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Vita Carnis

O caderno contém registros de eventos e criaturas desconhecidas, começando com 'O Rastejar', uma infecção que consome tudo em seu caminho. Outras entidades incluem 'Aparos', 'Cobras de Carne', 'Mímicos', 'Ceifadores', 'Anfitriões de Influência', 'Monólitos' e 'Singularidades', todas com características perturbadoras e potencialmente perigosas. Os cientistas que tentaram estudá-las enfrentaram consequências terríveis, muitas vezes desaparecendo ou enlouquecendo.

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Vita Carnis

O caderno contém registros de eventos e criaturas desconhecidas, começando com 'O Rastejar', uma infecção que consome tudo em seu caminho. Outras entidades incluem 'Aparos', 'Cobras de Carne', 'Mímicos', 'Ceifadores', 'Anfitriões de Influência', 'Monólitos' e 'Singularidades', todas com características perturbadoras e potencialmente perigosas. Os cientistas que tentaram estudá-las enfrentaram consequências terríveis, muitas vezes desaparecendo ou enlouquecendo.

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Caderno de Anotações – Arquivos Desconhecidos

Data desconhecida

Encontrei este caderno entre os destroços de um acampamento


abandonado. As páginas estão desgastadas, o papel amarelado, mas
a tinta ainda legível. Parece ser um registro de eventos e criaturas
que jamais deveriam ter existido.

O Rastejar – “The Crawl”

1931. Foi quando tudo começou. Primeiro, um boato. Depois, a


confirmação. A carne viva, se espalhando como um fungo grotesco,
consumindo o solo e crescendo de forma desenfreada. Eles a
chamaram de “O Rastejar”. Ninguém sabe de onde veio. Ninguém
sabe como contê-la.

O mundo não percebeu a gravidade do que estava acontecendo até


ser tarde demais. Relatos isolados de territórios contaminados foram
inicialmente ignorados, considerados histórias de lunáticos ou de
doentes. Mas conforme vilarejos inteiros eram consumidos pela carne
e desapareciam, os governos entraram em pânico. Zonas de
quarentena foram estabelecidas, mas nada parecia conter o avanço.
Cidades foram evacuadas. E os que ficavam para trás... bem, nunca
mais eram vistos.

Os cientistas foram os primeiros a se aproximar, fascinados pela


natureza do Rastejar. Era um organismo? Uma infecção? Um ser
senciente? Eles abriram laboratórios em instalações subterrâneas,
estudando amostras em busca de uma explicação. Mas muitos nunca
saíram. Outros enlouqueceram, murmurando que a carne falava com
eles, que estava “acordando”.

Quando os arquivos sobre essas pesquisas foram tornados públicos,


era tarde demais. Descobrimos que o Rastejar não apenas crescia —
ele aprendia.
Os Aparos – “Trimmings”

Criaturas pequenas, inofensivas — até mesmo adoráveis para alguns.


Mas há algo perturbador nelas. Sempre tremendo, sempre atentas ao
menor som. Não se pode confiar em algo tão assombrado pelo próprio
medo. Seu cheiro podre as denuncia antes que possam ser vistas.

Cobras de Carne – “Meat Snakes”

Serpentes sem cabeça, deslizantes e famintas. Consomem os mortos


e usam seus crânios como se fossem próprios. As guerras trouxeram
fartura para elas, e agora, estão por toda parte. Movem-se devagar,
mas estão sempre lá, observando.

Mímicos – “Mimics”

Se misturam entre nós. Parecem humanos, agem como humanos,


mas sua pele vermelha revela a verdade por baixo das roupas.
Pacientes, inteligentes, perigosos. Eles caçam com calma, esperando
o momento certo. Só se alimentam de carne humana.

Os cientistas tentaram capturar um para estudo. Aconteceu algo


terrível no laboratório. Não há muitos detalhes, mas os sobreviventes
foram encontrados dias depois, encarando o vazio, incapazes de falar.
Sangue cobria as paredes.

Ceifadores – “Harvesters”
Armadilhas vivas. Tentáculos invisíveis sob o solo, esperando que algo
caminhe por cima deles. Quando acontece, o corpo é arrastado para
baixo, absorvido lentamente. Se você vir o chão pulsando, fuja. Se
ouvir um estalo sob seus pés, já é tarde demais.

Anfitriões de Influência – “Hosts of Influence”

Os relatos falam de esporos no ar. Indivíduos saudáveis de repente


começam a se comportar de maneira estranha. Andam em direção ao
desconhecido, sorrindo. Entram na boca da besta voluntariamente.
Algo os chama, algo os controla.

Os pesquisadores que estudaram os esporos relataram sonhos


perturbadores. Sons sussurrantes ecoavam pelas paredes do
laboratório. Uma semana depois, todos desapareceram. Somente
seus uniformes foram encontrados, dobrados sobre as mesas.

Monólitos – “Monoliths”

Silenciosos, gigantes, parados em meio ao nada. Às vezes se movem.


Às vezes atacam. Ninguém sabe o que são, ninguém sobreviveu
tempo o suficiente para estudar um de perto.

Singularidades – “Singularities”

Não deveriam existir. Levitação, magnetismo, coisas impossíveis de


explicar. Qualquer tentativa de estudar essas entidades foi
rapidamente silenciada. Os registros foram apagados. Mas eles estão
lá, e quem os viu jamais esqueceu.

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