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Entre Mundos

A história segue Hugo, que, após encontrar uma chave antiga e uma mensagem misteriosa, embarca em uma jornada através de mundos extraordinários. Ele enfrenta desafios em três reinos, aprendendo sobre coragem, desapego e interdependência, o que o transforma internamente. Ao retornar para casa, Hugo percebe que, embora o mundo ao seu redor permaneça o mesmo, sua percepção e compreensão da vida mudaram para sempre.

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Leo Litumbergue
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Entre Mundos

A história segue Hugo, que, após encontrar uma chave antiga e uma mensagem misteriosa, embarca em uma jornada através de mundos extraordinários. Ele enfrenta desafios em três reinos, aprendendo sobre coragem, desapego e interdependência, o que o transforma internamente. Ao retornar para casa, Hugo percebe que, embora o mundo ao seu redor permaneça o mesmo, sua percepção e compreensão da vida mudaram para sempre.

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Entre Mundos: Ecos de Uma

Jornada Inesperada
Uma história de encontros, desafios e transformação

Capítulo 1: O Começo do Inesperado


A manhã era de uma leveza inusitada, como se cada raio de sol soubesse
que seu brilho marcaria o início de algo extraordinário. Hugo despertou,
como de costume, com o tilintar do velho relógio de parede do avô. A casa,
silenciosa, parecia guardar segredos em cada canto. Ao abrir a janela, uma
rajada de vento trouxe consigo o cheiro do mar, mesmo estando a
quilômetros da costa. Era um convite, sussurrado em brisas e promessas,
para um novo dia.
Na escola, o ambiente era o mesmo de sempre: corredores ecoando passos
apressados, risadas dispersas e o som distante de alguma aula de
matemática. Mas havia algo diferente pairando no ar, uma eletricidade
silenciosa. Hugo sentiu-se observado, como se presenças invisíveis
acompanhassem seus movimentos. Ignorou, atribuindo à imaginação fértil
cultivada por anos de leituras e histórias fantásticas.
No entanto, ao abrir seu armário, encontrou um envelope antigo, selado
com cera azul. O papel tinha cheiro de passado, de aventuras esquecidas.
Hugo hesitou, mas a curiosidade falou mais alto. Ao romper o selo, leu
palavras que pareciam escritas em outra era: “Ao portador desta
mensagem, ofereço a chave para mundos além do véu. Que sua coragem
seja maior que o medo.” No fundo do armário, entre livros e papéis
amarelados, estava uma chave de bronze, desgastada pelo tempo. Naquele
instante, o cotidiano se rasgava, dando passagem a possibilidades infinitas.

Capítulo 2: O Portal e a Jornada


O resto do dia passou em uma névoa de ansiedade e expectativa. Ao
retornar para casa, Hugo examinou a chave, intrigado com os símbolos
gravados em sua superfície. Um círculo, uma estrela, uma espiral: cada um
parecia pulsar, emitindo calor nas pontas dos dedos. Decidiu investigar o
sótão, lugar raramente visitado, onde a família guardava objetos antigos há
gerações.
Entre baús, retratos em sépia e brinquedos esquecidos, uma porta menor,
quase invisível, chamou sua atenção. Curiosamente, a chave encaixou
perfeitamente na fechadura. Ao girá-la, um estalo ecoou e um brilho suave
escapou pelas frestas. O ar se tornou denso, carregado de energia. Hugo
respirou fundo e atravessou o portal.
Do outro lado, a paisagem era de outra natureza. Céus em tons de lilás,
árvores douradas e um lago espelhado onde peixes flutuavam no ar. O chão
parecia vibrar sob seus pés, como se o mundo inteiro estivesse vivo e
consciente de sua presença. O jovem foi recebido por Lira, uma criatura de
olhos translúcidos e voz melodiosa. Ela se apresentou como guardiã do
Limiar, um lugar onde todas as histórias do mundo se encontravam.
Lira explicou que Hugo havia sido escolhido por sua capacidade de enxergar
além do óbvio, de sentir o extraordinário no ordinário. Sua missão era
simples e impossível: restaurar o Equilíbrio entre os mundos. Para isso, ele
deveria atravessar três reinos, enfrentar desafios e aprender com cada
experiência. Sem tempo para hesitar, Hugo aceitou, coração pulsando em
ritmo desconhecido.

Capítulo 3: Lições dos Três Reinos


O primeiro reino era o da Escuridão Suave, onde o medo se manifestava em
formas delicadas, como sombras dançantes. Lá, Hugo aprendeu a nomear
seus receios, dialogar com suas dúvidas e reconhecer que a coragem não
era ausência de medo, e sim a capacidade de agir apesar dele. Uma
criatura feita de fumaça, chamada Véu, guiou-o pelos labirintos internos de
sua mente. Ao final, um fragmento de espelho foi-lhe entregue: “Leve
consigo a verdade do que é, antes de buscar o que será.”
O segundo reino era o do Tempo Suspenso. Ali, os relógios andavam para
trás, as árvores cresciam ao contrário e cada passo parecia desfazer o
anterior. Hugo sentiu-se perdido até perceber que, naquele lugar, era
preciso desapegar-se do controle. Em conversas com Anciãos que
envelheciam de juventude, compreendeu o valor do presente e a futilidade
de tentar prender o fluxo do tempo. Recebeu, como presente, um relógio de
areia que jamais se esvaziava.
No último reino, chamado Harmonia, todos os elementos coexistiam em
equilíbrio perfeito. Água, fogo, ar e terra dançavam em sincronia. Os
habitantes – seres híbridos de animal e vegetal – mostraram a Hugo a
beleza da diversidade e da colaboração. “Nenhum mundo é feito de partes
separadas”, disseram. Recebeu uma semente dourada, símbolo da
interdependência de todas as coisas.

Capítulo 4: O Regresso Transformador


Carregando o espelho, o relógio e a semente, Hugo retornou ao Limiar. Lira
aguardava, sorrindo. “O Equilíbrio foi restaurado, não nos mundos, mas em
ti”, afirmou ela. Para Hugo, a maior descoberta foi interna. O ordinário e o
extraordinário coexistiam em cada gesto, em cada escolha de ver o mundo
com olhos curiosos.
Ao atravessar o portal de volta para casa, Hugo percebeu que tudo parecia
igual, mas ele havia mudado. O relógio ainda tilintava, a casa ainda
guardava silêncios e segredos, mas agora cada detalhe era portador de um
universo.
Epílogo
Com o tempo, Hugo percebeu que sua jornada não era única. Todos, em
algum momento, recebem chaves, portas e convites para atravessar os
véus do cotidiano. Resta a cada indivíduo a coragem de aceitar o chamado,
de buscar a própria transformação. Assim, as histórias se renovam e o ciclo
nunca tem fim.
A cada manhã, a brisa do mar parecia trazer novas promessas. E, ao abrir a
janela, Hugo sorria, pronto para encontrar, mais uma vez, as maravilhas
escondidas entre mundos possíveis.

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