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Paciente Com Nódulo Vocal

A avaliação vocal da criança com nódulo vocal revela rugosidade, soprosidade, tensão e instabilidade vocal, com dificuldades na coordenação pneumofonoarticulatória e controle respiratório. O tempo máximo fonatório está aumentado, indicando compensações inadequadas e hiperfunção da musculatura da laringe. As características da fala incluem articulação imprecisa, voz monótona e velocidade de fala acelerada.

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Paciente Com Nódulo Vocal

A avaliação vocal da criança com nódulo vocal revela rugosidade, soprosidade, tensão e instabilidade vocal, com dificuldades na coordenação pneumofonoarticulatória e controle respiratório. O tempo máximo fonatório está aumentado, indicando compensações inadequadas e hiperfunção da musculatura da laringe. As características da fala incluem articulação imprecisa, voz monótona e velocidade de fala acelerada.

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AVALIAÇÃO VOCAL DA CRIANÇA COM NÓDULO VOCAL

JULGAMENTO PERCEPTIVO-AUDITIVO

1.​ Emissão da vogal /a/ sustentada


●​ Na aplicação da escala GBRASI: percebe presença discreta de rugosidade leve, contudo o que
chama atenção é a presença de soprosidade de grau moderada e a tensão de grau intensa,
com instabilidade vocal também. Ausência de astenia. Logo ficaria dessa forma:
G3B1R2A0S3I3.

2.​ Provas do campo dinâmico (grave, agudo, forte e fraco)


-​ No grave e agudo podemos observar a capacidade do aparelho fonador em atingir notas em
diferentes regiões de frequência. Sendo assim, nos traz uma visão clínica de como está a
flexibilidade da prega vocal, como a musculatura intrínseca da laringe trabalha
(principalmente TA e CT) e a resposta ao comando motor.
-​ No forte e fraco observador o comportamento dos subsistemas da fonação, então:
respiração, fonação, ressonância e articulação, bem como a interação da fonte e filtro e
como está essa coordenação desses subsistemas na produção vocal. Logo, avaliamos o
controle de pressão subglótica, força glótica e coordenação pneumofonoarticulatória.
Logo, temos:
-​ som agudo: presença de tensão excessiva
-​ som grave: presença de rugosidade e instabilidade vocal
-​ som fraco: presença de soprosidade e instabilidade vocal
-​ som forte: presença de ataque vocal brusco (choque e colisão entre as pregas vocais)

instabilidade vocal: presença de vibração irregular das pregas vocais (justificada pela lesão na borda
livre das pregas vocais pelo nódulo). Pregas vocais vibrando com menor amplitude

tensão vocal excessiva: padrões de função vocal hiperfuncional: uso excessivo da musculatura na
produção vocal, principalmente musculatura adutora (CAL). O que leva à alteração na qualidade
vocal como: rouquidão, voz tensa, instabilidade vocal e voz soprosa. Isso também leva a
compensação inadequadas aumentando a tensão.

A soprosidade é justificada pela presença de alteração de funcionalidade, ou seja, função está


alterada: presença de fechamento glótico incompleto (fenda glótica)

3.​ Contagem de número 1 a 20:


-​ diferente da vogal sustentada, nessa prova observamos uma continuidade da fala. Logo,
conseguimos avaliar: ressonância, articulação, qualidade vocal, coordenação
pneumo-fonoarticulatória, modulação vocal e controle glótico.
assim:
ressonância: predominantemente laringofaríngea (voz abafada, sem projeção e sem brilho)
articulação: articulação imprecisa
qualidade vocal: presença de soprosidade e tensão
coordenação pneumofonoarticulatória: presença de incoordenação entre os subsistemas da
produção da voz (respiração e fonação). O que também se justifica pela lesão presente nas pregas
vocais.
modulação vocal: voz sem modulação, entonação restrita, pausas inadequadas e prosódia ineficiente
controle glótico: voz trêmula, esforço para falar, instável e com quebras.

4.​ Fala espontânea, dias da semana e canto:


Fala espontânea: articulação imprecisa, voz com restrição de entonação, monótona e sem prosódia
Dias da semana: velocidade de fala acelerada e presença de incoordenação pneumofonoarticulatória
Canto: dificuldades em atingir notas agudas com quebras de frequência

5.​ Tempo máximo fonatório:


-​ Essa etapa é de total importância pois mostra dados objetivos sobre a eficiência do sistema
respiratório e fonatório.
-​ conseguimos avaliar:
●​ capacidade respiratória funcional: se o paciente consegue controlar o ar expiratório
de forma adequada durante a fonação.
●​ Eficiência do fechamento glótico: um TMF reduzido pode indicar escape de ar na
fonação.
●​ Coordenação pneumofonoarticulatória: sincronia entre os subsistemas.
●​ Resistência vocal: quanto tempo de sustentação dessa emissão
Lembrando que:
TMF esperado é: Homem (20 a 25 segundos), Mulheres (15 a 20 segundos) e crianças (de acordo
com idade até a puberdade).

Logo, temos:
-​ Resistência vocal inadequada
-​ Presença de incoordenação pneumofonoarticulatória
-​ presença de soprosidade (fechamento glótico incompleto)
-​ TMF aumentado e acima do esperado para crianças
-​ Presença de hiperconstrição glótica (uso excessivo do ar de reserva causando um
hiperfunção da musculatura da laringe). COMPENSAÇÃO INADEQUADA
-​ Incapacidade do controle respiratório durante a fonação

6.​ Frases do CAPEV:


-​ Avalia qualidade vocal em geral, pitch e loudness.
-​ temos:
●​ qualidade vocal: voz soprosa, instável, tensa e rugosa
●​ pitch grave
●​ loudness adequada

Resumos das considerações clínicas:

-​ presença de rugosidade (irregularidade na vibração das pregas vocais)


-​ presença de soprosidade (fechamento glótico incompleto)
-​ presença de tensão (hiperfunção vocal)
-​ presença de instabilidade vocal
-​ presença de quebras frequência
-​ Resistência vocal inadequada
-​ Compensações inadequadas
-​ presença de incoordenação pneumofonoarticulatória
-​ incapacidade do controle respiratório
-​ alterações de modulação, entoação e prosódia da voz e fala
-​ velocidade de fala aumentada
-​ tempo máximo fonatório aumentado (compensação por hiperconstrição glótica)
-​ ressonância laringofaríngea
-​ articulação imprecisa
-​ ataque vocal brusco

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