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Aula de Direito Penal - Rogério Sanches

O documento aborda o crime de perigo abstrato e os princípios relacionados ao agente do fato, como a responsabilidade pessoal e a presunção de inocência. Discute o princípio da legalidade, sua gênese internacional, e a proibição de criação de crimes por medidas provisórias, além de detalhar a aplicação da lei penal no tempo e a territorialidade das leis. Também menciona a imunidade parlamentar, suas prerrogativas e a separação de causas criminais envolvendo parlamentares.
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O documento aborda o crime de perigo abstrato e os princípios relacionados ao agente do fato, como a responsabilidade pessoal e a presunção de inocência. Discute o princípio da legalidade, sua gênese internacional, e a proibição de criação de crimes por medidas provisórias, além de detalhar a aplicação da lei penal no tempo e a territorialidade das leis. Também menciona a imunidade parlamentar, suas prerrogativas e a separação de causas criminais envolvendo parlamentares.
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CRIME DE PERIGO ABSTRATRO

HC 104.410/RS
STF e STJ dizem que o crime de perigo abstrato seria uma forma
eficiente de proteger o bem tutelado.

PRINCÍPIOS RELACIONADOS COM O AGENTE DO FATO:


Princípio da Responsabilidade Pessoal

Presunção de inocência

PRINCIPIO DA LEGALIDADE:
Ele inaugura o código penal – existe uma gênese internacional do
princípio da legalidade. Existe documentos internacionais que tratam
desse princípio. Convênio para proteção dos DH e liberdades
fundamentais de 1950 – ROMA. Convenção Americana de DH – San
José da Costa Rica – trata também que ninguém será penalizada a menos
que a conduta constitua um crime de competência.

RESERVA LEGAL = Não há crime sem lei + ANTERIORIDADE=


Lei anterior aos fatos = LEGALIDADE
FUNDAMENTOS DO PRINCIPIO DA LEGALIDADE
Fundamento Político = vincula os poderes a leis formuladas de forma
abstrata, impedindo o pode punitivo arbitrário
Fundamento democrático = represente o respeito ao principio da divisão
de poderes, conferindo aos representantes do povo a missão de elaborar
as leis
Fundamento jurídico = lei prévia e clara produz importante efeito
intimidativo
Art 1º não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena se
prévia cominação legal.
Crime: Abrange a contravenção penal.
Pena abrange as medidas de segurança.

DESDOBRAMENTO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE:


1- Não há crime sem lei anterior que o defina.
Medida provisória não pode criar crime – querer criar crime por MP é
violar o principio da legalidade.
Medida provisória é possível criar causa não punitiva?

ART 62 – Em caso de relevância e urgência, o presidente da república poderá


adotar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetêlas de imediato
ao Congresso Nacional.

EC 32/01 – reforça a proibiçaõ da medida provisória sobre direito penal


incriminador, permitindo matéria de direito penal não incriminador.

Resoluções do TSE, CNJ, CNMP não podem criar crimes

Costume no direito penal pode servir como instrumento de interpreção –


secundum legem.
O costume pode revogar infração penal?
OBS: O adultério não foi revogado pelo costume, mas pelo princípio da
intervenção mínima.
Súmula 502 – STJ
LEI PENAL NO TEMPO:
Como decorrência do princípio da legalidde, aplica-se em regra a lei
penal vigente ao tempo a realização do fato criminoso.
Excepcionalmente é permitido a retroatividade da lei, desde que seja
benéfica.
 ULTRA-ATIVIDADE = Quando o fato foi cometido existia a lei
A – 2 a 4 anos – LEI B = pena de 3 a 6 anos. Será aplicada a lei A ,
apesar de revogada, pois é mais benéfica.
 RETROATIVIDADE = Lei A – 3 a 6 anos – lei B 2 a 4 anos,
retroage para alcançar fatos pretéritos.

O código penal adotou a teoria da atividade – considera-se praticado o


crime no momento da conduta, ainda que outro seja o resultado.
No que consiste o princípio da coincidência, congruência ou
simultaneidade. O fato tem que ser típico, ilícito e culpável no momento
da conduta.
SUCESSÃO DE LEIS PENAIS NO TEMPO:
A regra é a irretroatividade da lei penal, executada somente quando lei
posterior for mais benéfica (retroatividade).
No caso de crime permanente, deve se aplicar a lei A ou a lei B

Lei Penal no Tempo:


Pode haver combinação de leis penais para beneficiar o réu?
Os tribunais dizem que não pode, sob pena do juiz legislar.
Admitisse retroatividade da jurisprudência ? De acordo com o STF é
inaplicável aos precedentes jurisprudenciais.

Lei excepcional ou temporária

 Lei temporária – tem data de início e fim.


 Lei excepcional – perdura enquanto persistir a situação
excepcional, que pode ser uma pandemia, calamidade e outros.
Essas são leis autorrevogáveis, são ultra-ativas, ou seja, alcançam os
fatos praticados durante a sua vigência, ainda que revogadas.

 TERRITORIALIDADE: Aplica-se a lei brasileira no Brasil


 EXTRATERRITORIALIDADE: Aplica-se a lei brasileira
ocorrida no exterior
 INTRATERRITORIALIDADE: Lei estrangeira entra no Brasil
para ser aplicado em crime ocorrido no Brasil

TERRITÓRIO NACIONAL : Espaço geográfico (solo, subsolo, etc) +


espaço jurídico (aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a de
serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as
aeronaves e as embarcações brasileiras mercantes.
A embaixada não é extensão do território que representa.
As embaixadas são invioláveis.
Aplica-se a lei brasileira à embarcação que está de passagem em
território brasileiro? Não se aplica a lei brasileira, desde que o crime
não seja prejudicial a paz e boa ordem do Brasil. OBS: A Convenção de
chicago consagrou as cinco liberdades do ar, dentre as quais destaco o
direito de sobrevoô, ou passagem do direito marítimo.

IMUNIDADE PARLAMENTAR:
Não são privilégios e sim prerrogativas
Está prevista na constituição federal
Imunidade – quaisquer opiniões, palavras e votos
Divide-se em imunidade absoluta e relativa
A imunidade parlamentar material deve haver total ligação com a
prerrogativa do cargo ou função, caso contrário o individuo responderá
pelos crimes de palavras e opiniões – ex incitação a crime, injúria etc.
A doutrina diverge no pensamento referente a isenção da punição
referente a imunidade parlamentar
O entendimento atual é que o parlamentar deve justificar seus atos de
palavras e opiniões
Foro por prerrogativa de função não saão privilégios, mas sim uma
prerrogativa e só acontece para causas criminais.
Ao se falar de foro por prerrogativa de função, lembra-se que ira
depender a questão de um crime de duas pessoas, cuja uma delas não
seja parlamentar, caso não atrapalhe as provas, será separado, caso
contrário haverá uma conexão.
STF decidiu que hoje, só possuirá o foro em crimes cometidos com
relação da função.

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