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ACCRS2017

O Relatório de Sustentabilidade 2017 do A.C.Camargo Cancer Center apresenta a estratégia e resultados da instituição em sua atuação no diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa do câncer. O documento destaca a geração de valor, a governança, e os avanços na assistência e pesquisa, com ênfase na sustentabilidade e no impacto social. Em 2017, a receita líquida foi de R$ 1,3 bilhão, com um crescimento de 1,1% em relação ao ano anterior, e a instituição se comprometeu a continuar sua evolução em práticas sustentáveis e inovação.

Enviado por

Vitor Carvalho
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O Relatório de Sustentabilidade 2017 do A.C.Camargo Cancer Center apresenta a estratégia e resultados da instituição em sua atuação no diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa do câncer. O documento destaca a geração de valor, a governança, e os avanços na assistência e pesquisa, com ênfase na sustentabilidade e no impacto social. Em 2017, a receita líquida foi de R$ 1,3 bilhão, com um crescimento de 1,1% em relação ao ano anterior, e a instituição se comprometeu a continuar sua evolução em práticas sustentáveis e inovação.

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RELATÓRIO DE

SUSTENTABILIDADE
2017
Sumário

Introdução 3
Mensagem da Administração 4
O ano em destaque 6
Perfil da Instituição 8
Governança e políticas de gestão 10

A.C.Camargo Cancer Center 16


Modelo de Atuação 17
Modelo Integrado: assistência, pesquisa e ensino 18
Sustentabilidade 19

Geração de valor 22
Capital intelectual 24
Capital social 34
Capital humano 43
Capital financeiro 52
Capital natural 55

Relato 58
Sumário de conteúdo da GRI 60
Carta da auditoria 67

Anexos 69
Corpo clínico e equipe multiprofissional 69
Centro Internacional de Pesquisa 74
Síntese das Demonstrações Financeiras 75
Créditos 82
Introdução

Referência internacional, o A.C.Camargo Cancer Center


é um centro integrado de diagnóstico, tratamento, ensino
e pesquisa do câncer, além de ser modelo sustentável de
atuação social.

Este Relatório de Sustentabilidade apresenta a estratégia


e os principais resultados que demonstram a geração de
valor da Instituição ao longo de 2017. O documento foi
elaborado de acordo com as Diretrizes G4 da GRI, com a
opção de conformidade abrangente.

Para a elaboração deste documento também foram ado-


tadas as diretrizes de relato integrado do International In-
tegrated Reporting Council (IIRC), que guiaram a estrutura
de conteúdo; o Pacto Global das Nações Unidas; e os
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) – refe-
renciados ao longo do relato para prestar contas quanto
à contribuição da Instituição para o enfrentamento dos
desafios da humanidade.

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017

3
Mensagem da Administração G4-1, G4-2

Quando relembramos a história desta Institui- aumentando o escopo de suas atividades com a
ção e de seus líderes, reconhecemos o impor- chegada de novos cientistas e o aprimoramento
tante legado construído por diversas gerações de profissionais para ampliar o conhecimento, a
de profissionais que escolheram dedicar suas inovação e os avanços de uma prática terapêutica
vidas para conhecer e combater o câncer, de quase uma década, com mais de 350 pacien-
beneficiando milhares de pacientes. Nosso tes já beneficiados.
papel é liderar essa causa em nosso país,
em colaboração com as mais importantes Atendemos mais de 131 mil pacientes provenien-
instituições do Brasil e do mundo, evoluindo as tes do Sistema de Saúde Suplementar e também
práticas para prevenção e para tratar o pacien- do Sistema Único de Saúde (SUS). Realizamos
te oncológico e disseminar o conhecimento mais de 3,8 milhões de procedimentos ambu-
sobre a doença para toda a sociedade. latoriais, 27 mil internações, 36 mil sessões de
quimioterapia, 51 mil sessões de radioterapia
Buscamos encontrar respostas para os desa- e 23 mil cirurgias – grande parte delas de alta
fios apresentados pela evolução da ciência e complexidade. Os índices de satisfação atribuí-
da tecnologia, garantir nossa perenidade, inovar dos pelos nossos pacientes particulares ou com
e evoluir em nossa atuação. Por meio de um planos de saúde atingiram 96,5% e 97,9% pelos
planejamento que se estende até 2020, trabalha- nossos pacientes do SUS.
mos 12 programas estratégicos para efetivar esse
modelo em caráter pioneiro no Brasil. O olhar atento de quem utiliza nossos serviços
se traduziu em várias melhorias no Programa
Acreditamos que a forma de consolidar um cen- Foco do Paciente. Entre elas, destacamos o
tro integrado de diagnóstico, tratamento, ensino mapeamento da jornada do paciente, projeto re-
e pesquisa é promover uma ampla convergência alizado em 2017 para compreender suas neces-
entre pessoas, valores e objetivos. Mais que ope- sidades, desde o diagnóstico até a reabilitação.
rar em todas essas frentes, queremos que cada Conseguimos adotar neste ano soluções para
paciente que ingresse no A.C.Camargo Cancer alguns pontos críticos. Também implantamos
Center nos perceba como uma equipe especiali- o Canal Único de Atendimento e iniciamos o
zada para compreender, detectar, tratar, reabilitar, modelo de navegação da enfermagem, para
ser sua referência e estar ao seu lado. realizar o acompanhamento dos pacientes ao
longo de toda sua experiência na Instituição.
Em 2017, os desafios do sistema da saúde
se intensificaram, resultado das instabilidades Seguimos investindo em nosso capital humano:
econômicas e transformações em nosso país. estruturamos o Programa de Excelência do
A perda de beneficiários dos planos de saúde Corpo Clínico e Equipes Multiprofissionais,
no mercado, o crescimento da inadimplência com trilhas de reconhecimento por indicado-
e o aumento dos custos dos medicamentos e res de qualidade e eficiência, e elaboramos um
tratamentos pressionaram as margens e trouxe- plano de desenvolvimento atrelado à carreira da
ram desafios que contribuíram para a busca da enfermagem. Também ampliamos os ciclos de
melhor relação custo-efetividade dos tratamen- treinamentos para todos, atingindo uma média
tos. Aplicamos os recursos de maneira eficiente superior a 50 horas de capacitação para cada
e eficaz. E o modelo integrado do Cancer colaborador durante o ano.
Center é uma das soluções. É como o mun-
do vem enfrentando esse desafio. Ensino e Pesquisa são frentes em que temos
conseguido avanços substanciais, ano a ano,
Estruturamos os processos operacionais e concretizando nossa proposta de incentivar, ge-
realizamos investimentos recorrentes neces- rar, construir e difundir conhecimento de ponta
sários a um centro hospitalar de grande porte para combater o câncer. Por meio da alocação
como o nosso – desenvolvimento de pessoas, de recursos próprios e da captação de recursos
reformas, aquisições de novos equipamentos. em agências de fomento e organizações conve-
Demos início a um Centro de Referência para niadas, investimos em estudos que avançam em
atender pacientes com câncer de mama de áreas de necessidade da medicina oncológica.
maneira personalizada e eficiente, com bene-
fícios para o seu bem-estar. Foram mais de R$ 22 milhões em custos
associados à pesquisa durante o ano. Re-
Consolidamos os tumor boards, com mais de 2 flexo desses esforços, publicamos mais de
mil casos analisados. Estruturamos os núcleos 180 artigos científicos em revistas indexadas
de Imunoterapia e de Imunologia na pesquisa, internacionais. Na frente de ensino, foram 117

4
especialistas em oncologia formados no ano Continuamos ampliando a oferta de infraestru-
nos cursos de Residência Médica, Multipro- tura, tecnologia e inovação, em busca da melhor
fissional e programas de aperfeiçoamento e assistência aos pacientes, atentos às condições do
aprimoramento, além de 77 mestres, doutores ambiente do mercado de saúde e à capacidade de
e pós-doutores com pesquisas concluídas no investimento da Instituição. Concluímos dezenas
Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em de projetos de infraestrutura, como a subesta-
Oncologia. Realizamos 14 eventos científicos ção de energia, a nova plataforma de sistemas
com mais de 2 mil participantes, que contribu- de informação, a aquisição de equipamentos e o
íram para a disseminação de conhecimento, redesenho de processos críticos operacionais.
para atualização em oncologia e para troca de
experiências com instituições de todo o mun- Para 2018 está prevista a inauguração da Unidade
do. Ações como essas consolidam o nosso Pires da Mota para ampliar nossa assistência a pa-
modelo Cancer Center para além da assistência cientes com tumores de mama, ginecológicos e
aos pacientes. de pele. São mais de R$ 120 milhões em inves-
timentos. Trata-se de uma inovação no modelo
Fomos citados em mais de 3.400 matérias na de tratamento do câncer no Brasil, que já está
imprensa, como fonte de referência em oncolo- consolidada nos principais e mais importantes
gia. Atingimos cerca de 370 mil seguidores nas Cancer Centers do mundo. Esta iniciativa será re-
redes sociais e 3.843 pessoas inscritas em nossa produzida nos próximos anos com a implantação,
7ª edição da Corrida e Caminhada – Saúde e pela Instituição, de outros oito centros de refe-
prevenção do câncer. rência em rede, por diferentes tipos de grupos de
tumores: urológicos, gastrointestinais, de cabeça
Avançamos em novos formatos de remunera- e pescoço, de tórax, sarcomas, onco-hematoló-
ção de serviços, com soluções para o merca- gicos, neurológicos e do câncer infantil.
do de saúde, e seguimos aprimorando nosso
modelo de filantropia. Esses importantes avanços só foram conquista-
dos graças à confiança das pessoas em nosso
Para além desses e de outros projetos em trabalho. Agradecemos o compromisso de
andamento, o A.C.Camargo Cancer Center nossos colaboradores, cientistas e do corpo
demonstra à sociedade estar comprometido clínico e equipes multiprofissionais, o apoio de
em permanecer como referência em sua área, voluntários, parceiros e clientes, aos doadores,
com resultados que gerem impacto positivo e membros da Diretoria Estatutária e do Conselho
garantam a perenidade da Instituição. À estra- Curador, aos pacientes e à sociedade. Que pos-
tégia 2016-2020, somamos em 2017 a defini- samos em 2018 dar continuidade a esse legado.
ção de uma Plataforma de Sustentabilidade,
com medidas, objetivos e projetos alinhados às Boa leitura.
frentes de pessoas, meio ambiente, cadeia de
valor e futuro.

É nosso objetivo avançar cada vez mais com


medidas que busquem reforçar o engajamento

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


do capital humano e sua aderência à cultura e
aos valores do A.C.Camargo; garantir a pereni-
dade dos negócios por meio de ações voltadas
à custo-efetividade e à racionalização de proces-
sos; e evoluir nas práticas, ferramentas, sistemas
e estratégias em relação ao pilar ambiental, por
meio de um processo sistemático de gestão de
indicadores da operação, do monitoramento de
nossa cadeia de fornecedores e da moderniza-
ção tecnológica. Com isso, otimizar ainda mais
a gestão de água, resíduos e energia estão em
nosso horizonte para os próximos anos.

Nossa receita líquida atingiu R$ 1,3 bilhão,


crescimento de 1,1% em relação ao ano
anterior, mesmo considerando o ambiente
macroeconômico adverso, que resultou no des-
credenciamento de algumas fontes pagadoras.
José Ermírio de Moraes Neto, Presidente do Conselho Curador,
A margem EBITDA foi de R$ 229,4 milhões. O Vivien Rosso, Superintendente Geral, e José Hermílio Curado,
valor adicionado totalizou R$ 744,5 milhões. Presidente da Diretoria Estatutária

5
O ano em destaque
Alguns indicadores que traduzem o desempenho
do A.C.Camargo em 2017 G4-9

376.930

+ 131 mil
CAPITAL SOCIAL

CR Mama atendimentos
Implantação do ambulatoriais
Centro de Refe-
pacientes provenientes rência da Mama,
com abordagem e
310.733
da saúde suplementar processos integrados exames de
e multiespecialista
e do Sistema Único de para o atendimento imagem
Saúde às pacientes
27.157
internações
101.961
atendimentos de

60,8%
dos procedimentos ambulatoriais
479
cirurgias
quimioterapia
22.976
contemplaram pacientes do Sistema cirurgias*
Único de Saúde, incluindo consul- robóticas
tas, exames diagnósticos, cirurgias realizadas 51.167
ambulatoriais, sessões de quimiote-
rapia e radioterapia. sessões de
radioterapia
* Centro Cirúrgico
Geral, Centro Cirúrgico
Enfermeira Jéssica Ambulatorial e Centro
Azevedo Reis, do Centro Cirúrgico Hemodinâmica
de Imunoterapia auxilia
paciente em tratamento

Núcleo de
Imunologia
e Imunoterapia
Consolidação e inte-
gração da terapia, com
mais de 350 pacientes
atendidos desde 2011
e criação do primeiro
grupo de ciência básica
e translacional da área
no País.

6
23
30 doutorandos
CAPITAL INTELECTUAL

CAPITAL FINANCEIRO
41 mestrandos
Acordos de
cooperação nacionais
e internacionais,
6 pós-doutorandos
Pós-graduação stricto
sensu com nota 5 na
R$ 1,3 bilhão
Receita Líquida
R$ 229,4
milhões
sendo 9 em 2017 CAPES alcançada em 2017 Margem EBITDA

Residência e programas

77
de aperfeiçoamento
e aprimoramento em
Oncologia
4.796 Pesquisa de Cultura

CAPITAL HUMANO
alunos de pós-
graduação stricto Organizacional
117 especialistas
sensu concluíram formados participantes em
sua formação em
2017 182 artigos publicados
em periódicos científicos
cursos da Univer-
sidade Corporativa 96 %
dos colaboradores

55
internacionais reconhecem e
valorizam os valores
horas de da Instituição (Foco do
treinamento Paciente, Conhecimento,
Next Frontiers Jornadas científicas de pela média de Sustentabilidade,
to Cure Cancer Patologia Oncológica colaboradores Inovação, Resolução,
Congresso internacional sobre a Pesquisa e
em 2017 Humanidade e Ética)
Inovação em Oncologia, reuniu:

RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


PARTES MOLES E OSSO
1.226 pessoas presentes 450 presentes
5,5 %
CAPITAL NATURAL
150 artigos apresentados 11 palestrantes, sendo
21 palestrantes 6 internacionais Plataforma de
internacionais de Redução do consumo Sustentabilidade
10 instituições de energia pelas ativi- Planejamento aprovado
PELE dades da Instituição em 2017, define os
97 palestrantes nacionais de 219 presentes

A.C.CAMARGO CANCER CENTER


temas prioritários,
55 instituições diferentes

2
15 palestrantes, sendo
Novos temas abordados: oncocardiologia, 7 internacionais % objetivos e planos
de longo prazo para
preservação da fertilidade, imunoterapia,
integração do cuidado, efeitos tardios e
Redução do tópicos socioambientais
epidemiologia do câncer
consumo de água
7
Estrutura completa para o combate ao câncer
Perfil da Instituição Diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa

O A.C.Camargo Cancer Center é uma Ins-


tituição privada sem fins lucrativos, que tem
como razão social Fundação Antônio Pru-
dente. Referência internacional em onco-
logia, o A.C.Camargo Cancer Center é um
construir o primeiro hospital dedicado ao tra-
tamento e ensino do câncer. Em 1973, a APCC
se transformou na Fundação Antônio Prudente,
hoje conhecida como A.C.Camargo Cancer
Center, com sede em São Paulo (SP). G4-5
4.308
profissionais
151
ingressantes na
dos mais importantes centros especializados residência médica e

742
e integrados de diagnóstico, tratamento, No A.C.Camargo, médicos e cientistas atuam
ensino e pesquisa do câncer. A Instituição em conjunto no desenvolvimento de pes- multiprofissional e
provê assistência integrada, de alta comple- quisas que serão aplicadas no futuro da
xidade, humanizada e centrada nas necessi- oncologia, resultando nas melhores alter- nos programas de
dades e segurança dos pacientes, em todas
as etapas, desde o diagnóstico até a reabili-
nativas terapêuticas e, consequentemente,
no aumento dos índices de cura e sobrevida
corpo clínico e aperfeiçoamento e
tação. É certificada pelo Ministério da Saúde do paciente. Possui o mais importante centro multiprofissional aprimoramento
como Entidade Beneficente de Assistência privado de pesquisa sobre o câncer do país.

16 197
Social (Cebas-Saúde) e oferece a pacientes No Ensino, é a principal Instituição formadora
particulares, oriundos do Sistema Suple- de especialistas, residentes, mestres e douto-
mentar Privado ou do Sistema Único de res em oncologia do país, aptos a comparti-
Saúde (SUS) um ciclo integrado de assistên- lhar em conhecimento e atuar no combate ao
cia, que abrange desde o diagnóstico até câncer em benefício de toda a sociedade.
o tratamento e a reabilitação, completando cientistas e alunos de pós-
seu propósito com a geração e dissemina-
ção de conhecimento, a partir de atividades
A Instituição lança mão de uma gestão sis-
têmica, apoiada no modelo Cancer Center – pesquisadores -graduação
de ensino e pesquisa. G4-7, G4-3, G4-4 implantado em uma iniciativa pioneira no país
(leia mais na p.15).
A história da Instituição começa em 1934, quan-
do o professor doutor Antônio Candido de Ca- Eduardo Giroud, mestre e
líder da Anestesiologia, Pedro
margo funda a Associação Paulista de Combate Medeiros, MD e titular da UTI, e
ao Câncer (APCC). A iniciativa partiu do cirurgião Felipe Coimbra, mestre e líder da
Antônio Prudente e de sua esposa, a jornalista Cirurgia Abdominal, interagem
durante atendimento na UTI
Reconhecimentos de destaque em 2017
Carmem, que mobilizaram a sociedade para

Prêmio Valor Inovação Empresas Mais 2017


Brasil Promovido pelo Grupo Estado, o prêmio
O A.C.Camargo Cancer Center foi eleito uma Estadão Empresas Mais destacou o A.C.
das 150 empresas mais inovadoras, 4º lugar Camargo entre as companhias mais
na categoria de Serviços Médicos, pelo Valor avançadas do País.
Econômico.
Valor 1000
Exame Melhores & Prêmio que elencou as mil maiores empresas,
Maiores divididas em 25 setores da economia.
Eleito uma das maiores empresas do Brasil
no ranking produzido pela revista Exame, da
Editora Abril.

Guia Exame de Mulheres Conheça a história do


na Liderança A.C.Camargo Cancer Center
Incluído em um seleto grupo de 12 empresas
apontadas como as melhores do setor nesse em www.accamargo.org.br/
quesito, analisando respostas de 90 companhias
sobre 71 questões de diversos temas.
nossa-historia
8
Certificações de qualidade

Qmentum International, ONA - Nível 3 ISO 14001


nível Diamante Sistema de avaliação e Certificação de qualida-
A Instituição é certificada certificação da qualidade de do Sistema de Gestão
pelo Canadian Council on dos serviços de saúde. É Ambiental pautada pela
Health Services Accredita- um método de avaliação Norma NBR ISO 14001.
tion. O programa tem por voluntário, periódico e re- Permite desenvolver políti-
objetivo avaliar a qualidade servado. Garante a qualida- cas e atender aos objetivos
e a segurança da assis- de da assistência por meio do negócio e promover a
tência prestada em todos de padrões previamente melhoria e a eficiência dos
os aspectos dos serviços definidos. recursos, de desperdício, a
das instituições de saúde: redução de custos e o mo-
governança, liderança dos nitoramento de impactos.
cuidados diretos e infraes- Em auditoria em dezembro
trutura, em benefício dos de 2017, a certificação foi
pacientes, clientes e cola- atualizada para a versão
boradores, com base nas 2015 da norma.
melhores práticas mundiais.

Unidades de atendimento e de suporte G4-4, G4-6, G4-9

1. Antônio Prudente e Tamandaré 4. Santo André e Morumbi


Complexo com quatro torres hospitalares, Unidades satélites em Santo André, na Grande
no bairro da Liberdade, com 480 leitos, 138 São Paulo, e no Morumbi, zona sul da capital

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


consultórios, dois centros cirúrgicos, além de paulista, dão o suporte no atendimento` de
infraestrutura para aplicação de quimioterapia e oncologia clínica e quimioterapia.
radioterapia e um parque tecnológico de última
geração voltado para o diagnóstico e tratamento. 5. Pires da Mota: nova unidade em 2018
Com inauguração prevista para o segundo
2. Castro Alves semestre de 2018, a nova unidade de 20 andares
Concentra a área administrativa em um prédio e 12 mil metros quadrados abrigará o Centro de
de 4,5 mil metros quadrados, também na Liber- Referência integrado de diagnóstico, tratamen-
dade, integrando as áreas de apoio. to e reabilitação a pacientes com tumores de
mama, ginecológicos e de pele.
3. CIPE
O Centro Internacional de Pesquisa (CIPE),
inaugurado em 2010, é formado por laborató-
rios que concentram profissionais dedicados
à pesquisa básica e translacional. Integrado às
áreas de assistência e ensino, coordena pro-
jetos entre o corpo clínico multidisciplinar e os
cientistas, assim como colaborações científicas
nacionais e internacionais

9
Governança e políticas de gestão

O modelo de governança Scientific Advisory Board – Tem


como propósito aconselhar sobre as
corporativa do A.C.Camargo diretrizes de ciência, tecnologia e inovação
Cancer Center é representado relacionadas à assistência, ao ensino e à
pesquisa. Formado por cinco cientistas
por instâncias que visam internacionais, especialistas em epide-
garantir a sua sustentabilidade miologia, cirurgia, clínica, radioterapia e
pesquisa básica.
e perpetuidade, a partir da ética
e da transparência G4-DMA Institucional de Ética – Zela pelo cumpri-
mento dos valores e do Código de Conduta,
monitorando o programa de integridade e
A Instituição conta com Estatuto que resolvendo questões de dilemas éticos e
desdobra as políticas institucionais para violações do Código de Conduta. Formado
adequar processos e infraestrutura e con- por quatro membros: um diretor estatutário,
solidar o modelo de atuação integrado de a superintendente geral, o diretor clínico e um
combate ao câncer. representante sênior do corpo de enfermagem.

Seus principais órgãos são o Conselho Diretoria Estatutária


Curador, a Diretoria Estatutária e comitês de
suporte ligados a ambas as instâncias. G4-34 Reporta-se ao Conselho Curador e tem
como responsabilidade supervisionar a
Conselho Curador G4-34, G4-38 gestão do A.C.Camargo, guiando as deci-
sões conforme a estratégia definida.
É a mais alta instância de decisão e tem a
responsabilidade de direcionar e definir as
estratégias que a Instituição seguirá para
alcançar a sua visão de futuro. Em 2017,
foram realizadas cinco reuniões ordinárias
e uma extraordinária.

Para assessorar o Conselho nesse proces-


so de gestão, há cinco comitês:

Auditoria e Risco – Tem como objetivo


zelar pelo desenvolvimento de contro-
les internos e gerenciamento de riscos.
É formado por três membros, sendo um
deles conselheiro e outros dois não con-
selheiros. O coordenador desse Comitê é
membro externo independente.

Estratégia e Governança – Responsável


pelo acompanhamento do plano estratégico
e pela promoção de melhores práticas de
governança corporativa. Formado por três
membros, todos conselheiros.

Remuneração e Sucessão – Apoia o


Conselho com recomendações sobre as
práticas de remuneração e sucessão a serem
adotadas. Formado por três membros, sendo
um conselheiro e dois diretores.

10
Conselho Curador
José Ermírio de Moraes Neto
PRESIDENTE

Edson Vaz Musa


VICE-PRESIDENTE

Gestão Executiva CONSELHEIROS


Ary Oswaldo Mattos Filho
Superintendência Geral – À frente da José Hermílio Curado
gestão executiva do A.C.Camargo, é a instância José Ricardo Mendes da Silva
máxima em nível executivo. Conta com o apoio Waldomiro Carvas Junior
de três Superintendências Executivas, outras
oito Superintendências especialistas e uma Diretoria Estatutária
Diretoria Médica. Além desse grupo, respon- José Hermílio Curado
DIRETOR–PRESIDENTE
dem à Superintendência Geral sete Comitês
Executivos que assessoram as suas decisões Ademar Lopes
e as da Diretoria Estatutária. Destaque para o DIRETOR VICE-PRESIDENTE
Comitê Executivo de Incorporação de Tecno- Liana Maria Carraro de Moraes
logias em Saúde: instituído em 2017, é o mais DIRETORA VICE-PRESIDENTE
novo elemento na arquitetura organizacional. Celso Marques de Oliveira
Fortalece a visão de inovação do A.C.Camargo DIRETOR VICE-PRESIDENTE
ao estudar a implantação de tecnologias inova-
doras nas rotinas assistenciais.
Gestão Executiva
Vivien Rosso
SUPERINTENDENTE GERAL
Diretoria Estatutária:
José Hermílio Curado, José Marcelo de Oliveira
Presidente, Ademar Lopes,
SUPERINTENDENTE EXECUTIVO DE
Liana Maria Carraro de
Moraes e Celso Marques OPERAÇÕES
de Oliveira.
Marcos Cunha
SUPERINTENDENTE EXECUTIVO DE
NEGÓCIOS

Nelson J. S. Silva
SUPERINTENDENTE EXECUTIVO
CORPORATIVO

Alexandre José Sales


SUPERINTENDENTE DE AUDITORIA
INTERNA

Flavio Castellan
SUPERINTENDENTE DE SUPPLY CHAIN

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


Luciana Spring
SUPERINTENDENTE DE RELAÇÕES
INSTITUCIONAIS E SUSTENTABILIDADE

Luiz Juliano Neto


SUPERINTENDENTE DE ENSINO

Mari Galvão
SUPERINTENDENTE DO FOCO DO
PACIENTE

Maurício Alves da Silva


SUPERINTENDENTE DE RECURSOS
HUMANOS

Tharso Bossolani
SUPERINTENDENTE DE FINANÇAS

Victor Piana de Andrade


DIRETOR MÉDICO

Vilma Regina Martins


SUPERINTENDENTE DE PESQUISA

11
Estrutura de governança

Conselho curador

Comitê de Comitê de Comitê


Auditoria e Remuneração Institucional
Riscos e Sucessão de Ética

Comitê de
Estratégia e Scientific Advisory
Governança Board

Diretoria Estatutária

Superintendência
Geral

Comitê Executivo Comitê Executivo Comitê Executivo


de Finanças e de Recursos de Filantropia e
Investimentos Humanos Sustentabilidade

Comitê Executivo Comitê Executivo


de Tecnologia da de Incorporação de
Informação Tecnologias em Saúde

Comitê Executivo Comitê


de Infraestrutura Médico-Científico

12
Ética e compliance Todas as manifestações recebidas pelo Jefferson Luiz
Gross, MD, mestre
G4-56, G4-57, G4-58 Canal de Conduta são avaliadas pela área e líder de Pulmão
de Compliance de forma independente e e Tórax, Fernando
O A.C.Camargo atua com base em rigoro- deliberadas pelo Comitê Institucional de Éti- Maeda, Anestesista,
e Ketty Silvestre
sos padrões de compliance para garantir o ca (CIE). Como resultado das manifestações Vituriano, Técnica
cumprimento da legislação e das diretrizes são adotados controles corretivos para de Enfermagem, em
estabelecidas em seu plano de negócio. mitigar reincidência das fragilidades aponta- procedimento de
broncoscopia
das; também são implementados controles

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


Em 2017, o tema ganhou ainda mais des- preventivos para melhorar os processos
taque na gestão, e Compliance passou a operacional e de negócio, por meio de
ser uma área independente, com reporte políticas, normativas e processos. Em 2017,
à Superintendência de Relações Institu- 175 manifestações foram recebidas pelo
cionais e Sustentabilidade e ao Comitê Canal de Conduta, relacionadas a temas de
Institucional de Ética. Dentro do Programa integridade como questões comportamen-
de Integridade, o Canal de Conduta recebe tais, procedimentos inadequados, conflito
manifestações de integrantes da Instituição de interesse, entre outras.
ou externos, stakeholders, relacionadas a
situações e comportamentos que violam

175
as diretrizes do Código de Conduta, leis
vigentes, normativas e/ou políticas internas
estabelecidas pela Instituição. O Canal de
Conduta é administrado, desde abril de
2017, por meio de uma plataforma externa,
ampliando assim as opções de registros
por e-mail, site, caixa postal e hotline. O
manifestações
Canal está disponível 24 horas, todos os registradas no
dias da semana, e as interações podem ser
identificadas ou anônimas. Canal de Conduta
13
Giovanna Magagnin,
residente de
Oncologia Clínica, e
Andréa Paiva Gadelha
Guimarães, titular da
Oncologia Clínica, em
atendimento no leito

14
A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017 A.C.CAMARGO CANCER CENTER

15
A.C.Camargo
Cancer Center
Integração de diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa

A pesquisa de hoje é o tratamento de Programas estratégicos


amanhã. E no centro do cuidado está
o paciente As iniciativas para consolidar o Cancer Center
abrangem diversas frentes organizadas em
Como nos principais Cancer Centers do mun- doze programas estratégicos:
do, a integração de diagnóstico, tratamento,
ensino e pesquisa do câncer é o modelo ado- • Expansão
tado no A.C.Camargo Cancer Center. • Consolidação do Cancer Center
• Foco do Paciente
Uma evolução do conceito de saúde em • Gestão de Estratégica de Pessoas
oncologia para aprofundar constantemente o • Excelência do Corpo Clínico, Assistencial
conhecimento sobre a doença e gerar inovação. e Residentes
• Redesenho de Processos
No A.C.Camargo Cancer Center, o paciente é • Infraestrutura
avaliado por um grupo multidisciplinar de es- • Tecnologia da Informação
pecialistas, um processo de atenção integra- • Parceria com Operadoras e Empresas
da, desde o diagnóstico até a reabilitação. • Modelo de Filantropia
• Ensino
Os protocolos são embasados em evidências • Pesquisa
científicas. Médicos e cientistas atuam em
conjunto no desenvolvimento de pesquisas Por meio de um mapa estratégico, construído
que serão aplicadas no futuro da oncologia, e monitorado pela liderança, o A.C.Camargo
resultando nas melhores alternativas terapêu- acompanha um conjunto de indicadores
ticas e, consequentemente, no aumento dos e metas de curto, médio e longo prazos,
índices de cura e de sobrevida do paciente. utilizando para isso a ferramenta Balanced
No Ensino, forma especialistas aptos a com- ScoreCard (BSC).
partilhar o conhecimento e contribuir para a
evolução do combate à doença. E, no centro Entre os destaques de 2017 estão a implanta-
de tudo, o paciente. Esse é o conceito do ção do primeiro Centro de Referência espe-
A.C.Camargo Cancer Center. cializado por local de origem do tumor (câncer
de mama); a implantação de novos núcleos:
Imuno-oncologia e o de imunoterapia; a
construção de planos de desenvolvimento
A integração de e carreira para as equipes assistenciais de
diagnóstico, tratamento, enfermagem; o Programa de Excelência do
Corpo Clínico e Multiprofissional; melhorias em
ensino e pesquisa do infraestrutura; e a evolução do Programa Foco
câncer é o modelo do Paciente, com um mapeamento completo
de sua experiência e um novo canal integrado
adotado pelo A.C.Camargo de atendimento.
Cancer Center

16
A.C.CAMARGO CANCER CENTER
Equipe multidisciplinar
discute caso de
paciente em reunião
de Tumor Board

Modelo de atuação
Os pilares fundamentais Jornada personalizada e integrada do
cuidado ao paciente
que sustentam o conceito
desse modelo foram Os pacientes são acompanhados em todas as
etapas por um navegador, profissional especiali-
utilizados como diretrizes zado em oncologia que será o tutor do paciente
para sua implementação. desde a sua primeira consulta até o acompanha-
mento pós-tratamento.
São eles:
Tumor Board
Divisões Clínicas
São reuniões nas quais cirurgiões, oncologis-
Para estabelecer unidade nas práticas dos tas clínicos, radioterapeutas, patologistas, pes-
departamentos médicos, protocolos e quisadores e outros profissionais específicos
publicações seguem a mesma diretriz. As para cada situação se reúnem para discutir a
Divisões Clínicas criam um vínculo entre os conduta de casos complexos não previstos em
departamentos médicos e cada Centro de protocolos com uma visão multidisciplinar.Em
Referência. Os departamentos com ativida- 2017, foram mais de 2 mil casos avaliados no

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


des similares formam divisões: Cirúrgica; Tra- A.C.Camargo (leia mais na p.36).
tamento Oncológico; Apoio ao Diagnóstico
Terapêutico e Prevenção; Suporte Clínico e Pesquisa e Ensino
Medicina Interna; Anestesia, UTI e Emergência.
A Pesquisa e o Ensino apoiam o processo assis-
Centros de Referência tencial do A.C.Camargo. A Pesquisa gera conhe-
cimento sobre o desenvolvimento do câncer,
Grupos multidisciplinares decidem a for- permitindo o estudo de terapias inovadoras para
ma mais precisa de tratamento. O modelo controlar a doença, melhorar a qualidade de vida
Cancer Center foi organizado em 11 Centros e aumentar a sobrevida dos pacientes. Já o Ensi-
de Referência – cada um corresponde ao no forma especialistas em oncologia capacitados
local de origem do câncer: mama, cabeça para atuar e disseminar o conhecimento. Os alu-
e pescoço, tumores do abdômen, tumores nos atuam na assistência e no desenvolvimento
colorretais/sarcomas, tumores urológicos de pesquisas com a orientação e supervisão de
onco-hematológicos, tumores ginecológi- médicos e cientistas.
cos, tumores cutâneos, tumores de pulmão,
tumores do sistema nervoso central e onco-
-pediátricos. O paciente é atendido por um
grupo multidisciplinar que avalia o caso de
forma individualizada.

17
Modelo Integrado:
assistência, pesquisa
e ensino G4-4, G4-8

os
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Rastream

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CENTER Cirur g ia

TRATAMENT
Quimioterapia
e Terapias-alvo

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Escola
Eve

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ica

Ao chegar ao Aplicação da prática Formação centrada Execução de atividades de


A.C.Camargo com assistencial integrada com no aluno a partir da pesquisa molecular, genética,
suspeita de câncer, o base em evidências clínicas e integração ensino genômica e imunológica
paciente é atendido científicas; acompanhamento – pós-graduação – para maior entendimento
por uma equipe médico e profissional nas treinamento em serviço dos mecanismos da doença;
multidisciplinar e diversas especialidades – aprendizagem – aplicação do conhecimento
realiza exames de focadas no tipo de câncer, prática, de um corpo molecular da doença para
alta acuracidade, de acordo com seu grau de docente altamente indicação de medicina de
a fim de obter um complexidade; realização de qualificado em câncer precisão na abordagem
diagnóstico preciso e o cirurgias, procedimentos e e da conexão entre as terapêutica; e discussão
estadiamento da doença, tratamentos ambulatoriais; atividades assistenciais de casos considerando
fundamentais para a e internação visando à e de educação e características específicas
conduta terapêutica recuperação da saúde capacitação de e avaliação da eficácia de
personalizada. do paciente. profissionais da área tratamentos inovadores –
da saúde. medicamentos, tecnologias
e biomarcadores – para
diferentes tipos de tumores
fecham o ciclo do Cancer
Center, fomentando a pesquisa
hoje para oferecer novos
tratamentos no futuro.

18
A.C.CAMARGO CANCER CENTER
Sustentabilidade

O A.C.Camargo tem a sustentabilidade que garantam a adequada gestão de seus


entre seus valores e a considera um fator impactos e a melhoria de processos e rela-
fundamental para garantir o acesso da cionamentos.
população a tratamentos eficazes e ino-
vadores de combate ao câncer. Aspectos Alinhada ao Planejamento Estratégico 2020
financeiros e não financeiros se conectam da Instituição, bem como aos Objetivos de
diretamente ao conceito e à rotina da Insti- Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2030
tuição – incluindo aspectos de integridade, das Nações Unidas, a Plataforma se apre-
gestão da cadeia de valor, eficiência no uso senta em quatro pilares (veja abaixo).
de recursos naturais e qualidade e segu-
rança de processos, com foco em colabo- As bases para a Plataforma estão nos eixos
radores e pacientes. transversais qualidade e a segurança, por
um lado; e ética e integridade, por outro. No
Em 2017, uma importante evolução na centro a governança da sustentabilidade,
agenda organizacional foi alcançada com com papéis e atribuições que permitam o
a aprovação da Plataforma de Sustenta- alcance dos objetivos.
bilidade. Esta é uma diretriz conceitual das
linhas estratégicas para a evolução do
A.C.Camargo em práticas socioambientais

QUALIDADE E SEGURANÇA

Pessoas: abrange tanto as práticas Futuro: um olhar amplo para


relacionadas ao capital humano (em a perenidade da Instituição,
aspectos como diversidade, inclusão e contemplando aspectos econômico-
qualificação) quanto as ligadas à atua- -financeiros, reputacionais, de
ção filantrópica da organização. inovação e de construção e

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


gerenciamento da estratégia.

GOVERNANÇA

Cadeia de valor: explora a conexão


do A.C.Camargo com seus parceiros, Meio Ambiente: desafia a Instituição
como fornecedores, operadoras de a buscar soluções em campos como a
planos de saúde e outras instituições, eficiência energética, a gestão de resí-
para explorar a diminuição da pegada duos e a construção de parcerias para o
ambiental, a confiança e a eficiência em gerenciamento dos impactos.
atividades e relacionamentos.

ÉTICA E INTEGRIDADE

19
Em 2018, o Comitê de Filantropia irá incorpo-
rar o tema da sustentabilidade, para monitorar
os diferentes estabelecimentos.

Em 2017, progressos foram alcançados por


meio de projetos de eficiência ambiental na
operação; entre eles, destaque para a revisão
da análise de aspectos e impactos ambientais,
que faz parte do Sistema de Gestão Ambien-
tal (SGA), em linha com requisitos da norma
ISO 14001, além de um estudo de riscos e
oportunidades do sistema.

Pacto Global G4-DMA

Desde 2015, o A.C.Camargo Cancer Center


é signatário do Pacto Global, iniciativa das Colaboradores
interagem na
Nações Unidas com o objetivo de encorajar Praça Isaias Raw
as empresas e demais organizações a adotar
valores fundamentais e internacionalmente
aceitos nas áreas de direitos humanos, rela-
ções de trabalho, meio ambiente e combate à
corrupção. G4-15 Temas materiais
Como desafios específicos para o futuro, a 1 E
 FICIÊNCIA NA UTILIZAÇÃO DE RECURSOS
organização entende que a sustentabilidade
deve ser um vetor de decisões que envolve 2 T
 REINAMENTO, DESENVOLVIMENTO E RETENÇÃO
estudar soluções para os maiores impactos DE TALENTOS
de suas operações, como a geração de resí-
duos e a eficiência energética. 3 Q
 UALIDADE DOS CUIDADOS AO PACIENTE

Materialidade G4-24, G4-25, G4-26, G4-27 4 P


 ESQUISA E DESENVOLVIMENTO

Em linha com as diretrizes de relato da 5 A


 CESSO A TRATAMENTO MÉDICO DE QUALIDADE
sustentabilidade da Global Reporting Initiative
(GRI), o A.C.Camargo Cancer Center realiza 6 G
 ERAÇÃO E GESTÃO DO CONHECIMENTO EM
periodicamente processos de materialidade, CÂNCER
que abrangem a consulta aos diversos pú-
blicos interno e externo para mapear temas 7 A
 VALIAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DOS
sociais, ambientais e econômicos relevantes. SISTEMAS DE SAÚDE

No último ciclo, realizado em 2015, a Insti- 3,0


tuição identificou sete temas materiais (veja
gráfico e tabela), conectados aos pilares de
assistência, ensino e pesquisa e que corres- 2,5
pondem aos tópicos prioritários de gestão e 1
Perspectiva dos stakeholders

comunicação – entre eles, o desenvolvimento


do capital humano, a pesquisa, o acesso a
2,0 2
tratamentos médicos, a geração de conheci-
mento e a qualidade no cuidado ao paciente. 6
7 3
1,5 5
Nos próximos anos, a evolução das iniciati- 4
vas ligadas à Plataforma de Sustentabilidade
levará à revisão da matriz de materialidade e, 1,0
assim, à revisão da estratégia da Instituição.

0,5

0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0

Perspectiva da empresa
20
A.C.CAMARGO CANCER CENTER
LIMITES DENTRO DA ORGANIZAÇÃO G4-20, G4-21
Temas Relevantes G4-19 LIMITES FORA DA ORGANIZAÇÃO G4-20, G4-21
PÚBLICOS QUE DESTACARAM O TEMA G4-27

Modelo integrado de Assistência


em todas as operações
Eficiência na
utilização de clientes, fornecedores, governo, sociedade Todos os públicos
recursos GRI G4-EC1, G4-EC2, G4-EC3, G4-EC4

em todas as operações Superintendência


Acesso a tratamento Diretoria estatutária
médico de qualidade GRI G4-SO1 Pacientes

Avaliação e em todas as operações Instituições setoriais


desenvolvimento clientes, fornecedores, governo, sociedade Concorrentes
dos sistemas de Operadoras
saúde GRI G4-EC7, G4-EC8, G4-SO1, G4-SO2, G4-SO6 Fornecedores

Diagnóstico Precoce e Assistência


Diretoria estatutária
em todas as operações
Qualidade dos Superintendência
cuidados ao paciente Pacientes
G4-9, G4-10, G4-PR1, G4-PR2, G4-PR3, G4-PR4,
GRI Fornecedores
G4-PR5, G4-HR7, G4-LA5, G4-LA6, G4-LA7, G4-LA8

Ensino
Diretoria estatutária
Treinamento, colaboradores e corpo clínico Colaboradores
desenvolvimento e Pacientes
retenção de talentos Médicos
GRI G4-LA1, G4-LA2, G4-LA3, G4-LA9,G4-LA10, G4-LA11 Gestores de RH

Concorrentes
Geração e gestão do áreas de Atendimento, Pesquisa e Ensino Superintendentes

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


conhecimento em Pacientes
câncer Médicos
GRI Gestores de RH

Pesquisa
Diretoria estatutária
em todas as operações Superintendência
Pesquisa e clientes, governo, sociedade Pacientes
desenvolvimento Concorrentes
Fornecedores
GRI
Concorrentes
Superintendentes
Geração e gestão do áreas de Atendimento, Pesquisa e Ensino
conhecimento em Pacientes
câncer Médicos
Gestores de RH
GRI

21
Kenneth Gollob,
PhD e líder da
Imuno-Oncologia
Translacional, em
procedimento no
citômetro de fluxo.

22
Geração de valor
Com base nas diretrizes de relato
integrado, a Instituição apresenta

GERAÇÃO DE VALOR
seus principais projetos e resultados
relacionados à transformação de capitais

De acordo com as diretrizes de relato do Atento à questão e incorporando-a ao seu


International Integrated Reporting Council modelo de comunicação de resultados, o
(IIRC), organizações de diferentes portes, A.C.Camargo apresenta aos seus públicos
segmentos, perfis e áreas de atuação têm em neste capítulo uma síntese de indicadores
comum a necessidade de acessar e trans- de desempenho e descritivos da gestão que
formar determinados recursos necessários à demonstram como diferentes capitais pro-
sua atividade, convertendo-os em resultados movem a geração de valor.
para a sociedade.

Os capitais

Intelectual Humano
• Pesquisa nas vertentes básica, translacional • Cancer Center - Valores institucionais e Integração
e clínica para gerar descobertas mais • Desenvolvimento organizacional dos colabora-
eficientes no combate ao câncer dores e corpo clínico
• Ensino: formação de profissionais de saú- • Bem-estar, saúde e segurança do colaborador
de em nível de pós-graduação e residên- • Promoção da diversidade e da inclusão
cias médica e multiprofissional
• Parcerias internacionais e nacionais e atu- Financeiro

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


ação de cientistas dedicados ao combate • Gestão econômico-financeira eficiente
ao câncer • Investimento em projetos estratégicos
• Disseminação do conhecimento de ponta: • Desenvolvimento de novos modelos de
novas tecnologias, terapias e processos relacionamento com operadoras de planos de
em oncologia saúde, com foco em custo-efetividade
• Fomento à pesquisa e ao ensino
Social
• Compreensão da jornada e da experiên- Natural
cia do paciente, com foco em suas neces- • Eficiência energética e no uso de recursos naturais
sidades e seu bem-estar integral • Controle e gestão de resíduos
• Conformidade, eficiência e inovação com • Gestão estratégica da cadeia de valor e relaciona-
fornecedores e parceiros de negócios, mento com fornecedores
visando a ampliação do acesso e o custo-
-efetividade do tratamento do câncer
• Relações institucionais, governamentais e
com as comunidades
• Pratica assistencial embasada em evidên-
cias clinico-cientificas

23
Capital intelectual G4-DMA

A gestão do conhecimento em todo o seu compromisso com os melhores resultados


ciclo – da pesquisa básica até sua aplicação assistenciais para seus pacientes. Destacado
em novas terapias e tecnologias, passando pelos públicos de relacionamento (leia mais
pelos processos de ensino e aprendizagem e na p.20) e diretamente conectado ao Pla-
pelo fomento à inovação – é prioritária para nejamento Estratégico, o assunto é tratado
o A.C.Camargo. em todas as esferas da Instituição por meio
de uma estrutura consolidada de fomento à
A integração entre os pilares de ensino e atividade científica, de discussão de casos e
pesquisa e a difusão de conhecimento gera do mapeamento e implementação de novos
avanço científico e beneficia a prática assis- processos, tecnologias e terapias. Com o
tencial, promovendo inovações ao tratamento incentivo à pesquisa, a Instituição mantém a
do câncer e conferindo maior qualidade de sua produção de conhecimento de ponta
vida ao paciente. para entregar as melhores alternativas de tra-
tamento e combate ao câncer aos pacientes
PESQUISA: CONEXÃO e à sociedade.
ESTRATÉGICA
O A.C.Camargo conta com um espaço exclu-
O eixo da pesquisa é fundamental para sivo para as atividades de pesquisa, o Centro
que o A.C.Camargo consolide o modelo Internacional de Pesquisa (CIPE). Nele, os
Cancer Center, contribua ativamente para cientistas da Instituição mergulham nas ativi-
trazer a inovação na oncologia e reforce o dades ligadas à pesquisa básica-translacional,
a que leva o conhecimento científico para a
prática assistencial.

O CIPE está em um edifício com 4 mil metros


quadrados, próximo à sede da Instituição. As
pesquisas são conduzidas em conjunto com
Produção científica o corpo clínico e assistencial, em laboratórios
do ano que contam com equipamentos de última
geração em abordagens genéticas, genômi-
cas e do microbioma, promovendo a medici-
na de precisão.

182
artigos em revistas
A pesquisa básica-translacional está orga-
nizada por grupos de Genômica e Biologia
Molecular, Bioinformática, Genômica Médica,
Patologia Investigativa, Imuno-oncologia, Bio-
logia Tumoral e Biomarcadores, Epidemiologia
internacionais indexadas e Bioestatística.

156
O A.C.Camargo atua em parceria com insti-
tuições internacionais de referência e estimula
a produção científica, com a publicação em
importantes periódicos que seguem critérios
projetos realizados de elegibilidade e de revisão por pares.

Em 2017, o corpo clínico e científico do

1.395
A.C.Camargo publicou 182 artigos em revis-
tas internacionais indexadas e 18 em revistas
nacionais. Além disso, o A.C.Camargo edita
há 40 anos a revista Applied Cancer Re-
projetos de pesquisa search, periódico online que reúne artigos
médicos e científicos relacionados a temas
entre 2008 e 2017 nas áreas da oncologia.

24
Como investigamos

Pesquisa Básica

Cientistas trabalham em laboratórios com tec- ços dos cientistas. Com base em critérios
nologia no estado-da-arte estudando tecidos como a relevância de determinados tipos de
tumorais, células, moléculas e micro-organis- câncer no Brasil e da expertise já instala-

GERAÇÃO DE VALOR
mos (vírus, bactérias, entre outros), com o ob- da, foram selecionadas como prioritárias
jetivo de entender os mecanismos e vias pelos as pesquisas em carcinomas de cabeça e
quais os tumores surgem, progridem e dissemi- pescoço, tumores de rim e de estômago,
nam (metástases), identificando potenciais alvos sarcomas de partes moles, tumores raros e
para terapia, biomarcadores de diagnóstico, os tumores hereditários.
prognóstico e resposta ao tratamento.
Pesquisa Clínica
Pesquisa Translacional
Estudos são conduzidos diretamente com
Transferência do conhecimento adquirido pacientes para investigar novas medicações,
na Pesquisa Básica para a prática clínica. técnicas cirúrgicas e procedimentos, eventu-
Consiste na utilização do conhecimento almente em parceria com a indústria farma-
molecular dos mecanismos relacionados cêutica. Em virtude da experiência acumulada
ao processo tumoral, em combinação com em mais de cinco décadas de tratamento,
estudos em pacientes ou material biológi- de casos simples aos mais complexos, o
co proveniente deles, para compreender e A.C.Camargo Cancer Center está habilitado a
solucionar problemas reais. realizar pesquisas clinicas em todas as etapas Diana Noronha, PhD
e Pesquisadora, avalia
do ciclo de cuidado do paciente com câncer. gráfico gerado a
Desde 2016, a pesquisa translacional passou partir da análise de
a priorizar áreas e concentrar os esfor- microbioma

Pesquisa clínica
em 2017

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


12 estudos em fase
de recrutamento de
pacientes
31 estudos em
acompanhamento
6 estudos fechados
189 estudos cadastrados
(2001-2017)
2.845 pacientes incluídos
em pesquisa (2001-2017)
25
Biobanco custo e exige um nível diferente de complexida-
de quanto ao manejo de efeitos colaterais, que
Criado em 1997, o Biobanco é um banco de diferem da quimioterapia ou terapias de alvo
amostras de tumores, tecidos normais ou molecular, exigindo um trabalho coordenado
sangue, concedidas por pacientes submeti- de vários especialistas. No entanto, a imunote-
dos a cirurgias ou outros procedimentos na rapia pode ser considerada o maior avanço no
Instituição. O material permite a realização de tratamento do câncer dos últimos anos.
vários estudos que se traduzem em conhe-
cimento e geram um entendimento maior Em linha com essa premissa, o ano de 2017
dos mecanismos relacionados aos processos marcou avanços expressivos na pesquisa
tumorais. O Biobanco do A.C.Camargo foi clínica-translacional voltada à imunotera-
o primeiro do Brasil, é um dos maiores da pia. Um dos destaques foi a estruturação do
América Latina e conta com mais de 70 mil Laboratório de Imuno-Oncologia, que iniciou
amostras coletadas; atualmente, cerca de suas atividades já atrelado à assistência com
37.063 amostras de tecido estão em estoque a criação do Centro de Imunoterapia, com o
no Banco de Tumores. objetivo de oferecer tratamento especializado
com fluxos específicos, profissionais capacita-
Em 2017, o A.C.Camargo adquiriu três freezers dos e enfermeiros de referência para assistir o
para o Biobanco, com recursos da Lei de In- paciente e garantir o monitoramento remoto.
centivo Pronon, para ampliar a estrutura atual e
permitir a continuidade da coleta de amostras. O projeto contou com ações integradas com
a área de Pesquisa, como a aquisição de um
Imuno-oncologia: pesquisa integrada Citômetro de Fluxo, equipamento nunca antes
ao tratamento imunoterápico utilizado na América Latina, responsável por
examinar e classificar diferentes tipos celula-
O tratamento imunoterápico trouxe no- res de diversas origens, capaz de fornecer 50
vas esperanças para pacientes portadores parâmetros sobre cada célula analisada.
de tumores avançados ou agressivos sem
possibilidade terapêutica ou com tratamentos O Grupo de Imuno-oncologia Translacional
ineficientes. Tem sido considerado o quarto conta com várias colaborações internacionais
pilar do tratamento oncológico (somando-se e nacionais destinadas a promover o impacto
à cirurgia, à quimioterapia e à radioterapia). do A.C.Camargo Cancer Center nesta área
do conhecimento, o que inclui convênios com
Aprovada para uso no Brasil desde 2016 em pesquisadores do National Institute of Health e
vários tipos de tumores, a modalidade tem alto National Cancer Institute, dos Estados Unidos.

Biobanco em 2017

1.618 pacientes 1.212 extrações de RNA


recrutados e DNA a partir de tecido
3.043 tecidos e sangue coletados
congelados coletados 26.417 pacientes
1.594 amostras de recrutados desde a
sangue criação do Biobanco
70.250 amostras
coletadas desde 1997

26
Radar oncológico
Radar oncológico
Implantado em 2016, o Radar Oncológico
funciona como um mecanismo de monito-
em 2017
ramento das tendências em oncologia, com
participação de médicos e pesquisadores, 43 participantes do Radar
mapeando questões de tecnologia, inova-
ção, mercado e assistência. 6 encontros
Em 2017, o programa foi estruturado em cin-
co blocos de temas, inspirados no relatório 15 tendências e

GERAÇÃO DE VALOR
anual da ASCO – maior evento de oncologia
do mundo, sobre os avanços e tendências 9 temas relevantes em
da Oncologia: Biologia Tumoral, Prevenção e
Diagnóstico Precoce, Cuidados ao Paciente, oncologia mapeados
Tratamentos Clínicos e Cirúrgicos e Inova-
ções Sistêmicas. Nos dois primeiros ciclos
(2015 e 2016), o programa contou com 15
participantes em uma única reunião de dis-
cussão. Em 2017, o grupo foi expandido para
43 participantes com seis encontros, que Fórum de Pesquisa,
permitiram discutir pelo menos 15 tendências
e nove temas relevantes em oncologia. Assistência e Ensino
(PAE)
Implementado em 2017,
o fórum busca garantir
a integração do modelo
Cancer Center, a partir da
Research Boards discussão e alinhamento
da estratégia dos três pi-
Em linha com a dinâmica lares de atuação.
dos Tumor Boards, em
2017 foram implantados os
Research Boards. São fóruns
A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017
para discutir questões em Biópsia líquida
que o conhecimento ainda
A tecnologia, desenvolvida pela área de pes-
é limitado e influenciar o quisa, é utilizada, principalmente, no acom-
desenvolvimento de pesquisas panhamento e planejamento terapêutico dos
pacientes. O teste permite identificar e analisar
estratégicas para solucionar fragmentos de DNA presentes na corren-
te sanguínea que são liberados quando as
problemas específicos células morrem. Diferentemente da biópsia
relacionados ao câncer e tradicional, a biópsia líquida é feita a partir
da simples coleta de sangue. Essa técnica é
comorbidades associadas. aplicada para mutações associadas ao câncer
de pulmão, colorretal e melanoma.

Em 2017
Aquisição de equipamento de
diagnóstico molecular para realização
de biópsia líquida em tempo real

27
Captação de recursos e financiamento de Cavidade Oral, submetido via Pronon,
teve captação de recursos aprovada pelo
O incentivo à pesquisa é alimentado continu- Ministério da Saúde. No ano de 2018, três
amente pela Instituição por projetos incentiva- projetos Pronon e um Pronas foram sub-
dos e/ou elaborados por meio de parcerias e metidos ao Ministério da Saúde – em sua
convênios. maioria, são resultados das discussões dos
Research Boards, o que demonstra o com-
Uma das fontes é a lei n. 12.715, de 2012, do promisso do A.C.Camargo com a geração
Ministério da Saúde, que prevê o incentivo de de valor para a sociedade.
ações e serviços desenvolvidos por entida-
des, associações e fundações privadas sem Além dos programas do Ministério da Saú-
fins lucrativos no campo da oncologia, por de, a Instituição capta recursos via agências
intermédio do Programa Nacional de Apoio à de fomento como a Fundação de Amparo
Maria Paula Curado, Atenção Oncológica, o Pronon, e o Programa à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)
MD, mestre e líder da
Epidemiologia, e Max
Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da e o Conselho Nacional de Desenvolvimento
Moura de Oliveira, Pessoa com Deficiência, o Pronas. Científico e Tecnológico (CNPq), no Brasil; e via
Epidemiologista, agências internacionais como o Research UK
analisam dados
dos pacientes
Em 2017, o projeto E
​ studo Epidemiológico Grand Challenge (IARC & Sanger Institute) e a
e Molecular da História Natural do Câncer International Atomic Energy Agency (IAEA).

Ajuda financeira recebida do governo


(R$ mil) G4-EC4
2016 2017

Incentivos fiscais/
863 251
créditos

Subvenções para
investimento, pesquisa
e desenvolvimento e 1.736 1.150
outros tipos relevantes
de concessões

Total 2.599 1.401

Fontes de recursos investidos em pesquisa G4-EC7

FAPESP: R$ 2.740.874,85 International Atomic Energy Agency - IAEA


(Áustria): R$ 37.244,05
CNPq: R$ 581.679,10
Outros: R$ 418.973,71
Pronon – Centro Regional de Ensino em
Câncer: R$ 230.147,60 Ministério Público e do Trabalho - Termos
de Ajustamento de Conduta (TACs):
Pronon – Banco de Tumores para Pesquisa R$ 234.048,70
em Tratamento, Prevenção e Diagnóstico
Precoce do Câncer: R$ 725.198,82 Fundação Antônio Prudente:
R$ 17.285.720,98
Pronas – Programa de Reabilitação do
Paciente em Tratamento ou Tratado por
Câncer: R$ 1.049,56

28
Cooperações nacionais e internacionais

O A.C.Camargo conta com uma série de par-


cerias com instituições de ensino e do setor
para impulsionar o desenvolvimento da pes-
quisa clínica e translacional no País. A integra-
ção das ciências da vida, das ciências físicas, Projetos
da matemática, da engenharia e da tecnologia
da informação – referida como convergên- • RNA to DNA differences (RDD): from
cia – surgiu nos últimos anos em países do cancer to diabetes
primeiro mundo, como uma poderosa abor-

GERAÇÃO DE VALOR
dagem da pesquisa com o potencial de levar • Classification of Variants of Uncertain
a descobertas médicas e tecnológicas. Significance in BRCA1 and BRCA2

Exemplos de convergência que resultam em • Deciphering unexplained heredity


tecnologias de impacto nos cuidados em cân- among young adults with colorectal
cer envolvem Imagem, Nanotecnologia, Medi- cancer
cina e Engenharia Regenerativa, Ciências dos
Materiais, Big Data e Tecnologia da Informação. • Cultural and linguistic adaptation of a
Nesse contexto, nasceu em 2017 a parceria do web-based tobacco prevention and
A.C.Camargo com a Engenharia do Instituto cessation program to Portuguese
Tecnológico da Aeronáutica (ITA). speaking adolescents

Entre as novas cooperações com instituições • Adaptation And Demonstration Of


de outros países, iniciadas em 2017, estão a CATCH® Program In Brazil
International Agency for Research on Cancer
(IARC), Vej le Hospital (Dinamarca), Institut Curie
(França), Children´s Hospital of Eastern Ontario
Research Institute (Canadá).

Em 2017

A.C.Camargo e

9
novas cooperações
Institut Curie:
colaboração em
sarcomas e
formalizadas radioterapia A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017

5
O A.CCamargo Cancer Center firmou
uma importante parceria em 2017 para
promover a colaboração mútua com o
Institut Curie, um dos principais centros
europeus de pesquisa do câncer. O
projetos institucionais instituto francês traz o nome da cientista
aprovados em parceria Marie Curie, responsável pela desco-
berta dos efeitos da radioatividade e
com o MD Anderson única mulher a receber dois prêmios
Nobel. Os primeiros estudos abrange-
e Sister Institutions rão sarcomas e radioterapia, e a ini-
– Programa Sister ciativa contemplará a colaboração em
pesquisa, intercâmbio e treinamento de
Institution Funds médicos, residentes e cientistas.

29
Cooperações Nacionais ENSINO: CONHECIMENTO
• Universidade de São Paulo (USP) E PESSOAS NO CENTRO
• Universidade Federal de São O objetivo do pilar de ensino é combater o
Paulo (UNIFESP) câncer por meio de geração e dissemina-
• Universidade Estadual de ção de conhecimento. A atuação do Ensino
Campinas (UNICAMP) aporta conhecimento a colaboradores,
pacientes, classe médica e profissionais de
• Universidade do Oeste de Santa saúde com os Programas de Residências
Catarina Médica e Multiprofissional em Oncologia,
• Instituto do Câncer do Ceará (ICC) Pós-graduação stricto sensu (Mestrado,
Doutorado e Pós-doutorado), Programas de
• Fundação PIO XII - Hospital de Iniciação Científica, Universidade Corporativa
Câncer de Barretos e, no Departamento de Oncologia Pediátri-
• Universidade Estadual de Montes ca, a Classe Hospitalar (Escola Especializada
Claros Schwester Heine).
• Instituto Tecnológico de Em 2017, toda a atuação do ensino foi revisi-
Aeronáutica (ITA) tada em linha com o Planejamento Estratégico
da Instituição. Com isso, o foco foi direciona-
Colaborações internacionais do para a revisão da proposta pedagógica de
forma integrada, fortalecendo os programas
• Universidade do Texas M.D. de ensino da Residência, Pós-graduação,
Anderson Cancer Center – Educação Continuada e Classe Hospitalar.
Global Academics Program: Sister
Institutions. No caso da Residência Médica, essa ade-
• National Institutes of Health – quação se traduziu com o redesenho da
(NIH/NCI) - EUA metodologia de avaliação e qualificação,
com base em competências comportamen-
• Universidade Católica de Córdoba tais, teóricas e práticas, com previsão de
• Latin American Cooperative início para 2018.
Oncology Group (LACOG)
Na pós-graduação, que completou 20 anos
• Universidade da Califórnia – Davis de existência em 2017, as disciplinas foram
• H. Lee Moffitt Cancer Center and reestruturadas em cinco linhas de pesqui-
Research Institute sa: Biologia Celular, Molecular e Genética,
• International Atomic Energy Diagnóstico em Oncologia, Epidemiologia e
Agency (IAEA) Prevenção em Oncologia, Suporte e Reabili-
tação em Oncologia e Terapias Oncológicas.
• International Agency for Research
on Cancer (IARC)
• Beckman Research Institute of the

5 linhas
City of Hope
• Vej le Hospital – Dinamarca
• Institut Curie – França
• Children´s Hospital of Eastern de pesquisa: Biologia
Ontario Research Institute –
Ottawa University
Celular, Molecular e
• Helmholtz-Zentrum Dresden-
Genética, Diagnóstico,
Rossendorf e. V. - Institute of Epidemiologia e
Radiopharmaceutical Cancer
Research Prevenção, Suporte e
• Instituto Universitario Del Hospital Reabilitação em Oncologia
Italiano de Buenos Aires
e Terapias Oncológicas.
• National Cancer Institute - EUA

30
GERAÇÃO DE VALOR
Formatura de Residentes:
113 novos especialistas
em oncologia

Residência Médica e
Multiprofissional

Desenvolvido em 1953, o Programa de A Instituição contou


Residência Médica em Oncologia do
A.C.Camargo é pioneiro no País e já formou
com um universo de
mais de 1.100 residentes, espalhados pelo 197 alunos em curso
Brasil e pelo exterior. Bolsas de estudo são
ofertadas via Ministério da Saúde, Secretaria
em 2017, sendo 121
Estadual da Saúde de São Paulo e a própria do Doutorado, 68 de
Fundação Antônio Prudente. Mestrado e 8 do Pós-
A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017
Todos os anos, cerca de 5% a 10% dos for- -doutorado.
mandos são selecionados para fazer parte de
seu corpo clínico. Em 2017, o A.C.Camargo
formou entre os Programas de Residência
Médica, Multiprofissional, Aperfeiçoamento
e Aprimoramento um total de 89 médicos e 77 especialistas
outros 28 especialistas multiprofissionais.
concluíram o curso
Pós-graduação de pós-graduação
O Programa de Pós-Graduação Stricto em 2017
Sensu foi criado em 1997 e é o primeiro do
Brasil na área de Oncologia a ser mantido por
uma Instituição privada não associada a uma
6 pós-doutorandos
universidade. Oferece programa de mestrado,
doutorado e pós-doutorado, sendo avaliado 30 doutorandos
como nota 5 pela Coordenação de Aper-
feiçoamento de Pessoal de Nível Superior 41 mestrandos
(CAPES).

31
Escolas de Pós-graduação
instauradas pelo A.C.Camargo Bolsas de Iniciação
em instituições de ensino
Científica
O A.C.Camargo desenvolve projetos de Oportunidade para que alunos de graduação in-
treinamento e capacitação de alunos de pós- gressem em projetos de pesquisa básica ou clínica
-graduação de instituições de ensino de cida- em Oncologia, o A.C.Camargo oferece o Programa
des fora de São Paulo. Em 2017, a Instituição Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PI-
atuou em parceria com o Instituto do Câncer BIC). Disponibilizadas via CNPq, as bolsas têm du-
do Ceará (ICC), a Universidade Federal do Vale ração de cinco meses e são direcionadas a alunos
do São Francisco (UNIVASF), o Hospital do de graduação que queiram dedicar-se integral-
Câncer de Pernambuco e a Associação Mato- mente às atividades de pesquisa em uma das oito
grossense de Combate ao Câncer (AMC). Para linhas de pesquisa citadas no edital de inscrições.
2018, já estão fechadas parcerias também
com a Santa Casa de Misericórdia de Maceió e
a Universidade do Vale do Itajaí (Univali - SC).

Escola de Patologia Oncológica


Avançada Humberto Torloni (EPOAHT)

Um dos grandes desafios da medicina on-


cológica é a formação e o aprimoramento Instituição hospitalar privada do país, oferecen-
dos patologistas abrangendo a patologia do ensino regular a crianças e adolescentes
diagnóstica e investigativa. A EPOAHT traba- durante o tratamento oncológico e se tornou
lha para suprir essa necessidade por meio referência nacional em classes hospitalares.
do desenvolvimento de diversos mecanis- Durante a internação, os alunos têm aulas com
mos de educação continuada. Atualmente, a professores que atuam em escolas públicas
escola conta com 613 afiliados. e recebem o mesmo conteúdo didático das
suas escolas de origem. A iniciativa é desenvol-
Escola Schwester Heine vida em conjunto com as Secretarias Municipal
e Estadual de Educação e abrange da educa-
A Escola Schwester Heine, que completou ção infantil ao ensino médio. Em 2017, 2.020
30 anos em 2017, foi a primeira escola em pacientes foram atendidos na escola.

Comunicação aberta para disseminar


conhecimento sobre o câncer

A comunicação é um meio essencial para


o A.C.Camargo manter um diálogo aber-
to e contínuo com a sociedade e demais
stakeholders da Instituição. A ideia é es-
sencialmente informar a população sobre
os fatores de risco para o desenvolvimento
do câncer, a importância do diagnóstico
precoce e os hábitos de vida saudáveis
como fatores de combate à doença.

A Instituição busca difundir o conhecimento e


as pesquisas produzidas por seus profissionais
e por meio de parcerias. Para isso, atua no rela-
cionamento com imprensa nas mídias sociais e
no reforço da presença digital da marca.

O A.CCamargo está presente nas principais


plataformas de mídia social – Facebook,
Next Frontiers to Cure Instagram, YouTube, Twitter e LinkedIn –, a fim
Cancer reuniu cerca de 1.200 de levar informação de referência sobre o
participantes entre médicos,
pesquisadores e outros câncer e gerar mudança de comportamento
profissionais de saúde e engajamento com o tema.

32
Fundação Dona Carolina
Tamandaré G4-EC8
A Fundação – que, até 2016, atendia crianças e
adolescentes do entorno do A.C.Camargo, na região
do Glicério – foi incorporada à Fundação Antônio
Prudente, passando a integrar a área de Ensino. Em
2017, o Programa teve como principal atribuição pro-
ver educação por meio da concessão de bolsas de
estudos em cursos de inglês, informática e noções

GERAÇÃO DE VALOR
administrativas para os adolescentes que buscam seu Ações corporativas
primeiro emprego, além de prover assistência à saúde
odontológica e oftalmológica e organizar eventos so- A difusão de informações sobre prevenção e
cioculturais. Para 2018, o A.C.Camargo Cancer Center diagnóstico precoce se estende para o am-
prevê a reestruturação do programa. biente corporativo. Em 2017, foram realizadas
234 ações em empresas, incluindo palestras,
workshops, exposições e conteúdos sobre
saúde, atingindo mais de 380 mil pessoas.

Eventos científicos G4-EC8

Novas fronteiras Os eventos científicos também contribuem


para a cura do câncer para a disseminação de conhecimento,
para atualização em oncologia e para troca
O A.C.Camargo promoveu a 3ª edição do con- de experiências com instituições de todo o
gresso Next Frontiers to Cure Cancer, em abril mundo. Em 2017, o A.C.Camargo promo-
de 2017. O evento é reconhecido como um dos veu 14 eventos científicos, com mais de 2
principais fóruns de discussão sobre o câncer mil participantes.
no mundo e reuniu 1.226 pessoas. Os números
demonstram a grandeza do congresso: foram Além disso, participou do AACR Annual
150 resumos de trabalhos científicos apresenta- Meeting em Washington (EUA), com 9 repre-
dos, 21 palestras internacionais de 10 instituições sentantes da Instituição, e do ASCO Annual
e 97 palestrantes nacionais de 55 instituições Meeting em Chicago (EUA) com 27 represen-
diferentes. Os temas trazem sempre abordagens tantes. Com essa participação, produziu nove
inovadoras como oncocardiologia, imunoterapia publicações de conteúdo em suas redes
e integração do cuidado, entre outros. sociais oficiais, com mais de 600 mil pessoas
alcançadas. O conhecimento adquirido no
evento também foi compartilhado com o
público interno da Instituição.

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017

A.C.Camargo na mídia

3.329 matérias na mídia FACEBOOK INSTAGRAM


impressa e online Cerca de 370 mil fãs e mais 27.648 seguidores
de 1,4 milhões de interações
72 matérias em (curtidas, compartilhamentos 3.843 inscritos na 7ª edição
TV e rádio e comentários) em 2017 da Corrida e Caminhada –
Saúde e Prevenção
Mais de 3,6 milhões 8 transmissões ao vivo
de visitas ao site (Facebook Live) LINKEDIN
institucional 79.502 seguidores
191.737 visualizações de
vídeos

29.284 interações

33
Capital Social
Manter relacionamentos próximos e de confian- Diagnóstico
ça, compartilhando valor e respeitando a comu-
nidade e o ambiente de entorno de sua atuação, O parque tecnológico do A.C.Camargo
mantendo o paciente no centro das atenções, para diagnóstico dispõe dos mais diversos e
são premissas que formam a base da reputação modernos equipamentos para a realização
e da imagem construída pelo A.C.Camargo. de exames de análises clínicas, endoscopia,
colonoscopia, broncoscopia, mamografia
digital, raios-x, ultrassonografia, tomografia
computadorizada, ressonância magnética,
cintilografia, densitometria, radiologia inter-
vencionista e medicina nuclear, capitaneado
por um grupo de especialistas qualificado
para obter diagnósticos precisos. Em 2017,
o parque ganhou o reforço do gerador do
Gálio-69 e o lançamento do PET-CT-PSMA,
que possibilitam a realização de exames
de imagem compostos da fusão de tomo-
grafia por emissão de pósitron (PET-Scan)
com uma tomografia computadorizada, um
radiotraçador capaz de identificar com mais
precisão o câncer de próstata.

No ano, também foram realizadas diversas ações


para a melhoria contínua das práticas assis-
tenciais no diagnóstico, o que incluiu a amplia-
ção de 15% na oferta de vagas para o exame de
mamografia e ultrassom e de 12% na oferta de
vagas para ressonância magnética, com a dispo-
nibilização de agenda para o período noturno.

Também foi implantado o teste rápido de


creatinina e pré-exames contrastados de
tomografia e ressonância magnética. Com
Atendimento integrado: ATENÇÃO À EXPERIÊNCIA isso, a oferta de opções diagnósticas qua-
Genival Barbosa,
mestre e titular de DO PACIENTE lificadas permite mais eficácia na detecção
Cirurgia de Cabeça e precoce do câncer.
Pescoço, e Fábio Alves, No A.C.Camargo, a prática assistencial
MD, mestre e líder da
Estomatologia, avaliam embasada em evidências clínico-científicas, Tratamento
caso de paciente a experiência em casos de diversas com-
plexidades e a atuação integrada de equipes No A.C.Camargo, cada paciente recebe ava-
multidisciplinares especializadas possibilitam liação individualizada com apoio de equipe
oferecer a mais efetiva conduta terapêutica multidisciplinar e especializada. Conforme o
a cada paciente. quadro do paciente e de acordo com proto-
colos baseados em evidências científicas, são
A preocupação com o acolhimento vai desde definidas condutas terapêuticas.
o diagnóstico até a reabilitação, e faz parte
do Foco do Paciente, um dos 12 programas Tratamentos sistêmicos (quimioterapia,
estratégicos do A.C.Camargo para a consoli- imunoterapia, hormonioterapia), radiote-
dação do modelo Cancer Center. Em siner- rapia e procedimentos complementares
gia com essa estratégia, em 2017 houve um são o foco desta etapa. Além disso, o
avanço expressivo na otimização do tempo A.C.Camargo é referência em cirurgias
de permanência do paciente na Instituição, robóticas em oncologia, menos invasivas e
por meio da revisão de protocolos, definição com menor risco ao paciente. Só em 2017,
de controles e gestão de indicadores. foram 479 cirurgias robóticas.

34
Assistência Multidisciplinar Integrada

Tratamento Oncológico Especialidades de suporte

GERAÇÃO DE VALOR
• Cirúrgico • Oncologia Clínica • Cardiologia / Ritmologia
especializado: • Onco-Hematologia • Cirurgia Cardiovascular
– Abdômen • Oncologia Pediátrica • Cirurgia Pediátrica
– Cabeça e Pescoço e • Radioterapia • Cirurgia Reparadora
Otorrinolaringologia • Medicina Nuclear • Cirurgia Vascular e Endovascular
– Ginecologia • Radiologia • Clínica Médica
– Mastologia Intervencionista • Cuidados Paliativos
• Central da Dor
– Neurocirurgia • Endocrinologia
– Oftalmologia • Hematologia
– Pele • Hemoterapia
– Sarcomas • Hospitalista
– Tumores Ósseos • Infectologia / SCIH
– Pediatria • Medicina Laboratorial
– Tórax • Nefrologia
– Colorreto • Neurologia
– Tumores vasculares • Nutrologia
– Urologia • Psiquiatria
• Reumatologia
• Transplante Hepático

Diagnóstico PACIENTE Equipe


e Estadiamento Multidisciplinar
• Análises Clínicas • Audiologia
• Anatomia Patológica • Enfermagem
• Oncogenética • Estomatologia

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


• Radiologia & Medicina • Farmácia
Nuclear • Física Médica
• Endoscopia, Colonoscopia, • Fisioterapia
Broncoscopia • Fonoaudiologia
• Dermatoscopia • Nutrição
Cuidado para •

Psicologia
Serviço Social
pacientes críticos
Equipes médicas e assistenciais
– Anestesiologia
– Emergência
– Internista
– UTI

35
ATENDIMENTO
Em 2017, foram realizados 3,830 milhões
de procedimentos ambulatoriais, entre
consultas, exames diagnósticos, cirurgias,
sessões de quimioterapia e radioterapia.
No setor ambulatorial, a Instituição reali-
zou 2.329.579 (60,8%) de procedimentos
aos usuários do SUS e 1.501.234 (39,2%)
aos demais usuários.

Nossos números
2016 2017 Variação Cecília Maria Lima
Consultas Atendimentos Ambulatoriais1 379.376 376.930 -0,6% da Costa, MD,
mestre e líder da
Exames de Imagem2 309.253 310.733 0,5% Oncologia Pediátrica,
Diagnóstico Exames Anatomopatológicos 184.967 194.986 5,4% com paciente
durante consulta.
Exames Laboratoriais 3.703.047 3.532.344 -4,6%
Cirurgias3 23.197 22.976 -1,0%
Tratamento Quimioterapia (atendimentos)4 99.948 101.961 2,0%
Radioterapia (sessões) 49.308 51.167 3,8%
Pacientes Internados 27.323 27.157 -0,6%
Internação
Pacientes Dia 151.176 145.454 -3,8%
Emergência Atendimentos de Emergência 29.473 29.480 0,0%
1 Consultas e Procedimentos de Enfermagem (Curativos).
2 Inclui procedimentos de medicina nuclear.
3 Critério contempla Centro Cirúrgico Geral, Centro Cirúrgico Ambulatorial e Centro Cirúrgico Hemodinâmica.
4 Inclui sessões e não sessões (exclui as consultas das unidades externas).

Centro de Referência em Mama


Iniciado em 2017, o Centro de Referência Boards, fóruns que reúnem cada espe-
da Mama materializa o conceito de Cancer cialidade envolvida para estabelecer uma
Center, que integra diagnóstico, tratamento, conduta baseada em evidência científica e
ensino e pesquisa. Neste modelo organiza- colegiada pela Instituição. As equipes que se
do por local de origem do tumor, o paciente dedicam a Ensino & Pesquisa integram-se
é atendido por equipes especializadas e às de Assistência, gerando e disseminando
multidisciplinares em cada etapa de sua conhecimento e inovação.
jornada, do acesso à reabilitação.
A experiência do primeiro ano de atividades
Desde o primeiro contato com o sugeriu ganhos de eficiência, como os de
A.C.Camargo, o paciente é referenciado redução de tempo entre a primeira consulta
para um tipo de atendimento personalizado. e o início do tratamento, e o de aumento da
Caso necessário, o paciente é direcionado satisfação do paciente. Estes primeiros re-
para o Navegador, profissional que o facilita sultados e lições aprendidas de 2017 orien-
em sua jornada. A assistência é fundamen- taram a continuidade da implantação do CR
tada em Protocolos Clínicos que asseguram Mama, como uma evolução do combate ao
a excelência e homogeneidade no cuidado. câncer, paciente a paciente.

Os casos em que não há consenso padro-


nizado são encaminhados para os Tumor

36
Centro de Imunoterapia
do Cancer Center
Aprovado para uso no Brasil desde 2016, o Radioterapia intraoperatória móvel
tratamento imunoterápico pode ser conside-
rado o maior avanço no tratamento do cân- Aplicada a casos específicos para tornar
cer dos últimos anos – tem como objetivo tratamentos mais breves e menos invasivos, a
ativar as células de defesa do organismo para radioterapia intraoperatória móvel possibilita
que elas passem a reconhecer e combater o mais segurança, agilidade e comodidade em
tumor. Até então usado somente nos estágios casos específicos de câncer de mama. O

GERAÇÃO DE VALOR
mais avançados da doença, a imunoterapia procedimento é realizado em uma única ses-
passa a ser utilizada cada vez mais precoce- são, na própria sala cirúrgica, em substituição
mente (leia mais em Pesquisa, p.26). ao tratamento convencional com acelerador
linear - que requer cerca de 30 sessões,
Após uma série de estudos clínicos con- durante cinco ou seis semanas.
duzidos na Instituição, em 2017, foi criado
o Centro de Imunoterapia do A.C.Camargo Reabilitação e apoio
Cancer Center, que oferece um tratamento
especializado para os pacientes, com fluxos A humanidade. Este é um dos valores do
específicos e equipe capacitada. O proje- A.C.Camargo. Acolher pacientes e familiares,
to prevê a integração completa de todo o do diagnóstico à reabilitação, é o propósito
processo, desde a sua entrada pela Central dos grupos de apoio. Coordenadas pe-
de Atendimento, passando pela assistência e las equipes multidisciplinares, as reuniões
pelo acompanhamento. Desde 2011, o início promovem troca de informações e experiên-
desse tipo de tratamento oncológico, mais cias entre os participantes e especialistas. As
de 350 pacientes já foram atendidos. ações incluem corais, atividades de encontro
com cuidadores, oficinas de culinária e gru-
pos específicos para homens e mulheres. Em
2017, 2.941 pessoas participaram dos encon-
tros dos grupos de apoio.

Tecnologia a serviço da saúde

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


O A.C.Camargo investe continuamente em Implantação de SMS para confirmação
novos equipamentos para melhorar cada vez e/ou cancelamento de consultas ou
mais o processo de diagnóstico e o tratamen- exames: reforçam a interação com pacientes
to dos pacientes. Em 2017, foram várias as e permitem que a Central de Relacionamento
aquisições feitas, entre elas o Hifu Focal One, promova novos agendamentos nos horários
equipamento de ultrassom de alta intensidade, cancelados, otimizando a utilização da capaci-
para o tratamento do câncer de próstata, que dade instalada do hospital.
captura imagens da glândula em tempo real e
aplica a energia em locais exatos, com precisão Novo HIFU para tratamento de tumores de
milimétrica, sem a necessidade de cirurgia. próstata localizados, substituindo a cirurgia
e com efeitos colaterais substancialmente
Hemograma pré-quimioterapia: implan- menores.
tação de um posto de atendimento no setor
de quimioterapia para a realização de hemo- Aquisição do Autostainer Link 48 para
grama pré-tratamento, o que se traduz em teste de expressão do biomarcador PD-L1,
mais conforto e na redução da necessidade que indica se o paciente diagnosticado
de deslocamento do paciente. com câncer de pulmão é elegível ao trata-
mento de Imunoterapia, técnica promisso-
ra para tumores avançados ou agressivos.

37
QUALIDADE E SEGURANÇA
DO PACIENTE G4-DMA, G4-PR1

O A.C.Camargo aperfeiçoa constantemente Saúde e segurança


os processos que envolvem a segurança
do paciente por meio do acompanhamento Indicador 2016 2017
de indicadores. Mensalmente, são realizadas
auditorias para monitorar esses indicadores Média de permanência 5,5 dias 5,4 dias
Petrus Paulo
Eufrázio, líder da de qualidade e identificar oportunidade de
Física Médica, evolução dos processos. Anualmente, é apli- Taxa de mortalidade 4,7% 4,5%
realiza dosimetria da cada a Pesquisa de Segurança do Paciente
radiação e o controle
de qualidade do com todos os colaboradores, para avaliar a Taxa de ocupação 84,7% 81,4%
acelerador linear percepção sobre o tema.

Taxa de reinternação – Emergência clínica (%)

2016 2017

10,0
9,8 9,7
8,6 8,9 8,6

5,4
4,8

CONVÊNIO PARTICULAR SUS TOTAL CONVÊNIO PARTICULAR SUS TOTAL

38
Indicadores de qualidade assistencial

Unidade A. Prudente Unidade Tamandaré

Indicador 2016 2017 2016 2017

Taxa de infecção de sítio cirúrgico (global) 2,44% 2,47% 3,08% 2,51%

Taxa de infecção de sítio cirúrgico (cirurgia limpa) 1,62% 1,21% 1,76% 2,03%

GERAÇÃO DE VALOR
Indicadores de qualidade assistencial

Unidade A. Prudente Unidade Tamandaré

Indicador 2016 2017 2016 2017

Número de quedas para


1,88 1,50 1,85 1,74
cada 1000 pacientes

Flebite 2,23% 1,33% 1,24% 0,74%

Extravasamento de medicamentos
0,05% 0,07% 0,05% 0,09%
antineoplásicos

Lesão por pressão 0,43% 0,25% 0,35% 0,16%

Perda de cateter central 0,19% 0,13% 0,30% 0,18%

Infecções adquiridas 2,78% 2,25% 3,71% 2,50%

Óbitos por sepse - excluídos casos de pacientes


8,76% 10,46% 8,88% 17,98%
em terminalidade

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


MELHORIAS DE PROCESSOS

Em 2017, a Superintendência de Foco do cado (MEWS). A prática prevê a antecipação


Paciente e suas equipes subordinadas im- dos cuidados ao paciente que chega à Uni-
plantaram melhorias e novos protocolos de dade de Terapia Intensiva do A.C.Camargo.
atendimento que integrassem a assistência, O protocolo tem critérios específicos que
em toda a linha de cuidado. permitem à equipe clínica avaliar o nível de
criticidade do estado de saúde do paciente.
Na prática, significa que, desde o momento
em que chega ao hospital para o registro Eficiência no atendimento
e primeiro atendimento, o paciente terá a
garantia de um olhar holístico de diagnóstico, Em 2017, 96,9% dos pacientes foram aten-
tratamento e acompanhamento, uma vez que didos no horário marcado ou em até 60
os procedimentos e etapas atendem a um minutos de espera, sendo que 86,7% com até
protocolo padronizado. 30 minutos, reduzindo atrasos e superando
os indicadores do ano anterior.
Outra novidade de 2017 foi o novo protoco-
lo de atendimento a pacientes críticos, com
base no Escore de Alerta Precoce Modifi-

39
Auxiliar administrativa Keilla
Ramos Bonfim Ribeiro
recebe paciente’

Pacientes atendidos* (%)


Padrões institucionais
Até 30 minutos Até 60 minutos
No nível interno, como parte do Programa
Estratégico de Redesenho de Processos, 95,9 96,9
foi implementado o Portal de Padrões Ins- 86,7
titucionais, sistema desenvolvido de forma
colaborativa, com a participação de áreas 74,6
assistenciais e administrativas, que possibilita
o mapeamento e registro dos processos,
contribuindo para a preservação da base
de conhecimento e fluxos da Instituição.

Núcleo de 2016 2017 2016 2017

Desospitalização * Inclui atendimento ambulatorial.

Com o objetivo de garantir uma melhor expe- Média de permanência*


riência do paciente e buscar modelos de maior
eficiência para a operação, o A.C.Camargo Unidade Antônio Prudente Unidade Tamandaré
conta com um núcleo de desospitalização.
Implantado em 2016, a área é responsável 6,8
por avaliar, caso a caso, a indicação de alta 6,5
hospitalar, para evitar que o paciente fique
hospitalizado por mais tempo do que o neces- 5,2 5,0
sário, uma vez que o quadro geral do paciente
tende a melhorar quando ele pode retornar ao
ambiente doméstico. Em 2017, foi mantido um
projeto piloto com sete pacientes.

Um dos objetivos do Núcleo de Desospitali-


zação é sinalizar, na prática, os benefícios de
um modelo que valorize a melhor forma de
utilização dos ativos hospitalares. O indicador
de média de permanência na Instituição, por
2016 2017 2016 2017
exemplo, tende a ser reduzido conforme se
evitam internações passíveis de substituição pelo * Internação ou permanência hospitalar em dias.
retorno do paciente ao ambiente doméstico.

40
Ouvidoria Clientes

Desde 2015, a Ouvidoria atua como um ca-


nal de comunicação para o registro de ma-
nifestações por parte dos pacientes, acom-
panhantes e familiares do A.C.Camargo.
As reclamações registradas formam uma
matriz que permite identificar as principais
oportunidades de melhorias. Em 2017, a

GERAÇÃO DE VALOR
Ouvidoria Clientes registrou 3.756 reclama-
ções, representando em média 0,94% da Avaliação SUS
soma do volume total de pacientes dis-
tintos/mês e 1.857 elogios, representando O SUS realiza uma avaliação própria
0,46% do volume total de pacientes distin- dos serviços prestados pelos seus
tos/mês – o índice de 2017 representa uma fornecedores a cada quatro meses.
queda de cerca de 5% do total de reclama- A pesquisa, conduzida pela Secre-
ções e um aumento de cerca de 10% de taria Municipal de Saúde, considera
elogios na comparação a 2016. A Ouvidoria o atendimento aos pacientes e a
também acompanha os indicadores do site gestão de processos a partir de
Reclame Aqui. Em 2017, o índice de repu- uma lista com um total de 33 metas.
tação foi “Bom”, indicando uma avaliação Desde 2012, o A.C.Camargo vem
média positiva ao longo de um período conquistando a pontuação máxima.
de 12 meses, considerando a resposta e a
solução dos casos reportados.

Pesquisa de Satisfação de Pacientes


e Acompanhantes G4-PR5, G4-DMA
Anualmente, o A.C.Camargo consulta os pa- Além da pesquisa anual, em 2017 foi implemen-
cientes que passam pela Instituição para que tada uma pesquisa de satisfação contínua, a Net
avaliem o nível de satisfação com o atendi- Promoter Score (NPS), para que se possa mapear

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


mento, a infraestrutura, tratamento e demais de forma abrangente a experiência do paciente.
etapas da jornada de experiência. Realizado A pesquisa é realizada diariamente após o atendi-
por um instituto de pesquisa externo e inde- mento do paciente, por e-mail ou SMS. Em 2017,
pendente, a pesquisa é um forte indicador 90% dos pacientes ouvidos recomendariam os
da qualidade do atendimento na Instituição serviços do A.C.Camargo.

1.274 entrevistados ÍNDICES DE SATISFAÇÃO


Pacientes de convênio e particulares
873 entrevistas com pacientes com 96,5% (em 2016, o índice foi de 97,9%)
plano de saúde e particulares (653
pacientes e 220 acompanhantes) Pacientes SUS
97,9% (em 2016, o índice foi de 99,3%)
401 entrevistas com pacientes
do SUS (294 pacientes e 107 Acompanhantes de convênio e particulares
acompanhantes) 95,4% (em 2016, o índice foi de 96%)

Acompanhantes SUS
100% (em 2016, o índice foi de 99,1%)

41
RELACIONAMENTO COM
PARCEIROS E FORNECEDORES

O crescimento dos gastos em saúde, aliado à essencial para a sustentabilidade do aten-


necessidade de se buscar eficiência na aloca- dimento. Uma das iniciativas foi a realização
ção dos recursos, tem ocupado papel im- do Café com Empresas, para estreitar o re-
portante na pauta das discussões de políticas lacionamento com as operadoras de saúde
públicas e das instituições do setor. Conscien- e áreas de Recursos Humanos e Medicina
te de sua responsabilidade e seu papel social, do Trabalho das empresas parceiras do
o A.C.Camargo se pauta pelo Manual de Rela- A.C.Camargo.
cionamento com o Fornecedor e pelo Código
de Conduta, que abordam temas ligados à Para 2018, existe a intenção de implantar
conduta comercial e à ética esperada por um canal de comunicação oficial com as
parte desse público. Os documentos estão empresas, com atendimento especializado
disponíveis no site do A.C.Camargo. e fluxo interno na Instituição para atender
às demandas. Além de estreitar o relacio-
Em 2017, a Instituição colocou em prática namento com os parceiros comerciais, o
uma agenda positiva de relacionamento A.C.Camargo também busca ampliar o
para fortalecer a nova política comercial, escopo da oferta de atendimento para os
com novas diretrizes para a negociação pacientes, com melhor custo-benefício para
com operadoras de saúde – parceiro todo o sistema.

RESPONSABILIDADE SOCIAL
G4-DMA

O A.C.Camargo investe em recursos pró-


prios para promover diversas iniciativas de
caráter social, em linha com seus valores,
e seu papel de difusão de conhecimento,
prevenção e diagnóstico.

Entre os destaques, estão subsídios para a


educação em oncologia, desenvolvimento
de pesquisas para geração de conhecimen-
to do câncer, assistência gratuita à popu-
lação, inclusão e reinserção de crianças
na sociedade durante e após o tratamento,
engajamento da população no combate ao
câncer, mudando comportamentos, ado-
tando hábitos saudáveis, evitando os fatores
de risco e multiplicando as informações aos
seus círculos de relacionamento.

7ª Corrida e PROGRAMA DE PREVENÇÃO Programa de Prevenção G4-SO1


Caminhada Saúde E DIAGNÓSTICO PRECOCE
e Prevenção.
DE CÂNCER 2016 2017

Em palestras realizadas em diferentes seto- Quantidade de 33.957 34.100


res da sociedade, como escolas públicas, pessoas atendidas
sindicatos, associações de bairro, unidades 43.997 48.310
da Associação de Pais e Amigos de Excep- Consultas realizadas
cionais (Apae) e comunidades religiosas, o 1.403.332 1.416.406
A.C.Camargo Cancer Center aborda temas Exames realizados
como hábitos saudáveis, fatores de risco,
Diagnósticos de 326 307
sinais e sintomas da doença, diagnóstico e câncer
tratamento. Os participantes interessados
elegíveis podem realizar consulta e exames Encaminhados para 1.025 824
para rastreamento gratuitos na Instituição. especialidades
Na eventualidade de ser diagnosticado com
câncer, passa a ser tratado no A.C.Camargo.

42
Capital humano

O desenvolvimento do capital humano do O principal objetivo do desenho das


A.C.Camargo está entre as alavancas de carreiras no A.C.Camargo é proporcionar

GERAÇÃO DE VALOR
sucesso da Instituição e figura entre os 12 oportunidades de crescimento e desenvol-
programas ligados ao Planejamento Estra- vimento aos colaboradores, por meio de
tégico. Em 2017, a instituição direcionou ações de retenção e capacitação, viabili-
esforços para consolidar a nova arquitetura zando o amadurecimento do modelo do
organizacional – a atuação dos colabora- Cancer Center. O planejamento estratégico,
dores é parte essencial do êxito da jornada em grandes linhas, prevê trilhas de desen-
do paciente, dentro do modelo integrado volvimento para a equipe administrativa,
do Cancer Center. assistencial e corpo clínico.

No segundo semestre de 2017, foi con-


cluída a revisão das competências orga-
O principal objetivo do nizacionais com foco na consolidação do
desenho das carreiras é Cancer Center. Também avançou na nova
política de remuneração, após o mape-
proporcionar oportunidades amento de uma consultoria externa de
de crescimento e cargos, salários e indicadores específicos,
com base nas melhores práticas de merca-
desenvolvimento aos do, que será efetivado também em 2018.
colaboradores

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017

Colaboradores
no Atrium

43
Programa Estratégico
de Gestão de Pessoas

Desenvolvimento
Atração Organizacional
de talentos Trilhas de Desenvolvimento G4-DMA
(trilhas de
desenvolvimento)
O caminho para a evolução de carreira no
A.C.Camargo é traçado com base no dese-
nho de carreiras e no preparo para os cargos
PROGRAMA
específicos. A Instituição realizou em 2017
Ciclo de vida ESTRATÉGICO Remuneração
do colaborador & Benefícios programas de desenvolvimento para todas
DE GESTÃO DE
PESSOAS
as funções, em competências distintas. De
auxiliares e técnicos até superintendentes e
demais lideranças foram trabalhados temas
específicos para cada função, com dinâmicas
e atividades de preparação, além de ativida-
Administração des entre os módulos para consolidação do
Business Partner
de Pessoal
conhecimento. Para a alta liderança – supe-
rintendentes e gerentes seniores – foi de-
senhado um programa de desenvolvimento
com ações específicas e individuais, elabo-
radas a partir de um assessment realizado
com este grupo. O programa se estrutura em
três trilhas (veja ao lado).

Comportamental Institucional Funcional


Trilha de Liderança • Integração Institucional • Todos os
para cargos de gestão • Acolher colaboradores:
e Fundamental, sem • Comunicação de Gestão de Projetos e
cargo de gestão. Foram notícias difíceis de Processos
trabalhados temas como: • Ética e Valores • Assistência: temas
Visão estratégica (Cenário A.C.Camargo relacionados às
Macroeconômico, • Diversidade e Inclusão práticas assistenciais
Interdependência entre as • Controles internos
áreas, Processo decisório) e Segurança da
e Desenvolvimento de Informação
Pessoas (Comunicação, • Uso Consciente de
Diálogo, Gestão Recursos
da performance e • Qualidade, entre outros
Protagonismo)

44
CAPITAL HUMANO EM NÚMEROS G4-10, G4-LA1, G4-LA3, G4-LA9

Empregados (colaboradores) por nível funcional


2016 2017
Homens Mulheres Homens Mulheres
Superintendentes 7 5 7 4

GERAÇÃO DE VALOR
Gerência 12 33 13 33

Chefia/coordenação/supervisão 66 156 72 162

Técnico 482 1377 484 1376

Administrativo 61 111 72 114

Operacional 697 1084 691 1121

Terceiros 278 276 267 273

Aprendizes 40 73 40 71

Estagiários 10 47 9 39

Total por gênero 1653 3162 1655 3193


Total 4815 4848

Empregados (colaboradores) por tipo de contrato de trabalho


2016 2017
Homens Mulheres Homens Mulheres
Colaboradores Próprios 1375 2891 1388 2920

Permanentes: Tempo Integral 820 1432 844 1455

Permanentes: Meio período 554 1454 495 1463

Temporários: Tempo Integral 1 5 0 2

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


Temporários: Meio período 0 0 0 0

Estagiários 10 47 9 39

Jovens aprendizes 40 73 40 71

Força de trabalho/total de empregados


2016 2017
Homens Mulheres Homens Mulheres
Total de colaboradores 1375 2886 1388 2920

Total de médicos A.C.Camargo 360 258 356 287

Total de voluntários 15 179 12 152

Total de terceiros (multiprofissionais) 278 276 267 273

Força total de trabalho 2028 3599 2023 3632

45
Desligamentos por gênero Desligamentos por faixa etária
Masculino Feminino Abaixo de 30 anos Entre 31 e 50 anos Acima de 50 anos

470 412
426
340
313
278
272
224

17 32

2016 2017 2016 2017 2016 2017 2016 2017 2016 2017

Taxa de rotatividade por gênero (%) Taxa de rotatividade por faixa etária (%)
Masculino Feminino Abaixo de 30 anos Entre 31 e 50 anos Acima de 50 anos

0,110 0,097
0,099
0,079
0,073
0,065
0,064
0,052

0,004 0,007

2016 2017 2016 2017 2016 2017 2016 2017 2016 2017

Contratações por gênero Contratações por faixa etária


Masculino Feminino Abaixo de 30 anos Entre 31 e 50 anos Acima de 50 anos
517
642
441

466 358
325
328
239

12 22

2016 2017 2016 2017 2016 2017 2016 2017 2016 2017

46
Taxa de novas contratações por gênero (%)
Masculino Feminino

0,108

0,077

GERAÇÃO DE VALOR
0,055

0,15

2016 2017 2016 2017

Taxa de novas contratações por faixa etária (%)


Abaixo de 30 anos Entre 31 e 50 anos Acima de 50 anos

0,121
0,103

0,083
0,075

0,003 0,005

2016 2017 2016 2017 2016 2017

Licenças e retorno ao trabalho por gênero

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


De 2012 a
2015 2017
2016
Empregados com direito a licença-maternidade/ Homens 62 620 62
paternidade Mulheres 97 683 122
Homens 62 620 62
Empregados que usufruíram da licença
Mulheres 97 683 122
Empregados que retornaram ao trabalho após a Homens 62 620 62
licença Mulheres 86 658 113
Empregados que não retornaram ao trabalho após a Homens 0 0 0
licença Mulheres 11 25 9
Empregados que retornaram ao trabalho após a Homens 62 545 62
licença e ainda estavam empregados 12 meses após Mulheres 86 587 113
o seu regresso
Taxa de empregados que retornaram ao trabalho Homens 0% 0% 0%
após o término da licença Mulheres 11% 4% 7%

47
Treinamentos por categoria funcional/gênero
2016 2017

Horas por Horas por


Colaboradores Horas Colaboradores Horas
colaborador colaborador

Diretoria 11 349 31,73 11 243 22,05

Homens 6 173 28,83 7 169 24,07

Mulheres 5 176 35,2 4 74 18,5

Gerência 45 3.300 73,33 46 3.394 73,79

Homens 12 530 44,17 13 760 58,46

Mulheres 33 2.770 83,94 33 2.634 79,83

Chefia/ 224 17.132 76,48 234 17.615 75,28


Coordenação

Homens 67 6.771 101,06 72 6.850 95,14

Mulheres 157 10.361 65,99 162 10.765 66,45

Técnica/ 1.859 112.264 60,39 1.860 106.519 57,27


Supervisão

Homens 482 26.621 55,23 484 22.919 47,35

Mulheres 1.377 85.643 62,2 1.376 83.600 60,76

Administrativo 172 60.870 353,90 186 45.082 242,38

Homens 61 32.265 528,93 72 21.265 295,35

Mulheres 111 28.605 257,7 114 23.816 208,92

Operacional 1.785 15.894 8,9 1.812 14.135 7,80

Homens 697 3.411 4,89 691 4.344 6,29

Mulheres 1.088 12.493 11,48 1.121 9.791 8,73

Aprendizes 113 24.497 216,79 111 20.911 188,39

Homens 40 10.577 264,43 40 6.803 170,07

Mulheres 73 13.920 190,68 71 14.108 198,71

Estagiários 57 6.435 112,89 48 8.972 186,91

Homens 10 509 50,9 9 1.275 141,68

Mulheres 47 5.926 126,09 39 7.696 197,35

TOTAL 4266 240.740 56,43 4308 216.869 50,34

Homens 1375 80.856 58,8 1388 64.384 46,39

Mulheres 2891 159.884 55,3 2920 152.485 52,22


Nota: O cálculo das horas de treinamento é realizado com base no total de horas de treinamento pelo total de colaboradores ativos em dezembro de 2017.

48
GERAÇÃO DE VALOR
ATRAÇÃO DE TALENTOS Programa de Inclusão de Pessoas Atração de talentos:
com Deficiência grupo de estagiárias
que atuam na
Em 2017, a área de Atração e Seleção atuou assistência
muito próximo às áreas assistenciais e de Foi estruturado um Programa voltado para
negócios, a fim de selecionar os melhores esse público que tem como premissa con-
talentos para a Instituição. O recrutamento tratar a competência e não a deficiência,
interno é fonte prioritária, antes de buscar no ou seja, incluir pessoas com deficiência em
mercado – em 2017, o índice foi de 25% de todas as vagas abertas na Instituição desde
aproveitamento. No ano, também foi iniciado que atendam aos requisitos da posição.
um processo de revisão da política de apro-
veitamento interno do A.C.Camargo, para que Em 2018, o Programa passará por reestrutu-
o processo aconteça com mais autonomia, ração com o intuito de trazer novas iniciativas
com reforço na comunicação e na atuação de desenvolvimento voltadas às necessida-
consultiva, entendendo as necessidades e des das pessoas com deficiência.
particularidades das áreas, para potencializar
ao máximo a retenção de talentos internos.
PROGRAMA DE SUCESSÃO

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


Programa Aprendiz
A área de gestão de recursos humanos deu
Está no radar da instituição a implantação de um início, em 2017, ao mapeamento sucessó-
programa de aprendizagem que proporcione rio das posições de Superintendentes, com
formação teórica e prática, sob supervisão e conclusão prevista para o primeiro semestre
orientação pedagógica, por meio de uma enti- de 2018. O objetivo é proporcionar uma
dade para qualificação profissional, e capacite o visão do perfil e potencial dos líderes da
jovem aprendiz para aprimorar habilidades den- Instituição, alinhados com as competências
tro da cultura do A.C.Camargo Cancer Center. organizacionais, o planejamento estratégico e
a trajetória de carreira individual.
Programa de Estágio
Em 2017, também houve uma grande revisão
São elegíveis estudantes de graduação em de toda a política de cargos e salários, com
Enfermagem cursando entre o 5º e 8º se- nova metodologia, baseada nas melhores
mestre; estudantes de Nutrição cursando 7º práticas de mercado e direcionada para as
ou 8º semestre (estágio obrigatório); estu- necessidades da Instituição, que deverá en-
dantes de Técnico de Nutrição cursando o trar em vigor a partir de 2018.
2º semestre; e estudantes de graduação dos
demais cursos a partir do 1º semestre. Foram
contratados 61 estagiários em 2017.

49
Iniciativa para Pesquisa de Cultura
contratação de Organizacional
refugiados
O A.C.Camargo aplicou em 2017 a pesqui-
O A.C.Camargo realiza, em parceria sa, com o objetivo de compreender como
com a ONG Estou Refugiado, uma os valores da instituição são percebidos e
iniciativa para apoiar a inserção dessas como se refletem no dia a dia. A pesquisa
pessoas no mercado de trabalho – só reuniu as percepções dos colaboradores
no Brasil, são mais de 10 mil refugiados, em relação à aderência aos valores Insti-
oriundos de países como Haiti, Nigéria tucionais e como são praticados, trazendo
e Congo. Em 2017, foram contratados 4 insumos para a evolução cultural.
refugiados e será ampliada a oferta de
vagas em 2018.

REMUNERAÇÃO E BENEFÍCIOS QUALIDADE DE VIDA


DO COLABORADOR G4-DMA
O pacote de benefícios oferecido está em
linha com as melhores práticas do mercado A gestão do capital humano na Instituição
e tem como prioridade o acesso à saúde. se manifesta em diversos programas volta-
Todos os funcionários são elegíveis a todos dos ao bem-estar, à qualidade de vida e à
os benefícios, exceto estacionamento. G4-LA2 segurança ocupacional de seus profissio-
nais.
• Plano de saúde;
• Assistência odontológica; A Instituição prioriza a segurança dos seus
• Vale-refeição e vale-transporte; colaboradores no exercício do seu trabalho.
• Cesta básica/Vale-alimentação; Por meio da Política de Equipamentos de
• Plano de previdência privada com aporte Proteção Individual (EPIs), os comportamentos
da Instituição; são regulamentados, visando à segurança
• Auxílio-creche; do colaborador. Há duas Comissões Internas
• Seguro de vida com assistência-funeral; de Prevenção de Acidentes (Cipas), uma na
• Seguro de auto e residência com des- Unidade Antônio Prudente, composta por
conto; 36 membros, e uma na Unidade Tamandaré,
• Convênio-farmácia; com 22 membros. As unidades do Morumbi e
• Cartão de benefícios Good Card; de Santo André possuem responsáveis pelo
• Bolsa de estudo para curso técnico, de cumprimento dos objetivos da Cipa. Cada
graduação ou pós-graduação; Cipa tem 50% de membros representantes
• Parcerias com instituições, como univer- dos colaboradores e 50% indicados pelo
sidades, escolas de inglês, academias, A.C.Camargo Cancer Center, representando
restaurantes, entre outras; 100% dos colaboradores. G4-LA5
• Tratamento em caso de câncer, estendido
para os dependentes. A Comissão de Padronização de Produtos
Químicos (CPPQ) abrange, também, 100%
de empregados, percentual que acompanha
os anos anteriores, 2016 e 2015. A CPPQ é
formada por 6 membros, sendo um grupo
multissetorial, responsável por aprovar a
padronização de produtos químicos que
são utilizados na Instituição. G4-LA5

50
Em 2017, o A.C.Camargo investiu em ações Os principais riscos de segurança do trabalho
de incentivo à alimentação saudável para mapeados pela Instituição estão associados
os colaboradores, como fator de preven- à ergonomia na movimentação de pacientes,
ção ao câncer. Foram realizadas palestras, quedas no mesmo nível, contaminação por
oficinas de culinária e um mapeamento do instrumentos perfurocortantes e exposição
perfil nutricional de todo o público interno. a materiais biológicos-radioativos na mani-
pulação de fármacos e equipamentos. Para
Entre as ações oferecidas estão atendimen- minimizar ainda mais esses riscos, os profis-
to ginecológico gratuito, ginástica laboral, sionais são treinados constantemente sobre
programas de tabagismo e apoio psicosso- as práticas de prevenção. G4-LA7
cial, programa para gestantes, programas de

GERAÇÃO DE VALOR
prevenção e diagnóstico precoce de câncer Em 2017, o número de ocorrências por
e outras doenças e ações de prevenção da acidentes de trajeto foi maior, impactando no
obesidade e gestão de doenças crônicas. aumento da taxa de lesões e dias perdidos,
o resultado do total de dias perdidos de 2017
Anualmente também acontece a Sema- foi 54,53% maior em relação ao índice de
na Interna de Prevenção de Acidentes e 2016 e o da taxa de lesões 4,59%. As taxas de
Meio Ambiente, com o desenvolvimento lesões consideram lesões leves.
de ações educativas e de conscientização
sobre os temas a todos os colaboradores.

Taxas de saúde e segurança por gênero* G4-LA6


2016 2017

Homens Mulheres Total Homens Mulheres Total

6,89 16,87 23,76 7,34 17,51 24,85


Taxa de lesões

1,12 4,78 5,9 1,35 3,29 4,64


Taxa de doenças ocupacionais

169 394 563 365 505 870


Total de dias perdidos

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


0,76 1,36 2,12 0,86 1,80 2,66
Taxa de absenteísmo**

Total de óbitos 0 0 0 0 0 0

* Todos os colaboradores estão alocados na Região Sudeste. Os terceiros não são contabilizados nas taxas de saúde e segurança
**As informações por gênero são estimadas com base no absenteísmo total.
1. A taxa de lesões considera desde lesões leves (no nível de primeiros socorros) até mais complexas.
2. A taxa de lesões consiste no somatório de acidentes com e sem afastamento (todas a unidades – incluindo trajeto) multiplicado por
1.000.000 e dividido pela soma das horas/homem trabalhadas totais de todas as unidades.
3. A taxa de doenças ocupacionais abrange os casos determinados pelo perito do INSS como espécie acidentária ou doença ocupacional e
também considera as horas/homem trabalhadas totais de todas as unidades.
4. O total de dias perdidos considera o somatório de acidentes com afastamento, incluindo trajeto, para todas as unidades.
5. As unidades abrangidas no indicador: Antônio Prudente, Tamandaré, Santo André e Morumbi. Contabilizamos somente nossos
colaboradores (trabalhadores = autônomos). Em relação à taxa de absenteísmo, analisamos o total (homens e mulheres), pois o sistema só
calcula este valor, sem segregação por sexo, além de que para efeitos de benchmarking, utiliza-se o valor total.

51
Marcos
Duarte, MD,
mestre, titular
da Imagem e
professor da
pós-graduação,
em sala de aula

PROGRAMA DE EXCELÊNCIA CAPACITAÇÃO DOS


DO CORPO CLÍNICO VOLUNTÁRIOS

O Programa promove a qualidade na as- Além dos colaboradores e integrantes do


sistência oncológica integrada, estimula o corpo clínico e equipe multiprofissional, os
desenvolvimento profissional contínuo e a 164 voluntários permanentes que atuam na
atuação coletiva equilibrada nos três pilares Instituição têm um papel fundamental no
de atuação. Reconhece que a excelência da atendimento de nossos pacientes e acom-
assistência com eficiência operacional é o panhantes. Em 2017, cerca de 100 voluntá-
motor da Instituição, mas é a integração com rios se reuniram para receber conhecimento
a pesquisa e o ensino que garante a evolução e aprimorar suas atividades em um Progra-
contínua do A.C.Camargo Cancer Center e ma de Capacitação e Aprimoramento que
daqueles que nele prestam seus serviços. abordou temas como Princípios Básicos no
Controle de Infecção Hospitalar, o Papel do
Por meio desse programa, a Instituição Voluntariado, NR 32, Segurança do Paciente
reconhece a dedicação, a excelência e a e Comunicação com Paciente e Familiar.
diversidade de atuação de seu corpo
clínico e multiprofissional.

Capital financeiro G4-DMA

O ano de 2017 foi desafiador para todo o atendimento integrado, reconhecido internacio-
setor de saúde no Brasil, que atravessou uma nalmente pela excelência e eficácia.
fase de instabilidade econômica, impactan-
do a obtenção de melhores resultados pelo Os investimentos totais englobaram, ainda,
sistema de saúde nacional. O A.C.Camargo projetos de infraestrutura como a nova su-
concentrou-se em buscar melhor equilíbrio bestação de energia, reformas e ampliações,
entre o custo e a efetividade dos tratamentos nova plataforma de sistemas de informação,
e o uso racional dos recursos. aquisição de novos equipamentos e rede-
senho e melhoria dos processos críticos
Os investimentos no Cancer Center seguiram operacionais em todos os setores e da
com foco na consolidação desse modelo de governança institucional.

52
Foi planejado novo conceito para remunera-
ção e relacionamento com planos de saúde,
com foco na oferta de serviços integrados,
tendência no setor de saúde, que traz mais Demonstrativo de valor
segurança, equilíbrio e eficiência na relação
de parceria e oferece mais previsibilidade
adicionado G4-EC1
de custo e ganho de competitividade para o
mercado.
Valor econômico Valor econômico
Por fim, a instituição vem aprimorando a direto gerado retido*
gestão de riscos e de controles internos (R$ mil)

GERAÇÃO DE VALOR
(R$ mil)
para fomentar a cultura de qualidade e se-
gurança do paciente, analisando a conformi-
dade com as práticas assistenciais e promo- 1.425.181 1.446.580
vendo a melhoria contínua de processos, 390.479
em linha com as diretrizes das certificações 323.370
de qualidade.

O sistema de controles institucionais do


A.C.Camargo está estruturado pela atuação
integrada e interdependente das áreas de
Compliance, Auditoria Interna e Controles
Internos, com a visão transversal da área de
2016 2017 2016 2017
Qualidade e Processos. Com o objetivo de
fortalecer a cultura de riscos, será estrutu- *Valor econômico direto gerado menos o valor econômico distribuído
rada em 2018 a área de Gestão de Riscos
para identificar, avaliar e monitorar os riscos
institucionais.

Investimentos da Números de 2017


Instituição relacionados ao
Planejamento estratégico R$ 1,3 bilhão
Receita líquida
(R$ milhões)
Crescimento de 1,1% A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017
40,4 | Subestação de energia em relação a 2016
7,6 | Plano de Regularização e Retrofit
R$ 229,4 milhões
6,7 | Obras de infraestrutura EBITDA
5,5 | Projeto: Novas unidades R$ 744,5 milhões
3,0 | Projeto: Novo software Valor adicionado

4,1 | Projeto: Infraestrutura de TI R$ 121,654 milhões


de custeio em procedimentos SUS
1,8 | Realocação de áreas administrativas (R$ 103.669 milhões em 2016)

53
Bruno Rodrigues
Alencar, analista de
suporte da área de T.I.,
no novo Data Center

Valor econômico distribuído (R$)

Custos operacionais Salários e benefícios Pagamentos a


de empregados provedores de capital

702.049
633.346 279.843 281.698
16.439 16.376

2016 2017 2016 2017 2016 2017

Pagamentos Investimentos Total


ao governo comunitários

1.433 121.654 1.123.211


1.405 1.034.702
103.669

2016 2017 2016 2017 2016 2017

54
Capital natural

O A.C.Camargo lançou em 2017 uma nova de prestar serviços aos seus pacientes e
plataforma de sustentabilidade, que defi- minimizar os impactos ambientais.
ne objetivos e planos de longo prazo para

GERAÇÃO DE VALOR
tópicos socioambientais e desafia a Institui- Os principais impactos negativos causados
ção a buscar soluções em campos como a pelas atividades do A.C.Camargo são liga-
eficiência energética, a gestão de resíduos e dos a aspectos ambientais de suas ope-
a construção de parcerias para o gerencia- rações. As ações de controle de impacto
mento dos impactos (leia mais em Sus- incluem gerenciamento de resíduos hospi-
tentabilidade, p.19). A nova diretriz indica talares e uso consciente de recursos como
iniciativas que reforçam o propósito e os água e energia, além de ações alinhadas a
valores do A.C.Camargo, em um modelo de diretrizes da certificação ISO 14001. G4-EC2
uso racional dos recursos e otimização de
processos. Um tema estratégico dentro da Além de já atender à versão da Norma
gestão e do planejamento de longo prazo ABNT ISO 14001:2004, em 2017, a equipe
da Instituição. de auditoria externa recomendou a migra-
ção do Sistema de Gestão Ambiental da
Aspectos como a gestão da água – tanto Fundação Antônio Prudente - A.C.Camargo
com relação à redução de consumo total Cancer Center para a nova versão da Nor-
quanto à busca pela reutilização e recicla- ma ABNT NBR ISO 14001:2015. G4-SO2
gem do recurso – o controle de resíduos e a
eficiência energética compõem os impactos
naturais de uma instituição com o porte do
A.C.Camargo. Por meio de seu pilar ambien- Atenta às oportunidades
tal, a Plataforma de Sustentabilidade guiará de ampliar a eficiência no
os investimentos e projetos para incrementar
a eficiência e buscar rotas de inovação em uso de recursos naturais, a
equipamentos, processos e tecnologias. O Instituição adota padrões
objetivo é aprimorar e ampliar e o modo
responsável com que opera e o seu com- internacionais em seus
promisso com modelos mais ecoeficientes sistemas de gestão ambiental

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017

Líder de Higiene e
Limpeza, Silvano
Naoto Kageyama
utiliza carinho
elétrico para
transportar resíduos

55
Engenheiro Antônio
Hernandes na
subestação de
energia

EFICIÊNCIA ENERGÉTICA G4-EC2


Consumo de energia dentro
Em linha com o planejamento estratégico, da organização* (GJ) G4-EN3
foi instalada em 2017 uma nova Central
Energética que vai contribuir para uma
melhor segurança e qualidade no abaste-
cimento de energia para todo o complexo
A.C.Camargo. A central entrou em operação
em agosto na unidade Antônio Prudente. 73.500,95 69.683,08
65.906,48
Em paralelo, foi realizada uma avaliação de
matriz energética dos principais sistemas de
aquecimento dos chuveiros, que resultou na
mudança do sistema elétrico para a gás, tra-
zendo ganho energético. Na matriz, mais de
2.700 lâmpadas fluorescentes foram substi-
tuídas por modelos LED.

Outra iniciativa envolveu o mapeamento 2015 2016 2017


de uso do ar-condicionado, do sistema de * Os valores contemplam somente consumo
iluminação e de equipamentos no período energético por meio de empresa concessionária
de energia elétrica.
da noite. Desde o início de 2017, um fiscal
faz a ronda pela matriz e identifica pontos
em que não há a necessidade do uso do
ar-condicionado ou há luzes ligadas que

5,5%
podem ser apagadas, por exemplo. Em
complemento, a central de água gelada, que
resfria a água para abastecer os aparelhos
de ar-condicionado, foi reprogramada para
temperaturas mais adequadas para os dias
frios, reduzindo o consumo de energia. de queda no
Em 2017, houve redução de consumo em
consumo de energia
comparação ao ano anterior em 5,5%.

56
Total de água retirada por fonte (m3)* G4-EN8
Água G4-EN8
Concessionária/empresa de abastecimento

Em 2017, houve redução de consumo em 132.224 136.545 133.430


comparação ao ano anterior em 2%. Foram
instalados redutores de pressão em todos
os chuveiros, além de arejadores de tornei-
ras, para reduzir o consumo de água. Como
medida preventiva, foi feito um mapeamento
geral para identificar possíveis vazamentos, e

GERAÇÃO DE VALOR
não foi detectado nenhum escape.

Também foi mantida a utilização de água de


reúso, com dois reservatórios para a Unidade 2015 2016 2017
Tamandaré, um para o Centro Internacional de *Os valores não contemplam eventual consumo de água de reúso.
Pesquisa (CIPE) e outro para a Unidade Antônio
Prudente. Estes reservatórios são responsáveis
pelo abastecimento com água de reúso das
atividades menos nobres, como lavagem de GESTÃO DE RESÍDUOS G4-EN23
piso e jardinagem. A ampliação destes reserva-
tórios contribui para melhorar a gestão hídrica Todos os resíduos perigosos (químicos e infectan-
e reduzir o consumo de água potável. tes) são destinados e tratados pelas diretrizes do
município de São Paulo, que possui responsabi-
Foi realizado estudo para avaliar a possi- lidade no tratamento de materiais. Já os resíduos
bilidade de alteração do sistema de água não perigosos foram destinados pela Instituição,
potável para água de reúso em todo o de acordo com as empresas de destinação de
complexo. Toda a estrutura básica para resíduos e aterros homologados pela prefeitura.
captação de água está planejada, e a inicia-
tiva deverá ser implantada em 2018. Os resíduos perigosos tiveram aumento por
conta de melhorias no processo de coleta de
resíduo infectante, com maior acompanhamento
da liderança nas coletas e consequentemente
mais precisão no dado informado.

Resíduos não perigosos (em toneladas)*


2015 2016 2017 Tipo de resíduos

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


Papel, plástico, metal
Reciclagem 357 352 307
e demais recicláveis
Resíduos sanitários, orgânicos
Aterro sanitário 810 815 805
e não recicláveis
Total 1.167 1.167 1.112

Resíduos perigosos (em toneladas)*


Resíduos médicos, quimioterápico
Incineração 108 118 110
e reagentes sólidos
Eletro Termo Desativação 855 917 982 Resíduos infectantes
Cremação 2 2 Peças anatômicas
Total 963 1.037 1.095
Resíduos perigosos (em m )* 3

Incineração 17 18 15 Reagentes líquidos


* Unidades no escopo: Antônio Prudente e Tamandaré.

57
Ludmilla Chinen, doutora,
mestre e pesquisadora,
analisa dados de células
tumorais circulantes

58
Relato G4-17, G4-18, G4-28, G4-30, G4-31, G4-32

Documento relata a contribuição


da Instituição para a oncologia no
Brasil e para a sociedade

RELATO
Em sua sétima edição baseada nas diretrizes Os indicadores e dados abrangem o período
da Global Reporting Initiative (GRI), o Rela- de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2017
tório de Sustentabilidade do A.C.Camargo e respondem aos temas de maior relevância
Cancer Center apresenta os principais indi- do A.C.Camargo, identificados em processo
cadores, projetos e iniciativas que sintetizam de materialidade e também tratados em sua
o ano de 2017 em aspectos financeiros e recém-construída Plataforma de Sustentabi-
não financeiros. lidade (leia mais na p.19). Este relato também
adota, adicionalmente aos indicadores pró-
O documento, baseado na versão G4 das prios da Instituição e àqueles requeridos na
Diretrizes GRI, também marca um primeiro metodologia GRI, indicadores propostos pela
esforço da organização para alinhar-se às Sustainability Accounting Standards Board
diretrizes do International Integrated Reporting (SASB), organização não governamental que
Council (IIRC), entidade que dissemina diretri- busca estabelecer padrões para contabilidade
zes de integração de informação financeira e de questões críticas de sustentabilidade.
não financeira na comunicação de resultados
de organizações. As demonstrações financeiras abrangem

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


a totalidade das operações da Fundação
O conteúdo apresentado foi estruturado Antônio Prudente; baseiam-se nos padrões
a fim de detalhar a evolução da implan- de divulgação brasileiros e nas International
tação do modelo Cancer Center, tópicos Financial Reporting Standards (IFRS). Todos
do planejamento estratégico e os resulta- os indicadores foram submetidos a verifica-
dos de geração de valor em relação aos ção externa independente.
capitais acessados e transformados pela
Instituição: intelectual (essencialmente por Quaisquer apontamentos, dúvidas e suges-
meio das frentes de ensino, pesquisa e tões sobre as informações aqui apresentadas
inovação); humano (colaboradores e cor- podem ser encaminhados por e-mail para
po clínico); social (relacionamentos com [email protected].
pacientes, instituições e sociedade); finan-
ceiro (acesso a recursos, investimentos e
desempenho econômico-financeiro); e
natural (recursos naturais, com ênfase em
água, energia e resíduos).

59
Sumário de conteúdo da GRI

Conteúdos padrão Informações sobre a forma de Verificação


Página/resposta Omissão
gerais / descrição gestão e indicadores/descrição externa
CONTEÚDOS PADRÃO GERAIS
Estratégia e
G4-1 Mensagem do presidente Pg. 4 Sim, p. 67
análise
G4-2 Descrição dos principais
Pg. 4
impactos, riscos e oportunidades
Perfil
G4-3 Nome da organização A.C.Camargo Cancer Center
organizacional
G4-4 Principais marcas, produtos Tratamento multidisciplinar Integrado:
e/ou serviços Diagnóstico, Tratamento, Ensino, Pesquisa

G4-5 Localização da sede da


São Paulo (SP)
organização

G4-6 Países onde estão as


principais unidades de operação
ou as mais relevantes para os Brasil.
aspectos da sustentabilidade do
relatório

G4-7 Tipo e natureza jurídica da


Fundação privada, sem fins lucrativos
propriedade

G4-8 Mercados em que a


Pg. 18
organização atua

G4-9 Porte da organização Pg. 6 Sim, p. 67

G4-10 Perfil dos empregados


Pg. 45 Sim, p. 67
UNGC

G4-11 Percentual de empregados


cobertos por acordos de 100%
negociação coletiva UNGC

3.726 fornecedores ativos (cadastrados e


reavaliados em 2016/2017, com os quais há
G4-12 Descrição da cadeia de
transações financeiras). Total de pagamentos Sim, p. 67
fornecedores da organização
de mais de R$ 591 milhões (transações em
território nacional).

G4-13 Mudanças significativas


em relação a porte, estrutura,
Não houve alteração significativa.
participação acionária e cadeia de
fornecedores

O A.C.Camargo Cancer Center utiliza em


G4-14 Descrição sobre como a
seus tratamentos oncológicos somente
organização adota a abordagem
técnicas e recursos autorizados e
ou princípio da precaução
cientificamente comprovados.

G4-15 Cartas, princípios ou


outras iniciativas desenvolvidas Pg. 20
externamente

60
Conteúdos padrão Informações sobre a forma de Verificação
Página/resposta Omissão
gerais / descrição gestão e indicadores/descrição externa

−− SBCO - Sociedade Brasileira de


Cirurgia Oncológica
−− FEHOSP - Federação de
Hospitais de São Paulo
−− FNQ - Fundação Nacional da
Qualidade
−− ABIFICC - Associação Brasileira
de Instituições Filantrópicas de
G4-16 Participação em Combate ao Câncer
associações e organizações −− ANAHP - Associação Nacional de
Hospitais Privados
−− APF - Associação Paulista de
Fundações
−− IBGC - Instituto Brasileiro de
Governança Corporativa
−− UICC - Union for International
Cancer Control
−− MD Anderson Cancer Center

G4-17 Entidades incluídas nas


Aspectos
demonstrações financeiras
materiais
consolidadas Pg. 59
identificados
e entidades não cobertas pelo
e limites
relatório

G4-18 Processo de definição do


Pg. 59

RELATO
conteúdo do relatório

G4-19 Lista dos


Pg. 21
temas materiais

G4-20 Limite, dentro


da organização, de Pg. 21
cada aspecto material

G4-21 Limite, fora


da organização, de Pg. 21
cada aspecto material

G4-22 Reformulações de
informações fornecidas em Não houve.
relatórios anteriores

G4-23 Alterações significativas


de escopo e limites de aspectos
Não houve.
materiais em relação a relatórios
anteriores

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


G4-24 Lista de grupos de Em 2015, a consulta incluiu 12
Engajamento de
stakeholders engajados pela
stakeholders organização
representantes da alta liderança e
stakeholders diversos (operadoras,
concorrentes, fornecedores, poder público e
G4-25 Base usada para a especialistas), além de pesquisa online com
identificação e seleção de mais de 1,7 mil pessoas.
stakeholders para engajamento Mais informações: www.accamargo.org.br/
files/Arquivos/accamargors2015 (p. 70)

G4-26 Abordagem para envolver


Pg. 20
os stakeholders

G4-27 Principais tópicos e


preocupações levantadas durante
Pg. 20, 21
o engajamento, por grupo de
stakeholders

G4-28 Período coberto pelo


Perfil do relatório Pg. 59
relatório

G4-29 Data do relatório anterior


2016.
mais recente

61
Conteúdos padrão Informações sobre a forma de Verificação
Página/resposta Omissão
gerais / descrição gestão e indicadores/descrição externa

G4-30 Ciclo de emissão de


Anual.
relatórios

G4-31 Contato para perguntas


Pg. 59
sobre o relatório ou seu conteúdo

G4-32 Opção da aplicação


das diretrizes e localização da Pg. 59
tabela GRI

G4-33 Política e prática atual


relativa à busca de verificação Pg. 67
externa para o relatório

G4-34 Estrutura de governança


Governança Pg. 10
da organização

O Conselho se reúne pelo menos cinco vezes


G4-35 Processo de delegação do ao ano, além de reunir-se eventualmente
mais alto órgão de governança com a Diretoria Estatutária e os
Sim, p. 67
para tópicos econômicos, superintendentes para o acompanhamento
ambientais e sociais de aspectos econômicos, ambientais e
sociais.

G4-36 Cargos e funções


executivas responsáveis pelos
Superintendência Geral.
tópicos econômicos, ambientais
e sociais

G4-37 Processos de consulta


entre stakeholders e o mais
Não há participação direta de stakeholders
alto órgão de governança em
em relação a tais temas.
relação aos tópicos econômicos,
ambientais e sociais

Conselho Curador: seis membros


independentes sem funções executivas; homens
com idades entre 62 e 79 anos; um médico, dois
economistas, um engenheiro, um administrador
e um advogado; mandatos intercalados de três
anos.
Comitê de Auditoria e Riscos: três membros,
sendo um Conselheiro e dois membros não
conselheiros (um externo e um independente),
com reconhecida capacidade e experiência nos
temas; 2 homens e 1 mulher, com idades entre
62 e 64 anos.

G4-38 Composição do mais Comitê de Estratégia e Governança: três


alto órgão de governança membros homens, todos conselheiros com
e dos seus comitês idades entre 62 e 79 anos.
Comitê de Remuneração e Sucessão: três
membros, sendo um conselheiro e dois diretores
estatutários; dois homens e uma mulher, com
idades entre 62 e 79 anos.
Comitê Institucional de Ética: quatro
membros, sendo um diretor estatutário, um
superintendente geral, um diretor clínico e um
enfermeiro; dois homens e duas mulheres.
Scientific Advisory Board: cinco membros,
todos cientistas internacionais com reconhecida
capacidade e experiência nos temas; três
homens e duas mulheres.

G4-39 Presidente do mais alto O presidente do Conselho não ocupa função


órgão de governança executiva.

62
Conteúdos padrão Informações sobre a forma de Verificação
Página/resposta Omissão
gerais / descrição gestão e indicadores/descrição externa

Membros do Conselho Curador são


escolhidos entre nomes de comprovada
G4-40 Critérios de seleção e
idoneidade em uma análise que inclui
processos de nomeação para o
formação, atuação, experiência e
mais alto órgão de governança e
disponibilidade, além de conhecimentos
seus comitês
relacionados a tópicos econômicos,
ambientais e sociais.

O Código de Conduta estabelece diretrizes


de conduta esperada dos colaboradores,
de modo a prevenir conflitos de interesse,
vedando, entre outras questões, a relação
G4-41 Processos de prevenção
cruzada com fornecedores. Questões de
e administração de conflitos de
conflito potencial ou real são analisadas pelo
interesse
Comitê Institucional de Ética. A Instituição
também se submete à Curadoria de
Fundações do Ministério Público do Estado
de São Paulo.

G4-42 Papel do mais alto órgão


O Conselho Curador define as estratégias, as
de governança e dos executivos
políticas e as metas relacionadas a impactos
na definição de políticas e metas
econômicos, ambientais e sociais.
de gerenciamento de impactos

O Conselho se reúne pelo menos cinco vezes

RELATO
ao ano. Alguns de seus integrantes compõem
G4-43 Medidas tomadas para os comitês de assessoramento do Conselho
aprimorar o conhecimento do e supervisionam esses temas em conjunto
mais alto órgão de governança com a Diretoria e a Superintendência.
sobre tópicos econômicos, Adicionalmente, o Conselho Curador recebe
ambientais e sociais relatórios trimestrais com o desempenho da
Instituição em diversos indicadores, inclusive
econômicos, ambientais e sociais.

Como parte da revisão da estrutura de


G4-44 Processos de
governança, iniciada em 2015, o processo
autoavaliação do desempenho do
de avaliação do Conselho Curador está em
mais alto órgão de governança
discussão com a presidência do órgão.

O Conselho Curador é responsável


G4-45 Responsabilidades pela pela definição das políticas econômicas,
implementação das políticas ambientais e sociais, contando Sim, p. 67
econômicas, ambientais e sociais eventualmente com apoio de
consultorias externas.

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


G4-46 Papel da governança na
análise da eficácia dos processos
de gestão de risco da organização O Conselho, a Diretoria Estatutária e os
para temas superintendentes se reúnem periodicamente
para direcionamento das estratégias e
G4-47 Frequência com que o acompanham o negócio e os temas sociais,
mais alto órgão de governança ambientais e econômicos.
analisa impactos, riscos e
oportunidades

G4-48 Mais alto responsável


por aprovar formalmente o
relatório de sustentabilidade e Conselho Curador.
garantir a cobertura de todos os
aspectos materiais

O acesso dos públicos aos órgãos de


governança acontece por meio de diferentes
G4-49 Processo adotado
canais (site institucional, mídias sociais, Canal
para comunicar preocupações
do Colaborador, Serviço de Apoio ao Cliente,
críticas ao mais alto órgão de
Canal de Ouvidoria do Cliente e Canal de
governança
Conduta), além da Secretaria Municipal de
Saúde, gestor local do SUS.

63
Conteúdos padrão Informações sobre a forma de Verificação
Página/resposta Omissão
gerais / descrição gestão e indicadores/descrição externa

Em 2017, foram comunicadas 14


G4-50 Natureza e número preocupações críticas ao mais alto órgão
total de preocupações críticas de governança, sobre temas como modelo
comunicadas ao mais alto órgão de filantropia da Instituição, contratação
de governança e soluções de novos sistemas de gestão hospitalar
adotadas e corporativa, política de remuneração e
sucessão do Conselho Curador.

O Conselho Curador e a Diretoria Estatutária


G4-51 Relação entre a atuam de forma voluntária, sem qualquer
remuneração e o desempenho remuneração. A gestão executiva recebe
da organização, incluindo social e remuneração fixa e variável de acordo com
ambiental parâmetros de mercado avaliados com apoio
de consultoria especializada.

O Comitê de Remuneração e Sucessão


e o Comitê Executivo de Recursos
G4-52 Participação de
Humanos discutem assuntos relacionados
consultores (internos e
à remuneração e à gestão de recursos
independentes) na determinação
humanos. O processo de definição salarial
de remunerações
tem como base a metodologia de pontos,
aplicada com apoio de consultoria externa.

O Comitê de Remuneração e Sucessão


G4-53 Consultas a stakeholders
e o Comitê Executivo de Recursos
sobre remuneração e sua
Humanos discutem assuntos relacionados
aplicação nas políticas da
à remuneração e à gestão de recursos
organização
humanos.

G4-54 Relação proporcional 46,87 vezes, incluindo salário, insalubridade,


entre o maior salário e a média gratificações, adicional por tempo de serviço,
geral da organização, por país adicional noturno e benefícios.

A proporção entre o aumento percentual da


G4-55 Relação proporcional entre
remuneração total anual do indivíduo mais
o aumento do maior salário e o
bem pago da organização equivale a 67% do
aumento médio da organização,
aumento percentual médio da remuneração
por país
anual total de todos os empregados.

G4-56 Valores, princípios,


Ética e Pg. 13
padrões e normas de
integridade Propósito, Valores e Código de Conduta
comportamento da organização

Canal de Ouvidoria do cliente, que recebe


manifestações e reclamações de pacientes,
G4-57 Mecanismos internos e acompanhantes e terceiros relacionadas à
externos de orientação sobre operação da Instituição; e Canal de Conduta, Sim, p. 67
ética e conformidade aberto a todos os stakeholders, que
recebe manifestações relacionadas ao não
cumprimento do Código de Conduta.

As denúncias são feitas por canais


G4-58 Mecanismos internos
gerenciados pelo time de Compliance.
e externos para comunicar
Há, ainda, a Política de Recebimento e
preocupações sobre
Tratamento de Manifestações no Canal de
comportamentos não éticos
Conduta, que disciplina a questão.

64
Conteúdos padrão Informações sobre a forma de Verificação
Página/resposta Omissão
gerais / descrição gestão e indicadores/descrição externa
CONTEÚDOS PADRÃO ESPECÍFICOS
Categoria econômica
Desempenho G4-DMA Forma de gestão Pg. 52
econômico UNGC
G4-EC1 Valor econômico direto
Pg. 53
gerado e distribuído
O A.C.Camargo está atento às mudanças
climáticas e busca minimizar os impactos
G4-EC2 Implicações financeiras
diretos de sua operação por meio de
e outros riscos e oportunidades
política interna de descarte de resíduos e
decorrentes de mudanças
consumo consciente dos recursos naturais.
climáticas
Também desenvolveu uma nova plataforma
de sustentabilidade (veja nas págs. 55 e 56).

O A.C.Carmargo oferece um plano


de pensão de contribuição definida
de participação voluntária, com duas
modalidades: Plano Gerador de Benefício
G4-EC3 Cobertura das
Livre (PGBL) e Vida Gerador de Benefício
obrigações no plano de pensão
Livre (VGBL). O valor da contribuição mensal
de benefício
descontada em folha é fixo, equivalente a 5%
do salário. Em contrapartida, o A.C.Camargo
efetua contribuição mensal correspondente
a 3% do valor do salário do funcionário.
G4-EC4 Ajuda financeira

RELATO
Pg. 28 Sim, p. 67
significativa recebida do governo
Impactos
G4-DMA Forma de gestão Pg. 24
econômicos
indiretos
G4-EC7 Impacto de
investimentos em infraestrutura
Pg. 28 Sim, p. 67
oferecidos para benefício
público
G4-EC8 Descrição de impactos
Pg. 33 Sim, p. 67
econômicos indiretos significativos
Categoria social – práticas trabalhistas e trabalho decente UNGC
Emprego G4-DMA Forma de gestão Pg. 44
G4-LA1 Número total e taxas de
novas contratações e rotatividade Pg. 45
de empregados
G4-LA2 Comparação entre
benefícios a empregados de Pg. 50

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


tempo integral e temporários
G4-LA3 Taxas de retorno ao
trabalho e retenção após uma Pg. 45
licença-maternidade/paternidade
Saúde e segurança G4-DMA Forma de gestão Pg. 50
no trabalho
G4-LA5 Percentual dos
empregados representados em
Pg. 50
comitês formais de segurança e
saúde
G4-LA6 Taxas de lesões,
doenças ocupacionais e dias Pg. 51 Sim, p. 67
perdidos
G4-LA7 Empregados com alta
incidência ou alto risco de doenças Pg. 51 Sim, p. 67
relacionadas à sua ocupação
G4-LA8 Temas relativos à saúde
Acordos contemplam fornecimento de
e à segurança cobertos por
Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
acordos formais com sindicatos

Treinamento e
G4-DMA Forma de gestão Pg. 44
educação

65
Conteúdos padrão Informações sobre a forma de Verificação
Página/resposta Omissão
gerais / descrição gestão e indicadores/descrição externa
G4-LA9 Média de horas de
Pg. 45 Sim, p. 67
treinamento por ano
G4-LA10 Programas para A Instituição não possui programas para
gestão de competências e gestão de competências e aprendizagem
aprendizagem contínua contínua.
G4-LA11 Percentual de
empregados que recebem Em 2017, o percentual foi de 92%.
análises de desempenho
Categoria social – direitos humanos UNGC

Práticas de G4-DMA Forma de gestão Pg. 20


segurança
G4-HR7 Percentual do pessoal
O A.C.Camargo não realiza treinamentos com
de segurança treinado em
pessoal de segurança, pois se trata de um
políticas ou procedimentos
serviço realizado por empresa terceirizada.
relativos a direitos humanos
Categoria social – sociedade

Comunidades G4-DMA Forma de gestão Pg. 42


locais UNGC
G4-SO1 Percentual de operações
com programas de engajamento
Pg. 42 Sim, p. 67
da comunidade local, avaliação de
impactos e desenvolvimento local
G4-SO2 Operações com
impactos negativos significativos,
Pg. 55
reais e potenciais, nas
comunidades locais
Políticas públicas G4-DMA Forma de gestão Pg. 10
UNGC
G4-SO6 Valor total de
contribuições para partidos O A.C.Camargo Cancer Center não faz
Sim, p. 67
políticos e políticos, discriminado contribuição a partidos políticos.
por país e destinatário/beneficiário
Categoria social – responsabilidade pelo produto

Saúde e segurança G4-DMA Forma de gestão Pg. 38


do cliente
G4-PR1 Avaliação de impactos na
saúde e segurança durante o ciclo Pg. 38
de vida de produtos e serviços
G4-PR2 Não conformidades Não foi identificado nenhum caso de não
relacionadas aos impactos conformidade com regulamentos e com Sim, p. 67
causados por produtos e serviços códigos voluntários.

Rotulagem G4-DMA Forma de gestão Pg. 41


de produtos e
serviços Indicador não
reportado.
G4-PR3 Tipo de informação sobre Conteúdo não
produtos e serviços exigido por – aplicável, pois não
procedimentos de rotulagem há exigência de
informações ou
rotulagem.

Indicador não
reportado.
G4-PR4 Não conformidades Conteúdo não
relacionadas à rotulagem de – aplicável, pois
produtos e serviços não há exigência
de informações
ou rotulagem.
G4-PR5 Resultados de
pesquisas medindo a satisfação Pg. 41 Sim, p. 67
do cliente

Obs. 1: UNGC – Aspectos/dimensões que possuem conexão com os Dez Princípios do Pacto Global, das Nações Unidas.
Obs. 2: Apesar de não serem considerados materiais, os indicadores G4-EN3, G4-EN8 e G4-EN23 foram reportados. Os três indicadores foram auditados
e podem ser localizados nas páginas 56 e 57.

66
Relatório de asseguração limitada
dos auditores independentes sobre
as informações de sustentabilidade
constantes no Relatório de
Sustentabilidade 2017 G4-33

Aos Conselheiros e Diretores


Fundação Antônio Prudente
São Paulo-SP

Introdução

RELATO
Fomos contratados pela Fundação Antônio Asseguração Diferente de Auditoria e Revisão,
Prudente para apresentar nosso relatório de também emitida pelo CFC, que é equivalente
asseguração limitada sobre a compilação das à norma internacional ISAE 3000 - Assurance
informações relacionadas com sustentabili- engagements other than audits or reviews
dade constantes no Relatório de Sustentabi- of historical financial information, emitida
lidade 2017 do A.C.Camargo Cancer Center, pelo IAASB - International Auditing and
relativas ao exercício findo em 31 de dezem- Assurance Standards Board. Essas nor-
bro de 2017. mas requerem o cumprimento de exigências
éticas, incluindo requisitos de independên-
Responsabilidades da administração cia, e que o trabalho seja executado com o
da Fundação objetivo de obter segurança limitada de que
as informações constantes no Relatório de
A administração do A.C.Camargo Cancer Sustentabilidade 2017, tomadas em conjunto,
Center é responsável pela elaboração e estão livres de distorções relevantes.
adequada apresentação das informações
constantes no Relatório de Sustentabilidade Um trabalho de asseguração limitada condu-
2017, de acordo com as diretrizes do Global zido de acordo com a NBC TO 3000 e a ISAE

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


Reporting Initiative (GRI-G4) e pelos con- 3000 consiste, principalmente, em indagações
troles internos que ela determinou como à administração e a outros profissionais da
necessários para permitir a elaboração des- Fundação que estão envolvidos na elabora-
sas informações livres de distorção relevante, ção das informações, assim como na aplica-
independentemente se causada por fraude ção de procedimentos analíticos para obter
ou erro. evidência que possibilite concluir na forma
de asseguração limitada sobre as informa-
Responsabilidade dos auditores ções tomadas em conjunto. Um trabalho de
independentes asseguração limitada requer, também, a exe-
cução de procedimentos adicionais, quando
Nossa responsabilidade é expressar con- o auditor independente toma conhecimento
clusão sobre as informações constantes de assuntos que o leve a acreditar que as
no Relatório de Sustentabilidade 2017, com informações, tomadas em conjunto, podem
base no trabalho de asseguração limitada apresentar distorções relevantes.
conduzido de acordo com o Comunicado
Técnico CTO 01 – “Emissão de Relatório de Os procedimentos selecionados basearam-
Asseguração Relacionado com Sustentabili- -se na nossa compreensão dos aspectos
dade e Responsabilidade Social”, emitido pelo relativos à compilação e apresentação das
Conselho Federal de Contabilidade – CFC, informações constantes no Relatório de Sus-
com base na NBC TO 3000 - Trabalhos de tentabilidade 2017, de outras circunstâncias

67
do trabalho e da nossa consideração sobre sobre as informações constantes no Relatório
áreas em que distorções relevantes poderiam de Sustentabilidade 2017. Consequentemente,
existir. Os procedimentos compreenderam: não nos possibilitam obter segurança razoá-
vel de que tomamos conhecimento de todos
• (a) o planejamento dos trabalhos, con- os assuntos que seriam identificados em um
siderando a relevância, o volume de trabalho de asseguração que tem por objeti-
informações quantitativas e qualitativas e vo emitir uma opinião. Caso tivéssemos exe-
os sistemas operacionais e de controles cutado um trabalho com o objetivo de emitir
internos que serviram de base para a uma opinião, poderíamos ter identificado
elaboração das informações constantes outros assuntos e eventuais distorções que
no Relatório de Sustentabilidade 2017 do podem existir nas informações constantes
A.C.Camargo Cancer Center; no Relatório de Sustentabilidade 2017. Dessa
• (b) o entendimento da metodologia de forma, não expressamos uma opinião sobre
cálculos e dos procedimentos para a essas informações.
compilação dos indicadores mediante
entrevistas com os gestores responsáveis Os dados não financeiros estão sujeitos a
pela elaboração das informações; mais limitações inerentes do que os dados
• (c) aplicação de procedimentos analíti- financeiros, dada a natureza e a diversidade
cos sobre as informações quantitativas e dos métodos utilizados para determinar, cal-
indagações sobre as informações qualita- cular ou estimar esses dados. Interpretações
tivas e sua correlação com os indicadores qualitativas de materialidade, relevância e pre-
divulgados nas informações constantes no cisão dos dados estão sujeitos a pressupos-
Relatório de Sustentabilidade 2017; tos individuais e a julgamentos. Além disso,
• (d) confronto dos indicadores de natureza não realizamos nenhum trabalho em dados
financeira com as demonstrações finan- informados para os períodos anteriores, nem
ceiras e/ou os registros contábeis. em relação a projeções futuras e metas.

Conclusão
Os trabalhos de asseguração limitada com-
preenderam, também, a aplicação de pro- Com base nos procedimentos realizados,
cedimentos quanto à aderência às diretrizes descritos neste relatório, nada chegou ao nos-
do Global Reporting Initiative (GRI-G4) so conhecimento que nos leve a acreditar que
aplicáveis na compilação das informações de as informações constantes no Relatório de
sustentabilidade constantes no Relatório de Sustentabilidade 2017 da Fundação Antônio
Sustentabilidade 2017. Prudente não foram compiladas, em todos os
aspectos relevantes, de acordo com as diretri-
Acreditamos que a evidência obtida em zes do Global Reporting Initiative (GRI-G4).
nosso trabalho é suficiente e apropriada
para fundamentar nossa conclusão na São Paulo, 15 de junho de 2018
forma limitada.
PricewaterhouseCoopers
Alcance e limitações Contadores Públicos Ltda.
CRC 2SP023173/O-4
Os procedimentos aplicados em um trabalho
de asseguração limitada são substancialmen-
te menos extensos do que aqueles aplicados Eliane Kihara
em um trabalho de asseguração razoável, Contador CRC CRC 1SP212496/O-5
que tem por objetivo emitir uma opinião

68
Anexos
Corpo clínico e equipe multiprofissional
Dados de 31/12/2017

ANATOMIA PATOLÓGICA Mariana Frid Figueiredo Rossi


Antônio Geraldo do Nascimento Marina Cardoso Machado Paiva
Antônio Hugo José Fróes Marques Campos Martin Carnaghi
Camila Destefani Maurício Valentini de Melo
Clóvis Antônio Lopes Pinto Mauro Mauro
Cynthia Aparecida Bueno deToledo Osório Michael Madeira de La Cruz Quezada
Felipe D’almeida Costa Milton Mitsuyoshi Ito
Graziele Bovolim Mírian Gomes Barcelos
Isabela Werneck da Cunha Nara Yamane dos Santos
José Vassallo Nathalie Izumi Iritsu
Karina Maria Elias Nilton Pinto Sanchez Junior
Louise de Brot Andrade Pablo Vinicio Tomaz Galvão
Maria Dirlei Ferreira de Souza Begnami Paulo Jundo Oyama
Mariana Andozia Morini Matushita Paulo Rodrigues Andrade
Mariana Petaccia de Macedo Rodolfo Silva de Martino
Marina de Brot Andrade Ronaldo Antônio da Silva
Mauro Tadeu Ajaj Saieg Servio Broca
Rute Facchini Lellis Simone Helena Derzi dos Santos
Stephania Martins Bezerra Simone Pecorali Leite
Vinicius Monteiro Arantes
ANESTESIOLOGIA
Adriana Mayumi Handa AUDIOLOGIA
Adriano Carbonieri Bredis Christiane Schultz
Alessandra Bittencourt de Oliveira Maria Valéria Schmidt Goffi Gomez
Alex Madeira Vieira Patrícia Helena Pecora Liberman
Aline Yuri Chibana
Ana Alice Sant’anna Nunes BANCO DE SANGUE
Ana Claudia Vaz Tostes Lima Marcos Paulo Colella
André Sarlo Marina Pereira Colella
Andréa de Carvalho Knabe Patricia Nalin de Lucena

ANEXOS
Armando José Paiva Pedroso Ramos Rafael Colella
Bruno Carvalho Deliberato Rafaela Guerra Maciel
Bruno Zacchi Sandra Satoe Kayano
Camila de Souza Hagui
Carolina Paiva Akamine CARDIOLOGIA/RITMOLOGIA
Christian Michael Miklos Sérgio Clemente Cervone
Daniel Bruno Gilio
Daniel Correa Helfer CENTRAL DE DOR

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


Deborah Soma Alexandro Roberto Galassi
Denise Moroto Diego Daibert Salomão de Campos
Eduardo Guilherme Leite José Oswaldo de Oliveira Junior
Eduardo Henrique Giroud Joaquim Rafael Figueiredo Pontes
Eduardo Sakai Rafaela Queiroz Monteiro de Rezende
Eliza Higa Sandra Caires Serrano
Eliza Sanae Takahata
Elton Shinji Onari CIRURGIA ABDOMINAL
Fernando Henrique Maeda Alessandro Landskron Diniz
Filipe Isper Rodrigues Meireles da Fonseca André Luis de Godoy
Franco Yasuhiro Ito Carlos Felipe Bernardes Silva
Giane Nakamura Evandra Cristina Vieira da Rocha
Jordana Danta de Oliveira Lira Felipe José Fernández Coimbra
Jorge Kiyoshi Mitsunaga Junior Heber Salvador de Castro Ribeiro
José Mauro Vieira dos Reis Igor Correia de Farias
José Orestes Prati João Luiz Rodrigues de Farias
Karina Gordon Valdinélia Bomfim Barban Sposeto
Luis Eduardo Silveira Martins Wilson Luiz da Costa Junior
Luiz Antônio Mondadori
Marcelo Souza Xavier CIRURGIA CARDIOVASCULAR
Marcelo Sperandio Ramos Carolina Baeta Neves Duarte Ferreira
Marcelo Tabary de Oliveira Carlucci Diego Felipe Gaia dos Santos
Marcio Luis Nakamoto João Roberto Breda
Maria Lucia Steula Marcus Vinícius Gimenes
Mariana Cecilia Ramirez Zamorano Nilton José Carneiro da Silva
Mariana Elisa Pinto de Lorenzo Silvia Claudia dos Santos
Mariana Fontes Lima Neville

69
CIRURGIA DE CABEÇA E PESCOÇO Ana Carolina Anacleto Falcão
André Ywata de Carvalho Ana Carolina Cassis Serra Netto
Catarina Robert André Henares Campos Silva
Dov Charles Goldenberg Camila Nassif Martins Ferreira
Genival Barbosa de Carvalho Carla Pires Amaro
Hugo Fontan Kohler Carolina Barauna Assumpção
João Gonçalves Filho Caroline Crudeli Sclearuc Haiashi
José Carlos Marques de Faria Daniella Dantas Amaral
José Guilherme Vartanian Deise Uema
José Magrin Diogo de Brito Sales
José Ricardo Gurgel Testa Eduardo Ernesto Riegel
Juliana Antôniolli Duarte Elizete Aparecida da Silva Negreiros
Ludmila Vidoretti Magrim Fabiana Picoli da Cunha
Luiz Paulo Kowalski Felipe Faganelli Caboclo dos Santos
Mauro Kasuo Ikeda Fernando Simionato Perrotta
Mônica Lúcia Rodrigues Flávio Augusto Ismael Pinto
Paula Angélica Lorenzon Silveira Gabriel Oliveira de Souza
Renan Bezerra Lira Gilnara Fontinelle Silva
Rita Narikawa Gilvane Honorio Torres
Ronaldo Nunes Toledo Glaucia Itamaro Heiden
Thiago Celestino Chulam Gustavo Bonilha Lisboa
Hugo Tanaka
CIRURGIA PEDIÁTRICA Ingrid Priscila Ribeiro Paes Ferraz
Fábio de Barros Ivan Vinicius Andrade Galindo
Maria Lúcia de Pinho Apezzato Ivo Mirocznik
Marina de Assis Galvao Bueno Janaina Pontes Batista
Raquel Pelaes Pinheiro Juliana Helena Mazzochi
Karina Emi Yamada
CIRURGIA PLÁSTICA E REPARADORA Kelly Borges Reiner Santos
Alexandre Katalinic Dutra Lara Ramalho Lima
Ana Cibele Nagae Fernandes Larissa Muller Gomes
Eduardo Koiti Yoshimatsu Lígia Alencar de Toledo
Francisco Ferreira Ramos Junior Livia Ferraz Accorsi
Heloisa Galvão do Amaral Campos Márcia Suemy Kawakami
Joel Abdala Junior Marcio Carmona Marques
José Luiz Orlando Maria Luiza Leite de Medeiros
Luisa Ciucci Biagioni Mariana Mancebo Reid
Mauricio Castello Domingues Milena Almendra Rodrigues
Priscilla da Rocha Pinho Gaiato Milena Degaspari Gonzales
Renata Grizzo Feltrin de Abreu Mituro Hattori Junior
Sendi Valentim Wittmann Natalia Costa de Almeida
Nathalia Pinheiro Muller
CIRURGIA TORÁCICA Paulo Eloi Leitão de Castro Matos
Carolina Salim Gonçalves Freitas Chulam Rafael Clark de Oliveira Piteri
Daniel Antunes Silva Pereira Rafael Kopf Geraldo
Fábio José Haddad Rebeca Rinaldi Araujo Silva
Fernando Bin Teixeira Renato Akira Nishina Kuwajima
Iunis Suzuki Ricardo Chagas Sousa
Jefferson Luiz Gross Ricardo Chazan Breitbarg
João Paulo de Oliveira Medici Rogério Bagietto
Juliana Brandão Folador Morellato Sarah Pontes de Barros Leal
Juliana Valerio Pinaffi Sergio Augusto Magalhães Melo da Costa Rayol
Lúcio Souza Santos Thais Yuka Takahashi
Marcus Vinicius Bonifácio Baranauskas Thiago Assunção Faria de Menezes
Maria Cecilia Nieves Maiorano de Nucci Tomas Mansur Duarte de Miranda Marques
Valeria Urresti Orias
CIRURGIA VASCULAR Vania Sanchez Prette Godo
Bruno Soriano Pignataro Victor Pinto da Silva
Guilherme André Zottele Bomfim Vinicius Vieira Simonetti
Guilherme Centofanti
Guilherme Yazbek ENDOSCOPIA DIGESTIVA
Igor Yoshio Imagawa Fonseca Adriane Graicer Pelosof
Kenji Nishinari Álvaro Moura Seraphim
Marcelo Passos Teivelis Celso Augusto Milani Cardoso Filho
Mariana Krutman Cláudia Zitron Sztokfisz
Rafael Noronha Cavalcante Diogo Yoshihiro Kozonoe
Eloy Taglieri
CLÍNICA MÉDICA Francisco Susumu Correa Koyama
Arlete Rita Siniscalchi Rigon Luciana Moura Sampaio
Carlos Eduardo de Barros Branco Oswaldo Wiliam Marques Junior
Clarissa Soares da Fonseca Carvalho Otávio Micelli Neto
Humberto João Rigon Junior Vanessa Assis do Vale
Wilson Toshihiko Nakagawa
CUIDADOS PALIATIVOS
Ana Paula Andrighetti ENDOCRINOLOGIA
Fabiana Gomes Danilo de Souza Aranha Vieira
Joaquim Pinheiro Vieira Filho Felipe Henning Gaia Duarte
Sandra Caires Serrano Joilma Rodrigues de Lima
Leticia Alarcão Maxta
EMERGÊNCIA Márcio Carlos Machado
Aline de Oliveira Ribeiro Viana

70
ENDOCRINOLOGIA PEDIÁTRICA Reberth Magalhães da Silva
Fabiana de Moraes Penteado Regiane Maria da Costa
Regina Maria Guimarães dos Santos
ESTOMATOLOGIA Rodrigo Katsuyuki Suzuki
André Caroli Rocha Rosa Harumi Tai
Fábio de Abreu Alves Tamires da Silva Cesar
Graziella Chagas Jaguar Tatiana Abade Ferreira de Araujo
José Divaldo Prado Telma Fernanda Pulgas
Rodrigo Nascimento Lopes Telma Ribeiro Rodrigues
Thiago da Costa Alves
FÍSICA MÉDICA Vanessa Silva Nunes
Adriana Aparecida Flosi Viviane Aparecida Ohasi
Cássio de Queiroz Tannous
Karina Waiswol Boccaletti FONOAUDIOLOGIA
Leandro dos Santos Baptista Aline Nogueira Gonçalves
Petrus Paulo Combas Eufrazio da Silva Bruna Morasco Geraldini
Camila Barbosa Barcelos
FISIOTERAPIA Debora de Abreu Mariano
Alinne Martins dos Santos Carvalho Elisabete Carrara de Angelis
Amanda Custodio Marchetto Luciana Dall ‘Agnol Siqueira Slobodticov
Ana Carolina Pinto Garcia Bordini Neyller Patriota Cavalcante Montoni
Ana Carolina Serigatto de Oliveira Simone Aparecida Claudino da Silva Lopes
Ana Paula Carraro
Ana Paula Pires Bolsoni GINECOLOGIA
Anderson Vendramini de Lima Ademir Narcizo Oliveira Menezes
Andréia Ferreira Nunes Angélica Bogatzky Ribeiro
Angela Martins Fernandes Stoicov Carlos Chaves Faloppa
Anuana Lohn Elza Mieko Fukazawa
Bruna Iasmin da Silva Santos Glauco Baiocchi Neto
Camila da Silva Lima Schiavinato Henrique Mantoan
Carolina da Costa Sebastiany Levon Badiglian Filho
Celena Freire Friedrich Lillian Yuri Kumagai
Cesar Ithiro Suzuki Priscila de Paulo Giacon
Cintia Estevam de Almeida
Cristhiano Adkson Sales Lima HEMATOLOGIA
Daniella Rodrigues Gomes Anna Paula de Castro Candelaria Borges
Denise Câmara Prado Machado Camila Pagotti Simões
Diana Modena Moreira de Araújo Fernanda de Oliveira Santos
Diego Brito Ribeiro Mariana Medici de Oliveira dos Santos
Edna da Silva Ariedi Rodrigo Vaez
Eliana Louzada Petito
Erica Mie Okumura HEMODINÂMICA
Fabiana Mayumi Adachi Claudia Maria Rodrigues Alves
Fernanda Cabral de Oliveira Guilherme Esher
Fernanda Martins Tonon José Augusto Marcondes de Souza
Fernanda Rahal Tocci Leonardo Cao Cambra de Almeida

ANEXOS
Fernando Silvestre Beirigo dos Santos Manuel Pereira Marques Gomes Junior
Francine Camile Eleutério Ricardo Peressoni Faraco
Gabrielle Massafera Camargo
Grazielli Rossi Soler HOSPITALISTAS
Gustavo Reis Ribeiro Ana Ludimila Espada Cancela
Helen Cattaruzzi Eduardo Sho Onodera
Helena Colleen Talanskas Marinheiro Fabiane Gomes Correa
Indiara Soares Oliveira Gabriel Truppel Constantino
Isabel Cristina Lima Freitas Karoline Pedroti Fiorotti

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


Jaqueline dos Santos Custodio Leandro Vinicius de Souza
Jeferson George Ferreira Marcon Censoni de Avila e Lima
Jessica Ibde Jaquiel Figueira Mauricio Fernando Silva Almeida Ribeiro
Jordel Santana Coelho Rodrigo Guimarães
Juliana Chiancone Franzotti Victor Abrão Zeppini
Juliana Elda Lotto
Juliana Portes de Almeida IMAGEM
Jussan Rodrigues Oliveira Alex Dias de Oliveira
Karina Perin Carbone Alex Dufloth Santin
Kizzy Beatriz da Cruz Machado Candian Almir Galvão Vieira Bitencourt
Laisla Esteves Palermo André Costa Cardoso Franco
Larissa Rodrigues Simões Andre Marcondes Braga Ribeiro
Larissa Tiaky Kariya Andréa Maria Barbosa e Silva
Leonardo Macedo Ribeiro Benjamin Carneiro Rodrigues
Leticia Zumpano Cardenas Bruno Barbosa de Alencar
Lívia Lamounier de Moraes Camila Silva Boaventura
Lucia Beatriz Bento Rangel Camila Souza Guatelli
Luciane Sato Anitelli Carlos Marcelo Gonçalves
Lucimara Pereira dos Santos Aguinelo Chiang Jeng Tyng
Mayara Gonçalves Cristiane Maschietto Elias de Almeida
Meguy Cristina da Silva Cristiano Matsumoto Senaga
Melry Elly Soares Silva Daniel Bernal Soto
Natalia Bindilati Marins Drielle Zanuncio Omido Araujo
Natalia Santos Arco Eduardo Nóbrega Pereira Lima
Pamela de Oliveira Jorge Elvira Ferreira Marques
Rachel Roberta Zeituni Fábio Menis

71
Gabriel Vilela Sêda Roberta Avelino de Morais
Gislaine Cristina Lopes Machado Porto Rodrigo de Paiva Muniz Ferreira
Gustavo Gomes Mendes Rodrigo Kouji Kaneyasu Maranhão
Gustavo Ricardo Martins da Rocha Saiuli Vanessa Ciaco Rubbo Pereira de Oliveira
Iris do Carmo da Costa Martinez Surian Clarisse da Costa Rocha Ribeiro
Ivone do Carmo Gonçalves Torres Talita Orlandi de Domenico
Joel Rodrigo Beal Lusa Thiago Ibiapina Alves
José Eduardo Martins Barbosa Vanessa Albuquerque Paschoal Aviz Bastos
Juliana Alves de Souza Wagner Longo Rodrigues
Júlio Cesar Santin Washington Lima
Liao Shin Yu
Luciana Graziano MASTOLOGIA
Luiz Henrique de Oliveira Schiavon Alessandro José Alves Lima
Marcela Pecora Cohen Danilo Vendrame Vivas
Marcelo Cavicchioli Eduardo Petribu Faria
Marco Antônio Tannus Bueno Maia Fabiana Baroni Alves Makdissi
Marcos Duarte Guimarães Fernanda Perez Magnani Leite
Maria Fernanda Arruda Almeida Hirofumi Iyeyasu
Maria Luiza Lima de Albuquerque Juan Bautista Donoso Collins
Maurício Kauark Amoedo Lilian Fraianella
Míriam Rosalina Brites Poli Maurício Doi
Paula Nicole Vieira Pinto Barbosa Paulo Roberto de Alcantara Filho
Penélope Sanchez Teixeira Renato Cagnacci Neto
Rafael Yoshitake Solange Maria Torchia Carvalho Castro
Roberta Schlaucher Richa Menis
Rubens Chojniak MEDICINA PREVENTIVA
Tami Inada Jociana Paludo
Thiago Vinicius Peixoto Souza Maria Luisa Sucharski Figueiredo
Tjioe Tjia Min Pietro Schettini Iennaco
Wagner Santana Cerqueira Priscilla Romano Gaspar
Waldinai Pereira Ferreira Thiago Celestino Chulam

INFECTOLOGIA NEFROLOGIA
Beatriz Quental Rodrigues Aline Lourenço Baptista
Carolina Toniolo Zenatti Benedito Jorge Pereira
Cristiano Melo Gamba Germana Alves de Brito
Daniel Paffili Prestes Luis André Silvestre de Andrade
Flávia de Azevedo Abrantes Marina Harume Imanishe
Ivan Leonardo Avelino França e Silva
Marcela Santin NEFROLOGIA PEDIÁTRICA
Marjorie Vieira Batista Marcela Ferreira de Noronha
Nadielle Queiroz da Silva Menezes
Paola Nóbrega Souza NEUROCIRURGIA
Paula Marques de Vidal Daniel Alvarez Estrada
José Eduardo Souza Dias Junior
INTERNISTAS Paulo Issamu Sanematsu Junior
Alessandra Munhoz Comenalli Pontalti Sérgio Hideki Suzuki
Ana Carolina Vasconcellos Guedes Barros
Antônio Grimailoff Junior NEUROLOGIA
Carlos Eduardo Azeredo Pereira de Oliveira Alexandre Aluizio Costa Machado
Christiane de Abreu Crippa Antônio Alberto Zambon
Clarissa Lima Vilela Moreira Antônio Eduardo Damin
Cleber Antônio Nogueira Santos Junior Caio Vinicius de Meira Grava Simioni
Cristiane de Almeida Cordeiro Fernando Freua
Dácio Leonel de Quadros Netto Marcos Aurélio Peterlevitz
Danilo Debs Procópio Silva
Danilo Gabriel de Oliveira Colnago Rodrigues NEUROLOGIA PEDIÁTRICA
Denis Guilherme de Oliveira Colnago Rodrigues Carlos Alberto Martinez Osório
Diogo Luiz Coelho
Eduardo Willian Pasquarelli NUTROLOGIA
Endrygo de Moura Matos Andréa Faiçal
Fabio Jose Wisnieski da Silva Eliana Melo de Brito Carvalho
Fabricio Ferreira de Oliveira Gustavo Gonçalves Louzano
Fernando Cerqueira Norberto dos Santos Filho Ieda Maria Berriel de Abreu Trombino
Gabriela Cardoso Segura Jone Robson de Almeida
Gilberto Eisho Kobashikawa Marcelo Eduardo Sproesser
Karin Sumino Vitor Hugo Straub Canasiro
Lais Yumiko Nagaoka
Lauro Fumiyuki Otsuka Junior OFTALMOLOGIA
Leandro Akio Tomita Dalton Kitakawa
Leandro Copetti dos Santos Flávio Koji Narazaki
Ludmila Stape Ribeiro do Prado Jorge Manoel de Almeida Ferreira
Manoel Carlos Bizerra Souza Márcia Motono
Marcio Naoki Harada Maria Alice Fernandes da Costa Freitas
Marcon Censoni de Avila e Lima Martha Maria Motono Chojniak
Mariana Pinheiro Xerfan
Nedda Von Der Schulenburg Goulart ONCOGENÉTICA
Pablo de Oliveira Lopes Alexandre André Balieiro Anastácio da Costa
Patricia de Azevedo Marques Daniele Paixão Pereira
Paulo Eduardo de Domenico Junior Diogo Cordeiro de Queiroz Soares
Rafaela Vazi Ribeiro Maria Nirvana da Cruz Formiga
Renata Nobre Moura Rima Jbili
Ricardo Cantarim Inacio
72
ONCOLOGIA CLÍNICA PSICOLOGIA/PSIQUIATRIA
Adriana Regina Gonçalves Ribeiro Alexandre Shoji
Aldo Lourenço Abbade Dettino Carolina Marçal Brito da Cunha
Ana Carolina Sigolo Levy Diniz Christina Haas Tarabay
Andréa Paiva Gadêlha Guimarães Gabriela Magini Prado Lyra
Ângelo Bezerra de Souza Fêde Giseli Maria Neto
Ariella Cássia de Moura Juliana Augusta Plens de Moura Garcia
Augusto Obuti Saito Katia Rodrigues Antunes
Augusto Takao Akikubo Rodrigues Pereira Lucas Marques Gandarela
Celso Abdon Lopes de Mello Maria Teresa Duarte Pereira da Cruz Lourenço
Daniel Garcia Martin Antônio Borges Alvarez Mateos
Daniel Vilarim Araújo Taciana de Castro Silva Monteiro Costa
Elizabeth Santana dos Santos
Fabrício de Sousa Castro RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA
Fernanda Lemos Moura Aline Cristine Barbosa Santos Cavalcante
Flávio Augusto Ismael Pinto Charles Edouard Zurstrassen
Garles Miller Matias Vieira João Paulo Kawaoka Matushita Junior
Helano Carioca Freitas
Jaqueline Sapelli RADIOTERAPIA
Jayr Schmidt Filho Antônio Cássio Assis Pellizzon
João Paulo da Silveira Nogueira Lima Douglas Guedes de Castro
Jose Augusto Rinck Junior Guilherme Rocha Melo Gondim
Joyce Maria Lisboa Maia Henderson Ramos
Júlio César Prestes Maria Letícia Gobo Silva
Marcelo Petrocchi Corassa Michael Jenwei Chen
Marcos Pedro Guedes Camandaroba Ricardo César Fogaroli
Marina de Mattos Nascimento Tharcisio Machado Coelho
Milena Shizue Tariki
Milton José de Barros e Silva TRANSPLANTE HEPÁTICO
Monique Celeste Tavares Adriana Porta Miche Hirschfeld
Newton Augusto Ferreira Rodrigues Carla Adriana Loureiro de Mato
Paola Bertolotti Cardoso Pinto Cristian Barbieri Victoria Borges
Rachel Simões Pimenta Riechelmann Eduardo Antunes da Fonseca
Ronaldo Pereira Souza Fernanda do Carmo Iwase
Solange Moraes Sanches Gilda Porta
Talita Maira Bueno da Silveira da Rocha Helry Luiz Lopes Cândido
Thais Rodrigues da Cunha Fischer Irene Kazue Miura
Thiago Bueno de Oliveira João Seda Neto
Tiago Cordeiro Felismino Karina Moreira de Oliveira Roda Vincenzi
Ulisses Ribaldo Nicolau Marcel Albeiro Ruiz Benavides
Victor Hugo Fonseca de Jesus Mário Kondo
Virgilio Souza e Silva Plínio Turine Neto
Vladmir Claudio Cordeiro de Lima Renata Pereira Sustovich Pugliese
Rodrigo Vincenzi
ONCOLOGIA CUTÂNEA Rogério Camargo Pinheiro Alves
Adriana Pessoa Mendes Eris Rogério Carballo Afonso

ANEXOS
Ana Carolina Souza Porto Mitsunaga Teng Hsiang Wei
Ana Flavia Aquen de Moraes Teresa Cristina de Barros Guimarães
André Sapata Molina Vera Lúcia Baggio
Bianca Costa Soares de Sá
Eduard Rene Brechtbühl TUMORES COLORRETAIS E SARCOMAS
Eduardo Bertolli Ademar Lopes
Fernanda Berti Rocha Mendes Paula Mendonça Taglietti
Fernando Henrique Sgarbi Parro Paulo Roberto Stevanato Filho
Ivan Dunshee de Abranches Oliveira Santos Filho Ranyell Matheus Spencer Sobreira Batista

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


Ivana Lameiras Gibbons Renata Mayumi Takahashi
João Pedreira Duprat Neto Samuel Aguiar Junior
Juliana Arêas de Souza Lima Beltrame Ferreira Tiago Santoro Bezerra
Juliana Casagrande Tavoloni Braga
Marco Antônio de Oliveira UROLOGIA
Mariane Campagnari Bruno Santos Benigno
Raquel Ramos Castro Carvalhal Ribas Carlos Alberto Ricetto Sacomani
Tania Munhoz Gustavo Cardoso Guimarães
Tatiana Cristina Moraes Pinto Blumetti Lucas Fornazieri
Maurício Murce Rocha
ONCOLOGIA PEDIÁTRICA Rafael Ribeiro Meduna
Aline Caroline Camargo Mendonça Renato Almeida Rosa de Oliveira
Ana Cristina Mendonça Ricardo de Lima Favaretto
Bianca Lima Golin Rodrigo Sousa Madeira Campos
Carlos Eduardo Ramos Fernandes Stênio de Cássio Zequi
Cecília Maria Lima da Costa Thiago Borges Marques Santana
Fábio de Simone Piccoli Walter Henriques da Costa
Lidia Keiko Hirai Wilson Bachega Junior
Luciana Mariano Palanch Piotto
Maíra de Souza Miyahara UTI ADULTO
Neviçolino Pereira de Carvalho Filho Alder Costa Garcia da Silveira
Viviane Sonaglio Alexandre de Melo Kawassaki
Ana Rita Araujo de Souza Stevanato
ORTOPEDIA André Apanavicius
Fábio Fernando Eloi Pinto Andréa Remígio de Oliveira Leite
Juliane Comunello Anna Miethke Morais
Suely Akiko Nakagawa Antônio Paulo Nassar Junior
Wu Tu Chung Bruno Arantes Dias
73
Bruno Ferreira Cordeiro de Almeida Rodrigo Martins Brandão
Camila Cristina Kukita Rogério Zigaib
Carla Marchini Dias da Silva Ronaldo Yukinori Onishi
Carlos Eduardo Brandão Samia Zahi Rached
Carlos Eduardo Saldanha de Almeida Sérgio Eduardo Demarzo
Caroline Nappi Chaves Shari Anne El-Dash Lamy
Ciro Parioto Neto Valdelis Novis Okamoto
Daniel Vitorio Veiga dos Santos Vasco Moscovici da Cruz
Danielle Nagaoka Vinicio Hernandes Perez Braion
Douglas Ricardo Haibi Vitor Schlittler Abreu
Edhino Santos Junior Vivian Vieira Tenorio Sales
Fabrício Rodrigues Torres de Carvalho
Flávia Nunes Dias Campos UTI PEDIÁTRICA
Guilherme Cerruti Oehling Aida Maria Martins Sardi
Guilherme Kubo Andréa Beolchi Spessoto
José Antônio Manetta Ariana Pinn de Castro
Julia Maria de Campos Coelho Vasconcelos Bianca Lima Zimmer
Juliana Carvalho Ferreira Daniel Arcoverde de Sousa
Liane Brescovici Nunes de Matos Fabíola Peixoto Ferreira La Torre
Lucas Fernandes de Oliveira Fabiola Satie Toiama
Marcela da Silva Mendes Gabriel Baldanzi
Maria Cristina França de Oliveira Juliana Alfano Zecchini Barrese
Maria Eudóxia Pilotto de Carvalho Karina Paiva Nunes Marreiros
Mauro Roberto Tucci Marilia Marques de Oliveira
Mino Cestari Michelle Campos Zaupa
Patricia Junqueira Freitas Holdack Michelle Farias Gobbi de Martino
Pauliane Vieira Santana Nilcéa de Moura Freire
Pedro Caruso Patricia de Almeida Mello Pasqualucci
Pedro Medeiros Junior Regina Célia de Almeida Ribeiro
Rafael Paes Ferreira
Ramon Teixeira Costa
Renato Scarsi Testa
Roberta Ribeiro de Santis Santiago

Centro Internacional de Pesquisa


Dados de 31/12/2017

PRINCIPAL INVESTIGATOR PESQUISADOR


Dirce Maria Carraro Adriana Miti Nakahata
Emmanuel Dias Neto Bruna Duraes de Figueiredo Barros
Israel Tojal da Silva Claudia Malheiros Coutinho Camillo
Kenneth John Gollob Diana Noronha Nunes
Maria Paula Curado Fabio Albuquerque Marchi
Vilma Regina Martins Giovana Tardin Torrezan
Glaucia Noeli Maroso Hajj
Ludmilla Thome Domingos Chinen
Maria Galli de Amorim
Martin Roffe
Michele Christine Landemberger Rando
Rodrigo Drummond Couto Duarte
Tiago Goss Dos Santos
Vladmir Claudio Cordeiro de Lima

74
Síntese das Demonstrações Financeiras
RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE
AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Aos
Conselheiros e Diretores da
Fundação Antônio Prudente
São Paulo - SP

Opinião Outras informações que acompanham


as demonstrações financeiras e o
Examinamos as demonstrações financeiras da relatório do auditor
Fundação Antônio Prudente, que compreen-
dem o balanço patrimonial em 31 de dezem- A Administração da Fundação é responsável
bro de 2017 e as respectivas demonstrações por essas outras informações que compre-
do resultado, do resultado abrangente, das endem o Relatório da Administração.
mutações do patrimônio líquido dos fluxos
de caixa e da demonstração do valor adicio- Nossa opinião sobre as demonstrações finan-
nado para o exercício findo nessa data, bem ceiras não abrange o Relatório da Administra-
como as correspondentes notas explicativas, ção e não expressamos qualquer forma de
incluindo o resumo das principais políticas conclusão de auditoria sobre esse relatório.
contábeis.
Em conexão com a auditoria das demons-
Em nossa opinião, as demonstrações finan- trações financeiras, nossa responsabilidade
ceiras acima referidas apresentam adequa- é a de ler o Relatório da Administração e, ao
damente, em todos os aspectos relevantes, a fazê-lo, considerar se esse relatório está, de
posição patrimonial e financeira da Fundação forma relevante, inconsistente com as de-

ANEXOS
Antônio Prudente em 31 de dezembro de monstrações financeiras ou com o nosso
2017, o desempenho de suas operações e conhecimento obtido na auditoria ou, de ou-
os seus fluxos de caixa para o exercício findo tra forma, aparenta estar distorcido de forma
nessa data, de acordo com as práticas con- relevante. Se, com base no trabalho realizado,
tábeis adotadas no Brasil e entidades sem fins concluirmos que há distorção relevante no
lucrativos (ITG 2002). Relatório da Administração, somos requeri-
dos a comunicar esse fato. Não temos nada a

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


Base para opinião relatar a este respeito.

Nossa auditoria foi conduzida de acordo Responsabilidades da Administração


com as normas brasileiras e internacionais de e da governança pelas demonstrações
auditoria. Nossas responsabilidades, em con- financeiras
formidade com tais normas, estão descritas
na seção a seguir, intitulada “Responsabilida- A Administração é responsável pela elaboração
des do auditor pela auditoria das demons- e adequada apresentação das demonstrações
trações financeiras”. Somos independentes financeiras de acordo com as práticas contá-
em relação à Fundação de acordo com os beis adotadas no Brasil e entidades sem fins
princípios éticos relevantes previstos no Có- lucrativos (ITG 2002) e pelos controles internos
digo de Ética Profissional do Contador e nas que ela determinou como necessários para
normas profissionais emitidas pelo Conselho permitir a elaboração de demonstrações finan-
Federal de Contabilidade, e cumprimos com ceiras livres de distorção relevante, independen-
as demais responsabilidades éticas conforme temente se causada por fraude ou erro.
essas normas.
Na elaboração das demonstrações financeiras,
Acreditamos que a evidência de auditoria a Administração é responsável pela avalia-
obtida é suficiente e apropriada para funda- ção da capacidade de a Fundação continuar
mentar nossa opinião. operando, divulgando, quando aplicável, os

75
assuntos relacionados com a sua continuidade sobre a eficácia dos controles internos
operacional e o uso dessa base contábil na da Fundação.
elaboração das demonstrações financeiras, a • Avaliamos a adequação das políticas
não ser que a Administração pretenda liquidar contábeis utilizadas e a razoabilidade das
a Fundação ou cessar suas operações, ou não estimativas contábeis e respectivas divul-
tenha nenhuma alternativa realista para evitar o gações feitas pela Administração.
encerramento das operações. • Concluímos sobre a adequação do uso,
pela Administração, da base contábil de
Os responsáveis pela governança da Funda- continuidade operacional e, com base
ção são aqueles com responsabilidade pela nas evidências de auditoria obtidas, se
supervisão do processo de elaboração das existe uma incerteza relevante em rela-
demonstrações financeiras. ção a eventos ou condições que possam
levantar dúvida significativa em relação à
Responsabilidades do auditor capacidade de continuidade operacional
pela auditoria das demonstrações da Fundação. Se concluirmos que existe
financeiras incerteza relevante, devemos chamar aten-
ção em nosso relatório de auditoria para
Nossos objetivos são obter segurança as respectivas divulgações nas demonstra-
razoável de que as demonstrações finan- ções financeiras ou incluir modificação em
ceiras, tomadas em conjunto, estão livres de nossa opinião, se as divulgações forem
distorção relevante, independentemente se inadequadas. Nossas conclusões estão
causada por fraude ou erro, e emitir relatório fundamentadas nas evidências de audito-
de auditoria contendo nossa opinião. Segu- ria obtidas até a data de nosso relatório.
rança razoável é um alto nível de segurança, Todavia, eventos ou condições futuras
mas não uma garantia de que a auditoria podem levar a Fundação a não mais se
realizada de acordo com as normas brasi- manterem em continuidade operacional.
leiras e internacionais de auditoria sempre • Avaliamos a apresentação geral, a estru-
detectam as eventuais distorções relevantes tura e o conteúdo das demonstrações
existentes. As distorções podem ser decor- financeiras, inclusive as divulgações e se as
rentes de fraude ou erro e são consideradas demonstrações financeiras representam as
relevantes quando, individualmente ou em correspondentes transações e os eventos
conjunto, possam influenciar, dentro de uma de maneira compatível com o objetivo de
perspectiva razoável, as decisões econô- apresentação adequada.
micas dos usuários tomadas com base nas
referidas demonstrações financeiras. Comunicamo-nos com os responsáveis pela
governança a respeito, entre outros aspectos,
Como parte da auditoria realizada de acordo do alcance planejado, da época da auditoria
com as normas brasileiras e internacionais de e das constatações significativas de auditoria,
auditoria, exercemos julgamento profissional inclusive as eventuais deficiências significati-
e mantemos ceticismo profissional ao longo vas nos controles internos que identificamos
da auditoria. Além disso: durante nossos trabalhos.

• Identificamos e avaliamos os riscos de São Paulo, 19 de abril de 2018.


distorção relevante nas demonstrações
financeiras, independentemente se causada
por fraude ou erro, planejamos e executa-
mos procedimentos de auditoria ERNST & YOUNG
em resposta a tais riscos, bem como ob- Auditores Independentes S.S.
temos evidência de auditoria apropriada e CRC-2SP034519/O-6
suficiente para fundamentar nossa opinião.
O risco de não detecção de distorção
relevante resultante de fraude é maior do
que o proveniente de erro, já que a fraude
pode envolver o ato de burlar os controles
internos, conluio, falsificação, omissão ou
representações falsas intencionais.
• Obtemos entendimento dos controles
internos relevantes para a auditoria para Alessandra Aur Raso
planejarmos procedimentos de auditoria Contadora
apropriados nas circunstâncias, mas não CRC 1SP248878/O-7
com o objetivo de expressarmos opinião

76
BALANÇO PATRIMONIAL
31 de dezembro de 2017 e 2016 (em milhares de reais)

Nota 2017 2016


Ativo
Circulante
Caixa e equivalentes de caixa 10.347 1.453
Aplicações financeiras 4 241.981 386.578
Contas a receber de clientes 5 247.238 226.528
Direitos de prestação de serviços 6 65.392 22.125
Estoques 7 34.273 34.021
Adiantamentos diversos 4.184 5.831
Despesas antecipadas 4.093 2.891
Outras contas a receber 1.390 546
608.898 679.973

Não circulante
Fundo de reserva estratégica de LP 4 1.189.938 827.127
Depósito judicial 3.257 2.827
Outros ativos 10 10.274 7.335
Propriedade para investimento 8 6.596 7.579
Imobilizado 9 520.126 467.447
Intangível 10 5.713 4.713
1.735.904 1.317.028

Total do ativo 2.344.802 1.997.001

Passivo
Circulante
10.313

ANEXOS
Financiamentos 11 9.770
Fornecedores 12 115.559 100.543
Salários, encargos e férias a pagar 13 57.803 52.508
Outras contas a pagar 14 26.947 19.429
210.622 182.250

A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


Não circulante
Financiamentos 11 24.995 30.723
Outras contas a pagar 14 22.660 21.528
Provisão para demandas judiciais 15 12.986 12.330
60.641 64.581

Patrimônio líquido 17
Patrimônio social 1.678.078 1.286.067
Reserva de reavaliação 51.454 52.878
Imóveis recebidos em doações 19.213 19.213
Ajuste de avaliação patrimonial - 109
Superávits acumulados 324.794 391.903
2.073.539 1.750.170

Total do passivo 2.344.802 1.997.001


As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Para mais informações e detalhes das notas explicativas, vide publicação no Diário
Oficial da União, seção 3, n. 83, quarta-feira, 2 de maio de 2018.

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DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2017 e 2016 (em milhares de reais)

Nota 2017 2016


Receitas
Atividade hospitalar 18 1.273.700 1.234.456
Atividade de ensino 18 332 605
Atividade de pesquisa 258 556
Doações recebidas 8.788 28.323
Trabalho voluntário 1.740 1.881
Gratuidade hospitalar 18 863 1.232
Gratuidade ensino 18 8.518 8.743
Outras receitas operacionais 20 13.715 17.761
1.307.914 1.293.557

Custos
Atividade hospitalar 19 (906.578) (852.348)
Atividade de ensino (2.241) (4.130)
Atividade de pesquisa (21.027) (20.881)
Gratuidade hospitalar 16 (863) (1.232)
Gratuidade em ensino 16 (8.518) (8.743)
Trabalho voluntário (1.740) (1.881)
(940.967) (889.215)

Superávit bruto 366.947 404.342

Despesas operacionais
Administrativas e gerais 21 (150.385) (131.140)
Depreciação e amortização (5.255) (4.111)
Outras despesas operacionais 22 (8.195) (7.363)
(163.835) (142.614)
Superávit operacional antes do resultado
203.112 261.728
financeiro

Receita financeira 23 124.363 133.804


Despesa financeira 23 (4.105) (5.053)
120.258 128.751

Superávit do exercício 323.370 390.479

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Para mais informações e detalhes das notas explicativas, vide
publicação no Diário Oficial da União, seção 3, n. 83, quarta-feira, 2 de maio de 2018.

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO ABRANGENTE


Exercícios findos em 31 de dezembro de 2017 e 2016 (em milhares de reais)

2017 2016
Superávit do exercício 323.370 390.479
Resultado abrangente - -
Resultado abrangente total 323.370 390.479
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Para mais informações e detalhes das notas explicativas, vide
publicação no Diário Oficial da União, seção 3, n. 83, quarta-feira, 2 de maio de 2018.

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DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2017 e 2016 (em milhares de reais)

Imóveis Ajuste de
Patrimônio Reserva de recebidos Superávits
em avaliação Total
social reavaliação acumulados
doações patrimonial

Saldos em 31 de
986.518 54.302 19.213 109 296.152 1.356.294
dezembro de 2015

Realização
da reserva de - (1.424) - - 1.424 -
reavaliação (Nota 9)

Aumento de
patrimônio social
por incorporação 296.152 - - - (296.152) -
de superávit
acumulado

Aumento de
patrimônio social 3.397 - - - - 3.397
por incorporação

Superávit do
- - - - 390.479 390.479
exercício

Saldos em 31 de
1.286.067 52.878 19.213 109 391.903 1.750.170
dezembro de 2016

Realização
da reserva de - (1.424) - - 1.424 -
reavaliação (Nota 9)

Aumento de

ANEXOS
patrimônio social
por incorporação 392.012 - - (109) (391.903) -
de superávit
acumulado

Superávit do
- - - - 323.370 323.370
exercício

Saldos em 31 de A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017


1.678.079 51.454 19.213 - 324.794 2.073.540
dezembro de 2017

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Para mais informações e detalhes das notas explicativas, vide publicação no Diário
Oficial da União, seção 3, n. 83, quarta-feira, 2 de maio de 2018.

79
DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2017 e 2016 (em milhares de reais)

2017 2016
Fluxos de caixa das atividades operacionais
Superávit do exercício 323.370 390.479
Ajustes por
depreciação e amortização 26.255 23.865
Provisão para créditos de liquidação duvidosa 9.789 6.111
Provisão para desvalorização em estoques (182) (206)
Juros sobre financiamentos, fornecedores e impostos 3.029 3.076
Doação de imóveis (881) (3.128)
Doação de imobilizado (812) (599)
Resultado na venda de ativos e baixas de imobilizado 1.741 357
Constituição de provisões para demandas judiciais 2.220 7.753
Perda/ganho na atualização valor justo das propriedades para investimento 958 (4.229)
365.487 423.479

Variações nos ativos e passivos


(Aumento) redução dos ativos
Contas a receber de clientes (30.499) (50.475)
Direitos de prestação de serviços (43.267) 13.754
Outras contas a receber, adiantamentos 801 (502)
Estoques (70) (7.107)
Despesas antecipadas (1.202) 1.042
(Redução) aumento dos passivos
Fornecedores e outras contas a pagar 23.666 16.852
Salários, encargos e férias a pagar 5.295 7.774

Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 320.211 404.817


Demandas judiciais pagas (1.992) (897)
Fluxos de caixa das atividades de investimentos
Aquisição de ativo imobilizado e intangível (81.903) (36.598)
Aplicações financeiras e Fundo de Reserva Estratégica LP (218.214) (381.674)
Caixa líquido usado nas atividades de investimento (300.117) (418.272)

Fluxos de caixa das atividades de financiamentos


Financiamentos
Captações - -
Pagamento do principal (5.103) (9.621)
Pagamento dos juros (4.105) (4.426)
Caixa líquido usado nas atividades de financiamento (9.208) (14.047)

Aumento/(redução) de caixa e equivalentes de caixa 8.894 (28.399)


No início do exercício 1.453 29.852
No fim do exercício 10.347 1.453
Aumento/(redução) de caixa e equivalentes de caixa 8.894 (28.399)
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Para mais informações e detalhes das notas explicativas, vide
publicação no Diário Oficial da União, seção 3, n. 83, quarta-feira, 2 de maio de 2018.

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DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2017 e 2016 (em milhares de reais)

2017 2016
Receitas
Receitas de atividade hospitalar 1.273.700 1.234.456
Outras receitas 26.912 52.743
Receitas relativas à construção de ativos próprios 35.214 10.289
Provisão para créditos de liquidação duvidosa (9.789) (6.111)

Insumos adquiridos de terceiros


Custos dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos (505.494) (473.556)
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (172.499) (133.927)
Provisão para perdas em estoque e imobilizado (1.622) (1.461)
Valor adicionado bruto 646.422 682.433

Depreciação e amortização
Depreciação e amortização (26.255) (24.402)
Valor adicionado líquido produzido pela Instituição 620.167 658.031

Valor adicionado recebido em transferência


Receitas financeiras 124.363 133.804
124.363 133.804

Valor adicionado total a distribuir 744.530 791.835

Distribuição do valor adicionado


Pessoal e encargos 281.697 279.843
Remuneração direta 199.896 211.808

ANEXOS
Benefícios 61.571 50.713
FGTS 20.230 17.322
Impostos, taxas e contribuições 1.433 1.405
Estaduais 59 54
Municipais 1.374 1.351

Custeio procedimentos SUS 121.654 103.669 A.C.CAMARGO CANCER CENTER RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2017
Custeio procedimentos SUS 121.654 103.669

Remuneração de capitais de terceiros 16.376 16.439


Juros 4.105 5.053
Aluguéis 12.271 11.386

Remuneração de capitais próprios 323.370 390.479


Superávit do exercício 323.370 390.479
Total do valor adicionado 744.530 791.835
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Para mais informações e detalhes das notas explicativas, vide publicação no
Diário Oficial da União, seção 3, n. 83, quarta-feira, 2 de maio de 2018.

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Créditos

A.C.Camargo Cancer Center


Luciana Spring, Marcos Cunha,
Melissa Pimentel e Vanessa Flora (supervisão)
Danielle Zanandré Lago (coordenação de produção)
Fabiana Parisi e Monique Silva (produção editorial)
Ludmilla Pereira (produção gráfica)

Consultoria GRI, coordenação


editorial e design
Report Sustentabilidade

Revisão
Alícia Toffani

Fotografia
Deco Cury

Família tipográfica
Carmen

82
www.accamargo.org.br

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