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Casos Clínicos

O documento apresenta uma série de casos clínicos de crianças com diferentes queixas de saúde, incluindo resfriados, dor de garganta, infecções de ouvido e dificuldades respiratórias. Os médicos realizam exames físicos e oferecem orientações sobre cuidados e tratamento, destacando que resfriados são comuns e autolimitados em crianças saudáveis. O texto enfatiza a importância de monitorar os sintomas e retornar ao médico se houver agravamento.

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Casos Clínicos

O documento apresenta uma série de casos clínicos de crianças com diferentes queixas de saúde, incluindo resfriados, dor de garganta, infecções de ouvido e dificuldades respiratórias. Os médicos realizam exames físicos e oferecem orientações sobre cuidados e tratamento, destacando que resfriados são comuns e autolimitados em crianças saudáveis. O texto enfatiza a importância de monitorar os sintomas e retornar ao médico se houver agravamento.

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Caso clínico 01

Em um dia chuvoso de julho, Ana leva Cláudio, seu filho de 3 anos, para
atendimento na Unidade Básica de Saúde. Ela informa que ele não
consegue respirar direito, que o nariz não para de escorrer, que não
dormiu bem e que ficou acordada a noite inteira. “Cláudio está com uma
gripe terrível, doutor”, diz ela. “Estou muito preocupada.” Filho único, ele
nasceu de parto normal, está com crescimento e desenvolvimento
adequados para idade e as vacinas estão em dia. A mãe o trouxe 8 vezes
na UBS até o momento, além das visitas por vacinas e puericultura. A
evolução, no prontuário, mostra que os motivos foram: três resfriados ou
IVAS; duas erupções de pele não diagnosticadas; um episódio de
“bronquite” tratado com antibióticos, um trauma leve na cabeça (sem
sequelas) e uma mordida de cachorro (sem sequelas).

No exame físico, há bom turgor de pele. A temperatura de Claudio é de


36,9°C. Sua frequência cardíaca é de 80 batimentos por minuto e a
frequência respiratória é de 22 respirações por minuto. Ele está alerta,
pois pega a lanterna do médico no momento do exame. Os tímpanos
estão ligeiramente hiperemiados, mas têm reflexo de luz normal. Existem
pequenos linfonodos cervicais palpáveis, mas como a faringe está
levemente hiperemiada e as amigdalas não se encontram edemaciadas, a
constatação dos linfonodos não é digna de nota. A percussão e a ausculta
pulmonar produzem resultados normais. Ele não tosse enquanto está
sendo examinando.

Percebendo a preocupação da mãe, o médico pergunta o que a


preocupa. O médico descobre que ela tem um primo cujo filho morreu de
leucemia aos 4 anos de idade. Ela pergunta se isso pode ser o início de
algo sério. Sabe que os antibióticos não funcionam para a gripe, mas ela
pergunta se há algum remédio que ajudaria Cláudio a melhorar rápido
porque eles irão a um casamento em 7 dias.

os episódios de resfriado comum são frequentes, tem boa evolução e são


autolimitados em crianças saudáveis.
• medicamentos sintomáticos, como anti-histamínicos e
descongestionantes
nasais, não causam alívio dos sintomas de obstrução nasal e coriza
comparados a placebo.
• Solução salina nasal e limpeza com água podem ter algum efeito nos
sintomas nasais. Antitussígenos e expectorantes não são recomendados
para crianças.
• Não há evidências de que a suplementação vitamínica previna
resfriados.

Há evidência limitada de que alho e mel possam prevenir novos episódios


de resfriado.
O médico diz então à Ana que o exame de Claudio não revela nenhum
sinal de perigo, que ele vem crescendo e se desenvolvendo bem para a
idade, conforme visto nas consultas de rotina, que está com as vacinas
em dia e parece estar sendo bem cuidado por ela. Informa que crianças
saudáveis costumam ter de seis a oito resfriados por ano. Explica que os
sintomas podem piorar em 2 a 3 dias, que diminuem progressivamente,
mas podem durar por 10 a 14 dias de forma mais leve. Se não ocorrer
dessa forma, ou se achar que ele está pior, pode retornar sem problemas.
O médico orienta sobre sinais de gravidade e diz a ela que as medidas de
conforto (hidratação e uso de solução salina nasal) que ela já está usando
estão bem e que, infelizmente, não há nenhum remédio que resolva um
resfriado rapidamente. Antes de partir, Ana pergunta sobre o uso de
vitaminas para evitar mais resfriados. O médico responde a ela que, até
onde ele sabe, tomar vitaminas não previnem resfriados.

Caso Clínico 2

Ana, 16 anos, procurou atendimento na unidade básica de saúde por


apresentar dor de garganta, febre e mal-estar desde o dia anterior, sem
mais queixas. O médico da unidade a conhece desde o nascimento e
sabe que ela está namorando um rapaz da comunidade. Naquele
momento, Ana estava um pouco abatida, respirando e conversando bem,
mas febril (38,8°C).
No exame físico, apresentava hiperemia de orofaringe, com exsudato
amigdaliano branco-acinzentado. Também havia linfonodos na região
cervical anterior e posterior palpáveis e dolorosos.
Caso Clínico 3

Regina, 18 anos, diarista, fumante desde os 15 anos, traz seu filho Heitor, 14
meses, para consulta porque acha que ele está com inflamação no ouvido,
seguindo um quadro gripal iniciado há 5 dias.

Na última noite, a criança chorou muito, com febre não aferida, irritabilidade e
vômito, sempre esfregando e puxando a orelha direita. Só quer ficar no colo e
não larga a chupeta.

Ele tem apresentado quadros gripais nos últimos meses, não permitindo que
permaneça na creche, o que exige que a mãe falte ao trabalho com
frequência. A gravidez foi fruto de um namoro curto, e Regina permanece
morando com os pais. Heitor foi amamentado por 2 meses, e após isso,
recebeu aleitamento artificial.

CASO CLÍNICO 04

Manoela tem 2 anos e procura a unidade acompanhada da mãe, Joana, que


refere que a filha apresenta febre há 3 dias, evoluindo com rouquidão
progressiva, tosse metálica e dificuldade para respirar à noite. Na última
madrugada, acordou chiando e agitada.FC 130, FR 38, SpO2 96% em ar
ambiente, estridor inspiratório audível, sem tiragem subcostal.
CASO CLÍNICO 05

ENZO É UMA CRIANÇA PARDA DE 09 ANOS QUE VEIO COM O PAI GERALDO EM
CONSULTA DE DEMANDA PORQUE “ELE NÃO PARA DE TOSSIR”. GERALDO CONTA
QUE ENZO ESTÁ HÁ 10 DIAS COM TOSSE SECA, NÃO TEVE FEBRE MAS RECLAMA
DE DOR DE CABEÇA, FADIGA, MIALGIA E MAL ESTAR. FC 100 BPM, FR 28 IRPM,
SATO2 97%, AUSCULTA COM CREPITAÇÕES FINAS DISCRETAS, SEM TIRAGEM. FOI
FEITO RX DE TÓRAX NA UPA HÁ 01 DIA QUE MOSTRA INFILTRADO DIFUSO
BILATERAL DE PADRÃO INTERSTICIAL

CASO CLÍNICO 06

HEITOR É UMA CRIANÇA NEGRA DE 05 MESES QUE MORA COM A MÃE CAMILE E 02
IRMÃOS; VEM EM CONSULTA DE DEMANDA POR “DIFICULDADE PARA RESPIRAR” HÁ
02 DIAS; CAMILE CONTA QUE HEITOR COMEÇOU COM CORIZA, TOSSE E FEBRE
BAIXA HÁ 03 DIAS. ACHOU QUE ERA SÓ UM RESFRIADINHO MAS FICOU
PREOCUPADA PORQUE NA ÚLTIMA MADRUGADA PERCEBEU SEU PEITO CHIANDO.
FC 160 BPM, FR 65 IRPM, SATO2 91% EM AA, TIRAGEM SUBCOSTAL MODERADA,
ESTERTORES E SIBILOS DIFUSOS

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