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TCC 2.0

O documento discute a necessidade de uma metodologia educacional inovadora que integre tecnologia e promova o protagonismo discente no Ensino Fundamental II, alinhando-se à pedagogia crítica de Paulo Freire. Os dados do PISA (2022) revelam defasagens significativas na aprendizagem dos alunos brasileiros, destacando a urgência de propostas que desenvolvam cidadãos críticos e preparados para o mercado de trabalho. A pesquisa adota uma abordagem quali-quantitativa para analisar a viabilidade da proposta e seu potencial de comercialização no setor educacional.
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TCC 2.0

O documento discute a necessidade de uma metodologia educacional inovadora que integre tecnologia e promova o protagonismo discente no Ensino Fundamental II, alinhando-se à pedagogia crítica de Paulo Freire. Os dados do PISA (2022) revelam defasagens significativas na aprendizagem dos alunos brasileiros, destacando a urgência de propostas que desenvolvam cidadãos críticos e preparados para o mercado de trabalho. A pesquisa adota uma abordagem quali-quantitativa para analisar a viabilidade da proposta e seu potencial de comercialização no setor educacional.
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Introdução

De acordo com o artigo 205 da Constituição Federal (1988), a educação visa


ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e
sua qualificação para o trabalho. No entanto, nas últimas décadas, as escolas
brasileiras têm enfrentado desafios significativos para cumprir essas metas, como a
defasagem na aprendizagem de conteúdos básicos e a dificuldade em formar
cidadãos críticos, éticos e preparados para a vida em sociedade.

Segundo a Revista Futura (2022), os resultados do PISA (2022) revelam um


cenário preocupante: mais da metade dos estudantes brasileiros não atingem o nível
básico em Ciências, metade não alcança o nível mínimo em Leitura, e cerca de 73%
não chegam ao nível básico no Saresp de Matemática. Esses dados comprometem
seriamente a formação de cidadãos plenos e participativos.

Nesse contexto, cresce a necessidade de propostas pedagógicas que


transcendam o modelo conteudista e fragmentado, valorizando o aluno como sujeito
ativo de sua aprendizagem. A pedagogia crítica de Paulo Freire, com ênfase no
diálogo, na consciência crítica e na construção coletiva do conhecimento, oferece
uma base teórica sólida para propostas educacionais mais humanas, participativas e
contextualizadas.

Este trabalho apresenta o desenvolvimento de uma metodologia educacional


inovadora voltada ao Ensino Fundamental II. A proposta visa promover maior
protagonismo discente, alinhando-se ao pensamento freiriano, que defende o
estímulo ao pensamento crítico, lógico e criativo. Conforme afirma Freire (1996), a
autonomia não é um ponto de chegada imediato, mas um processo contínuo de
amadurecimento, que deve ser cultivado por meio de experiências diárias,
desafiadoras e responsáveis, sempre respeitando a liberdade do sujeito.
Além disso, propõe-se a integração significativa da tecnologia nas práticas
pedagógicas, incorporando recursos como inteligência artificial, jogos digitais,
realidade virtual, produção audiovisual e criação de sites. Esses meios permitem
uma abordagem mais dinâmica e imersiva dos conteúdos curriculares, rompendo
com o ensino tradicional – frequentemente caracterizado por respostas prontas,
antes mesmo que os alunos possam formular suas próprias perguntas.

Este projeto pretende demonstrar a viabilidade de uma solução educacional


transformadora, escalável e alinhada às demandas do século XXI. Acredita-se que
iniciativas como esta podem contribuir significativamente para a formação de
indivíduos mais críticos, criativos, conscientes e preparados para os desafios de um
mundo complexo e em constante mudança. Como afirmou Jean Piaget (1967), “o
principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas, e não
simplesmente repetir o que as gerações anteriores fizeram”.

Hipóteses

Acredita-se que a adoção de uma metodologia ativa e imersiva, com foco no


desenvolvimento do senso crítico e na integração de tecnologia com estímulo à
criatividade, contribui para a formação de alunos mais autônomos e melhor
preparados para o mercado de trabalho.

Além disso, supõe-se que a incorporação de tecnologias avançadas na


implementação do método proposto colabore para o fortalecimento do protagonismo
discente e para a construção de saberes interdisciplinares, caracterizando-se como
uma proposta inovadora na educação. Ademais, a utilização de Inteligência Artificial
pode personalizar as trajetórias de aprendizagem, considerando as especificidades
de cada aluno.

Objetivo Geral
Este artigo tem como objetivo geral desenvolver uma proposta metodológica
inovadora como produto, para o ensino prático das disciplinas do currículo comum
nas escolas, com a integração de tecnologia gamificada e estímulo à criatividade,
com foco na formação de cidadãos críticos.

Objetivos Específicos

Analisar as principais dificuldades enfrentadas pelos educandos no


aprendizado das disciplinas do currículo comum nas escolas tradicionais. Investigar
abordagens pedagógicas que utilizam tecnologias gamificadas e práticas criativas
semelhantes no processo de ensino-aprendizagem.

Desenvolver um método de ensino prático que integre recursos gamificados e


estimule a criatividade dos alunos por meio de roteiros e cadernos estudantis.
Explorar a aplicabilidade do método proposto com base em referenciais teóricos e
estudos de caso existentes.

Examinar os possíveis impactos da aplicação do método no engajamento e na


aprendizagem dos alunos.

Incorporar valores como disciplina, cooperação, criatividade e espírito de


equipe na construção do método.

Aplicar o método proposto em uma simulação com estudantes para observar


sua viabilidade para venda.

Apresentar a proposta como uma solução viável para instituições privadas

Justificativa

Analisando o cenário atual, é possível prever um crescimento significativo nos


investimentos direcionados à educação tecnológica nos próximos anos. Segundo o
levantamento da IstoÉ Dinheiro, ‘o mercado global de edtechs foi avaliado em
U$230,6 bilhões em 2024” (ISTOÉ DINHEIRO, 2024), evidenciando uma
oportunidade de empreendimento ao propor uma “metodologia do futuro”.

A ausência de recursos tecnológicos adequados compromete a qualidade da


infraestrutura educacional em muitas escolas públicas e privadas no Brasil. De
acordo com a Folha de S. Paulo (2025):

“Somente 11% das escolas públicas têm internet com velocidade


adequada para uso pedagógico […] apenas 29% possuem computadores,
notebooks ou tablets para os alunos, com média de um dispositivo para
cada 10 estudantes” (FOLHA DE [Link], 2025).

Esse cenário desfavorável limita o desenvolvimento de habilidades digitais,


cada vez mais essenciais, tanto no cotidiano quanto no mercado de trabalho
contemporâneo, além de dificultar a formação de cidadãos plenos e críticos.

A UNESCO, organização que promove a educação de qualidade em âmbito


global, reconhece a alfabetização digital como uma competência fundamental para o
século XXI, equiparável em importância à alfabetização tradicional do século XX.

Nesse contexto, torna-se urgente a implementação de uma metodologia


educacional inovadora – voltada para a otimização das aulas, a personalização dos
materiais de estudo e a valorização das necessidades dos alunos – como meio de
formar profissionais mais aptos, críticos e conectados com os desafios do mundo
atual. O uso de tecnologias digitais no processo pedagógico favorece o engajamento
dos estudantes e a aplicação prática da teoria, contribuindo para uma educação
mais significativa e transformadora. Como afirma Martins (2023), Head da Enter
Tech Edu:

“Utilizar jogos, simuladores e plataformas digitais geram


engajamento dos jovens [...] A fluência digital prepara professores e
estudantes para uma nova cultura, onde a sociedade é digital e onde
surgem novas carreiras profissionais. Isso faz com que os alunos tenham
uma visão de futuro já na escola.” (MARTINS, 2023).

À luz disso a proposta deste trabalho adquire relevância ao não apenas


desenvolver uma metodologia educacional inovadora, mas também estruturar um
modelo de negócio voltado à sua comercialização. Ao identificar uma lacuna no
mercado educacional, o projeto se posiciona como uma oportunidade estratégica de
empreendedorismo. A venda dessa metodologia do futuro visa atender instituições
de ensino que desejam se adaptar às exigências do século XXI, oferecendo uma
solução prática, escalável e capaz de agregar valor tanto pedagógico quanto
mercadológico. Assim, alinha-se a inovação educacional com viabilidade comercial,
contribuindo para o desenvolvimento sustentável do setor educacional e da
economia criativa.

Metodologia

Esta pesquisa adota uma abordagem quali-quantitativa, com fins exploratórios


e descritivos, a fim de analisar como a implementação de tecnologias gamificadas e
metodologias ativas pode impactar o desempenho escolar e contribuir para a
formação de profissionais mais preparados. Aplica-se também uma perspectiva de
Administração de Empresas, avaliando o potencial de comercialização e o valor
empreendedor da proposta.

A coleta de dados será e está sendo realizada por meio de:

●​ Pesquisa bibliográfica: Com destaque para as obras de Paulo Freire, fontes


governamentais secundárias (IBGE, [Link], ECA, BNCC), além de artigos
sobre EdTechs, indústria 4.0 e inovação educacional.

De acordo com Heloísa Lück: “Fontes secundárias confiáveis, como bases


governamentais, são essenciais para embasar o diagnóstico de políticas públicas e
práticas educacionais no Brasil” (LÜCK, 2009).

●​ Questionários digitais: Enviados a alunos e professores do Ensino


Fundamental e Médio via WhatsApp, contendo questões fechadas e abertas
sobre dificuldades no aprendizado, experiências com métodos diferenciados e
expectativas sobre o uso de recursos criativos.
●​ Entrevistas semiestruturadas: conduzidas presencialmente com cerca de 10
participantes (professores e alunos), abordando experiências em sala de aula,
uso de tecnologia e percepção de inovação no ensino.

Os dados quantitativos serão analisados por meio de estatística descritiva, e


os qualitativos, por codificação temática (Bardin, 2016), a fim de identificar padrões,
desafios e oportunidades. Com base nessa análise, será desenvolvido o protótipo do
método Praxis, voltado à inserção crítica da tecnologia no contexto educacional,
integrando ação e reflexão (FREIRE, 1996) para fortalecer o protagonismo estudantil
e alinhar o ensino às mediações culturais contemporâneas.
Referências bibliográficas

1.​ Constituição Federal (Art. 205): BRASIL. Constituição (1988). Constituição


da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Senado Federal,
1988. Disponível em:

[Link] em:
23 jun. 2025.

2.​ PISA – Revista Futura (2022): REVISTA FUTURA. PISA 2022: desafios para
a educação no Brasil. Fundação Roberto Marinho, 2022. Disponível em:

[Link] Acesso em: 23 jun. 2025.

3.​ FREIRE, Paulo – Pedagogia da Autonomia (1996): FREIRE, Paulo.


Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 27. Ed.
São Paulo: Paz e Terra, 1996.
4.​ PIAGET, Jean – Citação (1967): PIAGET, Jean. Seis estudos de Psicologia.
2. Ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1967.
5.​ Programa Mais Ciência na Escola; Letramento Digital; C-Jovem; Escola
Vila; IDEB; Escolas do Campo: CEARÁ. Secretaria da Educação. Iniciativas
de inovação educacional no estado do Ceará. Fortaleza, 2025. Disponível em

[Link]
Acesso em: 23 maio 2025.

6.​ PACHECO, José. PACHECO, José. José Pacheco: um romântico


conspirador. Meer, 2024. Disponível em:

[Link]
Acesso em: 23 maio 2025.

7.​ Escola da Ponte (Educação Integral): ESCOLA DA PONTE radicaliza a


ideia de autonomia dos estudantes. Educação Integral, 2019. Disponível em:
[Link]
e-autonomia-dos-estudantes/. Acesso em: 23 maio 2025.

8.​ Escola da Ponte (Brasil Escola): BRASIL ESCOLA. Escola da Ponte.


Disponível em:

[Link]
. Acesso em: 23 maio 2025.

9.​ Hipótese de TCC (André Fontenelle): FONTENELLE, André. Hipótese de


TCC. 2024. Disponível em:

[Link] Acesso em: 26 maio 2025.

10.​Falta de equipamentos nas escolas públicas (Jornal USP): JORNAL USP.


Falta de equipamentos limita uso pedagógico da internet nas escolas públicas
brasileiras. 2024. Disponível em:

[Link]
edagogico-da-internet-nas-escolas-publicas-brasileiras/. Acesso em: 2 jun.
2025.

11.​UNESCO – Tecnologias digitais na aprendizagem: UNESCO. O papel das


tecnologias digitais na aprendizagem do século XXI. Paris: UNESCO, 2023.
12.​Agência Brasil – Ensino remoto e falta de equipamentos: AGÊNCIA
BRASIL. Pesquisa aponta falta de equipamento como dificuldade no ensino
remoto. 2021. Disponível em:

[Link]
lta-de-equipamento-como-dificuldade-no-ensino-remoto. Acesso em: 8 jun.
2025.

13.​FOLHA DE [Link] – Internet nas escolas públicas:FOLHA DE


[Link]. Somente 11% das escolas públicas têm internet com velocidade
adequada para uso pedagógico. Disponível em:

[Link] Acesso em: 8 jun. 2025.


14.​Citação de Paulo Freire: FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes
necessários à prática educativa. 27. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
15.​LÜCK, Heloísa. Gestão educacional: uma questão paradigmática.
Petrópolis: Vozes, 2009.
16.​BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.
17.​GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 7. Ed. São
Paulo: Atlas, 2019.
18.​FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática
educativa. 47. Ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

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