ESTADO DE MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MATO GROSSO
COORDENADORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL
GERÊNCIA DE CONTROLE DE VETORES E ZOONOSES
João Sansão Maciel
PTNSSS/SUS/SES/MT
❖ Os aracnídeos são artrópodes sem antenas, com quatro pares de patas torácicas e um par de palpos. Seu corpo é
dividido em cefalotórax (ou “prosoma”) e abdômen (ou “opistosoma”). As aranhas se distinguem de outros
aracnídeos por terem a cabeça e o tórax separados do abdômen por uma estreita cintura, o “pedúnculo” (sim, da
mesma maneira que as flores e frutos).
MORFOLOGIA DA ARANHA
❖ Todas as aranhas produzem seda, mas nem todas constroem teias para capturar os animais de que se alimentam. As
outras usam as teias como moradas e para proteger seus ovos. As aranhas possuem glândulas produtoras de veneno,
porém muito poucas são perigosas para os humanos. As aranhas são carnívoras e não se alimentam apenas de líquidos.
Elas cospem, exsudam ou injetam sucos digestivos em suas presas e depois sorvem o caldo resultante, mas também
podem deglutir pequenos pedaços das presas.
As aranhas precisam trocar de pele (ecdise) periodicamente, de 5 a 7 vezes, durante o período de crescimento. O tempo
de vida das aranhas varia, aranha marrom, por exemplo, vive uma média de um ano, já uma aranha caranguejeira pode
viver entre dois e cinco anos, com uma média de três anos para a maioria. Já as aranhas domésticas, as que
costumeiramente encontramos nos cantos das paredes dentro e fora de casa, vivem uma média de 76 dias. Aranhas que
vivem muito, como as tarântulas, que vivem até 25 anos, trocam de pele a cada ano. Mesmo depois de terem crescido o
suficiente, a pele precisa ser trocada porque fica gasta.
❖ As quelíceras constituem o primeiro par de apêndices da cabeça e constituem-se de dois segmentos, um largo e forte,
chamado basal, e o terminal, em forma de garra ou ferrão. O ferrão é feito de quitina espessa, geralmente negra, e
termina em ponta muito fina. As garras de uma aranha são usadas para segurar, picar e triturar a presa. A maioria das
aranhas usa veneno para matar o que caça. Na ponta das garras ficam duas estruturas semelhantes a seringas, ocas e
pontiagudas, usadas para picar o corpo da presa e injetar o veneno, que é produzido em glândulas especiais.
❖ O segundo par de apêndices da cabeça é formado pelos palpos, que têm aspecto semelhante ao das pernas e são
formados pelas seguintes partes: coxa, trocânter, fêmur, patela, tíbia e tarso.
❖ A boca da aranha se situa entre os palpos. Entre a boca e o estômago existe uma estrutura formada de milhares de
pêlos finos, que funcionam como um sensível filtro, onde só pequenas partículas podem passar. Com isso, a aranha
se protege de engolir o que não pode digerir.
MORFOFISIOLOGIA DE ARANHAS
❖ Os aracnídeos são artrópodes que vivem em ambientes muito variados,
especialmente em regiões quentes e tropicais, mas também em regiões frias. São
encontrados principalmente no solo, onde passam despercebidos entre folhas
secas ou debaixo de pedras, sobre plantas ou no tronco de árvores. Apesar de
apresentarem grande diversidade de formas, possuem muitas características em
comum.
❖ Os aracnídeos não têm antenas nem mandíbulas, mas possuem, no cefalotórax,
ao redor da boca, uma estrutura geralmente em forma de gancho, afiada e
pontiaguda, denominada quelícera. A presença dessa estrutura deu ao grupo o
nome de quelicerados.
❖ ARANHAS! © 2009 – Luiz Carlos Correard Pereira
Olhos simples
VISTA
VISTA DE CIMA
FRONTAL
Região frontal
do prossomo
Pernas
Quelícera
Opistossomo
Pedipalpo
(abdome) Aguilhão
Quelícera
Ânus VISTA
Olhos simples LATERAL
Fiandeiras
Glândulas de
Olhos veneno
simples
CECILIA IWASHITA
0000
Prossomo
(cefalotórax)
Quelícera
Aguilhão
Figura 13.14. Anatomia externa de uma aranha. Embaixo, à direita,
parte do prossomo foi removida para mostrar as glândulas de veneno
e as quelíceras. (Representação sem escala, cores-fantasia.)
Digestão
❖ Como os aracnídeos consomem somente alimentos liquefeitos, precisam fazer uma digestão prévia da presa
antes de ingeri-la, ou seja, fora do corpo (extracorpórea). Para isso, secretam substâncias digestivas, que são
lançadas sobre as presas até que elas sejam convertidas em uma pasta semilíquida que possa ser absorvida. No
caso da aranha, que apresenta um estômago sugador com forte musculatura, ela extrai os líquidos corporais da
vítima.
Respiração
Os aracnídeos possuem respiração filotraqueal. Ela se faz por meio de estruturas chamadas filotraqueias ou pulmões
foliáceos. As filotraqueias são invaginações da parede abdominal. Possuem aspecto de um leque aberto ou de folhas
de um livro. O ar entra através de orifícios abdominais em contato com o exterior e chega até as filotraqueias, em
cujo meio interno o sangue circula. Por difusão, ocorrem a liberação de gás carbônico e a absorção de oxigênio pelo
sangue, que o transportará às células do corpo do animal.
ARANHAS! © 2009 – Luiz Carlos Correard Pereira
Gânglio cerebral
Vaso
Coração dorsal
Intestino
Glândula
Glândula Estômago
de veneno
digestiva Olhos
Ovário
Sangue
Filotraqueia
0z
CO₂
Pedipalpo
Boca
Anus Filotraqueia Vaso
Poro Quelícera
Espermateca ventral
Fiandeiras Glândula genital
de seda
Reprodução
❖ Os aracnídeos têm sexos separados e fecundação interna. O desenvolvimento é direto, não havendo
passagem por estágio larval, os filhotes são semelhantes aos pais. Nas aranhas, a fêmea geralmente é
maior que o macho e, em certas espécies, após o acasalamento, ela mata o parceiro para se alimentar.
As fêmeas depositam os ovos em um casulo que produzem, denominado ovissaco. (OOTECA)
❖ Todas as aranhas produzem seda, mas nem todas constroem teias para capturar os animais de que se
alimentam. As outras usam as teias como moradas e para proteger seus ovos. As aranhas possuem
glândulas produtoras de veneno, porém muito poucas são perigosas para os humanos. As aranhas são
carnívoras e não se alimentam apenas de líquidos. Elas cospem, exsudam ou injetam sucos digestivos
em suas presas e depois sorvem o caldo resultante, mas também podem deglutir pequenos pedaços
das presas.
ARANHAS! © 2009 – Luiz Carlos Correard Pereira
Viúva-Negra
❖ Família: Therididae
❖ Gênero: Latrodectus
❖ Espécie: várias espécies, entre elas: L. geometricus, L. curacaviensis, L.corallinus.
Aranha Caranguejeira (Tarântula)
❖ Família: Theraphosidae
❖ Gênero: vários gênero, entre eles: Lisaodora, Acanthoscurria, Avicularia, Brachipelma,
Chilobrachys, Theraphosa. Typhochlaena
•Espécies: várias espécies: entre as espécies: Lisiadora parahybana, Teraphosa blondi,
Typhochlaena costae, Typhochlaena curumim, Typhochlaena amma, Iridopelma katiae, Grammostola rosea
Lasiodora parahybana Acanthoscurria gomesiana
Aranhas de Jardim
❖ Família: Araneidae
❖ Gênero: Lycosa
Espécie: Lycosa erythrognatha
Lycosa erythrognatha
Aranha Armadeira
❖Família: Ctenidae
❖Gênero: Phoneutria
❖Espécies: varias espécies - entre as espécie: P. nigriventer, P. bahiensis, P. boliviensis,
P. fera, P. pertyi, P. reidyi, P. keyserlingi, P. eickstedtae.
Aranha Marrom
❖ Família: Sicariidae
❖ Gênero: Loxosceles
❖ Espécie: várias espécies, entre as espécies: Loxosceles amazonica, Loxosceles gaucho,
Loxosceles laeta, Loxosceles adelaida,
Loxosceles reclusa Loxosceles rufescens
IDENTIFICAÇÃO DE ARANHAS - FAMÍLIAS
Araneidae Nephilidae
Tetragnathidae Theridiidae
VIUVA NEGRA – Latrodectus sp
FAMÍLIA THERIDIIDAE
DISPOSIÇÃO DA FILEIRA DE OLHOS 4:4
Thomisidae Salticidae
Deinopidae Pholcidae
Sicariidae Scytodidae
ARANHA MARROM – Loxosceles sp
FAMÍLIA SICARIIDAE
DISPOSIÇÃO DA FILEIRA DE OLHOS 2:2:2
Corinnidae Miturgidae
Anyphaenidae Filistatidae
Lycosidae Ctenidae
ARANHA ARMADEIRA – Phoneutria
FAMÍLIA CTENIDAE
DISPOSIÇÃO DA FILEIRA DE OLHOS 2:4:2
Sparassidae Pisauridae
Selenopidae Theraphosidae
Actinopodidae
GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MATO GROSSO
COORDENADORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL
GERÊNCIA DE CONTROLE DE VOTORES E ZOONOSES
João Sansão Maciel
PTNSSS/SUS/SES/MT
MORFOFISIOLOIGA DE ESCORPIÃO
‘
MORFOLOGIA EXTERNA - Dorsal
Prossoma - Carapaçа
Ministério
igilância em Saúde da Saude
[email protected]
Linderberg
Linderberg
Linderberg
Linderberg
SVS Ministério
Secretaria de Vigilância em Saúde da Saúde
[email protected]
Apêndices - Quelíceras de
sd
C
D
ay
G
H
SVS Ministério
Secretaria de Vigilância em Saúde da Saúde
[email protected]
MORFOLOGIA EXTERNA
Opistossoma - Metassoma
5 segmentos "caudais"
Número de carenas e presença ou ausência de "serrilhas ou
SVS Ministério
Secretaria de Vigilância em Saúde da Saúde
[email protected]
Telson
MORFOLOGIA EXTERNА
Opistossoma - Metassoma
SVS Ministério
Secretaria deVigilância em Saúde da Saúde
[email protected]
Carenas
Linderberg
Telson
SVS Ministério
Secretaria de Vigilância em Saúde da Saüde
[email protected]
MORFOLOGIA EXTERNA Telson
49
SVS Ministério
Secretaria deVigilância em Saúde da Saode
[email protected]
Apêndices - Pernas
telotarso
trocânter
2 femur
3 tibia basitarsO
coxa (anca) 5
4
pretarso
SVS Ministerio
Secretaria de Vigilância em Saúde da Saúde
[email protected]
Apêndices - Pernas
Tarsos
SVS Ministério
Secretaria de Vigilância em Saúde da Saúde
[email protected]
Apêndices - Pedipalpos
dedo fixo dedo móvel
mão
tibia
PEDIPALPO
femur
trocanter
SVS Ministério
Secretaria de Vigilância em Saúde da Saúde
[email protected]
Apêndices - Pedipalpos
Granulação do dedo móvel
SVS Ministerio
Secretaria de Vigilância em Saúde da Saúde
[email protected]
26
Granulação do dedo móvel
36
BUTHIDAE
Isometrus
Tityus
Rhopalurus
Ananteris
MORFOLOGIA EXTERNA
Ventral
Esterno Prossoma
Opérculo genital
Pentes Opistossoma
Ânus
Estigmas pulmonares
SVS Ministério
Secretaria de Vigilância em Saúde da Saude
[email protected]
34
BUTHIDAE
HORMURIDAE
CHACTIDAE BOTHRIURIDAE
Pentes
Esterno
Opérculo
genital
Lamela
basal
Lemela
mediana
Pect
Fulcro
mi
bml
bml
38
Pentes
bml
Ananteris
Isometrus
MORFOLOGIA EXTERNA - Dorsal
Opistossoma - Mesossoma
7 Tergitos
(Mesossoma)
SVS Ministério
Secretaria de Vigilância em Saúde da Saude
[email protected]
Isometrus Ananteris
Linderberg
Linderberg
[email protected]
Apêndices - Pedipalpos
Tricobótrias
e Fêmur
est
3 d
800
esb
-eb
-E1
---Est
Esb
2
-Eb
Tibia Fêmur
SVS Ministério
Secretaria de Vigilância em Saúde da Saúde
[email protected]
MORFOLOGIA EXTERNA
Ventral
Esterno Prossoma
Opérculo genital
Pentes
Opistossoma
Ânus
Estigmas pulmonares
SVS Ministério
Secretaria de Vigilância em Saúde da Saúde
SVS Ministério
da Saude
Secretaria de Vigiläncia em Sade
[email protected]
Linderberg
VS Ministério
Secretaria de Vigilância em Saúde da Saúde
[email protected]
MORFOLOGIA EXTERNA - Ventral
Pentes
Lamela
basal
Lemela
mediana
Pect
Fulcro
bml
SVS Ministério
Secretaria de Vigišäncia em Saüde da Saúde
[email protected]
aboratoriо
ARTROPODES
SISTEMA SENSORIAL - Pentes
14 X45 100 um
[email protected]
MORFOLOGIA EXTERNA - Ventral
Opérculo genital
SVS Ministério
Secretaria de Vigiláncia em Sade
da Saúde
[email protected]
APARELHO REPRODUTOR
Feminino
Masculino
-câmara genital
--glândula acessória receptáculo seminal
-vesícula seminal
-ducto espermático
-glândula acessória
órgão paraxial
-testiculo
SVS Ministério
Secretaria deVigilância em Saúde da Saúde
[email protected]
Mascunliuo
APARELHO REPRODUTOR
Feminino
43 37
Secretaria de Vigilância em Saúde da Saúde
[email protected]
MORFOLOGIA EXTERNA - Ventral
Espiráculos
Pedipalpо Quelicera
Opérculo
Genital
Pectinas
Aberturas dos
pulmões
SVS Ministerio
Secretaria de Vigilância em Saide da Saüde
[email protected]
ESCORPIÃO MACHO
ESCORPIÃO FÊMEA
PERFIL DOS ACIDENTES
POR ANIMAIS
PEÇONHENTOS NO
ESTADO DE MATO
GROSSO 2025*
Fonte: Ministério da Saúde
PRINCIPAIS
GÊNEROS DE
SERPENTES
CAUSADORAS DE
ACIDENTES NO
BRASIL
ACIDENTE BOTRÓPICO-
JARARACA
• Botrops moogeni
MANIFESTAÇÕES
LOCAIS E SISTÊMICAS
Manifestações locais:
• dor, edema e equimose na
região da picada (pode
progredir ao longo do membro
acometido). As marcas de
picada e sangramento nem
sempre são visíveis nos pontos
de introdução das presas.
Bolhas com conteúdo seroso
ou sero-hemorrágico podem
surgir e originar áreas de
necrose que, juntamente à
infecção secundária,
constituem as principais
complicações locais e podem
levar à amputação e/ou ao
deficit funcional do membro.
ACIDENTE
CROTÁLICO-
CASCAVEL
• Crotalus durissus
MANIFESTAÇÕES LOCAIS E
SISTÊMICAS
• Manifestações locais: não se
evidenciam alterações significativas. Dor e
edema são usualmente discretos e
restritos ao redor da picada. Eritema e
parestesia são comuns.
• Manifestações sistêmicas:
manifestações neuroparalíticas com
progressão craniocaudal, iniciando-se por
ptose palpebral, turvação visual e
oftalmoplegia.
O veneno crotálico é seis vezes mais
potente que o botrópico, e além da
ação anticoagulante, apresenta
efeitos miotóxico e neurotóxico.
ACIDENTE
LAQUÉTICO-
SURUCUCU
PICO DE JACA
• Lachesis muta muta
MANIFESTAÇÕES LOCAIS E SISTÊMICAS
• As manifestações locais e sistêmicas são
indistinguíveis do quadro botrópico. A
diferenciação clínica se faz quando, nos
acidentes laquéticos, estão presentes
alterações vagais (náuseas, vômitos,
cólicas,abdominais, diarreia, hipotensão,
choque).
Comum na região amazônica, chega a mais
de 4 metros de comprimento e é responsável
por 1,4% dos acidentes com ofídios no país.
ACIDENTE
ELAÍDICO- CORAL
• Micrurus
ACIDENTES
ESCORPIÔNICOS
PRINCIPAIS ESPÉCIES DE ESCORPIÕES
CAUSADORES DE ACIDENTES NO BRASIL
• Tityus bahiensis
• Tityus serrulatus
• Tityus obscurus
• Tityus stigmuus
MANIFESTAÇÕES LOCAIS E
SISTÊMICAS
• A dor local é um sintoma que aparece logo após a
picada (em 100% dos casos).
• Além da dor, pode ocorrer aumento da
temperatura, inchaço leve, vermelhidão, arrepio dos
pelos e suor no local da picada. Se a picada for na
mão ou no pé, esses sinais podem atingir todo o
braço ou perna.
• Posteriormente a estes sintomas poderão ocorrer,
principalmente em crianças até 10 anos, aumento do
suor pelo corpo, vômitos, agitação (devido à
ansiedade, medo e dor), tremores, produção
excessiva de
• saliva (começa a babar), ofegância e respiração
aumentada.
• Portanto, se esses sintomas ocorrerem, mesmo
que não se tenha visto o animal, deve-se pensar em
picada de escorpião.
Fonte imagem: Apresentação Ministério da Saúde
ACIDENTES
ARACNÍDICOS
PRINCIPAIS ARANHAS
CAUSADORAS DE ACIDENTES DE
IMPORTÂNCIA MÉDICA NO BRASIL
• Phoneutria sp
• Loxocesles sp
• Latrodectus
curacaviensis
• Latrodectus geometricus
ACIDENTE ARACNÍDICO- ACIDENTE ARACNÍDICO- ACIDENTE ARACNÍDICO-
Aranha marrom Aranha armadeira Aranha viúva-negra
Loxosceles sp. Phoneutria sp. Latrodectus curacaviensis
Picada, usualmente pouco dolorosa, que
Os sintomas aparecem nas primeiras horas
pode não ser percebida. A lesão cutânea
após o acidente, sendo referidas: tremores
pode evoluir para necrose seca e úlcera. Os
(26%), ansiedade (12%),excitabilidade (11%),
casos graves podem evoluir para Dor irradiada e de início imediato (sintoma
insônia, cefaléia, prurido, eritema de face e
insuficiência renal aguda. mais característico), que pode ser bastante
pescoço. Há relatos de distúrbios de
intensa nas primeiras três a quatro horas, que
comportamento e choque nos casos graves.
ocasionalmente podem evoluir para óbito.
ERUCISMO-
ACIDENTES POR
LAGARTAS
• A palavra taturana é de origem tupi-guarani e significa "aquilo que arde como
fogo. — Foto: Fabrício Alex de Souza/Arquivo Pessoal
• Têm “espinhos” ramificados e pontiagudos de aspecto arbóreo, com
tonalidades esverdeadas mimetizando muitas vezes as plantas que habitam.
Nesta família se inclui o gênero Lonomia, com ampla distribuição em todo o País,
causador de acidentes hemorrágicos.
• A lagarta (taturana, marandová, mandorová, mondrová, ruga, oruga, bicho-
peludo) é uma das fases do ciclo biológico de mariposas e borboletas (lepidóptero).
Somente a fase larval de mariposas é capaz de produzir efeitos sobre o organismo; as
demais (pupa, ovo e adulto) e larvas de borboletas são inofensivas. A única exceção é
a mariposa fêmea adulta do gênero Hylesia, que apresenta cerdas urticantes no
abdômen. Em contato com a pele, essas cerdas podem causar dermatite
papulopruriginosa
• Náuseas, febre e dor de cabeça
também podem ser sintomas do
contato com as lagartas. Em casos
mais graves, complicações como
falta de ar e hemorragias são
constatadas.
Tratamento
• Para o quadro local, o
tratamento é sintomático com
compressas frias ou geladas,
analgésicos e infiltração local com
anestésico do tipo lidocaína 2%. Na
presença de sangramento e/ou
distúrbio na coagulação, o soro
antilonômico deve ser
administrado de acordo com a
intensidade e gravidade das
manifestações hemorrágicas.
ACIDENTES
APÍLICOS
ACIDENTES
APÍLICOS
• O tratamento das reações alérgicas varia
de acordo com a gravidade das
manifestações apresentadas e são
abordadas da mesma forma que se trata
outras reações anafiláticas.
• Entre os 5 principais tipos de acidentes
por animais peçonhentos, o acidente por
abelhas é o único que não possui um soro
específico para o tratamento no Brasil.
• COMO SABER QUE MEU CACHORRO
FOI PICADO POR UMA COBRA?
• Inchaço no pescoço;
• Inchaço na região da picada;
• Pele arroxeada;
• Queda dos pelos;
• Queda da pele;
• Como os cachorros andam farejando
tudo, a maior parte das picadas é na
região próxima ao focinho. Assim,
procure nessa região as marcas dos
dentes da cobra.
O QUE FAZER
• Procurar assistência de um médico veterinário em, NO
MÁXIMO, seis a oito horas, para que o animal tome o
soro antiofídico (não é o mesmo soro dado aos humanos);
• Mantenha o animal calmo e evite que ele se movimente
muito;
• Coloque gelo na região da picada para conter o inchaço (às
vezes o cão não deixa, devido à dor)
Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso
Superintendência de Vigilância em Saúde-SVS
Coordenadoria de Vigilância em Saúde Ambiental
COVSAM
PROGRAMA DE VIGILÂNCIA DOS ACIDENTES
POR ANIMAIS PEÇONHENTOS-SES-MT
João Sansão Maciel
Técnico responsável pelo Núcleo de Vigilância
Marcia Alves Brito
Técnica responsável pelo Programa de Vigilância de Acidentes
por Animais Peçonhentos/SES-MT
ARANHAS
PRINCIPAIS ARANHAS
CAUSADORAS DE ACIDENTES DE
IMPORTÂNCIA MÉDICA NO BRASIL
• Phoneutria sp
• Loxocesles sp
• Latrodectus
curacaviensis
• Latrodectus geometricus
Viúva Marrom- Latrodectus geometricus
Fotos de laboratório-animais
coletados durante
treinamento nos Municípios
de Confresa e Porto Alegre do
Norte-abril 2023.
• ESCORPIÕES
QUEM SÃO?
A fauna escorpiônica brasileira é
REINO ANIMALIA
representada por cinco famílias:
FILO ARTHROPODA Bothriuridae, Chactidae,
Liochelidae e Buthidae. Esta última
(arthro:articuladas/podos:pés) representa 60% do total, incluindo as
espécies de interesse em saúde
CLASSE ARACHNIDA (8 pernas) pública.
ORDEM SCORPIONES No Brasil, onde existem cerca de 160
espécies de escorpiões, as
FAMÍLIAS: 18 NO MUNDO
responsáveis pelos acidentes graves
(04 espécies) pertencem ao gênero
Tityus.
Fonte: Introdução a biologia e chave
fotográfica, adaptada, para identificação
rápida das espécies de escorpiões de
interesse médico-Denise Maria Candido.
ESCORPIÕES NÃO SÃO
INSETOS
ESCORPIÕES DE
IMPORTÂNCIA MÉDICA NO
BRASIL
PRINCIPAIS ESPÉCIES DE ESCORPIÕES REGISTRADAS EM MATO GROSSO- Família Buthidae
Marcos A. Carvalho
Tityus carvalhoi Tityus confluens Tityus mattogrossenssis Tityus silvestris Tityus metuendus
Marcos A. Carvalho Marcos A. Carvalho Marcos A. Carvalho
Tityus strandi Tityus paraguayensis Ananteris balzanii
Tityus charreyroni
Tityus bahiensis
Tityus obscurus Tityus serrulatus
Quais os principais fatores que determinam a periculosidade de
uma espécie ?
✓ a toxicidade do veneno em relação ao homem;
✓ a gravidade dos acidentes provocados por espécies perigosas varia conforme a quantidade de veneno
injetada, o local da picada e a sensibilidade da pessoa ao veneno;
✓ a área de distribuição geográfica; espécies que ocorrem em regiões densamente povoadas têm mais
probabilidade de ocasionar acidentes;
✓ hábitos da espécie: as que se domiciliam com facilidade, ao encontrarem condições favoráveis, podem
proliferar muito, aumentando de forma significativa o índice de acidentes.
Todos os escorpiões possuem veneno e
capacidade de injetá-lo, porém nem todos
apresentam toxinas ativas capazes de
levar a quadros de envenenamentos
graves em humanos.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DAS PRINCIPAIS
ESPÉCIES DE IMPORTÂNCIA MÉDICA NO BRASIL
Tityus stigmurus-
escorpião amarelo do
nordeste
Mapas e dados: Denise Maria Candido (Instituto Butantan) e Ministério da Saúde.
Tityus bahiensis-
escorpião marrom
Mapas e dados: Denise Maria Candido(Instituto Butantan) e Ministério da Saúde.
Tityus obscurus-
escorpião preto da
Amazônia
Mapas e dados: Denise Maria Candido (Instituto Butantan) e Ministério da Saúde.
Tityus serrulatus-
escorpião amarelo
Imagem: João Sansão-SES-MT
Mapas e dados: Denise Maria Candido(Instituto Butantan) e Ministério da Saúde.