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Milena Trabalho

O experimento analisou o impacto do reforço social positivo no uso do pronome 'eu' em frases construídas por um participante masculino de 18 anos. A partir do 21º verbo, a aplicação de reforço resultou em um aumento gradual na frequência do uso do pronome, indicando condicionamento ao comportamento desejado. Os resultados sugerem que o reforço social influencia significativamente o comportamento verbal, destacando a importância dos pronomes na comunicação.

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O experimento analisou o impacto do reforço social positivo no uso do pronome 'eu' em frases construídas por um participante masculino de 18 anos. A partir do 21º verbo, a aplicação de reforço resultou em um aumento gradual na frequência do uso do pronome, indicando condicionamento ao comportamento desejado. Os resultados sugerem que o reforço social influencia significativamente o comportamento verbal, destacando a importância dos pronomes na comunicação.

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Análise do impacto de reforçadores sociais na frequência do comportamento

verbal

Myllena Ayonara Sabino de Lima

Douglas Tavares da Silva

Sarah Alves Rocha

Centro Universitário Tabosa de Almeida

Resumo

Este experimento teve como objetivo analisar os efeitos do reforço positivo sobre o uso do

pronome “eu” no comportamento verbal. Participou do experimento um voluntário do sexo

masculino, com 18 anos de idade. O participante foi solicitado a construir frases espontâneas

com 60 verbos apresentados por meio de um tablet. Os materiais utilizados incluíram folhas

de papel com os pronomes, canetas, lápis e fichas para registro das respostas. Na fase inicial

(linha de base), correspondente aos primeiros 20 verbos, não houve aplicação de reforço. A

partir do 21º verbo, o experimentador passou a aplicar reforço social positivo sempre que o

pronome “eu” era utilizado. Observou-se um aumento gradual da frequência do pronome a

partir do verbo de número 44, indicando possível condicionamento à resposta desejada. Os

dados sugerem que o uso de reforçamento social verbal e não verbal influenciou a emissão do

pronome-alvo, reforçando a sensibilidade do comportamento verbal às consequências

ambientais.

Palavras-chave: comportamento verbal; reforçamento positivo; pronomes; análise do

comportamento; linguagem;
Introdução

O comportamento verbal foi compreendido, dentro da perspectiva da Análise do

Comportamento, como um tipo de comportamento operante que pôde ser modelado por

contingências ambientais. Skinner (1957) definiu o comportamento verbal como uma ação

cuja função era mediada pelo comportamento de outras pessoas, sendo suscetível a

reforçamento e controle de estímulos, assim como outros comportamentos observáveis.

Entre os elementos verbais analisáveis, os pronomes pessoais representam

componentes sensíveis à forma como o indivíduo se posicionou em relação à ação descrita. O

uso do pronome “eu” estava frequentemente relacionado à expressão de experiências pessoais

e auto-relatos, enquanto pronomes como “ele”, “você” ou “a gente” indicaram certo

distanciamento ou generalização do conteúdo verbal (Pennebaker, 2003).

A presente atividade experimental teve como objetivo analisar o impacto do

reforçamento social na frequência do uso do pronome “eu” em frases construídas a partir de

verbos apresentados oralmente. Um participante foi solicitado a criar frases espontâneas

utilizando 60 verbos. Nos primeiros 20 verbos (fase de linha de base), não houve qualquer

tipo de reforço. A partir do 21º verbo, passou-se a fornecer reforço social positivo (verbal e

não verbal) somente quando o pronome “eu” era utilizado. A variável independente (VI)

consistiu na aplicação do reforço social, enquanto a variável dependente (VD) correspondeu à

frequência de uso do pronome “eu”.

Participantes

O experimento foi realizado com um jovem adulto de 18 anos, do sexo masculino.

Que, graças ao seu diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

(TDAH), ele fazia uso contínuo do medicamento venvanse. Apresentava escolaridade


correspondente ao ensino superior incompleto e renda mensal de aproximadamente

R$800,00.

Locais e Materiais

O procedimento foi realizado em uma sala de aula reservada, área onde o paciente ja

tem familiaridade. O ambiente possuía uma iluminação artificial com procedente de oito

lâmpadas, a temperatura média em torno de 22ºC e sem a presença de ruídos externos que

pudessem desconcentrar o paciente e interferir na coleta de dados. Sendo os seguintes

materiais utilizados: um IPAD, folha com pronomes do caso reto, folha de registro, duas

canetas e uma pasta. A aplicação foi conduzida por três integrantes da equipe de pesquisa.

Inicialmente, um dos aplicadores ficou responsável por apresentar as 30 primeiras questões

ao participante, enquanto o segundo se encarregava de registrar as respostas na folha de

registro, e o terceiro observava e anotava aspectos comportamentais relevantes e observáveis

durante a execução da tarefa. Após concluir a primeira metade do experimento, acontece uma

troca de papéis entre o primeiro e segundo aplicador. Aquele que anteriormente registrava as

respostas passou a conduzir as 30 questões restantes, enquanto o primeiro assumiu a função

de registrador. O observador manteve sua função ao longo de toda a aplicação.

Procedimento

Pré-procedimento

Inicialmente, foi solicitado que o participante do experimento assinasse o TCLE, o

qual explica as condições de estudo em que o mesmo seria submetido e sua liberdade de

desistir do procedimento a qualquer momento. Em seguida, se procedeu a aplicação do

formulário sociodemográfico, com o intuito de coletar informações descritivas sobre o


participante. Antes do início do experimento, foi apresentado ao participante as instruções

padronizadas, baseadas no protocolo descrito por Matos e Tomanari (2002), com o objetivo

de assegurar a uniformidade do conteúdo informacional transmitido. Foi instruído a

construção das frases, que deveriam começar com um pronome e, posteriormente, um verbo.

Logo

Foi esclarecido que as frases formadas estariam livres para ser em qualquer tempo,

com veracidade ou não, longa ou curta. A folha de pronomes estava em frente ao participante

para melhor acesso a ele. Em caso de quaisquer dúvidas do entrevistado, o texto padronizado

apresentado anteriormente era repetido como resposta.

Fase 1- Linha Base

Para começar, foram apresentados os primeiros 20 verbos para a formação das frases,

enquanto era registrado o comportamento espontâneo e natural do indivíduo, sem nenhuma

interferência e manipulação experimental. Graças a falta de consequências quanto ao uso de

pronomes, foi possível observar um parâmetro comparativo posteriormente em relação às

respostas na linha base e para as fases posteriores a ela. (Moreira e Medeiros, 2019)

Fase 2- Condicionamento

Ao finalizar a primeira etapa, as próximas 40 perguntas vieram com reforçadores

sociais em formato de elogios como “eu gostei”, “essa foi boa!” E afirmações físicas como

expressões faciais e balançar de cabeça em momentos em que a variável-alvo estava presente

na frase. Concluindo a dinâmica, algumas perguntas foram feitas ao indivíduo a fim de

conhecer a sua percepção e opinião sobre aquela experiência.


Resultados e Discussão

O pronome “eu” ser o mais frequente, poderia talvez ter uma idéia de que a maioria

das respostas poderia dizer mais sobre si, sobre o indivíduo entrevistado. Pode sim ter sido

apenas um padrão proposto pelo seu uso diário na vida pessoal, apesar de “eu” ser

naturalmente um dos pronomes mais usados pelas pessoas integral.

Seguindo a base, segue-se à análise dos dados. Ao observar a linha de base e

estímulos, é notável a forma distinta que se exibem, sobressaindo a frequência dos pronomes

“eu” e “ele”. Claramente “vós” foi o menos utilizado.

Mudança na Frequência do Uso de Pronomes Durante o Estudo

É notável que na frequência de uso dos pronomes da linha de base, houve uma grande

diferença. Agora, ao observarmos a tabela com suas porcentagens:

Frequência de Uso dos Pronomes no Processo Pré de Pós Interventivo


É indiscutível que o vós é o único que não foi citado, apesar de ser ainda presente nas

falas de Portugal e em alguns lugares do Rio Grande do Sul, costumava ser comum na Idade

Média, na época das colônias. Portanto, se tornou um tanto incomum.

Nosso entrevistado, apesar de um pouco nervoso no início do estudo, com o tempo

parou de estar receoso com as respostas, pensar demais antes de falar, e passou a responder

no mesmo segundo que foram apresentados os cartões seguintes. Houve um equilíbrio parcial

nas frases dos cartões 21-40, parecia estar mais confiante nas respostas. Porém, já havia se

acostumado com a forma que estava ocorrendo o estudo, assim, voltando para sua zona de

maior frequência, o pronome “Eu”.

Conclusão

Ao longo desta entrevista e análises, ficou evidente a grande importância dos

pronomes na estrutura da língua portuguesa. Percebe-se que eles desempenham um papel

crucial na coesão e precisão dos relatos, ora substituindo, ora acompanhando substantivos,

para evitar repetições desnecessárias. O exame dessas classes e padrões, revela como o uso

correto dos pronomes contribui, para uma comunicação mais eficaz, seja verbalizada ou

escrita, tendo um papel crucial na expressão geral de um ou mais indivíduos, em uma cultura,

em um hábito, no ambiente e no mundo de forma geral. A compreensão do uso pronominal é

essencial, para o desenvolvimento da habilidade linguística, pilar da gramática e da escrita.

Esse estudo buscou aumentar o conhecimento gramatical e promover o uso correto e

adequado da língua portuguesa.


O estudo dos pronomes é crucial para compreender a estrutura do Português de forma

mais sagaz e aprofundada, e, por isso, aperfeiçoar na fala. Reconhecer e usar os pronomes

corretamente ajuda a facilitar, unificar, e dar foco na fala. Ao fazer o uso correto e bem

estruturado, evita repetições, trazendo maior êxito em redações e textos gerais. Entender essa

parte da gramática é um passo gigante para maior fluidez na fala e idioma em si.

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