FACULDADEJ CAPIM GROSSO
PEDAGOGIA
GEOVANA SANTANA
SAMILE CAROLINE
DESAFIOS ENFRENTADOS POR PROFESSORES NA
EDUCAÇÃO DE ALUNOS COM AUTIMOS
CAPIM GROSSO-BA
29/04/2025
GEOVANA SANTANA
SAMILE CAROLINE
DESAFIOS ENFRENTADOS POR PROFESSORES NA
EDUCAÇÃO DE ALUNOS COM AUTIMOS
Trabalho solicitado pelo professor René de
Sá, com o requisito principal da avaliação da
disciplina de Metodologia da pesquisa
científica.
CAPIM GROSSO-BA
29/04/2025
SUMÁRIO
⦁ INTRODUÇÃO ................................................................
⦁ DESENVOLVIMENTO ..................................................
⦁ CONSIDERAÇÕES FINAIS ..........................................
⦁ APÊNDICE ......................................................................
Introdução
A inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas instituições de
ensino representa um avanço significativo na consolidação dos direitos humanos e
educacionais. No Brasil, a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, assegura
às pessoas com TEA o acesso à educação em todos os níveis, bem como o atendimento
educacional especializado. No entanto, com a ampliação do acesso de estudantes autistas às
instituições de ensino, surgem novos desafios que impactam diretamente a atuação dos
profissionais da educação. Professores, coordenadores pedagógicos e demais agentes
escolares assumem um papel central no processo de inclusão, mas frequentemente
encontram dificuldades para atender às necessidades específicas desses alunos, visto que a
inclusão demanda o envolvimento articulado da comunidade, do Estado e da gestão escolar.
Diante desse contexto, discutir e analisar essas dificuldades torna-se fundamental para
identificar estratégias de apoio eficazes e para promover uma educação verdadeiramente
inclusiva.
Desenvolvimento
Durante a pesquisa, foi constatado que todos os entrevistados já tiveram contato com
alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). De modo geral, as respostas
apresentaram grande similaridade, destacando que, no início, o processo de interação com
esses alunos foi difícil, devido à falta de conheciimento e preparo para lidar com suas
especificidades. Os participantes ressaltaram a importância do apoio de mediadores e de
estratégias específicas para a inclusão escolar, indicando que a presença de um profissional
adicional em sala de aula , bem como a adoção de metodologias singulares, é imprescindível
para atender adequadamente às crianças com TEA. A experiência de lidar com esses
estudantes foi descrita por todos como "um desafio".
Observou-se ainda que todos os entrevistados estão cursando o 1º semestre de sua
formação e, até o momento, não tiveram contato com disciplinas ou conteúdos específicos
sobre o autismo. No entanto, relataram já terem trabalhado, em sala de aula, com conteúdos
introdutórios sobre educação inclusiva. Apesar da ausência de uma formação aprofundada, a
maioria dos participantes afirmou sentir-se preparada para atuar com alunos com TEA,
demonstrando entusiasmo e desejo de participar ativamente do desenvolvimento de cada
criança. Em contrapartida, alguns revelaram insegurança, reconhecendo a complexidade do
desafio e a necessidade de aprofundar seus conhecimentos sobre o transtorno e sobre práticas
pedagógicas inclusivas.
Ademais, os entrevistados já tiveram a oportunidade de acompanhar, durante estágios,
profissionais em atuação com alunos autistas. Relataram a utilização de diversas estratégias
de comunicação e ensino, como o uso de recursos visuais, a estruturação de rotinas, a
utilização de linguagem clara, a observação atenta de alunos não verbais e a realização de
atividades de coordenação motora, como pintura com tinta e brincadeiras dinâmicas. Apesar
desses esforços, destacaram as grandes dificuldades enfrentadas pelos professores no
contexto escolar, como a falta de formação específiica, a escassez de tempo para adaptação
de conteúdos, a precariedade da infraestrutura, a carência de atividades adaptativas e o apoio
familiar insuficiente.
No que diz respeito à instituição de ensino frequentada pelos entrevistados, a maioria
afirmou desconhecer a existência de projetos ou atividades específicas voltadas para a
inclusão de pessoas com TEA. Apenas uma participante relatou ter participado de uma
palestra cujo tema central foi o autismo. De maneira geral, todos demonstraram grande
interesse e motivação para participar de futuros projetos e eventos relacionados à temática da
inclusão.
Outro ponto relevante observado é a percepção dos entrevistados sobre a inadequação
do material didatico disponível nas escolas para atender alunos autistas. Todos reconheceram
a necessidade de adaptar conteúdos e utilizar recursos visuais e concretos para melhor apoiar
o processo de aprendizagem desses estudantes.
Em relação ao conhecimento sobre a legislação, apenas um dos participantes afirmou
ter ouvido falar, ainda que superficialmente, sobre a Lei Brasileira de Inclusão e sobre a
Política Nacional de Educação Especial (PNEE). Os demais declararam não ter tido contato
com esses conteúdos. Ainda assim, todos concordaram que as escolas públicas não têm
cumprido plenamente o papel de promover a inclusão de alunos com TEA, devido a
obstáculos como a falta de infraestrutura, de profissionais especializados e de formação
adequada para os docentes.
Para superar tais dificuldades, os entrevistados sugeriram medidas como: o investimento
contínuo na formação de professores, a contratação de profissionais de apoio escolar, a
disponibilização de recursos pedagógicos adaptados, a fiscalização rigorosa do cumprimento
das leis de inclusão e a promoção de cursos de formação para toda a gestão escolar, com
foco especial no atendimento de alunos com TEA.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa demonstrou que, embora os futuros profissionais de educação mostrem
entusiasmo em trabalhar com alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ainda
enfrentam dificuldades devido à falta de formação específica e apoio adequado, mas isto
porque todos os entrevistados ainda estão no 1 primeiro semestre do curso escolhjido. A
presença de mediadores, o uso de metodologias adaptadas e a melhoria da infraestrutura
escolar foram apontados como fundamentais para uma inclusão eficaz. Além disso,
destacou-se a necessidade de maior conhecimento sobre as legislações de inclusão e o
fortalecimento de ações que envolvam toda a comunidade escolar. Conclui-se que, para
garantir a verdadeira inclusão, são indispensáveis investimentos em formação docente,
suporte técnico e políticas públicas efetivas
APÊNDICE
QUESTIONÁRIO PRODUZIDO PARA A PRODUÇÃO DA PESQUISA
Bloco 1
Durante sua formação, você já teve contato com algum aluno autista na escola onde
estagiou ou visitou? Como foi essa experiência?
Em que semestre do curso você está e já teve alguma disciplina ou conteúdo
específico sobre o autismo?
Como você se sente em relação ao trabalho com alunos com autismo? Está se sentindo
preparado(a)?
Bloco 2
Você já acompanhou algum professor trabalhando com alunos autistas durante o
estágio? Que estratégias observou?
Quais dificuldades você percebeu que os professores enfrentam com alunos com
autismo?
A faculdade oferece atividades, projetos ou oficinas voltadas à inclusão e ao autismo?
Você já participou de alguma?
Você acha que os materiais didáticos utilizados nas escolas são adequados para alunos
com autismo?
Bloco 3
Durante o curso, você teve acesso a conteúdos sobre a legislação que garante os
direitos dos alunos com autismo?
Na sua opinião, as escolas públicas têm cumprido o papel de inclusão de forma
adequada?
O que você acredita que precisa melhorar nas políticas públicas para que a inclusão de
alunos com autismo aconteça de forma mais eficiente?