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PAPER (Salvo Automaticamente)

Este documento aborda a elaboração da folha de pagamento, destacando seus proventos, descontos e a importância da contabilização conforme a legislação trabalhista. A pesquisa visa facilitar o entendimento dos profissionais sobre os cálculos e registros financeiros que impactam tanto empregadores quanto empregados. Exemplos práticos são fornecidos para ilustrar a aplicação dos conceitos discutidos.

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Este documento aborda a elaboração da folha de pagamento, destacando seus proventos, descontos e a importância da contabilização conforme a legislação trabalhista. A pesquisa visa facilitar o entendimento dos profissionais sobre os cálculos e registros financeiros que impactam tanto empregadores quanto empregados. Exemplos práticos são fornecidos para ilustrar a aplicação dos conceitos discutidos.

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FOLHA DE PAGAMENTO E CONTABILIZAÇÃO

Daniela Pereira
Rodrigo Tomelin
Tutor Externo: João Zeferino Junior
Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Bacharelado em Ciências Contábeis (CTB0329) - Seminário Interdisciplinar I
14/06/2017

RESUMO

Esta pesquisa tem como objetivo de demonstrar de forma simples e de fácil entendimento de como
é elaborada uma folha de pagamento, quais são seus proventos, descontos e sua contabilização,
pois é um documento de emissão obrigatória regida pela lei trabalhista e previdenciária n.º
8.212/91. A folha de pagamento é de suma importância ao empregado, pois nela ele terá o
conhecimento de todos os registros financeiros, tais como, salário, bônus, descontos e vencimentos,
dito isto, para que não haja falha na elaboração, os responsáveis terão que estar atualizados por
conta da legislação trabalhista sofrer por constantes alterações. Por conta desse cenário, o
presente trabalho auxiliara os profissionais que estejam preocupados a não cometerem erros,
chegando a etapa final com exatidão e não trazendo transtorno para a empresa ou funcionário.

Palavras-chave: Conceitos, proventos, descontos e contabilização

1 INTRODUÇÃO

Neste presente trabalho iremos conceituar de forma básica como é elaborada uma folha de
pagamento e a sua importância para as empresas, será abordado os tipos de descontos, proventos e
direitos apresentando os seus conceitos e citando exemplos para melhor entendimento.
Será apresentado o impacto da folha de pagamento para as empresas optantes do simples
nacional, lucro presumido e lucro real. Conheceremos os principais proventos e os principais
descontos legais.
Por fim, teremos exemplos de como elaborar uma folha de pagamento em diferentes
situações.
2

2 CONCEITO DE FOLHA DE PAGAMENTO

Folha de pagamento é um documento que deve ser elaborado por toda empresa, ao qual
relaciona a remuneração recebida pelo empregado em troca de serviços prestados para o
empregador. Neste documento é listado o salário base, e outros valores de direito do colaborador
como hora extra, bonificações, comissões, assim como também todos os descontos legais e aqueles
que por ventura tenham sido negociado entre empregado e empregador, como por exemplo
empréstimos.
Toda empresa é obrigada a elaborar a folha de pagamento conforme preceitua o art. 32 da lei
nº 8.212/91:

Art. 32 A empresa é também obrigada a:


I – preparar folhas-de-pagamento das remunerações pagas ou creditadas a todos os
segurados a seu serviço, de acordo com os padrões e normas estabelecidos pelo órgão
competente da Seguridade Social;
II – lançar mensalmente em títulos próprios de sua contabilidade, de forma descriminada,
os fatos geradores de todas as contribuições, o montante das quantias descontadas, as
contribuições da empresa e os totais recolhidos;

A folha de pagamento traz todas as informações sobre casa um dos empregados, além dos
cálculos trabalhistas, deve constar obrigatoriamente os dados do empregado, assim como os dados
do empregador sendo estes a razão social e CNPJ.
Os empregados por sua vez, interpretam a folha de pagamento incorretamente por falta de
conhecimento ou por sua complexidade, recorrendo ao setor responsável para explicações sobre o
desconto lançado em seu comprovante. Por esse motivo deve haver um detalhamento de fácil
entendimento para que o empregado consiga saber quais são seus direitos e os repasses a serem
contabilizados.
O setor de Gestão de pessoas é responsável pela contabilização da folha de pagamento, que
fará o lançamento contábil encima do salário do empregado, Fundo de Garantia por Tempo de
Serviço (FGTS), o Imposto de Renda (IR) e a Contribuição Previdenciária Social (INSS).

3 CONCEITOS DE PROVENTOS

Pode-se dizer que os proventos são todos os valores que o funcionário tem o direito de
receber, onde seus benefícios estão visivelmente detalhados em folha de pagamento, garantidos pela
a CLT.
De acordo com o art. 457 da CLT, provento é:
3

Art. 457 – Compreendem-se na remuneração do


empregado, para todos os efeitos legais, além do salário
devido e pago diretamente pelo empregador, como
contraprestação do serviço, as gorjetas que receber.

§ 1º - Integram o salário não só a importância fixa


estipulada, como também as comissões, percentagens,
gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos
pagos pelo empregador.
§ 2 º - Não se incluem nos salários as ajudas de custo,
assim como as diárias para viagem e abonos pagos pelo
empregador.
§ 3 º - Considera-se gorjeta não só a importância
espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como
também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente,
como adicional nas contas, a qualquer título, e destinada
a distribuição aos empregados.

Trata-se do salário correspondente ao valor previamente acordado entre o empregado e o


empregador, já efetivo através de contrato de trabalho e legalmente informado na Carteira de
Trabalho do empregado, mais as parcelas de salários adicionais como adicional insalubridade,
periculosidade, férias e demais valores, podendo estes adicionais serem recorrentes ou eventuais.
Em sequência iremos relacionar alguns destes valores representados em folha, que será pago
conforme é claro a função e contrato de cada colaborador.

3.1 TIPOS E EXEMPLOS DE PROVENTOS

Os principais tipos de proventos são eles:

 Salário: É o valor mínimo estipulado pago pelo o empregador, não podendo ter diferença de
valor por causa da cor, sexo, idade, deficiência ou estado civil

 Remuneração: São os valores que o empregado recebe do seu empregador além do seu
salário fixo, temos como exemplo os garçons que ganham gorjetas ou aqueles colaboradores que
recebem comissão, assim como qualquer reembolso recebido pela empregado.

Para MONTANA, 1998 p. 174

“Um sistema para remunerar cada funcionário justa e equitativamente. No geral, as


remunerações podem ser vistas como dinheiro (isto é, como salários) e benefícios, ou seja,
todos os outros ganhos, tais como auxilio doença, férias, planos de saúde e bem-estar,
pagamentos da previdência social, etc.”
4

 Horas Extras: É o valor devido ao empregado, quando este em acordo com o empregador,
excede sua jornada de trabalho, sendo que para estas horas a mais de trabalho diário deverá ter um
acréscimo de no mínimo 50% em cima da sua hora normal. Em caso destas horas extras forem
cumpridas em domingo ou feriado será em 125% a sua hora normal. O empregador pode acordar
com o colaborador, que o mesmo faça no máximo até 4 horas diárias de horas extras.

 Adicional de Periculosidade: A empresa tem que efetuar o pagamento de adicional de


periculosidade, para todo e qualquer trabalhador que coloque sua vida em risco de morte, sendo que
o salário será acrescido de 30% referente ao Adicional de Periculosidade. Este valor é calculado
sobre o salário base do empregado e não será acrescentado os outros valores como comissões,
variáveis e etc. Porém para aqueles trabalhadores que foram contratados antes de 2012, recebem
periculosidade sobre a remuneração, ou seja, sobre todos os valores da remuneração. Isso se deve
porque a lei nº 7.369/1985, predizia que o adicional de periculosidade fosse pago sobre a
integralidade dos proventos, e com a promulgação da lei 12.740/2012 ocorreu a alteração da base de
cálculo apenas para o salário base.
Como isso feria o princípio da inalterabilidade contratual e da irredutibilidade que é regida pela
Constituição da República Federativa do Brasil, ficou ajuizado através da resolução 214, de 28 de
novembro de 2016 da TST que diz:
I – o adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este
acrescido de outros adicionais.

II – o adicional de periculosidade do empregado eletricitário, contratado sob a égide da Lei


nº 7.369/1985, deve ser calculado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial. Não é
válida norma coletiva mediante a qual se determina a incidência do referido adicional sobre
o salário básico.

III – A alteração da base de cálculo do adicional de periculosidade do eletricitário


promovida pela Lei nº 12.740/2012 atinge somente contrato de trabalho firmado a partir de
sua vigência, de modo que, nesse caso, o cálculo será realizado exclusivamente sobre o
salário básico, conforme determina o § 1º do art. 193 da CLT.
Sobre as atividades consideras perigosas, o disposto no art. 193 diz:
Art.193. São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação
aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou
métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do
trabalhador a:
I – inflamáveis, explosivos ou energia elétrica;

II – roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança


pessoal ou patrimonial.

 Adicional de Insalubridade: o adicional de insalubridade, é devido pela empresa a todo


trabalhador que exerce algum tipo de atividade que gere risco de saúde, quando o mesmo fica
exposto a agente nocivos à saúde e do efeito acima dos limites de tolerância. O Ministério do
Trabalho aprova o quadro das atividades insalubres, assim como estipula normas sobre os critérios
de caracterização das atividades insalubres. Assim como os meios de proteção e o grau de tolerância
5

para que o empregado fique exposto a esses agentes. Quanto a eliminação ou neutralização da
insalubridade ocorrerá:
I – com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de
tolerância;

II – com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador, que diminuam


a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância

o percentual de adicional de insalubridade poderá ser de 40%, 20% e 10% sobre o salário mínimo,
se classificam em grau máximo, médio e mínimo, conforme a atividade exercida e a exposição aos
agentes nocivos.

 Adicional Noturno: É o adicional de 20% sobre o salário que os empregados tem direito
quando exercem suas atividades em horário noturno. No art. 73 da CLT observa-se o seguinte:

Art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal, ou quinzenal, o trabalho noturno terá
remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo
de 20% (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna.

§ 1º A hora do trabalho noturno será computada como 52 minutos e 30 segundos.

§ 2 º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22


horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte.

Considera-se horário noturno para o trabalhador rural que executa suas atividades entre as
21 (vinte e uma) horas ás 5 (cinco) horas da manhã do dia seguinte. Já a hora noturna do trabalhador
pecuário se inicia as 20 (vinte) horas e se estende às 4 (quatro) horas do dia seguinte.

4 CONCEITOS DE DESCONTOS

São valores ou abatimentos na folha de pagamento do empregado que deveram ser deduzidos, da
remuneração. Entre estes descontos se incluem os encargos sociais, como INSS e IR conforme a
faixa salarial. Estes descontos são obrigatórios e a empresa fica responsável pelo recolhimento
mensal. Pode também ser feito desconto em folha, de empréstimos, financiamento, de alimentação
assistência medica ou odontológica.

4.1 TIPOS E EXEMPLOS DE DESCONTOS

Os valores mais comuns que devem ser deduzidos em folhas de pagamentos são eles:
6

 INSS: Todas as pessoas que trabalham com a carteira assinada ou não são obrigados a
contribuírem com o INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), inclusive os empregadores.
Através dessa contribuição à Previdência social, seguindo alguns critérios, como idade ou tempo de
serviço garantimos a aposentadoria. Além do direito à aposentadoria, contribuindo com o INSS,
garantimos alguns direitos como auxilio doença.
A contribuição varia de acordo com o salário, podendo ser de 8%, 9% e 11%. O valor
máximo a ser descontado da folha de um empregado é de R$ 570,88, isso porque o teto máximo
pago pela Previdência para aposentadoria é a base de R$ 5.189,82.
O INSS é aplicado sobre o salário bruto, horas extra, sobre os adicionais de insalubridade e
periculosidade, férias e decimo terceiro salário. Segundo o disposto no At. 195 da Constituição
Federal, todos a sociedade financiará a Seguridade Social:
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a
sociedade, de forma direta ou indireta, nos termos da lei,
mediante recursos provenientes dos orçamentos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
e das seguintes contribuições sociais:
I – do empregador, da empresa e da entidade a ela
equiparada na forma da lei, incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do
trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa
física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo
empregatício;
b) a receita ou faturamento;
c) o lucro;

Abaixo a tabela de contribuição e suas respectivas alíquotas:

SALARIO DE CONTRIBUIÇÃO MENSAL INS


DE (R$) ATÉ (R$) (%)
0,00 1.556, 94 8,0
1.556,95 2.594,92 9,0
2.594,93 5.189, 82 11,0

 IRRF: é o Imposto de Renda Retido na Fonte, consistindo em uma obrigação tributária, e o


empregador deve fazer o cálculo e o recolhimento do imposto, usando como base a remuneração
recebida pelo empregado. Conforme podemos ver na tabela abaixo, para a remuneração abaixo de
R$ 1.903,98 não é feita a retenção do IR, e mesmo que ultrapasse essa base, se o valor for igual ou
inferior a R$ 10,00, não é necessário fazer o recolhimento do mesmo. A tabela abaixo é a vigente
até a elaboração deste trabalho, podendo ser feito a consulta da tabela atualizada pelo site da
Receita Federal, assim como também deve –se consultar o valor do desconto do IR por dependente.

BASÉ DE CALCULO ALIQUOTA % PARCELA A DEDUZIR


7

até 1.903, 98 - -
De 1.903,99 até 2.826, 65 7,5 142,80
De 2.826, 66 até 3.751, 05 15,0 354,80
De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 636,13
Acima de 4.668,68 27,5 869,36

 Contribuição Sindical: a Contribuição Sindical corresponde ao desconto de 1 dia de salário


do empregado. Este recolhimento é feito pela empresa que efetua o pagamento ao sindicato
ao qual está filiada, e ocorre no mês de março conforme o estabelecido pelo Art. 582 da Lei
6.386/1976:

Art. 582. Os empregadores são obrigados a descontar, da folha de pagamento de seus


empregados relativa ao mês de março de cada ano, a contribuição sindical por estes devida
aos respectivos sindicatos.

§ 1º Considera-se um dia de trabalho, para efeito de determinação da importância a que


alude o item I do Art. 580, o equivalente:
a) a uma jornada normal de trabalho, se o pagamento ao empregado for feito em unidade
de tempo;
b) a 1/30 (um trinta avos) da quantia percebida no mês anterior, se a remuneração for
paga por tarefa, empreitada ou comissão.

§ 2º Quando o salário for pago em utilidades, ou nos casos em que o empregado receba,
habitualmente, gorjetas, a contribuição sindical corresponderá a 1/30 (um trinta avos) da
importância que tiver servido de base, no mês de janeiro, para a contribuição do empregado
à Previdência Social.

Caso o empregado tenha sido contratado após o mês de março, a empresa contratante deverá
verificar o registro de contribuição na carteira de trabalho, ou solicitar ao mesmo que apresente
declaração da empresa anterior de que foi descontado a contribuição sindical, caso não se tenha
registro do desconto o empregador deve fazer o recolhimento e o desconto em folha no mês
subsequente ao da contratação. Para aqueles empregados, que por algum motivo estejam afastados
do trabalho, a empresa também fará o desconto no mês subsequente ao reinicio do trabalho.
8

 FGTS: Com a criação em 1967, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço beneficia o
empregado a receber o seu beneficio quando, ocasionalmente, é dispensado do seu vinculo
empregatício sem justa causa, o FGTS é depositado em uma conta inativa na CAIXA
ECONOMICA FEDERAL no nome/CPF do funcionário, sendo 8% do seu rendimento.

6 DIREITOS

Todo o empregar deve ter com sigo a carteira de trabalho que é um documento obrigatório
para prestar qualquer tipo de serviço, seguindo por esse principio, é por ai que começa dos direitos
do empregado, como seus direitos previdenciários, trabalhistas, seguro desemprego, FGTS, entre
outros.
Tendo em vista que nenhum empregado tem a obrigatoriedade de fazer hora extra ou seja
forçado para tal, quando ambas as partes concordem, a empresa deve especificar esse tipo de
provendo em sua folha de pagamento e deve ser no mínimo 50% adicionado em sua hora normal.
O Adicional de Insalubridade é de direito do empregado, quando se trabalha com materiais ou
áreas insalubres.
Segundo Alice Monteiros Barros (1):

O trabalho em condições insalubres, ainda que intermitente (Súmula n. 47


do TST), envolve maior perigo para a saúde do “trabalhador e, por isso
mesmo, ocasiona um aumento na remuneração do empregado. Em
consequência, o trabalho nessas condições, acima dos limites de tolerância
estabelecidos pelo Ministério do Trabalho, assegura ao empregado o
direito ao recebimento de um adicional, de 10%, 20% ou 40% sobre o
salário mínimo, ou mínimo profissional, conforme se classifique a
insalubridade, respectivamente, no grau mínimo, médio ou máximo,
segundo apurado por perito, médico ou engenheiro do trabalho registrado
no Ministério do Trabalho”

Quando se trata de férias, todo o empregador é obrigado a beneficiar o seu empregado,


sabendo que o mesmo terá que avisar o empregado com 30 dias de antecedência, sendo tudo
registrado em carteira. Com a consolidação das Leis trabalhistas em 1943 esse direito passou a ser
obrigatório no Brasil, somente em 1988 de acordo com a Constituição Federal implantou-se um
bônus sobre as férias de cada trabalhador de ⅓ sobre o valor total das férias.

Pode-se citar um exemplo para melhor entendimento:

SALARIO ADICIONAL TOTALA RECEBER


9

R$1.200,00 R$400,00 R$1.600,00

Os trabalhadores tem o direito por lei do FGTS, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço,
todo o empregador tem a obrigações de fazer um deposito mensal de 8% sobre o valor do salário do
seu trabalhador,sendo que é obrigatório constar na sua folha de pagamento, através de uma conta
inativa da Caixa Econômica Federal. O trabalhador tem o direito do benefício em caso de rescisão,
doença, morte ( saque por terceiros), calamidade pública, entre outros.

6.1 TIPOS E EXEMPLOS DE DIREITO

Vejamos a seguir de uma maneira mais dinâmica os tipos e exemplos de direito:

 FGTS: É um dos direitos de todo o trabalhador, o FGTS vem descontado em folha certa
quantia, dependendo o salário, o valor desconto vai para uma conta inativa da Caixa Econômica
Federal, onde futuramente todo o trabalhador terá o direito de requer.
 Férias: todo empregado tem direito a um período de férias anualmente, sendo este
período de 30 dias, caso não tenha nenhuma falta não justificada. As férias devem ser concedidas
após 12 meses de trabalho, e a empresa tem o prazo de 1 ano para programar esse período de
descanso. Caso a empresa ultrapasse esse período, e deixar que vença o segundo período sem
conceder o devido descanso, o empregador terá que efetuar o pagamento em dobro ao empregado.
O empregador, mediante acordo com o empregado, pode oferecer as férias em 2 períodos, mas estes
não podem ser menos que 10 dias cada. Para menores de 18 anos e maiores de 50 anos, as férias
devem ser gozadas em um só período. Já o menor estudante, tem o direito a coincidir suas férias
escolares com a da empresa, e a lei ainda dá o direito para membros da mesma família que
trabalhem no mesmo estabelecimento ou empresa, de gozar as férias na mesma época, desde que
não acarrete prejuízos ao empregador. O empregado, recebe um terço a mais sobre o salário normal,
e receberá o valor das férias dois dias antes do período. Em caso de férias coletivas, para aquele
colaborador que tenha menos de 1 ano de registro, irá gozar das férias, e terá estes dias descontados
assim que vencer seu período aquisitivo.
Caso o colaborador tenha faltas não justificadas, perderá o direito dos 30 dias, sendo que as férias
passa a ser proporcional, conforme Art. 130:
Art. 130 Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho, o
empregado terá direito as férias, na seguinte proporção:
10

I – 30 (trinta) dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais de 5 (cinco)
vezes;

II – 24 (vinte e quatro) dias corridos quando houver tido 6 (seis) a 14 (quatorze) faltas;

III – 18 (dezoito) dias corridos, quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e três) faltas;

IV – 12 (doze) dias corridos, quando houver tido de 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e duas)
faltas;

 Jornada de trabalho: a jornada de trabalho é o tempo em que o cobrador presta


serviços ao empregador ou fica à disposição da empresa. Conforme estabelecido pela constituição
federal, a jornada de trabalho é de até 8 horas diárias e não pode ultrapassar 44 horas semanais.
 Intervalo intrajornada: é o intervalo intrajornada é obrigatório para qualquer
serviço continuo que exceda 6 horas diárias. A empresa concede essas horas para repouso ou
alimentação, o qual será de 15 minutos para 6 horas de trabalho, e 1 hora para 8 horas de jornada,
não excedendo 2h horas.
Conforme art. 71 da CLT:
Art. 71 – Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é
obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no
mínimo, de 1 (uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não
poderá exceder de 2 (duas) horas.

§ 1 º - Não excedendo de 6 (seis) horas de trabalho, será, entretanto, obrigatório um


intervalo de 15 ( quinze) minutos quando a duração ultrapassar 4 (quatro) horas.

§ 2º - Os intervalos de descanso não serão computados na duração do trabalho.

 Intervalo interjornada: são as horas de descanso, entre uma jornada e outra de


trabalho devendo ser de no mínimo 11 horas de descanso. Esse período se inicia no momento em
que o empregado encerra seus serviços.

 Abono pecuniário: todo colaborador, tem o direito de solicitar a empresa que seja
convertido 1/3 do seu período de férias em abono pecuniário, no caso a empresa pagará ao
colaborador por 10 dias da suas féria em troca de seu trabalho. Quanto ao pagamento do abono, será
somado ao salário base o valor referente a um terço das férias e após dividido o valor encontrado
por 3, sendo este o valor do abono pecuniário que será pago ao empregado.

 Décimo Terceiro Salário: Pode-se afirmar que o Décimo Terceiro Salário é uma
gratificação natalina, ela corresponde a um mês de salário que não é trabalhado e é dividido
em duas parcelas. A primeira parcela é paga entre os meses de fevereiro e novembro, mas
geralmente é paga em 30 de novembro, e a segunda deve ser paga até o dia 20 de dezembro,
com os devidos descontos dos tributos. Quando o empregado por admitido até dia 17/01,
11

terá direito ao decimo integral, mas a contratação do colaborador a partir desta data será
proporcional.

MODELO DE FOLHA DE PAGAMENTO

FOLHA 1

 Salário: R$ 1.500,00
 Hora extra 25 horas: R$ 1.500,00 + 374,80/220 hora = R$ 15,02 - a hora extra será 50%
sobre a hora normal. Sendo, R$ 15,02 + 50% = R$ 22,53 x 25 horas = R$ 563,25
DSR – descanso semanal remunerado: é divido o valor da hora extra pelos dias úteis
(consideramos 24 dias), e após multiplica-se pelos domingos e feriados (consideramos para
este cálculo quatro dias).
R$255,75/24 = R$ 10,66 x 4 = R$ 93,88
 Adicional de insalubridade: sobre salário mínimo da região = R$ 937,00 x 40% = R$
374,80
 Vale transporte: 6% do salário = R$ 90,00
 INSS: soma de todos os proventos = R$ 2.531,93 x 9% = R$ 227,87
 IRRF: soma de todos os proventos R$ 2.531,93 – R$ 227,87 (INSS) = R$2.304,06 x 7,5% =
R$ 172,80 – R$ 142, 80 (parcela a deduzir do IR) = R$ 30,00

Veremos a seguir dois exemplos de folhas de pagamento:

DESCRIÇÃO REFERÊNCIA PROVENTOS DESCONTOS


Salário Mensal 220,00 1.500,00
Adic. Insalubridade 40,00 374,80
Hora Extra/DSR 50.00 657,13
IR 7,5 30,00
Vale Transporte 6,00 90,00
INSS 9,00 227,87
Salário Base Total de Proventos Total de Descontos Liquido
1.500,00 2.531,93 347,87 2.184,06
Sal. Cont. INSS FGTS do Mês Base Cal. FGTS
2.531,93 202,55 2.531,93

FOLHA 2:

 Salário: R$ 3.500,00
 Comissão: R$ 2.000,00
12

 Hora extra 20 horas noturnas/salário: R$ 3.500,00/220 = R$ 15,91+20% (adicional


noturno) = R$ 19,09 +50% = R$ 28,64 x 20 = R$ 572,80
 Hora extra comissão: R$ 2.000,00/240 = R$ 8,33 + 20% = R$ 10,00 x 50% = R$5,00 x 20
= R$ 100,00
 DSR HE salário: R$ 572,80/24 = R$ 23, 87 x 4 = R$ 95,47
 DSR HE comissão: R$ 100,00/24 = R$ 4,17 x 4 = R$ 16,67
 INSS: R$ 6.284, 94 x 11% = R$ 691,34 - porém o teto máximo para calculo do INSS é R$
5.189,82 x 11% = R$ 570,88
 IR: soma de todos os proventos R$ 6.284,94 – R$ 570,88 (INSS) = R$ 5.714,06 – R$ 379,18 = R$
5.334,88 x 27,5% = R$ 1.467,09 – R$ 869,36 = R$ 597,73

DESCRIÇÃO REFERÊNCIA PROVENTOS DESCONTOS


Salário Mensal 220,00 3.500,00
Comissão 2.000,00
Hora Extra/DSR 50.00 668,27
HE comis./DSR 50,00 116,67
INSS 11,00 570,88
IRRF 27,5 597,73
Salário Base Total de Proventos Total de Descontos Liquido
3.500,00 6.284,94 1.168,61 5.116,33
Sal. Cont. INSS FGTS do Mês Base Cal. FGTS
6.284,94 6.284,94 502,79

9 CONTABILIZAÇÃO

A contabilização da folha de pagamento de salários deve ser efetuada seguindo o princípio da


competência, ou seja, o salário deve ser contabilizado no mês a que se referem mesmo que o
pagamento sendo feito no mês seguinte. Abaixo a contabilização
FOLHA 1:

D/C DESCRIÇÃO DA CONTA CONTÁBIL VALOR


Débito Despesas com salário (Resultado) R$ 1.500,00
Débito Despesas com hora extra (Resultado) R$ 657,13
Debito Despesas com [Link] R$ 374, 80
Crédit INSS á recolher R$ 227,87
o
Crédit IR á recolher R$ 30,00
13

o
Crédit Vale transporte – conta de resultado z R$ 90,00
o
Crédit Salários a pagar R$ 2.184,06
o
Débito Despesas com FGTS R$ 202,55
Crédit FGTS a recolher R$ 202,55
o

FOLHA 2:

D/C DESCRIÇÃO CONTA CONTABIL VALOR


Débito Despesa com salário – (Resultado) R$ 3.500,00
Débito Comissões sobre vendas (Resultado) R$ 2.000,00
Débito Despesa com hora extra (Resultado) R$ 668,27
Débito Despesa com hora extra comissão (resultado) R$ 116,67
Crédit INSS recolher R$ 570,88
o
Crédit IR a recolher R$ 597,73
o
Crédit Comissão a pagar R$ 1.883,84
o
Crédit Salário a pagar R$ 3.232,49
o
Débito Despesa com FGTS R$ 502,79
Crédit FGTS a recolher R$ 502,79
o

11 IMPACTO DA FOLHA DE PAGAMENTO PARA EMPRESAS OPTANTES PELO


SIMPLES NACIONAL

O simples nacional é um regime tributário aplicado a Microempresas e Empresas de Pequeno


Porte, conforme previsto na Lei complementar nº 123/2006. É um regime optativo e consiste no
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pagamento unificado de tributos federais, tais como: IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, IPI, ICMS, ISS e a
CPP (Cota Patronal da Contribuição).
O recolhimento dos tributos mencionados acima, é feito através do documento único de
arrecadação o DAS – Documento de arrecadação do Simples, sendo que o recolhimento do imposto
deve ser feito até o dia 20 do mês subsequente a apuração da receita bruta.
Este sistema surgiu para que o sistema tributário das Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte fosse mais simplificado, e através deste tratamento diferenciado, permite-se o crescimento e
desenvolvimento destas pequenas empresas. Para que seja enquadrada neste Regime, deve ser
verificar no artigo Art. 3º da Lei Complementar Nº 123/2006:

Art.3ª Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas ou empresas


de pequeno porte, a sociedade empresária, a sociedade simples, a empresa individual de
responsabilidade limitada e o empresário a que se refere ao que se refere o art.966 da Lei nº
10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil) devidamente registrados no Registro de
Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que:

I – No caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou


inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e
II – no caso de empresa de pequeno porte, aufira em cada ano-calendário, receita bruta
superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$
4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais).

As empresas enquadradas no Simples Nacional conditas no Anexo I, II, III da lei


complementar 123/06 não recolhem a contribuição patronal de 20%, porém estas empresas
continuam sendo obrigas a recolher e repassar as contribuições previdenciárias dos colaboradores
que compõem a folha de pagamento. Para empresas com um número elevado de funcionários, se
torna viável se enquadrar no Simples Nacional (desde que se atenda aos requisitos), pois além de
pagar menos tributos, o custo com a folha de pagamento se torna menor, uma vez que não estão
obrigados a recolher a Contribuição Patronal.

12 IMPACTO DA FOLHA DE PAGAMENTO PARA EMPRESAS DO LUCRO


PRESUMIDO

Lucro presumido é um dos Regimes tributários, e as empresas que se enquadram nessa


modalidade tem a tributação de uma forma simplificada para a Base de cálculo do Imposto de
Renda (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o lucro líquido (CSLL)
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