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Abdome Agudo

O documento aborda a avaliação e diagnóstico do abdome agudo, destacando a dor abdominal como uma queixa comum em emergências. A anamnese e o exame físico são cruciais para identificar a causa da dor, que pode variar de problemas inflamatórios a obstruções e perfurações. O tratamento e a abordagem diagnóstica dependem da identificação correta da etiologia, com ênfase na necessidade de exames complementares e avaliação cuidadosa em pacientes idosos e imunodeprimidos.

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Abdome Agudo

O documento aborda a avaliação e diagnóstico do abdome agudo, destacando a dor abdominal como uma queixa comum em emergências. A anamnese e o exame físico são cruciais para identificar a causa da dor, que pode variar de problemas inflamatórios a obstruções e perfurações. O tratamento e a abordagem diagnóstica dependem da identificação correta da etiologia, com ênfase na necessidade de exames complementares e avaliação cuidadosa em pacientes idosos e imunodeprimidos.

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Abdome Agudo

Status Aulas ja avaliadas

Dor abdominal
Pode ser muitas coisas

A queixa de dor abdominal aguda é responsável por cerca de 5-10% das admissões nos
serviços de emergência

<5% serão cirúrgicos

Em até 30% dos casos não e consegue chegar ao diagnóstico etiológico

Gás dói, paciente constipado crônico dói por distensão gasosa (mais comum no cólon -
ceco) = a dor vai ser em fossa ilíaca direita

Apendicite? Não = faz o enema e alivia a dor

A avaliação de dor abdominal é especialmente difícil nos pacientes idosos e


imunodeprimidos, devido a possibilidade de apresentações clínicas atípicas e da associação
com outras afecções pré-existentes

Se o paciente fala = conseguimos tirar a informação (dor em faixa, irradiação…)

Avaliação de narcóticos e analgésicos deve ser criteriosamente considerada, visto que em


alguns casos o alívio de dor pode aumentar a acurácia diagnóstica

Tacou morfina e quando o cirurgião chegou não havia mais sinais e sintomas

Definição
Distúrbio agudo, súbito e espontâneo, cujo a principal manifestação é dor abdominal

Anamnese

Abdome Agudo 1
Tem que ser minuciosa

Dor - súbita, localizada, cólica, variável

Intensidade

Tempo de história

Vômitos - relação do vômito com o início da dor, frequência, volume

Nos mostra que não está indo adiante

Perdemos motilidade - pancreatite

Há obstrução

Fazer exames de imagem

Bridas aderência - principal causa, que inicialmente nem se trata cirurgicamente =


passa a porra da sonda

Paciente vomitando está perdendo eletrólitos, ficando desidratado

Antes de chamar o cirurgião hidrata e passar uma sonda pra não ter pneumonia
aspirativa

Função intestinal - parada de eliminação de gases e fezes

Saber a origem da dor, se espalhou, se irradia…

Sintomas urinários

Disúria, polaciúria, hematúria

EQU com hematúria = pensar em cálculo

Pielonefrite, cálculo ureteral = diagnóstico diferencial

História ginecológica

Mulher em idade fértil = pede o BHCG

Avaliação do ciclo menstrual, uso de DIU e cirurgias prévias

Febre

Sintomas associados

Icterícia, colúria, acolia fecal, hematoquesia, hematêmese e melena

Abdome Agudo 2
Icterícia = direta ou indireta?

Bilirrumidemia

>10 tumor

<10 alteração de via biliar

Cálculo, colangite

Exame físico
Geral

Abdominal

Ver se tem cicatriz prévia = principal causa de obstrução é bridas aderência, cujo a
principal causa é cirurgia prévia

Presença de ruído hidroaéreo

Qualquer coisa que fizer irritação peritoneal vai diminuir o ruído

Inflamação - diminuição

Apendicite - se tem muito ruído não é

Se tem pus saindo da tripa não tem ruído

No processo obstrutivo

Nas 1ª 24h tem ruído aumentado

Após 48h começa vômito, alteração hidroeletrolítica = sem força de contratilidade


e o paciente tem distensão abdominal

Aí não tem ruído

Tem que por SNG

Estarão aumentado em:

Gastroenterite

Paciente que não teve ruído = não tem diarreia

Sinal de Murphy:

Processo inflamatório na vesícula

Abdome Agudo 3
Colecistite

Tríade de Charcot:

Dor no hipocôndrio direito, febre e hipotensão

É da colangite

Lapinski:

Rovsing:

Exames complementares
Laboratoriais
Leucograma, dosagem de uréia, creatinina, eletrólitos e gaso arterial, bilirrubinas,
transaminase, fosfatase alcalina, gama GT, amilase, coagulograma e contagem de plaqueta e
exames de urina, Bhcg

Colestase = fosfatase alcalina e gama GR

Ver se é pré ou pós

Idoso desidratado perde função renal

Alfa feto proteína = ajuda no dx de CHC e teratomas

Imagem
Rx de abdomen, US, TC , arteriografía, cintilografia, endoscopia,
colonoscopia, paracentese abdominal e laparoscopia
Rx = ver obstrução

Um deitado = vê alças distendidas

Em pé = nível hidroaéreo e pneumoperitônio

RX de abdome agudo

USG
Padrão ouro para colelitíase

Abdome Agudo 4
Se coledocolitíase = colangioressonância, CPRE, colangio transoperatória

RNM
Melhor exame para pelve, TC não será tão específica

TC:

Ótimo para ver barriga

Paracentese:

Critérios de light: DHL, pH, proteínas e glicose + citológico total e cultura

Compara com líquido e com sangue

Classificação
Inflamatório
Sinal mais frequente de irritação inflamatória é dor à descompressão brusca, percussão
dolorosa

Abdome em tábua = irritação peritoneal

Hemograma com desvio à esquerda

No RX teremos a distensão das alças do delgado (alças sentinelas ao processo peritonite)

Obstrutivo
Em criança - invaginação de alça intestinal

Pode fazer bolo de áscaris = por isso não damos albendazol para criança = mata e faz o
bolo de áscaris

Criança menos de dois anos NÃO dar óleo mineral - a gente faz com Sonda

Oclusão alta - de delgada


Empilhamento de moedas

Abdome Agudo 5
Oclusão baixa - de cólon
Volvo de sigmóide

Neoplasia de cólon

O que mais obstrui é o esquerdo (menor diâmetro)

O que mais sangra é o direito

O que mais perfura é o ceco - faz mais pressão e é o menos vascularizado

Alça de wol - sinal do grão de feijão

Perfurativo
Tem que ter ar na cavidade

Pneumoperitônio

Se tem e o paciente não tava internado = tem que fazer laparotomia

Se for residual de cirurgia, não precisa operar, mas se não passou por nada = tem que
abrir

Principal causa de abdome agudo perfurativo = úlcera gástrica

Hemorrágico
Principal causa é o trauma

“Tiro, facada e bomba”

Temos que fazer o ABCDE = ver a via aérea, ver se precisa de volume

Depois chama o cirurgião

Abdome Agudo 6
Atentar para sinais de instabilidade hemodinâmica, choque, sinais de hemorragia digestiva

Dica: usar um soro quente

Se não tem trauma, não é hemofílico mas é o sangrador perfeito

Hipertensão do leito venoso, plaquetopenia…

Esse é o cirrótico

Vai ter alteração no eletro, vai ter troponina mas não mandamos pro CAT = ele ta
fazendo hemorragia digestiva por isso nós vamos dar fator de coagulação, dar
octreotide, betabloqueador…

Principal causa de hemorragia digestiva = úlcera gástrica

Vascular / Isquêmico
Paciente vai estar Urrando de dor

Vai utilizar medicação e vai seguir morrendo de dor

Sudorético, proteína C elevada mas abdome sem sinal = isquemia mesentérica

Sempre = se o exame físico não condiz com o resto = isquemia

Fazer angiotomografia

Prognóstico de merda e diagnóstico difícil

Necrosa o intestino, bactérias crescem, faz sepse, SIRS, falência renal

Cx longuíssima, as vezes tira tudo e mesmo assim não resolve

Além de aumentar muito o número de bactérias, a cascata inflamatória =


paciente choca na cirurgia

Antes de operar = UTI

Tríade da morte: coagulopatia, hipotermia e acidose

Causas/Diagnósticos diferenciais
Se não apendicite:

Tiflite, gravidez ectópica, cálculo renal, pielonefrite, endometriose, adenite


mesentérica… tumores

Abdome Agudo 7
Apendicite
Doença mais comum

Acomete 20% da população

Adultos e crianças

Algoritmo diagnóstico:

Dor abdominal epigástrica/periumbilical/FID

Febre náuseas, vômitos e anorexia

EF: doloroso na FID, descompressão brusca localizada

Sintoma mais comum no adulto: anorexia

Suspeita de apendicite aguda:

Evidência clínica sugestiva = tratamento cirúrgico

Sit, especial ou dúvida

Outros recursos diagnósticos

Na criança USG

No adulto TC

Abdome Agudo 8

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