Apostila
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Autor:
Equipe Exatas Estratégia
Concursos
08 de Julho de 2025
Equipe Exatas Estratégia Concursos
Aula 00
Índice
1) Aviso
..............................................................................................................................................................................................3
2) Apresentação do Curso
..............................................................................................................................................................................................4
3) Introdução às Proposições
..............................................................................................................................................................................................5
4) Proposições Simples
..............................................................................................................................................................................................
25
5) Proposições Compostas
..............................................................................................................................................................................................
34
AVISO IMPORTANTE!
Passando para informá-los a respeito da disposição das questões dentro do nosso material didático.
Informamos que a escolha das bancas, dentro dos nossos Livros Digitais, é feita de maneira estratégica
e pedagógica pelos nossos professores a fim de proporcionar a melhor didática e o melhor
direcionamento daquilo que mais se aproxima do formato de cobrança da banca do seu concurso.
Assim, o formato de questões divididas por tópico facilitará o seu processo de estudo, deixando mais
alinhado às disposições constantes no edital.
Atenciosamente,
Equipe Exatas
Estratégia Concursos
APRESENTAÇÃO DO CURSO
Olá, pessoal! Tudo bem?
Os professores Eduardo Mocellin, Francisco Rebouças, Luana Brandão, Djefferson Maranhão e Vinicius
Veleda ficarão responsáveis pelo Livro Digital.
Francisco Rebouças: Fala, alunos! Aqui é o Francisco Rebouças, professor de Matemática do Estratégia
Concursos. Sou Engenheiro Aeroespacial formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Saiba que
será uma honra fazer parte da sua jornada rumo à aprovação e que estaremos sempre aqui para auxiliá-los
com o que precisarem. Um grande abraço e nos vemos nas aulas!
Luana Brandão: Oi, pessoal! O meu nome é Luana Brandão e sou professora de Estatística do Estratégia
Concursos. Sou Graduada, Mestre e Doutora em Engenharia de Produção, pela Universidade Federal
Fluminense. Passei nos concursos de Auditor Fiscal (2009/2010) e Analista Tributário (2009) da Receita Federal
e de Auditor Fiscal do Estado do Rio de Janeiro (2010). Sou Auditora Fiscal do Estado do RJ desde 2010. Vamos
juntos nesse caminho até a aprovação? @professoraluanabrandao
Djefferson Maranhão: Olá, amigos do Estratégia Concursos, tudo bem? Meu nome é Djefferson Maranhão,
professor de Estatística do Estratégia Concursos. Sou Graduado em Ciência da Computação pela Universidade
Federal do Maranhão (UFMA). Desde 2015, sou Auditor da Controladoria Geral do Estado do Maranhão (2015
- 5º lugar). Antes, porém, exerci os cargos de Analista de Sistemas na UFMA (2010 - 1º lugar) e no TJ-MA (2011
- 1º lugar). Já estive na posição de vocês e sei o quanto a vida de um concurseiro é um tanto atribulada! São
vários assuntos para se dominar em um curto espaço de tempo. Por isso, contem comigo para auxiliá-los nessa
jornada rumo à aprovação. Um grande abraço.
Vinicius Veleda: Olá, caros alunos! Sou Auditor Fiscal do Estado do Rio Grande do Sul. Professor de Matemática
e Matemática Financeira do Estratégia Concursos. Aprovado nos Concursos de Auditor Fiscal da Secretaria da
Fazenda dos Estados do Rio Grande do Sul (SEFAZ RS - 2019), Santa Catarina (SEFAZ SC - 2018) e Goiás (SEFAZ
GO - 2018). Formado em Engenharia de Petróleo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com
graduação sanduíche em Engenharia Geológica pela Universidade Politécnica de Madrid (UPM). Pela UFRJ, fui
campeão sul americano do Petrobowl (Buenos Aires) e, posteriormente, Campeão Mundial (Dubai). Cursei meu
ensino médio na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). Contem comigo nessa trajetória!
@viniciusveleda
O material escrito em PDF está sendo construído para ser sua fonte autossuficiente de estudos. Isso significa
que o livro digital será completo e voltado para o seu edital, justamente para que você não perca o seu
precioso tempo "caçando por aí" o conteúdo que será cobrado na sua prova. Ademais, sempre que
necessário, você poderá fazer perguntas sobre as aulas no fórum de dúvidas. Bons estudos!
APRESENTAÇÃO DA AULA
Fala, pessoal!
A aula de hoje é a base da lógica de proposições, sem a qual não podemos avançar no conteúdo.
Em seguida, trataremos sobre as proposições compostas. Nesse tema, apresentaremos diversos exemplos
que contextualizam os valores lógicos resultantes do uso dos conectivos. Por experiência como professor,
gravar exemplos não é o melhor caminho. É muito mais importante que você DECORE os casos típicos de
cada um dos cinco conectivos.
Vamos exibir, no início de cada tópico, um pequeno resumo para que você tenha uma visão geral do
conteúdo antes mesmo de iniciar o assunto.
Vamos avançando com calma e constância. A aula apresenta uma teoria um pouco extensa, porém
necessária para criarmos os alicerces da lógica de proposições.
@edu.mocellin
INTRODUÇÃO ÀS PROPOSIÇÕES
Introdução às proposições
Proposição lógica
Proposição lógica: é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um, dos dois
possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso.
3.Admite um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos: não são proposições as sentenças abertas,
nem os paradoxos, nem as frases com alta carga de subjetividade.
• " x + 9 = 10" - Sentença aberta
• "Ele correu 100 metros em 9,58 segundos no ano de 2009." - Sentença aberta
• "Esta frase é uma mentira." - Paradoxo
• "Maria é formosíssima." - Alta carga de subjetividade
Quantificadores: "todo", "para todo", "para qualquer", "qualquer que seja", "nenhum", "existe",
"algum", "pelo menos um", "existe um único" e suas variantes transformam sentenças abertas em
proposições.
Distinção entre proposição, sentença e expressão
Proposição lógica
Uma proposição lógica é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um, dos dois
possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso. Exemplo:
Perceba que a frase acima é uma oração em que se declara algo sobre a cidade de Porto Alegre. Além disso,
essa frase admite um valor lógico. Não bastasse isso, essa oração admite somente um valor lógico: ou é
verdadeiro que Porto Alegre é realmente a capital do Rio Grande do Sul, ou é falso que essa cidade é a
capital desse estado. Vejamos outros exemplos de proposição:
Cumpre destacar que podemos ter proposições que são expressões matemáticas. Exemplos:
"5 + 5 = 9."
(Lê-se: "Cinco mais cinco é igual a nove.")
É muito importante que você entenda o conceito de proposição lógica apresentado, pois é possível resolver
diversas questões introdutórias somente conhecendo essa definição.
Uma proposição lógica deve ser uma oração. Isso significa que ela necessariamente deve apresentar um
sentido completo, identificado pela presença de um verbo. As seguintes expressões não são proposições
por não apresentarem verbo:
"Teclado."
Uma proposição lógica é uma sentença declarativa, podendo ser uma sentença declarativa afirmativa ou
uma sentença declarativa negativa. São proposições:
Não basta que a sentença apresente um verbo para que ela seja considerada uma
proposição. Veja que a sentença imperativa "Chute a bola" apresenta verbo (chutar) e,
mesmo assim, não é uma proposição por não ser declarativa.
(BNB/2018) A sentença “É justo que toda a população do país seja penalizada pelos erros de seus
dirigentes?” é uma proposição lógica composta.
Comentários:
Veremos ainda nessa aula o conceito de proposição composta.
Note, porém, que podemos resolver a questão mesmo sem conhecer esse conceito. Isso porque a sentença
apresentada não é uma proposição lógica, pois trata-se de uma sentença interrogativa.
Gabarito: ERRADO.
Uma proposição deve admitir um, e apenas um, dos dois possíveis valores
lógicos
Antes de desenvolver essa última característica das proposições, devemos entender o que é um valor lógico.
Valor lógico é o resultado do juízo que se faz sobre uma proposição. Na lógica que é tratada nesse curso, a
Lógica Formal, o valor lógico pode ser ou verdadeiro ou falso, mas não ambos.
Sabemos que ela ou é verdadeira ou é falsa, não sendo possível Porto Alegre ser e não ser, ao mesmo tempo,
a capital do Rio Grande do Sul.
Nesse momento, é importante que você entenda o seguinte: para verificar se determinada frase é uma
proposição, não precisamos saber, no mundo dos fatos, se a frase é verdadeira ou se é falsa
Se você é bom em Geografia, provavelmente você sabe que, quando contrastada com o mundo em que
vivemos, a proposição "Porto Alegre é a capital do Rio Grande do Sul" é verdadeira.
Apesar disso, para identificarmos se a frase em questão é uma proposição, você não precisa ser bom em
Geografia. Não se faz necessário saber se essa frase é de fato verdadeira ou não, pois nos interessa saber
somente se a frase tem a capacidade de admitir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos
(verdadeiro ou falso).
Para verificar se determinada frase é uma proposição, não precisamos saber, no mundo
dos fatos, se a frase é verdadeira ou se é falsa. No caso em que acabamos de mostrar, não
precisamos saber se Porto Alegre é ou não de fato a capital do Rio Grande no Sul.
Para que a frase seja considerada uma proposição, um dos requisitos é que ela tenha a
capacidade de admitir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos (verdadeiro
ou falso).
Calma, caro aluno. Realmente, quando a frase é contrastada com o mundo dos fatos, identificamos que a
capital do Ceará é Fortaleza. Apesar disso, esse conhecimento é totalmente dispensável para que
reconheçamos o fato de que aquela frase é uma proposição lógica. Isso porque a frase se encaixa
perfeitamente na definição de proposição:
• Temos uma oração, que pode ser identificada com a presença do verbo "ser";
• A oração em questão é declarativa. No caso em questão, declara-se algo sobre Taubaté;
• Pode-se atribuir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos à oração declarativa em
questão: ou é verdadeiro que "Taubaté é a capital do Ceará", ou é falso que "Taubaté é a capital do
Ceará".
E aí, astrônomo? Sabe dizer se essa frase é verdadeira ou se é falsa? Mesmo que não saibamos se a frase é
verdadeira ou falsa, não resta dúvida de que a frase é uma proposição, pois:
• Temos uma oração, que pode ser identificada com a presença do verbo "existir";
• A oração em questão é declarativa. No caso em questão, declara-se algo sobre a Via Láctea;
• Pode-se atribuir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos à oração declarativa em
questão: ou é verdadeiro que "na Via Láctea existem mais de 1 trilhão de estrelas ", ou é falso que
"na Via Láctea existem mais de 1 trilhão de estrelas".
Existem algumas questões, relacionadas a conteúdos que ainda serão estudados, em que
se faz necessário contrastar a proposição com a realidade dos fatos para que possamos
determinar se ela é verdadeira ou se ela é falsa. Em regra, essas questões apresentam
proposições que envolvem conceitos matemáticos. Por exemplo:
"5 + 2 = 8"
(Lê-se: "Cinco mais dois é igual a oito.")
Nesses casos, as questões costumam requerer que você saiba que a primeira proposição é
falsa e que a segunda proposição é verdadeira.
Agora que sabemos o que é um valor lógico e como esse conceito é usado para definirmos o que é uma
proposição, veremos algumas situações de frases que não são proposições.
Sentenças abertas são aquelas sentenças em que não se pode determinar a que ela se refere. Como
consequência disso, não se pode dizer que elas admitem um único valor lógico V ou F.
Em resumo, sentenças abertas não são proposições porque o valor lógico que poderia ser atribuído à
sentença depende da determinação de uma variável. Exemplo:
"𝑥 + 9 = 10"
O que você acabou de fazer é resolver a equação matematicamente para que ela seja verdadeira. Em outras
palavras, você acaba de "forçar" para que a equação seja verdadeira e, como consequência disso, você
concluiu que 𝑥 deve ser igual a 1.
Note, porém, que queremos verificar se a sentença em si é verdadeira ou falsa, sem que ela seja resolvida.
Nesse caso, não conseguimos determinar o valor lógico de "𝑥 + 9 = 10", pois não sabemos de antemão o
valor de 𝒙.
Para classificar a equação do exemplo como verdadeira ou falsa, precisaríamos determinar a variável 𝑥. Veja
que, para 𝒙 igual a 𝟑, por exemplo, a sentença seria falsa, pois 3 + 9 não é igual a 10. Por outro lado, para
𝒙 igual a 𝟏, a sentença seria verdadeira, pois 1 + 9 é igual a 10.
A questão a seguir apresenta uma aplicação muito interessante do que aprendemos até agora.
(ISS GRU/2019) Dentre as sentenças a seguir, aquela que é uma sentença aberta é
a) 3 ⋅ 𝑥 + 4– 𝑥– 3– 2 ⋅ 𝑥 = 0
b) 7 + 3 = 11
c) 0 ⋅ 𝑥 = 5
d) 13 ⋅ 𝑥 = 7
e) 43 – 1 = 42
Comentários:
Sentenças abertas são aquelas em que o valor lógico que poderia ser atribuído à sentença depende da
determinação de uma variável. Vamos analisar cada uma das alternativas.
Alternativa A
Observe o desenvolvimento da sentença original:
3𝑥 + 4 − 𝑥 − 3 − 2𝑥 = 0
(3𝑥 − 𝑥 − 2𝑥) + 4 − 3 = 0
0𝑥 + 1 = 0
1=0
Veja que o valor lógico sentença "3 ⋅ 𝑥 + 4– 𝑥– 3– 2 ⋅ 𝑥 = 0" independe de uma variável, pois a sentença
corresponde a "1 = 0" (lê-se: zero é igual a um). Portanto, a sentença em questão é uma proposição. Além
disso, caso queiramos contrastar a proposição com a realidade dos fatos, sabemos que essa proposição é
falsa.
Alternativa B
"7 + 3 = 11" é uma proposição falsa. Seu valor lógico não depende da determinação de uma variável.
Alternativa C
Vamos desenvolver a equação.
0⋅𝑥 =5
0=5
Veja que o valor lógico sentença original independe de uma variável, pois corresponde a "0 = 5", que é uma
proposição falsa.
Alternativa D
7
"13 ⋅ 𝑥 = 7" corresponde a uma sentença aberta. Caso atribuíssemos a 𝑥 o valor 13, a sentença seria
verdadeira e, caso atribuíssemos qualquer outro valor, ela seria falsa. Logo, o gabarito é a alternativa D.
Alternativa E
" 43 − 1 = 42" é uma proposição verdadeira. Seu valor lógico não depende da determinação de uma
variável.
Gabarito: Letra D.
É importante que você entenda que sentenças abertas não precisam ser expressões matemáticas. Exemplo:
Perceba que, na frase em questão, o pronome "ele" funciona como uma variável. Para que atribuíssemos
o valor verdadeiro ou falso para a sentença, precisaríamos determinar essa variável. No exemplo, se "ele"
fosse o ex-velocista Usain Bolt, a sentença seria verdadeira. De modo diverso, se o pronome se referisse ao
professor Eduardo Mocellin, a sentença seria falsa.
𝑥+𝑦
III. é um número par.
2
É verdade que:
a) Todas as sentenças são abertas.
b) Apenas a sentença III é aberta.
c) Apenas as sentenças I e III são abertas.
d) Apenas a sentença I é aberta.
Comentários:
Vamos verificar as três sentenças individualmente.
I- Ela foi a melhor aluna da turma em 2022.
Note que o pronome "ela" funciona como uma variável. Para que atribuíssemos o valor verdadeiro ou falso
para a sentença, precisaríamos determinar essa variável. Logo, trata-se de uma sentença aberta.
II- Mario foi o diretor do Colégio Liceu em 2020.
Sabemos que uma proposição lógica é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um,
dos dois possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso. Trata-se do caso dessa sentença e, portanto, essa
sentença é uma proposição.
𝒙+𝒚
III- é um número par.
𝟐
Note que 𝒙 e 𝒚 são variáveis. Para que atribuíssemos o valor verdadeiro ou falso para a sentença,
precisaríamos determinar essas variáveis. Logo, trata-se de uma sentença aberta.
Portanto, é correto afirmar que apenas as sentenças I e III são abertas.
Gabarito: Letra C.
(INSS/2022) P: “Se me mandou mensagem, meu filho lembrou-se de mim e quer ser lembrado por mim”.
Considerando a proposição P apresentada, julgue o item seguinte.
Na proposição P, permitindo-se variar, em certo conjunto de pessoas, o sujeito e o objeto de cada verbo de
suas proposições simples constituintes, tem-se uma sentença aberta, que também pode ser expressa por
quem mandou mensagem, lembrou-se e quer ser lembrado.
Comentários:
Questão de alto nível, pessoal!
Note que P é uma proposição. Veremos futuramente que esse tipo de proposição pode ser classificado como
proposição composta, pois essa proposição é formada por mais de uma proposição simples.
Em resumo, a questão pretende tornar indeterminadas as pessoas presentes na proposição P, e a questão
sintetiza essa indeterminação na frase "quem mandou mensagem, lembrou-se e quer ser lembrado".
Considerando essa frase, percebe-se que temos uma sentença em que não se pode determinar a quem ela
se refere. Temos, portanto, uma sentença aberta.
Gabarito: CERTO.
Existem situações em que as bancas são bastante sutis quando querem indicar que uma
frase é uma sentença aberta. Veja o exercício a seguir.
(TJ CE/2008) A frase "No ano de 2007, o índice de criminalidade da cidade caiu pela metade em relação ao
ano de 2006" é uma sentença aberta.
Comentários:
Perceba que não sabemos a qual cidade a frase do enunciado se refere. Se atribuíssemos à "variável cidade"
uma cidade específica, por exemplo, Porto Alegre, poderíamos averiguar se o índice realmente caiu pela
metade ou não. Nesse caso, seria possível afirmar se a sentença é verdadeira ou se ela é falsa. Trata-se,
portanto, de uma sentença aberta.
Gabarito: CERTO.
Nesse ponto da matéria, preciso que você crie um certo "jogo de cintura". É comum que
as bancas não sejam extremamente rigorosas nesses casos em que se utiliza pronomes
para indicar sentenças abertas. Na questão a seguir, perceba que a frase "Você estudou
diariamente para essa prova" foi tratada como uma proposição simples, apesar de ser
possível alegar que se desconhece a quem o pronome "você" se refere.
(GOINFRA/2022) Proposição é toda oração declarativa que pode ser classificada como verdadeira ou falsa,
ou seja, é todo encadeamento de termos, palavras ou símbolos que expressam um pensamento de sentido
completo. Assim, qual das alternativas a seguir representa uma proposição?
a) Como está se saindo neste concurso?
b) Fique tranquilo, mas não esqueça de responder nenhuma pergunta.
c) A prova do concurso.
d) Você estudou diariamente para essa prova.
e) Não fique nervoso!
Comentários:
Pode-se transformar uma sentença aberta em uma proposição por meio do uso de elementos denominados
quantificadores.
Estudaremos quantificadores em momento oportuno. Nesse momento, só precisamos saber que elementos
como "todo", "para todo", "para qualquer", "qualquer que seja", "nenhum", "existe", "algum", "pelo
menos um", "existe um único" e suas variantes transformam sentenças abertas em proposições.
Caso a variável "ele" fosse substituída pelo quantificador "alguém" (variante de "algum"), teríamos:
Observe que a frase acima tem a capacidade de admitir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos.
Em outras palavras, a frase acima é passível de valoração V ou F. Note que ou é verdadeiro que "alguém
correu 100 metros em 9,58 segundos em 2009", ou então é falso que "alguém correu 100 metros em 9,58
segundos em 2009".
Por curiosidade, caso queiramos contrastar a proposição com a realidade, podemos atribuir a ela o valor
lógico verdadeiro, pois, no mundo dos fatos, alguém realmente correu 100 metros em 9,58 segundos em
2009: o velocista Usain Bolt.
(Pref Irauçuba/2022) Das frases abaixo, assinale qual representa uma proposição:
a) Escreva uma redação dissertativa.
b) Existem tubarões em Pernambuco.
c) O jogo de ontem terminou empatado?
d) Que desenho lindo!
Comentários:
Vamos avaliar cada alternativa.
a) Escreva uma redação dissertativa.
A frase acima é uma sentença imperativa (indica uma ordem, sugestão, pedido ou conselho). Não se trata,
portanto, de uma proposição.
b) Existem tubarões em Pernambuco.
Observe que a sentença apresentada é uma proposição lógica:
• Temos uma oração, que pode ser identificada com a presença do verbo "existir";
• A oração em questão é declarativa. No caso em questão, declara-se algo sobre a existência de tubarões
em Pernambuco;
• Pode-se atribuir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos à oração declarativa em questão: ou
é verdadeiro que "existem tubarões em Pernambuco", ou é falso que "existem tubarões em Pernambuco".
Cumpre destacar que essa frase não se trata de uma sentença aberta. Trata-se de uma proposição com o
quantificador "existe".
c) O jogo de ontem terminou empatado?
A frase acima é uma sentença interrogativa. Não se trata, portanto, de uma proposição.
d) Que desenho lindo!
A frase acima é uma sentença exclamativa. Não se trata, portanto, de uma proposição.
Gabarito: Letra B.
O exemplo abaixo é uma proposição que deve ser lida como "existe um 𝒙 pertencente ao conjunto dos
números naturais tal que 𝒙 + 𝟗 = 𝟏𝟎". O valor lógico é verdadeiro, pois para 𝒙 = 𝟏 a igualdade se
confirma.
“∃ 𝑥 ∈ ℕ | 𝑥 + 9 = 10" - Verdadeiro
O próximo exemplo também é uma proposição e deve ser lida como "para todo 𝒙 pertencente ao conjunto
dos números naturais, 𝒙 + 𝟗 = 𝟏𝟎".
“∀ 𝑥 ∈ ℕ | 𝑥 + 9 = 10" - Falso
Frases paradoxais não podem ser proposições justamente porque não pode ser atribuído um único valor
lógico a esse tipo de frase. Exemplo:
Perceba que se a frase acima for julgada como verdadeira, então, seguindo o que a frase explica, é
verdadeiro que a frase é falsa. Nesse caso, chega-se ao absurdo de que a frase é verdadeira e falsa ao mesmo
tempo.
Por outro lado, se a frase acima for julgada como falsa, então, segundo o que a frase explica, é falso que a
frase é falsa e, consequentemente, a frase é verdadeira. Novamente, chega-se ao absurdo de que a frase é
verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
(TRF1/2017) "A maior prova de honestidade que realmente posso dar neste momento é dizer que
continuarei sendo o cidadão desonesto que sempre fui."
A partir da frase apresentada, conclui-se que, não sendo possível provar que o que é enunciado é falso, então
o enunciador é, de fato, honesto.
Comentários:
Primeiramente, devemos pressupor nessa questão que uma pessoa honesta sempre diz a verdade, e uma
pessoa desonesta sempre mente. Seria melhor se a banca tivesse informado isso.
Perceba que sentença apresentada é um paradoxo. Se você considerar que a pessoa é honesta, ou seja, que
diz a verdade, então a frase que ela disse é verdadeira. Ocorre que, sendo a frase verdadeira, chega-se à
conclusão que a pessoa é desonesta, ou seja, que ela mentiu. Isso significa que a frase é falsa.
Chega-se então ao absurdo de que a frase é verdadeira e falsa ao mesmo tempo. Trata-se, portanto, de um
paradoxo. Não se pode dizer que o enunciador é honesto, ou seja, não se pode dizer que a sentença é
verdadeira, pois não se trata de uma proposição.
Gabarito: ERRADO.
Em algumas questões de concurso público, podem ser apresentadas algumas frases que apresentam alta
carga de subjetividade, que mais se aproximam de uma mera opinião. Esse tipo de frase não admite um
único valor lógico (V ou F) e, portanto, não se trata de uma proposição. Por exemplo:
"Maria é formosíssima."
Em um primeiro momento, essa frase pode parecer que é uma proposição. Ocorre, porém, que ela carrega
uma alta carga de subjetividade. Como seria possível afirmar categoricamente que Maria é formosíssima?
Veja que não é possível atribuir um valor lógico V ou F para essa frase, pois ela emite uma opinião, que não
pode ser valorada de modo objetivo. Logo, não se trata de uma proposição. Vejamos outros exemplos de
frases que não são proposições por conta da sua alta carga de subjetividade:
(BRDE/2023) Entre as alternativas abaixo, qual NÃO pode ser considerada uma proposição lógica?
a) Ana é balconista.
b) Paulo tem 5 gatos.
c) Porto Alegre é no Rio Grande do Sul.
d) 1 > 9
e) João é incrível.
Comentários:
Sabemos que uma proposição lógica é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um,
dos dois possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso. As frases apresentadas nas alternativas de A até D se
encaixam nessa definição, inclusive a expressão matemática "1 > 9", que pode ser lida como "um é maior do
que nove".
Na letra E, temos a frase "João é incrível". Em um primeiro momento, a frase apresentada nessa alternativa
pode parecer que é uma proposição. Ocorre, porém, que essa frase carrega uma alta carga de subjetividade.
Como seria possível afirmar categoricamente que João é incrível?
Veja que não é possível atribuir um valor lógico V ou F para essa frase, pois ela emite uma opinião, que não
pode ser valorada de modo objetivo. Logo, não se trata de uma proposição.
Gabarito: Letra E.
Cuidado! De fato, a frase em questão não é uma proposição. Ocorre que ela não é uma proposição por ser
uma sentença interrogativa. Não se trata de uma frase opinativa.
Gabarito: ERRADO.
Novamente, preciso que você crie um "jogo de cintura" com as questões. É bem comum
que frases subjetivas sejam consideradas proposições. Na questão a seguir, perceba que
a frase "Ainda é cedo" foi tratada como uma proposição simples, apesar de ser possível
alegar que a característica "cedo" é subjetiva.
(CBM BA/2020) O conceito mais fundamental de lógica é a proposição. Dentre as afirmações abaixo, assinale
a alternativa correta que apresenta uma proposição.
a) Façam silêncio.
b) Que cansaço!
c) Onde está meu chaveiro?
d) Um belo exemplo de vida.
e) Ainda é cedo.
Comentários:
a) Façam silêncio. ERRADO.
A frase acima é uma sentença imperativa (indica uma ordem, sugestão, pedido ou conselho). Não se trata,
portanto, de uma proposição.
b) Que cansaço! ERRADO.
Trata-se de uma sentença exclamativa. Logo, a frase em questão não é uma proposição.
c) Onde está meu chaveiro? ERRADO.
Trata-se de uma sentença interrogativa. Logo, a frase em questão não é uma proposição.
d) Um belo exemplo de vida. ERRADO.
A frase “Um belo exemplo de vida” não é uma proposição por não apresentar sentido completo. Em outras
palavras, a frase em questão não é uma proposição por não ser uma oração, uma vez que não há verbo.
e) Ainda é cedo. CERTO.
Nessa questão, devemos considerar que a frase "Ainda é cedo" é uma proposição simples, apesar de ser
possível alegar que a característica "cedo" é subjetiva. Relevando-se esse possível questionamento, observe
que a frase em questão é uma proposição lógica, pois é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída
um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso.
Gabarito: Letra E.
Agora que já vimos a definição de proposição, vamos entender as definições de sentença e de expressão.
a) Declarativa afirmativa;
b) Declarativa negativa;
c) Exclamativa;
d) Interrogativa;
e) Imperativa (indica ordem, sugestão, pedido ou conselho);
f) Optativa (exprime um desejo);
g) Sentença aberta.
Note que as sentenças declarativas são proposições, e as demais sentenças não são.
Já as expressões são aquelas frases que não exprimem um pensamento com sentido completo.
Diferentemente das sentenças, as expressões não apresentam verbo. Exemplos:
Note que proposição é um caso particular de sentença e que, por exclusão, não há
proposições lógicas em expressões.
Na maioria dos casos as bancas costumam utilizar a palavra expressão como sinônimo de
sentença. É necessário avaliar o contexto do enunciado para estabelecer a necessidade de
distinção entre esses três conceitos. Ao longo do curso, expressão e sentença serão
tratadas como sinônimos de proposição.
(CM Cabo de Sto. Agostinho/2019) Em questões de raciocínio lógico, é comum termos expressões e frases
nas quais não conseguimos identificar um sujeito e nem um predicado. Por exemplo, “Quarenta e nove
décimos” é uma expressão. Nesse sentido, assinale a alternativa que NÃO apresenta uma expressão.
a) O dobro de um número.
b) Vinte e cinco metros e 30 centímetros.
c) A altura de Pedro é igual a 1,80m.
d) Uma dúzia e meia.
Comentários:
As frases das alternativas A, B e D não exprimem um pensamento com sentido completo, pois não
apresentam verbo. Logo, temos expressões nessas alternativas.
Por outro lado, na frase "A altura de Pedro é igual a 1,80m", temos um pensamento com sentido completo,
evidenciado pela existência do verbo "ser". Logo, nesse caso, não temos uma expressão. Trata-se, na
verdade, de uma proposição.
Gabarito: Letra C.
A lógica que vamos tratar ao longo do curso é a Lógica Proposicional, também conhecida por Lógica Clássica,
Lógica Aristotélica ou Lógica Bivalente. Essa última forma de se chamar a lógica objeto do nosso estudo
relaciona-se ao fato de que toda a proposição pode ser julgada com apenas um único valor lógico: verdadeiro
ou falso.
Essa lógica obedece a três princípios, conhecidos também por Leis do Pensamento:
a) Princípio da Identidade: Uma proposição verdadeira é sempre verdadeira, e uma proposição falsa é
sempre falsa.
b) Princípio da Não Contradição: Uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
c) Princípio do Terceiro Excluído: Uma proposição ou é verdadeira ou é falsa. Não existe um terceiro
valor "talvez".
(Pref SJ Basílios/2023) Assinale a assertiva representada pelo princípio que afirma que uma proposição não
pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
a) Princípio do terceiro excluído.
b) Princípio da identidade.
c) Princípio da não contradição.
d) Princípio da ambiguidade.
e) Princípio da contagem.
Comentários:
Segundo o princípio da não contradição, uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
Gabarito: Letra C.
(Pref Palmeirante/2023) Assinale a assertiva que apresenta corretamente o princípio da lógica que afirma
que uma proposição só pode ser verdadeira ou falsa, não se admitindo outra possibilidade.
a) Princípio da não contradição.
b) Princípio do terceiro excluído.
c) Princípio da identidade.
d) Princípio da negação.
Comentários:
Segundo o princípio do terceiro excluído, uma proposição ou é verdadeira ou é falsa, não se admitindo um
terceiro valor "talvez".
Gabarito: Letra B.
PROPOSIÇÕES SIMPLES
Proposições simples
Definição de proposição simples
A maneira mais comum de se negar uma sentença declarativa negativa consiste em remover o elemento
"não", transformando-a em uma sentença declarativa afirmativa.
q: "Taubaté não é a capital de Mato Grosso."
~q: "Taubaté é a capital de Mato Grosso."
Negação usando antônimos: nem sempre o uso de um antônimo nega a proposição original. Para a
proposição "O Grêmio venceu o jogo", é errado dizer que a negação seria "O Grêmio perdeu o jogo",
porque o jogo poderia ter empatado.
Para negar uma proposição simples formada por uma oração principal e por orações subordinadas,
devemos negar a oração principal.
Dizemos que uma proposição é simples quando ela não pode ser dividida em proposições menores.
De outra forma, podemos dizer que a proposição é simples quando ela é formada por uma única parcela
elementar indivisível que pode ser julgada como verdadeira ou falsa.
É muito comum representar as proposições simples por uma letra do alfabeto. Exemplos:
r: "32 = 6."
Observe que as proposições simples p e r são sentenças declarativas afirmativas, enquanto q é uma
sentença declarativa negativa.
Essa nova proposição simples é denotada pelo símbolo ~ ou ¬ seguido da letra que representa a proposição
original. Ou seja, a negação de p é representada por ~p ou ¬p (lê-se: "não p"). Exemplo:
Uma outra forma de se negar a proposição original sugerida é inserir expressões como "não é verdade
que...", "é falso que..." no início:
A nova proposição ~p sempre terá o valor lógico oposto da proposição original p. Isso significa que se p é
falsa, ~p é verdadeira, e se p é verdadeira, ~p é falsa. Essa ideia pode ser representada na seguinte tabela,
conhecida por tabela-verdade:
Cada linha da tabela representa uma possível combinação de valores lógicos para as proposições p e ~p. A
primeira linha representa o fato de que se p assumir o valor V, ~p deve assumir o valor F. Já a segunda linha
representa o fato de que se p assumir o valor F, ~p deve assumir o valor V.
Note que a maneira mais comum de se negar uma sentença declarativa negativa consiste em remover o
elemento "não", transformando-a em uma sentença declarativa afirmativa.
Logo, a negação mais comum de "Taubaté não é a capital de Mato Grosso" corresponde à proposição
"Taubaté é a capital de Mato Grosso".
(CGIA SC/2020) A proposição p equivale à “Ana não dirige moto” e a proposição q equivale à “Heitor
administra o mercado”. Assinale a alternativa que apresenta corretamente ~p e ~q, nesta ordem.
a) “Ana dirige apenas carro”; “Heitor não administra o mercado”.
b) “Ana dirige moto”; “Heitor administra a farmácia”.
c) “Ana administra o mercado”; “Heitor não dirige moto”.
d) “Ana dirige moto”; “Heitor não administra o mercado”.
e) “Ana não administra o mercado”; “Heitor dirige moto”.
Comentários:
Na proposição p temos originalmente uma sentença declarativa negativa:
p: “Ana não dirige moto.”
A maneira mais comum de se negar uma sentença declarativa negativa consiste em remover o elemento
"não", transformando-a em uma sentença declarativa afirmativa. Nesse caso, temos:
~p: “Ana dirige moto.”
Por outro lado, na proposição q temos uma sentença declarativa afirmativa:
q: "Heitor administra o mercado"
Para negá-la, podemos inserir o elemento "não":
~q: "Heitor não administra o mercado"
Logo, ~p e ~q correspondem “Ana dirige moto” e “Heitor não administra o mercado”.
Gabarito: Letra D.
Veja que faz sentido dizer que "João foi reprovado no vestibular" corresponde à negação de "João foi
aprovado no vestibular". Isso porque, nesse contexto, "aprovado" e "reprovado" abarcam todas as
possibilidades possíveis.
O uso de antônimos para se negar uma proposição deve ser visto com muito cuidado. Veja a seguinte
proposição:
Observe que um antônimo de "vencer" é "perder", porém essa palavra não nega a proposição anterior. Não
está certo dizer que a negação da proposição seria "O Grêmio perdeu o jogo contra o Inter".
Note que, nesse contexto, "vencer" e "perder" não abarcam todas as possibilidades, pois o jogo poderia ter
empatado. Nesse caso, não resta outra opção senão negar a proposição com um dos modos tradicionais:
(CRMV RJ/2022) Em relação a estruturas lógicas e à lógica de argumentação, julgue o item a seguir.
A negação de “O canguru vermelho é o maior marsupial existente” é “O canguru vermelho é o menor
marsupial existente”.
Comentários:
Originalmente, temos a seguinte proposição:
p: “O canguru vermelho é o maior marsupial existente"
A questão sugere que essa proposição seja negada substituindo a palavra "maior" pelo seu antônimo
"menor".
Veja que essa suposta negação não abarca todas as possibilidades possíveis, pois o canguru vermelho pode
não ser o maior marsupial sem que ele seja exatamente o menor. Em outras palavras, o canguru vermelho
poderia, por exemplo, ter um tamanho mediano.
Logo, uma possibilidade correta de se negar a proposição original seria:
~p: “O canguru vermelho não é o maior marsupial existente"
Gabarito: ERRADO.
Perceba que temos dois verbos, "respondeu" e "estudou" e, portanto, estamos diante de duas orações. Para
negar a proposição corretamente, nega-se a oração principal.
Note que a oração "que estudou todo o edital" é subordinada à oração principal, devendo ser
tratada como objeto direto. Podemos reescrever assim:
Observe que é errado negar a oração subordinada. Isso significa que "Pedro respondeu que não estudou
todo o edital" não é a negação de "Pedro respondeu que estudou todo o edital".
Para negar uma proposição simples formada por uma oração principal e por orações
subordinadas, devemos negar a oração principal.
Em um período composto por subordinação, nem sempre a oração principal aparece primeiro.
Isso significa que nem sempre é o primeiro verbo que deve ser negado.
(BNB/2022) A negação de “Não basta que juízes sejam equilibrados nos seus votos” está corretamente
expressa em “Basta que juízes não sejam equilibrados nos seus votos”.
Comentários:
Estamos diante de uma proposição simples, que pode ser reescrita como:
p: “Não basta que juízes sejam equilibrados nos seus votos.”
p: “Não basta isso.”
Para negar a proposição, nega-se a oração principal. Como já temos o elemento "não" na oração principal, a
maneira mais simples de se negar consiste em remover o "não":
~p: “Basta isso.”
Retornando para os termos da proposição original, temos:
~p: “Basta que juízes sejam equilibrados nos seus votos.”
Veja que a negação sugerida, além de negar a oração principal (removendo-se o "não"), acaba por negar
também a oração subordinada.
“Basta que juízes não sejam equilibrados nos seus votos”.
Gabarito: ERRADO.
(TCDF/2014) A negação da proposição “O tribunal entende que o réu tem culpa” pode ser expressa por “O
tribunal entende que o réu não tem culpa”.
Comentários:
Estamos diante de uma proposição simples, que pode ser reescrita como:
p: “O tribunal entende que o réu tem culpa.”
p: “O tribunal entende isso.”
Para negar a proposição, nega-se a oração principal:
~p: “O tribunal não entende isso.”
Retornando para os termos da proposição original, temos:
~p: “O tribunal não entende que o réu tem culpa.”
Veja que o item erra ao negar a oração subordinada ao invés da oração principal:
“O tribunal entende que o réu não tem culpa”.
Gabarito: ERRADO.
Um resultado importante que pode ser obtido da tabela-verdade é que a negação da negação de p sempre
tem valor lógico igual a proposição p. Para obter esse resultado importante, primeiramente inserimos na
tabela verdade as possibilidades de p e ~p:
O próximo passo é preencher os valores de ~(~p) observando que essa proposição é a negação da
proposição ~p.
Agora basta reconhecer que a primeira coluna e a última coluna da tabela verdade são exatamente iguais.
Isso significa que, para os dois valores lógicos que p pode assumir (V ou F), os valores lógicos assumidos pela
proposição ~(~p) são exatamente iguais.
Quando duas proposições assumem valores lógicos necessariamente iguais, dizemos que as proposições são
equivalentes. Ressalto que trataremos sobre equivalências lógicas em aula futura. Nesse momento, quero
que você sabia que representação da equivalência lógica é dada utilizando o símbolo "≡" ou "⇔”. Portanto:
~(~p) ≡ p
PROPOSIÇÕES COMPOSTAS
Proposições compostas
• Proposição composta: resulta da combinação de duas ou mais proposições simples por meio do uso de
conectivos.
• Valor lógico (V ou F) de uma proposição composta: depende dos valores lógicos atribuídos às
proposições simples que a compõem.
• O operador lógico de negação (~ ) não é um conectivo.
• A palavra "nem" corresponde a uma conjunção "e" seguida de uma negação "não".
• A palavra “Se” aponta para a condição Suficiente: “Se p, então q”.
Proposição composta é uma proposição que resulta da combinação de duas ou mais proposições simples
por meio do uso de conectivos. Exemplo: considere as proposições simples p e q:
Unindo essas duas proposições simples por meio do conectivo "e", forma-se uma proposição distinta, que
chamaremos de R:
Essa proposição R é uma proposição composta, resultante da associação das proposições simples p e q por
meio de um conectivo.
Se unirmos as mesmas proposições simples por meio do conectivo "ou", forma-se uma nova proposição
composta S diferente da proposição R:
O valor lógico (V ou F) de uma proposição composta depende dos valores lógicos atribuídos às proposições
simples que a compõem.
Podemos dizer, no exemplo acima, que o valor lógico (V ou F) que a proposição composta R assume é função
dos valores lógicos assumidos pelas proposições simples p e q que a compõem. O mesmo pode ser dito da
proposição composta S, que utiliza um conectivo distinto.
As relações entre os valores lógicos das proposições simples e o consequente valor lógico da proposição
composta obtida pelo uso de conectivos serão estudadas a seguir. Antes disso, vamos a um exercício.
Comentários:
Vamos analisar cada sentença.
I. Lucas é médico ou João é engenheiro.
Note que:
• "Lucas é médico" é uma proposição simples; e
• "João é engenheiro" é uma proposição simples.
Logo "Lucas é médico ou João é engenheiro" é uma proposição composta formada por duas proposições
simples unidas pelo conectivo "ou".
Conectivos lógicos
Os conectivos possíveis são divididos em cinco tipos, havendo formas diferentes de representá-los na língua
portuguesa, conforme será visto adiante.
Os cinco conectivos e as suas formas mais usuais na língua portuguesa são: Conjunção ("e"), Disjunção
inclusiva ("ou"), Disjunção exclusiva ("ou...ou"), Condicional ("se...então") e Bicondicional ("se e somente
se").
A negação de uma proposição simples gera uma nova proposição simples. Assim, o
operador lógico de negação (~ ) não é um conectivo.
Conjunção (p∧q)
O operador lógico "e" é um conectivo do tipo conjunção. É representado pelo símbolo "∧” ou "&" (menos
comum). As bancas podem também representar a conjunção com o símbolo de intersecção da teoria dos
conjuntos: "∩".
A proposição composta R, resultante da união das proposições simples por meio do conectivo "e", é
representada por p∧q:
Vamos agora verificar os valores lógicos (V ou F) que a proposição composta p∧q pode receber, dependendo
dos valores atribuídos a p e a q.
Exemplo 1: Maria, no mundo dos fatos, realmente foi ao cinema. Nesse caso, p é verdadeiro.
Além disso, João de fato foi ao parque. Isso significa que q também é verdadeiro.
Dado esse contexto, se analisarmos a frase "Maria foi ao cinema e João foi ao parque", podemos
dizer que essa frase é verdadeira. Isso significa que p∧q é verdadeiro.
Exemplo 2: consideremos agora que Maria realmente foi ao cinema e, com isso, a proposição p
é verdadeira. Porém, desta vez, João não foi ao parque. Isso significa que q é falso. Lembre-se
que a proposição q afirma que “João foi ao parque”. Se João não foi de fato ao parque, a
proposição q é falsa.
Dado esse contexto, se analisarmos a frase "Maria foi ao cinema e João foi ao parque", podemos
dizer que ela é falsa, pois João, no mundo dos fatos, não foi ao parque. Isso significa que o valor
lógico da proposição composta p∧q é falso.
Inserindo esse novo resultado na tabela-verdade que começamos a preencher a partir do exemplo 1,
teremos:
Exemplo 3: dessa vez, no plano dos fatos, Maria resolveu não ir ao cinema. Nesse caso, o valor
lógico da proposição p é falso. Por outro lado, João realmente foi ao parque. Isso significa que o
valor lógico da proposição q é verdadeiro.
Dado esse novo contexto, se analisarmos a frase "Maria foi ao cinema e João foi ao parque",
podemos dizer que ela é falsa, pois Maria não foi ao cinema. Isso significa que o valor lógico da
proposição composta p∧q é falso.
Por fim, a quarta possibilidade para a história dos seus amigos Maria e João é a seguinte:
Exemplo 4: Maria novamente não foi ao cinema. Nesse caso, o valor lógico da proposição p é
falso. Além disso, seu amigo João também não foi ao parque. Isso significa que o valor lógico da
proposição q é falso.
Dado esse contexto, se analisarmos a frase "Maria foi ao cinema e João foi ao parque", podemos
dizer que ela é falsa, pois tanto Maria quanto João não foram ao cinema. Isso significa que o valor
lógico da proposição p∧q é falso.
Esqueçamos a história de Maria e João! Ela foi fundamental para você entender o raciocínio por trás dos
conceitos, mas podemos generalizar os resultados obtidos. A tabela abaixo, conhecida como tabela-verdade
da conjunção, resume os valores lógicos que a conjunção p∧q pode assumir em função dos valores
assumidos por p e por q.
A conjunção p∧q é verdadeira somente quando ambas as parcelas são verdadeiras. Nos
demais casos, a conjunção p∧q é falsa.
(CRO SC/2023) Considerando que a proposição “Sydney é a capital da Austrália” é falsa e que a proposição
“A Austrália é localizada na Oceania” é verdadeira, julgue o item.
A proposição “Sydney não é a capital da Austrália e a Austrália não é localizada na Oceania” é verdadeira.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
s: "Sydney é a capital da Austrália"
a: "A Austrália é localizada na Oceania"
Note que a proposição composta sugerida pelo enunciado pode ser descrita por ~s∧~a:
~s∧~a:"[Sydney não é a capital da Austrália] e [a Austrália não é localizada na Oceania]"
Segundo o enunciado:
• s é falso; e
• a é verdadeiro.
Consequentemente:
• ~s é verdadeiro; e
• ~a é falso.
Note, portanto, que temos uma conjunção ~s∧~a em que uma das parcelas, ~a, é falsa. Consequentemente,
essa conjunção é falsa. Isso porque, para que a conjunção fosse verdadeira, ambas as parcelas ~s e ~a
precisariam ser verdadeiras.
Portanto, a proposição “Sydney não é a capital da Austrália e a Austrália não é localizada na Oceania” é
falsa.
Gabarito: ERRADO.
É importante você saber que a palavra "mas" também é utilizada para representar uma conjunção.
Apesar de na Língua Portuguesa a palavra "mas" apresentar uma ideia de oposição, ou seja,
um sentido adversativo, devemos ter em mente que, para fins de Lógica de Proposições,
"mas" é igual ao conectivo "e".
Isso também vale para outras expressões adversativas ou concessivas, como "entretanto" e “embora”:
devemos tratar essas expressões como se fosse o conectivo "e".
(CM POA/2012) Considere a proposição: Paula é brasileira, entretanto não gosta de futebol. Nesta
proposição, está presente o conetivo lógico denominado como:
a) bicondicional.
b) condicional.
c) conjunção.
d) disjunção inclusiva.
e) disjunção exclusiva.
Comentários:
A palavra "mas", assim como outras expressões adversativas ou concessivas como "entretanto", é utilizada
para representar uma conjunção. Logo, para a Lógica de Proposições, a proposição em questão corresponde
a:
"[Paula é brasileira] e [não gosta de futebol]"
Gabarito: Letra C.
É importante também que você saiba que a palavra "nem" corresponde a uma conjunção "e" seguida de
uma negação "não". Considere, por exemplo, as seguintes proposições:
e: "Pedro estuda."
t: "Pedro trabalha."
Note que a proposição composta "Pedro não estuda nem trabalha." corresponde a ~e∧~t:
O operador lógico "ou" é um conectivo do tipo disjunção inclusiva. É representado pelo símbolo "∨”. As
bancas podem também representar a disjunção inclusiva com o símbolo de união da teoria dos conjuntos:
"∪ ". Exemplo:
A tabela-verdade da disjunção inclusiva sintetiza os valores lógicos que a proposição composta p∨q pode
assumir em função dos valores assumidos por p e por q.
A disjunção inclusiva p∨q é falsa somente quando ambas as parcelas são falsas. Nos
demais casos, p∨q é verdadeira.
Para exemplificar, vamos utilizar a mesma história dos seus amigos Maria e João. Digamos que a
proposição p," João vai ao parque", seja verdadeira e que a proposição q, "Maria vai ao cinema",
seja falsa.
Nesse caso, a proposição p∨q "Pedro vai ao parque ou Maria vai ao cinema" é verdadeira, pois
para a disjunção inclusiva ser falsa, ambas as proposições devem ser falsas. Para a disjunção
inclusiva ser verdadeira, basta que uma das proposições que a compõem seja verdadeira.
(MGS/2022) Maria, uma estudante dedicada, observou que o valor lógico de uma proposição “p” é falso e
que o valor lógico de uma proposição “q” é verdadeiro. Dessa forma, Maria conseguiu afirmar, de forma
correta, que o valor lógico da proposição composta é:
a) p∨q é verdade
b) p∧q é verdade
c) p→q é falso
d) pq é verdade
Comentários:
Vimos que a disjunção inclusiva p∨q é falsa somente quando ambas as parcelas p e q são falsas. Nos demais
casos, p∨q é verdadeira.
Logo, se p for falso e q for verdadeiro, p∨q será verdadeira. O gabarito, portanto, é letra A.
Observação: ainda veremos o que significa os símbolos "→" e "". Além disso, note que a conjunção p∧q
não é verdadeira, pois, para que a conjunção p∧q seja verdadeira, ambas as parcelas precisam ser
verdadeiras.
Gabarito: Letra A.
Na lógica de proposições, o uso do conectivo "ou" sozinho será, na grande maioria das situações, com
sentido de inclusão. Essa inclusão significa que:
• A primeira possibilidade pode ocorrer isoladamente: somente Pedro vai ao parque e Maria não vai
ao cinema;
• A segunda possibilidade pode ocorrer isoladamente: somente Maria vai ao cinema e Pedro não vai
ao parque; e
• A primeira e a segunda possibilidade podem ocorrer simultaneamente: Pedro vai ao parque e
também Maria vai ao cinema.
Professor, por que você disse que o conectivo "ou" sozinho tem sentido de inclusão na grande maioria das
situações? Há alguma exceção?
Calma concurseiro, veremos o porquê no tópico seguinte. Antes disso, vamos resolver uma questão.
(CEFET MG/2021) Na afirmação “Gosto de pão ou de carne”, o uso do conectivo “ou” indica
a) exclusão e, com isso, essa pessoa gosta somente de carne.
b) exclusão e, com isso, essa pessoa não gosta nem de pão nem de carne.
c) exclusão e, por isso, deve-se entender que essa pessoa gosta só de pão e não gosta de carne.
d) inclusão e, por isso, significa que a pessoa gosta, com certeza, tanto de pão quanto de carne.
e) inclusão, significando que a pessoa pode gostar só de pão, só de carne ou pode gostar dos dois ao mesmo
tempo.
Comentários:
Na afirmação “Gosto de pão ou de carne”, o uso do conectivo “ou” tem um sentido de inclusão. Isso significa
que
• A primeira possibilidade pode ocorrer isoladamente: a pessoa pode gostar só de pão;
• A segunda possibilidade pode ocorrer isoladamente: a pessoa pode gostar só de carne; e
• A primeira e a segunda possibilidade podem ocorrer simultaneamente: a pessoa pode gostar de pão e de
carne ao mesmo tempo.
O gabarito, portanto, é letra E.
Gabarito: Letra E.
O operador lógico "ou...,ou" é um conectivo do tipo disjunção exclusiva. É representado pelo símbolo "∨”
ou "" (menos comum). Exemplo:
Na disjunção exclusiva as duas proposições não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. O sentido de
exclusão conferido por esse conectivo significa que:
• A primeira possibilidade pode ocorrer isoladamente: somente Pedro vai ao parque e Maria não vai
ao cinema;
• A segunda possibilidade pode ocorrer isoladamente: somente Maria vai ao cinema e Pedro não vai
ao parque; e
• A primeira e a segunda possibilidade não podem ocorrer simultaneamente, ou seja:
o Maria não pode ir ao cinema com Pedro indo ao parque; e
o Pedro não pode ir ao parque com Maria indo ao cinema.
A tabela-verdade da disjunção exclusiva resume os valores lógicos que a proposição composta p∨q pode
assumir em função dos valores assumidos por p e por q.
p: "Hoje é domingo."
q: "Hoje é segunda-feira."
1) Primeiro caso: p: "Hoje é domingo" e q: "Hoje é segunda-feira" são ambas verdadeiras. Nesse
caso, p∨q: "Ou hoje é domingo, ou hoje é segunda-feira" é falsa, pois não é possível ser domingo
e segunda-feira ao mesmo tempo.
2) Segundo caso: hoje é domingo. Nesse caso, p∨q: "Ou hoje é domingo, ou hoje é segunda-feira"
é verdadeira, pois uma (somente uma) das proposições é verdadeira - no caso, a proposição p.
3) Terceiro caso: hoje é segunda-feira. Nesse caso, p∨q: "Ou hoje é domingo, ou hoje é segunda-
feira" também é verdadeira, pois uma (somente uma) das proposições é verdadeira – no caso, a
proposição q.
4) Quarto caso: hoje não é domingo nem segunda-feira. Nesse caso p e q são falsas e p∨q: "Ou
hoje é domingo, ou hoje é segunda-feira" é falsa.
Nesse problema, ambas as proposições compostas p∧q e p∨q devem ter o mesmo valor lógico.
Comparando as tabelas-verdade das duas proposições compostas, podemos perceber que a conjunção "e"
e a disjunção inclusiva "ou" apresentam o mesmo valor lógico somente na última linha.
Em outras palavras, as duas proposições compostas apresentam o mesmo valor lógico (falso) quando
ambas as parcelas são falsas.
O uso da expressão "...ou..., mas não ambos" é utilizado como disjunção exclusiva. Exemplo:
p∨q: "Pedro vai ao parque ou Maria vai ao cinema, mas não ambos."
Além disso, é importante que você saiba que, em algumas questões, é necessário supor que o uso do "ou"
sozinho, exatamente como é usado na disjunção inclusiva, corresponde a uma disjunção exclusiva.
Em algumas questões, é necessário supor que o uso do "ou" sozinho, exatamente como
é usado na disjunção inclusiva, corresponde a uma disjunção exclusiva.
Perceba que José não pode ser cearense e paranaense ao mesmo tempo, e com isso
podemos considerar o "ou" sozinho como exclusivo.
Muito cuidado ao realizar essa consideração na hora da prova. Utilize esse entendimento
como último recurso.
(CREFONO 7/2014) Assinale a alternativa que representa o mesmo tipo de operação lógica que “O
fonoaudiólogo é gaúcho ou paulista”.
a) O pesquisador gosta de música ou de biologia.
b) O comentarista é paranaense ou matemático.
c) O analista é fonoaudiólogo ou dentista.
d) O professor faz musculação ou natação.
e) O gato está vivo ou morto.
Comentários:
Observe que, nessa questão, tanto a proposição do enunciado quanto as alternativas apresentam o
conectivo "ou" sozinho e, em um primeiro momento, poderíamos achar que todas as assertivas se tratam
de disjunção inclusiva.
Ocorre que, ao contextualizar a frase do enunciado, percebe-se que o fonoaudiólogo não pode ser ao
mesmo tempo gaúcho e paulista, de modo que devemos procurar nas alternativas um "ou" exclusivo.
Essa situação só ocorre na letra E, que apresenta um "ou" exclusivo justamente porque o gato não pode
estar vivo e morto ao mesmo tempo.
Gabarito: Letra E.
Condicional (p→q)
O operador lógico "se... ,então" é um conectivo do tipo condicional. É representado pelo símbolo "→” ou
"⊃” (menos comum). Exemplo:
A tabela-verdade da proposição condicional resume os valores lógicos que a proposição composta p→q
pode assumir em função dos valores assumidos por p e por q.
p: "Frederico é matemático."
Analisemos as possibilidades:
1) p: "Frederico é matemático" e q: "Frederico sabe somar" são ambas verdadeiras. Nesse caso,
se realmente Frederico é matemático, não há dúvida que ele sabe somar, e a proposição
condicional p→q: "Se Frederico é matemático, então Frederico sabe somar" é verdadeira.
4) p: "Frederico é matemático" e q: "Frederico sabe somar" são ambas falsas. Esse caso é possível,
pois Frederico pode ser uma criança recém-nascida, que não é bacharel em matemática e que
não sabe somar. A condicional é verdadeira.
(CRMV/2022) Admitindo que as proposições “Pedro é o pai de Anderson” e “Waldir é o pai de Pedro” são
verdadeiras e que a proposição “Roseana é neta de Rodolfo” é falsa, julgue o item.
“Se Roseana é neta de Rodolfo, então Pedro é o pai de Anderson” é uma proposição falsa.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
r: “Roseana é neta de Rodolfo.”
p: “Pedro é o pai de Anderson.”
Segundo o enunciado, r é falso e p é verdadeiro. Logo, a condicional r→p é da forma F→V. Trata-se de uma
condicional verdadeira, pois a condicional só é falsa quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda
parcela é falsa (caso V→F).
Gabarito: ERRADO.
(CRP 9/2022) Se é verdadeira a proposição “Se a psicologia não é o estudo da alma, então Poliana é
psicóloga.”, então a proposição “Poliana é psicóloga.” é necessariamente verdadeira.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
a: “Psicologia é o estudo da alma.”
p: “Poliana é psicóloga.”
Sabemos que a condicional ~a→p é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda
parcela é falsa. Nos demais casos, ~a→p é verdadeira. Logo, a condicional ~a→p é verdadeira nos
seguintes casos:
• V→V: ~a verdadeiro e p verdadeiro;
• F→V: ~a falso e p verdadeiro;
• F→F: ~a falso e p falso;
Portanto, uma vez que a condicional ~a→p é verdadeira, não necessariamente p é verdadeiro.
Gabarito: ERRADO.
Para que a conjunção (p∧q) seja verdadeira, ambas as parcelas precisam ser verdadeiras. Logo:
• p é verdadeiro.
• q é verdadeiro.
• r é falso.
Gabarito: CERTO.
Sabemos que a condicional a→~f é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda
parcela é falsa. Logo:
• a é verdadeiro; e
• ~f é falso.
Com base nisso, devemos assinalar a alternativa que apresenta uma proposição verdadeira.
a) ~a − proposição simples falsa, pois ~a é falso.
b) ~f − proposição simples falsa, pois ~f é falso.
c) ~a∧f − conjunção falsa, pois um dos termos, ~a, é falso.
d) ~a∧~f − conjunção falsa, pois ambos os termos, ~a e ~f, são falsos.
e) a∧f − conjunção verdadeira, pois a e f são ambos verdadeiros. Esse é o gabarito.
Gabarito: Letra E.
Algumas vezes as bancas gostam de esconder a proposição condicional utilizando conectivos diferentes do
clássico "se...então". Vamos apresentar aqui as possibilidades que mais aparecem nas provas. Considere
novamente as proposições simples:
Essa mesma condicional p→q pode também ser representada das seguintes formas:
• Como p, q.
• p, logo q.
• p implica q.
• Quando p, q.
p→q: "Toda vez que Pedro vai ao parque, Maria vai ao cinema."
• p somente se q.
Como será visto mais à frente, o conectivo "se e somente se" é bicondicional. Seu uso é
diferente do conectivo condicional "somente se".
Muita atenção para os casos em que ocorre a inversão da ordem entre p e q. As quatro
condicionais a seguir, para fins de Lógica de Proposições, são exatamente iguais e
apresentam a mesma notação p→q:
(Pref Betim/2022) Tendo-se como premissa que a proposição simples “agentes municipais são públicos”
tenha valor falso, é CORRETO deduzir que o valor lógico da proposição “agentes municipais são públicos,
logo devem ser concursados” é:
a) Falso.
b) Verdadeiro.
c) Inconclusivo.
d) Não se trata de uma proposição.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
p: “Agentes municipais são públicos.”
c: “Agentes municipais devem ser concursados.”
Note que a proposição composta sugerida é a condicional p→c escrita na forma “p, logo q”:
p→c: “[Agentes municipais são públicos], logo [devem ser concursados].”
Essa condicional pode ser escrita por meio do conectivo tradicional “se...então”:
p→c: “Se [os agentes municipais são públicos], então [devem ser concursados].”
Sabemos que a condicional p→c é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda
parcela é falsa. Nos demais casos, p→c é verdadeira.
A questão informa que a primeira parcela, p, é falsa. Veja que, nesse caso, a condicional p→c será sempre
verdadeira, qualquer que seja o valor de c (V ou F). Isso porque, qualquer que seja o valor de c, não teremos
o caso em que a condicional é falsa, ou seja, não teremos o caso V→F.
Gabarito: Letra B.
Uma forma de não confundir condição necessária com condição suficiente e vice-versa é lembrar que a
palavra "se" do "se...então" aponta para a condição suficiente.
Como será visto mais à frente, a expressão "condição necessária e suficiente" se refere às
proposições que compõem o conectivo bicondicional.
(CODHAB/2018) R: Se alguém estuda muitas horas sobre cálculo, então é aprovado em seu exame de cálculo.
Considerando a sentença apresentada acima, julgue o item que se segue.
A sentença R significa que estudar muitas horas sobre cálculo é condição necessária para ser aprovado em
seu exame de cálculo.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
e: “Alguém estuda muitas horas sobre cálculo.”
a: “Alguém é aprovado em seu exame de cálculo.”
Logo, é errado afirmar que “estudar muitas horas sobre cálculo é condição necessária para ser aprovado
em seu exame de cálculo”. Isso porque estudar muitas horas sobre cálculo é a condição suficiente.
Gabarito: ERRADO.
Note a implicação lógica apresentada no primeiro quadrinho da tirinha é condicional p→e escrita na forma
“p, logo q”:
p→e: “[Eu penso], logo [(eu) existo].”
Essa condicional pode ser escrita por meio do conectivo tradicional “se...então”:
p→e: “Se [eu penso], então [(eu) existo].”
Uma vez que temos a condicional p→e escrita com o conectivo tradicional “se...então”, podemos reescrever
essa condicional dos seguintes modos:
p→e: “[Pensar] é condição suficiente para [existir].”
p→e: “[Existir] é condição necessária para [pensar].”
Quando temos uma condicional p→q, a primeira parcela p e a segunda parcela q que compõem essa
condicional têm nomes especiais:
Não confunda condição suficiente com subsequente, pois a palavra “subsequente” significa "aquele que
segue imediatamente a outro".
(PGE PE/2019) Se uma proposição na estrutura condicional — isto é, na forma p→q, em que p e q são
proposições simples — for falsa, então o precedente será, necessariamente, falso.
Comentários:
A questão afirma que, para uma condicional p→q ser falsa, devemos ter o precedente p necessariamente
falso.
Da tabela-verdade condicional, sabemos que a condicional é falsa somente no caso V→F, isto é, somente
quando o precedente é verdadeiro ao mesmo tempo em que o subsequente é falso.
O gabarito, portanto, é ERRADO.
Gabarito: ERRADO.
(CM Maringá/2017) Uma proposição condicional tem valor falso se ambos, antecedente e consequente,
forem falsos.
Comentários:
Da tabela-verdade condicional, sabemos que a condicional é falsa somente no caso V→F, isto é, somente
quando o antecedente é verdadeiro ao mesmo tempo em que o consequente é falso.
Gabarito: ERRADO.
Bicondicional (pq)
O operador lógico "se e somente se" é um conectivo do tipo bicondicional. É representado pelo símbolo
"”. Exemplo:
A tabela-verdade da proposição bicondicional sintetiza os valores lógicos que a proposição composta pq
pode assumir em função dos valores assumidos por p e por q.
pq: "Hoje é dia 01/09 se e somente se hoje é o primeiro dia do mês de setembro."
Perceba que se p e q são proposições com valor lógico verdadeiro no exemplo dado,
necessariamente a frase "Hoje é dia 01/09 se e somente se hoje é o primeiro dia do mês de
setembro" é verdadeira. Além disso, se é falso que hoje é dia 01/09 e falso que hoje é o primeiro
dia do mês de setembro, a proposição composta continua verdadeira.
Note que, como as proposições p e q são equações matemáticas, já podemos assumir que essas proposições
são falsas, pois 5+5 não é igual a 5, bem como 10+10 não é igual a 10.
Veja que a proposição composta sugerida pelo enunciado corresponde à bicondicional pq:
pq: “[5+5=5] se, e somente se, [10+10=10]”
Como ambas as parcelas da bicondicional apresentam o mesmo valor (falso), é correto afirmar que a
bicondicional é verdadeira.
Gabarito: CERTO.
Essa mesma bicondicional pq pode também ser representada das seguintes formas:
• p assim como q.
• p se e só se q.
• Se p, então q e se q, então p.
pq: "Se Pedro vai ao parque, então Maria vai ao cinema e se Maria vai ao cinema, então Pedro vai ao
parque."
• p somente se q e q somente se p.
pq: "Pedro vai ao parque somente se Maria vai ao cinema e Maria vai ao cinema somente se Pedro vai
ao parque."
Essa representação deriva do fato de que a bicondicional pode ser entendida como a
aplicação na condicional "na ida" e a aplicação da condicional "na volta". Veremos na aula
equivalências lógicas, se for objeto do seu edital, que as expressões pq e (p→q)∧(q→p)
são equivalentes, ou seja, apresentam a mesma tabela-verdade.
pq ≡ (p→q)∧(q→p)
(MME/2013) A representação simbólica correta da proposição "O homem é semelhante à mulher assim
como o rato é semelhante ao elefante" é
a) PQ
b) P
c) P∧Q
d) P∨Q
e) P→Q
Comentários:
Se definirmos as proposições simples P: "O homem é semelhante à mulher." e Q: "O rato é semelhante ao
elefante", o conectivo “assim como” une as duas proposições em uma bicondicional PQ.
PQ: "O homem é semelhante à mulher assim como o rato é semelhante ao elefante."
Gabarito: Letra A.
(TRF1/2006/ADAPTADA) Se todos os nossos atos têm causa, então não há atos livres e se não há atos livres,
então todos os nossos atos têm causa. Logo,
a) alguns atos não têm causa se não há atos livres.
b) todos os nossos atos têm causa se e somente se há atos livres.
c) todos os nossos atos têm causa se e somente se não há atos livres.
d) todos os nossos atos não têm causa se e somente se não há atos livres.
e) alguns atos são livres se e somente se todos os nossos atos têm causa.
Comentários:
Considere as seguintes proposições simples:
p: "Todos os nossos atos têm causa."
q: "Não há atos livres."
Observe que temos uma bicondicional escrita na forma “se p, então q e se q, então p”:
pq: “Se todos os nossos atos têm causa, então não há atos livres e se não há atos livres, então todos os
nossos atos têm causa.”
Em uma bicondicional, dizemos que p é condição necessária e suficiente para q, bem como dizemos que
q é condição necessária e suficiente para p.
Na sequência, realizaremos algumas questões envolvendo os conectivos lógicos. Antes de prosseguir, peço
que você DECORE o resumo a seguir.
Decorou? Para reforçar ainda mais o aprendizado, tente reproduzir em uma folha as tabelas-verdade dos
cinco conectivos sem espiar o material.
Agora vamos resolver algumas questões envolvendo diversos conteúdos vistos nesse tópico. Peço que você
não se preocupe ao errar, pois o enfoque, nesse momento, é o aprendizado.
(IPE Saúde/2022) Considere que o valor lógico da sentença A é a falsidade, o valor lógico de B é a verdade e
o valor lógico de C é a falsidade. Sobre isso, assinale V, se verdadeiro, ou F, se falso.
( ) (A∧B)→C
( ) (A∨B)∼C
( ) (∼A∨B)→C
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
a) V – V – V.
b) V – V – F.
c) V – F – V.
d) F – V – F.
e) F – F – F.
Comentários:
Sabemos A e C são falsos e B é verdadeiro. Com base nisso, vamos analisar as três proposições compostas.
(V) (A∧B)→C
Temos uma condicional cujo antecedente é (A∧B) e cujo consequente é C.
Note que o antecedente é uma conjunção da forma F∧V. Trata-se de uma conjunção falsa, pois um dos
termos da conjunção é falso.
Como o consequente C é falso, note que a condicional (A∧B)→C apresenta a forma F→F. Logo, temos uma
condicional verdadeira, pois a condicional é falsa somente no caso V→F.
(V) (A∨B)∼C
Temos uma bicondicional em que o primeiro termo é (A∨B) e o segundo termo é ~C.
Note que o primeiro termo é disjunção inclusiva da forma F∨V. Trata-se de uma disjunção inclusiva
verdadeira, pois a disjunção inclusiva é falsa somente no caso F∨F.
O segundo termo, ~C, é a negação de um termo falso. Logo, ~C é verdadeiro.
Perceba, portanto, que temos uma bicondicional da forma VV, em que ambos os termos são verdadeiros.
Logo, temos uma bicondicional verdadeira.
(F) (∼A∨B)→C
Temos uma condicional cujo antecedente é (∼A∨B) e cujo consequente é C.
Como A é falso, temos que ~A é verdadeiro. Note, portanto, que o antecedente da condicional, (∼A∨B), é
uma disjunção inclusiva da forma V∨V. Trata-se de uma disjunção inclusiva verdadeira, pois a disjunção
inclusiva é falsa somente no caso F∨F.
Como o consequente C é falso, note que a condicional (∼A∨B)→C apresenta a forma V→F. Logo, temos uma
condicional falsa, pois o caso V→F é o único caso em que a condicional é falsa.
Logo, a ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é V – V – F.
Gabarito: Letra B.
Para que a conjunção p∧b seja verdadeira, ambas as parcelas precisam ser verdadeiras. Logo, p é V e b é V.
Para que a disjunção inclusiva c∨s seja falsa, ambas as parcelas precisam ser falsas. Logo, c é F e s é F.
Com base nessas informações, vamos avaliar a alternativa que apresenta uma proposição verdadeira.
a) c→s – Trata-se da condicional F→F, que é uma condicional verdadeira. Esse é o gabarito.
b) ~s→~p – Condicional falsa, pois temos o caso V→F.
c) b→s – Condicional falsa, pois temos o caso V→F.
d) p→~b – Condicional falsa, pois temos o caso V→F.
e) p→c – Condicional falsa, pois temos o caso V→F.
Gabarito: Letra A.
Como todas as proposições simples definidas são falsas, é correto afirmar que eu não sou casado (~c é
verdadeiro), não sou policial (~p é verdadeiro) e não tenho filho (~f é verdadeiro).
Gabarito: Letra B.
c) Uma condição necessária para Bianca ser arquiteta é Ana ser engenheira. ERRADO.
Podemos reescrever a proposição composta apresentada nessa alternativa do seguinte modo:
"[Ana ser engenheira] é condição necessária para [Bianca ser arquiteta]."
Essa proposição composta pode ser reescrita novamente da seguinte forma:
"Se [Bianca é arquiteta], então [Ana é engenheira]."
Note que essa proposição composta corresponde a Q→P.
e) Uma condição necessária para Bianca ser arquiteta é Ana não ser engenheira. ERRADO.
Podemos reescrever a proposição composta apresentada nessa alternativa do seguinte modo:
"[Ana não ser engenheira] é condição necessária para [Bianca ser arquiteta]."
Essa proposição composta pode ser reescrita novamente da seguinte forma:
"Se [Bianca é arquiteta], então [Ana não é engenheira]."
Note que essa proposição composta corresponde a Q→~P.
Gabarito: Letra B.
Introdução às Proposições
(CEBRASPE/INPI/2024) A frase dita por Érica é uma proposição composta por disjunção.
Comentários:
Note que a questão tenta enganar o concurseiro, sugerindo que na frase “Vocês estão felizes ou tristes?”
temos uma proposição composta com o conectivo “ou” (disjunção inclusiva).
Na verdade, frase dita por Érica é uma sentença interrogativa. Não se trata, portanto, de uma proposição.
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
A frase dita por Carla é uma sentença exclamativa. Não se trata, portanto, de uma proposição.
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
Observe que a oração apresentada não é uma sentença interrogativa. A pergunta realizada, nesse caso, é
simplesmente um elemento da oração. Removendo-se as circunstâncias, podemos reescrever a sentença do
seguinte modo:
Gabarito: CERTO.
Por outro lado, Q é uma sentença imperativa e, portanto, não é uma proposição. Logo, apenas P e R são
proposições.
Gabarito: Letra D.
Comentários:
Sabemos que uma proposição lógica é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um,
dos dois possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso. Note que a P se enquadra nessa definição:
• Temos uma oração, que pode ser identificada com a presença do verbo "foi";
• A oração em questão é declarativa. No caso em questão, declara-se algo sobre a plantação;
• Pode-se atribuir um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos à oração declarativa em
questão: ou é verdadeiro que "a plantação foi pulverizada", ou então é falso que "a plantação foi
pulverizada".
Por outro lado, Q não é uma proposição, pois não se trata de uma oração. Isso pode ser constatado pela
ausência de verbo.
Gabarito: Letra A.
Comentários:
Uma proposição lógica é uma oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um, dos dois
possíveis valores lógicos: verdadeiro ou falso. Observe que as sentenças I e II se enquadram nessa definição.
Especial atenção pode ser dada à sentença II, que utiliza o quantificador "nenhum".
A frase III é uma sentença interrogativa e, portanto, não é uma proposição.
Gabarito: Letra C.
Comentários:
Temos uma sentença imperativa (indica ordem ou pedido). Não se trata, portanto, de uma proposição.
Gabarito: ERRADO.
(CEBRASPE/INSS/2016) Julgue o item a seguir, relativos a raciocínio lógico e operações com conjuntos.
A sentença “Bruna, acesse a Internet e verifique a data da aposentadoria do Sr. Carlos!” é uma proposição
composta que pode ser escrita na forma p ∧ q.
Comentários:
A frase acima é uma ordem e uma exclamação. Não se trata, portanto, de uma proposição.
Gabarito: ERRADO.
Proposições Simples
(CEBRASPE/ANM/2025) Considerando a proposição P: “Não prometo que você voltará, e, se voltar, não
será o mesmo.”, julgue o item seguinte, em relação a aspectos da lógica sentencial dessa proposição.
A negação da proposição “Não prometo que você voltará” pode ser expressa por “Prometo que você não
voltará”.
Comentários:
Para negar uma proposição simples formada por uma oração principal e por orações subordinadas,
devemos negar o verbo da oração principal.
Sabemos que principal forma de negar uma sentença declarativa negativa é eliminar o “não”. Nesse caso,
ficamos com a seguinte negação:
Veja que a questão erra ao afirmar que a negação da proposição “Não prometo que você voltará” pode ser
expressa por “Prometo que você não voltará”. Isso porque deve-se negar somente a oração principal, sem
alterar a oração subordinada.
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
• É uma proposição; e
• Não pode ser dividida em proposições menores.
a) Por que o estado da Paraíba não é o primeiro no ranking de qualidade de vida? ERRADO.
c) Se a CAGEPA não existir, então não haverá tratamento de esgoto na Paraíba. ERRADO.
Temos uma proposição composta formada pelas proposições simples “A CAGEPA não existe” e “Não há
tratamento de esgoto na Paraíba”. Essas duas proposições simples estão ligadas por meio do conectivo
“se...então”:
“Se [a CAGEPA não existir], então [não haverá tratamento de esgoto na Paraíba].”
Observe que a frase presente nessa alternativa se enquadra no conceito de proposição, pois temos uma
oração declarativa à qual pode ser atribuída um, e apenas um, dos dois possíveis valores lógicos: ou
verdadeiro ou falso.
Além disso, a proposição em questão é simples, pois não pode ser dividida em proposições menores.
e) João Pessoa é a maior cidade do estado da Paraíba e Campina Grande é a segunda maior. ERRADO.
Temos uma proposição composta formada pelas proposições simples “João Pessoa é a maior cidade do
estado da Paraíba” e “Campina Grande é a segunda maior cidade do estado da Paraíba”. Essas duas
proposições simples estão ligadas pelo conectivo “e”:
“ [João Pessoa é a maior cidade do estado da Paraíba] e [Campina Grande é a segunda maior (cidade do
estado da Paraíba)].”
Gabarito: Letra D.
A frase “Como Cachoeiro do Itapemirim é uma linda cidade, ela possui vários pontos turísticos.” é uma
proposição simples.
Comentários:
• É uma proposição; e
• Não pode ser dividida em proposições menores.
Na frase em questão temos uma proposição composta formada pelas proposições simples “Cachoeiro do
Itapemirim é uma linda cidade” e “Cachoeiro do Itapemirim possui vários pontos turísticos”.
Essas duas proposições simples estão ligadas pelo conectivo condicional, que pode ser representado da
forma “Como p, q”:
“Como [Cachoeiro do Itapemirim é uma linda cidade], [ela (Cachoeiro do Itapemirim) possui vários pontos
turísticos]”
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
Para negar uma proposição simples formada por uma oração principal e por orações subordinadas,
devemos negar o verbo da oração principal. Removendo as orações subordinadas da proposição original,
temos:
Note que P1 é uma sentença declarativa negativa. Para negar proposição P1, basta remover o “não” da
oração principal:
Gabarito: ERRADO.
(CEBRASPE/PCPE/2024) P: “Meu celular vale muito mais que o que me acusam de tentar roubar.”
A negação da proposição P pode ser expressa corretamente por:
a) “Meu celular vale muito menos que o que me acusam de tentar roubar.”.
b) “Meu celular não vale muito mais que o que me acusam de tentar roubar.”.
c) “Meu celular não vale pouco menos que o que não me acusam de não tentar não roubar.”.
d) “Meu celular vale pouco mais que o que me acusam de tentar roubar.”.
e) “Meu celular vale muito mais que o que não me acusam de tentar roubar.”.
Comentários:
Para negar uma proposição simples formada por uma oração principal e por orações subordinadas,
devemos negar o verbo da oração principal. Removendo as orações subordinadas da proposição original,
temos:
P: “Meu celular vale muito mais que o que me acusam de tentar roubar.”
~P: “Meu celular não vale muito mais que o que me acusam de tentar roubar.”
Gabarito: Letra B.
(CEBRASPE/MP TCESC/2022)
P1: Sou mau, e isso é bom.
P2: Nunca serei bom, e isso não é mau.
Dado o contexto em que se apresentam, as afirmações “isso é bom”, presente em P1, e “isso não é
mau”, presente em P2, são proposições logicamente equivalentes.
Comentários:
O item afirma que as proposições "Isso é bom" e "Isso não é mau" são logicamente equivalentes.
Nessa questão, a banca tenta induzir o concurseiro a acreditar que podemos negar a proposição "Isso é
bom" com a proposição "Isso é mau". Seguindo esse raciocínio equivocado, chamando a proposição "Isso
é bom" de p, teríamos:
~p: "Isso é mau."
Continuando com esse raciocínio equivocado, ao negar ~p: "Isso é mau" com a palavra "não", teríamos a
dupla negação da proposição p:
~(~p): "Isso não é mau."
Como a dupla negação corresponde à proposição original, teríamos que p: “Isso é bom” seria equivalente
a ~(~p): "Isso não é mau".
Esse raciocínio está equivocado justamente porque a negação de "Isso é bom" não está corretamente
expressa por "Isso é mau". Isso porque o antônimo "mau" não nega corretamente a palavra "bom", pois
não abarca a possibilidade de "isso" não ser bom nem mau. O gabarito, portanto, é ERRADO.
Gabarito: ERRADO.
(CEBRASPE/MP TCESC/2022)
P: Não quero ser ninguém além de mim.
A negação da proposição P pode ser expressa por “quero ser alguém além de mim”.
Comentários:
Note que "Não quero ser ninguém além de mim" tem o sentido de "Não quero ser alguém além de mim".
Isso porque, na língua portuguesa, essa suposta dupla negação utilizando "não" e "ninguém" ao mesmo
tempo só serviu para enfatizar o fato de que a pessoa realmente não quer ser outra pessoa a não ser ela
mesma.
Logo, considerando que o sentido da proposição P é "Não quero ser alguém além de mim", a negação de P
pode ser obtida removendo-se o "não". Obtemos:
Gabarito: CERTO.
(CEBRASPE/MP TCESC/2022) “O fiador não toma uma decisão que não prejudica as finanças do
devedor.” é uma maneira apropriada de negar a proposição “O fiador toma uma decisão que prejudica
as finanças do devedor.”.
Comentários:
Para negar uma proposição simples formada por uma oração principal e por orações subordinadas,
devemos negar o verbo da oração principal. Removendo as orações subordinadas da proposição original,
temos:
~p: “O fiador não toma uma decisão que prejudica as finanças do devedor”
Veja que a questão erra ao afirmar que a maneira apropriada de se negar a proposição original seria "O
fiador não toma uma decisão que não prejudica as finanças do devedor." Isso porque não se deve negar a
oração subordinada.
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
Para negar uma proposição simples formada por uma oração principal e por orações subordinadas,
devemos negar o verbo da oração principal.
P: “A maioria dos seguidores não acredita que seu líder não mente.”
~P: “A maioria dos seguidores acredita que seu líder não mente.”
Gabarito: CERTO.
Comentários:
Veja que proposição apresentada pelo item não só elimina o "não", como também altera o sentido da
proposição original ao trocar "ausência" por "presença":
Gabarito: ERRADO.
Proposições Compostas
(CEBRASPE/ANM/2025) Considerando a proposição P: “Não prometo que você voltará, e, se voltar, não
será o mesmo.”, julgue o item seguinte, em relação a aspectos da lógica sentencial dessa proposição.
Se os valores lógicos das proposições “você voltará” e “você será o mesmo” forem verdade para ambas,
então, nesse caso, a proposição P será falsa independentemente do valor lógico de qualquer outra
proposição simples constituinte de P.
Comentários:
v: "Você voltará."
~p∧(v→~m): “[Não prometo que você voltará], e, [se ((você) voltar), (então) ((você) não será o mesmo)].”
Se os valores lógicos das proposições “você voltará” e “você será o mesmo” forem verdade, teremos
v verdadeiro e m verdadeiro. Substituindo os valores lógicos na proposição composta, temos:
~p∧(V→~(V))
~p∧(V→F)
Como a condicional é falsa no caso V→F, ficamos com:
~p∧F
Sabemos que a conjunção (e; "∧”) é verdadeira somente quando ambas as parcelas são verdadeiras. Para
o caso em questão, temos a garantia de que ao menos uma das parcelas é falsa. Portanto, a proposição
composta P será necessariamente falsa, qualquer que seja o valor lógico da proposição simples p:
Gabarito: CERTO.
Se o valor lógico da proposição P for verdadeiro, também será verdadeiro o da proposição “Se o bem não
é bom, nem bonito e nem barato, então eu não gosto.”.
Comentários:
(𝒃𝒐 ∧ 𝒃𝒕 ∧ 𝒃𝒂 )→g: “Se [(o bem é bom), (e) ((o bem é) bonito) e ((o bem é) barato)], (então) [eu gosto (do
bem)].”
Sabemos que a palavra "nem" corresponde à conjunção "e" seguida da negação "não". Logo, note que a
nova proposição sugerida pode ser descrita por (~𝒃𝒐 ∧ ~𝒃𝒕 ∧ ~𝒃𝒂 )→~g:
(~𝒃𝒐 ∧ ~𝒃𝒕 ∧ ~𝒃𝒂 )→~g: “Se [(o bem não é bom), (e) ((o bem não é) bonito) e ((o bem não é) barato)],
(então) [eu não gosto (do bem)].”
A questão afirma que, sempre que a condicional (𝒃𝒐 ∧ 𝒃𝒕 ∧ 𝒃𝒂 )→g for verdadeira, a condicional
(~𝒃𝒐 ∧ ~𝒃𝒕 ∧ ~𝒃𝒂 )→~g também será verdadeira.
Vale lembrar que a condicional é falsa somente no caso V→F. Para mostrar que a assertiva está ERRADA,
podemos mostrar uma situação em que a condicional (𝒃𝒐 ∧ 𝒃𝒕 ∧ 𝒃𝒂 )→g corresponde à condicional
verdadeira F→V ao mesmo tempo em que a condicional (~𝒃𝒐 ∧ ~𝒃𝒕 ∧ ~𝒃𝒂 )→~g corresponde à
condicional falsa V→F.
Veja que, se 𝒃𝒐 , 𝒃𝒕 , 𝒃𝒂 forem todos falsos e g for verdadeiro, teremos para a condicional (𝒃𝒐 ∧ 𝒃𝒕 ∧ 𝒃𝒂 )→g
o valor lógico verdadeiro:
(F∧F∧F)→V
(F)→V
Por outro lado, se 𝒃𝒐 , 𝒃𝒕 , 𝒃𝒂 forem todos falsos e g for verdadeiro, teremos para a condicional
(~𝒃𝒐 ∧ ~𝒃𝒕 ∧ ~𝒃𝒂 )→~g o valor lógico falso:
(~[F]∧~[F]∧~[F])→~[V]
(V∧V∧V)→F
(V)→F
Logo, se o valor lógico da proposição P for verdadeiro, não necessariamente será verdadeiro o valor lógico
da proposição “Se o bem não é bom, nem bonito e nem barato, então eu não gosto”.
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
Logo, a conjunção entre p e q é a seguinte proposição: “Cachoeiro é a Princesa do Sul e a cidade mais bela”.
Gabarito: CERTO.
(CEBRASPE/INPI/2024)
Érica: “Vocês estão felizes ou tristes?”
Jorge: “Eu sou feliz, mas estou triste.”
Luana: “Eu estou alegre, mas sou infeliz.”
Carla: “Que triste, Luana!”
Considerando os aspectos da lógica sentencial presentes no diálogo anterior e, ainda, que “estar triste” e
“ser infeliz” sejam negações de “estar alegre” e “ser feliz”, respectivamente, julgue o próximo item.
A frase dita por Jorge é uma proposição composta por conjunção.
Comentários:
Na Lógica de proposições, a conjunção “e” pode ser descrita pela palavra “mas”. Logo, essa proposição
composta por conjunção também pode ser descrita assim:
Gabarito: CERTO.
Comentários:
Sabemos que a condicional p→q é falsa somente quando o antecedente p é verdadeiro e o consequente q
é falso (caso V→F). Nos demais casos, a condicional p→q é verdadeira.
O item informa que o antecedente p é falso (F). Nesse caso, a condicional p→q só pode apresentar os
seguintes formatos:
Observe que, qualquer que seja o valor lógico de q, teremos uma condicional p→q obrigatoriamente
verdadeira, pois os casos F→V e F→F são condicionais verdadeiras.
Logo, é correto afirmar que, se o valor lógico de p for falso, então o valor lógico da condicional p→q será
verdadeiro, qualquer que seja o valor lógico de q.
Gabarito: CERTO.
Comentários:
Observe que a proposição composta “Ou [o jornalista é muito mal-informado] ou [age de má-fé]” apresenta
o conectivo disjunção exclusiva (ou...ou).
Na disjunção exclusiva, as duas proposições não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo. O sentido de
exclusão conferido por esse conectivo significa que:
• A primeira possibilidade pode ocorrer isoladamente: o jornalista é muito mal-informado e ele não
age de má-fé;
• A segunda possibilidade pode ocorrer isoladamente: o jornalista age de má-fé e ele não é muito mal-
informado; e
• A primeira e a segunda possibilidade não podem ocorrer simultaneamente, ou seja, o jornalista não
pode ser muito mal-informado ao mesmo tempo em que age de má-fé
Logo, é correto afirmar que, sob o ponto de vista da lógica sentencial, a opinião do internauta manifesta no
trecho “as duas coisas” é incompatível com o conectivo lógico empregado (disjunção exclusiva).
Gabarito: CERTO.
Comentários:
𝒍𝟏 ∨𝒍𝟐 →f: “Se [(em 2024 a Lei 1 for revogada) ou ((em 2024) a Lei 2 for aprovada)], então [Felipe se
aposentará em 2025]”
A questão informa que a proposição P é “válida”, ou seja, informa que a condicional 𝒍𝟏 ∨𝒍𝟐 →f é verdadeira.
Logo, não podemos ter o caso em que a condicional é falsa (caso V→F), ou seja, não podemos ter o
antecedente 𝒍𝟏 ∨𝒍𝟐 verdadeiro com o consequente f falso. Portanto, temos as seguintes possibilidades:
Segundo o item, devemos considerar que em 2025 Felipe se aposenta, ou seja, devemos considerar que f
é verdadeiro. Nesse caso, considerando que a condicional 𝒍𝟏 ∨𝒍𝟐 →f é verdadeira, ficamos com as seguintes
possibilidades:
Portanto, note que 𝒍𝟏 ∨𝒍𝟐 pode ser tanto verdadeiro quanto falso. Logo, é ERRADO afirmar que a disjunção
inclusiva 𝒍𝟏 ∨𝒍𝟐 é necessariamente verdadeira, ou seja, ERRADO afirmar que em 2024 a Lei 1 foi revogada
ou a Lei 2 foi aprovada.
Gabarito: ERRADO.
(CEBRASPE/INPI/2024)
Érica: “Vocês estão felizes ou tristes?”
Jorge: “Eu sou feliz, mas estou triste.”
Luana: “Eu estou alegre, mas sou infeliz.”
Carla: “Que triste, Luana!”
Considerando os aspectos da lógica sentencial presentes no diálogo anterior e, ainda, que “estar triste” e
“ser infeliz” sejam negações de “estar alegre” e “ser feliz”, respectivamente, julgue o próximo item.
Considerando-se que a frase dita por Luana seja falsa, conclui-se que ela é feliz.
Comentários:
Segundo o enunciado, “estar triste” e “ser infeliz” são negações de “estar alegre” e “ser feliz”. Logo, temos
as seguintes negações das duas proposições simples:
Sabemos que a palavra “mas”, para a Lógica de Proposições, corresponde à conjunção “e”. Logo, a frase dita
por Luana pode ser representada pela conjunção a∧~f:
Segundo o item, a frase de Luana deve ser considerada falsa. Logo, a conjunção a∧~f deve ser considerada
falsa.
Para que a conjunção a∧~f seja falsa, podemos ter apenas uma das duas parcelas falsas ou ambas as
parcelas falsas. Em outras palavras, só não podemos ter o caso em que a e ~f são ambos verdadeiros, pois
nesse caso a conjunção seria verdadeira. Logo, temos as seguintes possibilidades para que a∧~f seja falsa:
Se ~f for falso, f deve ser verdadeiro. Além disso, de a for falso, ~a deve ser verdadeiro. Logo, temos as
seguintes possibilidades:
• ~a verdadeiro e ~f verdadeiro;
• a verdadeiro e f verdadeiro; ou
• ~a verdadeiro e f verdadeiro.
Logo, é ERRADO afirmar que necessariamente Luana é feliz, pois ela pode estar triste e ser infeliz
(possibilidade 1).
Gabarito: ERRADO.
(CEBRASPE/SEFAZ AC/2024) Uma criança deseja ficar brincando no parquinho. A mãe diz ao filho:
— “Filho, não quero que se molhe. Quando começar a chover ou chegar uma criança grande, vamos
embora. Não pise na água ou vamos embora.”
Após alguns minutos, a mãe tomou a criança pela mão e eles foram embora.
Considerando que a mãe tenha cumprido estritamente sua palavra, é correto concluir que
a) chegou uma criança grande.
b) a criança desobedeceu à mãe, caso não tenha chegado uma criança grande nem começado a chover.
c) é possível que não tenha chegado uma criança grande, não tenha começado a chover nem a criança tenha
pisado na água.
d) a criança pisou na água, caso não tenha chegado uma criança grande ou não tenha começado a chover.
e) começou a chover.
Comentários:
c: "Começou a chover."
g: "Chegou uma criança grande."
e: "Vamos embora."
p: "A criança pisou na água."
• c∨g→e – "Se [(começar a chover) ou (chegar uma criança grande)], então [vamos embora]."
• ~p∨e − "[A criança não pisou na água] ou [vamos embora]."
• e é verdadeiro.
Além disso, sabemos que a mãe cumpriu estritamente sua palavra. Logo:
• c∨g→e é verdadeiro; e
• ~p∨e é verdadeiro.
Para que a condicional c∨g→e seja verdadeira, não podemos ter o caso V→F. Observe que, como já sabemos
que o consequente e é verdadeiro, a condicional em questão sempre será verdadeira, qualquer que seja o
valor lógico do antecedente c∨g. Isso porque os casos V→V e F→V são ambos verdadeiros. Portanto:
• c pode ser verdadeiro ou falso, ou seja, pode ou não ter começado a chover;
• g pode ser verdadeiro ou falso, ou seja, uma criança grande pode ou não ter chegado.
Para que a disjunção inclusiva ~p∨e seja verdadeira, não podemos ter ambas as parcelas falsas (caso F∨F).
Observe que, como já sabemos que e é verdadeiro, a disjunção inclusiva em questão sempre será
verdadeira, qualquer que seja o valor lógico de p. Portanto:
• p pode ser verdadeiro ou falso, ou seja, a criança pode ou não ter pisado na água.
A proposição simples g não é obrigatoriamente verdadeira. Logo, não podemos afirmar que chegou uma
criança grande.
b) a criança desobedeceu à mãe, caso não tenha chegado uma criança grande nem começado a chover.
ERRADO.
Por "desobedecer à mãe", podemos entender que a alternativa está se referindo ao fato de a criança se
molhar (Filho, não quero que se molhe) ou ao fato de a criança pisar na água (Não pise na água). Com base
no enunciado, não há informações para determinar se a criança se molhou ou se ela pisou na água.
c) é possível que não tenha chegado uma criança grande, não tenha começado a chover nem a criança
tenha pisado na água. CERTO. Esse é o gabarito.
• g pode ser verdadeiro ou falso, ou seja, uma criança grande pode ou não ter chegado.
• c pode ser verdadeiro ou falso, ou seja, pode ou não ter começado a chover;
• p pode ser verdadeiro ou falso, ou seja, a criança pode ou não ter pisado na água.
Logo, é correto afirmar que é possível que não tenha chegado uma criança grande, não tenha começado a
chover nem a criança tenha pisado na água.
d) a criança pisou na água, caso não tenha chegado uma criança grande ou não tenha começado a chover.
ERRADO.
~g∨~c→p: "Se [(não chegou uma criança grande) ou (não começou a chover)], então [a criança pisou na
água]."
Não podemos afirmar que essa condicional é obrigatoriamente verdadeira, não é possível saber se g, c e p
são verdadeiros ou falsos.
A proposição simples c não é obrigatoriamente verdadeira. Logo, não podemos afirmar que começou a
chover.
Gabarito: Letra C.
(CEBRASPE/ITAIPU/2024) “O chefe não me falou sobre isso, mas, se eu for convidado, aceitarei a
tarefa.”
Supondo verdadeira a proposição anterior, assinale a opção que apresenta uma proposição também
verdadeira.
a) O chefe não me falou sobre isso.
b) Não aceitarei a tarefa.
c) O chefe me falou sobre isso.
d) Serei convidado.
e) Aceitarei a tarefa.
Comentários:
~f∧(c→a): “[O chefe não me falou sobre isso], mas, [se (eu for convidado), (então) (aceitarei a tarefa)].”
Segundo o problema, a proposição composta é verdadeira. Como temos uma conjunção verdadeira, ambas
as parcelas devem ser verdadeiras. Logo:
• ~f é verdadeiro; e
• (c→a) é verdadeiro.
Note que, sendo a condicional c→a verdadeira, nada podemos afirmar quanto às proposições simples c e a,
pois a condicional é verdadeira em qualquer um dos seguintes casos: V→V, F→V e F→F.
Por outro lado, sendo ~f verdadeiro podemos dizer que "O chefe não me falou sobre isso" é verdadeiro. O
gabarito, portanto, é letra A.
Gabarito: Letra A.
Comentários:
Sabemos que as proposições Q e R são verdadeiras e que as proposições P e S são falsas. Vamos substituir
os valores lógicos na proposição composta (P→Q)∧~(R∨S). Ficamos com:
(F→V)∧~(V∨F)
A condicional F→V é verdadeira, pois a condicional só é falsa no caso V→F. Além disso, a disjunção inclusiva
V∨F é verdadeira, pois a disjunção inclusiva é falsa somente quando ambas as parcelas são falsas. Ficamos
com:
(V)∧~(V)
V∧F
Sabemos que a conjunção é verdadeira somente quando ambas as parcelas são verdadeiras. No caso em
questão, V∧F, temos uma conjunção falsa:
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
A alternativa correta, portanto, é a letra C, que apresenta a condicional na forma em que se omite o "então".
Gabarito: Letra C.
(CEBRASPE/TBG/2023)
P1: “Se o custo operacional aumenta, aumentamos o preço cobrado pelo nosso produto.”
P2: “Se o preço do produto substituto aumenta, aumentamos o preço cobrado pelo nosso produto.”
P3: “Aumentamos o preço cobrado pelo nosso produto, mas o custo operacional não aumentou.”
C: “Logo, o preço do produto substituto aumentou.”
Considerando o argumento constituído pelas premissas P1, P2 e P3 e pela conclusão C, anteriormente
apresentadas, julgue o item seguinte.
No caso em que é falsa a proposição “o preço do produto substituto aumenta”, a proposição P2 será
verdadeira independentemente do valor lógico de seu consequente.
Comentários:
s→a: “Se [o preço do produto substituto aumenta], (então) [aumentamos o preço cobrado pelo nosso
produto].”
O item nos diz que a proposição “o preço do produto substituto aumenta” é falsa, ou seja, s é falso. Nesse
caso, a condicional s→a pode ser das seguintes formas:
Note que, qualquer que seja o valor lógico de a, a condicional s→a será verdadeira, pois a condicional só
seria falsa no caso V→F, que não ocorre.
Portanto, é CORRETO afirmar que, no caso em que é falsa a proposição “o preço do produto substituto
aumenta” (no caso em que é falsa a proposição s), a proposição P2 (a condicional s→a) será verdadeira
independentemente do valor lógico de seu consequente (independentemente do valor lógico de a).
Gabarito: CERTO.
(CEBRASPE/TBG/2023)
“Avisei em 1984, mas vocês não me ouviram”, disse James Cameron, diretor do filme O Exterminador do
Futuro, acerca dos riscos do avanço descontrolado da inteligência artificial.
Acerca da afirmação precedente, do diretor James Cameron, julgue o item subsequente.
Há apenas uma hipótese de falsidade para a afirmação de James Cameron.
Comentários:
a: “Avisei em 1984.”
o: “Vocês me ouviram.”
Sabemos que, na Lógica de Proposições, a palavra “mas” corresponde ao conectivo “e”. Logo, a afirmação
de James Cameron pode ser descrita por a∧~o:
Para que a afirmação de James Cameron seja falsa, a conjunção a∧~o deve ser falsa.
Para que a conjunção a∧~o seja falsa, podemos ter apenas uma das duas parcelas falsas ou ambas as
parcelas falsas. Em outras palavras, só não podemos ter o caso em que a e ~o são ambos verdadeiros, pois
nesse caso a conjunção seria verdadeira. Logo, temos três possibilidades para que a∧~o seja falsa:
Gabarito: ERRADO.
(CEBRASPE/DATAPREV/2023)
P1: “Se houver resistência de populares ou depredação de patrimônio, a polícia agirá.”
P2: “Se a polícia agir, a ambulância será necessária.”
P3: “Não houve depredação de patrimônio, mas a ambulância foi necessária.”
C: “Houve resistência de populares.”
Tomando por referência as proposições precedentes, julgue o item a seguir.
Caso seja verdadeira a proposição “A ambulância será necessária.”, a proposição P2 será também
verdadeira, independentemente do valor lógico de sua outra proposição simples constituinte.
Comentários:
p: “A polícia age.”
O item nos diz que a proposição “a ambulância será necessária” é verdadeira, ou seja, a é verdadeiro. Nesse
caso, a condicional p→a pode ser das seguintes formas:
Note que, qualquer que seja o valor lógico de p, a condicional p→a será verdadeira, pois a condicional só
seria falsa no caso V→F, que não ocorre.
Portanto, é CORRETO afirmar que, caso seja verdadeira a proposição “a ambulância será necessária” (caso
seja verdadeira a proposição a), a proposição P2 (a condicional p→a) será também verdadeira,
independentemente do valor lógico de sua outra proposição simples constituinte (independentemente do
valor lógico de p).
Gabarito: CERTO.
Comentários:
P é uma proposição composta que faz uso do conectivo condicional na forma "Quando p, q".
Além disso, cumpre destacar que a expressão "nos processos de justificações administrativas" não é uma
proposição, mas sim uma circunstância que pode ser descartada. Devemos, portanto, trabalhar somente
com a seguinte proposição composta:
P: "Quando [o segurado apresentar testemunhas com valor de prova], [a agência fornecerá um servidor
exclusivo para o atendimento]."
Nesse caso, perceba que a proposição composta P pode ser descrita por p→q.
Temos quatro combinações de valores lógicos para as proposições simples que compõem P: V→V, V→F, F→V
e F→F, conforme descrito na tabela-verdade a seguir:
Note que a condicional é falsa somente quando o antecedente p é verdadeiro e o consequente q é falso
(caso V→F). Logo, é CORRETO afirmar que há apenas uma possibilidade de combinação de valores lógicos
para as proposições simples que compõem P que a tornam falsa.
Gabarito: CERTO.
Comentários:
Note que a condicional do item, "se os procedimentos 2, 3, (1 ou 8) e (5 ou 11) forem realizados, então o
procedimento 4 também terá sido realizado", pode ser descrita por [p2∧p3∧(p1∨p8)∧(p5∨p11)]→p4:
Vamos mostrar que, seguindo as regras impostas pelo enunciado, essa condicional não necessariamente é
verdadeira.
Considere, por exemplo, que os procedimentos 1, 2, 3 e 5 foram realizados e que o procedimento 4 ainda
não foi realizado. Nesse caso, as restrições do enunciado não foram violadas, pois "os procedimentos de 1 a
5 são independentes entre si e podem ser realizados em qualquer ordem, mas não simultaneamente".
Logo, nesse exemplo citado, temos que p1, p2, p3, e p5 são verdadeiros e p4 é falso. Portanto, para esse
exemplo, temos que a condicional é falsa:
[p2∧p3∧(p1∨p8)∧(p5∨p11)]→p4
[V∧V∧(V∨p8)∧(V∨p11)]→F
Note que, quaisquer que sejam os valores de p8 e p11, as disjunções inclusivas V∨p8 e V∨p11 são verdadeiras:
[V∧V∧V∧V]→F
[V]→F
Consequentemente, note que a condicional sugerida pelo item da questão não necessariamente é
verdadeira, pois a acabamos de mostrar um caso em que essa condicional é falsa. O gabarito, portanto, é
ERRADO.
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
f: "Entramos em falência."
Note que a proposição composta P é uma condicional da forma "Como p, q", em que o antecedente é uma
conjunção. Essa proposição composta pode ser escrita como r∧~n → f.
r∧~n → f: “Como [(nossas reservas de matéria prima se esgotaram) e (não encontramos um novo nicho de
mercado)], [entramos em falência]”.
Sabemos que a condicional é falsa somente quando o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso
(caso V→F). Para o caso em questão, devemos ter o antecedente r∧~n verdadeiro e o consequente f falso.
Note, portanto, que o item está ERRADO, porque o consequente f falso não garante que a condicional é
falsa. Para que a condicional seja falsa, é necessário também que o antecedente r∧~n seja verdadeiro.
𝒓 ∧ ~𝒏 → ⏟
⏟ 𝒇
𝑽 𝑭
Cumpre destacar que, para que a conjunção r∧~n seja verdadeira, ambas as parcelas, r e ~n, devem ser
verdadeiras. Logo, devemos ter:
● r verdadeiro;
● n falso.
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
Note que a proposição P é uma condicional em que se omite o "então", podendo ser escrita como
d∧p → f∧r.
d∧p → f∧r: "Se [(o auditor for diligente) e (a auditoria bem planejada)], [(a fraude será encontrada) e (o
responsável será punido)]."
Sabemos que a condicional é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda parcela é
falsa. Para essa questão, interessam-nos os casos em que a condicional é verdadeira, isto é, interessam-nos
os casos V→V, F→V e F→F.
Note que, se o antecedente da condicional for falso, temos a garantia de que a condicional é verdadeira.
Isso porque os casos F→V e F→F são ambos verdadeiros.
𝒅∧𝒑 → 𝒇∧𝒓
⏟
𝑭
Temos uma conjunção d∧p no antecedente. Para que a conjunção seja falsa, basta que uma das proposições
simples, d ou p, seja falsa.
Veja, portanto, que se atribuirmos o valor lógico falso para a proposição d, por exemplo, temos que o
antecedente d∧p é falso e, consequentemente, o condicional d∧p → f∧r é verdadeiro.
Logo, é necessário determinar o valor lógico de apenas uma proposição simples de modo a garantir que a
proposição P seja verdadeira, independentemente dos valores lógicos atribuídos às demais proposições
lógicas simples.
Gabarito: Letra B.
(CEBRASPE/CBM AL/2021) P: “Se a vegetação está seca e sobre ela cai uma faísca, ocorre um incêndio.”
Se a proposição P e seu consequente forem verdadeiros, então a proposição “a vegetação está seca” será
necessariamente verdadeira.
Comentários:
(s∧f)→i: “Se [(a vegetação está seca) e (sobre ela cai uma faísca)], [ocorre um incêndio].”
A questão informa que a condicional (s∧f)→i é verdadeira e que o seu consequente i é verdadeiro. Com base
nisso, a questão pergunta se a proposição s será necessariamente verdadeira.
Sabemos que a condicional é falsa somente quando o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso
(caso V→F).
Veja que, como o consequente i é verdadeiro, a condicional (s∧f)→i será verdadeira qualquer que seja o
valor lógico de (s∧f), pois nunca recairemos no caso V→F:
𝒔⏟
∧ 𝒇 → ⏟𝒊
𝑉 ou 𝑭 𝑽
Como s∧f pode ser verdadeiro ou falso, a proposição s pode ser verdadeira ou falsa.
Logo, é errado afirmar que a proposição s será necessariamente verdadeira pois, se ela for falsa, ainda
assim teremos a condicional (s∧f)→i verdadeira com o consequente i verdadeiro.
Gabarito: ERRADO.
(CEBRASPE/CBM AL/2021) P: “Se a vegetação está seca e sobre ela cai uma faísca, ocorre um incêndio.”
Se a proposição “a vegetação está seca” for falsa, a proposição P será verdadeira, independentemente dos
valores lógicos das demais proposições simples que constituem a proposição P.
Comentários:
i: "Ocorre um incêndio."
(s∧f)→i: “Se [(a vegetação está seca) e (sobre ela cai uma faísca)], [ocorre um incêndio].”
A questão nos diz que “a vegetação está seca” é uma proposição falsa, isto é, s é falso. Nesse caso, note que
a conjunção s∧f é falsa, pois uma conjunção "e" é verdadeira somente quando ambas as proposições são
verdadeiras.
𝒔⏟
∧ 𝒇 → ⏟𝒊
𝑭 ?
Sabemos que uma condicional é falsa somente quando o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso
(caso V→F).
Note, portanto, que o antecedente s∧f falso já garante que a condicional é verdadeira, pois ambas as
possibilidades de antecedente falso, F→V e F→F, são condicionais verdadeiras.
Portanto, é correto afirmar que, se s é falso, então a proposição s∧f→i será verdadeira, independentemente
dos valores lógicos das demais proposições simples (f e i) que constituem a proposição s∧f→i.
Gabarito: CERTO.
(CEBRASPE/SEFAZ CE/2021) Julgue o item seguinte, considerando a estrutura lógica das situações
apresentadas em cada caso.
Suponha que a afirmação “Carlos pagará o imposto ou Ana não comprará a casa.” seja falsa. Nesse caso,
é correto concluir que Ana comprará a casa.
Comentários:
Para que a disjunção inclusiva seja falsa, ambas as parcelas, c e ~a, devem ser falsas. Como ~a é falso, temos
que a é verdadeiro. Portanto:
Gabarito: CERTO.
Comentários:
Note que a proposição P é uma condicional em que se omite o "então", podendo ser escrita como
r∧a → v.
r∧a → v: “Se [(o responsável pela indicação fizer sua parte) e (seus aliados trabalharem duro)],
[vencerão].”
Além disso, segundo o enunciado, "os aliados do responsável pela indicação trabalharam duro” é verdadeiro.
Consequentemente, a é verdadeiro.
Sabemos que a condicional é falsa somente quando o antecedente é verdadeiro e o consequente é falso
(caso V→F).
Segundo o enunciado, a condicional P, que corresponde a r∧a → v, é verdadeira. Nesse caso, não podemos
ter o antecedente r∧a verdadeiro ao mesmo tempo em que o consequente v é falso. Portanto, é necessário
que o antecedente r∧a seja falso.
𝒓∧𝒂→⏟
⏟ 𝒗
𝑭 𝑭
Para que a conjunção r∧a seja falsa, ao menos um dos termos deve ser falso. Como a é verdadeiro, segue
que r deve ser falso. Assim, ~r é verdadeiro. Portanto:
Logo, pode-se concluir que o responsável pela indicação não fez sua parte.
Gabarito: CERTO.
(CEBRASPE/SEFAZ AL/2020) P1: “Se há carência de recursos tecnológicos no setor Alfa, então o
trabalho dos servidores públicos que atuam nesse setor pode ficar prejudicado.”.
Se a proposição “O trabalho dos servidores públicos que atuam nesse setor pode ficar prejudicado.” for
falsa e a proposição “Há carência de recursos tecnológicos no setor Alfa.” for verdadeira, então a
proposição P1 será falsa.
Comentários:
q: "O trabalho dos servidores públicos que atuam nesse setor pode ficar prejudicado."
Sabemos que a condicional é falsa somente quando a primeira parcela é verdadeira e a segunda parcela é
falsa, e a assertiva afirma justamente esse caso em que o antecedente p é V e que o consequente q é F.
Gabarito: CERTO.
(CEBRASPE/SEFAZ AL/2020) P4: “Se os beneficiários dos serviços prestados pelo setor Alfa são mal
atendidos, então os beneficiários dos serviços prestados por esse setor padecem.”.
Se a proposição P4 for verdadeira, então a proposição “Os beneficiários dos serviços prestados pelo setor
Alfa são mal atendidos.” será, necessariamente, verdadeira.
Comentários:
p: "Os beneficiários dos serviços prestados pelo setor Alfa são mal atendidos."
Se a condicional P4 for verdadeira, o antecedente p pode ser tanto verdadeiro quanto falso. O que não pode
ocorrer é V→F, pois nesse caso temos um condicional falso.
Isso significa que a proposição p: “Os beneficiários dos serviços prestados pelo setor Alfa são mal atendidos.”
não será necessariamente verdadeira.
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
p→~q: "Se [a afirmação foi feita pelo político], (então) [a população não acredita na afirmação feita pelo
político]"
Gabarito: ERRADO.
Comentários:
O enunciado pergunta se a proposição "Caso o paciente receba visitas, ele não receberá medicação." é falsa.
Observe que ela pode ser descrita por R→∼Q.
Como Q→∼R é falsa, Q é V e ∼R é F, pois a condicional é falsa somente quando a primeira parcela é
verdadeira e a segunda parcela é falsa. Consequentemente, ∼Q é F e R é V.
Para obter o valor lógico de R→∼Q, basta observar que se trata de uma condicional com o antecedente R
verdadeiro e o consequente ∼Q falso. Assim, R→∼Q é uma condicional falsa, como afirma a questão.
Gabarito: CERTO.
Introdução às Proposições
(CEBRASPE/INPI/2024) A frase dita por Érica é uma proposição composta por disjunção.
(CEBRASPE/INSS/2016) Julgue o item a seguir, relativos a raciocínio lógico e operações com conjuntos.
A sentença “Bruna, acesse a Internet e verifique a data da aposentadoria do Sr. Carlos!” é uma proposição
composta que pode ser escrita na forma p ∧ q.
GABARITO - CEBRASPE
Introdução às Proposições
Proposições Simples
(CEBRASPE/ANM/2025) Considerando a proposição P: “Não prometo que você voltará, e, se voltar, não
será o mesmo.”, julgue o item seguinte, em relação a aspectos da lógica sentencial dessa proposição.
A negação da proposição “Não prometo que você voltará” pode ser expressa por “Prometo que você não
voltará”.
(CEBRASPE/PCPE/2024) P: “Meu celular vale muito mais que o que me acusam de tentar roubar.”
A negação da proposição P pode ser expressa corretamente por:
a) “Meu celular vale muito menos que o que me acusam de tentar roubar.”.
b) “Meu celular não vale muito mais que o que me acusam de tentar roubar.”.
c) “Meu celular não vale pouco menos que o que não me acusam de não tentar não roubar.”.
d) “Meu celular vale pouco mais que o que me acusam de tentar roubar.”.
e) “Meu celular vale muito mais que o que não me acusam de tentar roubar.”.
(CEBRASPE/MP TCESC/2022)
P1: Sou mau, e isso é bom.
P2: Nunca serei bom, e isso não é mau.
Dado o contexto em que se apresentam, as afirmações “isso é bom”, presente em P1, e “isso não é
mau”, presente em P2, são proposições logicamente equivalentes.
(CEBRASPE/MP TCESC/2022)
P: Não quero ser ninguém além de mim.
A negação da proposição P pode ser expressa por “quero ser alguém além de mim”.
(CEBRASPE/MP TCESC/2022) “O fiador não toma uma decisão que não prejudica as finanças do
devedor.” é uma maneira apropriada de negar a proposição “O fiador toma uma decisão que prejudica
as finanças do devedor.”.
GABARITO - CEBRASPE
Proposições Simples
Proposições Compostas
(CEBRASPE/ANM/2025) Considerando a proposição P: “Não prometo que você voltará, e, se voltar, não
será o mesmo.”, julgue o item seguinte, em relação a aspectos da lógica sentencial dessa proposição.
Se os valores lógicos das proposições “você voltará” e “você será o mesmo” forem verdade para ambas,
então, nesse caso, a proposição P será falsa independentemente do valor lógico de qualquer outra
proposição simples constituinte de P.
(CEBRASPE/INPI/2024)
Érica: “Vocês estão felizes ou tristes?”
Jorge: “Eu sou feliz, mas estou triste.”
Luana: “Eu estou alegre, mas sou infeliz.”
Carla: “Que triste, Luana!”
Considerando os aspectos da lógica sentencial presentes no diálogo anterior e, ainda, que “estar triste” e
“ser infeliz” sejam negações de “estar alegre” e “ser feliz”, respectivamente, julgue o próximo item.
A frase dita por Jorge é uma proposição composta por conjunção.
(CEBRASPE/INPI/2024)
Érica: “Vocês estão felizes ou tristes?”
Jorge: “Eu sou feliz, mas estou triste.”
Luana: “Eu estou alegre, mas sou infeliz.”
Carla: “Que triste, Luana!”
Considerando os aspectos da lógica sentencial presentes no diálogo anterior e, ainda, que “estar triste” e
“ser infeliz” sejam negações de “estar alegre” e “ser feliz”, respectivamente, julgue o próximo item.
Considerando-se que a frase dita por Luana seja falsa, conclui-se que ela é feliz.
(CEBRASPE/SEFAZ AC/2024) Uma criança deseja ficar brincando no parquinho. A mãe diz ao filho:
— “Filho, não quero que se molhe. Quando começar a chover ou chegar uma criança grande, vamos
embora. Não pise na água ou vamos embora.”
Após alguns minutos, a mãe tomou a criança pela mão e eles foram embora.
Considerando que a mãe tenha cumprido estritamente sua palavra, é correto concluir que
a) chegou uma criança grande.
b) a criança desobedeceu à mãe, caso não tenha chegado uma criança grande nem começado a chover.
c) é possível que não tenha chegado uma criança grande, não tenha começado a chover nem a criança tenha
pisado na água.
d) a criança pisou na água, caso não tenha chegado uma criança grande ou não tenha começado a chover.
e) começou a chover.
(CEBRASPE/ITAIPU/2024) “O chefe não me falou sobre isso, mas, se eu for convidado, aceitarei a
tarefa.”
Supondo verdadeira a proposição anterior, assinale a opção que apresenta uma proposição também
verdadeira.
a) O chefe não me falou sobre isso.
b) Não aceitarei a tarefa.
c) O chefe me falou sobre isso.
d) Serei convidado.
e) Aceitarei a tarefa.
(CEBRASPE/TBG/2023)
P1: “Se o custo operacional aumenta, aumentamos o preço cobrado pelo nosso produto.”
P2: “Se o preço do produto substituto aumenta, aumentamos o preço cobrado pelo nosso produto.”
P3: “Aumentamos o preço cobrado pelo nosso produto, mas o custo operacional não aumentou.”
C: “Logo, o preço do produto substituto aumentou.”
Considerando o argumento constituído pelas premissas P1, P2 e P3 e pela conclusão C, anteriormente
apresentadas, julgue o item seguinte.
No caso em que é falsa a proposição “o preço do produto substituto aumenta”, a proposição P2 será
verdadeira independentemente do valor lógico de seu consequente.
(CEBRASPE/TBG/2023)
“Avisei em 1984, mas vocês não me ouviram”, disse James Cameron, diretor do filme O Exterminador do
Futuro, acerca dos riscos do avanço descontrolado da inteligência artificial.
Acerca da afirmação precedente, do diretor James Cameron, julgue o item subsequente.
Há apenas uma hipótese de falsidade para a afirmação de James Cameron.
(CEBRASPE/DATAPREV/2023)
P1: “Se houver resistência de populares ou depredação de patrimônio, a polícia agirá.”
P2: “Se a polícia agir, a ambulância será necessária.”
P3: “Não houve depredação de patrimônio, mas a ambulância foi necessária.”
C: “Houve resistência de populares.”
Tomando por referência as proposições precedentes, julgue o item a seguir.
Caso seja verdadeira a proposição “A ambulância será necessária.”, a proposição P2 será também
verdadeira, independentemente do valor lógico de sua outra proposição simples constituinte.
(CEBRASPE/CBM AL/2021) P: “Se a vegetação está seca e sobre ela cai uma faísca, ocorre um incêndio.”
Se a proposição P e seu consequente forem verdadeiros, então a proposição “a vegetação está seca” será
necessariamente verdadeira.
(CEBRASPE/CBM AL/2021) P: “Se a vegetação está seca e sobre ela cai uma faísca, ocorre um incêndio.”
Se a proposição “a vegetação está seca” for falsa, a proposição P será verdadeira, independentemente dos
valores lógicos das demais proposições simples que constituem a proposição P.
(CEBRASPE/SEFAZ CE/2021) Julgue o item seguinte, considerando a estrutura lógica das situações
apresentadas em cada caso.
Suponha que a afirmação “Carlos pagará o imposto ou Ana não comprará a casa.” seja falsa. Nesse caso,
é correto concluir que Ana comprará a casa.
Sendo verdadeiras a proposição P e as proposições “não venceram” e “os aliados do responsável pela
indicação trabalharam duro”, pode-se concluir que o responsável pela indicação não fez sua parte.
(CEBRASPE/SEFAZ AL/2020) P1: “Se há carência de recursos tecnológicos no setor Alfa, então o trabalho
dos servidores públicos que atuam nesse setor pode ficar prejudicado.”.
Se a proposição “O trabalho dos servidores públicos que atuam nesse setor pode ficar prejudicado.” for
falsa e a proposição “Há carência de recursos tecnológicos no setor Alfa.” for verdadeira, então a
proposição P1 será falsa.
(CEBRASPE/SEFAZ AL/2020) P4: “Se os beneficiários dos serviços prestados pelo setor Alfa são mal
atendidos, então os beneficiários dos serviços prestados por esse setor padecem.”.
Se a proposição P4 for verdadeira, então a proposição “Os beneficiários dos serviços prestados pelo setor
Alfa são mal atendidos.” será, necessariamente, verdadeira.
GABARITO – CEBRASPE
Proposições Compostas