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Manual Esmb Fal

O fuzil 7,62 M964, conhecido como FAL, foi adotado pelo exército brasileiro para modernizar a armamentação, substituindo fuzis antigos. Este armamento leve possui características como alta maneabilidade, facilidade de manutenção e segurança de funcionamento, sendo amplamente utilizado desde 1960. O documento detalha suas especificações, tipos de munições, e procedimentos de desmontagem em diferentes escalões.

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O fuzil 7,62 M964, conhecido como FAL, foi adotado pelo exército brasileiro para modernizar a armamentação, substituindo fuzis antigos. Este armamento leve possui características como alta maneabilidade, facilidade de manutenção e segurança de funcionamento, sendo amplamente utilizado desde 1960. O documento detalha suas especificações, tipos de munições, e procedimentos de desmontagem em diferentes escalões.

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Fz 7,62 M964 “FAL” Escola de Material Bélico

ARMAMENTO LEVE
FUZIL AUTOMÁTICO LEVE M964 - FAL

I-APRESENTAÇÃO
O fuzil 7,62 M964, é uma arma adotada no exército brasileiro em substituição aos antigos
fuzis e mosquetões de repetição de calibres 7mm e .30. Foi adotado como arma portátil do combatente
de qualquer arma, atendendo as necessidades de uniformização da munição, bem como da
modernização do equipamento.
É uma arma de aceitação internacional, tendo sido muito utilizada desde 1960 na África quando
de lutas internas. Suas excepcionais características já foram comprovadas nas mais diversas situações e
condições de emprego.
Esta arma foi projetada e executada com objetivo de colocar nas mãos do soldado, uma arma
que tenha – em grau até agora não igualado – as mais importantes qualidades a saber:
 perfeita maneabilidade;
 possibilidade de iniciar instantaneamente tiro intenso e apontado;
 facilidade de manutenção em campanha;
 segurança absoluta de funcionamento.

II-CARACTERÍSTICAS
A-DESIGNAÇÃO
NEE.................................................................1005-1062-443-5
Indicativo militar ............................................Fz 7,62 M964
Nomenclatura .................................................Fuzil 7,62 M964 “FAL”

NEE................................................................1005-1062-414-6
Indicativo militar ............................................Fz 7,62 M964 Br1
Nomenclatura .................................................Fuzil 7,62 M964 “FAL/FI”

B-CLASSIFICAÇÃO
Quanto ao tipo ................................................Portátil
Quanto ao emprego ........................................Individual
Quanto ao funcionamento ..............................Semi-automático
Princípio de funcionamento............................Tomada de gases (em um ponto do cano)
Quanto a refrigeração .....................................A ar

C-ALIMENTAÇÃO
Carregador .....................................................Metálico, tipo cofre
Capacidade ....................................................20 cartuchos
Sentido ...........................................................De baixo para cima

D-RAIAMENTO
Números de raias ...........................................04 (quatro)
Sentido ...........................................................A direita

E-APARELHO DE PONTARIA
Alça de mira ...................................................Tipo lâmina graduada e visor com cursor
Massa de mira ................................................Tipo ponto com protetores

1 S/S Armamento Leve


Escola de Material Bélico Fz 7,62 M964 “FAL”

F-DADOS NUMÉRICOS
Calibre ............................................................7,62 mm
Comprimento .................................................1,10 m
Peso do carregador vazio ...............................250 g
Peso da arma com carregador vazio ..............4,200 Kg
Peso da pressão do gatilho ............................3,5 a 4,5 Kg
Velocidade inicial do projetil ........................840 m/s
Velocidade do tiro .........................................Automático: 120 tiros por minuto
Semi-automático: 60 tiros por minuto
Velocidade teórica de tiro ..............................650 / 750 tiros por minuto
Alcance máximo ............................................3.800 m
Alcance útil sem luneta ..................................600 m
Vida útil da arma ............................................Superior a 16.000 tiros

G-MUNIÇÕES UTILIZADAS
Ordinário ........................................................7,62 M1
Perfurante ......................................................7,62 Pf
Traçante .........................................................7,62 Tr
Festim ............................................................7,62 Ft
Manejo ...........................................................7,62 Ma
Lança-granada ...............................................7,62 Lç-NATO

H-TIPOS DE GRANADAS
Anti-pessoal ...................................................Cor havana / cinta vermelha
Anti-carro .......................................................Cor amarela / vo / cinta branca
Incendiária .....................................................Cor cinza
Exercício ........................................................Cor preta ou azul

III-DESMONTAGEM
A-MEDIDAS PRELIMINARES
Antes de iniciar a desmontagem da arma, deve-se tomar as seguintes precauções:
 Retirar o carregador.
 Dar dois golpes de segurança.
 Retirar o reforçador para tiro de festim.
 Retirar a bandoleira.
 Abrir a arma, agindo na chaveta do trinco da armação.

 Atenção: Manter o cano voltado para BAIXO !

B-DESMONTAGEM DE 1o ESCALÃO
1-Retirar o Conjunto Ferrolho-Impulsor do Ferrolho
 Puxar para trás, a haste do impulsor do ferrolho.

2-Retirar a Tampa da Caixa da Culatra


 Puxando para trás, a tampa deslizará em suas corrediças.

3-Separar o Ferrolho do Impulsor do Ferrolho


 Deixe o ferrolho cair normalmente e, ao mesmo tempo, exercer pressão na cauda do
percussor, utilizando a face de uma mesa de madeira.
S/S Armamento Leve 2
Fz 7,62 M964 “FAL” Escola de Material Bélico

4-Retirar o Percussor
 Fazendo pressão sobre sua cauda e por meio de um toca-pino, retirar o pino do percussor.
 Retirado o pino do percussor, o mesmo sairá do seu alojamento por força de sua mola.

5-Desmontar o Obturador do Cilindro de Gases


 Fazendo pressão sobre o retém do obturador, girar ¼ de volta no sentido horário e retirá-lo.

6-Retirar o Êmbolo do Cilindro de Gases


 Puxar o êmbolo do seu alojamento e separá-lo da sua mola.
 A última espira da mola é a mais apertada para mantê-la junto ao êmbolo.

C-DESMONTAGEM DE 2o ESCALÃO
7-Retirar o Guarda-Mão
 Afrouxar o parafuso do guarda-mão e retirá-lo.

8-Desmontar o Extrator
 A desmontagem do extrator, é feita com auxílio de uma ferramenta especial.
 Retirando o extrator, retira-se com cuidado, o impulsor do extrator de seu alojamento e sua
mola.

9-Separar o Conjunto Cano-Caixa da Culatra do Conjunto Armação-Coronha


 Após girar a armação até o limite máximo, desaparafusar a cavilha do eixo da armação, com
uma chave de fenda.
 Retirar a cavilha do eixo da armação.
 Com auxílio de um toca-pino, fazer com que o eixo da armação saia de seu alojamento, pelo
lado direito da arma, por cerca de um centímetro.
 Retirar o eixo da armação.
 Retirado o eixo da armação, separa-se o conjunto cano-caixa da culatra, do conjunto
armação-coronha.

10-Retirar o Disparador
 Girar o disparador de 90o efetuando leve pressão para trás
 Continuar o movimento para a retaguarda, até liberá-lo da caixa da culatra.

 A mola do disparador é cravada e não deve ser desmontada, a não ser para
substituição, em órgão de 3o escalão.

11-Desmontar o Mecanismo da Armação


 Colocar o registro de tiro e segurança na posição “R” e liberar o martelo agindo no gatilho.
 Com auxílio de uma chave de fenda, introduzir sua fenda por baixo do estojo da mola do
martelo e fazer sair o estojo de seu apoio na armação e retirar o conjunto estojo-haste-guia e
mola do martelo.
 Girar o registro de tiro e segurança para cima, até que fique em posição vertical e retirá-lo.
 Girar a placa suporte dos eixos para sua posição mais elevada e puxá-la para trás.
 Com auxílio de um toca-pino, empurrar o eixo do martelo para fora e retirar o eixo e o
martelo.
 Com auxílio de um toca-pino, empurrar o eixo do gatilho intermediário para fora e retirar o
eixo e o gatilho intermediário, segurando-o para não saltar.
 Retirar o gatilho, separando-o do impulsor do gatilho. Como a última espira da mola do
gatilho intermediário é aberta, esta não deve ser retirada a não ser para substituição.
3 S/S Armamento Leve
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12-Retirar a Chapa da Soleira


 Retirar o parafuso da chapa da soleira e separá-los.

13-Retirar as Molas Recuperadoras


 Com auxílio de uma ferramenta especial, retirar o parafuso das molas recuperadoras e as
molas.
 Separar o parafuso, a arruela, as duas molas (interna e externa) e a haste das molas.

14-Retirar a Massa de Mira


 Verificar a sua posição.
 Atarraxá-la completamente, contando o número de cliques.
 Desatarraxá-la por meio de uma ferramenta especial.
 Retirar o engrazador e a mola da massa de mira.

15-Desmontar o Carregador
 Fazer deslizar, em seu encaixe, o fundo do carregador até ficar um centímetro para fora.
 Puxar o fundo do carregador.
 Retirar a mola do transportador, até o fim.
 Girar o transportador cerca de 45o, no interior do carregador.
 Separar a mola do transportador.

D-DESMONTAGEM DE 3o ESCALÃO
 A desmontagem de 3o escalão deverá ser realizada somente em níveis mais elevados de
instruendos. Não utilizá-la para conscritos.

16-Desmontar o Anel Regulador de Escape de Gases


 Com auxílio de uma ferramenta especial, desaparafusar o anel regulador de escape de gases
e retirá-lo.
 Por meio de uma chave de fenda, retirar a extremidade da mola de travamento, de seus
alojamentos, e retirá-la.

17-Retirar o Cilindro de Gases


 Com auxílio de uma ferramenta especial, desaparafusar a luva do cilindro de gases e puxar a
mesma em direção a boca da arma.
 Retirar o pino do cilindro de gases.
 Desatarraxar o cilindro de gases e puxá-lo para trás.
 Separar do cilindro de gases, o anel regulador de escape de gases e a luva do cilindro de
gases.

18-Retirar a Alça de Transporte


 Retirada a luva do cilindro de gases, a alça de transporte está solta.

19-Desmontar a Alavanca de Manejo


 Com auxílio de um toca-pino, tirar o pino da chaveta da alavanca de manejo.
 Retirar o mergulhador e mola de seu alojamento.

20-Retirar o Retém do Carregador


 Com uma chave de fenda, desaparafusar o parafuso-eixo do retém do carregador e retirá-lo.

S/S Armamento Leve 4


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 Comprimir a mola do retém do carregador e segurar o retém, quando a mola ficar solta,
retirar o retém.

21-Retirar o Retém do Ferrolho


 Retirado o retém do carregador, o retém do ferrolho está solto.

22-Desmontar o Punho
 Com auxílio de uma chave de fenda, desaparafusar a porca de fixação do punho e retirá-la
junto com o punho.

23-Desmontar o Guarda-Mato
 Após retirar o punho, basta girá-lo para frente e para baixo, que o mesmo está solto.

24-Desmontar o Impulsor do Gatilho


 Fazer pressão para trás, sobre o impulsor do gatilho, para comprimir sua mola e girá-lo para
baixo.
 Separar o impulsor e sua mola.

25-Desmontar a Armação da Coronha


 Retirar o parafuso da coronha, que liga a armação.
 Separar a armação da coronha.

26-Desmontar o Trinco da Armação


 Retirar o parafuso-suporte da chaveta do trinco da armação.
 Com auxílio de um toca-pino, retirar o pino-guia do trinco da armação, mantendo o toca-
pino no alojamento do pino, para que a mola do trinco não seja distendida violentamente.
 Com o dedo fazendo pressão sobre o trinco da armação, retirar o toca-pino.
 Retirar a mola e o mergulhador do trinco da armação.
 Fazer pressão sobre a extremidade do eixo da chaveta do trinco e retirar a chaveta.
 Retirar o trinco da armação de seu alojamento.

27-Desmontar a Alça de Mira


 Desaparafusar e retirar um dos parafusos de correção do desvio da alça de mira.
 Fazer deslizar a alça de mira para o mesmo lado de onde foi retirada o parafuso de correção
(não mexer no outro parafuso).
 Retirar o pino-limitador do cursor da alça de mira e por meio de uma pressão do botão
serrilhado daquele cursor, retirar o mesmo.
 Separar o cursor, o botão serrilhado, a mola do botão serrilhado, o cursor da alça de mira e a
mola de travamento dos parafusos de correção de desvio da alça de mira.

28-Desmontar os Zarelhos
 Zarelho Anterior
 Retirar o parafuso do zarelho e afastar a braçadeira, retirando-a do cano.
 Zarelho Posterior
 Retirar os dois parafusos e retirá-lo.

29-Desmontar a Haste do Impulsor do Ferrolho


 Com auxílio de um toca-pino, retirar o pino da haste. Esta operação, somente será realizada
em caso de substituição.

5 S/S Armamento Leve


Escola de Material Bélico Fz 7,62 M964 “FAL”

 Retirar a haste, o mergulhador e a mola do mergulhador.

30-Desmontar a Alavanca de Manejo


 Com auxílio de um toca-pino, impelir o retém do punho da alavanca de manejo para fora e
separar o punho, o retém e o corpo da alavanca. Esta operação, somente será realizada em
caso de substituição.

31-Desmontar o Ejetor
 Com auxílio de um toca-pino, empurrar o pino do ejetor somente até a metade, para facilitar
a desmontagem.
 Retirar o ejetor, puxando-o na direção da boca da arma.
 Caso não saia facilmente, empurrá-lo com um toca-pino de bronze. Esta operação, somente
será realizada em caso de substituição.

32-Desmontar o Apoio do Ferrolho


 Com auxílio de um toca-pino, empurrar o apoio do ferrolho da esquerda para a direita e
retirá-lo.
 Esta operação, somente será realizada em caso de substituição.

33-Desmontar o Registro de Tiro e Segurança


 Retirar o pino do registro de tiro e segurança.
 Separar as partes componentes, que são: o registro, o mergulhador, a mola e o pino.

IV-MONTAGEM
A montagem é executada na ordem inversa da desmontagem, com exceção do trinco da armação,
que procede-se da seguinte maneira:
 Colocar o trinco da com mergulhador e mola;
 Colocar o pino-guia do trinco;
 Pressionar o trinco, dando posição para a chaveta;
 Colocar a chaveta do trinco da armação;
 Colocar o parafuso-suporte da chaveta do trinco da armação.

V-FUNCIONAMENTO
Para facilidade de estudo, o funcionamento será apresentado nos seguintes tópicos:
 Ação dos gases;
 Recuo das peças móveis e
 Avanço das peças móveis.
A arma será considerada, neste estudo, em uma posição inicial assim definida:
 Um cartucho encontra-se na câmara;
 A arma está trancada e
 Dá-se a percussão.

A-Fases de Funcionamento

S/S Armamento Leve 6


Fz 7,62 M964 “FAL” Escola de Material Bélico

Durante o Recuo das Peças Móveis:


1-Destrancamento e Abertura
2-Extração 2a Fase
3-Ejeção
4-Apresentação

Durante o Avanço das Peças Móveis:


5-Ação das Molas Recuperadoras
6-Carregamento e Fechamento
7-Extração 1a Fase
8-Trancamento

B-Ação dos Gases


 O projetil percorre o cano e ultrapassa o evento de admissão de gases (F-Fig. 1).
 Os gases atravessam o evento de admissão de gases e atingem o obturador do cilindro de
gases (A), que está ligado ao bloco do cilindro de gases (B).
 Caso o obturador esteja fechado, (letras “Gr” para cima), os gases não penetram no cilindro
de gases e a arma funciona como arma de repetição.
 Com o obturador aberto, (letra “A” para cima), os gases atravessam o evento de admissão e
entram em contato com a cabeça do êmbolo (D).
 Sob a pressão dos gases, o êmbolo retrocede e deixa livre o evento de escape de gases (E).
 O evento de escape de gases tem abertura variável, segundo a graduação em que se ache o
anel regulador de escape de gases (C).
 O anel regulador, destina-se a fazer aumentar ou diminuir a saída dos gases e assim controlar
a pressão destes, na cabeça do êmbolo.
 O êmbolo (P-Fig. 2), em seu recuo, obriga o impulsor do ferrolho (B), a retroceder.
 A mola do êmbolo, que foi comprimida, distende-se e torna e levar o êmbolo para a sua
posição avançada.

7 S/S Armamento Leve


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C-Recuo das Peças Móveis


1-Destrancamento e Abertura
 Quando o impulsor do ferrolho recua, as suas rampas de destrancamento (B1-Fig. 3), entram
em contato com os ressaltos de destrancamento do ferrolho (C1) e faz com que a parte
posterior do ferrolho, erga-se e abandone o seu apoio (D-Figs. 3 e 4), na caixa da culatra (E-
Fig. 4).

2-Extração 2a Fase
 O batente do ferrolho no impulsor do ferrolho (B2-Fig.5), entra em contato com o ferrolho
(C2) e este é levado para a retaguarda.
 Nesse momento, a garra do extrator retira o estojo da câmara, conservando-o preso ao
ferrolho.

3-Ejeção
 Quando a face anterior do ferrolho se acha próxima ao defletor da janela de ejeção, o estojo
choca-se com o ejetor (Fig. 6) que obriga-o a girar e sair para cima e para a direita.
 Depois desta fase, o movimento das peças móveis continua até que o conjunto ferrelho-
impulsor do ferrolho vem parar junto da parte posterior da armação.
 Durante o recuo, houve a compressão das molas recuperadoras, por intermédio da haste do
impulsor do ferrolho.

S/S Armamento Leve 8


Fz 7,62 M964 “FAL” Escola de Material Bélico

4-Apresentação
 Durante a última parte do movimento das peças móveis para trás, os cartuchos existentes no
carregador, sob o impulso da mola do transportador, sobem, e o mais acima, apresenta seu
culote de maneira a ser empurrado pelo ferrolho, quando este avançar.

D-Avanço das Peças Móveis


5-Ação das Molas Recuperadoras
 As molas recuperadoras em certo momento de sua compressão, impedem que o conjunto
ferrolho-impulsor do ferrolho, prossiga em seu recuo.
 A seguir, impelem tal conjunto para frente, por intermédio da haste do impulsor do ferrolho.
 As rampas de impulso (B3-Fig. 7), existentes no impulsor do ferrolho, entram em contato
com as rampas de impulso do ferrolho (C3) e este é impelido para frente.

6-Carregamento e Fechamento
 O ferrolho avançando mais, liberta o cartucho das abas do carregador e o introduz
completamente na câmara.
 Está realizado o carregamento.
 O ferrolho terminou seu avanço e a arma está fechada, embora ainda não esteja
trancada.
 Quando o ferrolho avançar, a parte inferior de sua face anterior, entra em contato com o
culote do cartucho e leva-o para frente.
 A ponta do projetil ao avançar, encontra a rampa de acesso, que eleva e orienta aquela ponta,
para que haja a introdução na câmara de carregamento.
 Nesse momento, o cartucho está liberado parcialmente das abas do carregador.

7-Extração 1a Fase
 No momento em que termina o carregamento, dá-se a 1 a fase da extração, pois o ferrolho
procurando avançar mais, obriga o extrator a empolgar por sua garra, o culote do estojo.

8-Trancamento
 Como o ferrolho não pode avançar mais, o impulsor do ferrolho, por intermédio de sua
rampa de impulso (B3-Fig. 7) que age sobre a rampa de impulso do ferrolho (C3), obriga
este a baixar.
 As rampas de trancamento do impulsor do ferrolho (B4-Fig. 7) e do ferrolho (C4), entram
em contato e impelem este último para baixo.
 O ferrolho, coloca-se então, diante do apoio do ferrolho (D-Fig. 8).
 Deu-se o trancamento da arma.

9 S/S Armamento Leve


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VI-SEGURANÇA
O fuzil possui uma segurança. O registro de tiro e segurança na posição “S”, seu eixo apresenta
à cauda do gatilho, sua parte arredondada, não permitindo que este suba e atue no gatilho
intermediário.

VII-SEGURANÇAS ADICIONAIS
A-Pela Posição do Impulsor do Ferrolho
 Como o impulsor do ferrolho continua o seu movimento para frente, após o ferrolho parar, a
face inferior da mortagem do impulsor do ferrolho (B5-Fig. 8), coloca-se sobre a parte
superior do ferrolho (C5) e impede que este se levante e destranque a arma.

B-Pela Posição do Percussor


 Durante o movimento das peças móveis, a cauda do percussor está oculta pelo impulsor do
ferrolho (Fig. 9).
 Somente quando se dá o trancamento completo, pela chegada do impulsor do ferrolho à sua
posição mais avançada, é que a cauda do percussor fica descoberta. Aí então, é que pode ser
realizada a ação do martelo sobre o percussor, para que haja a percussão.

C-Pelo Retém do Ferrolho


 Depois de ter saído o último cartucho do carregador, o gancho do transportador entra em
contato com o retém do ferrolho (Fig. 10), e, sob a pressão da mola do transportador, levanta
o referido retém.
 Quando o ferrolho procura avançar, encontra em seu caminho, o retém do ferrolho (Fig.10) e
fica preso.
 A arma fica aberta e o atirador é avisado de que o carregador está vazio.

D-Pela Posição do Disparador


 Durante o seu movimento para trás, o impulsor do ferrolho, obriga o martelo a girar para trás.
 Logo que a face posterior do impulsor do ferrolho, ao avançar, ultrapassa o martelo, e este se
levanta e entra em contato pelo entalhe (F2-Fig. 9) com a cuada do disparador (K2), que o
mantém em posição de “ENGATILHADO” (Fig.9).
 Nos últimos milímetros do seu avanço, o impulsor do ferrolho entra em contato com o dente
do disparador (K1), por intermédio de seu ressalto posterior inferior esquerdo (B6).
 O disparador sob a pressão do impulsor do ferrolho, gira e libera o martelo (Fig. 12), o qual
em seguida é detido no seu entalhe (F1-Fig. 12), pelo dente do gatilho intermediário (G1-Fig.
12).

S/S Armamento Leve 10


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E-Pelo Mecanismo de Disparo


1-Posição Inicial
Suponha-se a seguinte posição inicial:
 A arma está engatilhada;
 A arma está travada.

2-Posição “Travada”
 O registro de tiro e segurança, acha-se na posição “S”, que indica que a arma está travada.
 O eixo do registro de tiro e segurança (J1 e J2-Fig. 11), apresenta à cauda do gatilho o seu
arredondamento (J1).
 Nesta posição, a cauda do gatilho não pode subir e não pode atuar no gatilho intermediário.

3-Posição “Tiro Semi-Automático”


 O registro de tiro e segurança, acha-se na posição “R”, que indica que arma está preparada
para o tiro semi-automático.
 O eixo do registro de tiro e segurança, apresenta à cauda do gatilho, o seu entalhe menor
(J2-Figs. 11 e 12).

A-AVANÇO DO MARTELO
 A pressão do dedo na tecla do gatilho, faz a cauda do gatilho (H2-Fig. 12), entrar em
contato com a cauda do gatilho intermediário (G2).
 O gatilho, que continua o seu movimento sob o efeito da pressão do dedo, impele a
cauda do gatilho intermediário (G2), para cima.
 Em conseqüência, o dente do gatilho intermediário (G1), baixa e desprende-se do
entalhe do martelo (F1), este liberado, avança sob a pressão de sua mola e provoca a
percussão, por choque do encontro da cauda do percussor.
 Durante o avanço do martelo, o gatilho intermediário, que já não está pressionado pelo
martelo, e que tem o olhal de seu eixo de forma oval, vem para frente (Fig. 13), sob a
ação de sua mola.
 Nesta posição, a cauda do gatilho intermediário (G2), perde contato com a cauda do
gatilho (H2).
 O dente do gatilho intermediário (G1) eleva-se, então, e fica em posição de prender o
martelo na próxima vez.

B-POSIÇÃO ENGATILHADO
 As peças móveis recuam e fazem girar o martelo para a sua posição recuada.
 No avanço, o disparador mantém o martelo preso, durante o tempo de segurança (Ver
D-Pela Posição do Disparador) .

11 S/S Armamento Leve


Escola de Material Bélico Fz 7,62 M964 “FAL”

 No fim do curso das peças móveis, o disparador liberta o martelo.


 O martelo gira ligeiramente em torno de seu eixo e o seu entalhe (F1), vem prender-se
no dente do gatilho intermediário (G1), e obriga a este último recuar um pouco, para ir
colocar-se contra o seu apoio na cauda do gatilho (H2-Fig.12).
 Quando a pressão do dedo sobre a tecla do gatilho cessa, este volta à sua posição
normal, sob a pressão de sua mola, fazendo baixar sua cauda, o que permite ao gatilho
intermediário, recuar o pouco que necessita para estar em condições de prender
novamente o martelo.
4-Posição “Tiro Automático”
 O registro de tiro e segurança, acha-se na posição “A”, que indica que arma está preparada
para o tiro automático.
 O eixo do registro de tiro e segurança, apresenta à cauda do gatilho, o seu entalhe maior
(J3-Fig. 13).
 No momento em que se dá a pressão do dedo sobre a tecla do gatilho, o ciclo dos
movimentos do gatilho e do gatilho intermediário, é o mesmo que no caso do tiro semi-
automático.
 No entanto, como o curso do gatilho agora é maior, o dente do gatilho intermediário (G1),
permanece abaixado e não mais prende o martelo quando este avançar.
 O martelo, então, é acionado somente pelo disparador.
 O disparador, impedindo que a queda do martelo seja antes do fim do curso do impulsor do
ferrolho, torna-se possível o tiro automático, pois, se o martelo estivesse mantido até o fim
do avanço daquele impulsor, seguiria este último e assim, empurraria o percussor para
frente, ao invés de chocar-se contra ele.
 Ao cessar a pressão do dedo sobre a tecla do gatilho, as operações repetem-se da mesma
forma que no tiro semi-automático.

5-Posição “Tiro de Repetição”


 Para o lançamento de granadas, emprega-se o tiro de repetição, para o que, além do
registro de tiro e segurança ser colocado na posição “R”, deve-se girar o obturador do
cilindro de gases, até que as letras “Gr”, fiquem para cima.
 É usado então, um cartucho de lançamento (que não possui projetil), para fazer o papel de
carga de projeção da granada.

VIII- MANEJO
As operações de manejo aqui apresentadas, são apenas aquelas que tenham ligações diretas
com a utilização do armamento.

A-Municiar o Carregador
 Consiste em introduzir o cartucho no carregador.

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B-Alimentar a Arma
 Colocar o carregador municiado na arma.
C-Engatilhar
 Trazer a alavanca de manejo completamente a retaguarda, e, logo após, deixar que a
mesma vá à frente.
D-Travar
 Colocar o registro de tiro e segurança na posição “S”.
E-Destravar
 Colocar o registro de tiro segurança na posição “R” ou “A”.
F-Disparar
 Pressionar a tecla do gatilho.

IX-QUADRO DE INCIDENTES DE TIRO

TIPOS DE INCIDENTES CAUSAS CORREÇÕES


1-Garra do extrator gasta ou 1-Substituir o extrator.
quebrada.
2-Mola do extrator quebrada ou 2-Substituir a mola.
FALHA NA EXTRAÇÃO fraca.
3-Virola do estojo quebrada. 3-Sacar o estojo da câmara.
4-Recuo incompleto do ferrolho 4-Regular o escape de gases.
por insuficiência de gases.
1-Ponta do percussor gasta ou 1-Substituir o percussor.
FALHA NA PERCUSSÃO
quebrada.
1-Ejetor quebrado. 1-Substituir o ejetor.
FALHA NA EJEÇÃO
2-Insuficiência de gases. 2-Reduzir o escape de gases.
1-Corpo do carregador amassado. 1-Substituir o carregador.
2-Retém do carregador gasto. 2-Substituir o retém do
FALHA NA
carregador.
ALIMENTAÇÃO
3-Mola do retém do carregador 3- Substituir a mola.
quebrada.
1-Insuficiência de gases. 1-Reduzir o escape de gases.
2-Dente do gatilho intermediário 2-Substituir o gatilho
gasto (tiro semi-automático). intermediário.
FALHA NO
3-Cauda do disparador gasta (tiro 3-Substituir o disparador.
ENGATILHAMENTO
automático).
4-Mola do disparador fraca ou 4-Substituir a mola.
quebrada (tiro automático).
1-Insuficiência de gases. 1-Reduzir o escape de gases.
2-Estojo rompido no interior da 2-Sacar o estojo da câmara.
câmara.
FALHA NO
3-Munição defeituosa. 3-Substituir a munição.
CARREGAMENTO
4-Abas do carregador amassadas. 4-Substituir o carregador.
5-Molas recuperadoras fracas ou 5-Substituir as molas.
quebradas.
1-Mola do martelo quebrada ou 1-Substituir a mola.
FALHA NO DISPARO
fraca.
1-Mola do carregador fraca ou 1-Substituir a mola.
FALHA NA quebrada.
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APRESENTAÇÃO 2-Transportador amassado. 2-Substituir o transportador.


3-Corpo do carregador amassado. 3- Substituir o carregador.
FALHA NO 1-Dente do disparador quebrado. 1-Substituir o disparador.
DESENGATILHAMENTO
NEGA 1-Munição defeituosa. 1-Substituir a munição.

X-INCIDENTE DE TIRO
 Há um incidente de tiro quando se produz uma interrupção de tiro, sem danos para o material
e/ou pessoal, por motivo independente da vontade do atirador.
 A causa do incidente é, normalmente, eliminada por um conjunto de operações chamado “ação
imediata”, a ser realizado prontamente pelo atirador.
 Ao Fz 7,62 M964, aplicam-se com a devida adaptação, as prescrições do capítulo 4 do T 9-210.

XI-ACIDENTE DE TIRO
 Há um acidente de tiro quando se produz uma interrupção do tiro, com danos, de qualquer
natureza, para o material e/ou pessoal.
 As causas, efeitos e responsabilidades devem ser apuradas e imputadas na forma da legislação
vigente, em todos os casos de acidente de tiro ou de dano, de qualquer natureza, que resulte em
inservibilidade, ou não, do material.

XII-AÇÃO IMEDIATA
É constituída pelas seguintes operações:
1- Travar a arma.
2- Retirar o carregador.
3- Dar 2 (dois) golpes de segurança, para extrair, se possível, e ejetar um cartucho ou estojo que
esteja na arma.
4- Examinar, cuidadosamente, a caixa da culatra, a câmara e a alma, para ver se existe qualquer
anormalidade.
5- Deixar o conjunto ferrolho-impulsor do ferrolho ir para sua posição mais avançada.
6- Recolocar o carregador.
7- Acionar a alavanca de manejo para carregar a arma.
8- Destravar e recomeçar o tiro.
9- Caso a arma não reinicie seu funcionamento normal, repetir as 4 (quatro) primeiras operações,
e, dentro dos exatos limites de cada escalão de manutenção, pesquisar as causas do que está
ocorrendo.

XIII- ACESSÓRIOS
O Fz 7,62 M964 é dotado de acessórios para aumentar de eficiência e flexibilidade de
emprego, bem como para possibilitar a execução do tiro de modo correto.
Dentre os acessórios desta arma, destacam-se os mencionados a seguir:

1- Bocal para Lançamento de Granadas-Alça para Lançamento de Granadas-Quebra


Chamas

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O bocal para lançamento de granadas e quebra-chamas, como se vê na Fig.14-A, é


uma peça cilíndrica, perfurada simétrica e obliquamente em sua periferia e fixada
fortemente por atarraxamento à boca do cano. Sua desmontagem e substituição, só é
permitida em 4o escalão.
Existe, como dotação para um certo número de armas, uma alça para lançamento
de granadas, que é articulada com o obturador do cilindro de gases Fig. 14-B.

2- Reforçador para o Tiro de Festim


Possui um reforçador para o tiro de festim, do tipo que se vê na Fig. 15, que é
colocado para o uso de munição de festim.

3- Baioneta
A baioneta é igual a que está na Fig. 16, para transformar este fuzil como arma de
choque.

4- Luneta para Tiro Especial (LUN PNT FZ OIP 3,6X / FZ 7,62 M964)
A luneta para tiro especial Fig.17, fixada a uma tampa da caixa da culatra de
forma especial, próprio para receber esta luneta, é um acessório a ser montado, em
substituição à tampa da caixa da culatra normal, num fuzil escolhido para tiro de
precisão.
O fuzil deve ser escolhido pela sua precisão e regularidade no tiro normal, e, após
a regulagem da luneta do fuzil, deve ser considerado como “fuzil para tiro especial”,
ficando a luneta como seu acessório normal.

5- BANDOLEIRA
Utilizada para dar mais comodidade para o transporte do armamento Fig.18.

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XIV-REGULAGEM DO ESCAPE DE GASES


A regulagem do escape de gases, tem por objetivo assegurar o funcionamento correto da arma
por intermédio de uma variação da pressão que os gases podem exercer sobre a cabeça do êmbolo do
cilindro de gases.
Como processo para regulagem do escape de gases, fica estabelecida a seqüência de operações
abaixo:
1a) Colocar na arma, um carregador vazio;
2a) Girar o anel regulador de escape de gases, até que chegue à sua posição mais avançada, como
na Fig.19;
3a) Girar, em sentido contrário (desaparafusando), o anel regulador de escape de gases, até que
o algarismo 7 fique sobre o eixo longitudinal da arma, Fig.20, o que dá a abertura máxima
para o escape de gases, ou seja, é a situação em que ocorre a “falta de retrocesso”;

4a) Girar (aparafusando), o anel regulador de escape de gases, entalhe por entalhe, e disparar
(após introduzir cada cartucho na câmara de carregamento, com a mão), um tiro depois
de cada manobra, até verificar que, após determinado disparo, de que o ferrolho ficou preso
à retaguarda pelo seu retém, Fig.10;
5a) Confirmar tal retenção do ferrolho à retaguarda, fazendo o disparo de alguns tiros (cada
cartucho deve ser introduzido na câmara, com a mão, um por um);
6 ) Recomeçar, se necessário, a 5a operação, até que em cinco (5) disparos, haja cinco (5)
a

retenções do ferrolho pelo seu retém;


a
7 ) Fechar um entalhe no anel regulador, para ter certeza plena de que o recuo do ferrolho está
correto. A arma está regulada. Na falta da chave do anel regulador Fig.21, o anel pode ser
girado por meio da ponta de um cartucho Fig.22, ou, em último caso, à mão.

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XV-REGULAGEM DO APARELHO DE PONTARIA


A regulagem do aparelho de pontaria do Fuzil 7,62 M964 “FAL” e “FAP”, somente será realizada
nos seguintes casos:
1o) Quando a arma estiver sido desregulada, por motivo de reparação;
2o) Quando se deseja que a precisão da arma seja ajustada ou posta em “ponto 0” para um
determinado atirador ou um emprego bem definido. Nesse caso, é preciso estar seguro de:
 Que o atirador seja capaz de obter agrupamentos corretos, isto é, que não ultrapasse para
um agrupamento de cinco (5) tiros a uma distância de cem (100) metros, um círculo de
diâmetro de quinze (15) centímetros;
 Que o atirador, disparando nas mesmas condições e com o mesmo fuzil, obtenha
sistematicamente um mesmo desvio do ponto médio de impacto. Tal desvio deve ser
comprovado com várias séries de tiros;
 As correções em altura, são efetuadas deslocando-se a massa de mira para cima ou para
baixo, ou substituindo-a;
 As correções em direção, são efetuadas deslocando-se lateralmente o corpo da alça de
mira;
 Tais correções, somente devem ser efetuadas por elemento especializado, pertencente, no
mínimo, ao 2o escalão de manutenção, ou ainda, pelo oficial instrutor.

A-CORREÇÃO EM ELEVAÇÃO
1-FERRAMENTAS
Deve ser usada somente a chave para massa de mira Fig.23, destinada a regular esta
peça, pois, do contrário, ela seria danificada pelo uso de ferramenta imprópria.

2-MASSAS DE MIRA
Existem quatro (4) tipos de massas de mira de alturas diferentes, como na Fig.24.
As massas de miras identificam-se pelo número de pontos brancos que aparecem sobre
a parte superior da base circular das mesmas.
Na parte inferior da base circular da massa de mira, existem 16 (dezesseis) entalhes que
servem para fixar a massa de mira, por meio do engrazador da massa de mira.
Na parte superior, encontram-se os números: 0, 4, 8 e 12. Servem para localizar a
posição da massa de mira com relação à linha de referência que se encontra sobre o bloco do
cilindro de gases, Fig.25.
As massa de mira, possuem as seguintes medidas: N o 1 = 3,65mm; No 2 = 4,30mm; No
3 = 4,95mm e No 4 = 5,60mm.

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B-CORREÇÃO
A correção dos erros de pontaria em elevação (altura), efetua-se seja atarraxando, seja
desatarraxando, ou ainda trocando a massa de mira.

1- Linha de referência
2- Número da massa de mira (No 1)
3- Orifícios para a chave da massa
de mira
4- Número de referência

1-PARA BAIXAR O PONTO MÉDIO (PM)


Para fazer baixar o ponto médio dos impactos, é preciso desatarraxar a massa de mira,
ou seja, fazei-la subir.
A colocação de uma outra massa de mira mais alta, localizada da mesma maneira que a
anterior, fará baixar igualmente o PM.

2-PARA SUBIR O PONTO MÉDIO (PM)


Para fazer subir o ponto médio dos impactos, é preciso atarraxar a massa de mira, ou
seja, fazei-la baixar.
A colocação de uma outra massa de mira mais alta, localizada da mesma maneira que a
anterior, fará subir igualmente o PM.

3-DESLOCAMENTO DO PM (Em Altura)


Atarraxando ou desatarraxando em “n” entalhes a massa de mira, será obtido um
deslocamento do PM de “x” centímetros a “y” metros, conforme se verifica no quadro abaixo:

Distâncias
Números de Entalhes
50 m 100 m 200 m
1 0,5 cm 1 cm 2 cm
3 1,5 cm 3 cm 6 cm
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6 3 cm 6 cm 12 cm
8 4 cm 8 cm 16 cm
12 6 cm 12 cm 24 cm
16 = 1volta completa 8 cm 16 cm 32 cm
Colocação de outra massa de
mira, localizada da mesma 6 cm 12 cm 24 cm
maneira que a substituída.

C-COLOCAÇÃO EM “PONTO O”
Considerado os elementos da trajetória e da paralaxe linha de mira-eixo do cano, é
necessário regular um Fuzil 7,62 M964.
A alça de mira, deverá estar colocada na distância mínima, ou seja, duzentos (200)
metros, o atirador deverá ocupar a posição normal de tiro (arma apoiada sobre os sacos de
areia, na altura do guarda-mão), visando a base do espelho no alvo. A largura da base do
espelho, é igual à projeção da largura da massa de mira na distância correspondente, como na
Fig.26.

Para o Tiro a Distância de: Altura do PM


50 m + 2,5 cm do ponto de pontaria
100 m + 6 cm do ponto de pontaria
150 m + 5 cm do ponto de pontaria
200 m 0 = ponto de pontaria

D-TROCA DA MASSA DE MIRA


Há necessidade de trocar a massa de mira, nos seguintes casos:

1-QUANDO A MASSA DE MIRA FOR DANIFICADA


Substituir a massa de mira danificada, por outra da mesma altura, procedendo-se como
segue:
 Atarraxar a fundo a massa de mira que se vai substituir, tendo o cuidado de contar o
número de “clicks” (clicks, é o ruído que se ouve quando é girada a massa de mira);
 Logo após, desatarraxa-la totalmente;
 Atarraxar a fundo a nova massa de mira (de mesmo número e mesmo modelo);

19 S/S Armamento Leve


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 Desatarraxar a nova massa de mira, do mesmo número de “clicks” que foi contado na
primeira destas operações;
 A nova massa de mira, estará localizada, então, com a mesma altura da que foi
substituída.

2-QUANDO SE PROCEDE A REGULAGEM DA ARMA


 Se a massa de mira encontra-se atarraxada a fundo e se deseja fazer subir o PM dos
impactos;
 Se a massa de mira encontra-se desatarraxada a tal ponto que sua base circular começa a
sair de seu alojamento no bloco do cilindro de gases e se deseja baixar ainda o PM dos
impactos Figs. 27 e 28.

3-CORREÇÃO EM DIREÇÃO
A-FERRAMENTAS
Uma chave de fenda de dimensões apropriadas é necessária.

B-PARAFUSOS DE CORREÇÃO DO DESVIO DA ALÇA


Existem dois (2) parafusos de correção do desvio da alça de mira. Um está à
direita, o outro à esquerda. A parte inferior da cabeça do parafuso possui doze (12)
entalhes. Nestes entalhes, alojam-se as extremidades da mola de travamento dos
parafusos de correção do desvio da alça de mira. Cada vez que um parafuso gira, a
extremidade da mola passa de um entalhe a outro e produz um (1) “click”. Uma volta
completa corresponde a doze (12) entalhes, pelo que se pode ouvir doze (12) “clicks”.

C-DESLOCAMENTO DA BASE DA ALÇA


A base (corpo) da alça pode ser deslocada de mais ou menos 2mm para a direita
ou para a esquerda, ou seja, três (3) voltas completas dos parafusos de correção do desvio
da alça de mira.

D-CORREÇÃO
A correção dos erros em direção, se faz deslocando a base da alça para a
esquerda ou para a direita, conforme o caso.

1-Deslocar o PM para a direita


 Desatarraxar de uma volta ou duas, o parafuso da direita;
 Atarraxar o parafuso da esquerda (que fará deslocar a base da alça para a direita),
de tantos entalhes quantos forem exigidos para a correção, e cujos valores aparecem
no quadro abaixo;
S/S Armamento Leve 20
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 Atarraxar a fundo o parafuso da direita.

2-Deslocar o PM para a esquerda


 Desatarraxar de uma volta ou duas, o parafuso da esquerda;
 Atarraxar o parafuso da direita (que fará deslocar a base da alça para a esquerda),
de tantos entalhes quantos forem exigidos para a correção, e cujos valores aparecem
no quadro abaixo;
 Atarraxar a fundo o parafuso da esquerda.

3-Deslocamento do PM em direção
 Atarraxando de “n” entalhes o parafuso de correção do desvio da alça de mira,
como nas segundas operações indicadas em “1” e “2” acima, será obtido um
deslocamento lateral do PM de “x cm” a “y metros”, conforme se lê no quadro
abaixo:

DESLOCAMENTO DO PM EM DIREÇÃO
Número de entalhes 50 m 100 m 200 m
1 0,5 cm 1 cm 2 cm
3 1,5 cm 3 cm 6 cm
6 = ½ volta 3 cm 6 cm 12 cm
12 = 1 volta completa 6 cm 12 cm 24 cm
24 = 2 voltas completas 12 cm 24 cm 48 cm

XVI-INSTRUÇÕES PARA SUBSTITUIÇÃO DO APOIO DO FERROLHO

A-SUBSTITUIÇÃO NO 3o E 4o ESCALÃO
1o) Retirar da arma o apoio do ferrolho a ser substituído;
2o) Medir a cota “b” do apoio do ferrolho, com auxílio de um micrômetro de precisão de 0,01
mm;
o
3 ) Escolher, com auxílio de um micrômetro, um apoio do ferrolho de mesma medida, ou
ligeiramente superior (no máximo 0,02mm);
o
4 ) Colocar o apoio do ferrolho com o punção especial F-11091 e martelo de pena;
5o) Controlar a seleção do apoio do ferrolho: o controle será feito com o conjunto impulsor do
ferrolho-ferrolho, de modo que haja trancamento quando, atuando sobre o calibrador E-
8007 (previamente introduzido na câmara), se fizer pequena pressão sobre o impulsor do
ferrolho e que não seja possível o trancamento quando o conjunto impulsor do ferrolho-
ferrolho atuar sobre o calibrador E-8002, previamente introduzido na câmara;
6o) Após o controle, três casos podem ocorrer:
1o caso: O conjunto impulsor do ferrolho-ferrolho, tranca como calibrador E-8007 e não
tranca com o calibrador E-8002: a seleção será correta;
o
2 caso: O conjunto impulsor do ferrolho-ferrolho, não tranca com o calibrador E-8007:
escolher um apoio do ferrolho de cota “b” ligeiramente menor, substituir e fazer
novo controle;
3o caso: O conjunto impulsor do ferrolho-ferrolho, tranca com o calibrador E-8002:
escolher um apoio do ferrolho de cota “b” ligeiramente maior, substituir e fazer
novo controle.
o
7 ) Quando não for possível encontrar um apoio do ferrolho que satisfaça às condições de
controle, a arma necessitará substituição de outras peças como cano, caixa da culatra,
ferrolho e impulsor do ferrolho.
21 S/S Armamento Leve
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B-SUBSTITUIÇÃO NO 5o ESCALÃO
1-SELEÇÃO DA PEÇA
A peça será selecionada com auxílio do aparelho verificador B-6502 e dos calibradores
auxiliares B-6502/8 e B-6502/9. O aparelho verificador deverá ser calibrado periodicamente
pelo contra-calibrador D7513.

2-COLOCAÇÃO DA PEÇA
A peça será colocada com o punção especial F11091 e o martelo de pena.

3-CONTROLE DA SELEÇÃO (Controle da Folga de Carregamento)


O controle será feito com o conjunto impulsor do ferrolho-ferrolho, de modo que haja
trancamento quando, atuando sobre o calibrador E-8007, previamente introduzido na
câmara, se fizer pequena pressão sobre o impulsor do ferrolho e que não seja possível o
trancamento quando o conjunto impulsor do ferrolho-ferrolho atuar sobre o calibrador E-
8002, previamente introduzido na câmara.

XVII-EMPREGO DE CALIRADORES

1-CALIBRADORES DE CANO
É a medida do diâmetro interno do cano, entre os cheios opostos. É verificada medindo-
se suas penetrações pela boca e pela câmara. Os calibradores são:
A-Calibrador 7,57 mm - CB 134 - (Diâmetro Mínimo)
 Serve para verificar o cobreamento e a dilatação irregular do cano, que deverá penetrar
no interior do cano sem nenhum forçamento ou mesmo atrito em ambos os sentidos,
isto é, da câmara para a boca e da boca para a câmara, Fig.29.

B-Calibrador 7,67 mm - CB 32 - (Diâmetro de Usura)


 É o calibrador que vai verificar a usura do cano da arma, Fig.29. O seu emprego deve
ser auxiliado por uma régua milimetrada. É utilizado da seguinte forma:
1o) Introduzir o calibrador pela boca e medir a penetração;
2o) Introduzir o calibrador pela câmara e medir a penetração, incluindo o comprimento
desta;
3o) Somar as penetrações da 1a e 2a medida;
4o) Limites:
 Se a soma for menor que 300 mm = BOA;
 Se a soma for maior que 300 mm = ADVERTÊNCIA;
 Se o calibrador passar em todo cano = REFUGADA.

C-Calibrador 7,80 mm - CB 33 - (Avanço de Raiamento)


 Este calibrador é empregado para confirmação do calibrador 7,67 mm, Fig.29. Se der
refugo com o 7,67 mm ou com o 7,80 mm indistintamente, a arma estará refugada
(recolhida ao 4o escalão para a troca do cano). Este calibrador e introduzido somente
pela câmara, incluindo o comprimento desta e utilizado com os seguintes limites:
 Se a penetração for menor que 80 mm = BOA;
 Se a penetração for entre 80 a 120 mm = ADVERTÊNCIA;
S/S Armamento Leve 22
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 Se o penetração for maior que 120 mm = REFUGADA.

2-CALIBRADORES DE CÂMARA
É a medida a partir do diâmetro 10,16 cm, do cone de encosto do cartucho na câmara,
até a face anterior do ferrolho (apoio do culote do cartucho), estado este, em uma posição de
trancamento, em contato com o seu apoio, na caixa da culatra. É verificada utilizando-se os
seguintes calibradores:

A-Calibrador de folga de carregamento 41,423 mm - U 110 43 Co - (Mínimo)


 Este calibrador deve sempre permitir o trancamento da arma, significando que a arma
está BOA, Fig.29.

B-Calibrador de folga de carregamento 41,503 mm - U 110 44 Co - (Máximo)


 Este calibrador não deve permitir o trancamento de uma arma nova, ou de armas
reparadas pelo último escalão. Em armas usadas, quando trancar, significa que a
mesma está BOA, Fig.29.

C-Calibrador de folga de carregamento 41,723 mm - CB 6 - (Advertência)


 Quando a arma aceita este calibrador, permitindo o trancamento, significa que a folga
de carregamento está próxima do limite máximo, ADVERTÊNCIA, devendo ser
utilizada com cuidado e calibrada com mais freqüência, Fig.29.

D-Calibrador de folga de carregamento 41,773 mm - CB 5 - (Refugada)


 Quando a arma aceita este calibrador, permitindo o trancamento, deve ser recolhida
para manutenção de 3o ou 4o escalão, significando que a arma está REFUGADA,
Fig.29.

3-CALIBRADOR DE AFLORAMENTO DA PONTA DO PERCUSSOR

23 S/S Armamento Leve


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É a medida da saliência da ponta do percussor sobre a face anterior do ferrolho (apoio


do culote do cartucho). A sua posição de percussão, é verificada pelo calibrador de
afloramento da ponta do percussor E 8015 = U 3997, Fig.30, que apresenta as seguintes
dimensões:
 MÍNIMA: Saliência de 1,33 mm: o afloramento da ponta do percussor deve ser maior
do que esta dimensão.
 MÁXIMA: Saliência de 1,53 mm: o afloramento da ponta do percussor deve ser menor
do que esta dimensão.

4-CALIBRADOR DE FOLGA DO EXTRATOR


É a medida da folga mínima que deve existir entre a garra do extrator e a face anterior
do ferrolho (apoio do culote do cartucho). A sua posição de extração, é verificada pelo
calibrador de folga do extrator E 8000 = U 10865 Co, Fig.31, que colocado como se fosse a
virola de um cartucho, entre a face do ferrolho e a garra do extrator, que deve passar
livremente, sem movimentar o extrator (sem forçar o culote). A espessura deste calibrador é
de 1,37 mm.

FIM

S/S Armamento Leve 24

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