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Lec 3

O documento aborda a utilização da insulina na diabetes tipo 2, indicando quando iniciar o tratamento e os passos para a insulinoterapia, incluindo esquemas de dosagem e monitoramento da glicemia. Também são fornecidas orientações sobre a aplicação e armazenamento da insulina, além de como lidar com hipoglicemia. Referências a protocolos e diretrizes de saúde são citadas para respaldar as informações apresentadas.

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yas.1612
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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O documento aborda a utilização da insulina na diabetes tipo 2, indicando quando iniciar o tratamento e os passos para a insulinoterapia, incluindo esquemas de dosagem e monitoramento da glicemia. Também são fornecidas orientações sobre a aplicação e armazenamento da insulina, além de como lidar com hipoglicemia. Referências a protocolos e diretrizes de saúde são citadas para respaldar as informações apresentadas.

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insulinOTERAPIA

na DM2
Aluna: Yasmin Fernandes Trindade do Prado
QuandO UTILIZAR INSULINA?
Hemoglobina glicada acima de 9%
Glicemia em jejum acima de 250mg/dl
Sintomas de hiperglicemia (poliuria, polidipsia, polifagia e perda de peso)
Internações decorrentes do DM2 - cetoacidose ou coma hiperglicêmico
hiperosmolar
Falha no controle glicêmico com as demais medidas terapêuticas
Situações de estresse como cirurgias, gestação, infecções graves, febre, traumas,
hipertireoidismo descompensado
Fase aguda de AVE e IAM
QuandO UTILIZAR INSULINA?
CoMO
INICIAR O
TRATAMENTO?
1º passo - insulina bedtime
Iniciar insulina NPH - 10U (ou 0,1 - 0,2U/kg) antes de dormir + Manter os
antidiabéticos orais em uso

Avaliar glicemia em jejum, 3 a 4 vezes por semana, para ajuste de dose


Se glicemia fora da meta (80 - 130), aumentar 2U a cada 3 dias ou 1U por dia

A reavaliação com a enfermagem deve ser semanal até o alcance da meta de 50%
ou mais dos resultados entre 70 e 180 mg/dL
Após 3 meses, dosar hemoglobina glicada
2º passo - esquemA basal plus
Para usuários na META de glicemia capilar de jejum e FORA DA META da HbA1c, é
necessário orientar a realização de 4 exames de glicemia capilar ao dia e agendar
reavaliação
Jejum
Antes do almoço
Antes do jantar
Ao deitar
2º passo - esquemA basal plus
Esquema basal plus é a recomendado para pessoas em uso de insulina ao deitar
com glicemia de jejum na META, HbA1c FORA DA META e glicemias capilares
ACIMA DA META preponderantemente em um único horário (antes do almoço ou
antes do jantar ou ao deitar)
2º passo - esquemA basal plus
A associação de insulina regular à insulina NPH é indicada. A administração da dose
de insulina prandial deve ser realizada cerca de 30 minutos antes do início da
refeição principal ou na refeição que houver hiperglicemia pós prandiaL

Vale ressaltar que a glicemia capilar de jejum deve estar na meta. Se houver
aumento da glicemia de jejum deve-se aumentar a dose da insulina NPH da noite.
3º passo - insulinIZAÇÃo PLENA
Quando mais de um horário dos controles de glicemia capilar estiver FORA DA
META ou a dose de insulina ao deitar estiver acima de 30 U, devese adotar a
insulinização plena

Nesta situação, as SULFONILUREIAS devem ser retiradas, mas a METFORMINA e a


DAPAGLIFLOZINA devem ser mantidas
3º passo - insulinIZAÇÃo PLENA
3º passo - insulinIZAÇÃo PLENA
As críticas a este esquema decorrem do risco de hipoglicemias no final da manhã e
final da tarde, gerando a necessidade de orientar lanches no meio da manhã e da
tarde
No caso de frascos, deve-se aspirar a insulina regular primeiro e a NPH
posteriormente (orientações a seguir)
Com as canetas de insulina, deve-se fazer uma aplicação para cada tipo de insulina
A necessidade diária de insulina pode ser superior a 1 U/kg/dia em pessoas com
resistência insulínica e, em alguns casos, pode chegar a 2 U/kg/dia.
4º passo - insulinoTERAPIA
INTENSIVA
Usuários que não conseguem obter controle metabólico adequado com as medidas
anteriores necessitam esquemas mais complexos e variados.
Um desses esquemas é a utilização de três aplicações de insulina NPH e regular

1º - Calcular a dose diária total de insulina de 1 U/Kg


2º - Dividir a dose total diária em 3 aplicações
3º - Distribuir de forma a utilizar em torno de 60% NPH de 40% regular
4º - Fazer o controle de glicemias capilares em 4x/dia e reavaliar em uma semana
5º - Nos ajustes, se necessário aumentar as doses de insulina regular (semelhante
ao proposto no quadro de adequação de insulina no esquema basal-plus) visando
equilibrar as doses de NPH (50 a 60%) e regular (40 a 50%).
4º passo - insulinoTERAPIA
INTENSIVA
insulinoTERAPIA
Sempre antes de qualquer adequação terapêutica ou esquema de insulinização,
deve-se checar a adesão ao tratamento e a técnica de aplicação da insulina.
Quando os usuários em insulinização basal plus ou mais alcançarem as metas
glicêmicas, pode-se realizar 2 testes ao dia alternado os horários entre jejum,
antes do almoço, antes do jantar e ao deitar.

Se tiver sintomas de hiperglicemia aguda e cetoacidose (poliúria, polidipsia,


fraqueza, astenia, dor abdominal e hálito cetônico), deve realizar glicemia capilar.
Se glicemia acima de 250 mg/dL, deve-se administrar 10 U de insulina regular,
estimular a ingesta hídrica e repetir a glicemia em uma hora.
Se tiver náuseas e vômito impossibilitando a ingesta hídrica bem como
rebaixamento do nível de consciência, deve ser imediatamente conduzido à UPA.
HIPoGLICEMIA
Deve-se orientar que sempre que o usuário apresente sintomas compatíveis com
hipoglicemia (fome, fraqueza, tontura, tremores e sudorese excessiva), o mesmo
realize a glicemia capilar. ­
Se exame glicemia capilar menor que 70 mg/dL e manutenção de consciência -
orientar ingerir cerca de 15 gramas de carboidrato de ação rápida (copo de água
com uma colher de sopa rasa de açúcar, 150 ml de refrigerante normal, 150 ml de
suco de laranja ou uma colher de mel por exemplo). ­
Repetir a glicemia capilar 15 minutos após o consumo do açúcar.
Se a glicemia subiu, recomenda-se ingerir um carboidrato complexo (um pão
francês ou 1 fatia de pão) para evitar nova hipoglicemia na evolução.
Se a glicemia não tiver subido, recomenda-se repetir os 15 g de açúcar e refazer o
mesmo processo. ­
Se exame glicemia capilar menor que 70 mg/dL e perda de consciência -
encaminhar imediatamente para a UPA para administração de glicose por via
intravenosa
insulinoterapia

caso não atinja meta


Encaminhar a um endocrinologista
oRIENTAÇÕES USo E
ARMAZENAMENTo DE INSULINA
COMO ARMAZENAR ?
Necessário estocar o frasco / cartucho, se caneta, fechado na geladeira, de
preferência na gaveta de baixo da geladeira, aquela das frutas e verduras (onde
geralmente mantem-se essa temperatura) e evitar guardar na porta, onde estará
susceptível a variações térmicas. Se congelar, desprezá-lo.
Após aberto, o frasco ou cartucho de insulina (recarregado na caneta reutilizável)
deve ser armazenado em temperatura ambiente, abaixo de 30ºC, por até 4
semanas. Manter insulina longe da luz e do calor.
preparO da insulina
Antes de cada aplicação, as mãos e o sítio de aplicação devem ser limpos.
Deve-se limpar a tampa de borracha do frasco de insulina com álcool. A insulina
NPH, por ser uma suspensão, deve ser administrada à temperatura ambiente e
misturada imediatamente antes da injeção. Isso é feito invertendo sutilmente a
caneta ou frasco pelo menos 20 vezes.
Para retirar a insulina do frasco, a agulha deve ser introduzida no centro da tampa
de borracha, de forma perpendicular. Um volume de ar igual à dose de insulina
requerida deve ser introduzido dentro do frasco, para evitar a formação de vácuo.
Pode-se associar as insulinas NPH na mesma seringa com as insulinas para
cobertura prandial. Mas deve-se aspiradas antes as rápidas ou ultrarrápidas, para
evitar que a protamina, presente na NPH, entre em contato com as outras
insulinas.
cOmO aplicar?
Deve ser orientado a realização de rodízio dos locais de aplicação subcutânea da
insulina.
Se uso de seringa, faz-se prega na pele antes de aplicar. As canetas de insulina,
com agulha de 4 mm, dispensam a necessidade de prega.
Assim, após a injeção de insulina, recomenda-se que a agulha permaneça no
subcutâneo por cerca de 5 a 10 segundos.
Além disso, ao retirar a agulha, é importante não esfregar o local da injeção, pois
isso pode aumentar a absorção da insulina, potencialmente levando a flutuações
na glicemia.
cOmO aplicar?
caneta de insulina
Pode ser usada inúmeras vezes, pois funciona com um cartucho de insulina, que é
fornecido separadamente.
Cada cartucho contém até 300 unidades de insulina e, dependendo da quantidade
utilizada diariamente, o cartucho dura aproximadamente um mês.
Quando o cartucho de insulina acaba, a pessoa deve descartar apenas o cartucho
vazio e a caneta será recarregada com um novo cartucho
A presença de grumos, cristais ou agregados no cartucho ou na caneta pré-
preenchida (descartável) indica que a insulina está inadequada para consumo.
Descarte a agulha, de sua caneta reutilizável ou caneta descartável,
cuidadosamente em um recipiente adequado para materiais perfurocortantes ou
recipientes resistentes, que protejam do contato com o material, e conforme
orientações da unidade de saúde.
referências
1. PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS DO DIABETE MELITO TIPO 1 MINISTÉRIO DA
SAÚDE BRASÍLIA -DF 2020. Available from:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_clinico_terapeuticas_diabete_melito.pdf
2. MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO E DO COMPLEXO
ECONÔMICO-INDUSTRIAL DA SAÚDE PORTARIA SECTICS/MS No 7, DE 28 DE FEVEREIRO DE 2024.
ORIENTAÇÃO SOBRE O USO DAS CANETAS APLICADORAS DE INSULINA (DESCARTÁVEL E
REUTILIZÁVEL).
3. Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba. RECOMENDAÇÕES PARA INSULINIZAÇÃO NO DIABETES
MELLITUS TIPO 2 (DM2)
4. Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba. ORGANIZAÇÃO DA ATENÇÃO AO DIABETES MELLITUS
TIPO 2 (DM2)
5. Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba. RECOMENDAÇÕES PARA AUTOMONITORAMENTO DE
GLICEMIA CAPILAR (AMGC)
obrigada!

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