UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM LÍNGUA INGLESA I
NAZARÉ DA MATA
2025
KAWANNYN ALVES DA SILVA
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM LÍNGUA INGLESA I
Relatório apresentado ao Curso de Licenciatura em Letras
Português da Universidade de Pernambuco, como requisito parcial,
para a obtenção de nota final da Disciplina Estágio Supervisionado
de Língua Portuguesa I. Professora: Dr. Gisele Oliveira
NAZARÉ DA MATA
2025
SUMÁRIO
1 Introdução.................................................................................................................................. 4
2 Referencial Teórico..................................................................................................................... 5
3. IDENTIFICAÇÃO DE CAMPOS DE ESTÁGIO................................................................................. 8
4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE CRÍTICA DAS ATIVIDADES REALIZADAS..................................................9
5 RESULTADOS ALCANÇADOS...................................................................................................... 12
6. CONSIDERAÇÕS FINAIS............................................................................................................13
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................... 14
1 INTRODUÇÃO
Este relatório busca abordar as experiências vivenciadas durante as aulas de
estágio supervisionado I, na escola estadual Erem Jarina Maia pertencente à rede
pública e na escola de ensino fundamental II, Educandário Ágape de rede privada. O
presente estágio é exigido na graduação de Letras- Português/inglês, assim como nos
demais cursos de licenciatura, tendo como principal intuito proporcionar uma
experiência significativa aos futuros professores que buscam seguir a carreira da
docência na LE.
Através do estágio supervisionado, defendido pela lei os universitários são
incentivados a descobrir se realmente é a área que desejam exercer, mesmo observando
os desafios impostos à futura profissão, através dessa observação contínua, será
comparado as metodologias de ensino de acordo com as teorias abordadas no livro Faça
a diferença: Ensinar línguas estrangeiras na educação básica, do autores Alex Garcia da
Cunha e Laura Micolli, essa obra apresenta dez capítulos voltados para teorias da LE,
são eles: Valorizar a disciplina de inglês e seu trabalho de professor, “I can do it”:
Vencer limitações pessoais no uso do inglês, papeis do professor e do aluno a língua
estrangeira no ambiente escolar, ensino comunicativo, ensino comunicativo da
gramática, ensino comunicativo da leitura e da escrita tecnologias digitais na aula de
inglês, instrumentos de avaliação comunicativos para rendimento e proficiência em
língua estrangeira e tratamento do erro na produção do aluno. Durante o relatório será
destrinchado os aspectos referentes ao estágio, por exemplo, o debate das teorias
utilizadas pelos supervisores de estágio em sala de aula, além do referencial teórico que
vai apresentar autores fundamentais que abordam teorias direcionadas à metodologias
dos professores de língua inglesa, algumas podem ser bastante eficazes sem nenhum
complemento de outra teoria, entretanto, outras por si própria não são vistas de maneira
que desenvolve as habilidades dos alunados.
Mediante a essa experiência, os estagiários de fato vão absorver todas as
informações, sugestões que são repassadas nas escolas de estágios. E através dessas
observações, será notável a mudança de percepção referente à postura que devemos ter
diante das dificuldades que surgirem na trajetória docente, visto que, o estágio está na
Lei nº 11.788 de setembro de 2008, define o estágio como o ato educativo escolar
supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o
trabalho produtivo do estudante. O estágio integra o itenetário formativo do educando e
faz parte do projeto pedagógico do curso.
O período de realização do estágio ocorreu entre os meses de Abril a Junho de
2025. Cabe ressaltar que, nesse estágio supervisionado I tivemos um momento de
vivências impactantes, além da explanação dos conhecimentos abrangidos na disciplina
de estágio supervisionado de inglesa I, fazendo-nos conhecer as metodologias dos
supervisores. Além disso, estávamos sendo supervisionados por professores experientes
que já atuam na área da educação especificamente em língua inglesa, o que nos faz
entender melhor as metodologias pedagógicas aplicadas por eles no âmbito escolar e a
maneira que são oferecidas ao público.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
A proposta deste relatório, busca através do estágio supervisionado em sala de
aula estando baseado nos aspectos metodológicos, fazer uma reflexão e mostrar as
experiências durante o período de estágio de Língua Inglesa I. Para a elaboração desta
ánalise em sala de aula, foi bastante necessário apontar os pontos primordiais durante a
experiência de estágio, bem como a obtenção de sugestões de como trabalhar com
turmas numerosas, por exemplo, turmas de ensino médio, assim como o conhecimento
de métodos de tradução relevantes para o desenvolvimento dos alunos na LE. De início,
é perceptível a carência de professores proficientes da LE que sejam preparados em
ensinar a área de estudo, também é identificada a falta de interesse dos alunos que
acreditam na ineficiência e uso da língua no Brasil, tornando ainda mais dificultoso para
o professor trabalhar a LE em sala, além da falta de motivação dos familiares dos
alunos, que não buscam encontrar formas de mostrar a importância da LE como língua
secundária nas escolas, tendo em vista as oportunidades que a língua estrangeira pode
oferecer no âmbito profissional, por exemplo.
Sendo assim, Paiva (2003, p.10), aborda a importância da inclusão da língua
estrangeira nas escolas como algo bastante “necessário como instrumento de
compreensão do mundo, de inclusão social e de valorização pessoal”. Porém, a
realidade do ensino de línguas estrangeiras no Brasil é algo muito desafiador e precário
comparado à perspectiva de Paiva, visto que os métodos de tradução e gramática são
fortemente utilizados no ensino de língua estrangeira.
Além disso, a carga horária necessária para que os alunos consigam aprender e
compreender a LE é reduzida durante a semana, assim ocasionando grandes desafios
aos professores que buscam oferecer um ensino de qualidade, afetando a organização
dos planejamentos fundamentais na realização das aulas de inglês em sala de aula, até
mesmo na contribuição na aprendizagem dos alunos, pois a carga horária mínima
totalizada impacta nesse processo e desperta uma grande preocupação advinda dos
docentes. Portanto, é perceptível que duas aulas por semana não são suficientes para que
os estudantes avancem nos conhecimentos da LE, bem como na obtenção de
vocabulário da língua ensinada, porque é preciso ter uma carga maior para que a
fluência do inglês possa ser alcançada com eficiência, como afirma Miccoli (2016,
p.17):
Ao multiplicar a carga horária normalmente destinada à língua inglesa (50
minutos x duas aulas semanais ) por 20 semanas letivas em cada semestre,
tem-se 200 minutos , ou seja, 40 horas /aula por semestre . Em um ano, a
carga horária chega a 80 horas de aula.
Em evidência, a metodologia tradicional no ensino de língua inglesa está cada vez mais
ficando forte, ocasionando o isolamento constante desses professores, simplesmente
pela escassez de profissionais proficientes da área nas escolas, então eles acabam não
tendo com quem comentar sobre os desafios da área, partilhar as metodologias em sala
de aula, a partir disso, começam se sentir excluídos da equipe que estão trabalhando na
instituição. A resistência é algo bastante presente na realidade desses professores de
língua inglesa, e com o passar do tempo está tornando-se forte, e por muitas vezes,
lidam sozinhos com essa situação por causa dos métodos tradicionais exigidos na grade
curricular das escolas, mas infelizmente, esse tradicionalismo exacerbado é cobrado dos
professores de inglês no sistema de ensino.
Você ouvirá de críticos que é um Idealista, que está tentando mudar o mundo
imutável, que os alunos não merecem o esforço, que você se oferecerá mais
dura derrota, sendo combatido pelos próprios alunos que ficarão contra suas
iniciativas, que eles não querem aprender nada que você é jovem não sabe
como as coisas funcionam , irá se decepcionar, que no Índio do estudo todos
querem mudar, mas no final todos se adaptam, e por aí vai. A pressão é forte
e resistir aqueles que querem que você desista exige muita convicção e
segurança. (Micolli, 2016,p. 31).
Barcelos (2016,p.18) apresenta como solução ´para esse problema, a realização de
passeios com outros professores de língua inglesa, essa ação tem o intuito de abranger
positivamente e eficientemente a fluência e todas as demais habilidades que são
necessárias desenvolver em si próprio quando está aprendendo um novo idioma.
Através desses encontros os professores vão treinar o inglês em diálogos, conversas
cotidianas sobre a vida pessoal ou profissional do outro, investindo na troca de
experiências, absorção de conhecimentos e aprimoramento da L2, esses momentos são
fundamentais, porque os docentes se sentirão mais preparados e confiantes para reger
suas aulas de inglês em sala de aula e conseguir ampliar a sua metodologia.
Entretanto, as relações entre professor/professor devem ser aproximadas nesse processo
para que ocorra a melhora do ensino da língua estrangeira, mas também deve ter a
exploração significativa de professor/aluno. Por isso é tão importante conversar com os
alunos sobre os interesses deles que motivam a aprender a língua estrangeira de maneira
descontraída, atrativa e eficaz, mediante a isso é interessante marcar encontros em
determinados locais que possam firmar a relação entre o professor e aluno e ainda
proporcione experiências grandes e motivadoras aos seus alunos.
Em virtude, ainda existe uma grande dificuldade do ensino de língua estrangeira nas
escolas brasileiras. Desse modo, é visível a quantidade mínima de professores que são
proficientes na língua inglesa, assim afetando numa proporção o avanço da L2 em sala
de aula.
É notório que o ensino eficiente só será alcançado de fato quando tiver uma
preocupação maior na formação de professores de língua estrangeira, haja vista que nas
Universidades acabam dando mais atenção a uma língua, deixando muitas vezes o
ensino da outra língua com uma evidência mínima.
Além disso, as sugestões referentes ao uso da tecnologia como suporte nas aulas pelos
professores para melhorar o ensino de língua inglesa são escassas e na formação de
professores.
Barcelos(2016, p.39), afirma:
Uma busca rápida na internet por dicas para proficiência de professores de
inglês não encontra muito resultado. O que se encontra são dicas para os
alunos melhorarem suas habilidades linguísticas, comunicação e influência,
nada de professores.
Entretanto, assim como as dificuldades surgem nos alunos, também são visíveis nos
professores de língua estrangeira pelo fato deles terem sido frutos do mesmo ensino dos
alunos. Ademais, acontece de ter o acumulo de muitas aulas em outras instituições e
isso acaba dificultando ainda mais a organização do tempo relacionado ao ensino. Pela
falta de tempo e exaustão os professores acabam não conseguindo oferecer um ensino
de línguas estrangeiras tão eficiente quanto seria se eles tivessem um tempo suficiente,
lazer fora da escola para organizar melhor suas aulas e assim proporcionar um ensino
melhor aos estudantes.
3. IDENTIFICAÇÃO DE CAMPOS DE ESTÁGIO
3.1 CAMPO DE ESTÁGIO DO FUNDAMENTAL
A escola-campo escolhida para realização do estágio supervisionado I de
Língua inglesa de Ensino Fundamental foi a Escola Educandário Ágape, CNPJ: ,
localizada na cidade de João Alfredo, Pernambuco. A escola particular possui 6º ao 9º
ano n Ensino Fundamental no período da tarde. As turmas têm mais ou menos 7 a 10
alunos em cada série, levando a perceber que comportam bem a quantidade de alunos
presente no momento.
Mediante a isso, vamos realizar uma análise mais aprofundada de como os
processos influenciam de certa forma o ensino de língua estrangeira em sala de aula,
mas também mostrar sugestões de como pode melhorar o ensino da L2 nas escolas.
3.2 CAMPO DE ESTÁGIO DO ENSINO MÉDIO
Já a escola- campo selecionado para realizar a observação de aulas de Língua
inglesa na modalidade Ensino Médio foi a Escola de Referência Erem Jarina Maia,
CNPJ 10.572.071-78, localizada na Rua Maria Eliete Soares cidade de João Alfredo,
Pernambuco. Por ser uma instituição estadual que segue o modelo das demais estaduais,
assim seguindo as diretrizes da Secretária de Educação de Pernambuco, e aceitando a
implantação do Novo Ensino Médio a partir do ano de 2022, projeto criado em 2017.
Essa mudança que ocorreu não só nesta escola estadual, limitou ainda mais o
ensino da língua inglesa nas escolas, pois os alunos agora tem a liberdade de escolher
qual área do conhecimento desejam estudar e se aprofundar, além de ter uma grande
experiência, e por muitas vezes acham que a área não tem nenhuma importância para
sua jornada educacional ou até mesmo para o futuro âmbito profissional, uma vez que
algumas trilhas de linguagem oferecem foco à língua estrangeira. Mediante a isso, na
entrevista com o professor de inglês e o gestor da escola pude observar a negatividade
de Novo ensino médio nas escolas em relação ao ensino da língua estrangeira no âmbito
educacional, porque quando chega o período de escolher uma trilha do conhecimento
eles tenham mais interesse de obter experiências, ocorre das escolhas serem
direcionadas para outras áreas que não envolvem inglês pelo simples fato de não
atraí-los tanto ou considerarem uma disciplina insignificante na grade curricular. E
outro ponto observado é o tempo que é ainda mais reduzido para o professor ministrar
suas aulas de língua inglesa, a carga horária diminui numa proporção grande que
impossibilita o docente de alcançar seus objetivos de ajudar o aluno a desenvolver- se
melhor no novo idioma. Visto que, a instituição apresenta projetos bons e interessantes
que tem o objetivo de explanar a cultura dos países que falam inglês, além de incentivar
o aluno a explorar das datas comemorativas de tradição desses países, como por
exemplo, o Halloween, uma festa comemorada no dia 31 de Outubro e forte nos Estados
Unidos. Uma celebração que utiliza- se de elementos como fantasias, travessuras, doces,
decorações temáticas e bem chamativas que mostram a característica maior que
prevalece no evento.
4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE CRÍTICA DAS ATIVIDADES REALIZADAS
4. 1 ENSINO FUNDAMENTAL
O professor Manoel Joaquim da Silva ficou responsável de ser meu
supervisor no estágio supervisionado de língua inglesa I. No primeiro dia que estive na
escola, fui apresentada como universitária estagiária do 7º período de Letras- inglês que
estava ali para realizar a observação de aulas durante algumas semanas.
Os alunos do 6º ano estavam estudando as saudações em inglês, como
exemplo, Good morning, Good afternoon, Good evening, Hello, Hi, Nice to meet you,
How are you? A sala estava organizada em fileiras, esse modelo tradicional contribuía
para que o ensino da língua não apresentasse tanta eficácia, a partir disso é observado o
método gramática- tradução presente fortemente nas aulas de inglês fazendo assim os
alunos não se interessarem tanto pelos contéudos abordados em sala, por simplesmente
a turma está organizada de forma padronizada.
Pra iniciar o aprofundamento do conteúdo abordado, o professor faz
algumas perguntas sobre exemplos de contextos sociais que os alunos fariam uso das
saudações e como usariam naquela situação, as respostas eram faladas em português,
língua materna. Depois os contextos citados pelos alunos foram escritos no quadro pelo
professor, sendo que nas frases a saudação estava em inglês, então os alunos
compreendiam a utilização de determinada saudação do cotidiano. Porém, foi
perceptível o uso contínuo da língua materna durante a apresentação das saudações em
inglês, em todos os momentos utilizava-se os contextos em português, isso prejudica
muito a aprendizagem do estudante quando está no processo de aquisição da língua
estrangeira, pois ele acaba se prendendo na aprendizagem tradicional e monótona,
incentivando o aluno a continuar na zona de conforto sem ao menos buscar maneiras de
evoluir no inglês, não só esperar pelo professor. Ressaltando a importância do contato
da língua alvo em contexto escolar para que ela possa ser aprendida com eficiência.
Durante as aulas foi observado o enfoque todo voltado para a gramática na
realização de atividades pedagógicas baseadas em método tradução, por exemplo,
fazendo com que os alunos não conseguissem desenvolver as quatro habilidades quando
se está conhecendo uma nova língua, são elas: Speaking, listenning, writing e o
Reading, modalidades extremamente imprescindíveis na LE. Com isso, os estudantes
alimentavam ainda mais a visão negativa direcionada ao inglês, acreditando ser uma
disciplina entediante, sem importância e desnecessária nas escolas. Entretanto, poderia
utilizar nessas atividades gramaticais o dicionário como suporte para o investimento de
diálogos entres duplas, depois do diálogo organizado e treinado, os alunos poderiam
encenar como se fosse uma peça teatral, ou seja, eles criariam um contexto social
familiarizado por todos para que a compreensão ocorresse de maneira proveitosa, assim
o conteúdo de saudações seria trabalhado de forma atrativa, tendo o intuito de trabalhar
as habilidades da língua estrangeira. Naquele momento os alunos iam ter o auxílio do
professor em relação a maneira de falar, mas a correção do professor aconteceria de
forma construtiva e no final da apresentação, pois o professor deve ser cauteloso nessa
questão de corrigir alguma, frase ou até mesmo expressão falada pelo aluno, visto que,
ele está em processo de aprendizagem da língua estrangeira.
Na entrevista com o professor, pude observar as dificuldades enfrentadas por ele,
justamente por utilizar esse método gramática- tradução com suas turmas, além da
“solidão” sentida pelo mesmo mediante ao ensino da língua estrangeira em sala de aula,
visto que na instituição só tem dois professores que ensinam na área. Então isso faz com
que o professor sinta o sentimento de desânimo quando trata-se de ensinar uma língua
que precisa ter muito empenho, dedicação, suporte de materiais da escola e
compreensão dos pais, que diversas vezes complicam mais o trabalho do professor.
4.2 ENSINO MÉDIO
O professor Hélder Raudinez Mariano da Silva foi o supervisor que tive a
oportunidade de observar a ministração das suas aulas do ensino médio relacionado ao
estágio supervisionado de língua inglesa I. Assim que iniciei o estágio, foi apresentada
como estudante de Letras- inglês do 7º período e que estava ali para observar as aulas de
inglês ministradas pelo professor, foi ressaltado sobre as anotações que seriam feitas
acerca dos aspectos observados.
Os alunos do 1º ano estavam estudando o gênero textual tirinhas, conhecido
e apreciado pela geração de jovens, pois trata-se de um texto com elementos verbais e
não- verbais que aborda uma ideia central através de humor e informações simples que
requer interpretação escrita e visual. Nesse sentido, as tirinhas eram passadas no
Datashow, e ao mostrar as tirinhas, o professor realizava a leitura de cada quadrinho
bem como a explicação das situações ocorridas nas tirinhas, mas também pedia que os
alunos traduzissem que soubessem, seja um parte da frase, palavras soltadas que
poderiam ajudar a compreender o contexto abordado, além de que os elementos visuais
do gênero ajudavam a entender melhor a ideia das tirinhas.
No final, tinham seis perguntas disponíveis para serem respondidas acerca de cada
tirinha lida e debatida em sala de aula, o professor dava o tempo necessário para
responder as questões totalmente em português, e isso é um ponto que prejudica muito o
processo de aquisição da língua estrangeira dos estudantes, porque em todos os
momentos estão tendo mais contato com a língua materna ( o português) e dando menos
atenção ao uso completo da língua inglesa durante o aprendizado dos conteúdos. Após a
realização das questões no tempo estipulado, o professor liam as questões em português
e em seguida, pedia que falassem suas respostas, visto que as respostas também em
português estavam sendo anotadas no quadro. As respostas eram interessantes, assim
como as tirinhas escolhidas pelo professor para executar a sua aula, porém o modelo
tradicional de ensinar a língua estrangeira afeta numa intensidade os alunos, que eles
acabam ficando na zona de conforto, não desenvolvem a autonomia de aprender aquele
novo idioma já que mantém contato direto com a língua materna.
5 RESULTADOS ALCANÇADOS
Dessa maneira, pude observar que na execução das aulas de inglês de ambos
professores o uso do método gramática e tradução foi fortemente utilizado, e isso
mostra que o ensino não está sendo produtivo para o aluno em virtude do modelo
tradicional, assim fazendo o aluno acreditar que o inglês é desinteressante. Portanto, é
interessante que novos métodos de ensino de línguas estrangeiras sejam implementados
na metodologia pedagógica do professor, visto que formações abrangentes seriam
necessárias para acelerar o processo de mudança no ensino, pois o professor precisa de
suporte ao longo do processo, assim afastando do método gramática e tradução como
sendo utilizado somente para o ensino.
Desse modo, podem ser abordadas algumas sugestões que possam contribuir
significamente na melhora do ensino de língua estrangeira, como por exemplo, a
utilização da tecnologia, que atualmente é um meio bastante viável á muitas pessoas que
diariamente buscam entretenimento, meios de abranger a aprendizagem em quaisquer
áreas que estão interessados, então o professor pode aproveitar esse meio tecnológico
para ensinar em inglês de maneira que os alunos se interessem e estejam dispostos a
aprender. Pode-se utilizar jogos atrativos, como o duolingo jogo que é dividido em fases
e cada fase trabalha todas as habilidades do inglês através de atividades de fluência,
escrita, identificação, assimilação, leitura e escuta, então é uma maneira dos alunos
estarem motivados, além que isso vai facilitar bastante o trabalho do professor quando
estiver trabalhando determinado conteúdo em aula pode até proporcionar aulas mais
atrativas ao ver dos alunos, com isso o aprendizado pode melhorar. Além disso, a
tecnologia é meio de abranger e explorar os conhecimentos sobre determinada área,
nesse caso é o inglês.
Ademais, o professor mediante aos desafios que enfrenta constantemente ao
ensinar a língua inglesa, deve impor limites nas condições e qualidade ruins de ensino
que são oferecidas nas instituições e cobrar as melhorias para que o objetivo seja
alcançado com excelência, como a falta de materiais pedagógicos necessários que
possibilitem uma aula mais atrativa, fluída e interessante. Outro pontoa se pensar é a
organização das salas que poderia ser mudada, pois até então é baseada num modelo
padronizado e tradicional, ou seja, a sala se for organizada num modelo descontraído
assim que as aulas iniciam, pois possibilita aos alunos uma melhor obtenção de
conhecimento.
6. CONSIDERAÇÕS FINAIS
Em síntese, o estágio supervisionado foi uma experiência enriquecedora e
produtiva que contribuiu positivamente para minha formação como futura professora de
Língua inglesa. As observações e práticas realizadas durante a experiência
proporcionaram um melhor entendimento acerca do processo-aprendizagem, além de
desenvolver habilidades extremamente necessárias para a atuação docente. Além disso,
durante os momentos de análises obtive diversas orientações dos supervisores de como
contextualizar os conteúdos, desenvoltura em sala de aula, aplicação de atividades,
elaboração de avaliações, e, sobretudo, formas relevantes de repassar conhecimento
para o aluno, mas também da interação vivenciada pelo docente enquanto mediador da
turma. E com isso, foi observado o quanto é primordial o licenciando passar por esse
momento de grande obtenção de conhecimentos.
Portanto, considero pertinente o período de estágio supervisionado I que conclui
no ensino fundamental e no ensino médio, uma vez que me fez observar ainda mais a
complexidade do ensino no Brasil. Além disso, me fez analisar maneiras de adaptar
conteúdos de leitura, escrita e oralidade que são primordiais em sala de aula acerca da
L2.
Entretanto, outro ponto que pude observar nesse período de estágio foi a falta de
materiais necessários para que o professor oferecer aulas de qualidade e eficientes, a
partir disso, entender o lado do professor que por muitas vezes está diante de turmas
numerosas e que apresentam dificuldades gigantescas por inúmeros fatores, então pude
me colocar no seu lugar desses professores que tive a oportunidade de estar em sala de
aula observando a ministração das aulas.
Dessa maneira, consegui ter uma visão mais aprofundada relacionada à realidade
vivenciada pelo professor no âmbito educacional e nos desafios que são diariamente
enfrentados no ramo da educação. Através dessa experiência importante, pude
direcionar melhor as perspectivas acerca da atuação dessa futura profissão. Os
professores de certa forma mostraram visões referentes às dificuldades que sentem ao
mediar à aprendizagem dos alunos em sala de aula e as posturas que devem ter diante do
presente cenário em todas as escolas, seja em rede pública ou particular, mas
principalmente nas instituições públicas em relação ao ensino de línguas estrangeiras.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CUNHA, Alex & MICOLLI, Laura. Faça a diferença: ensinar línguas estrangeiras na
educação básica/ 1º edição. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.200 p.
OLIVEIRA, Luciano Amaral. Métodos de ensino de inglês: teorias, práticas,
ideologias / Luciano Amaral Oliveira. 1º edição. São Paulo: Parábola, 2014. 216 p.
ANEXOS