Laudo Ariel Signed
Laudo Ariel Signed
Segundo o Código de Ética Profissional do Psicólogo, artigo 1 "g" e "h" é um dever do Psicólogo:
“Informar, a quem de direito, os resultados decorrentes da prestação de serviços psicológicos, transmitindo
somente o que for necessário para a tomada de decisões que afetem o usuário ou beneficiário”; e, “orientar a quem
de direito sobre os encaminhamentos apropriados, a partir da prestação de serviços psicológicos, e fornecer, sempre
que solicitado, os documentos pertinentes ao bom termo do trabalho”.
Este material é sigiloso, não possui fins jurídicos e foi elaborado de acordo com a resolução 006/2019, do
Conselho Federal de Psicologia. As informações descritas neste laudo psicológico devem ser utilizadas somente
por profissionais envolvidos no manejo clínico. Desaconselha-se o seu uso fora deste contexto. O uso que deste
material venha a ser feito, é de inteira responsabilidade do requerente.
1. IDENTIFICAÇÃO DO PROFISSIONAL
2. IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE
Naturalidade: Canela - RS
Filhos: Não
3. DEMANDA
3.1. Dados Relevantes da Anamnese:
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Reside: Sozinho.
Doença Pré-existente: Não.
Condição Psicodiagnóstica prévia: Não.
Irmãos: 6 irmãos, de 17, 19, 27, 33 e 34 anos.
Condição psiquiátrica na família: Não.
4. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
A avaliação psicológica é compreendida como um amplo processo de investigação com
intuito de programar a tomada de decisão mais apropriada do psicólogo. Mais especialmente, a
avaliação psicológica refere-se à coleta e interpretação de dados, obtidos por meio de um
conjunto de procedimentos confiáveis, entendidos como aqueles reconhecidos pela ciência
psicológica. (Krug, 2016, p.24.).
Cabe ressaltar que uma avaliação psicológica tem limitações e possibilidades. No caso
de uma avaliação em adultos, temos variáveis mais específicas ainda, que dizem respeito ao
próprio constructo de vida do paciente, sua capacidade de adaptabilidade ao meio, e um possível
quadro de sobreposições de sintomas comórbidos (normalmente ligados a condições
emocionais vigentes).
Entrevista de autorrelato
A entrevista semiestruturada de autorrelato, tem por objetivo, coletar dados referentes aos
aspectos sociais, comportamentais, comunicacionais, questões relacionadas a interesses
restritos, investigação de perfil sensorial, sob o ponto de vista do próprio avaliado
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Entrevista com pessoas do convívio atual – Ex-namorada
A entrevista com amigos ou pessoas do convívio atual, tem por objetivo coletar dados acerca
dos aspectos relacionais em diversos contextos sociais (trabalho, ambiente acadêmico, eventos
etc.)
Observação Comportamental
Observar significa tornar mensurável o comportamento que se expõe por parte do sujeito que o
manifesta. O comportamento observado também produz reações (sentimentos, respostas) no
observador, que o auxiliam a formular hipóteses sobre ele.
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O instrumento oferece uma avaliação referente à memória de reconhecimento. Esse tipo de
memória refere-se a uma recordação consciente de uma experiência anterior, e diz respeito a
reconhecer que um estímulo visualizado no momento não é novo, pois já foi visto
anteriormente.
4.2. Procedimento:
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A avaliação foi composta de 7 (sete) encontros semanais, com sessões de 40 a 60
minutos de duração, utilizando-se dos métodos supracitados.
Inicialmente, aplicou-se os instrumentos de análise clínica: Entrevistas e Observação
Comportamental.
Em seguida, houve aplicação dos instrumentos de análise psicométrica (escalas e testes)
Após aplicação dos instrumentos, iniciou-se a análise descritiva dos resultados
juntamente com a supervisora de processos avaliativos. Esta, também realizou uma sessão com
o paciente, para dupla checagem.
Em seguida, elaborou-se a conclusão da leitura funcional do paciente, com os devidos
posicionamentos diante das demandas trazidas inicialmente, bem como hipóteses levantadas ao
longo do processo.
Após finalização da elaboração do laudo, procedeu-se a sessão devolutiva para entrega
deste, com os devidos esclarecimentos e encaminhamentos pertinentes ao caso.
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recentemente encerrada, expôs comportamentos de desconfiança, controle e dependência
emocional, com episódios de paranoia e tentativas de proteção desajustadas.
Por fim, Ariel reconhece suas limitações e demonstra desejo de mudança, ainda que
ambivalente quanto a isso. Mostra-se emocionalmente abalado pelo término do relacionamento
e expressa necessidade de cuidado emocional. Suas queixas e observações, aliadas aos relatos
de terceiros, apontam para um quadro multifacetado que requer avaliação diagnóstica criteriosa,
com atenção especial à possibilidade de transtornos do espectro autista e do déficit de
atenção/hiperatividade, além de manifestações ansiosas e dissociativas.
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De acordo com os dados fornecidos por sua ex-namorada, o relacionamento teve início
na adolescência, quando ela tinha 14 anos e ele 17. Inicialmente, a relação foi marcada por
carinho, atenção e comportamentos considerados agradáveis, sendo Ariel descrito como
educado, carinhoso e interessado em agradar. No entanto, ao longo do tempo, a convivência
passou a ser impactada por dificuldades emocionais e funcionais do paciente, refletidas em
episódios de desregulação emocional e comportamentos de controle.
Em termos psicológicos, destaca que Ariel possuía uma mente extremamente ativa, que
o levava a reflexões intensas, pensamentos constantes e dificuldade de silenciar internamente.
Ele também relatava a presença de figuras internas que considera como partes distintas de si
mesmo, o que a parceira acreditava ter influência direta em seu funcionamento emocional e
organizacional. Ela aponta, por fim, que as maiores dificuldades de Ariel estavam ligadas à sua
desorganização emocional e funcional, o que comprometia a qualidade da relação e seu bem-
estar subjetivo.
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5.5. Observação Comportamental - Apresentação ao longo da avaliação
Observar, significa tornar mensurável o comportamento que se expõe por parte do
sujeito que o manifesta. O comportamento observado também produz reações (sentimentos,
respostas) no observador, que o auxiliam a formular hipóteses sobre o mesmo.
Dentre as dimensões de uma observação comportamental, Ariel apresentou os seguintes
comportamentos:
Atenção: [Capacidade de concentração frente a determinado estímulo]
Quanto a atenção, o paciente mostrou-se atento e respondente aos questionamentos de
forma coerente e pertinente. Eventualmente, se perdia no enviesamento de algum raciocínio.
Consciência: [Estado de clareza mental]
Quanto ao nível de consciência, o paciente mostrou-se consciente e vigil durante as
sessões.
Orientação: [Capacidade de situar-se em relação a si mesmo e ao ambiente]
Quanto a orientação, o paciente mostrou-se orientado no ambiente e no espaço em que
se encontrava .
Memória: [Capacidade de fixar, conservar, evocar e reconhecer um estímulo]
Memoria preservada para os estímulos ocorridos em sessão, fixando e armazenando o
que lhe era pedido.
Pensamento: [Capacidade de elaborar, associar e criticar ideias. Traduz a aptidão de
elaborar conceitos, articulá-los em juízos e construir raciocínios de modo a solucionar
problemas]
Mostrou-se capaz de atribuir valores e nexo causal diante do que pensa sobre
determinados conceitos e assuntos. Por várias vezes expressou pensamentos impulsivos sobre
pessoas e situações, acompanhados de verbalização.
Linguagem: [Conjunto de sinais convencionados utilizados para se expressar]
Linguagem funcional preservada e com vasto vocabulário, além de curso do diálogo linear.
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Conduta: [Tendência psicomotora do comportamento (a ação diante dos estímulos,
propriamente dita)]
Movimentava-se constantemente durante as sessões.
Área sensorial e motora: [Visão, Audição, Movimento corporal]
Visão e Audição mostram-se preservadas para demandas pertinentes a um contexto de
avaliação psicológica.
Outras Observações:
O avaliado mostrou-se colaborativo em todas as sessões.
Resultado:
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Escores Classificação
Resultado:
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Facetas do fator Neuroticismo (N)
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N3 – Passividade - Percentil 95 = Muito Alto
Escores muito altos nessa faceta indicam tendência alta apresentar comportamento
procrastinador, grande dificuldade para iniciar tarefas, ainda que sejam simples. Podem
apresentar também dificuldade para manter a motivação em afazeres longos ou difíceis,
tendendo a abandoná-los antes de sua conclusão. Tendem a necessitar de muito estímulo
externo para levar adiante seus planos e, com frequência, abstêm-se de tomar decisões mesmo
sobre assuntos de seu interesse.
Escores altos nessa faceta podem traduzir expectativas negativas em relação ao futuro,
desesperança e uma vida monótona e sem emoção. Além disso, indivíduos com padrão alto
nessa faceta frequentemente podem sentir-se solitários, sem objetivos claros para suas vidas e
desconfiar de sua capacidade para resolver eventuais dificuldades.
Definição: A diminuição deste indicador refere-se a ser mais calado, falar pouco sobre
si e necessitar de mais tempo para desenvolver intimidade. Por outro lado, indicadores altos,
denotam tendência a ser falante, buscar contato com pessoas, mesmo que as conheçam pouco,
tendem a ter um senso de intimidade maior que os demais, contando fatos íntimos e confiando
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Essa faceta é composta por itens que descrevem o quão comunicativas e expansivas as
pessoas acreditam ser.
Escores muito baixos nessa faceta sugerem preferências de pessoas para não se
expressarem em público, apresentarem forte tendência a se constranger em situações de maior
exposição e de raramente falarem sobre si mesmas.
Essa faceta é composta por itens que descrevem pessoas com uma percepção grandiosa
sobre a sua capacidade e o seu valor.
Pessoas que apresentam escores baixos nessa faceta tendem a não se vangloriar por seus
bens e capacidades pessoais, além de apresentarem pouca necessidade de chamar a atenção dos
outros para si. Podem inclusive ter alguma dificuldade para reconhecer as suas capacidades e
atributos favoráveis.
Esta faceta é composta por itens que indicam o quanto as pessoas tomam iniciativa em
situações variadas, o quão facilmente julgam colocar suas ideias em prática e o seu nível de
atividade.
Escores muito baixos nessa faceta revelam tendência a concentração em uma atividade
por vez e não precisar estar constantemente envolvido em atividades para sentir-se bem. Além
disso, pessoas com padrão muito baixo nessa faceta podem demorar mais para colocar suas
ideias em prática e apresentarem baixa iniciativa para realizar certas ações.
Esta faceta descreve pessoas que buscam ativamente situações que permitam interações
sociais, como festas, atividades em grupo etc.
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Pessoas que apresentam escores muito baixos nessa faceta preferem muitas vezes ficar
sozinhos ou em pequenos grupos e demoram mais para desenvolver novas relações sociais.
Tendem a esquivarem-se de vivenciar situações mais intensas, frequentar lugares mais ricos em
termos de estímulos e possibilidades de contatos sociais.
Esta faceta agrupa itens que descrevem o quão atenciosas, compreensivas e empáticas
as pessoas procuram ser com as demais. Indica o quão agradáveis as pessoas buscam ser com
as outras, observando suas opiniões, sendo educadas com elas e se importando com as suas
necessidades.
Escores muito baixos nessa faceta revelam muito pouca disponibilidade para os
demais, autocentrismo e indiferença quanto às necessidades alheias. Demonstram pouca
preocupação em promover o bem-estar dos outros, podendo dirigir-se a eles de forma pouco
cuidadosa, tratando de assuntos delicados de forma insensível e chegando a ser hostis.
Esta faceta agrupa itens como comportamentos de risco, concordância ou confronto com
leis e regras sociais, moralidade, autoagressividade e também para com os outros e padrões de
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consumo de bebidas alcoólicas. Escores muito altos nessa faceta sugerem que o indivíduo evita
fortemente situações de risco e preocupa-se muito em não transgredir leis ou regras sociais.
Esta faceta agrupa itens que descrevem o quanto as pessoas confiam nos outros e
acreditam que eles não as prejudicam.
Escores baixos nessa faceta indicam alguém que possui tendência a perceber os outros
de maneira persecutória e de assumir que os outros podem ser desonestos ou perigosos. Podem
ser um pouco ciumentas em suas relações afetivas, apresentando mais dificuldade para se
tornarem íntimas dos demais.
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A faceta Competência é composta por itens que descrevem uma atitude ativa na busca
dos objetivos e a consciência de que é preciso fazer alguns sacrifícios pessoais para se obter os
resultados esperados. Também são descritas situações em que as pessoas possuem uma
percepção favorável de si mesmas, acreditando na sua capacidade para realizar ações
consideradas difíceis e importantes.
Escores muito baixos nessa faceta sugerem pouca disposição para atingir objetivos;
pessoas com padrão muito baixo nessa faceta tendem a facilmente desistir diante de obstáculos
ou da necessidade de fazer sacrifícios. Além disso, tendem a ter uma percepção muito
desfavorável sobre sua capacidade, de sempre evitar atividades complexas e desafiantes e de
não possuir objetivos bem definidos.
A faceta Ponderação é composta por itens que descrevem situações que envolvem o
cuidado com a forma para expressar opiniões ou defender interesses, bem como a avaliação das
possíveis consequências de ações.
Escores muito baixos nessa faceta sugerem tendência a falar sem pensar, a agir antes
de planejar e a ser bastante impulsivo. A impulsividade, nesse caso, não se relaciona
necessariamente a baixa tolerância à frustração ou a uma reação emocional negativa
intensificada, mas sim à falta de planejamento e organização de modo geral.
Escores muito baixos nessa faceta tendem a ser verificados em pessoas pouco
comprometidas com atividades acadêmicas e profissionais, que usualmente não se preocupam
com a forma de realizar e concluir tarefas. Tendem a colocar pouca energia nas atividades em
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que se envolvem e podem, com alguma frequência, fazê-las de tal forma que a qualidade de seu
trabalho seja insuficiente ou prejudicada.
Definição: Esse é um indicador da tendência a ser mais convencional nas suas crenças
e atitudes, conservadoras nas suas preferências, dogmáticas e rígidas, ou tendência à
consideração e busca por diversas formas de pensamento, posturas e atitudes.
Os itens de Abertura a ideias descrevem abertura para novos conceitos ou novas ideias,
que podem incluir postura aberta para posições filosóficas, arte, fotografia, estilos musicais,
diferentes expressões culturais e uso da imaginação, criatividade e da fantasia.
Liberalismo descreve uma tendência à abertura para novos valores morais e sociais.
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A faceta Busca por novidades é composta por itens que descrevem preferência por
vivenciar novos eventos e ações.
Pessoas que apresentam escores muito baixos nessa faceta relatam sentir-se bastante
desconfortáveis com a quebra de rotina, não possuir interesse para fazer coisas que nunca
fizeram antes, como conhecer lugares novos e se colocarem em situações diferentes das que
vivem usualmente.
O BDA configura-se como teste de atenção on-line aprovado pelo Conselho Federal de
Psicologia. É composto de:
Resultado:
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normativa
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Resultado:
Ariel Vianna dos Santos foi submetido ao TRL e obteve uma pontuação bruta total de
10 ponto(s), que corresponde ao percentil 80. Esse resultado indica que, quando comparado(a)
às pessoas da amostra normativa, Ariel Vianna dos Santos dispõe de um raciocínio lógico
indutivo um pouco acima da média, ou seja, pode ser indicativo de boa capacidade para
realizar inferências com base em um conjunto de informações. Consequentemente, tende a
apresentar boa capacidade para solucionar problemas, relacionar ideias e aprender com novas
experiências. Por sua vez, a média da velocidade de processamento foi 39,93, que corresponde
à classificação alta. Esse resultado sugere que, ao ser comparado(a) às pessoas da amostra
normativa, Ariel Vianna dos Santos utiliza um tempo maior para processar uma resposta.
Diante disso, recomenda-se uma avaliação cuidadosa das responsabilidades da função ocupada
ou pretendida, a fim de avaliar possível impacto da necessidade de maior tempo para a tomada
de decisão, mesmo que associada à facilidade para raciocinar.
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Resultado:
Ariel Vianna dos Santos foi submetido(a) ao TEM-R-2 e obteve uma pontuação bruta
total de 28 pontos, que corresponde ao percentil 50. De acordo com o resultado do TEM-R,
Ariel tem uma memória de reconhecimento melhor que a maior parte do grupo ao qual
foi comparada, e é capaz de identificar qualquer estímulo ou situação já visualizado ou vivida
anteriormente.
Nota Explicativa:
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Percepção Social: mede a capacidade de reconhecer pistas sociais e lidar com os aspectos da percepção do
comportamento social recíproco
Cognição Social: refere-se à capacidade de interpretar as pistas sociais após reconhecê-las e lidar com o aspecto
cognitivo -interpretativo do comportamento social recíproco.
Comunicação Social: mede a capacidade de comunicação expressiva, lidando com os aspectos motores do
comportamento social recíproco.
Motivação Social: refere-se ao grau em que as pessoas geralmente são motivadas a se engajar em comportamento
socio interpessoal. Elementos de ansiedade, inibição e orientação empática estão incluído entre esses itens.
Padrões restritos e repetitivos: mede a presença de comportamentos estereotípicos característicos de TEA e áreas
de interesse muito limitadas.
Comunicação e Interação Social: é uma medida global que se relaciona tanto a capacidade de reconhecer e
interpretar sinais sociais quanto a capacidade de motivação para o contato interpessoal social expressivo, Ela avalia
a reciprocidade socioemocional, comportamentos comunicativos não verbais usados para interação social e
capacidade de desenvolver, manter e compreender relacionamentos.
Resultado:
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Escore-Total = 98
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O Inventário Breve de Sintomas – BSI tem por objetivo avaliar de forma global o estado
psicopatológico, assim como, identificar o bem-estar psicológico. As dimensões de sintoma
principal são: Somatização, Obsessiva-compulsivo, Sensibilidade Interpessoal, Depressão,
Ansiedade, Hostilidade, Ansiedade Fóbica, Ideação Paranoide, Psicoticismo.
Resultado:
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Dimensão Definição Escore Faixa
T
Dimensão que reflete o mal-estar resultante da 99,7 Extremamente
percepção do funcionamento somático; Alto
Somatização
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3) BDEFS - Escala de Disfunções Executivas de Barkley
A Escala de Avaliação de Disfunções Executivas de Barkley (BDEFS) avalia os
possíveis déficits das Funções Executivas (FE) nas atividades do cotidiano em adultos. Estes
processos são responsáveis por orientar, direcionar e gerenciar funções cognitivas. O termo FE
representa um construto que inclui uma coleção de funções inter-relacionadas que são
responsáveis por um comportamento intencional, dirigido para objetivos e de resolução de
problemas. As funções avaliadas nesta escala são: Gerenciamento de tempo; Organização e
resolução de problemas; Autocontrole; Automotivação; Autorregulação de emoções. A
escala também permite correlacionar as respostas do examinando com o TDAH, e pode sugerir
ao examinador que aquele respondente possui sintomas, e necessita ser avaliado mais
profundamente.
Interpretações:
0 a 75 = Sem prejuízo
76ª. ao 84ª = Indicativo de risco, mas não pontua.
84ª. ao 92ª. = Grau levemente disfuncional
93ª ao 95ª. = Grau moderadamente disfuncional
96ª. ao 98ª = Grau gravemente disfuncional
• 99ª = Grau severamente disfuncional
Resultado:
26
Definição Percentil Interpretação
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F3 - Autocontrole: É uma habilidade que consiste em 60 Sem prejuízo.
aprender a lidar com as próprias emoções. Desenvolver essa
competência torna uma pessoa capaz de se adaptar a
qualquer situação do dia a dia.
Critério A
Sintomas Vida Adulta Infância
(5 ou mais dos 9 (3 ou mais dos 9
listados) listados)
Sintomas de Déficits Atencionais (A) 9/9 9/9
Sintomas de Hiperatividade/Impulsividade 9/9 9/9
(H/I)
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Critério B: Evidência de curso persistente ao longo da vida
Sintomas Evidência de curso persistente desses Evidência de curso persistente
sintomas na vida adulta desses sintomas na infância
Sintomas de SIM SIM
A
Sintomas de SIM SIM
H/I
Critério C e D: Prejuízos que impactam em pelo menos 2 (duas) áreas da vida, na fase adulta
e na infância
Áreas Vida Adulta Infância
Educação/Trabalho x x
Relacionamentos/Família x x
Interação Social x x
Tempo livre/Hobbies x x
Autoconfiança/autoimagem x x
Total: 5 5
Critério E: Os sintomas podem ser mais bem explicados por outro transtorno?
(x) NÃO
( ) SIM -
*Os sintomas foram validados por informações de familiares ou pessoas do convívio?
(x) SIM – Pela ex namorada
( ) NÃO – As informações foram avaliadas pelo sujeito.
Considerações:
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Não pontuou suficientemente para satisfazer aos critérios
Pontuou para apresentação combinada x
Pontuou para apresentação predominante desatento (a)
Pontuou para apresentação predominante hiperativo/impulsivo
7. CONCLUSÃO
Ariel Vianna dos Santos buscou Avaliação Psicológica para suspeita de diagnóstico de
Transtorno do Espectro Autista e possíveis diagnósticos diferenciais/condições coexistentes.
As informações descritas neste laudo psicológico são sigilosas e devem ser utilizadas
somente por profissionais envolvidos no manejo clínico. Desaconselha-se o seu uso fora deste
contexto. O uso que deste material venha a ser feito é de inteira responsabilidade do requerente.
Cabe ressaltar que uma avaliação psicológica tem limitações e possibilidades. No caso
de uma avaliação psicológica de neurodivergência em adultos, temos variáveis mais específicas
ainda, que dizem respeito ao próprio constructo de vida do paciente, sua capacidade de
adaptabilidade ao meio, e um possível quadro de sobreposições de sintomas comórbidos
(normalmente ligados a condições emocionais vigentes).
Com relação ao transtorno do espectro autista: "O Transtorno do Espectro Autista (TEA)
é marcado por desordens de origem neurobiológica, sendo os prejuízos referentes aos
comportamentos restritivos e repetitivos e déficits na área sociocomunicativa (Júlio-Costa &
Antunes, 2017)." Trata-se de um transtorno do neurodesenvolvimento, cujo sinais podem
aparecer nos primeiros anos de vida, é comum atrasos ou perda de habilidades adquiridas
anteriormente (APA, 2014). Sua origem é multifatorial, faz-se necessário a avaliação e
compreensão dos fatores, genéticos, hereditários e ambientais. O diagnóstico do TEA é
fundamentalmente clínico, baseado em observações das características comportamentais. Nesse
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sentido, os instrumentos de triagem, escalas e avaliações padronizadas vem se mostrando
necessários no processo diagnóstico (Machado, Lerner, Novaes, Palladino, Cunha, 2014).
Com relação a Análise, foi possível identificar a seguinte leitura do quadro funcional
do paciente:
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Diante do exposto na análise clínica e análise psicométrica da presente avaliação, o
presente parecer é de que Ariel Vianna dos Santos apresenta um quadro que preenche os
critérios diagnósticos de:
*Cabe ressaltar que algumas condições comórbidas só são possíveis de detectar por meio de
avaliação longitudinal com acompanhamento do cotidiano da paciente, permitindo um
monitoramento de maneira continua e ajustável.
7.1. ENCAMINHAMENTOS
- Avaliação do Médico Psiquiatra para verificar necessidade de terapia medicamentosa com
base nos sintomas concernentes ao quadro emocional e disfuncional vigente.
- Visando intervir nas demandas psicodinâmicas identificadas, sugere-se tratamento
psicoterapêutico com psicólogo cognitivo comportamental e terapia baseada em evidências.
8. REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Manuella Santos Carneiro et al. (2020). Classificação Internacional das Doenças –
11ª revisão: da concepção à implementação. Revista de Saúde Pública, 54.
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American Psychiatric Association (APA). (2022). Manual diagnóstico e estatístico de
transtornos mentais: DSM-5-TR. Porto Alegre: Artmed.
BORGES, Lisandra, CONSTANTINO, John, & GRUBER, Christian. (2021). SRS2 - Escala
de Responsividade Social (2. ed.). São Paulo: Hogrefe.
CUNHA, Jurema Alcides. (2007). Psicodiagnóstico (5. ed. rev. e aum.). Porto Alegre: Artmed.
DEROGATIS, Leonard R. (2019). Inventário breve de sintomas (BSI) (1. ed.). São Paulo:
Pearson.
MARÍN RUEDA, Fabián Javier; MUNIZ, Monalisa; GUIMARÃES, Juliana de Barros. TRL:
Teste de Raciocínio Lógico. São Paulo: Vetor Editora, 2019.
NUNES, Carlos Henrique S., HUTZ, Claudio Simon, & FARIAS OLIVEIRA NUNES,
Maiana. (2013). Bateria Fatorial de Personalidade (2. ed.). São Paulo: Pearson.
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