Manual Esmb Fal
Manual Esmb Fal
ARMAMENTO LEVE
FUZIL AUTOMÁTICO LEVE M964 - FAL
I-APRESENTAÇÃO
O fuzil 7,62 M964, é uma arma adotada no exército brasileiro em substituição aos antigos
fuzis e mosquetões de repetição de calibres 7mm e .30. Foi adotado como arma portátil do combatente
de qualquer arma, atendendo as necessidades de uniformização da munição, bem como da
modernização do equipamento.
É uma arma de aceitação internacional, tendo sido muito utilizada desde 1960 na África quando
de lutas internas. Suas excepcionais características já foram comprovadas nas mais diversas situações e
condições de emprego.
Esta arma foi projetada e executada com objetivo de colocar nas mãos do soldado, uma arma
que tenha – em grau até agora não igualado – as mais importantes qualidades a saber:
perfeita maneabilidade;
possibilidade de iniciar instantaneamente tiro intenso e apontado;
facilidade de manutenção em campanha;
segurança absoluta de funcionamento.
II-CARACTERÍSTICAS
A-DESIGNAÇÃO
NEE.................................................................1005-1062-443-5
Indicativo militar ............................................Fz 7,62 M964
Nomenclatura .................................................Fuzil 7,62 M964 “FAL”
NEE................................................................1005-1062-414-6
Indicativo militar ............................................Fz 7,62 M964 Br1
Nomenclatura .................................................Fuzil 7,62 M964 “FAL/FI”
B-CLASSIFICAÇÃO
Quanto ao tipo ................................................Portátil
Quanto ao emprego ........................................Individual
Quanto ao funcionamento ..............................Semi-automático
Princípio de funcionamento............................Tomada de gases (em um ponto do cano)
Quanto a refrigeração .....................................A ar
C-ALIMENTAÇÃO
Carregador .....................................................Metálico, tipo cofre
Capacidade ....................................................20 cartuchos
Sentido ...........................................................De baixo para cima
D-RAIAMENTO
Números de raias ...........................................04 (quatro)
Sentido ...........................................................A direita
E-APARELHO DE PONTARIA
Alça de mira ...................................................Tipo lâmina graduada e visor com cursor
Massa de mira ................................................Tipo ponto com protetores
F-DADOS NUMÉRICOS
Calibre ............................................................7,62 mm
Comprimento .................................................1,10 m
Peso do carregador vazio ...............................250 g
Peso da arma com carregador vazio ..............4,200 Kg
Peso da pressão do gatilho ............................3,5 a 4,5 Kg
Velocidade inicial do projetil ........................840 m/s
Velocidade do tiro .........................................Automático: 120 tiros por minuto
Semi-automático: 60 tiros por minuto
Velocidade teórica de tiro ..............................650 / 750 tiros por minuto
Alcance máximo ............................................3.800 m
Alcance útil sem luneta ..................................600 m
Vida útil da arma ............................................Superior a 16.000 tiros
G-MUNIÇÕES UTILIZADAS
Ordinário ........................................................7,62 M1
Perfurante ......................................................7,62 Pf
Traçante .........................................................7,62 Tr
Festim ............................................................7,62 Ft
Manejo ...........................................................7,62 Ma
Lança-granada ...............................................7,62 Lç-NATO
H-TIPOS DE GRANADAS
Anti-pessoal ...................................................Cor havana / cinta vermelha
Anti-carro .......................................................Cor amarela / vo / cinta branca
Incendiária .....................................................Cor cinza
Exercício ........................................................Cor preta ou azul
III-DESMONTAGEM
A-MEDIDAS PRELIMINARES
Antes de iniciar a desmontagem da arma, deve-se tomar as seguintes precauções:
Retirar o carregador.
Dar dois golpes de segurança.
Retirar o reforçador para tiro de festim.
Retirar a bandoleira.
Abrir a arma, agindo na chaveta do trinco da armação.
B-DESMONTAGEM DE 1o ESCALÃO
1-Retirar o Conjunto Ferrolho-Impulsor do Ferrolho
Puxar para trás, a haste do impulsor do ferrolho.
4-Retirar o Percussor
Fazendo pressão sobre sua cauda e por meio de um toca-pino, retirar o pino do percussor.
Retirado o pino do percussor, o mesmo sairá do seu alojamento por força de sua mola.
C-DESMONTAGEM DE 2o ESCALÃO
7-Retirar o Guarda-Mão
Afrouxar o parafuso do guarda-mão e retirá-lo.
8-Desmontar o Extrator
A desmontagem do extrator, é feita com auxílio de uma ferramenta especial.
Retirando o extrator, retira-se com cuidado, o impulsor do extrator de seu alojamento e sua
mola.
10-Retirar o Disparador
Girar o disparador de 90o efetuando leve pressão para trás
Continuar o movimento para a retaguarda, até liberá-lo da caixa da culatra.
A mola do disparador é cravada e não deve ser desmontada, a não ser para
substituição, em órgão de 3o escalão.
15-Desmontar o Carregador
Fazer deslizar, em seu encaixe, o fundo do carregador até ficar um centímetro para fora.
Puxar o fundo do carregador.
Retirar a mola do transportador, até o fim.
Girar o transportador cerca de 45o, no interior do carregador.
Separar a mola do transportador.
D-DESMONTAGEM DE 3o ESCALÃO
A desmontagem de 3o escalão deverá ser realizada somente em níveis mais elevados de
instruendos. Não utilizá-la para conscritos.
Comprimir a mola do retém do carregador e segurar o retém, quando a mola ficar solta,
retirar o retém.
22-Desmontar o Punho
Com auxílio de uma chave de fenda, desaparafusar a porca de fixação do punho e retirá-la
junto com o punho.
23-Desmontar o Guarda-Mato
Após retirar o punho, basta girá-lo para frente e para baixo, que o mesmo está solto.
28-Desmontar os Zarelhos
Zarelho Anterior
Retirar o parafuso do zarelho e afastar a braçadeira, retirando-a do cano.
Zarelho Posterior
Retirar os dois parafusos e retirá-lo.
31-Desmontar o Ejetor
Com auxílio de um toca-pino, empurrar o pino do ejetor somente até a metade, para facilitar
a desmontagem.
Retirar o ejetor, puxando-o na direção da boca da arma.
Caso não saia facilmente, empurrá-lo com um toca-pino de bronze. Esta operação, somente
será realizada em caso de substituição.
IV-MONTAGEM
A montagem é executada na ordem inversa da desmontagem, com exceção do trinco da armação,
que procede-se da seguinte maneira:
Colocar o trinco da com mergulhador e mola;
Colocar o pino-guia do trinco;
Pressionar o trinco, dando posição para a chaveta;
Colocar a chaveta do trinco da armação;
Colocar o parafuso-suporte da chaveta do trinco da armação.
V-FUNCIONAMENTO
Para facilidade de estudo, o funcionamento será apresentado nos seguintes tópicos:
Ação dos gases;
Recuo das peças móveis e
Avanço das peças móveis.
A arma será considerada, neste estudo, em uma posição inicial assim definida:
Um cartucho encontra-se na câmara;
A arma está trancada e
Dá-se a percussão.
A-Fases de Funcionamento
2-Extração 2a Fase
O batente do ferrolho no impulsor do ferrolho (B2-Fig.5), entra em contato com o ferrolho
(C2) e este é levado para a retaguarda.
Nesse momento, a garra do extrator retira o estojo da câmara, conservando-o preso ao
ferrolho.
3-Ejeção
Quando a face anterior do ferrolho se acha próxima ao defletor da janela de ejeção, o estojo
choca-se com o ejetor (Fig. 6) que obriga-o a girar e sair para cima e para a direita.
Depois desta fase, o movimento das peças móveis continua até que o conjunto ferrelho-
impulsor do ferrolho vem parar junto da parte posterior da armação.
Durante o recuo, houve a compressão das molas recuperadoras, por intermédio da haste do
impulsor do ferrolho.
4-Apresentação
Durante a última parte do movimento das peças móveis para trás, os cartuchos existentes no
carregador, sob o impulso da mola do transportador, sobem, e o mais acima, apresenta seu
culote de maneira a ser empurrado pelo ferrolho, quando este avançar.
6-Carregamento e Fechamento
O ferrolho avançando mais, liberta o cartucho das abas do carregador e o introduz
completamente na câmara.
Está realizado o carregamento.
O ferrolho terminou seu avanço e a arma está fechada, embora ainda não esteja
trancada.
Quando o ferrolho avançar, a parte inferior de sua face anterior, entra em contato com o
culote do cartucho e leva-o para frente.
A ponta do projetil ao avançar, encontra a rampa de acesso, que eleva e orienta aquela ponta,
para que haja a introdução na câmara de carregamento.
Nesse momento, o cartucho está liberado parcialmente das abas do carregador.
7-Extração 1a Fase
No momento em que termina o carregamento, dá-se a 1 a fase da extração, pois o ferrolho
procurando avançar mais, obriga o extrator a empolgar por sua garra, o culote do estojo.
8-Trancamento
Como o ferrolho não pode avançar mais, o impulsor do ferrolho, por intermédio de sua
rampa de impulso (B3-Fig. 7) que age sobre a rampa de impulso do ferrolho (C3), obriga
este a baixar.
As rampas de trancamento do impulsor do ferrolho (B4-Fig. 7) e do ferrolho (C4), entram
em contato e impelem este último para baixo.
O ferrolho, coloca-se então, diante do apoio do ferrolho (D-Fig. 8).
Deu-se o trancamento da arma.
VI-SEGURANÇA
O fuzil possui uma segurança. O registro de tiro e segurança na posição “S”, seu eixo apresenta
à cauda do gatilho, sua parte arredondada, não permitindo que este suba e atue no gatilho
intermediário.
VII-SEGURANÇAS ADICIONAIS
A-Pela Posição do Impulsor do Ferrolho
Como o impulsor do ferrolho continua o seu movimento para frente, após o ferrolho parar, a
face inferior da mortagem do impulsor do ferrolho (B5-Fig. 8), coloca-se sobre a parte
superior do ferrolho (C5) e impede que este se levante e destranque a arma.
2-Posição “Travada”
O registro de tiro e segurança, acha-se na posição “S”, que indica que a arma está travada.
O eixo do registro de tiro e segurança (J1 e J2-Fig. 11), apresenta à cauda do gatilho o seu
arredondamento (J1).
Nesta posição, a cauda do gatilho não pode subir e não pode atuar no gatilho intermediário.
A-AVANÇO DO MARTELO
A pressão do dedo na tecla do gatilho, faz a cauda do gatilho (H2-Fig. 12), entrar em
contato com a cauda do gatilho intermediário (G2).
O gatilho, que continua o seu movimento sob o efeito da pressão do dedo, impele a
cauda do gatilho intermediário (G2), para cima.
Em conseqüência, o dente do gatilho intermediário (G1), baixa e desprende-se do
entalhe do martelo (F1), este liberado, avança sob a pressão de sua mola e provoca a
percussão, por choque do encontro da cauda do percussor.
Durante o avanço do martelo, o gatilho intermediário, que já não está pressionado pelo
martelo, e que tem o olhal de seu eixo de forma oval, vem para frente (Fig. 13), sob a
ação de sua mola.
Nesta posição, a cauda do gatilho intermediário (G2), perde contato com a cauda do
gatilho (H2).
O dente do gatilho intermediário (G1) eleva-se, então, e fica em posição de prender o
martelo na próxima vez.
B-POSIÇÃO ENGATILHADO
As peças móveis recuam e fazem girar o martelo para a sua posição recuada.
No avanço, o disparador mantém o martelo preso, durante o tempo de segurança (Ver
D-Pela Posição do Disparador) .
VIII- MANEJO
As operações de manejo aqui apresentadas, são apenas aquelas que tenham ligações diretas
com a utilização do armamento.
A-Municiar o Carregador
Consiste em introduzir o cartucho no carregador.
B-Alimentar a Arma
Colocar o carregador municiado na arma.
C-Engatilhar
Trazer a alavanca de manejo completamente a retaguarda, e, logo após, deixar que a
mesma vá à frente.
D-Travar
Colocar o registro de tiro e segurança na posição “S”.
E-Destravar
Colocar o registro de tiro segurança na posição “R” ou “A”.
F-Disparar
Pressionar a tecla do gatilho.
X-INCIDENTE DE TIRO
Há um incidente de tiro quando se produz uma interrupção de tiro, sem danos para o material
e/ou pessoal, por motivo independente da vontade do atirador.
A causa do incidente é, normalmente, eliminada por um conjunto de operações chamado “ação
imediata”, a ser realizado prontamente pelo atirador.
Ao Fz 7,62 M964, aplicam-se com a devida adaptação, as prescrições do capítulo 4 do T 9-210.
XI-ACIDENTE DE TIRO
Há um acidente de tiro quando se produz uma interrupção do tiro, com danos, de qualquer
natureza, para o material e/ou pessoal.
As causas, efeitos e responsabilidades devem ser apuradas e imputadas na forma da legislação
vigente, em todos os casos de acidente de tiro ou de dano, de qualquer natureza, que resulte em
inservibilidade, ou não, do material.
XII-AÇÃO IMEDIATA
É constituída pelas seguintes operações:
1- Travar a arma.
2- Retirar o carregador.
3- Dar 2 (dois) golpes de segurança, para extrair, se possível, e ejetar um cartucho ou estojo que
esteja na arma.
4- Examinar, cuidadosamente, a caixa da culatra, a câmara e a alma, para ver se existe qualquer
anormalidade.
5- Deixar o conjunto ferrolho-impulsor do ferrolho ir para sua posição mais avançada.
6- Recolocar o carregador.
7- Acionar a alavanca de manejo para carregar a arma.
8- Destravar e recomeçar o tiro.
9- Caso a arma não reinicie seu funcionamento normal, repetir as 4 (quatro) primeiras operações,
e, dentro dos exatos limites de cada escalão de manutenção, pesquisar as causas do que está
ocorrendo.
XIII- ACESSÓRIOS
O Fz 7,62 M964 é dotado de acessórios para aumentar de eficiência e flexibilidade de
emprego, bem como para possibilitar a execução do tiro de modo correto.
Dentre os acessórios desta arma, destacam-se os mencionados a seguir:
3- Baioneta
A baioneta é igual a que está na Fig. 16, para transformar este fuzil como arma de
choque.
4- Luneta para Tiro Especial (LUN PNT FZ OIP 3,6X / FZ 7,62 M964)
A luneta para tiro especial Fig.17, fixada a uma tampa da caixa da culatra de
forma especial, próprio para receber esta luneta, é um acessório a ser montado, em
substituição à tampa da caixa da culatra normal, num fuzil escolhido para tiro de
precisão.
O fuzil deve ser escolhido pela sua precisão e regularidade no tiro normal, e, após
a regulagem da luneta do fuzil, deve ser considerado como “fuzil para tiro especial”,
ficando a luneta como seu acessório normal.
5- BANDOLEIRA
Utilizada para dar mais comodidade para o transporte do armamento Fig.18.
4a) Girar (aparafusando), o anel regulador de escape de gases, entalhe por entalhe, e disparar
(após introduzir cada cartucho na câmara de carregamento, com a mão), um tiro depois
de cada manobra, até verificar que, após determinado disparo, de que o ferrolho ficou preso
à retaguarda pelo seu retém, Fig.10;
5a) Confirmar tal retenção do ferrolho à retaguarda, fazendo o disparo de alguns tiros (cada
cartucho deve ser introduzido na câmara, com a mão, um por um);
6 ) Recomeçar, se necessário, a 5a operação, até que em cinco (5) disparos, haja cinco (5)
a
A-CORREÇÃO EM ELEVAÇÃO
1-FERRAMENTAS
Deve ser usada somente a chave para massa de mira Fig.23, destinada a regular esta
peça, pois, do contrário, ela seria danificada pelo uso de ferramenta imprópria.
2-MASSAS DE MIRA
Existem quatro (4) tipos de massas de mira de alturas diferentes, como na Fig.24.
As massas de miras identificam-se pelo número de pontos brancos que aparecem sobre
a parte superior da base circular das mesmas.
Na parte inferior da base circular da massa de mira, existem 16 (dezesseis) entalhes que
servem para fixar a massa de mira, por meio do engrazador da massa de mira.
Na parte superior, encontram-se os números: 0, 4, 8 e 12. Servem para localizar a
posição da massa de mira com relação à linha de referência que se encontra sobre o bloco do
cilindro de gases, Fig.25.
As massa de mira, possuem as seguintes medidas: N o 1 = 3,65mm; No 2 = 4,30mm; No
3 = 4,95mm e No 4 = 5,60mm.
B-CORREÇÃO
A correção dos erros de pontaria em elevação (altura), efetua-se seja atarraxando, seja
desatarraxando, ou ainda trocando a massa de mira.
1- Linha de referência
2- Número da massa de mira (No 1)
3- Orifícios para a chave da massa
de mira
4- Número de referência
Distâncias
Números de Entalhes
50 m 100 m 200 m
1 0,5 cm 1 cm 2 cm
3 1,5 cm 3 cm 6 cm
S/S Armamento Leve 18
Fz 7,62 M964 “FAL” Escola de Material Bélico
6 3 cm 6 cm 12 cm
8 4 cm 8 cm 16 cm
12 6 cm 12 cm 24 cm
16 = 1volta completa 8 cm 16 cm 32 cm
Colocação de outra massa de
mira, localizada da mesma 6 cm 12 cm 24 cm
maneira que a substituída.
C-COLOCAÇÃO EM “PONTO O”
Considerado os elementos da trajetória e da paralaxe linha de mira-eixo do cano, é
necessário regular um Fuzil 7,62 M964.
A alça de mira, deverá estar colocada na distância mínima, ou seja, duzentos (200)
metros, o atirador deverá ocupar a posição normal de tiro (arma apoiada sobre os sacos de
areia, na altura do guarda-mão), visando a base do espelho no alvo. A largura da base do
espelho, é igual à projeção da largura da massa de mira na distância correspondente, como na
Fig.26.
Desatarraxar a nova massa de mira, do mesmo número de “clicks” que foi contado na
primeira destas operações;
A nova massa de mira, estará localizada, então, com a mesma altura da que foi
substituída.
3-CORREÇÃO EM DIREÇÃO
A-FERRAMENTAS
Uma chave de fenda de dimensões apropriadas é necessária.
D-CORREÇÃO
A correção dos erros em direção, se faz deslocando a base da alça para a
esquerda ou para a direita, conforme o caso.
3-Deslocamento do PM em direção
Atarraxando de “n” entalhes o parafuso de correção do desvio da alça de mira,
como nas segundas operações indicadas em “1” e “2” acima, será obtido um
deslocamento lateral do PM de “x cm” a “y metros”, conforme se lê no quadro
abaixo:
DESLOCAMENTO DO PM EM DIREÇÃO
Número de entalhes 50 m 100 m 200 m
1 0,5 cm 1 cm 2 cm
3 1,5 cm 3 cm 6 cm
6 = ½ volta 3 cm 6 cm 12 cm
12 = 1 volta completa 6 cm 12 cm 24 cm
24 = 2 voltas completas 12 cm 24 cm 48 cm
A-SUBSTITUIÇÃO NO 3o E 4o ESCALÃO
1o) Retirar da arma o apoio do ferrolho a ser substituído;
2o) Medir a cota “b” do apoio do ferrolho, com auxílio de um micrômetro de precisão de 0,01
mm;
o
3 ) Escolher, com auxílio de um micrômetro, um apoio do ferrolho de mesma medida, ou
ligeiramente superior (no máximo 0,02mm);
o
4 ) Colocar o apoio do ferrolho com o punção especial F-11091 e martelo de pena;
5o) Controlar a seleção do apoio do ferrolho: o controle será feito com o conjunto impulsor do
ferrolho-ferrolho, de modo que haja trancamento quando, atuando sobre o calibrador E-
8007 (previamente introduzido na câmara), se fizer pequena pressão sobre o impulsor do
ferrolho e que não seja possível o trancamento quando o conjunto impulsor do ferrolho-
ferrolho atuar sobre o calibrador E-8002, previamente introduzido na câmara;
6o) Após o controle, três casos podem ocorrer:
1o caso: O conjunto impulsor do ferrolho-ferrolho, tranca como calibrador E-8007 e não
tranca com o calibrador E-8002: a seleção será correta;
o
2 caso: O conjunto impulsor do ferrolho-ferrolho, não tranca com o calibrador E-8007:
escolher um apoio do ferrolho de cota “b” ligeiramente menor, substituir e fazer
novo controle;
3o caso: O conjunto impulsor do ferrolho-ferrolho, tranca com o calibrador E-8002:
escolher um apoio do ferrolho de cota “b” ligeiramente maior, substituir e fazer
novo controle.
o
7 ) Quando não for possível encontrar um apoio do ferrolho que satisfaça às condições de
controle, a arma necessitará substituição de outras peças como cano, caixa da culatra,
ferrolho e impulsor do ferrolho.
21 S/S Armamento Leve
Escola de Material Bélico Fz 7,62 M964 “FAL”
B-SUBSTITUIÇÃO NO 5o ESCALÃO
1-SELEÇÃO DA PEÇA
A peça será selecionada com auxílio do aparelho verificador B-6502 e dos calibradores
auxiliares B-6502/8 e B-6502/9. O aparelho verificador deverá ser calibrado periodicamente
pelo contra-calibrador D7513.
2-COLOCAÇÃO DA PEÇA
A peça será colocada com o punção especial F11091 e o martelo de pena.
XVII-EMPREGO DE CALIRADORES
1-CALIBRADORES DE CANO
É a medida do diâmetro interno do cano, entre os cheios opostos. É verificada medindo-
se suas penetrações pela boca e pela câmara. Os calibradores são:
A-Calibrador 7,57 mm - CB 134 - (Diâmetro Mínimo)
Serve para verificar o cobreamento e a dilatação irregular do cano, que deverá penetrar
no interior do cano sem nenhum forçamento ou mesmo atrito em ambos os sentidos,
isto é, da câmara para a boca e da boca para a câmara, Fig.29.
2-CALIBRADORES DE CÂMARA
É a medida a partir do diâmetro 10,16 cm, do cone de encosto do cartucho na câmara,
até a face anterior do ferrolho (apoio do culote do cartucho), estado este, em uma posição de
trancamento, em contato com o seu apoio, na caixa da culatra. É verificada utilizando-se os
seguintes calibradores:
FIM