26 Combate à corrupção


Referências adicionais:
404. Environmental Investigation Agency, Permitting Crime: How palm oil expansions drives illegal logging in
Indonesia, 2014.
405. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Transparência Internacional,
Corruption in the Land Sector, 2011.
406. IDH – The Sustainable Trade Initiative, A recipe for success? Three measures protecting the Cavally forest in
West Africa from illegal cocoa farming activities, 2020.
407. União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Corruption in fisheries: from bad to worse, 2008.
408. Ridler and N. Hishamunda, Promotion of sustainable commercial aquaculture in sub-Saharan Africa, 2001.

Recursos:
409. Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes, Rotten Fish: A guide on addressing corruption in the
fisheries sector, 2019.
GRI 14: Setor de Mineração 2024
Norma Setorial
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de janeiro de 2026.

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

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distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
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fotocopiada, gravada, etc.), para qualquer outro fim sem autorização prévia da GRI.

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403 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Introdução
GRI 14: Setor de Mineração 2024 fornece informações para organizações envolvidas em atividades de mineração
sobre seus prováveis temas materiais. Esses temas são provavelmente temas materiais para as mineradoras com
base nos impactos mais significativos do setor de mineração na economia, no meio ambiente e nas pessoas,
inclusive nos direitos humanos.

A Norma GRI 14 também possui uma lista de conteúdos para as mineradoras relatarem em relação a cada tema
material provável. Ela inclui conteúdos das Normas Temáticas da GRI e de outras fontes.

A Norma está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1 fornece uma visão geral e contextual do setor de mineração, incluindo suas atividades, relações de
negócios, contexto e as conexões entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS)
e os temas materiais prováveis para o setor.
• A Seção 2 descreve os temas que são provavelmente materiais para as mineradoras e que, portanto,
possivelmente mereçam ser relatados. Para cada tema material provável, são descritos os impactos mais
significativos do setor e são listados conteúdos para o relato de informações sobre os impactos da organização
em relação ao tema.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto e linkados com suas definições.
• A Bibliografia contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais que foram usados no desenvolvimento desta Norma, listados por tema. Ela também lista outros
recursos que podem ser consultados pela organização.

O restante da Introdução apresenta uma visão geral do setor a que se aplica esta Norma, uma visão geral do
sistema das Normas GRI e outras informações sobre como usar esta Norma.
404 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Setor a que se aplica esta Norma


A Norma GRI 14 se aplica a organizações que realizam qualquer uma das seguintes atividades:
• Exploração, extração, inclusive de pedreiras e processamento primário1 de todos os tipos de minerais, metálicos
e não metálicos, exceto petróleo, gás e carvão.2
• Atividades de apoio à mineração, como transporte e armazenamento, quando integradas às principais
operações da mineradora.
• Fornecimento de produtos e serviços especializados para mineradoras, como aqueles fornecidos por
terceirizados para Engenharia, Compras e Construção (EPC, na sigla em inglês) e atividades operacionais
mencionadas acima.

Esta Norma poderá ser usada por qualquer organização do setor de mineração, independentemente de porte, tipo,
localização geográfica ou experiência com relato. Esta Norma não foi concebida para capturar os impactos
específicos do setor de mineração artesanal e de pequena escala (MAPE). No entanto, esta Norma considera os
impactos que as mineradoras podem ter nos operadores de MAPE e os impactos com os quais elas podem estar
envolvidas como resultado das suas relações de negócios, interações ou da co-localização de suas atividades com
a MAPE.3

A organização deve usar todas as Normas Setoriais aplicáveis para os setores onde desenvolve atividades
substanciais.

Classificações do setor
A Tabela 1 lista agrupamentos da indústria relevantes ao setor de mineração cobertos por esta Norma nos
sistemas de classificação Global Industry Classification Standard (GICS®) [5], Industry Classification Benchmark
(ICB) [3], International Standard Industrial Classification of All Economic Activities (ISIC) [7] e Sustainable Industry
Classification System (SICS®) [6].4 A tabela visa auxiliar uma organização a identificar se a Norma GRI 14 se aplica a
ela e é somente para referência.

Tabela 1. Agrupamentos da indústria relevantes ao setor de mineração em outros sistemas de classificação


SISTEMA DE NÚMERO DE NOME DE CLASSIFICAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO CLASSIFICAÇÃO
GICS® 151040 Metais e Mineração (excluindo fabricantes de alumínio e aço e
reciclagem de metais)
551020000 Mineração em Geral
55102010 Ferro e aço (excluindo fabricantes de aço e reciclagem de metais)
55102035 Alumínio (excluindo fabricantes de alumínio e reciclagem de metais)
ICB
55102040 Cobre (excluindo fundições e reciclagem de metais)
55102050 Metais não ferrosos (excluindo fundições e reciclagem de metais)
55103020 Diamantes e Pedras Preciosas
55103025 Mineração de Ouro (excluindo fundições e reciclagem de metais)
55103030 Platina e metais preciosos (excluindo fundições e reciclagem de
metais)
ISIC 07 Mineração de minérios metálicos
08 Outros tipos de mineração e exploração de pedreiras
099 Atividades de apoio para outros tipos de mineração e exploração de
pedreiras
SICS® EM-3 Metais e Mineração (excluindo fabricantes de alumínio e aço e
reciclagem de metais)
405 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Sistema das Normas GRI


Esta Norma é parte das Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). As Normas GRI permitem que
uma organização relate informações sobre os seus impactos mais significativos na economia, no meio ambiente e
nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e sobre como a organização gerencia esses impactos.

As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries: as
Normas Universais da GRI, as Normas Setoriais da GRI e as Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3

A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que a organização deverá cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
406 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

1 O processamento primário pode incluir, por exemplo, moagem, britagem, fragmentação, concentração e lixiviação para separar minerais
comercialmente valiosos de seus minérios. Outros estágios de processamento, tais como fundição, refino e reciclagem de metais, serão objeto de
uma Norma Setorial da GRI à parte.
2 Petróleo e gás, e carvão possuem Normas Setoriais próprias disponíveis: GRI 11: Setor de Petróleo e Gás 2021 e GRI 12: Setor de Carvão 2022.
3 Nesta Norma, entende-se que a MAPE compreende atividades formais ou informais, geralmente associadas a formas simplificadas de mineração,
acesso limitado à tecnologia e alta intensidade de mão de obra. A MAPE pode incluir operadores individuais, famílias e cooperativas que envolvem
até centenas ou mesmo milhares de mineiros.
4 Os agrupamentos da indústria relevantes nos sistemas de classificação europeu - Statistical Classification of Economic Activities in the European
Community (NACE) [1] - e norte-americano - North American Industry Classification System (NAICS) [2] podem também ser estabelecidos por meio
de concordâncias disponíveis com a International Standard Industrial Classification (ISIC).
407 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Uso desta Norma


É necessário que a organização do setor de mineração que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI
use esta Norma ao definir seus temas materiais e, depois, ao definir quais informações relatar para os temas
materiais.

Definição de temas materiais


Os temas materiais representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio ambiente e
nas pessoas, inclusive nos direitos humanos.

A Seção 1 desta Norma fornece informações contextuais que podem ajudar a organização a identificar e avaliar seus
impactos.

A Seção 2 descreve os temas que são provavelmente materiais para as organizações do setor de mineração. É
necessário que a organização analise cada tema descrito e defina se é um tema material para ela.

A organização precisa usar esta Norma ao definir seus temas materiais. Entretanto, as circunstâncias variam para
cada organização e a organização precisa definir seus temas materiais de acordo com suas circunstâncias
específicas, tais como seu modelo de negócios, contexto geográfico, cultural e operacional legal, estrutura
societária, bem como a natureza dos seus impactos. Por causa disso, nem todos os temas listados nesta Norma
poderão ser materiais para todas as organizações do setor de mineração. Consulte a Norma GRI 3: Temas
Materiais 2021 para orientações passo a passo sobre como definir temas materiais.

Se a organização tiver definido quaisquer temas inclusos nesta Norma como não materiais, então é necessário que
a organização os liste no sumário de conteúdo da GRI e explique por que eles não são materiais.

Consulte o Requisito 3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e o Box 5 da Norma GRI 3 para mais informações sobre
como usar as Normas Setoriais para definir temas materiais.

Definição do que relatar


Para cada tema material, uma organização relata informações sobre seus impactos e sobre como gerencia esses
impactos. Depois da organização ter definido que um tema incluído nesta Norma é material, a Norma também ajuda
a organização a identificar conteúdos para relatar informações sobre seus impactos em relação àquele tema.

Para cada tema da seção 2 desta Norma, foi incluída uma subseção de relato. Essas subseções listam conteúdos
das Normas Temáticas da GRI que são relevantes para o tema. Elas poderão também listar conteúdos e
recomendações adicionais ao setor para a organização relatar. Isso ocorre nos casos em que as Normas
Temáticas não fornecem conteúdos ou em que os conteúdos das Normas Temáticas não fornecem informações
suficientes sobre os impactos da organização em relação a um tema. Esses conteúdos e recomendações
adicionais ao setor poderão se basear em outras fontes. A Figura 2 ilustra como o relato incluído em cada tema está
estruturado.

É necessário que a organização relate os conteúdos das Normas Temáticas listadas para aqueles temas que ela
definiu como materiais. Se quaisquer conteúdos das Normas Temáticas listados não forem relevantes aos
impactos da organização, não é exigido que a organização os relate. Entretanto, é necessário que a organização
liste esses conteúdos no sumário de conteúdo da GRI e escolha “não aplicável” como o motivo para omissão por
não ter relatado os conteúdos. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.

Os conteúdos e recomendações adicionais ao setor descrevem outras informações que foram identificadas como
relevantes para as organizações do setor de mineração relatarem em relação a um tema. Recomenda-se que a
organização forneça informações suficientes sobre seus impactos em relação a cada tema material de forma que
os usuários de informações possam fazer avaliações e tomar decisões embasadas sobre a organização. Por esse
motivo, o relato desses conteúdos e recomendações adicionais ao setor é incentivado, porém não é um requisito.
Quando a organização relata conteúdos adicionais ao setor, é necessário que ela os liste no sumário de conteúdo
da GRI (consulte o Requisito 7 da Norma GRI 1).

Se a organização relata informações que se aplicam a mais de um tema material, ela não precisa repeti-las para
cada tema. A organização poderá relatar essas informações uma única vez, com uma explicação clara dos temas
abrangidos. Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as
informações que já relatou publicamente em outro lugar, tais como páginas da Internet ou em seu relatório anual.
Nesse caso, a organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de
conteúdo da GRI de onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou
408 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

citando a página no relatório anual onde a informação tenha sido publicada).

Consulte o Requisito 5 da Norma GRI 1 para mais informações sobre como usar as Normas Setoriais para relatar
conteúdos.

Números de referência de Norma Setorial da GRI


Os números de referência de Norma Setorial da GRI são incluídos para todos os conteúdos listados nesta Norma,
tanto os das Normas GRI quanto conteúdos adicionais ao setor. Ao listar os conteúdos desta Norma no sumário de
conteúdo da GRI, é necessário que a organização inclua os respectivos números de referência de Norma Setorial da
GRI (consulte o Requisito 7 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021). Esse identificador ajuda os usuários de
informações a avaliar quais conteúdos listados nas Normas Setoriais aplicáveis estão incluídos no relato da
organização.

Termos definidos
Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.

Referências e recursos
Instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais que foram usados no
desenvolvimento desta Norma, bem como outros recursos que poderão ajudar a relatar temas materiais prováveis e
que podem ser consultados pela organização estão listados na Bibliografia. Eles complementam as referências e
os recursos listados na Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 e nas Normas Temáticas da GRI.

Figura 2. Estrutura de relato incluída em cada tema


409 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Gestão do tema
É necessário que a organização relate como
gerencia cada tema material usando o
Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais
2021.

Conteúdos de Normas Temáticas


Os conteúdos das Normas Temáticas da GRI
que forem identificados como relevantes para o
tema estão listados aqui. Quando o tema é
definido pela organização como material, é
necessário que ela relate esses conteúdos (se
5 eles forem relevantes para seus impactos) ou
explique por que eles não são aplicáveis no
1 sumário de conteúdo da GRI. Consulte na
Norma Temática o teor do conteúdo, incluindo
3 requisitos, recomendações e orientações.

Recomendações adicionais ao setor


Recomendações adicionais ao setor poderão
estar listadas. Elas complementam os
2 conteúdos das Normas Temáticas e o
Conteúdo 3-3 com expectativas de relato
específicas ao setor. Elas são recomendadas
para o relato, mas não exigidas.

Conteúdos adicionais ao setor


4
Conteúdos adicionais ao setor poderão estar
listados. Relatá-los, juntamente com quaisquer
conteúdos das Normas Temáticas, garante que
a organização forneça informações suficientes
sobre seus impactos em relação ao tema. Eles
são recomendados para o relato, mas não
exigidos.

Números de referência de Norma Setorial


É necessário que os números de referência de
Norma Setorial sejam incluídos no sumário de
conteúdo da GRI. Isso ajuda os usuários de
informações a avaliar quais conteúdos listados
nas Normas Setoriais estão incluídos no relato
da organização.

1. Perfil do setor
410 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

1. Perfil do setor
Os minerais são essenciais para o funcionamento das sociedades e economias modernas. Eles são usados, por
exemplo, para fabricar aço e outros materiais para infraestrutura, componentes essenciais para transporte,
comunicações e soluções tecnológicas, e para criar fertilizantes para a agricultura. Os minerais são indispensáveis
na transição para uma economia de baixo carbono e são usados para tecnologias de energia renovável, como
turbinas eólicas, painéis solares e a fabricação de baterias de armazenamento elétrico.

Os minerais são divididos em minerais metálicos e não metálicos. Os minerais metálicos (ou metais) podem ser
classificados por suas propriedades ou funções. Eles compreendem metais preciosos (ex.: ouro, prata, platina);
metais ferrosos (contendo ferro); metais não ferrosos (ex.: alumínio, cobalto, cobre, lítio, urânio, zinco) e elementos
de terras raras (por exemplo, neodímio, escândio, ítrio). Areia, pedra, cal, potássio e diamantes são exemplos de
minerais não metálicos.

O setor de mineração de capital intensivo representa uma ampla gama de organizações. O setor inclui grandes
empresas de capital aberto, muitas vezes integradas verticalmente em toda a cadeia de valor, empresas estatais
(EE) e organizações de pequeno e médio porte conhecidas como "junior companies", que geralmente são
especializadas em exploração. As organizações envolvidas em pedreiras são normalmente menos complexas, com
pouca ou nenhuma necessidade de processamento.

Atividades e relações de negócios do setor


Por meio de suas atividades e relações de negócios, as organizações podem ter um efeito na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, e, dessa forma, fazer contribuições negativas ou positivas para o desenvolvimento
sustentável. Ao definir seus temas materiais, recomenda-se que a organização considere os impactos tanto de
suas atividades como de suas relações de negócios.

Atividades
Os impactos de uma organização variam de acordo com os tipos de atividades que ela realiza. A lista abaixo
descreve algumas das principais atividades do setor de mineração, conforme definidas nesta Norma. Esta lista não
é exaustiva.

Prospecção e exploração: Levantamento de recursos, incluindo avaliação de viabilidade, mapeamento geológico,


levantamentos aéreos, medições geofísicas e perfuração exploratória.

Desenvolvimento: Design, planejamento e construção de minas, estradas de acesso e de instalações para


processamento, gestão de resíduos e para os trabalhadores.

Operações de mineração: Extração de minérios e minerais da terra por meio de diferentes técnicas, tais como
mineração a céu aberto, garimpagem, mineração subterrânea ou técnicas in situ, bem como processamento
primário para separar minerais comercialmente valiosos de seus minérios. Essa fase também inclui a disposição
de resíduos e o gerenciamento das estruturas de disposição de rejeitos.

Encerramento e reabilitação: Descomissionamento de instalações de processamento, recuperação, restauração e


reabilitação do solo alinhados com os objetivos pós-encerramento, bem como encerramento e vedação de
depósitos de resíduos e de sua infraestrutura.

Transporte: Movimentação de minerais e resíduos até o ponto de armazenamento, consumo ou processamento


posterior por, por exemplo, barca, correia transportadora, trem, caminhão ou navio, ou transportados como lama por
tubulação.

Armazenamento: Armazenamento de minerais em unidades de mineração ou em terminais de importação e


exportação.

Vendas e marketing: Venda de minerais para, por exemplo, produção de ferro e aço, produção de cimento, e uso
em manufatura.

Relações de negócios
As relações de negócios da organização incluem relações com parceiros de negócios, com entidades em sua
cadeia de valor, incluindo aquelas além do primeiro nível e com quaisquer outras entidades diretamente ligadas às
suas operações, seus produtos e serviços. Os seguintes tipos de relações de negócio são prevalentes no setor de
411 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

mineração e são relevantes no momento de identificar os impactos de organizações do setor.

Joint ventures são acordos comuns na mineração, em que organizações dividem os custos, benefícios e
obrigações dos ativos, ou um projeto. Elas também poderão incluir parcerias com as EE. Uma organização do setor
de mineração pode estar envolvida com impactos negativos como resultado de participação em uma joint venture,
mesmo se ela for um parceiro não operacional.

Fornecedores representam uma parcela significativa dos gastos por unidade de mineração e são comumente
usados para realizar operações de mineração ou para fornecer produtos ou serviços, incluindo segurança. Alguns
dos impactos mais significativos cobertos por esta Norma dizem respeito à cadeia de fornecedores.

Clientes e outras partes da cadeia de valor estão cada vez mais expressando suas expectativas em relação à
rastreabilidade da cadeia de fornecedores para garantir a produção responsável de minerais. Portanto, eles
constituem um importante fator de transparência no setor.

O setor e o desenvolvimento sustentável


O setor de mineração desempenha um papel importante em muitas economias nacionais e pode fazer
contribuições significativas para o desenvolvimento econômico de regiões e países. Os países de baixa e média
renda têm maior probabilidade de depender de seus recursos naturais como principal motor da atividade
econômica - uma dependência que tem crescido constantemente nas últimas décadas. Em economias
dependentes da mineração, as práticas de mineração responsável podem levar a reduções nos níveis de pobreza e
a uma melhoria geral no bem-estar social.

Os fluxos financeiros em torno dos projetos de mineração são substanciais, derivados, por exemplo, de impostos,
royalties e outros pagamentos a governos ou gastos com fornecedores. Além de oferecer oportunidades de
emprego, especialmente na cadeia de fornecedores, o setor também investe em projetos de infraestrutura e de
desenvolvimento local. Benefícios como esses podem contribuir para as necessidades e prioridades de
desenvolvimento de longo prazo de áreas rurais e países que têm fontes limitadas de receita adicional. Esses fluxos
representam importantes fontes de benefícios, mas também podem levar à corrupção.

A localização, a extração e o processamento de minerais envolvem um complexo planejamento científico, ambiental


e socioeconômico. A escala dos projetos de mineração pode ser considerável, às vezes abrangendo vastas áreas e
ocorrendo ao longo de muitas décadas. A legislação governamental, incluindo proteções ambientais e regimes
tributários, estabelecida pelos países onde a mineração ocorre, regula em grande parte os projetos de mineração.
Se for mal gerenciada, a mineração pode gerar impactos negativos com implicações duradouras para os
ecossistemas, os direitos humanos e para a saúde, a segurança e o bem-estar dos trabalhadores e comunidades
locais. As mudanças climáticas trazem desafios adicionais para a gestão dos impactos da mineração, com
consequências para a gestão da água, a biodiversidade e o calor extremo. Além disso, o declínio dos teores de
minério aumenta a quantidade de energia e recursos necessários para que as mineradoras localizem e extraiam os
minerais da rocha, resultando em mais poluição e resíduos gerados [20].

Espera-se que a demanda global por minerais aumente devido ao crescimento econômico contínuo, à melhoria dos
padrões de vida e à necessidade de transição para uma economia de baixo carbono. Embora os minerais sejam
essenciais para as tecnologias de energia limpa que sustentam as metas globais de mitigação das mudanças
climáticas, o setor está cada vez mais sob vigilância devido à sua contribuição para as emissões de GEE e à
necessidade de reduzi-las na cadeia de valor. O setor de mineração também está enfrentando expectativas de
transição para fontes de energia renovável e implementação de princípios de economia circular, como reutilização e
reciclagem de materiais existentes.

A movimentação para extrair certos minerais necessários para tecnologias limpas tem também levantado
preocupações sobre os riscos de maiores impactos ambientais e nos direitos humanos. Quando os minérios de
alto teor e os depósitos comprovados se esgotam, as atividades de mineração podem ser direcionadas para áreas
mais remotas ou ecologicamente sensíveis, áreas caracterizadas por estresse hídrico ou habitadas por Povos
Indígenas, ou Estados frágeis e propensos a conflito. Além disso, o uso da terra, o deslocamento, os impactos
ambientais e o potencial econômico associados à extração mineral podem agravar o conflito. Às vezes, isso pode
resultar em violência contra as comunidades locais ou dentro delas.
412 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Box 1. Gênero na mineração

Devido à importância dos impactos que as mineradoras têm nas comunidades, há uma expectativa crescente de
divulgação de informações sobre seus impactos locais na economia, no meio ambiente e nas pessoas. Como a
mineração pode ter impactos diferentes em homens e mulheres, espera-se cada vez mais que as organizações
considerem e lidem com os diversos impactos de suas atividades em diferentes gêneros. Por exemplo, as
mulheres são afetadas de forma desproporcional e singular pela degradação ambiental, pelas mudanças
climáticas e pelos impactos sociais resultantes da mineração, como a violência sexual e de gênero [12] [21]. Além
disso, a falta de oportunidades de emprego pode afetar a independência financeira das mulheres, e as condições
de trabalho no setor podem apresentar riscos adicionais à sua saúde e segurança [23].

A aplicação de abordagens de devida diligência para direitos humanos específicas a cada gênero pode tratar
dessas questões, inclusive ao conduzir o engajamento da comunidade ou avaliar aspectos relacionados a
direitos à terra, segurança, resolução de queixas e investimentos sociais. As organizações também podem
implementar políticas corporativas e códigos de conduta sensíveis ao gênero no local de trabalho. O
reconhecimento de como os impactos da mineração podem ser mais negativos ou benéficos, dependendo de
circunstâncias sociais específicas, pode contribuir amplamente para um engajamento significativo com os
stakeholders afetados e resultar em ações mais embasadas por parte das organizações para gerenciar seus
impactos [9] [18] [21] [26].

Vários temas desta Norma listam conteúdos de relato que incluem um detalhamento das informações relatadas
por gênero. Isso é especialmente importante se os impactos ou os números relatados forem significativamente
diferentes para mulheres e homens. Além disso, as organizações poderão fornecer proativamente dados
desagregados por gênero para qualquer outro tópico, quando relevante e útil.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável


Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável
adotada pelos 193 Estados-membros da Organização das Nações Unidas, compõem o plano de ação mais
abrangente do mundo para atingir o desenvolvimento sustentável [11].

Uma vez que os ODS e as metas associadas a eles são integrados e indivisíveis, as mineradoras têm o potencial
de contribuir para todos os ODS aumentando seus impactos positivos ou prevenindo e mitigando seus impactos
negativos na economia, no meio ambiente e nas pessoas.

O setor de mineração pode contribuir para atingir o Objetivo 7: Energia Limpa e Acessível e o Objetivo 13: Ação
Contra a Mudança Global do Clima, fornecendo os minerais essenciais necessários para a transição de baixo
carbono e, ao mesmo tempo, mitigando as emissões de GEE por meio do uso de energia renovável e medidas de
eficiência energética.

O setor tem conexões com o Objetivo 6: Água Potável e Saneamento e com o Objetivo 15: Vida Terrestre devido aos
impactos que o uso da água e o uso da terra por mineradoras podem ter nas comunidades locais e no meio
ambiente.

O setor de mineração pode fazer contribuições significativas para o Objetivo 8: Trabalho Decente e Crescimento
Econômico e para o Objetivo 1: Erradicação da Pobreza, pois fornece uma fonte essencial de receita e emprego em
muitas regiões, além de fornecer materiais para outros setores que impulsionam o crescimento econômico. Com
uma gestão adequada dos impactos ambientais e a continuidade do fornecimento de materiais que possibilitam o
desenvolvimento da infraestrutura, o setor de mineração poderá contribuir para o Objetivo 11: Cidades e
Comunidades Sustentáveis e para o Objetivo 12: Consumo e Produção Responsáveis.

A Tabela 2 apresenta conexões entre os temas materiais prováveis para o setor de mineração e os ODS. Essas
correlações foram identificadas com base em uma avaliação dos impactos descritos em cada tema material
provável, nas metas associadas a cada ODS e no mapeamento existente feito para o setor (consulte a referência
[32] da Bibliografia).

A Tabela 2 não é uma ferramenta de relato, mas apresenta conexões entre os impactos significativos do setor de
mineração e os objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Consulte nas referências [32] e [31]
da Bibliografia informações sobre o relato de progresso dos ODS usando as Normas GRI.

Tabela 2. Correlações entre os temas materiais prováveis para o setor de mineração e os ODS
413 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.1 Emissões de GEE


Tema 14.2 Adaptação e resiliência
climática
Tema 14.3 Emissões atmosféricas
Tema 14.4 Biodiversidade
Tema 14.5 Resíduos
Tema 14.6 Rejeitos
Tema 14.7 Água e efluentes
Tema 14.8 Encerramento e
reabilitação
Tema 14.9 Impactos econômicos
Tema 14.10 Comunidades locais
Tema 14.11 Direitos de Povos
Indígenas
Tema 14.12 Direitos à terra e aos
recursos naturais
Tema 14.13 Mineração artesanal e de
pequena escala (MAPE)
Tema 14.14 Práticas de Segurança
Tema 14.15 Gestão de acidentes de
segurança de processo
Tema 14.16 Saúde e segurança do
trabalho
Tema 14.17 Práticas empregatícias
Tema 14.18 Trabalho infantil
Tema 14.19 Trabalho forçado e
escravidão moderna
Tema 14.20 Liberdade sindical e
negociação coletiva
Tema 14.21 Não discriminação e
igualdade de oportunidades
Tema 14.22 Combate à corrupção
Tema 14.23 Pagamentos a governos
Tema 14.24 Políticas públicas
Tema 14.25 Áreas afetadas por
conflitos e de alto risco
414 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Box 2. Outros instrumentos e iniciativas internacionais importantes que apoiam a mineração responsável

Os atores, investidores e agências reguladoras no segmento downstream do setor esperam cada vez mais que
as mineradoras realizem a devida diligência para direitos humanos. O guia OECD Due Diligence Guidance for
Responsible Supply Chains of Minerals from Conflict-Affected and High-Risk Areas tem sido amplamente adotado
por organizações para reduzir o risco de impactos severos nos direitos humanos, que acirram conflitos e
estimulam crimes financeiros. O guia OCDE também foi adotado por vários instrumentos regulatórios nacionais e
supranacionais, como a Lei Dodd-Frank de Reforma de Wall Street e Proteção ao Consumidor de 2010 nos
Estados Unidos e o Regulamento (UE) 2017/821 do Parlamento Europeu referente à devida diligência na cadeia
de fornecedores de minério. Da mesma forma, a Regional Initiative against the Illegal Exploitation of Natural
Resources (Iniciativa Regional contra a Exploração Ilegal de Recursos Naturais, em tradução livre), administrada
pela Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (ICGLR), tem como objetivo romper o vínculo
entre as receitas minerais e o financiamento de conflitos.

Organizações como a Iniciativa de Transparência das Indústrias Extrativistas (EITI) e o Fórum Intergovernamental
sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF) estão ajudando os países a aprimorar e
comunicar a governança de seus recursos e o repartição de seus benefícios financeiros. Esses esforços
mostram o crescente impulso global para revelar o caminho das receitas minerais dentro dos governos e da
economia, concentrando-se em questões como transparência sobre pagamentos em nível de projeto, estruturas
societárias e acordos, autorizações, contratos e licenças, bem como áreas jurídicas e de políticas mais amplas
que afetam o setor para alavancar os benefícios da mineração para stakeholders locais.

Da mesma forma, muitos esforços liderados por governos, inclusive os que envolvem o Banco Mundial e
parcerias público-privadas, têm aumentado a atenção e as expectativas no setor de mineração para identificar,
avaliar, prevenir e reduzir os impactos, ao mesmo tempo em que melhoram a rastreabilidade e a transparência.

2. Temas materiais prováveis


415 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

2. Temas materiais prováveis


Esta seção compreende os temas materiais prováveis para o setor de mineração. Cada tema descreve os impactos
mais significativos do setor relativos ao tema e lista conteúdos que foram identificados como relevantes para o
relato do tema por mineradoras. É necessário que a organização analise cada tema nesta seção e defina se é um
tema material para a organização, determinando, em seguida, quais informações relatar para seus temas
materiais.

Conteúdo para unidades de mineração (minas)

Esse conteúdo se aplica a organizações que possuem ou operam unidades de mineração.5

As atividades de mineração têm impactos que geralmente se manifestam localmente. Como as operações de uma
organização podem abranger diversas regiões, ambientes e jurisdições, os impactos podem variar muito,
dependendo de onde as atividades ocorrem. Recomenda-se que a organização avalie e relate informações sobre
seus impactos em relação aos contextos locais apropriados (consulte o princípio do Contexto da Sustentabilidade
na Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações).

Vários temas desta Norma incluem relato em nível de unidade de mineração. Quando os impactos forem altamente
significativos para algumas unidades de mineração e não para outras, recomenda-se que as organizações
forneçam informações em nível de unidade de mineração somente para aquelas onde os impactos são altamente
significativos.

Em outros casos, dados desagregados poderão ser necessários para todas as unidades de mineração, a fim de
permitir que os usuários de informações façam avaliações precisas sobre as contribuições gerais da organização
para o desenvolvimento sustentável. Isso inclui determinados temas de interesse público, como emissões de
gases de efeito estufa (GEE) ou biodiversidade, onde o setor de mineração tem impactos consideráveis em todo o
mundo.

As organizações poderão fornecer proativamente dados desagregados da unidade de mineração para qualquer
tema identificado como material para relato.

A Tabela 3 fornece um exemplo de como apresentar informações para o Conteúdo 14.0.1. As organizações poderão
usar a tabela para indicar os casos em que os impactos são altamente significativos para unidades de mineração
específicas e se os dados desagregados são fornecidos para a unidade.

CONTEÚDOS ADICIONAIS AO SETOR Nº de REF


DA NORMA
SETORIAL

Liste as unidades de mineração da organização e informe a definição da organização usada para 14.0.1
"unidade de mineração". Para cada unidade, relate:
• o nome da unidade;
• a localização geográfica (país e coordenadas);
• o tamanho em hectares.

Tabela 3. Modelo de exemplo para apresentação de informações relativas a conteúdo de unidade de mineração
A tabela fornece um exemplo de como apresentar informações para o Conteúdo 14.0.1. A organização poderá alterar
416 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

a tabela de acordo com suas práticas, por exemplo, relatando informações adicionais.
417 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Temas materiais Nome da Unidade 1 Nome da Unidade 2 Nome da Unidade 3

País: XXX País: XXX País: XXX


Coordenadas: XXX Coordenadas: XXX Coordenadas: XXX
Tamanho: XXX hectares Tamanho: XXX hectares Tamanho: XXX hectares

Impactos Dados em Impactos Dados em Impactos Dados em


altamente nível de altamente nível de altamente nível de
significativos unidade significativos unidade significativos unidade

Emissões de GEE S S S S S N

Adaptação e resiliência S N S N S N
climática

Emissões atmosféricas S S S S S S

Biodiversidade S S S S S S

Resíduos S S S S S S

Rejeitos S S S S S S

Água e efluentes S S S S S N

Encerramento e reabilitação S S S S S S

Impactos econômicos S S S S S N

Comunidades locais S S S S S S

Direitos de Povos Indígenas - - S S - -

Direitos à terra e aos recursos - - S S - -


naturais

Mineração artesanal e de - - - - S S
pequena escala (MAPE)

Práticas de segurança - - S N S S

Gestão de acidentes de S S S S S S
segurança de processo

Saúde e segurança do S N S N S S
trabalho

Práticas empregatícias S N S N S S

Trabalho infantil - - S S - -

Trabalho forçado e escravidão S N - - - -


moderna

Liberdade sindical e S S S S S S
negociação coletiva

Não discriminação e igualdade S N S S S S


de oportunidades

Combate à corrupção S S S S S S

Pagamentos a governos S S S S S S

Políticas públicas - - S S - -

Áreas afetadas por conflitos e - - - - S S


de alto risco

5 [Tema(s)
Para fins desta Norma, uma unidade de mineração
adicional(ais)] S consiste em minas
S a céu aberto e
- subterrâneas e a área
- de superfície afetada
- por uma operação
-
de mineração; estruturas de disposição de rejeitos e depósitos de resíduos; terras afetadas pela construção ou melhoria de vias de transporte, dutos
e corredores de dutos; e estradas ou quaisquer áreas de superfície nas quais estejam situadas estruturas, equipamentos, materiais ou quaisquer
outros elementos usados na operação de mineração. Ficam excluídas instalações de processamento downstream como fundições e refinarias, a
menos que estejam situadas na própria unidade, junto com a infraestrutura de moagem ou beneficiamento.
418 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese
419 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.1 Emissões de GEE


As emissões de gases de efeito estufa (GEE) são emissões atmosféricas que contribuem para as mudanças
climáticas. Este tema cobre as emissões diretas de GEE (Escopo 1) e indiretas (Escopo 2) de gases provenientes
da aquisição de energia relacionadas às atividades de uma organização, assim como outras emissões indiretas
(Escopo 3) que ocorrem upstream e downstream das atividades da organização.

As atividades de mineração têm uso intensivo de energia e contribuem para as emissões de gases de efeito estufa
(GEE) que causam mudanças climáticas. A maior parte das emissões de GEE das atividades de mineração está
associada ao uso de veículos movidos a combustível fóssil e ao consumo de eletricidade autogerada e comprada.
Portanto, a maioria das emissões no setor de mineração são emissões diretas (Escopo 1) de GEE de fontes
pertencentes ou controladas pela organização. Além disso, emissões indiretas (Escopo 2) de GEE provenientes da
aquisição de energia resultantes da geração de eletricidade, aquecimento, resfriamento e vapor comprados ou
adquiridos e consumidos pela organização.

Os processos e atividades com uso intensivo de energia incluem escavação, operações de minas e transferência
de materiais. O principal GEE emitido pelas atividades do setor é o dióxido de carbono (CO2). Outros GEE incluem
metano (CH4), óxido nitroso (N2O), hidrofluorocarbonos (HCFs), perfluorocarbonos (PFCs), hexafluoreto de enxofre
(SF6) e trifluoreto de nitrogênio (NF3). A quantidade de energia usada em uma mina e as emissões resultantes
dependem de vários fatores, tais como o método de mineração, a profundidade da mina, a geologia, a produtividade
da mina e o grau e o método de refino exigidos. Por exemplo, a maior parte das necessidades de energia das
minas a céu aberto está associada a uma grande movimentação de solo e rocha e a distâncias mais longas de
transporte, enquanto as minas subterrâneas têm maiores necessidades de energia relacionadas a bombeamento,
ventilação, resfriamento e içamento.

Além da quantidade total de energia utilizada, a intensidade das emissões de GEE das atividades de mineração
pode variar de acordo com o design e o planejamento da mina, as práticas operacionais e a fonte de energia
utilizada. O carvão, como fonte de combustível, tem a maior intensidade de emissões em comparação com outros
combustíveis fósseis, geralmente liberando mais do que o dobro da quantidade de GEE do que o gás natural por
unidade de eletricidade produzida.

As emissões de GEE também podem aumentar devido a uma mudança induzida pelo homem no uso ou no
gerenciamento de terras, o que pode levar a uma mudança na cobertura terrestre. Por exemplo, quando as florestas
são desmatadas para permitir a extração de minerais e a infraestrutura de apoio (consulte também o tema 14.4
Biodiversidade). As emissões provenientes de mudanças no uso da terra são mais predominantes na mineração a
céu aberto devido às maiores exigências de uso da terra e, geralmente, aos minérios de baixo teor. Metano (CH4)
também pode ser liberado por meio de extração, liberação na atmosfera ou como emissões fugitivas. As atividades
de encerramento podem contribuir ainda mais para as emissões de GEE. No entanto, a reabilitação de minas pode
ser usada para capturar CO2 com estratégias adequadas de recuperação e pós-recuperação.

Além das emissões diretas (Escopo 1) e indiretas (Escopo 2) de GEE, as mineradoras estão cada vez mais sob
vigilância em relação a outras emissões indiretas (Escopo 3) de GEE, tanto upstream como downstream de suas
atividades. Há uma expectativa crescente de redução das emissões em toda a cadeia de valor. Para as
organizações que extraem ouro e outros metais preciosos, as emissões mais significativas tendem a se originar
upstream da organização, ou seja, dos bens e serviços que ela compra. Quando os minerais exigem refino
extensivo, como a fundição, a maioria das emissões de GEE do Escopo 3 tende a se originar em processos
downstream, especialmente quando o carvão é usado como fonte de energia. São exemplos a fabricação de aço,
alumínio e cimento.

Para combater as mudanças climáticas, as partes do Acordo de Paris se comprometeram a fazer a transição para
uma economia de baixo carbono. Espera-se cada vez mais que as organizações do setor estabeleçam metas de
emissões de GEE e reduzam as emissões de acordo com as evidências científicas mais recentes sobre o esforço
global necessário para limitar o aquecimento global a 1,5° C [42] (consulte também o tema 14.2 Adaptação e
resiliência climática). As emissões de GEE do Escopo 1 e do Escopo 2 podem ser reduzidas, por exemplo, por meio
de medidas de eficiência energética, eletrificação de equipamentos e mudança para fontes de combustível
renováveis ou de baixo carbono.

Em alguns casos, iniciativas de redução de emissões, como a eletrificação de uma mina, podem trazer energia
compartilhada para as comunidades locais e para os negócios. No entanto, isso pode representar desafios
adicionais para as comunidades, incluindo maior pressão sobre as redes de energia regional e nacional,
interrupções no fornecimento de energia, perda de empregos ou novos desafios ambientais. As organizações
poderão fazer parcerias com os governos para mitigar esses impactos e investir em soluções, tais como o
desenvolvimento de infraestrutura de energia renovável para apoiar as minas e a transição pós-mineração. Esses
420 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

esforços poderão contribuir para resultados equitativos e justos para os trabalhadores e para a comunidade
(consulte também os temas 14.8 Encerramento e reabilitação e 14.9 Impactos econômicos).
421 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de emissões de GEE


Se a organização tiver definido que as emissões de GEE são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.1.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


Norma GRI 302: Conteúdo 302-1 Consumo de energia dentro da organização 14.1.2
Energia 2016
Conteúdo 302-2 Consumo de energia fora da organização 14.1.3

Conteúdo 302-3 Intensidade energética 14.1.4

GRI 305: Conteúdo 305-1 Emissões diretas (Escopo 1) de GEE 14.1.5


Emissões 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Ao relatar as emissões diretas brutas (Escopo 1) de GEE, inclua as emissões
provenientes de mudanças no uso da terra.6
• Relate uma discriminação das emissões diretas brutas (Escopo 1) de GEE
por unidade de mineração.

Conteúdo 305-2 Emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) 14.1.6
provenientes da aquisição de energia

Recomendações adicionais ao setor


• Relate uma discriminação das emissões indiretas brutas (Escopo 2) de GEE
provenientes da aquisição de energia com base na localização por unidade
de mineração.
• Se aplicável, relate uma discriminação das emissões indiretas brutas
(Escopo 2) de GEE provenientes da aquisição de energia com base no
mercado por unidade de mineração.

Conteúdo 305-3 Outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa 14.1.7
(GEE)

Conteúdo 305-4 Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (GEE) 14.1.8

Recomendações adicionais ao setor


• Relate uma discriminação da taxa de intensidade de emissões de GEE por
unidade de mineração.

Conteúdo 305-5 Redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) 14.1.9

Referências e recursos
GRI 302: Energia 2016 e GRI 305: Emissões 2016 listam instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de emissões de GEE pelo setor de mineração, estão
listados na Bibliografia.
422 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.2 Adaptação e resiliência climática


As organizações contribuem para as mudanças climáticas e são simultaneamente afetadas por elas. Adaptação
e resiliência climática referem-se a como uma organização se ajusta aos riscos atuais e futuros relacionados às
mudanças climáticas e também como contribui para a capacidade das sociedades e das economias para
suportar os impactos das mudanças climáticas.

Em toda a cadeia de valor, as atividades de mineração contribuem para as mudanças climáticas ao liberar
emissões de GEE (consulte também o tema 14.1 Emissões de GEE). As mudanças nas condições climáticas, a
elevação do nível do mar e o aumento na intensidade e na frequência de eventos climáticos extremos já afetam
todas as regiões do globo, causando impactos negativos na saúde, nos meios de subsistência e nos direitos
humanos de milhões de pessoas. Os impactos físicos também representam riscos aos trabalhadores,
fornecedores, comunidades locais e infraestrutura, incluindo rotas de transporte ligadas ou próximas às atividades
de mineração.

Foi constatado que as mudanças climáticas agravam os impactos da mineração no meio ambiente local,
perturbando a biodiversidade (consulte também o tema 14.4 Biodiversidade), afetando a qualidade e a quantidade
de água e agravando o estresse hídrico (consulte também o tema 14.7 Água e efluentes). As mudanças climáticas
também aumentam os riscos de falhas nas estruturas de disposição de rejeitos devido ao aumento das chuvas
(consulte também os temas 14.6 Rejeitos e 14.15 Gestão de acidentes de segurança de processo). O aumento das
temperaturas pode ter impactos negativos na qualidade do ar por meio da retenção de material particulado, o que
pode agravar os impactos da poluição atmosférica (consulte também o tema 14.3 Emissões atmosféricas). Além
disso, as mudanças climáticas têm a propensão de criar climas mais secos onde a mineração ocorre, aumentando
a probabilidade de eventos de poeira e diminuindo a disponibilidade de água para suprimir a poeira.

Esses impactos podem ter implicações para a saúde, a segurança, o bem-estar e os meios de subsistência das
comunidades locais e dos trabalhadores. Eles também podem aumentar a competição por recursos naturais, o
que, muitas vezes, afeta desproporcionalmente as mulheres [70] (consulte também o tema 14.10 Comunidades
locais). As mineradoras podem ajudar a fortalecer a resiliência das comunidades locais aos impactos relacionados
às mudanças climáticas. As estratégias de adaptação poderão envolver o planejamento do uso da terra pós-
mineração, garantindo a disponibilidade de recursos naturais para a agricultura, promovendo o crescimento
econômico resiliente ao clima e o planejamento de emergência de longo prazo. As mineradoras também poderão
ajudar as comunidades a obter acesso confiável à energia e à água, por exemplo, estabelecendo uma infraestrutura
compartilhada de energia renovável, implementando programas de economia de energia e compartilhando recursos
hídricos.

Espera-se que a transição para uma economia de baixo carbono aumente a demanda por minerais essenciais
necessários para as tecnologias de energia limpa como cobalto, cobre, lítio, níquel e elementos de terras raras. Se
bem administrado, isso pode apresentar oportunidades para os países ricos em minerais por meio do
desenvolvimento econômico positivo (consulte também o tema 14.9 Impactos econômicos). No entanto, o aumento
dos impactos negativos no meio ambiente e nos direitos humanos é reconhecido como um importante risco. Muitos
minerais que enfrentam uma demanda crescente são extraídos de regiões vulneráveis à instabilidade política,
fraqueza institucional e violações dos direitos humanos. A mineração nessas áreas pode desencadear ou agravar
conflitos, corrupção, danos ambientais e violações trabalhistas (consulte também o tema 14.25 Áreas afetadas por
conflitos e de alto risco).

Box 3. Análise de cenários

A análise de cenários permite a consideração simultânea de formas alternativas de estados futuros afetados
pelas mudanças climáticas e pode ser usada para explorar os riscos relacionados às mudanças climáticas. As
organizações normalmente definem cenários de acordo com a velocidade da transição expressa nas mudanças
na temperatura média global. Um cenário compatível com o Acordo de Paris irá requerer um aumento de
temperatura bem abaixo de 2°C e um esforço para limitar o aumento a 1,5°C. Outros cenários poderão ser
definidos de acordo com o contexto nacional de uma organização. Para mais orientações, consulte a publicação
da TCFD, The Use of Scenario Analysis in Disclosure of Climate-Related Risks and Opportunities, 2017 [82].

6 Mudanças no uso da terra são mudanças no uso e na gestão da terra e das paisagens marinhas por seres humanos, que podem levar a mudanças na
cobertura terrestre. Elas abrangem mudanças nos ecossistemas terrestres, como quando as florestas são convertidas para permitir a extração
mineral e a infraestrutura de apoio. Orientações para o cálculo de emissões provenientes de mudanças no uso da terra podem ser encontradas na
publicação IPCC Good Practice Guidance for Land Use, Land-Use Change and Forestry [59] e suas atualizações de 2019 [60].
423 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de adaptação e resiliência climática


Se a organização tiver definido que adaptação e resiliência são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.2.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os cenários relacionados às mudanças climáticas usados para
avaliar a resiliência da estratégia da organização, incluindo um cenário bem
abaixo de 2°C, preferencialmente de 1,5°C.7
• Relate se a organização tem um plano de adaptação às mudanças climáticas
em vigor e, em caso afirmativo, forneça um resumo do plano e o progresso
feito em sua implementação do plano, descrevendo como o engajamento
com stakeholders embasou o plano.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 201: Conteúdo 201-2 Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades 14.2.2
Desempenho decorrentes de mudanças climáticas
Econômico 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva como as mudanças substanciais nas operações, receitas ou
despesas devido às mudanças climáticas afetam ou poderiam afetar os
trabalhadores e fornecedores da organização, suas contribuições para o
desenvolvimento econômico e seus pagamentos a governos.

Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de adaptação e resiliência climática pelo setor de
mineração, estão listados na Bibliografia.
424 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.3 Emissões atmosféricas


As emissões atmosféricas incluem poluentes que têm impactos negativos na qualidade do ar e nos
ecossistemas, incluindo na saúde humana e animal. Este tema abrange impactos provenientes de emissões de
óxidos de enxofre (SOx), óxidos de nitrogênio (NOx), material particulado (MP), compostos orgânicos voláteis
(COV), monóxido de carbono (CO) e metais pesados, tais como mercúrio (Hg).

Além das emissões de gases de efeito estufa (GEE), as atividades de mineração são uma fonte de outras
emissões atmosféricas antropogênicas classificadas como poluentes. No mundo todo, a poluição atmosférica
causa problemas graves de saúde e milhões de mortes anualmente ao contribuir para doenças coronárias e
pulmonares, derrames, infecções respiratórias e danos neurológicos [90]. As emissões atmosféricas são uma
grande preocupação para os trabalhadores do setor (consulte também o tema 14.16 Saúde e segurança do
trabalho) e as comunidades locais próximas às unidades de mineração e às rotas de transporte (consulte também
o tema 14.10 Comunidades locais). Essas emissões afetam de forma desproporcional as crianças, os idosos e os
pobres [89]. As emissões atmosféricas provenientes das atividades de mineração poderão também ter impactos
negativos nos ecossistemas próximos (consulte também o tema 14.4 Biodiversidade).

As atividades de mineração liberam emissões atmosféricas durante a perfuração, o desmonte a fogo, a escavação,
a remoção de pilhas de estéreis, o armazenamento, o processamento de minerais e o transporte. As emissões
fugitivas podem resultar de terraplenagem, britagem, transporte e poluentes de estruturas de disposição de rejeitos
(consulte também o tema 14.6 Rejeitos). Essas emissões compreendem principalmente poeira e outros materiais
particulados (MP). Dependendo do mineral que está sendo explorado, as emissões atmosféricas também podem
incluir metais pesados, monóxido de carbono (CO), dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NOx), ácido
sulfídrico (H2S), e compostos orgânicos voláteis (COV). A severidade dos impactos das emissões atmosféricas
pode depender da proximidade das comunidades locais e dos trabalhadores, bem como da sensibilidade dos
ecossistemas locais.

A extração e a fundição de zinco e outros metais não ferrosos produzem gases de mercúrio, que causam severos
impactos à saúde. O mercúrio (Hg) é usado com frequência em atividades de mineração artesanal e de pequena
escala de ouro, às vezes localizadas próximas às concessões das mineradoras (consulte também o tema 14.13
Mineração artesanal e de pequena escala). Muitas operações e refinarias de ouro e prata usam cianeto para extrair
o mineral do minério que, sob certas condições, pode se volatilizar em cianeto de hidrogênio (HCN) e causar riscos
respiratórios para o s trabalhadores.8

As emissões de óxido de nitrogênio provenientes do transporte podem ter impactos negativos nos ecossistemas.
Elas podem entrar em corpos hídricos e oceanos, causar impactos negativos na vida marinha e gerar ozônio
troposférico (O3), conhecido como smog fotoquímico. Óxidos de enxofre provenientes da queima de combustíveis
fósseis e da fundição de minérios contendo enxofre podem levar à chuva ácida e aumentar a acidificação oceânica.
Além dos impactos negativos na saúde humana, a chuva ácida e o smog fotoquímico podem degradar a qualidade
da água e do solo, prejudicando as funções dos ambientes naturais e, portanto, afetando as cadeias alimentares.

Box 4. Poeira e material particulado

As atividades de mineração liberam quantidades significativas de material particulado (MP), uma mistura poluente
de partículas sólidas e gotículas líquidas suspensas no ar. A poeira é o principal tipo de MP proveniente da
mineração, gerada durante o desmonte a fogo, a escavação e o transporte, bem como por meio de correias
transportadoras, veículos e britagem de minério. A poeira também pode ser gerada a partir de superfícies
expostas, tais como estradas de terra, poços, pilhas de resíduos ou rejeitos a seco. A exposição à poeira está
associada ao aumento dos riscos de doenças coronárias e pulmonares para os trabalhadores e para as
comunidades. A poeira também pode impedir as funções fotossintéticas de árvores e outras plantas.

A mineração a céu aberto tem uma grande pegada geográfica, o que torna o gerenciamento de poeira um desafio.
As organizações utilizam medidas de controle de poeira para evitar ou mitigar a exposição dos trabalhadores e
das comunidades à poeira, incluindo sistemas de ventilação, coletores de pó, sistemas de irrigação, neblina
seca, canhões de água e feixes de árvores. Pesquisas de qualidade do ar podem ser realizadas para avaliar a
adequação desses controles.

7 O Acordo de Paris tem como objetivo manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C acima dos níveis pré-industriais e buscar
esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais [67]. Evidências científicas divulgadas após a entrada em
vigor do Acordo de Paris demonstram que limitar o aquecimento global a 1,5°C "reduziria substancialmente as perdas e os danos projetados
relacionados às mudanças climáticas nos sistemas e ecossistemas humanos em comparação com níveis mais altos de aquecimento" [64].
425 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de emissões atmosféricas


Se a organização tiver definido que as emissões atmosféricas são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.3.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 305: Conteúdo 305-7 Emissões de NOx, SOx e outras emissões atmosféricas 14.3.2
Emissões 2016 significativas

Recomendações adicionais ao setor


• Para cada unidade de mineração, relate: emissões atmosféricas
significativas9 relevantes para a unidade, em quilogramas ou seus múltiplos.

Referências e recursos
GRI 305: Emissões 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais relevantes para o relato deste tema.

As demais referências usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de emissões atmosféricas pelo setor de mineração, estão listados na Bibliografia.

8 O cianeto também pode estar presente em rejeitos gerenciados em estruturas de disposição de rejeitos. Sem controles de gerenciamento adequados
em vigor, o HCN pode ser volatilizado para o entorno imediato da instalação.
426 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.4 Biodiversidade


Biodiversidade é a variabilidade entre organismos vivos. Ela inclui diversidade dentro de espécies, entre
espécies e de ecossistemas. A biodiversidade não somente possui valor intrínseco como também é vital para a
saúde humana, a segurança alimentar, a prosperidade econômica e a mitigação das mudanças climáticas e
adaptação aos seus impactos. Este tema abrange impactos na biodiversidade, incluindo impactos na
diversidade genética, nas espécies animais e vegetais e nos ecossistemas naturais.

As atividades de mineração normalmente requerem empreendimentos de grande escala que têm impactos na
biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos. Esses impactos podem limitar a disponibilidade e a acessibilidade
dos recursos naturais ou degradar sua qualidade. Os impactos na biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos
também podem afetar o bem-estar e os meios de subsistência das comunidades locais e dos Povos
Indígenas (consulte também os temas 14.10 Comunidades locais e 14.11 Direitos de Povos Indígenas).

Os fatores diretos da perda de biodiversidade influenciam os processos da biodiversidade e ecossistêmicos,


causando impactos como a degradação dos ecossistemas, a fragmentação de habitats e a mortalidade animal. As
atividades de mineração podem contribuir para os fatores diretos de perda de biodiversidade por meio de
mudanças no uso da terra e do mar, por exemplo, na forma de desmatamento para mineração, rotas de acesso e
instalações de gerenciamento de resíduos; exploração de recursos naturais por meio da captação e consumo de
água; por meio da introdução de espécies exóticas invasoras; e poluição. Poluentes atmosféricos, da água e do
solo incluem:
• emissões atmosféricas, incluindo poeira e fumaça (consulte também o tema 14.3 Emissões atmosféricas);
• descarte de efluentes como o descarte de rejeitos em rios (consulte também o tema 14.7 Água e efluentes);
• falhas no armazenamento e na disposição de resíduos e falhas nas estruturas de disposição de rejeitos
(consulte também os temas 14.5 Resíduos e 14.6 Rejeitos); e
• luminosidade, ruído e vibrações.

Métodos diferentes de mineração apresentam riscos distintos de impactos na biodiversidade. Minas a céu aberto
causam impactos mais severos do que a mineração subterrânea devido ao crescente aprofundamento e
alargamento da unidade de mineração, aumentando as áreas afetadas ao longo do tempo. A mineração a céu
aberto é uma causa proeminente de desmatamento, com quase um terço de todas as florestas sendo afetadas por
projetos de mineração em todo o mundo [110]. A remoção de sumidouros de carbono e da camada superficial do
solo também pode agravar as emissões de GEE (consulte também o tema 14.1 Emissões de GEE), contribuindo
para a erosão e desertificação. A mineração subterrânea, por sua vez, pode ter impactos negativos resultantes da
subsidência do solo e da contaminação da água subterrânea.

As atividades de mineração podem ter impactos na biodiversidade que vão além da unidade de mineração. Esses
impactos podem ser mais significativos quando a mineração ocorre dentro ou perto de áreas ecologicamente
sensíveis. Por exemplo, as atividades de mineração podem se espalhar por corredores ecológicos e prejudicar o
funcionamento de uma área ecologicamente sensível. Minas a céu aberto inativas, trabalhos subterrâneos e
resíduos perigosos também podem gerar impactos na biodiversidade após o encerramento (consulte também o
tema 14.8 Encerramento e reabilitação).

A crescente demanda por minerais leva as atividades de mineração a áreas ecologicamente sensíveis, incluindo
locais anteriormente não desenvolvidos e ecossistemas marinhos (consulte também o tema 14.2 Adaptação e
resiliência climática). Embora os possíveis impactos da mineração em águas profundas não sejam totalmente
compreendidos, é provável que ela perturbe os ecossistemas marinhos, compacte ou altere as áreas do fundo do
mar, crie plumas de sedimentos e represente um risco de vazamentos, acidentes e derramamentos em habitats
frágeis [105].

Para limitar e gerenciar seus impactos na biodiversidade, muitas mineradoras usam a ferramenta de hierarquia de
mitigação que ajuda a embasar suas medidas para equilibrar ou superar os impactos negativos na biodiversidade
[103]. A hierarquia de mitigação consiste nas etapas evitar, minimizar, restaurar, reabilitar e compensar. Medidas
para evitar impactos negativos são priorizadas, bem como para minimizar esses impactos quando não for possível
evitá-los. Recomenda-se que medidas de restauração e reabilitação sejam implementadas quando os impactos
negativos não puderem ser evitados ou minimizados. Medidas de compensação poderão ser aplicadas a impactos
residuais negativos depois de todas as outras medidas terem sido aplicadas.

9 As emissões atmosféricas significativas que são relevantes para o setor de mineração incluem, por exemplo, NOx, SOx, mercúrio (Hg), MP10 e
MP2.5, e ácido sulfídrico (H2S).
427 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de biodiversidade
Se a organização tiver definido que biodiversidade é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.4.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 101: Conteúdo 101-1 Políticas para deter e reverter a perda de biodiversidade 14.4.2
Biodiversidade
2024 Conteúdo 101-2 Gestão de impactos na biodiversidade 14.4.3

Conteúdo 101-4 Identificação de impactos na biodiversidade 14.4.4

Conteúdo 101-5 Locais com impactos na biodiversidade 14.4.5

Recomendações adicionais ao setor


• Relate informações sobre as áreas ecologicamente sensíveis para todas as
unidades de mineração.

Conteúdo 101-6 Fatores diretos de perda de biodiversidade 14.4.6

Recomendações adicionais ao setor


• Relate fatores diretos de perda de biodiversidade para todas as unidades de
mineração.

Conteúdo 101-7 Mudanças no estado da biodiversidade 14.4.7

Recomendações adicionais ao setor


• Relate mudanças no estado da biodiversidade para todas as unidades de
mineração.

Conteúdo 101-8 Serviços ecossistêmicos 14.4.8

Recomendações adicionais ao setor


• Relate informações sobre serviços ecossistêmicos para todas as unidades
de mineração.

Referências e recursos
GRI 101: Biodiversidade 2024 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de biodiversidade pelo setor de mineração estão listados
na Bibliografia.
428 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.5 Resíduos


Resíduos referem-se a qualquer substância ou objeto que um detentor de resíduos descarta ou tem a intenção
ou obrigação de descartar. Quando geridos inadequadamente, os resíduos podem causar impactos negativos no
meio ambiente e na saúde humana, o que pode se estender além dos locais onde os resíduos são gerados e
descartados. Este tema abrange impactos dos resíduos e do gerenciamento de resíduos.

As atividades de mineração normalmente geram grandes volumes de resíduos, incluindo resíduos perigosos. Os
maiores fluxos de resíduos provêm da extração ou processamento de minerais e consistem em pilhas de estéreis,
resíduos de rochas e rejeitos. Esses fluxos de resíduos podem conter metais pesados e minerais tóxicos e de
ocorrência natural mobilizados pela mineração, como amianto e antimônio, alumínio, arsênico, cádmio, cromo,
cobre, ferro, chumbo, manganês, mercúrio e tálio.

Os resíduos das atividades de mineração podem contaminar a água de superfície, a água subterrânea e a água do
mar (consulte também o tema 14.7 Água e efluentes), bem como fontes de alimentos. Os resíduos também podem
causar impactos negativos na saúde humana (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais) e nas espécies
animais e vegetais (consulte também o tema 14.4 Biodiversidade). O uso da terra para armazenamento de resíduos,
juntamente com a contaminação do solo, leva à erosão e à perda de terras produtivas, o que pode ter efeitos
adicionais nos meios de subsistência das comunidades locais. Os impactos dos resíduos provenientes das
atividades de mineração podem depender da abordagem de uma organização em relação ao gerenciamento de
resíduos, às regulamentações, à aplicação de tecnologias e à disponibilidade de instalações de recuperação e
disposição próximas às unidades de mineração.

As atividades de mineração geralmente exigem o uso e o armazenamento de materiais perigosos, tais como
produtos químicos, para o processamento de minerais. Esses materiais podem ser liberados no meio ambiente
durante a exploração, a extração, o processamento e o transporte. Os materiais perigosos podem se acumular e
permanecer no meio ambiente após a vida útil de uma mina. Há preocupações específicas com relação ao uso de
cianeto no processamento de minerais como ouro e prata, o qual, quando usado, armazenado ou disposto de forma
inadequada, pode causar impactos negativos na saúde humana e no meio ambiente (consulte também o tema
14.15 Gestão de acidentes de segurança de processo). O mercúrio pode ser produzido como subproduto no
processamento de minérios, potencialmente liberando vapores tóxicos. Embora a maioria das mineradoras não use
mais mercúrio para extrair ouro, ele ainda é usado por muitos operadores artesanais e de pequena escala (consulte
também o tema 14.13 Mineração artesanal e de pequena escala).

As pilhas de estéreis provenientes da mineração a céu aberto geralmente são armazenadas em instalações de
colocação de pilhas de estéreis ou em aterros em áreas adjacentes até o reaterro do poço ou que o aterro de pilhas
de estéreis seja estabilizado e revegetado. Esses aterros exigem estabilização física e química para evitar falhas,
que podem causar impactos no meio ambiente e na segurança das pessoas. As pilhas de estéreis também podem
contribuir para a formação de água altamente acidificada e rica em metais pesados, conhecida como drenagem
ácida de minas, que pode se infiltrar no meio ambiente.

Resíduos de rochas são normalmente armazenados em pilhas ou dispostos em aterros ou em poços antigos de
operações e podem gerar poeira (consulte também o tema 14.3 Emissões atmosféricas). Os rejeitos, um
subproduto do processamento de minerais, geralmente são tratados e dispostos em lagoas, filtrados,
armazenados em pilhas ou descartados em cavidades subterrâneas. O escoamento de rejeitos e as falhas nas
estruturas de disposição de rejeitos podem causar contaminação ambiental generalizada e representar riscos à
saúde, à segurança e aos meios de subsistência das comunidades locais (consulte também o tema 14.6 Rejeitos).

A quantidade de resíduos produzidos pelas atividades de mineração depende do tipo de mineral extraído e do teor
de minério. Em geral, a mineração a céu aberto produz mais resíduos do que a mineração subterrânea devido à
possibilidade de obter sedimentos e rochas de menor teor dos quais o mineral é extraído. Os resíduos das
atividades de mineração geralmente exigem uma gestão que vá além da etapa produtiva da operação de mineração,
incluindo cuidados pós-encerramento de longo prazo. O encerramento também poderá produzir quantidade
significativa de resíduos, por exemplo, do descomissionamento de instalações de processamento e outras
instalações (consulte também o tema 14.8 Encerramento e reabilitação).

Resíduos típicos das operações de mineração incluem resíduos de óleos, produtos químicos, pneus, lixo
eletrônico, catalisadores usados, solventes, vários subprodutos industriais, materiais de embalagem e entulho de
obras. As mineradoras também podem precisar gerenciar uma quantidade substancial de resíduos domésticos em
acampamentos de minas ou em cidades dedicadas à mineração.
429 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Box 5. Economia circular

O setor de mineração é tanto um fornecedor de materiais como um usuário significativo de recursos naturais,
materiais e produtos. As mineradoras estão cada vez mais incorporando medidas de circularidade em toda a
cadeia de valor. Essa abordagem pode ajudar a reduzir a necessidade de matérias-primas, minimizar a geração
de resíduos e reaproveitar os resíduos para fins produtivos, tudo isso contribuindo para melhorar a eficiência dos
recursos. As mineradoras podem reaproveitar rejeitos e resíduos de rocha para usos como aterro, paisagismo e
materiais de construção. Elas também podem implementar processos para tratar e reciclar água de processo,
permitindo sua reutilização em operações de mineração. Muitas medidas de circularidade podem ser
desenvolvidas em colaboração com as comunidades locais e em benefício delas.

A reutilização e a reciclagem de metais podem contribuir significativamente para a economia circular, pois muitos
metais podem ser derretidos e reutilizados infinitamente. A reciclagem de metais também pode consumir menos
energia do que a extração e o processamento de materiais virgens (consulte também o tema 14.1 Emissões de
GEE). Algumas mineradoras já estão fazendo a transição para modelos de negócios mais circulares, expandindo
suas atividades da extração primária de minerais para a reciclagem de metais.

As medidas de circularidade poderão ser relatadas usando a Norma GRI 306: Resíduos 2020 e o uso de
materiais é abordado na Norma GRI 301: Materiais 2016 .
430 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de resíduos
Se a organização tiver definido que resíduos são um tema material, esta subseção lista os conteúdos identificados
como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.5.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 306: Conteúdo 306-1 Geração de resíduos e impactos significativos relacionados a 14.5.2
Resíduos 2020 resíduos

Conteúdo 306-2 Gestão de impactos significativos relacionados a resíduos 14.5.3

Conteúdo 306-3 Resíduos gerados 14.5.4

Recomendações adicionais ao setor


• Ao relatar a composição dos resíduos gerados, inclua uma discriminação dos
seguintes fluxos de resíduos:
- resíduos de rochas;
- rejeitos.10
• Relate uma discriminação do total de resíduos gerados e a composição dos
resíduos por unidade de mineração.

Conteúdo 306-4 Resíduos não destinados para disposição final 14.5.5

Recomendações adicionais ao setor


• Ao relatar a composição dos resíduos não destinados para disposição final,
inclua uma discriminação dos seguintes fluxos de resíduos:
- resíduos de rochas;
- rejeitos.
• Relate uma discriminação do total de resíduos não destinados para
disposição final e a composição dos resíduos por unidade de mineração.

Conteúdo 306-5 Resíduos destinados para disposição final 14.5.6

Recomendações adicionais ao setor


• Ao relatar a composição dos resíduos direcionados para disposição final,
inclua uma discriminação dos seguintes fluxos de resíduos:
- resíduos de rochas;
- rejeitos.
• Relate uma discriminação do total de resíduos direcionados para disposição
final e a composição dos resíduos por unidade de mineração.

Referências e recursos
GRI 306: Resíduos 2020 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de resíduos pelo setor de mineração, estão listados na
Bibliografia.
431 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.6 Rejeitos


Os rejeitos são um subproduto da mineração que precisa ser gerenciado durante toda a vida útil da mina e após
seu encerramento. Má gestão ou um projeto inadequado de estruturas de disposição de rejeitos podem, na pior
das hipóteses, levar a falhas catastróficas com impactos duradouros nos trabalhadores e nas comunidades
locais, além de danos ao meio ambiente, aos recursos naturais e à infraestrutura.

Os rejeitos são gerados como um subproduto da mineração e são geralmente um dos maiores fluxos de resíduos
associados às operações de mineração (consulte também o tema 14.5 Resíduos). Geralmente contidos na forma
de lama líquida, os rejeitos consistem em material processado, normalmente misturado com produtos químicos
que sobraram da separação de minerais da rocha ou do solo.

Os rejeitos são frequentemente tratados e armazenados em estruturas de disposição de rejeitos em superfície,


filtrados e empilhados a seco, ou usados para preencher cavidades subterrâneas. Os rejeitos em superfície são
contidos por barragens ou dispostos em poços abertos descomissionados e podem cobrir vastas áreas. Outros
métodos de disposição, tais como disposição de rejeitos em rios, lagoas e no fundo do mar, ainda são usados pelo
setor. No entanto, esses métodos são amplamente desencorajados devido aos impactos potenciais significativos
no meio ambiente e na saúde das comunidades locais provenientes, por exemplo, dos níveis elevados de metais
presentes nos rejeitos (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais).

Os rejeitos que contêm metais pesados, cianeto, agentes de processos químicos ou sulfetos apresentam riscos
para a saúde quando liberados no meio ambiente. Falhas catastróficas de estruturas de disposição de rejeitos,
entre as quais as barragens, podem apresentar riscos prejudiciais à segurança e ao bem-estar de trabalhadores e
comunidades locais. Na pior das hipóteses, as falhas podem levar à perda de vidas e à destruição de comunidades
inteiras (consulte também o tema 14.15 Gestão de acidentes de segurança de processo). Outros impactos incluem
danos à infraestrutura, aos recursos naturais e às atividades de outros setores, o que acaba desestruturando vidas
e meios de subsistência. As falhas das estruturas de disposição de rejeitos resultam, por exemplo, da gestão
inadequada de água, galgamento, falha na fundação ou na drenagem, erosão e terremotos. Eventos climáticos
extremos devido às mudanças climáticas apresentam desafios adicionais para a gestão a longo prazo dos rejeitos
(consulte também o tema 14.2 Adaptação e resiliência climática).

O escoamento de rejeitos pode contaminar a água subterrânea, a água de superfície e a água do mar. Fontes de
água contaminadas causam danos a ecossistemas, espécies e operações agrícolas, afetando a saúde e os meios
de subsistência das comunidades locais (consulte também o tema 14.7 Água e efluentes). Os rejeitos secos
podem também gerar poeira (consulte também o tema 14.3 Emissões atmosféricas). O processamento ineficiente
de minérios metálicos pode estimular o reaproveitamento e o reprocessamento de rejeitos por operadores de
mineração artesanal e de pequena escala, o que pode mobilizar rejeitos tóxicos para o meio ambiente (consulte
também o tema 14.13 Mineração artesanal e de pequena escala).

As opções de gestão e armazenamento de rejeitos dependem de vários fatores e podem ser alteradas por eles.
Esses fatores podem incluir a presença de comunidades locais, a distância de áreas importantes para a
biodiversidade, a sismicidade, a quantidade e a distribuição sazonal das chuvas e a topografia local. Com base em
seu contexto, cada estrutura requer considerações técnicas e de projeto exclusivas para minimizar os riscos às
pessoas e ao meio ambiente durante todo o ciclo de vida da estrutura de disposição de rejeitos, inclusive no
encerramento e no pós-encerramento (consulte também o tema 14.8 Encerramento e reabilitação). Espera-se que o
projeto seja monitorado, avaliado e atualizado regularmente de acordo com os achados das revisões e avaliações
de risco, e sempre que houver mudanças materiais [134].

As organizações utilizam planos específicos à unidade sobre preparação e resposta a emergências para identificar
perigos, preparar-se e avaliar sua capacidade de responder a emergências e prever a reparação a longo prazo.
Além de testes e atualizações regulares, o plano exige o envolvimento ativo com vários stakeholders que poderiam
ser afetados, tais como trabalhadores e comunidades locais. Isso inclui a colaboração com órgãos públicos,
socorristas, autoridades locais e instituições para mitigar as possíveis repercussões de uma falha.

10 As recomendações adicionais ao setor dos Conteúdos 306-3, 306-4 e 306-5 solicitam o relato de uma discriminação do peso total dos rejeitos
produzidos. O gerenciamento das estruturas de disposição de rejeitos é relatado no tema 14.6 Rejeitos.
432 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de rejeitos
Se a organização tiver definido que rejeitos são um tema material, esta subseção lista os conteúdos identificados
como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.6.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Relate se a organização cumpre ou se comprometeu a cumprir uma norma
internacional reconhecida sobre gestão de rejeitos e, se disponível, forneça
um link para as informações mais recentes divulgadas publicamente.11

Conteúdos adicionais ao setor


Relate os métodos de disposição de rejeitos utilizados pela organização. 14.6.2

Liste as estruturas de disposição de rejeitos da organização e relate o nome, a localização e as 14.6.3


estruturas societárias de cada uma, incluindo se a organização é a operadora.

Para cada estrutura de disposição de rejeitos não confirmada como estando em um estado de
encerramento seguro:12
• descreva a estrutura de disposição de rejeitos, incluindo seu método de construção;13
• relate se a estrutura é ativa, inativa ou foi encerrada;
• relate a capacidade máxima de armazenamento permitida e o peso total dos rejeitos
armazenados em toneladas métricas;
• relate a Classificação de Consequências de acordo com o Requisito 4.1 do GISTM;
• relate a frequência das avaliações de risco e um resumo dos achados da avaliação de risco mais
recente;
• relate a data e os achados materiais da revisão técnica independente mais recente, incluindo a
implementação de medidas de mitigação e a data da próxima revisão.

Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de rejeitos pelo setor de mineração estão listados na
Bibliografia.
433 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.7 Água e efluentes


Reconhecido como um direito humano, o acesso à água doce é essencial para a vida e o bem-estar humano. A
quantidade de água captada e consumida por uma organização e a qualidade de seu descarte podem impactar
os ecossistemas e as pessoas. Este tema abrange impactos relacionados com a captação e o consumo de água
e a qualidade da água descartada.

A mineração pode gerar impactos significativos na disponibilidade e na qualidade da água, resultando em


consequências de longo prazo para a biodiversidade, a saúde e o desenvolvimento humanos e a segurança
alimentar (consulte também os temas 14.4 Biodiversidade, 14.10 Comunidades locais e 14.11 Direitos de Povos
Indígenas). Os impactos na água ocorrem durante toda a vida útil de uma mina e após o encerramento.

As mineradoras usam água em todas as suas operações, incluindo extração mineral, processamento, resfriamento,
eliminação de poeira e transporte de minério e resíduos em lamas. As atividades de mineração podem reduzir a
disponibilidade de água para comunidades locais e outros usuários de água, potencialmente afetando o direito das
pessoas à água potável limpa. Em áreas onde a água é coletada manualmente, o acesso reduzido à água pode
gerar impactos desproporcionais em mulheres e meninas, que normalmente são responsáveis por essa tarefa
[141].

A quantidade de água necessária para as operações de mineração depende da eficiência operacional e dos
métodos de mineração. O volume total de água doce captada para as operações de mineração também pode variar
de acordo com a capacidade da organização de substituir água doce, a qualidade da água exigida, as
características dos recursos hídricos locais e a infraestrutura de reciclagem.

As mineradoras poderão melhorar o acesso das comunidades locais à água doce, reforçando a infraestrutura de
água e saneamento e melhorando a qualidade da água, por exemplo, ao tratar a drenagem ácida de minas que
ocorre naturalmente. As mineradoras poderão também influenciar a hidrologia e causar impactos nos meios de
subsistência das comunidades locais alterando os níveis de água subterrânea, mudando os regimes de fluxo dos
rios e usando barragens para atender às necessidades de água doce em atividades de mineração. Em áreas que
já enfrentam estresse hídrico, as operações de mineração poderão agravar o problema, reduzindo a acessibilidade
da água para outros usuários e intensificando a competição pela água. Esses impactos podem agravar as tensões
entre outros setores ou comunidades locais, e dentro deles, especialmente nos casos em que os direitos e as
regulamentações sobre a água são mal gerenciados ou fiscalizados.

Os impactos das atividades de mineração na qualidade da água de superfície, água subterrânea e água do mar
podem ser devido a descarte e escoamento de água, contaminação por metais pesados, derramamentos,
vazamentos ou carreamento de resíduos de produtos químicos e falhas de estruturas de disposição de rejeitos
(consulte também os temas 14.5 Resíduos e 14.6 Rejeitos). A drenagem ácida de minas pode ser um dos impactos
hídricos mais significativos das minas de metal, ocorrendo quando a água e o oxigênio reagem com rochas que
contêm minerais com enxofre, formando um escoamento ácido. Operações subterrâneas também podem perturbar
ou contaminar aquíferos.

Os riscos de contaminação podem ser maiores quando a mineração ocorre em áreas com chuvas fortes e
frequentes, o que pode causar inundações e fazer com que a contenção de efluentes seja mais difícil. O nível de
tratamento da água e os padrões de qualidade da água aplicados aos descartes de efluentes, bem como a
sensibilidade do ecossistema local, podem afetar o impacto que as mineradoras geram no corpo d'água que
recebe o descarte.

Secas, inundações e outros eventos climáticos extremos devido às mudanças climáticas trazem desafios mais
frequentes para a disponibilidade e a qualidade da água (consulte também o tema 14.2 Adaptação e resiliência
climática), exigindo abordagens colaborativas do setor de mineração para prevenir ou mitigar impactos nas
comunidades locais [153].

11 Normas internacionais reconhecidas incluem o Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM) e o protocolo Tailings Management
Protocol da Towards Sustainable Mining (TSM). Caso a organização esteja em conformidade com o GISTM, ela fornecerá um link para as informações
mais recentes relatadas, seguindo o Princípio 15 do GISTM. Caso a organização esteja em conformidade com outra norma internacional reconhecida
(como o Tailings Management Protocol da TSM), ela fornecerá um link para o relato público dos resultados da conformidade.
12 O estado de encerramento seguro é definido pelo GISTM como uma estrutura de disposição de rejeitos encerrada que não apresenta riscos materiais
permanentes para as pessoas ou para o meio ambiente. Para uma melhor orientação, incluindo definições para termos usados no conteúdo adicional
ao setor 14.6.3, consulte o GISTM [134].
13 O método de construção deve ser relatado como "a jusante", "a montante" e "da linha de centro". Para uma melhor orientação, consulte as definições
fornecidas pelo Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM) [132].
434 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de água e efluentes


Se a organização tiver definido que água e efluentes são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.7.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva ações adotadas pela organização para prevenir ou mitigar os
impactos negativos da drenagem ácida de minas.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 303: Água e Conteúdo 303-1 Interações com a água como um recurso compartilhado 14.7.2
Efluentes 2018
Conteúdo 303-2 Gestão de impactos relacionados ao descarte de água 14.7.3

Conteúdo 303-3 Captação de água 14.7.4

Recomendações adicionais ao setor


• Relate a captação de água por unidade de mineração.

Conteúdo 303-4 Descarte de água 14.7.5

Recomendações adicionais ao setor


• Relate o descarte de água por unidade de mineração.

Conteúdo 303-5 Consumo de água 14.7.6

Recomendações adicionais ao setor


• Relate o consumo de água por unidade de mineração.

Referências e recursos
GRI 303: Água e Efluentes 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de água e efluentes pelo setor de mineração, estão listados
na Bibliografia.
435 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.8 Encerramento e reabilitação


No término do seu uso comercial, espera-se que as organizações fechem os ativos e as instalações e reabilitem
os locais de operação. Poderão ocorrer impactos durante e após o encerramento. Este tema abrange a
abordagem de uma organização para encerramento e reabilitação, inclusive como a organização considera os
impactos no meio ambiente, nas comunidades locais e nos trabalhadores.

O objetivo do encerramento é devolver a terra afetada pela mineração a uma condição física, biológica e
quimicamente estável. Quando implementado com sucesso, ele permite a restauração do ecossistema, minimiza a
poluição de longo prazo, protege o abastecimento de água local, garante a segurança pública e fornece às
comunidades terras produtivas sempre que possível. Espera-se que esse processo resulte em um ecossistema
saudável e funcional que seja compatível com o uso planejado da terra pós-mineração, em conformidade com os
requisitos regulatórios e que leve em consideração as necessidades e os meios de subsistência dos
stakeholders locais. Recomenda-se que o planejamento do encerramento comece na fase de concepção do projeto
e seja atualizado regularmente durante todo o ciclo de vida da mina. Isso poderá ajudar a mitigar os impactos no
meio ambiente e nas pessoas, ao mesmo tempo em que integra oportunidades de recuperação paralelamente às
operações de mineração.

Quando não gerenciado adequadamente, o encerramento de uma mina pode resultar em diversos impactos
ambientais, incluindo a contaminação da água de superfície e da água subterrânea, contaminação do solo por
pilhas de estéreis, mudanças nos relevos e perturbações na biodiversidade (consulte também os temas 14.4
Biodiversidade, 14.5 Resíduos e 14.7 Água e efluentes). A presença de materiais perigosos ou a contaminação por
eles podem resultar em impactos duradouros na saúde e na segurança das pessoas (consulte também o tema
14.10 Comunidades locais). A ineficácia na reabilitação de unidades de mineração também poderá tornar o solo
inutilizável para outros fins produtivos, como a agricultura, levando à possível perda de meios de subsistência.

As atividades de encerramento poderão incluir:


• estabilização dos trabalhos a céu aberto ou subterrâneos para prevenir subsidência e erosão de taludes ou
buracos de minas;
• descomissionamento de instalações de processamento, equipamentos e outros itens de infraestrutura;
• remoção de instalações e acampamentos de trabalhadores;
• recuperação e reabilitação do solo, incluindo gestão da camada superficial do solo, dos resíduos de rochas e
das pilhas de estéreis para controlar a erosão e a degradação do solo e promover a restauração do
ecossistema;
• encerramento e vedação de depósitos de resíduos, incluindo estruturas de disposição de rejeitos (consulte
também o tema 14.6 Rejeitos);
• monitoramento ambiental e socioeconômico pós-encerramento para garantir que os objetivos pós-encerramento
estão sendo atingidos; e
• medidas de reparação identificadas por meio de atividades de monitoramento.

As mineradoras poderão implementar atividades de encerramento e reabilitação de forma progressiva durante a


vida operacional da mina, por exemplo, reaterrando e revegetando áreas não utilizadas à medida que as operações
se desloquem para outras zonas.

Embora o encerramento e a reabilitação possam oferecer novas oportunidades de emprego, a cessação das
operações de mineração também leva ao desemprego quando os trabalhadores não são mais essenciais. Uma
mina encerrada poderá também resultar na perda de empregos para os fornecedores da mina. Em locais onde a
mina tem sido o principal motor econômico, proporcionando emprego, renda, receitas provenientes de impostos,
desenvolvimento local e outros benefícios, o encerramento poderá fazer com que as comunidades locais enfrentem
uma retração econômica e perturbações sociais.

Os impactos do encerramento da mina poderão ser agravados se houver uma antecedência insuficiente na
comunicação ou um planejamento inadequado para revitalização econômica e transição social. As minas
encerradas ou abandonadas podem deixar um legado duradouro de problemas ambientais e ônus financeiros para
as comunidades e os governos, a menos que haja uma indicação das partes responsáveis ou fundos alocados
para cobrir os custos das atividades de encerramento e pós-encerramento da mina (consulte também o tema 14.9
Impactos econômicos). As mineradoras poderão colaborar com as comunidades locais, os governos, os sindicatos
e os trabalhadores para mitigar os impactos negativos e trabalhar em prol de uma economia sustentável pós-
mineração. Isso poderá ser feito, por exemplo, com a requalificação e o retreinamento dos trabalhadores,
oferecendo programas de transferência de trabalhadores e programas de assistência para realocação (consulte
também o tema 14.17 Práticas empregatícias), bem como consultando as comunidades, inclusive as mulheres,
sobre os planos de encerramento (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais). O planejamento do
encerramento geralmente começa nas fases iniciais do ciclo de vida de uma mina, tornando-se mais detalhado e
436 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

responsivo à medida que a data de encerramento se aproxima.

Muitas jurisdições exigem que as organizações façam provisionamento, ou garantias, para os custos de longo prazo
associados ao encerramento e à reabilitação da mina ao desenvolverem planos de encerramento. Essas garantias
se destinam a cobrir o custo total estimado das atividades de encerramento e monitoramento pós-encerramento
para contemplar os passivos socioambientais que possam ocorrer após o encerramento [157].

As garantias podem ser na forma de vários instrumentos financeiros, como depósitos em dinheiro, garantias
bancárias, fianças, fundos fiduciários ou outros ativos detidos por terceiros, todos projetados para garantir o
cumprimento das obrigações de encerramento. As organizações poderão realizar revisões periódicas e atualizar os
custos para contemplar as mudanças operacionais durante a vida útil de uma mina e seus efeitos sobre o custo de
encerramento. No entanto, os custos de encerramento são muitas vezes mal compreendidos, mal regulamentados
ou subestimados, resultando em garantias financeiras insuficientes para cobrir os custos reais de encerramento. A
prática de transparência sobre esse provisionamento pode melhorar o relacionamento entre as mineradoras e os
stakeholders, incluindo governos.
437 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de encerramento e reabilitação


Se a organização tiver definido que encerramento e reabilitação são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.8.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva como o engajamento com trabalhadores, fornecedores,
comunidades locais e outros stakeholders relevantes embasou o
planejamento e implementação do encerramento, incluindo uso da terra pós-
mineração.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 402: Conteúdo 402-1 Prazo mínimo de aviso sobre mudanças operacionais 14.8.2
Relações de
Trabalho 2016

GRI 404: Conteúdo 404-2 Programas para o aperfeiçoamento de competências dos 14.8.3
Capacitação e empregados e de assistência para transição de carreira
Educação 2016

Conteúdos adicionais ao setor


Para cada unidade de mineração, relate se: 14.8.4
• possui um plano de encerramento e reabilitação em vigor;
• está realizando atividades de encerramento e reabilitação;
• foi encerrada e reabilitada.

Para cada plano de encerramento e reabilitação: 14.8.5


• relate se o plano foi aprovado pelas autoridades competentes;
• relate as datas da revisão mais recente e da próxima revisão do plano.

Para cada unidade, relate em hectares: 14.8.6


• o total da terra afetada e ainda não reabilitada;
• o total da terra afetada e reabilitada (inclusive reabilitada de forma progressiva, se aplicável);

Para cada unidade, relate a estimativa de vida útil da mina (LOM).14 14.8.7

Para provisionamento para encerramento e reabilitação realizado pela organização, incluindo 14.8.8
monitoramento e controle socioeconômico e ambiental pós-encerramento de unidades de
mineração, relate:
• o custo total estimado de encerramento (não descontado), se o provisionamento cobre o valor
total do custo atual estimado de encerramento e se o provisionamento realizado está de acordo
com os requisitos regulatórios aplicáveis, por unidade de mineração;
• a metodologia utilizada para calcular o custo estimado de encerramento;
• instrumentos financeiros usados ou desenvolvidos para garantir o provisionamento adequado
para encerramento e reabilitação.15

Descreva a provisão de recursos não financeiros realizada pela organização para gerir a transição 14.8.9
socioeconômica da comunidade local para uma economia pós-mineração sustentável, incluindo
esforços conjuntos, projetos e programas.
438 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Referências e recursos
GRI 402: Relações de Trabalho 2016 e GRI 404: Capacitação e Educação 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.

As referências adicionais usadas no desenvolvimento deste tema, bem como recursos que poderão ser úteis para o
relato de encerramento e reabilitação pelo setor de mineração estão listados na Bibliografia.

14 Recomenda-se que a definição de vida útil da mina (LOM, do inglês Life of the Mine) usada pela organização para este conteúdo adicional ao setor
seja a mesma que a definição usada em suas demonstrações financeiras consolidadas ou em documentos equivalentes.
15 Para uma melhor orientação, incluindo definições para termos usados no conteúdo adicional ao setor, consulte a publicação do Conselho
Internacional de Mineração e Metais (ICMM) Financial concepts for mine closure, 2019 [160]; e a publicação do Fórum Intergovernamental sobre
Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF) Global Review: Financial assurance governance for the post-mining transition, 2021
[157].
439 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.9 Impactos econômicos


Os impactos de uma organização na economia referem-se a como o valor que ela gera afeta os sistemas
econômicos, por exemplo, como resultado de suas práticas de compra e emprego de trabalhadores.
Investimentos em infraestrutura e apoio a serviços por parte de uma organização podem também causar
impactos no bem-estar e no desenvolvimento de longo prazo de uma comunidade. Este tema abrange impactos
econômicos em nível local, nacional e global.

As atividades do setor de mineração podem ser uma importante fonte de investimento e renda para as
comunidades locais, os países e as regiões. A extração mineral oferece oportunidades consideráveis para que os
países produtores e suas comunidades obtenham benefícios econômicos duradouros que, se bem administrados,
podem transformar as economias nacionais, reduzir a pobreza e a desigualdade e melhorar o bem-estar das
pessoas. As contribuições econômicas podem se manifestar localmente por meio de gastos com compras,
capacitação ou oferta de empregos, e em nível nacional, subnacional ou regional por meio de impostos e royalties
(consulte também o tema 14.23 Pagamentos a governos).

Os impactos variam de acordo com o volume e a duração das operações, interações com outras atividades
econômicas, a eficácia de governos locais e nacionais na administração de recursos e com as práticas de compras
locais e práticas empregatícias usadas pela organização. Em escala global, as contribuições do setor são
predominantes, por exemplo, por meio do fornecimento de minerais para a transição para uma economia de baixo
carbono, infraestrutura e edifícios essenciais, e produção de alimentos.

Os impactos econômicos da mineração variam dependendo da fase específica do projeto de mineração. Durante o
desenvolvimento da mina, os investimentos em infraestrutura estão no seu auge, a aquisição de bens e serviços é
alta e são necessários muitos trabalhadores. Quando a mina está em operação, os impactos econômicos são
gerados principalmente por meio de gastos com compras, empregos, investimentos na comunidade, impostos e
outros pagamentos a governos. O encerramento da mina e as fases pós-mineração exigem uma reestruturação
econômica, caracterizada pela emigração, redução das receitas do governo e uma necessidade limitada de
infraestrutura, bens e serviços.

Por meio de compras locais, as mineradoras podem promover a geração de empregos e aumentar a demanda por
bens e serviços. Os trabalhadores de mineradoras e os seus fornecedores também estimulam o crescimento
econômico local ao gastar a partir de seus ganhos. Impactos positivos duradouros poderão ser gerados pela
capacitação dos fornecedores, juntamente com treinamento e transferência de habilidades para a comunidade. A
construção e a operação de minas poderão envolver o desenvolvimento de infraestrutura, como estradas, ferrovias e
outras redes de transporte que as comunidades locais podem utilizar. Vínculos de produção com outros setores
também poderão impulsionar a diversificação econômica e o desenvolvimento local.

A extensão do benefício que as comunidades locais terão com a presença de atividades de mineração depende dos
níveis de desenvolvimento e industrialização existentes nas comunidades, da sua capacidade de oferecer
trabalhadores qualificados para as novas oportunidades de emprego, e do compromisso das organizações do setor
em capacitar os trabalhadores locais. O impacto da mineração na geração de novos empregos também depende de
como outros setores são afetados e das práticas empregatícias da organização (consulte também o tema 14.17
Práticas empregatícias). Por exemplo, uma escala de embarque e desembarque por transporte aéreo (fly-in fly-out)
para fornecer mão de obra reduz as oportunidades de emprego disponíveis para as comunidades locais,
diminuindo os potenciais benefícios econômicos para o local. Em locais onde as mulheres são tradicionalmente
responsáveis por atender às necessidades de subsistência das famílias e os empregos são ocupados
principalmente por homens, isso pode resultar em uma maior carga de trabalho doméstico e comunitário para as
mulheres [164]. Esses impactos poderão agravar as disparidades econômicas e as desigualdades de gênero,
especialmente se a repartição dos benefícios da mineração for separada do contexto local e das necessidades da
comunidade (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais).

Mudanças na tecnologia da mineração em escala industrial, tais como o aumento no uso de automação e robótica,
podem afetar os impactos econômicos e a repartição de benefícios. Embora essas mudanças possam introduzir
novas habilidades e aumentar as oportunidades de trabalho para mulheres e outros grupos sub-representados,
elas também podem reduzir o número de trabalhadores necessários para as atividades de mineração.

Além disso, um processo de encerramento de mina mal planejado ou executado pode deixar um legado de
impactos com consequências econômicas para as comunidades e os governos (consulte também o tema 14.8
Encerramento e reabilitação).

Os impactos negativos duradouros poderão ser mitigados em nível local em consulta com a comunidade. Isso pode
ser alcançado por meio da incorporação do desenvolvimento inclusivo, de mecanismos de repartição de benefícios
440 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

e de programas de desenvolvimento local voltados para os impactos visando a transformação estrutural das
economias locais. As mineradoras também poderão promover a inclusão econômica recrutando ou usando
fornecedores que recrutem trabalhadores de grupos menos representados ou marginalizados, incluindo empresas
de propriedade de mulheres (consulte também o tema 14.21 Não discriminação e igualdade de oportunidades).
Estender o desenvolvimento de habilidades a trabalhadores que não são funcionários e à comunidade local
também poderá contribuir para impactos positivos e para promover uma transição justa após o encerramento de
uma mina.
441 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de impactos econômicos


Se a organização tiver definido que impactos econômicos são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.9.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para a criação de oportunidades de emprego,
compras e capacitação para as comunidades locais.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 201: Conteúdo 201-1 Valor econômico direto gerado e distribuído 14.9.2
Desempenho
Econômico Recomendações adicionais ao setor
2016 • Relate os investimentos na comunidade por unidade de mineração.

GRI 203: Conteúdo 203-1 Investimentos em infraestrutura e apoio a serviços 14.9.3


Impactos
Econômicos Recomendações adicionais ao setor
Indiretos 2016 • Relate se foi realizada uma avaliação das necessidades da comunidade em
relação a infraestrutura e serviços, e como a avaliação embasou os
investimentos em infraestrutura e apoio a serviços.

Conteúdo 203-2 Impactos econômicos indiretos significativos 14.9.4

Recomendações adicionais ao setor


• Relate o número, o valor total gasto e a descrição de programas de educação
e habilidades destinados a trabalhadores que não são empregados.

GRI 204: Práticas Conteúdo 204-1 Proporção de gastos com fornecedores locais 14.9.5
de Compra 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Relate o percentual do orçamento de compras da organização gasto com
fornecedores locais por unidade de mineração.

Conteúdos adicionais ao setor


Relate o percentual de trabalhadores contratados na comunidade local em nível de unidade de 14.9.6
mineração, discriminado por gênero, e a definição usada pela organização para "comunidade
local".16

Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de impactos econômicos pelo setor de mineração, estão
listados na Bibliografia.
442 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.10 Comunidades locais


As comunidades locais compreendem indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas que são afetadas ou que
podem ser afetadas pelas atividades da organização. Espera-se que uma organização realize um engajamento
com as comunidades para entender as vulnerabilidades e prioridades das comunidades locais e como elas
podem ser afetadas pelas atividades da organização. Este tema abrange os impactos socioeconômicos,
culturais, na saúde e nos direitos humanos das comunidades locais.

As atividades de mineração podem criar benefícios socioeconômicos para as comunidades locais por meio de
compras e empregos locais, impostos e outros pagamentos a governos, investimentos em infraestrutura e também
apoio a serviços, além de programas de desenvolvimento local (consulte também os temas 14.9 Impactos
econômicos e 14.23 Pagamentos a governos). Entretanto, as atividades de mineração podem também gerar
impactos negativos socioeconômicos, culturais, na saúde e nos direitos humanos nas comunidades próximas às
unidades de mineração, incluindo Povos Indígenas, mineiros artesanais e de pequena escala e outros grupos
vulneráveis, durante toda a vida útil da mina e após o encerramento (consulte também os temas 14.11 Direitos de
Povos Indígenas e 14.13 Mineração artesanal e de pequena escala).

Os impactos negativos podem resultar de exigências de uso da terra que limitam a acessibilidade e a
disponibilidade da terra e dos recursos naturais, levando à perda de tradição, cultura ou identidade cultural (consulte
também o tema 14.12 Direitos à terra e aos recursos naturais). As atividades de mineração podem causar danos ao
patrimônio cultural tangível, incluindo locais e artefatos, assim como formas intangíveis de cultura, tais como estilos
de vida e conhecimento. Outros impactos negativos na saúde, na segurança e no bem estar da comunidade podem
ser causados por:
• exposição a poluição, substâncias perigosas e poeira (consulte também o tema 14.3 Emissões atmosféricas);
• contaminação da água subterrânea e da água de superfície (consulte também o tema 14.7 Água e efluentes);
• tráfego para a unidade de mineração ou de volta dela;
• aumento nos níveis de luminosidade, ruído e vibração resultantes de, por exemplo, desmonte a fogo e
transporte;
• degradação dos serviços ecossistêmicos;
• redução na produção pesqueira e agrícola; e
• acidentes de segurança de processo, tais como explosões, incêndios, colapso de minas, derramamentos e
falhas em estruturas de disposição de rejeitos (consulte também o tema 14.15 Gestão de acidentes de
segurança de processo).

As mulheres podem ser afetadas de forma desproporcional pelos impactos ambientais negativos da mineração.
Por exemplo, o trabalho de coleta de água e alimentos em muitas comunidades rurais é, na maioria das vezes,
realizado por mulheres e meninas. As mulheres também são frequentemente excluídas das consultas formais à
comunidade [179].

O afluxo de trabalhadores, pessoas em busca de emprego ou outras pessoas que pretendem se beneficiar da
atividade econômica de uma mina pode gerar perturbações sociais e maiores desigualdades econômicas na
comunidade local. Esse afluxo pode colocar sob pressão os serviços e recursos locais, provocar inflação e
aumentar os custos de moradia. Pode também haver um aumento em abuso de substâncias, jogo e prostituição,
assim como em doenças transmissíveis, que podem prejudicar a coesão social de uma comunidade. Essas
mudanças podem gerar impactos desproporcionais em grupos vulneráveis da sociedade, tais como os idosos, as
crianças e os jovens. As mulheres, em particular, são mais afetadas pelo risco de aumento da violência sexual e do
tráfico resultantes do desequilíbrio de gênero de trabalhadores predominantemente do sexo masculino. Casos
documentados revelaram violência doméstica e de gênero, tanto em unidades de mineração como em
comunidades adjacentes a elas [185].

A mineração pode também gerar conflitos sociais, resultando em impactos nos direitos humanos. Quando os
interesses da mineradora estão em conflito com os interesses da comunidade local, os desacordos ou as queixas
podem aumentar significativamente (consulte também o tema 14.14 Práticas de segurança). Os conflitos podem
ocorrer, por exemplo, devido a impactos ambientais negativos, engajamento inadequado com a comunidade local,
distribuição desigual de benefícios econômicos ou disputas sobre o uso da terra e dos recursos naturais durante a
mineração e após o encerramento.

As mineradoras poderão avaliar os impactos nas comunidades durante toda a vida útil de uma mina, realizando
avaliações de impacto ambiental e social. Isso poderá ajudar a garantir que os impactos negativos sejam
identificados, prevenidos quando possível, tratados e reparados a tempo. Espera-se que as organizações ofereçam
benefícios que contribuam para o desenvolvimento de longo prazo das comunidades locais para equilibrar os
impactos negativos da mineração. Por exemplo, os acordos de desenvolvimento local geralmente definem os
16 Trabalhadores contratados na comunidade local incluem tanto indivíduos nativos como aqueles com direito legal de residir indefinidamente (como
cidadãos naturalizados ou estrangeiros com visto permanente) no mesmo mercado geográfico da operação de mineração. A definição geográfica de
“local” pode incluir a comunidade no entorno das operações, uma região do país ou um país. Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Conteúdo
202-2 Proporção de membros da diretoria contratados na comunidade local da Norma GRI 202: Presença no Mercado 2016.
443 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

direitos e as responsabilidades das mineradoras para oferecer benefícios socioeconômicos às comunidades


locais. Esses acordos podem incluir obrigações referentes a desenvolvimento de infraestrutura, uso da água e do
solo, colaboração com mineiros artesanais e de pequena escala, além de compras e empregos locais [187]. Em
alguns casos, esses acordos podem ser confidenciais.

Um engajamento significativo com as comunidades locais implica uma comunicação de duas vias transparente,
proativa, responsiva e contínua. Essa abordagem pode ajudar a aliviar as tensões, melhorar as relações com a
comunidade e facilitar processos transparentes de tomada de decisões, que são essenciais para a obtenção e
manutenção de uma licença social de operação. Um engajamento significativo também pressupõe a consulta às
comunidades locais antes da tomada de decisões, inclusive reconhecendo o desequilíbrio de poder da mineradora
com as comunidades locais e fornecendo informações acessíveis, culturalmente apropriadas e sensíveis ao gênero
no idioma local [173]. Ao incluir as vozes de mulheres, minorias étnicas e outros grupos sub-representados nas
consultas, as mineradoras poderão envolvê-los ativamente nos processos de engajamento da comunidade. Isso
garante que as informações coletadas reflitam as prioridades locais e promovam a distribuição equitativa dos
benefícios.

As organizações lidam ainda mais com seus impactos negativos estabelecendo ou participando de mecanismos de
queixas e outros processos de reparação adaptados às necessidades da comunidade.
444 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de comunidades locais


Se a organização tiver definido que comunidades locais são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.10.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para a identificação de stakeholders, incluindo grupos
vulneráveis, nas comunidades locais.
• Descreva a abordagem para engajamento com as comunidades locais em
cada fase da vida útil da mina, incluindo:
- como a organização busca garantir que o engajamento seja significativo;
- como a organização apoia uma participação segura e equitativa dos
gêneros.
• Descreva a abordagem para desenvolver e implementar programas de
desenvolvimento local, incluindo como o envolvimento com os stakeholders
locais, as avaliações de impacto e as avaliações das necessidades da
comunidade embasaram os programas.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 413: Conteúdo 413-1 Operações com engajamento, avaliações de impacto e 14.10.2
Comunidades programas de desenvolvimento voltados à comunidade local
Locais 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Relate todos os acordos formais de desenvolvimento local feitos pela
organização por unidade de mineração.

Conteúdo 413-2 Operações com impactos negativos significativos - reais ou 14.10.3


potenciais - nas comunidades locais

Recomendações adicionais ao setor


• Para cada unidade de mineração, descreva os impactos na saúde e
segurança das comunidades locais.

Conteúdos adicionais ao setor


Para cada unidade, relate: 14.10.4
• o número e os tipos de queixas das comunidades locais durante o período de relato;
• o percentual de queixas que foram tratadas e resolvidas durante o período de relato;
• o percentual de queixas que foram resolvidas por meio de reparação durante o período de relato.

Referências e recursos
GRI 413: Comunidades Locais 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de comunidades locais pelo setor de mineração, estão
listados na Bibliografia.
445 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.11 Direitos de Povos Indígenas


Os Povos Indígenas são considerados com maior risco de sofrer impactos negativos mais severos como
resultado das atividades de uma organização. Os Povos Indígenas possuem tanto direitos coletivos como
individuais, conforme estabelecido na Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas e
em outros instrumentos sobre direitos humanos reconhecidos internacionalmente. Este tema abrange impactos
nos direitos de Povos Indígenas.

As atividades de mineração podem oferecer oportunidades sociais e econômicas e benefícios para os Povos
Indígenas por meio de pagamentos financeiros, emprego, compras, capacitação e programas de desenvolvimento
local (consulte também o tema 14.9 Impactos econômicos). No entanto, elas podem também romper os laços dos
povos indígenas com suas terras ou ambientes naturais, comprometer seus direitos e bem-estar, e causar
deslocamento (consulte também o tema 14.12 Direitos à terra e aos recursos naturais). A mineração pode ter
impactos na disponibilidade e no acesso à água, que é uma preocupação fundamental para muitos Povos
Indígenas. As atividades de mineração podem também causar danos ao patrimônio cultural, que consiste em locais
e artefatos tangíveis assim como formas intangíveis de cultura, tais como estilos de vida e conhecimento
tradicionais.

Um afluxo de trabalhadores de outras áreas pode resultar em discriminação contra Povos Indígenas quanto ao
acesso a empregos e oportunidades. Pode, ainda, minar sua coesão social, seu bem-estar e sua segurança. As
mulheres indígenas podem ser mais expostas aos riscos de prostituição, trabalho forçado, violência e doenças
transmissíveis do que homens Indígenas (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais).

Os direitos coletivos e individuais dos Povos Indígenas são previstos em instrumentos reconhecidos
internacionalmente. Os Povos Indígenas geralmente possuem um status especial na legislação nacional e podem
deter a posse consuetudinária ou legal de terras das quais organizações do setor de mineração recebem direitos
de uso pelos governos. Espera-se que as organizações busquem obter consentimento livre, prévio e informado
(CLPI) antes e ao longo de suas operações sobre decisões que poderiam causar impactos nas terras ou nos
recursos naturais que os povos indígenas usam ou possuem. A Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos
dos Povos Indígenas reconhece seu direito de dar ou retirar o consentimento em qualquer etapa de um projeto que
possa afetá-los ou a seus territórios e negociar melhores condições [197]. Portanto, as mineradoras são
responsáveis por respeitar os direitos dos Povos Indígenas, independentemente da capacidade ou vontade dos
governos de cumprir suas próprias obrigações em relação aos direitos humanos.

Organizações do setor e Povos Indígenas continuam a ter disputas e conflitos relacionados a propriedade e direitos
à terra. Casos documentados revelam uma ausência de consultas de boa-fé e uma pressão indevida sobre Povos
Indígenas para que aceitem projetos, sendo que a oposição a tais projetos às vezes leva a violência ou mortes [201].
As mineradoras poderão promover relações positivas com os Povos Indígenas por meio de consulta baseada em
consentimento, acordos mutuamente benéficos e práticas de engajamento transparentes. Os benefícios diretos,
incluindo pagamentos financeiros, geralmente são registrados por meio de acordos de repartição de benefícios
para formalizar as expectativas de ambos os lados. As mineradoras poderão utilizar mecanismos de queixas,
adaptados às necessidades da comunidade, para tratar de preocupações e fornecer reparação.
446 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de direitos de Povos Indígenas


Se a organização tiver definido que direitos de Povos Indígenas são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.11.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para a identificação de Povos Indígenas que são ou
poderiam ser afetados pelas atividades da organização.
• Descreva a abordagem para engajamento com Povos Indígenas, incluindo:
- como a organização busca garantir que o engajamento seja significativo;
- como a organização apoia uma participação de gênero segura e
equitativa.
• Descreva políticas, compromissos e medidas adotadas para respeitar o
patrimônio cultural dos Povos Indígenas.
• Descreva os programas de desenvolvimento local em vigor que visam
aumentar os impactos positivos para os Povos Indígenas.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 411: Direitos Conteúdo 411-1 Casos de violação de direitos de Povos Indígenas 14.11.2
de Povos
Indígenas 2016 Recomendações adicionais ao setor
• Descreva os casos identificados de violação de direitos de Povos Indígenas.

Conteúdos adicionais ao setor


Liste os locais de operações e reservas provadas onde Povos Indígenas estão presentes e são ou 14.11.3
poderiam ser afetados por atividades da organização.

Relate se a organização se envolveu em um processo de obtenção de consentimento livre, prévio e 14.11.4


informado (CLPI) de Povos Indígenas para quaisquer atividades da organização, incluindo, em cada
caso:
• se o processo foi mutuamente aceito pela organização e pelos Povos Indígenas afetados;
• se um acordo foi alcançado e, nesse caso, se o acordo está disponível ao público.

Referências e recursos
GRI 411: Direitos de Povos Indígenas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de direitos de Povos Indígenas pelo setor de mineração,
estão listados na Bibliografia.
447 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.12 Direitos à terra e aos recursos naturais


Os direitos à terra e aos recursos naturais abrangem os direitos de uso, gestão e controle da terra, dos
recursos pesqueiros, dos recursos florestais e de outros recursos naturais. Os impactos de uma organização
na disponibilidade e acessibilidade desses direitos podem afetar as comunidades locais e outros usuários. Este
tema abrange impactos do uso da terra e de recursos naturais por uma organização nos direitos humanos e nos
direitos de posse de terra, incluindo impactos do reassentamento de comunidades locais.

As atividades de mineração necessitam de grandes áreas de terra para prospecção, exploração, extração,
armazenamento de resíduos, processamento, transporte e distribuição. Quando próximas de comunidades locais,
essas atividades, às vezes, restringem o acesso a locais culturalmente significativos e a recursos naturais, levam a
reassentamentos involuntários e prejudicam os meios de subsistência tradicionais como a agricultura e a
mineração artesanal (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais). Os impactos nos direitos à terra e aos
recursos naturais pode levar ao desemprego, à marginalização, à insegurança alimentar, ao aumento dos riscos à
saúde e ao empobrecimento. Os impactos provenientes do uso da terra podem variar de acordo com o método de
extração e transporte, o tamanho e a localização da mina e o processamento necessário. Por exemplo, o
deslocamento é mais frequentemente associado à mineração a céu aberto. Em muitos casos, grupos
vulneráveis são mais severamente afetados, inclusive as mulheres, que são frequentemente excluídas como
detentoras legais de posse (consulte também o tema 14.11 Direitos de Povos Indígenas).

Regras pouco claras referentes aos direitos de posse que regulam o acesso, uso e controle da terra muitas vezes
levam a disputas, tensões socioeconômicas e conflitos. Isso pode ser agravado por consultas insuficientes e
indenização inadequada às comunidades afetadas. Por exemplo, em áreas onde regras legais formais sobre posse
de terra se sobreponham ou entrem em conflito com regras de costumes tradicionais, o conflito pode ser
alimentado quando há falta de clareza ou expectativas não atendidas entre as comunidades e as mineradoras.
Essas disputas podem ser sobre indenização, acesso ou documentação para detentores da posse consuetudinária
da terra que podem depender de suas terras para alimentação, cultura e meio de subsistência.

Reassentamentos involuntários de comunidades locais, incluindo tanto o deslocamento físico (ex.: realocação ou
perda de abrigo) e deslocamento econômico (ex.: perda ou acesso a bens), podem resultar em perda de redes
sociais, identidades culturais e ativos físicos, tais como escolas, locais de culto e cemitérios. As organizações
poderão reparar os impactos negativos do reassentamento compensando as comunidades locais pelo custo total
de reposição da terra e de outros ativos perdidos. Isso pode ser feito substituindo a terra quando possível,
fornecendo acesso a recursos naturais alternativos ou oferecendo compensação monetária pelos ativos perdidos.

Os impactos do reassentamento nos meios de subsistência podem ser mais severos para as comunidades
envolvidas em mineração artesanal e de pequena escala devido à natureza frequentemente informal dessas
atividades. Na ausência de direitos reconhecidos à terra e aos minerais, essas comunidades podem não ser
indenizadas (consulte também o tema 14.13 Mineração artesanal e de pequena escala). Em alguns casos,
membros da comunidade que resistam ao reassentamento podem enfrentar ameaças e intimidação, bem como
remoção da terra de forma violenta, repressiva ou com ameaças de morte.

Lidar com impactos relacionados a direitos à terra e aos recursos naturais e reassentamento requer uma avaliação
de impactos abrangente e permanente. Isso poderá garantir que os impactos sejam identificados e prevenidos, por
exemplo, evitando o reassentamento involuntário sempre que possível. Medidas como indenização justa e
melhorias nas condições de vida poderão ajudar a mitigar os impactos e proporcionar uma reparação oportuna. Um
engajamento continuado, inclusivo e culturalmente adequado com as comunidades locais durante toda a vida útil de
uma mina e após seu encerramento, por exemplo, por meio de consultas e processos de audiência pública, é
essencial para garantir a viabilidade e a continuidade dos meios de subsistência da comunidade. Isso inclui
garantir que as mulheres e outros grupos mais vulneráveis aos impactos estejam suficientemente representados.
As organizações também poderão buscar o consentimento livre, prévio e informado quando as atividades de
mineração tiverem impactos em terras ou recursos que as comunidades locais usam ou possuem.
448 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de direitos à terra e aos recursos naturais


Se a organização tiver definido que direitos à terra e aos recursos naturais são um tema material, esta subseção
lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.12.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem adotada para o engajamento com stakeholders cujos
direitos à terra e aos recursos naturais são ou poderiam ser afetados pelas
atividades da organização, incluindo:
- como a organização busca garantir que o engajamento seja significativo;
- como a organização apoia uma participação de gênero segura e
equitativa.
• Descreva políticas, compromissos e planos que fornecem reparação a
comunidades locais ou a indivíduos sujeitos a reassentamento involuntário,
bem como o processo de estabelecer indenização por perda de bens ou outra
assistência para melhorar ou restaurar os padrões de vida ou os meios de
subsistência.
• Descreva os procedimentos em vigor para monitorar e avaliar a eficácia das
medidas tomadas para reparar os impactos negativos provenientes do
reassentamento involuntário e as medidas corretivas tomadas quando
necessário.17

Conteúdos adicionais ao setor


Liste as unidades de mineração onde o reassentamento involuntário está planejado, em andamento 14.12.2
ou já ocorreu.

Para cada unidade de mineração listada:


• relate o número de pessoas que foram ou serão deslocadas, discriminando por gênero;
• descreva como os meios de subsistência e os direitos humanos das pessoas são ou poderiam
ser afetados e restaurados.

Liste os locais das operações onde ocorreram conflitos ou violações de direitos à terra e aos 14.12.3
recursos naturais (entre os quais os direitos às posses consuetudinária, coletiva e informal), e
descreva os incidentes e os stakeholders cujos direitos são ou poderiam ser afetados.

Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de direitos à terra e aos recursos naturais pelo setor de
mineração, estão listados na Bibliografia.
449 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.13 Mineração artesanal e de pequena escala


Mineração artesanal e de pequena escala (MAPE) refere-se à mineração realizada por indivíduos, famílias ou
cooperativas com pouca ou nenhuma mecanização e, muitas vezes, operando informalmente. A MAPE ocorre em
todo o mundo, mas é particularmente difundida nos países em desenvolvimento, onde é uma fonte de renda e um
meio de subsistência importante. Este tema abrange os impactos das mineradoras nos operadores de MAPE e
os impactos nos quais as mineradoras podem estar envolvidas como resultado das suas relações de negócios,
interações ou da co-localização de suas atividades com a MAPE.

Estima-se que 45 milhões de pessoas em todo o mundo estejam envolvidas em mineração artesanal e de pequena
escala (MAPE). Em algumas regiões, a falta de oportunidades econômicas alternativas pode tornar a MAPE uma
importante fonte de subsistência e emprego para as comunidades locais, inclusive para as mulheres, que
representam cerca de 30% dos operadores de MAPE [228]. As atividades de MAPE podem ser formais ou informais
e geralmente estão associadas a formas simplificadas de mineração, acesso limitado à tecnologia e alta
intensidade de mão de obra. A MAPE pode incluir operadores individuais, famílias e cooperativas que envolvem até
centenas ou mesmo milhares de mineiros. As mineradoras podem interagir com a MAPE no início dos projetos de
mineração, quando os depósitos minerais são expostos e os operadores de MAPE migram para unidades de
mineração. A MAPE também poderia estar presente antes de as mineradoras iniciarem a exploração e a extração.

Em alguns países, a MAPE é reconhecida como uma atividade legal e, portanto, uma atividade formal. Em contextos
em que a MAPE não tem status legal, ela é considerada informal. No entanto, as atividades de MAPE podem ser
consideradas legítimas quando os operadores de MAPE demonstram esforços de boa-fé para operar dentro do
marco legal aplicável e se envolvem em oportunidades de formalização, quando disponíveis. Seja formal ou
informal, a MAPE não é considerada legítima quando é caracterizada por abusos de direitos humanos, fluxos
financeiros ilícitos ou quando contribui para conflitos [232].

Quando a MAPE opera sem status legal, as interações e a co-localização com as mineradoras podem levar a
conflitos relacionados à terra, ao acesso e ao controle de depósitos minerais, bem como ao direito de minerar
(consulte também o tema 14.12 Direitos à terra e aos recursos naturais). As mineradoras podem ter direitos oficiais
de mineração concedidos pelas autoridades reguladoras. Entretanto, as atividades informais de MAPE podem ter o
apoio da comunidade local de acordo com tradições socioculturais ou costumes informais desenvolvidos ao longo
do tempo (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais). Nesses casos, o uso pela organização de pessoal
de segurança para proteger os ativos pode levar a violações dos direitos humanos (consulte também o tema 14.14
Práticas de segurança) ou agravar o conflito (consulte também o tema 14.25 Áreas afetadas por conflitos e de alto
risco).

A proximidade das mineradoras com as atividades informais de MAPE pode prejudicar a eficácia de estratégias de
mitigação para gerenciar os impactos ambientais de uma organização. Por exemplo, os esforços para manter a
qualidade do ar ou da água poderão ser prejudicados devido ao uso de produtos químicos ou metais pesados na
MAPE. Áreas de alto valor de biodiversidade que a mineradora tem a obrigação de proteger também poderão ser
danificadas devido ao acesso descontrolado dos operadores de MAPE.

As mineradoras podem se envolver com os impactos negativos da MAPE ao comprar minerais extraídos por
operadores de MAPE. Esses impactos incluem níveis mais baixos de saúde e segurança do trabalho e o uso de
mercúrio, especialmente na extração de ouro por MAPE , o que é uma grande preocupação para a saúde dos
trabalhadores, das comunidades locais e do meio ambiente. A MAPE também pode envolver o uso de trabalho
infantil uma vez que as crianças estão frequentemente envolvidas em atividades de MAPE para complementar a
renda familiar (veja também o tema 14.18 Trabalho infantil). As mineradoras também podem estar envolvidas em
ocorrências de trabalho forçado como resultado de sua interação com a MAPE.

As mineradoras poderão realizar engajamento e consulta com os operadores de MAPE para construir
relacionamentos construtivos. Essas medidas começariam na fase de exploração para identificar, prevenir e mitigar
regularmente os impactos das interações e da co-localização com a MAPE e os impactos ligados às suas relações
de negócios, tais como fornecedores de segurança. As mineradoras poderão apoiar a profissionalização dos
operadores informais, porém legítimos, de MAPE, alocando áreas para mineração e fornecendo capacitação,
recursos e assistência técnica. As mineradoras poderão também investir em iniciativas de compras locais,
promover a colaboração por meio de acordos de recompra e apoiar a formalização por meio da colaboração multi-
stakeholder com governos e outras partes relevantes em nível regional e nacional.

17 Para uma melhor orientação, consulte os Requisitos 10, 14 e 25 do Padrão de Desempenho 5 da IFC, Aquisição de Terra e Reassentamento
Involuntário [220].
450 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de mineração artesanal e de pequena escala


Se a organização tiver definido que mineração artesanal e de pequena escala é um tema material, esta subseção
lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.13.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem adotada para o engajamento com operadores de
MAPE e as medidas tomadas pela organização para apoiar os esforços de
formalização e profissionalização da MAPE.
• Descreva os programas em vigor que visam aumentar os impactos positivos
ou mitigar os negativos envolvendo a MAPE, incluindo:
- se e como os programas incorporam considerações de gênero;
- como o envolvimento com as autoridades e comunidades locais embasou
os programas.
• Se houver compras junto à mineração artesanal e de pequena escala,
descreva as políticas em vigor e o processo usado para identificar e avaliar os
impactos negativos reais e potenciais.

Conteúdos adicionais ao setor


Liste as unidades de mineração onde a MAPE ocorre no local ou em suas proximidades. 14.13.2

Relate o número total e a natureza dos incidentes envolvendo a MAPE e as medidas tomadas para 14.13.3
18
resolvê-los.

Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de mineração artesanal e de pequena escala pelo setor de
mineração estão listados na Bibliografia.
451 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.14 Práticas de Segurança


O uso de pessoal de segurança pode desempenhar um papel essencial para permitir que uma organização
opere de forma segura e produtiva, mas também tem o potencial para levar a violações dos direitos humanos.
Este tema abrange impactos resultantes do uso ou presença de pessoal de segurança.

Muitas organizações do setor de mineração usam pessoal de segurança para proteger seus ativos ou garantir a
segurança e a proteção dos trabalhadores. As organizações podem empregar seu próprio pessoal, mas mais
comumente usam fornecedores de segurança de terceiros, como empresas de segurança privada, ou fazem
acordos com os governos anfitriões para fornecer segurança pública. O pessoal de segurança pode atuar nas
unidades operacionais da organização ou ao longo da cadeia de fornecedores e podem estar presentes no
processamento de minerais, no transporte, no armazenamento ou no ponto de venda.

Casos documentados revelam violações dos direitos humanos pelo pessoal de segurança em encontros com as
comunidades locais ou ativistas, variando de ameaças e intimidação à violência. As mulheres são mais vulneráveis
ao assédio e à violência sexual e de gênero por parte do pessoal de segurança.

Embora se utilize pessoal de segurança em vários locais, o risco de violações dos direitos humanos e do direito
internacional humanitário é maior em áreas afetadas por conflitos, onde os fornecedores de segurança podem estar
ligados a grupos militares ou paramilitares (consulte também o tema 14.25 Áreas afetadas por conflitos e de alto
risco). Os riscos também podem ser maiores quando a mineração ocorre próxima aos Povos Indígenas e outros
grupos vulneráveis (consulte também o tema 14.11 Direitos de Povos Indígenas). Os operadores de mineração
artesanal e de pequena escala (MAPE) podem enfrentar maiores riscos de violações dos direitos humanos,
principalmente quando existem preocupações em relação às atividades de MAPE nas concessões das mineradoras
(consulte também o tema 14.13 Mineração artesanal e de pequena escala).

As ações realizadas pelo pessoal de segurança contra membros da comunidade local e defensores dos direitos
humanos podem violar os direitos à liberdade de reunião e de expressão, e podem levar a lesões e perda de vidas.
Os incidentes de violações dos direitos humanos associados ao setor de mineração podem estar ligados, por
exemplo, a atividades de protesto de defensores da terra e do meio ambiente contra a mineração ou quando as
comunidades protegem suas terras e recursos das atividades de mineração (consulte também o tema 14.12
Direitos à terra e aos recursos naturais) [245]. Os defensores dos direitos humanos têm direitos e proteções
específicos, conforme descrito na Declaração das Nações Unidas sobre os Defensores dos Direitos Humanos e
em outros acordos internacionais, mas frequentemente sofrem abusos e assédio. As mulheres defensoras dos
direitos humanos geralmente são mais severamente afetadas.

As organizações do setor são responsáveis por garantir que as práticas de segurança sejam coerentes com relação
aos direitos humanos e o direito internacional humanitário [247]. Isso envolve avaliar impactos relacionados à
segurança, identificar situações em que podem ocorrer impactos nos direitos humanos, e trabalhar com o pessoal
de segurança para garantir que os direitos humanos sejam respeitados. Os impactos também poderão ser
mitigados de forma mais ampla por meio de uma melhor compreensão do contexto local, como a presença de
grupos vulneráveis e a composição de gênero da comunidade local.

18 No contexto deste conteúdo, um "incidente" refere-se a uma ação judicial ou reclamação registrada na organização ou em autoridades competentes
mediante um processo formal ou uma ocorrência de não conformidade identificada pela organização por meio de procedimentos estabelecidos
(auditorias de sistema de gestão, programas formais de monitoramento ou mecanismos de queixas).
452 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de práticas de segurança


Se a organização tiver definido que práticas de segurança são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.14.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva como a organização procura prevenir ou mitigar os impactos
negativos potenciais do uso de fornecedores privados e órgãos públicos de
segurança.
• Relate se a organização está implementando os Princípios Voluntários de
Segurança e Direitos Humanos (VPSHR).

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 410: Práticas Conteúdo 410-1 Pessoal de segurança capacitado em políticas ou 14.14.2
de Segurança procedimentos de direitos humanos
2016

Referências e recursos
GRI 410: Práticas de Segurança 2016 lista referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de práticas de segurança pelo setor de mineração, estão
listados na Bibliografia.
453 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.15 Gestão de acidentes de segurança de processo


Gestão de acidentes de segurança de processo lida com prevenção e controle de acidentes que podem levar a
óbitos, acidentes de trabalho ou doenças profissionais, impactos ambientais e danos às comunidades locais e à
infraestrutura. Este tema abrange impactos desses acidentes e a abordagem da organização para gerenciar
esses impactos.

Os acidentes no setor de mineração não apenas causam danos aos bens da organização, mas podem ter impactos
catastróficos nos trabalhadores, bem como nas comunidades locais, e no meio ambiente, por exemplo, por meio da
contaminação do ar, do solo e da água, degradação de ecossistemas e habitats e a mortalidade de animais. Esses
impactos têm o potencial de desestruturar outras atividades econômicas que dependem desses recursos naturais,
tais como a agricultura e a pesca, afetando os meios de subsistência e comprometendo a inocuidade dos
alimentos e a segurança alimentar.

Acidentes de segurança de processo no setor de mineração podem estar relacionados, por exemplo, à liberação de
produtos químicos e gases perigosos, falhas em aterros de rochas e em estruturas de disposição de rejeitos
(consulte também o tema 14.6 Rejeitos), colapso do teto de galeria de mina, subsidência do solo, deslizamentos de
terra, incêndios, inundações e colisões de veículos. O transporte, o uso e o armazenamento de explosivos usados
para detonação podem resultar em acidente de trabalho ou na perda de vidas entre os trabalhadores e as
comunidades locais. Os acidentes podem ser atribuídos, por exemplo, a operação inadequada ou falha em
equipamentos, erro humano, erros mecânicos, falha dos equipamentos (consulte também o tema 14.16 Saúde e
segurança do trabalho), e má gestão de resíduos e de materiais perigosos (consulte também o tema 14.5
Resíduos), que poderão levar a fatalidades, acidentes de trabalho ou doenças profissionais. Os acidentes também
podem ser atribuídos à sismicidade induzida pela mineração, às condições climáticas e aos eventos climáticos. A
probabilidade de eventos climáticos extremos, tais como enchentes, secas, incêndios e ondas de calor, está
aumentando devido às mudanças climáticas (consulte também o tema 14.2 Adaptação e resiliência climática). Os
acidentes de segurança de processo na cadeia de fornecedores podem envolver, por exemplo, terceirizados que
realizam atividades de mineração no local ou empresas de transporte envolvidas em acidentes rodoviários na
entrega de produtos.

As mineradoras implementam a gestão de controle crítico para prever acidentes e definir os controles que devem
estar em vigor para mitigar ou reparar o risco de ocorrência do acidente. Os impactos negativos de acidentes de
segurança de processo poderão ser prevenidos e mitigados de forma mais eficaz quando há um plano em vigor de
preparação e resposta a emergências. A implementação oportuna dessas medidas é essencial quando ocorrem
acidentes de segurança de processo. As mineradoras poderão melhorar a prontidão para uma emergência
estabelecendo canais de comunicação eficazes ese engajando com as comunidades locais e outros stakeholders
relevantes para tratar de potenciais riscos de saúde e segurança associados a atividades de mineração. Elas
também poderão envolver esses grupos no processo de reparação para garantir uma resposta abrangente e
conjunta (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais).
454 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de gestão de acidentes de segurança de processo


Se a organização tiver definido que gestão de acidentes de segurança de processo é um tema material, esta
subseção lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.15.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem da organização para planos de preparação e resposta
a emergências, incluindo a frequência de testes dos planos e como o
envolvimento com comunidades locais, trabalhadores, agências do setor
público, socorristas e autoridades e instituições locais embasou os planos.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 306: Conteúdo 306-3 Derramamentos significativos19 14.15.2
Efluentes e
Resíduos 2016

Conteúdos adicionais ao setor


Relate o número de acidentes de segurança de processo no período de relato, descreva seus 14.15.3
impactos e as medidas tomadas para repará-los.

Relate o percentual de unidades de mineração que têm planos de preparação e resposta a 14.15.4
emergências em vigor e liste as unidades que não têm.

Referências e recursos
GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de gestão de acidentes de segurança de processo pelo
setor de mineração, estão listados na Bibliografia.
455 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.16 Saúde e segurança do trabalho


Condições de trabalho saudáveis e seguras são reconhecidas como um direito humano. Saúde e segurança do
trabalho envolve a prevenção de danos físicos e mentais aos trabalhadores e a promoção da saúde dos
trabalhadores. Este tema abrange impactos relacionados com a saúde e a segurança dos trabalhadores.

A saúde e a segurança dos trabalhadores envolvidos em atividades de mineração é uma preocupação constante
das organizações do setor. Perigos incluem o trabalho com equipamentos pesados, estruturas de mina precárias e
exposição a substâncias explosivas, inflamáveis, venenosas ou perigosas ou o manuseio dessas substâncias. Os
perigos podem também estar associados ao trabalho em espaços confinados ou em locais isolados, longos turnos
e o trabalho físico e frequentemente repetitivo envolvido. Os métodos de extração também podem determinar a
severidade dos riscos, com os trabalhadores de minas subterrâneas geralmente enfrentando riscos maiores. Além
disso, os trabalhadores de países em desenvolvimento, especialmente em unidades de mineração remotas,
correm um risco maior de acidentes de trabalho ou doenças profissionais.

Os perigos associados às atividades realizadas no setor de mineração podem resultar em acidentes de trabalho
com consequência grave. Acidentes de trabalho podem resultar do uso de explosivos, da liberação de gás ou poeira
em áreas confinadas (consulte também o tema 14.3 Emissões atmosféricas), falhas elétricas ou incêndios, colapso
das estruturas de mina ou falhas nas instalações (consulte também os temas 14.15 Gestão de acidentes de
segurança de processo e 14.6 Rejeitos), falha ou mal uso de equipamentos de mineração, ou falta de equipamento
de proteção individual apropriado. Acidentes de transporte são frequentes no setor de mineração, especialmente
com fornecedores.

Os riscos à saúde podem ser biológicos, químicos, ergonômicos ou físicos. O uso de produtos químicos e a
exposição a substâncias perigosas, tais como o cianeto ou o mercúrio, na extração e no processamento de
minerais podem levar a impactos de longo prazo na saúde dos trabalhadores. A exposição a temperaturas
extremas, radiação prejudicial e ruído ou vibração de máquinas pode resultar em doenças entre os trabalhadores.
Os riscos à saúde também incluem higiene precária, baixa qualidade de alimentos ou de água nas unidades de
mineração, bem como as acomodações dos trabalhadores, que podem resultar em doenças. Grupos vulneráveis,
inclusive mulheres grávidas, podem ser particularmente suscetíveis a riscos à saúde no setor.

Os riscos psicossociais relacionados às práticas empregatícias comuns no setor incluem escalas de embarque e
desembarque por transporte aéreo (fly-in fly-out), longas horas de viagem, rotatividade de emprego, turnos longos,
trabalho noturno, horários de trabalho irregulares, trabalho solitário, morar no local de trabalho e sono interrompido
(consulte também o tema 14.17 Práticas empregatícias). Essas práticas podem também causar fadiga, elevando o
risco de acidente de trabalho. Além disso, os locais de trabalho caracterizados por desequilíbrio de gênero podem
contribuir para o aumento de estresse, discriminação ou assédio sexual (consulte também o tema 14.21 Não
discriminação e igualdade de oportunidades). As mulheres costumam ser afetadas de forma desproporcional por
ambientes de trabalho remotos, horários inflexíveis e prevalência de violência e assédio de gênero promovidos por
uma força de trabalho dominada por homens [266].

No setor de mineração, a incidência de acidente de trabalho com consequência grave tende a ser maior para os
trabalhadores que não são empregados, como os terceirizados. Isso pode ser atribuído a desequilíbrios na
cobertura dos sistemas de gestão de saúde e segurança do trabalho e na aplicação de normas de segurança, que
podem não cobrir os trabalhadores terceirizados da mesma forma que os empregados são cobertos. Os
terceirizados podem também estar menos familiarizados com os mecanismos e práticas de segurança do local de
trabalho ou menos comprometidos com esses mecanismos e práticas.

19 O conteúdo relacionado a efluentes da Norma GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 foi substituído pela Norma GRI 303: Água e Efluentes 2018, e o
conteúdo relacionado a resíduos foi substituído pela Norma GRI 306: Resíduos 2020. O conteúdo relacionado a derramamentos da Norma GRI 306:
Efluentes e Resíduos 2016 permanece em vigor.
456 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de saúde e segurança do trabalho


Se a organização tiver definido que saúde e segurança do trabalho são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.16.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 403: Saúde e Conteúdo 403-1 Sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho 14.16.2
Segurança do
Trabalho 2018 Conteúdo 403-2 Identificação de periculosidade, avaliação de riscos e 14.16.3
investigação de incidentes

Recomendações adicionais ao setor


• Relate como a organização garante o fornecimento de equipamentos de
proteção individual adequados ao gênero para os trabalhadores.
• Descreva os processos utilizados para identificar incidentes de
trabalho devido a violência sexual e de gênero e para determinar as medidas
corretivas.

Conteúdo 403-3 Serviços de saúde do trabalho 14.16.4

Conteúdo 403-4 Participação dos trabalhadores, consulta e comunicação aos 14.16.5


trabalhadores referentes a saúde e segurança do trabalho

Recomendações adicionais ao setor


• Relate como a organização busca garantir uma participação das mulheres
nos comitês formais de saúde e segurança composto por empregadores e
trabalhadores e o percentual de mulheres representadas nesses comitês.

Conteúdo 403-5 Capacitação de trabalhadores em saúde e segurança do 14.16.6


trabalho

Conteúdo 403-6 Promoção da saúde do trabalhador 14.16.7

Conteúdo 403-7 Prevenção e mitigação de impactos de saúde e segurança do 14.16.8


trabalho diretamente vinculados com relações de negócios

Conteúdo 403-8 Trabalhadores cobertos por um sistema de gestão de saúde e 14.16.9


segurança do trabalho

Conteúdo 403-9 Acidentes de trabalho 14.16.10

Conteúdo 403-10 Doenças profissionais 14.16.11

Referências e recursos
GRI 403: Saúde e Segurança do Trabalho 2018 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de saúde e segurança do trabalho pelo setor de mineração,
estão listados na Bibliografia.
457 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.17 Práticas empregatícias


Práticas empregatícias referem-se à abordagem da organização para geração de empregos, termos de contrato
de trabalho e condições de trabalho para seus trabalhadores. Este tema também abrange o emprego e as
condições de trabalho na cadeia de fornecedores de uma organização.

Embora a mineração possa oferecer oportunidades de trabalho bem remuneradas, pode haver impactos negativos
nos trabalhadores decorrentes de condições de trabalho desafiadoras e de consultas ineficazes entre trabalhadores
e gestores. A insegurança de emprego devido a encerramentos, ciclos flutuantes de preços das commodities e
avanços tecnológicos oferecem desafios adicionais aos trabalhadores.

As práticas empregatícias podem variar em relação a remuneração horas de trabalho, cobertura de saúde e
segurança, oportunidades de capacitação, proteção social, segurança no emprego e acesso a mecanismos de
queixas. Os empregados em tempo integral geralmente têm acesso a benefícios que podem não estar disponíveis
para empregados de período parcial. Os termos de contrato de trabalho podem variar entre os trabalhadores locais
e os migrantes, sendo que a remuneração desses trabalhadores pode ser desigual e os benefícios, tais como
bonificações, subsídios para moradia e planos de saúde privados podem ser oferecidos somente aos
trabalhadores migrantes altamente qualificados.

Diversas atividades do setor de mineração podem ser terceirizadas para fornecedores. Isso é comum em todas as
fases da vida útil da mina, como durante obras de construção ou manutenção, ou para atividades específicas, tais
como serviços de alimentação, perfuração, segurança patrimonial e transporte. A terceirização de atividades poderia
permitir que as organizações do setor de mineração reduzissem seus custos trabalhistas ou ficassem
desobrigadas de atender a requisitos de acordos coletivos que estejam em vigor para empregados, dessa forma
potencialmente aumentando as disparidades entre empregados e trabalhadores que não são empregados
(consulte também o tema 14.20 Liberdade sindical e negociação coletiva).

Muitos empregos no setor de mineração possuem padrões complexos de turnos, frequentemente envolvendo
longos turnos e turnos noturnos para garantir a continuidade das operações nas 24 horas do dia. Isso pode causar
altos níveis de fadiga e elevar os riscos relacionados a saúde e segurança. As localizações remotas de muitas
unidades de mineração podem exigir o uso de escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo (fly-in fly-
out) ou outros arranjos de transporte. Os trabalhadores que são transportados para as unidades de mineração por
várias semanas seguidas e que muitas vezes precisam trabalhar em turnos irregulares podem sofrer impactos
negativos em sua saúde psicossocial (consulte também o tema 14.16 Saúde e segurança do trabalho). Essas
condições de trabalho também podem funcionar como uma barreira ao emprego de cuidadores primários, na sua
maioria mulheres [276] (consulte também o tema 14.21 Não discriminação e igualdade de oportunidades).

As transformações no setor, tais como a automação, a implantação de novas tecnologias e a transição para a
economia de baixo carbono, também estão mudando as condições e as oportunidades de emprego no setor. As
mineradoras poderão apoiar os trabalhadores, por exemplo, fornecendo recursos para capacitação, educação e
desenvolvimento de habilidades e competências de longo prazo.
458 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de práticas empregatícias


Se a organização tiver definido que práticas empregatícias são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.17.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 202: Conteúdo 202-1 Proporção entre o salário mais baixo e o salário mínimo local, 14.17.2
Presença no com discriminação por gênero
Mercado 2016

GRI 401: Conteúdo 401-1 Novas contratações e rotatividade de empregados 14.17.3


Emprego 2016
Conteúdo 401-2 Benefícios oferecidos a empregados em tempo integral que não 14.17.4
são oferecidos a empregados temporários ou de período parcial

Conteúdo 401-3 Licença maternidade/paternidade 14.17.5

GRI 402: Conteúdo 402-1 Prazo mínimo de aviso sobre mudanças operacionais 14.17.6
Relações de
Trabalho 2016

GRI 404: Conteúdo 404-1 Média de horas de capacitação por ano, por empregado 14.17.7
Capacitação e
Educação 2016 Conteúdo 404-2 Programas para o aperfeiçoamento de competências dos 14.17.8
empregados e de assistência para transição de carreira

GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 14.17.9
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016 Conteúdo 414-2 Impactos sociais negativos na cadeia de fornecedores e 14.17.10
medidas tomadas

Referências e recursos
GRI 401: Emprego 2016, GRI 402: Relações de Trabalho 2016, GRI 404: Capacitação e Educação 2016 e GRI 414:
Avaliação Social dos Fornecedores 2016 listam instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente
e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de práticas empregatícias pelo setor de mineração, estão
listados na Bibliografia.
459 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.18 Trabalho infantil


O trabalho infantil é definido como um trabalho que priva as crianças de sua infância, seu potencial e sua
dignidade, e que é prejudicial ao seu desenvolvimento, inclusive interferindo na sua educação. Ele é uma violação
dos direitos humanos e pode levar a impactos negativos por toda a vida. A abolição do trabalho infantil é um
princípio e direito fundamental no trabalho.

Crianças são expostas a múltiplos perigos ao trabalhar em mineração, tais como queda de rochas, explosões e
incêndios, além de colapso de paredes de minas. A mineração ocorre com frequência em regiões remotas com
acesso limitado à aplicação da lei, a escolas, serviços sociais e apoio da família ou da comunidade, o que também
a torna moralmente perigosa e psicologicamente arriscada para as crianças envolvidas nesse tipo de trabalho. A
Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera a mineração e a exploração de pedreiras um trabalho
perigoso e uma das piores formas de trabalho infantil, cuja eliminação é uma prioridade.

As mineradoras têm maior probabilidade de se envolver com o trabalho infantil por meio de seus fornecedores do
que por meio de suas próprias atividades, por exemplo, durante a construção de unidades de mineração onde o
trabalho é realizado por fornecedores. Os impactos especificamente relacionados a trabalho infantil frequentemente
dependem do gênero. Por exemplo, meninas e mulheres jovens podem ser forçadas a se prostituir ou a prestar
serviços de apoio, como lavar minerais e cozinhar. As mineradoras também podem se envolver com o trabalho
infantil quando compram minerais extraídos por operadores de mineração artesanal e de pequena escala (MAPE)
que usam trabalho infantil (consulte também o tema 14.13 Mineração artesanal e de pequena escala). Estima-se
que cerca de um milhão de crianças entre cinco e 17 anos de idade estejam envolvidas em atividades de MAPE e
em exploração de pedreiras em todo o mundo [285] [286].

As mineradoras podem estar mais expostas a riscos de trabalho infantil quando operam em áreas afetadas por
conflitos e de alto risco (consulte também o tema 14.25). O aumento da pobreza nas áreas rurais devido às poucas
oportunidades de emprego e a baixos salários também pode impulsionar a incidência de trabalho infantil em
atividades complementares ou de apoio.

Para cumprir sua responsabilidade de respeitar os direitos humanos, espera-se que as mineradoras realizem a
devida diligência para identificar atividades e fornecedores que apresentam riscos significativos de ocorrência de
casos de trabalho infantil e usem seu poder de influência para contribuir para a efetiva abolição do trabalho
[Link] parte de um esforço global, vários governos aprovaram leis exigindo relato público do combate à
escravidão moderna. Tais leis se aplicam às organizações do setor de mineração.

Box 6. Abordagem holística para combater o trabalho infantil

Embora o uso de trabalho infantil tenha diminuído globalmente, o aumento da atividade de mineração artesanal e
de pequena escala (MAPE) nas últimas décadas pode ter resultado em níveis mais altos de crianças trabalhando
na mineração.

As circunstâncias econômicas locais e a necessidade de renda familiar adicional são os principais motores do
trabalho infantil nas minas. Estudos revelaram que o não envolvimento das mineradoras com a MAPE para evitar
os impactos negativos do trabalho infantil pode, paradoxalmente, agravar o problema e levar a MAPE a operar em
ambientes mais informais com condições de trabalho mais perigosas. Para abordar a questão de forma holística,
as mineradoras poderão colaborar com as MAPEs e comunidades locais para identificar as atividades de trabalho
infantil e as crianças envolvidas e cooperar com as autoridades para promover e sustentar o desenvolvimento
econômico [288].
460 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de trabalho infantil


Se a organização tiver definido que trabalho infantil é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.18.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 408: Conteúdo 408-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de 14.18.2
Trabalho Infantil trabalho infantil
2016

GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 14.18.3
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016

Referências e recursos
GRI 408: Trabalho Infantil 2016 e GRI 414: Avaliação Social dos Fornecedores 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de trabalho infantil pelo setor de mineração, estão listados
na Bibliografia.
461 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.19 Trabalho forçado e escravidão moderna


Trabalho forçado é definido como todo trabalho ou serviço exigido de um indivíduo sob ameaça de qualquer
penalidade e para o qual ele não se ofereceu de forma voluntária. Estar livre de trabalho forçado é um direito
humano e um direito fundamental no trabalho. Este tema abrange a abordagem de uma organização para
identificar e abordar o trabalho forçado e a escravidão moderna.

Estima-se que 4% de todo o trabalho forçado ocorre em mineração e exploração de pedreiras [299]. O trabalho
forçado e a escravidão moderna ocorrem em situações de recrutamento involuntário por meio de tráfico, dificuldade
de deixar o empregador sem penalidades, ameaças violentas, exploração sexual, servidão por dívida, recrutamento
enganoso, retenção desalários, ou a retenção de documentos de identidade.

Os casos de trabalho forçado e escravidão moderna são especialmente predominantes na mineração artesanal e
de pequena escala (consulte também o tema 14.13) e em áreas afetadas por conflitos e de alto risco (consulte
também o tema 14.25). Os trabalhadores migrantes no setor de mineração têm maior probabilidade de trabalhar
sob condições de coerção. Eles podendo não estar cientes de seu status legal, não ter autorização de trabalho
válida, e podem ter seus passaportes ou documentos de identidade tomados.

As mineradoras podem estar envolvidas em casos de trabalho forçado e escravidão moderna como resultado de
suas relações de negócios, tais como com fornecedores que operam em países com baixos níveis de aplicação
dos direitos humanos. Para cumprir sua responsabilidade de respeitar os direitos humanos, espera-se que as
mineradoras realizem a devida diligência para identificar unidades de mineração e relações de negócios que
apresentam riscos significativos de ocorrência de casos de trabalho forçado e escravidão moderna. As
organizações poderão também usar sua influência em suas cadeias de fornecedores para combater o trabalho
forçado e a escravidão moderna.

Como parte de um esforço global, vários governos aprovaram leis exigindo relato público do combate à escravidão
moderna, incluindo as práticas de trabalho forçado. Nessas jurisdições, tais leis se aplicam às organizações do
setor de mineração.
462 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de trabalho forçado e escravidão moderna


Se a organização tiver definido que trabalho forçado e escravidão moderna são um tema material, esta subseção
lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.19.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 409: Conteúdo 409-1 Operações e fornecedores com risco significativo de casos de 14.19.2
Trabalho trabalho forçado ou análogo ao escravo
Forçado ou
Análogo ao
Escravo 2016

GRI 414: Conteúdo 414-1 Novos fornecedores selecionados com base em critérios 14.19.3
Avaliação Social sociais
de Fornecedores
2016

Referências e recursos
GRI 409: Trabalho Forçado ou Análogo ao Escravo 2016 e GRI 414: Avaliação Social dos Fornecedores 2016 listam
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o
relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de trabalho forçado e escravidão moderna pelo setor de
mineração, estão listados na Bibliografia.
463 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.20 Liberdade sindical e negociação coletiva


Liberdade sindical e negociação coletiva são direitos humanos e direitos fundamentais no trabalho. Eles incluem
os direitos de empregadores e trabalhadores de estabelecer, se associar e dirigir suas próprias organizações
sem autorização prévia ou interferência, e de negociar coletivamente as condições de trabalho e os termos de
contrato de trabalho. Este tema abrange a abordagem de uma organização e seus impactos relacionados com
liberdade sindical e negociação coletiva.

A liberdade sindical e a negociação coletiva poderão ajudar a melhorar as condições de trabalho no setor de
mineração, inclusive condições relacionadas com saúde e segurança do trabalho, salários e estabilidade no
emprego. Elas abordam o direito dos trabalhadores de se reunir, se organizar, pertencer a sindicatos ou partidos
políticos, eleger seus representantes e entrar em greve sem a interferência de seus empregadores.

Muitos trabalhadores do setor de mineração têm tradicionalmente sido representados por sindicatos e tido seus
empregos cobertos por acordos de negociação coletiva. Entretanto, algumas atividades de mineração ocorrem em
países onde os direitos dos trabalhadores são restritos ou não são aplicados de forma eficiente. Restrições à
efetiva representação de trabalhadores poderiam existir mesmo em países onde os sindicatos são legais.
Trabalhadores que se associam a sindicatos podem enfrentar intimidação ou tratamento injusto, assédio, corte de
salário ou mesmo rescisão do contrato de trabalho.

Casos documentados de interferência na liberdade sindical e na negociação coletiva no setor incluem prisão de
gestores e de outros empregados, invasão de privacidade, não adesão a acordos coletivos e bloqueio do acesso de
sindicatos aos locais de trabalho para apoiar os trabalhadores. Outros casos documentados incluem recusa em
negociar de boa fé com os sindicatos escolhidos pelos trabalhadores. Membros e líderes sindicais foram
ameaçados, assediados, sequestrados, espancados e, em casos graves, até assassinados. A demissão injusta e
o cancelamento unilateral dos acordos de negociação coletiva são outras formas de interferência na liberdade
sindical e na negociação coletiva.

Pode haver disparidade na implementação dos direitos dos trabalhadores devido aos diferentes termos e
condições de emprego no setor. Os terceirizados, por exemplo, geralmente são excluídos do escopo dos acordos
de negociação coletiva e podem receber condições de emprego menos favoráveis e salários-base ou
benefícios mais baixos em comparação aos empregados. A falta de acesso à liberdade sindical e de negociação
coletiva pode resultar em condições de trabalho adversas, tais como baixos salários e longas jornadas de trabalho,
que agravam os impactos naqueles que já enfrentam vulnerabilidades e isolamento relacionados ao trabalho
(consulte também o tema 14.21 Não discriminação e igualdade de oportunidades).

Os sindicatos têm relatado restrições aos trabalhadores temporários ou trabalhadores empregados por
fornecedores a terem acesso aos mesmos direitos dos outros empregados. Em alguns casos, as organizações
têm empregado trabalhadores com contratos de trabalho de curto prazo ou terceirizam funções de forma que os
trabalhadores não possam se sindicalizar. Da mesma forma, os trabalhadores migrantes também têm menor
probabilidade de serem cobertos por acordos de negociação coletiva ou de poderem se sindicalizar.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), todos os trabalhadores devem desfrutar do direito à
liberdade sindical e à negociação coletiva, e as organizações devem garantir que esses direitos não sejam afetados
de forma injustificada. As mineradoras poderão garantir que os trabalhadores de todas as condições de emprego
tenham acesso a mecanismos de queixas, muitas vezes apoiados ou parcialmente elaborados por sindicatos, para
ajudar a resolver as preocupações dos stakeholders antes que evoluam para conflitos.
464 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de liberdade sindical e negociação coletiva


Se a organização tiver definido que liberdade sindical e negociação coletiva são um tema material, esta subseção
lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.20.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 407: Conteúdo 407-1 Operações e fornecedores em que o direito à liberdade sindical 14.20.2
Liberdade e à negociação coletiva pode estar em risco
Sindical e
Negociaçao
Coletiva 2016

Conteúdos adicionais ao setor


Relate o número de greves e lockouts envolvendo 1.000 ou mais trabalhadores com duração de um 14.20.3
20
turno completo ou mais e a sua duração total em dias parados dos trabalhadores.

Referências e recursos
GRI 407: Liberdade Sindical e Negociação Coletiva 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos
internacionalmente relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de liberdade sindical e negociação coletiva pelo setor de
mineração, estão listados na Bibliografia.
465 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.21 Não discriminação e igualdade de oportunidades


Estar livre de discriminação é um direito humano e um direito fundamental no trabalho. A discriminação pode
impor encargos desiguais em indivíduos ou negar-lhes oportunidades justas com base no mérito individual. Este
tema abrange impactos provenientes da discriminação e de práticas relacionadas a diversidade, inclusão e
igualdade de oportunidades.

A natureza do trabalho no setor de mineração, incluindo as condições, os locais, as habilidades necessárias e os


tipos de trabalho, pode inibir a diversidade e a igualdade de oportunidades para os trabalhadores. Embora as
barreiras de entrada na mineração possam ser prejudiciais para um local de trabalho inclusivo, a discriminação
dentro das mineradoras também pode impedir o acesso a empregos e o desenvolvimento de carreiras, levando a
disparidades no tratamento, no salário-base e nos benefícios.

A discriminação pode se manifestar dentro das mineradoras e em suas cadeias de fornecedores. A discriminação
pode ocorrer com base em idade, gênero, raça, religião, nacionalidade, orientação sexual ou condição do
trabalhador. Indivíduos de grupos vulneráveis frequentemente enfrentam maiores riscos de discriminação. Isso
inclui: Povos Indígenas, minorias étnicas ou outras minorias, trabalhadores migrantes e trabalhadores com
HIV/AIDS ou outros problemas crônicos de saúde.

O setor de mineração é caracterizado por um desequilíbrio significativo de gênero entre os trabalhadores, incluindo
a diretoria. Exemplos de tratamento desigual para as trabalhadoras incluem o impedimento de acesso a empregos,
remuneração inferior à dos homens e discriminação na contratação. Outros desafios incluem as demandas físicas
das mineradoras, os efeitos das escalas de embarque e desembarque por transporte aéreo (fly-in fly-out), jornadas
longas e licença maternidade e oportunidades de creche limitadas. As mulheres nas minas também podem
enfrentar a falta de instalações e equipamentos de proteção adequados ao gênero.

Além disso, culturas de trabalho dominadas por homens e normas organizacionais com discriminação de gênero
contribuem para a probabilidade de assédio sexual no local de trabalho, conforme documentado em
acampamentos de trabalhadores com escala de embarque e desembarque por transporte aéreo. A localização
remota das unidades de mineração também pode contribuir para a discriminação baseada em gênero devido ao
menor acesso a serviços de proteção, à representação legal e aos responsáveis pela aplicação da lei. As
mineradoras poderão promover a equidade de gênero e a inclusão no local de trabalho, por exemplo, reconhecendo
os direitos das mulheres no trabalho, fornecendo instalações e equipamentos adequados ao gênero e garantindo
oportunidades iguais.

Os trabalhadores locais e os Povos Indígenas podem sofrer discriminação racial e étnica em todos os níveis
organizacionais. Candidatos a emprego das comunidades locais às vezes são excluídos do processo de
contratação ou podem receber salários mais baixos do que os empregados expatriados recrutados para funções
específicas. Os trabalhadores migrantes, especialmente quando são pouco qualificados ou trabalham na mina em
caráter temporário, podem enfrentar outras formas de discriminação no emprego e no tratamento (consulte também
o tema 14.17 Práticas empregatícias). Os trabalhadores terceirizados também podem estar mais vulneráveis à
discriminação seas políticas de combate à discriminação da organização como um todo não protegerem seus
acordos de trabalho.

Além de mecanismos de queixas acessíveis e eficazes, compreender como grupos específicos podem estar
sujeitos à discriminação em diferentes locais das atividades de mineração poderá ajudar o setor a abordar de
maneira eficaz as práticas discriminatórias. O estabelecimento e o apoio de políticas transparentes no local de
trabalho sobre inclusão e diversidade, tais como a capacitação de trabalhadores sobre sensibilidade cultural e não
discriminação, poderão ajudar a promover um local de trabalho respeitoso e evitar a discriminação.

20 Dias parados dos trabalhadores são calculados como um produto dos dias parados pelo número de trabalhadores envolvidos.
466 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato sobre não discriminação e igualdade de oportunidades


Se a organização tiver definido que não discriminação e igualdade de oportunidades são um tema material, esta
subseção lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.21.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 202: Conteúdo 202-2 Proporção de membros da diretoria contratados na comunidade 14.21.2
Presença no local
Mercado 2016
Recomendações adicionais ao setor
• Relate o percentual de membros da diretoria contratados na comunidade
local, discriminados por gênero.

GRI 401: Conteúdo 401-3 Licença maternidade/paternidade 14.21.3


Emprego 2016

GRI 404: Conteúdo 404-1 Média de horas de capacitação por ano, por empregado 14.21.4
Capacitação e
Educação 2016

GRI 405: Conteúdo 405-1 Diversidade em órgãos de governança e empregados 14.21.5


Diversidade e
Igualdade de Recomendações adicionais ao setor
Oportunidades • Relate se a organização tem um plano ou política de igualdade de gênero ou
2016 equidade de gênero em vigor e, em caso afirmativo, forneça um resumo do
plano e o progresso obtido na implementação do plano.

Conteúdo 405-2 Proporção entre o salário-base e a remuneração recebidos 14.21.6


pelas mulheres e aqueles recebidos pelos homens

Recomendações adicionais ao setor


• Relate a proporção entre o salário-base e a remuneração recebidos pelas
mulheres e aqueles recebidos pelos homens por unidade de mineração.
• Relate a proporção entre o salário-base e a remuneração de acordo com
outros indicadores de diversidade relevantes por unidade de mineração.21

GRI 406: Não Conteúdo 406-1 Casos de discriminação e medidas corretivas tomadas 14.21.7
Discriminação
2016

Referências e recursos
GRI 202: Presença no Mercado 2016, GRI 401: Emprego 2016, GRI 404: Capacitação e Educação 2016, GRI 405:
Diversidade e Igualdade de Oportunidades 2016 e GRI 406: Não Discriminação 2016 listam instrumentos
intergovernamentais reconhecidos internacionalmente relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de não discriminação e igualdade de oportunidades pelo
setor de mineração, estão listados na Bibliografia.
467 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.22 Combate à corrupção


Combate à corrupção refere-se a como uma organização gerencia a possibilidade de estar envolvida com
corrupção. A corrupção envolve práticas como suborno, pagamentos de propina, fraude, extorsão, conluio,
lavagem de dinheiro, oferta ou recebimento de um incentivo para fazer algo desonesto ou ilegal. Este tema
abrange impactos relacionados à corrupção e à abordagem de uma organização relacionada à transparência de
contratos e propriedades.

Corrupção no setor de mineração pode ocorrer em toda a cadeia de valor, independentemente do país em que
opera ou do desenvolvimento econômico, localização e contexto político do país. A corrupção pode ter vários
impactos negativos, tais como a alocação indevida de recursos e danos ao meio ambiente e às pessoas quando
projetos de mineração são concedidos a organizações não qualificadas ou antiéticas. Outros impactos incluem
violação da democracia e dos direitos humanos e a possibilidade de instabilidade política.

A corrupção pode também levar ao desvio de recursos para beneficiários privados às custas de investimentos
públicos em infraestrutura ou serviços. Isso pode ser particularmente crítico em países com altos níveis de pobreza,
podendo levar a um aumento nas desigualdades. O risco de corrupção é predominante em áreas afetadas por
conflitos e de alto risco uma vez que a pressão crescente sobre a disponibilidade dos recursos e a instabilidade
poderiam ser exploradas (consulte também o tema 14.25 Áreas afetadas por conflitos e de alto risco).

Características do setor de mineração que contribuem para o potencial de corrupção incluem a frequente interação
entre mineradoras e pessoas politicamente expostas22, tais como autoridades públicas, para obtenção de licenças
e aprovações regulatórias. Outras características relevantes incluem as transações financeiras complexas e o
alcance internacional do setor (consulte também o tema 14.23 Pagamentos a governos).

As empresas estatais (EE) do setor de mineração estão mais expostas à corrupção, principalmente no processo de
concessão de licenças, compras de bens e serviços, comercialização de commodities e atividades não comerciais,
como gastos sociais [325]. As EE podem ter controles internos menos eficazes e menos expectativas de
transparência do que as empresas de capital aberto e, muitas vezes, recebem tratamento preferencial devido ao seu
status legal especial em um país. As mineradoras privadas que fazem parceria com empresas estatais são,
portanto, mais propensas à corrupção como consequência de suas relações de negócios. Além de buscar lucro, as
EE podem, às vezes, ter objetivos mais amplos como o desenvolvimento local. No entanto, sem uma supervisão
adequada, medidas para desenvolvimento local podem ser desvirtuadas para fins de corrupção.

A corrupção tem sido identificada no setor de mineração durante o processo de concessão de contratos e licenças
de exploração e produção. Essa corrupção pode ter o propósito de obter informações confidenciais, influenciar
processos decisórios ou evitar as regulamentações ambientais e de âmbito local. A corrupção também pode ocorrer
no processo de consulta ao buscar consentimento e ao indenizar as comunidades locais tanto diretamente como
por meio de governos locais, que podem carecer de procedimentos financeiros transparentes (consulte também os
temas 14.12 Direitos à terra e aos recursos naturais e 14.11 Direitos de Povos Indígenas). A corrupção nesses
processos pode resultar na concessão de licenciamento a organizações menos qualificadas, comprometendo
investimentos públicos ou impactando negativamente o meio ambiente e as comunidades locais.

Práticas de corrupção podem também ter como objetivo bloquear ou moldar políticas e regulamentos ou influenciar
sua aplicação. Isso é especialmente comum em regulamentos referentes a direitos à terra e aos recursos naturais,
impostos e outros tributos governamentais, ou a proteção ambiental (consulte também o tema 14.24 Políticas
públicas). A falta de transparência nas práticas de compra pode ter impactos econômicos significativos nos países
anfitriões e no desenvolvimento econômico local (consulte também o tema 14.9 Impactos econômicos). Exemplos
disso podem incluir pagamento de propina para dispensar regulamentos ou exigências de qualidade, recebimento
de suborno para assegurar contratos superfaturados, lucro com superfaturamento por uma entidade estabelecida
como uma organização de fachada e favorecimento de empresas relacionadas a agências reguladoras locais.

A falta de transparência nos contratos e no licenciamento da extração de recursos minerais pode obstruir a vigilância
pública dos investimentos e das transações vinculados aos impactos negativos e benefícios de um projeto,
incluindo a negociação de termos e obrigações das organizações. Termos justos para compartilhar riscos e
benefícios recompensadores são particularmente relevantes devido aos horizontes de tempo de longo prazo e aos
amplos impactos dos projetos de mineração. A transparência de contratos ajuda as comunidades locais a
responsabilizar governos e organizações por sua negociação de termos e obrigações. A falta de transparência
sobre as estruturas societárias, por sua vez, pode tornar difícil determinar quem se beneficia das transações
financeiras. A transparência dos beneficiários efetivos tem sido identificada como uma forma de coibir conflitos de
interesse, corrupção, elisão e evasão fiscais.

Os stakeholders, o mercado e as normas internacionais esperam que as organizações do setor de mineração


21 Recomenda-se que as organizações relatem a proporção entre o salário-base e a remuneração para áreas prioritárias de igualdade: mulheres em
relação aos homens, grupos étnicos menores em relação aos maiores e outras áreas de igualdade relevantes (conforme apropriado, com base no
contexto operacional local da organização e no marco legal local).
468 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

demonstrem seu compromisso com as legislações nacionais, a integridade, a governança e as práticas


empresariais responsáveis para combater a corrupção e prevenir os impactos negativos que derivam dela.

22 Pessoa politicamente exposta é definida pelo Grupo de Ação Financeira Internacional como "um indivíduo que esteve ou está encarregado de uma
função pública proeminente" [323].
469 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de combate à corrupção


Se a organização tiver definido que combate à corrupção é um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.22.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva como os impactos potenciais de corrupção ou os riscos de
corrupção são gerenciados nas práticas de compra da organização e em toda
a sua cadeia de fornecedores.

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 205: Conteúdo 205-1 Operações avaliadas quanto a riscos relacionados à corrupção 14.22.2
Combate à
Corrupção 2016 Conteúdo 205-2 Comunicação e capacitação em políticas e procedimentos de 14.22.3
combate à corrupção

Conteúdo 205-3 Casos confirmados de corrupção e medidas tomadas 14.22.4

Conteúdos adicionais ao setor


Descreva a abordagem para transparência de contratos, incluindo: 14.22.5
• se os contratos e as licenças são divulgados ao público e, nesse caso, onde são publicados;
• se os contratos ou as licenças não estiverem disponíveis ao público, o motivo para isso e as
medidas tomadas para divulgá-los ao público no futuro.23

Relate as seguintes informações sobre os beneficiários efetivos da organização, inclusive joint 14.22.6
ventures:
• nome, nacionalidade e país de residência;
• se eles são pessoas politicamente expostas;
• nível de participação societária;
• como a participação ou o controle são exercidos.24

Referências e recursos
GRI 205: Combate à Corrupção 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de combate à corrupção pelo setor de mineração, estão
listados na Bibliografia.
470 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.23 Pagamentos a governos


A falta de transparência sobre pagamentos a governos pode contribuir para uma gestão ineficiente das verbas
públicas, fluxos financeiros ilícitos e corrupção. Este tema abrange impactos das práticas de uma organização
relacionadas a pagamentos a governos e a abordagem da organização para transparência desses pagamentos.

O setor de mineração pode ter impactos significativos nas rendas nacionais, nas receitas fiscais e nas variações
cambiais ativas por meio de vários pagamentos a governos (consulte também o tema 14.9 Impactos econômicos).
Esses pagamentos incluem receitas de comercialização de commodities, taxas de licenciamento de exploração e
produção, impostos e royalties, bônus de assinatura, de descoberta e de produção.

As organizações que se envolvem em práticas tributárias agressivas ou não conformidade fiscal podem levar à
diminuição nas receitas provenientes de impostos em detrimento do bem público. A evasão de impostos e a não
realização de outros pagamentos a governos pode ser facilitada por práticas de minimização de impostos, tais
como preços de transferência ou fluxos financeiros ilícitos, que incluem movimentação transfronteiriça de dinheiro
ganho, transferido ou usado ilegalmente [341].

As mineradoras podem receber apoio financeiro dos governos na forma de benefícios fiscais, subsídios,
subvenções ou incentivos financeiros. Isso pode dificultar a arrecadação de receitas do governo e reduzir os
benefícios financeiros da mineração, que geram desenvolvimento econômico. Esses riscos são mais
predominantes em países em desenvolvimento, bem como em áreas afetadas por conflitos e de alto risco, onde a
necessidade de receita pública costuma ser maior.

O relato de pagamentos a governos pode ajudar a elucidar a importância econômica do setor de mineração para os
países, permitir o debate público e embasar o processo decisório do governo. Ele pode também dar acesso aos
termos de contratos, melhorar a prestação de contas por parte do governo e fortalecer a arrecadação e a gestão de
receitas. Por outro lado, a falta de transparência das mineradoras pode impedir a detecção de uma possível
alocação indevida de receitas e da corrupção (consulte também o tema 14.22 Combate à corrupção).

Ao divulgar informações sobre pagamentos a governos, as organizações do setor de mineração geralmente relatam
pagamentos totais em nível organizacional. No entanto, isso permite uma compreensão limitada sobre os
pagamentos efetuados em cada país ou a seus respectivos projetos. O relato país-a-país (oficialmente denominado
no Brasil Declaração País-a-País - DPP) por projeto (ou por unidade de mineração) permite comparar os
pagamentos efetuados com aqueles estipulados em termos fiscais, legais e contratuais. Permite também avaliar a
contribuição financeira das atividades de mineração para os países e comunidades anfitriões. Uma divulgação
completa permite que os governos abordem a elisão e a evasão fiscal, corrijam a assimetria de informações e
tornem as condições iguais para os governos ao negociar contratos.

23 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.4. Contratos do Padrão da EITI 2023. Definições de contratos e licenças podem ser
encontradas no Padrão da EITI 2023 [333].
24 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.5. Beneficiários efetivos do Padrão da EITI 2023. A definição de beneficiários efetivos
pode ser encontrada no Padrão da EITI 2023. Empresas listadas em bolsa ou subsidiárias integrais são isentas do relato de informações sobre
beneficiários efetivos de suas joint ventures [333].
471 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de pagamentos a governos


Se a organização tiver definido que pagamentos a governos são um tema material, esta subseção lista os
conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.23.1
Materiais 2021

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 201: Conteúdo 201-1 Valor econômico direto gerado e distribuído 14.23.2
Desempenho
Econômico 2016 Conteúdo 201-4 Apoio financeiro recebido do governo 14.23.3

Recomendações adicionais ao setor

Para empresas estatais (EE):


• Relate a relação financeira entre o governo e a EE.25

GRI 207: Tributos Conteúdo 207-1 Abordagem tributária 14.23.4


2019
Conteúdo 207-2 Governança, controle e gestão de risco fiscal 14.23.5

Conteúdo 207-3 Engajamento de stakeholders e gestão de suas preocupações 14.23.6


quanto a tributos

Conteúdo 207-4 Relato país-a-país 14.23.7

Recomendações adicionais ao setor


• Relate uma discriminação do imposto de renda pessoa jurídica da
organização incidente sobre lucros/perdas e de outros pagamentos a
governos de impostos incidentes no nível do projeto, por projeto e por fluxo de
receita relevante.26
• Relate quaisquer limites27 que tenham sido aplicados e quaisquer outras
informações contextuais necessárias para entender como os pagamentos a
governos no nível do projeto foram compilados.

Conteúdos adicionais ao setor


Para minerais comprados do Estado ou de terceiros indicados pelo Estado para vender em seu 14.23.8
nome, relate:
• volumes e tipos de minerais comprados;
• nomes completos da entidade vendedora e de quem recebeu o pagamento;
• pagamentos efetuados para a compra.28
472 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Referências e recursos
GRI 201: Desempenho Econômico 2016 e GRI 207: Tributos 2019 listam instrumentos intergovernamentais
reconhecidos internacionalmente e referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de pagamentos a governos pelo setor de mineração, estão
listados na Bibliografia.

25 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 2.6 Participação estatal do Padrão da EITI 2023 [344].
26 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 4.1 Divulgação abrangente de impostos e receitas e no Requisito 4.7. Nível de
desagregação do Padrão da EITI 2023. A EITI considera pagamentos e receitas relevantes se sua omissão ou inexatidão puder afetar
significativamente a abrangência das informações divulgadas. Uma definição de projeto pode ser encontrada no Padrão da EITI 2023 [344].
27 O Padrão da EITI 2023 especifica que, em países implementadores da EITI, o grupo multipartite do país chega a um acordo sobre quais pagamentos
e receitas são relevantes, incluindo definições e limites de materialidade adequados [344]. A organização pode usar o limite relevante estabelecido
pelo grupo multipartite da EITI. Se não houver um limite relevante estabelecido, a organização pode usar um limite equivalente ao estabelecido para a
União Europeia, o qual especifica que "Pagamentos, seja um pagamento único ou uma série de pagamentos relacionados, abaixo de 100.000 euros
dentro do período de relato podem ser excluídos" [335].
28 Este conteúdo adicional ao setor baseia-se no Requisito 4.2 Venda da parcela de produção do Estado ou outras receitas recebidas em espécie do
Padrão da EITI 2023 [344] e na publicação EITI Reporting Guidelines for companies buying oil, gas and minerals from governments, 2020 [345].
473 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.24 Políticas públicas


Uma organização pode participar do desenvolvimento de políticas públicas, diretamente ou por meio de uma
organização intermediária, recorrendo a lobby ou fazendo contribuições financeiras ou de outra natureza para
partidos políticos, políticos ou causas. Embora uma organização possa incentivar o desenvolvimento de políticas
públicas que beneficiem a sociedade, sua participação pode também estar associada com corrupção, suborno,
influência indevida ou uma representação desequilibrada dos interesses da organização. Este tema abrange a
abordagem de uma organização para advocacy em políticas públicas e os impactos que podem resultar da
influência exercida pela organização.

As organizações do setor de mineração podem influenciar o desenvolvimento de políticas públicas por meio de
lobby e advocacy em nível local, regional e nacional. Essas medidas podem permitir o acesso a representantes do
governo e aumentar a influência das organizações sobre as decisões de políticas públicas que afetam o setor de
mineração. Advocacy e lobby podem ser realizados diretamente pela organização ou por meio de grupos do setor e
outras associações apoiadas pela mineradora.

O setor pode usar sua influência para estimular práticas responsáveis no setor, protegendo os empregos
existentes, ajudando no desenvolvimento local e promovendo investimentos externos em um país. No entanto, as
atividades de políticas públicas e lobby também podem ser usadas para garantir a aprovação de licenças de
mineração, influenciar a legislação sobre avaliações ambientais e sociais e reduzir impostos e outros tributos
governamentais (consulte também o tema 14.23 Pagamentos a governos). Essas atividades podem, em última
instância, moldar as políticas ambientais e obstruir o desenvolvimento sustentável. Por exemplo, as mineradoras
estão cada vez mais sob vigilância por seus vínculos com grupos do setor que defendem políticas inconsistentes
com as posições publicamente declaradas pelas próprias organizações e com os objetivos do Acordo de Paris
[349].

As mineradoras também podem influenciar as políticas públicas em nível local para que os empreendimentos de
mineração sejam aprovados, por exemplo, por meio de conluio com líderes locais, excluindo a comunidade em
geral dos processos decisórios (consulte também o tema 14.10 Comunidades locais).

Em alguns casos, contribuições diretas a partidos políticos ou por meio de intermediários podem ser usadas para
favorecer os interesses do setor privado. Essas contribuições podem estar ligadas à corrupção, especialmente em
áreas onde as regulamentações sobre doações políticas e lobby são fracas (consulte também o tema 14.22
Combate à corrupção). As mineradoras também empregam ex-representantes do governo para ter acesso a
informações sensíveis ou privilegiadas sobre políticas futuras para obter vantagens comerciais.

Uma maior transparência sobre as atividades de lobby e contribuições políticas feitas por mineradoras e grupos
afiliados do setor pode facilitar a vigilância por organizações que promovem a responsabilidade social, pelo público
em geral e pela mídia. Essa transparência permite que os stakeholders avaliem se as mineradoras, diretamente ou
por meio de suas afiliações com grupos do setor, têm influenciado indevidamente as decisões legislativas, a
formulação de políticas e as aprovações regulatórias.
474 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de políticas públicas


Se a organização tiver definido que políticas públicas são um tema material, esta subseção lista os conteúdos
identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.24.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Relate se a organização é membro ou se contribui para quaisquer
associações ou comitês de representação que participam do
desenvolvimento de políticas públicas e de lobby, incluindo:
- a natureza dessa contribuição;
- quaisquer diferenças entre as declarações da organização sobre políticas
e objetivos ou outras posturas públicas sobre questões importantes, e as
posturas das associações ou dos comitês de representação.29

Conteúdos de Normas Temáticas


GRI 415: Políticas Conteúdo 415-1 Contribuições políticas 14.24.2
Públicas 2016

Referências e recursos
GRI 415: Políticas Públicas 2016 lista instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e
referências adicionais relevantes para o relato deste tema.

Os demais instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema,


bem como recursos que poderão ser úteis para o relato de políticas públicas pelo setor de mineração, estão
listados na Bibliografia.
475 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Tema 14.25 Áreas afetadas por conflitos e de alto risco


Quando operam ou compram em áreas afetadas por conflitos e de alto risco, é mais provável que as
organizações se envolvam em violações legais e de direitos humanos e estejam implicadas em corrupção e
fluxos financeiros que contribuem para o conflito. Este tema abrange a abordagem de uma organização e seus
impactos relacionados com operações e compras em áreas afetadas por conflitos e de alto risco.

Muitas mineradoras operam ou possuem relações de negócios com entidades que têm atividades em áreas
afetadas por conflitos e de alto risco.30 Nessas áreas, há um risco maior de abusos de direitos humanos e violações
mais graves da lei, inclusive do direito internacional humanitário.31 Operar e comprar em áreas afetadas por conflitos
e de alto risco requer um maior uso de devida diligência por parte das mineradoras de forma contínua. Isso permite
uma melhor compreensão contextual do conflito e das interações que a organização poderá ter com suas relações
de negócios para identificar, prevenir ou mitigar impactos negativos potenciais, inclusive o de contribuir para o
conflito [362].

Embora conflitos armados e violência generalizada possam ocorrer independentemente das atividades de
mineração, a presença dessas atividades também pode agravar os conflitos. As circunstâncias de extração,
comércio ou manuseio de minerais, por sua natureza, têm maiores riscos de impactos negativos significativos, tais
como o financiamento de conflitos ou o acirramento e a facilitação de condições de conflito. Os abusos específicos
relacionados a essas atividades incluem tortura; tratamento cruel, desumano e degradante; trabalho forçado ou
análogo ao escravo; piores formas de trabalho infantil; violência sexual generalizada; e crimes de guerra ou outras
violações graves do direito internacional humanitário, crimes contra a humanidade ou genocídio [358]. Estruturas de
governança fracas e a presença de grupos armados também podem inibir a implementação de normas e
regulamentos necessários para mitigar os impactos ambientais da mineração.

Em áreas afetadas por conflitos e de alto risco, os grupos armados ou suas organizações afiliadas geralmente
controlam ilegalmente as minas, as rotas de transporte ou os pontos onde os minerais são comercializados.
Grupos armados podem cobrar ilegalmente impostos ou extorquir dinheiro e minerais, fazer uso de trabalho forçado
ou cometer outras violações de direitos humanos. Os lucros dessas atividades costumam ser usados para financiar
o conflito armado. Espera-se que as mineradoras realizem a devida diligência para evitar o envolvimento com
grupos armados ou suas organizações afiliadas por meio de, por exemplo, compra de minerais, bem como de
pagamentos ou fornecimento de assistência logística ou equipamentos a esses grupos [358].

Embora as práticas de segurança comumente usadas pelas mineradoras protejam os trabalhadores e os projetos
de minas em áreas afetadas por conflitos e de alto risco, o pessoal de segurança pode às vezes estar associado a
abusos dos direitos humanos. Operadores de MAPE, Povos Indígenas e defensores dos direitos humanos,
particularmente as mulheres, são, muitas vezes, severamente afetados pela violência e pelo assédio dos
fornecedores de segurança nessas áreas (consulte também o tema 14.14 Práticas de segurança).

As organizações também têm maior probabilidade de estar envolvidas em práticas corruptas, tais como suborno e
lavagem de dinheiro, em áreas afetadas por conflitos e de alto risco. Quando os fluxos financeiros, tais como
impostos, taxas e royalties pagos aos governos, não são divulgados e permanecem obscuros, esses pagamentos
podem acabar financiando conflitos (consulte também os temas 14.22 Combate à corrupção e 14.23 Pagamentos a
governos).

29 Estas recomendações adicionais ao setor baseiam-se nas recomendações de relato 1.2.1 e 1.2.2 da Norma GRI 415: Políticas Públicas 2016.
Consulte o Conteúdo 2-28 da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 para uma melhor orientação sobre participação em associações.
476 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Relato de áreas afetadas por conflitos e de alto risco


Se a organização tiver definido que áreas afetadas por conflitos e de alto risco são um tema material, esta subseção
lista os conteúdos identificados como relevantes para o relato do tema pelo setor de mineração.
NORMA CONTEÚDO Nº de REF
DA NORMA
SETORIAL

Gestão do tema
GRI 3: Temas Conteúdo 3-3 Gestão dos temas materiais 14.25.1
Materiais 2021
Recomendações adicionais ao setor
• Descreva a abordagem para garantir adesão ao direito internacional
humanitário ao operar em áreas afetadas por conflitos e de alto risco.

Conteúdos adicionais ao setor


Liste os locais das operações em áreas afetadas por conflitos e de alto risco e como elas foram 14.25.2
identificadas.32

Descreva o processo de devida diligência aplicado para operações ou compras em áreas afetadas 14.25.3
por conflitos e de alto risco, e se ele está alinhado com o guia da OCDE, OECD Due Diligence
Guidance for Responsible Supply Chains of Minerals from Conflict-Affected and High-Risk Areas.

Para operações em áreas afetadas por conflitos e de alto risco, relate os impactos negativos 14.25.4
potenciais nos trabalhadores e nas comunidades locais, incluindo as medidas para prevenir ou
mitigar os impactos.

Referências e recursos
Os instrumentos reconhecidos internacionalmente e referências usados no desenvolvimento deste tema, bem
como recursos que poderão ser úteis para o relato de áreas afetadas por conflitos e de alto risco pelo setor de
mineração, estão listados na Bibliografia.

30 De acordo com a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico [OCDE], áreas afetadas por conflitos e de alto risco são
identificadas pela presença de conflito armado, violência generalizada ou outros riscos de danos às pessoas. As áreas de alto risco podem incluir
áreas com instabilidade ou repressão política, fraqueza institucional, insegurança, colapso da infraestrutura civil e violência generalizada [358].
31 O direito internacional humanitário (DIH) é um conjunto de normas que visa limitar os efeitos dos conflitos armados e proteger as pessoas que não
participam ou deixaram de participar direta ou ativamente das hostilidades. O DIH vincula e fornece uma estrutura de padrões para partes estatais e
não estatais, incluindo organizações cujas atividades estão ligadas a conflitos armados, que é distinta daquela estabelecida pela lei de direitos
humanos.
477 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

acidente de trabalho com consequência grave


acidente de trabalho que resulta em óbito ou em uma lesão da qual o trabalhador não
consegue se recuperar ou da qual não se espera que se recupere plenamente em seis meses
para sua condição de saúde anterior ao acidente

acidente de trabalho ou doença profissional


impactos negativos na saúde resultantes da exposição a perigos no trabalho

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Diretrizes sobre Sistemas de Gestão


de Segurança e Saúde no Trabalho, ILO-OSH 2001, 2001; modificado

Obs. 1: “Doença profissional” indica dano à saúde que inclui doenças, enfermidades e
distúrbios. Os termos “enfermidade” e “distúrbio” são geralmente usados
alternadamente e referem-se a condições de saúde com sintomas e diagnósticos
específicos.

Obs. 2: Acidentes de trabalho ou doenças profissionais são resultantes da exposição a


perigos no trabalho. Podem ocorrer outros tipos de incidente que não estejam
relacionados ao trabalho propriamente dito. Por exemplo, os seguintes incidentes
não são considerados relacionados ao trabalho:
• um trabalhador sofre um infarto durante o trabalho que não está relacionado ao
trabalho;
• um trabalhador dirigindo a caminho do trabalho ou voltando dele é ferido em
um acidente de carro (quando dirigir não faz parte de suas atribuições
profissionais e o transporte não foi organizado pelo empregador);
• um trabalhador com epilepsia tem uma convulsão no trabalho que não está
relacionada ao trabalho.

Obs. 3: Viagem a trabalho: Acidentes ou doenças profissionais que ocorrerem durante


uma viagem a trabalho são considerados relacionados ao trabalho se, no
momento do acidente de trabalho ou doença profissional, o trabalhador estiver
envolvido em atividades de trabalho “em benefício do empregador”. São exemplos
de tais atividades: viagens de ida e volta para contatar clientes; desempenhar
tarefas; entreter ou ser entretido em função de transações comerciais, discussão
ou promoção de negócios (em favor do empregador).

Trabalho em domicílio: As lesões e doenças que ocorrem quando o trabalho é


realizado em domicílio são consideradas relacionadas ao trabalho se a lesão ou
doença ocorrer enquanto o trabalhador estiver realizando o trabalho no domicílio, e
a lesão ou doença estiverem diretamente relacionadas ao desempenho do
trabalho, e não ao ambiente geral ou configuração do domicílio.

Doença mental: Uma doença mental será considerada relacionada ao trabalho se


tiver sido voluntariamente notificada pelo trabalhador e estiver acompanhada de
laudo de um profissional de saúde habilitado com formação e experiência
adequados que declare que a doença é relacionada ao trabalho.

Para uma melhor orientação sobre a determinação de “relação com o trabalho”,


consulte a Administração de Segurança e Saúde Ocupacional do Departamento do
Trabalho dos Estados Unidos (United States Occupational Safety and Health
Administration), Determination of work-relatedness 1904.5, (Determinação de
relação com o trabalho 1904.5), [Link]
oshaweb/owadisp.show_document?p_table=STANDARDS&p_id=9636, acessado
em 01/06/2018.
32 Para uma melhor orientação, incluindo definições de termos usados no conteúdo adicional ao setor, consulte o guia da Organização para a
Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia de Devida Diligência para Cadeias de Fornecimento Responsáveis de Minerais de Áreas
Afetadas por Conflitos e de Alto Risco, 2016 [358].
478 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Obs. 4: Os termos “ocupacional” e “relacionado ao trabalho” são geralmente usados


alternadamente.

água de superfície
água que ocorre naturalmente na superfície da Terra em lençóis de gelo, calotas de gelo,
glaciares, icebergs, pântanos, lagoas, lagos, rios e córregos

Fonte: CDP, CDP Water Security Reporting Guidance, 2018; modificado

água de terceiros
empresas municipais de abastecimento de água e estações municipais de tratamento de
água residual, empresas públicas ou privadas prestadoras de serviços públicos, bem como
outras organizações envolvidas no fornecimento, transporte, tratamento, disposição ou uso de
água e efluentes

água do mar
água de um mar ou de um oceano

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 14046:2014. Gestão ambiental


— Pegada hídrica — Princípios, requisitos e diretrizes. Genebra, ISO, 2014;
modificado

água doce
água com concentração de sólidos dissolvidos totais igual ou menor que 1.000 mg/L

Fonte: Gestão ambiental — Pegada hídrica — Princípios, requisitos e diretrizes. Genebra:


ISO, 2014; modificada
United States Geological Survey (USGS), Water Science Glossary of Terms,
[Link]/edu/[Link], acessado em 01/06/2018; modificado
e Organização Mundial de Saúde (OMS), Diretrizes para a Qualidade da Água
Potável, 2017; modificadas

água subterrânea
água que está contida e que pode ser recuperada de uma formação subterrânea

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 14046:2014. Gestão ambiental


— Pegada hídrica — Princípios, requisitos e diretrizes. Genebra, ISO, 2014;
modificado

apoio a serviços
serviços que geram benefício público tanto por meio do pagamento direto de custos
operacionais como por meio de cessão para a instalação/serviço de empregados da própria
organização

Obs.: Um benefício público também pode incluir serviços públicos.

apoio financeiro
benefícios financeiros diretos ou indiretos que não representam uma transação de bens e
serviços, mas um incentivo ou compensação por ações realizadas, pelo custo de um ativo ou
por despesas incorridas

Obs.: O apoiador financeiro não espera um retorno financeiro direto pela assistência
oferecida.

bacia hidrográfica
área de terra da qual o escoamento superficial e subterrâneo de águas flui através de uma
sequência de ribeirões, rios, aquíferos e lagos para o mar ou outro escoadouro em uma única
foz, estuário ou delta

Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014;
modificada

Obs.: As bacias hidrográficas incluem águas subterrâneas associadas e podem incluir


partes de corpos d’água (tais como lagos ou rios). Em diferentes partes do
mundo, as bacias hidrográficas também são chamadas de "bacias de drenagem"
ou "bacias" (ou sub-bacias).
479 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

benefício
benefício direto fornecido na forma de contribuições financeiras, cuidados pagos pela
organização ou reembolso de despesas suportadas pelo empregado

Obs.: Indenizações por demissão iguais ou superiores ao mínimo exigido por lei,
pagamento por dispensa temporária, benefícios adicionais em caso de acidentes
de trabalho e doenças profissionais, pensões por morte e folgas remuneradas
adicionais poderão também ser considerados como benefício.

cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização

cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final

Obs 1: Entidades upstream (acima) da organização (ex.: fornecedores) fornecem produtos


ou serviços que são usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização. Entidades downstream (abaixo) da organização (ex.:
distribuidores, clientes) recebem produtos ou serviços da organização.

Obs 2: A cadeia de valor inclui a cadeia de fornecedores.

captação de água
soma do volume total de água retirada de águas superficiais, águas subterrâneas, água do
mar ou água de terceiros durante o período de relato

comitê formal de saúde e segurança composto por empregadores e trabalhadores


comitê composto por representantes dos trabalhadores e dos empregadores, cuja função está
integrada na estrutura organizacional e que opera de acordo com políticas, regras e
procedimentos acordados por escrito, que facilitam a participação e a consulta por parte dos
trabalhadores nos assuntos de saúde e segurança do trabalho

comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização

Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.

conflito de interesse
situação em que o indivíduo precisa escolher entre as exigências de sua função na
organização e seus próprios interesses ou responsabilidades pessoais ou profissionais

consulta aos trabalhadores


consultar a opinião dos trabalhadores antes de tomar uma decisão

Obs. 1: A consulta aos trabalhadores pode ser realizada por meio de representantes dos
trabalhadores.

Obs. 2: A consulta é um processo formal em que a direção leva a opinião dos


trabalhadores em consideração ao tomar uma decisão. Portanto, a consulta deve
ser feita antes da tomada de decisão. É essencial que os trabalhadores ou seus
representantes recebam informações a tempo para que possam fornecer
subsídios significativos e eficazes antes que as decisões sejam tomadas. Uma
consulta genuína envolve diálogo.

Obs. 3: Participação de trabalhadores e consulta aos trabalhadores são dois termos


distintos com significados específicos. Veja a definição de “participação de
trabalhadores”.

consumo de água
soma do volume total de água captada e incorporada aos produtos, usada na produção
agrícola ou gerada como resíduo, que tenha evapotranspirado ou sido consumida por
480 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

humanos ou animais de criação, ou esteja poluída ao ponto de estar inutilizável para consumo
por outros e que, portanto, não tenha sido descartada de volta para as águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou para terceiros durante o período de relato

Fonte: CDP, CDP Water Security Reporting Guidance, 2018; modificado

Obs.: Consumo de água inclui água que foi armazenada durante o período de relato
para uso ou descarte em um período de relato subsequente.

corrupção
“abuso do poder confiado para obtenção de ganhos particulares”, que pode ser instigado por
indivíduos ou organizações

Fonte: Transparência Internacional, “Princípios Empresariais para Combater o Suborno”,


2011

Obs.: A corrupção inclui práticas como suborno, pagamentos de propina, fraude,


extorsão, conluio e lavagem de dinheiro. Inclui, também, a oferta ou recebimento
de qualquer presente, empréstimo, comissão, recompensa ou outra vantagem por
ou para qualquer pessoa como indução para fazer algo desonesto, ilegal ou que
represente quebra de confiança na conduta dos negócios da empresa. Isso pode
incluir dinheiro ou benefícios de outra natureza como mercadorias, presentes e
viagens gratuitas ou serviços pessoais especiais prestados com a finalidade de
obter uma vantagem indevida ou que venham a resultar em pressão moral para
receber tal vantagem.

criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior

Obs. 1: Exceções podem ocorrer em determinados países nos quais a economia e o


sistema educacional são insuficientemente desenvolvidos e se aplica a idade
mínima de 14 anos. Esses países considerados exceções são especificadas pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT) em resposta a solicitação especial de
um país interessado e consulta junto a organizações representantes de
empregadores e trabalhadores.

Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.

derramamento
liberação acidental de uma substância perigosa que pode afetar a saúde humana, o solo, a
vegetação, corpos d’água e águas subterrâneas

descarte de água
soma de efluentes, água utilizada e água não utilizada, lançados em águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou água de terceiros, dos quais a organização não fará mais
uso durante o período de relato

Obs. 1: A água pode ser descartada em um corpo d’água tanto em um ponto de descarte
definido (fonte pontual de descarte) ou dispersada no solo de maneira indefinida
(fonte difusa ou não-pontual de descarte).

Obs. 2: O descarte de água pode ser autorizado (de acordo com a autorização de
descarte) ou não autorizado (se a autorização de descarte for excedida).

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

devida diligência
481 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

processo de identificar, prevenir, mitigar e prestar contas de como uma organização lida com
seus impactos negativos reais e potenciais

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE),


Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais, 2011; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte a seção 2.3 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "devida diligência".

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".

discriminação
ato e resultado de tratar pessoas de forma desigual, impondo encargos desiguais ou
negando-lhes benefícios, em vez de tratar cada pessoa de maneira justa com base no mérito
individual

Obs.: A discriminação pode também incluir assédio, definido como uma série de
comentários ou ações indesejados, ou que se sabe que devem ser razoavelmente
conhecidas como indesejáveis para a pessoa a quem eles são dirigidos.

disposição
qualquer operação que não seja recuperação, mesmo que tenha como consequência
secundária a recuperação de energia

Fonte: União Europeia (UE), Diretiva-Quadro Resíduos, 2008 (Diretiva 2008/98/EC)

Obs.: Disposição é a gestão no final da vida útil de produtos, materiais e recursos


descartados em um aterro ou por meio de uma transformação química ou térmica
que torna esses produtos, materiais e recursos indisponíveis para uso posterior.

efluente
água residual tratada ou não tratada que é descartada

Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014

emissão atmosférica significativa


emissão atmosférica regulada por convenções internacionais e/ou leis ou regulamentos
nacionais

Obs.: Emissões atmosféricas significativas incluem aquelas listadas em licenças


ambientais de operação da organização.

emissões diretas (Escopo 1) de gases de efeito estufa (GEE)


emissões de GEE de fontes pertencentes ou controladas pela organização

Exemplo: Emissões de CO2 provenientes do consumo de combustíveis

Obs.: Uma fonte de GEE é qualquer unidade ou processo físico que libere GEE na
atmosfera.

emissões indiretas (Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquisição de


energia
482 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

emissões de GEE resultantes da geração de eletricidade, aquecimento, resfriamento e vapor


comprados ou adquiridos e consumidos pela organização

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

escoamento de água
parte da precipitação que flui para um rio na superfície (ou seja, escoamento superficial) ou no
subsolo (ou seja, escoamento sub-superficial)

Fonte: Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura


(UNESCO), Glossário Internacional de Hidrologia da UNESCO, 2012; modificado

estresse hídrico
capacidade, ou não, de atender a demanda humana e ecológica de água

Fonte: CEO Water Mandate, Corporate Water Disclosure Guidelines, 2014

Obs. 1: O estresse hídrico pode se referir à disponibilidade, qualidade ou acessibilidade


da água.

Obs. 2: O estresse hídrico baseia-se em elementos subjetivos e é avaliado de formas


diferentes dependendo de valores sociais, como a potabilidade da água ou os
requisitos para que seja disponibilizada aos ecossistemas.

Obs. 3: O estresse hídrico de uma área pode ser medido na bacia hidrográfica em seu
nível mínimo.

exposição
quantidade de tempo passado ou natureza do contato com certos ambientes que possuem
diferentes graus e tipos de periculosidade, ou proximidade a uma condição que possa causar
acidente de trabalho ou doença profissional (ex.: produtos químicos, radiação, alta pressão,
ruído, fogo, explosivos)

fonte de energia renovável


fonte de energia que pode ser reposta em um curto período de tempo por meio de ciclos
ecológicos ou processos agrícolas

Exemplos: biomassa, geotérmica, hídrica, solar, eólica

fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização

Exemplos: intermediários, consultores, partes contratadas, distribuidores, franqueados,


trabalhadores em domicílio, terceiros independentes, licenciados, fabricantes,
produtores primários, subcontratados, atacadistas

Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.

fornecedor local
organização ou pessoa que fornece um produto ou serviço para a organização relatora e que
está localizada no mesmo mercado geográfico que a organização relatora (ou seja, não é feito
nenhum pagamento transnacional para o fornecedor local)

Obs.: A definição geográfica de “local” pode incluir a comunidade no entorno das


operações, uma região do país ou um país.

gás de efeito estufa (GEE)


gás que contribui para o efeito estufa ao absorver radiação infravermelha

grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
483 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

da organização com maior severidade do que a população em geral

Exemplos: crianças e jovens; idosos; ex-combatentes; famílias afetadas pelo HIV/AIDS;


defensores dos direitos humanos; povos indígenas; deslocados internos;
trabalhadores migrantes e suas famílias; minorias nacionais ou étnicas,
religiosas ou linguísticas; pessoas que poderiam ser discriminadas com base em
sua orientação sexual, identidade de gênero, expressão de gênero ou
características sexuais (ex.: lésbicas, gays, bissexuais, transgênero, intersexo);
pessoas com deficiência; refugiados ou refugiados que regressam aos seus
países de origem; mulheres

Obs.: As vulnerabilidades e impactos podem variar conforme o gênero.

impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".

incidente de trabalho
fato resultante do trabalho ou ocorrido durante o trabalho que poderia resultar ou resulta em
acidente de trabalho ou doença profissional

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 45001:[Link] de gestão


de saúde e segurança do trabalho — Requisitos com orientações para
[Link], ISO, 2018; modificado
Definições das Normas ISO 14046:2014 e ISO 45001:2018 ou nelas baseadas são
reproduzidas com permissão da International Organization for Standardization, ISO. A ISO
permanece detentora dos direitos autorais.

Obs. 1: Incidentes podem ser consequência de, por exemplo, problemas elétricos,
explosão, incêndio; inundação, tombamento, vazamentos, transbordamento;
quebra, estouro, rachadura; perda de controle, escorregão, tropeço e queda;
movimento corporal sem estresse; movimento corporal sob estresse; choque,
susto; violência ou assédio (como assédio sexual) no local de trabalho.

Obs. 2: Um incidente que resulta em acidente de trabalho ou doença profissional é


frequentemente denominado “acidente”. Um incidente que tem potencial para
resultar em acidente de trabalho ou doença profissional, mas onde nenhum dos
dois ocorre, é geralmente denominado “quase acidente” ou “ocorrência perigosa”.

indicador de diversidade
indicador de diversidade para o qual a organização coleta dados

Exemplos: idade, ascendência e origem étnica, cidadania, credo, deficiências, gênero

infraestrutura
instalações construídas principalmente para fornecer um serviço ou bem público em vez de
satisfazer um propósito comercial e das quais a organização não busca obter um benefício
econômico direto

Exemplos: hospitais, estradas, escolas, estruturas ou estações de abastecimento de água

liberdade sindical
direito de empregadores e trabalhadores de estabelecer, se associar e dirigir suas próprias
organizações sem autorização prévia ou interferência do estado ou de qualquer outra entidade

licença maternidade/paternidade
licença concedida a empregados e empregadas em razão do nascimento de filho(s)

linha de base
o ponto de partida usado para comparações
484 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Obs.: No contexto do relato de energia e emissões, a linha de base é o consumo


energético ou as emissões esperados na ausência de qualquer atividade de
redução.

mecanismo de queixas
processo de rotina pelo qual podem ser feitas queixas e pode-se obter reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o Conteúdo 2-25 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "mecanismo de queixas".

medidas de circularidade
medidas tomadas para manter o valor dos produtos, materiais e recursos e redirecioná-los de
volta ao uso pelo maior tempo possível e com a menor pegada de carbono e de recursos
possível, de forma que sejam extraídos menos recursos e matérias-primas e que a geração de
resíduos seja evitada

mitigação
medida(s) tomadas para reduzir a extensão de um impacto negativo

Fonte Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado

Obs.: A mitigação de um impacto negativo real refere-se a medidas tomadas para


reduzir a severidade do impacto negativo que ocorreu, sendo que qualquer
impacto residual necessitará de reparação. A mitigação de um impacto negativo
real refere-se a medidas tomadas para reduzir a probabilidade da ocorrência de
um impacto negativo.

mudança operacional significativa


alteração no padrão de operações da organização que podem potencialmente ter impactos
positivos ou negativos nos trabalhadores durante a realização de suas atividades

Exemplos: encerramento de atividades, expansões, aquisições, novas unidades, terceirização


de operações, reestruturação, venda da totalidade ou de parte da organização,
fusões

negociação coletiva
todas as negociações que se realizam entre um empregador, um grupo de empregadores ou
uma ou mais organizações de empregadores, de um lado, e uma ou mais organizações de
trabalhadores (ex.: sindicatos), de outro, para definir condições de trabalho e termos de
emprego ou para regular as relações entre empregadores e trabalhadores

Fonte: Convenção nº 154 da Organização Internacional do trabalho (OIT), “Incentivo à


Negociação Coletiva”, 1981; modificada

outras emissões indiretas (Escopo 3) de gases de efeito estufa (GEE)


emissões indiretas de gás de efeito estufa (GEE) não incluídas nas emissões indiretas
(Escopo 2) de gases de efeito estufa (GEE) provenientes da aquisição de energia que ocorrem
fora da organização, inclusive emissões upstream e downstream na cadeia de valor

parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio

Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado

Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações
485 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Obs.: Parceiros de negócios não incluem as subsidiárias e as afiliadas controladas pela


organização.

participação de trabalhadores
envolvimento dos trabalhadores na tomada de decisão

Obs. 1: A participação de trabalhadores pode ser realizada por meio de representantes


dos trabalhadores.

Obs. 2: Participação de trabalhadores e consulta aos trabalhadores são dois termos


distintos com significados específicos. Veja a definição de “consulta aos
trabalhadores”.

período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas

Exemplos: ano fiscal, ano-calendário

pessoal de segurança
indivíduos contratados para fins de vigilância das instalações e do patrimônio da organização,
controle de multidões, prevenção de perdas e escolta de pessoas, bens e valores

povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 169, “Povos Indígenas


e Tribais”, 1989.

preparação para reutilização


operações de controle, limpeza ou reparo, mediante as quais os produtos ou os componentes
de produtos que se tornaram resíduos são preparados para serem colocados em uso com a
mesma finalidade para a qual foram concebidos

Fonte: União Europeia (UE), Diretiva-Quadro Resíduos, 2008 (Diretiva 2008/98/EC);


modificada

programa de desenvolvimento local


plano que detalha ações para minimizar, mitigar ou compensar impactos sociais e/ou
econômicos adversos, bem como identificar oportunidades ou ações que promovam impactos
positivos de um projeto sobre a comunidade

quase acidente
incidente de trabalho que não teve como consequência acidente de trabalho ou doença
profissional, mas que tem potencial para causá-los

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 45001:2018. Sistemas de gestão


de saúde e segurança do trabalho - Requisitos com orientações para uso. Genebra,
ISO, 2018; modificado

Obs.: Um quase acidente pode também ser chamado “ocorrência perigosa”.

queixa
percepção de uma injustiça que evoca o senso de direito de uma pessoa ou grupo de
pessoas, que pode estar baseado em leis, contratos, promessas explícitas ou implícitas,
práticas tradicionais ou noções gerais de justiça das comunidades afetadas
486 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011

reciclagem
reprocessamento de produtos ou componentes de produtos que se tornaram resíduos para a
produção de novos materiais

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada

recuperação
operação em que produtos, componentes de produtos ou materiais que se tornaram resíduos
são preparados para cumprir uma finalidade no lugar de novos produtos, componentes ou
materiais que, de outra forma, teriam sido usados com essa finalidade

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989; modificada

Exemplos: preparação para reutilização, reciclagem

Obs.: No contexto do relato de resíduos, operações de recuperação não incluem


recuperação de energia.

redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE)


diminuição nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) ou aumento na remoção ou
armazenamento desses gases da atmosfera com relação às emissões da linha de base

Obs.: Efeitos primários, assim como alguns secundários, resultam em reduções de


GEE. O total de reduções de GEE de uma iniciativa é quantificado pela soma de
seus efeitos primários associados e quaisquer efeitos secundários significativos
(que podem envolver a diminuição ou aumento compensatório nas emissões de
GEE).

relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: São exemplos de outras entidades diretamente relacionadas a operações,


produtos ou serviços da organização, uma organização não governamental com
quem a organização fornece suporte a uma comunidade local ou forças de
segurança do Estado que protegem as instalações da organização.

remuneração
salário-base mais adicionais pagos ao trabalhador

Obs.: São exemplos de adicionais pagos ao trabalhador aqueles baseados em tempo


de serviço, bonificações em dinheiro e/ou em ações, pagamento de benefícios,
horas extras, horas devidas e quaisquer auxílios adicionais, como vale-transporte,
auxílio-moradia e auxílio creche.

reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado

Exemplos: desculpas, indenização financeira ou não-financeira, prevenção de danos por meio


de ações cautelares ou garantias de não repetição, sanções (sejam penais ou
administrativas, como multas), restituição, restauração, reabilitação
487 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

representante dos trabalhadores


pessoa reconhecida como tal pela legislação ou prática nacionais, quer seja:
• um representante sindical, a saber, um representante designado ou eleito por um sindicato
ou pelos membros desse sindicato; ou
• um representante eleito, a saber, um representante livremente eleito pelos trabalhadores
da organização, em conformidade com o disposto na legislação nacional ou em
convenções coletivas, cujas funções não incluam atividades que sejam reconhecidas, no
país em questão, como uma prerrogativa exclusiva dos sindicatos.

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 135, “Proteção de


Representantes de Trabalhadores”, 1971.

resíduos
qualquer substância ou objeto que o gerador descarta ou tem a intenção ou obrigação de
descartar

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989

Obs. 1: Resíduos podem ser definidos de acordo com a legislação nacional no local de
geração.

Obs. 2: Um gerador pode ser a organização relatora, uma entidade upstream ou


downstream na cadeia de valor da organização (ex.: fornecedor ou consumidor), ou
uma organização de gerenciamento de resíduos, entre outras.

resíduos perigosos
resíduos que possuem qualquer uma das características contidas no Anexo III da Convenção
da Basileia ou que sejam considerados perigosos pela legislação nacional

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989

risco ocupacional
fonte ou situação de periculosidade com potencial para causar acidente de trabalho ou doença
profissional

Fonte: Organização Internacional do trabalho (OIT) Diretrizes sobre Sistemas de Gestão de


Segurança e Saúde no Trabalho, 2001; modificado
International Organization for Standardization. ISO 45001:[Link] de gestão
de saúde e segurança do Trabalho — Requisitos com orientações para
[Link], ISO, 2018; modificado
Definições das Normas ISO 14046:2014 e ISO 45001:2018 ou nelas baseadas são
reproduzidas com permissão da International Organization for Standardization, ISO. A ISO
permanece detentora dos direitos autorais.

Obs.: Os perigos podem ser:


• físicos (ex.: radiação, temperaturas extremas, ruído alto constante, piso
escorregadio ou com perigo de tropeço, maquinário desprotegido,
equipamentos elétricos defeituosos);
• ergonômicos (ex.: estações de trabalho e cadeiras mal ajustadas, movimentos
inconvenientes, vibração);
• químicos (ex.: exposição a solventes, monóxido de carbono, materiais
inflamáveis, pesticidas);
• biológicos (ex.: exposição a sangue e fluidos corporais, fungos, bactéria, vírus,
picadas de insetos);
• psicossociais (ex.: agressão verbal, assédio, bullying);
• relacionados ao trabalho na organização (ex.: demanda excessiva de trabalho,
trabalho em turnos, jornada muito longa, trabalho noturno, violência no local de
trabalho).

salário-base
valor fixo e mínimo pago a um empregado pelo desempenho de suas funções
488 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Obs.: O salário-base exclui qualquer remuneração adicional, como pagamento de horas


extras ou bonificações.

severidade (de um impacto)


A severidade de um impacto negativo real ou potencial é definida por seu tamanho (ou seja, o
tamanho da gravidade do impacto), escopo (ou seja, o quanto o impacto está disseminado) e
natureza irremediável (o quanto é difícil desfazer ou reparar o dano resultante).

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de
Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012, modificado

Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".

sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho


conjunto de elementos inter-relacionados ou interligados para estabelecimento de política e
objetivos de saúde e segurança do trabalho e para o alcance desses objetivos

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Diretrizes sobre Sistemas de Gestão


de Segurança e Saúde no Trabalho, ILO-OSH 2001, 2001

stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018, modificado

Exemplos: parceiros de negócios, organizações da sociedade civil, consumidores, clientes,


empregados e outros trabalhadores, governos, comunidades locais, organizações
não governamentais, acionistas e outros investidores, fornecedores, sindicatos,
grupos vulneráveis

Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".

temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".

trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização

Exemplos: empregados, trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,


aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos,
subcontratados, voluntários e pessoas que trabalham para outras organizações
que não a organização relatora como, por exemplo, fornecedores

Obs.: Nas Normas GRI, em alguns casos é especificado se é necessário usar um


determinado subconjunto de trabalhadores.

trabalho forçado ou análogo ao escravo


todo trabalho ou serviço exigido de um indivíduo sob ameaça de qualquer penalidade e para o
qual ele não se ofereceu de forma voluntária

Fonte: Organização Internacional do trabalho (OIT), Convenção sobre Trabalho Forçado,


1930 (nº 29); modificada

Obs. 1: Os exemplos mais extremos de trabalho forçado ou análogo ao escravo são


trabalho escravo e servidão por dívidas, pois dívidas também podem ser usadas
como forma de manter os trabalhadores em uma situação de trabalho forçado.
489 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Obs. 2: São exemplos de indicadores de trabalho forçado a retenção de documentos de


identidade, a exigência de depósitos compulsórios e a coação de trabalhadores,
sob ameaça de demissão, para trabalharem horas extras com as quais não
tenham concordado previamente.

Bibliografia
490 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Bibliografia
Esta seção contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser consultados pela
organização.

Introdução
1. Comunidades Europeias, NACE Rev.2, Statistical classification of economic activities in the European
Community (NACE), Eurostat, Methodologies and Working Papers, 2008.
2. Executive Office of the President, Office of Management and Budget, North American Industry Classification
System (NAICS), 2017.
3. FTSE Russell, ICB Structure. Taxonomy Overview, 2019.
4. Instituto Internacional para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (IIED), Artisanal and small-scale mining:
Challenges and opportunities, 2003.
5. S&P Dow Jones Indices and MSCI Inc., Revisions to the Global Industry Classification Standard (GICS®)
Structure, 2018.
6. Sustainable Accounting Standards Boards (SASB), Sustainable Industry Classification System® (SICS®),
org/find-your-industry/, acessado em 24/11/2023.
7. Organização das Nações Unidas, International Standard Industrial Classification of All Economic Activities,
Revision 4, Statistical Papers Series M No. 4/Rev.4, 2008.
8. Banco Mundial, Mining Together, Large-scale Mining Meets Artisanal Mining, 2009.

Perfil setorial
Instrumentos reconhecidos:
9. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Meaningful Stakeholder Engagement in the Extractives Sector, 2015.
10. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Responsible Supply Chains of Minerals from Conflict-Affected and High-Risk Areas, 2016.
11. Resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o
Desenvolvimento Sustentável, 2015 (A/RES/70/1).

Referências adicionais:
12. Danish Institute for Human Rights, Towards Gender-Responsive Implementation of Extractive Industries
Projects, 2019.
13. E. Lebre, M. Stringer, K. Svobodova, J. Owen, D. Kemp, C. Cote, A. Arratia-Solar, and R. Valenta, “The social and
environmental complexities of extracting energy transition metals,” Nature, 24/09/2020.
14. Georgetown Institute for Women, Peace and Security and Peace Research Institute Oslo, Women, Peace, and
Security Index 2021/22: Tracking sustainable peace through inclusion, justice, and security for women, 2021.
15. IndustriAll, Risks of gender-based violence and harassment: union responses in the mining, garments and
electronics sectors, 2022.
16. Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF) Global
Review: Integrating Gender Into Mining Impact Assessments, 2022.
17. International Conference on the Great Lakes Region (ICGLR), The ICGLR Regional Initiative against the Illegal
Exploitation of Natural Resources (RINR) and other Certification Mechanisms in the Great Lakes Region:
Lessons Learned and Best practices, 2013.
18. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Diversity, Equity and Inclusion: Position Statement, 2023.
19. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Role of mining in national economies, 2016.
20. Agência Internacional de Energia (IEA), The Role of Critical Minerals in Clean Energy Transitions, 2021.
21. Corporação Financeira Internacional (IFC), Banco Mundial, The Business Case for Gender-Responsive Climate-
Smart Mining, 2022.
22. Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD) Green Conflict Minerals: The fuels of conflict in
the transition to a low-carbon economy, 2018.
23. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Women in Mining: towards gender equality, 2021.
24. Fundo Monetário Internacional (FMI), Fiscal Transparency Initiative: Integration of Natural Resource Management
Issues, 2019.
491 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

25. J. Owen, D. Kemp, J. Harris, A. Lechner, and E. Lebre, “Fast track to failure? Energy transition minerals and the
future of consultation and consent,” Energy Research & Social Science, Julho de 2022.
26. OxFam, Australian Aid, A Guide to Gender Impact Assessment for the Extractive Industries, 2017.
27. Women and Mining, Stakeholder Statement on Implementing Gender-Responsive Due Diligence and ensuring
the human rights of women in the Mineral Supply Chains, 2019.
28. Banco Mundial, Minerals for Climate Action: The Mineral Intensity of the Clean Energy Transition, 2020.
29. World Nuclear Association, Sustaining Global Best Practices in Uranium Mining and Processing Principles for
Managing Radiation, Health and Safety, Waste and the Environment, [Link]
association/publications/technical-position-papers/[Link], acessado em
24/11/2023.

Recursos:
30. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI) Requisito 2.6: Participação estatal e empresas
estatais, Padrão da EITI, 2020.
31. GRI e Pacto Global das Nações Unidas, Integrating the SDGs into corporate reporting: A practical guide, 2018.
32. GRI,Linking the SDGs and the GRI Standards, atualizado regularmente.
33. Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF), Global
Review: Integrating Gender Into Mining Impact Assessments, 2022.
34. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Mapping Mining to the SDGs: An Atlas, 2016.

Tema 14.1 Emissões de GEE


Instrumentos reconhecidos:
35. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas 2022: Impactos,
Adaptação e Vulnerabilidade, 2022.
36. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change 2014: Synthesis Report, 2014.
37. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change 2021: The Physical Science
Basis, 2021.
38. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), In: Climate Change 2014: Mitigation of Climate
Change. Contribution of Working Group III to the Fifth Assessment Report, 2014.
39. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Sexto Relatório de Avaliação—Contribuição do
Grupo de Trabalho I, 2021.
40. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Relatório Especial sobre Mudanças Climáticas e
Uso da Terra, 2019.
41. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Special Report on the impacts of global warming
of 1.5°C above pre-industrial levels and related global greenhouse gas emission pathways, 2019.
42. Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, Acordo de Paris, 2016.

Referências adicionais:
43. M. Azadi, S. A. Northey, S. H. Ali, and M. Edraki, Transparency on greenhouse gas emissions from mining to
enable climate change mitigation, 2020.
44. Bachner et. al, ‘Risk assessment of the low-carbon transition of Austria’s steel and electricity sectors’,
Environmental Innovation and Societal Transitions, 2020.
45. Ceres, Benchmarking Methane and Other GHG Emissions, 2021.
46. ESI Africa, How mining plans to drive down carbon emissions, [Link]
markets/how-mining-plans-to-drive-down-carbon-emissions/, acessado em 24/11/2023.
47. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Adapting to a changing climate, 2019.
48. Agência Internacional de Energia (IEA), Sustainable and responsible development of minerals,
[Link]
responsible-development-of-minerals, acessado em 24/11/2023.
49. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Mining, 2007.
50. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, Aligning policies for a low-carbon economy,
2015.
51. Sonter, Laura J et. al. Mining drives extensive deforestation in the Brazilian Amazon, 2017.
52. Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), How much carbon dioxide is produced per
kilowatthour of U.S. electricity generation?, [Link] acessado em
24/11/2023.
492 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

53. World Steel, Climate change and the production of iron and steel, 2021.

Recursos:
54. Greenhouse Gas Protocol, Corporate Value Chain (Scope 3) Accounting and Reporting Standard, 2011.
55. Greenhouse Gas Protocol, Global Warming Potential Values, 2015.
56. Greenhouse Gas Protocol, Land Sector and Removals Guidance, 2023.
57. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Guidelines for National Greenhouse Gas
Inventories: Reference Manual: Land-use change and forestry, 1996.
58. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Good Practice Guidance and Uncertainty
Management in National Greenhouse Gas Inventories, 2001.
59. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Good Practice Guidance for Land Use, Land-Use
Change and Forestry, 2003.
60. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), 2019 Refinement to the 2006 IPCC Guidelines
for National Greenhouse Gas Inventories Volume 4 Agriculture, Forestry and Other Land Use, 2019.
61. Mining Association of Canada, Towards Sustainable Mining (TSM) Climate Change Protocol, 2021.
62. Science-Based Targets, Science-Based Target Setting Manual, version 4.1, 2020.

Tema 14.2 Adaptação e resiliência climática


Instrumentos reconhecidos:
63. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Global Warming of 1.5°C, 2018.
64. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Sexto Relatório de Avaliação—Contribuição do
Grupo de Trabalho I, 2021.
65. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Sexto Relatório de Avaliação – Grupo de
Trabalho II, Mudanças Climáticas 2022: Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade, 2022.
66. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Mitigating GHG emissions and building resilience,
[Link] accessado em 24/11/2023.
67. Organização das Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudança do Clima, Acordo de Paris, 2016.

Referências adicionais:
68. Business and Human Rights Resource Center, Transition Minerals Tracker: Global analysis of human rights in
the energy transition.
69. Agência Internacional de Energia (IEA), The Role of Critical Minerals in Clean Energy Transitions, 2021.
70. Corporação Financeira Internacional (IFC), Banco Mundial, The Business Case for Gender-Responsive Climate-
Smart Mining, 2022.
71. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Mining and Green Growth in the
EECCA Region, 2019.
72. M. Pelling, Adaptation to Climate Change: From Resilience to Transformation, 2011.
73. Responsible Mining Foundation (RMF), Beyond emissions reductions: climate change and mining, 2021.
74. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), International Resource Panel (IRP), Metal
Recycling: Opportunities, Limits, Infrastructure, 2013.
75. Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), Mining and the green energy
transition, 2021.
76. Banco Mundial, Climate-Smart Mining: Minerals for Climate Action,
[Link]
acessado em 24/11/2023.
77. World Wildlife Foundation (WWF), Boom in Raw Materials: Between Profits and Losses, 2018.

Recursos:
78. Mining Association of Canada, Towards Sustainable Mining (TSM) Guide on Climate Change Adaptation for the
Mining Sector, 2021.
79. Força-Tarefa Sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD), Guidance on Climate-related
Metrics, Targets, and Transition Plans, 2021.
80. Força-Tarefa Sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD), Guidance on Scenario Analysis
for Non-Financial Companies, 2020.
81. Força-Tarefa Sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD), Recommendations of the Task
Force on Climate-related Financial Disclosure, 2017.
493 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

82. Força-Tarefa Sobre Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (TCFD), The Use of Scenario Analysis in
Disclosure of Climate-Related Risks and Opportunities, 2017.

Tema 14.3 Emissões atmosféricas


Referências:
83. Departamento de Agricultura, Água e Meio Ambiente do Governo Australiano, Australian National Pollutant
Inventory, [Link] acessado em 24/11/2023.
84. Governo de Nova Gales do Sul na Austrália, Mine dust and you,
[Link] acessado em
24/11/2023.
85. Q. B. Tran, M. Lohitnavy, and T. Phenrat, ‘Assessing potential hydrogen cyanide exposure from cyanide-
contaminated mine tailing management practices in Thailand's gold mining’, Journal of Environmental
Management, 01/11/2019.
86. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Managing mining for sustainable development,
2018.
87. Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa (UNECE), Air pollution, ecosystems and biodiversity,
[Link] acessado em 24/11/2023.
88. Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, Mining (except Oil and Gas) Sector (NAICS 212),
[Link] acessado em
24/11/2023.
89. Organização Mundial de Saúde (OMS), Air pollution and child health: Prescribing clean air, advance copy, 2018.
90. Organização Mundial de Saúde (OMS), Air pollution, [Link]/health-topics/air-pollution, acessado em
24/11/2023.
91. Organização Mundial de Saúde (OMS), Ambient Air Pollution: A Global Assessment of Exposure and Burden of
Disease, 2016.

Recursos:
92. Initiative for Responsible Mining Assurance (IRMA), Standard for Responsible Mining, 2018.
93. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Mining, 2007.
94. The Cyanide Code, The International Cyanide Management Code For the Manufacture, Transport, and Use of
Cyanide in the Production of Gold, [Link] acessado em 24/11/2023.

Tema 14.4 Biodiversidade


Instrumentos reconhecidos:
95. Convenção sobre Diversidade Biológica, Mainstreaming of Biodiversity into the Energy and Mining Sectors,
2018.
96. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas e Biodiversidade, 2002.
97. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Mudanças Climáticas e Uso da Terra, 2019.
98. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Sexto Relatório de Avaliação—Contribuição do
Grupo I, 2021.
99. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção sobre Diversidade Biológica, 1992.

Referências adicionais:
100. Alliance for Responsible Mining (ARM), Forest-Smart Artisanal and Small-Scale Mining Standard, 2019.
101. Blum, Stewart, and Schroeder, Effects of large-scale gold mining on migratory behavior of a large herbivore,
2015.
102. Convenção sobre Diversidade Biológica, Mainstreaming of Biodiversity into the Energy and Mining Sectors,
2018.
103. Cross Sector Biodiversity Initiative (CSBI), A cross-sector guide for implementing the Mitigation Hierarchy, 2015.
104. Cross Sector Biodiversity Initiative (CSBI), Página inicial, [Link] acessado em 24/11/2023.
105. União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Deep-sea mining,
[Link] , acessado em 24/11/2023.
106. União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Página inicial, [Link], acessado em 24/11/2023.
107. Mongabay, Elephant corridors impacted as mining expands in Jharkhand,
[Link] acessado
em 24/11/2023.
494 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

108. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Moving the global mining industry towards
biodiversity awareness, [Link]
biodiversity-awareness, acessado em 20/06/2022.
109. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Centro de Monitoramento da Conservação
Mundial (WCMC), Proteus Partnership, [Link] acessado em 24/11/2023.
110. Banco Mundial, Forest-Smart Mining: Identifying Factors Associated with the Impacts of Large-Scale Mining on
Forests, 2019.
111. World Wildlife Foundation (WWF), Extractive Industry: Its Interactions with Conservation and Management of
Ecosystems in Central Africa, 2017.

Recursos:
112. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para
Assuntos Ambientais e Sociais (IPIECA) e Princípios do Equador, A cross-sector guide for implementing the
Mitigation Hierarchy, 2017.
113. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 6: Conservação da Biodiversidade e Gestão
Sustentável de Recursos Naturais Vivos, 2012.
114. Mining Association of Canada, Towards Sustainable Mining (TSM), Biodiversity Conservation Management
Protocol, 2020.
115. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Centro de Monitoramento da Conservação
Mundial (WCMC), Biodiversity A-Z, [Link] acessado em 24/11/2023.

Tema 14.5 Resíduos


Instrumentos reconhecidos:
116. Comissão Europeia, Melhores Técnicas Disponíveis (MTD) Documento de Referência para Gestão de Resíduos
das Indústrias Extrativas, 2018.
117. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change 2014: Mitigation of Climate
Change – Industry, 2014.

Referências adicionais:
118. Accenture, Mining New Value From Circular Economy, 2019.
119. Enviro Integration Strategies Inc. and MERG, Towards a Circular Economy Approach to Mining Operations. Key
Concepts, Drivers and Opportunities, 2021.
120. Comissão Europeia, Melhores Técnicas Disponíveis (MTD) Documento de Referência para Gestão de Resíduos
das Indústrias Extrativas, 2018.
121. Comissão Europeia, Mining Waste [Link]
waste_en, acessado em 24/11/2023.
122. Hudson-Edwards and Dold (eds.), Mine Waste Characterization, Management and Remediation, 2015.
123. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Mining and Metals and the Circular Economy, 2016.
124. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), About tailings, [Link]
work/innovation-for-sustainability/tailings/about-tailings, acessado em 24/11/2023.
125. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Towards a Pollution-Free Planet, 2017.

Recursos:
126. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(PNUMA) e Princípios para o Investimento Responsável (PRI), Global Tailings Review, 2020.
127. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Mining, 2007.
128. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Waste
Management, 2007.

Tema 14.6 Rejeitos


Instrumentos reconhecidos:
129. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Climate Change 2014: Mitigation of Climate
Change – Industry, 2014.
130. Convenção da Organização Marítima Internacional (IMO), Protocolo de 1996 relativo à Convenção para a
Prevenção da Poluição Marinha por Operações de Imersão de Detritos e Outros Produtos, 1972, 1996.
495 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Referências adicionais:
131. C. Roche, K. Thygesen, and E. Baker (Eds.), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA),
Mine Tailings Storage: Safety Is No Accident. A UNEP Rapid Response Assessment, 2017.
132. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), About tailings, [Link]
work/innovation-for-sustainability/tailings/about-tailings, acessado em 24/11/2023.
133. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Towards a Pollution-Free Planet, 2017.

Recursos:
134. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(PNUMA) e Princípios para o Investimento Responsável (PRI), Global Industry Standard on Tailings
Management, 2020.
135. Corporação Financeira Internacional (IFC), Environmental, Health, and Safety Guidelines for Mining, 2007.
136. Mining Association of Canada, A Guide to the Management of Tailings Facilities, 2017.
137. Mining Association of Canada, Developing an Operation, Maintenance and Surveillance Manual for Tailings and
Water Management Facilities, 2013.
138. Mining Association of Canada, Towards Sustainable Mining (TSM) Tailings Management Protocol, 2022.

Tema 14.7 Água e efluentes


Instrumentos reconhecidos:
139. Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Sexto Relatório de Avaliação—Contribuição do
Grupo de Trabalho I, 2021.

Referências adicionais:
140. D. Kemp, C. Bond, D. Franks, and C. Cote, Mining, water and human rights: making the connection, 2010.
141. OxFam, Australian Aid, A Guide to Gender Impact Assessment for the Extractive Industries, 2017.
142. Safe Drinking Water Foundation (SDWF), Mining and Water Pollution, [Link]
1/2017/1/23/miningandwaterpollution, acessado em 24/11/2023.
143. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Extracting Good Practices; A Guide for
Governments and Partners to Integrate Environment and Human Rights into the Governance of the Mining
Sector, 2018.
144. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Towards a Pollution-Free Planet, 2017.
145. Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), Mineral Mining and Processing Effluent Guidelines,
[Link] acessado em 24/11/2023.
146. United Nations Water, Water and Gender, [Link] acessado em
24/11/2023.
147. United States Geographic Survey, Mining and Water Quality, [Link]
school/science/mining-and-water-quality, acessado em 24/11/2023.
148. WaterAid, The Impact of Extractive Industries on the quantity and quality of drinking water, 2018.
149. Grupo de Avaliação Independente do Banco Mundial, Managing Environmental and Social Risks in Development
Policy Financing, 2015.

Recursos:
150. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Water Stewardship Framework, 2014.
151. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Water Reporting: Good practice guide (2nd Edition),
2021.
152. Mining Association of Canada, Towards Sustainable Mining (TSM) Water Stewardship Protocol, 2018.
153. World Wildlife Foundation (WWF), WWF Water Risk Filter 6.0, [Link] acessado em
24/11/2023.

Tema 14.8 Encerramento e reabilitação


Referências:
154. D. Laurence, ‘Optimisation of the mine closure process’, Journal of Cleaner Production, 2006,
[Link] acessado em 24/11/2023.
155. Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), [Link] acessado em
24/11/2023.
156. Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF),
496 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Environmental and Social Impact Assessments, [Link]


impact-assessments/, acessado em 24/11/2023.
157. Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF), Global
Review: Financial assurance governance for the post-mining transition, 2021.
158. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Managing mining for sustainable development,
2018.

Recursos:
159. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Closure Maturity Framework, 2022.
160. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Financial concepts for mine closure, 2019.
161. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Integrated mine closure: Good practice guide (2nd
edition), 2019.
162. Divisão de Proteção Ambiental de Nevada, Departamento do Interior dos Estados Unidos, Nevada Mining
Association, Standardized Reclamation Cost Estimator, [Link] acessado em 24/11/2023.

Tema 14.9 Impactos econômicos


Instrumentos reconhecidos:
163. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), OECD Principles for Private Sector
Participation in Infrastructure, 2007.

Referências adicionais:
164. K. Storey, ‘Fly-in/Fly-out: Implications for Community Sustainability’, Sustainability, vol. 2, pp. 1161-1181, 2010.
165. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Collaborative Strategies for In-
Country Shared Value Creation, 2016.
166. Pitman and Toroskainen, Beneath the Surface: The Case for Oversight of Extractive Industry Suppliers, 2020.
167. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Managing mining for sustainable development,
2018.

Recursos:
168. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), EITI Standard, 2023.
169. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Social and Economic Reporting: Framework and
Guidance, 2022.
170. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Tools for Social Performance [Link]
gb/guidance/social-performance/tools-for-social-performance, acessado em 24/11/2023.
171. Mining Shared Value and GIZ GmbH, Mining Local Procurement Reporting Mechanism, 2017,
[Link]
172. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Collaborative Strategies for In-
Country Shared Value Creation, 2016.

Tema 14.10 Comunidades locais


Instrumentos reconhecidos:
173. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Meaningful Stakeholder Engagement in the Extractives Sector, 2015.

Referências adicionais:
174. M.S. Al-Hwaiti, H.J. Brumsack, and B. Schnetger, Heavy metal contamination and health risk assessment in waste
mine water dewatering using phosphate beneficiation processes in Jordan, 2018.
175. C. Bempah and A. Ewusi, Heavy metals contamination and human health risk assessment around Obuasi gold
mine in Ghana, 2016.
176. Cordaid, When Oil, Gas or Mining Arrives in Your Area: Practical Guide for Communities, Civil Society and Local
Government on the Social Aspects of Oil, Gas and Mining, 2016.
177. G. Guo, B. Song, M. Lei, and Y. Wang, Rare earth elements (REEs) in PM10 and associated health risk from the
polymetallic mining region of Nandan County, China, 2018.
178. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Community Development Toolkit,
[Link] acessado em
24/11/2023.
179. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Women in Mining: towards gender equality, 2021.
497 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

180. S.W. Lee, H.G. Cho, and S.O. Kim, Comparisons of human risk assessment models for heavy metal
contamination within abandoned metal mine areas in Korea, 2018.
181. K. Li, T. Liang, L. Wang, and Z. Yang, Contamination and health risk assessment of heavy metals in road dust in
Bayan Obo Mining Region in Inner Mongolia, North China, 2015.
182. Oxfam, The gendered impacts of mining, [Link]
gendered-impacts-of-
mining/#:~:text=women%20can%20lose%20their%20traditional,affect%20the%20safety%20of%20women,
acessado em 24/11/2023.
183. Publish What You Pay, Reversing the resource curse through legislative community development, 2021.
184. J. Song, Q. Liu, and Y. Sheng, Distribution and risk assessment of trace metals in riverine surface sediments in
gold mining area, 2019.
185. The Advocates for Human Rights, Promoting Gender Diversity and Inclusion in the Oil, Gas, and Mining
Extractive Industries, 2019.
186. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Extracting Good Practices; A Guide for
Governments and Partners to Integrate Environment and Human Rights into the Governance of the Mining
Sector, 2018.
187. Banco Mundial, Mining Community Development Agreements, 2012.
188. Banco Mundial, Responsible Agricultural Investment (RAI) Knowledge into Action Notes, 2018.

Recursos:
189. Corporação Financeira Internacional (IFC), Nota de Orientação 4 Saúde e Segurança da Comunidade, 2012.
190. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 4: Saúde e Segurança da Comunidade,
2012.
191. Corporação Financeira Internacional (IFC), Unlocking Opportunities for Women and Business: A Toolkit of
Actions and Strategies for Oil, Gas, and Mining Companies, 2018.
192. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Social and Economic Reporting: Framework and
Guidance, 2022.
193. Mining Association of Canada, Towards Sustainable Mining (TSM) Indigenous and Community Relationships
Protocol, 2019.
194. The Danish Institute for Human Rights, Towards gender-responsive implementation of extractive industries
projects, 2019.
195. Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), Human Rights
Guidance Tool for the Financial Sector, Mining and Metals, [Link]
acessado em 24/11/2023.

Tema 14.11 Direitos de Povos Indígenas


Instrumentos reconhecidos:
196. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 169 "Povos Indígenas e Tribais", 1989.
197. Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos
Indígenas, 2007.

Referências adicionais:
198. T. E. Downing, J. Moles, I. McIntosh, and C. Garcia-Downing, Indigenous peoples and mining encounters:
Strategies and tactics. IIED and WBCSD, Mining, Minerals and Sustainable Development, Report, 57, 41, 2002.
199. Erica-Irene A. Daes, Organização das Nações Unidas (ONU), Indigenous peoples’ permanent sovereignty over
natural resources: final report of the Special Rapporteur, 2004.
200. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Indigenous peoples and mining good practice guide,
2015.
201. J. Burger, Indigenous Peoples, Extractive Industries and Human Rights, 2014.
202. Share, Energy and mining investment, 2022.
203. The Mining Association of Canada (TSM), TSM Indigenous and Community Relationships Protocol, 2021.
204. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), UNESCO policy on
engaging with indigenous peoples, 2018.
205. Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (HRC), Report of the Special Rapporteur on the rights of
indigenous peoples, James Anaya - Extractive industries and indigenous peoples, 2013.
206. Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (HRC), Report of the Special Rapporteur on the rights of
498 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

indigenous peoples, James Anaya – Extractive industries and indigenous peoples, 2013.
207. United Nations Human Rights, General Assembly resolution: Permanent sovereignty over natural resources,
1962 (No. 1803).
208. Fórum Permanente das Nações Unidas sobre Questões Indígenas (UNPFII), Combate à violência contra
mulheres e meninas indígenas: artigo 22 da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos
Indígenas, 2012.
209. Fórum Permanente das Nações Unidas sobre Questões Indígenas (UNPFII), Report of the international expert
group meeting on extractive industries, Indigenous Peoples’ rights and corporate social responsibility, 2009.

Recursos:
210. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 7: Povos Indígenas, 2012.
211. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 8: Patrimônio Cultural, 2006.

Tema 14.12 Direitos à terra e aos recursos naturais


Instrumentos reconhecidos:
212. União Europeia e UN Interagency Framework Team for Preventive Action, Toolkit and Guidance for Preventing
and Managing Land and Natural Resources Conflict: Land and Conflict, 2012.
213. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Meaningful Stakeholder Engagement in the Extractives Sector, 2015.

Referências adicionais:
214. Instituto Internacional para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (IIED), Land acquisitions and rights,
[Link] acessado em 24/11/2023.
215. P. D. Cameron and M. C. Stanley, Oil, Gas, and Mining: A Sourcebook for Understanding the Extractive Industries,
2017.
216. The Advocates for Human Rights, Promoting Gender Diversity and Inclusion in the Oil, Gas, and Mining
Extractive Industries, 2019.
217. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Managing mining for sustainable development,
2018.
218. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR), Land and Human
Rights, [Link]/EN/Issues/LandAndHR/Pages/[Link], acessado em 24/11/2023.

Recursos:
219. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Land Acquisition and Resettlement, 2015.
220. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 5: Aquisição de Terra e Reassentamento
Involuntário, 2012.
221. The Danish Institute for Human Rights, Towards gender-responsive implementation of extractive industries
projects, 2019.
222. Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), Human Rights
Guidance Tool for the Financial Sector, Mining and Metals, [Link]
acessado em 24/11/2023.

Tema 14.13 Mineração artesanal e de pequena escala


Instrumentos reconhecidos:
223. International Conference on Artisanal and Small-scale Mining & Quarrying, Annex 1 Mosi-oa-Tunya Declaration
on Artisanal and Small-scale Mining, Quarrying and Development, 2018.
224. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Responsible Mineral Supply Chains from Conflict-Affected and High-Risk Areas, 2016.

Referências:
225. Alliance for Responsible Mining (ARM), Geneva Centre for Security Sector Governance (DCAF), Practical
Guidance on human rights and security in ASM, 2021.
226. Alliance for Responsible Mining (ARM), Principles of Peaceful Coexistence between Mining Titleholders and
ASM Miners, 2020.
227. Geneva Centre for Security Sector Governance (DCAF), Addressing Security and Human Rights Challenges in
Complex Environments: A Practical Toolkit, 2022.
499 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

228. Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF), Global
Trends in Artisanal and Small-scale Mining (ASM): A Review of Key Numbers and Issues, 2017.
229. Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF), IGF’s New
Resources Look at ASM Through a Gender Lens, [Link]
gender-lens/, acessado em 24/11/2023.
230. Corporação Financeira Internacional (IFC), Banco Mundial, Working together: how large-scale mining can
engage with artisanal and small-scale miners, 2010.
231. Instituto Internacional para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (IIED), Artisanal and small-scale mining:
Challenges and opportunities, 2003.
232. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Artisanal and small-scale gold
mining, [Link] acessado em 24/11/2023.
233. Grupo Banco Mundial, Profor, Forest-Smart Mining: Identifying Factors Associated with the Impacts of Large-
Scale Mining on Forests, 2019.
234. Banco Mundial, 2020 State of the Artisanal and Small Scale Mining Sector, 2020.
235. Banco Mundial, Artisanal and Small-Scale Mining,
[Link] acessado em
24/11/2023.

Recursos:
236. CRAFT, Code for the mitigation of Risks in Artisanal and small-scale mining, [Link]
acessado em 24/11/2023.
237. DELVE, Global Number of People Working in ASM, [Link] acessado em 24/11/2023.
238. Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF), IGF
Guidance for Governments: Managing artisanal and small-scale mining, 2017.
239. The Danish Institute for Human Rights, Towards gender-responsive implementation of extractive industries
projects, 2019.

Tema 14.14 Práticas de Segurança


Instrumentos reconhecidos:
240. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCR), Basic Principles on the
Use of Force and Firearms by Law Enforcement Officials, 1990.
241. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCR), Code of Conduct for Law
Enforcement Officials, 1979.
242. Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Responsible Supply Chains of Minerals from Conflict-Affected and High-Risk Areas, 2016.
243. Organização das Nações Unidas (ONU), Declaração sobre os defensores dos direitos humanos, 1998
(Resolução da Assembleia Geral A/RES/53/144).
244. Organização das Nações Unidas (ONU), Acordo de Escazú: Acordo Regional sobre Acesso à Informação,
Participação Pública e Acesso à Justiça em Assuntos Ambientais na América Latina e Caribe, 2018.

Referências:
245. Global Witness, Decade of defiance, 2022.
246. Institute for Human Rights and Business (IHRB), From Red to Green Flags: The Corporate Responsibility to
Respect Human Rights in High-Risk Countries, 2011.
247. Código Internacional de Conduta para Provedores de Serviços de Segurança Privada (ICoCA), Homepage,
[Link] acessado em 24/11/2023.
248. Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCR), "Private military and
security companies in extractive industries – impact on human rights", 2017.

Recursos:
249. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV),
Corporação Financeira Internacional (IFC) e Associação da Indústria Global de Óleo e Gás para Assuntos
Ambientais e Sociais (IPIECA), Voluntary Principles on Security and Human Rights: Implementation Guidance
Tools (IGT), 2011.
250. Geneva Centre for Security Sector Governance (DCAF), Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Security
and Human Rights Toolkit, 2022.
500 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

251. Princípios Voluntários de Segurança e Direitos Humanos (VPSHR), The Voluntary Principles on Security and
Human Rights, 2000.

Tema 14.15 Gestão de acidentes de segurança de processo


Referências:
252. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Health and safety critical control management, 2015.
253. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Health and safety performance indicators,
[Link] acessado em
24/11/2023.
254. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Code of practice: Safety and health in opencast mines, 2018.

Recursos:
255. Global Tailings Reviews, Global Industry Standard on Tailings Management, 2020.
256. Initiative for Responsible Mining Assurance (IRMA), ‘Emergency Preparedness and Response’, ‘Planning and
Financing Reclamation and Closure’, ‘Waste and Materials Management’, Standard for Responsible Mining, vol.
1, pp 66-76, 122-130, 2018.
257. Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Padrões de Segurança, [Link]
standards, acessado em 24/11/2023.

Tema 14.16 Saúde e segurança do trabalho


Instrumentos reconhecidos:
258. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 176 "Segurança e Saúde nas Minas", 1995.
259. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 190 "Violência e Assédio", 2019.
260. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Code of practice on Safety and health in opencast mines, 2018.
261. Organização das Nações Unidas, Globally Harmonized System of Classification and Labeling of Chemicals
(GHS) Ninth Edition, 2021.

Referências:
262. Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional
(NIOSH), Mining Topic: Respiratory Diseases, [Link]/niosh/mining/topics/[Link], acessado
em 24/11/2023.
263. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Health and Safety Performance Indicators,
[Link] acessado em
24/11/2023.
264. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Fatality Prevention: Eight lessons learned,
[Link] acessado em 24/11/2023.
265. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Safety and health in underground coalmines, 2009.
266. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Women in mining: Towards gender equality, 2021.
267. Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos,
Silica, Crystalline: Health Effects, [Link] acessado em
24/11/2023.
268. The Advocates for Human Rights, Promoting Gender Diversity and Inclusion in the Oil, Gas and Mining Extractive
Industries: A Women’s Human Rights Report, 2019.
269. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Managing Mining for Sustainable Development, 2018.

Recursos:
270. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Good practice guidance on occupational health risk
assessment, 2016.

Tema 14.17 Práticas empregatícias


Instrumentos reconhecidos:
271. Corporação Financeira Internacional (IFC), Participação dos Interessados: Manual de Melhores Práticas para
Fazer Negócios em Mercados Emergentes, 2007.
272. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Meaningful Stakeholder Engagement in the Extractives Sector, 2015.
501 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

Referências:
273. Business and Human Rights Resource Centre, Africa: Report uncovers serious non-compliance with Social
Labour Plans by three prominent mining companies, 2022.
274. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Future of Jobs in Mining Regions, 2020.
275. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Sustainable Mining. How good practices in the mining sector
contribute to more and better jobs, 2017.
276. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Women in mining: Towards gender equality, 2021.
277. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Managing Mining for Sustainable Development, 2018.

Recursos:
278. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Social and Economic Reporting: Framework and
Guidance, 2022.

Tema 14.18 Trabalho infantil


Instrumentos reconhecidos:
279. Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes para Empresas
Multinacionais, 2011.
280. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 138 "Idade Mínima", 1973.
281. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 182 "Piores Formas de Trabalho Infantil", 1999.
282. Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU), "Convenção dos Direitos das Crianças", 1989.
283. Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, 2020 List of Goods Produced by Child Labor or Forced Labor,
2020.

Referências adicionais:
284. Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Organização Internacional de Empregadores (OIE), Como fazer
negócios com respeito ao direito da criança de estar livre do trabalho infantil: ferramenta de orientação sobre
trabalho infantil da OIT-OIE para as empresas, 2015.
285. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Global estimates of child labour. 2012-2016, 2017.
286. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Child Labour in Mining and Global Supply Chains, 2019.
287. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Interconnected supply chains: a
comprehensive look at due diligence challenges and opportunities sourcing cobalt and copper from the
Democratic Republic of the Congo, 2019.
288. Save the Children, The Centre for Child Rights and Business, Opportunities for Businesses to Promote Child
Rights in Cobalt Artisanal and Small-scale Mining, 2021.
289. Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Mapping child labour risks in global supply chains: an
analysis of the apparel, electronics and agricultural sectors, 2020.
290. Walk Free, The Global Slavery Index, [Link] acessado em 24/11/2023.
291. Women’s Rights and Mining, What are the Gender Dimensions of Child Labour in Mining?,
[Link] acessado em
24/11/2023.

Recursos:
292. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Practical actions for companies to
identify and address the worst forms of child labour in mineral supply chains, 2017.

Tema 14.19 Trabalho forçado e escravidão moderna


Instrumentos reconhecidos:
293. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção sobre Trabalho Forçado, 1930 (nº 19).
294. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.

Referências adicionais:
295. Alliance for Responsible Mining (ARM), Addressing Forced Labor in Artisanal and Small-scale Mining (ASM),
2014.
296. Governo da Austrália, Modern Slavery Act 2018, [Link] acessado
em 24/11/2023.
297. Business and Human Rights Resource Centre, Nevsun lawsuit (re Bisha mine, Eritrea), [Link]
502 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

[Link]/en/latest-news/nevsun-lawsuit-re-bisha-mine-eritrea/, acessado em 24/11/2023.


298. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Tackling modern slavery in the mining supply chain,
2016.
299. Organização Internacional do Trabalho (OIT) Global Estimates of Modern Slavery, 2017.
300. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Walk Free, Organização Internacional para as Migrações (OIM),
Global Estimates of Modern Slavery, Forced Labour, and Forced Marriage, 2022.
301. M. Coderre-Proulx, B. Campbell, I Mandé, e Organização Internacional do Trabalho (OIT), International migrant
workers in the mining sector, 2016.
302. Departamento de Estado dos Estados Unidos, Trafficking in Persons Report, 2021.
303. Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, 2020 List of Goods Produced by Child Labor or Forced Labor,
2020.
304. Walk Free, The Global Slavery Index, [Link] acessado em 24/11/2023.

Tema 14.20 Liberdade sindical e negociação coletiva


Referências:
305. Organização Internacional do Trabalho (OIT), International Labour Standards on Collective bargaining,
[Link]
bargaining/lang--en/[Link]?msclkid=f4a489f1a63111ecbfd7ab27c4baa6a8, acessado em 24/11/2023.
306. Max Plank Foundation and BGR, Human Rights Risks in Mining: A Baseline Study, 2016.
307. Pacto Global das Nações Unidas, Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos: Implementando
o Quadro das Nações Unidas “Proteger, Respeitar e Remediar”, 2011.

Recursos:
308. Initiative for Responsible Mining Assurance (IRMA), ‘Complaints and Grievance Mechanism and Access to
Remedy’, Standard for Responsible Mining, vol. 1, pp 31-34, 2018.

Tema 14.21 Não discriminação e igualdade de oportunidades


Instrumentos reconhecidos:
309. Organização das Nações Unidas (ONU), General comment No. 20: Non-discrimination in economic, social and
cultural rights (art. 2, para. 2, of the International Covenant on Economic, Social and Cultural Rights), 2009.

Referências:
310. Organização Internacional do Trabalho (OIT), Women in mining: Towards gender equality, 2021.
311. National Resource Governance Institute, Gender and Extractive Governance: Lessons from Existing Legal and
Policy Frameworks, 2021.
312. Oxfam International, Position Paper on Gender Justice and the Extractive Industries, 2017.
313. Reuters, Factbox: Australia's inquiry into sexual harassment in mining, 23/06/2022.
314. The Advocates for Human Rights, Promoting Gender Diversity and Inclusion in the Oil, Gas, and Mining
Extractive Industries, 2019.
315. Women’s Rights and Mining, [Link] acessado em 24/11/2023.
316. Banco Mundial, Gender Dimensions of the Extractive Industries: Mining for Equity, 2009.

Recursos:
317. Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI), Human Rights
Guidance Tool for the Financial Sector, Mining and Metals, [Link]
acessado em 24/11/2023.

Tema 14.22 Combate à corrupção


Instrumentos reconhecidos:
318. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Convenção sobre o Combate da
Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais e Documentos
Relacionados, 1997.
319. Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Responsible Supply Chains of Minerals from Conflict-Affected and High-Risk Areas, 2016.

Referências:
503 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

320. E. Westenberg and A. Sayne, Beneficial Ownership Screening: Practical Measures to Reduce Corruption Risks in
Extractives Licensing, 2018.
321. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Addressing corruption risks through EITI
implementation, 2021.
322. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Factsheet: Disclosing beneficial ownership, 2017.
323. Financial Action Task Force (FATF), FATF guidance: Politically exposed persons (recommendations 12 and 22),
2013.
324. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Contract Transparency Commitment,
[Link] acessado em 24/11/2023.
325. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Corruption in the Extractive Value
Chain: Typology of Risks, Mitigation Measures and Incentives, 2016.
326. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Frequently Asked Questions: How to
address bribery and corruption risks in mineral supply chains, 2021.
327. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), OECD Foreign Bribery Report: An
Analysis of the Crime of Bribery of Foreign Public Officials, 2014.
328. Sayne, Gillies and Watkins, Twelve Red Flags: Corruption Risks in the Award of Extractive Sector Licenses and
Contracts, 2017.
329. Transparência Internacional, Combatting corruption in mining approvals, 2017.
330. Transparência Internacional, Corruption risk mitigation in the mining sector, 2019.
331. Westenberg and Sayne, Beneficial Ownership Screening: Practical Measures to Reduce Corruption Risks in
Extractives Licensing, 2018.
332. A. Williams and K. Dupuy, Deciding over nature: Corruption and environmental impact assessments, 2016.

Recursos:
333. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), EITI Standard 2023, 2023.
334. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Reporting Guidelines for companies buying oil, gas,
and minerals from governments, 2020.

Tema 14.23 Pagamentos a governos


Instrumentos reconhecidos:
335. Parlamento Europeu, Diretiva 2013/34/EU do Parlamento Europeu e do Conselho de 26 de junho de 2013,
relativa às demonstrações financeiras anuais, às demonstrações financeiras consolidadas e aos relatórios
conexos de certas formas de empresas, 2013.
336. Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Responsible Supply Chains of Minerals from Conflict-Affected and High-Risk Areas, 2016.

Referências:
337. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Fact sheet: Project-level reporting in the extractive
industries, 2018.
338. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Upstream Oil, Gas, and Mining State-Owned
Enterprises, Governance Challenges and the Role of International Reporting Standards in Improving
Performance, 2018.
339. Fórum Intergovernamental sobre Mineração, Minerais, Metais e Desenvolvimento Sustentável (IGF), Building
Government Capacity to Secure Mining’s Financial Benefits in Latin America, [Link]
mining-financial-benefits-latin-america/, acessado em 24/11/2023.
340. Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Position Statement: Transparency of Mineral Revenues,
2021.
341. National Resource Governance Institute (NRGI), Transfer Pricing in the Mining Sector: Preventing Loss of Income
Tax Revenue, 2016.
342. Transparência Internacional, Under the Surface: Looking into Payments by Oil, Gas and Mining Companies to
Governments, 2018.
343. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Extracting Good Practices, 2018.

Recursos:
344. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), EITI Standard 2023, 2023.
345. Iniciativa de Transparência nas Indústrias Extrativas (EITI), Reporting Guidelines for companies buying oil, gas
504 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

and minerals from governments, 2020.


346. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Transfer Pricing Documentation and
Country-by-Country Reporting, Action 13 - 2015 Final Report, OECD/G20 Base Erosion and Profit Shifting Project
(Projeto BEPS - Erosão da Base Tributável e Transferência de Lucros), 2015.

Tema 14.24 Políticas públicas


Instrumentos reconhecidos:
347. Organização das Nações Unidas, Convenção Quadro sobre Mudança do Clima, Acordo de Paris, 2016.

Referências:
348. Australia Institute, Undermining our democracy: Foreign corporate influence through the Australian mining lobby,
2017.
349. Influence Map, BHP and Rio Tinto: Their Industry Groups and Climate Lobbying, 2020.
350. InfluenceMap, Trade association and climate: Shareholders make themselves heard, 2018, org/report/Trade-
associations-and-climate-shareholders-make-themselves-heardcf9db75c0a4e25555fafb0d84a152c23,
acessado em 24/11/2023.
351. L. Leonard, Mining Corporations, Democratic Meddling, and Environmental Justice in South Africa, 2018.
352. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Corruption in the Extractive Value
Chain, 2016.
353. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Lobbying,
[Link] acessado em 24/11/2023.
354. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Preventing policy capture, integrity in
public decision making, 2017.
355. Sidney Morning Herald, Mining lobby defends green goals amid push for BHP to quit, 2021.
356. Transparência Internacional, Combatting corruption in mining approvals, 2017.

Tema 14.25 Áreas afetadas por conflitos e de alto risco


Instrumentos reconhecidos:
357. União Europeia, Indicative, Non-exhaustive list of conflict-affected and high-risk areas under (EU) Regulation
2017/821, [Link] acessado em 24/11/2023.
358. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Due Diligence Guidance for
Responsible Supply Chains of Minerals from Conflict-Affected and High-Risk Areas, 2016.

Referências adicionais:
359. Cruz Vermelha Australiana, Universidade RMIT, Doing responsible business in armed conflict: Risks, Rights and
Responsibilities, 2020.
360. Geneva Academy of International Humanitarian Law and Human Rights, Rule of Law in Armed Conflicts, 2022.
361. International Alert, Human rights due diligence in conflict-affected settings: Guidance for extractive industries,
2018.
362. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Heightened Human Rights Due Diligence for
Business in Conflict-Affected Contexts: A Guide, 2022.
363. Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), From Conflict to Peacebuilding: The Role of
Natural Resources and the Environment, 2009.

Recursos:
364. Cruz Vermelha Australiana, Seven Indicators of Corporate Best Practice in International Humanitarian Law,
2021.
365. Code of Risk-mitigation for ASM engaging in Formal Trade (CRAFT), What is CRAFT?,
[Link] acessado em 24/11/2023.
366. União Europeia e United Nations Interagency Framework Team for Preventive Action, Toolkit and Guidance for
Preventing and Managing Land and Natural Resources Conflict: Extractive Industries and Conflict, 2012.
367. Geneva Centre for Security Sector Governance (DCAF), Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Security
and Human Rights Toolkit, [Link] acessado em
24/11/2023.
368. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Weak governance zones - Risk
awareness tool for multinational enterprises, [Link]
505 GRI 14: Setor de Mineração 2024 - Portuguese

[Link], acessado em 24/11/2023.


369. Responsible Minerals Initiative (RMI), Responsible Minerals Assurance Process (RMAP), 2022.
370. Responsible Minerals Initiative (RMI), Responsible Minerals Assurance Process: Public Due Diligence Report
Writing Guidance, 2018.
371. Universidade Uppsala, Uppsala Conflict Data Program, [Link] acessado em
24/11/2023.
372. Princípios Voluntários de Segurança e Direitos Humanos (VPSHR), The Voluntary Principles on Security and
Human Rights, 2000.
GRI 101: Biodiversidade 2024
Norma Temática
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de janeiro de 2026.

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

Aviso de direitos autorais e marca registrada


Os direitos autorais deste documento pertencem à Fundação Global Reporting Initiative (GRI). Sua reprodução e
distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
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(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.

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507 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Introdução
A Norma GRI 101: Biodiversidade 2024 possui conteúdos para que as organizações relatem informações sobre
seus impactos relacionados a biodiversidade, e sobre como elas gerenciam esses impactos.

A Norma está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1 possui três conteúdos que fornecem informações sobre como a organização gerencia seus impactos
relacionados a biodiversidade.
• A Seção 2 possui cinco conteúdos que fornecem informações sobre os impactos da organização relacionados a
biodiversidade.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto das Normas GRI e linkados com suas definições.
• A Bibliografia contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser
consultados pela organização.
• O Anexo inclui critérios para identificar áreas ecologicamente sensíveis, métodos para medir ou estimar a
condição dos ecossistemas e exemplos de modelos para apresentação de informações para os Conteúdos
101-5, 101-6, 101-7 e 101-8.

O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.

Informações gerais sobre o tema


Esta Norma aborda o tema da biodiversidade.

A biodiversidade abrange a variabilidade de organismos vivos nos ecossistemas terrestre, marinho e aquático, bem
como os complexos ecológicos de que fazem parte. Compreende a diversidade genética entre as espécies e dentro
de seus grupos, a variedade de espécies em uma área e as características distintas de ecossistemas inteiros. A
biodiversidade é uma característica essencial da natureza, que compreende todos os elementos vivos e não vivos
da Terra.

As atividades de uma organização podem agravar os fatores diretos de perda de biodiversidade, como mudanças
no uso da terra e do mar, exploração de recursos naturais, mudanças climáticas, poluição e introdução de espécies
exóticas invasoras. Os fatores diretos impactam espécies e ecossistemas, afetando as pessoas que dependem
dos serviços ecossistêmicos para sua subsistência.

Uma organização poderá ter impactos na biodiversidade por meio das suas atividades, das atividades de suas
relações de negócios ou uma combinação delas. Esses impactos podem também se estender além das
localizações geográficas das atividades da organização.

O Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal da Convenção sobre Diversidade Biológica estabelece


objetivos e metas para deter e reverter a perda contínua de biodiversidade. A ONU adotou os Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável (ODS) como parte da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Esses
objetivos incluem metas essenciais para deter a perda de biodiversidade e promover o uso sustentável dos
recursos naturais no âmbito do ODS 14: Vida na Água e ODS 15: Vida Terrestre.

Consulte as referências [2] e [3] da Bibliografia.

Sistema das Normas GRI


Esta Norma é parte das Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). As Normas GRI permitem que
uma organização relate informações sobre os seus impactos mais significativos na economia, no meio ambiente e
nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e sobre como a organização gerencia esses impactos.

As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries: as
Normas Universais da GRI, as Normas Setoriais da GRI e as Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3


A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que a organização deverá cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
508 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

Uso desta Norma


Qualquer organização poderá usar esta Norma - independentemente de porte, tipo, setor, localização geográfica ou
experiência com relato - para relatar informações sobre seus impactos. Conteúdos adicionais relacionados a este
tema também podem ser encontrados em:
• GRI 303: Água e Efluentes 2018
• GRI 305: Emissões 2016
• GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 (Conteúdo 306-3 Derramamentos significativos)
• GRI 411: Direitos de Povos Indígenas 2016
• GRI 413: Comunidades Locais 2016

É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que biodiversidade é um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.
509 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos da organização
relacionados a biodiversidade (do Conteúdo 101-1 ao Conteúdo 101-8).

Consulte os Requisitos 4 e 5 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021.

Motivos para omissão são permitidos para esses conteúdos.

Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1 para mais informações sobre motivos para
omissão.

Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).

Requisitos, orientações e termos definidos


O seguinte se aplica ao longo desta Norma:

Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.

Os requisitos podem estar acompanhados por orientações.

Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.

As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.

As expressões “recomenda-se que” ou “é recomendada(o) a” indicam uma recomendação e as palavras "pode(m)"


ou “poderá(ão)” indicam uma possibilidade ou opção.

Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI e linkados com suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
510 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

1. Conteúdos para gestão de temas


É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate como gerencia
seus temas materiais.

É necessário que a organização que tenha definido que biodiversidade é um tema material relate como gerencia o
tema usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021. É necessário que a organização relate
também quaisquer conteúdos desta seção (do Conteúdo 101-1 ao Conteúdo 101-3) que sejam relevantes aos seus
impactos relacionados a biodiversidade.

Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.

Conteúdo 101-1 Políticas para deter e reverter a perda


de biodiversidade

REQUISITOS
A organização deverá:

a. descrever suas políticas ou seus compromissos para deter e reverter a perda de


biodiversidade e como eles são embasados pelos Objetivos para 2050 e pelas Metas
para 2030 do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal;

b. relatar até que ponto essas políticas ou esses compromissos se aplicam às atividades
da organização e às suas relações de negócios;

c. relatar os objetivos e metas para deter e reverter a perda de biodiversidade, se eles


são embasados por consenso científico, o ano-base e os indicadores usados para
avaliar o progresso.

ORIENTAÇÕES
A Convenção sobre Diversidade Biológica adotou o Marco Global de Biodiversidade de
Kunming-Montreal (doravante denominado Marco Global de Biodiversidade). O Marco Global de
Biodiversidade apresenta sua visão para 2050 de um mundo "vivendo em harmonia com a
natureza", onde "a biodiversidade é valorizada, conservada, restaurada e usada com sabedoria,
mantendo os serviços ecossistêmicos, sustentando um planeta saudável e proporcionando
benefícios essenciais para todas as pessoas".

O Marco Global de Biodiversidade reconhece a necessidade de reduzir ou reverter as causas


da perda de biodiversidade. O marco propõe os Objetivos para 2050 juntamente com suas
respectivas Metas para 2030. Os objetivos com suas metas visam estimular os esforços em
três áreas principais:
• redução das ameaças à biodiversidade;
• atendimento às necessidades das pessoas por meio do uso sustentável e da repartição
justa e equitativa de benefícios; e
• oferecimento de ferramentas e soluções para a implementação e integração de práticas
que conservem e usem a biodiversidade de forma sustentável.

Consulte a referência [3] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-1-a


A organização poderá fornecer uma descrição geral de suas políticas ou seus compromissos
para deter e reverter a perda de biodiversidade. Por exemplo, a organização poderá descrever
que implementou uma política alinhada com a Meta 5 do Marco Global de Biodiversidade para
comprar de fornecedores que tomam medidas apropriadas para evitar a exportação de
espécies exóticas e invasoras para o país comprador.

Se as políticas ou os compromissos para deter e reverter a perda de biodiversidade não forem


embasados pelos Objetivos para 2050 e pelas Metas para 2030 do Marco Global de
Biodiversidade, uma breve declaração desse fato será suficiente para cumprir o requisito. A
organização poderá explicar se pretende fazer esse embasamento e, nesse caso, em que
prazo.

Se a organização tiver descrito suas políticas ou seus compromissos para deter e reverter a
perda de biodiversidade no Conteúdo 2-23 da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 ou no item
511 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

3-3-c da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021, ela poderá fornecer uma referência para essas
informações no item 101-1-a e não precisa repetir essas informações.

Orientações para o item 101-1-b


Se as políticas ou os compromissos se aplicam igualmente a todas as atividades da
organização e às suas relações de negócios, uma breve declaração desse fato será suficiente
para cumprir o requisito.

Se as políticas ou os compromissos se aplicam a somente algumas atividades da


organização (ex.: eles se aplicam somente a entidades localizadas em determinados países
ou a determinadas subsidiárias) ou a algumas de suas relações de negócios, então
recomenda-se que a organização relate a quais atividades e relações de negócios as políticas
ou os compromissos se aplicam. Ela poderá também explicar por que as políticas ou os
compromissos se restringem a essas atividades e relações de negócios.

Recomenda-se que a organização explique se suas relações de negócios têm a obrigação de


cumprir as políticas ou os compromissos, ou são incentivadas (mas não obrigadas) a fazê-lo.
Quando suas relações de negócios são incentivadas a cumprir as políticas ou os
compromissos, a organização poderá descrever como incentiva a adoção e quais incentivos ou
apoios oferece.

Orientações para o item 101-1-c


Para deter e reverter a perda de biodiversidade, a organização pode ter objetivos e metas para
alcançar um impacto positivo líquido, nenhuma perda líquida e ganho líquido de
biodiversidade, ou para contribuir com objetivos positivos para a natureza. Nesse caso,
recomenda-se que a organização explique como definiu esses conceitos e liste as fontes
utilizadas para embasar a sua definição.

Ao relatar objetivos e metas, recomenda-se que a organização relate como os objetivos e


metas foram estabelecidos. Por exemplo, ela poderá utilizar a publicação Target-Setting Tools
and Guidance [37] da Rede de Metas Baseadas em Ciência (SBTN) ou a publicação Guidance
for corporates on science-based targets for nature [40] da SBTN e da Força-Tarefa para
Divulgações Financeiras Relacionadas à Natureza (TNFD).

Recomenda-se que a organização relate como o consenso científico embasou seus objetivos
e metas. Por exemplo, ela poderá usar estratégias e planos de ação nacionais para a
biodiversidade elaborados no contexto da Convenção sobre Diversidade Biológica ou
avaliações independentes do status ecológico de uma área.

Recomenda-se que a organização também relate a linha de base para os objetivos e metas e
o cronograma para seu alcance.

Ao relatar o progresso rumo aos seus objetivos e metas e avaliar se o progresso é satisfatório,
a organização poderá, por exemplo, relatar que comprou 60% de produtos livres de
desmatamento em 2023. Poderá ainda relatar que está no caminho certo para atingir sua meta
de adquirir produtos 100% livres de desmatamento até 31 de dezembro de 2030.

Consulte as referências [37] e [40] da Bibliografia.


512 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Conteúdo 101-2 Gestão de impactos na


biodiversidade

REQUISITOS
A organização deverá:

a. relatar como aplica a hierarquia de mitigação, descrevendo:

i. medidas tomadas para evitar impactos negativos na biodiversidade;


ii. medidas tomadas para minimizar impactos negativos na biodiversidade que não
foram evitados;
iii. medidas tomadas para restaurar e reabilitar ecossistemas afetados, incluindo os
objetivos de restauração e reabilitação, e como os stakeholders são engajados
em todas as medidas de restauração e reabilitação;
iv. medidas tomadas para compensar (offset) impactos residuais negativos na
biodiversidade;
v. medidas transformadoras tomadas e medidas adicionais de conservação
tomadas;

b. em relação ao item 101-2-a-iii, relate para cada unidade com os impactos mais
significativos na biodiversidade:

i. o tamanho em hectares da área em restauração ou reabilitação;


ii. o tamanho em hectares da área restaurada ou reabilitada;

c. em relação ao item 101-2-a-iv, relate para cada compensação:

i. os objetivos;
ii. a localização geográfica;
iii. se e como são cumpridos os princípios das boas práticas de compensação;
iv. se e como a compensação é certificada ou verificada por terceiros;

d. liste quais unidades operacionais com os impactos mais significativos na


biodiversidade têm um plano de gestão da biodiversidade e explique por que as outras
unidades não têm um plano de gestão;

e. descreva como ela aumenta as sinergias e reduz trade-offs (N. T. situações em que há
conflito de escolha por uma medida em detrimento de outra) entre as medidas
tomadas para gerir seus impactos na biodiversidade e no clima;

f. descreva como ela garante que as medidas tomadas para gerir os seus impactos na
biodiversidade evitam e minimizam os impactos negativos e maximizam os impactos
positivos para os stakeholders.

ORIENTAÇÕES
Este conteúdo fornece informações sobre as medidas tomadas pela organização para
gerenciar seus impactos mais significativos na biodiversidade, inclusive impactos em sua
cadeia de fornecedores. Este conteúdo abrange os impactos mais significativos nas unidades
operacionais e para os produtos e serviços da cadeia de fornecedores identificados no
Conteúdo 101-4. A organização poderá gerenciar os seus impactos negativos por meio da
gestão da sua contribuição para os fatores diretos de perda de biodiversidade relatados no
Conteúdo 101-6 (ex.: evitar poluição ou minimizar emissões de gases de efeito estufa - GEE).
Recomenda-se que a organização também relate medidas tomadas para gerenciar impactos
downstream na sua cadeia de valor.

Espera-se que as organizações apliquem a hierarquia de mitigação para gerenciar seus


impactos negativos na biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos. A hierarquia de
mitigação consiste em etapas, incluindo prevenir, minimizar, restaurar e reabilitar, e
compensar. Recomenda-se que a organização dê prioridade a medidas para evitar impactos
negativos e minimizar esses impactos quando não for possível evitá-los. Recomenda-se que
medidas de restauração e reabilitação sejam implementadas quando os impactos negativos
não puderem ser evitados ou minimizados. Após a aplicação de todas as outras medidas,
poderão também ser aplicadas medidas de compensação aos impactos negativos residuais
para que não haja perda líquida ou ganho líquido. Com base na hierarquia de mitigação, a
publicação Initial Guidance for Business [38] da Rede de Metas Baseadas em Ciência (SBTN)
inclui uma etapa adicional para abranger as ações transformadoras, que visam alterar os
sistemas socioeconômicos em que as organizações estão inseridas. Outras medidas de
513 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

conservação poderão ser tomadas para criar um impacto positivo na biodiversidade para além
da gestão dos impactos negativos da organização.

Para mais informações sobre a hierarquia de mitigação, consulte a publicação A cross-sector


guide for implementing the Mitigation Hierarchy [15] da Cross Sector Biodiversity Initiative (CSBI)
e o Padrão de Desempenho 6: Conservação da Biodiversidade e Gestão Sustentável de
Recursos Naturais Vivos [25] da Corporação Financeira Internacional (IFC).

Este conteúdo abrange as medidas tomadas em nível de unidade operacional e em nível


organizacional (ex.: proibição de compra de um determinado produto em toda a organização).

Recomenda-se que a organização descreva os mecanismos de rastreabilidade que usa para


identificar a origem dos produtos e entidades na sua cadeia de fornecedores. Recomenda-se
que a organização também descreva as medidas tomadas para melhorar a rastreabilidade.
Recomenda-se que a organização explique se compra produtos certificados por terceiros e
especifique os sistemas ou normas de certificação utilizados. A certificação de terceiros pode
fornecer informações sobre se os produtos comprados aderem a práticas de gestão
sustentáveis. Recomenda-se que a organização explique como esses esquemas ou normas
de certificação ajudam a gerenciar os impactos na biodiversidade, uma vez que utilizam
diferentes critérios relacionados com a conservação da biodiversidade. A organização poderá
também relatar o percentual de produtos certificados comprados.

Recomenda-se que a organização descreva como trabalha com seus fornecedores para
gerenciar seus impactos negativos na biodiversidade, por exemplo, fornecendo-lhes apoio
financeiro ou técnico para mudar suas práticas.

Recomenda-se que a organização descreva como trabalha com outras organizações e


stakeholders para gerenciar impactos cumulativos. Por exemplo, uma organização poderá
descrever como trabalha com outras organizações e com a comunidade local para reduzir sua
captação de água conjunta para mitigar seus impactos negativos na biodiversidade. As
atividades da organização poderão colaborar para que outras organizações e stakeholders
causem impactos na biodiversidade. Nesse caso, recomenda-se que a organização descreva
como trabalha com outras organizações e stakeholders para gerenciar esses impactos. Por
exemplo, considere uma organização que construiu uma estrada de acesso a uma nova
unidade operacional. Essa estrada de acesso torna-se também uma via de acesso a áreas
anteriormente inacessíveis para os praticantes de caça. Nesse exemplo, a organização poderá
descrever como trabalha com o governo para limitar a utilização dessa estrada.

Quando aplicável, recomenda-se que a organização também descreva as medidas tomadas


para assegurar a conservação e o uso sustentável dos recursos marinhos em áreas fora das
jurisdições nacionais.

Consulte as referências [9], [15], [25] e [38] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-2-a-i


Medidas preventivas visam prever e evitar impactos negativos na biodiversidade antes que
medidas ou decisões que conduzam a esses impactos sejam tomadas. Os impactos podem
ser evitados por meio da busca por locais alternativos para as atividades (ex.: realocação da
unidade operacional), alteração do calendário das atividades (ex.: mudança na data das
atividades de modo a não interferirem na reprodução ou migração de uma espécie), ou por
meio da decisão de não realizar atividades quando elas gerarem perdas irremediáveis de
biodiversidade (ex.: decisão de não expandir a unidade operacional). Espera-se que as
organizações priorizem medidas de prevenção como a etapa principal da hierarquia de
mitigação.

Recomenda-se que a organização explique se evita atividades em ou perto de áreas


ecologicamente sensíveis, como áreas de proteção ambiental e Áreas-Chave para a
Biodiversidade. Consulte o Conteúdo 101-5 e a Tabela 1 do Anexo para mais informações
sobre áreas ecologicamente sensíveis.

Consulte as referências [7] e [15] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-2-a-ii


Medidas tomadas para minimizar impactos negativos na biodiversidade visam reduzir a
duração, a intensidade e a extensão dos impactos que não podem ser completamente
514 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

evitados. Recomenda-se que a organização explique por que os impactos não puderam ser
evitados.

Exemplos de medidas de minimização incluem a prevenção da propagação de espécies


exóticas invasoras, a concepção de corredores ecológicos para minimizar a fragmentação dos
ecossistemas ou a localização de unidades operacionais em áreas menos sensíveis às
atividades de uma organização.

Consulte as referências [11], [15] e [25] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-2-a-iii


Este requisito abrange as medidas tomadas para restaurar ou reabilitar ecossistemas
afetados pelas atividades da organização. Medidas tomadas fora da área afetada pelas
atividades da organização são relatadas como compensações no item 101-2-a-iv ou como
medidas de conservação adicionais no item 101-2-a-v. A restauração é o processo de auxiliar a
recuperação de um ecossistema que foi degradado, danificado ou destruído. A reabilitação é o
processo de estabilização do terreno, garantindo a segurança pública, melhorando a estética e
restaurando o solo para um objetivo considerado útil no contexto regional. Medidas tomadas
para restaurar e reabilitar os ecossistemas afetados visam devolver o ambiente ao seu estado
original ou a um estado em que exista um ecossistema saudável e funcional.

Recomenda-se que a organização especifique se as medidas de restauração e reabilitação


são implementadas enquanto as atividades da organização estão em curso ou após o fim das
atividades (ex.: medidas de restauração tomadas após o encerramento de uma unidade
operacional). Recomenda-se que a organização também relate a fase das suas medidas de
restauração e reabilitação. Exemplos de fases de restauração e reabilitação incluem:
• planejamento e design;
• implementação;
• monitoramento, documentação, avaliação e elaboração de relatórios;
• atividades em curso e manutenção.

A Década da ONU para a Restauração de Ecossistemas identificou princípios que detalham as


melhores práticas para a restauração de ecossistemas terrestres, de água doce e marinhos
degradados.

Recomenda-se que a organização forneça informações sobre as espécies e os ecossistemas


visados pelas medidas de restauração e reabilitação. Recomenda-se que a organização
também explique de que forma essas medidas contribuem para a recuperação das espécies.

Ao relatar os objetivos da restauração e reabilitação, a organização poderá relatar até que


ponto as medidas são proporcionais, viáveis e mensuráveis. "Proporcional" significa que a
área visada para restauração ou reabilitação é equivalente em tamanho à área que foi afetada.
"Viável" significa que nenhuma restrição conhecida pode impedir a implementação bem-
sucedida da restauração ou reabilitação a curto, médio e longo prazo, e que as metas
estabelecidas são atingíveis com base nos resultados atuais de avaliação ecológica. Um
exemplo de restauração e reabilitação de curto, médio e longo prazo é o fato de a propriedade
da terra não ser limitada no tempo. "Mensurável" significa que os objetivos foram definidos e
são monitorados regularmente.

O engajamento de stakeholders pode incluir co-design, co-gestão, co-governança e relato e


comunicação regulares e inclusivos das atividades.

Espera-se que as organizações obtenham o consentimento livre, prévio e informado (CLPI)


antes e durante as atividades de restauração e reabilitação que poderiam causar impactos nas
terras ou nos recursos naturais que os Povos Indígenas usam ou possuem. Espera-se
também que as organizações busquem o CLPI quando as atividades de restauração e
reabilitação causarem impactos nas terras ou nos recursos naturais que as comunidades
locais usam ou possuem.

Consulte as referências [8], [9] e [19] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-2-a-iv


Compensações são intervenções de gestão em áreas não afetadas pelas atividades da
organização. Elas podem incluir a restauração ou a reabilitação de ecossistemas degradados
ou medidas tomadas para deter e reverter a perda de biodiversidade.
515 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Recomenda-se que a organização relate os tipos de compensações usadas. Exemplos de


compensações de biodiversidade incluem perdas evitadas, restauração e compensações
pontuais.

Recomenda-se que a organização relate as fases em que se encontram os projetos de


compensação, por exemplo, design, implementação ou conclusão. Recomenda-se ainda que
relate os prazos de entrega e os objetivos de conservação.

Recomenda-se também que a organização relate os co-benefícios e trade-offs associados às


compensações, e como esses trade-offs são geridos. Exemplos de co-benefícios incluem a
captura e o armazenamento de carbono e benefícios sociais ou culturais. Um exemplo de
trade-off seria a substituição de árvores não nativas por árvores nativas, embora a comunidade
local preferisse as espécies não nativas para usar como lenha.

Consulte a referência [55] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-2-a-v


Medidas transformadoras contribuem para mudanças sistêmicas dentro e fora da cadeia de
valor da organização para gerar impactos positivos na biodiversidade. Elas abordam os fatores
da perda de biodiversidade por meio de causas tecnológicas, econômicas, institucionais e
sociais, enfatizando a importância dos valores subjacentes e das mudanças de
comportamento. As medidas transformadoras podem ocorrer antes, durante e após outras
medidas que visem prevenir, minimizar, restaurar e reabilitar, e compensar. As medidas
transformadoras incluem medidas tomadas com terceiros (ex.: especialistas, governos,
comunidades locais) e medidas que permitam que outras organizações gerem impactos
positivos na biodiversidade.

A organização poderá descrever como garante que seu modelo de negócios seja compatível
com a transição para deter e reverter a perda de biodiversidade ou com as medidas tomadas
para a transição rumo a uma economia circular. A organização também poderá descrever
medidas que promovam o uso sustentável da biodiversidade, por exemplo, promovendo
práticas agrícolas que apoiam a biodiversidade.

Outras medidas de conservação visam criar um impacto positivo na biodiversidade e não


deveriam ser usadas para gerenciar os impactos negativos da organização. Elas incluem
medidas tomadas para conservar ou restaurar a biodiversidade em colaboração com terceiros,
tais como especialistas científicos, organizações não governamentais ou comunidades locais.
Por exemplo, projetos conjuntos de pesquisa, cooperação técnica e científica, capacitação,
treinamento ou compartilhamento de conhecimento.

Consulte a referência [38] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-2-b


O requisito 101-2-b fornece informações sobre o tamanho da área em restauração ou
reabilitação e o tamanho da área restaurada ou reabilitada para cada unidade operacional com
os impactos mais significativos na biodiversidade. As unidades com os impactos mais
significativos são aquelas relatadas no item 101-5-a. Essas informações podem ser
comparadas com o tamanho do ecossistema afetado pelas atividades da organização relatado
no item 101-7-a-ii. Podem também ser comparadas com o tamanho da unidade relatada no
item 101-5-a. Essas comparações permitem uma melhor compreensão de quanto da área
afetada está sendo restaurada e reabilitada e quanto já foi restaurada e reabilitada.

Consulte as referências [15] e [25] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-2-c-i


Uma compensação visa atingir ou contribuir para metas de nenhuma perda líquida ou ganho
líquido para uma área, uma espécie ou outras características de biodiversidade. A organização
poderá relatar os resultados obtidos no caso de uma compensação ter sido finalizada.

Recomenda-se que a organização relate como a meta de nenhuma perda líquida ou ganho
líquido é demonstrada e verificada. Recomenda-se que a organização forneça informações
sobre as espécies e os ecossistemas visados pelas medidas para compensar seus impactos
negativos residuais.

A organização poderá também relatar os impactos negativos residuais de suas atividades. Ela
516 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

pode utilizar o cálculo de nenhuma perda líquida ou ganho líquido descrito na publicação
Resource Paper: No Net Loss and Loss-Gain Calculations in Biodiversity Offsets [10] do
Programa de Compensações de Negócios e Biodiversidade (BBOP).

Consulte as referências [10], [15] e [55] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-2-c-iii


Recomenda-se que a organização explique se ela identifica, projeta e gerencia compensações
de acordo com a legislação nacional aplicável ou com os princípios de boas práticas de
compensação, tais como as publicações Standard on Biodiversity Offsets [11] do BBOP ou
Policy on Biodiversity Offsets [26] da União Internacional para a Conservação da Natureza
(IUCN). A publicação Biodiversity Offsets: Effective Design and Implementation [33] da
Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) também fornece
aprendizados e percepções sobre boas práticas como adicionalidade, equivalência ecológica
e permanência.

"Adicionalidade" é uma propriedade de uma compensação de biodiversidade em que os


resultados da conservação são comprovadamente novos e adicionais e não teriam sido
obtidos sem a compensação (ex.: medidas de controle de ervas daninhas exigidas pela
legislação não podem contribuir para uma compensação). Como não há duas áreas
ecologicamente idênticas, "equivalência ecológica" significa que os ganhos de biodiversidade
da compensação devem ser equivalentes aos impactos residuais. "Permanência" significa que
as compensações devem proporcionar ganhos de biodiversidade que correspondam à
duração da perda de biodiversidade resultante dos impactos residuais.

Consulte as referências [11], [26] e [33] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-2-d


O requisito 101-2-d fornece informações sobre quais unidades operacionais com os impactos
mais significativos sobre a biodiversidade possuem um plano de gestão da biodiversidade. As
unidades com os impactos mais significativos são aquelas relatadas no item 101-5-a.

Um plano de gestão da biodiversidade descreve como as medidas para gerenciar os impactos


na biodiversidade são implementadas em uma determinada unidade. Ele inclui um plano de
monitoramento, um cronograma, marcos e metas. Os planos para gerenciar os impactos na
biodiversidade podem ser integrados a planos mais amplos de gestão ambiental da unidade.

Orientações para o item 101-2-e


As sinergias incluem medidas tomadas para proteger a biodiversidade que contribuem para a
mitigação ou adaptação às mudanças climáticas. As medidas também podem melhorar a
capacidade das espécies ou dos ecossistemas de se adaptarem aos impactos inevitáveis das
mudanças climáticas. Por exemplo, o plantio de manguezais pode proteger a biodiversidade,
aumentando a população de animais selvagens, e contribuir para a mitigação e adaptação às
mudanças climáticas, capturando e armazenando carbono e controlando as enchentes.

Por outro lado, trade-offs incluem ações de mitigação ou adaptação às mudanças climáticas
que resultam em perda de biodiversidade. Por exemplo, o reflorestamento de uma área com
espécies não nativas pode contribuir para a mitigação e adaptação às mudanças climáticas,
absorvendo gases de efeito estufa e controlando a erosão. No entanto, isso também pode
resultar em perda de biodiversidade e de serviços ecossistêmicos que fluem dos
ecossistemas afetados.

Se a organização não aumentar as sinergias ou reduzir trade-offs entre as medidas tomadas


para gerenciar seus impactos na biodiversidade e no clima, uma breve declaração desse fato
será suficiente para cumprir o requisito.

Orientações para o item 101-2-f


Medidas tomadas para gerenciar impactos na biodiversidade poderão levar a impactos
negativos nos stakeholders. Por exemplo, quando as medidas de compensação de uma
organização formam uma nova área de proteção ambiental que restringe o uso da área e o
acesso aos recursos naturais por parte da comunidade local.

Recomenda-se que a organização relate quais stakeholders são afetados ou potencialmente


517 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

afetados e explique como identifica, aborda e monitora os impactos negativos e positivos nos
stakeholders. Recomenda-se que a organização explique como se engaja com os
stakeholders para identificar e evitar impactos negativos considerados inaceitáveis e que não
podem ser mitigados ou compensados. Recomenda-se também que ela descreva as
medidas tomadas para obter resultados sociais equitativos. Por exemplo, uma área
ambientalmente protegida de propriedade privada investe parte de sua receita do turismo em
projetos locais de energia e saúde, mas restringe o uso da terra para fins agrícolas por parte
das comunidades locais. Recomenda-se que a organização também explique como se engaja
com os stakeholders e descreva quaisquer mecanismos de queixas ou resolução de conflitos
que tenha implementado. Para mais informações sobre os princípios de boas práticas para
gerar resultados sociais positivos e, ao mesmo tempo, mitigar os impactos na biodiversidade,
consulte a referência [8] da Bibliografia
518 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Conteúdo 101-3 Acesso e repartição justa e equitativa


de benefícios

REQUISITOS A organização deverá:

a. descrever o processo para garantir a conformidade com os regulamentos e medidas


de acesso e repartição justa e equitativa de benefícios;

b. descrever ações voluntárias adotadas para promover o acesso e a repartição justa e


equitativa de benefícios que são adicionais às obrigações legais ou quando não há
regulamentos e medidas.

ORIENTAÇÕES Este conteúdo fornece informações sobre como a organização cumpre os regulamentos e
medidas de acesso e repartição justa e equitativa de benefícios (ABS) relativas ao acesso a
recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados detidos por Povos Indígenas e
comunidades locais. Esses regulamentos e medidas também estabelecem as regras sobre a
repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos genéticos e
do conhecimento tradicional associado. Ele também fornece informações sobre as ações
voluntárias adotadas pela organização para promover o acesso e a repartição justa e equitativa
dos benefícios.

Este conteúdo é relevante para organizações que usam recursos genéticos para realizar
pesquisa e desenvolvimento sobre a composição genética ou bioquímica dos recursos,
inclusive por meio da aplicação da biotecnologia. Também se aplica a organizações que usam
o conhecimento tradicional relacionado a recursos genéticos. Essas organizações são ativas
em cosméticos, produtos farmacêuticos e agricultura, entre outros setores.

A repartição justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos é
um dos objetivos da Convenção sobre Diversidade Biológica. O Protocolo de Nagoya sobre o
Acesso a Recursos Genéticos e a Repartição Justa e Equitativa dos Benefícios Derivados de
sua Utilização (doravante denominado Protocolo de Nagoya) avança ainda mais nesse
objetivo.

A organização poderá consultar o centro de intermediação de informação sobre acesso e


repartição justa e equitativa de benefícios (ABS Clearing-House) [13] para mais informações
sobre ABS. A plataforma pretende fornecer informações sobre regulamentos e medidas
nacionais de acesso a recursos genéticos e conhecimentos tradicionais associados. Além
disso, pontos focais nacionais podem ser estabelecidos para fornecer informações sobre ABS
em nível nacional.

Quando os países não dispõem de regulamentos e medidas de ABS, uma organização poderá
ainda adotar ações para repartir os benefícios decorrentes do seu uso de recursos genéticos e
do conhecimento tradicional associado de forma justa e equitativa. Essas ações são
denominadas ações voluntárias.

O Protocolo de Nagoya não abrange o ABS de recursos genéticos e conhecimentos


tradicionais associados encontrados em áreas do mar para além da jurisdição nacional. Nos
termos da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, foi adotado um acordo para conservar e
manter a diversidade biológica marinha para além da jurisdição nacional. Esse acordo
abrange o acesso e a repartição justa e equitativa de benefícios dos recursos genéticos
marinhos, incluindo as informações de sequência genética digital dos recursos localizados
para além da jurisdição nacional. Se uma organização tiver atividades no mar para além da
jurisdição nacional, ela pode informar se implementa processos e ações para garantir o
acesso e a repartição justa e equitativa dos benefícios dos recursos genéticos marinhos.

Consulte as referências [1], [2], [4] e [13] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-3-a


Quando regulamentos e medidas de ABS forem aplicáveis, recomenda-se que a organização
descreva:
• como delega responsabilidades para garantir a conformidade com os regulamentos e
medidas de ABS nos diferentes níveis dentro da organização;
• como identifica quais países provedores têm regulamentos e medidas de acesso e
519 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

repartição justa e equitativa de benefícios;


• como integra os regulamentos e medidas de ABS nas estratégias organizacionais, nas
políticas e procedimentos operacionais;
• que treinamento oferece sobre implementação dos regulamentos e medidas de ABS.

Quando a organização identifica casos significativos de não conformidade com leis e


regulamentos relacionados a ABS, eles são relatados no Conteúdo 2-27 da Norma GRI 2:
Conteúdos Gerais 2021.

Orientações para o item 101-3-b


Exemplos de ações voluntárias incluem projetos conjuntos de pesquisa, treinamento ou
compartilhamento de conhecimento relacionados ao uso de recursos genéticos ou
conhecimento tradicional associado em pesquisa e inovação. O centro de intermediação de
informação sobre acesso e repartição justa e equitativa de benefícios (ABS Clearing-House)
[13] inclui exemplos de boas práticas, códigos de conduta, diretrizes e normas. O Protocolo de
Nagoya da ONU [4] lista exemplos de benefícios monetários e não monetários que podem
embasar as ações voluntárias da organização.

A organização poderá relatar como o engajamento com stakeholders, especificamente Povos


Indígenas e comunidades locais, embasou suas ações voluntárias.

Se a organização não tiver realizado nenhuma ação voluntária para promover o acesso e a
repartição justa e equitativa dos benefícios, uma breve declaração desse fato será suficiente
para cumprir o requisito.

Consulte as referências [4] e [13] da Bibliografia.


520 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

2. Conteúdos temáticos
É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate quaisquer
conteúdos desta seção (do Conteúdo 101-4 ao Conteúdo 101-8) que sejam relevantes aos seus impactos
relacionados a biodiversidade.

Conteúdo 101-4 Identificação de impactos na


biodiversidade

REQUISITOS
A organização deverá:

a. explicar como determinou quais das suas unidades operacionais e quais produtos e
serviços da sua cadeia de fornecedores têm os impactos reais e potenciais mais
significativos na biodiversidade.

ORIENTAÇÕES
Este conteúdo permite que a organização explique como determinou quais das suas unidades
e quais produtos e serviços da sua cadeia de fornecedores têm os impactos reais e potenciais
mais significativos na biodiversidade. Ele abrange produtos e serviços de fornecedores em
toda a cadeia de fornecedores da organização, indo além dos seus fornecedores diretos. Isso
permite compreender em que ponto da cadeia de fornecedores, potencialmente a muitos
níveis de distância da organização, estão os impactos mais significativos na biodiversidade.
Além disso, a organização poderá relatar as informações sobre entidades downstream em sua
cadeia de valor.

As atividades realizadas pela organização em suas unidades podem ter impactos na


biodiversidade. Unidades operacionais incluem as unidades próprias, arrendadas ou geridas
pela organização e locais onde ela realiza suas atividades. São exemplos uma unidade de
mineração pertencente a uma organização ou uma área de pesca onde uma organização
opera. Unidades operacionais também incluem aquelas para as quais foram anunciadas
operações futuras, ainda não iniciadas, bem como aquelas que não estão mais ativas.
Unidades operacionais incluem infraestruturas subterrâneas sob a superfície da terra ou sob o
fundo do mar, como túneis de mineração, cabos e dutos subterrâneos.

A organização pode também estar envolvida com impactos negativos na biodiversidade como
resultado de suas relações de negócios com fornecedores. Fornecedores são entidades
upstream da organização que fornecem produtos ou serviços usados para desenvolver os
produtos ou serviços da própria organização. As atividades realizadas pelos fornecedores para
desenvolver seus produtos ou serviços podem causar impactos na biodiversidade. Os
fornecedores que fornecem produtos para a organização podem fornecer matérias-primas,
bens semimanufaturados ou produtos finais.

Orientações para o item 101-4-a


Recomenda-se que a organização descreva os métodos usados e as premissas adotadas
para determinar quais das suas unidades operacionais e quais produtos e serviços da sua
cadeia de fornecedores têm os impactos reais e potenciais mais significativos na
biodiversidade.

Fica a critério da organização estabelecer o limiar para determinar quais das suas unidades e
quais produtos e serviços da sua cadeia de fornecedores têm os impactos mais significativos
na biodiversidade. Por exemplo, a organização pode determinar que todas as suas unidades
operacionais têm os impactos mais significativos na biodiversidade, exceto a sede. Uma
organização que adquire muitos produtos ou serviços pode decidir priorizar os produtos ou
serviços da sua cadeia de fornecedores que provavelmente terão os impactos mais
significativos na biodiversidade e dos quais compra um grande volume ou com os quais gasta
uma soma elevada.

Recomenda-se que a organização descreva quaisquer limitações ou exclusões, por exemplo,


se ela excluiu certas partes de sua cadeia de fornecedores ao identificar os impactos.

Recomenda-se que a organização descreva as fontes e as evidências usadas para identificar


521 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

os impactos. É também recomendado que explique se e como se envolve com os


stakeholders para identificar impactos na biodiversidade.

Recomenda-se que a organização explique quais informações se baseiam em dados


primários, secundários ou modelados. Ao relatar dados secundários ou modelados,
recomenda-se que a organização relate quais conjuntos de dados utilizou e se planeja
melhorar a exatidão dos dados.

Impactos mais significativos na biodiversidade

A seguir, fornecemos orientações às organizações sobre como identificar os impactos mais


significativos na biodiversidade. Não é exigido que a organização cumpra essas orientações.

Localizar onde é mais provável que os impactos estejam presentes e sejam significativos

Recomenda-se que a organização identifique impactos na biodiversidade em todas as suas


unidades operacionais e também em produtos e serviços da sua cadeia de fornecedores. Em
alguns casos, a organização poderá ser incapaz de identificar impactos negativos reais e
potenciais em todas as suas unidades operacionais e nos produtos e serviços da sua cadeia
de fornecedores. Isso poderia ser, por exemplo, porque a organização tem operações globais
diversas ou múltiplas ou porque sua cadeia de fornecedores é composta de muitas entidades.
Nesses casos, a organização poderá realizar uma avaliação inicial ou um exercício de
estabelecimento de escopo para identificar áreas gerais em todas as suas unidades
operacionais e nos produtos e serviços da sua cadeia de fornecedores (ex.: linhas de
produtos, fornecedores localizados em áreas geográficas específicas) onde impactos
negativos são mais prováveis de estarem presentes e serem significativos.

Uma vez que a organização tenha conduzido a avaliação inicial ou o exercício de


estabelecimento de escopo, ela poderá identificar e avaliar impactos negativos reais e
potenciais para essas áreas gerais.

As atividades realizadas pelas organizações levam ou poderiam levar a fatores diretos de


perda de biodiversidade (doravante denominados fatores diretos). Esses fatores diretos
podem, por sua vez, levar a impactos na biodiversidade e nos serviços ecossistêmicos
relacionados. Para identificar quais atividades em suas operações e cadeia de fornecedores
provavelmente terão os impactos mais significativos na biodiversidade, a organização pode
usar o seguinte:
• As ferramentas ENCORE Tool e SBTN Materiality Screening Tool1 fornecem índices de
materialidade para os fatores diretos associados a diferentes atividades.
• A publicação High Impact Commodity List da SBTN2 mostra os fatores diretos comumente
associados à produção das commodities de alto impacto da lista.

A organização também poderá priorizar produtos que sejam ou contenham espécies


ameaçadas listadas na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN ou espécies
listadas nos Anexos da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e
Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES).3

As atividades que ocorrem em diferentes localizações geográficas podem ter diferentes


impactos na biodiversidade, dependendo de fatores como a sensibilidade do ecossistema
local, a presença de espécies ameaçadas ou a dependência das pessoas de um recurso
natural. As informações sobre a localização das operações da organização e as atividades de
seus fornecedores, bem como sua proximidade com áreas ecologicamente sensíveis, ajudam
a entender onde essas atividades poderiam ser particularmente prejudiciais à biodiversidade.

Recomenda-se que a organização avalie quais de suas unidades operacionais estão dentro
ou perto de áreas ecologicamente sensíveis. Se a organização tiver informações sobre a
localização de seus fornecedores, ela também poderá avaliar quais desses fornecedores

estão em áreas ecologicamente sensíveis ou próximas a elas. Consulte o Conteúdo 101-5 e a


Tabela 1 do Anexo para mais informações sobre áreas ecologicamente sensíveis.

A organização poderá consultar a fase Localizar da abordagem LEAP na publicação Guidance


522 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

on the identification and assessment of nature-related issues: The LEAP approach [41] da Força-
Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas à Natureza (TNFD) para obter mais
orientações sobre a localização de onde é mais provável identificar impactos significativos.

Identificação dos impactos mais significativos

Para identificar e avaliar a importância de seus impactos na biodiversidade, recomenda-se que


a organização identifique e meça os fatores diretos associados às atividades em suas
operações e às de sua cadeia de fornecedores, bem como identifique e meça as mudanças
no estado da biodiversidade. Ela também poderá identificar mudanças no fornecimento de
serviços ecossistêmicos.

Se não houver dados primários disponíveis, a organização pode estimar os fatores diretos e as
mudanças no estado da biodiversidade. Os indicadores do Conteúdo 101-6 podem ser
usados para medir os fatores diretos (ex.: o tamanho do ecossistema natural convertido ou a
quantidade de poluentes gerados). Consulte o Conteúdo 101-7 para mais informações sobre
mudanças no estado da biodiversidade.

Para determinar quais dos impactos são mais significativos, recomenda-se que a organização
avalie a severidade e a probabilidade dos impactos. A severidade de um impacto negativo é
definida pelas seguintes características:
• Tamanho: o tamanho da severidade do impacto.
• Escopo: o quanto o impacto está disseminado, por exemplo, o número de espécies
afetadas ou a extensão do dano no ecossistema.
• Natureza irremediável: o quanto é difícil desfazer ou reparar o dano resultante.

Qualquer uma das três características (tamanho, escopo e natureza irremediável) pode tornar
um impacto severo.

A contribuição para os fatores diretos, a proximidade com áreas ecologicamente sensíveis e as


mudanças no estado da biodiversidade podem aumentar a severidade e a probabilidade de
um impacto na biodiversidade. Por exemplo, quando uma unidade operacional ou um
fornecedor estiver dentro ou perto de uma área ecologicamente sensível, isso poderá
aumentar a probabilidade de um impacto na biodiversidade. Quando uma unidade operacional
ou um fornecedor estiver dentro ou perto de um ecossistema próximo a um ponto de inflexão,
ou quando houver espécies ameaçadas, isso poderá aumentar a severidade de um impacto
na biodiversidade, por exemplo, porque o impacto resultaria em danos irremediáveis.

Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais orientações sobre
avaliação da importância dos impactos. Para mais orientações sobre como identificar os
impactos na biodiversidade, a organização poderá usar as seguintes fontes:
• Recommendations and implementation guidance do projeto Align – Aligning accounting
approaches for nature;
• Protocolo de Capital Natural da Natural Capital Coalition;
• Technical Guidance: Step 1: Assess da Rede de Metas Baseadas em Ciência (SBTN);
• As fases Localizar e Avaliar da abordagem LEAP da TNFD.

Metodologias

Sempre que possível, recomenda-se que a organização use dados primários para identificar
suas unidades operacionais, bem como produtos e serviços em sua cadeia de fornecedores
com os impactos mais significativos na biodiversidade (ex.: usando dados coletados por meio
de pesquisas de campo ou de fornecedores ou obtidos por imagens de satélite).

A organização poderá usar dados secundários ou modelados quando os dados primários não
estiverem disponíveis (ex.: camadas de dados sobre a extensão e a condição do ecossistema,
avaliações de impacto do ciclo de vida). Por exemplo, a organização poderá usar dados
secundários para identificar e medir as mudanças no estado da biodiversidade. Nesse caso,
as camadas de dados geoespaciais podem ser sobrepostas aos dados de localização
geográfica para refletir o tamanho e a condição dos ecossistemas ou identificar espécies que
possam estar presentes em locais específicos. Por exemplo, o Biodiversity Risk Filter do
1 As pontuações geradas pela
WWF publicação
4
[57] Materiality Screening Tool dasobre
fornece informações SBTN são calculadas usando-se
a condição a base de dados
do ecossistema de materialidade
em diferentes de impacto
locais e os
ENCORE. As pontuações refletem uma compreensão de alto nível dos impactos em um nível global ou não espacialmente explícito e são expressas
fatores diretos com maior probabilidade de estarem presentes
como uma média setorial ou um perfil de impacto típico de uma organização em um determinado setor.
e serem significativos para as
2 atividades de uma organização ou de seus fornecedores.
A SBTN define commodities de alto impacto como matérias-primas e materiais com valor agregado usados em atividades econômicas que são
conhecidos por terem vínculos materiais com os principais fatores de perda de biodiversidade, esgotamento de recursos e degradação de
ecossistemas.
3 Species+ contém informações sobre todas as espécies que estão listadas nos Anexos da CITES.
523 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Dados secundários podem ser apropriados para obter informações iniciais sobre os impactos
de uma organização na biodiversidade nas suas unidades operacionais e nos produtos e
serviços da sua cadeia de fornecedores. Uma vez identificadas suas unidades operacionais e
os produtos e serviços da sua cadeia de fornecedores com os impactos mais significativos, a
organização poderá coletar dados primários para essas unidades e para os produtos e
serviços da sua cadeia de fornecedores.

Recomenda-se que a organização use localizações precisas para avaliar a proximidade com
áreas ecologicamente sensíveis e para avaliar as mudanças no estado da biodiversidade.

Para produtos e serviços em sua cadeia de fornecedores, a organização poderá usar regiões
ou países de fornecimento se não souber a localização exata de seus fornecedores. A
organização também poderá usar ferramentas de avaliação do ciclo de vida, ferramentas de
avaliação de pressão ou impacto e conjuntos de dados de comércio global para fazer
suposições sobre localizações prováveis, que geralmente são países associados à sua
cadeia de fornecedores (ex.: a soja usada em seus produtos provavelmente virá dos Estados
Unidos, do Brasil ou da Argentina).

A organização poderá usar os dados que coletou sobre os fatores diretos, a proximidade com
áreas ecologicamente sensíveis e as mudanças no estado da biodiversidade para identificar
seus impactos na biodiversidade para relatar as informações para os Conteúdos 101-5 a
101-8.

Consulte as referências [14], [20], [27], [32], [35], [36], [39], [41], [47], [48], [49], [51] e [57] da
Bibliografia.
524 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Conteúdo 101-5 Locais com impactos na


biodiversidade

REQUISITOS
A organização deverá:

a. relatar a localização e o tamanho em hectares de suas unidades operacionais com os


impactos mais significativos na biodiversidade;

b. para cada unidade relatada no item 101-5-a, relate se ela está dentro ou próxima a uma
área ecologicamente sensível, a distância até essas áreas e se elas são:

i. áreas importantes para a biodiversidade;


ii. áreas de alta integridade ecossistêmica;
iii. áreas com rápido declínio da integridade ecossistêmica;
iv. áreas com altos riscos físicos relacionados à água;
v. áreas importantes para o fornecimento de benefícios dos serviços
ecossistêmicos para os Povos Indígenas, para as comunidades locais e outros
stakeholders;

c. relate as atividades que ocorrem em cada unidade relatada no item 101-5-a;

d. relate os produtos e serviços em sua cadeia de fornecedores com os impactos mais


significativos na biodiversidade e os países ou jurisdições onde as atividades
relacionadas a esses produtos e serviços são realizadas.

ORIENTAÇÕES
Este conteúdo fornece informações sobre a localização das unidades operacionais da
organização com os impactos mais significativos na biodiversidade. Ele também fornece
informações sobre a localização das atividades relacionadas a esses produtos e serviços em
sua cadeia de fornecedores com os impactos mais significativos na biodiversidade. As
unidades e os produtos e serviços com os impactos mais significativos na biodiversidade
estão identificados no Conteúdo 101-4. Essas unidades e esses produtos e serviços são o
foco do Conteúdo 101-2 e dos Conteúdos 101-5 a 101-8 desta Norma.

Se disponíveis, a organização poderá também relatar as informações sobre entidades


downstream em sua cadeia de valor com os impactos mais significativos na biodiversidade.

Para saber como apresentar informações sobre requisitos do Conteúdo 101-5, consulte as
Tabelas 3 e 4 do Anexo.

Orientações para o item 101-5-a


Recomenda-se que a organização use a linha de polígono ou mapas para relatar a localização
de suas unidades com os impactos mais significativos na biodiversidade. Um polígono é um
aspecto geográfico definido por uma série de grides, pontos ou vértices referenciados e
conectados para formar uma figura fechada. Se disponíveis, recomenda-se que a organização
também relate os nomes e as coordenadas de suas unidades.

Talvez não seja possível fornecer as coordenadas das unidades com atividades de transporte
e pesca. Nesses casos, a organização poderá relatar os locais de partida e chegada e as rotas
de transporte para as atividades de transporte. Para as atividades de pesca, ela poderá relatar
as principais áreas e subáreas de pesca da FAO.

Consulte a referência [17] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-5-b


A Força-Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas à Natureza (TNFD) define áreas
ecologicamente sensíveis como áreas importantes para a biodiversidade, áreas de alta
integridade ecossistêmica, áreas de rápido declínio na integridade ecossistêmica, áreas de
altos riscos físicos relacionados à água e áreas importantes para o fornecimento de benefícios
dos serviços ecossistêmicos para Povos Indígenas, comunidades locais e outros
stakeholders.

A organização poderá consultar os critérios listados na Tabela 1 do Anexo para identificar áreas
ecologicamente sensíveis. Uma área é ecologicamente sensível quando atende a um ou mais
critérios.
4 O Biodiversity Risk Filter do WWF inclui mais de 50 conjuntos de dados globais sobre biodiversidade, que fornecem informações sobre as possíveis
contribuições de um setor para os fatores diretos de perda de biodiversidade, a proximidade com áreas ecologicamente sensíveis e o estado da
biodiversidade (espécies e ecossistemas).
525 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Para mais orientações e exemplos de ferramentas para a identificação de áreas


ecologicamente sensíveis, consulte a publicação Guidance on the identification and
assessment of nature-related issues: The LEAP approach [41], páginas 57-63 da TNFD.

Uma unidade operacional está em uma área ecologicamente sensível quando estiver total ou
parcialmente localizada em uma área ecologicamente sensível. Uma unidade operacional está
próxima a uma área ecologicamente sensível quando a área ecologicamente sensível está
dentro da área afetada ou potencialmente afetada (às vezes chamada de área de influência) ou
dentro do raio definido pela organização. A organização poderá usar um raio se não puder
identificar a área afetada ou potencialmente afetada por suas atividades. Se a organização usar
um raio, recomenda-se que ela explique isso e relate a distância do raio usado.

É necessário que a organização relate a distância somente em casos em que a unidade esteja
próxima a uma área ecologicamente sensível.

Recomenda-se que a organização relate o tamanho em hectares das áreas ecologicamente


sensíveis dentro de suas unidades operacionais.

A organização também poderá relatar a linha de polígono ou mapas das áreas ecologicamente
sensíveis e sobrepô-los à linha de polígono ou mapas de suas unidades.

A organização também poderá relatar o percentual de unidades em áreas ecologicamente


sensíveis ou próximas a elas. Essas informações proporcionam uma compreensão de alto
nível da importância da biodiversidade nas operações da organização.

O percentual de unidades operacionais em áreas ecologicamente sensíveis ou próximas a


elas é calculado usando-se a seguinte fórmula:

Número de unidades operacionais


Percentual de em áreas ecologicamente sensíveis
unidades ou próximas a elas
operacionais em
áreas = x 100
ecologicamente
sensíveis ou
próximas a elas Número total de unidades
operacionais

Consulte a referência [41] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-5-b-i


Recomenda-se que a organização especifique se as áreas importantes para a biodiversidade
são:
• protegidas por meios legais ou outros meios eficazes;
• cientificamente reconhecidas por sua importância para a biodiversidade;
• importantes para as espécies;
• importantes para os ecossistemas; ou
• importantes para a conectividade ecológica.

Consulte a Tabela 1 do Anexo para mais informações sobre áreas importantes para a
biodiversidade.

Orientações para o item 101-5-d


Sempre que possível, recomenda-se que a organização também relate localização dentro do
país ou jurisdição (por exemplo, estado, cidade, Zona Econômica Exclusiva) ou uma
localização precisa, como linha de polígono ou mapas. A organização poderá relatar os locais
de partida e chegada e as rotas de transporte para as atividades de transporte. Para atividades
de pesca, ela poderá relatar as principais áreas e subáreas de pesca da FAO.

Para cada produto e serviço com os impactos mais significativos na biodiversidade,


recomenda-se que a organização descreva o nível de rastreabilidade em vigor, por exemplo, se
o produto ou serviço pode ser rastreado até o nível nacional, regional ou local, ou até um ponto
de origem específico (ex.: fazendas). A organização poderá também relatar o volume comprado
526 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

ou o valor gasto em cada produto e serviço.

Se disponíveis, recomenda-se que a organização também relate informações sobre áreas


ecologicamente sensíveis solicitadas no item 101-5-b para produtos e serviços em sua cadeia
de fornecedores com os impactos mais significativos na biodiversidade.

Se os produtos em sua cadeia de fornecedores forem ou contiverem commodities de alto


impacto5, a organização poderá relatar a quantidade de cada commodity de alto impacto
comprada (ex.: toneladas de abacate) e a proporção do total de commodities de alto impacto
compradas. Essas informações proporcionam uma compreensão de alto nível da importância
da biodiversidade em todos os produtos da cadeia de fornecedores da organização. A
organização pode usar a publicação High Impact Commodity List da SBTN para identificar se
ela adquire produtos que são ou contêm commodities de alto impacto.

A proporção do total de commodities de alto impacto compradas é calculada usando-se a


seguinte fórmula:

Quantidade de commodities de alto impacto compradas


Proporção do total de ___________________________________________
commodities de alto =
impacto compradas
Quantidade total de commodities compradas

Consulte as referências [17] e [35] da Bibliografia.


527 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Conteúdo 101-6 Fatores diretos de perda de


biodiversidade

REQUISITOS
A organização deverá:

a. para cada unidade operacional relatada no item 101-5-a onde suas atividades levam ou
poderiam levar a mudanças no uso da terra e do mar, relatar:

i. o tamanho em hectares do ecossistema natural convertido desde uma data-limite


ou data de referência, a data-limite ou a data de referência e o tipo de
ecossistema antes e depois da conversão;
ii. o tamanho, em hectares, da terra e do mar convertidos de um ecossistema
intensamente usado ou modificado para outro durante o período de relato e o tipo
de ecossistema antes e depois da conversão;

b. para cada unidade operacional relatada no item 101-5-a onde suas atividades levam ou
poderiam levar a exploração de recursos naturais, relatar:

i. para cada espécie selvagem colhida, a quantidade, o tipo e o risco de extinção;


ii. captação de água e consumo de água em megalitros;

c. para cada unidade operacional relatada no item 101-5-a onde suas atividades levam ou
poderiam levar à poluição, relate a quantidade e o tipo de cada poluente gerado;

d. para cada unidade operacional relatada no item 101-5-a onde suas atividades levam ou
poderiam levar à introdução de espécies exóticas invasoras, descreva como as
espécies exóticas invasoras são ou podem ser introduzidas;

e. para cada produto e serviço em sua cadeia de fornecedores relatados no item 101-5-d,
relate as informações necessárias nos itens 101-6-a, 101-6-b, 101-6-c e 101-6-d,
discriminando por país ou jurisdição;

f. relate informações contextuais necessárias para a compreensão de como os dados


foram compilados, tais como normas, metodologias e premissas adotadas.

ORIENTAÇÕES
Este conteúdo fornece uma compreensão dos fatores diretos de perda de biodiversidade
(doravante denominados fatores diretos) que levam aos impactos mais significativos.
Recomenda-se que a organização relate, além disso, as informações sobre os fatores diretos
para sua cadeia de valor.

De acordo com a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços


Ecossistêmicos (IPBES), fatores diretos são os fatores que "influenciam os processos de
biodiversidade e dos ecossistemas de forma inequívoca". Fatores diretos são às vezes
chamados de "pressões" ou "causas de impacto". A avaliação global da IPBES identificou as
mudanças no uso da terra e do mar e a exploração de recursos naturais como os principais
fatores diretos, seguidos por mudanças climáticas, poluição e introdução de espécies exóticas
invasoras. Esses fatores diretos podem também levar à fragmentação e à degradação de
ecossistemas. Consulte o Box 1 para mais informações sobre fatores diretos de perda de
biodiversidade.

As informações sobre fatores diretos embasam as decisões sobre priorização de medidas


para gerenciar impactos relacionados a biodiversidade aplicando-se a hierarquia de mitigação.
Consulte o Conteúdo 101-2 para mais informações sobre a hierarquia de mitigação. As
medidas da organização para mitigar fatores diretos são relatadas no Conteúdo 101-2.

Por meio de suas atividades, uma organização poderá usar recursos naturais para seus
processos de produção (ex.: areia usada em um projeto de construção) ou produzir NPO - non-
product output, ou seja, materiais que saem da empresa sem fazer parte do produto final (por
exemplo, poluentes ou emissões de gases de efeito estufa). Essas atividades, responsáveis
pelos fatores diretos de perda de biodiversidade, poderão ter impactos negativos na
biodiversidade.

A organização precisa relatar somente as informações para os fatores diretos que sejam
relevantes às suas atividades e à sua cadeia de fornecedores. Os fatores diretos podem variar
5 conforme
A SBTN define commodities a localização.
de alto impacto Por exemplo,
como matérias-primas umacom
e materiais organização
valor agregadotem atividades
usados na unidade
em atividades econômicasoperacional
que são
conhecidos por terem vínculos materiais com os principais fatores de perda de biodiversidade, esgotamento de recursos e degradação de
ecossistemas.
528 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

A que levam à poluição. Ela tem também atividades na unidade operacional B que levam à
exploração de recursos naturais. Nesse caso, a organização somente precisa relatar as
informações sobre poluição para a unidade A e sobre exploração de recursos naturais para a
unidade B.

Para saber como apresentar informações sobre requisitos do Conteúdo 101-6, consulte as
Tabelas 3 e 4 do Anexo. Consulte as referências [32], [43] e [44] da Bibliografia.

Box-1. Fatores diretos de perda de biodiversidade

Mudanças no uso da terra e do mar


Mudanças no uso da terra e do mar referem-se a como os seres humanos usam e
gerenciam a terra e as paisagens marinhas, que podem levar a mudanças na cobertura
terrestre e marinha. Essas mudanças referem-se aos ecossistemas terrestre e aquático,
que incluem os ecossistemas marinho e de água doce. Exemplos de mudanças no uso de
ecossistemas de água doce incluem a construção de uma barragem hidrelétrica em um rio
ou a drenagem de uma zona úmida para assentamentos urbanos. Mudanças no uso da terra
e do mar resultam da conversão de ecossistemas naturais, intensamente usados ou outros
ecossistemas modificados em outro ecossistema.

Exploração de recursos naturais


A exploração de recursos naturais engloba o extrativismo de organismos selvagens
(espécies de animais, fungos e plantas) e a exploração da água.

A exploração de espécies selvagens pode levar à sua extinção. Algumas das espécies mais
exploradas incluem peixes marinhos, invertebrados e árvores. Várias espécies são caçadas
para a obtenção de carne de caça e colhidas para uso medicinal ou no comércio de animais
de estimação. O uso não sustentável da água pode levar à perda, fragmentação e
degradação dos habitats das espécies, reduzir a disponibilidade de alimentos e água para
as espécies, além de prejudicar o funcionamento dos ecossistemas.

Mudanças climáticas
As mudanças climáticas são um fator direto, pois alteram a distribuição, o funcionamento e
as interações das espécies, reduzindo a capacidade de adaptação dos ecossistemas. As
mudanças climáticas levam a mudanças nas temperaturas e nos padrões climáticos que,
por sua vez, podem afetar as espécies (ex.: reduzindo os habitats e o suprimento de
alimentos e alterando os padrões de migração e as épocas de reprodução). A subida do
nível do mar e a acidificação dos oceanos também afetam negativamente os organismos
marinhos.

As emissões de gases de efeito estufa (GEE) de uma determinada unidade podem não levar
à perda de biodiversidade na vizinhança direta da unidade, mas contribuir para as mudanças
climáticas que levam à perda de biodiversidade. Portanto, as emissões de GEE de uma
organização e as de outras organizações contribuem para as mudanças climáticas como um
fator direto global da perda de biodiversidade.

Este conteúdo não exige informações sobre mudanças climáticas. As emissões de GEE de
uma organização podem ser relatadas nos Conteúdos 305-1, 305-2 e 305-3 da Norma GRI
305: Emissões 2016.

Poluição
Poluentes atmosféricos, da água e do solo incluem substâncias (ex.: metais pesados,
agrotóxicos, resíduos sólidos) e outros poluentes, tais como calor, luminosidade, ruído ou
vibrações.

A emissão de poluentes pode afetar espécies e ecossistemas. A toxicidade e a persistência


de alguns poluentes podem afetar a saúde das espécies (ex.: com efeitos imunológicos,
reprodutivos, neurotóxicos ou carcinogênicos). Agrotóxicos e inseticidas levam ao declínio de
espécies polinizadoras e de outras espécies. Os resíduos que não são dispostos
adequadamente podem levar a vazamentos de substâncias perigosas no meio ambiente,
enquanto o lixo plástico se acumula no solo e afeta as espécies marinhas por meio de
emaranhamento e ingestão. A luminosidade e o ruído podem perturbar o comportamento de
reprodução ou migração das espécies selvagens, resultando em um declínio populacional.
529 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Espécies exóticas invasoras


Espécies exóticas invasoras são animais, plantas e outros organismos que são
introduzidos, acidental ou deliberadamente, por seres humanos em uma área fora de sua
área geográfica natural e que causam impactos negativos na biodiversidade local. As
espécies exóticas invasoras afetam negativamente a biodiversidade, pois geralmente não
têm predadores em seu novo ambiente, o que permite que se espalhem, se estabeleçam e
se tornem abundantes. Elas podem transmitir doenças, superar na competição ou predar
espécies nativas, alterar as cadeias alimentares e mudar os ecossistemas, por exemplo,
alterando a composição do solo ou criando habitats vulneráveis a incêndios florestais.
Esses impactos podem levar à extinção de espécies.

Orientações para o item 101-6-a


Recomenda-se que a organização relate qual classificação de ecossistemas ela utiliza para
identificar os tipos de ecossistemas convertidos. A organização poderá relatar os tipos de
ecossistemas usando os biomas ou grupos funcionais de ecossistemas da Tipologia Global
de Ecossistemas da IUCN.6 Como alternativa, a organização poderá relatar de acordo com
outra classificação global, classificação nacional ou registro. Se a organização não puder usar
classificações de ecossistemas, ela poderá utilizar classificações de uso da terra (ex.:
categorias de uso da terra do Globio).

Consulte a referência [28] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-6-a-i


A iniciativa Accountability Framework define um ecossistema natural como um ecossistema
que se assemelha substancialmente - em termos de composição de espécies, estrutura e
função ecológica - àquele que é ou seria encontrado em uma determinada área sem grandes
impactos humanos. Inclui ecossistemas gerenciados pelo homem em que grande parte da
composição de espécies naturais, da estrutura e da função ecológica está presente.
Conversão de ecossistemas naturais refere-se à mudança induzida pelo homem de um
ecossistema natural para outro uso ou a uma profunda mudança na composição, estrutura ou
função de espécies de um ecossistema. Pode incluir degradação severa ou a introdução de
práticas de gestão que levem a mudanças substanciais e permanentes na composição,
estrutura ou função das espécies originais do ecossistema.

A conversão do ecossistema natural é medida a partir de uma data-limite7 associada à política


de uma organização relacionada à conversão de ecossistemas naturais (ex.: política de
desmatamento zero). Se a organização não tiver essa política em vigor, recomenda-se que ela
selecione uma data de referência para medir a conversão do ecossistema natural. Por
exemplo, se 2015 tiver sido definido como uma data-limite ou data de referência, a organização
relata o tamanho do ecossistema convertido a partir de 2015 até o período de relato. Datas-
limite comuns se aplicam a organizações que operam no mesmo contexto ou em um contexto
semelhante. Elas apoiam o monitoramento, a verificação e a gestão da conversão de
ecossistemas naturais, inclusive em cadeias de fornecedores. As datas-limite podem,
portanto, ser escolhidas com base em datas-limite setoriais ou regionais (ex.: a data-limite de
2008 da Moratória da Soja no Brasil) ou naquelas datas especificadas em programas de
certificação (ex.: Forest Stewardship Council), legislação (ex.: regulamentação da UE sobre
produtos livres de desmatamento) ou iniciativas voluntárias (ex.: Rede de Metas Baseadas em
Ciência). As datas-limite podem variar conforme as commodities e as regiões. Mais
orientações podem ser encontradas na publicação Accountability Framework initiative
Operational Guidance on Cutoff Dates [6].

Recomenda-se que a organização explique por que determinou as datas de corte ou datas de
referência, conforme apropriado.

Consulte as referências [5] e [6] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-6-a-ii


Ecossistemas intensamente usados e outros ecossistemas modificados são ecossistemas
530 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

em que a atividade humana modificou substancialmente as funções ecológicas primárias e a


composição de espécies de uma área para ecossistemas dominados pela agricultura,
atividades urbanas e outras atividades industriais. Os ecossistemas intensamente usados
são aqueles cobertos pelo bioma de sistemas de uso intensivo da terra (T7) na Tipologia
Global de Ecossistemas da IUCN. Outros ecossistemas modificados incluem águas doces
subterrâneas antropizadas (SF2), águas doces artificiais (F3), sistemas marinhos antropizados
(M4) e linhas costeiras antropizadas (MT3).

Consulte a referência [28] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-6-b-i


O extrativismo de espécies selvagens envolve a coleta, a captura ou a caça de organismos
silvestres (espécies de animais, fungos e plantas) pela organização, inclusive aqueles obtidos
acidentalmente.

A organização poderá relatar se as espécies estão listadas em um dos Anexos da CITES. Ela
também poderá relatar se as espécies são colhidas em áreas ecologicamente sensíveis (ex.:
em uma Área-Chave para a Biodiversidade, que visa proteger ou conservar as espécies
colhidas).

Para relatar sobre o risco de extinção de uma espécie, a organização poderá usar informações
da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN.

Consulte as referências [14] e [27] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-6-b-ii


Recomenda-se que a organização use informações relatadas nos Conteúdos 303-3 Captação
de água e 303-5 Consumo de água da Norma GRI 303: Água e Efluentes 20188 para relatar
captação de água e consumo de água para cada unidade.

Orientações para o item 101-6-c


A organização só necessita informar o tipo e a quantidade de poluentes que levam ou
poderiam levar a impactos mais significativos na biodiversidade.

Para relatar a poluição atmosférica, recomenda-se que a organização use, quando relevante,
as informações relatadas no Conteúdo 305-7 Emissões de NOX, SOX e outras emissões
atmosféricas significativas da Norma GRI 305: Emissões 2016 para:
• NOx;
• SOx;
• Poluentes orgânicos persistentes (POP);
• Compostos orgânicos voláteis (COV);
• Poluentes atmosféricos perigosos (HAP, na sigla em inglês);
• Material particulado (MP);
• Outras categorias-padrão de emissões atmosféricas de regulamentos relevantes.

Para relatar a poluição da água e do solo, recomenda-se que a organização use, quando
relevante, as informações relatadas no:
• Conteúdo 303-4 Descarte de água da Norma GRI 303: Água e Efluentes 2018 para obter
informações sobre substâncias prioritárias que suscitam preocupação que podem causar
poluição da água (ex.: aquelas que levam à eutrofização).
• Conteúdo 306-3 Derramamentos significativos da Norma GRI 306: Efluentes e Resíduos
2016.

Para poluição térmica, luminosa, sonora ou de vibração, recomenda-se que a organização

relate situações que não estejam em conformidade com exigências legais para níveis
permitidos de poluição.

Orientações para o item 101-6-d


Não é exigido que espécies exóticas não invasoras sejam relatadas no item 101-6-d.
6 Outras classificações de ecossistemas estão alinhadas com a Tipologia Global de Ecossistemas da IUCN. Elas incluem a SEEA Ecosystem Type
Espécies exóticas invasoras podem ser introduzidas acidentalmente (ex.: transporte, descarga
Reference Classification [54] e a List of environmental assets da TNFD [42].
7 A iniciativa Accountabilityde água de
Framework lastro)
define ou propositalmente
data-limite como a data após a(ex.:
qual apara controle
conversão de pragas,
do ecossistema horticultura,
natural, animais
que pode incluir o de
desmatamento, torna uma determinada área ou unidade de produção em desconformidade com compromissos de não conversão ou não
desmatamento. Uma data de referência é definida como a data a partir da qual a conversão de um ecossistema natural associada a uma determinada
área ou cadeia de fornecedores é medida ou gerida.
531 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

estimação, jardins zoológicos e aquários). Recomenda-se que a organização relate as


espécies que sejam ou possam ser introduzidas. Por exemplo, uma organização importa
plantas ornamentais para novas áreas, o que pode ameaçar a biodiversidade local. Uma
organização de transporte marítimo pode introduzir moluscos, crustáceos e outras espécies
em novas áreas por meio de água de lastro contaminada ou organismos incrustados nos
navios. Ela também pode introduzir inadvertidamente outras espécies, como insetos e
roedores, por meio do transporte de mercadorias.

Regulamentos nacionais definem quais espécies são consideradas espécies exóticas


invasoras em um determinado país. As bases de dados Global Invasive Species Database e
Global Register of Introduced and Invasive Species também fornecem informações sobre
espécies exóticas invasoras.

A organização também poderá descrever como essas espécies afetam ou podem afetar as
espécies e os ecossistemas do entorno.

Consulte as referências [21] e [22] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-6-e


Pode não ser viável para a organização obter dos fornecedores dados primários sobre os
fatores diretos. Nesse caso, a organização pode estimar os fatores diretos usando modelos de
insumo-produto multirregionaise avaliações de impacto do ciclo de vida em combinação com
dados sobre o volume ou a quantidade gastos em produtos e serviços. Modelos de insumo-
produto multirregionais podem fornecer estimativas dosinsumos ambientais (ex.: uso de água)
e produtos ambientais (ex.: emissões atmosféricas) associados aos produtos e serviços em
sua cadeia de fornecedores. Consulte a publicação Aligning accounting approaches for nature
(Align) Measuring and valuing biodiversity across supply chains [47] para mais informações
sobre as metodologias e os dados para medir fatores diretos em cadeias de fornecedores.

Se a organização não puder relatar o tamanho do ecossistema natural convertido para os


produtos em sua cadeia de fornecedores, ela poderá relatar, para cada produto, o percentual
do volume comprado determinado como livre de desmatamento ou de conversão e descrever
os métodos de avaliação utilizados. Por exemplo, de 100 toneladas de soja compradas, uma
organização determinou que 90% é livre de desmatamento. Métodos de avaliação podem
incluir monitoramento, certificação, compra em jurisdições de baixo risco sem conversão
recente ou com conversão insignificante, ou compra de fornecedores verificados. Para serem
considerados livres de conversão e de desmatamento, os produtos deverão ser avaliados
como não causadores ou contribuintes de uma conversão de ecossistemas naturais, incluindo
desmatamento, após uma data-limite apropriada.

Consulte a referência [47] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-6-f


Recomenda-se que a organização use dados primários para relatar informações sobre os
fatores diretos sempre que possível. Quando os dados primários não estiverem disponíveis, a
organização poderá usar dados secundários ou modelados (ex.: avaliações de impacto do
ciclo de vida). Entretanto, esses dados são menos precisos e podem não refletir a eficácia das
medidas para gerenciar os impactos da organização.

Recomenda-se que a organização explique quais informações se baseiam em dados


primários, secundários ou modelados, bem como quaisquer limitações das metodologias e
dos dados utilizados. Ao relatar dados secundários ou modelados, recomenda-se que a
organização relate quais conjuntos de dados utilizou e se planeja melhorar a exatidão dos
dados.

8 Os conteúdos das Normas GRI 303: Água e Efluentes 2018, GRI 305: Emissões 2016 e GRI 306: Efluentes e Resíduos 2016 (Conteúdo 306-3
Derramamentos significativos) não exigem que as informações sejam relatadas por unidade operacional; eles exigem informações totais. A
organização poderá se referir às fontes de dados originais usadas para compilar as informações para esses conteúdos para obter os dados por
unidade operacional.
532 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Conteúdo 101-7 Mudanças no estado da


biodiversidade

REQUISITOS
A organização deverá:

a. para cada unidade operacional relatada no item 101-5-a, relatar as seguintes


informações sobre ecossistemas afetados ou potencialmente afetados:

i. o tipo de ecossistema para o ano-base;


ii. o tamanho do ecossistema em hectares para o ano-base;
iii. a condição do ecossistema para o ano-base e o atual período de relato;

b. relatar informações contextuais necessárias para a compreensão de como os dados


foram compilados, tais como normas, metodologias e premissas adotadas.

ORIENTAÇÕES
Este conteúdo fornece informações sobre as mudanças na condição do ecossistema afetado
ou potencialmente afetado pela organização.

O estado da biodiversidade é a qualidade holística dos componentes da biodiversidade


(genes, espécies e ecossistemas) e é uma função da condição e do tamanho de seus
componentes. Este conteúdo enfoca a condição e o tamanho dos ecossistemas afetados. Ao
relatar essas informações para o ano-base e o período de relato atual, a organização fornece
informações sobre a saúde geral do ecossistema ao longo do tempo.

Mudanças no estado da biodiversidade podem refletir os impactos cumulativos das atividades


da organização e das atividades de outros, tais como governos, comunidades locais ou outras
organizações. Não é sempre possível determinar quanto da mudança no estado da
biodiversidade é devido às atividades da organização ou de outros. No entanto, as informações
relatadas neste conteúdo, juntamente com o Conteúdo 101-6, ajudam a entender os impactos
reais e potenciais da organização na biodiversidade e podem embasar a gestão desses
impactos.

Recomenda-se que a organização relate as informações sobre mudanças no estado da


biodiversidade para cada produto e serviço relatado no item 101-5-d por país ou jurisdição.
Recomenda-se também que ela relate essas informações para sua cadeia de
valor downstream.

A organização poderá organizar as informações sobre o estado da biodiversidade em contas


estruturadas de biodiversidade. As contas de biodiversidade permitem um monitoramento
mais preciso de ganhos e perdas de biodiversidade ao longo do tempo. Um componente
essencial das contas de biodiversidade é a compilação de um inventário de ativos para cada
tipo de ecossistema, de modo que os ganhos em um tipo não compensem as perdas em
outro. Elas também são úteis para acompanhar o progresso em relação às metas para deter e
reverter a perda de biodiversidade. Consulte a publicação Biological Diversity Protocol [16] da
Endangered Wildlife Trust para mais informações sobre contas de biodiversidade.

Para saber como apresentar informações sobre requisitos do Conteúdo 101-7, consulte a
Tabela 3 do Anexo.

Consulte as referências [16] e [54] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-7-a


Ao relatar informações sobre os ecossistemas afetados ou potencialmente afetados,
recomenda-se que a organização considere todos os tipos de ecossistemas na área que é ou
poderia ser afetada por suas atividades, inclusive além de suas unidades operacionais, se
relevante. O estado do ecossistema geral, que se estende para além das áreas afetadas pela
organização, não é exigido para o relato. Por exemplo, somente é necessário para uma
organização proprietária de uma plantação de soja na Amazônia que relate informações sobre
o tipo, o tamanho e a condição da parte afetada do ecossistema, em vez de relatar sobre toda a
região amazônica.

O ano-base é quando a organização coleta informações da linha de base sobre o tipo, o


tamanho e a condição do ecossistema. O ano-base pode ser o início das atividades de uma
533 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

organização, a data a partir da qual ela possuía, arrendava ou geria uma determinada unidade
operacional ou quando se comprometeu a deter e reverter a perda de biodiversidade.

Informações da linha de base poderão ser coletadas por meio de avaliações de impacto
ambiental, que fornecem informações sobre a condição e as tendências da biodiversidade em
uma determinada área antes do início das atividades de uma organização. Para mais
informações sobre melhores práticas para realização de estudos de base, consulte as
referências [23] e [25] da Bibliografia.

Recomenda-se que a organização relate o ano-base. Recomenda-se que ela relate como
determinou o ano-base e as informações da linha de base no item 101-7-b.

O tamanho e a condição de um ecossistema afetado podem ser combinados em uma


unidade: área ajustada à condição. Esse é o tamanho do ecossistema ajustado para sua
condição, e a unidade (ex.: equivalente em hectares) representa a condição residual dentro
dessa área. A organização poderá também relatar impactos nos ecossistemas afetados
usando hectares ajustados à condição. Consulte as publicações Measuring Ecosystem
Condition – A primer for business [50] do projeto Align e Biological Diversity Protocol [16] da
Endangered Wildlife Trust para mais informações sobre áreas ajustadas à condição.

Consulte as referências [16], [23], [25] e [50] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-7-a-i


Recomenda-se que a organização relate qual classificação de ecossistemas ela utiliza para
identificar os tipos de ecossistemas. A organização poderá relatar os tipos de ecossistemas
usando os biomas ou grupos funcionais de ecossistemas da Tipologia Global de
Ecossistemas da IUCN.9 Como alternativa, a organização poderá relatar de acordo com outra
classificação global, classificação nacional ou registro. Se a organização não puder usar
classificações de ecossistemas, ela poderá utilizar em seu lugar classificações de uso da
terra (ex.: categorias de uso da terra do Globio).

Consulte a referência [28] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-7-a-ii


O tamanho do ecossistema, também chamado de extensão do ecossistema, é a área coberta
pelo ecossistema que é afetada ou potencialmente afetada pelas atividades da organização.
Essa é uma área fixa na qual a condição do ecossistema é medida ao longo do tempo.

Consulte a referência [49] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-7-a-iii


A condição do ecossistema é a qualidade de um ecossistema medida por suas características
vivas e não vivas em relação a uma condição de referência.10 As características vivas e não
vivas incluem:
• composição, função e estrutura do ecossistema;
• características da paisagem (ex.: conectividade); e
• características do estado físico e químico (ex.: estrutura do solo e níveis de nutrientes do
solo).

A condição do ecossistema também pode fornecer informações sobre a capacidade do


ecossistema de fornecer serviços ecossistêmicos agora e no futuro.

As atividades de uma organização podem degradar a condição dos ecossistemas afetados por
meio dos fatores diretos de perda de biodiversidade (doravante denominados fatores diretos).
Por exemplo, a emissão de poluentes, o desmatamento parcial ou a captação de água em
uma área com estresse hídrico poderão afetar a estrutura, a composição ou a função do
ecossistema. Se mudanças no uso da terra e do mar são o principal fator direto da perda de
biodiversidade, as atividades de uma organização levam à conversão de um ecossistema a
um tipo diferente de ecossistema. Nesse caso, a conversão do ecossistema resulta em uma
redução completa na condição do ecossistema.

Recomenda-se que os métodos para medir a condição do ecossistema reflitam as


características relevantes do ecossistema. A organização poderá usar métodos que meçam
534 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

diretamente as características ou estimem as condições do ecossistema com base em fatores


diretos. Esses métodos podem ser específicos a determinados tipos de ecossistemas (ex.:
tipos de zonas úmidas ou florestas) ou aplicáveis a diferentes tipos de ecossistemas (ou seja,
aplicáveis nos ambientes terrestres, de água doce ou marinhos). Consulte a Tabela 2 do
Anexo para exemplos de métodos para medir ou estimar a condição do ecossistema. Consulte
as publicaçõesMeasuring Ecosystem Condition – A primer for business [50] do projeto Align e
Guidance on the identification and assessment of nature-related issues: The LEAP approach [41]
da Força-Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas à Natureza (TNFD) para mais
informações sobre como medir a condição do ecossistema.

Se a organização monitora a condição dos ecossistemas afetados ou potencialmente afetados


com uma frequência diferente da frequência de seu relatório de sustentabilidade, recomenda-
se que ela relate as informações mais recentes e não serão necessárias medições adicionais
para atender ao requisito.

Consulte as referências [41], [49], [50] e [54] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-7-b


Recomenda-se que a organização use dados primários para relatar os fatores diretos sempre
que possível (ex.: dados coletados por meio de pesquisas de campo, DNA ambiental ou
derivados de imagens de satélite).

Quando os dados primários não estiverem disponíveis, a organização poderá usar dados
secundários ou modelados (ex.: camadas de dados sobre a extensão e a condição do
ecossistema, avaliações de impacto do ciclo de vida). Os dados modelados são emitidos a
partir de modelos que quantificam como os diferentes fatores diretos afetam o estado da
biodiversidade. Esses modelos usam dados coletados globalmente e os resultados são
aplicados localmente para estimar como as atividades da organização podem levar a
mudanças no ecossistema. Eles incluem camadas de dados geoespaciais que podem ser
usadas para identificar mudanças no tamanho e na condição dos ecossistemas, tais como o
nível de fragmentação e conectividade do habitat, ou identificar espécies que possam estar
presentes em locais específicos.

Recomenda-se que a organização explique quais informações se baseiam em dados


primários, secundários ou modelados,bem como quaisquer limitações das metodologias e
dos dados utilizados. Ao relatar dados secundários ou modelados, recomenda-se que a
organização relate quais conjuntos de dados utilizou e se planeja melhorar a exatidão dos
dados.

Orientações para o item 101-7


Recomenda-se que a organização relate, além disso, informações sobre espécies afetadas ou
potencialmente afetadas para as unidades operacionais relatadas no item 101-5-a. A
organização poderá relatar as espécies, seu risco de extinção e o tamanho da população para
a linha de base e o período de relato atual.

O risco de extinção mede o status de ameaça de uma espécie e como as atividades de uma
organização podem afetar o status de ameaça. As listas vermelhas global, regional e nacional
da IUCN podem ser usadas para determinar o risco de extinção da espécie (ou seja,
Criticamente Ameaçada, Ameaçada, Vulnerável, Quase Ameaçada e Pouco Preocupante). A
mudança no habitat disponível para a espécie pode ser usada como referência para medir o
impacto no risco de extinção local ou global, observando-se que outros fatores podem motivar
o risco de extinção (ex.: caça, mudanças climáticas).

O tamanho da população mede o número de indivíduos de uma espécie dentro de uma área.
Ele pode ser medido pelo número de indivíduos maduros ou pelo número de pares
reprodutores. Quando o tamanho da população não está disponível, as tendências na
abundância relativa da população ou na área de habitat da espécie podem ser usadas como
referência.

A organização poderá relatar informações para as seguintes espécies:


• Espécies cujas populações locais ou gerais foram ou poderiam ser significativamente
alteradas.
• Espécies que são legalmente protegidas por leis locais, nacionais ou internacionais e
9 Outras classificações de ecossistemas estão alinhadas com a Tipologia Global de Ecossistemas da IUCN. Elas incluem a SEEA Ecosystem Type
convenções (ex.: espécies listadas em um dos Anexos da CITES).
Reference Classification [54] e a List of environmental assets da TNFD [42].
10 Uma condição de referência é usada para calibrar a medição da condição do ecossistema ao longo do tempo. Ela difere da linha de base, que é a
condição do ecossistema para o ano-base. Consulte a publicação Measuring Ecosystem Condition – A primer for business [50] do projeto Align para
mais informações sobre condição de referência.
535 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

• Espécies reconhecidas como prioritárias em nível local, nacional ou internacional (ex.:


espécies listadas como ameaçadas na Lista Vermelha internacional da IUCN ou espécies
que desencadeiam a designação de uma Área-Chave para a Biodiversidade).
• Espécies que desempenham um papel essencial no ecossistema (ex.: espécies-chave)
• Espécies que desempenham um papel cultural ou econômico significativo para
stakeholders (ex.: caça, colheita, polinização).

Consulte as referências [27] e [49] da Bibliografia.


536 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Conteúdo 101-8 Serviços ecossistêmicos

REQUISITOS
A organização deverá:

a. para cada unidade operacional relatada no item 101-5-a, listar os serviços


ecossistêmicos e os beneficiários afetados ou potencialmente afetados pelas
atividades da organização;

b. explicar como os serviços ecossistêmicos e os beneficiários são ou poderiam ser


afetados pelas atividades da organização.

ORIENTAÇÕES Os serviços ecossistêmicos ocorrem por meio do funcionamento normal de um ecossistema e


podem se enquadrar em uma ou mais das seguintes categorias:
• serviços de provisão;
• serviços de regulação e manutenção; e
• serviços culturais.

Os serviços de provisão contribuem para os benefícios extraídos ou colhidos dos


ecossistemas. São exemplos a madeira em uma floresta, a água doce de um rio e a caça de
subsistência. Os serviços de regulação e manutenção resultam da capacidade dos
ecossistemas de regular os processos biológicos e influenciar os ciclos climáticos,
hidrológicos e bioquímicos, mantendo assim condições ambientais benéficas para as
pessoas. Um exemplo é o papel das florestas na prevenção da erosão do solo. Os serviços
culturais são os benefícios não materiais que as pessoas (beneficiários) obtêm dos
ecossistemas por meio de enriquecimento espiritual, desenvolvimento cognitivo, reflexão,
recreação e experiências estéticas. Exemplos disso são o valor recreativo de uma floresta e a
importância cultural de uma paisagem histórica para uma comunidade local.

A biodiversidade desempenha um papel importante na manutenção da qualidade, da


quantidade e da resiliência dos fluxos de serviços ecossistêmicos, além de fornecer serviços
ecossistêmicos dos quais os beneficiários dependem agora e no futuro. A diversidade de
genes, espécies e ecossistemas oferece uma gama maior de serviços ecossistêmicos e
maior quantidade, qualidade e resiliência geral dos serviços ecossistêmicos, além de
melhorar a capacidade de funcionamento eficaz dos ecossistemas. Uma mudança no estado
da biodiversidade pode levar a mudanças nos serviços ecossistêmicos. Isso, por sua vez,
pode gerar um impacto nos beneficiários desses serviços ecossistêmicos. Por exemplo, um
declínio no número de abelhas causado pelas atividades da organização pode levar à
diminuição dos serviços de polinização. Se as culturas não forem polinizadas adequadamente
pelas abelhas, a qualidade e a quantidade das safras produzidas poderão ser afetadas,
reduzindo a disponibilidade de alimentos para a comunidade local que trabalha na produção
agrícola.

Este conteúdo esclarece os serviços ecossistêmicos e os beneficiários afetados ou


potencialmente afetados pelas atividades da organização. Recomenda-se que a organização
também liste os serviços ecossistêmicos e os beneficiários afetados ou potencialmente
afetados pelas atividades de seus fornecedores para cada país ou jurisdição relatados no item
101-5-d e aqueles afetados ou potencialmente afetados pelas atividades de suas entidades
downstream.

Para saber como apresentar informações sobre requisitos do Conteúdo 101-8, consulte a
Tabela 3 do Anexo.

Consulte as referências [31] e [54] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-8-a


Os beneficiários podem incluir Povos Indígenas, comunidades locais e outras organizações. A
organização relatora também pode ser um dos beneficiários. A organização poderá informar o
número de beneficiários ao relatar informações para esse requisito (ex.: 50 agricultores
localizados na área).

Recomenda-se que a organização descreva a abordagem usada para identificar os serviços


ecossistêmicos relatados no item 101-8-a. A organização poderá explicar se ela se engaja
com os stakeholders para identificar os serviços ecossistêmicos e os beneficiários afetados.
537 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Ela poderá também usar as seguintes metodologias e ferramentas para identificar serviços
ecossistêmicos:
• a ferramenta ENCORE;
• o Protocolo de Capital Natural da Natural Capital Coalition;
• a abordagem LEAP da Força-Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas à
Natureza (TNFD), que se baseia na Contabilidade Ecossistêmica SEEA da ONU;
• o Corporate Ecosystem Services Review do World Resources Institute (WRI).

Consulte as referências [20], [32], [41], [54] e [56] da Bibliografia.

Orientações para o item 101-8-b


As atividades da organização podem levar a um aumento ou a uma diminuição na qualidade e
na quantidade de serviços ecossistêmicos. Por exemplo, a organização poderá explicar que o
corte de árvores na floresta reduziu os serviços de abastecimento de alimentos, o que gera um
impacto negativo na comunidade local, que precisa encontrar uma fonte alternativa de
alimentos. Em outro exemplo, a organização poderá explicar que a mudança para o sistema
agroflorestal resultou em um aumento nos serviços de controle de erosão do solo, o que gera
um impacto positivo na comunidade local, que enfrentará menos riscos em caso de
inundações.
538 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

água de superfície
água que ocorre naturalmente na superfície da Terra em lençóis de gelo, calotas de gelo,
glaciares, icebergs, pântanos, lagoas, lagos, rios e córregos

Fonte: CDP, CDP Water Security Reporting Guidance, 2018; modificado

água de terceiros
empresas municipais de abastecimento de água e estações municipais de tratamento de
água residual, empresas públicas ou privadas prestadoras de serviços públicos, bem como
outras organizações envolvidas no fornecimento, transporte, tratamento, disposição ou uso de
água e efluentes

água do mar
água de um mar ou de um oceano

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 14046:2014. Gestão ambiental


— Pegada hídrica — Princípios, requisitos e diretrizes. Genebra, ISO, 2014;
modificado

água subterrânea
água que está contida e que pode ser recuperada de uma formação subterrânea

Fonte: International Organization for Standardization. ISO 14046:2014. Gestão ambiental


— Pegada hídrica — Princípios, requisitos e diretrizes. Genebra, ISO, 2014;
modificado

ano-base
um dado histórico (ex.: um ano) em relação ao qual uma medida é monitorada ao longo do
tempo

bacia hidrográfica
área de terra da qual o escoamento superficial e subterrâneo de águas flui através de uma
sequência de ribeirões, rios, aquíferos e lagos para o mar ou outro escoadouro em uma única
foz, estuário ou delta

Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014;
modificada

Obs.: As bacias hidrográficas incluem águas subterrâneas associadas e podem incluir


partes de corpos d’água (tais como lagos ou rios). Em diferentes partes do
mundo, as bacias hidrográficas também são chamadas de "bacias de drenagem"
ou "bacias" (ou sub-bacias).

cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização

cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final
539 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Obs 1: Entidades upstream (acima) da organização (ex.: fornecedores) fornecem produtos


ou serviços que são usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização. Entidades downstream (abaixo) da organização (ex.:
distribuidores, clientes) recebem produtos ou serviços da organização.

Obs 2: A cadeia de valor inclui a cadeia de fornecedores.

captação de água
soma do volume total de água retirada de águas superficiais, águas subterrâneas, água do
mar ou água de terceiros durante o período de relato

comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização

Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.

consumo de água
soma do volume total de água captada e incorporada aos produtos, usada na produção
agrícola ou gerada como resíduo, que tenha evapotranspirado ou sido consumida por
humanos ou animais de criação, ou esteja poluída ao ponto de estar inutilizável para consumo
por outros e que, portanto, não tenha sido descartada de volta para as águas superficiais,
águas subterrâneas, água do mar ou para terceiros durante o período de relato

Fonte: CDP, CDP Water Security Reporting Guidance, 2018; modificado

Obs.: Consumo de água inclui água que foi armazenada durante o período de relato
para uso ou descarte em um período de relato subsequente.

criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior

Obs. 1: Exceções podem ocorrer em determinados países nos quais a economia e o


sistema educacional são insuficientemente desenvolvidos e se aplica a idade
mínima de 14 anos. Esses países considerados exceções são especificadas pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT) em resposta a solicitação especial de
um país interessado e consulta junto a organizações representantes de
empregadores e trabalhadores.

Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".
540 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

efluente
água residual tratada ou não tratada que é descartada

Fonte: Alliance for Water Stewardship (AWS), Norma Internacional de Gestão da Água
AWS (AWS International Water Stewardship Standard), Versão 1.0, 2014

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

estresse hídrico
capacidade, ou não, de atender a demanda humana e ecológica de água

Fonte: CEO Water Mandate, Corporate Water Disclosure Guidelines, 2014

Obs. 1: O estresse hídrico pode se referir à disponibilidade, qualidade ou acessibilidade


da água.

Obs. 2: O estresse hídrico baseia-se em elementos subjetivos e é avaliado de formas


diferentes dependendo de valores sociais, como a potabilidade da água ou os
requisitos para que seja disponibilizada aos ecossistemas.

Obs. 3: O estresse hídrico de uma área pode ser medido na bacia hidrográfica em seu
nível mínimo.

fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização

Exemplos: intermediários, consultores, partes contratadas, distribuidores, franqueados,


trabalhadores em domicílio, terceiros independentes, licenciados, fabricantes,
produtores primários, subcontratados, atacadistas

Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.

gás de efeito estufa (GEE)


gás que contribui para o efeito estufa ao absorver radiação infravermelha

grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral

Exemplos: crianças e jovens; idosos; ex-combatentes; famílias afetadas pelo HIV/AIDS;


defensores dos direitos humanos; povos indígenas; deslocados internos;
trabalhadores migrantes e suas famílias; minorias nacionais ou étnicas,
religiosas ou linguísticas; pessoas que poderiam ser discriminadas com base em
sua orientação sexual, identidade de gênero, expressão de gênero ou
características sexuais (ex.: lésbicas, gays, bissexuais, transgênero, intersexo);
pessoas com deficiência; refugiados ou refugiados que regressam aos seus
países de origem; mulheres

Obs.: As vulnerabilidades e impactos podem variar conforme o gênero.

impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".
541 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

linha de base
o ponto de partida usado para comparações

Obs.: No contexto do relato de energia e emissões, a linha de base é o consumo


energético ou as emissões esperados na ausência de qualquer atividade de
redução.

mecanismo de queixas
processo de rotina pelo qual podem ser feitas queixas e pode-se obter reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o Conteúdo 2-25 na Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "mecanismo de queixas".

parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio

Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado

Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações

Obs.: Parceiros de negócios não incluem as subsidiárias e as afiliadas controladas pela


organização.

período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas

Exemplos: ano fiscal, ano-calendário

povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 169, “Povos Indígenas


e Tribais”, 1989.

queixa
percepção de uma injustiça que evoca o senso de direito de uma pessoa ou grupo de
pessoas, que pode estar baseado em leis, contratos, promessas explícitas ou implícitas,
práticas tradicionais ou noções gerais de justiça das comunidades afetadas

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011

relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.
542 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: São exemplos de outras entidades diretamente relacionadas a operações,


produtos ou serviços da organização, uma organização não governamental com
quem a organização fornece suporte a uma comunidade local ou forças de
segurança do Estado que protegem as instalações da organização.

reparar/reparação
significa desfazer ou reparar um impacto negativo ou providenciar reparação

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de


Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012; modificado

Exemplos: desculpas, indenização financeira ou não-financeira, prevenção de danos por meio


de ações cautelares ou garantias de não repetição, sanções (sejam penais ou
administrativas, como multas), restituição, restauração, reabilitação

resíduos
qualquer substância ou objeto que o gerador descarta ou tem a intenção ou obrigação de
descartar

Fonte: Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Convenção da
Basileia sobre o Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos
e seu Depósito, 1989

Obs. 1: Resíduos podem ser definidos de acordo com a legislação nacional no local de
geração.

Obs. 2: Um gerador pode ser a organização relatora, uma entidade upstream ou


downstream na cadeia de valor da organização (ex.: fornecedor ou consumidor), ou
uma organização de gerenciamento de resíduos, entre outras.

severidade (de um impacto)


A severidade de um impacto negativo real ou potencial é definida por seu tamanho (ou seja, o
tamanho da gravidade do impacto), escopo (ou seja, o quanto o impacto está disseminado) e
natureza irremediável (o quanto é difícil desfazer ou reparar o dano resultante).

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de
Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012, modificado

Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".

stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018, modificado

Exemplos: parceiros de negócios, organizações da sociedade civil, consumidores, clientes,


empregados e outros trabalhadores, governos, comunidades locais, organizações
não governamentais, acionistas e outros investidores, fornecedores, sindicatos,
grupos vulneráveis

Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".

temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
543 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".

trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização

Exemplos: empregados, trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,


aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos,
subcontratados, voluntários e pessoas que trabalham para outras organizações
que não a organização relatora como, por exemplo, fornecedores

Obs.: Nas Normas GRI, em alguns casos é especificado se é necessário usar um


determinado subconjunto de trabalhadores.

Bibliografia
544 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Bibliografia
Esta seção contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma, bem como recursos que podem ser consultados pela
organização.

Instrumentos reconhecidos:
1. Organização das Nações Unidas (ONU), Acordo sobre conservação e uso sustentável da biodiversidade
marinha em áreas além da jurisdição nacional (BBNJ), sob a estrutura jurídica da Convenção das Nações
Unidas sobre o Direito do Mar, 2023.
2. Organização das Nações Unidas (ONU), Convenção sobre Diversidade Biológica, 1992.
3. Organização das Nações Unidas (ONU), Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, 2022.
4. Organização das Nações Unidas (ONU), Protocolo de Nagoia sobre Acesso a Recursos Genéticos e Repartição
Justa e Equitativa dos Benefícios Derivados de sua Utilização à Convenção sobre Diversidade Biológica, 2011.

Referências adicionais:
5. Accountability Framework initiative, Termos e Definições, 2019.
6. Accountability Framework initiative, The Accountability Framework Operational Guidance on Cutoff Dates, 2023.
7. BirdLife International, UNEP-WCMC, RSPB, FFI e Universidade de Cambridge, Strengthening implementation of
the mitigation hierarchy: managing biodiversity risk for conservation gains, 2015.
8. J.W. Bull, J. Baker, V. Griffiths, J.P.G. Jones, and E.J. Milner-Gulland, Ensuring No Net Loss for people and
biodiversity: good practice principles, 2018.
9. Programa de Negócios e Compensação da Biodiversidade (BBOP), Glossário, 2018.
10. Programa de Negócios e Compensação da Biodiversidade (BBOP), Resource Paper: No Net Loss and Loss-
Gain Calculations in Biodiversity Offsets, 2012.
11. Programa de Negócios e Compensação da Biodiversidade (BBOP), Standard on Biodiversity Offsets, 2012.
12. Convenção sobre Diversidade Biológica, Áreas Marinhas Ecologicamente ou Biologicamente Significativas,
[Link] acessado em 28 de novembro de 2023.
13. Convenção sobre Diversidade Biológica, The Access and benefit-sharing Clearing-House,
[Link] acessado em 28 de novembro de 2023.
14. Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção
(CITES), Anexos I, II e III, 2023.
15. Cross Sector Biodiversity Initiative (CSBI), A cross-sector guide for implementing the Mitigation Hierarchy, 2015.
16. Endangered Wildlife Trust, The Biological Diversity Protocol (BD Protocol), 2020.
17. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), FAO Major Fishing Areas,
[Link] acessado em 28 de novembro de 2023.
18. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Globally Important Agricultural
Heritage Systems (GIAHS), [Link] acessado em 28 de novembro
de 2023.
19. Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), União Internacional para a
Conservação da Natureza (IUCN CEM) e Sociedade para a Restauração Ecológica (SER), Principles for
ecosystem restoration to guide the United Nations Decade 2021–2030, 2021.
20. Global Canopy, Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI) e Centro
de Monitoramento da Conservação Mundial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP-
WCMC), Exploring Natural Capital Opportunities, Risks and Exposure, [Link] acessado em
28 de novembro de 2023.
21. Global Invasive Species Specialist Group (ISSG), Global Invasive Species Database,
[Link] acessado em 28 de novembro de 2023.
22. Global Invasive Species Specialist Group (ISSG), Global Register of Introduced and Invasive Species,
[Link] acessado em 28 de novembro de 2023.
23. T. Gullison, J. Hardner, S. Anstee, and M. Meyer, Good Practices for the Collection of Biodiversity Baseline Data,
2015.
24. Integrated Biodiversity Assessment Tool (IBAT) Alliance, The Data, [Link]
acessado em 28 de novembro de 2023.
25. Corporação Financeira Internacional (IFC), Padrão de Desempenho 6: Conservação da Biodiversidade e Gestão
Sustentável de Recursos Naturais Vivos, 2012.
545 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

26. União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), IUCN Policy on Biodiversity Offsets, 2016.
27. União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas de
Extinção, [Link] acessado em 28 de novembro de 2023.
28. D.A. Keith, J.R. Ferrer-Paris, E. Nicholson, and R.T. Kingsford,The IUCN Global Ecosystem Typology 2.0:
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29. Key Biodiversity Areas (KBA) Partnership, KBA Data, [Link] acessado
em 28 de novembro de 2023.
30. Marine Mammal Protected Areas Task Force, Important Marine Mammal Areas e-Atlas,
[Link] acessado em 28 de novembro de 2023.
31. Avaliação Ecossistêmica do Milênio, Ecosystems and Human Well-being: Biodiversity Synthesis, 2005.
32. Natural Capital Coalition, Natural Capital Protocol, 2016.
33. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Biodiversity Offsets: Effective Design
and Implementation, Paris, 2016.
34. Ramsar, Ramsar Sites Information Service, [Link] acessado em 28 de novembro de 2023.
35. Rede de Metas Baseadas em Ciência (SBTN), High Impact Commodity List,
[Link]
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36. Rede de Metas Baseadas em Ciência (SBTN), Materiality Screening Tool,
[Link]
acessado em 28 de novembro de 2023.
37. Rede de Metas Baseadas em Ciência (SBTN), Resources, [Link]
acessado em 28 de novembro de 2023.
38. Rede de Metas Baseadas em Ciência (SBTN), Science-Based Targets for Nature: Initial Guidance for Business,
2020.
39. Rede de Metas Baseadas em Ciência (SBTN), Technical Guidance: Step 1: Assess, 2023.
40. Rede de Metas Baseadas em Ciência (SBTN) e Força-Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas à
Natureza (TNFD), Guidance for corporates on science-based targets for nature, 2023.
41. Força-Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas à Natureza (TNFD), Guidance on the identification
and assessment of nature-related issues: The LEAP approach, 2023.
42. Força-Tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas à Natureza (TNFD), Recommendations of the
Taskforce on Nature-related Financial Disclosures, 2023.
43. Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), Global assessment
report of the Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and Ecosystem Services, 2019.
44. Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), Information on
scoping for a thematic assessment of invasive alien species and their control, 2018.
45. Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) - Convenção do
Patrimônio Mundial Cultural e Natural, World Heritage Interactive Map, [Link]
map/, acessado em 28 de novembro de 2023.
46. Centro de Monitoramento da Conservação Mundial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(UNEP-WCMC), ICCA Registry, [Link] acessado em 28 de
novembro de 2023.
47. Centro de Monitoramento da Conservação Mundial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(UNEP-WCMC), Capitals Coalition, Arcadis e International Climate Finance (ICF), Measuring and valuing
biodiversity across supply chains, Aligning accounting approaches for nature, 2023.
48. Centro de Monitoramento da Conservação Mundial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(UNEP-WCMC), Capitals Coalition, Arcadis e International Climate Finance (ICF), Measuring and valuing
biodiversity at site level, Aligning accounting approaches for nature, 2023.
49. Centro de Monitoramento da Conservação Mundial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(UNEP-WCMC), Capitals Coalition, Arcadis e International Climate Finance (ICF), Recommendations for a
standard on corporate biodiversity measurement and valuation, Aligning accounting approaches for nature,
2022.
50. Centro de Monitoramento da Conservação Mundial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(UNEP-WCMC), Capitals Coalition, Arcadis, WCMC Europe e International Climate Finance (ICF), Measuring
Ecosystem Condition – A primer for business, Aligning accounting approaches for nature, 2023.
51. Centro de Monitoramento da Conservação Mundial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
546 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

(UNEP-WCMC) e Secretariado da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna
Selvagens em Perigo de Extinção (CITES), Species+ [Link] acessado em 28 de
novembro de 2023.
52. Centro de Monitoramento da Conservação Mundial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(UNEP-WCMC) e União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Protected planet: The World
Database on Other Effective Area-Based Conservation Measures (WDOECM),
[Link] , acessado em 28 de novembro de
2023.
53. Centro de Monitoramento da Conservação Mundial do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(UNEP-WCMC) e União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), Protected planet: The World
Database on Protected Areas (WDPA), [Link]
acessado em 28 de novembro de 2023.
54. Organização das Nações Unidas et al., System of Environmental-Economic Accounting—Ecosystem Accounting
(SEEA EA), 2021.
55. Grupo Banco Mundial, Biodiversity Offsets: A user guide, 2016.
56. World Resources Institute (WRI), The Corporate Ecosystem Services Review: Guidelines for Identifying Business
Risks and Opportunities Arising from Ecosystem Change. Versão 2.0, 2012.
57. World Wildlife Fund (WWF), Biodiversity Risk Filter, [Link] acessado em 28 de
novembro de 2023.

Recursos:
58. European Alien Species Information Network (EASIN), Guidelines and Codes of Conduct,
[Link] acessado em 28 de novembro de 2023.
59. Partnership for Biodiversity Accounting Financials (PBAF), Taking biodiversity into account, PBAF Standard
v2022, Biodiversity impact assessment - Overview of approaches, 2022.
60. Rede de Metas Baseadas em Ciência (SBTN), [Link]
content/uploads/2023/05/[Link] , acessado em 28 de novembro de 2023.

Anexo
547 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Anexo
Tabela 1. Critérios para identificar áreas ecologicamente sensíveis

Tabela 2. Métodos para medir ou estimar a condição do ecossistema

Tabela 3. Exemplo de modelo para apresentação de informações relacionadas às unidades operacionais de uma
organização para os Conteúdos 101-5, 101-6, 101-7 e 101-8

Tabela 4. Exemplo de modelo para apresentação de informações relacionadas à cadeia de fornecedores de uma
organização para os Conteúdos 101-5 e 101-6
548 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Tabela 1. Critérios para identificar áreas ecologicamente


sensíveis

Área Critérios*

Importância Áreas protegidas por meios legais ou outros meios eficazes


para a
biodiversidade Áreas geograficamente definidas que são designadas ou reguladas e geridas visando atingir
objetivos específicos de conservação. Elas incluem:
• Áreas de proteção ambiental [53]** (terrestres, de água doce ou marinhas) de acordo com
convenções e acordos locais, nacionais, regionais ou internacionais.
• Áreas conservadas por meio de Outras Medidas Eficazes de Conservação baseadas em
área (OECMs) [54].

Exemplos de área de proteção ambiental e OECMs incluem bens naturais e mistos do


Patrimônio Mundial [45], Zonas Úmidas designadas pela Convenção de Ramsar sobre Zonas
Úmidas de Importância Internacional [34] e áreas protegidas por acordos marítimos regionais.

Áreas cientificamente reconhecidas por sua importância para a biodiversidade


• Áreas-Chave para a Biodiversidade (KBAs) [29]** – locais com contribuição significativa para
a biodiversidade global nos ecossistemas terrestres, de água doce ou marinhos. As KBAs
incluem locais da Aliança para Extinção Zero, Áreas Importantes para Aves e Biodiversidade
e Áreas Importantes de Plantas.
• Áreas Marinhas Ecologicamente ou Biologicamente Significativas (EBSAs) [12] – áreas
especiais no oceano que apoiam o funcionamento saudável dos oceanos e os muitos
serviços que eles oferecem.
• Áreas Importantes para Mamíferos Marinhos [30].

Áreas importantes para as espécies

As áreas importantes para as espécies incluem áreas com:


• espécies ameaçadas de extinção [26]** (criticamente ameaçadas, ameaçadas e vulneráveis
em nível global, nacional ou regional);
• espécies gregárias;
• espécies migratórias;
• espécies com distribuição restrita;
• espécies endêmicas.

Áreas importantes para os ecossistemas

As áreas importantes para os ecossistemas contêm ecossistemas que são raros ou muito
localizados, altamente ameaçados, importantes para a conectividade de ecossistemas ou
associados aos principais processos evolutivos.

Por exemplo, ressurgências costeiras e montes submarinos.

Áreas importantes para a conectividade ecológica

As áreas importantes para a conectividade ecológica incluem corredores ecológicos relevantes,


áreas e rotas relevantes para padrões migratórios sazonais e áreas que proporcionam espaço
adaptativo para que as espécies se espalhem por uma região diante de mudanças nas
condições ambientais.

Alta integridade As áreas de alta integridade ecossistêmica, tanto em escala global quanto em comparação
ecossistêmica com a paisagem circundante, contêm oportunidades significativas para preservar os ativos
ambientais e sustentar os serviços ecossistêmicos locais e globais.

Rápido declínio As áreas de rápido declínio de sua integridade são áreas com declínio na resiliência da
da integridade prestação de serviços ecossistêmicos e que estão potencialmente em pontos de inflexão de
riscos ecológicos. Isso pode incluir áreas que tenham atingido um baixo nível de integridade.

Importância da São exemplos de áreas importantes para o fornecimento de benefícios dos serviços
prestação de ecossistêmicos para os Povos Indígenas, para as comunidades locais e outros stakeholders:
serviços • áreas em que ecossistemas e biodiversidade saudáveis apoiam os meios de subsistência
549 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

ecossistêmicos locais;
• áreas que têm sido tradicionalmente de posse, ocupadas ou, de outra forma, utilizadas ou
adquiridas por Povos Indígenas e comunidades locais;
• áreas de importância biocultural para Povos Indígenas e comunidades locais;
• áreas em que ecossistemas e biodiversidade saudáveis provêm suporte a serviços
culturais ou recreativos.

São exemplos de áreas de importância para Povos Indígenas e comunidades locais:


• Territórios e Áreas Conservados por Povos Indígenas e Comunidades (TICCAs) [47];
• áreas sob gestão tradicional de Povos Indígenas e comunidades locais ou sujeitas a
colheita tradicional;
• Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Mundial da FAO [19] são habitados por
comunidades que mantêm estreitas relações com seu território.

Risco físico As áreas com alto risco físico conhecido relacionado à água são áreas com disponibilidade
relacionado à hídrica limitada, risco de inundações, má qualidade da água e áreas marinhas com altos níveis
água de poluição terrestre.

* Os critérios para identificar áreas ecologicamente sensíveis estão definidos na publicação da TNFD Guidance on
the identification and assessment of nature-related issues: The LEAP approach [41]. O Biodiversity Risk Filter [57] do
WWF pode ser usado para identificar áreas ecologicamente sensíveis. A TNFD fornece orientações sobre conjuntos
de dados adicionais que poderão ser usados para identificar essas áreas.

** As publicações World Database on Protected Areas, World Database of Key Biodiversity Areas e a Lista Vermelha
de Espécies Ameaçadas da IUCN poderão ser acessadas por meio da ferramenta Integrated Biodiversity
Assessment Tool (IBAT) [24] para identificar áreas de proteção ambiental, KBAs e áreas com espécies ameaçadas,
respectivamente.
550 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Tabela 2. Métodos para medir ou estimar a condição do


ecossistema

Métodos Específicos para cada tipo de Métodos aplicáveis a diferentes tipos


ecossistema de ecossistema

Medição direta da condição do Cobertura de coral vivo Abundância Média de Espécies Medida
ecossistema
Densidade do dossel florestal Diversidade de espécies

Manutenção da qualidade da Produtividade primária de um


água ecossistema

Estimativa da condição do Índice de Integridade da Índice de Integridade do Ecossistema


ecossistema Paisagem Florestal (FLII) (EII)

Abundância Média de Espécies

Fração Potencialmente Desaparecida

Fonte: Measuring Ecosystem Condition – A primer for business [50] do projeto Align
551 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Tabela 3. Exemplo de modelo para apresentação de


informações relacionadas às unidades operacionais de uma
organização para os Conteúdos 101-5, 101-6, 101-7 e 101-8
A Tabela 3 fornece um exemplo de como apresentar informações relacionadas às unidades operacionais de uma
organização para os Conteúdos 101-5, 101-6, 101-7 e 101-8. A organização poderá alterar a tabela de acordo com
suas práticas.

Unid. Unid.
1 N

Unidades Localização*

(101-5-a, 101-5-c) Tamanho (Ha)

Atividades

Áreas ecologicamente Se a unidade operacional é dentro de uma área ecologicamente


sensíveis dentro das sensível ou perto dela
unidades operacionais ou
em seu entorno Distância**

(101-5-b) Tipo***

Fatores diretos de perda de Mudanças Conversão de Tamanho do


biodiversidade**** no uso da ecossistemas naturais ecossistema
terra e do convertido (Ha)
mar (101-6-a-i)
Data-limite ou data de
referência

Tipo de ecossistema
antes da conversão

Tipo de ecossistema
depois da conversão

Conversão de um Tamanho do
ecossistema intensamente ecossistema
usado ou modificado para convertido (Ha)
outro
Tipo de ecossistema
(101-6-a-ii) antes da conversão

Tipo de ecossistema
depois da conversão

Exploração Espécies Espécie Quantidade*****


de recursos selvagens selvagem 1
naturais Risco de extinção da
(101-6-b-i) [inserir tipo] espécie

Espécie Quantidade*****
selvagem 2
Risco de extinção da
[inserir tipo] espécie

Água Captação de água (ml)

(101-6-b-ii)
Consumo de água (ml)
552 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Poluição Poluente 1 [inserir tipo] Quantidade*****

(101-6-c) Poluente 2 [inserir tipo] Quantidade*****

Espécies Como as espécies exóticas invasoras são ou podem


exóticas ter sido introduzidas
invasoras

(101-6-d)

Estado da biodiversidade Ecossistema 1 [inserir tipo] Tamanho do ecossistema (Ha)

(101-7-a-ii)
(101-7-a-i)
Condição do Ano-base
ecossistema
Período de
(101-7-a-iii) relato

Ecossistema 2 [inserir tipo] Tamanho do ecossistema (Ha)

(101-7-a-ii)
(101-7-a-i)
Condição do Ano-base
ecossistema
Período de
(101-7-a-iii) relato

Serviços ecossistêmicos Serviços ecossistêmicos (101-8-a)

Beneficiários (101-8-a)

*Se a organização usa a linha de polígono ou mapas para relatar a localização de suas unidades operacionais, ela
poderá incluir uma referência à linha de polígono ou mapas na linha "Localização".

**É necessário que a organização relate a distância somente em casos em que áreas ecologicamente sensíveis
estejam próximas às suas unidades operacionais.

***Os tipos de áreas ecologicamente sensíveis são: áreas importantes para a biodiversidade, áreas de alta
integridade ecossistêmica, áreas de rápido declínio na integridade ecossistêmica, áreas de altos riscos físicos
relacionados à água e áreas importantes para o fornecimento de benefícios dos serviços ecossistêmicos para
Povos Indígenas, comunidades locais e outros stakeholders.

**** A organização precisa relatar somente as informações para os fatores diretos de perda de biodiversidade que
sejam relevantes às suas atividades.

*****Recomenda-se que a organização especifique a unidade de medida utilizada.


553 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Tabela 4. Exemplo de modelo para apresentação de


informações relacionadas à cadeia de fornecedores de uma
organização para os Conteúdos 101-5 e 101-6
A Tabela 4 apresenta um exemplo de como apresentar informações relacionadas à cadeia de fornecedores de uma
organização para os Conteúdos 101-5 e 101-6. A organização poderá alterar a tabela de acordo com suas práticas.

Produtos e Produtos e serviços Produto 1 Serviço 1


Serviços
[inserir nome] [inserir nome]
(101-5-d)
Países ou jurisdições País ou País ou País ou País ou
jurisdição jurisdição jurisdição jurisdição
1 N 1 N

[inserir [inserir [inserir [inserir


nome] nome] nome] nome]

Fatores diretos Mudanças Conversão de Tamanho do


de perda de no uso da ecossistemas ecossistema
terra e do naturais convertido
biodiversidade* mar (Ha)
(101-6-e) Data-limite ou
data de
referência
Tipo de
ecossistema
antes da
conversão
Tipo de
ecossistema
depois da
conversão
Conversão de um Tamanho do
ecossistema ecossistema
intensamente usado convertido
ou modificado para (Ha)
outro
Tipo de
ecossistema
antes da
conversão
Tipo de
ecossistema
depois da
conversão
Exploração Espécies Espécie Quantidade**
de selvagens selvagem
recursos Risco de
naturais 1 extinção da
espécie
[inserir
tipo]

Espécie Quantidade**
selvagem Risco de
2 extinção da
espécie
[inserir
tipo]
554 GRI 101: Biodiversidade 2024 - Portuguese

Água Captação de
água (ml)
Consumo de
água (ml)
Poluição Poluente 1 Quantidade**

[inserir tipo]

Poluente 2 Quantidade**

[inserir tipo]

Espécies Como as espécies exóticas invasoras


exóticas são ou podem ter sido introduzidas
invasoras

*A organização precisa relatar somente as informações para os fatores diretos de perda de biodiversidade que
sejam relevantes à sua cadeia de fornecedores.

**Recomenda-se que a organização especifique a unidade de medida utilizada.


GRI 201: Desempenho Econômico 2016
Norma Temática
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de julho de 2018.

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

Aviso de direitos autorais e marca registrada


Os direitos autorais deste documento pertencem à Fundação Global Reporting Initiative (GRI). Sua reprodução e
distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
reproduzidos, arquivados, traduzidos ou transferidos, em qualquer forma ou mídia (eletrônica, mecânica,
fotocopiada, gravada, etc.), para qualquer outro fim sem autorização prévia da GRI.

Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.

© 2024 GRI. All rights reserved.


556 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

Introdução
A Norma GRI 201: Desempenho Econômico 2016 possui conteúdos para que as organizações relatem informações
sobre seus impactos relacionados ao desempenho econômico, e sobre como elas gerenciam esses impactos.

A Norma está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1 contém um requisito que fornece informações sobre como a organização gerencia seus impactos
relacionados ao desempenho econômico.
• A Seção 2 possui quatro conteúdos que fornecem informações sobre os impactos da organização relacionados
ao seu desempenho econômico.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições.
• A Bibliografia contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais que foram usados no desenvolvimento desta Norma.

O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.

Informações gerais sobre o tema


Esta Norma aborda o tema desempenho econômico. Isso inclui o valor econômico gerado e distribuído (EVG&D)
pela organização, suas obrigações referentes ao plano de benefício definido , o apoio financeiro que ela recebe de
qualquer governo e as implicações financeiras das mudanças climáticas.

Esses conceitos são abordados em importantes publicações da Organização para a Cooperação e o


Desenvolvimento Econômico: consulte a Bibliografia.

Sistema das Normas GRI


Esta Norma é parte das Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). As Normas GRI permitem que
uma organização relate informações sobre os seus impactos mais significativos na economia, no meio ambiente e
nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e sobre como a organização gerencia esses impactos.

As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3


A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que a organização deve cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
557 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

Uso desta Norma


Qualquer organização poderá usar esta Norma - independentemente de porte, tipo, setor, localização geográfica ou
experiência com relato - para relatar informações sobre seus impactos relacionados ao desempenho econômico.

É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que desempenho econômico é um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta Norma);
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos relacionados ao
desempenho econômico da organização (do Conteúdo 201-1 ao Conteúdo 201-4).

Consulte os Requisitos 4 e 5 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021.

Motivos para omissão são permitidos para esses conteúdos.

Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.

Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
558 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

Requisitos, orientações e termos definidos


O seguinte se aplica ao longo desta Norma:

Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.

Os requisitos podem estar acompanhados por orientações.

Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.

As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.

As expressões “recomenda-se que” ou “é recomendada(o) a” indicam uma recomendação e as palavras "pode(m)"


ou “poderá(ão)” indicam uma possibilidade ou opção.

Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
559 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

1. Conteúdos para gestão de temas


É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate como gerencia
seus temas materiais.

É necessário que a organização que tenha definido que desempenho econômico é um tema material relate como
gerencia o tema usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta seção).

Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.

REQUISITOS 1.1 A organização relatora deverá relatar como gerencia desempenho econômico
usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.
560 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

2. Conteúdos temáticos
Espera-se que a organização compile informações para os conteúdos econômicos a partir dos dados contidos nas
suas demonstrações financeiras auditadas ou nos seus relatórios de gestão auditados internamente, sempre que
possível. Os dados poderão ser compilados usando-se, por exemplo:
• as Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (International Financial Reporting Standards-IFRS)
aplicáveis, publicadas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting
Standards Board-IASB), e as Interpretações feitas pelo Comitê de Interpretação das IFRS (IFRS Interpretations
Committee) (normas específicas IFRS são referenciadas para alguns conteúdos);
• as Normas Internacionais de Contabilidade do Setor Público (International Public Sector Accounting Standards -
IPSAS), emitidas pela Federação Internacional de Contadores (International Federation of Accountants - IFAC);
• normas nacionais ou regionais reconhecidas internacionalmente para fins de elaboração de relatórios
financeiros.

Conteúdo 201-1 Valor econômico direto gerado e


distribuído

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. O valor econômico direto gerado e distribuído (EVG&D) em regime de competência,


incluindo os componentes básicos das operações globais da organização listados
abaixo. Se os dados forem apresentados no regime de caixa, relate a justificativa
dessa decisão e os seguintes componentes básicos:

i. Valor econômico direto gerado: receitas;


ii. Valor econômico distribuído: custos operacionais, salários e benefícios de
empregados, pagamentos a provedores de capital, pagamentos ao governo (por
país) e investimentos na comunidade;
iii. Valor econômico retido: “valor econômico direto gerado” menos “valor econômico
distribuído".

b. Quando significativo, relate o valor econômico gerado e distribuído separadamente por


país, região ou mercado, e os critérios utilizados para definir essa relevância.

Requisitos para compilação

2.1 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 201-1, a organização


relatora deverá, se aplicável, compilar o valor econômico direto gerado e distribuído a
partir dos dados contidos nas demonstrações financeiras ou demonstração do
resultado do exercício auditadas ou nos seus relatórios de gestão auditados
internamente.

ORIENTAÇÕES
Informações gerais
Informações sobre a criação e distribuição de valor econômico fornecem uma indicação básica
de como a organização gerou riqueza para os stakeholders. Diversos componentes do valor
econômico gerado e distribuído (EVG&D) também oferecem um perfil econômico da
organização, que pode ser útil para normalizar outros valores de desempenho.

Se apresentada detalhadamente por país, a tabela EVG&D pode fornecer um quadro útil do
valor monetário direto agregado a economias locais.

Orientações para o Conteúdo 201-1


Receitas
A organização poderá calcular receitas como vendas líquidas mais receitas de investimentos
financeiros e vendas de ativos.

As vendas líquidas podem ser calculadas como vendas brutas de produtos e serviços menos
devoluções, descontos e abatimentos.

As receitas de aplicações financeiras podem incluir dinheiro recebido como:


• juros sobre empréstimos financeiros;
• dividendos de participações societárias;
561 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

• royalties;
• renda direta gerada por ativos, como aluguel de imóveis.

A receita proveniente da venda de ativos pode incluir:


• bens físicos, como imóveis, infraestrutura e equipamentos;
• intangíveis, como direitos de propriedade intelectual, projetos e marcas.

Custos operacionais
A organização poderá calcular os custos operacionais como pagamentos em dinheiro
efetuados fora da organização para a aquisição de materiais, componentes de produtos,
instalações e serviços.

Os serviços adquiridos podem incluir pagamentos a trabalhadores autônomos, agências de


emprego temporário e outras organizações que prestam serviços. Custos relacionados a
trabalhadores que não são empregados trabalhando em uma função operacional são
incluídos como parte dos serviços adquiridos, e não como salários e benefícios de
empregados.

Custos operacionais podem incluir:


• aluguel de imóveis;
• taxas de licença;
• pagamentos de facilitação (desde que tenham um objetivo claramente comercial);
• royalties;
• pagamentos de terceirizados;
• custos de treinamento, quando forem usados instrutores externos;
• equipamentos de proteção individual.

O uso de pagamentos de facilitação também é abordado na Norma GRI 205: Combate à


Corrupção 2016.

Salários e benefícios de empregados


A organização poderá calcular salários e benefícios como o valor total da folha de pagamento
(incluindo salários dos empregados e valores pagos a instituições governamentais em nome
dos empregados) mais o total de benefícios (excluindo treinamento, custos de equipamentos
de proteção ou outros itens de custos diretamente relacionados à função de trabalho do
empregado).

Valores pagos a instituições governamentais em nome dos empregados podem incluir


impostos, encargos e fundos de desemprego.

O total de benefícios pode incluir:


• contribuições regulares, como para aposentadorias, seguros, veículos da empresa e
planos de saúde;
• outros auxílios oferecidos a empregados, como auxílio-moradia, empréstimos sem juros,
vale-transporte, bolsas de estudos e indenizações por demissão.

Pagamentos a provedores de capital


A organização poderá calcular os pagamentos aos provedores de capital como dividendos
para todos os acionistas, mais juros pagos a instituições provedoras de financiamento.

Os pagamentos de juros às instituições financeiras poderão incluir:


• juros sobre todas as formas de dívidas e empréstimos (não apenas dívidas de longo
prazo);
• mora de dividendos devidos a acionistas preferenciais.

Pagamentos ao governo
A organização poderá calcular os pagamentos aos governos como a totalidade dos tributos da
organização mais as respectivas multas pagas em nível internacional, nacional e local. Os
tributos da organização podem incluir impostos corporativos, de renda e sobre a propriedade.

Os pagamentos ao governo não incluem tributos diferidos, uma vez que podem não ser pagos.

Organizações que atuam em mais de um país poderão relatar os tributos pagos por país,
incluindo a definição da segmentação usada.
562 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

Investimentos na comunidade
O total de investimentos na comunidade refere-se a despesas reais no período de relato, e não
a compromissos. A organização poderá calcular investimentos na comunidade como doações
voluntárias mais investimentos de recursos na comunidade como um todo onde os
beneficiários-alvo sejam externos à organização. Esses investimentos podem incluir:
• contribuições para instituições de caridade, ONGs e institutos de pesquisas (não
relacionados com o departamento de pesquisa e desenvolvimento da organização);
• recursos para apoiar projetos de infraestrutura da comunidade, como áreas de lazer;
• custos diretos de programas sociais, entre os quais eventos artísticos e educativos.

Ao relatar investimentos em infraestrutura, a organização poderá incluir custos de material e


mão de obra, custos de capital, assim como custos operacionais para apoiar espaços ou
programas em andamento. Um exemplo de apoio a espaços ou programas em andamento
pode ser o financiamento às operações diárias de um espaço público.

Os investimentos na comunidade não incluem atividades legais e comerciais ou investimentos


com fins exclusivamente comerciais (doações a partidos políticos podem ser incluídas, mas
também serão abordadas separadamente em mais detalhes na Norma GRI 415: Políticas
Públicas 2016).

Os investimentos na comunidade também excluem qualquer investimento em infraestrutura


que seja motivado principalmente por necessidades essenciais do negócio ou que vise
facilitar as operações comerciais da organização. Investimentos em infraestrutura motivados
principalmente por necessidades essenciais do negócio podem incluir, por exemplo, a
construção de uma estrada de acesso a uma mina ou uma fábrica. O cálculo do investimento
poderá incluir obras de infraestrutura construídas fora do escopo das principais atividades de
negócios da organização, como uma escola ou um hospital para trabalhadores e seus
familiares.

Consulte as referências [5], [6], [7] e [9] da Bibliografia.


563 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

Conteúdo 201-2 Implicações financeiras e outros


riscos e oportunidades decorrentes de mudanças
climáticas

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. Riscos e oportunidades apresentados pelas mudanças climáticas com potencial de


gerar mudanças substanciais nas operações, receitas ou despesas, incluindo:

i. uma descrição do risco ou da oportunidade e sua classificação como físico(a),


regulatório(a) ou de outra natureza;
ii. uma descrição do impacto associado ao risco ou à oportunidade;
iii. as implicações financeiras do risco ou da oportunidade antes de serem tomadas
medidas;
iv. os métodos utilizados para gerenciar o risco ou a oportunidade;
v. os custos das medidas tomadas para gerenciar o risco ou a oportunidade.

Requisitos para compilação

2.2 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 201-2, se a organização


relatora não possuir um sistema para calcular as implicações ou os custos
financeiros envolvidos, ou para fazer projeções de receita, ela deverá relatar seus
planos e o cronograma para desenvolver os sistemas necessários para esse fim.

RECOMENDAÇÕES
2.3 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 201-2, recomenda-se que a
organização relate as seguintes características adicionais para os riscos e
oportunidades identificados:

2.3.1 Uma descrição do fator gerador do risco ou da oportunidade, como uma


determinada lei, ou um fator de natureza física, como a escassez de água;
2.3.2 O prazo previsto para que o risco ou a oportunidade produza implicações
financeiras substanciais;
2.3.3 Impactos diretos e indiretos (se o impacto afeta diretamente a organização ou se
o faz indiretamente por meio de sua cadeia de valor ou entidades downstream
da organização);
2.3.4 Os impactos potenciais de modo geral, incluindo aumento ou diminuição de:
[Link] custos de capital e operacionais;
[Link] demanda de produtos e serviços;
[Link] disponibilidade de capital e oportunidades de investimento;
2.3.5 Probabilidade (a probabilidade do impacto na organização);
2.3.6 Magnitude do impacto (se ocorrer, até que ponto o impacto afetará
financeiramente a organização).

ORIENTAÇÕES
Orientações para o Conteúdo 201-2

Riscos e oportunidades devido às mudanças climáticas podem ser classificados como:


• físicos
• regulatórios
• outros

Riscos e oportunidades de natureza física podem incluir:


• o impacto de tempestades mais frequentes e intensas;
• mudanças no nível do mar, na temperatura ambiente e na disponibilidade de água;
• impactos nos trabalhadores, tais como efeitos sobre a saúde, entre os quais enfermidades
ou doenças relacionadas ao calor, e a necessidade de realocar operações.

Outros riscos e oportunidades podem incluir a disponibilidade de novas tecnologias, novos


produtos ou serviços para enfrentar desafios relacionados às mudanças climáticas e também
a mudanças no comportamento de clientes.

Os métodos usados para gerenciar o risco ou a oportunidade podem incluir:


• captura e armazenamento de carbono;
• substituição de combustíveis;
564 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

• uso de energia renovável e com baixa emissão de carbono;


• melhoria da eficiência energética;
• redução de flaring, de liberação de metano na atmosfera e de emissões fugitivas;
• certificados de energia renovável;
• uso de compensações de carbono.

Informações gerais
As mudanças climáticas apresentam riscos e oportunidades para as organizações, seus
investidores e seus outros stakeholders.

À medida que os governos atuam visando regular as atividades que contribuem para as
mudanças climáticas, as organizações direta ou indiretamente responsáveis pelas emissões
se deparam com oportunidades/riscos regulatórios. Entre os possíveis riscos, estão o
aumento de custos ou outros fatores que afetam a competitividade. No entanto, os limites
impostos às emissões de gases de efeito estufa (GEE) também podem criar oportunidades
para as organizações, com a criação de novas tecnologias e novos mercados. Este é
especialmente o caso das organizações que podem usar ou produzir energia e produtos com
baixo consumo de energia de maneira mais eficaz.

Consulte as referências [2], [3] e [4] da Bibliografia.


565 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

Conteúdo 201-3 Obrigações do plano de benefício


definido e outros planos de aposentadoria

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. Se o passivo do plano for coberto pelos recursos gerais da organização, relatar o valor
estimado do passivo.

b. Se houver um fundo específico para pagar o passivo do plano de pensão:

i. uma estimativa de até que ponto o passivo do plano é coberto pelo ativo alocado
para esse fim;
ii. a base de cálculo para essa estimativa;
iii. quando a estimativa foi feita.

c. Se um fundo criado para o pagamento do passivo do plano de pensão não for


totalmente coberto, explicar a estratégia, se houver, adotada pelo empregador para
garantir uma cobertura completa e o cronograma, se houver, segundo o qual o
empregador espera atingir a cobertura completa.

d. Percentual do salário contribuído pelo empregado ou empregador.

e. Nível de participação nos planos de aposentadoria, como a participação em planos


obrigatórios ou voluntários, regionais ou nacionais, ou aqueles com impactos
financeiros.

RECOMENDAÇÕES
2.4 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 201-3, recomenda-se que a
organização relatora:

2.4.1 calcule as informações de acordo com as leis e os métodos para as diferentes


jurisdições e relate os totais agregados;
2.4.2 utilize as mesmas técnicas de consolidação aplicadas na preparação das suas
demonstrações financeiras.

ORIENTAÇÕES
Orientações para o Conteúdo 201-3

A estrutura dos planos de aposentadoria oferecidos aos empregados poderá se basear em:
• planos de benefício definido;
• planos de contribuição definida;
• outros tipos de benefícios de aposentadoria.

Diferentes jurisdições, como países distintos, têm diferentes interpretações e orientações


sobre os cálculos usados para determinar a cobertura dos planos.

Observe que os planos de benefício definido são parte da Norma Internacional de


Contabilidade IAS 19 - Benefícios dos Empregados, do Conselho de Normas Internacionais de
Contabilidade (IASB), embora essa norma aborde também outros temas.

Consulte a referência [7] da Bibliografia.

Informações gerais
Quando uma organização oferece um plano de aposentadoria aos seus empregados, seus
benefícios podem se tornar compromissos planejados pelos beneficiários para seu bem-estar
econômico de longo prazo.

Planos de benefício definido têm implicações potenciais para os empregadores em termos


das obrigações que devem ser cumpridas. Outros tipos de planos, como os de contribuição
definida, não garantem o acesso a um plano de aposentadoria ou a qualidade dos benefícios.
Dessa forma, o tipo de plano escolhido tem implicações tanto para empregados como para
empregadores. Por outro lado, um plano de pensão devidamente financiado pode ajudar a
atrair e manter empregados e apoiar o planejamento financeiro e estratégico de longo prazo do
empregador.
566 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

Conteúdo 201-4 Apoio financeiro recebido do governo

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. O valor monetário total do apoio financeiro recebido pela organização de governos


durante o período coberto pelo relatório, incluindo:

i. benefícios e créditos fiscais;


ii. subsídios;
iii. subvenções para investimento, pesquisa e desenvolvimento e outros tipos
relevantes de concessões;
iv. prêmios;
v. royalty holidays (incentivos que retardam o pagamento de royalties);
vi. apoio financeiro de Agências de Crédito a Exportação (ECA, na sigla em inglês);
vii. incentivos financeiros;
viii. outros benefícios financeiros recebidos ou recebíveis de qualquer governo para
qualquer operação.

b. As informações solicitadas acima, em 201-4-a, discriminadas por país.

c. Se, e em que medida, algum governo participa da estrutura acionária da organização.

Requisitos para compilação

2.5 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 201-4, a organização


relatora deverá identificar o valor monetário do apoio financeiro recebido do governo
aplicando, coerentemente, princípios contábeis geralmente aceitos.

ORIENTAÇÕES
Informações gerais
Este conteúdo fornece uma medida das contribuições governamentais para a organização.

A comparação entre o apoio financeiro significativo recebido de um governo e os impostos


pagos pode ser útil para se obter uma imagem equilibrada das transações entre a organização
e o governo.

Consulte a referência [8] da Bibliografia.


567 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

apoio financeiro
benefícios financeiros diretos ou indiretos que não representam uma transação de bens e
serviços, mas um incentivo ou compensação por ações realizadas, pelo custo de um ativo ou
por despesas incorridas

Obs.: O apoiador financeiro não espera um retorno financeiro direto pela assistência
oferecida.

cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização

cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final

Obs 1: Entidades upstream (acima) da organização (ex.: fornecedores) fornecem produtos


ou serviços que são usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização. Entidades downstream (abaixo) da organização (ex.:
distribuidores, clientes) recebem produtos ou serviços da organização.

Obs 2: A cadeia de valor inclui a cadeia de fornecedores.

cobertura completa
ativos do plano que igualam ou superam as obrigações previstas no plano

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
568 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da


própria organização

Exemplos: intermediários, consultores, partes contratadas, distribuidores, franqueados,


trabalhadores em domicílio, terceiros independentes, licenciados, fabricantes,
produtores primários, subcontratados, atacadistas

Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.

gás de efeito estufa (GEE)


gás que contribui para o efeito estufa ao absorver radiação infravermelha

impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".

parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio

Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado

Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações

Obs.: Parceiros de negócios não incluem as subsidiárias e as afiliadas controladas pela


organização.

plano de benefício definido


plano de benefícios pós-emprego que não seja um plano de contribuição definida

plano de contribuição definida


plano de benefícios pós-emprego pelo qual a entidade paga contribuições fixas para uma
entidade separada (fundo), sem a obrigação legal ou construtiva de pagar contribuições
adicionais se o fundo não possuir ativos suficientes para pagar todos os benefícios dos
empregados referentes ao serviço dos empregados nos períodos corrente e passados

relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: São exemplos de outras entidades diretamente relacionadas a operações,


produtos ou serviços da organização, uma organização não governamental com
quem a organização fornece suporte a uma comunidade local ou forças de
segurança do Estado que protegem as instalações da organização.

temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
569 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização

Exemplos: empregados, trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,


aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos,
subcontratados, voluntários e pessoas que trabalham para outras organizações
que não a organização relatora como, por exemplo, fornecedores

Obs.: Nas Normas GRI, em alguns casos é especificado se é necessário usar um


determinado subconjunto de trabalhadores.

Bibliografia
570 GRI 201: Desempenho Econômico 2016 - Portuguese

Bibliografia
Esta seção contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma.

Instrumentos reconhecidos:
1. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.

Referências adicionais:
2. Carbon Disclosure Project (CDP), Orientação para as empresas respondentes ao Pedido de Informações do
CDP Investor, atualizado anualmente.
3. Climate Disclosure Standards Board (CDSB), Climate Change Reporting Framework – Edição 1.1, Outubro de
2012.
4. Climate Disclosure Standards Board (CDSB), Climate Change Reporting Framework Boundary Update, Junho
de 2012.
5. Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting Standards Board-IASB), IAS 12
Income Taxes (Imposto Sobre a Renda), 2001.
6. Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting Standards Board-IASB), IAS 18
Revenues (Receita), 2001.
7. Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting Standards Board-IASB), IAS 19
Employee Benefits (Benefícios aos Empregados), 2001.
8. Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting Standards Board-IASB), IAS 20
Accounting for Government Grants and Disclosure of Government Assistance (Contabilização de Subvenções
Governamentais e Divulgação de Assistência Governamental), 2001.
9. Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting Standards Board-IASB), IFRS 8
Operating Segments (Segmentos Operacionais), 2006.
GRI 202: Presença no Mercado 2016
Norma Temática
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de julho de 2018.

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

Aviso de direitos autorais e marca registrada


Os direitos autorais deste documento pertencem à Fundação Global Reporting Initiative (GRI). Sua reprodução e
distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
reproduzidos, arquivados, traduzidos ou transferidos, em qualquer forma ou mídia (eletrônica, mecânica,
fotocopiada, gravada, etc.), para qualquer outro fim sem autorização prévia da GRI.

Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.

© 2024 GRI. All rights reserved.


572 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese

Introdução
A Norma GRI 202: Presença no Mercado 2016 possui conteúdos para que as organizações relatem informações
sobre seus impactos relacionados a presença no mercado, e sobre elas gerenciam esses impactos.

A Norma está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1 contém um requisito que fornece informações sobre como a organização gerencia seus impactos
relacionados a presença no mercado.
• A Seção 2 possui dois conteúdos que fornecem informações sobre os impactos da organização relacionados a
presença no mercado.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições.
• A Bibliografia contém os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente que foram usados
no desenvolvimento desta Norma.

O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.

Informações gerais sobre o tema


Esta Norma aborda o tema presença no mercado de uma organização, cobrindo sua contribuição para o
desenvolvimento econômico nas áreas ou comunidades em que opera. Por exemplo, isso poderá incluir as
abordagens da organização para remuneração ou contratação local.

Sistema das Normas GRI


Esta Norma é parte das Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). As Normas GRI permitem que
as organizações relatem informações sobre os seus impactos mais significativos na economia, no meio ambiente e
nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e sobre como a organização gerencia esses impactos.

As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3


A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que a organização deve cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
573 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

Uso desta Norma


Qualquer organização poderá usar esta Norma – independentemente de porte, tipo, setor, localização geográfica ou
experiência com relato – para relatar informações sobre seus impactos relacionados a presença no mercado.

É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que presença no mercado é um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta Norma);
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos da organização
relacionados a presença no mercado (do Conteúdo 202-1 ao Conteúdo 202-2).

Consulte os Requisitos 4 e 5 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021.

Motivos para omissão são permitidos para esses conteúdos.

Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.

Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
574 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese

Requisitos, orientações e termos definidos


O seguinte se aplica ao longo desta Norma:

Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.

Os requisitos podem estar acompanhados por orientações.

Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.

As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.

As expressões “recomenda-se que” ou “é recomendada(o) a” indicam uma recomendação e as palavras "pode(m)"


ou “poderá(ão)” indicam uma possibilidade ou opção.

Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
575 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese

1. Conteúdos para gestão de temas


É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate como gerencia
seus temas materiais.

É necessário que a organização que tenha definido que presença no mercado é um tema material relate como
gerencia o tema usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta seção).

Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.

REQUISITOS 1.1 A organização relatora deverá relatar como gerencia presença no mercado usando o
Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.
576 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese

2. Conteúdos temáticos
Espera-se que a organização compile informações para os conteúdos econômicos a partir dos dados contidos nas
suas demonstrações financeiras auditadas ou nos seus relatórios de gestão auditados internamente, sempre que
possível. Os dados poderão ser compilados usando-se, por exemplo:
• as Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (International Financial Reporting Standards - IFRS)
aplicáveis, publicadas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting
Standards Board - IASB), e as Interpretações feitas pelo Comitê de Interpretação das IFRS (IFRS Interpretations
Committee) (normas específicas IFRS são referenciadas para alguns conteúdos);
• as Normas Internacionais de Contabilidade do Setor Público (International Public Sector Accounting Standards -
IPSAS), emitidas pela Federação Internacional de Contadores (International Federation of Accountants - IFAC);
• normas nacionais ou regionais reconhecidas internacionalmente para fins de elaboração de relatórios
financeiros.

Conteúdo 202-1 Proporção entre o salário mais baixo


e o salário mínimo local, com discriminação por gênero

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. Quando uma parcela significativa dos empregados for remunerada com base em
salários sujeitos às regras do salário mínimo, relate a proporção entre o salário mais
baixo e o salário mínimo, por gênero, em unidades operacionais importantes.

b. Quando uma parcela significativa de outros trabalhadores (exceto os empregados) que


realizam as atividades da organização for remunerada com base em salários sujeitos
às regras do salário mínimo, descreva as medidas tomadas para determinar se esses
trabalhadores são pagos acima do salário mínimo.

c. Se um salário mínimo local não existe ou é variável em unidades operacionais


importantes, por gênero. Em circunstâncias em que diferentes mínimos podem ser
utilizados como referência, informe qual salário mínimo está sendo usado.

d. A definição utilizada para "unidades operacionais importantes".

RECOMENDAÇÕES.
2.1 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 202-1-b, recomenda-se que a
organização relatora:

2.1.1 use dados do Conteúdo 2-8 da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 para
identificar o número total de trabalhadores que não são empregados e cujo
trabalho é controlado pela organização;
2.1.2 se aplicável, converta o salário mais baixo para as mesmas unidades utilizadas
no salário mínimo (por exemplo, por hora ou por mês);
2.1.3 quando uma parcela significativa de outros trabalhadores (exceto os
empregados) que realizam as atividades da organização for remunerada com
base em salários sujeitos às regras do salário mínimo, relate a proporção entre
o salário mais baixo e o salário mínimo, por gênero, em unidades operacionais
importantes.

ORIENTAÇÕES
Informações gerais
Este conteúdo aplica-se a organizações em que uma parcela substancial de seus
empregados e trabalhadores (exceto os empregados) que realizam as atividades da
organização é remunerada de um modo ou nível estreitamente vinculado a leis e regulamentos
relativos ao salário mínimo.

O pagamento de salários acima do salário mínimo pode ajudar a contribuir para o bem-estar
econômico dos trabalhadores que realizam as atividades da organização. Os impactos dos
níveis salariais são imediatos e afetam diretamente indivíduos, organizações, países e
economias. A distribuição dos salários é crucial para eliminar desigualdades, como diferenças
salariais entre mulheres e homens, ou entre nativos e migrantes.

Além disso, os salários mais baixos da organização, em comparação com os salários


mínimos locais, mostram a competitividade dos salários da organização e fornecem
577 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese

informações relevantes para avaliar o efeito dos salários no mercado de trabalho local. A
comparação dessa informação por gênero também pode ser uma medida da abordagem de
uma organização para oportunidades iguais no local de trabalho.
578 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese

Conteúdo 202-2 Proporção de membros da diretoria


contratados na comunidade local

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. O percentual de membros da diretoria de unidades operacionais importantes


contratados na comunidade local.

b. A definição utilizada para "diretoria".

c. A definição geográfica de "local" adotada pela organização.

d. A definição utilizada para "unidades operacionais importantes".

Requisitos para compilação

2.2 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 202-2, a organização


relatora deverá calcular esse percentual usando dados de empregados em tempo
integral.

ORIENTAÇÕES
Membros da diretoria contratados na comunidade local incluem tanto indivíduos nativos como
aqueles com direito legal de residir indefinidamente (como cidadãos naturalizados ou
estrangeiros com visto permanente) no mesmo mercado geográfico da operação. A definição
geográfica de “local” pode incluir a comunidade no entorno das operações, uma região do país
ou um país.

Informações gerais
Incluir membros da comunidade local na diretoria de uma organização demonstra a presença
positiva da organização no mercado. Incluir membros da comunidade local na equipe de
gestão pode fortalecer o capital humano, além de ampliar o benefício econômico para a
comunidade local e melhorar a capacidade da organização de compreender as necessidades
locais.
579 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização

cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final

Obs 1: Entidades upstream (acima) da organização (ex.: fornecedores) fornecem produtos


ou serviços que são usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização. Entidades downstream (abaixo) da organização (ex.:
distribuidores, clientes) recebem produtos ou serviços da organização.

Obs 2: A cadeia de valor inclui a cadeia de fornecedores.

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

empregado em tempo integral


empregado cujas horas de trabalho por semana, mês ou ano são definidas de acordo com a
legislação ou prática nacionais relativas à jornada de trabalho

fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização

Exemplos: intermediários, consultores, partes contratadas, distribuidores, franqueados,


trabalhadores em domicílio, terceiros independentes, licenciados, fabricantes,
produtores primários, subcontratados, atacadistas
580 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese

Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.

impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".

parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio

Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado

Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações

Obs.: Parceiros de negócios não incluem as subsidiárias e as afiliadas controladas pela


organização.

relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: São exemplos de outras entidades diretamente relacionadas a operações,


produtos ou serviços da organização, uma organização não governamental com
quem a organização fornece suporte a uma comunidade local ou forças de
segurança do Estado que protegem as instalações da organização.

salário mais baixo


salário de tempo integral na categoria funcional mais baixa

Obs.: Salários de estagiários ou de aprendizes não são considerados como salário


mais baixo.

salário mínimo local


remuneração mínima permitida por lei para um emprego por hora ou outra unidade de tempo

Obs.: Alguns países têm vários salários mínimos, diferindo por estado/província ou por
categoria funcional.

temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".

trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização
581 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese

Exemplos: empregados, trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,


aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos,
subcontratados, voluntários e pessoas que trabalham para outras organizações
que não a organização relatora como, por exemplo, fornecedores

Obs.: Nas Normas GRI, em alguns casos é especificado se é necessário usar um


determinado subconjunto de trabalhadores.

Bibliografia
582 GRI 202: Presença no Mercado 2016 - Portuguese

Bibliografia
Esta seção lista os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente que foram usados no
desenvolvimento desta Norma.

Instrumentos reconhecidos:
1. Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU), "Convenção das Nações Unidas sobre a Eliminação
de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW)", 1979.
GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016
Norma Temática
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de julho de 2018.

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

Aviso de direitos autorais e marca registrada


Os direitos autorais deste documento pertencem à Fundação Global Reporting Initiative (GRI). Sua reprodução e
distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
reproduzidos, arquivados, traduzidos ou transferidos, em qualquer forma ou mídia (eletrônica, mecânica,
fotocopiada, gravada, etc.), para qualquer outro fim sem autorização prévia da GRI.

Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.

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584 GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 - Portuguese

Introdução
A Norma GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos possui conteúdos para que as organizações relatem informações
sobre seus impactos econômicos indiretos, e sobre como elas gerenciam esses impactos.

A Norma está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1 contém um requisito que fornece informações sobre como a organização gerencia seus impactos
econômicos indiretos.
• A Seção 2 possui dois conteúdos que fornecem informações sobre o tema impactos econômicos indiretos da
organização.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições.

O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.

Informações gerais sobre o tema


Esta Norma aborda os impactos econômicos indiretos da organização, inclusive impactos nos investimentos em
infraestrutura e apoio a serviços por parte da organização.

Um impacto econômico pode ser definido como uma mudança no potencial produtivo da economia que influencia o
bem-estar de uma comunidade ou de um stakeholder e as perspectivas de desenvolvimento de longo prazo. Os
impactos econômicos indiretos são as consequências adicionais do impacto direto das transações financeiras e do
fluxo de dinheiro entre uma organização e seus stakeholders.

Os impactos econômicos indiretos podem ser monetários ou não monetários e são particularmente importantes de
se avaliar em relação a comunidades locais e economias regionais.

Sistema das Normas GRI


Esta Norma é parte das Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). As Normas GRI permitem que
uma organização relate informações sobre os seus impactos mais significativos na economia, no meio ambiente e
nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e sobre como a organização gerencia esses impactos.

As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3


A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que a organização deve cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
585 GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 - Portuguese

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

Uso desta Norma


Qualquer organização poderá usar esta Norma - independentemente de porte, tipo, setor, localização geográfica ou
experiência com relato - para relatar informações sobre seus impactos econômicos indiretos.

É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que impactos econômicos indiretos são um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta Norma);
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos econômicos indiretos da
organização (do Conteúdo 203-1 ao Conteúdo 203-2).

Consulte os Requisitos 4 e 5 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021.

Motivos para omissão são permitidos para esses conteúdos.

Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.

Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
586 GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 - Portuguese

Requisitos, orientações e termos definidos


O seguinte se aplica ao longo desta Norma:

Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.

Os requisitos podem estar acompanhados por orientações.

Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.

As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.

As expressões “recomenda-se que” ou “é recomendada(o) a” indicam uma recomendação e as palavras "pode(m)"


ou “poderá(ão)” indicam uma possibilidade ou opção.

Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
587 GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 - Portuguese

1. Conteúdos para gestão de temas


É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate como gerencia
seus temas materiais.

É necessário que a organização que tenha definido que impactos econômicos indiretos são um tema material relate
como gerencia o tema usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta
seção).

Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.

REQUISITOS
1.1 A organização relatora deverá relatar como gerencia impactos econômicos indiretos
usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.

RECOMENDAÇÕES.
1.2 Recomenda-se que a organização relatora:

1.2.1 descreva o trabalho realizado para compreender os impactos econômicos


indiretos em nível nacional, regional ou local;
1.2.2 explique se realizou uma avaliação das necessidades da comunidade em
relação à infraestrutura e outros serviços, e descreva os resultados dessa
avaliação.
588 GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 - Portuguese

2. Conteúdos temáticos
Espera-se que a organização compile informações para os conteúdos econômicos a partir dos dados contidos nas
suas demonstrações financeiras auditadas ou nos seus relatórios de gestão auditados internamente, sempre que
possível. Os dados poderão ser compilados usando-se, por exemplo:
• as Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (International Financial Reporting Standards - IFRS)
aplicáveis, publicadas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting
Standards Board - IASB), e as Interpretações feitas pelo Comitê de Interpretação das IFRS (IFRS Interpretations
Committee) (normas específicas IFRS são referenciadas para alguns conteúdos);
• as Normas Internacionais de Contabilidade do Setor Público (International Public Sector Accounting Standards -
IPSAS), emitidas pela Federação Internacional de Contadores (International Federation of Accountants - IFAC);
• normas nacionais ou regionais reconhecidas internacionalmente para fins de elaboração de relatórios
financeiros.

Conteúdo 203-1 Investimentos em infraestrutura e


apoio a serviços

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. O nível de desenvolvimento de investimentos em infraestrutura e apoio a serviços que


sejam significativos.

b. Impactos atuais ou esperados nas comunidades e economias locais, incluindo


impactos positivos e negativos, quando relevantes.

c. Se esses investimentos e serviços são comerciais, em espécie ou gratuitos.

RECOMENDAÇÕES.
2.1 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 203-1, recomenda-se que a
organização relate:

2.1.1 o tamanho, o custo e a duração de cada investimento em infraestrutura ou apoio


a serviços que sejam significativos;
2.1.2 o quanto as diferentes comunidades ou economias locais são impactadas
pelos investimentos em infraestrutura e apoio a serviços por parte da
organização.

ORIENTAÇÕES
Informações gerais
Este conteúdo trata do impacto que os investimentos em infraestrutura e apoio a serviços por
parte da organização têm em seus stakeholders e na economia.

Os impactos dos investimentos em infraestrutura podem ir além do escopo das próprias


operações da organização e abranger uma escala de tempo maior. Tais investimentos podem
incluir redes de transporte, serviços públicos, espaços sociais comunitários, centros de saúde
e bem-estar social e centros esportivos. Juntamente com os investimentos nas suas próprias
operações, esta é uma medida da contribuição do capital da organização para a economia.
589 GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 - Portuguese

Conteúdo 203-2 Impactos econômicos indiretos


significativos

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. Exemplos de impactos econômicos indiretos significativos da organização já


identificados, tanto positivos como negativos.

b. A importância dos impactos econômicos indiretos no contexto de referências externas


e prioridades para os stakeholders, tais como normas, protocolos e agendas de
políticas nacionais e internacionais.

ORIENTAÇÕES
Orientações para o Conteúdo 203-2
Este conteúdo diz respeito ao alcance dos impactos econômicos indiretos que uma
organização pode ter em seus stakeholders e na economia.

São exemplos de impactos econômicos indiretos significativos, tanto positivos como negativos:
• mudanças na produtividade de organizações, setores ou da economia como um todo (ex.:
por meio da adoção maciça de tecnologia da informação);
• desenvolvimento econômico em áreas com alto índice de pobreza (ex.: mudança no
número total de dependentes sustentados pela renda de um único emprego);
• impactos econômicos da melhoria ou deterioração de condições sociais ou ambientais
(ex.: mudanças no mercado de trabalho em uma área convertida de pequenas
propriedades rurais para grandes plantações ou os impactos econômicos da poluição);
• disponibilidade de produtos e serviços para pessoas de baixa renda (ex.: uma política de
preços preferenciais para produtos farmacêuticos, que contribua para uma população mais
saudável, capaz de participar mais amplamente da economia; ou estruturas de preços que
excedam a capacidade econômica de pessoas de baixa renda);
• fortalecimento das habilidades e conhecimentos de uma comunidade profissional ou
região geográfica (ex.: quando mudanças nas necessidades de uma organização atraem
mais empregados qualificados para uma área, o que, por sua vez, estimula a criação de
novas instituições de ensino);
• empregos indiretos nas cadeias de fornecedores ou distribuição (ex.: o impacto no número
de postos de trabalho nos fornecedores resultante do crescimento ou encolhimento de
uma organização);
• incentivo, viabilização ou restrição a investimentos diretos externos (ex.: quando uma
organização altera a infraestrutura ou os serviços que presta em um país em
desenvolvimento, resultando em mudanças nos investimentos diretos externos na região);
• impactos econômicos resultantes de mudanças no local das operações ou atividades (ex.:
o impacto da terceirização de empregos para um local no exterior);
• impactos econômicos resultantes do uso de produtos e serviços (ex.: o crescimento
econômico resultante do uso de um determinado produto ou serviço).
590 GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

apoio a serviços
serviços que geram benefício público tanto por meio do pagamento direto de custos
operacionais como por meio de cessão para a instalação/serviço de empregados da própria
organização

Obs.: Um benefício público também pode incluir serviços públicos.

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".

infraestrutura
instalações construídas principalmente para fornecer um serviço ou bem público em vez de
satisfazer um propósito comercial e das quais a organização não busca obter um benefício
econômico direto

Exemplos: hospitais, estradas, escolas, estruturas ou estações de abastecimento de água

temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos
591 GRI 203: Impactos Econômicos Indiretos 2016 - Portuguese

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".
GRI 204: Práticas de Compra 2016
Norma Temática
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de julho de 2018.

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

Aviso de direitos autorais e marca registrada


Os direitos autorais deste documento pertencem à Fundação Global Reporting Initiative (GRI). Sua reprodução e
distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
reproduzidos, arquivados, traduzidos ou transferidos, em qualquer forma ou mídia (eletrônica, mecânica,
fotocopiada, gravada, etc.), para qualquer outro fim sem autorização prévia da GRI.

Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.

© 2024 GRI. All rights reserved.


593 GRI 204: Práticas de Compra 2016 - Portuguese

Introdução
A Norma GRI 204: Práticas de Compra 2016 possui conteúdos para que as organizações relatem informações sobre
seus impactos relacionados a práticas de compra, e sobre como elas gerenciam esses impactos.

A Norma está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1 contém um requisito que fornece informações sobre como a organização gerencia seus impactos
relacionados a práticas de compra.
• A Seção 2 possui um conteúdo que fornece informações sobre os impactos da organização relacionados a
práticas de compra.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições.

O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.

Informações gerais sobre o tema


Esta Norma aborda o tema práticas de compra. Este tema aborda o apoio que a organização dá aos fornecedores
locais ou fornecedores que pertencem a mulheres ou a membros de grupos vulneráveis. Ele aborda também como
as práticas de compra da organização (ex.: o tempo entre a entrada do pedido e a entrega ao cliente (lead time) que
a organização dá aos fornecedores, ou os preços de compra que negocia) causam ou contribuem para causar
impactos negativos na cadeia de fornecedores.

Sistema das Normas GRI


Esta Norma é parte das Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). As Normas GRI permitem que
uma organização relate informações sobre os seus impactos mais significativos na economia, no meio ambiente e
nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e sobre como a organização gerencia esses impactos.

As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3


A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que a organização deve cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
594 GRI 204: Práticas de Compra 2016 - Portuguese

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

Uso desta Norma


Qualquer organização poderá usar esta Norma - independentemente de porte, tipo, setor, localização geográfica ou
experiência com relato - para relatar informações sobre seus impactos relacionados a práticas de compra.

É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que práticas de compra são um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta Norma);
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos da organização
relacionados a práticas de compra (Conteúdo 204-1).

Consulte os Requisitos 4 e 5 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021.

Motivos para omissão são permitidos para esses conteúdos.

Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.

Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
595 GRI 204: Práticas de Compra 2016 - Portuguese

Requisitos, orientações e termos definidos


O seguinte se aplica ao longo desta Norma:

Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.

Os requisitos podem estar acompanhados por orientações.

Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.

As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.

As expressões “recomenda-se que” ou “é recomendada(o) a” indicam uma recomendação e as palavras "pode(m)"


ou “poderá(ão)” indicam uma possibilidade ou opção.

Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
596 GRI 204: Práticas de Compra 2016 - Portuguese

1. Conteúdos para gestão de temas


É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate como gerencia
seus temas materiais.

É necessário que a organização que tenha definido que práticas de compra são um tema material relate como
gerencia o tema usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta seção).

Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.

REQUISITOS
1.1 A organização relatora deverá relatar como gerencia práticas de compra usando o
Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.

ORIENTAÇÕES
A organização relatora poderá também:
• descrever as medidas tomadas para identificar e ajustar as práticas de compra da
organização que causam ou contribuem para causar impactos negativos na cadeia de
fornecedores, inclusive:
- como o diálogo com os fornecedores é usado para identificar práticas de compra da
organização que causam ou contribuem para causar impactos negativos na cadeia de
fornecedores;
- medidas adotadas para ajustar políticas e procedimentos de pagamento;
• descrever as políticas e práticas usadas para selecionar fornecedores locais, tanto para a
organização como um todo como para locais específicos;
• explicar a fundamentação teórica e a metodologia usadas para rastrear a fonte, a origem ou
as condições de produção de matérias-primas e insumos adquiridos, se aplicável;
• descrever as políticas e práticas adotadas para promover inclusão econômica no processo
de seleção de fornecedores.

As práticas de compra que causam ou contribuem para causar impactos negativos na cadeia
de fornecedores podem incluir:
• estabilidade ou duração da relação com fornecedores;
• o tempo entre a entrada do pedido e a entrega ao cliente (lead time);
• rotinas de emissão de pedidos e pagamentos;
• preços de compra;
• mudança ou cancelamento de pedidos.

As formas de inclusão econômica podem incluir:


• pequenos e médios fornecedores;
• fornecedores que pertençam a mulheres;
• fornecedores que recrutem trabalhadores entre membros de grupos vulneráveis,
marginalizados ou sub-representados ou que pertençam a eles.
597 GRI 204: Práticas de Compra 2016 - Portuguese

2. Conteúdos temáticos
Espera-se que a organização compile informações para os conteúdos econômicos a partir dos dados contidos nas
suas demonstrações financeiras auditadas ou nos seus relatórios de gestão auditados internamente, sempre que
possível. Os dados poderão ser compilados usando-se, por exemplo:
• as Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (International Financial Reporting Standards-IFRS)
aplicáveis, publicadas pelo Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (International Accounting
Standards Board-IASB), e as Interpretações feitas pelo Comitê de Interpretação das IFRS (IFRS Interpretations
Committee) (normas específicas IFRS são referenciadas para alguns conteúdos);
• as Normas Internacionais de Contabilidade do Setor Público (International Public Sector Accounting Standards -
IPSAS), emitidas pela Federação Internacional de Contadores (International Federation of Accountants - IFAC);
• normas nacionais ou regionais reconhecidas internacionalmente para fins de elaboração de relatórios
financeiros.

Conteúdo 204-1 Proporção de gastos com


fornecedores locais

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. Percentual do orçamento de compras utilizado em unidades operacionais importantes


que é gasto com fornecedores locais (tais como o percentual de produtos e serviços
comprados localmente).

b. A definição geográfica de "local" adotada pela organização.

c. A definição utilizada para "unidades operacionais importantes".

RECOMENDAÇÕES.
2.1 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 204-1, recomenda-se que a
organização relatora calcule os percentuais com base em faturas ou obrigações
assumidas durante o período de relato, ou seja, usando o regime de competência de
exercícios.

ORIENTAÇÕES
Orientações para o Conteúdo 204-1
Compras locais podem ser feitas tanto com base em um orçamento gerido na unidade
operacional como na sede da organização.

Informações gerais
Ao apoiar fornecedores locais, uma organização pode, indiretamente, atrair investimentos
adicionais para a economia local. A contratação de fornecedores locais pode ser uma
estratégia para ajudar a assegurar o fornecimento, apoiar a estabilidade da economia local e
manter relações com a comunidade.
598 GRI 204: Práticas de Compra 2016 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização

cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final

Obs 1: Entidades upstream (acima) da organização (ex.: fornecedores) fornecem produtos


ou serviços que são usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização. Entidades downstream (abaixo) da organização (ex.:
distribuidores, clientes) recebem produtos ou serviços da organização.

Obs 2: A cadeia de valor inclui a cadeia de fornecedores.

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização

Exemplos: intermediários, consultores, partes contratadas, distribuidores, franqueados,


trabalhadores em domicílio, terceiros independentes, licenciados, fabricantes,
produtores primários, subcontratados, atacadistas

Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.

fornecedor local
599 GRI 204: Práticas de Compra 2016 - Portuguese

organização ou pessoa que fornece um produto ou serviço para a organização relatora e que
está localizada no mesmo mercado geográfico que a organização relatora (ou seja, não é feito
nenhum pagamento transnacional para o fornecedor local)

Obs.: A definição geográfica de “local” pode incluir a comunidade no entorno das


operações, uma região do país ou um país.

impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".

parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio

Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado

Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações

Obs.: Parceiros de negócios não incluem as subsidiárias e as afiliadas controladas pela


organização.

relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: São exemplos de outras entidades diretamente relacionadas a operações,


produtos ou serviços da organização, uma organização não governamental com
quem a organização fornece suporte a uma comunidade local ou forças de
segurança do Estado que protegem as instalações da organização.

temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".

trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização

Exemplos: empregados, trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,


aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos,
subcontratados, voluntários e pessoas que trabalham para outras organizações
que não a organização relatora como, por exemplo, fornecedores

Obs.: Nas Normas GRI, em alguns casos é especificado se é necessário usar um


determinado subconjunto de trabalhadores.
GRI 205: Combate à Corrupção 2016
Norma Temática
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de julho de 2018

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

Aviso de direitos autorais e marca registrada


Os direitos autorais deste documento pertencem à Fundação Global Reporting Initiative (GRI). Sua reprodução e
distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
reproduzidos, arquivados, traduzidos ou transferidos, em qualquer forma ou mídia (eletrônica, mecânica,
fotocopiada, gravada, etc.), para qualquer outro fim sem autorização prévia da GRI.

Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.

© 2024 GRI. All rights reserved.


601 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese

Introdução
A Norma GRI 205: Combate à Corrupção 2016 possui conteúdos para que as organizações relatem informações
sobre seus impactos relacionados à corrupção, e sobre como elas gerenciam esses impactos.

A Norma está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1contém um requisito que fornece informações sobre como a organização gerencia seus impactos
relacionados à corrupção.
• A Seção 2 possui três conteúdos que fornecem informações sobre os impactos da organização relacionados à
corrupção.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições.
• A Bibliografia contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais que foram usados no desenvolvimento desta Norma.

O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.

Informações gerais sobre o tema


Esta Norma aborda o tema combate à corrupção. Nesta Norma, considera-se que a corrupção inclui práticas como
suborno, pagamentos de propina, fraude, extorsão, conluio e lavagem de dinheiro; a oferta ou recebimento de
presentes, empréstimos, comissões, recompensas ou outras vantagens como indução para fazer algo desonesto,
ilegal ou que represente quebra de confiança. Pode ainda incluir práticas como apropriação indébita, tráfico de
influência, abuso de função, enriquecimento ilícito, ocultação e obstrução da justiça.

A corrupção está amplamente ligada a impactos negativos, como pobreza em economias de transição, danos ao
meio ambiente, violação de direitos humanos, violação da democracia, alocação indevida de investimentos e
enfraquecimento do Estado de Direito. Os mercados, as normas internacionais e os stakeholders esperam que as
organizações demonstrem seu compromisso com a integridade, a governança e as práticas empresariais
responsáveis.

Esses conceitos são abordados em importantes publicações da Organização para a Cooperação e o


Desenvolvimento Econômico e das Nações Unidas: consulte a Bibliografia.

Sistema das Normas GRI


Esta Norma é parte das Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). As Normas GRI permitem que
uma organização relate informações sobre os seus impactos mais significativos na economia, no meio ambiente e
nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e sobre como a organização gerencia esses impactos.

As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3


A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que a organização deve cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
602 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese

materiais que definiu usando a Norma GRI 3.

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

Uso desta Norma


Qualquer organização poderá usar esta Norma - independentemente de porte, tipo, setor, localização geográfica ou
experiência com relato - para relatar informações sobre seus impactos relacionados à corrupção.

É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que combate à corrupção é um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta Norma);
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos da organização
relacionados a corrupção (do Conteúdo 205-1 ao Conteúdo 205-3).

Consulte os Requisitos 4 e 5 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021.

Motivos para omissão são permitidos para esses conteúdos.

Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.

Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
603 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese

relatório anual onde a informação tenha sido publicada).

Requisitos, orientações e termos definidos


O seguinte se aplica ao longo desta Norma:

Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.

Os requisitos podem estar acompanhados por orientações.

Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.

As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.

As expressões “recomenda-se que” ou “é recomendada(o) a” indicam uma recomendação e as palavras "pode(m)"


ou “poderá(ão)” indicam uma possibilidade ou opção.

Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
604 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese

1. Conteúdos para gestão de temas


É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate como gerencia
seus temas materiais.

É necessário que a organização que tenha definido que combate à corrupção é um tema material relate como
gerencia o tema usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta seção).

Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.

REQUISITOS 1.1 A organização relatora deverá relatar como gerencia combate à corrupção usando o
Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.

RECOMENDAÇÕES 1.2 Recomenda-se que a organização relate as seguintes informações:

1.2.1 Os procedimentos de avaliações de riscos adotados pela organização


referentes à corrupção, inclusive os critérios usados em avaliações de riscos,
entre os quais localização, atividade e setor;
1.2.2 Como a organização identifica e gerencia possíveis conflitos de interesse por
parte de empregados ou pessoas ligadas a atividades, produtos ou serviços da
organização. Os conflitos de interesse no mais alto órgão de governança são
abordados no Conteúdo 2-15 da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021;
1.2.3 Como a organização garante que doações e patrocínios (financeiros e em
espécie) para outras organizações não sejam usados como uma forma
disfarçada de suborno. Os beneficiários de doações e patrocínios (financeiros e
em espécie) podem incluir organizações sem fins lucrativos, entidades
religiosas, organizações privadas e eventos;
1.2.4 Até que ponto as comunicações e a capacitação em combate à corrupção são
voltados para membros do órgão de governança, empregados, parceiros de
negócios e outros que tenham sido identificados por apresentarem alto risco de
envolvimento em esquemas de corrupção;
1.2.5 Em que momento é oferecida capacitação em combate à corrupção a membros
do órgão de governança, empregados, parceiros de negócios e outros que
tenham sido identificados por apresentarem alto risco de envolvimento em
esquemas de corrupção (ex.: quando novos empregados são contratados pela
organização ou quando são estabelecidas relações com novos parceiros de
negócios) e a frequência da capacitação (anual, semestral, etc.);
1.2.6 Se a organização participa de ações coletivas de combate à corrupção, incluindo:
[Link] a estratégia adotada para as atividades da ação coletiva;
[Link] uma lista de iniciativas de ação coletiva das quais a organização
participa;
[Link] uma descrição dos principais compromissos assumidos por essas
iniciativas.

ORIENTAÇÕES Orientações para os itens 1.2.4 e 1.2.5


No contexto desta Norma GRI, o termo "parceiros de negócios" inclui, entre outros,
fornecedores, agentes, lobistas e outros intermediários, parceiros em joint ventures e
consórcios, governos, consumidores e clientes.
605 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese

2. Conteúdos temáticos
Conteúdo 205-1 Operações avaliadas quanto a riscos
relacionados à corrupção

REQUISITOS A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. Número total e percentual de operações avaliadas quanto a riscos relacionados à


corrupção.

b. Riscos significativos relacionados à corrupção identificados por avaliação de riscos.

ORIENTAÇÕES Orientações para o Conteúdo 205-1


Este conteúdo poderá incluir uma avaliação de riscos com foco em corrupção ou a inclusão da
corrupção como fator de risco em avaliações gerais de riscos.

O termo "operação" refere-se a um único local utilizado pela organização para a produção, o
armazenamento e/ou a distribuição de seus bens e serviços, ou para fins administrativos.
Dentro de uma única operação, podem existir múltiplas linhas de produção, armazéns ou
outras atividades. Por exemplo, uma mesma fábrica pode ser usada para vários produtos ou
uma única loja pode conter várias diferentes operações de varejo que são de propriedade da
organização ou geridas por ela.

Informações gerais
Este conteúdo mede até que ponto a avaliação de riscos é aplicada em uma organização. As
avaliações de riscos podem ajudar a avaliar o potencial de casos de corrupção dentro da
organização e relacionados a ela, além de ajudar a organização a estabelecer políticas e
procedimentos para combater a corrupção.
606 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese

Conteúdo 205-2 Comunicação e capacitação em


políticas e procedimentos de combate à corrupção

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. Número total e percentual de membros do órgão de governança aos quais foram


comunicados os procedimentos e as políticas de combate à corrupção adotados pela
organização, discriminados por região.

b. Número total e percentual de empregados aos quais foram comunicados os


procedimentos e as políticas de combate à corrupção adotados pela organização,
discriminados por categoria funcional e região.

c. Número total e percentual de parceiros de negócios aos quais foram comunicados os


procedimentos e as políticas de combate à corrupção adotados pela organização,
discriminados por tipo de parceiro de negócios e região. Descreva se os
procedimentos e as políticas de combate à corrupção da organização foram
comunicados a quaisquer outras pessoas ou organizações.

d. Número total e percentual de membros do órgão de governança que receberam


capacitação em combate à corrupção, discriminados por região.

e. Número total e percentual de empregados que receberam capacitação em combate à


corrupção, discriminados por categoria funcional e região.

RECOMENDAÇÕES
2.1 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 205-2, recomenda-se que a
organização relatora:

2.1.1 utilize como base as informações apresentadas no Conteúdo 405-1 da Norma


GRI 405: Diversidade e Igualdade de Oportunidades 2016 para identificar:
[Link] os órgãos de governança que existem na organização, como, por
exemplo, conselho de administração, comitê gestor ou órgão similar para
organizações não empresariais;
[Link] o número total de indivíduos e/ou empregados que compõem esses
órgãos de governança;
[Link] o número total de empregados em cada categoria funcional, exceto os
membros dos órgãos de governança;
2.1.2 faça uma estimativa do número total de parceiros de negócios.

ORIENTAÇÕES
Orientações para o Conteúdo 205-2
No contexto desta Norma GRI, o termo "parceiros de negócios" inclui, entre outros,
fornecedores, agentes, lobistas e outros intermediários, parceiros em joint ventures e
consórcios, governos, consumidores e clientes.

Informações gerais
Comunicação e capacitação promovem conscientização interna e externa e as capacidades
necessárias para combater a corrupção.
607 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese

Conteúdo 205-3 Casos confirmados de corrupção e


medidas tomadas

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. Número total e natureza dos casos confirmados de corrupção.

b. Número total de casos confirmados em que empregados foram demitidos ou punidos


por corrupção.

c. Número total de casos confirmados em que contratos com parceiros de negócios


foram rescindidos ou não renovados em decorrência de violações relacionadas à
corrupção.

d. Processos judiciais relacionados à corrupção movidos contra a organização ou seus


empregados no período de relato e o resultado desses processos.

ORIENTAÇÕES
Orientações para o Conteúdo 205-3
Stakeholders têm interesse em saber tanto sobre a ocorrência de casos como a resposta da
organização para esses casos. Processos judiciais relacionados à corrupção podem incluir
investigações e processos em andamento ou casos já encerrados.

Orientações para o Conteúdo 205-3-c


No contexto desta Norma GRI, o termo "parceiros de negócios" inclui, entre outros,
fornecedores, agentes, lobistas e outros intermediários, parceiros em joint ventures e
consórcios, governos, consumidores e clientes.
608 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

ações coletivas de combate à corrupção


envolvimento voluntário com iniciativas e stakeholders para melhorar o ambiente e a cultura
operacionais gerais, visando o combate à corrupção

Exemplos: colaboração proativa junto a organizações da sociedade civil, governos, o setor


público em geral, pares, sindicatos

cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização

cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final

Obs 1: Entidades upstream (acima) da organização (ex.: fornecedores) fornecem produtos


ou serviços que são usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização. Entidades downstream (abaixo) da organização (ex.:
distribuidores, clientes) recebem produtos ou serviços da organização.

Obs 2: A cadeia de valor inclui a cadeia de fornecedores.

caso confirmado de corrupção


caso de corrupção devidamente confirmado

Obs.: Casos confirmados de corrupção não incluem casos de corrupção que ainda
estiverem sob investigação no período de relato.

categoria funcional
discriminação de empregados por nível (tais como diretoria, média gerência) e função (tais
como técnica, administrativa, produção)

Obs.: Essas informações são obtidas no próprio sistema de recursos humanos da


organização.

comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização

Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.

conflito de interesse
situação em que o indivíduo precisa escolher entre as exigências de sua função na
organização e seus próprios interesses ou responsabilidades pessoais ou profissionais

corrupção
“abuso do poder confiado para obtenção de ganhos particulares”, que pode ser instigado por
indivíduos ou organizações

Fonte: Transparência Internacional, “Princípios Empresariais para Combater o Suborno”,


2011
609 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese

Obs.: A corrupção inclui práticas como suborno, pagamentos de propina, fraude,


extorsão, conluio e lavagem de dinheiro. Inclui, também, a oferta ou recebimento
de qualquer presente, empréstimo, comissão, recompensa ou outra vantagem por
ou para qualquer pessoa como indução para fazer algo desonesto, ilegal ou que
represente quebra de confiança na conduta dos negócios da empresa. Isso pode
incluir dinheiro ou benefícios de outra natureza como mercadorias, presentes e
viagens gratuitas ou serviços pessoais especiais prestados com a finalidade de
obter uma vantagem indevida ou que venham a resultar em pressão moral para
receber tal vantagem.

criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior

Obs. 1: Exceções podem ocorrer em determinados países nos quais a economia e o


sistema educacional são insuficientemente desenvolvidos e se aplica a idade
mínima de 14 anos. Esses países considerados exceções são especificadas pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT) em resposta a solicitação especial de
um país interessado e consulta junto a organizações representantes de
empregadores e trabalhadores.

Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização

Exemplos: intermediários, consultores, partes contratadas, distribuidores, franqueados,


trabalhadores em domicílio, terceiros independentes, licenciados, fabricantes,
produtores primários, subcontratados, atacadistas

Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.

grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
610 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese

da organização com maior severidade do que a população em geral

Exemplos: crianças e jovens; idosos; ex-combatentes; famílias afetadas pelo HIV/AIDS;


defensores dos direitos humanos; povos indígenas; deslocados internos;
trabalhadores migrantes e suas famílias; minorias nacionais ou étnicas,
religiosas ou linguísticas; pessoas que poderiam ser discriminadas com base em
sua orientação sexual, identidade de gênero, expressão de gênero ou
características sexuais (ex.: lésbicas, gays, bissexuais, transgênero, intersexo);
pessoas com deficiência; refugiados ou refugiados que regressam aos seus
países de origem; mulheres

Obs.: As vulnerabilidades e impactos podem variar conforme o gênero.

impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".

parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio

Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado

Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações

Obs.: Parceiros de negócios não incluem as subsidiárias e as afiliadas controladas pela


organização.

período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas

Exemplos: ano fiscal, ano-calendário

povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 169, “Povos Indígenas


e Tribais”, 1989.

relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
611 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese

Obs.: São exemplos de outras entidades diretamente relacionadas a operações,


produtos ou serviços da organização, uma organização não governamental com
quem a organização fornece suporte a uma comunidade local ou forças de
segurança do Estado que protegem as instalações da organização.

severidade (de um impacto)


A severidade de um impacto negativo real ou potencial é definida por seu tamanho (ou seja, o
tamanho da gravidade do impacto), escopo (ou seja, o quanto o impacto está disseminado) e
natureza irremediável (o quanto é difícil desfazer ou reparar o dano resultante).

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de
Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012, modificado

Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".

stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018, modificado

Exemplos: parceiros de negócios, organizações da sociedade civil, consumidores, clientes,


empregados e outros trabalhadores, governos, comunidades locais, organizações
não governamentais, acionistas e outros investidores, fornecedores, sindicatos,
grupos vulneráveis

Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".

temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".

trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização

Exemplos: empregados, trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,


aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos,
subcontratados, voluntários e pessoas que trabalham para outras organizações
que não a organização relatora como, por exemplo, fornecedores

Obs.: Nas Normas GRI, em alguns casos é especificado se é necessário usar um


determinado subconjunto de trabalhadores.

Bibliografia
612 GRI 205: Combate à Corrupção 2016 - Portuguese

Bibliografia
Esta seção contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma.

Instrumentos reconhecidos:
1. Convenção da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), "Convenção sobre o
Combate da Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais",
1997.
2. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Good Practice Guidance on Internal
Controls, Ethics, and Compliance, 2010.
3. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.
4. Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU), "Convenção contra a Corrupção", 2003.

Referências adicionais:
5. Ministério da Justiça Britânico, The Bribery Act 2010 Guidance, 2011.
6. Criminal Division of the U.S. Department of Justice and Enforcement Division of the U.S. Security and Exchange
Commission, A Resource Guide to the U.S. Foreign Corrupt Practices Act, 2012.
7. Transparência Internacional, “Princípios Empresariais para Combater o Suborno”, 2011.
8. Transparência Internacional, Índice de Percepção da Corrupção,
[Link] acessado em 01/09/2016.
9. Pacto Global das Nações Unidas (UNGC) e Transparência Internacional, Reporting Guidance on the 10th
Principle Against Corruption, 2009.
10. Banco Mundial, Indicadores de Governança Mundial (WGI), Controle da Corrupção,
[Link] acessado em 01/09/2016.
GRI 206: Concorrência Desleal 2016
Norma Temática
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de julho de 2018.

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

Aviso de direitos autorais e marca registrada


Os direitos autorais deste documento pertencem à Fundação Global Reporting Initiative (GRI). Sua reprodução e
distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
reproduzidos, arquivados, traduzidos ou transferidos, em qualquer forma ou mídia (eletrônica, mecânica,
fotocopiada, gravada, etc.), para qualquer outro fim sem autorização prévia da GRI.

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(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.

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614 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese

Introdução
A Norma GRI 206: Concorrência Desleal 2016 possui conteúdos para que as organizações relatem informações
sobre seus impactos relacionados a concorrência desleal, e sobre como elas gerenciam esses impactos.

A Norma está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1 contém um requisito que fornece informações sobre como a organização gerencia seus impactos
relacionados a concorrência desleal.
• A Seção 2 possui um conteúdo que fornece informações sobre os impactos da organização relacionados a
concorrência desleal.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições.
• A Bibliografia contém os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente que foram usados
no desenvolvimento desta Norma.

O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.

Informações gerais sobre o tema


Esta Norma aborda o tema concorrência desleal, incluindo práticas antitruste e antimonopólio.

Concorrência desleal refere-se a ações adotadas pela organização ou por seus empregados que possam resultar
em conluio com potenciais concorrentes com o propósito de limitar os efeitos da concorrência do mercado. São
exemplos de ações de concorrência desleal: fixar preços ou coordenar licitações; criar restrições de mercado ou de
produção; impor cotas geográficas; e, ainda, alocar clientes, fornecedores, áreas geográficas ou linhas de produtos.

Práticas antitruste e antimonopólio são ações adotadas pela organização que possam resultar em conluio visando
a criação de barreiras à entrada no setor ou visando, de qualquer outra forma, evitar a concorrência. Essas ações
podem incluir práticas injustas de negócio, abuso de posição de mercado, formação de cartéis, fusões que levem à
concorrência desleal e fixação de preços.

Esses conceitos são abordados em importantes publicações da Organização para a Cooperação e o


Desenvolvimento Econômico: consulte a Bibliografia.

Sistema das Normas GRI


Esta Norma é parte das Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). As Normas GRI permitem que
uma organização relate informações sobre os seus impactos mais significativos na economia, no meio ambiente e
nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e sobre como a organização gerencia esses impactos.

As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3


A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que a organização deve cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.
615 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

Uso desta Norma


Qualquer organização poderá usar esta Norma - independentemente de porte, tipo, setor, localização geográfica ou
experiência com relato - para relatar informações sobre seus impactos relacionados a concorrência desleal.

É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que concorrência desleal é um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta Norma);
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos da organização
relacionados a concorrência desleal (Conteúdo 206-1).

Consulte os Requisitos 4 e 5 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021.

Motivos para omissão são permitidos para esses conteúdos.

Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.

Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).
616 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese

Requisitos, orientações e termos definidos


O seguinte se aplica ao longo desta Norma:

Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.

Os requisitos podem estar acompanhados por orientações.

Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.

As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.

As expressões “recomenda-se que” ou “é recomendada(o) a” indicam uma recomendação e as palavras "pode(m)"


ou “poderá(ão)” indicam uma possibilidade ou opção.

Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
617 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese

1. Conteúdos para gestão de temas


É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate como gerencia
seus temas materiais.

É necessário que a organização que tenha definido que concorrência desleal é um tema material relate como
gerencia o tema usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta seção).

Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.

REQUISITOS 1.1 A organização relatora deverá relatar como gerencia concorrência desleal usando o
Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.
618 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese

2. Conteúdos temáticos
Conteúdo 206-1 Ações judiciais por concorrência
desleal, práticas de truste e monopólio

REQUISITOS A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. Número de ações judiciais pendentes ou encerradas durante o período de relato


referentes a concorrência desleal e violações de leis antitruste e antimonopólio em que
a organização tenha sido identificada como participante.

b. Principais resultados das ações judiciais concluídas, incluindo quaisquer decisões ou


sentenças.

ORIENTAÇÕES Informações gerais


Este conteúdo refere-se a ações judiciais movidas nos termos de leis nacionais ou
internacionais concebidas principalmente com a finalidade de regular a concorrência desleal e
as práticas de truste ou de monopólio.

Concorrência desleal, práticas de truste e monopólio podem afetar a escolha do consumidor,


preços e outros fatores essenciais para a existência de mercados eficientes. A legislação
introduzida em muitos países procura controlar ou evitar monopólios, com a premissa de que a
concorrência entre empresas também promove eficiência econômica e crescimento
sustentável.

A existência de ações judiciais indica uma situação em que as ações ou a situação de


mercado da organização atingiram uma escala suficiente para ensejar preocupações por parte
de terceiros. As decisões judiciais decorrentes dessas situações podem acarretar o risco de
transtornos significativos nas atividades da organização no mercado, bem como medidas
punitivas.
619 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização

cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final

Obs 1: Entidades upstream (acima) da organização (ex.: fornecedores) fornecem produtos


ou serviços que são usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização. Entidades downstream (abaixo) da organização (ex.:
distribuidores, clientes) recebem produtos ou serviços da organização.

Obs 2: A cadeia de valor inclui a cadeia de fornecedores.

concorrência desleal
ações adotadas pela organização ou por seus empregados que possam resultar em conluio
com potenciais concorrentes com o propósito de limitar os efeitos da concorrência do mercado

Exemplos: alocar clientes, fornecedores, áreas geográficas e linhas de produtos; coordenar


licitações; criar restrições de mercado ou produção; fixar preços; impor cotas
geográficas

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização
620 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese

Exemplos: intermediários, consultores, partes contratadas, distribuidores, franqueados,


trabalhadores em domicílio, terceiros independentes, licenciados, fabricantes,
produtores primários, subcontratados, atacadistas

Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.

impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".

parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio

Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado

Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações

Obs.: Parceiros de negócios não incluem as subsidiárias e as afiliadas controladas pela


organização.

práticas antitruste e antimonopólio


ações adotadas pela organização que possam resultar em conluio visando a criação de
barreiras à entrada no setorou outros atos envolvendo conluio que evitem a concorrência

Exemplos: abuso de posição de mercado, fusões que levem à concorrência desleal,


formação de cartéis, fixação de preços, práticas injustas de negócio

relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: São exemplos de outras entidades diretamente relacionadas a operações,


produtos ou serviços da organização, uma organização não governamental com
quem a organização fornece suporte a uma comunidade local ou forças de
segurança do Estado que protegem as instalações da organização.

temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".

trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização

Exemplos: empregados, trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,


aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos,
subcontratados, voluntários e pessoas que trabalham para outras organizações
que não a organização relatora como, por exemplo, fornecedores
621 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese

Obs.: Nas Normas GRI, em alguns casos é especificado se é necessário usar um


determinado subconjunto de trabalhadores.

Bibliografia
622 GRI 206: Concorrência Desleal 2016 - Portuguese

Bibliografia
Esta seção lista os instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente que foram usados no
desenvolvimento desta Norma.

Instrumentos reconhecidos:
1. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.
GRI 207: Tributos 2019
Norma Temática
Data de vigência
Esta Norma entrará em vigor para relatórios ou outros materiais publicados a partir de 01 de janeiro de 2021.

Responsabilidade
Esta Norma é uma publicação do Global Sustainability Standards Board (GSSB). Comentários sobre as Normas GRI
poderão ser enviados para gssbsecretariat@[Link] para apreciação pelo GSSB.

Devido Processo
Este documento é de interesse público e foi desenvolvido em conformidade com os requisitos do Protocolo de
Devido Processo do GSSB. Foi desenvolvido fazendo uso da competência multi-stakeholder e considerando
instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente, bem como as amplas expectativas das
organizações no que se refere a responsabilidades sociais, ambientais e econômicas.

Responsabilidade legal
O presente documento tem por objetivo promover o relato de sustentabilidade e foi desenvolvido pelo Global
Sustainability Standards Board (GSSB) por meio de um processo consultivo singular que envolveu diversos
stakeholders, entre os quais representantes de organizações e usuários de informações de relatórios de todo o
mundo. Embora o Conselho Diretor da GRI e o GSSB incentivem o uso das Normas GRI para Relato de
Sustentabilidade (Normas GRI) e suas Interpretações por todas as organizações, a elaboração e publicação de
relatórios total ou parcialmente baseados nas Normas GRI e suas Interpretações são de total responsabilidade de
quem os produz. Nem o Conselho Diretor da GRI, nem o GSSB, nem a Fundação Global Reporting Initiative (GRI)
podem assumir a responsabilidade por quaisquer consequências ou danos que resultem, direta ou indiretamente,
do uso das Normas GRI e suas Interpretações na elaboração de relatórios ou do uso de relatórios baseados nas
Normas GRI e suas Interpretações.

Aviso de direitos autorais e marca registrada


Os direitos autorais deste documento pertencem à Fundação Global Reporting Initiative (GRI). Sua reprodução e
distribuição para fins informativos e/ou utilização na elaboração de um relatório de sustentabilidade são permitidas
sem prévia autorização por parte da GRI. Entretanto, nem este documento, nem qualquer parte dele poderão ser
reproduzidos, arquivados, traduzidos ou transferidos, em qualquer forma ou mídia (eletrônica, mecânica,
fotocopiada, gravada, etc.), para qualquer outro fim sem autorização prévia da GRI.

Global Reporting Initiative, GRI e seu logotipo, GSSB e seu logotipo e Normas GRI para Relato de Sustentabilidade
(Normas GRI) e seu logotipo são marcas registradas da Fundação Global Reporting Initiative.

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624 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

Introdução
A Norma GRI 207: Tributos 2019 possui conteúdos para que as organizações relatem informações sobre seus
impactos relacionados a tributos, e sobre como elas gerenciam esses impactos. Os conteúdos permitem que a
organização forneça informações sobre como gerencia os tributos e informações sobre suas receitas, seus tributos
e suas atividades de negócios país-a-país.

A Norma está estruturada da seguinte forma:


• A Seção 1 possui três conteúdos que fornecem informações sobre como a organização gerencia seus impactos
relacionados a tributos.
• A Seção 2 possui um conteúdo que fornece informações sobre os impactos da organização relacionados a
tributos.
• O Glossário contém termos definidos com um significado específico quando usados nas Normas GRI. Os
termos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições.
• A Bibliografia contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências
adicionais que foram usados no desenvolvimento desta Norma.

O restante da Introdução apresenta informações gerais sobre o tema, uma visão geral do sistema das Normas GRI
e outras informações sobre como usar esta Norma.

Informações gerais sobre o tema


Esta Norma aborda o tema tributos.

Os tributos são importantes fontes de receita governamental e são cruciais para a política fiscal e a estabilidade
macroeconômica dos países.

Eles são reconhecidos pelas Nações Unidas por desempenhar um papel vital no alcance dos Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável.1 Eles são também um mecanismo essencial pelo qual as organizações contribuem
para as economias dos países onde operam.

Os tributos pagos por uma organização mostram que a lucratividade depende de muitos fatores externos à
organização, inclusive o acesso a trabalhadores, mercados, infraestrutura e serviços públicos, recursos naturais e
uma administração pública.

As organizações têm a obrigação de cumprir com a legislação tributária e a responsabilidade para com seus
stakeholders de atender expectativas de boas práticas tributárias. Se as organizações buscam minimizar suas
obrigações fiscais em uma jurisdição, elas podem privar o governo de receitas. Isso pode levar a uma redução de
investimentos em infraestrutura e serviços públicos, a um aumento nas dívidas governamentais ou à transferência
da obrigação fiscal para outros contribuintes.

Percepções de elisão fiscal por parte de uma organização poderiam também abalar o cumprimento das obrigações
tributárias de uma forma mais ampla, levando outras organizações a adotar um planejamento tributário agressivo
com base na visão que elas poderiam estar em desvantagem competitiva caso não o fizessem. Isso pode levar ao
aumento nos custos associados a regras tributárias e sua aplicação.

O relato público sobre tributos aumenta a transparência e promove confiança e credibilidade nas práticas tributárias
das organizações e nos sistemas tributários. Ele permite aos stakeholders formar opiniões embasadas sobre as
posições tributárias de uma organização. A transparência fiscal também dá subsídios ao debate público e apoia o
desenvolvimento de uma política fiscal socialmente desejável.

Relato país-a-país
O relato país-a-país envolve o relato de informações financeiras, econômicas e fiscais para cada jurisdição onde
uma organização opera. Isso indica a escala de atividade da organização e a contribuição que ela faz por meio dos
tributos nessas jurisdições.

Em combinação com os conteúdos para gestão de temas, o relato país-a-país dá uma visão acerca das práticas
tributárias da organização em diferentes jurisdições. Ele também pode sinalizar aos stakeholders os possíveis
riscos reputacionais e financeiros nas práticas tributárias da organização.
625 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

Sistema das Normas GRI


Esta Norma é parte das Normas GRI para Relato de Sustentabilidade (Normas GRI). As Normas GRI permitem que
uma organização relate informações sobre os seus impactos mais significativos na economia, no meio ambiente e
nas pessoas, inclusive impactos nos direitos humanos, e sobre como a organização gerencia esses impactos.

As Normas GRI são estruturadas como um sistema de normas inter-relacionadas, organizadas em três séries:
Normas Universais da GRI, Normas Setoriais da GRI e Normas Temáticas da GRI (consulte a Figura 1 desta
Norma).

Normas Universais: GRI 1, GRI 2 e GRI 3


A Norma GRI 1: Fundamentos 2021 especifica os requisitos que a organização deve cumprir para relatar em
conformidade com as Normas GRI. A organização inicia o uso das Normas GRI consultando a Norma GRI 1.

A Norma GRI 2: Conteúdos Gerais 2021 possui conteúdos que a organização usa para fornecer informações sobre
suas práticas de relato e outros detalhes da organização, tais como suas atividades, sua governança e suas
políticas.

A Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 fornece orientações sobre como definir temas materiais. Ela também possui
conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seu processo de definição de temas materiais,
sua lista de temas materiais e como ela gerencia cada tema.

Normas Setoriais
As Normas Setoriais fornecem informações para as organizações sobre seus prováveis temas materiais. A
organização usa as Normas Setoriais que se aplicam a seus setores ao definir seus temas materiais e ao definir o
que relatar para cada tema material.

Normas Temáticas
As Normas Temáticas possuem conteúdos que a organização usa para relatar informações sobre seus impactos
em relação a temas em particular. A organização usa as Normas Temáticas de acordo com a lista de temas
materiais que definiu usando a Norma GRI 3.

Figura 1. Normas GRI: Normas Universais, Setoriais e Temáticas

Uso desta Norma


1 Resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, 2015.
(Considere especialmente a Meta 17.1: "Fortalecer a mobilização de recursos internos, inclusive por meio do apoio internacional aos países em
desenvolvimento, para melhorar a capacidade nacional para arrecadação de impostos e outras receitas"; do Objetivo 17: "Fortalecer os meios de
implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável".)
626 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

Qualquer organização poderá usar esta Norma - independentemente de porte, tipo, setor, localização geográfica ou
experiência com relato - para relatar informações sobre seus impactos relacionados a tributos.

É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate os conteúdos
abaixo se ela tiver definido que tributos são um tema material:
• Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta Norma);
• Quaisquer conteúdos desta Norma Temática que sejam relevantes para os impactos da organização
relacionados a tributos (do Conteúdo 207-1 ao Conteúdo 207-4).

Consulte os Requisitos 4 e 5 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021.

Motivos para omissão são permitidos para esses conteúdos.

Se a organização não puder cumprir com um conteúdo ou um requisito em um conteúdo (ex.: porque a informação
necessária é confidencial ou sujeita a proibições legais), então é necessário que a organização especifique o
conteúdo ou o requisito que não pode cumprir e apresente um motivo para omissão com uma explicação no
sumário de conteúdo da GRI. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre motivos para omissão.

Se a organização não puder relatar as informações necessárias sobre um item especificado em um conteúdo
porque o item (ex.: comitê, política, prática ou processo) não existe, ela poderá cumprir o requisito relatando que este
é o caso. A organização poderá explicar os motivos de não possuir esse item ou descrever possíveis planos para
criá-lo. O conteúdo não exige que a organização implemente o item (ex.: criar uma política), mas é necessário relatar
que o item não existe.

Se a organização pretende publicar um relatório de sustentabilidade avulso, ela não precisa repetir as informações
que já relatou publicamente em outro lugar, como páginas da Internet ou em seu relatório anual. Nesse caso, a
organização poderá relatar um conteúdo necessário fornecendo uma referência no sumário de conteúdo da GRI de
onde esta informação poderá ser encontrada (ex.: inserindo um link para a página da Internet ou citando a página no
relatório anual onde a informação tenha sido publicada).

Requisitos, orientações e termos definidos


O seguinte se aplica ao longo desta Norma:

Requisitos são apresentados em negrito e indicados pela palavra "deverá". A organização deve cumprir requisitos
para relatar em conformidade com as Normas GRI.

Os requisitos podem estar acompanhados por orientações.

Orientações incluem informações gerais, explicações e exemplos para ajudar as organizações a entender melhor
os requisitos. Não é exigido que a organização cumpra as orientações.

As Normas poderão também incluir recomendações. Esses são casos em que uma ação específica é incentivada,
mas não exigida.

As expressões “recomenda-se que” ou “é recomendada(o) a” indicam uma recomendação e as palavras "pode(m)"


ou “poderá(ão)” indicam uma possibilidade ou opção.

Os termos definidos estão sublinhados no texto das Normas GRI, com links para suas definições no Glossário. É
necessário que a organização aplique as definições do Glossário.
627 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

1. Conteúdos para gestão de temas


É necessário que a organização que estiver relatando em conformidade com as Normas GRI relate como gerencia
seus temas materiais.

É necessário que a organização que tenha definido que tributos são um tema material relate como gerencia o tema
usando o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Tópicos Materiais 2021 (consulte o item 1.1 desta seção). É necessário
que a organização relate também quaisquer conteúdos desta seção (do Conteúdo 207-1 ao Conteúdo 207-3) que
sejam relevantes aos seus impactos relacionados a tributos.

Esta seção visa, portanto, complementar – e não substituir – o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3.

REQUISITOS 1.1 A organização relatora deverá relatar como gerencia tributos usando

o Conteúdo 3-3 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021.


628 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

Conteúdo 207-1 Abordagem tributária

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. Uma descrição da abordagem tributária, incluindo:

i. se a organização possui uma estratégia fiscal e, caso possua, um link para essa
estratégia quando estiver disponível ao público;
ii. o órgão de governança ou o cargo de nível executivo dentro da organização que
formalmente analisa e aprova a estratégia fiscal, além da frequência dessa
análise;
iii. a abordagem para conformidade regulatória;
iv. como a abordagem tributária está vinculada às estratégias de negócios e de
desenvolvimento sustentável da organização.

ORIENTAÇÕES
Informações gerais
A abordagem tributária de uma organização define como a organização equilibra cumprimento
das obrigações tributárias com atividades de negócios e expectativas éticas, sociais e
relacionadas ao desenvolvimento sustentável. Ela pode incluir os princípios fiscais da
organização, sua orientação quanto ao planejamento tributário, o grau de risco que a
organização está disposta a aceitar e a abordagem da organização para relacionamento com
as autoridades fiscais.

A abordagem tributária de uma organização é geralmente descrita em uma estratégia fiscal,


mas pode também estar descrita em documentos equivalentes, como políticas, normas,
princípios ou códigos de conduta.

Orientações para o Conteúdo 207-1-a


A organização relatora poderá ilustrar sua abordagem tributária fornecendo exemplos extraídos
de suas práticas tributárias. Por exemplo, a organização poderá fornecer uma visão geral do
seu uso de paraísos fiscais, os tipos de incentivos fiscais que usa ou sua abordagem para
preço de transferência. Esses exemplos ajudam a demonstrar o apetite de risco da
organização e as práticas tributárias consideradas aceitáveis e inaceitáveis pela organização e
seu mais alto órgão de governança.

Orientações para o Conteúdo 207-1-a-i


Se a organização possuir uma estratégia fiscal, mas a estratégia não estiver disponível ao
público, a organização poderá fornecer um resumo ou sumário da estratégia.

Se a organização possuir uma estratégia fiscal que se aplica a um número menor de


entidades ou jurisdições fiscais do que o relatado no Conteúdo 207-4, a organização poderá
relatar essa estratégia e listar as entidades ou jurisdições fiscais às quais a estratégia se
aplica.

Além da estratégia geral, se a organização possuir estratégias fiscais que se apliquem a


entidades ou jurisdições fiscais individuais, a organização poderá explicar quaisquer
diferenças relevantes entre essas estratégias.

Orientações para o Conteúdo 207-1-a-iii


Ao descrever sua abordagem para conformidade regulatória, a organização poderá descrever
quaisquer declarações constantes em sua estratégia fiscal ou documentos equivalentes sobre
sua intenção quanto às leis tributárias nas jurisdições onde opera. Por exemplo, a organização
poderá descrever se busca cumprir com a letra e o espírito da lei, ou seja, se a organização
toma medidas razoáveis para captar e seguir a intenção da legislação.2

Orientações para o Conteúdo 207-1-a-iv


Ao descrever como sua abordagem tributária está vinculada à sua estratégia de negócios, a
organização poderá explicar como seu planejamento tributário está alinhado às suas
atividades comerciais. A descrição poderá incluir quaisquer declarações constantes em sua
estratégia fiscal ou documentos equivalentes.

Ao descrever como sua abordagem tributária está vinculada à sua estratégia de


desenvolvimento sustentável, a organização poderá explicar o seguinte:
• Se ela considerou os impactos socioeconômicos de sua abordagem tributária ao formular
sua estratégia fiscal;
629 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

• Quaisquer compromissos organizacionais para com o desenvolvimento sustentável nas


jurisdições onde opera e se sua abordagem tributária está alinhada com esses
compromissos.
630 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

Conteúdo 207-2 Governança, controle e gestão de


risco fiscal

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. Uma descrição da estrutura de governança e controle fiscal, incluindo:

i. o órgão de governança ou o cargo de nível executivo dentro da organização


responsável pela conformidade com a estratégia fiscal;
ii. como a abordagem tributária está integrada na organização;
iii. a abordagem para riscos fiscais, inclusive como os riscos são identificados,
geridos e monitorados;
iv. como a conformidade com a estrutura de governança e controle fiscal é avaliada.

b. Uma descrição dos mecanismos para apresentação de preocupações relativas à


conduta empresarial da organização e à integridade da organização em relação a
tributos.

c. Uma descrição do processo de verificação de relatos de conteúdos fiscais incluindo,


se aplicável, um link ou uma referência ao(s) relatório(s), declaração(ões) ou
parecer(es) da verificação.

ORIENTAÇÕES
Informações gerais
Possuir sistemas sólidos de governança, controle e gestão de risco fiscal em vigor pode ser
um indicador que a abordagem tributária e a estratégia fiscal relatadas estão bem integradas
em uma organização e que a organização está monitorando com eficácia suas obrigações de
conformidade. O relato dessas informações garante aos stakeholders que as práticas da
organização refletem as declarações que fez sobre sua abordagem tributária em sua
estratégia fiscal ou em documentos equivalentes.

Orientações para o Conteúdo 207-2-a


Ao descrever sua estrutura de governança e controle fiscal, a organização relatora poderá
fornecer exemplos de uma implementação efetiva de seus sistemas de governança, controle e
gestão de risco fiscal.

Orientações para o Conteúdo 207-2-a-i


Se o mais alto órgão de governança em uma organização for responsável pela conformidade
com a estratégia fiscal, a organização poderá especificar até que ponto o mais alto órgão de
governança tem a supervisão da conformidade. A organização poderá também especificar
qualquer responsabilidade pela conformidade delegada a cargos de nível executivo dentro da
organização.

Orientações para o Conteúdo 207-2-a-ii


Ao relatar como a abordagem tributária está integrada na organização, a organização poderá
descrever processos, projetos, programas e iniciativas que respaldem a adesão à abordagem
tributária e à estratégia fiscal.

Alguns possíveis exemplos dessas iniciativas:


• treinamento e orientações a empregados-chave sobre o vínculo entre estratégia fiscal,
estratégia de negócios e desenvolvimento sustentável;
• sistemas de remuneração ou incentivo para a(s) pessoa(s) responsável(is) pela
implementação da estratégia fiscal;
• plano de sucessão organizacional para cargos responsáveis por tributos;
• participação em iniciativas de transparência fiscal ou associações de representação que
busquem o desenvolvimento de melhores práticas para relatos de conteúdos fiscais ou a
educação de stakeholders em assuntos tributários.

Orientações para o Conteúdo 207-2-a-iii


Riscos fiscais são riscos associados às práticas tributárias da organização que possam
produzir um efeito negativo nos objetivos da organização ou causar danos financeiros ou
reputacionais. Incluem riscos de conformidade ou riscos relacionados a posições tributárias
incertas, mudanças na legislação ou uma percepção de práticas tributárias agressivas.

Ao relatar a abordagem para riscos fiscais, a organização poderá descrever seu apetite de

2 Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas Multinacionais, pp. 60-63, 2011.
631 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

risco e sua tolerância ao risco, além de fornecer exemplos de práticas tributárias que evita por
estarem desalinhadas com sua abordagem tributária e sua estratégia fiscal. Apetite de risco e
tolerância ao risco indicam o grau de risco que a organização está disposta a aceitar ao
determinar suas posições tributárias.

Ao relatar como os riscos fiscais são identificados, geridos e monitorados, a organização


poderá:
• descrever o papel do mais alto órgão de governança no processo de gestão de riscos
fiscais;
• descrever como o processo de gestão de riscos fiscais é comunicado e integrado em toda
a organização;
• fazer referência a estruturas de controle interno ou princípios de gestão de risco geralmente
aceitos que são aplicados aos tributos.

Orientações para o Conteúdo 207-2-a-iv


Ao relatar como a conformidade com a estrutura de governança e controle fiscal é avaliada, a
organização poderá descrever o processo por meio do qual a estrutura de governança e
controle fiscal é monitorada, testada e mantida. Um exemplo disso é dar a um auditor interno a
responsabilidade de realizar análises anuais da conformidade do departamento fiscal com a
estrutura de governança e controle fiscal.

A organização poderá também especificar até que ponto o mais alto órgão de governança tem
a supervisão da concepção, implementação e eficácia da estrutura de governança e controle
fiscal.

Orientações para o Conteúdo 207-2-b


Um exemplo de mecanismo para que indivíduos apresentem preocupações relativas à
conduta empresarial da organização ou a atividades que comprometam a integridade da
organização em relação a tributos, é o mecanismo de denúncia.

O Conteúdo 207-2-b relaciona-se com o Conteúdo 2-26 da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021. Se as informações relatadas pela organização no Conteúdo 2-26 abrangerem
mecanismos usados para a apresentação de preocupações relativas à conduta empresarial
da organização em relação a tributos, a organização poderá fazer referência a essas
informações.

Orientações para o Conteúdo 207-2-c


O Conteúdo 207-2-c relaciona-se com o Conteúdo 2-5 da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021. Se o processo de verificação de relatos de conteúdos fiscais tiver sido concluído como
parte de outro processo de verificação, a organização poderá fazer referência a essas
informações relatadas no Conteúdo 2-5 ou em outro local.
632 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

Conteúdo 207-3 Engajamento de stakeholders e


gestão de suas preocupações quanto a tributos

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. Uma descrição da abordagem para engajamento de stakeholders e gestão de suas


preocupações quanto a tributos, incluindo:

i. a abordagem para relacionamento com autoridades fiscais;


ii. a abordagem para ações de advocacy (incidência política) em políticas públicas
referentes a tributos;
iii. os processos para coletar e avaliar as opiniões e preocupações dos
stakeholders, inclusive stakeholders externos.

ORIENTAÇÕES
Informações gerais
As práticas tributárias adotadas pelas organizações são do interesse de vários stakeholders. A
abordagem que uma organização adota para se engajar com stakeholders pode influenciar
sua reputação e confiabilidade. Isto inclui como a organização se relaciona com autoridades
fiscais no desenvolvimento de sistemas, legislação e administração de tributos.

O engajamento de stakeholders possibilita que a organização compreenda as expectativas


que surjam quanto a tributos. Ele pode proporcionar à organização uma visão de possíveis
mudanças regulatórias no futuro e ajudar a organização a melhor gerenciar seus riscos e
impactos.

Orientações para o Conteúdo 207-3-a-i


A abordagem para o relacionamento com autoridades fiscais poderá incluir a participação em
acordos cooperativos de conformidade, a busca por auditoria eficaz em tempo real, a busca por
autorização de todas as transações importantes, o pleno conhecimento dos riscos fiscais e a
busca por acordos prévios de preço de transferência.

Orientações para o Conteúdo 207-3-a-ii


Ao relatar a abordagem para ações de advocacy em políticas públicas referentes a tributos, a
organização relatora poderá descrever:
• suas atividades de lobby referentes a tributos;
• o posicionamento em questões importantes quanto a tributos que ela adota em suas
ações de advocacy em políticas públicas, bem como quaisquer diferenças entre suas
posturas de advocacy e suas declarações sobre políticas e objetivos ou outras posturas
públicas;
• se é membro ou contribui para quaisquer associações ou comitês de representação que
participam de ações de advocacy em políticas públicas referentes a tributos, incluindo:
- a natureza dessa contribuição;
- quaisquer diferenças entre as declarações da organização sobre políticas e objetivos ou
outras posturas públicas sobre questões importantes referentes a tributos, e as
posturas das associações ou dos comitês de representação.

O Conteúdo 207-3-a-ii relaciona-se aos requisitos de relato da Norma GRI 415: Políticas
Públicas 2016. Se a organização tiver definido que políticas públicas são um tema material e
tiver relatado informações na Norma GRI 415 que cubram suas ações de advocacy em
políticas públicas referentes a tributos, a organização poderá fornecer uma referência para
essas informações

Orientações para o Conteúdo 207-3-a-iii


Ao relatar os processos para coletar e avaliar as opiniões e preocupações dos stakeholders, a
organização poderá descrever como os processos possibilitam que os stakeholders
participem deste engajamento. A organização poderá também fornecer exemplos de como o
feedback dos stakeholders influenciou a abordagem tributária, a estratégia fiscal ou as práticas
tributárias adotadas pela organização.
633 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

2. Conteúdos temáticos
Conteúdo 207-4 Relato país-a-país

REQUISITOS
A organização relatora deverá relatar as seguintes informações:

a. Todas as jurisdições fiscais em que as entidades incluídas nas demonstrações


financeiras consolidadas auditadas da organização, ou nas informações financeiras
registradas em registro público, são consideradas residentes para fins tributários.

b. Para cada jurisdição fiscal relatada no Conteúdo 207-4-a:

i. Nomes das entidades residentes;


ii. Atividades primárias da organização;
iii. Número de empregados e a base de cálculo para esse número;
iv. Receitas provenientes de vendas por terceiros;
v. Receitas provenientes de transações intra-grupo com outras jurisdições fiscais;
vi. Lucros/perdas antes do pagamento de impostos;
vii. Bens tangíveis que não sejam caixa e equivalentes de caixa;
viii. Imposto de renda pessoa jurídica pago em regime de caixa;
ix. Imposto de renda pessoa jurídica incidente sobre lucros/perdas;
x. Motivos para a diferença entre imposto de renda pessoa jurídica incidente sobre
lucros/perdas e o imposto devido se a alíquota fixada em lei for aplicada para
lucros/perdas antes do pagamento de impostos.

c. O período de tempo coberto pelas informações relatadas no Conteúdo 207-4.

Requisitos para compilação

2.1 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 207-4, a organização


relatora deverá relatar as informações para o período coberto pelas demonstrações
financeiras consolidadas auditadas ou as informações financeiras registradas em
registro público mais recentes. Caso as informações não estejam disponíveis para
esse período, a organização poderá relatar informações referentes ao período
coberto pelas demonstrações financeiras consolidadas auditadas ou pelas
informações financeiras registradas em registro público imediatamente precedentes
às atuais.

2.2 Ao compilar as informações especificadas no Conteúdo 207-4-b, a organização


relatora deverá:

2.2.1 conciliar os dados relatados para os Conteúdos 207-4-b-iv, vi, vii e viii com os
dados declarados em suas demonstrações financeiras consolidadas
auditadas ou em suas informações financeiras registradas em registro
público para o período relatado no Conteúdo 207-4-c. Quando os dados
relatados não conciliarem com as demonstrações financeiras consolidadas
auditadas ou com as informações financeiras registradas em registro público,
a organização deverá fornecer uma explicação para essa diferença;
2.2.2 para o Conteúdo 207-4-b-ix, incluir o imposto de renda pessoa jurídica
incidente para o período relatado no Conteúdo 207-4-c e excluir o imposto de
renda pessoa jurídica diferido e as provisões para posições tributárias
incertas (uncertain tax positions);
2.2.3 nos casos em que uma entidade seja considerada não residente em qualquer
jurisdição fiscal, fornecer as informações em separado para essa entidade
sem jurisdição.

RECOMENDAÇÕES
2.3 Recomenda-se que a organização relatora relate as seguintes informações adicionais
para cada jurisdição fiscal relatada no Conteúdo 207-4-a:

2.3.1 Total de remuneração dos empregados;


2.3.2 Impostos retidos na fonte e pagos em nome dos empregados;
2.3.3 Tributos arrecadados de clientes em nome de uma autoridade fiscal;
2.3.4 Tributos setoriais e outros tributos ou pagamentos a governos;
634 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

2.3.5 Posições tributárias incertas (uncertain tax positions) significativas;


2.3.6 Saldo da dívida intra-empresa retida por entidades dentro da jurisdição fiscal e a
base de cálculo da taxa de juros paga sobre a dívida.

ORIENTAÇÕES
Informações gerais
O relato país-a-país é o relato de informações financeiras, econômicas e fiscais para cada
jurisdição onde a organização opera.

Orientações para o Conteúdo 207-4-a


No contexto desta Norma, jurisdições fiscais são identificadas de acordo com o local onde as
entidades incluídas nas demonstrações financeiras consolidadas auditadas ou nas
informações financeiras registradas em registro público da organização são consideradas
residentes para fins tributários. Essas entidades incluem estabelecimentos permanentes e
entidades inativas.

Orientações para o Conteúdo 207-4-b


Salvo indicação em contrário, as informações país-a-país devem ser relatadas no nível de
jurisdições fiscais e não no nível de entidades individuais.

Número de empregados, receitas, lucros/perdas antes do pagamento de impostos e bens


tangíveis que não sejam caixa e equivalentes de caixa são indicadores da magnitude das
atividades da organização dentro de uma jurisdição fiscal. Quando considerados em conjunto
com outros requisitos e recomendações de relato, eles podem embasar avaliações dos níveis
de tributos sendo pagos em cada jurisdição.

Além dessas informações, as organizações poderão relatar outras informações relevantes


para a compreensão da magnitude de suas atividades dentro de uma jurisdição.

Se a organização não puder relatar todas as informações necessárias para todas as


jurisdições fiscais relatadas no Conteúdo 207-4-a, ela poderá usar os motivos para omissão
conforme estabelecidos na Norma GRI 1: Fundamentos 2021. É necessário que a organização
especifique o requisito que não pode cumprir e forneça os motivos para omissão conforme
estabelecidos na Norma GRI 1. Consulte o Requisito 6 da Norma GRI 1 para mais
informações sobre motivos para omissão.

Se o relato completo referente a uma jurisdição fiscal não for possível porque a organização
detém participação minoritária ou é a parceira não-operacional de uma joint venture de uma
entidade, a organização poderá declarar como motivo para omissão que estas informações
não estão disponíveis ou estão incompletas e especificar o acionista majoritário ou parceiro
operacional.

A organização poderá também relatar quaisquer informações contextuais necessárias para a


compreensão de como os dados foram compilados, tais como normas, metodologias e
premissas adotadas.

Orientações para o Conteúdo 207-4-b-i


O Conteúdo 207-4-b-i exige que a organização relate uma lista das entidades por jurisdição
fiscal.

Se as demonstrações financeiras consolidadas auditadas da organização disponíveis ao


público ou as informações financeiras registradas em registro público incluírem uma lista de
todas as entidades por jurisdição fiscal, a organização poderá fornecer uma referência para
essas informações.

Ao relatar os nomes das entidades residentes de uma jurisdição fiscal, a organização poderá
especificar se alguma das entidades é inativa.

Orientações para o Conteúdo 207-4-b-ii


Ao relatar suas atividades primárias em uma jurisdição fiscal, a organização poderá fornecer
uma descrição geral de modo que um usuário do relatório possa claramente identificar as
principais atividades da organização na jurisdição como, por exemplo, vendas,
comercialização, fabricação ou distribuição. Não é exigido que a organização liste as atividades
de cada entidade na jurisdição.

Orientações para o Conteúdo 207-4-b-iii


O número de empregados poderá ser relatado usando-se um cálculo apropriado, como o total
635 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

de empregados ao final do período relatado no Conteúdo 207-4-c ou um cálculo de


equivalentes em tempo integral. Para possibilitar a comparabilidade, é importante que a
organização aplique a abordagem de forma consistente em todas as jurisdições fiscais e entre
os períodos de tempo.

Se a organização não puder relatar dados numéricos exatos, ela poderá arredondar o número
de empregados para a dezena mais próxima ou, se o número de empregados for superior a
1000, para a centena mais próxima.

O número de empregados é um indicador da magnitude das atividades da organização dentro


de uma jurisdição fiscal. Além do número de empregados, a organização poderá relatar o
número de trabalhadores (exceto os empregados) que desempenham as atividades da
organização, se isso ajudar a explicar a magnitude das atividades da organização dentro da
jurisdição. É importante que a organização relate o número de empregados e/ou o número de
trabalhadores de forma consistente em todas as jurisdições fiscais e entre os períodos de
tempo.

Orientações para os Conteúdos 207-4-b-iv e 207-4-b-v


Estes conteúdos exigem que a organização relate receitas provenientes de vendas por
terceiros para cada jurisdição fiscal e provenientes de transações intra-grupo entre aquela
jurisdição e outras jurisdições fiscais. Transações intra-grupo dentro da mesma jurisdição
fiscal não são necessárias, mas a organização poderá relatar essas informações
separadamente.

Transações intra-grupo entre jurisdições podem influenciar as bases de cálculo do imposto


para a organização nas jurisdições envolvidas nessas transações. Transações intra-grupo
dentro da mesma jurisdição fiscal não afetam a base de cálculo do imposto da organização
dentro daquela jurisdição.

Por este motivo, receitas provenientes de vendas por terceiros e provenientes de transações
intra-grupo com outras jurisdições são um indicador mais adequado da magnitude das
atividades da organização dentro de uma jurisdição fiscal do que receitas agregadas. Receitas
agregadas poderiam resultar em dupla contabilização de receitas locais, podendo criar um
impressão enganosa sobre a magnitude das atividades da organização em uma jurisdição.

A organização poderá também relatar outras fontes de receitas como, por exemplo, dividendos,
juros e royalties, quando isso for uma prática-padrão no setor da organização.

Orientações para o Conteúdo 207-4-b-vi


Ao relatar lucros/perdas antes do pagamento de impostos para uma jurisdição fiscal, a
organização poderá calcular os lucros/perdas consolidados antes do pagamento de impostos
para todas as suas entidades residentes na jurisdição.

Orientações para o Conteúdo 207-4-b-vii


Ao relatar bens tangíveis para uma jurisdição fiscal, a organização poderá calcular o total
consolidado do valor contábil líquido dos bens tangíveis para todas as entidades residentes na
jurisdição.

Orientações para o Conteúdo 207-4-b-viii


Ao relatar imposto de renda pessoa jurídica pago em regime de caixa para uma jurisdição
fiscal, a organização poderá calcular o total real do imposto de renda pessoa jurídica pago
durante o período relatado no Conteúdo 207-4-c por todas as suas entidades residentes na
jurisdição. Isso inclui valores de impostos pagos com caixa pelas entidades à jurisdição de
residência e a todas as outras jurisdições (ex.: impostos retidos na fonte em outras jurisdições
fiscais).

Se o imposto pago incluir um valor significativo de imposto retido na fonte, a organização


poderá fornecer uma explicação. Se os impostos tiverem sido cobrados em outras jurisdições
fiscais, a organização poderá relatar o valor do imposto pago a outras jurisdições fiscais em
separado e identificar as jurisdições onde o imposto foi pago.

Orientações para o Conteúdo 207-4-b-x


Ao relatar os motivos para a diferença entre imposto de renda pessoa jurídica incidente sobre
lucros/perdas e o imposto devido se a alíquota fixada em lei for aplicada para lucros/perdas
antes do pagamento de impostos, a organização poderá descrever itens que expliquem a
636 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

diferença, tais como benefícios, abatimentos e incentivos fiscais ou quaisquer provisões


fiscais especiais em que a entidade tenha vantagens por tratamento fiscal preferencial.

A organização poderá agrupar itens explanatórios em uma categoria genérica como "outros";
se esses itens somados não excederem 10% da diferença.

A organização poderá também relatar a data de validade, requisitos para investimentos e a


provável continuidade no longo prazo de benefícios ou incentivos fiscais para uma jurisdição.

Além de fornecer uma explicação qualitativa conforme o requisito de relato deste conteúdo, a
organização poderá também relatar uma conciliação quantitativa de imposto de renda.

Orientações para o Conteúdo 207-4-c e item 2.1


É necessário que a organização relate informações regularmente e disponibilize-as a tempo
para que os usuários de informações tomem decisões (consulte o princípio da
Tempestividade na Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações). É também
recomendado que a organização relate as informações para o mesmo período de relato e
publique as informações simultaneamente ao seu relato financeiro, sempre que possível
(consulte a seção 5.1 na Norma GRI 1 para mais informações). Entretanto, as informações
exigidas no Conteúdo 207-4 podem não estar disponíveis para relato até um momento
posterior.

Caso as informações exigidas no Conteúdo 207-4 não estejam disponíveis para o período
coberto pelas demonstrações financeiras consolidadas auditadas ou pelas informações
financeiras registradas em registro público mais recentes, a organização poderá relatar as
informações referentes ao período coberto pelas demonstrações financeiras consolidadas
auditadas ou pelas informações financeiras registradas em registro público imediatamente
precedentes às atuais.

Onde este período for diferente do período de relato, a organização poderá especificar o motivo.

Orientações para o item 2.2.1


Para cada um dos conteúdos especificados no item 2.2.1, os dados serão considerados
conciliados quando a soma desses dados para todas as jurisdições fiscais for igual ao valor
relatado nas demonstrações financeiras consolidadas auditadas ou nas informações
financeiras registradas em registro público da organização.

Orientações para o item 2.2.3


Ao fornecer informações relativas a entidades sem jurisdição, a organização poderá também
incluir suas jurisdições de constituição.

Orientações para o item 2.3.1


O total de remuneraçãodos empregados em uma jurisdição fiscal poderá refletir o valor do
negócio fornecido pelas entidades daquela jurisdição à organização como um todo.

O total de remuneração dos empregados também representa a base de cálculo para impostos
retidos na fonte e pagos em nome dos empregados, conforme descrito no item 2.3.2.

Orientações para o item 2.3.2


Impostos retidos na fonte e pagos em nome dos empregados referem-se a impostos retidos
na fonte pela organização provenientes da remuneração dos empregados a serem pagos para
as autoridades fiscais. Esses podem incluir impostos de renda, impostos sobre a folha de
pagamentos e contribuições para a previdência social.

Orientações para o item 2.3.3


Tributos arrecadados de clientes referem-se a impostos e encargos cobrados e arrecadados
sobre as vendas de determinados produtos e serviços. Esses são pagos pela organização às
autoridades fiscais em nome dos clientes.

Orientações para o item 2.3.4


São exemplos de tributos setoriais e outros tributos ou pagamentos a governos:
• tributos incidentes sobre as indústrias (ex.: tarifa de energia, taxa de embarque aéreo);
• imposto sobre a propriedade (ex.: imposto territorial rural);
• imposto sobre produtos (ex.: impostos de importação e exportação, impostos sobre álcool
e tabaco);
637 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

• incidência de impostos e alíquotas sobre o fornecimento, uso ou consumo de bens e


serviços considerados nocivos ao meio ambiente (ex.: imposto sobre consumo de veículos
automotores).

Orientações para o item 2.3.5


Ao relatar posições tributárias incertas (uncertain tax positions) significativas para uma
jurisdição fiscal, a organização poderá relatar o valor das posições tributárias alinhado com
suas demonstrações financeiras consolidadas auditadas ou suas informações financeiras
registradas em registro público.

A organização poderá fornecer uma descrição das posições tributárias que não foram
acordadas com as autoridades fiscais pertinentes ao final do período relatado no Conteúdo
207-4-c. A descrição poderá incluir a natureza do desacordo e os motivos de quaisquer
mudanças nas posições tributárias que ocorreram durante o período, quando relevantes.
638 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

Glossário
Este glossário inclui definições de termos usados nesta Norma. É necessário que a organização aplique essas
definições ao usar as Normas GRI.

As definições inclusas neste glossário podem conter termos que estejam, por sua vez, definidos no Glossário das
Normas GRI. Todos os termos definidos estão sublinhados. Quando um termo não estiver definido neste glossário
ou no Glossário das Normas GRI, definições normalmente usadas e entendidas serão aplicáveis.

cadeia de fornecedores
gama de atividades realizadas por entidades upstream da organização, que fornecem produtos
ou serviços usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da própria organização

cadeia de valor
gama de atividades realizadas pela organização e por entidades upstream e downstream da
organização para trazer os produtos e serviços da organização de sua concepção até seu uso
final

Obs 1: Entidades upstream (acima) da organização (ex.: fornecedores) fornecem produtos


ou serviços que são usados no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização. Entidades downstream (abaixo) da organização (ex.:
distribuidores, clientes) recebem produtos ou serviços da organização.

Obs 2: A cadeia de valor inclui a cadeia de fornecedores.

comunidade local
indivíduos ou grupos de indivíduos vivendo ou trabalhando em áreas afetadas ou que
poderiam ser afetadas pelas atividades da organização

Obs.: A comunidade local inclui tanto pessoas que vivem próximas às operações da
organização como as que vivem afastadas.

criança
pessoa com menos de 15 anos de idade ou abaixo da idade de conclusão da escolaridade
obrigatória, o que for maior

Obs. 1: Exceções podem ocorrer em determinados países nos quais a economia e o


sistema educacional são insuficientemente desenvolvidos e se aplica a idade
mínima de 14 anos. Esses países considerados exceções são especificadas pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT) em resposta a solicitação especial de
um país interessado e consulta junto a organizações representantes de
empregadores e trabalhadores.

Obs. 2: A Convenção nº 138 da OIT “Idade Mínima”, de 1973, se refere tanto ao trabalho
infantil como a trabalhadores jovens.

desenvolvimento sustentável / sustentabilidade


desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade
das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades

Fonte: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Nosso Futuro


Comum, 1987

Obs.: Os termos “sustentabilidade” e “desenvolvimento sustentável” são usados


alternadamente nas Normas GRI.

direitos humanos
direitos inerentes a todos os seres humanos, os quais incluem, no mínimo, os direitos
previstos na Carta Internacional dos Direitos Humanos das Nações Unidas e os princípios
referentes aos direitos fundamentais estabelecidos na Declaração da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) relativa aos Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado
639 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

Obs.: Consulte Orientações para o item 2-23-b-i da Norma GRI 2: Conteúdos Gerais
2021 para mais informações sobre "direitos humanos".

empregado
indivíduo que possui uma relação de emprego com a organização, de acordo com a legislação
ou prática nacionais

fornecedor
entidade upstream da organização (ou seja, na cadeia de fornecedores da organização) que
fornece um produto ou serviço que é usado no desenvolvimento dos produtos ou serviços da
própria organização

Exemplos: intermediários, consultores, partes contratadas, distribuidores, franqueados,


trabalhadores em domicílio, terceiros independentes, licenciados, fabricantes,
produtores primários, subcontratados, atacadistas

Obs.: Um fornecedor pode ter uma relação de negócios direta com a organização
(geralmente chamado de fornecedor direto) ou uma relação de negócios indireta.

grupos vulneráveis
grupo de indivíduos com uma condição ou característica específica (ex.: econômica, física,
política, social) que poderia experimentar impactos negativos como resultado das atividades
da organização com maior severidade do que a população em geral

Exemplos: crianças e jovens; idosos; ex-combatentes; famílias afetadas pelo HIV/AIDS;


defensores dos direitos humanos; povos indígenas; deslocados internos;
trabalhadores migrantes e suas famílias; minorias nacionais ou étnicas,
religiosas ou linguísticas; pessoas que poderiam ser discriminadas com base em
sua orientação sexual, identidade de gênero, expressão de gênero ou
características sexuais (ex.: lésbicas, gays, bissexuais, transgênero, intersexo);
pessoas com deficiência; refugiados ou refugiados que regressam aos seus
países de origem; mulheres

Obs.: As vulnerabilidades e impactos podem variar conforme o gênero.

impacto
efeito que uma organização causa ou poderia causar na economia, no meio ambiente e nas
pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos, que, por sua vez, pode indicar sua
contribuição (positiva ou negativa) para o desenvolvimento sustentável

Obs. 1: Os impactos poderão ser reais ou potenciais, negativos ou positivos, de curto ou


longo prazo, intencionais ou não, e reversíveis ou irreversíveis.

Obs. 2: Consulte a seção 2.1 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "impacto".

jurisdição fiscal
país ou território com poderes tributários autônomos semelhantes aos de um país

Obs. 1: Territórios com autonomia tributária semelhante à de um país são aqueles com
um grau de autonomia suficiente para participarem da Organização para a
Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Convenção sobre
Assistência Administrativa Mútua em Matéria Tributária do Conselho Europeu. São
exemplos desses territórios: Bermudas, Hong Kong e Jersey.

Obs. 2: A definição de jurisdição fiscal inclui os países ou territórios que optam por não
exercer sua autonomia tributária para cobrar tributos.

mais alto órgão de governança


órgão de governança com autoridade máxima da organização
640 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

Obs.: Em algumas jurisdições, os sistemas de governança possuem duas camadas,


em que a supervisão e a gestão são separadas ou em que a legislação local
prevê a formação de um conselho de supervisão, formado por membros não
executivos (representantes dos acionistas e empregados), para supervisionar um
conselho gestor executivo. Nesses casos, ambas as camadas devem ser
incluídas na definição de mais alto órgão de governança.

órgão de governança
grupo formalizado de indivíduos responsável pela orientação estratégica da organização, o
efetivo monitoramento da gestão e a prestação de contas da gestão à organização como um
todo e a seus stakeholders

parceiro de negócios
entidade com quem a organização possui alguma forma de engajamento direto e formal para
fins de realização dos seus objetivos de negócio

Fonte: Shift and Mazars LLP, UN Guiding Principles Reporting Framework, 2015;
modificado

Exemplos: afiliadas, clientes B2B (comércio entre empresas), clientes, fornecedores diretos,
franqueados, parceiros de joint venture, empresas receptoras de investimento
onde a organização possui ações

Obs.: Parceiros de negócios não incluem as subsidiárias e as afiliadas controladas pela


organização.

período de relato
período de tempo específico coberto pelas informações relatadas

Exemplos: ano fiscal, ano-calendário

povos indígenas
povos indígenas são geralmente identificados como:
• povos tribais em países independentes cujas condições sociais, culturais e econômicas os
distinguem de outros setores da comunidade nacional, e cuja situação é regulamentada
total ou parcialmente por seus próprios costumes e tradições ou por leis e regulamentos
especiais;
• povos em países independentes que são considerados indígenas por descenderem de
populações que habitaram o país, ou uma região geográfica ao qual o país pertence, no
momento da conquista ou colonização ou do estabelecimento das atuais fronteiras do país
e que, a despeito de sua situação legal, mantêm a totalidade ou parte de suas instituições
sociais, econômicas, culturais e políticas próprias.

Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT), Convenção nº 169, “Povos Indígenas


e Tribais”, 1989.

relações de negócios
relações que a organização possui com parceiros de negócios, com entidades em sua cadeia
de valor, inclusive as que vão além dos seus fornecedores diretos, bem como quaisquer
outras entidades diretamente relacionadas a suas operações, seus produtos ou serviços.

Fonte: Organização das Nações Unidas (ONU), Princípios Orientadores sobre Empresas e
Direitos Humanos: Implementando o Quadro das Nações Unidas “Proteger,
Respeitar e Remediar”, 2011; modificado

Obs.: São exemplos de outras entidades diretamente relacionadas a operações,


produtos ou serviços da organização, uma organização não governamental com
quem a organização fornece suporte a uma comunidade local ou forças de
segurança do Estado que protegem as instalações da organização.

remuneração
salário-base mais adicionais pagos ao trabalhador
641 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

Obs.: São exemplos de adicionais pagos ao trabalhador aqueles baseados em tempo


de serviço, bonificações em dinheiro e/ou em ações, pagamento de benefícios,
horas extras, horas devidas e quaisquer auxílios adicionais, como vale-transporte,
auxílio-moradia e auxílio creche.

salário-base
valor fixo e mínimo pago a um empregado pelo desempenho de suas funções

Obs.: O salário-base exclui qualquer remuneração adicional, como pagamento de horas


extras ou bonificações.

severidade (de um impacto)


A severidade de um impacto negativo real ou potencial é definida por seu tamanho (ou seja, o
tamanho da gravidade do impacto), escopo (ou seja, o quanto o impacto está disseminado) e
natureza irremediável (o quanto é difícil desfazer ou reparar o dano resultante).

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018; modificado
Organização das Nações Unidas (ONU), A Responsabilidade Empresarial de
Respeitar os Direitos Humanos: Um Guia Interpretativo, 2012, modificado

Obs.: Consulte a seção 1 da Norma GRI 3: Temas Materiais 2021 para mais
informações sobre "severidade".

stakeholders
indivíduos ou grupos que possuem interesses que são afetados ou poderiam ser afetados
pelas atividades da organização

Fonte: Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Guia da


OCDE sobre Devida Diligência para uma Conduta Empresarial, 2018, modificado

Exemplos: parceiros de negócios, organizações da sociedade civil, consumidores, clientes,


empregados e outros trabalhadores, governos, comunidades locais, organizações
não governamentais, acionistas e outros investidores, fornecedores, sindicatos,
grupos vulneráveis

Obs.: Consulte a seção 2.4 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 para mais informações
sobre "stakeholders".

temas materiais
temas que representam os impactos mais significativos da organização na economia, no meio
ambiente e nas pessoas, inclusive impactos em seus direitos humanos

Obs.: Consulte a seção 2.2 da Norma GRI 1: Fundamentos 2021 e a seção 1 da Norma
GRI 3: Temas Material 2021 para mais informações sobre "temas materiais".

trabalhador
pessoa que realiza um trabalho para a organização

Exemplos: empregados, trabalhadores contratados por agência de trabalho temporário,


aprendizes, terceirizados, trabalhadores em domicílio, estagiários, autônomos,
subcontratados, voluntários e pessoas que trabalham para outras organizações
que não a organização relatora como, por exemplo, fornecedores

Obs.: Nas Normas GRI, em alguns casos é especificado se é necessário usar um


determinado subconjunto de trabalhadores.

Bibliografia
642 GRI 207: Tributos 2019 - Portuguese

Bibliografia
Esta seção contém instrumentos intergovernamentais reconhecidos internacionalmente e referências adicionais
que foram usados no desenvolvimento desta Norma.

Instrumentos reconhecidos:
1. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Co-operative Tax Compliance:
Building Better Tax Control Frameworks, 2016.
2. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Diretrizes da OCDE para Empresas
Multinacionais, 2011.
3. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Transfer Pricing Documentation and
Country-by-Country Reporting, Action 13 - 2015 Final Report, OECD/G20 Base Erosion and Profit Shifting
Project (Projeto BEPS - Erosão da Base Tributável e Transferência de Lucros), 2015.
4. Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Conselho Europeu, Convenção
sobre Assistência Administrativa Mútua em Matéria Tributária: Alterada pelo Protocolo de 2010, 2011.
5. Resolução das Nações Unidas (ONU), Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento
Sustentável, 2015.

Referências adicionais:
6. Fundação das Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (International Financial Reporting Standards-
IFRS), IAS 12 Income Taxes (Imposto Sobre a Renda), 2016.
7. Fundação das Normas Internacionais de Relatórios Financeiros (International Financial Reporting Standards-
IFRS), IFRS 12 Disclosure of Interests in Other Entities (Divulgação de Participações em Outras Entidades),
2019.

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